Universidad de Sevilla Departamento de M´ etodos de Investigaci´ on y Diagn´ ostico en Educaci´ on AVALIAÇÃO DO EFEITO DA PRÁTICA DO XADREZ NO RENDIMENTO ACADÉMICO DOS ALUNOS Tesis Doctoral Dirigida por: Javier Gil Flores Presentada por: Maria Luísa Cordeiro Rolo Laborinho dos Santos Alves Sevilla, 2015
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iii Universidad de Sevilla Departamento de M´ etodos de Investigaci´ on y Diagn´ ostico en Educaci´ on AVALIAÇÃO DO EFEITO DA PRÁTICA DO XADREZ NO RENDIMENTO ACADÉMICO DOS ALUNOS Tesis Doctoral para aspirar al grado de doctor presentada por el Lda. Maria Luísa C.R.L. dos Santos Alves, dirigida por el Dr. Javier Gil Flores Sevilla, 2015 Javier Gil Flores Maria Luísa C.R.L. dos Santos Alves
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v Quando um jogo, como o xadrez, atrai o interesse da humanidade por tantos séculos, devemos dar como provado possuir sólidos méritos que não podem ser desprezados, porém merecedores mesmo, de definitiva atenção. Byrne Joseph Hortona aPodemos ver a época em que viveu pelas obras publicadas: Objective test in economics (1933), Dictionary of labor economics (1948), Dictionary of modern economics (1948), Dictionary of modern chess (1965).
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Agradecimentos Para que este trabalho se realizasse várias pessoas deram o seu contributo. A todos quero exprimir os meus agradecimentos. Em primeiro lugar ao professor doutor D. Javier Gil Flores, que prontamente aceitou a diretoria do projeto. Devo-lhe o tempo que despendeu pacientemente comigo, a disponibilidade que sempre mostrou e as estimulantes críticas que proporcionaram o crescimento do trabalho. Ao Diretor do Externato da Benedita, Dr. Nuno Rosa pela sua disponibilidade, quer para facilitar o acesso aos dados, quer pela garantia e interesse revelado no estudo efetuado. Ao Dr. José Cavadas, professor e Coordenador Distrital de Xadrez no Externato da Benedita, pela preciosa colaboração nos contactos estabelecidos, na discriminação dos grupos de alunos, nas intervenções críticas ao desenvolvimento do trabalho. Aos mestres e professores de Xadrez que aceitaram participar nas entrevistas. Com a realização das entrevistas, tive o privilégio de ver o jogo através dos olhos de quem gosta e partilha esse gosto com os outros. Jogadores, todos do sexo masculino, com grande parte da sua vida dedicada à prática modalidade de xadrez e que acreditam, de uma forma ou de outra, que este jogo de confronto intelectual contribui para o exercício de um pensamento consciente, sendo por isso importante fazê-lo chegar a todos. Em especial ao mestre internacional Luís Santos, pela documentação que disponibilizou sobre o assunto. Ao Coordenador Nacional do Desporto Escolar, Dr. Paulo Gomes, por ter autorizado a disponibilização dos dados solicitados, ao Dr. Rui Piedade da Direção de Serviços de Projetos Educativos da Divisão do Desporto Escolar pela atenção dispensada e ao Dr. Pedro Manuel Kay, também da Coordenação Nacional do Desporto Escolar, que efetivamente forneceu alguns dos dados solicitados. Agradeço ao Urbano, cujo apoio foi incondicional para que o trabalho se concretizasse. À minha mãe Ao Pedro, ao André e à Inês À memória do meu pai vii
viii 0. Introdu¸c˜ ao
Índice Agradecimentos vii Introdu¸c˜ ao 3 1 Problema de Investiga¸c˜ ao 7 1.1 Problema ................................... 7 1.2 Antecedentes do ensino do Xadrez escolar em Portugal .......... 7 1.3 Formula¸c˜ ao do Problema ........................... 9 1.4 Prop´ osito e quest˜ oes centrais da investiga¸c˜ ao ................ 11 2 Justifica¸c˜ ao 13 2.1 Relevˆ ancia em termos de pol´ itica educativa ................. 13 2.2 Relevˆ ancia em termos de investiga¸c˜ ao educacional ............. 14 3 Limita¸c˜ oes 17 4 Defini¸c˜ oes 21 I Fundamentação Teórica 23 5 Xadrez 27 5.1 Síntese .................................... 27 5.2 Evolução do Xadrez: das origens à atualidade ................ 30 5.3 O atual jogo de Xadrez ............................ 33 5.4 A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação ..... 35 5.4.1 Xadrez no desporto .......................... 35 5.4.2 Xadrez na Psicologia ......................... 37 5.4.3 Xadrez na Educação ......................... 44 5.4.4 O Xadrez em Portugal ........................ 47 5.4.5 O Xadrez no Desporto Escolar .................... 51 ix
xvi ÍNDICE DE TABELAS 9.36 Cálculo do χc................................. 120 9.38 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Inglês ........ 121 9.40 Cálculo do χc................................. 122 9.42 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Inglês . . 123 9.44 Cálculo do χc................................. 124 9.46 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Matemática A . . . . 125 9.48 Cálculo do χc................................. 126 9.50 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Matemática A ..................................... 127 9.52 Cálculo do χc................................. 128 9.54 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Biologia e Geologia ................................... 129 9.56 Cálculo do χc................................. 130 9.58 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Biologia e Geologia ................................... 131 9.60 Cálculo do χc................................. 132 9.62 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Física e Química A ................................... 133 9.64 Cálculo do χc................................. 134 9.66 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Física e Química A ................................... 135 9.68 Cálculo do χc................................. 136 9.70 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Geografia A137 9.72 Cálculo do χc................................. 138 9.74 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Geografia A139 9.76 Cálculo do χc................................. 140 9.78 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Francês . 141 9.80 Cálculo do χc................................. 142 9.82 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Francês . 143 9.84 Cálculo do χc................................. 144 9.86 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de História A 145 9.88 Cálculo do χc................................. 146 9.90 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de História A 147 9.92 Cálculo do χc................................. 148 9.94 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Economia A149 9.96 Cálculo do χc................................. 150 9.98 Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Economia A151 9.100Cálculo do χc................................. 152
ÍNDICE DE TABELAS xvii 9.102Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Literatura Portuguesa ................................... 153 9.104Cálculo do χc................................. 154 9.106Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Literatura Portuguesa ................................... 155 9.108Cálculo do χc................................. 156 9.110Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Alemão . 157 9.112Cálculo do χc................................. 158 9.114Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Alemão . 159 9.116Cálculo do χc................................. 160 9.118Tabela resumo da análise das classificações ................. 161 9.120Idade com que o entrevistado começou a jogar Xadrez ........... 163 9.122Ligação a Clubes, Associações, Secções, Federações de Xadrex ...... 163 9.124Habilitações Académicas ........................... 164 9.126Contributos do Xadrez na vida pessoal .................... 165 9.128Número de alunos no ano letivo 2014/2015 ................. 166 9.132Avaliar os efeitos da prática do xadrez no rendimento académico dos alunos 170 9.136Contributos do xadrez no rendimento académico dos alunos ......... 175 9.141Contributos do xadrez no rendimento académico dos alunos ......... 180 9.146Paralelismo entre o Programa de Enriquecimento Instrumental e o Xadrez . 188 9.149Paralelismo entre os objetivos do PEI e os contributos do ensino do xadrez na aprendizagem ............................... 193 9.151Paralelismo entre os objetivos do PEI e os contributos do ensino do xadrez na aprendizagem ............................... 195
xviii ÍNDICE DE TABELAS
Índice de Figuras 3.1 Esquema inicial da investigação ....................... 18 5.1 Pintura mural da câmara mortuária de Mera (Sakarah) Egipto ........ 30 5.2 "Chaturanga" ................................. 31 5.3 "Livro de Xadrez, dados e tabelas" de Alfonso X, o sábio .......... 32 5.4 "Lánalyse des Eschecs", escrito por Philidor em 1749 ............ 33 5.5 Tabuleiro de Xadrez .............................. 34 5.6 "Questo libro da imparare giocare a scachi" ................. 47 5.7 Evolução do PDX de Loures desde 1985 e ao logo de 21 anos ........ 50 8.1 Análise das Classificações dos alunos .................... 84 8.2 Análise da convergência de opiniões dos professores de Xadrez ....... 85 8.3 Paralelismo com o PEI ............................ 85 8.4 Distribuição dos alunos por ano de escolaridade ............... 87 8.5 Distribuição dos alunos pelos três níveis de Xadrez ............. 88 9.1 Diagrama de extremos e quartis dos resultados nacionais de 2014 ...... 95 9.2 Posicionamento do ECB face aos resultados Nacionais de 2014 ....... 96 9.3 Distribuição dos alunos por ano de escolaridade ............... 97 9.4 Distribuição dos alunos por idade ....................... 98 9.5 Distribuição dos alunos por género ...................... 99 9.6 Proporção de alunos que sabe jogar Xadrez ................. 100 9.7 Frequência das idades com que aprenderam a jogar Xadrez ......... 101 9.8 Proporção de alunos que tiveram aulas de Xadrez .............. 102 9.9 Proporção de alunos que jogam Xadrez com regularidade .......... 103 9.10 Proporção de alunos que já participaram em pelo menos dois Torneios de Xadrez ..................................... 104 9.11 Proporção de alunos que já estiveram inscritos em alguma Associação ou Federação de Xadrez ............................. 105 9.12 Distribuição dos alunos pelos três níveis de Xadrez ............. 106 9.13 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Português ...... 109 xix
xx ÍNDICE DE FIGURAS 9.14 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Portugues ............................... 111 9.15 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Filosofia ....... 113 9.16 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Filosofia ............................... 115 9.17 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Educação Física . . . 117 9.18 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Educação Física ........................... 119 9.19 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Inglês ........ 121 9.20 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Ingles ................................. 123 9.21 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Matemática A . . . . 125 9.22 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Matemática A ............................ 127 9.23 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Biologia e Geologia . 129 9.24 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Biologia e Geologia ......................... 131 9.25 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Física e Química A . 133 9.26 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Física e Química A .......................... 135 9.27 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Geografia A . . . . . 137 9.28 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Geografia A ............................. 139 9.29 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Francês ....... 141 9.30 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Francês ................................ 143 9.31 Distribuição das classificações por ano à disciplina de História A ...... 145 9.32 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de História A .............................. 147 9.33 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Economia A . . . . . 149 9.34 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Economia A ............................. 151 9.35 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Literatura Portuguesa 153 9.36 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Literatura Portuguesa ........................ 155 9.37 Distribuição das classificações por ano à disciplina de Alemão ....... 157 9.38 Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Alemão ................................ 159
ÍNDICE DE FIGURAS 1 O xadrez é muita ciência para ser jogo e muito jogo para ser ciência. Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592)
2 ÍNDICE DE FIGURAS
Introdu¸c˜ ao O trabalho que apresentamos desenvolve-se no domínio das ciências da educação e tem como principal objetivo avaliar o efeito da prática do Xadrez no rendimento académico dos alunos portugueses. A relevância que o jogo de Xadrez tem ganho como modalidade desportiva e na sala de aula, motivou a necessidade da compreensão deste fenómeno no contexto educativo português, nomeadamente ao nível do rendimento académico dos alunos. Um mestre de Xadrez, com quem conversava no outro dia, perguntava-me se eu conhecia determinada escola, respondi afirmativamente, dizendo-lhe inclusivamente que já tinha falado com o professor de Xadrez dessa escola. Perguntou-me se ele me tinha dito como tinha começado, ali, o ensino do Xadrez, e contou-me que essa escola é gerida por pais (uma cooperativa de ensino). Há onze anos atrás, foi contactado pela direção para apresentar um projeto de Xadrez, porque os resultados escolares dos alunos estavam abaixo das expectativas. Fez o projeto orientado, para o ensino do Xadrez do 1oano de escolaridade ao 9oano e indicou o nome do atual professor, para o desenvolver. A direção implementou o projeto. Sabe o que aconteceu aos resultados? Desde que há projeto os resultados subiram, sobretudo a matemática, e a escola passou a figurar nas melhores do ranking nacional nos exames do 4oano de escolaridade, 6oano e do 9o, e continuamos a conversa ... Outro professor, também de Xadrez, dizia-me: apareceram-me lá (no clube de Xadrez) uns miúdos, do primeiro ciclo, com défice de atenção e síndrome de hiperatividade, todos recomendados pelo pediatra, para aumentarem a concentração. Passado algum tempo de jogarem Xadrez, já conseguem estar sentados duas a três horas na escola. Ficam com outro 3
40. Introdu¸c˜ ao comportamento, assimilam melhor a matéria (...) o mesmo professor disse-me ainda que os seus dois filhos jogam Xadrez e contou-me, que no dia anterior à nossa conversa, observou a influência do Xadrez enquanto jogava “ao galo” com a filha; em determinado momento ela parou e ele viu que era nitidamente para estudar as jogadas que havia de fazer, reconheceu naquele momento a presença do Xadrez. Outro mestre de Xadrez recordou uma experiência com uma turma de alunos mal comportados, primeiro que os metesse a jogar Xadrez foi um caso sério, mas no fim do ano eles já percebiam, que para vencer no Xadrez, não era a lei do mais forte, no sentido da força, e quanto mais aprendiam, mais hipóteses tinham de ganhar. Concluo com uma observação de um mestre de Xadrez que me disse: a tendência da sociedade atual é não pensar e o Xadrez ajuda a pensar por si. Quer melhor ferramenta pedagógica que esta? Interrogamo-nos frequentemente sobre as respostas que a escola dá a problemas tão comuns como o baixo rendimento académico, as problemáticas específicas como a hiperatividade e o défice de atenção, o abandono escolar, o comportamento, o ensinar a pensar e tantas outras com que nos confrontamos diariamente, poderá a resposta estar na prática de um jogo? OXadrez é um jogo que além do aspeto lúdico, tem relevância educacional e desportiva, e apresenta um elevado interesse noutras áreas como, por exemplo, a psicologia. Este jogo serviu, durante muito tempo, como ambiente de trabalho muito utilizado na pesquisa de processos psicológicos, (Charness,1992). Hoje, tal como no passado, ainda continua a ser muito utilizado em pesquisas nesta área do conhecimento. Na área da educação, os estudos focam-se nos benefícios do xadrez no desenvolvimento de capacidades cognitivas dos alunos. Atualmente há um elevado número de escolas espalhadas por diferentes partes do mundo que ensinam a jogar xadrez. Algumas dessas escolas têm o xadrez incluído no currículo padrão (da Silva,2012). O conhecimento necessário ao professor que ensina xadrez, também tem sido alvo de in-
0. Introdu¸c˜ ao 5 teresse e discussão e surge frequentemente posicionado na dualidade entre o conhecimento profundo do jogo e a pedagogia para o ensinar. Lasker (1947) refere sobre este assunto que “el camino a recorrer hacia esta enseñanza requiere buenos professores, unos maestros de ajedrez que sean al mismo tiempo unos genios de la docência”. Um artigo recente sobre os beneficios do Xadrez com alunos em idade escolar refere a necessidade de aumentar a qualidade e a quantidade de estudos empíricos para determinar a extensão em que a aquisição de conhecimento de Xadrez facilita a aquisição de conhecimento escolar entre os alunos (Bart,2014). O mesmo autor refere um conjunto de estudos e de apresentações em conferências que dão relevância aos efeitos da prática do Xadrez, na área da educação como por exemplo o desenvolvimento matemático dos alunos (Berkley, 2012;Barrett & Fish,2011); pode reduzir o insucesso escolar (Hong,2005); aumenta a concentração e reduz as dificuldades de aprendizagem (Scholz et al.,2008), entre outros; porém Gobet and Campitelli (2005), realizaram um trabalho sobre os estudos mais importantes realizados no âmbito dos benefícios do Xadrez na educação e concluem, com base na sua análise, não estar provada a transferência das habilidades desenvolvidas no Xadrez para outros campos e sugerem a realização de novos estudos empíricos. O interesse do jogo pelos psicólogos é mais antigo do que o dos educadores, como consequência, o número de estudos na área da psicologia, relacionados com o jogo de xadrez, são mais vastos do que os da área da educação. Entre os estudos revisados, emerge a influência do xadrez no desenvolvimento do pensamento lógico (da Silva,2010), do raciocínio abstrato (Celone,2001), do pensamento crítico e criativo (Ferguson,1984). OXadrez, também surge como uma forma divertida de ensinar as crianças a pensar. A faceta lúdica do jogo é um aspeto focado na literatura, sobretudo para os mais novos, porque através do jogo, capacidades estruturantes podem ser desenvolvidas: “a essência do espírito lúdico é ousar, correr riscos, suportar as incertezas e a tensão. A tensão aumenta a importância do jogo, e essa intensificação permite ao jogador esquecer que está apenas jogando” (Huizinga,2007). A dimensão atual do jogo de Xadrez torna relevante o aprofundamento da sua expressão no sistema educativo português, no domínio dos benefícios que lhe estão associados, sobretudo ao nível dos efeitos no rendimento académico dos alunos. O aprofundamento desta temática
12 1.4. Prop´ osito e quest˜ oes centrais da investiga¸c˜ ao
2. Justifica¸c˜ ao Poder-se-á justificar a relevância do presente estudo a partir de duas perspectivas: a implementação de políticas educativas e a investigação educacional. 2.1. Relevˆ ancia em termos de pol´ itica educativa Em Portugal não se conhecem estudos sobre a avaliação da prática do Xadrez no rendimento académico dos alunos, apesar do ensino do Xadrez já ter uma expressão considerável no contexto educativo. Consideramos relevante nos seguintes aspetos: 1. O investimento que foi feito para estender o Xadrez ao maior número de alunos possível, na década de 80, justifica a realização de balanços entre investimento e resultados obtidos, nomeadamente, medir a sua expressão em termos do rendimento escolar; 2. O Xadrez surge no currículo escolar de quase 30 países (Ferguson,1995), no Parlamento Europeu foi aprovada em 2012, uma recomendação para que o Xadrez fosse implementado em todas as escolas dos seus estados membros; justifica uma “fotografia” da realidade atual para enquadrar eventuais decisões; 3. O Xadrez chega institucionalmente às escolas portuguesas, de forma abrangente1, como uma modalidade do Desporto Escolar, entre as 37 possíveis e não como consequência dos beneficios académicos que lhe são associados e este será, com certeza, um ponto de vista a rever; no primeiro ciclo, pode também chegar à escola como Atividade de Complemento Curricular2e neste caso, temos alguns exemplos que o ensino do xadrez é feito na perspetiva dos beneficios académicos, com eficácia reduzida em alguns casos. 1Nas escolas públicas, o Xadrez pode também chegar no âmbito dos contratos de autonomia das escolas como um projeto e incluir inclusivamente o Projeto Educativo da Escola. 2AEC 13
14 2.2. Relevˆ ancia em termos de investiga¸c˜ ao educacional Apoiados nestes três aspetos entendemos que as conclusões deste estudo, podem ser relevantes no momento de eventuais tomadas de decisão relacionadas com a implementação do Xadrez nas escolas. 2.2. Relevˆ ancia em termos de investiga¸c˜ ao educacional Em termos de investigação educacional assentamos a relevância do estudo em três aspetos: 1. Um dos pontos de partida relevante neste estudo é, sem dúvida, a fratura identificada no estudo realizado por Gobet and Campitelli (2005), quando procuraram analisar, o mais objetivamente possível, se o Xadrez era vantajoso para a educação em geral. Com esse propósito, submeteram as investigações sobre os beneficios educativos do Xadrez ao mesmo rigor utilizado em investigações científicas académicas. Utilizaram, para o efeito, os artigos que solicitaram à Federação de Xadrez dos Estados Unidos (USCF), entre outras fontes de divulgação científica, que apresentaram dados suficientes para serem analisados. De todos os estudos enviados, apenas lhes foi possível utilizar muito poucos, porque os desenhos experimentais discutidos não foram considerados suficientes para estabelecer que o tratamento xadrezístico fosse a causa do benefício medido. Noutros casos também não lhes foi possível encontrar registos científicos sobre estudos xadrezisticos muito divulgados, o que limitou a sua análise a sete estudos. Para o efeito elaboraram um desenho experimental, que designam por experimento ideal, e comparam os sete estudos realizados com o experimento ideal. Os autores analisaram a temática da transferência de habilidades específicas do Xadrez para outras habilidades gerais e concluíram que os resultados dos estudos analisados, não tinham evidências sólidas que tal transferência ocorresse. Este estudo veio de certa forma quebrar o encanto dos beneficios do xadrez, apesar dos autores apenas dizerem que aqueles estudos não o provam, o que não significa que outros o venham a fazer. Por outro lado, apesar dos resultados da sua investigação poderem parecer desanimadores verifica–se que não travou a expansão do ensino do xadrez nem desencorajou aqueles que o ensinam, o que, na nossa opinião, também tem uma leitura. No mesmo artigo, os autores referem que de Groot (1977) foi mais específico e sugeriu que a instrução de xadrez conduziria a dois tipos de ganhos:
2.2. Relevˆ ancia em termos de investiga¸c˜ ao educacional 15 (a) beneficios de baixo n´ ivel, melhoria na concentração, aprender a perder, melhoria nas aprendizagens, aumento do interesse pela escola no caso de ser proveniente de um ambiente mais desfavorecido; (b) beneficios de alto n´ ivel, incremento da inteligência, criatividade e desempenho escolar. De acordo com os autores, nos estudos revistos, somente foram explorados os beneficios de alto n´ ivel, que alcançaram resultados incertos e concluíram que “seria uma lástima se somente fossem dedicados esforços a investigações sobre os beneficios de alto nível e não fosse aproveitada a oportunidade para investigar os beneficios de baixo nível que o xadrez pode estar a proporcionar à sociedade” (Gobet & Campitelli, 2005). 2. O estudo que realizamos além da metodologia quantitativa envolve metodologia qualitativa. A revisão da literatura que realizamos conduz–nos à conclusão que a maioria dos estudos continua a apresentar resultados inconclusivos sobre os efeitos do xadrez nos alunos. Quer os resultados do estudo realizado por Gobet and Campitelli (2005) quer os resultados de estudos posteriores; continuam a apresentar, na sua maioria, deficiências metodológicas que limitam a sua generalização. A abordagem qualitativa é apoiada na recolha da opinião de professores de xadrez (mestres e mestres internacionais de xadrez com elevada e reconhecida experiência, na arte do ensino de xadrez em Portugal), sobre os beneficios que lhe são associados. Valorizamos a opinião dos professores, assente na sua experiência, sobre os beneficios do xadrez, numa fase em que o ensino do xadrez nas escolas apresenta uma extensão considerável e cremos que esta é também uma faceta que importa conhecer na abordagem educacional deste tópico de investigação. 3. Procuramos implicações do xadrez na aprendizagem dos alunos. O reduzido número de estudos na área educacional contrasta com a larga utilização do xadrez no campo da investigação em psicologia. O reconhecimento do contributo dos trabalhos dos psicólogos na valorização do jogo na aprendizagem dos alunos, têm impulsionado a exploração do jogo de xadrez na educação. Neste estudo consideramos a aprendizagem do xadrez, com base numa orientação metacognitiva. Alunos com idênticas capacidades intelectuais podem ter diferentes níveis de realização escolar, devido à forma como cada um atua sobre os seus próprios processos de aprendizagem (Ribeiro,
16 2.2. Relevˆ ancia em termos de investiga¸c˜ ao educacional 2003). Considera-se que, a eficácia da aprendizagem depende da aquisição de estratégias cognitivas e metacognitivas que permitam ao aluno planear e monitorizar o seu desempenho escolar; isto é, que permitam a tomada de consciência dos processos que utiliza para aprender e a tomada de decisões apropriadas sobre que estratégias utilizar em cada tarefa e, ainda, avaliar a sua eficácia, alterando-as quando não produzem os resultados desejados (A. L. Silva & Sá,1993). Nesta perspetiva, para aprender é preciso aprender como fazer para aprender, e a metacognição pode, então, ser vista como um chave da qual depende a aprendizagem e os resultados escolares.
