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Investigando a avaliação no processo de aprendizagem em história e geografia: estudo em contexto

Adriana Cecília Correia Lopes

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FACULDADE DE LET R A S UNIVE RSIDADE DO PO RTO Adriana Cecília Correia Lopes 2º Ciclo de Estudos em Ensino de História e Geografia no 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário Investigando a Avaliação do Processo de Aprendizagem em História e Geografia: estudo em contexto 2014 Orientador: Professora Doutora Maria Felisbela de Sousa Martins Coorientador: Professor Doutor Luís Antunes Grosso Correia Classificação: Ciclo de estudos: Dissertação/relatório/Projeto/IPP Versão definitiva 2 III IV Agradecimentos O presente trabalho resultou do meu esforço pessoal, em que muitos foram aqueles que colaboraram e que prestaram um papel muito importante, por isso, gostaria de expressar o meu reconhecimento e os meus sinceros agradecimentos a todos os que me ajudaram a realizar este objetivo pessoal. Assim, começaria por agradecer à Professora Doutora Maria Felisbela Martins e ao Professor Doutor Luís Grosso Correia pela vossa disponibilidade, pela partilha de conhecimentos e conselhos no sentido de melhorar constantemente o presente trabalho. À Professora Sandra Nunes e à Professora Deolinda Dias, pelo profissionalismo, palavras de sabedoria e que me ajudaram a melhorar as minhas aulas, mostraram-se sempre presentes e preocupadas para que conseguisse otimizar as minhas aprendizagens. À Teresa Pinhal, pela ajuda incansável ao longo de todo o ano de estágio. Obrigada pelo teu apoio, pela tua ajuda e pelas conversas que geraram muitas gargalhadas, mas sobretudo pela tua amizade. A todos os meus amigos, sobretudo à Cecília e Otília, pelo incentivo e preocupação ao longo da realização deste trabalho. À Minha Família, em especial aos Meus Pais, à Minha Irmã e à Minha Tia Júlia, um enorme obrigada por acreditarem sempre em mim e naquilo que faço e por todos os ensinamentos de vida. Espero que esta etapa, que agora termino, possa, de alguma forma, retribuir e compensar todo o carinho, apoio e dedicação que, constantemente, me oferecem. A eles, dedico todo este trabalho. Finalmente, um agradecimento muito especial a ti Diogo, pelo teu carinho e amizade, paciência e incondicional apoio que sempre demonstraste. Muito obrigada pelas conversas e palavras de coragem nos momentos menos bons, bem como a força transmitida. A todos, o meu OBRIGADA. V VI Resumo O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito da unidade curricular de iniciação à prática profissional do Mestrado em Ensino de História e Geografia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e focalizou-se no estudo da Avaliação no processo ensino aprendizagem em História e Geografia. Este trabalho está organizado em três partes distintas: a primeira é referente ao enquadramento teórico, a segunda aborda a fundamentação metodológica e a terceira e última parte reúne a análise e interpretação dos dados recolhidos na nossa investigação. No que se refere ao enquadramento teórico, desenvolvemos a definição do conceito de Avaliação, explicitamos vários tipos de avaliação existentes e os instrumentos de avaliação, e concretizamos uma breve reflexão sobre os vários intervenientes na avaliação (o professor, o aluno, os pais e encarregados de educação). Para complementar o enquadramento teórico, concretizamos uma breve contextualização sobre as Inteligências Múltiplas de Howard Gardner. Em relação à segunda parte, a fundamentação metodológica desta investigação, encontra-se inserida num contexto de estágio pedagógico concretizado no ano letivo 2013/2014, nas áreas disciplinas de Geografia e História, na Escola Secundária João Gonçalves Zarco, em Matosinhos. No que concerne à análise e interpretação dos dados recolhidos no decorrer da nossa investigação, poderemos referir que, neste contexto, estes revelaram que a utilização de diferentes estratégias de intervenção e de avaliação educacionais, bem como, a intervenção dos diferentes agentes avaliativos, poderão ser promotores do sucesso escolar dos alunos, questionando-se o sentido da constituição das turmas por níveis. Palavras-chave: Avaliação; Estratégias de Avaliação; Instrumentos de Avaliação; Intervenientes na Avaliação. VII VIII Abstract This work was developed within the course unit of introduction to professional practice of the Master in Teaching of History and Geography, Faculty of Arts, University of Porto and was focused on the study of Evaluation in the teaching-learning process in History and Geography. This paper is organized into three distinct parts: the first concerns the theoretical framework, the second addresses the methodological basis and the third and final part brings together the analysis and interpretation of data collected in our investigation. With regard to the theoretical framework, we have developed a definition of Evaluation, we underlined various types of assessment and evaluation tools, and we have completed a brief reflection on the various actors in the evaluation (teacher, student, parents and guardians). To complement the theoretical framework, we have done a brief contextualization of Multiple Intelligences by Howard Gardner. In the second part, the methodological foundation of this research is embedded in a context of teaching practice implemented in the academic year 2013/2014, in the subjects of Geography and History, in João Gonçalves Zarco High School, Matosinhos. Regarding the analysis and interpretation of data collected in the course of our investigation, we noted that, in this context, they revealed that the use of different intervention strategies and educational evaluation, as well as the intervention of different evaluative agents may be promoters of the academic success of students, questioning the need of forming “level classes”. Keywords: Evaluation; Evaluation Strategies; Evaluation Tools; Actors in the Evaluation. IX XVI Índice de Figuras Figura 1 – Localização da Escola Secundária João Gonçalves Zarco ........................... 24 Figura 2 – Género dos alunos inquiridos que constituem amostra do estudo ................ 42 Figura 3 – Género dos Encarregados de Educação inquiridos ....................................... 42 Figura 4 – Agregado Familiar – Pessoas com quem vives? ........................................... 43 Figura 5 – Idade dos Encarregados de Educação inquiridos .......................................... 43 Figura 6 – Habilitações Literários dos Pais .................................................................... 44 Figura 7 – Os teus pais costumam ver as tuas fichas de trabalho/avaliação?................. 45 Figura 8 – Os teus pais costumam assinar as fichas de trabalho/avaliação? .................. 45 Figura 9 – Os teus pais costumam conversar contigo sobre a tua vida escolar? ........... 46 Figura 10 – Quais as disciplinas de que gostas mais? ................................................... 48 Figura 11 – As disciplinas preferidas do seu educando ................................................. 48 Figura 12 – Quais as disciplinas de que gostas menos? ................................................ 49 Figura 13 – As disciplinas que o seu educando menos gosta ......................................... 50 Figura 14 – A disciplina que o seu educando apresenta mais dificuldades.................... 51 Figura 15 – Quais as disciplinas em que tens dificuldades? ......................................... 52 Figura 16 – O seu educando frequenta o apoio ao Estudo? .......................................... 54 Figura 17 – Encontra-se satisfeito com o apoio ao estudo dado pela Escola? .............. 55 Figura 18 – Número de horas que o seu educando dedica, todas as semanas, a estudar .............................................................................................................................. 56 Figura 19 – Os familiares que ajudam o seu educando a estudar ................................... 57 Figura 20 - Encontra-se satisfeito com as classificações obtidas, no final do período, pelo seu educando? ................................................................................................................. 57 Figura 21 – Descrição dos Alunos – Inteligências Múltiplas ......................................... 59 Figura 22 – O seu educando frequenta atividades extraescolares? ............................... 60 Figura 23 – Costumas frequentar a biblioteca nos teus tempos livres (da escola ou outra)? ............................................................................................................................. 60 Figura 24 – Ocupação dos teus tempos livres ................................................................ 61 Figura 25 – Género dos alunos inquiridos que constituem amostra do estudo .............. 62 Figura 26 – Género dos Encarregados de Educação inquiridos ..................................... 62 Figura 27 – Agregado Familiar – Pessoas com quem vives? ........................................ 63 Figura 28 – Idade dos Encarregados de Educação inquiridos ........................................ 64 Figura 29 – Habilitações Literárias dos Pais .................................................................. 64 Figura 30 – Os teus pais costumam ver as tuas fichas de trabalho/avaliação? .............. 65 XVII Figura 31 – Os teus pais costumam assinar as fichas de trabalho/avaliação? ............... 66 Figura 32 – Os teus pais costumam conversar contigo sobre a tua vida escolar? ......... 67 Figura 33 – Quais as disciplinas de que gostas mais? ................................................... 68 Figura 34 – As disciplinas preferidas do seu educando ................................................. 69 Figura 35 – Quais as disciplinas de que gostas menos? ................................................ 70 Figura 36 – As disciplinas em que o seu educando menos gosta ................................... 71 Figura 37 – Quais as disciplinas em que tens dificuldades? ......................................... 72 Figura 38 – As disciplinas que e seu educando apresenta mais dificuldades ................. 72 Figura 39 – O seu educando frequenta o apoio ao Estudo? .......................................... 74 Figura 40 – Encontra-se satisfeito com o apoio ao estudo dado pela Escola? .............. 75 Figura 41 – O número de horas que o seu educando dedica, todas as semanas, a estudar .............................................................................................................................. 76 Figura 42 – Os familiares que ajudam o seu educando a estudar ................................... 77 Figura 43 – Encontra-se satisfeito com as classificações obtidas, no final do período, pelo seu educando? ................................................................................................................. 78 Figura 44 – Descrição dos Alunos – Inteligências Múltiplas ......................................... 79 Figura 45 – O seu educando frequenta atividades extraescolares? ............................... 80 Figura 46 – Costumas frequentar a biblioteca nos teus tempos livres (da escola ou outra) ............................................................................................................................... 81 Figura 47 – Ocupação dos teus tempos livres ................................................................ 81 Figura 48 – Prestei atenção durante a realização do trabalho (autoavaliação) .............. 83 Figura 49 – Pesquisei informações para o trabalho (autoavaliação) ............................. 83 Figura 50 – Empenhei-me na seleção e na localização dos dois países (autoavaliação) ................................................................................................................ 84 Figura 51 – Participei na concretização da legenda para o planisfério (autoavaliação) ................................................................................................................ 84 Figura 52 – Realizei, em conjunto com o grupo, a situação problema do trabalho (autoavaliação) ................................................................................................................ 85 Figura 53 – Recolhi dados estatísticos e concretizei a sua comparação com o grupo (autoavaliação) ................................................................................................................ 85 Figura 54 – Apresentei sugestões ao grupo (autoavaliação) ......................................... 86 Figura 55 – Prestou atenção durante a realização do trabalho (heteroavaliação) .......... 87 Figura 56 – Pesquisou informações para o trabalho (heteroavaliação) ......................... 88 XVIII Figura 57 – Empenhou-se na seleção e na localização dos dois países (heteroavaliação) ............................................................................................................ 88 Figura 58 – Participou na concretização da legenda para o planisfério (heteroavaliação) ............................................................................................................ 89 Figura 59 – Realizou a caracterização dos dois países com o grupo (heteroavaliação) ............................................................................................................ 89 Figura 60 – Recolheu dados estatísticos e concretizou a comparação com o grupo (heteroavaliação) ............................................................................................................ 90 Figura 61 – Apresentou sugestões ao grupo (heteroavaliação) ..................................... 90 Figura 62 – Prestaram atenção durante as apresentações dos trabalhos de grupo (heteroavaliação à turma) ............................................................................................... 92 Figura 63 – Mostraram um comportamento correto ao longo das apresentações (heteroavaliação à turma) ............................................................................................... 92 Figura 64 – Respeitaram os colegas da turma (heteroavaliação à turma) ..................... 93 Figura 65 – Prestei atenção durante a realização do trabalho turma (Autoavaliação) .. 94 Figura 66 – Pesquisei informações para o trabalho (Autoavaliação) ............................ 95 Figura 67 – Empenhei-me em responder às várias propostas do trabalho (Autoavaliação) .............................................................................................................. 95 Figura 68 – Participei na apresentação do trabalho (produto final) - (Autoavaliação) . 96 Figura 69 – Realizei, em conjunto com o grupo, a situação problema do trabalho (Autoavaliação) .............................................................................................................. 96 Figura 70 – Contribui com ideias criativas (Autoavaliação) ......................................... 97 Figura 71 – Apresentei sugestões ao grupo (Autoavaliação) ........................................ 97 Figura 72 – Prestou atenção durante a realização do trabalho (Heteroavaliação) ......... 99 Figura 73 – Pesquisou informações para o trabalho (Heteroavaliação) ...................... 100 Figura 74 – Empenhou-se em responder às várias propostas do trabalho (Heteroavaliação) .......................................................................................................... 100 Figura 75 – Participou na apresentação do trabalho (produto final) ........................... 101 Figura 76 – Realizou, em conjunto com o grupo, a situação problema (Heteroavaliação) .......................................................................................................... 101 Figura 77 – Contribuiu com ideias criativas (Heteroavaliação) .................................. 102 Figura 78 – Apresentou sugestões ao grupo (Heteroavaliação) .................................. 102 Figura 79 – Prestaram atenção durante as apresentações dos trabalhos de grupo (Heteroavaliação à turma) ............................................................................................ 104 XIX Figura 80 – Mostraram um comportamento correto ao longo das apresentações (Heteroavaliação à turma) ............................................................................................ 104 Figura 81 – Respeitaram os colegas da turma (Heteroavaliação à turma) .................. 105 Figura 82 – Resultados: Positivos e Negativos 9ºA ..................................................... 107 Figura 83 – Classificações alcanças nas fichas de avaliação sumativa 9ºA ................. 107 Figura 84 – Sucesso por questão na turma do 9ºA ....................................................... 108 Figura 85 – Resultados: Positivos e Negativos 9ºB ..................................................... 109 Figura 86 – Classificações alcanças nas fichas de avaliação sumativa 9ºB ................. 109 Figura 87 – Sucesso por questão na turma do 9ºB ....................................................... 110 Figura 88 – Resultados: Positivos e Negativos 9ºC ..................................................... 116 Figura 89 – Classificações alcançadas nas fichas de avaliação sumativa 9ºC ............. 116 Figura 90 – Sucesso por questão na turma do 9ºC ....................................................... 117 Figura 91 – Resultados: Positivas e Negativas 9ºD ...................................................... 117 Figura 92 – Classificações alcançadas nas fichas de avaliação sumativa 9ºD ............. 118 Figura 93 – Sucesso por questão na turma do 9ºD ....................................................... 118 Figura 94 – Classificações obtidas no 7ºano de escolaridade à disciplina de Geografia ....................................................................................................................... 124 Figura 95 – Classificações obtidas no 8ºano de escolaridade à disciplina de Geografia ....................................................................................................................... 125 Figura 96 – Classificações obtidas no 9ºano de escolaridade à disciplina de Geografia ....................................................................................................................... 126 Figura 97 – Evolução das Classificações da Turma “A” ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico ............................................................................................................................ 127 Figura 98 – Evolução das Classificações da Turma “B” ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico ............................................................................................................................ 128 Figura 99 – Classificações obtidas no 7ºano de escolaridade à disciplina de História .......................................................................................................................... 129 Figura 100 – Classificações obtidas no 8ºano de escolaridade à disciplina de História .......................................................................................................................... 130 Figura 101 – Classificações obtidas no 9ºano de escolaridade à disciplina de História .......................................................................................................................... 130 Figura 102 – Evolução das Classificações da Turma “C” ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico ............................................................................................................................ 131 XX Figura 103 – Evolução das Classificações da Turma “D” ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico ............................................................................................................................ 132 XXI 1 Introdução O presente trabalho surge no âmbito da unidade curricular de Iniciação à Prática Profissional, com o objetivo da elaboração de um projeto de pesquisa, que possibilitou a articulação entre a teoria e a prática, adquirida no decorrer do Mestrado em Ensino de História e Geografia no 3º ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário. A temática deste trabalho foi particularmente dirigida para o tema “ Investigando a avaliação do processo de aprendizagem em História e Geografia: estudo em contexto”. Esta tomada de decisão ocorreu, principalmente, por se tratar de um tema bastante presente e pertinente no decurso do estágio pedagógico, desenvolvido no ano letivo 2013/2014, na Escola Secundária João Gonçalves Zarco, uma vez que a avaliação constituiu um dos pontos fulcrais em todo o processo de ensino-aprendizagem, quer para os alunos, quer para o professor, que se encontra em formação inicial, enquanto elemento participante na avaliação dos estudantes. Este interesse foi-se desenvolvendo em crescendo, pois a avaliação tende a ser um dos elementos cada vez mais em destaque no ensino e, de acordo com Landsheere, “merece (…) um lugar importante no ensino de que faz parte integrante. Ela tem sempre relação, directa ou indirectamente, com o progresso, em extensão ou em qualidade, da aprendizagem” (Landsheere, 1979, p.15). No estágio pedagógico desenvolvido na Escola Secundária João Gonçalves Zarco, deparamo-nos com a existência de um projeto de ensino que pretendia potenciar as capacidades e aprendizagens dos melhores alunos, bem como, relativamente aos alunos com maiores dificuldades, promover estratégias de superação, visando a melhoria dos resultados escolares. Assim, as turmas foram construídas consoante os resultados e classificações dos alunos, chamadas as «turmas de nível», isto é, os alunos que apresentavam melhores resultados ou classificações formaram uma turma e os alunos que apresentam maiores dificuldades constituíram outra turma distinta. Considerando estes aspetos, pretendemos compreender a importância de uma avaliação holística na constituição das turmas, mas também no processo ensinoaprendizagem dos alunos. Em suma, na nossa perspetiva, a avaliação desempenha um papel mais vasto, por um lado, não se cinge a um simples instrumento de medida dos conhecimentos e, por outro, promove e valoriza a intervenção de um número alargado de agentes avaliativos. Assim, delineamos como principais objetivos da presente investigação: 2 1. Analisar diferentes estratégias de avaliação e seu impacto nos resultados obtidos pelos alunos e pelas turmas. 2. Identificar a ação dos vários agentes avaliativos na construção do sucesso educativo dos alunos. Para finalizar, destacamos o carácter holístico que a avaliação pode apresentar nas disciplinas de História e Geografia, mas também em outras áreas disciplinares, podendo, este carácter holístico tornar-se útil e contribuir com informações para a constituição de turmas de nível, de uma forma mais adequada e consciente. Assim, o presente trabalho estrutura-se em quatro capítulos: O primeiro capítulo dá conhecer o quadro teórico desta investigação. Inicialmente será concretizada uma breve abordagem do conceito de Avaliação (definição), tendo em conta vários autores e a legislação. Segue-se uma abordagem aos Tipos de Avaliação, incidindo na Avaliação Diagnóstica, Avaliação Formativa e Avaliação Sumativa, o que irá permitir compreendermos a destrinça entre os três tipos de avaliação e a sua aplicação no contexto escolar. Emergiu, posteriormente a necessidade de fazermos uma referência sobre os Instrumentos de Avaliação, especificando as nossas referências quanto aos instrumentos utilizados no processo ensino aprendizagem. Num quarto tópico, procuramos enquadrar os vários intervenientes na avaliação, desde o professor, o aluno, os pais e o encarregado de educação. Para finalizar, consideramos pertinente esboçar uma pequena abordagem teórica sobre a inteligência humana, aportada à teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner. O segundo capítulo destina-se apresentar as fundamentações metodológicas que suportaram a parte empírica do nosso estudo. Iremos proceder à caracterização da amostra em estudo, mas também será processada a explicação dos instrumentos utilizados que nos possibilitaram a recolha de dados elaborados, para a concretização desta investigação. O terceiro capítulo foi reservado à análise e interpretação dos dados obtidos a partir dos nossos instrumentos de recolha de dados, quer no que respeita aos itens de resposta fechada, quer no que se refere às respostas abertas presentes nos instrumentos de inquirição. Para finalizar, apresentam-se as considerações finais, em que se expõem as principais conclusões da investigação, passando pelas limitações da mesma e algumas perspetivas futuras sobre a problemática retratada nesta investigação. 