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Serman da cinza : primeira quarta feira da Quaresma

Carvalho, Joâo de, (S.I.), 1621-1684

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S E R M A M DA CINZA IRIMEIRA QVARTA FEIRA QV A RESMA • P R E E G O l/" 0 CJTHET)%AL VE COIéMm&f Op. M. IOAM DE CARVALHO DA Companhia de IES VS ^ÍNTE de vespora NA SAGRADA THEO- logiaem o Collegio damelma Companhia. ^ÍV-O A ESTAMPA O DOVTOR MANOEL s. Aluares de Mcdina. EM COIMBRA. Offidnade MANOEL DIA Z Imprefíor da Emuerjidadt. \ Anno M. DC. LXXVII. Ççz/f todas as licenças necejfarias , < à A\ u • ' ■ ; : •; * - - - - * Im-r* .. • ■ . : >V\ ‘C\- -*. j Jf 'M'- >T( £(. $<- r>7." ri^v: ~C<' V"< í tÇ£jíía?+í£Aâ?tgs»tâ?ÇS3*ía? p~ ^Memento.hòmo, quiafuluis es, & in fuluerem nuertens. Ex Ecclefiaftica Ceramon. EM BR AN C, AS da morte faó oje, &coflumaõfer as recomendaçoens defíe dia. E não fe pode negar que lembranças ha da morte, mas fsõ as lembranças, que a morce tem dc nos, & não as que nos temos da morte. Lembrafe á morte _ °^ s » Porque nos efquecemos delia , & toda a refaõ pedia , im etroc ^ e m as mãos ; porque nada perdia a morte, & nos P o - ^ . o s muito j a morte nada perdia, bem fe deixa ver; < faií S intcrcflfa no eftrago de noífas vidas; & nos interef- 5ríí0s habito, porque não intereífauamos menos, que-o eftat^ d ! í I nt,occncia - E f fa d5fFeren ç a vaido cftad0 ’ q u e pcrde ; n 0 ç d a inocência aoeftado, cm que nos vemos, da culp3-, q dçi X a ado da Innoccncia fc efqueceria a morte dos homens, ria6 dl ° 0 s vi u e r tempo efquecido & os homens fe lembrareriàõ ?° r te > porque a,nda <l u e izentosdefuajurirdjçaõ,mor- ^us na Gloria. E ncfte eftadoda cu!- coS r * *°rte dos homens, porque os nao deixa viuet te , Dn brefaI ^ c o n t i n u o s * /& os homes fe efqueeem da mor- , naõ f 3ô baftantesfeus contínuos fobrefaítos, para • r* ^ ° U t r a v ' d a * . r» • * <la ü i u : 7 f P e r tador deíle noflfo efquecimcnto foi Prouiden- ,a > cin« _ - . . j-__ numtn nn«: 0S ef quçç q ue a ™ o r te íe Iembraffe tanço dc nos, quanto nòs °fla Cau tç | , rt ^' s da morte, pera que fua lembrança deípeUaííe J > o pò, &. a .‘ A efle fim nos poem oje a Igreja fobre à cabenos eVi noffa Ç3 : fta ofla djlipp* n z a » oua que pararemos na fepuUura ; & naõ ba acia pata nos meter na cabeça ctia lembrança. A 2 Sc de paru. natur. cap.. I. q. Çl/l^d'1 Se bem eu acho que a lembrança, que a Igreja de note pede l naõ he fò do pò, em que feremos desfeitos, mas também do pò , de que fomos formados .• naõ lie íó do que ao depois feremos,, mas tembem do que ja temos fido r que ifib mais pro¬ priamente heado de memória* conforme a definição de Ariftoteles .* Reipuuriu repetiu cognitio. Do pafiado quer logo a Igreja que nos lembremos também: Memento homo. Antes fc bem aduircirmos nas palauras do nofib thema^acharemos que não fò pede a Igreja de nos a lembrança do pafiado, mas tambem a confideraçaõ do prefente , &o cuidado do futuro : a lembrança do pafiado na primeira claufula do thema : Memen¬ to homo » a confideraçaõ do prefente na fegunda : guiapulufe ts .5 §>c o cuidado do futuro na terceira: Et in çulttercm rcuertCtíS. Lembranças do pafiado pede a Igreja de nos v porque (c lançarmos os olhos ao paííado , ja agora nos daremos por deftentos. Qje outra coufaforaõ, dieSeneca, aquellas mantilhas» em que em nafeendo nosembolueraò, que humas morta-lhas! Xkfepukura nos feruio logo entaõ o berço em que toma¬ mos o primeiro fono : & foyo fonoda morte , porque naã acabando de defpert3r , fenão aos fete annos ( em que pello ?fo da refaõ deueramos logo farr em obras de vida ) em logra¬ do o-vfo ái reíaõ perdemos a vida da graça ; bem. nos pode¬ mos togo jâ dar por defuntos *fe nos lembramos do pafiado - Elemento homo . Pois fe confideramoso prefente, naõ digo eu:por defun¬ tos, mas por (epulrados nos daremos. Porque que outra coufa he o corpo , que huma fepultura ; d a al!ma,.