3. Limita¸c˜ oes A realização deste trabalho sofreu alterações significativas, desde a conceção até à sua apresentação, por motivos alheios à nossa vontade, implicando reformulações e tomadas de decisão constantes. O desenho inicialmente concebido para estudar a avaliação do efeito da prática do xadrez no rendimento académico dos alunos, era quase–experimental. Com base nesta premissa desenhamos o estudo considerando várias fases com etapas distintas: A primeira fase incluiu etapas como, a conceção de instrumentos para a discriminação dos grupos e uma bateria de sete testes, especialmente desenhados e aferidos para o efeito. Os testes eram destinados à medição dos efeitos da prática do xadrez, nos grupos constituídos. A elaboração desta documentação foi toda apoiada na literatura consultada e carecia de aferições práticas, em três dos seis testes, antes da sua aplicação, nomeadamente para determinar o tempo de aplicação dos mesmos aos alunos. Com a colaboração dos professores de xadrez de cada escola posicionaríamos os alunos de acordo com o respetivo nível de xadrez, tendo por base os cinco estágios a que se refere o processo de aprendizagem no jogo de xadrez de Cleveland (1907): 1. Aprendizagem do nome e movimento das peças: para se obter sucesso no jogo, o movimento das peças deve ser automatizado; 2. Movimentos individuais de ataque e defesa durante os quais o iniciante joga sem objetivo definido, a não ser capturar as peças do seu adversário; 3. O iniciante aprende a relação entre as peças ou seja, o valor dos grupos e o valor de peças individuais como partes de grupos particulares; 4. O jogador alcança o quarto estágio, quando é capaz de planear conscientemente o desenvolvimento sistemático das suas peças; 5. O jogador alcança o “sentido posicional”, que é a culminação de um desenvolvimento xadrezístico homogéneo, resultado da sua experiência valorizar diferentes posições. A aplicação deste instrumento, com a ajuda dos professores do xadrez escolar permitia a 17
18 3. Limita¸c˜ oes constituição de dois grupos de alunos que iniciavam a atividade de Xadrez Escolar no ano letivo 2014-2015 (GRUPO A - grupo Alvo) e o outro grupo de alunos, o (GRUPO Cgrupo de Controle) com características semelhantes mas que não iriam desenvolver a prática do Xadrez ao longo do ano letivo. Aos grupos de alunos constituídos, seria aplicada a bateria de testes1 construída para o efeito (1oRegisto) e que permitiria medir habilidades cognitivas mencionadas na literatura como habilidades desenvolvidas pela prática do xadrez. Seguimos a premissa, de que o desenvolvimento de capacidades cognitivas como a fluência, flexibilidade, originalidade e elaboração, concentração/memória, concentração/raciocínio, concentração/mecânica, análise e o raciocínio se refletiam no rendimento escolar dos alunos e elaboramos uma bateria de seis testes, para aplicar aos alunos. Prevíamos que o tempo de aplicação, destinado a cada teste, fosse determinado experimentalmente. O mesmo instrumento seria aplicado a outro grupo de alunos (GRUPO Cgrupo de Controle) com características semelhantes mas que não iriam desenvolver a prática do Xadrez ao longo do ano letivo. No final do ano letivo seriam aplicados aos dois grupos (GRUPO A) e (GRUPO C) o mesmo instrumento (Registo 2), após a intervenção para comparar os resultados obtidos. Os dois grupos de alunos (GRUPO A) e (GRUPO C) seriam acompanhados, ao longo do ano letivo, em momentos de avaliação formal das escolas. Estava previsto sentir-se a necessidade de recolher informação recorrendo a entrevistas semiestruturadas e a atas de avaliação intercalar ou de final de período para completar informação necessária, de acordo com o seguinte esquema de trabalho. Grupo A Grupo B Xadrez 1.aObserva¸c˜ ao 2.aObserva¸c˜ ao Figura 3.1: Esquema inicial da investigação
3. Limita¸c˜ oes 19 Ainda nesta fase estava prevista, a formalização dos pedidos de autorização para a concretização do estudo. Neste sentido falamos com os diretores de alguns agrupamentos escolares, com os quais estava iríamos trabalhar, e tomamos conhecimento dos passos que deveríamos seguir para podermos iniciar o estudo de campo. O primeiro passo foi o pedido de autorização à Comissão Nacional de Proteção de Dados1. Após um pedido de esclarecimento telefónico, formalizamos o pedido por mail, fornecendo toda a documentação solicitada 2, efetuamos o pagamento que nos foi solicitado. O pedido de autorização ao Ministério da Educação para a recolha dos dados dependia da autorização/parecer da CNPD. Os Diretores de Agrupamento só podiam autorizar a recolha de dados nas escolas, após a autorização do Ministério da Educação e nós só podíamos avançar com os pedidos de autorização aos Encarregados de Educação para que os seus educandos participassem no estudo depois de toda esta formalidade estar concluída. O parecer3, favorável, foi recebido por email em 9/9/2015. Outra entidade contactada foi a Divisão de Desporto Escolar. Após me ter dirigido pessoalmente à Divisão do Desporto Escolar da Direção Geral de Educação para saber como podia formalizar o pedido de obtenção de dados relativos à modalidade do Xadrez, foi-me sugerido enviar um mail ao responsável pela Coordenação Nacional do Desporto Escolar, com os dados pretendidos. Mais tarde, só foram enviadas as tabelas que constam do nosso estudo, constituindo uma pequena fração do que havia sido solicitado. Este constrangimento anulou todo o trabalho que tivemos, na pesquisa orientada para a elaboração dos instrumentos e a aplicação dos próprios instrumentos, e que fomos obrigados a entregar à CNPD quando efetuamos o pedido. Todos os materiais desenvolvidos e entregues, fazem parte integrante dos anexos a este trabalho4. A par da situação acima descrita acresce o curto intervalo de tempo entre a aceitação da modificação do projeto de tese e o calendário para depósito e defesa da tese, por se tratar de um programa de Doutoramento em extinsão. 1CNPD 2Sinopse do Estudo, questionário de identificação e bateria de testes a aplicar aos alunos 3página 301 4página 229
20 3. Limita¸c˜ oes
4. Defini¸c˜ oes As seguintes definições são utilizadas ao longo do estudo: •Rendimento acad´ emico:Na análise quantitativa do estudo, considera-se rendimento académico, as classificações de final de período e/ou classificações obtidas nos exames nacionais; •Reultados escolares parciais e globais:Na análise quantitativa do estudo entendese por resultados parciais os resultados obtidos em cada disciplina e por resultados globais, os que se obtidos no conjunto das disciplinas; •Pr´ atica regular de xadrez:Considera-se que a prática regular do xadrez é aquela que está associada à presença do aluno em dois ou mais torneios escolares; •Xadrez escolar:Considera-se xadrez escolar, a prática desenvolvida na escola, no âmbito do Desporto Escolar, como atividade curricular ou extracurricular, ou no âmbito de qualquer outra iniciativa desenvolvida com alunos em idade escolar; •Aprendizagem:Neste estudo considera-se que a aprendizagem se enquadra na perspetiva das Teorias do Processamento da Informação. A ideia central, nestas teorias, é que o comportamento (e o seu desenvolvimento) traduz um conjunto de processos mentais que têm a ver com: 1. a codifica¸c˜ ao de estímulos vindos do exterior, inputs; 2. a sua reten¸c˜ ao em diversos tipos de memória, concebida, em geral, como se de um armazém se tratasse; 3. a sua transforma¸c˜ ao interna; 4. a sua recupera¸c˜ ao; 21
28 5.1. Síntese processos mentais dos seres humanos. Da consulta realizada, salientamos os trabalhos, em 1926, pelos psicólogos da exUnião Soviética: Diacov, Rudik e Petrovsky, que estudaram a relação entre o xadrez e a capacidade mental; a opinião de Vygotsky, em 1933, sobre a importância do jogo de xadrez no ensino; os estudos de Adriaan De Groot, realizados em 1946. Além de importantes, foram fonte de inspiração, para outros psicólogos. Charness (1992), atribui duas vantagens para a utilização do jogo de xadrez em psicologia: 1. o jogador de xadrez constitui um bom modelo para se estudarem os processos cognitivos básicos: a perceção, a memória e a resolução de problemas; 2. a oportunidade única para se estudarem as diferenças individuais dos jogadores com base na escala de classificação Elo que os posiciona no xadrez, de acordo com a sua perícia no jogo e explica, assim, o elevado número de citações nas pesquisas sobre o xadrez. Fernand Gobet, que contribuiu com uma nova teoria, que procura abranger as diversas facetas da psicologia dos jogadores de xadrez: perceção, memória, aprendizagem e processos de atenção em atividades individuais e procura comparar as predições da sua teoria com os resultados experimentais obtidos por outros investigadores (Garrido,2001). Ao percorremos a literatura da Psicologia Cognitiva relacionada com o jogo de xadrez, encontramos com frequência, separadamente ou em conjunto, os termos pensamento, inteligência e transferência, onde nos detivemos. A transferência emerge do estudo psicológico da inteligência e Stenberg, em 1984, sobre a necessidade de melhorar as habilidades do pensamento dos alunos, refere que, de acordo com as suas pesquisas, a inteligência pode ser treinada, e apresenta três Programas de treino da inteligência ou Programas para ensinar a pensar, largamente disseminados: 1. Programa de Enriquecimento Instrumental de Feuerstein (PEI); 2. Programa de Filosofia para crianças de Lipman; 3. Programa de Mestria em Aprendizagem e Leitura de Chicago2de Beau Fly Jones, e outros. Stenberg, acredita que é possível treinar competências intelectuais, e como os programas escolares não estão devidamente “equipados” para o fazerem, sustenta a necessidade de implementação de programas que o façam. Vai mais longe, e define um conjunto de características, em relação às quais, qualquer programa deverá contemplar. Esclarece que os 2Chicago Mastery Learning Reading Program
5.1. Síntese 29 três programas mencionados, acima mencionados, são excelentes exemplos de programas de treino de competências intelectuais. Finalmente na área da Educação, partimos dos benefícios mais comuns que surgem associados à educação, reforçamos com os fundamentos apresentados no documento da declaração do Parlamento Europeu, de 15 de março de 2012, sobre a introdução do programa “Xadrez na Escola” nos sistemas de ensino da União Europeia. Fazemos uma breve análise retrospetiva do xadrez nas Escolas e focamo-nos sobretudo no ensino do Xadrez em Portugal. A partir de 1974, com a revolução democrática e, o xadrez inicia uma fase de expansão projetando-se nas escolas na década de 1980, com o arranque de projetos Camarários que tiveram como objetivo pôr “em marcha, nas escolas” o ensino do xadrez. O primeiro desses grandes projetos foi lançado em 1985, na Câmara de Loures. Apresentamos esse projeto, com mais detalhe, porque permite retratar o processo de expansão do xadrez nas escolas, no caso português. Este projeto serviu de exemplo, para outros projetos semelhantes, proliferassem noutras Câmaras do país. A par destes projetos Camarários, há registos de outras iniciativas, uma das quais é destacada, na área do site do Ministério da Educação, reservada á modalidade do xadrez escolar, no Externato Cooperativo da Benedita. Por outro lado, os Clubes e as Associações locais vão ganhando expressão na preparação de jovens para a competição. Atualmente o DE tem 37 modalidades diferentes, sendo o xadrez, uma delas. O princípio subjacente à prática desta modalidade no âmbito do DE, é igual à das outras modalidades, é importante referir que não se destacam os benefícios cognitivos da mesma. O número de alunos registados oficialmente no Desporto Escolar, e que constam das tabelas acima apresentadas, constitui uma pequena parte da totalidade dos alunos que beneficiam de aulas de xadrez no ensino português; porque, nestas tabelas, não constam os alunos que têm xadrez nas escolas privadas (colégios), nos clubes ou associações, ou ainda nas escolas públicas, no âmbito das Atividades de Enriquecimento Curricular e que correspondem a um número significativo de alunos. O primeiro relatório que permite ter uma visão de conjunto do que tem sido a prática do Desporto Escolar no nosso sistema educativo, é publicado em maio de 2006, pela Direção – Geral de Inovação e Desenvolvimento (DGIDC) e reporta aos anos letivos 2001/2002 e 2004/2005. No relatório pode ler-se que pretendeu “contribuir para colmatar esta lacuna” de falta de informação sobre a situação desportiva nacional, apontando uma ausência de estudos sobre os efeitos da prática das atividades desenvolvidas no âmbito do Desporto Escolar, que “praticamente ainda não sofreu qualquer tipo de estudos” Freire,
30 5.2. Evolução do Xadrez: das origens à atualidade J.A. (2010). 5.2. Evolução do Xadrez: das origens à atualidade A origem do jogo do xadrez não é precisa nem gera consenso nos historiadores quanto à data e local da sua origem, por isso é, muitas vezes, abordada num contexto mais alargado da origem dos jogos e apresentada como resultado de “um outro fascínio dos homens primitivos, que perdura até aos dias de hoje, que é o de desafiar ou tentar a sorte, hábito que ajudou a gerar o aparecimento dos jogos” (Klein,2003). Segundo o mesmo autor, a referência arqueológica mais antiga sobre jogos de tabuleiro é, provavelmente, a pintura mural da câmara mortuária de Mera3, em Sakarah (nos arredores de Gizé, no Egito). Essa pintura, representa duas pessoas, ao que parece diante de um jogo de mesa. Figura 5.1: Pintura mural da câmara mortuária de Mera (Sakarah) Egipto Pela inexistência de literatura original ou registos arqueológicos, a história do xadrez baseiase mais em lendas milenares e literatura retroativa (Klein,2003). No século XVIII Sir William Jones era da opinião que a invenção do xadrez se devia a um génio. Mais tarde, Harold Murray, autor da História do Xadrez (1913) é taxativo e estabelece a data de 570 d.C, como data do seu aparecimento e quanto ao local de origem situa-o no noroeste da Índia, acreditando que o inventor foi um filósofo com conhecimentos matemáticos (Klein,2003). Atualmente, os historiadores acreditam que o xadrez resultou de uma evolução, com origem nos jogos de caça, corrida e captura e uma das histórias mais conhecidas sobre a origem do jogo de xadrez encontra-se no livro de Edward Lasker (1999), História do Xadrez. 3http://www.jornalsc.com/img/detail/2808-esporte---a-historia-do-xadrez.jpg
5.2. Evolução do Xadrez: das origens à atualidade 31 A teoria mais aceite é que o jogo tenha tido origem na Índia por volta do século VI d.C, onde era conhecido como o jogo do exército ou chaturanga4(jogo dos quatro elementos); podia ser jogado com duas ou quatro pessoas ao mesmo tempo, cada jogador possuía 5 tipos de peças: um ministro (hoje dama), um cavalo, um elefante (hoje bispo), um navio, (mais tarde uma carruagem, hoje a torre) e quatro soldados (peões), como mostra esta figura (Giusti, 2002). Figura 5.2: "Chaturanga" Segundo o mesmo autor, uma das maneiras de se especular sobre a idade deste jogo é que os elementos (peças) representados no tabuleiro faziam parte do exército indiano até este ser derrotado por Alexandre o Grande, no ano de 326 a.C. Estes factos fizeram supor que ochaturanga era praticado neste período, mantendo-se a dúvida de há quanto tempo já era jogado. O tabuleiro era de uma só cor (chamado de ashtapada) e as peças dos quatro jogadores diferenciavam-se pelas cores vermelha, verde, preta e amarela. A peça a ser movimentada era definida por uma jogada de dados, ou seja, cada número dos dados indicava uma peça a ser movida. A expansão do jogo é atribuída a viagens dos mercadores e dos comerciantes; explicam-se assim as diferentes direções que o jogo percorreu: para leste (China), tornando-se o “Jogo do Elefante”, para o Japão e Coreia, onde se torna no “Jogo do General” e para oeste (Pérsia), onde passa a ser chamado de chatrang (Jogo de Xadrez), gozando de grande popularidade, por volta do século VI. 4www.chessville.com/images/Chaturanga.jpg
32 5.2. Evolução do Xadrez: das origens à atualidade Há duas modificações feitas na Pérsia: o número de parceiros é reduzido a dois e cria-se uma nova peça: o Xá (rei). Com a conquista da Pérsia pelos árabes (por volta do ano 651), o jogo é adotado pelos conquistadores e é difundido por todo o norte de África. Os árabes estudaram profundamente o jogo e deram-se conta que ele estava bastante relacionado com a matemática, escreveram vários tratados e, aparentemente, foram os primeiros a formalizar e a escrever as suas regras. Por volta do século IX o jogo de xadrez foi introduzido na Europa; segundo uns, pela invasão muçulmana da Península Ibérica, e segundo outros, durante o confronto Ocidente-Oriente na Primeira Cruzada (Klein,2003). No século XI já era amplamente conhecido em toda a Europa, onde sofre a seguinte modificação: o Ministro torna-se Rainha (dama) (Giusti,2002). No século XIII, as casas do tabuleiro passam a ser divididas em duas cores para facilitar a visualização dos jogadores. A possibilidade do peão avançar duas casas surge, pela primeira vez, num manuscrito do rei espanhol Afonso X, “o sábio”, em 1283. Este manuscrito é conservado atualmente na Biblioteca do Museu Escorial de Madrid (Giusti,2002). Figura 5.3: "Livro de Xadrez, dados e tabelas" de Alfonso X, o sábio A alteração dos movimentos da dama e dos bispos para os movimentos atuais aconteceu por volta do ano de 1485, na Renascença Italiana. Esta alteração é muito importante, porque as partidas passam a ser mais rápidas. As alterações sucedem-se e no livro escrito por Philidor, em 1749, surgem todas as regras atualmente aceites (Giusti,2002).
5.3. O atual jogo de Xadrez 33 Figura 5.4: "Lánalyse des Eschecs", escrito por Philidor em 1749 5.3. O atual jogo de Xadrez O Xadrez é considerado um jogo de inteligência e estratégia concebido para dois jogadores, cada qual com o seu conjunto de 16 peças que se movem num tabuleiro quadrangular, composto por 64 quadrados que alternam de cor, tradicionalmente entre o branco e o preto. A primeira casa no extremo esquerdo do tabuleiro deve ser uma casa preta e a última casa no extremo direito, uma casa branca. Cada linha é designada por uma letra (a a h), enquanto as colunas são designadas por um número (1 a 8), deste modo a casa é designada pela letra e número correspondentes à sua linha e coluna (a1, b6, f5, etc.), e esta notação corresponde ao sistema padrão utilizado em competições oficiais. Assim como o tabuleiro, as peças de cada jogador têm duas cores distintas, normalmente o branco e o preto. O objetivo do jogo é confronto entre os dois jogadores, através do seu conjunto de peças e de regras muito precisas, ganha aquele que conseguir derrotar o rei adversário. Quem dá mate ganha a partida. Quando o mate, não é possível, para nenhuma das partes, a partida está empatada. A prática do xadrez é baseada na literatura técnica xadrezística e regulada por regras e códigos, divulgados por entidade dirigente, rigorosamente observados por árbitros de xadrez (Rocha, 2009). O xadrez por ser um jogo de estratégia e tática, não envolve o elemento sorte. A única exceção é o sorteio das cores no início do jogo, já que as brancas fazem sempre o primeiro movimento e, em teoria terão vantagem. Existe uma grande variedade de tabuleiros de xadrez, feitos em materiais diversos, na figura abaixo apresentamos um tabuleiro de xadrez vulgar.
34 5.3. O atual jogo de Xadrez Figura 5.5: Tabuleiro de Xadrez Há algumas modalidades de jogo que diferem no tempo de duração da partida, que pode variar entre alguns minutos até horas ou mesmo dias para que seja declarada terminada, por vezes sem que algum dos jogadores dê o xeque – mate (também chamado de mate) no adversário. No que respeita à forma de jogo, consideram-se: a forma tradicional, presencial, na qual os jogadores jogam presencialmente e frente a frente ante um tabuleiro, ou virtualmente, entre outras. As modalidades: rápidas, relâmpago (Blitz), são variantes da forma tradicional, onde o tempo para jogar é muito reduzido. O xadrez relâmpago (Blitz) é uma variante do xadrez tradicional na qual existe um limite de tempo máximo de 15 minutos para cada jogador. Nesta modalidade os jogadores profissionais não precisam de anotar os seus lances, é um tipo de jogo de xadrez em que a cada lado, é dado menos tempo para fazer os seus movimentos do que nos torneios normais, o importante nesta modalidade é fazer o adversário pensar mais do que em como prosseguir (D. S. Marques,2012). Outras variantes menos comuns, por vezes referidas na literatura, são: às cegas, quando o jogador não tem visão do tabuleiro e precisa guardar as posições das peças na memória. Oxadrez postal, neste caso, os lances são enviados por correspondência. O jogador recebe o lance do seu adversário, reproduz no tabuleiro, faz o seu lance e volta a enviar por correio até o jogo terminar. Esta modalidade está a cair em desuso e a ser substituída pelo mail. Para o xadrez por correspondência existem federações nacionais e internacionais que organizam essa modalidade, reconhecidas pela FIDE. Colocação de problemas; um problema de xadrez é normalmente colocado na forma de uma posição de tabuleiro a partir da qual o jogador deve procurar a vitória ou uma posição claramente vencedora. Os problemas de xadrez são comuns em colunas especializadas de jornais (Klein,2003).
5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação 35 5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação 5.4.1. Xadrez no desporto O primeiro Campeonato Mundial de Xadrez ocorreu em 1886. De 1886 a 1946, o campeonato foi conduzido numa base informal, com o desafiante a ter que vencer o campeão para se tornar no novo campeão. Em 1924 foi criada a Federação Internacional de Xadrez (FIDE), estrutura fundamental na organização/regulação da prática desportiva do xadrez. Cada país tem a sua Federação que, por sua vez, é membro da FIDE. Em Portugal, a Federação Portuguesa de Xadrez5, é criada, em 1927 com sede em Lisboa. Juan Antonio Samaranch, presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) declarou, em 1998, que pensava propor à Assembleia Geral do COI que aceitasse, como membro, a Federação Internacional de Xadrez (FIDE) apoiando a sua proposta na seguinte reflexão: Nos nossos arquivos não temos uma definição oficial do que é o desporto6. O Xadrez é um desporto mental por excelência, e está organizado em todo o mundo. Encaixa perfeitamente no lema mente sã em corpo são e dá-nos uma imagem ligada a inteligência (Bueno,2014). O xadrez foi reconhecido como desporto pelo Comité Olímpico Internacional (COI) em junho de 1999 (Filguth,2007). Foram realizados vários estudos que comprovaram o xadrez como atividade física. Monitorizaramse os batimentos cardíacos dos jogadores, em partidas de xadrez relâmpago, no auge da disputa alguns jogadores apresentavam níveis de batimentos cardíacos comparados aos de um corredor ao final da prova, apresentavam ainda altos níveis de atividade cerebral, aumento da circulação sanguínea, libertação hormonal e movimentação, principalmente dos membros superiores, que exigem ao jogador de xadrez uma boa capacidade física e sobretudo motora. Salientou-se ainda o aspeto postural e emocional dos jogadores, trabalhados constantemente durante o jogo (Bueno,2014). Outro aspeto que reforçou o xadrez como um desporto foi a parte financeira (D. S. Marques, 2012). O mesmo autor acrescenta que o xadrez é um desporto porque é um jogo, uma 5A Federação Portuguesa de Xadrez é uma instituição de utilidade pública desportiva criada em 1927 6Claeys (1984) entende que são quatro os elementos essenciais da definição de desporto: o movimento (atividade física e intelectual humana), a competição (rivalidade no sentido da relação desporto/performance), a institucionalização (existência de regras e normas institucionalizadas) e o lazer (caráter recreativo e lúdico); acrescentando que tais características encontram-se presentes de maneira variável nas diferentes modalidades e formas de praticar desporto
36 5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação competição, uma atividade de alto rendimento, proporciona o sentimento de superar a si próprio e ao seu adversário, há desgaste físico e mental, é praticado por milhões de pessoas, é baseado em regras e possui uma entidade reguladora, a Federação Internacional de Xadrez (FIDE). A Federação Internacional de Xadrez, promoveu congressos e seminários sobre o xadrez e a educação, o xadrez e a arbitragem, o xadrez e o condicionamento físico, e a preparação psicológica do xadrezista (FIDE, 1993) e a sua iniciativa em prol do ensino do xadrez nas escolas é valorizada pela UNESCO (da Silva,2012). Atualmente o xadrez é considerado um dos jogos mais populares do mundo, sendo praticado por milhões de pessoas em torneios amadores e profissionais, clubes, escolas e através da internet. Estima-se que cerca de 605 milhões de pessoas em todo o mundo sabem jogar xadrez e que destas 7,5 milhões sejam filiadas a uma das federações nacionais que existem em 160 países de todo o mundo7. Para classificar os jogadores de xadrez a FIDE, bem como todas as federações nacionais, usam o sistema rating ELO, desenvolvido por Arpad Elo (1903-1992). O contributo de Arpad Elo foi o de estabelecer uma função a partir da diferença entre os pontos obtidos por ambos os jogadores (depois de se enfrentarem um número suficiente de vezes) proporciona a diferença de Elo entre eles. Este sistema transforma a pontuação obtida num torneio (partida ganha 1 ponto, perdida 0 pontos, empate 0,5 pontos), num conjunto de valores numéricos discretos de quatro números inteiros. Este registo proporciona informação estatística confiável sobre o rendimento de um jogador. O seu fundamento teórico baseia-se na diferença de registo entre os dois jogadores e constitui um guia para predizer o resultado de uma partida entre eles. As fórmulas de transformação correspondem ao domínio da teoria das probabilidades e estatística. É certo que é possível obter a medição exata da “força” de um jogador, a experiência demonstra que os valores do registo, considerados como reflexo do rendimento de um intervalo específico, correspondem à realidade dos resultados específicos de um jogador. Através deste sistema é possível dizer quem são os melhores jogadores de xadrez do mundo. Quanto melhor é um jogador maior é a sua classificação – ELO. 7http://www.desportoescolar.dge.mec.pt/xadrez (2 de maio de 2015) 8Fonte: http://www.chess.com/article/view/chess-rating-classes 9Necessita cumprir 3 normas FIDE de GMI 10Necessita cumprir 3 normas FIDE de MI 11a classificação, para dar origem ao título, deve manter-se em pelo menos 24 partidas consecutivas
5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação 37 Classifica¸c˜ ao Denomina¸c˜ ao FIDE8 ELO ≥2500 GMI Grande Mestre Internacional9 ELO ≥2400 MI Mestre Internacional10 ELO ≥2300 MF Mestre FIDE11 ELO ≥2200 MN Mestre Nacional ELO ≥2000 CM Candidato a Mestre Tabela 5.1: Tabela de titulos em Xadrez 5.4.2. Xadrez na Psicologia O xadrez tem sido uma escolha frequente, como ambiente de pesquisa, em psicologia e são vários os psicólogos que têm estudos realizados com recurso ao jogo de xadrez. Um dos primeiros psicólogos a utilizar o xadrez no estudo sobre a relação entre a inteligência espacial e o nível xadrezístico dos grandes mestres foi Alfred Binet, nos finais do século XIX. Seguiuse, em 1907, Cleveland que descreveu de forma subjetiva o processo de aprendizagem do xadrezista e Freud em 1913 (Garrido,2001). Em 1926, governadores da extinta União Soviética solicitaram aos psicólogos da Universidade de Mouscou, Diacov, Rudik e Petrovsky que estudassem a relação entre o xadrez e a capacidade mental. O estudo incidiu sobre mestres de xadrez (8) e a pesquisa identificou nos jogadores de xadrez um conjunto de características muito superiores às da população; nervos bem temperados; autocontrole; habilidade em distribuir a atenção por muitos fatores; habilidade em perceber relações dinâmicas; uma mentalidade contemplativa; alto nível de desenvolvimento intelectual; habilidade para pensar concretamente e objetivamente; uma memória poderosa para assuntos de xadrez; capacidade para pensamento sintético e imaginação; habilidade combinativa; vontade disciplinada; inteligência muito ativa; emoções disciplinadas e autoconfiança (da Silva,2012). Vygotsky, em 1933, afirmava que através da aprendizagem do xadrez, a criança pode elaborar habilidades e conhecimentos socialmente disponíveis, passando a eternizá-los, proporcionando-lhe um comportamento além do habitual da sua idade. Adriaan De Groot, em 1946, publicou os seus estudos sobre o processo de pensamento dos xadrezistas1, o trabalho é muito considerado, na psicologia, pela organização e conhecimento que dá sobre a habilidade em jogar xadrez. Sugeriu que os jogadores mais bem classificados são capazes de usar uma forma de fracionamento das peças, ou comparação de “padrões”, o que lhes permite codificar rapidamente as macro características das posições, e isso explicava melhor capacidade de memória (Holding,1985). No Psicologia De Groot serve de inspiração a novos estudos,
44 5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação sições explícitas sejam feitas no programa, de modo a aumentar a sua probabilidade de ocorrência; 7. A adoção do programa deve ter em conta a demostração do sucesso empírico em implementações semelhantes à própria implementação planeada. Surpreendentemente, muitos programas não têm dados sólidos sobre os períodos de implementação. Outros podem ter dados que são relevantes apenas para determinadas situações escolares ou para determinadas características de estudantes, bem diferente das que se pretende. A chave para o sucesso é escolher um programa com experiência comprovada em situações semelhantes à que pretendemos. 8. O programa deve estar associado a um bom currículo de formação de professores, e de treino de alunos, bem testado. O melhor programa pode deixar de realizar o seu potencial se os professores não são suficientemente treinados ou mal treinados para o aplicarem. O programa será muito mais propenso a ter sucesso, se fornecer treino claro e utilizável professor; de modo a garantir que seja implementado de forma eficaz. 9. O programa deverá apresentar expectativas apropriadas aos professores e diretores escolares dos resultados que possam vir a esperar da sua implementação. Stenberg considera que a maioria dos programas curriculares não fornece o treino das competências intelectuais que estes programas oferecem, daí a necessidade de serem implementados nas escolas. 5.4.3. Xadrez na Educação A maioria dos projetos de xadrez escolar são desenvolvidos com base na ideia de que o estudo e a prática sistemática do xadrez podem auxiliar no desenvolvimento cognitivo do aluno (da Silva,2012). Os benefícios que lhe estão associados são extensos e variados, entre os mais referidos encontramos o desenvolvimento do raciocínio lógico, as habilidades matemáticas, o aumento da capacidade de memória, o estímulo da imaginação, a versatilidade, a atenção, o espírito de investigação, a curiosidade, a prudência, a paciência, a criatividade, a perseverança, a autoconfiança, o pensamento lógico formal, o planeamento, a tomada de decisão, a concentração, a curiosidade, a consciência de grupo, responsabilidade, o companheirismo, a formação da personalidade, o caráter, do conhecimento, a estruturação das habilidades, os valores morais, o respeito pelo adversário, o aprender a pensar por si, o ser consequente, entre outros.
