Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental)
Full text
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trásos-Montes Ocidental) Rui Jorge e Pinho da Silva Ramos Doutoramento em Geociências/ Especialidade em Petrologia e Geoquímica DGAOT - Faculdade de Ciências da Universidade do Porto / DG - Universidade de Aveiro 2012 Orientador Maria dos Anjos Ribeiro, Professor Associado, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto Coorientador Iuliu Bobos, Professor Associado, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
v Agradecimentos Esta tese de doutoramento foi possível graças aos esforços e conselhos da Professora Maria dos Anjos, que me motivou a dar mais e melhor. Mais do que uma mera orientadora, revelou-se uma verdadeira mentora e grande amiga. O meu muito obrigado. Também quero expressar o meu especial agradecimento ao meu co-orientador, Professor Julius Bobos que sempre acreditou que seria capaz e se mostrou disponível para me ajudar ao longo deste trabalho. Agradeço ainda ao Professor Fernando Noronha e à Professora Deolinda Flores por todo o seu apoio, conselhos e amizade. Agradeço também a todo o pessoal do Departamento de Geologia, actualmente Departamento de Geociências, Ambiente e Ordenamento do Território: docentes, funcionários e colegas de doutoramento, pelo ambiente de camaradagem e companheirismo. Agradeço ainda toda a colaboração e amizade da Engenheira Fernanda Guimarães do LNEG e do Dr. Farinha Ramos. Um obrigado muito especial à minha família e amigos por toda a ajuda, apoio, compreensão e motivação que me deram nos momentos certos. A todos, muito obrigado.
vi
vii Resumo Neste trabalho compararam-se unidades litoestratigráficas consideradas em estudos anteriores, pertencentes ao Domínio Parautóctone Inferior/Domínio Estrutural de Três Minas (DPI/DETM) e ao Domínio Parautóctone Superior/Domínio Estrutural de Carrazedo (DPS/DEC), correlaccionáveis do ponto de vista litoestratigráfico e litogeoquímico mas sujeitas a condições metamórficas distintas com o objectivo de determinar até que ponto a evolução metamórfica foi condicionada por controlos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos. As unidades estudadas localizam-se em sectores separados pela falha Régua-Verin, aos quais se atribuiu a designação de áreas de estudo A1 - Montalegre-Boticas, A2 - Ribeira de Pena – Cabeceiras de Basto e A3 - Vila Pouca de Aguiar. Seleccionaram-se litologias quartzo-feldspáticas, quartzofilíticas e filíticas que foram submetidas a estudos petrográficos, mineralógicos e litogeoquímicos que exposeram a existência de uma estreita relação entre a proximidade de corpos ígneos e filonianos de natureza aplito-pegmatítica e quartzosa com as anisotropias pré-existentes nas rochas encaixantes e o metamorfismo que actuou sobre elas. Definiram-se quatro zonas metamórficas nas áreas em estudo: zona da silimanite (observada nas três áreas em auréolas de metamorfismo de contacto associados aos granitos de Chaves, de Vila Pouca de Aguiar e de Gralheira), com maior expressão nas litologias da área A1- Montalegre-Boticas, na área de influência do granito de Chaves e das suas apófises intruídas nos metassedimentos; zona da andaluzite (afecta os metassedimentos mais aluminosos que estão em contacto com zonas de cisalhamento e filões aplito-pegmatítos); zona da biotite (zona de mais baixo grau metamórfico para as litologias do bloco ocidental da Falha Régua-Verin e também para as litologias do Domínio Parautóctone Superior do bloco oriental, enquanto que nas unidades de Domínio Parautóctone Inferior do bloco oriental, a zona da biotite está associada a zonas de cisalhamento) e zona da clorite (zona de mais baixo grau metamórfico para as litologias do Domínio Parautóctone Inferior do bloco oriental da Falha Régua-Verin). Os estudos petrográficos e mineralógicos revelaram condições metamórficas de baixa pressão características de níveis estruturais pouco profundos afectadas localmente pela instalação de granitos e consequente circulação de fluidos quentes que terão
viii provocado pontualmente o aumento da temperatura e, por conseguinte, o aumento do grau metamórfico. Este aumento verificou-se nas proximidades e ao longo dos canais de circulação dos fluidos quentes. Assim, as zonas metamórficas definidas são relativamente estreitas e paralelas às anisotropias que lhe serviram de canal. Os dados litogeoquímicos indicam a ocorrência de algumas variações do quimismo quando comparando litologias semelhantes sujeitas a condições metamórficas, contudo, o controlo litológico assume o papel principal da definição da composição química das amostras. Palavras chave: Blastese, microestrutura, metamorfismo bucaniano, circulação de fluidos.
ix Abstract In this study we compared correlated previously studied lithostratigraphic units belonging to the lower and upper Parautochthones but subject to different metamorphic conditions, in order to determine to what extent the metamorphic evolution was constrained by tectono-stratigraphy and lithogeochemistry. The studied units are located in areas separated by the Régua-Verin fault: area A1 - Montalegre-Boticas, area A2 - Ribeira de Pena-Cabeceiras de Basto and area A3 – Vila Pouca de Aguiar). Quartz-feldspathic, quartzphyllitic and phyllitic lithologies were the target of petrographic, mineralogical and lithogeochemical studies and revealed a close spacial relationship between the observed metamorphic events and igneous bodies, aplitepegmatites and quartz veins and pre-existing anisotropies in rocks. Four metamorphic zones have been defined in the studied areas: sillimanite zone (although it occurs in the three areas associated to the granites of Chaves, Vila Pouca de Aguiar and Gralheira metamorphic contact aureoles, this zone is mainly represented in A1- Montalegre-Boticas, under the influence of the Chaves granite and its apophyses); andalusite zone (affects aluminous rich metasediments in close contact with shear zones, aplite-pegmatite and quartz veins); the biotite zone (lowest metamorphic zone of the Régua-Verin fault western block and also of the upper Parautochthone eastern’s bloc. Furthermore, the biotite zone of the lower Parautochthone eastern’s bloc units, is not the lowest metamorphic grade and is associated with shear zones) and finally, the chlorite zone (the lowest metamorphic grade observed only in the lower Parautochthones eastern’s bloc units). The petrographic and mineralogical studies put in evidence low pressure metamorphic conditions characteristic of shallower structural levels affected locally by the installation of granite and the consequent movement of hot fluids that have caused occasionally increasement of temperature and consequent increasement of the metamorphic isograds. This increase was observed nearby and along the anisotropies where hot
x fluids were channeled. Thus, the defined metamorphic zones are relatively narrow and parallel to the anisotropies which served as a fluid channel. Lithogeochemical data indicate the occurrence of some chemical variations for similar lithology affected by different metamorphic conditions. However, lithological control assumes the prime role defining the chemical composition of the samples. Petrographic, mineralogical and litogeochemical studies point out to a close relationship between metamorphism, igneous bodies, aplito-pegmatite and quartz veins with previous anisotropies in the metamorphic rocks host. Key words: Blastesis, microstructure, Buchan metamorphism, fluid flow
xi ÍNDICE Agradecimentos Resumo Abstract Índice Lista de tabelas Lista de conteúdos do CD-ROM Lista de figuras Lista de abreviaturas Capítulo 1 – Introdução 1.1 Metamorfismo orogénico e fluidos hidrotermais 1.2 Contextualização e fundamentação do programa de trabalho 1.3 Objectivos Capítulo 2 – Contexto Geológico 2.1. Contextualização tectono-estratigráfica 2.2. Deformação polifásica da Orogenia Varisca no NW Ibérico 2.3. Tectono-metamorfismo nas unidades parautóctones 2.4. Aspectos do magmatismo e metassomatismo hidrotermal nas unidades parautóctones Capítulo 3 – Descrição tectono-estratigráfica e litogeoquímica 3.1 Unidades litoestratigráficas 3.2 Caracterização litogeoquímica 3.3 Caracterização estrutural v vii ix xi xiv xiv xv xxv 1 3 5 6 7 9 11 13 14 17 19 25 28
xviii Fig. 3.19a – Mapa de isógradas e de amostragem da Área A1 – Região de Montalegre-Boticas: registaram-se dois tipos de isógradas para a Unidade SPQ. Zona da silimanite-andaluzite junto ao Maciço de Chaves e zona da andaluzite nas proximidades do contacto com a unidade SPX. Na unidade SPX, a zona da andaluzite está associada a estruturas pegmatíticas e veios de quartzo. Observa-se um paralelismo das isógradas com a estrutura S0//Sn. Fig. 3.19b – Mapa de isógradas e de amostragem da Área A2 – Região de Ribeira de Pena-Cabeceiras de Basto: em estudos anteriores toda a área foi considerada como pertencente à zona da andaluzite, porém existe alternância da zona de andaluzite com zona de biotite, paralelamente à estrutura principal S0//Sn. Fig. 3.19c – Mapa de isógradas e de amostragem da Área A3 – Região de Vila Pouca de Aguiar: também existe alternância de zonas metamórficas paralelas à estrutura S0//Sn, em especial nas unidades do Parautóctone inferior, Cu-T e Cu. A unidade Cu-T na extremidade sudoeste do mapa tem um efeito térmico induzido pelo Granito da Gralheira e campo pegmatítico associado. As condições metamórficas atingiram as isógradas da andaluzite-silimanite. Afastado do granito, as condições metamórficas estão na isógrada da clorite e nas proximidades das zonas de cisalhamento que separam as unidades tectono-estratigráficas a isógrada sobe para as condições da biotite. Registam-se condições da zona da biotite nas proximidades dos acidentes tectónicos e localmente atingem-se condições da zona da andaluzite e/ou estaurolite, como acontece na unidade de Cubo em contacto com a unidade de Rancho. As unidades do Parautóctone inferior registam as isógradas metamórficas mais baixas: zona da clorite, enquanto as condições metamórficas mais baixas para as unidades do Parautóctone superior, encontram-se na isógrada da biotite. Falta referir a auréola de metamorfismo de contacto causada pelo Granito pós-tectónico de Vila Pouca de Aguiar responsável por isógradas da andaluzite em todas as litologias que contacta. Fig. 3.20 – Área A1 – Região de Montalegre Boticas (605 875; 4622 500) – Unidade SPX – Micaxisto andaluzítico atravessado por veios de quartzo paralelos a Sn. Sn crenulado por Dn+1 e andaluzites sincinemáticas com Si//Se=Sn. Fig. 3.21 – Área A2 – Região de Ribeira de Pena- Cabeceira de Basto (600 475; 4605 175) – Unidade Sb, Alto das Fragas, Xisto “andaluzítico” com blastese de porfiroblastos sem orientação preferencial, no encosto de uma zona de cisalhamneto marcada por veios de quartzo bastante deformados. Fig. 3.22 – Representação esquemática da estruturação imposta pelas três fases de deformação varisca no bloco ocidental da Falha Régua-Verin e a sua relação com a instalação dos corpos filonianos, intrusões ígneas e blastese de porfiroblastos. Fig. 4.1 – Esboço de partição de deformação, gerando bandado metamórfico crenulado, mostrando domínios M, ricos em micas e anostomosados e domínios Q, ricos em quartzo (modificado de Bell e Rubenach, 1986 e Vernon, 2004), ilustrativo da generalidade da estrutura (e micro-estrutura) das litologias em estudo. Fig. 4.2 - Estádios de desenvolvimento da clivagem de crenulação com o aumento da deformação (eixo vertical) e temperatura (eixo horizontal). Desenvolvimento sob condições de baixas temperaturas (a) e de altas temperaturas (b) (adaptado de Passchier & Trouw, 1996). Fig. 4.3- A – Amostra CHV13: domínio M constituído moscovite I e biotite; B – Na mesma amostra: biotite e moscovite I, quartzo e andaluzite I. (N// em ambas as fotos; barra vermelha corresponde a 200 µm). Fig. 4.4 – A – Amostra CHV12: Moscovite II englobando silimanite fibrolítica. (NX); B – A mesma foto em (N//) observada com nicóis paralelos. Na parte superior das fotos observa-se a passagem a domínio Q, com biotite de pequena dimensão nos espaços intergranulares do quartzo. (a barra vermelha corresponde a 200 µm). 44 45 46 47 48 48 55 57 61 61
xix Fig. 4.5 – Amostra CHV13 – Andaluzite substituída por moscovite, com bordos simpletíticos com o quartzo (NX). Fig. 4.6 - Amostra CHV12, A – Andaluzite substituída por moscovite II e fibrolite , no bordo de um domínio Q, com biotite em pequenos cristais anédricos; B – Diferença de dimensão e de forma da biotite nos domínios M e Q (ambas as fotos em N//; a barra vermelha corresponde a 200 µm). Fig. 4.7- Amostra CHV 35 – Cloritização da biotite, associada a blastese de moscovite II (N//). Fig. 4.8 - A – Amostra CHV12B - Domínio M com feixes (“folia”) de silimanite fibrolítica associada a moscovite I e a biotite (N//); B – Amostra CHV13 – Subsituição de andaluzite por silimanite fibrolítica (NX) (a barra vermelha corresponde a 200 µm). Fig. 4.9 – Amostra CHV35: Andaluzite substituída por silimanite. A - Ocorrem inclusões de silimanite no interior do quartzo adjacente à andaluzite (L//); B – Pormenor da foto anterior. (NX) (a barra vermelha corresponde a 200 µm). Fig. 4.10 – Amostra CHV12C - A – Granada subédrica, fracturada sem foliação interna associada a biotite e moscovite I (NX); B – Cristal anédrico de granada no contacto de domínios Q e M (N//) (a barra vermelha corresponde a 200 µm). Fig. 4.11– A – Amostra CHV17B – Moscovite II, em grandes placas sem orientação preferencial, anédrica e poicilítica com pequenas inclusões de quartzo; B – Amostra CHV19 – Moscovite II em pequenos cristais lamelares sem orientação preferencial (ambas as fotos em NX; a barra vermelha corresponde a 200 µm). Fig. 4.12 - A – Amostra CHV17B – Andaluzite I, fracturada, com inclusões de opacos e de biotite, óxidos/hidróxidos de ferro nas fracturas e o alongada segundo Sn (N//). B – Amostra CHV19 – Andaluzite I anédrica bastante fracturada com inclusões e associada a biotite sem orientação (NX) (a barra vermelha corresponde a 200 µm). Fig. 4.13 – Amostra CHV17 - Quartzito: A – Clastos policristalinos de quartzo com extinção ondulante, formação de sub-grãos e neogrãos numa matriz mais fina de quartzo heterogranular. B – Palhetas de moscovite dispersas na matriz quartzosa. (ambas em NX) Fig. 4.14 – Amostra CHV17 – Quartzito - A – Clasto de quartzo no seio de uma matriz quartzosa mais fina com preenchimento de óxidos de ferro nos espaços intergranulares. Os eixos dos grãos de quartzo estão orientados segundo Sn; B – Preenchimentos intergranular de óxidos/hidróxidos de ferro. (ambas em N//). Fig. 4.15 – A – Amostra CHV22 – Quartzofilito – Porfiroblasto de andaluzite poicilítica sin-D3 com inclusões internas de quartzo, definindo uma foliação interna paralela à foliação externa (NX); B – Amostra CHV16A – Quartzofilito – porfiroblasto de andaluzite rodeado por biotites com grandes dimensões de carácter tardicinemático. (5x; n//; escala 200 µm). Fig. 4.16 – Amostra CHV16A – Quartzofilito – A – Domínio M com andaluzite, biotite e alguma cordierite B – Cristais de biotite de maior dimensões associados a porfiroblasto de andaluzite II, muito pleocroica e não poicilítica, ao contrário da andaluzite I também visível na imagem (ambas em NX; escala 200 µm). Fig. 4.17– Amostra CHV16 – Quartzofilito – A – Domínio M com moscovites de grandes dimensões sem orientação preferencaial (NX). B – Turmalina em grandes cristais euédricos, e a preencher fracturas na 62 62 63 63 64 65 66 66 67 68 70 70 70
xx estaurolite. Esta apresenta hábito prismático, sem foliações internas, fracturadas não têm orientação preferêncial (N//) (barra vermelha corresponde a 200 µm). Fig. 4.18 – Amostra CHV21 – Xisto Negro: A – Domínio M composto por matéria orgânica (MO), moscovite e biotite que marcam S1/2, ligeiramente crenulada. Algumas palhetas de moscovite sem orientação preferencial sobre a foliação; B – S1/2 marcado por moscovites e biotites crenulado com formação de S3 marcada por matéria orgânica (MO), moscovites e biotite de desenvolvimento incipiente. As biotites de maiores dimensões concentram-se junto a S3 mas mantêm a orientação de S1/2. (ambas em N//; escala 200 µm). Fig. 4.19 – A – Amostra CHV26 – Micaxisto – Domínio M crenulado definido por arcos poligonais de moscovite e biotite. A biotite concentra-se ao longo das charneiras e a moscovite dos flancos. O domínio Q é composto por quartzo com biotite nos seus espaços intersticiais (N//); B – Quartzofilito – S1/2 ligeiramente crenulada marcada por moscovites no domínio M; biotite segundo S1/2, e concentrada no contacto entre os domínios M e Q, onde ocupa os espaços intersticiais dos grãos de quartzo (N//) (em ambas escala = 200 µm). Fig. 4.20 – A – Amostra CHV30 – Micaxisto – Porfiroblasto centimétrico de andaluzite poicilítica com inclusões de quartzo que definem uma foliação interna paralela a S1/2 crenulada por D3 (NX). B – Amostra CHV29 – Micaxisto com quartzo, moscovite e biotite, com textura granolepidoblástica macada por S1/2. A biotite tem caracter mimético sobre a foliação (N//) Fig. 4.21 – A – Amostra CHV25 – Micaxisto – Domínio M em contacto com veio de quartzo com fracturas preenchidas por biotite. Porfiroblastos de biotite contornados por S1/2 com inclusões de palhetas de moscovite e quartzo (N//). B – Amostra CHV24 – Micaxisto – Porfiroblasto de andaluzite com inclusões de grandes placas de biotite (N//). Fig. 4.22 – Amostra CHV31 – Micaxisto. A – Aglomerado de biotite contornado por S1/2. B – Aglomerado de biotite cloritizada com intercrescimentos de palhetas de moscovite (ambas em N//). Fig. 4.23 – A – Amostra CHV25 – Micaxisto – Porfiroblasto de andaluzite poicilítica com foliação interna marcada por inclusões de quartzo paralelos a S1/2 marcada por moscovite. Porfiroblasto de biotite em contacto com a andaluzite (N//)). B – Amostra CHV29 – Micaxisto – Porfiroblasto de andaluzite poicilítica sobre S1/2 dobrada por D3. A foliação interna marcada por inclusões de quartzo está em continuidade com S1/2 (NX). Estão dobrados D3. Desenvolve-se uma andaluzite alongada segundo o plano axial da microdobra. As biotites Fig. 4.24 – A – Micaxisto – Amostra CHV29: Contacto de domínio M com veio de quartzo paralelo a S1/2. Ambos concentram-se no contacto da andaluzite com o domínio M e preenchem fracturas deste porfiroblasto (N//). B – Amostra CHV24 – Micaxisto – Porfiroblasto subédrico de granada sem foliação interna contornada por S1/2 e corroída por quartzo. Fig. 4.25 – A – Amostra CHV32 – Micaxisto; B – Amostra CHV33 – Quartzofilito. Comparando as duas imagens constata-se que os domínios M do micaxisto são mais definidos que os do quartzofilito (ambas em N//). Fig. 4.26 – A – Amostra CHV28 – Quartzofilito – A biotite surge a preencher espaços intersticiais de quartzo nos domínios Q e de moscovite nos domínios M, o que aponta a seu caracter tardi-cinemático relativamente ao bandado; B – Amostra CHV33 – Quartzofilito – Aglomerado de biotite e moscovite de carácter tardio sem orientação preferencial (5x; n//; escala 100 µm). Fig. 4.27 – A – Amostra R62 – Quartzofilito da unidade Sb – bandado metamórfico quartzo-moscovítico, defindo a foliação principal. Biotite que varia de estado incipiente a pequenas placas que ocupam os espaços intersticiais dos quartzos e moscovites. B – Amostra R53 – Quartzofilito listrado da unidade Sc colhido a poucos 71 72 74 74 75 75 75 76 77 79
xxi metros de uma bancada com andaluzite – S3 clivagem de crenulação, sobre Sn. A biotite ocorre no contacto entre os domínios M e Q e nos espaços intersticiais dos quartzos nos microlithons que ainda preservam S1. (ambas N//; escala 100 µm). Fig. 4.28 – Amostra R41B – Xisto negro da unidade Sb – A – Bandado metamórfico constituído por níveis de quartzo e matéria orgânica que definem S1/2/ que, por sua vez, está dobrado por D3. B – Os grãos de quartzo alongam-se segundo os eixos das dobras D3 (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.29 – A – Amostra R57A – filito da unidade Sa – textura marcada pela não orientação das moscovites e das biotites incipiente (N//; escala 100 µm). B – Amostra R61 – quartzofilito listrado da unidade Sa, onde são evidentes arcos poligonais de moscovite sobre S1 da fase D3 (N//; escala 100 µm). Fig. 4.30 – A – Amostra R53 – quartzofilito listrado da unidade Sc, com biotite nos espaços intergranulares do quartzo de um veio ou filonetede (5x; N//; escala 100 µm). B – Amostra R61 – domínio M em quartzofilito listrado da unidade Sa, constituído por moscovite de pequena dimensão, definindo a foliação, e biotite sem orientação preferencial nos espaços intersticiais da moscovite, com maior abundância e dimensão em zonas mais quartzosas. (5x; N//; escala 100 µm). Fig. 4.31– A – Amostra R34 – xisto negro da unidade Sa – clorite sobre S1 orientada segundo o plano axial da crenulação. Si//Se., atestando caracter pos-cinemático (NX; escala 50 µm). B – Amostra R36 – xisto negro da unidade Sa – aglomerado de turmalina sobre plano axial de uma dobra (N//; escala 100 µm). Fig. 4.32 – A – Amostra R57A – filito granatífero da unidade Sa – porfiroblasto de granada euédrica sobre o flanco da microdobra, orientado segundo o plano axial D3. A foliação externa, S1, é marcada por moscovite associada a pequenos cristais de biotite incipiente. B – continuação da foto anterior – extremidade inferior direita do porfiroblasto de granada, contornado pela S1 sub-paralelo com Si (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.33 – Amostra R39 – quartzito da unidade Sa – (N//). A – textura heterogranular com zona micácea (biotite e moscovite). B – clasto de quartzo com extinção ondulante e golfos de corrosão, rodeado por quartzo recristalizado (NX; em ambas escala 100 µm). Fig. 4.34 – A – Amostra R45 – Micaxisto andaluzítico com cordierite da unidade Sc –Bandado metamórfico marcado por quartzo, moscovite e biotite. A biotite desenvolve maiores dimensões em contacto com o quartzo. B – Amostra R37B – Micaxisto andaluzítico granatífero da unidade Sa – S1 crenulada marcada por moscovite e S3 por moscovite, biotite incipiente e opacos. No canto inferior direito da foto observam-se biotites de maiores dimensões tardias, com crescimento de sericite posterior (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.35 – Amostra R37B – Micaxisto andaluzítico granatífero da unidade Sa – A e B – Blastese tardia de biotite e moscovite tardias, sobre moscovite marca S1 crenulada. A andauluzite é poicilítica sobre o eixo de crenulação de Sn (N// e NX; em ambas escala 50 µm). / Fig. 4.36 – A – Amostra R42A – Micaxisto andaluzítico da unidade Sb – Aglomerado de biotite no encosto com o veio de quartzo. A biotite, e a moscovite em longas palhetas associada à biotite, não apresentam orientação preferencial. (5x; N//; escala 100 µm). B – Amostra R43 – Micaxisto andaluzítico da unidade Sb – Alinhamento de cristais de biotites sobre S3, sem orientação preferencial, (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.37 – Amostra R33 – micaxisto andaluzítico com cordierite, da unidade Sa – A – Porfiroblasto de andaluzite, associado a porfiroblasto de cordierite, ambos sobre S1 crenulada por D3. Apresentam uma foliação interna contínua com Si//Se. B – Andaluzite e biotite crescem sobre a charneira e flanco da microdobra com caracter sin a tardi-D3 (ambas em N//; escala 100 µm). 79 80 81 82 82 83 84 84 85 85
xxii Fig. 4.38 – A – Amostra R37B – Micaxisto andaluzítico com granada, com andaluzite porfiroblástica associada a biotite, adjacentes a um veio de quartzo. B – Amostra R50 – Micaxisto andaluzítico com cordierite pinitizada, associadas a biotite de dimensões variadas (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.39 – A – Amostra R35 – quartzofilito andaluzítico granatífero da unidade Sa, com porfiroblasto de granada associado a zona biotítica. B – Pormenor da foto anterior: biotite sem orientação preferencial, definindo um alinhamento paralelo S1, marcada por moscovite, (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.40 – A – Amostra R58 – Micaxisto andaluzítico granatífero da unidade Sa – Granada pós-S1//2, sin a tardi- D3, com Si//Se marcada por quartzo e opacos, junto a um veio de quartzo. B – Amostra R37B – Micaxisto andaluzítico com granada unidade Sa – Granada euédrica no seio de uma matriz micácea com biotite e palhetas de moscovite sem orientação preferencial (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.41 – A – Amostra R43 – Micaxisto andaluzítico com granada da unidade Sc, com clotite sobre biotite. B – Amostra R50 – Micaxisto andaluzítico com cordierite e estaurolite da unidade Sc, com clorite, biotite e moscovite sem orientação, sobre porfiroblasto de cordierite totalmente alterado (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.42 – A – Amostra R52 – Micaxisto andaluzítico, com mineral opaco associado a aglomerado de biotite não orientada. B – Amostra R50 – Micaxisto andaluzítico com cordierite e estaurolite, esta subédrica, tardia e associada à biotite, junto a veio de quartzo. (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.43 – A – Amostra 132 – Quartzito da unidade Cb, com clastos policristalinos de quartzo, alguns com golfos de corrosão e extinção ondulante, envoltos por matriz granoblástica, com S1 anastomosada definida por moscovite, clorite e opacos. O zircão é um acessório frequente (NX). B – Amostra 167 – Quartzito da unidade Cu – S1//2 definido por quartzo e opacos. O zircão também é um acessório frequente (N//). Fig. 4.44 - A – Amostra MA149 – filito da unidade Cu, com S1 crenulado e anastomosado marcado por microlithons de composição essencialmente quartzosa. B – Amostra MA 187 – filito da unidade Cu-T, com bandado metamórfico dobrado e anastomosado com desenvolvimento de S3, no estádio 2-3. A clorite cresce sobre as foliações sem orientação preferencial, embora ocorra alguma orientada segundo S3 (ambas N//; escala 100 µm). Fig. 4.45 - A – Amostra R27 – xisto negro da unidade Cu, com porfiroblastos de clorite e moscovite de grandes dimensões no encosto de um veio de quartzo, paralelo ao bandado metamórfico. B – Amostra MA149 – filito da unidade Cu, com porfiroblasto de clorite poicilítica com Si = S1, perpendicular a Se=S3 (ambas N//; escala 100 µm). Fig. 4.46 - Amostra MA 117 – filito da unidade Cu, com veio de quartzo com pirite, plagioclase e clorite sem orientação preferencial (A – N//; B – NX; escala 100 µm). Fig. 4.47A – Amostra MA 225 – micaxisto da sub-unidade de Rancho (Ra) – S3 clivagem de crenulação no estádio 3 marcada por opacos, com biotite dispersa e concentrada em aglomerados de cristais sem uma orientação preferencial, confirmando carácter pos-cinemático. B – Amostra MA163 – filito da unidade Cu, com clivagem de crenulação S3, no estádio 4 (ambas N//; escala 100 µm). Fig. 4.48A – Amostra R25 – xisto negro da unidade de Curro (Cu), com clivagem de crenulação S3 marcada por matéria orgânica e biotite, definindo microlithons com S1. B – Amostra MA19 – filito da unidade Cu, com fractura paralelo a S1, com preenchimento de óxidos e hidróxidos (em ambas N//; escala 100 µm). 88 88 88 89 89 92 92 94 94 95 96
xxiii Fig. 4.49 - A – Amostra MA150 – filito da unidade de Curro (Cu), com porfiroblasto de biotite com inclusões de quartzo que definem uma foliação interna paralela à foliação externa, onde os microlithons já são evidentes. Matriz envolvente com clivagem de crenulação S3 marcada por palhetas biotite. B – Amostra MA121 – LQF da sub-unidade Alto do Chão (AC), com aglomerados de cristais de biotite sem orientação preferêncial, embora predomine S3, sobre a charneira da microdobra D3 (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.50 - A – Amostra MA67 – filito da sub-unidade Rancho (Ra), com veio de quartzo dobrado paralelo a S1 com aglomerados de biotite, definindo arcos poligonais, B – Amostra MA225 – micaxisto da sub-unidade Rancho (Ra), com biotite intercrescida com moscovite na zona adjacente e em cristais dispersos sem orientação preferencial (ambas N//; escala 100 µm). Fig. 4.51 - A – Amostra MA67 – filito da sub-unidade Rancho (Ra), com aglomerado de biotites orientadas preferencialmente segundo S3 com inclusões de moscovite paralelas a S1. B – Amostra MA169 – Filito da unidade Cu-T, com aglomerados de biotites e clorites sem orientação preferencial (ambas N//; escala 100 µm). Fig. 4.52 - A – Amostra MA220A – filito da sub-unidade Rancho (Ra) e B – Amostra MA211 – filito da unidade Cu-T (ambas N//; escala 100 µm) – Dois exemplos de domínios estruturais diferentes: DEC e DETM, respectivamente; em ambas as fotos é evidente a blastese de biotite sobre zonas de charneira D3 e associadas a zonas de fractura, com preenchimento de óxidos. Fig. 4.53 - Amostra MA171 – filito da unidade Cu-T – A – Clorites crescem sobre S1 crenulada, preservam no seu interior inclusões de quartzo paralelas à foliação exterior (NX), B – Quartzo, moscovite e biotite marcam S3 paralela a veio de quartzo.Clorite em porfiroblástica (N//). Fig. 4.54 - Amostra MA160 – filito da unidade Cu próximo do contacto com a unidade de Fragas Negras – A – Porfiroblasto de granada pós-cinemático. B – Granada pós-cinemática em zona adjacente a veio de quartzo com porfiroblastos de clorite e biotite, e microfracturas paralelas a S3, preenchidas por óxidos (N//, escala 100 µm). Fig. 4.55 - A – Amostra 208 – filito da unidade Cu-T (auréola de metamorfismo de contacto do granito da Gralheira), com porfiroblasto de andaluzite, com sericitização nos bordos e nas fracturas, associado a moscovite e biotite sem orientação preferencial, na zona adjacente a um filonete de quartzo. B – Amostra R6 – quartzofilito andaluzítico da unidade Cb, (zona de cizalhamenot ou corredor de deformação), com andaluzite anédrica com Si//Se, (foliação S1/2 crenulada) (ambas NX; escala 100 µm). Fig. 4.56 - A – Amostra MA219 - filito da unidade Cu, (auréola de metamorfismo de contacto do granito de Vila Pouca de Aguiar). A – Porfiroblastos de granadas no seio do veio de quartzo (N//). B – Porfiroblastos de granadas e andaluzite no bordo de um dos veios de quartzo (NX). Fig. 4.57 – Amostra MA136 – quartzofilito da unidade Cb, (zona de cisalhamento ou corredor de deformação. A (N//), B (NX), com andaluzite e estaurolite subédricas. Fig. 4.58 – Amostra MA183 –Micaxisto com andaluzite fibrolítica esporádica, associada a biotite cloritizada. Fig. 5.1 – Esquema representativo de um box plot. Fig. 5.2 A – Box Plot para SiO2 e Al2O3 agrupados por litologias das unidades da área 3 – Região de Vila Pouca de Aguiar. Fig. 5.2 B – Box Plot para Al2O3 e Fe2O3 agrupado por litologias das unidades da área 3 – Região de Vila Pouca de Aguiar. 96 96 97 97 97 98 99 100 100 101 111 113 114
xxiv Fig. 5.3 A –Normalização NIBAS: Área A1 - Montalegre-Boticas, listrados quartzofeldspáticos da zona da biotite e listrados quartzofeldsáticos da zona da silimanite da unidade SPQ; Fig. 5.3 B – Normalização NIBAS: Área A2 – Ribeira de Pena-Cabeceiras de Basto, micaxisto da zona da biotite e micaxistos da zona da andaluzite. Fig. 5.3 C – Normalização NIBAS: Área A3 – Região de Vila Pouca de Aguiar, filitos da zona da clorite e filitos da zona da biotite versus filitos da zona da andaluzite. Fig. 6.1 A – Diagrama AlIV versus AlVI-1, com representação da recta de composição das fengites. Fig. 6.1 A (cont.) – Legenda comum aos restantes diagramas. Fig. 6.1 B – Diagrama Mg versus Fe. Fig. 6.1 C – Diagrama Fe+Mg versus Ti. Fig. 6.1 D – Diagrama representando % de paragonite, versus % de celadonite. Fig. 6.1 E – Diagrama % de paragonite versus Al total. Fig. 6.2 – Diagrama representando % paragonítica versus % celadonítica para amostras selecionadas. Fig. 6.3 A – Diagrama AlVI versus Mg/(Mg+Fe), (Guidotti, 1984). Fig. 6.3 B – Diagrama Ti vs. Mg/(Mg+Fe). Fig. 6.3 C – Diagrama Ti vs. Al. Fig. 6.3 D – Diagrama Mg/(Mg+Fe). Fig. 6.3 E – Diagrama Mg vs Na+K+Ca Fig. 6.3 F – Diagrama AlVI vs AlIV. Fig. 6.4 –Os espectros de DRX das amostras Fig. 6.5 Clivagem de crenulação no estádio evolutivo 3. Foliações S1 e S3 partilham protagonismo e são marcadas por moscovite. Fig. 6.6. Pacote de moscovite orientado segundo S1 e crenulado por D3. Fig. 6.7. Pacote de moscovite hidratada. Fig. 6.8 Pacote de Bt crenulado por D3. 116 116 117 129 129 130 130 131 131 132 134 135 135 136 136 137 138 139 139 139 139
xxv Lista de abreviaturas Nomenclaturas dos terrenos alóctones, parautóctones e autóctones CAS Complexo Alóctone Superior CO Complexo Ofiolítico CAI Complexo Alóctone Inferior CMP Complexo de Mantos Parautóctones MTMT “Main Trás-os-Montes Thrust” FRV Falha Régua Verín ZGTM Zona Galiza Trás-os-Montes ZCI Zona Centro Ibérica VPA Vila Pouca de Aguiar DPI/DETM Domínio do Parautóctone Inferior/Domínio Estrutural de Três Minas DPS/DEC Domínio do Parautóctone Superior/Domínio Estrutural de Carrazedo Nomenclaturas das unidades estudadas SPQ Formação de Quartzitos Superiores SPX Formação Pelito-Grauváquica Cu-T Curros-Tinhela Cu Curros FN Fragas Negras VE Vale de Égua Ra Rancho AC Alto da Cheira SE Sta. Ma. de Émeres
xxvi Nomenclaturas das litologias estudadas LQF sil SPQ Listrado quartzofeldspático - Zona da silimanite - Unidade SPQ LQF bt SPQ Listrado quartzofeldspático - Zona da biotite - Unidade SPQ Qz SPQ Quartzito - Unidade SPQ Mx bt tur SPQ Micaxisto - Zona da biotite com vestígios de turmalina - Unidade SPQ XN gr SPQ Xisto Negro - Zona da granada - Unidade SPQ Qzfilito and SPQ Quartzofilito - Zona da andaluzite - Unidade SPQ Mx and gr SPX Micaxisto - Zona da andaluzite com Granada - Unidade SPX Mx And SPX Micaxisto - Zona da andaluzite - Unidade SPX Qzfilito bt SPX Quartzofilito - Zona da andaluzite - Unidade SPQ Mx bt turm Sa Micaxisto - Zona biotite com vestígios de turmalina - Unidade Sa Mx and Sa Micaxisto - Zona andaluzite - Unidade Sa Mx and gr Sa Micaxisto - Zona andaluzite com granada - Unidade Sa Mx and crd tur Sa Micaxisto - Zona andaluzite com cordierite e vestígios de turmalina - Unidade Sa Mx and st crd Sa Micaxisto - Zona andaluzite com cordierite e estaurolite - Unidade Sa Mx and st crd gr Sa Micaxisto - Zona andaluzite com cordierite, estaurolite e granada - Unidade Sa Mx and st gr Sa Micaxisto - Zona andaluzite com estaurolite e granada - Unidade Sa XN Bt Sa Xisto negro - Zona da Biotite - Unidade Sa XC Bt Sa Xisto cinzento Zona da Biotite Unidade Sa XC And Sa Xisto cinzento - Zona da Andaluzite - Unidade Sa Filito Sa Filito - Zona da biotite - Unidade Sa Filito gr Sa Filito - Zona da biotite com granada - Unidade Sa Qzfilitos and gr crd Sa Quartzofilito - Zona da andaluzite com granada e cordierite - Unidade Sa Mx and gr tur Sb Micaxisto - Zona da andaluzite com granada e vestígios de turmalina - Unidade Sb Mx gr Sb Micaxisto - Zona da biotite com granada - Unidade Sb Mx and crd Sc Micaxisto - Zona da andaluzite com cordierite - Unidade Sc Mx and Sc Micaxisto - Zona da andaluzite - Unidade Sc Mx turm Sc Micaxisto - Zona da biotite com vestígios de turmalina - Unidade Sc Turm Sc Turmalinito - Zona da Andaluzite - Unidade Sc Filitos cl Pi Cu Filito - Zona da clorite - Unidade Cu
xxvii Filitos cl tur Cu Filito - Zona da clorite com vestígios de turmalina - Unidade Cu Filito cl Ox Fe Cu Filito - Zona da clorite com óxidos de ferro - Unidade Cu Filitos bt Cu Filito - Zona da biotite - Unidade Cu Filitos bt tur Cu Filito - Zona da biotite com vestígios de turmalina - Unidade Cu Filitos crd tur Cu Filito - Zona da biotite com cordierite e vestígios de turmalina - Unidade Cu Filitos Bt and tur Cu Filito - Zona da anadaluzite com biotite e vestígios de turmalina - Unidade Cu Filitos gr Cu Filito - Zona da biotite com granada - Unidade Cu Qzfilitos Cl Cu (3 amostra) Quartzofilitos – Zona da clorite - Unidade Cu Qzito Cl Quartzitos - Zona da clorite - Unidade Cu XN bt Cu Xisto negro - Zona da biotite - Unidade Cu XC cl Cu Xisto cinzento - Zona da clorite - Unidade Cu XC bt Cu Xisto cinzento - Zona da biotite - Unidade Cu Filitos cl turm Cu-T Filito - Zona da clorite com vestígios de turmalina - Unidade Cu-T Filitos bt Cu-T Filito - Zona da biotite - Unidade Cu-T Filitos bt turm Cu-T Filito - Zona da biotite com vestígios de turmalina - Unidade Cu-T Filitos bt and tur Cu-T Filito - Zona da andaluzite com biotite e vestígios de turmalina - Unidade Cu-T LQF bt sil Cu-T Listrados quartzofeldspáticos - Zona da silimanite com biotite - Unidade Cu-T LQF bt Cu-T Listrados quartzofeldspáticos - Zona da biotite - Unidade Cu-T Qzfilitos bt and Cu-T Quartzofilitos - Zona da andaluzite com biotite - Unidade Cu-T Filitos bt SE Filitos - Zona da biotite - Unidade SE Qzfilito bt SE Quartzofilitos - Zona da biotite - Unidade SE LQF bt SE Listrados quartzofeldspáticos - Zona da biotite - Unidade SE LQF assoc. c/ CC SE Listrados quartzofeldspáticos associados a rochas calcossilicatadas - Zona da biotite - Unidade SE CC SE Rochas calcosilicatadas - Zona da biotite - Unidade SE Qzitos cl Cb Quartzito - Zona da clorite - Unidade Cb Qzfilitos Bt Cb Quartzofilitos - Zona da biotite - Unidade Cb Qzfilitos And Cb Quartzofilitos - Zona da andaluzite - Unidade Cb Qzfilitos Bt and st tur Cb Quartzofilitos - Zona da andaluzite com biotite, estaurolite e vestígios de turmalina - Unidade Cb Filitos bt turm Ra Filitos - Zona da biotite com vestígios de turmalina - Unidade Ra XN bt Ra Xistos negros - Zona da biotite - Unidade Ra
6 gradientes termo-barométricos locais e regionais e caracterizar em detalhe as suas relações com a deformação (a diferentes escalas). A partição da deformação é um dos mecanismos controladores das reacções metamórficas em muitos sistemas orogénicos (Bell et al., 1991), também já referido nos terrenos variscos do NW Ibérico (Rodriguez et al, 2003). No contexto das unidades parautóctones de ZGTM a deformação varisca está materializada em estruturas de diferente tipologia e cronologia (Noronha et al, 1979), numa sobreposição de escamas imbricadas (Ribeiro et al, 1990), cuja evolução metamórfica regista aquecimento posterior ao empilhamento. Embora o metamorfismo das unidades da ZGTM seja globalmente do tipo baixa-P, alta-T, será importante clarificar os mecanismos responsáveis pela relação entre o tectonometamorfismo e o plutonismo varisco. Havendo unidades com maior e menor grau de afinidade com o autóctone (ou com o alóctono), a sua evolução tectonometamórfica registou necessariamente diferentes condicionantes. 1.3 Objectivos O objectivo global deste trabalho é a avaliação dos condicionamentos estratigráficos, litogeoquímicos e estruturais na evolução metamórfica das diferentes unidades parautóctones em Trás-os-Montes Ocidental, caracterizando a evolução termo-barométrica local e regional e detalhando as suas relações com a deformação, a diferentes escalas e em diferentes contextos litoestratigráficos (litogeoquímicos) e estruturais. Para a persecução dos objectivos referidos, desenvolveram-se as seguintes metodologias: 1- Trabalho de campo, envolvendo cartografia litológica e estrutural detalhada das áreas alvo pré-definidas, e amostragem; 2- Estudos petrográficos e mineralógicos, envolvendo também estudos por difractómetria de RX, microscopia electrónica de transmissão e varrimento (MEV). 3- Estudos geoquímicos: análises complementares, para caracterização geoquímica (elementos maiores e traço) de alguns litótipos; 4- Avaliação do balanço de massa nos processos metamórficos e/ou metassomáticos, por determinação da massa específica de litologias de protólitos equivalentes, mas registando diferentes graus de evolução metamórfica e/ou metassomática.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 7 Capítulo 2 Contexto Geológico
8
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 9 2.1 Contextualização tectono-estratigráfica A área de estudo corresponde a um sector no NW do Maciço Ibérico, em Trásos-Montes Ocidental, abrangendo a Sul parte dos concelhos de Ribeira de Pena e Murça e a Norte parte dos concelhos de Montalegre e Boticas. A parte central da área é morfologicamente marcada pelo vale correspondente à Falha Régua-Verin (FRV). Em termos cartográficos esta área está representada globalmente na Folha 2 da Carta Geológica de Portugal à escala 1:200.000, e cartografadas parcelarmente nas Folhas 6A, 6B, 6C, 6D da Carta Geológica de Portugal à escala 1: 50 000. A área abrange a zona sul da Zona Galiza e Trás-os-Montes (ZGTM) no limite com a Zona Centro-Ibérica (ZCI) (Julivert et al., 1974; Farias et al., 1987; Arenas et al., 1988), onde afloram rochas plutónicas e metamórficas que apresentam estruturação resultante de deformação polifásica varisca e grau de metamorfismo variável. Os terrenos da ZGTM, de carácter parautóctone a alóctone, representam um empilhamento de mantos carreados sobre os terrenos autóctones da ZCI, no decurso das duas primeiras fases de deformação variscas. O grau de deslocação sofrida pelos mantos carreados e o seu maior ou menor grau de afinidade com as unidades autóctones, determina a sua natureza parautóctone ou alóctone. Assim, a ZGTM pode ser dividida em distintas unidades (fig. 2.1) (Rodrigues et al., 2005; Ribeiro, 2006; Catalán, 2009), separadas por acidentes tectónicos e sobrepondo-se de cima para baixo: - Alóctone superior ou Complexo Alóctone Superior (CAS); - Complexo Ofiolítico (CO); - Alóctone inferior ou Complexo Alóctone Inferior (CAI). - Parautóctone ou Complexo de Mantos Parautóctones (CMP). O Parautóctone e o Alóctone inferior estão separados entre si pelo carreamento de base do CAI (Pereira, 2000). O carreamento principal de Trás-os-Montes, “Main Trás-os-Montes Thrust” – MTMT (Ribeiro et al., 1990), corresponde ao limite inferior do Parautóctone e separa a ZGTM da ZCI. Este carreamento é caracterizado por intensa milonitização (Ribeiro, 1998, 2006) e é sobreposto pelas unidades negras do Silúrico, consideradas as unidades da base do Parautóctone, por onde se deu o desprendimento e deslocamento sobre o Autóctone da ZCI (Farias et al., 1987; González et al., 2002; Catalán et al. 2009).
