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As aguas minerales de Longroiva, poema philosophico : offerecido ... Anna Raquel Cid Leite de Madureira

Carvalho, Jose Pinto Rebello de

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2 AS AGUAS MINERAES DE LONGROIVA, POEMA PIHLOSOPHICO : OfTEtECIDO *• EXCEIXE5TISÍIM* SESUO»A D. ANNA RAQUEL CID LEITE DE MADUREIRA; PO» SF.O AUTOR JOSÉ PINTO RE.BEII.ODE CARVALHO, CorTrtptmâ«nU 4a Jnmtui^àa Í4 Vonom+al Am» Sr.amtio» 4a ZàtMno 9 f.twau-ux» An fmt-Adnâa M+,-: •<'</- Cif*rg*a4a IW/gJUi 4a CaimAr* ,Wr.tuo 4» tutuda A* Cornara 4o KlU 4» BAUCOS» •BaJUuartda C/W?» LntiM». COIMBRA: KA mrRSXIi DA CKIVSRSIDADE. i8ai. VCom l.Uawa da Commiuia dr Censura, I \Ü f!•' >’úi •) l.fft. .Ü ÇuM pHttU memoram Ksa4 iftwj injormit prtmii •» dmrm vtmifai, «riwM übMiMJl DEDICATÓRIA SONETO. T)Os annos juvenis fructo edesvelo } Talvez alivio de contrários tados , Tm quanto em mil ideias, mil cuidados t £u triste anoite solitário velo : Seguindo otrilho dc immortal Modelo . yf Sciencia ,áNatura consagrados , Eis meus singelos versos mal traçados , Dos annos juvenis fructo edesvelo : Branda os acolhe ,Tu ,que dNatureza Das Lustre ,edás ás Fdhas da Memória , Honra ,Aiuui ,aleu Sexo ,Honra ,dBellezn Terei do Lethes perennal Victoria , Se Grata pôde ser-te minha Emprcza , Que teu Approve mc afunda aGloria. * •* . .fcv AO LEITOR, JL^Sle Poemetto não tem semelhança, com aquelles que em nossa língua possuímos, anào exceptuarmos alguma Traduccão ...porisso não faltará quem censure sea objecto ,seu estilo, sna distribuição . . .não deixará d’haver quem crimine oemprego d’aiguns termos scientificos: ainda que delles ,como devido era, usei omenos que pude ...mas não importa :digão oque lhes agradar, porque eu faço omesmo ,eescrevi oque me agradou. Longroiva êuma pequena Villa da Beira Alta na Comarca de Trancoso ,ao norte de Marialva ,outra pequena Villa ,porém mais conhecida por seu titulo de A/arquezado :esta em tempo de Trajano teve onome d’Aravor ,efoi Cidade. Aquella ,segundo nossas historias ,foi povoada por Fernão AJendes de Bragança ,que edificou também seu Castello, oqual em x143 doou aos Templários... Éde crer, que fosse igualmente povoada, já do tempo dos Romanos ;sabemos pois quanto clles amavào epromoviào aconstrução de banhos, onde os podia haver. Com tudo, por uma ínscripção latina, que na Torre do mesmo Castello pude descubrir, elêr, ainda que custosamente ,ve-se ,que esta Torre foi construída pelos Cavalleiros em época posterior ;elta éda maneira Seguinte, gravada em letras romanas: IN ANMO GALDIM DVCTOR PORTVGALENSIVM MILITVM TEMPLl ,RE» GNANTE ALFONSO PORTVGALKMSI VM Et' GE ,CVM Mll.mim bVTò .L ül 11CA» VITH.\NC TVRIUM. 0Castello está todo em ruinas ,mss aTorre bem conservada: aViüa está encostada aclle para poente no fundo d'uma ladeira :erguem-se em roda muitas colltras sobre uma das quaes fica omesmo Castello. 