scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

Sermao das lagrimas de S. Pedro ...

Antonio de San Carlos

Full text

SERMÃO *> DAS LAGRIMAS DES-PED RO N A s. caza DA MISERICORdia de Coimbra; P P P P [ SENDO PROVEDOR [ D ° M FADRIQUE antonio DE MAGAI lliaes 8c Menezes Senhor da Barca, &c. [ P KE G A D 0 I Pe u o p. m. antonio de s. c^rlos | Sonego S ecular da Congregação de S Ao ao Evã- \ geliBa , Lente de Artes , Qp Theologia no feu Collegio de Coimbra . P P P P P P p P L DEDICADO |AO I^mo. p. M. ANTONIO DA CONCEIÇ2o Saro, Geral da Congregação do Evagelifta. P P P P P P P P P P P P EM COIMBRA, Com todas as Licenças nece fiarias. p JNalmpjeflis de MANOEL Dl AZ ImpreíTorg da Univeifidade Annodei<$7p. f ' ? 1 !b ; * ’ N í / ■ / ' : (J ■ ,f ' ; ■ '• ' ‘ • t . ...... . . : J, • ' . .. ^ ... , . , , _ ■ $4 *' }’, * >v» •. - . . ■ ■ ■ "Js. ■ ■ % ' V 1 * r : - • ■ * >; 2 / / DEDICATÓRIA. Everendiffimo Padre : para navegar figuro em o mar de tantas lagrimas, me kc fempre necefíaria a e liei ç ao do patro¬ cínio', conjtderei que fendo oSermdodebü y Príncipe dos Prelados perfeitamente ar - ttn > era devido fer dedicado a outro Prelado ^ & ar mente reformado: & como napefoa de ff ojfa tfor^iffima venera no fia Congregação hum %ello Trat &lar > logo meu affeBo fie rejoheo no oferecer, jeu * ^ Sermão de como hum entendimento retratou frecZ0 ' hum coração feu arrojo,&’hüavontade feu tendo n: eune fia affe&uofa lembrança também per¬ di^ V 1e me louvem aelleição do entendimento', a infa do coração-, apropenção davontade-, aceite P^of l fynuZ endt Jfi ma ejle obfequio pois ndo tem nada de en lQ J ^ m eu em o oferecer, nem V. Reverendif ma i Qni acet tar, pois tenho pera mim, que ambos obramos ^orç^ erto ' > Reverendiffma em me communicar fate^faXçndo o que deve por ndo degenerar do fer, que eu no ob fequio defte Sermdo também publico o \h 1 acerto )pois 7 ícl\e fempre confefoas obrigações ,em %^ lrü °- Guarde Deos af^ofia Reverendiffima pera tiff ro da 720fia Co 7 igregaçdo, Qf de He feu (por tantos °0 obrigado Antonio de São Carlos. licen- LICENQAS. P O r ordem dos Illuftriflimos Senhores dores vi efte Sermão das Lagrimas de São I " dro, queprègou na Santa Caza da Mifericor^ deita Cidade o Muito Reverendo Padre Meftre tonio de São Carlos Lente de Theologia em o Collegio ; 8c nelle não achey couza que etic oíl noífa Santa Fê ou bons coftumes. He o aííump t0 . Pregador dividido em tres diícuríbs, que vem aí* er * • grimas do entendimento: lagrimas do coração: mas da vÕtade. Deites tres dilcuríbs colhera o tres interefles. Achará feu entendiméto o florido P el ^ íè recrear: o coração o pio pera íe enternecer, a de o doutrinal peraíeguir. Em o Collegio de V o1 Senhora da Graça de Coimbra i.deAbrilde Fr. IoZe de Oliveir#’ v I por ordem dos Illuftriííímos Senhores M/ 1 til» íidores Apoftolicos da Inquifição de C^' cfte Sermão das Lagrimas de S. Pedro,q ue P 0 gou na San&a Caza da Mifericordia deita Cid* d L Muito Reverendo Padre Meftre Antonio "de S. Cf ‘f - - , \ow Lente de Theologia em o feu Collegio de São Evangeliftaj &íuppoík> que osSermoés deLag r % commummenee faõ dignos de fe imprimir, Leytores podem achar em elles motivos pera > c 2 fo pender, efte com efpecialidade merece ler imp r r LICEKCAS; ^ 0l feelloquente, doutrinal, engenhozo, pois as mefc k s * a g r irnas do Príncipe da Igreja que ella nqs pro0 p ^ P or amargozas exemplares , meritórias; moftra a p 0 l * e S a d° r ,q u e também foráo difcretas, generofas, & ^‘ar d n p^ aS 5 a ^ m ^ ue P°^ em os < í ue lerem 0 Sermão diferi ~ ut ^^ e ^ P e ríbadirem a que a mayor niais faber chorar peccados; a generofidade ^ira 1 re deixar vileza de culpas; a fortuna verdaleryjo j c an Ç a r perdão delias. Ifto me parece no Col- ^ S. Hieronymo de Coimbra 3. de Abril de 6 yy t Fr . Luis da Purificação. Imprimirfe efte Sermão viílas as QualifiCa Ç oês jun&as, & depois deimpreílo torne pepera c * e Co ^ferir com feu Original, & íè dar licença h g i° lrer > & fem iífo não correrá. Coimbra em Mee ^ b rild e ióyp. ttaide de Ç afiro. Sebafiião Dinis Velho . ^ ?, def e imprimir. Coimbra 21. dçj A bril de 1679. ■ D. Fr. t/lharo Bifpo Conde. e drc L I C E N- LICENQAS. M Anda o Príncipe NoíTo Senhor, que ° P dre Meftre Dom Luís Lobo , feu P re S a 1 veja efte livro, & informe com íca p aie •Lisboa ii. de Mayo de 1679. O Marque^ Presidente. Roxas. Bafi 0, E S te Sermão das Lagrimas de S. Pedro, v , ^ ordem de VolTa Alteza , Sc nelle couíà algua contra os bons coftumes, p e * |é fendo Voílã Alteza férvido pode ter licença P^ imprimir. São Vicente em 19. de Mayo de D. Lais da A'flettf tõ Doutor & M. Iubi^ 0 Q UE fe poffa imprimir viftas asLic e jh San&o Officio, & Ordinário, & de »^ í 0 \v impreíTo tornará à mezaperaíe taxai, ^0 ferir, & íèm iítonão correrá. Lisboa 3. c!c de 1679. Roxas. Rego. D. BafioI c $ ^rdatm Foi. x. ejl Petrus t/erbi Donnni ficut dixerat: ifptfrre. Marc. 14 . Lfíf° r as fl evk amare - x 7 - e J us foras Petrus jiemt amare. Luc. 21. ERPLEXO na confideraçao de tan¬ tas culpas me não fabia determinar pera relatar tão juílas lagrimas; & aflimjendo os Evangeliítas depois de admirar as finezas do Divino Meítre, vim a encon¬ trar com tres negaçoens de Pedro, o qual movido a tres lembranças, T^ecordatus ejl ‘‘Qtiçio 1 * P etrus verbiDommificut dixerat , por bek def eni S divinos olhos, Converjus Dominus refpexit Petrum, Cirnas • S^ 0U com tres correntes de muitas, & copiozas lalln que, fupporemos as tres negaçoens como refultan- ^° rr ^pQn| r ° S v t antos esquecimentos da parte de Pedro , fem í tre S lem! C t ^ ^ n ezas d° Divino Meííre; fupporemos também, ^as yja la uçasde Pedro, como tres effcitos cauzadosdaspieVtivo ^ d °s Divinos olhos, & fuppondo a Pedro tres vezes Si t res } ^ tr es vezes lembrado, fe veyo Pedro a defempenhar b\ to d () 0 C ° rrent:es de fuas copiozas lagrimas: eíle confideroeu lí ^dor° q m P en ^° dacaza ; & eíle julgo fer o aílumpto do / 9 ta m bem a devação dos ouvintes. Co ^iiia 5 ^ a ecem ° s a lançar as linhas pera levantar tão grande ma- • Nq 2 V Çí nie i ra negação confeífbú.Pedro o erro no juizo dicf^Va efci °^ u c ain da que em fua companhia eílivera , que 11 0 t rogação, em que vivia: na fegunda negação de- *° „ eit0 no coração dizendo, non novi bominem , que °<^cftavafeu. e ^ta^ i i aVH leu coração de o acompanhar, que nem ainda I? v Oii t A a conhecer; na terceira negação manifeílou a culpa v 1 c ‘ i zenc ^ : Capit detèfiari, que dado cazo que o co11 Pera 3 0 H n t aria mente o deteílàra, ficou o galeão S. Pedro, Melhor dizer, o baxel de fua conciencia ccm eílas tres A negaçoens 8 Sermão ^ ro,qiie nacerão do conhecimento de diferetas, ut cognovitp^ Iefus accubuiffet in domo-Pharifai lacbrymis capit rl Â^ re Jj x <y Vetido pois Chrifto que as lagrimas, que a Magdien ejus. ver ceo Glof. hic. rouemcazadoPharifeo erao primeiras, Sc que a $ que . ■ portas da Sepultura erao fegundas, & vendo tãobem que a Y meiras forão choradas em caza do Pharifeo, & por primeva ^ cluhião o conhecimento dediferetas: &que as que ^^5, chorou na Sepultura naotinhao o conhecimento deeqtefr 1 ’ aceita Chrifto as primeiras lagrimas em caza do Pharifeo, s 5 tamente as engrandece, dilexit multum, Sc as do Sepulcro as não aceita mas juntamente as reprehende, quidplorf s - g, redarguens eam , moftrando nefta repreheçao, que jà n ^° / f orr ja a tia aos Anjosoreprehendellas, masque sòpor fua conta c ^ l0 f regeitallas,^'x/í <?z Icfus,mulier quidpioras> E aíli tanflbçfl trou Chrifto em caza do Pharifeo,que