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Uma reflexão sobre o discurso de ódio nas redes sociais brasileiras

Mello e Marques, Naomy Ester de; Nobre, Thalita Lacerda

Abstract

Este trabalho teve por objetivo identificar as manifestações psíquicas presentes na disseminação do ódio por meio de discursos nas redes sociais, bem como identificar as pulsões que regem este comportamento e descrever os mecanismos de defesas envolvidos, compreendendo a constituição da identidade dos indivíduos e o comportamento em grupo. A metodologia empregada foi a de pesquisa qualitativa de cunho documental, partindo do recorte de uma amostra contendo discursos de ódio publicadas no período de quarentena no ano de 2020, na página do Facebook do Ministério da Saúde. Os públicos alvos desta pesquisa foram indivíduos cadastrados no Facebook, alfabetizados, com escolaridade variada e de ambos os sexos, cuja idade atendesse os critérios para criação de um perfil nesta rede social sendo, portanto, maiores de 14 anos. Estas amostras foram posteriormente analisadas qualitativamente sob uma perspectiva psicanalítica, em que foram encontradas a presença da manifestação do mundo pulsional nas mensagens, assim como a expressão do narcisismo e o uso de mecanismos de defesa como a negação, projeção e racionalização.

Full text

he mains eam e iew on communica ion VOL 1 N.4 N. 4, VOL. 1 ins i ucional.us.es/i ocamm h ps:// e is ascien i icas.us.es/index.php/IROCAMM Au ho s gua an ee he au ho ship and o iginali y o he a icles, and assume ull and exclusi e esponsibili y o damages ha may occu as a esul o hi d pa y claims ega ding con en , au ho ship o owne ship o he con en o he a icle. © Edi o ial Uni e sidad de Se illa 2021 PUBLISHERS Uni e si y o Se ille PUBLISHING LOCATION Se ille – Spain E-MAIL AND WEBSITE [email p o ec ed] h p://ins i ucional.us.es/i ocamm h ps://edi o ial.us.es/es/ e is as/i ocamm-in- e na ional- e iew-communica ion-and-ma ke- ing-mix ORIGINAL DESIGN LA HUERTA www.lahue aagencia.com ISSN 2605-0447 DOI h ps://dx.doi.o g/10.12795/IROCAMM 4.0 EDITOR Glo ia Jiménez-Ma ín (Uni e si y o Se ille) ASSISTANT EDITORS I ene Ga cía Medina (Glasgow Caledonian Uni e si y) Rod igo Elías Zamb ano (Uni e si y o Se ille) Ped o A. Co eia (Uni e sidade da Madei a) Ma ía del Ma Ramí ez Al a ado (Uni e si y o Se ille) C is ina González-Oña e (Uni e si a Jaume I) TECHNICAL SECRETARY Elena Bellido Pé ez (Uni e si y o Se ille) ADVISORY BOARD Ph.D. Sand a Bus aman e Ma inez (Uni e sidad de Belg ano, Buenos Ai es, A gen ina): [email p o ec ed] Ph.D. F ancisco Cabezuelo Lo enzo (Uni e sidad Complu ense de Mad id, España): [email p o ec ed] Ph.D. Lindsey Ca ey (Glasgow Caledonian Uni e si y – UK): l.ca [email p o ec ed] Ph.D. Ca los Fanjul Pey ó, Uni e si a Jaume I, España Ph.D. Pa icia M. Fa ias Coelho (U. San o Ama o, B asil): pa icia [email p o ec ed] Ph.D. Susan Giesecke (Uni e si y o Cali o nia Be keley): sgiesecke@be keley.edu Ph.D. Mònika Jiménez Mo ales (Uni e si a Pompeu Fab a): monika.jimenez@up .edu Ph.D. Fe an Lalueza Bosch (Uni e si a Obe a de Ca alunya): [email p o ec ed] Ph.D. Umbe o León Domínguez (U. de Mon e ey): [email p o ec ed] Ph.D. Ja ie Lozano Del Ma (U. Loyola): [email p o ec ed] Ph.D. Juan Monse a Gauchi (Uni e si y o Alican e): [email p o ec ed] Ph.D. Concha Pé ez Cu iel (Uni e si y o Se ille): [email p o ec ed] Ph.D. Ma a Pulido Polo (Uni e si y o Se ille): [email p o ec ed] Ph.D. A ánzazu Román-San-Miguel (Uni e si y o Se ille): [email p o ec ed] Ph.D. Nu ia Sánchez-Gey Valenzuela (Uni e si y Pablo de Ola ide): [email p o ec ed] Ph.D. Ca men Sil a Robles (Uni e si a Obe a de Ca alunya): [email p o ec ed] SCIENTIFIC COMMITTEE Ana Almansa Ma ínez (Uni e si y o Malaga): [email p o ec ed] Alejand o Ál a ez Nobell (Un e si y o Malaga): [email p o ec ed] Mónica Ba ien os (Uni e si y o Se ille): [email p o ec ed] Lindsey Ca ey (Glasgow Caledonian Uni e si y – UK): [email p o ec ed] Jo di De San Eugenio Vela (Uni e si a de Vic): [email p o ec ed] Rod igo Elías Zamb ano (Uni e si y o Se ille): [email p o ec ed] Pa icia M. Fa ias Coelho (U. San o Ama o, B asil): [email p o ec ed] I ene Ga cía Medina (Glasgow Caledonian Uni e si y - UK): [email p o ec ed] C is ina González Oña e (Uni e si a Jaume I): [email p o ec ed] Víc o He nández de San aolalla (Uni e si y o Se ille): [email p o ec ed] Mònika Jiménez Mo ales (Uni e si a Pompeu Fab a): monika.jimenez@up .edu Fe an Lalueza Bosch (Uni e si a Obe a de Ca alunya): [email p o ec ed] An onino Lagan (Uni e si a de Messina – I alia): [email p o ec ed] An onio Leal Jiménez (Uni e si y o Cadiz): [email p o ec ed] Umbe o León Domínguez (U. de Mon e ey): umbe o[email p o ec ed] Ja ie Lozano Del Ma (Uni e si y Loyola): [email p o ec ed] And ew Luckham (Uni e si y o Se ille): [email p o ec ed] Julie McColl (Glasgow Caledonian Uni e si y - Uk): [email p o ec ed] Mª Isabel Míguez (Uni e si y o Vigo): mabelm@u igo.es Juan Monse a Gauchi (Uni e si y o Alican e): [email p o ec ed] José An onio Muñiz Velázquez (Uni e si y Loyola): [email p o ec ed] An onio Na anjo Man e o (Uni e si y o Silesia – Ka owice – Poland): a.na [email p o ec ed] Elisa Palomino (Uni e si y o he A s London - England): [email p o ec ed] Ma co Ped oni (U. 