& fepuhura a n^ 3 1 * ■ »il>de quantas fe mandaram fazer•notmmdo.. ETc não per» 0 1 1 * to , quem ja mais mandou fazer fua fepulrma de tão vis tiaers. çomotaypa fragilb adobesjde terra ? Sei eu que bi.Tes a mandoufjzer dç ouro fino , Symitarais.de praP» ^ folo de por fidos,- de tranfpa rente enfiai. a forroauaõ’ ° s pcios ,.de maffaacomauca 0&%ras dc fiuos 1 Sermam j vcm ° s leuantar a caída paíío. Só a r.ofias almas leuanicu a nature a fcpu| l u r a de taypa , barro , & te rra, que iflo he neflo corpo : Q utapültíis es. He pó, & terra, & ahi viue a alma en- a ).coraoem vrnade barro, & fepultura de taypa. Por^ C k§ u c 1°S°> Senhores, fe naõ tratarmos do futuro ? íuíF^ U e ^ e n0S vemos defuntos,naõ ha que tratar mais, que dos “ f ffa 8 »oi da alma, que faò os cfficios do corpoprefente. Do ^ r P ° naõ ha que tratar, porque por melhor que feia o trato q COr Po , ha dc vir a parar em cinzas: Et in jiíluèrm rcueneriii m3s r ' C o ha de fer da alma, peia que naõ veriha a parar em cha- Ij ^’Q U e iff° he de temer denotem aquelks cinzas do corpo , e c c m e r , denotem eftas chamas’da alma. Eis ahi porque no fianos poem ojeas cinzas íobrea cabeça 7 para.qcje vendo a /PÒ , em que fe refoluerà o corpo , fc refolua ja agora A refoluçaõ do corpo fera no pó da terra : Etwpulue- to j t tiertcr ' íS > & a refoluçaõ da alma ha defernomelhoramendc / V * d a : a< J ueíIa tefoluçaõfallaha a naturefa* eíla ha a de p Q f # JZer a gra^a ; faia a natuiefa aquclla refoluçaõ , porque u L^ :i[0 darnaturefa.fe refoluerà o corpo no pó da fepultu- §r ; ^ f ta refoluçaõ ha a de fazer a graça, porque por força da f Q } t ; ,5 ha de rcíolucr a alma na emenda da vida. Para cila retOpQ 0 ^uita graça he necefTaria , peçanoola ao Djuino Spirt- 1 interceílaõda Virgem Immaculada.. <^TE MARTA. Wento hom.a,quia-ptiltns es tupilverem rever ter is.. 1 b^^Ifados 3n d a õ os homens no tnardefle mundo* frT 3 a>3n d a oje a Igreja tomat terra etn grito- Í ' A^^reatites Terra , Terra., que <hc dc ten er o naoç ?oe de tomar com a memória ; RíxnJMá hemo * ^ Pocm ? Igreja fçbre a cabeça,porque a fem- V braaç» Genef.^ D. En¬ cher. apud Ca thsn. JLippom. inGenef. 3* 6 ( daGin^a. branca hade fer do pò , de que Eemos fido formados. Sahk mos da cerra, & auemos de viuer lembrados que a ella auemos de cornar f porque fe a vida do homem he hüa nauegaçaõ, co¬ mo lhe chamou o Philofopho, auemos de voltar á terra, dorv defahimos, E aífi a lembrança não ha de fer ío da volta, que faremos, mas cambem da fahida,que fizemos > não ha iode fef do que ao defpois TeremosH3 morte, mas também do que te¬ mos fido,navida. E quitemos fido na vida ? Que? Pò dar quella cerra, que Deos a m a l d i çoou pella culpa : & porque a maldiçaõ naõ fòi menos , que condenaçaõ à morte, bem nos podemos dar por defuntos .* que quem eftâ condenado à mor*; te , dà ja por perdida a vida. Logo que noflfos primeiros Pays conhecerão a culpa, em'' que cairaõ, veftirap o cilicio, que lhes oífereceo a afpôfef* ■ das folhas da figueira : Confueiunt fibi falia c o m tudo pd' lo cilicio lhes veftio Deas a mortalha fignificada , diz Sânt^ Eucherio , nas peiles dos animaes vVecit q Deus Ada , & cius túnicas pellicaas. In tunicisp cilheis, diz o Santo Padre , UotUt ' efi intclligendaconàitio. Hpois o cilicionão eílaaa melhor a cul¬ pa de no flbs primeiros Pays., que a mortalha ? O cilicio os moftraua penitentes ,<5i a mortalha culpados; efeuíada era lo¬ go a mortalha.., que o cilicio melhor fubftittiia. Naõ, diz San¬ to Eucherio, que o cilicio era habito de penitentes a mor¬ talha era alua de condenados: habito de penitentes o cilicio » porque era remedio da culpa , <5c alua de condenados a mor talha; porque era effeito da pena : Morte morieris \ & quis raoítrar que fe no cilicio fe protèftauão penitentes , na n?