Sermam gratulatorio e panegyrico
Full text
GRATULATORIO, E PANEGYRICO, QUE pregou OPadre ANTONIO VIEYRA da Companhia de JESU, Pregador de Sua Mageftade^ todaaCorteoPrincipenoíTo Senhor ao que fe cantou na CapeUa Real,cm Acçam de Graça. ^iiofeime ISacxmento da Princcza Primogênita, de queDeos fez mercê aeftesReynos, na madrugada do melmo dta ,defte Anno M.DC. LXIX Dedicado áRainha N. SENHORA. EM EVORA j^‘Privilepto. da üijiverfidade. Anno M.DC. LXIX,
% «* >» •í- §t •i' f•. ,- ^-: ,..: \*. /\f-> r/;’r’7"A, C\_.' i..^ rV.-> ÍH .1 ^'.. O- '• ‘1 r^-T -¥- í^ r’ j Ji- '•cx. .;*¥ -r!' ': • r-r '•:i:b. r^ i, . Of.Iiii v_. Í^íliac' r•fi r í^z i.-' L- •-?' ! /-*<. •,bS-v,í '"í; í" ^4^ '" ., '. í f-cr íov aMa DhXã orniíx .sàbiliovIaUsó ÊEniftO *p:
^e^mmlauãamm, te ^ominum ccnfitê-^ m^r.: ujEternumFatrem Terra %wneratiir^ ;? I. .\'.'- 9V''.' (fAík IDouschOTOs de íowõres divinos (muito Alto »& muito Poderofo PRI NCIPE,& neftc dia felicilíimo Senhor noflb) Adous çhOTos de louv-wesdivinos, divididos em alternadas vozes, mas concordes em reciproca hannonia,cantam ht^ea DeosefteHymnode AcçamdeGraças, no Ceo os Adíos,& na Terra os Homens. Aparre que toca ao choro dos Homens, be overíb que propuz :aque pe> tenceaochoro dos Anjos, aque íè continua tio veifoT^uínte :TiHâmnesAngeü, tüi C(eü,&umverJiePot^ates. ISechoro Ceieftial,& Angélico, que nós nam podemtKouvir, nent ^om^har,ficará (poisDeos aííi oquiz) p«:a os noílòsgioriolilfimos Luiza,que eíkm no Ceo^ ciqa gloria accitíentál (onfidero eu hc^ mui crecida áo fdiciffimo Nadmentoda Pi> mc^enkade feus Netos, novas, &íègund® jwimicias de fua Real delcen- ^^a. &ndo certo (como pkmente devanos crer.) que lá defile eflè Thronode mayofMageftade ,onde reynam ,eftam ,nefta mefina hora, inçando milhençoens fol^e àrecem nàcidalnfante, n^lhcaes mais eftçi^syqueasde^acoh fekèbPrimogenicode feus Netos oVenwroíb ftconfentemfaudades: como a-^epulsam hé áTèrmdo efquecim€nto,affioCeGheã aüiadaiaeinoria iácdas iémèianças. Amorte ,a«ida que esíria ofan-i Ai .gue^
f4?)^, "?fÍSrstSXoadivi :OSolLftu Pay Jacob, á L?>eHSdfa^e^“™“EfadlasdemayorAmmorg««^n^ Gmef. 37. íi.- aos Filhos ;lá íe gozam de feus bens ,lâ lè ^^5^ memórias^ Renovamfemais.emfemclliantesocca!» ,ofevÍT»™ aMa dóínoffoabonsReys; &da£mMcom «„ ferBofô (íomop^a-am ftrv.voa) queg^om aa dia ,vendo as felicidadesdo Filho »yconUderaçam mai» láeftam go7.ando melhoro daiidoemcasaDeos,entreochorodoCeo,mmtom ^ ^entefdoVenósoíkberemosfa^rn#enof^^^^ ^ Overfo que pertence J}atrm cmnê Tm* damusy te Bommum conpmur .tam particular,, •ueneyatw^- As palavras íàm lau <> {è oArtífice nam &pera aíFumpto iubido, mm» vg•alke-lTes tofeoí eftfvera tam efqaectdo sXe apedrafunda, det^no-peV«-. ou mental deifei quete, Te ^^uem louva?. Eporque louponderar tresGouzas: Qoer^ ^H^Nós,.W^7«»r: tdda ya? Quem lottva» fomos nes» St toda _ke Deos eia Quantq aTerraj 07mk Tm* vemutur.- jf Deaw;- em quanto Deos,.& em quanto Sephcr: fPadreí, ; Senhor3te Dommum’^ Oporque 1^®» ^l-2m ouaato Étemo» em quamoPay, fez hoje Pay ao noflb Pnnc^:^
