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Metodologia de gestão integrada de prazos e custos - Aplicação do Earned Value Management numa obra

André Martins Farinha

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METODOLOGIA DE GESTÃO INTEGRADA DE PRAZOS E CUSTOS – APLICAÇÃO DO EARNED VALUE MANAGEMENT NUMA OBRA ANDRÉ MARTINS FARINHA Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL — ESPECIALIZAÇÃO EM CONSTRUÇÕES Orientador: Professor Doutor Miguel Chichorro Rodrigues Gonçalves Co-Orientador: Professor Doutor Lino Manuel Serra Maia JUNHO DE 2013 MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA CIVIL 2012/2013 DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Tel. +351-22-508 1901 Fax +351-22-5081446  [email protected] Editado por FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO Rua Dr. Roberto Frias 4200-465 PORTO Portugal Tel. +351-22-508 1400 Fax +351-22-5081440  [email protected]  http://www.fe.up.pt Reproduções parciais deste documento serão autorizadas na condição que seja mencionado o Autor e feita referência a Mestrado Integrado em Engenharia Civil - 2012/2013 - Departamento de Engenharia Civil, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, Portugal, 2013. As opiniões e informações incluídas neste documento representam unicamente o ponto de vista do respetivo Autor, não podendo o Editor aceitar qualquer responsabilidade legal ou outra em relação a erros ou omissões que possam existir. Este documento foi produzido a partir de versão eletrónica fornecida pelo respetivo Autor. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra Dedico este trabalho aos meus Pais. Obrigado por tudo. "O único lugar no mundo onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário." Vidal Sasson Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra i AGRADECIMENTOS Gostava de agradecer, em primeiro lugar, ao meu orientador, o Professor Doutor Miguel Chichorro Gonçalves pelo seu acompanhamento, pelas ótimas doses de otimismo, incentivo e sabedoria que me ajudaram durante todos estes meses. Ao Professor Doutor Lino Maia, coorientador da tese de Mestrado, pelo apoio e disponibilidade demonstradas e pelas sugestões dadas ao longo deste trabalho. Queria deixar um agradecimento às pessoas da Nova Onda Estudos e Projetos Lda, que me acolheram na sua equipa e um abraço especial ao Arquiteto Flipe Abreu, pela forma como sempre se disponibilizou para ajudar e tirar dúvidas relativas ao trabalho. Agradeço à empresa Eduardo & Vítor-Constrói Lda, que tornou possível a realização deste trabalho e, aos Engenheiros Manuela Braga e Avelino Soares pela disponibilidade no acompanhamento deste trabalho, pelo apoio e cooperação oferecidos. Agradeço ainda a toda a equipa de produção da obra pela forma como me receberam, pela constante boa disposição e apoio durante as visitas. Agradeço também aos meus colegas da FEUP mais próximos, em especial ao Diogo Marquez, Gonçalo Silva, João Alves, Jorge Dias, Nuno Santoalha e Pedro Martins pelo auxílio e amizade que sempre transmitiram nos bons e maus momentos, durante estes longos e maravilhosos anos. Não posso deixar passar em claro o meu grupo de amigos que apesar de não estarem ligados diretamente a este trabalho, demostraram sempre um grande interesse e preocupação em estar informados da sua evolução. A todos eles, um muito obrigado pela amizade, bons momentos e suporte que me deram, pois tudo isso me ajudou a ultrapassar maus momentos e crescer como pessoa. Finalmente, agradeço aos meus pais pelo, incentivo, apoio, conselhos e educação que me facultaram durante toda a minha vida e à minha irmã pelo seu companheirismo e paciência durante todos estes anos. A todas estas pessoas deixo aqui o meu sincero agradecimento. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra ii Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra iii RESUMO O sector da Construção Civil em Portugal atravessa um período de dificuldades, consequência de uma queda abrupta do mercado da construção nacional e da grande competição entre empresas, o que faz com que estas concorram a obras com margens muito pequenas ou mesmo nulas. Deste modo, é indispensável aperfeiçoar as estratégias de gestão e recorrer a métodos auxiliares capazes de apoiar o gestor de projeto nas decisões tomadas, sendo capaz de dar resposta às novas necessidades do mercado pois, só assim se consegue ganhar vantagem em relação à concorrência. Esta tese tem como objetivo dar um contributo no estudo da aplicação de um modelo de gestão integrada de prazos e custos atualmente existentes e avaliar a sua evolução ao longo dos últimos anos. O modelo apresentado nesta dissertação designa-se por Earned Value Management e está especialmente orientado para melhorar o controlo de prazos e custos num projeto. No decorrer deste trabalho o autor elucida os leitores, quanto à importância do Gestor de Projeto, apresenta o conjunto de boas práticas da gestão de projetos e procede a uma avaliação e controlo do desempenho de um caso real com a implementação dos conceitos do Earned Value Management (EVM), obtendo assim os indicadores que permitem monitorizar, avaliar e antecipar o progresso da obra de forma eficaz. O caso de estudo foi efetuado numa obra na Região Autónoma da Madeira, sendo que o autor pretendeu analisar os métodos de trabalho implementados, identificando as principais qualidades e aspetos a melhorar. PALAVRAS-CHAVE: Projeto, Gestor de Projeto, Prazo, Custo, Earned Value Management. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra iv Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra v ABSTRACT The civil construction sector in Portugal is undergoing a difficult period as a consequence of the sudden collapse of the national construction market and of the great competition among companies which leads to produce work with, low or even null profit margins. Thus, it is indispensable to improve management strategies and to retrace auxiliary methods to support the project manager with its decisions, being capable of giving answers to new market needs because only operating this way, one can gain advantage in what concerns competition. This dissertation has the objective to contribute to the study of an application of an integrated management model of schedule and cost in existence currently and to evaluate its evolution throughout the last years. The model presented in this dissertation is called Earned value Management and is specially orientated to improve the deadlines and costs control in a project. During this work, the author explains to the readers the importance of the project manager and presents a set of good practices of project management as well as also presents an evaluation and control of the performance of a real case, with the implementation of the concepts of the Earned Value Management (EVM), therefore obtaining the indicators which alow to monitor, evaluate and anticipate the progress of a construction work efficiently. The study case was accomplished in a construction work in the Autonomous Region of Madeira. This real case study is used to illustrate the EVM method potentialities and its main qualities and aspects. KEYWORDS: Project, Project manager, deadline, cost, Earned Value Management. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra xii Figura 5.11 - Desempenho geral – 25 de Fevereiro ............................................................................. 70 Figura 5.12 - Desempenho geral – 25 de Março .................................................................................. 71 Figura 5.13 - Desempenho geral – 26 de Abril ..................................................................................... 73 Figura 5.14 - Desempenho geral – 28 de Maio ..................................................................................... 74 Figura 5.15 - Índices de Desempenho do Projeto - CPI e SPI ............................................................. 76 Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra xiii ÍNDICE QUADROS Quadro 2.1– Processo da evolução de projetos, (Adaptado de [5]) ..................................................... 25 Quadro 2.2 – Mudanças na Gestão de Projeto, (Adaptado de [5]) ....................................................... 26 Quadro 3.1 – Siglas da AVA ................................................................................................................. 30 Quadro 3.2 – Interpretação dos indicadores básicos do EVM (Adaptado de [7]) ................................ 37 Quadro 4.1- Escala de Likert ................................................................................................................. 47 Quadro 4.2- Anos de Experiência dos Inquiridos.................................................................................. 49 Quadro 4.3 - Importância do Gestor de Projeto .................................................................................... 50 Quadro 4.4 - Função do Gestor de Projeto ........................................................................................... 51 Quadro 4.5- Quadro estatístico referente à importância do Planeamento ........................................... 52 Quadro 4.6 – Quadro estatístico alusivo ao controlo dos projetos quanto ao âmbito .......................... 53 Quadro 4.7 - Controlo dos projetos quanto ao Tempo ......................................................................... 54 Quadro 4.8 - Controlo dos projetos quanto aos Custos ........................................................................ 55 Quadro 4.9- Motivos pelos quais a técnica da Análise de valor Agregado é pouco utilizada .............. 56 Quadro 4.10 - Popularidade das técnicas de Gestão de Projetos (Adaptado de [32]) ......................... 57 Quadro 4.11 - Limitações das ferramentas de Gestão de Projeto, (Adaptado de [34]) ........................ 59 Quadro 5.1 – Definição das atividades segundo a especialidade (Nível 3) ......................................... 66 Quadro 5.2 - Esquema de cores para CV e SV .................................................................................... 69 Quadro 5.3 - Esquema de cores para CPI e SPI .................................................................................. 70 Quadro 5.4 - Resultados dos principais Indicadores – 25 de Fevereiro ............................................... 70 Quadro 5.5 – Resultado Mensal – 25 Fevereiro ................................................................................... 70 Quadro 5.6 - Resultados dos principais Indicadores – 25 de Março .................................................... 71 Quadro 5.7 - Resultado Mensal - Março ............................................................................................... 72 Quadro 5.8 - Resultado Acumulado - Março ......................................................................................... 72 Quadro 5.9 - Resultados dos principais Indicadores – 26 de Abril ....................................................... 72 Quadro 5.10- Resultado Mensal - Abril ................................................................................................. 73 Quadro 5.11 - Resultado Acumulado - Abril ......................................................................................... 73 Quadro 5.12 - Resultados dos principais Indicadores – 28 de Maio .................................................... 74 Quadro 5.13 - Resultado Mensal - Maio ............................................................................................... 74 Quadro 5.14 - Resultado Acumulado - Maio ......................................................................................... 74 Quadro 5.15 – Quadro Resumo ............................................................................................................ 75 Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra xiv Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra xv SÍMBOLOS E ABREVIATURAS ANSI - American National Standards Institute PMI - Project Management Institute APM - Association for Project Management C/SCSC - Cost/Schedule Control System Criteria EVM - Earned Value Management PMBOK- Project Management Body of Knowledge WBS - Work Breakdown Structure EAP - Estrutura Analítica do Projeto AVA - Análise de Valor Agregado EVA - Earned Value Analysis EVMS - Earned Value Management System DoD - Departamento de Defesa Americano NSIA - Associação Industrial de Segurança Nacional dos Estados Unidos EAC - Estimativa ao término EAC(t) - Estimativa de Prazo ao termino ETC - Estimativa para terminar PV - Valor Planeado EV - Valor Agregado AC - Custo Real SV - Variação de Prazos TV - Variação de Tempo CV - Variação de Custos DAC - Variação Final dos Prazos VAC - Variação Final dos Custos SPI - Índice de desempenho de Prazos CPI - Índice de desempenho de custo TAC - Término Projetado PAC - Término Previsto TCPI - Índice de desempenho de recuperação de custos BCWS - Custo Orçamentado do trabalho realizado agendado BCWP.- Custo Orçamentado do trabalho realizado ACWP - Custo Real do trabalho realizado Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra xvi CAP - Control Account Plans SBU - Strategic Business Unit INCI - Instituto da Construção e Imobiliário Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 1 1 1. INTRODUÇÃO 1.1. ÂMBITO E OBJETIVO A indústria da construção em Portugal, à semelhança do que acontece em outros países, tem importância significativa no conjunto da economia nacional. Com a crise que assola o país, não é novidade para ninguém que o sector da construção civil está mal e é um dos sectores que mais contribui para os elevados números de desemprego em Portugal. Isto faz com as empresas se tornem cada vez mais dinâmicas e competitivas, estimulando um crescimento da concorrência, elevando assim as exigências aos mais diversos níveis da construção. A maior dificuldade das empresas está na capacidade de serem competitivas sem que sejam prejudicados os custos, as durações e a qualidade nos projetos. Tal como Afonso, et al [1] menciona, a construção é uma atividade económica com especificidades próprias, caracterizada por uma grande diversidade de clientes, com uma procura que vai do Estado ou das Autarquias ao particular, das grandes empresas multinacionais aos pequenos promotores tradicionais. Outra das particularidades do Sector da construção é a existência de uma enorme variedade de projetos, onde cada obra apresenta, geralmente, características diferentes, o que dificulta o desenvolvimento de produtos e processos de fabrico estandardizados, produtos, que possam cobrir tanto a habitação tradicional como obras mais complexas, por exemplo, estradas, edifícios inteligentes ou barragens; de operações produtivas, onde o produto final resulta da interação entre várias especialidades com graus diferenciados de exigência e tecnologia; de unidades produtivas, em que empresas com grandes meios e capacidades e tecnologicamente evoluídas laboram a par de empresas com um aproveitamento limitado das tecnologias disponíveis e com utilização abundante do fator mão-de-obra A construção civil é um setor muito diferenciado dos outros sectores de atividade, quer em termos produtivos, quer em termos de mercado de trabalho, por estas razões e pelas dificuldades económicas que o nosso país atravessa, urge a necessidade das construtoras possuírem nos seus quadros um gestor de projeto, de modo a que se evitem perdas materiais, monetárias e até humanas, advindas de problemas decorrentes da omissão ou inconsciência de riscos que poderão ser evitados ou mitigados, desde que geridos com uma metodologia bem estruturada. Importa referir que o termo “Gestor de Projeto” provém da palavra ”Project Manager”. Contudo, no que concerne à atividade de construção em Portugal, o termo “Gestor de Projeto” não está definido nas normas e disposições legais em vigor, sendo o “Diretor de Obra” o cargo que mais se equipara ao Gestor de Projeto – De acordo com o art.º 14.º da Lei n.º 31/2009 e o CCP, compete ao Diretor de Obra dirigir a obra em todos os aspetos administrativos, técnicos e económicos, sendo este o responsável pelo cumprimento de todas as cláusulas do contrato, caderno de encargos e todas as peças do projeto. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 2 O Gestor do Projeto enfrenta problemas durante todo o ciclo de vida de um projeto, muitos deles relacionados com gastos excessivos em relação ao que estava planeado em contrato, bem como atrasos no cronograma de tarefas. Muitas vezes esses desvios só são detetados e mensurados quando a atividade já foi concluída, não existindo maneira de os recuperar. O surgimento destes desvios nas várias atividades do projeto causam enormes transtornos financeiros e até poderá levar à própria inviabilização do projeto. A presente dissertação tem por finalidade apresentar e discutir os conceitos e ferramentas da Gestão de Projeto, as quais hoje vêm despertando o interesse de muitos, mas também suscitando muitas dúvidas e apreensões. Outro dos principais objetivos do trabalho será o de estudar a metodologia Earned Value Management (EVM), uma ferramenta poderosa para controlo de projetos, nomeadamente no que diz respeito ao controlo de Custos e Prazos. Esta ferramenta tem a vantagem de proporcionar uma visão completa e dinâmica sobre o projeto, permitindo diagnósticos antecipados sobre eventuais problemas e possibilitando ações corretivas em tempo real. Esta metodologia tornou possível, respostas a questões indispensáveis para o sucesso do projeto, tais como:  Estamos atrasados ou adiantados em relação ao cronograma?  Quão eficientemente estamos a usar o tempo de projeto?  Atualmente estamos, abaixo ou acima do orçamento? Com isto o gestor de projeto poderá saber antecipadamente onde é que estão a ocorrer os problemas e em quais atividades. Poderá também saber quais são os problemas mais críticos e o que deve der feito para que o projeto volte ao que tinha sido planeado inicialmente. A grande maioria dos gestores de projeto espalhados pelo mundo, não utiliza a Análise de Valor Agregado em casos práticos reais. Contudo esta ferramenta é extremamente útil pois atua como um “alarme” que permite ao gestor de projeto saber se está a consumir demasiados recursos para terminar a tarefa, ou se está apenas a gastar mais naquele momento porque o desenrolar do projeto está a ser acelerado. Com base nestes “alarmes”, o gestor poderá tomar medidas corretivas e preventivas, para recuperar desvios relativos a atrasos do cronograma e desvios do orçamento. Importa referir que esta ferramenta de controlo de projetos é da ótica do Empreiteiro, pelo que esta dissertação terá como objetivo compreender os fundamentos da metodologia EVM e a sua aplicabilidade à gestão na construção. 1.2. CAMPO DE APLICAÇÃO O foco deste trabalho de investigação incide sobre o planeamento e controlo de custos e prazos na construção, sobretudo em projetos de construção civil de média e grande dimensão, geralmente da responsabilidade de uma grande empresa de construção que possa suportar os altos custos de implementação e manutenção do EVM. É de referir que este modelo trabalha paralelamente com ferramentas informáticas muito conhecidas no mercado de construção português, são elas: o processador de cálculo MS Excel e o software de planeamento MS Project. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 3 1.3. METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO No que diz respeito à metodologia de investigação seguida nesta dissertação, esta pode ser decomposta em quatro fases fundamentais. De uma forma organizada, descreve-se de seguida, a organização da metodologia de investigação:  Elaborar uma pesquisa e análise bibliográfica dos processos da Gestão de Projeto, assim como da técnica de gestão de prazos e custos - Análise de Valor Agregado (AVA);  Avaliação e análise dos processos de Gestão de Projeto, bem como, levantamento e apreciação de elementos referentes à técnica AVA;  Desenvolver e implementar a técnica - Análise de Valor Agregado, de modo a auxiliar os gestores do projeto à avaliação do desempenho do projeto desde a sua fase inicial até à sua conclusão e na monitorização dos trabalhos, podendo assim identificar, antecipadamente, as causas dos atrasos, aplicando medidas corretivas e preventivas adequadas;  Validação do modelo elaborado através da sua aplicação numa obra. Esta sequência foi fundamental para que se atingissem os objetivos desejados e com a qualidade pretendida para os resultados finais. 1.4. ORGANIZAÇÃO DA DISSERTAÇÃO Esta tese está organizada em seis capítulos que seguem uma sequência lógica, tendo em conta o método de investigação adotado. No primeiro capítulo desta dissertação, apresenta-se uma breve descrição sobre o desenvolvimento desta dissertação, qual a finalidade a que se destina e quais os principais objetivos, assim como a forma como se encontra organizada. O segundo capítulo esclarece as principais funções de um gestor de projeto. Este capítulo tem como objetivo apresentar a Gestão de Projeto, a sua história e as suas principais áreas de aplicação, bem como apresenta como deverá ser o perfil de um Gestor de Projeto e elucida a evolução e futuro da Gestão de Projetos. O terceiro capítulo explica a temática em estudo que será analisada e discutida ao longo desta dissertação, a técnica designada por Análise de Valor Agregado. Apresentam-se os principais parâmetros da AVA e esclarecem-se os seus principais benefícios e as suas deficiências. No quarto capítulo realiza-se um inquérito a diversos Engenheiros civis que visou conhecer as opiniões, avaliações e atitudes sobre o modo como são organizados e geridos os projetos em Portugal. O quinto capítulo descreve o caso de estudo. Nesta fase, caracteriza-se o local e o planeamento da obra e, é feita a aplicação do modelo apresentado no terceiro capítulo. Com base nos dados da obra são estudados e avaliados os indicadores provenientes da aplicação do modelo e é feita a sua validação. No sexto e último capítulo é avaliado o cumprimento dos objetivos inicialmente estipulados, bem como as limitações da investigação e o contributo para a indústria e comunidade científica. São ainda expostas algumas propostas de melhoria e recomendações para trabalhos futuros. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 4 Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 5 2 2. PLANEAMENTO E GESTÃO DE PROJETO 2.1. INTRODUÇÃO O termo gestão está descrito no dicionário de gestão como o ato que engloba simultaneamente a ciência, a técnica e a aptidão necessária ao responsável pelo funcionamento de um sistema económico, [2]. Um projeto pode definir-se como um conjunto de atividades, que utilizam diversos recursos para levar a cabo um determinado objetivo. O termo gestão de projetos, poderá ser determinado como a área da administração que requer uma aplicação de conhecimentos, habilidades e técnicas na elaboração de atividades, que permitiram atingir um conjunto de objetivos pré-definidos, num certo prazo, com um certo custo e qualidade, através da mobilização de recursos técnicos e humanos. O Project Management Institute (PMI), define gestão de projetos como sendo o processo através do qual se aplicam conhecimentos, capacidades, instrumentos e técnicas às atividades do projeto, de forma a satisfazer as necessidades e expetativas dos diversos stakeholders (indivíduos ativamente envolvidos no projeto ou cujo resultado do mesmo poderá afetá-los positivamente ou negativamente), [3]. Ainda assim, duas das melhores e conceituadas associações, o PMI e a Association for Project Management (APM), definem gestão de projetos como uma “aplicação de metodologias, conhecimentos, técnicas e ferramentas ao conjunto de atividades que compõem o projeto, de forma a exceder as expectativas e necessidades dos stakeholders, cumprindo indicadores fundamentais do projeto como o tempo, custo, qualidade e realização dos objetivos propostos”, [4]. “A gestão de projetos é a metodologia pela qual os projetos são definidos, planeados, monitorizados, controlados para que os objetivos propostos sejam realizados. Um projeto é único, para atingir um desejo estabelecido. Ao longo da sua execução, os projetos sofrem mudanças e a gestão de projetos é a forma mais eficiente de gerir tal mudança”, [4]. A construção de uma casa, de um lote de apartamentos, de um parque de estacionamentos, ou até de uma simples piscina é um projeto. A construção de um móvel sob encomenda, o desenvolvimento de um sofware, a construção de um novo modelo de automóvel, ou até mesmo a implantação de uma nova linha de produção numa fábrica também são projetos. O termo projeto é aplicado num vasto número de situações através das quais se aplicam conhecimentos, capacidades, instrumentos e técnicas às atividades do projeto, de forma a satisfazer as necessidades e expetativas dos diversos stakeholders. Note-se que nos inúmeros exemplos de projetos acima referidos, podemos constatar que todos têm características comuns, ou seja todos têm um fim bem definido, e são, de alguma forma únicos. Os Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 12 c) Criação da “Work Breakdown Structure" (WBS) Uma das ferramentas mais importantes no planeamento de um projeto é a WBS. Ao longo dos anos, foi determinado que os gestores de projeto precisavam de uma ferramenta para ajudar a capturar e controlar o âmbito do projeto. Isto levou ao desenvolvimento do WBS ou Estrutura Analítica do Projeto (EAP). Uma WBS ou EAP, concisa e bem estruturada, define claramente qual será o objetivo do projeto, seja construir um edifício, construir um carro ou desenvolver um programa. “Criar a WBS é o processo de subdivisão das entregas e do trabalho do projeto em componentes menores de gestão mais fácil. A WBS é uma decomposição hierárquica orientada à entrega do trabalho a ser executado pela equipa do projeto, para atingir os objetivos do projeto e criar as entregas necessárias, sendo que cada nível descendente da WBS representa uma definição gradualmente mais detalhada da definição do trabalho do projeto. A WBS organiza e define o âmbito total do projeto e representa o trabalho especificado na atual declaração do âmbito do projeto aprovada”, [9], ver Figura 2.4. A WBS é uma ferramenta que define um projeto de uma forma que ajuda a organizar e definir o âmbito de trabalho total do projeto. Ao analisarmos a WBS, representada na Figura 2.4, é preciso ter em conta um fator importante. Apesar da WBS poder ser representada de forma a parecer um organograma, não o é. Lembre-se que a WBS define um projeto e grupos do projeto em elementos para uma boa gestão do projeto. Um organograma descreve a equipa de projeto que irá realizar o projeto. Abaixo menciono algumas razoes que salientam a importância de uma WBS:  Fornece uma estrutura para organizar e gerir o projeto aprovado;  Ajuda a garantir que todos os assuntos e itens do projeto estão definidos;  Fornece um suporte à gestão de riscos; Figura 2.4 - Exemplo de uma WBS organizada por fases, [11]. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 13  Ajuda a atribuir a responsabilidade de cada envolvido;  É a base para comunicação e estruturação do sistema de informações. Para além dos pontos mencionados acima, a WBS é crucial numa empresa que tem muitos projetos que são executados em simultâneo, pois cada um dos projetos está a competir pelos limitados recursos disponíveis. A WBS permite rever o projeto detalhadamente e distinguir as necessidades de um projeto e de outros dentro da empresa. A estrutura WBS permite assim identificar as necessidades de recursos de forma a distribuir os recursos eficazmente. Por isso construir uma WBS é uma “arte”. É muito importante perceber que o detalhamento influencia diretamente na qualidade da nossa WBS, como também na nossa capacidade de geri-la. Se detalharmos muito iremos obter pacotes de trabalho muito pequenos. Esses pacotes de trabalho seriam mais fáceis de ser controlados, mas por outro lado ter-se ia muitos pacotes de trabalho para gerir, o que torna o esforço de planeamento muito maior. d) Verificação do Âmbito “A verificação do âmbito é o processo de obtenção da aprovação formal desse instrumento por parte dos envolvidos (stakeholders) responsáveis pela aceitação dos subprodutos do projeto. O objetivo é obter a aceitação. Talvez o nome ideal deste processo devesse ser aceitação do âmbito”, [12]. A verificação do âmbito é o processo de obter a sua aceitação formal pelos stakeholders. Isto exige uma revisão dos produtos e resultados do trabalho para garantir que tudo foi completado corretamente. O processo de verificação do âmbito tem um papel preponderante, para que o projeto siga o caminho certo. e) Controlo do âmbito Durante a execução do projeto, é inevitável uma mudança do âmbito do projeto. Um critério importante para que o projeto seja executado com sucesso é a condução do processo de mudança do âmbito do projeto. O controlo de mudanças do âmbito é o processo responsável por receber as solicitações de mudança e avaliar de que modo, estas mudanças afetam o projeto. Com o plano de gestão do âmbito definido, podemos então, planear as demais áreas de gestão (integração, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, comunicação, risco, e aquisição). Este planeamento é feito, através da análise de cada pacote de trabalho da WBS. Logo podemos concluir que a gestão do âmbito é a base para a construção dos demais processos de gestão de projetos. 2.3.3. GESTÃO DE TEMPO Um dos recursos mais escassos na condução de um projeto é o tempo que o gestor dispõe para executar o seu trabalho. A gestão de tempo resume-se assim em processos que são essenciais para assegurar, que a conclusão dos trabalhos é efetuada no prazo planeado, ou seja consiste em registar, controlar e melhorar a utilização do tempo despendido na realização dos trabalhos. Para se aplicar os princípios da gestão do tempo devemos:  Definir as atividades - definir as atividades necessárias que precisam ser realizadas para produzir as várias entregas do projeto.  Sequenciar as atividades - identificação e documentação da ligação das atividades do projeto.  Estimar os recursos das atividades – estimativa do tipo e das quantidades de recursos necessários para realizar cada atividade. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 14  Estimar as durações das atividades - estimativa do números de períodos de trabalho que serão necessários para terminar as atividades específicas com recursos estimados.  Desenvolver o cronograma - análise dos recursos necessários, durações, sequências de atividades e restrições, de forma a criar o cronograma do projeto.  Controlar o cronograma – monitorização do progresso do projeto e gestão das mudanças feitas no cronograma. Estes processos interagem entre si. Cada processo pode envolver o esforço de uma ou mais pessoas ou de grupos de pessoas, com base nas necessidades do projeto. Embora os processos sejam apresentados aqui como componentes distintas, na prática eles podem se sobrepor e interagir entre si. Em alguns projetos, especialmente os mais pequenos, a sequência das atividades, a estimativa da duração das atividades e o desenvolvimento do cronograma estão relacionados, e podem ser vistos como um único processo. Figura 2.5 - Aplicação dos princípios da gestão do tempo, [13] Figura 2.6 - Exemplos de Cronogramas de Projetos, [13] Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 15 O desenvolvimento do cronograma envolve a determinação das datas de início e fim do projeto, sendo que estas datas devem refletir a realidade do projeto a ser desenvolvido, para que o mesmo termine dentro do prazo planeado. O controlo do cronograma resume-se em influenciar os fatores que geram mudanças no cronograma, para garantir que as mudanças sejam benéficas, e gerir estas mudanças quando elas ocorrerem no projeto, evitando possíveis surpresas. O cronograma de um projeto poderá ser visualizado a partir de gráficos de Gantt, diagramas PERT/CPM, ou de outras formas que permitem registar o desenvolvimento da obra ao longo do tempo. A complexidade crescente dos projetos gerou uma procura de técnicas de planeamento mais eficientes e sistemáticas, com o objetivo de otimizar a eficiência de execução do projeto. Como consequência desta necessidade, os gestores do projeto utilizam as técnicas de gestão de tempo para monitorizar o desenvolvimento das tarefas realizadas no empreendimento ao longo do projeto. Esta é uma área que tem se tornando cada vez mais importante, visto que em alguns mercados, o tempo e prazos de entrega são prioritários sobre qualquer outra característica do projeto, podendo ser a característica que faz com que um empreiteiro possa perder ou ganhar a adjudicação de uma obra. 2.3.4. GESTÃO DE CUSTOS O Orçamento de uma obra continua a ser um dos fatores mais importantes e decisivos na fase de concurso, muito embora questões relacionadas com os prazos de entrega, qualidade ou a segurança tenham atualmente um maior peso do que há alguns anos atrás. Deste modo, o orçamento a apresentar na fase de concurso é crucial, ao qual deve ser dada especial atenção para que se possam apresentar preços competitivos, mas que não comprometam a exequibilidade da obra nas condições desejadas. A gestão de custos inclui os processos necessários para assegurar que o projeto termine de acordo com o orçamento planeado, ou seja garantir que o projeto seja executado dentro do orçamento aprovado. Esta é considerada por muitos a área mais importante da gestão de projeto. Juntamente com a gestão de tempo forma a base que originou os conceitos de gestão de projeto. Embora existam outros parâmetros igualmente importantes no sucesso de um projeto, o bom ou mau desempenho da gestão de custos é o primeiro a ser avaliado, e o que, em geral, causa maior impacto no resultado final, [6]. Segundo o PMBOK, os pontos importantes na gestão de custos são:  O foco principal é o custo dos recursos necessários para finalizar as atividades do projeto;  A estimativa deve ser baseada na WBS;  A estimativa deve ser realizada por quem irá realizar o trabalho;  Informações históricas são extremamente importantes;  Um custo base deve ser estimado e aprovado, só podendo sofrer alterações sob autorização;  Ações corretivas devem ser tomadas para garantir o custo durante a execução. A gestão do custo é representada pelos processos necessários para cumprimento do orçamento. São eles: o Planeamento dos Recursos, a Estimativa dos Custos, a Orçamentação e o Controlo dos Custos. a) Planeamento dos Recursos Consiste em determinar quais os recursos (materiais, mão-de-obra, equipamentos) necessários e, em que quantidades serão utilizados para a realização da obra. Utiliza a WBS, informações históricas (Benchmark), a declaração do âmbito e a descrição dos recursos físicos necessários para a realização das tarefas. O resultado deste processo é a lista de recursos para cada tarefa da WBS. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 16 b) Estimativa de Custos Consiste em estimar os custos dos recursos da obra, os custos são originados pela utilização de recursos. Com a WBS, lista de recursos necessários e seus requisitos, taxas de custo dos recursos, estimativas de duração das tarefas e informações históricas, monta-se a estimativa de custos do projeto. O plano de gestão do custo será o resultado deste processo, este formaliza todos os procedimentos a serem adotados para efetiva administração dos custos do projeto. c) Orçamentação Neste processo utiliza-se a WBS, o cronograma do projeto e a estimativa de custos do projeto. Cada tarefa será valorizada com o seu respetivo custo previsto, o objetivo será o de estabelecer uma linha de base de custos para medir a performance do projeto (baseline). O resultado será uma linha de base para o acompanhamento do desempenho do projeto, assim como o fluxo de caixa do mesmo. d) Controlo dos Custos Consiste no acompanhamento e avaliação dos fatores que criam mudanças nos custos. Qualquer alteração nos custos do projeto, quer seja por solicitação direta de alguma parte envolvida, ou como decorrência indireta de alteração das outras gestões, como por exemplo, a alteração nos prazos, deverá ser sempre documentada, ser reconhecida pelos responsáveis do projeto, e ainda ser aceite pelos mesmos. O controlo de alterações nos custos deverá ser definido no plano de gestão de custos. O controlo dos custos implica, portanto:  Acompanhar a evolução dos custos do projeto;  Capturar informações para mensurar os desvios no projeto, através da comparação do realizado com a linha de base;  Não permitir alterações nos custos previstos sem a devida autorização dos responsáveis prédefinidos no plano de gestão dos custos, propor correções e alterações necessárias conforme o plano de gestão de custos e manter as partes envolvidas cientes das alterações em curso. Atualmente existem várias maneiras de controlar os custos de um projeto. Um simples diagrama de Gantt não disponibiliza recursos para a gestão de custos de um projeto. Para realizar a gestão de custos automática através deste método é necessário usar um software, neste caso exemplificamos o uso do MS Project, usado para a gestão da maioria dos projetos. Contudo este software é pago e pode prejudicar o próprio custo do projeto. Uma das ferramentas mais completas e que melhor conseguem consolidar custos e prazos é a Análise do Valor Agregado, ou Earned Value Analysis (EVA). Este método de medição e registo do desempenho de projetos, é baseado em gastos previstos, gastos reais e desempenho técnico alcançado até uma determinada data. O método de medição do desempenho do Valor Agregado fornece o cálculo de variações e índices de desempenho. Este é o alvo principal do estudo realizado nesta dissertação. 2.3.5. GESTÃO DE QUALIDADE A gestão de qualidade tem como objetivo, promover a finalização do projeto dentro dos padrões de qualidade especificados, garantindo a satisfação do cliente e de todos os envolvidos no projeto. De modo a garantir a qualidade num projeto, o gestor de projeto deverá ter em atenção a satisfação do cliente, entendendo e influenciando as necessidades para que as expectativas do cliente sejam Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 17 atendidas ou excedidas. Este deverá também prevenir problemas que possam surgir, pois o custo de prevenir erros é muito menor do que corrigi-los, quando encontrados pela inspeção. O sucesso do gestor de qualidade depende de todos os membros intervenientes no projeto. O PMBOK [7], define 3 processos associados à gestão da qualidade, e estes “incluem todas as atividades da organização executora que determinam as responsabilidades, os objetivos e as políticas de qualidade, de modo a que o projeto atenda às necessidades que motivaram sua realização”, [9]. Planeamento da qualidade – Identificar quais os padrões de qualidade que são relevantes para o projeto e determinar como satisfazê-los. Ocorre durante o planeamento do projeto. Garantia de qualidade – Aplicação das atividades de qualidade planeadas de modo a garantir que o projeto atende todos os requisitos. Determinar se as suas medidas de qualidade são apropriadas. Ocorre durante a execução. Controlo da qualidade – Monitorização de resultados específicos do projeto a fim de determinar se estes estão de acordo com os padrões de qualidade e identificação de maneiras de eliminar as causas de um desempenho insatisfatório. Efetuar a medição e comparar com o plano de gestão de qualidade. Ocorre durante o controlo. O processo de controlo da qualidade inclui diversas ferramentas essenciais descritas por Ishikawa [14], tais como:  Medições de controlo da qualidade;  Reparação do defeito validado (após reinspecção);  Ações corretivas recomendadas;  Ações preventivas recomendadas;  Mudanças solicitadas;  Reparo de defeito recomendado;  Entregas validadas – Uma meta do controlo da qualidade é determinar se as entregas estão corretas. Estes processos visam assegurar que o projeto será concluído com a qualidade desejada, satisfazendo, portanto, as necessidades do cliente e os requisitos do produto. As consequências da não-qualidade num projeto incluem, redução da produtividade, aumento do risco e incerteza, aumento da necessidade de monitorização, redução da motivação e aumento do custo final do projeto devido às nãoconformidades. Tudo é movido pela qualidade. A qualidade é a mola propulsora de todo o resultado organizacional. A qualidade é assim um elemento essencial na gestão de projeto, que tem o intuito de transformar as necessidades, desejos e expectativas dos clientes em realidade, garantindo sempre os padrões de qualidade especificados. Hoje em dia, a gestão da qualidade tem apenas como preocupação, evitar falhas, esquecendo-se por vezes que a existência da empresa depende, e muito, da qualidade final do seu projeto, isto é, se o produto final tiver qualidade, isto vai se transmitir na geração de novas vendas e negócios, possibilitando assim a longevidade da empresa. 2.3.6. GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS Atualmente o sucesso ou fracasso de um projeto depende das pessoas envolvidas e das suas ações no decorrer do projeto. A gestão de recursos humanos consiste em otimizar a utilização dos recursos humanos envolvidos no projeto, e tem como base a identificação e documentação de funções, responsabilidades e relações hierárquicas do projeto em relação aos recursos humanos envolvidos. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 18 Desenvolver um plano de recursos humanos consiste em identificar e documentar, responsabilidades, papéis dos trabalhadores, habilidades necessárias e as relações hierárquicas do projeto. Segundo o PMBOK [9], os processos de gestão de recursos humanos do projeto incluem: Planeamento de recursos humanos - Identificar, dimensionar, relacionar e documentar as necessidades de mão-de-obra do projeto. O gestor deverá criar um organograma hierárquico e um histograma funcional que deverá indicar a necessidade de mão-de-obra, dentro do espaço de tempo de execução do projeto. Contratar ou mobilizar a equipa do projeto - Obtenção dos recursos humanos necessários para terminar o projeto. Este processo é de grande importância, pois a qualidade da mão-de-obra contratada dependerá da avaliação técnica e psicológica dos candidatos. Todos os recursos desenvolvidos pelos especialistas de Recursos Humanos, deverão ser aplicados neste processo seletivo. Desenvolver a equipa do projeto - Melhoria das competências e interação dos diversos membros da equipa para melhorar o seu desempenho no projeto, através de coaching, onde se podem abranger áreas tão diversas como produtividade, qualidade ou segurança. Gerir a equipa de projeto - Acompanhar e controlar a produtividade, a qualidade dos serviços, bem como a segurança dos membros da equipa. Também faz parte desta atividade observar o comportamento da equipa, resolver problemas e coordenar mudanças para melhorar o desempenho do projeto. O gestor de recursos humanos é responsável por um vasto número de atividades que visam melhorar a performance da equipa de projeto. Fazendo um bom uso deste tipo de gestão, é possível criar um ambiente de cooperação e solidariedade entre os membros da equipa, fazendo com que o trabalho de todos os envolvidos seja mais eficaz, e, ao mesmo tempo mais agradável. O objetivo principal de qualquer empresa é o de gerar lucro, mas muitas vezes é esquecido que, quem faz com que isso se torne realidade, são as pessoas envolvidas nos seus projetos. A escolha dos colaboradores do projeto precisa ser feita com muita cautela, pois o compromisso de todos em alcançar os objetivos, minimiza o risco de insucesso. As variáveis para o insucesso de um projeto são tantas que o gestor de projetos precisa de uma equipa competente, unida, comprometida e disposta a superar todos os eventos negativos, possibilitando o cumprimento dos objetivos do projeto (tempo, âmbito, custo e qualidade), [9]. Em suma, o papel da gestão de recursos humanos na gestão de projetos é obter o comprometimento das pessoas na realização das atividades do projeto, visando atingir as metas estabelecidas pelo projeto e proporcionar a essas pessoas condições para atingir os seus objetivos. 2.3.7. GESTÃO DAS COMUNICAÇÕES A comunicação tornou-se uma vantagem competitiva para os profissionais dentro das organizações, assume um papel determinante e constitui uma ferramenta imprescindível para o alinhamento organizacional, permitindo definir o seu posicionamento e concretizar resultados de negócio. “A gestão das comunicações do projeto inclui os processos necessários para assegurar que as informações do projeto sejam geradas, reunidas, distribuídas, armazenadas, recuperadas e organizadas de maneira oportuna e apropriada. Uma comunicação eficaz cria uma ponte entre as diversas partes interessadas envolvidas no projeto, conectando vários ambientes culturais e organizacionais, diferentes Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 19 níveis de conhecimento, e diversas perspetivas e interesses na execução ou nos resultados do projeto”, [9]. A gestão da comunicação, segundo o PMBOK, possui cinco processos principais:  Identificar as partes interessadas: Identificar todas as pessoas ou organizações que podem ser afetadas pelo projeto, direta ou indiretamente, e documentar as informações relevantes sobre suas expectativas, impacto e envolvimento no projeto.  Planear as comunicações: Determinação das necessidades de informação e comunicação das partes interessadas (stakeholders) no projeto e definição de uma abordagem de comunicação.  Distribuir as informações: Visa colocar as informações necessárias à disposição das partes interessadas no projeto, no tempo e da maneira que os interessados desejam.  Gerir as expectativas das partes interessadas: O seu objetivo é constante interação com as partes interessadas a fim de satisfazer as suas necessidades e resolver questões à medida que ocorrem.  Reportar o desempenho: Viabiliza coletar e distribuir informações de desempenho, incluindo relatórios de andamento, medições do progresso e projeções. Saber comunicar bem, em qualquer contexto é atualmente indispensável, este é um dos principais requisitos exigidos para os profissionais no mercado de trabalho atual. Uma boa gestão da comunicação pode determinar o sucesso ou o fracasso de um projeto. A capacidade de liderar a equipa, manter os stakeholders informados entre inúmeras outras funções são algumas das características indispensáveis ao gestor da comunicação. Apresentações em público, motivação das equipas, liderança, reuniões, contactos com clientes, vendas, entrevistas, negociações e palestras, são algumas das funções de um gestor da comunicação. Figura 2.7- Visão geral da gestão de comunicação em projetos (Adaptado de [9]) Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 20 Por fim, a partir da Figura 2.7, pode-se observar um resumo dos processos gerais da gestão das comunicações, extraído do Guia PMBOK, onde cada um possui um conjunto próprio de ferramentas e técnicas que, após processarem informações e documentos pré-determinados, ou entradas, geram documentos de apoio aos gestores da comunicação, também chamados de saídas, como relatórios de desempenho, solicitações de mudanças e o próprio plano de gestão das comunicações. 2.3.8. GESTÃO DE RISCOS O Risco do projeto, segundo Fransman [15], é um evento ou condição incerta que, se acontecer, tem um efeito positivo ou negativo nos objetivos de um Projeto. Poderemos dizer que, o risco em projeto resulta do somatório de todos os riscos individuais associados às suas atividades, sendo portanto um conceito mais amplo e muito mais complexo. Note-se que o risco de um projeto irá estar dependente da natureza, tamanho, grau de incerteza, duração, calendarização, complexidade, perfil das partes envolvidas, entre muitas outras variáveis. Podemos dizer que num projeto existem essencialmente dois tipos de risco, o risco direto, um risco sobre o qual o projeto tem um elevado grau de controlo, e o risco indireto, um risco sobre o qual, não existe nenhum controlo pelo projeto, [16]. A gestão de riscos é uma parte fundamental da gestão de projetos, porque aumenta consideravelmente a probabilidade de um projeto ser concluído com sucesso. A gestão de riscos trabalha justamente com a incerteza, identificando os problemas potenciais que poderão ocorrer num projeto. Esta área tem como objetivo eliminar ou reduzir a probabilidade de ocorrência de eventos negativos, para que os objetivos do projeto sejam cumpridos, além de potencializar os efeitos da ocorrência de eventos positivos. Segundo o Guia PMBOK [9], os processos de gestão de riscos do projeto incluem os seguintes pontos:  Planear a gestão dos riscos - processo que define a forma como irão ser executadas as atividades de gestão de riscos do projeto;  Identificar os Riscos - determinação dos riscos que podem afetar o projeto e de documentação de suas características;  Realizar a Análise Qualitativa dos Riscos -processo de avaliação do impacto e probabilidade dos riscos identificados. Este processo prioriza riscos, de acordo com os seus efeitos potenciais nos objetivos do projeto;  Realizar a Análise Quantitativa dos Riscos - processo de analisar numericamente o efeito dos riscos identificados, nos objetivos gerais do projeto;  Planear as Respostas aos Riscos -processo de desenvolvimento de opções e ações para aumentar as oportunidades e reduzir as ameaças aos objetivos do projeto;  Monitorar e Controlar os Riscos – processo de identificar e de assegurar o controlo do risco, monitorizando riscos residuais e identificando novos riscos, assegurando a execução dos planos do risco e avaliando a sua eficiência, na redução dos riscos. Os impactos não devem ser reparados, mas sim evitados. Para consegui-lo, precisamos de ter um bom controlo e conhecimento sobre os riscos que o projeto irá enfrentar, e ter estratégias claras de como atenuá-los ou tratá-los,”[16]. Hoje em dia, cada vez mais em concursos, são exigidas análises de risco aos projetos, sendo que a maior parte das empresas não está preparada para as fazer. Paralelamente a esses fatores a realidade é Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 21 que, cada vez mais em concursos internacionais, são exigidas análises de risco aos projetos, sendo que a generalidade das empresas não está preparada, nem “institucionalmente” nem “mentalmente”, com instrumentos e conhecimentos, para dar resposta de modo concreto e eficaz a estas exigências. 