Full text
Viabilidad constructiva del bloque de Tierra en España
Ana Romero Girón
Directores:
Reyes Rodríguez García
Jacinto Canivell García de Paredes
Programa de Doctora do en Arquitectura:
La so sten ib ilid ad desde lo té cn ico, te cno lógic o y pr oduct ivo
Departamento de Con strucciones Arquitectónicas I
Escuela Técnica Superior de Arq uitectura de Sevilla
Universidad de Sevilla
Junio, 2017
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Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España
Na da te tu r be ,
nada te espant e;
todo se pasa;
Dios no se muda,
la paciencia todo lo alcanza.
(Sa nta Te resa de Jesús)
A mis padres, mi hermana y a Juan.
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Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España
A GRADECIMIENTOS
A mis directores , Reyes Rodriguez García y Jacinto Canivell García de Paredes , por
tener confianza en mí, por la infinidad de horas que hemos pasado juntos corri -
giendo a pesar de las circunstanci as, por transmitirme su conocimient o y expe-
riencia y por darme esta oportunidad. Gracias por vuestra paciencia y por el cari-
ño que me habéis dado.
A Ana, por tus consejos y porque gracias a ella empezó esta aventura hace ya 5
años.
A mis padres, por creer en mí , por su apoyo incondicional, porque sin ellos no esta-
ría escribiendo estas líneas y, sobre to do, por mostrarme y darme luz al camino de
la vi da .
A Juan, por su paci encia y saber enterderme , por ayudarme a seguir escri biendo y
hacer que me sient e delante del ordenador cuando estaba ca nsada. Por com-
partir su vida conmigo.
A las personas que, durante este tiempo, de manera desinteresada, me han ay u-
dado, reci bido en sus casas o t rabajos, ofreci do su tiempo a trav és de infinidad de
correos y charlas telefónicas y así , ofrecerm e su experiencia y conoci mient o: Mau-
ricio Armillas, Rodolfo Rotondaro, Jon Sa ntibáñ ez, A lmud ena Mateo-S agas ta, Mó-
nica Brümmer, Pedro Bel, David Pradas , Jorge Seisdedos , Eduardo Ramos , Petra
Jebens-Zirkel, Kusha Goreishi, Pilar Valero , entre otros. A los propietarios de los in-
muebles analiz ados, por abrirme sus casas y para que aprenda de ellas .
A los expertos que participado en este trabajo: Guillermo Rolón, Rubén Salvador
Roux y Daniel Maskell.
De todas esas personas que me han ayud ado, tengo que hacer una mención es-
pecial a Miguel Rocha y a Nani , del Departament o de Matemáti cas de la Univer-
sidad de Sevilla. Gracias a los dos por las horas de charlas y por ofrecerme vuestra
ayud a.
A mi herma na, por darme ánim os cada d ía. A mi f amilia, que ha estad o ahí siem-
pre. A mis amigos, que han sabido entender que no estu viera con ellos en muchí-
simos momentos. En especial a Macarena, por ayudarme durante tantos meses.
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Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España
Agradecimientos ............................................................................................................... ..................... 5
Índice ........................................................................................................................ ............................... 7
Acrónimos ..................................................................................................................... .......................... 9
1 . Fundamentos de la investigación ............................................................................................... . 15
1.1 . I n teré s y op or tun i d ad d e l a i nv es ti gac i ón .......................................................................... 17
1.2 . E st ad o d e l a c ue sti ó n .................................................................................................... ......... 20
1.2 .1 . L a c on str uc ci ó n c on ti e rr a cr ud a ....................................................................... 20
1.2 .2. Uso de l bl oque de ti er ra e n l a c on str uc ci ó n .................................................... 24
1.2.3. La norm alizaci ón y regl amentaci ón del bloque de ti erra ............................. 31
1.2 .4 . I n di ca do res ............................................................................................................ . 34
2 . Objetivos y metodología ................................................................................................................ 37
2.1 . O bj eti v o s ................................................................................................................ ................... 39
2.2 . M eto do l og ía .............................................................................................................. .............. 40
3 . Inventario de arquitectura construida con bloque de tierra. Casos de estudio. ..................... 43
3.1 . A s pe cto s i ni ci ale s ....................................................................................................... ............. 45
3.2 . P ro ced i m ien to par a la obt en ci ó n d e d atos ...................................................................... 4 7
3.3 . Pa rá me tr os a nal i zad os segú n l as cat ego rí as de l o s age ntes de la edi fi ca ci ón ........ 53
3.4 . A p ro xim aci ó n a l i nv ent ar i o d e i nmu ebl e s y s us ag en tes ................................................ 59
3.4 .1 . I nv e nta ri o ............................................................................................................. ... 59
3.4 .2 . L os ag e nte s d e l a e di fi c aci ó n ............................................................................ 63
3.5 . El b lo qu e d e ti er ra en e l C ódi g o Téc ni c o d e l a Ed if ica ci ó n ........................................... 74
3.6. A nál isi s de so luci on es cons tr u cti v a s emp l ead as en Esp añ a .......................................... 89
4 . Determin aciones de aspectos constructivos del bloque de tierra. Indicadores. ..................... 113
4.1 . C al i da d de l pr od ucto ..................................................................................................... ....... 116
4.1.1. Propi edad e s geomét ri cas ................................................................................... 116
4.1.2. Pr opi eda des físi cas ............................................................................................... 123
4.1.3. Propi edad e s quími c as .......................................................................................... 129
4.2 . L os re qui sito s c on s truc ti v os ............................................................................................. ....... 134
4.2 .1 . S eg ur i da d .............................................................................................................. . 134
4.2 .2 . Ha bi tabi li d ad ......................................................................................................... 142
4.3. A cciones extern as que afec tan al bl oque de ti e rra ........................................................ 151
Í NDICE
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Ana Romero Girón
4.3 .1 . A c ci one s f ísi cas........................................................................................................ . 152
4.3.2 . Ac ci ones mecáni cas ............................................................................................... 155
4.3 .3 . A c ci one s qu í mi c as ................................................................................................... 16 0
4.4 . I n di ca do re s............................................................................................................... ................... 160
4.4. 1. Conte xto no rmat ivo ................................................................................................. 160
4.4.2. Propu esta de i ndicadores ba sa dos en l os aspectos co nstructi vos ................ 165
5 . Estudio de Viabilidad Constructiva ............................................................................................ ....... 171
5.1 Á mbi to de ap li c aci ó n ..................................................................................................... .......... 173
5.2. E ntra da d e d ato s ......................................................................................................... .............. 181
5.3. D efi ni ción y asi gnaci ón de ni v e les d e eval uaci ón técni ca (E VC) ................................... 187
5.3.1. D escri pci ón bási ca de los i ndi cadore s ................................................................ 187
5.3.2. Cri terios de elección de los niv eles de evaluación técni ca (NET) .................. 188
5.3.3. D esarrol lo d e los niv eles de ev al uación té cni ca (N ET) ..................................... 190
5.4. Ni veles de ev al uaci ón técni ca ponder ad a (NETP) y factores de ponder aci ón ........... 234
5.4 .1 . D ef i ni ció n ............................................................................................................. ...... 234
5.4.2. Enc uesta a exper tos y cri terios de elec ción ....................................................... 235
5.4.3 .N iv el de eval uaci ón técnica ponderad o (NETP) ............................................... 236
5.5 . P ro pu es t a d e co mbi nac i on es ............................................................................................... . . 243
5.6. Ev aluaci ón de l os grados de i d oneida d ............................................................................... 249
5.7. Aprox imación a rec omen dacio nes y soluci ones constructi v as ........................................ 260
6 . Validació n de la herramienta .................................................................................................. ......... 269
6.1. E ntra da d e d ato s ......................................................................................................... .............. 271
6.2 . N i vel e s de aná li si s ...................................................................................................... ................. 284
7 . Resultado s y discusión del estudio de viabilidad constructiva (EVC) ........................................... 293
7.1 . C on si d er aci one s p rev i as .................................................................................................. ........ 295
7.2. Anál isis de los re sult ad os de l EV C ............................................................................................ 296
7.3. D etal le s cons truc ti v os y es pe ci fi c aci one s ............................................................................. 3 1 8
7.3.1. D escri pci ón de m ateri ales y si stemas co nstruc ti vos .......................................... 321
7.3 .2. D es a rr ol l o ........................................................................................................ ............ 327
8 . Conclusiones ................................................................................................................ ....................... 357
9 . Futuras líneas de investigación ............................................................................................. ............ 363
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Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España
Referencias ................................................................................................................... .......................... 367
Listado de tablas y figuras ................................................................................................... .................. 381
Anexos ........................................................................................................................ ............................. 391
Anexo A. Organism os, línea s de inv est igaci ón y norm ativ as ......................................................... 393
Anexo B. Inv en ta ri o y ag en te s ......................................................................................................... ..... 427
Anexo C. Resultados del estudi o de viabili dad co nstructi va y produc tos .................................. 529
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Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España F undamentos
1.F UNDAMENTOS DE LA INV ESTIGACIÓN
1.1.I NTERÉS Y OPORTUNIDAD DE LA I NVESTI GACIÓN
Durante los últimos años la situación medioambi ental y económica está generan-
do la necesidad e interés por la investigación , desarrollo e innovación en nuev os
materiales, así como soluciones const ructivas adecua das al nuev o contexto am-
biental , energético y social. Por ello, la utilización del BT se muestra como una al-
ternativa viable en la construcción ( Bestr aten, Hormías, & Altemir , 2011). La d efini-
ción de BT que se emplea i ncluye el bloque de tierra comprimida (en adelante,
BTC), el bloque de tierra extruido (BTE) y el adobe , que son los productos que ac-
tualmente más se utilizan con la tierra cr uda como materi al.
Según el procedimi ento de ejecución, el BT se denomina comprimido (por la ac-
ción de compri mir la tierra en una prensa m ecánica y un molde) o extruido (r e s ul -
tado del procedimiento de la ejecución similar al ladrillo cocido). El adobe 1 es un
bloque macizo de ti erra, sin cocer y secado al sol, que puede cont ener paja u
otro material fibroso que disminuya la retracción.
En particular, el BTC es una pieza de ti erra húmeda, generalmente en forma de
paralepípedo rectangular , obtenida por compresi ón estática o di námica (Aenor,
2008b). El BTE se obtiene por extrusión y el adobe por moldeado. Las piezas se ajus-
tan a la forma del molde donde se realice la compresión , el extruido o el secado,
por lo que no tienen un formato estandarizado. Será el propio fabricante quien
deba indi car las dimensiones nominales de su producto aunque las medi das usua-
les son 29,5 x 14 x 9 cm.
La mayoría de las investigaciones consultadas suelen estudi ar la respuesta sísmi ca
de las edificaci ones y, más recient emente , las propi edades mecánicas , térmicas y
la respuesta al agua. Diversos document os avalan la utilización del BT argumen-
tando aspectos económicos, su reutilización (s i no está estabilizado 2 ) (Va n Dam me
1 El térmi no adobe provi ene del vocablo árabe “ attub” que si gnifica l adrill o secado al sol. (M. A.
Rodríguez & Saroza, 2006)
2 La es tabili zaci ón supone una mejora de las carac terísti cas mecáni cas, reduci r la tendenci a a la
dilataci ón y contracción, reducir la absorci ón, entr e otros aspectos . Para aumentar la durabili dad
frente a los agentes ex tern os se emplean l os estabi lizantes y su uso es común en los tres ti pos de BT.
Sin em bargo, la estabi lización con al gunos productos como el cemen to supone una di sminución de
su huella ecológi ca.
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Ana Romero Girón
F undamentos
& Houben, 2017), emisiones, toxicidad e , incluso, calidad del ai re interior
(Pacheco-Torgal & Jalali, 2012). El número de inv estigadores que aport an nuevos
datos al conocimi ento de este producto ha aumentado en los últimos años.
En el campo normativo son muchos los país es que en los últimos años trabajan en
la normalización a c e r c a d e l B T o , d e m a n e r a g e n e r a l , s o b r e l a t i e r r a c r u d a . E n t r e
ellos se encuentran Colombia, con su norma realizada en 2005, Perú en 2000 y Es-
paña en 2008. Además deb en señalarse países como Brasil , India y Nuev a Zelanda
que disponen de normativ a sobre construcción con tierra 3 (Jiménez & Cañas,
2006; Lehm, 2014). Es importan te resaltar la exis tencia d e docu mentos que, sin te-
ner el carácter de n ormas o reglamentos , tienen importancia en ciertos países
como es el caso de los emitidos en Alem a n i a y A u s t r a l i a . E n E s p a ñ a , e n e l a ñ o
2008 AENOR publicó la norma UN E 41410:200 8 denominada Bloques de Tierra
comprimida para muros y tabiques. Defi niciones, especificaciones y mét odos de
ensayo en la que incluía la defi nición , especificaci ones y ensayos para los BTC . Sin
embargo, España aún no cuenta con una normativa que refleje aspectos referi-
dos al uso del adobe ni al BTE.
No hay duda de que durante los últimos años se ha progresado notablemente en
el estudio del BT por medio de una producción cientí fica adecuada y apoyada
por la defini ción de normativa y la di fusión de manuales especí ficos. Sin embargo ,
el avance ci entífico no se corres ponde con un aumento significativo de la con-
fianza del técnico proyecti sta hacia la utilización del producto. Aún se ocasionan
ciertas dudas sobre la idoneidad de las soluci ones constructiv as que son posibles
desarrollarse con BT. En parti cular, soluciones construct ivas que garanti cen la du-
rabili dad del producto . Dar respuesta fundamentada a las múltiples dudas que
puede tener el usuario de BT en España , se considera como un avance importan-
te para conseguir que este producto ad quiera un protagonismo relevante.
Asímismo, es fundamental analizar los cono ci mientos existentes en esta área de
investigación para recopilar y difundi r determinaciones constructiv as sobre el BT
basadas en la durabi lidad del pr oducto . En este context o, el trabajo trata de con-
tribuir al desarrollo de una herramienta a nalítica sencilla que dé soporte en la to-
ma de decisiones ligadas a la construcción con BT. Se pretende di señar una he-
rramienta, denomina da Estudio de Viabilidad Constructiva (en adelante, EVC),
para evaluar y comparar las consi deraciones tomadas en las primeras fases de un
3 En el anexo A se especi fi can las normativ as de los países nombr ados.
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Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España F undamentos
proyecto arquitect ónico con las determi naciones constructiv as desarrolladas. Pa-
ra ello, se utilizan indicadores cuantit ativos sobre las consideraciones del proyecto
arquitect ónico argumentadas en las determi naciones recopiladas del conoci-
miento cient ífico. Por tanto , los resultados de la evaluaci ón son entendidos como
grados de idoneidad del uso del BT para di cho proyecto arquit ectónico.
Además, se pretende que los resultados de la evaluación cont ribuyan a la mejora
d e l a d e f i n i c i ó n d e l o s p r o y e c t o s a r q u i t e c t ó n i c o s e n e l s e c t o r d e l o c o n s t r u c t i v o y
sólo para obra de nueva plant a.
Para el desarrollo de la herramient a se han seleccionado casos de obras de nue-
v a p l a n t a y , d e e l l a s , s ó l o e l e l e m e n t o c o n s t r u c t i v o d e m u r o d e f á b r i c a q u e h a c e
de cerramiento y portante o no, ya que es el elemento más frecuente en las obras
analizadas y con mayor número de exigenci as. Como ya se ha indicado, se eva-
lúan solo a spectos construc tivos del proy ecto, aunque también se co nsideran
esenciales aspectos como los económicos, productivos, sociales o las implicacio-
nes del BT en la rehabilitaci ón, que se plantean como futuras líneas de trabajo.
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Ana Romero Girón
F undamentos
1.2.E STADO DE LA CUESTIÓN
En este apartado se presenta la revisión de los es tudi os que aportan conocimiento
sobre del BT en la construcción y el análisis del marco normativ o. A sími smo se ex-
ponen estudios sobre la utili zación de indicadores en disti ntos ámbitos.
1.2.1.L A CONSTRUCCIÓN CON TIERRA CRUDA
La tierra cruda const ituye uno de los materi ales actuales más adecuados en tér-
minos ecológi cos por diversas vent ajas bien conocidas (Maldonado Ramos,
Castilla Pascual, Vela Cossío, & Rivera Gómez, 2001; Maldonado Ramos, Rivera
Gámez, & Vela Cossío, 2002). La may oría de las investigaciones llevadas a cabo se
basan en la respuesta sísmica de las edi ficaciones (Juárez , Caballero , & Morales,
2010; Varum & Maso od Rafi , 2017) y más recient emente en las propiedades me-
cánicas y térmi cas (K. Heathcote, 2011). Diversos do cumentos avalan la utilizaci ón
de la tierra cruda en cuanto a aspectos económicos, gestión de resi duos, emisio-
nes, tox i cid ad (V ázquez, 2001) e, inclus o, por la a portación en la habita bili dad de
los espacios medi ante la mejora de la calidad del aire int erior (Park et al., 2005).
Los objetivos de los estudios están enfocados haci a dos líneas de trabajo funda-
mentalmente: la conservación y recuperación del patrimonio construido en tierra
y el desarrollo de especificaciones para su uso como mat erial de construcción.
Son numerosas las organizaciones que mejoran e impulsan el uso de la tierra cruda
como material de construcci ón viable. Algunas entidades nacionales que realizan
estas funciones son Grupo Tierra en Valladolid, IETcc – Institut o Eduardo Torr oja de
C i e n c i a s d e l a C o n s t r u c c i ó n ( M a d r i d ) , l a a s o c i a c i ó n E s t e p a e n C a s t i l l a y L e ó n ,
entre otras; en el ámbito internaci onal son importantes las entidades ICOMOS , la
Red Iberoameri cana de Arquitect ura y Construcci ón con tierra (Proterra) ,
CRATERRE en Francia, Auroville en la Indi a, entre otras. Todas ellas promuev en la
difusión del conoci mient o y publican tratados y manuales que son fundamentales
en toda investigaci ón de construcción con tierra. Entre ellos es de señalar Trait é de
co nstr uc tion en terr e ( Houben, 19 95) , HB 195 The Australian ear th building hand-
book ( Peter Walker, 2001) y Earth const ruction: a comprenhensive guide (Ho u b e n
& Guillaud, 2008) o la publicación Building with earth (Minke, 2006).
Con respecto a la producción científica española, son contr i buciones
bibliográfi cas importantes el libro de La tierra material de const rucción (Salas,
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Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España F undamentos
1986) y las aportaciones del manual del Curso de construcción con tierra
(Maldonado Ramos & Vela Cossío, 2001) 4 .
A d e m á s , e n l o s ú l t i m o s a ñ o s s e h a p r o d u c i d o u n a u m e n t o e n e l á m b i t o d e l a for-
mación d e té c n ic o s y u s u a r i o s p a ra l a c o n s t r u c c ió n c o n t ie r ra , a t ra v é s d e t a l l e r e s
teórico-prácticos. En España esto se debe al impulso de las asociaciones como
Grupo Tierra (Valladoli d), Habitat Tierra (Madrid), Dehesa Tierra (Extremadura), Te-
rrand (Sevilla), Cedacterra (Badajoz), entre otras.
As í mismo, se ha id o prod uciendo un aum ento de l a pu blicac ión de tesis do ctora -
les, trabajos fi n de máster y la difusión de result ados en div ersas redes y platafor-
mas para el conocimient o.
La tierra cruda se cla sifica según su dosi ficación , tratami ento y método de ejecu-
ción. Estas posibili dades se desarrollan en div ersos tipos de sistemas constructiv os,
entre los cuales la tapia y el adobe son los más utilizados (Jiménez & Cañas, 2006;
UNESCO, 2012). También se ha hecho uso de los sistemas que em plean tierra mo-
delada, que permit e la construcci ón de cerra mientos sin la presenci a de moldes.
Como variante a la tierra modelada , el Cob se basa en el apilado sobre el muro
de pelladas de barro y fibras veget ales (Minke , 2005), aunque est e ha sido poco
empleado en España.
Una de las formas más habituales para mejorar las p ropiedades de la ti erra y su
uso en la construcción se basa en el empleo de la tierra compactada . Con las
primeras máquin as para comprimir la ti erra y, más aún, con las máqui nas motori-
zadas a prin cipi o del si glo XX se mejora el método de compresi ón de la tierra con-
tenida en un molde ( Rigassi & CRATerre-EAG, 1995). Con ello, se evoluciona en la
calidad de la resi stenci a de los bloques y absorción de agua (Maldonado Ramos
et al., 2001).
Los ejempl os de construcción con tierra son abundant es en el mundo y se extien-
den desde una arquitectura tradici onal de formas sencillas hasta otras más com-
plejas utilizadas en lo monumental. Es necesario recalcar que el mayor conjunto
patrimonial de ti erra en España se encuentra en la arquitectura tradic ional reco-
nocible en toda su geografía (Jiménez & Cañas, 2006). Algunas zonas en las que
la tierra adquiere una especial relev ancia por su caráct er históri co son Tierra de
4 Ver Anexo A: Ampliaci ón de la información sobre los organi smos dedicados a la formación, las
fuentes bi bliográfic as, la divulgaci ón y cons trucción con ti erra.
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Ana Romero Girón
F undamentos
Campos en Castilla y León ( Fi gura 1), de Levante, Cataluña y A n dalucía, en las
que se encuentran ejemplos de div ersa índole, tanto en arquitectura militar como
residencial (Bestraten Castells & Hormi as Laperal, 2012).
Figura 1. Arqui tectura domés tica en Ti erra de Campos (Castilla y León ). Fuente: Elabor aci ón propia.
En la actuali dad se demandan cada vez más edifi caciones en las que se i ncluya
el uso de productos naturales (González Silva, & Valbuena, 2003) y, en particular ,
de la tierra (Bestraten et al. , 2011). Algunos argumentos que motivan este crec i-
miento son de caráct er económico, imposibilidad de recur rir a otros materiales y
motivaciones ecológicas y culturales (Rol ón & Rotonda ro, 201 0). En este contex to,
las reformas o intervenci ones que se hacen en inmuebles con tierra , posibilitan que
permanezca la tipología espacial de dich a const rucción. Sin embargo , en ocasio-
nes se desvirt úa la esencia te cnológica de la construcci ón con tierra mediante
reformas incompati bles. La falta de profesionales especializados o el encare ci-
miento del proceso , entre otros, son fact ores que aumentan las difi cultades de
este tipo de c onstrucción.
Por otro lado, la normativ a vigente en España, el Código Técnico de la Edi ficación
(en adelante , CTE), regula las edificaci ones en España sin integrar en profundidad
la construcción con tierra . De hecho, en la actuali dad es difícil adapt arse a la
construcción con tierra bajo este marco normativ o debido a la falta de conside-
raciones referidas a e ste material . No obstante, el CTE permite la posi bilidad del
desarrollo de soluciones alternativ as, bajo la responsabilidad del técni co proyectis-
ta y entend iéndolas como s atisfa ctorias en el cu mplimiento de las d istintas pres -
cripciones (Romero Girón, Rodríguez García, Canivell, & González Serrano, 2014).
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Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España F undamentos
Es cierto que se consoli da la difusión de los av ances sobre la construcción con ti e-
rra, aunque no siempre llega a ser suficiente para su uso adecua do. Ni el auge, ni
las inves tigac iones, ni la con serva ción de l patr imonio van a pode r evo lucio nar s in
un marco normativo desarrollado y cont roles de calidad del mat erial y del proce-
so (B estraten et a l., 2011). Po r tanto, aunque existe c ierta co nciencia d e ello, se
req uiere una ma yor s ens ibiliz ació n y forma ció n pa ra ejec utar ed ific ac ion es c on
tierra basadas en un di seño apropiado que solv ente las limitaciones del m aterial.
Es por ello, que será necesari o investi gar sobre los diseños compatibles con los
proyectos arquitectónicos.
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Ana Romero Girón
F undamentos
1.2.2.U SO DEL BLOQUE DE TIERRA EN LA CONSTRUCCIÓN
Las posibilidades de si stemas monolíticos aparejados s on amplias, tal y como pue-
de observarse en la figura 2, entre ellas, se enfatiza el BTC y el adobe. Sin embar-
go, el BTC y el BTE 5 , a diferenci a del adobe , han sido dos de los últi mos productos
en añadirse a la lista de posi bles sistemas constructiv os elaborados con tierra.
Figura 2. Clasifi cación de los productos con ti erra. Fuente: (Houben & Guillaud, 2008).
E l m a r c o d e l a i n v e s t i g a c i ó n c o n B T e s a m p l i o . D e h e c h o , e n l o s ú l t i m o s a ñ o s h a
aumentado considerablement e su investigaci ón y el desarrollo de tesi s doctorales
basadas en este producto ( B arbeta So là, 2 010; Carcedo Fernánd ez, 2012; Cid
Falceto, 2012 ; Daniel Maskell, 2013; Mosque ra Aranci bia, 2013; Yust e, 2009).
Al igual que en la construcci ón con tierra, en la difusión del conocimiento sobre el
BT existen mú ltip les fuentes bibliográficas que lo estudian desde sus característi cas
mecánicas, químicas y físi cas en función del tipo de ti erra hasta distintas modali -
5 Actualmente, debi do a la situaci ón del mercado de la construcción ori entado al ladrillo cocido y el
resurgir de la tierra como material de construcci ón, se ha desarrollado el concep to de bloque de
tierra denomi nado extruido (BTE). Ello supone un nuev o campo de investigaci ón en la búsqueda de
una solución alte rnativa p ara la r eutiliz ación de la ma quinar ia ut ilizada en la r ealizac i ón d el ladr illo
cocido. (Heath et al., 2009 ) Aun así, esta investigación se centra en el uso del BTC y del adobe debi-
do a su mayor uso en España. Por ello, la denominación de BT, en adelante, será referida a estos dos
tipos de bloques.
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Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España F undamentos
dades de uso y defi nición en proye ctos arquitect ónicos. Los manuales de CRATE-
RRE en 1995, 1996 y 2008, Auroville para la construcción sísmica en 2001 y 2005 y
M o r t o n p a r a l a c o n s t r u c c i ó n d e v i v i e n d a s d e b a j o c o s t e e n e l a ñ o 2 0 0 8 , s o n a l g u -
nos de los más interesantes 6 .
De manera general, en el estado del conocimi ento científico sobre el BT se conso-
lidan las inv estigaciones que se cent ran en la caracterización y calidad del pro-
ducto y los tipos de ensayos que se realizan para ello. Morel investiga acerca de
la resistencia a compresión del BTC (J.-C. Morel, Pkla, & W alker , 2007; J. C. Morel &
Pkla, 2002), Buson desarrolla un estudio sobre la resistencia contra el fuego del
producto con la apo rtación de un esta biliza nte determina do para el BT C (Bu son,
Lopes, Varum, Sposto, & Real, 2012). Otras investigaciones, como la desarrollada
por Varum, construye n un modelo a escala real par a caracterizar el com porta-
miento de la constru cción ante movimientos s ísmicos (V arum, Costa, Fonseca, &
Furtado, 2015). También se desarrollan i nvestigaciones que estudi an el compor-
tamiento del BTC ante diversos a cciones externas (Kerali, 2005).
S i s e p r o f u n d i z a e n l a c a r a c t e r i z a c i ó n d e l B T 7 , en algunas investigaciones resaltan
la capacidad de regulación de la humedad ambiental (al resultar permeable al
vap or de ag ua) y l a mejora de la salubridad ambien tal de las estanci as conforme
a las condic iones de humedad del produc to (Falce to, 2012 ; Seisdedos, 2010).
Otras cuest iones singulares se ap oyan en el hecho de que la edificaci ón resultante
posee un nulo impacto ambiental en todo su ciclo de v ida , desde su producción y
hasta su recuperaci ón, reutilizaci ón y reciclado de los mat eriales utilizados (si no
tiene entre sus componentes estabilizantes como el cemento). Algunos autores,
como Cid, caracteri zan el BTC con respect o a la durabili dad con el agua median-
te ensayos de erosión y absorci ón del agua. Cid concluye co n los tipos de BTC
comerciales que pue den ser utilizados conforme a la normativa vigent e y qué en-
sayos son adecuado s para su comprobaci ón (Cid Falceto , 2012). Tambíe n es in-
teresante nombrar el trabajo de los inve stigadores Jové, Muñoz y Pahino (Jové et
al. 2010), los cuales investigan sobre ensayos de erosión hídrica. Otro aspect o in-
teresante del BT es la mayor resistencia al congelamiento d el agua en el adobe
frente al BTC debido a la di ferencia en la porosi dad (Minke , 2005).
6 En el anexo A se reali za una síntesi s de las fuentes bi bliográfi cas y recursos elec tróni cos.
7 La ampli ación de los conceptos obtenidos de ca da in vest iga ción fo rma rán p art e de es te est udio
como determi naci ones constructi vas. Éstas son desa rroll adas en el capítul o 4.
32
Ana Romero Girón
F undamentos
2011). Por otro lado , Kenya especifi ca característi cas de la construcci ón con BTC
en su norma KS 02-1070 realizada por el KEBS. Nigeria cuenta con una normativa
denominada NIS 36 9:1997 desar rollada por el organismo SON en relaci ón al BTC.
También , los dos document os específicos de Túnez realizados por el organi smo
INNORPI: NT 21.33 y NT 21. 35. En d ichas normas, se hace referencia a especi fica-
ciones para BTC ordi narios , sus características y clasifi cación (Cid Falceto et al.,
2011).
En América, Brasil dispone de 13 normas (NBR) (7 para BTC) desarrolladas por la
Asociación Brasi leña de Normas Técnicas , ABNT, desde 1986 a 1996 vi nculadas al
BTC aunque ninguna al adobe . En dichas normativas se hace referenci a a condi-
ciones de recepci ón del material, ensayos de resistenci a, procedimi ento de fabri -
cación , dimensiones y forma. Colombia , particularmente ICONT EC Organismo na-
cional de normaliz ación, realiza la NTC 5324 similar a la Normativa francesa XP P13-
901 relativa a bloques maci zos de suelo-cemento para m uros y divi siones
(ICONTEC, 2005). Este país tampoco ha desarrollado ninguna normativ a para el
adobe. Por otro lado, EEUU tiene dos normativas referent es al uso del BT ( tanto pa-
ra BTC como para a dobe). Un a de ellas es la ASTM E2392 M-10 (para adobe ) y la
otra, NMA C 14.7.4 (ASTM E2392-10 Earthen walls, 2010) para BT C y adobe. En Perú
se encuentra la normativ a NTE E 080 realizada en el año 2000 por el organi smo
SENCICO para adobe , así como las tres normas NTP ejecutadas por INDEC OPI.
En Asia , en concreto en la India , el organismo regulador es el BIS, Bureau of Indian
Standars, el cual re coge dos norm ativas relativ as a BTC y adobe. La normativ a IS
1725:1982 describe requis itos y ensayos para el uso del BTC en construcción. La IS
13827:1993, indica di rectrices para la mejora de la resist encia sísmica de los edi fi-
cios realiz ados con adobe y tapial. Por otro lado, en Sri Lanka las normas existen-
tes son las SLS 1382-1, 1382 - 2, 1382-3, que in dican requerimientos, métodos de en-
sayos y guí a sobre producci ón, diseño y construcci ón con BTC.
Con respecto a Australia , no se dispone de normas técnicas, pero sí documentos:
Bulletin 5 en 1952 , revisado en años posteriores, el document o realizado por la
EBAA y la EBANZ en 2001 y por último, el manual de tierra australi ano HB 195 en
2002 publicado por el Organismo Naci onal de Normalización si n tener caráct er
oficial (Peter Walker, 2001).
Por último, en Europa , se hace especial referencia a las recomendaci ones técni-
cas denominadas como Lehmbau Re gelm desarrollado en Alemania p a r a e l f o -
mento de la construcci ón con tierra (Lehm, 2014). Por otro lado , en Italia se gene-
33
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España F undamentos
ran normativas, que sin ser específicas del BT, cont emplan la conservación del pa-
trimoni o realizado con tierra tanto para el adobe co mo para el BTC. En Francia, se
señala la normativa XP P13-901. Esta no rmativa hace referencia a terminología,
dimensi ones y metodología de ensayo para el BTC. Además, Suiza di spone de 3
documentos normativos que tratan de las técnicas y métodos de tierra , propie-
dades y ej emplos de construcción . Así mism o, las normas TS 537, 2514 y 2515 de
Turquía hacen referenci a al adobe como único elemento constructivo ( Ci d et al.,
2011).
En general, al igual que en la nor m ativa española, las normativas descritas para BT
tienden a ser normas de pro ducto y, en ocasiones, se amplía el conteni do a pro-
cedimientos de ensayo (Cid et al., 2011) si endo el BTC, el producto con más nor-
mativas. Sin embargo, es necesario resaltar la normativ a neozelandesa NZS, por-
que desarrolla varios productos, ensayos y procesos de construcci ón para varios
tipos de sistemas con tierra cruda ( “NZ S 4297 (1998): Engineering design of earth
buildings, ” 1998, “NZS 429 8 ( 1998): Material s and workmanship for earth bu ildings,”
1998, “NZS 4299 ( 1998): Engineering design not requ iring spec ific design, ” 1998).
Al igual que en la revisión de los estudios, la normali zación prolifera en Europa ,
América y África. Así mi smo, cabe señalar la participación de las enti dades y gru-
pos de investigaci ón, como es el caso de CRATERRE , en la elaboración de la nor-
mativa. Esto ha sido llevado a cabo en las normas ARSO en África y en España,
para la elaboración de la UNE 41410: 2008 con la Escuela de Ingenieros Agrícolas
en Madrid.
Sin embargo, hay que incidir que en España se hace necesario conti nuar con la
inte ns ific ación del est udio s obr e e l BT p ara solve ntar el d esc onocim iento ent re los
agentes que intervienen en la construcción con BT. También se hace necesario
desarrollar otros aspectos constructivos sobr e el uso del BT en España de los cuales
la normativa actual carece.
34
Ana Romero Girón
F undamentos
1.2.4. I NDIC ADORES
La palabra indicador proviene del latín indicare que significa indicar , mostrar una
cosa con indicios y señales. As í se apunta también la definici ón de indicador co-
mo “ medida de la part e observable de un fenómeno que permit e valorar otra
porción no observable de dicho fenómeno ” ( C hevalier et al., 1992).
Los indicadores son uti lizados para di versos campos de estudi o: la producción
científica, factores económicos, tendenci a s d e m e r c a d o , e t c . E n c a d a c a m p o
aportan que los elementos sean medibles des de el punt o de vist a cuantitativo o
cualitativ o. Todo ello, ofrecerá informa ció n relevante sobre lo medido. Es por ello
que los indicadores permit en evaluar, diagnosticar, comparar o monitorizar
(García Martínez, 2010).
En el campo de estudio de la sostenibilidad existe cierta experiencia en los últimos
años. De hecho, existen algunas organizaciones pioneras en el desarrollo de indi-
cadores ambi entales. La OCDE (Organización para la Cooperació n y Desarrollo
Ec onóm ico) en 1991 public ó la p rimer a el p rimer conju nto de in dicad ore s den o-
minados como Environmental indicators. A preliminary set e n P a r í s . E n 1 9 9 3 , l a O C -
DE publica Core Ser of Environment al indicators. Por otro lado, el Departamento
de Coordinaci ón de política y de sarrollo sostenible del Secretari ado de la ONU y la
Divis ión d e Es tadí stic as de la ONU (U NSD) ayud ó en una inicia tiva par a co ord inar
un número de acti vidades dentro del “ Programa de trabajo en indicadores d e
Desarrollo Sostenible ”. A nivel nacional , el Ministerio de Medi o Ambiente publi ca
en 1996 un a monografía de “ I ndicado res ambientales. Una propuest a para Espa-
ña”.
Por lo que se refiere a Andalucía, hay algun os docume ntos publi cados que tratan
el tema, por ejemplo la Propuesta de sist emas de in dicadores climáticos ambien-
tales para Andalucía (Pita Lopez , Aguilar Alba, & Camarillo Naranjo, 1998) . Los in-
dicadores ambi entales estudiados en dicha propuesta hacen alusión a epígrafes
como la atmósfera, los problemas ambientales como e l cambio climático, la con-
taminación del ai re, el agotami ento de la capa de ozono, la aci dif icac ión, entre
otros. Sin embargo, la clasificación , su desarrollo y relación entre ellos, aportan en
esta investigación conoci mientos sobre el procedi miento.
También se matiza y es i nteresante el trabajo Indicadores de sost enibilidad y me-
di o am bien te: méto do s y esc ala (Fernánd ez Latorre, 2006). En este docu mento se
35
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España F undamentos
definen los tipos de indicadores ambient ales, de sostenibilidad, su situación act ual
y consideraciones para el di seño de indicadores .
Particularmente, en el campo de la arquit ectura y urbanismo, se aportan ejemplos
desarrollados como el Plan Especial de Indicadore s d e Sost enibilidad Ambient al
de la Actividad Urban ística de Sevilla en el que se establecen un conjunt o de indi-
cadores que condicionan el proceso de pl anificación urbanística de Sevilla si-
g u i e n d o e l m o d e l o d e c i u d a d c o m p a c t a e n s u o r g a n i z a c i ó n , entre ot ros (Rueda,
2006). Estos son uti lizados para medir las di stintas propuestas que se desarr ollen y
conocer la viabili dad de las mismas.
