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Caracterização do comportamento de uma amostra aleatória de condutores

Cristina Queirós,Cândido Agra

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Compo amen os de condução – es udos empí icos da Escola de C iminologia Ma ço de 2004 A Uni e sidade do Po o a a és da Faculdade de Di ei o es á a desen ol e um p ojec o de in es igação, coo denado pelo P o esso Cândido da Ag a, sob e os compo amen os de condução. Es e p ojec o inspi a-se eo icamen e na Teo ia dos Sis emas e da Complexidade. En e os es udos em desen ol imen o ap esen am-se seguidamen e dois sub- es udos:  a expe iência de condução (P o . Isabel F ei as) e  compo amen os ansg essi os (P o . C is ina Quei ós). 2/18 Compo amen os de condução – es udos empí icos da Escola de C iminologia Ma ço de 2004 Tí ulo: Desc ição da expe iência de condução Au o es: Isabel F ei as * e Cândido M. M. da Ag a** *P o esso a Auxilia da FPCEUP, colabo ado a da Escola de C iminologia da FDUP **P o esso Ca ed á ico da FDUP, Di ec o da Escola de C iminologia da FDUP Da a: 5 de Ma ço de 2004, 11h (wo kshop “Segu ança Rodo iá ia, uma pe spec i a de mudança”, Lisboa 4 e 5 de Ma ço 2004, CCB) Resumo da comunicação: A comunicação consis e numa ap esen ação de um es udo empí ico sob e a expe iência dos condu o es ealizado no quad o do p ojec o de coope ação en e a Escola de C iminologia da Faculdade de Di ei o da Uni e sidade do Po o e a Di ecção Ge al de Viação. A ap esen ação inclui os seguin es pon os: - ap esen ação e discussão do objec i o empí ico do es udo; - ap esen ação do modelo eó ico que se iu de base ao es udo e a sua aplicação na desc ição da expe iência dos condu o es; - ap esen ação da me odologia e discussão dos esul ados p o isó ios. 1 - Objec i o do es udo O nosso es udo em como objec i o empí ico a desc ição da expe iência de condução do pon o de is a da ac i idade, ou seja, da ealização de uma a e a com um de e minado objec i o. Pa a além do es udo da expe iência dos condu o es do pon o de is a da ac i idade ou a opção o ien ou a in es igação: a ac i idade de condução oi abo dada do pon o de is a do condu o . Es a escolha e e implicações ao ní el da me odologia escolhida. Realizamos en e is as nas quais os condu o es ela a am si uações i idas e a o ma como as i e am: o que ize am, o que pensa am e o que sen i am. O objec i o empí ico do es udo oi, nes a p imei a ase do p ojec o, desc e e a expe iência de condução do pon o de is a da ac i idade e do pon o de is a do condu o sob e essa ac i idade, a a és das e balizações em si uação de en e is a. É nes e sen ido que alamos de expe iência de condução. 3/18 Compo amen os de condução – es udos empí icos da Escola de C iminologia Ma ço de 2004 2 - Modelo eó ico A desc ição da expe iência de condução oi analisada endo como e e ência um modelo p opos o po Rasmussen (1986) e complemen ado po Hoc e Amalbe i (1994). A escolha des e modelo pa a apoia a nossa in es igação empí ica de eu-se a ês ca ac e ís icas p incipais: - desc e e os p ocessos que um sujei o põe em p á ica pa a desempenha adequadamen e uma a e a com um de e minado objec i o; - desc e e os p ocessos em si uações dinâmicas, si uações que e oluem, em pa e, independen emen e da acção do homem sob e elas, como é o caso da condução au omó el; - desc e e os e os humanos de i ados dos p ocessos pos os em p á ica. Segundo Rasmussen (1986) na ealização de uma a e a com um de e minado objec i o o compo amen o pode se con olado po esquemas de acção au oma izados, esquemas de acção con olados po eg as ou esquemas de acção con olados po conhecimen os. Na condução au omó el o condu o quando é con on ado com si uações