5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação 45 Na Europa, a declaração do Parlamento Europeu, de 15 de março de 2012, sobre a introdução do programa Xadrez na Escola nos sistemas de ensino da União Europeia, exorta a Comissão para ter em consideração os resultados dos estudos sobre o efeito deste programa no desenvolvimento das crianças. Refere ainda que o Xadrez é um jogo acessível às crianças de todos os grupos sociais, podendo contribuir para a coesão social, e para objetivos políticos, como a integração social, o combate à discriminação, a redução dos índices de criminalidade e até mesmo a luta contra diversas dependências. Refere ainda que qualquer que seja a idade da criança, o Xadrez pode melhorar a sua concentração, paciência e persistência e pode desenvolver a criatividade, a intuição, a memória, bem como a competência de análise e de tomada de decisão; considerando que o Xadrez também ensina a determinação, a motivação e o desportivismo e, por estas razões, entre outras, solicita à Comissão e aos Estados-Membros que incentivem a introdução do programa Xadrez na Escola nos seus Sistemas de ensino. Xadrez nas Escolas – uma análise retrospetiva O interesse pelos jogos na educação remonta a Platão, que introduziu a expressão aprender brincando. Aristóteles também sugeria o uso dos jogos, como forma de preparação para a vida. Porém é com Froebel que o jogo passa a fazer parte do centro do currículo de educação infantil (Klein,2003). O jogo é uma ação livre, que se executa e sente como que situada fora da realidade. Entretanto, ele pode absorver completamente o jogador, sem propósito específico. Essa ação ocorre dentro de um espaço e tempo determinados e desenvolvese segundo uma ordem e regras implícitas ou internas (Huizinga,2007). Na opinião de D. S. Marques (2012), o imenso mérito do jogo de Xadrez é que ele responde a uma das questões fundamentais do ensino moderno: dar a possibilidade de cada aluno progredir segundo o seu próprio ritmo, valorizando assim a sua motivação pessoal. Refere ainda, que olhando a prática do xadrez direcionada apenas para as competições ou para a atividade lúdica, não são abrangidas todas as exigências educacionais necessárias para que o estudante tenha um bom rendimento escolar, daí a necessidade de trabalhar com este jogo, de forma pedagógica, para que seja capaz de desenvolver educacionalmente as crianças. Segundo Klein (2003), o rendimento escolar pode ser melhorado significativamente com a introdução do xadrez, atuando este em favor da autoconfiança, no desenvolvimento da concentração e na superação de problemas disciplinares. O sucesso de um programa de ensino de xadrez vai depender de uma série de fatores: recursos materiais e humanos, características da escola,
46 5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação maior ou menor interesse dos responsáveis. Ainda de acordo com este autor, a importância do xadrez, como disciplina escolar e instrumento pedagógico, além de ter defensores de peso, a sua importância nas escolas é demonstrada, através de ações oficiais e experiências institucionalizadas, em países como: Brasil desde a década de 1980, que no Brasil, mais propriamente no estado do Paraná, se começou a desenvolver o projeto de xadrez nas escolas, onde se formaram mestres no jogo de xadrez, que passaram posteriormente a habilitar professores para que se pudesse estender o programa a outras regiões. Atualmente o projeto de xadrez está implantado em vários estados brasileiros e tem a orientação do Ministério da Educação para se tratar de uma atividade extra-classe, que será realizada também nos finais de semana, onde professores e alunos são voluntários; Cuba a democratização do xadrez é feita segundo o modelo soviético, com ênfase na formação de jogadores de competição. O grande astro – ainda é o falecido José Raúl Capablanca; França o Ministério da Educação, desde 1976, patrocina competições escolares e incentiva o ensino de xadrez como atividade socioeducativa, de estimulação cognitiva e de estudo dirigido; Hungria membro fundador da FIDE e Campeão Olímpico (Buenos Aires, 1978), este país Balcânico reserva lugar de destaque para as atividades de xadrez escolar, com a participação ativa dos pais; RDA – Alemanha de 1976 a 1980, várias experiências controladas foram realizadas e encorajadas; RFA – Alemanha15 os primeiros esforços voltados para a introdução do xadrez nas escolas datam do século XIX. Em 1985, a Universidade Schiller, de Jena, criou um curso facultativo com a duração de um ano, cujos diplomados se tornavam aptos a dirigir clubes escolares de xadrez (de Sá,1988); Rússia Ilyin Genevsky (1894-1941), mestre russo, foi um dos mais eficientes organizadores do xadrez soviético, todo o apoio foi dado para formar uma legião de jogadores de competição. A partir da década de 80, a influência dos astros – Karpov e Kasparov, fazia com que os seus torneios escolares tivessem a participação de milhares de crianças;
5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação 47 Venezuela em 1988, o governo venezuelano introduziu aulas de xadrez em todas as escolas, na sequência dos resultados obtidos no Projeto Aprender a pensar e Programa de xadrez; o estudo confirmou os resultados de Christiaen‘s, que o xadrez aumenta o quociente de inteligência (QI). Os resultados do estudo sugeriram que o xadrez desenvolve uma nova forma de pensar (Sundberg,2009); Em dezembro de 1986, a FIDE16 e a UNESCO17 criaram a Comiss˜ ao do Xadrez Escolar, no sentido da difusão e democratização do xadrez como ferramenta importante na educação das crianças e em 1993, professores e especialistas de 38 países reuniram-se em Curitiba, Brasil, para trocar experiências sobre a implantação do xadrez no currículo escolar (Klein,2003). 5.4.4. O Xadrez em Portugal Alguns factos sobre o xadrez em Portugal A entrada do xadrez em Portugal acontece com a invasão muçulmana e há a indicação18 que desde a reconquista de Odemira, por D. Afonso Henriques em 1166, o xadrez passou a figurar como jogo de reis. No século XV, entre os judeus que recusaram o cristianismo, destacou-se o xadrezista Damião de Odemira, boticário na vila alentejana de Odemira (1480-1544), que fugiu para Itália, onde publicou, em Roma, o livro "Questo libro e da imparare giocare a scachi”, no ano de 1512. Figura 5.6: "Questo libro da imparare giocare a scachi"19 15De acordo com uma lenda local, proveniente da localidade medieval de Strobecks, na Alemanha, em 1011, havia um duque preso que possuía 32 peças de xadrez esculpidas e jogava com os guardas. Em virtude desta lenda a escola primária local inclui aulas de xadrez no seu currículo. 16Fédération Internacionale des Échecs (FIDE). Federação mundial de Xadrez. 17United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization. 18Nos documentos apresentados em 2009, pelo Mestre Internacional de Xadrez Luís Santos
48 5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação Neste tratado, além de estarem referidas muitas das partidas publicadas pelo sacerdote Luís de Lucena20 (1497), é referida a “abertura portuguesa” ou o “gambito de Damião” e ainda um capítulo dedicado à “arte de jogar com a mente”. A sua obra alcança grande êxito e é editada em inglês e francês. Este acontecimento liga Portugal à publicação de um dos primeiros livros de xadrez publicados no mundo. Nos inícios do século XV, D. João I elogia no seu “Livro da Montaria” o xadrez, considerandoo como hábil treino militar e segundo o cronista Garcia de Resende, D. João II jogava xadrez com “mestria”, e quando viajava levava consigo um jogo de xadrez que funcionava com alfinetes. Outros marcos relevantes e mais recentes da história portuguesa do xadrez passam pela organização do primeiro Campeonato Nacional Absoluto, em 1911, que passou a realizar-se, regularmente, de forma anual, a partir de 1950. Em 1927 foi criada a Federa¸c˜ ao Portuguesa de Xadrez, que está sediada em Lisboa. Em 1946, no Estoril, morre o campeão do mundo Alexander Alekhine, quando se preparava com amigos portugueses para (entre os quais o médico Mário Machado21) um match contra o russo Mikhail Botvinnik. A partir de 1974, com a revolução democrática, o xadrez inicia uma nova fase e a sua expansão nas escolas, projeta-se na década de 1980, com o arranque de projetos Camarários que tiveram como objetivo pôr “em marcha, nas escolas” o ensino do xadrez. O primeiro desses grandes projetos foi lançado em 1985, na Câmara de Loures. Apresentamos esse projeto adiante e com mais detalhe, porque permite retratar o processo de expansão do xadrez nas escolas, no caso português. Este projeto serviu de exemplo, para que outros projetos semelhantes, proliferassem noutras Câmaras do país. O Plano de Desenvolvimento de Xadrez (PDX) de Loures de 1985 a 2006 Uma expressão do xadrez escolar de âmbito camarário22. 19"Libro Damiano". Licenciado sob Domínio público, via Wikimedia Commons - https://commons .wikimedia.org/wiki/File:Libro_Damiano.jpg 20Luís de Lucena é o autor da mais antiga obra impressa sobre o xadrez “Repetición de amores y Arte de Ajedrez”, publicado em Salamanca em 1497 21 Percursor do excelente nível do xadrez por correspondência em Portugal 22Texto cedido pelo Mestre Internacional de Xadrez Luís Santos, considerado hoje, um dos maiores especialistas mundiais em matéria de xadrez escolar e sem dúvida um dos mais experientes como ficou patente na reunião da Comissão de Xadrez nas Escolas da FIDE durante as Olimpíadas de Istambul 2012 (onde Luís Santos foi capitão de equipa da seleção nacional, assim como em Tromso 2014).
5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação 49 O fenómeno de expansão do Xadrez escolar, e não só, em Portugal, pode ser observado através de exemplos concretos, como o que aqui se descreve, e que explica, não só, o fenómeno de crescimento como a expressão que o jogo assumiu. Os Planos de Desenvolvimento do Xadrez (PDX), sobretudo nas câmaras do Barreiro, de Almada, Loures e Lisboa assumem, durante a década de 1980, uma enorme importância em termos da divulgação do xadrez nas escolas abrangidas por essas Câmaras. De acordo com o Mestre Internacional de Xadrez Luís Santos, o Plano de Desenvolvimento de Xadrez de Loures, foi uma experiência de sucesso que durou 21 anos. Apesar da interrupção no ano de 2006, por decisão política da Câmara, há vontade de retomar o Plano já no próximo ano letivo de 2015/2016. Relativamente às características do Plano de Desenvolvimento de Xadrez (PDX) de Loures durante o período 1985/2006, consideram-se as seguintes fases: 1. Cursos escolares (antecedidos por ações de sensibilização); 2. Torneios escolares (Provas preliminares do Interescolar); 3. Finais do Interescolar; 4. Jogos da Paz/Circuito das Coletividades (em alguns anos incluíram torneios escolares suplementares inter-turmas). Além das fases referidas, o PDX promoveu muitas outras atividades, algumas mais visíveis para a população em geral, como a organização no concelho de Campeonatos Nacionais e Distritais de Jovens (alguns com Festivais e outras ações paralelas, abertas a todos), Intermunicipais, e até 3 ‘matches’ Loures – Resto do País (o terceiro ganho memoravelmente por Loures a 40 tabuleiros contra uma seleção nacional feita pela Federação por ocasião da realização de todos os escalões dos Nacionais de Jovens no concelho em 1992). Decorrentes destas iniciativas os Campeões distritais e nacionais de jovens multiplicaram-se no concelho e duas equipas de coletividades do concelho atingiram a primeira divisão nacional. As seleções de Loures nos intermunicipais, distritais e até nas nacionais de jovens eram temidas. Com a formação da Academia (rede de treinadores) a partir de 1993, os melhores alunos também começaram a ensinar como treinadores. A partir de 1996 (até 2000), esses jovens treinadores tiveram oportunidade de atingir a categoria de mestre nos 8 torneios internacionais Mestre-Jovem que lançaram o nome de Loures definitivamente no panorama europeu. Todas essas provas tiveram categoria suficiente para atribuir normas para mestre internacional dado o seu nível rating médio e nacionalidades presentes de acordo com os
50 5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação regulamentos da FIDE (federação Internacional). Muitos destes jovens que se destacavam nos torneios de competição eram convidados para ensinar nas escolas do concelho e eram remunerados por esse trabalho. Esta era a forma de colmatar a lacuna da falta de professores de xadrez e, por outro lado cumpria a tarefa de levar à escola pessoas que além de gostar da atividade estavam habilitadas para o ensino do mesmo. A nível organizacional, Loures brilhou no 1oCongresso Mundial de xadrez nas escolas realizado pela FIDE no Brasil em 1993 e até deu cursos sobre o seu método de desenvolvimento em Espanha, em 1997. Partidas com peças humanas (no Pavilhão Paz e Amizade e em várias escolas) animação de jardins e festas do concelho. Palestras sobre xadrez e computadores, condução de sessões de partidas simultâneas e múltiplas exposições públicas do PDX são mais alguns exemplos do impacte social que o PDX deixou no concelho de Loures em 21 anos. Cerca de 100 mil jovens foram sensibilizados para o xadrez, e, pelo menos um terço destes participou ativamente nos cursos e torneios escolares desse período. Os números das participações fundamentais do PDX Loures ao longo desses 21 anos, estão apresentados no quadro abaixo. Salienta-se que, apenas a Escola Secundária de Camarate conseguiu, apesar de tudo (e com apoio da respetiva Junta de Freguesia), conservar alguma “chama acesa” no concelho. Este projeto foi importante, porque foi o primeiro e serviu de exemplo, para que outros projetos semelhantes proliferassem por outras Câmaras do país. A par destes projetos Camarários, Clubes e outras Associações locais foram ganhando expressão na preparação de jovens para a competição. Figura 5.7: Evolução do PDX de Loures desde 1985 e ao logo de 21 anos 23Em 2014 foi aprovado um novo plano de xadrez, que aguarda financiamento para retomar a atividade no próximo ano letivo 2015/2016.
5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação 51 Participa¸c˜ ao nas provas estruturais do PDX de Loures desde 1985 Ano Letivo Obs.Cursos Escolares Torneios Escolares Final do Interescolas Jogos da Paz 1985/86 600 180 50 14 1986/87 1600 400 100 50 1987/88 1600 400 150 50 1988/89 1600 400 200 50 1989/90 2000 500 250 300 1990/91 2000 700 200 500 1991/92 2000 700 250 250 1992/93 2000 700 250 400 1993/94 a)2500 1800 250 450 1994/95 2650 1950 200 600 1995/96 3050 2100 250 500 1996/97 2600 1400 250 600 1997/98 2650 1950 300 700 1998/99 b)3100 1400 450 750 1999/00 b)c)1600 1000 350 750 2000/01 b)1750 650 300 700 2001/02 b)1750 750 300 900 2002/03 1350 800 300 350 2003/04 1800 750 300 400 2004/05 1650 600 250 250 2005/06 1200 800 250 −− 2006/07 d)e)−− 39 −− −− 2007/08 e)−− 47 −− −− 2008/09 e)−− 40 −− −− 2009/10 e)−− 41 −− −− 2010/11 e)−− 53 −− −− 2011/12 e)−− 63 −− −− 2012/13 e)−− 64 −− −− 2013/14 −− −− −− −− 2014/15 f)−− −− −− −− 2015/16 −− −− −− −− a)Forma¸c˜ ao da Academia b)A´ ultima coluna inclui os torneios escolares interturmas c)Loures sem Odivelas d)Interrup¸c˜ ao do PDX municipal de Loures e)Torneio da Escola Secund´ aria de Camarate com o Apoio da JF Camarate f)aprovado um novo PDX que aguarda financiamento para retomar no ano letivo 2015/2016 Tabela 5.2: Evolução do PDX de Loures desde 1985 e ao logo de 21 anos23 5.4.5. O Xadrez no Desporto Escolar No contexto educativo português, a prática do xadrez chega institucionalmente às escolas, como atividade de complemento curricular, e constitui uma modalidade do Desporto Esco-
52 5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação lar24 (DE). Os alunos aderem a esta modalidade num regime de liberdade de participação e de escolha, integradas no plano de atividades da escola e coordenadas no âmbito do sistema educativo. O DE é o único serviço do Ministério da Educação que desenvolve atividades pedagógicas num domínio educativo predominantemente relacionado com a motricidade humana e que organiza atividades interescolares com caráter sistemático, em todo o território nacional. Sendo uma atividade de complemento curricular, de caráter voluntário, o Desporto Escolar (regulado pelo Decreto-Lei no95/91, de 26 de fevereiro), dá a oportunidade para que os jovens, em idade escolar, possam praticar uma modalidade desportiva. O Desporto Escolar é um instrumento abrangente que permite a prática da modalidade de xadrez escolar, em qualquer parte do país desde que o projeto educativo da escola e os recursos humanos o contemplem. O primeiro relatório que permite ter uma visão de conjunto do que tem sido a prática do Desporto Escolar no nosso sistema educativo, é publicado em maio de 2006, pela Direção – Geral de Inovação e Desenvolvimento (DGIDC) e reporta aos anos letivos 2001/2002 e 2004/2005. Esta publicação sobre o Desporto Escolar, promovida pela Direção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), através da sua Direção de Serviços de Desporto Escolar e das Atividades de Promoção da Saúde (DSDEAPS). No relatório pode ler-se que pretendeu “contribuir para colmatar esta lacuna” de falta de informação sobre a situação desportiva nacional, apontando uma ausência de estudos sobre os efeitos da prática das atividades desenvolvidas no âmbito do Desporto Escolar, que “praticamente ainda não sofreu qualquer tipo de estudos” Freire, J.A. (2010). Os alunos participantes no Desporto Escolar distribuem-se por escalões etários, de acordo com o quadro: Ano de Nascimento Escal˜ ao 2013/2014 2014/2015 2015/2016 2016/2017 Infantil A 2003 a2005 2004 a2006 2005 a2007 2006 a2008 Infantil B 2001 a2002 2002 a2003 2003 a2004 2004 a2005 Iniciado 1999 a2000 2000 a2001 2001 a2002 2002 a2003 Juvenil 1997 a1998 1998 a1999 1999 a2000 2000 a2001 J´ unior 1992 a1996 1993 a1997 1994 a1998 1995 a1999 Tabela 5.3: Escalões etários das competições do Desporto Escolar Atualmente o DE tem 37 modalidades diferentes, sendo o xadrez, uma delas. O princípio subjacente à prática desta modalidade no âmbito do DE, é igual à das outras modalidades, 24http://desportoescolar.dge.mec.pt/
5.4. A importância do Xadrez no desporto, na psicologia e na educação 53 não se destacando pelos benefícios cognitivos da mesma. Para que a modalidade de xadrez escolar passasse a ser considerada modalidade de Xadrez Escolar, contribuíram a realização dos campeonatos regionais e campeonatos nacionais, e houve duas provas com especial relevância: os Encontros Nacionais Escolares de Individual e de Equipas (a 4 tabuleiros), que se realizam há onze edições, desde o ano 2000, data da primeira edição que se realizou no Externato Cooperativo da Benedita. Os dados mais recentes, relativos à modalidade de xadrez disponibilizados pela DGE (Direção Geral de Educação)25, permitem-nos conhecer a evolução do número de jovens que praticam esta modalidade, até à atualidade. Ano letivo 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 2012/13 2013/14 2014/15 TDE26 127990 142510 158590 172240 185500 172770 183370 Xadrez 2739 3520 3822 4616 5194 4682 5061 5252 GE27 147 167 180 197 189 188 190 188 Tabela 5.4: Relação do número de alunos inscritos no Desporto Escolar e no Xadrez O número de alunos registados oficialmente no Desporto Escolar, e que constam das tabelas acima apresentadas, constitui uma pequena parte da totalidade dos alunos que beneficiam de aulas de xadrez no ensino português; porque, nestas tabelas, não constam os alunos que têm xadrez nas escolas privadas (colégios), nos clubes ou associações, ou ainda nas escolas públicas, que ensinam xadrez no âmbito das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), ou de Projetos Educativos (PE), e que correspondem a um número significativo de alunos. Além de modalidade de xadrez, no âmbito do Desporto Escolar, o xadrez também pode chegar às escolas por iniciativas camarárias28, associações distritais ligadas à federação de xadrez, clubes, projetos ou direções de escolas, através da utilização de recursos humanos disponíveis na escola no primeiro caso, ou contratados, no caso das câmaras, e do ensino particular e cooperativo. Em alguns casos, sobretudo no primeiro ciclo de escolaridade, surge normalmente no currículo, com uma hora semanal, ou fora do currículo, como Atividade de Enriquecimento Curricular (AEC). 25Foi solicitado no dia 6 de Abril, por mail, ao Coordenador Nacional do Desporto Escolar, Dr. Paulo Gomes, um conjunto de dados específicos do xadrez escolar, após uma reunião presencial no Ministério de Educação com o Dr. Rui Piedade. O Dr. Pedro Kay, enviou os dados que utilizamos neste estudo. 26Total de alunos no Desporto Escolar 27Grupos/Equipas de Xadrez 28Na região de Lisboa destacam-se as das Câmaras de Almada, Barreiro e Loures.
