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A ‘ARQUITECTURA POPULAR EM PORTUGAL’. UMA LEITURA CRÍTICA. RELATÓRIO FINAL

MAIA, Maria Helena; CARDOSO, Alexandra; LEAL, Joana Cunha

Abstract

Relatório final do projeto FCT A Arquitetura Popular em Portugal. Uma Leitura Crítica. 1 de Abril de 2010 – 30 de Junho de 2013

Full text

Maria Helena Maia, Alexandra Cardoso e Joana Cunha Leal A ‘ARQUITECTURA POPULAR EM PORTUGAL’. UMA LEITURA CRÍTICA RELATÓRIO FINAL 1 de Abril de 2010 – 30 de Junho de 2013 Projecto financiado por fundos FEDER através do Programa Operacional Factores de Competitividade – COMPETE (FCOMP-01-0124-FEDER-008832) e por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia (PTDC/AUR-AQI/099063/2008). 2 Índice I. Apresentação ………………………………………………………………………… 4 II. Tarefas Tarefa 1: Início da investigação ……………………………………………………. 6 Tarefa 2: Recolha e tratamento de dados …………………………………….. 9 Tarefa 3: Viagens de trabalho de campo …………………………………….… 12 Tarefa 4: Conclusões provisórias …………………………………………………. 13 Tarefa 5: Encontro Científico ………………………………………………………. 15 Tarefa 6: Preparação do trabalho de campo ………………………………… 21 Tarefa 7: Trabalho de campo ………………………………………………….…… 22 Tarefa 8: Desenvolvimento teórico e mapas ……………………….…….…. 26 Tarefa 9: Relatórios ………………………………………………………………….... 46 III. Resultados Apresentação ……………………………………………………………………………. 51 Comunicações ………………………………………………………………………..… 52 Publicações ………………………………………………………………………………. 54 Organização de encontros científicos …………………………………………. 57 Exposições ……………………………………………………………………………….. 57 IV. Equipa Equipa ……………………………………………………………………………………. 58 Colaboradores ………………………………………………………………………… 58 Revisores ……………………………………………………………………………….. 58 V. Agradecimentos …………………………………………………………….. 59 3 I. APRESENTAÇÃO O projeto de investigação que nos propusemos desenvolver centra-se no estudo crítico do volume Arquitetura Popular em Portugal, publicado em 1961 pelo Sindicato dos Arquitetos. A escolha desta obra passou não só pelo facto de constituir um marco na história da cultura arquitetónica portuguesa mas também porque consideramos que a sua análise crítica mantém toda a sua oportunidade, agora que o tema dos vernáculos e regionalismos tornou a entrar no âmbito das discussões profissionais. No entanto, não se tratou de estudar a obra de maneira isolada, em si mesma e por si mesmo, uma vez que defendemos o seu estudo num quadro ponderado e em constante diálogo com elementos teóricos subjacentes à expressividade própria de algumas das linguagens eruditas modernas. Efetivamente, as hipóteses de estudo em que este projeto apostou e que Pedro Vieira de Almeida caracterizou como parâmetros em surdina, são apenas duas que acabam por se revelar complementares, e acreditamos que muito determinantes. Em primeiro lugar a noção da importância genérica da maior ou menor espessura das paredes que delimitam a arquitetura, conformando aquilo que podemos chamar por um lado uma poética de paredes delgadas e por outro uma poética de paredes espessas. Em segundo lugar a noção da importância do espaço-transição na geral economia da expressão arquitetónica. 4 Neste trabalho servimo-nos portanto de duas varáveis analíticas como instrumentos fiáveis de análise, em que essa fiabilidade também é ela própria posta à prova e para isso como material base de estudo servimo-nos de exemplos da chamada arquitetura “vernácula” em Portugal. Paralelamente, importou compreender o papel do Inquérito à Arquitetura Regional no contexto da cultura arquitetónica portuguesa e internacional e contribuir para a construção do conhecimento das problemáticas historiográficas e críticas em que o mesmo se encontra implicado. Uma explicação mais detalhada do ponto de partida deste projeto foi publicada no que chamamos o Documento Zero (Pedro Vieira de Almeida, 2010) De registar ainda que, em Setembro de 2011 a equipa e o projeto foram seriamente abalados com a morte do seu investigador responsável. Para além do abalo que provocou do ponto de vista afetivo, o desaparecimento de Pedro Vieira de Almeida veio empobrecer o desenvolvimento do trabalho, uma vez que este se apoiava na produção teórica que tinha vindo a desenvolver desde os anos 60, sendo indiscutivelmente o ideólogo deste projeto. A decisão de continuar o trabalho, tomada coletivamente pela equipa, constituiu o nosso modo de o recordar e respeitar a importância da sua obra. Obviamente, isto obrigou a uma reorganização profunda do trabalho, com vista à sua concretização com menos um elemento e de modo a recuperar os meses entretanto perdidos. Isto levou à sobreposição de tarefas, inicialmente pensadas como sequenciais e que acabaram por ser executadas em simultâneo. Esta situação acabou por verificar-se positiva, até porque, do ponto de vista metodológico, já tinha sido detetada a necessidade de articular diretamente o trabalho desenvolvido no terreno com a elaboração das cartas e mapas e com o desenvolvimento teórico do projeto, como se explicará quando da apresentação das tarefas correspondentes. 5 Por outro lado, desta necessidade resultou que a redação da fundamentação teórica foi antecipada, o que permitiu que o trabalho fosse desenvolvido em estreita relação com a reflexão teórica e crítica entretanto produzida por Vieira de Almeida, que desse modo continuou presente e ativo no âmbito da equipa. A deslocação do encontro científico internacional, Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in 20th century architectural culture, de Setembro de 2011 (data para que estava inicialmente prevista) para Maio de 2012, constituiu o único aspeto menos feliz decorrente da reprogramação do projeto, uma vez que trouxe uma carga suplementar de trabalho a uma agenda já bastante carregada. No entanto, o resultado final deste encontro justificou amplamente a sua realização. Por último, importa registar que a documentação reunida e produzida neste projeto será depositada no arquivo do CEAA | Centro de Estudos Arnaldo Araújo para consulta dos investigadores que nela estejam interessados, estando previsto o seu tratamento informático para disponibilização on line na página do CEAA (www.ceaa.pt), secção "Projetos Financiados", onde se encontra já disponível a informação relativa a este projeto. 6 II. TAREFAS Tarefa 1: Início da investigação [Beginning of the investigation] Esta tarefa subdivide-se em duas partes: uma primeira parte de preparação genérica do trabalho e uma segunda parte de preparação da documentação gráfica publicada na Arquitetura Popular em Portugal, dada a necessidade de considerar em simultâneo estes dois aspetos determinantes para o arranque do trabalho. A existência desta tarefa inicial foi introduzida no projeto por se ter, na altura, considerado que a dependência nesta fase da adesão de entidades exteriores não diretamente controláveis pela equipa, poderia constituir um fator de indeterminação que aconselhava a estabelecer um prazo prévio de preparação genérica do trabalho, já que poderia fazer de alguma maneira infletir a programação, ou mesmo pontualmente obrigar à revisão dos métodos previstos, o que realmente veio a acontecer. Assim, o primeiro passo foi corrigir o cronograma do projeto com introdução do desfasamento temporal entre a data prevista para o seu início (01.01.2010) e aquela em que efetivamente começou (01.04.2013). Registe-se que este simples adiamento no início do projeto