E que tal crescer para cima? Elaboração, implementação e avaliação de um programa de intervenção em grupo com adolescentes obesos
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1 Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Portugal 2 Centro de Saúde de Ermesinde, Porto, Portugal [email protected] No presente estudo pretendeu-se elaborar, implementar e avaliar um programa de intervenção em grupo com adolescentes obesos, com vista a promover o seu desenvolvimento com a obesidade. ! ! " # $ % & ' ($!)*'( de Piers-Harris Children’s Self Concept Scale. Foi ainda aplicado +/0&# Na análise de dados aplicou-se o teste Wilcoxon para amostras emparelhadas e a análise de conteúdo do material escrito. Resultados 1%&2 a intervenção em algumas dimensões do auto-conceito (Po- 4/05(6(5- 781&&7 (9 :# ; </0& subcategorias: aquisição de mais conhecimentos sobre a obe- >/0>/0 ?>+/06> &/ > 0@- # " /6/0 psicológica em grupo ao nível do desenvolvimento pessoal e adaptação à obesidade nos adolescentes. É inegável a per- 6 / A# Palavras chave: Adolescência, Obesidade, Intervenção em grupo Revista SPESE Nº3 3 This study was intended to devise, implement and evaluate a D% their personal development and enable them to deal with obesity. Method The program consists of eight sessions, with a group of eight subjects of both sexes, with ages between 12 and 15 years. ( & % !) $ (%K 4 and the Piers-Harris Children’s Self Concept Scale at the %%#$%K&- +%#5Ksis we applied the Wilcoxon test for paired samples and the KDL# Results (&K %D M% - 8QK 4 R Q%K ( (L- 7%K81UKK7D as at the Global Self-Concept level. Regarding the perceived Y % % D ZD[D+K>-
(\/2+ grave problema de saúde pública, sendo considerada pela OMS uma epidemia global (1). A incidência e prevalência da obesidade nas crianças e adolescentes tem vindo a aumentar de forma alarmante e, provavelmente, crianças e jovens obesos resultarão em adultos obesos (2). As consequências deste excesso de peso manifes- A +6 @ 87 +/0- A a longo termo (3). Segundo Stunkard e Wadden (4), o sofrimento psicológico é o maior efeito adverso da obesidade na adolescência, dado que é uma época marcada por profundas transformações biopsicossociais. A obesidade impede estes jovens de viverem parte das experiências que estão relacionadas com esta etapa da vida e que permitem um crescimento 8"z7# { estados de depressão e ansiedade elevada, fraco rendimento escolar, relacionamento interpessoal & /0 + ?<?@</0 culminando no isolamento (3,4, 7-10). No que respeita ao impacto da obesidade na imagem corporal do adolescente, vários estudos mostram /0 /0 - 8z7#1 indivíduos obesos não apreciam os seus corpos e/ /- /087#{ &6%- mentos de inferioridade entre adolescentes obesos, revelando muitos problemas em relação à aceitação da sua imagem corporal e à valorização do seu próprio corpo (19, 20). < (9 & (21) que os sujeitos não obesos apresentavam va- \ & 96 (\ (6 5+ \& (9# De facto, evidências têm revelado que os adolescentes obesos se sentem frequentemente desencoraja- - ?+ sustentação do seu próprio peso, desencorajando-os 8!!7#9 +&/0(9- \ @ 6@ + o ajustamento psicossocial (23). Importa ainda fazer referência às questões emocionais associadas à obesidade que são cada vez mais 8!!z7# % 8!7 \& /0 / - dominante em indivíduos obesos, mostrando estes, && & / corporais decorrentes de estados emocionais. Evidências mostram que algumas pessoas obesas não ?&- dade potenciar o uso da ingestão alimentar compulsiva como estratégia para regular estados emocio- 8!7# Na área social, os adolescentes obesos têm tendência para serem excluídos e a serem menos convi- seus pares, ora por serem incapazes de realizar as + alvo de chacota. Deste modo, estes jovens procuram + Revista SPESE Nº3 4 &K>%K> [L>&> D%&- # Conclusions The results support the relevance of psychological group in- %% K#4% in the school context, in order to promote mental health. Keywords: %K:*#
