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Modelação numérica de Benchmarks para validação de modelos de análise estrutural

Bruno Miguel Lopes da Costa

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MODELAÇÃO NUMÉRICA DE BENCHMARKS PARA VALIDAÇÃO DE MODELOS DE ANÁLISE ESTRUTURAL BRUNO MIGUEL LOPES DA COSTA Disse ação subme ida pa a sa is ação pa cial dos equisi os do g au de MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL — ESPECIALIZAÇÃO EM ESTRUTURAS O ien ado : P o esso Dou o Miguel Ângelo dos San os Fe az JULHO DE 2014 MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA CIVIL 2013/2014 DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Tel. +351-22-508 1901 Fax +351-22-508 1446  [email p o ec ed] Edi ado po FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO Rua D . Robe o F ias 4200-465 PORTO Po ugal Tel. +351-22-508 1400 Fax +351-22-508 1440  [email p o ec ed]  h p://www. e.up.p Rep oduções pa ciais des e documen o se ão au o izadas na condição que seja mencionado o Au o e ei a e e ência a Mes ado In eg ado em Engenha ia Ci il - 2013/2014 - Depa amen o de Engenha ia Ci il, Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o, Po o, Po ugal, 2014. As opiniões e in o mações incluídas nes e documen o ep esen am unicamen e o pon o de is a do espe i o Au o , não podendo o Edi o acei a qualque esponsabilidade legal ou ou a em elação a e os ou omissões que possam exis i . Es e documen o oi p oduzido a pa i de e são ele ónica o necida pelo espe i o Au o . Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al Aos meus Pais. Twen y yea s om now you will be mo e disappoin ed by he hings ha you didn’ do han by he ones you did do, so h ow o he bowlines, sail away om sa e ha bo , ca ch he ade winds in you sails. Explo e, D eam, Disco e . Ma k Twain Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al i AGRADECIMENTOS Aos meus pais, o meu mais p o undo ag adecimen o pelos p incípios incu idos que azem de mim a pessoa que sou hoje, pelo es o ço ealizado e pela con ínua con iança que deposi a am em mim o nando possí el a ealização des e pe cu so académico. Ao meu o ien ado , P o esso Miguel Fe az, pela disponibilidade e auxílio demons ada desde o p imei o momen o e ambém pelo incen i o à ealização des a disse ação. Uma pala a de ag adecimen o a odos os amilia es e amigos que me acompanha am ao longo des e pe cu so sem nunca deixa em de demons a o seu apoio e amizade. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al ii Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al iii RESUMO O desen ol imen o de modelos de análise es u u al complexos não es á isen o de e os. O ele ado núme o alências dos a uais modelos de análise es u u al e a in e ação de di e sas delas, como po exemplo a análise da luência, da e ação ou da elaxação das a madu as de p é-es o ço, o nam a alidação das capacidades ins aladas nesses modelos num p oblema eal e complexo. Nesse sen ido o obje i o des a disse ação passa po desen ol e e e i ica um leque ala gado de benchma ks que pe mi am o na o p og ama E olu ion mais obus o e susce í el de so e al e ações no seu código, mas com a segu ança de que com es es es es pad ão é possí el a alidação do co e o compo amen o de uncionalidades p e iamen e e i icadas cuja espos a pode se a e ada po alguma sob eposição de e ei os ine en e à adição de no as alências ao código compu acional. A pla a o ma E olu ion assen a a sua análise es u u al em elemen os ini os linea es, do ipo Timoshenko, po essa azão as e i icações pode ão se ei as compa ando os alo es das ensões e de o mações ap esen adas em cada ib a indi idualmen e. O âmbi o do p esen e abalho passou pelo es abelecimen o de benchma ks ela i os a casos simples e de iniciação à linguagem de in odução de dados, ais como o es udo do peso p óp io, de o mações impos as à es u u a ou, po ou o lado, a alidação de peças p é-es o çadas po p é e pós- ensão. Numa ase pos e io e endo em con a a capacidade da pla a o ma em ealiza análises conside ando a idade dos elemen os e o compo amen o di e ido do ma e ial o am ealizadas e i icações de o ma a cons i ui benchma ks ela i os à luência, e ação e elaxação, espe i amen e, do be ão e do aço. O p og ama em inco po ado uma sé ie de uncionalidades especí icas, como po exemplo a capacidade de liga e desliga em de e minado ins an e qualque elemen o cons i uin e do modelo numé ico ou a compe ência pa a disc e iza e es uda com g ande p ecisão elemen os cuja secção ans e sal é a iá el, das quais o am ei as e i icações compa ando os esul ados ob idos com soluções eó icas conhecidas da bibliog a ia cons i uindo assim benchma ks. PALAVRAS-CHAVE: Benchma ks, Análise Es u u al, Modelação Numé ica, Código Compu acional E olu ion, Mé odo dos Elemen os Fini os, Elemen os de Viga Timoshenko Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al i Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al ABSTRACT The de elopmen o complex models o s uc u al analysis is no ee o e o s. The cu en high numbe o alences in s uc u al analysis models and he in e ac ion o se e al o hem, such as he analysis o c eep, sh inkage o elaxa ion o p es essed s eel, make a eal and complex p oblem ou o he alida ion o he ins alled capaci ies in hose models. The e o e, he objec i e o his disse a ion is o de elop and e i y a wide ange o benchma ks ha will make he pla o m s onge and mo e likely o unde go changes in he E olu ion code, bu wi h he assu ance ha wi h hese s anda d es s i is possible o alida e he p e iously e i ied beha io o ha speci ic ea u e, whose esponse can be a ec ed by any o e lap inhe en in adding new se ices o he compu a ional code. The E olu ion pla o m es s he s uc u al analysis on linea ini e elemen s, Timoshenko ype, he e o e alida ion can be made by compa ing he alues o he s esses and s ains p esen ed in each indi idual ibe . The scope o his wo k has es ablished benchma ks o simple cases and he ini ia ion o inpu da a language, such as he s udy o sel weigh , o s ain imposed upon he s uc u e, mo eo e , he alida ion p es essed beams by p e-and pos - ensioning. A a la e s age, aking in o accoun he abili y o he pla o m o pe o m analyzes conside ing he age o he elemen s and he ime-dependen ma e ial beha io laws checks we e pe o med in o de o p o ide benchma ks o c eep, sh inkage and elaxa ion, espec i ely, o conc e e and s eel. The p og am has inco po a ed a numbe o speci ic ea u es, such as he abili y o u n on and o a some poin any cons i uen elemen o he nume ical model o he compe ence o disc e ize and s udy wi h g ea p ecision elemen s whose c oss sec ion is a iable, om which checks we e made by compa ing he esul s wi h known heo e ical solu ions om li e a u e, hus p o iding benchma ks. KEYWORDS: Benchma ks, S uc u al Analysis, Nume ical Modeling, E olu ion Compu a ional Code, Fini e Elemen Me hod, Timoshenko Beam Elemen Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al xii Tabela 5.14 – Compa ação de esul ados .............................................................................................................. 51 Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al xiii SÍMBOLOS E ABREVIATURAS Símbolos em La im A – á ea da secção ans e sal A* - á ea de co e da secção ans e sal Ac – á ea da secção ans e sal de be ão e – excen icidade da a madu a de p é-es o ço E – Módulo de Elas icidade ck – esis ência ca ac e ís ica do be ão à comp essão cm – esis ência média do be ão à comp essão pk – esis ência ca ac e ís ica à ação do aço de p é-es o ço G – Módulo de Dis o ção h0 – espessu a equi alen e do elemen o I - Iné cia M – Momen o em de e minado pon o da secção N – Es o ço axial e – empo equi alen e no es udo da elaxação T – co eção ao empo endo em con a o e ei o das a iações de empe a u a no es udo da luência Símbolos em G ego 𝛼 – coe icien e de dila ação é mica 𝛼1, 𝛼2, 𝛼3 – coe icien es que dependem da esis ência média à comp essão do be ão 𝛼𝑑𝑠1,𝛼𝑑𝑠2 – coe icien es que dependem do ipo de cimen o usado 𝛽(𝑓𝑐𝑚) – a o que em em con a a in luência da esis ência do be ão no coe icien e de luência con encional 𝛽(𝑡0) – a o que em con a a in luência da idade do be ão à da a do ca egamen o no coe icien e de luência 𝛽𝑑𝑠(𝑡,𝑡𝑠) – a o que em em con a a in luência do empo e da espessu a equi alen e no es udo da e ação po secagem 𝛽𝑎𝑠(𝑡) – a o que em em con a a in luência do empo no es udo da e ação au ogénea 𝛽𝐻 – coe icien e que depende da humidade ela i a e da espessu a equi alen e do elemen o 𝛽𝑐(𝑡,𝑡0) – coe icien e que aduz a e olução da luência no empo, após o ca egamen o 𝛿 - deslocamen o Δ𝐿 – a iação do comp imen o do elemen o Δ𝑡 – a iação empo al; a iação de empe a u a Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al xi Δ𝑡𝑖 – a iação de empe a u a; in e alo de empo Δ𝜎𝑝𝑟 – ep esen a o alo absolu o das pe das de p é-es o ço de ido à elaxação Δ𝜎𝑝𝑟,𝑗 – é o soma ó io de odos os inc emen os de ensão aplicados ao aço de p é-es o ço Δ𝜎𝑝,𝑖 – é o inc emen o de ensão no aço de p é-es o ço no ins an e i Δ𝜎𝑝𝑗 – é o soma ó io de odos os inc emen os de ensão aplicados ao aço de p é-es o ço 𝜀𝑐𝑐(𝑡,𝑡0) – de o mação do be ão po luência na idade pa a um ca egamen o inicial na idade 0 𝜀𝑐𝑎(∞) - ex ensão de e ação au ogénea inal 𝜀𝑐𝑎(𝑡) – ex ensão de e ação em unção da idade do be ão 𝜀𝑐𝑑(𝑡) – e olução com o empo da ex ensão da e ação po secagem 𝜀𝑐𝑑,0 – e ação li e do be ão po secagem kh – coe icien e que depende da espessu a equi alen e 𝜇 - coe icien e σpi/ pk; 𝜌1000 – pe da de ida à elaxação (em pe cen agem da ensão inicial) 1000 ho as após a aplicação do p é-es o ço a uma empe a u a média de 20ºC 𝜎 – ensão 𝜎𝑝 – ensão na a madu a de p é-es o ço 𝜎𝑝0,1% - ensão limi e con encional de p opo cionalidade de 0.1% 𝜎𝑝𝑖 – é o alo da ensão inicial aplicada na a madu a de p é-es o ço 𝜑(𝑡,𝑡0) – e olução do coe icien e de luência pa a um ca egamen o na idade 0 𝜑0 – coe icien e de luência 