veio posteriormente a revelar-se desestruturador da programação de toda a vertente associada ao trabalho de campo, remetendo para meses chuvosos uma atividade prevista para um período climatericamente mais adequado ao trabalho a realizar, como se verá mais à frente. Simultaneamente, foi estabelecido com todo o pormenor e rigor possíveis, um programa que compatibilizasse a calendarização das tarefas a desenvolver pelos 7 diferentes elementos da equipa com os naturais compromissos profissionais a que cada um estava ligado. Por outro lado, na sequência da constatação de que no volume Arquitetura Popular em Portugal não se verificava a compatibilização da sinalética empregue zona a zona para cada um dos tipos arquitetónicos referidos, a isto se juntando a existência de zonas “cegas” e outras assimetrias mais ou menos significativas, estava prevista, como já foi referido, uma segunda vertente do trabalho preparatório inicial associada à recolha e primeira reflexão sobre essa documentação. Esta programação estava associada à consciência de que toda essa documentação tinha de ser tratada para ser lida em conjunto, excluindo alguns elementos que não pareciam relevantes para a investigação crítica que pretendíamos e eventualmente agregando casos que no Inquérito são apresentados como distintos e desagregando outros casos que no mesmo Inquérito são considerados dentro da mesma categoria, quando criticamente tudo sugeria que devessem ser considerados em separado. Nesta primeira fase, isto implicou o levantamento, análise e tratamento rudimentar da documentação gráfica existente com vista a permitir uma leitura de conjunto. Foi ainda nesta fase que se tomaram as primeiras decisões determinantes para o desenvolvimento futuro da investigação – nomeadamente a circunscrição do trabalho aos exemplos de habitação popular – e se procedeu à primeira análise sistemática da sinalética existente, com vista à respetiva uniformização. Isto é, procedeu-se a um trabalho de interpretação crítica dos elementos gráficos, começando a configurar a sua justificação caso a caso num quadro teórico, ao mesmo tempo que se realizou uma sua primeira interpretação no plano gráfico. Esta tarefa foi realizada plenamente, dentro do período e nos termos previstos para o efeito. 8 Esquemas elaborados por Pedro Vieira de Almeida em Março de 2010, durante a primeira fase de programação do trabalho 9 Tarefa 2: Recolha e tratamento de dados [Data collection and treatment] Nesta tarefa previa a recolha de documentação constante de espólios de alguns arquitetos, ou seja, da documentação associada ao Inquérito remanescente em espólios particulares. Isto levou à recolha e digitalização de documentação proveniente dos arquivos familiares de alguns dos intervenientes no Inquérito, como é o caso dos arquitectos Octávio Lixa Filgueiras, Arnaldo Araújo e Carlos Carvalho Dias, importante para a evolução do trabalho. Independentemente da importância que o acesso a esta documentação teve para a realização deste projecto, encontra-se atualmente em negociação a possibilidade de disponibilizar o acesso à mesma através da criação de uma base de dados on line, na página do Centro de Estudos Arnaldo Araújo. Paralelamente a este esforço mais individualizado, previa-se a realização, junto dos arquivos da Ordem dos Arquitetos, de uma tentativa de aceder ao espólio do Inquérito lá depositado uma vez que sabemos terem sido recolhidos 10.000 documentos, dos quais só foram publicados cerca de 2.000. Efetivamente, foi identificada na posse da Ordem dos Arquitetos grande parte da documentação produzida durante a realização do Inquérito à Arquitetura Regional, no entanto, apesar dos vários contactos estabelecidos nesse sentido, tanto como equipa de investigação como individualmente, enquanto membros da Ordem, não nos foi dado acesso à documentação. Tudo quanto conseguimos da Ordem dos Arquitetos foi a possibilidade de consulta, na sala de leitura da respetiva biblioteca, da documentação não publicada que havia sido anteriormente digitalizada e registada num CD Rom, cremos que por Rodrigo Ollero, no âmbito da investigação realizada para o seu doutoramento. Desta consulta resultou informação importante para a confirmação das hipóteses aventadas, mas o impedimento do acesso ao conjunto da documentação não nos permitiu ter uma visão global em primeira-mão do conjunto da documentação e portanto, impediu-nos de poder desenvolver 16 modernos. Além disso, o Inquérito português à arquitetura vernacular constitui um registo notável do antigo país rural realizado no exato momento em que estava prestes a desaparecer. Este facto iria garantir também a sua importância para outros campos de estudo, como a antropologia, a história e a fotografia. Associada ao projecto em curso A “Arquitectura Popular em Portugal”. Uma Leitura Crítica (FCT: PTDC/AUR-AQI/099063; COMPETE: FCOMP-01-0124-FEDER-008832), esta conferência tem por objetivo discutir os antecedentes, condições, metodologias, resultados publicados, efeitos e importância deste tipo de inquéritos na arquitetura e no pensamento arquitetónico do século XX, com vista à compreensão do caso português no contexto cultural internacional. Este call for papers foi divulgado a nível nacional e internacional através da lista de emails da European Architectural History Network (EAHN) e da Conference Alerts, para além de várias plataformas e sites nacionais (por ex: Escola Superior Artística do Porto, do IGESPAR, da Ordem dos Arquitectos, Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP) e internacionais (plataforma Vitruvius, Architectural Humanities Research Association (AHRA) e o “urban studies blog”). Foi ainda criado um site do evento: http://architecturalsurveys.wordpress.com/ 17 A comunidade científica respondeu em número surpreendente atendendo à especificidade do tema – registe-se que o encontro interessou não só investigadores europeus como outros provenientes da África, Asia e Américas do Norte e do Sul – se bem que as propostas apresentassem alguma amplitude na interpretação do que era pedido. Nesta sequência foi decidido manter alguma tolerância na seleção das comunicações, nomeadamente no que se referia à resposta da comunidade nacional com propostas ligadas ao caso português, o que acabou por revelar-se uma excelente opção, uma vez que nos permitiu, para além do objetivo inicial de colher informação sobre o contexto internacional, comparar a nossa investigação com o que em Portugal se estava a fazer neste campo. Assim, foram selecionadas 30 propostas das cerca de 50 recebidas, a que se juntou a participação de dois dos consultores, que desejaram apresentar comunicação e 2 conferencistas convidados, Ana Tostões e Carlo Atzeni, selecionados por terem eles próprios participado na realização de inquéritos à arquitetura vernacular. Por último, a equipa entendeu também participar com duas comunicações sucessivas e interligadas entre si: na primeira, realizando uma apresentação do projeto e dos resultados até à data obtidos; na segunda, apresentando a proposta teórica de Pedro Vieira de Almeida (1933-2011) que esteve na base do projeto, enquadrando-a na obra do autor. Com esta segunda comunicação a equipa quis simultaneamente homenagear o seu investigador responsável e registar autorias, uma vez que a continuação do projeto após o desaparecimento do seu IR lhe levantava problemas éticos no que se