Maria Márcia Costa Oliveira
[email protected] Licenciada en Pedagogía (UNI-BH/MG, Brasil) y Educación Artística (UEMG/MG, BRASIL). Master Interdisciplinario de los Sistemas Cognitivos y Medios Interactivos (UPF/Barcelona) – actualmente ALFABETIZAÇÃO VISUAL E FORMAÇÃO DE ARTE EDUCADORES: UMA PROPOSTA ARTE EDUCATIVA PARA A CONTEMPORANEIDADE Resumo Este estudo foi desenvolvido em 2009 com alunos e egressos do curso de Educação Artística – Licenciatura em Artes Plásticas da Escola Guignard – UEMG/Brasil, e é fragmento do trabalho apresentado para conclusão desse mesmo curso. Nele se aborda a arte-educação como processo formal de alfabetização visual no contexto de uma sociedade midiatizada. O objetivo é preparar arte educadores para que possam auxiliar seus alunos para realização de uma leitura critica do discurso visual das mídias. Os resultados evidenciam a necessidade da inserção na grade curricular do curso de disciplinas ligadas à área tecnológica, tanto no que diz respeito ao uso das tecnologias como ferramenta, como sobre uma reflexão sobre como a imagem comunica significados através dos meios tecnológicos. Palavras-chave: alfabetização visual, formação de arte educadores, ensino de arte, imagem na sociedade contemporânea. Resumen Ese estudio fue desarrollado en 2009 con alumnos y licenciados del curso de Educación Artística - Licenciatura en Artes Plásticas de la Escola Guignard – UEMG/Brasil, y es un fragmento del trabajo presentado para conclusión del mismo curso. En el se aborda la arte-educación como proceso formal de alfabetización visual en el contexto de una sociedad mediatizada. El objetivo es preparar arte educadores que puedan auxiliar sus alumnos para realización de una lectura crítica del discurso visual de los medios. Los resultados evidencian la necesidad de insertar dentro del currículum de los cursos disciplinas relacionadas al área tecnológica, tanto en lo que respecta al uso de las tecnologías como herramientas, como en la reflexión sobre los diferentes significados que la imagen comunica a través de los medios tecnológicos. Palabras-clave: alfabetización visual, formación de arte educadores, enseño de arte, imagen en la sociedad contemporánea. Abstract This study was developed in 2009 with students and graduates of the Artistic Educationfrom the degree in Fine Arts of Escola Guignard UEMG/Brasil. It is
a fragment from the work presented to the conclusion of the same course. In this study the art education is dealt as a formal process of visual alphabetization in the context of a mediated society. The aim is to prepare art educators to assist students to undertake a critical reading of the media visual discourse. The results show the necessity of including in the curriculum subjects related to the use of technologies, both as tools and as a reflection of how image communicates meanings through the media. Keywords: visual literacy, training of art educators, art education, image in contemporary society. Introdução Este estudo foi desenvolvido com o intuito de verificar se o curso de Educação Artística da Escola Guignard / UEMG está cumprindo seu papel de formar arte educadores que possam auxiliar seus alunos para realização de uma leitura visual crítica. Para tanto, valeu-se de questionários distribuídos a alunos em último ano de graduação e egressos do curso de Educação Artística, a fim de identificar, em sua formação acadêmica, quais são os elementos que contribuem e quais aspectos necessitam ser aprimorados para possibilitar a iniciação de seus estudantes na cultura visual contemporânea. As intenções apresentada acima foram traduzidas nas questões básicas de pesquisa e norteadoras deste trabalho, as quais o leitor encontrará nas tabelas do item “Apresentação e discussão de dados. No decorrer desse texto será brevemente apresentada uma definição de alfabetização visual e a pertinência da formação do leitor visual junto ao processo escolar de alfabetização. Os parâmetros metodológicos através dos quais a pesquisa foi desenvolvida serão expostos, e os dados obtidos serão apresentados e analisados. E, finalmente serão feitas algumas considerações contrastando os dados obtidos através da pesquisa, com uma proposta de ensino de arte mais condizente com a contemporaneidade e a formação de arte educadores pela Escola Guignard. Alfabetização visual: porque/ para que? A proposta de um processo de alfabetização visual faz-se necessária ante a complexa realidade social contemporânea e seu imenso e intenso fluxo de informação. O alto nível de desenvolvimento tecnológico permitiu a criação dos mais variados meios de comunicação que, por sua vez, valem-se da diversidade de sistemas lingüísticos. Para interagir nesse e com esse ambiente de forma lúcida, o indivíduo precisa desenvolver habilidades as quais lhe permitam dialogar através de múltiplas linguagens. Por isso, compactua-se aqui com a concepção de alfabetização de Edwards: Entende-se aqui por alfabetização a capacidade de ler e escrever símbolos. Embora geralmente se pense a alfabetização com