a aceitação das Magdalena por primeiras, & por diferetas não queria qu eC \\tf, por conta de outrem q engradecellas, mas sò polia fua o h^^çei- & converfus admulierem dixitSimoni vides bane tando,& agradecendo Chrifto eftas lagrimas pos os olhos 0 ^ ^ $ dalena, Sc ao mefmo tempo começou com altas vozes a Simão inclina a vijla pera ejla Magdalena , em qtie etl ^ ponho os olhos , altenta bem , &faberàs, que efia fij> f j efi* obrigou com fuas lagr imas tendo aprerogativa deprime 1 ' 1 ^^ f lê* fiy, a c p l p com feus cabe lios formou pera mim prigoens , & c pafy limpou fuas correntes : efiafoy , a que não sò me deu o f '^° s s» mas feg^as mayores demonjlroçoens de amor , efia fiy, a P ie r 0 j P diffundiofobre minha cabeça 0 oleo , que era necejfario , m aS ,J 0 p P difpendio extremo ga, & efiafoy,finalmente (acabava CMp fiypi' negirico) a que me obrigou com eftas lagrimas afii P°. r mas primeiras, Cíepit rigare, como por ferem lagrimas uc cogtiovit, é por eftas ragoens as publico por amantes , por diferetas , multllill, que como não ha muito amar f etJl ‘ ^ â entender , nihií voíitum quin praecógnitum, quanto tn# 1 ^ amantes ta n to mais tem de diferetas , dilexit multum- ^ Redarguão pois muito embora os Anjos aslagtim* c ^lc iUr ^ das Lagrimas de SÜio Feiro. 9 ^ n e í a > nao as aceite Chrifto no fepulcro por ferem lagrimas fe- ^^.^veasemcâzadoPharife 0 porferem lagrimas primeiiijjj a c *das como difcretas,que também as lagrimas que o entett- ^ de Pedro chora, tem muito de difcretas, tem muito de entran 1s> P°* ls f orã° as primeiras,^//, que fuppoíta a fua lem¬ as- ? a > rec °rdatus 3 excitada peilo divino Medre, r efpescit^ íorao J m ç has ( como digo) que fe verterão em fatisfaçao de fua cul5 M Cr ? ^° defua pena, Capitflere , capit compungi. üce f a ' * S j. r as ^grimas que Pedro chòra à viíla do átrio do ponti* Pois n, ° ^^ Cretas p°r primeiras, nem menos o faõ por apreííadas, P a > r«f ^ le P 03 Chriíto os olhos, & Pedro fe lembrou da cul- ^ a p QT n a í Us e fl &etrus verbi DominiJicut dixerat , quando a to- ^ , ‘ re, - a leu entendimento, capitflere , fe começou a desfazer 2 ^ : «tnii ho r i{! a ItT \ as > & não ha duvida, que aífi comohe erro retardar as 3 da penitencia, afíi he diferição apreílàr as lagrimas ao emento. Y ‘«iento. v o]o 5 íu das a feu Meílre, & a feu Meílre negou Pedro, & Math. 16 ? Ca nzad e / a ^ va Pedro, & acho,que fe perde Iudas, pois qual foy s fendido > \T ceíros ião encontrados, fendo o mefmo Meílre o ot- * *fi P etru ' ^isfe Pedro fe falvou porque fe converteo, recordatus ^nit ent S} Iudas fenao devia perder porque fe arrepêdeo, to , Sc . u 0 l a | ‘ u %us. Ora notem, Iudas depois que vendeo a ChrifSeci,; all e de Gethfemani o entregou, deu muitos paíTos no ^ni eato 5 nt0 > de forte, que entre o feu peccado, & o feu arrepenBjir, Si ju ^o conta São Matheus) teve Pedro tempo pera ne- " L >ou a ntamente P era ** e converter > & iudas ainda quando fe 7, n ^ arr j e P e u der, licet autem mutaverit vohmtatem , tamen fe,; - ™ , - ^fezer Lntat * se xitwnnonmutàvit, retratou a feguada vontade è t0) [ mi]dan ? a na primeira, ellava o arrependimento no rof- > n ~° n §^d° coração, pcemtentia duãus , id eíl, prapudore , 8c r e ^Over t °| C i aa P enitenc i a do coração, por iílònac foy poffi3 n gU e |^ rla g r imas pellos olhos, pois as lagrimas, que fe chorão, entr e o f^ UG C ° COra< ? ao fe verte, Sc Pedro ouvefe com tanta pref ^efcobrT nG ^ ar ’ ^ ° fou arre P end ^ r, que antes, que no rodo fe a eoleiltimentr» tâ cinf»nrf»riíltma)**t7~k , ^ iêntimento, jâ do entendimento vinhão as lagriB mas ío Sermão as brotando, r ecor datas teppit flere * pois nefla preílà,& íia 5 iieíií tardança eíleve o acerto de Pedro, & o erro c 4 feu P^' erro de Indas era fe não arrepender com preíla, & chorar ^ ^ eado fera detençaeíleve o acerto de Pedro em fe arrepen ^ ^ detença, & chorar a toda a preílà. Penitencia nas p a * av lagrimas do coração he erro de Iudas ; fentiniento no coraç^ ^ lagrimas nos olhos he acerto de Pedro; acertou Pedro, P° ^ tendo lagrimas com toda a prefla o rdlkuio Chriílo à iu a ErrouIudas^pois.dandó paílos no efquecimento a imp u defefperação.perdeo a vida, Liqaeo fefufpend.it. 0 jho$ Tem tão pouco de difcreto o peccaoor, ; q u e abri ndo o _ t0 . pera ver a culpa,os tem fechados pera chorar feu peccado, \* Q <j da a deteçadas lagrimas he pera Deos crime , & qualqu^P p e0 $ dà fem as verter he pera Deos delitto. Pecca Adam , c \\r Gcn tf' 3 • tirar refidencia da culpa, & dando paílos era o Paraizo, a ‘ Jja, v f r I-9mava, vbi es ? a donde eílàs ? Pois fe a Deos nada fe lhe & pera que pergunta pello lugar fera fazer menção da culp^ cü lpa, quiz Deosreprehender a Adam não tanto da fraqueza ó ^ l eS > comodaindifcriçao, ou da tardança das fnas lagrimas acrecentaacnteriinha, idejlverba increpantis , & ad.cof .^ el # çogeniis , &nonxgnorav.tis , que neílas palavras, não rc ^ r0 u e l11 Peos tanto a Adam da culpa, como da tardança, que m° confeílãr feu peccado, & da muita ignorância de não tn°, „{$• preíia feu delitto, vem cà Adam [dizia Deos} vbi es} adoi* u tivefte olhos abertos, apertifunt oculi amborum, p el ' a . ilpa, tunm,quod nudus ejf t emlos ainda fechados 1 mflf foil (Ti/), -íJ/vn/ía aÍV^cÍ' rllítn llO ílUC't^^* ve :;> chorar teu peccado! vbi es r adonde eílàs? diílo he que x f^ e do, verba increpantis . Mais [continuava Deos] abertos pera ver o lugar da ofíenca, pera que efeondendo mo lugar da oííença, a.fombra da arvore da culpa te jyfi » , Q paro,òt o lugar de abrigo, abÇcondit fe mmedio tigni *- ^ e pd tiveíle eftes meímos olhos fechados pera não ver o rio, \ f 1 lugar de teu goílo vay correndo, & todo o Paraizo s2 d^ffo\ flavius egrediebatur de loto voluptatis ad irrigãdumf '^°. rí pera. que deíla.forte,aíü como o lugar da culpa depoi s d ^ das Lagrimas de Sao Pedro. n . também as lagrimas daquelle rio depois de vidas filiem de exemplo; ou também, porque aíficomo o lugar da NT ^ porta pera a minadas lagrimas da quelle rio, te forern corrente pera a Bemavetiturança, ad migandum Para-' affluentin álerncc juc und itsttis , ' não te reprehendo 4sn da frac l ueza da culpa(rematava Deos) como da indifcriçao ^ Uca n * a £ cin }as, pois a tardança delias ainda que íeja de hum ubi ) os ’ peta mim he culpaeílã pera mim he delitto, VeTJa ad confeffionm cogentis , & non igno- ^q Ue ^‘^ e ^ c infere, que he devido ferem lagrimas mais difcretgs \ pera o bem da alma mais fe apreílàõ. Adoece Lazato, Cli -a 1 v w»auiuMiiaia íwaj^iwuu,.. _ — --—rsr-.+m . rJ!!í.° a Gamado de Martha, & Maria, & vendo a Maria 1oan • 1 1 • clt i 0ro 1 cnamaciocie Martna , õc Maria, ci venao a Maria IU ^ntejn-Y^ V 0( * Q 110 coração reter as lagrimas, vt vidit eam pio1 3 ^P 0 * r ll O’«. vencagens na cnicciçao, ecte. qnoimao arttaoat l A ^p Q lsae fiaria; também chora,porquea naojulgão por diferefer nxo, 3 le a nao publicão por amante > He o cazo,;LaEãro eu-., c ulpa 3 ^ ha^aro morto, he figura de hum peccadoc tocado da Maria Co ni0rto 110 eíquecimento, difcurfavão os circundantes. ta ’^ Ch° , f i a jC I uc l c Chriílo aqui edi vera nunca Lázaro morre--. PaíTos Co ll *° a penas chega, quando logo o procura,&áos mefmos' yje, (çj> ^ 9 U e o bufca, verte lagrimas com que o chora, veni , & ? C lrc ü \ \{\. n iGtlls ^ e f us \ P°is eftehe oq mais ama [inferem. So e a an tes] & não íao as irmãs as que mais querem: Sufpe- ^ r ° na ^ tant °asiagrimas; que não sò deixarão enfermar à Lamas que o .chegarão também a ver fepultadono ef- % nrio J t Q,;| í ão eílas as lagrimas entendidas,as de Chriílo fi, 3 P err nittem queLazaro edeja na íua companhia morto, ® a prefià o bufquem,& juntamenteò chorem, .veni % thrx rSJ Ln.rU~ .. nr r . 