2.3.9. GESTÃO DE AQUISIÇÕES A gestão de aquisições é a 9ª área de gestão de projeto e tem como objetivo definir, quanto, como e quando adquirir mercadorias, para que as entregas previstas no projeto sejam devidamente cumpridas. A aquisição de matérias-primas e equipamentos representa um fator decisivo na atividade de uma empresa pois, dependendo de como é conduzida, podem gerar redução nos custos e melhorias consideráveis nos lucros. O processo de aquisições em projetos tem seis etapas distintas:  Planear compras e aquisições – Identifica quais as necessidades do projeto, que podem ser melhor atendidas pela compra ou aquisição de bens fora da equipa de projeto e quais devem ser realizadas pela equipa do projeto durante a sua execução;  Planear contratações – Preparação dos documentos necessários para dar suporte aos processos seguintes: Solicitar respostas de fornecedores e ao processo, Selecionar fornecedores. É reunida a documentação referente aos requisitos do item e são identificados os possíveis fornecedores;  Solicitar respostas de fornecedores – Obtenção de respostas, como cotações e propostas, de possíveis fornecedores sobre como os requisitos do projeto podem ser alcançados;  Selecionar Fornecedores – Este processo recebe cotações ou propostas conforme o critério definido nos processos anteriores (por exemplo: menor preço) e seleciona um ou mais fornecedores que sejam qualificados;  Administração de contrato – Gestão do relacionamento com o fornecedor visando garantir que as duas partes atendem às suas obrigações contratuais;  Encerramento do contrato – Confirmação de que o trabalho ou produto foi entregue conforme acordado, para além de registar e arquivar as informações pertinentes ao contrato. “Evidentemente que há projetos em que nada ou pouca coisa é adquirido externamente à organização; outros projetos, todavia, têm elevado nível de aquisições – caso típico de projetos de “integração”. Um exemplo de projeto de integração é um projeto de Automação Eleitoral (urna eletrónica), que além de equipamentos (computador e bateria), contém sistemas operacionais básicos, sistemas aplicativos (de votação, de armazenamento dos votos, transmissão de dados, de segurança, de emissão de relatórios, etc.), além de contemplar, quando do período de realização da eleição, aspetos de transporte dos equipamentos, assistência técnica e suporte. Poucas seriam as organizações que teriam todos os componentes “feitos em casa” para este projeto, por isso, as aquisições se tornam necessárias”, [17]. A gestão de aquisições tem sido pouco debatida, quer em artigos e publicações especializadas, quer por profissionais da área, que dão mais ênfase às questões de qualidade, prazos, custos e âmbito, contudo a sua importância é inquestionável. 2.4. PROCESSOS DE GESTÃO DE PROJETOS “Alcançar a excelência da gestão de projetos ou mesmo a maturidade pode não ser possível sem o uso de processos repetitivos que podem ser usados no projeto. Estes processos repetitivos são referidos Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 28 A Análise de Valor Agregado tem sido usada desde 1960 pelo Departamento de Defesa Americano (DoD). O DoD criou os sistemas Cost/Schedule Control Systems Criteria (C/ SCSC), que eram formados por um conjunto de 35 regras que incluíam o conceito de valor agregado. Tempos depois em 1995, a indústria privada, representada pela Associação Industrial de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSIA) foi autorizada a avaliar a utilidade dos critérios do Valor Agregado. Depois de um longo estudo, a NSIA desenvolveu a sua versão de valor agregado, alterando de forma significativa o antigo conceito de modo a ser aceite pela comunidade de gestão de projetos. O padrão da indústria foi designado de Sistema de Gestão de Valor Agregado (EVMS). O Departamento de defesa aprovou este grande desenvolvimento, em Dezembro de 1996. A EVM passou a ser usada numa ampla variedade de contratos com o governo Americano, e está a espalhar-se através do sector privado, como uma ferramenta valiosa para gestores de projeto. “Na época da sua criação, o C/SCSC tornou-se obrigatório para todos os contratos e projetos das forças armadas Americanas. Isto por um lado ajudou a difundir o conceito de valor agregado, mas por outro lado, a sua imposição aliada à grande burocracia gerada, acabou estigmatizando o seu uso e fez com que o critério fosse visto como um mero meio de se reportar para o cliente e não como ferramenta realmente útil para o controlo dos Projetos”, [23]. A Análise de Valor Agregado (AVA) é uma técnica que tem em consideração o contexto do projeto para os gastos previstos e reais, como também integra o objetivo do projeto, cronograma, e as características de recursos num único conjunto de medidas. Ao longo desta dissertação o autor irá descrever o uso da Análise de Valor Agregado, analisando o orçamento e o cronograma de uma obra na Região Autónoma da Madeira, de modo a determinar o Valor Agregado, a análise de variância, e a previsão de prazos e custos da obra (ver capitulo 5). A técnica da AVA permite programar os gastos com base no plano do projeto, e para além disso, permite-nos saber quanto dinheiro foi gasto no projeto em relação ao trabalho que foi realizado. Isso leva em consideração tudo o que aconteceu no projeto, como atrasos ou adiantamentos no cronograma. “Este conceito difere um pouco da prática genérica que se encontra nas empresas. Normalmente, o que se encontra é uma simples comparação entre o que foi gasto e o que se planeia gastar, sem levar em consideração ou sem explicitar o quanto foi efetivamente produzido ou realizado. Esta análise não é completa, mas pode ser suficiente quando, por exemplo, se tem produção em série de um produto, onde os processos já são bem conhecidos e controlados, não há interferências externas ou ainda quando se tem pleno domínio e visão sobre todo o conjunto (projetos pequenos e simples). Entretanto, na medida em que a complexidade do que está a ser controlado aumenta, surge a necessidade de se avaliar também o efetivo valor que foi agregado sobre a produção ou serviço”,[6]. Figura 3.1- Variáveis intrínsecas da Análise de Valor Agregado [6]. ´ Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 29 Esta é uma técnica que faz comparações no que agregamos, no que prevíamos e gastamos num projeto. Isto vai fornecer-nos projeções, baseadas no que temos agregado até ao momento. Conseguimos a partir destes indicadores, fazer uma previsão sobre o desempenho do nosso projeto ao longo da sua execução. Esta técnica nascida na América, tem várias leis e regras, como vamos verificar ao longo desta dissertação, por exemplo se a diferença entre o que agregamos e o que falta agregar, for maior que determinada percentagem no nosso projeto, o projeto está em crise. Com isto conseguimos ter alarmes antecipados ao nosso trabalho, e isso é um dos fatores mais interessantes na AVA. Nós conseguimos antecipadamente saber o que está a acontecer e como as coisas funcionam. A AVA apresenta-se como a melhor metodologia para integrar, prazos, custos e o progresso do projeto, apoiada apenas no orçamento da obra. O método permite associar a produtividade e os custos orçamentados. O método desempenha um papel importante respondendo às perguntas de gestão que são determinantes para o sucesso de um projeto, tais como:  Estamos adiantados ou atrasado;  Estamos acima ou abaixo do custo orçamentado;  Quando iremos provavelmente concluir o projeto;  Quão eficientemente estamos a usar os nossos recursos;  Quanto será o desvio em relação ao custo orçamentado;  Qual o progresso necessário para recuperarmos o atraso atual;  Quanto irá custar o projeto. Uma das maiores vantagens da aplicação da AVA é a possibilidade de obter respostas para perguntas relacionadas com prazos e custos futuros dos projetos, tendo como referência o desempenho alcançado até uma data já ocorrida (“data status”). “Denomina-se de data status à data atual (data de hoje), ou a qualquer outra desde que se especifique. Pode-se também usar o termo de “data status” para determinar onde colocar o trabalho real e o trabalho restante no cronograma ao inserir as informações sobre o seu andamento”, [24]. O termo data status é muito utilizado no Microsoft Office Project, sendo que o autor aproveita e mantem esta terminologia ao longo da dissertação. A data status irá referir-se à data do dia de medição dos trabalhos realizados. 3.2. PRINCIPAIS PARÂMETROS DA ANÁLISE DE VALOR AGREGADO A partir dos parâmetros da Análise de Valor Agregado e das fórmulas associadas aos mesmos, tornase possível obter as informações necessárias sobre o progresso do projeto. Através dessa informação, é possível obter um panorama geral contendo informação sobre o que ocorreu no projeto, a sua situação atual, bem como as suas projeções de custos e prazos. Os gráficos constituem uma das melhores formas de interpretação desta informação, conforme exemplificado na Figura 3.2. Na Figura 3.2 pode-se identificar os principais parâmetros da Análise de Valor Agregado. Serão preservadas as nomenclaturas originais em inglês para facilitar a associação com outros estudos e com a literatura existente. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 30 Figura 3.2- Gráfico com indicadores da Análise de valor agregado [22]. A Análise de Valor Agregado é conhecida pelas suas siglas. O Quadro 3.1 apresenta as siglas, utilizadas na Figura 3.2, tanto para a nomenclatura antiga, como para a nova. Quadro 3.1 – Siglas da AVA Nomenclatura Antiga Nomenclatura Nova Definição Antiga Definição Nova EAC EAC Estimate At Completion ou Estimativa ao término - ETC ETC Estimate to Complete ou Estimativa para terminar - BAC BAC Budget at Completion ou Orçamento ao término - BCWS PV Budgeted Cost of Work Scheduled ou Custo Orçamentado do trabalho agendado Planned Value ou Valor Planeado Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 31 Quadro 3.1 – Siglas da AVA (cont.) BCWP EV Budgeted Cost of Work Performed ou Custo Orçamentado do trabalho realizado Earned Value Ou Valor Agregado ACWP AC Actual Cost of WorkPerformed ou Custo real do trabalho realizado Actual Cost ou Custo Real SV SV Schedule variance ou Variação de Prazos - TV TV Time variance ou Variação no Tempo - CV CV Cost variance ou Variação nos Custos - DAC DAC Delay at Completion ou Variação Final dos Prazos - VAC VAC Variation at Completion ou Variação Final dos Custos - SPI SPI Schedule performance index ou Índice de desempenho de Prazos - CPI CPI Cost performance index ou Índice de desempenho de Custo - TAC TAC Time at Completion ou Término Projetado - PAC PAC Planned at Completion ou Término Previsto - TCPI TCPI To-Complete Performace Indicator ou índice de desempenho de recuperação de custos - Foi a partir do primeiro trimestre do ano de 2002, que ocorreu a mudança no uso dos termos, Valor Planeado (PV), Valor Agregado (EV) e Custo Real (AC), que substituíram as siglas de Custo Orçamentado do trabalho agendado (BCWS), Custo Orçamentado do trabalho realizado (BCWP) e Custo real do trabalho realizado (ACWP), respetivamente. Para compreender o conceito em que se baseia a técnica da Análise de Valor Agregado, importa conhecer o significado dos seus conceitos fundamentais: O Valor Planeado (PV) é o custo orçamentado das tarefas estimadas no início do projeto, com base nos custos dos recursos atribuídos a essas tarefas. O PV é determinado pelo somatório de todas as tarefas ou trabalhos necessários para que o projeto seja elaborado com sucesso. O trabalho dentro de cada uma das tarefas, quer seja feito internamente ou terceirizado, é estimado. Uma vez estabelecidos Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 32 a quantidade e a sua duração, o PV para a tarefa ou atividade está definido. Ele só pode ser alterado através da implementação de uma mudança de projeto. O Custo Real (AC) será talvez o parâmetro mais importante da AVA, pois este representa o “dinheiro real” que a empresa teve de gastar no projeto. O AC é o custo real dos trabalhos realizados, por outras palavras, trata-se do que efetivamente foi gasto com os trabalhos realizados. O AC é o somatório dos custos reais, associados a todas as atividades realizadas até à data status. O Valor Agregado (EV) é o custo orçamentado dos trabalhos, é o acumulado dos custos orçamentados associados a todas as atividades realizadas até à data status. Provém de uma avaliação feita pela equipa de gestão do projeto, aferida pela fiscalização, com base no progresso de cada tarefa. Muitas vezes o EV é difícil de medir com precisão e é baseado num julgamento feito por pessoas experientes que fazem parte da equipa do projeto. Para as tarefas que são cumpridas será atribuído um valor de EV=PV, enquanto para as tarefas que não tenham sido iniciadas atribuímos um valor de EV=0. A dificuldade está, em estimar o EV para uma tarefa que está em andamento. A maioria das organizações criou regras específicas para garantir que o EV de uma tarefa em andamento não seja subestimado, nem sobrestimado A Variação nos Custos (CV) é uma medida do desempenho de custos de um projeto. É a diferença algébrica entre o valor que foi fisicamente agregado (EV) e o custo real do projeto (AC), até uma determinada data. Se o CV for positivo, a atividade estará com custo abaixo do valor previsto, se for negativo, a atividade terá ultrapassado o orçamento, até a referida data. A Variação de Prazos (SV) é a diferença, em termos de custo, entre o Valor Agregado (EV) e o valor planeado (PV). Se o SV for positivo, o projeto está adiantado, caso contrário se for negativo, o projeto está atrasado. A Variação no tempo (TV) é a diferença, em termos de tempo, entre o Valor Agregado (EV) e o valor planeado (PV). É encontrado graficamente pela projeção da curva de EV (BCWP), encontrando a data em que o PV (BCWS) agrega o mesmo valor de EV como se pode verificar na Figura 3.2. A diferença entre a data de referência e a data em que o valor planeado (PV) agrega o mesmo valor que o Valor Agregado (EV) representa o atraso ou adiantamento do projeto. O Índice de Desempenho de Prazos (SPI) é a relação entre o Valor Agregado (EV) e o valor planeado (PV) numa determinada data. O SPI mostra a taxa de conversão do valor previsto em valor agregado até a referida data. PV EV SPI  (3.3) O Índice de Desempenho de Custo (CPI) é a relação entre o valor agregado (EV) e o custo real do projeto (AC). O CPI mostra a taxa entre os valores reais consumidos e os valores agregados no mesmo período. CV = EV– AC (3.1) SV = EV–PV (3.2) Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 33 AC EV CPI  (3.4) O Orçamento ao término (BAC) determina o valor do orçamento na conclusão do projeto, com base no plano inicial, ou seja determina a previsão inicial do custo total do projeto. A Estimativa ao Término (EAC) é um dos indicadores mais importantes da AVA, pois permite-nos estimar o custo final do projeto. O EAC é nada mais, nada menos do que o Orçamento ao término (BAC), ajustado, tendo em conta o desenvolvimento do projeto. O EAC pode ser calculado de diversas formas, isto é, no cálculo desta estimativa podem ser tomadas três posições: otimista, mais provável e pessimista. A Fórmula mais comum e mais utilizada é: Se for considerado que não ocorreram variações atípicas no futuro, ou seja se for considerado que as variações de custos até à data podem ser desprezadas e sendo expectável que no futuro não voltem a ocorrer desvios semelhantes, utiliza-se a fórmula matemática do EAC: Caso o gestor considere que ocorrerão variações atípicas no futuro, por outras palavras, que as variações de custos ocorridas até à data vão continuar no futuro com o mesmo padrão de variação, e com a suposição de que nada no projeto irá ser alterado, obtém-se que: “Todavia, segundo Webb [25], pode haver uma razão para incluir o SPI no cálculo da estimativa, pois na tentativa de recuperar os atrasos e colocar o projeto no caminho correto, terão de ser incluídos novos recursos e recorrer a mais horas extraordinárias. Posto isto, percebe-se que a fórmula que irá ser apresentada de seguida será a perspetiva pessimista, apesar de que, na maioria das vezes, acaba por ser a previsão que melhor retrata a realidade. Neste cálculo podem ainda ser considerados pesos para o SPI e para o CPI sendo que o somatório dos dois pesos terá de ser igual à unidade”, [4]. Incumbe apenas ao gestor de projetos, designado, a responsabilidade de optar pela melhor opção que beneficie o projeto. A Estimativa para Terminar (ETC) representa o valor financeiro necessário para se completar o projeto, ou seja o valor a ser gasto a partir de uma data status, para que o projeto seja completado. Para obter o seu resultado apenas, basta subtrair ao EAC a parcela do AC, sendo que o cálculo do EAC foi baseado numa das três perspetivas apresentadas no ponto anterior. CPI BAC EAC  (3.5) EAC= AC+BAC-EV (3.6) CPI EVBAC ACEAC   (3.7) SPICPI EVBAC ACEAC    (3.8) Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 34 A Variação Final dos Custos (VAC) é a diferença entre o custo orçamentado para a conclusão do projeto (BAC) e o custo estimado para a conclusão do projeto (EAC). Com o cálculo do EAC já efetuado, torna-se simples determinar se o projeto irá estar acima ou abaixo do orçamento na data de conclusão. Valores negativos significam que o projeto irá estar acima do orçamento, por outro lado, para valores positivos considera-se que o projeto foi concluído abaixo do orçamento. A Variação Final dos Prazos (DAC) é a diferença em termos de tempo, entre o Término Projetado do Projeto (TAC) e o Término Previsto Originalmente (PAC). O Índice de Desempenho de Recuperação de Custos (TCPI) representa a taxa de eficiência necessária para realizar o trabalho restante, concluindo assim o projeto dentro do orçamento previsto. É o valor para recuperar o CPI. O TCPI revela-se como um dos mais eficientes indicadores do EVM, já que indica qual é a performance que deverá ser obtida para a consecução das metas do projeto. 3.2.1. INDICADORES DA ANÁLISE DE VALOR AGREGADO Segundo muitos autores, Webb [25], Koppelman e Flemming [23], PMI [7], Kerzner [5], APM [26] e Weaver [27], a técnica de Análise de Valor Agregado permite calcular três tipos de indicadores que avaliam e monitorizam o estado do projeto e permitem retirar resultados acerca do futuro do projeto. Porém, os autores referem que o uso desta técnica deverá ser acompanhado com precaução, pois os seus resultados e indicadores não devem ser considerados como verdades absolutas sem que primeiro se avalie a informação fornecida, de forma a verificar até que ponto descrevem a realidade. Os tipos de indicadores considerados são os que se seguem:  Indicadores de estado:  Variação de Prazos (SV);  Variação nos Custos (CV).  Indicadores de desempenho:  Índice de desempenho de Prazos (SPI);  Índice de desempenho de Custo (CPI).  Indicadores de previsão:  Estimativa ao término (EAC);  Estimativa para o término (ETC);  Variação Final dos Custos (VAC);  To-Complete Cost Performace Indicator (TCPI). Através dos parâmetros da AVA existem diversas maneiras e fórmulas para se estimar os custos e prazos de um projeto, como se pode verificar pelas expressões acima referidas. Por intermédio dos indicadores da técnica de AVA, o gestor do projeto consegue obter resposta a muitas perguntas que se tornam fundamentais, durante a execução de uma obra. ETC = EAC –AC (3.9) VAC = BAC – EAC (3.10) DAC = PAC – TAC (3.11) ACBAC EVBAC TCPI    (3.12) Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 35 “Uma das principais vantagens no uso da Análise de Valor Agregado é poder calcular o desempenho do projeto durante o seu decorrer e, a partir daí, traçar projeções e estimativas quanto aos prazos e custos futuros. Quanto mais fiéis e realistas forem as medições e quanto mais “calibrado” estiver o modelo de controlo, melhores serão as projeções e melhores serão as probabilidades do gestor de projetos tomar ações com antecedência no intuito de tentar recuperar atrasos ou custos elevados”, [6]. a) Indicadores de estado (SV e CV) Os indicadores de estado são desvios que podem ajudar a determinar se existe dinheiro suficiente no orçamento e se o projeto terminará dentro do prazo estipulado. Existem dois tipos de indicadores de estado, um relativamente aos custos e outro relativamente aos prazos. Estes possibilitam compreender rapidamente se o projeto segue o caminho certo. b) Variação nos custos (CV)  Se CV> 0, indica que o projeto está abaixo do limite de orçamento. Os desvios positivos poderão permitir reajustar os planos, deslocando dinheiro e recursos de tarefas com desvios positivos para tarefas ou projetos com desvios negativos;  Se CV=0, indica que o projeto segue o caminho certo;  Se CV <0, indica que o projeto ultrapassou o orçamento e que é necessário tomar medidas. Se uma tarefa ou projeto tiver um CV negativo, poderá ter de aumentar-se o orçamento ou aceitar margens de lucro reduzidas. c) Variação de Prazos (SV):  Se SV> 0, o projeto encontra-se adiantado;  Se SV=0, o projeto segue o caminho certo;  Se SV <0, o projeto encontra-se atrasado. Figura 3.3- Representação gráfica dos índices SV e CV d) Indicadores de Desempenho (SPI e CPI) Os índices de desempenho de custo e de prazo são rácios que podem servir para avaliar a situação atual do projeto, mas também podem ser aplicados em análises de tendências e previsão. As análises de tendências e previsão esclarecem as seguintes dúvidas: quando o projeto deverá terminar; se o desempenho do cronograma permanecerá o mesmo; se desempenho de custo permanecerá o mesmo. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 36 Com estes dados, o gestor de projeto poderá tomar decisões no momento de cada medição para que os objetivos do projeto sejam alcançados, superados, ou mesmo para reduzir as potenciais perdas. Com base nos principais indicadores da AVA (PV, EV e AC), na definição da data status (data da medição) e na atualização do cronograma do projeto com os dados reais, podem-se obter os seguintes indicadores de desempenho do projeto:  Índice de desempenho de Custo (CPI);  Índice de desempenho de Prazos (SPI). e) Análise dos Casos dos Índices de Desempenho: CPI <1, Projeto está com custo maior que o previsto no orçamento; CPI> 1, Projeto está com custo menor que o previsto no orçamento; CPI =1, Projeto está com os custos iguais aos previstos no orçamento; SPI <1, Projeto está com o cronograma atrasado em relação ao previsto; SPI> 1, Projeto está com o cronograma adiantado em relação ao previsto; SPI =1, Projeto está com o cronograma em dia em relação ao previsto. f) Exemplos práticos dos Índices de Desempenho “Um SPI = 0,80 indica que 80% do tempo previsto no orçamento foi convertido em trabalho. Isto resulta em uma perda de 20% no tempo disponível. Resumindo podemos generalizar que um SPI igual a 1 indica que o valor planeado foi integralmente agregado ao projeto. Se o SPI for menor que 1, o projeto está atrasado. Se o SPI é superior a 1, o projeto está adiantado.” [6]. “Um CPI = 0,80 indica que para 1€ de capital consumido, apenas 0,80€ estão a ser convertidos fisicamente em produto. A perda, portanto, é de 0,20€ por 1€ gasto. Analogamente ao SPI, um CPI igual a 1 indica que o valor gasto pelo projeto foi integralmente agregado ao projecto (o projeto está dentro do orçamento previsto). Se o CPI for menor que 1, o projeto está a gastar mais do que o previsto (provavelmente haverá sobrecusto no final do projeto). Se o CPI é superior a 1, o projeto está com custos abaixo do orçamento previsto”,[6]. Figura 3.4- Tipos de CPI e SPI para previsões de desempenho, [22] Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 37 Assim, pelo que foi demonstrado pelo autor e através do seguinte quadro (Quadro3.2), facilmente se interpretam os indicadores de estado e de desempenho disponibilizados pelo EVM. Quadro 3.2 – Interpretação dos indicadores básicos do EVM (Adaptado de [7]) SV> 0 & SPI> 1 SV=0 & SPI= 1 SV< 0 & SPI< 1 CV> 0 & CPI> 1 Projeto adiantado Abaixo do Orçamento Projeto no prazo Abaixo do Orçamento Projeto atrasado Abaixo do Orçamento CV=0 & CPI=1 Projeto adiantado Igual ao Orçamento Projeto no prazo Igual ao Orçamento Projeto atrasado Igual ao Orçamento CV <0 & CPI <1 Projeto adiantado Acima do Orçamento Projeto no prazo Acima do Orçamento Projeto atrasado Acima do Orçamento Com base nesta análise podem ser classificadas quatro categorias de projetos:  Mal gerido;  Rápido e Dispendioso;  Lento e Económico;  Bem gerido. Um projeto mal gerido é aquele que obteve um desempenho negativo tanto em prazo (SV negativo) como em custo (CV negativo), e por consequência obteve também índices inferiores a 1, tanto para CPI como para SPI. Um projeto Rápido e Dispendioso é aquele que obteve um bom desempenho em prazo (SV positivo), mas que comprometeu o seu desempenho a nível do custo (CV negativo) e, portanto, obtive índices inferiores a 1 para CPI, mas superiores a 1 para SPI. Um projeto Lento e Econômico é aquele que, ao contrário da categoria anterior, obteve um bom desempenho a nível do custo (CV positivo e CPI maior que 1), mas em contrapartida comprometeu seu desempenho em prazo (SV negativo e SPI menor que 1). Finalmente, um projeto bem gerido é aquele em que o desempenho tanto em prazo como em custo superou positivamente o planeado, [28]. g) Indicadores de Previsão( EAC, ETC, VAC e TCPI) “Uma das mais-valias de uma análise de Valor Agregado reside na possibilidade de efetuar previsões para o resultado final do projeto baseadas nos dados relativos ao seu desempenho passado e no tempo restante até à sua conclusão”, [29]. Os principais indicadores de previsão sobre o estado de um projeto, que permitem efetuar previsões sobre o seu futuro são:  Estimativa ao término (EAC);  Estimativa para o término (ETC);  Variação Final dos Custos (VAC);  To-Complete Cost Performance Indicator (TCPI). h) Análise dos Casos dos Índices de Previsão  Se TCPI> 1, o desempenho do custo para o trabalho restante deve ser melhor do que o planeado para concluir o projeto dentro do orçamento previsto; Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 44 Fim do 1º Dia Total de parede esfetivamente construída: 80% concluída. Total realmente gasto: AC= 950,00€. O Valor Agregado (EV) é aqui representado pelo total de parede construída em relação ao planeado. O total realmente gasto, representa o Custo Real (AC). O gestor de projeto decidiu então que o valor agregado seria calculado com base no progresso físico do trabalho planeado (% concluído). Com isto o gestor de projeto obteve os seguintes resultados: Como os valores de AC, EV e PV conhecidos, o gestor de projeto, pode proceder à construção do gráfico que se pode observar na Figura 3.7. Como se pode observar na Figura 3.7, o gráfico mostra que no final do primeiro dia de trabalho, foi agregado ao projeto menos valor do que planeado. Isso indica a existência de um problema de desempenho. Outro fator alarmante é o custo real gasto no primeiro dia de trabalho. Este é maior do que o valor agregado. Este problema é um forte indicativo de que o orçamento será ultrapassado no final do projeto. Para detalhar melhor os problemas existentes no projeto, o gestor de projeto terá de calcular quatro dos indicadores mais importantes da Analise de Valor Agregado (SV, CV, SPI e CPI). EV=Valor Planeado (PV) × % Concluído PV = 1000,00 EV= 1000,00 € ×(80/100) = 800,00€ (3.15) Figura 3.7- Gráfico com os indicadores da Análise de Valor Agregado Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 45 Variação de Prazo (SV) SV = EV – PV SV = 800,00 € - 1000,00 SV= - 200,00€ No final do primeiro dia, o gestor de projeto verificou que o projeto teve um SV= - 200,00€, isto significa que o projeto encontra-se atrasado. O valor 200,00€ é a quantidade em termos monetários que deveria ter sido construído no primeiro dia para ter o projeto “em dia”. Índice de Desempenho de Prazo (SPI) PV EV SPI  8.0 1000 800 SPI SPI = 80 % Este resultado reflete que, no final do primeiro dia, o projeto foi concluído em apenas 80% do total das tarefas planeadas. Este valor indica que o projeto corre sérios riscos de atrasos de entrega do produto. Variação de Custos (CV) SV = EV – AC CV = 800,00 € - 950,00 SV= - 150,00€ No final do primeiro dia, o gestor de projeto também verificou que o projeto teve um CV= - 150,00€, isto significa que o projeto ultrapassou o orçamento e que é necessário tomar medidas corretivas. Índice de Desempenho de Custos (CPI) AC EV CPI  84.0 950 800 CPI CPI = 84 % A nível de custos, as coisas não estão a correr bem já que o custo para realizar 20% do trabalho já quase atingiu os25% Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 46 É neste momento que o gestor de projeto deverá tomar ações corretivas para “realinhar” o projeto com a sua linha de base de orçamento. Para que isso aconteça, o gestor de projeto deverá escolher a solução que melhor se enquadre com o projeto em mãos. Uma das alternativas possíveis será melhorar a produtividade ou contratar profissionais mais experientes e que aceitassem a remuneração já estabelecida para a mão-de-obra. Dessa forma, as tarefas seriam teoricamente concluídas com mais agilidade e o orçamento final no término BAC não seria alterado, cumprindo assim as metas estabelecidas no plano original. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 47 4 4. INQUERITOS 4.1. INTRODUÇÃO Uma das formas utilizadas para a recolha de dados foi o recurso a inquéritos, que foram uma maisvalia para o autor pois proporcionaram trocas de impressões com os mais variados profissionais de construção civil, bem como com os responsáveis pela realização das obras. Esses contactos permitiram assim ao autor uma recolha de dados essenciais acerca dos processos de gestão aplicados em obras realizadas em Portugal, pois como se sabe, consoante a importância e complexidade das tarefas, podem ser usados diferentes processos de controlo. Deste modo, o autor teve a oportunidade de analisar o conhecimento de todos os profissionais que participaram neste inquérito acerca da gestão de projetos e da metodologia implementada pelo autor, durante a realização desta tese. Na realização dos inquéritos foram utilizados dois tipos de questões: resposta aberta e fechada. As perguntas de resposta aberta permitiram ao inquirido uma maior liberdade de expressão, apresentando assim respostas mais representativas da sua opinião. Por outro lado, as questões de resposta fechada permitiram que este inquérito não se torna-se enfadonho e ocupasse o tempo precioso dos inquiridos, melhorando a rapidez e facilidade de resposta. O principal objetivo do inquérito é ficar a conhecer as opiniões, avaliações e atitudes do público-alvo, tentando maximizar o tempo que estes disponibilizam para a realização do mesmo. No inquérito em questão, nas perguntas de resposta fechada, mais concretamente na pergunta 2, o autor optou pelo uso da escala de Likert, por achar que esta se adequa melhor a este tipo de pergunta. Nesta escala, usualmente, pede-se ao inquirido que avalie uma afirmação numa escala de, geralmente, cinco alternativas, como se demonstra no Quadro 4.1. Uma vantagem da escala de Likert é que ela fornece informações acerca da atitude do inquirido em relação a cada afirmação, sendo ela positiva ou negativa. Uma outra vantagem em relação às escalas de Likert é a possibilidade de efetuar uma transformação numérica do grau para valores médios e desvios padrão, [31]. Quadro 4.1- Escala de Likert Escala de Likert Grau de concordância do inquirido 1 Discordo totalmente / Nada relevante 2 Discordo / Pouco relevante 3 Não concordo nem discordo / Indiferente 4 Concordo / Bastante relevante 5 Concordo totalmente / Muito relevante Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 48 3 7 7 5 0 a 5 6 a 10 11 a 20 > 20 O espírito crítico, a tentativa de aprendizagem dos vários fatores envolvidos e a compreensão dos métodos implementados foram fatores sempre presentes no decorrer da recolha de dados em obra. Na realização dos inquéritos que se pode observar no Anexo I, o autor tentou abordar os assuntos com uma linguagem simples e assertiva de modo a obter os melhores resultados, tentando sempre evitar perguntas demasiado complexas, longas ou ambíguas que pudessem deixar o inquirido pouco à vontade. Perante tal, o autor esperava que o inquirido revelasse as suas opiniões, juízos de valor e conhecimentos, para que fosse possível uma maior absorção de informação. As informações são analisadas, tratadas, e apresentadas estatisticamente através de tabelas e gráficos de barras para facilitar a apresentação e compreensão dos leitores. 4.2. TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO 4.2.1. INTRODUÇÃO Os inquéritos realizados foram preenchidos por 22 Engenheiros Civis, escolhidos pelo autor para fazerem parte de um leque seletivo de pessoas com capacidades e experiência suficiente para fazer parte deste estudo. Salienta-se ainda que os Engenheiros que fizeram parte deste estudo trabalham para as mais diversas Instituições Públicas e Privadas, sendo isto uma mais-valia para o autor, pois pôde tirar partido das opiniões formadas de Engenheiros que trabalham em ambientes muito distintos. O autor pretendeu que as respostas dos inquiridos não fossem afetadas por qualquer tipo de influência ou limitadas pelo fato de serem trabalhadores Públicos ou Privados, pelo que todos os entrevistados foram informados que estes inquéritos seriam anónimos e as suas respostas apenas teriam fins estatísticos. O inquérito modelo está exposto no Anexo I, e o tratamento de informação teve como objetivo não só a organização dos resultados dos inquéritos como também analisar a forma habitual de trabalho dos inquiridos, comparando os métodos utilizados com o método EVM e assim determinar quais os principais aspetos positivos e negativos. Posto isto, apresenta-se de seguida o tratamento dos dados obtidos através da realização dos inquéritos. 4.2.2. ANOS DE EXPERIÊNCIA Na Figura 4.1 encontra-se um resumo, que indica os intervalos de anos de experiência profissional dos inquiridos. Antes de proceder à análise de resultados é de referir que de entre os inquiridos estão jovens Engenheiros, que efetuaram trabalho de investigação nas suas dissertações sobre o modo como são organizados e executados os projetos em Portugal e Engenheiros experientes que são responsáveis pela parte financeira das suas respetivas obras, permitindo assim que o autor conseguisse adquirir informações úteis e precisas a partir de profissionais que têm conhecimento desta área. Figura 4.1 - Anos de Experiência dos Inquiridos Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 49 Analisando os dados obtidos conseguimos perceber pelo Quadro 4.2 que mais de 50% têm mais de 11 anos de experiência, o que permite garantir que as respostas dadas têm qualidade e são representativas da realidade. Quadro 4.2- Anos de Experiência dos Inquiridos Anos de Experiência Frequência Frequência Relativa 0-5 3 14% 6-10 7 32% 11-20 7 32% + 20 5 22% Amostra 22 100% 4.2.3. IMPORTÂNCIA DO GESTOR DE PROJETO Relativamente à importância do gestor de projeto, como já mencionado anteriormente, a sua avaliação foi feita utilizando a Escala de Likert, de modo a simplificar a resposta do inquirido, bem como a análise do autor. Na perspetiva do autor esta pergunta é indispensável, pois é necessário saber se todos os inquiridos têm noção do que é um Gestor de Projeto e a importância que o mesmo tem na obra. Quando questionados acerca da importância do Gestor de Projeto, as respostas obtidas pelos inquiridos são esclarecedoras, como se pode ver na Figura 4.2. Figura 4.2 - Importância do Gestor de Projeto Como seria de esperar, as respostas obtidas pelos inquiridos, quando questionados acerca da importância do Gestor de Projeto, foram praticamente idênticas. Este facto permite concluir que grande parte dos inquiridos tem noção que o gestor de projeto é essencial em obras de engenharia civil, como podemos verificar pelo Quadro 4.3. 0 0 0 9 13 0 4 8 12 16 20 Nada Relevante Pouco Relevante Indiferente Muito Relevante Bastante Relevante Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 50 17 0 5 0 0 4 8 12 16 20 Controlo de projetos (custo, âmbito, qualidade, tempo) /relatórios de progresso Formação em gestão de projetos e suas ferramentas Desenvolver o uso de metodologias de gestão de projetos/Disseminação de conceitos/Melhores práticas Manter registos dos projetos conduzidos pela unidade Quadro 4.3 - Importância do Gestor de Projeto Grau de Importância Frequência Frequência Relativa Nada Relevante 0 0% Pouco Relevante 0 0% Indiferente 0 0% Muito Relevante 9 41% Bastante Relevante 13 59% Amostra 22 100% 4.2.4. FUNÇÃO DO GESTOR DE PROJETO Antes de iniciar o estudo das técnicas e métodos implementados na gestão de projetos é necessário proceder ao estudo de quais as funções de um Gestor de Projeto e por que razão é a gestão de projetos uma atividade diferente das atividades habituais de gestão. Posto isto é interessante verificar que as respostas dos inquiridos não diferiram muito, com se pode ver pela Figura 4.3. De entre os 22 inquiridos, 77% acham mais relevante a função de controlo de projetos e relatórios de progresso, demonstrando assim que a principal preocupação dos Engenheiros inquiridos aquando da realização dos seus projetos, são os custos, o âmbito, a qualidade e o tempo, quatro pontos fulcrais para o sucesso, ou fracasso de um projeto. De entre as várias respostas possíveis as funções não escolhidas foram a “Formação em gestão de projetos e suas ferramentas” e o “Manter registos dos projetos conduzidos pela unidade”, como pode-se observar no Quadro 4.4. Figura 4.3 - - Função do Gestor de Projeto Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 51 Quadro 4.4 - Função do Gestor de Projeto Função do Gestor de Projeto Frequência Frequência Relativa Controlo de projetos (custo, âmbito, qualidade, tempo) /relatórios de progresso 17 77% Formação em gestão de projetos e suas ferramentas 0 0% Desenvolver o uso de metodologias de gestão de projetos/Disseminação de conceitos/Melhores práticas 5 23% Manter registos dos projetos conduzidos pela unidade 0 0% Amostra 22 100% 4.2.5. PLANEAMENTO CUMPRIDO EM OBRAS O objetivo principal do autor, nesta pergunta seria saber qual a ideia que os inquiridos tinham relativamente ao planeamento cumprido em obras. O autor procurou inquirir sobre o rigor e eficácia do planeamento de um projeto, tendo obtido os resultados abaixo expostos, na Figura 4.4 e no Quadro 4.5. Figura 4.4 - Gráfico referente à importância do Planeamento Foi interessante verificar que as respostas variaram bastante, sendo que cerca de 46% dos inquiridos consideraram que o planeamento apenas é cumprido entre 60%-40%. Um dos inquiridos chegou mesmo a afirmar que “O planeamento raramente é cumprido devido aos reajustes que ocorrem durante a obra, quer por erros de projeto, quer por pedidos de modificação pelo dono de obra ou arquiteto”. 0 2 10 8 2 0 4 8 12 16 20 0-20 % 40 - 20 % 60-40 % 80 - 60 % 100 -80 % Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 52 Quadro 4.5- Quadro estatístico referente à importância do Planeamento Grau de Eficácia Frequência Frequência Relativa 0-20 % 0 0% 40 - 20 % 2 9% 60-40 % 10 46% 80 - 60 % 8 36% 100 -80 % 2 9% Amostra 22 100% 4.2.6. CONTROLO DOS PROJETOS QUANTO AO ÂMBITO Com esta pergunta, foi do interesse do autor tentar perceber, quais as técnicas de controlo do âmbito do projeto que os inquiridos mais se familiarizam sendo que, na estrutura do inquérito, foi incluído um espaço para que os inquiridos não se sentissem restringidos ao leque de opções proposto pelo autor. Figura 4.5 - Controlo dos projetos quanto ao âmbito No que toca ao controlo do âmbito dos projetos, a maioria dos inquiridos prefere controlar o âmbito com o auxílio da WBS/EAP (59 %), os restantes preferem o Controlo das Tarefas em Obra (41%), como se pode verificar pela Figura 4.5 e pelo Quadro 4.6. Como já foi mencionado a Work breakdown structure ou Estrutura Analítica de Projetos (WBS/EAP), é uma ferramenta de decomposição do trabalho do projeto, estruturada na forma de árvore hierárquica (do mais geral para o mais específico). A WBS é uma ferramenta bastante comum e conhecida e poderá ser adaptada a todo o tipo de projetos. Logo não é de estranhar que tenha sido a mais escolhida. 13 9 0 0 0 4 8 12 16 20 WBS/EAP Controlo das tarefas Documento que descreve o âmbito Outro método Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 53 Controlo do âmbito Frequência Frequência Relativa WBS/EAP 13 59% Controlo das tarefas 9 41% Documento que descreve o âmbito 0 0% Outro método 0 0% Amostra 22 100% 4.2.7. CONTROLO DOS PROJETOS QUANTO AO TEMPO Seguindo a mesma linha de pensamento da pergunta anterior, o autor colocou uma pergunta idêntica face às ferramentas utilizadas para o controlo dos projetos quanto ao tempo, sendo que as respostas dadas pelos inquiridos, não foram surpreendentes, visto que o Gráfico GANTT foi a opção mais escolhida, como se pode verificar pelo Figura 4.6 e pelo Quadro 4.7. Figura 4.6 - Controlo dos projetos quanto ao Tempo Em conversa com um dos Engenheiros inquiridos este terá dito que: “Nas empreitadas de obras públicas lançadas no meu serviço, o Plano de Trabalhos terá de ser apresentado sob a forma de um Gráfico de Gantt detalhado, contemplando a preparação e a execução dos trabalhos das frentes de trabalho que a empreitada envolve, com a indicação das suas relações de sequencialidade e respetiva afetação da mão-de-obra e equipamentos e dos rendimentos de produção. A unidade de tempo deverá ser o mês e a sub-unidade a semana. A desagregação das diversas frentes de trabalho e dos seus trabalhos deverá ser suficientemente exaustiva para que reflita as frentes previstas para a execução da obra, de acordo com o descrito na memória descritiva”. Com base nesta afirmação, pode-se concluir que grande parte, senão todas as obras públicas realizadas em Portugal apresentam o seu plano de trabalhos em forma de gráfico de Gantt. Daí não é de estranhar que este método seja conhecido e seguido pela grande maioria dos inquiridos como se pode constatar pela Figura 4.6. 0 1 19 2 0 0 4 8 12 16 20 Análise de Valor Agregado Prazo final Diagrama Gantt Diagrama de PERT /CPM Outro método Quadro 4.6 – Quadro estatístico alusivo ao controlo dos projetos quanto ao âmbito Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 60 Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 61 5 5. CASO DE ESTUDO 5.1. INTRODUÇÃO À OBRA 5.1.1.LOCAL O caso de estudo analisado nesta Dissertação, localiza-se e na Ilha da Madeira, mais concretamente no Município de São Vicente, (Figura 4.1). São Vicente é um município da Região Autónoma da Madeira, que possui sede na freguesia homónima, tem 78,82 km² de área e 5 723 habitantes distribuídos por três freguesias: Boa Ventura, Ponta Delgada e S. Vicente, [35]. São Vicente localiza-se no norte da ilha e possui um património com uma riqueza cultural inestimável, do qual se destacam as várias igrejas e capelas com muitos séculos de história e diferentes estilos. Um dos locais mais conhecidos são as grutas vulcânicas, descobertas em 1885, constituídas por canais subterrâneos de lava que resultaram da erupção que ocorreu há cerca de 400,000 anos. Os trilhos na Floresta Laurissilva, com uma abundância de veredas e levadas, são outros dos muitos atrativos deste município. A Vila de São Vicente é um dos mais pitorescos locais da Ilha da Madeira. Localiza-se num dos mais belos vales da Madeira, e aí realiza-se todos os anos, no fim de Agosto, o famoso Arraial de S. Vicente. Este arraial de devoção religiosa atrai milhares de madeirenses e estrangeiros. Para além dos diversos pontos de interesse neste município, São Vicente está a tornar-se cada vez mais popular entre os amantes de surf e bodyboard devido às excelentes condições para a prática destas modalidades e ao clima subtropical durante todo o ano, oferecendo assim, excelentes condições para os muitos surfistas e bodyboarders, que vêm de toda a Europa para aproveitar as ondas. Figuras 5.1- Mapa da Ilha da Madeira com a localização geográfica da freguesia de S. Vicente, [36] Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 62 5.1.2.CARACTERIZAÇÃO DA EMPREITADA Este projeto está maioritariamente vocacionado para o turismo nomeadamente para o comércio de artesanato e restauração, sendo constituído por uma loja de artesanato, restaurante e bar. A sua localização privilegiada permite direcionar esta construção para o turismo, pelo que a generalidade do projeto apresenta uma grande qualidade nos acabamentos. Na Figura 5.2 é apresentada a localização da obra na Vila de São Vicente, realçando a zona onde o edifício foi implantado. A escolha desta obra deveu-se ao facto de ser de curta duração (150 dias). Assim foi mais acessível ao autor desta dissertação implementar a metodologia em estudo, visto as atividades serem de baixa complexidade. Dados relevantes sobre a empreitada:  Dono da Obra: SM - Comércio de Artesanato e Restauração;  Entidade Executante: Eduardo & Vítor-Constrói, Lda;  Localização: Sítio do Calhau, São Vicente, Ilha Da Madeira;  Valor da Empreitada: 140.669€;  Tipo de Empreitada: Por série de preços  Prazo de Execução da Empreitada: 150 dias;  Área Total do Terreno: 352,1 m2 ;  Área de Implantação: 254,8 m2 ;  Área Bruta: 531,2 m2 ;  Número de Pisos: 2;  Projetista:  Arquitetura: Nova Onda, Lda;  Instalações Elétricas: Ideia Luminosa- Projetos Eletricidade Madeira, Lda;  Restantes Especialidades: Poligno-Estudos e Projetos de Engenharia, Lda. O resultado final do projeto apresentará uma fachada de estilo moderno, com linhas simples e minimalistas, como podemos verificar pelas Figuras 5.3 e 5.4. Figura 5.2- Imagem satélite da localização da obra, [36]. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 63 A empreitada está a cargo de Eduardo & Vítor-Constrói Lda que é uma sociedade comercial por quotas e é detentora do Certificado de Classificação de Empreiteiro de Obras Públicas com o N.º 34745, emitido pelo INCI. O início dos trabalhos deu-se a 28 de Janeiro de 2013 e a respetiva conclusão está prevista para 28 de Junho de 2013. Note-se contudo que aquando da chegada do autor à obra, ocorreu uma troca da coordenação do projeto para a empresa Nova Onda, Lda, sendo que durante 9 meses (de 28 de Junho de 2012 a 28 de Janeiro de 2013) esta mesma obra esteve parada, com a estrutura de betão armado e telhado concluídos. O autor iniciou a sua investigação com o gabinete de projetos Nova Onda, Lda, sendo que o estudo apresentado nesta dissertação apenas terá como referência o início dos trabalhos a partir do momento da adjudicação da coordenação do projeto com a empresa Nova Onda, Lda. É de referir que a empresa, Eduardo & Vítor-Constrói Lda não trabalha através de “escritório de projeto”, ou seja todos os profissionais reportam ao técnico responsável em obra. Nesta Obra efetuamse geralmente reuniões semanais com a Fiscalização ou qualquer outro representante do Dono de Obra, salvo se existir alguma situação fora do comum que obriga a uma maior frequência. A comunicação com os responsáveis pelas subempreitadas é diária e em permanência com o Encarregado em Obra. Por opção do Dono de Obra, houve algumas atividades que foram adjudicadas diretamente a outras empresas, sendo elas:  AVAC;  Fornecimento de materiais de acabamentos (Pavimentos e Loiças Sanitárias). Note-se que no terreno em questão, antes do início das obras, já se encontrava implantado um alpendre e uma loja de artesanato como podemos verificar nas Figuras 5.5 e 5.6. Figuras 5.5 e 5.6 - Terreno antes do início dos trabalhos de construção [36] Figuras 5.3 e 5.4 - Pormenores da fachada principal do edifício (fornecidos pelo Arquiteto) Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 64 Na Figura 5.7 pode-se observar o momento em que a obra esteve parada, ocorrendo a troca de gabinete de projetos. A aplicação da metodologia EVM, proposta pelo autor, ocorreu após o início dos trabalhos com a estrutura de betão armado já concluída. Após a sua conclusão, esta obra deverá albergar em cada um dos seus pisos os seguintes equipamentos: Piso 0: Este piso será dividido em duas secções, uma de restauração constituída por um bar, arrumos e uma área de apoio técnico, e outra de comércio constituída pela loja de artesanato, escritório, arrumos, bem como uma zona de área de apoio técnico. Piso 1: Este piso será dedicado à área de restauração, bem como irá acolher casas de banho, arrumos e uma varanda destinada a zona de lazer. Esta obra tem uma planta peculiar (ver Anexo V), pelo lugar de implantação e pela heterogeneidade funcional do projeto, no entanto é de simples execução permitindo a otimização do terreno e a viabilidade económica necessária para a execução do projeto. Na Figura 5.8 pode-se observar o alçado interior do projeto. Figura 5.7 – Momento de paragem da obra Figura 5.8 - Alçado interior do projeto (fornecido pelo Arquiteto) Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 65 5.2. PLANEAMENTO DA OBRA “O planeamento é uma das mais importantes responsabilidades da construção, pois é a chave que permite obter um total planeamento de todas as tarefas que vão ser elaboradas em obra, isto é definir com maior rigor a ordem e a forma como se vai executar e em que tempo”, [37]. Para definir cada fase de obra, é necessário que o técnico executante conheça as especificações necessárias para que os trabalhos e o controlo sejam efetuados corretamente, evitando assim a subestimação e sobrestimação de trabalhos. Na realidade, para que todas as tarefas decorram dentro da normalidade, sem pressas e sem pressão, é necessário planear muito bem, toda a obra. “O planeamento é elaborado considerando um aproveitamento racional dos meios existentes e uma gestão equilibrada da mão-de-obra, fornecimento de matérias-primas e produtos, de acordo com o andamento dos trabalhos. A partir destes dados é igualmente possível a gestão financeira e o controlo de custos por fase de trabalho”, [38]. De acordo com o Cronograma Preliminar de Trabalhos, em anexo (Anexo II.2), pode-se verificar que estão descritas de forma sintetizada todas as atividades inerentes à obra bem como, no canto superior direito, é exibido o prazo cuja duração é de 150 dias, como fora mencionado. Este diagrama, contém a informação essencial específica da obra, conseguindo representar no espaço o desenvolvimento de todos os trabalhos da empreitada. 