Revista SPESE Nº3 5 %%/ 8z !)7# + social de discriminação, num contexto social obceca- @8!!)7#'- nação social tem um claro impacto na adaptação e /08 !7# Perante isto, acentua-se a necessidade urgente de intervenção na obesidade nesta faixa etária, so- +& tratamentos é baixa (33). No que respeita à interven- /02/0 época em que as doenças crónicas têm aumentado & + - gre a doença no seu dia-a-dia, fazendo alterações - ma a preservar a sua qualidade de vida (34). 1 + \ obesidade, consideramos que várias áreas poderão &/02 fase da adolescência: imagem corporal; expressão >>6- cias de comunicação. ;</0- centes obesos, o estudo exploratório de Fonseca et #87&- *9\?&- ?/0 com dois grupos de adolescentes obesos: intervenção individual e intervenção em grupo (experimental). Os sujeitos do grupo experimental integraram &+- pação e a dos seus pais numa intervenção de grupo. /0& *9&/0+0 &+/0- +/6 /0 em grupo nesta área. Sublinhamos ainda o estudo desenvolvido por # 8"7 + z 8 z 7# { ? /0 $ 98$997/0 4 meses, nomeadamente: TCC de grupo com reforço $99@# ( &@- &/ sociais e de resolução de problemas. Concluiu-se que ambos os tratamentos conduziram à perda de - /0&- 8"!7)2 o início dos tratamentos. { 5 # 87 A ++ /0 obesos é a promoção do seu bem-estar, sendo que para isso as intervenções não deverão apenas ter em linha de conta o controlo do peso, mas também um melhor entendimento das várias transformações que estão a ocorrer durante este período de desenvolvimento. (/0- postos anteriormente, pelo facto de avaliar os bene- @/0 nível psicológico e não na perda de peso, procurando promover o bem-estar dos adolescentes obesos. {2 avaliar um programa de intervenção psicológica em grupo com adolescentes obesos, com vista a promover o seu desenvolvimento pessoal e capacitá-los - dade. Considerando as principais áreas de intervenção de- a intervenção em grupo tem impacto ao nível: (a) das competências de relacionamento interpessoal; (b) das competências emocionais; (c) do auto-conceito e (d) da imagem corporal. $! (\0 sequencial, na medida em que a probabilidade rela- ++ amostra é desconhecida e todos os indivíduos que 8z7#
Q " feminino e 3 do sexo masculino, entre os 12 e os 15 \#81Q)#!7# $+9 Nutrição do Centro de Saúde de Ermesinde (CSE), distrito do Porto, e obedeciam aos seguintes cri- \Z87 8!" 7 8!7 2 # ( &/0 & pontos de corte de Cole et al. (37). Material $%87' ($!)*8$(4!)7- /0Q?Q[$K87 (2) Escala de Autoconceito de Piers-Harris Children’s Self Concept Scale (PHCSCS-2), versão portuguesa de Veiga (39) para avaliar o auto-conceito. A TAS-20 é um instrumento de auto-avaliação, !)+\- jeito que assinale o seu grau de concordância para [ pontos, que oscilam entre o discordo totalmente e o concordo totalmente Para a nota total da TAS-20, foram estabelecidos os seguintes pontos de corte: a) igual ou inferior a 51, o indivíduo é considerado 0>7z+ \#"!z)- dem a uma zona fronteira (Taylor et al., 1997 cit in Torres, 40). Os estudos de análise factorial revelam a presença 6Z857& & //0>85!7& >857' 87#- mento tem mostrado possuir uma adequada consistência interna e precisão teste-reteste, bem como &87# '/0<QR9494!\ z)/0+- lar a sua resposta de acordo com a escala dicotómica sim / não. Este instrumento abrange seis factores: (1) Aspecto Comportamental (AC); (2) Ansiedade (AN); (3) Estatuto Intelectual e Escolar (EI); (4) Popu- 8Q7>8"7(6(@8(57> 8z74/058457#- ? (39). { A 0 - + /0 &#'+ \+ 6 a adequação da sua estrutura, bem como o modo como cada um experienciou esta vivência em grupo. *\+% de se obter uma avaliação geral do programa por - # Q & ainda ao material escrito proveniente de algumas das técnicas aplicadas ao longo das sessões. Procedimento Q < /0 ? autorização à direcção do Centro de Saúde de '#1? dos utentes tendo em conta os critérios de selecção já explicitados, contactou-se telefonicamente os encarregados de educação e marcou-se uma entre vista inicial. Nesta entrevista foi explicada a estrutura /0 &%#- carregados de educação assinaram uma declaração #{- cial foram igualmente administrados os instrumen- /0$(4!)QR9494! %+ &8\7# Estes mesmos instrumentos foram igualmente admi- A0/0 827#{A0\ +%+ de avaliação do programa. Revista SPESE Nº3 6
