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Capital structure determinants. The Iberian Peninsula case

Febra, Lígia Catarina Marques

Abstract

A brief review of financial literature on corporate capital structure theories and an investigation of capital structure choice determinants for Portuguese and Spanish public firms is presented in this paper. The data set are collected from WorldScope Database and comprise 180 firms (52 Portuguese firms and 128 Spanish firms) for a period of 11 years - between 1992 to 2003. A two-step multivariate process is used in order to identify the capital structure determinants of those firms. In the first step we used exploratory factor analysis to measure attributes to explain the variation in leverage ratios across firms. In the second step, the relationship between several ratios of leverage and the attributes obtained is estimated using regression analysis. Results suggest that capital structure choice is influenced by firm size. Non-debt tax shield was identified as a negative impact on total debt.

Full text

113 CAPITAL STRUCTURE DETERMINANTS. THE IBERIAN PENINSULA CASE Lígia Ca a ina Ma ques Feb a ABSTRACT A b ie e iew o inancial li e a u e on co po a e capi al s uc u e heo ies and an in es iga ion o capi al s uc u e choice de e minan s o Po uguese and Spanish public i ms is p esen ed in his pape . The da a se a e collec ed om Wo ldScope Da abase and comp ise 180 i ms (52 Po uguese i ms and 128 Spanish i ms) o a pe iod o 11 yea s - be ween 1992 o 2003. A wo-s ep mul i a ia e p ocess is used in o de o iden i y he capi al s uc u e de e minan s o hose i ms. In he i s s ep we used explo a o y ac o analysis o measu e a ibu es o explain he a ia ion in le e age a ios ac oss i ms. In he second s ep, he ela ionship be ween se e al a ios o le e age and he a ibu es ob ained is es ima ed using eg ession analysis. Resul s sugges ha capi al s uc u e choice is in luenced by i m size. Non-deb ax shield was iden i ied as a nega i e impac on o al deb . KEY WORDS: Capi al S uc u e, Financing 1.INTRODUÇÃO Pa a p omo e e man e o c escimen o económico de um país é indispensá el a exis ência de ecu sos disponí eis pa a inancia a o mação e a eposição do capi al. Uma das p oblemá icas que se coloca às emp esas é sabe se es as de em aze ace às suas necessidades inancei as a a és de capi ais p óp ios ou capi ais alheios. Ambas as o mas de inanciamen o êm cus os e bene ícios. O p oblema consis e em encon a uma es u u a de capi al que es abeleça pa a cada emp esa um equilíb io acei á el en e a endibilidade e o isco. Es a p oblemá ica é uma ques ão bas an e an iga e amplamen e es udada po di e sos au o es, nomeadamen e po Modigliani e Mille [1958], Mille [1977] Mye s [1984], en e mui os ou os. Segundo um es udo elabo ado po Mello [1994], a p incipal on e de inanciamen o das emp esas na maio ia dos países34 (incluindo Po ugal) são os luc os e idos, seguidos dos c édi os bancá ios. Nesse es udo é e idenciada a eduzida con ibuição do me cado de acções pa a o inanciamen o do sec o emp esa ial não inancei o em odos os países. Con udo, Röel [1996], e e e que um dos p incipais con as es en e os sis emas inancei os das 34 Os países que ize am pa e des e es udo o am a Espanha, a I ália, a F ança, o Canadá, o Japão, os Es ados Unidos da Amé ica, a Suécia, a Finlândia e Po ugal. CITIES IN COMPETITION 114 economias desen ol idas é a di e ença de p opensão po pa e das emp esas pa a u iliza como meio de inanciamen o o me cado de capi ais. Nesse sen ido, o objec i o do p esen e es udo é analisa os ac o es po encialmen e de e minan es da es u u a de capi al das emp esas co adas nos dois países da Península Ibé ica (Espanha e Po ugal). O abalho es á es u u ado em seis pa es. Após a in odução, e ec ua-se uma b e e e isão da li e a u a ace ca das eo ias da es u u a de capi al das emp esas. Na e cei a e qua a pa