10 Fig. 2.1 – Esboço das unidades alóctones e parautóctones de ZGTM do NW Ibérico com destaque para a área estudada (Rodrigues et al, 2006). A área estudada fica localizada no Parautóctone, também conhecido por Complexo de Mantos Parautóctones (CMP). Dados estruturais (Meireles et al., 1995; Meireles et al., 1999; Pereira et al., 2003; Rodrigues et al., 2005; 2006a; 2006b; 2006c), dados litoestratigráficos (Ribeiro et al., 1995; 1996; 1997; 2000; 2003, Noronha et al. 1998; 2007) e dados geoquímicos (Ribeiro et al., 1993; 1997; 2003) permitiram subdividir o Parautóctone em: - Parautóctone inferior, apresentando um menor grau de deslocamento e maior afinidade com o Autóctone da ZCI. O parautóctone inferior é também designado por Complexo imbricado ou Domínio Parautóctone Inferior (DPI) (Rodrigues et al., 2005). Na região de Vila Pouco de Aguiar (VPA), região integrante da área em estudo, recebeu a designação de Domínio Estrutural de Três Minas (DETM) (Ribeiro, 1998).
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 11 - Parautóctone superior, com maior grau de deslocação e uma maior afinidade com o Alóctone Inferior que se lhe sobrepõe. É igualmente designado por Domínio mantos-dobra ou Domínio Parautóctone Superior (DPS) (Rodrigues et al., 2005). Na região de Vila Pouco de Aguiar (VPA) recebeu a designação de Domínio Estrutural de Carrazedo (DEC) (Ribeiro, 1998). As duas unidades parautóctones, inferior e superior, estão separados entre si pelo Carreamento Palheiros – Vila Flor (CPVF) (Rodrigues et al., 2005), cuja relevância já tinha sido referida com base em critérios litoestratigráficos, litogeoquímicos e estruturais (Ribeiro, 1998; Ribeiro et al, 2003). 2.2. Deformação polifásica da Orogenia Varisca no NW Ibérico A Orogenia Varisca teve início com a colisão continental Laurussia-Gondwana durante o Devónico (Ribeiro et al., 2007) e é caracterizada por um carácter acreccional, relacionado com empilhamento de mantos carreados e consequente encurtamento crustal, e outro mais tardio, relacionado com colapso gravitacional. (Arenas & Catalán, 2003; Catalán et al., 2009). Esta orogenia induziu nos terrenos do NW Ibérico uma deformação polifásica com diferentes características que se expressaram em três fases distintas separadas no tempo: fases D1 e D2 numa sequência cronológica próxima e relacionadas com a colisão/convergência orogénica e a fase D3 de carácter (fig. 2.2.). Na área em estudo, D1 gerou uma foliação de plano axial S1 sub-paralela com S0, acompanhada de exsudação de filonetes de quartzo que lhe são sub-concordantes (Ribeiro, 1998). Esta partição de deformação é controlada pela posição na macroestrutura e pela natureza litológica do material (Rodrigues et al, 2006). Esta fase de deformação é caracterizada por variações de vergência. Em DETM ou Parautóctone inferior, apresenta um plano axial sub-vertical e é responsável pela foliação principal. Em DEC ou Parautóctone superior, a fase de deformação posterior, D2, transpôs quase por completo S1. Contudo, é possível encontrar S1 preservada em alguns microlithons e determinar uma vergência dos seus planos axiais para NE e SE. A fase D2 decorre da fase D1 com relativa proximidade de estilo e de cronologia acentuando a vergência das estruturas D1 para SE, resultando em dobras deitadas de flanco inverso muito curto que podem evoluir para mantos-dobra (Ribeiro, 1998; Rodrigues et al, 2005; Noronha et al., 2006; Rodrigues, 2008). A fase D2 gerou uma
12 clivagem de cisalhamento sub-horizontal S2 que está mais marcada em DEC (Parautóctone superior) e que transpôs a foliação anterior em conjunto com os filonetes de quartzo de exudação que lhe eram sub-concordantes (S2//S1//S0). Em DETM (Parautóctone inferior), a foliação S2 está mais localizada, confinada às proximidades dos carreamentos. Fig. 2.2 - Esquema representativo das características e cronologia das principais fases de deformação varisca, condições de P-T de metamorfismo e cronologia relativa da instalação dos granitos e estruturas quartzosas no NW da Peninsula Ibérica [adaptado de Dias e Ribeiro, 1994; Dória, 1999; Ribeiro et al., 1999]. Nos paleomapas está localizada a vermelho a posição que os terrenos em estudo ocupavam ao longo das diferentes fases do Ciclo Varisco (Adaptado de SCOTESE, 2001). A fase D3 actuou após a estruturação e empilhamentos dos sucessivos mantos constituintes de DETM e DEC. Por conseguinte, esta fase afectou a generalidade dos terrenos, reactivando estruturas precoces, resultando numa reorientação das estruturas prévias, geradas nas fases D1 e D2. Durante a fase D3 ocorreu um dobramento de plano axial sub-vertical N120º e gerou uma clivagem de crenulação S3, localizada e bastante penetrativa, em especial em DETM, e que está preferencialmente associada a zonas de cisalhamento subverticais paralelas a planos
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 13 axiais das dobras. A penetratividade da foliação associada ao dobramento D3 depende essencialmente da tipologia e orientação das anisotropias prévias (Ribeiro, 1998; Rodrigues et al, 2006). Por fim, ocorreu uma fase frágil-dúctil a frágil que afectou toda a região, produzindo os sistemas de falhas N20º a N30ºE, N-S e E-W a ENE-WSW. Estes sistemas, principalmente o N20º a N30ºE e o N-S são percorridos por uma intensa circulação de fluidos que conduziu a uma abundante deposição de quartzo (Ribeiro, et al., 2000). Importa destacar a Falha Régua-Verin (FRV) relacionada cisalhamento semifrágil a frágil tardi a pós-D3 (e. g., Iglesias & Ribeiro; 1981a, b; Pereira et al., 1984), geradas durante o levantamento crustal rápido a moderado ocorrido após o Westefaliano (310-300 Ma) (Lourenço et al., 2002), relacionado com a fase intracontinental varisca (D3). 2.3. Metamorfismo nas unidades parautóctones O metamorfismo registado na área em estudo está relacionado com as diferentes fases da Orogenia Varisca, verificando-se uma relação da deformação com diferentes condições metamórficas. Nas fases acrecionárias D1 e D2 observaram-se condições de metamorfismo de baixa a média pressão (tipo Barroviano), sendo estas fases responsáveis por diferenciação metamórfica mais ou menso intensa, marcada essencialmente por quartzo e moscovite, enquanto que para a fase D3, registaram-se condições de alta temperatura e baixa pressão (tipo Bucaniano ou Abukuma). Este aumento das condições térmicas, associado à instalação de granitos, apaga, de um modo geral, os estádios prévios de recristalização verificados previamente nos regimes báricos mais elevados (Arenas & Catalán, 2003). Esta sobreposição do plutonometamorfismo ao metamorfismo dinamotermal resulta em isógradas paralelas ao alongamento dos maciços graníticos sintectónicos (Ribeiro et al., 2000). As isógradas de metamorfismo regional não só são paralelas aos contactos ígneos, como também o são aos contactos litoestratigráficos (Ribeiro et al., 2000). Na área em estudo, foram determinadas diferentes isógradas de metamorfismo regional para os blocos separados pela Zona de Falha Régua-Verin (FRV) (fig.2.3).
14 O bloco ocidental da falha, compreendendo a região entre Montalegre e Ribeira de Pena, é caracterizado por um numerosos corpos graníticas sin, tardi e póscinemáticos e respectivo cortejo filoniano aplito-pegmatítico e quartzoso. Neste bloco, registaram-se condições metamórficas de mais alto grau, com ocorrência de estaurolite, silimanite fibro-radiada (fibrolite), andaluzite e cordierite, poicilíticas sin, tardi a pós-cinemáticas (Noronha, 1983; Noronha & Ribeiro, 1983; Ribeiro et al., 2000, Ramos, 2003, Martins, 2009). No bloco oriental da FRV, na região de Vila Pouca de Aguiar, a ocorrência de intrusões graníticas e pegmatíticas é bastante menos frequente ou inexistente, sendo a sua influência reduzida a alguns sectores: - imediações do granito sin-tectónico da Gralheira, para as unidades DETM, onde se registam condições na zona da andaluzite, e - auréolas de contacto registado na proximidade dos granitos pós-tectónicos que afectam ambos os Domínios DETM e DEC, onde se registam condições na zona da andaluzite associada a cordierite. Nas unidades DEC, de natureza menos pelíticas, a blastese de contacto é menos evidente. 2.4 Aspectos do magmatismo e metassomatismo hidrotermal nas unidades parautoctones As rochas graníticas aflorantes no Parautóctone são divididas em dois tipos (fig. 2.3): - granitos de duas micas, sintectónicos relativamente à terceira fase (sin-D3) (Ferreira et al., 1987), que ocupam o núcleo de grandes antiformas e associados a zonas de cisalhamento, apresentando um fabric orientado segundo N120º. Exemplos destes granitos são o granito de Serapicos, Gralheira, Valpaços, Lagoa, Chaves e Cabeceiras de Basto, Vila da Ponte. - granitos biotíticos com plagiociase cálcica, com cronologia relativa a D3 bastante variada, compreendendo granitóides sintectónicos, granitóides tarditectónicos e granitóides tardi a pós-tectónicos (Ribeiro et al., 2000). Destaque para os granitos biotíticos sin-tectónicos de Borralha, Montalegre, e os granitos biotíticos pós-tectónicos
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 15 de Vila Pouca de Aguiar e do Gerês. Estes últimos, intruíram acidentes da fase frágil tardia D4, definindo alinhamentos NNW-SSE a NNE-SSW (Ribeiro, 1998). Os filões aplitopegmatitos são mais abundantes no bloco ocidental da FRV, enquanto no bloco oriental estão confinados às imediações dos granitos aflorantes. De modo geral, os filões aplitopegmatitos instalaram-se no interior dos granitos e em estruturas das unidades litoestratigráficas, com direcções dominantes NNW-SSE, N-S a NE-SW e E-W a WNW-ESSE. Podem ainda ser sub-horizontais e sub-concordantes com as estruturas S2, ou então sub-verticais e discordantes com as estruturas S3 (Lima, 2000, Martins 2009). Para além dos filões aplitopegmatitos, ocorrem inúmeros filões de quartzo com espessuras variadas associados a zonas de cisalhamento regional, geradas no decurso da Orogenia Hercínica. No bloco oriental da FRV, estes filões associados a zonas de cisalhamento são caracterizados por deposição de quartzo aurífero e apresentam direcções preferências de NE-SW e ENE-WSW (campo de Jales), WSWENE (Gralheira) e WNW-ESSE (Três-Minas). No bloco ocidental, não existem índices ou mineralizações auríferas. O contacto das estruturas mineralizadas com as rochas graníticas e metassedimentares evidencia metassomatismo intenso, traduzido em faixas estreitas (0.1 - 0.5 m de largura, podendo excepcionalmente atingir 1.2 m) enriquecidas em filossilicatos (micas potássicas e clorite, em particular), sulfuretos (arsenopirite e pirite) e, por vezes, electrum. Ocasionalmente, observa-se uma rede anastomosada de filonetes tardios preenchidos por quartzo ± carbonato ou por quartzo + arsenopirite + pirite ± electrum. A maior ou menor espessura destas faixas de alteração parece estar associada à densidade de fracturação das litologias encaixantes (Neiva et al., 1990; Neiva, 1993; Neiva, 1994). Ainda segundo estes autores, os efeitos da alteração hidrotermal nas rochas metassedimentares podem manifestar-se até cerca de 2m dos veios mineralizados principais e, normalmente, resultam da destruição acentuada da paragénese primária (em particular da biotite, andaluzite e silimanite) e subsequente deposição de quartzo, sericite e clorite. Nas litologias graníticas, estes processos metassomáticos conduzem, geralmente, a uma forte silicificação e sericitização da rocha, localmente complementada por carbonatização mais ou menos acentuada. É, ainda, bastante frequente, uma turmalinização nestas faixas de alteração, sugerindo um
22 pegmatítico que lhe está espacialmente associado. A Unidade Cu, não apresenta intrusões graníticas ou estruturas aplito-pegmatíticas, salvo no sector adjacente ao granito pós-tectónico de Vila Pouca de Aguiar. Este granito contacta a oeste com as três unidades cartografadas no DPI/DETM. O Domínio Parautóctone Superior/Domínio Estrutural de Carrazedo (DPS/DEC) é constituído, da base para o topo, pelas unidades litoestratigráficas de Vale de Égua (VE), de Cubo (Cb) e de Santa Maria de Émeres (SE) (Ribeiro, 1998). A Unidade VE foi correlacionada com a unidade Sb aflorante na Área A2 – Cabeceiras de Basto-Ribeira de Pena. A Unidade Cb foi correlacionada com a Formação de Quartzitos Superiores (SPQ) aflorante na área A1 – Montalegre-Boticas. A Unidade SE foi correlacionada com a Formação Pelito-Grauváquica (SPX) aflorante na área 1 – região Montalegre-Boticas e com a unidade Sa aflorante na área 2 – região Cabeceiras de Basto-Ribeira de Pena. As características litológicas são semelhantes às unidades já descritas para A1 e A2: diminui o número de litologias negras ricas em matéria orgânica, para dar lugar às litologias listradas quartzofeldspáticas (LQF) e calcossilicatadas. As litologias filitosas e quartzofilitosas continuam a marcar o seu predomínio em relação a todas as outras. A Unidade Vale de Égua (VE), unidade inferior de DEC, está dividida em duas sub-unidades: na base, sub-unidade Alto da Cheira (AC) constituída por rochas quartzo-feldspáticas (metavulcanitos ácidos - LQF), filitos e rochas calcossilicatadas; no topo, sub-unidade de Rancho (Ra), constituída por filitos cinzentos, xistos negros e liditos, quartzitos e rochas calcossilicatadas; A Unidade de Cubo (Cb) é a unidade mais quartzosa de composição quartzítica a quartzofilítica com algumas intercalações de filitos. A Unidade de Sta Maria de Émeres (SE) é a unidade superior de DEC e é constituída por listrados quartzo-feldspáticos (LQF), xistos negros, filitos, rochas calcossilicatadas, quartzitos. Os quartzofilitos, listrados quartzo-feldspáticos (LQF) e micaxistos são as litologias mais frequentes nas três áreas, são caracterizadas por estrutura bandada (gnaíssica) gerada por diferenciação mineral, em resposta à
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 23 deformação heterogénea ou partição da deformação, tendo como consequência o desenvolvimento de bandado metamórfico, com domínios de menor tensão (domínios Q, geralmente, quartzosos) e domínios de maior tensão (domínios M, geralmente, micáceos). Esta diferenciação sobrepõe-se a anisotropias prévias, nomeadamente a estratificação e a foliação, que acentuam a partição da deformação. Este bandado metamórfico tende a definir a foliação principal. As unidades tectono-estratigráficas, cartografadas nas três áreas em estudo, foram esquematizadas na figura 3.2. Esta figura resume de forma simplificada o Mapa Geológico que por motivos de espaço, foi remetido para anexo no CD-ROM que acompanha este trabalho (ver Mapa Geológico na pasta Mapas no CD-ROM). Fig. 3.2 – Mapa com as unidades tectono-estratigráficas e maciços graníticos cartografados para as áreas estudadas (adaptado de Ribeiro et al., 1998). Foi usada a mesma cor para as unidades correlacionáveis entre si. Legenda: DPI/DETM – Parautóctone Inferior – Domínio do Parautóctone Inferior/Domínio Estrutural de Três Minas; DPS/DEC – Parautóctone Superior – Domínio do Parautóctone Superior/Domínio Estrutural de Carrazedo; A1 – região Montalegre-Boticas; SPQ – Formação dos Quartzitos Superiores; SPX – Formação Pelito- Grauváquica; A2 – região Ribeira de Pena – Cabeceiras de Basto; unidades Sa, Sb, Sc; A3 – região de Vila Pouca de Aguiar (RVPA); Cu-T – unidade Curros-Tinhela; FN – unidade de Fragas Negras; Cu – unidade de Curros; VE – Unidade de Vale de Égua (a azul sub-unidade de Rancho, a vermelho sub-unidade de Alto da Cheira; Cb – Unidade de Cubo (a amarelo quartzitos, a verde quartzofilitos); SE – unidade de Sta Ma de Émeres. MM – Maciço de Montalegre; MC – Maciço de Chaves; MB – Maciço de Barroso; MCB – Maciço de Cabeceiras de Basto; GVPA – Granito de Vila Pouca de Aguiar; GS – Granito de Serapicos; GG – Granito da Gralheira; FVR – Falha Régua Verin.
24 As várias litologias diferenciam-se pela percentagem modal de minerais como quartzo, biotite e feldspato e ainda pela espessura relativa dos seus domínios Q e M. Os quartzofilitos são mais quartzosos e apresentam os domínios Q mais espessos, enquanto os micaxistos têm uma maior composição filitosa e por conseguinte um maior espessamento dos seus domínios M, com micas bem desenvolvidas, visíveis a olho nú. Os listrados quartzofeldspáticos (LQF), por seu turno, para além de uma maior percentagem de plagioclase maclada nos domínios Q, têm um bandado metamórfico bastante marcado, geralmente biotítico, com domínios Q e M com espessuras semelhantes, o que lhes confere um aspecto listrado ritmado. É neste aspecto que se suporta a designação de listrados quartzofeldspáticos (LQF). Os quartzitos são mais ou menos puros, de cor esbranquiçada a amarelada, formados essencialmente por grãos finos de quartzo, em bancadas de espessura centimétricas a decimétricas intercaladas com níveis pelíticos mais finos e escuros de xistos cinzentos a negros. Estas bancadas de quartzitos definem a estratificação (S0) e têm forte condicionamento geomorfológico: marcam o topo dos montes e o seu respectivo alinhamento. Os xistos cinzentos a negros e os liditos (litologias ricas em matéria orgânica) são caracterizados por um bandado composicional com domínios quartzosos de textura poligonal (quartzo recristalizado em mosaico), alternando com domínios ricos em matéria orgânica sedimentar fóssil e, por vezes, por uma pequena percentagem de mica branca. Este bandado, que confere um carácter listrado a esta litologia, é paralelo à foliação principal. Os liditos são mais siliciosos que os xistos negros e as suas bancadas são mais resistentes à erosão destacando-se na paisagem em fragas. Este aspecto particular está na origem da toponímia local – Fragas Negras, designação aplicada à unidade inferior do Parautóctone inferior – Unidade das Fragas Negras. Menos comuns são as rochas calcossilicatadas que ocorrem em níveis muito descontínuos e pouco espessos, por vezes, associadas aos listrados quartzofeldspáticos (LQF). Têm um aspecto mosqueado, com uma cor cinzenta escura-azulada, quando sãs, e amarelada nas superfícies alteradas. Podem apresentar granada e por vezes scheelite.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 25 3.2 Caracterização litogeoquímica Sob o ponto de vista da litogeoquímico há boa discriminação entre as litologias pelíticas e quartzopelítricas, com uma evolução sedimentar e as litologias com contributo vulcanosedimentar. A evolução sedimentar, marcada por maturidade químico-mineralógica, posiciona as litologias pelíticas e quartzopelíticas num eixo ao longo de uma linha entre os pólos do quartzo e das ilites (fig. 3.3). Os protólitos vulcânicos ou sedimentares com contributo vulcânico (vulcanosedimentares) posicionam-se num eixo perpendicular ao anterior, que tende para o pólo das plagioclases. As litologias mais ricas em Na e Ca, com considerável percentagem modal de plagioclase, como os LQF (da unidade SPQ da área 1, da unidade Sb da área 2 e das unidades SE, AC da área 3) e as rochas calcossilicatadas (da unidade SPX da área 1, da unidade Sa da área 2 e das unidades Ra, SE da área 3), caem no domínio dos protólitos com contributo vulcânico. Estas litologias têm teores de SiO2 próximos dos observados para os quartzofilitos e xistos negros, mas com grau de maturidade geoquímico (CIW) bem inferior (fig. 3.4). Os micaxistos, filitos, quartzofilitos, quartzitos, xistos negros e liditos têm como protólitos rochas sedimentares muito evoluídas do ponto de vista químico/mineralógico (mais ou menos argilosas ou mais ou menos quartzosas (fig. 3.3). As litologias mais quartzosas aproximam-se do pólo do quartzo e as mais filitosas do pólo das ilites. Litologias semelhantes apresentam dispersão de valores ao longo desta linha. Os liditos, representando rochas siliciosas químicas, são as litologias que têm menor grau de dispersão e valores mais elevados dos parâmetros CIW e SiO2, concentrando-se nas proximidades do pólo do quartzo (fig. 3.3). As litologias que se agrupam no domínio sedimentar, são caracterizadas por uma maturidade geoquímica alta, com valores para CIW compreendidos entre os 90 e os 100% (fig. 3.4). As litologias que apresentam elevada maturidade geoquímica, com elevados valores de CIW, compreendidos entre 90% e 100%, apresentam valores muito dispersos de % de SiO2, desde 40% a 98%, significando que a elevada maturidade sedimentar está representada em rochas muito siliciosas (detrícas ou químicas) e em rochas argilosas (alumino-siliciosas ou pelíticas). A dispersão de valores, para os parâmetros acima referidos, verificada em litologias semelhantes de uma unidade, não permite determinar potenciais diferenças entre litologias semelhantes de unidades
26 diferentes. Ou seja, um LQF tem valores diferentes de outro LQF na mesma unidade (AC ou unidade SPQ, por exemplo), logo, não é viável comparar um LQF da unidade AC com outro LQF da unidade SPQ. Assim, apenas se pode concluir que determinada unidade tem maior ou menor valor em determinado parâmetro, devido à maior ou menor abundância em determinada litologia. Desta forma, a unidade AC, por ter maior abundância de LQF, tem um maior contributo vulcânico e menor maturidade geoquímica que a unidade SPQ constituída por outras litologias de contributo sedimentar e maior grau de maturidade geoquímica, como micaxistos, quartzofilitos, xistos negros e quartzitos. -450 -250 -50 150 350 550 -450 -350 -250 -150 -50 50 150 250 350 450 K- (Na+Ca) Si/3 -(K+Na+2Ca/3) Série2 Série3 A1SPQ A1SPX A3Cu-T A3Cu A2Sa A2Sb A2Sc A3SE A3Cb A3Ra A3AC A3FN Domínio ígneo Quartzo Plagioclases Clorites Ilites Ortoclases Mica Calcite Fig. 3.3 - Diagrama Q = f(P) (La Roche, 1966) aplicado às unidades estudadas, onde P = K- (Na+Ca) e Q = Si/3 - (K+Na+2Ca/3). Detalhando os aspectos litogeoquímicos das três áreas em estudo, importa referir o seguinte: - Na área A1, a unidade SPX é globalmente mais rica em filitos que SPQ e por conseguinte, em termos geoquímicos a maioria da amostragem projecta-se num eixo de maturidade geoquímica, com diferenciação sedimentar eficaz em termos texturais e mineralógicos. A unidade SPQ apresenta as litologias mais ricas em SiO2, e tem grande representatividade de litologias com contributo vulcânico directo ou baixa evolução sedimentar a partir de um protólito vulcano-sedimentar.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 27 Fig. 3.4 - Projecção do índice CIW = [Al2O3 / (Al2O3 + CaO + Na2O)] x100 (Harnois, 1988), versus SiO2. São também projectados as seguintes médias: PAAS – Post-Archaen Australian average sedimenntary rocks (McLennan, 1989), NASC – North American Shale Composite (Gromet et al., 1984), UCC – Upper Continental Crust (Taylor & McLennan, 1981; 1985), FVR – Felsic Volcanic Rocks (Condie, 1993). Na área A2, apesar de uma maior amostragem da unidade Sa relativamente às unidades Sb, Sc é possível perceber a existência de grande dispersão de valores para as litologias das três unidades estudadas. Não existem grandes diferenças litogeoquímicas entre elas, uma vez que são litologimente semelhantes. Existe um predomínio de amostragem com grande maturidade sedimentar e escassa representatividade de contributo vulcânico. Na área A3, a Unidade Curros-Tinhela (Cu-T) distingue-se da unidade de Curros (Cu), por ter uma menor dispersão de valores para os teores de SiO2 e um grau de maturidade inferior. A Unidade Cu tem uma grande dispersão de valores de SiO2, assim como para os valores do índice CIW, no entanto, predominam as litologias mais filitosas e maior grau de maturidade. Este comportamento é muito semelhante ao registado na unidade Sa da área A2, o que favorece a correlação entre estas unidades. A Unidade das Fragas Negras (FN), como já foi referido, é composta essencialmente por liditos tornando-a na unidade mais siliciosa com menor variação composicional e com maior grau de maturidade geoquímica. 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 40 50 60 70 80 90 100 SiO2% CIW A1SPQ A1SPX PAAS NASC UCC FVR A2Sa A2Sb A2Sc A3Cu A3Cu-T A3SE A3Cb A3Ra A3AC A3FN PAAS NASC UCC FVR Liditos LQF CC Filitos/Micaxistos Quartzofilitos/ Xistos Negros Quartzitos
28 A sub-unidade de Rancho (Ra) apresenta litologias com valores de CIW semelhantes aos da Unidade Cu, mas de um modo geral, mais siliciosas apesar da dispersão verificada. A sub-unidade de Alto da Cheira (AC) e a unidade de Sta. Mª de Émeres (SE) têm globalmente composição semelhante: baixo grau de maturidade e grande variação de valores de SiO2. Geoquimicamente a unidade SE é bastante semelhante à unidade SPX da área 1. O número de amostras da Unidade Sc da área 2, não é suficiente para confirmar a correlação com Unidade SE proposta por Ribeiro, et al. (2000). 3.3 Caracterização estrutural Sob o ponto de vista estrutural, a estratificação em conjunto com a fracturação tardi-varisca definem os principais alinhamentos geomorfológicos observados nas três áreas de estudo (fig. 3.5). Comparando imagens do Google Earth com as cartas geologias à escala 1: 50 000, facilmente se chega à conclusão que as elevações são marcadas por bancadas litológicas mais resistentes à erosão que se destacam da paisagem sob a forma de fragas e cristas alinhadas de quartzofilitos, quartzitos, liditos ou, de litologias com abundantes filões e/ou filonetes de quartzo, nomeadamente, micaxistos andaluzíticos, com abundantes estruturas de quartzo. Estas elevações estão alternadas com pequenos vales paralelos que correspondem às bancadas de litologias menos resistentes à erosão. Quando as sequências metassedimentares são litologicamente mais homogénias, a erosão actua de forma igual, resultando em terrenos menos acidentados como acontece na unidade SPX da área 1 – Região Montalegre-Boticas e nas unidades Curros (Cu) e Sta Mª de Émeres (SE), da área 3 – Região de vila Pouca de Aguiar. A estratificação (S0) é a estrutura primária e a principal condicionante da geometria dos dobramentos polifásicos variscos. As direcções predominantes das estruturas variscas são: NNW-SSE, NW-SE e WNW-ESSE e algumas inflexões para NE-SW. O dobramento varisco D1-D2 tem carácter isoclinal (Rodrigues, 2008), resultando que nas zonas de flanco, se verifica paralelismo entre a (s) foliação (ões) e a estratificação (S0//S1/2). A fracturação tardi-varisca tem orientações gerais de NNE - SSW a NE-SW e condiciona grande parte das linhas de água.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 29 Fig. 3.5a – Área A1 – Montalegre-Boticas – Os principais alinhamentos das elevações e vales orientam-se segundo NNW-SSE, NW-SE (linhas mais grossas), enquanto que as linhas de água orientam-se segundo NNE-SSW, NE-SW (linhas mais finas). MC – Maciço de Chaves. Fig. 3.5b – Mapa geológico da Área 1 (adaptado da Carta Geológica 6B 1: 50 000, incluindo actualizações cartografadas por Ramos, 2003). NOTA: As bancadas de quartzito e liditos, assim como as apófises de quartzo e filões aplito-pegmatíticos são paralelos à foliação principal que inclina para SW. Legenda: SPQ – Formação de Quartzitos Superiores; SPX – Formação Pelito- Grauváquica; γπmg – Granito de duas micas sin-tectónico de grão médio a profiróide; γπm – Granito sin-tectónico predominantemente biotítico com plagioclase cálsica, porfiróide de grão médio a grosseiro de duas micas com predomínio da biotite; γ’m – Granito de duas micas sin-tectónico de Chaves de grão médio e de grão médio a grosseiro; P – Depósitos aluviais de terraços; Q – Depósitos aluviais de terraços; 1 – apófises graníticas intercaladas no seio dos metassedimentos; 2 – Quartzito; 3 – Liditos; 4 – Filões aplito-pegmatíticos; 5 – Filões de quartzo. 1 1 2 4 5 5 4 3 3 1
30 Fig. 3.5c – Área A2 – Ribeira de Pena – Cabeceiras de Basto – Os principais alinhamentos das elevações e vales orientam-se segundo WNW-ESSE (linhas mais grossas), enquanto as linhas de água secundárias se orientam-se segundo NNE-SSW, NE-SW (linhas mais finas). MCB – Maciço de Cabeceiras de Basto; MB – Maciço da Borralha. Fig. 3.5d – Mapa geológico da Área 2 (adaptado das Cartas Geológicas 6A e 6C 1: 50 000) – Legenda: Sa – Unidade Sa; Sb – Unidade Sb; Sc – Unidade Sc; γπmg – Granito de duas micas sintectónico de grão médio a profiróide; γπg – Granito porfiróide de grão grosseiro; γ’g1 – Granito de duas micas sintectónico de grão grosseiro; γπm – Granito sintectónico predominantemente biotítico com plagioclase cálsica, porfiróide de grão médio a grosseiro de duas micas com predomínio da biotite; γ’m – Granito de duas micas sintectónico de grão médio e de grão médio a grosseiro; γ’f1 – Granito de duas micas sintectónico de grão fino e fino a médio com predominância da moscovite; γ’f – Granito de duas micas sintectónico de grão fino.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 31 Fig. 3.5e – Área A3 – Região de Vila Pouca de Aguiar – Os principais alinhamentos das elevações e vales orientam-se segundo NNW-SSE, NW-SE (linhas mais grossas) e são definidas pela estratificação (S0) paralela à foliação principal (Sn) enquanto que as linhas de água orientam-se segundo NNE-SSW, NE-SW (linhas mais finas). Fig. 3.5f – Mapa geológico da Área 3. Legenda: Cu-T – Unidade Curros-Tinhela; FN – unidade Fragas Negras; Cu – unidade Curros; Ra – Uunidade Rancho; AC – unidade Alto do Chão; Cb – unidade Cubo; SE – unidade Sta Mº Émeres; γ’g – granito sin-tectónico de duas micas de grão médio a grosseiro; γ’m – granito sin-tectónico de duas micas de grão médio e grão médio a grosseiro; γπg – granito biotítico tardi-tectónico grosseiro porfiróide; γf - monzogranito de grão fino de duas micas com predominância biotítica; γπmg – granito biotítico pós-tectónico de grão médio a grosseiro porfiróide.
38 Por vezes, a presença destes veios de quartzo paralelos à foliação principal, e por conseguinte à estratificação, é tão abundante que conferem à rocha encaixante uma maior resistência aos agentes erosivos, o que resulta na paisagem num alinhamento das fragas paralelas a outras constituídas por bancadas de liditos e quartzofilitos (fig. 3.14). Fig. 3.13 - (605 625; 4623 300) Litologias quartzofilitosas listradas com filonetes de quartzo paralelos a Sn dobrados por Dn+1, e desenvolvimento da foliação associada a Sn+1. Fig. 3.14 – Área 1 – Montalegre-Boticas (606 375; 4622 625) – Unidade SPX – Foto A – vista SE para NW, Fragas da Gateira, com foliação N140º; 60ºSW em quartzofilitos com abundantes veios de quartzo sub-concordantes com a foliação principal. Foto B – vista NW para SE na mesma fraga, evidenciando foliação subvertical Sn+1 (S3). Sn+1 Sn Sn Sn+1 Sn Sn- B A
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 39 Este tipo de veios de quartzo pode resultar da exsolução durante a evolução metamórfica, e/ou associado a zonas de cisalhamento N130º a N140º sub-verticias sin-D3 ou de alinhamentos tardi a pós-tectónicos NE-SW NNE-SSW. No entanto, o quartzo não é o único tipo de preenchimento a ocupar as estruturas sin, tardi e pós-cinemáticas que ocorrem nas unidades metassedimentares das áreas em estudo. É precisamente, aqui que iremos encontrar as maiores diferenças entre as três áreas estudadas. Na área A1 – Montalegre-Boticas, a unidade SPQ, em contacto com os maciços graníticos de Montalegre e de Chaves, apresenta inúmeros corpos filonianos de natureza granítica e aplito-pegmatítica, alinhados preferencialmente segundo a foliação principal e dispersos por toda a unidade. Estas massas graníticas são semelhantes ao granítico de Montalegre, têm duas micas com predomínio da biotite e exibem uma textura de grão médio, com plagioclase de carácter euédrico (Fig. 3.15) e frequentes nódulos biotíticos. Estes nódulos biotíticos estãos preferencialmente orientados nas proximidades dos contactos com o encaixante. Ocorrem ainda diferenciações pegmatíticas no interior e bordos destes granitos (Fig. 3.16). Estas diferenciações pegmatíticas assumem a forma de veios e/ou bolsadas. Fig. 3.15 – Área A1 – Montalegre-Boticas (606 450; 4625 375) Unidade SPQ: granito de duas micas com textura de grão médio com plagioclase em cristais tabulares euédricos e nódulos biotíticos dispersos.
40 Fig. 3.16 – Área A1 – Montalegre-Boticas (606 450; 4625 375) Unidade SPQ: contacto de um corpo granítico sub-concordante com o encaixante, com diferenciações pegmatíticas; alguns veios pegmatíticos intruem a foliação dos metassedimentos. A unidade SPX da área A1 e as unidades da área A2 – Ribeira de Pena- Cabeceiras de Basto, não apresentam corpos filonianos graníticos, contudo, as estruturas dos seus metassedimentos alojam numerosos campos filonianos de natureza aplito-pegmatítica com direcções dominantes NNW-SSE, N-S a NE-SW e E- W a WNW-ESSE e encontram-se frequentemente deformados por D3. Os filões quartzosos mais precoces e os aplitopegmatitos subconcordantes com a foliação principal são geralmente estéreis. Os filões mineralizados preenchem preferencialmente um sistema de fracturas de tensão resultantes da deformação frágildúctil tardi-D3, de orientação N40º a N60º, subvertical, e ocorrem no contacto entre os metassedimentos e o granito do Maciço de Boticas (MB), ou próximo deste. Muitos destes aplito-pegmatitos foram alvo de intensa exploração mineira em SnO2 e Ta2O5, durante o período da Segunda Grande Guerra. Destacam-se os Coutos Mineiros de Dornelas e o de Bessa (Teixeira et al., 1974). Os filões aplito-pegmatíticos da área A2 – Ribeira de Pena-Cabeceiras de Basto, foram alvo de vários estudos e até de exploração mineira. Determinaram-se cinco tipos distintos pela sua relação espacial com granitos e metassedimentos e ainda pela sua esterilidade ou riqueza em cassiterite, espodumena, lepidolite e/ou petalite (Borges et al., 1979; Noronha, 1983; Noronha & Charoy, 1991; Lima, 2000;
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 41 Martins, 2009). Destaca-se um importante campo filoniano aplitopegmatítico mineralizado em Sn e Li, a nordeste do complexo de Cabeceiras de Basto e a sul do maciço da Serra do Barroso, na área de Covas do Barroso. Na área A3 – Vila Pouca de Aguiar, não se observaram corpos filonianos de granito e as massas aplito-pegmatíticas são escassas em comparação com as áreas A1 e A2 do bloco ocidental da Zona de Falha Régua-Verin. Os filões aplitopegmatíticos na área A3 estão confinados às imediações do granito da Gralheira. Nesta área os filões quartzosos associados a zonas de cisalhamento e a falhas são frequentes. Estas zonas de cisalhamento são caracterizadas por vários veios quartzosos e apresentam direcções preferênciais de NE-SW e ENE-WSW (campo de Jales), WSW-ENE (Gralheira) e WNW-ESE (Três-Minas). É precisamente no encaixante metassedimentar destes corpos filonianos graníticos, aplito-pegmatíticos ou quartzosos registados nas três áreas de estudo, com maior ou menor frequência, que ocorrem condições para o desenvolvimento por blastese de mega-cristais milimétricos a centimétricos, designados por porfiroblastos (fig. 3.17). Estes mega-cristais ou porfiroblastos são geralmente andaluzites, biotites, por vezes, granadas, alguma cordierite e, em menores quantidades, estaurolite. A combinação de veios quartzo e porfiroblastos favorece a individualização de fragas que se destacam na paisagem (fig. 3.18). Verifica-se também com relativa frequência uma concentração de biotites nas zonas adjacentes aos filonetes. Em outros casos, ocorre turmalinização destes bordos. Contudo, a presença de veios e filões não são garantia suficiente para o desenvolvimento de porfiroblastos, estando estes dependentes de outros factores, nomeadamente a composição litogeoquímicos dos metassedimentos. Nos sectores mais afastados das estruturas filonianas, o grau de metamorfismo observado nos metassedimentos das três áreas é mais baixo, zona da clorite para as unidades do Parautótone inferior no bloco oriental da Falha Régua-Verin, zona da biotite para todas as outras unidades aflorantes no bloco ocidental da Falha Régua- Verin e no Parautóctone Superior do bloco oriental (área A3 - Vila Pouca de Aguiar).