não habi uais põe em p á ica acções con oladas po eg as e au oma ismos e pa alelamen e inicia uma comp eensão ala gada do p oblema que lhe pe mi e a cons ução de conhecimen os me acogni i os essenciais nas si uações de isco de aciden e (Amalbe i, 1996). Nes as si uações de isco de aciden e, a acção esul a do comp omisso que o sujei o es abelece en e a segu ança (p óp ia e do sis ema), os objec i os (impos os ou p óp ios) e o seu es ado ( adiga, s ess, e c.) (Amalbe i, 1996). Es e comp omisso só é possí el po que o sujei o e lec e sob e as suas capacidades, os seus pon os acos e o es, sendo es a capacidade humana habi ualmen e designada de me acognição (Amalbe i, 1996). Foi com base nes e modelo que desc e emos e in e p e amos a expe iência dos condu o es. 3 - Me odologia: 3.1. Amos a Na in es igação pa icipa am quinze condu o es olun á ios com idades comp eendidas en e os in e anos e os qua en a e cinco anos. O núme o de anos com ca a de condução a ia en e os dois anos e os in e e se e anos. 4/18 Compo amen os de condução – es udos empí icos da Escola de C iminologia Ma ço de 2004 3.2. Ins umen o de ecolha de dados A ecolha de dados oi ealizada a a és da en e is a semi-di ec i a o ganizada segundo emas: ajec ó ia de condução, desc ição de uma iagem, plano da iagem, emoções/sen imen os/pensamen os/acções, ou os comen á ios. A en e is a oi o ien ada endo como objec i o p incipal ob e o sen ido que o condu o a ibui aos compo amen os em si uação e aos elemen os da si uação, ou seja, explo a o que o sujei o az, pensa e sen e em si uação de condução. 3.3. P ocedimen o de ecolha de dados Os condu o es o am ec u ados inicialmen e com base nos conhecimen os pessoais do en e is ado , numa ase pos e io a a és da indicação dos en e is ados. As en e is as o am ealizadas nos locais de abalho dos condu o es, nas suas casas ou na Faculdade de Di ei o da UP e após a ealização de uma iagem na qual o en e is ado oi o condu o do eículo. A du ação média da en e is a oi uma ho a e as en e is as o am g a adas. 3.4. P ocedimen o de a amen o dos dados O ma e ial ecolhido a a és das en e is as, oi ansc i o e codi icado a a és do p og ama NUD*IST 4 ( Non-Nume ical Uns uc u ed Da a Indexing, Sea ching and Theo izing ), cons i uindo-se assim, de o ma indu i a, c i é ios emá icos de ca ego ização, pos e io men e e inados ao longo da in odução de no os casos. Assim, e numa p imei a ase, dis inguimos dois ipos de conhecimen os: os conhecimen os in e p e ados pa a a acção de conduzi , ou seja, oda a in o mação ela i a à o ma como o condu o age, pensa e sen e a conduzi , e os conhecimen os não in e p e ados pa a a acção de condução. Em seguida analisamos o con eúdo dos conhecimen os in e p e ados pa a a acção. Es es o am classi icados em ês g andes ca ego ias: conhecimen os sob e si, conhecimen os sob e os ou os e conhecimen os sob e o con ex o de condução. Nos conhecimen os sob e si, o condu o e lec e sob e a sua p óp ia acção de conduzi , nos conhecimen os sob e os ou os o condu o e lec e sob e a acção de conduzi dos ou os, nos conhecimen os sob e o con ex o de condução o condu o e lec e sob e a sua acção ou a de ou os condu o es a a és da in e enção de ac o es ligados ao con ex o. 5/18 Compo amen os de condução – es udos empí icos da Escola de C iminologia Ma ço de 2004 Cada uma des as g andes ca ego ias o am subdi ididas em subca ego ias eme gindo uma g elha de análise de con eúdo compos a po ca ego ias, subca ego ias e con eúdos. 