0clima cdemasiado quente ,oterreno sècco ,esterii. Consta que cm tempo dos CavaUtiros era povoação de 900 visinhos, com muitas vinhas :destas nem vestígios ha ,eterá hoje apenas ão moradores: cultivào*se algumas oliveiras, e pouco trigo, Orio Pisco passa ao nascente. Ha ali dual Fontes « 1 'aguas medicinaes :umas snlphutvns thermaes , que tem em dissolução hydro^sulphato» de ioda emngnsj fia :outras são mineraUsadas pelo ferro suiphadalo (o). Os Povos das vesinhanÇ.as vão usar destas aguas em suas moléstias, Como porém nenhum Medico os dirige ,clle* nào {azem delias odevido emprego ,abusando muius vezes ,como «leve acontecer ,tTuin reiuedio preciosa Nest* Terra fu» passar algum dias na companhia do meu estimável amigo epatrício ,oSr. Dktgo Maria de Competa Pinto: sobre as ruinas dsqueile CãsteSlo ia passar muitas noites ,convidado do sitio eda frescura ,depois de eatmosat tardei: ali cotnpuz este* versos: olugar, eaj circutnstaucics mos inspirarão .. . CõOJpuuha-OJ para meu desenfado ,epara mais nada .. . .... Cantei desfeito em pranto Valha adesculpa ,se nâ0vai 0Canto. Bocagi. (a) I.imk ,na mtufem aPartagal ,lallanda desta* Agua* ,dl* • que alia* <uniam tuuh tttthmtm em iloíulmão t*»»« #1°<«e PuI* lirj-1—de Miaelt*a«ita eotiv jnem S, erlvel ,que e»i*ia ,puis «jtt* *llli lc sitíiâ u14 um vltadu de Mttwa‘aãv p«Ju ttdpkfUO dt/êftQs «H 7H* AS AGUAS MINERAES 'DE LONGROÍ VA. POEMA PHILOSOPHICO* I^flTsa ,que aos penetraes da Natureza Linneo guiavas pela mão risonha , Eem seus milagres ,nos portentos delia, Instruíste oPhilosopho ,se, ôDiva, Escutaste propicia já meus votos , Novos tn ensina divinaes Mysterios. Tu, Desfontaines ,JussiEU ,Beoter* Aos Jardins levas da mimosa Flora , Edos thesoiros vegetaes da Terra As chaves lhes franqueias ... Ao Poet3 (a) D’Albion inspiraste em seus transportes , Ecantou da Botanica os segteJos. (<t) ODoutor Eiu.wo D*bwi!», relebre Medico oPoeta inglr* , autor do» Poeuui ,oJardim Batanica ,traJumU» en> bello» *rrso» portugueses pelo Doutor V. P. N. tu Cunhi ,oi Amarei dai Plantai , •tc. tais ui ia mu grania Obra AUitco-PUitMopUica ,aZwnoinia. t *H 8K* Osacro fogo da Sciencia augusta Tu crias n’alma de Berzelio eDavy: Tu de Chaptal ,tu de Foürcroy ,Laplace, De Berthollet, eLavoisier profundo, (Cuja sorte cruel deploras inda), Os passos conduziste ao sanctuario , Onde Natur2 intrépidos surprendem, Eváo rivalisal-i ...Inspira aquelle , Que pretende cantar-lhe as maravilhas. Do Philosopho avista não só prendem Amenos quadros ,variadas scenas Da vegetal riqueza, aPlanta, as Flores, Que aborda esmaltão daprasivel rio. Mansos rebanhos ,sobre arelva ,as aves C Ajudando aAurora dentre os verdes ramos Não fazem sempre dos mortaes o enleio. Praz-me sobre estas escarpadas rochas Velar da noite no silencio umbroso ; Ouvir os pios dos nocturnos mochos , Que aibergão nestes demolidos muros. Caducas sombras da existência humana, Amão do tempo vos reduz ao nada! Nestes recintos não peneira ovulgo Cheio d’assombro ,de respeito cheio ! Destas, cm que tropeço, antigas campas* Surgem phantasmas ereceia efoge ..! OPhilosopho pensa ,enão descobre , Sequer, talvez d’Heroes as tenues cinzas. Detraz dos cerros orientaes ao longe Desponta odisco da brilhante Lua : Argênteos raios para mim rcflectem «H 9K* Das erguidas collinas :olho aTerra Esó me vejo entre osilencio triste Religioso horror de mim se