Sermam do apostolo S. Pedro na dedicaçam da sua nova igreja
Full text
SER M A M DO APOSTOLO S. PEDROHA dedicaçam da sua nova igreja, P R E* G A D O PELO M. R. P. M. Fr. JOAM BAUTISTA, Lente de Filofofia, & Theologia na fua Congre¬ gação dos Agoílinhos defcalços , Examinador em Concilio Synodal defte Arcebifpado ,CommiiTario geral dos Miííionarios de fua Congregação, 8c Prefi dente do Hofpicio da Palma. 'Dado à ejlampapor hum feu cordeal LIS B O aS” UaOfficina de PASCOAL DA SYLVA Iropreffor de Sua Mageftade. M. DCCXVI. Com todas as licenças necejfarias.
W • M J| M Oãm ■ ' o.. ■ V-*x ,r \T ^ ^ j.F 5 : '":-J ; ’ { - ■ \ - ■ " . tí 5 , ' ■ roí: IroH ob v:n:?bíb'i c | : • •: • . . 1 / 1 _ __ __ ^
Pâgij CONSURGTJE, ET jEDIFICATE fanBuarium Domino Deo> ut introducatur sírcafadcris. i. Paralip.n.v.19. | OUS edifícios levantou Salamaõ, que admif ràraõ o mundo. Noprimeyro edificou pal ra íi hum Palacio : Decrevit Salomon xdifica. i. Paul.z, repalatium ftbi. No fcgundo edificou para v ,I> | Deos hum Tcmp\o:^£diJicavit domum nomi . Ib ; ! ni Domini : & completo hum , & outro edifi. cio : Complevitque Salomon domum Domini, & ib.7.11. omnia, cjutcfecerat in domofua : convocou os mayores de Iírael; Tunc congregati funt omnes maiores natu Ifrael : os principes das 3.Rcg. 9 . 8 c Tribus: CumprincipibusTribttum:os Levitas fagrados: Cumcjue 7 * v * invenijfent Levitr. os Sacerdotes: Omnes enim facerdotes , quipo~ Ib terant invenirc\ & acompanhado o grande Salamaõ de toda efta fagrada tnultidaõ lfraelitica: Rex autem Salomon , & omnis muU 2 . Paral . s . ú titudO) cjHA convener at ad cum : ordenou a mais luft roia ^aroais^ 1 1 , lolemne, & devota prociflaõ, que jà mais fe vio em Iírael: Fe- ’*p C g , 8,s - citejue Salomon folemnitatem tempore illo. 3 i 'Jl No monte Siaõ, Cidade de David ,'onde eftava a fantiflima ' Arca de Deos teve p, mc.pio efta grande foletnnidade: Fecit. i.Rrg..... 1 “' SalomonJolentntt aténs, Sahia de Siaõ aquelle fagrado acom- ' Ara: £< c «‘“< ! f'“‘ tmte Arcais i.Paril.j.r, alegre nos júbilos, nos cânticos: Igiturcmàispanter, & tubis, &* ■ » . &v,c,b«s na melodia, & confonancia de inftrumcntos mufi> COS . Cjmbalss,& organis, * diverft gentris mujicoram concinems. « T - . 1C0m ^ ni J o os Sacerdotes lobre os teus honibros a Arca òanutuma: Ttskrttnt Sacerdotes Arcam-.ss levavaó tolemnemen- . . Ai t c
4 Sermafi te ao Templo novamente edificado , para dedicarlheo Temícj.iie j!V.8*. P l o r : r ^ t de ^ caretur T emplum\ & a collocáraó no melhor lugar Glof.ia huik 4 emplo , conclue o texto : Intulerunt Sacerdotes Arcam ad Ipcam. locam fuum t id efi , ad oraculum Templi. De maneyra que a collocaçaõda Arca: Intulerunt Sacerdotes Arcam : & a dedicaçao do I emplo : ut dedicaretur Templum : faziaõ grande aquella grande folemnidade ordenada por Salamaõ : Fecitque Salomon folemnitatem. 2»?aral.j.j. Itft. ibid. a.Slcg.S.H. Berchor. in ©iítioaar. He confiante no íentir do texto, que todos aquelles dias defte mes fetiroo: Indie folemni menfis feptimi ; eraó dias de feftâ entre os Hebreos: Totus iile menfis , diz a entrelinha t a pud Hebraos erat folemnis ; & que os mais folemnes , oblerva a meima entrelinha, foraõ cftes tres dias. O primeyro; porque nelle fe transpunha,& levava íolemnemente a Arca ao Templo: Primo deftribitur Arca deportado. O fegundo; porque no íegundo dia 1 he repetirão louvores, continuàraõ hymnos com alegres ju» bilos os Sacerdotes , & Levitas : Secundo Sacerdotum , &Le* vitarum jubilatio : & o terceyro; porque le agradou tanto Deos das veneraçoens à fua Arca nefie terceyrodia , quefónefte terceyro dia fez publica aceytaçaó deftas fefias: Terno divina acceptationis manifeííatio. E porque le agrada Deos tanto defte terceyro dia , que íó nelle faz publica a lua divina aceytaçaó : Tcrtio divina acceptationis manifeftatio} Porque íó ncfte tercey¬ ro dia ,diz o texto , vè Deos completas as luas glorias: Imple* verat enim gloria Domini domum Domini. Vè ja edificado , & dedicado o feu Templo à