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O jornalismo radiofónico no ensino superior em Portugal

Castanheiro, Paulo Jorge Tavares

Abstract

Este projeto consistiu na realização de um documentário vídeo, baseado em entrevistas semiestruturadas com os docentes responsáveis pelo ensino do jornalismo radiofónico em Portugal ao nível do 1.º ciclo de estudos (Licenciatura), responsáveis pelas redações das principais rádios de informação a operar em Portugal e ex-alunos, alguns hoje já profissionais de rádio. Este documentário pretende ser um olhar pessoal e subjetivo com particularidades muito próprias sobre o ensino do jornalismo radiofónico no ensino superior em Portugal. O principal objetivo deste trabalho é o de compreender e caraterizar o jornalismo radiofónico no ensino superior português, justapondo os atuais curricula com os desafios que se colocam com a digitalização dos media e os processos de convergência.

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O Jornalismo Radiofónico no Ensino Superior em Portugal Paulo Jorge Tavares Castanheiro Abril, 2017 Trabalho de Projeto de Mestrado em Jornalismo Versão corrigida e melhorada após defesa pública Trabalho de Projeto apresentado para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Jornalismo realizado sob a orientação científica do Professor Doutor Paulo Nuno Vicente (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa). Para a Magda, Pilar e Caetana Agradecimentos O trabalho de projeto que desenvolvi não teria sido possível sem a colaboração e a partilha de experiências de docentes, jornalistas e estudantes. O meu agradecimento a todos os docentes das unidades curriculares do meio rádio que decidiram colaborar comigo neste projeto, aos responsáveis editoriais das rádios nacionais e aos estudantes que aceitaram o meu desafio. Ao meu orientador professor Paulo Nuno Vicente por todo o apoio, suporte e disponibilidade para a realização deste projeto. Ao António Granado pela colaboração, total disponibilidade e paciência para as minhas solicitações ao longo do processo. À Dora Santos Silva por me explicar e orientar, com muita paciência, todo o caminho que eu tinha de percorrer para concretizar o meu objetivo. Ao Paulo Oliveira pela ajuda na estética gráfica, na edição do documentário e pelas palavras de incentivo ao longo do trabalho. Ao Pedro Coelho pelas conversas preliminares na elaboração deste projeto e pela opinião/crítica do documentário. Ao Luís e à Mariana por todo o suporte e apoio técnico. No final deste projeto, não esqueço os amigos que comigo partilharam ideias e que em muito me ajudaram durante este desafio: Joana Reis, Ana Caiola, Cláudio Costa, Tânia Carvalho, Rui Sousa e Mário Rui. Uma palavra de gratidão também a todos os docentes com quem tive o prazer de trabalhar ao longo desta jornada e aos meus colegas de licenciatura e de mestrado. A concretização deste projeto, para um trabalhador estudante e pai de família, foi uma aventura e enorme desafio. Não posso esquecer todo o apoio da minha família, a minha esposa Magda, a minha filha Pilar – ela sim o maior desafio da minha vida –, e a pequena Caetana que acabou de nascer. Uma palavra de apreço à minha mãe, pelo seu apoio, e outra de saudade ao meu pai. Um obrigado ainda a todos os colegas de profissão com quem tive a sorte de me cruzar ao longo da minha vida profissional. Este trabalho tem um bocadinho de cada um de vocês. Por ultimo e não menos importante, um agradecimento ao homem que me incutiu a paixão pela rádio, Emídio Rangel. O JORNALISMO RADIOFÓNICO NO ENSINO SUPERIOR EM PORTUGAL PAULO JORGE TAVARES CASTANHEIRO RESUMO Este projeto consistiu na realização de um documentário vídeo, baseado em entrevistas semiestruturadas com os docentes responsáveis pelo ensino do jornalismo radiofónico em Portugal ao nível do 1.º ciclo de estudos (Licenciatura), responsáveis pelas redações das principais rádios de informação a operar em Portugal e ex-alunos, alguns hoje já profissionais de rádio. Este documentário pretende ser um olhar pessoal e subjetivo com particularidades muito próprias sobre o ensino do jornalismo radiofónico no ensino superior em Portugal. O principal objetivo deste trabalho é o de compreender e caracterizar o jornalismo radiofónico no ensino superior português, justapondo os atuais curricula com os desafios que se colocam com a digitalização dos media e os processos de convergência. PALAVRAS-CHAVE: jornalismo radiofónico, rádio, ensino superior, digitalização da rádio, processos de convergência THE RADIO JOURNALISM IN HIGHER EDUCATION IN PORTUGAL PAULO JORGE TAVARES CASTANHEIRO ABSTRACT This project consisted in the production of a video documentary, based on semistructured interviews with the faculty members responsible for the teaching of radio journalism in Portugal at the 1st cycle of studies (graduation), the editors responsible for the main information radios operating in Portugal and former students, some of them already radio professionals today. This documentary is intended to be a personal and subjective view with its own particular characteristics on the teaching of radio journalism in higher education in Portugal. The main objective of this work is to understand and characterize radio journalism in Portuguese higher education, juxtaposing current curricula with the challenges of media digitalization and convergence processes. KEYWORDS: radio journalism, radio, higher education, radio digitalization, convergence processes Índice Introdução .......................................................................................................... 11 Capítulo I: Digitalização da rádio e processos de convergência ............................. 12 Capítulo II: Hoje a rádio tem imagem .................................................................. 16 Capítulo III: História do Ensino do Jornalismo em Portugal .................................. 20 Capítulo IV: Metodologia .................................................................................... 22 Capítulo V: Caracterização das Instituições de Ensino Superior ............................ 26 V. 1. Instituto Politécnico de Portalegre .................................................................. 26 V. 2. Universidade de Coimbra ................................................................................ 27 V. 3. Instituto Politécnico de Viseu .......................................................................... 29 V. 4. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro ............................................... 30 V. 5. Instituto Politécnico de Setúbal ....................................................................... 30 V. 6. Universidade Nova de Lisboa........................................................................... 31 V. 7. Universidade Autónoma de Lisboa .................................................................. 32 V. 8. Universidade Técnica de Lisboa ....................................................................... 33 V. 9. Universidade Católica de Lisboa ...................................................................... 34 V. 10. Universidade do Porto ................................................................................... 35 V. 11. Universidade Fernando Pessoa ..................................................................... 36 V. 12. Universidade Católica do Porto ..................................................................... 37 V. 13. Universidade da Beira Interior ....................................................................... 37 V. 14. Universidade Lusófona do Porto ................................................................... 38 V. 15. Instituto Universitário da Maia ...................................................................... 39 V. 16. Universidade Católica de Braga ..................................................................... 40 V. 17. Universidade do Minho ................................................................................. 41 V. 18. Universidade Lusófona de Lisboa .................................................................. 42 V. 19. Universidade Europeia ................................................................................... 43 V. 20. Instituto Superior Miguel Torga .................................................................... 44 V. 21. Escola Superior de Educação de Coimbra ..................................................... 44 V. 22. Instituto Politécnico Tomar ........................................................................... 45 V. 23. Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa ........................................ 45 Capítulo VI: Responsáveis das Redações .............................................................. 46 16 Quadro 1 - Base: Indivíduos com 15 e mais anos, residentes em Portugal Continental – 8.563.501 Fonte: Bareme Rádio/Marktest Capítulo II: Hoje a rádio tem imagem A rádio como meio de comunicação de massas, outrora estável, tem hoje novos desafios: a imagem e a fotografia fazem parte do dia a dia de qualquer redação de rádio. Será que ainda lhe podemos chamar só rádio? “A rádio deixou de ser um produto exclusivo da rede hertziana, hoje está presente nas plataformas móveis, nas redes sociais, nos sites e que, por essa via, incorporou nos seus processos discursivos elementos expressivos que vão para além do som,” afirma Luís Bonixe. Eduardo Meditsch, na sua tese de doutoramento de 1999, tinha-se debruçado sobre a não caracterização ao longo dos anos do conceito geral de rádio. Em 2001, 17 inquietado pelo fenómeno do crescimento da internet em rota de colisão com os diferentes meios, imprensa, televisão e rádio arrisca, depois de muito “matutar”, uma “definição radical” sobre a especificidade da rádio a partir de três características indissociáveis: “é um meio de comunicação sonoro, invisível e que emite em tempo real. Se não for feito de som não é rádio, se tiver imagem junto não é mais rádio, se não emitir em tempo real (o tempo da vida real do ouvinte e da sociedade em que está inserido) é fonografia, também não é rádio” (MEDITSCH, 2001). A Rádio Renascença foi pioneira na introdução da imagem na rádio: "Fomos os pioneiros a introduzir vídeo nas nossas páginas de internet (...) hoje em dia a rádio já é imagem (...) qualquer rádio que tenha problema com isso está morta", garante Pedro Leal. Se antes “a força da rádio passou sempre por saber descrever as imagens", hoje “o jornalista de rádio tem de ser competente com os diferentes meios", a rádio hoje tem imagem, afirma Sena Santos. João Paulo Baltazar, da Antena 1, afirma ser importante que os responsáveis da rádio resistam à tentação de transformar a rádio em televisão: se isso acontecer "perde-se a magia da imaginação; uma das coisas mais poderosas, na minha opinião, que a rádio tem é eu imaginar a pessoa que está a falar comigo, as cores e as formas daquele ambiente trazidos através de sons e palavras". Na opinião do diretor de informação da rádio publica, um jornalista de rádio do futuro, e do presente, tem de estar preparado para dominar de uma forma razoável todas as técnicas de recolha de informação. Hoje, um profissional de rádio "deve saber o que é uma regra dos terços para a fotografia, deve saber o que é estabilizar uma câmara de vídeo, deve saber que não se filma em contraluz, aquelas coisas básicas para conseguir trazer um peixe minimamente fresco da rua”. Com o avanço tecnológico já nem é desculpa “o peso que esse material tem, numa mochila cabe todo esse material”, afirma João Paulo Baltazar. 18 Pedro Leal lembra que "antigamente o tempo mais próximo que nós tínhamos era a hora da rádio (o sinal horário), depois veio a TSF e estabeleceu a meia hora da rádio, e agora vem a Internet que não tem hora nenhuma". "Hoje em dia já vamos para um serviço com um telemóvel que faz fotografias e vídeo"; depois, o jornalista "deve meter, o mais rápido possível, algumas coisas nas redes sociais se for merecedor disso, e só depois manda a peça. O que se altera aqui é o tempo", explica Pedro Leal, que vai mais longe: "o jornalista da rádio já não trabalha nem para a meia hora, nem para a hora, trabalha sim para o momento possível a seguir a apurar a notícia. Hoje um jornalista que não saiba enquadrar uma fotografia, que não saiba fazer três ou quatro planos de vídeo, que não perceba de redes sociais é um jornalista que não tem mercado", destaca Pedro Leal. João Paulo Baltazar acrescenta: "se levar o meu smartphone para fazer umas quantas fotografias, um pequeno clip de vídeo, eu sei que isso vai enriquecer o meu produto final. Depois com um pequeno texto para o site e a colocação de um pequeno clip de vídeo, isso tem um potencial fantástico, é um complemento ao meu trabalho de rádio". "Eu acho que quem está agora a chegar às redações, não tanto para as gerações mais antigas, é um disparate alguém dizer, "não isso não faço porque eu sou um jornalista de rádio", alerta o diretor de Informação da Antena 1. “Este novo cenário gerou a necessidade de a rádio captar profissionais cujo perfil ultrapasse as competências tradicionais associadas ao meio radiofónico e que radicavam na produção exclusivamente sonora dos conteúdos. Por outro lado, esta realidade não pode ser dissociada de novas práticas, rotinas e questões deontológicas que surgem como desafios para os profissionais da informação na rádio” (BONIXE, 2016). Numa época em que os responsáveis das principais empresas de media procuram um novo modelo de negócio e testam novos métodos e processos de produção e 19 distribuição de conteúdos, é pertinente uma questão levantada por Pedro Coelho na sua tese de doutoramento “Jornalismo e Mercado”: “não estará a universidade a ser mera fornecedora de mão-de-obra qualificada, pronta a usar e disponível para ser moldada pelo mercado?” Podemos registar algum desagrado observando os resultados de dois trabalhos, recentes, sobre o atual estado da profissão. Baixos salários e vínculo profissional precário, resultando muitas vezes num abandono precoce da profissão são algumas das conclusões de um inquérito, a 806 jornalistas, sobre as condições de trabalho, elaborado pelo investigador João Miranda do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) da Universidade de Coimbra, integrado na sua tese de doutoramento “Retratos de uma profissão indefinida”. É de registar que metade dos inquiridos trabalha com contrato sem termo e um quinto dos profissionais entrevistados passa recibo verde. 