3 Capítulo I – Quadro Teórico Neste primeiro capítulo propomos a análise dos conceitos que escoram a parte teórica desta investigação, nomeadamente o conceito de avaliação e o seu enquadramento no Sistema de Educativo Português. Também, serão abordadas as principais características do conceito de avaliação, as várias modalidades, os instrumentos de avaliação e os intervenientes na avaliação. Para finalizar este capítulo, iremos realizar uma reflexão sobre a existência das Inteligências Múltiplas em cada indivíduo, conceito desenvolvido por Howard Gardner. 1 – Avaliação 1.1 – O conceito de Avaliação Ao longo da nossa vida, por diversas vezes, somos sujeitos a processos de avaliação, desde logo na escola, no emprego, nas ações do dia-a-dia, entre outras situações e, apesar de estar sempre presente, ainda nos deparamos com algumas dificuldades quando somos avaliados ou, quando se inverte o papel. Fernandéz e Baptista (2010, p.7) referem que “a avaliação é constante e ocorre de diversas maneiras e, em muitos sectores do nosso desempenho, seria de esperar que enfrentássemos as distintas avaliações com tranquilidade, sem ansiedade ou com apreensão. No entanto, raras são as pessoas que se sentem confortáveis ao submeterem-se à avaliação”. Apesar, da avaliação gerar uma certa ansiedade e apreensão no nosso quotidiano, no contexto escolar estes sentimentos são uma realidade, quer para os alunos quer para os professores e outros intervenientes/agentes. É utilizada em diferentes contextos, por vários agentes e com distintas utilidades no meio escolar, tal como Domingues Fernandes (2004, p.4) refere que, “em princípio, governos, políticos, escolas, gestores, professores, pais e alunos estão todos interessados na avaliação, precisam dela ou utilizam-na, mais ou menos sistematicamente, de diversas formas. Por exemplo, os governos e os políticos precisam de avaliar para estabelecer standards (padrões de excelência se quisermos) para monitorizar a qualidade da educação […]. As escolas e os respectivos gestores utilizam a avaliação para identificar pontos fortes e pontos fracos dos seus projectos educativos, para planificar ou melhorar projectos e programas em curso […]. Os professores e os diversos responsáveis pela vida das escolas utilizam avaliação para monitorizar o progresso dos alunos, para avaliar o currículo e proceder o seu refinamento […]. Finalmente, os pais e 4 os alunos podem utilizar a avaliação para ajuizar acerca do trabalho realizado pelas escolas, para tomar decisões conscientes relativas a prosseguimento de estudos, para analisar pontos fortes e pontos fracos dos alunos”. Após verificarmos, que o processo avaliativo está presente no nosso quotidiano e que é uma realidade fortemente sentida nas Escolas e tudo que as envolve, procuramos uma definição para o conceito de avaliação, tendo em conta o Despacho Normativo n.º1/2005 de 5 de janeiro, perspetivando, assim, compreender como é definida e considerada, no Sistema Educativo Português. O referido Despacho estabelece que “a avaliação é um elemento integrante e regulador da prática educativa, permitindo uma recolha sistemática de informações que, uma vez analisadas, apoiam a tomada de decisões adequadas à promoção da qualidade das aprendizagens”. Também verificamos que, no Artigo 10.º do Decreto-Lei n.º50/2011 de 8 de abril, a avaliação é considerada um “processo regulador das aprendizagens, orientador do percurso escolar e certificador das diversas aquisições realizadas pelos alunos”. Contudo, devemos de ter em conta que este processo não envolve apenas os alunos, tal como Vallejo (1979, p.8) refere “não é simplesmente do aluno, mas sim dos objectivos propostos e dos métodos empregados para os atingir. A sua função não é apenas julgar o aluno, mas sim avaliar todo o processo de aprendizagem, incluindo a actividade do professor”. A avaliação das aprendizagens apresenta-se como um processo complexo, pois envolve diferentes intervenientes, como já foi referido, mas também permite a formulação de distintas apreciações, interpretações e decisões, através da avaliação de diferentes conhecimentos. Domingues Fernandes (2004, p.3) menciona que “este processo permite a formulação de apreciações por parte dos diferentes intervenientes (incluindo os próprios alunos), acerca do mérito ou valor do trabalho desenvolvido pelos alunos o que, em última análise, permitirá tomar decisões que regulem os processos de aprendizagem e de ensino. Assim, neste sentido amplo, a avaliação das aprendizagens inclui a avaliação de conhecimentos, de desempenhos, de capacidades, de atitudes, de procedimentos ou de processos mais ou menos complexos de pensamento”. A avaliação vem a desempenhar diferentes papéis no ensino, mais especificamente três, como Gilbert de Landsheere (1979, p. 15) indica: 1º Um papel prognóstico: trata-se de um momento em que se levantam algumas questões, como por exemplo a de se o aluno se encontra provido de qualidades intelectuais 11 consequente remediação”. Em suma, “sendo o processo bem conduzido, não se justifica a ocorrência de notas negativas nas provas sumativas” (ibidem). 3 – Instrumentos de Avaliação Com o decorrer do tempo, têm-se multiplicado as tentativas de construir e aperfeiçoar os instrumentos de medida, com o intuito de classificar os saberes dos alunos. Assim, vários professores, investigadores e pedagogos têm vindo a investigar intensivamente tudo que envolve os domínios da docimologia, da psicologia, da sociologia e da pedagogia. Todavia, têm vindo a enfrentar algumas fragilidades, “pois que se é verdade que tudo o que é existe numa certa quantidade que se pode medir, é verdade também que o que se passa no interior de cada um não pode ser medido por um observador exterior” (Fernandes, Domingues., 1994b, p.1). Assim, verificamos que “é essencial criar novas metodologias de avaliação tendo em conta uma avaliação por competências. É fundamental que os processos de avaliar e os instrumentos elaborados sejam os mais adequados às situações de aprendizagem, de forma a evitar processos de avaliação pouco rigorosos e injustos” (Galvão et al., 2006, p.48). Constatamos através dos autores estudados, que defendem que é importante que o docente utilize instrumentos de avaliação adequados àquilo que deseja avaliar, tendo uma postura sistemática e interventiva no processo ensino-aprendizagem e elaborando momentos de aprendizagem diferentes. Para que uma avaliação se torne eficaz, é necessário o docente saber o que quer avaliar, como quer avaliar e no momento que quer avaliar. Deve-se recorrer à “utilização de técnicas e instrumentos de avaliação diversificados”, tal como o ponto 6 do Despacho Normativo n.º 1/2005 de 5 de janeiro, menciona. Assim, para o professor a sua tarefa como avaliador torna-se mais simples, pois a avaliação requer eficácia e objetivos claros, de forma apoiar a tomada de posições e permite regularizar todo o processo ensino-aprendizagem. “Na avaliação a subjetividade está sempre presente, quer na escolha que se faz das questões, como se apresentam, quer na linguagem que o docente utiliza na elaboração dos instrumentos de avaliação, daí a importância da definição clara de critérios de avaliação. É frequente que o professor avaliador ao analisar as respostas dos seus alunos crie expectativas incutindo-lhes subjetividade, fazendo interpretações associadas à imagem que o professor construiu do aluno ao longo do processo de ensino” (Santos, et al, 2010, p.32). Mais uma razão, que nos mostra que o docente tem a necessidade de variar os 12 instrumentos de avaliação, assim, acaba por conseguir reduzir a subjetividade presente na avaliação. Contudo, Domingues Fernandes (1994b, p. 2) afirma que “não sendo possível eliminar a subjectividade é, no entanto, desejável tentar relativizá-la e o caminho a seguir é o confronto das diversas subjectividades dos intervenientes no processo de avaliação”. É fundamental variar os instrumentos de avaliação, pois numa sala de aula está patente uma grande heterogeneidade de alunos, tal como Valadares e Graça (1998) referem, a utilização repetida dos mesmos instrumentos não permite fazer uma avaliação abrangente do aluno. Assim, “há que saber aproveitar ao máximo, as potencialidades de cada instrumento de avaliação, esbatendo as limitações. Deste modo, ao variar os instrumentos de avaliação, está-se a promover uma maior possibilidade de potenciar as qualidades de todos, bem como favorecer o desenvolvimento das que, ainda, não possuem (Sanmartí, 2007, s.p.). Através do Quadro I adaptado de Tenbrink (Lemos, 1992, p.34) é possível percebermos a variedade de instrumentos existentes, as suas características e o tipo de informação que é possível recolhermos em cada instrumento. Inquéritos Observação Análise Testes Instrumentos Entrevistas Questionários Técnicas Sociométricas Técnicas Projetivas Registos de incidentes críticos Grelhas de observação Escalas de classificação Escalas de ordenação Listas de verificação Análise de conteúdo Testes de aproveitamento Testes de aptidão Medidas de desempenho típico Tipos de Informação Opiniões Auto-perceção Juízos subjetivos Domínio afetivo (atitudes) Perceções sociais Desempenho ou produto final do desempenho Domínio afetivo (reações emocionais) Interação social no domínio psicomotor Comportamento típico Resultados da aprendizagem durante o processo (objetivos intermédios) Destrezas cognitivas e psicomotoras Alguns resultados afetivos Atitudes e aproveitamento Objetivos terminais Resultados cognitivos Desempenho máximo Objetividade Pouco objetivo Bastante sujeito ao enviesamento e erro Subjetiva Mais objetiva mediante cuidadosa construção e uso dos instrumentos Objetiva mas instável ao longo do tempo Muito objetivo Fiel Custos Barato mas demora tempo Barato mas demora tempo Muito barato Tempo de preparação longo e crucial Muito barato Muita informação obtida por unidade de tempo Quadro 1 – Técnicas de Recolha de Informação (Lemos, 1992, p.34) 13 Domingues Fernandes (1994, p.4) refere que alguns destes instrumentos são de difícil utilização na aula, cabendo a cada professor, em função das características de cada um, das necessidades e do contexto em que as suas práticas se desenvolvem, fazer as opções que sentir serem as mais adequadas. 3.1 - Instrumentos de Avaliação no processo ensino e aprendizagem Alguns dos seguintes instrumentos de avaliação, usualmente, são utilizados pelos professores, conforme a área disciplinar e as características da sua turma. É de evidenciar, que para esta investigação centramo-nos, sobretudo, em três instrumentos de avaliação, tal como é possível observarmos de imediato: Grelhas de observação – Lemos (1993) refere que as grelhas de observação possibilitam não só uma observação da frequência dos comportamentos como da progressão dos mesmos. Se a elaboração e preenchimentos das Grelhas de observação forem concretizadas na sala de aula e pelos alunos, a aplicação deste instrumento tornase eficaz, tal como autor menciona. Outro ponto fundamental neste tipo de instrumento de avaliação é a participação dos alunos, uma vez que “pode alargar-se à construção dos próprios (…), o que se reveste de grande importância pois desenvolve as capacidades de auto-avaliação permitindo compreender melhor os objectivos educacionais definidos, reconhecer os progressos realizados ou os erros cometidos e apresentar sugestões para a sua correção” (Lemos, 1993, p.40). Em suma, as Grelhas de observação adequam-se à autoavaliação, possibilitando conhecer os comportamentos e observar a progressão de aprendizagens, e “todas estas evidências recolhidas pelo professor vão ao encontro dos critérios de avaliação estabelecidos e quanto mais diversificados mais fiáveis” (Figueiredo, M, 2013, p.33). É de destacar que nesta investigação foi construído e aplicado este instrumento de avaliação, mais concretamente uma Grelha de auto e heteroavaliação. Testes de Aproveitamento – Este instrumento permite-nos conhecer o desempenho dos alunos, mas também, reduzir a avaliação a uma classificação. “Os testes de aproveitamento, de papel e lápis, ocupam uma posição de destaque, devido não só ao peso significativo que as aprendizagens do domínio cognitivo têm tradicionalmente apresentado em quase todas as disciplinas, como também ao facto de o ensino ser centrado 14 no professor, de tal modo que até certas disciplinas de carácter eminentemente prático passaram a utilizá-los” (Lemos, 1993, p.34). Estes instrumentos de avaliação são utilizados com muita frequência pelos professores, tornando-se “úteis desde que cumpram com a sua função formativa e formadora, dando o feedback aos professores e alunos e assim permitir a regulação do processo ensino e aprendizagem” (Figueiredo, M, 2013, p.34). Quanto à elaboração de um teste de aproveitamento deve obedecer “a uma rigorosa conceção, desde a sua planificação à elaboração da grelha de correção, constando: os critérios, a escala de avaliação para cada item (este contemplando os objetivos e conteúdos) ” (Damião, 1996, p.221). Em suma, Lemos (1993, p.35) refere que os testes de papel e lápis visam avaliar fundamentalmente aprendizagens do domínio cognitivo, não podem ser considerados os instrumentos mais adequados para avaliar hábitos de trabalho, atitudes, destrezas, etc. Questionário – Este instrumento de avaliação permite a recolha de informações sobre os “processos complexos de pensamento, entender o raciocínio de problemas no decorrer de uma resolução de problemas” (Figueiredo, M, 2013, p.34). Arredondo & Diago (2006, p.203) referem que “el cuestionario es el instrumento de recogida de datos utilizado por la encuesta y por otras técnicas de interrogación (la entrevista), que nos permite aceder de forma cientifica y estructurada a lo que las personas piensan u opinan, permitiendo así un análisis posterior de la información”. Em suma, o questionário pode tornar-se útil, quando o professor tem como objetivo conhecer: o tema preferido ou mais temido dos alunos. É fundamental, que este instrumento de avaliação se encontre bem formulado para que os alunos consigam entender e responderem a todas as questões, bem como a sua finalidade, tal como Figueiredo (2013) menciona. 4 – Os vários intervenientes na avaliação Ao longo deste estudo temos vindo a compreender que a avaliação apresenta uma função determinante em todo o processo ensino aprendizagem, pois “actua como regulador sobre os alunos e os professores. É a bússola e o sextante do processo: fornece informação necessária à busca dos caminhos e ao marcar dos rumos” (Lemos, 1993, p.14). Para além destas características apontadas por Lemos (1993, p.15) relativamente à avaliação, o autor também menciona que a avaliação suscita efeitos sobre cada um dos 15 intervenientes, pois “é determinante nas motivações dos alunos, nos planos do professor e nas expectativas dos pais e das famílias”. No ensino básico, de acordo com os números 18, 19 e 20 do Despacho Normativo 98-A/92 de 20 de junho, a finalidade fundamental da avaliação é “informar o aluno e o seu encarregado de educação, os professores e os outros intervenientes, sobre a qualidade do processo educativo e de aprendizagem, bem como do estado do cumprimento dos objetivos do currículo (n.º18). Também possui um “carácter sistemático e contínuo” (n.º19) e é da “responsabilidade conjunta do professor, em diálogo com os alunos e outros professores” (n.º20). Se recorrermos ao Despacho Normativo nº24-A/2012 de 6 de dezembro verificamos que o Ministério da Educação e Ciência no artigo 3.º deste Despacho, considera que existe um conjunto alargado de intervenientes no processo de avaliação: 1 – Intervêm no processo de avaliação, designadamente: a) O professor; b) O aluno; c) O conselho de docentes, no 1.º ciclo, quando exista, ou o conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos; d) Os órgãos de gestão da escola; e) O encarregado de educação; f) O docente de educação especial e outros profissionais que acompanhem o desenvolvimento do processo educativo do aluno; g) A administração educativa. Em suma, o objetivo dos sistema de avaliação é “valorizar o papel dos vários membros da comunidade educativa, em especial dos professores, dos alunos, dos pais e encarregados de educação, das autarquias locais e dos funcionários não docentes da escola” (Artigo 3.º, Lei n.º 31/2002, de 20 de Dezembro). Neste estudo iremos debruçarnos, nomeadamente, em três intervenientes no processo de avaliação: o professor, o aluno e os pais e encarregados de educação, tal como podemos detetar de seguida. 4.1 – O professor É importante compreendermos o papel do professor como avaliador, Bordas & Cabrera (2001, p.9) referem que o professor como avaliador deve contribuir para que os seus alunos sejam capazes de analisar e avaliar o seu próprio processo de aprendizagem: 16 “El papel del profesor como evaluador es más el de um facilitador que contribuye a la formación de sus estudiantes a ser cada vez más hábiles para conducir sus propias evaluaciones”. Recorrendo ao Despacho Normativo n.º24-A/2012 de 6 de dezembro do Ministério da Educação e Ciência, no Artigo 3.º compreendemos que o professor desempenha um papel muito importante no que se refere à avaliação, pois esta “é da responsabilidade dos professores, do conselho de turma nos 2.º e 3.º ciclos, dos órgãos de direção da escola, assim como dos serviços ou entidades designadas para o efeito”. Também temos vindo a detetar, na legislação e através de vários autores, como Domingues Fernandes, que os professores têm vindo a desempenhar um papel muito relevante no processo de avaliação dos alunos. Constatamos que os professores devem realizar “uma avaliação sistemática e contínua que permita a recolha de forma organizada e permanente de dados significativos relativos às aprendizagens dos alunos” (Lemos, 1993, p.26). Em suma, parece ser fundamental compreender que, neste processo “cada professor desempenha um papel primordial na avaliação, não o deve levar a cabo isoladamente, mas de preferência em equipa. A responsabilidade da avaliação não é individual. Deve ser assumida conjuntamente pelo professor e pelos outros intervenientes” (Lemos, 1993, p.27). Nomeadamente no ensino básico, o professor, ao desempenhar o seu papel como avaliador, “deve ter em conta a elevada diferenciação da população que a ele tem acesso, implica uma pedagogia centrada no aluno individualmente considerado. (…) O Ensino exige a diversificação das actividades realizadas, das metodologias utilizadas, sendo necessário que cada professor dê mais rigor à avaliação informal, realizada no decurso da aprendizagem, utilizando uma panóplia de instrumentos de avaliação que permita obter informação sobre todos os domínios dessa mesma aprendizagem” (Lemos, 1993, p. 33). Sendo que o aluno tem vindo a desenvolver um papel cada vez mais ativo na sua avaliação, como o uso de registos de autoavaliação, que lhes possibilite conhecer-se melhor quanto à sua formação, tal como podemos detetar seguidamente, o aluno assumese como um dos intervenientes da sua avaliação. 4.2 – O aluno Os alunos devem ser intervenientes em todo o processo envolvente da avaliação, sendo que esta tarefa “não tem, necessariamente, de ser uma tarefa exclusiva dos professores, podendo essa actividade, com muitas vantagens, ser partilhada, 17 nomeadamente, com os alunos” (Rosado & Silva, 2010, p.10). Tal como estes autores referem, a avaliação deve ser entendida como uma negociação entre participantes com responsabilidades particulares definidas, resultando de um diálogo entre os intervenientes. Assim, torna-se relevante que os alunos se tornem intervenientes ativos em todo o processo que envolve avaliação. A autoavaliação e heteroavaliação podem assumir-se como instrumentos fulcrais na avaliação, pois possibilitam a participação dos alunos, permitindo, assim, atingirem os diversos objetivos pedagógicos. Ediger (1993) defende a autoavaliação, sendo, até mesmo contra os testes escritos, defendendo que esta prática deve iniciar-se desde muito cedo. Verificamos, também, outros autores que defendem o envolvimento dos alunos no processo de avaliação através da autoavaliação como Lemos (1993, p.27), que considera que “compete ao professor dar-lhes conhecimento, em tempo oportuno, dos objetivos de aprendizagem, sendo os alunos convidados a debater o grau de consecução que atingem em cada momento e recorrendo, na medida do possível, a registos de autoavaliação”. Já Barbosa e Alaiz (1994) defendem que através do envolvimento dos alunos na autoavaliação é possível prevenir comportamentos de indisciplina. A participação dos alunos “pode facilitar as tarefas avaliativas pelo preenchimento de fichas de auto-avaliação e pela participação na construção dos próprios instrumentos e sistemas de avaliação e introduz os alunos nos mecanismos da construção do conhecimento, favorecendo a responsabilização do aluno sobre as suas próprias actividades e o desenvolvimento do auto controlo” (Rosado & Silva, 2010, p. 10). Em suma, constatamos que a atividade de avaliação, não tem que se tornar numa atividade solitária do professor, tal como Rosado & Silva (2010) referem, pois a participação de vários intervenientes e a diversificação dos instrumentos de avaliação quanto ao critério e à progressão dos alunos poderão garantir a redução da subjetividade. 4.3 – Pais e Encarregado de Educação Os pais e/ou encarregados de educação poderão ser colocados entre os intervenientes do processo de avaliação, mas também poderão ser criados dispositivos de informação específicos para os mesmos, segundo Lemos (1993). Porém, também podemos averiguar, através de legislação, que a intervenção dos encarregados de educação no processo de avaliação está prevista, sendo que o Despacho Normativo n.