respeito à palavra escrita, pode-se considerá-la aplicável de maneira mais ampla a outros sistemas convencionais de representação e comunicação. (EDWARDS, 2005) Nesse contexto a alfabetização visual é entendida como o processo de aprendizagem de leitura e escrita dos símbolos imagéticos. No mundo midiatizado em que se vive hoje, a linguagem visual é constante e exaustivamente utilizada pela comunicação publicitária. A televisão, o celular, o computador, o outdoor, o folder, o cartaz ou o postcard entre outros, todos eles se valem de imagens coloridas e chamativas na intenção de vender uma imagem, um produto ou mesmo um “estilo de vida”. Assim, a abordagem da linguagem visual pela escola, tendo em conta o contexto de uma sociedade midiatizada, é entendida como um dos fatores imprescindíveis para viabilizar a plena inserção do sujeito na sociedade de hoje. Atual grade curricular A grade curricular do curso de Educação Artística – Licenciatura em Artes Plásticas da Escola Guignard/UEMG está organizado da seguinte maneira: Tabela 1 1º PERÍODO Cor 36hs Teoria da Forma I 36hs Criatividade I 72hs Desenho de Objeto I 72hs Desenho de Paisagem I 72hs Expressão Bi- Tri I 72hs História da Arte I 72hs Prática 45hs 2º PERÍODO Antropologia I 36hs Teoria da Forma II 36hs Criatividade II 72hs Desenho de Objeto II 72hs Desenho de Paisagem II 72hs Expressão Bi- Tri II 72hs História da Arte II 36hs Metodologi a de Pesquisa I 36hs Prática 45hs 3º PERÍODO Antropologia II 36hs História da Arte III 36hs Introdução a Cerâmica 72hs Introdução a Litografia 72hs Desenho de Figura Humana I 72hs Introdução a Xilogravura 72 hs Pintura I 72hs Prática 45hs 4º PERÍODO História da Arte IV 72hs Pintura II 72hs Desenho de Figura Humana II 72hs Introduçã o a Serigrafia 72hs Introdução a Escultura 72hs Introdução a Metal 72hs Prática 45hs 5º PERÍODO Desenho de Criação I 72hs Didática I 72hs Estética I 36hs Folclore I 36hs Psicologia I 72hs (TECV) Técnica de Expressão e Comunicação Visual I 72hs Estagio 30hs + 60hs Prática 60hs 6º PERÍODO Desenho de Criação II 72hs Didática II 72hs Estética II 36hs Folclore II 36hs TECV II 72hs Psicologia II 72hs Estagio 100hs Prática 70hs 7º PERÍODO Oficina de Materiais Fotografia 72hs Oficina Tridimensio Oficina de Xilogravur Tópico extra curricular 60hs Estagio 100 horas Prática. 60hs
Expressivos 72hs nal/ 72 a 72 8º PERÍODO Orientação de Monografia 36hs Política Educaciona l 36hs Oficina de cerâmica 72hs Oficina de Serigrafia 72hs Oficina de Pintura 72hs Estágio 70hs Prática 90hs O curso tem uma área curricular de 2.490 horas, com mais 1000 horas de práticas de formação divididas em 400 horas para prática-pesquisa, 400 horas para estágios e 200 horas para atividades didático-cietíficas. Somando um total de 3.490 horas. Na área curricular, mais de 60% do total das horas são destinadas ao ensino de técnicas artísticas. Às teorias da arte e das ciências humanas são dedica pouco mais de 24% das horas; e às disciplinas relativas ao ensino somam 8% do total do curso. A fotografia, que representa 2% do curso, aparece como única disciplina ligada à tecnologia. Metodologia O presente trabalho optou por uma pesquisa qualitativa, pois ela nos possibilita ¨estabelecer uma compreensão maior dos dados coletados, confirmar ou não os pressupostos da investigação e/ou responder a perguntas formuladas, e ampliar o conhecimento sobre o assunto investigado¨ (MINAYO, 1995, p.69). Os objetos dessa pesquisa foram egressos do Curso de Educação Artística da Escola Guinard, bem como alunos em último ano de graduação. Os dados foram obtidos através de um questionário de dez perguntas dividido em três partes: a primeira contendo quatro perguntas múltipla escolha com informações sobre o arte educador; a segunda contendo uma pergunta de múltipla escolha com justificativa e duas perguntas abertas sobre a imagem midiática e a formação do arte educador; e a terceira contendo três questões abertas sobre a imagem midiática na sala de aula. Esse questionário foi enviado por correio eletrônico a cento e quarenta alunos e egressos do curso de Educação Artística da Escola Guignard; sete foram respondidos. Eles serão apresentados e analisados no item a seguir. Apresentação e discussão dos dados Tabela 2 Questão A Sim Não Você é professor? 7 0 As sete pessoas que responderam ao questionário atuam como arte educadores.