54,9% admitem que a situação laboral afeta o desempenho do trabalho e 28,9% dizem mesmo que afeta o cumprimento da ética e deontologia no exercício da profissão. No relatório “Jornalistas e Condições de Trabalho, Retrato de uma Profissão em Transformação”, 2017, publicado pelo Obercom, Observatório da Comunicação desenvolvido pelo Centro de Investigação e Estudos em Sociologia do ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa e pelo Sindicato dos Jornalistas com o apoio da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista é revelado que 57,3% dos inquiridos recebem menos de mil euros mensais: “Os inquiridos (48,8% dizem-se extremamente insatisfeitos) em termos gerais sentem-se insatisfeitos com a evolução das condições de trabalho no sector nos últimos cinco anos” "64,2% assumem que já ponderaram o abandono do jornalismo. Entre as razões encontram-se o baixo rendimento, degradação da profissão ou condições de trabalho, precariedade contratual e ainda stress". 20 Para Pedro Coelho “a academia, que deveria estar atenta a estes sinais (...) as rádios, mesmo assumindo um papel relevante na distribuição quotidiana de informação, vão sendo forçadas a desinvestir no jornalismo”. É necessário refletir na “forma de preservar o jornalismo, é um mundo paralelo que julga servir o jornalismo, mas que se limita, cada vez mais, a responder às necessidades efémeras do mercado” (COELHO, 2015). Capítulo III: História do Ensino do Jornalismo em Portugal A primeira licenciatura em Jornalismo, ao nível do 1ª ciclo, com referência ao meio especifico da rádio, surgiu em 1993 na Faculdade de Letras de Coimbra. Segundo um relatório elaborado por Mário Mesquita e Cristina Ponte durante os anos de 1996 e 1997, sobre a Situação do Ensino e da Formação Profissional na área do Jornalismo, esta licenciatura “singulariza-se por focalizar as suas orientações profissionais no jornalismo escrito, radiofónico e televisivo. Considera-se que a opção pela criação da primeira licenciatura em Jornalismo existente no ensino universitário português marca a sua diferença entre os outros cursos da área da comunicação existentes em Portugal” (MESQUITA e PONTE, 1997). Mas nem sempre o ensino do jornalismo radiofónico se fez em universidades e institutos politécnicos de ensino publico ou privado. Assistimos ao longo dos anos ao aparecimento de várias ações de formação em centros de ensino especializados do meio rádio. “Em 1979 existe uma ação de formação na rádio Comercial, ainda propriedade da RDP, elaborada por um formador francês Édouard Guibert”, lembra o jornalista e docente Adelino Gomes. Este foi um curso de formação com a duração de 3 meses a tempo inteiro e foi direcionado apenas para 15 pessoas. Os formadores vieram do INA Francês, Centro de Formação de Jornalistas em França. “Foi um curso que mudou a nossa vida, pela primeira vez nós aprendemos que fazíamos rádio por intuição, percebemos ali 21 porque é que a rádio devia ser feita assim”, recorda Adelino Gomes. Édouard Guibert seria mais tarde formador de jornalistas na RTP e na SIC. Mais tarde, Emídio Rangel, um dos fundadores da Cooperativa de Profissionais de Rádio TSF, assistente externo no curso da RDP de 1979, convida Adelino Gomes para fazer o 1º Curso de Formação da TSF na área da informação: “eu fui aplicar aquilo que tinha aprendido 5 anos antes nessa ação de formação”, afirma Adelino Gomes. Em Maio de 1987, teve início o 1º Curso de Jornalistas e Sonoplastas da TSF Rádio Jornal. Esta ação de formação foi suportada pelo Fundo Social Europeu. O curso teve a duração de seis meses de componente teórica mais seis meses de componente prática. Em 1983, surge o Centro de Formação de Jornalistas do Porto, coordenado por António Jorge Branco, que fez parte do curso de 1979 na RDP e que mais tarde esteve na formação dos profissionais da TSF Rádio Jornal. Esta iniciativa foi levada a cabo por vários profissionais de jornalismo do norte de Portugal. Em 1986 nasce o Cenjor, Centro Protocolar de Formação Profissional de Jornalistas, resultado de um protocolo entre o Instituto do Emprego e Formação Profissional, Direcção-Geral da Comunicação Social, Sindicato dos Jornalistas, Associação de Imprensa Diária e a Associação de Imprensa Não-Diária. De salientar que, ainda hoje, o Cenjor realiza vários cursos na área da rádio. Outro dado curioso segundo o relatório, atrás referido, publicado pelo Obercom: “O Cenjor é a instituição de formação ou ensino a que os jornalistas portugueses mais recorreram para complementar os seus estudos. Dos que frequentaram ações de formação nos últimos 5 anos, 28,1% fizeram-no no Cenjor. A Universidade Nova de Lisboa, em especial na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, é a mais procurada para formação (8,7%), seguida do ISCTEInstituto Universitário de Lisboa (5,7%) e da Universidade de Lisboa (4,0%)”. 22 Capítulo IV: Metodologia Numa primeira fase do trabalho, junho de 2016, fez-se um levantamento no site da Direção-Geral do Ensino Superior de todas as universidades e institutos politécnicos de ensino superior publico e privado, ao nível do primeiro ciclo, com unidades curriculares cujo conteúdo estivesse relacionado diretamente com o ensino do jornalismo radiofónico ou com a especificidade do meio rádio. Foram referenciadas 23 licenciaturas nas áreas de Jornalismo, Comunicação Social, Ciências da Comunicação, Comunicação e Jornalismo, Jornalismo e Comunicação, Comunicação Social, Som e Imagem, Comunicação Social e Cultural. Instituição de Ensino Docente Curso - Licenciatura Unidade Curricular Instituto Politécnico Tomar Eduardo Pinhão Comunicação Social Atelier de Comunicação I Discursos e Formatos Radiofónicos Universidade Europeia Carla Rocha Ciências da Comunicação Jornalismo Radiofónico Universidade Lusófona Carlos Andrade Comunicação e Jornalismo Técnicas de Expressão Radiofónicas Jornalismo Radiofónico Universidade Lusófona Porto Daniel Catalão Ciências da Comunicação Técnicas de Expressão Radiofónica Escola Superior de Educação Coimbra Francisco Amaral Comunicação Social Atelier de Jornalismo Radiofónico Técnicas de Jornalismo Radiofónico Universidade Católica Porto Escola de Artes Henrique Pereira Som e Imagem Rádio 23 Universidade do Porto Faculdade de Letras Isabel Reis Ciências da Comunicação Técnicas de Expressão Jornalística I Técnicas de Expressão Jornalística II Atelier Integrado de Jornalismo Universidade Autónoma de Lisboa João de Sousa Ciências da Comunicação Atelier de Rádio Universidade Fernando Pessoa Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Jorge Pedro Sousa Ciências da Comunicação Laboratório de Rádio Voz Profissional Universidade Católica Lisboa José Luís Ramos Pinheiro Comunicação Social e Cultural Comunicação Radiofónica Projeto Rádio Instituto Politécnico Portalegre Luís Bonixe Jornalismo e Comunicação Oficina de Jornalismo Radiofónico Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Luís Mendonça Ciências da Comunicação Rádio Universidade do Minho Madalena Oliveira Ciências da Comunicação Comunicação Som e Vídeo Jornalismo e Som Projeto Integrado Instituto Politécnico Viseu Escola Superior de Comunicação Miguel Midões Comunicação Social Atelier de Rádio Instituto Universitário da Maia Nuno Brás Ciências da Comunicação Jornalismo de Rádio Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas Paula Cordeiro Ciências da Comunicação Rádio e Multimédia Universidade Nova Lisboa Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Pedro Coelho Ciências da Comunicação Atelier de Jornalismo Radiofónico Universidade Católica Braga Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais Pedro Cruz Ciências da Comunicação Atelier de Jornalismo Radiofónico Universidade Beira Interior Departamento de Comunicação e Arte Ricardo Morais Ciências da Comunicação Jornalismo Radiofónico Atelier de Jornalismo 24 Instituto Politécnico de Setúbal Ricardo Nunes Comunicação Social Jornalismo Radiofónico Universidade de Coimbra Faculdade de Letras Sílvio Santos Jornalismo e Comunicação Comunicação Audiovisual Jornalismo Radiofónico Laboratório de Produção Instituto Superior Miguel Torga Sofia Figueiredo Jornalismo Laboratório de Jornalismo Radiofónico Escola Superior de Comunicação Social Sena Santos Jornalismo Atelier de Jornalismo Radiofónico Novas Expressões da Rádio Quadro 2 - Instituições de Ensino Superior com unidades curriculares de Jornalismo Radiofónico e do meio rádio. Em setembro 2016, foram previamente marcadas e agendadas entrevistas de norte a sul do país com todos os envolvidos no projeto. Entre setembro de 2016 e fevereiro de 2017, a pé, de carro, de autocarro, de comboio e mesmo de avião, foram percorridos mais de 3 mil Km e feitas trinta e duas entrevistas a docentes, alunos e profissionais da rádio. Foram colocadas várias questões aos docentes responsáveis pelas unidades curriculares do meio rádio: 1. Qual o objetivo principal dos atuais curricula? 2. Que desafios são propostos aos alunos no decorrer das diferentes unidades curriculares? 3. O aluno no final da licenciatura está apto a estagiar numa redação de uma grande rádio de informação? Aos alunos, referenciados pelos respetivos docentes, ex-alunos, estagiários e, já alguns, profissionais a trabalhar nas principais redações das rádios de informação 25 nacional, foram feitas entrevistas sobre o seu percurso académico e a sua curta experiência no mundo da rádio. Por ultimo, visitámos as redações dos 4 grupos de informação da rádio em Portugal. Grupo Rádio e Televisão de Portugal Antena 1, Antena 2 e Antena 3 Grupo Renascença Multimédia Rádio Renascença, RFM, Mega Hits e Rádio Sim Global Media Grou TSF Rádio Jornal Media Capital Rádios Rádio Comercial (RC), M80, SmoothFM e CidadeFM Quadro 3 – Grupos de Media – Informação Rádio À nossa espera estavam João Paulo Baltazar (Antena 1), Eunice Lourenço (RR), Ricardo Oliveira Duarte (TSF) e Nuno Castilho de Matos (MCR). Nas entrevistas com estes profissionais foram colocadas várias questões: 1. Um bom candidato a jornalista, tem de possuir uma licenciatura em Jornalismo ou Ciências da Comunicação? 2. Que qualidades deve possuir um aspirante a jornalista de rádio? 3. A maioria dos estagiários que recebem, tem a rádio como primeira opção? 4. Quantos estagiários recebem ao longo de um ano? Neste trabalho de projeto contámos ainda com a análise, observação e opinião de vários especialistas e profissionais do meio rádio nacional. Recorremos a entrevistas, previamente gravadas para outras unidades curriculares de mestrado, com Pedro Leal do Grupo Renascença Multimédia, David Dinis, na sua curta passagem, enquanto diretor da TSF e Adelino Gomes, jornalista, professor universitário e homem ligado à formação de muitos jornalistas de rádio no ativo. 32 reportagem estão reunidos todos os géneros jornalísticos, “tem entrevista, parte de uma notícia”, explica Pedro Coelho. Em termos práticos de funcionamento ao longo do semestre, o docente alerta que a sala de aula “não é uma redação, não temos aqui vinte alunos e eu sou o chefe de redação... eu sou o professor e estamos aqui para trabalhar num laboratório em que o teste e o erro são os elementos decisivos no processo de aprendizagem”, afirma Pedro Coelho. No final do semestre, o aluno não está apto nem preparado para entrar numa redação; existe uma barreira entre o mundo profissional e o mundo académico, alerta Pedro Coelho. V. 7. Universidade Autónoma de Lisboa “Capacitar o aluno para estar perfeitamente apto com aquilo que se pede a um jovem jornalista de rádio”, no dia em que entre numa redação de uma grande rádio, é o objetivo de Atelier de Rádio da licenciatura em Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma Lisboa, conta João de Sousa. No final do semestre, o aluno deve saber trabalhar num ambiente de redação, deve saber produzir as suas próprias reportagens, entrevistas, pesquisar a sua própria informação e editar um noticiário, “estes são objetivos específicos da disciplina”, afirma João de Sousa. A disciplina tem uma componente teórica na ordem dos 30% e uma prática de estúdio e redação na ordem dos 70 %. Na componente prática os alunos trabalham os diferentes géneros jornalísticos. Os alunos produzem podcast para o site UAL Media que serve de suporte a várias disciplinas. Quando vão para o exterior fazer uma reportagem, para além da peça 33 para a rádio, os alunos têm que produzir para outras disciplinas, uma versão de televisão, outra online e uma versão para jornalismo escrito. João de Sousa não tem dúvidas: o aluno no final do semestre “está apto, conhece a rotina, já tem alguns contactos, tem um portfólio de trabalhos criados, mas é um jovem jornalista... tem o domínio da técnica, mas é verde no campo do jornalismo”, alerta o docente. V. 8. Universidade Técnica de Lisboa Compreender o que é a rádio enquanto meio de comunicação social é o principal objetivo da unidade curricular Rádio e Multimédia da licenciatura em Ciências da Comunicação do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, alerta a docente Paula Cordeiro. Qual a rádio que hoje se faz em FM, a gestão de recursos humanos, marketing, vendas, a história e o contexto da rádio em Portugal, a lei da rádio, caracterizar o serviço de programas rádio, o que entendemos por radiodifusão ou a rádio online são bons exemplos das temáticas abordadas na componente teórica da unidade curricular ao longo do semestre, conta Paula Cordeiro. Apesar de não possuírem um estúdio próprio de produção de rádio, todas as semanas são lançados desafios práticos para motivar os alunos: manipulação de som através de software, gravação de som recorrendo a smartphones, edição de música ou aulas práticas onde treinam a escrita radiofónica, exemplifica Paula Cordeiro. Elevado grau de interesse sobre a temática da rádio e o saber manipular corretamente todas as ferramentas da rádio são para Paula Cordeiro qualidades importantes para aluno estar bem preparado para estagiar numa redação de uma rádio nacional. 