60 6.3. Teses de doutoramento 6.3. Teses de doutoramento 6.3.1. Área da educação 1. Oimpacto da Instru¸c˜ ao de xadrez na capacidade do pensamento cr´ itico e na realiza- ¸c˜ ao do desenvolvimento matem´ atico dos alunos. Berkley (2012)3. BerKley colocou 5 questões: a) Existe correlação entre o pensamento crítico medido com a escala de WatsonGlaser Critical Thinking Appraisal (WGCTA) e o desenvolvimento da realização matemática dos estudantes? b) Existe correlação entre a realização em xadrez medida por uma avaliação em xadrez e o pensamento crítico medido pela escala WGCTA? c) Será que a instrução em xadrez melhora o pensamento crítico medido pela escala WGTCA? d) Será que a instrução em xadrez melhora o desempenho em matemática? e) Quais foram as perceções sobre a relação entre o xadrez, o pensamento crítico e o desempenho em matemática? Conclusões: Os resultados da fase quantitativa do estudo indicaram que a instrução em xadrez melhorava as habilidades matemáticas, mas não melhorava as habilidades no pensamento crítico. Relativamente aos resultados da fase qualitativa do estudo, os estudantes perceberam que há muitas relações entre o xadrez, o pensamento crítico, e o desenvolvimento em matemática. Os estudantes perceberam que jogar xadrez pode melhorar a habilidades do pensamento crítico. 2. Racioc´ inio l´ ogico e o jogo de xadrez:em busca de rela¸c˜ oes. da Silva (2010). O estudo teve como objetivo pesquisar se havia correlação positiva entre os desempenhos no jogo de xadrez e a Escala de Desenvolvimento do Pensamento Lógico. No estudo participaram 30 estudantes do ensino médio, divididos em 3 grupos de proficiência em xadrez: básico, intermédio, avançado. Os resultados do estudo permitiram 3Darrin K. Berkley (2012). The Impact of Chess Instruction on the Critical Thinking Ability and Mathematical Achievement of Developmental Mathematics Students. Morgan State University, Doctoral thesis
6.3. Teses de doutoramento 61 concluir que existe uma correlação positiva entre o desempenho xadrezístico e a Escala de Desenvolvimento do Pensamento Lógico. 3. Usar o xadrez para melhorar os resultados de matem´ atica dos estudantes que recebem servi¸cos especiais de educa¸c˜ ao. Barrett (2010)4. Barrett estudou, durante 30 semanas um programa instrucional de xadrez aplicado a alunos do 6oao 8oano, dirigido a crianças com necessidades educativas especiais. Comparado o grupo que recebeu a instrução de xadrez, com o grupo de controlo, os alunos pontuaram mais alto em quatro das oito medidas de realização de matemática. Barret verificou que a diferença era estatisticamente significativa entre os dois grupos. 4. Efeitos cognitivos da instru¸c˜ ao do xadrez em alunos com insucesso escolar. Hong (2005). Hong‘s descreve assim os seus resultados “a primeira implicação é que os jovens principiantes no jogo de xadrez que indiciem risco de insucesso escolar melhoram os seus resultados à medida que vão progredindo na instrução do xadrez. Precisam de mais tempo de instrução de xadrez, por período, do que as 12 sessões. É sugerido um ano ou dois de instrução de xadrez, para produzir efeitos cognitivos fortes em estudantes em risco de insucesso escolar. 5. Oxadrez e a Educa¸c˜ ao: Experiˆ encias de ensino xadrez´ istico em meios escolar, periescolar e extra-escolar. de Sá (1988). Este estudo foi conduzido entre 1984 e 1987, abrangeu três instituições de ensino em Paris e centrou-se nas seguintes questões: a) Que fatores influenciam a utilização do xadrez nos ambientes escolares? O que caracteriza e diferencia a introdução do xadrez nos ambientes escolares, peri escolar e extraescolar? b) Qual o método educativo e qual o programa didático que melhor atendem às especificidades deste ensino? É uma investigação percursora de projetos de ensino, extensão e pesquisa. 6. Xadrez e aptid˜ oes. 4David Christopher Barrett (2010). USING CHESS TO IMPROVE MATH ACHIEVEMENT FOR STUDENTS WHO RECEIVE SPECIAL EDUCATION SERVICES, Texas A & M University, Doctoral thesis
62 6.3. Teses de doutoramento Frank (1974) Este estudo foi realizado no Zaire (com jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos) e tinha como proposta testar as seguintes hipóteses: a) a eficácia em aprender xadrez é uma função de diversas habilidades cognitivas, incluindo habilidade espacial, habilidade percetiva, raciocínio, criatividade e inteligência geral. b) aprender xadrez influencia o desenvolvimento dessas habilidades. O grupo que recebeu formação em xadrez, reuniu-se durante uma hora, duas vezes por semana, durante um ano. A instrução incluía aulas, testes, partidas simultâneas e práticas. O grupo de controlo não realizou nenhuma atividade especial. A pergunta mais importante que se coloca neste estudo é se a instrução em xadrez melhora o rendimento. Na realidade o progresso no grupo que jogou xadrez foi muito baixo, e a maior parte da diferença entre os grupos é explicada pela redução do rendimento do grupo de controlo (...) por conseguinte, Gobet e Campitelli concluem que somente a“habilidade verbal” foi aprimorada pela instrução xadrezista (Gobet & Campitelli, 2005). 6.3.2. Área da Psicologia 1. Os efeitos de um programa de xadrez no racioc´ inio abstrato e resolu¸c˜ ao de problemas em crian¸cas da escola elementar. James Celone (2001)5. Celone seguiu o desempenho de 19 alunos voluntários da escola elementar, com idades que variavam entre 7 e 14 anos, que se registaram num programa de 20 horas de instrução de xadrez, extra aulas, durante uma semana. Estes alunos resolveram um teste largamente aceite como instrumento de medida específica do raciocínio abstrato e de resolução de problemas, também lhes foi pedido o “Knight‘s Tour” 6, considerado como uma medida específica para medir habilidades do xadrez. Os resultados do teste depois do programa instrutivo, foram muito superiores aos resultados anteriores ao programa de xadrez. 5James Celone (2001). The effects of a chess program on abstract reasoning and problem-solving in elementary school children. Southern Connecticut State University, Doctoral thesis
6.4. Teses de mestrado 63 2. Ensinando os 4 “R” (Racioc´ inio)atrav´ es do xadrez. Ferguson (1984). Este estudo foi desenvolvido entre 1979 e 1983, propunha desenvolver experiências estimulantes que favorecessem o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo. Participaram estudantes talentosos (com QI superior a 130) do 7oao 9oano. Este estudo tem uma debilidade muito importante, que anula qualquer interpretação de resultados em termos do contributo do treino xadrezístico ao pensamento crítico e criativo: os estudantes trocaram de atividade trimestralmente ou semestralmente, e os que participaram na instrução xadrezística, também participaram noutras atividades. 6.4. Teses de mestrado 6.4.1. Área da Educação 1. Pr´ aticas Pedag´ ogicas no ensino-aprendizagem do jogo de xadrez em escolas. R. R. V. Silva (2009) A autora faz um levantamento sobre a importância do jogo na perspetiva de diferentes autores e sintetiza os resultados da sua análise; faz o mesmo em relação a algumas características do jogo de xadrez e as suas implicações no contexto educacional. 2. O Jogo e o Xadrez: Entre Teorias e Hist´ orias. Rocha (2009) O autor estabelece que a associação entre o xadrez e a educação está baseada em conteúdos de matemática, pedagogia, psicologia, e educação física. Relaciona o xadrez como um elemento facilitador do raciocínio e, por extensão, à compreensão de conteúdos matemáticos inerentes ao modo operante desse jogo de estratégia valorizado na matemática recreativa. Salienta o fator lúdico do jogo usado como instrumento pedagógico para facilitar o ensino e a aprendizagem, valorizando-o, muito mais, para a assimilação de conhecimentos, do que como impulso para a imaginação criadora que nutre a cultura. Nesta tese de mestrado o autor, baseado nas suas experiências como jogador e professor de xadrez, observa que o que nutre a prática do xadrez é a competição lúdica e o que impulsiona o jogador a estudar a literatura técnica xadrezística vontade de vencer.
64 6.6. Artigos 6.5. Dissertações de licenciatura 1. Xadrez e desenvolvimento cognitivo. Christiaen (1976) Este investigador belga desenvolveu a sua dissertação de licenciatura6apoiada na teoria de Piaget. Em particular, o interesse residiu em verificar se a prática do xadrez acelera a passagem do estágio de “operações concretas” para o estágio seguinte designado por estágio das “operações formais”. Segundo Gobet and Simon (1996), não foram encontrados efeitos significativos em nenhuma das tarefas piagetianas, contudo, o grupo que jogou regularmente xadrez, durante 42 semanas, 1 hora por semana, teve melhor rendimento, isto é, melhores resultados escolares, tanto depois de cinco meses de instrução7de xadrez como no final do ano letivo. 6.6. Artigos À semelhança dos estudos anteriormente referidos, os artigos selecionados, os artigos selecionados, são apresentados de forma abreviada. 6.6.1. Área da Educação 1. Onosso movimento: Usar o xadrez para melhorar os resultados de matem´ atica dos estudantes que recebem servi¸cos especiais de educa¸c˜ ao. (Barrett & Fish,2011)8 Este estudo avaliou o impacto de 50 minutos por semana de intervenção xadrez sessão de grau 6-8 graus em estudantes que recebem serviços especiais de educação na sequência dos resultados obtidos na Avaliação de Texas Conhecimentos e Competências (TAKS). A amostra foi composta de 15 alunos do grupo de tratamento e 16 alunos do grupo de controlo. Os resultados indicaram uma diferença significativa em quatro dos oito objetivos em Matemática. Os autores consideram este estudo devido 6Apesar de na tese de Doutoramento de Wilson da Siva este estudo vir referenciado como tese de mestrado, a folha de rosto da dissertação realizada pelo autor naquela data apresenta a indicação de dissertação para a obtenção do grau de licenciado. 7A instrução de xadrez foi obrigatória, uma hora semanal, e consistiu de teoria, partidas e torneios. 8OUR MOVE: USING CHESS TO IMPROVE MATH ACHIEVEMENT FOR STUDENTS WHO RECEIVE SPECIAL EDUCATION SERVICES. By Barret, D.C. & Fish, W.W.; International Journal of Special Education, 26(3), 181-193. On 2011
6.6. Artigos 65 à reduzida amostra não permite o nexo de causalidade e generalização, no entanto, os resultados obtidos sugerem que o xadrez é uma potencial ferramenta instrucional, para ser aplicada em estudantes que recebem serviços de educação especial. 2. Oimpacto do treino de xadrez no desempenho matem´ atico e nas habilidades de concentra¸c˜ ao de crian¸cas com dificuldades de aprendizagem.Scholz et al. (2008)9 O objetivo deste estudo foi o de avaliar os benefícios do xadrez nas aulas de matemática, para crianças com dificuldades de aprendizagem e com baixos níveis de inteligência (QI 70-85). Foram selecionadas ao acaso salas de aulas de 4 escolas alemãs para crianças com dificuldades de aprendizagem, que receberam uma hora de xadrez em troca de uma hora de matemática semanal, durante uma ano letivo, A concentração e as habilidades de cálculo das crianças foram medidas usando testes estandardizados. O grupo de xadrez foi comparado com o grupo de controlo, sem aulas de xadrez. As habilidades de concentração e cálculo para tarefas de escrita foram desenvolvidas igualmente nos dois grupos. As habilidades de cálculo para tarefas simples de adição e calculo improvisado foram significativamente melhores nas classes que jogaram xadrez. Os autores do estudo concluíram que o xadrez pode ser uma mais-valia na ajuda das crianças com dificuldades de aprendizagem e que a transferência das lições de xadrez para o desenvolvimento de competências básicas de matemática foram observadas. 3. Efeitos cognitivos.Hong and Bart (2007)10 Os resultados tendem a não apoiar a visão de que a instrução de xadrez para o iniciante em risco de insucesso escolar tenha efeitos cognitivos evidentes sobre esses estudantes. Um resultado deste estudo é que a diferença de habilidade em xadrez e as pontuações no TONI-3 11 pós-teste e pré-teste foram significativamente correlacionados. Esta diferença sugere que a habilidade em xadrez pode estar relacionada com a melhoria das habilidades cognitivas dos alunos. Os alunos em situação de risco que estão em níveis iniciais de competência em xadrez podem ser capazes de melhorar as suas habilidades cognitivas e sua habilidade no xadrez. Em conclusão, é recomendável que os efeitos cognitivos da instrução de xadrez nos alunos em risco de insucesso escolar continuem 9Impacto of Chess Training on Mathematics Performance and Concentration Ability of Children with Learning disabilities International Journal of Special Education, vol 23 No3 2008 10ERIC Number: EJ814515; Record Type: Journal; Publication Date: 2007; Pages: 8; Abstractor: As Provided; Reference Count: 33; ISBN: N/A; ISSN: 0827-3383 11The test Of Nonverbal Intelligence-third edition (TONI-3)
66 6.6. Artigos a ser estudados. Instrução de xadrez especialmente configurado pode revelar-se muito eficaz na produção de efeitos cognitivos salutares entre os alunos em risco de insucesso escolar nos EUA e no resto do mundo. 4. O ENSINO DO JOGO DE XADREZ NOS CONTEXTOS ESCOLAR, DO LAZER E COMPETITIVO: PERSPECTIVAS DIFERENCIADAS Christofoletti, Schwartz, Campagna, Santiago, and Teixeira (2007)12 É um estudo qualitativo, realizado com o objetivo de investigar a perceção de professores de xadrez, sobre as estratégias de ensino adequadas aos seguintes contextos: lúdico, ensino em sala de aula e competição. A amostra foi constituída por 13 professores de xadrez, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 22 e os 56 anos, níveis socioeconómicos variados e escolaridade superior, experiência no ensino do xadrez acima de 12 anos, e eram todos professores em escolas e/ou clubes e técnicos com reconhecimento nacional na modalidade. Os dados, analisados descritivamente, por meio da Técnica de Análise de Conteúdo Temático, indicam que 76,92 % dos entrevistados afirmaram que há diferenças em se ensinar o xadrez, consoante o contexto. Os participantes alegaram que, para se ensinar o xadrez no âmbito do lazer, focalizam-se, especialmente, nas partidas e combinações temáticas, mostrando a beleza das jogadas e enfatizando o xadrez poético, utilizam também brincadeiras como estratégia de ensino-aprendizagem. No ensino voltado para o xadrez escolar, a principal preocupação encontrava-se em agradar aos pais, ou seja, fazer com que o aluno soubesse jogar o básico, para poder ensinar e jogar com a família. Por fim, no xadrez competitivo ficou evidente a necessidade de maior empenho por parte do jogador, pois terá que conhecer diversas aberturas e dominar as teorias de final de jogo. O relacionamento entre as partes também foi apontado como essencial neste contexto. Para 15,38 % dos participantes da amostra, não há qualquer diferenciação no ensino nesses contextos, pois, alcançar a expectativa pessoal do aluno em aprender não depende do que pretende atingir, o foco recairá, sempre, na aprendizagem. Apenas um dos professores (7,69 %) não emitiu opinião sobre o assunto abordado. A autora considera importante a realização de novos estudos para aprofundar os conhecimentos acerca do ensino desta modalidade para cada contexto. 5. The Role of Domain-Specific Practice, Handedness and Starting Age in Chess. 12Coleção Pesquisa em Educação - Vol.5, no1 - 2007 - ISSN: 1981-4313
6.6. Artigos 67 Gobet and Campitelli (2007)13. Foi um estudo realizado com 104 jogadores argentines, que vão desde fracos amadores a grandes mestres, que preencheram um questionário individual incluindo variáveis de medição individual e prática de grupo. Os resultados do estudo sugerem que, entre outras características dos jogadores, a idade com que iniciaram a jogar é importante. Quem aprendeu mais cedo a jogar xadrez, tende a ter uma vantagem como jogadores de xadrez na fase adulta, independentemente da prática voluntária que tenham acumulado. 6.6.2. Área da Psicologia 1. Apr´ atica volunt´ aria:´ e tudo o que ´ e preciso para se tornar um especialista Hambrick et al. (2013)14 Hambrick et al. (2013), publicam um artigo onde questionam se a prática é tudo para que as pessoas se tornem especialistas; isto é, se o nível de proficiência de um especialista, um jogador talentoso, pode ser adquirido por um jogador comum, após muita dedicação ao estudo e à prática. Referem que há 20 anos atrás, Erickson, Krampe, e Tech-Romer (1993) consideraram que o nível de especialidade podia ser reflexo de um longo período de pática voluntária, mais do que uma habilidade nata ou talento, isto é a dedicação extrema poderia conduzir músicos comuns a níveis excecionais. Esta ideia da prática voluntária para atingir níveis de desempenho de especialistas ganhou popularidade, mas neste estudo apresentado por Hambrik et al. esta ideia é posta em causa quando se conclui que a prática voluntária não é suficiente para explicar diferenças de desempenho em indivíduos, nos dois domínios mais estudados na experiência da pesquisa: o xadrez e a música. Neste artigo, HambricK refere que nos estudos de Gobet e Campitelli (2007) e Howard (2012) os jogadores que começaram em idade jovem a jogar xadrez, tendem a ter uma vantagem como jogadores de xadrez na fase adulta, independentemente da prática voluntária que tenham acumulado. 2. Diferen¸cas Individuais nos conhecimentos de xadrez:uma investiga¸c˜ ao psicom´ etrica Grabner, Stern, and Neubauer (2007). O estudo realizado por estes autores teve como objetivo investigar a relação entre os componentes de inteligência e o nível de especialização atingido no nível de xadrez. Tomados em conjunto, os resultados sugerem 13Developmental Psychology, 43, 159-172 14Deliberate practice: Is that all it takes to become an expert?
68 6.6. Artigos que o desempenho superior ou excelente em domínios cognitivamente exigentes como o xadrez não é totalmente independente das habilidades mentais gerais. A associação observada parece ser motivada pelo fator raciocínio (geral), que pode estar envolvido em vários processos relacionados com o xadrez como o reconhecimento de padrões ou pesquisa para a para movimentos (?,?). De acordo com os autores um alto nível de inteligência parece estar longe de ser suficiente para um forte jogador de xadrez, a experiência e a prática é necessária para se realizarem jogos fortes. Este estudo também foi concebido para avaliar a importância da experiência dos jogadores de xadrez que entram atualmente em torneios, e atividades práticas, e facetas da sua personalidade para o nível de especialização atingido. O único indicador mais forte que correspondia aproximadamente a 25 % de toda a variação de habilidade era a experiência que os participantes tinham em torneios. Este indicador salienta mais uma vez a importância que tem o trabalho de longo prazo para o desenvolvimento de competências. Em experiência total de xadrez, a atividade de torneio atual, conta com a inteligência numérica e a personalidade como fatores que podem explicar a quantidade impressionante de 55 % da variabilidade da força de jogo. 3. Benef´ icios educacionais da instru¸c˜ ao xadrez´ istica:uma revis˜ ao cr´ itica Gobet and Campitelli (2005) Como referimos, relevamos este artigo, porque consideramos as suas conclusões fraturantes, no sentido em que põem em causa as conclusões de muitos estudos anteriormente realizados sobre os benefícios educacionais do xadrez. Dos sete estudos analisados por Gobet e Campitelli, três são teses de doutoramento e foram mencionadas em 60 os restantes estudos (quatro) não são mencionados como tal e apresentamos sumariamente em seguida. Em todos os estudos os autores concluíram benefícios associados à prática do xadrez. a) O efeito do xadrez nas pontuações de leitura Margulies (1991). Este estudo teve como objetivo estudar alterações na pontuação dos testes de leitura, após a instrução de xadrez. O estudo incidiu em alunos da “escola elementar média”, que se inscreveram voluntariamente em clubes de xadrez na escola. No primeiro ano receberam instrução xadrezista por mestres de xadrez; no segundo ano a instrução foi fortalecida por atividades de xadrez apoiadas por computadores.
6.6. Artigos 69 Todos os participantes realizaram um teste de grau de potência de leitura (DRP) e os alunos que receberam instrução xadrezística obtiveram melhores resultados. (Filguth,2007)15. b) O efeito de aprender a jogar o xadrez no desenvolvimento cognitivo percetivo e emocional de crianças Fried and Ginsburg (2009) Este estudo incidiu nos efeitos do xadrez sobre o desenvolvimento das habilidades percetuais e visuoespaciais e a atitude em relação à escola. A amostra consistiu em 30 alunos com leves problemas comportamentais e de aprendizagem que foram encaminhados por professores para aconselhamento psicológico por mau comportamento. Foram divididos em 3 grupos: xadrez, aconselhamento psicológico e sem contacto. A instrução xadrezista consistiu em aulas, demonstrações e partidas, durante 18 semanas. Foram aplicados três testes: (1) o teste das figuras da escala de inteligência revisada infantil de Weschler (WISC-R), que mede a habilidade percetual e, em particular, a deteção de detalhes visuais; (b) o subteste de desenho de blocos do mesmo teste, que mede a habilidade visuoespacial; e (c) uma pesquisa de atitudes escolares. Não foram encontradas diferenças entre os três grupos (Filguth, 2007)16. c) Xadrez e pontuações de testes padronizados Liptrap (1998) Este estudo teve como objetivo investigar até que ponto a participação de estudantes do primeiro ciclo, num clube de xadrez, afeta as suas pontuações padronizadas medidas através de um teste de avaliação de habilidades académicas do Texas (TAAS). O estudo incidiu em 571 alunos de quatro escolas primárias (67 alunos jogaram xadrez durante um ano letivo e 504 não). O incremento foi maior no grupo xadrezístico. d) Desenvolvendo raciocínio e memória através do xadrez Ferguson (1988) Este estudo interessou-se pelas habilidades de memória e raciocínio verbal. Participaram 14 alunos que receberam lições de xadrez duas ou três vezes por semana e jogaram xadrez diariamente durante 9 meses. Foram aplicados aos subtestes de “memória e raciocínio e raciocínio verbal” da bateria de testes avançados da Califórnia (TCS) (Filguth,2007)17. 15Campitelli et Gobet apud (Filguth,2007) 16Campitelli et Gobet apud (Filguth,2007) 17Campitelli et Gobet apud (Filguth,2007)
76 7.2. Objetivos e hipóteses da investigação ou em características específicas, Barrett (2010); Barrett and Fish (2011), matemática e concentração Scholz et al. (2008), o insucesso escolar Hong (2005). Além de carências de suporte empírico e metodológico os autores sugerem a necessidade da realização de pesquisa que fortaleça uma posição. Por outro lado, independentemente dos estudos realizados e dos resultados obtidos, o que se verifica é uma expansão da prática do Xadrez em meio escolar, reforçada pela Declaração do Parlamento Europeu, de 15 de março de 2012, sobre a introdução do programa "Xadrez na Escola"nos sistemas de ensino da União Europeia. 7.2.1. Objectivos da Investigação Na sequência do interesse em saber se a prática do Xadrez tem influência no rendimento académico dos alunos, colocaram-se os seguintes objetivos de investigação: 1. Avaliar os efeitos da prática do Xadrez no rendimento académico dos alunos; 2. Identificar contributos do Xadrez no rendimento académico dos alunos; 3. Identificar implicações do Xadrez na aprendizagem dos alunos. 7.2.2. Hipóteses da Investigação As hipóteses, são segundo Sousa (2005) as respostas prováveis que o problema poderá ter. Trata-se de suposições que antecedem a verificação dos factos, possuindo como características a sua formulação provisória e hipotética, tendo como função propor explicações provisórias para certos factos, pelo que devem possuir bases teóricas bem definidas e serem formuladas de tal modo que sirvam de guia aos procedimentos da investigação. Neste estudo além da definição dos objetivos apresentamos algumas das suposições que o antecederam. O problema colocado neste estudo, e a consulta bibliográfica realizada, serviram-nos de base para formular as seguintes hipóteses: Hipótese 1: Há relação entre a prática do Xadrez e o rendimento académico dos alunos. Justificação: Contemplado no 1oobjetivo do nosso trabalho: avaliar os efeitos da prática do Xadrez no rendimento académico dos alunos, colocamos a hipótese da existência
7.2. Objetivos e hipóteses da investigação 77 de relação entre a prática do Xadrez e o rendimento académico dos alunos. O interesse pela utilização do jogo de Xadrez em contextos educativos tem crescido nos últimos anos, com base na convicção que “o estudo e a prática sistemática do Xadrez podem auxiliar na aprendizagem escolar dos alunos”, ainda de acordo com este autor, existe uma correlação positiva entre o desempenho xadrezístico e o pensamento lógico (da Silva,2010). No estudo de Christiaen (1981) as diferenças influências positivas de Xadrez nos resultados escolares foram observadas e não estava previsto. Também De Groot1, dizia que “a introdução de aulas de Xadrez em programas escolares causará modificação na aprendizagem dos alunos, essa modificação esperada na aprendizagem é suficientemente valiosa do ponto de vista educacional”. Estudos mais recentes com Incidência na área da matemática ou em características específicas, Barrett (2010), Barrett and Fish (2011), matemática e concentração Scholz et al. (2008), insucesso escolar Hong (2005); são inconclusivos e os autores recomendam aprofundamento dos mesmos. Nesta sequência, consideramos pertinente colocar a hipótese que há relação entre a prática do Xadrez e o rendimento académico dos alunos. Hipótese 2: O Xadrez contribui para a melhoria do rendimento académico dos alunos. Justificação: Contemplado no 2oobjetivo do nosso trabalho: Identificar contributos do Xadrez no rendimento académico dos alunos, colocamos a hipótese que oXadrez, contribui para o rendimento académico dos alunos. Klein (2003), escreve que o rendimento escolar pode ser melhorado significativamente com a introdução do Xadrez, atuando este em favor da autoconfiança, no desenvolvimento da concentração e na recuperação de problemas disciplinares. O artigo de Gobet and Campitelli (2005) refere que de Groot (2008) sugeriu que a instrução de Xadrez conduziria a dois tipos de ganhos: 1Adriaan D. De Groot (2008) Thought and choice in chess. Amsterdam: Amsterdam University Press
78 7.2. Objetivos e hipóteses da investigação "benefícios de baixo nível”:melhoria na concentração, aprender a perder, melhoria nas aprendizagens, aumento do interesse pela escola no caso de ser proveniente de um ambiente mais desfavorecido; “benefícios de alto nível”:incremento da inteligência, criatividade e desempenho escolar. De acordo com os autores, nos estudos revistos, somente foram explorados os benefícios de alto nível, que alcançaram resultados incertos e concluíram que “seria uma lástima se somente fossem dedicados esforços a investigações sobre os benefícios de alto nível e não fosse aproveitada a oportunidade para investigar os benefícios de baixo nível que o Xadrez pode estar a proporcionar à sociedade” (Gobet & Campitelli,2005). Hipótese 3: Há implicações do Xadrez na aprendizagem dos alunos. Justificação: Contemplado no 3oobjetivo do nosso trabalho: Identificar implicações do Xadrez na aprendizagem dos alunos, colocamos a hipótese que a prática do Xadrez tem implicações na aprendizagem dos alunos. de Groot (2008), dizia que "a introdução de de aulas de Xadrez em programas escolares causará modificação na aprendizagem dos alunos, essa modificação esperada na aprendizagem é suficientemente valiosa do ponto de vista educacional". Sternberg (1984), escreve um artigo sobre a necessidade de melhorar as habilidades do pensamento dos alunos, porque os currículos escolares não estão desenhados para o fazer. Para colmatar esta lacuna no ensino, apresenta, três Programas de treino da inteligência ou Programas para ensinar a pensar, largamente disseminados e com resultados empíricos positivos, como exemplo de Programas que reúnem, na sua opinião, os requesitos que um Programa desta natureza deverá ter: •Programa de Enriquecimento Instrumental de Feuerstein (PEI); •Filosofia para crianças de Lipman; •Programa de Mestria em Aprendizagem e Leitura de Chicago de Beau Fly Jones
7.2. Objetivos e hipóteses da investigação 79 Sternberg (1984), não acredita num programa de inteligência que esteja perfeitamente adaptado a todos, mas acredita que qualquer programa escolhido deve estar enquadrado nas linhas gerais que apresenta, e atender ao número máximo de alunos possível numa escola.