1 1 i _ O. l( i e ft? / f lclld<JUUI 4 uciii,c\ juuiarnenieuuiuicii 1110 cc/ír y ma tus efi Iefus ecce quomodo amabat enm , & xoí* cé £iiu ma * sama , h e o que melhor entende, nibilvoUuimqum Q^^lara fica,que publicando os circundantes as lagri- ^lílo por mais amantes, as julgarão pormais clifcretas, i UCAn h,:- -_1. i vir . _ i_ • a c on íuir, que he devido ferem lagrimas mais dil cretas ; B x aquellas, II Sermão aquellas,que pera o bem da alma maisfeapreílãõ,do qúèaqüelH que pera o arrependimento fe retardão. 0 jg Mas que lagrimas mais difcretas, q as lagrimas de Pedro, à viíta do lugar da culpa, em hum abrir de olhos da lembranç^ ^ do fe aprefloií pera chorar feu delitto. De mais, que fe Àdafl primeiro em fy a culpa,que em o rio as lagrimas: fe Iudas P r j n1 ^ u ub íagmiiíiis; íc r ^ em fy vio a ruína,que em o coração o fentimento: fe as meiro virão a Lazaro fepultado, que com fuas lagrimas r e . jue também Pedro feguindooutros paííòs mais difcretos,prim^ r ^ Iudas,& Adam, primeiro que Martha, & Maria, primeira 'j fy as lagrimas,do que viflè em fy a culpa pois apenas a 1 e fl ta ça abrio os olhos pera vella, recordatu j* , quando o entendi 111 a toda a preíla brotou lagrimas pera fentilla, Cccpitflere. Mâsfe as lagrimas, que o entendimento de Pedro chor > ^ difcretas por primeiras, difcretas por apreílâdas,nem n^ n ° s Jo*- por refolutas. Abrio Pedro os olhos defua lembrança, 1 e gr conciencia preza a feu entendimento com os laços deh^ 3 ^/ ção difcuríàva nefta forma. 0 temor defies inimigos, asf r £per - - peccado, não só he temor, mas covardia', arrependernie à v! J [ . mefmo lugar da culpa,he acção alem de diJcreta,generoga \f° Jiff só retrato o que neguei, mas defprègo aos mefmo s q uete,nl ]L r p â ' fando com as lagrimas o que neguei com as voges ; & menosfJi oi r dem buas voges, do que defenganão hãas lagrimas. FvffJ. , põd gèpera chorar meu peccado , não só he temor , mas cova j J if r ' . . ' Wa,4f. defla ancilla me figerão negar, me obrigarão a ojfendcr _ derme agora à vifla do mefmo lugar da culpa ainda que jjjt ção não só dif creta, m asgenerofa: fugir ao longe sòperac hfl r \, c não só fujo a inimigos , mas largo o poflo aos contrários ; & £°op n quef go o poflo tomo fraco , & fujo como ''covarde', quero pote Jl 'e diante defles que me vem ,fe à vifla do a trio em q iie e J $ ojjf neguei como fraco , agora não deixo de chorar por temerogo* ■ > ^ ? /7 /r for ado lugar da culpa , mas à vifla ante 2 Ctvinm,femfu& r ^ gos,aqai tne quero arrepender , aqui principio a chorar, E reítituido Pedro à graça dos divinos olhos com eV1 , iní-Aiíf* flHP m-í;o r„_:1 X _ ~ n AiirriCílO infere, que mais facilmente reílitue à graça adifcriç^ 0 \* s das Lagrmds de São Pedro . *3 '<113 3 ^as refolutas, cio que podem livrar da morre as mais excefíiPenitencias. annos havia que Abfalam eílava em lefsúr privado da | 4* T * çj| defeu pay David por pena da morte de Amam em* vinganfejj^ 7*íto deThamar; fentenceado eílava o povo cie Ifrael a que T p, 5 , lu r.r , ec >ece a morte por enveja de Amam, em odio deMardocheo: * *j° 0 Capitão Ioab que hüa molher chamada Teuchuites na * P l0r a de hum feu filho fallace a David pera reílituir à fua gra Ordena também Mardocheo, que Eílher falle a jjyjfchm. 4d a J )era ^Ue fufpenda o decreto da morte de feu povo; perfualando a n C ^ uites P e ^° Capitão Ioab; entra na Salla Regia, & faib)avid refoluta, confegue logo o que per tende, vivit D o mi - (tçfpQ j 11071 cadet de capillisfilij tuifuper terram . Yiva Deos, ~ D avid > a Teuchuites,] que eífè filho porque me pedes a ^hãodeofíender quenemem oscabellos ohãodeche- ^ en t r ^ avar • Perfuade Mardocheo a Eílher, que da mefma forJ IfQ Jqp. - -? I P°nd e pai a ǰ ? & rogue a AíTuero pella falvação do povo, refjç p(ir W W 5 cx ivgue u .ruiuero pe ihT *. a M aidocheo toda timida, & covarde, quomodo inle * de aj-* lr %inta jam diebus non fum vocata adeum ! Como me c °m E|^ o eVer a entrar no Paço,fe trinta dias ha que me não aviíto Iíla uda fegüda vez com império Mardocheo a Eílher, K), 7 W' l a f ft ha regia a deprecar a AíTuero pella falvação do H* nandavh Eftber, importunada, &perfeguida entra t ^to cl ler a ^ a ^ ar a ' A ‘f^ iero 5 & 1 ° 8 ° nas primeiras viílas deu ? ,lç loH le Ü^nílraçoensd.e lhe dar hum bom defpacho, pergun- % udo’i PetiÇao era a ^ traz i a ’ P orc l ue í è meyo Reynolhepejcancari!» mdíi aÍVü dpmonflrarSn dp nfferrr» fenão Aíf Ve ° Eí>r nçaria ’ cõ roda eílademonflração de affetto, fenão y { \o a ler a dizer o q queria, no remate de hü banquete torna J a d^i P er guntar Eílher,que era o que vinha a pedir,q tudo haEílher fe refolver em declarar o q queria,o Alo? % refponder,q no dia feguinte o declararia, Crasape - *\epj„ ll>^ laia KJ uv.vjm.~-. 7 - ■ £ ■ ~ J a ^y\ U n tatem meam , Chega o dia, & jâmoleílado Afiüei de tanto fegredo, torna a perguntar a Eílher, ^ ^ ^ aca bafiè jâ de dizer, q petição era a q tinha; proa petição Eílher,& diz afíim. 0 J{ex fi tibiplacet dona H Sermão donamihianmammeam.pro quarogo, &populiM tneurn,f rlf f t1ít que ff UiLÍV Ull'/l 1*0* l rfèWífb v f v w pr vç * - ob/ecro, \>iedozoKey fe vos contenta dayme a minha alm > humildemente vos peço, & perdoay ao meu povo, por ffcaftamete vos rogo; deferio Afluero à petição de Eílher em ^ ^ fe o povo livre, 8c Amam foífe o que morredh: ido fupp oi ° ^ culto agora, donde nafceo tanta reíolução na Teuchuites, ^ covardia em Eílher? A Teuchuites reíoluta ao mefmo p a entra,& o Rey lhe pergunta, quid canpe babes} q u e cauza te ^/ / >7" aqui? logo declara a petição,iogo publiqua o quepertènde, ^ vidua[um ego, <£? qiuerunt extinguere fcintillam meamfâ . ^ |id htia triíle Viuva,que tenho por íingular alivio a dous perdeo a vida em campo de defafio, 6c ao outro que fòy 0 e $ co& cida lhe querem agora dar a morte em pena de feu delit t0 \^, pois eíla traça per tendem deíafeiçoados extinguir minha fami x a Teuchuites tão reíoluta ? & a Eílher pera intetar oq Lie P tantas vezes covarde? tãtas vezes temeroza? Si; E note a c ^}jet covardia de Eílher,& a cauza darefolução da Teiichuiu^leote pera eflfeito de fua pertenção, & pera alentar o íeuani de excedi vas penitencias íem fazer menção das lagrimai Non comedatis non bibatis tribus diebus , &trib uS 1 iuf & _^ • • / J. .. uri ** 1 Gf ego cumancillis meis fimrUter jejunabo , &-tunc ^ Regem. Povo aíflitto [dizia Eílher] oray por mim, n ^° ^ , vt jejum, permanecei nas penitencias, ntósòdedia, n 1ílS J|4l „ ^ que eu na companhia de minhas fervas vos acompann ar gilias, & vos imitarei nas moleílias, & sò então nte rC entrar na Salla Regia, & a fallar a El Rey; de forte, q| ie P ^ livrar da morte a feu povo,foy todo o feu cuidado valei ^ ^ tendas, fem fazer menção das lagrimas; 8c a Teuchn^ e yor refoiução entrou, propôs, 8c confeguio, porque 1 , Sagrado, que o Capitam íoab pera reííituir a Ablalam El Rey David fora tão advertido, que pera femelhante curara a Teuchuites, como molher difçreta com l a S rl jjff étVs tas, mulierem fapientem Ingere te Jimuld , & vay da entrada de huas lagrimas difcretas,& refolutas; 0Jí , mayores peaitencias, que as lagrimas na Teucnu r ^{d í Ot 1 <p>‘, das Lagrimas de Sao Pedro . £***> & refolutas lhe facilitarãoa confiança, & juntamente o 10 le ^ tu ^ n< ^° a Abfalam à graça de David, revoca puerum %h Í On > & em Eíther as mais exceífivas