42 Fig. 3.17 – Área A2 – Ribeira de Pena-Cabeceira de Basto (600 475; 4605 175) – Unidade Sb – Micaxisto com veios de quartzo sub-paralelos à foliação principal, deformados e bodinados. Andaluzites sin-cinemáticas, no encosto ou muito próximas dos veios de quartzo. As andaluzites encontram-se, frequentemente sericitizadas. Observa-se, ainda, nas proximidades e encosto desses veios, aglomerados de biotites de grandes placas (manchas escuras). Fig. 3.18 – Área A2 – Ribeira de Pena-Cabeceira de Basto (campo aplito-pegnatítico de Cerdedo) – Unidade Sc – Fraga quartzo-andaluzítica.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 43 Assim, o que se verifica no terreno, para as três áreas de estudo, em litologias afastadas dos maciços graníticos, são alternâncias de zonas da clorite e da biotite com zonas da andaluzite mais estreitas do que as propostas por trabalhos anteriores, sendo a blastese metamórfica condicionada pela proximidade a corpos filonianos e a zonas de cisalhamento (fig. 3.19). Existe ainda uma zona metamórfica intimamente relacionada com auréola de contacto metamórfico induzida pelos maciços graníticos sin a pós-tectónicos que bordejam as faixas metassedimentares das áreas em análise. Nestas auréolas observaram-se essencialmente porfiroblastos de andaluzite, cordierite e silimanite (esta última apenas visível ao microscópio). Nas proximidades dos Maciços de Montalegre (MM) e Chaves (MC), o grau de metamorfismo térmico (ou de contacto) é o mais elevado observado nas três áreas em estudo, com predominância de texturas granulares grosseiras com inúmeros porfiroblastos de grandes dimensões (corneanas) que afectam a unidade SPQ. A andaluzite é o porfiroblasto mais comum observado nas três áreas e macroscopicamente distinguem-se duas gerações: uma sin-cinemática contornada pela foliação Sn e com uma foliação interna em continuidade e paralela à foliação externa (Si//Se=Sn) (fig. 3.20), e outra pós-cinemática sem foliação interna que cresce sobre o plano S3, sem orientação preferencial (fig. 3.21).
44 Fig. 3.19a – Mapa de isógradas e de amostragem da Área A1 – Montalegre-Boticas (excerto do Mapa Geológico que segue em anexo no CD-ROM): registaram-se dois tipos de isógradas para a Unidade SPQ. Zona da silimaniteandaluzite junto ao Maciço de Chaves e zona da andaluzite nas proximidades do contacto com a unidade SPX. Entre estas duas zonas não há dados recolhidos (sd). Na unidade SPX, a zona da andaluzite está associada a estruturas pegmatíticas e veios de quartzo. Observa-se um paralelismo das isógradas com a estrutura S0//Sn.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 45 Fig. 3.19b – Mapa de isógradas e de amostragem da Área A2 - Ribeira de Pena-Cabeceiras de Basto (excerto do Mapa Geológico que segue em anexo no CD-ROM): em estudos anteriores toda a área foi considerada como pertencente à zona da andaluzite, porém existe alternância da zona de andaluzite com zona de biotite, paralelamente à estrutura principal S0//Sn.
46 Fig. 3.19c – Mapa de isógradas e de amostragem da Área A3 – Vila Pouca de Aguiar (excerto do Mapa Geológico que segue em anexo no CD-ROM): também existe alternância de zonas metamórficas paralelas à estrutura S0//Sn, em especial nas unidades do Parautóctone inferior, Cu-T e Cu. A unidade Cu-T na extremidade sudoeste do mapa tem um efeito térmico induzido pelo Granito da Gralheira e campo pegmatítico associado. As condições metamórficas atingiram as isógradas da andaluzite-silimanite. Afastado do granito, as condições metamórficas estão na isógrada da clorite e nas proximidades das zonas de cisalhamento que separam as unidades tectono-estratigráficas a isógrada sobe para as condições da biotite. Registam-se condições da zona da biotite nas proximidades dos acidentes tectónicos e localmente atingem-se condições da zona da andaluzite e/ou estaurolite, como acontece na unidade de Cubo em contacto com a unidade de Rancho. As unidades do Parautóctone inferior registam as isógradas metamórficas mais baixas: zona da clorite, enquanto as condições metamórficas mais baixas para as unidades do Parautóctone superior, encontram-se na isógrada da biotite. Falta referir a auréola de metamorfismo de contacto causada pelo Granito pós-tectónico de Vila Pouca de Aguiar responsável por isógradas da andaluzite em todas as litologias que contacta.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 47 As cordierites são difíceis de distinguir a olho nu das andaluzites e apresentamse em geralmente, pinitizadas. A granada quando ocorre é sin-cinemáticas, enquanto a biotite que ocorre em grandes placas é pós-cinemática. A silimanite e estaurolite não foram detectadas a olho nu. Em termos de síntese, apresenta-se um esquema que resume as relações entre a estrutura imposta pela deformação polifásica varisca, a instalação dos corpos filonianos e graníticos e a blastese de porfiroblastos (fig. 3.22), e dois quadros de síntese da contextualização litoestratigráfica, estrutural e metamórfica (Tabela 3.I e Tabela 3.II). Fig. 3.20 – Área A1 – Montalegre Boticas (605 875; 4622 500) – Unidade SPX – Micaxisto andaluzítico atravessado por veios de quartzo paralelos a Sn. Sn crenulado por Dn+1 e andaluzites sin-cinemáticas com Si//Se=Sn.
54 Tabela 4.I – (cont.) Lista da amostragem. Área Domínio Estrutural Unidade Litologia Amostras Qf R53 Sc Mx R44, R45, R46, R47, R48, R49, R50, R51, R52 Mx R41A, R42A, R43, R64 Qf R42B, R62, R63, R65 DPS/DEC Sb XN R41B Mx R31, R33, R37A, R37B R38, R39, R59, R60A, R60B F R57A, R58 XN R32B, R34, R36, R40, R54, R56 Qf R32A, R35, R61 A2 DPI/DETM Sa Qz R39 F R22, MA171, MA173, MA174, MA187, MA208, MA211 Qf R16, R17, R18, R19, R20 Autóctone/DETM Cu-T LQF MA169, MA183, R21 F MA59, MA61,MA117, MA118, MA128, MA149, MA150, MA152, MA155, MA159, MA160, MA163, MA164 MA165 MA204 MA215 MA218 MA219 Mx R10, R14 XN R24, R25 F R26, R27, R29 DPI/DETM Cu Qf MA126, MA146, MA167, MA181 LQF MA36, MA121, MA122, MA123, MA130, MA145, MA157, MA158, MA161, MA162 VE (AC) F M222 F MA19, MA67 VE (Ra) XN MA17, MA 225 Qz MA132 Cb Qf MA120, MA125, MA133, MA136 LQF MA20, MA22, MA24, MA110, MA201, MA203, MA223, MA223A, MA224, MA226 F MA22B, MA129, MA202 CC. MA22A A3 DPS/DEC SE Qz MA16, MA77 O estudo petrográfico evidenciou que, no geral, todas as litologias amostradas, apresentam uma estrutura bandada a uma escala microscópica, e por vezes também
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 55 macroscópica, marcada por domínios composicionais, paralelos e limitados pela foliação principal. Estes bandados correspondem a uma foliação espaçada (Passchier e Trouw, 1996), marcada por domínios essencialmente micáceos (domínios M, por vezes, com clivagem de crenulação), que podem “anastomosar” à volta de domínios essencialmente quartzosos ou quartzofeldspáticos de geometria tabular ou lenticular (domínios Q). Esta foliação principal espaçada define “microlithons”, ou seja níveis ou lentículas com baixo grau de orientação dos minerais, comparativamente com os domínios de clivagem com forte orientação dos minerais filitosos (fig.4.1) (Max 1970; Cobbold, 1977; Powell, 1979; Bell, 1981; Borradaile et al., 1982; Bell e Rubenach, 1986; Choukroune & Gapais, 1983; Simpson, 1983; Gapais, 1989; Vernon, 2004; Vernon, 2008). A partição da deformação resulta fundamentalmente das heterogeneidades mecânicas das rochas, que são condicionadas pela sua mineralogia, textura e estrutura. As rochas apresentam minerais com diferentes deformabilidades ou competências, sendo os limites entre grãos de minerais de diferentes competências as zonas de maior instabilidade mecânica. As rochas pelíticas e semi-pelíticas dos sectores em estudo são um bom exemplo da partição da deformação e do seu condicionamento mineralógico, mas também das anisotropias prévias, nomeadamente a estratificação, em litologias que apresentam finas alternâncias sedimentares (alternâncias argilo-arenosas). Fig. 4.1 – Esboço de partição de deformação, gerando bandado metamórfico crenulado, mostrando domínios M, ricos em micas e anostomosados e domínios Q, ricos em quartzo (modificado de Bell e Rubenach, 1986 e Vernon, 2004), ilustrativo da generalidade da estrutura (e micro-estrutura) das litologias em estudo. A recristalização e a deformação acentuam as heterogeneidades mecânicas e a consequente partição da deformação resultando numa intensa “diferenciação metamórfica”. Os Domínios Q são caracterizados por texturas granoblásticas e são compostos maioritariamente por grãos, maioritariamente de quartzos, inequigranulares e interlobatados. Os domínios Q dos listrados quartzofeldspáticos (LQF) contêm
56 também plagioclase, embora o quartzo seja mais abundante. Os domínios M têm textura lepidoblástica, em condições na zona da clorite e na zona da biotite. A espessura destes domínios Q e M varia consoante a percentagem modal de quartzo, ou seja é condicionada pela composição e textura do protólito, nomeadamente a % de matriz argilosa. Os quartzitos e quartzofilitos (Qf) apresentam domínios Q mais espessos. Os LQF apresentam domínios Q e M com espessuras mais ou menos semelhantes. Os micaxistos apresentam domínios M mais espessos, ricos em moscovite, e por vezes, clorite e/ou biotite, dependendo das condições metamórficas. Nos micaxistos, porque há baixa % modal de quartzo, não chegam a diferenciar domínios Q. Os domínios M dos XN distinguem-se dos restantes pela predominância de níveis ricos em matéria orgânica relativamente aos filossilicatos. Os filitos são constituídos por filossilicatos (mica branca e clorite), e como resultam de protólitos constituídos exclusivamente por minerais de argila, sem heterogeneidades mineralógicas, normalmente não desenvolvem bandados metamórficos. Quando desenvolvem, os domínios Q são mais finos. Estes protólitos mais homogéneos, essencialmente argilosos, quando sujeitos à deformação dúctil, geram foliações penetrativas caracterizadas por uma distribuição homogénea de filossilicatos (micas e clorite) com uma orientação preferencial. Os quartzitos compostos essencialmente por quartzo, nem sempre têm % de filossilicatos suficiente para a formação de bandados metamórficos. A geometria dos corpos quartzíticos é condicionada pela estratificação (S0) de arenitos quártzicos +/- puros. Os quartzitos mais impuros apresentam alguma moscovite e clorite, mas não mostram diferenciação de domínios M. Nas litologias onde a diferenciação em bandas composicionais por partição da deformação, foi mais intensa, a foliação que define o bandado metamórfico (em geral paralelo a S0), apresenta uma geometria anastomosada, limitando “microlithons” lenticulares no interior dos quais há uma foliação metamórfica anterior. Esta geometria permite caracterizar a foliação espaçada como uma clivagem de crenulação, que poderá resultar numa reorientação parcial ou total das anisotropias prévias. Neste trabalho seguiremos a proposta de Passchier & Trouw, 1996 para a classificação dos diferentes estádios de desenvolvimento das clivagens de crenulação (fig. 4.2).
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 57 Fig. 4.2 - Estádios de desenvolvimento da clivagem de crenulação com o aumento da deformação (eixo vertical) e temperatura (eixo horizontal). Desenvolvimento sob condições de baixas temperaturas (a) e de altas temperaturas (b) (adaptado de Passchier & Trouw, 1996). As litologias sujeitas a condições metamórficos de mais alta T, tendem a nuclear filossilicatos sem orientação preferencial que definem uma textura “decussate”, envolvendo porfiroblastos de moscovite, clorite e/ou biotite. Nas litologias mais aluminososas ocorrem também porfiroblastos de granada e de polimorfos de Al2SiO5, como andaluzite e mais raramente de silimanite e estaurolite. O aumento da granularidade dos filossilicatos e a sua orientação aleatória, resulta na parcial ou total eliminação das estruturas anteriores, nomeadamente das foliações. Estes aspectos verificam-se sobretudo as litologias homogéneas, onde a diferenciação metamórfica é pouco evidente, nomeadamente nos filitos e em alguns micaxistos. As litologias heterogéneas, estruturadas em bandados composicionais, conseguem preservar esse bandado, uma vez que o desenvolvimento dos porfiroblastos e texturas “decussate” está confinado aos domínios M. Os quartzitos, compostas quase exclusivamente por
58 quartzo e ocorrendo em corpos de geometria tabular definidos por S0, quando sujeitos a condições de alta T, mantém a geometria do corpo, apesar das alterações registadas a nível dos grãos (extinção, ondulante, formação de sub-grãos e neo-grão e recristalização do quartzo). A composição e geometria dos protólitos condiciona a sua evolução metamórfica orogénica, não só a sua evolução mineralógica, mas também a sua evolução estrutural e textural, nomeadamente a partição da deformação e geometria, tipologia e distribuição das foliações. E a textura e microestrutura é um importante condicionamento da evolução mineralógica pós-cinemática Apresenta-se agora a descrição petrográfica detalhada das zonas metamórficas das três áreas em estudo. No CD-ROM encontra-se a pasta Anexo II – Petrografia, onde se guardaram as fotografias de todas as amostras estudadas para as três áreas. 4.2 Petrografia da Área A1 – Montalegre-Boticas Na área A1 – Montalegre-Boticas a cartografia metamórfica conduziu à definição de três zonas: zona da silimanite, zona da andaluzite e zona da biotite. Os metassedimentos da Formação SPQ, aflorantes no sector NE da área A1, no contacto com o Granito de Chaves, estão frequentemente intruídos por corpos mais ou menos extensos de natureza granítica e aplito – pegmatítica. Apresentam paragéneses na zona da silimanite, embora esta fase mineral não ocorra em todas as litologias. Os quartzitos, quartzofilitos e xistos negros desta formação apresentam paragéneses sem silimanite, embora desenvolvam nos seus domínios M porfiroblastos de andaluzite. A presença de andaluzite mostra que não foi por falta de alumina nos protólitos que a silimanite não ocorreu, mas antes que as condições metamórficas não foram suficientes para a sua nucleação nas litologias referidas. A amostra de quartzofilito CHV16A foi colhida muito próximo do contacto com o Granito de Chaves. A amostra de xisto negro CHV 21 e quartzofilito CHV22 foram colhidas mais a sul nas imediações do contacto da Formação SPQ com Formação SPX, próxima de uma intrusão mais pequena de granito de duas micas. Assim, estas litologias sem silimanite e com porfiroblastos de andaluzite definem zonas da andaluzite para esta unidade.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 59 Estas amostras indicam à partida que as condições metamórficas para a zona da silimanite não foram homogéneas para a região. Ainda na Formação SPQ, junto do contacto com a Formação SPX, mais afastado da influência dos corpos ígneos, as condições metamórficas verificadas pertencem à zona da biotite. A tabela 4.II organiza as amostras colhidas na Formação SPQ por zonas metamórficas. Tabela 4.II – Zonas metamórficas registadas na Formação SPQ. Na Formação SPX as condições metamórficas correspondem à zona da biotite. No entanto, nas litologias atravessadas por filões aplito-pegmatíticos ou por zonas de cisalhamento preenchidas por quartzo deformado, ocorrem paragéneses com andaluzite e granadas, e com filossilicatos apresentando texturas “decussate”, nas zonas adjacentes a estas estruturas. É de realçar que esta unidade é bastante monótona, sendo constituída por litologias muito pelíticas. A tabela 4.III organiza as amostras colhidas na Formação SPX por zonas metamórficas. Tabela 4.III – Zonas metamórficas registadas na Formação SPX. Área Domínio Estrutural Unidade Zona Metamórfica Litoestratigrafia Amostras Andaluzite Micaxisto CHV23, CHV24, CHV25, CHV29, CHV30,CHV31, CHV40, CHV41, CHV43, CHV36 Micaxisto CHV32, CHV42 Quartzofilito CHV28, CHV33, , CHV38A, CHV38B, CHV39, CHV44, CHV45 A1 DPS/DEC SPX Biotite R. calcossilicatadas CHV34 Área Domínio Estrutural Unidade Zona Metamórfica Litoestratigrafia Amostras LQF CHV12, CHV12B e CHV12C, CHV13, CHV35 Micaxisto CHV17A, CHV17B, CHV19 Silimanite Quartzito CHV17 Quartzofilito CHV16, CHV16A, CHV22 Andaluzite X. Negro CHV21 Micaxisto CHV20 Quartzofilito CHV27, CHV37A, CHV37B A1 DPS/DEC SPQ Biotite LQF CHV26
60 4.2.1 Zona da silimanite na Formação SPQ Listrados quartzofeldspáticos (LQF) Começamos pela descrição petrográfica desta litologia por ser a mais representada na zona da silimanite. Os listrados apresentam uma foliação principal (Sn=S1-2) definida por bandado metamórfico, cujos domínios M são caracterizados por intensa recristalização de biotite e moscovite sem orientação preferencial (textura “decussate”). Estes filossilicatos estão frequentemente decompostos por novelos de silimanite radiada (fibrolite) que apaga por completo vestígios de foliações. A textura é granoblástica com tendência “decussate” nos filossilicatos e, por vezes, com porfiroblastos de andaluzite e, menos frequente, de granada e cordierite. A espessura dos domínios M varia de amostra para amostra, e ocorrem casos de domínios M finos e descontínuos, como na amostra CHV35. Os domínios Q apresentam textura granoblástica e os grãos de quartzo que os compõem são, geralmente, inequigranulares, interlobatados, por vezes com pontos triplos, indicando alguma poligonização. O quartzo preenche ainda veios e filonetes sub-concordantes com Sn, que estão de modo geral, deformados e dobrados por D3 (Dn-1). Nestas estruturas o quartzo apresenta textura inequigranular, extinção ondulante e formação de subgrãos. Nos domínios M, o quartzo ocorre em pequena %, por vezes, em intercrescimentos simpletíticos com as moscovites de grandes dimensões e a envolver relíquias de andaluzite. A plagioclase é anédrica, de pequenas dimensões e ocorre exclusivamente nos domínios Q. Ocorre também algum feldspato potássico anédrico, de pequenas dimensões e fracturado, sendo algumas das fracturas preenchidas por biotite. A moscovite, marcando os domínios M, apresenta duas tipologias de diferente cronologia: Moscovite I – ocorre em pequenos cristais lamelares, paralelos à foliação ou sem orientação preferencial nos domínos M, em associação com biotite, andaluzite e algum quartzo. A moscovite I está em equilíbrio termodinâmico com a biotite e a andaluzite I (Fig. 4.3). Esta paragénese é anterior à silimanite fibrolítica. Nos domínios M que apresentam crenulação, as micas (moscovite I e biotite) definem arcos poligonais, indicadores do seu caracter tardi-cinemático.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 61 Fig. 4.3- A – Amostra CHV13: domínio M constituído moscovite I e biotite; B – Na mesma amostra: biotite e moscovite I, quartzo e andaluzite I. (N// em ambas as fotos; barra vermelha corresponde a 200 µm). Moscovite II – ocorre em grandes cristais sem orientação preferencial, com bordos simpletíticos com quartzo, por vezes substituindo a andaluzite e eventualmente a silimanite (Fig. 4.4 e Fig. 4.5). A moscovite II apresenta estes mesmos aspectos nos filitos. Fig. 4.4 – A – Amostra CHV12: Moscovite II englobando silimanite fibrolítica. (NX); B – A mesma foto em (N//) observada com nicóis paralelos. Na parte superior das fotos observa-se a passagem a domínio Q, com biotite de pequena dimensão nos espaços intergranulares do quartzo. (a barra vermelha corresponde a 200 µm). A B And Bt Ms Bt Qz A B
62 Fig. 4.5 – Amostra CHV13 – Andaluzite substituída por moscovite, com bordos simpletíticos com o quartzo (NX). A biotite, tal como a moscovite, apresenta textura “decussate” nos domínios M, onde ocorre em associação com a andaluzite I, moscovite e granada (Fig. 4.3) e apresenta porfiroblastos com inclusões de moscovite I e de quartzo (Fig. 4.6). Nos domínios Q a biotite é frequente, embora em menor % e ocorre em cristais anédricos de pequena dimensão nos espaços intergranulares do quartzo (Fig. 4.4 e 4.6). Como já foi referido, nos domínios M a biotite, em associação com a moscovite I, define arcos poligonais, indicadores do seu caracter tardi-cinemático. Fig. 4.6 - Amostra CHV12 – A – Andaluzite substituída por moscovite II e fibrolite, no bordo de um domínio Q, com biotite em pequenos cristais anédricos; B – Diferença de dimensão e de forma da biotite nos domínios M e Q (ambas as fotos em N//; a barra vermelha corresponde a 200 µm). A biotite tende também a concentrar-se ao longo do contacto dos domínios Q com os M e a preencher espaços intersticiais. Em algumas amostras apresenta cloritização parcial ou total (retrometamorfismo), sobretudo quando associada a grandes placas de moscovite II (Fig. 4.7) A B
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 63 Fig. 4.7- Amostra CHV 35 – Cloritização da biotite, associada a blastese de moscovite II (N//). A silimanite, como já foi referido, é fibrolítica e constitui novelos nos domínios M que substituem a andaluzites I (Figs. 4.4, 4.6 e 4.8). Pode ocorrer como inclusões nos quartzos dos domínios Q quando em contacto com domínios M. A silimanite é comum para todas as amostras de LQF, embora as amostras CHV12, CHV12C e CHV35 apresentem menor abundância deste mineral. No caso da amostra CHV35, a silimanite está confinada às fracturas da andaluzite que está substituir e aos quartzos que a rodeam (Fig. 4.9). As amostras CHV12A, CHV12B e CHV13 são as que apresentam mais vasta substituição de andaluzite por silimanite. Fig. 4.8 - A – Amostra CHV12B – Domínio M com feixes (“folia”) de silimanite fibrolítica associada a moscovite I e a biotite (N//); B – Amostra CHV13 – Subsituição de andaluzite por silimanite fibrolítica (NX) (a barra vermelha corresponde a 200 µm). A andaluzite não é omnipresente como a silimanite nas paragéneses minerais observadas nas amostras de LQF. A andaluzite está ausente da amostra CHV12, é A B And
70 Fig. 4.15 – A – Amostra CHV22 – Quartzofilito – Porfiroblasto de andaluzite poicilítica sin-D3 com inclusões internas de quartzo, definindo uma foliação interna paralela à foliação externa (NX); B – Amostra CHV16A – Quartzofilito – porfiroblasto de andaluzite rodeado por biotites com grandes dimensões de carácter tardi-cinemático. (5x; n//; escala 200 µm). Fig. 4.16 – Amostra CHV16A – Quartzofilito – A – Domínio M com andaluzite, biotite e alguma cordierite B – Cristais de biotite de maior dimensões associados a porfiroblasto de andaluzite II, muito pleocroica e não poicilítica, ao contrário da andaluzite I também visível na imagem (ambas em NX; escala 200 µm). Fig. 4.17– Amostra CHV16 – Quartzofilito – A – Domínio M com moscovites de grandes dimensões sem orientação preferencaial (NX). B – Turmalina em grandes cristais euédricos, e a preencher fracturas na estaurolite. Esta apresenta hábito prismático, sem foliações internas, fracturadas não têm orientação preferêncial (N//) (barra vermelha corresponde a 200 µm). A B And And B A And And And And And And Crd And Bt Tur B A St Tur Tur Tur Ms Tur Ms St St St Tur Ms
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 71 Fig. 4.18 – Amostra CHV21 – Xisto Negro: A – Domínio M composto por matéria orgânica (MO), moscovite e biotite que marcam S1/2, ligeiramente crenulada. Algumas palhetas de moscovite sem orientação preferencial sobre a foliação; B – S1/2 marcado por moscovites e biotites crenulado com formação de S3 marcada por matéria orgânica (MO), moscovites e biotite de desenvolvimento incipiente. As biotites de maiores dimensões concentram-se junto a S3 mas mantêm a orientação de S1/2. (ambas em N//; escala 200 µm). 4.2.3 Zona da biotite na Formação SPQ O limite entre a zona da andaluzite e a zona da biotite é marcado pela isógrada da andaluzite. A descrição petrográfica desta zona inclui amostras de micaxisto, de quartzofilito e de listrado quartzo-feldspático. Estas amostras distinguem-se das suas equivalentes na zona da silimanite e na zona da andaluzite, pela óbvia ausência de silimanite e andaluzite, e pelas texturas granolepidoblásticas sem porfiroblastos, pela diminuição do caracter não orientados dos filossilicatos e pela diminuição do tamanho das placas dos filossilicatos que crescem em arcos poligonais sobre as foliações anteriores (Fig. 4.19a). S1/2 é marcada por moscovite e a biotite ocorre segundo esta foliação, dispersa por entre as moscovites, sem definir níveis contínuos nos domínios M. A biotite concentra-se preferencialmente no contacto entre os domínios Q e M e nucleia nos espaços intersticiais dos quartzos nos domínios Q (Fig. 4.19b). As moscovites e biotites estão em equilíbrio termodinâmico. And MO Bt A S3 Bt S1/2 B
72 Fig. 4.19 – A – Amostra CHV26 – Micaxisto – Domínio M crenulado definido por arcos poligonais de moscovite e biotite. A biotite concentra-se ao longo das charneiras e a moscovite dos flancos. O domínio Q é composto por quartzo com biotite nos seus espaços intersticiais (N//); B – Quartzofilito – S1/2 ligeiramente crenulada marcada por moscovites no domínio M; biotite segundo S1/2, e concentrada no contacto entre os domínios M e Q, onde ocupa os espaços intersticiais dos grãos de quartzo (N//) (em ambas escala = 200 µm). 4.2.4 Zona da andaluzite na Formação SPX Na Formação SPX a zonalidade metamórfica define-se em faixas paralelas e alternantes da zona da andaluzite e da zona da biotite, estando a primeira zona associadas a veios de quartzo e pegmatitos e a segunda afastada destes veios e filões (Fig. 3.19a). Na Formação SPX as paragéneses com andaluzite só foram observadas em micaxistos, ao contrário da Formação SPQ, onde a andaluzite existe em litologias semipelíticas, nomeadamente em quartzofilitos. Os micaxistos andaluzíticos da Formação SPX diferem entre si pela espessura dos seus domínios micáceos. Assim, as amostras CHV24, CHV25, CHV30 são essencialmente filitosas sem diferenciação de domínios Q, permitindo o desenvolvimento de grandes porfiroblastos (Fig. 4.20a), enquanto as amostras CHV23, CHV29 e CHV31 a abundância de quartzo foi suficiente para gerar bandado composicional diferenciado em níveis quartzosos mais espessos e níveis micáceos mais finos (Fig. 4.20b), limitando a possibilidade de se formarem porfiroblastos grandes dimensões. Assim, amostras CHV24, CHV25 e CHV30 são caracterizadas por uma textura porfirolepidoblástica, com desenvolvimento de grandes porfiroblastos de andaluzite que podem atingir centímetros, granada e placas de biotite sem orientação preferencial. A foliação S1/2 está crenulada e é marcado por moscovites de pequenas dimensões. A biotite de pequenas dimensões cresce sobre as micro-charneiras de S1/2, definindo uma clivagem de crenulação S3, no estádio de desenvolvimento 2-3. A B
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 73 Os veios de quartzo que atravessam a amostra CHV25 são paralelos a S1/2 e estão dobrados e/ou bodinados por D3. O quartzo nos veios está bastante deformado, tendo sofrido intensa recristalização. Os espaços intergranulares são preenchidos por clorite, alguma biotite e óxido/hidróxidos de ferro. As amostras CHV29, CHV31 são compostas por um bandado metamórfico que define S1/2. A textura é granolepidoblástica com tendência porfiroblástica da andaluzites e da biotite. Os domínios Q são mais espessos e constituídos essencialmente por quartzo inequigranular. Os domínios M são essencialmente compostos por moscovite que marca a foliação e por biotite que se orienta mimeticamente segundo S1/2 mas não definem níveis biotíticos contínuos. Na amostra CHV29 S1/2 está dobrada por D3, com formação de S3 estádio 1 marcada por moscovite. Esta amostra é cortada por um veio de quartzo dobrado por D3 paralelo a S1/2. A amostra CHV23 tem uma textura granolepidoblástica e uma tendência porfiroblástica apenas para a biotite, estando a andaluzite e a granada ausentes. Apresenta bandado metamórfico paralelo à foliação S1/2 e é constituído por domínio Q de quartzo e domínios M essencialmente compostos por moscovite que marcam a foliação e por biotites que desenvolvem porfiroblastos. S1/2 está dobrada por D3 mas sem formação de S3. A moscovite, nos micaxistos descritos é de pequena dimensão e marca as foliações. Ocorre ainda uma moscovite tardia sem orientação preferencial que cresce sobre a biotite. Intercrescimentos entre estes dois minerais são frequentes. A biotite como já foi referido, pode orientar-se mimeticamente sobre a foliação principal, paralela à moscovite, mas não chega a definir níveis contínuos biotíticos. Existe sempre um espaçamento entre as placas biotíticas. A biotite desenvolve também grandes placas que podem ser contornadas por S1/2. Estas placas apresentam frequentemente inclusões de palhetas finas de moscovite, de quartzo e opacos, todos sem orientação preferencial (Fig. 4.21a). Geralmente estas placas de biotite preenchem as fracturas na andaluzite, de um modo particularmente intenso para a amostra CHV24 (Fig. 4.21b). Esta biotite de grandes dimensões, pode estar associada a porfiroblastos de granada, na amostra CHV23 e CHV31 (Fig. 4.22a). A biotite sofre cloritização frequente (Fig. 4.22b). Observam-se para todas as amostras grandes cristais anédricos de andaluzite poicilíticos, que podem atingir vários centímetros (amostras CHV24, CHV25 e CHV30). Os porfiroblastos poicilíticos têm inclusões de quartzo e opacos que definem uma foliação interna em continuidade com a foliação externa (S1/2) (Fig. 4.23). Na amostra
74 CHV29 ocorre ainda um segundo tipo de andaluzite subédrica – andaluzite II alinhada segundo o plano de eixo de microdobra D3 (Fig. 4.24a). A granada surge apenas na amostra CHV24 e cresce em porfiroblastos euédricos a subédricos contornados pela foliação S1/2 marcada por moscovite e biotite e com formação de sombras de pressão de quartzo (Fig. 4.24b). Os porfiroblastos estão, de modo geral, fracturados e com sinais de alteração nessa mesmas fracturas e bordos. A turmalina ocorre em todas as amostras observadas. É euédrica a subédrica de pequenas dimensões e está disseminada pelos domínios M e pode mesmo encontrar-se incluída nas fracturas da andaluzite. Fig. 4.20 – A – Amostra CHV30 – Micaxisto – Porfiroblasto centimétrico de andaluzite poicilítica com inclusões de quartzo que definem uma foliação interna paralela a S1/2 crenulada por D3 (NX). B – Amostra CHV29 – Micaxisto com quartzo, moscovite e biotite, com textura granolepidoblástica macada por S1/2. A biotite tem caracter mimético sobre a foliação (N//) Fig. 4.21 – A – Amostra CHV25 – Micaxisto – Domínio M em contacto com veio de quartzo com fracturas preenchidas por biotite. Porfiroblastos de biotite contornados por S1/2 com inclusões de palhetas de moscovite e quartzo (N//). B – Amostra CHV24 – Micaxisto – Porfiroblasto de andaluzite com inclusões de grandes placas de biotite (N//). A B A B
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 75 Fig. 4.22 – Amostra CHV31 – Micaxisto. A – Aglomerado de biotite contornado por S1/2. B – Aglomerado de biotite cloritizada com intercrescimentos de palhetas de moscovite (ambas em N//). Fig. 4.23 – A – Amostra CHV25 – Micaxisto – Porfiroblasto de andaluzite poicilítica com foliação interna marcada por inclusões de quartzo paralelos a S1/2 marcada por moscovite. Porfiroblasto de biotite em contacto com a andaluzite (N//)). B – Amostra CHV29 – Micaxisto – Porfiroblasto de andaluzite poicilítica sobre S1/2 dobrada por D3. A foliação interna marcada por inclusões de quartzo está em continuidade com S1/2 (NX). Fig. 4.24 – A – Micaxisto – Amostra CHV29: Contacto de domínio M com veio de quartzo paralelo a S1/2. Ambos estão dobrados D3. Desenvolve-se uma andaluzite alongada segundo o plano axial da microdobra. As biotites concentram-se no contacto da andaluzite com o domínio M e preenchem fracturas deste porfiroblasto (N//). B – Amostra CHV24 – Micaxisto – Porfiroblasto subédrico de granada sem foliação interna contornada por S1/2 e corroída por quartzo. A B A B A B a
76 4.2.5 Zona da Biotite na Formação SPX A descrição petrográfica da zona da biotite foi definida por amostras de micaxisto (CHV32) e de quartzofilito (CHV28, CHV33). Os micaxistos e os quartzofilitos apresentam aspectos microestruturais e mineralógicos muito semelhantes, sendo os domínios M dos micaxistos mais espessos (fig. 4.25). As amostras de ambas as litologias revelam uma textura granolepidoblástica com formação de bandado metamórfico que define S1/2 (Sn). O quartzo é o mineral predominante nos domínios Q, com cristais inequigranulares, alongados segundo Sn, com extinção ondulante e formação de subgrãos e neogrãos. A moscovite é o filossilicato predominante nos domínios M, tem carácter tardio e apresenta finas palhetas de pequenas dimensões que marcam S1/2. Ocorrem ainda algumas palhetas mais espessas sem orientação preferencial. A biotite surge a preencher espaços intersticiais de quartzo e moscovite ou a interface entre os domínios Q e M (fig. 4.26a). A biotite no domínio M não define níveis contínuos como a moscovite. Desenvolve placas finas e alongadas, de várias dimensões, no entanto, são mais pequenas que as moscovites. A biotite pode formar aglomerados biotíticos com intercrescimentos com palhetas de moscovite (fig. 4.26b). Ocorre turmalina euédrica a subédrica de pequenas dimensões, dissiminada nos domínios M das amostras. Fig. 4.25 – A – Amostra CHV32 – Micaxisto; B – Amostra CHV33 – Quartzofilito. Comparando as duas imagens constata-se que os domínios M do micaxisto são mais definidos que os do quartzofilito (ambas em N//). A B
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 77 Fig. 4.26 – A – Amostra CHV28 – Quartzofilito – A biotite surge a preencher espaços intersticiais de quartzo nos domínios Q e de moscovite nos domínios M, o que aponta a seu caracter tardi-cinemático relativamente ao bandado; B – Amostra CHV33 – Quartzofilito – Aglomerado de biotite e moscovite de carácter tardio sem orientação preferencial (5x; N//; escala 100 µm). 4.3 Petrografia da Área A2 – Ribeira de Pena – Cabeceiras de Basto A área A2 é caracterizada pela presença de um numeroso e variado cortejo filoniano de natureza quartzosa e aplito-pegmatítica que afecta todas as litologias aflorantes. É uma área que foi caracterizada em estudos anteriores como pertencente à zona metamórfica da andaluzite (Noronha, 1983; Noronha & Ribeiro, 1983; Ribeiro et al., 2000; Lima, 2000; Martins, 2009). Contudo, tendo em conta as paragéneses com e sem andaluzite, são consideradas duas zonas de metamorfismo (zona da andaluzite e zona da biotite), para estas três unidades: Sa, Sb e Sc (Noronha & Lima, 1993). Esta zonalidade metamórfica define-se em bandas paralelas à estrutura principal (S0//Sn). A zona da andaluzite está confinada às proximidades dos veios de quartzo, associados a corredores de deformação e a filões de quartzo e pegmatitos. Nem sempre a proximidade aos veios e filões é suficiente para a formação de porfiroblastos de andaluzite, sugerindo controlo litológico do protólito. Mais afastados da influência dos corpos filonianos, as condições metamórficas correspondem à zona da biotite, repetindo um pouco o que se observou para a Formação SPX na Área 1. A tabela 4.IV organiza as amostras colhidas para cada unidade na área A2, por zonas metamórficas: micaxistos, quartzofilitos e xistos negros. A amostra de quartzito (R39) pertence à zona da biotite. Os micaxistos são a litologia mais representada nas três unidades e os xistos negros são bastante frequentes na Unidade Sa. A B
78 As amostras observadas apresentam aspectos microestruturais e mineralógicos tão semelhantes nas três unidades, que não é feita a descrição petrográfica individualizada por unidade, como foi feito para a área A1, onde ocorrem condições metamórficas bastante distintas para cada uma das suas unidades. Tabela 4.IV – Zonas metamórficas para cada unidade na área A2 Área Domínio Estrutural Unidade Zona Metamórfica Litoestratigrafia Amostras andaluzite Micaxistos R45, R46, R47, R48, R49, R50, R52 Sc biotite Quartzofilito R53 Micaxistos R41A, R42A, R43, R64 andaluzite R63, R65 Quartzofilitos R62 biotite LQF R42B DPS/DEC Sb biotite X. negros R41B andaluzite Micaxistos R31, R33, R37A, R37B R38, R58, R59, R60A, R60B biotite Filito R57A andaluzite R54 biotite X. Negros R32A, R32B, R34, R36, R40, R56 andaluzite R35 biotite Quartzofilitos R61 A2 DETM Sa biotite Quartzito R39 4.3.1 Zona da biotite As condições metamórficas da zona da biotite registam-se em filitos, listrados quartzo-feldspáticos (LQF), quartzofilitos, xistos negros e quartzitos. Todas estas litologias apresentam bandado metamórfico quartzo-moscovítico com textura granolepidoblástica, definindo Sn (Fig. 4.27). No caso dos xistos negros, a moscovite ocorre associada a abundante matéria orgânica nos domínios M do bandado metamórfico (Fig 4.28).