34 V. 9. Universidade Católica de Lisboa Regras básicas de funcionamento do jornalismo radiofónico como a escrita, linguagem, discurso oral e a oralidade são as temáticas abordadas na componente teórica “indispensável” para o funcionamento da unidade curricular de Comunicação Radiofónica da licenciatura em Comunicação Social e Cultural da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica de Lisboa, explica José Luís Ramos Pinheiro. Ética e deontologia profissional, diferenciação e critérios editoriais são também tema de estudo nesta unidade curricular. “É hoje em dia muito fácil confundir uma noticia com outras coisas que têm a aparência de noticia”, alerta o docente. Depois os alunos são desafiados a irem para estúdio. Montam e editam as suas próprias peças, escrevem notícias, noticiários, alinham os noticiários, fazem reportagens e entrevistas. Para os alunos com bom aproveitamento em Comunicação Radiofónica a próxima etapa é candidatarem-se à unidade curricular de Projeto Rádio. Aqui o desafio é realizarem emissões de rádio que “são emitidas de segunda a sexta-feira nalguns espaços comuns da Faculdade de Ciências Humanas”, conta José Luís Ramos Pinheiro. “A preparação que os alunos recebem é a preparação adequada para se iniciarem na atividade profissional de rádio.” Se os alunos forem bem acompanhados, por quem os recebe nas redações, “estão preparados para serem estagiários”; se forem utilizados como substitutos de “mão de obra que não existe nas redações” sem qualquer acompanhamento, não estão preparados para serem jornalistas profissionais, afirma o docente. 35 V. 10. Universidade do Porto Na Faculdade de Letras da Universidade do Porto existem ao longo da licenciatura de Ciências da Comunicação três unidades curriculares que abordam a temática da rádio: Técnicas de Expressão Jornalística I, Técnicas de Expressão Jornalística II e Atelier Integrado de Jornalismo. Isabel Reis alerta que os alunos não ouvem muita rádio, pelo que a primeira tarefa na componente prática é estimular os alunos para passarem a ouvir mais as rádios com informação. O primeiro desafio lançado aos alunos é a comparação entre noticiários rádio em FM e as publicações online da respetiva rádio. A docente pretende com esta tarefa "despertá-los para a audição." Conhecer a história da rádio através de sons e imagens, públicos e audiências, formatos de rádio, modelos de negócio e a propriedade das rádios são alguns dos temas abordados na componente teórica. Na parte prática os alunos, numa primeira fase, trabalham o texto: “escrever para rádio não é fácil” é muito importante saberem escrever bem as notícias, alerta a docente. “Todas as notícias que escrevem dizem-nas na aula... só assim é que eles se conseguem aperceber das redundâncias, repetições de palavras, terminações que se repetem ou dificuldade em dizer determinada palavra”, lembra Isabel Reis. No decorrer da licenciatura, Isabel Reis pretende que os alunos trabalhem, ao longo dos três anos, as regras da escrita, as regras do som, lançamentos e fechos, a reportagem e a semântica do som. No terceiro ano, os alunos são desafiados a fazerem trabalhos mais elaborados com alguma produção, sonorização e captação de sons, explica Isabel Reis. A docente lembra que excluiu, por excesso de alunos, “tudo o que seja dicção e locução”. É um trabalho muito individual, não é possível fazer esse trabalho com 120 alunos em aula, explica. 36 Em resposta à questão da aptidão dos alunos a estagiar numa redação de uma rádio nacional, a docente contrapõe e afirma não existirem muitos pedidos para estagiar em rádio. Os alunos, obrigatoriamente, ao longo da licenciatura trabalham em parceria com a plataforma online Jornal Porto Net onde em ambiente de redação elaboram peças de informação e reportagem para o formato áudio, vídeo e para o online. V. 11. Universidade Fernando Pessoa A formação na unidade disciplinar de Laboratório de Rádio da licenciatura em Ciências da Comunicação na Universidade Fernando Pessoa conjuga três vertentes: em primeiro lugar, o aluno trabalha a técnica de redação, onde aprende a intercalar registos áudios com voz, trabalha a captação de áudio e os lançamentos/rodapés dos registos sonoros; numa segunda componente, de edição, "eles aprendem edição áudio, normalmente com o Adobe Audition" ou com outros softwares, explica Jorge Pedro Sousa; depois, numa terceira fase, o aluno "aprende a estar ao microfone e a gravar”, conta o responsável pela unidade curricular de Laboratório de Rádio. Com base em todo o conhecimento e competências adquiridas ao longo do semestre, os alunos estão aptos a "entrar numa redação de rádio e a não se sentirem estranhos, isto não significa que eles sejam logo capazes de atuar como jornalistas ", afirma Jorge Pedro Sousa. 37 V. 12. Universidade Católica do Porto "Esta é uma disciplina de rádio, não é rádio jornalismo", alerta Henrique Pereira, responsável pela unidade curricular Rádio da Licenciatura Som e Imagem da Universidade católica do Porto. A elaboração de uma reportagem rádio é o principal desafio lançado aos alunos durante o semestre. O objetivo é os alunos conseguirem “contar uma história... primeiro ir atrás dela, construí-la, investigá-la, desconfiar dela, cruzar informação e depois contar a história da forma mais criativa que forem capazes", explica Henrique Pereira. No final do semestre, Henrique Pereira afirma que a totalidade dos seus alunos não estão aptos a entrar numa redação de uma rádio nacional, mas "num universo de quinze alunos sete estarão", conclui o docente. V. 13. Universidade da Beira Interior Na licenciatura de Ciências da Comunicação da Universidade Beira Interior, na componente teórica de Jornalismo Radiofónico "os alunos para terem algum contexto" ficam a conhecer a história da rádio, afirma Ricardo Morais; numa segunda fase trabalham as bases para a escrita jornalística na rádio, o som, a sua recolha de sons e os efeitos sonoros, explica o docente."Num segundo momento, eles começam a produzir os primeiros trabalhos, a ideia é simular uma redação." Escolhem um determinado tema na imprensa diária, definem quem é quem dentro da redação, " vão para a rua recolher sons e falar com pessoas, voltam à redação começam a preparar a peça, redigem o texto"; depois, em conjunto com o editor escolhido por eles e com o docente responsável, preparam os lançamentos, para que no final da aula exista um "jornal radiofónico produzido pelos alunos", explica 38 Ricardo Morais. No decorrer do semestre os alunos ainda são desafiados a produzirem uma "grande" reportagem. Na Universidade Beira Interior, os alunos que optarem por seguir o percurso do meio rádio dispõem, numa fase mais avançada da licenciatura, da unidade curricular Atelier de Jornalismo onde podem "continuar a desenvolver as suas competências de rádio", lembra o docente. Terminada a licenciatura e tendo os alunos frequentado estas duas unidades curriculares ao nível da rádio, Ricardo Nunes afirma que os alunos "estão aptos para começar, pelo menos a estagiar e a ganhar experiência". Para terminar Ricardo Nunes diz ser muito importante o aluno saber editar as suas próprias peças: "damos algum destaque à edição e à parte técnica". V. 14. Universidade Lusófona do Porto Não é sua intenção fazer dos alunos "locutores de rádio”, afirma Daniel Catalão docente de Técnicas de Expressão Radiofónica da licenciatura de Ciências da Comunicação da Universidade Lusófona do Porto. O principal objetivo é que os alunos “em pouco tempo, consigam dizer muito” e comuniquem de forma clara, explica Daniel Catalão. Esta é uma unidade curricular quase de final da licenciatura e “o que se nota é que os alunos têm extremas dificuldades em comunicar oralmente”, alerta Daniel Catalão. Numa primeira fase, o docente procura “destruir” todos os conceitos e a forma como os alunos “comunicam e escrevem”. Daniel Catalão vai mais longe: “desde pequeninos que somos treinados para complicar o nosso cérebro e a forma de 39 comunicar e o que eu faço é destruir todos esses valores, basicamente voltar à oralidade”. Segundo Daniel Catalão, “uma das vantagens” dos alunos desta unidade curricular é a experiencia de contactarem com os profissionais da Antena 1 e Antena 3 durante 3 aulas, 12 horas, na redação da RTP e RDP Porto. Além de trabalharem a “língua portuguesa, trocadilhos redundâncias, e cacofonias”, os alunos aprendem “alguma sonoplastia” para estarem sensibilizados para o som, concluiu o responsável. V. 15. Instituto Universitário da Maia Proporcionar conhecimentos teóricos e práticos para que os alunos quando terminarem a licenciatura “sejam estagiários úteis, que tenham as capacidades mínimas para entrarem numa redação e conseguirem funcionar” é o principal objetivo da unidade curricular Jornalismo de Rádio da licenciatura de Ciências da Comunicação do Instituto Universitário da Maia, explica o jornalista da Antena 1 Nuno Brás. Ao longo da licenciatura, os alunos tomam conhecimento de como “é que se escreve para rádio, pois a rádio tem uma linguagem própria”, conta Nuno Brás. Depois aprendem a “saber fazer” um noticiário, têm que ter capacidade de síntese, “tornar seca a linguagem sem perderem informação nenhuma”, explica. O objetivo é serem “curtos e objetivos sem perderem informação”. Os alunos saem para fora da redação para trabalhar a reportagem, é importante que saibam contar uma história, lembra Nuno Brás. 40 Por fim, o docente deixa um alerta: muitas vezes, fruto da situação económica de algumas empresas unicamente a pensar no lucro, em situações de estágio os alunos são “lançados às feras” nas redações sem o devido acompanhamento. V. 16. Universidade Católica de Braga O principal objetivo no final do semestre é que os alunos “saiam daqui capazes de fazer uma peça em qualquer rádio sem envergonhar, mas a verdade é que muitos não gostam de rádio”, conta Pedro Cruz. “A rádio está um bocadinho em desuso”, confessa. Atelier de Jornalismo Radiofónico é uma unidade curricular prático-teórica da licenciatura de Ciências da Comunicação da Universidade Católica Braga. Desde a segunda aula os alunos são desafiados a fazerem noticiários. O método de trabalho nesta unidade curricular “é envolver a teoria na parte prática”, explica o docente. As aulas recriam o ambiente de uma redação de rádio. Numa primeira fase, os alunos começam “por trabalhar as notícias da manhã”; durante uma hora preparam notícias para serem lidas num noticiário com a duração máxima de quinze minutos. Numa segunda fase, é-lhes apresentado um novo conceito teórico que, depois de trabalhado em aula, tem de ser posto à prova no noticiário seguinte, uma hora depois, explica Pedro Cruz. São trabalhados ao longo do semestre três passos essenciais: “o texto, pois é necessário fazerem entender-se numa linguagem “simples e clara”; o som, para que serve como editá-lo e onde “o vamos buscar, que mais valia é que ele pode ter”; por último, treinam a voz, a dicção e a respiração, pois é necessário saber dizer as notícias em vez de as ler, lembra o docente. 41 No início do semestre, “a cada cem alunos um quer ir para rádio, no final do semestre em cada cem já existem dez que ponderam a possibilidade... o que quer dizer que estamos a fazer alguma coisa acerta”, lembra o jornalista Pedro Cruz. V. 17. Universidade do Minho Na unidade curricular Comunicação Som e Vídeo, da licenciatura em Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, os alunos são desafiados "logo na primeira aula a redigir uma peça simples". Começam muito cedo a treinar a "experiência de estar em frente ao microfone", lembra a docente Madalena Oliveira. Os alunos vão sendo confrontados ao longo do semestre com diversos desafios, técnicas de colocação de voz, saber pronunciar bem todas as palavras e a introdução dos sons gravados nas suas peças. Depois avançam para a realização de trabalhos com um grau mais elevado de dificuldade. Outro dos objetivos é que o aluno no final do semestre saiba realizar todas as tarefas de montagem e edição dos seus próprios trabalhos. No final do semestre, "numa dinâmica de grupo”, os alunos experienciam uma redação de rádio. Em dias de aula consultam, “logo de manha”, a agenda do dia, distribuem tarefas, fazem entrevistas, escrevem, gravam, editam, fazem diretos e alinham as peças de informação e reportagem para a realização de um noticiário alargado, conta Madalena Oliveira. Na segunda unidade curricular, ligada não só à rádio, mas também a conteúdos online, Jornalismo e Som, "uma disciplina de prática laboratorial", os alunos são desafiados a trabalhar mais a vertente do som "enquanto linguagem", explica Madalena Oliveira. 48 Para se ser um bom candidato a jornalista é necessário possuir “uma boa cultura geral”, ter conhecimento de economia, direito ou história contemporânea, afirma João Paulo Baltazar.” É importante também ser curioso.” Uma fragilidade que reconhece em alguns dos estagiários é a escrita, “quem não sabe escrever bem português dificilmente escreverá bem para rádio”. Nuno Castilho de Matos, responsável pela redação da Media Capital Rádios, vai mais longe e conta que na escrita específica para o meio rádio os alunos chegados à redação “vêm quase a zero”. Na sua opinião, os alunos “vêm mais preparados para a componente digital, para escrever para o online”. Nuno Castilho conta que muitos alunos vindos da área de jornalismo procuram a componente de entretenimento, “de querer aparecer, de querer estar na televisão”. Metade dos alunos que recebem em estágio na Media Capital Rádios “vêm com uma ideia errada”, não estão despertos para o mundo, “vêm completamente a leste”, afirma. Os alunos no geral chegam bem preparados tecnicamente, mas com “muito pouco da componente de jornalismo”, explica Nuno Castilho. Na redação das diferentes rádios do grupo, Rádio Comercial, M80, CidadeFm e SmoothFm, só recebem alunos vindos de estágios curriculares e da Pós-Graduação em Jornalismo da Escola de Jornalismo ISCTE-IUL/Media Capital. Ao longo do ano recebem em média vinte e cinco estagiários, dão preferência aos alunos vindos de licenciaturas de jornalismo e comunicação social que procuram jornalismo radiofónico, conta Nuno Castilho. 