apossa , Enão sei que doçura provo nelle ! Os tortos ramos da oliveira escura Alem os ventos brandamente impellem .. . Ideias mil emil se apinhão n’alma , Evem ferir-me ocoração Mari lia ! Da Bella em quanto sobre os alvos membros Da fria dormideira esparge osueco Da noite oNume, eu solitário vélo, Amo esuspiro ,..contemplando ositia , Onde aligeros sonhos ,talvez meigos , D’Amor lhe pintem deleitosos quadros. ' Mas eu desperto, ódor! não gozo tanto ! Amarga realidade aillusão quebra , Que d’Amor odelirio ae-paços cria. Mas quanto éprecioso ositio ,esta hora Ao Philosopho eAmante, de quem Numes, Tu és ,Amor, tu és, Philosophia. Ethereos Sylphos ,que brincais nos ares. Voai alem ,onde Marilia dorme , Eaimagem lhe pintai do terno Alcippo. Da viva chama ,que meu peito abraza , Levai-lhe ao coração centelha exigua , Um suspiro damor fazei que solte , Correndo amim, vinde trazer-mo ,6Sylphos! Incessantes batei as leves azas, Refrescai estes ares ,que inílammárSo Ardentes raios do diurno Phebo. Sobre elles entornai copiosas ondas «K 16 K* Na abandonada Syria se divisão Estereis campos ,férvidas areias , Eassombrosas ruinas ,onde outrhora Excelsa fronte levantou Palmjra ! Sobre os destroços da Cidade immenst OPhilosopho apenas hoje encontra Amil profundas reflexões matéria. Porém destino mais propicio ,óNymphas , Ha de estes sitios melhorar um dia, Estas collinas cobriráô de novo Arbustos verdes ,arvores sombrias, Ali por ellas as chuvosas névoas Háo de trazidas ser ,dali manarem Pelas encostas proveitosas fontes. Lyco de novo c'os pampineos ramos Aqui ha de também cingir a testa. E,tefrescada aatmosphera em roda, Ha de os princípios diffundir da vida. (a) Mais contentes as chusmas dos Amores Da Formosura háo dc brincar em torno. Aos ouvidos levar -lhe amantes queixas , Piscar-lhe os garços, expressivos o’hos. Este recinto ,que Bellona atnára • Será UHycía venerando Templo. Mais doma Aspasia ,como outPhora cm Patra , Ha dc vir ofPrcccr aAmor eáDcota Ardentíssimos votos :gratos sonhos Esperar anhclante ,c a voz sagrada , Que pela boca d’EseuiAPtr> sôa. («) £! ida”salubridade. <(** produs Ml» **- • dvrsorM Jr«rtif<‘i. «(»ma »» *(»• mviukaa tvw •princiitf luga») uv« paÍMt ,onde «Hat t« caliisáu. «W '7 H* Nas sacras ondas mergulhando ocorpo , Ha de ver outra vez no espelho dePas Saude egraça ,que ao semblante voltão : Echeio ocoração d'almo transporte No extasis feliz dizer contente : "Torno aser digna do Amor da P'riçles. „ Nymphas !as vossas Nayadas de novo Hão de nas mãos offerecer mimosas As aguas suas aos mortaes doentes. Alem aonde dissolvido tendes Nellas, óGnomos, suIpbalaJe-fcrrt , Hão de risonhas as formosas Deosas A’ Belleza offertar seus dons celestes , Quando opallido rosto amortecido Trasladar fóra ,suas rozas murchas , Do vital centro afalta denergia (a), Eosangue incólor ,d'oxygtnii pobre. Entrelaçando ali flexíveis ramos De salgueiros ,os Faunos por entre clles .. Háo de vir espreitar aFormosura Com seus sofregos olhos. As mãos daJas , Viráó áfresca sombra Bella eBella ,j< Scntar-se as tardes do abrasado estio. Zephiro em tanto sacudindo as folhas . Aqui ha de entornar branda