° r t * lha fe auiaõ de reconhecer penitenciados; porque p 3 ^ 3 defengano naõ montaua tanto fe moftraflem no cilicio 111 tificadqs, quanto na mortalhafe reconheceífem já mo r r ^ Pois paraque Adaõ, & Eua trouxe fiem fempre na çiejle defengano» lhes veftio Deus a mortalha , pori l > qoC tenderiaõ , <Sc nelles feus defeendentes, que no p ' al iici* foraõ reos da culpa , veftiraõ a alua de condenados ; W pcüiceh moriis efi intclligenda condi tio. Sermam '7 §ó'd!ràõ ,que fe bem nefíbs primeiros Pays lego que p e c c a raõ incorrerão fentença de morte; com tudo Adaõ dahi a 900.annos padeceo a exécuçaõ da íentêça.Direi, hc verdade que 900. foraõ os annos , que^Adaõ teue de vida; porem tantos foraõ os annos , que Adam lutou com a morte *, morreo °go por tantos annos, quantos foraõ os que viueo. E a refaõ e * porque fe a luta com a morte he o que propriamente cha¬ mamos agonia, cada horadevida de Adaõ foi buma agonia por horas; começando pois a luta, ou agonia defda pronuncia- Ç3o a fentença, ninguém poderá negar,que dahi começou a Çxecuçaõ da morte. fo í^tifto noflbbena dice ó Euangelifla S. Marcos que a ^ exta fei f a na tCfce ‘ r a bo ta do dia : Eratan • Alart.. ciüczdV^r 4 9 Mucifixenwt cum, ES. Ioaõ diz que fora crii 15. Ut Ia ffi ? f exta bora : Xwnutem Pnufccue Táfcha heu quafifcx- Ioa »^l gora 0 m C o X a . V C r 3 contradiçaõ deites dous texrcsvejao af 0ra eno 3 9 u e decifrou Theopbilato, S. Marcos diz que íbraíe 1 0 Cruc d teado à terceira hora do dia, porque entaõ ficadoàfr^^ 0 ^ 0 1 ^ : POtemS-to 2 0 ^ 2 ^ 1 16 fora crucl ‘ barcos rerpeif 013 ’ porc l lie entaõ foi executada a fentença. S. & S. Ioaõ rerpe?tou°' lemp ° > e n i que a f entGn< * 3 pronunciou, MMctíshomm 1 q u e k executou a morte .* fmemU, loannis veto botim S ,-* Z °° Theo P h ilato > J " l l u* L T ‘i rhe T ° i Marcos por hora da morT’,^ “ 1 “"&*»"$*«'£ E da S ‘ noraaa morte a hora da pronunci-caô da fenten- e°nfada mo,t- P ' F T f lCÍ r ÇaÔ da rcntcn « entrou Chriíto na a- “'«Sido» E ^ íe dCÍxa «e. Porque lc a agonia co. Po„ t o . ° pontc ' e m que a luta começou! a luta começou do proferio; com refaô deu logo S. proferida - 1 excc u t a d a a morte no ponta, que a fentença foi prolonga t ( ?° r ^ ue 0 dilatarfe a exccueaõ. naõ foi mais que nofla vida v a ^ 0 n ! a : & i/fo vem a fer em nos a dnraçaõ de damos em b buma permanência da-luta , cm que anfernof h;<, ra ^ 0s Cora a m o r ce, que a Cçt menos prolongada » ; ' n ia ^ sbrçue a agonia, ' lk in Io at, r- 19. -8 I I. Marc . 8 Afatth. V D. A - thanaf. tom. 4. 43 D O n d e venho a infirir que naõ he mais noffa vida , que huma morte lenta, 8c por iffo tanto mais penofa, quan¬ to mais prolixa. Qualquer outra morte fera calix amargofo * mas por amargofo , que feja, he tolerauel, porque fe leua de hum trago > porem a morte íentahe calix , que fe leua tragos trago , porque imos morrendo porpartes, Ôc como vafos de barro imos quebrando pedaço a pedaço. Foiconfideraçaõde Santo Achanaíio. He o homem aruoce, diz o Santo , como bem vio ateo cego, a quem Chriílo noílo bem deu viíh.