e de ine-se a me odologia aplicada e a ap esen ação da amos a, espec i amen e. A ap esen ação e análise dos esul ados são e ec uadas na quin a pa e. Na úl ima pa e sin e izam-se as p incipais conclusões do abalho e indicam-se pis as pa a in es igação u u a. 2. BREVE REVISÃO DA LITERATURA A eo ia mode na da es u u a de capi al e e a sua o igem no es udo de Modiagliani e Mille [1958] em que os e e idos au o es demons a am que pe an e me cados pe ei os35 , expec a i as homogéneas po pa e dos in es ido es e se as emp esas i e em idên ico isco e c escimen o nulo, a es u u a de capi al é i ele an e. Em e mos ge ais, os au o es ad oga am que: o cus o de capi al p óp io é c escen e com o endi idamen o da emp esa; o cus o dos capi ais alheios é cons an e; e que o cus o médio ponde ado do capi al se man ém cons an e independen emen e da es u u a de capi al (sendo o cus o médio ponde ado de capi al cons an e o alo da emp esa não depende da es u u a de capi al). Mais a de, em 1963, os mesmos au o es analisa am a p oblemá ica da es u u a de capi al mas in oduzindo um ac o no o - a ibu ação dos endimen os colec i os. A ideia que esul a do úl imo es udo e e ido é a de que pelo ac o de os ju os se em um cus o acei e pa a e ei os iscais o cus o de capi al alheio é meno e consequen emen e o aumen o do endi idamen o conduz a um maio alo da emp esa. Tendo em a enção a eo ia de Modigliani e Mille [1963] se ia de espe a que o pon o óp imo da es u u a de capi al, is o é, a es u u a de capi al que maximiza o alo da emp esa, osse a ingido quando a emp esa se inancia na o alidade po capi ais alheios (algo que na ealidade nunca se e i ica). B ealey e Mye s [1998] e e em que quando, pa a além da ibu ação das pessoas colec i as, se inclui a ibu ação das pessoas singula es o objec i o da emp esa já não é minimiza a sua ca ga iscal mas sim minimiza odos os impos os que esul am dos esul ados da emp esa. Mille [1977] es udou es a p oblemá ica e a gumen ou que a u ilização dos capi ais p óp ios ou alheios depende do me cado, endendo es e pa a o equilíb io. Em equilíb io a an agem iscal que as emp esas e i am do endi idamen o é abso ida pela ibu ação sob e o endimen o das pessoas singula es, o nando i ele an e a polí ica de endi idamen o (conclusão consis en e com a eo ia de Modigliani e Mille [1958]). O es udo de Mille [1977] oi c i icado po di e sos au o es, em pa icula DeAngelo e Masulis [1980], Modligliani [1982] e Kim [1982]. A eo ia do ade o de ende que exis e uma es u u a de capi al óp ima, sendo o pon o óp imo de endi idamen o, como e e ido po B ealey e Mye s [1998], o pon o no qual o alo ac ual da poupança iscal que esul a de um ac éscimo de endi idamen o é exac amen e compensado pelo o aumen o do alo ac ual dos cus os e alência36. Como ci ado po Coelho e al. [2004], as p imei as e e ências da eo ia do ade o são ei as nos abalhos de Lin zenbe ge [1973], Sco [1977] e Kim [1978]. 35 Os p essupos os de me cado pe ei o são, de aco do com Ne es [2004]: “nume oso núme o de comp ado es e endedo es; inexis ência de impos os; inexis ência de cus os de ansacção; inexis ência de con olos; ac i os di isí eis ao in ini o e pe ei amen e negociá eis; in o mação pe ei a, ins an ânea e g a ui a pa a odos os agen es de me cado; odos os in es ido es maximizam a u ilidade da sua iqueza e são acionais e axa das ope ações ac i as iguais às das ope ações passi as”. 