º 1/2005 de 5 de janeiro, mais concretamente no ponto 8, refere que “a escola ou o 18 agrupamento deve assegurar as condições de participação dos alunos e dos encarregados de educação”. Ao termos em conta os contextos em que os alunos se encontram inseridos, quer escolar quer familiar, sendo as características dos alunos influenciadas por estes e/ou outros contextos, considerando nomeadamente, o contexto familiar, alguns autores, como Korkmaz (2007) e Spera (2005) defendem que os pais vão comunicando à criança determinados objectivos e expectativas esperando que ela venha a atingir determinados valores que esperam que sejam internalizados, em relação à realização académica, mas também a outras dimensões. “Assim, as expectativas parentais de comportamento e desempenho escolares, as atitudes e crenças familiares perante a escola transmitidas no microssistema familiar, são importantes no sucesso escolar, uma vez que influenciam a percepção e a tonalidade afectiva do aluno acerca da escola e da aprendizagem, através dos valores familiares que vai adoptando no curso do desenvolvimento” (Gouveia, T., 2008, p.17). Korkmaz (2007) defende que os pais podem desempenhar um papel que proporcione nos seus filhos um ambiente familiar promotor da aprendizagem e do sucesso, comunicando-lhes as suas expectativas e encorajando-os a prosseguirem com os seus planos para o futuro. Assim, as expectativas que os pais desenvolvem face ao comportamento dos filhos em contexto escolar, correlacionam-se, positivamente, com o evitamento de problemas na escola, sendo que um comportamento adequado tem um impacto positivo na realização académica do aluno, segundo Powers, Bowen & Rose (2005). Em conclusão, as expectativas dos pais estão relacionadas com os próprios resultados escolares, pois Powers, Bowen & Rose (2005) referem que, quanto mais o aluno sente que os pais têm expectativas elevadas em relação a ele, melhores serão os resultados escolares. Segundo Bui (2007) este papel de enfatizar os objetivos educacionais futuros cabe, também, aos pais, uma vez que o envolvimento parental tem efeitos positivos nas aspirações futuras. Assim, podemos constatar que as expectativas dos pais, poderão acabar por influenciar em todo o processo avaliativo dos seus filhos, pois quanto maiores as expectativas, possivelmente os resultados académicos ir-se-ão tornar superiores. 5 - Inteligências múltiplas de Gardner Extensos debates se têm desenvolvido, desde tempos que remontam à Antiguidade, em redor daquilo a que denominamos inteligência. Silver (2010, p.9) refere 19 que ao longo dos vários séculos, o conceito de inteligência tem sido estudado por diversos filósofos e pensadores, todavia foi o século XX que determinou a mudança significativa na definição de inteligência, com investigadores como Reuven Feuerstein, Roger Sperry e Jean Piaget e com o advento de indicadores psicométricos da inteligência. Para Howard Gardner (2011) a inteligência é o conjunto de capacidades que nos permite resolver problemas ou fabricar produtos valiosos na nossa cultura. Todavia, a importância desta definição é dupla, primeiro “amplia o âmbito do que entendemos por inteligências e reconhece o que todos sabíamos intuitivamente – que não se confina a um bom desempenho académico. (…) Por outro lado, e não menos importante, Gardner define inteligência como uma capacidade. Até há bem pouco tempo considerava-se que a inteligência era algo inato e estático. Nascia-se inteligente ou não e a educação não podia alterar esse facto. Ao definir a inteligência como uma capacidade Gardner converte- a numa destreza que se pode desenvolver. Gardner não nega o componente genético. Todos nascemos com potencialidades marcadas pela genética. Mas essas potencialidades vão desenvolver-se de uma forma ou de outra, dependendo do meio ambiente, das nossas experiências, da educação recebida, etc.” (Neves, M., 2012, p.36). Em suma, Howard Gardner refere que, da mesma forma que há muitos tipos de problemas para resolver, também há muitos tipos de inteligência. Até aos dias de hoje, Gardner e a sua equipa de trabalho da Universidade de Harvard (Armstrong, 1994; Arnold, 2004; Fonseca, 2012; Gallego, 2009; Gardner, 2011; Perini, 2010; Smith, 2008) reconheceram nove tipos distintos de inteligências: Inteligência Lógico-matemática – aquela que utilizamos para resolver problemas de lógica e matemática. Quem possui esta inteligência, deteta com facilidade padrões, estabelece relações de causa-efeito, conduz controladamente experiências e estabelece sequências. Normalmente gosta de atividades que envolvam a realização de cálculos, jogos com números, raciocínios indutivos e dedutivos. Inteligência Verbo-linguística – aqueles que apresentam a capacidade do uso da palavra de forma eficaz, quer oralmente quer por escrito, com vista a diferentes fins: narrar, argumentar, persuadir, contar histórias, escrever, ensinar e etc. Os indivíduos que apresentam esta inteligência, usam criativamente as palavras, são bons leitores e as suas capacidades auditivas tendem a estar bem desenvolvidas. Habitualmente, esta inteligência é própria dos escritores, redatores, poetas. 20 Inteligência Espacial – capacidade de percecionar de forma exata o mundo visual-espacial e de concretizar transformações sobre essas perceções. Aqueles que têm esta capacidade desenvolvida possuem grande perceção de detalhes visuais e recorrem a imagens, cores, formas, espaço e as relações existentes entre estes elementos. Encontramo-la nomeadamente em marinheiros, guias, engenheiros, decoradores, fotógrafos. Inteligências Musical – capacidade comum nos cantores, músicos, compositores, bailarinos. É responsável pela produção da melodia e do ritmo e pela apreciação da música. Esta inteligência inclui a sensibilidade ao ritmo, à melodia, ao tom, ao timbre de uma peça musical. Normalmente, os estudantes que apresentam, este tipo de inteligência desenvolvida, são mais sensíveis aos sons e preferem aprender através deles, acabando por se tornarem mais eficazes as atividades e materiais sonoros, dirigidos ao sentido da audição, como bater palmas, assobiar, cantar e tocar música. Inteligência Corporal/Cinestésica – esta capacidade está relacionada com o corpo e com o seu uso, de diferentes formas. Aqueles que apresentam esta inteligência desenvolvida apresentam habilidades físicas como a coordenação, o equilíbrio, a força, a destreza, a velocidade e a flexibilidade, bem como as capacidades autopercetivas, táteis e a perceção de volumes e medidas. É comum nos desportistas, artesãos, bailarinos e cirurgiões. Inteligência Intrapessoal – aqueles que acedem aos próprios sentimentos, habitualmente são trabalhadores independentes e introvertidos. Esta inteligência integra uma imagem de nós próprios, a consciência dos estados de ânimo interiores, das nossas intenções, motivações e a capacidade de autoestima e autodisciplina. Estes indivíduos costumam ser trabalhadores independentes e confiam em si mesmos para exercerem tarefas e ações. Inteligência Interpessoal – aqueles que apreciam o trabalho em equipa, que são sociáveis e extrovertidos. Normalmente, os indivíduos que expressam esta inteligência apresentam sensibilidade às expressões faciais, à voz e aos gestos, bem como a capacidade para influenciar um grupo de pessoas numa certa linha de ação. Geralmente, estes indivíduos são bons vendedores, políticos, terapeutas ou professores. 27 representantes nas diferentes estruturas e, sempre que solicitada, procura intervir na resolução de problemas. Na Escola está a ser aplicado e desenvolvido um projeto de ensino que pretende potenciar os melhores alunos, mas nunca descurando os alunos que têm apresentado mais dificuldades, prestando apoio a estes. É de destacar, que todos os estudantes têm vindo a melhorar os seus resultados escolares. O diretor da Escola, José Ramos refere que a Escola João Gonçalves Zarco defende que “o projeto de Escola Pública deve pensar no aluno único e não pensar no aluno como um coletivo, ou seja igualdade de oportunidades não é dar de igual forma a todos os estudantes, mas sim, dar a cada um dos alunos o que tem necessidade” (SIC Notícias, 2013) 2 . Assim, a partir desta ideia surge o projeto de ensino, conhecido por PósZarco, teve início há nove anos com o 10º ano de escolaridade, pretendendo dar aos melhores alunos mais e melhores ferramentas para chegarem ao ensino superior. Porém, este objetivo rapidamente foi ultrapassado devido à sua oferta, mais apoio dos professores e maior carga horária fizeram a diferença. Neste projeto são selecionados os alunos em função dos seus resultados, formando assim as turmas. Evidencia-se que neste primeiro projeto, apenas, estão inseridos os alunos com resultados/rendimentos elevados. Segundo o Diretor da Escola, esta divisão ocorre consoante os resultados dos alunos, pois se um aluno com rendimento médio estiver na mesma turma de alunos com rendimentos muito elevados, vai fazer com que o estudante de rendimento médio se sinta frustrado, porque não vai conseguir acompanhar o ritmo de aprendizagem da restante turma. Entretanto, em 2012, foi lançado um segundo projeto na Escola, denominado ZarcoCompensa. O Jornal de Notícias (2013) explica que este projeto tem-se tornado muito polémico, pois consiste na divisão dos alunos em grupos, em função das suas notas. Esta divisão iniciou-se com as turmas do 8º e 10º ano de escolaridade. Os dois projetos têm vindo apresentar resultados ótimos, tal como o professor Coordenador do Departamento de Matemática e Ciências refere, pois no “início do ano letivo concentraram os alunos com rendimentos baixos em duas turmas, e no final do ano conseguiram que uma grande parte dos alunos melhorassem, consideravelmente, os seus resultados” (SIC Notícias, 2013). Com esta breve caracterização da Escola, conseguimos ter uma melhor perceção da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, em Matosinhos. 2 Informação disponível em: http://sicnoticias.sapo.pt/programas/porondevamos/2013-10-31-por-onde-vamos- educacao, consultado a 19/06/2014. 28 1.1 – Seleção e caracterização da amostra Após a realização da contextualização da Escola e, tendo em conta, as suas especificidades, foi concretizada a seleção da amostra para este estudo. É de destacar que teve como principal critério a necessidade de trabalhar com turmas do 9º ano de escolaridade, ano terminal de um ciclo de estudo, mais especificamente o 3º ciclo do Ensino Básico. Assim, permite-nos caracterizar, compreender e analisar as turmas de 9ºano, desde o início do 3º ciclo do Ensino Básico até ao final do mesmo. Para além deste critério, acrescentou-se-lhe por trabalhar com três das turmas pertencentes à amostra, no âmbito do meu estágio profissional, sendo professora em uma das turmas, na disciplina de Geografia, e nas outras duas turmas na disciplina de História. Porém, neste estudo estiveram envolvidas quatro turmas e não três, não tendo a oportunidade de lecionar numa das turmas ao longo do ano letivo. O estudo apresentado, concretizou-se no ano letivo de 2013/2014, em contexto de sala de aula, com um grupo de 100 alunos, com idades compreendidas entre os 14 e os 16 anos de idade 3 , integrando quatro turmas, a saber: a) Uma do 9ºano de escolaridade do 3º ciclo do Ensino Básico (em Geografia), constituída por 26 alunos, 10 raparigas e 16 rapazes – denominada pelo 9ºA 4 . b) Uma do 9ºano de escolaridade do 3º ciclo do Ensino Básico (em Geografia), constituída por 25 alunos, 11 raparigas e rapazes 14 – denominada pelo 9ºB. c) Uma do 9ºano de escolaridade do 3º ciclo do Ensino Básico (em História), constituída por 26 alunos, 16 raparigas e 10 rapazes – denominada pelo 9ºC. d) Uma do 9ºano de escolaridade do 3º ciclo do Ensino Básico (em História), constituída por 23 alunos, 12 raparigas e 11 rapazes – denominada pelo 9ºD. Esta amostra apresentada é composta por todos os elementos das quatro turmas, indicados acima. As turmas apresentavam características, em termos gerais, bastante díspares, pois deparei-me com alunos bastante participativos, interessados e empenhados nas suas aprendizagens, sobretudo em duas turmas. Nas outras duas turmas, em que este estudo foi desenvolvido, deparei-me com estudantes pouco empenhados e interessados e, por diversas vezes, indisciplinados, acabando por prejudicarem o processo ensinoaprendizagem. Na amostra, tal como se pode observar no quadro abaixo apresentada, 49% dos alunos, são do sexo feminino. A restante percentagem, isto é 51% são rapazes ou, 51 3 A idade dos alunos foram retiradas do processo individual do aluno. 4 Ocorreu a alteração das designações das turmas 29 alunos do sexo masculino no total de 100 alunos pertencentes à amostra. Em suma, detetamos que o número de raparigas e de rapazes, no total da amostra encontra-se equilibrado, havendo apenas mais 2 rapazes do que raparigas. Quadro 2 – Composição da amostra para o estudo Todavia, consideramos pertinente apresentar a composição da amostra para este estudo, dividida por disciplinas, pois o estudo vai centrar-se numa análise distinta, entre a História e a Geografia. Isto é, duas turmas, mais concretamente o 9ºA e o 9ºB vão ser amostra para o estudo deste relatório na disciplina de Geografia. Quanto ao 9ºC e o 9ºD, vão incidir-se no estudo para a disciplina de História. Esta posição foi tomada, devido ao facto das metodologias de trabalho serem um pouco distintas entre as duas disciplinas. Na disciplina de Geografia, tal como podemos observar no quadro 3, é composto por uma amostra de 51 alunos no total, em que 41% são raparigas e 59% são rapazes, existindo uma pequena discrepância entre os dois sexos, contudo pouco significativa. Relativamente, á disciplina de História, o quadro 3, no seu total (de 100%) verificamos que existem 49 alunos na sua amostra, em que 57% são raparigas e 43% são rapazes. Ocorrendo, o inverso comparativamente com a amostra na disciplina de Geografia, pois as raparigas apresentam maior percentagem do que os rapazes (na História). Em suma, verificamos que amostra de alunos no caso da disciplina da Geografia é um pouco maior, relativamente à História, tendo mais 2 alunos a Geografia. Contudo, a amostra encontra-se dividida de uma forma equilibrada, existindo uma pequena discrepância, tanto no total da amostra, mas também entre os raparigas e rapazes. Raparigas Rapazes Totais Nº Absoluto % Nº Absoluto % Nº Absoluto % Turma 9ºA 10 38% 16 62% 26 100% Turma 9ºB 11 44% 14 56% 25 Turma 9ºC 16 62% 10 38% 26 Turma 9ºD 12 52% 11 48% 23 Total da amostra 49 49% 51 51% 100 100% 30 Raparigas Rapazes Totais Nº Absoluto % Nº Absoluto % Nº Absoluto % Turma 9ºA 10 38% 16 62% 26 100% Turma 9ºB 11 44% 14 56% 25 Total da amostra 21 41% 30 59% 51 100% Quadro 3 – Composição da amostra para o estudo na disciplina de Geografia Raparigas Rapazes Totais Nº Absoluto % Nº Absoluto % Nº Absoluto % Turma 9ºC 16 62% 10 38% 26 100% Turma 9ºD 12 52% 11 48% 23 Total da amostra 28 57% 21 43% 49 100% Quadro 4 – Composição da amostra para o estudo na disciplina de História 2 – Instrumentos, técnicas e procedimentos de recolha de dados Para procedermos à recolha dos dados empíricos, foram construídos para este estudo, um conjunto de instrumentos, que consideramos aptos para a recolha de dados e informações, com importância para esta investigação. Para além da nossa reflexão pessoal sobre a experiência vivida no decorrer do estágio pedagógico, também é fundamental aferir e inferir, as perceções e conceções, quer dos alunos, quer dos encarregados de educação para este estudo. Decidimos construir, um inquérito por questionário com questões abertas e com questões fechadas, tendo sido aplicado aos encarregados de educação; também consideramos pertinente a utilização inquérito por questionário, aplicado pelos Diretores de Turma da Escola, aos alunos das quatro turmas envolvidas neste estudo. Também é nosso propósito descrever, outras etapas envolventes nesta investigação, mais concretamente, as aulas nas quais colocamos em prática, a aplicação dos diversos instrumentos de avaliação, junto dos alunos da disciplina de Geografia e de História, como a auto e heteroavaliação, que os estudantes concretizaram, depois dos trabalhos de grupo e a realização de uma ficha de avaliação sumativa. É importante evidenciar, que existem duas auto e heteroavaliações distintas, uma aplicada na disciplina de História e outra em Geografia, bem como das fichas de avaliação sumativa. Para concluir, também procedemos à recolha das classificações finais (avaliação sumativa) dos 31 estudantes das quatro turmas, ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico, no final de cada ano letivo. Pretendemos anunciar, desde já, que não iremos apresentar uma exposição exaustiva das aulas, em que os instrumentos de avaliação foram aplicados, mas sim uma enunciação dos primordiais momentos didáticos das aulas necessárias para o estudo. De seguida, apresentaremos uma breve explicação dos instrumentos e técnicas usadas no âmbito deste trabalho, com o objetivo de virmos a compreender melhor os seus contributos para a investigação, clarificando ao mesmo tempo, os procedimentos de análise dos mesmos. 2.1 – Recolha de dados A partir deste ponto do estudo, ocorrerá uma enumeração dos instrumentos que nos permitiram recolher os dados essenciais para esta investigação, mas também os procedimentos utilizados na recolha. 2.1.1 – O inquérito Primordialmente, consideramos pertinente compreender que um inquérito, “consiste em colocar a um conjunto de inquiridos, geralmente representativo de uma população, uma série de perguntas relativas à situação social, profissional ou familiar, às suas opiniões, à sua atitude em relação a opções ou a questões humanas e sociais, às suas expectativa, ao seu nível de conhecimento ou de consciência de um acontecimento ou de um problema, ou ainda sobre qualquer outro ponto que interesse os investigadores” (Quivy & Campenhoudt, 1988, p.190). Em suma, é um processo em que comporta colocar uma série de questões a uma determinada população. O inquérito por questionário tem como principal objetivo, medir o que uma pessoa sabe, pensa e gosta. Permitindo-nos concretizar cálculos estatísticos, elaborar estimativas, descrever uma determinada população e levantar hipóteses. Segundo Quivy e Campenhoudt (1988, p.190) existem duas variantes na forma como procedemos a administração do inquérito por questionário, uma chama-se «de administração indirecta» quando o próprio inquiridor o completa a partir das respostas que lhe são fornecidas pelo inquirido. Quanto à outra variante, chama-se «de administração directa» quando é o próprio inquirido que o preenche, o questionário é-lhe entregue em mão por um inquiridor encarregado de dar todas as explicações úteis, ou endereçado indiretamente pelo correio ou por qualquer outro meio. 32 Ao aplicarmos um inquérito podemos enfrentar com algumas limitações, pois apenas podem ser aplicados a letrados, todavia não é a única desvantagem. Pois, segundo Quivy e Campenhoudt (1988, p.191), também apresentam outras limitações, tal como, o peso e o custo geralmente elevado de dispositivo, mas também a superficialidade das respostas. No âmbito deste estudo utilizou-se dois questionários por inquérito, em que procuramos avaliar e concluir opiniões e conceções dos alunos e dos seus encarregados de educação. Quanto ao inquérito por questionário, aplicado aos estudantes, tinha como objetivo aferir o contexto familiar em que os se alunos encontram inseridos, tentando assim, descobrir semelhanças ou diferenças entre as turmas no que toca a este ponto. Todavia, algumas das questões, também, foram utilizadas para analisar os seus hábitos de estudo e a ocupação dos tempos livres dos alunos. O questionário fornecido aos encarregados de educação visava, também, permitir a análise do contexto familiar dos alunos, os hábitos de estudo dos alunos, as Inteligências Múltiplas que os estudantes têm vindo apresentar e a forma como ocupam os seus tempos livres. Através dos dois inquéritos, será possível compreendermos, se entre as quatro turmas existem diferenças ou semelhanças em diferentes contextos. É importante referirmos, que ambos os inquéritos por questionário aplicados nesta investigação foram administrados por via direta, um preenchido pelos alunos (inquiridos), o outro foi entregue aos encarregados de educação, através dos seus educandos para que respondem-se. O questionário dirigido aos alunos foi aplicado logo no início do ano letivo 2013/2014 e cedidos pelos Diretores de Turma. Contudo, é de destacar que este questionário foi elaborado pelos professores da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, parte constituinte dos processos dos alunos. Consideramos que este inquérito seria importante para este estudo, pois dava-nos acesso a um conjunto alargado de informações sobre os estudantes das quatro turmas. O inquérito por questionário entregue aos alunos (ver anexo 1) é constituído por quatro partes: Na primeira, os alunos identificam-se, referem o seu nome, sexo, data de nascimento, ano de escolaridade e turma. A segunda parte é constituída por cinco questões e permite recolher algumas informações sobre o agregado familiar e encarregados de educação dos alunos. A primeira 33 questão de resposta fechada que procurava aferir o agregado familiar dos alunos, mais concretamente, o número de pessoas com que pessoas vivem e as habilitações literárias dos pais. Por fim, neste grupo surge um conjunto de três questões de resposta aberta, com uma escala de quatro pontos (1=Nunca; 2=Poucas vezes; 3=Algumas vezes; 4=Muitas vezes), em que foi solicitado aos alunos que se posicionassem, indicando a opção mais se adequava face às seguintes questões: a) Os teus pais costumam ver as tuas fichas de trabalho/avaliação? b) Os teus pais costumam assinar as fichas de trabalho/avaliação? c) Os teus pais costumam conversar contigo sobre a tua vida escolar? Na terceira parte deste inquérito por questionário, composta por três questões de resposta aberta, foram recolhidas informações sobre o desempenho escolar dos alunos. As questões eram seguintes: a) Quais as disciplinas de que gostas mais? b) Quais as disciplinas de que gostas menos? c) Quais as disciplinas em que tens dificuldades? Para finalizar este inquérito por questionário aos alunos, surge o quarto e último grupo denominado por “Tempos Livres” e formado por duas questões de resposta fechada que permitiam averiguar se os alunos frequentam a biblioteca da escola ou outras nos seus tempos livres, mas também como ocupam os seus tempos livres, possibilitando várias resposta. Este inquérito foi aplicado a todos os elementos que constituem a amostra, n=100. Os resultados obtidos a partir de questões fechadas e abertas foram, por seu lado, objeto de análise das frequências e percentagens em cada questão. Todavia, consideramos pertinente concretizar a análise do inquérito comparativamente com os inquéritos entregues aos encarregados de educação, permitindo estabelecer uma comparação entre os dois. O inquérito por questionário entregue aos encarregados de educação (ver anexo 2), teve como intuito permitir aceder, com maior profundidade, à informação sobre os hábitos de estudo dos alunos, às inteligências múltiplas apresentadas pelos estudantes e a ocupação dos seus tempos livres. Este questionário foi concretizado por nós e, posteriormente, foi entregue aos encarregados de educação no início do mês de maio. Este inquérito por questionário é constituído por três partes: 34 A primeira parte do questionário debruça-se na identificação dos encarregados de educação, composto por uma questão de resposta fechada, quanto ao sexo do encarregado de educação que está a responder ao questionário. Posteriormente, surge uma questão de resposta aberta, onde tem que indicar a sua idade e profissão. No grupo II, incide-se nos hábitos de estudo dos educandos, constituído por 14 questões, sendo que, quatro são de resposta aberta, pretendendo-se que os encarregados de educação indiquem e referiram: a) As duas disciplinas preferidas do seu educando. b) As duas disciplinas que o seu educando menos gosta. c) A disciplina em que o seu educando apresenta maiores dificuldades. d) O que poderá ser melhorado na Escola, para que o seu educando venha aumentar o desempenho escolar. Surgem, também, duas perguntas fechadas, em que os encarregados de educação têm que responder numa escala de dois pontos, 1 – Sim e 2 – Não, sendo que teriam de justificar a posição tomada, posteriormente. As seguintes questões: a) O seu educando frequenta o apoio ao estudo da Escola? b) O seu educando frequenta atividades extraescolares? Estes aspetos se podem observar nesta segunda parte do inquérito por questionário que apresenta duas questões fechadas, as quais são respondidas numa escala de Likert de cinco pontos (1 – Totalmente insatisfeito; 5 – Totalmente satisfeito), aqui foi solicitado que indicassem o seu grau de satisfação, face ao apoio ao estudo dado pela Escola, bem como as classificações obtidas no final do período pelo seu educando. Depois, teriam de justificar a sua posição, com uma resposta aberta. Para finalizar, esta segunda parte sobre os hábitos de estudo dos educandos, é constituída por duas questões fechadas, pretendendo-se que os encarregados de educação indiquem e mencionem: a) O número de horas que o seu educando dedica, todas as semanas, a estudar. b) Os familiares que ajudam o seu educando a estudar. Em relação à terceira e última parte do questionário, denominada por “descrição do seu educando”, foi pedido aos encarregados de educação dos alunos que, através de um conjunto alargado de itens escolhem-se os itens que caracterizam os seus educandos. É de evidenciar que os pontos, selecionados pelos encarregados, representavam uma habilidade cognitiva – Inteligências Múltiplas de Gardner. 