frescura . Trazer das flores perfumado aroma , Incentivo d’Amor ,infundir nalma (n)Por este eoutro» lugare» ie ti, que eu aludia aqui iiheeria do. incitadores browmanot tegUimoi ou ítulardoi ;ainda que boje teiiiia •obre e»ta matéria outra» ideia» ,conforme. áphilotophiea doutnoa do smuootlal Doutor I>i\oe»AAli. basibcada »obre aobwrvacâo anatômico» paikvlogica ,esobre apratica do» Hiefocnares ,lúuuvoi ,etc, , «.ou ser vo eite Poema da maneira que ioi «cripto em *3»7. «K •* H» Suaves sensaç/íes ,prarctes novos. Odesvelado Amante áAmada sua Ha de offertar ocrystallino copo , Sentar-se ao lado seu ,beber com ella. Mandar-lhe aespaços férvidos suspiros , Em quanto aBell», dexpressivos olhos ETum magico volver, sorrindo, falia. Ali outro escrevendo em liso tronco , Ha de beijar as entalhadas letras. Sombrio Choupo ,que em teu pé conserva* D’Alcippo onome, eonome de Marilia , Deterna duraçáo teus dias trjáo. Amão do tempo ,que destroça tudo , Fodcr não tenha em ti ,aternos peito* Dc dois Amantes amemória guarda. Sè mais durável ,do que foi seu gosto * Rápido como ofuzilado lume! Nayadas! Vós ali com vivo zelo Heis de velar ahumanidade cm prantos , Vosso* dons ministrar-lhe ,<e doce csp’rançs Infundir n‘alma do moital enfermo , Aquem oMundo eaexistência enfadio. Heis de tornar aseu* e*nçado§ orgãot Operdido vigor ,ealigeirar-lhe , fSc ásaude tornal-o não poderdes) , Opezo ao menos dos terriveis males. ]nda uma vez na consternada fronte Ha dc um riso apontar ,até da campa Sobre ahurrorosa borda embriagar-se Com aillmão da vida. Vossas Roza» Assim cobriio ao Cantor dc Thcio» Ocaminho da mune tcu» paz serena «H f9M* Olhava otermo ,que aos mortaes prescreva Terrível Natureza ...Amor eaLyra Inda lhe adoção nos algentes annos Atardia existência ,que se escôa , Qual tarde amena d’um sereno dia. Sim, Aquaticas Deosas! se tranzidos Dacerbas dores os mortaes vierem "Vosso auxilio implorar, morbosos membros Em vossos tanques chafurdai sulphureos : De seus vapores os tecidos vários Imbeber lhes fazei. Aqui, óNymphas, Jamais heis de negar vossas doçuras Ao Sabio ,que ha de vir de seus estudos Um pouco descançar: nervosos males Virá remediar c’o auxilio vosso* Augustas producções ,do Genio filhas , Farão de novo resoar seu nome , Em quanto aqui risonho em vosso grêmio Em meio do prazer colhe asaude. As Musas immortacs aseus mimosos Hão de almos versos inspirar benignas : Do mago Chaulieu tomando aLyra, Que ousado eu pulso, gozareis, óDeosas, Talvez um dia ,de Cantor mais digno. Nymphas! outr’hora de Minerva ao mando Brotar fizestes vossas quentes ondas D’cntre as rochas d'Hymera ,quando ovante De triumpho em triumpho obravo Alcides Ia seus bois apascentar formosos Nos ledos campos da feliz Trinacria. Para tornar-lhe as abatidas forças , *W 20 Eos grande* membros vigorar-lhe ,aDeosa Vosso auxilio chamou ;por catre as fragas Vossas aguas thermaes trazeis ao dia ; Enos lapídeos tanques ensinastes Amergulhar oHeroe ;vossas mãos alvas Derramarão sobre elle ondas eondas , Eorestaurastes das fadigas suas. Soube dest arte magica Medeia Com seus banhos limpar ao senil rosto Duro ferrete ,que lhe impõe