49 Capítulo VII: Alunos Tânia Paiva, ex-aluna do Instituto Politécnico de Portalegre, desde muito cedo percebeu que a sua paixão pela informação estava diretamente ligada ao meio rádio. Na sua opinião, é uma ideia muito “utópica” pensar que o ensino do jornalismo em Portugal “é absolutamente suficiente” para quem entra numa redação pela primeira vez. A licenciatura “deu-me o suficiente para eu dar o primeiro passo na porta desta rádio, mas todos os outros tiveram de ser dados através de uma grande vontade pessoal”, lembra Tânia Paiva a agora jornalista da Media Capital Rádios. Carolina Bico, quando iniciou a licenciatura de Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH/NOVA), nunca pensou em vir a trabalhar na rádio, no seu horizonte profissional estava a imprensa e o online. No final da licenciatura, reconhece que o curso “lhe deu algumas bases”, mas não se sentia preparada para iniciar um estágio numa grande rádio nacional. Decidiu continuar a estudar, optou pela pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma da FCSH/NOVA e do Grupo Impresa e foi aí que descobriu a sua paixão pela rádio quando estagiou no Grupo Renascença. Terminada a pós-graduação, e a curta passagem de um mês pela redação da rádio renascença, decidiu ligar e voltar para estagiar mais três meses. Terminado o estágio, não ficou nos quadros da empresa; enquanto aguarda uma nova oportunidade, vai colaborado com o Grupo renascença nas diferentes áreas como corresponde local, zona de Setúbal. “Até à chegada à faculdade a rádio era a minha última hipótese”, lembra Catarina Leite, a rádio estava completamente fora dos seus objetivos, jornal e televisão eram as suas preferências. 50 No final da licenciatura na Faculdade de Letras da Universidade do Porto sentia-se preparada para começar a trabalhar: fez um estágio curricular de três meses no Grupo Media Capital no Porto e no final foi convidada a ficar, mas agora na redação principal em Lisboa. “A minha paixão pela rádio nasceu tarde, mas ainda está forte”, conta Catarina Leite. Daniela Santos, ex-aluna da Universidade da Beira Interior, lembra que quando entrou para o ensino superior o seu objetivo principal era imprensa, “sempre gostei muito de ler e de escrever”; como segunda opção era a televisão “nunca me passaria pela cabeça fazer rádio”. Depois da licenciatura e do mestrado na FCSH/NOVA, acabou a estagiar na RDP Coimbra em televisão e rádio. Confessa que agora a rádio é uma “opção tão válida como a imprensa”. Rita Pereira “tinha uma grande paixão pela escrita”, mas era rádio que queria fazer. A ex-aluna da FCSH/NOVA conta que os conhecimentos adquiridos durante a unidade curricular de rádio que frequentou na faculdade, apesar de um défice de formação técnica, foram uma “grande ajuda”, mas reconhece que no final da licenciatura ninguém está preparo para vir trabalhar para a rádio. No final da licenciatura estagiou na TSF Rádio Jornal, primeiro no online depois passou para a redação da rádio; no final foi convidada a ficar e hoje faz parte dos quadros da empresa. 51 Conclusões Analisando as entrevistas aos docentes das unidades curriculares de jornalismo radiofónico ou unidades curriculares especificas do meio rádio bem como os respetivos planos curriculares, é notório que a prioridade vai para o ensino da componente prática da profissão. As questões teóricas surgem em segundo plano. Os novos desafios da convergência de processos e digitalização do meio rádio são temáticas ainda pouco presentes nos curricula analisados. Saber fazer uma notícia com sons incorporados, gravar e editar uma entrevista, fazer uma reportagem, produzir um noticiário rádio, experimentar o direto, saber dominar a técnica de gravar e editar em alguns softwares específicos de áudio são alguns dos desafios presentes na maioria das unidades curriculares observadas. Alguns dos cursos analisados vão mais longe nos seus objetivos: trabalhar a oralidade e as técnicas vocais, treinar a escrita prática da rádio, explorar ao pormenor as especificidades técnicas dos dispositivos mais utilizados, explorar e testar a gravação áudio multipista ou percorrer o campo sonoro dos princípios básicos da sonoplastia rádio são alguns dos desafios lançados aos alunos. Os novos desafios da Internet e do online, a digitalização da rádio, as novas práticas das redações, o modelo de distribuição dos conteúdos produzidos ou o podcast são temáticas ainda pouco presentes nas unidades curriculares do meio rádio. A ausência de curiosidade, dos estagiários que agora entram pela primeira vez numa redação para com o mundo que os rodeia é a principal preocupação de todos os responsáveis das redações das quatro rádios nacionais de informação. "Antes de saber ler e escrever para rádio o importante é ser curioso", é necessária uma “boa cultura geral" e saber escrever bem português", quem souber escrever bem português também vai saber escrever para rádio. 52 A maioria dos docentes entrevistados "não percebem" como é que os mais jovens acompanham o que se passa no mundo, eles não ouvem a informação na rádio, não leem jornais em papel, veem pouca televisão, o contacto que estabelecem com alguma informação é através da Internet, principalmente nas redes sociais. Os alunos chegam a saber escrever para imprensa e para o online, mas não estão preparados para escrever para rádio, muitos vêm só "carregados de teoria”. Os jovens não ouvem rádio: esta é uma realidade partilhada por docentes, responsáveis das redações e alunos. O pouco tempo que dedicam a ouvir rádio on-air, em FM ou online, é maioritariamente passado a ouvir música e outros formatos que não são de informação. Outro aspeto importante: quando questionados qual o meio de comunicação preferido, numa perspetiva de futuro profissional, os alunos escolhem a rádio como última opção. Em primeiro lugar, ainda, surge a televisão, depois a imprensa e finalmente o online. Docentes e responsáveis das rádios nacionais confirmam esta tendência. Para muitos destes jovens aspirantes a jornalistas, a rádio é uma descoberta de ocasião, não faziam ideia do que era fazer rádio. 53 Referências BAREME RÁDIO www.marktest.com BONIXE, Luís. Percursos da formação do jornalismo radiofónico em Portugal, Revista Media e Jornalismo nº28. Disponível em http://cimj.org/revista/28/5.%20Percursos%20da%20Formacao.pdf .2016. CANELAS, Carlos, Os Efeitos da Convergência nos Media Noticiosos. Disponível em www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/lmc/article/download/458/510. (2011). COELHO, P. Jornalismo e Mercado – os desafios colocados à formação. Livros Labcom. Disponível em http://www.livroslabcom.ubi.pt/book/131. (2015). EDISON RESEARCH www.edisonresearch.com http://www.edisonresearch.com/the-infinite-dial-2016/ KAPUŚCIŃSKI, Ryszard. www.youtube.com/watch?v=80BZnpmES5w Entrevista de Fernando Sánchez Dragó ao jornalista, historiador, ensaísta e poeta Ryszard Kapuściński, por altura da entrega do premio Príncipe das Astúrias da Comunicação. Gravada em 23 de outubro de 2003 e emitida a 2 de novembro de 2003. LÓPEZ, X. Algunhas propostas para vencer os desafíos na formación dos ciberxornalistas. Revista Comunicação e Sociedade, nº 9-10: 121-128. http://revistacomsoc.pt/index.php/comsoc/article/viewFile/1160/1103. 2006. MESQUITA, Mário e PONTE, Cristina. Relatório sobre o ensino e a formação profissional na área do jornalismo. Disponível em http://bocc.ubi.pt/pag/mesquitamario-ponte-cristina-Cursos-Com1.html .1997. 54 MEDITSCH, E. O ensino do radiojornalismo em tempos de Internet. Disponível em http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2001/papers/NP6MEDITSCH.pdf (2001). MORENO, José Carlos, Do Analógico ao Digital: Como a digitalização afecta a produção, distribuição e consumo de informação, conhecimento e cultura na Sociedade em Rede. (2013). ROTTWILM, Philipp, The Future of Journalistic Work: Its Changing Nature and Implications, Reuters Institute for the Study of Journalism. http://reutersinstitute.politics.ox.ac.uk/ .2014. SINDICATO DOS JORNALISTAS www.jornalistas.eu/?n=9687 SINGER, J. & QUANDT, T. Convergence and Cross-Platform Content Production. In: K. Wahl-Jorgensen & T. Hanitszch, (Eds.), The Handbook of Journalism Studies. (pp. 130-144). New York: 2009. STATE OF THE NEWS MEDIA OBERCOM www.jornalistas.eu/ficheiros/1444784272_2017_OBERCOM_Profissao_Jornalista.pd f https://obercom.pt/wpcontent/uploads/2017/03/2017_OBERCOM_Jornalistas_Con dicoes_Laborais.pdf 55 Entrevistas Docentes Carla Rocha, Universidade Europeia de Lisboa, entrevista realizada a 26 de novembro de 2016 Carlos Andrade, Universidade Lusófona de Lisboa, entrevista realizada a 23 de novembro de 2016 Daniel Catalão, Universidade Lusófona do Porto, entrevista realizada a 18 de novembro de 2016 Eduardo Pinhão, Instituto Politécnico de Tomar, entrevista realizada a 27 de janeiro de 2017 Francisco Amaral, Escola Superior de Educação de Coimbra do Instituto Politécnico de Coimbra, entrevista realizada a 27 de janeiro de 2017 Henrique Pereira, Universidade Católica do Porto, entrevista realizada a 17 de novembro de 2016 Isabel Reis, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, entrevista realizada a 17 de novembro de 2016 João de Sousa, Universidade Autónoma de Lisboa, entrevista realizada a 9 de novembro de 2016 Jorge Pedro Sousa, Universidade Fernando Pessoa (Porto), entrevista realizada a 17 de novembro de 2016 José Luís Ramos Pinheiro, Universidade Católica de Lisboa, entrevista realizada a 12 de novembro de 2016 56 Luís Bonixe, Instituto Politécnico de Portalegre, entrevista realizada a 14 de outubro de 2016 Luís Mendonça, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, entrevista realizada a 15 de fevereiro de 2017 Madalena Oliveira, Universidade do Minho, entrevista realizada a 21 de novembro de 2016 Miguel Midões, Instituto Politécnico de Viseu, entrevista realizada a 22 de outubro de 2016 Nuno Brás, Instituto Universitário da Maia, entrevista realizada a 18 de novembro de 2016 Paula Cordeiro, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, entrevista realizada a 12 de novembro de 2016 Pedro Coelho, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, entrevista realizada a 8 de novembro de 2016 Pedro Cruz, Universidade Católica de Braga, entrevista realizada a 21 de novembro de 2016 Ricardo Morais, Universidade da Beira Interior, entrevista realizada a 17 de novembro de 2016 Ricardo Nunes, Instituto Politécnico de Setúbal, entrevista realizada a 2 de novembro de 2016 Sena Santos, Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa, entrevista realizada a 14 de fevereiro de 2017 57 Sílvio Santos, Universidade de Coimbra Faculdade de Letras, entrevista realizada a 22 de outubro de 2016 Sofia Figueiredo, Instituto Superior Miguel Torga Coimbra, entrevista realizada a 28 de novembro de 2016 Entrevistas a Jornalistas e Profissionais de Rádio Adelino Gomes, Jornalista, Investigador do Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (CIES-IUL). Entrevista realizada a 27 de outubro de 2015, para a cadeira História e Teoria do Jornalismo do Mestrado da FCSH, Universidade Nova, trabalho "A História da TSF". David Dinis, jornalista e ex-diretor da TSF Rádio-Jornal. Entrevista realizada a 24 de maio de 2016, para a cadeira Questões Contemporâneas dos Media do Mestrado da FCSH, Universidade Nova. João Paulo Baltazar, diretor de informação da Antena 1. Entrevista realizada a 1 de junho de 2016, para a cadeira Questões Contemporâneas dos Media do Mestrado da FCSH, Universidade Nova. Pedro Leal, direção de Informação do Grupo Renascença Multimédia. Entrevista realizada a 3 de junho de 2016, para a cadeira Questões Contemporâneas dos Media do Mestrado da FCSH, Universidade Nova. Entrevistas a Responsáveis Redações Rádios Nacionais Ricardo Oliveira Duarte, editor executivo da TSF Rádio Jornal, entrevista realizada a 13 de janeiro de 2017 Universidade Nova AJR PLANIFICAÇÃO 2015-2016 AULAS 1 e 2 13 setembro Apresentação. Apresentação do programa, da bibliografia, dos métodos de ensino e dos métodos de avaliação. Exercício diagnóstico. AULAS 3 e 4 20 de setembro Aula com a dra. Mariana Escudeiro. Apresentação dos programas de edição áudio. Gravação dos elementos de uma narrativa radiofónica, previamente fornecidos pelo professor. AULAS 5 e 6 27 de setembro Apresentação e discussão dos exercícios diagnóstico concretizados na aula passada. A especificidade da plataforma rádio na ação jornalística quotidiana. A identificação dos elementos da narrativa radiofónica: o som (ambiente) do lugar onde as coisas acontecem - o transporte do ouvinte para o local; o papel do texto (elemento informativo determinante que funciona como legenda construtiva do som); os vivos; a música. Técnicas de dicção. A entoação e o ritmo jornalísticos. Bibliografia recomendada: Chantler, Paul, Stewart, Peter, Basic Radio Journalism. Minkov, Mikhail, Jornalismo Radiofónico, OIJ, 1983. AULAS 7 e 8 4 de outubro 1º exercício para avaliação. Alunos apresentam sons do quotidiano que gravaram previamente e estruturam uma narrativa (editada) a partir dos sons que recolheram. Solicitam apoio obrigatório à dra. Mariana Escudeiro Nota: a narrativa não tem de ser jornalística e pode não ter texto. Objetivo (avaliar o domínio da especificidade da plataforma). AULAS 9 e 10 11 de outubro 1º exercício para avaliação (continuação e fim - avaliação). Transformação da narrativa sonora numa peça jornalística, integrando as sugestões críticas da aula anterior. AULAS 11 e 12 18 de outubro A notícia e a reportagem em rádio. Os passos da reportagem. O ângulo de abordagem. O detalhe. O envolvimento do jornalista. O guião da reportagem radiofónica. Bibliografia recomendada: CHANTLER, Paul, Stewart, Peter, Basic Radio Journalism. COELHO, Pedro, 2015, Jornalismo e Mercado, os novos desafios colocados à formação, Livros Labcom, disponível em http://www.livroslabcom.ubi.pt/book/131. MINKOV, Mikhail, Jornalismo Radiofónico, OIJ, 1983. SCHMALZ, WAYNE, ed., 1990, Studio One, stories made for radio, Canada, Coteau Books. AULAS 13 e 14 25 de outubro Segundo trabalho para avaliação. (Trabalho de grupo - 2 alunos). Alunos selecionam notícias e reportagens radiofónicas e identificam os elementos distintivos analisados na aula passada. AULAS 15 e 16 8 de novembro Terceiro trabalho para avaliação. Apresentação, discussão e avaliação das primeiras reportagens concretizadas pelos alunos e editadas (obrigatoriamente) com o auxílio da dra. Mariana Escudeiro. AULAS 17 e 18 15 de novembro Ponto situação trabalhos finais. O posicionamento da rádio no mapa dos meios. A rádio e a Internet. O efeito das novas tecnologias na produção informativa. A informação de proximidade e o papel da rádio no universo da proximidade. Bibliografia recomendada: BONIXE, Joaquim L. R. 2012. A Informação Radiofónica: rotinas