35 Este segundo questionário foi aplicado aos encarregados de educação dos alunos das quatro turmas que participam neste estudo. Contudo, nem todos responderam ao mesmo. Assim, da totalidade dos elementos que constituem a nossa amostra (n=100) não responderam, mas sim 57 elementos da amostra. Relativamente, aos resultados obtidos nas questões fechadas, foram objeto de tratamento através das, frequências e percentagens, permitindo analisarmos as repostas dos encarregados de educação face a cada item do questionário. Posteriormente, houve a necessidade de simplificar as respostas obtidas a partir dos questionários. Assim procedemos à codificação das mesmas e utilizamos o texto exato das respostas/opiniões sem qualquer triagem, resumo ou simplificação. Esta posição foi tomada, após a leitura de alguns autores, já referidos no capítulo anterior deste estudo (ver anexo 3). 2.1.2 – Grelhas de auto e heteroavaliação Para esta investigação consideramos que as Grelhas de Auto e heteroavaliação seriam um instrumento importante para a recolha de informações e dados para esta investigação. Para ocorrer a recolha, primeiramente, os estudantes das quatro turmas concretizaram um trabalho de grupo, permitindo posteriormente, compreender como os se autoavaliam e, como avaliam os seus colegas de grupo e de turma. Num conjunto de aulas lecionadas no estágio pedagógico, no mês de março, foi sugerido um trabalho de grupo para cada turma (9ºA, 9ºB, 9ºC e 9ºD). Nas turmas do 9ºA e do 9ºB o trabalho de grupo foi proposto no âmbito da disciplina de Geografia, sendo desenvolvida a temática “Países Desenvolvidos vs. Países em Desenvolvimento”, pertencente ao tema “Contrastes de Desenvolvimento”. Este trabalho foi concretizado em grupos de 3 elementos e os estudantes realizaram-no em 150 minutos, sendo que 100 minutos foram destinados à concretização dos trabalhos e os restantes 50 minutos foram utilizados na apresentação dos mesmos. Pretendia-se que os alunos seguissem um “guião” (ver anexo 4) de trabalho, composto por um conjunto de passos/etapas e dicas facilitador da sua elaboração e realizou-se numa sala de informática da Escola. No final deste processo, os estudantes concretizaram a sua auto e heteroavaliação. Relativamente às turmas do 9ºC e do 9ºD, também foi desenvolvido um trabalho de grupo, todavia no âmbito da disciplina de História, centrando-se em duas temáticas, “Nascimento da Comunidade Europeia” e “O Terceiro Mundo: independência política e dependência económica”, referentes ao tema do programa “Do segundo após-guerra aos 36 anos oitenta”. O trabalho foi realizado em grupos de 3 elementos, sendo que, metade dos grupos ficaram com uma temática e, os restantes com a outra. Os estudantes realizaram o trabalho de grupo em 150 minutos, tal como as turmas de Geografia, dedicando 100 minutos à realização do trabalho em grupo, com apoio de um guião para cada temática (ver anexo 10 e 11). Os 50 minutos sobrantes, de igual forma, foram utilizados para apresentação dos trabalhos em grupo e, para finalizar, os alunos realizaram a sua auto e heteroavaliação. Para além do cumprimento dos objetivos curriculares, tivemos ainda como objetivo recolher informações sobre a auto e heteroavaliação dos alunos, com o intuito de compreendermos as relações, comportamentos e atitudes entre os estudantes de cada turma, durante e após um trabalho de grupo. Assim, entregamos uma grelha de “Auto e Heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação” (ver anexo 5 e 12) a cada turma. É de destacar que se entregaram duas grelhas distintas, uma para as turmas de Geografia e outra para as de História, porém estas grelhas continham muitas semelhanças, tal como é possível observar-se nos anexos. Também é fundamental mencionar que, enquanto os alunos das quatro turmas concretizaram e apresentavam os trabalhos, se recorreu à observação direta com preenchimento de Grelhas de Avaliação Atitudinal (ver anexos 6, 7, 8, 9, 13, 14, 15 e 16), contendo os mesmos indicadores de atitudes e/ou capacidades, em que os estudantes centraram a sua auto e heteroavaliação, com o intuito de atendermos “ao aparecimento ou à transformação de comportamentos, aos efeitos que eles produzem e aos contextos em que são observados, como a ordenação de um espaço” (Quivy & Campenhoudt, 1988, p.197). Todavia, a observação direta e avaliação da professora não serão fulcrais neste estudo, apenas servirão para alguns apontamentos que consideremos pertinentes para a compreensão dos resultados obtidos. As grelhas de auto e heteroavaliação foram aplicadas aos alunos das quatro turmas, como já foi indicado, porém nem todos os alunos participaram nesta atividade, por não estarem presentes. Assim, da totalidade dos elementos que constituem a nossa amostra (n=100) não responderam, mas sim 93 elementos da amostra, mais especificamente 46 alunos nas turmas de Geografia e 47 nas turmas de História. Os resultados alcançados, foram objeto de análise das frequências e percentagens, pois todas as questões são de respostas fechada. 43 Figura 4 – Agregado Familiar – Pessoas com quem vives? (n=51) Fonte: Inquérito aplicado A segunda parte do inquérito por questionário, mais especificamente a questão nº 2, debruça-se sobre o agregado familiar dos alunos, em que pretendemos averiguar com que pessoas os alunos do 9ºA e 9ºB vivem. Os resultados apresentam-se na figura acima. Na análise desta figura, podemos constatar que a generalidade dos alunos do 9ºB e do 9ºA vivem sobretudo com o Pai (33% e 30%), a Mãe (36% e 34%) e os Irmãos (31% e 26%). Também detetamos que na turma do 9ºA, nenhum dos alunos vivem com o Avô, a Avó ou com o Padrasto, porém no 9ºB é possível averiguarmos que existem alunos que vivem, com o Avô (5%), a Avó (3%) e com o Padrasto (2%). Figura 5 – Idade dos Encarregados de Educação inquiridos (n=20) Fonte: Inquérito aplicado Relativamente à idade dos encarregados de educação inquiridos, detetamos que na turma do 9ºA as idades dos encarregados de educação apresentam, apenas, dois intervalos de idade, com 54% entre os 36 e 45 anos de idade e com 46% entre os 46 anos e 55 anos. Em relação aos restantes intervalos de idade, verificamos que nenhum dos encarregados de educação do 9ºA têm idade inferior aos 35 anos nem superior aos 56 anos de idade. Enquanto que, na turma do 9ºB, verificamos que os inquiridos abrangem quase todos os intervalos de idade, a maioria tem entre 36 e 45 anos (58%) e nenhum dos 33% 36% 31% 0% 0% 0% 30% 34% 26% 5% 3% 2% 0% 10% 20% 30% 40% Pai Mãe Irmãos Avô Avó Padrasto Questão 2 - Agregado Familiar - Pessoas com quem vives? 9ºA 9ºB 0% 54% 46% 0% 0% 14% 58% 14% 14% 0% 0% 20% 40% 60% 80% < = 35 anos 36 a 45 anos 46 a 55 anos 56 a 65 anos 65 > Questão 2- Idade dos Encarregado de Educação inquiridos 9ºA 9ºB 44 encarregados de educação tem mais 65 anos (0%). Com a mesma percentagem, de 14%, surgem os intervalos com idade inferior a 35 anos, entre os 46 e os 55 anos e entre os 56 e os 65 anos de idade. Figura 6 – Habilitações Literários dos Pais (n=51) Fonte: Inquérito aplicado A partir da análise da figura acima representado, vê-se que a percentagem das habilitações dos pais encontram-se dispersas, todavia encontra-se algumas diferenças entre as turmas. Na turma do 9ºA notamos que a maioria dos pais têm a licenciatura (22%) surgindo de imediato, com percentagem significativa, os pais que têm como habilitações literárias do Mestrado ou Doutoramento (20%). Houve ainda 17% dos alunos que mencionam que os seus pais têm o 3º ciclo e 15% referem que os progenitores frequentaram o ensino superior. Com menor percentagem, surgem os pais que possuem o ensino secundário (9%), o bacharelato (7%) e o 2º ciclo (4%). É de evidenciar, que 6% dos inquiridos não indicaram as habilitações literários dos seus pais e também é de destacar que nenhum dos inqueridos do 9ºA referiam que os pais possuíam 1º ciclo. Em relação à turma do 9ºB, detetamos que existem algumas diferenças comparativamente à turma do 9ºA. A habilitação literária que mais se destaca é o ensino secundário, com 30% dos pais a possui-la. Um número significativo de inquiridos (22%) declara que os pais têm habilitações literárias ao nível do 3º ciclo e 14% ao nível do 1º ciclo. De referir ainda, 8% dos pais possuem licenciatura, 4% o 2º ciclo e 2% frequentou o ensino superior. Para finalizar a análise das habilitações dos pais desta turma, é de referir que nenhum encarregado de educação possui o bacharelato, mestrado ou doutoramento, 0% 4% 17% 9% 15% 7% 22% 20% 6% 14% 4% 20% 30% 2% 0% 8% 0% 22% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% Questão 3 - Habilitações Literárias dos Pais 9ºA 9ºB 45 verificando assim 0%. Salienta-se ainda que 22% dos alunos não formula qualquer resposta face a esta questão. Figura 7 – Os teus pais costumam ver as tuas fichas de trabalho/avaliação? (n=51) Fonte: Inquérito aplicado Nesta questão pretendíamos aferir se os pais costumam ver as fichas de trabalho e/ou de avaliação dos seus filhos, assim verificamos, que em ambas as turmas, a maioria dos pais veem “muitas vezes” as fichas de trabalho e/ou de avaliação, 80% na turma do 9ºA e 84% no 9ºB. Já, 12% dos pais, em ambas as turmas, veem as fichas de trabalho e/ou avaliação “algumas vezes” e 4%, nas duas turmas, “poucas vezes”. Para concluir, no 9ºA observamos que 4% dos pais “nunca” veem as fichas dos seus filhos, porém no 9ºB a opção “nunca” não foi selecionada por qualquer aluno, ficando-se pelos 0%. Figura 8 – Os teus pais costumam assinar as fichas de trabalho/avaliação? (n=51) Fonte: Inquérito aplicado Na questão 5 observamos pequenas diferenças face à questão 4, analisada anteriormente. Em ambas as turmas, a maior percentagem é no ponto “muitas vezes”, 76% dos alunos do 9ºA referem que os pais costumam assinar as fichas de trabalho e/ou de avaliação e 72% dos alunos do 9ºB. De seguida, foi a opção “algumas vezes” que mais 4% 4% 12% 80% 0% 4% 12% 84% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Nunca Pouca Vezes Algumas vezes Muitas vezes Questão 4 - Os teus pais costumam ver as tuas fichas de trabalho/avaliação? 9ºA 9ºB 4% 8% 12% 76% 0% 4% 24% 72% 0% 20% 40% 60% 80% Nunca Poucas Vezes Algumas vezes Muitas vezes Questão 5 - Os teus pais costumam assinar as fichas de trabalho/avaliação? 9ºA 9ºB 46 vezes foi selecionada pelos estudantes, 24% dos alunos do 9ºB indicam que os pais assinam as suas fichas “algumas vezes”, já no 9ºA a percentagem é menor, com 12%. Posteriormente, aparece com menor percentagem a opção “poucas vezes”, aqui o 9ºA apresenta maior percentagem com 8% comparativamente com o 9ºB, com 4%. Para acabar, 4% dos alunos do 9ºA mencionam que os pais “nunca” assinam as suas fichas de trabalho e/ou avaliação, enquanto no 9ºB nenhum dos alunos selecionou esta hipótese, 0%. Figura 9 – Os teus pais costumam conversar contigo sobre a tua vida escolar? (n=51) Fonte: Inquérito aplicado Na questão 6 do questionário aplicado aos alunos onde foi inquirido se os pais costumam conversar sobre a vida escolar com os filhos, observamos que grande parte da percentagem das respostas obtidas incidem em dois pontos, “muitas vezes” e “algumas vezes”. Sendo que, “muitas vezes” apresenta maior percentagem, quer no 9ºA quer no 9ºB, com 61% e 60%, respetivamente. Quanto à opção, dos pais costumarem conversar sobre a vida escolar com os filhos “algumas vezes”, apresenta maior percentagem no 9ºB com 36% do que no 9ºA, que apresenta uma percentagem de 35%. “Poucas vezes” e “Nunca” foram as opções menos escolhidas pelos alunos; 4% dos alunos do 9ºB referem que os pais conversam com eles sobre a vida escolar “poucas vezes”, ficando-se o 9ºA pelos 0%. Todavia, na hipótese “nunca”, os alunos do 9ºB não a selecionaram (0%), mas 4% dos alunos do 9ºA referiam que “nunca” falam com os seus pais sobre a sua vida escolar. De uma forma global, podemos afirmar que, de acordo com os resultados obtidos nos inquéritos respondidos pelos alunos de ambas as turmas, relativamente às pessoas com quem vivem, destaca-se, sem dúvida, que vivem sobretudo com os pais e os irmãos, nas duas turmas. Contudo, denota-se que no 9ºB há alguns alunos que vivem com outros 4% 0% 35% 61% 0% 4% 36% 60% 0% 20% 40% 60% 80% Nunca Poucas Vezes Algumas vezes Muitas vezes Questão 6 - Os teus pais costumam conversar contigo sobre a tua vida escolar? 9ºA 9ºB 47 elementos da família, como os avós o padrasto. Também foi evidente nos inquéritos que alguns destes estudantes viviam apenas com os avós. Quanto às habilitações literárias dos pais, é notório que existem algumas diferenças entre o 9ºA e o 9ºB, pois os pais dos alunos 9ºA apresentam, sobretudo, habilitações superiores, enquanto os pais do 9ºB têm habilitações literárias inferiores comparativamente com 9ºA, apresentando sobretudo a habilitação ao nível do 3º ciclo e ensino secundário. Os resultados, parecem igualmente indicar, que o meio familiar, em que os alunos do 9ºA e do 9ºB se encontram inseridos é distinto, quer em termos sociais quer em termos económicos. Consideramos igualmente que as respostas apresentadas em relação às três últimas questões analisadas, revelam que a maioria dos pais de ambas turmas estão presentes no quotidiano escolar dos seus filhos, pois a opção “muitas vezes” foi onde mais incidiram maior percentagem de respostas dos alunos, existindo poucas diferenças entre as turmas. Todavia, é necessário destacar que alguns alunos da turma do 9ºA selecionaram a opção “nunca”, acabando por nos referirem que alguns dos pais não veem nem assinam as fichas de trabalho e/ou avaliação, mas também não conversam com os seus filhos sobre a vida escolar. Em suma, consideramos que os contextos familiares entre as duas turmas são diferentes, no que respeita ao agregado familiar, mas também às profissões que exercem e à forma como acompanham a vida escolar dos seus filhos. 1.2 - Hábitos de estudo dos alunos das turmas do 9ºA e 9ºB Neste ponto do estudo ocorrerá, novamente, uma descrição global dos dados estatísticos, todavia incidir-se-á nas questões 7, 8, e 10 do inquérito por questionário cedido aos alunos e será utilizado o questionário, entregue aos encarregados de educação, exceto às questões número 2 (Grupo I) e 8 (Grupo II), utilizadas na análise anterior. Iniciaremos esta análise remetendo para o inquérito por questionário entregue aos encarregados de educação, sendo que vamos introduzindo em determinados momentos, a análise das questões (7, 8 e 10) dos questionários dos alunos, por forma a realizarmos uma análise comparativa entre a opinião dos alunos do 9ºA e 9ºB, com a dos seus encarregados de educação. 48 Figura 10 – Quais as disciplinas de que gostas mais? (n=51) Fonte: Inquérito aplicado Figura 11 – As disciplinas preferidas do seu educando (n=20) Fonte: Inquérito aplicado Através das figuras 10 e 11, vamos compreender as disciplinas que os alunos mais gostam, contudo vamos analisar através da opinião dos alunos e dos seus encarregados de educação, com intuito de apurarmos se as respostas são distintas ou semelhantes. Na figura 9, correspondente à questão 3 dos inquéritos respondidos pelos alunos, verificamos que as disciplinas preferidas são Matemática com 24%, seguida da disciplina de Ciências Naturais com 20% e em terceiro lugar aparece a Educação Física com uma percentagem de 16%. Na turma do 9ºB observamos que as disciplinas preferidas são um pouco distintas comparativamente com o 9ºA, pois destaca-se com maior percentagem Educação Física e Educação Visual, com 20% ambas. Depois, verificamos que surgem várias disciplinas com a mesma percentagem de 13%, como Geografia, Português e 12% 4% 16% 4% 0% 20% 24% 4% 12% 4% 7% 13% 20% 20% 13% 7% 13% 7% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Questão 3 - As disciplinas preferidas do seu educando 9ºA 9ºB 5% 13% 8% 20% 17% 17% 0% 10% 0% 5% 0% 5% 11% 13% 20% 11% 4% 20% 4% 2% 4% 7% 4% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Questão 7 - Quais as disciplinas de que gostas mais? 9ºA 9ºB 49 Matemática. Todavia, é notório que algumas disciplinas, em ambas as turmas, não tiveram qualquer preferência pelos alunos do 9ºA e do 9ºB. No caso do 9ºA esta situação verificou-se com a disciplina de Português (0%), no 9ºB com Físico-Química e Espanhol (0%). É de destacar, que 5% dos alunos da turma do 9ºA referiu que não tinha disciplinas preferidas. Na figura 11 observamos que na turma do 9ºA, as disciplinas que os encarregados de educação mais destacaram como sendo as preferências dos alunos, foram a Matemática com 20%, seguida das disciplinas de Ciências Naturais e Educação Física, com ambas 17%. No 9ºB os encarregados de educação referem que as preferências recaem nas disciplinas de História e Educação Física, com uma percentagem de 20% em ambas as disciplinas. A terceira disciplina que mais preferências arrecada é o Inglês, com 13%. Ao compararmos as respostas dos encarregados de educação com as dos alunos, quanto às disciplinas preferidas, verificamos na turma do 9ºA, as opiniões dos encarregados de educação e dos seus educandos coincidem, com a Matemática, as Ciências Naturais e a Educação Física. Relativamente às opiniões do 9ºB, as opiniões não são coincidentes, pois os encarregados de educação destacam, a Educação Física, Educação Visual, Geografia, Português e a Matemática, como as disciplinas que os seus educandos mais gostam, enquanto, os alunos assinalam que as suas disciplinas preferidas são a História, a Educação Física e o Inglês, apresentando-se apenas a Educação Física como disciplina coincidente nas opiniões. Figura 12 – Quais as disciplinas de que gostas menos? (n=51) Fonte: Inquérito aplicado 20% 20% 0% 10% 3% 7% 7% 3% 10% 0% 3% 17% 23% 13% 18% 5% 13% 8% 3% 3% 3% 3% 0% 8% 0% 5% 10% 15% 20% 25% Questão 8 - Quais as disciplinas de que gostas menos? 9ºA 9ºB 50 Figura 13 – As disciplinas que o seu educando menos gosta (n=20) Fonte: Inquérito aplicado Em relação às 12 e 13, observamos as disciplinas que os alunos menos gostam, coinsiderando a opinião dos próprios e dos seus encarregados de educação. Na turma do 9ºA os encarregados de educação referem que, a disciplina que os seus educandos menos gostam é a Geografia, com uma percentagem de 40%, seguida da disciplina de Educação Visual (16%). Na turma do 9ºB, os encarregados de educação apontam que as disciplinas que os seus educandos menos gostam são a Matemática (31%) e a Geografia (25%). É possível observarmos na figura 13, na turma do 9ºA, a disciplina de Inglês e Matemática, apresentam uma percentagem de 0%, considerando a opinião dos encarregados de educação também é de destacar que 4% dos inquiridos não responderam a esta questão. Na turma do 9ºB, as disciplinas que não apresentaram qualquer percentagem foram Inglês, Educação Física, Educação Visual e Espanhol, todas com 0%, considerando assim os encarregados de educação que, estas são as disciplinas relativamente às quais os seus educandos não assinalam como as que menos gostam. Quanto à opinião dos alunos face às disciplinas que menos gostam, a turma do 9ºA indica que são a Matemática (20%) e a Geografia (20%). Porém é destacar que 17% dos alunos referem que não têm disciplinas que não gostam, sendo esta resposta representa a terceira maior percentagem dos inquiridos. Na figura 13, relativamente ao 9ºB, averiguamos que as disciplinas que menos gostam são a Matemática (23%), o Inglês (18%), a Geografia (13%) e a Fisico-Química (13%). Observamos ainda que 8% dos inquiridos do 9ºB não têm disciplinas que menos gostam. 0% 40% 4% 16% 4% 8% 0% 8% 12% 4% 4% 0% 25% 0% 0% 6% 13% 31% 6% 19% 0% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% Questão 4 - As disciplinas que o seu educando menos gosta 9ºA 9ºB 51 Detetamos que na turma do 9ºB nenhum dos alunos mencionou que não gostava de Educação Física, apresentado 0%. Nos inquiridos do 9ºA observamos que as disciplinas de Inglês e TIC, não arrecadaram qualquer percentagem na resposta. Esta análise permite-nos comparar as respostas dos encarregados de educação e dos seus educandos, verificando-se que na turma do 9ºA, as respostas não são iguais, pois os encarregados de educação apontam que as disciplinas que os educandos menos gostam são Geografia e Educação Visual, enquanto os seus educandos referem que é a Matemática e, de seguida, a Geografia. Assim, averiguamos que apenas a disciplina de Geografia coincide nas opiniões de ambos. Na turma do 9ºB, tanto as opiniões dos encarregados de educação como a dos alunos são muito semelhantes, pois ambos indicam que as disciplinas que menos gostam são a Matemática e a Geografia, porém, os alunos incluem neste conjunto também Inglês e Fisico-Química. Figura 14 – A disciplina que o seu educando apresenta mais dificuldades (n=20) Fonte: Inquérito aplicado 0% 22% 7% 14% 7% 0% 14% 14% 0% 0% 22% 0% 13% 0% 0% 13% 0% 48% 0% 13% 13% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 9ºA 9ºB Questão 5 - A disciplina que o seu educando apresenta mais dificuldades 52 Nas figuras acima, 14 e 15, apresentam-se os resultados das disciplinas em que os alunos têm mais dificuldades, todavia a figura 14 incide na opinião dos encarregados de educação sobre os seus educandos, enquanto a figura 15 são os próprios alunos a referirem as disciplinas onde têm vindo a enfrentar mais dificuldades. Figura 15 – Quais as disciplinas em que tens dificuldades? (n=51) Fonte: Inquérito aplicado Na figura 14, os encarregados de educação, da turma do 9ºA, referem que a disciplina que os seus educandos apresentam mais dificuldades é a Geografia (22%), mas é de destacar que 22% dos encarregados não respondem a esta questão, não indicando qualquer disciplina em que o seu educando tivesse mais dificuldades. Os encarregados de educação indicam que os seus educandos têm vindo a mostrar dificuldades a Educação Visual, Matemática e História, com 14% cada. Nenhum dos encarregos de educação do 9ºA referiu que o seu educando mostra ter dificuldades a Inglês (0%), as Ciências Naturais (0%), a Físico-química (0%) e TIC (0%). Em relação à turma do 9ºB, observamos que a disciplina em que os alunos apresentam mais dificuldades é a Matemática, com 48%, segundo os seus encarregados de educação. Posteriormente, surge um grupo de disciplina em que os encarregados consideram que os seus educandos mostram ter dificuldades, como a Geografia, o Português, a Físico-química e o Espanhol, com uma percentagem de 13%. Na figura 14 também averiguamos que as disciplinas de Inglês, Educação Física, Educação Visual, Ciências Naturais e História não foram selecionadas por qualquer encarregado educação, considerando que os seus educando não apresentam grandes dificuldades nestas. É de 3% 3% 0% 3% 17% 17% 0% 3% 3% 0% 3% 48% 15% 11% 4% 4% 28% 9% 19% 2% 2% 2% 4% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% Questão 9 - Quais as disciplinas em que tens dificuldades? 