fua Arca : Vt dedicaretur Templum) & venerada a fua Arca no melhor lugar do Templo: Intulerunt Sacerdotes Arcam. Tudooqueatè-qui temos dito , & nos dizafagrada Efcritura daquelles dias lolemnes de Salamaõ, cftà dizendo o nofio thema na lolemnidade deftes tres dias. Mandou Deos a Salamao pelo Profeta David lhe edificafle hum Templo, ou Sa n - tuario para collocar nelle a Arcado teftamento: Confurgite , & adípcate fanchtarmm Domino Deo , ut introducatur Arca fcedei ts) & imitando ao Profeta David o Illufirifiimo Senhor D.Sebaít.ao Monteyro daV.dc, Illullriffimo Provedor delia Cala.ordenou aos Muyto Reverendos da mela, a edificação.deite 1 emplo, ou Santuário, Cmfrrme : com todos falia , adverte Berchorio : Idefi fimulfurvite . Levantayvos i®it a d° res de ba« 1 lamaõ,
do ApoBolo S. Pedro • f lumâõ, comtnenta Scobat: Confurgite, id efi^furgentemfèquimi. scob.i.Paral. tii Salomonem : 6c fervorofos nas diligencias : cumferventidili - zz ’ I i '* gentia : eificazes na permanência : cumflabili permanentid : 6c Berchor.fup. R.everendos companheyros nella illuitrifíima prefidencia: eum nobiliprafidentiâ : fazey, erigi , edificay eilc Templo , ou Santuário*. cÃEdificatc fanttuarium, id cílfTemplum, commenta a gloía. E para que ? Vt introducatur Arca : para collocar a fagrada Imagem de N. P. S. Pedro , figurada na Arcado teftamento: Vt introducatur Arca. A Arca fantiíFima do tertamemo, diz Berchorio, fignifica hum Varaõ perfeyto, lummo , 6c máximo Prelado da Igreja de Deos : Arcaftgnificat virumperfeüum, & maxime Pralatum> Berchor. in OTemplo que Salamaõ fez para a Arca,adverte a glofa,fignifiDia * verb * caacadeyrade S. Pedro, ifto he , toda a Igreja univerfal: Do-^ ^ d - mas , ejuam adificavit Salomon, f ignijicat univetfalem EccleCiam . 2 . pàrai.clz. Pergunto: E quem heeíle Varaõ perfeyto, figurado na Arca: Arca fignificat virumperfeüum dummo , 6c máximo Prelado: & maxime Pr&latum j 6í collocado no Templo de toda a Igre¬ ja univerfal: Domus , cjuam adificavit Salomonjignificat univer - falem Ecclefiam ? Quem ha de íer ? O Vigário de Chrifto , o Príncipe do Apoftolado, o Apoftolo dos Apoílolos , N. P. S. Pedro, lummo, máximo , 6c perfeyto Prelado, conclue Ber¬ chorio: Per Petrum intelligitur vir perfetfus* Bírchor.vcrb. Cuja glorioia Imagem com o folemne acompanhamento de Fctr ? s * Príncipes: Cumprincipibus : de mayores, & illuílres Cidadaõs j. R C g.*. defte povo: Omnes maiores natu : de Sacerdotes: Omnes enim Sa - íbid. cerdo t es ^ 6c com geral applaufo do Clero convocado pelo zelo de lua llluíliiflima, foy glorioíamente trazida deldea Siaõ da Cathedral para efta lua própria Igreja, qual a Arcado teftamento paraoTemplo de Salamaõ , como vimos nofeupri. mey ro dia folemne: Primo deferibitur Arc £ deportatio : 6c vene¬ rada a coros de Sacerdotes com júbilos, 6c alegres hymnos, o quelev.oHo fegundo dia : Secundb Sacrdotnm, &Lvitar«m Hoje, nefte tcrceyro dia,em que a Mageftade de Dcos ve ja nefte Templo completas as fuas glorias: Impltvmu enim gUrut Domim domum Domm : manifefta, & publica o mefmo COS r a /í aCe ^ t a ^ ao » ft u e dia: Tettib divina acceptationis manifefiatiQ. L porque? Porqueló nefte dia vè Deos edificada, Cc completamente dedicada efta Igrejaa S. Pedro: Vt dedi ■ caretur:
6 StmaÕ caretur: & a fagrada Imagem de S. Pedro, figurada na Arca do teftamento, collocada pelos Sacerdotes nefta fua Igreja, ÔC Glof. mai. no me ] h o r lugar da Igreja: Intulerunt Sacerdotes Arcam in lo. cum , id efi , ad Oraculum Templi. Em matérias de Igreja na ° podia falhar o meu grande Agoftinho. Sabem , diz o meu Santo Agoftinho, o que obrou Salamaó Auguft.apud na edificação do íeu Templo: In eoquodSalomonTemplum adt* Faial ' ficavirt Profetizou huma lagrada Imagem de futuro : Fatta ofi imago rei futura \ & que lmagem.de futuro vem a fer efta naó exiiteme no Templo de Salamaó, ou que Salamaó profetizou no Tem pio : In eo qucd Salomon Templum adificavit ? N o tem¬ plo de Salamaó exiftia realmente de prefente a