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Colombia) 7-21 Un nue o en oque del ma ke ing social en las edes sociales. Aplicación en las ONGD A aceli Galiano-Co onil (Uni e sidad de Cádiz. España) 22-32 Cibe ac i ismo á abe: del papel a la ed Salud Adelaida Flo es Bo jabad (Uni e sidad Pablo de Ola ide. Spain) 33-42 El Pe iodismo comuni a io en la p o incia de San a Elena, Ecuado . Análisis de Radio Amo y Sección “La Península”, de Dia io Súpe . No ma Allyson A mijos T i iño (Uni e sidad de Guayaquil - Uni e sidad In e nacional del Ecuado ), Ing id Vi iana Es ella Tu i én (Uni e sidad de Guayaquil - Ins i u o de Tele isión Ecuado ) & Juan Sal ado Vic o ia Mas (Uni e sidad de Málaga. España) 43-53 The impo ance o he communica ion s a egy in ou ism mic o-en e p ises in Se ille Gladys A le e Co ona-León & Rosalba Mancinas-Chá ez (Uni e si y o Se ille. Spain) 54-62 Re lexiones en o no al papel de la a qui ec u a en el isual me chandising como pa e in e- g al del plan es a égico de comunicación pa a e en os. Ri a González Ma za (Uni e si a Obe a de Ca alunya. España) 63-72 Uma e lexão sob e o discu so de ódio nas edes sociais b asilei as Naomy Es e de Mello e Ma ques & Thali a Lace da Nob e (Uni e sidad Ca ólica de San os. B asil) 73-88 A in luência da ecnologia da in o mação sob e os elacionamen os amo osos na mode ni- dade líquida Thali a Lace da Nob e, Camila Xa ie Umbelino & Li ia Ono e Al es (Uni e sidad Ca ólica de San os. B asil) 89-98 Naomy Es e de Mello e Ma ques & Thali a Lace da Nob e IROCAMM VOL. 1, N. 4 - Yea 2021 Recei ed: 19/10/2020 | Re iewed: 29/11/2020 | Accep ed: 30/11/2020 | Published: 02/01/2021 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/IROCAMM.2021. 01.i04.07 Pp.: 73-88 e-ISSN: 2605-0447 Uma e lexão sob e o discu so de ódio nas edes sociais b asilei as Naomy Es e de Mello e Ma ques Uni e sidad Ca ólica de San os. B asil. naomy[email p o ec ed] ORCID: h ps://o cid.o g/0000-0002-4584-8123 Thali a Lace da Nob e Uni e sidad Ca ólica de San os. B asil. [email p o ec ed] ORCID: h ps://o cid.o g/0000-0002-4951-2301 73 A e lexion on he ha e speech in B azilian social ne wo ks Resumo Es e abalho e e po obje i o iden i ica as mani es ações psíquicas p esen es na disseminação do ódio po meio de discu sos nas edes sociais, bem como iden i ica as pulsões que egem es e compo amen o e desc e e os mecanismos de de esas en ol idos, comp eendendo a cons i uição da iden idade dos indi íduos e o compo amen o em g upo. A me odologia emp egada oi a de pesquisa quali a i a de cunho documen al, pa indo do eco e de uma amos a con endo discu sos de ódio publicadas no pe íodo de qua en ena no ano de 2020, na página do Facebook do Minis é io da Saúde. Os públicos al os des a pesquisa o am indi íduos cadas ados no Facebook, al abe izados, com escola idade a iada e de ambos os sexos, cuja idade a endesse os c i é ios pa a c iação de um pe il nes a ede social sendo, po an o, maio es de 14 anos. Es as amos as o am pos e io men e analisadas quali a i amen e sob uma pe spec i a psicanalí ica, em que o am encon adas a p esença da mani es ação do mundo pulsional nas mensagens, assim como a exp essão do na cisismo e o uso de mecanismos de de esa como a negação, p ojeção e acionalização Pala as-cha e Discu so de ódio; edes sociais; psicanálise. Una e lexión sob e el discu so de odio en las edes sociales b asileñas Naomy Es e de Mello e Ma ques & Thali a Lace da Nob e IROCAMM VOL. 1, N. 4 - Yea 2021 Recei ed: 19/10/2020 | Re iewed: 29/11/2020 | Accep ed: 30/11/2020 | Published: 02/01/2021 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/IROCAMM.2021. 01.i04.07 Pp.: 73-88 e-ISSN: 2605-0447 74 1. In odução A in e ne mos a-se um ambien e p omo o de in e ações sociais, que ap oxima as pessoas em empo e espaço, ge ando um g ande luxo de oca de mensagens e in o mações. En e an o, ambém pode se palco de iolência e in ole ância, po meio da disseminação do discu so de ódio. Especi icamen e no B asil, o si e de Indicado es da Cen al Nacional de Denúncias de C imes Cibe né icos da Sa e ne , o ganização não go e namen al que se esponsabiliza pelas denúncias de c imes online, ecebeu en e os anos de 2006 e 2019 a seguin e quan idade de denúncias sepa adas po ca ego ia: acismo, 5.791 páginas em 1.183 domínios; xeno obia, 982 páginas em 215 domínios; apologia e inci ação de c imes con