3.5. Desc ição das ca ego ias e sub ca ego ias da g elha de análise de con eúdo Nos conhecimen os sob e si encon amos, en e ou as, as seguin es subca ego ias: o que eu sei aze e o que eu sin o. No que se e e e ao que os condu o es sabem aze , es es desc e em: - p ocedimen os, manob as, ope ações isí eis com o eículo enquan o conduzem (po exemplo, a elocidade); - mic o-p ocedimen os, ou seja, desc e em a ealização de ope ações sob e o eículo com um objec i o mui o especí ico (po exemplo, a a bem); - ope ações de con olo da acção, ou seja, ope ações de ajus amen o à si uação de condução em unção dos imp e is os que podem su gi (po exemplo, ecolha de in o mação, ealização de cálculos); Ainda no que se e e e ao que os condu o es sabem aze , eles a aliam os p ocedimen os que adop am sob a o ma de: - balanços, indicam as consequências e os cus os da adopção de um p ocedimen o; - explicações, jus i icam o p ocedimen o que adop am; - dissonâncias na ealização da ac i idade, indicam o que azem e não de iam aze ou o que não azem e de iam aze , ou o que sabem e não de iam sabe ou o que não sabem de de iam sabe . No que se e e e ao que os condu o es sen em, nes a ca ego ia incluímos as expe iências a ec i as, expe iências não objec i adas a a és de p ocedimen os, mic o p ocedimen os, ope ações de con olo. As expe iências a ec i as e e em-se a emoções, a ec os, es ados, expe imen ados em si uação ou sen imen os elacionados com a o ma como conduzem. Nos conhecimen os sob e os ou os, encon amos, en e ou as, as seguin es sub-ca ego ias: o que os ou os sabem aze e o que os ou os sen em. Os condu o es e e em que os ou os condu o es ealizam: - p ocedimen os, manob as, ope ações isí eis com o eículo quando conduzem (po exemplo, ul apassagens); 6/18 Compo amen os de condução – es udos empí icos da Escola de C iminologia Ma ço de 2004 - mic o-p ocedimen os, ou seja, ope ações sob e o eículo com um objec i o mui o especí ico (po exemplo, o uso da emb aiagem); - ope ações de con olo da acção, ou seja, ope ações de ajus amen o à si uação de condução em unção dos imp e is os que podem su gi (po exemplo, ecolha de in o mação sob e as acções dos ou os condu o es); Os condu o es en e is ados a aliam os p ocedimen os que os ou os condu o es adop am sob a o ma de: - balanços, indicam as consequências e os cus os da adopção de um p ocedimen o dos ou os; - explicações, jus i icam o p ocedimen o que os ou os adop am ; - dissonâncias na ealização da ac i idade dos ou os - o que os ou os azem e não de iam aze ou o que os ou os não azem e de iam aze , ou que os ou os sabem e não de iam sabe , ou o que os ou os não sabem e de iam sabe . Em elação ao que os ou os sen em, os condu o es conside am os sen imen os dos ou os em si uação e sen imen os dos ou os elacionados com a o ma como os ou os conduzem. Nos conhecimen os do con ex o de condução, es e é cons i uído po ac o es de con olo e po p ocessos na u ais com os quais o condu o in e age. O con ex o de con olo e e e-se a um con ex o social ala gado que condiciona a acção do condu o , as eg as, as condições das ias, os se iços p es ados aos condu o es, os modos de ges ão do ânsi o, as ca ac e ís icas da o mação e selecção. O con ex o de p ocessos na u ais e e e-se às condições a mos é icas e a ou os imp e is os que são julgados pelos en e is ados na u ais, ou seja, que não podem se con olados pelo Homem. 