9ºA 9ºB 59 Verbal/Linguística, Lógica/Matemática, Visual/Espacial, Corporal/Cinestésica, Musical, Naturalista, Interpessoal e Intrapessoal. Figura 21 – Descrição dos Alunos – Inteligências Múltiplas (n=20) Fonte: Inquérito aplicado As habilidades cognitivas que mais se destacam na turma do 9ºA, segundo os seus encarregados de educação, são a Lógica/Matemática (17%) e a Intrapessoal (17%). Outras inteligências que os alunos evidenciam nos seus quotidianos são a Verbal/Linguística (13%) e Corporal/Cinestésica (13%). Ao analisarmos os resultados da turma do 9ºB, observamos que as inteligências que mais se destacam são a Intrapessoal (15%), a Verbal/Linguística (15%) e Naturalista (14%). Continuando com a análise, parece-nos importante assinalar as que menos se evidenciam, nos alunos do 9ºA e neste grupo encontram-se Visual/Espacial (9%) e a Musical (9%). Em relação aos alunos do 9ºB, também são a inteligência Musical (7%) e a Visual/Espacial (10%) as que menos se evidenciam. Em conclusão, deparamo-nos que os alunos, de ambas as turmas, apresentam maior percentagem na mesma habilidade cognitiva: Intrapessoal. Em relação, às inteligências que menos se destacam, coincidem em ambas as turmas, sendo a Visual/Espacial e a Musical, tal como é possível observarmos na figura acima. 1.4 - Ocupação dos tempos livres dos alunos do 9ºA e 9ºB Neste ponto será abordada a questão da ocupação dos tempos livres das turmas do 9ºA e do 9ºB, através da análise das perguntas número 8 e 8.1 dos inquéritos entregues aos encarregados de educação e das questões 10 e 11 dos inquéritos cedidos aos alunos de ambas as turmas. 13% 17% 9% 13% 9% 10% 12% 17% 15% 13% 10% 13% 7% 14% 13% 15% 0% 5% 10% 15% 20% Questão 1 - Descrição dos Alunos - Inteligências Múltiplas 9ºA 9ºB 60 Figura 22 – O seu educando frequenta atividades extraescolares? (n=20) Fonte: Inquérito aplicado aos Encarregados de Educação Ao iniciarmos esta análise consideramos pertinente questionar os encarregados de educação, sobre as atividades extraescolares que os seus educandos frequentam. Ao examinarmos a figura 22 denotamos que na turma do 9ºA, 62% dos seus alunos frequentam atividades extraescolares, enquanto 38% não participam em qualquer atividade fora da Escola. Na turma do 9ºB constatamos que 57% dos seus alunos não frequentam atividades extraescolares, os restantes 43% dos alunos encontram-se inseridos em atividades fora da Escola. Assim, concluímos que entre as duas turmas os resultados são opostos, pois no 9ºA a maior parte da turma encontra-se inserida em atividades extraescolares, enquanto no 9ºB a maioria da turma não se encontra a frequentar qualquer atividade. Posteriormente solicitamos aos encarregados de educação que nos indicassem as atividades extraescolares que os seus educandos frequentam e verificamos que na turma do 9ºA, todos os alunos que responderam “sim” na questão anterior, praticam uma modalidade desportiva, estando em destaque o basquetebol e o futebol. Já na turma do 9ºB verificamos que as atividades extraescolares que os alunos frequentam são mais variadas comparativamente com o 9ºA, pois praticam várias modalidades desportivas como o polo aquático, equitação e atletismo, mas também outras atividades extraescolares de interesse social e comunitário, como o voluntariado em instituições de caridade. Figura 23 – Costumas frequentar a biblioteca nos teus tempos livres (da escola ou outra)? (n=51) Fonte: Inquérito aplicado 62% 38% 43% 57% 0% 20% 40% 60% 80% Sim Não Questão 8 - O seu educando frequenta atividades extraescolares? 9ºA 9ºB 27% 73% 0% 16% 76% 8% 0% 50% 100% Sim Não Não Respondeu Questão 10 - Costumas frequentar a biblioteca nos teus tempos livres (da tua escola ou outra)? 9ºA 9ºB 61 Ao analisarmos a questão 10 dos inquéritos cedidos aos alunos constatamos que na turma do 9ºA, 73% dos seus alunos não frequentam a biblioteca da Escola ou outra nos seus tempos livres, sendo apenas 27% dos alunos que costumam ir à biblioteca. Na turma do 9ºB, também verificamos que a maior parte não frequenta qualquer biblioteca nos seus tempos livres (76%), já 16% dos alunos referem que costumam ir à biblioteca e 8% dos estudantes do 9ºB não responderam à questão. Através da análise destes resultados reparamos que nas duas turmas, 9ºA e 9ºB, a maioria dos seus alunos não frequentam quaisquer bibliotecas, sendo uma minoria a fazelo. Figura 24 – Ocupação dos teus tempos livres (n=51) Fonte: Inquérito aplicado Através da figura 24 conseguimos analisar, como os alunos do 9ºA e do 9ºB ocupam os seus tempos livres. Assim averiguamos que os alunos do 9ºA ocupam, sobretudo, a ouvirem música (15%), a estar com os amigos (14%), a praticar desporto (14%) e a ver televisão (13%). Os alunos da turma do 9ºB preenchem os seus tempos livros, principalmente, a ouvirem música (14%), a navegar na net (14%), a ver televisão (12%), a estar com os amigos (11%) e a praticar desporto (11%). Também averiguamos na figura acima, que poucos são os alunos do 9ºA ou nenhuns, que ocupam os seus tempos livre a irem à biblioteca (2%), a estarem sós (2%) e andarem de bicicleta (0%). Enquanto os estudantes do 9ºB, verificamos que poucas dedicam o seu tempo livre a andarem de bicicleta (1%), a irem à biblioteca (2%), a estarem sós (4%) e a lerem (4%). Em suma, denotamos que os alunos, das duas turmas, gostam ocupar os seus tempos livres, praticamente da mesma forma, coincidindo nas suas preferências, quer nas atividades que menos gostam, tal como foi analisado acima. 15% 2% 12% 13% 2% 4% 5% 14% 14% 4% 7% 8% 0% 14% 2% 14% 12% 4% 6% 5% 11% 11% 8% 4% 8% 1% 0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14% 16% Questão 11 - Ocupação dos teus tempos livres 9ºA 9ºB 62 1.5 – Contexto familiar dos alunos das turmas do 9ºC e 9ºD Neste momento do estudo iremos proceder com o mesmo processo e método que utilizamos anteriormente, para analisar o contexto familiar dos alunos, contudo irá incidir-se em turmas distintas, o 9ºC e o 9ºD, turmas em que foi lecionada a disciplina de História. A análise de resultados, novamente, irá recair nas seis primeiras questões do inquérito entregue aos alunos destas turmas, bem como na questão 2 do inquérito aplicado aos encarregados de educação Figura 25 – Género dos alunos inquiridos que constituem amostra do estudo (n=49) Fonte: Inquérito aplicado Na figura 25 verificamos que todos os alunos, que compõem a nossa amostra, responderam ao inquérito, tal como é possível observar na figura 25, assim, em 26 alunos da turma do 9ºC, 16 dos inquiridos são raparigas e 10 são rapazes. Os outros 23 elementos que constituem amostra pertencem à turma do 9ºD, sendo 12 raparigas e 11 rapazes. Figura 26 – Género dos Encarregados de Educação inquiridos (n=37) Fonte: Inquérito aplicado A figura 26 permite-nos verificar o género da amostra que fará parte desta análise de resultados, a qual é constituída por 37 inquiridos, encarregados de educação. Destes 37 encarregados de educação detetamos que 3 são sexo masculino e 18 do feminino, 16 10 26 12 11 23 28 21 49 0 20 40 60 Raparigas Rapazes Total Género dos alunos inquiridos Turma 9ºC Turma 9ºD Totais 3 18 21 3 13 16 6 31 37 0 10 20 30 40 Masculino Feminino Total Género dos Encarregados de Educação inquiridos 9ºC 9ºD Totais 63 formando assim a amostra da turma do 9ºC. Os restantes inquiridos pertencem à turma do 9ºD, sendo que, dos 16 encarregados de educação, 3 são do sexo masculino e 13 do feminino. Figura 27 – Agregado Familiar – Pessoas com quem vives? (n=49) Fonte: Inquérito aplicado Ao analisarmos a questão 2 do inquérito entregue os alunos pretendemos compreender como é composto o agregado familiar, mais especificamente com quem vivem os alunos das turmas do 9ºC e 9ºD. Na turma do 9ºC observamos que os alunos vivem, sobretudo, com a Mãe (36%), com o Pai (35%) e com os Irmãos (27%). É de destacar que apenas 1% dos alunos do 9ºC, vivem com a Avó ou com o Padrasto. Na turma do 9ºD, a maioria dos estudantes vivem com a Mãe (33%), com o Pai (29%) e com os Irmãos (22%). É de evidenciar que 6% dos alunos vivem com a Avó, 3% com o Avô, 3% com o Padrasto, 2% com os Tios e 2% com os Primos. Ao comparamos as turmas, detetamos que os alunos do 9ºC vivem, quase todos, com a Mãe, o Pai e os Irmãos. Todavia, no 9ºD já não se verifica a mesma situação, pois observamos que o agregado familiar desta turma é mais variado/alargado, os alunos vivem com outros familiares, sejam os avós, os primos, os tios e o padrasto. 35% 36% 27% 0% 1% 1% 0% 0% 29% 33% 22% 3% 6% 3% 2% 2% 0% 10% 20% 30% 40% Pai Mãe Irmãos Avô Avó Padrasto Tios Primos Questão 2 - Agregado Familiar - Pessoas com quem vives? 9ºY 9ºZ 64 Figura 28 – Idade dos Encarregados de Educação inquiridos (n=37) Fonte: Inquérito aplicado Em relação à idade dos encarregados de educação, constatamos que na turma do 9ºC centra-se apenas em dois intervalos de idade, pois 52% dos encarregados de educação têm entre 36 a 45 anos e 48% possuem entre os 46 e aos 55 anos. Relativamente aos encarregados de educação do 9ºD, observamos que uma percentagem muito significativa se encontra nos mesmos intervalos de idade, isto é, 50% dos encarregados têm entre os 36 e os 45 anos de idade e 44% entre os 46 anos e os 55. Os restantes 6% dos encarregados de educação têm entre os 56 e 65 anos de idade. Assim, averiguamos que em ambas as turmas, as idades dos encarregados de educação centram-se predominantemente entre os 36 anos e os 55 anos, contudo no 9ºD verifica-se que alguns dos encarregados possuem mais de 55 anos, apresentando um intervalo de idades mais alargado. Figura 29 – Habilitações Literárias dos Pais (n=49) Fonte: Inquérito aplicado Ao analisar a figura acima representada, denotamos que a percentagem das habilitações encontram-se dívidas pelos diferentes graus de habilitações literárias, porém existem algumas diferenças nos resultados entre as duas turmas, 9ºC e o 9ºD. Na turma 10% 3% 18% 24% 10% 6% 16% 3% 10% 7% 9% 21% 41% 7% 0% 2% 9% 4% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% Questão 3 - Habilitações Literárias dos Pais 9ºC 9ºD 0% 52% 48% 0% 0%0% 50% 44% 6% 0% 0% 20% 40% 60% < = 35 anos 36 a 45 anos 46 a 55 anos 56 a 65 anos 65 > Questão 2- Idade dos Encarregado de Educação inquiridos 9ºC 9ºD 65 do 9ºC deparamo-nos com uma maior percentagem de pais que possuem o ensino secundário (24%), aparece de imediato com 18% os pais com o 3º ciclo do ensino básico, 16% com licenciatura, 10% frequentou o ensino superior e 10% tem o 1º ciclo do ensino básico. Nesta mesma turma, com menor percentagem, aparecem os pais que adquiriram habilitações ao nível do Bacharelato (6%), Mestrado ou Doutoramento (3%), bem como 2º ciclo (3%). Quanto à turma do 9ºD, constatamos que existem pequenas diferenças relativamente à turma do 9ºC, sendo que a maioria dos pais do 9ºD possuem o ensino secundário (41%), depois surgem os pais com o 3º ciclo (21%), com o 2º ciclo (9%) e Mestrado/Doutoramento (9%). As percentagens menores quanto às habilitações literárias dos pais da turma do 9ºD, incidem sobre os que têm o 1º ciclo (7%), que frequentaram o ensino superior (7%), com licenciatura (2%) e com Bacharelato (0%). Ao compararmos as habilitações literárias dos pais do 9ºC e do 9ºD, verificamos que nas duas turmas a maioria dos pais detêm o ensino secundário e o 3º ciclo do ensino básico, porém é notório que existem mais pais do 9ºC que frequentaram o ensino superior ou com habilitações superiores, relativamente ao 9ºD. Figura 30 – Os teus pais costumam ver as tuas fichas de trabalho/avaliação? (n=49) Fonte: Inquérito aplicado Com esta questão pretendíamos verificar se os pais costumam ver as fichas de trabalho e/ou de avaliação dos seus filhos, em ambas as turmas. Na turma do 9ºC a maioria dos pais costumam ver “muitas vezes” as fichas de trabalho e/ou de avaliação, sendo 62% dos inquiridos, enquanto 38% dos inquiridos dos 9ºC referem que os pais veem as suas fichas “algumas vezes”. Na turma do 9ºD, segundo os seus alunos, 83% dos pais veem as fichas de trabalho e/ou avaliação “muitas vezes” e os restantes 17% dos pais veem “algumas vezes”. 0% 0% 38% 62% 0% 0% 17% 83% 0% 50% 100% Nunca Pouca Vezes Algumas vezes Muitas vezes Questão 4 - Os teus pais costumam ver as tuas fichas de trabalho/avaliação? 9ºC 9ºD 66 Em suma, nas duas turmas detetamos que a maioria dos pais costumam ver as fichas de trabalho e/ou avaliação com muita frequência, todavia é notório que há uma percentagem superior no 9ºC que faz recair a sua resposta na opção “muitas vezes”, tal como é verificável na figura acima. Figura 31 – Os teus pais costumam assinar as fichas de trabalho/avaliação? (n=49) Fonte: Inquérito aplicado Na questão 5 dos inquéritos que os alunos responderam, detetamos que os resultados nas duas turmas são semelhantes. Na turma do 9ºC, tal como na questão anterior, a percentagem mais elevada situa-se na opção “muitas vezes”, isto é 77% dos pais assinam muitas vezes as fichas de trabalho e/ou avaliação, os restantes 23% dos alunos do 9ºC indicam que os pais costumam assinar as suas fichas de trabalho e/ou avaliação “algumas vezes”. Relativamente à turma do 9ºD, 70% dos alunos mencionam que os pais assinam as fichas “muitas vezes”, enquanto 26% “algumas vezes” e 4% “poucas vezes”. Nas duas turmas reparamos que uma maior percentagem de pais do 9ºC costumam assinar as fichas de trabalho e/ou de avaliação com mais frequência, enquanto no 9ºD existem maiores percentagens, comparativamente com o 9ºC, nas opções que indicam que os pais não assinam com tanta regularidade as fichas dos seus filhos. 0% 0% 23% 77% 0% 4% 26% 70% 0% 20% 40% 60% 80% 100% Nunca Poucas Vezes Algumas vezes Muitas vezes Questão 5 - Os teus pais costumam assinar as fichas de trabalho/avaliação? 9ºC 9ºD 67 Figura 32 – Os teus pais costumam conversar contigo sobre a tua vida escolar? (n=49) Fonte: Inquérito aplicado Para terminar esta análise, questionaram-se os alunos se os pais conversavam sobre a sua vida escolar e foi possível observar que, grande parte da percentagem das respostas incidiu em dois pontos, “muitas vezes” e “algumas vezes”. Na turma do 9ºC, 58% dos alunos referiram que os pais costumam “muitas vezes” conversarem sobre a sua vida escolar e 35% mencionaram que conversam “algumas vezes”. Relativamente à turma do 9ºD, detetamos que os alunos indicaram que 61% dos pais conversam com eles “muitas vezes” sobre a vida escolar e 35% “algumas vezes”. Consideramos importante destacar que a opção “poucas vezes” foi selecionada por 7% dos alunos do 9ºC, enquanto, na turma do 9ºD a percentagem foi mais reduzida, apresentando uma percentagem de apenas 4%. Em síntese, podemos afirmar que, de acordo com os resultados analisados através dos inquéritos aos alunos das duas turmas e aos seus encarregados de educação, o agregado familiar dos alunos do 9ºC é, praticamente, composto pelos pais e irmãos, enquanto o agregado familiar dos estudantes da turma do 9ºD, apresenta-se mais alargado pois, apesar da maioria viver com os pais irmãos, alguns vivem com outros membros da família. Quanto às habilitações literárias dos pais das duas turmas, elas são semelhantes entre os pais, destacando-se que a maioria dos pais que possuem o ensino secundário e o 3º ciclo nas duas turmas, todavia constatamos que há uma percentagem superior de pais que frequentaram o ensino superior ou com habilitações superiores na turma do 9ºC, cerca de 35%, comparativamente com o 9ºD. Consideramos igualmente que as respostas dadas nas três últimas questões analisadas, mostram que a maioria dos pais das duas turmas, costumam ver e assinar as suas fichas de trabalho e/ou avaliação e conversam com os filhos sobre a vida escolar, 0% 7% 35% 58% 0% 4% 35% 61% 0% 20% 40% 60% 80% Nunca Poucas Vezes Algumas vezes Muitas vezes Questão 6 - Os teus pais costumam conversar contigo sobre a tua vida escolar? 9ºC 9ºD 68 com uma frequência elevada. Contudo, assinala-se que a opção “algumas vezes” apresenta maiores percentagens na turma do 9ºC, do que na turma do 9ºD. Em conclusão, atentamos que os contextos familiares entre as duas turmas são diferentes, quer no que respeita ao agregado familiar, quer às habilitações literárias e quer ainda à forma que acompanham a vida escolar dos seus filhos na Escola, porém estas diferenças não são muito significativas. 1.6 - Hábitos de estudo dos alunos das turmas do 9ºC e 9ºD Neste subcapítulo continuaremos a análise de resultados, relativamente às turmas do 9ºC e do 9ºD, descrevendo os dados estatísticos, com incidência nas questões 7, 8 e 10 do inquérito entregue aos alunos, bem como as questões 1, 2, 3, 4, 4.1, 5, 5.1, 6, 7, 9 e 9.1 do inquérito por questionário aplicado aos encarregados de educação. A análise terá início com o inquérito dado aos encarregados de educação, sendo que ao longo da análise estatística será introduzida a análise das questões dos inquéritos que os alunos responderam, com intuito de concretizarmos uma análise comparativa entre as respostas dos alunos com as dos seus encarregados de educação. Figura 33 – Quais as disciplinas de que gostas mais? (n=49) Fonte: Inquérito aplicado 0% 17% 27% 9% 11% 23% 0% 2% 2% 9% 0% 9% 16% 13% 16% 4% 18% 0% 4% 4% 16% 0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% Questão 7 - Quais as disciplinas de que gostas mais? 9ºC 9ºD 75 31% dos estudantes e Ciências Naturais com 6%. É de salientar que as disciplinas de Físico-química e Inglês no 9ºD não tem qualquer aluno a frequentar apoio ao estudo. Figura 40 – Encontra-se satisfeito com o apoio ao estudo dado pela Escola? (n=37) Fonte: Inquérito aplicado Na questão 5 dos inquéritos aplicados aos encarregados de educação, questionamos se estavam satisfeitos com o apoio dado pela Escola, mesmo àqueles que tinham respondido que os seus educandos não o frequentavam, pois poderiam ter frequentado em anos anteriores. No que respeita à turma do 9ºC, 38% dos encarregados de educação referiram que se encontravam “nem satisfeitos, nem insatisfeitos” e a mesma percentagem, 38%, mencionou que estavam “satisfeitos”. No entanto, 5% dos encarregados indicaram que se consideravam “totalmente satisfeitos”. Também é de destacar que 19% dos inquiridos não responderam, pois os seus educandos nunca frequentaram qualquer apoio dado pela Escola. Após os encarregados de educação responderem a esta questão, solicitava-se na questão 5.1, que justificassem a sua opção. A partir das respostas obtidas constatamos que os encarregados de educação do 9ºC de uma forma geral encontram-se satisfeitos com o apoio dado pela Escola, conforme evidencia as respostas PRHC4 “sim, encontro-me satisfeita porque vejo melhorias no desenvolvimento do meu educando” e PRHC5 “é uma boa ajuda”. Em relação, às respostas dadas pelos encarregados de educação do 9ºD, grande parte destes, mais concretamente 56%, mencionaram que se encontravam “satisfeito” com o apoio dado aos seus educandos, 25% encontram-se “nem satisfeito, nem insatisfeito”, 6% “totalmente satisfeito” e 13% não responderam à questão, pois os seus educandos nunca passaram por esta experiência. Ao analisarmos as respostas dadas na questão 5.1 observamos que há inquiridos satisfeitos com o apoio, tal como PRHD1 “O meu educando apresentou melhorias”, porém encontramos encarregados que não se 0% 0% 38% 38% 5% 19% 0% 0% 25% 56% 6% 13% 0% 20% 40% 60% Totalmente Insatisfeito Insatisfeito Nem satisfeito, nem Insatisfeito Satisfeito Totalmente Satisfeito Não Respondeu Questão 5 - Encontra-se satisfeito com o apoio ao estudo dado pela Escola? 9ºC 9ºD 76 encontram tão satisfeitos com o apoio, PRHD3 “Porque os resultados não são muito bons”. Figura 41 – O número de horas que o seu educando dedica, todas as semanas, a estudar (n=37) Fonte: Inquérito aplicado Ao observarmos na figura 41, percecionamos, através da informação dada pelos encarregados de educação, o número de horas que os alunos dedicam, todas as semanas, a estudar. Assim, percebe-se que na turma do 9ºC, a maioria dos seus estudantes estudam 4 horas ou mais por semana. Enquanto, 14% dos encarregados de educação referem que os seus educandos estudam entre 2 e 3 horas, 10% entre 1 e 2 horas e para finalizar, 5% dos alunos estudam menos de 1 hora por semana. Ao averiguarmos o mesmo na turma do 9ºD, verificamos que 56% dos encarregados de educação indicam que os seus educandos dedicam 4 horas ou mais ao estudo, durante uma semana. Já, 25% dos estudantes do 9ºD parecem estudar entre 1 e 2 horas durante a semana, 13% estudam entre 2 e 3 horas e 6% dos alunos dedicam menos de 1 hora por semana ao estudo. Ao compararmos as duas turmas, corroboramos que os estudantes do 9ºC dedicam mais horas a estudar se comparados com os alunos da turma do 9ºD, pois a maioria dos alunos do 9ºC estudam 4 horas ou mais e entre 2 e 3 horas (71%). Enquanto o 9ºD, tal como podemos observar nos resultados, há uma menor percentagem, de alunos que estudam 4 horas ou mais por semana (56%), também é de evidenciar que uma percentagem considerável, 25% dos alunos estudam entre 1 e 2 horas por semana. 5% 10% 14% 71% 6% 25% 13% 56% 0% 20% 40% 60% 80% Menos de 1hora Entre 1 hora e 2 horas Entre 2 horas e 3 horas 4 horas ou mais Questão 6 - O número de horas que o seu educando dedica, todas as semanas, a estudar 9ºC 9ºD 77 Figura 42 – Os familiares que ajudam o seu educando a estudar (n=37) Fonte: Inquérito aplicado Também questionamos os encarregados de educação, relativamente aos familiares que ajudam os seus educandos a estudarem e verificamos que, na turma do 9ºC o membro da família que mais ajuda é a Mãe (39%) seguida pelo Pai (23%). É de apontar que foi referido que 19% dos alunos estudam com “outros”. Quando questionamos sobre quem eram os “outros”, os encarregados de educação indicaram-nos que os seus educandos estudavam sozinhos ou frequentavam centros de explicações/explicadores. Já 13% dos encarregados referem que os seus educandos estudam com os Irmãos, 3% com os Avós e 3% não responderam. Em relação ao 9ºD, verificaram-se resultados distintos comparativamente à turma anteriormente analisada, pois a opção “outros” apresenta maior percentagem, 33%, inferindo-se que, uma parte significativa dos alunos, não estudam com os familiares. Ao questionarmos sobre quem eram os “outros” que prestavam ajuda aos alunos do 9ºD, percebeu-se que eram, sobretudo, professores que estavam na sala de estudo da Escola e centros de explicações/explicadores. Ainda em relação à turma do 9ºD, a Mãe (29%) surge como uma ajuda importante, seguida do Pai (17%) e dos Irmãos (17%), com uma percentagem inferior aparece os “Tios” (4%) a prestarem ajuda aos alunos do 9ºD no estudo. Em ambas as turmas o familiar que presta mais ajuda é a Mãe, todavia na turma do 9ºD recorre-se, sobretudo, à ajuda de “outros” elementos que não pertencem à família, como o apoio dado pela Escola, através da Sala de Estudo e do apoio dado por centros de explicações/explicadores. 