a a ida, 3.609 páginas em 1.198 domínios; homo obia, 1.203 páginas em 316 domínios; in ole ância eligiosa, 933 páginas em 303 domínios; neonazismo, 366 páginas em 136 domínios; iolência ou disc iminação con a mulhe es, 281 páginas em 129 domínios. Em um anking mundial, o B asil se encon a en e os cinco países que mais possuem denúncias online incluindo o o al de páginas duplicadas, páginas dis in as, hos s, IPs e páginas emo idas (Sa e ne , s/ -a). Es es dados mos am compo amen os online mo idos pelo ódio e que so e am denúncia. No en an o, exis em ainda, di e sas o mas de discu so de ódio di undidas dia iamen e e que não ecebem o mesmo a amen o. A ele ância pa a a ealização des e abalho, se deu pelo in e esse em en ende quais os aspec os inconscien es do se humano pode iam mo i a a mani es ação de ais discu sos ag essi os e busca comp eensão do compo amen o no con ex o social. Pa a al, a pesquisa oi di idida em ês pa es que an ecedem a análise das amos as. A p imei a e e po obje i o discu i sob e a pós-mode nidade, comp eendendo as mudanças sociais oco idas nes a e a po meio do a anço ecnológico e a popula ização da in e ne , acompanhando as mudanças de pensamen o, compo amen o e alo es sociais que se de am concomi an emen e. A segunda, ap o undou a elação en e Abs ac This wo k aimed o iden i y as psychic mani es a ions p esen in he dissemina ion o he medium o discou ses on social ne wo ks, as well as o iden i y as d i es ha go e n his beha io and o de ine he mechanisms o de enses in ol ed, including he cons i u ion o he iden i y o indi iduals and he beha io in g oup. The me hodology used was a quali a i e documen a y esea ch, based on a sample o ha e speech published in he qua an ine pe iod in 2020, on he Minis y o Heal h’s Facebook page. The a ge audiences o his esea ch we e egis e ed on Facebook, li e a e, wi h a ied educa ion and o bo h sexes, whose age me he c i e ia o c ea ing a p o ile in his ne wo k and a e he e o e o e 14 yea s old. These we e analyzed quali a i ely om a psychoanaly ic pe spec i e, in which he p esence o he mani es a ion o he d i e wo ld was ound in he messages, as well as he exp ession o na cissism and he use o de ense mechanisms such as denial, p ojec ion and a ionaliza ion. Keywo ds Ha e speech; psychoanalysis; social ne wo ks. Resumen Es e abajo u o como obje i o iden i ica como mani es aciones psíquicas p esen es en la di usión del medio de los discu sos en las edes sociales, así como iden i ica como impulsos que igen es e compo amien o y de ini los mecanismos de de ensa in oluc ados, incluyendo la cons i ución de la iden idad de los indi iduos y el compo amien o en g upo. La me odología u ilizada ue una in es igación documen al cuali a i a, basada en una mues a de discu sos de odio publicados en el pe íodo de cua en ena en 2020, en la página de Facebook del Minis e io de Salud. El público obje i o de es a in es igación ue egis ado en Facebook, al abe izado, con educación a iada y de ambos sexos, cuya edad cumplía con los c i e ios pa a c ea un pe il en es a ed y po lo an o son mayo es de 14 años. Se analiza on cuali a i amen e desde una pe spec i a psicoanalí ica, en la que se encon ó la p esencia de la mani es ación del mundo pulsional en los mensajes, así como la exp esión del na cisismo y el uso de mecanismos de de ensa como la negación, la p oyección y la acionalización. Palab as cla e Discu so de odio; edes sociales; psicoanálisis. Naomy Es e de Mello e Ma ques & Thali a Lace da Nob e IROCAMM VOL. 1, N. 4 - Yea 2021 Recei ed: 19/10/2020 | Re iewed: 29/11/2020 | Accep ed: 30/11/2020 | Published: 02/01/2021 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/IROCAMM.2021. 01.i04.07 Pp.: 73-88 e-ISSN: 2605-0447 75 o sujei o e o meio i ual, abo dando como se dá o uso das edes sociais pelo sujei o, como es e pode se compo a de o ma ag essi a online e quais são as o mas de en e amen o pa a es e discu so. P ocu ou-se discu i , ambém, sob e os mecanismos que as edes sociais dispõem, como o anonima o, os pe is akes e os il os. En ão, a e cei a pa e, isou discu i , po meio do e e encial eó ico da psicanálise, o con ex o do discu so de ódio online, a im de comp eende os mecanismos psíquicos a uan es nes a disseminação. Em seguida, ealizou-se uma pesquisa documen al, com análise quali a i a, a im de e i ica os aspec os psíquicos que pode iam pe mea a di ulgação das mensagens o ensi as apon adas nas amos as, u ilizando-se a seguin e me odologia: 2. Re e encial me odológico O mé odo emp egado pa a a ealização da pesquisa oi o de pesquisa quali a i a de cunho documen al que consis e na busca de dados po meio de documen os que ainda não ecebe am um a amen o analí ico, podendo se u ilizados documen os “de p imei a mão” que são documen os como ca as pessoais, diá ios, g a ações, o og a