os annos. Aqui Atcippo, que casava oCanto Da Lyra sua co'a$ argenteas cordas , Em silencio ficou. Sylphos eGnomos , Eas boi las Nymphas ás estancias suas Em corêas tornaváo. Já risonha Com seus dedos de roza abranca Aurora Abria as portas do oriente ao dia. Tornaváo-se visíveis os oiteiros . Eos Favonios mais frescos susurrando , As orvalhosas pennas sacodião Das oliveiras nas argenteas folhas : Das oliveiras, que teu canto, Atcmo (a), *Mcu doce Amigo, ha de tornar mais bcllas. Croai ,úMusas ,com seus verdes ramos Omimoso Poeta ;em paz disfructc Vossas doçuras quem da Paz oemblema Canta mais doce do que oVate d’Ascra. • (rt) Omeu particular amigo ,oSr. Antônio 1 uis de Seabra eSoita , joven do maia raro talento eemdiçSo, collaborador do Cidadão 1.iterai» ,eautor descelloate» VcTiOl ,toluc *natureza ecuhurada* •Uveiras, eoutros objectoi. <W si H* Do Ceo fngiáo siinlillantes astros, \*,r Amanhã conduzindo, de seu somno As aves aeordavão ,homens ,tudo. Alcippo, entregue aseu cuidado amante, Não prova os meles de Morpheo suaves : ALyra ,que ás scieneias consagrara , Tinha poisado ,ena sonora Avena , Da sua Bella amicipando avinda. Junto da fonte íei cantar Marilia, % »i 4 «K «H* NOTAS, J'\T nenhnm soror enrortTtt fati,ratoriatn*afe fritaria! .tefrrodrt o* principio, d* nova Qtiitr.ira .aralorirarío eminarslissrS© da, agua* ynedirinaes :por isso junto aeste Poema as sesninte* considerações, qoo dedati dos principio* da Scienei* .«ltimamente expostos nas Obras d* 1)*tt ,Va-t-Mo** ,CcMtUO, Ofbstsd. Qoando en tWer conhecido, como insolícicnte oo errore» esta theoria ,gostosaroeme adesaprtf sarei ,como sempre rostomo fater ,toda r« qne oestodo earefleaio r>e rhrpio amostrar era oeira parte eterdade. EUa é©amco termo •qoe me dirito tse potém dere fawr todo oamor do Pbilosopho 1 J'imm impmiitrt if'o ;cio deve Jasei-o menos do Poeta :U*’**! deeu<j*t se trai, , Ali e» rstcs cotnbinees ligeiros Por rlecmca forre .,.•. PsTTtT tendo qoe pão podemos decompor etfea eenío •ortí •letada trmperatof» .,,qoe a* prrite* d» ferro ,*roja acção íobr* a arca a*- tem etribeid© per muiloe phwec* ocalor da» ações thermeee, rio c«i«t'io rm todos ©a iTrrroa ,©ode se rneoBfrêo Mpdlsi agoaa ..« perecendo-lhe qae econtacto entre oma» eootraa dere ser momentâneo eiosofl t>ent* ©are larrr aa neesaariss reeçoe* .:.qoe aqoelle* min©» i«rs deterdo ter *ido coosemidee ... tende qoe aa fonte* ntdinariea são infleid»* ten»ide»*t»lm#o»# pelea rttaçSe* ,eqoe a» therma** polo contf «rio aio asses constante* em «eu Corto .... qoe *11»* aio influídas pelo r«f«do elecrrir© d* stmoopher» .... alem d‘oo«t», considerei ôee ,qno deito d# tefrnir eqei, coocloe, qucetra* oltitnaa darem ter oma dilTetrnta oi içrm ...FU# *eiitit n» ácombioação tios g»*ea hjfdmgenl© eoatgemo no interior d» terra. £sm gere* *ondeB**ndo-*e prodorem aaga* Io talofito doa mesmo* gare* ,ptal* cm liberdade naqerUa operário ,deta produrir ocalor ,qoe te oberrta o*» açu** taioflamaçio daqoclla* Doido, de*e ter feita por meio do eléctrico. AmioeraUseçS© iexplicada do me*o»o modo ,ereodo qoe diterto* ruído, se encontrem nanuelia aere paraetse elfeii». Julga qo* °* dito* Puído, drt*m da atmetphet» elfloir para ointerior do globo ...