39% 23% 3% 13% 0% 19% 3% 29% 17% 0% 17% 4% 33% 0% 0% 20% 40% 60% Mãe Pai Avós Irmãos Tios Outros Não Respondeu Questão 7- Os familiares que ajudam o seu educando a estudar 9ºC 9ºD 78 Figura 43 – Encontra-se satisfeito com as classificações obtidas, no final do período, pelo seu educando? (n=37) Fonte: Inquérito aplicado Para finalizar este subcapítulo sobre os hábitos de estudo, consideramos pertinente analisarmos a questão 9 do inquérito entregue aos encarregados de educação, pois possibilita-nos verificar se os resultados obtidos pelos alunos foram o que pretendiam e/ou o esperavam, quer os alunos quer os encarregados de educação. Na turma do 9ºC observamos que 43% dos encarregados de educação estão “totalmente satisfeitos” com as classificações obtidas pelos seus educando, também apuramos 43% dos encarregados indicaram que se encontram “satisfeitos” com as classificações, já 9% referem que se estão “nem satisfeitos, nem insatisfeitos” e 5% encontram-se “insatisfeitos” com as classificações dos seus educandos. Após os encarregados de educação responderam à questão 9 do inquérito foi-lhes pedido que justificassem o grau de satisfação selecionado (questão 9.1) e detetamos que os encarregados de educação que se encontram satisfeitos com os resultados obtidos pelos seus educandos, apresentando justificações semelhantes às de SRHC1 “Atingiu nível 5 a todas as disciplinas” ou SRHC10 “As notas correspondem ao esforço e nível de conhecimento do meu educando, sendo a sua média de 5”. Na turma do 9ºD averiguamos que uma percentagem considerável, mais especificamente, 49% dos encarregados de educação estão “satisfeitos”, 13% encontramse “nem satisfeitos, nem insatisfeitos” e 6% “totalmente satisfeitos”. É importante destacarmos que 19% dos encarregados encontram-se “insatisfeitos” e 13% “totalmente insatisfeitos com as classificações obtidas no final do período. Ao compararmos as duas turmas, verificamos que os encarregados de educação do 9ºC apresentam níveis de satisfação superiores, face às classificações obtidas pelos seus educandos, enquanto os encarregados de educação do 9ºD mostram níveis de insatisfação mais altos. 0% 5% 9% 43% 43% 0% 13% 19% 13% 49% 6% 0% 0% 20% 40% 60% Totalmente Insatisfeito Insatisfeito Nem satisfeito, nem Insatisfeito Satisfeito Totalmente Satisfeito Não Respondeu Questão 9 - Encontra-se satisfeito com as classificações obtidas, no final do período, pelo seu educando? 9ºC 9ºD 79 1.7 - Inteligências Múltiplas dos alunos do 9ºC e 9ºD Ao longo deste subcapítulo continuaremos a análise de resultados, mais através da descrição dos dados estatísticos, debruçando-nos na questão 1 do grupo III – Descrição do seu educando, do inquérito por questionário aplicado aos encarregados de educação. Esta análise irá incider nas inteligências múltiplas de Howard Gardner que os estudantes do 9ºC e do 9ºD têm vindo apresentar, segundo os seus encarregados de educação. Figura 44 – Descrição dos Alunos – Inteligências Múltiplas (n=37) Fonte: Inquérito aplicado As inteligências múltiplas que mais se evidenciam na turma do 9ºC, segundo os seus encarregados de educação são a Intrapessoal (17%), Verbal/Linguísticas (14%) e Lógica/Matemática (14%). Outras habilidades cognitivas que os alunos evidenciam, com alguma relevância, são a Corporal/Cinestésica (13%), Interpessoal (13%) e Naturalista (12%). Quanto às habilidades cognitivas que menos percentagem arrecadaram são Visual/Espacial (9%) e Musical (8%). Ao analisarmos os resultados da turma do 9ºD, observamos que as habilidades cognitivas que mais se destacam são a Intrapessoal (17%) e Interpessoal (16%), todavia também se destacam a Verbal/Linguística (13%), Corporal/Cinestésica (13%), Lógica/Matemática (12%) e Naturalista (11%). Verificamos ainda que as inteligências múltiplas que menos evidenciam são a Musical (10%) e a Visual/Espacial (8%). Em suma, deparamos com o facto de os alunos das duas turmas apresentarem maior percentagem de respostas a incidirem na mesma inteligência múltipla: intrapessoal, com 17% ambas as turmas. Relativamente, às inteligências que menos se destacam também coincidem em ambas as turmas, a Visual/Espacial e a Musical, tal como é possível observar na figura acima. 14% 14% 9% 13% 8% 12% 13% 17% 13% 12% 8% 13% 10% 11% 16% 17% 0% 3% 6% 9% 12% 15% 18% Questão 1 - Descrição dos Alunos - Inteligências Múltiplas 9ºC 9ºD 80 1.8 - Ocupação dos tempos livres dos alunos do 9ºC e 9ºD Neste ponto do estudo será analisada a ocupação dos tempos livres das turmas do 9ºC e do 9ºD, através da análise das questões número 8 e 8.1 dos inquéritos entregues aos encarregados de educação e das questões 10 e 11 dos inquéritos cedidos aos alunos de ambas as turmas. Figura 45 – O seu educando frequenta atividades extraescolares? (n=37) Fonte: Inquérito aplicado Ao abordarmos este ponto de análise consideramos pertinente questionar os encarregados de educação das duas turmas, sobre a participação dos seus educandos em atividades extraescolares. Assim, de acordo com a figura 45, concluímos que 52% dos alunos do 9ºC frequentam atividades extraescolares, respondendo “Sim”, porém 48% dos alunos não participam em quaisquer atividades. Na turma do 9ºD observamos que 62% dos encarregados de educação selecionaram a resposta “Não”, isto é, os seus educandos não frequentam atividades extraescolares, os restantes 38% dos encarregados de educação indicaram que os alunos participam em atividades fora da Escola. Comparando as duas turmas verifica-se que, os resultados são distintos, pois no 9ºC a maior parte dos alunos encontram-se a frequentar atividades extraescolares, enquanto que no 9ºD, a maioria da turma não se encontra a frequentar atividades fora da Escola. De seguida pedimos aos encarregados de educação que tinham respondido que os seus educandos participavam em atividades extraescolares que nos indicassem quais eram essas atividades e, verificamos que, grande parte dos alunos do 9ºC, praticam várias modalidades desportivas, como o Basquetebol, Natação, Dança e Ballet. Alguns dos estudantes desta turma também frequentam a catequese, o Instituto de Inglês, a Música e o Teatro. Já na turma do 9ºD observamos que as atividades extraescolares que os alunos mais frequentam são o Basquetebol e a Dança. Alguns alunos também frequentam a Música e o Teatro. 52% 48% 38% 62% 0% 50% 100% Sim Não Questão 8 - O seu educando frequenta atividades extraescolares? 9ºC 9ºD 81 Figura 46 – Costumas frequentar a biblioteca nos teus tempos livres (da escola ou outra) (n=49) Fonte: Inquérito aplicado Ao analisarmos a questão 10 dos inquéritos cedidos aos alunos constatamos que 58% dos alunos da turma 9ºC frequenta a biblioteca da Escola ou outras, nos seus tempos livres, todavia 42% dos estudantes não vão a qualquer biblioteca nos seus tempos livres. Na turma do 9ºD verificamos que a maioria dos estudantes (65%) não vai a qualquer biblioteca nos seus tempos livres. Apenas, 26% dos alunos do 9ºD frequentam a biblioteca da Escola ou outra, como ocupação dos seus tempos livres. É de destacar que 9% dos alunos não responderam. Através desta análise reparamos que as duas turmas apresentaram resultados diferentes, pois na turma do 9ºC a maior percentagem de alunos vai à biblioteca nos seus tempos livres, mas a maioria dos alunos do 9ºD não costuma ir. Figura 47 – Ocupação dos teus tempos livres (n=49) Fonte: Inquérito aplicado Através da figura 47 conseguimos analisar como os alunos do 9ºC e do 9ºD ocupam os seus tempos livres, constatamos que os estudantes do 9ºC ocupam os seus tempos livres, sobretudo, a navegarem na net (14%), a ouvirem música (12%), verem televisão (12%) e estarem com os amigos (12%). Os alunos da turma do 9ºD preenchem os seus tempos, principalmente, a navegarem na net (14%), a ouvirem música (14%), a verem televisão (13%) e a estarem com os amigos (13%). Também observamos que na figura acima, poucos são os estudantes do 9ºC ou nenhuns, que ocupam os seus tempos 12% 0% 14% 12% 4% 11% 3% 12% 8% 9% 8% 7% 0% 14% 1% 14% 13% 2% 6% 4% 13% 8% 9% 4% 12% 0% 0% 5% 10% 15% Questão 11 - Ocupação dos teus tempos livres 9ºC 9ºD 58% 42% 0% 26% 65% 9% 0% 50% 100% Sim Não Não Respondeu Questão 10 - Costumas frequentar a biblioteca nos teus tempos livres (da tua escola ou outra)? 9ºC 9ºD 82 livres a estarem sós (4%), irem ao cinema (3%), irem à discoteca (0%) e andarem de bicicleta (0%). Enquanto que a turma do 9ºD constatamos que dedicam pouco tempo a lerem (4%), irem ao cinema (4%), estarem sós (2%), irem à discoteca (1%) e andarem de bicicleta (0%). Em suma, inferimos que os alunos, das duas turmas, gostam ocupar os seus tempos, da mesma forma, coincidindo nas suas preferências, quer nas atividades que mais gostam, quer nas que menos gostam, tal como foi analisado acima. 2 – Resultados Auto e Heteroavaliação dos Trabalhos de Grupo Esta análise foi concretizada em duas partes diferenciadas, primeiro foi estudada a grelha de auto e heteroavaliação aplicada às turmas de Geografia (9ºA e o 9ºB), de uma forma comparativa entre as duas turmas. Numa segunda etapa, fizemos esta mesma análise comparativa entre as turmas do 9ºC e do 9ºD, turmas de História. Os dados resultantes das grelhas de auto e heteroavaliação dos trabalhos de agrupo permitiram-nos realizar uma análise estatística, relativa aos seguintes pontos: 2.1 – Resultados Auto e Heteroavaliação das turmas Geografia Seguidamente apresentaremos uma descrição global dos dados estatísticos, relativamente à autoavaliação dos estudantes, a heteroavaliação dos elementos do grupo e a heteroavaliação da turma durante as apresentações dos trabalhos de grupo, recorrendo à grelha de auto e heteroavaliação preenchida pelos alunos do 9ºA e 9ºB, no final dos trabalhos de grupo. É fundamental evidenciar que a grelha, referida anteriormente, é composta por várias afirmações que evidenciam atitudes e/ou capacidades, tendo o aluno que selecionar a opção mais adequada à sua opinião, de entre as seguintes opções: Sempre, Muitas vezes, Poucas vezes e Nunca. 2.1.1– Autoavaliação dos alunos do 9ºA e 9ºB Os dados obtidos relativamente à autoavaliação dos estudantes do 9ºA e do 9ºB, foram analisada individualmente, mas estabelecendo sempre uma comparação entre as duas turmas. 83 Figura 48 – Prestei atenção durante a realização do trabalho (autoavaliação) (n=46) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação A figura 48 permite-nos aceder à autoavaliação dos estudantes, em relação à atenção que prestaram durante a realização do trabalho de grupo, concluindo-se que 76% dos estudantes do 9ºA indicaram que estiveram “sempre” atentos ao trabalho e 24% referiram que estiveram atentos “muitas vezes”. Relativamente à turma do 9ºB, 57% dos alunos mencionaram que estiveram “sempre” atentos, enquanto 43% selecionaram a opção “muitas vezes”. É de destacar que as opções “poucas vezes” e “nunca” apresentam uma percentagem nula. Em suma, a maior parte dos alunos das duas turmas consideram que estiveram “sempre” atentos durante a concretização do trabalho, porém na turma do 9ºB as percentagens de alunos que se posicionaram na opção “sempre” é menor, relativamente ao 9ºA. Figura 49 – Pesquisei informações para o trabalho (autoavaliação) (n=46) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Também solicitamos aos alunos das turmas de Geografia que se autoavaliassem, relativamente à seguinte afirmação: “pesquisei informações para o trabalho”, detetamos que 64% dos alunos do 9ºA escolheram a opção “sempre”, 32% a opção “muitas vezes” e 4% posicionaram-se na opção “poucas vezes”. Em relação à turma do 9ºB constatamos que 43% dos alunos consideram que pesquisaram informações para o trabalho “sempre”, também 43% selecionaram a opção “muitas vezes” e 14% “poucas vezes”. 64% 32% 4% 0% 43% 43% 14% 0% 0% 50% 100% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Pesquisei informações para o trabalho 9ºW 9ºX 76% 24% 0% 0% 57% 43% 0% 0% 0% 20% 40% 60% 80% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Prestei atenção durante a realização do trabalho 9ºA 9ºB 84 Figura 50 – Empenhei-me na seleção e na localização dos dois países (autoavaliação) (n=46) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Posteriormente, os estudantes autoavaliaram-se relativamente à seguinte afirmação: “empenhei-me na seleção e na localização dos dois países”. Na turma do 9ºA observamos que 76% dos alunos referiram que se empenharam “sempre” na seleção e na localização dos dois países e 24% “muitas vezes”. Na turma do 9ºB, 67% autoavaliou-se na opção “sempre”, 28% “muitas vezes” e 5% “poucas vezes”. A opção “nunca”, em ambas as turmas, apresenta uma percentagem de 0%. Figura 51 – Participei na concretização da legenda para o planisfério (autoavaliação) (n=46) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Na atitude/capacidade, relativa à participação na concretização da legenda para o planisfério, denotamos que 58% dos estudantes do 9ºA posicionaram-se na opção “sempre” e 42% na opção “muitas vezes”. Quanto à turma do 9ºB, 48% referiram que participaram “sempre” na concretização da legenda para o planisfério, 38% “muitas vezes” e 14% “poucas vezes”. Tal como temos verificado nas afirmações anteriores, uma maior percentagem de alunos do 9ºA autoavaliam-se posicionando-se nas opções mais elevadas da escala definida, comparativamente com os do 9ºB. 58% 42% 0% 0% 48% 38% 14% 0% 0% 50% 100% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Participei na concretização da legenda para o planisfério 9ºA 9ºB 76% 24% 0% 0% 67% 28% 5% 0% 0% 50% 100% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Empenhei-me na seleção e na localização dos dois países 9ºA 9ºB 91 9ºA avaliaram os seus colegas com as opções mais elevadas da escala, tal como fizeram na autoavaliação. Considerando a Grelha de Avaliação Atitudinal – Realização do Trabalho de Grupo (ver anexo 6), os alunos do 9ºA avaliaram-se, quer na autoavaliação, quer na heteroavaliação, fazendo recair as suas opções nos parâmetros mais elevados da escala, enquanto a docente avaliou os estudantes, sobretudo, com as opções “muitas vezes” e “poucas vezes”. Na turma do 9ºB averiguamos que os resultados são um pouco distintos comparativamente com o 9ºA. A maior parte dos alunos do 9ºB avaliaram os seus colegas de grupo com as opções “sempre” e “muitas vezes”, todavia as percentagens apresentadas revelaram-se mais reduzidas, em relação ao 9ºA, pois os alunos do 9ºB não avaliaram com tanta frequência, os seus colegas de grupo com as opções “sempre” e “muitas vezes”. Também constatamos que os estudantes do 9ºB avaliaram, com maior frequência, os seus colegas com as opções “poucas vezes” e “nunca”, apresentando, sempre, percentagens superiores, comparativamente com o 9ºA. Em suma, denotamos que os alunos do 9ºB se avaliaram entre as várias opções da escala, apresentando, sempre, maiores percentagens nas opções mais elevadas da escala, mas também avaliam os seus colegas com as duas opções mais baixas da escala, apesar de apresentarem percentagens reduzidas, tal como aconteceu nas suas autoavaliações. Comparando as avaliações concretizadas pelos estudantes com a da professora, detetamos que de uma forma geral as avaliações coincidem tanto na autoavaliação, como na heteroavaliação, tal como é possível observar na Grelha de Avaliação Atitudinal – Realização do Trabalho de Grupo do 9ºB (ver anexo 8). Posteriormente, passaremos à análise de resultados da heteroavaliação dos estudantes relativamente aos seus colegas de turma, no decorrer das apresentações dos trabalhos. Serão analisados os resultados de três atitudes/capacidades, distintas em que serviram de base para que todos os elementos da turma procedessem à avaliação dos seus colegas. 92 Figura 62 – Prestaram atenção durante as apresentações dos trabalhos de grupo (heteroavaliação à turma) (n=46) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação A figura acima mostra o resultado da heteroavaliação realizada aos colegas da turma no decorrer das apresentações dos trabalhos, face à atitude/capacidade: “prestaram atenção durante as apresentações dos trabalhos de grupo”. Na turma do 9ºA detetamos que 28% dos estudantes consideram que os colegas de turma estivaram “sempre” atentos ao longo das apresentações, 60% consideraram que estiveram “muitas vezes” atentos e 12% selecionaram a opção “poucas vezes”. Já na turma do 9ºB, 29% dos estudantes referem que os colegas estiveram “sempre” atentos às apresentações dos trabalhos, 62% acham que os colegas estiveram atentos “muitas vezes” e 9% “poucas vezes”. A opção “nunca” não foi selecionada por quaisquer alunos das duas turmas, apresentado uma percentagem nula. Figura 63 – Mostraram um comportamento correto ao longo das apresentações (heteroavaliação à turma) (n=46) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Na figura 63, verificamos que 20% dos estudantes do 9ºA consideram que os seus colegas de turma mostraram um comportamento “sempre” correto ao longo das apresentações, 56% apontam que os colegas tiveram um comportamento correto “muitas vezes”, 24% “poucas vezes” e 0% nunca. Relativamente à turma do 9ºB, 41% dos estudantes acharam que os seus colegas tiveram um comportamento “sempre” correto ao longo das apresentações, 45% “muitas vezes” e 14% “poucas vezes”. 20% 56% 24% 0% 41% 45% 14% 0% 0% 50% 100% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade- Mostraram um comportamento correto ao longo das apresentações 9ºA 9ºB 28% 60% 12% 0% 29% 62% 9% 0% 0% 50% 100% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade- Prestaram atenção durante as apresentações dos trabalhos de grupo 9ºA 9ºB 93 Figura 64 – Respeitaram os colegas da turma (heteroavaliação à turma) (n=46) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Ao observamos os resultados da atitude/capacidade “respeitaram os colegas da turma”, denotamos que 16% dos alunos do 9ºA avaliaram os colegas de turma com a opção “sempre”, enquanto 72% consideraram que os colegas manifestara respeito “muitas vezes”, 12% selecionaram a opção “poucas vezes” e 0% opção “nunca”. Na turma do 9ºB, 16% dos estudantes apontam que os seus colegas de turma respeitaram “sempre”, 52% “muitas vezes”, 5% “muitas vezes” e 5% considera que “nunca” houve respeito pelos colegas da turma. Para concluir, constatamos que a maioria dos alunos do 9ºA e do 9ºB avaliaram os seus colegas de turma, com a opção “muitas vezes” nas três atitudes/capacidades analisadas. Também consideram que, por vezes, alguns alunos das duas turmas “poucas vezes” ou até mesmo “nunca” apresentam determinada atitude/capacidade avaliada. Porém, é de destacar que nenhum estudante do 9ºA considera que os seus colegas “nunca” apresentaram determinada atitude e/ou capacidade, ao longo das apresentações. Relativamente, à opção “sempre” observamos que esta não apresentou percentagens tão elevadas, se comparada com a autoavaliação e heteroavaliação concretizada pelos estudantes aos seus colegas de grupo, pois os alunos parecem entender que a turma, em geral, não mostrou, tão evidentemente, as três atitudes/capacidades propostas neste momento de avaliação. No decorrer das apresentações e enquanto os estudantes avaliaram os colegas de turma, a professora também avaliou as mesmas atitudes/capacidades de todos os alunos, através da observação direta e registada na Grelha de Avaliação Atitudinal – Apresentação dos Trabalhos de Grupo (ver anexo 7 e 9). É de destacar que esta Grelha, apenas permitirá aprofundar um pouco mais esta análise de resultados, não sendo um ponto fulcral deste estudo. Ao compararmos os resultados alcançados nas heteroavaliações aos colegas de turmas nas apresentações do 9ºA e a avaliação procedida 16% 72% 12% 0% 38% 52% 5% 5% 0% 20% 40% 60% 80% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Respeitaram os colegas da turma 9ºA 9ºB 94 pela docente, constatamos que as avaliações coincidem pois a professora avaliou os estudantes quanto às atitudes/capacidades, sobretudo com a opção “muitas vezes” tal como observamos nos totais (média). Relativamente à turma do 9ºB, a Grelha de Avaliação Atitudinal – Apresentação dos trabalhos de grupo (ver anexo 9), permite constatar que a professora avaliou os estudantes nas atitudes e/ou capacidades, sobretudo, com as opções “sempre” e “muitas vezes”. Ao compararmos estes resultados com a heteroavaliação dos alunos da turma, concluímos que as avaliações não coincidem totalmente, pois a maior parte dos alunos do 9ºB avaliaram a turma com a opção “muitas vezes”, sendo que a docente avaliou-os, por diversas vezes, com a opção mais elevada da escala de avaliação, “sempre”. 2.2- Resultados da Auto e Heteroavaliação das turmas História Iremos proceder à continuação da descrição global dos dados estatísticos da auto e heteroavaliações dos estudantes de História, das turmas do 9ºC e do 9ºD. Os resultados obtidos foram recolhidos, através da grelha de Auto e Heteroavaliação aplicada após a realização e apresentação do trabalho de grupo, tendo em conta os trabalhos de grupo desenvolvidos na disciplina de História. A grelha, referida anteriormente, é composta por várias atitudes e/ou capacidades, respetivamente às quais o aluno terá de selecionar a opção mais adequada para efetuar a auto e heteroavaliação, entre as seguintes opções: Sempre, Muitas vezes, Poucas vezes e Nunca. 