36 Cus os legais, adminis a i os e cus os indi ec os FINANCE MANAGEMENT CHALLENGES 115 De aco do com Ha is Ra i [1991] a es u u a de capi al é de e minada em unção dos cus os de agência. Os mesmos au o es e e em que de aco do com Jensen e Meckling [1976], exis em dois ipos de con li os de in e esse, os con li os en e ges o es e accionis as e os con li os en e accionis as e ob igacionis as. No p imei o caso os con li os su gem po que po ezes os ges o es não ep esen am de o ma adequada os in e esses dos accionis as u ilizando os ecu sos pa a p o ei o p óp io e não pa a p o ei o dos accionis as. Ha is Ra i [1991] e e e que a u ilização de endi idamen o é uma o ma de a enua es e ipo de cus os. O segundo ipo de con li os su ge, de aco do com os mesmos au o es, po que o con a o de emp és imo incen i a os accionis as a in es i em condições sub - óp imas. Especi icamen e, se o in es imen o ap esen a endibilidades ele adas os accionis as ob êm a maio pa e dos ganhos, pelo con á io, se o in es imen o não co e bem, são p incipalmen e os ob igacionis as que supo am as consequências dado que a esponsabilidade dos accionis as é limi ada. Exis em duas abo dagens den o das eo ias que explicam a es u u a de capi al das emp esas com base na assime ia de in o mação. De aco do com Ha is Ra i [1991] e baseando-se nos es udos de Ross [1977] e Leland e Pyle [1977], uma das abo dagens é a de que a escolha da es u u a de capi al sinaliza in o mação pa a os in es ido es ex e nos. Es a abo dagem baseia-se na ideia de que as emp esas eco em à dí ida pa a emi i pa a o me cado um sinal da sua ele ada qualidade. A ou a abo dagem e e ida pelos au o es, baseando-se nos es udos de Mye s [1984] e Mye s e Majlu [1984], é a de que a es u u a de capi al é de e minada com is a a eduzi ine iciências das decisões de in es imen o das emp esas esul an es da assime ia de in o mação. Mye s e Majlu [1984] mos am que se os in es ido es ex e nos possuem menos in o mação, ela i amen e aos inside s da emp esa, ace ca do alo dos ac i os da emp esa, o alo de me cado da emp esa pode es a e ado. Po esse mo i o, se as emp esas inanciam no os p ojec os a a és da emissão de capi al, a suba alo ização das acções pode se de al o ma que os no os in es ido es ecebem mais que o alo ac ual líquido do no o p ojec o esul ando dessa o ma pe das pa a os ac uais accionis as ou a ejeição de p ojec os com alo ac ual líquido posi i o. Pa a e i a a ejeição desses p ojec os as emp esas de em eco e a inanciamen o ia undos in e nos e ou dí ida que não en ol a sub alo ização - eo ia de pecking o de do inanciamen o. Exis em es udos que p ocu am explica a ligação en e a es u u a de capi al e o con olo da emp esa. Ha is Ra i [1991] e e e que os p imei os modelos que explo am a ques ão das ansacções de acções pa a e ei os de con olo da emp esa e a es u u a de capi al, cen ando-se na ques ão dos di ei os de o o, são os de Ha is e Ra i [1988] e S ulz [1998]. Segundo es es au o es, como e e ido po Ha is Ra i [1991], o sucesso de cada ope ação de akeo e depende não só da o ma como os o os se encon am dis ibuídos mas p incipalmen e da pe cen agem de capi al de ida pelos ges o es da emp esa. Dado que a pe cen agem de p op iedade de capi al po pa e dos ges o es é de e minada em pa e pela es u u a de capi al, a es u u a de capi al a ec a o alo da emp esa e p obabilidade de akeo e . A li e a u a ace ca da es u u a de capi al é mui o ex ensa, mas pa a não o na es e abalho mui o ex ensi o op ou-se po ap esen a apenas os p incipais es udos ealizados. 3. METODOLOGIA De aco do com Ti man e Wessels [1988], a eo ia suge e que as emp esas seleccionam a es u u a de capi al dependendo dos a ibu os que de e minam os á ios cus os e bene ícios associados às o mas de inanciamen o. No en an o, esses a ibu os não são obse á eis, como al exis em algumas limi ações na u ilização dos modelos adicionais de eg essão múl ipla pa a a iden i icação de ais a ibu os. Segundo os mesmos au o es essas limi ações são, en e ou as, a exis ência de á ias p oxies pa a medi cada a ibu o; a di iculdade de encon a p oxies pa a um a ibu o que não sejam co elacionadas com ou os a ibu os a analisa ; uma ez que as p oxies são ep esen ações impe ei as dos a ibu os, o seu uso nas eg essões in oduz e os. Com is a a esol e es as CITIES IN COMPETITION 116 limi ações os au o es u iliza am a análise ac o ial con i ma ó ia pa a medi as a iá eis não