𝜑𝑅𝐻 – a o que em em con a a in luência da humidade ela i a no coe icien e de luência 𝜑𝑛𝑙 – alo inal da luência não linea Ab e ia u as e Ac ónimos CEB90 – Modelo de Código 90 EC2 – Eu ocódigo 2 MEF – Mé odo dos Elemen os Fini os Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 1 1 INTRODUÇÃO 1.1. CONSIDERAÇÕES GERAIS A sociedade em que hoje nos inse imos e o mundo cada ez mais in e ligado ob igando a uma conco ência ao ní el in e nacional le ou a que o espí i o ins alado seja o mais ambicioso e a ojado possí el. A p ocu a po soluções cada ez mais ousadas não é assim su p esa, o nando os p og amas de análise es u u al mais gene alis as insu icien es pa a o cálculo e análise de alhada dessas soluções. Além disso, num mundo, e p incipalmen e num país onde a pala a de o dem é con ação económica, o na-se essencial que odas as e apas de qualque p oje o sejam absolu amen e con oladas pa a que os e en uais cus os ligados à necessidade de co eções sejam con idos e ou mesmo eliminados. Não é po isso su p esa o su gimen o de uma pla a o ma pa a o desen ol imen o de modelos de análise es u u al – E olu ion – que possibili a ao seu u ilizado uma maio libe dade, com ca a e ís icas que pe mi am a adap ação dos modelos de análise es u u al a soluções menos co en es, com maio con olo sob e o ipo de análise e e uada, sob e o compo amen o de cada ma e ial u ilizado e que além disso admi e a análise es u u al de qualque ase do ciclo de ida da es u u a. A pla a o ma E olu ion da au o ia do P o esso Miguel Fe az da Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o (Fe az, M.Â.C. (2010)) oi c iada pa a esponde às necessidades exempli icadas an e io men e, mas ambém com obje i o de esponde às necessidades académicas exis en es. É po isso mesmo desen ol ida em código abe o passí el de se al e ado con o me as necessidades ou pa a in odução de no as uncionalidades que enham con e i à pla a o ma uma maio di e sidade e ab angência. De ido ao ca ác e académico da pla a o ma e ao ele ado núme o de uncionalidades in e dependen es su ge po isso a necessidade da u ilização de benchma ks in ínsecos ao p og ama. Des a o ma o na-se mais segu a a u ilização e al e ação do código compu acional uma ez que passa a exis i uma compilação de exemplos de idamen e alidados e que passam a cons i ui um e mo de compa ação e alidação. Quando uma uncionalidade, pa a a qual já exis a um benchma k, o no amen e usada bas a execu a o exemplo alidado e au oma icamen e a pla a o ma e e ua á a compa ação de esul ados e i icando o compo amen o dessa uncionalidade. 1.2. OBJETIVOS Tendo em con a o expos o an e io men e o obje i o des a disse ação passa po ealiza o maio núme o de benchma ks possí el de o ma a aumen a a obus ez do p og ama em es udo. A c iação des es benchma ks passa po ealiza o es udo de es u u as ou exemplos simples de o ma a pode es uda obje i amen e de e minada uncionalidade pa a a ce i ica o seu co e o uncionamen o. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 2 Na ase inicial há que ealiza uma necessá ia adap ação ao modelo de cálculo, modelando á ios exemplos com secções e sis emas de apoios di e si icados, sem qualque ipo de ca egamen o ou ação, pa a e i ica a co e a in odução de dados. P og essi amen e se á aumen ado o g au de di iculdade e a ab angência dos exemplos e i icados, p e endendo-se e i ica o compo amen o da pla a o ma quando se exigi o es udo de exemplos como peças p é-es o çadas ou as leis de compo amen o di e ido ma e ial. 1.3. ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO A p esen e disse ação ai se desen ol ida ao longo de seis capí ulos em que se p e ende da espos a posi i a aos obje i os p opos os. No p esen e capí ulo p e ende-se ap esen a uma b e e e concisa in odução sob e o ema p opos o, con ex ualizando de uma o ma mais simples as emá icas que ão se abo dadas. No segundo capí ulo p e ende-se enquad a o modelo em es udo en e os modelos semelhan es co en es salien ando as p incipais di e enças en e os mesmos, e de inindo o p opósi o da pla a o ma E olu ion. O obje i o do e cei o capí ulo é esumidamen e demons a os undamen os eó icos em que o modelo baseia as suas análises, p ocedendo ainda à alidação e compa ação dos esul ados ob idos a a és do uso do p og ama com a solução eó ica. O qua o capí ulo é desen ol ido no sen ido de e e ua a e i icação da alidade das leis de compo amen o di e ido do ma e ial, nomeadamen e a a és do es udo da e ação e luência do be ão, e ainda do es udo da elaxação das a madu as de p é-es o ço. Os undamen os eó icos pa a es as análises se ão os desc i os no egulamen o em igo , nomeadamen e o Eu ocódigo 2 (EC2). No quin o e penúl imo capí ulo é ei o o es udo e e i icação de algumas uncionalidades ine en es ao ca ác e pa icula do modelo, que êm como obje i o o ná-lo mais ab angen e e susce í el de o do a de uma melho capacidade de ep esen ação de aspe os pa icula es associados a es u u as especiais. Pa a inaliza , o úl imo capí ulo ap esen a as conclusões a que o au o chegou após a ealização des a disse ação e ambém algumas suges ões pa a abalhos u u os en ol endo es a pla a o ma. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 3 2 ENQUADRAMENTO 2.1. INTRODUÇÃO A gene alização do acesso aos compu ado es e a sua c escen e capacidade de p ocessamen o le ou a que nos dias de hoje es e assuma um papel p eponde an e em qualque análise ou dimensionamen o es u u al. Des e modo oi possí el a u ilização de mé odos que aba cam quan idades eno mes de cálculos, in iabilizados a é à da a, pe mi indo assim o es udo de es u u as cada ez mais complexas. To nou-se, po an o, na u al o apa ecimen o de pla a o mas que azem o in e ace en e a aplicação dos conhecimen os cien í icos ao ní el da Engenha ia Ci il e as capacidades compu acionais exis en es. Os p og amas de cálculo disponí eis a ualmen e p imam pela acilidade de u ilização, u ilizando in e aces bas an es in ui i as, e es ando ocacionados di e amen e pa a o solucionamen o das es u u as e ob as de a e mais co en es, o e ecendo soluções pa ame izadas e eduzindo a capacidade de in e enção do p oje is a, com consequências na especi icidade de cada ob a. Além disso a sua p incipal di e iz é a e en e de p oje o e dimensionamen o, cessando aí as suas capacidades, sendo exemplo dessa limi ação as leis de compo amen o ma e ial, cujos esul ados egulamen a es podem não co esponde exa amen e aos esul ados ob idos pela ins umen ação na ob a. P og amas que o e eçam capacidades semelhan es aos disponí eis no me cado mas que pe mi am ao u ilizado uma maio in e enção, iabilizando a in odução de uncionalidades adequadas a cada caso ganham bas an e in e esse. É nesse sen ido e com esse p opósi o que su ge a pla a o ma E olu ion. 2.2. PROGRAMAS COMERCIAIS CORRENTES No domínio dos p og amas come ciais de inem-se aqueles com uma maio di usão po pa e dos gabine es e consul o es de engenha ia pa a p ocede à análise es u u al. Es e ipo de p og amas ge almen e em uma in e ace g á ica bas an e abalhada e use iendly pa a o na a sua u ilização mais acili ada. O p oblema associado a es e ipo de p og amas é o ac o de eduzi em bas an es a possibilidade de in e enção do u ilizado e se em de código selado, não pe mi indo a adap ação necessá ia de cada modelo especí ico. Toda ia são pe ei amen e capazes de soluciona os p oblemas mais co en es de um gabine e de engenha ia. En e esses p og amas é necessá io da especial des aque aos seguin es p og amas:  CYPE (CYPE Ingenie os (2014)), que é um p og ama que se cen a mais no dimensionamen o, cump indo á ios egulamen os. É um p og ama bas an e echado, que, po exemplo, não pe mi e a escolha do ipo de análise a e e ua ou o ipo de elemen os ini os a usa . Es as ca ac e ís icas não pe mi em uma ácil análise e e i icação dos esul ados e impossibili am que o p oje is a con ole de idamen e o dimensionamen o. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 4  Au odesk Robo (Au odesk (2014)) e Sap2000 (Compu e s & S uc u es Inc. (2014)) são so wa es que no seu conjun o pe mi em a análise es u u al e a simulação de desempenho an o em si uações co en es como em algumas especiais e ambém a manipulação e a isualização espacial do p oje o an es da sua conc e ização. Além da c iação do modelo e cálculo es u u al, pe mi em a con on ação dos esul ados com á ios códigos e pe mi e ambém a p epa ação da documen ação da es u u a incluindo o p oje o e os esul ados. 2.3. PROGRAMAS ACADÉMICOS/INVESTIGAÇÃO Exis em p og amas que embo a ambém sejam come cializados possuem uma e en e mais di ecionada pa a a in es igação: Es e ipo de p og amas põem ao dispo do seu u ilizado uma maio quan idade de opções de o ma a que a modelação seja o mais adequada possí el e pe mi em ainda uma maio complexidade de análises azendo com que se o ne in e essan e o seu uso em in es igação. O Ansys (Ansys Inc. (2014)) e o DIANA (TNO DIANA (2014)) são e amen as de cálculo de elemen os ini os e são u ilizados po consul o es de engenha ia, ins i uições de pesquisa e po mui as ins i uições de ensino em odo o mundo. São dos so wa es mais u ilizados do me cado, uma ez que podem simula análises es á icas, dinâmicas, é micas, sendo ambém possí el a inclusão de uncionalidades desen ol idas pelo u ilizado , a análise de inúme as leis ma e iais e o ipo de elemen os ini os a u iliza . A g ande a iedade de modelos de ma e iais, biblio ecas de elemen os ini os e p ocedimen os de análise de que dispõem con e em-lhes um ele ado g au de lexibilidade, o nando-os ocacionados pa a especialis as. O so wa e de elemen os ini os FEMIX é 100% po uguês e em sido desen ol ido desde 1991. T a a-se de um p oje o dos p o esso es Ál a o Fe ei a Ma ques Aze edo da Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o e de Joaquim An ónio Oli ei a de Ba os p o esso da Uni e sidade do Minho. O cálculo é ei o com base no mé odo dos deslocamen os que pe mi e analisa em egime es á ico e linea es u u as cons i uídas po di e sos ipos de ma e iais. Es e so wa e pe mi e ainda a disc e ização da es u u a em elemen os de di e en es ipos como elemen os de casca e de ba a (Mi anda, A.J.d.C. (2009)). 