e valores-notícia da reprodução da realidade na rádio portuguesa. ed. 1. Lisboa: Livros Horizonte. BONIXE, Joaquim L. R. 2012. Internet e participação - o renascimento da rádio local como espaço de debate público. In Ágora - Jornalismo de Proximidade: Limites, Desafios e Oportunidades, 17 - 36. . Covilhã: UBI. COELHO, Pedro, 2005, A TV de Proximidade e os Novos Desafios do Espaço Público, Lisboa, Livros Horizonte. COELHO, Pedro, 2015, Jornalismo e Mercado, os novos desafios colocados à formação, Livros Labcom, disponível em http://www.livroslabcom.ubi.pt/book/131. EUROPEAN PUBLISHERS COUNCIL e World Newsmedia Network, 2014, Global Media Trends Book, 3rd ed., UK, USA, Chicago, Illinois. KOVACH, Bill e ROSENSTIEL, Tom, 2007, The Elements of Journalism (completely, updated and revised), New York, Three Rivers Press. KOVACH, Bill e ROSENSTIEL, Tom, 2010, Blur, how to know what's true in the age of information overload, New York, Bloomsbury. AULAS 19 e 20 22 de novembro Quarto trabalho para avaliação. (Trabalho de grupo - 2 alunos). Alunos apresentam trabalhos onde identificam os elementos distintivos analisados na aula passada, a partir de exemplos de reportagens radiofónicas que selecionem. AULAS 21 e 22 29 de novembro Quinto trabalho para avaliação. Apresentação, discussão e avaliação das segundas reportagens concretizadas pelos alunos e editadas (obrigatoriamente) com o auxílio da dra. Mariana Escudeiro. AULAS 23 e 24 6 de dezembro Apresentação da estrutura dos trabalhos finais, que serão discutidos e entregues já editados na próxima aula. Especial atenção para a aplicação dos conhecimentos adquiridos ao longo do semestre. NOTA: TRABALHOS SERÃO EDITADOS PELOS ALUNOS AO LONGO DA PRÓXIMA SEMANA, COM O APOIO DA DRA. MARIANA ESCUDEIRO - EM DIAS E HORÁRIOS A ACERTAR COM ELA. AULAS 25 e 26 13 de dezembro Apresentação e discussão dos trabalhos finais. EXAME DE RECURSO/MELHORIA 23 de janeiro - 8.00h - sala T4 Os alunos que forem a exame deverão recorrer ao apoio da dra. Mariana Escudeiro - entre 16 de dezembro e 20 de janeiro - em dia e hora a combinar - para concretização do conteúdo jornalístico que deverão apresentar. Reportagem original - 5 minutos máximo - discussão e apresentação em aula. Sobre o Trabalho final Reportagem média, de 5-7 minutos, promovendo a articulação dos elementos da narrativa radiofónica e onde deverão ser aplicados todos os conceitos apreendidos ao longo do semestre. A reportagem é individual e, no dia da apresentação, os alunos deverão estar preparados para discutir o quadro concetual apreendido. Universidade*Minho* * Atelier*Especializado*II*|Jornalismo*e*Som* Informação*geral* Código:* 12370* Área*científica*predominante:* • Ciências*da*Comunicação* Regime:* Semestral* ECTS:* 5* Tipo*de*ensino:* Presencial* Língua*de*instrução:* Português* Contactos* • Coordenador*UC* • Maria*Madalena*Costa*Oliveira** • [email protected]** • Tel:*604295** • * Carga*Horária* Trabalho*autónomo:* 80**horas* Aulas:* 15**horas**-**Orientação*Tutorial* 45**horas**-**Práticas*Laboratoriais* Objetivos*de*ensino* A*Unidade*Curricular*de*Atelier*Especializado*II:*Jornalismo*e*Som*fixa-se*em* dois*propósitos*principais:*por*um*lado,*aprofundar*conhecimentos*da*prática* jornalística,*especialmente*no*que*concerne*à*especificidade*de*uma*escrita* orientada*para*a*oralização;*por*outro,*investir*numa*preparação*para*um* recurso*ao*som*como*elemento*estético*e*narrativo.*Especificamente,*são* objetivos*desta*Unidade*Curricular:* -*promover*uma*educação*do*ouvido*para*os*sons*do*quotidiano;* -*estimular*o*recurso*ao*som*como*elemento*narrativo*e*estético;** -*desenvolver*técnicas*de*redação*orientada*para*a*locução/oralização;* -*fomentar*a*produção*de*peças*sonorizadas*em*diferentes*géneros*jornalísticos;* -*preparar*para*a*edição*de*programas/conteúdos*informativos*de*natureza* exclusivamente*sonora;* -*simular*o*contexto*de*uma*redação*e*promover*o*exercício*de*edições* jornalísticas*em*regime*de*tempo*limitado.* Resultados*de*aprendizagem* Tratando-se*de*uma*Unidade*Curricular*de*índole*prática,*Atelier*Especializado* II:*Jornalismo*e*Som*não*dispensa*a*necessidade*de*promover*um*conhecimento* baseado*na*reflexão*sobre*o*fazer.*Os*resultados*de*aprendizagem*têm,*por*isso,* um*duplo*distintivo:*centram-se,*por*um*lado,*no*desenvolvimento*de*um* espírito*crítico,*tanto*do*ponto*de*vista*estético*como*ético,*das*produções* jornalísticas*sonoras;*situam-se,*por*outro,*no*domínio*das*competências* pragmáticas*de*criação*e*realização*de*conteúdos*informativos*de*natureza* sonora.*É,*neste*contexto,*expectável*que*o*estudante:* -*reconheça*as*propriedades*significativas*e*imagéticas*do*som;** -*identifique*a*especificidade*dos*meios*de*comunicação*sonora;* -*seja*sensível*à*natureza*sonora*do*jornalismo*radiofónico*e*ao*singular*papel*do* meio*rádio*na*construção*da*atualidade*informativa;* -*possa*desenvolver*práticas*jornalísticas*adequadas*ao*meio*rádio*ou*a*outros* suportes*de*natureza*exclusivamente*sonora;* -*reflita*sobre*os*desafios*da*Web*em*matéria*de*som*e*desenvolva*competências* de*criação*e*realização*de*narrativas*adequadas*a*este*ambiente.* * Programa*sucinto* Ajustados*à*condição*semestral*da*Unidade*Curricular,*os*conteúdos* programáticos*de*Atelier*Especializado*II:*Jornalismo*e*Som*estão*organizados* em*dois*eixos*temáticos,*que,*no*entanto,*se*intersetam*mutuamente.*Num* primeiro*bloco*de*temas,*abordam-se*as*potencialidades*significativas*e* narrativas*do*som,*sendo*os*alunos*convidados*a*interpretar*sons,*bem*como*a* captar*material*áudio*de*ambientes*para*dar*expressividade*a*peças*jornalísticas.* Num*segundo*bloco,*aprofundam-se*as*especificidades*da*linguagem*jornalística* de*suporte*exclusivamente*sonoro,*tanto*ao*nível*dos*géneros*jornalísticos*como* das*questões*de*locução*ou*oralização*do*texto*informativo.**** * Bibliografia*essencial* Ainda*que*não*seja*uma*disciplina*de*natureza*teórica,*a*Unidade*Curricular* Atelier*Especializado*II:*Jornalismo*e*Som*suporta-se*nos*seguintes*recursos* bibliográficos,*que*devem*ser*consultados*pelos*estudantes:* Albert,*P.*(19--).*História*da*Rádio*e*Televisão.*Lisboa:*Editorial*Notícias.* Balsebre,*A.*(1994).*El*lenguaje*radiofónico.*Madrid:*Édiciones*Cátedra.* Cebrián*Herreros,*M.*(1994).*Información*radiofónica:*mediación*técnica,* tratamiento*y*programación.*Madrid:*Editorial*Síntesis.* Cebrián*Herreros,*M.*(2008).*La*radio*en*internet:*de*la*ciberradio*a*las*redes* sociales*y*la*radio*móvil.*Buenos*Aires:*La*Crujía.* Crisell,*A.*(1995).*Understanding*Radio.*London:*Routledge.* Erlmann,*V.*(2010).*Reason*and*Ressonance:*a*history*of*modern*aurality.* London:*Zone*Books.* Gadda,*C.*E.*(1993).*L’art*d’écrire*pour*la*radio.*Paris:*Les*Belles*Lettres.* Goldsmith,*M.*(2012).*Discord.*The*story*of*noise.*Oxford:*Oxford*University* Press.* Gutiérrez*Garcia,*M.*&*Perona*Páez,*J.*J.*(2002).*Teoría*y*técnica*del*lenguaje* radiofónico.*Barcelona:*Bosc.* Hendy,*D.*(2013).*Noise*–*a*human*history*of*sound*&*listening.*Londres:*Profile* Books.* Labelle,*B.*(2010).*Acoustic*territories:*sound*culture*and*everyday*life.*New* York;*London;*New*Delphi;*Sydney:*Bloomsbury.* Merayo*Perez,*A.*(1992).*Para*entender*la*radio:*estructura*del*proceso* informativo*radiofónico.*Salamanca:*Publicaciones*Universidad*Pontificia.* Oliveira,*M.*&*Prata,*N.*(Eds.)*(2015).*Rádio*em*Portugal*e*no*Brasil:*trajetória*e* cenários.*Braga:*CECS* Oliveira,*M.*&*Portela,*P.*(Eds.)*(2011).*A*rádio*na*frequência*da*Web.* Comunicação*e*Sociedade,*20.**** Reis,*A.*I;*Ribeiro,*F.*&*Portela,*P.*(Eds.)*(2015).*Das*piratas*às*Internet:*25*anos* de*rádios*locais.*Braga:*CECS* Santos*Díez,*M.*(2003).*Periodismo*radiofónico.*Bilbao:*Universidad*del*País* Vasco.* Schafer,*R.*M.*(1994).*The*soundscape.*Our*sonic*environment*and*the*tuning*of* the*world.*Rochester:*Destiny*Books.* Schwartz,*H.*(2011).*Making*noise:*from*Babel*to*the*Big*Bang*and*Beyond.* London:*Zone*Books.* Street,*S.*(2012).*The*poetry*of*radio.*The*colour*of*sound.*London;New*York:* Routledge.* Yaguana,*H.*A.*&*Ramón*Pausa,*X.*(2013).*La*radio,*um*medio*en*evolución.* Madrid:*Comunicación*Social*Ediciones*&*Publicaciones.* * Métodos*de*ensino* As*metodologias*de*ensino/aprendizagem*desenvolvem-se*em*dois*contextos* principais:* -*na*dinâmica*coletiva*da*sala*de*aula,*mediante*a*exposição*de*conteúdos* teórico-práticos,*a*promoção*do*debate*entre*os*estudantes*e*a*realização*de* trabalhos*práticos,*tanto*individuais*como*de*grupo/equipa.* -*em*trabalho*autónomo,*através*da*realização*de*exercícios*individuais*e*de* trabalho*experimental.* As*aulas*têm*uma*duração*de*três*horas,*tendo*dois*momentos*distintos:*o* primeiro*de*caráter*expositivo,*promovendo*a*reflexão*e*o*debate*sobre*os*temas* do*programa*de*conteúdos;*e*o*segundo*de*caráter*prático.*Em*todas*as*sessões,* os*estudantes*são*convidados*a*realizar*trabalhos*de*redação*de*peças* jornalísticas,*preparação*de*noticiários,*recolha*e*edição*de*sons,*produção*de* programas*jornalísticos*e*locução*em*estúdio,*em*exercícios*que,*por*força*das* condições*técnicas,*em*muitas*aulas*se*estenderão*pela*hora*de*orientação* tutorial.* * Métodos*de*avaliação* A*avaliação*da*Unidade*Curricular*Atelier*Especializado*II:*Jornalismo*e*Som*é* contínua*e*tem*em*conta*o*nível*de*progressão*demonstrado*semanalmente*pelo* estudante.*Para*além*da*apreciação*do*desempenho*diacrónico*do*estudante,*a* avaliação*é*feita*também*com*recurso*a*três*momentos*pontuais.*Neste*sentido,*a* avaliação*da*Unidade*Curricular*resulta*da*ponderação*dos*seguintes* instrumentos,*todos*de*caráter*obrigatório*(a*não*realização*de*um*destes* instrumentos*corresponde*a*reprovação):* 1.*Exercícios*práticos*a*realizar*no*contexto*das*aulas*(que*constituem*o*dossier* de*práticas*do*aluno,*espécie*de*portfólio*escrito*e*sonoro).*O*conjunto*destes* trabalhos*práticos*contribui*para*40%*da*nota*final,*sendo*obrigatória*a*entrega* de*pelo*menos*8*trabalhos.*Por*norma,*todos*os*exercícios*de*aula*são* submetidos*no*Blackboard*(em*formato*de*texto*escrito*e,*sempre*que*haja* gravação*em*estúdio,*em*formato*sonoro).* 2.*Teste*de*avaliação*de*conhecimentos,*a*realizar*em*uma*hora*aula*no*dia*12*de* abril,*no*Blackboard.*A*classificação*do*teste*representa*10%*da*nota*final.* 3.*Reportagem.*Este*trabalho*é*realizado*autonomamente*pelo*estudante,*fora*do* contexto*da*aula,*em*regime*individual.*Inclui*a*recolha*de* testemunhos/depoimentos*e*a*edição*do*conteúdo*final.*A*avaliação*deste* trabalho*contribui*em*25%*para*a*nota*final.*Podendo*eleger*um*tema*específico,* os*estudantes*são*convidados*a*produzir*reportagens*que*reflitam*sobre*o*lugar* da*rádio*no*quotidiano*e/ou*a*adaptação*do*meio*ao*contexto*da*Internet*(são* admissíveis*trabalhos*sobre*uma*rádio*local*em*particular,*sobre*a*rádio*e*os* idosos,*sobre*a*rádio*e*os*jovens,*sobre*novos*projetos*de*produção*radiofónica* na*Web,*sobre*rádio*e*divulgação*musical,*sobre*a*economia*do*setor*da*rádio…).* O*produto*final*deverá*ter*entre*4*e*5*minutos*de*duração.*Os*estudantes*devem* planificar*o*trabalho*com*a*docente*até*ao*dia*17*de*maio.*O*trabalho*final*é* submetido*no*Blackboard,*em*formato*de*texto*escrito*(PDF)*e*em*formato* sonoro*(MP3).* 4.*Magazine*informativo.*Em*trabalho*de*pares,*este*exercício*tem*um*caráter* mais*livre,*podendo*os*estudantes*optar*pelos*géneros*jornalísticos*que* pretendem*desenvolver.*São*requisitos*deste*trabalho,*que*tem*um*peso*de*25%* da*nota*final,*a*sua*natureza*jornalística*e*a*sua*adequação*à*divulgação*pela* Internet.*O*produto*final*deverá*ter*entre*8*e*10*minutos*de*duração.*Os* estudantes*devem*planificar*o*trabalho*com*a*docente*até*ao*dia*24*de*maio.*O* trabalho*final*é*submetido*no*Blackboard,*em*formato*de*texto*escrito*(PDF)*e* em*formato*sonoro*(MP3).*** A*avaliação*da*Unidade*Curricular*Atelier*Especializado*II:*Jornalismo*e*Som*não* admite*avaliação*por*exame.*Em*caso*de*não*aproveitamento*na*avaliação* contínua,*os*estudantes*terão*que*repetir*a*frequência*e*a*avaliação*no*ano* seguinte.*O*mesmo*se*aplica*à*melhoria*de*nota,*ou*seja,*os*alunos*que* pretendam*melhorar*a*nota*devem*sujeitar-se*à*repetição*da*avaliação*contínua* no*ano*seguinte.* Universidade*Porto* * Atelier*Integrado*de*Jornalismo* * Ciclos*de*Estudo/Cursos* Sigla* Nº*de* Estudantes* Plano*de*Estudos* Anos* Curriculares* Créditos* UCN* Créditos* ECTS* Horas*de* Contacto* Horas* Totais* CC* 51* Plano*Oficial*a*partir*do*ano*letivo* 2014/2015* 3* -* 9* 85*243* Docência*-*Responsabilidades* Docente* Responsabilidade* Helder*Manuel*Ferreira*Bastos* Regente* Docência*-*Horas* Práticas*Laboratoriais:* 6,00* Orientação*Tutorial:* 1,00* Tipo* Docente* Turmas* Horas* Práticas*Laboratoriais* Totais* 2* 12,00* Ana*Isabel*Crispim*Mendes*Reis* * 3,00* Helder*Manuel*Ferreira*Bastos* * 3,00* Paulo*Frias*da*Costa* * 3,00* Sandra*Maria*da*Costa*Sá*Couto*Maio*Gomes* * 3,00* Orientação*Tutorial* Totais* 2* 2,00* Ana*Isabel*Crispim*Mendes*Reis* * 0,25* Helder*Manuel*Ferreira*Bastos* * 0,25* Paulo*Frias*da*Costa* * 0,25* Sandra*Maria*da*Costa*Sá*Couto*Maio*Gomes* * 0,25* * Língua*de*trabalho* Português* Objetivos* Pretende-se*que*o*aluno*desenvolva*ao*máximo*o*domínio*das*técnicas*de* expressão*específicas*de*cada*uma*das*quatro*áreas*(Imprensa,*Rádio,*Televisão* e*Online)*da*disciplina.*Para*isso,*deverá*produzir*trabalhos*que*explorem*na* totalidade*o*conjunto*de*técnicas*assimiladas*previamente.*Pretende-se*ainda* capacitar*os*alunos*para*a*realização*de*trabalhos*jornalísticos*de*complexidade* elevada,*com*especial*ênfase*nos*géneros*jornalísticos*que*exigem*maior* polivalência,*como*a*reportagem.* Resultados*de*aprendizagem*e*competências* Os*objetivos*de*aprendizagem*serão*atingidos*se,*no*final*da*lecionação*da* unidade*curricular,*os*discentes*se*mostrarem*aptos*a*desenvolver*as*seguintes* competências:* * 1)*Dominar*as*especificidades*das*linguagens*dos*diferentes*média*(Imprensa,* Rádio,*Televisão*e*Online)*e*aplicar*competências*multimédia.* * 2)*Dominar*as*técnicas*de*expressão*nos*diferentes*média.* * 3)*Utilizar*o*domínio*das*técnicas*para*concretizar*trabalhos*práticos*multimédia* nos*diferentes*géneros*jornalísticos*trabalhados.* Modo*de*trabalho* Presencial* Programa* Imprensa* 1.*Editorial* 2.*Artigo* 3.*Comentário* 4.*Crónica* 5.*Reportagem* 6.*Elaboração*de*jornais* Rádio* 1.*Entrevista* 2.*Reportagem* 3.*As*novas*narrativas*sonoras*na*internet* 4.