Arca: Salamaó profetizou no Templo , & na Area huma Imagem : Faílaeft imago : pois que Imagem profetizou ? Eftá dito , a Imagem de S. Pedro figurada na Arca do teftamento , & collocada no Templo. O Templo lignifica a Igreja de Deos univerfal: Do* mns t cjuam xdificavit Salomon,/tgmficat univerfalem Eccleham: a Arca o univerlal Prelado delia Igreja: & maxime Pralatü'. pois eis-ahi o que profetizou na edificaçaó do íeu Templo : In to <juod Salomon Templum xdificavit : huma Imagem futura de S* Pedro : Falia efi imago : figurada na Arca do teftamento , & collocada pelos Sacerdotes neftc feu Templo: Intulerunt Sa* cerdotes Arcam. Mas porque ha de a Arca do teftamento figu¬ rar a Imagem de S. Pedro: Falia efi imago ? Ou porque razaó o Apoftolo S. Pedro ha de fer figurado na Arca do teftamento ? Porque tudo quanto occulta, &: encerra a fantiffima Arca, faõ excellençias íantiftimas deS. Pedro. fataÍu&tid. ^a ^ rca fcntifiima do teftamento, diz a Glofa ordinann, 8 c 2 .Paul.$ eftaõoccultos todos os thefouros da Divindade : In Arca [unt omnes t befauriabfconditi.T odos eftes thefouros Divinos, oblerAug. in glof, ° meu S. Agoftinho, faó íegredos occtílriftr m o s de Deos: adHcbi.y. rca de/tg nat jecreta Dei, Mas com licença do meu grande Agoítmho, nefte dia feítival de S. Pedro , em que o melmo Deos laz aceytaçaõ defte tcrceyro dia: Tertio divina acceptatio - nts mamfejlatio: : hey de abrir a Arca com S. Paulo , delcobnr a Divindade deli es thefouros, & publicar os occulciflimosfegredos de Deos. r Diz S. Paulo que tres coulas eftaó na Arca, huma vara > o Hebr.9-4mannà , óí as taboas: huma vara , que floiecèra: V*rga Aaron t * ^ quj;
do Apoftôlo S. Pedro. 7 (jtt*. frondueratio mannà em huma urna de our o\Vrtut aurea ha . bens manna: ôc as taboas da ley: Et tabuU legis\ Sc que naõ con¬ tinha mais a Arca que eftas rrescoufas, adverte Mendonça: Mend.i.r. Hxc tria erantin Arca. Pois eftes faõ os occultiífimos fcgredos Rcg - c,l0,Z5 de Deos, que encerra a fantiffima Arca : Deftgnat fecreta Dei ? Laurct . Ouíóeíles iaóosíeus Divinos thefouros, vara, mannà, Sc ta¬ boas: InArcafunt omnes thefauri ? Sim; ÔC porque? Difie-oollvorag.f.z. luftriífimo Januenfe ; porque tres faõ os thelouros de Deos: JjJ? 11* & Deus habet triplicem thefaurum : o primey ro, o thefouro da Om¬ nipotência : Thefaurumpotentia. ; o fegundo, o thefouro da fabedoria : Thefaurum fcientU j Sc o terceyro , o thefouro da mi¬ fericordia: Thefaurum mifericordU. O da Omnipotência, diz o AugufUpud meu grande Agoítinho, reprefentado na vara: Firgapoteftas. gio^Paai. O da íabedoria, diz Berchorio, reprefentado no mznnhManna BcVchor. in fignificat fcientiam i Sc oda mifericordia , dizOrigcnes , repreDi^ion.verfentado na ley, 5c feus preceytos: Et tabuU legis , id cfl,pr<cccpta ^°. raanna - De maneyra que taboas, mannà, & vara; ifto he, miiericordia' glTtoíT fciencia, Sc poder j faõ os tres thefouros da divindade na Arca fechados lOmnia enim (conclue o Januenfe) in thefauris divina potentia , fcientU, & mifericordU reconduntur » Sc feraõos mefmos thefouros Divinos, que veremos em S. Pedro patentes. • O da vara: Ftrga potefias : que hc o thefouro da Omnipotên¬ cia: Thefaurum potentia : veremos na entrega das chaves que fez Ghrifto a S. Pedro \Tibi daboclaves : o do mannà : Manna Matth.is. hnsfcat fcientiam: que he o thefouro da fabedoria : Thefaurum fcientia, : veremos na revelaçaô dos myfterios, que a S. Pedro revelou o mefmo Deos: Pater meus revelabit tibi: Sc odaley Sc Etv.i 7 . feus preceytos: Et tabula legis , id efi,pr<ccepta : que faõ os the¬ louros da mifericordia: Thefaurum mifericordia: veremos na recommendaçaõ que fezChrifto a S. Pedro fobre os Irmaons de S. Pedro: Et tu acuando converfus confirma fratres tuos. Luc.zz.,*. Em fim temos hoje o Apoftolo S. Pedro hü thefouro de toda n , ?mnr1 r’ “"!?“n ^ W D «> P°rque C L .r T 0 , 0mnipMCncia de Deos no poder chaves. Ttbtdabo elarni: reprefentado na vara: n r L poteflas. O thefouro da fc.encia Dtvina na revelaçaô dos myfterios: T / ,er r meus . revel f“ "f: re prelentados no mannà: ficatfctentiAm. E o thefouro da mifericordia Divina na providencia dos Irmaons. Confirma fratres tuos : reprefentada na ley, &