2.4. EVOLUTION A pla a o ma E olu ion pe mi e o desen ol imen o de modelos de análise es u u al baseados no Mé odo dos Elemen o Fin os, nes e abalho u iliza -se-á um modelo emp egando elemen os ini os linea es que assen am na o mulação de iga de Timoshenko. Es e modelo es á p incipalmen e ocacionado pa a a análise es u u al de ob as de a e, acompanhando o p ocesso desde o aseamen o cons u i o a é à ase de explo ação, pe mi indo a disc e ização da secção ans e sal a a és de ib as e inco po ando elemen os especí icos pa a a disc e ização de a madu as passi as, de cabos de p é- es o ço e ainda de i an es. O modelo pe mi e a análise es u u al com al e ações do sis ema es á ico ao longo do empo, desde que essas es u u as sejam passí eis de se em modeladas po elemen os ini os linea es do ipo iga, u ilizando mé odos inc emen ais e i e a i os de o ma a esol e os p oblemas susci ados po análises ma e ial e geome icamen e não-linea es. Po isso mesmo odos os elemen os ini os inco po ados no p og ama admi em a análise não linea geomé ica pe mi indo uma análise mais ealis a das peças esbel as. No que diz espei o ao compo amen o ma e ial o p og ama coloca ao dispo do u ilizado um leque ab angen e de opções, sendo possí el a ealização de análises incluindo as leis cons i u i as e de compo amen o di e ido de cada ma e ial, espe i amen e, a issu ação do be ão e o compo amen o Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 5 elas o-plás ico do aço nas leis cons i u i as e a ma u ação, e ação e luência do be ão e a elaxação do aço de p é-es o ço no caso das leis de compo amen o di e ido do ma e ial. A de e minação de equências e modos p óp ios de ib ação de uma es u u a em qualque ase do seu ciclo de ida, inclusi amen e du an e a ase cons u i a, es á ambém ao alcance do u ilizado na pla a o ma E olu ion. A pla a o ma E olu ion po se a a de um so wa e de código abe o e possui biblio ecas de obje os gené icos obus os possibili a a in odução de al e ações ao código e no as uncionalidades median e as necessidades e opções de cada u ilizado , o nando o modelo mui o e sá il e adap á el a cada caso de es udo conc e o. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 6 Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 7 3 VALIDAÇÃO MEF 3.1. INTRODUÇÃO O p incipal concei o associado ao mé odo dos elemen os ini os é a esolução de um p oblema complexo a a és da sua subs i uição po um conjun o de p oblemas equi alen e cuja solução seja acilmen e de e minada. Como o p oblema inicial é subs i uído po um p oblema ap oximado, ambém a solução ob ida ai se uma ap oximação da solução exa a, ob igando assim a encon a pa a cada p oblema um equilíb io en e a simplicidade do modelo ep esen a i o do p oblema e a ap oximação da solução. Es e concei o em acompanhado os ma emá icos desde que há memó ia, como demons a Rao, S.S. (2005) usando como exemplo a Figu a 3.1 onde es á ep esen ada a me odologia usada pa a a es ima i a do pe íme o de uma ci cun e ência. Gup a, K.K., Meek, J. L. (1996) ap esen am uma b e e his ó ia do mé odo dos elemen os ini os onde os nomes de Cou an , A gy is, Tu ne , Clough e Zienkiewicz são mencionados como os p incipais esponsá eis pelo desen ol imen o e o mulação do mé odo como hoje o conhecemos, icando a de e - se a Clough, R.W. (1960) a u ilização pela p imei a ez da exp essão “elemen o ini o”. Na década de 50 do século passado apenas as g andes companhias indus iais e algumas agências go e namen ais nos Es ados Unidos inham capacidade pa a coloca aos dispo dos seus quad os compu ado es digi ais. Não ese ando su p esa a impo ância da indús ia ae onáu ica no desen ol imen o des e mé odo, nomeadamen e a Boeing que em de e minada al u a con a a com Tu ne e A gy is, con udo, a na u eza gene alis a des a eo ia pe mi iu a sua aplicação nos mais di e sos p oblemas de engenha ia. Figu a 3.1 – Pe íme o de uma ci cun e ência (Rao, S.S., 2005) 3.2. DISCRETIZAÇÃO DOS ELEMENTOS “O mé odo dos elemen os ini os, no âmbi o da engenha ia de es u u as, em como obje i o a de e minação do es ado de ensão e de de o mação de um sólido de geome ia a bi á ia sujei o a ações ex e io es.” Aze edo, Á.F.M. (2003) Es e mé odo su ge como uma e amen a ma emá ica que a a és Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 14 Figu a 3.9 – De o mação nas igas de ido a assen amen os de apoio Reco endo à uncionalidade do p og ama que pe mi e o es udo em simul âneo de es u u as di e en es p ocedeu-se à duplicação da iga com 10 elemen os e aplicação de um deslocamen o e ical no apoio no alo de 0.01 m numa delas enquan o na ou a oi aplicada uma o ação do apa elho de apoio no alo de 0.01 adianos. Na Tabela 3.1 ap esen a-se a compa ação e o des io pe cen ual en e os alo es ob idos eco endo às abelas e aos alo es calculados na pla a o ma. Tabela 3.1 – Valo es das eações de ido dos assen amen os e o ações Assen amen o Ro ação Ve (kN) Me (kN.m) Ve (kN) Me (kN.m) Solução Teó ica -3.97 19.84 19.84 -132.27 E olu ion -3.89 19.44 19.44 -129.74 Des io % 2.0% 2.0% 2.0% 1.9% Em jei o de conclusão pode se e e ido que os esul ados ob idos são sa is a ó ios e bas an e ap oximados com um des io de apenas 2%, ga an indo con iança no p og ama. 3.4.2. TEMPERATURA As a iações de empe a u a podem e g ande in luência na de o mabilidade e no es ado de ensão de uma es u u a em po an o odo o in e esse a e i a iabilidade do p og ama em es udo quando uma es u u a se encon a sujei a a es e ipo de solici ação. Pa a o e ei o p ocedeu-se ao es udo de dois exemplos semelhan es, em que numa iga de dois amos um desses amos se encon a sujei o a uma a iação de empe a u a. Fazendo uso das ib as do ipo TIMOSHENKO oi modelada uma secção com 0.3x0.4 m2 di idida em 48 ib as de 0.1x0.1 m2 cada uma delas. T a a-se de uma iga de be ão C30/37, endo um módulo de elas icidade de 33 GPa. Como mos a a Figu a 3.10 cada um dos exemplos em es udo é cons i uído po dois amos, endo cada um desses amos 5 me os de desen ol imen o. A p incipal di e ença en e os dois modelos eside nos sis emas de apoio usados, já que a a iação de empe a u a é conside ada a uan e apenas no segundo amo. No exemplo (A) o amo sujei o à a iação é mica pode á de o ma -se li emen e, não p oduzindo es o ços, po ou o lado no caso (B) o amo solici ado encon a-se impedido de se de o ma li emen e, p oduzindo ensões adicionais. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 15 Figu a 3.10 – Esquema es u u al das igas sujei as à a iação de empe a u a Reco endo a Ju andes (2002) o encu amen o de uma ba a sujei a a a iação é mica pode se de e minado pela Equação (3.2). ΔL= NL EA + α.Δ .L (3.2) onde N e L ep esen am espe i amen e o es o ço axial a que a ba a se encon a sujei a e o seu comp imen o, E e A o módulo de elas icidade e a á ea da secção ans e sal. O coe icien e de dila ação é mica linea é ep esen ado po α e, po úl imo, Δ ep esen a a a iação da empe a u a. Segundo o EC2 (2010), o coe icien e de dila ação é mica linea pode se conside ado igual a 10-5 K-1, na ausência de in o mações mais igo osas. O alo da a iação de empe a u a a que os exemplos o am subme idos assume o alo de 20ºC e -20ºC, sabendo que em módulo os esul ados se ão os mesmos op ou-se po apenas ap esen a os esul ados ela i os à a iação posi i a. Analisando a Equação (3.2) e i ica-se que a p imei a pa cela não em signi icado uma ez que, como e e ido an e io men e, no exemplo (A) o apoio ex emo pe mi e o mo imen o no eixo da ba a, sendo es e o único e ei o deco en e da aplicação de uma a iação de empe a u a. Pos o is o, a de o mação eó ica e a ob ida pelo p og ama de cálculo são ap esen adas na Tabela 3.2. Tabela 3.2 – De o mação no apoio ex emo li e De o mação (mm) Solução Teó ica E olu ion Des io % 1.0 1.0 0.0% Analisando ago a o exemplo (B), em que o apoio mó el passa a es a localizado en e amos, é expec á el que de ido ao e ei o da a iação de empe a u a posi i a oco a uma dila ação da peça e o apoio se desloque pa a a esque da, azendo com que os dois amos iquem comp imidos e consequen emen e su jam ensões nas ib as e eações nos apoios. O alo da ensão no mal que esul a do e ei o da empe a u a pode se de e minado po uma a iação da lei de Hooke, di idindo o es o ço no mal pela á ea da secção. O es o ço no mal, que se á a eação à qual os apoios e ão de da espos a, pode se de e minado pela Equação (3.3). N= ΔL.E.A L (3.3) onde ΔL assume o alo de e minado no exemplo (A), mas como nes e caso a de o mação ai mobiliza os dois amos o alo de L assume o comp imen o o al da peça, ou seja, 10 me os. A Tabela 3.3 e a Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 16 Tabela 3.4 ap esen am a compa ação dos esul ados ob idos pelo p og ama em es udo e pela esolução eó ica do p oblema. Tabela 3.3 – Valo es das eações nos apoios (kN) Apoio Solução Teó ica E olu ion Des io % Di ei o 396 396 0.0% Esque do -396 -396 0.0% Tabela 3.4 – Tensão na secção ans e sal da iga (kPa) Solução Teó ica E olu ion Des io % -3300 -3300 0.0% Res a apenas e i ica o alo do deslocamen o a que o apoio ica á sujei o, de e minando pa a isso a de o mação exis en e no amo sujei o à a iação de empe a u a. Nesse cálculo eco e-se no amen e à Equação (3.2), embo a nes e caso con a iamen e ao an e io a pa cela e e en e ao es o ço no mal já é conside ada. Na Tabela 3.5 es á ap esen ada a compa ação e e uada en e os esul ados ob idos. Tabela 3.5 – De o mação no eixo da ba a (mm) Solução Teó ica E olu ion Des io % -0.5 -0.5 0.0% Pode-se conclui que a e i icação da espos a da pla a o ma E olu ion no caso de uma a iação de empe a u a oi bas an e posi i a, sendo os esul ados exa amen e coinciden es, assegu ando a iabilidade do p og ama numa p óxima u ilização pa a o es udo de um p oblema semelhan e. 3.5. PRÉ-ESFORÇO Desde o início do uso do be ão como ma e ial es u u al, a sua de icien e esis ência à ação le ou à p ocu a de soluções que pe mi issem coloca a zona acionada sob comp essão melho ando o seu compo amen o es u u al. A écnica do p é-es o ço do be ão consis e em in oduzi um es ado de ensão p é io, capaz de melho a o compo amen o e a esis ência da es u u a. A ensão in oduzida no aço dos cabos p ecisa se bas an e ele ada de ido às de o mações in oduzidas pela de o mação ins an ânea, pela e ação e pela luência do be ão que azem com que uma pa e signi ica i a dessa ensão impos a seja pe dida. Segundo Figuei as, J.A. (1993) exis em ês concei os que podem se usados pa a de ini o compo amen o de be ão p é-es o çado, a sabe :  P é-Es o ço pa a ans o ma o be ão num ma e ial elás ico; Com o ensionamen o do cabo o be ão ica sujei o a dois sis emas de o ças, nomeadamen e o do p é-es o ço in e no e das ações ex e io es, em que as ações de ido às ações ex e io es são con a iadas pelas ensões de comp essão de idas ao p é-es o ço. Des a o ma se não hou e ensões de ação no be ão, oda a secção ans e sal se encon a comp imida e o seu compo amen o pode se conside ado como o de um ma e ial elás ico. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 17  P é-Es o ço pa a combina aço de al a esis ência com be ão; O compo amen o do be ão p é-es o çado nes a solução é assumido como análogo ao compo amen o de uma peça de be ão a mado, conside ando que se a a de uma combinação de dois ma e iais, com o aço esponsá el po supo a as ensões de ação e consequen emen e o be ão as de comp essão. Po se a a de aço de al a esis ência as de o mações necessá ias pa a mobiliza a sua esis ência não são compa í eis com as ca ac e ís icas esis en es do be ão à ação, ad indo po an o a necessidade de es ica p e iamen e o aço de al a esis ência a um ní el, σp0, e anco á-lo con a be ão de o ma a desen ol e um e ei o a o á el nos dois ma e iais (comp essão no be ão e ação no aço) an es de aplica as ca gas ex e io es. O be ão p é-es o çado é des a o ma uma ex ensão do be ão a mado sendo a capacidade esis en e da peça limi ada pela capacidade limi e de cada um dos ma e iais. Nes e concei o é u ilizado um aciocínio idên ico ao de cálculo à o u a de secções de be ão a mado.  P é-Es o ço pa a alcança ca gas equi alen es. Nes e ipo de solução o p é-es o ço é basicamen e in e p e ado como uma en a i a pa a equilib a as ca gas a uan es sob e o elemen o. O e ei o p o ocado pelo p é-es o ço pode en ão se subs i uído, pa a cálculo, po um conjun o de ca gas equi alen es, como mos a a Figu a 3.11, eduzindo ou anulando assim a lexão a que a peça es a ia sujei a caso não osse p e iamen e p é-es o çada. Figu a 3.11 – Rep esen ação das ca gas equi alen es de ido ao p é-es o ço (Figuei as, J. A. (1993)) No caso de cabos e os, excên icos em elação ao eixo neu o da peça (mas com a iação da excen icidade), as ca gas equi alen es são apenas ca gas pon uais de comp essão nas ex emidades e o ças e icais que são di e amen e de e minadas endo em con a a inclinação do cabo. O cabo pa abólico desen ol e uma ca ga uni o me di igida pa a cima de alo : q=8P L2 (3.4) sendo a lecha da pa ábola. São undamen almen e duas as écnicas p incipais de p é-es o ço aplicadas ao be ão, nomeadamen e a p é- ensão e a pós- ensão. No caso da p é- ensão, podendo ambém se designada de p é-es o ço de ade ência, os a ões ou cabos são ensionados an es da colocação do be ão, sendo a ans e ência do Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 18 es o ço pa a o be ão ei a po ade ência, depois do be ão adqui i a esis ência necessá ia. É um p ocesso adequado pa a a p é- ab icação em sé ie, uma ez que os cabos são ensionados p e iamen e, moldando-se pos e io men e o comp imen o da peça de be ão. Es a écnica de p é-es o ço en ol e em ge al g andes pe das de ensão, a ansmissão da o ça az-se usualmen e pa a um be ão com poucos dias de idade. No caso da pós- ensão as a madu as são ensionadas após o be ão e adqui ido a esis ência necessá ia sendo es a a écnica de p é-es o ço u ilizada na cons ução "in si u". O p é-es o ço é aplicado po cabos munidos de anco agens nas suas ex emidades e colocado em bainhas de modo a ica em li es du an e a be onagem. Depois do be ão adqui i a esis ência necessá ia, os cabos são ensionados po meio de macacos que azem apoio sob e o be ão sendo em seguida os cabos anco ados nas ex emidades. No con ex o do p é-es o ço con ém ainda e e encia a di isão dos dois ipos de pe das a que es a écnica es á sujei a, nomeadamen e as pe das ins an âneas e as pe das di e idas. No capí ulo das pe das ins an âneas es ão con abilizadas as pe das de ido ao a i o nos des ios do açado, as pe das de ido ao esco egamen o dos disposi i os de ama ação, as pe das de ido à elaxação a cu o p azo do aço de p é-es o ço e ainda a de o mação elás ica do be ão. Rela i amen e às pe das di e idas es ão englobadas as pe das de ensão de ido à edução da ex ensão, p o ocada pela de o mação do be ão sob ações pe manen es de ido à luência e e ação, e a edução da ensão do aço de ido à elaxação. Nos subcapí ulos seguin es se á ei a a e i icação das duas écnicas de aplicação do p é-es o ço con abilizando apenas as pe das ins an âneas e conside ando cabos de p é-es o ço ade en es, abo dando no capí ulo seguin e as pe das di e idas. 3.5.1. PRÉ-TENSÃO O modelo possui as classes APLLIEDSTRESS e APLLIEDSTRAIN pa a ep oduzi a aplicação de p é-es o ço, no caso da aplicação de ensão (ou ex ensão) inicial. Na con abilização das pe das ins an âneas de p é-es o ço o modelo em a capacidade de es uda au oma icamen e as pe das po de o mação elás ica e as pe das po elaxação a cu o p azo (sendo es a úl ima es udada no capí ulo seguin e). Uma ez que a modelação das a madu as de p é-es o ço é e e uada a a és de ib as ou elemen os ini os do ipo EMBEDDEDCABLE, di e enciando-se do ipo TIMOSHENKO apenas nas de o mações que conside am possí eis e na possibilidade de não se em pa alelas ao eixo da peça em que se inse em, sendo que nas ib as do ipo EMBEDDEDCABLE apenas se em em con a a ex ensão axial desp ezando as dis o ções po co e. De ido à de o mação elás ica, o alo inal de p é-es o ço não coincide com o inicialmen e aplicado, uma ez que du an e a ans e ência das ensões da a madu a pa a o be ão oco em de o mações das mesmas que esul am em pe das de ensão. Nes e p imei o exemplo de aplicação p e ende-se es uda o compo amen o de uma peça de be ão p é-es o çada pela écnica de p é- ensão. Pa a isso oi modelada uma iga simplesmen e apoiada de 8 me os de ão, com secção e angula com 0.375 (0.5x0.75) m2, di idindo-a em 150 ib as de TIMOSHENKO de 0.05x0.05 m2. Conside ou-se uma iga be onada com o be ão modelo do EC2 C30/37, cujo módulo de elas icidade assume o alo de 33 GPa. A a madu a de p é-es o ço oi modelada eco endo a apenas uma ib a do ipo EMBEDDEDCABLE, assumindo o seu módulo de elas icidade o alo de 206 GPa, e oi-lhe a ibuída uma á ea de 7.4cm2 e possuindo uma ensão de o u a ca ac e ís ica de 1860 MPa e, consequen emen e, uma ensão limi e con encional de p opo cionalidade de 0.1% ca ac e ís ica de 1640 MPa. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 19 Figu a 3.12 – Rep esen ação da modelação de uma iga p é-es o çada com cabo linea O cabo assume um açado e o e linea , como mos a a Figu a 3.12, com uma excen icidade de 0.15 m sendo acionado a é a ingi uma ensão de 1351,35 MPa, o equi alen e a uma o ça de ação de 1000 kN. A aplicação do p é-es o ço com excen icidade além de p o oca a comp essão da peça ai ainda induzi um momen o le o con á io ao que se á p o ocado pelas ca gas a que a peça es a á sujei a, cuja de o mação de ida unicamen e ao p é-es o ço pode se obse ada na Figu a 3.13. Figu a 3.13 – De o mação na iga de ido à excen icidade do p é-es o ço Nesse caso, as ensões no mais p esen es na secção ans e sal podem se calculadas a pa i da exp essão (3.5). σ= N A ± M . y I ± P . e . y I (3.5) onde N equi ale apenas à o ça de p é-es o ço na ausência de es o ço axial. Após a de e minação da ensão no be ão acilmen e podemos de e mina , pela lei de Hooke, a ex ensão axial a que a peça es a á sujei a. A ex ensão axial do be ão, esponsá el pelas pe das po de o mação elás ica é igual à a madu a de p é-es o ço de ido à solida ização dos dois ma e iais. Assim, uma ez mais pela lei de Hooke, é possí el de e mina qual a pe da de ensão p o ocada pela de o mação elás ica do be ão. Como a modelação da secção é ei a com ecu so a elemen os ini os, as ex ensões se ão ob idas ao ní el de cada ib a, po isso, de e á se usada a ex ensão ao ní el do cen o de g a idade da Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 20 peça pa a de e mina qual a pe da de p é-es o ço, uma ez que é nesse elemen o que es á con emplada unicamen e a de o mação po e ei os da comp essão ins alada. Na Tabela 3.6 e na Tabela 3.7 é ei a a compa ação, em pe cen agem, dos alo es ob idos a a és do modelo numé ico com os alo es calculados a a és da solução eó ica. Tabela 3.6 – Tensões no be ão (kPa) Va iação y Solução Teó ica E olu ion Des io % 0.35 320.00 327.35 2.25% 0.3 -106.67 -103.58 2.89% 0.25 -533.33 -514.42 3.55% 0.2 -960.00 -935.31 2.57% 0.15 -1386.67 -1356.19 2.20% 0.1 -1813.33 -1777.08 2.00% 0.05 -2240.00 -2197.97 1.88% 0 -2666.67 -2618.85 1.79% -0.05 -3093.33 -3039.74 1.73% -0.1 -3520.00 -3460.63 1.69% -0.15 -3946.67 -3881.51 1.65% -0.2 -4373.33 -4302.40 1.62% -0.25 -4800.00 -4723.28 1.60% -0.3 -5226.67 -5144.17 1.58% -0.35 -5653.33 -5565.06 1.56% Tabela 3.7 – Tensão na a madu a de p é-es o ço (kPa) Solução Teó ica E olu ion Des io % 1334704.89 1327121.31 0.57% Os esul ados ob idos são bas an e ap oximados, a ingindo um des io médio de 1,9% nas ensões p esen es no be ão e ela i amen e às ensões de ação na a madu a de p é-es o ço, que é o p incipal obje