ias, o ícios e c. (Gil, 2002). O c i é io de delimi ação do e mo “discu so de ódio” conside ou o que se enquad a na mani es ação de p econcei o, julgamen o, i onia, desigualdade e in e io idade. Pa a de ec a es es a o es, oi u ilizado o pa adigma indiciá io, uma me odologia de i ada de his o iado es p opos a po Ca lo Ginzbu g que é ca ac e izada po “um mé odo de conhecimen o cuja o ça es á na obse ação do po meno que pode se e elado, mais do que apenas uma dedução sob e algum aspec o in es iga i o” (Gomes, 2017, p.34). Po an o, o pa adigma indiciá io emp egado aqui, isou busca comen á ios que con i essem es ígios de que o au o não es a a p omo endo uma e lexão e sim um a aque. Figuei edo e Mine bo (2006) p opõem que a pesquisa em psicanálise consis e na p odução de conhecimen os em que a p óp ia psicanálise pode assumi di e sas o mas, an o como obje o de es udo assim como pode con ibui com o uso dos seus concei os pa a in es iga e comp eende di e sos enômenos sociais ou subje i os. Des a o ma, os concei os em psicanálise o am usados na análise das amos as a im de in e p e a o enômeno do discu so de ódio no meio social i ual. 2.1. P ocedimen os Foi escolhida uma pos agem, dispos a em ês amos as com comen á ios con endo discu so de ódio que elacionam a pandemia causada pelo í us Co id-19 e a polí ica, publicados po usuá ios na página do Facebook do Minis é io da Saúde comp eendendo o pe íodo de qua en ena no país em 2020. Pos e io men e, es es eco es o am analisados quali a i amen e sob uma pe spec i a psicanalí ica. Os públicos al os des a pesquisa são indi íduos que possuem uma con a cadas ada no Facebook, cuja idade a enda os c i é ios pa a c iação de um pe il nes a ede social sendo, po an o, maio es de 14 anos, al abe izados, com escola idade a iada e de ambos os sexos. 3. Quad o eó ico 3.1. O homem pós-mode no e a sua elação com a ecnologia. Lipo e sky (1993) elabo ou uma dis inção en e as ca ac e ís icas subje i as da e a mode na e pós-mode na, iniciando po dize que a pós-mode nidade se deu pela união en e o p ocesso de pe sonalização da es e a social e o ecuo do p ocesso disciplina que e a igen e a é en ão na mode nidade. O sujei o pós-mode no é aquele que passou a i e pelo indi idualismo hedonis a e não encon a oposições em seu caminho, ele, po an o, ompeu com aquele sujei o mode no ma cado pelo ideal de e olução em busca de um u u o com mais espe ança. Pa a o au o , a sociedade pós-mode na é o mada po uma massa indi e enciada onde há o p edomínio de um sen imen o de es agnação, uma ez que a ino ação se o nou banal e o u u o não es á mais associado Naomy Es e de Mello e Ma ques & Thali a Lace da Nob e IROCAMM VOL. 1, N. 4 - Yea 2021 Recei ed: 19/10/2020 | Re iewed: 29/11/2020 | Accep ed: 30/11/2020 | Published: 02/01/2021 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/IROCAMM.2021. 01.i04.07 Pp.: 73-88 e-ISSN: 2605-0447 82 Ao oma po base es a desc ição ei a pelo au o e e ido e udo o que já oi ela ado a é aqui ace ca do discu so de ódio online, se az necessá io coloca o olha da psicanálise sob e o compo amen o do se humano en e ao ódio e en e ao g upo social a im de in oduzi os concei os p óp ios dessa abo dagem que se ão u ilizados pa a as análises pos e io es. Pa a F eud (1938) o se humano possui dois ins in os básicos, sendo eles o ins in o de ida, ep esen ado po E os, e o ins in o de mo e, Tâna os. O ins in o de ida, p ocu a uni e p ese a , enquan o o ou o, isa des aze conexões e des ui coisas. Quan o a E os, a libido, que é sua expoen e, é ol ada pa a o ego em p incípio, o mando o na cisismo p imá io, onde in es imos ene gia libidinal em nós mesmos, pe manecendo assim, a é que es a libido na císica se ans o me em uma libido obje al, e assim podemos ambém in es i no ou o. Des a o ma, du an e a ida oda, o ego unciona como um ese a ó io, di ecionando as ca exias libidinais aos obje os e ecolhendo-as no amen e (F eud, 1938/1996). O ins in o de mo e o na-se explici o quando di eciona a des uição pa a o a, pa a o ou o. Po ou o lado, es e ins in o ag essi o ambém se ixa no ego, quando o supe ego é o mado, agindo de o ma au odes ui i a (F eud, 1938/1996). Es a mani es ação do mundo pulsional, no en an o, de e se con ida pa a que seja possí el o con í io em sociedade uma ez que, p incipalmen e, a hos ilidade ameaça a in eg idade social pois “paixões mo idas po ins in os são mais o es que in e esses di ados pela azão” (F eud, 1930/2010, p. 78) e po isso, a ci ilização se encube em coloca limi es a es es ins in os a im de es ingi as suas mani es ações. Pa a comp eende a dinâmica psíquica, se á ei a uma b e e explicação ace ca das ins âncias psíquicas Id e Ego e a elação es abelecida en e ambas. De aco do com F eud (1923/2011) exis e em cada pessoa uma ins ância denominada Ego, onde a consciência es á