Revista SPESE Nº3 7 Q\<?/00\ %#'60/& &/0#Q+- A#&/0 /0%\+ &&//08!7# %& '()* ' $ + , ,* 3 ' $ * 4 “Sabemos -$.* 5 '!/* 6 “Somos todos especi * 7 '$0 !* 8 '$* 12%9; 5%A/0# - Apresentar o programa. 1&/0/0# '# (%A# - Treinar competências de relacionamento interpessoal, nomeadamente a &/# 5%6&# ;/<# - Explorar a importância da comunicação nas relações humanas. '/0# $# Q&/00807%- tos. - Reconhecer a importância dos exercícios de relaxamento. $\8/0/07# Q/0# - Criar uma oportunidade para a auto-exploração de si e das suas experiências. Q# 1&/2# - Explorar a percepção da imagem corporal actual e ideal. Q0/0# ;?/0//0 imagem corporal a nível psicológico. Q# 1 deste programa nas suas vidas. - Avaliar a forma como decorreu a totalidade das sessões. - Administrar os instrumentos de avaliação. */2# Descrição da estrutura do programa de intervenção em grupo
<=0$ 5?8(% 2009), com periodicidade quinzenal, com uma du- /0 ) # teórico que orientou a construção do programa foi # 1 - & sessão. Em primeiro lugar apresentam-se os resultados + + < / programa de intervenção ao nível do auto-conceito ?0- métrico de Wilcoxon, para amostras emparelhadas. Na tabela 1 encontram-se descritas as médias das < QR9494!# 9 + / - & Q 4/0(6 @\ 2#'/- ?/0 6@(9 &/0- da mesma. Na tabela 2 apresentam-se as médias das respostas dadas a cada uma das subescalas da TAS-20, bem como da pontuação total nos dois momentos de avaliação. Pode observar-se que o valor médio /0 z"#/0"##$ em conta os pontos de corte estabelecidos, pode referir-se que no pré-teste o grupo apresentou uma \/ pós-teste esta situou-se no limite da zona fronteira. Contudo, o teste de Wilcoxon revela que a diminuição da pontuação entre os dois momentos não é &# !"## $% & #z8!#!"7 #"8!#z"7 3.13 (1.959) "#))8!#z7 "#")8#!z7 !#8#"7 #8)#z)7 &'( ) *+ , #8!#7 )#8#z!7 4.50 (2.000) #z8!#!z7 #))8#!z7 #8#"7 #!"8#z7 -) *+ , -1.421 -1.913 -1.913 )./011 )./23' )./011 )./4.' 56 Z -1.421 -1.913 -1.913 )./011 )./23' )./011 )./4.' p S ) &!).3*7', &!).3*7., &!).3*70, &!).3*, !#8#"7 z#8"#z7 !#8#zz!7 z"#8#7 &.( ) *+ , "#8z#)7 13.75 (3.495) 22.25 (3.454) "#8)#z7 -) *+ , )'/893 #! -.423 # 56 Z /328: .201 #z! #)" p S 6" ;(!"#$%&'&(!#$%&' '(!)#$* Revista SPESE Nº3 8
Revista SPESE Nº3 9 ; < &+/ &5# '/- & & - mentos no pós-teste. Apresenta-se de seguida a avaliação do programa Z87(/08!7 Q/&# ; < (/0 + 4- mentos associados ao programa em geral, em que &Z87Q /06&8!7 # ( Q - /06&- Z QZ : 6 QzZ ( 6 # Alguns dos adolescentes manifestaram vontade de verbalizações: QZ:+# Q"Z$%## ( /0 & - grama, estudámos os Processos de mudança mais &#'+Q- cepções das implicações do programa no presente, em que emergiram sete sub-categorias, que analisamos de seguida. Com efeito, apenas um dos elementos do grupo fez referência à aquisição de mais conhecimentos sobre a obesidade: Q!Z1# ( /0 se pode constatar nestas expressões: QZ4# QZ'%++ # /0? &Z QZ 4 # QZQ?% # QZ%?# Outra das implicações do programa no presente foi a aquisição de competências emocionais: QZA ' # QZ{0 A# Q"Z%# QZ# $\&/- /Z QZ% Q"Z& QzZ% QZ (\- exemplos que transcrevemos: Q(# QzZ4##
QA0 @- Z Q"Z%+ %%# QZ5A\&## No que respeita à avaliação geral do programa /0 8))#)7 - 9 longo das sessões. + 9 / &- Q 4/0 (6 @ bem como ao nível da nota total da escala do AC. A literatura indica que a alteração da imagem cor- provocar uma desvalorização do auto-conceito e da #9+ decréscimo da sensação de bem-estar e um aumento da sensação de inadequação social, com implicações ao nível da performance relacional (7). Todos estes aspectos funcionam de forma interligada, tal como evidenciam os resultados deste estudo. '/0 /0& sido as áreas mais trabalhadas ao longo da inter- /0#(\? %0 para a consciencialização da relação com o corpo e a valorização de outras áreas do self, provavelmente 6- tos de um maior bem-estar geral. Paralelamente, 6 + desenvolvem com o decorrer da terapia de grupo, tais como o altruísmo, o suporte social e o desenvolvimento de competências sociais (44) podem ter % /0 constrangimento em público, tendo impacto nos resultados alcançados. A literatura sustenta esta leitura dos resultados na medida em que indica que a 6/0/- laridade no grupo de pares contribui para a avaliação do self do adolescente (45). Considerando as implicações do programa de inter- /0&/ &1&& +/6% < /0 &/00/# que a literatura indica que pessoas com problemas alimentares vivenciam as suas emoções de uma & e descrevê-las, sendo que o comportamento alimentar poderá surgir como um mecanismo regulador de 8)z7# Se atendermos conjuntamente a esta grelha de leitura teórica e aos nossos resultados, podemos considerar +/0 /0 alimentar. De facto, não encontramos diferenças entre o pré e o pós-teste em F2, F3 e no score total da escala TAS-20, tal sugere que as mudanças na área emocional não surgem num curto espaço de tempo e necessitam de uma intervenção mais intensiva e prolongada. ; - &+- #{ opinião, o feedback dos adolescentes sobre as mudanças que percepcionaram em si próprios assumem um papel fundamental na avaliação desta intervenção, na +00 uma grelha rígida de resposta. Considerámos intere- &++- / & igualmente as áreas nas quais os adolescentes referi- - mente: auto-conceito; imagem corporal; aquisição de competências emocionais e competências de relacionamento interpessoal. { /0 + que os temas trabalhados nas sessões foram ao encontro das necessidades dos adolescentes obesos e, consequentemente, reforça a importância de se promover a adaptação à obesidade nesta população, a /0 para a perda de peso. Revista SPESE Nº3 10
Revista SPESE Nº3 11 A intervenção nesta faixa etária parece-nos fundamental pelo facto da comparação social e a necessidade de inclusão no grupo de pares terem um grande peso na adolescência. Também nesta fase desenvolvimental se inicia o despertar pelas rela- / + #{- &- # Embora os resultados deste estudo exploratório não possam ser generalizados à população alvo, podem, - venção na obesidade. No que respeita às limitações deste estudo, salientam-se alguns aspectos, nomeadamente o redu- ?% mesma, bem como o tempo de intervenção, que foi breve, podendo ter-se corrido o risco de se ter abordado as diferentes áreas de forma pouco profunda. Q/?/0 um estudo de follow-up seis meses e um ano após &/0 /\ prazo. Seria também interessante controlar o Índice de Massa Corporal ao longo da intervenção e D& ao nível do peso, não obstante o facto de esse não /0#4 ainda que estudos futuros analisem, para além da &</ &/0 de avaliação ao longo da intervenção e a implementação de Randomized Control Trials considerando três grupos: um experimental, a ser alvo apenas de intervenção psicológica em grupo, e dois grupos de + - mento médico e nutricional e outro não seria alvo de nenhuma intervenção. QA- /0- # Reportando para a Saúde Escolar, é inegável a per- 6 /0 / saúde mental, procurando desenvolver competências pessoais e sociais nos alunos. A escola poderá ter um papel preponderante, criando espaços para auto-conceito, de competências sociais e emocionais. Consequentemente, isto poderá favorecer uma melhor integração dos adolescentes obesos no ambiente escolar, promovendo o bem-estar geral. >?1@A 1.Direcção-Geral da Saúde (2005). Programa nacional de com- ::;<:$=>?; 2.Carmo, I. (2001). Doenças do comportamento alimentar. Lisboa: ISPA. 3.Moreira, P. (2005). Obesidade: Muito peso, várias medidas (2ª ed.). Porto: Ambar. 4.Stunkard, A. & Wadden, T. (1992). Psychological aspects of :J;K'QV'XYYXYZ 532. 5.Muller, R. (2001). Obesidade na adolescência. Pediatria Moderna, 38 (1), 45-48. 6.Pereira, S. (2007). Projecto de intervenção em crianças e adolescentes obesos. Ser Saúde, 6, 98-113. [;\]X ^; _ X ; "``#; *qJ of Obesity: Understanding a serious, prevalent and refractory ;K'Q'qJqJXwZ#X 505-517. x;%zX ; "``x#; {' Q :J J'$ Childhood predictors of adult disease. Pediatrics, 101, 515-525. `;*X;XXV;X;=;X\'|'q'XV;X|zX!;X_ Goksen, D. (2004). Is obesity a risk factor for psychopathology q}~XZwX`w)"; ";!zX;_X*;)#;<:Q;~~; z{'zX;q'zX_=;z*;#X='- gia de la Salud com niños, adolescentes y familia (pp. 113-133). Madrid: Ediciones Pirâmide. 11.Carvalho, A., Cataneo, C., Galindo, E., & Malfará, C. (2005). 'q:;>X 15 (30), 131-139. 12.Israel, A. & Ivanova, M. (2002). Global and dimensional selfesteem in preadolescent and early adolescent children who are ]q$qq;~K' Q*q%X)"XZZZ`;