4 - Ap esen ação e discussão dos esul ados p o isó ios Nos conhecimen os sob e si e sob e os ou os a elocidade é conside ado o p ocedimen o mais pe igoso (indicado pelo maio núme o de condu o es como o p ocedimen o que o igina aciden es), al o de maio ambiguidade e o mais explicado. Adop ando a ese de Amalbe i (1996) e aplicando-a ao domínio da condução, colocamos a hipó ese de que a elocidade sendo um p ocedimen o pe igoso e ela um comp omisso en e 7/18 Compo amen os de condução – es udos empí icos da Escola de C iminologia Ma ço de 2004 ês elemen os: a segu ança (p óp ia e do sis ema), o desempenho (impos o ao condu o ou p óp io) e o es ado do condu o ( adiga, s ess, e c.). Segundo o mesmo au o , es e comp omisso só é possí el po que o sujei o e lec e sob e as suas capacidades, sendo es a ca ac e ís ica humana undamen al nas si uações de isco. A ese de endida pelo au o elaciona-se com os esul ados p o isó ios des e es udo já que é ela i amen e à elocidade, si uação de maio isco, que exis e um maio núme o de e lexões (balanços e dissonâncias). Supomos que es as e lexões são u ilizadas em si uações u u as de elocidade e de isco de aciden e, acili ando a esolução de p oblemas ou melho ando o desempenho, con ibuindo pa a o es abelecimen o de comp omissos em si uação. Um ou o esul ado impo an e é a associação p i ilegiada en e a elocidade as ope ações de con olo e os mic o p ocedimen os. Assim, em si uação de isco o con olo da acção não é comple amen e au omá ico, exis e iden i icação da si uação, escolha e aplicação dos p ocedimen os mais adequados. No en an o os mic o p ocedimen os e as ope ações de con olo desempenham papéis dis in os na si uação de elocidade. Enquan o que os p imei os são associados pelos condu o es p incipalmen e a si uações de elocidade que o iginam aciden es, os segundos são associados p incipalmen e a si uações de elocidade que e i am aciden es. Assim, em si uações de isco, o con olo não au omá ico dos mic o p ocedimen os em consequências nega i as enquan o que o mesmo ipo de con olo das ope ações de con olo da acção em consequências posi i as. Ou seja, em si uação de isco, como é a si uação de elocidade, um modo de uncionamen o baseado num con olo não au omá ico da ecolha de in o mação e dos cálculos pa ece se um compo amen o de condução mais segu o con ibuindo pa a um meno isco de aciden e. 8/18 Compo amen os de condução – es udos empí icos da Escola de C iminologia Ma ço de 2004 Tí ulo: Ca ac e ização do compo amen o de uma amos a alea ó ia de condu o es Au o es: C is ina Lei e Quei ós * e Cândido M. M. da Ag a** *P o esso a Auxilia da FPCEUP, colabo ado a da Escola de C iminologia da FDUP **P o esso Ca ed á ico da FDUP, Di ec o da Escola de C iminologia da FDUP Da a: 5 de Ma ço de 2004, 11h (wo kshop “Segu ança Rodo iá ia, uma pe spec i a de mudança”, Lisboa 4 e 5 de Ma ço 2004, CCB) Resumo: São desc i os os esul ados ob idos a a és da aplicação de um ques ioná io a uma amos a alea ó ia de 556 condu o es inqui idos na á ea do Po o no Ve ão de 2003. O ques ioná io cons uído p oposi adamen e pa a o es udo e ec uado pela Escola de C iminologia da FDUP pe mi iu a ca ac e ização indi idual do condu o e do seu compo amen o de condução, a a és de cinco g andes g upos de ques ões (ca ac e ização do condu o , ansg essões, aciden es, posição ace à lei e dimensões da pe sonalidade). Com os dados ob idos, oi e ec uada uma análise desc i i a e uma análise compa a i a. Es a úl ima, pe mi iu iden i ica di e enças endo em conside ação a unção de condução (compa ando cinco g upos de condu o es) e as dimensões de pe sonalidade de Eysenck (compa ando qua o g upos de condu o es). As conclusões apon am pa a a exis ência de compo amen os de condução di e en es consoan e a unção de condução e a pe sonalidade do condu o . 