Por último, se han analizado disti ntas tesis doctorales que promueven el uso de
indicadore s. En primer lugar , la tesis doctoral Análisis del Ciclo de Vida de Edif icios.
Propuesta metodológica para la elaboración de Declaraciones Ambientales de
Viviendas en Andalucía (García Mart ínez, 2010). Dicho trabajo contribuye al desa-
rrollo de un marco en el que se compara el comportamiento medioambiental de
alternativas en el campo de la const rucción medi ante la realizació n de declara-
ciones medioambientales tipo III. Además, establece opciones metodológicas
par a la re alizac ión d el a nál isis d el cic lo de vida d el ed ific io. Po r otro l ad o, en el
marco del proyecto de investigación del Pl a n N a c i o n a l s e d e s a r r o l l a e l p r o y e c t o
BIA 2004-7654 donde se llev a a cabo un modelo de interv ención para construc-
ciones, infraest ructuras y su entorno, desde cr iter ios de sos tenib ili dad . En él se ex -
ponen resultados obtenidos sobre la apli cabilidad de indi cadores y consi deracio-
nes para su selección (García Navarro, Maestro Mart ínez, Huete Fuert es, & García
Martínez, 2009).
En la construcción con ti erra se desconoce la existenci a de referenci as bibli ográfi-
cas que hagan alusión a la evaluaci ón del uso de BT medi ante indicadores . Su
ut iliza ción podr ía ser consid erada como u n méto do de eval uac ión id óneo que
permitirá cuantificar las características del proyecto arquitectónico y la localiza-
ción frente a determi naciones constructiv as idóneas para este product o.
37
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España O bjetivos y metodología
Capítulo 2
Objetivos y metodología
En este capítulo se muestran los objetivos y la metodología de este trabajo de in-
vestigación.
2. 1. O b je t iv o s ................................................................................................................ ..........39
2. 2. M e to d ol o gí a .............................................................................................................. ......40
39
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España
2. O BJETIVOS Y METODOLOGÍA
2.1. O BJETIVOS
Los objetivos generales que se pretenden alcanzar son:
1. Elaborar una herramienta sencilla y versátil para evalu ar la viabilidad constructi-
va del uso del BT previa y durante el diseño arquitec tónic o y ay udar en la t oma de
decisiones en caso de obra nueva .
2. Desarrollar una propuesta de soluciones constructivas para BT que sirvan de
apoyo para el cumplimiento de sus exigencias constructivas.
Para consegui r los objetivos generales , se concretarán y desarro llarán los siguien-
tes objetivos específicos :
1. Desarrollar indicadores que ev alúen la viabili dad constructiva del uso del BT en
el cerramiento.
2. A p artir de la información que se di spone en el proyecto arquit ectónico evaluar
la calidad y características del product o según lo establecido en la UNE
41410: 2008.
3. Establecer requisitos constructivos relev antes de la construcción con BT segú n
algunos requisitos bási cos de la Ley de Ordenación de la Edi ficación (en adelante
LOE) ( Ministerio d e Fomento, 19 99).
4. Determi nar las acciones externas, tanto mecánicas, físi cas como quími cas, que
influyen en la durabili dad de los cerramientos reali zados con BT.
5. Realizar un inventario de la arquitectura construida con BT en España desde la
elaboración de la LOE, del producto utilizado y de las soluciones técnicas desarro-
lladas en dichos inmuebles y de los agentes de la edificación que han intervenido
en ellos.
6. Comprobar y perfeccionar la herramienta establecida en casos de estudio se-
leccionados del inventario.
7. Aplicar y j ustificar la validez de la herramienta en el caso de la Escuela In fantil
de Santa Eulalia de Ronçana (Barcelona).
40
Ana Romero Girón
O bjetivos y metodología
2.2. M ETODOLOGÍA
Para alcanzar los obje tivos propuestos, este estudi o se realiza según las si guientes
fases (f igur a 5):
Figura 5. Metodol ogía. Fuente: Elabor ación propi a.
41
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España
Estas fases se desarr ollan de la siguiente manera :
Fase I . E st udi o s p rev i os
Constituye la fase I de la inve st igació n y cons iste en e l anál isis d e lo s inm ueble s
realizados con BT , de los agentes que part icip an en su producción y de la ejecu-
ción de dichos inmuebles . Además, se incluye el conoci miento del uso de los indi-
cadores para est a inve stigación :
a) Se realiza un inventario de inmuebles hechos con BT y sujetos a la LOE
(desde el año 1999). Con ello se pretende determin ar y conocer cómo
se efectuó su pro yecto y su construcción. Se acotan en función del uso ,
su localización y el tipo de BT utilizado. Una vez localizados , se visitan y se
analizan para i dentificar sus características constructivas . Con ello se es-
tablecen las diferentes problemáti cas y determinaciones comunes lle-
vadas a cabo en casos de estudio reales . Estos aspect os se analizan en
el Capítulo 3.
b) De manera paralela, se realiza una identificación de los agentes de la
edificación rela cionados con la tierra y en particular , con el BT. Se parte
de los datos obteni dos en la búsqueda de i nformación del apartado an-
terior. Esta identificación se realizará en el Capítulo 3.
Fase II. Aspect os constructiv os del BT y desarrollo de indi cadores.
a) S e re aliza la cl asif ica ció n y determinación de aspectos constructivos ba-
sados en la durabilidad del BT 13 y se propone que sean entendidos co-
mo conceptos básicos previos a la utilización del EVC a desarrollar. Estos
aspectos se clasifican en función de la calidad del producto , los requisi-
tos constructiv os y las acciones externas que le afe ctan. Las determi na-
ciones constructiv as que se desa rrollan se obtienen de los datos aport a-
dos en la fase I, es de cir, de los r esultados obt enidos en el conoci miento
cientí fico y de las soluciones constructiv as analizadas y que son ade-
cuadas de los casos de est udio.
b) Se desarrollan indicadores cuantita tivos estructu rados s egún las d eter-
minaciones constructivas des critas con anteri oridad. Además, se justifica
la necesidad de la configuraci ón de una herramienta de ev aluación
13 Dado que este tr abajo se centra en l a viabili dad construc tiva, en futur as investig aciones se propo -
ne el desarroll o de la herrami enta que podrí a estar basada en aspectos produc tiv os, económi cos o
sociales.
48
Ana Romero Girón
I nventario
bles tratados en las fuentes bibli ográficas. Dicha in formación se reunió en un in-
ventario donde se i dentificaban las sigui entes característi cas de los inmuebles:
Uso
Localización
Año de construcción
Ag entes de la ed ificac ión inte rvinie ntes
Ub icació n de l BT en e l inmue ble
Entidad de control, laboratorio o investigación llevada a cabo sobre el
producto y/o el inmueble.
Una vez recopi lada la información sobre di versos inmuebles realizados en el ámbi-
to geográf i co español, s e seleccionaron en función de su relevan cia y fueron ob-
jeto de trabajo de campo.
Para la recogida de informaci ón y toma de datos in situ de los modelos visitados,
se utilizaron unas fichas de campo que ayudarían a regi strar todos los aspectos
relevantes sobre el inmueble. Estas fichas de campo contienen aspectos específi-
cos de este estudi o necesario para descri bir el inmueble, determ inar sus caracte-
rísticas según la normativa y la locali zación, defi nir caract erísticas en dichos i n-
muebles y conocer la satisfacci ón de los propietarios.
Las fichas de campo debían plasmar la máxi ma información posible acerca del
uso del BT y las razones acerca de los materi ales utilizados entre otras cuesti ones.
Lógicamente, las encuestas realizadas on line y las fichas de campo comparten
cierta información aunque las fichas result an ser más concretas en cuant o a la
informaci ón del inmueble que describen. Sin embargo, las encuestas on line con-
sideran informaci ón de carácter general sobre el uso del BT por parte del agent e
de l a edif ica ción ( figura 8).
49
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
Figura 8. Fi cha de campo. Fuente: El aboraci ón propi a.
Los datos que se aportan en las fichas de campo 17 son las siguientes:
Datos básicos de la edi ficación.
17 Para la lectura de la s fich as de campo es n ecesar io consultar el anexo B. Las fichas de cada caso
de estudio e sposi ble que no contenga toda l a inform ación. Esto es debi do a que la inform ación que
se ha obteni do en todo el proceso puede no es tar completa por diversos motiv os.
50
Ana Romero Girón
I nventario
Código 18 .
Datos del entorno y parcela.
Ag entes de la ed ificac ión inte rvinie ntes.
Uso del BT en el inmueble (razón del uso, ventajas e inconveni entes).
Documentación que define el BT uti lizado.
Aspectos documentales de proyecto y puesta en obra .
Normativas o guías uti lizadas.
Datos básicos para el cumpli mient o del CTE.
Datos d e la fabr icación d el BT y transpor te.
Diferencias entre el proyecto y la puesta en obra.
Observaciones acerca de las ca racterísti cas del inmueble.
Fotografías del inmueble y extracto s de los proyectos de ejecución .
También , se analizaron los agentes de la edificación que participaban en los di s-
tintos inmuebles. A l encontrarse un número elevado de posibilidades, la toma de
datos inicial se realiza medi ante el uso de herramientas informáticas que se enu-
meran y filtran, permitiendo la organizaci ón de la información recopilada. En este
caso, la red de conta ctos se ha configurado con el uso de hojas de cálculo.
Los agentes han sido clasi ficados según la organi zación a la que pertenecen y la
actividad que desem peñan relacionada con el BT. Con ello se forma una base de
datos qu e se completar á conforme avanza la inves tigación y que c onstituye un
elemento importante de este tra bajo de investigació n.
Una vez conoci dos los agentes, se procede a la selección de las personas de es-
pecial interés que pudi esen aportar información relevante para la investigación.
Para ello, se diseñó una encue sta online cuyos res ultados sirvieron para i r comple-
tando la base de datos en el apartado de intervin ientes (figura 9).
18 El código con el que se desi gnan los casos de estudi o se relacionan con la provi ncia en la que se
encuentran y un número de referenci a. Ejemplo: ALM-001 será un inmuebl e ubicado en Al mería y su
número de referenci a es el 001. Los siguientes casos d e estudi o en ALM tendrán números correl ativ os
a 001.
51
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
Figura 9. Encues ta on li ne. Fuente: El aboraci ón propi a.
La encues ta se estr ucturó en base a la clasif icación de los agentes d e la edifica-
ción establecidos en la LOE 19 además de 3 apartados incluidos relacionados con
los datos profesionales, la forma ción y el grado de sati sfacción . Los apartados que
se recogen son los siguient es:
1. Dato s prof esiona les d e los a gen tes d e la e difica ción ( dirig ida a to dos los
age ntes d e la edif icac ión).
2. Form ac ión ( dirig ida a todo s los a gentes de la e dif icaci ón).
3. Fabricaci ón (dirigida a los suministradores del product o, que a partir de ahora
serán denominados como fabricantes).
19 Cabe destacar que de los 8 ti pos de agentes de la edific ación i ndicados en l a LOE para la en-
cuesta on-li ne se han obvi ado: el promotor, el propietario y las enti dades de control o laboratori o.
Esto es debido a que en l a mayor parte de l os casos el promotor es el propi etario ya que se tra tan de
edificaci ones de autoconstrucci ón y éste será enc uestado con l as visitas personal izadas a l os in-
mueble s. Por ot ro lado, la s entidades de cont rol halla das es tán ligada s a los grupos de inves tig ación
de las univers idades.
52
Ana Romero Girón
I nventario
4. Proyecti sta (d iri gida a los técnicos proyectist as).
5. Ejec ución y puesta en ob ra (d irigida a la s c onstru ctor as).
6. Di rección de obra (diri gida a los direct ores de obra (DO) y directores de eje-
cución de obra (DEO)).
7. Grado de sati sfacción (d irigida a tod os l os age ntes d e la ed ifica ción en cu es-
tados) .
En el apartado 1 de la encuest a , Datos profesionales , se indi can los datos perso-
nales, actividades que realiza y la institución a la que pertenece el agente. Esta
primera página derivaba en las si guientes, en función de las opciones señaladas
acerca de las act ividades que realiz a el agente.
Cada categoría de agent e se desarrolla desde el apartado 2 ( Formac ión), al 6
(Dirección de obra y de ejecuci ón) . En ca da apartado se detallan cuesti ones so-
bre el desempeño de la actividad , caract erísticas y obras reali zadas, diri gidas o
construidas con BT.
Por último, en el apartado 7 se registra el grado de s atisfacci ón actual sobre el
empleo del BT y sus expect ativas para el futuro de los di stintos agent es.
Los datos obteni dos en la encuesta son incluidos en la base de datos medi ante la
c u a l e s p o s i b l e l a c o n s u l t a y f i l t r a d o . L a e n c u e s t a s e h a d i v i d i d o s e g ú n l a r e s p o n -
sabili dad de los distintos agentes de la edif ica ción y su pap e l fundamental en la
construcción 20 .
20 Las pregunta s realiz adas en la encuesta puede n consultarse e n los anexos .
53
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
3.3 P ARÁMETROS ANALIZADOS SEGÚN LAS CATE GORÍAS DE LOS
AGENTES DE LA EDIFICACIÓN
Como se indicaba con anteriori dad, la encuesta se divide en función de la activi-
dad realizada por el agente. En base a ello cada apart ado 21 contiene:
1. Datos profesionales de los agentes de la ed ificación ( dirigid a a to dos los ag entes
de la e dific ación ).
E n e l p r i m e r a p a r t a d o d e l a e n c u e s t a s e l e s h a p r e g u n t a d o a c e r c a d e s u s d a t o s
profesionales, la institución a la que pe rtenece y la actividad que realiza en la
misma. Este apartado será obligat orio rellenarlo para obtener la informació n de
cada agente.
2. Formación (d irigid a a tod os los agente s de l a ed ificac ión).
En este apartado, los agentes han s i do encuestados por la formaci ón que han
recibi do y si im parten cualquier ti po de enseñanza relaci onada con la const ruc-
ción en tierra.
Los apartados sigui entes han si do completados en función de la activi dad que
realiza cada agente de la edi ficación:
3. Fabricación ( dirigid o a lo s fa brica ntes).
Se incluyen las empresas encuestadas que di rigen su actividad a la producción
y/o comercio del BT como product o. Algunas de ellas se especiali zan en BTC o en
ambos productos (adobe y BTC). En España , en la actualidad, se desconoce la
existencia de empresas que fabriquen BTE.
E l a p a r t a d o s e c e n t r a e n l a documentación sobre el producto disponible. El CTE
propone una serie de documentos a los di stintos fabri cantes para la correcta defi -
nición de los productos elaborados . Estos se resumen y se referencian en la tabla
siguiente (tabla 1):
21 La encuesta on li ne se desarrol la en su totalidad en el anexo del presente trab ajo.
54
Ana Romero Girón
I nventario
Tabla 1. Código Técn i co d e la e dificac ión. Fuen te: (M inist erio de Fome nto, 2007b; Ro mero Girón e t
al., 2014). El aboraci ón propia.
La primera cuesti ón planteada a las empresas sumi nistradoras ha sido en relaci ón
con la existencia de los documentos que son exigi bles por el CTE para sus produc-
tos, así como su correspondi ente ficha técni ca.
En este sentido debe ser consi derada la import ancia de la presentación por parte
de las empresas de aquellos documentos exigidos por la normativ a actual. Ello
puede incidi r en la comodidad y mejora en el cumplimi ento del BT en las justi fica-
ciones en los proyectos arquit ectóni cos. En su caso, era interesante aclarar las ra-
zones por las que no habían desarrollado alguno de l os documentos exigidos en
normativa .
Como segunda cuestión ha sido objeto de estudi o el desarrollo de los aspectos
que el CTE exige a la s empresas. Es deci r, si había sido certificada o declarada
alguna de las exigencias bási cas de la normativa como las si guientes:
Seguridad Estruct ural
Seguridad contra incendi os
Salubridad
Ahorro de energía
Protección contra el rui do
Artículos del CTE Documento exigibles al producto según CTE
Parte I
Art. 4
Disposi cio nes generales Ce rt if ica do d e co nf or mida d
Prestaciones fi nales
Eval uaciones téc ni cas
Parte I
Art. 5
Condici ones general es para el
cumpl imien to de l CT E. J ustific a-
ción del cumplimiento de las
exigenci as bási cas que se esta-
blecen en el CTE.
Soluci ones técni cas basadas en los docu-
mentos básicos del CTE.
Solu ciones al terna tiv as que se justi fi quen y
sean equiv alentes a los que s e obtendrí an
por la aplicaci ón del DB.
Marcado CE del producto.
Parte I
Art .7
Condici ones en la ejecuci ón de
las obras. Recepci ón de produc-
tos y satisfacci ón de lo exigido en
proyecto
Documentación de sumi nistros
Distintivos de calidad
Evaluaci ones téc nic as de idoneidad
Control mediante ensayos
55
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
4. Proyectista (d irigid a a los téc nic os pro yec tista s).
Este apartado ha si do cumplimentado por los agent es de la edifi cación que se
dedica n a proyec tar y r edactar los proyec tos arquit ectónicos. El proyectista o
técnico redact or junto con la dirección facultativ a 22 ( en adelante, DF), son quie-
nes asumen las respon sabili dades de la defi nición y ejecución del BT en el proyec-
to arquitectónico. Ha sido de especial relevancia que enumerasen las disti ntas
obras que habían realizado con BT ya que en base a ellas, eran encuestados.
En primer lugar ha sido interesant e conocer datos sobre la formación y titulación
que poseían. En segundo lugar, conocer las razones por las que se había decidido
la utilización del BT en los proyectos arquitectónicos y si la documentaci ón nece-
saria sobre el producto había si do de fácil acceso . Para ello, se les propone que
den respuesta a las sigui entes opciones:
Su gere ncia de l clien te
Cualidades
Disponibili dad del material
Valores medioambi entales
Otros
Por otra parte , se ha solicitado las normativas de referencia ( normativ as, guías o
manuales) que habían servido como apoyo para la definición del proyecto arqui-
tectóni co de las obras realizadas. Como se ha d icho en apartados anteriores , el
BTC en España tiene una norma UNE que mati za algunos aspectos a tener en
c u e n ta , p e r o n o es s u fi c ie n te p a r a l a d ef i n i c ió n en p r o y e c to d el B T ( y m á s a ún p a -
ra el adobe que no posee ninguna normativ a). Las opciones que se han mostrado
se basaban en la información sobre el pr oducto que estuviera contemplada en la
normativa nacional o internacional :
Datos referidos al product o
Controles del producto
Soluciones técni cas
22 La di rección facultativ a ( DF ) está compuesta por el d i r e c t o r d e o b ra ( D O) y la d i r e c c ió n d e e j e c u -
ción de obra (DEO).
56
Ana Romero Girón
I nventario
Soluciones alternativas
Prestaciones finales del product o .
Otro aspecto importante solicitado se refiere a la definición de los detalles cons-
tructivos del BT en el proyecto arquitectóni co . En este sentido, los proyectistas de-
bían aclarar acerca de la disponi bilidad y desarrollo en sus proyect os arquitect ó-
nicos de algunos ejemplos de det alles constructiv os:
Aspectos de la elaboración del muro:
o Disposición de las hiladas
o Enjarjes de las hiladas
o Materiales compati bles con el producto
Definición de encuentros:
o Juntas de dilat ación
o Arranque de fachada desde ciment ación
o Encuentro de facha da con forjado
o Anclajes en fachadas
o Aleros y cornisas
o Encuentros de fa chada con carpi ntería
o Antepecho y albardillas
Otros:
o Rozas
o Hueco de instalaciones
Por último , se ha preguntado sobre el nivel de satisfacción sobre la obtención de
la informaci ón, la dificultad de la defi nici ón del producto y la posibili dad del cum-
plimiento de la normativa y las expectativas del producto en el futuro.
57
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
5. Ejecución y puesta en obra (dirigida a las constructoras ).
La empresa constructora será la encarga da de ejecutar la intervención con las
indicaciones de la DF y el diseño en el proyecto de ejecución.
Las preguntas plant eadas tienen como objetiv o conocer si se di sponía de la in-
formación necesaria para construir correctamente a parti r de los datos y condi-
ciones específicas ap ortadas po r los proyectistas y bajo la direcci ón del DO y DEO.
Por último, las empresas constructoras han sido encuest adas sobre el nivel de satis-
facción de la defi nición de los proyectos de ejecu ción.
6. Dirección de obra (diri gida a los direct ores de obra (DO) y di rectores de ejecu-
ción de obra (DEO))
La DF debe supervisar y di rigir la obra siguiendo las p autas estableci das en el pro-
yecto de ejecución. En caso necesari o la direcci ón facultativa ti ene la potestad
de modifi car el proyecto de ejecuci ón debido a cambi os en la obra. Es por eso
que el objetivo fundamental de este apartado era conocer si con la información
disponible en proyecto era p osible ob tener un resultado constructivo adecuado
con BT .
En primer lugar, se ha preguntado sobre las ventajas que aportab a el uso del BT en
la i nterv enci ón:
Mejora térmica
Reducción de costes o resi duos con respecto a otros mate riales
NS/NC
Otros
O t r a c u e st i ó n ha s id o s i l a u t i l i z a c i ón d e l B T e n l a i n te r ve n c ió n s u p u s o a lg ú n ti p o d e
inconv eniente. Entre las opciones se encontraban las siguientes:
Incremento de costes con respecto a lo establecido en Presupuesto
de Ejecución Mat erial
Pérdida de cali dad final
Dis min uc ión de la s alubr idad del edific io
Dificultad de la puesta en obra
64
Ana Romero Girón
I nventario
A. F ABR ICAN TES
Con respecto a los agentes de la edificaci ón relacionados con la fabri cación del
BT, tal y como se observaba en la figura 11, han sido localizados 9 fabricantes 29 en
España (Santibáñez & Ortega, 2010; Seisdedos, 2010). Estos han sido relacionados
con los casos de estudi os en la tabla siguiente (Tabla 4):
Tabla 4. Rela ción entre l os fabricantes y los casos de estudio anali zados. Fuente: Elaboraci ón propia.
Fabricante Caso de estudio
P1 ZAR-001
P2 PAL-001; PA L-002; PAL-003
P3 No ha realizado ninguno de l os casos de estudi o seleccionados.
P4 ALM-001; ALM-002; SEV-001; ZAR-002; HU E -001; SEG-001; MAD-009
P5 SEV-002; SEV-003
P6 BAL-001
P7 BAR-001; BAR-002; GER-001; GER-002
P8 MAL-001; GRA-001
P9 MAD-001 a MAD-008
Dos de ellos fabrican los productos en la misma obra donde v an a realizar la int er-
vención. El resto, se sitúa en diversos puntos de la geografía española para fabri-
car los BT y trasladar el producto a la obra en cuest ión.
Algunos de los fabricantes también fomentan la formación junto a la fabricaci ón
de su producto ( P 3 y P9). Ot ros, como por ejemplo P1, P4 y P9, también ejercen
como DF en la const rucción de los in muebles. Así mismo, otros fabricantes , como
es el caso de P2 y P6, llevan a cabo la ejecución del inmueble .
Como se presentaba en el apartado 3.2., se ha estudiado la identificación de la
ficha técnica del producto elaborado . Puede observarse en la sigui ente tabla (ta-
bla 5) como sólo tres de las empresas posee la f icha técnica 30 necesaria. Los datos
aportados por las fi chas técnicas han servi do para analiz ar las experiencias reales
con la aplicación del EVC.
29 Para la denomi nación de los fabricantes y acorde a l a L e y d e P r o t e c c i ó n d e D a t o s v i g e n t e , s e h a -
ce alusión a los mismos con la denomi nación P1, P2, P3, P4, P5, P6, P7, P8 y P9. La relaci ón entre la
designaci ón y l as empresas es posi ble consultar se en el anexo B.
30 Ficha técnica : es un documento especí fi co sobre las caracterí sti cas material es y dimensi onales del
producto, que se elabora por l a empresa y donde además se rec ogen los ensayos y certi fi caciones
realiz ados al mismo.
65
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
Tabla 5. I dentifi cación de l a ficha técni ca del producto. Fuen te: Elab oración propi a.
Concepto Identificació n
Posee ficha técnica P4, P7 y P9
La ficha técnica se en cuentra en proceso d e elaboración P3 y P6
No posee fic ha técnica. P1, P2, P5 y P8.
Basándonos en los document os solicit ados por el CTE, los fabri cantes han sido en-
cuestados sobre la disponibilidad de documentación a corde al CTE 31 . En lo s da to s
que se muestran (tabla 6), se indican el documento exigido y el fabricante que lo
posee:
Tabla 6. Di sponibi lidad de documentaci ón acorde al CTE. Fuente: Elabor aci ón propia.
Disponibilidad de documentación acorde al CTE Fabricantes
Prestaciones finales P1
Controles de los ensayos certificados por entidad acreditad a P4, P6, P7 y P9
Controles de los ensayos certifi cados por no entidad acreditada P6
A su vez, se ha profundizado sobre la i nformación elaborada por el fabricant e
acerca del cumplimie nto de las exigen cias mínimas para cada uno de los requi si-
tos básicos establecidos en el artículo 3 de la LOE: Seguridad Est ructural, Seguri-
dad en caso de incendios, Seguridad de utilización y accesibilidad, Higiene, salud
y protección del medio ambient e, Prot ección cont ra el ruido y Ahorro de energí a
y aislamiento térmico. En la tabla 7 se muestran los fabricantes que proporcionan
informaci ón sobre el cumplimiento de las exigencias mínimas.
Tabla 7. Cumpli mi ento de las exigenci as mínimas. Fuente: El aboración propi a.
Exigencias Identificació n
Seguridad estructural P2, P3, P4, P7 y P9
Seguridad contra incendios P4 y P7
Salubridad (análisis de succión y absorción) P4, P7 y P9
Ahorro de energía P4, P6 y P7
Protección contra el ruid o P4 y P7
Si se analiza la tabla 7 es posible comprender que la exigencia de seguri dad es-
tructural es la que más se desarr olla por parte de los fabri cantes. Sin embargo , la
31 Es posible que exi stan di screpanci as entr e las opini ones vertidas por los agentes e n las encuest as y
los resultados sobre l a información obteni da para los casos de estudi o. Se matiza sobre los casos de
estudi o dado que es uno de los puntos c ontrastabl es con la informaci ón de ambas par tes.
66
Ana Romero Girón
I nventario
protección cont ra el ruido, seguridad cont ra incendios y ahorro de energía sólo
han sido analizadas por dos fabri cantes.
Cabe señalar que el fabricante P4 y P7 han analizado sus productos en todas las
exigencias determi nadas, así como el P9 que ha realizado 2 análi sis sobre la segu-
ridad estruct ural y salubridad. El resto no ha determi nado ningún ensayo para i n-
dicar las exigencias bási cas o sólo han llevado a cabo uno de ellos.
En base a los resultados del apartado anterior, también se han determinado las
razones por las cuales no han sido llevadas a cabo dichas exigencias . En el si -
guiente gráfico (figura 12), puede observarse las razones por las que no se han
solicitado o desarrollados las exigencias del CTE. La razón más esgrimida por los
fabricantes es el alto coste económico de alguno de los ensayos relacionados
con el cumpli miento de las exigenci as.
Figura 12. Razones por l as que no se han desarroll ado las exigenci as mínimas. Fuente: Elaboración
propia.
B. P
ROYE CTISTAS
:
En tota l, se han encuestado 15 proyectistas en este estudio 32 , y se ha obtenido la
sigu iente infor mación:
La primera cuesti ón planteada a los pro yectistas ha sido la razón del uso del BT . La
respuesta más frecuent e ha sido argumentada por los valores medioambi entales
conocidos del BT (figura 13) y, en menor medida, por la sugerencia del client e y la
disponibili dad. Esta cuestión será comparada posteriormente con el grado de sa-
32
Es común que algunos pro yecti stas sean a l a vez DO.
0 1 2 3 4 5
Complejidad
Coste económico
Desconocimiento materia
No se h a solici tado
NS/NC
Otro
Razones por
las que no se
ha
desarrollado
los aspectos
del CTE
Nº de productores
67
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
tisfacción de los usuari os para verificar si las expectativas del BT en la fase de pro-
yecto se cumplen en la fase final 33 .
Figura 13. Razón del uso del producto en el proyecto. Fuente: Elabor ación propi a.
Por otro lado, como base del proyecto, se les soli citó información sobre las refe-
rencias normativas y guías utilizadas para su desarrollo . Como puede verse en la
figura 14, los técni cos utilizan preferentemente la normativa española vigente de
referencia para la defini ción del proyecto y, en particular, los posibles datos que
puedan ser extraídos de la mi sma. Algunos técni cos han seleccionado, además ,
la utilización de datos recogidos en normativas internacionales.
Figura 14. Documen tación uti liz ada por los técnic os proyecti stas. Fuente : Elaboraci ón propia.
A continuación, los proyectistas fueron encuestados sobre la facilidad que habían
tenido para obtener la documentación d el producto por parte de los fabricantes.
Los datos obteni dos (figura 15) no muest ran una tendencia clara y no es posible
extraer un resultado det erminante . De hecho, la distri bución indi ca un porcentaje
33
Ver apartado de propietarios y usuarios.
0 2 4 6 8 10 12 14
Sugerencia Cliente
Por sus cualidades
Disponibilidad
Valores medioambientales
NS/NC
Otro
Razón del uso
del producto
Nº de proyectistas
012345 6789
Datos referidos al producto:
Controles del pro ducto:
Soluciones té cnicas basadas en el C TE:
Sol ucion es al tern ativ as al C TE:
Prestaciones final es del producto:
Datos referidos al producto:
Controles del pro ducto:
Soluciones té cnicas de las normativas
Sol ucion es alt ernat iva s:
Prestaciones final es del producto:
Normativa
española
Normativa
Internaciona l
Usos
68
Ana Romero Girón
I nventario
similar entre los fabri cantes que han aportado su fi cha técni ca (21%) y los que no
la aportan (29%). Por otro lado , los proy ectistas también han indicado que la in-
formación sobre las fichas técnicas se obt iene en función del tipo de fabricante
ya que no todos poseen el mismo niv el de definici ón y por tanto no todos los datos
pueden ser aportados. Es deci r, algunos fabricantes facilitan la información sobre
sus productos de manera senci lla y otros, por el contrari o, no poseen la informa-
ción requerida.
Figura 15.
F
acilida d de docume ntación sob re el producto. Fuente: Elaboraci ón propia.
Por último, se preguntaba acerca de los detalles constructivos qu e definen el pro-
yecto arquitectónico de los distintos proyectistas. Los aspectos de la elaboración
del muro, la defini ción de los encuentros y otros de especial interés han formado
parte, entre otros, del cuestionario planteado.
En la figura 16 puede observ arse como más de dos tercios de los técnicos encues-
tados han desarrollados los detalles construct ivo s indicados. En cambi o, los en-
cuentros de fachad a con pilares así como la fachada , aparecen como lo s deta-
lles menos desarrollados en los p royectos arquitectónicos. Una vez conocidos los
proyectos arqui tectóni cos de los inmuebles del i nventario , se analizó si los detalles
descritos en la encuesta estaban reflejados en la de finición del i nmueble. Estos
datos se desarrollan en el apartado 3.6.
Con respecto a los resultados obtenidos, lo s técnicos indican que, por regla gene-
ral, inclu yen los d etalle s selecc ionado s para el cuesti onario. En cam bio, en lo con-
cerniente a defi nición en la fachada : al eros, corni sas, anclajes a fachada y en-
cuentro con pi lares, disminuye la defi nici ón.
29%
21%
36%
14% Depende de la empresa
suministradora
No
Si
NS/NC
69
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
Figura 16. Det alles cons tructivos ut ilizados. Fuente: Elabora ci ón p rop ia.
Con respecto al grado de satisfacción del producto, casi todos los proyectistas,
estiman que las expectativas del producto en el futuro son muy favorables. Así
mismo, a nivel de proyecto y en un elev ado porcentaje, los proyectistas señalan
un grado de satisfacci ón alto con respecto al uso del BT.
C. E
MPRESA S CONSTRUCTORAS
:
Una vez anali zado el punto de vist a y las experiencias de los proyect istas y la di-
rección facultativa de las intervenciones, se marcó como objetivo conocer la opi-
nión de las personas que eje cutaban la obra. En est e sentido, sólo han sido 3 per-
sonas relacionadas con la ejecuci ón de los inmuebles las que han respondido. Se
11
11
11
9
11
10
5
6
9
12
10
10
10
2
2
2
4
2
3
8
6
4
1
2
3
3
2
2
2
2
2
2
2
3
2
2
3
2
2
02468 1 0 1 2 1 4
Dispos ición de las h iladas
Enjarjes de las hiladas
Materiales compatibles con el producto
Juntas de dilatació n
Arranque de fachada desde cimentación
Encuentros de fachada con forjado
Encuentros de fachada con pilares
Anclajes a fachada
Aleros y corni sas
Encuentros de fachada con carpintería
Antepecho y albardillas
Rozas
Hueco de instalaciones
Aspectos de la
elaboración del muro Encuen tros Otros
Si
No
NS/NC
70
Ana Romero Girón
I nventario
solicitaba que indicaran si se disponía de toda la información necesari a por parte
de las personas que desarrollan los proyectos. Los encuestados coin ciden en que
disponían de la informaci ón debido a sus propias experiencias. Incluso uno de los
encuestados (fabricante P2 que a su vez es constructor) añade que algunas solu-
ciones deben ser modificadas co n respecto al proyecto dado que la informaci ón
aportada en los mismos no era adecuada a las características del producto .
D. D
IRE CCIÓ N DE OBR A Y E JE CUC IÓN
(DF)
En este apartado han sido encuestadas 11 personas que han ejercido como DO o
DEO en edi ficaciones realizadas con BT. Muchas de las personas entrevistadas en
este apartado también rellenaron el apartado de pr oyectista dado que se t rata
de los redactores de los proyectos arquitectónicos.
Para la fase de obra era muy importante conocer las opiniones de la DF que ejer-
cían como DO o DEO y si el producto respondió a las expectativas de la fase i ni-
cial o, por el contrari o, surgieron inconveni entes que obligaron a modifi car el pro-
yecto inicial.
La primera de las cuestiones desvelaba las ventajas que supuso el uso del BT en el
inmueble (figura 17). En est e sentido, las respuestas más comunes fueron acerca
de la mejora térmi ca (7), la reducción de residuos (7) y la reducción de costes
respecto de otro material (4).
Figura 17. Ventajas del uso del bl oque en la interv ención. Fuente: Elaboración propi a.
Por otro lado y como pregunta relev ante, se propuso que se in dicaran los incon-
venientes que había supuesto el uso del BT co n respecto al proyecto arquitectóni-
co (figura 18). La respuesta predomi nante fue el aumento de costes con respecto
a lo presupuestado en proyecto, seguid o del desconocimiento del material por
parte de los operarios y, por último, la dificultad de su puesta en obra.
01234567
Mejora térmica
Reducción de costes
Reducción de residuos
NS/NC
Otro
Supu so el
EMPLEO del BTC
alguna ventaja
Opiniones
71
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
Figura 18. Inconv enientes en obr a del uso del BT. Fuente: Elaboración propi a
También se analizan las posibles razones d e modificación en obra con respecto al
proyecto . En este senti do, uno de los DO indicó que se modificaron por cambios
sobre el proyecto arquitectónico, otro por falta e incorrecta defini ción en proyec-
to y, otro de los encuestados, por mejoras sobre las soluciones construct ivas apor-
tadas en proyecto. Se señala, por último, una respuesta en la que se explica que
la modificación se debió a la falta de cantidad de producto y la disminución de
calidad del mi smo. El resto de encuestad os no han indicado modifi caciones en
obra.
Por último, se solicitó información acerca del grado de satisfacción del uso del BT
una vez ejecutada la obra. Algunas de las respuestas obteni das estiman la defini-
ción del BT en proyect o, así como el cumpli miento en obra de la normativ a como
deficiente. Cabe destacar que el grado de sati sfacción a nivel de proyecto es
adecuado , sin embargo, una vez ejecutada la obra, el grado de satisfacci ón dis-
minuye.
E. P
R OP I ET A RI OS Y US UA R I O S
Dad o que, m ayor itar iamente, los e dific ios r ealiza dos c on BT son de autopromo-
ción , se recuerda que los promotores suelen ser los usuarios y propietarios de los
inmu ebles.
En las visitas realizadas se reali zaron preguntas a los propi etarios y usuarios so bre el
grado de satisfacci ón con respecto a lo que indican los proyecti stas en sus en-
cuestas. Las respuestas fueron fa vorables acerca del uso del BT en sus viviendas o
lugar de trabajo. Todos conocían las ventajas del uso del BT previo a la construc-
ción y, una vez se encontraba en uso el inmueble , la satisfacción i ba en aumento.