obse á eis. Com base na ideia ap esen ada nos es udos de Ti man e Wessels [1988] e Bhadu i [2002], nes e es udo i á se u ilizada a écnica de análise ac o ial pa a medi os a ibu os que explicam a es u u a de capi al, mas nes e caso conc e o como ainda não exis e uma eo ia de inida sob e a es u u a de capi al das emp esas da Península Ibé ica i á se u ilizada a análise ac o ial explo a ó ia ( al como oi e ec uado no es udo de Bhadu i) e não a análise ac o ial con i ma ó ia (es udo de Ti man e Wessels [1988]). Após a iden i icação dos a ibu os ( ac o es) es ima-se uma eg essão múl ipla, em que as a iá eis dependen es são medidas de endi idamen o e as explica i as são os a ibu os de e minados (u ilizando os sco es ob idos a a és da análise ac o ial). De seguida i emos p ocede , com base na e isão da li e a u a, à iden i icação de po enciais a ibu os e de inição das a iá eis p oxies. Após essa iden i icação p ocede emos à ap esen ação das medidas de endi idamen o e à especi icação dos modelos e p ocessos de es imação. 3.1. POTENCIAIS DETERMINANTES DA ESTRUTURA DE CAPITAL A iden i icação dos po enciais de e minan es da es u u a de capi al e de inição das a iá eis p oxies é ei a com base na li e a u a sob e os de e minan es da es u u a de capi al. 1. Tangibilidade Na li e a u a inancei a é mui as ezes e e ido que o ipo de ac i os possuídos pela emp esa pode a ec a a escolha da es u u a de capi al. De aco do com Bane jee [2000], é mais ácil pa a as en idades que inanciam es abelece o alo dos ac i os angí eis do que dos in angí eis, is o po que habi ualmen e exis e maio assime ia de in o mação ace ca dos úl imos do que dos p imei os. Segundo Mye s e Majlu [1984], emi i dí ida com ga an ias e i a os cus os de assime ia de in o mação e po esse mo i o emp esas com ac i os que podem se u ilizados como ga an ia es ão mais p edispos as a emi i dí ida pa a e i a an agem dessa opo unidade. Como e e ido na e isão da li e a u a, a dí ida pode se uma o ma de diminui os cus os de agência que esul am dos con li os de in e esses en e os ges o es e accionis as. Nesse sen ido, e como e e ido po Ti man e Wessels [1988], G ossman e Ha [1982] de endem que as emp esas com ac i os cujo alo é mais di ícil de es abelece são mais ulne á eis a ais cus os de agência dado que a moni o ização é mais di ícil de e ec ua nesse ipo de emp esas. Como as emp esas podem u iliza a dí ida como ins umen o de moni o ização, se á de espe a que exis a uma elação nega i a en e o endi idamen o e os ac i os que podem se acilmen e a aliados. Como p oxies da angibilidade são u ilizados dois ácios: o ácio en e os ac i os in angí eis e os ac i os o ais (INT); e o ácio en e ac i os ixos mais exis ências sob e ac i os o ais (AFS). 2. C escimen o espe ado De aco do com di e sos es udos, em pa icula Ti man e Wessels [1988], emp esas com ele ados c escimen os u u os de e ão u iliza maio quan idade de capi al (acções ou esul ados e idos) pa a o seu inanciamen o pa a aze ace ao p oblema de sub - in es imen o e e ido po Mye s e Majlu [1984]. Is o suge e uma elação nega i a en e o endi idamen o e o c escimen o espe ado das emp esas.Como p oxie do c escimen o espe ado u ilizou-se o mesmo indicado que oi u ilizado no es udo de Coelho e al. [2004]: (ac i os o ais – alo con abilís ico do capi al p óp io + alo de me cado do capi al p óp io)/ac i os o ais (CRESC). 3. Dimensão Mui os au o es a gumen am que exis e uma elação en e a dimensão das emp esas e a escolha da es u u a de capi al. Ti man e Wessels [1988] e e em que as emp esas com maio dimensão são mais di e si icadas e po FINANCE MANAGEMENT CHALLENGES 117 esse mo i o êm meno p obabilidade de alência. Po ou o lado, como e e ido pelos mesmos au o es, exis em es udos que suge em que os cus os di ec os de alência são in e samen e elacionados com a dimensão. Nesse sen ido, espe a-se uma elação posi i a en e o endi idamen o e a dimensão das emp esas. No en an o, e de aco do com o es udo de Rajan e Zingales [1995], dado que exis e menos assime ia de in o mação ace ca das g andes emp esas, es as êm menos incen i os pa a se inancia ia dí ida, nes e caso, espe a-se uma elação nega i a en e a dimensão e o endi idamen o. Como p oxies da dimensão são u ilizados dois indicado es: o loga i mo na u al das endas (DV) e o loga i mo na u al dos ac i os o ais (DA). 