refere à manipulação dos instrumentos teóricos por este formulados, sendo essa manipulação todavia indispensável à continuação do trabalho. O resumo das contribuições foi registado em papel num livro de resumos que incluía também o programa e os curricula resumidos dos intervenientes, enquanto o texto integral das comunicações era registado num livro de actas, publicado em CD Rom anexo ao Book of Abstracts. Ambas as publicações foram distribuídas gratuitamente a todos os participantes, tendo a edição de 100 exemplares esgotado no evento devido aos inúmeros pedidos de exemplares 18 para as bibliotecas das instituições a que os investigadores presentes estavam associados. A Conferência – Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in the 20th century architectural culture (Porto: ESAP, 17, 18 e 19 de Maio de 2012) – acabou por revelar-se muito mais importante do que tínhamos inicialmente previsto, tendo contribuído não só para o debate e troca de experiências do tema em questão, como sido decisiva tanto para a projeção internacional do Inquérito, como para uma nova aproximação nacional ao mesmo, de que conferências posteriores como o Colóquio Internacional Arquitectura Popular (Arcos de Valdevez: Casa das Artes, 3-6 Abril 2013) e o subsequente aumento significativo de produção teórica associada ao tema vieram demonstrar. Por último, registe-se que a equipa procurou envolver no evento estudantes de 2º e 3º ciclo, tendo participado, a diferentes níveis, na sua organização 4 doutorandos e 5 mestrandos. Resumo dos dados relativos à International Conference Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in the 20th century architectural culture Comunicações da equipa: Maria Helena Maia, Alexandra Cardoso and Joana Cunha Leal – Our Project: The “Popular Architecture in Portugal”. A Critical Look. Intercalar results of a research project Joana Cunha Leal, Maria Helena Maia and Alexandra Cardoso – Pedro Vieira de Almeida and the Survey 19 Conferências: Carlo Atzeni – Sardinia’s historic districts Renovation Manuals Ana Tostões – The Survey as a knowledge process, the research as a critic tool Comunicações: Agarez, Ricardo – Vernacular, conservative, modernist: the uncomfortable ‘Zone 6’ (Algarve) of the Portuguese folk architecture survey (1955-1961) Alcolea, Ruben & Aitor Acilu – From Sea to Stone. Cradle of Avant-garde Altinöz, Meltem Özkan – Review on Vernacular Architecture of Safranbolu Houses and Their Social and Spatial Reflection over the 20th Century Architectural Culture, Turkey André, Paula – Surveys, travels and disclosure of vernacular architecture in the Portuguese and European context Anselmo, Marcos– Africa’s Vernacular Architecture. The Primitive in the 1960/70’s Architectural Production Bosman, Gerhard – Local Building Cultures and Perceptions of Wall Building Materials: Influences on vernacular architecture in rural areas of central South Africa Crushell, Rosaleen– The Irish Sessions House. A Survey of a standard plan in Munster Dias, Tiago Lopes – A Critical Interpretation of The Portuguese Survey in the Early Sixties: Nuno Portas and Pedro Vieira de Almeida Diez-Pastor, Concepción – Architectural Koinè: Architectural Culture and the Vernacular in 20th Century Spain. Dimitsantou-Kremesi, Catherine and Teresa Marat-Mendes – Issues on architectural surveys. The ‘Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa’ Fernandes, Eduardo – Signs of the “Survey” influence in the CODA projects presented in EBAP Ferreira, Teresa – Alfredo de Andrade’s (1838-1915) surveys on vernacular architecture across Italy and Portugal. Ferrer, Manuel, Roger Miralles, Juan Fernando Rodenas, Ramon Faura, Jofre Roca, Gerard Fortuny and Gillermo Zuaznabar – Poblenou del Delta (Villafranco del Delta), 1947: the vernacular in the new agricultural settlements of the INC (Spain) Gunawan, Yenny – Undagi’s Sustainable Architecture Limbouri-Kozakou, Elena and Maria Philokyprou – The significance of surveys in the preservation and restoration of the vernacular architecture. The case of Cyprus. Lizancos Mora, Plácido & Evaristo Zas Gómez – Lessons From Two (Contemporary) Wide Surveys on Vernacular Architecture and Traditional Settlements in Galicia and Asturias (Spain). Matos, Madalena Cunha – Activism and agendas. Rural housing in Portugal from the 1930’s to the 1950’s as seen by architects and agronomers Mestre, Victor – The Decline and Contaminations of Post-Survey Architecture in Architecture Without Architects (1955-1985) 20 Moreira, César Machado – The HICA Central Workers Quarters Mota, Nelson – The Vernacular in Dubrovnik, 1956: Fetishism or Commitment? Muñoz , Julian Garcia – Houses and Temples. A useful survey. Neves, António– The Second Modern Generation and the Survey on Regional Architecture. Some notes based on projects of Arménio Losa and Cassiano Barbosa Papillault, Remi – Vernacular Identity in the Brutalist School of Toulouse, 1950-1970 Philokyprou, Maria and Elena Limbouri-Kozakou – The role of the central courtyard. Surveys in the vernacular architecture of Cyprus. Remesar, Antoni & Salvador Garcia Fortes – From the ordinances to the Project for a City. The importance of the “survey” on common architecture in the Eixample Project (Barcelona) Ribeiro, Vítor; José Aguiar & Miguel Reimão Costa – From the Survey on Regional Architecture in Portugal to the local applied research: the experience of GTAA Sotavento in the built vernacular heritage studies. Rita, João Santa – Building with the Climate in Popular Architecture in Portugal: critical reading of the “Survey on Regional Portuguese Architecture” Sabatino, Michelangelo – Rustic versus Rural: The Vernacular Architecture Exhibition as Survey of the Many Faces of Italian Modernism Santos, Cecilia Rodrigues dos, Ana Gabriela Godinho Lima and Ruth Verde Zein – A Modern Perspective on Vernacular Culture: Lucio Costa’s strategies in Parque Guinle residential complex, Rio de Janeiro (1948-1954). Simon, Mariann– Specific Architecture Rooted in the Country. Survey on regional architecture and tourism development Urbano, Luís – Between here and there. Rural and urban space as national identity in 1960’s Portugal. Virtudes, Ana Lídia & Filipa Almeida – The Territory of “Avieiras” Stilt-House Villages in the Survey on Vernacular Architecture: what does the future hold? Publicações: Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in 20th century architectural culture: Conference Proceedings. Porto: CEAA, 2012, 554 pág. (isbn 978-972-8784-40-9) Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in 20th century architectural culture. Book of abstracts. Porto: CEAA, 2012, 68 pág. (isbn 978-972-8784-39-3) Organização: Comissão Científica: Ana Tostões (IST, Portugal), Antoni Remesar (UB, Espanha), Concepción Diez-Pastor (IESA/IEU, Espanha), Joana Cunha Leal (IHA/FCSHUNL, Portugal), Josefina Gonzalez Cubero (UVA, Espanha), Margarida Acciaiuoli (IHA/FCSH-UNL, Portugal), Maria Helena Maia (CEAA/ESAP, Portugal), Mariann Simon (BUTE, Hungria), Miguel Angel de la Iglesia (UVA, Espanha), Nuno Portas (CEAU/FAUP, Portugal), Remi Papillault (U. 21 Toulouse/Fondation Le Corbusier, França), Rui Ramos (CEAU/FAUP, Portugal) Comissão Organizadora: Alexandra Cardoso (CEAA/ESAP), Joana Cunha Leal (IHA/UNL) e Maria Helena Maia (CEAA/ESAP). Comissão Executiva: Alexandra Pereira (ESAP), César Machado Moreira (CEAA/UL), Joana Couto (CEAA/ESAP-UL), Margarida Gonçalves (CEAA/ESAP), Maria Carneiro (CEAA/ESAP), Maria Serrano (MIA/ESAP), Miguel Moreira Pinto (CEAA/ESAP) e Fábio Filipe Azevedo (MIA/ESAP). Agradecimentos: Jorge Cunha Pimentel (CEAA/ESAP) – Design gráfico do cartaz da conferência e das capas das publicações e Susana Milão (MIA/ESAP) – Auxilio na construção da página web. Tarefa 6: Lançamento do trabalho de campo Sequencialmente à tarefa anterior foi necessário proceder a uma avaliação dos métodos anteriormente previstos, promovendo alguns acertos para garantir eficácia das deslocações ao terreno. Pelas razões expostas na tarefa anterior, mas também pela constatação da importância entre a realização das deslocações e a elaboração teórica, que ia abrindo novas dúvidas e possibilidades, grande parte desta tarefa acabou por se realizar em simultâneo com o trabalho de campo e elaboração teórica e mapas. Todas as visitas foram precedidas de um trabalho de preparação das mesmas que, para além dos aspetos logísticos mais imediatos, passou pelo levantamento da documentação gráfica publicada na Arquitetura Popular em Portugal, bem como de todos os exemplos exteriores a ela que se puderam encontrar, identificação da respetiva localização, cruzando esta informação com as cartassíntese que entretanto se tinham começado a elaborar. Este último aspeto foi especialmente importante porque estas cartas davam-nos informação sobre os "aglomerados" temáticos a visitar na sua articulação com os dois parâmetros em estudo: espessura e espaço-transição, que as visitas deviam no terreno esclarecer ou completar. A articulação com os problemas teóricos foi portanto fundamental na preparação do trabalho de campo. Registe-se ainda a importância do trabalho preparatório, dada a dificuldade em encontrar muitas das obras referenciadas no Inquérito, uma vez que alguns dos 22 locais não estão sinalizados nos mapas correntes das Estradas de Portugal, tendo sido necessário o recurso a carta militares combinadas com os dados de GPS para referenciar parte das obras. Tarefa 7: Trabalho de campo Desde o momento da formulação deste projeto que a equipa esclareceu que o trabalho de campo não se destinava a repetir um levantamento nos termos realizados no Inquérito, mas sim a verificar hipóteses teóricas entretanto formuladas. Daí os cuidados postos na sua preparação concreta, com vista à obtenção de uma maior eficácia e rigor na seleção, tentando com isso contribuir para uma maior densidade da leitura efetuada. De facto, o trabalho de campo – consistindo em fotografias e levantamentos gráficos dos exemplos considerados importantes – constituiu um ponto fulcral de toda a investigação, não só porque neste caso se tratou de um reconhecimento criticamente orientado, mas também porque simultaneamente correspondeu a um ponto particularmente delicado que exigiu uma atenção pronta e uma sensibilidade disciplinada, para os exemplos encontrados. Efetivamente, a recolha de informação no terreno foi essencial para a leitura crítica da documentação produzida pelos autores do Inquérito, mas também para a construção das cartas e mapas em que se apoiou a reflexão sobre a espessura e o espaço-transição no que ao universo da arquitectura popular portuguesa se refere. Existiu ao longo de todo o trabalho um nível muito elevado de articulação entre a informação gráfica dos mapas que se iam produzindo e o trabalho de campo, com evidentes consequências no rigor dos resultados finais obtidos. Daí a necessidade que desde cedo se sentiu em reprogramar o trabalho de campo de modo a que este pudesse ser realizado em direta correlação com o desenvolvimento teórico do projeto. 23 Daí também, que tenha existido alguma ambiguidade entre visitas prévias de reconhecimento previstas na tarefa 3 e o trabalho de campo. Concretamente, referimo-nos às viagens às Beiras, descritas na tarefa 3, que começaram por ser pensadas como visitas exploratórias mas acabaram por ter que se prolongar e transformar em efetivo trabalho de campo. Neste caso, em especial, a documentação gráfica de dispúnhamos apresentava a zona como rica em exemplos de espaço-transição o que não foi possível confirmar de imediato no terreno, atendendo à degradação de muitos dos aglomerados rurais e alterações apresentadas pela habitação popular da zona abrangida no percurso da primeira visita. Isto levou à necessidade de realizar uma segunda viagem naquela zona, para confirmar pressupostos do trabalho. Foi assim que a equipa se apercebeu da impossibilidade de cumprir o faseamento inicialmente previsto no que se refere à aproximação no terreno aos objetos de estudo. A necessidade de introduzir um período de reorganização da equipa e do trabalho, na sequência do desaparecimento do seu investigador responsável, também contribuiu para esta sobreposição das tarefas, que tiveram de ser realizadas num período de tempo mais curto do que aquele que inicialmente se previra. No entanto, a principal razão da referida sobreposição e mesmo fusão de tarefas foi a alteração metodológica introduzida na execução do trabalho pelas razões já atrás referidas. Nesta fase do trabalho de campo foram realizadas várias visitas de estudo, as principais das quais na zona sul do país, concretamente Estremadura e Alentejo. Os sugestivos exemplos de aldeias avieiras localizadas na Estremadura, foram importantes para testar alguns dos pressupostos de leitura do parâmetro espessura, no caso, da expressividade das paredes delgadas. 24 Exemplos de habitação em madeira (paredes delgada) Estremadura © 2011 Situação atual de exemplos registados pela equipa do Alentejo (paredes espessas) © 2012 25 Especialmente importante, foi a viagem ao Alentejo, dado que a ausência de material gráfico produzido pela equipa da Zona 5 colocava um problema importante a resolver, se se queria obter uma leitura global do território. Foi ainda realizada uma incursão no Minho e Galiza, esta última articulada com a visita à exposição Companheiros de Ofício, em que era explorada a relação entre a arquitetura vernacular e arquiteturas eruditas do séc. XX e portanto de grande interesse para o trabalho em curso. Situação actual de exemplos registados pela equipa do Minho (paredes espessas e espaçotransição) © 2013 Ficaram por visitar as zonas 2, Trás-os-Montes, e a zona 6, Algarve. Reconhecemos que teria sido preferível realizar visitas a estas duas zonas, mas desde o início que sabíamos que este trabalho seria necessariamente incompleto dado tratar-se de uma primeira aproximação ao tema. Assim, quando houve que eleger as zonas a visitar, foram escolhidas aquelas que se revelaram mais úteis na fase em que se encontrava o trabalho. 32 Carta regional apresentada pela equipa da zona 5 e quadro com a sinalização das tipologias por sub-região (por nós proposta) Para esta tarefa de ensaiar um mapa tipológico da Zona 5, os exemplos anotados, a representação gráfica empregue, bem como a sua caracterização, basearam-se em pontos de abordagem semelhante que julgamos ter identificado no conjunto das três equipas do sul do país. Note-se que estas equipas foram particularmente sensíveis aos aspectos formais e construtivos da habitação rural, para além da referência a áreas geográficas ter sido um recurso utilizado na zona 6 para caracterizar os diferentes tipos da habitação algarvia. Para cada sub-região foi decidido criar um sinal representativo do essencial que retivemos da caracterização dada pelos seus autores quanto à forma e aos elementos construtivos para cada tipo. Assim, e a título de exemplo, podemos mencionar que a habitação da sub-região de Barros se distingue por uma construção de um piso com telhado e cuja importância dada ao espaço da cozinha se expressa no elemento da chaminé, que domina a composição da fachada, normalmente caiada. Graficamente resultou no sinal Paralelamente, e no sentido de dar um significado arquitectónico a cada um dos sinais, seleccionaram-se do conjunto dos exemplos registados para esta zona, aqueles que considerámos mais elucidativos de cada uma das sub-regiões. 