Escudo marianno critico-theologico
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ESCUDO MARIANNO, CRITICO-THEOLOGICO, Manejado por hum Soldado do Regimen¬ to , em que militou o ALFERES IESU CHRISTO, E PATRIARCA DOS POBRES. DADO A LUZ antoníò diniz E SOUSA, Çavalleiro profejfo na Ordem de Chrijlo , c Militar na Veneravel Ordem Tercei¬ ra da Milicia Serafica. m LISBOA, Na Officina dos Herd. de Antonio Pedrozo Galrao. Anno de 1755. Com todas as licenças necejjarias-
VIRGEM SS. E IMMACULADA. BsTJ obra , grande pela alta matéria , de que trata , mas pequena no vo - # /7 /#/;/£,
lume , e Menor pelo Au - thor jfó a Vós fe devia offerecer ; porque fojles a Aula edificada pela Sabe¬ doria Divina , em que Je tratou por hum Anjo a oi¬ ti filma matéria da Incarnaçaô Soberana : Sapientia aedificavit fibi doníum. E fendo Vós o myjleriofo li¬ vro , em que fe efcreveo o Divino V erbo : Maria eft liber noviis, in quo mirabili modo Deus Verbum infcriptum eft, dijfe SaÕ Joaô Damafceno , vos
vos feduzio a pequeno volu¬ me a profunda humildade : Ecce ancilla Domini; e foy ejla matéria tratada por hum Anjo das E fcólas , a que Je oppòz hum Me¬ nor. NaÕ Je vos dedica efta obra , para que julgueis o féu valor • porque naõ po¬ deis fer Juiz em cauja pró¬ pria : nem para que patro¬ cineis ao Author delia ; por¬ que ijjo tendes V ós já pro¬ metí ido naquellas palavras , que vos adoptou a Igreja: Qiü ellucidant me, yitam íeter-
«etemam habebnnt. Mas para que jejais Advogada nefia caufa por parte dos que pertendem fupprimir o afienjodo Myjlerio da vof- Ja Conceição Soberana á Canonizaçaõ ? e definição da Igreja; porque o per¬ dão das injurias cõmettidas contra as Mays , naõ per¬ tence ao Tribunal , em que os filhos julgaÒ. E como o Eterno Pay cõmetteo a Jeu, e voljo Filho toda a jurifi dicção de julgar : Pater non judicat qiiemquam, fed
fed omne judicium dediè Filio , he precija a vojfiã interceffaõ para o perdão daquella culpa ; porque a fpm como toda a honra fei¬ ta ás Mays redunda em hon¬ ra dos filhos'. Totus ho¬ nor impenfus matri, prcculdubiò redundat in íilium , dijfie Ruperto ; afpm os aggravos em aggra - vo. E Je vojfo Unigénito Filho , remindo o Mundo á cujla do feu preciojo San¬ gue, pedi o a Jeu Eterno Pay polos mefmos , que os deshonrá -
liònráraÕ, e defàcreditáraÕ, na confideraçaÕ de que ignoravaÕ o que faziaõ : Pater, dimitte illis, quia nefciunt quid faciünt; Vós, que fo fies Co-Redemptora com elle , intercedey pelo perdaõ da culpa, que cui¬ dou não commettia. E fe o Author, pelo tal, ou qual trabalho da obra, vos me¬ rece alguma coufa, fabey, que he muito empenhado nefie perdão; porque he Jeu irmão , e o fangue fempre chora, e clama ; Vox íanguinis
guinis fratris tni clamat. E ainda que o intento do Orador fora perfuadir , no Jeu JyJlemajmpoffivel a Canomzaçaõ do Myfterio^com as authoridades da preclariffima Efcòla Angélica (o que naõ foy ) todos os profejfores modernos je vêm já illuftrados ; e fendo o So¬ berano Myjlerio da voffa Conceição Jmmaculada aquella inexpugnável Tor¬ re , de que pendem mil efcudos , para protecção da Jua defefa : Mille Qy- ** paà