2.2.1- Autoavaliação dos alunos do 9ºC e 9ºD Serão analisados os resultados obtidos na autoavaliação dos estudantes do 9ºC e do 9ºD, através das várias figuras de barras, em que cada capacidade e/ou atitude relativa à autoavaliação será analisada, estabelecendo sempre uma paralelismo entre as duas turmas. Figura 65 – Prestei atenção durante a realização do trabalho turma (Autoavaliação) (n=47) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação 58% 42% 0% 0% 57% 43% 0% 0% 0% 100% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Prestei atenção durante a realização do trabalho 9ºC 9ºD 95 A figura acima apresenta os resultados da autoavaliação dos estudantes do 9ºC e do 9ºD, quanto à forma como prestaram atenção durante a realização do trabalho. Assim, 58% dos alunos do 9ºC consideram que estiveram “sempre” atentos, 42% “muitas vezes” e nenhum aluno referiu as opções “poucas vezes” e “nunca”. Na turma do 9ºD, 57% dos estudantes apontam que estiveram “sempre” atentos durante a realização do trabalho. Já, 43% manifestaram-se atentos “muitas vezes” e, também nesta turma, nenhum aluno referiu as opções “poucas vezes” e “nunca”. Figura 66 – Pesquisei informações para o trabalho (Autoavaliação) (n=47) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Na figura 66, apresentam-se os resultados da autoavaliação dos alunos quanto à pesquisa de informações para o trabalho e, verificou-se que na turma do 9ºC, 67% dos alunos situaram-se na opção “sempre”, 29% “muitas vezes”, 4% “poucas vezes” e 0% “nunca”. Quanto à turma do 9ºD, a maioria dos estudantes, mais concretamente 56%, referiram que pesquisaram “sempre” informações para o trabalho, já 35% mencionam que pesquisaram informações “muitas vezes”, 9% “poucas vezes” e 0% “nunca”. Figura 67 – Empenhei-me em responder às várias propostas do trabalho (Autoavaliação) (n=47) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Ao observamos a figura acima, denotamos que 42% dos alunos da turma do 9ºC avaliaram-se com a opção “sempre”, 48% dos estudantes acham que se empenharam em responder às várias propostas do trabalho “muitas vezes” e nenhum aluno se avaliou com 42% 58% 0% 0% 48% 48% 4% 0% 0% 20% 40% 60% 80% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade- Empenhei-me em responder às várias propostas do trabalho 9ºC 9ºD 67% 29% 4% 0% 56% 35% 9% 0% 0% 50% 100% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Pesquisei informações para o trabalho 9ºC 9ºD 96 as opções “poucas vezes” e “nunca”. Na turma do 9ºD, 48% dos elementos desta turma consideraram que se empenharam “sempre” em responder às várias propostas do trabalho, 58% avaliaram-se com a opção “muitas vezes”, 4% com “poucas vezes” e 0% com “nunca”. Figura 68 – Participei na apresentação do trabalho (produto final) - (Autoavaliação) (n=47) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Os alunos também se autoavaliaram quanto à sua participação na apresentação do trabalho, verificando-se que 71% dos estudantes do 9ºC se avaliaram com a opção “sempre”, 29% consideraram que participaram “muitas vezes” e nenhum estudante se posicionou nas opções “poucas vezes” e “nunca”. Em relação à turma do 9ºD, 52% dos alunos avaliaram-se com a opção mais alta da escala, “sempre”. Já 44% reconheceram que participaram na apresentação “muitas vezes”, 4% “poucas vezes” e ninguém se avaliou com a opção “nunca”. Figura 69 – Realizei, em conjunto com o grupo, a situação problema do trabalho (Autoavaliação) (n=47) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação 54% 21% 25% 0% 52% 39% 9% 0% 0% 50% 100% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Realizei, em conjunto com o grupo, a situação problema do trabalho 9ºC 9ºD 71% 29% 0% 0% 52% 44% 4% 0% 0% 50% 100% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade- Participei na apresentação do trabalho (produto final) 9ºC 9ºD 97 Na quinta atitude e/ou capacidade autoavaliada, 54% dos alunos do 9ºC avaliaram-se com a opção “sempre”, 21% com “muitas vezes” e 25% com “poucas vezes”. Quanto à turma do 9ºD, 52% autoavaliou-se com a opção “sempre”, 39% dos alunos com “muitas vezes” e 9% com “poucas vezes”. Para finalizar, refira-se que nenhum dos estudantes do 9ºC e do 9ºD se autoavaliou com a opção “nunca”. Figura 70 – Contribui com ideias criativas (Autoavaliação) (n=47) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Na penúltima capacidade e/ou atitude em que os alunos se autoavaliaram, 21% dos estudantes do 9ºC consideraram que contribuíram “sempre” com ideias criativas, 62% selecionaram a opção “muitas vezes” e 17% “poucas vezes”. Em relação à turma do 9ºD, a maioria dos estudantes (52%) autoavaliou-se com a opção “sempre”, 31% consideraram que contribuíram com ideias criativas “muitas vezes”, 13% “poucas vezes” e 4% “nunca”. Figura 71 – Apresentei sugestões ao grupo (Autoavaliação) (n=47) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação A última capacidade e/ou atitude em que os alunos se autoavaliaram foi “apresentei sugestões ao grupo”, resultando que,38% da turma do 9ºC se autoavaliou com a opção “sempre”, 58% referem que apresentaram sugestões ao grupo “muitas vezes” e 4% “poucas vezes”. Na turma do 9ºD, 57% autoavaliou-se com a opção “sempre”, 39% com “muitas vezes” e 4% consideram que, apresentaram “poucas vezes” sugestões ao 38% 58% 4% 0% 57% 39% 4% 0% 0% 20% 40% 60% 80% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Apresentei sugestões ao grupo 9ºC 9ºD 21% 62% 17% 0% 52% 31% 13% 4% 0% 50% 100% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Contribui com ideias criativas 9ºC 9ºD 98 grupo. Destaca-se que nenhum dos estudantes, de ambas as turmas, se autoavaliou com a opção “nunca”, apresentando 0% de respostas. Em suma, inferimos que grande parte dos estudantes do 9ºC e do 9ºD se autoavaliou com as opções mais altas da escala, com “sempre” e “muitas vezes”. Porém, destaca-se que algumas atitudes e/ou capacidades surgem com maiores percentagens na opção “sempre”, outras apresentam percentagens mais elevadas na opção “muitas vezes”, existindo uma oscilação entre estas duas opções mais elevadas da escala. Na opção “poucas vezes”, concluímos que se verificou existir sempre uma percentagem de alunos da turma do 9ºD que considerou que esta opção foi a mais adequada à sua avaliação. Também na turma do 9ºC, alguns alunos se autoavaliaram assinalando a opção “poucas vezes”, todavia a frequência é menor, existindo um conjunto de atitudes e/ou capacidades que apresentam 0% nas duas escalas mais baixas (“poucas vezes” e “nunca”. Em relação à opção “nunca”, poucos são os estudantes que se autoavaliaram recorrendo a esta opção, em ambas as turmas. Surge, apenas, uma pequena percentagem numa atitude e/ou capacidade de estudantes do 9ºD a autoavaliarem-se com “nunca”. Em suma, constatamos que não há grandes disparidades entre as duas turmas, tendo-se autoavaliado de uma forma semelhante, tanto com as opções mais elevadas, “sempre” e “muitas vezes”, quer com as opções mais baixas da escala, “poucas vezes” e “nunca”. É de destacar que os estudantes do 9ºD avaliaram-se com maior frequência recorrendo às opções mais baixas, todavia os alunos do 9ºC quando se avaliaram com estas opções, normalmente, apresentam percentagens superiores, apesar de não ocorrer com tanta frequência. Ao compararmos a autoavaliação dos estudantes de História com a avaliação da professora que lecionou as aulas em que os trabalhos de grupo foram desenvolvidos e apresentados, através da Grelha de Avaliação Atitudinal – Realização do Trabalho de Grupo (ver anexo 13), considerando que os pontos avaliados foram iguais, quer para os estudantes, quer para a docente, verificou-se que a avaliação da professora coincide com a autoavaliações dos estudantes do 9ºC, pois através dos Totais (Média) detetamos que a professora os avaliou, geralmente, com as opções “sempre” e “muitas vezes”, bem como os estudantes desta turma se autoavaliaram. Em relação à turma do 9ºD, com recurso á observação direta, a professora preencheu a Grelha de Avaliação Atitudinal – Realização do Trabalho de Grupo (ver anexo 15), e verificou-se que as avaliações da docente e dos estudantes são concordantes. 99 Ao efetuarmos uma breve análise, entre a Grelha de Avaliação Atitudinal e os resultados obtidos anteriormente, a professora avaliou, os estudantes colocando-os, sobretudo nas opções “sempre” e “muitas vezes”. Globalmente, os alunos autoavaliam-se de igual forma. 2.2.2– Heteroavaliação dos alunos do 9ºC e 9ºD A partir daqui, analisaremos os resultados alcançados na heteroavaliação dos estudantes do 9ºC e do 9ºD, com base na grelha de auto e heteroavaliação entregue aos estudantes de História. Numa primeira etapa, serão apresentados e analisados os resultados da heteroavaliação face aos colegas de grupo. Relativamente à segunda etapa, debruçar-nos-emos sobre a heteroavaliação das atitudes e/ou capacidades dos colegas de turma, no decorrer das apresentações dos trabalhos de grupo. Figura72 – Prestou atenção durante a realização do trabalho (Heteroavaliação) (n=47) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Na análise de resultados sobre a heteroavaliação dos alunos aos seus colegas de grupo, iniciaremos com a seguinte atitude e/ou capacidade: “prestou atenção durante a realização do trabalho”. Constatamos que 56% dos alunos do 9ºC avaliaram os seus colegas de grupo com “sempre”, 36% apontou que prestaram atenção “muitas vezes”, 6% “poucas vezes” e 2% “nunca”. Quanto ao 9ºD, averiguamos que a maior percentagem da turma, 61%, avaliou os colegas do grupo de trabalho com a opção “sempre”, 37% com “muitas vezes”, 2% com “poucas vezes” e nenhum dos estudantes da turma considerou que os seus colegas de grupo “nunca” prestaram atenção durante a realização do trabalho. 56% 36% 6% 2% 61% 37% 2% 0% 0% 20% 40% 60% 80% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Prestou atenção durante a realização do trabalho 9ºC 9ºD 100 Figura 73 – Pesquisou informações para o trabalho (Heteroavaliação) (n=47) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Na figura 73 observamos os resultados da opinião dos alunos, quanto à forma como os colegas de grupo pesquisaram informações para o trabalho e verificamos que 69% da turma do 9ºC acham que os colegas de grupo pesquisaram informações “sempre”, 27% consideram que pesquisaram “muitas vezes”, 2% “poucas vezes” e 2% “nunca”. Na turma do 9ºD, denotamos que 57% avaliaram os seus colegas a opção com “sempre”, 41% indicaram que os colegas pesquisaram informações “muitas vezes”, 2% “poucas vezes” e 0% “nunca”. Figura 74 – Empenhou-se em responder às várias propostas do trabalho (Heteroavaliação) (n=47) Fonte: Grelhas de Auto e heteroavaliação da realização do trabalho de grupo e apresentação Na figura acima é possível vermos os resultados da heteroavaliação, quanto à atitude/capacidade “empenhou-se em responder às várias propostas do trabalho” e conclui-se que 54% dos alunos da turma do 9ºC selecionaram a opção “sempre”, 44% referiram-nos que os seus colegas de grupo empenharam-se em responder às propostas do trabalho “muitas vezes”, 2% “poucas vezes” e 0% “nunca”. Em relação ao 9ºD, 65% dos alunos avaliaram os seus colegas de grupo com a opção “sempre”, 44% com “muitas vezes”, 4% com “poucas vezes” e nenhum estudante (0%) considera que os seus colegas “nunca” se empenharam em responder às propostas do trabalho. 69% 27% 2% 2% 57% 41% 2% 0% 0% 20% 40% 60% 80% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade- Pesquisou informações para o trabalho 9ºC 9ºD 54% 44% 2% 0% 65% 31% 4% 0% 0% 20% 40% 60% 80% Sempre Muitas vezes Poucas Vezes Nunca Atitude/Capacidade - Empenhou-se em responder às várias propostas do trabalho 9ºC 9ºD 107 Resultados gerais – 9ºA Níveis N.º alunos % 1 0 0,0% 2 0 0,0% 3 4 15,4% 4 18 69,2% 5 4 15,4% Negativas 0 0% Positivas 26 100% Total 26 100% Quadro 7 – Resultados gerais da Ficha de Avaliação Sumativa de Geografia 9ºA (n=26) Fonte: Ficha de Avaliação Sumativa de Geografia - Resultados Figura 82 – Resultados: Positivos e Negativos 9ºA (n=26) Fonte: Ficha de Avaliação Sumativa Geografia – Resultados 0% 100% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Negativas Positivas Resultados: Positivos e Negativos - 9ºA Figura 83 – Classificações alcançadas nas Fichas de Avaliação Sumativa 9ºA (n=26) Fonte: Ficha de Avaliação Sumativa Geografia - Resultados 0,0% 0,0% 15,4% 69,2% 15,4% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 12345 Níveis Classificações alcançadas - 9ºA 108 Figura 84 – Sucesso por questão na turma do 9ºA (n=26) Fonte: Ficha de Avaliação Sumativa de Geografia – Resultados Através do quadro e das figuras acima representados, verificamos que 100% dos estudantes do 9ºA atingiram nota positiva na ficha de avaliação, sendo que nenhum aluno obteve nota negativa (0%). Mais especificamente, constatamos que cerca de 15% obtiveram nível 3 (Suficiente); cerca de 69% alcançaram nível 4 (Bom) na ficha, correspondendo a mais de metade da turma; também verificamos que aproximadamente 15% atingiu o nível 5 (Muito Bom). 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 1 2 3 4 5.1 5.1.1 5.2 5.3 5.4 6.1 6.2 6.3 7.1 7.2 8 8.1 Sucesso por questão - 9ºA Respostas certas Resp. incompletas Respostas erradas Resp. não dadas 109 Resultados gerais – 9ºB Níveis N.º alunos % 1 0 0,0% 2 0 0,0% 3 6 24,0% 4 17 68,0% 5 2 8,0% Negativas 0 0% Positivas 25 100% Total 25 100% Quadro 8 – Resultados gerais da Ficha de Avaliação Sumativa de Geografia 9ºB (n=25) Fonte: Ficha de Avaliação Sumativa Geografia - Resultados Figura 85 – Resultados: Positivos e Negativos 9ºB (n=25) Fonte: Ficha de Avaliação Sumativa Geografia - Resultados 0% 100% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Negativas Positivas Resultados: Positivos e Negativos - 9ºB Figura 86 – Classificações alcanças nas Fichas de Avaliação Sumativa9ºB (n=25) Fonte: Ficha de Avaliação Sumativa Geografia – Resultados 0,0% 0,0% 24,0% 68,0% 8,0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 1 2 3 4 5 Níveis Classificações alcançadas - 9ºB 110 Figura 87 – Sucesso por questão na turma do 9ºB (n=25) Fonte: Ficha de Avaliação Sumativa de Geografia – Resultados Nas figuras 84 e 85 e no quadro 6, denotamos que 100% dos alunos do 9ºB alcançaram nota positiva na ficha de avaliação, não havendo nenhum estudante que tenha obtido nota negativa. Relativamente, aos níveis que os alunos atingiram, constatamos que nenhum aluno se situou nos níveis 1 (Fraco) e 2 (Insuficiente), 24% dos estudantes do 9ºB obtiveram o nível Suficiente, equivalente ao nível 3. Já 68% dos elementos da turma conseguiram nível 4 (Bom) e 8% nível 5 (Muito Bom). Especificando as questões propostas na ficha, refira-se que a etapa 1 era composta por um exercício de preenchimento de espaços, sobre um esquema dos meios e modos de transporte, tal como se pode observar na ficha de avaliação sumativa de Geografia (ver anexo 17). Neste primeiro exercício, na turma do 9ºA, assinalamos que 46% dos alunos respondeu corretamente ao primeiro exercício, já os restantes elementos da turma, respondeu de forma incompleta. Isto significa que os alunos concretizaram o exercício, mas erraram alguns dos itens. Quanto à turma do 9ºB, verificamos que nenhum aluno errou na resposta e seis alunos acertaram-na na totalidade. Contudo, uma parte considerável da turma (72%), não conseguiu formular uma resposta totalmente correta, pelo que se considerou ser uma resposta incompleta, tal como se pode observar na figura 87 – Sucesso por questão na turma do 9ºB. Também é de destacar que 8% da turma não formulou qualquer resposta à questão. 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 1 2 3 4 5.1 5.1.1 5.2 5.3 5.4 6.1 6.2 6.3 7.1 7.2 8 8.1 Sucesso por questão - 9ºB Respostas certas Resp. incompletas Respostas erradas Resp. não dadas 111 A etapa 2 era composta por um exercício de correspondência (ver anexo 17), tendo-se verificado que todos os alunos do 9ºB responderam à questão e não houve nenhuma resposta errada, tal como podemos observar na figura 87. A grande maioria dos alunos (68%) acertaram totalmente na questão. Já, 32% responderam à questão de forma incompleta. A turma do 9ºA obteve cerca de 69% das respostas corretas, apresentando resultados muito semelhantes aos da turma do 9ºB. Relativamente às respostas incompletas verificou-se um total de 23%, sendo um valor inferior, ao apresentado pela turma do 9ºB. Porém, a grande diferença que se verificou entre as turmas foi o número de respostas erradas, tal como podemos observar nas figuras dos resultados, 8% dos alunos da turma do 9ºA errou o segundo grupo da ficha, enquanto que na turma do 9ºB ninguém errou nesta resposta. Relativamente à questão 3, apresentou-se um exercício de resposta aberta, que visava relacionar vários documentos, nomeadamente um mapa e uma tabela sobre o modo de transporte/custo da viagem (só ida). Na turma do 9ºB, nenhum dos alunos conseguiu acertar, na totalidade, à questão, tendo 12% da turma errado na resposta e 88% respondido de uma forma incompleta. Na turma do 9ºA, na mesma questão 3 da ficha de avaliação sumativa, uma parte considerável da turma acertou na questão (73%), já 23% das respostas, dos alunos do 9ºA, foram incompletas. Os valores de respostas erradas foram reduzidos, 4% da turma não conseguiu formular uma resposta que atingisse quaisquer critérios pretendidos. A 4ª etapa era composto, apenas, por um exercício de correspondência entre duas colunas distintas (ver anexo 17). É de evidenciar, que esta questão foi a que obteve melhores resultados, relativamente à restante ficha de avaliação. Nas figuras 86 e 87, verificamos que 100% dos alunos de, ambas as turmas acertaram na resposta deste exercício. Como já foi referido anteriormente, até ao exercício 4, a ficha debruçou-se sobretudo na unidade didática “Atividades Económicas”. Assim, pudemos observar que a maioria dos estudantes do 9ºB, nestes 4 grupos, respondeu às questões, apenas no primeiro grupo 8% da turma não respondeu. Relativamente às respostas erradas, verificou-se um valor reduzido, destacando-se apenas o grupo 3 da ficha, com 12% de respostas erradas. A turma do 9ºA obteve mais respostas corretas, sendo que as percentagens comprovam tal facto, enquanto o 9ºB apresenta com maior percentagem de respostas incompletas, tal como é possível observar-se nas figuras acima. Assim, 112 podemos concluir que a maioria dos estudantes das duas turmas compreenderam a temática avaliada nestes quatro grupos, contudo ainda prevaleceram algumas dúvidas. Passando para os exercícios seguintes da ficha de avaliação, a 5ªetapa foi composta por cinco exercícios, que envolveram sempre a interpretação e análise de um mapa, para a resolução dos exercícios (ver anexo 17). Neste conjunto de exercícios (5.1; 5.1.1; 5.2; 5.3 e 5.4) pudemos observar, através da figura 86, que na turma do 9ºA, as respostas corretas obtiveram valores elevados, destacando-se a questão 5.2 com 96% da turma a acertar na resposta e, de seguida, surge o exercício 5.1 com 84% de respostas corretas. Também é de destacar que as respostas erradas alcançaram percentagens reduzidas, poucos foram os alunos que erraram neste conjunto de questões. Quanto aos estudantes do 9ºA, o seu desempenho não foi tão bom, se comparado com o da turma do 9ºB, pois as percentagens das respostas corretas foram inferiores. Assim podemos concluir que os alunos do 9ºA apresentaram maiores dificuldades em formularem uma resposta correta na etapa 5 da ficha de avaliação sumativa. A questão que apresentou piores resultados na turma do 9ºB, na etapa 5 foi o 5.3, com apenas 44% da turma a conseguir formular uma resposta correta; 36% dos alunos do 9ºB formulou uma resposta, incompleta ou com algumas imprecisões; 12% dos estudantes apresentaram uma resposta errada e 8% não respondeu à questão. Questionamo-nos se, o facto deste exercício requerer uma resposta aberta, terá tido implicação nos resultados apresentados neste item (5.3). Todavia, na turma do 9ºA verificaram-se melhores resultados na questão 5.3, sendo que 58% da turma respondeu corretamente e nenhum aluno errou totalmente ao formular a resposta. Ao longo da ficha, foi-nos possível detetar que os alunos da turma do 9ºA apresentavam menos dificuldades nas questões de respostas abertas, enquanto que no 9ºB, verificamos o inverso. Passando para a etapa/grupo 6 da ficha de avaliação, composto por três exercícios, foi solicitado aos estudantes que lessem e analisassem uma tabela sobre “a evolução do IDH de alguns países”, para responderem às questões colocadas, tal como é possível observar na ficha de avaliação sumativa de Geografia (ver anexo 17). Neste grupo de exercícios, na turma do 9ºA verificamos que 58%, isto é a maioria dos alunos responderam corretamente à questão 6.1, de acordo com o 85, onde também se constata que 19% dos estudantes desta turma respondeu à questão de forma incompleta. É de evidenciar que um número considerável de alunos, cerca de 15%, erraram à questão e 8% não respondeu. 113 A turma do 9ºB, nas três questões, obteve resultados um pouco distintos entre si, verificando-se que no exercício 6.1, não houve qualquer resposta errada. Contudo, apenas 48% da turma acertou completamente na questão. A maioria dos restantes elementos da turma (48%) formulou uma resposta, mas encontrava-se incompleta ou com alguns erros. Já, 4% dos estudantes não concretizaram qualquer resposta à questão, tal como se pode observar na figura 87. Na questão 6.2, todos os estudantes do 9ºB responderam, porém 16% erraram na sua resposta. Destaca-se a percentagem de respostas corretas que a questão obteve, cerca de 76%. Os restantes 8% dos alunos da turma responderam ao exercício, contudo de uma forma incompleta e/ou com alguns erros. Para conseguirem formular a resposta, os estudantes necessitavam de proceder à leitura e análise de uma tabela presente na ficha de avaliação sumativa, porém denotamos que ainda existiram dificuldades, por parte de alguns alunos da turma, em analisar documentos. No 9ºA, o exercício 6.2 apresentou uma percentagem diminuta de respostas corretas à questão, apenas 31%. Sendo que a grande maioria respondeu de forma incompleta e/ou com alguns erros. Assim, constatamos que o 9ºA obteve piores resultados nesta questão, apresentando maiores dificuldade em interpretar e analisar documentos. Para terminar a 6ª etapa apresentou-se a questão 6.3, o qual exigia uma resposta aberta, que requeria a análise de uma tabela, presente na ficha. Detetou-se que poucos alunos do 9ºB (8%), conseguiram responder corretamente à questão, sendo que a maior parte dos estudantes (68%) respondeu à questão, apresentando algumas lacunas e/ou incorreções. Já, 16% dos estudantes responderam à questão de forma errada. Neste exercício, verificaram-se algumas dificuldades, salientando-se que se tratava, novamente, de uma questão de resposta aberta. A turma do 9ºA, também apresentou resultados muito semelhantes aos do 9ºB, pois, apenas 8% da turma redigiu uma resposta completamente correta, no entanto registaram-se menos alunos a errarem na resposta, apenas 4%. Assim, podemos concluir que uma grande percentagem dos estudantes formularam uma resposta incompleta e/ou com algumas incoerências científicas. Posteriormente, surgiu a penúltima etapa da ficha, a 7ª, constituída por dois exercícios, em que, aos estudantes, era pedido que lessem e interpretassem um documento escrito. Na questão 7.1, propunha-se aos alunos que indicassem um título adequado ao documento/texto, tendo-se verificado que quase toda turma do 9ºB foi capaz responder corretamente ao solicitado, ou seja, 96% apresentou uma resposta correta e 4% errou. No 114 9ºA foi possível verificar que 77% dos alunos foram capazes de formular um título adequado ao texto. Já, 19% da turma do 9ºA construiu um título, que não se encontrava adequados e 4% errou a resposta. Assim, podemos constatar que os estudantes da turma do 9ºA mostraram maiores dificuldades em formular um título ajustado ao que era solicitado. Na questão 7.2, pretendia-se que os alunos construíssem uma resposta com base na leitura do documento escrito apresentado e, pode-se confirmar que, cerca de metade dos estudantes do 9ºB acertaram na resposta, obtendo assim, a totalidade da cotação. Já, 28% da turma respondeu á questão, de forma incompleta e apenas 4% errou à questão. No 9ºA, 65% dos alunos acertaram na resposta, mas também, denotamos que 31% errou este ponto, pelo que podemos concluir que, uma parte considerável dos estudantes, em ambas as turmas, não conseguiu interpretar e analisar o documento escrito da forma mais correta. Contudo, denotamos que na turma do 9ºA se verificou um maior número de respostas erradas, comparativamente com o 9ºB. Estas etapas da ficha de avaliação debruçaram-se sobre a unidade didática “Contrastes de Desenvolvimento”, como já foi referido anteriormente. Com análise das respostas dadas pelos alunos nas etapas 5, 6 e 7, averiguamos que ainda permaneciam algumas lacunas no estudo desta temática. Para finalizar a ficha de avaliação sumativa de Geografia, os estudantes tinham de responder a uma última etapa, mais especificamente a 8ª, onde, através de uma questão de escolha múltipla, se pretendia que os estudantes selecionassem o modo de transporte mais adequado, em Portugal (ver anexo 17), tendo em conta o fator distância-tempo. Verificamos que 88% da turma do 9ºB conseguiu responder corretamente à questão de escolha múltipla, contudo 12% errou na seleção do modo de transporte mais adequado. Na turma do 9ºA todos os estudantes acertaram na resposta de escolha múltipla, sendo esta a questão que melhores resultados apresentou em todo a ficha de avaliação, nesta turma. Era ainda solicitado no exercício 8.1, que se explicasse a opção tomada na questão anterior e verificou-se um decréscimo de respostas corretas, pois os estudantes não conseguiram explicar, da melhor forma a sua escolha, apresentando algumas lacunas na resposta. Assim, pode observar-se na figura 87 que, 64% dos alunos do 9ºB formularam uma resposta correta e, cerca de 24% da turma respondeu à questão, de forma incompleta e com alguns erros. Assinala-se ainda o facto de 12% dos estudantes terem errado na justificação que apresentaram. 