*t*. , ele. Qoando rompo* O, t*r««* ,qee dlo lugar at*ta net# ,to linho adoptudo »»ia bjpeibns ...Hoje portm acho-a inreiratnenta inadewia- ,,„r. Obpdto-anio td muito aceíiieolalmeiile **iste ua atiootphe*» ..• ©etiçenio delia como ha de pet etrur ale «*e» logatea subterrâneo» *|U «uentifladet tSo amfetmr*. epor onde? Omento digo da «|#eo1e»UB<Ja •wuiullbtdo pmtoular. Maa, náo obauiu# ©qu» w*b© d‘Mp« ,cot»- 23 H* lugar ,qtie me psrecc com elTeito admittir om» explicação^ que tenho por mdto plsnsitel .eoflform# ao estado actual da Quimica. Aanalyse ler» demonstrado como elemento» primeiro» de todo* os Corpo* oojrt.ffenõ» e'' rdrngenio : estes em quantidades iguaes ronstituião »matéria primitiva inorg.icira do globo :ocalor ,ou síja Unido par cuItT. ou seja simples medificação do* corpos ,combinando divprsam-nte «qoeile» dois elementos deo origem áorganisario d» terra* Oc8lorico poi» que só coro ooxjgenio tem affinidade .fazendo abandonar uma porção daquelfe na matéria primitiva .adeixou sohrec.ombinada dliydrogenio ,ao* mctae» forâe produzido» .,.este* deverião «rcupar ocentro de no*so planeta :oque aobservação eocalcula parece terem provado. Estes ,oxydado» ,constituem as terras ,que cobrem asuperfície do globo :estes oxydos ou terra» devêrão Formar-se «o mesmo tempo ,que seus metaes ... ocalor applirado aestes ,reduzidos ,rxtrahindo-lhes uma quantidade relativa dbydrogenio ,deva fazer desses corpo» um oxvdo tassim ellcs se devem ter oxydado eproduzido as terras. Objd'Ogenio, posto em estado livre per meio do «alor no owgenio da matéria primitiva, combinando-se com ootveenie, que tinha sido eitrahido ,produzio aagna .. . nosso globo pois tomo* «ms fôrma orçanies. Póde ser qu» esta sc produza do mesmo modo no interior da terra ,se soa matéria primitiva inorranica se aehsr em al. pumas partes neste estado eem circunstancias idênticas iqutlla» referidas ,podendo ocalor ser emrrtSdo na mesma matéria não orvanisada , per meio das influencias eléctricas Amaneira d» pilha de Volta .QniXivcos de grande nome, taes como Davt .Vas-Moss .inlvío quo porções do globo podem existir ainda naqu-lle estado ...Por isso con- • •errei olugar do texto, applícando-íbe esta explicação, não ade Pa- * Vtijr. Quanto Adecomposição da agos pei»s prrites ,tverilade «yoe n“<s póde tef lugar da maneira ,qne tero «ido por muitos concebida ,parí* dessa sorte produzir OS pbenomroo* do calor nas thermaes, eqo» Pamnc combatia. Jolgavão que uma das partas conaiitaintes daquclle fluido , Ooxygenio se combinava coro ometal (o ferro) formando trm nxvdo ; que ohydrogenio da porção decomposta »c ponha cm liberdade ,disnolvia oenxofre, ese tornava hvdroçenio snlpburado, oqnal mm-rsli. •ara aagua restante ,combinando-te com ella •oealorieo ,ahsndonido pelo oxygcni oda otydacío ,produzia ocalor ,etc. .etc. Maa aaeua aem oauxilio do calor ,oo do Oív-enio do ar .não póde oxydar oferro ,apenas ooiydula ,cesta operação Ain»ofTieiente par# aprodução dos phenomenos de que tratamos. Aqnelle fluido todavia pó le tobitituir-se por inteiro, oo aem decompor-se, ao