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O papel das aulas de cachorros na prevenção de problemas comportamentais

Bárbara de Ancede Aroso Barros Basto

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1 Relatório Final de Estágio Mestrado Integrado em Medicina Veterinária O PAPEL DAS AULAS DE CACHORROS NA PREVENÇÃO DE PROBLEMAS COMPORTAMENTAIS Bárbara de Ancede Aroso Barros Basto Orientador Professora Doutora Liliana Maria de Carvalho e Sousa Co-Orientador Professor Doutor Miguel Ibáñez Talegón (Centro de Medicina del Comportamiento Animal de la Universidade Complutense de Madrid) Porto 2015 2 Relatório Final de Estágio Mestrado Integrado em Medicina Veterinária O PAPEL DAS AULAS DE CACHORROS NA PREVENÇÃO DE PROBLEMAS COMPORTAMENTAIS Bárbara de Ancede Aroso Barros Basto Orientador Professora Doutora Liliana Maria de Carvalho e Sousa Co-Orientador Professor Doutor Miguel Ibáñez Talegón (Centro de Medicina del Comportamiento Animal de la Universidade Complutense de Madrid) Porto 2015 i RESUMO Durante o Estágio Curricular realizado no Centro de Medicina del Comportamiento Animal de la Universidade Complutense de Madrid (UCM) assisti a 22 consultas de Especialidade de Medicina do Comportamento, dois cursos de Aulas de Cachorros (AC) e auxiliei na vigilância dos cachorros que acompanhavam os proprietários às Palestras Gratuitas de Comportamento Canino. A evolução que as equipas proprietários-cão exibiram entre o início e o fim das AC, assim como o facto de apenas 2 dos 22 casos apresentados a consulta terem referido que os cães tinham assistido a AC, motivou o meu interesse em explorar os efeitos de assistir a AC. O objetivo do presente estudo é analisar o papel das AC como ferramenta de prevenção de problemas comportamentais (PC) através da comparação de cães que frequentaram e não frequentaram AC, avaliando os seguintes pontos: Qualidade de vida; Conhecimentos de obediência básica; Avaliação que os proprietários fazem do comportamento do seu animal; Incidência de PC; Fontes de informação a que os proprietários recorreram para compreender o comportamento e necessidades caninas; e Postura do proprietário face a um PC. A recolha de dados foi feita através da distribuição online de um questionário, enviado para clientes da Escola de Cachorros da UCM e livremente divulgado em plataformas de divulgação social portuguesas. A população é constituída por 48 cães que assistiram a AC e 366 cães que não assistiram. Os resultados sugerem que assistir a AC origina proprietários mais conscientes das necessidades e capacidades caninas, que providenciam uma melhor qualidade de vida aos seus animais, e cães mais obedientes, que tendem a exibir ligeiramente menos PC. Apesar das limitações do estudo, conclui-se que as AC são uma boa ferramenta de prevenção de PC, principalmente devido à formação dos proprietários, que vai influenciar a longo termo como interagem com o seu cão. ii AGRADECIMENTOS À Prof. Doutora Liliana, pela orientação no desenvolvimento desta dissertação e pela disponibilidade, incentivo e apoio que sempre demonstrou na orientação do meu estudo na área de Etologia. Ao Dr.Miguel, por me ter recebido na sua Clínica, pela orientação e apoio no desenvolvimento desta dissertação, e pelo seu exemplo de perseverança e ideais excelência, que me motivam a ser uma melhor profissional. À Dr.Stefania Pineda, pelo exemplo da dedicação e profissionalismo com que se dedica ao estudo e à prática da Medicina do Comportamento, e por sempre se ter mostrado disponível para partilhar os seus conhecimentos comigo. Ao Dr.Ricardo Garcia, pela preciosa ajuda na análise estatística dos dados recolhidos neste trabalho, e à Dr.Verónica Russo pela ajuda na revisão e tradução do questionário. A todas as pessoas que responderam ao questionário e ajudaram na sua divulgação, pela colaboração essencial ao desenvolvimento deste trabalho. A todos os meus Professores do ICBAS, em especial ao Professor Pablo Payo, cuja excelência pedagógica incentiva os alunos a serem os melhores, e à Professora Lúcia Lira, que no 12º ano me fez apaixonar pelo universo do Comportamento Animal e pelo estudo da Psicologia. Ao Orfeão Universitário do Porto, e em particular à Tuna Feminina do OUP, por ter enriquecido a minha vida académica e pessoal e por me tornar uma pessoa mais pró-ativa, pragmática e organizada. À Francisca, à Catarina, à Isabel e à Joana, por toda a amizade, companheirismo e alegrias ao longo deste percurso académico e pela promessa de muitas aventuras futuras. Ao José António, pela amizade, carinho, apoio e companhia que sempre partilhamos. À minha família, pelo amor e felicidade com que sempre me rodearam, em especial aos meus irmãos, Eduardo e Henrique, pelo sentido de humor e as diversões e discussões que nos fazem crescer juntos, e à Tia Mónica, por sempre me ter motivado a estudar Medicina Veterinária. Aos meus Pais, a quem dedico esta dissertação, pelo amor e apoio incondicionais em todos os aspetos da minha vida, por me educarem através do exemplo a ser uma pessoa melhor e por sempre me terem permitido manter animais de estimação. iii ABREVIATURAS AC – aulas de cachorros CAC – com aulas de cachorros df – graus de liberdade EC-UCM – escola de cachorros da Universidade Complutense de Madrid ex. - exemplo M – média Med – mediana  - coeficiente de correlação de Spearman PC – problemas comportamental / problemas comportamentais SAC – sem aulas de cachorros SD – desvio-padrão vs. - versus 2 - Chi-Quadrado iv ÍNDICE Resumo ........................................................................................................................................... i Agradecimentos ............................................................................................................................. ii Abreviaturas ................................................................................................................................... iii Índice ............................................................................................................................................. iv I. Introdução ................................................................................................................................... 