115 Na turma do 9ºA os resultados também apresentaram um decréscimo, uma vez que, apesar de todos os estudantes terem respondido corretamente à etapa 8, nem todos justificaram a sua escolha. Assim, verificamos que apenas 65% dos alunos responderam corretamente, concluindo-se que, uma parte da turma não conseguiu justificar a sua posição ou fê-lo de forma incompleta e/ou com alguns erros (35%). Os resultados finais desta ficha foram positivos e, em ambas as turmas, alterou algumas tendências verificadas, noutros momentos de avaliação, ao longo do ano letivo, que pudemos constatar no decorrer do estágio pedagógico, por termos tido acesso aos resultados das fichas de avaliação anteriores nas reuniões do Conselho de Turma. Assim, na turma do 9ºB, ao longo do ano, os resultados apresentados foram, globalmente, inferiores, isto é, habitualmente, uma percentagem muito reduzida da turma atingia nota positiva nas fichas, oscilando entre as 6 e as 8 positivas. Destas positivas, apenas 1 a 2 atingiam o nível 4 (Bom) e, as restantes ficavam-se pelo nível 3 (Suficiente) 5 . A correção e análise desta ficha de avaliação, tal como se apresentou anteriormente, permitiu verificar que toda a turma obteve resultados positivos na ficha e, pela primeira vez no ano letivo, alunos a alcançarem o nível 5 (Muito Bom), pelo que se conclui que, os estudantes do 9ºB, melhoraram consideravelmente os seus resultados alcançados em fichas de avaliação. Quanto ao 9ºA a situação foi inversa, isto é, apesar dos estudantes terem atingido resultados positivos, os seus níveis desceram ligeiramente, comparativamente aos resultados das fichas de avaliação anteriores. Tal como se verificou, 100% da turma atingiu nota positiva na ficha e, mais de metade da turma, alcançou nível 4 (Bom), porém os resultados foram inferiores aos habituais, pois a maioria da turma, 10 a 12 alunos, atingiam o nível 5 (Muito Bom) e, nesta ficha de avaliação, apenas 4 alunos alcançaram esse nível. Também se verificou um aumento, de 2 para 4 alunos, na menção suficiente (nível 3) 6 . 3.2 – Ficha de Avaliação Sumativa à disciplina de História (9ºC e 9ºD) Continuaremos com a descrição global dos dados, quanto aos resultados obtidos pelos alunos do 9ºC e do 9ºD na ficha de avaliação sumativa da disciplina de História. Iremos verificar os resultados atingidos pelos estudantes de uma forma geral, mas também procederemos à análise dos resultados de cada questão da ficha de avaliação 5 Informações recolhidas dos Conselhos de Turma do 9ºB 6 Informações recolhidas dos Conselhos de Turma do 9ºA 116 sumativa, recorrendo à comparação entre as duas turmas de História. É de evidenciar, que no final da apresentação dos resultados, iremos formular uma conclusão com recurso a algumas informações 7 das fichas de avaliação sumativa realizados pelos mesmos estudantes anteriormente, mas aplicado por professores diferentes. 7 Informações recolhidas nos Conselhos de Turma do 9ºC e 9ºD Figura 89 – Classificações alcançadas nas Fichas de Avaliação Sumativa 9ºC (n=25) Fonte: Ficha de Avaliação Sumativa História - Resultados 0,0% 0,0% 36,0% 56,0% 8,0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 12345 Níveis Classificações alcançadas - 9ºC Figura 88 – Resultados: Positivos e Negativos 9ºC (n=25) Fonte: Ficha de Avaliação Sumativa de História - Resultados 0% 100% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Negativas Positivas Resultados: Positivos e Negativos - 9ºC Resultados gerais – 9ºC Níveis N.º alunos % 1 0 0,0% 2 0 0,0% 3 9 36,0% 4 14 56,0% 5 2 8,0% Negativas 0 0% Positivas 25 100% Total 25 100% Quadro 9 – Resultados gerais da Ficha de Avaliação Sumativa de Historia 9ºC (n=25) Fonte: Ficha de Avaliação Sumativa Historia - Resultados 123 Após a análise estatística das fichas de avaliação sumativas de História, nas duas turmas, o resultado obtido pelos alunos foi positivo. Porém, verificou-se alteração de tendência de alguns resultados, tendo em consideração as fichas concretizadas anteriormente pelas turmas. É de destacar que as fichas anteriores foram aplicadas pela Professora Orientadora de História. Ao comparar os resultados das fichas anteriores com as desta, constatamos que alguns estudantes da turma do 9ºC desceram os resultados, comparativamente com os resultados anteriores, pois na turma do 9ºD, ao longo do ano letivo os alunos apresentavam níveis de desempenho consideravelmente altos, isto é, habitualmente praticamente toda a turma, tinha positiva, sendo que apenas 1 ou 2 alunos apresentavam nível negativo nas fichas e a grande maioria da turma atingia os níveis 4 (Bom) e 5 (Muito Bom) nos resultados das fichas. No caso da ficha analisada neste estudo, constatamos que aumentou o número de alunos que obtiveram nível 3 (Suficiente), pois anteriormente apenas 4 a 5 alunos 8 atingiam este nível, bem como o número de alunos que alcançaram o nível 4 (Bom), sendo que anteriormente 9 a 11 alunos, em média, alcançavam o quarto nível. Contudo, denotou-se um decréscimo de estudantes que alcançaram o nível mais elevado, 5 (Muito Bom), pois precedentemente, cerca de 9 a 10 alunos atingiam o nível 5. Em suma, constatamos que, por um lado, um maior número de alunos se ficou pelos níveis 3 e 4 nesta ficha e, por outro lado, o número de alunos com nível 5, desceu consideravelmente, sendo que nem todos os estudantes conseguiram atingir “Muito Bom” nesta ficha, como nas fichas anteriores. Quanto ao 9ºD, a situação foi distinta em relação ao 9ºC, pois a maioria dos estudantes do 9ºD aumentou os seus resultados nesta ficha, pois cerca de metade dos alunos apresentavam, habitualmente, nota negativa nas fichas de avaliação de História e, a outra metade, alcançava nota positiva 9 . De imediato, verificamos que os resultados subiram consideravelmente, pois, toda a turma alcançou nota positiva (100%). Tal como observamos anteriormente, 10 alunos do 9ºD conseguiram nível 3 (Suficiente), sendo que anteriormente apenas cerca de 8 a 9 alunos atingiam este resultado, já no nível 4 (Bom) situaram-se 9 estudantes, verificando-se, um aumento significativo no número de alunos que alcançaram o “Bom”, pois nas fichas de avaliação anteriores apenas 3 a 4 alunos 10 atingiam este nível. 8 Informações recolhidas nos Conselhos de Turma do 9ºC 9 Informações recolhidas nos Conselhos de Turma do 9ºD 10 Informações recolhidas nos Conselhos de Turma do 9ºD 124 Em relação aos estudantes que obtiveram nível 5 (Muito Bom), constatamos que nesta ficha, 4 alunos do 9ºD conseguiram “Muito Bom”, verificando-se que o número de alunos que obtiveram este nível subiu, pois, nas fichas de avaliação anteriores, nenhum aluno conseguia obter “Muito Bom”. Em suma, denotamos que os resultados do 9ºD subiram consideravelmente nesta ficha de avaliação sumativa, sobretudo nos níveis 4 e 5, mas também verificamos que o nível 2, que apresentava uma grande incidência nesta turma, desceu para 0 estudantes. 4 – Avaliação Sumativa ao longo do 3º ciclo do EB Para finalizar a análise de resultados, consideramos pertinente para este estudo, analisarmos as classificações obtidas às disciplinas de História e Geografia pelos estudantes das quatro turmas, ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico. Assim, recolhemos as classificações de todos os alunos desde o 7º até ao 9ºano de escolaridade, incidindo apenas no 3º período de cada ano de escolaridade, no sentido de compreender a evolução das classificações finais no decorrer do ciclo de estudos. Salienta-se que, nas turmas de Geografia (9ºA e 9ºB) apenas foram levantadas as classificações da disciplina de Geografia, enquanto que nas turmas de História (9ºC e 9ºD), recolhemos as classificações da disciplina de História. 4.1 – Avaliação Sumativa dos alunos de Geografia (9ºA e 9ºB) Seguidamente realizaremos a descrição global dos dados estatísticos, relativos às classificações obtidas pelos estudantes do 9ºA e do 9ºB, ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico, na disciplina de Geografia. É relevante referir, que iremos analisar as classificações obtidas no 3º período, por ano de escolaridade e estabelecer comparação entre as duas turmas. Figura 94 – Classificações obtidas no 7ºano de escolaridade à disciplina de Geografia (n=52) Fonte: Registo Individual dos alunos 0% 0% 15% 54% 31% 0% 34% 66% 0% 0% 0% 30% 60% 90% Níve 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Classificações obtidas no 7º ano de escolaridade à disciplina de Geografia 7ºA 7ºB 125 Na figura 94 podem observar-se as classificações obtidas no 7ºano de escolaridade, na disciplina de Geografia, do 7ºA e do 7ºB. É importante referir, que estas turmas do 7º ano de escolaridade foram a base inicial da turma do 9ºA e do 9ºB, apesar de, ao longo dos anos letivos, terem entrado e saído diversos alunos, constituindo as atuais turmas da amostra deste estudo. No 7ºA, denotamos que 0% dos estudantes, no final do ano letivo 2011/2012, terminaram com os níveis 1 e 2 à disciplina de Geografia, 15% dos alunos concluíram o 7ºano de escolaridade com nível 3; mais de metade da turma (54%) finalizou com nível 4 e 31% dos alunos do 7ºA obtiveram nível 5. Em relação ao 7ºB, constatamos que 34% da turma terminou o 7º ano com nível 2 a Geografia; mais de metade da turma (66%) finalizou com nível 3; e 0% dos estudantes obtiveram os níveis 1, 4 e 5. Em suma, parece evidente, da análise das classificações finais do 7ºano de escolaridade destas turmas, que a turma do 7ºA obteve melhores resultados na disciplina de Geografia, do que o 7ºB. Figura 95 – Classificações obtidas no 8ºano de escolaridade à disciplina de Geografia (n=52) Fonte: Registo Individual dos alunos Através da figura acima, temos acesso às classificações obtidas no 8ºano de escolaridade, na disciplina de Geografia, pelas turmas do 8ºA e 8ºB. Na turma do 8ºA, denotamos que 4% dos estudantes obteve nível 2 na disciplina de Geografia, no final do ano letivo 2012/2013, 35% da turma terminou o 8ºano com nível 3 a Geografia, a grande maioria dos alunos (53%), terminou com nível 4 e 8% com nível 5. Em relação à turma do 8ºB, verificamos que 18% da turma terminou o 8ºano de escolaridade com nível 2 a Geografia, mais de metade do 8ºB (68%) obteve nível 3, 9% terminou o ano letivo com nível 4 à disciplina de Geografia e 5% com nível 5. Em conclusão, na turma A, constatamos que as classificações finais relativas à disciplina de Geografia centram-se, sobretudo, nos níveis 3 e 4, no 8º ano de escolaridade. 0% 4% 35% 53% 8% 0% 18% 68% 9% 5% 0% 50% 100% Níve 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Classificações obtidas no 8º ano de escolaridade à diciplina de Geografia 8ºA 8ºB 126 Quanto à turma B, as classificações finais centralizam-se nos níveis 2 e 3 na mesma disciplina. Figura 96 – Classificações obtidas no 9ºano de escolaridade à disciplina de Geografia (n=52) Fonte: Registo Individual dos alunos A figura 96 permite-nos visualizar as classificações obtidas pelos estudantes no 9ºano, na disciplina de Geografia, no 3º período. Relativamente ao 9ºA, observar-se que 0% dos estudantes terminaram o 9ºano com nível 1 ou 2 na disciplina; 20% dos estudantes do 9ºA concluíram o ensino básico com nível 3 e a grande maioria da turma, obteve resultados de nível mais elevado o ano letivo 2013/2014, especificamente, 72% dos alunos com nível 4 e 8% com nível 5. Já na turma do 9ºB, 12% dos alunos terminaram o 9ºano de escolaridade com nível 2 a Geografia, 80% com nível 3, constituindo este grupo a grande maioria dos alunos da turma; 8% acabaram com nível 4 e nenhum estudante desta turma obteve classificação de 1 ou de 5 a Geografia, no final do 9ºano. Para concluir, na turma do 9ºA observamos que os estudantes concentram-se, sobretudo, no nível 4 e, posteriormente, no nível 3. Em relação ao 9ºB, genericamente, constamos que a grande maioria dos estudantes se ficou pelo nível 3, surgindo, de seguida, o nível 2 com maior número de estudantes do 9ºano de escolaridade, desta turma. 0% 0% 20% 72% 8% 0% 12% 80% 8% 0% 0% 30% 60% 90% Níve 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Classificações obtidas no 9º ano de escolaridade à disciplina de Geografia 9ºA 9ºB 127 Figura 97 – Evolução das Classificações da Turma “A” ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico (n=26) Fonte: Registo Individual dos alunos A figura 97 permite-nos compreender a evolução das classificações da turma A, no decorrer do 3º ciclo do Ensino Básico. Em relação ao nível 1, constatamos que nenhum estudante, ao longo dos 3 anos, obteve esta classificação na disciplina de Geografia. Quanto ao nível 2, denotamos que enquanto que, no 7ºano nenhum estudante obteve 2, já no 8ºano a percentagem subiu de 0% para 4% de alunos. Mas no 9ºano de escolaridade, a percentagem de estudantes com nível 2 desceu, retomando, novamente, os 0%. Em relação ao nível 3, detetamos que do 7ºano para o 8ºano de escolaridade se registou um aumento no número de alunos com 3 e do 8ºano para o 9ºano a percentagem desceu, de 35% para 20%. Relativamente ao nível 4, do 7ºano de escolaridade para o 8ºano, praticamente se manteve a percentagem de alunos com 4, havendo uma variação de, apenas 1%. Tendo-se registado um aumento significativo no número de alunos que obtiveram nível 4 no 9ºano, da turma A. Para terminar, verificamos que do 7ºano para o 8ºano desceu consideravelmente a percentagem de estudantes com nível 5, enquanto que do 8ºano para o 9º ano se manteve a percentagem dos alunos com nível 5 a Geografia. Em suma, denotamos que uma parte considerável da turma desceu as suas classificações a Geografia do 7ºano para o 8ºano de escolaridade; Porém, do 8ºano para o 9ºano 0% 0% 15% 54% 31% 0% 4% 35% 53% 8% 0% 0% 20% 72% 8% 0% 20% 40% 60% 80% Níve 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Evolução das Classificações da Turma do "A" ao longo do 3º Ciclo do EB 7ºA 8ºA 9ºA 128 melhoraram as suas classificações finais, todavia, não se assemelhando às classificações obtidas no 7ºano, mantendo-se inferiores no final do ciclo de estudos. Figura 98 – Evolução das Classificações da Turma “B” ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico (n=26) Fonte: Registo Individual dos alunos Através da figura 98, conseguimos ter acesso à evolução das classificações da turma do 9ºB no decorrer do 3º ciclo, na disciplina de Geografia. Verificando-se que, nenhum estudante desta turma terminou nenhum ano letivo do 3º ciclo do ensino básico com nível 1 na disciplina de Geografia. Em relação ao nível 2, constatamos que, ao longo dos 3 anos de escolaridade, a percentagem de estudantes com nível 2 foi decrescendo, sendo que, do 7ºano para o 8ºano diminuiu de 34% para 18% e do 8ºano para o 9ºano baixou de 18% para 12% o número de estudantes com nível 2. Quanto ao nível 3, verificou-se que, do 7ºano para o 8ºano, a percentagem de alunos com 3 sofreu uma pequena variação de 2%; do 8ºano para o 9ºano registou-se um acréscimo, aumentando de 68% para 80%. Já no nível 4, do 7ºano para o 8ºano, notou-se uma subida da percentagem de estudantes que concluíram com 4 a Geografia, subindo de 0% para 9% e do 8ºano para o 9ºano as alterações foram pouco significativas, porém ocorreu um pequeno decréscimo, de 9% para 8%. Para terminar, do 7ºano de escolaridade para o 8ºano, observamos que a percentagem de estudantes da turma B aumentou com nível 5, de 0% para 5%; todavia, do 8ºano para o 9ºano de escolaridade voltou a decrescer, atingindo, novamente, 0%. Para finalizar, concluímos que a percentagem de alunos com positiva no final do ano letivo aumentou, pois o nível 2 foi decrescendo ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico, já o nível 3 foi aumentando ao longo deste ciclo de estudos, bem como, a percentagem de estudantes com nível 4 e 5 que acabaram por aumentar no 8ºano. Assim, concluímos que os estudantes da turma B foram melhorando as suas classificações ao longo dos 3 anos, aumentando a percentagem de alunos com positiva no final de cada ano letivo. 0% 34% 66% 0% 0%0% 18% 68% 9% 5% 0% 12% 80% 8% 0% 0% 30% 60% 90% Níve 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Evolução das Classificações da Turma do "B" ao longo do 3º Ciclo do EB 7ºB 8ºB 9ºB 129 4.2 – Avaliação Sumativa dos alunos de História (9ºC e 9ºD) Continuaremos com a descrição global dos dados estatísticos, relativos às classificações alcançadas pelos estudantes do 9ºC e do 9ºD ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico, na disciplina de História. Iremos proceder à análise das classificações obtidas por ano de escolaridade, permitindo a concretização de uma análise, quer evolutiva, quer comparativa entre as duas turmas. Figura 99 – Classificações obtidas no 7ºano de escolaridade à disciplina de História (n=54) Fonte: Registo Individual dos alunos Na figura 99, espelharam-se as classificações alcançadas no 7ºano de escolaridade à disciplina de História das turmas C e D. Será importante destacar que estas turmas de 7º ano constituem a base inicial das atuais turmas do 9ºC e do 9ºD. No 7ºC, a atual turma do 9ºC, constatamos que nenhum estudante obteve nível 1 e 2 (0%), já, 38% dos alunos da turma terminou o 7ºano de escolaridade com nível 3 na disciplina de História; 42% dos estudantes do 7ºC alcançaram o nível 4, no 3º período do 7ºano e 20% dos alunos acabaram com nível 5 a História. Em relação ao 7ºD, denotamos que 0% da turma obteve nível 1 ou 2 à disciplina de História; Já, 44% dos estudantes alcançaram nível 3; 52% dos alunos do 7ºC terminaram com nível 4 a História e 4% concluíram com nível 5. Em suma, detetamos que a grande maioria dos alunos da turma C, terminaram o 7ºano de escolaridade com nível 3 e 4, também se destaca que uma percentagem inferior (20%), mas significativa de alunos que concluíram História com nível 5. Enquanto no 7ºD, constatamos que os alunos encontram-se divididos em dois níveis de classificação, os níveis 3 e 4, quanto ao nível 5 verificamos que uma percentagem reduzida de estudantes terminou História com nível 5. É evidente, a partir desta análise, que a turma 0% 0% 38% 42% 20% 0% 0% 44% 52% 4% 0% 20% 40% 60% Níve 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Classificações obtidas no 7º ano de escolaridade à disciplina de História 7ºC 7ºD 130 do 7ºC apresentou melhores resultados, pois ostenta uma percentagem considerável de níveis 5. Todavia, as diferenças entre as duas turmas, não são muito díspares. Figura 100 – Classificações obtidas no 8ºano de escolaridade à disciplina de História (n=54) Fonte: Registo Individual dos alunos Com recurso à figura 100, observamos as classificações obtidas no 8ºano de escolaridade, na disciplina de História, pelas turmas C e D. Na turma do 8ºC, detetamos que 0% dos estudantes atingiram nível 1 e 2 no ano letivo 2012/2013 nesta disciplina de História; 24% da turma do 8ºC terminou o 8ºano com nível 3 a História; 48% dos alunos concluíram o 8ºano com nível 4 à disciplina; e 28% dos estudantes concluíram com nível 5, a História. Na turma do 8ºD, constatamos que 0% dos alunos concluíram o 8ºano com 1 ou 2 nesta disciplina, a grande maioria dos estudantes (52%) alcançou o nível 3, 44% da turma terminou com nível 4 e 4% com nível 5. Para concluir, na turma C averiguamos que as classificações finais à disciplina de História centraram-se, sobretudo, nos níveis 4 e 5 no 8ºano de escolaridade. Já na turma D, as classificações finais do 3º período do 8ºano, centralizaram-se nos níveis 3 e 4 na disciplina de História. Figura 101 – Classificações obtidas no 9ºano de escolaridade à disciplina de História (n=54) Fonte: Registo Individual dos alunos A figura 101 permite-nos ter acesso às classificações obtidas pelos estudantes das turmas C e D do 9ºano, na disciplina de História, no 3º período. Relativamente à turma 0% 0% 24% 48% 28% 0% 0% 52% 44% 4% 0% 20% 40% 60% Níve 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Classificações obtidas no 8º ano de escolaridade à diciplina de História 8ºC 8ºD 0% 0% 31% 46% 23% 0% 0% 35% 52% 13% 0% 20% 40% 60% Níve 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Classificações obtidas no 9º ano de escolaridade à disciplina de História 9ºC 9ºD 131 C, observamos que 0% dos estudantes finalizaram o 9ºano com níveis 1 ou 2, 31% dos alunos do 9ºC concluiu o ciclo de estudo com nível 3, 46% da turma atingiu nível 4 e 23% dos alunos concluíram com nível 5 na disciplina de História, no final do 9ºano. Quanto à turma do 9ºD, 0% dos estudantes concluiu o ciclo de estudo com níveis 1 ou 2 a História, 35% dos alunos terminou com nível 3, a grande maioria da turma (52%) finalizou o 9ºano com nível 4 e 13% da turma do 9ºD concluiu com nível 5 a disciplina de História, no 3º período do 9ºano. Em suma, na turma do 9ºC denotamos que os alunos centralizaram os resultados nos níveis 3 e 4 e, posteriormente, no nível 5. Em relação ao 9ºD, de uma forma geral, verificou-se que, a maioria da turma, foi avaliada nos níveis 3 e 4, seguindo-se o nível 5. Destaca-se que há uma maior percentagem de estudantes do 9ºC com nível 5, se comparado com o 9ºD. Figura 102 – Evolução das Classificações da Turma “C” ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico (n=26) Fonte: Registo Individual dos alunos A figura acima permite-nos averiguar a evolução das classificações da turma C, ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico. Destaca-se que no decurso destes três anos, nenhum estudante obteve os níveis 1 e 2 nesta disciplina. Em relação aos alunos que atingiram o nível 3, denotamos que do 7ºano para o 8ºano de escolaridade, desceu a percentagem de alunos com nível 3, de 38% para 24%; do 8ºano para o 9ºano esta percentagem voltou a subir para 31%. Quanto ao nível 4, do 7ºano para o 8ºano de escolaridade a percentagem subiu de 42% para 48%, enquanto do 8ºano para o 9ºano de escolaridade a percentagem de alunos da turma C com 4 a História decresceu. Para finalizar, refira-se que, do 7º para o 8ºano registou-se um aumento na percentagem de estudantes com nível 5 nesta disciplina, concretamente de 20% para 28% e do 8º para o 9ºano de escolaridade, o número de alunos com nível 5 a História, desceu de 28% para 23%. Em conclusão, denotamos que a turma C, ao longo do 3º ciclo, não sofreu grandes 0% 0% 38% 42% 20% 0% 0% 24% 48% 28% 0% 0% 31% 46% 23% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% Níve 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Evolução das Classificações da Turma "C" ao longo do 3º Ciclo do EB 7ºY 8ºY 9ºY 132 oscilações nas classificações finais, mantendo as classificações semelhantes ao longo dos três anos letivos. Figura 103 – Evolução das Classificações da Turma “D” ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico (n=28) Fonte: Registo Individual dos alunos Através da figura 103, percebe-se a evolução das classificações da turma do 9ºD no decorrer do 3º ciclo do Ensino Básico, na disciplina de História, verificando-se que, ao longo do ciclo de estudos, nenhum estudante desta turma finalizou, qualquer um dos anos letivos com níveis 1 e 2 na disciplina de História. Quanto ao nível 3, verificou-se que, do 7º para o 8ºano, a percentagem de estudantes com esta classificação cresceu, de 44% para 52% e do 8º para o 9ºano de escolaridade ocorreu o inverso, isto é, decresceu de 52% para 35%, o número de estudantes com 3 a História. Já, relativamente ao nível 4, do 7º para o 8ºano, a percentagem de alunos com este nível desceu de 52% para 44%, mas do 8º para o 9ºano de escolaridade a percentagem de estudantes com nível 4 cresceu de 44% para 52%. Quanto ao nível 5, constatou-se que, do 7º para o 8ºano de escolaridade, a percentagem de alunos, que obteve esta classificação a História manteve-se nos 4%; todavia, do 8º para o 9ºano a turma do 9ºD aumentou essa percentagem, subindo de 4% para 13%. Em suma, constatamos que a turma do 9ºD ao longo do 3º ciclo do Ensino Básico, não sofreu grandes alterações nos níveis de classificação finais de cada ano de escolaridade, porém destaca-se o nível 5, no qual se registou um aumento no último ano do ciclo de estudos, bem como o nível 3 que decresceu. Pode afirmar-se que, os estudantes desta turma, concluíram o 3º ciclo com classificações, ligeiramente, mais elevadas na disciplina de História. Triangulando os dados, consideramos pertinente, reunirmos todas as conclusões que retiramos ao longo desta investigação, através de todos os instrumentos utilizados. Um dos instrumentos analisados, mais especificamente os inquéritos, permitiu-nos 0% 0% 44% 52% 4% 0% 0% 52% 44% 4% 0% 0% 35% 52% 13% 0% 20% 40% 60% Níve 1 Nível 2 Nível 3 Nível 4 Nível 5 Evolução das Classificações da Turma "D" ao longo do 3º Ciclo do EB 7ºD 8ºD 9ºD