4. Rendibilidade De aco do com Mye s e Majlu [1984] as emp esas p e e em inanciamen o in e no ao ex e no e quan o maio é a endibilidade das emp esas maio é a disponibilidade de capi al in e no. Nesse sen ido se á de espe a uma elação nega i a en e o endi idamen o e a endibilidade. No en an o, e como e e ido na e isão da li e a u a des e es udo, em p esença de assime ia de in o mação as emp esas de ele ada qualidade (com maio endibilidade) podem sinaliza essa qualidade a a és do aumen o da dí ida, o que suge e uma elação posi i a en e a endibilidade e a dí ida. Tal como no es udo de Ti man e Wessels [1988] o am u ilizados dois ácios como p oxies da endibilidade: ácio en e o esul ado ope acional e o o al dos ac i os (ROA); e o ácio en e o esul ado ope acional e as endas (ROV). 5. Poupança iscal não esul an e da dí ida De aco do com Modigliani e Mille [1963] o p incipal incen i o pa a o endi idamen o é o bene ício da poupança iscal que esul a do ac o de os ju os se em cus os acei es pa a e ei os iscais. Como e e ido po Ti man e Wessels [1988], DeAngelo e Masulis [1980] a gumen am que a poupança iscal não esul an e da dí ida é um subs i u o da poupança iscal esul an e do endi idamen o. Nesse sen ido, emp esas com ele ada poupança iscal não esul an e da dí ida êm p o a elmen e meno endi idamen o. A p oxies u ilizadas pa a medi a poupança iscal não esul an e da dí ida é o ácio en e as amo izações e o esul ado ope acional (AMORT). 6. Di idendos Conside ando a eo ia de sinalização dos di idendos, e como e e ido no es udo de Bhadu i [2002], se o pagamen o de di idendos ep esen a um sinal posi i o da qualidade da emp esa e po isso da sua maio capacidade de ob e inanciamen os ia dí ida, se á de espe a uma elação posi i a en e es es dois indicado es. Po ou o lado, e de aco do com a eo ia da agência, o pagamen o de di idendos pode se conside ado como um ins umen o subs i u o da dí ida pa a a enua os cus os de agência, po isso, nesse caso se ia de espe a uma elação nega i a en e o pagamen o de di idendos e o endi idamen o. A p oxie u ilizada pa a medi os di idendos oi o ácio en e os di idendos e o esul ado ope acional (DIV). 7. Flexibilidade inancei a De aco do com Coelho e al.[2004], baseando-se na eo ia de pecking o de , as emp esas podem conside a ú il man e uma ce a “ olga” inancei a com is a a implemen a em in es imen os com alo ac ual líquido posi i o sem emi i acções ou dí ida e po isso os au o es espe am uma elação nega i a en e a lexibilidade inancei a e o endi idamen o. Pelo con á io, e de aco do com os mesmos au o es, baseando-se na eo ia do ade o a lexibilidade inancei a não de e á e uma elação signi ica i a com o endi idamen o. Tal como os au o es e e idos a p oxie u ilizada pa a medi a lexibilidade inancei a oi o ácio en e caixa e equi alen es e os ac i os ci culan es (FF). 8. Ou os Indicado es CITIES IN COMPETITION 118 Exis e um conjun o de ou os de e minan es da es u u a de capi al e e idos na li e a u a que de ido à me odologia u ilizada ou à limi ação da in o mação disponí el não se ão es ados, em pa icula , a especi icidade dos ac i os, a idade das emp esas, a ola ilidade dos esul ados, a classi icação da indús ia, en e ou os. 3.2 MEDIDAS DE ENDIVIDAMENTO A p imei a ques ão que se coloca é a de se sabe se de em se u ilizados alo es con abilís icos ou alo es de me cado pa a medi o endi idamen o. De aco do com o es udo de Bowman [1980], as medidas con abilís icas do endi idamen o não são signi