associada, é ele quem con ola as desca gas de ene gia pa a o mundo ex e no. É dele que ad ém as ep essões, usadas com o in ui o de exclui de e minadas endências da men e. Em con apa ida, o Id é a ins ância que se elaciona com o ego, que a mazena as pulsões e os con eúdos que o am ep imidos. En ende-se que o ego é esponsá el pela mediação en e os impulsos con idos no Id e que p ecisam se sa is ei os, e adap á-las ao meio ex e no, de modo a coaduna as exigências de ambos. Com isso “o ego ep esen a o que se pode chama de azão e ci cunspecção, em oposição ao Id, que con ém as paixões” (F eud, 1923/2011 p.31). Vê-se que, ainda que con idas, essas pulsões su gem em sociedade e não êm se mos ado di e en e no meio i ual. Quando se ala em ob e isibilidade po meio da ag essão ao ou o, é possí el a alia que o indi íduo mos a o seu na cisismo ao busca g a i ica a sua au oimagem e epeli o que se di e encia pelo ódio, sa is azendo o impulso de mo e po meio de uma ala ag essi a. Suge e-se, ainda que, pa a que o sujei o consiga sa is aze seus impulsos ao mesmo empo que p eza pelo con í io social, de a u iliza -se de mecanismos de de esa que possam ga an i a in eg idade do seu ego. Laplanche e Pon alis (1998, p. 277) explicam que os mecanismos de de esa são ope ações men ais esponsá eis em es abelece uma de esa especí ica ao ego. Os au o es comple am: “Os mecanismos p edominan es di e em segundo o ipo de a ecção conside ado, a e apa gené ica, o g au de elabo ação do con li o de ensi o e c.”. Um dos mecanismos de de esa que podem se ci ados no con ex o de discu so de ódio é a negação, que ambém se e como base pa a o es abelecimen o de ou os mecanismos. A negação consis e em um p ocesso em que o sujei o nega que seus sen imen os, pensamen os e desejos ecalcados, lhe pe ençam (Laplanche & Pon alis, 1998). Ou o mecanismo que acompanha a negação é a p ojeção, que pe mi e ao sujei o expulsa de si e coloca no ou o, seja pessoa ou coisa, qualidades, sen imen os e desejos que desconhece ou ecusa acei a em si mesmo (Laplanche & Pon alis, 1998). Po an o, obse a-se a possibilidade de o sujei o usa a negação pa a e i a o con a o com algum con eúdo p óp io e o edi eciona ao ou o po meio da p ojeção, apon ando no ou o, ca ac e ís icas que na e dade, são suas. Assim como acon ece no meio i ual, em que o discu so de ódio em po base, apon a no ou o, suas ca ac e ís icas, p incipalmen e os es e eó ipos. Já o concei o de acionalização pode se de inido po : “p ocesso pelo qual o sujei o p ocu a ap esen a uma explicação coe en e do pon o de is a lógico ou acei á el do pon o de is a mo al, pa a uma a i ude, uma ação, uma ideia, um sen imen o, e c”. (Laplanche & Pon alis, 1998, p.423). Pos o is o, in e e-se que a acionalização possa es a p esen e nos discu sos o ensi os que não ap esen am um a aque explíci o ao al o, mas naqueles que ansmi em um pensamen o hos il com base em a gumen os que sus en em a ideia p incipal. Quan o ao compo amen o no g upo i ual, San os (2016) con ibui mais uma ez ao dize que o ag esso é le ado pela ideologia e pelo inconscien e. O indi íduo deixa de se único pa a se o na descen ado. Ele não é a on e pe cusso a do pensamen o comunicado, ainda que ac edi e de o ma ilusó ia que enha o mulado Naomy Es e de Mello e Ma ques & Thali a Lace da Nob e IROCAMM VOL. 1, N. 4 - Yea 2021 Recei ed: 19/10/2020 | Re iewed: 29/11/2020 | Accep ed: 30/11/2020 | Published: 02/01/2021 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/IROCAMM.2021. 01.i04.07 Pp.: 73-88 e-ISSN: 2605-0447 83 o discu so. Assim, e i ica-se que há uma oposição en e o sujei o que ep oduz um pensamen o, ao mesmo empo que se conside a a on e de o igem do mesmo, e age de o ma inconscien e na massa, po ém, c ê que suas ações sejam unicamen e de o dem conscien e. Essa elação desc i a en e sujei o e massa, pode se encon ada em psicologia das massas e análise do eu. F eud (1921/2010) ao analisa a o mação da massa, desc e e que oco e uma exal ação da emoção p oduzida po cada pessoa que compõe o g upo. Des a o ma, as emoções são in ladas e os sujei os i enciam uma expe iência ag adá el que a o ece e união en e os memb os e consequen emen e ge a uma pe da da indi idualidade. O sujei o pe de a sua c í ica e deixa-se le a pelas emoções compa ilhadas, como uma compulsão au omá ica, em que é impulsionado a agi do mesmo modo que os demais, com o in ui o de man e a ha monia g upal. 4. Desc ição e análise das amos as de discu so de ódio O Minis é io da Saúde do B asil possui uma página pa a con a o e di ulgação de in o mações no Facebook na ca ego ia de se iço público e go e namen al. Pa a a seleção das pos agens, oi u ilizado o c i é io de pa adigma indiciá io p opos o po Ginzbu g pa a de e mina “discu so de ódio”. Foi escolhida uma pos agem dispos a em ês imagens com comen á ios que p omo em a aque a uma pessoa ou g upo, publicadas po usuá ios na página do Minis é io da Saúde e que es imulam uma discussão polí ica. Imagems 1, 2 e 3: Pos agens do Minis é io da Saúde no Facebook Naomy Es e de Mello e Ma ques & Thali a Lace da Nob e IROCAMM VOL. 1, N. 4 - Yea 2021 Recei ed: 19/10/2020 | Re iewed: 29/11/2020 | Accep ed: 30/11/2020 | Published: 02/01/2021 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/IROCAMM.2021. 