Tabela 3 Questão B Pública Particular Outras Instituições Leciona em escola 4 0 3 Nenhuma delas atua em instituições privadas de ensino. Tabela 4 Questão C Educação infantil Séries iniciais E.F. 5ª à 8ª séries Outras instituições Leciona na(s) 1 1 2 4 Atuam na educação básica e fundamental e em organizações sociais. Tabela 5 Questão D Antes de 2007 2007 2008 Previsão para 2009 Formou-se na Escola Guignard em: 1 1 5 São profissionais com graduação recente. Tabela 6 Questão E Sim Não Você considera a reflexão sobre as imagens veiculadas pela mídia importante na sala de aula da faculdade? 7 Estudantes / Egressos Porque? 1 É muito importante propor a reflexão sobre as imagens veiculadas pela mídia, na sala de aula da faculdade, mais ainda em uma graduação que aborde o ensino da imagem. É necessário aprendermos a refletir criticamente em relação a estas imagens e ao impacto delas em nós mesmos. Esta é uma oportunidade de estar em contato com as possíveis maneiras de lidar com o assunto quando estivermos na posição de educadores. A imagem midiática deve ser utilizada e lida nas oportunidades educativas pela necessidade de questionarmos a influência comercial em nosso dia a dia, e por serem imagens lidas freqüentemente pelas crianças e adolescentes. Sendo assim elas irão influenciar suas produções e apreciações estéticas. Porque é esse o mundo em que vivemos. Não há como ignorarmos isso
2 deixando-o fora do contexto escolar. 3 O estudo das imagens midiáticas é fundamental, pois, está ligado a todos os modos de manifestações visuais, e estes são necessários para servir de apoio à educação, em todas as áreas de ensino ajudando a compreender melhor e de maneira consciente o mundo material a nossa volta. 4 Primeiro porque não temos acesso a esse tipo de informação na escola secundária e ademais estudamos Arte Educação, devemos, pois aprender a entender as mensagens da mídia a fim de termos condições de ajudar nossos alunos a desenvolver um senso crítico a respeito do que lhes é oferecido em seu dia a dia. 5 Atualmente vivemos em um mundo que se torna cada vez mais visual, e a escola como meio de formação humana deve introduzir no conteúdo programático a leitura visual, o campo da arte é imensamente rico para se fazer esse trabalho. Precisamos nos alfabetizar e também aos nossos alunos visualmente e criticamente, principalmente. 6 Essas imagens são o retrato do nosso tempo. E a imagem oferecida pela mídia faz parte da nossa cultura e deve ser alvo de reflexões. 7 Porque vivemos a era da informação, tudo é muito veloz. É preciso estar atento a todas as imagens porque elas ¨falam¨. É necessário discutir a imagem principalmente dentro da faculdade já que esta forma os novos formadores de opinião. É unânime a o reconhecimento da importância da reflexão sobre as imagens midiáticas nas aulas de artes tendo em vista o contexto sócio-cultural em que vivemos. Tabela 7 Estudantes / Egressos Questão F – Você observa se ha influência da sua formação acadêmica na sua prática em sala de aula que leve o aluno, através dos conhecimentos artísticos, a refletir sobre as imagens veiculadas pelos meios de comunicação? 1 Em minha formação acadêmica no campo do ensino da arte me lembro de duas abordagens que esbarraram no assunto, porem todas duas lidando com a questão formal da imagem. Um deles foi a teoria da forma, com a Sonia Laboriau. Ao falar sobre a imagem e a teoria da gestalt, era comum que algumas vezes passeássemos pelas imagens midiáticas, se não com a própria Sonia, entre os alunos. Mais tarde, nos períodos adiantes, temos uma disciplina que também faz um estudo formal da imagem e acaba se aproximando da imagem da mídia, não me lembro o nome da disciplina. Não me lembro de disciplinas que abordem o impacto da imagem veiculada pelos meios de comunicação e a importância da abordagem do assunto na arte/educação. Além da minha formação em arte/educação, tenho também uma formação em comunicação social. Deste último, tenho diversas influências para o assunto. 2 Dentro do meu contexto, apesar de ser diferente o enfoque de ensino, também recorro ao visual, mas com relação às imagens especificamente dos meios de comunicação, não estão tão presentes não, embora seja uma bagagem que vem com as crianças, e como eu já afirmei, não há como fugir disso. 3 Sim, totalmente. Através dos conhecimentos artísticos adquiridos e transmitidos por mim possibilito ao aluno uma análise da imagem e uma respectiva identificação de conceitos, não totalmente livre de modismos, mas pelo menos mais consciente. 4 Sim, embora não esteja atuando em sala de aula acho que isso acontece sempre que tenho contato com eles, seja nas aulas particulares que dou em