hvdro-emo do metal :como x> mesmo livdrogrnio não tem affinidade akntma para ocalor, todo o que se produz éconduzido pia asoas aqoclla parte livre do hvdro-emo combina-se com eenzofrp do sulphurcro erorna-»e acido hrdrn.iutphuroto. Para e,ta operação plcnamente sc effeitaar éneecasario calor pel» parle d>enxofre na pyrites: mnqoand» amassa dos minaraes ,sobre «pie acti)a aagua ,&considerável ,ocalor éji demasiado svè-»e que em muitas aguas th-rmaes atemperatura érievadi»«iiin, Todavia o» sulphurero» de aoillo epaUutfa decompõe aagua na ortna! temperatura «la atmospbara tum gtaudg calor vproduzida ,•muito hydro- -V y '* * *(*( HK* grnio garoto se desenvolve. Este mpdo de mineralissçâo ecalorlsaçâd póde erdítir em muitas aguas, Aquellcs sulphnretos devem encontrar-se ao interier do globo ,assim como ali se encontrão os dos ootros metaeM Diversos saes daquellas bases sear.bão êm dissoloçâo n*nma grande qaantidade de fontes :as da Longroiv» contém ,coroo já disse ,bydro-suljustos de soda emagnésia. Moitas explicações destes pbenomenos da ealorteaçSo das âgaa# ferio dadas por diversos pbysicõí eqoimieos; todas tio foteis, qnanto erão as bases sobre qae eilas Se fnndavío ,os diversos systetnas que teta dominado aphvsira eaquímica. Omais prompto metbodo de cortar todas as diflVoldades ,qoe esta matéria na verdade oflefec» ,éaqualla do Dootor Ricbabdot ,quando tratando das agois de Plomsibbs t disse «Estas agoas »So natoraltnente quentes, assim como ootras jlo nalurai mente frias ;porque DEOS assim as creon. » Bokabk ,eultiman-ente Th*i*abp ,attribu*tn ocalor dss agoas á' ina passagem sobre camados de snbstancias aqnectdas Mconsequência tPoperaçôes qnimicas ,combinações ,decomposições ,ete, ,qu* tenhão logar debaixo daqoellas camadas ;mas como se operio ssias decotnpoeiçôea tem oconcurso d.: agua ? .Dt muitas d*Hat no caminho tstreito _Semeastes metallicas tuhstancias for camadas alternas ... 3 Creio qne entro reodn da caloticsçâo da» agoas pdde ter logar f maneira da pilha de Volta ... na pastagem delias sobre minerael , oe alternados no interior do globo ,Conservam uma perpetua rtacçãa las forças eléctricas entre si. Davt fazendo passar uma pouca dagoa por um tobo ,posto em torannieacSo com apilha Voltaica ,vto qu* eiia te elevava aum grande gráo de calo*. Aacção da pilha conserva-te por um tempo indefinido, quando ahumidade servo de laço entra oe diüarentr* discos ... «As montanhas compostas de caroadat altsrnativas ,diz Dri iMr rnrsi* ,Jornal de Phjs, Tom. 6o, p. 237 ,de aubatancias melai licas ,de pedras magnestsna» ,mica* ,talcos ,serpentinas ,formão especira de pilhas galvapicaa mais ,ou menos activas , umas das qnset são positivai, outras negativas.» Este (Bodo pois d* mineralisaçso das aguas me parece deve ter logar em muitas delia*. Oterreno de Longroiva consta de camadas achistosut egranito t equellcs são srhistos ícrugtnosos ,niagneaiaoos etalcos»* ;nellc» encontrei varia* granatites *outros minerara de ferro. —Dei uma detcriprSo Topographita detta Terra em nata Memória ,appretentada àAcuda» mia Aacionai das iktentutc de Lu*»Oem >818, saeamlmenlt imyrest» rui tuat Actat.