1 1. Períodos de Desenvolvimento do Cão ................................................................................ 3 2. Fatores que Influenciam o Desenvolvimento do Comportamento ........................................ 5 3. Incidência de Problemas Comportamentais Caninos .......................................................... 5 II. Objetivos .................................................................................................................................... 6 1. Aulas de Cachorros ............................................................................................................. 6 III. Material e Métodos .................................................................................................................... 7 IV. Resultados ................................................................................................................................ 9 1. Caracterização da População .............................................................................................. 9 2. Meio pré-adoção .................................................................................................................. 9 3. Meio pós-adoção ................................................................................................................ 10 4. Qualidade de vida .............................................................................................................. 10 5. Obediência e Atividade ...................................................................................................... 11 6. Comportamento ................................................................................................................. 12 7. Proprietários ....................................................................................................................... 13 V. Discussão ................................................................................................................................ 15 1. Meio pré-adoção ............................................................................................................... 15 2. Meio pós-adoção e Qualidade de vida .............................................................................. 16 3. Obediência e Atividade ..................................................................................................... 18 4. Comportamento ................................................................................................................ 20 5. Proprietários ...................................................................................................................... 22 VI. Limitações do estudo ............................................................................................................. 25 VII. Conclusão .............................................................................................................................. 25 VIII. Bibliografia ............................................................................................................................ 26 ANEXO I – Exemplo do Questionário enviado aos proprietários dos grupos CAC e SAC .............. 31 ANEXO II – Resultados das Variáveis Ordinais ............................................................................. 36 ANEXO III – Resultados das Variáveis Categóricas ...................................................................... 37 1 I. INTRODUÇÃO Os cães (Canis lupus familiaris), de acordo com as evidências antropológicas, convivem com os humanos há mais de 15000 anos (Overall et al. 2014). A sua longa domesticação permitiu a evolução de uma inigualável relação interespecífica entre estes e os humanos, a qual tem recebido gradualmente mais atenção do mundo científico. Os cães desenvolveram uma capacidade significativa de interpretação da linguagem corporal dos humanos, incluindo a compreensão de indicações gestuais e sinais visuais (Reid 2009). A sua grande capacidade de aprendizagem, em conjunto com a sua habilidade comunicativa e facilidade de formar vínculos afetivos com humanos, permitiu a integração desta espécie na nossa sociedade a vários níveis, tanto como animais de companhia ou como animais de trabalho (ex.: cães de assistência, cães do exército/polícia ou cães pastores). Atualmente considera-se que o fenómeno de vinculação humano-cão é semelhante ao desenvolvimento do vínculo materno-filial e que a presença do proprietário tem um efeito de base segura no comportamento do cão (Topál et al. 1998). O sucesso da interação social positiva entre um humano e o seu cão tem como pré-requisito que exista attentionis egens, ou seja, que ambas as partes necessitem e ofereçam atenção a um nível emocional básico e regular (Odendaal & Meintjes 2003). A interação, mutuamente benéfica, entre cães e humanos produz um aumento da concentração plasmática de -endorfinas, oxitocina, prolactina e dopamina em ambas as espécies, e a diminuição dos níveis de cortisol nos humanos (Odendaal & Meintjes 2003). Handling et al. (2011) demonstraram que as interações entre cães e os seus proprietários, mesmo sendo curtas, têm efeitos psicofisiológicos positivos, provocando um aumento dos níveis de oxitocina e diminuição da frequência cardíaca em ambas as espécies e diminuição dos níveis de cortisol nos humanos. Existe uma relação positiva significativa entre os níveis de oxitocina do proprietário e os do seu cão, estando o aumento da oxitocina e a diminuição do cortisol nos humanos relacionada com a classificação da relação, pelo proprietário, como agradável, interativa e fonte de poucos problemas, enquanto o aumento da oxitocina nos cães está positivamente relacionada com a quantidade de interação com o proprietário e com o facto deste o ver como uma companhia agradável (Handling et al. 2012). Contrariamente ao que seria esperado, um estudo recente não encontrou evidências de que a importância e proximidade atribuída à relação pelo proprietário seja equivalente à exibida pelo seu cão (Rehn et al. 2014). Apesar de serem reconhecidos benefícios psicofisiológicos inerentes ao convívio com um animal de estimação (Serpell 1991), estes estão dependentes da qualidade da relação, a qual está frequentemente relacionada com as expectativas do proprietário (Marder & Duxbury 2008) e o comportamento do animal. Foi demonstrado que quanto maior é a discrepância entre o que o 2 proprietário considera ser o comportamento do cão “ideal” e o comportamento do seu cão, menor é o nível de apego sentido, sendo que os cães “reais” foram classificados como menos confiantes/relaxados em situações desconhecidas, mais afetuosos, muito mais excitados, menos obedientes, mais ativos e menos satisfeitos por serem deixados sozinhos, do que “idealmente” deveriam ser (Serpell 1996). Quando realmente existem problemas comportamentais (PC), estes são uma fonte de frustração, stress e mal-estar para o animal e para o seu proprietário, podendo inclusivamente provocar esgotamentos psicológicos, problemas financeiros e isolamento social no caso do proprietário (Voith 2009) e mais suscetibilidade a apresentar problemas dermatológicos e redução da esperança média de vida no caso dos cães, particularmente em situações crónicas de transtornos de medo ou ansiedade (Dreschel 2010). Lamentavelmente, vários estudos demonstraram uma preocupante prevalência de PC na população de cães analisados, variando esta entre 40% e 92% de animais que demonstraram pelo menos um comportamento considerado indesejável pelos donos (Martínez et al. 2011; Khoshnegah et al. 2011). O grau de gravidade atribuído aos PC tende a ser maior se estes afetarem ou forem dirigidos a pessoas, por exemplo em casos de agressividade ou destruição de propriedade; e a ser menor se o problema afetar mais o bem-estar do animal que o do humano, como por exemplo no caso de problemas relacionados com medo ou excitabilidade (Shore et al. 2008). Muitos cães com PC sofrem desnecessariamente quando proprietários mal informados recorrem a castigos inapropriados ou a métodos de treino aversivos (Hsu & Serpell 2003), que no caso de serem aplicados a cachorros podem levar a que estes percam a confiança no julgamento e na “liderança” dos membros da família (Lindell 1997), sendo destino final frequente destes animais considerados “malcomportados” o abandono ou a eutanásia. Num estudo realizado sobre os motivos para entregar animais em canis, a exibição de comportamentos indesejáveis foi indicada em 65% dos casos (Kwan & Bain 2013). A elevada prevalência de PC nos cães mantidos como animais de companhia e a grande influência que o comportamento tem na decisão de entregar em canis, abandonar ou eutanasiar animais, reveste de importância a necessidade de implementar estratégias de prevenção de PC, as quais têm um papel fundamental no desenvolvimento social, emocional e cognitivo dos cães e na formação do vínculo humano-animal. Para implementar um plano de prevenção eficaz é necessário ter em conta as características de cada período de desenvolvimento da espécie em questão, identificar os fatores que influenciam o desenvolvimento do comportamento e qual a incidência conhecida de cada problema. 3 1. PERÍODOS DE DESENVOLVIMENTO DO CÃO: Atualmente reconhece-se que há evidências de que certas características do comportamento e carácter canino (ex.: agressividade, nível de atividade, medo e sensibilidade a ruídos) são hereditárias, pelo que a prevenção de PC deveria, idealmente, começar pela seleção de animais reprodutores sem PC e com características temperamentais desejáveis (Overall et al. 2014), tendo em conta a aparente variabilidade e predisposição de comportamento entre raças (Takeuchi & Mori 2006, Mehrkam & Wynne 2014). Devido à grande influência que o bem-estar psicológico e fisiológico da fêmea durante a fase de gestação tem no desenvolvimento do sistema nervoso e, consequentemente, no futuro comportamento das crias, deve-se providenciar à futura mãe um ambiente tranquilo e positivo, promovendo baixos níveis de stress (Weinstock 2008), e uma nutrição adequada (Akitake et al. 2015) durante o período pré-natal. Vários estudos demonstraram que o início da vida é um período em que a imaturidade física do organismo é particularmente suscetível e responsiva a métodos de estimulação, socialização e enriquecimento ambiental, pelo que os seus efeitos (positivos e negativos) são responsáveis por muitas diferenças comportamentais e neurofisiológicas entre indivíduos (Battaglia 2009). Em 1965, Scott e Fuller apresentaram um modelo de quatro fases de desenvolvimento canino, no qual descreveram o período