penitencias fem a difçriC^^gnmasanãalimrão de covarde, Cr as aferiam Rjgj, íç n. rne J 1 osdetemeroza, quomodo intrabo> que mais facilmente do n CUe a S f aça de hum Rey a difcriçao de lulas lagrimas refolutas, th 3 ; U e P°dcm livrar da morte por decreto de hum Monarca as ^ceííivas penitencias. as tei fta Eílher cercada de penitêcias fem a difcriçao das lalk s j atr evafea Teuchuites com hUas lagrimas difcretas, não íedr. ' P av *d 0 defpacho a híías lagrimas refo!utas;que também 4(]^ a pifado mefmo lugar, em que oíTendeo covarde, àvifla (jU e e * m o [como difcreto] fe desfez em lagrimas refolutas, fem a q Ue f Cm ° r dos contrários, fem que o refpeito da caza,o obrigaílè fem que primeiro diante do atrio fe arrependeíle, & kera* choraíle, Recordatus efl Petrus verbi Dommificutdi - 1( r 11 entendimento tornava Pedro a por os olhos de fua tr ° i e Zn J^rança, & dizia : Ah inimigo , que das portas a denMa th. i ® dasportas a dentro me deixas ! Mas ajfi como as 12 ' \^te / ln dfcret as, [porque fe viram privadas das lagrimas do ty°Zo'} ? n ^ Üe devião lugir pera receberem a graça defeu divino * lí c ntenJ° m ° *g norantes tiverãopor repofla hum , Nefcío, também te $e ^ ?nien to 7 porque-junto ao fogo a que efiivefie , te não derreUe r s** viuS) que jt vn ui/t f/i luítuu* * <s 'ozoT 9ue de vião lugir pera receberem a graça defeu ignorantes tiverãopor repofla hum , Nefcío, i e em ^ r>ler }to 1 porque-junto ao fogo a que efiivefie , tenãc \°, tQo^ r * Tnas difcretas, confieierando a teu divino Meflre p reK 0 CTue imente tratado ; narepoftaque também défle à perJ Su e q* te fi%erão te p u blicaflepor nefeio, Nefcio quid dici S\Mas enten dimento> tornando àslugrs de difcreto fifle o chorar, apreçado em fentir, rejo luto em lamentar , Re- ■ ç<ij 0 f ; ^ e tru s verbi Domini ficutdixerat, cspitíler e,recebe u at fljnos olhos, iefpexit Petru.... >oi u Pafloao corte das lagrimas, & à agudeza do juizo fe paiiç^P^meira amarra,que he a que o entendimento negati- %c W 0 a ! C Oncienda de Pedro, & como das lagrimas, que Pe¬ dante do atrio fe formou o rio grande, comefíbu logo a nadar *6 Sermão a nadar o galeão São Pedro, & pofto na corrente deixando 0 to em que eítava, fahio mais fora, egreffus foras , & imagi^^ q ue começava a navegar no mar da graça, parado o galeão,adve tio Pedro com os olhos da lembrança,& vio, que ainda duas atf ras o prendião, & duas prizoens o atavão, & aplicando os d da fegunda lembrança pera o coração, que era o que com a vLf. da amarra o detinha, aífi dizia: Ah\ coração que pouco fiel qwL te\ que pouco leal , que te moflrafie ! como affi recufafie a cotnp*», de teu 1 íeflre] como ajfi negafle as obrigaçpens em que ’$% de ejtas,que não te arrancas\ donde eftàs,que não efpiras^í f da terra tirava o Surrimo Sacerdote lagrimas, quepofias n° r n tioje desfagião em fogo: do centro dece peito bufca tu fog°j. ? Jti desfaça em lagrimas ; & nejfias lagrimas, que te confi írn ^°J jeT> fo&°*<l ue * e cibrage , arder coração, arder , que te não p°fi° u n 1 Igsjã que a Mi feri cor dia divina me pos os olhos dejf er ^ a . ' x ( i‘ minha fegunda lembrança, recordatuseft Petrus Verbi Vo^. a 9 CUt dixeraq E tu coração deixando o rio grande faifle JfaS mar largo-quero que nefie mar chores teus erros,pera f eC Á/r lagrimas livre minha conciencia da fegunda amar ra,cor» f e 1$ des; & como eftas fegundas lagrimas, faô lagrimas nuf cl y S Q t Qt' coração ferão lagrimas com tr es propriedades degenerT s ‘ (0 jij' rojas por animadas • generofas por valentes; renerof** r tantes. \ <> j ( o Generofas por animadas, pois em cada lagrima , > lançava, era hum coração que defpedia, 8c em cada coraç^ ^ recia hda vida, que facrificava, & coração tão generofo, <P r pendido verte lagrimas com efpiritos de viventes , Sc a ^ eI 1 L í ice^ nimadas, tem conhançaeíte coração pera pedir a De° 5C b fuas lagrimas,& que eftíme feus fufpiros. a tf? Pfitw.6. 7. Chorou David de noite, lavabo per fingulas meum , &flratummeum rigabo , 8c parece fe efqueceo 1 5 ^ o 0f zuio de pedir a Deos aceitação de fuas lagrimas: ch ç & occazião,&refolve com figo de pedir a Deos que aceita M,\%. n. P i ros > & premee fuas lagrimas, ne tardes,ne dijfinwl eS a precationem meam, Senhor [dizia DavidJ ainda q ue v das lagrimas de Sao Pedro. i y Jf eílranho, não tendes rezao de me retardares o defpacho,coem nao ouvires o que vos peço,como piedozo; & bei W °° nce, ° ô ^ a vid tanta confiança nefta fegunda occazião, & r 0ll a ^vardia na primeira > notem o modo com que David cho- ^ ^ la ’ & outra oçcaziao,& logo ficara clara a rezao de difiè4^’ ! la Perneira occaziao vertia David lagrimas no defcanço WlTf 0 ’ a oaírentodehumeílra d°; & na % un ^ a o ccaz ião 4f/ ;r a au ^ lagrimas, mas lagrimas animadas, auribuspercipe ' U]° • ns ? j neas ' Vertia lagrimas, que como vivas fallavao, Si co- ^ vò^ç as ^ en riã°;aífi [diz David] poisetlas faõas lagrimas, ^°tada ^ en ^ or deveis aceitar, & não aquellas, porque eílãs faò s e m o lugar do defcanço,& em outro de aílento*. faò Jagri- ^dd Como m o rtasjàn3ofaliam, nem de hum leito ferirão, fieuo lum eftrado fe movem; mas eílas fegundas lagrimas [meu üeflfe ^grimas animadas, Sc ao mefmo tepo que correm, toa s V ao feH anc l 0 > n a o quero, Senhor, que neítaslagriP'rJ pe J la *s os olhos, mas que lhe apliqueis os ouvidos, auribus ° üv ! r > ttT : ” r y mas fneasin^o sò quero que não haja tardança em as ^cijte j nao diífimuleis o aceitallas,^ tardes , ne dijfimules C ° ra Ção e P recatl °nèm meam : porque lagrimas, que faindo de hum ç lpirito s | Qnero ^ 0 reni em fy alentos como vivas, Sc incluem em íy q Ue ' R imadas, bem heqDeos lhe ponha, nao sò os olhos, apitas Uasv °zeslhe aplique os ouvidos, auribus percipe la - ^ener^r ^ 5 1 le fi^ eas q uonlam advem ego fu ^ a $*Cln<* rnm f>fníritOQ df» animada* ■ J-t* 1e c ° rr cm, não sò alcançao de Deos o que pertcdem, mas i7. .° n legueni cem ventura o que procurão. et nulia cercada, os moradores perdidos, Iudith cui5 ** como maisdefveiada no remedio de todos, pera aver jim. Lagrimas pois que com efpiritos de animadas faliam ao mefmo ^ e a lc^ " ^ j m o mais dei velada no remedio de todos, r ^ e ^ eos m a osòoamnaro.auec!ueria.mas ofa \ u Ui Ixditb. Va c\' '~ >eos 5 n a o s ò o amparo,que queria,mas o favor,que * 7 ’ L , n & oln lCCa °f ovoe ^ as P alavras, dicamut Domino , utjecun - %Hos U J a P m í uam fi c faciat nobifeum cito mifericordiam fuam , v °ntad e ° . “°r fdizia ludith)pera que a toda apreílã mova fua ^nclo e(| e ? c f t ® fua mifericordia, livrandonos de tanta pena, venc-munigo-, & com tanta prefiã confeguio Judith o que C queria, f 24 Sermão nafcicias de hüa vontade, defcobriremos nellas treS proprie * de afortunadas: afortunadas por penitentes; afortunadas p or cedoras; afortunadas por triumfantes. ^ São as lagrimas, que a vontade de Pedro chora 5 afortunj por penitentes,pois fuppoíla a culpa de hüa negação,o acro ^ nitencia na companhia das lagrimas he sò o que tira a hum P e j 5 dor do eftado da defgraça, pera o eftado da melhor fortuna > tanto que hüa vontade fe arrepende, tanto que hum alvedr ' íO . 0 q lagrimas,logo a conciencia de hum peccador fe vê livre ào f f da culpa,logo a conciencia de hum culpado fe vê izenta d&P fa da ofFençaidonde fe infere, que a penitencia de hum peccao^J^5 fer mais bem afortunada, fe ha fempre de fazer na comp anl!l lagrimas. ^ St Começou o povo de Bethulia a confellàrfe a Deos cujP^as luditb. 