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 79 Fig. 4.27 – A – Amostra R62 – Quartzofilito da unidade Sb – bandado metamórfico quartzo-moscovítico, defindo a foliação principal. Biotite que varia de estado incipiente a pequenas placas que ocupam os espaços intersticiais dos quartzos e moscovites. B – Amostra R53 – Quartzofilito listrado da unidade Sc colhido a poucos metros de uma bancada com andaluzite – S3 clivagem de crenulação, sobre Sn. A biotite ocorre no contacto entre os domínios M e Q e nos espaços intersticiais dos quartzos nos microlithons que ainda preservam S1. (ambas N//; escala 100 µm). A folição principal Sn na unidade Sa corresponde à foliação S1 gerada durante a fase de deformação varisca D1. Nas unidades Sb e Sc, a foliação Sn corresponde a S1/2, ou seja, a foliação S1 reorientada, reactivada ou crenulada por D2. Em qualquer um dos casos, a foliação principal Sn está crenulada e/ou dobrada por D3, que nas zonas de charneira gera uma clivagem de crenulação S3 que é, geralmente, marcada por moscovite e biotite (Fig. 4.29b). O estádio de desenvolvimento desta clivagem varia de amostra para amostra, e até mesmo dentro de cada amostra. Foram observadas variações de desenvolvimento entre o incipiente e o estádio 3. Fig. 4.28 – Amostra R41B – Xisto negro da unidade Sb – A – Bandado metamórfico constituído por níveis de quartzo e matéria orgânica que definem S1/2/ que, por sua vez, está dobrado por D3. B – Os grãos de quartzo alongam-se segundo os eixos das dobras D3 (ambas em N//; escala 100 µm). Bt A B A B
86 Como já foi referido, dependendo de tratar-se da unidade Sa, domínio estrutural DETM, ou das unidades Sb e Sc, domínio estrutural DEC, a foliação irá ser S1 ou S1/2, respectivamente. A foliação principal está, geralmente, dobrada, reactivada e/ou crenulada por D3. Esta crenulação, D3, nem sempre é suficiente para gerar S3, mas quando se forma, é uma clivagem de crenulação que varia entre os estádios de desenvolvimento 1 e 4. Esta nova foliação é marcada por moscovite e, por vezes, por opacos e /ou por biotite incipente ou de pequenas dimensões (Fig. 4. 34b). Como foi referido, as amostras observadas para a zona da andaluzite nas três unidades da área 2 apresentam injecções de veios de quartzo de várias gerações, paralelos a Sn, dobrados e anastomosados por D3. São constituídos por grãos de quartzo anédrico a subédrico, inequigranular e que varia entre o interlobar a poligonal. Os grãos podem alongar-se prependicularmente aos bordos e têm extinção ondulante, subgrãos e neogrãos. O quartzo presente nos domínios Q é, de um modo geral, inequigranular interlobar a poligonal, tem pequena dimensão, extinção ondulante e está, frequentemente alongado segundo Sn. Ocorrem alguns casos em que esse alongamento é segundo Sn+1 (S3). Nos micaxistos, sem bandado metamórfico, o quartzo é exclusivo dos veios ou filonetes, ou das inclusões que marcam a foliação interna nos porfiroblastos de andaluzite, granada e/ou cordierite. A moscovite é o mineral predominante nos domínios M, tem pequenas dimensões e define as foliações observadas (Figs. 4. 34 e 4.35). Ocorre também uma moscovite de maiores dimensões ou em palhetas alongadas, ambas sem orientação preferencial, que cresce sobre as foliações e associada à biotites (Figs. 4. 36, 4.37 e 4.40b). A biotite é menos abundante que a moscovite, cresce segundo Sn em porfiroblastos transversais, sem orientação preferencial de um modo descontínuo (Figs. 4. 35 e 4.36). Ocorre, também, em espaços intergranulares do quartzo nos domínios Q e, em especial, no contacto com os veios de quartzo (Fig. 4. 36a). A biotite pode desenvolver grandes porfiroblastos sem orientação preferencial sobre S3, quando esta clivagem de crenulação se forma (Figs. 4. 36b e 4.37b). Nas paragéneses com porfiroblastos de granada, as biotites podem definir níveis contínuos biotíticos, normalmente associados a estes porfiroblastos (Fig.40). Os porfiroblastos de andaluzite poicilíticos crescem sobre Sn junto às charneiras das crenulações ou nos microlithons da Sn anastomosada. Em ambos os casos, têm uma foliação interna marcada por quartzo, contínua com a foliação externa (Si//Se) que corresponde a Sn crenulada (Fig. 4.37). Estes porfiroblastos apresentam
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 87 continuidade óptica não mostrando sinais de ter sofrido deformação. Ocorre ainda outro tipo de porfiroblasto de andaluzite mais fracturada, sem inclusões ou foliações internas. Não é raro encontrar porfiroblastos de andaluzite a desenvolverem-se nos domínios M em contacto directo com os veios de quartzo (Fig. 4.38a). É frequente a associação de biotite inclusa nos porfiroblastos poicilíticos de andaluzite (Fig. 4.38). As andaluzites de maiores dimensões que podem atingir centímetros, podem incluir no seu interior, para além das biotites porfiroblastos granadas. No xisto negro, rico em matéria orgânica a andaluzite desenvolveu-se sob a forma de quiastolite, com inclusões de matéria orgânica. As andaluzites observadas são sin a tardi-D3. A cordierite está alongada segundo a Sn e, em algumas amostras, está associada aos veios de quartzo e cresce em contacto com a andaluzite, chegando a envolvê-la. A cordierite pode ter foliação interna contínua com a foliação externa (Si//Se), marcada por quartzo ou moscovites tardias. Em todas as amostras estudadas, a cordierite ocorre em porfiroblastos que estão totalmente pinitizados e cloritizados, com inclusões de de biotite. A granada quando presente, ocorre em porfiroblastos euédricos a subédricos sobre a matriz de filossilicatos e em intercrescimento com a andaluzite. Observa-se, por vezes, um alinhamento de porfiroblastos segundo S1 associado a níveis mais ricos em biotite (Fig. 4.39). Quando apresentam foliação interna ela está em continuidade com a foliação externa Si//Se (Fig. 4.40a). Neste caso é uma granada pós-S1 e sin-D3. No caso em que a granada euédrica a subédrica surge sem inclusões rodada por aglomerados de filossilicatos sem orientação preferencial é tardi a pós-D3 (Fig. 4.40b). Em muitas das amostras observadas, a granada encontra-se quase totalmente substituída por limonite. A clorite tem um carácter tardio e cresce sem orientação preferencial sobre S3. Por vezes, está associada aos veios de quartzo, enquanto noutros casos, resulta da cloritização da cordierite e da biotite (Fig. 4.41). Ocorrem minerais opacos sem orientação preferencial dispersos. Estão associadas, em alguns casos, à biotite (Fig. 4.42a). A turmalina ocorre nos domínios M, mais biotíticos. A estaurolite foi observada apenas na amostra R50 da unidade Sc, colhida no campo pegmatítico de Cerdedo. Esta amostra apresenta veios de quartzo e a matriz pelítica é caracterizada por uma textura lepidoblástica cujos filossilicatos têm tendência não orientada. A estaurolite é subédrica e de pequenas dimensões e surge em pouca quantidade, na zona adjacente a um veio de quartzo (Fig. 4.42b). Está associada a biotite e a moscovite não orientadas e pode ocorrer associada a
88 cordierite, tipificando condições metamórficas de baixa pressão (a partir de 1,5kbar), para valores de T>540ºC, do tipo Bucaniano (Deer et al., 1992). Fig. 4.38 – A – Amostra R37B – Micaxisto andaluzítico com granada, com andaluzite porfiroblástica associada a biotite, adjacentes a um veio de quartzo. B – Amostra R50 – Micaxisto andaluzítico com cordierite pinitizada, associadas a biotite de dimensões variadas (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.39 – A – Amostra R35 – quartzofilito andaluzítico granatífero da unidade Sa, com porfiroblasto de granada associado a zona biotítica. B – Pormenor da foto anterior: biotite sem orientação preferencial, definindo um alinhamento paralelo S1, marcada por moscovite, (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.40 – A – Amostra R58 – Micaxisto andaluzítico granatífero da unidade Sa – Granada pós-S1/2, sin a tardi-D3, com Si//Se marcada por quartzo e opacos, junto a um veio de quartzo. B – Amostra R37B – Micaxisto andaluzítico com granada unidade Sa – Granada euédrica no seio de uma matriz micácea com biotite e palhetas de moscovite sem orientação preferencial (ambas em N//; escala 100 µm). A B A B A B
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 89 Fig. 4.41 – A – Amostra R43 – Micaxisto andaluzítico com granada da unidade Sc, com clotite sobre biotite. B – Amostra R50 – Micaxisto andaluzítico com cordierite e estaurolite da unidade Sc, com clorite, biotite e moscovite sem orientação, sobre porfiroblasto de cordierite totalmente alterado (ambas em N//; escala 100 µm). Fig. 4.42 - A – Amostra R52 – Micaxisto andaluzítico, com mineral opaco associado a aglomerado de biotite não orientada. B – Amostra R50 – Micaxisto andaluzítico com cordierite e estaurolite, esta subédrica, tardia e associada à biotite, junto a veio de quartzo. (ambas em N//; escala 100 µm). 4.4 Petrografia da Área A3 – Vila Pouca de Aguiar A área de estudo A3, localizada no bloco oriental da Falha Régua-Verin é caracterizada por ter registado condições metamórficas de mais baixa temperatura, relativamente as do bloco ocidental, descritas para as áreas A1 e A2. A isógrada da clorite ocorre essencialmente nas unidades do DETM, enquanto que as condições da isógrada da biotite são registadas no DETM e DEC (Ribeiro, 1998, Ribeiro et al 2007). Próximo do contacto dos granitos da Gralheira e de Vila Pouca de Aguiar ocorrem condições metamórficas na zona da andaluzite, em litologias englobadas nos dois domínios estruturais. Localmente regista-se blastese de silimanite e no sector norte da área observou-se estaurolite associada a andaluzite. a A B A A B
90 Na Tabela 4.V apresenta-se a listagem da amostragem e sua distribuição por unidade litoestratigrafica e por zona metamórfica. Tabela 4.V – Zonas metamórficas e amostragem para cada unidade na área A3 Área Domínio Estrutural Unidade Zona Metamórfica Litoestratigrafia Amostras Clorite MA174, MA187 Biotite MA169,MA171, MA173, MA215, MA211 Filitos R22, MA208 Andaluzite Micaxisto R14 Clorite R20 Biotite R17, R18, R19 Andaluzite Quartzofilitos R16, R23 Biotite R21 Autóctone/ DETM Cu-T Silimanite LQF MA183 Clorite MA61,MA117, MA128, MA149 , MA159 Biotite MA59, MA118, MA150, MA152, MA155, MA160, MA163, MA164, MA165, MA204, MA220, MA220A Andaluzite Filitos MA218, MA219 Biotite X. Negros R24, R25 Clorite R27 Biotite Filitos Cinzentos R26, R29 Quartzofilitos MA126, MA146, MA181 DPI/DETM Cu Clorite Quartzito MA167 Biotite LQF MA36, MA121, MA122, MA123, MA130, MA145, MA157, MA158, MA161, MA162 VE (AC) Biotite Filitos M222 Biotite Quartzofilitos MA19, MA67 X. Negros MA17 VE (Ra) Biotite Micaxisto MA 225 Clorite Quartzitos MA132 Biotite MA120, MA133 Cb Andaluzite Quartzofilitos R6, MA125, MA136 LQF MA20, MA22, MA24, MA110, MA201, MA203, MA223, MA223A, MA224, MA226 Filitos MA22B, MA129, MA202 R. Calcossilicatadas MA22A A3 DPS/DEC SE Biotite Quartzofilitos MA16, MA77
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 91 4.4.1 Zona da clorite Esta zona metamórfica corresponde ao mais baixo grau registado nas três áreas de estudo, e as litologias pelíticas e quartzopelíticas, apresentam granularidade fina, com exceção de algumas placas de clorite e moscovite adjacentes a veios de quartzo. Estes blastos esporádicos não definem texturas marcadas por filossilicatos de orientação aleatória, tão frequentes nas amostras colhidas no bloco ocidental, e responsáveis pela obliteração parcial a total das estruturas prévias. Nesta zona metamórfica, as foliações estão bem marcadas ao contrário do que se verificava em litologias equivalentes afectadas por condições metamórficas de mais alto grau. As amostras estudadas, correspondentes à zona da clorite compreendem: filitos, quartzofilitos, xistos negros e quartzitos, distribuídos pelas unidades Cu-T e Curros do DETM e unidade de Cubo de DEC (Tabela 4.V). A amostra de quartzito, MA132 é a única amostra de DEC que revelou condições da zona da clorite. É essencialmente constituído por espessos domínios de quartzo e finíssimos níveis moscovíticos com alguma clorite. É um quartzito com textura granoblástica com porfiroclastos deformados, rodeados por matriz de quartzo inequigranular e interlobado por recristalização metamórfica, com ocasionais opacos. A foliação S1/2 e tem carácter anastomosado. Não ocorrem níveis ricos em ferro nem sinais de circulação de fluidos que pudessem adicionar este elemento, necessário à formação de biotite (Fig. 4.43a). A amostra de quartzito MA 167, também com paragénese típica da zona da clorite, pertence à unidade Cu de DETM. Este quartzito difere do primeiro por não apresentar porfiroclastos. Tem textura granoblástica muito fina, constituído por quartzo inequigranular com pequenos grãos de moscovite a preencher os seus espaços intersticiais (Fig. 4.43b). Estes níveis de quartzo e opacos de pequenas dimensões marcam S1 (Sn). Ocorrem também finos veios de quartzo subparalelos a Sn. Os filitos das unidades Cu-T e Curros de DETM, com paragéneses típicas da zona da clorite, foram colhidos em locais afastados das auréolas de metamorfismo de contacto, também afastados de zonas de cisalhamento e até mesmo dos contactos tectono-estratigráficos entre unidades. Estas litologias são caracterizadas por bandados metamórficos com textura granolepidoblástica que definem S1, em geral paralela a S0. Esta foliação está crenulada por S3 no estádio 1 a 4, e marcada pelo alinhamento de moscovite, opacos, quartzo e, por vezes, clorite (Fig. 4.44). Em alguns casos, S3 funciona como planos de movimentação dúctil.
92 Fig. 4.43 - A – Amostra 132 – Quartzito da unidade Cb, com clastos policristalinos de quartzo, alguns com golfos de corrosão e extinção ondulante, envoltos por matriz granoblástica, com S1 anastomosada definida por moscovite, clorite e opacos. O zircão é um acessório frequente (NX). B – Amostra 167 – Quartzito da unidade Cu – S1/2 definido por quartzo e opacos. O zircão também é um acessório frequente (N//). Fig. 4.44 - A – Amostra MA149 – filito da unidade Cu, com S1 crenulado e anastomosado marcado por microlithons de composição essencialmente quartzosa. B – Amostra MA 187 – filito da unidade Cu-T, com bandado metamórfico dobrado e anastomosado com desenvolvimento de S3, no estádio 2-3. A clorite cresce sobre as foliações sem orientação preferencial, embora ocorra alguma orientada segundo S3 (ambas N//; escala 100 µm). Os veios de quartzo ocorrem paralelos à foliação principal, estão geralmente dobrados e/ou bodinados com grãos de pequenas dimensões inequigranulares. Junto aos veios de quartzo, a moscovite e clorite apresentam maiores dimensões e orientação aleatória. Os domínios Q são granolepidoblásticos compostos por quartzo e moscovite, enquanto que domínios M são essencialmente lepidoblásticos compostos por moscovite, clorite e opacos de hábito acicular e nos xistos cinzentos a negros, por matéria orgânica. Nas litologias mais filitosas o bandado metamórfico não ocorre, sendo a textura essencialmente lepidoblástica. Nestes casos, o quartzo está confinado essencialmente aos veios concordantes com a foliação, principal. Na zona adjacente a estes veios de quartzo a moscovite e clorite apresentam blastos de maior dimensão e com orientação A B A B
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 93 aleatória. São frequentes os óxidos/hidróxidos de Fe nos espaços intersticiais das anisotropias da rocha, nomeadamente, segundo Sn, na interface entre os domínios Q e M. Estes óxidos/hidróxidos geram alguma confusão na identificação de uma possível biotite incipiente. A associação mineral nesta zona é constituída essencialmente por: quartzo + moscovite + clorite + opacos ± turmalina ± óxidos/hidróxidos de Fe O quartzo nos domínios Q é inequigranular, de pequenas dimensões e alongado segundo Sn. Nos casos em que D3 desenvolve foliaçãoo quartzo mostra alongamento segundo S3 (Sn+1). O quartzo que preenche os veios e lentículas paralelos a S1, pode ter uma estrutura em pente e apresentar maiores dimensões. A moscovite observada nas amostras, tem pequenas dimensões e marca as duas foliações observadas Sn e Sn+1. Ocorre uma moscovite ligeiramente maior, com carácter tardio e sem orientação preferencial que cresce sobre a clorite. Nos domínios M, define arcos poligonais. Esta moscovite será simultânea da que ocorre adjacente aos veios e lentículas de quartzo. A clorite ocorre em pequenas dimensões nos espaços intersticiais do quartzo e moscovite nos diferentes domínios, chegando a marcar S3. Também pode desenvolver grandes dimensões sobre as foliações observadas, em particular no encosto dos veios e lentículas de quartzo (Fig. 4.45a). Observou-se ainda porfiroblastos de clorite poicilíticos com inclusões de quartzo que definem uma foliação interna paralela a S1 (Fig. 4.45b). Estas características são em tudo semelhantes ao que já foi descrito para a biotite nas outras zonas metamórficas. Os opacos têm pequenas dimensões, estão disseminados pelas amostras e marcam muitas vezes, a par da moscovite, a foliação S3. A turmalina quando ocorre, é subédrica a euédrica, tem hábito hexagonal e está disseminada nos domínios M. Na amostra MA 117 da unidade Cu os espaços intergranulares dos quartzos estão preenchidos geralmente por pirite bastante alterada. Observam-se veios de quartzo com aglomerados de pirites euédricas de maiores dimensões, clorites sem orientação preferencial e plagioclases de grandes dimensões, subédricas associadas aos sulfuretos (Fig. 4.46).
94 Fig. 4.45 - A – Amostra R27 – xisto negro da unidade Cu, com porfiroblastos de clorite e moscovite de grandes dimensões no encosto de um veio de quartzo, paralelo ao bandado metamórfico. B – Amostra MA149 – filito da unidade Cu, com porfiroblasto de clorite poicilítica com Si = S1, perpendicular a Se=S3 (ambas N//; escala 100 µm). Fig. 4.46 - Amostra MA 117 – filito da unidade Cu, com veio de quartzo com pirite, plagioclase e clorite sem orientação preferencial (A – N//; B – NX; escala 100 µm). 4.4.2 Zona da biotite A zona da biotite foi definida em DETM pelas amostras colhidas nas proximidades dos contactos tectono-estratigráficos e/ou próximo de zonas de cisalhamento. São amostras frequentemente atravessadas por veios de quartzo aos quais se associa o desenvolvimento de porfiroblastos de biotite, moscovite e/ou clorite. No DEC, a zona da biotite é a zona metamórfica de mais baixo grau e abrange todas as suas unidades litoestratigráficas deste domínio estrutural. As amostras estudadas para a área A3, com paragénese metamórficas correspondentes à zona da biotite, revelaram características em tudo semelhantes às descritas nas outras duas áreas. Em termos de microestrutura, a maioria das amostras apresenta o mesmo grau de deformação, com desenvolvimento de bandados metamórficos quartzo-moscovíticos granoblásticos, crenulados que definem as foliações S1 e S3. Também o grau de desenvolvimento da clivagem de crenulação, é A B A B
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 95 basicamente o mesmo, variável entre o estádio 1 e o 4, estando a maioria do estádio 2-3 (Fig. 4.47). A biotite ocorre preferencialmente associada e aglomerada próximo de fracturas e microfracturas com evidente circulação de fluidos ricos em Fe e, por vezes, é difícil distinguir as manchas de oxidação da biotite incipiente (Fig. 4.48b). A biotite foi observada em várias etapas de formação, desde incipiente a profiroblastos sem orientação preferencial que podem ter intercrescimentos de moscovites ou inclusões de quartzo que definem uma foliação interna paralela a S1 (Fig. 4.49a e Fig. 4.51). A biotite concentrar-se na interface entre os domínios Q e M, nas zonas adjacentes aos veios de quartzo e nas charneiras das microdobras D3, definindo aglomerados alongados segundo os planos S3, mas envolvendo cristais de orientação aleatória (Figs. 4.49b, 4.50 e 4.51). A biotite também ocorre nos espaços intersticiais do quartzo nos domínios Q e nos veios. É comum em algumas amostras a concentração nas charneiras das microdobras D3 de biotites orientadas segundo S1 de forma mimética e defindo arcos poligonais (Fig. 4.52). A clorite ocorre com pequenas dimensões nos espaços intersticiais do quartzo e moscovite nos domínios Q e M, tal como a biotite, e pode marcar as duas foliações observadas. Ocorre também em porfiroblastos sobre a foliação principal e sem orientação preferencial, por vezes, com inclusões de quartzo ou opacos que definem foliações internas paralelas a S1 (Fig. 4.53). Localmente, em litologias pelíticas, com alguma matéria orgânica, ocorrem pequenos porfiroblastos de granada com carácter pós-cinemático (Fig. 4.54). Fig. 4.47 - A – Amostra MA 225 – micaxisto da sub-unidade de Rancho (Ra) – S3 clivagem de crenulação no estádio 3 marcada por opacos, com biotite dispersa e concentrada em aglomerados de cristais sem uma orientação preferencial, confirmando carácter pos-cinemático. B – Amostra MA163 – filito da unidade Cu, com clivagem de crenulação S3, no estádio 4 (ambas N//; escala 100 µm). A B
102 cinemática oblitera de modo parcial a microestrutura anterior, sobretudo nas litologias menos pelíticas (LQF, quartzofilitos e quartzitos) permitindo identificar foliações (S1 ou S1/2) e bandado composicional com texturas granolepidoblásticas a lepidobláticas com paragéneses de quartzo+moscovite+/-plagioclase+/-clorite. A intensidade da deformação associada à fase D1 ou D1/2, em resultado de uma deformação progressiva não coaxial, em condições de baixo grau (zona da clorite) promoveu mecanismos de dissolução por pressão e migração de fluidos de exsudação através das anisotropias, nomeadamente S0 e a foliação principal D1/2. Desta circulação e migração resultou a precipitação de veios de quartzo, em geral paralelos às anisotropias principais, desta forma acentuadas, e cuja geometria e textura indicam terem ocorrido em fases sucessivas. - Quando a última fase de deformação dúctil (D3) actuou os veios de quartzo e o bandado metamórfico, mais ou menos intenso, já estavam formados ou mesmo deformados e dobrados pela segunda fase (fase D 2). A actuação de D3 promoveu a crenulação ou dobramento, a reactivação ou a reorientação das estruturas prévias (S0, S1 S 1/2), reactivou canais de circulação de fluidos pré-existentes ou gerou novos circuitos, como zonas de cisalhamento, onde se instalaram os vários corpos ígneos sin-tectónicos e respectivos cortejos filonianos. Localmente e em litologias muito pelíticas, a fase D3, gerou uma clivagem de crenulação S3 que no estádio de evolução máximo chegou a transpor parcial a totalmente, as foliações anteriores e a gerar novo bandado metamórfico. - Durante a fase D3, na dependência da instalação dos granitos sin-tectónicos e do fluxo de fluidos de elevada temperatura, acionada nas anisotopias estruturais adjacentes, nomeadamente nos contactos tectonoestratigráficos e nas zonas de cisalhamento sin a tardi-D3, ocorre um aumento de T, cujo gradiente geotérmico é lateralmente condicionado pelas anisotropias e mecanismos referidos. Nos sectores afastadas de corpos intrusivos e de zonas de cisalhamento, as condições metamórficas sin- a tardi- D3, não ultrapassam as condições da zona da biotite, embora também se registe uma relação entre a blastese de biotite e a presença dos filonetes e veios de quartzo. - O gradiente térmico sin- a pós- D3, foi responsável por uma evolução metamórfica episódica, tendo em conta a nucleação dos diferentes porfiroblastos e suas relaçãos texturais. Há um primeiro episódio sin-cinemático, com nucleação de porfiroblastos poicilíticos que preservam foliações em continuidade com a foliação externa, já deformada por D3. Durante esta fase inicial formaram-se os porfiroblastos de granada e de biotite I associadas, de cordierite, de andaluzite I anédrica e poicilítica e, muito localmente, de estaurolite prévia à andaluzite I que a envolve. Este episódio
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 103 de blastese sin-cinemática está bem representado na área A1, nomeadamente na Unidade SPQ. Ocorre um segundo episódio de nucleação de andaluzite II mais tardia, póscinemática, não poicilítica e de tendência auédrica, mais rosada e associada a aglomerados de biotite e moscovite sem orientação preferencial. Este episódio de blastese pós-cinemática está bem representado em todas as áreas, nomeadamente na Unidade SPX da área A1 e nas áreas A2 e A3, associado a corpos aplitopegmatíticos, a filões e filonetes de quartzo ou a acidentes estruturais (contactos tectono-estratigráficos e zonas de cisalhamento). Na área A1, na Formação SPQ este episódio de blastese está representado pelo desenvolvimento de silimanite fibrolítica associada a biotite II, embora esta blastese possa ser um pouco anterior à da andaluzite II. Nos últimos episódios de blastese pós-cinemática, já em condições retrógradas, há nucleação de moscovite II e de clorite em porfiroblastos sem qualquer orientação. A moscovite apresenta-se em grandes placas de birrefringência anómala e bordos simpletíticos com o quartzo, substituindo a andaluzite e eventualmente a silimanite, indicando condições metamórficas retrógradas e de caracter hidrotermal. A clorite ocorre também em porfiroblastos ou substituindo a biotite. Nos sectores correspondentes à zona da clorite (área A3) ou à zona da biotite (em todas as áreas) o pico das condições metamórficas é registado pela blastese de porfiroblastos de clorite e/ou biotite sem orientação preferencial, dispersos, mas sobretudo associados a alinhamentos estruturas, nomeadamente o bandado composicional e veios de quartzo. Os porfiroblastos de moscovite II e biotite nos domínios M, desenvolvendo arcos poligonais sobre as charneiras do dobramento D3, confirmam o seu carácter tardi- a pós-cinemático. As paragéneses metamórficas e as relações blastese-deformação definidas são sintetizadas e esquematizadas na Tabela 4.VI.
104 Tabela 4.VI – Sintese esquemática das relações blastese-deformação. Apresentam-se em síntese as quatro paragéneses definidas, na globalidade das três áreas estudadas. 1ª paragénese (sin a tardi-cinemática relativamente a S1 e S 1/2): Moscovite + quartzo ± clorite (?) ± biotite (?); 2ª paragénese (sin D3), corresponde ao pico metamórfico, responsável pela zonalidade metamórfica definida nas três áreas: Moscovite + quartzo + biotite I ± andaluzite ± granada ± cordierite ± estaurolite; 3ª paragénese (tardi a pós D3 correspondente a um pico térmico local, associado a fluxo de fluidos de elevada temperatura em anisotropias estruturais e zonas de cisalhamento) Moscovite + quartzo ± silimanite ± andaluzite II + biotite II ± clorite; 4ª paragénese (retrógrada e hidrotermal): Moscovite II + quartzo+ clorite. Diferenciação metamórfica Bandado composicional S1 e S1/2 (Sn) Crenulação/reactivação/ reorientação S3 (Sn+1) Pico térmico sincinemático Pico térmico local Alteração hidrotermal Processos pós-cinemáticos Filossilicatos e quartzo de pequena granularidade Porfiroblastos Mica branca Quartzo Clorite Biotite Andaluzite Granada Silimanite Cordierite Estaurolite And II ??? ??? Biotite I Biotite II And I Mosc II Blastese ante a pós- (controlo litológico)
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 105 A tipologia e cronologia destas paragénese a e sua relação com a deformação varisca é compatível com uma evolução metamórfica orogénica, cujo gradiente térmico é mais condicionado pela instalação de corpos intrusivos e pelo fluxo de fluidos de elevada temperatura em anisotropias estruturais, do que pelo relaxamento térmico resultante do espessamento crustal orogénico. Este efeito pode ser particularmente notório em intrusões em níveis crustais intermédios ou relativamente superficiais, podendo gerar gradientes térmicos suficientes para a ocorrência de condições da fácies anfibolítica a pressões relativamente baixas (Lyubetskaya & Ague, 2010; Kneller & Leslie, 2007). As evidências petrográficas, nomeadamente a 1ª paragénese pré cinemática relativamente à última fase dúctil (D3), em condições da zona da clorite ou eventualmente da zona da biotite, e a microestrutura associada (bandado metamórfico por deformação heterogénea e crenulação) sugerem uma evolução metamórfica préintrusões magmáticas, nas três áreas estudadas, compatível com um nível crustal alto e de baixo gradiente térmico, nas condições referidas. É a evolução metamórfica sin a tardi-D3 que diferencia os litótipos das três áreas, materializando uma zonalidade metamórfica distinta na geometria ou representação das zonas e na sua intensidade do grau metamórfico.
106
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 107 Capítulo 5 Metamorfismo e efeito de circulação dos fluidos
108
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 109 5.1 Considerações prévias A relação entre as zonas metamórficas definidas e a instalação de corpos magmáticos e cortejos filonianos aplitopegmatíticos e quarztosos que atravessam os metassedimentos estudados foi estabelecida através de dados cartográficos e petrográficos descritos nos capítulos anteriores. As amostras classificadas por tipos de litologia, paragénese metamórfica, unidade litoestratigráfica e área de estudo foram comparadas com as amostras do mesmo tipo litológico sujeitas a diferentes graus de metamorfismo com o intuito de perceber se houve ou não relação entre as possíveis transformações mineralógicos e determinados graus metamórficos. O efeito da circulação dos fluidos metamórficos na área estudada provocou um conjunto de alterações de natureza mineralógica e geoquímica nas amostras estudadas. A lista de abreviaturas apresentada no início deste trabalho, resume as nomenclaturas utilizadas para designar todas as amostras analisadas. Como exemplo apresentamos um excerto da referida lista (tabela 5.I). Tabela 5.I – Nomenclaturas utilizadas para designar os micaxistos da Área 1 – Montalegre-Boticas. Nomenclaturas Significado Mx bt tur SPQ Micaxisto Zona da biotite com vestígios de turmalina Unidade SPQ Mx and gr SPX Micaxisto Zona da andaluzite com granada Unidade SPX Mx And SPX Micaxisto Zona da andaluzite Unidade SPX Exemplificando, um micaxisto com alguma turmalina colhido na zona da biotite na unidade SPQ, será designado por Mx bt tur SPQ, enquanto que um micaxisto colhido na zona da andaluzite na unidade SPX será designado por Mx and SPX. Para a área A1 analisaram-se 14 amostras representativas de todas as litologias observadas, onde se incluem quatro amostras de listrados quartzofeldspáticos (LQF), cinco micaxistos (Mx), um xisto negro (XN) e três quartzofilitos (Qf) (Ramos, 2003). Estas amostras distribuem-se pela Unidade SPQ e pela Unidade SPX, em diferentes zonas metamórficas: zona da silimanite, zona da andaluzite e zona da biotite (tabela 5.I).
110 Na área A2 foram colhidas 27 amostras para análise de química total de rocha (21 amostras para a unidade Sa, 2 amostras para Sb e 4 para Sc). Dessas 27, 12 amostras foram colhidas por Ribeiro (1998) e as restantes 15 foram colhidas no decurso deste trabalho. As amostras da área A3 utilizadas para esta análise litogeoquímica foram maioritariamente colhidas por (Ribeiro, 1998). Analisaram-se 28 amostras para a unidade Cu, 10 para unidade Cu-T, 16 para unidade SE, 6 para unidade Cb, 4 para unidade Ra e 11 para unidade AC. O estudo focou-se essencialmente nas litologias pelíticas (filitos), quartzopelíticas (Qf), quartzofeldspáticas (LQF), xistos negros (XN) e rochas calcossilicatadas (CC). As amostras lidíticas das unidades FN e Ra foram deixadas de parte, por terem teores de SiO2 na ordem dos 93 a 98% e teores muito baixos, a nulos para os restantes elementos e ainda, por não existir amostragem de diferentes isógradas metamórficas. Os dados da química total das rochas de cada uma destas amostras foram projectados em representações gráficas como box plot e normalização a NIBAS – Neoproterozoic Iberian Average Shale (Ugidos et al. 2010). A análise dos box plot expôs o comportamento de cada elemento químico em separado para os diferentes tipos de litologias, enquanto que os gráficos de normalização a NIBAS agrupam o comportamento dos diferentes elementos químicos para cada tipo de litologia. Os box plot permitem de uma forma perceptível comparar vários grupos de litologias sem relação aparente, enquanto que os gráficos de normalização podem tornar-se visualmente muito confusos, obrigando a uma organização e selecção prévia das amostras a projectar. Desta forma, os box plot são úteis aplicações para análises preliminares, servindo de filtro na triagem dos grupos de amostras a serem utilizados nas análises seguintes, como normalização e os cálculos de balanços de massas. 5.2 Análise de “box plot” Numa primeira abordagem da análise dos dados litogeoquímicos, recorreu-se a box plot que são representações gráficas de análise estatística. Estes permitem examinar rapidamente um ou mais conjuntos de dados. No presente caso, focou-se a atenção na natureza das litologias amostradas definidas no campo e no seu grau metamórfico, tendo em conta a paragénese observada nos estudos petrográficos. Os box plot trazem vantagens relativamente aos histogramas, pois possibilitam a comparação entre as distribuições de vários grupos ou conjuntos de dados numéricos através do resumo de cinco números: observação menor (mínimo da
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 111 amostra), quartil inferior (Q1), mediana (Q2), quartil superior (Q3) e observação maior (máximo da amostra). O box plot também permite visualizar, caso existam, valores discrepantes (outliers) e valores extremos, o que é bastante útil para localizar potenciais concentrações anómalas de determinados elementos nas amostras (fig. 5.1). Os box plot destacam as diferenças entre as populações, sem fazer qualquer suposição da distribuição estatística subjacente: são não-paramétricos. Os espaçamentos entre as diferentes partes da caixa indicam o grau de dispersão e assimetria nos dados. Graças aos box plot podemos comparar diferentes litologias quanto ao seu teor em determinado elemento químico, despistando quais as mais ricas ou mais pobres e quais as que possuem valores extremos. Também podemos saber, por exemplo, qual o grau de dispersão de valores e ainda, perceber através da comparação de litologias equivalentes mas com paragéneses metamórficas distintas, qual o comportamento dos elementos químicos com as variações das condições metamórficas. Fig. 5.1 – Esquema representativo de um box plot. A análise dos box plot para as diferentes litologias amostradas nas zonas de metamorfismo registadas nas três áreas de estudo, evidenciou que a litogeoquímica está intimamente relacionada com a natureza do protólito. Assim, as litologias quartzofilitosas, quartzíticas e os xistos negros são mais ricas em SiO2. As litologias mais quartzofeldspáticas (LQF), com maior percentagem modal de plagioclase sódica, são mais ricas em Na2O e em CaO e quando associadas a rochas calcossilicatadas,
118 O Al apresenta teores, de modo geral, próximos de NIBAS e não apresenta variações assinaláveis com o aumento do metamorfismo, salvo em alguns casos como nos micaxistos da área A1 e xistos cinzentos da área A2 e os quartzofilitos da área A3, todos eles apresentam teores de Al superiores para metamorfismo de mais alto grau. Os teores de Ca, Na e P apresentam geralmente picos inferiores abaixo da normalização, com excepção para LQF e micaxisto da zona da biotite na área A1 e micaxisto com andaluzite, estaurolite e granada da área A2. Em alguns casos, os elementos K, Zr e Co para a área A1 e Y, Yb e Lu, apresentam também picos inferiores. O Si nos LQF, apresenta valores maiores que o NIBAS para os quartzofilitos e xistos cinzentos, enquanto nos micaxistos e filitos o Si tem valores sensivelmente igual ao NIBAS. 5.4 Ganhos, perdas e imobilidade dos elementos químicos por cada litologia Comparando os perfis de normalização com as litologias semelhantes sujeitas a diferentes condições metamórficas e combinando com os dados fornecidos pela análise dos box plot, podemos determinar quais os elementos que sofreram perdas, ganhos ou permaneceram imóveis durante os processos metamórficos actuantes. Recorrendo aos cálculos de balanços de massa (Grant, 1986, 2005) podemos contabilizar essas variações geoquímicas (ver anexo A.5.4: Análise de isóconas de alteração (Ganhos e Perdas), inserido nos Anexos do capítulo 5). Foram descartados os elementos menores e terras raras que apresentaram nos box plot grandes dispersões com intervalos de valores que englobam os valores desse elemento para grupo de litologias a comparar. Assim, optou-se por elementos com dispersões menores de valores. Os LQF analisados, pertencentes às unidades SPQ, Curros-Tinhelha e Alto da Cheira revelam ganhos para os teores Al, K, Ba, Rb, nas litologias sujeitas a maior grau de metamorfismo (zona da silimanite) e nas litologias sujeitas a circulação dos fluidos metamórficos. Para os LQF com silimanite ocorrem ainda ganhos para os teores de Co, Hf, Th, contudo, para a amostra sujeita a alteração devido a circulação dos fluidos metamórficos na unidade de Alto da Cheira, estes elementos sofrem perdas nos seus teores. Nos processos metamórficos e/ou hidrotermais, ocorrem
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 119 perdas dos elementos Fe, Mn, Ca, P e comportamentos variáveis dos elementos Si, Mg, Fe, Ti, Na, Cu, Sc, Zr, Zn. Os micaxistos revelaram-se ser mais difíceis de interpretar devido às variações de comportamento dos seus elementos para os grupos de amostras definidos. Na área A1, os micaxistos sujeitos a maior grau metamórfico dividem-se em micaxistos com andaluzite e granada e micaxisto com andaluzite. Ambos apresentam teores relativamente superiores de Al, K, Ti, Ba, Co, Rb, Th, Zn e relativamente inferiores de Si, Mg, Ca, Na, P, Cu, Hf, Sc. Os valores de Fe e Mn aumentam nas litologias com granada e o Zr apresenta teores mais altos nos micaxistos só com andaluzite. Na área A2, com o aumento do grau metamórfico, os micaxistos da unidade Sa apresentam teores relativamente superiores de Fe, Mg, Ca, Na, Rb, Sc, Zn e relativamente inferiores de Ba, Hf, Zr. A Unidade Sc apresenta valores mais altos Al, Fe, Mg, Co, Sc, Zn e mais baixos de Hf e Zr. Na área A2 os enriquecimentos relativos são de: Fe, Mg, Sc e Zn, sendo mais baixos os teores de Hf e Zr. Os restantes elementos mostram variações, podendo aumentar ou diminuir para o mesmo grau metamórfico como por exemplo a Si e Al em amostras com andaluzite cordierite e turmalina. Estas variações estarão associadas a diferenças composicionais do protólito e não tanto com o metamorfismo. Na unidade Sc, a amostra de micaxisto com andaluzite difere da amostra de micaxistos com andaluzite e cordierite possivelmente por diferenças relacionadas com o protólito e não tanto por razões metamórficas. O perfil de normalização do micaxisto com andaluzite é em geral enriquecido relativamente ao do micaxisto com andaluzite, nomeadamente em cordierite e é a mais rica em Ba a K, La. O perfil de micaxisto turmalinito é enriquecido em Ca, Co, Cr, Ni, P, Cs, Nd, Sm, e apresenta valores mais baixos de Zr e Hf. Os quartzofilitos com andaluzite da área A1 têm teores relativamente elevados de P e teores relativamente baixos de Mg, Co, K, Ba, Th, enquanto os quartzofilitos com andaluzite da unidade Cubo da área A3 apresentam teores relativamente altos de Al, Fe, K, Ti, Co, Rb, Sc, P, Th, Zn, e teores mais baixos de Si, Na, Hf, Zr, Mn. Comparando os quartzofilitos das duas áreas, constata-se que para a mesma isógrada são observados comportamentos diferentes para os elementos em análise, comprovando a dependência do quimismo do protólito. Os quartzofilitos na Unidade de Cubo, mostram valores bastante variáveis. À excepção dos baixos valores de Na, todos os outros elementos se mostram relativamente enriquecidos nas amostras sujeitas a condições de metamorfismo na zona da andaluzite e da andaluzite/estaurolite.
120 Os xistos negros com andaluzite da Unidade Sa apresentam valores mais altos de Al, Fe, Mn, Ca, Na, K, Ti, Hf, Sc, Th, Zr e mais baixos de Si, Mg, P, Ba, Co, Cu, Rb, Zn. Os filitos da Unidade Sa com e sem granada, são muito semelhantes. Apenas se verifica ligeiro enriquecimento relativo de Fe, Ca, Rb, P, Y, Yb, Lu e valores mais baixos de Ti e Hf. Os filitos da Unidade de Curros compreendem filitos com clorite, filitos com biotie, filitos com biotite e turmalina e filitos com andaluzite. Os seus perfis de normalização são semelhantes, em particular os filitos com clorite e filitos com biotite e turmalina que chegam a sobrepor-se para vários elementos, enquanto os perfis de filitos com biotite e filitos com andaluzite se aproximam para alguns elementos. O aumento de metamorfismo da clorite para a biotite observa-se perdas para Ce, Nd, Sm, Eu, Tb e Ba ganhos para V, Co Cr, Ni. Aumentando o grau metamórfico para a zona da andaluzite, para além dos ganhos e perdas já referidos para a biotite, acrescentam-se os ganhos em Nd e as perdas em Na, U, P, Zr, La, Yb e Hf. Os filitos da unidade Cu-T, compreendem filitos com clorite, filitos com clorite e turmalina, filitos com biotite, filitos com biotite e turmalina e filitos com andaluzite. Os perfis dos filitos com clorite e os filitos com biotite apresentam perfis semelhantes, que em geral, se sobrepõem. O mesmo acontece para os filitos com biotite e filitos com biotite e turmalina. O aumento do grau metamórfico das condições da clorite para biotite promovem um aumento de La, Nd, Sm e perdas para Tb e Hf. Atingindo as condições da zona da andaluzite, verifica-se um aumento de Ca, Sr, Na, Cr, Ni e diminuição de Yb, Ce a Lu e Hf. 5.5 Ganho, perdas e imobilidade dos elementos químicos por zonas metamórficas As litologias da Unidade Cu, em condições da zona da biotite, quando comparadas com as litologias da mesma unidade em condições da zona da clorite, apresentam teores superiores de Fe, Na, P e Co e valores inferiores de Ti, Ba, Hf, Th e Zr. As litologias com granada (filitos das unidades Sa e Cu e micaxistos das unidades SPX e Sa) apresentam ganhos de Fe, K, Ba, Zn e perdas de Hf. As litologias com cordierite (micaxistos das unidades Sa e Sc e filitos da unidade de Curros) apresentam valores mais elevados de Sc e Zn e valores mais baixos de Ti,
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 121 Ba, Hf e Zr. Contudo os micaxistos com cordierite de Sa têm valores mais elevados de, Fe, Ca, Na, P, Rb, Sc, Zn e mais baixos de Cu. As litologias com andaluzite (micaxistos, xistos negros, quartzofilitos) apresentam, de modo geral, ganhos em Co, Zn e perdas em Ba, Mn, Hf, Zr. Os teores em K e Ti, apesar de variáveis, são maiores para a maioria das litologias sujeitas a grau metamórfico mais elevado. A diminuição de Hf verifica-se em todas as litologias, excepto nos xistos negros. As litologias na zona da andaluzite, de modo geral, apresentam teores mais elevados de Al. As litologias em condições da zona da estaurolite (micaxistos e quartzofilitos) apresentam de modo geral teores mais elevados de Fe, Ca, Co e Zn e mais baixos de Ba, Mn, Hf e Zr 5.6 Conclusões Da análise dos gráficos ficou patente que as concentrações de SiO2, Al2O3, e MnO são controladas pela natureza litogeoquímica dos protólitos, enquanto que Fe2O3, K2O, Na2O, CaO, MgO, P2O5 são móveis durante os processos metamórficos. Os teores de Fe2O3 de modo geral, aumentam com o aumento do metamorfismo e estão intimamente associados aos corredores de circulação de fluidos ricos em Fe, observados petrograficamente, onde ocorre biotite, granada e/ou estaurolite. Contudo, registaram-se também casos de litologias com granada ou biotites, por exemplo, cujos valores de Fe são inferiores a iguais a litologias na zona da clorite, onde não foram atingidas as condições de temperatura necessárias para cristalização da granada e biotite. Os teores de K2O são mais baixos para os quartzofilitos e mais altos para os micaxistos quando ambas as litologias são afectadas por mais alto grau metamórfico. O que a nível petrográfico se materializa no aumento das dimensões dos filossilicatos, nomeadamente das moscovites. Os teores de Na2O, CaO, MgO e TiO2 são mais baixos para as litologias afectadas por grau metamórfico mais elevado. A análise dos elementos menores nos quartzofilitos e micaxistos revelou também uma ligação entre as variações nas suas concentrações nas rochas e o aumento do grau metamórfico.