canto ekam das palavras; nem eu íey dizer mais, do que elías dizem.- r Oconcuríõ do Evangelho, &do myílerio em dia tam ílngular ,nada defdizem daprezente acçam degraças ,antes aajudam, &acompanham. OEvangelhodiz, que offereceram osReysaoRey nacido,Ouro,Incen-‘ i, íb,&Myrrha: Okulerwiteiy^ftnimTí^&Mjrrham. Eoiiíyfteriofoi, que no Incenfo reconheciam aChrifto eomo Deos;' no Ouro como Senhor ;na Klyrrha como mortal :^uroRegem ,Thure Deum,Myrrh» mortalem. Diz S. Gregorio Papa, íè offerecem adoraçoens de inceníb, Cregor.iíacomo aDeos ,TeDeim laudamm :íè offerecem tributos de ouro, como ^ Senhor ,te Domisum cmjiíemur :Ce o&rece mynha. de moTtúiáâdey *-- cômoamortal,ao que he immortal, &eterno, te Ò£termm Patrem om^ nifTerravemrMier. Vamos aoquepromettemos. ^IL COíneçando pella ptimeha-pei^uflca rQjKm louva ?Digo ,outor» no adizer, que louvamos nós,& toda a Terra. Etoda aTerra? parece que efta voz vem fora do noííb choro. louvemos nos ? lauâamus^ muita raTam he rra^ toda aTerra ?ormis Terra 'veneratur : Porque? Que obrigaçam tem toda aTerra áPrimogênita de Portugal, pera vif dar graças aDeospello lèuNacimento ?SePortugal nam conhece ella obrigaçanr,sam ic conb^e; toda aTerra tem amefina obrigaçam de Portugal, pea-que Portugal he todaa-Terra. Portugal, quanto ao Reyno ,he parte de huma parte da Tè^ na Europa :mas Portugal;, quanto áMonarchia^ he hum todo compoílode todas as quatro partes da Terra, na Eurojs,na África ,na Afia ,na America; Fazer eílra demonftraçam, mm os compaíibs Géometricos em hum Mapa ,ou Esfera do Mundo, he muito fecil :mas eu heya de fazer has Efcripturás fegradas-, porque parece diffieultolb ;&peiaque lãibamos os Portuguezes quantas obrigaçoensdevemos aDeos ,&quam antigasv i :De^ogado o* Munda das Agoas dodüuvio terma ^fcí^voada Gam/:pí foda'a-TeiTa;.(iividio 3:todâ Noe emitíes partes-,, &repartío as entre os tres Filhos, que com; elle fe íãlvaram naArcat Húma parte deu ã Sem ,que era. oprimogênito ^-outra aGhanr, que era oíègundo ;&acag, 33.* terceira aj^phet ,que era oultimo; (^ande he na ordem da Divina Provideneia aventura dos Filhos últimos:; tem Deos por bra5iam,& ?rjncip£T(t honra-, de fiia juíHça, fezer dos primeiros últimos, de íua; grandeza, Fedre Fíliit)' fezer dos ultimps primeira. Affi fuceedeo ajaphetriànçoulhe aEenSam Icitpay Noe,.& difiè deila maneira: DikutDmJaghet i Filho meu
