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A influência do método de musicoterapia de John Bean e da musicoterapia em geral na representação espacial do corpo de pessoas com paralisia cerebral (2004 -2010)

Fernández Batanero, José María; Rogão, Micaela Cardoso

Abstract

Believing in the principle of normalization implies believing that all people deserve a society that defends human rights. A society that respects each person’s characteristics and particularities, must respond differently to the needs of its constituents, whether or not they are “normal” or have problems. Thus, this article, based on a quantitative/qualitative research approach, discusses the influence of John Bean’s music therapy method and of music therapy in general on the spatial representation of the body in people with cerebral palsy.

Full text

343 Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010. A in luência do mé odo de musico e apia de John Bean Rela o de Pesquisa A INFLUÊNCIA DO MÉTODO DE MUSICOTERAPIA DE JOHN BEAN E DA MUSICOTERAPIA EM GERAL NA REPRESENTAÇÃO ESPACIAL DO CORPO DE PESSOAS COM PARALISIA CEREBRAL (2004 -2010) THE INFLUENCE OF JOHN BEAN’S MUSIC THERAPY METHOD AND OF MUSIC THERAPY IN GENERAL IN BODY SPATIAL REPRESENTATION IN PEOPLE WITH CEREBRAL PALSY (2004-2010) Jose M.ª Fe nández BATANERO1 Micaela Ca doso ROGÃO2 RESUMO: ac edi a no p incípio da no malização, p essupõem ac edi a que odas as pessoas me ecem uma sociedade que a enda aos di ei os humanos. Uma sociedade que á ao encon o das ca ac e ís icas e das pa icula idades de cada pessoa, a endendo de modo di e enciado às necessidades dos seus elemen os, sejam eles di os “no mais”, ou com p oblemá icas. Assim, es e a igo, endo po base um mé odo de in es igação quan i a i o/quali a i o, abo da a in luência do mé odo de musico e apia de John Bean e da musico e apia em ge al na ep esen ação espacial do co po de pessoas com pa alisia ce eb al. PALAVRAS-CHAVE: Educação Especial; Musico e apia; Mé odo de musico e apia de John Bean; Rep esen ação espacial do co po; Pa alisia ce eb al. ABSTRACT: Belie ing in he p inciple o no maliza ion implies belie ing ha all people dese e a socie y ha de ends human igh s. A socie y ha espec s each pe son’s cha ac e is ics and pa icula i ies, mus espond di e en ly o he needs o i s cons i uen s, whe he o no hey a e “no mal” o ha e p oblems. Thus, his a icle, based on a quan i a i e/quali a i e esea ch app oach, discusses he in luence o John Bean’s music he apy me hod and o music he apy in gene al on he spa ial ep esen a ion o he body in people wi h ce eb al palsy. KEYWORDS: Music he apy; John Bean Me hod; Spa ial Rep esen a ion o he Body; Ce eb al Palsy. 1 INTRODUÇÃO O ecu so à musico e apia emon a à an iguidade. To o (2000) e e e que já na An iguidade G ega, em á ios esc i os, se azem e e ências ao pode e apêu ico – eligioso do cân ico. São á ias as de inições sob e o concei o de musico e apia. P ie o e e e que: […] La musico e apia pa e de la u ilización de sonidos y músicas di e sos como he amien as de in e enciones eeduca as y e apéu icas. La música incide en el se humano an o en sus p ocesos isiológicos como psicológicos, ya que no es posible encon a la línea di iso ia en e ambos, que es án es echamen e in e elacionados. (PRIETO, 1999 ,p.141). A escolha conc e a do mé odo de musico e apia de John Bean, nes e a igo, de e-se ao a o de se um mé odo com a i idades bem de inidas, azendo dele, 1 Uni e sidade de Se ilha, Espanha – Ciências da Educação - ba ane [email protected] 2 Uni e sidade de Se ilha, Espanha– Ciências da Educação - micaelac @ho mail.com 344 BATANERO, J.M.F.; ROGÃO, M.C. Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010. segundo o p óp io au o (1999, ci ado em Wig am, e al, 1999), um ipo de in e enção di e i a que pe mi e e segu ança e cla eza nos p opósi os e a ingi obje i os mais especí icos. É ambém pe inen e cla i ica o concei o de esquema co po al, que segundo Alju iague a e S ucki (1972, apud RODRIGUES, 1998, p.20), se de ine como: […] uma es u u a neu omo o a que pe mi e ao indi íduo es a conscien e do seu co po ana ómico, ajus ando-o apidamen e às solici ações de si uações no as e desen ol endo acções de o ma adequada, num quad o de e e ência espaço empo al dominado pela o ien ação di ei a-esque da. No que se e e e à pa alisia ce eb al, González (2003) e e e que es a ques ão se de ine como um ans o no mo o pe sis en e, o iginado po uma lesão no cé eb o ainda ima u o. Es a lesão oco e no pe íodo p é-na al, neona al ou pós-na al. He cebe g (2005, Maio-Junho) salien a que a lesão ce eb al pode sucede du an e a ges ação, du an e o pa o ou du an e os p imei os anos de ida. Es a mesma lesão pode de e -se a di e en es causas, nomeadamen e uma in ecção in au e ina, mal o mações ce eb ais, nascimen o p ema u o, assis ência inco e a du an e o pa o . Tendo em con a a musico e apia em ge al e conhecendo o mé odo de musico e apia de John Bean, o qual, como já oi e e ido, se ap esen a como um mé odo di e i o e com p opos as bem de inidas, as quais são des inadas ao mo imen o; ao con ole da cabeça e ao con ole dos memb os supe io es e in e io es, o mula-se a seguin e ques ão: “ Qual a in luência do mé odo de musico e apia de John Bean e da musico e apia em ge al na ep esen ação espacial do co po de pessoas com pa alisia ce eb al?” Assim, é obje i o ge al, des e a igo, abo da a in luência do mé odo de musico e apia de John Bean e da musico e apia em ge al na ep esen ação espacial do co po de pessoas com pa alisia ce eb al. Den o des e obje i o ge al, podem-se enuncia obje i os especí icos elacionados com a ep esen ação espacial do co po, sendo eles: In es iga a in luência do mé odo de musico e apia de John Bean e da musico e apia em ge al na capacidade de econhecimen o do co po; cons ução do co po; ep esen ação do co po; econhecimen o, cons ução e ep esen ação homola e al do co po e econhecimen o, cons ução e ep esen ação he e ola e al do co po. 2 METODOLOGIA 2.1 METODOLOGIA QUANTITATIVA 2.1.1 AMOSTRA Tendo a Associação de Pa alisia Ce eb al de Coimb a de e ido o es udo al o des e a igo que e e luga na Quin a da Con a ia, p ocedeu-se à de inição da 345 Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010. A in luência do mé odo de musico e apia de John Bean Rela o de Pesquisa população. A mesma oi compos a po odos os alunos que equen a am a Quin a da Con a ia, e quando me e i o a odos os alunos, e i o-me que a alunos do sexo masculino, que a alunas do sexo eminino, com pa alisia ce eb al e sem de iciência men al associada. Apesa do úl imo c i é io (sem de iciência men al) e eduzido subs ancialmen e o núme o da população, al a o jus i ica-se pela necessidade de cla eza do es udo. Caso con á io, a é que pon o pode íamos sabe se os esul ados ob idos no ins umen o de ecolha de dados se encon a am comp ome idos de ido a exis ência de um quocien e in elec ual conside ado in e io . A a és de amos agem alea ó ia, oi assim so eado, den o da população, um g upo expe imen al e um g upo de con ole. Inicialmen e, os g upos possuíam qua o elemen os cada, mas com o deco e do empo, o g upo expe imen al pe deu dois elemen os, es ando-lhe apenas os ou os dois. Vejamos, de aco do com os g á icos que se seguem, a ca ac e ização da amos a. G á ico 1 - Ca ac e ização do G upo de Con ole 25% 25% 25% 50% 25% 50% 50% 50% 50% 50% 25% 25% 50% 25% 25% 50% 25% 25% 100% 75% 75% Sexo Feminino Sexo Masculino Idade 20 anos Idade 22 anos Idade 21 anos Á ea de Residência Coimb a Á ea de Residência ex e io a Coimb a C i é io Nosolólgico Pa alisia Ce eb al Mis a C i é io Topog á ico Pa alisia Ce eb al Espás ica C i é io Topog á ico Te apa ésica C i é io Topog á ico Diplégica P oblemas associados sem p oblemas P oblemas associados Epilepsia P oblemas associados Con ulções Coe iciência de in eligência Bo deline Coe iciência de in eligência No mal Len o Coe iciência de in eligência médio Escola idade 9° ano Ensino Regula Escola idade 9° ano com cu ículo adap ado Escola idade 9° ano com cu ículo al e na i o Fo mação P o issional In o má ica 346 BATANERO, J.M.F.; ROGÃO, M.C. Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010. G á ico 2 - Ca ac e ização G upo Expe imen al. Cons i uídos os dois g upos, o g upo de con ole e o g upo expe imen al, os mesmos o am inicialmen e subme idos a uma ase de es e, mais p op iamen e ao es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po. Em seguida, numa ase de in e enção, o g upo expe imen al oi al o do mé odo de musico e apia de John Bean, du an e um pe íodo ap oximado de cinco meses, uma ez po semana, endo cada sessão a du ação ambém ap oximada de 45 minu os. Após a in e enção, os dois g upos o am subme idos a ou a ase de es e, ou seja ealiza am no amen e o es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po. 2.1.2 INSTRUMENTO DE RECOLHA DE DADOS A u ilização do es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po, do p o esso dou o Da id Rod igues, de e- se ao a o do seu au o ê-lo elabo ado pa a a população em ques ão e assim, ê-lo: 100% 50% 50% 100% 50% 50% 50% 50% 50% 50% 50% 50% 50% 50% 100% Sexo Masculino Idade 20 anos Idade 27 anos Á ea de Residência ex e io a Coimb a C i é io Nosolólgico Disquiné ica C i é io Topog á ico A eosica C i é io Topog á ico Te apa ésica C i é io Topog á ico sem e e ência P oblemas associados dé ic audi i o P oblemas associados sem p oblemas Coe iciência de in eligência No mal Len o Coe iciência de in eligência médio Escola idade 9° ano Ensino Regula Escola idade 12° ano (DL 319/91) Fo mação P o issional In o má ica 347 Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010. A in luência do mé odo de musico e apia de John Bean Rela o de Pesquisa [...] concebido de o ma a pode se espondido a a és de modalidades á ias: mo o as e e bais. No caso limi e de uma c iança com uma impo an e dis unção mo o a que a impedisse, po exemplo, de apon a o objec o ou local p e endido... o es e pode ia se espondido unicamen e a a és da di ecionalidade do olha . (RODRIGUES, 1998, p.97). Es e es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po é compos o po ês pa es dis in as: Reconhecimen o, Cons ução e Rep esen ação. Den o da p imei a e da segunda pa e exis em i ens que são duplos e iplos, e que de em se espondidos inicialmen e de o ma homola e al (p o a homola e al), e depois de o ma he e ola e al (p o a he e ola e al). No que se e e e à e cei a pa e, exis em seis i ens que de em se espondidos na p o a homola e al e qua o i ens que de em se espondidos na p o a he e ola e al. 2.2 METODOLOGIA QUALITATIVA 2.2.1 AMOSTRA Nes a pa e da me odologia, a amos agem oi não p obabilís ica po con eniência. Pois de odos os p o esso es e ins i uições con a adas, o am ealizadas en e is as aos p o esso es e alunos que mos a am in e esse nesse sen ido. O g upo de alunos en e is ados é compos o po ês elemen os. Dois des es en e is ados azem pa e do g upo expe imen al subme ido às sessões de musico e apia de John Bean e ao es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po do P o esso Dou o Da id Rod igues, na já e e ida Associação de Pa alisia Ce eb al de Coimb a, mais em conc e o, na Quin a da Con a ia. Es a amos a ca ac e iza-se po odos os seus elemen os se em po ado es de pa alisia ce eb al e se em do sexo masculino. A sua média de idade é de 23,3 anos. A á ea de esidência é ex e io a Coimb a e os seus elemen os encon am-se, em média, na ins i uição há 14,2 anos. Como pe spec i as pa a o u u o, su gem ambições como i a abalha na á ea