minha casa ou nas conversas que tenho com ex alunos. 5 Sim, academicamente foi muito importante ter o curso de Arte educação em minha formação, pois acredito que a Pedagogia (também sou formada no Normal Superior) é carente desses recursos pedagógicos. A arte integra um campo fértil para compor um currículo, pouco explorado pelo professor, principalmente das séries iniciais. A arte traz a dúvida e o professor do fundamental 1 tem a necessidade de ancorar-se na certeza, que é uma pena! Precisamos aprender junto com nossos alunos, ouvir a crítica, e também podermos nos permitir que não sabemos tudo, aliás, aprendemos sempre! Tivemos as aulas de TECV que foram muito importantes, porém insuficientes para aprimorar nossos conhecimentos. A pesquisa é necessária sempre. 6 Sim, o aluno traz para a sala de aula o repertório da sua vivência fora da escola. A mídia, principalmente TV, exerce grande influência na sua produção de arte nas oficinas. 7 Sim, trabalho com crianças e mesmo elas já trazem pra sala muito conteúdo, apesar da faculdade ter falhas, acredito que o meu repertorio se ampliou, vejo a imagem de uma forma mais critica e acabo por estimular as crianças a observarem mais o mundo em volta delas. As disciplinas Estudo da Forma e TECV (Técnicas de Expressão e Comunicação Visual) são apontadas como influencia, ainda que não direta, da formação acadêmica no que diz respeito à leitura crítica das imagens midiáticas. Apesar de cinco das sete alunas afirmarem que a formação acadêmica contribui seja para ampliar a consciência, a criticidade ou o repertório de imagens, elas apontam também falhas no processo formativo do professor. Dentre elas, a ausência ¨de disciplinas que abordem o impacto da imagem veiculada pelos meios de comunicação e a importância da abordagem do assunto na arte/educação¨, assim como a carência de pesquisas no âmbito universitário. Tabela 8 Estudantes / Egressos Questão G: O que você sugeriria em relação a uma abordagem educativa que relacione imagem de arte com imagem midiática para o aprimoramento da prática pedagógica dos professores em formação na Escola Guignard - UEMG? 1 Acredito que a formação de professores da escola Guignard devesse tratar mais da questão da leitura de imagens. Dentro do tema, poderia ser abordado também a recepção das imagens veiculadas pela mídia, e até quem sabe, a comparação entre elas. 2 Tentativa de achar pontos comuns entre os dois tipos de imagem, levando os arte educadores a treinarem o olhar para essas comparações. 3 Minha sugestão é: encarar as imagens midiáticas como imagens de arte, que tem um poder de persuasão muito maior, portanto, perigosas, e devem ser estudadas sem preconceito, pesquisadas e por que não comparadas com obras de arte. Por fim, elas têm muito a oferecer, e é possível trazer à tona questionamentos sobre elas que nenhuma obra de arte poderia oferecer já que estas imagens são mais próximas e conhecidas pelos alunos que as obras em si. 4 Pesquisar mais profundamente sobre as duas é o primeiro passo. 5 Talvez um currículo que interrelacione mais as disciplinas, por exemplo Práticas de Formação aliada a TECV, às aulas de Criatividade, entre outras. Aliás, criar uma disciplina de Artes Visuais. Nosso currículo de Educação Artística/UEMG precisa aliar Arte, Imagem e Tecnologia. Um diálogo curricular entre artes plásticas e publicidade, através do