*Os*noticiários* Televisão* 1.*A*entrevista*em*Televisão* 2.*O*texto*em*Televisão* 3.*O*directo*em*Televisão* 4.*A*construção*do*jornal*televisivo* Online* 1.*Teoria*do*ciberjornalismo* 2.*Prática*do*ciberjornalismo* 3.*Elaboração*de*ciberjornais* ** Bibliografia*Obrigatória* Boyd,*Andrew*;*Journalism.*Techniques*of*radio*&*TV*news,*Focal*Press,*2001* Dayan,*Daniel*e*Katz,*Elihu;*A*história*em*Directo,*Minerva,*1999* Grijelmo,*Álex;*El*estilo*del*periodista,*Taurus,*2003* Prado,*Emílio*;*Estrutura*da*informação*radiofónica,*Summus*Editorial,*1989* Vivaldi,*Gonzalo;*Géneros*Periodísticos,*Editorial*Paraninfo,*1986* Kolodzy,*Janet;*Convergence*Journalism:*Writing*and*Reporting*across*the*News* Media,*Rowman*&*Littlefield*Publishers,*2006* Métodos*de*ensino*e*atividades*de*aprendizagem* Realização*de*exercícios*práticos.* ** Software* Adobe*Audition* Adobe*InDesign* Palavras*Chave* Ciências*Sociais*>*Ciências*da*comunicação*>*Jornalismo* Tipo*de*avaliação* Avaliação*distribuída*sem*exame*final* Componentes*de*Avaliação* Designação* Peso*(%)* Trabalho*laboratorial* 100,00* Total:* 100,00* Obtenção*de*frequência* Presença*obrigatória*em*75%*das*aulas,*excepto*nos*casos*previstos*na*lei*geral* e*nos*regulamentos*da*FLUP.* Fórmula*de*cálculo*da*classificação*final* Avaliação*contínua*(100%).* Provas*e*trabalhos*especiais* A*não*participação,*nos*casos*previstos,*em*75%*das*aulas*pode*requerer* discussão*oral*dos*elementos*de*avaliação*apresentados,*o*que*será*indicado* pelo*docente*até*ao*final*do*período*lectivo*respectivo,*e*a*realização*de*uma* prova*escrita*sobre*as*matérias*tratadas*na*disciplina.* Todos*os*estudantes*que*reúnam*condições*para*prestar*provas*na*época* especial*de*conclusão*do*ciclo*de*estudos*(Setembro)*deverão*realizar*um*ou* mais*trabalhos*a*indicar*pelos*docentes*da*UC.* Avaliação*especial*(TE,*DA,*...)* Como*previsto*no*Regulamento*de*Avaliação*da*FLUP.* Melhoria*de*classificação* Como*previsto*no*Regulamento*de*Avaliação*da*FLUP.* Observações* Os*alunos*abrangidos*pelo*artigo*16º*do*Regulamento*de*Avaliação*da*FLUP* podem*optar*por*avaliação*contínua,*cumprindo*o*exigido*para*a*avaliação* distribuída*sem*exame*final,*ou*por*exame*final.* 7 CALABRE, L. (2002) - A era do rádio. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. CEBRIÁN HERREROS, M. (2001) - La radio en la convergencia multimedia. Madrid: Gedisa. CHANTLER, P. & STEWART, P. (2007) - Fundamentos do radiojornalismo. São Paulo: Roca. CHARAUDEAU, P. (2006) - Discurso das mídias. São Paulo: Contexto. FERRARETO, L. A. (2001) - Rádio: o veículo, a história e a técnica. Porto Alegre: Editora Sagra Luzzatto. GELLER, V. (2000) - The powerful radio workbook: The prep, performance & post production planning. [s. l.]: M. Street Corporation. GELLER, V. (2012) - Creating powerful radio: Getting, keeping and growing audiences, news talk, information & personality broadcast, HD, satellite & internet. Oxford: Taylor & Francis. JUNG, M. (2005) - Jornalismo de rádio. São Paulo: Contexto. KERN, J. (2008) - Sound reporting: The NPR guide to audio journalism and production. Chicago: University of Chicago Press. KOVACH, B. & ROSENTIEL, T. 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(2005) - Teorias do rádio: textos e contextos. Vol. I. Florianópolis: Insular. 8 MEDITSCH, E. & ZUCULOTO, V. (Org.) (2008) - Teorias do rádio: textos e contextos. Vol.II. Florianópolis: Insular. MENEZES, J. P. (2003) - Tudo o que se passa na TSF … para um livro de estilo. Porto: Editora JN. ORTIZ, M. A. & MARCHAMALO, J. (2005) - Técnicas de comunicação pelo rádio. São Paulo: Loyola. PORTELA, P. (2011) Rádio na Internet em Portugal. A abertura à participação num meio em mudança, de Pedro Portela, V. N. Famalicão: Húmus. PRADO, M. (2006) - Produção de rádio – Um manual prático. Rio de Janeiro: Editora Campus. RILEY, R. (2004) - Audio editing with adobe audition. Norfolk: PC Publishing. RIBEIRO, F. (2015). Recuperar o Espírito das Piratas: reflexões sobre rádios comunitárias em Portugal, do vazio legal a uma proposta concreta. In I. Reis, F. Ribeiro & P. Portela, Das Piratas à Internet: 25 anos de rádios locais (1st ed.). Braga: CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade. RODERO ANTÓN, E. (2005) - Producción radiofónica. Madrid: Cátedra. Universidade Coimbra Comunicação Audiovisual ‹ voltar ao plano de estudos Código 01010444 Área Científica Ciências da Comunicação Língua de Ensino Português Duração Semestral Créditos ECTS 6.0 Tipo Opcional Nível 1º Ciclo - Licenciatura Modo de Ensino Presencial Conhecimentos de Base Recomendados Não aplicável. Métodos de Ensino Pedagogicamente, propõe-se uma sólida formação teórica inicial que promoverá o desenvolvimento de um espírito crítico e informado, bem como os conhecimentos necessários ao início da prática jornalística. A vertente aplicada da UC ocupa, sensivelmente, a segunda metade das aulas. Nesta parte, é proposta a aplicação dos conhecimentos adquiridos inicialmente. Desta forma, a leccionação é dividida entre a sala de aula, os estúdios de rádio e de televisão e ainda com alguma atividade em exterior para captação de som magem. magem. Resultados de Aprendizagem Após completar com sucesso a unidade curricular (UC), o/a estudante deverá ser capaz de: - sustentar uma perspetiva crítica sobre as práticas e os contextos dos meios audiovisuais - analisar a linguagem da rádio e da televisão, sendo capaz de compreender os princípios e mecanismos da produção nestes meios - identificar o que é notícia e preparar um plano de reportagem - conhecer os princípios da escrita informativa para rádio e televisão - escrever e ler textos para informação em rádio e televisão - demonstrar conhecimentos básicos sobre gravação de vídeo e de áudio Estágio(s) Não Programa - A rádio e a televisão: contextos culturais e económicos do setor audiovisual - Elementos da linguagem visual e da linguagem sonora no contexto informativo - A construção de sentido na linguagem audiovisual - A informação na rádio e na televisão: análise de formatos e técnicas - A reportagem (técnicas e narrativas) - A escrita informativa em rádio e televisão: princípios e práticas da escrita para o ouvido - Locução em contexto informativo - Princípios e práticas de captação de áudio e vídeo ! MOD03_PR08_V02 1 Unidade Curricular: Atelier de Rádio (Jornalismo, Newsroom) 3º Ano 6º Semestre 7 Ects Área Científica JI Tempo de trabalho horas: Total: 150 Contacto: TP: 60; OT: 15 Docentes: João de Sousa, Miguel van der Kellen Objectivos de Aprendizagem: Objectivos Gerais da Unidade Curricular 1. Construir um corpus teórico e desenvolver uma praxis de jornalismo radiofónico, fazendo uma síntese entre conhecimentos e práticas adquiridos ao longo do curso e outros adquiridos na unidade curricular 2. Criar uma atitude de constante reflexão e autocrítica perante o trabalho jornalístico desenvolvido 3. Contactar e experimentar a realidade profissional da rádio Objectivos específicos da Unidade Curricular 1. Conhecer o contexto do meio profissional 2. Redigir e apresentar notícias 3. Preparar e concretizar entrevistas 4. Preparar e concretizar reportagens 5. Trabalhar em ambiente de redacção 6. Editar e apresentar noticiários 7. Redigir e apresentar revistas de imprensa Conteúdos Programáticos: I. A Estrutura Radiofónica 1. Características do Meio 2. A Mensagem (perspectiva de F. Belau e A. Moles) II. A Linguagem 1. Nitidez 2. Estilo III. A Estrutura Informativa 1. Fontes 2. Profissionais 3. A Redacção 4. Equipamento IV. A Notícia 1. Informação e Noticia - Conceitos 2. A Rádio como Serviço Público 3. A escolha do Lead MOD03_PR08_V02 2 4. A redacção do Lead 5. Depois do Lead 6. Rodapé V. A Entrevista 1. A preparação e documentação 2. O papel do entrevistador 3. Técnica e prática: dez regras 4. Depois da entrevista VI. A Reportagem 1. Preparação e recolha de informação 2. Escolher o ângulo e escrever a peça 3. Inserir “registos magnéticos” 4. Diferido, Direto e Pseudo-direto VII. O Flash 1. Selecção de notícias 2. Alinhamento e ligações 3. O fait-divers VIII. O Jornal 1. A Equipa e as Tranches informativas 2. Selecção de acontecimentos e gestão de recursos 3. Editar 4. Lançamentos e rodapés 5. Títulos XIX: A revista de imprensa 1. Títulos de imprensa 2. Revista de imprensa Metodologias e Avaliação: Metodologia adoptada Os discentes aplicam em estúdio as matérias leccionadas, executando vários trabalhos individuais. No final do semestre é apresentado um programa radiofónico (trabalho de grupo elaborado fora das sessões de contacto). Avaliação Fórmula de avaliação (continua): 30% teste escrito (teórico e prático), 70% trabalhos produzidos no âmbito da unidade curricular. Nas épocas de exame repete-se a mesma fórmula mas com trabalhos realizados ad hoc. Metodologia adoptada Os discentes aplicam em estúdio e em campo as matérias leccionadas, executando vários trabalhos individuais e em grupo (simulando uma redacção e emissão contínua). Avaliação A avaliação vai aferir a aquisição de conhecimentos e competências adquiridas no jornalismo radiofónico: conhecer o contexto do meio profissional, redigir e apresentar notícias, preparar e concretizar entrevistas, preparar e concretizar reportagens, MOD03_PR08_V02 3 trabalhar em ambiente de redacção, editar e apresentar noticiários, redigir e apresentar revistas de imprensa. Fórmula de avaliação (continua): 30% teste escrito (teórico e prático), 70% trabalhos produzidos no âmbito da unidade curricular. Nas épocas de exame repete-se a mesma fórmula mas com trabalhos realizados ad hoc. A parte prática do teste afere a capacidade de redacção para radiojornalismo. A parte teórica do teste afere a capacidade de elaborar um quadro teórico e a capacidade crítica. Os vários trabalhos aferem as competências adquiridas. Bibliografia Principal: CHARON, Yvan. A Entrevista na Televisão. Trad. Luís Serrão. Mem Martins: Inquérito, 1995. 108 p. (Técnicas de Jornalismo; 3). Título original: L´interview à la télèvision. ISBN 972-670-228-3 GANZ, Pierre. A Reportagem em Rádio e Televisão. Trad. Helena César. Mem Martins: Inquérito, 1995. 104 p. (Técnicas de Jornalismo; 2). Título original: Le reportage radio & télè. ISBN 972-670-227-5 MEDITSCH, Eduardo - A Rádio na Era da Informação - Teoria e Técnica do Novo Radiojornalismo. Coimbra: Livraria Minerva Editora, 1999. 294 p. ISBN 972-8318-52-9 MENESES, João Paulo. Tudo o que se passa na TSF. Porto: Jornal de Notícias, 2003. ISBN 927-9391-34-4 PORCHAT, M. Elisa. Manual de Rádio Jornalismo Jovem PAN. 3ª ed. S. Paulo. Ática, 1993. 2006 p. ISBN 85-08-03235-8 PRADO, Emilio. Estrutura da informação radiofônica. Trad. Marco António de Carvalho. 2ª ed. S. Paulo: Summus editorial,1989. 102 p. (Novas buscas em comunicação; 31).Título original: Estructura dela información radifonica. ISBN 853-2303-12-9 Data: 22/04/2016 Docente: Coordenador científico do curso: ESE.SA.20-Rev.2 FICHA DE UNIDADE CURRICULAR (UC) Ano letivo 2015-2016 Ano/Semestre curricular 3º - V semestre Curso Jornalismo e Comunicação Unidade Curricular [designação e tipo/se é do tipo obrigatório ou optativo] (máx100 caracteres) Oficina de Jornalismo Radiofónico / Obrigatório Língua de ensino Português ECTS - tempo de trabalho (horas) ECTS Total T TP PL S OT TC E O* 6 150 60 30 T - Teóricas; TP - Teórico-práticas; PL - Prática-laboratorial; S - Seminário; OT - Orientação tutorial; TC - Trabalho de campo; E – Estágio; O* - Outras horas caraterizadas como Ensino Clínico ao abrigo da Diretiva nº 77/453/CEE de 27 Junho adaptada pela Diretiva 2005/36/CE; Docente Responsável/Carga letiva [Nome completo, categoria, número de horas letivas, contacto de email] (máx1000 caracteres) Joaquim Luís Rodrigues Bonixe / 90 horas Outros Docentes e respetivas cargas letivas [Nomes completos, categorias, número de horas letivas, contacto de email] (máx1000 caracteres) Pré-requisitos [unidades curriculares que lhe devem preceder ou competências à entrada] ESE.SA.20-Rev.2 Objetivos de aprendizagem/ [Descrição dos objetivos gerais e/ou específicos] [Conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes] (máx1000 carateres) A unidade curricular de Jornalismo Radiofónico é composta pelas componentes prática e teórica. A abordagem teórica far-se-á a partir de um enquadramento histórico, focalizando os diversos modelos de rádio quanto à sua cobertura e tipologia e perspetivando os novos caminhos da rádio, em concreto a inserção deste medium no contexto digital e multimediático. Por outro lado, dar-se-á especial relevância à especificidade da linguagem radiofónica bem como à caracterização do sector no contexto português. Da abordagem prática fará parte a realização de produtos jornalísticos para o meio rádio. Pretende-se que o aluno adquira conhecimentos em relação à especificidade da linguagem informativa na rádio e ao discurso jornalístico que é difundido, de forma a desenvolver uma capacidade de reflexão crítica face ao meio de comunicação social radiofónico. Os alunos deverão, ainda, adquirir conhecimentos sobre a forma de construir géneros jornalísticos para rádio. Conteúdos Programáticos (máx1000 carateres) – A rádio enquanto meio de comunicação – Elementos da linguagem radiofónica – As características do meio rádio – A especificidade sonora do meio: imagens mentais e planos sonoros. – A expressividade radiofónica no contexto multimediático – A nova linguagem radiofónica. – Novas Ferramentas para uma nova rádio: Vídeo, podcasting, palavra escrita e outras ferramentas online. – O discurso jornalístico na rádio – Características da informação radiofónica – A actualidade e a profundidade informativa na rádio – Rotinas produtivas no contexto radiofónico – A informação sonora: a construção sonora da realidade. – Os géneros informativos na rádio – Conceito e problematização – A notícia A reportagem A entrevista A opinião – Espaços informativos na rádio - A informação no contexto da programação radiofónica. – Os noticiários – Os programas de informação não diária – Os noticiários temáticos. – Realização de géneros jornalísticos na rádio – Espaços informativos na rádio ESE.SA.20-Rev.2 Demonstração da coerência entre os conteúdos e os objetivos da Unidade Curricular (máx1000 carateres) Considerando que Oficina de Jornalismo Radiofónicoé uma Unidade Curricular teórico-prática, procurou-se dar substância a essa característica nos conteúdos programáticos com a introdução