* V* âco homlnes velut trbores ambulantes í diz agora£. Mattheos que jao machadoeílá pofto ao pè defta aruorc : lam ftcurtjad ccm Atboruwpofitíi e(l. Efte machadoaccrefcentaS.Athanafio^he o da morte : Arboi ejl homo> fecuris ttt(inh bominisi Notem & fão delia femelhança : vai o machado da morte a repetido* golpes ferindo, & cortando o tronco da aruore , porque va* por partes ferindo, 8 c cortando a vida do homem. Dá hufli golpe na infanda .Sceffi he a primeira, que morre : dâ outra golpe na puerícia , 3c cíTa he a que cm (egundo lugar acaba* aífí vai repetindo os golpes , 3c cortando a mocidade, a ida ■ varonil, & a velhice ; de maneira qne a cada golpe do n> a c *' do correfponde huma morte no homem, porque vai efte m rendo cantas vezes, quantas faõ as idades, que paíTa. naõ vem a fer mais a conferuaçaõ de noflfa vida , que n [ concinuaçaõ de muitas mortes , porque efticada hum de contiuuamenre morrcndo.em quanto viue. ^ E feniiõ dizeimepaííaftcs da infanda à puericia,da P^ } cia à mocidade , 3c dahi à idade varonil: naõ he alíi acabaraõ? Pois aífi ha de acabar a velhice ,& a idade ® pitá.fc lá chegares. Morreo a infanda, 3c de fepultura^jdcf uio a puerícia : morreo a puerícia ,8c fepultoufc na &° 3c fe cfta vai ja acabando# fepulcacfe ha na velhice, 3cl fiflP . „ Scrmam cj m,em q íctuetaõ, porque em todasfeosprincipics, & fins faõ AgoíH 1°°-^ ^° S ^ â S da CI ‘ a ? a ° do mundo, diz Santo nlmc Ü* 3 ' ^ ^ % n ^ c a c aõ as íeis ^ades do homem .* Video e • verem em ' € >c f tates htbçrefmHitudwem ifiorum fex diemm . Pera sneea - f e ^ noCe m o modo , com que os dias do mudo cotftvef 3 ° * ^, ome< x ara õ os dias do mundo pelias tardes : Taãumq *und PC \ ^ mane ^ les vm$ ' Et eji vefperc , & mane dies [e- 0 SoT ^° í aue * ca ^ ° • Se 05 dias crcícem , & diminuem com 5 0 1 naõcomeçaraõ com feu nafcimenco ? Naíce o fent aa5aü ^ a a > ^ ° s dias começaõ pella tarde > Perareprepor 3 r CQa 3S * d a d c s d° homem aíH era bem, que começaílem : idadTV 0 1 110 ° S dias d ° mundo c ° m eç araô pelia tarde, afl] as ro a c ! k °J 10mcm começaõ por onde acabaõi porque ptimei- i «Sc 3C * ’ ^ Ü e eome ^ en:j# Começou oprimeiro dia do munvefperc ^^ c i r o & na > que na manhã: Taãumejuc ejl r° a n o - mne ^ tes vms *'Comççou o fegundo dia, Sc prirnetdies * q u e amanheceffe : Etfaãnm ejtvcfpere , & mane ^ a n a ò nàtlS ' ^ aí ^ os mais; pois aílias idades do homem, ain- ^fancia 601 Conie Ç a ^ 0 >quando ja fe vem acabar. Começa a ° ^ Ptinc'^ U e ^ C * a * a moc ^ a c ^ e » & o fim de cada huma he ^ Ua ^^^hãa^ 1 0 ‘P 0 1 ^ cai prmripiando fenecem .• a tarde he a ^^haot^P^queem amanhecendo anoiceflem; cu para de he a tt>anh^ t i I t,€Íroan ° h c í rem > q u e amanheçaõ, porq a tardamundo: P o r onde começaõ, como os dias da criaçaõ E re p a r e m q ea fdemfc* dtatts,&£. menhaãdecadah efCndo primeiro a tarde . que a roanhsã , a P 0 r q u e à manhaàd^ de ^ es dÍ 3 S rematou na tarde do feguinte, P 3 r a q u e entendam Phmeiro fc feguio a tarde do fegundo >. tarde do dia fe^ 0 ^ como a noite he fepuhura do dia, a ízia eu J q U ç K ' c fepultura do antecedente. E deflTa forcabaõ n a Sj õ com* - S fe kpultaô humas nas outras, as q a- Começa âit)f iri 5c as que começaõ nas, que ie feguem. ^ a n h a ã , q q a n d C i a * & como fe vc primeiro na tarde,que na - c h cga á manhaã fe ve fepuluda na puerícia , B Sc V.yífigiúh lib. i .de Ge~ nef. con~> tra Ma~ íiich . c« Gen . i<? 1 6 daCirílg. thu(iano>que fabiao Rey omandaua vir Samuel pera lhe ídai o vitimo fupplicio , 5 c nefta occaílaõ o valor, & o temor luta-, tauaõ em feu peito ; por huma parte o valor lhe alentaua ospaf-. fos, 5c por outr3 o temor lhos enfraquecia ido alento eracaufa o animo, com ^ fe achaua, ôc da fraquefa o perigo,cm que fc via. Nefta luta de affc&os preualeíceo o temor, que lhe fazia Cartbuf. ^ QS p a ( p os trêmulos; Timuit cs formidine mor th, diz Cathuíia- *ca 1 1 6 ^ 00 > omntum tcmblitumtcmbilifftmum tfi. Bem moftra logo, ca ^' 1 ’ q nam confídera ocurfo da vida, quem nam teme, 5 c treme â vifta do fim, pera onde caminha : dà aífoito os paííos,por me¬ nos conílderado, 5 c fua inconfideraçaô he a caufa