122 Os teores de Cr e de Th são mais elevados nas litologias na zona da andaluzite, enquanto os teores em Ni e em Ba são mais elevados nas litologias em condições da zona da silimanite. Os teores de V e de Sc são mais altos para os micaxistos na zona da andaluzite em comparação com os micaxistos na zona da biotite, para depois voltarem a descer para a zona da silimanite, indiciando maior controlo do protólito que das condições metamórficas. Os teores de Rb nos micaxistos, por outro lado, sugerem uma diminuição com o aumento do grau metamórfico da zona da biotite para a zona da andaluzite. Recorrendo ao balanço de massa (Grant, 1986) foi possível contabilizar as perdas e ganhos nos teores dos elementos acima descritos. As tabelas com os dados estão nos Anexos do Capítulo 5. Verificou-se a ocorrência de ganhos e perdas tão elevados, que dificilmente seriam resultantes exclusivamente da mobilidade durante os processos metamórficos. Nestes casos de ganhos e perdas elevados, a explicação pode passar por condicionamento da composição do protólito.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 123 Capítulo 6 Estudo mineralógico
124
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 125 Os estudos petrográficos revelaram a existência de diferentes gerações de micas brancas e biotites com dimensões e relações com a deformação distintas, umas marcando as foliações observadas, enquanto outras desenvolvem texturas sem orientação preferencial. O estudo mineralógico das micas permitirá avaliar se há variações composicionais nas diferentes gerações de blastese e/ou se houve reequilíbrio químico. As micas apresentam uma estrutura cristaloquímica geral expressa pela fórmula, X2Y4-6Z8O20 (OH,F)4 (Deer et al.,1992), em que: X é essencialmente K, Na ou Ca, mas também pode ser Ba, Rb, Cs, etc. Y é essencialmente Al, Mg ou Fe mas também pode ser Mn, Cr, Ti, Li, etc. Z é essencialmente Si ou Al mas também pode ser Fe3+ e Ti. As micas analisadas classificam-se como micas vulgares, sendo K ou Na o principal catião na posição X e subdividem-se em grupos di-octaédricas, no caso das micas brancas, e tri-octaédricas, no caso das biotites, dependendo do número de iões 4 ou 6 que ocupa a posição Y, respectivamente. As análises químicas das micas brancas e biotites podem ser consultadas nos anexos do Capítulo 6. 6.1 Micas brancas As micas brancas observadas estão presentes em todas as zonas metamórficas definidas, do mais baixo ao mais alto grau (da zona da clorite à zona da silimanite, respectivamente). Estudos anteriores na Região de Vila Pouca de Aguiar (Ribeiro, 1998) e na Região Montalegre (Ramos, 2003) reforçaram que a composição química das micas brancas se reparte por três pólos principais: Moscovite: K2 Al4 (Si6 Al2O20) (OH)4 Celadonite: K2 (Al2R2+) (Si8) O20 (OH)4 (sendo R2+ = Mg2+ ou Fe2+) Paragonite: Na2 Al4 (Si6 Al2O20) (OH)4 sendo que as substituições possíveis entre pólos conduzem a uma solução contínua moscovite - celadonite (série da fengite) e a uma solução descontínua moscovite - paragonite (Ribeiro, 1998). A série da fengite é caracterizada por uma relação Si:Al maior que 3:1 e nas quais o aumento de Si é acompanhado pela
126 substituição de Al por Mg2+ ou Fe2+ nas posições octaédricas (Deer, 1992). Leroy e Cathelineau (1982) complementam que o aumento de Si relativamente à moscovite resulta da substituição de parte do AlIV por Si, sendo o aumento de carga compensado pela substituição de AlVI por Mg2+ e Fe2+. Este mecanismo de substituição resulta numa composição mais siliciosa e mais ferromagnesiana dirigida para o pólo celadonite. No pólo oposto, encontramos a paragonite cuja composição química difere da moscovite apenas por Na substituir o K (Deer, 1992). A quantidade de paragonite na moscovite e da moscovite na paragonite aumenta com a temperatura até cerca de 10 a 20 por cento, respectivamente (Deer, 1992). Para determinar as variações composicionais das micas brancas e distingui-las entre si, quanto à posição que ocupam relativamente aos pólos moscovítico, paragonítico, celadonítico utilizaram-se os diagramas AlIV vs. AlVI-1, Fe vs. Mg, Fe+Mg vs. Ti e AlVI vs. Ti, seguidos do diagrama que representa as percentagens das componentes paragonítica e celadonítica. O diagrama AlIV vs. AlVI-1 põe em evidência uma recta com inclinação 1, resultante da correlação positiva entre os teores de AlIV e AlVI durante uma substituição fengítica (fig. 6.1 A). Assim, os pontos projectados sobre esta recta corresponderão a fengites. Os elementos ferromagnesianos nas micas brancas estudadas, serão marcados pelos teores em Fe e Mg, sendo o teor em Mn nulo ou quase nulo, como vimos no capítulo anterior. As micas brancas poderão ser diferenciadas pela razão Fe/Mg (fig. 6.1 B). O diagrama AlIV vs. AlVI, evidencia a individualização de dois grupos, um mais numeroso e mais aluminoso e outro menos aluminoso e com valores mais variáveis. Estes dois grupos apresentam uma relação inversamente proporcional quando comparados com o diagrama Fe vs. Mg (6.1). Assim, as amostras com as micas brancas mais ferromagnesianas são precisamente as menos aluminosas, devido à substituição de AlVI por Mg2+ e Fe2+. Estas micas ferromagnesianas são também as menos ricas em Ti, como se pode ver no diagrama Fe+Mg vs. Ti (fig. 6.1 C). As amostras com as micas brancas mais aluminosas apresentam valores para o Ti muito variáveis que vão do mínimo 0 ao máximo 0,12. As amostras com micas brancas mais ricas em Ti são as mais pobres nas percentagens das componentes paragonítica e celadonítica constituindo um terceiro grupo, enquanto que as mais pobres em Ti e mais ricas em Fe+Mg são mais ricas na componente celadonítica e as igualmente pobres em Ti mas mais pobres em Fe+Mg são mais ricas na componente paragonítica e em Al (figs. 6.1 D e E).
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 127 Definem-se três grupos composicioanis: um paragonítico mais aluminoso e mais sódico, outro aluminoso mais rico em titânio e outro celadonítico, mais ferromagnesiano. O grupo de micas brancas paragoníticas é composto por amostras de filitos pertencentes às unidades de Curros e Curros-Tinhela (Cu-T) na zona da andaluzite e silimanite; quartzofilitos e micaxistos das unidades SPX, Sa, Sc, na zona da andaluzite e ainda uma amostra de listrado quartzofeldspático da unidade SPQ da zona da silimanite. O grupo aluminoso mais rico em titânio é essencialmente composto por listrados quartzo-feldspáticos (LQF) da unidade SPQ na zona da silimanite e andaluzite; micaxistos e quartzofilitos da unidade SPX, na zona da andaluzite e biotite. O facto de as micas brancas das amostras de listrados apresentarem menor conteúdo paragonítico, pode indicar que o Na foi fixado nas plagioclases. O grupo celadonítico é composto, essencialmente por amostras de filitos e quartzofilitos pertencentes às unidades Alto da Cheira (AC), Santa Maria de Émeres (SE), Curros (Cu), sujeitas às condições da zona da clorite e biotite. A dispersão de valores para a percentagem de paragonite e celadonite para a mesma amostra indica que a composição química não é igual das diferentes micas brancas presentes. Assim, decidiu-se comparar dois pares de amostras, R25-R27 (filitos ricos em matéria orgânica) e R37A -R38 (micaxistos com andaluzite e granada) pertencentes respectivamente a duas unidades correlacionáveis: unidade de Curros do bloco oriental de FRV e sujeitos às condições metamórficas da zona da clorite e a unidade Sa do bloco ocidental de FRV e sujeitos às condições metamórficas da zona da andaluzite (fig. 6.2). Na amostra R25 as micas são de pequenas dimensões e agrupam-se essencialmente nos domínios M. A amostra R27 é bastante semelhante a R25 com a diferença que apresenta micas brancas e clorites sem orientação preferencial e de maiores dimensões, em particular no encosto dos veios de quartzo que atravessam a amostra. Foram discriminadas para análise as relações das micas brancas com as foliações Sn e Sn+1 e as texturas sem orientação preferencial (“decussate texture”), assim como a associação à biotite e aos veios de quartzo. Da análise do gráfico conclui-se que as amostras correspondentes à zona da andaluzite no bloco ocidental da falha Régua Verin, apresentam os valores mais altos para a componente da paragonite enquanto que as amostras sujeitas à zona da clorite são mais ricas na componente da celadonite. Existe também para cada amostra uma
230
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 231
232
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 233
234
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 235
236
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 237
238
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 239
246
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 247
248
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 249 A.5.3.1 – Normalizações NIBAS – Área 1 Compararam-se litologias semelhantes sujeitas a graus metamórficos distintos. LQF unidade SPQ A1 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 100,00 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade / NIBAS LQF sil chv12 LQF chv26 LQF sil chv12A LQF sil chv35 Qf unidade SPQ e SPX A1 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 100,00 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade /NIBAS SPQ Qf and chv22 SPX Qf chv28 SPX Qf chv33
250 Mx unidade SPQ e SPX A1 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 100,00 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade / NIBAS SPQ Mx chv20 SPX Mx and gr chv23 SPX Mx and gr chv29 SPX Mx and gr chv30
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 251 A.5.3.2 – Normalizações NIBAS – Área 2 Compararam-se litologias semelhantes sujeitas a graus metamórficos distintos. Mx unidade Sa A2 0,01 0,10 1, 0 0 10 , 0 0 100,00 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf Y Média por unidade / NIBAS Mx and MA1 Mx and MA3 Mx and MA9 Mx and MA35 Mx MA5 Mx and st crd MA4 Mx and st gr MA8 Mx and st crd gr MA11 X C unidade Sa A2 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 100,00 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade / NIBAS XC R32 XC and R54
252 Filito unidade Sa A2 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 100,00 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade / NIBAS Filito R57 Filito gr R57A Mx unidade Sc A2 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 100,00 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade / NIBAS Mx and crd R47 Mx and R52 Mx tur R49 Mx R53
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 253 A.5.3.3 – Normalizações NIBAS – Área 3 Compararam-se litologias semelhantes sujeitas a graus metamórficos distintos. Filito unidade Cu A3 zona da cl 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 100,00 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade / NIBAS Filito cl MA128 Filito Pi Pl MA117 Filito Ox Fe MA152 Filito tur crd MA26 Filito cl MA149 Filitos unidade Cu A3 zona da bt com tur 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 100,00 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade / NIBAS Filito cl MA128 Filito tur bt MA165 Filito tur bt MA118 Filito tur bt MA150 Filito tur bt MA59 Filito cl MA149
254 Filito unidade Cu A3 zona bt 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 10 0 ,0 0 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade /NIBAS Filito cl MA128 Filito bt MA155 Filito bt MA163 Filito bt MA164 Filito bt MA204 Filito bt MA220 Filito bt MA220A Filito unidade Cu A3 zona and com tur 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 10 0 ,0 0 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade /NIBAS Filito cl MA128 Filito tur bt and MA218 Filito tur bt and MA219
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 255 Filitos unidade Cu-T A3 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 100,00 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade / NIBAS Filito cl MA187 Filito cl MA174 Filito bt MA215 Filito bt tur MA171 Filito bt tur MA169 Filito bt MA173 Filito bt MA211 Filito bt and MA208 LQF unidade Cu-T A3 0,01 0,10 1,0 0 10 ,0 0 100,00 Si Al Ca Na K Ti Ba Rb Sr P U Th Zr V Co Cr Ni Nb Hf La Ce Nd Sm Eu Tb Y Yb Lu Média por unidade / NIBAS LQF R21 LQF sil MA183"
262 Área 2 2 Amostra MA 8 MA 5 Unidade Sa Sa Litologia Mx and st gr Sa Mx bt tur Sa Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. St And Cord Biot CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 65,21 62,29 1,05 0,05 2,92 4,69 G Al2O3 13,55 19,39 0,70 -0,30 -5,84 -30,12 P Fe2O3 13,11 5,00 2,62 1,62 8,11 162,20 G MnO 0,00 0,00 - - 0,00 - MgO 1,18 0,81 1,46 0,46 0,37 45,68 G CaO 0,58 0,03 19,33 18,33 0,55 1833,33 G Na2O 1,86 0,30 6,20 5,20 1,56 520,00 G K2O 2,34 5,16 0,45 -0,55 -2,82 -54,65 P TIO2 0,79 0,96 0,82 -0,18 -0,17 -17,71 P P2O5 0,25 0,15 1,67 0,67 0,10 66,67 G Ba' 424,00 942,00 0,45 -0,55 -518,00 -54,99 P Co 20,00 9,00 2,22 1,22 11,00 122,22 G Cu 26,00 12,00 2,17 1,17 14,00 116,67 G Hf 5,80 10,00 0,58 -0,42 -4,20 -42,00 P Rb' 112,00 147,00 0,76 -0,24 -35,00 -23,81 P Sc' 15,30 16,20 0,94 -0,06 -0,90 -5,56 P Th 14,00 20,00 0,70 -0,30 -6,00 -30,00 P Zn' 140,00 68,00 2,06 1,06 72,00 105,88 G Zr 208,00 275,00 0,76 -0,24 -67,00 -24,36 P Área 2 2 Amostra MA 11 MA 5 Unidade Sa Sa Litologia Mx and st crd gr Sa Mx bt tur Sa Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. St And Cord Biot CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 59,28 62,29 0,95 -0,05 -3,01 -4,83 P Al2O3 22,21 19,39 1,15 0,15 2,82 14,54 G Fe2O3 8,41 5,00 1,68 0,68 3,41 68,20 G MnO 0,00 0,00 - - 0,00 - MgO 0,64 0,81 0,79 -0,21 -0,17 -20,99 P CaO 0,19 0,03 6,33 5,33 0,16 533,33 G Na2O 0,54 0,30 1,80 0,80 0,24 80,00 G K2O 5,19 5,16 1,01 0,01 0,03 0,58 G TIO2 0,86 0,96 0,90 -0,10 -0,10 -10,42 P P2O5 0,22 0,15 1,47 0,47 0,07 46,67 G Ba' 6,70 942,00 0,01 -0,99 -935,30 -99,29 P Co 17,00 9,00 1,89 0,89 8,00 88,89 G Cu 7,00 12,00 0,58 -0,42 -5,00 -41,67 P Hf 4,60 10,00 0,46 -0,54 -5,40 -54,00 P Rb' 272,00 147,00 1,85 0,85 125,00 85,03 G Sc' 19,60 16,20 1,21 0,21 3,40 20,99 G Th 17,00 20,00 0,85 -0,15 -3,00 -15,00 P Zn' 102,00 68,00 1,50 0,50 34,00 50,00 G Zr 141,00 275,00 0,51 -0,49 -134,00 -48,73 P
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 263 Área 2 2 Amostra R54 R32 Unidade Sa Sa Litologia XC And Sa XC Bt Sa Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. And Biot CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 53,02 54,91 0,97 -0,03 -1,89 -3,44 P Al2O3 25,05 22,91 1,09 0,09 2,14 9,34 G Fe2O3 7,42 6,66 1,11 0,11 0,76 11,41 G MnO 0,08 0,04 1,79 0,79 0,03 78,57 G MgO 0,92 1,69 0,54 -0,46 -0,77 -45,56 P CaO 0,01 0,01 1,00 0,00 0,00 0,00 Na2O 0,54 0,51 1,06 0,06 0,03 5,88 G K2O 4,87 4,86 1,00 0,00 0,01 0,21 G TIO2 1,02 0,95 1,07 0,07 0,07 7,17 G P2O5 0,15 0,21 0,71 -0,29 -0,06 -28,57 P Ba' 804,00 989,00 0,81 -0,19 -185,00 -18,71 P Co 18,00 4,00 4,50 3,50 14,00 350,00 P Cu 20,00 40,00 0,50 -0,50 -20,00 -50,00 P Hf 4,20 3,00 1,40 0,40 1,20 40,00 G Rb' 239,00 257,00 0,93 -0,07 -18,00 -7,00 P Sc' 26,00 20,00 1,30 0,30 6,00 30,00 G Th 18,30 16,00 1,14 0,14 2,30 14,38 G Zn' 50,00 70,00 0,71 -0,29 -20,00 -28,57 P Zr 143,00 103,00 1,39 0,39 40,00 38,83 G Área 2 2 Amostra R57A R57 Unidade Sa Sa Litologia Filitos gr Sa Filitos Sa Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. Gr Biot CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 42,45 43,39 0,98 -0,02 -0,94 -2,17 P Al2O3 30,15 29,89 1,01 0,01 0,26 0,87 G Fe2O3 8,96 7,80 1,15 0,15 1,16 14,87 G MnO 0,16 0,13 1,28 0,28 0,04 28,00 G MgO 2,05 1,86 1,10 0,10 0,19 10,22 G CaO 0,03 0,01 3,00 2,00 0,02 200,00 G Na2O 0,66 0,66 1,00 0,00 0,00 0,00 K2O 7,71 7,65 1,01 0,01 0,06 0,78 G TIO2 1,08 1,15 0,95 -0,05 -0,06 -5,50 P P2O5 0,06 0,05 1,20 0,20 0,01 20,00 G Ba' 15980,00 15920,00 1,00 0,00 60,00 0,38 G Co 8,00 8,00 1,00 0,00 0,00 0,00 Cu 10,00 10,00 1,00 0,00 0,00 0,00 Hf 4,60 4,60 1,00 0,00 0,00 0,00 Rb' 380,00 330,00 1,15 0,15 50,00 15,15 G Sc' 26,00 25,00 1,04 0,04 1,00 4,00 G Th 24,20 23,80 1,02 0,02 0,40 1,68 G Zn' 100,00 80,00 1,25 0,25 20,00 25,00 G Zr 158,00 156,00 1,01 0,01 2,00 1,28 G
264 Área 2 2 Amostra R47 R53 Unidade Sc Sc Litologia Mx and cord Sc Mx turm Sc Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. And Cord Biot CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 61,37 60,10 1,02 0,02 1,27 2,11 G Al2O3 22,24 22,04 1,01 0,01 0,20 0,91 G Fe2O3 6,48 5,55 1,17 0,17 0,93 16,76 G MnO 0,04 0,07 0,48 -0,52 -0,04 -52,05 P MgO 1,04 0,97 1,07 0,07 0,07 7,22 G CaO 0,01 0,01 0,50 -0,50 -0,01 -50,00 P Na2O 0,43 0,69 0,62 -0,38 -0,26 -37,68 P K2O 3,34 4,74 0,70 -0,30 -1,40 -29,54 P TIO2 1,07 1,15 0,93 -0,07 -0,08 -6,81 P P2O5 0,08 0,08 1,00 0,00 0,00 0,00 Ba' 679,00 810,00 0,84 -0,16 -131,00 -16,17 P Co 14,00 9,00 1,56 0,56 5,00 55,56 G Cu 20,00 10,00 2,00 1,00 10,00 100,00 G Hf 5,40 10,10 0,53 -0,47 -4,70 -46,53 P Rb' 160,00 236,00 0,68 -0,32 -76,00 -32,20 P Sc' 19,00 17,00 1,12 0,12 2,00 11,76 G Th 18,00 21,70 0,83 -0,17 -3,70 -17,05 P Zn' 100,00 90,00 1,11 0,11 10,00 11,11 G Zr 181,00 364,00 0,50 -0,50 -183,00 -50,27 P Área 2 2 Amostra R52 R53 Unidade Sc Sc Litologia Mx and tur Sc Mx turm Sc Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. And Biot CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 51,41 60,10 0,86 -0,14 -8,69 -14,46 P Al2O3 25,30 22,04 1,15 0,15 3,26 14,79 G Fe2O3 8,33 5,55 1,50 0,50 2,78 50,09 G MnO 0,08 0,07 1,11 0,11 0,01 10,96 G MgO 1,93 0,97 1,99 0,99 0,96 98,97 G CaO 0,02 0,01 2,00 1,00 0,01 100,00 G Na2O 0,76 0,69 1,10 0,10 0,07 10,14 G K2O 6,80 4,74 1,43 0,43 2,06 43,46 G TIO2 1,16 1,15 1,02 0,02 0,02 1,57 G P2O5 0,09 0,08 1,13 0,13 0,01 12,50 G Ba' 1101,00 810,00 1,36 0,36 291,00 35,93 G Co 14,00 9,00 1,56 0,56 5,00 55,56 G Cu 10,00 10,00 1,00 0,00 0,00 0,00 Hf 7,60 10,10 0,75 -0,25 -2,50 -24,75 P Rb' 284,00 236,00 1,20 0,20 48,00 20,34 G Sc' 22,00 17,00 1,29 0,29 5,00 29,41 G Th 22,00 21,70 1,01 0,01 0,30 1,38 G Zn' 150,00 90,00 1,67 0,67 60,00 66,67 G Zr 269,00 364,00 0,74 -0,26 -95,00 -26,10 P
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 265 Área 2 2 Amostra R49 R53 Unidade Sc Sc Litologia Mx turm Sc Mx turm Sc Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. Biot gr Biot CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 52,91 60,10 0,88 -0,12 -7,19 -11,96 P Al2O3 24,02 22,04 1,09 0,09 1,98 8,98 G Fe2O3 9,92 5,55 1,79 0,79 4,37 78,74 G MnO 0,26 0,07 3,52 2,52 0,18 252,05 G MgO 2,58 0,97 2,66 1,66 1,61 165,98 G CaO 0,20 0,01 20,00 19,00 0,19 1900,00 G Na2O 0,78 0,69 1,13 0,13 0,09 13,04 G K2O 4,36 4,74 0,92 -0,08 -0,38 -8,02 P TIO2 1,07 1,15 0,93 -0,07 -0,08 -6,81 P P2O5 0,14 0,08 1,75 0,75 0,06 75,00 G Ba' 714,00 810,00 0,88 -0,12 -96,00 -11,85 P Co 17,00 9,00 1,89 0,89 8,00 88,89 G Cu 50,00 10,00 5,00 4,00 40,00 400,00 G Hf 4,40 10,10 0,44 -0,56 -5,70 -56,44 P Rb' 228,00 236,00 0,97 -0,03 -8,00 -3,39 P Sc' 21,00 17,00 1,24 0,24 4,00 23,53 G Th 19,10 21,70 0,88 -0,12 -2,60 -11,98 P Zn' 130,00 90,00 1,44 0,44 40,00 44,44 G Zr 142,00 364,00 0,39 -0,61 -222,00 -60,99 P Área 3 3 Amostra MA 204 MA 128 Unidade Cu Cu Litologia Filitos bt Cu Filitos cl tur Cu Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. Bt Cl CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 57,67 61,45 0,94 -0,06 -3,78 -6,15 P Al2O3 21,72 20,82 1,04 0,04 0,90 4,32 G Fe2O3 8,07 6,44 1,25 0,25 1,63 25,31 G MnO 0,00 0,00 - - 0,00 - MgO 1,95 1,72 1,13 0,13 0,23 13,37 G CaO 0,00 0,00 - - 0,00 - Na2O 0,39 0,34 1,15 0,15 0,05 14,71 G K2O 4,41 4,39 1,00 0,00 0,02 0,46 G TIO2 0,95 1,02 0,93 -0,07 -0,07 -6,86 P P2O5 0,14 0,12 1,17 0,17 0,02 16,67 G Ba' 715,00 739,00 0,97 -0,03 -24,00 -3,25 P Co 8,14 8,00 1,02 0,02 0,14 1,75 G Cu 15,70 26,00 0,60 -0,40 -10,30 -39,62 P Hf 5,50 7,20 0,76 -0,24 -1,70 -23,61 P Rb' 232,00 221,00 1,05 0,05 11,00 4,98 G Sc' 10,80 15,50 0,70 -0,30 -4,70 -30,32 P Th 22,00 24,00 0,92 -0,08 -2,00 -8,33 P Zn' 95,30 107,00 0,89 -0,11 -11,70 -10,93 P Zr 171,00 205,00 0,83 -0,17 -34,00 -16,59 P
266 Área 3 3 Amostra MA 59 MA 128 Unidade Cu Cu Litologia Filitos bt tur Cu Filitos cl tur Cu Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. Bt Cl CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 64,62 61,45 1,05 0,05 3,17 5,16 G Al2O3 17,57 20,82 0,84 -0,16 -3,25 -15,61 P Fe2O3 7,13 6,44 1,11 0,11 0,69 10,71 G MnO 0,00 0,00 - - 0,00 - MgO 1,62 1,72 0,94 -0,06 -0,10 -5,81 P CaO 0,08 0,00 - - 0,08 - Na2O 0,81 0,34 2,38 1,38 0,47 138,24 G K2O 3,45 4,39 0,79 -0,21 -0,94 -21,41 P TIO2 0,83 1,02 0,81 -0,19 -0,19 -18,63 P P2O5 0,16 0,12 1,33 0,33 0,04 33,33 G Ba' 603,00 739,00 0,82 -0,18 -136,00 -18,40 P Co 17,00 8,00 2,13 1,13 9,00 112,50 G Cu 27,00 26,00 1,04 0,04 1,00 3,85 G Hf 4,50 7,20 0,63 -0,38 -2,70 -37,50 P Rb' 162,00 221,00 0,73 -0,27 -59,00 -26,70 P Sc' 12,80 15,50 0,83 -0,17 -2,70 -17,42 P Th 18,00 24,00 0,75 -0,25 -6,00 -25,00 P Zn' 105,00 107,00 0,98 -0,02 -2,00 -1,87 P Zr 149,00 205,00 0,73 -0,27 -56,00 -27,32 P Área 3 3 Amostra MA 118 MA 128 Unidade Cu Cu Litologia Filitos bt tur Cu Filitos cl tur Cu Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. Bt Cl CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 59,50 61,45 0,97 -0,03 -1,95 -3,17 P Al2O3 20,31 20,82 0,98 -0,02 -0,51 -2,45 P Fe2O3 7,80 6,44 1,21 0,21 1,36 21,12 G MnO 0,00 0,00 - - 0,00 - MgO 2,12 1,72 1,23 0,23 0,40 23,26 CaO 0,00 0,00 - - 0,00 - Na2O 0,81 0,34 2,38 1,38 0,47 138,24 G K2O 3,95 4,39 0,90 -0,10 -0,44 -10,02 P TIO2 0,93 1,02 0,91 -0,09 -0,09 -8,82 P P2O5 0,13 0,12 1,08 0,08 0,01 8,33 G Ba' 685,00 739,00 0,93 -0,07 -54,00 -7,31 P Co 20,00 8,00 2,50 1,50 12,00 150,00 G Cu 40,00 26,00 1,54 0,54 14,00 53,85 G Hf 5,90 7,20 0,82 -0,18 -1,30 -18,06 P Rb' 201,00 221,00 0,91 -0,09 -20,00 -9,05 P Sc' 16,00 15,50 1,03 0,03 0,50 3,23 G Th 21,00 24,00 0,88 -0,13 -3,00 -12,50 P Zn' 100,00 107,00 0,93 -0,07 -7,00 -6,54 P Zr 155,00 205,00 0,76 -0,24 -50,00 -24,39 P
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 267 Área 3 3 Amostra MA26 MA 128 Unidade Cu Cu Litologia Filitos crd tur Cu Filitos cl tur Cu Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. Crd Cl CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 51,60 61,45 0,84 -0,16 -9,85 -16,03 P Al2O3 24,75 20,82 1,19 0,19 3,93 18,88 G Fe2O3 8,28 6,44 1,29 0,29 1,84 28,57 P MnO 0,00 0,00 0,00 0,00 MgO 2,11 1,72 1,23 0,23 0,39 22,67 G CaO 0,15 0,00 0,15 0,00 Na2O 0,71 0,34 2,09 1,09 0,37 108,82 G K2O 5,20 4,39 1,18 0,18 0,81 18,45 G TIO2 0,97 1,02 0,95 -0,05 -0,05 -4,90 P P2O5 0,17 0,12 1,42 0,42 0,05 41,67 G Ba' 730,00 739,00 0,99 -0,01 -9,00 -1,22 P Co 8,00 8,00 1,00 0,00 0,00 0,00 Cu 35,00 26,00 1,35 0,35 9,00 34,62 G Hf 6,00 7,20 0,83 -0,17 -1,20 -16,67 P Rb' 270,00 221,00 1,22 0,22 49,00 22,17 G Sc' 23,80 15,50 1,54 0,54 8,30 53,55 G Th 29,00 24,00 1,21 0,21 5,00 20,83 G Zn' 127,00 107,00 1,19 0,19 20,00 18,69 G Zr 127,00 205,00 0,62 -0,38 -78,00 -38,05 P Área 3 3 Amostra MA 218 MA 128 Unidade Cu Cu Litologia Filitos bt and tur Cu Filitos cl tur Cu Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. And Cl CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 55,76 61,45 0,91 -0,09 -5,69 -9,26 P Al2O3 22,83 20,82 1,10 0,10 2,01 9,65 G Fe2O3 8,11 6,44 1,26 0,26 1,67 25,93 G MnO 0,00 0,00 - - 0,00 - MgO 1,39 1,72 0,81 -0,19 -0,33 -19,19 P CaO 0,00 0,00 - - 0,00 - Na2O 0,54 0,34 1,59 0,59 0,20 58,82 G K2O 4,98 4,39 1,13 0,13 0,59 13,44 G TIO2 0,97 1,02 0,95 -0,05 -0,05 -4,90 P P2O5 0,13 0,12 1,08 0,08 0,01 8,33 G Ba' 632,00 739,00 0,86 -0,14 -107,00 -14,48 P Co 11,90 8,00 1,49 0,49 3,90 48,75 G Cu 27,90 26,00 1,07 0,07 1,90 7,31 G Hf 5,00 7,20 0,69 -0,31 -2,20 -30,56 P Rb' 209,00 221,00 0,95 -0,05 -12,00 -5,43 P Sc' 9,60 15,50 0,62 -0,38 -5,90 -38,06 P Th 21,00 24,00 0,88 -0,13 -3,00 -12,50 P Zn' 141,00 107,00 1,32 0,32 34,00 31,78 G Zr 160,00 205,00 0,78 -0,22 -45,00 -21,95 P
268 Área 3 3 Amostra MA 219 MA 128 Unidade Cu Cu Litologia Filitos bt and tur Cu Filitos cl tur Cu Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. And Cl CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 52,61 61,45 0,86 -0,14 -8,84 -14,39 P Al2O3 22,81 20,82 1,10 0,10 1,99 9,56 G Fe2O3 9,59 6,44 1,49 0,49 3,15 48,91 G MnO 0,00 0,00 - - 0,00 - MgO 1,84 1,72 1,07 0,07 0,12 6,98 G CaO 0,09 0,00 - - 0,09 - Na2O 0,12 0,34 0,35 -0,65 -0,22 -64,71 P K2O 5,65 4,39 1,29 0,29 1,26 28,70 G TIO2 0,85 1,02 0,83 -0,17 -0,17 -16,67 P P2O5 0,06 0,12 0,50 -0,50 -0,06 -50,00 P Ba' 1482,00 739,00 2,01 1,01 743,00 100,54 G Co 16,20 8,00 2,03 1,03 8,20 102,50 G Cu 22,30 26,00 0,86 -0,14 -3,70 -14,23 P Hf 4,00 7,20 0,56 -0,44 -3,20 -44,44 P Rb' 245,00 221,00 1,11 0,11 24,00 10,86 G Sc' 10,50 15,50 0,68 -0,32 -5,00 -32,26 P Th 17,00 24,00 0,71 -0,29 -7,00 -29,17 P Zn' 102,00 107,00 0,95 -0,05 -5,00 -4,67 P Zr 140,00 205,00 0,68 -0,32 -65,00 -31,71 P Área 3 3 Amostra MA 160 MA 128 Unidade Cu Cu Litologia Filitos gr Cu Filitos cl tur Cu Inclinação do ponto Ganho e perda relativamente a CiO Ganho e perda % Zona Metam. Gr Cl CiA/ CiO ∆Ci/ CiO ∆Ci ∆Ci/ CiO x100 SiO2 56,92 61,45 0,93 -0,07 -4,53 -7,37 P Al2O3 20,75 20,82 1,00 0,00 -0,07 -0,34 P Fe2O3 8,55 6,44 1,33 0,33 2,11 32,76 G MnO 0,00 0,00 - - 0,00 - MgO 1,67 1,72 0,97 -0,03 -0,05 -2,91 P CaO 0,28 0,00 - - 0,28 - Na2O 0,17 0,34 0,50 -0,50 -0,17 -50,00 P K2O 4,75 4,39 1,08 0,08 0,36 8,20 G TIO2 0,76 1,02 0,75 -0,25 -0,26 -25,49 P P2O5 0,25 0,12 2,08 1,08 0,13 108,33 G Ba' 1069,00 739,00 1,45 0,45 330,00 44,65 G Co 13,00 8,00 1,63 0,63 5,00 62,50 G Cu 37,00 26,00 1,42 0,42 11,00 42,31 G Hf 5,40 7,20 0,75 -0,25 -1,80 -25,00 P Rb' 175,00 221,00 0,79 -0,21 -46,00 -20,81 P Sc' 15,80 15,50 1,02 0,02 0,30 1,94 G Th 21,00 24,00 0,88 -0,13 -3,00 -12,50 P Zn' 115,00 107,00 1,07 0,07 8,00 7,48 G Zr 119,00 205,00 0,58 -0,42 -86,00 -41,95 P
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 269 Anexos Capítulo 6
270