de temáticas que proporcionam aquelas abordagens. Deste modo, os conteúdos do programa valorizam a reflexão, a pesquisa bibliográfica e a análise de textos de referência sobre o papel da rádio nas sociedades modernas bem como a sua transição para ambientes digitais. Em simultâneo, procurou-se proporcionar aos alunos oportunidades de experienciarem o meio rádio, através da criação, produção e conceção de peças radiofónicas que são colocadas online no espaço reservado à ESEP-rádio. Metodologias de ensino (avaliação incluída) [indicar os produtos, critérios e pesos de avaliação] (máx1000 carateres) A metodologia adotada passa pela exposição oral das matérias na sala de aula, escuta e análise de noticiários e peças radiofónicas, exercícios de leitura para rádio e apresentação de noticiários radiofónicos. Na componente prática da disciplina, os alunos realizam géneros jornalísticos radiofónicos e constroem noticiários. A avaliação à disciplina será feita com base na realização de trabalhos práticos enquadráveis no programa Demonstração da coerência entre as metodologias de ensino com os objetivos de aprendizagem (máx3000 carateres) Considerando que os objetivos da Unidade Curricular de Oficina de Jornalismo Radiofónico passam pela compreensão do papel do meio rádio no contexto dos média no século XXI, as metodologias adotadas procuram fornecer aos estudantes um conjunto de instrumentos de caracter teórico e prático. Deste modo, as estratégias metodológicas seguidas conciliam a pesquisa bibliográfica, a análise e compreensão de autores de referência sobre o meio rádio com abordagens mais práticas. Os alunos são motivados a projetar, conceber e emitir produtos radiofónicos de caracter noticioso, bem como a elaborar reflexões e comentários críticos recorrendo a perspetivas teóricas sobre o meio rádio. básicos; b) Semântica da locução e sintaxe sonora; c) Modos e formas de locução 6. Captação e tratamento digital de som 7. Apresentação e dinamização de um jornal: a) Equipa; Alinhamento; Edição; Lançamentos Bibliografia / Fontes de Informação 1-Meneses, J. P. (2003). Tudo o que se passa na TSF … para um Livro de Estilo Porto: Ed. JN 1-Barbeiro, H. e Lima, P. R. (2001). Manual de Radiojornalismo. Rio de Janeiro: Editora Campus 1Keith, Michael C. (1992). Técnicas de producción en radio. Madrid : IORTV. 1Meditsch, E. (1999). A rádio na era da informação. Coimbra: Liv. Minerva 2-Albert, P. e Tusdey, A.J. (1989). História da Rádio e da Televisão. Lisboa: Edit. Notícias. 2-Balsebre, A. (1996). El Lenguage Radiofónico. Ed. Cátedra 2-Barea, P. e Montalvillo, R. (1992). Radio: redacción y guiones. Bilbao: SEUPV 2-Cebrián Herreros, M. (1995). Información Radiofónica. Mediación técnica, tratamento y programación. Madrid: Editorial Sintesis. 2-Ganz, P. (1995). A Reportagem em Rádio e Televisão. Lisboa: Ed. Inquérito 2-Huertas A. e Perona J.J. (1999). Redacción y locución en medios audiovisuales: la radio. Barcelona: Bosch. 2-Wilby, P. e Conroy, A. (1994). The Radio Handbook. Londres: Routledge Actividades de EnsinoAprendizagem e Metodologias Pedagógicas No final desta unidade curricular o estudante deve ser capaz de distinguir os principais géneros radiofónicos. Para cumprir este objetivo estão previstas aulas teóricas e audições de exemplos dos vários géneros onde o estudante tem oportunidade de verificar as diferenças entre a notícia, a reportagem e a entrevista. No final desta UC o estudante deve ainda ser capaz de produzir notícias. Para cumprir este objetivo estão previstas aulas técnicas de redação, colocação de voz e edição digital de som onde o estudante contacta com os equipamentos e rotinas que vai encontrar nas redações de rádio. Estão ainda previstas aulas compostas pela dinamização de um jornal radiofónico. Métodos e Critérios de Avaliação Critérios de Avaliação (40%) Média obtida em 5 notícias individuais (30%) Nota do teste de avaliação teórico-prático Data da última atualização: 2015-04-14 (20%) Nota obtida na reportagem de grupo (2 alunos) (5%) Assiduidade (5%) Participação, Liderança Coordenação 1 - Todas as notícias serão produzidas e entregues durante a aula, sendo integradas no serviço informativo semanal. 2 - A reportagem deverá ser entregue até à última aula (9 de Janeiro). 3 - O incumprimento dos pontos 1 e 2 resultará na atribuição na nota 0 (zero) a cada trabalho em falta. 4 - Os alunos devem conseguir uma classificação mínima de 6 valores para se poderem apresentar a exame. 5 - A nota final dos alunos que se apresentem a exame será calculada com base nos critérios definidos em cima, substituindo-se a nota do teste de avaliação teórico-prático pela nota do exame. Língua Português Regente Ricardo José Pinheiro Morais (/Pessoa/2289) Curso Ciências da Comunicação (/Curso/66) QUEM Candidatos (/Pagina/Candidatos) Estudantes (/Pagina/Estudantes) Professores (/Pagina/Professores) Funcionários (/Pagina/Funcionarios) Sociedade (/Pagina/Sociedade) Alumni (/Pagina/Alumni) O QUÊ Cursos (/Cursos) Faculdades (/Pagina/Faculdades) Investigação (/Entidade/ICI) Cooperação (/Pagina/Cooperacao) Serviços e Recursos (/Pagina/Recursos_e_Servicos) Noticias (/Noticias) — Eventos (/Eventos) ONDE (/Parceria/AULP) (/Parceria/B_On) (/Parceria/CRUP) (/Parceria/DeGOIS) (/Parceria/e-U) (/Parceria/EUA) (/Parceria/INE) (/Parceria/Santander_Totta) (/Parceria/Universia) (/Parceria/erasmus_logo) As cookies utilizadas neste sítio web não recolhem informação pessoal que permitam a sua identificação. Ao continuar está a aceitar a política de cookies (/Pagina/aviso_legal). continuar Covilhã e região (/Pagina/Covilh__e_Regi_o) Redes Sociais (/Pagina/redes_sociais) Mapa do Campus " (https://www.google.com/maps/d/viewer?mid=zIDQWb-9pMAo.kju371TJ5sMo&hl=en) Mapa do sítio (/MapaDoSite) Lista Telefónica (/ListaTelefonica) Procurar (/Procurar) UNIVERSIDADE Orgãos da Universidade (/Pagina/Orgaos_da_Universidade) Equipa Reitoral (/Pagina/Equipa_Reitoral) História (/Pagina/Historia) Contactos (/Pagina/Contactos) Lista A-Z (/Lista_A_Z) (/) Universidade da Beira Interior. Convento de Sto. António. 6201-001 Covilhã. Portugal. # +351 275 319 700 $ +351 275 329 183 % Contactos (/Pagina/contactos) # Lista Telefónica (/ListaTelefonica) & Aviso Legal (/Pagina/Aviso_legal) Ligue-se: (http://www.facebook.com/UBI.pt) (https://twitter.com/UBI_pt) (https://plus.google.com/+ubipt/posts) (http://www.youtube.com/user/UniverBeiraInterior) (https://www.instagram.com/ubi_pt/) (https://www.linkedin.com/edu/school?id=16092&trk=edu-cp-title) (/rss) Universidade Coimbra Jornalismo Radiofónico ‹ voltar ao plano de estudos Código 01010592 Área Científica Informação e Jornalismo Língua de Ensino Português Duração Semestral Créditos ECTS 6.0 Tipo Opcional Nível 1º Ciclo - Licenciatura Modo de Ensino Presencial Conhecimentos de Base Recomendados Competências básicas de escrita e produção de conteúdos informativos para rádio ou frequência da unidade curricular Comunicação Audiovisual, do primeiro semestre. Métodos de Ensino A metodologia de ensino é focada na aplicação prática. As aulas privilegiam uma alternância entre exposição, prática e análise dos conteúdos. Assim, depois de definido um calendário de trabalhos na primeira aula, as sessões serão alternadas entre a análise das práticas e dos princípios da produção dos vários géneros e a sua posterior produção efetiva. É promovida a audição coletiva dos trabalhos, com o objetivo de desenvolver o pensamento crítico e a capacidade de análise. Resultados de Aprendizagem Esta unidade curricular é de natureza prática e tem como objetivos aprofundar conhecimentos e fornecer capacidades que melhorem a integração profissional no mundo do jornalismo radiofónico. Tendo terminado com sucesso esta unidade curricular, é expectável que os estudantes tenham: - desenvolvido capacidades de escuta analítica - compreendido a estrutura e o processo de produção de peças de rádio complexas - aprendido a escrever textos e a preparar guiões - melhorado a locução e as técnicas vocais - desenvolvido capacidades de gravação, edição e pós-produção - ganho a capacidade de preparar e conduzir entrevistas de natureza diversa - adquirido a capacidade de produzir peças informativas Estágio(s) Não Programa 1. Produção de informação na rádio O que é notícia? A escolha do ângulo Planificação do trabalho Escrita informativa Construção de guiões e estrutura narrativa Ao microfone: respiração, leitura e dicção Gravação, edição e pós-produção 2. Géneros informativos na rádio A notícia e o noticiário A entrevista A reportagem e o documentário Outros formatos: análise, opinião e debate ! Universidade Coimbra Laboratório de Produção ‹ voltar ao plano de estudos Código 01010508 Área Científica Informação e Jornalismo Língua de Ensino Portuguese Duração Semestral Créditos ECTS 6.0 Tipo Opcional Nível 1º Ciclo - Licenciatura Modo de Ensino Presencial Conhecimentos de Base Recomendados Conhecimentos de nível básico de produção de áudio e vídeo. Métodos de Ensino Acompanhamento de projeto e análise crítica das produções. Resultados de Aprendizagem Laboratório de produção tem como principais objetivos o aperfeiçoamento de competências em diferentes domínios da produção audiovisual e multimédia: nomeadamente, na estruturação de um projeto de maior duração e no domínio da produção de formatos jornalísticos sonoros, visuais ou multimédia. Os e as estudantes elegem um domínio de trabalho para o semestre. Tendo completado a unidade curricular com sucesso, deverão ser capazes de planificar e gerir com autonomia um projeto de produção multimédia. Deverão ainda ter aperfeiçoado as suas competências de: - captação de som e imagem - edição e pós-produção de som e imagem - fotografia - escrita de textos e guiões para diversos formatos de produção audiovisual e multimédia - desenvolvimento de conteúdos para plataformas online Estágio(s) Não Programa 1. Gestão de projeto audiovisual e multimédia 2. Produção áudio 3. Produção vídeo 4. Produção multimédia ! Versão 22/09/2015 Instituto(Politécnico(de(Setúbal(( PROGRAMA DE UNIDADE CURRICULAR Curso: COMUNICAÇÃO SOCIAL Ciclo: 1º Ramo: Jornalismo Ano: 3º Designação: JORNALISMO RADIOFÓNICO Créditos: 5 Departamento: Comunicação Tipo: Obr RJ Área científica: Jornalismo Opção/Obrig Obr. Ano lectivo Docente: 2015-2016 Carlos Xavier e Ricardo Nunes Total de Horas 135 Total de Horas de contacto: 60+25 Nº de horas de contacto: T – ensino teórico 15 TP – teóricoprático 15 PL – prático e laboratorial 30 TC – trabalho de campo 55 S – seminário E – estágio OT – orientação tutória O – outra Nº de Horas de trabalho autónomo Estágio Projecto Trabalho no terreno. Estudo 15 Avaliação 5 1. Introdução A presente UC pretende desenvolver competências técnicas e profissionais conducentes ao domínio do meio radiofónico nas suas múltiplas vertentes, acentuando-se a componente jornalística. Neste sentido, serão desenvolvidos os mecanismos de produção informativa através do circuito que lhe é próprio: busca de informação, tratamento, construção de texto e domínio de suportes sonoros, montagem e sonorização. 2. Competências a desenvolver Ø Domina as lógicas de planificação, produção e realização radiofónica; Ø Conhece e utiliza adequadamente os princípios teóricos e técnicos que organizam e orientam profissionalmente a actividade jornalística; Ø Identifica e caracteriza as diferentes fases da actividade jornalística e os procedimentos técnicos que as definem; Ø Conhece e utiliza adequadamente os critérios de noticiabilidade; Ø Produz textos noticiosos utilizando adequadamente várias fontes de informação, através de operações de análise, interpretação e de síntese; Ø Revela capacidades para assumir várias funções na redacção: secretariado de redacção, repórter, noticiarista; Ø Domina e aplica as técnicas de locução; Ø Domina e aplica as técnicas de montagem e sonorização. Versão 22/09/2015 3. Temas e conteúdos A Rádio - organização da redacção - fontes de informação - recolha e tratamento da informação Linguagem da Rádio - técnicas de comunicação oral - a voz e o corpo - escrita radiofónica - a palavra falada - o rigor do texto - produção e edição de noticiários, organização de jornais e programas de informação Som e equipamento - o som - manuseamento de material de reportagem - gravações - montagem e sonorização - directo e diferido 4 . Estratégias e Metodologias de trabalho 4.1 Estratégias de gestão do programa Alternância entre componentes de técnica de escrita jornalística (linguagem da rádio) e enquadramento teórico-prático em estúdio (som e equipamento). Através do “saber fazer” a UC procurará fomentar o domínio das ferramentas para o exercício da profissão jornalística no meio radiofónico. 4.2 Acompanhamento tutorial Não se aplica 4.3. Participação dos estudantes Espera-se que cada aluno: (a) esteja presente em cada uma das aulas e participe na discussão das questões em análise (planificação da redacção e da actualidade IPS), bem como na distribuição de reportagens; (b) leia, analise e esteja preparado para discutir os textos de apoio apresentados; (c) execute os trabalhos programados (reportagens). 5. Aprendizagens esperadas No final do trabalho as aprendizagens esperadas situam-se em torno de 3 grandes domínios: (a) organização e gestão da informação, evidenciando a apropriação e a utilização de conceitos diferenciados; (b) adopção de ferramentas e atitude relacional e profissional; (c) domínio da escrita radiofónica (texto+testemunhos+sonorização). 6. Actividades de desenvolvimento da unidade/ou complementares Realização de reportagens dedicadas ao conjunto de actividades do Instituto Politécnico de Setúbal. Versão 22/09/2015 7. Avaliação e Classificação 1. Participação activa na discussão dos temas constantes no programa [20%] 2. Produção e Realização de entrevistas, reportagens, gravações e montagens de materiais sonoros (80%) 8. Bibliografia essencial AA.VV. (2008), Tão Perto do Mundo – 20 Acontecimentos em 20 anos da rádio que mudou a rádio, Lisboa: Prime Book. AA.VV. (1996), Colóquios sobre Rádio, Lisboa: Publicações Dom Quixote. AA.VV. (1986), 60 Anos de Rádio Em Portugal, Lisboa: Vega. Bonixe, Luís (2012), A informação radiofónica: rotinas e valores-notícia da reprodução da realidade na rádio portuguesa, Lisboa: Livros Horizonte CORDEIRO, Paula (2010) A Rádio e as Indústrias Culturais. Lisboa: Livros Horizonte ERC (2009) , Caracterização do sector da radiodifusão local. Ganz, Pierre (1995) A reportagem em rádio e televisão, «Técnicas de jornalismo», Editorial Inquérito, Mem Martins, 1995. Garvey, Daniel E. & William L. Rivers, L’Information Radiotélévisée, col.