80 7.2. Objetivos e hipóteses da investigação
8. Desenho da investiga¸c˜ ao e fases de investiga¸c˜ ao 8.1. Introdução O trabalho que apresentamos enquadra-se dentro de uma investigação ex - post - facto. O termo ex post facto significa “o que é feito depois”,“o que sucede após se terem dado os factos”, sendo utilizado em investigação em educação para denominar investigações retrospetivas, ou seja, estudar os dados para deduzir os acontecimentos que os geraram, (Sousa,2005). Bisquerra (2000) distingue entre investigações ex post facto em grande escala e em pequena escala, fornecendo exemplos para cada um dos casos. As primeiras, englobam um grande número de sujeitos sobre uma extensa zona geográfica. As segundas referem–se a um número reduzido de sujeitos, sobre um âmbito mais concreto, como por exemplo um só centro, como no nosso estudo. Sousa (2005) refere dois tipos de tratamento dos dados na investigação ex post facto: 1. correlacional; 2. comparativo causal. A este nível consideramos que se caracteriza por ser um estudo causal-comparativo. Ainda segundo este autor, na relação causa - efeito, analisam-se os efeitos para determinar as causas. Pretende-se chegar a generalizações que se estendem para além dos sujeitos analisados. Denominações distintas se têm utilizado para denominar um conjunto de procedimentos relacionados: i) investigação ex - post - facto; ii) estudos comparativos causais; iii) estudos diferenciais; iv) estudos selectivos ou explicativo - causais. Bisquerra (2000), acrescenta que este método é apropriado quando se deseja estabelecer a causa - efeito dos fenómenos já ocorridos e é necessário determinar os fatores que in81
82 8.1. Introdução tervieram para que estes acontecessem; assim pois, se observam as variáveis e trata-se de esclarecer as suas relações e significado. Sousa (2005), refere que a investigação ex - post - facto tem três limitações claramente definidas: 1. Incapacidade de controlar diretamente as variáreis independentes, o que não permite uma completa confiança experimental; 2. Impossibilidade de se realizar uma aproximação aleatória; 3. Risco de interpretações erradas derivadas à falta de controlo (limitações 1 e 2). Por outro lado, afirma que esta investigação apresenta como vantagem “a sua validade ecológica (situar-se dentro dos sistemas escolares sem os perturbar e recuperando dados já existentes), que a torna bastante apreciada na investigação em educação” (Sousa,2005). Enquanto ao nível da investigação, consideramos que é um estudo descritivo. Segundo expõe Bisquerra (2000), são estudos, como o seu nome indica, têm como objetivo a descrição dos fenómenos. Baseiam-se fundamentalmente na observação, a qual se realiza no seu ambiente natural. Estes estudos são próprios das primeiras etapas no desenvolvimento de uma investigação, isto é, aqueles que têm como propósitos: formular e documentar um problema para possibilitar uma investigação mais precisa, aumentar a familiaridade do investigador com o fenómeno que se vai investigar, aclarar conceitos e estabelecer preferências para posteriores investigações. O propósito geral desta investigação é verificar se a prática de xadrez influencia os resultados escolares dos alunos. A questão central da investigação é: Apr´ atica do xadrez influencia o rendimento acad´ emico dos alunos? A abordagem envolveu as seguintes perspetivas: •A relação entre a prática do xadrez e o rendimento académico dos alunos; •Contributos do Xadrez no rendimento académico dos alunos; •Implicações do xadrez na aprendizagem dos alunos. Na perspetiva do estudo consideramos os seguintes podemos sustentar o nível descritivo deste trabalho de investigação (Bisquerra,2000).
8.1. Introdução 83 Na sequência do interesse em saber se a prática do xadrez tem influência no rendimento académico dos alunos, colocaram-se os seguintes objetivos de investigação: 1. Avaliar os efeitos da prática do xadrez no rendimento académico dos alunos; 2. Identificar contributos do xadrez no rendimento académico dos alunos; 3. Identificar implicações do xadrez na aprendizagem dos alunos. A metodologia de investigação (Bisquerra,2000) é “a descrição e análise dos métodos” e considera um método como o “caminho para chegar a um fim”. Os métodos de investigação, de acordo com o mesmo autor “constituem o caminho para chegar ao conhecimento científico, são o procedimento ou o conjunto de procedimentos que servem de instrumento para alcançar os fins da investigação”. A metodologia foi específica para cada um dos objetivos. Em relação ao primeiro objetivo: Avaliar os efeitos da prática do xadrez no rendimento académico dos alunos, procedemos da seguinte forma: i) Recolhemos as pautas de classificações, do primeiro período, dos alunos do ensino secundário (10o, 11oe 12oanos de escolaridade), que se encontram no presente ano letivo, 2014/2015, a frequentar o Externato Cooperativo da Benedita. ii) Solicitamos ainda as pautas do primeiro período do ano letivo anterior (2013/2014), dos alunos que se encontram atualmente no 11oano de escolaridade; e as pautas de classificações do primeiro período do ano letivo 2012/2013, dos alunos que se encontram atualmente no 12oano. iii) Desta forma tivemos acesso a todas as classificações do primeiro período do 10oano de escolaridade, de todos os alunos que se encontram no ano letivo 2014/2015, no ensino secundário. iv) Formamos 3 grupos de classificações, todas relativas ao primeiro período do 10oano de todos os alunos: Grupo 1 Classificações do 1operiódo, dos alunos que frequentaram no ano letivo de 2014/2015 o décimo ano de escolaridade; Grupo 2 Classificações do 1operiódo, dos alunos que frequentaram no ano letivo de 2013/2014 o décimo ano de escolaridade;
84 8.1. Introdução Grupo 3 Classificações do 1operiódo, dos alunos que frequentaram no ano letivo de 2012/2013 o décimo ano de escolaridade; v) Após a constituição dos grupos procuramos analisar se havia discrepâncias entre os grupos. vi) Após a primeira análise, formamos três novos grupos, por nível de xadrez: Grupo A Alunos que não sabem jogar Xadrez. Grupo B Alunos que sabem jogar Xadrez, mas não participaram em mais de um torneio de Xadrez; Grupo C Alunos que sabem jogar Xadrez e já participaram em pelo menos dois torneios de Xadrez; vii) Após a constituição destes novos grupos procuramos analisar, novamente, se havia discrepâncias entre os grupos. Grupo A Grupo B Grupo C Xadrez Xadrez Observa¸c˜ ao Figura 8.1: Análise das Classificações dos alunos Para Identificar os contributos do xadrez no rendimento académico dos alunos, realizaramse entrevistas a professores de xadrez, na maioria mestres de xadrez, com reconhecida experiência no ensino de xadrez, em escolas ou em clubes e/ou associações.
8.2. Constrangimentos 85 A B C D E F G H I Figura 8.2: Análise da convergência de opiniões dos professores de Xadrez Para Identificar as Implicações do xadrez na aprendizagem dos alunos, complementaram–se as entrevistas realizadas com a entrevista a um formador de mediadores do Programa de Enriquecimento Instrumental de Feuerstein. Paralelismo Xadrez PEI Figura 8.3: Paralelismo com o PEI 8.2. Constrangimentos A realização deste trabalho sofreu alterações significativas, desde a conceção até à sua apresentação, por motivos alheios à nossa vontade, implicando reformulações e tomadas de decisão constantes, tal como descrevemos nas limitações ao estudo (página 17). Consideramos que o maior constrangimento à realização do estudo foi o curto espaço de tempo, que tivemos entre o documento de autorização da Comissão de Doutorado no programa de "Investigación e Intervención Educativa"(página 315) e o calendário para depósito
92 8.5. Técnicas e instrumentos para a análise dos dados as conclusões do estudo foi delineada com 6 questões (2 questões para o primeiro objetivo, 2 questões para o segundo objetivo do estudo, 1 para o terceiro). 8.5. Técnicas e instrumentos para a análise dos dados 8.5.1. Técnicas estatísticas utilizadas para a análise dos dados Distinguimos aqui dois momentos: 1. – Interesse em percecionar a distribuição dos alunos: a) Tabelas; b) Gráficos; c) Diagrama de extremos e quartis; 2. – Interesse em percecionar se existe ou não diferenças entre grupos: a) Coeficiente de correlação de Pearson; b) Teste do χ2de Homogeidade 8.5.2. Técnicas utilizadas para a análise das entrevistas Análise de conteúdo Entende-se por análise de conteúdo “um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, através de procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos, ou não) que permitam inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/receção (variáveis inferidas) destas mensagens” (Bardin,2009). Esta técnica propõe analisar o que é explícito no texto para obtenção de indicadores que permitem fazer inferências. Neste estudo realizámos doze entrevistas. Onze entrevistas foram feitas a professores de xadrez e uma foi realizada ao único mediador oficial do Programa de Enriquecimento Instrumental de Feuerstein, em Portugal. Separamos a análise das entrevistas realizadas aos onze professores de xadrez da análise à entrevista ao mediador e analisamos, em primeiro lugar, as entrevistas aos professores de xadrez, de acordo com os objetivos do estudo. Primeiro transcrevemos as entrevistas, praticamente na íntegra, separando os conteúdos da primeira parte – informação sobre a atividade xadrezística do entrevistado, dos conteúdos da segunda parte – mais direcionada para os objetivos do
8.5. Técnicas e instrumentos para a análise dos dados 93 estudo. Após a transcrição, estabelecemos relação entre as frases para que a sua leitura ganhasse sentido, tendo o cuidado de não alterar o sentido das afirmações dos entrevistados. Para o efeito, a transcrição de cada entrevista implicou a sua audição repetidas vezes (anexo); Na primeira parte da entrevista, dirigida para a informação sobre a atividade xadrezística do entrevistado, apresentamos as seguintes categorias: i) idade com que começou a jogar; ii) relação com algum clube, associação, secção, etc; iii) formação na área do xadrez/posição na hierarquia do xadrez; iv) habilitações académicas; v) exclusividade no ensino do xadrez; vi) número de alunos a quem ensina xadrez em 2014/2015; vii) contributos do xadrez na vida pessoal. Na segunda parte da entrevista, dirigida para os objetivos do estudo, organizamos o conteúdo das entrevistas por categorias. A análise à entrevista realizada ao mediador do PEI, seguiu uma análise semelhante à anterior. A primeira parte pretendeu recolher informação sobre a atividade de mediador oficial do Programa de Enriquecimento Instrumental (PEI) de Feuerstein: i) experiência como mediador do PEI; ii) relação com outros organismos que implementem o PEI; iii) formação específica para mediador; iv) habilitações académicas; v) número de alunos que apoia. Na segunda parte da entrevista colocamos questões que nos permitiram ter uma visão mais abrangente do ensino do xadrez nas escolas. Nesta perspetiva as questões colocadas tiveram os seguintes objetivos: a) Avaliar os efeitos do desenvolvimento do Programa de Feuerstein (Programa de Enriquecimento InstrumentalPEI) no rendimento académico dos alunos; b) Identificar contributos da aplicação do Programa de Feuerstein (Programa de Enriquecimento InstrumentalPEI) no rendimento académico dos alunos; c) Identifica implicações do Programa de Feuerstein (Programa de Enriquecimento InstrumentalPEI) na aprendizagem dos alunos;
94 8.5. Técnicas e instrumentos para a análise dos dados
9. Resultados da investiga¸c˜ ao 9.1. Externato Cooperativo da Benedita 9.2. Ranking de 2014 Ranking dos resultados nacionais de 2014 (pag. 251). 4.87 9.7910.08 10.80 14.97 Figura 9.1: Diagrama de extremos e quartis dos resultados nacionais de 2014 (pag. 249) Apesar de: O ranking das escolas ser elaborado tendo em conta os resultados dos exames nacionais, partindo de informações que são disponibilizada anualmente pelo Júri Nacional de Exames. Cada órgão da comunicação social tem a sua lista própria1, pois os critérios adoptados por cada órgão de comunicação não são iguais. Assim, a lista ordenada das escolas, pode não ser totalmente consensual uma vez que isso depende dos critérios escolhidos. 2 1O Ministério da Educação não elabora nenhum ranking, apenas disponibiliza as bases de dados com os resultados das provas nacionais 2Fonte: Jornal de Not´ icias em http://www.jn.pt/infos/Ranking_Escolas_2014/rank2014.html 95
96 9.3. Análise do Mini-Questionário sobre Xadrez Posicionamento do ECB3, face ao ranking dos resultados nacionais de 2014 (pag. 249). R. Nacionais M´ edia das M´ edias = 10.10 Desvio Padr˜ ao das M´ edias = 1.42 Total de Escolas = 628 R. ECB M´ edia = 10.75 µ+0.458 ∗σ Ranking = 166 Figura 9.2: Posicionamento do ECB4face aos resultados Nacionais de 2014 (pag. 249) Como se pode observar, o ECB5ocupa uma posição (1666) no ranking das escolas, ou seja, com mais de dois terços (aliás muito próximo dos três quartos) das escolas atrás de si. Realçando deste modo uma boa posição no conjunto de resultados obtidos pelas diferentes escolas. 9.3. Análise do Mini-Questionário sobre Xadrez Os alunos que obtiveram aprovação por parte dos respetivos encarregados de educação para responderem ao questionário, distribuem–se da seguinte forma pelo secundário: 3Externato Cooperativo da Benedita 5Externato Cooperativo da Benedita 6posição 166, de um total de 628 escolas.
9.3. Análise do Mini-Questionário sobre Xadrez 97 9.3.1. Por ano de escolaridade Tabela 9.1: Distribuição dos alunos por ano de escolaridade Ano Escolaridade N´ umero de Alunos % 10.o82 33.5% 11.o88 35.9% 12.o75 30.6% Total 245 100% Figura 9.3: Distribuição dos alunos por ano de escolaridade
98 9.3. Análise do Mini-Questionário sobre Xadrez 9.3.2. Por idade Tabela 9.2: Distribuição dos alunos por idade Idade N´ umero de Alunos % 15 68 27.8% 16 79 32.2% 17 74 30.2% 18 20 8.2% 19 4 1.6% Total 245 100% Figura 9.4: Distribuição dos alunos por idade
9.3. Análise do Mini-Questionário sobre Xadrez 99 9.3.3. Por género Tabela 9.3: Distribuição dos alunos por género G´ enero N´ umero de Alunos % F148 60.4% M97 39.6% Total 245 100% Figura 9.5: Distribuição dos alunos por género
100 9.3. Análise do Mini-Questionário sobre Xadrez 9.3.4. Proporção de alunos que sabe jogar Xadrez Tabela 9.4: Proporção de alunos que sabe jogar Xadrez Xadrez N´ umero de Alunos % Sabem jogar 149 60.8% Não sabem jogar 96 39.2% Total 245 100% Figura 9.6: Proporção de alunos que sabe jogar Xadrez
9.3. Análise do Mini-Questionário sobre Xadrez 101 9.3.5. Idade com que aprenderam a jogar Xadrez Tabela 9.5: Frequência das idades com que aprenderam a jogar Xadrez Idade N´ umero de Alunos %Freq. Rel. Acumulada 3 1 0.7% 0.7% 4 0 0.0% 0.7% 5 3 2.0% 2.7% 6 21 14.1% 16.8% 7 12 8.1% 24.9% 8 17 11.4% 36.3% 9 31 20.8% 57.1% 10 20 13.4% 70.5% 11 10 6.7% 77.2% 12 15 10.1% 87.3% 13 7 4.7% 92.0% 14 2 1.3% 93.3% 15 7 4.7% 98.0% 16 3 2.0% 100% Total 149 100% −− Figura 9.7: Frequência das idades com que aprenderam a jogar Xadrez
108 9.5. Classificações dos alunos 9.5. Classificações dos alunos 9.5.1. Aplicação do teste χ2 Para aferir da existência de diferenças entre os grupos considerados, vamos aplicar o teste χ2, comparando o χccom o correspondente valor tabelado. χc=P P (Oi j −Ei j )2 Ei j Para a sua aplicabilidade, a literatura indica que devem estar reunidas as seguintes restrições: a) N>20 b) 100% dos Eij >1 c) pelo menos 80% dos Eij ≥5 Para garantir estas retrições, efetuamos duas alterações à tabela de dados: a) A análise é efetuada considerando a distribuição das frequências acumuladas b) As classificações negativas (inferiores a dez), foram agrupadas numa única classe; A análise tem por base as classificações dos alunos do ECB7no décimo ano de escolaridade. De modo a poder incluir todos os alunos que se encontram no presente ano letivo no Externato, foram solicitadas as respetivas pautas de anos anteriores. 7Externato Cooperativo da Benedita
9.5. Classificações dos alunos 109 9.5.2. Disciplina de Português 10.oAno – H0: Os três grupos de alunos são homogéneos Figura 9.13: Distribuição das classificações por ano à disciplina de Português Classifica¸c˜ oes Ano Lectivo Ano Escol.0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 2014/15 10.o00000000253122013111131000 81 2013/14 11.o0000000104419141518640100 86 2012/13 12.o000000001126121581274110 70 Total 0 0 0 0 0 0 0 1 3 10 9 37 46 43 37 29 14 5 2 1 0 237 Tabela 9.14: Distribuição das classificações por ano à disciplina de Português
110 9.5. Classificações dos alunos Classifica¸c˜ oes Ano Escol.Freq.≤9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 10 7 10 22 42 55 66 77 80 81 81 81 81 683 11 5 9 28 42 57 75 81 85 85 86 86 86 725 12 2 4 10 22 37 45 57 64 68 69 70 70 518 Total Oi j 14 23 60 106 149 186 215 229 234 236 237 237 1926 10 4.96 8.16 21.3 37.6 52.8 66.0 76.2 81.2 83.0 83.7 84.0 84.0 683 11 5.27 8.66 22.6 39.9 56.1 70.0 80.9 86.2 88.1 88.8 89.2 89.2 725 12 3.77 6.19 16.1 28.5 40.1 50.0 57.8 61.6 62.9 63.5 63.7 63.7 518 Total Ei j 14 23 60 106 149 186 215 229 234 236 237 237 1926 10 0.83 0.42 0.02 0.52 0.09 0 0.01 0.02 0.05 0.09 0.11 0.11 2.26152387675177 11 0.01 0.01 1.30 0.11 0.01 0.35 0 0.02 0.11 0.09 0.12 0.12 2.25224724795561 12 0.83 0.77 2.33 1.49 0.24 0.50 0.01 0.09 0.41 0.48 0.61 0.61 8.38472888098586 Total ∆ 1.68 1.2 3.66 2.11 0.34 0.86 0.02 0.13 0.56 0.66 0.84 0.84 12.8985000056932 Tabela 9.16: Cálculo do χc H0:As classificações dos três grupos de alunos apresentam-se homogéneos na disciplina de Português H1:Registam-se diferenças nas classificações dos três grupos considerados ∴Como χc< χ0.95;(22)aceitamos a hipótese nula8 8χ0.95;(22)=33.9244384714438
9.5. Classificações dos alunos 111 9.5.3. Disciplina de Português 10.oAno – Diferenças entre níveis de Xadrez! Figura 9.14: Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Portugues Classifica¸c˜ oes Ano Lectivo N´ ivel Xadrez 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 2014/15 G0 00000001284283931302793210 185 2014/15 G1 000000000245575232000 35 2014/15 G2 000000001014252020000 17 Total 0 0 0 0 0 0 0 1 3 10 9 37 46 43 37 29 14 5 2 1 0 237 Tabela 9.18: Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Português