neonatal (dos 0 aos 12 dias), o período de transição (dos 13 aos 21 dias), o período de socialização (dos 20 aos 84 dias) e o período juvenil (das 12 semanas até à maturidade sexual, que se atinge entre os 9 e os 18 meses, dependendo das raças) (Miklósi 2007). Durante os primeiros dias de vida, no Período Neonatal, a perceção do ambiente pelo cachorro é feita unicamente através dos estímulos tácteis e olfativos resultantes da interação com a mãe e a ninhada durante a amamentação e dos cuidados maternais de limpeza e estimulação da eliminação. A abertura dos olhos e dos canais auditivos ocorrem no Período de Transição, que varia ligeiramente entre raças, verificando-se ainda, durante esta fase, um desenvolvimento das capacidades de adaptação do comportamento ao ambiente e das capacidades motoras utilizadas nos sinais comunicativos, como o abanar da cauda (Miklósi 2007). Gazzano et al. (2008b) verificaram que cachorros que tinham sido afastados da mãe e da ninhada e manipulados por breves intervalos de tempo nas primeiras 3 semanas de vida reagiam melhor a situações de stress e participavam mais em atividades exploratórias quando eram mais velhos, em comparação com cachorros que não tinham sido expostos a pequenas doses de stress numa fase precoce. Um estudo liderado por Piñol em 2005 demonstrou que cachorros afastados e manipulados recebem mais atenção e cuidados maternais, sob a forma de lambedura, do que cachorros não manipulados (Beaver 2009b). Os cuidados maternais parecem afetar o desenvolvimento dos 10 ninhada está compreendida entre 5 e 7 semanas (Med= 2, Range=1) em ambos os grupos (Ver gráfico 2), não existindo diferenças significativas (Z=-0,321, p=0,748). Gráfico 2 – Idade no momento da separação da mãe e da ninhada. 3. Meio pós-adoção: Relativamente aos coabitantes a análise estatística revelou uma diferença significativa entre a quantidade de animais que habitam com gatos (2=12,745, df=1, p=0,0004) ou com outros cães (2=16,786, df=1, p <0,0001), sendo que o grupo SAC tem uma maior diversidade de coabitantes que o grupo CAC (Ver gráfico 3). Gráfico 3 – Coabitantes atuais. 4. Qualidade de vida: Neste estudo a qualidade de vida foi avaliada através da quantificação de atividades consideradas benéficas e agradáveis para os cães, tais como o passeio diário, a interação, sem trela, sob a forma de jogo com outros cães, a interação sob forma de jogo com os proprietários, a diversidade de brinquedos disponíveis e a possibilidade de acesso ao interior da casa. Foram demonstradas diferenças significativas na duração do passeio (Z=7,338, p <,0001), sendo que o grupo CAC passeia consideravelmente mais que o grupo SAC (Med CAC =4, range=1 vs. Med SAC =2, range=2); na diversidade de brinquedos (t=5,37, df=412, p<,0001), possuindo o grupo CAC maior diversidade que o grupo SAC (média (M)CAC=4,9, desvio padrão (SD)=2 vs. MSAC=3,4, SD=1,9); e no acesso ao interior da casa (2=6,787, df=1, p=0,0092), permitido a todos os cães do grupo CAC e a apenas 320 (87%) dos cães do grupo SAC. 11 Não foram encontradas diferenças significativas na comparação da frequência de jogo sem trela com outros cães (Z=-1,79, p=0,07), nem da duração de jogo diário com o proprietário (Z=- 0,802, p=0,422) (Ver gráfico 4). Existe porém uma ligeira diferença estatística, sendo que os cães do grupo CAC brincam mais sem trela com outros cães e os do grupo SAC brincam mais com os proprietários. É ainda relevante referir que no grupo SAC foi demonstrada uma correlação significativa entre coabitação com cães e uma maior frequência de jogo sem trela com outros cães (Z=-9,53, p <,0001), o que não se verificou no grupo CAC (Z=0,402, p=0,689). Gráfico 4 – Atividade proporcionada aos cães. 5. Obediência e Atividade: Os cães do grupo CAC foram considerados significativamente menos ativos (MedCAC=3, range=1 vs MedSAC=4, range=1) (Z=-3,631, p=0,0003) e mais obedientes que os do grupo SAC (MedCAC=3, range=1 vs MedSAC=3, range=1)(Z=2,365, p=0,0185). Gráfico 5 – Avaliação dos níveis de atividade e obediência gerais, respetivamente. 12 Existe uma diferença estatisticamente significativa entre a quantidade de exercícios de obediência básica conhecida pelo grupo CAC e pelo grupo SAC (MCAC=5,3, SD=1,1 vs. MSAC=3,3, SD=1,6) (t=11,20, df=78,08, p<,0001), a qual tem uma correlação positiva com o nível de obediência geral mais significativa no grupo SAC (=0,573, p <,0001) do que no grupo CAC (=0,414, p=0,0035), demonstrada pelo coeficiente de correlação de Spearman. 6. Comportamento: Na avaliação dos PC, os proprietários do grupo CAC afirmaram com maior frequência que o seu cão não tinha PC (2=1,13, df=1, p=0,286) e os proprietários do grupo SAC referiram mais problemas relacionados com desobediência (2=1,134, df=1, p=0,288), ansiedade (2=2,585, df=1, p=0,107) e agressividade (2=1,056, df=1, p=0,588). Foram detetadas diferenças mínimas (1-2%) entre os grupos no relato de transtornos de eliminação inapropriada (2=0,292, df=1, p=0,288) e de exibição de medo (2=0,016, df=1, p=0,899). Apesar de existirem diferenças estatísticas entre os grupos (Ver gráfico 6), nenhuma foi significativa. Gráfico 6 – Problemas comportamentais referidos. A fim de explorar o efeito que a idade no início AC tem na prevenção de PC, foram comparadas as referências a PC entre dois subgrupos do CAC, formados por cachorros que começaram a assistir às AC quando tinham entre 2 e 4 meses de idade (n=11) e cachorros que começaram entre as 4 e 7 meses de idade (n=37). Apesar de haver mais indicações de animais sem PC no grupo dos 4 aos 7 meses, o mesmo grupo também referiu mais problemas relacionados