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 271 A.6.1 – Análises químicas de moscovites A.6.1.1 – Análises químicas de moscovites Área A1 UNIDADE SPQ Amostra CHV12BP SiO2 46,45 45,04 45,62 45,41 46,92 46,67 47,82 47,03 44,46 47,85 46,44 44,82 Al2O3 36,40 36,12 35,73 35,76 35,70 35,71 37,00 36,07 38,80 36,60 35,57 34,48 TiO2 0,51 0,53 0,60 0,59 0,94 0,91 0,41 0,56 0,41 0,85 0,95 0,68 FeO 1,08 1,20 1,04 0,88 1,11 0,87 0,85 1,11 0,81 1,00 1,28 1,82 MnO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,04 0,00 0,08 0,00 0,01 0,02 0,04 0,00 MgO 0,47 0,46 0,52 0,54 0,52 0,48 0,41 0,41 0,26 0,47 0,51 0,71 CaO 0,00 0,00 0,07 0,00 0,04 0,00 0,04 0,01 0,03 0,01 0,02 0,00 Cr2O3 0,00 0,00 0,04 0,00 0,00 0,00 0,02 0,03 0,06 0,00 0,00 0,00 Na2O 0,60 0,56 0,65 0,53 0,63 0,57 0,73 0,63 0,60 0,62 0,49 0,44 K2O 10,56 10,48 10,45 10,12 10,54 10,77 10,18 10,65 9,27 10,00 10,11 8,05 Σ 96,07 94,39 94,72 93,83 96,44 95,98 97,54 96,5 94,71 97,42 95,41 91 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,12 6,06 6,11 6,11 6,16 6,16 6,18 6,17 5,90 6,18 6,16 6,17 Al 5,65 5,72 5,64 5,67 5,53 5,55 5,63 5,58 6,07 5,58 5,56 5,60 Ti 0,05 0,05 0,06 0,06 0,09 0,09 0,04 0,05 0,04 0,08 0,09 0,07 Fe 0,12 0,13 0,12 0,10 0,12 0,10 0,09 0,12 0,09 0,11 0,14 0,21 Mn 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Mg 0,09 0,09 0,10 0,11 0,10 0,09 0,08 0,08 0,05 0,09 0,10 0,15 Ca 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 Na 0,15 0,15 0,17 0,14 0,16 0,15 0,18 0,16 0,15 0,16 0,13 0,12 K 1,78 1,80 1,78 1,74 1,77 1,81 1,68 1,78 1,57 1,65 1,71 1,41 AlIV 1,88 1,94 1,89 1,89 1,84 1,84 1,82 1,83 2,10 1,82 1,84 1,83 AlVI 3,78 3,78 3,74 3,79 3,69 3,71 3,81 3,75 3,97 3,76 3,71 3,77 Σ XII 1,93 1,94 1,96 1,88 1,93 1,96 1,87 1,94 1,73 1,80 1,84 1,53 Σ VI 4,04 4,06 4,03 4,05 4,01 3,99 4,03 4,01 4,16 4,04 4,05 4,19 Fe+Mg 0,21 0,23 0,22 0,21 0,22 0,19 0,17 0,20 0,14 0,20 0,24 0,36 Na+K 1,93 1,94 1,95 1,88 1,93 1,96 1,86 1,94 1,72 1,80 1,84 1,53 Na/(Na+K) 0,08 0,07 0,09 0,07 0,08 0,07 0,10 0,08 0,09 0,09 0,07 0,08 Paragonite 7,94 7,49 8,54 7,40 8,32 7,48 9,82 8,20 8,92 8,61 6,80 7,60 Celadonite 7,10 7,56 7,43 6,92 7,82 6,53 5,97 6,83 4,63 6,77 8,31 11,39
278 UNIDADE SPQ Amostra CHV20N SiO2 44,19 45,70 44,89 45,44 42,14 40,42 43,95 43,98 42,52 41,62 43,27 45,65 44,17 41,35 Al2O3 36,89 32,24 37,49 36,60 34,91 34,01 36,53 36,93 35,11 34,72 35,95 33,27 36,11 32,92 TiO2 0,85 2,27 0,21 0,89 1,11 1,06 1,10 0,94 0,97 0,76 1,22 0,81 1,34 0,89 FeO 1,19 1,57 1,31 1,53 1,31 1,02 1,16 1,15 1,21 1,41 1,25 1,87 1,10 1,44 MnO 0,00 0,07 0,04 0,13 0,00 0,10 0,05 0,15 0,01 0,00 0,02 0,03 0,03 0,05 MgO 0,79 1,77 0,86 1,10 0,85 0,72 0,73 0,74 0,79 0,69 0,82 1,66 0,54 0,84 CaO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,03 0,00 0,03 0,01 0,02 0,01 0,03 0,03 Cr2O3 0,00 0,06 0,00 0,00 0,00 0,01 0,04 0,01 0,00 0,00 0,02 0,04 0,08 0,00 Na2O 0,70 0,48 0,65 0,71 0,65 0,57 0,75 0,80 0,70 0,49 0,67 0,33 0,68 0,51 K2O 10,32 10,32 10,41 9,52 10,18 10,17 10,23 10,37 10,40 8,19 10,34 10,48 10,20 9,46 Σ 94,93 94,48 95,86 95,92 91,15 88,09 94,57 95,07 91,74 87,89 93,58 94,15 94,28 87,49 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,92 6,17 5,95 6,00 5,90 5,86 5,91 5,89 5,92 5,96 5,89 6,18 5,95 6,01 Al 5,82 5,13 5,85 5,69 5,76 5,81 5,79 5,83 5,76 5,86 5,77 5,31 5,74 5,64 Ti 0,09 0,23 0,02 0,09 0,12 0,12 0,11 0,09 0,10 0,08 0,12 0,08 0,14 0,10 Fe 0,13 0,18 0,14 0,17 0,15 0,12 0,13 0,13 0,14 0,17 0,14 0,21 0,12 0,18 Mn 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,01 0,01 0,02 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 Mg 0,16 0,36 0,17 0,22 0,18 0,16 0,15 0,15 0,16 0,15 0,17 0,33 0,11 0,18 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 Cr 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 Na 0,18 0,13 0,17 0,18 0,18 0,16 0,20 0,21 0,19 0,14 0,18 0,09 0,18 0,14 K 1,76 1,78 1,76 1,60 1,82 1,88 1,76 1,77 1,85 1,50 1,80 1,81 1,75 1,76 AlIV 2,08 1,83 2,05 2,00 2,10 2,14 2,09 2,11 2,08 2,04 2,11 1,82 2,05 1,99 AlVI 3,74 3,30 3,80 3,69 3,66 3,68 3,70 3,72 3,67 3,81 3,67 3,49 3,69 3,65 Σ XII 1,94 1,90 1,93 1,79 1,99 2,04 1,96 1,98 2,04 1,63 1,98 1,90 1,94 1,90 Σ VI 4,11 4,08 4,14 4,18 4,11 4,09 4,10 4,11 4,08 4,21 4,10 4,13 4,07 4,11 Fe+Mg 0,29 0,53 0,31 0,39 0,33 0,28 0,28 0,28 0,30 0,32 0,31 0,55 0,23 0,36 Na+K 1,94 1,90 1,93 1,78 1,99 2,04 1,95 1,98 2,03 1,63 1,97 1,90 1,93 1,90 Na/Na+K 0,09 0,07 0,09 0,10 0,09 0,08 0,10 0,10 0,09 0,08 0,09 0,05 0,09 0,08 Paragonite 9,32 6,60 8,72 10,18 8,80 7,81 9,97 10,45 9,26 8,39 9,00 4,52 9,21 7,55 Celadonite 9,59 19,08 10,24 12,98 11,06 9,84 9,48 9,75 10,25 10,09 10,44 18,04 8,07 12,05
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 279 UNIDADE SPX Amostra CHV23 SiO2 44,33 44,19 45,65 44,86 45,16 43,61 44,37 44,45 44,23 44,71 45,21 44,84 Al2O3 38,00 37,23 37,85 37,66 38,03 36,00 37,14 37,19 36,57 36,89 36,27 36,84 TiO2 0,41 0,47 0,21 0,34 0,36 0,45 0,37 0,36 0,32 0,30 0,18 0,43 FeO 0,96 0,85 0,90 1,10 0,87 0,91 0,75 0,85 0,77 1,00 1,02 0,79 MnO 0,00 0,00 0,10 0,00 0,00 0,15 0,08 0,00 0,06 0,00 0,15 0,00 MgO 0,31 0,34 0,41 0,35 0,29 0,31 0,35 0,32 0,30 0,33 0,50 0,34 CaO 0,01 0,00 0,00 0,05 0,00 0,03 0,00 0,02 0,02 0,00 0,08 0,10 Cr2O3 0,06 0,00 0,00 0,02 0,00 0,03 0,01 0,03 0,00 0,10 0,00 0,03 Na2O 1,28 1,35 1,36 1,45 1,42 1,17 1,28 1,20 1,09 1,30 1,18 1,36 K2O 9,25 9,32 9,37 9,01 9,12 9,16 9,23 8,20 9,38 9,00 9,52 9,06 Σ 94,61 93,75 95,85 94,84 95,25 91,82 93,58 92,62 92,74 93,63 94,11 93,79 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,91 5,95 6,00 5,96 5,97 6,00 5,98 6,01 6,01 6,01 6,07 6,02 Al 5,97 5,91 5,87 5,90 5,92 5,84 5,90 5,92 5,86 5,85 5,74 5,83 Ti 0,04 0,05 0,02 0,03 0,04 0,05 0,04 0,04 0,03 0,03 0,02 0,04 Fe 0,11 0,10 0,10 0,12 0,10 0,10 0,08 0,10 0,09 0,11 0,11 0,09 Mn 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,02 0,01 0,00 0,01 0,00 0,02 0,00 Mg 0,06 0,07 0,08 0,07 0,06 0,06 0,07 0,06 0,06 0,07 0,10 0,07 Ca 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 Cr 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 Na 0,33 0,35 0,35 0,37 0,36 0,31 0,33 0,31 0,29 0,34 0,31 0,35 K 1,57 1,60 1,57 1,53 1,54 1,61 1,59 1,41 1,63 1,54 1,63 1,55 AlIV 2,09 2,05 2,00 2,04 2,03 2,00 2,02 1,99 1,99 1,99 1,93 1,98 AlVI 3,89 3,86 3,87 3,86 3,89 3,83 3,87 3,93 3,87 3,86 3,81 3,85 Σ XII 1,91 1,95 1,92 1,91 1,90 1,92 1,92 1,73 1,92 1,88 1,95 1,92 Σ VI 4,10 4,07 4,08 4,09 4,08 4,07 4,08 4,13 4,06 4,08 4,06 4,05 Fe+Mg 0,17 0,16 0,18 0,19 0,15 0,17 0,15 0,16 0,15 0,18 0,21 0,16 Na+K 1,90 1,95 1,92 1,90 1,90 1,92 1,92 1,73 1,91 1,88 1,94 1,90 Na/Na+K 0,17 0,18 0,18 0,20 0,19 0,16 0,17 0,18 0,15 0,18 0,16 0,19 Paragonite 17,33 18,05 18,04 19,54 19,09 16,16 17,39 18,13 14,93 18,02 15,68 18,27 Celadonite 5,51 5,44 6,24 6,29 5,04 6,19 5,37 5,17 5,07 5,87 7,59 5,23
280 UNIDADE SPX Amostra CHV23 SiO2 44,04 44,71 43,72 42,33 43,02 40,82 42,63 45,83 47,67 44,55 Al2O3 36,46 35,69 35,99 34,85 34,97 32,35 31,75 34,48 32,47 32,51 TiO2 0,29 0,34 0,36 0,50 0,26 0,45 0,27 0,50 0,25 0,25 FeO 0,86 0,88 0,76 0,74 0,98 5,63 7,49 1,63 1,88 1,39 MnO 0,00 0,01 0,04 0,06 0,00 0,02 0,00 0,13 0,00 0,02 MgO 0,27 0,36 0,34 0,36 0,41 0,79 1,13 0,99 1,65 0,93 CaO 0,05 0,00 0,00 0,00 0,00 0,04 0,09 0,00 0,03 0,02 Cr2O3 0,02 0,00 0,08 0,02 0,00 0,00 0,05 0,01 0,00 0,00 Na2O 1,38 1,29 1,41 1,31 1,27 0,38 0,29 0,43 0,28 0,16 K2O 9,23 9,08 8,91 9,19 9,13 7,64 7,51 9,91 9,78 7,14 Σ 92,6 92,36 91,61 89,36 90,04 88,12 91,21 93,91 94,01 86,97 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,00 6,10 6,01 5,99 6,04 5,96 6,05 6,18 6,41 6,35 Al 5,86 5,73 5,83 5,81 5,78 5,57 5,31 5,48 5,14 5,47 Ti 0,03 0,03 0,04 0,05 0,03 0,05 0,03 0,05 0,03 0,03 Fe 0,10 0,10 0,09 0,09 0,12 0,69 0,89 0,18 0,21 0,17 Mn 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 0,00 Mg 0,06 0,07 0,07 0,08 0,09 0,17 0,24 0,20 0,33 0,20 Ca 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 Na 0,36 0,34 0,38 0,36 0,35 0,11 0,08 0,11 0,07 0,04 K 1,61 1,58 1,56 1,66 1,64 1,42 1,36 1,71 1,68 1,30 AlIV 2,00 1,90 1,99 2,01 1,96 2,04 1,95 1,82 1,59 1,65 AlVI 3,86 3,83 3,85 3,81 3,82 3,53 3,37 3,67 3,55 3,82 Σ XII 1,98 1,92 1,94 2,02 1,98 1,54 1,45 1,82 1,75 1,35 Σ VI 4,05 4,04 4,06 4,04 4,05 4,44 4,53 4,12 4,12 4,21 Fe+Mg 0,15 0,17 0,16 0,17 0,20 0,86 1,13 0,38 0,54 0,36 Na+K 1,97 1,92 1,94 2,02 1,98 1,53 1,44 1,82 1,75 1,34 Na/Na+K 0,18 0,18 0,19 0,18 0,17 0,07 0,05 0,06 0,04 0,03 Paragonite 18,34 17,80 19,41 17,84 17,49 6,89 5,38 6,17 4,08 3,30 Celadonite 5,09 5,78 5,40 5,77 6,69 25,43 32,27 13,03 17,52 11,45
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 281 UNIDADE SPX Amostra CHV39 SiO2 44,18 46,01 44,89 45,74 46,00 43,20 Al2O3 38,17 37,69 37,39 38,17 37,52 33,34 TiO2 0,23 0,44 0,35 0,39 0,38 0,39 FeO 0,82 1,07 1,17 1,03 1,08 3,77 MnO 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,04 MgO 0,27 0,22 0,21 0,25 0,24 0,78 CaO 0,05 0,04 0,04 0,08 0,05 0,33 Cr2O3 0,02 0,02 0,00 0,03 0,01 0,04 Na2O 1,21 0,46 1,05 1,31 1,34 0,18 K2O 8,30 7,41 8,23 6,70 7,09 7,70 Σ 93,24 93,38 93,33 93,70 93,70 89,76 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,93 6,11 6,02 6,05 6,09 6,10 Al 6,04 5,89 5,91 5,95 5,86 5,55 Ti 0,02 0,04 0,04 0,04 0,04 0,04 Fe 0,09 0,12 0,13 0,11 0,12 0,45 Mn 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 Mg 0,05 0,04 0,04 0,05 0,05 0,16 Ca 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,05 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,32 0,12 0,27 0,34 0,34 0,05 K 1,42 1,25 1,41 1,13 1,20 1,39 AlIV 2,07 1,89 1,98 1,95 1,91 1,90 AlVI 3,98 4,00 3,93 3,99 3,95 3,65 Σ XII 1,74 1,38 1,69 1,48 1,55 1,49 Σ VI 4,15 4,21 4,14 4,20 4,16 4,31 Fe+Mg 0,15 0,16 0,17 0,16 0,17 0,61 Na+K 1,74 1,37 1,68 1,47 1,54 1,44 Na/Na+K 0,18 0,09 0,16 0,23 0,22 0,03 Paragonite 17,99 8,61 16,15 22,62 22,05 3,14 Celadonite 4,68 5,16 5,59 5,13 5,38 18,80
282 UNIDADE SPX Amostra CHV41 SiO2 47,03 45,87 47,35 46,72 48,01 46,43 46,50 46,79 46,98 46,40 Al2O3 37,16 36,97 37,40 36,79 38,04 36,32 37,25 36,83 38,13 36,91 TiO2 0,52 0,49 0,42 0,57 0,28 0,94 0,38 0,48 0,39 0,40 FeO 1,02 1,10 1,22 0,78 1,01 1,19 1,05 0,90 1,19 1,28 MnO 0,01 0,00 0,03 0,00 0,00 0,01 0,05 0,03 0,04 0,01 MgO 0,43 0,32 0,30 0,37 0,38 0,38 0,42 0,41 0,32 0,37 CaO 0,01 0,06 0,01 0,01 0,00 0,02 0,00 0,00 0,03 0,01 Cr2O3 0,00 0,04 0,00 0,04 0,02 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 Na2O 0,99 0,90 1,04 0,96 1,13 0,77 0,67 0,70 1,15 1,15 K2O 8,18 9,04 7,03 8,86 7,46 8,94 8,53 8,69 7,82 8,86 Σ 95,36 94,79 94,79 95,12 96,33 95,00 94,85 94,84 96,05 95,40 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,15 6,08 6,19 6,15 6,18 6,13 6,12 6,16 6,09 6,11 Al 5,73 5,77 5,76 5,71 5,77 5,66 5,78 5,72 5,83 5,73 Ti 0,05 0,05 0,04 0,06 0,03 0,09 0,04 0,05 0,04 0,04 Fe 0,11 0,12 0,13 0,09 0,11 0,13 0,12 0,10 0,13 0,14 Mn 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 Mg 0,08 0,06 0,06 0,07 0,07 0,07 0,08 0,08 0,06 0,07 Ca 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,25 0,23 0,26 0,25 0,28 0,20 0,17 0,18 0,29 0,29 K 1,36 1,53 1,17 1,49 1,23 1,51 1,43 1,46 1,29 1,49 AlIV 1,85 1,92 1,81 1,85 1,82 1,87 1,88 1,84 1,91 1,89 AlVI 3,88 3,86 3,94 3,85 3,95 3,79 3,90 3,88 3,92 3,84 Σ XII 1,62 1,77 1,43 1,73 1,51 1,71 1,60 1,64 1,59 1,78 Σ VI 4,13 4,09 4,18 4,07 4,16 4,09 4,15 4,11 4,16 4,09 Fe+Mg 0,20 0,18 0,19 0,16 0,18 0,21 0,20 0,18 0,19 0,21 Na+K 1,62 1,76 1,43 1,73 1,51 1,70 1,60 1,64 1,58 1,78 Na/Na+K 0,16 0,13 0,18 0,14 0,19 0,12 0,11 0,11 0,18 0,16 Paragonite 15,53 13,05 18,27 14,15 18,70 11,58 10,71 10,86 18,14 16,42 Celadonite 6,42 6,07 6,21 5,25 5,79 6,92 6,54 5,96 6,27 7,05
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 283 UNIDADE SPX Amostra CHV43P SiO2 45,69 45,80 46,02 47,03 46,02 47,03 46,30 47,54 46,36 46,11 Al2O3 36,83 37,67 36,61 38,16 36,61 38,16 36,34 34,54 36,67 37,25 TiO2 0,72 0,56 0,37 0,37 0,37 0,37 0,43 1,06 0,51 0,70 FeO 0,92 1,02 1,05 1,13 1,05 1,13 1,12 1,84 1,06 1,12 MnO 0,04 0,00 0,05 0,00 0,05 0,00 0,01 0,10 0,00 0,00 MgO 0,52 0,45 0,46 0,39 0,46 0,39 0,63 0,99 0,52 0,55 CaO 0,00 0,01 0,07 0,01 0,07 0,01 0,00 0,04 0,02 0,00 Cr2O3 0,02 0,03 0,02 0,02 0,02 0,02 0,02 0,03 0,03 0,02 Na2O 0,68 0,96 0,82 1,14 0,82 1,14 0,67 0,68 0,53 0,79 K2O 8,83 7,22 8,91 7,95 8,91 7,95 9,20 7,69 8,45 6,57 Σ 94,24 93,69 94,36 96,19 94,36 96,19 94,71 94,49 94,14 93,11 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,07 6,07 6,12 6,09 6,12 6,09 6,14 6,28 6,15 6,12 Al 5,77 5,88 5,74 5,83 5,74 5,83 5,68 5,38 5,73 5,82 Ti 0,07 0,06 0,04 0,04 0,04 0,04 0,04 0,11 0,05 0,07 Fe 0,10 0,11 0,12 0,12 0,12 0,12 0,12 0,20 0,12 0,12 Mn 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 Mg 0,10 0,09 0,09 0,08 0,09 0,08 0,12 0,20 0,10 0,11 Ca 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,18 0,25 0,21 0,29 0,21 0,29 0,17 0,17 0,14 0,20 K 1,50 1,22 1,51 1,31 1,51 1,31 1,56 1,30 1,43 1,11 AlIV 1,93 1,93 1,88 1,91 1,88 1,91 1,86 1,72 1,85 1,88 AlVI 3,85 3,94 3,85 3,92 3,85 3,92 3,82 3,66 3,88 3,94 Σ XII 1,67 1,47 1,73 1,60 1,73 1,60 1,73 1,48 1,57 1,31 Σ VI 4,13 4,20 4,11 4,16 4,11 4,16 4,11 4,18 4,15 4,24 Fe+Mg 0,21 0,20 0,21 0,20 0,21 0,20 0,25 0,40 0,22 0,23 Na+K 1,67 1,47 1,72 1,60 1,72 1,60 1,73 1,47 1,57 1,31 Na/Na+K 0,10 0,17 0,12 0,18 0,12 0,18 0,10 0,12 0,09 0,15 Paragonite 10,48 16,74 12,19 17,86 12,19 17,86 9,94 11,71 8,74 15,36 Celadonite 6,86 6,39 6,94 6,36 6,94 6,36 8,12 13,31 7,10 7,36
284 UNIDADE SPX AmostraCHV44 Amostra CHV45 SiO2 47,21 46,93 46,15 47,58 47,70 42,83 47,84 46,18 46,10 46,72 46,83 46,14 Al2O3 37,62 26,19 36,68 38,04 37,70 33,96 36,16 37,05 36,82 37,53 37,49 36,79 TiO2 0,46 1,37 0,51 0,59 0,50 0,50 0,09 0,47 0,57 0,35 0,33 0,33 FeO 0,91 8,03 1,09 1,15 0,83 5,45 2,00 1,51 1,37 1,54 1,76 1,80 MnO 0,00 0,01 0,01 0,02 0,01 0,00 0,04 0,00 0,03 0,00 0,02 0,00 MgO 0,44 3,19 0,59 0,51 0,44 0,56 0,42 0,20 0,16 0,16 0,23 0,22 CaO 0,01 0,29 0,01 0,04 0,01 0,10 0,03 0,00 0,01 0,00 0,03 0,01 Cr2O3 0,02 0,02 0,02 0,01 0,04 0,02 0,00 0,02 0,02 0,00 0,01 0,00 Na2O 0,75 0,01 0,71 0,65 0,72 0,67 0,34 0,58 0,63 0,79 0,71 0,57 K2O 9,09 7,05 9,51 7,75 7,83 8,01 7,65 9,64 9,73 8,70 8,23 9,83 Σ 96,51 93,10 95,28 96,35 95,78 92,10 94,57 95,65 95,42 95,81 95,63 95,68 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,12 6,51 6,10 6,13 6,18 5,97 6,29 6,09 6,10 6,11 6,12 6,10 Al 5,75 4,28 5,71 5,78 5,75 5,58 5,60 5,76 5,74 5,79 5,78 5,73 Ti 0,05 0,14 0,05 0,06 0,05 0,05 0,01 0,05 0,06 0,03 0,03 0,03 Fe 0,10 0,93 0,12 0,12 0,09 0,64 0,22 0,17 0,15 0,17 0,19 0,20 Mn 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Mg 0,09 0,66 0,12 0,10 0,08 0,12 0,08 0,04 0,03 0,03 0,04 0,04 Ca 0,00 0,04 0,00 0,01 0,00 0,02 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,19 0,00 0,18 0,16 0,18 0,18 0,09 0,15 0,16 0,20 0,18 0,15 K 1,50 1,25 1,60 1,28 1,29 1,42 1,28 1,62 1,64 1,45 1,37 1,66 AlIV 1,88 1,49 1,90 1,87 1,82 2,03 1,71 1,91 1,90 1,89 1,88 1,90 AlVI 3,88 2,80 3,81 3,91 3,93 3,56 3,89 3,85 3,83 3,90 3,90 3,83 Σ XII 1,69 1,29 1,79 1,44 1,48 1,62 1,37 1,77 1,80 1,65 1,56 1,80 Σ VI 4,11 4,53 4,10 4,19 4,16 4,36 4,21 4,10 4,08 4,13 4,17 4,10 Fe+Mg 0,18 1,59 0,24 0,22 0,17 0,75 0,30 0,21 0,18 0,20 0,24 0,24 Na+K 1,69 1,25 1,78 1,44 1,47 1,61 1,37 1,77 1,80 1,65 1,55 1,80 Na/Na+K 0,11 0,00 0,10 0,11 0,12 0,11 0,06 0,08 0,09 0,12 0,12 0,08 Paragonite 11,10 0,26 10,19 11,26 12,27 11,13 6,35 8,40 8,91 12,15 11,51 8,07 Celadonite 6,03 47,01 7,79 7,16 5,65 22,72 9,55 6,77 6,13 6,48 7,63 7,90
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 285 UNIDADE SPX Amostra CHV46 SiO2 47,56 47,12 47,71 47,73 46,74 46,07 48,13 Al2O3 36,43 36,50 37,21 36,62 37,02 37,59 34,68 TiO2 0,00 0,00 0,00 0,00 0,71 0,81 0,06 FeO 0,97 1,00 1,07 1,24 1,02 0,83 2,96 MnO 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 0,02 0,00 MgO 0,45 0,39 0,36 0,41 0,44 0,39 1,50 CaO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,02 0,01 0,00 Cr2O3 0,01 0,02 0,02 0,03 0,02 0,03 0,00 Na2O 0,88 0,53 0,76 0,48 0,78 0,59 0,17 K2O 7,07 8,40 6,84 7,62 9,00 8,73 7,01 Σ 93,95 94,44 94,38 94,65 95,75 95,06 94,51 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,29 6,24 6,26 6,28 6,12 6,06 6,34 Al 5,68 5,70 5,75 5,68 5,71 5,83 5,38 Ti 0,00 0,00 0,00 0,00 0,07 0,08 0,01 Fe 0,11 0,11 0,12 0,14 0,11 0,09 0,33 Mn 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Mg 0,09 0,08 0,07 0,08 0,09 0,08 0,30 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,22 0,13 0,19 0,12 0,20 0,15 0,04 K 1,19 1,42 1,14 1,28 1,50 1,46 1,18 AlIV 1,71 1,76 1,74 1,72 1,88 1,94 1,66 AlVI 3,97 3,94 4,01 3,96 3,83 3,89 3,72 Σ XII 1,42 1,55 1,34 1,40 1,70 1,61 1,22 Σ VI 4,16 4,13 4,20 4,18 4,10 4,14 4,35 Fe+Mg 0,20 0,19 0,19 0,22 0,20 0,17 0,62 Na+K 1,42 1,55 1,34 1,40 1,70 1,61 1,22 Na/Na+K 0,16 0,09 0,14 0,09 0,12 0,09 0,04 Paragonite 15,84 8,68 14,47 8,74 11,62 9,28 3,56 Celadonite 6,18 6,01 5,88 6,88 6,54 5,57 18,57
286 A.6.1.2 – Análises químicas de moscovites da Área A2 UNIDADE Sa Amostra MA3 Amostra MA9 Amostra MA11 SiO2 45,97 46,21 45,87 46,13 46,78 47,14 45,56 47,09 46,43 46,32 46,04 46,48 46,55 Al2O3 37,41 37,14 37,11 36,94 37,17 38,34 36,55 37,52 38,42 38,33 37,32 37,28 37,55 TiO2 0,31 0,00 0,00 0,17 0,20 0,17 0,32 0,25 0,15 0,16 0,10 0,11 0,06 FeO 0,83 0,82 0,60 0,88 0,98 1,02 1,01 1,12 1,09 1,10 0,98 0,97 1,15 MnO 0,00 0,05 0,00 0,06 0,04 0,00 0,00 0,05 0,31 0,00 0,00 0,05 0,00 MgO 0,30 0,33 0,34 0,32 0,29 0,34 0,31 0,13 0,13 0,15 0,15 0,21 0,16 CaO 0,00 0,36 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,05 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr2O3 0,00 0,00 0,74 0,04 0,00 0,04 0,05 0,00 0,02 0,07 0,00 0,01 0,00 Na2O 1,52 1,45 1,52 1,54 1,39 1,41 1,32 1,24 1,36 1,45 1,40 1,35 1,42 K2O 8,99 9,02 8,60 8,81 8,79 9,09 9,28 9,41 9,08 9,08 9,42 9,36 9,26 Σ 95,33 95,38 94,78 94,89 95,64 97,55 94,40 96,81 97,04 96,66 95,41 95,82 96,15 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,06 6,09 6,07 6,10 6,13 6,07 6,08 6,12 6,02 6,03 6,08 6,11 6,09 Al 5,81 5,77 5,79 5,76 5,74 5,82 5,75 5,75 5,87 5,88 5,81 5,77 5,79 Ti 0,03 0,00 0,00 0,02 0,02 0,02 0,03 0,02 0,01 0,02 0,01 0,01 0,01 Fe 0,09 0,09 0,07 0,10 0,11 0,11 0,11 0,12 0,12 0,12 0,11 0,11 0,13 Mn 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01 0,03 0,00 0,00 0,01 0,00 Mg 0,06 0,06 0,07 0,06 0,06 0,07 0,06 0,03 0,03 0,03 0,03 0,04 0,03 Ca 0,00 0,05 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,08 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 Na 0,39 0,37 0,39 0,40 0,35 0,35 0,34 0,31 0,34 0,37 0,36 0,34 0,36 K 1,51 1,52 1,45 1,49 1,47 1,49 1,58 1,56 1,50 1,51 1,59 1,57 1,55 AlIV 1,94 1,91 1,93 1,90 1,87 1,93 1,92 1,88 1,98 1,97 1,92 1,89 1,91 AlVI 3,87 3,87 3,86 3,87 3,88 3,89 3,83 3,87 3,90 3,91 3,89 3,88 3,89 Σ XII 1,90 1,94 1,84 1,88 1,82 1,84 1,92 1,87 1,85 1,87 1,95 1,91 1,91 Σ VI 4,05 4,03 4,07 4,05 4,06 4,08 4,05 4,04 4,09 4,08 4,03 4,04 4,05 Fe+Mg 0,15 0,16 0,13 0,16 0,16 0,18 0,17 0,15 0,14 0,15 0,14 0,15 0,16 Na+K 1,90 1,89 1,84 1,88 1,82 1,84 1,92 1,87 1,84 1,87 1,95 1,91 1,91 Na/Na+K 0,20 0,20 0,21 0,21 0,19 0,19 0,18 0,17 0,19 0,20 0,18 0,18 0,19 Paragonite 20,44 18,63 21,17 20,99 19,38 19,08 17,78 16,69 18,40 19,53 18,43 17,98 18,90 Celadonite 4,98 5,32 4,46 5,51 5,54 5,72 5,80 5,05 5,77 4,87 4,55 5,06 5,16
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 287 UNIDADE Sa Amostra R32n SiO2 44,66 46,41 45,71 46,09 45,18 46,60 50,39 46,80 46,26 46,33 Al2O3 35,95 36,18 36,99 36,75 35,74 35,56 33,18 35,69 36,30 36,48 TiO2 0,29 0,47 0,35 0,34 0,29 0,41 0,10 0,40 0,32 0,35 FeO 0,70 0,81 0,80 0,86 1,99 0,53 2,17 0,95 0,95 0,75 MnO 0,02 0,03 0,06 0,11 0,02 MgO 0,39 0,57 0,44 0,53 0,92 0,83 1,76 0,70 0,59 0,61 CaO 0,01 0,01 0,03 0,02 0,00 0,21 0,03 0,02 0,02 Cr2O3 Na2O 1,19 1,12 1,32 1,19 1,14 1,03 0,11 1,08 1,11 1,20 K2O 8,65 8,91 8,90 8,84 8,46 9,03 7,77 8,93 8,96 8,95 Σ 91,92 94,60 94,61 94,69 93,79 94,10 96,03 94,72 94,57 94,92 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,10 6,16 6,07 6,11 6,08 6,21 6,54 6,21 6,14 6,14 Al 5,78 5,66 5,79 5,74 5,67 5,58 5,08 5,58 5,68 5,69 Ti 0,03 0,05 0,04 0,03 0,03 0,04 0,01 0,04 0,03 0,03 Fe 0,08 0,09 0,09 0,09 0,22 0,06 0,24 0,11 0,11 0,08 Mn 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 Mg 0,08 0,11 0,09 0,11 0,19 0,17 0,34 0,14 0,12 0,12 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,03 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,31 0,29 0,34 0,31 0,30 0,27 0,03 0,28 0,29 0,31 K 1,51 1,51 1,51 1,49 1,45 1,53 1,29 1,51 1,52 1,51 AlIV 1,90 1,84 1,93 1,89 1,92 1,79 1,46 1,79 1,86 1,86 AlVI 3,88 3,81 3,86 3,85 3,74 3,79 3,62 3,78 3,82 3,83 Σ XII 1,82 1,80 1,85 1,80 1,75 1,80 1,34 1,79 1,81 1,82 Σ VI 4,07 4,07 4,07 4,09 4,18 4,06 4,22 4,07 4,08 4,07 Fe+Mg 0,16 0,20 0,18 0,20 0,41 0,22 0,58 0,24 0,22 0,20 Na+K 1,82 1,80 1,85 1,80 1,75 1,80 1,31 1,79 1,80 1,82 Na/Na+K 0,17 0,16 0,18 0,17 0,17 0,15 0,02 0,16 0,16 0,17 Paragonite 17,23 16,01 18,29 17,02 16,92 14,76 1,95 15,50 15,79 16,89 Celadonite 5,29 6,84 5,81 6,77 12,98 7,45 18,34 8,04 7,35 6,70
294 UNIDADE Sb Amostra R63N SiO2 46,16 45,55 45,67 41,74 46,03 44,81 45,89 45,51 45,99 45,92 Al2O3 30,78 30,44 30,35 23,39 29,92 29,45 28,82 30,32 30,24 31,10 TiO2 0,73 0,51 0,59 0,33 0,56 0,55 0,58 0,55 0,43 0,63 FeO 3,31 4,10 4,14 13,87 4,19 4,46 3,98 3,85 3,39 3,08 MnO 0,10 0,03 0,30 0,16 0,01 0,17 MgO 1,72 1,82 1,84 2,15 1,86 2,05 1,94 1,65 1,74 1,61 CaO Cr2O3 Na2O 0,54 0,42 0,44 0,09 0,41 0,42 0,39 0,45 0,43 0,52 K2O 9,86 9,85 9,76 9,23 9,88 9,87 9,88 9,63 9,97 9,64 Σ 95,44 94,81 95,09 96,37 95,18 93,87 94,06 94,31 94,39 94,67 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,34 6,32 6,33 6,27 6,38 6,32 6,45 6,34 6,39 6,33 Al 4,99 4,98 4,96 4,14 4,89 4,89 4,77 4,98 4,95 5,05 Ti 0,08 0,05 0,06 0,04 0,06 0,06 0,06 0,06 0,05 0,07 Fe 0,38 0,48 0,48 1,74 0,49 0,53 0,47 0,45 0,39 0,36 Mn 0,01 0,00 0,00 0,04 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 0,02 Mg 0,35 0,38 0,38 0,48 0,38 0,43 0,41 0,34 0,36 0,33 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,14 0,11 0,12 0,03 0,11 0,12 0,11 0,12 0,11 0,14 K 1,73 1,74 1,73 1,77 1,75 1,78 1,77 1,71 1,77 1,70 AlIV 1,66 1,68 1,67 1,73 1,62 1,68 1,55 1,66 1,61 1,67 AlVI 3,33 3,30 3,28 2,42 3,26 3,21 3,23 3,32 3,34 3,39 Σ XII 1,87 1,86 1,84 1,80 1,86 1,89 1,88 1,83 1,88 1,84 Σ VI 4,15 4,21 4,21 4,72 4,19 4,23 4,16 4,19 4,15 4,16 Fe+Mg 0,73 0,85 0,86 2,23 0,87 0,96 0,87 0,79 0,75 0,69 Na+K 1,87 1,86 1,84 1,80 1,86 1,89 1,88 1,83 1,88 1,84 Na/Na+K 0,08 0,06 0,06 0,02 0,06 0,06 0,06 0,07 0,06 0,08 Paragonite 7,68 6,11 6,40 1,53 5,88 6,12 5,70 6,58 6,10 7,64 Celadonite 24,22 27,03 27,42 61,48 27,75 30,18 28,21 25,87 24,37 22,81
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 295 UNIDADE Sc Amostra R47n SiO2 45,71 45,96 46,30 45,42 45,01 45,56 45,76 45,66 46,55 46,08 Al2O3 36,45 37,19 36,60 36,24 36,60 37,48 36,99 36,77 36,27 36,52 TiO2 0,56 0,44 0,31 0,61 0,58 0,41 0,51 0,29 0,18 0,50 FeO 0,64 0,77 0,81 0,86 0,83 0,75 0,69 0,66 0,91 0,88 MnO 0,08 0,07 0,06 0,04 0,04 0,03 0,01 MgO 0,39 0,38 0,47 0,40 0,39 0,33 0,38 0,39 0,53 0,40 CaO 0,05 0,03 0,02 0,01 0,01 0,00 0,03 0,01 Cr2O3 Na2O 1,29 1,21 1,24 1,25 1,26 1,29 1,30 1,25 1,32 1,28 K2O 8,75 8,87 9,01 8,81 8,91 8,72 8,86 8,70 8,86 9,05 Σ 93,90 95,02 94,87 96,89 93,65 94,66 94,60 93,87 94,72 94,73 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,11 6,07 6,13 6,09 6,04 6,04 6,07 6,10 6,17 6,11 Al 5,74 5,79 5,71 5,73 5,79 5,86 5,79 5,79 5,67 5,71 Ti 0,06 0,04 0,03 0,06 0,06 0,04 0,05 0,03 0,02 0,05 Fe 0,07 0,09 0,09 0,10 0,09 0,08 0,08 0,07 0,10 0,10 Mn 0,00 0,01 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Mg 0,08 0,07 0,09 0,08 0,08 0,07 0,08 0,08 0,10 0,08 Ca 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,33 0,31 0,32 0,33 0,33 0,33 0,33 0,32 0,34 0,33 K 1,49 1,50 1,52 1,51 1,53 1,47 1,50 1,48 1,50 1,53 AlIV 1,89 1,93 1,87 1,91 1,96 1,96 1,93 1,90 1,83 1,89 AlVI 3,85 3,86 3,84 3,82 3,84 3,89 3,86 3,89 3,84 3,82 Σ XII 1,82 1,81 1,85 1,83 1,85 1,81 1,83 1,81 1,84 1,86 Σ VI 4,05 4,08 4,06 4,07 4,07 4,09 4,07 4,07 4,06 4,05 Fe+Mg 0,15 0,16 0,18 0,18 0,17 0,15 0,15 0,15 0,20 0,18 Na+K 1,82 1,80 1,84 1,83 1,85 1,80 1,83 1,81 1,84 1,86 Na/Na+K 0,18 0,17 0,17 0,18 0,18 0,18 0,18 0,18 0,18 0,18 Paragonite 18,26 17,01 17,25 17,72 17,60 18,26 18,19 17,85 18,41 17,66 Celadonite 5,02 5,57 6,03 6,16 5,90 5,00 5,17 5,10 6,73 5,92
296 UNIDADE Sc Amostra R47n Amostra R49 SiO2 45,66 46,46 45,63 45,61 45,74 46,23 45,57 46,61 45,30 46,47 Al2O3 36,84 37,17 36,80 36,65 36,96 34,18 34,80 35,44 35,16 34,58 TiO2 0,47 0,35 0,09 0,40 0,53 0,37 0,19 0,30 0,25 0,31 FeO 0,75 1,26 0,86 0,79 0,67 1,38 2,19 1,12 1,21 0,89 MnO 0,01 0,02 0,07 0,11 0,08 0,00 0,00 MgO 0,39 0,41 0,40 0,41 0,39 0,89 0,77 0,54 0,51 0,85 CaO 0,01 0,03 0,00 Cr2O3 Na2O 1,30 1,38 1,29 1,23 1,30 1,27 1,30 1,42 1,42 1,25 K2O 8,67 8,85 8,82 8,88 8,84 8,65 8,39 8,66 8,40 8,91 Σ 94,17 95,90 93,90 94,03 94,46 93,83 94,04 94,85 92,93 94,14 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,08 6,09 6,10 6,09 6,07 6,25 6,16 6,21 6,17 6,26 Al 5,78 5,74 5,80 5,77 5,78 5,45 5,55 5,57 5,64 5,49 Ti 0,05 0,03 0,01 0,04 0,05 0,04 0,02 0,03 0,03 0,03 Fe 0,08 0,14 0,10 0,09 0,07 0,16 0,25 0,12 0,14 0,10 Mn 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 0,01 0,00 0,00 Mg 0,08 0,08 0,08 0,08 0,08 0,18 0,15 0,11 0,10 0,17 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,34 0,35 0,33 0,32 0,33 0,33 0,34 0,37 0,37 0,33 K 1,47 1,48 1,50 1,51 1,50 1,49 1,45 1,47 1,46 1,53 AlIV 1,92 1,91 1,90 1,91 1,93 1,75 1,84 1,79 1,83 1,74 AlVI 3,87 3,83 3,89 3,86 3,86 3,70 3,71 3,78 3,81 3,74 Σ XII 1,81 1,83 1,84 1,83 1,83 1,82 1,79 1,84 1,83 1,86 Σ VI 4,07 4,09 4,08 4,07 4,07 4,08 4,15 4,05 4,07 4,04 Fe+Mg 0,16 0,22 0,18 0,17 0,15 0,33 0,40 0,23 0,24 0,27 Na+K 1,81 1,83 1,84 1,83 1,83 1,82 1,79 1,84 1,83 1,86 Na/Na+K 0,19 0,19 0,18 0,17 0,18 0,18 0,19 0,20 0,20 0,18 Paragonite 18,57 19,12 18,16 17,29 18,20 18,21 19,01 19,95 20,44 17,57 Celadonite 5,31 7,17 5,72 5,63 5,12 11,26 13,27 7,93 7,95 8,99
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 297 UNIDADE Sc Amostra R52N SiO2 45,38 45,49 46,93 45,44 45,78 46,21 45,50 45,55 Al2O3 35,99 36,01 34,40 36,31 35,28 35,13 36,40 36,43 TiO2 0,46 0,25 0,32 0,33 0,33 0,34 0,35 0,29 FeO 0,70 0,70 1,52 0,65 0,74 1,50 0,63 1,10 MnO 0,05 0,08 0,04 0,06 0,04 MgO 0,39 0,38 0,93 0,37 0,55 0,71 0,39 0,52 CaO 0,01 0,03 0,02 Cr2O3 Na2O 1,30 1,29 1,03 1,27 1,16 1,05 1,26 1,19 K2O 9,21 9,10 9,20 9,11 9,17 9,04 9,00 9,14 Σ 93,49 93,37 94,51 93,54 93,07 93,97 93,60 94,24 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,11 6,13 6,27 6,11 6,18 6,19 6,10 6,09 Al 5,71 5,72 5,42 5,75 5,62 5,55 5,76 5,74 Ti 0,05 0,03 0,03 0,03 0,03 0,03 0,04 0,03 Fe 0,08 0,08 0,17 0,07 0,08 0,17 0,07 0,12 Mn 0,01 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 Mg 0,08 0,08 0,18 0,07 0,11 0,14 0,08 0,10 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,34 0,34 0,27 0,33 0,30 0,27 0,33 0,31 K 1,58 1,56 1,57 1,56 1,58 1,55 1,54 1,56 AlIV 1,89 1,87 1,73 1,89 1,82 1,81 1,90 1,91 AlVI 3,82 3,84 3,68 3,86 3,80 3,74 3,86 3,82 Σ XII 1,92 1,90 1,83 1,89 1,88 1,82 1,87 1,87 Σ VI 4,03 4,03 4,07 4,04 4,03 4,09 4,05 4,08 Fe+Mg 0,16 0,16 0,35 0,15 0,19 0,31 0,15 0,23 Na+K 1,92 1,90 1,83 1,89 1,88 1,82 1,87 1,87 Na/Na+K 0,18 0,18 0,15 0,17 0,16 0,15 0,18 0,17 Paragonite 17,69 17,59 14,51 17,49 16,09 14,97 17,58 16,52 Celadonite 5,46 5,48 11,79 4,87 6,70 10,12 5,11 7,43