33 Para cada uma das habitações redesenhou-se manualmente uma planta e um alçado na sua forma mais esquemática, que foram posteriormente digitalizados e inseridos numa grelha em conjunto com os sinais e com os descritivos. O resultado final pretende não ir mais além do que o apontar de uma hipótese de síntese quanto à classificação por tipos da zona 5, apoiando-nos para tal naquilo que identificamos como base da composição dos mapas apresentados para as restantes zonas. Registe-se que a elaboração deste esboço tipológico constituiu uma tentativa de interpretar graficamente o que a estrutura do capítulo Arquitectura da Zona em si já prevê: identificar características comuns nos tipos de soluções construtivas face às condições geográficas patentes em cada sub-região. Hipótese de um mapa tipológico para a zona 5 - Alentejo Com a informação reunida das seis zonas, agora compilada na Carta 2 e no Quadro 1, passou a ser possível dispor de uma base de trabalho, sobre a qual de imediato se tornou evidente a diversidade de leituras, reflectida na 34 multiplicidade de sinais utilizados, num total de 82, que caracterizam os diferentes tipos de edifícios considerados significativos pelos arquitectos autores da publicação A Arquitetura Popular em Portugal. Esta diversidade parece resultar de critérios individuais adoptados por cada equipa, que se podem reconhecer na diferente opção quanto aos edifícios seleccionados, na escolha personalizada dos elementos gráficos para os identificar e no grau de especificidade com que os mesmos são caracterizados. Mas podemos também considerar a possibilidade de que esta variedade de registo traduza diferentes sensibilidades na forma como as equipas abordaram as respectivas áreas de estudo, concretamente no que se refere às questões de ordem formal e construtiva. Recorde-se que estes aspectos exerceram um grande fascínio sobre os arquitectos, quando procederam ao levantamento de campo, conforme testemunham alguns dos seus autores. Carta 2 – Zona 5 integrada com preenchimento dos sinais (por nós propostos). Total de 82 sinais registados pelas seis equipas 35 Quadro 1 - todos os sinais utilizados pelas equipas do Inquérito. Numa leitura agora mais comparada da informação é possível constatar algumas evidências quanto à forma como as equipas pontuaram o seu registo. 1) De um modo geral, a sinaléctica empregue tenta representar esquematicamente o alçado dos edifícios acentuando os seus elementos mais significativos, i.é. as escadas, as águas do telhado, os anexos integrados, os contrafortes, as chaminés, etc. 2) Em todas as zonas do levantamento existem áreas “brancas”, visíveis pela ausência de sinalética empregue, não havendo dados que justifiquem o seu significado ou intencionalidade em não terem sido tratadas. 3) Na faixa de transição entre zonas não há cruzamento de informação, uma vez que cada equipa não registou tipologias para além dos limites estipulados, barrando à partida com esta fronteira, que entendemos artificial, a hipótese de definir articulações possíveis. Podemos encontrar a única excepção em exemplos identificados pela equipa da zona 2 – Trás-os-Montes – que regista o facto de alguns dos tipos terem continuidade para a zona 1 do Minho e para a zona 3 das Beiras. 4) Por considerar não existir “unidade arquitectónica” na zona das Beiras, a equipa respectiva subdivide o seu registo em sub-regiões, cada uma associada a 36 uma “casa típica”, sem que seja esclarecido o porquê desse “tipismo”. Com base nos mesmos motivos, as equipas da zona 5 e da zona 6 tiveram atitude semelhante quanto ao parcelamento da área em estudo para analisar os diferentes tipos de habitação. 5) Podem detectar-se alguns pontos de contacto na representação gráfica das zonas 2 e 3 quanto à semelhança do icon utilizado. É o caso das habitações com varanda envidraçada, dos espigueiros, dos pelourinhos e cruzeiros, das alminhas ou dos mercados/alpendres de feira. Note-se que estas duas zonas são as únicas que registam edifícios comuns - casa típica da Sub-região B-, apesar deste tipo curiosamente não estar localizado nos limites comuns de fronteira. 6) É observável nas zonas 1, 2, e 3 e uma disposição quanto ao registo das tipologias em possíveis grupos temáticos: a habitação, as construções de apoio colectivo à habitação (sequeiros e espigueiros), os equipamentos (mercados) e as construções de carácter religiosos (igrejas, capelas, alminhas). Por sua vez na zona 4 – Estremadura -, o registo pode subdividir-se em dois grandes grupos: a habitação e as construções com um carácter indutor de uso colectivo (adegas, moinhos, cisternas e poços cobertos), com um apontamento aos edifícios religiosos nas capelas de beira-mar. A zona 6 do Algarve apenas regista tipos de habitação. Para além das imediatas consequências gráficas, esta fase do trabalho veio também permitir um processo sucessivo de análise e interpretação crítica dos exemplos registados, tendo subjacente os dois parâmetros em estudo, o que nos veio permitir começar a delinear os resultados finais obtidos. Num primeiro nível de sistematização, entendemos constituir grupos temáticos, com a informação hierarquizada segundo a ordem de interesse para o presente trabalho – Quadro 2. Julgamos poder enquadrar nestes grupos a grande diversidade de tipos registada pelas equipas e verificar a correspondência entre a sinaléctica empregue e os edifícios que concretamente representa. Num sistema de grelha estruturada por agrupamento, zona de estudo e tipologia, arrumaram-se os sinais pelo seu conteúdo, criando um sentido de planificação que permitiu cruzar a informação de forma mais perceptível. 37 A criação destes grupos teve em conta a incidência da amostragem na recolha feita pelas equipas quanto ao tipo de uso do edifício ou elemento que lhe está associado: (1) a habitação, (2) os de apoio à habitação (sequeiros, espigueiros e fornos), (3) os que induzem num uso colectivo (noras, abrigos, adegas, moínhos, cisternas e poços), (4) os equipamentos (mercados), (5) os de simbologia religiosa (igrejas, capelas e alminhas), (6) os marcos com forte carácter simbólico (pelourinhos e cruzeiros) e (7) o elemento torre. Quadro 2 – registo de todos os sinais utilizados, arrumados por significados (por nós estabelecidos) 38 A observação deste quadro veio acrescer informação mais detalhada às referências anteriormente anotadas aquando da análise do quadro 1: 1) A existência de uma assimetria entre as zonas quanto à quantidade de exemplos recolhidos para a tipologia de habitação, sendo de realçar o caso da zona 2, que apresenta um registo muito alargado e com apontamentos de detalhe pontual mimeticamente representados no símbolo utilizado, como é o caso do elemento da chaminé ou da porta carral. 