com desobediência e medo (Ver gráfico 7). O grupo dos 2 aos 4 meses referiu, por sua vez, maior prevalência de transtornos de ansiedade. A diferença encontrada no relato de 13 eliminação inapropriada e exibição de agressividade foi mínima (1-2%). Tal como na comparação de PC entre os grupos CAC e SAC, estes resultados não apresentaram diferenças estatisticamente significativas (Ver anexo III, Tabela 3). Gráfico 7 – Problemas comportamentais referidos pelos subgrupos do CAC, tendo em conta a idade no início das AC. 7. Proprietários: Foi demonstrada uma diferença estatisticamente significativa relativamente à convivência anterior com cães (2=31,957, df=1, p<,0001) havendo 84% dos proprietários do grupo SAC, contra 50% do grupo CAC, que afirmaram já ter tido cães antes de acolherem o atual. Foram ainda encontradas várias diferenças significativas na seleção de fontes de informação de comportamento e necessidades caninas (Ver gráfico 8), sendo que no grupo CAC houve maior recurso a Treinadores caninos (2=21,967, df=1, p<,0001), mais pesquisas na Internet (2=7,672, df=1, p=0,0056) e mais consulta de livros (2=8,255, df=1, p=0,0041), para além do benefício de assistirem à Palestra Gratuita da EC-UCM (2=319,033, df=1, p<,0001) e às AC (2=31,957, df=1, p<,0001). É interessante referir que as fontes de informação mais apontadas pelo grupo CAC e SAC foram, respetivamente, as AC e o Médico Veterinário. 14 Gráfico 8 – Fontes de Informação consultadas e experiência anterior com cães. Quando comparadas as estratégias de resolução de PC entre grupos, os proprietários do grupo SAC, apesar de 5% não saberem que existia possibilidade de tratamento de PC, demonstraram mais interesse em procurar uma solução e optaram mais frequentemente por pedir o aconselhamento do seu Médico Veterinário (ver gráfico 9). O grupo CAC, por sua vez, valorizou menos os PC e, quando procuraram uma solução, optaram mais vezes por consultar um Treinador Canino ou um Veterinário Especialista em Comportamento Animal. Apesar de existirem diferenças estatísticas entre os grupos, estas não foram significativas (2=10,168, df=5, p=0,0706). Gráfico 9 – Abordagem de resolução de PC dos proprietários. 15 V. DISCUSSÃO 1. Meio pré-adoção: Existem mais animais provenientes de Associações Protetoras de Animais ou recolhidos de situações de abandono no grupo SAC, e mais animais provenientes de criadores e lojas de animais no grupo CAC, apesar de poucos animais terem origem nesta última fonte. Cães adquiridos em lojas de animais provêm frequentemente de criadores comerciais intensivos, vulgarmente referidos na literatura inglesa como “puppy mills“ (fábricas de cachorros), e têm maior probabilidade de desenvolver problemas de agressividade, medo e excitabilidade do que cães adquiridos de criadores não comerciais (McMillan et al. 2013). Wells & Hepper (2000) verificaram que a maioria (68%) dos cães adquiridos em canis, como por exemplo Associações Protetoras de Animais, apresentavam PC, sendo o mais comum a exibição de medo. O mesmo estudo revelou que cães recolhidos de situações de abandono tinham mais PC do que cães diretamente entregues no canil pelos proprietários, e que os adotantes de cachorros referiram menos PC do que os adotantes de cães adultos ou juvenis, possivelmente por haver mais tolerância em relação ao comportamento de cachorros, ou por os cachorros terem passado menos tempo expostos às condições menos positivas destes locais. Duxbury et al. (2003) reportaram que, em grupos de cachorros adotados em canis, há menos casos de devoluções quando os cachorros assistem a AC, possivelmente por os proprietários desenvolverem um maior controlo sobre os cães e terem expectativas mais realistas. Cerca de metade dos proprietários de ambos os grupos não tinha qualquer informação acerca das características do ambiente de origem do cachorro, o que pode estar associado a más práticas de criação de cães ou à tentativa de omissão de PC dos pais do cachorro (Westgarth et al. 2012). Menos de um terço dos proprietários de ambos os grupos declararam que os cães tinham contacto positivo com outros cães ou acesso a brinquedos de cães, estando o nível de estimulação e socialização durante as primeiras semanas de vida dos cachorros abaixo do ótimo. O acesso ao interior da casa era permitido a significativamente mais cães do grupo CAC do que do grupo SAC, condição essa que, apesar de aumentar a variedade de estímulos positivos e melhorar as condições de alojamento, pode tornar os cachorros mais suscetíveis a demonstrarem ansiedade em situações de isolamento em relação a cachorros que foram criados em condições com contacto social menos constante (Gazzano et al. 2008b). Por outro lado, cães que foram criados fora de ambiente doméstico (ex.: quintais, garagens ou canis) têm maior tendência a desenvolver agressividade dirigida a desconhecidos e comportamentos de evasão por medo (Appleby et al. 2002). Ambos os grupos indicaram que a idade mediana de separação da mãe e ninhada está compreendida entre 5 e 7 semanas, a qual é inferior às 8 semanas recomendáveis. A 16 comunicação social canina é desenvolvida entre a ninhada num processo trifásico de interações lúdicas, sob a forma de jogo social a partir das 3 semanas, jogo agonístico a partir das 5 e atividade pseudo-sexual a partir das 6 semanas, havendo posteriormente uma redução das interações entre as 8 e as 10 semanas de idade (Pal 2008). Tendo em conta a importância que a comunicação social tem no estabelecimento de relações intra e interespecíficas, é importante proporcionar aos cachorros a oportunidade de experienciar cada fase integralmente. A análise das variáveis referentes ao meio pré-adoção sugere que as condições e eventos nas primeiras fases de desenvolvimento dos cães do grupo SAC foram menos positivas que as do grupo CAC, apesar das condições no último grupo também não serem as ideais, tendo em conta os níveis de estimulação e socialização a que foram expostos antes da adoção e a idade em que foram separados. 