Esto se contrast a con las razones indicadas por los proyectistas acerca de las ra-
012345 67
Incremento de costes
Pérdida de la calidad final
Disminución de la salubridad
Dificultad en puesta de obra
Operarios sin conocimiento del producto
NS/NC
Otro
Inconvenientes
Nº de opcio nes marcadas po r los técnico s
72
Ana Romero Girón
I nventario
zones del uso del BT en la construcción, quienes opinaban mayoritariamente que
la razón de su uso radicaba en los valores ambiental es (A LM-001, A L M-002, MAL-
001, GRA -001, SEV-001, SE V-002, SEV-003, PAL-00 1, PAL-0 02 , PA L-003, MAD-001) . Al-
gunos productos incluso fueron elaborados con el objetivo de formar y realizar un
taller ocupacio nal (Seisdedos, 2010) como es el ca so de MAD-00 2, MAD-003 y
MAD-00 4.
Aun así, algunos usuari os son conscientes de las posibles limitaciones del produc-
to , pero la satisfacci ón sobre sus ventajas es mayor q ue las limit aciones (SEV-001).
F. E NT I DADES DE CONT ROL Y LABO RATOR I OS
Para el control de los productos y algunas soluci ones constructivas , las DF han re-
currido a diversas empresas para la certi ficación. En este caso, han podido ser
recopiladas las si guientes:
Departamento de Edificación de la Universidad de Valladoli d, llevado
a cabo por los profesores Alfonso Ba sterra Ot ero y Félix Jové Sandoval
(González et al., 2003)
Departamento de Física Aplicada. Universi dad de Girona
Laboratorio de materiales. Univ ersidad de Girona
Cecam. Centro de Est udios de la Construcci ón y análisis de mat eriales.
Laboratorio de Mecá nica del Suelo . Universi dad Pública de Navarra
Laboratorio de Materi ales. Universi dad Complutense de Madri d
Laboratorio AAplus en Barcelona
Laboratorio del Instituto Torroja
En base a todo lo expuesto, es posible discernir que la LOE ha supuesto una rees-
tructuración en la construcción en España debi do a las exigencias míni mas y el
papel de los agentes de la edi ficación . Tomarla como base en est e trabajo para
la organización de los agentes supone un papel fundamental.
73
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
Los inmuebles localizados no suponen la totalidad de los existentes en todo el país
de hecho, conocer la situaci ón de todos se presenta como un trabajo casi invia-
ble. Si bien es cierto, se estima que el número de inmuebles inv entariados, al me-
nos en los inmuebles con BT C , suponen un elevado porcentaje de la total idad .
Aunque no se descartan el amplio número de casos con adobe.
La localización de los in muebles ha supuesto, en algunas ocasiones, la posibilidad
de contactar con los agentes intervini entes aunque el proceso de recopilación de
datos no ha sido fáci l. Una vez locali zado s , los datos analizados de la realización
de la encuesta han aportado conocimi entos sobre su formación , los criterios arqui-
tectónicos sobre el uso del BT que han llevado a cabo, entre otros.
En primer lugar, los fabricantes aclaran que la producción del BT en España aún
no ha adquirido un papel signi ficativo. Además, la producción advierten que en
algunos meses del año es i nviable producir los BT por las in clemencias meteoroló-
g i c a s . P o r o t r o l a d o , l a d e f i n i c i ó n d e l p r o d u c t o m e d i a n t e l a a p o r t a c i ó n d e l a s f i -
chas técnicas se rele ntiza debi do a los costes económi cos. En algunas ocasi ones
estos agentes ejercen como constructora del inmueble e i ncluso de DF y cliente.
Aunque la confianza sobre los valores del producto de los usuarios es plena , la
producción actual no sati sface las necesidades pro fesionales por complet o.
Otro de los agentes , los proyectistas y DF exponen que el uso del BT reside en l a
aportación de sus valores ambi entales. El uso de la ficha técni ca del producto les
facili ta la definición y seguridad ante la responsabili dad de su uso. Sin embargo, la
defini ción de dichas fi chas no es mayoritaria entre los fabricantes.
Con respecto a la defini ción del proyecto, las empresas constructo ras indican
que, en ocasiones, es necesario modificar aspectos del mi smo dado la inadecua-
da definición. Este razonamiento hace pensar que debe fomentarse la formación
sobre construcci ón con BT entre los técnicos . Esta opinión es recíproca e ntre los
distintos agent es.
Los usuarios de este tipo de producto s son personas convenci das de sus benefici os
y conscientes de sus posi bles limitaciones. De hecho, algunos i nmuebles han sido
ejecutados con BT por sugerenci a del cliente . Sin embargo, se produce un incon-
veniente administrativo ante las licenci as de dichos i nmuebles.
Esto hace concluir que, por las circunst ancias expuestas, los inmuebles ejecutados
en la actualidad sean mayoritariament e autopromociones y de uso residenci al.
80
Ana Romero Girón
I nventario
Algunos autores han realizado aportaci ones en la investigación sobre la resistenci a
al fuego en las normativas vigentes en su país tomando de referenci a aquellas
normativas que han considerado más oportunas. En este sentido, es importante el
estudio realizado por Buson et al. 2012 , quienes citan las normativas vigentes en
Brasil NBR 5628, NBR 1443 2 y NBR 10636, así como el Euroc ódigo 6, para comparar-
las con los valores determinados en las European Standars , EN 1363-1 y EN 1364-1.
Además, establece los v alores de resistencia al fuego de una fábri ca de bloques
de tierra realizados con suelo-cemento y Krafte rra 34 (Buson et al. 2012). Hay que
señalar también las normas NZ S 4297 y 4299 como referen cia para determ inacio-
nes de resistencia al fuego .
Las cuestiones relativ as a la resistencia al fuego del producto , son muy importantes
y deberán ser teni das en cuenta sobre todo en los casos de e mpleo de estabi li-
zantes (por la composición fundamentalment e) además de la posible presencia
de materia orgánica .
D OCU MENTO B ÁS ICO DE A HORRO DE E NERGÍA (C TE DB HE)
Las exigencias bási cas del DB HE se refieren al objetiv o del requisito básico Ahorro
de energía que consiste en lograr un uso racional de la energía necesaria para la
utilización de los edificios, reduciendo a límites sostenibles su consumo y conseguir
asimismo que una parte de este consumo proceda de fuent es de energía reno-
vable, como consecuencia d e las caract erísticas de su proyect o, construcción,
uso y mantenimiento además de especificar parámetros objetivos y procedimien-
tos cuyo cumplimiento asegura la satisfacción de las exigencias básicas y la su-
peración de los niveles mínimos de calidad propios del requisit o básico de ahorro
de energía ( CTE DB HE) . A continu ación se muestr a una tabla 1 0 con las referen-
cias para la obtención de los datos exi gidos y el comparativo con la norma de
BTC.
Tabla 10. Caracterí sti cas exigi bles para la exi genc i a de Ahorro de energía. Fuente : (Aenor, 2008b ;
Ministeri o de Fomento, 2007b ). Elaboración propi a.
34 Krafterra es u n tipo de BTC desarrol lado en dicho estu di o.
CTE DB Ahorro de Energía- Limitación de demanda energética UNE 41410:2008
Características exigibles Referencias Referencias
Transmitancia
térmica(U) 6
(W/m 2 K)
U=1/R T
Resistenci a térmi ca (R) (m 2 K/W)
R= e/ λ ;R T = R 1 +R 2 +...+R n ; R T = Resi stencia
térmi ca total; R n = Resistenci a de una
capa; e=espesor de l a capa
UNE EN ISO 10
456:2001
UNE-EN 1745:2013
Conductividad té rmica ( λ ) UNE-EN 1745:2013
Condensacio- Factor de resi stencia a la di fusión del UNE EN ISO 10 UNE-EN 1745:2013
81
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
Además, para la obtenci ón de datos, es posible extraer de la documen taci ón
aportada por el Catálogo de elementos constructiv os, v alores de densidad y co n-
ductividad térmi ca (tabla 11).
Tabla 11. Catálogo de elementos constr uctiv os CTE. Fuente: ( M i nisterio de Fomento, 2007b).
Materiales artificiales o suelos tratados
Material HE
ρ λ c
p µ
n
Tierra apisonada,
adobe o bloques
de tierra compri-
mida
1770< ρ <2000 1,1 0 - -
En referencia a la normativ a UNE 41410:2 008 , se especifica que el fabricante debe
facili tar la información sobre propiedades térmicas del product o, establecidas en
la UNE-EN 1745:2013, ya que son múltiples los valores a establecer para el cumpli-
miento del CTE.
Los edificios se caracteri zan térmicamente por las propiedades de los product os
de construcción que componen su envo lvente térmica. Por eso, entra en contra-
dicción que una normativa vigente ( UNE 41410:2008) no tenga en c uenta las ca -
racterísticas que el CTE esti pula para su cumplimiento: los valores límit es de trans-
mita nc ia tér mica de un c err amiento e n fu nció n d el cl ima y la de nsidad ρ (k g/ m 3 ),
el factor de resistencia a la di fusión de l vapor de agua µ y el calor específico c p
(J/kg.K). De hecho, en la actuali dad es posible obtener, únicam ente, la transmi-
tanc ia tér mica, U. A lgun os in vestig adore s ind ican qu e la co nduc tivid ad e stá rela -
cionada con la densidad del m aterial. De hecho, Heathcote ( t abla 12) muest ran
una comparativa entre la densi dad y los valores de conductividad obt enidos se-
gún la DIN 4108- 4 y los datos aportados por el i nvesti gador Arnold, P.J. (con un 5%
de contenido de humeda d).
Tabla 12. Den sidad frente a conducti vidad. Fuente: (K. Heathcote, 2011 ).
Densidad (Kg/m 3 ) Conductividad (W/m*K)
Según DIN 4108-4 Arnold (5% de humedad)
1400 0.6 0.5 6
1600 0.8 0.73
1800 0.9 5 0. 94
nes vap or d e ag ua ( µ n ) 456: 2012
Otros Calor específico c p (J / kg .K ) UNE EN ISO 10
456: 2012
-
Densi dad ρ (kg/m3) - UNE-EN
772:2001+A1:2016
Propiedades
higrotérmicas Permeabilidad al vapor de agua -
UNE-EN IS O
12572:2016
Permeancia al vapor de agua -
Resistenci a al vapor de agua -
Densidad de flujo del v apor de agua -
Flujo de vapor de agua -
82
Ana Romero Girón
I nventario
2000 1.2 1.21
Así mismo, otros datos interesantes que diferenci an el uso del adobe y el BTC se
manifiestan en la tabla 13. En ella se observa cómo la conductividad térmi ca es
mayor en el BTC que en el adobe.
Tabla 13. Rela ción entr e densidad y conducti vida d entre el adobe y el BTC hecho de manera ma-
nua l . Fue nte : (K . Hea th co te , 201 1 ).
Material (Fábrica de 250 mm
de espesor) Densidad (Kg/m 3 ) Conductividad (W/m*K)
Adob e 1650 0.8 2
BTC manual 1750 0.93
Es importante reseñar la investigación llevada a cab o por el CRIATIC, Argentina,
sobre el c omportamiento térmico de mu ros de tierra en Tucu mán, Argentina, con
el objetivo de estudiar el compor tamiento térmico ( transmitancia térmica y r etar-
do térmico) de muros de ti erra (BTC de suelo-cement o con espesores 0,14 y 0,29 m
y adobes de 0,20 y 0,30 m) comparados con otros materiales industrializados : blo-
ques de huecos de hormigón y ladrillos cerámi cos macizos. En este estudi o se tiene
en cuenta ambas car as revocadas con mortero de cal aérea r eforzada y pint a-
das a la cal (A rias et al., 2007). Además, es posible en contrar valores certificad os
por diversas empresas (como los fabricantes P4 y P7) y referidas en bi bliografía es-
pecífica (Barbeta Solà, 2010) , en la cual se aporta n valores de conductiv idad tér-
mica, datos de calor específi co, entre otros .
De una manera más resumida, los autores Romero & Vela Cossío en su ponencia
del Congreso Restapi a 2012 hacen una aproxi mación del BTC al cumpli miento del
CTE. En ella se estima que para el cump limi ento del doc umento es neces ario ir a
espesores de 1,35 m para poder cumpli r con dicho parámetro , por lo que reduce
la superficie útil en la edificación ( Romero & Ve la, 2 012). En consecuencia, propo-
nen la utilización de materiales aislantes naturales para alcanzar la disminución de
espesor citada. Otras investigaci ones avalan esta afirmaci ón (Mosquera
Arancibia , 2013).
P o r t a n t o , y b a s á n d o n o s e n t o d o l o e x p u e s to en este apartado sería relevante es-
tudiar los valores térmi cos obtenidos por cada fabri cant e para estimar el posible
uso del BT en función de si es adobe o BTC y su cumplimiento en cuanto a valores
máximos de transmit ancia térmica . Así mismo, se consi dera importante conocer
qué aislantes podrían ser colocados junt o a la fábrica para o btener resultados
idóneos frente al cumplimi ento de ahorro energéti co. Además, este estudi o debe
83
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
ser considerado en la totali dad del edificio para hacer formar parte del conjunt o
global al muro en cuestión , mediante los programas especí ficos que ev alúen la
ce rtif icació n ene rgé tica del edifi cio ( L IDE R , CA LENER, entr e otro s).
De los casos de estudio analizados, ha sido posible obtener informació n sobre la
calif icación energética de varios de ellos. En el c aso de BAL-001 o BAR-00 1, la cali-
ficaci ón energética es ti po A. De hecho, BAL -001 ha sido certificada como vivien-
da Passivehaus 35 .
D OCU MENTO B ÁS ICO DE P ROT ECCIÓN FRENTE AL RUIDO (CTE DB HR)
El objetivo básico del documento DB HR es limit ar el riesgo de molestias por ruidos
como consecuenci a de las característi cas del proyec to, construcción , uso y man-
tenimie nto ( Ministerio d e Fomento, 2007 a) . De ahí que deban alcanzarse los valo-
res límites de aislamient o acústico como consecuen cia de ruido aéreo , no su-
perarse los valores límit e de nivel de presión de rui do de impact os, no superarse los
valores límites de ti empo de reverberaci ón y cumplir las especi ficaciones referen-
tes al ruido y a las vibraciones de las instalaciones.
Por tanto, en lo que se refiere al uso del BT y al cumpli miento del presente docu-
mento, no existe una prohibición en cuant o al uso del material siempre y cuando
se encuentre en los valores límites establecidos.
Según el CTE, los productos utilizados en edifi cación y que contribuyen a la pro-
tección frent e al ruido se caracterizan por sus propi edades acústicas que deben
ser proporcionadas por el fabri cante. Por otro lado, existen las aportaci ones de la
normativa específica del BTC, UNE 41410:20 08, en relación a la relación de la d en-
sidad con la exigencia acústi ca (tabla 14).
Tabla 14. Característi cas exigibles según DB HR. Fuente: (Ministerio de Fomento, 2007a).
35 La cert i fica ción Pas siveh aus la re aliza e l Pass iv e House Insti tutee. Medi ante esta cer tifi cación se
acredica que la casa ofrece un exc elente conf ort t érmico y una buena calidad del aire durante
todo el año. Debi do a la alta efici encia energé tica, l os costos de energía así com o las emi siones de
gases inv ernadero son extremadamente baja s (Certificación Casa Pasiva Premium).
CTE DB Protección contra el ruido (HR)
Productos Resistivid ad al flujo de aire, r, en kPa s/m2 U NE EN 29053:1994
Rigidez di námica, s’, en M N/m3 UNE EN 29052-1:1994
Coefici ente de abso rción acústi ca para l as frecuenci as
de 500, 1000 y 2000 Hz
Coefici ente de absorción acústi ca medio α m
Coefici ente de absorción acústi ca ponderado, α w
Elementos cons- Índice gl obal de reducción acústi ca
84
Ana Romero Girón
I nventario
En el estudio de la protecci ón frente al ruido, se han encont rado algunas referen-
cias como las que se exponen a continuaci ón (tabla 15):
Tabla 15. Compara tiva entre di stintos materi ales de la densi dad y los deci belios. Fuente: (Bestraten e t
al., 2011)
Material Densidad (Kg/m 3 ) Espesor (m) Ra (dB)
Tapi al 2000
0.3 0
57.85
BTC 1700 56.32
Adob e 1200 53.04
Hormigón ar-
mado 2300 59.16
Hormigón en
ma sa in itu 2000 57.85
Bloque de hor-
migón conven-
cional espesor
200 mm.
860 0.20 46.10
Pared de ladrillo
macizo 2170
0.3 0
58.61
Pared de ladrillo
hueco 670 47.56
Como puede observarse en la tabla ant erior, para un mismo espesor el adobe
realiza una reducción mayor que el BTC o el tapial. En cambio , una pared de ladri -
llo hueco reduce aun más los decibeli os que el adobe.
Otros autores t ambién relacionan el espesor de la pared con resp ecto al índice de
reducción del sonido (dB) y aportan algunas referen cias (tabla 16). Para una mis-
ma densidad del bloque , a mayor espeso r de la pared , mayor índi ce de reduc-
ción del sonido. En este caso, para el BTC:
Tabla 16. Absorción acústica en muros de BTC . Fuente: ( Morto n, 2008a).
Espesor pared
(mm)
Densidad (Kg/m3) Índice de reducción del sonido
(dB)
130 1500 46
tructivos Índice gl obal de reducci ón acústi ca, ponderada y para
ruido de automó viles
Término de adaptaci ón espe ctra l del ín di ce de reduc-
ción acústi ca para rui do rosa i ncidente C y de au tomóvi-
les y autona ves.
85
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
240 1500 53
365 1500 57
Se concluye que , en comparación con otras exi gencias , la protecci ón frente al
ruido ha sido menos estudiada que el resto de exigencias.
D OCUM ENT O BÁSI CO FREN TE A LA HUMEDA D (C TE DB HS)
En relación con exigenci as básicas de salubridad, es necesario limit ar la presencia
de agua tanto como consec uencia de los agent es externos como de condensa-
c i o n e s ( C T E D B H S 1 ) . D e h e c h o , d e m a n e r a p a r t i c u l a r , e l D B H S 1 se aplica a los
muros y los suelos que están en cont acto con el terreno y a los cerramientos que
están en contact o con el aire exterior (fachadas y cub iertas) de todos los edificios
incluidos en el ámbito de aplicación general del CTE , por lo que se entiende que
este aspecto afecta notablemente al BT cuando estos se encuentren en contacto
con el aire exterior en su cumplimiento del CTE.
En primer lugar , es necesari o enumerar los distintos aspectos a tener en cuenta en
este documento HS1 con respe cto a las condiciones de di seño relativas a los ele-
mentos constructiv os: muros, suelos, fachadas y cubiertas, de los cuales, sólo la
fachad a será evaluado en c uanto a muro s de BT.
Fachadas
Estas condiciones, en el caso de las fachadas según el CTE DB HS vienen pre cedi -
das por el concepto de grado de impermeabilidad 36 exigid o fre nte a la pe netr a-
ción de las precipitaciones. Se obti ene en función de la zona pluviométrica de
promedios 37 y del grado de expo sición al viento 38 . Considerando el grado de i m-
permeabilidad y el uso del rev estimi ento exterior , será posible obtener las condi-
ciones constructivas mínimas.
36 Grado de impermeabilidad: número i ndicador de la resistenci a al paso del agua característi ca de
una solución constructi va definido de tal manera que crece al crecer di cha resi stenci a y, en conse-
cuencia, cuanto mayor sea la solici tación de hu medad mayor debe ser el grado de impermeabili-
dad de dicha soluci ón para al canzar el mi smo resultado . La gradaci ón se aplica a las soluci ones de
cada elemen to constr uctivo de forma i ndependiente a l as de los demás elemen tos. Por lo tanto , las
gradaciones de l os disti ntos elem entos no son necesari amente e qui valentes : así , el grado 3 de un
muro no tiene por qué equi valer al grado 3 de una fachad a. El grado de imperm eabilidad se mi de
de 1 a 5 (Apéndi ce A. Termi nologí a. CTE DB HS).
37 Zona pluviométrica de promedios: zona geográfica que engl oba todos los puntos que ti enen un
índice pl uviométri co anual . Se determi na de I a V (CTE DB HS).
38 Grado de exposición al viento: S e d e t e r m i n a m e d i a n t e l a z o n a e ó l i c a i n d i c a d a c o n l a l e t r a A , B o
C, la cla se de entorn o del e dificio E 1 y E0 y la a ltura de l edific i o. Se o btendrá un valor V 1, V2 o V 3
(C T E ).
86
Ana Romero Girón
I nventario
Productos
El comportamient o de los edificios frente al agua se caracteriza por las propi eda-
des hídricas de los pro ductos de construcción que co mponen sus cerramientos. La
hoja principal de la fachada se define medi ante ( t abla 17):
Tabla 17. Caracterí sticas y métodos de ens ayo exi g ibles al producto según CTE y UNE. Elaboración
propia.
Estas caract erísticas exigibles son de especial importanci a para los BT dada su vul-
nerabilidad. Como se expli caba en los apartados anteri ores, algunos estudios de
investigación evalúan la durabi lidad de los bloques basándose en los ensayos es-
tandarizados referent es a estas caract erísticas. En este senti do se deben analizar
las indicaciones seguidas por Cid y otros autores (Falceto , 2012; Jové Sandov al ,
Muñoz de la Calle, & Pahíno Rodríguez, 2011) los cuales indican los ensayos de
absorción de agua por capilaridad y el de absorción por inmersión total como
ensayos de especial relev ancia.
Se considerará una pi eza de higroscopicidad baja a aquella que t enga una suc-
ción igual o inferior a 4. 5 Kg/m2 min ( Minis terio de Fomento, 2015). Por otro lado,
Cid recalca que el CTE considera que un b loque de hormigón para que sea visto,
debe tener como valor máximo medio de los coeficiente de absorción d e agua
por capilaridad para un tiempo de aplicación de 10 minutos de 3 g/m2·s o un va-
lor máximo individual de 4,2 g/m 2·s ( Falceto, 2012) . Además , la normativa UNE exi-
ge que los elementos a cara vista tengan determinado el coeficiente de absor-
ción de agua por capilari dad (Aenor, 2008b).
Cabe recordar , en el apartado 4.1.2 de la normativa CTE DB HS1, cómo se hace
referencia a los comp onentes de la hoja pri ncipal y los coeficientes de succi ón o
e l c a s o d e l a f a l t a d e r e v e s t i m i e n t o a l m a t e r i a l u t i l i z a d o c o m o hoja principal. Ya
39 Al igual que en el apar tado a) es posible referi rse a l a norma UNE 41410:2008 ya que és ta no con-
templa los v alores por inmersión total.
CTE DB HS - Características exigibles Normativa de refe-
rencia según CTE Según UNE
41410 :2008
Hoja principal
Absorción de agua p or capi laridad
[g/(m 2 .s 0,5 ) ó g/ (m 2 .s )];
UNE-EN 772-
11:2011+A1:2016
UNE-EN 772-
11:2011+A1:2016
Succión o tasa de abs orción de
ag ua in ic ial [k g/( m 2 .mi n)] ; (e n el
caso de falta de revesti miento)
UNE-EN IS O
12572:2016
-
Absorci ón al agua a largo plazo por
in mer sió n t ot al ( % ó g/c m 3 ) 39
UNE-EN 772-11:2011
+A1:2016
-
87
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
que se contempla la opción de realizar paramentos exteriores con BT, este debe
ser certif icado acorde a la U NE-EN ISO 12572: 2016.
Si se analizan los posibles casos que puedan darse par a la construcción con BT , en
la actualidad, es inviable obtener un grad o de exposición al viento de V1 debi do
a la limitación de altura del edi ficio con tierra. Los valores que se o btendrían serían
V2 y V3. Aun así , el rango de posibili dades para el grado de i mpermeabilidad se
encuentra entre 1 y 5. De manera general, un grado de impermeabilidad 5 se ob-
tendría en una zona geográfi ca puntual: la sierra de Málaga , la zona norte del
País Vasco y algunos puntos asturianos y ga llegos. La solución constructiva en el
ca so d e utiliz ar re vestim iento ex ter ior, hace p osible la ut ilizac ión de l BT. El valor
op ues to, es d eci r, un gr ad o de imp er mea bil ida d 1, se obte ndr á en la c ost a Le van-
tina y una pequeña localizaci ón de Aragón.
La mayoría de las locali zaciones de los casos de estudi o tienen un grado de im -
permeabilidad de 2 o 3 y adopt an la solu ción constructiv a del uso de revesti mien-
to exterior. Est o hace posi ble que mediante un rev estimiento con resi stencia me-
dia a la filtración se ejecuten los muros con BT. La clave está en la utilización del BT
com o ún ica h oja o com o hoja p rinc ipal, en cuy o caso se neces ita mayor canti-
dad de en sayos como se explicó con ant eriori dad (Falcet o, 2012 ; Seisdedo s,
2010). De todos los product os analizados, úni camente 3 de ellos han rea lizados
ensayos referidos para el uso del BT como hoja pri ncipal (P4, P7 y P9).
Por último, en el proceso de ejecución deberán teners e en cuenta y adaptar las
condiciones de la hoja prin cipal en cuanto a enjarjes, adherencia de la hoja prin-
cipal con los pilares o forja dos para evitar agri etamientos , las condiciones del re-
vestimiento i ntermedio (en el caso de necesitarlo), del aislamiento térmico com-
patible con el BT y la necesidad o no de cámara de aire ventilada, así como la
indicaci ón de los puntos singulares a tener en cuenta. Así mismo, será importante
no olvidar la determinación de las operaciones de mantenimiento y conservación
de la c ompos ición ju nto con la pe rio dicid ad pa ra e l corr ecto f uncio namie nto a
largo plazo de la solución constructiva.
E n b as e a t o d o lo e x p u e s t o, s e c o n s ta t a l a e x i s te n c ia d e va r ia s l í n e a s d e in ve s t ig a -
ción que analizan el cumpli miento del BT en la normativ a actual. Se matiza en
primer lugar, los criterios estructurales que favorecen el uso del BT en cuanto a re-
sistencia mecánica a compresión si este supera los valores estableci dos como BTC
5. Sin embargo, aún quedan muchos aspect os por desarrollar para el correcto
cumplimi ento del CTE DB SE. Por otro lado, tanto el adobe como el BTC, si sus entre
88
Ana Romero Girón
I nventario
su s co mponente no c ont iene n m ateria les im nífu gos, su u til izac ión f ren te a los crite -
rios frente al fuego es viable. En cuanto a los criterios térmicos, si bi en es sabido,
que el BT por si solo no cumple con las condi ciones exigidas por el CTE. Será nece-
sario complementar la composición de muros o del propi o bloque con otros mate-
riales que solv enten dicho inconv enient e mediante la utili zación de aislamient os
térmicos . Con respecto a los aspectos necesario para la humedad, esta deberá
ser contemplada deteni damente. Los ensayos a realizar sobre el BT v arían en fun-
ción de la posición del mismo al igual que con cualquier ot ro material. Sin embar-
go, el BT es más vulner able en estas situaciones llegando a incumplir dichos ensa-
yos. Por último , los criterios frente al rui do no han sido estudi ados sufici entemente
para ser mostrados y comparados con más productos .
89
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
3.6. A NÁLI SIS DE LA S SOLU CI ONES CONSTRUCTIVAS EMPLEADAS EN
E SPAÑA .
La recopilaci ón de los datos obtenidos ha dado como resultado una vi sión global
de la información aport ada por los proyectos arquitectóni cos de los inmuebles
analizados. Además se ha podi do realizar una comparativa tras recopilar las solu-
ciones constructiv as más utiliz adas. El análisis de est as soluciones aportará dat os y
ayudará a la elaboración de la herramienta propuest a de evaluaci ón.
En primer lugar , es necesario recalcar la dificultad de obtención de informa ción de
los agentes. No obstante , cabe indicar la colaboración de algunos fabricant es,
quienes amablemente han contribuido a la aportación de datos.
En las encuestas realizadas a los agentes de la edi ficación , como se explicó con
anterioridad, se les solicitó información sobre los detall es constructivos que se defi-
nían en los proyectos arquitectónicos. En e s t e s e n t i d o , s e h a o b t e n i d o u n a g r a n
variedad de respuest as con respecto a las disti ntas soluciones que se adoptan ,
algunas con más defini ción que otras. Los proyectos arquitectóni cos realizan sec-
ciones constructiv as en las que se han definido , en la medida de lo posible, los
distintos encuent ros y descri pción del BT. Han si do especialment e interesantes en
este sentido proy ectos como PAL-002, SEV-002, ALM-00 1, ALM-002 y BAR-00 2 40 .
S i b i e n e s c i e r t o q u e , a p e s a r d e l a g r a n d e f i n i c i ó n d e a l g u n o s p r o y e c t o s e s i n v i a -
ble realizar una completa recopilaci ón de todos los detalles constructiv os dado
que la informaci ón de muchos modelos no se encuentra completa y las defi nicio-
nes son diversas. Así, por ejemplo, de las cuestiones marcadas en la encuesta a los
proyectistas , no se han encontrado detalles o descripci ones de rozas y huecos de
instalaciones .
A continuación se recopilan algunos de los detalles que se defi nen en el proyecto
arquitectóni co basados en la encuesta re alizada. Se aportan secci ones construc-
tivas del inmueble donde se muestran detalles constructivos relativos a:
Encuentros de fachad a con forjado
Arr anq u e de fa cha d a de sd e ci m ent a ci ón (ve r ALM- 00 1 , AL M- 00 2, S E V-0 02 ,
entre otros)
Aleros y cornisas ( ver SEV-002)
40 Las fichas de l os inmuebl es pueden consultarse en el anexo B.
96
Ana Romero Girón
I nventario
En particular, otro aspecto relev ante a dest acar sobre el cumplimient o de la salu-
b r i d a d s e r á e l u s o d e revestimiento exterior . Algunos casos de estudio lo conside-
ran (si el BT se encuentra en la capa exterior) a excepci ón de los ejecutados en la
Comunidad de Madrid (MAD -002, MAD-003, MAD-004, MA D-005 y MA D-008).
Así mismo, será necesari o atender a las siguient es condiciones de las sol uciones
constructivas (CTE DB HS 1) en relación a los grados de impermeabilizaci ón de los
casos de estudio:
Si la fachada está reali zada con revestimiento 48 se at enderá al:
Espesor ( C1/C2) 49 .
Rev est imi en to con r esi ste nci a medi a (R1).
Resistencia a la filt ración de la barrera contra la penetraci ón de agua (B1)
hasta grado de im permeabilidad 3: Cámara de ai re sin ventilar o aislante
no hidrófilo colocado en la cara interior de la hoja principal.
En este caso, la mayoría de los result ados obteni dos en los modelos analizados
(grado de impermeabili dad 2-3), que optan por un cerramient o con varias capas
pos i bi lita ndo el cu mplim iento de l os r equis itos. Ejempl o: MAD -001. E n ca mbio, e n
aquellos casos en los que se ha optado por un cerrami ento compuesto por muro
verdugado únicamente , se plantéan dudas acerca del cumplimi ento del requisit o
de resistenci a a la filtración de la barrera contra la penetraci ón de agua dado
q u e n o s e d i s p o n e d e c á m a r a d e a i r e n i d e a i s l a n t e e n l a c o m p o s i c i ó n d e l m u r o .
Debe ser estudiado con detenimi ento qué ha sido considerado en cada caso de
estudio como B1.
Si el grado de im permeabilización que se pretende es mayor, aumentan las con-
dici ones de las soluciones constructiv as por lo que se di ficulta el cumplimi ento si no
se trata de un cerramient o compuesto por varias capas.
Por otro lado se encuentran las prescripciones para las facha das sin revestimiento:
Resistencia a la filt ración de la barrera contra la penetraci ón de agua
(B1 / B2 ) .
Espesor ( C1/C2).
48 Las condici ones de las soluci ones constructi vas deben ser es tudiadas con de tenimi ento en cada
uno de los casos. El CTE propone sol uciones disti ntas que podrán ser adecuadas de v arias maneras.
49 Según CTE DB HS.
97
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
Higroscopicidad del mat erial (H).
Resistencia a la filtración de las junta entre las pi ezas (J).
Resistencia a la filt ración del revestimient o intermedio en la cara interi or de
la hoja principal (N).
En esta situación , sólo se encontrarían los casos de los BT expuestos de la C omuni-
dad de Madrid en los que es fundamental di sponer de los ensayos pertinentes ( Hi-
groscopicidad del mat erial – H) para el uso del BT colocados al exteri or. Los BT utili-
zados cuentan con los ensayos necesarios para el cumplimi ento. En cambio, será
necesario revisar el espesor consi derado y, en algunos casos, la resistencia a la
fil tració n del reves timie nto in ter med io en l a car a int erior de l a hoja princ ipal y a
que el cerrami ento se ha desa rrollado con una úni ca hoja. Para ello se distin gue
en las soluciones aportadas en MAD-005 y ent re MAD 002- 003-00 4. El primero de
ellos se desarrolla en varias capas y el segundo caso, el cerramient o sólo posee
una hoja con BT y en ambos casos están expuestos (figura 25).
Figura 25 MAD-002, MAD-003 y MAD-004. Fuente: Jorge Seisdedos.
Los dos únicos casos que se encuentran con grado de impermeabi lidad 4 son los
modelos MAL-001, que tiene el BT como hoja interior, y HUE-001. El modelo HUE- 001
posee dos hiladas de BT con revesti miento. En este caso será necesari o atender al
espesor y a la resistenci a a la filtración de la barrera contra la penetración de
agua, dado que est a solución no aport a cámara de ai re ni aislami ento no hidrófi-
lo, será necesario estudi ar con detenimi ento dicho cumpli miento.
98
Ana Romero Girón
I nventario
A efe c to s térmicos se destaca, en el modelo BAR-002, la doble composición d e
muro. Los muros orient ados al sur son de 30 cm de BTC, di spuestos en dos hojas
separadas para apro vechar las máxi mas prestaciones del acumulaci ón térmi ca.
En cambio, en los muros de la fachada norte se combina la inercia con el aisla-
miento ejecutándose una hoja interior de 15 cm, cámara de aire de 3 cm , aisla-
m i e n t o d e 1 0 c m y h o j a e x t e r i o r d e B T C d e c a n t o ( t o d a s u n i d a s p o r c o n e c t o r e s )
(Barbeta Solà, 2010).
Cimentación
Houben y Guillaud en el Trat ado de construcción con tierra proponen que, sólo en
el caso de terrenos secos y bi en drenados, puede ser uti lizado BTC est abili zado
sobre hormigón de limpi eza u otros sistemas que lo mejoren (Houben, 1995). Tam-
bién ponen de manifiesto esa propuesta en el Manual de Concepci ón y cons-
trucción del BTC (Guillaud et al., 1995).
De todas las experienci as reales aportadas para est e estudio, ninguna ejecuta la
cimentaci ón del inmueble con elementos de tierra. Casi todos los casos analiza-
dos realiz an l a cimen tació n con h orm igón arma do. A ex cep ción de MA L-001 qu e
fueron ejecutados pozos donde i nsertar soport es de madera.
Muchos de los in muebles tienen una sobrecimentaci ón que eleva el comi enzo del
muro de BT. Esta sobreci mentación en algunos casos se ejecuta con rocas angulo-
sas tomadas con mortero de cal o por medi o de ladrillo cerámi co o bloque espe-
cial (MAD-0 02-003-004). En el caso del modelo SEV -001 (figura 26), el muro de BT se
sitúa 1 m por encima de la sobreci mentaci ón. Otra solución const ructiva, como es
el caso de SEV-002 (figura 27), posee un forjado sanitario que adosa a la sobreci-
mentación elevando el inmueble por encima de la cota del terreno.
99
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
Figura 26. Sobr ecimentaci ón SEV-001. Fuen te: Autor .
Figura 27. Cim entación y base del m uro (SEV-002). Fu ente: A utores del proyecto arqui tectón ico 50 .
Elaboraci ón propi a.
Base del muro
La base del muro es una localización conflictiva debido a las posi bles lesiones que
pueden generarse. En primer lugar, a causa de la posible ascensi ón capilar del
agua, todos los pro yectos arquit ectóni cos definen una barrer a impermeabili zante
situada por encima de la ciment ación y lugar de apo yo del muro. En algunas
50 No se ha locali zado a los arquitecto del proyecto de ejecuci ón SEV-002 dado que l os propietari os
tenían un ex tracto del mismo donde no aparecí an los nomb res.
Leyenda del detalle
1- Sobreci mentaci ón realizada con pi edras
encajadas y tom adas con mortero de cal .
Sobre ell as, se encuentra el cerrami ento de
muro verdugado tomado con mortero de
cal y revesti do con el mismo .
2- Forjado sanitari o de hormigón armado .
3- Cámara de aire.
4- Cim entaci ón de hormi gón armado.
100
Ana Romero Girón
I nventario
ocasiones, tal y como se explicaba en el apartado de ci mentación , el muro se
eleva para evitar el contacto con el suel o, en cuy o caso la barrera i mpermeabili-
zante también puede ir elevada como puede observ arse en el modelo BAR-002
(f igura 28) . Esta última aportación co nstruc ti va disminuirá el contacto del BT con el
agua. Es importante señalar que el rev oco exterior no llegue al suelo pa ra evitar
problemas de ascensión capilar. Esta afirmaci ón se realiza en el modelo BAR-002.