o de es udo, a a iação é de apenas 0.57 % o que ep esen a a iabilidade do p og ama. Além das ensões ambém as de o mações o am compa adas, ap esen adas na Tabela 3.8 e na Tabela 3.9, es udando assim o deslocamen o ho izon al expec á el no apoio li e e ainda a de o mação e ical a meio ão – p o ocada pela excen icidade do p é-es o ço. No cálculo manual do deslocamen o e ical eco eu-se ao mé odo da unidade ic ícia de ca ga, explicado na Equação (4.19), enquan o pa a o deslocamen o ho izon al sabendo o alo da ex ensão acilmen e se ob ém o alo do deslocamen o causado na ex emidade li e. Tabela 3.8 – Deslocamen o no apoio li e (mm) Solução Teó ica E olu ion Des io % -0.646 -0.635 1.79% Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 21 Tabela 3.9 – Deslocamen o e ical a meio ão (mm) Solução Teó ica E olu ion Des io % 2.07 2.04 1.35% Os esul ados ob idos no modelo de cálculo o am bas an e ap oximados, coincidindo a é ao milíme o no deslocamen o e ical e a é à décima de milíme o no deslocamen o e ical. A es a mesma peça oi pos e io men e adicionado um ca egamen o de 50 kN/m com o in ui o de e i ica a al e ação e o desen ol imen o que de no as ensões que de deslocamen os comple amen e con á ios aos p e iamen e exis en es, mos ando na Figu a 3.14 o inc emen o de ensões que a aplicação da ca ga p o oca em cada ib a. De salien a que nes a ase a análise ei a ainda não con abiliza os e ei os di e idos e a e olução ao longo do empo das pe das de p é-es o ço. Figu a 3.14 – Rep esen ação das ensões no mais na pla a o ma E olu ion As ensões inais a que a peça es á sujei a, ap esen adas pelo modelo, não são mais que o soma ó io dos e ei os de cada inc emen o, po isso, somando as ensões exis en es em cada ib a de ido ao e ei o do p é-es o ço com as ensões p o ocadas pela aplicação do ca egamen o na peça, ob ém-se os esul ados ap esen ados na Tabela 3.11 e Tabela 3.10. Tabela 3.10 – Tensão na a madu a de p é-es o ço (kPa) Solução Teó ica E olu ion Des io % 1348022.06 1348081.47 0.004% Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 22 Tabela 3.11 – Tensão no be ão (kPa) Va iação y Solução Teó ica E olu ion Des io % 0.35 -7644.44 -7650.32 0.08% 0.3 -6933.33 -6931.54 0.03% 0.25 -6222.22 -6212.76 0.15% 0.2 -5511.11 -5493.98 0.31% 0.15 -4800.00 -4775.20 0.52% 0.1 -4088.89 -4056.41 0.79% 0.05 -3377.78 -3337.63 1.19% 0 -2666.67 -2618.85 1.79% -0.05 -1955.56 -1900.07 2.84% -0.1 -1244.44 -1181.29 5.07% -0.15 -533.33 -462.51 13.28% -0.2 177.78 256.27 30.63% -0.25 888.89 975.05 8.84% -0.3 1600.00 1693.83 5.54% -0.35 2311.11 2412.61 4.21% Os esul ados ob idos es ão bas an e ap oximados da solução eó ica o que con e e bas an e con iança no modelo pa a o es udo des e ipo de solução de p é-es o ço. Exis em de e minadas secções em que se e i icam picos nas di e enças de ensões, podendo esse ac o se acilmen e explicá el, já que essas di e enças oco em nas ib as co esponden es ao be ão ci cundan e ao cabo p é-es o çado, sendo um p oblema de modelação. Esses picos possi elmen e se iam emo idos caso a malha osse mais po meno izada nessa á ea em especí ico. Na e i icação do deslocamen o e ical a meio ão e i ica-se que com o inc emen o de ca ga a di e ença pe cen ual aumen ou bas an e passando ago a a se de 4.48 %, como mos a a Tabela 3.12, não sendo p eocupan e uma ez que o e o a e a o esul ado na décima de milíme o, man endo assim a con iança no esul ado ap esen ado. Tabela 3.12 – Deslocamen o e ical a meio ão (m) Solução Teó ica E olu ion Des io % -2.53 -2.65 4.48% 3.5.2. PÓS-TENSÃO No caso do es udo do p é-es o ço aplicado po pós- ensão o p og ama possui as uncionalidades IMPOSEDSTRESS e IMPOSEDSTRAIN pa a simula a imposição, espe i amen e, de uma ensão ou ex ensão inal. Uma ez que o modelo con abiliza au oma icamen e as pe das de p é-es o ço de ido à de o mação elás ica do be ão es a uncionalidade em de unciona de o ma i e a i a, p ocedendo ao aumen o necessá io na ensão aplicada na a madu a de p é-es o ço a é compa ibiliza a ensão inal impos a com as de o mações deco en es dessa mesma ensão. Pa a e i ica es a uncionalidade da pla a o ma p ocedeu-se à modelação de uma iga de be ão com 18 me os de ão e p é es o çada com um cabo pa abólico. Fo am usados em conjun o elemen os do ipo TIMOSHENKO e EMBEDDEDCABLE pa a simula espe i amen e as ib as de be ão e da a madu a Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 23 de p é-es o ço. Foi usada uma secção ans e sal em T, com as dimensões especi icadas na Figu a 3.15, e admi indo que a á ea da a madu a de p é-es o ço não p ecisa se conside ada a secção con abiliza uma á ea de 0.64 m2 de be ão. Es a secção oi disc e izada em 128 ib as com um módulo de elas icidade de 38 GPa. A disc e ização da a madu a de p é-es o ço oi ei a eco endo apenas a uma ib a, com um módulo de elas icidade de 206 GPa e uma á ea de 26 cm2. Figu a 3.15 – Esquema da secção ans e sal A iga encon a-se simplesmen e apoiada e oi disc e izada a a és de 18 elemen os do ipo BEAMFIBRE, cada um desses elemen os com 1 me o de desen ol imen o e 2 pon os de Gauss. A iné cia da secção ap esen ada pelo p og ama em es udo é de 0.0515 m4, que é p a icamen e coinciden e com a iné cia es imada eo icamen e desp ezando a in luência do cabo de p é-es o ço, que é ap oximadamen e 0.0516 m4, e não in oduz dispa idades ele an es no cálculo de ensões e de o mações. O cabo assume um açado pa abólico, endo início no cen o de g a idade da peça e a ingindo a meio ão a lecha máxima com o alo de 0.5525 m, na Tabela 3.13 ap esen a-se o açado comple o do cabo po me o de desen ol imen o da iga. Tabela 3.13 – Va iação do açado do cabo de p é-es o ço ao longo da iga Viga (m) Cabo (y) Viga (m) Cabo (y) 0 0.00 10 -0.55 1 -0.12 11 -0.53 2 -0.22 12 -0.49 3 -0.31 13 -0.44 4 -0.38 14 -0.38 5 -0.44 15 -0.31 6 -0.49 16 -0.22 7 -0.53 17 -0.12 8 -0.55 18 0.00 9 -0.5525 - - A a madu a de p é-es o ço ai se acionada a é a ingi uma ensão de 768935 kPa, o equi alen e a uma o ça de 2000 kN, e a o ma pa abólica do açado do cabo ai o igina o apa ecimen o de o ças equi alen es, ap esen adas na Exp essão (3.4), com o alo de 27.3 kN/m. Admi iu-se como azoá el o alo de 40 kN/m pa a ep esen a o ca egamen o a que a iga es a ia sujei a e que o p é-es o ço e ia de equilib a , a a és da ação ic ícia das ca gas equi alen es. Na Figu a3.16 es á exibida a de o mação Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 30 Va iações de empe a u a, no in e alo de 0 ºC a 80 ºC, que in luenciem a ma u idade do be ão podem se conside adas a a és da co eção da idade do be ão usando a seguin e exp essão T=∑e-(4000 273+T(Δ i)-13.65).Δ i n i=1 (4.15) subs i uindo ago a po T nas exp essões co esponden es. Também a idade do be ão à da a do ca egamen o pode se co igida endo em con a que a exposição a a iações de empe a u a que às al e ações ine en es ao uso de di e en es ipos de cimen o, a ibuindo a cada classe um pa âme o ca ac e ís ico, α, a aplica na seguin e exp essão 0= 0,T.(9 2+ 0,T 1.2 +1)α ≥0.5 (4.16) com o alo de α a oma os alo es de -1 caso se a e de um cimen o da Classe S, 0 pa a cimen os da Classe N e 1 pa a cimen os da Classe R. De e se ido em a enção o alo da ensão de comp essão no be ão na idade 0, já que, o Eu ocódigo 2 de ine que caso essa ensão ul apasse o alo de 0.45 ck ( 0) de e se conside ada a não linea idade da luência. A conside ação da não linea idade da luência consis e na subs i uição do coe icien e φ( , 0) po φnl( , 0), sendo es e úl imo de inido em (4.17). φnl( , 0)= φ( , 0)exp(1.5(kσ-0.45)) (4.17) O Módulo de Dis o ção, unção do Módulo de Elas icidade e do coe icien e de Poisson ( elação en e a de o mação ans e sal e a de o mação longi udinal), pode se es imado a a és da unção (4.18): Gm,28=Ecm,28 2(1+ν) (4.18) 4.2.1.1. VERIFICAÇÃO DA FLUÊNCIA Tomando uma iga duplamen e encas ada como exemplo de alidação, Figu a 4.2, oi u ilizado o so wa e Mic oso Excel pa a es ima a de o mação p og essi amen e ao longo do empo de ido à luência, compa ando pos e io men e com os esul ados ob idos com o modelo em es udo. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 31 Figu a 4.2 – Esquema es u u al da peça T a a-se de uma iga com 10 me os de ão em que é aplicada uma ca ga e ical a meio ão com o alo de 45 kN aos 7 dias e e i ada aos 57 dias, com o obje i o de es uda os e ei os da luência conjugados com a aplicação e emoção de ca egamen o. O modelo da iga, Figu a 4.3, oi usada em exemplos an e io es, nomeadamen e na e i icação do peso p óp io, e ap esen ou alo es sa is a ó ios que de ensões que de de o mações, po essa azão oi omada a opção de usa a mesma iga, es ando assim em condições de lida apenas com os p oblemas o iundos da modelação do compo amen o da luência. Nes e exemplo as ib as o am es udadas com ecu so à uncionalidade TIMOSHENKO, admi ido que o seu compo amen o e a do ipo ELASTICLINEAR e oi a i ada pa alelamen e a uncionalidade CREEP, de o ma ao modelo conside a o e ei o da luência. Op ou-se po usa uma escala loga í mica pa a a e olução empo al uma ez que o e ei o da luência de az sen i pa icula men e nas p imei as idades. Figu a 4.3 – Esquema da modelação u ilizada no es udo da luência A iga oi modelada com be ão C25/30, cujas ca ac e ís icas esis en es, en e ou as impo an es pa a o es udo em causa, es ão de idamen e explanadas no Quad o 3.1 do EC2. Fazendo uso do Mé odo da Unidade Fic ícia de Ca ga, endo em con a que o diag ama de momen os le o es que o diag ama de es o ço ans e so, a de o mação inicial de ida unicamen e ao ca egamen o é dada pela exp essão (4.19) e (4.20). δ= ∫MM  EI 10 0 dx + ∫VV  GA* 10 0 dx (4.19) Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 32 Em que M e V ep esen am os diag amas de momen os e es o ço ans e so a que a iga es á sujei a de ido unicamen e à aplicação da ca ga de 1000kN a meio ão e, consequen emen e, 𝑀  e 𝑉 ep esen am os diag amas de momen o e es o ço ans e so deco en es da aplicação