2. Meio pós-adoção e Qualidade de vida: Mais de um terço de ambos os grupos referiram que existiam crianças no agregado familiar, o que pode estar relacionado com uma diminuição do apego sentido pelos proprietários em relação aos seus cães e com uma menor realização de atividades conjuntas (Meyer & Forkman 2014), mas não aparenta contribuir diretamente para a exibição de PC nos animais (Blackwell et al. 2008). No grupo SAC há significativamente mais famílias com mais do que um cão, o que por sua vez está associado a maiores níveis de apego relatados pelos proprietários (Meyer & Forkman 2014) e a mais tempo de interação proprietáriocão sob a forma de jogo (Rooney et al. 2000). No presente estudo verificou-se que os cães do grupo SAC brincam ligeiramente mais, de forma não significativa, com os proprietários, o que pode estar relacionado com o facto de coabitarem mais com outros cães que o grupo CAC. Existem evidências de que destinar 20 minutos diários a interagir especificamente com o próprio cão melhora o vínculo com este (Clark & Boyer 1993), e aparenta diminuir os níveis de stress do animal se a interação for sob a forma de jogo amigável e afetuoso (Horváth et al. 2008). Do ponto de vista comportamental, cães que participam frequentemente em sessões de brincadeira com o proprietário exibem menos medo de estímulos inesperados, são mais obedientes e mais amigáveis com desconhecidos (Tami et al. 2008) e tendem a brincar de forma independente menos vezes (Rehn et al. 2014). O tipo de jogo entre cães e cão-proprietário é diferente e insubstituível entre si (Rooney et al. 2000), sendo que ambas as interações promovem o bem-estar e enriquecimento social destes animais. O exercício físico interativo positivo é considerado uma boa técnica de modificação de comportamento, especialmente em casos de comportamentos de busca de atenção e atividades destrutivas em cachorros (Lindell 1997). Do ponto de vista da socialização, é importante proporcionar oportunidades de interação com vários cães, de diferentes morfologias, idades e 17 temperamentos. Apesar de no presente estudo não se ter verificado uma diferença significativa na frequência de interações sem trela com outros cães, que foi considerada muito satisfatória em ambos os grupos, o grupo CAC brincava ligeiramente mais e no grupo SAC foi detetada uma correlação entre coabitar com outros cães e um aumento da frequência de jogo intraespecífico, o que sugere que o grupo CAC tem uma postura mais ativa na socialização dos seus cães com cães desconhecidos. Os passeios diários parecem ser uma atividade apreciada pela maioria dos cães e representam uma riquíssima fonte de estímulos visuais, sonoros, odoríferos e sociais. Os resultados de um estudo realizado por Tami et al. (2008) sugerem que, em comparação com cães que passeiam mais de 1 hora diária, cães que passeiam menos de 30 minutos exibem mais vezes medo e menos atenção durante treino de obediência e cães que passeiam entre 30 minutos e 1 hora são mais destrutivos. Também Lofgren et al. (2014) concluíram que, em comparação com cães que praticam mais exercício, cães que praticam menos exercício demonstram mais excitabilidade e menos facilidade em serem treinados, exibindo mais problemas relacionados com medo, agressividade dirigida ao proprietário e desconhecidos, ladrido excessivo e comportamentos de busca de atenção. Porém, os autores não puderam clarificar se os PC demonstrados derivavam da menor quantidade de exercício físico ou se os cães eram menos passeados devido a terem PC que diminuíam o controlo dos donos durante os passeios. Bennet e Rohlf (2007) referiram que parece existir uma relação entre a avaliação que os proprietários fazem do comportamento dos cães e a sua inclusão em diferentes atividades (ex.: fazer-se acompanhar do seu cão em pequenos recados e visitas, brincar com o cão ou permitir-lhe que se sente ao seu lado) e que cães que receberam treino de obediência são mais vezes incluídos, independentemente do treino ter sido profissional ou realizado pelo dono com base em livros do tema e conselhos informais. Mais uma vez não foi possível determinar se os cães excluídos de participar nas atividades o eram devido aos PC exibidos (ex.: falta de controlo ou agressividade), ou se os PC eram exacerbados, ou originados, pelo aborrecimento derivado da falta de atenção e exercício. No presente estudo, a duração do passeio diário relatada foi significativamente maior no grupo CAC, o que pode estar relacionado com o facto dos cães deste grupo serem considerados significativamente mais obedientes que os cães do grupo SAC e exibirem, hipoteticamente, um comportamento considerado mais socialmente aceitável. Foi demonstrado que o grupo CAC tem acesso a uma maior diversidade de brinquedos que o grupo SAC, o que proporciona um maior enriquecimento ambiental e diminui o aborrecimento, pois além de aumentar a variedade de jogos possíveis com os proprietários (ex.: “tug-of-war”, busca-edevolve), estimula a capacidade dos cães se entreterem solitariamente (ex.: brinquedos 18 dispensadores de comida, brinquedos para roer). De facto, providenciar brinquedos apropriados para roer e destruir faz parte das estratégias para evitar que os