da in o má ica, a anja emp ego, ou simplesmen e coloca be ume nos ca os. São inúme as as a i idades desen ol idas pelos alunos na ins i uição. Des aca-se em p imei o luga a isio e apia. Em seguida e em si uação de empa e: a e apia ocupacional e o cu so de in o má ica e depois ambém em si uação de empa e: a psicologia, o cu so de ba e chapas, o cu so de es o ado , a hipo e apia, a e apia da ala e a ocupação de empos li es. Os ês en e is ados, além das sessões de musico e apia de John Bean, das quais a i mam e em gos ado, não equen a am, an e io men e, qualque expe iência do gêne o. No que se e e e aos p o esso es en e is ados, a maio ia é do sexo masculino, pois os p o esso es ep esen am 71%. Enquan o que as p o esso as en e is adas ep esen am, apenas 29%. 348 BATANERO, J.M.F.; ROGÃO, M.C. Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010. Cem po cen o dos en e is ados exe cem a sua p o issão em ins i uições di ecionadas pa a o ensino especial. É no ó ia a a iedade de p oblemá icas com que os p o esso es de musico e apia abalham. Den o des a a iedade, des aca-se a pa alisia ce eb al que ep esen a 30%, enquan o que as ou as p oblemá icas ep esen am, isoladamen e, apenas 7%. Dois dos p o esso es en e is ados decla a am abalha com alunos com pa alisia ce eb al cujas idades ão dos doze aos dezesseis anos. Dos á ios mo i os que ouxe am os p o esso es pa a o mundo da musico e apia, des aca-se o a o “con i e”com 44%. Ve i ica-se que os p o esso es abalham, na á ea da musico e apia, en e os ês e os dezesseis anos de se iço. O c i é io que é ido em maio con a na o mação dos g upos, de alunos, de musico e apia, é o c i é io da aixa e á ia. A du ação das sessões de musico e apia a ia, no en an o, des acam-se as sessões de 45 minu os que ep esen am 30% das opções. A equência das mesmas a ia, con udo a egula idade de duas ezes po semana ap esen a maio pe cen agem. Das inúme as a i idades con empladas pelos p o esso es, na eabili ação de pessoas com pa alisia ce eb al, a a i idade que ap esen a maio incidência é o elaxamen o. 2.2.2 INSTRUMENTOS DE RECOLHA DE DADOS A elabo ação da en e is a aos alunos que bene icia am de sessões de musico e apia e da en e is a aos p o esso es de musico e apia e e como base os obje i os já e e idos nes e a igo. A pa i deles, o am cons uídas as ca ego ias e a pa i des as o am o mulados os guiões das en e is as3, ou seja, as pe gun as. Validadas as di as en e is as o am as mesmas, inalmen e, aplicadas. 3 ANÁLISE DE DADOS 3.1 ANÁLISE DE DADOS QUANTITATIVOS A abela que se segue pe mi e analisa os esul ados, exp essos em pon os, ob idos no es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po. 3 Ro ei os de en e is as. 349 Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010. A in luência do mé odo de musico e apia de John Bean Rela o de Pesquisa Tabela 1 - Resul ados Ob idos no Tes e Expe imen al de Rep esen ação Espacial do Co po ( o ais exp essos em pon os). Obse ando os esul ados ob idos, e i ica-se que exce uando os esul ados da pa e do econhecimen o em que o g upo expe imen al, após a in e enção, ap esen ou uma pon uação in e io (meio pon o), em odas as ou as p o as e pa es, a pon uação de ambos os g upos oi semp e supe io após a in e enção. Assim ejamos: ♦Na pa e do econhecimen o, o g upo de con ole ob e e, an es da in e enção, 50 pon os e após a in e enção, ob e e 55 pon os. Cinco pon os a mais após a in e enção. ♦Na pa e da cons ução, o mesmo g upo conseguiu, an es da in e enção, 76 pon os e após a in e enção, 89,5 pon os. T eze pon os e meio a mais, após a in e enção. ♦Na pa e da cons ução, o g upo expe imen al ob e e, an es da in e enção, 45 pon os e após a in e enção, ob e e 46,5 pon os. Um pon o e meio a mais, após a in e enção. ♦Na pa e da ep esen ação, o g upo de con ole conseguiu, an es da in e enção, 100,5 pon os e