's^Te..,<ç= SJJarfs apMte, que coubt na s“ V: latetDef^Wet» &balntet tn^ Terra ,&tiam a Tt’’°Ã‘ «ÍrrSÍ g^I SsmrfmotoavkdepolTuir Bafu» imadeChan^ nem ndejapte. purq^e gpoff^ nramsam, o. rgundo &^í^;X“TaPWd«clí^01houlD,vW t<âíS paetta deUa.lêm tenno.nem U, dite ;Dílaiet DemJafhet. ,-Rí.ncam de Noe ?qtiem loBem eW:to ^.m quel fc cunaprin ngrandeM geoueftapmme^ ri^fe no piCTeitoPomigue^quenuve no ÍTfr'±“'ri!wuexfc£. fett iF<w^ fart-i-c^í' I.Bnt9,é‘ ala. Cen. IO. frinàie^- ledro-Bilho quÍTlte, c «Poaupenea,Fako5der.^^^=^ tepraJigiomi I t;avegaçoeoí.&Con^^_ jjüatatam por todas as. quatro paí“ ElpA-nao»»,6^d<^.XguetesgEurop,,Ponugu««: tes do immanio Globo da ína Aoíiica': íí efiitõ* na Afiica, ^corrí Fortddas, corá
bum nasTáaJe3,>ort>elUcoxa,&nuoiero2a quefó{re,& celebra^-naj Trom'aetas da Fama, qae fe diiataíTe>, &eftendeffe tamo por todas a» quatro partes daTerra? Nenhuma. Nem os Affynos, nem-osPerías, «enl os Gregos, nem os Romant». Eprqoe? Porque efta Bençam, efta Herança,efte Morgado,cfte Patrimoaio era fó devido aos Portuguexe3,por tótíma fucceffam dePays,& Avos, derivado feudireito, de NoeaJaphet, deJaphetaThubal, d€Thubaíanos,quefomosfeu8 Deícendentes ,&Succeííòres. -_ Nain poílò deixar de confirmar efta Bençam ,ou poaçam, (prque me nam ponliam pleito) com huma Efcríptum |mblica ,&tamhem ^^- grada. CfePatríarchas antigos, como eram alumiados com E^iríto de Profecia fpunham aíèus Filhos íaes nomes, que. neílra íignifícavani 3boa, ou má Fortuna ftja, &de feis DeTcendentá. AíB ôfez Adaia brof.Kuf-^ íios ncaiks deCaii?,& Abel :aífi facob nos nomes de jQÍêph,4ç Benjamin :aífi Joíèph nos nomes de 'Êfraim, Sc Mánaílès. .Seguindo efte eftiyaptet ouve de por nome águefle 'íèu Filho. quinto, &chamo»- IbeTnubal. Mas que quer dizer "Inubal? Prodigiozocazo! Thubaí, trianh. como dízèm todc® os 'interpretes daipella primeira LingOá (que -era aT^f^hius Hebraica) quer dí'^j'Orhti Munãanm:fffoxntxn de todo òMuif* do yHomemde todo oOrbe Homem de toda aredondeza da Terra. Pois de todo óMiiiído, de todo oOrbe, de toda aredondezada Terra maft.Af hum Homerf? Si :porque efte Homem era oprimeiro Fundadfcir de gtffi.XtíPoeii^aí, era-o>primeiro-P<Mtuguez, era oprimeiro pajr dos PortaguezèsíaqueilesHomer^ notáveis, que nam aviam de fcr habitadores dehutoaí&Tfera^de kamfoR^o, dehuma fóPfovincia, eorpo os oleafl. * outros Homensí{êa3mdetódooMando,de todo oQrbe, de todas se Sanã. quaTropartfô da Terra. Eaííí como oRomanoíè chama Romano, porqtfie he deRoma; 8t oGrego ík chama Grego, porque he de Greeia ; &oAleraaiit fe chama Aieraara ,porque he de Alemanha :affi oPortu- ^ez íê'chaba;Afiwí^OT»r>: porque hede todà pMãO£Íqi &&€h«na Chèjãr, poique he de coda árédc^eza daTèna. Ecomo toda aTerra he íynon^mo de Poitugal, &os PtH-tuguezés parte dominadores, |^e;íraí»f3cfores de tc^ aTerra.,,por iftò no dia felkiâJmto, em que ôPritteipev^€>ctftedePoítc^,ení rtoníe;! rsq^ézeiitaiçasi de tcda aMonarchíaq vfem louvar; &agKtíecer akPeps fofepneraeate.o felke HáciíneatbdífilaPrimG^erãtaííazanshe,Sf dbrigaçam,qu€á -Acçam deGraças;- venha &con<:omranífean.tíxl3.3.TeiT3í. Vimesnds, vimos todos os Portuguezes louvaraDecs; laudámut? pois venhatíHíí» ^^WffltaofeDtodaa-TeiraTeiimjQifflítífísfí^Éa-á^-í^wv ^ •-í.