Vorag.dcD, Pctio. Aag.r.io.f.' Z67. Vorag. £ D* Pcui. 8 Sermaõ & feus preceytos: Et tabula legis , id efl-^pracepta, Efiaõ paren# tes, 6c delcubertos em S. Pedro os theíouros da Arca. Vamos aoprimeyro. §. I. S. Pedro thefouro da Omnipotência: Thefaurumpoter.tU : no poder das chaves: Tibi dabo claves: rcprefentado na vara: Tirga pote (las, O P rimeyro thefouro da Arca do teftamento he o da Om * nipotencia : Thefaurum potentia : repreíentado na vara : Virgapotefias \ ou he o thefouro da vara repreíentativo da Om¬ nipotência. Defta vara da Arca do teíiamento duas couías diz o texto, que he vara de Araõ, 6c que he vara de Deos : fârg* Aaron ,virga Dei ;em quanto vara de Araò íummo Sacerdoic reprefema o fummo Pontífice: Virga Aaron ;em quanto vara de Deos he Divina, he Omnipotente a vara: Virga Dei>& etfe poder Omnipotente , ou theíouro da Omnipotência ,diz o Jâ - ■ nueníe, depofitou o Eterno Pay era S. Pedro : Thefaurus F* 0 . triscfl Petrus , cui Pater commiftt thefaurumpotentia, Mas quando depofitou o Eterno Pay cm S. Pedro efte the¬ fouro: Cui Pater commiftt thefaurumpotentia ? Quando fcu Um* genito Filho lhe fez entrega das chaves: Tibi dabo claves. Pois lócntaõ, quando lhe fez entrega das chaves? Sim,* 6c porque? O meu grande Agoftinho ; porque na entrega das chaves lh® deu Chrifto todos osíeus poderes: Clavem potentia Petrus d Chrifto accepit. Os poderes de Chrifto, ou as chaves de tedos os feus poderes, que entregou a S.Pedro, diz o illuítriífime, confifte em hum ló fechar, ou em hum abrir: Magnum thefaarat» potentia Petrus accepit, quandopromeruit poteíiatem claudenài,& uperiendi. Demaneyra que ern hum ló abrir , ou fechai eas chaves Omnipotentes de Ghriltoconfifte o fupremo domínio deS Pedro: Claudendi,&aperiendi, E porque? Difle o o douto A Lapid e . porque as chaves Omnipotentes de S. Pedro naõ 10 ligao, ou diílolvem peccados: naó ló ligaó , ou diílolven* votos: naofóligaõ, Q u diílolvem juramentos •, ma; fechaò,6C abi em os Ceos: fechaõ.ôc abrem o Purgatório; 6c ainda a Ter¬ ra, atè ao proprio Inferno le cílendero os feus poderes. Em quatro partes, diz o douto Jacobo , refidea Magefiade de Deos, no Ceo, na Terra, no Purgatório, ôt Inferno : D ettl 0 emm
do sipòflole S. Pedrõ. 9 enim h abetquatmtrdomus; &c década huraadeftas moradas, ad¬ verte o Padre, tem fua própria chave : Qualibet harum domuunt habetfuam clavem[pedalem. A do Ceo tem a chave da mifericordia: Prima ejl clavis mifericordi * : a da terra tem a chave da penitencia: Secunda eficlavispaenitenticc: a do Purgatório a cha¬ ve da indulgência : Tertia efi clavis indulgentia: & a do Inferno a chave da morte^ eterna : Quarta efl clavis mortis <tterna \ dez quem entregou Chriftoeftaschaves? AS. Pedro,6c íó a S.Pe¬ dro difle o rneímo Chriífo: Tibi dabo claves ; Sc para que ? Para que com as chaves omnipotentes de Chrifto , dizo meu gràn de Agoftmho , era que ie vè S. Pedro Omnipotente , íefa nas refoluçoens clemcmiüimo : Vt in clavibus[delis fanitor in fen tentiis ejfet clementijfimus. EraS. Pedro por natureza albero vero, duro, adverte o meu Santo Agoftmho: Erat eni m revi íbid. ra Petruspaulo dunor , drjeverus ; Sc para que toda a íua afpere za íe convcrtefle em brandura, entregou-lhe Chnfto as chal ves, para que fofte dcmenuííimo:^ i nclavibusfidelisfanitor..' fjjet clementijfimus. A do Ceo para fechar os moradores da Gloria, Sc abrir aos que vaó ao Ceo > Sc eis-ahi a chave da mifericordia .* Prima e(l clavis mifericordi* j a da terra para fechar aporta aos imneni tentes,Sc abrir as portas aos arrepcndidos;5c eis-ahi a chave da penitencia; Secunda efl clavispasnitenti* ; a do Purearnrío ,,-- aer deS. Pedro ,conclue o A Lapide , t Inferno ; Potefias Petri etiam fe extendit ad '-uj uouiinio iobre o eos >quiftiM[ub terra in inferno.