Otra solución hallada es la de ALM-001 (figura 29), la cual sitúa la lámina imper-
meabilizante sobre la cimentación y, a continuación , realiza un pequeño zócalo
de bloques de hormigón para evitar el contact o directo del muro de BT con el
suelo.
Figura 28. Base del muro. BAR-002. Fuente: Gabriel Barbetá y David Pradas Ruiz. Elabor ación propi a.
Figura 29. Base del muro. ALM-001. Lámina con EPDM. Fuente: A lmudena Mateo-Sagasta.
Elaboraci ón propi a.
Leyenda del detalle
1- Muro de varias capas com puesto
por: hoja inte rior de BTC, cámara de
aire, aislami ento de corcho natural
y zócalo de piedra de obra. Sobre
el zóca lo va la drillo hu eco s i mple
revestid o de mortero de cal.
2- Lámina de poli propileno .
3- Bloque de hormi gón prefabri cado.
4- Cim entaci ón de Hormi gón armado.
Leyenda del detalle
1- BT estabili zado.
2- Lámina i m permeabili zante.
3- Cim entaci ón de Hormig ón ar-
mado.
101
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
Esta última solución también se aporta en BAL-001 (Figura 30 ) y MAD-002- 003- 004
(Figura 31):
Figura 30. Elev ación del muro por medio de bloques cerámi cos. BAL-001. Fuente: Eduardo Ramos
(Ecocreamos).
Figura 31. Elev ación del BT. MAD-002. Utilización de ladrill o cerámico. Fuente: Jorge Seisdedos.
S e p u e d e i n d i c a r o t r a s o l u c i ó n a p o r t a d a b a s a d a e n l a e l e v a c i ó n d e l a c i m e n t a -
ción mediante un muro de hormigón armado en PA L-002 (Figura 32):
102
Ana Romero Girón
I nventario
Figura 32. Base del muro. PAL-002. BT por el interior y apoyado en la solera. Fuente: Ignacio Vela Ci -
dad. Elaboración propia.
En todas las soluciones construct ivas aportadas , al igual que en otros materiales , el
cerramiento debe ser elev ado con respecto de la cota del terreno y ciment ación.
De manera complementaria, es necesaria la utilización de barrera i mpermeabili -
zante que, junto con la elevación o la es ta bili zación del bloque, eviten la ascen-
sión capilar.
Huecos
La disposición de los huecos, co mo en cualquie r otro material, supone una defi ni-
ción relevante en el proyecto arquitectó nico en todos los requerimient os. En pri-
mer lugar, sus dimensiones y disposición vienen determinadas por la solución cons-
tructiv a defini da con el muro.
Es posible discerni r distintas soluciones const ructivas y materi ales que lo compo-
nen. Algunas optan por di sminuir el uso del hormigón en los inmuebles por lo cual ,
los dinteles se ejecutan con mad era (ZAR-002, MAL-001, PA L-001, entre otros, figura
34) en otros i nmuebles se defi ne el dint el con hormigón prefabricado (AL M - 00 1 -
f ig u ra 33 ). Ta nt o e l u so de la ma d e r a c o mo el hormigón prefabricado , en todos los
inmuebles analizados , se amplian con respecto a las dimensiones del hueco para
transmitir correctame nte las cargas que est e soporta.
O t r a s o l u c i ó n a p o r t a d a e s e l u s o d e l p r o p i o B T p a r a l a d e f i n i c i ó n d e l a z o n a s u p e -
rior del hueco. Pa ra ello, se reali za dicho espaci o por medio de un arco co mo es
el caso de A L M-001 (f igura 35 ).
Leyenda de la figura
1- Cerra miento comp uesto por
var ias cap as.
2- Lámina i m permeabili zante.
3- Muro de Hormi gón armado el e-
vado de la cota de suelo exte-
ri or.
4- Ci mentaci ón de hormigón ar-
mado.
103
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
Figura 33. Huecos A LM-001. Dintel de hormi gón prefabricado. Fuente: Almudena Mateo-Sagas ta.
Elaboraci ón propi a.
Figura 34. Hueco ZA R-002. Dintel de madera que sob repasa las dimensi ones del hueco y alféizar de
pieza cerámica. Fuente: Petra Jebens-Zirkel .
Leyenda de la figura
1- Dintel de hormi gón prefabri cado.
2- Carpinterí a de madera.
3- Alféizar de pieza cerámi ca con
lámi na impermeabi lizante bajo l a
mism a.
104
Ana Romero Girón
I nventario
Figura 35. Hueco con BT . ALM-001. Fuente: Almudena Mateo-Sagasta.
En las jambas , algunos inmuebles han utilizado bloques estabi lizados o piezas es-
peciales para el anclaje de la carpint ería. En particular, en PA L-002 se ha utilizado
un repellado de mortero de cal para el anclaje del pre marco (figura 36).
Figura 36. Premarco con a nclaje a l as jambas. Fuente: Jon San tibáñez y propi etari o del inmuebl e.
En el caso del alféizar , en todos los casos an alizados, si el hueco no llega hasta el
suelo, se ha colocado una pi eza cerámica que vuela con resp ecto al cerramiento
(figura 37). En ot ros casos, se ha uti lizado piedra natural para la defi nición del alféi -
zar (figura 34).
Todas las soluci ones, tal y como se desarrolla con ot ros materiales en el cerrami en-
to, han volado las piezas uti lizadas como alféizar para evitar que el cerramient o se
105
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España I nventario
vea afecta do por el agua. C uando la pieza cerámi ca es utilizada , es común el
uso de goterón.
Figura 37. Huecos SE V-002. Al féizar de pieza cerámi ca con goterón . Fuente: Imagen propi a.
En la definición del hueco en el cerrami ento, se señala el modelo BA R-002, en el
que se definen t odos los aspectos referido s al hueco de manera muy detallada
tanto para la fachada norte como para la sur (f igura 38 y figura 39).
Figura 38. Fachada Sur. Hueco . BAR-002. Fuente: Gabriel Barbetá – David Pradas Ruiz. Elaborac ión
propia.
Leyenda de la figura
1- Armadu ra m etál i ca en 3 hiladas
de mortero a modo de dintel.
2- Premarco de madera.
3- Carpinterí a de madera.
4- Panel de madera contrachapado
sobre listones de madera.
5- Alféizar de piedra natur al sobre
lámi na im permeabili zante .
113
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
Capítulo 4
Determinaciones de los aspectos constructivos del
bloque de tierra. Indicadores.
Previo al desarrollo del EVC y dentro de la segunda fase de la investigación, es
necesario considerar un cap ítulo que refleje det erminaciones constructi vas para el
uso de BT en la construcción. En consecuencia, este capítulo se estructura en fun-
ción de la calidad del producto entendid o como la in formación de las cualidades
constructi vas del BT, los requisitos const ructivos y las acciones externas que actúan
sobre el BT. Por último, las det erminaciones se clasifican y exponen mediante el
uso de los indicadores.
4. 1. Ca l i da d d el pr o du ct o ................................................................................................. 11 6
4. 1. 1. Pr o pi e da de s g e om é t ri ca s .......................................................................... 1 16
4. 1. 2 . Pr o pi e da de s fí si c as ...................................................................................... 1 23
4. 1. 3 . Pr o pi e da de s qu í mi c as ................................................................................. 12 9
4. 2. L o s r eq u i si t os co ns t ru ct iv os ........................................................................................ 1 34
4. 2. 1 . Se g ur i d ad ....................................................................................................... 13 4
4. 2. 2 . Ha b i ta bi l i da d ................................................................................................ 14 2
4. 3. Ac ci o n es ex t er n as qu e a fe c ta n al b lo qu e d e t i e rr a ............................................ 15 1
4.3.1. Acciones f ísicas ............................................................................................. 1 52
4. 3. 2 . Ac ci o ne s m ec á ni c as ................................................................................... 15 5
4. 3. 3 . Ac ci o ne s q uí m ic as ....................................................................................... 160
4. 4. I n di ca d or es .............................................................................................................. ..... 160
4. 4. 1. Co n t ex t o n o rma t iv o ..................................................................................... 16 0
4. 4.2 . P ro p ue st a de i n di ca do re s b as ad os e n l os as pe ct o s co ns t ruc ti v os .... 165
115
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
4. D ETERMINACIONES DE L OS ASPECTOS CONSTRUCTIVOS DEL BT.
I NDICADORES .
De manera general, la durabilidad de una fábrica se gún el CTE y analizado por
Cid se defi ne como la capacidad para soport ar, durante un período de servicio
para el que ha sido proyectado el edificio y con la composición, propiedades,
comportamient o de los materiales, las condiciones f ísicas y químicas a las que es-
tará expuesto .
Soronis determi na que la durabilidad requiere de un conoci mient o de las propie-
dades de los materiales y su comportami ento en el tiempo. De hecho, manifiesta
que uno de los problemas del deterioro de los edi ficios es la falta de ti empo por
parte de los diseñadores para el estudio de los mat eriales y su interacción con la
naturaleza en los proyectos arquit ectónico s ( S oronis, 1992). A firma que el concep-
to de la durabi lidad en un edi ficio está asociado a todos los agent es de la edifi-
cación que participan en él. Cada persona ti ene un rol en este campo . Así mismo ,
con respecto a las partes de un edificio, la envolvente estará relacionada con la
interacción de la nat uraleza y el interior con el uso por parte del ser humano.
Monjó Carrió indi ca que la durabili dad de un prod ucto de const rucción es la ca-
pacidad para mantener su funcionalidad con stru cti va s in a lte rac ión dur ante su
vida útil y esta debe establecerse en funci ón del análisis de su vulnerabilidad
(Monjo Carrió, 2007). Añade que la vulner abilidad de un producto d epende de
ciertas condici ones que afectan al elemento constructivo como son la calidad, su
funcionalidad constructiva y las acciones externas .
Estos tres aspect os Soronis los descri be como cuatro fa ctores de especi al relevan-
cia: la funcionalidad del edificio, la interacción con la na turaleza (mediante su
localización, los factores meteorológicos, bio lóg ico s, incom patib ilid ades, facto res
de estrés, entre otros), los materiales qu e lo componen y el conocimiento de los
mismos y, por último , la economía.
En particular, para la tierra cruda alguno s autores como Kerali han ev aluado el
BTC (Kerali, 2005) y cómo este se comporta frente a los agentes externos en fun-
ción de su pos ició n en la fá bric a, su e levac ión, orien tac ión y e dad del edif icio.
Otros autores det erminan la durabili dad del producto frent e al agua, com o es el
caso de la propuest a de ensayos de erosión (Cid-Falceto, Mazarrón , & Cañas,
2012; Jové Sandoval et al., 20 11).
116
Ana Romero Girón
D eterminaciones
En la síntesis de los factores descritos , se desarrollan 3 bloques de estudio donde se
clasificarán las determi naciones constructiv as:
En primer lugar, se trat a de la calidad del producto como el conjunt o de in-
formación sobre sus característi cas en un momento det erminado y defini do
en producción y proyecto.
En segundo lugar, los requisitos constructivos c o m o c o n j u n t o d e “ misiones ”
constru ctivas que se le enca rgan al prod ucto (estab ilidad estructur al y ha-
bitabi lidad).
Y por último , el conocimient o de las acciones externas que afectan al in-
mueble (acciones mecáni cas, físicas y quí micas).
4.1 C ALIDAD DEL PRODUCTO
El bloque de estudio relaci onado con la calidad del producto se centra en el co-
nocimiento sobre el BT, tanto del BT C, mayormente, como del adobe. Este s e basa
en las características del producto (físicas, químicas y mecánicas), en particular
las determinadas por la UNE 414108:2008 para el BTC , algunos ensayos conoci dos
y aportaciones de las fuentes bi bliográfi cas. Pero, fundament almente, la difusión
sobre la información requerida al producto .
4.1.1.P ROPIEDADES GE OMÉTRICA S
D IMENS I ONES Y FO RMA DEL BT
Como se indicaba en apartados anteriores, el BT es una pieza, generalmente e n
forma de paralepípedo rectangular o forma prismática, de di mensiones vari ables
en función del molde donde se elabore.
La tr adic ión de la pro ducc ión de los BT C ha adoptado, princi palmente, dimensio-
nes compatibles con un peso unitario de orden de 6 kg a 8 kg y la posibi lidad de
realizar muros de 15,30 o 45 cm de espeso r (Guillaud et al., 1995). En base a ello,
las dimensiones más recurrentes oscilan entre 29 cm de largo y 14 cm de ancho,
variando su espesor desde 5 cm hasta 20 cm .
Hay 4 tipos de bloques de tierra utilizados y que deben su forma a la funci ón para
la que están hechos:
117
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D e terminaciones
Bloques macizos
Bloques huecos
Bloques alveolares
Bloques encajados
Hay que mo stra r la e xis tenc ia de inves tigac iones lle vada s a ca bo do nde se d es-
criben, de manera general, posibles hendiduras o relieves que mejoran las carac-
terísticas sísmicas, de adherencia con el m ortero o ejecución del muro (f igura 46)
(Agustin, Mellace, Regiona l, & Crud a, 2008).
Figura 46. Bloque s especiales: He i con. Bloque ma cizo con reba je entero y Ma ttone. Fuente:
www.heicon.com.co y (Aenor, 2008b).
D
ESPIECE
La modulación de los bloques en los muros se asocia al dimensionado d el muro y
se define en fun ción del eleme nto de co nstrucci ón. Será necesari o conocer el
despiece del cerramiento para evitar cortar los bloques y así será posible precisar
un diseño para la ejecución en planta y en altura. En consecuencia, podrán con-
tabilizarse los bloques necesarios para la ejecució n del inmueble de una manera
aproximada. A continuación se muestra un ejemplo reali zado por Auroville Institute
del despiece (figura 47).
118
Ana Romero Girón
D eterminaciones
Figura 47. Despiece en pl anta de los bl oques tipo 295 de Aurovi lle. Fuente: ( A urov ille Earth Insti tute,
2005).
A PAREJO
Al igual que una fábrica de cualquier bloque de ot ro material, el aparejo depen-
derá de varios fact ores:
El tipo de estructu ra.
El tamaño de la estr uctura.
Las dimensiones de los bloques.
El efecto estético buscado si no es revestido.
La función del aparejo hace que para las hiladas superpuestas no haya continui-
dad entre las juntas verti cales. Además, la desvi ación míni ma entre dos bloques
de hiladas superpues tas debe ser mayor a la di mensión más grande del bloque
(Guillaud et al., 1995).
119
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
El aparejo permitirá componer diferentes posiciones en los muros en función del
espesor del mismo (f igura 48) y del tipo de encuentro: en L, en T o en pilares. De
esta manera, será necesari o estudiar el encuentro para una corr ecta transmi sión
de las cargas y arri ostramientos de los muros.
Figura 48 M uro y aparejo . Fuente: Canna bri c. La Tenada ( A lmerí a). ALM -001
T OLERANCIAS POSIBLES DE M UROS
Algunos autores indican ci ertas tolerancias asociadas con el muro . Es el caso de
Walker, que muestra las siguientes tolera nci as aceptables que afectan a los blo-
ques de tierra (tabla 20).
Tabla 20. Toleranci as. Fuente: (Peter Walker, 2001).
Conceptos Tolerancia
Posición horizontal de cada muro especificado
o mostrado en planta d esde la base a cada
nivel
±45 mm
Desviación i nterior de un pi so de líneas verti ca-
les desde la base
±3mm por cada 3 metr os de altura
De svia ció n ve rt ical de l ed ifi cio e n t ota l ±40 mm
Desplazami ento rel ativ o entre muros de carga
en plantas adyace ntes desti nadas a estar en
alineaci ón v ertic al
±40 mm
Desviación del espesor de la pared -20 mm, + 40 mm
En particular con el bloque, otros autores como (Guillaud et al., 1995) indican las
siguientes toleranci as:
Largo: +1, -3 mm
Ancho: +1, -2 mm
Alt o : + 2 , - 1 m m
120
Ana Romero Girón
D eterminaciones
Otras normativas como ARS 674: 1996-Compressed Earth Blocks Techni cal Specifi-
cations for Ordinary Compressed Eart h Blocks indican las si guientes toleranci as:
Largo: + 2 a - 3mm;
Ancho: + 2 a - 3mm ;
Alto: + 3 a- 3mm.
Según la UNE 41410: 2008, cuando la superf icie de un bloque es declarada plana
por el fabricante, no se debe desvi ar de un plano en más de 2 mm de la dimen-
sión mayor efectiva de las di mensiones nominales. C omo puede observarse t odas
las dimensiones determinadas por las di stintas normativ as son muy parecidas entre
sí.
E SPESOR
El espesor del muro lo definirá la di sposición de los bloques con sus apar ejos y las
propias dimensiones de los bloques (Figura 49). Algunos aut ores y normativ as
muestran indicaci ones sobre espesores mí nimos en función de la posi ción del mu-
ro. Walker indica que el espesor mínimo de los muros exteriores deberá ser de 200
mm, mientras en los interiores oscilan alrededor de 125 mm (Walker, 2001).
La normativa NZS 4297:2008 hace espec ificaciones en función del material. El es-
pesor para BT en general será de 250 mm , y en particular, para el BTC, es posible
dismi nuir el espesor hast a 130 mm.
Figura 49. Espesor con dobl e hilada (ZAR-001). Fuente: Pedro Bel Anzue.
121
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
Otros autores como H ouben indican el espesor en función de la altura, concre-
tando dicho espesor como un décimo de la altura t otal (Houben& Guillaud, 2008).
Walker añade otro dato sobre la relación entre espesor y altura, especificando
que la relación 1:10 será para muros que no se encuentren arriostrados y realiza-
dos con BTC (para adobe será 1:8). Además, indica que los muros de BTC arrios-
trados perpendicularment e y desde la base hasta la zona superior, la relaci ón po-
drá ser 1:18 y para los de adobe será 1:14.
E SPESORES EN EL MO RTERO
El espesor idóneo para las juntas de mo rtero es entre 1 y 1.5 cm , con un máximo
de 2 cm para adobes (Houben & Guillaud, 2008).
La contracción de las juntas causada por una contracción horizontal de un muro
es del orden de 1 a 2 mm por 5 m. En el caso de las verti cales, será de 1 a 2 cm
por 3 m.
En este sentido , será necesario realizar pruebas en el mortero que determinen su
correcta uti lización con los bloques siendo recomendadas en la normativa UNE
41410:2008 las referida s a las exigencias est ructurales.
Si el BT está estabilizado, el mortero se recomienda que sea de características si mi-
lares tanto en el caso de cemento como de cal. Se podrá emple ar un mortero no
estabili zado si el muro se encuentra fuer a del alcance de agent es externos que lo
modifi quen.
Como se explicó en el apartado de los detalles comunes (apartado 3.6), en los
inmuebles analizados los mort eros más utilizados han si do los morteros de cal y ba -
rro.
128
Ana Romero Girón
D eterminaciones
En el caso del BTC , en función de los usos para los cua les se comerci alice , el fabri-
cante debe evaluar y declarar l a resisten cia al hielo/deshielo del bloque, hacien-
do ref erenc ia a la expe rienc ia pre via de util izac ión en l a zo na de uso. Tod o ello
hasta que esté di sponible una norma europea ade cuada.
Sería recomendable ev aluar la influencia de los p osibles revesti mientos que se
empleen para proteger la fábrica. Un revestimiento superficial puede originar un
incremento de las ex igencias de construc ción en zonas de clima costero templa -
do ( UNE 41410:20 08) 56 .
Propiedades térmicas
Las propiedades térmicas deb en determinarse según el apartado 4.2 .2 de la Nor-
ma UNE-EN 1745: 2013 (UNE 41410:200 8).
En función de los usos para los cuales se comerci alice el BT, y en todos los casos
para bloques que vayan a usarse en construcciones sujetas a exigencias de ais-
lamiento térmico , el fabricante debe facilitar la información sobre las propi edades
térmicas del producto. Estos aspectos influirán en la función constructiva del ele-
mento en relación a su capa cidad t érmica.
En este caso, el CTE indica que los productos que configuran el cerramiento se
definen por medi o de su conduc tividad t érmica (W/mK) y el fact or de resistenci a
a la difusión del vapor de agua. Además, se podrá determinar la densidad
(Kg/m3) y el calor específi co (J/Kg*K) (Mini steri o de Fomento, 2013).
Permeabilidad al vapor de agua
La normativa UNE 41410:2008 i ndica que para los BTC destinados a parament os
exteriores el fabricante facilitará la información relativ a a la permeabilidad de las
piezas, acorde co n la Norma UNE-EN ISO 1257 2:2016.
56 Fábrica som etida a exposición severa : fábric a sin revesti r, próxima al nivel del terreno (aproxima-
damente dos hil adas por encima ) y chimenea de fábri ca, cuand o pueda existi r riesgo combi nado
de saturación de agua y h elada; coronaci ones, cornisas y antep echos en zonas donde exi sta ri esgo
de helada; muros de cierre y muros pantalla cua ndo la pared no est é provista de un re vestimiento.
Fá bric a s ome tida a exposi ción moderada : se pueden tomar una seri e de medidas prev entivas que
moderen el ri esgo de saturaci ón de la fábri ca, tales como protecci ón de l as coronaci ones de muro
por medi o de albardill as o aleros, protec ción de al féizares de venta na con vi erteaguas, mem branas
impermeabl es en la coronaci ón y en la base de fachadas v entil adas.
Fábrica som etid a a exposición baja : fábric a de muros exteriores protegi da mediante un revesti mien-
to adecuado a l as condiciones cl imáti cas locales , fábrica de m uros interi ores y las hoj as interi ores de
muros capuchi nos (U NE 41410 :2008).
129
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
Adherencia a cortante de la pieza
La resistenci a de adherencia depende d el mortero, del bloque y del trabajo del
operario. De hecho, la normativa UNE 4141 0:2008 ind ica que si los bloques están
diseñados para ser somet idos a requisitos estruct urales, la resistencia de la adhe-
rencia a cortante de la pieza en combinación con un tipo especí fico de mortero
conforme a la Norma UNE EN 998-2: 2004 (modificad a por la UNE-EN 99 8-1:2010
debe declararse en t érminos de la resist encia caracter ística inicial a cort ante en
base a ensayos conforme a la Norma UNE-EN 1052- 3:2003”.
4.1.3.P ROPIED ADES QUÍMICAS
Estabilización 57
Hasta ahora, para co nstruir con tierra cruda se ha pr ocurado uti lizar el material
disponible en el lugar de obra con objeto de rentabilizar la utilización del BT. Sin
embargo, no si empre se tiene cercana la ti erra más adecuada n i la de mejor ca-
lidad , en tal caso resulta necesaria la aportación de un mat erial exterior que la
complemente para dismi nuir las carencias que tenga . A este material aportado se
le conoce como estabilizador.
La normativa UNE 41410:200 8 define como una tierra estable aquella que presenta
una buena resistencia a la deformaci ón y es poco sensible a la presencia de
agua.
Los principales objetiv os a conseguir con estos elementos estabili zadores son la
mejora de las característi cas mecánicas , la resistencia a la compresión seca y
húmeda y al i mpacto, re ducir la t endencia a la di lataci ón y cont racción , reducir
la absorción de agua y ev itar la retracción medi ante la dismi nución de la porosi -
dad, así como mejorar la resistenci a a la erosión. Pueden di ferenciarse en tres
categorías:
57 Para decidirse por un método correcto de estabi li zación, se reco mienda reuni r sufici ente inform a-
ción sobre los estabi lizantes disponi bles me diante una seri e de criteri os: ( Aenor , 2008b)
− Disponibili dad regional: se preferi rán los productos cercanos .
− Minimizaci ón del impacto am biental , realizándol o a pa rtir del an álisis del ciclo de vida del estabili-
zante: consum o míni mo de energía , agua y recursos renov ables; emi si ón mínima de sustanci as tóxi -
cas al entorno desde su extracci ón, fabricaci ón, transporte, aplicación y vida útil .
− Procesos tecnológi cos apropiados a la pu esta en obra y al mantenimi ento.
− Evaluación económi ca.
130
Ana Romero Girón
D eterminaciones
Química. El estabilizador modi fica la estructura granular del suelo para
dotarlo de cohesión.
Física. Para mejorar las característi cas de resistenci a del producto.
Mecánica. Mediante la compresión del suelo ( UNE 41410:2010).
Se puede conseguir la estabi lizaci ón mediante los siguientes medios (Rigassi &
CRATerre-EAG, 1995):
Densificar. Media nte l a el iminac ión del air e in terior d e los p oros, como
puede ser con la compact ación . Para ello, la tierra debe ser previ a-
mente preparada, homogenei zada y posteriormente , comprimida. En
caso de suelos arcillosos , las arenas y gravas permitirán densificar la
tierra.
Armar. Con la utilización de fibras ani males, minerales o sintéticas. Se
mejora la resistenci a a tracción y a cortante contribuyendo tambi én a
reducir la retracción. Según Crat erre, las fibras se aconsejan par a los
adobes pero son i ncompatibles para los procesos de compresión de
BTC porque añaden demasiada elasti cidad a la mezcla.
Concatenar. El princi pal complemento es el cemento o resinas. Ellos
provocan un esqueleto que entrelaza los granos y se opone a los mo-
vimientos del ma terial.
Ligar – enlazar materiales.
Impermeabilizar. Re duce la erosi ón por agua y la retracci ón por ciclos
repetidos de humect ación y seca do. En este caso , pueden ser ele-
mentos bituminosos y se genera, normalmente, en tierras arenosas que
tienen una buena estabi lidad frente a la presencia de agua. En el ca-
so de tierras arcillosas o li mosas, esta estabilizaci ón se produce en la
superficie . Por otro lado, puede ser utilizada mediante el uso de la ar-
cilla betonit a que obstruye el acceso a los poros. Este mét odo, en el
caso de elementos bituminosos, exige una di stribución homogénea
que necesita demasi ada agua (Guillaud et al., 1995).
Hidrofugar. Mediant e la hidrofugaci ón se modi fica el esta do del agua
intersticial y se reduce las propiedades de la arcilla frente al agua. Se
131
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
realiza mediant e el aporte de ciert os productos químicos. El pro blema
de este tipo de estabilizaci ón es el coste elevado (Rigassi & CRATerre-
EAG, 1995).
Los estabilizant es más utilizados por su eficaci a hasta ahora han sido analizados en
diversas investigaci ones sobre cemento, cal, puzolana, yeso, asfalto diluido, fibras
naturales (sisal, bambú, carrizo, paja, caña de azúcar , estopa de coco), vidrio fi-
namente molido, emulsión as fáltica (Boscarello, 2009).
El cemento y la cal son los dos materiales utilizados mayori tariamente en la actua-
lidad para la estabi lización de BTC . Como regla ge neral se puede decir que el
primero es más adecuado para suelos con mayor contenido de arenas y el se-
gundo es apropiado para los suelos con un elevado conteni do de arcillas
(Maldonado Ramos et al., 2001).
El cemento , como estabilizan te más utiliza do, actúa princ ipalmente sobre las are-
nas y las gravas pero su uti lización dismi nuiría el aspecto sostenible del B T (Juarez ,
2010). El uso del cem ento en la producci ón del BTC influye en la homogeneidad
de la mezcla, en los nódulos de arcilla ex istentes, en que debe secarse al menos 7
días y evitar el secado demasiado rápi do. Por otro lado, no se aconseja el uso de
cemento en tierras demasiado arcillosas ( > 20 %)( Rigassi& CRATerre-EAG, 1995).
En el caso de la cal influye en que para los suelos arcillosos es adecuada, en la
dismi nución de la plasti cidad de la t ierra, en que el secado debe ser de mayor
duración (6 meses, aunque 56 días es suficiente), entre otros. La cura h úmeda blo-
quea la evaporació n del agua libre al interior de los bloques que es i ndispensable
para las reacciones de la cal con la arci lla. U n c u r ad o s e co ba j o e l s o l y u n f il m de
plástico permite la elev ación de la temperatura y de la h umedad rel ativa
(Guillaud et al., 1995).
A continuación se indican los estabilizantes que han sido analizados en algunas de
las fuentes bibliográfi cas consultadas:
Cemento en distintas proporciones (3%, 5%, 8% y 10%)
Cal (8%, 10% y 12%)
Cemento y Cal ( 5 %/2%, 5%/3%, 8%/4%)
Cemento y Resina (5%/50%, 8%/50% )
Cemento y Microsílice (9%/12%)
132
Ana Romero Girón
D eterminaciones
Ceniza de carbón
Caña de azúcar
Aceites naturales
Sili catos de sosa
Yema de huevo
Productos puzoláni cos
Yesos
Son muchos los artículos donde el estabilizante supone un papel princi pal como
mejora del BT. En la búsque da de resultado s adecuados para el mat erial escogi-
do, los autores han valorado el comportamient o del BT en distintas probetas , don-
de no sólo han analizado el propio material, sino los result ados del mismo en fun-
ción de la fuerza ejerci da en el caso de l BTC para su elaboración y la proporción
utiliz ada.
Muchos de los posibles est abilizantes podrán ser i neficaces o cont rarios al concep-
t o d e l o s o s t e n i b l e o a l a s p e c t o e c o n ó m i c o . D e h e c h o , l a e s t a b i l i z a c i ó n p u e d e
suponer un aumento del 30-50 % del precio del material .
Como es lógico, y previo a la uti lización del tipo de estabilización, será necesario
conocer las carencias de la ti erra utilizada, en el caso de tenerlas, para anali zar
las necesidades: si deben reducirse o no el tamaño de los poros, si se pretende
alcanzar una mejor resistencia a compresión , entre otros. Según Craterre, no será
necesario estabili zar cuando el material no esté expuesto al agua como por
ejemplo en muros protegidos o interiores (Guillaud et al., 1995).
Otros estudios asimilan la estabilización a los v alores obtenidos en los lím ites plásti-
cos (f igura 53).
133
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
Figura 53. Decisi ón sobre la estabilización y los lími tes de plast i cidad. Fuent e: (Pacheco Torgal & Jalali,
2011).
Reacción al fuego 58
El comportamiento frente al fuego de los materiales de construcci ón es especial-
mente important e. La tierra se consider a prácticamente incombustible ya que no
propaga el fuego ni emit e gases tóxi cos (Bestraten Castells & Hormias Laperal ,
2 0 1 2 ) . S e r á u n d a t o a d e c l a r a r p o r e l f a bricante . A sí mi smo, es una cualidad del
producto que será tambi én determinada por la funci ón constructiva. Por lo t anto ,
debe ser entendida tanto a nivel de producto (declarada por el fabricante) como
de diseño del muro en las funciones constructiv as.
58 Se deriv a y amplia al apartado de requi sitos cons tructivos.
134
Ana Romero Girón
D eterminaciones
4.2.L OS REQUISIT OS CONSTR UCTIVOS
En este apartado se abordarán dive rsos aspectos const ructivos del BT. Se les pro-
curará dar respuest a a través del cumpli mient o de la LOE artículo 3, el cual esta-
blece requisitos básicos para gar antizar la seguridad de las perso nas. En este estu-
dio se analizarán los relativos a la seguridad y habitabilidad 59 .
4.2.1. S EGURID AD
En el apartado de los aspectos relativo s a la seguridad se hace mención a la se-
guridad est ructural , seguridad en caso de i ncendios y la seguri dad de uti lización.
Esta última no será referenci ada en est e estudio dado que se t rata de aspect os
referidos al uso del edifi cio y no de los materiales.
S EG URI DA D ES TR UC TUR A L
Los aspectos tratados en este apartado se basan en las determinaci ones que se
realicen con la finalidad de que no se produzcan daños en el edificio. Daños que
tengan su origen o afect en a la cimentación , los soportes, las vigas, los forjados,
los muros de carga u otros element os estructurales, y que comp rometan di recta-
mente la resistencia mecánica y la estabilida d (Ministerio de Fomento, 1999).
Tipos de muros
La albañilería realizada con BT permit e realizar tanto muros p ortantes como no
portantes. En base a ello , seremos capaces de diseñar bajo ciertas premi sas los
muros acorde a la posi ción, cargas, caract erísticas térmi cas, hídricas…
Si los muros son no portantes , la estructura podrá estar compuest a por un sistema
de hormigón armado o madera y no trasladar las car gas hacia el muro (figura 54).
59 Hay que i ndicar que este artí culo tam bién hac e al usión a los re quis itos re lativo s a la fu nciona lidad
y a la estéti ca, estos asp ectos nos será n estudiad os en este trabajo dado el interés por acotar la
in ves t igac ión a lo s cr ite rio s de se gur idad y h abit ab ilid ad ú nic ame nt e.
135
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
Figura 54. Vivienda e n Renedo de la Vega (PAL-002 ) realizada con estructura de hormigón arm ado.
Fuen te: A utor .
Si los muros son portantes , podrán ser muros que deban su resi stencia al espesor , o
a la utilización de cont rafuertes o muros armados (figura 55).
Figura 55. Vivienda uni famil iar en Llutm ajor (BAL-001 ) con muros portantes . Fuente: Eduardo Ramos
(Ecocreamos).
El mortero
El mortero posee especial relevancia en la fábri ca. Es una mezcla de componen-
tes como la arena y gravas y un conglomerante que las une, como por ejemplo,
cemento o la cal entre otros. Añadir agua a la mezcla hace que adqui era un es-
tado líqui do.
136
Ana Romero Girón
D eterminaciones
El mortero asegura la correcta unión mecá nica de los bloques y transmite los es-
fuerzos entre todas las piezas que co mponen el muro . Un b uen mortero debe ga-
rantizar una buena resi stencia mecánica . De hecho, si la resistencia de los mort e-
ros es inferior a la de los bloques, exi stirán riesgos de erosión , infiltración de agua y
deterioro de los bloques. En cambi o, si la resistencia es mayor, se produce un es-
tancamient o de agua sobre el mortero y se desarrolla la erosión de los bloques.
Para ello, es necesario rellenar tanto las juntas horizontales como verticales para
garantizar la correcta uni ón entre los bloque s y el mortero. El trabajo solidari o entre
los bloques se debe a la realización de una corre cta junta de mort ero y a su cohe-
sión a la misma (Guillaud et al., 1995).
Tal y como se indicaba con ant eriori dad, cu ando se utili cen bloques estabilizados ,
es necesario utilizar mort eros estabilizados tambi én. Para este caso, la dosificaci ón
en cemento y en cal debe ser aumentada de 1 ,5 a 2 veces para obtener la mi s-
ma resistenci a que los bloques de tierra. Existen v arios tipos de mortero para utili -
zar:
Mortero de cement o.
Mortero de cal y arena.
Mortero de ti erra.
Mortero de yeso ( Illampas, Charmpis, & Ioannou, 20 14).
Otros morteros con azúcar, lignosulfatos, fibras o almidón (Morton,
2008b; Rou x Gutierrez & Olivares Santiago , 2002).
Si el muro no está expuesto a la lluvia o el agua es posible la ut ilización de mortero
de tierra no estabili zado y en ocasiones del mismo material que el bloque , siempre
que se asegure que tenga la misma resistencia a compresi ón y a la erosión entre
el mortero y los BT.
Por otro lado, el uso del mortero de ceme nto o cal se just ificará por su rapi dez en
el secado (McHenry, 1984). Sin embargo , Morton desaconseja el uso del mortero
de cemento debido a las di ferencias térmicas y de movimiento entre el mortero
utilizado y los bloques (Morton, 2008b ). Así mismo, el factor ecológico de la fábrica
decrece con el uso del mortero de cemento.
137
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
Las fibras pueden ser utilizadas en el mortero siempre que sean elementos muy
finos. Se constata que di chas fibras provocan una di sminución de las fuer zas de
contracción (Morton , 2008b).
Con respecto a las característi cas de los componentes del mort ero, el diámetro
aproximado de granos oscila entre 2 a 5 mm, con un espesor máximo de 1 a 1,5
cm. y si es estabi lizado puede tener un 1,5 a 2 v eces su dosifi cación de estabilizan-
tes para obtener la misma resistencia que el bloque (Guillaud et al., 1995).
Según la normativa NZS 4298:1998, no pueden existir componentes más grandes
que la mitad del espesor de la junt a. En ella se aconseja una proporción 6:1 a 12:1
para cemento, arena y cal ( “NZS 4298 ( 1998): Materials and workmanship for earth
buildings,” 1998).
Otras normativas como la peruana E.080 establecen para el adobe la clasifica-
ción de los morteros en dos tipos: en base tierra con algún aglomerante o con pa-
ja ( ICG, 200 6).
En general, los inconvenientes que puede presentar el mortero son: la retracción
en el secado, la inestabili dad química y que pueden presentar una superficie me-
nos resistente al cont acto entre el bloque y el mortero (Guillaud et al., 1995).
Capacidad portante
En general, las estructuras portant es de tierra trabajan prácticament e en su totali-
dad sometidas a esfuerzos a co mpresión. Para est ablecer la capaci dad port ante
se debe conocer:
la relación de esbeltez
esbeltez con un ratio 1 :8-1:10 (Morton, 2008b)
el tipo de cargas propi as y sobrecargas junto a la excentri cidad de las
mismas
las característi cas de compresión del bloque
el área de sección transv ersal
Además, la capaci dad portant e no sólo se refiere al muro , es necesario tener en
cuenta la resist encia caract erística del producto utili zado. Este varía según la tec-
nología, densidad y estabi lizantes añadidos (Bestraten et al. 2011).