8,14 advertido Oziaslhe aconcelhou que fizeílèm penitencia d e ^ culpas, p aniteamus, & indulgentiampoftulemiiS', tt\ZS v j $ Jíg rí ' pitão Ozias que o ado da penitencia fem acompanha 0* mas.inda que bailava,não era fummamente efficax petf f ?. ^ notem o modo com que advertio aos do povo, que fiz&* eíS j e $ rencia, paniteamus^ fujis lachrymis pojhilemus : ò lã pr^ thulia (dizia Ozias) he neccfiàrio que todos os que zentes façamos penitencia de noífas culpas, mas adverti, 9 deíta penitencia pera ficar mais eíficaz, que ha de fer fá í 0 n ‘ u c A** _ r n 11 • fiy milP 0^' - 0 ^ * C 0 ] n a \ 0 s -r-, uvai inauv.uii,az. 3 na UC lCl rnÜ^‘ C • panhia das lagrimas ^paniteatnus fujis lachrymis , & rai J, 5 |ag r de Bethulia unirão o ado da penitencia às correntes de mas, logo aicançàrão o perdão de fuas culpas, que tão em ^ 0 \cr fufpiravão, &logo confeguirão o que queriao na morte fernes, abfcidit caput ejus . Pois sò afortuna de hüas unidas à penitencia alcanção venturofamente remifiàò & vittoria de inimigos; de forte que pera alcançar de P e ° ^ que f e pertende, ainda que sò baila o ado da penitencia» ^ ^ líior que ao ado da penitencia fe unao também as lagrim ’ teamus fujis lachrymis. , t Mas aíli como pera chegar a alcançar hum peccaao , que com muita rezão tanto fufpira baila sò o ado aa pe* ^ das Lagrimas de São Pedro. 2 j ^ melhor fe for com a companhia das lagrimas; aífi também ia Ulm P ecca dor confeguir a graça, que com acerto tanto deze- ’ ao baflão quais quer lagrimas, mas pera confeguir^& alcançar ^ a ça,que tanto fe dezeja,& a graça que tanto fufpira, faõ neceffcnit e ^ as lagrimas unidas, & poílas em braços com a n! \ 0as â g oa s dehüa Pifei na chega Chriíto, & ouvindo as l l0 ^ as Cíe ^ u m peccador, em que dizia, que por cauza de não ter %dfT ^ ° envo ^ vece na c l lle ^ as a goas, fe via em tão laítimozo l 0 „ o ’ mais detença miraculofamente lhe deu faude,& c ^m‘ 1 f an ^ 011 que a toda a preíla tomaílè nos braços o leito,& af er . n ia hè, to lie grabatum tuum , & ambula ; qual a cauza > vem ^Ita paraly tico,ou aquelle peccador dizia a Chrifto,que a ^do G aom em,que o envolvece nas lagrimas,o tinha na quelie efdido’. r era com ^ eu ^ avor recu P erar a g ra( ? a ? q pella culpa avia perD 0fn ■ ^pirava pellas lagrimas, fem fazer menção da penitencia; inpifi le ' } °minem non habeo , ut cum turbatafueritaquamittatme : ^ en ^ 10r a ^ a ^ ta ^eftas lagrimas me prende entre os gri¬ tava h C p m inha culpa,& Chrifto vendo, que efte peccador fufpidei4{| le r as ^grimas, fem fe lembrar da penitencia,que faria > que! ^ a nd aU ^ e ciratl doo ellad 0 da culpa pera o eftado da graça,& b ra Ços logo a toda a preíla,& fem deteça tome o leito em feus 5 ^ aíTim com elle em feus braços começaíle a dar paflbs,& a no citado da penitencia, moítrandoChrifto neítemodo cad 0r âr ^ nefta maneira de proceder,que a fortuna da quelie peccon hftia em fufpirar pello remedio dasTagrimas,mas <J j a a fortuna daquelle peccador ,em ter da fua parte o patroas * a grimas, citando eílãs mefmas lagrimas em braços com í? v aõ enc * a > furgejolle grabatum ambula , as lagrimas ef SÍ qJ1? s a g° a s,que o paralytico dezejava; a peniteda em o leito, VçjL 1 em feus braços lhe punha; viafe aquelle paralytico enCu ^Pasí i° n osac ^ ac l ues * v ^ a ^ e a quelle peccador envelhecido nas % es ^necretou Chriíto livrar aquelle paralytico de tantos achalibe r L e . 0 Vco libertar,aquelle peccador de tantas culpas; & pera o 1 com dita,& pera o livrar com fortuna; àlem das lagrimas q D o tal 7 / Mm.11. 9 . z«c.5.35. otaIp e f* 2 6 Sermão 0 tal paràly tico dezejava,acrefcenta Chriílo,o leito, Jl ue . ^ s ’ & cador naõ pertendia, que como nas agoas eílavaõ as Iagt J ’ j â . no leito a penitencia, manda Chriílo,que àlem do reiiiedi° ^ grimas, tome em braços a penitencia: pois toda a fortuna peccador eílâ em ter da fua parte o favor das lagrimas, e ^ ai , ^ peccador eílâ em ter da fua parte o favor das lagrimas, ^ tamente eílas lagrimas em braços cÕ a penitencia, ^ om S lí r c ^ nemnonhabeo , uicum turbaiafuerit aqua mittat me M furge, id eíl [d vitijs ] tollegrabatiim tuum> & ambula. v Mas aífi como atègora moítramos, como naõ eftà a -^as» de hu peccador em ter da fua parte o favor de quaifquef ^ mas que pera alcançar venturofamete os eíFeitos da div jn 1 j^ía heneceíIârio,que hum peccador tenha em feu favor das lagrimas, tendo igualmente em braços a penitencia; a ^ devemos períuadir,que pera hum peccador fer mais bem a .^3 \ do em fe libertar do eílado da culpa pera o eílado da graç a 0 sò baila o a&o de qualquer penitencia, he fummamen re e a6lo da penitencia em companhia das lagrimas. & Perguntara 5 os difcipulos de Ioão a Chriílo, Pharifceijejunamusfrequenter} Dijnpuli autem tui n0íl ^L ]o^ porque rezão nòs, & os Pharifeos, [dizião os difcipulos continuamete je}uamos?& frequentemente fazemos ? eí]iZ ^L pef a " os teus difcipulos, nem frequentemente jejuão ? nem ^ _ tencia? Refpondeu Chriílo à pergunta, n um quid'poffuutfi Jilugère, quandià cum illis eft fponfus > por ventura devens os filhos de Chriílo quando eflão na íua graça ? lâ vira > f que a culpa os a parte da minha companhia, & então ) então faraõ penitencia? & bem ? os difcipulos de 1 oão, # ^ q[\V feos perguntas a Chriílo, porq não jejuaõfeusdifcipm° s ’ ? to refponde,que feus difcipulos não tem cauza pera os Evangeliílas Sao Marcos, & São Lucas contão em oS j 0 s » defua fagrada hi floria, que Chriílo refpondera aos dilema ytf Ioão,&aos Pharifeos,que feus difcipulos naõ tinhao ca ^ jejuar ,um quidpoffuntfilij nuptiarum quandiufp°ftS uS « 0 $ x eftt jejuiiare} pois como aíli? São Matheus, diz que C ir .*#! ■ dera, que não çrão ncceílàrias lagrimas, num quid poJJ u * ? ku das Lagrimas de Sao Pedro. 27 ^cas, & São Marcos advertem, que naõ erao neceflârias pe- ^ num quidpoff wt jejunare > ou os Evangeliítas fe encõt* j? u Chriíto fe nao conforma com a pergunta ;ora notem,que j iQ to y contrariedade nos Evangeliílas,aquillo que só foy myften a - e ? perguntavão os difcipulos de Ioao a Chriíto,porq Uj^s penitencia feus difcipulos, fem fazer menção de lagriI pera lhes moílrar feu erro refpondelhe à pergunta, ^ef l en Íen ^ oos P ro P°^ ;a í r e ^P on ^eulhes à pergunta, dizendo, Mie e s us j ^eipulos como permanecião na fua graça, que nao era p 0r c í 1 JP a 0 não fazerem penitencia; reprehendeos da propoíla, f ari I e Sazonando os difcipulos de Ioao, que fazião muito, pois ^ nc i a ° Potência, jejunamus , Chriíto reprehendeos, dizendo, q c h e ^ e a penitencia era a que bailava,que junto a eíià penltenfajr** ^mamente eficaz a companhia das lagrimas, num quid VIviüo -dfponfi lugere q ue por eílã rezao,como feus difcipulos <fevia~ n a ^ Ua graça, por então nem deviao fazer penitencia, nem fufy ^ Ver for lagrimas, num quidpojjfunt jejunare > num quidpoffê er Jp refp 0l ^?