01.i04.07 Pp.: 73-88 e-ISSN: 2605-0447 84 Fon e: Minis é io da Saúde. h ps://www. acebook.com/minsaude/abou /? e =page_in e nal Naomy Es e de Mello e Ma ques & Thali a Lace da Nob e IROCAMM VOL. 1, N. 4 - Yea 2021 Recei ed: 19/10/2020 | Re iewed: 29/11/2020 | Accep ed: 30/11/2020 | Published: 02/01/2021 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/IROCAMM.2021. 01.i04.07 Pp.: 73-88 e-ISSN: 2605-0447 85 A pos agem selecionada se e e e à impo ação de másca as ci ú gicas p oduzidas na China, pa a a p e enção da disseminação do í us no B asil. O p imei o comen á io “É po que a China não em p esiden e que co a a e ba de educação e ciência” possui uma cono ação i ônica, o au o az uma dis inção en e os go e nan es de ambos os países, suge indo a compa ação en e duas o mas de go e na . Exis em aqueles que p ezam pela saúde e educação e, po an o, dis ibuem a e ba pa a man e es es se o es (China), e aqueles que dão p io idades a ou os assun os e co am a e ba pa a soluciona ou as ques ões conside adas mais eme gen es (B asil). Dian e des a colocação, ica en ão suben endido que a adminis ação inadequada da e ba no B asil é o a o que o na necessá ia a impo ação de másca as de ou o país com melho adminis ação. Des e modo, o au o do comen á io in oduz o assun o da polí ica no manejo da saúde pública em meio a pandemia. Todos os comen á ios seguin es mani es am ideias con á ias ao p imei o. Sendo assim, o comen á io a segui “Faz-me i es e comen á io... Só a China em capacidade... aham... con inue comp ando suas muambas de lá e nem p ecisa di ulga , nos poupe” esponde ambém com i onia em oposição ao pensamen o mani es ado pelo au o an e io . Es e comen á io suge e que a ou a pessoa que a o eceu o sis ema polí ico chinês ambém se ia coni en e com a come cialização de p odu os con abandeados des e mesmo país, apon ado pelo e mo muamba (Dicciona io Michaelis). Assim, a azão em de ende a adminis ação chinesa es a ia em ob e bene ícios po meio des a, uma ez que exis e uma p ocu a pela impo ação de p odu os chineses de ido ao baixo cus o que o e ecem e à possibilidade de e enda no B asil. Po conseguin e, o comen á io “É po que nos go e nos an e io es o am cons uídos Es ádios supe a u ados ao in és de hospi ais, e ambém o am co adas e bas pa a educação, além dos des ios, a começa pelo FIES”, não aduz po si só um discu so de ódio. En e an o, é e o çada a pola ização es abelecida nos comen á ios an e io es e pode auxilia na comp eensão dos emba es es abelecidos, conside ando que o pa ido que go e nou o B asil an e io men e e a de esque da e po isso oi, e ainda é associado ao egime polí ico e as condu as ado adas pela China. O úl imo comen á io da segunda imagem az um a aque mais explíci o ao go e no chinês, esc i o da seguin e o ma: “Lá em um pa ido comunis a sumindo com médicos e jo nalis as que en am ala o que es á po ás do í us, e dades que mídia não mos a. Bonzinho o p esiden e genocida.” O au o p opõe que exis a algum a o subjacen e à con aminação mundial pelo í us, de conhecimen o do go e no chinês e que é encobe o pelo mesmo. A ibui-se uma culpabilização à China po es a disseminação obse ada pelo emp ego do e mo genocida. Na e cei a imagem, o que se des aca é o úl imo comen á io que diz “Po isso que eu sou a a o de VARRER esse país do mapa”, deixando explici a a on ade do usuá io em ex e mina uma nação pa a que não enha que lida com as di e gências polí icas, sociais e cul u ais en e países. Ao ans e i o assun o da pos agem pa a o cená io polí ico, o na-se possí el in e i que os au o es p oje am o ódio pa a as igu as dos ca gos de p esidência, já que ap o ei am a epu ação in e nacional de ambos e dos egimes polí icos que de endem pa a encon a culpados pelo cená io c í ico igen e na saúde pública mundial. É possí el e i ica que exis e nes as alas, a exp essão do mundo pulsional, uma ez que a pulsão de mo e isa a desunião, e a ag essão anspa ece nos comen á ios como on e de seg egação de pessoas, ou seja, o que é epudiado de e se di e enciado, en ão é ans e ido pa a um g upo com menos alia. Quan o a libido, ê-se que sob essai aquela di ecionada ao p óp io sujei o, a libido na císica. O na cisismo apa ece pela alo ização que o sujei o dá a si e pessoas pa ecidas consigo, no caso, as que em os mesmos ideais polí icos. Es e na cisismo o az capaz de enxe ga apenas as p óp ias necessidades, endo