144
Ana Romero Girón
D eterminaciones
Si el aire se enfría en los muros y alcanza l a temperatura de condensación , esta
humedad reduce la capacidad de aislamiento térmico y pued e provocar el cre-
cimiento de moho. En ese caso , es importante que la humeda d se transporte rá-
pido por la acción capilar haci a la superfi cie de los muros desde donde ést a pue-
de evaporarse. Est a circunstancia hace que la permeabili dad de la superfici e ad-
quiera un valor relev ante para que se produzca la difusión del vapor de a gua. Por
ello, la resistencia a la transmisión del v apor debe ser mayor en el interior que en el
exterior. En cambio , la resistencia a la transferencia de calor de be ser mayor en el
exterior que en el interior.
Hay que destacar al gunos estudi os sobre los benefici os relacionados con di chos
aspectos. En particular Meukam ( 2003), Ot i ( 2012) y más recientemente, Cagnon
(2014)( Pacheco-Torgal& Jalali, 20 12).
P ROTECCI ÓN CONTRA EL RUIDO
El estudio de las propiedades acúst icas del BT pu ede considerarse un ámbit o po-
co desarroll ado.
De manera general, es posi ble determi nar que debido a la densi dad 66 del produc-
to, el BT tiene aceptables propiedades de atenuación del soni do. De hecho , la
densidad y el espesor del muro realizado con BT serán propiedades det erminantes
para el aumento del índice de absorci ón sonora.
C o m o r e f e r e n c i a, M o r t o n m i d i ó u n í n d i c e d e r e d u c c i ó n a c ú s t ic a d e 4 6 d B a 5 7 d B
y tambié n aportó que una pared de ladrillos de ti erra comprimi da de 16 pulgadas
tiene un coefici ente de aten uación acústica ( probado en 500 Hz) de 40 a 50 db
(Morton, 2008b ; Park et al., 2005).
El valor de aislamient o frente a soni do aéreo (Ra) para paredes de ti erra se obtie-
ne, según Bestraten (figura 57), de la siguiente forma :
Ra= 21,65 log 10 * ρ ’-2, 3 (para ρ ’>50 K g/m 2 )
Siendo:
ρ ’= ρ x t
ρ = densidad del muro de Kg/m 3
66 La densid ad se define por la relaci ón de la masa seca con respecto al volumen ( incl uyendo los
poros). (Minke, 2005)
145
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
t= espesor del muro en met ros.
Figura 57. Obtener el aislami ento a ruido aéreo. Fu ente: (Bestraten Castells & Hormi as Laperal, 2012)
En una pared de tierra de entre 150 y 12 00 mm de espesor, Ra varía en función de
distintas densi dades, entre 49 y 70 dB , por lo que cumple las normativ as actuales .
Para muros de 30 cm, el nivel de aislamient o es equivalent e a otros materiales
convencionales (Bestraten e t al., 2011). Por otro lado, Minke añadió que en test
realizados en muros de 240 mm de bloque de tierra, se det erminó una reducción
de 24 dB a 2 GHz de frecuen cia , en comparaci ón con la reducción de 7 dB de un
muro similar en pi edra (Minke, 2006).
Como se recuerda en la tabla 16 en apart ado 3.5 , el aumento del espesor del mu-
ro con bloques de la misma densi dad produce un aument o del índice de absor-
ción sonora.
Otros estudi os hacen referencia a la necesidad de la continuidad de los materia-
les y el control de las juntas con otros materiales como elementos clave también
para un correcto com portami ento ante el rui do.
Al igual que en otras característi cas, la adición de otros materiales induce una
modifi cación. Es el caso del estudio reali zado en Turquía por diversos inv estigado-
res (Binic i, Aksogan, Bakbak, Kaplan, & Is ik, 2009) donde aseguran que la adición
de fibras al bloque aumenta el aislami ento acústico del muro (figura 59).
Figura 58. Absorci ón acústica en di stintos ti pos de muros. Fuente: (Binici, Aksogan, & Shah, 2005).
Por otro lado, con respecto a la normativa , el fabricante debe declarar la densi -
dad absolut a seca del BTC cua ndo corresponda según los usos para los cuales se
comercializa y para todos los casos en los que los bloques son uti lizados en ele-
146
Ana Romero Girón
D eterminaciones
mentos sujetos a exigencias acús ticas . La determinación de la mi sma se hará de
acuerdo a la Norma UNE-EN 772- 13:2011.
A HORRO DE ENERGÍA Y AI SLAMI ENTO TÉRMIC O
Podríamos decir que la tierra no tiene tan buenas propiedades de aislami ento
térmico como se le ha at ribuido. Su capa cidad de aislami ento térmico se encuen-
tra por debajo del de otros materi ales. Sin embargo, su mayor ventaja es su capa-
cidad de i nercia t érmica.
Como se explicaba con anteri oridad, la virtud de la tierra se en cuentra en absor-
ber y liberar, almacenar y retardar el flujo de calor. Un muro con una alt a capaci-
dad de almacenami ento crea un retardo de la penetraci ón del calor y una dismi-
nución de la ampl itud térmic a, mientras que u n muro c on un a lto a i slamie nto tér-
mico solamente reduce la ampli tud de la capaci dad térmi ca (Parra-Saldiv ar &
Batty, 20 06) .
E n v e r a n o , e n u n m u r o d e B T , l a g a n a n c i a d e c a l o r s e a l m a c e n a e n l a s p a r e d e s ,
por el contrario, en invierno, las paredes funcionan de manera deficient e debido
a la baja resistenci a térmica y el calor se pierde a t ravés de las mismas (Olukoya
Obafemi & Kurt , 2016). Por otro lado, en climas con gran diferencia de te mperatu-
r a , d e b i d o a l a n e c e s i d a d d e a l m a c e n a r e l c a l o r , e l B T s e p o s i c i o n a c o m o u n m a -
terial adecuado debido al equi librio que se produce entre el interior y exterior.
Cabe indicar que su capacidad t érmica v aría con las condiciones higrotérmicas .
La tierra puede tener un alto retardo térmico o inercia en relación a la capacidad
de absorción relacionada con su estructura de poros .
-Masa térmica
La contribución de la tierra para obtener un alto grado de confort se debe a su
masa térmica (Minke, 2005).
El comportamient o térmico de los muros de tierra mejora en gr an medi da con el
efecto de la masa t érmica debido al e fecto del desfase térmico (Figura 59). Bes-
traten in dica que el desfase térmi co se realiza de la sigui ente manera:
147
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
Figura 59. Desfase térmico Fuente: (Bestr aten Castells & Hormi as Laperal, 2012).
Para obtener un resultado sobre el comportamient o térmico de los bloque de tie-
rra se debe partir de un cerramient o del cual se medirá su coeficiente de tr ansmi-
sión térmica (K) en ensayos de laboratorio y, con ellos, se deducirán matemáti-
camente los valores de conductividad para el elemento ( F igura 60).
Figura 60. Relaci ón entre l a coefici ente de transmi sión y espesor. Fuente : (Maldonado Ramos e t al.,
2001).
148
Ana Romero Girón
D eterminaciones
Por otro lado, propi edades como la densidad hacen que el BT di smin uya su ca-
pacidad térmi ca. Este es el caso del BTC, co n el aumento de la densidad, aumen-
ta la conductivi dad térmica . En la figura siguient e (figura 61) puede ob servarse la
afirmación anterior (K. Heathcote , 2011).
Figura 61. Relaci ón entre la conductivi dad y la densidad. Fuente: (Morton, 2008b).
La conductividad térmica de algunos element os de tierra combi nada con otros
materiales, como es el caso del adobe (con fibras v egetales), puede ser dos o tres
veces menor que la de otros element os de albañilería o de materiales masiv os
como el hormigón (Maldonado Ramos et al., 2001). Si se trata de BTC sin compre-
sión , estudios afirman que posee una alt a conductividad t érmica (Park et al.,
2005). En el caso de los BTC con densidad 1.900 kg/m3 tendrán una conductividad
de 1 W/mK, mientras que materiales con un alto contenido en fibra y una densi-
dad de 1.500 kg/m3 tendrá una conductiv idad de 0.65 W/mK. Otros estudi os más
recientes afi rman que debido a la variació n de densi dad se modifica la porosi dad
y, consecuentemente , la conductividad térm ica (f igura 62) (Mansour et al., 2016).
Figura 62. Relaci ón entre la conducti vidad, fuerza de compresi ón y la densidad. Fuente: (Mansour et
al., 2016).
149
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
De hecho, en los bloques ligeros que son más porosos i ncluso con la aportaci ón
de fibras al material , la capacidad térmica aumentará . Algunos autores afirman
que los muros realizados con cáñamo son los que dan mejor resultados graci as a
su conducti vidad y g ran capaci dad calorí fica. Esto hace pens ar que el B T por sí
solo está en desventaja con respect o a otros materiales . En combinación con cier-
tos aditivos como cáñamo o fibras v egetales o i ncluso en simbi osis con un material
aislante tendrá un funcionamiento mejor (J ov é Sandoval & Cavero, 2013).
Por último , en construcciones de pared sin barreras de vapor h a y u n r i e s g o d e
condensación en climas cálidos, donde el aire húmedo se mueve a trav és de la
pared de la superficie exterior a la más fría en el interior. En tales ci rcunstancias, la
pared debe estar hecha de capas de materi ales teniendo en cuenta el aumento
de la permeabi lidad al v apor de dentro haci a fuera. Por eje mplo, se puede di s-
poner una cara interior de mampost ería de tierra que conti ene el aislamient o, una
cámara de ai re y otra capa que contenga y proteja del agua. En esta posición, la
tierra también proporci ona masa térmica (Morton 2008).
Es importante señalar la importancia del uso correcto de las barreras de vapor:
será necesario tener en cuenta que es pos i ble no esté n totalme nte sellad as en la
práctica, por ejemplo en las uniones lo cual , al igual que ocurre si no exi ste este
elemento, puede producir una reducción de la capacidad de aislami ento térmi-
co por parte del material y crecimi ento de moho en el muro (Minke, 2005).
Valores térmicos y recomenda ciones.
Valores del BTC de r esistenci a térmica : 0,25 a 0,60 m2*K/ W (Peter
Walker, 2001) .
Cannabric, cuya ventaja fundament al con respecto a los bloques en-
sayados en el laborator io es la baja conductividad que presenta, de
tan solo 0,19 W/ mºC. El calor específico es d e 1.113 J/KgºC y la densi-
dad de 1.100 Kg/m3. Estos valores permiten que con un muro de tan
solo 30 cm de espesor se obteng an valores de transmitancia de 0, 572
W/m 2 ºC y una capaci dad calorífica de 122 ,43 KJ/m 2 ºC (Jové
Sandoval & Cav ero, 2013 ).
Los valores obtenidos oscilan entre 0,618 y 1,483 W/mK para densida-
des entre 1607 kg/m t o 2194 kg/m, porosi dad del 41,6% a 21,7% y
compresión de 0,36 Mpa a 3,16 Mpa (Mansour et al., 2016).
150
Ana Romero Girón
D eterminaciones
Un mínimo de 280 mm de espesor en los muros para que no haga falt a
aislamiento (“ NZS 42 97 ( 1998): Engin eering design of earth buildings, ”
1998).
Catálogo de elementos construc tivos del CTE proporciona un valor de
1,1W/mºC sin diferenciar ent re los distintos sistemas constructiv os. No
especifi ca el valor del calor especí fico qu e defini rá la capaci dad de
acumulación del c alor de estos materiales ( C avero &Jov é, 2012).
Según Morton, un bloque con una densidad de 1900 kg/m3 tiene una
conductiv idad alrededor de 1 W/mK mientras que materi ales con alto
contenido en fi bra y una densidad de 1500 Kg/m 3 tiene una conduc-
tividad aproxi mada de 0,65 W/mk .
Según Heathc ote, un muro de 25 0 mm de espesor hecho c on adobe
con una cond uctivida d de 0. 82 W/mK tiene una resistenci a térmica de
0.46 m2 K/W.
151
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
4.3.A CCIONES EXTERNAS QUE AFECTAN AL BLOQUE DE TIERRA .
De manera genérica , se denominan agentes externos a t odos aquellos elementos
que actúan sobre el edificio durante su peri odo de servicio. Recordemos que So-
ronis indicaba que uno de los fa ctores relevant es en la durabili dad era la interac-
ción con la naturaleza y el uso del inmueble (Soronis, 1992). En base a ello se clasi-
fican los posi bles agentes externos en 3 ti pos de acciones que pueden darse en la
localización:
Acciones físicas. Las acciones que afe ctan a los elementos constructivos y a
sus característi cas físicas.
Acciones mecánicas . Ocurren con la aparici ón de una fuerza en un momento
determi nado.
Acciones químicas. Son las acciones que prov ocan alteraci ones químicas en
los elementos constructivos y ocasionan la degradación de sus características
de calidad.
En este traba jo, las acciones se subdividen, a su vez, en agentes (T a bl a 2 2 ) . E s t o s
pueden ser meteorológicos, morf ológicos, naturales, entre otros. Los agentes se
han seleccionado en funció n de la lesión que puedan in ducir sobre el muro de BT.
Tabla 22. Ti pos de acci ones. Elabor ación propi a.
Acciones Tipo de agentes Agentes
Acciones Físicas Agentes meteorológicos Lluvia
Vi en t o
Cambios de temperatur a y
congelación
Agentes morfológicos Terreno
Acciones mecánicas Agentes antrópicos Uso del espacio
Agentes na turales Sismo
Acciones químicos Agentes biológicos Organismos
Agentes nat urales
Humedad del terreno
Humedad del ambiente
Agentes antrópicos Radiación solar
152
Ana Romero Girón
D eterminaciones
4.3.1. A CCIONE S FÍSICAS
Las acciones físicas so n aquellas que supon en una modifi cación sobre las caracte-
rísticas f ísicas del elemento constructivo (Monjo Carrió, 2007).
En la invest igación , se propon e qu e se subdi vida n en: agen tes meteorológicas
( lluvia, viento y cambios d e temper atura) y agentes morfológicos ( morfología del
terreno).
A GENTES M ETEOROLÓGICOS
L LUV IA
La lluvia es un agente que induce una alteración física sobre los muros realizados
con BT, generalmente por:
Erosión y cambios que provoca sobre la superfici e debido al efecto de
mojarse y secarse.
Los depósitos de sales que puedan adheri rse.
Por acumulación de agua .
Aumento de agua en las proximidades del muro que ocasi onará hu-
medades de filt ración.
Entrada del agua a t ravés de di stintos elementos arquit ectóni cos.
E n e l c as o d e l a erosión , según Minke, un barro arenoso tiene poca resistenci a a la
acción de la lluvia , pero es muy resistente a la congelaci ón cuando no ti ene fisu-
ras. Por ot ro lado, cuando tiene un alto conteni do de arcilla tiende a desarrollar
fisuras cuando seca y, por eso, es propenso a la erosi ón . Si no tiene fi suras es resi s-
tente a la acción de la lluvia. En Europa, es habitual la protección del muro con un
revestimiento de tierra o cal qu e mejore la resistencia a la erosión (Minke, 2005).
Diversos estudi os han investigado la erosión sobre los BT y obteni do resultados in-
teresantes, tales como los ensayos de er osión hídrica realiz ados en la Universidad
de Valladoli d por el investi gador Muñoz de la Calle (Jové Sandoval et al., 2011).
Incluso ensayos mediante el uso de banco de precipitaci ones para la erosión ace-
lerada (Ogunye & Boussabai ne, 2002b; B. V. Venkatarama Reddy & Jagadi sh ,
1987). Aunque los res ultados deben ser trat ados con especi al precaución dado
153
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España D eterminaciones
que es mejor confiar en procedimi entos reales que comparan materiales y condi-
ciones diseñados para tal f i n (Morton, 2008a).
Otros estudi os, como el del investi gador Kerali, afirman que los BT que se colocan
en la zona inferior de los muros y en las fachada s Este y Oeste se deteri oran con
más facili dad. Por ello, será nece sario conocer la fa chada con más carga pluvio-
métrica para determinar el uso del BT en ella y elegir el posible revestimiento
(Kerali, 2005).
Autores como Ogunye mencionan que la lluvi a no siempre provoca erosión sobre
los muros de tierra y afirman que se necesita una intensidad superior a 25mm/h
para que esto ocurra (Ogunye & Boussabai ne, 2002b).
V IE NTO
El viento es un agente externo que produce erosión debido a las partícul as que
arrastra, que al impactar sobre el muro provocan un desgaste de la superfi cie. Si
además el viento va acompañado por la llu via, se favorece la filt ración y absor-
ción de agua en el muro . En este caso, el ángulo de i ncidenci a del viento y agua
sobre el muro tiene especial relev ancia, ya que en función de la v elocidad de
inc i de ncia del vie nto , se p roduc irá ma yo r ero sión en el mu ro ( K. A. Heathco t e,
1995).
En relación con la acción del viento sobr e el muro , al i gual que en otros materia-
les, sería importante conocer la resi sten cia a flexión del elemento y, en conse-
cuencia , realizar los refuerzos necesarios (Angulo-Ibáñez, Mas-Tomás, Galv añ-
Llopis, & Sántolaria-Montesinos, 2012).
E n E s p a ñ a u no d e lo s d o c u m e nt o s q u e t r a t a l a a c c ió n d e l vi e n t o e s e l D B H S. E n é l
se indica que será necesari o conocer la zona eóli ca (A, B o C) en la que se en-
cuentra la edificaci ón y así evaluar la necesidad de algún t ipo de protecci ón
efectiva en funci ón de la altura y el grado de exposición al viento.
C AMB IOS D E TE MPE RATU RA Y C ONG ELAC IÓN
En este apartado se tendrán en cuenta las bajas temperaturas y la congelación
del agua. El problema no son las bajas temperaturas si son secas, pero si pueden
considerarse un ri esgo los climas húmedo s que rond an los 0ºC o menos. Est o es
debido a que las lluvias pue den ser absorbi das por el muro de BT y congelarse en
su interior. Los materiales de ti erra que tienen un tamaño grande en sus poros
256
Ana Romero Girón
E VC
del bloque de estudio. En la ta bla sigui ent e se muest ra la relación de indi cadores y
las exigencias vinculadas 79 (tabla 39):
Tabla 39. Indicadores de la calidad del producto y las exigencias del proyecto arquitec tónico con-
forme a la UNE 41410:2008. Fuente: (Aenor, 2008b). Elaboraci ón propia.
INDICADORES del bloque de estudio: Calidad del
producto.
Exigencias de ensayos o caracte-
rísticas del elemento constructivo
según UNE 41410:2008.
C-CA-AF-001 Densidad Exigencias a cústicas
C-CA-AF-002 Resistencia mecáni ca Exigencias es tructurales
C-CA-AF-003 Resistencia a cicl os de humecta-
ción/secado Si el elemen to está en exposi ción
severa.
C-CA-AF-004 Resistencia a la erosión Si el elemen to está en exposi ción
severa.
C-CA-AF-005 Absorción de agua por capilaridad Si el elem ento es tá en el ex terior y
cara vist a.
C-CA-AF-006 Resistencia a cicl os de hielo/deshielo Si está revest ido no hace falta qu e
se obtenga la resistencia a ciclos
de hielo/deshie lo.
C-CA-AF-007 Propiedades térmicas del producto Exigencias térmicas
C-CA-AF-008 Permeabilidad al vapo r de agua Si el elemento es tá en un parám e-
tro exterior
C-CA-AF-009 Adherencia Requisitos es tru ctur ales
C-CA-AQ-001 Características de los constituyentes -
Estabilizantes y la tierra utilizada Presencia de microorganismos
C-CA-AQ-002 Agua En caso de falta de datos, será
necesario analizar el mortero
C-CA-AQ-003 Reacción al fuego Requisitos de resi stencia al fue go
C-CA-AG-001 Dimensiones y tolerancias -
C-CA-AG-002 Aspecto -
En base a ello, se argumenta la siguiente casuíst ica:
Que se cumplan todas las exig encias. Se considera que la in forma-
ción disponi ble es adecuada para poder cumplimentar las exigenci as.
No obstante, será necesari o analizar los datos obt enidos en los di feren-
tes ensayos de la certificaci ón para determi nar que los resultados son
conformes a la normativa vigente.
Si no se cumple alguna de las exigencias estableci das para el uso al
que va desti nado el inmueble. Se propone la obtención de más infor-
79 La relación entre l os ensayos (anali zados en los indi cadores) y las exi genci as se muestra en el apar-
tado 4.1.2.
257
Viabilidad Constructiva con bloque de tierra en España
E VC
mación sobre el producto mediante las si guientes opciones: solicitar
más informaci ón al fabricante o localizar un laborat orio homologado
que realice los ensayos que faltan. Si no es posi ble ninguna de las dos
opciones indicadas u ot ra similar, será necesario valorar qué exi gen-
cias no son cumpli das ya que la responsabili dad del uso del BT re cae
sobre el técnico competente ante el incumplimi ento de l as mismas .
Si no se cumple ninguna, se pro pone desestim ar el uso del BT para el
elemento constructivo escogido, se plantean soluciones de mejora si
el producto puede ser ensayado con mayor detalle, se modifica el ti -
po de BT o bien se asumen los riesgos por parte del técnico proyectis-
ta de la falta de cum plimi ento de las exi gencias.
2) Criterios constructivos del proyecto ar quitectónico. Bl oques de estudio: Requisi-
tos constructivos y acciones ext ernas.
Para el análisis de los criterios constructivos del proy ecto arquitectónico se consi-
derán los bloques de Requisit os constructivos y Acciones externas. Medi ante la
evaluaci ón de la entrada de datos corresp ondient e a los bloques de estu dio 2º y
3º, se pondrá de mani fiesto si los criterios descrit os en el proyecto arquit ectónico
se ajustan a un adecuado , medio o bajo grado de idoneidad 80 . Así co mo se
muestra qué indicador es susce pti ble de mejora.
En primer lugar, se comenzará la evaluaci ón a partir de los ámbitos y los resultados
de los GI 81 y resumidos en la t abla 40. Esta t abla muestra los valores para cada
ámbito en los 3 bloques de estudio.
Tabla 40. Val ores de los grados de idoneidad para l os ámbitos del elemento cons tructiv o y cada
bloque de estudi o. Fuente: Elaboraci ón propi a.
80 Es decir, la entr ada de datos será com parada con l as determi naci ones constructi v as a través de la
evaluaci ón de los i ndicadores.
81 Se recuerda que los grados de i d oneidad de cada bloque de estu dio se caracterizan por ser la
suma de los NETP en cad a ámbito. Éste osci la entr e 1 y 3, si endo 3 la mayor puntu ación. Ver aparta-
do 5.5.
258
Ana Romero Girón
E VC
A continuación, los valores obtenidos se enmarcan en los intervalos que asignan
las tonalidades a los GI.
La obtención de los valores de los intervalos que señalan la tonalidad de los GI ha
sido hallada mediante la apli cación de la herrami enta en vari os casos de estudio
reales (f i gura 79).
Esta figura i ndica mediant e barras, los valores de los grado s de idonei dad alcan-
zados por los casos de estudio reales en un ámbito. En el eje vertical se muestra el
rango de valores de los grados que van desde 1 a 3 y en el eje horizontal, los ca-
sos de estudio. Medi ante las tonalidades ro jo, amarillo y verde se agrupan los valo-
res pertenecientes a cada intervalo.
Figura 79. Obtención de intervalos de grados de idoneidad para la base de l muro (requisi tos cons-
tructi vos ). Fuente : Elabor aci ón propi a.
Estas gráficas se reali zan para todos los ámbitos y bloques de estudi o. En cada
ámbito se ha estudiado qué soluciones so n adecua das, cuáles son susceptibles de
mejoras y cuáles deb en ser mejorados en profundi dad. En base a ello y el resulta-
do obtenido en los casos de estudio , se han agrupado los distintos valores hasta la
aproximación de los diversos intervalos. Es decir, los resultados de los GI de lo s ca-
sos de estudi o sirv en, de manera aproxi ma da, c omo límites d e los intervalos . Estos
podrán ser defini dos, con mayor detalle, en el avance de la i nvestigaci ón.
Como puede observarse en la tabla 41, los inter v alos no son iguales ya que los va-
lores obtenidos en las distintas experi encias se asimilaban de manera desigual en
función del ámbito y bloque de estudio. Conforme se i ncluyan más casos de estu-
dio, los intervalos serán suscepti bles de cambi os para su mejora y actualización.
2,71
2,59
2,35
2,18
2,71
2,47 2,53
2,65 2,59
3,00
2,76
2,59
3,00
2,76 2,82 2,76
2,88 2,82
2,59 2,59
2,47 2,47 2,53
2,71 2,76
1,00
1,20
1,40
1,60
1,80
2,00
2,20
2,40
2,60
2,80
3,00
Valores de grado de idoneidad
Casos de estudio. Ámbito: Base del muro.
Grados de
idoneidad
259
Viabilidad Constructiva con bloque de tierra en España
E VC
A continuación se reflejan los i ntervalos de cada ámbito en el caso de los requisi-
tos cons truc tivos 82 .
Tabla 41. I nterv alos de los requi sitos constructi vos en l a primera y ter cera fij a y acci ones externas en
la segunda y cuarta . Fuente: Autor .
Por último, la herrami enta muestra una tabla donde p uede obse rvarse cada uno
de los ám bitos del elemento c onstruc tivo, as í como los dato s obtenidos de los GI y
sus correspondi entes tonali dades en cada bloque de e studi o.
Tabla 42. Valores ob teni dos. Fu ente: A utor.
Una vez defi nidos los resultados y los GI se propone la si guiente pregunta : “¿Todos
los criterios arquitectónicos han obteni do un grado de idoneidad adecuado ?”
Si la respuesta es afirmativa , los criterios constructiv os son entendidos como
adecuados para el proyecto arquitectónico.
Si la respuesta es negativa , será necesario modificar los criterios arquit ectó-
nicos para aport ar mejoras. En el caso de proponer mejoras, se aconseja la
lectura de las recomendaci ones y soluciones propuestas. Si por el cont rario,
no es posible la modificación de los criterios iniciales, se debe reflexionar
sobre la posibilidad de desestimar el uso del BT para el elemento constructi-
vo analizado o proponerlo para otro.
82 El resto de interv alos y gráficas simi lares a la número 86 , se muestran en el Anexo C.
260
Ana Romero Girón
E VC
5.7. A PROXIMACIÓN A RECOMEND ACIONES Y SOLUCIONES
CONSTRUCTIVAS
Cuando el GI correspondi ente a un bloque y ámbito es medio o bajo y los criterios
arquitect ónicos sean suscepti bles de ser modifi cados, se proponen recomenda-
ciones y soluciones constructiva s de mejora . Las recomendaciones están basadas
en las determinaciones const ructivas desarrolladas en el capítulo 4 y en el análisis
de los casos de estudio ade cuados. Son acci ones que se relacionan con el GI ob-
tenido:
Acciones recomenda das. Serán aquellas acci ones que se consideran bási -
cas para dicho ámbito y que, aunque el grado de i doneidad haya sido
adecuado , se recomienda su lect ura y adaptación.
Acciones leves. Se t rata de acciones que junt o a las acciones recomenda-
das se aplicarán a los grados de idoneidad medios. Serán acciones que
modifi carán sustancialmente los crit erios escogidos como dat os de partida.
Acciones moderadas. Se trat a de acciones de cará cter important e y que
modificarán los crit erios arquitectóni cos del proyecto de manera integral.
Las acciones se clasifican en fun ción de l ámbito en el que pueden ser aplicadas .
A continuación ( tabla 43), se muestran las recomendaciones clasi ficadas por el
ámbito de aplicaci ón y por el grado de i doneidad al que se aplican. Así mismo ,
cada acción ti ene en cuenta la composi ción del muro, aspectos est ructurales, de
sal ubr idad, té rm icos, ince ndios, acús ticos, entre o tros:
261
Viabilidad Constructiva con bloque de tierra en España
E VC
Tabla 43. Rec omendaci ones y soluci ones construc tivas para los grados de i doneidad. Fuente: Elabo-
ración propi a.
Acciones para la mejo ra de los criterios arquitectónicos
Ámbito
Grado de
idoneidad.
Tipo de ac-
ción
Acciones
General
Media de los
GI
Composición .
-Revisar la composición del mort ero de agarre. Se recomi enda
no utilizar mortero de cemento.
- El llagueado se aconseja que sea entre 1 a 1, 5 cm (Peter
Walker, 2001) .
Estructura .
-Revisar la posición de las cargas y forma para que no sean ex-
céntricas ni se encuentren por encima de las posibilidades del
muro (“NZS 4297 (1998): Engineering design of earth build ings,”
1998).
-Organizar el espacio de las juntas de construcción verticales
para que se encuentren cada 3 a 6 m.
Térmico .
-Organizar las capas del cerrami ento para que sean pe rmeables
del interior al exterior (Guigou Fernández & Canari as, 2002).
Recomendaciones en zona sísmica sin normativa.
-Edificios de una sola planta, geometría simple y simétrica. Arrios-
tramien t o y long itud de los elementos, recomendaciones de di-
mensiones y posi ción de huecos (Auroville Earth Institute, 2005;
Minke, 2001).
Media de los
GI
Estructura .
-Modificar la esbeltez del muro si no se arri ostra el muro o arrios-
trar el muro siguiendo las medi das establecidas. Establecer me-
joras en el mortero o incluir aditivos en el BT para mejorar la ca-
pacidad portan te ( Morton, 2008b) .
- Si la organización espacial es regular o irregular, pero elemen-
tos no son continuos, será necesari o arriostrar o atar los muros en
la medida de lo posible 83 .
-Zonas sísmicas. Atado de los muros mediante zunchos, desvin-
cular los espacios (Auroville Earth Institute, 2005; Minke, 2001).
-Juntas de dilataci ón del muro. Di stancia máxima de separa-
ción. Colocar las juntas aprovechando ca mbio de mat erial.
-Evitar la colocación del B T en cerramientos con mucha carga
83 Cómo arriostrar el muro (Guillaud et al., 1995). Cam biar el aparej o para modificar el espesor del
muro.
262
Ana Romero Girón
E VC
eólica y ajustar la longitud de la protección efectiva. Refuerzo
de las esquinas del muro .
Requerimiento de incendios.
-Revisar el contenido de fibras, materia orgánica , la densidad
del bloque (Morton, 2008b). Se recomienda el uso de rev esti-
miento.
Salubridad .
-Correcta ventilación del espac io (Minister io de Fomento, 20 15).
Acústica .
-En caso de exigencia acústica, revi sar la densidad del bloque
(Aenor, 200 8b) y la continui dad de los elementos.
Térmico.
Determinar la necesidad de ai slamiento térmi co y el espesor del
muro (Minis terio de Fomento, 2013) .
Media de los
GI
Estructura .
-Estudio del ti po de estructura . Será necesario RECALCUL AR la
estructura teni endo en cuenta el espesor del muro, mejorar la
estabili dad de los muros delga dos mediante cont rafuertes o
descargar la carga p ortante mediant e un sistema de vigas, ar-
mar el muro (para zonas sísmicas).
Proponer otro tipo de estruct ura portante o defini ción del siste-
ma: monolítico basado en muros continuos , de sistema portante
independiente al muro medi ante pilares y vigas o de si stema
mediante arcos.
-Modificar la organi zación espacial del proyecto .
-En caso de sismo, modificaci ón del tipo de est ructura portant e.
Requerimientos de incendios.
Modifi car el espesor del muro acorde a las exigenci as contra
incendios. Modi ficar el conteni do de fibra o revisar la existe ncia
de materia orgáni ca. Utilizaci ón de revestimi ento.
Acústico .
Proponer aislami ento acústi co o refenir el detalle constructiv o
para su adaptaci ón a la exigencia acústi ca.
263
Viabilidad Constructiva con bloque de tierra en España
E VC
Cimentación
GI alto – Ac-
ciones re-
comenda-
das
Estructura .
-Revisar la posición de las cargas para que no sean excéntri cas
ni se encuentran por encima de las posibilidades del muro (“NZS
4297 ( 1998): Engineering design of earth buildings, ” 1998).
-Comprobar que la transmisión de las car gas del muro a la ci-
mentación se reali zan correctamente medi ante una superfi cie
plana y con una altura correct a (Asociaci ón Colombiana de
Ingeniería sísmic a, 2005).
Salubridad.
Impermeabilización y soluci ones sin acumulaci ón junto al muro
(Guillaud et al., 19 95; Mini steri o de Fomento, 2015).
GI medio –
Acc io n es
leves
Estructura .
-Altura de transmisión de las cargas: 25 – 50 cms (Guillaud et al. ,
1995; Houben, 1995).
-En el caso de sobrecimientos, como ejemplo: emplear ladrillo
cocido o ro ca con mat erial de relleno compact o y resi stente.
Colocación de traba ent re cimentación y muro (Minke, 2001).
Salubridad .
-Impermeabilizaci ón y drenaje con acumulación temporal 84 .
-Capa de protección impermea bilizante de la cimentación
(M inisterio d e Fomento, 2015).
-Drenaje adecuado en el terreno ( Guillaud et al., 1995).
GI bajo –
Acc io n es
moderadas
Estructura .
-Será necesario recalcular la estructura teni endo en cuenta un
sistema de armados , aumento del espesor del muro, disminuci ón
de luces, entre o tros (Guillaud et al., 1995).
-Ubicar cimentaci ón bajo los muros de carga de la estructura
(Guillaud et al., 1995).
-En caso de sismo , conexión verti cal entre el muro y la cimenta-
ción (Auroville Earth Institute, 2005 ; Minke, 2001).
Salubridad .
-Impermeabiliza ción y acu mulación prolong ada bajo el muro
(Guillaud et al., 1995).
84 P r o p u e s t a s d e i m p e r m e a b i l i z a c i ó n y b a s e d e l m u r o p a r a e l u s o d e l B T e n f u n c i ó n d e l a s c o n d i c i o -
nes constructiv as mínimas del CTE ( Mi nisteri o de Fomento, 2015).
264
Ana Romero Girón
E VC
Base del muro
GI alto – Ac-
ciones re-
comenda-
das
Salubridad .
-Uso de acerado perimetral.
GI medio –
Acc io n es
leves
General .
-Comprobar la distanci a de seguridad del terreno y su pendi en-
te con respecto al cerramient o (Minke, 2005). En cas o de zona
sísmica, la distancia será 3 m (Minke, 2001).
-Revisar el porcentaje de fibras de las que está compuesto el BT.
Salubridad .
-Elementos que protejan de salpicaduras tanto e n el interior co-
mo exterior. Ejemplo: zócalo de una altura entre 0,50 a 1,00m.
Estabilización de los bloques i nferiores o rev estimientos con alt a
resistencia a la fi ltración. Distint o material en la base como pi e-
dra, bloques o madera que evit en la ascensión de agu a.
-Colocación de barrera anti -capilaridad. Altura recomendada
del muro (75 mm) o al menos a 150 m m del nivel del suelo
(M inisterio d e Fomento, 2015).
- E v a c u a c i ó n d e l a g u a e n e l i n t e r i o r d e l a c á m a r a e n c a s o d e
varias capas y aislamient o térmico en su interior.
Otros .
- Revisar el tipo de barrera ant i -termita utilizada que se encuen-
tre al menos a 75 mm del nivel del suelo (P eter Walker, 2001).
Estructura .
- Aumento del espesor, contrafuert es, uso de vigas, fábrica ar-
mada, entre otros…
Acústico .
- Comprobar la continuidad de los element os para garantizar el
comportamiento acústico.
GI bajo –
Acc io n es
moderadas
General .
-Realizar una excavación próxima al muro que evite el contacto
del terreno contra el muro.
Estructura .
-Modificar la vegetación colindante con la base del muro.
-Modificar el uso del espacio colindante de la base del muro
para evitar el contacto de an imales u otros elementos que pue-
dan erosionar el muro.
Salubridad .
-Modificar el terreno colindante del muro para evitar que colin-
de el terreno con el muro y le transmita humedad. Est udiar una
solución constructiv a acorde al CTE DB HS para muros en con-
tacto con el terreno (Minis terio de Fomento, 2015).
Otros .
- Colocación de barrera anti -termitas.
265
Viabilidad Constructiva con bloque de tierra en España
E VC
Huecos
GI alto – Ac-
ciones re-
comenda-
das
Estructura .
-Evitar los arcos en zonas sísmicas. Revisar que el total de huecos
no sobrepase el 20% en caso de zona sísmi ca.
-Revisar que los extremos del dintel sobrepase el hueco en , al
menos, 25 cm.
Salubridad .
-Elementos especiales en los huecos. Revisión del tipo de bloque
en los extremos del hueco (M inis terio de Fomento, 2015).
GI medio –
Acc io n es
leves
Estructura .
-Revisar el número total de huecos, las di mensiones de los hue-
cos, las distancias ent re los huecos si no se cumple alguna de las
disposici ones señaladas. Aportar refuerzos donde sea necesario
y estudiarlos .
-Colocación de un elemento sopo rt e a modo de dintel y an claje
de acero en los extremos con una di stancia mínima aconsejada
de 25 cm desde el hueco.