112 9.5. Classificações dos alunos Classifica¸c˜ oes Ano Escol.Freq.≤9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total G0 11 15 43 82 113 143 170 179 182 184 185 185 1492 G1 2 6 11 16 23 28 30 33 35 35 35 35 289 G2 1 2 6 8 13 15 15 17 17 17 17 17 145 Total Oi j 14 23 60 106 149 186 215 229 234 236 237 237 1926 G0 10.8 17.8 46.5 82.1 115 144 167 177 181 183 184 184 1492 G1 2.10 3.45 9.00 15.9 22.4 27.9 32.3 34.4 35.1 35.4 35.6 35.6 289 G2 1.05 1.73 4.52 7.98 11.2 14 16.2 17.2 17.6 17.8 17.8 17.8 145 Total Ei j 14 23 60 106 149 186 215 229 234 236 237 237 1926 G0 0.00 0.45 0.26 0 0.05 0.01 0.07 0.01 0.00 0.01 0.01 0.01 0.88536036970777 G1 0.00 1.88 0.44 0.00 0.02 0 0.16 0.05 0 0.00 0.01 0.01 2.58480726532079 G2 0.00 0.04 0.49 0 0.28 0.07 0.09 0.00 0.02 0.03 0.04 0.04 1.11006243943531 Total ∆ 0.01 2.37 1.19 0 0.35 0.08 0.32 0.07 0.02 0.05 0.06 0.06 4.58023007446386 Tabela 9.20: Cálculo do χc H0:Os três grupos de Xadrez apresentam-se homogéneos na disciplina de Português H1:Registam-se diferenças nas classificações dos três grupos considerados ∴Como χc< χ0.95;(22)aceitamos a hipótese nula9 9χ0.95;(22)=33.9244384714438
9.5. Classificações dos alunos 113 9.5.4. Disciplina de Filosofia 10.oAno – H0: Os três grupos de alunos são homogéneos Figura 9.15: Distribuição das classificações por ano à disciplina de Filosofia Classifica¸c˜ oes Ano Lectivo Ano Escol.0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 2014/15 10.o000000002481014194457400 81 2013/14 11.o0000000063812912121152510 86 2012/13 12.o000000002361010791272110 70 Total 0 0 0 0 0 0 0 0 10 10 22 32 33 38 25 27 17 11 10 2 0 237 Tabela 9.22: Distribuição das classificações por ano à disciplina de Filosofia
114 9.5. Classificações dos alunos Classifica¸c˜ oes Ano Escol.Freq.≤9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 10 6 14 24 38 57 61 65 70 77 81 81 81 655 11 9 17 29 38 50 62 73 78 80 85 86 86 693 12 5 11 21 31 38 47 59 66 68 69 70 70 555 Total Oi j 20 42 74 107 145 170 197 214 225 235 237 237 1903 10 6.88 14.5 25.5 36.8 49.9 58.5 67.8 73.7 77.4 80.9 81.6 81.6 655 11 7.28 15.3 26.9 39.0 52.8 61.9 71.7 77.9 81.9 85.6 86.3 86.3 693 12 5.83 12.2 21.6 31.2 42.3 49.6 57.5 62.4 65.6 68.5 69.1 69.1 555 Total Ei j 20 42 74 107 145 170 197 214 225 235 237 237 1903 10 0.11 0.01 0.08 0.04 1.01 0.11 0.12 0.18 0.00 0 0.00 0.00 1.67200095981728 11 0.40 0.19 0.16 0.02 0.15 0 0.02 0 0.05 0.00 0.00 0.00 0.99796802991417 12 0.12 0.13 0.02 0.00 0.43 0.13 0.04 0.21 0.09 0.00 0.01 0.01 1.19219676090429 Total ∆ 0.64 0.33 0.26 0.06 1.59 0.24 0.18 0.39 0.13 0.01 0.02 0.02 3.86216575063574 Tabela 9.24: Cálculo do χc H0:As classificações dos três grupos de alunos apresentam-se homogéneos na disciplina de Filosofia H1:Registam-se diferenças nas classificações dos três grupos considerados ∴Como χc< χ0.95;(22)aceitamos a hipótese nula10 10 χ0.95;(22)=33.9244384714438
9.5. Classificações dos alunos 115 9.5.5. Disciplina de Filosofia 10.oAno – Diferenças entre níveis de Xadrez! Figura 9.16: Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Filosofia Classifica¸c˜ oes Ano Lectivo N´ ivel Xadrez 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 2014/15 G0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 10 16 25 25 28 22 21 13 7 8 2 0 185 2014/15 G1 0000000020354102332100 35 2014/15 G2 000000000032401312100 17 Total 0 0 0 0 0 0 0 0 10 10 22 32 33 38 25 27 17 11 10 2 0 237 Tabela 9.26: Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Filosofia
116 9.5. Classificações dos alunos Classifica¸c˜ oes Ano Escol.Freq.≤9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total G0 18 34 59 84 112 134 155 168 175 183 185 185 1492 G1 2 5 10 14 24 26 29 32 34 35 35 35 281 G2 0 3 5 9 9 10 13 14 16 17 17 17 130 Total Oi j 20 42 74 107 145 170 197 214 225 235 237 237 1903 G0 15.7 32.9 58.0 83.9 114 133 154 168 176 184 186 186 1492 G1 2.95 6.20 10.9 15.8 21.4 25.1 29.1 31.6 33.2 34.7 35 35 281 G2 1.37 2.87 5.06 7.31 9.91 11.6 13.5 14.6 15.4 16.1 16.2 16.2 130 Total Ei j 20 42 74 107 145 170 197 214 225 235 237 237 1903 G0 0.34 0.03 0.02 0 0.02 0.00 0.00 0 0.01 0.01 0.00 0.00 0.45246121534051 G1 0.31 0.23 0.08 0.21 0.31 0.03 0 0.01 0.02 0.00 0 0 1.19545194049656 G2 1.37 0.01 0.00 0.39 0.08 0.22 0.02 0.03 0.03 0.06 0.04 0.04 2.27501701067897 Total ∆ 2.02 0.27 0.1 0.6 0.42 0.26 0.02 0.03 0.06 0.07 0.04 0.04 3.92293016651604 Tabela 9.28: Cálculo do χc H0:Os três grupos de Xadrez apresentam-se homogéneos na disciplina de Filosofia H1:Registam-se diferenças nas classificações dos três grupos considerados ∴Como χc< χ0.95;(22)aceitamos a hipótese nula11 11 χ0.95;(22)=33.9244384714438
9.5. Classificações dos alunos 117 9.5.6. Disciplina de Educação Física 10.oAno – H0: Os três grupos de alunos são homogéneos Figura 9.17: Distribuição das classificações por ano à disciplina de Educação Física Classifica¸c˜ oes Ano Lectivo Ano Escol.0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 2014/15 10.o00000000001106151417106200 81 2013/14 11.o00000000012101419161255000 84 2012/13 12.o000000010122129121990000 67 Total 0 0 0 0 0 0 0 1 0 2 5 22 32 43 42 48 24 11 2 0 0 232 Tabela 9.30: Distribuição das classificações por ano à disciplina de Educação Física
124 9.5. Classificações dos alunos Classifica¸c˜ oes Ano Escol.Freq.≤9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total G0 27 44 55 69 84 107 118 125 135 141 143 143 1191 G1 7 10 12 17 20 24 27 29 31 31 32 32 272 G2 0 1 3 6 7 8 8 11 13 14 14 14 99 Total Oi j 34 55 70 92 111 139 153 165 179 186 189 189 1562 G0 25.9 41.9 53.4 70.1 84.6 106 117 126 136 142 144 144 1191 G1 5.92 9.58 12.2 16.0 19.3 24.2 26.6 28.7 31.2 32.4 32.9 32.9 272 G2 2.15 3.49 4.44 5.83 7.04 8.81 9.70 10.5 11.3 11.8 12.0 12.0 99 Total Ei j 34 55 70 92 111 139 153 165 179 186 189 189 1562 G0 0.04 0.10 0.05 0.02 0.00 0.01 0.02 0.01 0.02 0.00 0.01 0.01 0.28758321108001 G1 0.20 0.02 0.00 0.06 0.02 0.00 0.00 0.00 0.00 0.06 0.03 0.03 0.4215871412356 G2 2.15 1.77 0.47 0.00 0 0.07 0.30 0.03 0.24 0.41 0.34 0.34 6.13579449439822 Total ∆ 2.4 1.89 0.52 0.08 0.03 0.09 0.32 0.04 0.26 0.48 0.37 0.37 6.84496484671383 Tabela 9.44: Cálculo do χc H0:Os três grupos de Xadrez apresentam-se homogéneos na disciplina de Inglês H1:Registam-se diferenças nas classificações dos três grupos considerados ∴Como χc< χ0.95;(22)aceitamos a hipótese nula15 15 χ0.95;(22)=33.9244384714438
9.5. Classificações dos alunos 125 9.5.10. Disciplina de Matemática A 10.oAno – H0: Os três grupos de alunos são homogéneos Figura 9.21: Distribuição das classificações por ano à disciplina de Matemática A Classifica¸c˜ oes Ano Lectivo Ano Escol.0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 2014/15 10.o000000015465574441231 52 2013/14 11.o000001012256724554532 54 2012/13 12.o000000024786864453300 60 Total 0 0 0 0 0 1 0 4 11 13 19 17 20 15 12 13 14 8 10 6 3 166 Tabela 9.46: Distribuição das classificações por ano à disciplina de Matemática A
126 9.5. Classificações dos alunos Classifica¸c˜ oes Ano Escol.Freq.≤9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 10 10 16 21 26 33 37 41 45 46 48 51 52 426 11 6 11 17 24 26 30 35 40 44 49 52 54 388 12 13 21 27 35 41 45 49 54 57 60 60 60 522 Total Oi j 29 48 65 85 100 112 125 139 147 157 163 166 1336 10 9.25 15.3 20.7 27.1 31.9 35.7 39.9 44.3 46.9 50.1 52.0 52.9 426 11 8.42 13.9 18.9 24.7 29.0 32.5 36.3 40.4 42.7 45.6 47.3 48.2 388 12 11.3 18.8 25.4 33.2 39.1 43.8 48.8 54.3 57.4 61.3 63.7 64.9 522 Total Ei j 29 48 65 85 100 112 125 139 147 157 163 166 1336 10 0.06 0.03 0.00 0.04 0.04 0.05 0.03 0.01 0.02 0.08 0.02 0.02 0.40558239281221 11 0.70 0.62 0.19 0.02 0.32 0.20 0.05 0.00 0.04 0.25 0.46 0.70 3.5362397145558 12 0.25 0.27 0.10 0.10 0.10 0.04 0.00 0.00 0.00 0.03 0.21 0.36 1.45509799490734 Total ∆ 1 0.92 0.29 0.16 0.45 0.28 0.08 0.02 0.06 0.37 0.69 1.08 5.39692010227535 Tabela 9.48: Cálculo do χc H0:As classificações dos três grupos de alunos apresentam-se homogéneos na disciplina de Matemática A H1:Registam-se diferenças nas classificações dos três grupos considerados ∴Como χc< χ0.95;(22)aceitamos a hipótese nula16 16 χ0.95;(22)=33.9244384714438
9.5. Classificações dos alunos 127 9.5.11. Disciplina de Matemática A 10.oAno – Diferenças entre níveis de Xadrez! Figura 9.22: Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Matemática A Classifica¸c˜ oes Ano Lectivo N´ ivel Xadrez 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 2014/15 G0 0 0 0 0 0 1 0 2 7 10 16 14 15 10 10 11 11 5 8 4 1 125 2014/15 G1 000000014112442231110 27 2014/15 G2 000000010221110002112 14 Total 0 0 0 0 0 1 0 4 11 13 19 17 20 15 12 13 14 8 10 6 3 166 Tabela 9.50: Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Matemática A
128 9.5. Classificações dos alunos Classifica¸c˜ oes Ano Escol.Freq.≤9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total G0 20 36 50 65 75 85 96 107 112 120 124 125 1015 G1 6 7 9 13 17 19 21 24 25 26 27 27 221 G2 3 5 6 7 8 8 8 8 10 11 12 14 100 Total Oi j 29 48 65 85 100 112 125 139 147 157 163 166 1336 G0 22.0 36.5 49.4 64.6 76.0 85.1 95.0 106 112 119 124 126 1015 G1 4.80 7.94 10.8 14.1 16.5 18.5 20.7 23.0 24.3 26.0 27.0 27.5 221 G2 2.17 3.59 4.87 6.36 7.49 8.38 9.36 10.4 11 11.8 12.2 12.4 100 Total Ei j 29 48 65 85 100 112 125 139 147 157 163 166 1336 G0 0.19 0.01 0.01 0.00 0.01 0 0.01 0.02 0.00 0.00 0 0.01 0.26158646619113 G1 0.30 0.11 0.29 0.08 0.01 0.01 0.01 0.04 0.02 0 0 0.01 0.87933161541029 G2 0.32 0.55 0.26 0.06 0.04 0.02 0.20 0.56 0.09 0.05 0.00 0.2 2.34409762638591 Total ∆ 0.81 0.67 0.56 0.15 0.06 0.03 0.21 0.62 0.11 0.05 0 0.22 3.48501570798732 Tabela 9.52: Cálculo do χc H0:Os três grupos de Xadrez apresentam-se homogéneos na disciplina de Matemática A H1:Registam-se diferenças nas classificações dos três grupos considerados ∴Como χc< χ0.95;(22)aceitamos a hipótese nula17 17 χ0.95;(22)=33.9244384714438
9.5. Classificações dos alunos 129 9.5.12. Disciplina de Biologia e Geologia 10.oAno – H0: Os três grupos de alunos são homogéneos Figura 9.23: Distribuição das classificações por ano à disciplina de Biologia e Geologia Classifica¸c˜ oes Ano Lectivo N´ ivel Xadrez 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 2014/15 10.o000000000683441611000 34 2014/15 11.o0000000002412958250000 47 2014/15 12.o0000000000113812963000 43 Total 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 13 16 16 17 21 17 12 4 0 0 0 124 Tabela 9.54: Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Biologia e Geologia
130 9.5. Classificações dos alunos Classifica¸c˜ oes Ano Escol.Freq.≤9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 10 6 14 17 21 25 26 32 33 34 34 34 34 310 11 2 6 18 27 32 40 42 47 47 47 47 47 402 12 0 1 2 5 13 25 34 40 43 43 43 43 292 Total Oi j 8 21 37 53 70 91 108 120 124 124 124 124 1004 10 2.47 6.48 11.4 16.4 21.6 28.1 33.3 37.1 38.3 38.3 38.3 38.3 310 11 3.20 8.41 14.8 21.2 28.0 36.4 43.2 48.0 49.6 49.6 49.6 49.6 402 12 2.33 6.11 10.8 15.4 20.4 26.5 31.4 34.9 36.1 36.1 36.1 36.1 292 Total Ei j 8 21 37 53 70 91 108 120 124 124 124 124 1004 10 5.04 8.71 2.72 1.31 0.53 0.16 0.05 0.44 0.48 0.48 0.48 0.48 20.8952295597302 11 0.45 0.69 0.68 1.57 0.56 0.35 0.04 0.02 0.14 0.14 0.14 0.14 4.93588448891317 12 2.33 4.27 7.13 7.04 2.66 0.08 0.21 0.75 1.33 1.33 1.33 1.33 29.8027717240642 Total ∆ 7.82 13.7 10.5 9.92 3.75 0.59 0.3 1.21 1.96 1.96 1.96 1.96 55.6338857727076 Tabela 9.56: Cálculo do χc H0:As classificações dos três grupos de alunos apresentam-se homogéneos na disciplina de Biologia e Geologia H1:Registam-se diferenças nas classificações dos três grupos considerados ∴Como χc> χ0.95;(22)rejeitamos a hipótese nula e aceitamos a hipótese alternativa18 18 χ0.95;(22)=33.9244384714438
9.5. Classificações dos alunos 131 9.5.13. Disciplina de Biologia e Geologia 10.oAno – Diferenças entre níveis de Xadrez! Figura 9.24: Distribuição das classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Biologia e Geologia Classifica¸c˜ oes Ano Lectivo N´ ivel Xadrez 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 2014/15 G0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 12 12 15 14 17 13 11 2 0 0 0 103 2014/15 G1 000000000113133301000 16 2014/15 G2 000000000001001111000 5 Total 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 13 16 16 17 21 17 12 4 0 0 0 124 Tabela 9.58: Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Biologia e Geologia
132 9.5. Classificações dos alunos Classifica¸c˜ oes Ano Escol.Freq.≤9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total G0 7 19 31 46 60 77 90 101 103 103 103 103 843 G1 1 2 5 6 9 12 15 15 16 16 16 16 129 G2 001112345555 32 Total Oi j 8 21 37 53 70 91 108 120 124 124 124 124 1004 G0 6.72 17.6 31.1 44.5 58.8 76.4 90.7 101 104 104 104 104 843 G1 1.03 2.70 4.75 6.81 8.99 11.7 13.9 15.4 15.9 15.9 15.9 15.9 129 G2 0.25 0.67 1.18 1.69 2.23 2.9 3.44 3.82 3.95 3.95 3.95 3.95 32 Total Ei j 8 21 37 53 70 91 108 120 124 124 124 124 1004 G0 0.01 0.11 0 0.05 0.03 0.00 0.01 0.00 0.01 0.01 0.01 0.01 0.25225738081919 G1 0.00 0.18 0.01 0.10 0 0.01 0.09 0.01 0 0 0 0 0.40202217012646 G2 0.25 0.67 0.03 0.28 0.68 0.28 0.06 0.01 0.28 0.28 0.28 0.28 3.36762529138899 Total ∆ 0.27 0.96 0.04 0.43 0.7 0.29 0.15 0.02 0.29 0.29 0.29 0.29 4.02190484233463 Tabela 9.60: Cálculo do χc ERR3: =⇒N˜ ao se encontram reunidas todas as condi¸c˜ oes para a aplica¸c˜ ao deste teste (Eij <1∧#{Eij <5}>20%) H0:Os três grupos de Xadrez apresentam-se homogéneos na disciplina de Biologia e Geologia H1:Registam-se diferenças nas classificações dos três grupos considerados ∴Como χc< χ0.95;(22)aceitamos a hipótese nula19 19 χ0.95;(22)=33.9244384714438 =⇒χ0.95;(11)=19.6751375726825
9.5. Classificações dos alunos 133 9.5.14. Disciplina de Física e Química A 10.oAno – H0: Os três grupos de alunos são homogéneos Figura 9.25: Distribuição das classificações por ano à disciplina de Física e Química A Classifica¸c˜ oes Ano Lectivo N´ ivel Xadrez 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Total 2014/15 10.o000000002675342111200 34 2014/15 11.o000000002448768330200 47 2014/15 12.o000000002785635420100 43 Total 0 0 0 0 0 0 0 0 6 17 19 18 16 13 15 8 6 1 5 0 0 124 Tabela 9.62: Classificações por nível de desempenho de Xadrez à disciplina de Física e Química A
Teste 6
Teste 7 13 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 23 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 33 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 43 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654
Teste 6 53 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 63 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 73 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 83 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654
Teste 6 93 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 10 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 11 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 12 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654
Teste 6 13 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 14 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 15 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 16 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654
Teste 6 17 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 63 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 19 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 20 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654
Teste 6 21 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 22 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 23 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 24 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654
Teste 6 25 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 26 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 27 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 28 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654
Teste 6 29 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 30 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 31 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 32 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654
Teste 6 33 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 34 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 35 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654 36 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 3 2 1 12 11 10 9 87654 ? A 3 2 1 12 11 10 9 87654 B 3 2 1 12 11 10 9 87654 C 3 2 1 12 11 10 9 87654 D 3 2 1 12 11 10 9 87654
252 . Anexo:Ranking das Escolas (2014) Ranking das Escolas (2014)9 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 1 Colégio Manuel Bernardes PRI Lisboa Lisboa 14.97 2 Colégio Moderno PRI Lisboa Lisboa 14.79 3 Colégio Arautos do Evangelho PRI Braga Guimarães 14.78 4 Externato Marista de Lisboa PRI Lisboa Lisboa 14.65 5 Colégio Valsassina PRI Lisboa Lisboa 14.48 6 Colégio Nossa Senhora do Rosário PRI Porto Porto 14.45 7 Colégio Oficinas de São José PRI Lisboa Lisboa 14.32 8 Colégio Casa Mãe PRI Porto Paredes 14.06 9 Colégio de Santa Doroteia PRI Lisboa Lisboa 14.01 10 Colégio Horizonte PRI Porto Porto 13.99 11 Colégio Mira Rio PRI Lisboa Lisboa 13.96 12 Colégio St. Peter’s School PRI Setúbal Palmela 13.88 13 Academia de Música de Santa Cecília PRI Lisboa Lisboa 13.80 14 Colégio do Sagrado Coração de Maria PRI Lisboa Lisboa 13.79 15 Colégio Internacional de Vilamoura PRI Faro Loulé 13.78 16 Escola INED - Nevogilde PRI Porto Porto 13.59 17 Colégio D. Diogo de Sousa PRI Braga Braga 13.54 18 Salesianos do Estoril - Escola PRI Lisboa Cascais 13.46 19 Grande Colégio Universal PRI Porto Porto 13.44 20 Colégio Maristas de Carcavelos PRI Lisboa Cascais 13.41 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 9O ranking das escolas é elaborado tendo em conta os resultados dos exames nacionais, partindo da informação que é disponibilizada anualmente pelo Júri Nacional de Exames. Como o Ministério da Educação não elabora nenhum ranking, apenas disponibiliza as bases de dados com os resultados das provas nacionais, cada órgão de comunicação social tem a sua lista própria, pois os critérios não são iguais. Assim, a lista ordenada das escolas com melhores resultados, não é totalmente consensual uma vez que isso depende dos critérios escolhidos.