de os daf taõ defencaminhados, Defgtaça, em que os mais mancebos caem mais de ordinário, porque viuem manos aduertidos do caminho, que vam fazendo. # Os que coftumamos acompanhar padecentes , experimetamos, que no caminho, que fazem pera o lugar do fuppliCÍG* os mais mancebos coftumaõir mais affuftados. Tem mais qu f t perder pellasefperanças dc vida laiga , & vcllas malograr he fufto,que lhe chega à alma; por iflo caõ alienados caminhaõ,4 moftraó bem,naõ tiram o penfamento da morte, a que fe vem condenados. Vedes ahi pois,Senhores, comjo os qhe fois mai* mais mancebos,deueis fazer o caminho de voíía vidafem tha* o penfamento do fim > pera onde ides dando os paQòs. H C < J termo, em que vos efpera a morte, fazuos a idade crer, q eflj diftante, 5c he engano; porqos mais mancebos de ordinário^ os primeiros, que chegaõ a íe ver em braços com 3 morte. De todos os filhos de Iacob, fenam foi Benjamim, o co* 1 moço era Iofeph , 5 c por clle começou a morte. EíTe he o Gantic.% » q guarda : hafe como o amor, 5 c como o odio, Vorn st J^ vt mm âileãio , dura fim Infctms amuhtio : do amortoma * ^ colhí, k. do odio a violência ; coma do amor a efcolha de ordinário efeolhe os mais dignos de viuer.eftes (* l V ° 0 j\o » comumente primeiro morrem. E toma a violência cl ° 0 $ porque aos que mais refiftem, faz mais forçai & c0 ^ Serniam 17 tnais velhos refiftaõ menos , nos mancebos faz feu émprego, porque lhe refiftem mais. Que dc veies o experimentamos J huoia maligna num mancebo , dâ num valente , & leua-o; nuno velho, dá num debil, & efeapa. Os mefmos Médicos dlze % que a refifkncia foi eaufa da motte, porque como foi Cau i a da luta, a luta defpertou a violência; 5 c a violência da fempre faz maior impreífaõ nos,que mais rcfiílem.EU- a ° tem logo os mais mancebos , 5 c os mais valentes de carnin u a r em mais afíuftados effes dias da jornada, que a motte os c i porque fe aos velhos efpera no fim da jornada,aos mais ^ a í >cebo$ vem efperar ao caminho : ahi lhes artha as filadas ^ Malignas, dos tabardilhos, das brigas, 5 c defauenças,coín anda fua vida mais arrifcada. VI. A B r i pois,Fieis, os olhos da cõfideraçaô, 5 c vede, que ntfÔ he mais vofiá vida, que a jornada, que faz hum pade- £ nte do cárcere, donde fahe,até o Lugar, onde fera juftiçado. f età o lugar, em que a própria naturefa vos dara garro- 0u na voífa terra , ou nefta Cidade ? Numa deíías ruas, Voflá caía ? Tem lugares certos a Republica, onde cona iUftiçar culpados, porem naõ ha lugar, em que a morte ^%a e m t l p S juftiça. Deitado na fua camaeftaua o Princc- ^° í b o f etli dormindo a cefia, 5 t de hum a punhalada , dis 3 fa- ^ C r *P t U ía t qne o afiaiteou a morte : banqueteandofe á ^ t^. 5u õ os fiihos de Iob, quando a cafa.que os opprimio, dc íepulr ura: fentado na fua cadeiraefiaua o Sacer» $c ahi perdeoa vidarlulioCefar no Senado.Toab no cio, ha patte , que a motte não faça lugar do íupplifera o vofib f ' ^ U c feu p^ l Vr b hora-lonathas dar a entender a Dauid a morte , Cía »tnancÍQ S a u í lhe machinaúa, 5 c deipedindo doarcohuma hum pagem, que afoííe buícar. Signiíkaua, diz C Vgo, rS' Vgo , eíh feta 3 dí mirzs por.miis que o pagem a buícaua a hium v& outra parte, aaõ-acabaua de dar com eHa » porque lumas .veles lhe íicaiu a.hum lado outras .3 outro, já atras das I ’ e £' codas, jàpor deaanto^ Aqui bradoulonathas Clnmduit lonatíuspoft tergit&t.pimi .F< cce * . tbi non ejl fagha , pom vítra tccft. Como íe dicèra , i>aõ «A&aliig fetada morte-, onde a imaginacs,mas ahi,e(làirnaÍ5íiaaiis-pairos adiante ; porque onde menos o cuijTgç in dars , ahi eftia morte efeoadida v guafi âiccrct , grozou Vgo , anui. loc f «x efl fout fagita ', pfopinquwr eít , quam t u cxrflimas : & afft coíluma