A Lapid. in ilattk.ií. J-uc. 5 - 4 - Bonav.hic. Ambríí aüi apud Sylv. Vorag.í. de letr.&Paul. Caffiod.lib. 16 Sermão telleótiva , toda a Divindade eflencial, & attributal de Deos, a íiliaçaõ temporal, 8c eternal de Chriíto, 8c ambas as naturezas humana, 8c Divina por huma uniaó abíoluta unidas, 8c por huma fó fubfiftencia relativa terminadas, tudo conheceo, 8c expreflou Pedro em Chriíto Filho de Deos vivo : Tu esChri- (lus Filius Dei vivi. Mas lc Ghrifto pergunta quem he fomente em quanto homem : Quem dicunt homines ej[e Filium hominis ? quem mete a Pedro definir a Chriíto em quanto Deos : Tu es Cbrijius Filiar Dei\ para explicar aquelles mytterics de Chriíto, quenaô conheciaõ os mais? Chriíto em quanto homem : Quem dicunt ho» mines efe Filium hominis] era conhecido, 8c notono a todos: em quanto aofer Divino íó Pedro conheceo os mylterios da Dir vindade de Chriíto ; por iílo íó relponde pelos myfterios: Tu es Chrifius Filius Dei vivi. Doutiflimamentc o A Lapide : Pc» trus clare , diflinüe , ac fubtihter illuminatus agnovit quod Chri » fias eflet Filius Dei, idçoque illi confubftantialis , veras , & aternus Deus. Conheceo Pedro em Chriíto, diz o A Lapide, clara, êi diftintamente a Filiaçaó Divina, a coníubftancialidade com o Pay, a Divindade , 8c eternidade de Deos: fdceque illiconjub - (lantialis , verus, & aternas Deus. Pois íó Pedro ha de conhecer, ôc penetrar eftes myfterios da Divindade? Sim ; porque ió Pedro pela revelaçaõ Divina he o que alcança , 8c que penetra os mais profundos myfterios. Mandou Chriíto a Pedro navegar para o mar alto: Ducin altum. Por eíte mar alto entende S. Boaventura o mais pro¬ fundo do mar: Id ejl,inprofundam mare. E íe examinarmos em os Santos Padres efte mar profundo, ou alto, para onde matir dou Chriíto navegar a Pedro , dizS. Ambrolio, que o mais profundo do mar era o mefmo Chriíto noalcode fua Divin¬ dade : Duc in altum , hoc ejl t in Chriftum, ejui altas ejl mfaa Diyi - nitate • ou que o mais alto por onde navega S* Pedro, foraõ as pi ofundiffinias difputas da geraçaõ Divina: In altum , id ejl, in profwdum difputttionKM generationis Divina.E odoutifíimo Jacobo diz que fe entende por efte mai^alto os Sacramentos da jê re J a > & íeus altiífimos myfterios: In altum, ideíl, inprofun - da my (leria. t inalmente Cafliodoro diz que efte alto , ou pro¬ fundo mar, fao as intelligencias profundiífimas das fagradas Eícrituras: In ultum,fciliect in profundam intelligentix Scriptura»
do Afofiolo S. Pedro. 17 rum. Pois íó Pedro ha de navegar pelo protundo das Efcrituras: Inprofvndum intclligentia Scripturarvm ; pelos altos myíteliosdos Sacramentos: Jn profunda myfteria; pelas intelligencias da <*eraçaõ Divina: In profvndumgenerationts Divina-, pelo alto da Divindade de Chrilto : Dvcin altum , hoceft ,in Chriflum ? Sim ; Sc porque ? Eftà dito ; porque ló Pedro , Sc naõ outro, diz o texto, penetra os myfterios deite mar profundo, ou al. to mar: Duc ir. altum , hoc eft,in prof undum mare . E porque íò Pedro, Sc nao outro ha de profundar, & pene¬ trar eítes myfterios ? Porque he Pedro. Sabem quem he Pe¬ dro ? Vejaõ o que difle Chrilto a Pedro. Quando Pedro confeflou a Divindade de Chrilto , o que Pedro difle a Chrilto foy :Tu es Chriftus: Vós Íbis Chrilto;& a correipondencia que teve Chrilto com Pedro,foy dizer: Tu es Petrus: Tu es Pedro. Entra o meu S, Agoítinho a examinar eftes textos ,& diz quê fora, como lediflera Chrilto: Pòrq tu Pedro diflefteq eu íou Chrilto,eu te digo a ti q tu cs Pedro: lanavam[tàiceretiOuia^^'^ tu dixifii, lues C hriflus,egotibidicc.tua Porém le Pedroraii " U ° 0 a ~ dizendo a Chrilto que he Chrilto, manifeíta todas as excellen. cias da fua Divindade; qexcellencias manifeíta Chrilto de Pe droem dizer a Pedro que he Pedro? Pedro, diz Chriftô.affim como meu Eterno Pay temanifeftou a ti minha Divindade quando me confeflaítes por Chrifto: Tu c, Chrijius: aflim eú „ *S? V ’ 1° t0d8S f 5 tUa! cxcell “ c . a s em te d,Ter? es Pedro . Stcut Pater miusttbi manifeSíavit divimtatem u-,eam de %° ttitfrcnmtamexcelUntiamtuam. E em q manifeftm, clZ' lto toda a excellencia de Pedro ? Em lhe dizer oue he pS o porque em dizer Chrifto a Pedro: T « c ,<íz C h r ftò quanto fe pode dizer de S. Pedro. Vamos aos Santos Padres rrrÃ^r dlZ S J 0ao Chryfoftomo, quer dizer o Divino Meí honrados Apedíobs ( pZZ" M a ^ er - Credito, & Chryfoft. in Thcologos m T‘ :m0 ' à0S leite: Petrus mensctleflis • exnreífaõ d ^r’ ^f^PCiace- " ch ’‘M & daSantiflimaTnndadeoWr C h ’ u t o : P 'T * Et Tnnitati'tttsisL A nnaaae ° hrmiíTimo tabernáculo: ChrvTdí ™ f v h A m T ,ahcrt “>cul um . Atè-aqui Saõ Joaá cnryloltomo. Pedro, diz S Dvnmdn a • aomnwapuci compendio , ou a fumma das Th??i A e T g l “^f d,zer A ^ m íiimmtt P.H.- a ™ 1 “ ,s ihccilogias : PetrusThetloiorumua. fumma. Pedro, du S. Alberto Magno, quer dizer oágrado Alb '“^