de uma ca ga uni á ia no pon o onde se p e ende de e mina a de o mada da iga. De salien a que o alo da de o mação oma o mesmo alo mas de sinal in e so aquando da emoção do ca egamen o. Pos o is o, o esul ado ob ido é o expos o na equação (4.20). δ= 234.375 3EI +112.5 GA*=0.00722 m (4.20) Sabendo a de o mação impos a pelo ca egamen o é possí el es ima a a iação da de o mação de ido à luência a é à idade de 30 anos pela me odologia ecomendada no EC2, idade a pa i da qual se conside a que a luência já não p oduz e ei os signi ica i os, ob endo assim uma es ima i a do aumen o da de o mação de ido aos e ei os di e idos da luência. Após a ob enção de esul ados pelo modelo numé ico e pelo mé odo do EC2 é possí el en ão compa a a e olução da de o mação, Figu a 4.4. Figu a 4.4 – Va iação da de o mação de ido aos e ei os da luência Pode-se se a i ma en ão que os esul ados ob idos pelo p og ama E olu ion e pela solução eó ica são bas an e ap oximados e con e em segu ança ao u ilizado , con e gindo pa a uma di e ença pe cen ual de ce ca de 4% a pa i dos 57 dias, salien ando que no pe íodo an e io a di e ença pe cen ual se encon a na o dem de 1% o que é bas an e bom. De no a que na modelação da lei cons i u i a CREEP a pa i do momen o que se de ine uma idade inicial 0, os inc emen os empo ais de análise de em se em unção dessa idade inicial. Conc e amen e quando se de ine como caso de es udo um inc emen o empo al 14 dias, onde a idade inicial de ca egamen o o am 7 dias, e e i amen e a peça es á a se es udada pa a a idade de 21 dias. Es a simples disc epância pode conduzi a e os da o dem dos 35 %. 0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018 0.02 110 100 1000 10000 100000 Deslocamen o (m) (dias) E olu ion Solução Teó ica Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 33 4.2.2. RETRAÇÃO A e ação consis e na diminuição da dimensão de uma peça de be ão na ausência de a iações de empe a u a e de ensões aplicadas. Es e enómeno é o iginado pela a iação de olume da pas a de cimen o de ida essencialmen e à e apo ação da água de amassadu a do be ão e às eações de hid a ação das pa ículas de cimen o ou ca bona ação do be ão (Cos a, A., Apple on, J., 2002). A Figu a 4.5 pe mi e uma melho pe ceção do enómeno da e ação. Figu a 4.5 – Rep esen ação simpli icada do uncionamen o da e ação (Cos a, A., Apple on, J., (2002)) O EC2 e e e que a e ação de uma peça de be ão es á dependen e da humidade ambien e, das dimensões do elemen o e da composição do be ão, podendo a ex ensão o al de e ação se di idida em duas pa celas, nomeadamen e a ex ensão de e ação po secagem e a ex ensão de e ação au ogénea. A e ação au ogénea desen ol e-se, na sua maio pa e, nos p imei os dias uma ez que depende do endu ecimen o do be ão e pode se ob ida da seguin e o ma: εca( )=βas( )εca(∞) (4.21) onde εca(∞) = 2.5( ck-10)10-6 (4.22) e Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 34 βas( )=1-exp(-0.2 0.5) (4.23) A e olução com o empo da ex ensão de e ação po secagem é es imada a pa i da Equação (4.24) εcd( )= βds( , s) . kh . εcd,0 (4.24) em que kh é um coe icien e que depende da espessu a equi alen e (h0) de aco do com a Tabela 4.1, e o coe icien e βds( , s) pode se es imado pela Equação (4.25). Tabela 4.1 – Va iação do alo de kh em unção da espessu a equi alen e h0 kh 100 1.0 200 0.85 300 0.75 ≥500 0.70 βds( , s)= ( - s) ( - s)+0.04 √h0 3 (4.25) ela i amen e ao alo da ex ensão de e ação po secagem de e e ência, εcd,0, o Anexo B do EC2 ap esen a a Equação (4.26) pa a es ima o seu alo . εcd,0=0.85[(220+110 . αds1). exp (-αds2 . cm cmo)] . 10-6 . βRH (4.26) onde cm0 assume o alo de 10 MPa e os coe icien es αds1 e αds2 dependem do ipo de cimen o usado, assumindo os alo es indicados na Tabela 4.2. Tabela 4.2 – Valo dos coe icien es αds em unção do ipo de cimen o Cimen o αds1 αds2 S 3 0.13 N 4 0.12 R 6 0.11 sendo ainda βRH=1.55 [1 -(RH RH0)3] (4.27) com RH0 a assumi o alo de 100%. 4.2.2.1. VERIFICAÇÃO DA RETRAÇÃO SEM IMPEDIMENTO DE DEFORMAÇÕES Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 35 Pa a e e ua a e i icação da iabilidade do modelo no es udo da e ação oi modelada uma iga em udo idên ica à da iga usada no es udo da luência endo como única di e ença a ausência de ca egamen o e a iga encon a-se simplesmen e apoiada pa a pe mi i a de o mação li e de ido aos e ei os unicamen e da e ação, Figu a 4.6, cujo es udo oi pe mi ido a a és da a i ação da uncionalidade SHRINKAGE de o ma análoga ao e e uado no es udo da luência. Figu a 4.6 – De o mação ap esen ada pela pla a o ma E olu ion pa a uma iga sujei a à e ação Na Tabela 4.3 são ap esen adas as ex ensões espe adas pa a a e ação po secagem, au ogénea e a soma de ambas pelo mé odo ecomendado pelo EC2 Tabela 4.3 – Ex ensões de ido à e ação segundo o EC2 ecd( ) eca( ) ecs( ) 0.00 0 0 0 21.39 -9.41504E-05 -2.26288E-05 -0.000116779 42 -0.000149711 -2.73618E-05 -0.000177073 85 -0.000212375 -3.16026E-05 -0.000243977 171 -0.000268585 -3.47591E-05 -0.000303344 342 -0.00030955 -3.65726E-05 -0.000346123 684 -0.000335106 -3.72997E-05 -0.000372406 1368 -0.000349534 -3.74771E-05 -0.000387011 2737 -0.000357224 -3.74989E-05 -0.000394723 5475 -0.000361198 -3.75E-05 -0.000398698 10950 -0.000363218 -3.75E-05 -0.000400718 Após a ob enção da ex ensão o al de e ação expec á el pela Equação (4.28) consegue-se es ima qual o encu amen o da peça e seguidamen e compa a com encu amen o ex aído do modelo numé ico, ap esen ando na Figu a 4.7 o g á ico compa a i o da e olução ao longo do empo da a iação das ex ensões na peça. ε= ΔL L⇔ ΔL=ε . L (4.28) Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 36 Figu a 4.7 – Compa ação en e o encu amen o de ido à e ação calculada pelo EC2 e pela pla a o ma E olu ion Rela i amen e aos esul ados ap esen ados es a dize que a con e gência é cla a, ap esen ando alo es p a icamen e coinciden es, es ando o des io pe cen ual semp e abaixo de 0.01%. 4.2.2.1. VERIFICAÇÃO DA RETRAÇÃO COM IMPEDIMENTO DE DEFORMAÇÕES Es e exemplo de aplicação é uma a iação do exemplo an e io , p e endendo ago a a a és do bloqueio do deslocamen o no eixo da ba a es uda as ensões o iginadas na iga unicamen e pelos e ei os da e ação. No exemplo an e io o am calculadas pelo mé odo do EC2 as ex ensões expec á eis de ido à e ação, Tabela 4.3, podendo ago a ex apola as ensões que essas de o mações p o oca iam na peça caso es i esse ixa em ambas as ex emidades. A lei de Hooke pe mi e o elacionamen o das ensões com ex ensões a a és da seguin e exp essão: σ= ε . E (4.29) Após a aplicação da exp essão (4.29) às ex ensões calculadas no exemplo an e io compa a am-se os esul ados das ensões ob idos no modelo. A Figu a 4.8 mos a cla amen e que os esul ados são p a icamen e coinciden es, es ando o seu des io pe cen ual abaixo de 0.01%. Pode-se conclui po an o que a espos a do p og ama oi bas an e sa is a ó ia e os seus esul ados de g ande con iança. -0.0045 -0.0040 -0.0035 -0.0030 -0.0025 -0.0020 -0.0015 -0.0010 -0.0005 0.0000 110 100 1 000 10 000 100 000 Deslocamen o (m) (dias) E olu ion Solução Teó ica Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 37 Figu a 4.8 – Compa ação en e a e ação calculada pelo EC2 e pelo modelo numé ico 4.3. AÇO 4.3.1. RELAXAÇÃO A pe da de ida à elaxação é de inida no EC2 como a elação, em pe cen agem, en e a a iação da ensão de p é-es o ço em de e minado ins an e em elação à ensão inicial de p é-es o ço e pode se de e minada pa a um qualque ins an e , em ho as, após a aplicação do p é-es o ço u ilizando uma das exp essões (4.30), (4.31) ou (4.32), que co espondem, espe i amen e, à classe 1, 2 e 3 de elaxação de inidas no EC2. Essas classes indicam o compo amen o do aço em elação à elaxação, cons i uindo a p imei a classe os co dões e ios com elaxação no mal, na segunda classe es ão ag upados os co dões e ios com elaxação baixa, e po im, na e cei a classe es ão inco po adas as ba as laminadas a quen e e com a amen o complemen a . Δσp σpi =5.39* ρ1000*e6.7μ ( 1000)0.75(1-μ)*10-5 (4.30) Δσp σpi =0.66* ρ1000*e9.1μ ( 1000)0.75(1-μ)*10-5 (4.31) Δσp σpi =1.98* ρ1000*e8μ( 1000)0.75(1-μ)*10-5 (4.32) onde Δσp ep esen a o alo absolu o das pe das de p é-es o ço de ido à elaxação e σpi é o alo da ensão inicial aplicada na a madu a de p é-es o ço. O alo de μ é ob ido a a és do coe icien e σpi/ pk, onde pk é o alo ca ac e ís ico da esis ência à ação do aço de p é-es o ço. O cálculo das pe das de ido à elaxação do aço de p é-es o ço de e á basea -se no alo de ρ1000, que é a pe da de ida à elaxação 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 110 100 1 000 10 000 100 000 Tensões (Pa) (dias) E olu ion Solução Teó ica Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 38 (em pe cen agem da ensão inicial) 1000 ho as após a aplicação do p é-es o ço a uma empe a u a média de 20ºC, sendo ob ida pa a uma ensão inicial de 0.7 pk. Os alo es a longo p azo das pe das de idas à elaxação pode ão se es imados pa a um empo igual a 500 000 h. No Anexo D do EC2 es á ainda de inida a me odologia a u iliza pa a o cálculo das pe das no p é-es o ço de ido à elaxação quando exis em inc emen os de ensão aplicados no aço de p é-es o ço. Es e mé odo é baseado no p incípio do empo equi alen e, e, ob endo-se o seu alo a pa i da esolução de uma das Equações (4.30), (4.31) ou (4.32), con o me a classe em es udo, em o dem a . Po simpli icação, uma ez que es e p incípio se aplica a qualque uma das 3 classes, esol eu-se a Equação (4.31) em o dem a , ob endo a Equação (4.33). e=10000.75(1-μ)√∑Δσp ,j i-1 j=0 (Δσp,i +∑Δσp,j)*10-5*0.66*ρ1000*e9.10-μ i-1 j=0 (4.33) onde Δσp,i é o inc emen o de ensão no aço de p é-es o ço no ins an e i, ∑Δσp,j i-1 j=0 é o soma ó io de odos os inc emen os de ensão aplicados ao aço de p é-es o ço, e po úl imo, ∑Δσp ,j i-1 j=0 é o soma ó io de odas as pe das po elaxação de e minadas a é ao ins an e i-1. O alo de μ nes as condições passa a se de e minado