vr vT deChrifto, quando avieram ádorarhòjéosReys^. .No^di^eys reprefentava huma.prtè do Munda O M^ídoieUe tempo G^ftavífó detms p^t^j porque ainda os ^it,Sam tioCacrefccntado, &defcuberto aquarta. EJTe hetuguraeslhenam «ttes. OprimeiroCetro repre. Bei* hkt BMfsft. L!• s» ^Catena. terce^ar^:» ^*1^'^^flf:“vSàvdlija.S.Th« ; 'tnas,&.Riq?^oDe ma .tertòfeata huma parte lio Mundoj^ o®PdJi^ta,quandopStugàl vem ado* mas noNa«mento da ü?rindpe «prefenta tod^ ^quatro n7^-iresCoroas Se nefta. madrugada 'ouveue naquelle -dia em «fclice noya por toda aMonareina, PoW Tir» Eft«llas= Hu™. E. nam avia áe ir limni !_Etall?p«a oOccideMe.a Amer fedia P«» «E«Si<>»t».Eftrf“ PS:». III, «O «c ioavà todalTei^a De q^ ociiiiui .vaa. t1^- .«eniidr, ne nome oe poupi Deosrfeenomedefab»*d^^^^__ ^ Senliar,i>orque pode, quantoSnhot, oeftedw,emqd4 iTfôs aDeòsi«n qaa^foD^ »«r.r^í^^esxÍeuDeos,aque fó.DeçS, deu fucrtam anoffo»PtlMpc,por<lue Ibeaíleuiaem. ^_ —e'*«\ - «. I%
ás dortí, CôftíO^^efá^déiíâüKsíie be; Todos jain^oeoí j^tándô queréín èa^âRCEf amifohtiiiía^^^dé maffllhe dof<01110 dorde pato. Pavid jIhi Motesuí.pmsttie0A. Ifaiasj fiiiají fartm-mssJokhnt.J^reitú^yDoloresMpMtirmtem. Máspofl;» qtie adm-dopmofeja »ia emsíccidtàasfiadas feti^Çâítídá ha buBadmmaj^. Eqúal he? AdmdeMfflterelO&dor-í aàóídetiãmterFilhos. Ador de parto, he dordeMãyj âdordefiamt^JiihõSflie dor da MSy, &mais doPay,ou dos que odezéjani fer, &nam fara. Adordo parto ,hedof de hüma borájador den-am tèr Fiíhós ,hc dpr detòdá avi^jâtit€$fia meíma morte héma^rdor; pórf|iie haip dé: dcíxarpoi?fe«ça oibea||Aí namteia aqu^õs deixem. Adordo p^-J mrCémo ponderouGhrifto ,íie dor &Gòfívereeetá alègrid radóP dcnaía ter Filhos, hedsríêmconíblaçam, Jêm alivio, feoiremedio. Finalmente, ádor do parto, he dorcom que pode avida ;ádor de nam ter FilEõsi^he dor que mata. Eftes íkmos tei-mós por onde Rachel explicou à íoadbr íÚaf^^íliheros,ifIio^m^oriar : Ja€Ób,^aime Filhos, fenam héysk^mdrrer. Que fei^nderia J^ób ?Nmismd-pw-iyeir^o fHtn ?Rsíchél ,Cmeü pofventura I>èôs ?Diícreta répcmi. Be niatíèy^- que Rachel diz aJacob;que lhe dè FÜhos :&Jacòb rerponde a Rachel ,que aamhe Deos. ,Comoíê didèra Jacób ;Dizeifeie que vòsdè jRlhos^ -põiqaeciezejais íèr M5y;- &^u digovos^ que nam íbu Deos,. porque íôDÇos^poded».^ CiDeos <k pode dàíí-pt^uebeSenhorj écdd Deqs òídá, ^ianidohè lêrrldò,pc^que hfeí^osr BeraíérFilhò^' nam bafta fó Jâcoh,& Rachd ;heneceffiríòJácõb'’, Rachel, &mãis Deos. Heverdade*, que Deos i\aai dá Filhos íêm Jaco^ &Rachel ;que por-iflo inftituio õvinculo íàgrado do-Matrimonio :mastambém he veréide, quéJacob, 8cRachel, to Déósj nam põdeíh teríílhosj* pfirqüe reíervóà Dècè ídperâ íyeí&pòder éofflbSeiâior; téDómmét^- Sretoou-fó pêraíyelía d^comoDéos; ííDé/ww. -E quãiiáol^os'; concede hòjeaonolloPrincipe, oquenegouajacob; &anoflãPímGSâ ,oqúe negou aRachel;fazam,'& obrigaçam teme» delhe r«i- • derinfink^graep: de olouvarcònKvDeos; Tepeum iandísmm:^,, deòconfè&,como'^ihõr;’rèJ)è^m»^ért(^ê?w«j'. , ‘-j ’• Grandes iriéí-t^ dé fHílíbfefâíidádéito'^^*» I5ebs;gránde$^' máravííhbíbs favores <le íèu pòdeí ,eçi qüàntbSenhor, tít^ílDeós fèico absimíicsPriacípes ,SÉaqttoflfoReyhQâC^é eftedia tmás hetahto mayórmm:^& tanfo-mafis relevante feyor, -bqoehoje nos fez ,ná qüeèfflcod^am^âídefícíolto^bttto-: ^Bcio, Tfaltn. 