pouca ou nenhuma conside ação à di e ença. Esse modo de in es imen o libidinal em si, az com que o ego p ecise p ese a a sua iden idade e, po an o, pode se e idenciado o uso de mecanismos de de esa que em es a unção p o e o a do ego. Obse a-se en ão, o uso da negação, que po meio do au o ap eço, os indi íduos ocul am os seus aspec os menos p omisso es. E ainda se u iliza da p ojeção, que é ou o mecanismo de de esa, que ans e e inconscien emen e ao ou o, odos os aspec os nega i os que epudiam em si mesmos, mas que não econhecem ou não acei am. E exis e ainda, um e cei o mecanismo iden i icado nes as alas, a acionalização. Os sujei os não exp essam delibe adamen e o seu sen imen o de insa is ação com o ou o, mas o encob e com um a gumen o de base acional pa a jus i ica , pela união dos a os, a sua ala ag essi a. Ou o iés possí el de in e p e ação é que o pensamen o desen ol ido epe cu e um pensamen o massi icado, que em como ca ac e ís ica a indi e enciação do sujei o no g upo, o na-se di ícil iden i ica o que é pessoal e o que é cul u al, uma ez que o indi íduo eplica um pensamen o, sal agua dando-se na massa. En e an o, ao ep oduzi um pensamen o é possí el que a mensagem epe cu ida possa es a in incada no sujei o que o epe e. Naomy Es e de Mello e Ma ques & Thali a Lace da Nob e IROCAMM VOL. 1, N. 4 - Yea 2021 Recei ed: 19/10/2020 | Re iewed: 29/11/2020 | Accep ed: 30/11/2020 | Published: 02/01/2021 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/IROCAMM.2021. 01.i04.07 Pp.: 73-88 e-ISSN: 2605-0447 86 Es e pensamen o massi icado ambém ep oduz uma ideologia que pola iza a sociedade em boa ou má, cidadão de bem ou in a o , de enso da posição polí ica de di ei a ou de esque da. O “na cisismo das pequenas di e enças” apa ece aqui ambém pela ixa en e as ideologias pa idá ias, uma ez que a China é ep esen an e de um pa ido de esque da, enquan o o B asil passou a se go e nado po um pa ido de di ei a. Os comen á ios ge am uma au o alidação pa a si e pa a o pa ido de endido po meio da deg adação do ou o. O comen á io sob e a e o país do mapa, demons a que a sepa ação en e pessoas pode ia se ei a inclusi e de o ma conc e a. Nesse sen ido, o na cisismo alimen a o desejo de in es i ene gia apenas em si e em udo que seja semelhan e, o di e en e é pe cebido como uma ag essão, é pe igoso, po an o, de e se echaçado. Obse a-se que a c í ica dos sujei os ica ebaixada, pois não azem uma e lexão ace ca da si uação no iciada pelo Minis é io da Saúde b asilei o, mas exp essam-se de modo impulsi o no in ui o de e alha a pos agem e ea i ma o pensamen o bipola izado ansmi ido pela massa. Quan o ao con on o en e os usuá ios, obse a-se ambém, pelo eo dos comen á ios, que a impulsi idade oma o luga da e lexão, uma ez que são con aminados pelo a e o de ai a e se dedicam em esponde o ensi amen e algo que não lhes oi a ibuído di e amen e. 5. Resul ados e discussão Os esul ados encon ados pela análise das amos as apon am que o sujei o mani es a no ambien e i ual os seus aspec os psíquicos inconscien es, sendo es es a pulsão de mo e, que con o me F eud pos ulou, necessi a se em pa e de le ida pa a o a do psiquismo do sujei o. Também se obse ou a busca pela alimen ação do na cisismo, a im de p o ege o ego quan o aos pe igos dos “a aques” i uais e quan o ao desejo de se acei o pelo g upo que p e ende es a inse ido. Também, a im de p o ege o ego, obse ou-se o uso de mecanismos de de esa, ais como p ojeção, negação e acionalização. O impulso ag essi o encon a um meio de se sa is ei o an o quando o au o exp essa a sua ai a e di eciona o seu comen á io o ensi o a alguém, quan o em mensagens que isam a desunião. O na cisismo apa ece de o ma não decla ada, mas se az p esen e no momen o que di ama o ou o colocando-o em posição in e io , de o ma que o sujei o se ea i ma ao adqui i uma posição mais a o á el em seu pon o de is a, assumindo o “lado da azão”. É p óp io da en a i a de sus en ação do na cisismo não acei a a di e ença e o en a epeli a ibuindo-lhe ca ac e ís icas nega i as. Nes e sen ido, pensa-se que alguns mecanismos da p óp ia ede social possam con ibui pa a que es e na cisismo se o ne mais en á ico, pois com o sis ema de il os online os usuá ios passam a ica cada ez mais p óximos de con eúdos e pessoas semelhan es a si, que é jus amen e o que se az ao alimen a o na cisismo. Es a longe de in o mações e pessoas dis in as, e i a que o sujei o enha que lida com o que lhe az a e são, assim ele ende a alimen a in ole ância com os demais. Em con apa ida, a in e ne a o ece a globalização que o na possí el a ap oximação de di e en es aças e cul u as, o que az dela um meio de comunicação com g ande di e sidade podendo ge a esses emba es, quando a di e ença esba a nos limi es do na cisismo. Quan o aos mecanismos de de esa, o am iden