2) As zonas 2 e 3 constituem um exemplo significativo de utilização da mesma sinaléctica para registo de alguns tipos de habitação. Aliás, quando cruzados estes dados com a informação constante no Quadro 1 é possível verificar que estes sinais correspondem à mesma tipologia. 3) A relação da habitação rural no seu prolongamento e dependência com as construções anexas de apoio é fortemente vincada pelas equipas das zonas 1, 2 e 3, com a importância dada às construções dos sequeiros e dos espigueiros. 4) As zonas 1, 2, 3 e 4 alargam o âmbito do seu levantamento para além das tipologias da habitação ao registarem construções com um outro tipo de função. 5) A utilização pelas equipas de diferente sinalética para representar construções com o mesmo tipo de uso, como é o caso dos espigueiros, dos sequeiros, dos mercados ou das capelas. Esta diferenciação pode de alguma forma estar relacionada com o que atrás já foi referido quanto à representação gráfica o mais possível estilizada da imagem real e específica de cada edifício em cada zona de estudo. 6) O mercado é unicamente indicado pelas equipas 1, 2 e 3. No entanto, a equipa da zona 4 identifica, nos aglomerados rurais, um conjunto de construções variadas que indiciam um uso colectivo, o que poderá remeter para uma abordagem do território mais sensível a indicadores de alguma urbanidade. 7) As equipas da zona 2 e 3 são as únicas que registam elementos com um forte carácter simbólico e de excepção face ao levantamento geral, uma vez que não se limita aos edifícios. Estas duas equipas estão uma vez mais coincidentes quanto à utilização de uma mesma sinalética para os indicar, neste caso as alminhas, os cruzeiros e os pelourinhos. 39 8) Os exemplos de torre registados exclusivamente na zona 1 aparecem como um elemento singular neste levantamento. No decurso da sistematização de informação que se seguiu, excluímos alguns elementos que não nos pareceram relevantes para a investigação crítica que pretendemos desenvolver. Como resultado, destacámos as estruturas com maior carácter indutor de vida colectiva – a habitação – anulando as restantes que nos pareceram apresentar apenas uma utilidade induzida – as estruturas de apoio à habitação, as estruturas de apoio à produção, os equipamentos, as igrejas e capelas, os marcos e as torres - CARTA 3. Carta 3 – Manter só os sinais relacionados com a habitação. Sinais excluídos: sequeiros, espigueiros, noras cobertas, abrigos de barcos e utensílios de sargaçeiros, fornos, pelourinhos, alminhas, cruzeiros, adegas, moinhos, cisternas e poços cobertos, mercados e torres 40 Findo este processo apuraram-se 53 tipos de habitação popular, facto que nos levou a reflectir se a este elevado número de construções correspondia uma efectiva diferenciação no que à essência destas arquitecturas respeitava, ou se pelo contrário poderiam existir particularidades em comum. Paralelamente, também nos pareceu evidente que para o grupo dos edifícios de habitação seria necessário criar um outro nível de selecção que permitisse uma maior inteligibilidade da informação inserida. Nesse sentido, e num segundo nível de sistematização, entendemos proceder a uma tentativa de agrupamento numa mesma classificação tipológica, dos exemplos de habitação que no Inquérito são entendidos separadamente e apresentados como distintos, sem que disso nos pareça à partida resultar qualquer vantagem analítica, ensaiando também um primeiro reconhecimento dos valores expressivos da espessura e do espaço-transição - CARTA 4. Neste processo de associação e para cada zona de estudo aplicaram-se filtros ao conteúdo dos mapas tipológicos. Um primeiro filtro foi aplicado ao nível dos materiais que constituem a estrutura da habitação – pedra, adobe, taipa e madeira – que poderiam traduzir a variável da espessura da parede, e um segundo filtro foi aplicado ao nível dos elementos arquitectónicos – varanda, alpendre, pátio, açoteia – que poderiam traduzir a variável do espaço transição. O elemento da varanda envidraçada foi de imediato destacado por considerarmos que à partida ele pode conter uma vivência própria do espaço transição. Para cada zona utilizaram-se os sinais de origem que melhor representam esta nova uniformização de tipos, sendo que a sua legenda pretende já enunciar uma ligação transversal ao nível de todo o território nacional dos dois parâmetros em estudo. Com esta depuração de sinais excedentes, diminuiu-se o número de tipos de habitação para 21 tipos, o que começou a tornar a leitura do conjunto mais legível e orientada, estabelecida agora numa nova base de trabalho assente numa maior compatibilização entre as zonas. 41 Carta 4 – Sinais síntese - agrupar na mesma classificação tipológica exemplos de habitação apresentados como distintos pelo Inquérito. 48 base (2010) a partir do qual se procedeu a sucessivos desenvolvimentos parcelares, apresentados em vários encontros nacionais e internacionais. É esta linha de trabalho que está na origem de um número significativo das publicações e comunicações produzidas, bem como do encontro internacional descrito na tarefa 5. Uma versão condensada desta investigação é registada no Caderno 4. É no segundo caso, mais complexo e por isso com frutos mais tardios, que se insere a produção teórica de Pedro Vieira de Almeida e o trabalho publicado pela equipa em 2013. Como ficou dito atrás, a perda irremediável de Pedro Vieira de Almeida obrigounos a uma reorganização profunda e trouxe-nos alguns problemas, nomeadamente de enquadramento ético, quanto ao modo como havia de dar-se continuidade ao trabalho. Efetivamente, se o estudo do Inquérito à Arquitetura Regional no seu significado historiográfico e nas implicações históricas, mais ou menos evidentes, não nos traz qualquer problema, já o mesmo não acontece com a utilização e desenvolvimento do trabalho que tem como ponto de partida a construção teórica associada aos dois parâmetros pensados e definidos por Pedro Vieira de Almeida. Como já foi referido, à data da sua morte, este encontrava-se a terminar a redação da reflexão teórica que constitui uma das pedras-chave deste projeto. Encontrava-se a terminar, mas não terminou, até porque essa reflexão dependia do próprio desenvolvimento do projeto. Face a esta situação, procuramos por um lado continuar um trabalho cujas bases tinham sido claramente ponderadas e estabelecidas, tentando levá-lo a bom termo e, por outro lado, salvaguardar a autoria do contributo de Pedro Vieira de Almeida. Foi isso que quisemos fazer com a comunicação Pedro Vieira de Almeida and the Survey apresentada na conferência internacional Surveys on Vernacular Architecture… e também é isso que pretendemos que seja claro na apresentação dos resultados do projeto. 