- Si se utilizan arcos, revisar que la distancia máxima a la termi -
nación del muro sea menor de 450 mm.
-Refuerzo del hue co en el cent ro del muro mediante bloques
especiales para empot rar la ventana o la puerta.
-En caso de sismo. Modificar la forma de los huecos desde la
zona de atado hasta la zona inferi or.
Salubridad .
-Colocación de vierteaguas en los alféi zares 85 .
-Revisar la ventilación del espacio donde se ubican para evitar
la saturación del BT para evit ar las condensaciones .
GI bajo –
Acc io n es
moderadas
Estructura .
-Reestudiar el tipo de hueco para el sistema estructural a reali -
zar 86 .
-Si la configuración espacial es irregular, recalcular el número de
huecos y sus dimensiones.
-Se recomienda no utili zar arcos en zona sísmica.
-Disminuir el ancho del arco a me nos de 1,8 m.
Salubridad .
-Añadir elementos que generen una correct a ventilación para
que no se provoque la saturación del BT.
-Colocar impermeabili zación según normativ a en grados de im-
permeabilización 5.
85 Propuesta de el ementos que ev iten la satu ración de la fábri ca desde el hueco .
86 Tipo de huecos para los di stintos ti pos de estructuras (Guillaud et al., 1995 ).
272
Ana Romero Girón
V alidación
tura basada en la tierra como material portant e. Para ello, se utili zó BTC (de l a
empresa Bioterre – fabricante P7) tanto par a los paramentos verti cales como para
las cúpulas. En este proyecto ta mbién han sido desarrollados paramentos vertica-
les con tapia y paramentos horizontales con cubierta ajardinada.
Su forma circular promuev e los trabajos realizados en cooperativo. Esta forma es
compatible con la ejecu ción de cúpulas construidas con B TC. Las aulas v arían
sutilmente en superficie , radio y altura en función de las edades de los niños
(Barbeta , Palau, & Navarret e, 2012). Tiene una super ficie const ruida de 716 m 2 .
Figura 81 Plant a de distribución del inmueb le BAR-001. Fuente: (Barbeta et al., 2012)
El proyecto ha sido ev aluado por los técnicos redactores mediante el programa
informáti co LIDER establecido por el CTE DB HE 1 obtiendo una calificación ener-
gética A.
Las característi cas técnicas más relev antes son las siguientes:
Resistencia a compresión del bloque entre 7-10 N/mm 2
Aislamiento térmico de corcho natural para un espesor de 30 cm con
una transmitancia térmica de 1,30 W/m2ºC.
273
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España V alidación
Aislamiento acústico de la soluci ón adoptada de 54 dB.
Resistencia al fuego ma yor a 240 min.
Los morteros utili zados de cement o natural rápido o mortero M-2.5 con
adición de un 50% de tierra prepar ada TM A<5mm. Espesor de 1,5 cm .
Los grosores de los muros alternan entre 15 cm de las partici ones y 30
cm y 45 cm (fachada norte) al exterior.
En el interior se aplica tratamiento hidrófugo. Por otro lado, la composición de la
fachada d e e s t e c a s o d e e s t u d i o n o h a s i d o d e s a r r o l l a d a e n n i n g u n o d e l o s a n t e -
riores. Esta est á compuesta por doble fábrica de BTC con aislami ento de corcho
natural y cámara de aire en su interior (figura 82). Además, ambas hojas están an-
cladas por llaves de acero galvanizado .
Figura 82. Composici ón de la fachada. B AR-001. Fuente: Proyecto Escuela (Barbetá et al., 2014). El a-
boración propi a.
Figura 83. Hueco. BA R-001, Fuente: Proyecto Escuela (Barbetá et al., 2014). El aboraci ón propia.
274
Ana Romero Girón
V alidación
El hueco se completa con carpi ntería de madera sobre la lámina impermeabi li-
zante y el premarco se fija entre los BTC (figura 83). Otros huecos se componen de
pieza cerámica haci endo la forma curv a (figura 84).
Figura 84. Eje cució n de uno de los huecos . Tipo ov alado con pi eza cerámica. Fuente : Proyecto Es-
cuela.
El apoyo del muro en la cimentación se realiza de manera si milar al caso de estu-
dio BAR-002 es deci r, sobre un bloque de h o r m i g ó n y m e d i a n t e l a a p o r t a c i ó n d e
una varilla metálica. A continuación , éste se eleva por enci ma del nivel del te-
rreno y se coloca una lámina impermeab ilizant e. En la parte superior del muro ,
dado que es portante , se ha diseñado una viga de hormi gón armado que recoge
y distribuye las cargas que transmite la cubi erta. Así mismo, este arriostra los di stin-
tos muros que componen el inmueble (figura 85).
Figura 85. Detall es de coronación de muro y base. Fuente: (Barbeta et al ., 2012)
275
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España V alidación
Dado el uso educativo del inmueble, debe n ser cumpli das exigencias de caráct er
térmic o, ac ústico, es truc tural ( d ebido al mur o portante) y al fuego. Debido a que
el muro se encuentra protegido por un re vest imiento hacia e l exter ior, las exige n-
cias de exposición sev era y cara vista no serán de apli cación, pero sí, parámetro
exterior.
En primer lugar , se aplicará la herramienta a un caso inicial que correspon de con
la r ealid ad de l ed ifici o. Para ello, se exponen los datos de partida del proyecto
arquitect ónico para el EVC obtenidos de di stintos document os aportados por el
arquitect o ( tabla 44):
Tabla 44. Entrada de datos del Caso BAR-001 – Caso ini cial. Fuente: Elaboraci ón propia.
Código: BAR-001 Escuela Santa Eulalia de Ronçana
Nombre
Calidad del producto
Sobre el BT a utilizar
Del producto BTC - Bioterre
Tipo de producción In si tu o ex terna Externa
Tipo de BT y compo-
sición del bloque
previsto
Tipo de estabi lizante Cemento
Declaraci ón de estabi lizante Si
Certifi cación de estabili zante Si
Densi dad prevista Si
U til iza ció n d e f ibr as No
Indicaci ón de composición del
agua No
Materi a Orgáni ca o sales. No
Declaración de
datos
Densi dad Si
Resistenci a a compresión Si
Resistenci a a ci clos de humecta-
ción/secado Si
Resistenci a a la erosi ón Si
Absorción de agua por capil ari-
dad Si
Resistenci a a ciclos de hi elo
/deshi elo Si
Propiedades térmicas del pro-
ducto Si
Permeabilidad al vapor de agua Si
Reacción al fuego Si
Dimensi ones Si
276
Ana Romero Girón
V alidación
Tolera nci as Si
Planeidad Si
Defect os Si
Alveo los Si
Certificación me-
diante ensayos
normalizados
Densi dad Si
Resistenci a a compresión Si
Resistenci a a ci clos de humecta-
ción/secado Si
Resistenci a a la erosi ón Si
Absorción de agua por capil ari-
dad Si
Resistenci a a ciclos de hielo
/deshi elo Si
Propiedades térmicas del pro-
ducto Si
Permeabilidad al vapor de agua Si
Reacción al fuego Si
Requisitos constructivos
Aspectos generales Localizaci ón del proyecto Santa Eulali a de
Ronçana
Ciu dad
Características ge-
nerales del inmue-
ble
Altu ra 3 metros aprox.
Nº de plantas 1
Composición espa cial No s imétrica / Curv a
Uso del ed ificio Educaci ón
Características del
muro Localizaci ón del bloque en fa-
chada (Exterior o i nteri or e varias
capas)*. Exterior
Tipo de reves timie nto del m uro o
cara vista *. Revesti miento
Tipo de mortero a u tiliza r. Morter o de cal
Composición del muro. Doble fábric a de BTC
de 30 cm con cámara
y aislami ento de cor-
cho natural de 2 cm.
Previsión de altu ra del apoyo del
muro. 15 cms sobre el terreno
Tipo de apoyo del muro en la
cim entaci ón.
Mu ro el ev ado po r
bloque de hormi gón y
anclado a l a cimen-
taci ón
Previsi ón de cimentaci ón. Zapata corrida de
hormigón apoyada
directamente sobre el
fi rm e
Arri ostrami ento del muro. Viga de coronaci ón
277
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España V alidación
Esbeltez . 2,5 metros d e alto
Volu metr ía s imétr ica o ir regular. Irregular
Huecos Con huecos
Espesor previ sto. 30 cms
Continui dad de los elementos Si
Previsión de juntas Si
Previsió n de aná li sis de l morte ro
util izado de aga rre Si
Elementos de pro-
tección U til iza ció n d e zó cal o No
U til iza ció n d e co rn isa Si
Características
constructivas gene-
rales
Tipol ogí a estructural Muros d e ca rga
Sistem a constructiv a: portante o
no portante Portante
Estruc tura: i denti fic aci ón de car-
gas y sobrecargas 1 Verti cales
Estruc tura: i denti fic aci ón de car-
gas y sobrecargas 2 No procede
Exigencias ¿Exposición sev era? No
¿Cara vi sta? No/Si
¿Exi genci as de aislami ento térmi -
co? Si
¿Parámetro ex terior? Si
Ex ige nc ias acú st icas Si
Exig encias estructur ales Si
Exig encias de resi stenci a al fuego Si
Agentes externos
Aspectos ambienta-
les Zo na pl u vio mé tr ica de pro med ios
(C T E ) III
Viento domi nante de la zona Levante y po niente
Viento (km/h ) -
Zona Eólica C
Tempe ratura mínima <0ºC
Humedad del ambiente >70%
Riesgo de microorgani smos Si
Aspectos del te-
rreno Desc ripció n de l perfil del terr eno
con respecto al lugar de inter-
venci ón Levem ente incli nado
Altur a del n ivel fr eático Se desconoce
Coefici ente ag de la zona (Sismo)
0,0 9
Aspectos patrimo-
niales Catálogo No
Normas específicas No
Grado de protección -
278
Ana Romero Girón
V alidación
Estrategias de sosteni bilidad No
Normas constructiv as específicas No
Otros
Tipo de vegetaci ón colindante
De hoja caduca en la
fachada sur que da
sombra en verano y
luz, en invi erno
Tipo de conta minaci ón posibl e Ning uno
Uso del espacio coli ndante Patio de juegos
Ámbito de trabajo
Ejecución de muros
Cimentación No
Base del muro
Huecos en el muro
Dintel Si
Jambas Si
Alfé izar Si
Acabados
Int erior Si
Exterior Si
Instalación de recursos técnicos Si
Coronación del muro
Como puede observarse en los datos de partida , a simple vista se trata de un edi-
ficio qu e está co nstru ido co n un produc to con, prácticamente, la total idad d e los
ensayos desarrollados por la normativa UNE 41410: 2008.
A continuación , con los datos recopi lados de los datos de partida , es posible
desarrollar los NET de l os indicadores (tabla 45):
Tabla 45. A signación de v alores NET. Fuente: Elaboración propi a.
Bloque de
estudio Subgrupo Ind icador NET
C-CA Calidad
del producto C-CA-AF Aspectos
Físicos
C-CA-AF-001 Densi dad 3,00
C-CA-AF-002 Resi stencía mecánica 3,00
C-CA-AF-003 Resi stencía a ciclos de humecta-
ción/secado 3,00
C-CA-AF-004 Resi stenci a a la erosi ón 3,00
C-CA-AF-005 Absorci ón de agua por capilaridad 3,00
C-CA-AF-006 Resi stencia a ciclos de hi elo/deshielo 3,00
C-CA-AF-007 Propiedades térmi cas del producto 3,00
C-CA-AF-008 Permeabilidad al v apor de agua 3,00
C-CA-AF-009 A dherencia 3,00
279
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España V alidación
C-CA-AQ Aspectos
Químicos
C-CA -AQ- 001 Caracterí sti cas de los co nstituyen tes
- Estabilizantes 3,00
C-CA-AQ-002 El a gua como constituyent e 1,00
C-CA-AQ-003 Reacción al fuego 3,00
C-CA-AG Aspectos
Geométricos
C-CA-A G-001 Dimensi ones y tol eranci as 3,00
C-CA-AG-002 A specto 3,00
40,00
C-RC Requisi-
tos constructi-
vos
C-RC-S
Seguri-
dad
C-RC-S-
001 Estruc -
tural
C-RC-S-001.1 Transmisión de las cargas 3,00
C-RC-S-001.2 Transmisión al terreno 3,00
C-RC-S-001.3 Capacidad portante 3,00
C-RC-S-001.4 Configuración espacial 2,00
C-RC-S-001.5 Configuraci ón de los huecos 3,00
C-RC-S-
002 In-
cendios C-RC-S-002 .1 Seguridad en caso de incendios 2,00
C-RC-S-
003 Situa-
ción ac-
tual
C-RC-S-002.2 Estado de las lesiones existentes 3,00
C-RC-H 001 H abitabi-
lidad
C-RC-H-001.1 Higi ene, salud y protecci ón del me-
dio am biente 3,00
C-RC-H-001.2 Aislami ento acústico 3,00
C-RC-H-001.3 Aislami ento térmico 3,00
28,00
C- AE Accio-
nes externas
C-AE-F
Acciones
Físicas
C-AE-F-001 Met eorológi-
ca
C-AE-F-001.1 Pluviosidad 3,00
C-AE-F-001.2 Viento 3,00
C-AE-F-001.3 Temperatura 2,00
C-AE-F-002 Morfológicas C-AE-F-002.1 Perfil del terreno 3,00
C-AE-F-003 Ag entes
naturales C-AE-F-003.1 Si smo 3,00
C-AE-M
Acciones
mecáni-
cas
C-AE-M-001 Ag entes
antrópicos C-AE-M -001 Uso del espacio por ani -
males, personas… 3,00
C-AE-Q
Acciones
Químicas
C-AE-Q-001 Organismos C-AE-Q-001.1 Ag entes biológic os 3,00
C-AE-Q-002 Ag entes
antrópicos C-AE-Q-002.1 A ctividades del hom-
bre 3,00
C-AE-Q-003 Ag entes
naturales C-AE-Q-003.1 Humedad del terreno 3,00
C-AE-Q-003.2 Humedad del ambi en-
te 3,00
C-AE-Q-003.3 Radi ación solar 3,00
E n e l b l o q u e d e Calidad del producto , tal y como se exponía con anterioridad, la
realización de casi la totalidad de los ensa yos de la normativa repercute en un
alto porcentaje de puntuaci ón alta en los indicadores. Esta casuísti ca ayudará a
la idoneidad de las características del producto con las ex igenci as marcadas en
el proyecto.
Con respecto al bloque de Requisitos Constructivos, cabe dest acar la evaluación
de tres indicadores con menor puntuaci ón. Por un lado, la Configuració n Espacial
280
Ana Romero Girón
V alidación
de las aulas está desarrollada medi ante formas regulares. Aunque la totali dad del
edificio se compone de disti ntos espacios y cada uno de ellos se configura de
manera más o menor regular, la forma en su totali dad es irregular. Si bien es ci erto,
se destaca la exi stencia de una viga de coronaci ón que soporta el peso de las
cubiertas y une los muros existentes. Si embargo, este EVC define que las edi fica-
ciones con este tipo de configuración espaci al, aunque se encuentren arriostra-
das, sean ev aluadas como 2 debi do a una reducida si metría en plant a (aunque
esta opinión es susceptible a la decisión del técni co). Por otro lado , el uso docen-
te hace necesario la utili zación de sistemas de extinción de incendios 88 . Si se reali-
za con agua, los muros que se encuentran sin revestimiento pueden verse afecta-
dos. Es por ello, que dicho indicador será ev aluado co mo 2.
Mediante los NET, se obtienen los NETP y po r último, los GI. En esta tabla, se indican
los NETP medi ante el color gri s y los GI y GI C, con una tonali dad más oscura (tabla
46).
Tabla 46. Resultados de los NETP y GI de BAR-001.
Cimen-
tación Base
del
muro
Huecos en el muro Acabados Instalación
de recur-
sos técni-
cos
Corona-
ción del
muro
Dintel Jambas
Alféizar Inter ior Exterior
Indi ca dor
C-CA -AF -001 Densi dad 0,00 0,21
0,13
0,13
0,14
0,14
0,14 0,24 0,32
C-CA -AF -00 2 R esi sten cí a m ecá-
nica 0, 00 0,21
0,39
0,13
0,14
0,14
0,14 0,36 0,32
C-CA -AF -00 3 R esi sten cí a a
ciclo s de humectació n/secado 0,00 0,21
0,13
0,26
0,27
0,27
0,29 0,12 0,16
C-CA -AF -00 4 R esi sten ci a a la
erosión 0,00 0,31
0,13
0,13
0,14
0,27
0,14 0,24 0,16
C-CA -AF -005 Abso rci ón d e
agua por capilaridad 0,00 0,21
0,13
0,26
0,27
0,27
0,29 0,24 0,16
C-CA -AF -00 6 R esi sten ci a a
ciclo s de hiel o/deshi elo 0,00 0,21
0,13
0,13
0,14
0,14
0,29 0,12 0,16
C-CA-AF-007 Propiedades
té rmic as d el p rod uct o 0,00 0,21
0,26
0,26
0,27
0,14
0,14 0,12 0,16
C-CA -AF- 008 Perme abil idad al
vapor de agua 0,00 0,21
0,26
0,26
0,27
0,41
0,43 0,12 0,16
C-CA -AF -009 Ad here ncia 0, 00 0,21
0,13
0,13
0,14
0,14
0,14 0,36 0,16
C-CA-AQ-001 Caracter í sticas
de los con stituy entes - Estabili-
zantes 0,00 0,21
0,13
0,13
0,14
0,27
0,14 0,24 0,32
C-CA -AQ- 002 El agua como
constituye nte 0,00 0,07
0,04
0,04
0,05
0,05
0,05 0,08 0,05
C-CA-AQ-003 Re acción al
fuego 0,00 0,21
0,39
0,39
0,27
0,41
0,43 0,12 0,32
C-CA-AG-001 D imensiones y
tolera ncias 0,00 0,21
0,39
0,39
0,41
0,14
0,14 0,24 0,32
C-CA-AG-002 Asp ecto 0,00 0,21
0,26
0,26
0,27
0,14
0,14 0,24 0,16
0,00 2,86
2,91
2,91
2,91
2,91
2,90 2,84 2, 89
C-RC-S-001.1 Transm isión de las
cargas 0,00 0,45
0,33
0,23
0,21
0,18
0,20 0,45 0,32
88 Tabla1.1. Do taci ón de instalaci ones de pr otecci ón contra incendios – CTE DB SI 4.
281
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España V alidación
C-RC-S-001.2 Transm isión al
terreno 0, 00 0,15
0,33
0,23
0,21
0,18
0,20 0,45 0,32
C-RC-S-001.3 Cap acidad por-
tante 0,00 0,45
0,50
0,23
0,21
0,18
0,20 0,30 0,47
C-RC-S-001.4 Con figuración
espacial 0,00 0,20
0,22
0,31
0,29
0,24
0,40 0,10 0,21
C-RC-S-001.5 Con figuración de
los huec os 0,00 0,15
0,50
0,69
0,64
0,18
0,40 0,30 0,16
C-RC-S-002 .1 Segur idad en
caso de incend ios 0,00 0,20
0,22
0,15
0,14
0,35
0,13 0,20 0,21
C-RC-S-002.2 Est ado de las
lesiones existentes 0,00 0,30
0,17
0,23
0,21
0,35
0,20 0,30 0,32
C-RC-H-001. 1 Higiene, salud y
protección de l medio am biente 0,00 0,30
0,17
0,23
0,21
0,35
0,20 0,15 0,16
C-RC-H-001. 2 Aislamiento acús-
tico 0,00 0,30
0,17
0,23
0,21
0,35
0,40 0,30 0,32
C-RC-H-001. 3 Aislamiento té rmi-
co 0,00 0,30
0,17
0,23
0,43
0,35
0,40 0,30 0,32
0,00 2,80
2,78
2,77
2,79
2,71
2,73 2,85 2, 79
C-AE-F-001. 1 Pl uviosidad 0,00 0,43
0,23
0,60
0,60
0,20
0,47 0,23 0,40
C-AE-F-00 1.2 Vient o 0,00 0,29
0,23
0,20
0,20
0,20
0,47 0,23 0,20
C-AE-F-001. 3 Temperatura 0,00 0,10
0,15
0,13
0,13
0,13
0,11 0,15 0,13
C-AE-F-002.1 Perfil del terreno 0,00 0,29
0,23
0,20
0,20
0,20
0,16 0,23 0,20
C-AE-F-003. 1 Sismo 0, 00 0,29
0,46
0,40
0,40
0,40
0,32 0,46 0,40
C-AE-M-0 01 Uso de l espacio por
animales, personas… 0,00 0,29
0,23
0,20
0,20
0,40
0,32 0,23 0,20
C-AE- Q-001 .1 A gentes b iol ógi-
cos 0,00 0,29
0,23
0,20
0,20
0,20
0,16 0,23 0,20
C-AE -Q-0 02.1 A c tivid ades del
hombre 0,00 0,29
0,23
0,20
0,20
0,40
0,32 0,23 0,20
C-AE-Q-003.1 Humedad de l
terreno 0, 00 0,29
0,23
0,20
0,20
0,20
0,16 0,46 0,20
C-AE-Q-003.2 Humedad de l
ambiente 0, 00 0,29
0,46
0,40
0,40
0,40
0,32 0,23 0,40
C-AE- Q-003 .3 Ra diaci ón sola r 0,00 0,14
0,23
0,20
0,20
0,20
0,16 0,23 0,40
0,00 2,95
2,92
2,93
2,93
2,93
2,95 2,92 2, 93
A continuaci ón se describe la evaluaci ón obtenida en el caso de estudio inicial
que corresponde con los datos de parti da reales del edificio.
1º evaluación
Los datos obteni dos en el 1º evaluación han alcanzado unos niveles adecuados.
Es dec ir, se enc ue nt ra n po r en ci ma de la me dia de te rmi na da (t ab la 4 7) . Es te c as o
de estudio se asemejaría al rest o de casos de estudi o realizados en Cataluña
(BAR-002 , GER-001, GER-002) coi ncident e con el mismo equi po de trabajo y que
en la actualidad desarrollan sus i nmuebles con el producto del fabricant e P7.
Tabla 47. 1º Evaluación BAR-001.
Código
C-CA
Calidad
del pro-
duct o
C-RC Requi-
sitos cons-
tru ctiv os
C- AE
Acciones
externa s
Resultado
BAR-001 2,89 2, 78 2, 93 3
288
Ana Romero Girón
V alidación
Las recomendaciones generales proponen mejorar el inmueble mediante elemen-
tos aislante s o modificar el di seño del in mueble dada la poca v iabili dad del siste-
ma.
En base a todo lo expuesto, la modifi cación de los aspectos estructurales disminu-
ye la viabilida d constr uctiva del B T signific ativamente. No obstante, ante tal situ a-
ción, se ha verificado cómo la herrami enta propone recomendaci ones adecua-
das para solv entar dicha disminuci ón.
2- A contin uación se propone un muro sin revestimiento al exterior. En est e c aso , s e
comprueba que los in dicadores que mo difi can el NET por di cha circunst ancia en
los requisitos construct ivos son C-RC-ES-001 Habitabilidad y C-RC-S-002.1 Segurida d
en caso de incendios tomando ambos valor 2. Ambas circunstanci as no modifi-
can los valores de los GI en est e bloque de est udio ningún ámbi to. Si se anali za el
resto de indicadores , en el subapartado es tructural, el revestimiento no tiene es-
pecial relevancia: no afecta a la esbeltez, ni a la transmisión de las cargas, ni a la
configuración de los huecos y en el caso de incendios, afectará en la extinción
debido al agua y po r otro lado, la falta de rev estimiento puede ser solvent ada
mediante el aumento del espes or de la hoja. En el caso del sub grupo de la Habi -
tabilidad afectará al comportamiento en salubri dad, sin embargo, este hecho
valorado y la ponderaci ón en el conjunto del bloque de estudio no supone la di s-
minución de los GI. Será i nteresante conocer est a misma circuns tancia en las Ac-
ciones externas para det erminar la i mportancia del uso del rev estimient o.
Cuarto caso. Modificación de criterios sobre las Acci ones externas.
En este caso, se modificarán los NET refe ridos a 2 cri terio s del proyecto: aspectos
referidos a la situación del inmueble en cuanto a lluvi a, viento y humedad y en
consecuencia a dicha situaci ón, la existencia de revestimiento. Así mismo, se ana-
lizará si las recomendaciones marcadas se ajust an con los GI obtenidos.
1- Se propone la modificaci ón de la localización del in mueble a una zona pluvio-
métrica tipo III o IV sin protección efect iva ( v uelo en la coronación , sin revestimi en-
to o zócalo) o tipo II y zona eólica tipo B o tipo A sin re v estimiento. Los NET que
dismin uyen son el de lluvia y viento a un v alor 2. En este caso , los GI obteni dos son
los siguientes ( t abla 55):
289
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España V alidación
Tabla 55. GI pa ra valore s 2 e n la lluv ia y el vien to. Fuen te: E laboració n pro pi a.
Si además, se considera que el entorno posee un porcentaje de humedad por en-
cima de los 70% con riesgo de congelación de los poros del BT. En este caso , se
oca siona n lo s sigu iente s GI ( tabla 56 ):
Tabla 56. GI para NET con valo r 2 en la lluvi a, viento , temper atura y ambi ente. Fuente : Elaboraci ón
propia.
Las recomendaciones propuest as y que se extraen del capítulo 5 para este caso
serían:
o Base del muro. Colocación de elementos que protejan el ámbito como
barreras anticapilaridad , zócalos, estabilización de los bloques inferiores ,
entre otros.
o Huecos. Colocaci ón de vierteaguas en los alféizares que garantice el dis-
currir del agua.
o Acabados. Añadir revestimiento al muro por el exterior.
o Coronación. Colocación de elementos qu e eviten el di scurrir del agua por
el muro.
Según los datos mostrados , la lluvia y el viento disminuyen con siderablemente la
idoneidad del BT. Si además, se añade que el edi ficio se encuentra en un entorno
húmedo , este aspect o se aumenta llegando a obtener GI bajos si los NET varían
entre 1 y 2.
Tabla 57. GI pa ra NET co n valo r 2 en todo lo indica do en la tab l a 56 y humeda d del ambien te. Fuen -
te: Elaboraci ón propia.
290
Ana Romero Girón
V alidación
Según las respuestas analizadas del EVC , la idoneidad frente a las situaciones mos-
trad as osc ila con e l uso de l reve stimie nto. Es dec ir, la d isminuc ión de l os NET en
cada uno de esos indi cadores está relacionada di rectamente con el uso del re-
vestimiento. Es p or ello, que el uso del reve stimiento repercut e en mayor medi da a
la respuesta del edifi cio ante las acciones externas que en los requisitos const ructi-
vos .
Quinto caso. Modifica ción del producto por ladrillo cer ámico.
Además, se propone la mod i ficaci ón del producto a u n ladrillo cerámico utilizado
en la herramienta para conocer qué in dicadores no podrían ser evaluados. En
primer lugar, se establece una comparativa en la c alidad del producto . Se ev a -
luará qué ensayos y normativ a se determinan para cada producto y qué indi ca-
dores no podrían ser determinados ( t abla 58).
Tabla 58. Comparativo e ntre BT y ladr illo Cer ámico en la calida d del produ cto. Fuente: E labora ción
propia.
Indicador Bloque de tierra Ladrillo cerámico
C-CA-AF-001
Densidad Determinaci ón del ensayo según UNE-EN 772-13:2001 para todas las
tipos de fábri cas.
C-CA-AF-002
Resistencía mecánica Determi nación del ensayo según UNE-EN 772-1:2002 para todas las
tipos de fábri cas.
C-CA-AF-003
Resistencía a ciclos de
humectación/secado
Ensayo espec ífi co para BTC en l a
UNE 41410:2008 . Para adobe y BTE
ser ía po si ble su ut ilizac ión.
No se determina ni nguna norma
UNE .
C-CA-AF-004
Resistencia a la erosión Ensayo erosi ón acelerada SA ET
específico para BTC.
No se ha encontrado ni nguna
norma al resp ecto.
C-CA-AF-005
Absorción de agua por
capilaridad
Según UNE-EN 772-11:2001 ( A nu-
lada por UNE-EN 772-11:2011).
De ter min ació n d e la abs orc ión de
agua.
UNE 67027:1984
Ensayo de succi ón: UNE
67031:1985
UNE-EN 772-11:2011 para pi ezas
de arcilla coci da también .
C-CA-AF-006
Resistencia a ciclos de
hielo/deshielo
Para el BTC no se esti pul a un en-
sayo pe ro sí, tipo de fábricas e n la
UNE 41410:2008 .
Ensayo de heladi cid ad:
UNE 67028:1997 EX
C-CA-AF-007
Propiedades térmicas del
producto
UNE-EN 1745:2002 para ambos produc tos (anulada por UNE-EN
1745:2013.
C-CA-AF-008
Permeabilidad al vapor
de agua
UNE-EN ISO 12572 para los producto s y materiales del edi ficio. Por lo
que vale para ambos pro ductos.
C-CA-AF-009
Adherencia UNE EN 998-2:2004 (UNE EN 998-2:2012). M ortero de albañil ería.
UNE-EN 1052-3:2003. Resi stencia i nicial a cortante.
Resistenci a del mortero con UNE EN 1015-11:2000.
Todos los ensayos so n para fábri cas de albañil ería por lo que sería para
ambos i gual.
C-CA-AQ-001
Características de los
constituyentes - Estabili-
zantes
Según los sulfatos: UNE-EN 772-5 :2002
(anulada por UNE-EN 772-5:2016 ) aunque
esta es para arcilla coci da, pero lo indi -
ca la UNE 41410:2008.
Contenido de sal es solu-
bles: UNE-EN 772-5:2016
291
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España V alidación
C-CA-AQ-002
El agua como constitu-
yente
CTE DB SE-F determi na la clase de expo sici ón en función de l as mism as
determinaci ones de agua que la UNE 41410:2008.
C-CA-AQ-003 Reacción
al fuego Igual para ambos productos . UNE-EN 13501-1
C-CA-AG-001
Dimensiones y tolerancias UNE 41410:20 08. U NE-EN 772-16 :2001
C-CA-AG-002 Aspecto
En base a lo expuesto, el bloque de Calidad del producto en ambos productos no
sería determinant e si se hace referenci a únicamente a la i nformación di sponible
sobre las características . En cambio , si hace referencia a las normativas tenidas en
cuenta en los distintos ensayos, los resultados no serían tan evidentes dadas las
distintas normativ as que los rigen en algunos casos .
A continuación, se propone una comparativ a entre los productos en el bloque de
Requisitos constructivos. Se pretende conocer posi bles diferencias entre los pro-
ductos y si la herramienta verifica que el producto evaluado no es BT ( tabla 59).
Tab la 59. Comparativo BT y ladr illo cerá mico en lo s re quisitos c ons tru ctivos . Fuen te: Elab orac ión pro-
pi a.
Indicador Bloque de tierra Ladrillo cerámico
C-RC-S-001.1
Transmisión de las cargas Se apli caría igual en l os productos.
C-RC-S-001.2
Transmisión al terreno La definición de los NET
se basa en el BT.
En la transmi sión al terreno no se
podría indica qué NET sería dado
que hay indi caci ones referidas al BT.
C-RC-S-001.3
Capacidad portante La definición de los NET
se basa en el BT.
Con respecto a la capaci dad por-
tante no se podrí a indicar el NET
dado ya que los niv eles describen
situaci ones especí ficas del BT.
C-RC-S-001.4
Configuración espacial Se apli caría igual en l os productos.
C-RC-S-001.5
Configuración de los huecos Las dimensiones mostr adas
en este indi cador son refer en-
tes a la c onstrucci ón con
tierra.
No se podría aplicar para el
ladr illo c erámico.
C-RC-S-002.1
Seguridad en caso de incendios Con respec to al tema de las
fibras no se p odría comparar
entre un producto y o tro.
No se podría aplicar para el
ladr illo c erámico.
C-RC-S-003.1
Estado de las lesiones existentes S e aplicarí a igual en los productos .
C-RC-H-001.1
Higiene, salud y protección del
medio ambiente. Salubridad
La definición de l os NET se
basa en e l BT.
En el caso de la absorci ón de
agua por capilari dad es el mi s-
mo ensayo. En el caso de las
fibras no se p odría señal ar el NET
dado que son especi ficaciones
del BT.
C-RC-H-001.2
Aislamiento acústico Las indi caciones sobre l a
densid ad son referentes al BT.
Algunos criterios de este i ndica-
dor son posibles en el ladril lo
cerámico.
C-RC-H-001.3
Comportamiento térmico Se hace ref erenci a al BT so-
bre las adi ciones posibl e no
incl uidas en el ladrillo cerá-
mico.
No se podría determinar.
292
Ana Romero Girón
V alidación
En el bloque de estudio comparado , se muestran diferencias que evi denciarían
que la herramient a no puede ser apli cada para ot ro producto. Por último, los aná-
lisis efectuados con ant erioridad se repetirán en el bloque de Acciones externas
( tabla 60).
Tabla 60. Com parativ o BT y ladrill o cerámico en las acci ones exter nas. Fuente: E laboraci ón propi a.
Indicador Bloque de tierra Ladrillo cerámico
C-AE-F-001.1 Lluvia Aunque la lluvi a y el viento no afec taría n de igual manera al
BTC, adobe, BTE y ladr illo, la def inición del i nd icador ser ía simil ar
dado que se fundamenta en la l ocalización y en l a protección
efectiv a sobre el producto .
C-AE-F-001.2 Viento
C-AE-F-001.3 Temperatura Congel ación afec ta de disti nta
manera tanto al adobe como al
BTC y BTE debido a la poros idad.
La densid ad es distinta al
BT y est e se encuentra
cocido.
C-AE-F-002.1 Perfil del terreno Si mil ar.
C-AE-F-003.1
Sismo Aunque el sism o no afectarí a de igual mane ra al BTC , adobe,
BTE y ladr illo, la de finició n de l i nd i cador sería simila r dado que s e
fundamenta en la l ocalizaci ón y en la protección efecti va sobre
el producto.
C-AE-M-001 Uso del espacio
Simi lar.
C-AE-Q-001.1
Vegetación, animales y otros.
C-AE-Q-002.1 Ambiente
C-AE-Q-003.1
Humedad del terreno Aunque el ladrill o cerámi co tiene m ejor comportami ento frente
al agua, la hum edad del terreno tambi én afec taría y este i ndi -
cador podría ser toma do de igual manera.
C-AE-Q-003.2
Humedad del ambiente Similar.
C-AE-Q-003.3 Radiación solar
En el caso de las acciones externas, pueden ser medidas de manera similar a am-
bos productos dado que depende de la locali zación mayorm ente. La diferencia
se encuentr a en cómo af ectan estos ag entes a los d istintos produc tos. Para obte-
ner resultados más exhaustiv os es necesario un est udio más detallado en el que se
tenga en cuenta los valores de los distint os ensayos necesarios.
En este capítulo han sido analizadas v arias situaciones t omando como base un
caso real donde las soluciones constructivas aport adas obtuvieron un resultado
adecuado . A partir de dichas soluciones se di sminuyeron los NET en función de
varias hi pótesis. Los result ados obte nidos han sido co ntrast ados con las recomen-
daciones desarrolladas en el capítulo 5 comprobándose que las recomendaci o-
nes se relacionan con las hi pótesis iniciales. En base a ello, se finaliza est e capítulo
verificando que , es posible determinar los resultados obt enidos en el resto de ca-
sos de estudio queda ndo vali dada la herrami enta.
293
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
Capítulo 6
Resultados y discusión del estudio de viabilidad
constructiva (EVC)
Una vez validada la herramienta, en este capí t ulo se exponen los result ados y
discusión de los casos de est udio considerados en este trabajo. Además, se mues-
tran las soluciones const ructivas desarrolladas basa das en los resultados obt eni-
dos en todo el proceso.
7. 1. C o ns i de ra ci o n es pr ev i a s .......................................................................................... 2 95
7. 2. An ál i si s de l os re su l ta do s de l E VC ........................................................................... 29 8
7. 3. De t al l es co ns t ru ct i v os y es p ec i fi ca ci o n es ............................................................ 31 7
7. 3.1. Descripci ón de mat eri a les y si st emas co ns t ru ct i v os ............................. 32 0
7.3. 2 . D es ar ro l lo .................................................................................................. .... 325
295
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
7. R ESULTADOS Y DISCUSIÓN DEL ESTUDIO DE V IABILIDAD CONS-
TRUCTIVA (EVC)
Una vez v alidada la herrami enta y compro bado su funci onami ento, en este capí-
tulo se exponen los resultados obteni dos en los casos de estudio y en el desarrollo
de soluciones construct ivas como soport e del cumpli mient o de las exigencias
constructivas . Los resultados se estructurar án con el mismo orden seguido en el
procedimiento del EVC.
Antes de analiz ar dichos resultados, se considera oportuno realizar ciertas consi de-
raciones previas para dar resp uesta a algunos de los objetiv os específicos marca-
dos.