após a in e enção, 122 pon os. Vin e e um pon os e meio a mais, após a in e enção. ♦Na mesma pa e, o g upo expe imen al ob e e, an es da in e enção, 57,5 e após a in e enção, ob e e 91,5 pon os. T in a e qua o pon os a mais, após a in e enção. ♦No que se e e e à p o a homola e al, o g upo de con ole somou, an es da in e enção, 104,5 e depois da mesma, 123,5. Dezeno e pon os a mais, após a in e enção. ♦Rela i amen e à mesma p o a, o g upo expe imen al conseguiu, an es da in e enção, 53,5 e depois da mesma, 56,5. T ês pon os a mais, após a in e enção. ♦No que se e e e à p o a he e ola e al, o g upo de con ole ob e e, an es da in e enção, 122 e depois da mesma, 143. Vin e e um pon os a mais, após a in e enção. Pa es e P o as do Tes e /G upos G upo de Con ole (N=4) An es da in e enção G upo de Con ole (N=4) Depois da in e enção G upo Expe imen al (N=2) An es da in e enção G upo Expe imen al (N=2) Depois da in e enção Reconhecimen o 50 55 29.5 29 Cons ução 76 89.5 45 46.5 Rep esen ação 100.5 122 57.5 91.5 Homola e al 104.5 123.5 53.5 56.5 He e ola e al 122 143 78.5 110.5 350 BATANERO, J.M.F.; ROGÃO, M.C. Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010. ♦Rela i amen e à mesma p o a, o g upo expe imen al somou, an es da in e enção, 78,5 e depois da mesma, 110,5. T in a e dois pon os a mais, após a in e enção. A abela que se segue pe mi e analisa a média dos esul ados, exp essa em pon os, ob ida no es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po. Tabela 2 - Média dos Resul ados Ob idos no Tes e Expe imen al de Rep esen ação Espacial do Co po (média exp essa em pon os). Obse ando a média dos esul ados ob idos, e i ica-se no amen e que exce uando os esul ados da pa e do econhecimen o em que o g upo expe imen al, após a in e enção, ap esen ou uma pon uação in e io em in e e cinco cen ésimas, em odas as ou as p o as e pa es a pon uação de ambos os g upos oi semp e supe io após a in e enção. Pois conside emos o seguin e: ♦Na pa e do econhecimen o, o g upo de con ole ob e e, an es da in e enção, a média de 12,5 e após a in e enção, ob e e a média de 13,75. Um í gula in e e cinco pon os a mais, após a in e enção. ♦Na pa e da cons ução, o mesmo g upo conseguiu, an es da in e enção, a média de 19 pon os e após a in e enção, a média de 22,375. T ês í gula ezen os e se en a e cinco pon os a mais, após a in e enção. ♦Na pa e da cons ução, o g upo expe imen al ob e e, an es da in e enção, a média de 22,5 e após a in e enção, ob e e a média de 23,25. Se en a e cinco décimas a mais, após a in e enção. ♦Na pa e da ep esen ação, o g upo de con ole conseguiu, an es da in e enção, a média de 25,125 e após a in e enção, a média de 30,5. Cinco í gula ezen os e se en a e cinco pon os a mais, após a in e enção. ♦Na mesma pa e, o g upo expe imen al ob e e, an es da in e enção, a média de 28,75 pon os e após a in e enção, ob e e a média de 45,75. Dezesse e pon os a mais, após a in e enção. ♦No que se e e e à p o a homola e al, o g upo de con ole somou, an es da in e enção, a média de 26,125 e depois da mesma, a média oi de 30,875. Qua o í gula se ecen os e cinquen a pon os a mais. Pa es e P o as do Tes e /G upos G upo de Con ole (N=4) An es da in e enção G upo de Con ole (N=4) Depois da in e enção G upo Expe imen al (N=2) An es da in e enção G upo Expe imen al (N=2) Depois da in e enção Reconhecimen o 12,5 13,75 14,75 14,5 Cons ução 19 22,375 22,5 23,25 Rep esen ação 25,125 30,5 28,75 45,75 Homola e al 26,125 30,875 26,75 28,25 He e ola e al 30,5 35,75 39,25 55,25 351 Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010. A in luência do mé odo de musico e apia de John Bean Rela o de Pesquisa ♦Rela i amen e à mesma p o a, o g upo expe imen al conseguiu, an es da in e enção, 26,75 e depois da mesma, 28,25. Um pon o e meio a mais, após a in e enção. ♦No que se e e e à p o a he