comportamentos destrutivos normais em cachorros sejam direcionados a objetos de valor, por exemplo mobiliário ou vestuário (Lindell 1997). Um estudo realizado sobre os efeitos do enriquecimento ambiental com brinquedos em canis revelou que a adesão de brinquedos ao espaço aumenta a complexidade do comportamento dos cães, reduz o tempo de inatividade, diminui a destruição das estruturas das jaulas e, curiosamente, diminui a interação interespecífica, já que os cães aparentam preferir usufruir dos brinquedos a socializar (Hubrecht 1993). Referentemente ao acesso ao interior da casa, este foi confirmado significativamente mais vezes no grupo CAC, o que pode ser influenciado pelo facto dos cães do grupo CAC terem recebido treino de obediência (Tami et al. 2008) e pelo facto de esta ser a primeira experiência de convivência com um cão em muitos proprietários deste grupo, já que a decisão de alojar os cães no exterior é mais tomada por proprietários “experientes” (Diverio & Tami 2014). Não ter acesso ao interior da casa está associado a maiores níveis de stress devido à menor interação com os membros da família e cães nessa condição demonstram mais frequentemente problemas de agressividade, enquanto cães com acesso exibem, comparativamente, mais medo de ruídos (Diverio & Tami 2014). Tendo em conta que os cães do grupo SAC são passeados durante menos tempo, têm uma menor diversidade de brinquedos, têm menos acesso ao interior da casa e, aparentemente, socializam menos com cães não familiares, a análise dos resultados sugere uma maior qualidade de vida atual no grupo CAC. 3. Obediência e Atividade: Os animais do grupo SAC foram descritos como sendo significativamente mais ativos, o que pode ser uma consequência de praticarem menos exercício físico programado, terem acesso a uma menor diversidade de brinquedos e, aparentemente, realizarem menos exercícios cognitivos sob a forma de treino de obediência básica, tendo em conta que respondem a significativamente menos ordens do que os cães do grupo CAC. O índice de resposta a ordens de obediência tem tendência a estar positivamente correlacionado com a frequência dos treinos e com a socialização com pessoas e cães desconhecidos (Kutsumi et al. 2012), e a análise dos dados do presente estudo sugere que as três atividades são mais realizadas pelo grupo CAC, pelo que a diferença quantitativa das ordens conhecidas por cada grupo não é surpreendente. Em semelhança a outros estudos que aferiram que assistir a AC aumenta o grau de obediência dos cães (Seksel et al. 1999; Kutsumi et al. 2012), no presente estudo os cães do grupo CAC foram considerados significativamente mais obedientes do que os do grupo SAC. É importante 19 esclarecer os proprietários sobre o carácter circular dos resultados do treino de obediência, dado que cães que sabem responder a mais ordens são considerados mais obedientes e mais fáceis de treinar (Kutsumi et al. 2012), mas para saberem mais ordens têm que ser treinados com mais frequência, o que implica um compromisso da parte do proprietário em treinar pessoalmente o seu cão ou procurar ajuda profissional. Bennet e Rohlf (2007) sugeriram que proprietários que pagaram pelos seus cachorros tendem a demonstrar mais empenho em educa-los e são mais exigentes nos resultados, o que parece ser compatível com os resultados deste estudo. No grupo CAC há significativamente mais cães de raça do que no grupo SAC e presume-se, devido às diferenças nas fontes de origem, que os cães do primeiro grupo foram mais obtidos através da compra do que da adoção, inversamente ao grupo SAC. O facto de terem inscrito os seus cães em AC demonstra empenho e motivação dos proprietários do grupo CAC em treinar os seus cães desde o início da relação e existe uma sugestão de maior exigência. De facto, foi detetada uma correlação positiva entre o número de ordens conhecidas e o nível de obediência atribuído, sendo a correlação mais forte e significativa no grupo SAC que no grupo CAC, ou seja, em cães que respondiam ao mesmo número de ordens, os do grupo SAC eram considerados mais obedientes, o que sugere um menor nível de exigência ou menos expectativas neste grupo. Também é possível que proprietários que tenham investido mais tempo e dinheiro na educação dos seus cães os avaliem como mais obedientes, quer por isso corresponder às suas expectativas, quer por terem mais conhecimentos acerca do comportamento canino normal (Bennet & Rohlf 2007). Um estudo realizado sobre a avaliação que os proprietários fazem das Escolas de Treino Canino, revelou que os proprietários, além de valorizarem os resultados obtidos no comportamento do seu cão, consideram importante que os ensinem a desenvolver as suas próprias capacidades, conhecimentos e técnicas de treino (Bennet et al. 2007). Apesar de durante as AC serem praticados vários exercícios de obediência básica, estas não têm como objetivo proporcionar um treino de obediência formal, pretendendo sim ensinar os proprietários a educar os seus cães com o auxílio de técnicas de condicionamento operante com reforço positivo e castigo negativo não aversivo. Ou seja, durante as AC os proprietários são incentivados a recompensar os comportamentos desejáveis (reforço positivo), como a realização correta de um exercício ou manter uma postura tranquila, e a retirar a atenção, ignorando totalmente, os comportamentos indesejáveis (castigo negativo), como por exemplo a vocalização excessiva ou saltar às pessoas, sempre que estes comportamentos não representem um perigo para o bem-estar do cão ou de terceiros. Os proprietários são ainda aconselhados a fazê-lo consistentemente, dado que ser inconsistência nas técnicas de treino utilizadas diminuí o nível de obediência dos animais (Arhant et al. 2010). 