fuceeder, fmaginaueis a feta da morte a hum lado» 5c ftcouuos ao outro; porque vos acometteo pella parte , de qne eíUueis mais defeuidados: cuidaueis que a tinheis por deuante , & cai ves ficauos a eras das codas; porque vos aflalteou pello dezaftre , que naõ preuiftes p a r e c e o uos que a tinheis diante dos olhos pella doença perigoza , & preuenidef uos có os Sacramentos , &. naõ eftaua ahi a feta da morte } mas ahi eílà mais adiante, Forro vlttA tt efi\ & aííi vemos que muita* vezes, quando o doente melhora , entaõ morre. Que he ifto, fenaõ moílrar a Diuina Prouidencia , que naõ tem a morte lu¬ gar certo. Pois naõ he menor a incerteía do tempo; grande he a incertefa do lugar, pore'm a do tempo ainda he maior. Quereifme dizer, Senhores,qual ferào dia,em que fc acabara de exe¬ cutar em uòs a fentença de morte ?Bem fabeis que efiá jà dadfr Fu lai:: es > á , i npühtercmnuttteiis: caminhando ides pera o 1^' g 3 r , em que fe ha de executar. Qual fera o dia? Oje , ou a ma nhaã? Eílc anno, ou o que vem ? Sahe a ;uíUçat hum padecen te , & jà quando fahe do cárcere, íabe pouco mais , ou men a hora , em que fe.the dara garrote. H noshimos jà pcllo c * minho, fem fabermos hora, nem dia v íò fabemos, que menos o cuidarmos, nos aííaltearà a morte. E foi Pt oü ^ 0 f la Diuin-a , pera queíua cautclla defpertafíe a toda a b° ea vigdancia. ^ Seneca o deo a entender numas emphaticas pataiu 3 - ^ ' àvs Sermam *? *dZf2 4 T’ d ‘ S ° PI>ilof °P h o ' «*» taimeitammeic cenfu , J ,à[ x Stmc* ,ri ' Do ceofoao depofito vai cila.diuccfidade, que o ccn - dccbfol. ío Ce t0 . P3 o aem certo tempo, & odepofito nap tcna tempo*, cer- *dFolib bn ° cení ° na <*c c a f aõ , que os rendimeriLtcs £e.co- -°* ^ 0 depofito fe reftitue a todo o tempo, que fe pede ; na° ° ^ e P 0 ^ E a n o b Q r a » e r n quocftejã certo , que fe )hc de pedir o depofito. Efla he logo a reíaõ, dis Seneca, f^qucfomosdepoficanos davida , porque naõ ha de auer Po.cmquenameíkjamospreftcsperaarcfíituir , como P°fito .* no tempo prcíente , & no futuro ; no prcíente porl nos pode pedir a efta hora •,& no futuro, porque nacn a 'hora, em que íe aos naõ poíTa:pedir. Efla he a incerteÍ3 do tempo , que xompete com a incer- 3 do lugar; porem a huma , 5 c outra vence a inccrtcfa do ^ °do. Quem fabe o modo como morreràf Narafabemos onr e > porqueignoramos o lugar ;kão .fabeavo$:quando > por- e ignoramos o tempo ;& nam fabemes como morreremos, POf que ignoramos o modo. Seta de huma maligna, ou de hu- a baila ? Será por huma teima, ou por hum dezaftre f Sei eu ™ a Fabio Senador d e o . garrote hqm s^.beílo beb^ad(o hum r k de leite > o graõfinho de huma paífa > que comco ,.a3b- 11 a Anacreontcva Druld Pompeo o pedaço de huma msça, e comia 5 do golpe de hüma telha/qúe de h.uoLtdhado lhfc ^°^ r e a ca b e ç a , acabou Cy.ro pdc h.um.a q$®d3 ,qqe deo Voando no ScnadOí-morréo Quinto Emüi:o,âciC:aílfís ( R < y ^auarra, emboluendo-o peta fua. fau.de . aumlancol molha¬ rá 3 gua 3r ^ e n t c » 3 0 cortar o fio ; com.que o cofi^che huma ve { a t & p C j j 0 f e ateou o fego denunedxa.ique «U, ^Mli ^ v '“* morto o Rey. Por |ium fio anda nofla vida * Ôcqae ç l 3 t *ios o fio, por onde anda , grande cegueira;! c f ta v>3 eram os Poetas gentios, 5 c com twiovviram bem % ■ 3 * as t forque deram a entender era nofíaivida hpm fio, barcas fiauaõ. Mas pera ootfo dcfenga.ito;dou uie- ,r 4 *• A$ portas da motee fc achaa^.