Ara br. Vorag.f.z.ii dic Pàfch. Bernard.f. 2; in Cantic. Berchor lib. 2.moral, in Exoíi.c.28. Sermão interprete das Eícricuras: Petrus arcanorum>interpyes, Final* mente S. Ambrofio diffínindpa Pedro, diz que Pedro he a inefma fabedoria,ou hum natural conhecimento: Petrus , idefr* *gnofcens.'l udo ilto diffinitivameme he Pedro^por ifio Chriíto quando quizexplicar íuasgrandes excellencias: Egolibifan Ci0 WtfiW excellentiaw tuam : ló lhe diz : Tu es Petjus j porque em dizei q he Pedi o , diz todas as exceliencias que lepódem dizer de S. Pedro: Tu es Petrus . Naõ reparo em todos os elogios, que exprime a diffiniçaô de Pedro » fó reparo diftinir S. Ambrofio a Pedro pelo conhe¬ cimento , ou pela fabedoria i id cft , agnojeens, E porque ha dç ferdiffinido pelaíabedoria ,ou conhecimento ? Porque o ieyo do Eterno Pay , diz S. Bernardo , he o facrario 4e Pedro, lu¬ gar proprio da Divina fabedoria: Petrus infwu Pqtris:Ík feefià * Pedro no lugar da fabedoria Divina: Petrus infimi Patns \como naõ ha de íer diffinido pelo conhecimento, ou pela mefma fa¬ bedoria: Petrus,id eíl, agnojeens ? ; Dentro da Arca do teítameoto, diz S. Paulo, pilava o mannaem huma urna de ouro : 'Orna aurea habens matina. Pelo manná, commum mente os Santos Padres entendem o Sanuffimo Sacramento. Pela Arca entende BerchorioaChriílo: Arca efi Chriflus : pois a melma Arca, que contem o mannâ fi¬ gura do Sacramento, reprefentaa Chriílo, & repreíenta a Pe-, drp? Sim porqpe? Porque eis-ahi o que he Pedro, hum pu¬ ro conhecimeqto dos myfterios deChrifto , ôc.dos myÇterios, do Sacramento: Petrus,idefi 3 agncfcens. Finalmente para fe collocarefta Arca figura de Pedro, edificou Salamaõ o íeu $ati^ tuario: Cottfurgite., & adifcate §anttuarium\ & a fagr^da Irman¬ dade de S.Pedro imitadora do, divino Salamaõ : Confurgi gentem [equin?ii\i Sufctpancu? : efjifíÇOU eftc Templq, 9 C “ C cqllqcar a fua fagrada Imagem figurada np Arca do tçíUmçn* t0: V.t introducatur Área. S. Pedro thefouro da mifericordia: TheJaHrurn wifericordi^: ^^piehdenciadas lrmaons : Confirma W tuçs ; rep.rçientados na ley^& fe US precey tos: Et tabula legis , O T erceyro tlidaurocíf ÀfcfdCícftaracnio he p thefour» da milericprdiít: Thefaumm mifericordia: representado na ley
do Apoftolo S. Pedro. 19 ley de Deos , Si feus precéytos : Et tábulalègts , id efi ,pr<£cepta. Da ley de Deos, Sc feus Divinos preceytos repretcntativos da divina miíericordia, adverte o meu grande Agoftinho que tem o feu fundamento na charídade : Lex Dei efi charitas. E as obfervancias dà charidade, ou leys da miíericordia , recomendou pirit ‘ u ’ o mefmo Chrifto a*S. Pedro lobre a providencia dos Irmaons: Et tu alitjuando converfus confirma fratres tttos. A ti ó Pedro, diíle Chrifto a S. Pedro na expofiçaõ de Salmeyraõ: A ti, Sc de ti mefmo aprende a íer mifericordiòfo: Et tu aliquando converfus. O Salmeyraõ : Tu ergo ex te difee altos miferari. Pois de íi mefmo ha de aprender o Apoftolo S, Pedro , Sc em íi ,a fer compaffivo , Bc milericordiofo : Ex te difee alios miferarií Simj & porque ? A gloía : porque o havia Chrifto dotado, Sc enri¬ quecido com o thefouro da miíericordia: Confirma fratres tuos, ciof.inLuc* (commenta agloía) nam cjui profecutifunt donum mifericordia , 22 ‘ debent quantum pofiunt corroborare cateros. E para que? Paia o governo, providencia, ou confirmaçaõ dos Irmaons: Confirma fratres. Irmaons de S. Pedro foraõ os íàgrados Apoftolos; Sc adverte o doutiflimo Salmeyraõ queelta fagrada Irmandade Apoítolica inftituhio , Sc conllituhio o mefmo Chrifto : Confirma fratres tuos: Hac vox efi vox Chriíiiinfiituentis officium , vclmavi - tra<a -+ 5 - firatum confirmandifratres. Demaneyra que levantou Chrifto a Irmandade de S. Pedro; Sc creou, Sc inftituhio o raagiftrado ou officio da Provedoria para governo da Irmandade : Efi vox CbrtfU tnfhtuentis officium, velmagittratum. E a quem encarregou Chrifto efte officio, ou magutrado ? Direy com Cornelió A Lapide: Em quanto Chrifto vivo, Chrifto foy o Provedor daquelles Irmaons,- porque Chrifto os confirmou em fua vida* Quoscgojamvivus voce mea confirmo ; mas depois de Chrifto a rtnono, & relufcuado, diz omefmo Padre .entregou o majf! Uc trado , ou governo da Provedoria a S. Pedro: Tu,rço alifianenífna Z.