. Anexo:Ranking das Escolas (2014) 253 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 21 Colégio Santo André PRI Lisboa Mafra 13.41 22 Colégio São Tomás PRI Lisboa Lisboa 13.41 23 Colégio Paulo VI PRI Porto Gondomar 13.32 24 Colégio Novo da Maia PRI Porto Maia 13.32 25 Colégio Terras de Santa Maria PRI Aveiro Santa Maria da Feira 12.99 26 Colégio Nossa Senhora da Esperança PRI Porto Porto 12.97 27 Colégio São João de Brito PRI Lisboa Lisboa 12.95 28 Colégio de São Teotónio PRI Coimbra Coimbra 12.90 29 Colégio Luso-Francês PRI Porto Porto 12.89 30 Escola Secundária do Restelo PUB Lisboa Lisboa 12.81 31 Externato Ribadouro PRI Porto Porto 12.68 32 Escola Secundária de Raúl Proença PUB Leiria Caldas da Rainha 12.64 33 Colégio da Rainha Santa Isabel PRI Coimbra Coimbra 12.63 34 Colégio de Nossa Senhora da Assunção PRI Aveiro Anadia 12.60 35 Colégio Pedro Arrupe PRI Lisboa Lisboa 12.55 36 Colégio do Minho PRI Viana do Castelo Viana do Castelo 12.50 37 Externato João Alberto Faria PRI Lisboa Arruda dos Vinhos 12.49 38 Externato Senhora do Carmo PRI Porto Lousada 12.42 39 Escola Secundária de José Gomes Ferreira PUB Lisboa Lisboa 12.41 40 EBS10 Dr. Vieira de Carvalho PUB Porto Maia 12.41 41 Colégio Campo de Flores PRI Setúbal Almada 12.35 42 EBS10 da Batalha PUB Leiria Batalha 12.30 43 Colégio Rainha D. Leonor PRI Leiria Caldas da Rainha 12.24 44 Colégio Nova Encosta PRI Porto Paços de Ferreira 12.24 45 Colégio Internato dos Carvalhos PRI Porto Vila Nova de Gaia 12.17 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 10Escola Básica e Secundária
254 . Anexo:Ranking das Escolas (2014) #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 46 EBS10 D. Filipa de Lencastre PUB Lisboa Lisboa 12.13 47 Escola Secundária Rainha D. Amélia PUB Lisboa Lisboa 12.12 48 Escola Secundária Aurélia de Sousa PUB Porto Porto 12.10 49 Colégio Cedros PRI Porto Vila Nova de Gaia 12.10 50 Salesianos do Porto - Colégio PRI Porto Porto 12.08 51 Escola Secundária Infanta D. Maria PUB Coimbra Coimbra 12.07 52 Colégio Dr. Luís Pereira da Costa PRI Leiria Leiria 12.07 53 Colégio Miramar PRI Lisboa Mafra 12.05 54 Escola Secundária da Quinta do Marquês PUB Lisboa Oeiras 12.02 55 EBS10 Clara de Resende PUB Porto Porto 12.02 56 Escola Secundária Vergílio Ferreira PUB Lisboa Lisboa 12.02 57 Escola Secundária da Mealhada PUB Aveiro Mealhada 12.01 58 Colégio Guadalupe PRI Setúbal Seixal 11.96 59 EBS10 Fernão de Magalhães PUB Vila Real Chaves 11.93 60 Instituto Educativo do Juncal PRI Leiria Porto de Mós 11.90 61 Escola Secundária José Estevão PUB Aveiro Aveiro 11.89 62 Colégio Nossa Senhora da Paz PRI Porto Porto 11.88 63 Escola Secundária de Miraflores PUB Lisboa Oeiras 11.88 64 Externato de Penafirme PRI Lisboa Torres Vedras 11.87 65 Escola Secundária Artur Gonçalves PUB Santarém Torres Novas 11.85 66 Escola Secundária José Falcão PUB Coimbra Coimbra 11.85 67 Colégio Sezim - Egas Moniz PRI Braga Guimarães 11.85 68 Colégio do Amor de Deus PRI Lisboa Cascais 11.83 69 Colégio São Miguel PRI Santarém Ourém 11.83 70 Externato Frei Luís de Sousa PRI Setúbal Almada 11.82 71 Colégio Vasco da Gama PRI Lisboa Sintra 11.81 72 Escola Secundária de Arganil PUB Coimbra Arganil 11.71 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
. Anexo:Ranking das Escolas (2014) 255 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 73 EBS10 Coelho e Castro PUB Aveiro Santa Maria da Feira 11.67 74 Escola Secundária Dr. Mário Sacramento PUB Aveiro Aveiro 11.59 75 Colégio Integrado de Monte Maior PRI Lisboa Loures 11.58 76 Externato Camões PRI Porto Gondomar 11.57 77 Escola Secundária de Porto de Mós PUB Leiria Porto de Mós 11.57 78 EBS10 Joaquim Inácio da Cruz Sobral PUB Lisboa Sobral de Monte Agraço 11.54 79 Escola Secundária Rainha D. Leonor PUB Lisboa Lisboa 11.53 80 Escola Secundária da Trofa PUB Porto Trofa 11.50 81 Escola Secundária Garcia de Orta PUB Porto Porto 11.49 82 Escola Secundária Bocage PUB Setúbal Setúbal 11.46 83 Colégio de São Martinho PRI Coimbra Coimbra 11.45 84 Externato Delfim Ferreira - Delfinopolis PRI Braga Vila Nova de Famalicão 11.45 85 EBS10 de São Roque do Pico PUB R. A. Açores São Roque do Pico 11.43 86 Escola Secundária João Gonçalves Zarco PUB Porto Matosinhos 11.42 87 Escola Secundária Alcaides de Faria, Barcelos PUB Braga Barcelos 11.39 88 Escola Secundária Dr. António Carvalho Figueiredo PUB Lisboa Loures 11.37 89 Escola Secundária D. Manuel I PUB Beja Beja 11.36 90 Escola Secundária Arco-Irís PUB Lisboa Loures 11.33 91 Escola Portuguesa de Macau PRI Estrangeiro Estrangeiro 11.32 92 Colégio Amadeu Andrés PRI Lisboa Lisboa 11.32 93 Escola Secundária João Silva Correia PUB Aveiro São João da Madeira 11.30 94 Escola Secundária com 3oCiclo Pedro Nunes PUB Lisboa Lisboa 11.29 95 Instituto de Ciências Educativas PRI Lisboa Odivelas 11.27 96 EBS10 Dr. Bento da Cruz PUB Vila Real Montalegre 11.27 97 Escola Secundária Adolfo Portela PUB Aveiro Águeda 11.24 98 Instituto de Odivelas PUB Lisboa Odivelas 11.19 99 EBS10 Dr. Manuel Gomes de Almeida PUB Aveiro Espinho 11.18 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
256 . Anexo:Ranking das Escolas (2014) #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 100 EBS10 de Penalva do Castelo PUB Viseu Penalva do Castelo 11.16 101 Escola Internacional de Torres Vedras PRI Lisboa Torres Vedras 11.16 102 Escola Secundária de Monserrate PUB Viana do Castelo Viana do Castelo 11.15 103 Escola Secundária Dra. Felismina Alcântara PUB Viseu Mangualde 11.14 104 Escola Secundária Eça de Queirós PUB Porto Póvoa de Varzim 11.13 105 Escola Secundária de Estarreja PUB Aveiro Estarreja 11.12 106 Colégio Bartolomeu Dias PRI Lisboa Loures 11.12 107 Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes PUB Faro Portimão 11.12 108 Escola Secundária Stuart Carvalhais PUB Lisboa Sintra 11.12 109 Escola Secundária Alves Martins PUB Viseu Viseu 11.12 110 Escola Secundária Madeira Torres PUB Lisboa Torres Vedras 11.10 111 Centro de Estudos de Fátima - CEF PRI Santarém Ourém 11.10 112 Escola Secundária Padre Benjamim Salgado, Joane PUB Braga Vila Nova de Famalicão 11.08 113 Escola Portuguesa de Luanda11 PRI Estrangeiro Estrangeiro 11.06 114 Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho PUB Coimbra Figueira da Foz 11.06 115 EBS10 Quinta das Flores PUB Coimbra Coimbra 11.05 116 Escola Secundária Júlio Dantas PUB Faro Lagos 11.05 117 Escola Secundária Emídio Navarro PUB Setúbal Almada 11.04 118 Escola Secundária de Barcelinhos PUB Braga Barcelos 11.03 119 Escola Secundária Domingos Sequeira PUB Leiria Leiria 11.03 120 Instituto Nuno Álvares PRI Porto Santo Tirso 11.02 121 Escola Secundária Abade de Baçal PUB Bragança Bragança 11.02 122 Colégio Nossa Senhora da Bonança PRI Porto Vila Nova de Gaia 11.01 123 Cooperativa de Ensino Ancorensis PRI Viana do Castelo Caminha 11.01 124 Escola Secundária de Ponte de Lima PUB Viana do Castelo Ponte de Lima 11.01 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 11Centro de Ensino e Língua Portuguesa
. Anexo:Ranking das Escolas (2014) 257 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 125 Colégio de Nossa Senhora da Boavista PRI Vila Real Vila Real 11.01 126 Escola Secundária de Montemor-o-Velho PUB Coimbra Montemor-o-Velho 11.01 127 Escola Secundária Professor José Augusto Lucas PUB Lisboa Oeiras 11.00 128 Escola Secundária de Severim de Faria PUB Évora Évora 10.99 129 Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves PUB Porto Vila Nova de Gaia 10.99 130 Externato Infante D. Henrique PRI Braga Braga 10.99 131 EBS10 Ferreira de Castro PUB Aveiro Oliveira de Azeméis 10.96 132 Colégio Militar PUB Lisboa Lisboa 10.95 133 Escola Secundária Quinta das Palmeiras PUB Castelo Branco Covilhã 10.95 134 EBS10 Vale do Tamel, Lijó PUB Braga Barcelos 10.94 135 Escola Secundária Diogo de Gouveia PUB Beja Beja 10.93 136 Escola Secundária Frei Rosa Viterbo PUB Viseu Sátão 10.93 137 Escola Secundária Filipa de Vilhena PUB Porto Porto 10.93 138 EBS10 Henrique Sommer, Maceira PUB Leiria Leiria 10.92 139 Escola Secundária António Damásio PUB Lisboa Lisboa 10.92 140 Escola Secundária da Maia PUB Porto Maia 10.91 141 Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima PUB Aveiro Aveiro 10.91 142 Escola Secundária D. Maria II PUB Braga Braga 10.90 143 Escola Secundária de Pombal PUB Leiria Pombal 10.89 144 Escola Secundária de José Belchior Viegas PUB Faro São Brás de Alportel 10.89 145 Colégio da Trofa PRI Porto Trofa 10.88 146 Escola Secundária Nuno Álvares PUB Castelo Branco Castelo Branco 10.87 147 EBS10 de Michel Giacometti PUB Setúbal Sesimbra 10.87 148 Escola Secundária Daniel Sampaio PUB Setúbal Almada 10.86 149 EBS10 de Lousada Norte, Lustosa PUB Porto Lousada 10.86 150 EBS10 de Albufeira PUB Faro Albufeira 10.84 151 Escola Secundária Sebastião e Silva PUB Lisboa Oeiras 10.84 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
258 . Anexo:Ranking das Escolas (2014) #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 152 EBS10 Amélia Rey Colaço PUB Lisboa Oeiras 10.84 153 EBS10 de Carcavelos PUB Lisboa Cascais 10.82 154 Escola Secundária de S. João do Estoril PUB Lisboa Cascais 10.82 155 EBS10 Oliveira Júnior PUB Aveiro São João da Madeira 10.82 156 Escola Secundária Camões PUB Lisboa Lisboa 10.81 157 Colégio do Castanheiro PRI R. A. Açores Ponta Delgada 10.80 158 Escola Secundária Carlos Amarante PUB Braga Braga 10.80 159 Escola Secundária do Fundão PUB Castelo Branco Fundão 10.80 160 Escola Secundária Dr. Augusto César S. Ferreira PUB Santarém Rio Maior 10.78 161 Escola Secundária de Santa Maria Maior PUB Viana do Castelo Viana do Castelo 10.78 162 Escola Secundária de Sampaio PUB Setúbal Sesimbra 10.77 163 Escola Secundária de S. Pedro PUB Vila Real Vila Real 10.77 164 Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo PUB Leiria Leiria 10.75 165 Escola Salesiana de Manique PRI Lisboa Cascais 10.75 166 Externato Cooperativo da Benedita-Inst.NaSrada Encarnação PRI Leiria Alcobaça 10.75 167 Escola Secundária Gabriel Pereira PUB Évora Évora 10.74 168 Escola Secundária Cacilhas - Tejo PUB Setúbal Almada 10.74 169 Escola Secundária Fernão Mendes Pinto PUB Setúbal Almada 10.73 170 EBS10 Dr. Pascoal José de Mello, Ansião PUB Leiria Ansião 10.73 171 Colégio de Amorim PRI Porto Póvoa de Varzim 10.73 172 EBS10 de Ourique PUB Beja Ourique 10.73 173 EBS10 Eng. Dionísio Augusto Cunha PUB Viseu Nelas 10.72 174 Instituto de Promoção Social de Bustos PRI Aveiro Oliveira do Bairro 10.72 175 EBS10 Padre António de Andrade PUB Castelo Branco Oleiros 10.72 176 Escola Secundária Viriato PUB Viseu Viseu 10.72 177 EBS10 de Lordelo PUB Porto Paredes 10.72 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
. Anexo:Ranking das Escolas (2014) 259 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 178 Escola Secundária José Régio PUB Porto Vila do Conde 10.71 179 EBS10 Pe. António Morais da Fonseca PUB Aveiro Murtosa 10.71 180 Escola Secundária da Azambuja PUB Lisboa Azambuja 10.70 181 Escola Secundária de Alcanena PUB Santarém Alcanena 10.70 182 EBS10 de Melgaço PUB Viana do Castelo Melgaço 10.69 183 EBS10 de Aguiar da Beira PUB Guarda Aguiar da Beira 10.68 184 Escola Secundária Alberto Sampaio PUB Braga Braga 10.68 185 Escola Secundária Marques de Castilho PUB Aveiro Águeda 10.67 186 Centro de Estudos Educativos de Ançã PRI Coimbra Cantanhede 10.67 187 Escola Secundária de Cascais PUB Lisboa Cascais 10.67 188 Escola Secundária Fernando Lopes Graça PUB Lisboa Cascais 10.66 189 Escola Secundária Gago Coutinho PUB Lisboa Vila Franca de Xira 10.66 190 Colégio São Gonçalo PRI Porto Amarante 10.65 191 Escola Secundária de Serpa PUB Beja Serpa 10.64 192 Escola Secundária José Loureiro Botas, Vieira de Leiria PUB Leiria Marinha Grande 10.64 193 Escola Secundária da Sertã PUB Castelo Branco Sertã 10.63 194 Escola Secundária Tomaz Pelayo PUB Porto Santo Tirso 10.63 195 Escola Secundária Dr. José Macedo Fragateiro PUB Aveiro Ovar 10.62 196 Escola Secundária de Silves PUB Faro Silves 10.62 197 EBS10 Dr. Azevedo Neves PUB Lisboa Amadora 10.62 198 Escola Secundária de Almeida Garrett PUB Porto Vila Nova de Gaia 10.62 199 Escola Secundária Emídio Navarro PUB Viseu Viseu 10.62 200 Colégio João de Barros PRI Leiria Pombal 10.60 201 Escola Secundária José Saramago PUB Lisboa Mafra 10.59 202 Escola Secundária de Tábua PUB Coimbra Tábua 10.58 203 Escola Secundária de Montemor-o-Novo PUB Évora Montemor-o-Novo 10.57 204 Escola Secundária Rocha Peixoto PUB Porto Póvoa de Varzim 10.57 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
260 . Anexo:Ranking das Escolas (2014) #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 205 EBS10 de Santa Maria da Feira PUB Aveiro Santa Maria da Feira 10.57 206 EBS10 Prof. Reynaldo dos Santos PUB Lisboa Vila Franca de Xira 10.55 207 Escola Secundária Santa Maria do Olival PUB Santarém Tomar 10.55 208 Escola Secundária da Sé PUB Guarda Guarda 10.53 209 EBS10 da Calheta PUB R. A. Madeira Calheta (R.A.M.) 10.53 210 Escola Secundária do Castêlo da Maia PUB Porto Maia 10.53 211 Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes PUB Santarém Abrantes 10.52 212 Escola Secundária D. Inês de Castro PUB Leiria Alcobaça 10.52 213 Escola Secundária Soares Basto PUB Aveiro Oliveira de Azeméis 10.52 214 Escola Secundária Sá da Bandeira PUB Santarém Santarém 10.52 215 Escola Secundária de Oliveira do Hospital PUB Coimbra Oliveira do Hospital 10.52 216 Escola Secundária de Albergaria-a-Velha PUB Aveiro Albergaria-a-Velha 10.51 217 Instituto Educativo de Souselas PRI Coimbra Coimbra 10.51 218 Escola Secundária de Paços de Ferreira PUB Porto Paços de Ferreira 10.50 219 EBS10 de Sever do Vouga PUB Aveiro Sever do Vouga 10.49 220 Escola Secundária Júlio Dinis PUB Aveiro Ovar 10.49 221 EBS10 do Porto Moniz PUB R. A. Madeira Porto Moniz 10.48 222 EBS10 Dr. Ramiro Salgado PUB Bragança Torre de Moncorvo 10.48 223 Escola Secundária Francisco de Holanda PUB Braga Guimarães 10.48 224 Escola Secundária de Caldas das Taipas PUB Braga Guimarães 10.48 225 EBS10 Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos PUB Porto Paços de Ferreira 10.48 226 Escola Secundária Dr.aMaria Cândida PUB Coimbra Mira 10.48 227 Colégio La Salle PRI Braga Barcelos 10.47 228 Escola Secundária da Lousã PUB Coimbra Lousã 10.47 229 Escola Secundária do Entroncamento PUB Santarém Entroncamento 10.47 230 EBS10 de S. Sebastião de Mértola PUB Beja Mértola 10.46 231 EBS10 Frei Gonçalo de Azevedo PUB Lisboa Cascais 10.45 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
. Anexo:Ranking das Escolas (2014) 261 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 232 Escola Secundária Pinhal do Rei PUB Leiria Marinha Grande 10.45 233 Escola Secundária da Póvoa do Lanhoso PUB Braga Póvoa de Lanhoso 10.45 234 EBS10 de Vila Nova de Cerveira PUB Viana do Castelo Vila Nova de Cerveira 10.44 235 Escola Secundária de Miguel Torga, Massamá PUB Lisboa Sintra 10.44 236 Colégio D. Filipa PRI Lisboa Amadora 10.44 237 Escola Secundária Maria Lamas PUB Santarém Torres Novas 10.42 238 EBS10 de Anadia PUB Aveiro Anadia 10.41 239 Escola Secundária Santo André-Barreiro PUB Setúbal Barreiro 10.41 240 Escola Secundária Campos de Melo PUB Castelo Branco Covilhã 10.41 241 Escola Secundária Augusto Gomes PUB Porto Matosinhos 10.40 242 Escola Secundária Dr. João Manuel da Costa Delgado PUB Lisboa Lourinhã 10.40 243 Escola Secundária D. Dinis PUB Coimbra Coimbra 10.39 244 Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro PUB Leiria Caldas da Rainha 10.38 245 Escola Secundária Manuel Cargaleiro PUB Setúbal Seixal 10.38 246 EBS10 de Macedo de Cavaleiros PUB Bragança Macedo de Cavaleiros 10.37 247 Escola Secundária de Molelos PUB Viseu Tondela 10.37 248 EBS10 Pedro Álvares Cabral PUB Castelo Branco Belmonte 10.37 249 EBS10 Sidónio Pais PUB Viana do Castelo Caminha 10.37 250 EBS10 de Oliveira de Frades PUB Viseu Oliveira de Frades 10.34 251 Escola Secundária Afonso de Albuquerque PUB Guarda Guarda 10.34 252 Escola Secundária de Pinheiro e Rosa PUB Faro Faro 10.34 253 Escola Secundária Dr. António Granjo PUB Vila Real Chaves 10.33 254 Escola Secundária de Marco de Canaveses PUB Porto Marco de Canaveses 10.33 255 EBS10 de Fajões, Oliveira de Azeméis PUB Aveiro Oliveira de Azeméis 10.33 256 Escola Complementar do Til - APEL PRI R. A. Madeira Funchal 10.32 257 EBS10 de Celorico de Basto PUB Braga Celorico de Basto 10.32 258 Escola Básica do Centro de Portugal PUB Castelo Branco Vila de Rei 10.32 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
268 . Anexo:Ranking das Escolas (2014) #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 421 Escola Secundária de Campo Maior PUB Portalegre Campo Maior 9.55 422 Escola Secundária de Vouzela PUB Viseu Vouzela 9.55 423 Escola Secundária de Seia PUB Guarda Seia 9.54 424 EBS10 Arga e Lima, Lanheses PUB Viana do Castelo Viana do Castelo 9.53 425 EBS10 da Madalena PUB R. A. Açores Madalena 9.53 426 Escola Secundária de Vila Real de Santo António PUB Faro Vila Real de Santo António 9.52 427 Externato Carvalho Araújo PRI Braga Braga 9.52 428 Escola Secundária de Amarante PUB Porto Amarante 9.52 429 Escola Secundária Luís de Freitas Branco PUB Lisboa Oeiras 9.50 430 EBS10 Martinho Árias PUB Coimbra Soure 9.50 431 EBS10 de Vila Flor PUB Bragança Vila Flor 9.49 432 Escola Secundária de Alfena PUB Porto Valongo 9.49 433 Escola Secundária Braancamp Freire, Pontinha PUB Lisboa Odivelas 9.49 434 EBS10 de Mondim de Basto PUB Vila Real Mondim de Basto 9.48 435 EBS10 Anselmo de Andrade PUB Setúbal Almada 9.47 436 Escola Secundária de Vagos PUB Aveiro Vagos 9.47 437 EBS10 de Murça PUB Vila Real Murça 9.47 438 Escola Secundária Infante D. Henrique PUB Porto Porto 9.45 439 Colégio Torre Dona Chama PRI Bragança Mirandela 9.45 440 EBS10 de Búzio PUB Aveiro Vale de Cambra 9.45 441 Escola Secundária da Lagoa PUB R. A. Açores Lagoa (R.A.A) 9.44 442 EBS10 da Sé PUB Viseu Lamego 9.43 443 EBS10 de Vila Pouca de Aguiar - Sul PUB Vila Real Vila Pouca de Aguiar 9.43 444 EBS10 D. Afonso III PUB Bragança Vinhais 9.43 445 Escola Secundária Avelar Brotero PUB Coimbra Coimbra 9.40 446 Escola Secundária da DraLaura Ayres, Quarteira PUB Faro Loulé 9.40 447 Colégio D. Afonso V PRI Lisboa Sintra 9.40 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
. Anexo:Ranking das Escolas (2014) 269 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 448 Escola Secundária de Vendas Novas PUB Évora Vendas Novas 9.38 449 EBS10 Alfredo da Silva PUB Setúbal Barreiro 9.37 450 Externato de São Miguel de Refojos PRI Braga Cabeceiras de Basto 9.36 451 Escola Secundária de Casquilhos PUB Setúbal Barreiro 9.36 452 Colégio D. Dinis (Anto. Carneiro) PRI Porto Porto 9.36 453 Escola Secundária Francisco Franco PUB R. A. Madeira Funchal 9.35 454 Escola Secundária Públia Hortênsia de Castro PUB Évora Vila Viçosa 9.34 455 EBS10 de Santa Cruz PUB R. A. Madeira Santa Cruz 9.34 456 Escola Secundária Dr. Jorge Augusto Correia PUB Faro Tavira 9.31 457 Escola Secundária Mouzinho da Silveira PUB Portalegre Portalegre 9.31 458 Escola Secundária Latino Coelho PUB Viseu Lamego 9.30 459 EBS10 do Cadaval PUB Lisboa Cadaval 9.30 460 EBS10 de Idães PUB Porto Felgueiras 9.29 461 EBS10 da Ponta do Sol PUB R. A. Madeira Ponta do Sol 9.28 462 Escola Secundária de Gondomar PUB Porto Gondomar 9.28 463 Externato D. Fuas Roupinho PRI Leiria Nazaré 9.27 464 Escola Secundária Pedro Alexandrino PUB Lisboa Odivelas 9.27 465 Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves PUB Beja Odemira 9.27 466 Escola Secundária Camilo Castelo Branco PUB Vila Real Vila Real 9.24 467 Instituto Pedro Hispano PRI Coimbra Soure 9.24 468 EBS10 de Mogadouro PUB Bragança Mogadouro 9.23 469 Escola Secundária Padre António Vieira PUB Lisboa Lisboa 9.23 470 Escola Secundária do Lumiar PUB Lisboa Lisboa 9.22 471 Escola Secundária de Castro Verde PUB Beja Castro Verde 9.22 472 Escola Secundária Frei Heitor Pinto PUB Castelo Branco Covilhã 9.22 473 Escola Secundária da Boa Nova, Leça da Palmeira PUB Porto Matosinhos 9.21 474 Escola Secundária de Benavente PUB Santarém Benavente 9.20 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
270 . Anexo:Ranking das Escolas (2014) #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 475 Externato Académico PRI Porto Porto 9.20 476 Escola Secundária Tomás Cabreira PUB Faro Faro 9.19 477 Escola Secundária Homem Cristo PUB Aveiro Aveiro 9.17 478 Escola Internacional do Algarve PRI Faro Lagoa 9.16 479 Escola Secundária Alves Redol PUB Lisboa Vila Franca de Xira 9.16 480 EBS10 de Nogueira PUB Porto Lousada 9.16 481 Escola Secundária Sebastião da Gama PUB Setúbal Setúbal 9.15 482 EBS10 Fontes Pereira de Melo PUB Porto Porto 9.14 483 Escola Secundária de Moura PUB Beja Moura 9.14 484 Colégio de Campos PRI Viana do Castelo Vila Nova de Cerveira 9.14 485 Escola Secundária Rainha Santa Isabel PUB Évora Estremoz 9.11 486 EBS10 de Terras de Bouro PUB Braga Terras de Bouro 9.11 487 EBS10 Josefa de Óbidos PUB Leiria Óbidos 9.10 488 Escola Secundária de Alcochete PUB Setúbal Alcochete 9.10 489 EBS10 Dr. Manuel Ribeiro Ferreira PUB Leiria Alvaiázere 9.10 490 Escola Secundária Abel Salazar PUB Porto Matosinhos 9.09 491 Escola Secundária José Cardoso Pires PUB Lisboa Loures 9.09 492 EBS10 Rodrigues de Freitas PUB Porto Porto 9.08 493 EBS10 Pintor José de Brito PUB Viana do Castelo Viana do Castelo 9.07 494 EBS10 Prof. Ruy Luís Gomes PUB Setúbal Almada 9.07 495 Escola Secundária de Lousada PUB Porto Lousada 9.07 496 EBS10 de Pinheiro PUB Porto Penafiel 9.07 497 Escola Secundária Alexandre Herculano PUB Porto Porto 9.07 498 Escola Secundária Arquitecto Oliveira Ferreira PUB Porto Vila Nova de Gaia 9.06 499 EBS10 da Cidadela PUB Lisboa Cascais 9.06 500 Colégio D. Duarte PRI Porto Porto 9.06 501 EBS10 Vila Franca do Campo PUB R. A. Açores Vila Franca do Campo 9.04 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