49 Pedro Vieira de Almeida é o elemento da equipa que estando ausente está todavia presente em todo o trabalho pois não seria possível concretizar este projeto sem nos socorrermos do seu contributo fundador. Assim fizemos, utilizando-o com a liberdade que teríamos tido se continuasse vivo, sempre com o cuidado de preservar a identidade do seu pensamento. Daí a inclusão de vários textos que deixou incompletos, respeitando essa realidade. Daí também a extensão de várias das citações que fazemos do seu trabalho. São o modo que encontrámos de o integrar plenamente. Daí os quatro volumes – a que chamamos Cadernos – em que entendemos dividir a publicação dos resultados do projeto, apresentarem diferentes autorias: O Caderno 1 é integralmente de Pedro Vieira de Almeida, e por conseguinte as decisões editoriais foram mínimas. Também de Pedro Vieira de Almeida é a autoria do Caderno 2, que contou já com decisões editoriais póstumas de maior vulto, nomeadamente no que se refere à versão final do texto publicado e à seleção das imagens que o acompanham. O conjunto destes dois Cadernos constituem a I Parte das conclusões do Projeto. A decisão de a dividir em dois volumes foi ainda de Vieira de Almeida, que considerava o formato de trabalho das edições caseiras do CEAA como o ideal para o efeito. Coube depois à equipa a redação dos Cadernos 3 e 4, correspondendo às II e III Partes do projeto. Efetivamente, desde o início que se previu a organização das conclusões em três partes, que resultariam do projeto iniciado com a apresentação do trabalho, no que chamamos o Documento Zero. Uma I Parte correspondendo à fundamentação e desenvolvimento teórico do trabalho. Numa 2ª Parte apresenta-se a metodologia utilizada e a documentação gráfica produzida – mapas e cartas – com vista à releitura do Inquérito a partir dos parâmetros escolhidos. Para uma 3ª Parte deixou-se o enquadramento historiográfico. 50 À publicação dos resultados do projeto, entendeu-se ainda juntar a sua apresentação pública, através de uma exposição que simultaneamente traduzisse os resultados do ponto de vista científico e funcionasse como instrumento pedagógico. Para isso, escolheu-se recorrer ao formato das exposições caseiras do Centro de Estudos Arnaldo Araújo, compostas por 16 painéis A0, de baixo custo e fácil transporte, o que permite a itinerância das exposições assim concebidas. Porém, o facto do fim do projeto ter coincidido com o Verão, levou a que se decidisse adiar a apresentação pública dos resultados, isto é, a inauguração da exposição e a apresentação dos livros, para uma altura em que pudessem ter maior impacto. Atendendo a que a Ordem dos Arquitetos abriu candidaturas para eventos a realizar durante o mês de Outubro de 2013, integrados no mês da Arquitetura e que foi a Ordem dos Arquitetos (à data Sindicato dos Arquitetos) quem realizou o Inquérito em estudo, considerou-se ser adequado apresentar uma candidatura para integrar a exposição e a apresentação das conclusões do projeto nessa iniciativa. A candidatura foi selecionada e consequentemente, integrada no mês da arquitetura da OA, a exposição A ‘Arquitectura em Portugal’. Uma Leitura Crítica estará patente ao público na galeria da Escola Superior Artística do Porto entre 17 de Outubro e 13 de Novembro, prevendo-se a sua itinerância posterior. No dia da inauguração, 17 de Outubro, decorrerá uma sessão pública de apresentação do projeto, também integrada na mesma iniciativa. Finalmente interessa também registar a edição e publicação de um volume – To and Fro: Modernism and Vernacular Architecture – que reúne alguns contributos nacionais e internacionais importantes para a compreensão da relação entre a arquitetura moderna e as tradições vernaculares locais. 51 III. RESULTADOS Apresentação No que se refere à concretização dos indicadores previstos, houve um ligeiro desvio decorrente da reorganização de 2011, que empurrou para 2012 grande parte da produção, nomeadamente a organização do encontro internacional Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in the 20th century architectural culture (Maio 2012) e implicou o adiamento da exposição prevista para o fim do trabalho (conceção e realização: Junho 2013; abertura ao público: marcada para Outubro/Novembro 2013) o que, neste último caso acabou por se revelar positivo por constituir um bom meio de divulgação dos resultados finais. O número total de comunicações previstas foi cumprido, sendo que o menor número de comunicações em encontros científicos nacionais (3 em vez de 6) foi compensado pelo maior número de comunicações em encontros científicos internacionais (10 em vez de 7). Esta situação decorre do facto de, neste momento, quase só existirem encontros internacionais em Portugal. Pela mesma razão, só foram publicados 3 dos 4 artigos nacionais previstos, o que foi compensado com o número de artigos internacionais, aqui se incluindo também capítulos de livros e comunicações publicadas em atas (10 em vez de 7), tendo sido ultrapassado em 2 o número de publicações inicialmente previstas. O mesmo acontece com os livros. Dos 4 inicialmente previstos foram publicados 9. Isto explica-se em grande parte, pelo facto dos resultados do projeto terem acabado por ser publicados em 4 + 1 volumes e das atas da conferencia internacional terem sido publicadas em 2 volumes (book of abstracts + conference proceedings). 52 Dos 2 relatórios previstos, apenas foi realizado 1 – este relatório final detalhado – tendo as circunstâncias já expostas acabado por tornar extemporânea a realização de um relatório a meio do projeto, tal como inicialmente se pensara fazer. Importa registar que, embora o projeto não integrasse uma vertente associada à formação pós-graduada, houve a preocupação de associar estudantes de mestrado e doutoramento nalguns aspetos da sua execução, concretamente 4 doutorandos e 5 mestrandos, que participaram ativamente e com responsabilidades atribuídas, na organização do encontro científico internacional, na produção da exposição e na gestão da concretização gráfica dos livros editados. Para além disso, este projeto foi determinante na definição do programa da unidade curricular de Estudos Portugueses (área científica de teoria e crítica de arquitetura, 5ºano do Mestrado Integrado em Arquitetura da Escola Superior Artística do Porto, ano letivo 2012/13). Nesta UC foram amplamente debatidos tanto o Inquérito como os problemas teóricos que a ele podem ser associados e explorada a relação entre arquitetura e património vernacular. O conhecimento adquirido neste projeto, foi ainda determinante para a preparação de uma nova candidatura a projeto exploratório, Modernismos do Sul dirigido por dos membros da equipa. Por último, encontra-se em preparação o tratamento da documentação produzida para ser disponibilizada on line a partir da área do projeto na página do CEAA. Comunicações 2013 | Alexandra Cardoso, Maria Helena Maia e Joana Cunha Leal Arquitectura Popular em Portugal. Valores expressivos: o espaço-transição Colóquio Internacional Arquitectura Popular. Arcos de Valdevez: Casa das Artes, 3-6 Abril 2013 2012 | Maria Helena Maia e Alexandra Cardoso O Inquérito à Arquitectura Regional: contributo para uma historiografia crítica do Movimento Moderno em Portugal IV Congresso de História da Arte Portuguesa – APHA Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 21-24 Novembro 2012 53 2012 | Joana Cunha Leal O Plain, Pombaline and (Post)modernism: on some pre and post-Kublerian narratives on Portuguese architecture Symposium Systems of History: Georges Kubler’s Portuguese Plain Architecture, CES – Centro de Estudos Sociais, Coimbra, 7 Sep 2012 2012 | Joana Cunha Leal, Maria Helena Maia e Alexandra Cardoso Pedro Vieira de Almeida and the Survey Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in 20th century architectural culture, Porto: ESAP, 17-19 Maio 2012 2012 | Maria Helena Maia, Alexandra Cardoso e Joana Cunha Leal Our Project: The “Popular Architecture in Portugal”. A Critical Look. Intercalar results of a research Project / Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in 20th century architectural culture, Porto: ESAP, 17-19 Maio 2012 2012 | Alexandra Cardoso e Maria Helena Maia Architecture and Discovery of Rural Portugal Theoretical Currents II: Architecture and its Geographical Horizons, Lincoln, UK, 5-6 Abril 2012 2012 | Maria Helena Maia e Alexandra Cardoso Popular Portuguese Architecture: Appropriations / ISVS-6 Sixth ISVS Conference: Contemporary Vernaculars: Places, Processes and Manifestations, Famagusta, North Cyprus, 19-21 Abril 2012 2011 | Alexandra Cardoso e Maria Helena Maia Arquitectura e Poder. Para uma historiografia do Movimento Moderno em Portugal Encontros do CEAA/7: Apropriações do Movimento Moderno. Zamora, Fundação Rei Afonso Henriques, Junho 2011. 