26 VIII. BIBLIOGRAFIA Akitake Y, Katsuragi S, Hosokawa M, Mishima K, Ikeda T, Miyazato M, Hosoda H (2015) "Moderate maternal food restriction in mice impairs physical growth, behavior, and neurodevelopment of offspring." Nutrition Research 35(1): 76-87. 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Onde obteve o seu cão? *  Criador  Associação Protetora de Animais  Familiar/ Amigo / Conhecido  Loja de Animais  Estava abandonado 9. Em que meio estava com a sua mãe e ninhada? *  Cidade  Campo  Não tenho esta informação 10. No sítio onde estava com a sua mãe e ninhada: * (pode marcar mais de uma opção)  Tinha contacto positivo com pessoas  Tinha contacto positivo com outros animais 32  Tinha acesso a brinquedos de cão  Tinha acesso ao interior da casa  Tinha acesso a zona exterior privada (ex: jardim, terraço, canil)  Tinha acesso a zona exterior pública (ex: ruas, jardins)  Não tenho esta informação 11. Número de cachorros da ninhada: *  1  2 a 3  4 a 8  mais de 8  Não tenho esta informação 12.Como descreveria o seu cão da primeira vez que o viu? * (pode marcar mais de uma opção)  Sociável  Ativo  Curioso  Brincalhão  Tranquilo  Muito ativo  Ansioso  Medroso  Agressivo  Outra:____________ 13. Que idade tinha o seu cão quando foi separado da mãe e ninhada? *  menos de 5 semanas  5 a 7 semanas  8 a 12 semanas  Outra:____________ INFORMAÇÃO DA SITUAÇÃO ATUAL 14. Em que meio vive o seu cão atualmente? *  Cidade  Campo 15. Com quem vive o seu cão? * (pode marcar mais de uma opção)  Crianças  Adultos  Idosos  Gatos  Outros cães  Outra:____________ 16. Tem acesso ao interior da casa? *  Sim  Não 33 17. Quanto tempo é que o seu cão costuma passear diariamente? * (no total)  10 a 30 minutos  30 a 60 minutos  1 a 2 horas  Mais de 2 horas  Não o passeamos 18. Com que frequência é que o seu cão costuma brincar sem trela com outros cães? * (ex: em parques, jardins, campo, pátios)  Diariamente  2 a 4 vezes por semana  Raramente  Nunca 19. Que tipo de brinquedos tem o seu cão? * (pode marcar mais de uma opção)  Bolas  Peluches  Ossos de couro  Garrafas de água vazias  Discos frisbee  Brinquedos de borracha  Brinquedos com apito  Brinquedos de corda  Brinquedos dispensadores de comida  Não tem brinquedos  Outra:____________ 20. Quanto tempo costuma brincar diariamente, de forma interativa, com o seu cão? * (com ou sem brinquedos)  5 a 10 minutos  10 a 20 minutos  Mais de 20 minutos  Não costumo brincar com o meu cão INFORMAÇÃO DO COMPORTAMENTO E OBEDIÊNCIA 21. (Questão apenas presente no questionário enviado ao grupo SAC) O seu cão assistiu a Aulas de Cachorros? *  Sim  Não 22. (Questão apenas presente no questionário enviado ao grupo CAC) Com que idade começou a assistir às Aulas de Cachorro? *  2 a 4 meses  4 a 7 meses 23. (Questão apenas presente no questionário enviado ao grupo CAC) Após terminar as Aulas de Cachorro, teve algum treino profissional? * (ex.: Aulas de Obediência, Obediência em Classe Internacional, Agility)  Sim 34  Não 24. (Questão apenas presente no questionário enviado ao grupo CAC) Com que idade começou o treino profissional? ____________ 25. (Questão apenas presente no questionário enviado ao grupo SAC) Teve alguma espécie de treino profissional? * (ex.: Aulas de Obediência, Obediência em Nível Internacional, Agility)  Sim  Não 26. A que ordens responde o seu cão? * (pode marcar mais de uma opção)  Senta  Deita  Quieto  Larga  Anda/Vem  Baixo  Passear sem puxar a trela  Não responde a nenhuma ordem  Outra:____________ 27. Qual é o nível de obediência geral do seu cão? * 1 (nada obediente) - 5 (obedece sempre)  1  2  3  4  5 28. Como descreveria o seu cão neste momento? * (pode marcar mais de uma opção)  Sociável  Ativo  Curioso  Brincalhão  Tranquilo  Ansioso  Medroso  Agressivo  Outra:____________ 29. Como descreveria o nível de atividade geral do seu cão? * 1 (nada ativo) - 5 (hiperativo)  1  2  3  4  5 35 30. Onde se informou sobre as necessidades e comportamento normal dos cães (saúde, alimentação, atividades, educação)? * (pode marcar mais de uma opção)  Médico Veterinário  Treinador canino  Aulas de Cachorros  (Opção apenas presente no questionário enviado ao grupo CAC): Palestra gratuita na Escola de Cachorros da Universidade Complutense de Madrid  Pesquisa na Internet  Consulta de livros  Consulta de revistas  Conselhos de familiares/amigos/conhecidos  Programas de televisão  Formação na área veterinária  Não tinha muita informação quando adotei o meu cão 31. Teve cães antes deste? *  Sim  Não 32. Considera que o seu cão tem algum dos seguintes problemas de comportamento? * (pode marcar mais de uma opção)  É desobediente  Eliminação inapropriada  Ansiedade generalizada  Ansiedade por separação  Medo do exterior  Medo de ruídos  Medo de desconhecidos  Medo de outros animais  Agressividade dirigida a pessoas  Agressividade dirigida a cães  O meu cão não tem problemas de comportamento  Outra:____________ 33. Que idade tinha o seu cão quando começou a manifestar o problema de comportamento?____________ 34. Como descreveria o problema de comportamento do seu cão? ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ 35. Por favor indique como está a resolver a situação:  Por agora não penso que a situação necessite de atenção  Estou a procurar uma solução  Já contactei o meu Médico Veterinário  Já contactei um Médico Veterinário Especialista em Comportamento Animal  Já contactei um Treinador Canino  Não sabia que havia tratamento para problemas de comportamento