47. ffai. ij. Inetm 6. Ic/tn16, Genef, 30. Nunqusd Deus ego ji(m,aut 'íice, & ferte Dei ; fungvr ? CerneUhtt,
FiS: j g-PatOÍx^Doutor Maxiffio ^ of^Pap :L„ WficÍoi&«acâ, <Me:nosoutr<»Paysl«JC^
^Jatmfum. A%oPriiic^dosPoefi»^ doÍeu^ugoftoíMatti %K^adaemttdermtfafii^mmfes. £a^(o guèhemais) S. JoamDo- (tetóeímoPadre í;^ff®6W c^ibaj.'<&& Maspo<toáí^licar 3côíiofidade (p<^nam<fi2eraingratidain)de algom õui^oteffiao decontenren qoe pereefta gra^AÍerinteita^ pfo^ ; priadoEteraqPadreíaviadêfePrifl^éútí^ode^óenosfcziàe^ &nain Prireogâitó rporque oiaeâBO Padre; - kÍ'(fuomín^^ermt.a^^ t*t- */. -\ wCíe/jíj^mTííTrfraflynoCiojTOmonaTêrrajfótOTiPrinjogetííto: ' Primogênito noCeo, oVerbo; Primogênito naTma,Chrifto. AgradeÇo oreparopeliarepofta; ou aferida pálo rejmrp :ouvi oquea muitos parecoá novid^e. Digo» que foj graga própria, &pr<^nüSma doEt&noPadre; d«àosnoprimeiro Macimento Primogênita, &namPriínogemto;porque emDeds, alfy no:Ceo, comonaTeaaa; afly no Divino ,como noHumaiio,pimeiro heaPiímogenita, que oPrimogênito. Fallo peih boca dasEíò^ipcuras làgmdas, &peílos rermosdeque u&n ol AutoresCanônicos de hum, &outro TeftatÊKnrè. GoinecemtK pello CeOi.OEx:defiàíHcDno Ca- ^cUfiafiic.rj^. DeStt^ px\Ao'í^^o:ex.ore^ltíffimiModi‘mR'mi£enitaattte.07K»em íi^td/^tMinterpre- 'S.Paufo noj3apitoIo i. aos Çololleníra •çí? tmf^o Det mvtfmíH Prmogmitus rtel. imfhms. comel h otmm-creatura. Ebaquio Primogênito. Deíbite,-que jateLapide. Cmttm.Tyrin, mos€mDeò3Prim<^ehita,&PrnnogenitOi F. gví^l he pri-! dAemch. sduz.. oüver, meifó, oPrimogênito,oíi>aPrimc^enita?- Primeiro he.a, . Prteo^nita. PqiquêâPrimt^ta, hé aSabedoriaelfem - Qai :oPnmogenito, HeoVerbo, Sabedoria peflòal, &Nor:laàfimsli SaU^rveri rioasd ;êc emDeos {como enfinam todososTheologos) priditterdíjpmam appellat. mstroheoEÚriicialjqueoNoctonal. PorifloaPrimogenit»jt£íarmUsi& o.Priiaogenito ham tem,^íaf;APrimoge-, ^^p^iM^eSiPnmpgtmtaante, omnemcreaturam:: oPnmor; i>eiymüma»^èuu» jenitc» namtem,4w#«; Trf??joge^uso»í»^creatiíra..liw:aZi }>^^*^k^^radicali,k Sc outra Sabedoria èmDeosfim abãtena fzat^ de fódò oé» Sreróa^masd&J^oriaeyncíalcomprioridadevirtüdan-: «^e0res;_5«^..Namffle,det€nhoéirâiliiúgiíir'e£t^prÍGrifimiai^itíalidia p»* ~dQ;^lvití^ali^ides,'por^eÃHoênttePoútosiÀctodos cy-
4ÂG»l4> ?f»Un. +4é-ttJSL.t»rItft haef. J. }enef. 3enef49. i. BJtg. 3. í«4.I. faem mordidos .ou fefamFüiios, pcuama/wx ^ft^^yemcomfigonamieytque 2far,ouazardanatureza. ^™Sos,queheomayor axar de cr BI e s Q-^o jgw cr».