298 UNIDADE Sc Amostra R53n SiO2 46,09 47,11 46,70 46,14 45,13 46,36 46,01 49,82 45,90 Al2O3 34,86 33,86 34,57 35,98 36,42 36,04 36,06 31,73 35,83 TiO2 0,41 0,38 0,39 0,53 0,53 0,31 0,41 0,16 0,77 FeO 0,72 0,97 0,87 0,73 0,78 0,92 0,68 1,23 0,67 MnO 0,07 0,04 0,08 MgO 0,58 0,95 0,82 0,48 0,48 0,65 0,44 1,61 0,47 CaO 0,02 0,03 0,01 0,02 0,01 Cr2O3 Na2O 1,20 1,08 1,24 1,33 1,37 1,31 1,38 0,87 1,20 K2O 8,46 8,52 8,97 8,90 8,84 8,92 9,07 8,71 9,00 Σ 92,39 93,06 94,00 94,25 93,65 94,60 94,21 94,66 93,94 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,24 6,34 6,26 6,15 6,06 6,16 6,14 6,61 6,14 Al 5,56 5,37 5,46 5,65 5,76 5,64 5,67 4,96 5,65 Ti 0,04 0,04 0,04 0,05 0,05 0,03 0,04 0,02 0,08 Fe 0,08 0,11 0,10 0,08 0,09 0,10 0,08 0,14 0,08 Mn 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 Mg 0,12 0,19 0,16 0,10 0,10 0,13 0,09 0,32 0,09 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,31 0,28 0,32 0,34 0,36 0,34 0,36 0,22 0,31 K 1,46 1,46 1,53 1,51 1,51 1,51 1,54 1,47 1,54 AlIV 1,76 1,66 1,74 1,85 1,94 1,84 1,86 1,39 1,86 AlVI 3,80 3,72 3,73 3,80 3,83 3,80 3,82 3,57 3,78 Σ XII 1,78 1,74 1,86 1,86 1,87 1,85 1,90 1,70 1,85 Σ VI 4,04 4,06 4,03 4,04 4,07 4,06 4,02 4,04 4,04 Fe+Mg 0,20 0,30 0,26 0,18 0,18 0,23 0,16 0,46 0,17 Na+K 1,78 1,74 1,86 1,86 1,87 1,85 1,90 1,70 1,85 Na/Na+K 0,18 0,16 0,17 0,18 0,19 0,18 0,19 0,13 0,17 Paragonite 17,68 16,10 17,32 18,46 19,04 18,26 18,73 13,18 16,84 Celadonite 6,58 9,96 8,73 6,19 6,25 7,62 5,47 15,06 6,00
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 299 A.6.1.3 – Análises químicas de moscovites da Área A3 UNIDADE Cu MA 52B MA 95 SiO2 46,57 45,49 47,87 47,97 48,03 46,20 43,62 46,97 47,07 Al2O3 35,50 36,58 32,58 31,58 33,56 33,51 31,59 31,59 33,34 TiO2 0,68 0,16 0,27 0,37 0,40 0,20 0,12 0,29 0,16 FeO 1,09 1,06 4,17 3,64 2,89 2,78 2,62 3,60 2,99 MnO 0,00 0,00 0,06 0,00 0,00 0,02 0,01 0,00 0,01 MgO 0,62 0,35 1,16 1,10 1,04 0,80 0,75 1,29 0,91 CaO 0,00 0,02 0,00 0,09 0,00 0,07 0,01 0,00 0,08 Cr2O3 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,06 0,04 0,00 0,00 Na2O 1,35 1,57 0,48 0,52 0,45 0,48 0,40 0,28 0,34 K2O 9,00 8,82 10,52 10,28 10,15 10,33 9,57 11,03 10,17 Σ 94,81 94,05 97,10 95,56 96,52 94,45 88,74 95,06 95,07 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,18 6,09 6,34 6,43 6,33 6,25 6,27 6,36 6,31 Al 5,55 5,77 5,08 4,99 5,21 5,34 5,35 5,04 5,27 Ti 0,07 0,02 0,03 0,04 0,04 0,02 0,01 0,03 0,02 Fe 0,12 0,12 0,46 0,41 0,32 0,31 0,32 0,41 0,34 Mn 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Mg 0,12 0,07 0,23 0,22 0,20 0,16 0,16 0,26 0,18 Ca 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 Na 0,35 0,41 0,12 0,14 0,11 0,13 0,11 0,07 0,09 K 1,52 1,50 1,78 1,76 1,71 1,78 1,75 1,91 1,74 AlIV 1,82 1,91 1,66 1,57 1,67 1,75 1,73 1,64 1,69 AlVI 3,73 3,85 3,42 3,42 3,55 3,59 3,61 3,40 3,58 Σ XII 1,87 1,92 1,90 1,91 1,82 1,92 1,87 1,98 1,84 Σ VI 4,04 4,06 4,14 4,08 4,11 4,09 4,11 4,10 4,11 Fe+Mg 0,24 0,19 0,69 0,63 0,52 0,48 0,48 0,67 0,52 Na+K 1,87 1,91 1,90 1,89 1,82 1,91 1,87 1,98 1,83 Na/Na+K 0,19 0,21 0,06 0,07 0,06 0,07 0,06 0,04 0,05 Paragonite 18,57 21,23 6,43 7,09 6,25 6,51 5,97 3,71 4,71 Celadonite 8,19 6,20 22,37 20,63 17,04 15,60 15,44 21,76 16,75
300 UNIDADE Cu Amostra R25 SiO2 47,83 47,01 47,28 48,41 48,71 49,05 48,44 47,87 Al2O3 34,11 32,86 32,84 33,67 33,72 33,71 37,63 32,87 TiO2 0,31 0,26 0,31 0,00 0,25 0,35 0,32 0,47 FeO 1,65 2,62 2,48 3,32 3,06 2,86 1,88 2,38 MnO 0,00 0,04 0,05 0,08 0,01 0,04 0,13 0,11 MgO 0,87 1,23 1,10 1,29 1,36 1,27 0,74 1,17 CaO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr2O3 0,01 0,00 0,05 0,17 0,15 0,00 0,02 0,00 Na2O 0,34 0,24 0,23 0,24 0,15 0,30 0,38 0,23 K2O 9,83 8,72 9,35 6,85 5,67 6,16 6,37 9,71 Σ 94,95 93,12 93,89 94,10 93,16 93,73 95,92 95,04 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,35 6,37 6,38 6,42 6,46 6,47 6,23 6,39 Al 5,34 5,25 5,22 5,26 5,27 5,24 5,70 5,17 Ti 0,03 0,03 0,03 0,00 0,03 0,03 0,03 0,05 Fe 0,18 0,30 0,28 0,37 0,34 0,32 0,20 0,27 Mn 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,01 0,01 Mg 0,17 0,25 0,22 0,26 0,27 0,25 0,14 0,23 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,01 0,02 0,02 0,00 0,00 0,00 Na 0,09 0,06 0,06 0,06 0,04 0,08 0,09 0,06 K 1,66 1,51 1,61 1,16 0,96 1,04 1,04 1,65 AlIV 1,65 1,63 1,62 1,58 1,54 1,53 1,77 1,61 AlVI 3,69 3,62 3,60 3,68 3,73 3,71 3,93 3,56 Σ XII 1,75 1,57 1,67 1,22 1,00 1,11 1,14 1,71 Σ VI 4,07 4,19 4,14 4,33 4,38 4,32 4,32 4,12 Fe+Mg 0,36 0,55 0,50 0,62 0,61 0,57 0,34 0,50 Na+K 1,75 1,57 1,67 1,22 1,00 1,11 1,14 1,71 Na/Na+K 0,05 0,04 0,04 0,05 0,04 0,07 0,08 0,03 Paragonite 4,96 4,06 3,62 5,11 3,94 6,80 8,25 3,40 Celadonite 11,69 17,35 16,32 19,11 18,28 17,37 10,92 16,64
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 301 UNIDADE Cu Amostra R27 SiO2 46,88 47,62 46,80 46,57 46,29 46,49 45,70 46,66 48,16 Al2O3 36,15 35,45 36,44 36,38 36,69 36,47 35,59 35,81 35,76 TiO2 0,29 0,25 0,26 0,31 0,34 0,24 0,22 0,14 0,24 FeO 0,82 0,91 0,85 1,35 1,20 0,84 1,54 0,98 1,03 MnO 0,00 0,02 0,01 0,00 0,06 0,04 0,07 0,04 0,00 MgO 0,54 0,64 0,52 0,58 0,47 0,56 0,78 0,58 0,47 CaO Cr2O3 0,05 0,10 0,12 0,06 0,07 0,09 0,00 0,02 0,00 Na2O 0,80 0,84 0,78 0,84 0,83 0,75 0,70 0,78 0,81 K2O 9,05 9,02 9,16 8,77 8,81 9,12 8,65 9,07 8,91 Σ 95,26 95,20 94,96 94,92 95,18 94,70 93,51 94,13 95,82 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,21 6,28 6,18 6,16 6,13 6,16 6,16 6,22 6,31 Al 5,64 5,51 5,67 5,67 5,72 5,70 5,65 5,62 5,52 Ti 0,03 0,02 0,03 0,03 0,03 0,02 0,02 0,01 0,02 Fe 0,09 0,10 0,09 0,15 0,13 0,09 0,17 0,11 0,11 Mn 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 Mg 0,11 0,13 0,10 0,12 0,09 0,11 0,16 0,12 0,09 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 Na 0,21 0,21 0,20 0,22 0,21 0,19 0,18 0,20 0,21 K 1,53 1,52 1,54 1,48 1,49 1,54 1,49 1,54 1,49 AlIV 1,79 1,72 1,82 1,84 1,87 1,84 1,84 1,78 1,69 AlVI 3,84 3,80 3,85 3,83 3,85 3,86 3,80 3,84 3,83 Σ XII 1,73 1,73 1,74 1,69 1,70 1,74 1,67 1,74 1,70 Σ VI 4,08 4,06 4,08 4,13 4,12 4,10 4,16 4,09 4,06 Fe+Mg 0,20 0,23 0,20 0,26 0,22 0,20 0,33 0,22 0,20 Na+K 1,73 1,73 1,74 1,69 1,70 1,74 1,67 1,74 1,70 Na/Na+K 0,12 0,12 0,11 0,13 0,12 0,11 0,11 0,12 0,12 Paragonite 11,89 12,37 11,42 12,70 12,47 11,17 10,95 11,53 12,20 Celadonite 6,51 7,57 6,47 8,55 7,50 6,80 10,72 7,47 6,75
302 UNIDADE Cu-T Amostra MA183 SiO2 46,58 47,21 46,93 47,46 47,97 48,03 47,16 48,11 46,87 47,68 Al2O3 37,51 37,85 37,12 38,02 37,06 36,87 37,48 36,93 37,51 37,14 TiO2 0,36 0,46 0,02 0,37 0,00 0,00 0,40 0,43 0,40 0,32 FeO 1,18 1,16 1,36 0,89 1,77 1,64 0,95 1,03 0,94 1,07 MnO 0,00 0,06 0,00 0,02 0,00 0,03 0,00 0,00 0,01 0,12 MgO 0,68 0,41 0,88 0,40 0,86 0,80 0,43 0,33 0,37 0,47 CaO 0,03 0,02 0,05 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr2O3 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,03 Na2O 1,08 1,24 0,64 1,50 0,70 0,73 1,37 1,40 1,46 1,33 K2O 7,23 7,03 7,84 7,34 7,68 7,33 9,44 9,20 9,38 9,28 Σ 94,65 95,44 94,85 96,01 96,05 95,44 97,23 97,43 96,95 97,44 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,11 6,13 6,16 6,13 6,21 6,24 6,10 6,20 6,09 6,15 Al 5,80 5,79 5,74 5,79 5,66 5,65 5,72 5,61 5,74 5,65 Ti 0,04 0,05 0,00 0,04 0,00 0,00 0,04 0,04 0,04 0,03 Fe 0,13 0,13 0,15 0,10 0,19 0,18 0,10 0,11 0,10 0,12 Mn 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 Mg 0,13 0,08 0,17 0,08 0,17 0,16 0,08 0,06 0,07 0,09 Ca 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,27 0,31 0,16 0,37 0,18 0,19 0,34 0,35 0,37 0,33 K 1,21 1,17 1,31 1,21 1,27 1,22 1,56 1,51 1,55 1,53 AlIV 1,89 1,87 1,84 1,87 1,79 1,76 1,90 1,80 1,91 1,85 AlVI 3,91 3,93 3,90 3,93 3,87 3,89 3,82 3,81 3,83 3,80 Σ XII 1,49 1,48 1,48 1,59 1,45 1,40 1,90 1,86 1,92 1,86 Σ VI 4,21 4,18 4,22 4,14 4,23 4,23 4,05 4,02 4,04 4,06 Fe+Mg 0,26 0,20 0,32 0,17 0,36 0,33 0,19 0,17 0,17 0,21 Na+K 1,48 1,48 1,48 1,59 1,45 1,40 1,90 1,86 1,92 1,86 Na/Na+K 0,18 0,21 0,11 0,24 0,12 0,13 0,18 0,19 0,19 0,18 Paragonite 18,39 20,99 10,89 23,63 12,17 13,20 18,06 18,80 19,08 17,93 Celadonite 8,26 6,73 9,96 5,70 11,07 10,44 6,16 5,81 5,85 7,27
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 303 UNIDADE Cu-T Amostra MA169 SiO2 47,69 47,06 46,26 47,27 47,34 46,22 46,07 48,38 45,77 46,98 Al2O3 36,36 37,72 37,72 37,72 38,04 37,84 38,61 38,65 38,09 37,07 TiO2 0,04 0,17 0,32 0,12 0,10 0,12 0,16 0,13 0,25 0,26 FeO 1,36 0,80 0,91 0,69 0,69 0,85 0,83 1,00 0,84 1,02 MnO 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 0,00 0,07 0,01 0,14 0,05 MgO 0,96 0,49 0,41 0,48 0,40 0,39 0,31 0,39 0,36 0,64 CaO 0,00 0,00 0,03 0,01 0,00 0,01 0,05 0,02 0,03 0,07 Cr2O3 0,01 0,00 0,17 0,00 0,02 0,00 0,04 0,00 0,05 0,00 Na2O 0,84 1,48 1,64 1,24 1,77 1,69 1,65 1,58 1,55 1,20 K2O 7,59 7,19 7,00 7,13 7,08 6,94 7,16 6,06 7,74 7,85 Σ 94,86 94,91 94,44 94,69 95,45 94,06 94,94 96,22 94,82 95,14 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 6,25 6,15 6,08 6,17 6,14 6,09 6,03 6,18 6,02 6,15 Al 5,61 5,80 5,84 5,80 5,82 5,88 5,95 5,82 5,91 5,72 Ti 0,00 0,02 0,03 0,01 0,01 0,01 0,02 0,01 0,03 0,03 Fe 0,15 0,09 0,10 0,07 0,08 0,09 0,09 0,11 0,09 0,11 Mn 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,02 0,01 Mg 0,19 0,10 0,08 0,09 0,08 0,08 0,06 0,07 0,07 0,12 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 Cr 0,00 0,00 0,02 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,21 0,37 0,42 0,31 0,45 0,43 0,42 0,39 0,39 0,30 K 1,27 1,20 1,17 1,19 1,17 1,17 1,19 0,99 1,30 1,31 AlIV 1,75 1,85 1,92 1,83 1,86 1,91 1,97 1,82 1,98 1,85 AlVI 3,86 3,95 3,93 3,98 3,96 3,97 3,98 4,01 3,93 3,87 Σ XII 1,48 1,57 1,60 1,50 1,62 1,60 1,62 1,38 1,70 1,63 Σ VI 4,20 4,15 4,16 4,16 4,13 4,15 4,16 4,20 4,14 4,14 Fe+Mg 0,34 0,18 0,18 0,17 0,15 0,17 0,15 0,18 0,16 0,24 Na+K 1,48 1,57 1,59 1,50 1,62 1,60 1,61 1,38 1,69 1,62 Na/Na+K 0,14 0,24 0,26 0,21 0,28 0,27 0,26 0,28 0,23 0,19 Paragonite 14,34 23,83 26,15 20,87 27,56 26,91 25,69 28,35 23,18 18,64 Celadonite 10,53 5,84 5,81 5,41 4,92 5,43 5,08 5,71 5,75 7,75
310 UNIDADE SPQ Amostra CHV12BP Amostra CHV16P SiO2 35,39 35,18 33,71 33,50 34,00 33,92 36,01 34,09 36,07 34,53 33,79 34,44 34,70 Al2O3 19,62 21,10 19,16 18,72 19,39 19,36 20,65 19,44 20,98 19,46 19,31 18,35 19,22 TiO2 3,24 3,11 3,34 3,15 3,13 2,44 2,77 2,18 3,04 1,95 1,52 1,70 1,34 FeO 23,29 20,64 22,82 22,66 22,41 22,86 21,99 22,63 22,75 22,41 22,29 21,01 22,31 MnO 0,35 0,32 0,19 0,52 0,37 0,31 0,35 0,44 0,37 0,45 0,49 0,53 0,41 MgO 6,05 5,36 5,94 5,91 5,79 6,58 6,60 6,25 6,35 6,43 6,30 6,71 6,65 CaO 0,00 0,00 0,08 0,04 0,00 0,04 0,03 0,00 0,04 0,00 0,03 0,04 0,00 Cr2O3 0,08 0,02 0,00 0,00 0,00 0,03 0,00 0,03 0,03 0,03 0,03 0,03 0,04 NiO 0,04 0,05 0,07 0,05 0,00 0,00 0,03 0,04 0,07 0,00 0,00 0,07 0,00 Na2O 0,12 0,15 0,09 0,10 0,15 0,13 0,20 0,21 0,27 0,12 0,12 0,14 0,13 K2O 9,58 8,18 8,98 9,25 9,61 9,29 9,68 9,74 9,32 9,08 9,38 9,02 9,13 Σ 97,76 94,10 94,37 93,91 94,85 94,94 98,32 95,05 99,30 94,46 93,26 92,02 93,92 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,35 5,40 5,28 5,30 5,31 5,29 5,37 5,32 5,33 5,39 5,36 5,49 5,44 AlIV 2,65 2,60 2,72 2,70 2,69 2,71 2,63 2,68 2,67 2,61 2,64 2,51 2,56 AlVI 0,85 1,22 0,82 0,79 0,87 0,85 0,99 0,90 0,98 0,96 0,98 0,94 0,99 Ti 0,37 0,36 0,39 0,38 0,37 0,29 0,31 0,26 0,34 0,23 0,18 0,20 0,16 Fe2+ 2,94 2,65 2,99 3,00 2,93 2,98 2,74 2,95 2,81 2,92 2,96 2,80 2,93 Mn 0,05 0,04 0,02 0,07 0,05 0,04 0,04 0,06 0,05 0,06 0,07 0,07 0,05 Mg 1,36 1,23 1,39 1,39 1,35 1,53 1,47 1,45 1,40 1,49 1,49 1,59 1,55 Cr 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,01 0,01 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 Σ VI 5,58 5,51 5,63 5,63 5,56 5,69 5,56 5,63 5,58 5,67 5,67 5,63 5,69 Ca 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,01 0,00 Na 0,04 0,04 0,03 0,03 0,05 0,04 0,06 0,06 0,08 0,04 0,04 0,04 0,04 K 1,85 1,60 1,79 1,87 1,91 1,85 1,84 1,94 1,76 1,81 1,90 1,84 1,83 Σ XII 1,88 1,65 1,84 1,90 1,96 1,89 1,90 2,00 1,84 1,84 1,94 1,88 1,87 XFe 0,68 0,68 0,68 0,68 0,68 0,66 0,65 0,67 0,67 0,66 0,67 0,64 0,65 Na/(Na+K) 0,02 0,03 0,02 0,02 0,02 0,02 0,03 0,03 0,04 0,02 0,02 0,02 0,02 Mg/(Mg+Fe) 0,32 0,32 0,32 0,32 0,32 0,34 0,35 0,33 0,33 0,34 0,33 0,36 0,35
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 311 UNIDADE SPQ Amostra Chv 12 c Amostra CHV13N SiO2 35,42 34,92 35,47 35,19 34,84 34,55 34,66 34,79 34,12 33,96 Al2O3 20,62 20,49 21,02 20,32 20,23 20,04 20,83 19,32 19,48 19,61 TiO2 1,66 1,60 1,78 1,69 1,96 1,52 1,79 2,51 2,44 2,24 FeO 23,20 23,87 22,95 23,41 23,97 23,15 23,48 22,51 21,94 22,91 MnO 0,10 0,32 0,16 0,24 0,18 0,15 0,24 0,59 0,53 0,50 MgO 5,86 5,86 6,10 6,00 5,77 5,83 5,92 6,22 6,39 6,38 CaO 0,00 0,02 0,00 0,00 0,09 0,00 0,02 0,00 0,01 0,00 Cr2O3 0,02 0,01 0,00 NiO 0,03 0,00 0,00 Na2O 0,26 0,24 0,20 0,26 0,19 0,18 0,26 0,29 0,32 0,31 K2O 8,86 8,73 9,08 8,90 8,86 8,66 8,99 8,84 8,76 8,76 Σ 95,98 96,05 96,76 96,01 96,09 94,08 96,19 95,13 94,01 94,66 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,41 5,36 5,37 5,40 5,36 5,40 5,31 5,39 5,34 5,30 AlIV 2,59 2,64 2,63 2,60 2,64 2,60 2,69 2,61 2,66 2,70 AlVI 1,13 1,07 1,13 1,07 1,02 1,10 1,08 0,91 0,93 0,91 Ti 0,19 0,18 0,20 0,19 0,23 0,18 0,21 0,29 0,29 0,26 Fe2+ 2,97 3,07 2,91 3,00 3,08 3,03 3,01 2,91 2,87 2,99 Mn 0,01 0,04 0,02 0,03 0,02 0,02 0,03 0,08 0,07 0,07 Mg 1,34 1,34 1,38 1,37 1,32 1,36 1,35 1,44 1,49 1,48 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,63 5,70 5,64 5,67 5,67 5,68 5,68 5,64 5,65 5,71 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,08 0,07 0,06 0,08 0,06 0,05 0,08 0,09 0,10 0,09 K 1,73 1,71 1,76 1,74 1,74 1,73 1,76 1,75 1,75 1,74 Σ XII 1,80 1,78 1,81 1,82 1,81 1,78 1,84 1,83 1,85 1,84 XFe 0,69 0,70 0,68 0,69 0,70 0,69 0,69 0,67 0,66 0,67 Na/(Na+K) 0,04 0,04 0,03 0,04 0,03 0,03 0,04 0,05 0,05 0,05 Mg/(Mg+Fe) 0,31 0,30 0,32 0,31 0,30 0,31 0,31 0,33 0,34 0,33
312 UNIDADE SPQ Amostra CHV13N SiO2 34,03 33,37 33,99 34,09 34,15 33,10 33,76 34,90 34,06 34,31 33,52 33,57 33,18 Al2O3 19,52 19,20 19,85 19,75 19,33 18,62 19,44 20,35 19,48 19,96 19,09 19,88 19,90 TiO2 2,12 1,99 2,53 2,27 2,42 2,75 2,44 2,58 2,69 2,86 2,84 2,39 2,50 FeO 22,75 23,94 22,03 22,26 22,91 23,47 22,55 22,64 22,52 20,57 22,38 22,11 22,01 MnO 0,57 0,52 0,68 0,39 0,71 0,57 0,47 0,58 0,45 0,58 0,59 0,61 0,72 MgO 6,49 5,96 6,18 6,09 6,32 5,83 6,01 6,55 6,52 6,32 6,24 6,39 6,09 CaO 0,03 0,13 0,00 0,04 0,00 0,04 0,00 0,13 0,04 0,02 0,00 0,00 0,04 Cr2O3 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,04 0,07 0,00 0,00 0,00 0,00 NiO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,06 0,13 0,05 0,07 0,01 0,00 0,06 0,05 Na2O 0,23 0,22 0,30 0,28 0,23 0,32 0,30 0,33 0,36 0,36 0,26 0,29 0,32 K2O 8,69 8,26 8,81 8,19 8,74 8,59 8,72 8,57 9,05 8,59 8,74 8,72 8,70 Σ 94,43 93,58 94,36 93,36 94,81 93,35 93,82 96,72 95,31 93,59 93,67 94,02 93,52 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,32 5,30 5,30 5,35 5,32 5,28 5,32 5,30 5,28 5,35 5,29 5,26 5,24 AlIV 2,68 2,70 2,70 2,65 2,68 2,72 2,68 2,70 2,72 2,65 2,71 2,74 2,76 AlVI 0,92 0,89 0,95 1,01 0,88 0,78 0,92 0,94 0,84 1,01 0,84 0,94 0,94 Ti 0,25 0,24 0,30 0,27 0,28 0,33 0,29 0,29 0,31 0,33 0,34 0,28 0,30 Fe2+ 2,97 3,18 2,87 2,92 2,99 3,13 2,97 2,87 2,92 2,68 2,95 2,90 2,91 Mn 0,08 0,07 0,09 0,05 0,09 0,08 0,06 0,07 0,06 0,08 0,08 0,08 0,10 Mg 1,51 1,41 1,44 1,43 1,47 1,39 1,41 1,48 1,51 1,47 1,47 1,49 1,43 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,02 0,01 0,01 0,00 0,00 0,01 0,01 Σ VI 5,73 5,78 5,65 5,68 5,71 5,71 5,67 5,68 5,66 5,57 5,68 5,70 5,68 Ca 0,01 0,02 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,02 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01 Na 0,07 0,07 0,09 0,08 0,07 0,10 0,09 0,10 0,11 0,11 0,08 0,09 0,10 K 1,73 1,67 1,75 1,64 1,74 1,75 1,75 1,66 1,79 1,71 1,76 1,74 1,75 Σ XII 1,81 1,76 1,85 1,73 1,81 1,85 1,84 1,78 1,91 1,82 1,84 1,83 1,86 XFe 0,66 0,69 0,67 0,67 0,67 0,69 0,68 0,66 0,66 0,65 0,67 0,66 0,67 Na/(Na+K) 0,04 0,04 0,05 0,05 0,04 0,05 0,05 0,05 0,06 0,06 0,04 0,05 0,05 Mg/(Mg+Fe) 0,34 0,31 0,33 0,33 0,33 0,31 0,32 0,34 0,34 0,35 0,33 0,34 0,33
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 313 UNIDADE SPQ Amostra CHV16A SiO2 33,88 32,41 33,60 33,49 33,85 33,39 33,28 33,85 33,83 33,55 34,44 33,66 34,35 Al2O3 20,03 18,76 19,49 20,25 20,17 20,01 19,88 20,37 19,97 19,63 20,90 20,06 20,48 TiO2 3,46 3,63 3,50 4,91 3,16 3,25 4,03 3,25 3,32 3,25 3,13 4,13 3,39 FeO 21,59 21,07 21,13 18,76 22,16 20,59 21,05 22,52 21,38 21,31 21,78 20,54 21,09 MnO 0,22 0,28 0,38 0,13 0,30 0,37 0,17 0,21 0,36 0,20 0,30 0,42 0,26 MgO 5,61 5,43 6,04 4,61 5,88 5,97 6,07 6,42 6,20 6,05 6,18 5,98 6,12 CaO 0,09 0,12 0,01 0,10 0,06 0,01 0,00 0,01 0,01 0,00 0,10 0,00 0,03 Cr2O3 0,11 0,00 0,04 0,00 0,01 0,00 0,02 0,02 0,00 0,11 0,12 0,01 0,00 NiO 0,16 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,06 0,14 0,00 Na2O 0,05 0,09 0,18 0,11 0,19 0,15 0,18 0,12 0,14 0,18 0,14 0,12 0,22 K2O 8,22 8,95 9,34 8,24 9,14 9,31 9,53 9,40 9,33 9,35 9,00 9,23 9,41 Σ 93,43 90,75 93,70 90,61 94,91 93,05 94,21 96,18 94,52 93,64 96,14 94,28 95,34 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,30 5,27 5,28 5,33 5,25 5,26 5,20 5,20 5,26 5,27 5,25 5,23 5,28 AlIV 2,70 2,73 2,72 2,67 2,75 2,74 2,80 2,80 2,74 2,73 2,75 2,77 2,72 AlVI 0,99 0,86 0,88 1,12 0,94 0,98 0,86 0,88 0,92 0,91 1,00 0,90 0,98 Ti 0,41 0,44 0,41 0,59 0,37 0,39 0,47 0,37 0,39 0,38 0,36 0,48 0,39 Fe2+ 2,82 2,86 2,78 2,50 2,88 2,71 2,75 2,89 2,78 2,80 2,78 2,67 2,71 Mn 0,03 0,04 0,05 0,02 0,04 0,05 0,02 0,03 0,05 0,03 0,04 0,06 0,03 Mg 1,31 1,32 1,41 1,09 1,36 1,40 1,41 1,47 1,44 1,42 1,40 1,39 1,40 Cr 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 Ni 0,02 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,02 0,00 Σ VI 5,60 5,53 5,54 5,32 5,59 5,53 5,52 5,65 5,57 5,55 5,60 5,52 5,52 Ca 0,01 0,02 0,00 0,02 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 0,00 Na 0,01 0,03 0,05 0,03 0,06 0,05 0,05 0,04 0,04 0,06 0,04 0,04 0,07 K 1,64 1,86 1,87 1,67 1,81 1,87 1,90 1,84 1,85 1,87 1,75 1,83 1,84 Σ XII 1,67 1,91 1,93 1,72 1,88 1,92 1,95 1,88 1,89 1,93 1,81 1,87 1,91 XFe 0,68 0,69 0,66 0,70 0,68 0,66 0,66 0,66 0,66 0,66 0,66 0,66 0,66 Na/(Na+K) 0,01 0,02 0,03 0,02 0,03 0,02 0,03 0,02 0,02 0,03 0,02 0,02 0,03 Mg/(Mg+Fe) 0,32 0,31 0,34 0,30 0,32 0,34 0,34 0,34 0,34 0,34 0,34 0,34 0,34
314 UNIDADE SPQ Amostra CHV16A SiO2 34,41 34,41 33,67 34,28 34,14 33,78 33,93 34,88 34,50 33,50 33,13 33,50 33,99 33,64 Al2O3 20,90 20,90 20,63 20,78 20,51 20,64 20,44 21,45 21,16 20,44 20,15 20,43 20,46 20,56 TiO2 3,31 3,31 3,28 3,00 3,04 2,95 3,03 3,21 3,10 3,52 3,23 3,83 3,19 3,03 FeO 21,04 21,04 21,02 21,70 21,75 20,88 21,98 21,19 21,38 21,61 21,61 21,09 22,31 22,13 MnO 0,18 0,18 0,24 0,21 0,21 0,33 0,34 0,29 0,41 0,32 0,32 0,30 0,46 0,34 MgO 6,35 6,35 6,25 6,40 6,36 6,24 6,22 6,47 6,24 5,90 6,08 5,91 6,03 6,26 CaO 0,05 0,05 0,06 0,02 0,00 0,03 0,01 0,02 0,02 0,00 0,02 0,06 0,05 0,00 Cr2O3 0,04 0,04 0,00 0,07 0,00 0,00 0,05 0,01 0,04 0,01 0,05 0,00 0,00 0,05 NiO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,02 0,07 0,00 0,00 0,00 0,00 0,05 0,00 Na2O 0,19 0,19 0,14 0,15 0,20 0,07 0,15 0,14 0,13 0,10 0,19 0,13 0,11 0,15 K2O 8,78 8,78 9,22 9,57 9,45 9,29 8,87 9,16 9,38 9,50 9,43 9,24 8,90 9,38 Σ 95,25 95,25 94,51 96,17 95,67 94,23 95,04 96,90 96,36 94,91 94,19 94,50 95,55 95,53 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,26 5,26 5,22 5,24 5,25 5,25 5,24 5,25 5,24 5,20 5,19 5,20 5,23 5,19 AlIV 2,74 2,74 2,78 2,76 2,75 2,75 2,76 2,75 2,76 2,80 2,81 2,80 2,77 2,81 AlVI 1,03 1,03 0,99 0,98 0,96 1,03 0,96 1,05 1,03 0,94 0,91 0,94 0,95 0,94 Ti 0,38 0,38 0,38 0,34 0,35 0,35 0,35 0,36 0,35 0,41 0,38 0,45 0,37 0,35 Fe2+ 2,69 2,69 2,73 2,77 2,79 2,71 2,84 2,67 2,72 2,81 2,83 2,74 2,87 2,86 Mn 0,02 0,02 0,03 0,03 0,03 0,04 0,05 0,04 0,05 0,04 0,04 0,04 0,06 0,04 Mg 1,45 1,45 1,44 1,46 1,46 1,45 1,43 1,45 1,41 1,37 1,42 1,37 1,38 1,44 Cr 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 Σ VI 5,58 5,58 5,57 5,59 5,59 5,58 5,64 5,58 5,57 5,56 5,59 5,54 5,64 5,63 Ca 0,01 0,01 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 Na 0,06 0,06 0,04 0,04 0,06 0,02 0,05 0,04 0,04 0,03 0,06 0,04 0,03 0,04 K 1,71 1,71 1,82 1,86 1,85 1,84 1,75 1,76 1,82 1,88 1,88 1,83 1,75 1,85 Σ XII 1,78 1,78 1,88 1,91 1,91 1,87 1,80 1,80 1,86 1,91 1,94 1,88 1,79 1,89 XFe 0,65 0,65 0,65 0,66 0,66 0,65 0,66 0,65 0,66 0,67 0,67 0,67 0,67 0,66 Na/(Na+K) 0,03 0,03 0,02 0,02 0,03 0,01 0,03 0,02 0,02 0,02 0,03 0,02 0,02 0,02 Mg/(Mg+Fe) 0,35 0,35 0,35 0,34 0,34 0,35 0,34 0,35 0,34 0,33 0,33 0,33 0,33 0,34
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 315 UNIDADE SPQ Amostra CHV16A Amostra CHV20N SiO2 33,97 33,72 34,03 33,42 34,44 33,91 34,06 31,88 35,23 32,89 32,89 33,64 30,47 Al2O3 20,87 20,31 20,80 20,32 20,42 20,27 19,17 19,46 20,76 20,36 19,50 18,52 18,36 TiO2 2,91 3,57 3,27 3,44 2,04 1,97 2,15 1,69 2,06 1,92 2,23 2,58 2,14 FeO 21,54 21,99 21,63 21,71 20,94 21,31 20,23 19,77 19,66 21,04 19,97 20,64 15,53 MnO 0,33 0,31 0,26 0,50 0,40 0,35 0,44 0,44 0,34 0,34 0,33 0,38 0,27 MgO 6,10 5,76 6,08 6,07 7,71 7,72 7,86 6,89 7,67 7,24 7,33 7,46 6,25 CaO 0,00 0,04 0,03 0,02 0,00 0,00 0,04 0,02 0,00 0,08 0,05 0,01 0,01 Cr2O3 0,10 0,00 0,00 0,00 0,07 0,02 0,00 0,07 0,00 0,00 0,02 0,02 0,00 NiO 0,03 0,00 0,03 0,00 0,02 0,08 0,02 0,09 0,00 0,04 0,00 0,00 0,02 Na2O 0,24 0,12 0,18 0,17 0,12 0,17 0,07 0,12 0,11 0,18 0,19 0,06 0,17 K2O 9,41 9,48 9,49 9,32 8,90 9,06 8,93 9,11 9,12 9,02 9,29 9,46 7,77 Σ 95,49 95,29 95,80 94,96 95,06 94,87 92,96 89,55 94,94 93,11 91,80 92,78 81,00 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,23 5,22 5,22 5,19 5,29 5,24 5,35 5,23 5,37 5,19 5,25 5,33 5,39 AlIV 2,77 2,78 2,78 2,81 2,71 2,76 2,65 2,77 2,63 2,81 2,75 2,67 2,61 AlVI 1,01 0,92 0,98 0,91 0,98 0,94 0,90 1,00 1,10 0,98 0,93 0,80 1,22 Ti 0,34 0,42 0,38 0,40 0,24 0,23 0,25 0,21 0,24 0,23 0,27 0,31 0,28 Fe2+ 2,77 2,85 2,78 2,82 2,69 2,76 2,66 2,72 2,51 2,78 2,67 2,74 2,30 Mn 0,04 0,04 0,03 0,07 0,05 0,05 0,06 0,06 0,04 0,05 0,04 0,05 0,04 Mg 1,40 1,33 1,39 1,41 1,76 1,78 1,84 1,69 1,74 1,70 1,75 1,76 1,65 Cr 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,58 5,55 5,56 5,60 5,74 5,76 5,71 5,69 5,63 5,74 5,65 5,66 5,50 Ca 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 Na 0,07 0,03 0,05 0,05 0,03 0,05 0,02 0,04 0,03 0,06 0,06 0,02 0,06 K 1,85 1,87 1,86 1,85 1,74 1,79 1,79 1,91 1,77 1,82 1,89 1,91 1,75 Σ XII 1,92 1,91 1,92 1,90 1,78 1,84 1,82 1,95 1,81 1,89 1,96 1,93 1,82 XFe 0,66 0,68 0,67 0,67 0,60 0,61 0,59 0,62 0,59 0,62 0,60 0,61 0,58 Na/(Na+K) 0,04 0,02 0,03 0,03 0,02 0,03 0,01 0,02 0,02 0,03 0,03 0,01 0,03 Mg/(Mg+Fe) 0,34 0,32 0,33 0,33 0,40 0,39 0,41 0,38 0,41 0,38 0,40 0,39 0,42
316 UNIDADE SPQ Amostra CHV20N SiO2 32,84 28,64 33,50 32,58 31,49 32,95 31,26 33,11 33,97 33,95 32,84 32,35 33,32 31,09 Al2O3 19,57 15,69 19,32 18,45 18,49 20,07 19,87 19,19 19,74 19,98 18,80 19,64 19,04 17,91 TiO2 2,47 1,84 2,75 1,77 2,49 2,05 1,75 2,17 2,01 1,76 1,85 2,32 2,30 1,78 FeO 20,50 15,21 19,85 19,90 20,54 20,95 22,44 20,24 19,69 21,01 20,69 20,66 20,96 18,99 MnO 0,43 0,22 0,53 0,26 0,44 0,38 0,31 0,38 0,31 0,47 0,31 0,44 0,57 0,26 MgO 7,09 6,87 7,10 7,29 6,52 7,26 7,98 7,08 7,27 7,12 7,16 6,88 6,90 6,58 CaO 0,00 0,07 0,04 0,04 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,08 0,02 Cr2O3 0,04 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,09 0,02 0,00 0,10 0,00 0,07 0,00 NiO 0,00 0,00 0,08 0,05 0,00 0,00 0,02 0,00 0,03 0,01 0,00 0,02 0,02 0,03 Na2O 0,12 0,04 0,14 0,02 0,12 0,13 0,06 0,25 0,21 0,22 0,11 0,29 0,10 0,10 K2O 9,21 7,31 9,24 9,03 9,30 9,12 7,12 9,21 9,04 9,06 9,13 8,93 9,21 8,55 Σ 92,27 75,90 92,56 89,39 89,40 92,91 90,81 91,72 92,29 93,57 91,01 91,52 92,57 85,31 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,23 5,44 5,30 5,35 5,22 5,21 5,06 5,30 5,36 5,32 5,31 5,20 5,30 5,34 AlIV 2,77 2,56 2,70 2,65 2,78 2,79 2,94 2,70 2,64 2,68 2,69 2,80 2,70 2,66 AlVI 0,91 0,96 0,90 0,92 0,83 0,95 0,86 0,92 1,03 1,01 0,90 0,92 0,88 0,97 Ti 0,30 0,26 0,33 0,22 0,31 0,24 0,21 0,26 0,24 0,21 0,23 0,28 0,28 0,23 Fe2+ 2,73 2,42 2,63 2,73 2,85 2,77 3,04 2,71 2,60 2,75 2,80 2,78 2,79 2,73 Mn 0,06 0,04 0,07 0,04 0,06 0,05 0,04 0,05 0,04 0,06 0,04 0,06 0,08 0,04 Mg 1,68 1,95 1,67 1,78 1,61 1,71 1,93 1,69 1,71 1,66 1,73 1,65 1,64 1,69 Cr 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 Ni 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,68 5,63 5,61 5,69 5,66 5,73 6,08 5,64 5,62 5,69 5,70 5,70 5,67 5,66 Ca 0,00 0,01 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 Na 0,04 0,01 0,04 0,01 0,04 0,04 0,02 0,08 0,06 0,07 0,03 0,09 0,03 0,03 K 1,87 1,77 1,86 1,89 1,97 1,84 1,47 1,88 1,82 1,81 1,88 1,83 1,87 1,87 Σ XII 1,91 1,80 1,91 1,90 2,01 1,88 1,49 1,96 1,88 1,88 1,92 1,92 1,91 1,91 XFe 0,62 0,55 0,61 0,60 0,64 0,62 0,61 0,62 0,60 0,62 0,62 0,63 0,63 0,62 Na/(Na+K) 0,02 0,01 0,02 0,00 0,02 0,02 0,01 0,04 0,03 0,04 0,02 0,05 0,02 0,02 Mg/(Mg+Fe) 0,38 0,45 0,39 0,40 0,36 0,38 0,39 0,38 0,40 0,38 0,38 0,37 0,37 0,38
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 317 UNIDADE SPX Amostra CHV23 SiO2 33,28 34,18 33,11 33,68 33,57 34,05 33,20 34,87 30,55 34,97 34,62 34,53 Al2O3 20,81 21,67 21,56 20,04 21,42 20,38 20,49 20,79 18,63 20,43 19,88 21,13 TiO2 2,45 2,57 2,57 2,10 2,08 2,52 2,66 1,68 1,89 2,16 1,90 1,35 FeO 20,47 20,90 21,46 22,16 19,86 20,54 21,55 18,34 18,46 19,04 19,17 21,36 MnO 0,18 0,17 0,07 0,11 0,17 0,15 0,12 0,13 0,15 0,17 0,15 0,27 MgO 5,96 5,40 5,47 6,20 4,70 4,55 4,51 4,68 3,66 4,97 4,64 5,18 CaO 0,00 0,00 0,09 0,02 0,07 0,06 0,03 0,12 0,09 0,09 0,10 0,03 Cr2O3 0,00 0,09 0,00 0,02 0,03 0,02 0,06 0,11 0,03 0,00 0,00 0,00 NiO 0,00 0,05 0,01 0,03 0,00 0,00 0,00 0,07 0,00 0,00 0,01 0,11 Na2O 0,35 0,28 0,23 0,27 0,16 0,14 0,08 0,22 0,20 0,22 0,17 0,20 K2O 8,06 8,10 8,26 8,49 6,40 7,24 7,76 8,26 6,21 8,44 7,37 5,95 Σ 91,58 93,40 92,82 93,12 88,46 89,63 90,47 89,28 79,86 90,48 88,00 90,10 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,28 5,30 5,20 5,31 5,42 5,47 5,35 5,59 5,50 5,56 5,63 5,49 AlIV 2,72 2,70 2,80 2,69 2,58 2,53 2,65 2,41 2,50 2,44 2,37 2,51 AlVI 1,17 1,27 1,20 1,03 1,50 1,34 1,24 1,52 1,46 1,38 1,44 1,45 Ti 0,29 0,30 0,30 0,25 0,25 0,30 0,32 0,20 0,26 0,26 0,23 0,16 Fe2+ 2,72 2,71 2,82 2,92 2,68 2,76 2,90 2,46 2,78 2,53 2,61 2,84 Mn 0,02 0,02 0,01 0,01 0,02 0,02 0,02 0,02 0,02 0,02 0,02 0,04 Mg 1,41 1,25 1,28 1,46 1,13 1,09 1,08 1,12 0,98 1,18 1,12 1,23 Cr 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01 Σ VI 5,61 5,57 5,62 5,68 5,59 5,52 5,57 5,34 5,50 5,37 5,42 5,73 Ca 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,01 0,00 0,02 0,02 0,02 0,02 0,00 Na 0,11 0,08 0,07 0,08 0,05 0,04 0,03 0,07 0,07 0,07 0,05 0,06 K 1,63 1,60 1,66 1,71 1,32 1,48 1,60 1,69 1,43 1,71 1,53 1,21 Σ XII 1,74 1,69 1,74 1,79 1,38 1,54 1,63 1,78 1,51 1,79 1,60 1,27 XFe 0,66 0,68 0,69 0,67 0,70 0,72 0,73 0,69 0,74 0,68 0,70 0,70 Na/(Na+K) 0,06 0,05 0,04 0,05 0,04 0,03 0,02 0,04 0,05 0,04 0,03 0,05 Mg/(Mg+Fe) 0,34 0,32 0,31 0,33 0,30 0,28 0,27 0,31 0,26 0,32 0,30 0,30