pela exp essão (4.34). μ= ∑Δσp ,j i-1 j=0 (Δσp,i +∑Δσp,j) i-1 j=0 (4.34) O empo e é de e minado pa a que subs i uindo pelo alo de e + Δ i na equação ela i a à classe em es udo, se o ne possí el de e mina o soma ó io de odos os inc emen os de ensão aplicados ao aço de p é-es o ço. Δσp ,j é o soma ó io de odos os inc emen os de ensão aplicados ao aço de p é-es o ço. A u ilização des e mé odo p e ê que as pe das po elaxação calculadas num de e minado ins an e sejam iguais ao soma ó io das pe das de e minadas pa a uma ensão inicial igual ao soma ó io dos inc emen os de ensão aplicados no aço de p é-es o ço. 4.3.1.1. VERIFICAÇÃO DA RELAXAÇÃO Pa a e i ica a espos a do p og ama ela i amen e ao es udo do compo amen o da elaxação modelou- se uma iga de be ão p é-es o çado eco endo à écnica de p é- ensão. T a a-se de uma iga simplesmen e apoiada de 10 me os de ão, simulando o uso de um be ão com um módulo de elas icidade de 38 GPa – classe C55/67 segundo o EC2 – e uma a madu a de p é-es o ço com uma ensão ca ac e ís ica de esis ência à ação de 1860 MPa, admi indo o seu compo amen o é de classe 2, ou seja, com baixa elaxação. A secção ans e sal é e angula com uma á ea de 0.5 m2 (0.5x1) e iné cia no eixo ho izon al no alo de 0.04167 m4, exis indo um cabo de p é-es o ço embebido no seu in e io com uma á ea de 9 cm2. Pa a a modelação dos elemen os cons i uin es da secção ans e sal u iliza am-se 50 ib as do ipo TIMOSHENKO e apenas 1 ib a EMBEDDEDCABLE pa a simula , espe i amen e, os elemen os de be ão e os elemen os de aço. O cabo assume um açado pa abólico, como mos a a Figu a 4.9, a ingindo uma lecha de 0.35 m a meio ão. É de ealça que apenas po se Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 39 a a de um exemplo eó ico se pode es uda um cabo pa abólico sujei o a p é- ensão, o que na ealidade é imp a icá el, já que não é possí el assegu a o açado pa abólico an es da be onagem. Figu a 4.9 – Modelação de uma iga com p é-es o ço pa abólico A disc e ização da peça ealizou-se u ilizando 10 elemen os do ipo BEAMFIBRE, cada um desses elemen os em um desen ol imen o de 1 me o e é cons i uído po 3 nós e 2 pon os de Gauss pa a p ocede a uma in e polação adequada. Foi exe cida uma o ça de 1260 kN na a madu a de p é-es o ço, que co esponde a uma ensão de 1400 MPa, mas como a écnica de p é-es o ço u ilizada oi a p é- ensão (APPLIEDSTRESS), que aca a pe das ins an âneas de ido à de o mação elás ica do be ão, sendo que a ensão que e e i amen e icou ins alada no cabo de p é-es o ço oi de 1366.26 MPa, ou seja, a de o mação elás ica do be ão p o ocou uma pe da 33.74 MPa. A de e minação des es esul ados oi ob ida eco endo à Lei de Hooke, onde a a és do cálculo da ensão no mal é possí el de e mina a ex ensão na peça de be ão e a consequen e ex ensão na a madu a de p é-es o ço, uma ez que a a madu a é conside ada ade en e à iga, que p o oca o dec éscimo de ensão no cabo. Compa a i amen e com os esul ados ob idos pela pla a o ma E olu ion a di e ença pe cen ual é de apenas 0.04%, p a icamen e coinciden es, ap esen ando uma ensão inicial após pe das po de o mação elás ica de 1366.84 MPa. A pa i des e momen o odas as pe das ap esen adas de em-se unicamen e à elaxação da a madu a de p é-es o ço uma ez que não se in oduzi am os e ei os di e idos no be ão. Pa a o na o exemplo mais in e essan e ealizou-se um inc emen o de ensão ao inal de 7 dias após a p imei a aplicação de ensão, do mesmo ipo – APPLIEDSTRESS – no alo de 90 kN, o co esponden e a 100 MPa, e i icando con inuamen e a e olução da ensão na a madu a. Na Figu a 4.10 é demons ada a e olução, e compa ação, da ensão no cabo de p é-es o ço ao longo do empo a é um pe íodo de ap oximadamen e 27 anos (240000 ho as), e é cla a a con e gência dos esul ados ao longo de odo o pe íodo es udado, sendo possí el conclui que es a uncionalidade es á a unciona plenamen e e ansmi e g ande con iança. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 46 Tabela 5.5 – Compa ação das ensões com apoio (kPa) Solução Teó ica E olu ion Va iação y (m) 1/4 Vão 1/2 Vão 1/4 Vão 1/2 Vão Des io % -0.225 -1350 1620 -1300 1560 3.7% -0.175 -1050 1260 -1011 1213 3.7% -0.125 -750 900 -722 867 3.7% -0.075 -450 540 -433 519 3.8% -0.025 -150 180 -144 173 4.0% 0.025 150 -180 144 -173 4.0% 0.075 450 -540 433 -519 3.8% 0.125 750 -900 722 -867 3.7% 0.175 1050 -1260 1011 -1213 3.7% 0.225 1350 -1620 1300 -1560 3.7% Tabela 5.6 – Compa ação das ensões sem apoio (kPa) Solução eó ica E olu ion Va iação y (m) 1/4 Vão 1/2 Vão 1/4 Vão 1/2 Vão Des io % -0.225 -4320 -4320 -4364 -4364 1.0% -0.175 -3360 -3360 -3394 -3394 1.0% -0.125 -2400 -2400 -2424 -2424 1.0% -0.075 -1440 -1440 -1455 -1455 1.0% -0.025 -480 -480 -485 -485 1.0% 0.025 480 480 485 485 1.0% 0.075 1440 1440 1455 1455 1.0% 0.125 2400 2400 2424 2424 1.0% 0.175 3360 3360 3394 3394 1.0% 0.225 4320 4320 4364 4364 1.0% Na Tabela 5.7 e na Tabela 5.8 ap esen am-se os esul ados ob idos a a és do p og ama pa a as de o mações em es udo. Tabela 5.7 – De o mação e ical expec á el Com Apoio Sem Apoio 1/4 Vão 1/2 Vão 1/4 Vão 1/2 Vão -0.000209 0 -0.00345 -0.00473173 Tabela 5.8 – De o mação e ical ap esen ada pela pla a o ma E olu ion (m) Com Apoio Sem Apoio 1/4 Vão 1/2 Vão 1/4 Vão 1/2 Vão -0.00021 0 -0.00349 -0.00478 Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 47 A Tabela 5.9 ap esen a a compa ação em e mos pe cen uais dos esul ados ob idos ela i amen e às de o mações. Os esul ados são bas an es sa is a ó ios no que diz espei o às de o mações e icais da peça an es e após a libe ação do apoio, localizando-se a sua di e ença pe cen ual na o dem da unidade pe cen ual e azendo-se no a apenas da décima do milíme o. Rela i amen e às ensões, an es da libe ação do apoio a meio ão as ensões em uma di e ença pe cen ual signi ica i a, mas apesa disso encon am-se bas an e p óximas nos alo es absolu os, não sendo po isso um sinal de ala me ou de mal uncionamen o do p og ama em es udo. Após a libe ação do apoio as ensões con e gem no amen e pa a uma di e ença pe cen ual de apenas 1 % o que é ep esen a i o da iabilidade do modelo numé ico. Tabela 5.9 – Des io pe cen ual en e os esul ados expec á eis e os ob idos Flecha Com Apoio Sem Apoio 1/4 Vão 1/2 Vão 1/4 Vão 1/2 Vão 1.3% 0.0% 1.0% 1.0% 5.3.3. ON/OFF DE UM ELEMENTO DA VIGA Rela i amen e à uncionalidade ON/OFF e i icou-se po úl imo um e cei o exemplo em que o obje i o passa po es uda uma iga em que num de e minado momen o uma pa e dessa mesma iga é desligado, dando o igem a duas igas com compo amen o o almen e independen e, como mos a a Figu a 5.6. Figu a 5.6 – Demons ação do compo amen o da uncionalidade ON/OFF Op ou-se po uma secção quad ada pa a a iga em es udo, sendo ei a a disc e ização da mesma eco endo apenas a 10 ib as ho izon ais do ipo TIMOSHENKO. A á ea da secção é de 1x1 m2, e oi admi ido o alo de 1 GPa como módulo de elas icidade. A iga es á encas ada em ambas as ex emidades e possui um ão de 10 me os. Nes e exemplo, is o o obje i o p incipal de es udo se em as de o mações ap esen adas an es e após o ecu so à uncionalidade ON/OFF na modelação dos elemen os de ba a oi u ilizado um modelo mais simples, que como já demons ado em capí ulos an e io es, ap esen a esul ados bas an e sa is a ó ios. Pos o is o, a modelação ealizada nesses mesmos elemen os eco eu apenas a 2 nós e um pon o de Gauss po elemen o, e cada um des es elemen os em a dimensão de 1 me o. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 48 Sujei ou-se a iga a um ca egamen o compos o unicamen e po uma ca ga pon ual com o alo de 100 kN, deslocada 1 me o do cen o, encon ando-se a 4 me os do encas amen o, como mos a a Após a esolução da es u u a, de e minando os diag amas de es o ços ans e sos e de momen os, eco eu-se ao Mé odo da Unidade Fic ícia de Ca ga pa a assim de e mina o deslocamen o e ical expec á el no pon o de aplicação da ca ga nos dois ins an es dis in os em que a iga assume um compo amen o duplamen e encas ado e seguidamen e oma o compo amen o de uma consola, após desliga 2 elemen os. Chegou-se en ão à conclusão que o alo da de o mação se ia dado pela exp essão seguin e. δ= 460.8 EI +242.30 GA* (5.4) onde a iné cia assume o alo de 1/12 m4 e a á ea de co e oma o alo de 5/6 do alo da á ea. Os esul ados ob idos pela Exp essão (5.4) es ão ap esen ados na Tabela 5.10. Tabela 5.10 – Deslocamen os Ve icais (em mm) no Pon o de Aplicação da Ca ga – UFC Deslocamen o Duplamen e Encas ada Deslocamen o Consola -6.23 -26.75 Ap esen ando e compa ando, na Tabela 5.11, é possí el e i ica que os esul ados são bas an e ap oximados e as di e enças ap esen adas não são pa icula men e ele an es. Salien a-se que no caso em que a di e ença pe cen ual é maio , caso em que a iga se encon a duplamen e encas ada, a di e ença em absolu o é de apenas 0.19 milíme os. Tabela 5.11 – Deslocamen os Ve icais (em mm) no Pon o de Aplicação da Ca ga – E olu ion Deslocamen o Des io % Duplamen e Encas ada -6.04 3.03% Consola -26.61 0.54% É espe ado que na p imei a ase a peça ap esen e ensões mais eduzidas e com os es o ços de ação localizados na zona in e io da secção ans e sal a meio ão, pos e io men e, de ido à al e ação expe imen ada, é expec á el que o es ado de ensão so a a iações bas an e signi ica i as, es ando a peça sujei a a ensões maio es em módulo, e ainda, a mudança de ca ác e das ensões, encon ando-se a zona supe io da secção sujei a a es o ços de ação. Reco endo uma ez mais à a iação da Lei de Hooke o am de e minadas as ensões espe adas po cada ní el de ib as, sendo ap esen ados e compa ados em e mos de des io pe cen ual os esul ados na Tabela 5.12. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 49 Tabela 5.12 – Compa ação das ensões no mais Duplamen e Encas ada Consola Va iação y Solução Teó ica E olu ion Des io % Solução Teó ica E olu ion Des io % 0.45 -622.08 -610 1.94% 1080 1049.3 2.84% 0.35 -483.84 -475 1.83% 840 815.4 2.93% 0.25 -345.6 -339 1.91% 600 582.6 2.90% 0.15 -207.36 -203 2.10% 360 349.8 2.83% 0.05 -69.12 -67.8 1.91% 120 116.92 2.57% -0.05 69.12 67.8 1.91% -120 -116.92 2.57% -0.15 207.36 203 2.10% -360 -349.8 2.83% -0.25 345.6 339 1.91% -600 -582.6 2.90% -0.35 483.84 475 1.83% -840 -815.4 2.93% -0.45 622.08 610 1.94% -1080 -1049.3 2.84% As de o mações e ensões ap esen adas pa a cada um dos ins an es em es udo co espondem ao espe ado e ap esen am uma ap oximação bas an e sa is a ó ia. Es a uncionalidade é uma g ande mais- alia do p og ama na modelação de es u u as e olu i as. Exis e um ligei o des io pe cen ual mas não impedi i o do uso, uma ez que globalmen e e em módulo os esul ados são bas an e ap oximados. De e ainda salien a -se que a modelação da secção, o núme o de elemen os usados pa a disc e iza a peça e ainda os pon os de Gauss escolhidos pa a ealiza a in e polação são de g ande impo ância e de em se escolhidos cuidadosamen e, uma ez que podem conduzi a di e enças pe cen uais bas an e signi ica i as. 5.4. VIGA HELICOIDAL Oña e, E. (1995) ealizou o es udo de uma iga helicoidal com o obje i o de p o a a con e gência dos esul ados compa ando os alo es ob idos pa a á ias modelações. A disc e ização ei a po Oña e, E. (1995) compo a a combinação de duas a iá eis, nomeadamen e o núme o de elemen os u ilizados e o núme o de nós u ilizados po elemen o. A iga oi assim disc e izada eco endo a 4 o mas di e en es eco endo a 2, 8, 16 e 32 elemen os, e em cada uma dessas a iações do núme o de elemen os o am u ilizados 2, 3, 4, 5 e 6 nós po elemen o, compa ando pos e io men e os esul ados. O au o des a disse ação omou como opção pa a a e i icação do modelo a disc e ização da peça em 32 elemen os com 3 nós em cada um desses elemen os, solução essa que no es udo dos esul ados ap esen ados po Oña e, E. (1995) conduziu aos alo es a pa i dos quais exis e con e gência. T a a-se de uma iga duplamen e encas ada sujei a apenas ao peso p óp io com o alo 25 kN/m3 e com um módulo de elas icidade de 210 GPa. O seu módulo de dis o ção assume o alo de 70 GPa de ido ao alo do coe icien e de Poisson especi icado na bibliog a ia se 0.5. A secção ans e sal da iga em as dimensões de 0.4x0.6 m2 e a sua disc e ização oi ei a com ecu so a 36 ib as do ipo TIMOSHENKO com as dimensões de 0.1x0.1 m2 cada uma dessas ib as. A Figu a 5.7 mos a o desen ol imen o da iga em al u a e em plan a. Em plan a a iga assume um aio de 1.5 m e comple a uma o ação de 240º enquan o em al u a a inge o alo máximo de 2𝜋. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 50 Figu a 5.7 – Modelação de uma iga helicoidal Na Tabela 5.13 es ão ap esen ados os esul ados ob idos a a és da modelação e e uada pa a o alo do deslocamen o e ical a meio ão e pa a o alo da eação e ical no opo da iga. Tabela 5.13 – Resul ados ob idos na pla a o ma E olu ion Deslocamen o Ve ical (mm) Reação Ve ical (kN) -0.0322 26.676 Os esul ados ap esen ados pelo modelo de numé ico não coincidem com a solução ap esen ada po Oña e, E. (1995), azão pela qual es a modelação oi igo osamen e e is a e não oi encon ado nenhum e o de modelação po pa e do au o des a disse ação. Es a disc epância de esul ados e apa en e ausência de e os de modelação le ou a que osse ei a uma e i icação complemen a do alo expec á el da eação e ical no opo da iga. A o ma helicoidal da iga ob igou ao ecu so a in eg ais pa a que pudesse se de e minado o desen ol imen o o al da iga pa a assim se possí el de e mina o ca egamen o co esponden e ao peso p óp io. Sabendo que o aio é de 1.5 m e que o desen ol imen o ci cula em plan a a ia en e 0º e 240º (en e 0 e 4𝜋/3) é possí el es abelece as coo denadas de cada pon o endo como a iá el o alo do ângulo nesse pon o, ap esen ando nas Equações (5.5), (5.6) e (5.7) as espe i as exp essões. x(θ)=1.5sinθ (5.5) y(θ)=1.5cos(θ) (5.6) z(θ)= 2πθ 4π/3 (5.7) l= ∫√x(θ)2+y(θ)2+z(θ)2 4π 3 0 dθ (5.8) Após a esolução in eg al ap esen ado na Equação (5.8) ob e e-se o alo de 8.8858 m como o co esponden e comp imen o o al da iga. É possí el ago a de e mina qual a eação e ical expec á el no encas amen o, que co esponde à abso ção de me ade da ca ga calculada a a és da mul iplicação da á ea da secção ans e sal pelo comp imen o e pelo peso p óp io. O esul ado ob ido oi de 26.66 kN, Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 51 que é p a icamen e coinciden e com o alo ap esen ado pelo modelo numé ico. Rela i amen e ao deslocamen o e ical eco eu-se ao p og ama de cálculo au omá ico de es u u as Robo S uc u al Analysis, como mos a a Figu a 5.8. Figu a 5.8 – Modelação Viga Helicoidal no Robo S uc u al Analysis O Robo S uc u al Analysis ap esen ou o alo de -0.03644 mm como o esul ado do deslocamen o e ical a meio ão. Na Tabela 5.14 ap esen a-se a compa ação dos esul ados ob idos no modelo e a a és das compa ações complemen a es. Apesa de os esul ados ob idos não se em coinciden es com a solução ap esen ada po Oña e, E. (1995) udo indica que o modelo es á a unciona co e amen e, já que ela i amen e ao alo da eação e ical pode-se a i ma que são coinciden es e no que diz espei o ao deslocamen o e ical apesa de ap esen a uma di e ença de quase 12% a di e ença em e mos absolu os é quase insigni ican e. A azão da di e gência en e os esul ados ob idos e a solução ap esen ada po Oña e, E. (1995) pode de e -se à in e p e ação dos esul ados uma ez que as e i icações complemen a es conduzi am a esul ados bas an e p óximos. Tabela 5.14 – Compa ação de esul ados Deslocamen o Ve ical (mm) Reação Ve ical (kN) E olu ion -0.0322 26.676 Ve i icação -0.0364 26.66 Des io % 11.68% 0.06% Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 52 Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 53 6 CONCLUSÕES E PERSPETIVAS FUTURAS 6.1. CONCLUSÕES Após a ealização des e abalho é possí el e i a algumas ilações no que diz espei o aos obje i os p opos os, mas ambém sob e o uncionamen o ge al do p og ama es udado. A pla a o ma E olu ion é uma e amen a bas an e ú il, pode osa e lexí el. A linguagem u ilizada na in odução de dados é mui o in ui i a e apidamen e se abso e os conhecimen os necessá ios pa a a sua u ilização. Pe mi e a disc e ização e modelação de um g ande núme o de es u u as, endo em con a a especi icidade de cada uma delas, admi indo ajus a o modelo a cada uma delas. É de salien a a possibilidade da pa ição dos dados, possibili ando a disc e ização da secção, elemen os ou apoios em ichei os de ex o sepa ados, o nando mais ácil a il agem e co eção de e en uais e os na modelação. A ealização des a disse ação le ou à cons i uição de á ios benchma ks que alidam a pla a o ma como obus a e con iá el, uma ez que num p óximo desen ol imen o da pla a o ma, usando qualque uma das uncionalidades alidadas, o p og ama e e ua á em segundo plano a compa ação au omá ica dos esul ados ob idos à da a com os que p e iamen e cons i uí am os espe i os benchma ks. Ga an indo assim que mesmo após al e ações ao código o p og ama es á a unciona co e amen e, ou pelo con á io a e ado de alguma o ma. No e cei o capí ulo o am cons i uídos benchma ks sob e as de o mações impos as e sob e o be ão p é-es o çado. No qua o capí ulo, e e en e às leis de compo amen o ma e ial, o am es abelecidos benchma ks ela i amen e ao compo amen o di e ido do be ão, nomeadamen e da luência e da e ação, e do aço de p é-es o ço, conc e amen e sob e a elaxação desse ma e ial. No quin o e úl imo capí ulo de es es o am ins i uídos es es-pad ão ela i amen e às uncionalidades On/O , que ob igou a á ias e isões do código, e do es udo de secções a iá eis, das quais a pla a o ma es udada em uma excelen e capacidade de es udo. 6.2. DESENVOLVIMENTOS FUTUROS Nes e subcapí ulo são deixadas algumas ecomendações pa a e en uais abalhos u u os com a in enção de melho a o p og ama em es udo. Es as obse ações podem se cla amen e di e enciadas em dois ipos: a e i icação de uncionalidades já compo adas pela pla a o ma E olu ion que não o o am no deco e des a disse ação e a implemen ação de benchma ks pa a no as uncionalidades. Assim, no que diz espei o às uncionalidades já inco po adas no p og ama ecomenda-se que seja ei a a e i icação do compo amen o de elemen os do ipo STAYCABLE, que se em pa a a modelação de i an es, o que ob iga o iamen e implica o es udo da lei de compo amen o não-linea geomé ico, e ainda a e i icação da lei de compo amen o não-linea ma e ial do be ão, nomeadamen e no es udo da issu ação. Rela i amen e à in odução de no as capacidades a implemen ação de elemen os ini os de casca, de es ado plano de ensão e de olume o na ia o p og ama mais obus o e melho p epa ado pa a o es udo de um leque mais ab angen e de es u u as. Do a o p og ama da capacidade de ealiza análises Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 54 dinâmicas e a u ilização de leis de compo amen o de no os ma e iais, nomeadamen e ib as de ca bono, se iam uma g ande mais- alia. Modelação Numé ica de Benchma ks pa a Validação de um Modelo de Análise Es u u al 55 BIBLIOGRAFIA Aze edo, Ál a o F. M. - Mé odo dos Elemen os Fini os. (2003). CEB-FIP - Comi é Eu o-In e na ional du Bé on - "CEB-FIP Model Code 1990 - Design Code" Thomas Tel o d. 1993. Clough, R. W. - The Fini e Elemen in Plane S ess Analysis. P oc. 2nd ASCE Con . on Elec onic Compu ing, Pi sbu gh. (1960). Cos a, A., Apple on, J. - Es u u as de Be ão I - Ins i u o Supe io Técnico. (2002). EC2 - Eu ocódigo 2 - P oje o de es u u as de be ão. 2010. Fe az, Miguel Ângelo Ca alho - Modelo de A aliação do Compo amen o Es u u al de Ob as de A e. FEUP. (2010). Figuei as, J. A. - Dimensionamen o de Es u u as de Be ão P é-Es o çado. (1993). Gup a, K. K., Meek, J. L. - A B ie His o y o he Beginning o he Fini e Elemen Me hod. In e na ional Jou nal o Nume ical Me hods in Enginee ing. Vol. 39. (1996). p. 3761 - 3774. Ju andes - Resis ência dos Ma e iais 2. (2002). 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