ÊrcMthiaj;,: quando abiin- C 2 20 dtl IfitM abrindo os olhos vio cortado o fio dc fua vida : Pucifite/f vt* lai d tcxente viu mea, dum adbuc otditct , fuccidit me. Via da ale¬ goria da cea, em qae logo ao ordir quebrou o fio, ou pera me¬ lhor dizer, fe cortou: Praeifa cjivdut a texente viu me 4 > porque quis o Rey moftrar , que oaõ he fò fio a vida , mas fi& que hamas vezes fe quebra > & outras fe corta ; quebrafeo fio da vida , quando por fraquefa da nacurefa, de fi acaba ; Sc Cortafc,quando por violência de outrem, fe rompe: hum effei- to h.e da ftaquefa, & outro da violência ; porque de huma , & outra forte fe perde a vida>& cada huma de muitos modos j por efffito da fiaquefa , porque faõ muitos os modos, com q a nacureía desfaliece poreffeito da violência, porque fao muitos mais os modos , com que a força nos atropella. Iuft0 he logo, que pois himosjcaminhando pera a morte» eftrem^ çamos de ver, que nem fabemos o lugar, nem o tempo * nc*n modo , com que fe romperá efte fio de noíía vida, VIL- ' > - E D efiá confideraçaõ nafeerí o defuello pera o futifro* todo ellccteue fer da tefoluçaõ, em que pararemos n* morte : Memento bomo , quiapulnis ci } & in piducrem teuettcii 5 * ^ fe bem o confidero, dua^faõ âs refoluçoensy cm que mos na morte: huma rcfoluçaõ pertence ao corpo : outra a ^ ma , 5 c anibas a todo^ o honjero. Huma reíoluçaô P^ tcacÇ flC e corpo , porque parsrà-emcinzas v~ 5 c outra tefoluçaõ P q I\ à alma, porque parara- Em que Fieis > Parara em chajJias, ^ ^ a aima, porque ^ que cuidado demanda efta reíoluçaô do homem 1 * >or ^ 3 i ) vjuc vuíuau-v v —...7;-;.. i 3^ ha de parar o corpo-em cinzas, muito be de temer, qu c ^ pera em chamas. Eu nsõ qaero oje tratar daccíoluf j0 7 9 n#* Pfid.rT- poporque pouco vai que pare em cinzas v porem venha a pata? er» chamas, efía he a refoluçaõ, q&* 1 darensdodo. mt( ,íl ’ í "l Sei cu que cífa 0 daus a Diuidquando diíia: p fyw r S ermam vi ftiní cvrctínàcàeiünt me , p wciupaucfunt me laqucí wcnis. M c n os bcti) fundados parecem , dis Santo AgofUnho , .eftes temores dc Dauid ; porque dode(cuido áa morte era força, que íc (e- 8'aiffe a condenação da alma ?Sh diz o Santo Doutor, porque fe a morte fe antecipa , fe antes de hum homem o cuidar, lhe deogattoçe : PtxoccupautYHnt me laqttel motús > mal preuenido o dc « i a a,har: & da preuençaõda morte depende a vida da al- He a morte como o Bafilifco, fc nos ve primeiro , mata- ^° s » f e o anteuemos, matamolo : aíli a.morte, fenos acha a* Crta , h e para nòs vida.* fenos apanha defcuidados,he conde- JJ a Çaõ eterna : Pt&uenerunt mt làqtiei moftis > vtptiofes nocctepof- * c nt > dice o grande Africano. E que ainda aíli viuaõ tantoí ^^idéfcuido,que a repetidos auifos naõ defpertem do le PfaLip, ar £°? Repete a morte os auifos pellos repetidos achaques , ;*j° c diante manda por feus apofentadore$,& que ainda aífi aja j c ‘ c « idados i Que de a morte com hum enfermo na cama,pe«> a dahi dar com elle na fepultura, & como tronco infenfiuel > aincia aíli naõ acabe de fe perfuadir que morre ? Oh como temer, que nefíc tronco fe ateem as chamas do lnfer- * demanda tanto defeuido da morte, da mo 3 rcfaò deo s - Bernardo , porque fe nos defeuidaraos üaçaò d C * P o r attender fò a vida, & ahi cfta o rifeo da falucnida,h^V no defeuido da morte , porque fe naòhe pre- Ua a attehcv~ t l fca,da ^ n0 cul d a d o da vida, porque fe nos leolhos das affeâos, que nos diuertem cs ^ ue r c abr 3 z a ^ S do CO r p o , nos defpenharaõ nas chamas, em Gore * Video V^ 3 * íàcficemos que noííavidacra huma ar- UOf e , accreíc/T^ Velut adores ambulantes : os ramos de Ha arr S ^ C r n a rdo> faõ noííos affettos , Mémwjb D. Ser ~ : di2 Poiso BaptiíU por S Lucas, que ja o nard. Poa ° 3 o pè defta aruor tilam fecuns ad radtcem Serm>&- d° o tó U r ;" 4 e $> Perto eftà togo a aruore de cair, porque quad°r pera cortar aígumaaruore^meudando de huparte os golpes do machado, vai enfraquecendo Ç| Lhc. 13 zz da CtnXa. o tronco, perto eftá de arruinar. Toda a duuida he, (ó pera Onde eairà. Deita duuida nos tira o Santo