ica i amen e dis in as das medidas a alo es de me cado. Po esse mo i o e pela limi ação da in o mação, o endi idamen o é medido a alo es con abilís icos. Tal como no es udo de Bhadu i [2002], e pa a analisa a in luência das á ias a iá eis ap esen adas em di e en es ipos de dí ida, o am u ilizadas ês medidas de endi idamen o: o ácio en e o o al do endi idamen o e o o al dos ac i os; o ácio en e o endi idamen o de longo p azo e o o al dos ac i os e o ácio en e o endi idamen o de cu o p azo e o o al dos ac i os. 3.3 ESPECIFICAÇÃO DO MODELO E PROCESSO DE ESTIMAÇÃO UTILIZANDO A ANÁLISE FACTORIAL EXPLORATÓRIA De aco do com Sha ma [1996], a análise ac o ial é uma écnica de análise explo a ó ia de dados que em po objec i o descob i e analisa a es u u a de um conjun o de a iá eis in e elacionadas de modo a cons ui uma escala de medida pa a ac o es que de alguma o ma con olam as a iá eis iniciais. A análise ac o ial usa as co elações es u u ais que ligam os ac o es às a iá eis. O objec i o p imo dial da análise ac o ial é a ibui um sco e a ac o es que não são di ec amen e obse á eis. Especi icação do modelo: Modelo de base à análise ac o ial: εΛξZ + = Onde, Z é um ec o px1 das a iá eis s anda dizadas p oxies dos a ibu os, Λé a ma iz pxm dos loadings dos ac o es, ξé um ec o mx1 dos ac o es comuns não obse á eis (a ibu os) e εé um ec o px1 dos ac o es especí icos. Conside ando p o núme o de a iá eis p oxies u ilizadas e m o núme o de ac o es não obse á eis. Nes e caso o am u ilizados dados s anda dizados po que, e de aco do com Sha ma [1996], as a iá eis êm escalas di e en es. Es imação dos ac o es: A iden i icação dos ac o es é e ec uada a a és de qua o ases sequenciais, a sabe : 1. Na p imei a ase p ocede-se à es imação da ma iz de co elações en e as a iá eis e es a a alidade da aplicação da análise ac o ial. Pa a es a a alidade da aplicação des e ipo de análise i ão se analisados ês mé odos, o es e de es e icidade de Ba le , a análise do indicado de Kaise -Meye -Olkin (KMO) e a análise da ma iz an i-imagem. O es e de es e icidade de Ba le consis e em es a a hipó ese de a ma iz de co elações se uma ma iz iden idade com de e minan e igual a 1. Nes e es e, a aplicação da análise ac o ial p essupõe que se ejei e a hipó ese nula, is o é, que exis a co elação en e as a iá eis. O indicado KMO compa a as co elações en e ac o es. Se o alo de KMO se si ua p óximo de um indica que é álida a aplicação da análise ac o ial, caso con á io não de e á se aplicada a análise ac o ial. De aco do com Sha ma [1996], os esul ados ob idos pa a a es a ís ica KMO, de em se in e p e ados do seguin e modo: FINANCE MANAGEMENT CHALLENGES 119 Quad o 1 – In e p e ação dos esul ados do indicado KMO KMO Aplicação da análise ac o ial 0,9 – 1 Mui o boa 0,8 – 0,9 Boa 0,7 – 0,8 Média 0,6 – 0,7 Razoá el 0,5 – 0,6 Má < 0,5 Inacei á el A ma iz an i-imagem é uma medida da adequação amos al de cada a iá el pa a a aplicação da análise ac o ial, onde pequenos alo es na diagonal le am a conside a a eliminação da a iá el. 2. A segunda ase consis e na ex acção dos ac o es. De en e os á ios mé odos de ex acção i á se u ilizado o das componen es p incipais. Nes a ase p ocede emos, ambém, à de e minação do núme o dos ac o es necessá ios pa a ep esen a adequadamen e os dados o iginais, a a és do c i é io de Kaise 37 ( alo p óp io supe io a um). 3. De modo a que cada a iá el seja associada apenas a um ac o e dessa o ma seja mais ácil a in e p e ação, p ocede -se-á à o ação dos ac o es38 a a és do mé odo a imax39. 4. A úl ima ase em como objec i o cons ui a ma iz dos sco es. Pa a a es imação dessa ma iz i á se u ilizado o mé odo de eg essão. 