318 UNIDADE SPX Amostra CHV23 SiO2 34,09 30,25 33,68 35,41 35,28 32,40 34,09 34,99 35,80 35,17 34,11 33,22 32,08 Al2O3 21,07 18,23 21,21 21,44 20,85 18,87 19,37 21,23 21,77 20,54 20,03 20,73 19,35 TiO2 2,04 1,60 2,70 1,97 2,04 4,75 2,68 1,69 1,64 1,53 1,70 1,66 1,60 FeO 21,18 22,63 20,13 18,29 18,02 19,96 20,26 18,94 18,75 18,02 18,26 17,34 17,28 MnO 0,19 0,01 0,08 0,14 0,19 0,13 0,50 0,18 0,27 0,20 0,12 0,21 0,21 MgO 4,60 4,00 5,28 5,08 5,29 4,27 4,97 4,96 5,03 5,37 5,01 4,98 4,99 CaO 0,09 0,05 0,05 0,02 0,03 0,12 0,05 0,04 0,08 0,00 0,07 0,05 0,02 Cr2O3 0,05 0,02 0,08 0,00 0,00 0,00 0,04 0,00 0,00 0,02 0,04 0,05 0,00 NiO 0,04 0,00 0,07 0,07 0,10 0,09 0,09 0,02 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na2O 0,04 0,10 0,34 0,18 0,23 0,23 0,13 0,20 0,05 0,13 0,17 0,20 0,25 K2O 5,93 5,52 8,26 7,98 8,20 7,05 7,36 8,78 8,02 8,55 8,32 8,03 7,24 Σ 89,31 82,41 91,90 90,59 90,23 87,87 89,54 91,02 91,41 89,54 87,82 86,48 83,03 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,47 5,38 5,31 5,56 5,58 5,34 5,51 5,53 5,58 5,62 5,58 5,49 5,53 AlIV 2,53 2,62 2,69 2,44 2,42 2,66 2,49 2,47 2,42 2,38 2,42 2,51 2,47 AlVI 1,45 1,20 1,25 1,53 1,46 1,01 1,19 1,48 1,57 1,48 1,43 1,53 1,45 Ti 0,25 0,21 0,32 0,23 0,24 0,59 0,33 0,20 0,19 0,18 0,21 0,21 0,21 Fe2+ 2,84 3,37 2,65 2,40 2,38 2,75 2,74 2,50 2,44 2,41 2,50 2,40 2,49 Mn 0,03 0,00 0,01 0,02 0,03 0,02 0,07 0,02 0,04 0,03 0,02 0,03 0,03 Mg 1,10 1,06 1,24 1,19 1,25 1,05 1,20 1,17 1,17 1,28 1,22 1,23 1,28 Cr 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 Ni 0,01 0,00 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,67 5,84 5,50 5,39 5,37 5,43 5,54 5,38 5,41 5,38 5,38 5,39 5,46 Ca 0,02 0,01 0,01 0,00 0,01 0,02 0,01 0,01 0,01 0,00 0,01 0,01 0,00 Na 0,01 0,04 0,10 0,06 0,07 0,07 0,04 0,06 0,02 0,04 0,05 0,07 0,08 K 1,21 1,25 1,66 1,60 1,65 1,48 1,52 1,77 1,59 1,74 1,73 1,69 1,59 Σ XII 1,24 1,30 1,78 1,66 1,73 1,58 1,57 1,83 1,62 1,78 1,80 1,77 1,68 XFe 0,72 0,76 0,68 0,67 0,66 0,72 0,70 0,68 0,68 0,65 0,67 0,66 0,66 Na/(Na+K) 0,01 0,03 0,06 0,03 0,04 0,05 0,03 0,03 0,01 0,02 0,03 0,04 0,05 Mg/(Mg+Fe) 0,28 0,24 0,32 0,33 0,34 0,28 0,30 0,32 0,32 0,35 0,33 0,34 0,34
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 319 UNIDADE SPX Amostra CHV39 Amostra CHV43P SiO2 30,54 34,10 35,12 34,88 34,61 34,38 34,01 34,65 34,89 Al2O3 20,93 29,67 19,79 20,29 20,04 20,13 19,95 19,84 20,45 TiO2 2,55 0,42 1,93 1,92 1,89 1,88 1,83 2,02 1,96 FeO 27,89 20,46 22,30 22,71 21,51 22,52 23,13 23,54 21,52 MnO 0,31 0,19 0,21 0,17 0,15 0,20 0,03 0,13 0,17 MgO 3,32 1,83 5,66 5,87 5,81 5,94 6,24 6,06 5,71 CaO 0,09 0,26 0,02 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,03 Cr2O3 0,01 0,04 0,00 0,02 0,01 0,02 0,00 0,02 0,02 NiO Na2O 0,02 0,13 0,16 0,20 0,12 0,17 0,10 0,13 0,08 K2O 6,01 3,88 8,63 8,35 8,54 8,30 7,93 8,36 8,32 Σ 91,65 90,96 93,81 94,41 92,68 93,55 93,22 94,73 93,15 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,00 5,20 5,48 5,41 5,44 5,38 5,35 5,38 5,44 AlIV 3,00 2,80 2,52 2,59 2,56 2,62 2,65 2,62 2,56 AlVI 1,04 2,54 1,11 1,11 1,16 1,10 1,05 1,01 1,21 Ti 0,31 0,05 0,23 0,22 0,22 0,22 0,22 0,24 0,23 Fe2+ 3,82 2,61 2,91 2,94 2,83 2,95 3,04 3,06 2,81 Mn 0,04 0,02 0,03 0,02 0,02 0,03 0,00 0,02 0,02 Mg 0,81 0,42 1,32 1,36 1,36 1,39 1,46 1,40 1,33 Cr 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 6,02 5,64 5,59 5,66 5,60 5,68 5,78 5,72 5,60 Ca 0,02 0,04 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,01 0,04 0,05 0,06 0,04 0,05 0,03 0,04 0,02 K 1,25 0,76 1,72 1,65 1,71 1,66 1,59 1,65 1,66 Σ XII 1,28 0,83 1,77 1,71 1,75 1,71 1,62 1,69 1,68 XFe 0,83 0,86 0,69 0,68 0,68 0,68 0,68 0,69 0,68 Na/(Na+K) 0,01 0,05 0,03 0,03 0,02 0,03 0,02 0,02 0,01 Mg/(Mg+Fe) 0,17 0,14 0,31 0,32 0,32 0,32 0,32 0,31 0,32
326 UNIDADE Sa Amostra R58An SiO2 34,62 35,03 34,41 34,30 34,77 34,74 35,62 34,82 Al2O3 20,65 20,87 20,52 20,40 20,31 20,57 21,30 20,19 TiO2 1,69 1,66 1,41 1,36 1,38 1,49 1,56 1,52 FeO 22,34 22,07 22,35 22,11 22,09 21,07 21,30 21,68 MnO 0,17 0,25 0,14 0,09 0,17 0,12 0,06 0,06 MgO 6,34 6,48 6,70 7,10 6,46 6,47 6,39 6,76 CaO Cr2O3 NiO Na2O 0,25 0,34 0,18 0,23 0,28 0,34 0,26 0,27 K2O 7,66 8,11 7,98 7,17 7,94 8,03 6,38 8,22 Σ 94,25 95,31 94,25 93,28 94,04 93,39 93,29 94,09 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,38 5,38 5,36 5,36 5,42 5,42 5,48 5,42 AlIV 2,62 2,62 2,64 2,64 2,58 2,58 2,52 2,58 AlVI 1,15 1,16 1,12 1,13 1,15 1,21 1,35 1,12 Ti 0,20 0,19 0,17 0,16 0,16 0,17 0,18 0,18 Fe2+ 2,90 2,83 2,91 2,89 2,88 2,75 2,74 2,82 Mn 0,02 0,03 0,02 0,01 0,02 0,02 0,01 0,01 Mg 1,47 1,48 1,56 1,66 1,50 1,51 1,47 1,57 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,74 5,70 5,77 5,84 5,72 5,66 5,74 5,70 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,08 0,10 0,06 0,07 0,08 0,10 0,08 0,08 K 1,52 1,59 1,59 1,43 1,58 1,60 1,25 1,63 Σ XII 1,59 1,69 1,64 1,50 1,66 1,70 1,33 1,71 XFe 0,66 0,66 0,65 0,64 0,66 0,65 0,65 0,64 Na/(Na+K) 0,05 0,06 0,03 0,05 0,05 0,06 0,06 0,05 Mg/(Mg+Fe) 0,34 0,34 0,35 0,36 0,34 0,35 0,35 0,36
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 327 UNIDADE Sb Amostra MA 2 Amostra R41an SiO2 36,13 34,86 35,40 34,66 34,68 35,29 35,54 34,87 34,25 34,84 Al2O3 18,79 18,34 18,56 18,40 18,98 18,47 20,36 20,18 19,55 20,46 TiO2 3,04 2,67 2,05 2,81 2,26 2,79 1,48 1,71 1,59 1,77 FeO 23,09 22,77 22,62 23,01 22,42 23,03 19,70 20,07 22,04 21,69 MnO 0,31 0,31 0,24 0,19 0,36 0,18 0,08 0,10 0,14 0,11 MgO 7,07 6,79 6,68 6,35 6,58 7,00 6,42 6,89 7,25 6,63 CaO 0,00 0,00 0,00 0,46 0,00 0,45 0,03 0,00 0,01 0,07 Cr2O3 0,00 0,09 0,00 0,00 0,12 0,00 NiO 0,00 0,00 0,00 0,10 0,00 0,00 Na2O 0,23 0,05 0,04 0,00 0,04 0,04 0,15 0,12 0,07 0,08 K2O 9,43 8,81 9,37 9,40 9,33 9,48 8,04 8,86 7,83 8,13 Σ 98,10 94,70 94,96 95,37 94,77 96,73 92,36 93,35 93,34 94,36 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,43 5,43 5,49 5,39 5,40 5,40 5,56 5,44 5,39 5,40 AlIV 2,57 2,57 2,51 2,61 2,60 2,60 2,44 2,56 2,61 2,60 AlVI 0,76 0,79 0,89 0,76 0,88 0,73 1,31 1,16 1,01 1,14 Ti 0,34 0,31 0,24 0,33 0,26 0,32 0,17 0,20 0,19 0,21 Fe2+ 2,90 2,96 2,94 2,99 2,92 2,95 2,58 2,62 2,90 2,81 Mn 0,04 0,04 0,03 0,03 0,05 0,02 0,01 0,01 0,02 0,01 Mg 1,58 1,58 1,54 1,47 1,53 1,60 1,50 1,60 1,70 1,53 Cr 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,63 5,69 5,64 5,59 5,65 5,61 5,56 5,60 5,82 5,70 Ca 0,00 0,00 0,00 0,08 0,00 0,07 0,00 0,00 0,00 0,01 Na 0,07 0,02 0,01 0,00 0,01 0,01 0,04 0,04 0,02 0,02 K 1,81 1,75 1,85 1,86 1,85 1,85 1,60 1,76 1,57 1,61 Σ XII 1,87 1,76 1,87 1,94 1,87 1,94 1,65 1,80 1,59 1,64 XFe 0,65 0,65 0,66 0,67 0,66 0,65 0,63 0,62 0,63 0,65 Na/(Na+K) 0,04 0,01 0,01 0,00 0,01 0,01 0,03 0,02 0,01 0,01 Mg/(Mg+Fe) 0,35 0,35 0,34 0,33 0,34 0,35 0,37 0,38 0,37 0,35
328 UNIDADE Sb Amostra R41an SiO2 34,67 35,12 35,07 35,01 35,17 35,48 34,95 35,38 34,79 Al2O3 19,61 20,46 20,35 20,01 20,27 20,19 20,46 20,55 20,55 TiO2 1,54 1,65 1,67 1,45 1,64 1,62 1,63 1,67 1,57 FeO 20,83 20,68 21,78 20,66 21,58 21,71 20,32 21,79 22,09 MnO 0,15 0,15 0,19 0,09 0,03 0,13 0,28 0,16 0,07 MgO 6,96 6,84 7,18 7,24 6,66 6,66 6,56 6,48 6,76 CaO 0,14 0,01 0,06 0,06 0,08 0,11 0,06 0,05 Cr2O3 NiO Na2O 0,15 0,09 0,25 0,14 0,11 0,14 0,21 0,15 0,14 K2O 8,17 8,75 8,73 8,28 8,19 7,75 7,41 7,71 7,72 Σ 92,75 94,23 95,67 93,49 94,25 94,26 92,48 94,55 94,11 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,46 5,43 5,38 5,45 5,45 5,48 5,47 5,45 5,39 AlIV 2,54 2,57 2,62 2,55 2,55 2,52 2,53 2,55 2,61 AlVI 1,10 1,17 1,05 1,13 1,15 1,16 1,24 1,19 1,14 Ti 0,18 0,19 0,19 0,17 0,19 0,19 0,19 0,19 0,18 Fe2+ 2,74 2,68 2,79 2,69 2,80 2,80 2,66 2,81 2,86 Mn 0,02 0,02 0,02 0,01 0,00 0,02 0,04 0,02 0,01 Mg 1,63 1,58 1,64 1,68 1,54 1,53 1,53 1,49 1,56 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,67 5,63 5,70 5,68 5,68 5,70 5,66 5,70 5,76 Ca 0,02 0,00 0,00 0,01 0,01 0,01 0,02 0,01 0,01 Na 0,05 0,03 0,07 0,04 0,03 0,04 0,06 0,05 0,04 K 1,64 1,73 1,71 1,65 1,62 1,53 1,48 1,52 1,53 Σ XII 1,71 1,76 1,78 1,70 1,66 1,58 1,56 1,57 1,58 XFe 0,63 0,63 0,63 0,62 0,65 0,65 0,63 0,65 0,65 Na/(Na+K) 0,03 0,02 0,04 0,02 0,02 0,03 0,04 0,03 0,03 Mg/(Mg+Fe) 0,37 0,37 0,37 0,38 0,35 0,35 0,37 0,35 0,35
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 329 UNIDADE Sc Amostra R52n Amostra R53n-5 SiO2 34,57 33,90 34,26 31,85 34,34 34,42 34,83 35,02 35,14 34,45 Al2O3 19,99 20,22 20,34 21,46 21,30 20,49 20,37 20,33 20,02 20,75 TiO2 1,46 1,61 1,55 1,40 1,65 1,42 1,71 1,59 1,34 1,36 FeO 21,52 22,23 21,66 22,83 19,25 18,39 18,92 18,36 20,55 19,14 MnO 0,27 0,17 0,26 0,15 0,17 0,20 0,12 0,06 0,17 0,14 MgO 6,98 7,22 6,96 5,05 5,39 5,52 5,61 7,04 7,15 7,34 CaO 0,01 0,01 0,02 0,05 0,14 0,13 0,14 Cr2O3 NiO Na2O 0,35 0,29 0,18 0,16 0,21 0,14 0,15 0,24 0,26 0,27 K2O 8,43 8,63 7,60 3,98 5,30 5,10 5,63 8,49 8,53 8,33 Σ 94,06 94,77 93,28 87,54 88,64 86,55 88,26 92,11 94,41 92,73 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,39 5,28 5,36 5,26 5,52 5,63 5,62 5,51 5,47 5,40 AlIV 2,61 2,72 2,64 2,74 2,48 2,37 2,38 2,49 2,53 2,60 AlVI 1,07 0,99 1,11 1,43 1,56 1,58 1,49 1,27 1,14 1,24 Ti 0,17 0,19 0,18 0,17 0,20 0,18 0,21 0,19 0,16 0,16 Fe2+ 2,81 2,90 2,84 3,15 2,59 2,52 2,55 2,41 2,67 2,51 Mn 0,04 0,02 0,04 0,02 0,02 0,03 0,02 0,01 0,02 0,02 Mg 1,62 1,68 1,62 1,24 1,29 1,35 1,35 1,65 1,66 1,72 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,71 5,77 5,79 6,02 5,66 5,64 5,61 5,53 5,65 5,64 Ca 0,00 0,00 0,00 0,01 0,02 0,02 0,02 0,00 0,00 0,00 Na 0,11 0,09 0,05 0,05 0,06 0,04 0,05 0,07 0,08 0,08 K 1,68 1,71 1,52 0,84 1,09 1,06 1,16 1,70 1,69 1,67 Σ XII 1,78 1,80 1,58 0,90 1,18 1,13 1,23 1,77 1,77 1,75 XFe 0,63 0,63 0,64 0,72 0,67 0,65 0,65 0,59 0,62 0,59 Na/(Na+K) 0,06 0,05 0,03 0,06 0,06 0,04 0,04 0,04 0,04 0,05 Mg/(Mg+Fe) 0,37 0,37 0,36 0,28 0,33 0,35 0,35 0,41 0,38 0,41
330 UNIDADE Sc Amostra R47n SiO2 34,27 33,70 34,19 32,11 34,19 34,38 33,96 34,81 35,07 36,71 36,78 35,16 35,21 34,17 Al2O3 20,72 20,68 20,91 21,46 20,99 20,85 20,54 21,00 20,35 63,69 64,05 20,92 20,33 20,50 TiO2 1,63 1,16 1,14 0,78 0,79 1,06 1,09 2,05 1,60 0,05 0,03 1,78 2,12 2,12 FeO 21,40 22,85 22,21 23,12 23,23 22,54 22,21 20,50 22,62 0,12 0,21 21,19 22,94 22,59 MnO 0,08 0,08 0,05 0,25 0,06 0,11 0,05 0,12 0,13 0,12 0,19 0,11 MgO 6,52 6,18 6,34 6,66 6,48 6,34 6,27 6,37 6,65 0,12 0,07 6,50 6,74 6,51 CaO 0,02 0,00 0,03 0,01 0,02 0,00 0,01 0,02 0,01 Cr2O3 NiO Na2O 0,25 0,13 0,11 0,06 0,14 0,11 0,19 0,25 0,30 0,03 0,22 0,37 0,30 K2O 7,74 7,42 7,81 6,04 7,95 7,88 7,83 8,29 7,99 0,01 0,01 8,07 8,05 7,71 Σ 93,52 92,89 93,42 91,23 94,68 94,19 92,92 94,20 95,39 100,75 101,15 94,77 96,74 94,70 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,37 5,34 5,36 5,17 5,33 5,37 5,37 5,39 5,40 4,33 4,32 5,41 5,36 5,31 AlIV 2,63 2,66 2,64 2,83 2,67 2,63 2,63 2,61 2,60 3,67 3,68 2,59 2,64 2,69 AlVI 1,19 1,20 1,23 1,23 1,19 1,21 1,21 1,22 1,09 5,19 5,20 1,21 1,01 1,06 Ti 0,19 0,14 0,13 0,09 0,09 0,12 0,13 0,24 0,19 0,00 0,00 0,21 0,24 0,25 Fe2+ 2,80 3,03 2,91 3,11 3,03 2,95 2,94 2,65 2,91 0,01 0,02 2,73 2,92 2,93 Mn 0,01 0,01 0,01 0,03 0,01 0,01 0,01 0,02 0,02 0,00 0,00 0,02 0,02 0,01 Mg 1,52 1,46 1,48 1,60 1,51 1,48 1,48 1,47 1,53 0,02 0,01 1,49 1,53 1,51 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,72 5,83 5,77 6,07 5,83 5,78 5,76 5,60 5,74 5,23 5,24 5,65 5,73 5,76 Ca 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Na 0,08 0,04 0,03 0,02 0,04 0,03 0,06 0,08 0,09 0,01 0,00 0,06 0,11 0,09 K 1,55 1,50 1,56 1,24 1,58 1,57 1,58 1,64 1,57 0,00 0,00 1,59 1,56 1,53 Σ XII 1,62 1,54 1,60 1,26 1,62 1,61 1,64 1,71 1,66 0,01 0,00 1,65 1,67 1,62 XFe 0,65 0,67 0,66 0,66 0,67 0,67 0,67 0,64 0,66 0,36 0,62 0,65 0,66 0,66 Na/(Na+K) 0,05 0,03 0,02 0,02 0,03 0,02 0,04 0,04 0,05 0,90 0,00 0,04 0,07 0,06
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 331 A.6.2.3 Análises químicas de biotites da Área A3 UNIDADE Cu Amostra MA52-B Amostra MA95 SiO2 33,87 26,19 34,67 34,54 33,13 33,91 33,60 34,37 34,81 33,50 Al2O3 21,31 21,35 20,40 20,66 20,16 18,94 18,40 18,41 18,28 18,33 TiO2 1,68 0,71 1,53 1,70 1,74 1,58 1,66 1,90 1,83 1,82 FeO 19,73 27,20 22,22 22,79 24,96 26,19 25,40 25,51 25,41 26,06 MnO 0,17 0,16 0,19 0,05 0,03 0,23 0,00 0,00 0,08 0,00 MgO 6,50 8,59 6,61 6,46 5,78 5,97 5,78 5,71 5,88 5,75 CaO 0,03 0,02 0,00 0,02 0,10 0,01 0,02 0,04 0,00 0,08 Cr2O3 0,10 0,06 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 NiO 0,00 0,00 0,09 0,06 Na2O 0,11 0,07 0,12 0,12 0,14 0,16 0,13 0,14 0,10 0,13 K2O 6,76 1,90 7,91 7,51 9,05 9,42 9,38 9,35 9,16 9,43 Σ 94,03 89,75 97,57 97,79 95,08 96,41 94,35 95,42 95,57 95,12 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,37 4,49 5,39 5,36 5,20 5,30 5,35 5,40 5,44 5,31 AlIV 2,63 3,51 2,61 2,64 2,80 2,70 2,65 2,60 2,56 2,69 AlVI 1,35 0,81 1,13 1,13 0,94 0,78 0,80 0,80 0,81 0,74 Ti 0,20 0,09 0,18 0,20 0,21 0,19 0,20 0,22 0,21 0,22 Fe2+ 2,61 3,90 2,89 2,96 3,28 3,42 3,38 3,35 3,32 3,46 Mn 0,02 0,02 0,03 0,01 0,00 0,03 0,00 0,00 0,01 0,00 Mg 1,54 2,20 1,53 1,49 1,35 1,39 1,37 1,34 1,37 1,36 Cr 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,73 7,03 5,76 5,79 5,78 5,81 5,75 5,71 5,73 5,77 Ca 0,01 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 Na 0,03 0,02 0,04 0,04 0,04 0,05 0,04 0,04 0,03 0,04 K 1,37 0,42 1,57 1,49 1,81 1,88 1,90 1,87 1,83 1,91 Σ XII 1,41 0,44 1,60 1,53 1,87 1,93 1,95 1,92 1,86 1,96 XFe 0,63 0,64 0,65 0,66 0,71 0,71 0,71 0,71 0,71 0,72 Na/(Na+K) 0,02 0,05 0,02 0,02 0,02 0,03 0,02 0,02 0,02 0,02 Mg/(Mg+Fe) 0,37 0,36 0,35 0,34 0,29 0,29 0,29 0,29 0,29 0,28
332 UNIDADE Cu UNIDADE Cu-T Amostra R25 Amostra MA183 SiO2 35,38 35,80 36,46 34,66 35,16 33,77 34,43 34,37 34,54 33,59 33,40 Al2O3 19,06 18,69 19,37 17,41 18,19 19,32 20,44 19,86 18,72 19,37 19,40 TiO2 1,78 1,78 1,88 1,80 1,83 1,21 1,25 1,38 1,85 1,51 1,58 FeO 25,07 23,81 23,28 24,73 25,17 23,27 21,89 21,55 22,55 22,75 22,56 MnO 0,09 0,12 0,18 0,19 0,09 0,28 0,04 0,08 0,19 0,14 0,16 MgO 5,77 5,85 5,43 5,61 5,64 7,86 7,93 7,89 7,57 7,73 7,82 CaO 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,09 0,06 0,00 0,03 0,00 Cr2O3 0,07 0,06 0,14 0,00 0,00 0,04 0,08 0,04 0,05 0,00 0,00 NiO Na2O 0,10 0,10 0,15 0,18 0,19 0,02 0,13 0,10 0,04 0,09 0,00 K2O 7,83 7,77 7,16 7,24 7,42 9,09 8,89 8,97 8,98 8,62 9,15 Σ 95,79 94,54 94,53 92,39 94,25 94,87 95,17 94,28 94,48 93,83 94,09 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,48 5,58 5,63 5,57 5,54 5,28 5,30 5,34 5,39 5,28 5,25 AlIV 2,52 2,42 2,37 2,43 2,46 2,72 2,70 2,66 2,61 2,72 2,75 AlVI 0,97 1,01 1,15 0,87 0,91 0,83 1,00 0,97 0,83 0,87 0,84 Ti 0,21 0,21 0,22 0,22 0,22 0,14 0,15 0,16 0,22 0,18 0,19 Fe2+ 3,25 3,10 3,00 3,33 3,32 3,04 2,82 2,80 2,94 2,99 2,96 Mn 0,01 0,02 0,02 0,03 0,01 0,04 0,01 0,01 0,03 0,02 0,02 Mg 1,33 1,36 1,25 1,34 1,32 1,83 1,82 1,83 1,76 1,81 1,83 Cr 0,01 0,01 0,02 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,78 5,71 5,66 5,79 5,78 5,89 5,80 5,77 5,77 5,87 5,85 Ca 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,01 0,00 Na 0,03 0,03 0,05 0,05 0,06 0,01 0,04 0,03 0,01 0,03 0,00 K 1,55 1,54 1,41 1,49 1,49 1,81 1,74 1,78 1,79 1,73 1,83 Σ XII 1,58 1,57 1,46 1,54 1,55 1,82 1,80 1,82 1,80 1,76 1,84 XFe 0,71 0,70 0,71 0,71 0,71 0,62 0,61 0,61 0,63 0,62 0,62 Na/(Na+K) 0,02 0,02 0,03 0,04 0,04 0,00 0,02 0,02 0,01 0,02 0,00 Mg/(Mg+Fe) 0,29 0,30 0,29 0,29 0,29 0,38 0,39 0,39 0,37 0,38 0,38
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 333 UNIDADE Cu-T Amostra MA169 SiO2 34,32 34,59 34,51 34,88 34,86 34,24 Al2O3 19,62 19,74 19,04 19,56 20,59 21,25 TiO2 1,05 1,17 1,19 1,64 1,70 1,40 FeO 22,09 21,18 21,03 21,47 19,54 19,32 MnO 0,11 0,16 0,27 0,29 0,11 0,09 MgO 7,89 8,08 7,74 8,00 7,24 7,33 CaO 0,00 0,03 0,01 0,00 0,04 0,02 Cr2O3 0,05 0,00 0,01 0,04 0,04 0,01 NiO Na2O 0,08 0,09 0,07 0,03 0,03 0,03 K2O 8,53 8,63 8,84 8,85 8,27 8,65 Σ 93,74 93,68 92,71 94,76 92,42 92,33 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,36 5,38 5,44 5,38 5,43 5,35 AlIV 2,64 2,62 2,56 2,62 2,57 2,65 AlVI 0,97 1,00 0,98 0,94 1,21 1,26 Ti 0,12 0,14 0,14 0,19 0,20 0,16 Fe2+ 2,89 2,76 2,77 2,77 2,54 2,52 Mn 0,01 0,02 0,04 0,04 0,01 0,01 Mg 1,84 1,88 1,82 1,84 1,68 1,71 Cr 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Σ VI 5,84 5,79 5,75 5,77 5,65 5,66 Ca 0,00 0,01 0,00 0,00 0,01 0,00 Na 0,02 0,03 0,02 0,01 0,01 0,01 K 1,70 1,71 1,78 1,74 1,64 1,72 Σ XII 1,72 1,74 1,80 1,75 1,66 1,73 XFe 0,61 0,60 0,60 0,60 0,60 0,60 Na/(Na+K) 0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,00 Mg/(Mg+Fe) 0,39 0,40 0,40 0,40 0,40 0,40
334 UNIDADE AC Amostra MA 121 SiO2 36,17 36,65 36,96 36,48 36,02 35,90 36,89 35,78 36,73 35,35 Al2O3 19,20 19,16 19,61 18,88 20,84 19,14 18,76 19,15 19,73 18,68 TiO2 1,96 1,76 2,16 1,90 1,79 2,10 2,04 1,85 2,04 1,78 FeO 18,34 19,14 17,97 19,48 18,13 20,08 18,23 19,87 17,80 20,37 MnO 0,25 0,19 0,25 0,22 0,19 0,20 0,22 0,32 0,34 0,21 MgO 8,07 8,31 8,39 8,48 7,83 8,40 8,76 8,36 8,46 8,20 CaO 0,00 0,06 0,06 0,02 0,07 0,00 0,09 0,00 0,00 0,15 Cr2O3 0,00 0,01 0,01 0,00 0,06 0,02 0,00 0,00 0,02 0,01 NiO 0,01 0,00 0,03 0,00 0,00 0,00 0,11 0,00 0,10 0,00 Na2O 0,10 0,09 0,09 0,02 0,06 0,00 0,03 0,03 0,07 0,12 K2O 8,06 8,07 7,90 8,13 6,69 8,66 7,70 8,61 7,95 8,28 Σ 92,25 93,56 93,57 93,78 91,83 94,64 92,98 94,18 93,47 93,27 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,60 5,61 5,62 5,59 5,54 5,49 5,65 5,50 5,59 5,50 AlIV 2,40 2,39 2,38 2,41 2,46 2,51 2,35 2,50 2,41 2,50 AlVI 1,11 1,07 1,13 1,00 1,32 0,94 1,04 0,97 1,14 0,92 Ti 0,23 0,20 0,25 0,22 0,21 0,24 0,23 0,21 0,23 0,21 Fe2+ 2,38 2,45 2,28 2,50 2,33 2,57 2,34 2,56 2,27 2,65 Mn 0,03 0,02 0,03 0,03 0,02 0,03 0,03 0,04 0,04 0,03 Mg 1,86 1,90 1,90 1,94 1,80 1,92 2,00 1,92 1,92 1,90 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 Σ VI 5,61 5,65 5,59 5,68 5,68 5,70 5,65 5,70 5,62 5,71 Ca 0,00 0,01 0,01 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 0,03 Na 0,03 0,03 0,03 0,01 0,02 0,00 0,01 0,01 0,02 0,04 K 1,59 1,58 1,53 1,59 1,31 1,69 1,50 1,69 1,54 1,64 Σ XII 1,62 1,61 1,57 1,60 1,34 1,69 1,53 1,70 1,57 1,70 XFe 0,56 0,56 0,55 0,56 0,57 0,57 0,54 0,57 0,54 0,58 Na/(Na+K) 0,02 0,02 0,02 0,00 0,01 0,00 0,01 0,01 0,01 0,02 Mg/(Mg+Fe) 0,44 0,44 0,45 0,44 0,43 0,43 0,46 0,43 0,46 0,42
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 335 UNIDADE AC Amostra MA 121 SiO2 37,02 37,09 36,37 36,69 37,30 35,64 35,13 36,69 35,59 35,11 36,70 Al2O3 21,62 20,05 19,01 18,87 21,77 20,33 18,90 19,92 19,20 18,79 19,74 TiO2 1,97 1,86 1,81 1,99 2,08 1,43 1,67 1,56 1,87 1,96 1,93 FeO 17,46 17,88 19,32 19,69 16,42 19,01 20,58 19,41 19,19 20,01 18,66 MnO 0,26 0,17 0,22 0,26 0,17 0,16 0,21 0,22 0,25 0,21 0,24 MgO 7,32 7,89 8,66 8,52 8,03 8,82 8,84 8,49 8,35 8,28 8,27 CaO 0,11 0,10 0,01 0,03 0,15 0,06 0,01 0,07 0,06 0,00 0,08 Cr2O3 0,00 0,00 0,00 0,03 0,00 0,00 0,08 0,00 0,00 0,00 0,03 NiO 0,12 0,00 0,00 0,00 0,10 0,00 0,06 0,02 0,07 0,01 0,00 Na2O 0,10 0,06 0,05 0,08 0,07 0,02 0,05 0,04 0,06 0,09 0,10 K2O 6,22 7,66 8,61 8,26 6,00 6,03 8,31 8,20 8,01 8,74 7,49 Σ 92,37 92,85 94,25 94,60 92,13 91,69 94,01 94,77 92,79 93,32 93,36 Número de iões na base de 22 oxigénios Si 5,61 5,65 5,56 5,58 5,61 5,50 5,43 5,55 5,52 5,47 5,59 AlIV 2,39 2,35 2,44 2,42 2,39 2,50 2,57 2,45 2,48 2,53 2,41 AlVI 1,47 1,26 0,99 0,97 1,47 1,20 0,88 1,11 1,02 0,91 1,14 Ti 0,22 0,21 0,21 0,23 0,24 0,17 0,19 0,18 0,22 0,23 0,22 Fe2+ 2,21 2,28 2,47 2,51 2,07 2,45 2,66 2,46 2,49 2,61 2,38 Mn 0,03 0,02 0,03 0,03 0,02 0,02 0,03 0,03 0,03 0,03 0,03 Mg 1,65 1,79 1,97 1,93 1,80 2,03 2,04 1,92 1,93 1,92 1,88 Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 Ni 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,01 0,00 0,00 Σ VI 5,60 5,56 5,67 5,67 5,61 5,87 5,82 5,68 5,70 5,70 5,65 Ca 0,02 0,02 0,00 0,00 0,02 0,01 0,00 0,01 0,01 0,00 0,01 Na 0,03 0,02 0,01 0,02 0,02 0,01 0,01 0,01 0,02 0,03 0,03 K 1,20 1,49 1,68 1,60 1,15 1,19 1,64 1,58 1,58 1,74 1,46 Σ XII 1,25 1,52 1,70 1,63 1,20 1,20 1,66 1,61 1,61 1,76 1,50 XFe 0,57 0,56 0,56 0,56 0,53 0,55 0,57 0,56 0,56 0,58 0,56 Na/(Na+K) 0,02 0,01 0,01 0,01 0,02 0,01 0,01 0,01 0,01 0,02 0,02 Mg/(Mg+Fe) 0,43 0,44 0,44 0,44 0,47 0,45 0,43 0,44 0,44 0,42 0,44
342 MA 150 sup4_1_19 – Aglomerado de minerais (Z4) com forma de estrela que crescem nos bordos das biotites (Z3). Os minerais Z4 poderão ser óxidos de Fe. A análise Z3 revela a presença de Si, Al, K, Fe, Mg elementos compatíveis com a biotite, enquanto que a anílise Z4, para além de apanhar os elementos do mineral que está por baixo, detecta uma maior presença de Fe, O e de P!
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 343 MA 150 sup4_1_23 – minerais Z5 eZ6 a preencher buraco com quartzo no fundo. Z5 é um mineral de argila com um aspecto bastante esfarelado. Z6 Z5 100.00 100.00 TOTAL 2.64 0.00 PbO 0.00 0.08 Cl 1.31 0.00 V2O 3 0.34 0.68 N iO 0.38 0.48 CoO 0.00 0.01 C r 2O 3 0.00 0.00 SO 3 34.45 0.91 P2O 5 0.27 0.47 K2O 0.25 0.00 N a2O 5.16 0.00 CaO 0.00 0.00 MnO 0.00 0.00 M g O 4.47 3.95 Fe2O 3 36.22 41.03 Al2O 3 0.00 0.30 TiO2 14.51 52.09 SiO2 A análise Z5 revela um mineral rico em Si e Al com vestígios de K e P. Por sua vez, Z6 apresenta Al, P, algum Ca e Pb! (Malutaite?).
344 MA 150 sup4_2_2 – Biotite dobrada (Z1) que aparenta ter sido bloqueada contra outra biotite (Z2) (possível flogopite muito alumínosa?). Z2 Z1 100.00 100.00 TOTAL 0.09 0.02 Cl 0.00 0.09 V 2 O 3 0.00 0.28 N iO 1.24 0.39 CoO 0.00 0.07 C r 2 O 3 0.43 0.00 SO 3 0.05 0.1l P 2 O 5 12.75 1.02 K 2 O 0.19 0.14 N a 2 O 0.30 0.10 CaO 0.01 0.33 MnO 1.73 7.99 M g O 16.03 29.50 Fe 2 O 3 26.02 27.03 Al 2 O 3 0.65 0.24 TiO 2 40.52 32.67 SiO 2 Fig. 6 Análises semi-quantitativas Z1 e Z2 com respectivos espectros.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 345 MA 150 sup4_2_9 – Óxidos de Fe precipitados entre a foliação de uma clorite (Z6). 100.00 TOTAL 0.00 Cl 0.00 V 2 O 3 0.00 N iO 0.00 CoO 0.05 C r 2 O 3 0.00 SO 3 0.30 P 2 O 5 0.29 K2O 0.17 N a 2 O 0.00 CaO 0.57 MnO 4.83 M g O 38.28 Fe 2 O 3 24.05 Al 2 O 3 0.30 TiO 2 31.17 SiO 2 Z6 Análises semi-quantitativas Z6, com respectivo espectro.
346 MA 150 sup4_2_12 – Mineral de argila com fortes indícios de hidratação. 100.00 TOTAL 0.29 Cl 0.00 V2O3 0.00 N iO 0.00 CoO 0.00 C r 2O3 0.06 SO3 1.68 P2O5 0.35 K2O 0.25 N a2O 0.00 CaO 0.02 MnO 0.03 M g O 13.09 Fe2O3 38.23 Al2O3 0.11 TiO2 45.89 SiO2 Z7 Análise semi-quantitativa Z7 com respectivo espectro.
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 347 MA 150 sup4_2_14 – As diferentes placas de moscovites (ms), Z8, Z9 e Z10, apresentam orientações diferentes, cruzando-se umas com as outras, com contactos bem delimitados. Exemplo: Z8 termina bruscamente de encontro com Z10. Moscovite (ms) com sinais de hidratação (fibramento). 100.00 100.00 TOTAL 0.19 0.00 Cl 0.05 0.00 V2O3 0.14 0.25 N iO 0.00 0.11 CoO 0.05 0.00 C r 2O3 0.49 0.01 SO3 0.33 0.39 P2O5 4.59 9.08 K2O 0.95 0.59 N a2O 0.07 0.00 CaO 0.18 0.00 MnO 2.51 0.79 M g O 15.81 5.25 Fe2O3 32.83 35.26 Al2O3 0.44 0.32 TiO2 41.39 47.95 SiO2 Z9Z8 Análises semi-quantitativas Z8, Z9 e respectivos espectros e espectro de Z10.
348 MA 150 sup4_2_17 – Moscovite Z11 com sinais de fibramento nos bordos (bordo inferior da imagem). Crescimento preferencial de de óxidos de ferro nos bordos e entre camadas dos minerais hospedeiros, nomeadamente, moscovites. 100.00 TOTAL 0.06 Cl 0.00 V 2 O 3 0.00 N iO 0.00 CoO 0.16 C r 2 O 3 0.16 SO 3 0.48 P 2 O 5 8.68 K 2 O 0.75 N a 2 O 0.02 CaO 0.00 MnO 0.36 M g O 3.40 Fe 2 O 3 35.79 Al 2 O 3 0.55 TiO 2 49.60 SiO 2 Z11
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 349 Anexos Lista de Amostras
350
Condicionamentos tectono-estratigráficos e litogeoquímicos da evolução metamórfica varisca, nas unidades parautóctones (Trás-os-Montes Ocidental) 351 Área A1 Amostra Carta 1/25.000 Coordenadas localização Unidade Litologia Unidade SPQ CHV12 33 607 875*4628 575 SPQ Listrado quartzofeldspático CHV12B 33 607 875*4628 575 SPQ Listrado quartzofeldspático CHV12C 33 607 875*4628 575 SPQ Listrado quartzofeldspático CHV13 33 607 300*4627 975 SPQ Listrado quartzofeldspático CHV13A 33 607 300*4627 975 SPQ Listrado quartzofeldspático CHV35 33 606 275*4630 750 SPQ Listrado quartzofeldspático CHV26 33 606 900*4625 075 SPQ Listrado quartzofeldspático CHV16 33 607 300*4629 725 SPQ Quartzofilito CHV16A 33 607 300*4629 725 SPQ Quartzofilito CHV17 33 606 850*4629 675 SPQ Quartzito CHV17A 33 606 850*4629 675 SPQ Micaxisto CHV17B 33 606 850*4629 675 SPQ Micaxisto CHV19 33 605 925*4630 500 SPQ Micaxisto CHV20 33 606 550*4625 550 SPQ Micaxisto CHV21 33 606 575*4625 700 SPQ Xisto cinzento CHV22 33 607 200*4625 150 SPQ Quartzofilito CHV37a 46 614 225*4613 850 SPQ Quartzofilito CHV37b 46 614 225*4613 850 SPQ Quartzofilito Unidade SPX CHV23 33 607 325*4623 550 SPX Micaxisto CHV24 33 607 550*4623 700 SPX Micaxisto CHV25 33 606 625*4624 000 SPX Micaxisto CHV27 33 607 400*4624 750 SPX Quartzofilito CHV28 33 608 200*4624 300 SPX Quartzofilito CHV29 33 608 875*4623 250 SPX Micaxisto CHV30 46 609 000*4621 425 SPX Micaxisto CHV31 33 605 700*4623 325 SPX Micaxisto CHV32 33 606 450*4623 800 SPX Micaxisto CHV33 33 606 375*4622 625 SPX Quartzofilito CHV34 33 606 000*4621 900 SPX Calcossilicatada CHV37a 46 614 225*4613 850 SPQ Quartzofilitos CHV37b 46 614 225*4613 850 SPQ Quartzofilitos CHV38a 46 609 875*4618 550 SPX Quartzofilitos CHV38b 46 609 875*4618 550 SPX Quartzofilitos CHV39 46 609 700*4618 600 SPX Quartzofilitos CHV40 46 609 825*4617 000 SPX Micaxisto CHV41 46 609 550*4616 000 SPX Micaxisto CHV42 46 608 050*4617 400 SPX Micaxisto CHV43 46 607 800*4618 800 SPX Micaxisto CHV44 46 607 750*4618 600 SPX Quartzofilitos CHV45 46 607 650*4618 875 SPX Quartzofilitos CHV46 46 607 475*4617 750 SPX Micaxisto