1. Enquad amen o do es udo Dos di e en es es udos explo a ó ios ealizados du an e o p imei o ano de execução do p og ama de es udos sob e o compo amen o dos condu o es, abo da emos apenas a aplicação de mé odos de ipo quan i a i o. Assim, começamos po desen ol e inicialmen e expe iências no labo a ó io da Escola de C iminologia da FDUP, seguindo as eg as do mé odo expe imen al, e pos e io men e e ec uamos ecolhas de dados a a és de ques ioná ios. 9/18 Compo amen os de condução – es udos empí icos da Escola de C iminologia Ma ço de 2004 A u ilização des e o ma o esul ou de duas azões. A p imei a, a ní el empí ico, po que du an e as expe iências de labo a ó io oi sen ida a necessidade de complemen a a ecolha de índices isiológicos com ques ioná ios especí icos, nomeadamen e de ca ac e ização do condu o e da sua pe sonalidade (des acando-se as dimensões da pe sonalidade de Eysenck). A segunda, a ní el eó ico, po que du an e um le an amen o bibliog á ico e ec uado oi e i icado que os ques ioná ios e am u ilizados em mais de me ade dos abalhos publicados (1300 em 2500 a igos de ipo empí ico, u ilizando os es an es es udos mé odos quali a i os, análise de bases de dados, de documen os, e c.). A u ilização de ques ioná ios oco ia em abalhos que inham como objec i o e ec ua a ca ac e ização de alhada do condu o e do seu compo amen o no mal de condução, do seu compo amen o ansg essi o ou de aciden es. Decidimos en ão a ança pa a a cons ução de um ques ioná io sob e o compo amen o de condução, que e e como p incipal objec i o e ec ua a ca ac e ização de uma amos a alea ó ia de condu o es. 2. Me odologia 2.1. Ins umen o Baseando-nos em ins umen os já exis en es, nos esul ados inicialmen e ob idos nas expe iências de labo a ó io e nos esul ados ob idos em en e is as a condu o es, o ques ioná io cons uído con emplou cinco g andes g upos de ques ões, o ganizados de modo a pe mi i em e ec ua a ca ac e ização indi idual do condu o e a ca ac e ização do seu compo amen o de condução. No que se e e e à ca ac e ização indi idual do condu o , ecolhemos in o mação sob e a idade, sexo, p o issão, habili ações li e á ias, ipo e ano de ob enção da habili ação de condução, ca ac e ís icas e p op iedade dos eículos que habi ualmen e conduz, equência da sua u ilização, ipo de pe cu so habi ualmen e e ec uado, modo ou unção de u ilização do eículo (como meio de anspo e pa a cump imen o de uma ac i idade egula , meio de anspo e pa a ac i idades de laze , meio de anspo e pa a o exe cício da ac i idade de di e são, como ac i idade de di e são ou como ac i idade p o issional) e alo es da elocidade máxima e elocidade média habi ualmen e a ingidas. 10/18 Compo amen os de condução – es udos empí icos da Escola de C iminologia Ma ço de 2004 ac i idade p o issional. No que se e e e ao compo amen o ansg essi o quan o à elocidade, encon amos di e enças signi ica i as no excede des a, seja na au o-es ada ou nas localidades, e p opo cionalmen e es á associada à condução como meio de anspo e pa a exe ce uma ac i idade p o issional. Nas manob as ansg essi as exis em poucas di e enças signi ica i as en e os g upos, es ando es as sob e udo associadas à condução enquan o meio de anspo e pa a exe ce uma ac i idade egula ou pa a o laze . Rela i amen e às con a-o denações ecebidas, cons a amos que são poucos os ipos de con a-o denações que ap esen am di e enças signi ica i as, es ando sob e udo associadas à condução enquan o meio de anspo e pa a exe ce uma ac i idade egula , e oco endo pa a o des espei o do cin o de segu ança, pisa linha con ínua, ul apassagem inde ida ou elocidade excessi a. A condução sem documen os es á associada à condução como meio de anspo e pa a exe ce uma ac i idade p o issional, e a elocidade excessi a es á associada ao anspo e pa a o laze e exe ce uma ac i idade p o issional. A ap eensão de ca a su ge associada ao anspo e pa a exe ce uma ac i idade p o issional, endo como p incipal mo i o a elocidade excessi a. No que se e e e ao ipo de aciden es encon amos apenas di e enças signi ica i as en e os g upos quan o ao ac o de os condu o es e em es ado en