2010 | Maria Helena Maia From the Portuguese House to the Survey on Popular Architecture in Portugal: notes on the construction of Portuguese architectural identity Theoretical Currents – Architecture, Design & the Nation, Nottingham, England, September 2010. 54 2010 | Alexandra Cardoso e Maria Helena Maia Tradition and Modernity. The Historiography of the Survey to the Popular Architecture in Portugal / Encontros do CEAA/5: Approaches to Modernity. Budapest: BUTE, 8 Outubro 2010. 2010 | Pedro Vieira de Almeida Post-Modernity as a Cultural Weapon Encontros do CEAA/5: Approaches to Modernity. Budapest: BUTE, 8 Outubro 2010. 2010 | Alexandra Cardoso O Inquérito à Arquitectura Regional A Arquitectura Tradicional Como Património. Covilhã: Universidade da Beira Interior, 17 Dezembro 2010. 2010 | Maria Helena Maia A Descoberta da Arquitectura Popular A Arquitectura Tradicional Como Património. Covilhã: Universidade da Beira Interior, 17 Dezembro 2010. Publicações Livros 2013 | Pedro Vieira de Almeida A Noção de Espessura na Linguagem Arquitectónica Porto: CEAA, 2013 (28 pág.) 2013 | Joana Cunha Leal, Maria Helena Maia e Alexandra Cardoso (ed.) To and Fro: Modernism and Vernacular Architecture Porto: CEAA, 2013 (250 pág.) 2013 | Maria Helena Maia, Alexandra Cardoso e Joana Cunha Leal Dois Parâmetros de Arquitectura Postos em Surdina. Leitura crítica do Inquérito à arquitectura regional. Caderno 4. Porto: CEAA, Edições Caseiras/18, 2013 (68 pág.) 2013 | Maria Helena Maia, Alexandra Cardoso e Joana Cunha Leal Dois Parâmetros de Arquitectura Postos em Surdina. Leitura crítica do Inquérito à arquitectura regional. Caderno 3. Porto: CEAA, Edições Caseiras/18, 2013 (76 pág.) 55 2013 | Pedro Vieira de Almeida Dois Parâmetros de Arquitectura Postos em Surdina. Leitura crítica do Inquérito à arquitectura regional. Caderno 2. Porto: CEAA, Edições Caseiras/17, 2013 (68 pág.) 2012 | Pedro Vieira de Almeida Dois Parâmetros de Arquitectura Postos em Surdina. Leitura crítica do Inquérito à arquitectura regional. Caderno 1. Porto: CEAA, Edições Caseiras/16, 2012 (80 pág.) 2012 | Alexandra Cardoso, Joana Cunha Leal and Maria Helena Maia (ed) Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in 20th century architectural culture: Conference Proceedings. Porto: CEAA, 2012 (554 pág.) 2012 | Alexandra Cardoso, Joana Cunha Leal and Maria Helena Maia (ed.) Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in 20th century architectural culture. Book of abstracts. Porto: CEAA, 2012 (68 pág.) 2010 | Pedro Vieira de Almeida Dois Parâmetros de Arquitectura Postos em Surdina. O propósito de uma investigação. Porto: CEAA, Edições Caseiras/14, 2010, (28 pág.) Capítulos de livros, artigos e textos publicados em atas 2013 | Alexandra Cardoso, Maria Helena Maia e Joana Cunha Leal Arquitectura Popular em Portugal. Valores expressivos: o espaço-transição Actas do Colóquio Internacional Arquitectura Popular. Arcos de Valdevez: Casa das Artes, 3-6 Abril 2013 2013 | Joana Cunha Leal, Maria Helena Maia and Alexandra Cardoso Architectural theory and the vernacular in Pedro Vieira de Almeida’s writing in To and Fro: Modernism and Vernacular Architecture.Porto: CEAA, 2013, p.109-121 56 2012 | Pedro Vieira de Almeida Posicionamento Teórico Genérico Revista de História da Arte, nº 10, Práticas da teoria/practices of theory. Instituto de História da Arte da FCSH-UNL, 2012, p. 26-44 2012 | Maria Helena Maia e Alexandra Cardoso O Inquérito à Arquitectura Regional: contributo para uma historiografia crítica do Movimento Moderno em Portugal in Actas IV Congresso de História da Arte Portuguesa – APHA, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 21-24 Novembro 2012, p. 379-387 2012 | Maria Helena Maia From the Portuguese House to the ‘Popular Architecture in Portugal’: notes on the construction of Portuguese architectural identity National Identities, special issue: Architecture and the Construction of National Identity,vol. 14, Issue 3, 2012, p. 243-256. DOI:10.1080/14608944.2012.702746 2012 | Maria Helena Maia, Alexandra Cardoso and Joana Cunha Leal Our Project: The ‘Popular Architecture in Portugal’. A Critical Look. Intercalar results of a research Project in Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in 20th century architectural culture. Conference Proceedings. Porto: CEAA, May 2012, p. 15-24 2012 | Joana Cunha Leal, Maria Helena Maia and Alexandra Cardoso Pedro Vieira de Almeida and the Survey in Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in 20th century architectural culture. Conference Proceedings. Porto: CEAA, Maio 2012, p. 25-35 2012 | Maria Helena Maia and Alexandra Cardoso Portuguese Popular Architecture: Appropriations in Proc. of ISVS-6, 6th International Seminar on Vernacular Settlements, Contemporary Vernaculars: Places, Processes and Manifestations, April 19-21, 2012, Famagusta, North Cyprus, 2012, p. 312-22 2012 | Pedro Vieira de Almeida A Criação Teórica J.A. Jornal Arquitectos, 244, Lisboa, Ordem dos Arquitectos, Jan/Fev/Mar 2012, p.111-115. 57 2012 | Alexandra Cardoso and Maria Helena Maia Arquitectura e Poder. Para uma Historiografia do Movimento Moderno em Portugal in Apropriações do Movimento Moderno/ Apropriaciones del Movimiento Moderno. Livro de Actas (Encontros do CEAA/7, Zamora, Fundação Rei Afonso Henriques, 23-25 Junho 2011) Porto: CEAA, 2012, p. 113-122 2012 | Alexandra Cardoso e Maria Helena Maia Architecture and Discovery of Rural Portugal Theoretical Currents II: Architecture and its Geographical Horizons, Lincoln, UK, 5-6 Abril 2012. Texto distribuído mas não publicado. 2011 | Alexandra Cardoso e Maria Helena Maia “Tradition and Modernity. The Historiography of the Survey on Regional Architecture” Accepted [2011] in Approaches to Modernity. Porto, CEAA, 2013 2011 | Pedro Vieira de Almeida Post-Modernity as a Cultural Weapon Aceite [2011] in Approaches to Modernity. Porto, CEAA, 2013 2010 | Maria Helena Maia From the Portuguese House to the Survey on Popular Architecture in Portugal: notes on the construction of Portuguese architectural identity in Theoretical Currents: Architecture, Design and the Nation. International Conference Proceedings. Nottingham Trent University, 2010, p. 136-44. Organização de encontros científicos Surveys on Vernacular Architecture. Their significance in 20th century architectural culture. Porto: ESAP, 17, 18 e 19 Maio 2012 A “Arquitectura Popular em Portugal”. Uma Leitura Crítica. Apresentação dos resultados de um projeto de investigação. Porto: ESAP, 17 Outubro 2013 Exposições A “Arquitectura Popular em Portugal”. Uma Leitura Crítica. Porto: ESAP, 17 de Outubro a 7 de Novembro de 2013