ciff^r^. HoTrM.fí 'i»Mdití>.^ Si^.y.ite:- E^fham ' khirá oSol •hoje defabotoou em mantimasa oeiuimu^ .j-- fS^oFnito; que fempieoFnuovem p^do ><>£« deF «. daiâamáfecunda Rebecea dom partos dehumTe^, 6í afegí^ bqueeraTacob,fahiopegadono pé do primeiro. Oprimeiropairo leAor do^fegundo; Scofegundo, comofruto, ior Virá of4undo,&feUciffimoparto aposopnmeiro: antes dig^ uLo pLe4 ja tem começadoívir; porque aflor heí^tom^^ ido do^uto. Aífy oentenderam aquellesdifcretos Lavradores, bem mfmados da naturaa ,quandodifferam :^greãmmwrmagrttm ,&vi3ue nós faberoosdezejar. Lá diz oETangelho dosnoffosMayoies. bía caza deBeaçâfti primeiro be aFiiba, que oVamm Fil^era do Infante Dom Duarte, &nara Filho ,aSeremífima Senhora DonaCa;- therina^& nefta Filha fuftentouDeosaefperança, Scdepoíitou orcmedio de Portugal. Em quanto nam vier oPnmogemto,^ate^ Herdeira ;çomooPrimogênito lhe tomara vangu^a ,Europaífóbrequem abade levar por Senhora. HèEftrelk defte dia, qv» andaram af^s eüa-nam fé humRey.fenammuitos. .Equantamz^ terám todas, as Çoroasdo Mundo de apretender pera Rainha ,pois ne Princeza de tantas prendas, como ja hoje começamos ayer IMuito nigna ,muito dilçreta ,muitovigilante >mükp liberai ,,&iobre tuao muito faiforécida. doCeo. Tambenigna,^f£^detamRcal ítie em n.oyo^s^.es j.que .eftevetamdeipor^ad^crocom rRam^ [oQa Senfeorá ,nunm-ihe deu -a menormoièífra; SDamdifcrm ,«^ am aita elertóm» qúe çfcoiheo omelhor,&mayor dia do Anno, ^ * 'n^mais Gmtf . »
«^“”.‘”^£S&SíCónttn»s&s,feteceolioM
„diz oT“-f famdoPajr. ?”S^eía°compofiçain íeannoscom anoos ,&efta Filho nacer,vay a^dado Paycaminhandopera oOccafo, m^no dia, emqnenace oFüho, toma avida do Páyanacer ,&porfe np Onente Promet«o De»,.aRayE»*j.a,cge^ Aduraçaffl da noíTa vida, medefe pello cvyrfo do Sol. Pois fe ocuríb d Sol he amedida da vida humana,$c Deos queria acrecentar avida ao Rey; parece que oSol avia de ir adiante, ôcnam tomar atra-zyiarece queavia de càminhar ao Occafo, &nam voltar ao Oricme. Efle heo myfterio ,&aeftremada pintura do que vou dizendo. Omoao na^ ral, comque Deos acrecenta os annos aos Homens, he unincoavida dos FÜhosávida dosPays,& renacendo outra vez os Pays no to dos Filhos :&poriffo avida dos Pays ,que ftguindo ocurío do Sol vay caminhando ao Occafo, pello= milagre natural do nacimento dos Filhos,tomaderepenteatraz,& íèpoem outra vez no Oriente. Atraça daquelle Relogio dehRey Achaz era huma elcada fabricada com tal artificio ,que aíombra do Sol em cada hora hia decendo hum dcgrao. Efta efcada,ou afombra delía,he anofíàyida: de degraoem degrao vay decendo íèmpre, &caminhandopera oOccafo. Masavida dosPays, nodia do naeimento dos Filhos, toma outra vez afubiraèít:ada,Sc afereporde aovo no primeiro degrao. Tal he, com natural maraviiha ,oeftado, em que nefte