7.1. C ONSIDERACI ONES PREVI AS
En primer lugar, en los objetivos específicos se estableció la determinación de re-
quisitos constructiv os y el desarrollo de indicadores para ev aluar la viabi lidad cons-
tructiva del BT. Est o se ha desarrol lado en el capítulo 4. Las determinaciones cons-
tructivas proporci onan información sobre el producto y aspectos constructiv os. Así
mismo, se han enfatizado las exigencias a las que está someti do el proyecto arqui -
tectóni co. Estas determinaciones podrían ser actuali zadas mediante próximos es-
tudios que actualicen los criterios sobre el uso del BT.
A continuación , la organización de las determinaciones constructivas según los
ámbitos del elemento constructivo permiti ó desarrollar las recomendaciones
constructivas most radas en el capítulo 5.
Otro objetivo específico se enfocaba haci a la realizaci ón de un inventario de la
arquitectura construida con BT en España, de los fabr icantes del producto y del
resto de agentes de edificación. Con esta intención ha sido necesario recopilar
edificacio nes que emplean BT en todo el territorio español para poder desarrollar
la misma herramient a de evaluaci ón. Entre ellos se seleccionaron casos de estudi o
representativos gracias a su i mportanci a, a sus usos y a la faci lidad de obt ención
de la información. Este objetivo específico ha si do desarrollado en el capítulo 3.
En el apartado siguiente , se analizan los resultados obtenidos de la aplicación del
EVC a los casos de estudio.
296
Ana Romero Girón
R esultados
7.2.
A
NÁLISIS DE RESULTADOS DEL
EVC
A continuación, se muestran los resultados obteni dos por bloques de estudio y se
finalizará con la visión global del EVC.
Asignación de los Niveles de Evaluación Técnica (NET)
Calidad del producto 90
Una vez especi ficada part e de la entrada de datos de los distintos casos de estu-
dio, se establecieron los NET . Los resultados obtenidos se muestran en la tabla 61.
Todos los casos de est udio están indicados en las columnas de la t abla y en las
filas se muestran los indicadores del bloque de estudio de Cali dad del producto .
Tabla 61. NET de la calidad del producto entre casos de estudi o e indicadores.
Como puede observarse en la tabla anterior, estos indicadores muestran una serie
de valores que se repit en de manera indistinta. Unicament e en 5 casos de estudi o
se determina que todos los i ndicadores obtienen una punt uación de 3 en los NET .
90
La calidad del producto s e d e f i n e m e d i a n t e e l c o n j u n t o d e datos sobre los ens ayos y carac terísti -
cas que se obti ene del BT previo del proyec to arqui tectóni co y las exigenci as. Esta i nformació n se
clasific a como datos no aportados, datos declarados pero no cer tificados y datos certi ficados por
laboratori o homologado.
297
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
Por el contrario , los casos de estudio que han obtenido menor puntuaci ón en los
NET han sid o GRA - 001, MA L-001, SEV -002, SEV-003 y ZA R-001.
De todos los casos de est udio, los de menor punt uación coi nciden con inmuebles
que no poseían certificación de los ensayos llevados a cabo en el proyecto . De
hecho, es necesario agrupar los casos GRA-001, MAL-001 y ZAR-001 frent e a los
casos SEV-002 y SEV-003 dado que est os dos últimos, práct icament e en su totali-
dad, no han certificado ningún aspecto del producto.
El resto de casos que coinciden en las v aloraciones de los NET, pertenecen a un
mismo fabri cante y si la DF de cada caso no ha realizado otro ensayo disti nto al
certificado por el fabri cante, los casos de estudio con ese fabricant e, coinciden
en su valoración. Como ejemplo se agrupan todos los casos de Madrid (MA D-001
a MAD-008) que pertenecen al fabricante P9, los del fabricante P4 (A L M-001, ALM-
002, SEV -001, ZAR-00 2, HUE-001 y MA D-009) o P7 (todos los c asos con valoración 3)
quienes declaran y certifican en mayor medi da las característi cas de sus produc-
tos.
Por último en el análisis de la tabla anteri or, indicar que la v aloración de los NET se
relaciona con los result ados obtenidos en el capít ulo 3 sobre las encuestas r ealiza-
das a los fabricantes. En parti cular, sobre la aportaci ón de sus fichas t écnicas y los
ensayos aportados .
Por otro lado a la evaluación de los NET, se establece un estudio del número de
veces que se repite la numeración de los NET para anali zar qué ensayos son los
que más se certifi can, se declaran o no se realizan.
El cómputo del número de veces que se repite la numeraci ón se muestra en la ta-
bla 62. En ella pueden verse todos los indicadores junto a 3 columnas que corres-
ponden a los NET: la columna de los NET con el Nº 3 son los casos de estudio que
tienen ensayos certi ficados, la Nº 2, los casos con ensayos declarados y por últim o,
la columna Nº 1, son aquellos que no tienen realizados los ensayos.
304
Ana Romero Girón
R esultados
Tabla 65. Resultados de la 1º Ev aluac ión para to do s los casos de estudi o. Fuente: Elaboraci ón propi a.
En la tabla anterior se observa que son pocos los modelos que no superan el valor
límite establecido en los requisitos constructivos. De hecho, los valores obtenidos
para los Requisitos const ructivos muestran mejores result ados en comparación con
los otros dos bloques.
El bloque mejor punt uado es el de los requ isitos constructivos , seguido del de ac-
ciones externas y de cali dad del producto , ambos con un 28% de casos con valo-
res por debajo del valor límite. Estos resultados se relacionan con los NET introduci-
dos en los datos de partida , por lo que, evidentemente, son semejantes.
Los resultados de la cali dad del producto se corresp onden con modelos que han
obtenido sus productos a través de la prod ucción in situ o una fabricación ocasio-
nal del producto (SEV-002, SEV-003 o ZAR-001). Esto ocasiona que los ensayos sean
menos frecuentes y su valoración de los NET se corresponda con un v alor 1.
305
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
Cabe indicar que el hecho de que no se h aya certificado el producto no d etermi-
na que no se conozcan las características del mismo . Estas p uedan ser de clara-
das pero no certi ficadas o conoci das por la experiencia en ot ros inmuebles.
En total de los casos de estudi o, un 46 % no supera alguno de los bloques de estu-
dio indicados en la herrami enta. Uno de ellos, MAL-001 no supera ni nguno de los
bloques, otro, no supera dos bloques (SEV-003) y el resto, 11 casos de estudio, no
superan un bloque.
Algunos casos se relaci onan entre sí, como por ejemp lo PAL-001, PAL-002, PAL-003
y PAL-004 que no supe ran el valor límite de la cali dad del product o. Esto es debido
a que los 3 casos pertenecen al mismo fabri cante. Así mismo, con respecto a las
acciones ex ternas, 4 casos de l a comuni da d de M adrid obti enen un va lor pareci-
do. Esto se debe a que estas desarrollan sus soluci ones constructivas de manera
similar y en la misma localización.
Para poder est ablecer comparaciones ent re los distintos casos podrán ut iliz arse
mapas triangulares que ofre cen una vi sión resumida de la 1º ev aluación. De di -
chos gráficos es posible extraer el área de los mismos pudi endo ordenar los gráfi-
cos en función del área obtenida.
El mayor área correspond e con ALM-001 ( 3 ,16) y el de menor, GRA-001 (1,55). El
resto de los casos de est udio serán mostrados en el anexo C junto con el orden
obtenido en función del área.
Al igual que en la tabla, en las gráficas tri angulares se marca una mayor puntua-
ción en los Requisitos Constructivos, a co ntinuación las acciones ext ernas y la Ca-
lidad del produ cto. También es posible de termi nar qué casos de estudi o determi -
nan mejores resultados en la 1º evaluación . En este caso BA L-001, ALI-0 01, GER-0 01,
BAR-002 y GER-00 2.
1,00
1,50
2,00
2,50
3,00
C-CA
Calidad del
producto
C-RC
Requisitos
constructivos
C- AE
Acciones
externas
ALM-001
1,00
1,50
2,00
2,50
3,00
C-CA
Calidad del
producto
C-RC
Requisitos
constructivos
C- AE
Acciones
externas
GRA-001
306
Ana Romero Girón
R esultados
Esta primera ev aluación permite obtener los result ados preliminares sobre los casos
de estudio y categori zar las siguientes casuísti cas:
El primer caso se produce cuando todos los valores medios del GI han sido
adecuados (por encima del valor lími te, señalizados en verde en la gráfic a).
Esta opción se ha dado en 14 c asos de estudio que supone un 50% de los ca-
sos totales. Estos casos de est udio se corresponden con casos que han defini-
do, casi en su t otalidad, los ensayos necesari os para las exigenci as determi-
nadas en proyecto y han definido de manera ade cuada las s oluciones cons-
tructivas. No obstante, aunque en esto s casos los resultados son idóneos, se
aconseja una revisión en la segunda evaluaci ón.
Otra opción es que no se hayan obtenido resultados idóneos en el bloque de
estudio de la Calidad del producto y, en cambio, los requisitos constructivos y
las acciones externas hayan adquirido resultados por encima d e la media . En
esta circunstanci a, si la modificación de los criterio s sobre el producto es posi-
ble, será necesario cuest ionarse la opción de complement ar los ensayos del
producto o modifi car el producto para obtener más i nformación del mi smo.
Será en la segunda ev aluación donde se detallen las exi gencias no cumpli -
das. Esta opci ón ha sido encontrada en 8 casos de estudio que supone un
28% del total de los casos. Estos result ados se corresponden con casos que
fueron valorados en el bloque de est udio con NE T de valor 1 o 2.
Otra de las posibilidades que puede presentarse es cuando los requisitos
constructivos o las acciones ext ernas no obtienen resultados ad ecuados. En-
tonces será necesario detallar los grados de idonei dad en la 2º evaluaci ón en
los distintos ámbitos y conocer qué soluci ones constructivas pueden ser mejo-
radas. Esta opci ón sucede en 8 casos de estudio. En parti cular, sólo uno de
ellos no supera el valor límite en los requi sitos constructivos y el resto, no lo ha-
ce en las acci ones externas. Se corresponde con casos de estudi o que deben
mejorar alguno de los criterios constructiv os determinados en los proyectos .
Como por ejemplo, la falta de protección efectiva en el muro (revestimiento ,
mayormente , zócalos, cornisas, entre otros) o en el c aso de MAL-001 que no
supera los requisitos const ructivos debido a la falta de defi nición de aspect os
estruc turales.
En base a los resultados mostrados es posi ble indicar que los caso s de estudio ob-
tienen mejores resultados en el bloque de estudi o de los requisitos const ructivos.
307
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
Sin embargo, en los otros dos bloques será necesari o estudiar los ensayos a reali -
zar, las exigencias que no se solventan y la adecuaci ón de las soluciones construc-
tivas de los proyectos ante las localizaciones de los inmuebles.
2º Evaluación
A continuaci ón, se anali zan detalladamente cada blo que, indicador y ámbit o. La
2º evaluación corresponde con los casos de est udio que no han superado los va-
lores límites determinados para cada bloqu e y en los que es posible modificar sus
criteri os. Así mismo, es posible conocer det alladamente los grados de idonei dad
del resto de casos de estudi o para prof undi zar o mejorar algunos aspect os aun-
que el valor de cada bloque haya sido adecua do.
En la tabla 66 se indican todos los result ados obtenidos para la 2º evaluaci ón en el
caso de la Calidad del producto . En las filas de la tabla, se muestran los indicado-
res y las exigencias que le corresponden 99 . En las columnas se posicionan todos los
casos de estudi o y como resultado, si las exi gencias han sido cumpliment adas o
no por medio del color verde o rojo respectiv amente.
T a b l a 6 6 . R e s u l t a d o s d e l a s e x i g e n c i a s s o l v e n t a d a s e n l a 2 º E v a l u a c ió n p a r a e l b l o q u e d e e s t u d i o d e
la Calidad de l producto. Fuente: Elaboración propia.
De los 28 casos de estudio anali zados, 12 de ellos han cumplido con todas las exi-
gencias marcadas e n la norma UNE 4141 0:2008 (esto supone un 42% del total de
casos).
99
Esta afirmación se de scri be en e l apartado 5. 2. Entrada de da tos.
308
Ana Romero Girón
R esultados
En este bloque de estudio se indicó que era necesario consultar la 2º eval uación
aunque los resultados en la primera eval uación fueran óptimos . E s t o s e d e b e a
q u e l a 1 º e v a l u a c i ó n e s e s t im a t i v a y b a s a d a e n l a m e d i a d e l o s G I y n o s e r á h a s t a
la 2º evaluaci ón donde se analice en detalle qué exigenci as son solventadas con
los ensayos determinados . En base a ello, se reseñan los casos de estudio MAD-002
a MAD-008 que obtuvieron un resultad o ad ecuado en la 1º evaluación, sin em-
bargo en la 2º evaluaci ón han obtenido una exi gencia no solv entada, la exigen-
cia térmica. Esto evidencia que no será hasta la 2º evaluaci ón donde se conoce-
rá con exactit ud la viabilidad en la Calidad del produ cto.
Las exig encias que menos se solventan para estos casos de estudi o son la reac-
ción al fuego , lo s req uisitos estruct urales y los tér mic os . Si se comparan estos resul-
tados con las opini ones realizadas por los fabricantes , la reacción al fuego y las
exigencias térmicas corresponde n con dos de las exigencias que menos han sido
ensayadas (apartado 3.4.2). Sin embargo, en el caso de los requisitos estructurales ,
aunque la demanda del ensayo sobre la resistencia mecánica del BT es elevada,
dado que la resi stencia del mortero no se ha ensayado en los casos de est udio , la
exigencia estructural no es solventada en su totalidad.
Una vez conoci das las exigencias que son solventadas en los casos de estudio , es
interesant e conocer, en particular , si es necesaria la realización de todos los ensa-
yos. Para ello, en la tabla s i guiente ( tabla 67) se muestran las 5 categorías esta-
blecidas en el apartado 3.6 100 y que ahora se exponen según el nivel de cumpli-
miento de sus resultados .
Para cada categoría se eli ge uno o varios casos de e studio represent ativos. A su
v e z , a c a d a u n a s e l e i d e n t i f i c a c o n s u t i p o d e s o l u c i ó n c o n s t r u c t i v a e n e l m u r o
(números del 1 al 5).
En la tabla, en pri mer lugar se muestra la categoría o tipo establecidas, a conti-
nuación el caso de est udio que descri be. Cada caso se divi de en dos columnas : Ll
primera indica los result ados de las exigenci as (si esta ha sido solv entada o no) y la
segunda, los valores NET de los distint os indicadores.
100 Podrían suceder más casos de los expuestos en es te trabajo. Para el cumplimi ento de la normati-
va será necesari o conocer las características del BT , su posición y las característi cas del proyecto.
309
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
Tabla 67. Comparati va entre l os NET y los resultados d e las exi gencias . Exigenci as con NET. Calid ad
del producto.
A simple vista se puede observar cómo ha y NET que no se cumplen (r ojo), es deci r
ensayos no certificado , pero su correspondient e 2ª evaluación es positiv a ( v erde ).
Si se analiza cada tipo de muro estableci do se obtienen cuáles son las exigencias
y ensayos necesarios , así como la relación con los resultados obtenido:
Tipo 1. Fábri ca ejecutada con BT , colocada en el interior de vari as capas, sin re-
vestimi ento y para uso resi dencial.
Este tipo de situaci ón se muestra en dos casos de est udio. En uno de ellos
se han realizado todos los ensayos posibles , por lo que evidentemente, las
exigencias han sido solventadas en su totalidad. Sin embargo, en el se-
gundo caso , 4 indicadores obt uvieron un NET con v alor 1 y todas las exi -
gencias fueron solv entadas. Esto es debi do a que al ser fáb ricas i nteriores
no es de aplicaci ón la exigencia de pa rá me tro e xte rio r , pero sí la exigen-
cia de cara vist a por la falta de rev estimiento.
310
Ana Romero Girón
R esultados
En el uso residenci al privado, si además es aislado, es necesario estudiar si
la exigencia acúst ica y térm ica son de aplicaci ón. También será impor-
tante conocer si la fábrica es portant e o no, ya que sí serán de apli cación
las exigencias estructurales y de fuego .
En base a los datos m ostrados y el cumplimiento de las exi gencias, en de-
finitiva, la posición del BT en este tipo de muro faci lita el cumplimiento de
la normativa a excepción de la cara vist a 101 .
Tipo 2. Fábri ca ejecutada con BT , colocada en el interior de vari as capas, sin re-
vestimiento y otro uso que no sea residenci al.
E s t e t i p o e s u n l e v e v a r i a n t e d e l a n t e r i o r , y a q u e s o n d e a p l i c a c i ó n o t r a s
exigencias como las acústi cas y térmicas.
Por el contrario , las exigencias estructurales y al fuego serán de apli ca-
ción si el muro es port ante. Tal y como puede observarse en la tabla ante-
rior, el caso de e studio most rado no posee ni ngún ensayo más que la de-
claración de dos de ellos . No obstante, dada la posición del BT en el mu-
ro, no son de aplicación algunas de las exigencias como las de Paráme-
tro exterior o exposición severa .
Por lo tanto, este tipo d e solución construc tiva pose e cierta dif i cultad
añadida que el tipo anterior ( t ipo 1), aunque por la posi ción del BT en el
int eri or si gue si en do una s oluci ón vi ab le.
Tipo 3. Fábrica ejecutada con BT , colocada en el interior de varias capas, con re-
vestimiento y otro uso cualquiera.
Debido a que la fábri ca se encuent ra revestida y sit uada en el interior del
cerramiento, según lo establecido con anterioridad, se faci lita aún más el
cumplimiento de la normativa ya que no es necesaria la aplicación de
cara vista ni parámetro ext erior. Sin embargo, es importante conocer si la
fábrica es port ante o no, ya que si lo es, son de aplicación las exi gencias
101 Esta ma tización sobre el cumplimiento de l a exig enci a del BT como cara vista en el interi or será
consid erada o no por el técni co.
311
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
estructurales. Así mismo, será necesario comprobar la necesi dad de exi-
gencia acústica y térmica en funci ón de la posición del muro y el uso.
El caso que se muest ra en la tabla correspo nde a un uso admini strativo y
se sitúa en medianera. Esto provoca que sea de aplicaci ón las exigencias
acústicas, t érmicas y al f uego . Dado que no se realizan dichos ensayos ,
las exigencias no son solv entadas.
Tipo 4. Fábrica ejecutada con BT, colocada en el exterior de varias capas, sin re-
vestimiento y otro uso cualquiera.
P a r a e st e ti p o d e f áb r ic a, e s d e a p l ic ac ió n l a e xi g e nc ia de parámetro ex-
terior y cara v ista dada la posi ción del BT y la falta de rev estimiento , inde -
pendientemente, de las exigencias acústi cas y térmicas según el uso. Si el
BT es portant e será de aplicación los requisitos est ructurales y al fuego .
Todo ello dificulta el cumplimiento de la normativa dado que el volumen
de exigencias es mayor. El caso mostrado en la tabla anterior (MAD-005)
ha obtenido la certificación de gran part e de sus ensayos a e xcepción
de los térmicos.
Tipo 5. Fábri ca ejecutada como hoja principal con BT, con revesti miento en am-
bas caras y cualqui er uso del inmueble .
Para este caso es necesario el cumpli miento de las exi gencias estruct ura-
les, al fuego , par áme tro e xter ior y cara vist a (si no posee rev estimient o).
Habrá que estudi ar también si son necesari as las exigencias acústi cas y
térmicas . Los dos casos que se muestran como ti po 5 indican dos situa-
ciones distintas. La primera d e ellas (A LM-001) no realiza la total i dad de los
ensayos pero sí los suficient es para el cumplimient o de las exigencias del
proyecto. En contraposi ción, el segundo caso no realiza ni ngún ensayo
sobre el producto. Por lo que no se solventa ninguna exigencia.
Mediante esta 2 º evaluación en la Cal i dad del product o, el técnico podrá tomar
la decisión de continuar con el producto selecci onado, complet ar los ensayos
necesarios en función de las e xigencias o, por el contrario , desechar dicha op-
ción.
Por todo lo expuesto, se puede afirmar que no siempre son necesarios todos los
ensayos sobre el BT para superar las necesidades del proyecto arquitectónico . Se
312
Ana Romero Girón
R esultados
ha comprobado co mo algunos casos de estudio no han des arrollado todos los
ensayos especificad os en la UN E 41410:2008. Sin embargo, estos estaban su jetos a
varias exi gencias según el caso. Dado que las exigenci as están relacionadas con
los ensayos realizados, si alguna exigenci a no es de cumplimi ento, el ensayo no
será necesario.
A continuación , en las tablas 68 y 69 se mue stran los resultados y estos se exponen
en 2 filas [RC (Requisitos Constructivos) y AE (Acciones externas)] en relación con
los ámbitos del elemento constructivo.
Las cifras junto con las tonali dades muestran los GI para los requi sitos constructivos
y las acciones externas.
313
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
Tabla 68. Grados de idoneidad de los casos de estudi o. 1º parte. Fuente: Elaboraci ón propia.
320
Ana Romero Girón
R esultados
Banda perimetra l 4. 2
Cámara de aire 5
Impermeabilización 6
Barrera anticapilaridad 6.1
Bajo cimentación 6.2
En hueco 6.3
Carpintería y elementos del
hueco 7
Carpintería 7.1
Dintel 7. 2
Alféizar 7.3
Estructura y cimentación 8
Cimentación – Zapata
corrida o aislada
8.1
Forjado Sanitario 8.2
Solera 8.3
Sobrecimentación 8.4
Vigas 8.5
Pilares 8.6
Otros 9
Ventilación 9.1
Hormigón de limpieza 9.2
Zócalo 9. 3
Terreno compactado
(s u b - ba s e )
9.4
Tubo drena nte 9.5
Lámina geotextil 9.6
Grav as 9 .7
Paso de instalaciones 9.8
Por otro lado, en las especi ficaci ones se muestra el código de cada elemento
constructivo junt o a una aproximación al espesor , a una descripci ón, a una pro-
puesta sobre materiales y a otros dat os relevant es que definan el objeto, referen-
cias para su especi ficación y, por últi mo, a las condiciones constructiv as que se
definen en las normativas. Como ejemplo se muestra la siguient e tabla (tabla 74):
Tabla 74. Ejemplo sobre l as especificaciones en l os detalles constr uctiv os.
Nº Espe-
sor Descrip-
ción Pr opues t as Especifica-
ción Condicio-
nes CTE DB
1 >1,5
cm
Revesti-
miento
exterior
Sin rev est im ient o
Revestimiento con revoco sin
aditivos
Revestimiento con revoco con
aditivos* 2
Ej.: CS III-W 1
HS Facha-
das
R1-R2-R3
321
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
7.3.1. D ESCRIPCIÓN DE MATERIA LES Y SIST EM AS CONST RUCTIVOS
Previo a los detalles , se propone una descri pción de alguno de l os sistemas cons-
tructivos como aclaraci ón a referencias generales y que sirvan como ejemplo:
tipos de productos , designación de los mi smos u otros aspectos que no se traten
en las tablas de los detalles constructivo s (apartado 7.3.2). Se aconseja que los
productos propuestos cumplan criterios ecológi cos basados en ecoetiquetas de
tipo I, II o III 105 . El orden seguido en la explicación de los materiales se corresponde
con el orden realizado en la tabla 73.
1) Revestimientos
Para los revestimientos se aconseja el uso de la cal dado que la cal es el conglo-
merante más adecuado en est os casos. Para ello, es necesario conocer q ue se-
gún la UNE- EN 459-1:2011 , se desi gnan como CL / DL (dolomítica) para la cal aé-
rea (para acabados i nteriores), NHL para la cal hidráulica natural (para exteriores),
SPL para la cal en pasta (acabado i nterior). Es import ante reseñar que se des-
aconseja el uso del mortero de cemento.
La denominación de los morteros se realizará según la UNE-EN 998-1:2003 /AC:
2006.- Especificaciones de los morteros para albañilería. Part e 1: Mort eros para
revoco y enlucido. Los rev estimientos se desi gnan según la resistencia a compre-
sión (CS), absorci ón de agua (W) y la conducti vidad térmica (T) y se seleccionan
en función de la condici ón del CT E DB HS 1 Fachadas, entre otros. Los morteros
monocapas se designan como OC .
En los detalles constructi vos se proponen las designaci ones de los morteros 106 en
base a la normativa vigente (tabla 75):
105 Los productos i ndicados con ecoeti queta han si do seleccionados de bases de datos como po r
ejemplo: Agenda de la cons trucción sosteni bl e (htt p://www.cso stenibl e.net) y se muestra n en el
anexo C .
106 La propuesta se basa en la desi gnación del mo rtero según l a norma UNE EN 998-1 mostrad o en la
Asociación naci onal de fabri cantes de mortero.
322
Ana Romero Girón
R esultados
Tabla 75. Designaci ón de los morteros e n función de las prestaci ones según el CTE HS-1 . Fuente: Aso-
ciaci ón naci onal de fabri cantes de mor tero. Espa ña.
Condició
n
fachada
según CTE
Prestación según CTE DB HS-1 Designación según
UNE EN 998-1
Resistencia a la filtració n del revestimiento ext e rior
R1 Resistencia media a filt ración. Espesor e ntre 10-15 mm. CS III W1-CS IV W1
R2 Re sistencia alt a a la filtración CS III W 1-CS I V W 1
R3 Resistencia muy alt a a la filtración CS III W 2-CS I V W2
Resistencia a la filtración del revesti miento intermedio en la cara interio r de la hoja prin-
cipal
N1 Rev est imiento de resistencia media a l a filtración. E spe-
sor= 10 mm
CS III W 1-CS I V W 1
N2 Revestimient o de resistencia alta a la filtración. Espe -
sor= 15 mm
CS III W 2-CS I V W 2
Los revestimi entos pueden ser sin aditivos o con aditivos entre los que se encuen-
tran: fibras, colorantes, fijadores (silicato , gluten, siloxanos) , retenedores de agua,
plastificantes (naturales, químicos) que se utilizarán en función de las necesidades
del proyecto. Los espesores i rán en funci ón del tipo de capa que se r ealice y el
mate rial utili zado .
Las pinturas propuestas en este trabajo son las pint uras minerales. Estas pinturas
favorecen la t ranspirabilidad o permeabi lidad al vapor de agua y además , existen
en el mercado algunos fabricant es que aportan declaraciones ambi entales de
sus product os sigui endo la UNE 14 025 y EN 15 804 107 .
2) Fábricas tipo 1
En las de tipo 1, se i ncluyen las fábricas realizadas con producto s diferentes al BT.
Por ejemplo, ladrillo cerámico que serán los que se dibujen en los det alles cons-
truc tivos 108 .
107 En el anexo C se muestr an algunos ej emplos.
108 Este ti po de fábrica no serán detall adas respecto a sus caract erísti cas dado que el fin de este
trabajo es l a defini ción de las fábri cas reali zadas con BT.
323
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
3) Fábricas tipo 2
Las fábricas tipo 2 son las ejecut adas con BT. Se propone una fábri ca de aparejo
vari able en función de las neces idades del proyecto, to mado con mort ero de cal
designado como M-5 según la norma UNE EN 998-2 y espesor en tre 1,5 y 2 c m.
4) Aislamientos
En la actualidad es posi ble utilizar varios tipos de aislami entos para preservar una
construcción adecuada . Su espesor será en función del cumplimiento del CTE DB
HE. Algunos tipos de aislamient os que pueden ser usados en este caso son las fi-
bras de celulosa , fibra de lino t ermofijado, manta de cáñamo , manta o fieltro de
lana oveja, paja, paneles de vi rutas de madera , lana de vidri o, lana de roca, pa-
neles de corcho natural o triturado, ce lulosa de papel reciclado proyectado,
m a n t a s d e a l g o d ó n , e n t r e o t r o s . L a g a m a d e p r o d u c t o e s a m p l i a y a l g u n o s d e
ell os p oseen cer tifica ción a mbien tal 109 .
Por otro lado, CTE DB HE propon e una junta peri metral en el borde de las soleras
que será indicada en los det alles.
5) Cámaras de aire
Éstas pueden ser ventiladas o no ventiladas, aunque se aconseja que las cámaras
de aire sean venti ladas para que se eviten las condensaciones entre las capas del
muro. Tambi én será necesario est udiar la colocación de barrera de v apor.
6) Impermeabilizantes
La posición de las lámi nas impermeabilizant es se mostrará en función del CTE DB
HS y las necesidades del proyect o arquitectóni co. Se aconseja, en la medida de
lo posible, que los materiales utilizados sean con eti quetas ecológicas.
7) Carpintería
Tal y como se ha anal izado en capít ulos anteriores, los huecos constituyen un pun-
t o d é b i l d e l a f a c h a d a . E n c o n s e c u e n c i a , d e b e s e r e j e c u t a d o e n b a s e a l a s p r e s -
cripci ones normativas señaladas por el CTE.
109 Ver Anexo B.
324
Ana Romero Girón
R esultados
Con respecto a la transmisión de las fuerzas , el dintel puede ser ejecutado con
varios materiales (hormigón armado, madera, anclajes metáli cos, entre otros). Y a
se ha visto cómo este debe prolongarse más de 25-50 cm del espacio del hueco.
Así mismo, se atenderá a la colocación de materiales ai slantes que eviten los
puentes tér micos.
El alféizar debe ga rantiz ar el correcto discurri r del agua mediant e una pieza ce-
rámica o algún elemento que i mpida el acceso del agua hacia el cerrami ento. EL
CTE DB HS 1 especi fica que si la carpintería está retranqueada, la pi eza debe te-
ner 10º de pendient e como mínimo y av anzar 2 cm con respecto a la fachada
junto a un goterón en su extremo . Se dispondrá así mismo de una lámina imper-
meabilizante bajo el alféi zar ( 2.3.3.6. Encuentro de la fachada con la carpinter ía –
CTE DB HS 1 ).
En las jambas debe garantizarse la correcta unión ent re la carpintería y la facha-
da, para ello, se propone la colocación de elementos que permitan la conexión
idónea: piezas de madera , bloques estabi lizados que permitan el anclaje (alza-
do), entre otros. Por otro lado, con respecto a las jambas, el CTE DB HS 1 indica
que si el grado de impermeabi lidad es igual a 5, deb e disponerse una barrera im-
permeabilizante.
8) Estructura y cimentaci ón
Antes de analiz ar cada uno de ellos, es necesario conocer qué tipos de ci menta-
ciones son posibles: mediant e hormigón armado, BT estabili zado, piedras o ti erra
estabilizada, entre otros (figura 90).
Figura 89. Ti pos de cimentaci ón. De izquierda a derecha : hormigón , fábrica, piedras o el emento
masiv o. Fuente: Elaboraci ón propi a.
325
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
Con respecto a la estruct ura y a las fábricas, cada detalle indicará una aproxi -
mación a los elementos que son necesarios para el cumplimi ento del CTE DB SE
junto a sus exigencias. Esta nor mativa no hace referencia a la construcción con
tierra por lo que será a ún difícil su cumpli miento. En la actuali dad, el cumplimiento
estructural se ci ñe al conocimient o de la resistencia a compresión del BT en el ca-
so de que sea muro de carga tal y como se indicó en el apartado 3.5.
Una caract erística relev ante en la definición de las soluci ones constructivas será el
cumplimiento del CTE DB HS 1 que define el grado de i mpermeabili dad mínimo
exigido a las soluciones. Será necesario at ender al coefici ente de permeabili dad
del terreno y a la presenci a de agua (alta, medi a y baja), que permitirán conocer
el grado de im permeabilidad. Las condi ciones de la solución const ructiva vendrán
marcadas por el grado de impermeabi lidad y el tipo de suelo (suelo elev ado, sole-
ra o placa (losa de cimentaci ón o arriostrada).
Los grados de impermeabi lidad 1 y 2 atenderán a soluci ones relacionadas con la
constitución del suelo (condi ción C), venti lación bajo la solera (V) y capas drenan-
tes y filtrantes (D1) bajo la solera.
En cambio, cuando el grado de impermeab ilidad sea mayor que 3, a excepción
del suelo elevado, es necesaria la di sposición de lámina impermeabilizante y hor-
migón de limpieza bajo la cimentaci ón. Así mismo, es necesario tener en cuenta la
utilización de tubos drenant es junto a la cimentaci ón (D2-D3).
A partir del grado d e impermeabili dad 4 debe encastrarse el borde de la placa o
de la solera en el muro ( P2) e incluso será necesari a la disposición de acer ado en
el perímetro en los casos de suelos sin i ntervención.
Estas condici ones son definidas e n cada de talle constructiv o por separado con la
descripci ón de los productos utilizados y las posi bles mejoras.
Apoyo directo
El apoyo directo del muro sobre la cimentaci ón se puede reali zar siempre que se
garanticen que no es posible la ascensión capilar del agua, que el muro no estará
afectado por los agentes ext ernos que puedan ocasio nar lesiones en la base, que
no se genere un empuje del sist ema constructivo hori zontal (solera en los casos
dibujados) sobre el muro, entre ot ros aspectos. Para ello , se prestará especi al
atención a la coloca ción de la lámi na im permeabilizante, la hoja exterior del ce-
326
Ana Romero Girón
R esultados
rramiento, la colocación de un elemento que evite el empuje de la solera, una
posible conexión entre cerramiento y cimentación , entre otras soluci ones.
La lámina impermeabilizante puede colocarse elev ada de la cimentación sobre
las dos primeras hiladas de la fábrica. Es importante señalar qu e la posición final
de la lámina impermeabilizante está vinculada al cumplimiento de la normativa
CTE DB HS 1. Según el apartado 2.3. 3.2. Arranque de la fachada desde la cimen-
tación , la lámi na impermeabilizante debe colocarse 15 cm por encima del suelo
exterior.
Sobrecimentación
Otra opción posible es la elevación del muro medi ante la colocación de una so-
brecimentaci ón. Para ello, es posible la utilizaci ón de vigas de hormi gón armado,
piedras, bloques de hormi gón, entre otros.
327
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
7 .3.2 . D ESARROLLO
CM-1a / CM-1b
Composición del muro con varias capas - Detalle 1a y 1b
Características:
M u ros t i po 1 , 2 y 3 ( B T en el i n teri or) segú n casu ística de composición de l mu ro ( a parta-
d o 3. 6 d e l c a pí tu lo 3) .
Posible s co mposicione s de l mu ro en fu nción d e la si tu ació n del aislami e nt o, e s pesor de
la cá mara d e ai re, ejecuci ó n d e em barrad o , aparejo s d e l a s f á bri c as y la co lo caci ón
de revest imi e nt o s .
Especifica ci ones
Nº Espesor Descripción Propuestas Especificación Condiciones
CTE DB
1. 1 >1 , 5 cm Rev e st i m i ento
exteri or
- S in r e ve s t im i e n t o
-Re v esti mi ento con rev o co
si n a d i t i v o s
-Re v esti mi ento con rev o co
con adi t iv os* 2
Ej.: CS III - W 1 HS Fachadas
R1-R2-R3
2 v a r i abl e
Fábri c a ext e -
r i or de ladr ilo.
Ti po 1
- L a d r illo h u e c o do b l e c o lo -
cado a sardi n el ( D etal l e
izq u i e r d a )
- L a d r illo h u e c o do b l e c o lo -
cado a ti z ó n ( D etal l e dere-
cho )
LHD tomada
con m o rtero
M- 5
HS Fachadas
C1-C2/H/J* 3
3 va r i a b l e Fábri c a. Ti po
2.
Ad o b e ó B T C
Pos i b i lidad de barrera de
v a por en cara exteri or.
Fábri c a con
apar ej o a so-
ga t o mada
con m o rtero
de cal.
HS Fachadas
C1-C2/H/J* 3
4 > 4 cm* 1 Ai s l ami ent o No h i dróf i l o - HS Fachadas
B1-B2-B3
5 5* 1 cm Cámara de
ai r e V e nt ila da o n o v e n t ila da - HS Fachadas
B1-B2-B3
1. 2 > 1 , 5 c m
Rev e st i m i ento
in t e r i o r
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ent o con rev o co
CS II – W 0
CS III – W 0
328
Ana Romero Girón
R esultados
si n a d i t i v o s
Rev e st i m i ent o con rev o co
con adi t iv os* 2
* 1 Espesor en función de la norma t i v a CTE DB H E .
* 2 Los t i pos d e adi t i v os s e indican en el a p ar t a do 6. 3. 1 .
* 3 E n fu nción de qué fábrica se a la hoja principal.
Observacio n es:
-E stu d iar l a posición y e s pesor de l ai sl amie nt o en fu nción de l a zona cl i m át ica, l o s pue n -
te s térmi c os, las cond ens a ci ones q u e pu ed an pro v ocars e , en tre o t ros.
-Se aconseja una barr er a de vapor en la cara ex t e rna de la hoja interior a pesar d e que
la cá mara esté vent i l ad a para ev i t ar hu me dad e s de condensación.
-El 2º deta lle podría ser ut i l izado por su capa cidad port a n te.
-Para grosor es de hoja mayores de 9 cm y anchura de la cámara may o res de 5 c m , se
aco n s e ja la co lo caci ó n d e lla ve s g a l v ani z adas, acero inoxidable o no ferrosas empo-
t r adas en la s fábricas, p u est a s a tresbolillo y con distancias r e gular e s ( m áx 45 c m en ver-
t i ca l y 7 5 cm en t r e l l a v e s si tuad a s en l a misma línea) para anclar las fábric as.