°o qUe havendo C h > c onfirmado os Apoftolos , n' e i° l ‘ ira vivm confirmo: mande que depois da r. , \ ' c ^‘° °s reconfirme : 7 n e roo o Petre itcriim conO meu reparo efta, que tendo Chrifto creado a S.Pedro para 1 relado da fua Igreja, naõ mande a Pedro que conftrme Cr os Lapid. ity
Stur.fup.< dcfidc. faím.fup.' infra. lo SemaS os Apoítolos, como feus fubditos; mas que os confirme como lrmaons feus ' .Confirmafratres tts.os Apoficlos. Pergunto;Naõera S. Pedro o Prelado de toda a Igreja de Deos ? He de fé: Pafce oves meas: & naõ eraõ os Apoltolos realmente fubditos dc S. Pedro? He certiffimo; porque S. Pedro tinha jurisdição direóta lobreos Apoítolos: furtsdiclio Petrietiam fe extendebat ad per fonas Apofi olorum direíle \; poterat enim iliispr&cipcrc ,atcjuc hfic 9 Hat tllftç mittere, Pois porque naõ manda Chriíto a S. Pedro que confirme os Apoítolos , como íeus íubditos : Confirma fubditos tuos ? E fó manda que confirme os Apoítolos, como lrmaons íèus: Confirmafratrestuos Apofiolos ? Direy: porque a razaó de fubditos refpeytaa Prelado ; & arazaõ de Irrnaons refpeyta a Provedor: S. Pedro em quanto Prelado tem fubditos para mandai ; em quanto Provedor tem ló lrmaons para prover, ou confirmar. Ê porque ? Porque elte he o officio , ou magiítrado de S. Pe- & dro ,diz o Salmeyraõ: o officio de Provedor: Efienimofficiunt Pctri, ojficium capitis: cuja obrigaçaõ, vay dizendo o Padre, hc prover os que íêndo-lhe inferiores, naõ haõ de ler por fubdi¬ tos reputados, fó haõ de íer por lrmaons reconhecidos: Efi enim ojficium Petri , ojficium capitis, cujas efi alios confirmar e , noa çjuos vult haberi ut fubditos, jed haberi utfratres. Equal ferá arazaõ porque a Irmandade Apoítolica ,ou a Irmandade dos Presbyteros ,ilto he, os lrmaons de S. Pedro, haõ de fer precifamente refpeytados como lrmaons, 5 i naõ co¬ mo f ubditos : j Quos non vult haberi ut fubditos , fed haberi utfra - tres} Direy : porque em quanto fubditos tem fó Prelado para o governo efpiritual,ou para as direcçoens doefpirito: em quan¬ to Irmãos tem Provedor naõ fó para as direcções do efp> l ltc y para as AÍliítencias da enfermidade do corpo. £ P ol 3 u . e * Porque ex vi do officio da Providencia , diz o Salmey raõ, in¬ cumbe a S. Pedro a providenciada Irmandade, naõ fó no que toca a Alma, mas no que convém à enfermidade do corpo: Ex ojpcto tnjunSlofoli P etro . . . tanauamfummo Doclori , atejue anima - rum medico incumbis. Demaneyra que a Irmandade fag^ada dos Apoítolos, ou lrmaons Sacerdotes de S. Pedro, devem fer providos na molettu , devem fer confirmados na virtude; naó fonas direcçoens do eípirito, mas na doença, na pobreza , SC neceffidade dos lrmaons , que iíto he o que ordena o compro;*
do AfioHolo S. Pedro* 'i% miíTo da Irmandade , 8c o que Chrifto mandou a S. Pedro , quando o mandou prover, ou confirmar os Irmaons : Confirma frAtres : conclue o Padre : Tdefiffirmatiores reddein Fide Coapo - ííolos,& fratresinfirmos. E eis-ahi o fim do officio da Provedo¬ ria, que incumbe a S. Pedro em quanto Provedor ex vi do ieu officio: Ex officio injunBo foli Petro incumbit . Ao Bifpo de Sardis, aquelle grande Prelado, de que Falia o Apocalypfe, cfcreveo Deos huma carta pelo Euangelitla S. Joaõ , advertindo-lhe eílivefie prompto, 8c vigilante com o remedio para os que eítavaó perecendo: Efio vigiUns , & confira P oc. } . 