6 design gráfico. 7 ___________________________________________________________ Há um consenso quanto à necessidade de uma reformulação curricular a fim de incorporar elementos das artes visuais e aspectos tecnológicos e sócioculturais das mídias. Esses dados podem ser confirmados pelos dados da tabela 1. Na tabela 1 podemos abservar a necessidade de disciplinas que amplie o campo formativo dos arte educadores e os habilite a práticas profissionais mais apropriadas ao contexto histórico-social atual. Tabela 9 Estudantes / Egressos Questão H: Qual a importância da reflexão sobre as imagens veiculadas pela mídia na sala de aula, na sua opinião? 1 Aproximar do universo visual do aluno, que tem, muitas vezes, como principais referencias visuais, as geradas pela mídia. Esta aproximação visa dialogar com estas imagens e também propor a leitura de novas imagens e construir junto dos alunos um pensamento critico em relação a produção da imagem pela mídia. 2 Desenvolvimento do olhar do aluno, tanto crítico como apreciativo, se possível. 3 Acredito que à partir do momento em que os alunos são mais familiarizados e bombardeados com este tipo de imagem, é necessário formar adultos mais críticos e cautelosos com o poder delas. Analisar e interpretar o mundo a nossa volta se torna mais “fácil”, senão natural. 4 Acho que as crianças e adolescentes são muito vulneráveis às influências da mídia, assim, devemos como Arte Educadores, procurar ajudá-los no desenvolvimento de um senso crítico. 5 Tornar o sujeito crítico do mundo que o cerca, que é hoje extremamente visual. 6 A educação do olhar para as imagens oferecidas, seja imagens de arte ou não. 7 Vivemos em um meio social repleto de imagens, e é impossível ficar alheio a tudo o que acontece. O aluno já traz consigo uma carga de conhecimento e de informação que deve ser aproveitada pelo educador e a partir daí se torna quase que uma obrigação discutir todo esse universo que nos cerca. Já que vivemos constantemente bombardeados por imagens ela deve ser utilizada pelo professor. As respostas evidenciam a importância da reflexão sobre as imagens midiáticas em sala de aula a fim de aproximar do contexto sócio-cultural dos alunos por meio do seu universo visual, e de construir junto a esses alunos um pensamento crítico em relação à imagem veiculada pela mídia.
Tabela 10 Estudantes / Egressos Questão I: Como você trabalha as imagens veiculadas pelos meios de comunicação em sua turma? 1 Me lembro que algumas vezes que utilizei o assunto, porem este não é um assunto recorrente na minha pratica educativa em arte/educação, como deveria ser. Estudos nesta área, são importantes, para que nos lembremos da importância de um assunto tão presente. Algumas vezes em minhas oficinas de arte, lidamos com a produção audiovisual, ou a fotografia. Lidar com os novos meios de comunicação é uma oportunidade de pensar sobre eles. Alem disto, ao fazer vídeo, fazer imagens fotográficas, o aluno deixa de ser apenas consumidor, para se tornar, mesmo que de forma pontual, um produtor de imagens através dos meios de comunicação. 2 Conforme disse, não está presente este enfoque por parte do professor. 3 Trabalho de várias formas, interpretação, conceitos, análise, reproduções, estética, necessidades, composições, cor, forma, compreensão, etc. Este tipo de imagem tem um a característica de poder ser usada de várias formas, desde colagens até uma aula de história da arte. 4 Trabalharia criticamente, perguntando sempre o que haveria por detrás da imagem, qual a intenção implícita na mensagem, como lidar com as informações imagéticas que nos são oferecidas pela mídia etc. 5 Atualmente não estou na sala de aula, mas acredito que podem ser um recurso didático interessante, como texto visual. 6 Não ofereci aos meus alunos ainda nenhuma atividade relacionada a isso. 7 Recortes de jornais e revistas, leitura e escrita, filmes, panfletos, montagem de novos cartazes a partir de algum já existente, elaboração de informes e recados utilizando a mídia disponível e arte propriamente dita com apropriação de imagens da mídia para elaborar trabalhos artísticos. Apesar de todas as pessoas haverem destacado a importância do trabalho com a imagem midiática em sala de aula, apenas duas delas realmente desenvolvem atividades nesse sentido. Tabela 11 Estudantes / Egressos Questão J: O que você sugeriria como aprimoramento para a prática pedagógica em relação ao trabalho com a reflexão sobre as imagens midiáticas no ensino.