-Si se coloca verd ugado , aume n t a s u esp e sor ( d etal l e 1b) .
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e la UNE 41410:2008
- S i el BT es h o ja principal hay que t e ne r e s pe cial at ención a las e x igenci as est r u c t u ral e s y
al fuego.
- S i el BT es t á sin rev e stimiento será necesario comprobar la exigencia a cara v i sta hacia
el i n teri or si el uso es d i s t int o al residencial pri v ad o.
-Será necesario comprobar la exig encia acúst i ca y t é rmica e n función de l a posició n
d e l muro en el i n m u e b l e ( v er CTE) .
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e l CTE
CTE DB HS-1:
-Grado de impermeabi lización posible d e 1 a 5.
-Est a so lución puede ser realizada co n o sin rev e st i m ient o al ext e rior o interior y cual quier
grado de i d one i dad. Se rá ne cesario incl u i r las condiciones nec e sarias s e gún la norma t i-
va.
-Para soluci ones co nst r uc t i vas co n revest i m ie n t o será n e c e saria la designación del mor-
t e r o e n f u n c i ó n d e l a r e s i s t e n c i a m e d i a , a l t a o m u y a l t a ( R 1 , R 2 o R 3 ) , t a m b i é n s i s e t r a t a
de monocapa o no mo nocapa, co nt inuo o discont i nuos.
- A p a r t i r d e u n g r a d o d e i d o n e i d a d 3 , s i n o s e c o l o c a r e v e s t i m i e n t o , e n l a c a r a i n t e r i o r
de la hoja principal e s ne ce sario un rev e st i m ient o que aport e re sist encia a l a filt ración
( C ondic i ón B – CTE DB HS 1 Fachadas).
CTE DB HE:
Per m i t e las mejoras de t r ans m i t a n cia térmica d e bido a las variaciones de posición y es-
pesor de sus capas.
CTE DB SI :
Basa s u cu m p li mi en t o en el esp e sor d e la f á bri c a y en e l re ve s t i m i e n t o q u e tenga.
CTE DB SE-F :
De finición de l a fábrica como capacidad port ante . N e c esaria l a de finición de l a clase
de e x po sición , l a composición , pro p ie da des y compor t a mi en t o d e los ma teriales.
329
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
CM-2a
Composición del muro con varias capas - Detalle 2ª
Características:
Muros t i po 4 ( B T al ex terior) según c a suís-
t i ca d e composición de l mu ro ( a part ado
3. 6 d e l ca pí t u lo 3) .
Compo s icione s d e l mu ro e n función de
l a p o s i ción de l aisl am ient o ( p o r e j ecu c ión
o n o rm at iv a) , e s p e s o r de l a c á m a ra de
ai re , ejecuci ó n d e em b a rrad o , los apare-
jos de las fábricas y la colocación de
rev e st im ient os .
Especifica ci ones
Nº Espe-
sor Descripción Propuestas Especifica-
ción Condicio-
nes CTE DB
1 >1, 5
cm
Rev e st i m i e nt o
exteri or
- S in r e ve s t im i e n t o
-Re v esti mi ento con re v o co si n
adi t i v os
-Re v esti mi ento con rev o co con
adi t i v os*
2
Ej.: CS III - W 1
HS Facha-
das
R1-R2-R3
2 va r i a -
bl e
Fábri c a d e
la dr ilo e x t e r i o r .
Ti po 1.
- L a d r illo h u e c o do b l e c o lo c a do
a sardi n el
- L a d r illo h u e c o do b l e c o lo c a do
a ti zón
LHD
HS Facha-
das
C1-C2*
3
3 va r i a -
bl e Fábri c a. Ti po 2 . Ad o b e / B T C
A s o g a t o -
ma dos con
mort e r o de
cal M-5
HS Facha-
das
C1-
C2*
3
/H /J
4 >4
cm*
1
Ai s l ami e nt o No h i dróf i l o -
HS Facha-
das
B1-B2-B3
5 5*
1
cm Cámara de
ai r e V e nt ila da o n o v e n t ila da -
HS Facha-
das
B1-B2-B3
1. 2 >1, 5
cm
Rev e st i m i e nt o
in t e r i o r
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i e nto con rev o co s i n
adi t i v os
Rev e st i m i e nt o con re v o co con
adi t i v os*
2
CS II – W 0
CS III – W 0
* 1 Espesor en función de la normat i v a CTE DB HE.
* 2 Los t i pos d e adi t i v os se indican e n las e s pe cificacione s g e ne rale s.
* 3 E n fu nción de qué fábrica se a la hoja principal.
Observacio n es:
-E st u d iar l a posición de l aisl amie nt o e n fu nción de los puen tes térmicos , las condensa-
ciones que puedan pro v ocarse y de la zo na cli m át ica, ent r e o t ros.
-El BT puede ser colocad o como muro verdugad o y aumentar su espeso r.
336
Ana Romero Girón
R esultados
Ap a r t a d o
2. 3. 3. 2
8. 1 va r i a b l e Ci m entaci ó n Zapatas
EHE
SE
HS S u el o
C1 C2 C3
8 . 3 >25 cm Suel o Sol e ra HM -20/6/40 /I
EHE
SE
HS S u el o
C1 C2 C3
8. 4 BTC es tabi li za -
dos
9. 2 1 0 c m
Horm i g ón de
li mp i e za HL-150/C/TM EHE
9. 4 30 cm Ter r e n o c o m -
pac t ado * 5 HS S u el o
Sub-base
* 1 Espesor en función de la norma t i v a CTE DB H E .
* 2 Los t i pos d e adi t i v os se indican e n las e s pe cificacione s g e ne rale s.
* 5 Carac t er ís t i ca para s u b-base.
Observacio n es
-Est a opción puede l l evar zócal o .
- E sp eci a l a t enci ón a q u e los BT qu e es té n bajo l a lámi n a i m per m ea bi li z a n t e s e reco -
mie n da que se an e s t a bilizados de bido a su contact o al ag ua.
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e la UNE 41410:2008.
- E n e s t a oca s i ó n, las exi g enci as q u e d e b e n s e r s o l v en tad a s s o n parám e t r o ex teri or, es-
t r u c tu rale s y al fue g o. E n fu nción del u s o, las exigencias tér m i c as y acúst i cas.
-Si no se coloca revest i m iento, será necesario comprobar a cara v i st a.
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e l CTE
CTE DB HS:
-Suelo: Para las so luciones co nst r uct i vas con iny e cciones o si n int e r v enci ón en el grado
de impermeabilización 2 será n e c e s a rio el cu mp limie n t o de la condición D. Se t r at a de
l a col o cación de capa dre n ant e y capa filt ra nte si tu ado bajo e l sue l o. Si e s un enca-
chado de be dispone r se u n a l á mina de poli et ileno por encima de ella.
-Suelo: Es posible aumentar el grado de impe rmeabilización si se coloca una lá mina im-
per m ea biliz a n t e bajo la zapa t a ( I 2), un tubo dr enante junto a la cime ntación ( D 1 - D 2 ) , e l
sel l a do de ju ntas ( S 1 a S3 ) y tr a t a m i e n t o d e l p e r í m e tr o ( P ) .
- F achad a : Segú n e l apa r tad o 2. 3. 3. 2 . d e l CTE DB HS 1, la lámi na impermeabilizante d e be
i r 15 cm po r enci ma d e l ni v e l d e l s u e l o . Tambi é n i n dica que si se coloca zócalo si el re-
ves t imi e n t o sea poroso, es te d e be tener una altura de 30 cm de sd e el ni v e l del suel o.
337
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
BM-S-1
Base del muro con sobrecimentación. Detalle 1.
Descripción:
Sobreci m en taci ón
Cim e n t ación:
CTE DB HS S u elo: Con solera ( s ub-base, in-
ye cciones o sin inye ccione s ).
-Grado de impe rme a bi l i dad ≤ 3.
Especifica ci ones
Nº Espe-
sor Descripción Propuestas Especifica-
ción Condicio-
nes CTE
1. 1 >1 , 5
cm
Rev e st i m i en-
to ex teri or
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ento con rev o co sin adi -
ti v o s
Rev e st i m i ent o con rev o co con
adi t i v os* 2
Ej.: CS III - W 1
HS Facha-
das
R1-R2-R3
1. 2 >1 , 5
cm
Rev e st i m i en-
to i n teri or
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ento con rev o co sin adi -
ti v o s
Rev e st i m i ent o con rev o co con
adi t i v os* 2
CS II – W 0
CS III – W 0
2 va r i a -
bl e
Fábri c a de
la dr ilo e x t e -
ri o r
Ladri l l o huec o dobl e col o cado a
sardi nel ( 1 .a )
Ladri l l o huec o dobl e col o cado a
ti z ó n ( 1 .b )
LHD tomados
con m o rtero
M- 5
HS Facha-
das
C1-C2 /H /J
3 va r i a -
bl e
Fábri c a de BT
2 Ad o b e / B T C
A soga to-
mados con
mort e r o de
cal – M-5
HS Facha-
das
C1-C2* 3
/H /J
4. 2 > 2
cm* 1
Banda p e ri -
me t r a l - HE
5 5* 1 Cámara de
ai r e V e nt ila da o n o v e n t ila da -
HS Facha-
das
B1-B2-B3
6. 1 Im p e r m e a b i -
li zac i ón Barrer a anti c a pi l a r i dad
HS Facha-
das
Ap a r t a d o
338
Ana Romero Girón
R esultados
2. 3. 3. 2
6. 2
Im p e r m e a b i -
li zac i ón Bajo sol era
HS Facha-
das
I2
8. 1 va r i a -
bl e Ci m entaci ó n Zapatas
SE
HS Facha-
das
C1 C2 C3
8. 3 >25
cm Suel o Sol e ra HM -20/6/40 /I
EHE
SE
HS S u el o
C1 C2 C3
9. 2 10 cm Horm i g ón de
li mp i e za HL-150/C/TM
9. 3 Z ó c a lo P i e d r a
9. 4 30 cm
Ter r e n o
compac t a -
do* 5
HS S u el o
Sub-base
9. 5 va r i a -
bl e* 7
Tub o drena n-
te
Conec tado a l a red de sanea-
mi ento . HS S u el o
D2
Ap a r t a d o
3. 1
9. 6 Geotex t i l
9 . 7 30 cm D r ena nte Grav as
* 1 Espesor en función de la norma t i v a CTE DB H E .
* 2 Los t i pos d e adi t i v os se indican e n las e s pe cificacione s g e ne rale s.
* 5 Caract er íst i ca para CT E DB HS Suelo - Sub-base.
* 7 Dimension a mie n t o e n CTE DB HS a p ar t a do 3. 1
Observacio n es:
- Est a so lución propone que l a l á mina imper m ea bi li zan t e ba j o la so l e ra s e a la qu e c o n t i -
núe como barrera ant i capilaridad. S i el grad o de impermea bilidad es menor , la barrera
an t i capi lar puede fijars e sobr e e l ni ve l d e la so l e ra.
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e la UNE 41410:2008.
-E n est a ocasión , l a s e x ige n cias que de be n so lv ent a rse irán en fu nción d e su el BT es ho-
ja principal por lo que s e rá n e cesario co mprobar est r uctura lmen te y a l fuego.
-E n fu nción de l u s o, l a s e x ige n cias t é rmicas y acú s t i cas.
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e l CTE DB
CTE DB HS
-Suelo: Para las so luciones co nst r uct i vas con iny e cciones o si n int e r v enci ón en el grado
de impermeabilización 3 máximo.
- E s t a so l u ci ón t i en e enc l aus t rad a la sol e ra sobre la sobr eci m en taci ón. Pod r ía ser en t e n-
dido como la condición P2 y aumentar el grado de imp e rmeabilización posible.
-Suelo: Es posible aumentar el grado de impe rmeabilización si se coloca una lá mina im-
per m ea biliz a n t e bajo la zapa t a ( I 2), un tubo dr enante junto a la cime ntación ( D 1 - D 2 ) , e l
sel l a do de ju ntas ( S 1 a S3 ) y tr a t a m i e n t o d e l p e r í m e tr o ( P ) .
-Fachadas: La altura de la lá mina imper m ea bilizante debe ser mayor de 15 cm sobr e el
ni v e l del terr eno ( C TE DB HS 1). También indica que si se co loca zócalo si el revest i m ient o
sea poroso, es te d e b e te ner una altura de 30 cm de sd e el ni v e l del suel o.
339
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
BM-S-2
Base del muro con sobrecimentación - Detalle 2
Descripción:
Sobreci m en taci ón
Cim e n t ación:
CTE DB HS S u e l o: Con solera ( s ub- base, i n y e cci ones
o sin inyecciones).
-Grado de impe rme a bi l i dad ≤ 3.
Especifica ci ones
Nº Espe-
sor Descripción Propuestas Especifica-
ción Condicio-
nes CTE
1. 1 >1 , 5
cm
Rev e st i m i en-
to ex teri or
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ento con rev o co sin adi -
ti v o s
Rev e st i m i ent o con rev o co con
adi t i v os* 2
Ej.: CS III - W 1
HS Facha-
das
R1-R2-R3
1. 2 >1 , 5
cm
Rev e st i m i en-
to i n teri or
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ento con rev o co sin adi -
ti v o s
Rev e st i m i ent o con rev o co con
adi t i v os* 2
CS II – W 0
CS III – W 0
3 va r i a -
bl e Fábri c a de BT Ad o b e / B T C
A soga to-
ma do con
mort e r o de
cal M - 5
HS Facha-
das
C1-C2* 3
/H /J
4. 2 > 2
cm* 1
Banda p e ri -
me t r a l -
HE
6. 1 Im p e r m e a b i -
li zac i ón Barrer a anti c a pi l a r i dad
8. 1 va r i a -
bl e Ci m entaci ó n Zapa tas
DB SE
CT E DB HS
Fachadas
C1 C2 C3
8. 3 >25cm Sole ra Horm i g ón arm a do
8 . 4 v a ri a- S o breci m en- Pi edras Ej : Pi edra
340
Ana Romero Girón
R esultados
bl e t a ci ón cali za t o ma-
da con mor-
ter o d e c a l
9. 2 10 cm Horm i g ón de
li mp i e za HL-150/C/TM
9. 3 Z ó c a lo P i e d r a
9. 4 30 cm
Ter r e n o
compac t a -
do* 5
HS S u el o
Sub-base
* 1 Espesor en función de la norma t i v a CTE DB H E .
* 2 Los t i pos d e adi t i v os se indican e n las e s pe cificacione s g e ne rale s.
* 5 Carac t er ís t i ca para s u b-base.
Observacio n es:
-Est a so lución per m i t e una composici ó n de facha d a por capas.
-La barrera ant i capi larilaridad pued e ser us ada en pro l onga ción como impermeabi liza-
ción de la solera.
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e la UNE 41410:2008.
- E n e s t a oca s i ó n, las exi g enci as q u e d e b e n s e r s o l v en tad a s s o n parám e t r o ex teri or, es-
t r u c tu rale s y al fue g o. E n fu nción del u s o, las exigencias tér m i c as y acúst i cas.
-Sin rev e st i m ient o será tenido en cuent a cara v i sta.
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e l CTE
CTE DB HS
-Fachada: L a altura de la lámina imper m ea bilizante debe ser mayor de 15 cm sobr e el
ni v e l del terr eno ( C TE DB HS 1). También indica que si se co loca zócalo si el revest i m ient o
sea poroso, és te d e b e ten e r una altura de 30 cm desd e el ni v e l del suelo.
-Suelo: Es posible aumentar el grado de impe rmeabilización si se coloca una lá mina im-
per m ea biliz a n t e bajo la zapa t a ( I 2), un tubo dr enante junto a la cime ntación ( D 1 - D 2 ) , e l
sel l a do de ju ntas ( S 1 a S3 ) y tr a t a m i e n t o d e l p e r í m e tr o ( P ) .
341
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
BM-S-3
Base del muro con sobrecimentación. Detalle 3.
Descripción:
Sobreci m en taci ón
Cim e n t ación:
-Sol u c ione s con sole ra ( s u b -base , iny e ccio-
nes o sin iny e ccion es).
-Grado de impe rme a bi l i dad hast a 5 .
Especifica ci ones
Nº Espe-
sor Descripción Propuestas Especifica-
ción Condicio-
nes CTE
1. 1 >1 , 5
cm
Rev e st i m i en-
to ex teri or
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ento con rev o co sin adi -
ti v o s
Rev e st i m i ent o con rev o co con
adi t i v os* 2
Ej.: CS III - W 1
HS Facha-
das
R1-R2-R3
1. 2 >1 , 5
cm
Rev e st i m i en-
to i n teri or
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ento con rev o co sin adi -
ti v o s
Rev e st i m i ent o con rev o co con
adi t i v os* 2
CS II – W 0
CS III – W 0
2 va r i a -
bl e
Fábri c a de
la dr ilo e x t e -
ri o r
Ladri l l o huec o dobl e col o cado a
sardi nel ( 1 .a )
Ladri l l o huec o dobl e col o cado a
ti z ó n ( 1 .b )
LHD tomado
con m o rtero
M- 5
HS Facha-
das
C1-C2 /H /J
3 va r i a -
bl e Fábri c a de BT A d obe / BTC
A soga to-
mados con
mort e r o de
cal M - 5
CT E DB HS
Fachadas
C1-C2* 3
/H /J
4 > 4
cm* 1 Ai sl ami ento N o h i dr ó f ilo -
CT E DB HS
Fachadas
B1-B2-B3
4. 2 > 1 c m
Banda p e ri -
me t r a l CT E DB HE
5 5* 1 cm Cámara de
ai r e V e nt ila da o n o v e n t ila da -
HS Facha-
das
B1-B2-B3
6 . 1 I m permeab i - B arrer a anti c a pi l a r i dad
342
Ana Romero Girón
R esultados
li zac i ón
6. 2 Im p e r m e a b i -
li zac i ón Baj o sol era y ci m entaci ó n
CT E DB HS
Fachadas
I2
8. 1 va r i a -
bl e Ci m entaci ó n Zapa tas
DB SE
CT E DB HS
Fachadas
C1 C2 C3
8. 4 va r i a -
bl e
S o breci m en-
tac i ón V i ga de hormigón armado
9. 2 1 0 c m
Horm i g ón de
li mp i e za HL-150/C/TM
9. 3
30 cm
de
al tura
Zócal o Pi ed ra
Se gún H S
apar tado
3. 2. 2. 3
9. 4 3 0 c m
Ter r e n o
compac t a -
do* 5
CT E DB HS
Sue l o
Sub-base
9. 5 va r i a -
bl e* 7
Tub o drena n-
te
Conec tado a l a red de sanea-
mi ento . CT E DB HS
Sue l o
D2
Ap a r t a d o
3. 1.
9. 6
Lámi na Geo-
tex t i l
9. 7 Capa Dre-
nan t e Grav as
* 1 Espesor en función de la norma t i v a CTE DB H E .
* 2 Los t i pos d e adi t i v os se indican e n las e s pe cificacione s g e ne rale s.
* 5 Carac t er ís t i ca para s u b-base.
* 7 Dimension a mie n t o e n CTE DB HS a p ar t a do 3. 1
Observacio n es:
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e la UNE 41410:2008.
-E n e s ta ocasión , l a s e x ige n cias que de be n solv e n t a rse irán en fu nción de su el BT e s ho-
ja principal por lo que será necesario comproba r est r uctura lmente y a l fuego.
-E n fu nción de l u s o, l a s e x ige n cias t é rmicas y acú s t i cas.
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e l CTE
CTE DB HS
- F a c h a d a : L a a l t u r a d e l a l á m i n a i m p e r m e a biliz a n t e debe s e r mayor de 15 c m so br e el
ni v e l del terr eno ( C TE DB HS 1)
-La imper m eabilización bajo cimen t ación y sole ra irá e n función de l a normat i v a ( C TE DB
HS 1).
343
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
H-D-1
Hueco. Dintel. Detalle 1.
Descripción:
Hueco con dintel ej ec utado con BT a sar-
dine l .
Especifica ci ones
Nº Espesor Descripción Propuestas Especifica-
ción Condicio-
nes CTE
1. 1 >1 , 5 cm Rev e st i m i e nt o
exteri or
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i e nt o con rev o co s i n
adi t i v os
Rev e st i m i e nt o con rev o co con
adi t i v os*
2
Ej.: CS III - W 1
HS Facha-
das
R1-R2-R3
1. 2 >1, 5 c m
Rev e st i m i e nt o
in t e r i o r
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i e nt o con rev o co s i n
adi t i v os
Rev e st i m i e nt o con rev o co con
adi t i v os*
2
CS II – W 0
CS III – W 0
3 va r i a b l e Fábri c a de BT Ad o b e / B T C
A s o g a t o -
ma do con
mort e r o de
cal M - 5
C1-C2*
3
/H /J
7. 1 v a r i a b le C a r p i n t e r í a
7. 2 va r i a b l e Di ntel B T ( p os i b il ida d de B T e s p e c i a l )
A s a r d i n e l
tom a d o s c o n
mort e r o de
cal M-5
SE-F Apar-
tad o 5 . 6 y
7. 2
* 2 Los t i pos d e adi t i v os se indican e n las e s pe cificacione s g e ne rale s.
Observacio n es:
-Medida que t i ene que sobres alir el dintel, a part ir de 25 cm con resp ec to al hueco.
-Si hay riesgo sís m ico, el dint e l p ued e s e r comp ar t i d o en t r e los d i s t i n t o s hu ecos enc a d e na-
dos.
1.2
344
Ana Romero Girón
R esultados
H-D-2a y H-D-2b
Huecos. Dintel. Det alle 2a y 2b.
Descripción:
Hueco con dintel de HA .
Propuesta para ev i t ar e l pu en te tér m ico.
Especifica ci ones
Nº Espesor Descripción Propuestas Especifica-
ción Condicio-
nes CTE
1. 1 >1 , 5 cm Rev e st i m i ento
exteri or
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ento con rev o co sin
adi t i v os
Rev e st i m i ent o con rev o co con
adi t i v os* 2
Ej.: CS III - W 1 R1-R2-R3
1. 2 > 1 , 5 c m
Rev e st i m i ento
in t e r i o r
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ento con rev o co sin
adi t i v os
Rev e st i m i ent o con rev o co con
adi t i v os* 2
CS II – W 0
CS III – W 0
3 va r i a b l e Fábri c a de BT Ad o b e / B T C
A soga to-
ma da con
mort e r o de
cal M - 5
C1-C2* 3
/H /J
4 > 4 cm* 1 Ai s l ami ent o No h i dróf i l o -
CT E DB HS
Fachadas
B1-B2-B3
5 5* 1 cm Cámara de
ai r e V e nt ila da o n o v e n t ila da -
HS Facha-
das
B1-B2-B3
345
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
6. 1
10 cm
de alt u -
ra
Im p e r m e a b i l i -
zac i ón
S i st ema de recog i da de l a g ua
en l a cámara de a i re* 8 .
HS Facha-
das A p ar-
t a do 2. 3. 3. 5
7. 1 va r i a b l e Carpi n terí a
7. 2 v a r i a b le D i n t e l H A
* 1 Espesor en función de la norma t i v a CTE DB H E .
* 2 Los t i pos d e adi t i v os se indican e n las e s pe cificacione s g e ne rale s.
* 8 El sistema de recogida de agua y condensa ci ones en la cámara de ai re debe llevar
una e v alua ción cada 1 , 5 m como máximo me diant e una llaga despro v i st a d e mor t ero o
un tubo d e ma terial estanco.
Observacio n es:
- M ed i d a qu e t i e n e qu e sobres ali r d e l h u eco el d i n t el co mo mí ni mo 2 5 c m s.
-Opcione s d e ev i t ar e l pu ent e t é rm ico.
-Se propone u n a l á mina impe rme a bilizant e qu e pe rmi t a l a ev al uación del agu a de l a
cámara por condensaci ón.
- E l d e ta ll e 2 b f u e d e sarr o llad o en e l caso de estu dio BAR-0 0 2 pe ro si n la lámi n a i m p e r-
meabil izante con resultados e x ce lent e s .
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e l CTE
CTE DB HE:
-Se propone una ba nda aislante co n la finalidad d e e v i t ar p u en te s térmi c os en el d i n t el
de HA.
352
Ana Romero Girón
R esultados
H-A-2
Huecos. Alfé izar. Det alle 2.
Descripción:
Hueco – Alf é izar con pi eza c e rámic a .
Especifica ci ones
Nº Espe-
sor Descripción Propuestas Especifica-
ción Condicio-
nes CTE
1. 1 >1 , 5
cm
Rev e st i m i ento
exteri or
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ento con rev o co sin
adi t i v os
Rev e st i m i ent o con rev o co con
adi t i v os* 2
Ej.: CS III - W 1 R1-R2-R3
1. 2 >1 , 5
cm
Rev e st i m i ento
in t e r i o r
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ento con rev o co sin
adi t i v os
Rev e st i m i ent o con rev o co con
adi t i v os* 2
CS II – W 0
CS III – W 0
2 va r i a -
bl e
Fábri c a de ladr i -
lo e x t e r i o r
Ladri l l o huec o dobl e col o cado
a sardi nel ( 1 .a )
Ladri l l o huec o dobl e col o cado
a ti zón ( 1 .b )
LHD tomado
con m o rtero
M- 5
HS Facha-
das
C1-C2
/H /J* 3
3 va r i a -
bl e Fábri c a de BT A d obe / BTC
A soga to-
mados con
mort e r o de
cal – M-5
HS Facha-
das
C1-C2
/H /J* 3
4 > 4
cm* 1 Ai sl ami ento N o h i dr ó f ilo -
HS Facha-
das
B1-B2-B3
5 5* 1 Cámara de ai re V e nt ila da -
HS Facha-
das
B1-B2-B3
6. 3 Im p e r m e a b i l i z a -
ci ó n Baj o al fé i z ar HS apar ta-
do 2 . 3. 3. 6.
7. 1 va r i a -
bl e Carpi n terí a M a dera, al umi n i o , entr e o t ros .
7. 3 Al f é iza r Pi eza cerámi ca HS Facha-
das A p ar-
353
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
t a do 2. 3. 3. 6
* 2 Los t i pos d e adi t i v os se indican e n las e s pe cificacione s g e ne rale s.
Observacio n es:
-La pieza cerámica debe ten e r al m e nos go teró n.
Aproxi maci ón al cu mpli miento a la UNE 41410:2008
-Podrán ut iliz arse b l oq ues accesorios e n las proximidade s del hue c o.
Aproxi maci ón al cu mpli miento d e l CTE
CTE DB HE:
-Pu e d e se r propu e st o e l u s o de u n a banda ent r e el al fé izar y l a carpinterí a con la final i-
dad de ev i t ar pue n te s té rmicos e n e s te pu nto.
CTE DB HS 1:
-El v i er teag ua debe tener un a pe nd i e n t e m a y o r d e l 10% .
354
Ana Romero Girón
R esultados
RT-1a y RT-1b
Recu rso s técn icos . Det alle 1ª y 1 b.
Descripción:
Instala c iones de recurso s t é cn icos en los muros. Dos opcion es: la pri m era hace qu e las
i n s t a l aci o ne s ci rcul en en t r e el ai s l a m i e n t o y e l mu ro, la seg u n d a a t r a v é s d e rozas o p i e-
zas esp e ciales.
Especifica ci ones
Nº Espe-
sor Descripción Propuestas Especifica-
ción Condicio-
nes CTE
1. 1 >1 , 5
cm
Rev e st i m i ento
exteri or
Si n re v e st i m i e nto
Rev e st i m i ento con rev o co sin
adi t i v os
Rev e st i m i ent o con rev o co con
adi t i v os* 2
Ej.: CS III - W 1 R1-R2-R3
2 va r i a -
bl e
Fábri c a de ladr i -
lo e x t e r i o r
Ladri l l o huec o dobl e col o cado
a sardi nel ( 1 .a )
Ladri l l o huec o dobl e col o cado
a ti zón ( 1 .b )
LHD tomado
con m o rtero
M- 5
HS Facha-
das
C1-C2
/H /J* 3
3 va r i a -
bl e Fábri c a de BT Ad o b e / B T C
A soga to-
mados con
mort e r o de
cal – M-5
HS Facha-
das
C1-C2
/H /J* 3
4 > 4
cm* 1 Ai s l ami ent o No h i dróf i l o -
HS Facha-
das
B1-B2-B3
5 5* 1 Cámara de ai re V e nt ila da -
HS Facha-
das
B1-B2-B3
1. 2 >1 , 5
cm
Rev e st i m i ento
in t e r i o r
Si n re v e st i m i e nto
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CS II – W 0
CS III – W 0
9. 8 Paso de i n stal a-
ci ones
Bl oques esp e ci al es de BT o
ause nci a de bT
* 2 Los t i pos d e adi t i v os se indican e n las e s pe cificacione s g e ne rale s.
355
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R esultados
Observacio n es:
-La primera propuesta, ya descri t a en uno d e los casos de estudio de ma nera si milar,
propone el paso d e las i n s t a l aci o n e s en t r e l a s d i s t i n t a s capas . Eso hace q u e se a t ra v i es e
el muro.
-Dada la dificultad de r e alización de rozas en el BT, se proponen pi eza s e s peci a l es pa ra
la circulació n de la s instalaciones.
-La re du cci ón de l a se cción de l mu ro de be ser comprobada con la nor m a t i v a CTE DB
SE-F apar ta do 4. 6. 6
357
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España C onclusiones
Capítulo 8
Conclusiones
359
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España C onclusiones
8. C ONCLUSIONES
Este capítulo conti ene las conclusiones fi nales que dan respues ta a los objetiv os
generales y específicos plant eados.
Uno de los objetivos generales de este t rabajo era obtener criteri os de viabilidad
sobre el uso del BT y para ello, se ha desarrollado un a herramienta denomi nada
Estudio de Viabilidad Constructiva (EVC). El funcionami ento de este instrumento
está basado en el uso de indicadores cu antitativos y niveles de e v aluac ión cen-
trados en el mur o como ámbito c onstructivo. El estudio ha s ido explicado, conclu-
yendo que es posible su utilización como soporte para el técnico en la elabora-
ción de los proyectos arquit ectónicos que empleen BT. Con todas las opciones
mostradas en la herra mienta , el técnico proyectista di spondrá de distintas formas
de obtener ayuda par a la toma de deci siones.
La herramienta es ver sátil y flexi ble y se sostiene por un robusto conjunt o de indi-
cadores y de un procedi mi ento de ev al uaci ón perfeccionado en iteraciones y
vali dado con casos de estudios reales. Por ello la herramie nta puede ser imple-
mentada con seguridad en otros casos de est udio no evaluados . Aunque los da-
tos indicados en este EVC no son vinculantes a la decisi ón final tomada por el
técnico , sólo a partir de la adaptabilidad de la herramienta , las recomendaciones
constructivas aportadas en la finalización del proceso se posi cionan como una
adecuada propuest a de mejoras en la defi nición del elemento construc tivo. El
desarrollo de la herramienta podría ext rapolarse a otros ámbitos constructivos en
futuras inv estigaciones.
Otro de los objetivos generales de este trabajo era aportar soluciones constructi-
vas adecuadas que pudieran contribuir en la defi nición de los proyectos arquitec-
tónicos. Mediant e su adaptación, las soluciones obteni das pueden ser integradas
en la descripción del sist ema constructivo y en los pliegos de condiciones t écni-
cas. Es por ello que complementarían la información utiliz ada tanto en lic itaciones
públicas como privadas. Adem ás, estas propuestas suponen un av ance en la
adaptabilidad a la normativ a de las distintas soluciones argumentando razones
objetivas que im pulsan el uso del BT en España.
Tanto el EVC como las soluci ones constructiv as aportadas se bas an en las deter-
minaciones constructivas desarrolladas. Estas mu estran ciertas carac terísticas ya
conocidas del B T y han posi bilitado el de sarrollado de lo s indicadores que fo rman
p a r t e d e l a e v a l u a c i ó n e n e l E V C y q u e a ú n n o h a b í a n s i d o u t i l i z a d o s e n l a c o n s -
360
Ana Romero Girón
C onclusiones
trucción con BT. Estos han si do agrupados en 3 bloq ues de estudi o: calidad del
producto , requisitos constructivos y accion es externas . Los i ndi cadores podrían ser
mejorados en la definición de sus niv eles e intervalos con la aportaci ón de más
casos de est udio o incluso, empleados par a la evaluaci ón de otros aspect os co-
mo pueden ser el productivo, social, económico, la puesta en obra o rehabilita-
ción.
En relación al bloque de estudio de la calidad del p roducto , con el desarrollo y
vali dación del EVC se ha constatado que para el cumplimiento de las exigencias
de un proyecto arquitectóni co no es necesaria la definici ón de todos los ensayos
indicados en normativ a sobre el BT. Esta afirmación tiene connotaciones positiv as
dado que mediant e la definici ón de las exigenci as constructivas en cada proyec-
to y el anál isis del mismo en el EVC será posible determinar qué ensayos son fun-
damentales. De esa manera, se podrá evitar los sobrecostes en obra por exceso
de ensayos innecesarios o por el contrario , localizar qué ensayos faltan por definir .
El EVC también posibi lita conocer cuáles so n los ensayos más comunes y ayudar al
fabricante a conocer en cuáles debe invertir para obt ener una mejor defini ción
de su product o.
Respecto a los requisitos constructivos y acciones externas , estu dios anteriores a
esta investigaci ón ya av alaban criterios sobre la di ficultad de cumplimi ento del BT
al CTE en aspectos co mo el térmico por la n ecesidad de ai slamient os adicionales ,
al ruido por falta de comprobaci ones o salubridad, entre otros. Con la apli cación
de la herramient a, se ha mostrado que el uso del BT en un muro compu esto por
varias capas facilita el cumplimiento de la normativa vi gente con respecto a los
ensayos necesarios y a las exi gencias construct ivas. Si además est á ubicado en el
interior del cerramient o, las exigencias que deben ser cumplidas serán menores.
Sin embargo, un muro defi nido por una úni ca capa sigue si endo menos viable
debido a l a mayor defi nición de ensa yos necesari os y la compleji dad del cumpli-
m i e n t o d e l a n o r m a t i v a v i g e n t e . E n d e f i n i t i v a , e s t a a p o r t a c i ó n s o s t i e n e q u e e n
función de la defini ción del ámbito constructivo y según las exigencias, el BT pue-
de ser un producto co mpetitivo en el mercado actual con las de fini ciones actua-
les. No obstante, la complejidad del cumplimiento normativo requerirá de una
mayor demanda de comprobaciones del producto.
En los casos de estudio analizados no se evidencia el uso o cum plimiento de nor-
mativa con respecto al adobe y mucho menos respecto al BTE . De hecho, al no
existir una normativa sobre el ad obe en España, no hay documentos naci onales
de referenci a para los proyecto s arquitectóni cos, como i gual ocurre para el BTE ,
361
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España C onclusiones
para el que además son pocas las normas o reglamentos internacionales que lo
definen. Este hecho, se traslada y evidencia en una menor definición de ambos
productos en el EVC debido a la falta de normativa. No obstante, la existencia de
la norma UNE 4141 0:2010 posibilita una mayor def inición cuando el uso es de BTC.
Por esta razón se debería incluir el BT englobando tanto el BTC, adobe como BTC
dentro del CTE que promuevan y di fundan el uso del produ cto avalados por
comprobaciones demost radas por ensayos a pesar del coste de los mismos. Con
este supuesto , además de promover su difusión , se mejora la confianza del técni-
co en el uso de este producto poco conocido pero de gran interés por su bajo
impacto ambiental.
Para obtener una visión críti ca de la situación actual sobre el uso del BT y aport ar
respuestas adecuada s a la demanda actual , este trabajo ha contribuido a la lo-
calización de inmueb les de nueva construcción re alizados con BT en España des-
de la entrada en vigor de la LOE , así como en el análisis del producto en los pro-
yectos arquitectónicos de nueva edificación y las opiniones de los agentes intervi -
nientes. Este análisi s supone un avance específico so bre los inmuebles real izados
con BT en España dado que con anteriorid ad al mismo, se habían realizado inv en-
tarios del produ cto dentro de la globalidad de la const rucción con ti erra.
Además, en este análisi s se ha determin ado que la definici ón y caracterización
del BT en las fichas técnicas de los fabr icantes localizados no es posible potenciar-
l a d e b i d o a l c o s t e d e l o s e n s a y o s . E s t o h a c e q u e , a u n q u e l a c o n f i a n z a d e l o s
usuarios sobre los valores del product o es plena, la producción actual no satisface
las necesidades profe sionales. Por ello, es necesario promover el desarrollo de fi-
chas técnicas ampliando más características del producto de las ya conoci das
dado que, en ocasiones , se limitan a aspectos concretos como puede ser la resi s-
tencia a compresión. Tambi én, es necesario mejorar la di sponibilidad de las fichas
a los técnicos redactores medi ante la promoción y periódica act ualización de los
datos a portad os.
369
Viabilidad Constructiva del bloque de tierra en España R eferencias
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