3.4ESPECIFICAÇÃO DO MODELO ECONOMÉTRICO E PROCESSO DE ESTIMAÇÃO Como e e ido an e io men e após a ob enção dos sco es dos ac o es es es i ão se u ilizados jun amen e com a a iá el dummy que de ine o país onde es á si uada a emp esa como a iá eis explica i as do endi idamen o. Especi icação do modelo: 37 De aco do com Reis [1997], o c i é io de Kaise consis e na exclusão das componen es cujos alo es p óp ios sejam in e io es à média, is o é, meno es que um se a análise o ei a a pa i de uma ma iz de co elações. 38 A o ação das componen es p incipais pe mi e encon a um no o conjun o de coe icien es de co elação das a iá eis pa a cada componen e. A p opo ção de a iância explicada pa a cada uma das componen es man ém-se cons an e, apenas se dis ibui de modo di e en e pa a que sejam maximizadas as di e enças en e as con ibuições das a iá eis. 39 O mé odo a imax consis e em aze a o ação o ogonal dos eixos que medem os coe icien es de co elação en e cada a iá el e o ac o . CITIES IN COMPETITION 120 Onde: yi é a a iá el que mede o ní el de endi idamen o da emp esa i no ano ; Fj é o ac o j ob ido na análise ac o ial explo a ó ia, Di, ,j é uma a iá el dummy, igual a um se a emp esa i no ano pe ence a Po ugal e igual a ze o no caso con á io; ε i é o e mo de e o alea ó io combinado. Pa a medi o ní el de endi idamen o o am u ilizadas as ês medidas an e io men e e e idas. Es imação do modelo A es imação do modelo i á se e ec uada com ecu so aos dados em painel (modelos com junção de dados empo ais e seccionais), o que pe mi i á a u ilização de um maio núme o de obse ações, aumen ando o núme o de g aus de libe dade. A u ilização de dados e e en es a di e en es indi íduos (emp esas) eduz o isco de mul icolinea idade en e as a iá eis. No en an o, os dados em painel ambém ap esen am algumas des an agens como o en iesamen o que esul a da he e ogeneidade dos indi íduos e da selec i idade dos indi íduos (es es podem não se ep esen a i os da população o al). Com o objec i o de a e igua se o ipo de emp esa in luência de ac o a pa e au ónoma do modelo, i á, ambém, se e ec uada a es imação do modelo admi indo a exis ência de homogeneidade na pa e au ónoma. i j j ij n j jji DFy εγβα +++= ∑∑ == 11 1 ,, 1 Pos e io men e à es imação des a úl ima equação pa a as di e en es a iá eis dependen es, i á se es ado a hipó ese de homogeneidade na pa e au ónoma e no decli e en e as á ias emp esas con a a hipó ese de he e ogeneidade na pa e au ónoma, a a és do es e F40. As hipó eses a es a são: Ho: αi = α, ∀i = 1,...,N H1: αi ≠ αj, ∀i = 1,...,N; j = 1,...,N; i ≠ j Com o objec i o de de ec a a exis ência de he e oscedas icidade dos e mos de e o (não e i icação de uma das hipó eses clássicas, a homoscedas icidade) se á e ec uado o es e Whi e41 com e mos c uzados e não. A homoscedas icidade, signi ica que a a iância do e mo de e o é cons an e. Con udo a in acção des a hipó ese (he e oscedas icidade) é equen e nos modelos seccionais, dado que a inexis ência de homogeneidade dos 40 A es a ís ica F assume o seguin e alo e dis ibuição: [][] )(),1(~ )(/ )1/()( KNNTNF KNNTSQR NSQRSQR F h h hm +−− +− −− = Onde: SQRhm e SQRh são espec i amen e, o soma ó io do quad ado dos esíduos esul an es da es imação do modelo conside ando homogeneidade na pa e au ónoma e do modelo conside ando he e ogeneidade na pa e au ónoma; N é o núme o de emp esas; NT é o núme o de obse ações e K é o núme o de a iá eis explica i as con idas no modelo. 41 O es e Whi e baseia-se no ac o de que, pe an e he e oscedas icidade, o es imado da ma iz de a iâncias e co a iâncias dos es imado es de mínimos quad ados é inadequado, de e minando, assim, a pe da de alidade dos p ocessos de in e ência es a ís ica que assen am na in o mação p oduzida com base nessas es ima i as. O es e Whi e e ec ua-se do seguin e modo: 1) es ima os esíduos do modelo inicial; 2) e ec ua a es imação sob e o quad ado dos esíduos es imados no pon o 1) com as a iá eis que se supõe es a em co elacionadas com o quad ado dos esíduos; 3) calcula NR2 (sendo N o núme o de obse ações e R2 o coe icien e de de e minação da eg essão e ec uada no pon o 2) 4) como NR2 é uma