. Anexo:Ranking das Escolas (2014) 271 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 502 Escola Secundária da Moita PUB Setúbal Moita 9.02 503 EBS10 de Ponte da Barca PUB Viana do Castelo Ponte da Barca 9.02 504 Escola Secundária da Lixa, Felgueiras PUB Porto Felgueiras 9.01 505 Escola Secundária Alfredo dos Reis Silveira PUB Setúbal Seixal 9.00 506 Escola Secundária da Amora PUB Setúbal Seixal 8.99 507 EBS10 Cunha Rivara PUB Évora Arraiolos 8.99 508 EBS10 de Rio Caldo PUB Braga Terras de Bouro 8.97 509 EBS10 Sacadura Cabral PUB Guarda Celorico da Beira 8.97 510 Escola Secundária de Odivelas PUB Lisboa Odivelas 8.96 511 EBS10 de Alvide PUB Lisboa Cascais 8.96 512 EBS10 Dr. José Leite de Vasconcelos PUB Viseu Tarouca 8.96 513 EBS10 de Lousada Oeste, Nevogilde PUB Porto Lousada 8.96 514 EBS10 de Santo António PUB Setúbal Barreiro 8.95 515 Instituto Diocesano de Formação João Paulo II PRI Estrangeiro Estrangeiro 8.94 516 Escola Secundária Gonçalo Anes Bandarra PUB Guarda Trancoso 8.94 517 EBS10 Ribeiro Sanches PUB Castelo Branco Penamacor 8.94 518 Escola Secundária Padre AntoMartins Oliveira PUB Faro Lagoa 8.93 519 Escola Secundária D. João II PUB Setúbal Setúbal 8.93 520 Escola Secundária de Alcácer do Sal PUB Setúbal Alcácer do Sal 8.92 521 EBS10 Dr. Isidoro de Sousa PUB Évora Viana do Alentejo 8.91 522 Instituto de S.Tiago - Cooperativa de Ensino, CRL PRI Castelo Branco Proença-a-Nova 8.91 523 Colégio Cidade Roda PRI Leiria Pombal 8.91 524 EBS10 Gama Barros PUB Lisboa Sintra 8.91 525 EBS10 de Muralhas do Minho PUB Viana do Castelo Valença 8.91 526 EBS10 de Miranda do Douro PUB Bragança Miranda do Douro 8.89 527 Escola Secundária D. Dinis PUB Lisboa Lisboa 8.88 528 Escola Secundária de Fafe PUB Braga Fafe 8.87 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
272 . Anexo:Ranking das Escolas (2014) #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 529 EBS10 de Baixo Barroso PUB Vila Real Montalegre 8.86 530 Escola Secundária de Castro Daire PUB Viseu Castro Daire 8.83 531 Escola Secundária do Forte da Casa PUB Lisboa Vila Franca de Xira 8.83 532 Escola Secundária D. Afonso Sanches PUB Porto Vila do Conde 8.83 533 Escola Secundária Daniel Faria, Baltar PUB Porto Paredes 8.82 534 EBS10 das Flores PUB R. A. Açores Santa Cruz das Flores 8.81 535 Escola Secundária da Ribeira Grande PUB R. A. Açores Ribeira Grande 8.80 536 Escola Secundária Conde de Monsaraz PUB Évora Reguengos de Monsaraz 8.78 537 Escola Secundária Marquesa de Alorna PUB Santarém Almeirim 8.77 538 EBS10 de Vilela PUB Porto Paredes 8.74 539 EBS10 de Mêda PUB Guarda Meda 8.70 540 Escola Secundária Augusto Cabrita, Alto do Seixalinho PUB Setúbal Barreiro 8.69 541 EBS10 Dr. Serafim Leite PUB Aveiro São João da Madeira 8.68 542 Escola Secundária de Valongo PUB Porto Valongo 8.67 543 EBS10 Dr. Ferreira da Silva PUB Aveiro Oliveira de Azeméis 8.66 544 Escola Secundária Poeta Joaquim Serra PUB Setúbal Montijo 8.65 545 EBS10 Bispo D. Manuel Ferreira Cabral PUB R. A. Madeira Santana 8.65 546 Escola Secundária Dr. Bernardino Machado PUB Coimbra Figueira da Foz 8.63 547 EBS10 de Nordeste PUB R. A. Açores Nordeste 8.62 548 Instituto de Almalaguês PRI Coimbra Coimbra 8.59 549 EBS10 Dr. João de Brito Camacho PUB Beja Almodôvar 8.58 550 Escola Secundária de Sacavém PUB Lisboa Loures 8.55 551 Escola Secundária Dr. Júlio Martins PUB Vila Real Chaves 8.51 552 EBS10 do Cerco PUB Porto Porto 8.50 553 EBS10 Passos Manuel PUB Lisboa Lisboa 8.50 554 Colégio Ellen Key PRI Porto Porto 8.50 555 EBS10 D. Sancho II PUB Vila Real Alijó 8.49 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
. Anexo:Ranking das Escolas (2014) 273 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 556 Escola Secundária de Ponte de Sor PUB Portalegre Ponte de Sor 8.49 557 Escola Secundária de S. Lourenço PUB Portalegre Portalegre 8.48 558 EBS10 de Carrazeda de Ansiães PUB Bragança Carrazeda de Ansiães 8.48 559 Escola Secundária de Valbom PUB Porto Gondomar 8.46 560 Escola Secundária das Laranjeiras PUB R. A. Açores Ponta Delgada 8.45 561 EBS10 de Ribeira de Pena PUB Vila Real Ribeira de Pena 8.44 562 EBS10 de Castelo de Paiva PUB Aveiro Castelo de Paiva 8.44 563 Escola Secundária de Mira de Aire PUB Leiria Porto de Mós 8.44 564 Escola Secundária Eça de Queirós PUB Lisboa Lisboa 8.44 565 Escola Secundária de Vila Nova de Paiva PUB Viseu Vila Nova de Paiva 8.43 566 Escola Secundária D. Manuel Martins PUB Setúbal Setúbal 8.43 567 EBS10 Aquilino Ribeiro PUB Lisboa Oeiras 8.41 568 Escola Secundária de Mirandela PUB Bragança Mirandela 8.40 569 EBS10 Padre Manuel Álvares PUB R. A. Madeira Ribeira Brava 8.40 570 Colégio Liverpool PRI Porto Porto 8.39 571 EBS10 Abel Botelho PUB Viseu Tabuaço 8.38 572 EBS10 de São João da Pesqueira PUB Viseu São João da Pesqueira 8.38 573 EBS10 Mães de Água, Falagueira PUB Lisboa Amadora 8.37 574 Escola Secundária de Aljustrel PUB Beja Aljustrel 8.36 575 EBS10 Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas PUB R. A. Madeira Câmara de Lobos 8.30 576 EBS10 da Povoação PUB R. A. Açores Povoação 8.28 577 EBS10 de Escariz PUB Aveiro Arouca 8.27 578 Escola Secundária de Carvalhos PUB Porto Vila Nova de Gaia 8.26 579 EBS10 Prof. Dr. Francisco Freitas Branco PUB R. A. Madeira Porto Santo 8.23 580 Escola Secundária Diogo de Macedo PUB Porto Vila Nova de Gaia 8.22 581 Externato de Nossa Senhora de Fátima PRI Guarda Manteigas 8.20 582 Escola Secundária André de Gouveia PUB Évora Évora 8.20 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
274 . Anexo:Ranking das Escolas (2014) #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 583 Escola Secundária Prof. Dr. Flávio F. Pinto Resende PUB Viseu Cinfães 8.20 584 EBS10 Gil Vicente PUB Lisboa Lisboa 8.19 585 Escola Secundária Matias Aires, Mira-Sintra PUB Lisboa Sintra 8.18 586 EBS10 de Felgueiras, Pombeiro PUB Porto Felgueiras 8.18 587 EBS10 José Gomes Ferreira PUB Beja Ferreira do Alentejo 8.15 588 Escola Secundária Joaquim Araújo PUB Porto Penafiel 8.14 589 EBS10 José Silvestre Ribeiro PUB Castelo Branco Idanha-a-Nova 8.12 590 Escola Secundária Vitorino Nemésio PUB R. A. Açores Praia da Vitória 8.09 591 Escola Secundária de S. Pedro da Cova PUB Porto Gondomar 8.09 592 EBS10 Dr. Daniel de Matos PUB Coimbra Vila Nova de Poiares 8.09 593 EBS10 D. João V, Damaia PUB Lisboa Amadora 8.08 594 EBS10 Lima de Freitas PUB Setúbal Setúbal 8.07 595 Externato Capitão Santiago de Carvalho PRI Castelo Branco Fundão 8.02 596 EBS10 à Beira Douro PUB Porto Gondomar 8.02 597 EBS10 Dr. Ângelo Augusto Silva PUB R. A. Madeira Funchal 8.01 598 Escola Secundária de Sabugal PUB Guarda Sabugal 8.00 599 EBS10 da Graciosa PUB R. A. Açores Santa Cruz da Graciosa 7.98 600 EBS10 da Calheta PUB R. A. Açores Calheta (R.A.A.) 7.93 601 EBS10 Tenente Coronel Adão Carrapatoso PUB Guarda Vila Nova de Foz Côa 7.88 602 EBS10 de Alfandega da Fé PUB Bragança Alfândega da Fé 7.86 603 EBS10 Dr. José Casimiro Matias PUB Guarda Almeida 7.86 604 Escola Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo PUB Guarda Figueira de Castelo Rodrigo 7.85 605 EBS10 de Moimenta da Beira PUB Viseu Moimenta da Beira 7.80 606 EBS10 Miguel Torga PUB Vila Real Sabrosa 7.80 607 EBS10 Gonçalves Zarco PUB R. A. Madeira Funchal 7.79 608 EBS10 de Campo PUB Porto Valongo 7.77 609 Escola Portuguesa do Lubango PRI Estrangeiro Estrangeiro 7.74 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao
. Anexo:Ranking das Escolas (2014) 275 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 610 EBS10 Prof. Mendes Remédios PUB Portalegre Nisa 7.68 611 EBS10 de Mora PUB Évora Mora 7.67 612 Escola Secundária Seomara da Costa Primo PUB Lisboa Amadora 7.57 613 EBS10 de Vale D’Este - Viatodos PUB Braga Barcelos 7.45 614 Colégio Diocesano de Nossa Senhora da Apresentação PRI Aveiro Vagos 7.44 615 Externato de Nossa Senhora dos Remédios PRI Castelo Branco Covilhã 7.44 616 EBS10 Gomes Teixeira PUB Viseu Armamar 7.34 617 Escola Secundária António Nobre PUB Porto Porto 7.12 618 Escola Secundária da Baixa da Banheira PUB Setúbal Moita 7.11 619 Colégio Euroatlântico PRI Porto Matosinhos 7.06 620 EBS10 de Lajes do Pico PUB R. A. Açores Lajes do Pico 7.04 621 EBS10 D. Lucinda Andrade PUB R. A. Madeira São Vicente 7.04 622 Escola Secundária de Resende PUB Viseu Resende 6.61 623 Externato Álvares Cabral PRI Lisboa Lisboa 6.29 624 Escola Secundária Fonseca Benevides PUB Lisboa Lisboa 6.23 625 Escola Portuguesa de Díli PRI Estrangeiro Estrangeiro 6.15 626 EBS10 Padre José Agostinho Rodrigues PUB Portalegre Alter do Chão 6.09 627 EBS10 Prof.António da Natividade PUB Vila Real Mesão Frio 5.85 628 Escola Portuguesa da Guiné-Bissau PRI Estrangeiro Estrangeiro 4.87 #Escola Tipo Distrito Localidade Classifica¸c˜ ao 10Escola Básica e Secundária Fonte: Jornal de Not´ icias em http://www.jn.pt/infos/Ranking_Escolas_2014/rank2014.html
276 . Anexo:Ranking das Escolas (2014)
Anexo:Resultados do Queston´ ario passado no ECB 277
284 . Anexo:Resultados do Queston´ ario passado no ECB Aluno Xadrez # Ano Idade G´ enero Grupo SJogar Idade JReg. Aulas Torneios Federado AEC 147 11 16 F 0 0 0 0 0 0 0 1 148 11 17 F 1 1 16 0 0 1 0 1 149 11 18 F 0 1 6 0 0 0 0 1 150 11 16 M 0 1 10 1 0 0 0 1 151 11 16 F 0 0 0 0 0 0 0 1 152 11 16 F 0 0 0 0 0 0 0 1 153 11 16 F 0 1 9 0 0 0 0 0 154 11 16 M 0 0 0 0 0 0 0 1 155 11 16 F 0 0 0 0 0 0 0 0 156 11 16 F 0 1 9 0 1 0 0 1 157 11 16 F 0 0 0 0 0 0 0 1 158 11 16 M 0 1 12 0 1 0 0 1 159 11 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 160 11 16 M 0 1 9 0 1 0 0 1 161 11 16 F 0 1 10 0 1 0 0 1 162 11 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 163 11 16 F 0 0 0 0 0 0 0 0 164 11 16 F 0 0 0 0 0 0 0 1 165 11 16 M 0 0 0 0 0 0 0 0 166 11 16 F 0 0 0 0 0 0 0 1 167 11 16 F 0 0 0 0 0 0 0 1 168 11 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 169 11 18 F 0 1 9 0 1 0 0 1 170 11 19 F 0 0 0 0 0 0 0 0 171 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 # Ano Idade G´ enero Grupo SJogar Idade JReg. Aulas Torneios Federado AEC Aluno Xadrez
. Anexo:Resultados do Queston´ ario passado no ECB 285 Aluno Xadrez # Ano Idade G´ enero Grupo SJogar Idade JReg. Aulas Torneios Federado AEC 172 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 173 12 17 F 0 1 7 0 0 0 0 1 174 12 17 M 0 1 9 0 1 0 0 0 175 12 17 M 1 1 11 0 0 1 0 1 176 12 17 M 1 1 6 0 1 1 0 1 177 12 18 M 0 1 13 1 0 0 0 1 178 12 18 F 0 0 0 0 0 0 0 0 179 12 17 M 0 1 9 0 0 0 0 1 180 12 19 F 0 0 0 0 0 0 0 0 181 12 17 M 0 1 12 0 0 0 0 1 182 12 17 M 0 1 11 0 0 0 0 1 183 12 17 M 0 1 6 0 1 0 0 1 184 12 17 M 1 1 11 0 0 1 0 1 185 12 16 F 0 0 0 0 0 0 0 0 186 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 187 12 18 M 0 1 16 0 0 0 0 1 188 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 189 12 17 M 1 1 6 0 0 1 0 1 190 12 18 M 0 1 9 0 1 0 0 0 191 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 192 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 193 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 194 12 16 F 0 1 8 0 1 0 0 1 195 12 18 M 0 1 13 0 0 0 0 1 196 12 17 F 0 1 9 0 1 0 0 1 # Ano Idade G´ enero Grupo SJogar Idade JReg. Aulas Torneios Federado AEC Aluno Xadrez
286 . Anexo:Resultados do Queston´ ario passado no ECB Aluno Xadrez # Ano Idade G´ enero Grupo SJogar Idade JReg. Aulas Torneios Federado AEC 197 12 17 M 0 1 12 0 1 0 0 1 198 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 199 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 200 12 17 F 0 1 15 0 1 0 0 1 201 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 202 12 17 M 0 0 0 0 0 0 0 1 203 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 204 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 205 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 206 12 18 M 2 1 7 0 1 1 1 1 207 12 17 F 0 1 11 0 1 0 0 1 208 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 209 12 17 M 0 1 10 0 0 0 0 1 210 12 17 M 0 1 12 0 0 0 0 0 211 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 212 12 17 M 0 1 9 0 1 0 0 0 213 12 17 M 1 1 10 0 1 1 0 1 214 12 17 M 1 1 6 0 1 1 0 1 215 12 17 M 0 1 9 0 0 0 0 1 216 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 217 12 17 M 0 0 0 0 0 0 0 0 218 12 18 M 0 1 9 1 0 0 0 1 219 12 18 M 0 1 8 0 1 0 0 1 220 12 17 M 2 1 11 0 0 1 1 1 221 12 17 F 1 1 10 0 1 1 0 0 # Ano Idade G´ enero Grupo SJogar Idade JReg. Aulas Torneios Federado AEC Aluno Xadrez
. Anexo:Resultados do Queston´ ario passado no ECB 287 Aluno Xadrez # Ano Idade G´ enero Grupo SJogar Idade JReg. Aulas Torneios Federado AEC 222 12 17 F 0 1 9 0 1 0 0 1 223 12 17 M 1 1 12 0 0 1 0 1 224 12 17 M 2 1 11 1 1 1 1 1 225 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 226 12 17 F 0 1 8 0 1 0 0 1 227 12 17 M 1 1 10 0 1 1 0 1 228 12 17 F 0 1 8 0 1 0 0 1 229 12 17 M 2 1 11 1 1 1 1 1 230 12 17 M 2 1 5 0 1 1 1 1 231 12 17 F 0 1 7 0 1 0 0 1 232 12 18 M 2 1 8 0 1 1 1 1 233 12 17 M 0 1 15 0 0 0 0 1 234 12 17 F 0 1 15 0 0 0 0 1 235 12 17 F 0 1 11 0 0 0 0 0 236 12 18 F 0 0 0 0 0 0 0 1 237 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 238 12 18 F 0 0 0 0 0 0 0 1 239 12 18 F 0 0 0 0 0 0 0 1 240 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 241 12 17 M 0 1 13 0 0 0 0 1 242 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 0 243 12 18 F 1 1 9 0 1 1 0 1 244 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 245 12 17 F 0 0 0 0 0 0 0 1 # Ano Idade G´ enero Grupo SJogar Idade JReg. Aulas Torneios Federado AEC Aluno Xadrez
288 . Anexo:Resultados do Queston´ ario passado no ECB
Anexo:Classifica¸c˜ oes do Grupo de Alunos do ECB 289
290 . Anexo:Classifica¸c˜ oes do Grupo de Alunos do ECB Classifica¸c˜ oes dos Alunos Aluno Disciplinas # Ano Grupo Portuguˆ es Inglˆ es Filosofia Ed.F´ isica Matem´ atica A Biologia E Geologia F´ isica E Qu´ imica Economia A Hist´ oria A Geografia A Alem˜ ao Literatura Desenho A Geometria Descritiva A Geometria Descritiva A Francˆ es 1 10 0 12 14 12 15 15 12 12 2 10 0 13 13 13 11 16 13 15 3 10 1 13 8 11 17 12 9 10 4 10 0 14 11 11 18 14 10 13 5 10 1 12 15 11 14 15 15 13 6 10 0 14 11 13 18 16 9 13 7 10 0 15 18 16 15 18 15 16 8 10 2 16 17 17 14 20 17 18 9 10 1 14 15 13 15 13 10 11 10 10 0 11 9 10 16 13 9 11 11 10 0 14 15 13 14 16 13 12 12 10 2 13 NI 12 16 7 11 9 14 13 10 0 9 9 9 15 10 9 9 14 10 0 15 14 13 16 12 11 11 15 10 1 15 16 16 16 19 15 14 16 10 0 15 16 15 15 18 15 17 17 10 1 14 13 13 15 11 13 10 18 10 0 12 9 12 15 11 12 10 Aluno Disciplinas
. Anexo:Classifica¸c˜ oes do Grupo de Alunos do ECB 291 Aluno Disciplinas # Ano Grupo Portuguˆ es Inglˆ es Filosofia Ed.F´ isica Matem´ atica A Biologia E Geologia F´ isica E Qu´ imica Economia A Hist´ oria A Geografia A Alem˜ ao Literatura Desenho A Geometria Descritiva A Geometria Descritiva A Francˆ es 19 10 1 14 13 15 17 13 12 11 20 10 0 9 NI 9 15 10 10 8 13 21 10 0 11 8 11 13 8 10 8 22 10 0 11 NI 9 13 10 10 10 11 23 10 0 12 NI 12 16 14 12 10 12 24 10 0 11 8 13 15 9 10 9 25 10 0 14 13 16 17 13 14 12 26 10 0 12 NI 12 15 10 15 13 15 27 10 0 11 NI 11 15 11 10 10 14 28 10 0 14 NI 13 16 9 10 9 15 29 10 0 9 NI 13 16 9 9 9 13 30 10 1 15 9 10 16 12 11 11 31 10 0 13 15 12 14 12 15 9 32 10 0 13 12 12 17 14 13 14 33 10 0 16 17 18 17 19 16 18 34 10 0 13 NI 12 14 11 9 10 15 35 10 2 13 16 16 15 19 16 16 36 10 1 16 12 18 13 16 18 19 37 10 1 10 12 12 14 12 13 13 38 10 1 13 11 17 13 8 12 14 39 10 0 12 14 15 14 13 13 14 40 10 2 10 11 11 13 17 14 13 Aluno Disciplinas
292 . Anexo:Classifica¸c˜ oes do Grupo de Alunos do ECB Aluno Disciplinas # Ano Grupo Portuguˆ es Inglˆ es Filosofia Ed.F´ isica Matem´ atica A Biologia E Geologia F´ isica E Qu´ imica Economia A Hist´ oria A Geografia A Alem˜ ao Literatura Desenho A Geometria Descritiva A Geometria Descritiva A Francˆ es 41 10 0 14 NI 16 14 15 15 16 16 42 10 0 12 14 12 15 8 11 10 43 10 1 12 NI 11 11 9 8 12 12 44 10 0 9 10 10 12 10 10 10 45 10 2 8 14 10 14 10 9 11 46 10 1 13 NI 13 14 13 12 13 13 47 10 1 10 8 8 13 8 9 11 48 10 0 11 9 12 14 11 9 14 49 10 0 11 10 10 11 8 10 14 50 10 1 11 10 13 13 14 11 16 51 10 0 12 13 17 15 15 13 15 52 10 1 12 8 10 14 13 9 12 53 10 0 15 17 18 12 16 18 18 54 10 0 17 18 17 15 17 16 17 55 10 0 12 NI 12 10 11 14 14 15 56 10 0 8 8 9 12 7 9 10 57 10 1 9 14 13 11 8 12 11 58 10 0 15 18 12 11 14 16 18 59 10 0 15 19 17 11 15 16 17 60 10 0 12 9 11 11 10 12 13 61 10 2 12 16 14 13 12 13 12 62 10 1 11 12 14 13 12 13 13 Aluno Disciplinas
. Anexo:Classifica¸c˜ oes do Grupo de Alunos do ECB 293 Aluno Disciplinas # Ano Grupo Portuguˆ es Inglˆ es Filosofia Ed.F´ isica Matem´ atica A Biologia E Geologia F´ isica E Qu´ imica Economia A Hist´ oria A Geografia A Alem˜ ao Literatura Desenho A Geometria Descritiva A Geometria Descritiva A Francˆ es 63 10 0 12 14 14 12 13 16 13 64 10 0 15 15 15 15 15 17 15 65 10 2 13 18 17 16 16 15 14 66 10 1 11 12 13 13 12 14 12 67 10 0 12 11 13 11 8 13 11 68 10 0 13 9 13 11 10 13 14 69 10 1 14 8 13 17 13 16 12 70 10 0 15 NI 18 15 16 18 17 17 71 10 0 12 NI 11 13 9 12 11 12 72 10 0 12 NI 13 13 10 14 14 13 73 10 0 12 8 13 11 8 12 11 74 10 1 13 14 12 13 17 11 13 75 10 0 11 NI 8 12 15 10 9 11 76 10 0 15 14 17 14 18 19 19 77 10 0 18 78 10 0 13 10 10 13 14 11 12 79 10 2 11 NI 10 14 12 7 10 11 80 10 0 14 12 13 16 16 10 14 81 10 0 12 14 11 12 14 11 12 82 10 0 12 NI 14 13 16 11 16 15 83 11 0 12 15 13 15 12 11 12 84 11 0 13 16 11 14 14 13 12 Aluno Disciplinas
300 . Anexo:Classifica¸c˜ oes do Grupo de Alunos do ECB Aluno Disciplinas # Ano Grupo Portuguˆ es Inglˆ es Filosofia Ed.F´ isica Matem´ atica A Biologia E Geologia F´ isica E Qu´ imica Economia A Hist´ oria A Geografia A Alem˜ ao Literatura Desenho A Geometria Descritiva A Geometria Descritiva A Francˆ es 217 12 2 14 10 12 15 13 13 14 218 12 0 13 14 10 10 10 7 9 219 12 0 19 14 19 12 18 18 17 220 12 1 17 NI 16 15 16 17 17 19 221 12 0 14 13 14 12 15 13 14 222 12 2 12 12 12 15 9 10 12 223 12 2 13 12 11 14 11 13 14 224 12 0 18 17 15 12 18 17 16 225 12 2 11 11 12 AM 10 12 13 226 12 0 13 13 11 15 15 11 14 227 12 0 13 13 13 9 14 14 13 228 12 0 13 NI 12 14 13 10 11 13 229 12 0 13 NI 14 16 14 13 NI 16 14 230 12 0 11 11 9 12 10 10 9 NI 231 12 0 15 18 14 NI 16 NI 16 17 232 12 0 13 NI 14 13 13 15 14 NI 14 233 12 0 13 10 12 16 10 12 NI 13 234 12 0 15 12 15 14 13 12 NI 15 235 12 0 12 11 11 14 13 12 12 NI 236 12 1 10 8 11 13 12 12 11 NI 237 12 0 12 10 9 12 10 NI 10 12 238 12 0 15 16 16 12 18 17 NI 17 Aluno Disciplinas
Anexo:Parecer da CNPD 301
306 . Anexo:Parecer da CNPD
Anexo:Termo de Consentimento Informado 307
Universidad de Sevilla Métodos de Investigación y Diagnóstico en Educación Termo de Consentimento Informado Avaliação do Efeito da Prática do Xadrez no Rendimento Académico dos Alunos Caro(a) Professor(a): Solicitamos a sua participação na realização de um projeto de investigação em Educação enquanto professor de Xadrez. •Finalidade da Investigação Este estudo desenvolve-se no domínio das Ciências da Educação e pretende estudar o impacto que tem jogar Xadrez no rendimento escolar dos alunos. É objetivo central Identificar beneficios da prática do Xadrez nos alunos e relacioná-los com o rendimento académico. Este estudo visa ainda, em última instância, apresentar um conjunto de recomendações no sentido de potenciar o impacto da prática de Xadrez nas escolas. •Recolha de Dados De modo a ser possível compreender os contributos da prática do Xadrez no rendimento académico dos alunos, é nossa intenção recorrer à realização de entrevistas semi-estruturadas (gravadas) a professores monitores e/ou treinadores de xadrez. Todas as informações recolhidas serão mantidas sob estrita confidencialidade e o anonimato dos intervenientes será salvaguardado. Os dados publicados apenas virão acompanhados de uma menção genérica. •Duração da Investigação A componente empírica da presente investigação deverá estar concluída até Julho de 2015. •Contacto para Informações Caso tenha dúvidas relativamente ao projecto de investigação poderá contactar o Professor Doutor Javier Gil Flores, da Universidade de Sevilha (
[email protected]) ou Maria Luísa Alves (
[email protected]). Confirmo que li o presente termo de consentimento e que me foi explicado o projecto de investigação. Tive a oportunidade de colocar questões acerca do projeto e as mesmas foram-me esclarecidas. Na qualidade de professor, declaro que aceito colaborar no projeto de investigação acima descrito. Receberei uma cópia deste termo de consentimento assinado.
Universidad de Sevilla Métodos de Investigación y Diagnóstico en Educación Termo de Consentimento Informado Avaliação do Efeito da Prática do Xadrez no Rendimento Académico dos Alunos Caro(a) Professor(a): Solicitamos a sua participação na realização de um projeto de investigação em Educação enquanto mediador do Programa de Enriquecimento Instrumental. •Finalidade da Investigação Este estudo desenvolve-se no domínio das Ciências da Educação e pretende estudar o impacto que tem jogar Xadrez no rendimento escolar dos alunos. É objetivo central Identificar beneficios da prática do Xadrez nos alunos e relacioná-los com o rendimento académico. Este estudo visa ainda, em última instância, apresentar um conjunto de recomendações no sentido de potenciar o impacto da prática de Xadrez nas escolas. •Recolha de Dados De modo a ser possível compreender os contributos da prática do Xadrez no rendimento académico dos alunos num contexto educativo mais abrangente, é nossa intenção recorrer à realização de entrevistas semi-estruturadas (gravadas). Todas as informações recolhidas serão mantidas sob estrita confidencialidade e o anonimato dos intervenientes será salvaguardado. Os dados publicados apenas virão acompanhados de uma menção genérica. •Duração da Investigação A componente empírica da presente investigação deverá estar concluída até Setembro de 2015. •Contacto para Informações Caso tenha dúvidas relativamente ao projecto de investigação poderá contactar o Professor Doutor Javier Gil Flores, da Universidade de Sevilha (
[email protected]) ou Maria Luísa Alves (
[email protected]). Confirmo que li o presente termo de consentimento e que me foi explicado o projecto de investigação. Tive a oportunidade de colocar questões acerca do projeto e as mesmas foram-me esclarecidas. Na qualidade de mediador oficial do Programa de Enriquecimento Instrumental, declaro que aceito colaborar no projeto de investigação acima descrito. Receberei uma cópia deste termo de consentimento assinado.
318 . Anexo:Constrangimentos
Anexo:CHESS AND COGNITIVE DEVELOPMENT 319