ol idos, sendo de ealça a p opo ção in e sa pa a os condu o es cuja unção é o meio de anspo e pa a o laze (com menos aciden es) e a p opo ção mais ele ada de condu o es com aciden es pa a aqueles cuja condução em como objec i o a ac i idade de di e são e a ac i idade p o issional. Nas possí eis causas des aca-se elocidade excessi a associada à condução como ac i idade de di e são, ac i idade p o issional ou anspo e pa a exe ce ac i idade p o issional. Rela i amen e à posição ace à lei, exis em poucas di e enças en e os g upos. Con udo o aumen o dos limi es de elocidade na au o-es ada e um maio igo nos exames de condução ecolhem uma opinião p opo cionalmen e mais des a o á el jun o dos condu o es de anspo e pa a o laze , enquan o a pe missão de conduzi sem cin o, e o maio igo na inspecção mecânica e do segu o ecolhem opiniões p opo cionalmen e mais a o á eis nos inqui idos que u ilizam a condução como meio de anspo e pa a exe ce uma ac i idade p o issional, como ac i idade de di e são ou como ac i idade p o issional. No que diz espei o às dimensões da pe sonalidade segundo Eysenck, não encon amos di e enças signi ica i as en e os cinco g upos de condu o es. 17/18 Compo amen os de condução – es udos empí icos da Escola de C iminologia Ma ço de 2004 4. Conclusões Uma análise global dos p incipais esul ados, co obo ada po ou os dados ob idos numa amos a in encional de 55 condu o es, nos es udos de labo a ó io com 40 condu o es e nas en e is as e ec uadas a 40 condu o es, pe mi em des aca as dimensões de pe sonalidade como um ac o di e enciado do compo amen o de condução. Assim, o neu o icismo su ge associado a menos aciden es e a menos ansg essões. Já a ex o e são su ge associada à exp essão in ensa de eacções emocionais, a algumas ansg essões e à elocidade excessi a como causa de aciden es. O psico icismo e pe sonalidade delinquen e su gem associados a maio núme o de aciden es com esponsabilidade, maio des espei o pelas no mas de ânsi o, ansg essões mais equen es, a iadas e g a es, e exp essão de eacções mais ag essi as pe an e o compo amen o dos ou os condu o es. Es es dados con i mam a hipó ese de Eysenck, exis indo dimensões da pe sonalidade que o nam os indi íduos mais p opensos a aciden es e a compo amen os ansg essi os. Ou seja, a ní el da pe sonalidade pode íamos ala da exis ência de uma des iância la en e, exp essa nos aços de psico icismo (associado ao compo amen o c iminal e con a- o denacional), de ex o e são ( elacionada com as inci ilidades e com a associabilidade social) e de neu o icismo (associado à ins abilidade, pois o a ap esen am um es ilo de condução des ian e, o a um es ilo no ma i o). Ao ní el da unção de condução ambém exis i iam di e enças no compo amen o. Assim, os g upos de condução como “di e são” ou como “p o issão” ap esen am índices mais ele ados de ansg essão g a e. O seu compo amen o insc e e-se numa lógica de mo al u ili á ia segundo a qual os ins (en ega de uma me cado ia ou jogo da condução) jus i icam os meios, adop ando um es ilo de condução des ian e mais du o. Já os g upos “meio de anspo e pa a exe ce uma ac i idade egula ”, pa a o “laze ” ou “exe ce uma ac i idade p o issional”, adop a iam um es ilo de condução des ian e menos du o. Pe an e os dados ob idos, e em desen ol imen os u u os des e p ojec o de in es igação, e elou-se necessá io p ocede à e o mulação do ques ioná io (simpli icando alguns i ens e in oduzindo mais ques ões sob e in e acções ag essi as e p ocu a de sensações du an e a condução), bem como empa elha o amanho das amos as seleccionadas pela unção de condução, aumen a o núme o de inqui idos e ala ga a ecolha dos dados a ou as zonas u banas e u ais do país. 18/18