a iá el alea ó ia que segue dis ibuição assimp ó ica )( 2s χ , em que s é o núme o de eg esso es (excluindo a cons an e), a exis ência de homoscedas icidade é admi ida quando o alo ob ido em 3) o in e io ao alo c í ico de )( 2s χ , a um dado ní el de signi icância. i j j ij n j jjii DFy εγβα +++= ∑∑ == 11 1 ,, 1 FINANCE MANAGEMENT CHALLENGES 121 indi íduos analisados, p o oca a iâncias do e mo de e o di e en es. As obse ações e e en es ao p oblema em es udo são seccionais, pelo que, não é de es anha a exis ência de he e oscedas icidade. A p esença de he e oscedas icidade não a ec a a cen icidade nem a consis ência dos es imado es, con udo, implica a pe da de alidade da in e ência es a ís ica com base nes as es ima i as. Todas as es imações que e idencia em a p esença de he e oscedas icidade se ão co igidas. I á se e ec uado ambém o es e de Du bin Wa son (DW), pa a de ec a au oco elação de p imei a o dem dos e os (AR(1))42. A independência dos e os é mais uma das hipó eses assumidas no cálculo dos es imado es pelo mé odo dos mínimos quad ados, dado que a co elação das a iá eis alea ó ias esiduais de e mina a não e iciência dos es imado es (não são es imado es de a iância mínima), a ec ando nega i amen e a qualidade da es imação e dos es es de in e ência es a ís ica. A independência dos e os signi ica que um acon ecimen o alea ó io, num dado pe íodo não se e lec e nas obse ações seguin es. Semp e que oi de ec ada au oco elação de 1ª o dem dos e os (que posi i a, que nega i a) ou o es e se e elou inconclusi o, as es imações o am co igidas. 4. APRESENTAÇÃO DA AMOSTRA A amos a é cons i uída po 745 obse ações e e en es a 180 emp esas co adas nos me cados de capi ais dos países da Península Ibé ica (128 emp esas de Espanha e 52 emp esas de Po ugal). A in o mação con abilís ica e inancei a das emp esas oi ecolhida numa base de dados inancei a in e nacional, a Wo ldScope – Global Resea che . As emp esas o am seleccionadas com base na in o mação disponí el na base de dados. Na amos a azem pa e odas as emp esas cuja in o mação con abilís ica e inancei a es á disponí el na base de dados pelo menos a é ao ano de 2002 e que enham pelo menos 3 anos de in o mação. Não o am incluídas na amos a ins i uições bancá ias e segu ado as de ido às di e enças da na u eza dos ac os pa imoniais. O pe íodo da amos a a ia em unção da emp esa, oi u ilizado odo o pe íodo disponí el na base de dados que es á comp eendido en e 1992 e 2003. 42 Diz-se que uma a iá el segue um p ocesso au o- eg essi o de o dem p (AR(P)) quando o seu alo p esen e se pode exp imi como uma combinação linea dos p alo es p eceden es dessa a iá el e ainda um e mo alea ó io de espec o b anco (ε segue dis ibuição no mal com média nula e a iância cons an e). Em pa icula , o e mo de e o alea ó io u segue um p ocesso AR(1) de média nula se: u = ρu -1 + ε em que ε segue dis ibuição no mal com média nula e a iância cons an e e ρ uma pa âme o al que ρ <1. O es e de Du bin Wa son, baseia-se na seguin e es a ís ica: DW = () ) ˆ 1(2 1 2 ˆ 2 2 1 ˆˆ ρ −≈ ∑ = ∑ =− − N u N u u O es e pa a de ec a au oco elação de p imei a o dem é o seguin e: H0: ρ = 0 (independência dos e os de p imei a o dem) H1: ρ ≠ 0 (au oco elação dos e os) Se DW < dl implica au oco elação posi i a; Se dl < DW < du ou 4-du < DW < 4-dl implica es e inconclusi o; Se du < DW < 4-dl implica independência dos e os; Se DW > 4-dl implica au oco elação nega i a, em que du e dl são cons an es dadas pela abela es a ís ica DW. CITIES IN COMPETITION 128 MILLER, M, (1977), Deb and axes, Jou nal Finance 32, pp. 261-276. MODIGLIANI, F. E M. MILLER, (1958), The cos o capi al, co po a ion inance and heo y o in es men , Ame ican Economic Re iew 48, pp. 261-297. MODIGLIANI, F. E M. MILLER, (1963), Co po a e income axes and he cos o capi al, Ame ican Economic Re iew 53, pp. 433-443. 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