e ola e al, o g upo de con ole ob e e, an es da in e enção, 30,5 e depois da mesma, 35,75. Cinco í gula in e e cinco pon os a mais, após a in e enção. ♦Rela i amen e à mesma p o a, o g upo expe imen al somou, an es da in e enção, 39,25 pon os e depois da mesma, 55,5 pon os. Seis pon os a mais, após a in e enção. Veja-se ago a a di e ença da média dos esul ados ob idos no es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po, di e ença es a exp essa em pon os. Tabela 3 - Di e ença da Média dos Resul ados Ob idos no Tes e Expe imen al de Rep esen ação Espacial do Co po (di e ença exp essa em pon os). Analisando a di e ença da média dos esul ados ob idos pelo g upo expe imen al an es e depois da in e enção (segunda coluna), obse amos que exce uando os esul ados da pa e do econhecimen o, em que o g upo em ques ão ob e e -0,25, deco en e do esul ado in e io ob ido pelo g upo expe imen al após a in e enção; em odas as ou as p o as e pa es, após a in e enção, o g upo expe imen al ap esen ou semp e uma di e ença posi i a. Pode íamos dize que es a di e ença oi mais signi ica i a na pa e da ep esen ação (17), em seguida na p o a he e ola e al (16), depois na p o a homola e al (1,50) e inalmen e na pa e da cons ução (0,75). Analisando a di e ença da média dos esul ados ob idos en e o g upo de con ole e o g upo expe imen al depois da in e enção ( e cei a coluna), obse amos que exce uando os esul ados da p o a homola e al em que o g upo expe imen al ob e e, após a in e enção, um esul ado in e io ao g upo de con ole (-2.625); em odas as ou as p o as e pa es, após a in e enção, o g upo expe imen al ap esen ou semp e uma di e ença posi i a. Di e ença es a que oi mais no á el na p o a he e ola e al, em seguida na pa e da ep esen ação, na pa e da cons ução e inalmen e na pa e do econhecimen o. Pa es e P o as do Tes e /G upos G upo expe imen al an es e depois da in e enção G upo de con ole e g upo expe imen al depois da in e enção Reconhecimen o Cons ução Rep esen ação Homola e al He e ola e al -0,25 0,75 17 1,50 16 0,75 0,875 15.25 -2.625 19.50 358 BATANERO, J.M.F.; ROGÃO, M.C. Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010. ♦Segundo odos os p o esso es, são econhecidos con ibu os, nomeadamen e na á ea da: linguagem; la e alidade; disc iminação e memó ia audi i a; mo icidade; o ien ação espaço empo al; comunicação de emoções; desen ol imen o de compe ências pessoais e de g upo, elacionais e cogni i as; melho ia da qualidade de ida; es imulação da cu iosidade senso ial; ala gamen o das capacidades psicomo o as; desen ol imen o da capacidade de comunicação não e bal, da au oes ima e da au ocon iança; desen ol imen o da capacidade de obse ação e de espei o pelas eg as de inidas; a i mação e e o ço da pe sonalidade; p omoção e desen ol imen o da exp essão, en e ou os. As a i mações de odos os alunos, se bem que gené icas, ão ao encon o des a conclusão ao e e i em que sen i am melho as, após as sessões de musico e apia. 5 IMPLICAÇÕES A conclusão inal e a conclusão de âmbi o mais ge al des e es udo êm como implicação econhece que a musico e apia pode assumi g ande impo ância na ida ao encon o das necessidades sen idas po pessoas com pa alisia ce eb al. Pode -se-á olha pa a a musico e apia como uma e apia es imulan e e ag adá el e que adqui e no âmbi o socioeduca i o ex ema impo ância po p e ende desen ol e um meio musico e apêu ico a se u ilizado no a amen o/ in e enção da ep esen ação espacial do co po de pessoas com pa alisia ce eb al. A sua u ilização pode á implica o melho amen o da qualidade de ida, não só des as pessoas, mas ambém dos pais, e apeu as, p o esso es e ou os que com elas so em as consequências de um comp ome imen o mo o e de ou as p oblemá icas que po ezes se encon am associadas a pa alisa ce eb al. 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