«Medias», De Boek-Wesmael, Bruxelles, 1988. GONÇALVES, Rui F. M. (1999), Jornalismo e Valores. O Projecto Informativo TSF-Rádio Jornal (1988-1993), Lisboa: Edinova. Herreros, Mariano Cebrián, Información Radiofónica. Médiacion técnica, tratamento e programación, «Periodismos», Editorial Sintesis, Madrid, 1995. Meditsch, Eduardo, A radio na era da informação, Minerva, Coimbra, 1998. MELO, Rui (2001), A Rádio e a Sociedade de Informação, Porto: Fundação Fernando Pessoa. Meneses, João Paulo, Tudo o que se passa na TSF... para um “Livro de Estilo”, ed. Jornal de Notícias, Porto, Junho de 2003. MENESES, João Paulo (2012). Estudos sobre a rádio - passado, presente e futuro. Porto: Mais Leituras. MAIA, Matos (1995), Telefonia, Lisboa: Círculo dos Leitores. Minkov, Mikhail, Jornalismo radiofónico, Organização Internacional de Jornalistas, Praga, 1983. Parada, Marcelo, Rádio: 24 Horas de Jornalismo, Panda Books, São Paulo, 2000. Versão 22/09/2015 PORTELA, Pedro (2011) Rádio na Internet em Portugal. Humus PINTO, Marcos (2007). No ar : 100 histórias da rádio. Parede: Prime Books Prot, Robert, Dictionnaire de La Radio, Presses Universitaires de Grenoble –Institut National de L’audiovisuel, 1997. RIBEIRO, Fernando Curado (1964) Rádio: Produção, Realização, Estética. Lisboa: Arcádia. SANTOS, Sílvio Correia (2013). Os média de Serviço Público. ebook disponível aqui. SOARES, Vítor (2009), A Rádio, Ouvida e Pensada. Bubok (ebook). Tubau, Iván, Periodismo oral – hablar y escribir para radio y televisión, Paidós PC 2, Barcelona,1995. TSF, Livro de Estilo da TSF Rádio Jornal, s/d, policopiado Teses de doutoramento sobre rádio: http://radioejornalismo.blogspot.pt/2009/07/doutoramentos-sobre-radioportuguesa.html Online A Rádio em Portugal http://ouvidor.blogspot.com/ BlogOuve-se http://ouve-se.blogspot.com/ Eu sou jornalista www.eusou.com/jornalista Rádio e Jornalismo http://www.radioejornalismo.blogspot.pt/ Rádio e Televisão de Portugal www.rtp.pt diferentes*narrativas*jornalísticas,**rotinas*e*técnicas*de*cada*médium.*** * Software* Adobe*Audition* Palavras*Chave* Ciências*Sociais*>*Ciências*da*comunicação*>*Jornalismo* Tipo*de*avaliação* Avaliação*distribuída*com*exame*final* Componentes*de*Avaliação* Designação* Peso*(%)* Exame* 50,00* Participação*presencial* 20,00* Trabalho*escrito* 30,00* Total:* 100,00* Componentes*de*Ocupação* Designação* Tempo*(Horas)* Estudo*autónomo* 0,00* Frequência*das*aulas* 0,00* Trabalho*laboratorial* 0,00* Total:* 0,00* Obtenção*de*frequência* Para*aprovação*da*UC*de*TEJ*I-AV*é*necessária*a*aprovação*com*nota*minima*de* 10*nas*duas*componentes*de*TEJ*I-AV*(Rádio*e*TV).* * Presença*obrigatória*em*75%*das*aulas,*excepto*nos*casos*previstos*na*lei*geral* e*nos*regulamentos*da*FLUP.* * RÁDIO* A*avaliação*é*distribuída*com*exame*final,*ou*seja,*a*aprovação*resulta*de*duas* componentes*de*avaliação:*a*avaliação*contínua*que*inclui*um*trabalho*teórico* obrigatório*e*trabalhos*práticos*(50%)*e*a*realização*do*exame*final*(50%).*** A*aprovação*em*Rádio*implica*a*nota*minima*de*10*em*cada*uma*das*formas*de* avaliação.* A*avaliação*contínua*inclui*alguns*trabalhos*obrigatórios*que*serão*indicados*no* inicio*do*semestre.*A*não*realização*destes*trabalhos*obrigatórios*implica*a* reprovação*na*componente*da*avaliação*contínua*e*remete*os*estudantes*para*a* época*de*recurso.* A*reprovação*a*uma*das*duas*componentes*de*avaliação*por*falta*de*aprovação* ou*por*faltas,*remete*para*a*época*de*recurso.* Esta*fórmula*de*avaliação*aplica-se*a*todos*os*estudantes,*incluindo*os* estudantes*com*estatutos*especiais*ou*trabalhadores*estudantes.* * TV* A*avaliação*é*composta*por*Exame*final*100%* Fórmula*de*cálculo*da*classificação*final* Avaliação*contínua*(50%)*e*teste*(50%)* Provas*e*trabalhos*especiais* * Em*Rádio*os*trabalhos*da*avaliação*contínua*não*são*sujeitos*a*melhoria*de*nota* ou*entrega*posterior*à*data*definida*pelo*docente.** A*melhoria*de*nota*apenas*é*feita*em*Exame*de*Recurso.** Os*trabalhos*da*avaliação*contínua*são*válidos*para*o*ano*lectivo*corrente.** * A*não*participação,*nos*casos*previstos,*em*75%*das*aulas*requer*discussão*oral* dos*elementos*de*avaliação*apresentados.*Em*cada*caso*específico*a*avaliação* deve*ser*estabelecida*no*início*do*semestre.* * ** Avaliação*especial*(TE,*DA,*...)* Como*previsto*no*Regulamento*de*Avaliação*da*FLUP.* Melhoria*de*classificação* Como*previsto*no*Regulamento*de*Avaliação*da*FLUP.* Observações* Os*alunos*abrangidos*pelo*artigo*16º*do*Regulamento*de*Avaliação*da*FLUP* podem*optar*por*avaliação*contínua,*cumprindo*o*exigido*para*a*avaliação* distribuída*sem*exame*final,*ou*por*exame*final.* Universidade*Porto* * Técnicas*de*Expressão*Jornalística*II-*Audiovisual* * Ocorrência:*2016/2017*-*2S* * Ativa?* Sim* Unidade*Responsável:* Departamento*de*Ciências*da*Comunicação*e*da*Informação* Curso/CE*Responsável:* Licenciatura*em*Ciências*da*Comunicação:*Jornalismo,*Assessoria,*Multimédia* Ciclos*de*Estudo/Cursos* Sigla* Nº*de* Estudantes* Plano*de*Estudos* Anos* Curriculares* Créditos* UCN* Créditos* ECTS* Horas*de* Contacto* Horas* Totais* CC* 89* Plano*Oficial*a*partir*do*ano*letivo* 2014/2015* 2* -* 6* 46*162* Docência*-*Responsabilidades* Docente* Responsabilidade* Ana*Isabel*Crispim*Mendes*Reis* Regente* Docência*-*Horas* Teorico-Prática:* 3,00* Orientação*Tutorial:* 0,50* Tipo* Docente* Turmas* Horas* Teorico-Prática* Totais* 5* 15,00* Ana*Isabel*Crispim*Mendes*Reis* * 7,50* Sandra*Maria*da*Costa*Sá*Couto*Maio*Gomes* * 7,50* Orientação*Tutorial* Totais* 5* 2,50* Ana*Isabel*Crispim*Mendes*Reis* * 1,25* Sandra*Maria*da*Costa*Sá*Couto*Maio*Gomes* * 1,25* * Língua*de*trabalho* Português* Objetivos* Pretende-se*fornecer*ao*estudante*ma*perspectiva*aprofundada*sobre*as*rotinas* de*produção,*a*linguagem,*e*os*critérios*jornalísticos*inerentes*aos*meios*Rádio*e* Televisão*e*da*forma*como*se*podem*articular.*O*estudante*deve*saber* sistematizar*e*aprofundar*o*domínio*das*técnicas*de*expressão*específicas*do* jornalismo*radiofónico*e*televisivo*através*da*intensificação*de*exercícios* práticos.** Resultados*de*aprendizagem*e*competências* Os*objetivos*de*aprendizagem*serão*atingidos*se,*no*final*da*lecionação*da* unidade*curricular,*os*discentes*se*mostrarem*aptos*a*desenvolver*as*seguintes* competências:*1)*Conhecer*os*aspectos*relacionados*com*o*enquadramento* teórico*da*especificidade*das*linguagens*radiofónica*e*televisiva*2)*Conhecer*e* dominar*as*técnicas*de*expressão*3)*Utilizar*o*domínio*das*técnicas*para* concretizar*trabalhos*práticos*em*rádio*e*televisão* Modo*de*trabalho* Presencial* Pré-requisitos*(conhecimentos*prévios)*e*co-requisitos*(conhecimentos* simultâneos)* Capacidades*sensorial*visual,*auditiva,*oral*e*motora* Programa* Rádio* Docente:*Isabel*Reis* * 1.*O*Som* 1.1.*Características*e*funções* 1.2.*As*imagens*acústicas:*componentes*da*linguagem*radiofónica* 1.3.*O*sistema*semiótico*radiofónico* 1.4.*O*som*no*jornalismo*radiofónico:*funções*e*recursos* * 2.*Captação*e*equipamentos*de*montagem*e*difusão:*nível*II* 2.1.*Recursos*e*possibilidades*do*programa*de*edição*de*som*na*elaboração*de* peças*sonorizadas* 2.2.*A*gravação*e*a*recolha*de*sons*ambiente* 2.3.*Qualidade*e*fidelidade:*cuidados*éticos,*respeito*pelo*conteúdo,*técnicas*de* edição* 2.4.*Técnicas*de*produção* 3.*O*Registo*Sonoro*(RS)* 3.1.*Características*e*função*do*RS* 3.2.*A*edição*do*RS* 3.3.*Edição*de*sons*em*língua*estrangeira* 4.*A*notícia*com*Registo*Sonoro*(RS)* 4.1.*A*estrutura*da*notícia*com*RS* 4.2.*Regras*de*redacção*da*notícia*com*Registo(s)*Sonoro(s)* 4.3.*O*som*como*critério*noticioso:*a*selecção*do*RS*nas*notícias*de*actualidade* 4.4.*A*Planificação*sonora*de*notícias,*noticiários*e*temas*de*reportagem* * Televisão* Docente:*Sandra*Sá*Couto* * 1.*A*mensagem*mediatizada.* 1.1.*O*texto*em*TV* 1.2.*Recapitulação*da*notícia*com*imagem* 2.*As*imagens*recebidas* 2.1.*Permutas,*arquivo,*agências* 2.2.*Como*se*constroem*as*peças* 2.3.*A*construção*de*um*texto*para*uma*peça*a*partir*de*imagens*de*uma*agência* internacional* * 3.*A*reportagem*televisiva* 3.1.*As*dimensões*da*reportagem* 3.2.*Tipos*de*reportagem* 3.3.*Preparação*da*reportagem* 3.4.*Visionamento*e*análise*de*reportagens*de*várias*estações*televisivas* * 4.*O*discurso*icónico*e*não*icónico:*o*vivo*e*o*directo* 5.*O*papel*do*pivot* 5.1*Escrita*e*gravação*de*pivots* 5.2.*Trabalho*final* ** ** Bibliografia*Obrigatória* Bordieu,*Pierre;*Sobre*a*Televisão,*Celta*editores,*1997* Crisel,*Andrew*;*Understanding*Radio,*Routledge,*1994* Ganz,*Pierre;*A*reportagem*em*Rádio*e*televisão,*Editorial*Inquérito,*1995* Meditsch,*Eduardo*;*A*Rádio*na*era*da*Informação,*Minerva,*1999* Paternostro,*Vera*Íris;*O*texto*na*TV:*Manual*de*Telejornalismo,*Campus,*1999* Pérez,*Arturo*Merayo*;*Para*entender*la*radio*–*Estructura*del*proceso* informativo*radiofónico,*Publicaciones*Uiversidad*Pontificia*de*Salamanca,*1992* Balsebre,*Armand*;*El*Linguaje*Radiofónico,*Cátedra,*1996* Métodos*de*ensino*e*atividades*de*aprendizagem* Enquadramento*teórico*e*realização*de*exercícios*práticos.* Software* Adobe*Audition* Palavras*Chave* Ciências*Sociais*>*Ciências*da*comunicação*>*Jornalismo* Tipo*de*avaliação* Avaliação*distribuída*com*exame*final* Componentes*de*Avaliação* Designação* Peso*(%)* Exame* 50,00* Trabalho*de*campo* 50,00* Total:* 100,00* Obtenção*de*frequência* Para*aprovação*da*UC*é*necessária*a*aprovação*com*nota*minima*de*10*nas*duas* componentes*de*TEJ*II-AV*(Rádio*e*TV).* * Presença*obrigatória*em*75%*das*aulas,*excepto*nos*casos*previstos*na*lei*geral* e*nos*regulamentos*da*FLUP.** * A*avaliação*da*UC,*em*Rádio*e*TV,*é*distribuída*com*exame*final,*ou*seja,*a* aprovação*resulta*de*duas*componentes*de*avaliação:*trabalhos*práticos*(50%)*e* exame*final*(50%).*É*necessária*a*nota*minima*de*10*em*cada*uma*das*formas*de* avaliação*quer*em*Rádio*quer*em*TV.* * A*avaliação*contínua*inclui*trabalhos*práticos*(no*inicio*do*semestre*o*docente* indica*quais*os*que*são*de*entrega*obrigatória,*ou*seja,*a*não*realização*implica*a* reprovação*na*componente*de*avaliação*contínua)*que*correspondem*a*50%*da* nota*final,*o*exame*final*corresponde*aos*restantes*50%.** A*não*aprovação*numa*destas*componentes*ou*a*reprovação*por*faltas*remete*o* estudante*para*a*época*de*recurso.* Esta*fórmula*de*avaliação*aplica-se*a*todos*os*estudantes,*incluindo*os* estudantes*com*estatutos*especiais*ou*trabalhadores*estudantes.* Fórmula*de*cálculo*da*classificação*final* Avaliação*contínua*(50%)*e*final*(50%)* Provas*e*trabalhos*especiais* A*não*participação,*nos*casos*previstos,*em*75%*das*aulas*requer*discussão*oral* dos*elementos*de*avaliação*apresentados.*Em*cada*caso*específico*a*avaliação* deve*ser*estabelecida*no*início*do*semestre*com*os*respectivos*docentes.* Avaliação*especial*(TE,*DA,*...)* Como*previsto*no*Regulamento*de*Avaliação*da*FLUP.* Melhoria*de*classificação* Em*Rádio*os*trabalhos*da*avaliação*contínua*não*são*sujeitos*a*melhoria*de*nota* ou*entrega*posterior*à*data*definida*pelo*docente.** A*melhoria*de*nota*apenas*é*feita*em*Exame*de*Recurso.** Os*trabalhos*da*avaliação*contínua*são*válidos*para*o*ano*lectivo*corrente.** * Universidade*Lusófona*Porto* * Técnicas*de*Expressão*Radiofónica* Curso& Ciências*da*Comunicação*(ULP)* Grau|Semestres|ECTS& Licenciatura*|*Semestral*|*6* Ano&|&Tipo&de&unidade&curricular&|&Língua& 3*|Obrigatório*|Português* Total&de&horas&de&Trabalho&|&Tempo&de&Contacto&(horas)& 159,7*|*60* Código& ULP451-7042* Disciplinas&complementares&recomendadas& Não*aplicável* Modalidade&de&Ensino& Face-a-face* Precedências& Não* Estágio&profissional& Não* Conteúdos&Programáticos& A*História*da*Rádio:*dos*primórdios*à*atualidadeA*Rádio*em*PortugalO*fenómeno*das*rádios* livresA*Rádio*face*aos*restantes*mediaEspecificidades*do*meioCaraterísticas*da* comunicação*radiofónicaEstética*da*linguagem*radiofónica:*a*oralidade*e*a*escritaEstrutura* da*comunicação*radiofónicaO*rigor*do*textoA*enunciação*do*textoTécnicas*de*construção*do* texto*jornalístico*e*não*jornalísticoRecursos*linguísticos*e*para*linguísticosO*ruídoO* silêncioA*rádio*na*internet:*novos*desafios*e*o*fim*do*efémero.* Objetivos& Conhecer*a*história*da*rádio*e*perceber*as*suas*caraterísticas*e*especificidades.Aprender*a* linguagem*da*rádio:*jornalismo*e*entretenimento.O*fim*do*efémero:*os*novos*desafios*e* oportunidades*fornecidas*pela*internet.* Conhecimentos,&capacidades&e&competências&a&adquirir& Esta*unidade*curricular*pretende*introduzir*os*alunos*no*mundo*da*rádio*fornecendo-lhes*as* ferramentas*necessárias*para*poderem*expressar-se*num*estilo*jornalístico*ou*de* animação.Ganharão*também*competências*técnicas*para*editar*sons.No*final,*saberão*como* produzir*podcasts*e*colocar*programas*na*internet.* Metodologias&de&ensino&e&avaliação& Esta*é*uma*unidade*essencialmente*laboratorial*pelo*que*o*professor*apresenta*os*tópicos*da* matéria*em*sessões*teóricas*seguidas*de*trabalhos*práticos*para*aplicação*da*matéria*lecionada.* Uma*parte*do*trabalho*é*feita*durante*as*aulas*e*outra*fora*do*contexto*da*sala*de* aula.Avaliação*contínua*distribuída*da*seguinte*forma:Trabalho*individual*I*(25%)Trabalho* individual*II*(25%)Trabalho*final*-*individual*ou*em*grupo*de*2*(50%)Exames*:Não*há* exame*de*época*normal.Os*exames*de*recurso*e*especial*requerem*a*realização*obrigatória*de* trabalho*práticopreparatório*(combinado*previamente*com*o*docente)*a*ser*usado*durante*a* provapresencial.* Bibliografia&principal& Albert,*P.,*Tudesq,*A.*J.*(1981).*História*da*Rádio*e*Televisão.*Lisboa:*Ed.*NotíciasArnheim,* Rudolph*(1980).*Estética*Radiofónica.*Barcelona:*Gustavo*GiliGanz,*Pierre*(1995).*A* Reportagem*em*Rádio*e*Televisão.*Mem*Martins:*Editorial*InquéritoHerreros,*Mariano*Cebrián* (1995).*Información*Radiofónica.*Mediación*Técnica,*Tratamiento*yProgramación.*Madrid:* Editorial*SintesisHerreros,*Mariano*Cebrián*(2001).*La*Radio*en*la*Convergencia*Multimedia.* Barcelona:*Ed.*GedisaMeditsch,*Eduardo*(1999).*A*Rádio*na*Era*da*Informação.*Coimbra:* Minerva.Meneses,*João*Paulo*(2003).*Tudo*o*que*se*passa*na*TSF.*Porto:*Jornal*de*Notícias* * 62 Email de contacto: ensinodojornalismonara[email protected] Canal Youtube: Jornalismo Radiofónico no Ensino Superior Portugal