^ r maílè o penfamento;pois donde o Texto diz,q Chriílo culp as era aos difcipulos de Ioao, q quando feus difcipulos tivefsê a ent ^^ãofariao penitencia delias, tunc jejunabunt , acrefcenta cuL e ^ n lia, non folum à cibis , q ue então fariao penitencia das C S ; mas que advertiífem, que a perfeição naõ avia de eílar em 1 apulos fe abílerem sò dos manjares, mas também em nao fiij 7 ? as correntes de fuas lagrimas: tunc jejunabunt non folum à d0 *de f e colhe com evidencia, que eítà afortuna mayor de l^ ecca d°r em fazer qualquer aóto de penitencia em copanhia % num quid pojfuntfilij nupíiarvm quaiidiufponfus cã /i dgjunare} num quidpojjuntjihj fponji lugere quandiú cum e J\(ponfus> iag r j 0n f iga pois o povo de Bethulia o q pertende a favor de hüas laL m as penitentes, advirta Chriíto ao paralytico, que álem das *0,q u as fome em braços a penitencia,& finalmente enfine Chrrf ^ P enite ncia fe unão também as lagrimas; que Pedro vendo ‘ U a v °ntade deteílàra a compa nhia de Chriílo, negado a obriDi gaçao Sermão gaçao que tinha,entregou iiia própria vontade ao a&o da da,&ao mefmo tempo verteu lagrimas; pera moítrar, c í u en . a5j fazia peniteeia de fua culpa, mas que juntamente vertia * a 0j j^fla pera chorar cõ ellas o feu peccado; & faindo eflas lagrimas de .j 2r vontade penitente,& juntamente choroza, quem poderá dffl []0 que as lagrimas de Pedro,fao lagrimas bem afortunadas,& 2 ^ ^ nadas por penitentes, recordatus efi Petrus verbi DominiJ lcU Xerat , â? egrefftus foras Petrus flevit amarè . ^ Surcava pois o galeão S ão Pedro por hum mar largo d e a rre gura,&nefte mar de cuidados, neíte Occeano de lagrin 1 ^ ^ lembranças que 0 atormentavaõ corria temporal desfeft 0 â ^ a C) ciência de Pedro, hüa onda o leva va,outra o trazia; c ° m combate de tantas ondas,fe picou a terceira amarra, que & ma prizão com que a vontade tinha preza a conciencia de* 8 c eífa vem a fer a força q em fy tem hüas lagrimas penite 11 ^^. tarem o grilhão da culpa, Refazerem eftallar aprizaÕ da 0 4 Livre Pedro de tres prizoens„que adetinhão,& de tres ^ n f lí0 (r o ata vão, tornou em fy, adfereverfus , transformando en r mente as lagrimas,que de fua vontade emanarão de penÇ 0 ud' vencedoras; 8 c íieíta batalha naval, que no Occeano dc n iaS ' b a mas deu a vontade de Pedra,ganhou o mefmo nome de ’ qual em outra batalha campal tinha perdido. , Saõ as batalhas cryfol em que fe apura a valentia^elj^ 1 fe aquire , ou fe perde o nome: em o atriodo Pontífice campo de batalha, em o qual foy Pedro tres vezes cornba f 0 taofraca refiífenciaaos combates, que em todos tres hcou desbaratado, 8 c de tal forte ficou vencido, queperdeo de t0 F'° üX] e $ me, affi o teftemunha o Evangelifta São Marcos, narrando 4 cíle d i f eipuio arrependido começara a chorar, Capit flere , J &íi . clarar o nome do difeipuio, que jà arrepedido começara a c amo confirma o Evangeüfta São Matheus, dizendo raro^A o 0 cite tal difeipuio jade todo defenganado fe arrependera , * } fei* 1 grande o exceíío coque chorara, egrej] us foras flevit “ffZM 14 * f da. e dar a conhecer o nome do dife i p ulo, q u e ad vei t - , tnos olhos com tantas ventagens chorara, & com i^ z 0 (o* . *9 latira, & lendo eu com atenção aíagrada hifloria doEvani 1 . Saõ Lucas, achey, que expremia^ que não sò fora efíe dif__ 1 _ /!'_/*_otv* l-lrrrtfYVSC rio 2 J? tw. '' V i u , = v.uin|jrariaesext;eiius íciuiirt uaiuw«^ — ^ejKáa, masqueeftemefmodifdpulo ( recuperando o nome / edro ) fora o que fentíra,& com excefiò chorara > egrejj us foras amarè, de forte que nos cobates em que Pedro ficou Ujf^perdeo o nome,6c sò com as ultimas, & terceiras lagrimas o r ^sdebüa vontade arrependida, poílo no mar da penitencia, po r - U ^? ra: perdeo Pedro o nome, quando vencido nos combates, Q conduzia bem o nome de Pedro cò o negar a feu Mefíre; 0’hti! auicy, quecxpicuna*^uv — w ™ ■ 0 0 que com grandes excefiòs fentíra banhado em lagrimas de lioio _ n /*_ J •s_.1_/ .«fflirtflfinnn r» t-w^tvw» i UCIU U IlUlUCUt x vvuv V.W W x l(s outto, P etrus fe negavit dicens nonfium , ideft , non fium P e7^!et. com. ^ n %° Chrj fi um ■ > recupera em fim Pedro o feu nóme no in Ep.cath . Uj t ^* s ^grimas em que fua vontade arrependida fe oílentou pe5* hccb.fip* como em Pedro ouverão lagrimas penitentes, não poCa P 4-S-7 1 » cw e .* Xa r fio recuperar o nome de Pedro, que em outra batalha totum * Ui a Jtinha perdido; & ficar em efte mar de penitecia com a pal- ^Jcncedor. a í a^ C u ^P a perdeo Pedro o nome, no arrepedimento recuperou nas reff intento diz hum illuílre engenho dos nofiòs tempos, r °6oitos e r ° ens d e h üa virtuderara \ que nosproprios nomes dos ^ ra n dof ^ e ^P ertao as próprias obrigaçoens das pefioas, porque kof an e contra a etimologia do nome,envilecefe a nobreza, & \ (3a Sancf idade [faõ as palavras do doutto]chamar F abrii\i u p r \p s \ m% b n# 0 • ao Jer como Fabricio he invilecer a nobre ga\ chamar Pedro> Dm F(rfu jW HleTV' U ^ e ^ ro h* como profanar a Sãttidade\ bafe deguarC crr. de u - e de av ^ rtu ^ e d° nome , pera que refplandeçà afama da peficerd.Bífp.dq P% a j rp {pLandecer a virtude dapeffioa , pera que fefanUifique rcrt.nasde- ^'íosi^vcftareflexãoqueodouttofes em nofiòs tempos fltxocs d<t ^°uttrinar,que os que fomos Fabricios imitemos a Fabri- ^ l ^yCr I «° et i v ^ e cer a nobreza, & os que fomos Pedros imitemos ™ e r ií * H an JV 3 0 P r °f anar a sanidade; efia mefma reflexão jâ muiíh> * t C ^Pt;ra n S j ^ e dro de fy pera fy; de fy, perdendo a fama, p era fy, ’ ' W n -%hd ° nome; re c ogitava Pedro, que tendo nome de illuf- . **»do n° a Meftre efcurecera a nobreza; recogitava Pedro, nome de virtude,com a fua culpa profanara a Sãftidade, &recm:- S, Pdul. Beb. i o . $i. Pflm.fys), Sdfent.y i, 30 Sermão & recorda ndofe do nome,que em fy tinha, fe libertou da vil^’® g que fe achava; a vileza da culpa lhe ocultava o nome, de lor os Evangeliílas o não nomeão; a fortuna da penitencia 0 re ^ à fua fama, de forte, que jâ São Lucas com o nome de Pedr ^ pelida, egrejf'ü foras Petrus flevit amarè. Com lagrim^ ^ Pedro memorável na fama, com fufpiros ganhou Pedro a 1 nofli e poíteridade, conformando deita forte, a nobreza, com 0 no^ virtude,com o apelido; recuperando a fama no conflitto, donomenavittoria. Suppoíto pois que Pedro recuper^ 1 ^. nefta vittoria, pergunto agora, porque mais as lagrimas 0 $ tade faõ as que fazem a Pedro vencedor, & não as lagrin^‘ s , of3j tra qualquer potência? he a rezao; que quem com a vôtfy âf tc efte he sò o que perfeitamente fe arrepende; pois poem da l u .J. Q je o a&o da contrição, afli como Deos poem da fua parte 0 aU * eC j 0 r# fua graça; donde fe infere, q o pertenderemos nòs faitLji»a s nas batalhas efpirituais, fem pòr tambeda noílà parte aS ^ 3 da penitencia; não sò he pera Deos qualquer culpa,mas P al Crime horrendo. _ _ Horrendum efl incidere in mantis Domini , clama que he cazo horrendo cair nas mãos do Senhor; pois coj 1 ® (pjft lagrimas de David poitas nos olhos de Deos he eítimaÇ* 0 f £ c *' lachrymas meas in confpeãu tuo, as lagrimas dos peccadorf^ beça de Chriíto he vêtura! Capnt meumplenum efl rore , i e / _jl _*_ o/- 1 f deo, lacbrymis peccatorumfo o cair de hum peccador nas ^5 d Deos,hedefgraça? mais; os juítostempordefcanÇj? ^^0^ ( Deos, juflorum anima inmanu Deifunt ; poisas mefma^j^ ’ Deos,que pera os juítos fervem de trono, faõ pera os p e ^ e n t precipício? Sim ;& notem a çauza da diíferença, Da ^ ^ QÍe s jj? do punha da fua parte as lagrimas,que chorava;. os P ecca Ld:oS - « -• * ** • oS/^ ti nitentes punhao da fua parte as lagrimas,que vertiao: fenganados punhao da fua parte a contrição,em ií$P} 5.4 queUeqiie cae nas mãos de Deos fem por da fua.parm ^ o ajudem,fufpiro? que o alentem,contriçãoqueo estor ’ Deos fuftente toçlo o pezo da culpa; & vay tata di»#® ^ ute le, que poem a§ lagrimas da fua parte, à quelle, que e f das Lagrimas de Sdo Pedro. ^ x ^ ^ as lagrimas,quer que Deos o íuítente, quando cae no preci- ^^queao q pondo da fua parte vertelagrimas, lhe dà Deos por , Cai "jǰ leus olhos, pofuifti lachrymasmeas in confpeftu tuo\ ao q ^ 0 da fua parte fe desfaz em fufpiros o tras fobre a cabeça, Caput ^T l ^f num e fi rore ’ ao que pondo da fua parte permanece na qu tras nas palmas, jufli autem in manu Deif unt ; mas ao ^ pòr da fua parte, com todo opezodaculpa quer cair nas d e d e ^eos,tao fora eftà eíle defgraçado de lhe fervirem asmaos p a [ eos ^ defcanço, que deílà pertenção lhe nace o Ter a fua cultr *ri 0 f 3 ’ borrendum efi incidere in manus Domini & pello copa rte H c 5. e< ^ e àquelle,que ao auxilio da divina graça poem da fua fo rnia a Agencia, pois vemos que a contrição nas mãos de Deos Ql[ l0s P era o contritto palmas pera avittoria; as correntes nos Deos teíTem pera o defenganado capellas pera ovencíj) Çra dc fin a ] m e I ire as lagrimas na cabeça de Chrifto fabricaõ ^P^nitente coroa pera triunfo. W* as lagrimas penitentes, armas tão fortes pera os peccadov °lv^r in r Ve ncedores nas batalhas efpirituais,que o mefmo he enç ed° res ^^ntrelagrimas penitentes, que ferem aclamados ven- ^ive e Hà he a rezao porque lonas aviltando a cidade de Nic °^b a r--° ^ lle v l° 4 os moradores delia, comoToldados da fortuna c tet 0 di l H0 0 Ceo com lagrimas penitentes, temeu lonas,que o de- \ fdi Jc 1 0 ^ fruftrafe, & o povo fofle o que vencefie, timebat Ios , r ^ an d fo Ephrem] afpiciens lachrymas eorum , mas q mui- ' ? rem ' ^sp eii econ h ec e nd o lonas nos moradores de Ninive huas lagriL^es, as julgace vencedoras. r \ Sc j ^ e nos a filha de Faraó inclinando os olhos pera as cort i^ha° ^^ 0,Venc l 0 navegar a Moyfes no arrifcado baixel de hua p r % a O. entu r ofamente o livra da inclemêcia das agoas;pois quê | 0f hi tla ^ °yfes vencedor fobre as agoas ? quem ? o ter tão bem aapartandocede hum cattiveiro, fimbolo da culpa, ^^dem COt c tOC ^ a a P re Hà lagrimas de penitencia , p uerum vagiexoU. 2. i, j^a fetxznxdipuerum flentemde forte que fendo MoyTes 1)0 ^rço UaS * orças ’ era muito alentado nas lagrimas, & quem v arre pendido fe fortalece de lagrimas penitetes, fica tão alentado 3i Sermão alentado pera a batalha, que dos mefmos elementos faecottj^^ ria; de Hum cativeiro fe liberta; de hum Faraó fe livra;cie pafeaparta;& finalmente, triumfa. •„ Seja pois culpa horrenda o cair nas mãos de Deos te** 1 Tups fua parte lagrimasda contrição; tema lonas ficar venciuo Ahr£ fob& iua Lcuid. jiuuíia , lagrimas petiitentes;reconheçaflè Moyfes chorofo ven f eG j jyina, as agoas; q também Pedro defpertado. peUa mifericordia L u C d abrindo os olhos de fua terceira lembrança* moveu fua v° l \ J q « « i /• • - - - ~ 1 - / Tf Ifl** £ a qual chorando fuas culpas,ficou vittoriofo com fuasyg* incluindo em fy os alentos de penitentes,fe transformai ^ ^ r i[ cedoras, recordatus eflPetrus verbi Dominificut dixtf a ^ fus foras Petrus flevit amarê. i 0 c ^ 0 ' Mas não forão sò eílas lagrimas, que a vontade de rou,bem afortunadas por penitentes, bem afortunadas P°* doras, mas ainda bem afortunadas por triumfantes. * et n e ^ e mo mar que Pedro penitente formou com fuas lagrima s > r-‘- r - r - ~ ’ ' 1 do$ UliV et' mefmo navega jâ triumfante, & reftituido à graça olhos, recuperado o nome de Pedro, que nasmegaçoea 5 ' gt e^ 5 J?J-I-- J r A •* • -\Z dido em hum mar de amargura, fe vê jâ no mar da gi a \ , C p lagrimas penitentes faõ as correntes com que a cidade ^ e ^qU e alegra: & eílas agoas faõ as que formão hum mar de&^^ypd^ o amor divino triumfa. Pelías lagrimas en r ende $ a0 vK o amor divino triumfa. Pelías lagrimas entende $ a ° ' s . jlK alegria, que cauzàrão hüas correntes lâ na cidade de V e a5 i ' "Pfd.tf' 5. mn j s impetus Utificat çivitatem Bei • & no mar da fei> mas lagrimas faõ as que fuílentão ao amor divino P 0 ^^' tnumio^Spiritus Do mini ferebatur Cuber aauas\ a don - fl el ; ay* a J > £> Vwc.Fer. ,Spiritus Dominiferebatur fuper aquas m , a SaÕ Vicente Ferreira, que as lagrimas erão as que . carro, em que o amor divino triumfa va, per aqu*f ferebatur fpiritus Do mini, & hü doutto ainda mais cJa ^ ^ intento dis, que os peccadores arrependidos erao os ^ rentes de fuas lagrimas puxavão pello trono,em q lie *r nni-rnuvifuTT. J 1 rirUrurnsTíltiLn r Tí ou ~ i hPa tr/lllítUT 1^*6 1 J no triumfava ; íachrymantibus Deus ipfe trabitur *• ® j e ^5, quando o amor divino fe vê fervido cõ lagrimas, aven • fat> naõ fe quer valer do carro do Sol, nem das luzes e mas sò dos impulfos das lagrimas,& impulfos dos m p 2 TJ> das Lagrimas de Sao Pedro . ^ ^ íi n ^° ^ a b°r,& no Iordam aíliítio o Pay, & o Filho, & o Spirito hnte COm ° amor ’ s °em 0 iordam fe vio, vidi fpiritum defcen - ?o*n.u 31 . *l ua ficolumbam de Calo. Pergunta hum doutto,qual feria f ° rC * U e ° amo ^ d i vino aíliítio em ° Iordam, & não fe vio 7(f / Wet u a ° r * ^ ^°S° a re2ao 5 quiahabuit inlordane ,<2<7^0 ír#- ■ ííl °U V o’ ^ UOn 7n ^dbore ; que o amor divino tivera em o Iordam t n u ^ Ue 0 puxafe, & não tivera em o Tabor çauza q o atrahi- ^ara o do U2a i0 ^ a ^ Ue n ° Iorc ^ am P uxaPe pello amor divino, deKtemi ^íordanis, qua quia aqua, & quia in Baptifm avia n 0 \ tí fí ütat<s > l^hrymaspmitentia, Baptifmü'perfignabant, tifiu 0 . l0r dam correntes de agoas, cujas agoasfervião pera oBap % aT pera o Baptifmo da penitencia; as qtiaís agoas ^ í\rm « Çi r>*% Cr _t • *-r pois Putadas pera fignificação dehuas,& outras lagrimas: ave¬ la* no Iordão iagrimas,& no Tabor Iuzes,no Tabor Sol, 8c no COrrenrpc • rmiçrrinmfar o amnrdivina o UrC *ão taguiu«w,v\ uw aouui lUíOjHO i gri^ Rentes; quis triumfar o amor divino aimpuífos das laíes } no ’ ybuit in Iordane , à quo truberetur ; 8c não ò favor das Iu- - 7 i — 5 v\. kj iavuL uao ur ?v>cj e t Yf v Pabore^á quo traheretur. qavendo o amor divi- ^ l ar não quer do Solofeu carro, das lagrimas,fim, osfcus •Era*’ j u ^ inlordane^ã quo traheretur,&non in Tabore . P era o R ° . amrio ’ que com fuas agoas fe desfazia em lagrimas oan}^. ^Ptffmo da graça, 8c era rio a clôde entrando hüpeccador P°r e ft a ° lagrimas de penitêcia, ficava limpo de toda a mancha; tente % > I * MW t »iiiiipu V. 1 C IUU4 a niduui a la grimas,& por efte rio he que Pedro arrependido, & pe- : en t ra venturofamente triumfânte,&paílàdo deite Iordam J **l3SPpro ^ .. J .°itS ig • ycuuuujiunvtjiv. uiiunnd.HLCjCx pai laao cieue ioruani r ono aS pera 0 í liar da P en ^ en cia, fe chegou a poftrar diante ‘ 0 E>eos, à vifta de cujo trono, me parece, q o vio eflar o S/e C f . n o Q P vangeliíla, inconfpeãufedistanquamtnarevitreum yfpotb.^b 1^1 çJdJl^l/o , que eílava Pedro diante do trono de Deos , pera o . tu.- n n j Ve S ava P ePo chriftalino de hum mar, o qual mar, entend & va wiiiiiiciiiiiuucjLiuiij mar 9 o q uai iiidr 5 ciieLiij ou t t oíer o das lagrimas, por onde opeccadorarrepêdido fn nd : a m ente navega, aqiucificc lachrymas , qtias virifanclipiè 'Qtletq >n c &nt\ ponuntur autem ante fedem Dei , ut feias nul- ^0a s \ A t 0ri Jf e ^ De um viam , n/fper lachrymarum mar ia: eftas intente? ° ^ ucto 3 Paõ as lagrimas,que os Varões Sãnetos piedo- ^nção pellas fontes de feus olhos, 8c poemíedianredo tronQ Chryjõjh S.Mpfl40 Sermão v; Sa5 também as lagrimas dos peccadores nefla mexa bebi diviiio Provedor, que aííi o publica Sao Ioaò Chryíbítomo, / . lachrymas ex ipjis oculorum fontibuspotaturus\ que as mas,dos arrependidos (diz oSamíto) faõ neíta meza bebiua bem de Chriílo; averà pois homem tao empedernido, que nçg j e eíte divino Prefidente o fuftento de feus fufpiros, & a bebi fuaslagrimas? òna 5 o permita aííi a divina Mifericordia, a aquelle que negar os fufpiros pera 0 fuftento, & as lagrimas ^ r bebida, terà em pena hum inferno: & aquelle q ueaprezeno-^ ta meza as lagrimas por bebida, & os fufpiros por fuíbm» , ^ :emio, a mefma gloria. O mefmo Chriílo Ielii o eílà di lOÍS prêmio, ^ --« v I4It4I4 ^ vmm V *»u v nao como Provedor, mas como Iuis fupremo no tremei^ 0 35. dijtis mibi bibere ; vinde pera mim bemaventurados, j a do eu eftava no mundo exercitando ó cargo de Provedor 1 1 /[jf da Mifericordia, me não faltaftes corn os voílbs fufpir° s 'Mip s ' tento; & com as voíTas lagrimas, por bebida ; e furivi, Jitivi, & dediftir. & vos malditos,que na meza da Mífe tlC , MÜ 3 ' não oífcreceíles as lagrimas por bebida,& os fufpiros p oi: í. e ite in ignem ater mm : ide pera 0 fogo eterno: & clamau el . V* Sanélo Agoftinjfo, «í* forte ibunt in ignem aternuM ■ > Mifericordia non fecermt ? Por ventura deixarab C naC j{* s 7 mendo dia do juizo] de ir pera 0 fogo eterno todos y neíta meza naô fizerab auttos de Charidade ? auttos d? *#1»^ Deos? Sc obras de Mifericordia? defpedindo fufpiros,orre^ ffjct <}S; lagrimas; fingularmente arrependidos,& perfeitamente ^ ^ Cheguemonos pois a eíla meza arrependidos como Pe ^o ^ rtnnolki--- _ T_1 I_“ t.il F vu^ucmvuuD a meza arrepencuaob - cQ tf\. imperfeitamente contrittos,como Iudas, cheguemonos, j u cr dro,& teremos fegura a falvação, não nos cheguemos, co porque teremos em pena o inferno. Sc( e fs Neíta mefma meza da Mifericordia fe falvou W r ° ’ deo Iudas ;falvoufe Pedro porque não faltou em ^ tf#, Sc em aprezentarlagrimas, eoreíftis foras P etrus f * e ra e , perdeufe Iudas, & porq fe perdeo Iudas? não feyfeo J e> * h 1 H s das Lagrimas de Sao Pedro. ^te^°f^ Ue ^ eu ^ u g ar aodemonio a queJhe-fechafe aporta à 4 eo ,. a ^* u as l agrimas, Cmnjam diabolus mififfet incor. Fechou- /«#. 13 °^r e a P 0Lta à fua fonte das lagrimas,& por ifio ludas as não ljC eo nefta naeza, porque a fonte, que he o coração, donde as 4 n as tc ^ eu principio, tinha a porta fechada pella mefma mão 4asC n ,0; & ai ^ luàxs fe perdeo, porque faltou com o prato de cõ o guizado dos fuípiros, & Pedro fe falvou, porq % s ll [P Ir °s, & offèreceo lagrimas. Cheguemonos pois Pedro ’ P orc I llea g ora he,que por nos ver arrepe- ^ - c a as chaves das mãos do amor divino, & recebe a digni- *gora l le a, ^° ra ^ e > S ue fe executa o decreto da reftituição de Pedro, h <4 feauzenta da terra pera 0 Ceo, ex hocmunr^Ax^ trm ' i & P or feição divina, fica Pedro, não sòcomo r ^°rdia c C Om ° ^ re l ac l 0 > & como Meftrejmas neíla caza da Mife- °J?° Provedor. Super hanc petram tedificabo Ecclefiam - Pefç^í^pleito Pedro no cargo de Provedor, çoferva o officio Ni, perdeo orio^ ^ u ^ enta 0 P ezo c ^ as chaves, & também não pe U n - a ^ arca 5 Conferva o oíficio de pefeador, porq fe de antes j^r t\o n^w ? 3 a g ora 0 l le ^ as almas: & como aquelles, queneíte K^ s ,p er . 0 v ivemos arrependidos, fomos htías lagrimas ani- ^eft e 13 !? lita ^ Mifericordia divina, que do primeiro lanço, nos ^lho r | ; ^ c ac l 0 t das almas lã defièmar da morte, p era aterra da ^PortasH ^ u ^ enta 0 P ezo das chaves, pera com ellas nos abrir h^Hella a * eru lalem Celeílc. Não perde o Senhorio da Barca, tem n ° S P a ^ lr pdl° rio do Parayzo. Se pois o Provedor que ^tÇ3 } 0 j^ s U€ fta caza da Mifericordia, he o mefmo Senhor da JSIos ^ Ue ^ fegura temos a pafíàgem do Parayzo ! pois nelle % iC0 5 5 U c como entendido faz a&os na Charidade,& obras na J^o s jJ . 13:mas que muito, que fendo eftas acçoens exemplo d 0 ais ’ P era que imitandoo, tratem dafalvação, corra por e Wy,,i mo ^ en l lcr da Barca o cuidado da falvaçao de todos, I í)efc; ^ ec íil com ^ °^ ras * J^at ch r ,°' e ^ ava l°nas dormindo no Aquecimento, fem íc /onu i- '^ir 0sa „ a . lalvação,.& n° mefmo tempo alijavao os compas riquezas ao mar, sò por falvar as vidas; lonas dormindo F no l)U . x^r.12,35, Xm». 11.4,1. 42 á Sermão no mtériór ela barca, & no rifco da tempeílade, he o F GG ^^ c fao golfado nas culpas,dormindo no efqueciinento; & afiv^H da fuá falvaçãò: chegar a defpertar a lonas era atto de Cn^ ri ^ a . cíá obra de Mifericordià; mas quem avia de fazer eíle atto de ^ ridade,efla obra de Mifericordià? Quem? o mefmò Senhor ^ j ca,queaíIio dizoTexto, accefsit aã e umgubcrnator,& ai# tu fopore deprimeris ? f urge invoca Dominum Dewn iuulll çygfi, lonas defpertar do efquecimento,levãtar da culpa, bufcâr^ ^ fazer o que eu faço, p era o bem da falvaçao: & depois qt ]e e nhor da Barca advertio a lonas com as vozes, & com 0 e%e it que mais faria? Que? permitir; que lonas foflè lançado ao ^ ^ lerunt lonam,& miferunt in mare^ pera que envolto n aS ^ fe purificaílè das culpas. Pello mar tempeíluofo, ent ende ^ a Chriílo, mare quod abfente lona irafcitur,jam defiã eríl prehendens tenet , gaudet, complet , & ex gáudio trafl*} uí j^as redditChriJio , que aquelíe mar era Chriílo irado de ve* dormindo; & tanto que lonas lançado ao mar fe banho 11 en de mas, fe transformou Chriílo em branduras,/*/?* à etí * forte que em quanto lonas eílava engolfado nas cu lp aS » r Chriílo erãoju (liças, mas em quanto lonas arrependido va em lagrimas, tudo em Chriílo erão miíericordias. ^ i e p $ nos íinalmente pera eíla meza, i mitando tãoboas obras, Pedro, como prezidente da meza 5 d â asnegaçoens P ore * as lagrimas por concluidas,as mezas por acabadas: & P er , J a£ f ^ nos falte neítas mezas, faõ horas de procurarmos as lü% e ça, & de aparecerem as tochas do merecimento, & lM ern * ct ^° tes In manibus noftris ; pera que penitentes , & contritto s í cll Jpfc (as Ave Marias) fiquemos deíla forte livres das fombras d* ou efcuridade da noite. Acabadas em fim as mezas,não re que o dar graças. e d e*f Da meza fe levanta Pedro, & poílrado por terra d^n. j f jih Chriílo começa aífi a dar graças. Meu Deos.meu ^ t n lí! nao so vos dou graças como a Deos , como a T{ey , como a tamjcrn vos dou gr aças como aPay , pois como tal tão ptf me ouvis. Pa ter gratias ago tibi quóniam audiíli me* p das Lagrimas de São Pedro. 43 y 1(1 [meulefu foberanò) quefempre me avieis de ouvir ^ fe eu me '} arrepender , egoautem fciebam quia femper me audis; aceitar as chaves^que me dáveis d ignidadeque ^rmeispor cauga dèfiepovo,qiie me cerca , pera que ajji fou - <j 0 5 ? Ue 0 ficar eu na terra aclamado Trincipe , reconhecido Frelaúfy 1 0 /* 1 - 0 Meftre , & nefla vo ff a caga da Mijericordia , Trove - * ■ - j-5 era fortuna minha^ masque também era eleição lP ro P ter popúlum,qui circunílat dixi ut credant, quia tu ^ Vapora que eúj & todos os que eflamos pregentes nos U nte f COm os coraçoens arrependidos , & com as vontades penitj Ue s ^ ber n he que não atenteis ( Senhor ) que tardamos , nem tambè tnt e °f e fy uec omos, masque olheis fomente , que vimos ; fc?/i> ^ 7 ‘Isentos, em cafiigo defeus erros , merecião rayos que os a- %f Cm 1 c °ncedeilhe jfynjpirafoens, que os illufirem : /* ■ beSr 7 2 *' em pena defeus arrojos, merecião lanças , os atraJe s J et f c °ncedeilhe já alentos , que os animem ; fe noffeis vontade CeTn Pódios de fuas cegueiras , merecião grilhoens, queasprèc °»] 0 jj° nce deilhe jà luges , ^ as encaminhem\ajfi que como Deos , * nc lirulij COTno brfu^avei de nós mifericordia\ têde ãe nós piedade^ timento • Q ° Rmor : P or amor ?f e nos defperte o arrepen - ^coJrP-dadeJe nos dé o auxilio : & por mifericordia, fe ^bit rj a gr a ça^que he o penhor da gloria. Gratjam,& Gloria ° mi nu s . Amen. Pfalm.tf.ll I Errata ejJencUp fdUs qutií fe A div e tUofentiío do SennxOé voltar Pedro. cauzou a terceira lembrança. voltar à Pedro, foicauzou as terceiras W» a regeitalas. as mayores demonftroçoens, a preguntar Eílher, foi. x. reg. 17* í4. o regeitalas rol. 8 - reg* as mayores demoí 1 reg. ig. «i, que tenho. que te uiofol. i+ c í 5 ' ' dor» doces foUá.reá 1 ? .