venturofo dia fe acha avida ,que Dec» guarde,do noflò feíiciflimo Principe. Hontem átarde hia^ndo S. A. ospés nosdegraos vinte, &hum (k vida: hoje ccmi oNacimentoda belliffima Succeffora ,eftá outra vez repofto no primeiro degrao dell^ pera começar aviver de novo. Hontem hiaíubindoo nofloSol pera DZenith dos annos com paífo lento :hoje, com oNacimento da nova Aurora,desfazendo fuhitamcnte ês l^has ,que tamfehzmentetinha andado, amanheceImundavez renaciáo ,em novo ,&reciproco Oriente. Dêmos logo oprabem neftaduphcada felicidade aneflo Auguftiífimo Monareha,nam fó do Nacimentodaíua Primogênita,íè* íiam t^betíi .^^|||^ Naçimentojpoishoje nace outra ve2t nella. Ifai. 58. S. Bieroa. Cyril.frihcop. Aym. Lyran. Hw* go. Adam, CamfL StmcheÇ
Chrifto aMyrrha,como areparagOT aa fcíTaodoomyftmono tributo. Jn^prrb^.ciiümfnafolmt^^a' confervari» fra^matur camts mfira re 2itratío. Mus fe amortalidade fe repara,4efte modo, pella Myrriia, muito mel^rfe mpára peUa Sue ceflkm •porque aMyrrha immortaüza omortal depoisda morte ,&a Succeffam immortdfizâ, &eternizaòmortal comnov^,&ct^muadas vidas. Razam he logõ,quenodia,emquétevepnflCipiocftaití^ cidade.nds todos, &toda aTérta comnofeo ,demos immo«a^6c eternasgraças ao Eterno Padre, pella iinmortaUdade,&e^idadeda noflb Príncipe; pois com os primeiros penhores da feiiciüimaSaGcelCam ,affy comoem quanto Pay, ofez Pay ;afíy emquanto&emOjo, começa afaz^ Eterno :ie Patrem omm Tiuta ‘umtatur, Aíâbouíè overío do noflo choro, 6c eutenho acabado. -VI. EStasíàm embreve fummá (Corte, Nobreza; &Pèvoyenturpfiffimo de Portugal) as mo-cès, &Bícidades, porque neftellluftriflimo,‘& Real CongreíTo, nos ajuntamos todosem foiemne acçani: de graças, alouvar, &glorificar ao Ihpremo Autor detodososbens^ nette ditofiffifflo ,6c tam dezejado dia jCoroadetodososqué temo^ vifto ,tendo vifto tantos ,&tam grandes. TTres dias ndtavdmentégrandes teve Portugal nefte íèculo tam cheode novidades, ematino* aque todos, quaíi, fomos prezentes. Oprimeirofoy odia da Acciamaçam :oíègundo, odia d^ Pazes: oterceiro, eltediafobre todos; ièlice, do Nacimentoda noSaPrimogênita. Nodia da Aedamaçam, deunos Deos oReyno duvidoíõi no dia das Pazes, deunos oReyno. lèguro ;no dia de hoje, danos oReyno perpetuado. Noprimeiro diá,. deunosoReyno que foy :noíègundo, oReynoque he :nefte terceiro,, oReyno que hade ícr. No primeiro dia, deunos oReyno de noflbs. Pays: no fegÜBdp,{ièunosoRèjmo;jera;nóáí:ifeííe'feàei® danoso Reyno perâ hoííb® Efefeeadéntei ^fa háfe"po^m gozar efte bem, porque foram ;os futurosninda onam podem gozar, porquenamíãmínds fomos foosque ogozamos,porque fomoatam venCurolòs,qüe vivemos neftaEra, Nam fejamos ingratos ahum Deos tam, bom,queíèm-ma:ecunentos noffo^ antss&bre;tenias ©ffeníâsjnos faz. ta«fe
>Sí-;£:íij -