Abbade. Vede, diz Bernardo, pera onde fazem íeu pendor os ramos, porque pera Ià ha de fer a queda , & aexperienciao moítra ; Vnàepon* derofior cft tmis , indecafuram m dttblta. Que foi dize r, hc aruore noffavida, feos ramos íaõ nofibs affe&os» pois pera ondç fizerem pendor os ramos, pera ahi cairá a aruore. Sc os ramo* dos affe&osfazem pendor pera o Inferno , pera là cairá fem duuida aruore , porque pera la a ha de leuar o pendor dos ra¬ mos , ou dos affeftos; que fe fe corcaraòem vida, nunqua pe¬ ra Ia feria a.queda na morte, mas porque deixais crefeer efíes ramos, fem cortar por eífes affe&os , como pera U ,fazem feu pendor na vida, pera là fera na morte a queda : & os ra¬ mos , ou affe&os, que foraó a caufa pera a mina , feruiraõ dc ccuo para a fogueira. ' E que naò vejaõ os homens cftas contequencias ? Sin3* hfc de fua cegueira > Fcchalhc o Mundo os olh -.s, pçra que na° vejaõ cites defenganos. Vem cair no fogo tantas, figueira* » aruores, que por infru&iofas, manda corcar o P iy de familiaS/ pera dar com cilas nas chamas ; Succide HUm x Ad comhunnàujHr accrefcenca Santo Agoílinho ; & que naõ tratem, de cortai pórramosviçofos,ou por viciofos affe&osA gritos da W turefa brada a mefmi expericncia, que tudo o defte mun/ do,naõ he mais que pò , & cinzas *, & tudo o do ouUP mundo , ou faõ g'orias , ou chamas ; dc.cQpe paõ ve ^ os defenganos , que com as próprias maõs apalpaõ » n ' ouçaõa fente.içi, que nelles manda executar a Diuin3 ^ ftiç» ? Mcmtnto bom , quii pulais cs r cr in pulucfcm ,e teris* ! Sermam z 3 VIII. I \ Ra pois , Fieis, por onde andaõ oa vida vagueando v ’offos olhos ? Que attendem voífos ouuidos ? Se ÜSn d h hora , tiradas as campas deíías fepulcuras deita a e ^ fJ i > vos moítrara aos olhos quantos nella jazem P ü cados , tantos Prelados, tantas Dignidades , tantos Vo^gos , tantos Cid3daôs deita Cidade, que aíTombros da^ C a U ^ aria ver ’ ^ u e em tantas cinzas pararaõ tantas vai- e s ? Pois fe, Deus vos moítrara as almas! De crer he 0:1111135 na § I o r i a ’ mas t3m ^ e n ci he de temer que f ç ^$ a ias P a r a r a ô nas chamas do Inferno* Ouui ja agora r^ e m ^ o s * P e r a «pe os naõ vades ouuirna morte: ef* í)ol 0 ^ duuida lamentando , Õ*que Dauid mais a tempo th. Vs ?J n f €lf ni cmimàcdcnmt mt , puoccupauerunt me Uquci morpf a l a " ^ Vç j v j Rírç? a a ^ m a • Na.vida deuera fer cita lembrança. n * ò Q U e * na moitc fera ja tarde i entaò vereis, o que a £ ora > trocaríc haõ entaõ as maõs, & os vj d a , ç ^ .vjueis raô efquecidos do que foítes ,em voíía ^d°. vos dará garrote a lembrança do que tendes Cüt13 eílç agora viueis mais deícuidados d d futuro r v ^^dado atraueiíado na garganra acabareis entaõ reis u * daq ü ç j jdçf:t:is ao prefente, pera ajuítar as contas, mas de V 9S C ° n t 3 s cancíc . a > ^ u c v ° s meteráõ na mão „ achameta ° ^ 3 vj^ bradas, porque entaõ conhecereis os erros po d c ,l3S H)a5 s j^ã° fei , fe tereis naquella hora, quem vos toorte. Vos fe d ^ U e nos naõ lembramos das cinzas * em que veyo 17. y 0 e sfazer o corpo , & menos das cbamas , em que 0$ n v ° s a k Santo Crucifixo , agora he o tenira Ç ^ r c s com ellc , & pedirlhe* huma ; boar i/ a i ° íESVS, pc Ha morte , que padcceííes,, boa morte : tses horas agpnizaítes na Cnu , ! íl<í 1 Cruz, foi a agonia luta ; & pera vencerdes a morte , du¬ rou a luta tres horas : bem era que ja de agora começaffe noífa agonia , & pera affegurarmos a viftoria , ainda a preuençaô feria pouco anticipada. Ia de agora pomos noífas almas em voffas mãos , pera que não cayaõnasdo Deroonio s tendeas,bom IESVS, da voffa maõ . & mmto ero particular naquella hora ; hora, de que pende toda huma eternidade , ou de penas , ou de gloria, gmm mthi , é' v0 ^ ' ts > & c ' LAVS D E O