2 . maquA morituraerant. Entra Berchorio acomrnentar eíle texBrcc ^ in. to, 8c diz que ella vigilância do Prelado fora huma fumma cieJÍ? b i0n * meneia : Bfia efl emm clementia maxima. E em que efteve a vimnè.F. * gilancia deíle grande Prelado, ou maxima clemencia? O meímo Berchorio: Em que tendo obrigaçoens de Prelado a que acodir, tiveíle efpirito, 8c vigilância nas enfermarias para remedi ir : Qh£ moritura eram , fcilicet mor it nr is , miferisac debili - btts fabvenire . Ser Preiado, 8c íer Provedor! acodir às obrigaçoens de caía, & ao deípacho dos lubditos, fem faltar às vigilâncias da Pro¬ vedoria , a hofpitalidade dos Irmaõs, achoufc em hú ió Biípo de Sardis por hum avilb do Geo: Efio vigiUns: achoufe em hu m S. Pedro pela razaõ do feu officio: Ex officio injuntto: Sc íó o ve¬ mos em y.Illuílriffima pela fua grande vigilância, 8c maxima clemencia; Efio vigiUns:ifia e nim efl clementia maxima • que íàtisfazendo àsobngaçoeàsda prelazia comaconfolaçaõ que experimentamos, attendeo tanto pelo augmenco detla Irman¬ dade, que no breve eípaço de cinco annos lhe levantou eíle novo Templo: fez, 8c (agrou a (agrada Imagem de S Pedro 8c a collocou naquelle feu throno •, SC levantou no md m o temno o (agrado defias enfermarias , devido tudo ao (eu zelo , eípiri. Fexfó niflo V.lllullriffima oqueP ’7 a, ■ j que Sala to aõ (ex. Salamaõ fex hum Te^plopara jicavit domum nonnm hum Palacio para fi ■ .Accrtvit V°ZVÍ fi T P 1 a 'T f t\ i f t0 hc o que fex Salamaõ. E Vofla lluttnlhma fex hurn Palacto para feias luccellores.hum Templo para Deos, 8í hum Hofpital para enfermos j por ifio
Brecli. in diftionar. Berch. in diíiioiiar.- Lyr.. 2. Paxalip.2.. M Sermão com tanto zélo , prefiã, 6c diligencia, diz Bérchorio: Confur» gúe, id eJl^confeJHmfurgite: edificou no mel mó tempo V. Mu ít. efta Igreja, edificou eílas novas enfermarias: ss£dificate: commenta Bérchorio, quafi <edesfacite : naõ para íeu bem particu¬ lar, como Salamaõ para fi: Palatiumfibi\ mas para o bem com* mum da Irmandade, que ilto quer dizer o adesfacite: fazer caías para o bem commum; <tdificatc^ qttafi adesfacite. Efta vem a fer a razaõ, porque fallando o meu grande Agof* tinho do Templo de Salamaõ , diz que fora o mais gloriof» daquelle tempo; mas cila caía deDeos, figurada naquelle Templo, he muyto mais gloriofa que o Templo de Salamaõ' Templum Salomonisglorioftus fuit tempore fu o y f ed dornus Dei gloriofior efi y fignificata per illud. E porque he maisglorioíà dia Cafa deDeos, que o Templo de Salamaõ? Porque lá era fó Templo 6 c eíla Cafa de Deos , he Templo para Deos , 6c he caía para enfermos: o Templo de Salamaõ, vay dizendo o meu grande Agoílinho , era huma fombra naquelle tempo do que haviamos ver neíla era : Templum, Salomonis umbra erat , in cquct demo.nfirabatur qucd venturü erat : 6c como neíle fagrado Tem - pio vemos Templo , 6c Hoípiral contíguo ao Templo; o que fè naõ via no outro Templo; por iflo diz o meu grande Ago* ítinho , que eíle Templo he mais gloriofo queo Templo dc Salamaõ: Sed s domus Deigíonofior ejl fgnifcata per illud. Em trescouías, diz o texto com a Gloía na entrelinha , íc rnoílra a grandeza, & efpirito de Salamaõ na edificação do íeu 1 em pio : a primeyra na diligencia, ÔC preparação do edifício: Primo defcribitur adificationispraparatio : a fegunda na cfficacia, execução da obra: Secunda operisprofecutio: a terceyra na de * dicaçaõ do Templo edificado, que dedicou Salamaõ à fua Ar¬ ca.- Tertio templi adifcati dedicatio. E todas eílas razocns , con* clue a entrelinha, moílraõ o zelo, grandeza, 8c devoçaõ de Sa* ^ tC ^*fè r *bit#r devotio Salomonis in adificaúoneTempliMas mdhor que na grandeza de Salamaõ, vemos em V. II* iulti. ettas raxoens; porque preparou, íagrou,8c lançou a pri* meyra pedra deíU lg re jl V . ]llift. eis-ahí o f rsparàth: Pri*l dcfcnt.wr . Levantou effe Templo la» grado.elle Hofpual gloriolo. vio , & efiamos vcndoaexecuçno de toda a obra eií-ahi o profecutio : Secundo cperisprtfeck^ tio, t malmente temíeytoV. Illuíl. neite tnduo a dedicaçao dtlle
do Apoflolo S» Pedro. 2 j deite Templo edificado; Tertib Templi xcUficatidedicatio : tc eis-ahi finalmente a dedicaçao. Relia dizer agora V. llluít. a S. Pedro para eterna memó¬ ria, o que dizem as Efcrituras di Itera Salamão à íua Arca fi¬ gura de S. Pedro; zAZdificíWs adificAvi domttm inhabitíiculuM ttfUMifirrniflimumfoliumtuttm infempiternam. Amen . Üinnia fub correcHone J’. iSAd. Ecclefue ‘Rpman*e. LAUS D E O. j.Rcg. t.xj.