i icados ês deles, que a uam de o ma elacionada. A p ojeção pe mi e ao indi íduo ans e i seus aspec os nega i os ao obje o, sendo que es es aspec os não são econhecidos ou acei os po si mesmo, pois ele u iliza pa a isso, o mecanismo de negação. Es a elação en e negação e p ojeção es á in imamen e associada ao na cisismo, pois pe mi e ao sujei o jus i ica a sua a e são ao apon a no ou o, seus aspec os nega i os, p ese ando-o. A acionalização, po ou o lado, possibili a que es es dois mecanismos ci ados se exp essem po meio de mensagens de cunho mo al ou lógico que expliquem suas a e sões. O compo amen o do usuá io den o do g upo na ede social ambém oi e i icado e oi pe cebido que, assim como nas massas, o sujei o online ende a e sua c í ica ebaixada pa a deixa lui o pensamen o do g upo. Com isso, epe cu e ideias po meio da epe ição de ideologias. É impo an e essal a que a indi e enciação da massa ambém é uma ca ac e ís ica do sujei o pós-mode no, que en a a i ma a sua iden idade po meio dos alo es sociais, alo es es es que isam a indi idualidade e o ap eço pela imagem. E que le am os aspec os an es pe encen es à ida p i ada pa a a ida pública e, pos e io men e se es ende às edes sociais, ge ando um con li o de ido à di iculdade em delimi a e di e encia o que é público ou p i ado; libe dade de exp essão ou discu so de ódio. Naomy Es e de Mello e Ma ques & Thali a Lace da Nob e IROCAMM VOL. 1, N. 4 - Yea 2021 Recei ed: 19/10/2020 | Re iewed: 29/11/2020 | Accep ed: 30/11/2020 | Published: 02/01/2021 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/IROCAMM.2021. 01.i04.07 Pp.: 73-88 e-ISSN: 2605-0447 87 6. Conside ações inais Es e abalho e e o obje i o de analisa po uma pe cep i a psicanalí ica algumas mani es ações psíquicas que pe mea am a disseminação do discu so de ódio nas edes sociais, du an e o pe íodo de qua en ena ocasionado pela pandemia de 2020. Visando iden i ica ambém a inicia i a des es usuá ios de poli iza as discussões de saúde pública po meio discu so de ódio. A pa i da pesquisa documen al desen ol ida, obje i ou-se aze o eco e de publicações de discu so de ódio publicadas em pla a o ma online do Minis é io da Saúde do B asil. Es es eco es o am analisados e e i icou- se a p esença da mani es ação do mundo pulsional nas mensagens, assim como a exp essão do na cisismo e o uso de mecanismos de de esa como a negação, p ojeção e a acionalização. Co obo ando com a hipó ese do abalho. O compo amen o em massa ambém oi acu ado e oi pe cebida a epe cussão de um pensamen o massi icado pau ado em discu so ideológico indi idualis a cons uído socialmen e. Es es esul ados encon ados, aliados à e isão de li e a u a, pude am demons a que a in e ne o na-se um meio a o á el pa a a p opagação des e discu so, uma ez que p opicia o sen imen o de dis ância e impunidade p opo cionada pela di iculdade em delimi a o público e p i ado nes e espaço, e pelo modo como se lida, cul u almen e, com o discu so de ódio. As edes sociais digi ais ambém a o ecem a ap oximação po meio de oca de mensagens i uais, po ém com dis ância ísica, o que pe mi e a exposição de opiniões e julgamen os que não se a iam p esencialmen e. Dian e disso, se az necessá io que mais pesquisas sejam ei as pa a con inua a in es igação ace ca do uncionamen o psíquico que en ol e essa p á ica, pois con igu a-se como ema a ual, de ido a sua p opo ção de de lag ação e denúncias o iciais ecebidas, bem como a sua associação ao momen o polí ico nacional. Também, em momen os dis in os da pandemia do no o co ona í us, alguns compo amen os endem a se exace ba em de imen o de ou os. Ac edi amos que, uma ez que a in e ne e as edes sociais digi ais são uni e sos cada ez mais habi ados pela população, há o isco da na u alização do discu so de ódio, o que a as a a comp eensão das di e enças e o desen ol imen o do sen imen o de ole ância. 7. Re e ências Albuque que, F. E. T. (2014). Mudanças Es u u ais na E a Digi al: A Pla a o ma do Facebook e as Di e en es In e ações com os Jo ens. A e ac um - Re is a de es udos em Linguagens e Tecnologia, 9(2). h p:// a e ac um. a om.com.b /index.php/a e ac um/a icle/ iew/434/326 Ama al, A. & Coimb a, M. (2015). Exp essões De Ódio Nos Si es De Redes Sociais: O Uni e so Dos Ha e s No Caso #Eunãome eçose es up ada. Con empo ânea | comunicação e cul u a, 13(1), 294-310. h p:// dx.doi.o g/10.9771/1809-9386con empo anea. 13i2.14010 Câma a dos depu ados (2018, 09 de maio). Deba edo es de endem cump imen o da legislação pa a coibi discu sos de ódio na in e ne . Re ie ed om: h ps://bi .ly/3 RV2Yq Cas ells, M. & Ge ha d , K. B. 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IROCAMM- In e na ional Re iew O Communica ion And Ma ke ing Mix | e-ISSN: 2605-0447 © Edi o ial Uni e sidad de Se illa 2021 4.0 Edi o ial Uni e siddad de Se illa eus