5.3. VISITAS À OBRA Os objetivos fundamentais das deslocações à obra (Figura 5.9) foram a compreensão dos processos e metodologias adotados e a aprendizagem de pormenores muito importantes, que só desta forma foram possíveis captar durante o curto espaço de tempo da realização da dissertação. Posto isto, durante a estadia na obra o autor realizou métodos de observação direta e indireta. Figura 5.9 - Vista geral da obra Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 66 A observação direta consistiu na análise dos métodos de trabalho empregues durante a execução da obra, enquanto o processo de observação indireta baseou-se na recolha e análise das opiniões dos executantes diretamente envolvidos na obra e de outros profissionais ativos no ramo da construção, que forneceram informações muito úteis, apenas possíveis devido ao seu nível de conhecimento e à experiência adquirida ao longo do seu percurso profissional como verificamos no capitulo 4. 5.4. APLICAÇÃO DO MODELO PROPOSTO Uma vez adquiridas as bases fundamentais sobre a temática da Gestão de Projetos aplicada ao sector da construção civil e estudadas algumas das principais regras da metodologia apresentada (EVM), o autor pretende demonstrar que a utilização desta metodologia permite contribuir de uma forma positiva para a melhoria do controlo de custos e prazos numa obra. 5.4.1. DEFINIÇÃO DA WBS Antes de proceder à aplicação do modelo, há que ter em atenção que a definição das atividades é um processo de extrema importância no planeamento de uma obra. Este procedimento requer uma análise cuidada do Cronograma Preliminar de Trabalhos do Projeto, bem como o bom senso para definir o número de atividades que se pretende, de modo a elaborar o nível de WBS adequado ao projeto. Através do software de planeamento MS Project, o autor elaborou o diagrama de Gantt dos trabalhos previstos da obra em questão (Anexo II.4), baseando-se na informação que resultou da análise do Cronograma Preliminar de Trabalhos do Projeto (Anexo II.2), fornecido pelo gabinete Nova Onda, Lda. Com base na avaliação detalhada dos documentos anteriores definiu-se, para cada atividade, um nível de WBS adequado. Numa fase inicial, definiram-se as atividades segundo as especialidades, ou seja neste caso em concreto, as atividades de nível WBS 1 e 2. Estas atividades apenas englobam as tarefas a realizar em cada especialidade, e representam marcos meramente informativos, não afetados por qualquer duração. De seguida é apresentado um quadro resumo (Quadro 5.1) com a definição das atividades segundo as especialidades, atribuindo-se um código WBS a cada uma das especialidades do projeto. Nome da Tarefa Código WBS Projeto 1 Arquitetura 1.A Demolições 1.A.1 Massame 1.A.2 Alvenaria e Betão 1.A.3 Reboco - Estuque 1.A.4 Revestimento exteriores 1.A.5 Revestimentos Interiores 1.A.6 Tetos 1.A.7 Quadro 5.1 – Definição das atividades segundo a especialidade (Nível 3) Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 67 €- €20.000,00 €40.000,00 €60.000,00 €80.000,00 €100.000,00 €120.000,00 €140.000,00 €160.000,00 Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho PV Mensal €173,53 €9.736,46 €27.586,3 €43.602,0 €39.112,5 €20.458,6 PV €173,53 €9.909,99 €37.496,3 €81.098,4 €120.210, €140.669, Sancas 1.A.8 Pavimentos exteriores 1.A.9 Pavimentos Interiores 1.A.10 Rodapés 1.A.11 Soleiras 1.A.12 Peitoris 1.A.13 Capeamentos 1.A.14 Isolamentos 1.A.15 Águas e Esgotos 1.A.16 Arranjos Exteriores 1.A.17 Diversos 1.A.18 Instalações Elétricas 1.B Eletricidade 1.B.1 De acordo com as soluções construtivas adotadas no projeto procedeu-se à adoção dos níveis WBS para todas as atividades subdivididas. Este procedimento foi executado com o auxílio do Cronograma Preliminar de Trabalhos do Projeto e do diagrama de Gantt desenvolvido pelo autor em MS project, para melhor subdividir as atividades. Neste projeto considerou-se um total de 98 atividades com um nível máximo de WBS 4, apresentadas no Anexo II.3, permitindo assim uma melhor compreensão do projeto. 5.4.2. DEFINIÇÃO DO PLANO BASE (PV) Através da WBS exposta no Anexo II.3 e com o auxílio do Mapa de Quantidades e Custos exposto no Anexo II.1, o autor construiu a curva do orçamento do trabalho planeado, como se pode ver na Figura 5.10. Quadro 5.2 – Definição das atividades segundo a especialidade (Nível 3) cont. Figura 5.10- Curva do Orçamento Planeado Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 68 Para uma análise financeira, a Curva de Orçamento Planeado é suficiente, pois reúne valores de custos e prazos e indica a tendência de gastos. Porém, para um Gestor de Projetos que quer ter controlo efetivo do projeto, esta curva não é suficiente. Este terá de aprofundar a análise no decorrer da obra através da AVA e sem recorrer constantemente a outras ferramentas. A obtenção da Curva do Orçamento foi calculada de uma forma relativamente simples. Esta curva foi concebida através da folha de Excel onde estava inserida a WBS do projeto (Anexo II.3) e a folha de Excel onde estava inserida o Mapa de Quantidades e Custos para cada tarefa (Anexo II.1). Caso o código da WBS fosse igual nas duas folhas, nessa mesma célula aplica-se o produto entre a percentagem de trabalho planeado no mês em análise e o custo da tarefa em questão. A realização da soma de todas as tarefas previstas a cada mês resulta na obtenção da Curva do Orçamento Planeado para todas as atividades. O mês de Janeiro apresenta números muito pequenos, pois apenas são contabilizados 4 dias deste mês, visto que o início dos trabalhos após a adjudicação ao novo gabinete de arquitetura deu-se a 28 de janeiro de 2013. Como as tarefas de limpeza do terreno e “remontagem” do estaleiro, não foram contabilizadas na WBS, apenas se verificam gastos de 173.53€ nesse mês. 5.4.3. REGISTO DAS MEDIÇÕES DAS QUANTIDADES FÍSICAS DOS TRABALHOS (EV) Tal como foi explicado no Capítulo 3, o EV é calculado através das percentagens de execução das atividades e, por sua vez, estas percentagens são calculadas através dos autos de medição elaborados mensalmente, expostos em Anexo (Anexo III). É de mencionar que procedeu-se mensalmente à medição dos trabalhos executados para o efeito de pagamento das quantidades apuradas. Os autos de medição foram elaborados entre o dia 25 e 30 de cada mês. Por esta razão o mês de janeiro entrou no auto de medição,1 feito a 25 de Fevereiro. Salienta-se ainda que as tarefas a azul, expostas em alguns dos autos representam tarefas alteradas em relação ao planeamento inicial. Estas terão sido propostas pelo proprietário do imóvel ou pelo arquiteto. É de referir também que as tarefas a verde dizem respeito aos trabalhos a mais, que surgiram no decorrer desta obra. Estes trabalhos, por vezes, são responsáveis por uma grande fatia dos custos finais e atrasos na entrega da obra e merecem toda a atenção aquando da análise de resultados, pois estes poderão representar um acréscimo financeiro inesperado. À semelhança da elaboração da Curva do Orçamento Planeado, o processo de obtenção das quantidades executadas é em tudo idêntico ao apresentado anteriormente. Na folha de Excel correspondente aos autos de medição, realizou-se o produto entre a percentagem de trabalho realizado e o custo da tarefa em questão fornecido pelo Mapa de Quantidades e Custos (Anexo II.1), fazendo-se mais uma vez o somatório das quantidades para determinar o acumulado do mês em análise. 5.4.4. REGISTO DOS CUSTOS REAIS DE EXECUÇÃO (AC) O registo dos Custos Reais foi fornecido ao autor pelo empreiteiro pois, caso contrário o autor teria de obter os dados referentes aos custos reais através do controlo de faturas. Este é um processo moroso e complicado visto que sempre que algum material, mão-de-obra ou equipamento dá entrada em obra, deve ser emitida uma fatura por parte da entidade que disponibiliza esse serviço. Este processo apesar de entediante é necessário pois proporciona o registo dos Custos Reais (ver Anexo IV.1). Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 69 Contudo, o não acesso às faturas faz com que o autor dependa da precisão dos dados fornecidos pelo empreiteiro, não tendo possibilidade de verificar se houve erros ou omissões por parte do mesmo. Paralelamente aos passos anteriores, a determinação dos custos reais associados às atividades passa por multiplicar no ficheiro de Excel correspondente aos dados dos custos reais fornecidos pelo Empreiteiro (ver Anexo IV), as quantidades de trabalho executadas em cada mês, expostas nas folhas dos Autos de Medição 1, 2, 3 e 4 (Anexo III). Posto isto, a realização da soma de todas as tarefas efetuadas a cada mês resulta na obtenção da Curva dos Custos Reais (AC) para todas as atividades. No Anexo VI.2 o autor apresenta um quadro resumo onde se pode analisar a percentagem de trabalho realizado de todas as tarefas e o seu respetivo Custo Real (AC). 5.5. TRATAMENTO DE DADOS Após a explicação de como foi aplicado o modelo ao caso de estudo, resta apenas analisar os resultados obtidos, de modo a verificar se os valores e indicadores fornecidos pelo modelo estão em conformidade com o desenvolvimento real da empreitada. Os dados aos quais o autor irá dar mais ênfase serão os dados relativos aos custos e prazos, isto é, os indicadores de estado e desempenho, Variação nos Custos (CV), Variação de Prazos (SV), Índice de desempenho de Custo (CPI) e Índice de desempenho de Prazos (SPI). Para além desses indicadores, foram analisados ainda os indicadores de previsão, nomeadamente, o Orçamento ao término da obra (BAC) e as Estimativas do Custo Final do projeto (EAC). Serão então analisadas as variações de cada um dos indicadores, durante a fase de execução do caso de estudo, comparando-os sempre com o desenvolvimento real do projeto. Como já foi mencionado, todos os valores foram adquiridos através dos planeamentos e relatórios de progresso da obra, realizados nesse período de tempo. De seguida, o autor apresenta um sistema de cor com os indicadores mensais que possibilita compreender rapidamente se o projeto encontra-se acima ou abaixo do orçamento e se está dentro do prazo estipulado. Quadro 5.3 - Esquema de cores para CV e SV Indicadores de Estado Desempenho do projeto Simbologia CV e SV> 20 % Excelente CV e SV> 0 Bom CV e SV= 0 Moderado CV e SV< 0 Mau CV e SV< -20% Muito mau Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 76 Figura 5.15 - Índices de Desempenho do Projeto - CPI e SPI Dos resultados obtidos através da implementação do modelo proposto, o autor poderá concluir que este modelo apresenta resultados satisfatórios, representando bem a realidade da obra, onde a sua implementação pode ser feita de uma forma relativamente simples. Através deste modelo, foi possível avaliar o desempenho do projeto calculando os parâmetros de controlo que permitem quantificar os desvios e através deles tomar decisões importantes acerca do andamento do projeto. Posto isto o autor conclui que: No primeiro mês, verificou-se um desvio de prazos relativamente pequeno, sendo que a tarefa 1.A.18.2 não foi realizada como teria sido inicialmente planeado. O Segundo mês foi um dos mais preocupantes em termos de produção de obra durante todo o desenvolvimento do projeto, pois durante a execução do projeto, houve um atraso de execução de muitas tarefas, nomeadamente das tarefas:  1.A (2.1, 4.1, 4.2, 4.3, 4.4, 4.5, 4.6, 5.1, 5.2, 5.3, 12.1, 15.1, 15.2, 15.3, 16.1, 16.2, 16.3, 16.4, 16.5, 16.6, 17.13)  1.B (1.1 e 1.2) Apesar deste atraso, não se verificou um sobrecusto mas sim um grande atraso no prazo de execução geral da obra. Este grande atraso deveu-se à má programação inicial das tarefas de execução do mês de Março, aliado às fortes chuvas e ao mau tempo que se fez sentir nesse mês. Isto realça a importância de um planeamento inicial bem estruturado e realça o valor que um gestor de projeto tem numa obra. O planeamento é fundamental, pois executar um projeto implica realizar algo que nunca foi feito antes, pois todos os projetos são únicos, não havendo nenhum igual. Para que as metas estipuladas inicialmente sejam atingidas, com a finalidade de minimizar os problemas de alcançar os prazos inicialmente programados, é necessário precaver-se do mau tempo, analisando as séries históricas de dados de chuvas diárias, registadas no local da obra, bem como gerir eficientemente a mão-de-obra e equipamentos disponíveis. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 77 A análise dos índices pluviométricos pelos órgãos especializados pode ajudar a gerir melhor os imprevistos da natureza, permitindo organizar as diferentes etapas com um bom planeamento, tornando mais real o cronograma do prazo de execução da obra. Determinar as ocorrências de chuvas diárias, com alturas acumuladas iguais ou superiores aos diferentes limites (10 mm/dia, 20 mm/dia, 30 mm/dia e maiores do que 50 mm/dia), empregando-se as análises estatísticas adequadas, torna possível estimar as probabilidades associadas a esses limites, [39]. Este trabalho compete ao gestor de obra e, com os seus dotes, este poderá não só ajudar no cumprimento de metas, como também melhorar o bem-estar do pessoal a trabalhar na obra. Com o atraso verificado neste mês, na ordem dos 40 % o empreiteiro arrisca-se a que a obra não cumpra os prazos estipulados no contrato, sendo obrigado a pagar uma coima avultada por cada dia de atraso na entrega da obra. O autor disponibiliza em Anexo (Anexo VI.1) um quadro sintetizado com a comparação entre as tarefas previstas e o trabalho realizado no decorrer do acompanhamento da obra. Trata-se de um resumo que permite uma análise rápida e eficiente das tarefas que foram adiantadas ou atrasadas. No terceiro mês foi notório um grande avanço dos trabalhos, fruto de uma boa coordenação da obra, dando resposta ao atraso ocorrido no mês anterior. Neste mês verificaram-se algumas tarefas alteradas a pedido do Dono de Obra e do Arquiteto. Essas tarefas foram: 1.A.12.2 e 1.A.12.3 que substituíram a tarefa 1.A.12.1 e as tarefas 1.A.14.6, 1.A.14.7, 1.A.14.8, 1.A.14.9, 1.A.14.10, 1.A.14.11, 1.A.14.12 e 1.A.14.13 que substituíram as tarefas 1.A.14.1, 1.A.14.2, 1.A.14.3,1.A.14.4 e1.A.14.5, como se pode ver no Anexo VI.3. É de referir que estas mudanças foram meramente de caráter “estético” e em nada alteraram os tempos de execução das tarefas a que deram lugar. Neste mês verificaram-se 2 tarefas a mais (1.A.1.7 e 1.A.14.14) que contribuíram para o pequeno atraso de 5% verificado no mês em análise. Apesar da recuperação significativa em termos de tempo no mês de Abril, a obra continuou com um atraso na ordem dos 22%, contudo mais uma vez verificou-se um excelente resultado em termos de custos, destacando-se a boa gestão financeira do empreiteiro na obra. No quarto e último mês de análise verificou-se um decréscimo de produtividade na obra, muito devido aos trabalhos a mais que tiveram de ser efetuados (ver Anexo VI.3), aumentado o número de tarefas e como consequência, ocorreu uma preciosa perda de tempo, que poderá prejudicar a entrega da obra dentro do prazo previsto. Para além disso a fraca Gestão de Aquisições de materiais de acabamentos como foi o caso dos painéis de Cedral e de Viroc, e a demora na escolha em alguns subempreiteiros para a montagem do monta-cargas e da caixilharia de alumínio para a posterior montagem das portas e janelas de vidro que complementam o alçado principal do edifício, provocou um atraso elevado no desenvolvimento dos trabalhos e na entrega dos materiais durante este mês. Uma entrega com atraso pode ser reflexo de uma obra mal planeada, porém, o técnico responsável terá de saber quando solicitar o material ou serviço de modo a não comprometer o andamento da obra. O empreiteiro deveria ter priorizado a compra de material de acabamento, por ser mais caro, antecipando-se aos atrasos que ocorreram, não prejudicando assim o cronograma de trabalhos que, por consequência, poderá comprometer as seguintes fases da obra. Note-se que, durante todo o projeto, os custos reais e os inicialmente previstos para a execução dos trabalhos não variaram muito e foram sensivelmente semelhantes, mantendo um valor de CPI praticamente constante ao longo de todo o projeto, como se pode verificar pela Figura 5.6. Esta situação é explicada não só pela boa gestão de custos por parte do empreiteiro, mas também pelo recurso sobretudo a subempreitadas com preço previamente acordado. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 78 É da opinião do autor que, caso tudo corresse como planeado, os trabalhos terminariam a tempo e o projeto seria encerrado a 28 de Junho. No entanto os dados expostos na Figura 5.6 revelam um SPI <1 ao longo de quase todo o projeto, evidenciando um atraso no cronograma em relação ao previsto. Estes atrasos verificados ao longo do projeto poderão provocar o adiamento da entrega da obra. Contudo, é importante referir que não foi possível ao autor continuar o seu acompanhamento na obra e, faltando 1 mês para o fim do prazo de construção estipulado no contrato, o empreiteiro poderá ainda acabar a obra dentro do prazo previsto. Foi visível nesta análise que a grande preocupação do empreiteiro foi o controlo de custos, salvaguardando o seu interesse em lucrar em todos os momentos, despreocupando-se muitas vezes com o controlo de prazos e das possíveis consequências que isso poderia acarretar. Qualquer Empreiteiro tem como objetivo principal ver cumprido o seu programa financeiro no prazo previsto de conclusão da obra. Contudo, o mais comum é verificarem-se atrasos, como ocorreu no caso de estudo. Caso este atraso se mantenha, irá provocar um atraso na entrega da obra. Estes atrasos refletem-se sempre sob a forma de custos financeiros associados a coimas avultadas por cada dia de atraso, perdendo assim ganhos espectáveis (lucro do empreiteiro). Pelo que foi analisado, pode-se concluir que é através da valorização das boas práticas de Gestão que se pode “caminhar” para uma melhor forma de trabalho em projetos, no que diz respeito ao sector da construção civil e mais concretamente no caso de estudo. Esta fase foi fundamental no desenvolvimento e clarificação do modelo em estudo. O período de acompanhamento da obra foi crucial para a validação do modelo, permitindo assim que o autor tivesse atingido os principais objetivos pretendidos. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 79 6 6. CONCLUSÃO 6.1. INTRODUÇÃO Para obter os níveis de prazo e custo desejáveis pelos clientes é necessário ter um sistema administrativo forte e flexível e um uso de ferramentas apropriadas. Uma construção bem planeada leva a menos tempo de execução do que quando não o é, gerando consequentemente menos custos. Muitas vezes só é dada importância ao orçamento e planeamento de uma obra quando começam a ocorrer os problemas. Esta dissertação teve como principal preocupação, esta temática como se pôde apurar no desenvolvimento da mesma. No decorrer desta dissertação abordou-se um tema onde as exigências estão cada vez mais elevadas por parte dos clientes, aumentando assim o interesse e a preocupação nos últimos tempos por parte da indústria da construção civil no que diz respeito ao controlo de Prazos e Custos, devido aos tempos difíceis que o nosso País atravessa, sendo que esta é uma das prioridades quando se realiza um projeto. Neste capítulo final desta dissertação, são apresentadas as conclusões mais relevantes, assim como são avaliados os objetivos a que o autor se propôs inicialmente e as limitações que ocorreram no decorrer desta dissertação que impossibilitaram o autor a um maior aprofundamento da investigação. Por fim, são referidas algumas recomendações para investigações que futuros colegas pretendam realizar. 6.2. CONCLUSÕES GERAIS Hoje em dia existe um conjunto variado de metodologias no mercado à disposição do Gestor de Projetos de modo a apoiar e facilitar as suas decisões. No entanto, são as suas características pessoais e humanas e a sua capacidade em conciliar harmoniosamente os interesses do Dono de Obra e os da sua empresa, que o tornam na figura central do projeto e um líder genuíno de uma equipa de trabalho. A interação entre todas as entidades envolvidas e o trabalho conjugado dos intervenientes são pontoschave na maximização do desempenho de qualquer obra. Estas são as qualidades fulcrais para garantir o sucesso de um projeto. Aquando da realização desta dissertação, o autor teve a perceção de que a maior parte dos empreiteiros prestam muito mais atenção ao custo do que ao prazo. O autor estima que a causa desta priorização ocorre devido à falta de confiança nas novas metodologias de gestão, como é o caso da EVM. A metodologia apresentada nesta dissertação passa pela integração dos prazos e custos, permitindo assim proceder à sua análise conjunta e perceber qual a sua interação. No entanto, esta solução apesar de relativamente simples e do senso comum, não é utilizada na maior parte dos projetos atualmente. É da opinião do autor que esse fato se deve ao ceticismo e à falta de confiança dos indicadores de prazo da AVA. Esta causa poderá residir no fato da medição dos prazos ser feita por meio de custos. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 80 Há que retirar a ideia errada de que, se os custos forem bem geridos, o prazo também o será. Realmente como se sabe existe uma correlação entre custo e cronograma. No entanto esta relação matemática não está bem definida, portanto, o desempenho do prazo não pode ser assumido como certo e deve também ser controlado. Através da aplicação da técnica AVA, num caso real, o autor pôde concluir que, se bem aplicada, esta técnica pode ser uma boa ferramenta de controlo ativo em projetos simples ou ate mesmo complexos. Porém deve ficar claro que a técnica AVA não substitui ou impede a utilização de ferramentas como PERT/CPM, GANTT e outras. De entre todos os benefícios verificados na técnica AVA no decorrer desta dissertação, o autor destaca o fato de os dados obtidos serem de confiança e relatarem a realidade da obra, do seu sistema de controlo ser simples, da sua análise ser de performance geral e não apenas de dados isolados, ou seja ocorre integração do âmbito, prazo, custos e trabalho, de não necessitar de um sistema específico de controlo de custos e prazos e de permitir relatar o rumo da obra através de indicadores de desempenho. Porém há que acrescentar que, da análise dos resultados elaborada, o autor concluiu que as estimativas de custo para o final do projeto com base nos indicadores mensais, não fazem sentido uma vez que apenas contabilizam o efetuado no mês em análise e não a obra na globalidade, não havendo, sentido prático para a análise desses resultados que assim apenas serviram como resultados informativos. A conclusão final que poderá ser retirada incide no fato da Gestão de Projetos e da Análise de Valor Agregado estarem intimamente ligadas, dificilmente podendo falar de uma sem falar da outra. O que não poderia ser diferente, pois os principais elementos que caracterizam a Gestão de Projetos, são os mesmos que balizam a AVA: âmbito, custos e prazos. 6.3. OBJETIVOS E O SEU CUMPRIMENTO No que diz respeito aos objetivos a que o autor se propôs, no início deste trabalho, conclui-se que foram atingidos embora uns tenham sido mais eficientemente alcançados do que outros. Quanto à primeira parte pode-se afirmar que em termos de pesquisa bibliográfica foi um sucesso, pois o autor encontrou uma extensa bibliografia maioritariamente internacional sobre os temas em estudo de processos da Gestão de Projeto, assim como da metodologia de gestão integrada de prazos e custo- Earned Value Management. Outro dos objetivos propostos inicialmente era a avaliação e análise dos processos de Gestão de Projeto, bem como, o levantamento e apreciação da utilização de elementos referentes à técnica AVA. Este objetivo foi cumprido, através da realização de um inquérito, que permitiu conhecer um pouco melhor o modo de funcionamento das empreitadas em Portugal, bem como, ajudou na compreensão das principais limitações apresentadas pelos processos de controlo atuais. Pode-se então afirmar que o principal objetivo do inquérito foi cumprido ficando assim a conhecer-se as opiniões, avaliações e atitudes dos inquiridos. Desde o início ficou presente que, para se garantir bons resultados e para garantir a boa prática de gestão de projetos, é necessário cumprir várias etapas de modo a aplicar a técnica AVA, sendo que uma das mais importantes é a construção da WBS, pois esta, se bem estruturada, define claramente qual será o objetivo do projeto. Urge no entanto referir que o cumprimento destas etapas não é uma condição suficiente para que o projeto ocorra sem problemas, visto que existem muitas adversidades no mundo da Construção. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 81 Posto isto, um dos principais objetivos propostos era desenvolver e implementar a metodologia em estudo num caso real, de modo a proceder à avaliação do desempenho do projeto desde a sua fase inicial até à sua conclusão, bem como monitorizar os trabalhos, podendo assim identificar, antecipadamente, as causas dos atrasos, aplicando medidas corretivas e preventivas adequadas. Podese afirmar que este objetivo foi cumprido, efetuando-se a implementação do modelo de uma forma rápida e eficaz. Para finalizar, resta apenas salientar que os objetivos cumpridos ajudaram a clarificar a importância da temática da Gestão de Projetos e da metodologia Earned Value Management, sendo esta sobretudo uma mais-valia para a tomada de decisões e implementação de medidas corretivas devidamente sustentadas por indicadores sólidos e quantitativos. 6.4. LIMITAÇÕES ENCONTRADAS No decorrer desta dissertação, existiram algumas limitações que de certa forma condicionaram alguns aspetos e impediram que o potencial do modelo fosse explorado na sua totalidade. A primeira limitação na elaboração deste trabalho foi o tempo, uma vez que o autor não pôde fazer uma análise completa da obra, pois esta ainda se encontrava em andamento aquando da entrega desta dissertação, impossibilitando assim o seu acompanhamento real e de forma contínua. É de referir também que durante o prazo de execução desta dissertação, não foi possível acompanhar a obra desde o início, o que implicou uma análise das tarefas previamente realizadas. Em segundo lugar, salienta-se que existiu um fator que limitou bastante o potencial deste modelo. O facto de terem ocorrido muitos trabalhos a mais e alterações de projeto, fez com que existissem alterações do plano de base, e por consequência, o referencial fixo de comparação tornou-se inútil pois inviabilizou a precisão dos resultados apresentados pelo modelo. Outra das limitações encontradas refere-se à questão da sobrefacturação. As margens de lucro foram fornecidas pelo empreiteiro e o autor dependia da precisão e da boa-fé dos dados fornecidos, não tendo possibilidade de verificar se houve erros ou omissões por parte do empreiteiro. Ao sobrefacturar, deparamo-nos com uma medição irreal e com isso qualquer comparação que ocorra com esses valores, perde a sua validade, pois poderá induzir em erro. Normalmente isto acontece para compensar a tesouraria da obra para não haver balanços negativos (diferença entre o custo e os valores faturados) ou então para ganhar alguma folga para que nos meses seguintes haja poder financeiro. Um outro aspeto que, de certa forma, limitou o desenvolvimento deste modelo foi o facto de ter sido apenas testado com base num caso de estudo, o que impede que sejam tiradas conclusões sobre o verdadeiro potencial da sua aplicabilidade. Todavia, tudo isto não foi possível, pois apenas se reuniram condições para que a validação do modelo fosse feita em apenas um caso de estudo devido ao tempo disponibilizado para a realização desta dissertação. Este estudo consome bastante tempo e recursos em deslocações às obras. O autor realizou a sua investigação numa obra na Região Autónoma da Madeira, o que dificultou de certa forma o avanço e desenvolvimento da dissertação, pela obra se localizar longe da FEUP. 6.5. TRABALHOS FUTUROS Para a realização de trabalhos futuros com o mesmo âmbito desta dissertação aconselha-se alguns tópicos que poderão servir de guia, de modo a dar oportunidades de melhoria e de continuidade aos vários trabalhos já desenvolvidos até agora, continuando a promover a metodologia EVM. Propõe-se: Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 82  Investigar o modo como se explora a metodologia EVM, em particular a aplicabilidade dessa metodologia em Portugal e na Europa;  Testar a metodologia EVM, com base em vários casos de estudo, de modo a que sejam tiradas conclusões sobre o verdadeiro potencial da sua aplicabilidade, procurando sempre que possível levantar restrições e problemas específicos quanto à sua aplicação;  Realizar inquéritos a um maior número de intervenientes ligados à Gestão de Projetos e à Análise de Valor Agregado para identificar como estas são aplicadas no mercado Europeu e Português. A maioria das pesquisas existentes retrata sociedades com culturas diferentes, tais como EUA, Inglaterra, França e América Latina (Brasil, Uruguai e Argentina). Os resultados desta pesquisa certamente contribuirão para a adaptação da técnica à nossa realidade;  Elaborar um estudo que faça a integração e compatibilização de diferentes ferramentas de gestão de projetos como o Primavera, SAP e MS Project, na metodologia EVM. Este estudo poderá relatar as fragilidades e as necessidades de uma grande empresa nacional;  Estudar a integração da técnica AVA paralelamente com a Gestão de Riscos e os processos de tomada de decisão, para que se tenha uma ação conjunta e dinâmica, identificando assim os potenciais problemas, contingências e reservas que poderão ocorrer num projeto, eliminando ou reduzindo a probabilidade de ocorrência de eventos negativos, para que os objetivos do projeto sejam cumpridos. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 83 BIBLIOGRAFIA [1] Afonso, Fernando Paes, Joaquim Mesquita de Morais, António Manzoni de Sequeira, and Lourdes Hill, O Sector da Construção- Diagnosticos e Eixos de Intervenção. Porto, IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, 1998. [2] Montcel, Henri Tezenas Du, Dicionario de Gestão, 1973. [3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Ger%C3%AAncia_de_projetos. Acedido a 10-03-2013. [4] Sousa, Nuno Miguel Milheiro Alves de, Gestão de Projetos na Construção - Modelo de avaliação do desempenho em projectos. Instituto Superior Técnico 2008. [5] Kerzner, Harold, Gestão de Projetos: as melhores práticas. Porto Alegre, Bookman, 2002. [6] Oliveira, Rodrigo César Franceschini de, Gerenciamento de projetos e a aplicação da Análise de Valor Agregado em grandes projetos. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2003. 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[21] http://keillalopes.files.wordpress.com/2010/05/aula-8-slides-caracteristicas-do-mgs.pdf. Acedido a 10-04-2013. Metodologia de Gestão Integrada de Prazos e Custos – Aplicação do Earned Value Management numa Obra 84 [22] Vargas, Ricardo Viana, Análise de valor agregado em projetos. Rio de Janeiro, Brasport, 2003. [23] Fleming, Q.W. and Koppelman J.M., Earned Value Project Management, 2 Edição ed. Newton Square, Philadelphia, Project Management Institute, 2000. [24] http://office.microsoft.com/pt-br/project-help/definir-a-data-de-status-HA010148766.aspx. Acedido a 24-04-2013. [25] Webb, Alan, Using Earned Value: A Project Manager's Guide. Abingdon, Gower Publishing Limited, 2003. [26] Association for Project Management, Earned Value Management - APM Guideline for the UK, Association for Project Management 2002. [27] Weaver, P., An introduction to Earned Value Performance Management. South Melbourne, Mosaic ProjectServices Pty Ltd, 2006. 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[34] White, Diana and Joyce Fortune, Current practice in project management: an empirical study, International Journal of Project Management, vol. 20, pp. 1-11, 2002. [35] http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Vicente_(Madeira). Acedido a 09-04-2013. [36] https://maps.google.pt/. Acedido a 12-04-2013. [37] Moutinho, Irene Vila, Gestão e Organização de Obra. Universidade Fernando Pessoa 2003. [38] Mendes, José Manuel, A Direcção de Obras em várias vertentes e sua concretização numa obra portuária. Universidade Fernando Pessoa 2003. [39] http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/161/artigo182464-2.asp. Acedido a 04-06- 2013. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR Miranda, Tiago Alexandre da Costa, Controlo Económico de Obras: Proposta de Método. Dissertação de Mestrado, FEUP, 2011. Mateus, Ana Alexandra Ramalho, Development of a collaborative tool for work planning using EVM (Earned Value Management) method. Dissertação de Mestrado, FEUP, 2012. ANEXO I INQUÉRITO DE OPINIÃO 85 92 Unitário Parcial 1PPROJETO 1.A AARQUITETURA 1.A.1 DE DEMOLIÇÕES 1.827,00 € 1.A.1.1 DE1 Fornecimento e aplicação de Demolição de pilares em betão, incluindo carga e descarga em vazadouro Inclui: vibração do betão com régua vibradora, formação de juntas de betão e prancha de poliestireno expandido de 2 cm de espessura para a execução de juntas de contorno, colocada à volta de qualquer elemento que interrompa o massame, como pilares e muros. O transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, inclusive carga e descarga dos camiões. Preparação da superfície existente, verificando a densidade e as rasantes. Marcação das juntas de betonagem. Aplicação de níveis através de pontos, mestras de betão ou réguas. Rega da superfície base. Preparação de juntas. Betonagem, espalhamento e vibração do betão. Cura e protecção do betão fresco perante chuva, temperaturas baixas e elevadas. Protecção do pavimento até que decorra o tempo previsto. Unid 10,00 65,00 € 650,00 € 1.A.1.2 DE2 Remover betão existente em toda a frente da estrada para obtenção da cota para o novo passeio, Iincluindo carga e transporte a vazadouro Inclui: vibração do betão com régua vibradora, formação de juntas de betão e prancha de poliestireno expandido de 2 cm de espessura para a execução de juntas de contorno, colocada à volta de qualquer elemento que interrompa o massame, como pilares e muros. O transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, inclusive carga e descarga dos camiões. Preparação da superfície existente, verificando a densidade e as rasantes. Marcação das juntas de betonagem. Aplicação de níveis através de pontos, mestras de betão ou réguas. Rega da superfície base. Preparação de juntas. Betonagem, espalhamento e vibração do betão. Cura e protecção do betão fresco perante chuva, temperaturas baixas e elevadas. Protecção do pavimento até que decorra o tempo previsto. m2 84,00 8,50 € 714,00 € 1.A.1.3 DE3 Fornecimento e aplicação de Execução de abertura de vala para a colocação de tubos de escuamento das águas da estrada (valeta) Inclui: vibração do betão com régua vibradora, formação de juntas de betão e prancha de poliestireno expandido de 2cm de espessura para a execução de juntas de contorno, colocada à volta de qualquer elemento que interrompa o massame, como pilares e muros. O transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, inclusive carga e descarga dos camiões. Preparação da superfície existente, verificando a densidade e as rasantes. Marcação das juntas de betonagem. Aplicação de níveis através de pontos, mestras de betão ou réguas. Rega da superfície base. Preparação de juntas. Betonagem, espalhamento e vibração do betão. Cura e protecção do betão fresco perante chuva, temperaturas baixas e elevadas. Protecção do pavimento até que decorra o tempo previsto. ml 44,00 10,50 € 462,00 € 1.A.1.4 DE4 Fornecimento e aplicação de Demolição de laje e outros elementos estruturais para implantação de escada de emergênçia , incluindo carga e descarga em vazadouro Inclui: vibração do betão com régua vibradora, formação de juntas de betão e prancha de poliestireno expandido de 2cm de espessura para a execução de juntas de contorno, colocada à volta de qualquer elemento que interrompa o massame, como pilares e muros. O transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, inclusive carga e descarga dos camiões. Preparação da superfície existente, verificando a densidade e as rasantes. Marcação das juntas de betonagem. Aplicação de níveis através de pontos, mestras de betão ou réguas. Rega da superfície base. Preparação de juntas. Betonagem, espalhamento e vibração do betão. Cura e protecção do betão fresco perante chuva, temperaturas baixas e elevadas. Protecção do pavimento até que decorra o tempo previsto. VG 1,00 1,00 € 1,00 € 1.A.2 MA MASSAME 12.122,21 € 1.A.2.1 MA1 Fornecimento e aplicação de Massame de 10cm de espessura (média) de argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-10, com acabamento afagado e preparado para utilização posterior como suporte de pavimento. Inclui: vibração do betão com régua vibradora, formação de juntas de betão e prancha de poliestireno expandido de 2cm de espessura para a execução de juntas de contorno, colocada à volta de qualquer elemento que interrompa o massame, como pilares e muros. O transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, inclusive carga e descarga dos camiões. Preparação da superfície existente, verificando a densidade e as rasantes. Marcação das juntas de betonagem. Aplicação de níveis através de pontos, mestras de betão ou réguas. Rega da superfície base. Preparação de juntas. Betonagem, espalhamento e vibração do betão. Cura e protecção do betão fresco perante chuva, temperaturas baixas e elevadas. Protecção do pavimento até que decorra o tempo previsto. m2 505,09 24,00 € 12.122,21 € 1.A.3 AL ALVENARIAS 20.091,40 € 1.A.3.1 AL1 Fornecimento e execução de Betão armado constituído por betão B25 e aço A400NR em estruturas de, vigas, lajes e escadas, conforme especificado em projecto de especialidades m3 10,60 350,00 € 3.710,00 € 1.A.3.2 AL2 Fornecimento e execução de pano de parede em Alvenaria de blocos de betão com dimensão 0,50mx0,10mx0,20m, assente com argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-7,5, confeccionada em obra com 300 kg/m³ de cimento e uma proporção em volume 1/5, com resistência à compressão aos 28 dias de 7,5 N/mm². Incluindo: p/p de esperas, perdas, rupturas; formação de padieiras através de peças em "U" de betão nas quais se colocará a armadura e o betão em obra, ombreiras e reentrâncias, cofragem do perímetro dos vãos para alojar os elementos de fixação da caixilharia exterior, juntas de dilatação, execução de encontros e pontos singulares. Marcação nos pilares dos níveis de referência geral de piso e de nível necessário para pavimento e instalações. Colocação de prumos. Correcção de falhas das juntas e limpeza do paramento. Revisão da superfície do paramento base no qual se realiza a fixação do isolamento de acordo com as exigências da técnica a utilizar. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 29,70 22,00 € 653,40 € 1.A.3.3 AL3 Fornecimento e execução de pano de parede em Alvenaria de blocos de betão com dimensão 0,50mx0,15mx0,20m,assente com argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-7,5, confeccionada em obra com 300 kg/m³ de cimento e uma proporção em volume 1/5, com resistência à compressão aos 28 dias de 7,5 N/mm². Incluindo: p/p de esperas, perdas, rupturas; formação de padieiras através de peças em "U" de betão nas quais se colocará a armadura e o betão em obra, ombreiras e reentrâncias, cofragem do perímetro dos vãos para alojar os elementos de fixação da caixilharia exterior, juntas de dilatação, execução de encontros e pontos singulares. Marcação nos pilares dos níveis de referência geral de piso e de nível necessário para pavimento e instalações. Colocação de prumos. Correcção de falhas das juntas e limpeza do paramento. Revisão da superfície do paramento base no qual se realiza a fixação do isolamento de acordo com as exigências da técnica a utilizar. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 286,00 23,00 € 6.578,00 € WBS Código DESIGNAÇÃO DOS TRABALHOS Unid. Quant. Preço( €) 93 AII.1 Mapa de Quantidade e Custos 1.A.3.4 AL4 Fornecimento e execução de pano de parede em Alvenaria de blocos de betão com dimensão 0,50mx0,20mx0,20m, assente com argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-7,5, confeccionada em obra com 300 kg/m³ de cimento e uma proporção em volume 1/5, com resistência à compressão aos 28 dias de 7,5 N/mm². Incluindo: p/p de esperas, perdas, rupturas; formação de padieiras através de peças em "U" de betão nas quais se colocará a armadura e o betão em obra, ombreiras e reentrâncias, cofragem do perímetro dos vãos para alojar os elementos de fixação da caixilharia exterior, juntas de dilatação, execução de encontros e pontos singulares. Marcação nos pilares dos níveis de referência geral de piso e de nível necessário para pavimento e instalações. Colocação de prumos. Correcção de falhas das juntas e limpeza do paramento. Revisão da superfície do paramento base no qual se realiza a fixação do isolamento de acordo com as exigências da técnica a utilizar. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 366,00 25,00 € 9.150,00 € 1.A.4 RES REBOCO - ESTUQUE 19.698,73 € 1.A.4.1 RES1 Fornecimento e execução de revestimento contínuo (com espessura média de 25mm) em Revestimento de Capoto sobre paramentos exteriores, constituido por isolamento térmico em polisteleno expandido moldado EPS de 0,03mm e argamassa de reboco trsdicionsl aemado com fibras de vidro com 0,02mm de espesura, em paredes, pilares e vigas exteriores. Incluindo: preparação da superficie, fornecimento e colocação de perfil para protecção de arestas (em plástico ou metal com perfurações), formação de arestas e cantos, guarnições de aberturas, colocação da malha de fibra de vidro anti-álcalis para reforço de encontros entre materiais diferentes em 10% da superfície do paramento, limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro e montagem, desmontagem e retirada dos andaimes. m2 93,00 22,00 € 2.046,00 € 1.A.4.2 RES2 Fornecimento e execução de revestimento contínuo (com espessura média de 25mm) em Revestimento de gesso sobre paramento interior do tipo ou equivalente a "PROYAL + MECAFINO PLUS". É constituido por camada de regularização (aplicada por projecção mecânica) e uma camada de acabamento aplicada manualmente em camada pelicular, com talocha metálica. A espessura total mínima será de 10mm e máxima de 20mm. Nas zonas sobre suportes de diferentes materiais será utilizado uma armadura de rede de fibra de vidro tratada contra o ataque dos álcalis, com dimensão de malha da ordem de 5mm × 5 mm, aplicada sobre o suporte ou incorporada na camada de regularização. Incluindo: preparação da superficie, fornecimento e colocação de perfil para protecção de arestas (em plástico ou metal com perfurações), formação de arestas e cantos, guarnições de aberturas, colocação da malha de fibra de vidro anti-álcalis para reforço de encontros entre materiais diferentes em 10% da superfície do paramento, limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro e montagem, desmontagem e retirada dos andaimes. m2 159,62 13,00 € 2.075,07 € 1.A.4.3 RES3 Fornecimento e execução de revestimento contínuo (com espessura média de 25mm) em Argamassa Hidrofugada de reboco para aplicação projectada do tipo ou equivalente a "RHP Exterior Plus da SECIL Martingança", (revestimento e desempeno de paredes interiores e exteriores - hidrofugada) Com acabamento posterior a estuque sintético, composto por resinas acrilicas em dispersão aquosas, do tipo ou equivalente a "SecilTek - Pk02" (aplicado 15 dias após a aplicação do revestimento da parede). A projecção do reboco de desempeno será antecedida de um primário aderente nas zonas de betão armado ou ciclópico do tipo ou equivalente a "SecilTek - AD04". Incluindo: preparação da superficie, fornecimento e colocação de perfil para protecção de arestas (em plástico ou metal com perfurações), formação de arestas e cantos, guarnições de aberturas, colocação da malha de fibra de vidro anti-álcalis para reforço de encontros entre materiais diferentes em 10% da superfície do paramento, limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro e montagem, desmontagem e retirada dos andaimes. m2 548,11 13,00 € 7.125,44 € 1.A.4.4 RES4 Fornecimento e execução de revestimento contínuo (com espessura média de 25mm) em Argamassa Hidrofugada de reboco para aplicação projectada do tipo ou equivalente a "RHP Exterior Plus da SECIL Martingança", (revestimento e desempeno de paredes interiores - hidrofugada) com acabamento talochado para aplicação de mosaico ou azulejos. A projecção será antecedida de um primário aderente nas zonas de betão armado do tipo ou equivalente a "SecilTek - AD04". Incluindo: preparação da superficie, fornecimento e colocação de perfil para protecção de arestas (em plástico ou metal com perfurações), formação de arestas e cantos, guarnições de aberturas, colocação da malha de fibra de vidro anti-álcalis para reforço de encontros entre materiais diferentes em 10% da superfície do paramento, limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro e montagem, desmontagem e retirada dos andaimes. m2 387,52 13,00 € 5.037,81 € 1.A.4.5 RES5 Fornecimento e execução de revestimento contínuo (com espessura média de 25mm) em Argamassa Hidrofugada de reboco para aplicação projectada do tipo ou equivalente a "RHP Exterior Plus da SECIL Martingança", (revestimento e desempeno de tectos - exteriores ), talochada, com acabamento posterior a estuque sintético, composto por resinas acrilicas em dispersão aquosas, do tipo ou equivalente a "SecilTek - Pk02" (aplicado 15 dias após a aplicação do revestimento da parede). A projecção do reboco de desempeno será antecedida de um primário aderente nas zonas de betão armado do tipo ou equivalente a "SecilTek - AD04". Incluindo: preparação da superficie, fornecimento e colocação de perfil para protecção de arestas (em plástico ou metal com perfurações), formação de arestas e cantos, guarnições de aberturas, colocação da malha de fibra de vidro anti-álcalis para reforço de encontros entre materiais diferentes em 10% da superfície do paramento, limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro e montagem, desmontagem e retirada dos andaimes. m2 44,27 13,00 € 575,48 € 1.A.4.6 RES6 Fornecimento e execução de revestimento contínuo (com espessura média de 25mm) em Revestimento de gesso sobre tectos interior do tipo ou equivalente a "PROYAL + MECAFINO PLUS". É constituido por camada de regularização (aplicada por projecção mecânica) e uma camada de acabamento aplicada manualmente em camada pelicular, com talocha metálica. A espessura total mínima será de 10mm e máxima de 20mm. Nas zonas sobre suportes de diferentes materiais será utilizado uma armadura de rede de fibra de vidro tratada contra o ataque dos álcalis, com dimensão de malha da ordem de 5mm × 5 mm, aplicada sobre o suporte ou incorporada na camada de regularização Incluindo: preparação da superficie, fornecimento e colocação de perfil para protecção de arestas (em plástico ou metal com perfurações), formação de arestas e cantos, guarnições de aberturas, colocação da malha de fibra de vidro anti-álcalis para reforço de encontros entre materiais diferentes em 10% da superfície do paramento, limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro e montagem, desmontagem e retirada dos andaimes. m2 218,38 13,00 € 2.838,93 € 1.A.5 REX REVESTIMENTOS EXTERIORES 8.952,62 € 1.A.5.1 REX1 Fornecimento e colocação de Revestimento em painél tipo ou equivalente a Cedral ( 3,60x1,90x0,10m). Painél de cimento reforçado em formato de Placa, à prova de fogo, com isolamento acústico e com resistencia a temperaturas extremas, água eao gelo e à corrosão. O painél será fixado ao paramento de suporte através de fixação oculta, conforme especificações do fabricante. Inclui: preparação prévia, cortes, fixação da estrutura no pano resistente, conforme as recomendações do fabricante, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 37,49 130,00 € 4.873,05 € 94 1.A.5.2 REX2 Fornecimento e colocação do Painel do tipo ou equivalente a "VIROC" na cor de betão - BRUTO-BRUTO dim. (3.20X1.25X0.019m). É um painel compósito, de superfície plana, composto por uma mistura de partículas de madeira e cimento portland, comprimida e seca. É uma combinação entre a resitência e flexibilidade, pois garante uma elevada resitência ao impacto, ao fogo, à humidade, a variações térmicas, ao ruído e aos fungos, como também garante uma elevada durabilidade. O painél será coloado ao paramento de suporte por uma fixação oculta, como especifica no desenho de pormenor. Inclui: preparação prévia, cortes, fixação da estrutura no pano resistente, conforme as recomendações do fabricante, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas (abertura mínima de 5mm), aplicação de verniz sobre o painél sem modificação da cor do material, utilização do verniz recomendado pelo fabricante, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 36,06 45,00 € 1.622,57 € 1.A.5.3 REX3 Fornecimento e colocação de Revestimento em painél tipo ou equivalente a "Cedral" (3,60x1,90x0,10m). Painél de cimento reforçado em formato de Placa, à prova de fogo, com isolamento acústico e com resistencia a temperaturas extremas, água eao gelo e à corrosão. O painél será fixado ao paramento de suporte através de fixação oculta, conforme especificações do fabricante. Inclui: preparação prévia, cortes, fixação da estrutura no pano resistente, conforme as recomendações do fabricante, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 18,90 130,00 € 2.457,00 € 1.A.6 RIN REVESTIMENTOS INTERIORES 3.593,31 € 1.A.6.1 RIN1 Fornecimento e colocação de Revestimento em mosaico cerâmico rectificado do tipo ou equivalente a “Revigres”, 30x60cm Branco Mate, ref. 312121A481. O mosaico será colado ao paramento de suporte com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. Inclui: preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 167,48 10,00 € 1.674,75 € 1.A.6.2 RIN2 Fornecimento e aplicação de Revestimento em mosaico cerâmico do tipo ou equivalente a "CONCRETE", série JOIN SEMIPOLIDO, CERAMIC, com as dimensões ( 0,592 X 0,592 X0,03m) A peça cerâmica será colado ao paramento de suporte com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. Inclui: preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 90,79 10,00 € 907,94 € 1.A.6.3 RIN3 Fornecimento e aplicação de Revestimento em mosaico cerâmico do tipo ou equivalente a "CONCRETE", série MASS SEMIPOLIDO, CERAMIC, com as dimensões ( 0,592 X 0,592 X0,03m) A peça cerâmica será colado ao paramento de suporte com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. Inclui: preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 20,11 10,00 € 201,08 € 1.A.6.4 RIN4 Fornecimento e aplicação de Revestimento em mosaico cerâmico rectificado do tipo ou equivalente a “Recer”, Série MOOD FREE, dimensões ( 0,11 X 0,90R ) A peça cerâmica será colado ao paramento de suporte com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. Inclui: preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 21,84 10,00 € 218,40 € 1.A.6.5 RIN5 Fornecimento e aplicação de Revestimento em mosaico cerâmico rectificado do tipo ou equivalente a “Recer”, Série MOOD FREE, dimensões ( 0,15 X 0,90R ) A peça cerâmica será colado ao paramento de suporte com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. Inclui: preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 17,47 10,00 € 174,72 € 1.A.6.6 RIN6 Fornecimento e aplicação de Revestimento em mosaico cerâmico rectificado do tipo ou equivalente a “Recer”, Série MOOD FREE, dimensões ( 0,22 X 0,90R ) A peça cerâmica será colado ao paramento de suporte com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. Inclui: preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 10,50 10,00 € 105,00 € 1.A.6.7 RIN7 Fornecimento e aplicação de Revestimento em parede de tijolo, do tipo ou equivalente a "GRES DE BREDA" serie KLINK-KLAK LAVA ref. L243701 (PANO) e KLINK-KLAK ANGULAR LAVA ref. L243704 (ESQUINAS). Será colado ao paramento de suporte com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1. Inclui: Limpeza prévia da superfície, preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 28,14 10,00 € 281,40 € 1.A.6.8 RIN8 Fornecimento de mão de obra na aplicação de Pastilha em mosaico cerâmico do tipo ou equivalente a "CONCRETE", série MERGE SEMI-POLIDO, CERAMIC, com as dimensões ( 0,295 X 0,295m) Inclui: Limpeza prévia, assentamento com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares (materiais a fornecer pelo cliente) m2 3,00 10,00 € 30,03 € 1.A.7 TE TECTOS 5.082,87 € 95 1.A.7.1 TE1 Fornecimento e colocação de Tecto falso em placas de gesso cartonado do tipo ou equivalente a "PLACA PLADUR - N -13", com a espessura de 13mm inclui: estrutura em aço galvanizado (perfis Laminados com diferentes espessuras e formas, de acordo com a sua localização e finalidade, suportes e acessórios de diversas formas de acordo com a sua função, perfis de tectos em quadricula revestidos por uma lamina pré lacada na sua parte exterior, perfis de acabamento de diferentes formas dependendo da sua utilização) e a mesma será suportada por varões roscados M6 e buchas de latão M6. As juntas das placas serão colmatadas com pasta para de barramento de juntas e fita de juntas. Cortes no gesso para colocação de elementos a serem incorporados no tecto falso. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares m2 163,72 19,00 € 3.110,60 € 1.A.7.2 TE2 Fornecimento e colocação de Tecto falso em placas de gesso cartonado do tipo ou equivalente a "PLACA PLADUR - WA" (hidrófugo), com a espessura de 13mm inclui: estrutura em aço galvanizado (perfis Laminados com diferentes espessuras e formas, de acordo com a sua localização e finalidade, suportes e acessórios de diversas formas de acordo com a sua função, perfis de tectos em quadricula revestidos por uma lamina pré lacada na sua parte exterior, perfis de acabamento de diferentes formas dependendo da sua utilização) e a mesma será suportada por varões roscados M6 e buchas de latão M6. As juntas das placas serão colmatadas com pasta para de barramento de juntas e fita de juntas. Cortes no gesso para colocação de elementos a serem incorporados no tecto falso. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares m2 67,85 21,00 € 1.424,87 € 1.A.7.3 TE3 Fornecimento e colocação de Cantoneira em chapa de aço galvanizado do tipo "W" ou duplo "L" formando alheta de 12mmx12mm no tecto falso de gesso cartonado. Inclui: todos os trabalhos e acessórios inerentes ao seu bom funcionamento. Cortes no tecto para colocação de elementos a serem incorporados no respectivo tecto falso. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares m 156,40 3,50 € 547,39 € 1.A.8 SA SANCAS 766,86 € 1.A.8.1 SA1 Fornecimento e colocação de Sanca em placas de gesso cartonado do tipo ou equivalente a "Pladur" - com comprimento e altura variável - definido na planta de tectos. inclui: estrutura em aço galvanizado, suportes e acessórios de diversas formas de acordo com a sua função, perfis de acabamento de diferentes formas dependendo da sua utilização e a mesma será suportada por varões roscados M6 e buchas de latão M6. As juntas das placas serão colmatadas com pasta para de barramento de juntas e fita de juntas. Cortes no gesso para colocação de elementos a serem incorporados no tecto falso. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares m2 29,49 26,00 € 766,86 € 1.A.9 PEX PAVIMENTOS EXTERIORES 392,49 € 1.A.9.1 PEX1 Fornecimento e aplicação de Pavimento em "Deck" Cerâmico do tipo ou equivalente a TAVOLA FORESTA, Venis, Porcenalosa na dimensão (0,143 x 1,20 x 0,015m ), com acabamento superficial antiderrapante. Inclui: Limpeza prévia, assentamento com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 39,25 10,00 € 392,49 € 1.A.10 PIN PAVIMENTOS INTERIORES 3.157,07 € 1.A.10.1 PIN1 Fornecimento e aplicação de Pavimento em mosaico cerâmico do tipo ou equivalente a "CONCRETE", série JOIN SEMI-POLIDO, CERAMIC, com as dimensões ( 0,592 X 0,592 X0,03m) Inclui: Limpeza prévia, assentamento com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 123,10 10,00 € 1.231,02 € 1.A.10.2 PIN2 Fornecimento e aplicação de Pavimento em mosaico cerâmico do tipo ou equivalente a "CONCRETE", série MASS SEMIPOLIDO, CERAMIC, com as dimensões ( 0,592 X 0,592 X0,03m) Inclui: Limpeza prévia, assentamento com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 174,60 10,00 € 1.746,05 € 1.A.10.3 PIN3 Fornecimento e aplicação de Degrau em mosaico cerâmico do tipo ou equivalente a "CONCRETE", série JOIN SEMI-POLIDO, CERAMIC, com as dimensões ( 0,35 X 0,592 X0,012m), No cobertor. Inclui: Limpeza prévia, assentamento com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. unid 36,00 5,00 € 180,00 € 1.A.11 RO RODAPÉS 757,56 € 1.A.11.1 RO1 Fornecimento e aplicação de Rodapé em peça de mosaico cerâmico do tipo ou equivalente a "CONCRETE", série JOIN SEMIPOLIDO, CERAMIC, com as dimensões ( 0,08 X 0,592 X0,012) Inclui: Limpeza prévia, assentamento com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m 25,70 3,50 € 89,96 € 1.A.11.2 RO2 Fornecimento e aplicação de Rodapé em peça em mosaico cerâmico do tipo ou equivalente a "CONCRETE", série MASS SEMIPOLIDO, CERAMIC, com as dimensões ( 0,08 X 0,592 X0,012) Inclui: Limpeza prévia, assentamento com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m 77,87 3,50 € 272,54 € 96 1.A.11.3 RO3 Fornecimento e aplicção de Roda pé em peça em mosaico cerâmico rectificado do tipo ou equivalente a “Recer”, Série MOOD FREE, dimensões ( 0,11 X 0,90R ) Inclui: Limpeza prévia, assentamento com cimento cola melhorado, C2 TE, com deslizamento reduzido e tempo de colocação ampliado. Enchimento de juntas com argamassa de juntas cimentosa, CG1, com a mesma tonalidade das peças. preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, juntas, cruzetas de PVC, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m 19,43 3,50 € 67,99 € 1.A.11.4 RO4 Fornecimento e colocação de Roda pé com 0,80mm de altura, em peça de alumínio anodizado prata, do tipo ou equivalente a profilpas ref: 78130 Inclui: Limpeza prévia, fixação segundo especificações do fabricantes. preparação prévia, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m 38,16 5,00 € 190,79 € 1.A.11.5 RO5 Fornecimento de mão de obra na aplicação do Roda pé em resina do tipo ou equivalente a epoxi Artipox VL –Ral 7035, faixa de (0,08m) Inclui: a preparação da surperficie a pintar - bem limpa, seca, isenta de qualquer contaminação (óleo, gordura, etc.) e sem residuos de betão resultantes da cofragem e betmagem. Todos os tubos existentes no tecto serão previamente isolados. (materiais a fornecer pelo cliente) m 27,26 5,00 € 136,29 € 1.A.12 SO SOLEIRAS 3.376,01 € 1.A.12.1 SO1 fornecimento e colocação de Soleira com 0,40m de largura em pedra de granito do tipo ou equivalente a Favaco, com 0,03m de espessura e com acabamento escovado Inclui: pingadeira, face e bordo recto escovados, com pendente e encastrado nas ombreiras, assente com argamassa de cimento hidrófugo M-10. Preparação e regularização do suporte com argamassa de cimento hidrófugo M-10, enchimento de juntas entre peças e uniões com a fachada com argamassa de juntas especial para revestimentos de pedra natural. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m 75,02 45,00 € 3.376,01 € 1.A.13 PE PEITORIS 87,41 € 1.A.13.1 PE1 fornecimento e colocação de Peitoril com 0,25m de largura em pedra de granito do tipo ou equivalente a Favaco, com 0,025m de espessura e com acabamento escovado. Inclui: face e bordo recto escovado, assente com argamassa de cimento hidrófugo M- 10. Preparação e regularização do suporte com argamassa de cimento hidrófugo M-10, enchimento de juntas entre peças e uniões com a fachada com argamassa de juntas especial para revestimentos de pedra natural. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m 1,23 40,00 € 49,14 € 1.A.13.2 PE2 fornecimento e colocação de Peitoril com 0,40m de largura em pedra de granito do tipo ou equivalente a Favaco, com 0,025m de espessura e com acabamento escovado. Inclui: face e bordo recto escovado, assente com argamassa de cimento hidrófugo M- 10. Preparação e regularização do suporte com argamassa de cimento hidrófugo M-10, enchimento de juntas entre peças e uniões com a fachada com argamassa de juntas especial para revestimentos de pedra natural. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m 0,85 45,00 € 38,27 € 1.A.14 CA CAPEAMENTOS 7.193,19 € 1.A.14.1 CA1 fornecimento e colocação de Capeamentos em pedra de granito do tipo ou equivalente a "Favaco”, (1,00 x 0,25 x 0,02m ), com acabamento superficial e lateral - escovado. Inclui: Limpeza prévia, face e bordo recto escovado, assente com argamassa de cimento hidrófugo M-10. Preparação e regularização do suporte com argamassa de cimento hidrófugo M-10, enchimento de juntas entre peças e uniões com a fachada com argamassa de juntas especial para revestimentos de pedra natural. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m 57,71 30,00 € 1.731,24 € 1.A.14.2 CA2 fornecimento e colocação de Capeamentos em pedra de granito do tipo ou equivalente a "Preto angola", (1,20 x 0,10 x 0,03m ), com acabamento superficial e lateral - escovado. Inclui: Limpeza prévia, face e bordo recto escovado, assente com argamassa de cimento hidrófugo M-10. Preparação e regularização do suporte com argamassa de cimento hidrófugo M-10, enchimento de juntas entre peças e uniões com a fachada com argamassa de juntas especial para revestimentos de pedra natural. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m 6,04 35,00 € 211,31 € 1.A.14.3 CA3 fornecimento e colocação de Capeamentos para forrar pilares em pedra de granito do tipo ou equivalente a "Favaco”, (1,10 x 0,30 x 0,02m - com boca de lobo em ambos os lados), com acabamento superficial e lateral - escovado. Inclui: Limpeza prévia, face e bordo recto escovado, assente com argamassa de cimento hidrófugo M-10. Preparação e regularização do suporte com argamassa de cimento hidrófugo M-10, enchimento de juntas entre peças e uniões com a fachada com argamassa de juntas especial para revestimentos de pedra natural. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m 67,57 35,00 € 2.364,86 € 1.A.14.4 CA4 fornecimento e colocação de Capeamentos para forrar pilares em pedra de granito do tipo ou equivalente a "Favaco”, (1,10 x 0,10 x 0,02m - com boca de lobo), com acabamento superficial e lateral - escovado. Inclui: Limpeza prévia, face e bordo recto escovado, assente com argamassa de cimento hidrófugo M-10. Preparação e regularização do suporte com argamassa de cimento hidrófugo M-10, enchimento de juntas entre peças e uniões com a fachada com argamassa de juntas especial para revestimentos de pedra natural. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m 129,29 18,50 € 2.391,80 € 1.A.14.5 CA5 fornecimento e colocação de Capeamentos para forrar pilares em pedra de granito do tipo ou equivalente a "Favaco”, (1,10 x 0,,48 x 0,02m - com boca de lobo em ambos os lados), com acabamento superficial e lateral - escovado. Inclui: Limpeza prévia, face e bordo recto escovado, assente com argamassa de cimento hidrófugo M-10. Preparação e regularização do suporte com argamassa de cimento hidrófugo M-10, enchimento de juntas entre peças e uniões com a fachada com argamassa de juntas especial para revestimentos de pedra natural. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m 10,19 48,50 € 493,97 € 1.A.15 IS ISOLAMENTO 5.808,35 € 1.A.15.1 IS1 Fornecimento e aplicação de Impermeabilização sob revestimento ou ladrilhamento cerâmico em paramentos verticais ou pavimentos, de locais húmidos através lâmina impermeabilizante flexível, composta por uma folha dupla de poliolefina termoplástica com acetato de vinil etileno, com ambas as faces revestidas de fibras de poliéster não tecidas, de 0,52 mm de espessura e 335 g/m², fixada ao suporte com cimento cola melhorado C2 E. Inclui: fixação ao suporte com cimento cola melhorado C2 E, preparada para receber directamente o revestimento, todos os acessórios necessários ao seu excelente funcionamento, cortes complementos de reforço em tratamento de pontos singulares através da utilização de peças especiais para a resolução de ângulos internos e externos, encontros com ramais de descarga ou paramentos, tratamento de ligações e vedação de juntas elásticas (pontos de penetração de tubagens no revestimento, ancoragens de sanitários, encontros entre o paramento e a base de chuveiro ou banheira, etc.) com silicone acético anti-bolor. Totalmente aplicado e testado. Protecção do elemento perante pancadas, roçadelas e furos. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m2 202,61 15,00 € 3.039,22 € 97 1.A.15.2 IS2 Fornecimento e instalação de Isolamento acústico em pavimento, com manta resiliente do tipo ou equivalente a CDM 43.010/05 Inclui: o pavimento na totalidade e paredes até a altura de 100mm, preparação prévia, cortes, remates de cantos, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. Totalmente instalado. Protecção do elemento perante pancadas, roçadelas e furos. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m2 103,33 12,50 € 1.291,63 € 1.A.15.3 IS3 Fornecimento e instalação de Fornecimento e colocação de Isolamento termico do tipo (Lâ de Rocha) MW 0,07m em paredes em contacto com outros edificios. Inclui: o pavimento na totalidade e paredes até a altura de 100mm, preparação prévia, cortes, remates de cantos, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. Totalmente instalado. Protecção do elemento perante pancadas, roçadelas e furos. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m2 57,00 6,50 € 370,50 € 1.A.15.4 IS4 Fornecimento e instalação de Camada de betão com 0,04m para criar pendentes, impermiabilização constituida por menbrana flexivel de 0,015mm de espessura aplicada sobre fibras de vidro de 0,002mm, isolamento termico de politeleno espandido de 0,05cm de espessuar e camada de brita basaltica com 0,10m de espessura Inclui: o pavimento na totalidade e paredes até a altura de 100mm, preparação prévia, cortes, remates de cantos, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. Totalmente instalado. Protecção do elemento perante pancadas, roçadelas e furos. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m2 41,00 27,00 € 1.107,00 € 1.A.16 AE ÁGUAS E ESGOTOS 1.A.16.1 AE1 Fornecimento e instalação de Fornecimento e aplicação de todos os materiais para rede de aguas com tubagem do sistema PEX, com ligação á rede publica, incluindo montagem dos equipamentos sanitários Inclui: o pavimento na totalidade e paredes até a altura de 100mm, preparação prévia, cortes, remates de cantos, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. Totalmente instalado. Protecção do elemento perante pancadas, roçadelas e furos. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. unid 45,00 95,00 € 4.275,00 € 1.A.16.2 AE2 Execução de Rede de águas pluviais, incluindo construção de caixas de visita VG 1,00 2.450,00 € 2.450,00 € 1.A.16.3 AE3 Fornecimento e colocação de todos os Tubos e caixas de ligação para o bem funcionamento da rede de esgotos, incluindo ligação á rede publica VG 1,00 3.100,00 € 3.100,00 € 1.A.16.4 AE4 Fornecimento e montagem de Boca de combate a incendio armada com 25mt de mangueira semirigida, incluindo tubagem de ligação unid 3,00 775,00 € 2.325,00 € 1.A.16.5 AE5 Fornecimento e colocação de Painel Solar com reservatório em aço inox de 300lt, incluindo todos os acessórios de ligação VG 1,00 3.825,00 € 3.825,00 € 1.A.16.6 AE6 Fornecimento e colocação de Esquentador com sensor ventilado a gás de apoio ao painel Solar, incluindo acessórios de ligação. VG 1,00 575,00 € 575,00 € 1.A.17 AEX ARRANJOS EXTERIORES 17.456,54 € 1.A.17.1 AEX1 Fornecimento e aplicação de pavimento em Calhau rolado partido ao meio - com face partida para o exterior. , sobre uma camada de areia de 0,10m, Inclui: o recalcamento por meio mecanicos com placa vibratório, o transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, preparação, cortes a realizar para os ajustar aos bordos do confinamento e às aberturas existentes no pavimento. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m2 75,00 60,00 € 4.500,00 € 1.A.17.2 AEX2 Fornecimento e aplicação de pavimento em Calçada portuguesa , sobre uma camada de areia de 0,10m , sobre uma camada de areia de 0,10m, Inclui: o recalcamento por meio mecanicos com placa vibratório, o transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, preparação, cortes a realizar para os ajustar aos bordos do confinamento e às aberturas existentes no pavimento. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m2 74,52 37,00 € 2.757,24 € 1.A.17.3 AEX3 Fornecimento e aplicação de Lancil em betão pré fabricado do tipo ou equivalente a "Pré bel" 1000 x130x250mm Inclui: assentamento com argamassa M-5 de consistência seca e posterior enchimento de juntas de largura máxima 5 mm com argamassa de cimento M-5. Cortes, preparação, nivelamentos, carga, transporte e descarga no local de trabalho. Protecção do elemento perante pancadas, roçadelas e furos. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m 88,08 15,00 € 1.321,20 € 1.A.17.4 AEX4 Fornecimento e aplicação de Camada de areia com traço de cimento Inclui: O transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, preparação, colocação sobre a área a ser executada, espalhamento. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m3 3,15 110,00 € 346,50 € 1.A.17.5 AEX5 Fornecimento e aplicação de Maciço de betão para assentamento de lancil com a dimensão de 0,40m x 0,40m - betão simples C20/25 (X0 ; D25; S2; Cl 1,0) betonagem desde camião, espalhamento e vibração manual com régua vibradora de 3m, com acabamento com pré-execução de mestras e nivelado, segundo pendentes do projecto e colocado sobre solo de fundação com índice CBR > 5. Inclui: carga, transporte e descarga no local de trabalho. m3 14,07 80,00 € 1.125,60 € 1.A.17.6 AEX6 Escavação em terreno de qualquer natureza para Abertura de Vala - cabouco para implantação do maciço de betão com meios mecânicos, até alcançar a cota de profundidade indicada no Projecto incluindo transporte da maquinaria, aperfeiçoamento de paramentos e base de escavação, extracção de terras fora da escavação, remoção dos materiais escavados, carregamento em camião e transporte a vazadouro m3 21,00 12,00 € 252,00 € 1.A.17.7 AEX7 Fornecimento e aplicação de Fornecimento e colocação de tubos para a drenagem das águas pluviais provenientes da valeta, com tubo em PVC de 300, incluindo todos os trabalhos preparatórios e complementares Inclui: preparação de cotas altimétricas, transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, alteração de todas as caixas e elementos que sejam necessário corrigir para as cotas de projecto, remates em caleiras, sarjetas, adufas e outros obstáculos. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro, e pintura de setas de indicação de direcções, conforme projecto de arquitectura. ml 44,00 30,00 € 1.320,00 € 1.A.17.8 AEX8 Fornecimento e aplicação de Fornecimento e aplicação de Fornecimento e colocação de tubos para a drenagem das águas pluviais provei«nienetes da valeta, com tubo em pvc de 300, incluindo todos os trabalhos preparatórios e complementares Inclui: preparação de cotas altimétricas, transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, alteração de todas as caixas e elementos que sejam necessário corrigir para as cotas de projecto, remates em caleiras, sarjetas, adufas e outros obstáculos. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro, e pintura de setas de indicação de direcções, conforme projecto de arquitectura. ml 44,00 12,50 € 550,00 € 1.A.17.9 AEX9 Fornecimento e aplicação de Fornecimento e colocação de grelhas de sarjeta em ferro fundido, para recolha de águas incuindo escarificação, gradagem ou recava, despedrega e regularização prévia do terreno. Unid 8,00 192,00 € 1.536,00 € 1.A.17.10 AEX10 Trabalhos de Fornecimento e colocação de camada de brita com 5cm de espessura incluindo transporte a vazadouro autorizado de produtos sobrantes. Implantação geral e fixação dos pontos e níveis de referência. Colocação das balizas nos cantos e extremos dos alinhamentos. Escavação sucessivas camadas horizontais e extracção de terras. Arranjo de fundos e laterais à mão, com extracção das terras. Protecção da escavação perante infiltrações e acções de erosão ou desmoronamento por parte das águas de escorrência. m2 18,50 10,00 € 185,00 € 98 1.A.17.11 AEX11 Execução de Construção de compartimento para a colocação do lixo com as dimenções de 2,7x1,90x0,90 Inclusive carga, transporte e descarga no local de trabalho do material e humedecimento do mesmo. VG 1,00 1.458,00 € 1.458,00 € 1.A.17.12 AEX12 Execução de Construção de compartimento para a colocação do gás com as dimenções de 1,00x1,90x0,60 Inclusive carga, transporte e descarga no local de trabalho do material e humedecimento do mesmo VG 1,00 855,00 € 855,00 € 1.A.17.13 AEX13 Execução do Fornecimento e colocação de todos os materiais para a construção de chaminé conforme projecto. VG 1,00 1.250,00 € 1.250,00 € 1.A.18 DI DIVERSOS 329,13 € 1.A.18.1 DI1 Trabalhos de Alheta em betão Dimensão - (0.01X0.005), realizada sobre o reboco, na qual permite a transição de uma material para outro. Inclui: todos os acessórios e trabalhos inerentes à sua boa execução. Limpeza e preparação prévia da suporte, marcação, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais e pintura. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro.. ml 65,63 5,00 € 328,13 € 1.A.18.2 DI2 Trabalhos de Construção da escada de emergência e da alvenaria, incluindo todos os materias de construção (com a exclusão dos acabamentos) Inclui: todos os trabalhos inerentes à sua boa execução. Limpeza e preparação prévia da suporte, marcação, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais e pintura. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. VG 1,00 1,00 € 1,00 € 1.B IE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 1.B.1 ELE ELÉTRICIDADE 13.426,80 € 1.B.1.1 ELE1 Fornecimento e Aplicação de todos os acessórios necessários para a colocação de pontos, tomadas de corrente, caixas de derivação, quadros de distribuição (60 pontos de luz com suporte e lampada e 60 tomadas monofasicas e 8 tomadas trifasicas) Inclui: todos os acessórios e trabalhos inerentes à sua boa execução. Limpeza e preparação prévia da suporte, marcação, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais e pintura. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro.. VG 1,00 9.980,40 € 9.980,40 € 1.B.1.2 ELE2 Instalação de Pontos para TV e telefone, incluindo quadro de ITED (3 Tv 4 telefone) VG 1,00 2.996,40 € 2.996,40 € 1.B.1.3 ELE3 Execução de Baixada, incluindo quadro para contad VG 1,00 450,00 € 450,00 € PREÇO TOTAL 140.669,53 € 99 100 Jan-13 678 10 11 12 13 14 15 16 17 19 20 21 23 24 25 26 1P 1.A A 1.A.1 DE 1.A.1.1 DE1 1.A.1.2 DE2 1.A.1.3 DE3 1.A.1.4 DE4 1.A.2 MA 1.A.2.1 MA1 1.A.3 AL 1.A.3.1 AL1 1.A.3.2 AL2 1.A.3.3 AL3 1.A.3.4 AL4 1.A.4 RES 1.A.4.1 RES1 1.A.4.2 RES2 1.A.4.3 RES3 1.A.4.4 RES4 1.A.4.5 RES5 1.A.4.6 RES6 1.A.5 REX 1.A.5.1 REX1 1.A.5.2 REX2 1.A.5.3 REX3 1.A.6 RIN 1.A.6.1 RIN1 1.A.6.2 RIN2 1.A.6.3 RIN3 1.A.6.4 RIN4 1.A.6.5 RIN5 1.A.6.6 RIN6 1.A.6.7 RIN7 1.A.6.8 RIN8 1.A.7 TE 1.A.7.1 TE1 1.A.7.2 TE2 1.A.7.3 TE3 1.A.8 SA 1.A.8.1 SA1 1.A.9 PEX 1.A.9.1 PEX1 1.A.10 PIN 1.A.10.1 PIN1 1.A.10.2 PIN2 1.A.10.3 PIN3 1.A.11 RO 1.A.11.1 RO1 1.A.11.2 RO2 1.A.11.3 RO3 1.A.11.4 RO4 1.A.11.5 RO5 1.A.12 SO 1.A.12.1 SO1 1.A.13 PE 1.A.13.1 PE1 1.A.13.2 PE2 1.A.14 CA 1.A.14.1 CA1 CAPEAMENTOS SOLEIRAS PEITORIS SANCAS PAVIMENTOS EXTERIORES PAVIMENTOS INTERIORES RODAPÉS TECTOS REVESTIMENTOS EXTERIORES REVESTIMENTOS INTERIORES REBOCO - ESTUQUE DEMOLIÇÕES MASSAME ALVENARIAS WBS Cronograma do Projeto Código Mês Fev-13 Mar-13 Abr-13 Mai-13 Nº de semana 5 9 18 Jun-13 22 PROJETO ARQUITETURA 101 AII.2 Cronograma Preliminar dos Trabalhos 108 ANEXO III RESULTADOS DOS AUTOS DE MEDIÇÃO REALIZADOS AIII.1 Auto de Medição 1 AIII.2 Auto de Medição 2 AIII.3 Auto de Medição 3 AIII.4 Auto de Medição 4 109 110 Unitário Parcial Total 1.A A ARQUITETURA 1.A.1 DE DEMOLIÇÕES 650,00 € 1.A.1.1 DE1 Fornecimento e aplicação de Demolição de pilares em betão, incluindo carga e descarga em vazadouro Inclui: vibração do betão com régua vibradora, formação de juntas de betão e prancha de poliestireno expandido de 2cm de espessura para a execução de juntas de contorno, colocada à volta de qualquer elemento que interrompa o massame, como pilares e muros. O transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, inclusive carga e descarga dos camiões. Preparação da superfície existente, verificando a densidade e as rasantes. Marcação das juntas de betonagem. Aplicação de níveis através de pontos, mestras de betão ou réguas. Rega da superfície base. Preparação de juntas. Betonagem, espalhamento e vibração do betão. Cura e protecção do betão fresco perante chuva, temperaturas baixas e elevadas. Protecção do pavimento até que decorra o tempo previsto. Unid 10,00 65,00 € 650,00 € 1.A.3 AL ALVENARIAS 10.465,07 € 1.A.3.1 AL1 Fornecimento e execução de Betão armado constituído por betão B25 e aço A400NR em estruturas de, vigas, lajes e escadas, conforme especificado em projecto de especialidades m3 10,60 350,00 € 3.710,00 € 1.A.3.2 AL2 Fornecimento e execução de pano de parede em Alvenaria de blocos de betão com dimensão 0,50mx0,10mx0,20m, assente com argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-7,5, confeccionada em obra com 300 kg/m³ de cimento e uma proporção em volume 1/5, com resistência à compressão aos 28 dias de 7,5 N/mm². Incluindo: p/p de esperas, perdas, rupturas; formação de padieiras através de peças em "U" de betão nas quais se colocará a armadura e o betão em obra, ombreiras e reentrâncias, cofragem do perímetro dos vãos para alojar os elementos de fixação da caixilharia exterior, juntas de dilatação, execução de encontros e pontos singulares. Marcação nos pilares dos níveis de referência geral de piso e de nível necessário para pavimento e instalações. Colocação de prumos. Correcção de falhas das juntas e limpeza do paramento. Revisão da superfície do paramento base no qual se realiza a fixação do isolamento de acordo com as exigências da técnica a utilizar. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 23,26 22,00 € 511,70 € 1.A.3.3 AL3 Fornecimento e execução de pano de parede em Alvenaria de blocos de betão com dimensão 0,50mx0,15mx0,20m,assente com argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-7,5, confeccionada em obra com 300 kg/m³ de cimento e uma proporção em volume 1/5, com resistência à compressão aos 28 dias de 7,5 N/mm². Incluindo: p/p de esperas, perdas, rupturas; formação de padieiras através de peças em "U" de betão nas quais se colocará a armadura e o betão em obra, ombreiras e reentrâncias, cofragem do perímetro dos vãos para alojar os elementos de fixação da caixilharia exterior, juntas de dilatação, execução de encontros e pontos singulares. Marcação nos pilares dos níveis de referência geral de piso e de nível necessário para pavimento e instalações. Colocação de prumos. Correcção de falhas das juntas e limpeza do paramento. Revisão da superfície do paramento base no qual se realiza a fixação do isolamento de acordo com as exigências da técnica a utilizar. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 70,50 23,00 € 1.621,57 € 1.A.3.4 AL4 Fornecimento e execução de pano de parede em Alvenaria de blocos de betão com dimensão 0,50mx0,20mx0,20m, assente com argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-7,5, confeccionada em obra com 300 kg/m³ de cimento e uma proporção em volume 1/5, com resistência à compressão aos 28 dias de 7,5 N/mm². Incluindo: p/p de esperas, perdas, rupturas; formação de padieiras através de peças em "U" de betão nas quais se colocará a armadura e o betão em obra, ombreiras e reentrâncias, cofragem do perímetro dos vãos para alojar os elementos de fixação da caixilharia exterior, juntas de dilatação, execução de encontros e pontos singulares. Marcação nos pilares dos níveis de referência geral de piso e de nível necessário para pavimento e instalações. Colocação de prumos. Correcção de falhas das juntas e limpeza do paramento. Revisão da superfície do paramento base no qual se realiza a fixação do isolamento de acordo com as exigências da técnica a utilizar. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 184,87 25,00 € 4.621,80 € 1.A.15 IS ISOLAMENTO 290,52 € 1.A.15.3 IS3 Fornecimento e instalação de Fornecimento e colocação de Isolamento termico do tipo (Lâ de Rocha) MW 0,07m em paredes em contacto com outros edificios. Inclui: o pavimento na totalidade e paredes até a altura de 100mm, preparação prévia, cortes, remates de cantos, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. Totalmente instalado. Protecção do elemento perante pancadas, roçadelas e furos. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m2 12,18 6,50 € 79,17 € 1.A.15.5 IS5 Execução de impermiabilização de caleira da parede dupla, com duas demãos de GE97, adesivo pré-misturado bicomponente á base de cimentos, areias, aditivos quimicos e polimetros sinteticos, aplicado á trincha m 56,36 3,75 € 211,35 € VALOR TOTAL DA MEDIÇÃO 11.405,59 € SM - Comercio de Artesanato e Restauração ldª 25 de Fevereiro AUTO DE MEDIÇÃO Nº 01 WBS Código DESIGNAÇÃO DOS TRABALHOS Unid. Quant. Preço( €) 111 AIII.1 Auto de Medição 1 112 Unitário Parcial Total 1.A A ARQUITETURA 1.A.1 DE DEMOLIÇÕES 343,15 € 1.A.1.5 DE5 Demolição de laje - Para passagem de elevador e corretes técnicas m3 0,30 570,00 € 168,15 € 1.A.1.6 DE6 Demolição para abertura em muro de betão armado, incluindo carga e descarga em vazadouro (Abertura para porta no muro a Tardoz) VG 1,00 175,00 € 175,00 € 1.A.3 AL ALVENARIAS 7.334,27 € 1.A.3.1 AL1 Fornecimento e execução de Betão armado constituído por betão B25 e aço A400NR em estruturas de, vigas, lajes e escadas, conforme especificado em projecto de especialidades m3 0,07 350,00 € 24,15 € 1.A.3.2 AL2 Fornecimento e execução de pano de parede em Alvenaria de blocos de betão com dimensão 0,50mx0,10mx0,20m, assente com argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-7,5, confeccionada em obra com 300 kg/m³ de cimento e uma proporção em volume 1/5, com resistência à compressão aos 28 dias de 7,5 N/mm². Incluindo: p/p de esperas, perdas, rupturas; formação de padieiras através de peças em "U" de betão nas quais se colocará a armadura e o betão em obra, ombreiras e reentrâncias, cofragem do perímetro dos vãos para alojar os elementos de fixação da caixilharia exterior, juntas de dilatação, execução de encontros e pontos singulares. Marcação nos pilares dos níveis de referência geral de piso e de nível necessário para pavimento e instalações. Colocação de prumos. Correcção de falhas das juntas e limpeza do paramento. Revisão da superfície do paramento base no qual se realiza a fixação do isolamento de acordo com as exigências da técnica a utilizar. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 75,39 22,00 € 1.658,64 € 1.A.3.3 AL3 Fornecimento e execução de pano de parede em Alvenaria de blocos de betão com dimensão 0,50mx0,15mx0,20m,assente com argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-7,5, confeccionada em obra com 300 kg/m³ de cimento e uma proporção em volume 1/5, com resistência à compressão aos 28 dias de 7,5 N/mm². Incluindo: p/p de esperas, perdas, rupturas; formação de padieiras através de peças em "U" de betão nas quais se colocará a armadura e o betão em obra, ombreiras e reentrâncias, cofragem do perímetro dos vãos para alojar os elementos de fixação da caixilharia exterior, juntas de dilatação, execução de encontros e pontos singulares. Marcação nos pilares dos níveis de referência geral de piso e de nível necessário para pavimento e instalações. Colocação de prumos. Correcção de falhas das juntas e limpeza do paramento. Revisão da superfície do paramento base no qual se realiza a fixação do isolamento de acordo com as exigências da técnica a utilizar. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 124,44 23,00 € 2.862,01 € 1.A.3.4 AL4 Fornecimento e execução de pano de parede em Alvenaria de blocos de betão com dimensão 0,50mx0,20mx0,20m, assente com argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-7,5, confeccionada em obra com 300 kg/m³ de cimento e uma proporção em volume 1/5, com resistência à compressão aos 28 dias de 7,5 N/mm². Incluindo: p/p de esperas, perdas, rupturas; formação de padieiras através de peças em "U" de betão nas quais se colocará a armadura e o betão em obra, ombreiras e reentrâncias, cofragem do perímetro dos vãos para alojar os elementos de fixação da caixilharia exterior, juntas de dilatação, execução de encontros e pontos singulares. Marcação nos pilares dos níveis de referência geral de piso e de nível necessário para pavimento e instalações. Colocação de prumos. Correcção de falhas das juntas e limpeza do paramento. Revisão da superfície do paramento base no qual se realiza a fixação do isolamento de acordo com as exigências da técnica a utilizar. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 111,58 25,00 € 2.789,47 € 1.A.15 IS ISOLAMENTO 76,12 € 1.A.15.3 IS3 Fornecimento e instalação de Fornecimento e colocação de Isolamento termico do tipo (Lâ de Rocha) MW 0,07m em paredes em contacto com outros edificios. Inclui: o pavimento na totalidade e paredes até a altura de 100mm, preparação prévia, cortes, remates de cantos, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. Totalmente instalado. Protecção do elemento perante pancadas, roçadelas e furos. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. m2 11,71 6,50 € 76,12 € 1.A.16 AE Águas e Esgotos 2.690,00 € 1.A.16.1 AE1 Fornecimento e instalação de Fornecimento e aplicação de todos os materiais para rede de aguas com tubagem do sistema PEX, com ligação á rede publica, incluindo montagem dos equipamentos sanitários Inclui: o pavimento na totalidade e paredes até a altura de 100mm, preparação prévia, cortes, remates de cantos, protecção da obra recém executada. limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. Totalmente instalado. Protecção do elemento perante pancadas, roçadelas e furos. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. unid 18,00 95,00 € 1.710,00 € 1.A.16.2 AE2 Execução de Rede de águas pluviais, incluindo construção de caixas de visita VG 0,40 2.450,00 € 980,00 € 1.A.18 DI DIVERSOS 1,00 € 1.A.18.2 DI2 Trabalhos de Construção da escada de emergência e da alvenaria, incluindo todos os materias de construção (com a exclusão dos acabamentos) Inclui: todos os trabalhos inerentes à sua boa execução. Limpeza e preparação prévia da suporte, marcação, cortes, remates de cantos, realização de encontros com outros materiais e pintura. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. VG 1,00 1,00 € 1,00 € VALOR TOTAL DA MEDIÇÃO 10.444,54 € SM - Comercio de Artesanato e Restauração ldª 25 de Março AUTO DE MEDIÇÃO Nº 02 WBS Código DESIGNAÇÃO DOS TRABALHOS Unid. Quant. Preço( € ) 113 AIII.2 Auto de Medição 2 114 Unitário Parcial Total 1.A AARQUITETURA 1.A.1 DE DEMOLIÇÕES 70,00 € 1.A.1.7 DE7 Demolição de parede de alvenaria de blocos de 0,20 - para construção da lareira, incluindo carga e descarga em vazadouro dos materiais sobrantes VG 1,00 70,00 € 70,00 € 1.A.2 MA MASSAME 5.574,72 € 1.A.2.1 MA1 Fornecimento e aplicação de Massame de 10cm de espessura (média) de argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M- 10, com acabamento afagado e preparado para utilização posterior como suporte de pavimento. Inclui: vibração do betão com régua vibradora, formação de juntas de betão e prancha de poliestireno expandido de 2cm de espessura para a execução de juntas de contorno, colocada à volta de qualquer elemento que interrompa o massame, como pilares e muros. O transporte e movimento vertical e horizontal dos materiais em obra, inclusive carga e descarga dos camiões. Preparação da superfície existente, verificando a densidade e as rasantes. Marcação das juntas de betonagem. Aplicação de níveis através de pontos, mestras de betão ou réguas. Rega da superfície base. Preparação de juntas. Betonagem, espalhamento e vibração do betão. Cura e protecção do betão fresco perante chuva, temperaturas baixas e elevadas. Protecção do pavimento até que decorra o tempo previsto. m2 232,28 24,00 € 5.574,72 € 1.A.3 AL ALVENARIAS 334,70 € 1.A.3.1 AL1 Fornecimento e execução de Betão armado constituído por betão B25 e aço A400NR em estruturas de, vigas, lajes e escadas, conforme especificado em projecto de especialidades m3 0,06 350,00 € 20,30 € 1.A.3.2 AL2 Fornecimento e execução de pano de parede em Alvenaria de blocos de betão com dimensão 0,50mx0,10mx0,20m, assente com argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-7,5, confeccionada em obra com 300 kg/m³ de cimento e uma proporção em volume 1/5, com resistência à compressão aos 28 dias de 7,5 N/mm². Incluindo: p/p de esperas, perdas, rupturas; formação de padieiras através de peças em "U" de betão nas quais se colocará a armadura e o betão em obra, ombreiras e reentrâncias, cofragem do perímetro dos vãos para alojar os elementos de fixação da caixilharia exterior, juntas de dilatação, execução de encontros e pontos singulares. Marcação nos pilares dos níveis de referência geral de piso e de nível necessário para pavimento e instalações. Colocação de prumos. Correcção de falhas das juntas e limpeza do paramento. Revisão da superfície do paramento base no qual se realiza a fixação do isolamento de acordo com as exigências da técnica a utilizar. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 4,68 22,00 € 102,96 € 1.A.3.3 AL3 Fornecimento e execução de pano de parede em Alvenaria de blocos de betão com dimensão 0,50mx0,15mx0,20m,assente com argamassa de cimento CEM II/B-P 32,5 N tipo M-7,5, confeccionada em obra com 300 kg/m³ de cimento e uma proporção em volume 1/5, com resistência à compressão aos 28 dias de 7,5 N/mm². Incluindo: p/p de esperas, perdas, rupturas; formação de padieiras através de peças em "U" de betão nas quais se colocará a armadura e o betão em obra, ombreiras e reentrâncias, cofragem do perímetro dos vãos para alojar os elementos de fixação da caixilharia exterior, juntas de dilatação, execução de encontros e pontos singulares. Marcação nos pilares dos níveis de referência geral de piso e de nível necessário para pavimento e instalações. Colocação de prumos. Correcção de falhas das juntas e limpeza do paramento. Revisão da superfície do paramento base no qual se realiza a fixação do isolamento de acordo com as exigências da técnica a utilizar. Protecção da obra recém executada. Limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro. Parte proporcional de utilização de andaimes e meios auxiliares. m2 9,19 23,00 € 211,44 € 1.A.4 RES REBOCO - ESTUQUE 14.462,82 € 1.A.4.1 RES1 Fornecimento e execução de revestimento contínuo (com espessura média de 25mm) em Revestimento de Capoto sobre paramentos exteriores, constituido por isolamento térmico em polisteleno expandido moldado EPS de 0,03mm e argamassa de reboco tradicional aemado com fibras de vidro com 0,02mm de espesura, em paredes, pilares e vigas exteriores. Incluindo: preparação da superficie, fornecimento e colocação de perfil para protecção de arestas (em plástico ou metal com perfurações), formação de arestas e cantos, guarnições de aberturas, colocação da malha de fibra de vidro anti-álcalis para reforço de encontros entre materiais diferentes em 10% da superfície do paramento, limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro e montagem, desmontagem e retirada dos andaimes. m2 93,00 22,00 € 2.046,00 € 1.A.4.3 RES3 Fornecimento e execução de revestimento contínuo (com espessura média de 25mm) em Argamassa Hidrofugada de reboco para aplicação projectada do tipo ou equivalente a "RHP Exterior Plus da SECIL Martingança", (revestimento e desempeno de paredes interiores e exteriores - hidrofugada) Com acabamento posterior a estuque sintético, composto por resinas acrilicas em dispersão aquosas, do tipo ou equivalente a "SecilTek - Pk02" (aplicado 15 dias após a aplicação do revestimento da parede). A projecção do reboco de desempeno será antecedida de um primário aderente nas zonas de betão armado ou ciclópico do tipo ou equivalente a "SecilTek - AD04". Incluindo: preparação da superficie, fornecimento e colocação de perfil para protecção de arestas (em plástico ou metal com perfurações), formação de arestas e cantos, guarnições de aberturas, colocação da malha de fibra de vidro anti-álcalis para reforço de encontros entre materiais diferentes em 10% da superfície do paramento, limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro e montagem, desmontagem e retirada dos andaimes. m2 329,30 13,00 € 4.280,86 € 1.A.4.4 RES4 Fornecimento e execução de revestimento contínuo (com espessura média de 25mm) em Argamassa Hidrofugada de reboco para aplicação projectada do tipo ou equivalente a "RHP Exterior Plus da SECIL Martingança", (revestimento e desempeno de paredes interiores - hidrofugada) com acabamento talochado para aplicação de mosaico ou azulejos. A projecção será antecedida de um primário aderente nas zonas de betão armado do tipo ou equivalente a "SecilTek - AD04". Incluindo: preparação da superficie, fornecimento e colocação de perfil para protecção de arestas (em plástico ou metal com perfurações), formação de arestas e cantos, guarnições de aberturas, colocação da malha de fibra de vidro anti-álcalis para reforço de encontros entre materiais diferentes em 10% da superfície do paramento, limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro e montagem, desmontagem e retirada dos andaimes. m2 522,16 13,00 € 6.788,12 € 1.A.4.5 RES5 Fornecimento e execução de revestimento contínuo (com espessura média de 25mm) em Argamassa Hidrofugada de reboco para aplicação projectada do tipo ou equivalente a "RHP Exterior Plus da SECIL Martingança", (revestimento e desempeno de tectos - exteriores ), talochada, com acabamento posterior a estuque sintético, composto por resinas acrilicas em dispersão aquosas, do tipo ou equivalente a "SecilTek - Pk02" (aplicado 15 dias após a aplicação do revestimento da parede). A projecção do reboco de desempeno será antecedida de um primário aderente nas zonas de betão armado do tipo ou equivalente a "SecilTek - AD04". Incluindo: preparação da superficie, fornecimento e colocação de perfil para protecção de arestas (em plástico ou metal com perfurações), formação de arestas e cantos, guarnições de aberturas, colocação da malha de fibra de vidro anti-álcalis para reforço de encontros entre materiais diferentes em 10% da superfície do paramento, limpeza final, eliminação de restos com remoção destes para vazadouro e montagem, desmontagem e retirada dos andaimes. m2 58,40 13,00 € 759,21 € WBS Código DESIGNAÇÃO DOS TRABALHOS AUTO DE MEDIÇÃO Nº Preço( €) Unid. Quant. SM - Comercio de Artesanato e Restauração ldª 26 de Abril 03 115 AIII.3 Auto de Medição 3 116 117 124 Margem de Lucro % 1P 1.A A 1.A.1 DE 1.A.1.1 DE1 un 10,00 56,52 € 15% 65,00 € 1.A.1.2 DE2 m2 84,00 7,39 € 15% 8,50 € 1.A.1.3 DE3 ml 44,00 9,13 € 15% 10,50 € 1.A.1.4 DE4 vg 1,00 1,00 € 0% 1,00 € 1.A.2 MA 1.A.2.1 MA1 m2 505,09 18,46 € 30% 24,00 € 1.A.3 AL 1.A.3.1 AL1 m3 10,60 269,23 € 30% 350,00 € 1.A.3.2 AL2 m2 29,70 18,33 € 20% 22,00 € 1.A.3.3 AL3 m2 286,00 19,17 € 20% 23,00 € 1.A.3.4 AL4 m2 366,00 20,83 € 20% 25,00 € 1.A.4 RES 1.A.4.1 RES1 m2 93,00 19,13 € 15% 22,00 € 1.A.4.2 RES2 m2 159,62 9,63 € 35% 13,00 € 1.A.4.3 RES3 m2 548,11 9,63 € 35% 13,00 € 1.A.4.4 RES4 m2 387,52 9,63 € 35% 13,00 € 1.A.4.5 RES5 m2 44,27 9,63 € 35% 13,00 € 1.A.4.6 RES6 m2 218,38 9,63 € 35% 13,00 € 1.A.5 REX 1.A.5.1 REX1 m2 37,49 100,00 € 30% 130,00 € 1.A.5.2 REX2 m2 36,06 35,43 € 27% 45,00 € 1.A.5.3 REX3 m2 18,90 96,30 € 35% 130,00 € 1.A.6 RIN 1.A.6.1 RIN1 m2 167,48 8,20 € 22% 10,00 € 1.A.6.2 RIN2 m2 90,79 8,20 € 22% 10,00 € 1.A.6.3 RIN3 m2 20,11 8,20 € 22% 10,00 € 1.A.6.4 RIN4 m2 21,84 8,20 € 22% 10,00 € 1.A.6.5 RIN5 m2 17,47 8,20 € 22% 10,00 € 1.A.6.6 RIN6 m2 10,50 8,20 € 22% 10,00 € 1.A.6.7 RIN7 m2 28,14 8,20 € 22% 10,00 € 1.A.6.8 RIN8 m2 3,00 8,20 € 22% 10,00 € 1.A.7 TE 1.A.7.1 TE1 m2 163,72 16,10 € 18% 19,00 € 1.A.7.2 TE2 m2 67,85 17,95 € 17% 21,00 € 1.A.7.3 TE3 ml 156,40 3,18 € 10% 3,50 € 1.A.8 SA 1.A.8.1 SA1 m2 29,49 23,64 € 10% 26,00 € 1.A.9 PEX 1.A.9.1 PEX1 m2 39,25 8,20 € 22% 10,00 € 1.A.10 PIN 1.A.10.1 PIN1 m2 123,10 8,20 € 22% 10,00 € 1.A.10.2 PIN2 m2 174,60 9,09 € 10% 10,00 € 1.A.10.3 PIN3 unid 36,00 5,00 € 0% 5,00 € 1.A.11 RO 1.A.11.1 RO1 ml 25,70 3,55 € -1,50% 3,50 € 1.A.11.2 RO2 ml 77,87 3,55 € -1,50% 3,50 € 1.A.11.3 RO3 m 19,43 3,55 € -1,50% 3,50 € 1.A.11.4 RO4 m 38,16 5,00 € 0% 5,00 € 1.A.11.5 RO5 m 27,26 5,00 € 0% 5,00 € 1.A.12 SO 1.A.12.1 SO1 m 75,02 42,86 € 5% 45,00 € 1.A.13 PE 1.A.13.1 PE1 m 1,23 25,00 € 60% 40,00 € 1.A.13.2 PE2 m 0,85 38,79 € 16% 45,00 € 1.A.14 CA 1.A.14.1 CA1 m 57,71 24,19 € 24% 30,00 € 1.A.14.2 CA2 m 6,04 22,58 € 55% 35,00 € 1.A.14.3 CA3 m 67,57 29,17 € 20% 35,00 € 1.A.14.4 CA4 m 129,29 11,21 € 65% 18,50 € 1.A.14.5 CA5 m 10,19 46,63 € 4% 48,50 € 1.A.15 IS 1.A.15.1 IS1 m2 202,61 11,11 € 35% 15,00 € 1.A.15.2 IS2 m2 103,33 8,87 € 41% 12,50 € 1.A.15.3 IS3 m2 57,00 4,89 € 33% 6,50 € 1.A.15.4 IS4 m2 41,00 21,60 € 25% 27,00 € 1.A.16 AE 1.A.16.1 AE1 un 45,00 63,33 € 50% 95,00 € 1.A.16.2 AE2 vg 1,00 1.633,33 € 50% 2.450,00 € 1.A.16.3 AE3 vg 1,00 2.066,67 € 50% 3.100,00 € 1.A.16.4 AE4 un 3,00 673,91 € 15% 775,00 € 1.A.16.5 AE5 vg 1,00 3.642,86 € 5% 3.825,00 € 1.A.16.6 AE6 vg 1,00 547,62 € 5% 575,00 € 1.A.17 AEX 1.A.17.1 AEX1 m2 75,00 48,00 € 25% 60,00 € WBS Código Unid. Quantidade Preço Unitario Preço de Venda Unitario 125 AIV.1 Custos Reais de Execução das Tarefas Previstas 1.A.17.2 AEX2 m2 74,52 32,17 € 15% 37,00 € 1.A.17.3 AEX3 m 88,08 10,71 € 40% 15,00 € 1.A.17.4 AEX4 m3 3,15 80,88 € 36% 110,00 € 1.A.17.5 AEX5 m3 14,07 57,14 € 40% 80,00 € 1.A.17.6 AEX6 m3 21,00 9,60 € 25% 12,00 € 1.A.17.7 AEX7 ml 44,00 27,27 € 10% 30,00 € 1.A.17.8 AEX8 ml 44,00 11,36 € 10% 12,50 € 1.A.17.9 AEX9 un 8,00 153,60 € 25% 192,00 € 1.A.17.10 AEX10 m2 18,50 6,90 € 45% 10,00 € 1.A.17.11 AEX11 vg 1,00 1.267,83 € 15% 1.458,00 € 1.A.17.12 AEX12 vg 1,00 743,48 € 15% 855,00 € 1.A.17.13 AEX13 vg 1,00 961,54 € 30% 1.250,00 € 1.A.18 DI 1.A.18.1 DI1 ml 65,63 4,76 € 5% 5,00 € 1.A.18.2 DI2 VG 1,00 1,00 € 0% 1,00 € 1.B IE 1.B.1 ELE 1.B.1.1 ELE1 vg 1,00 7.984,32 € 25% 9.980,40 € 1.B.1.2 ELE2 vg 1,00 2.497,00 € 20% 2.996,40 € 1.B.1.3 ELE3 vg 1,00 450,00 € 0% 450,00 € 126 1.A.1.5 DE 5 m3 0,30 495,65 € 15% 570,00 € 1.A.1.6 DE 6 VG 1,00 145,83 € 20% 175,00 € 1.A.1.7 DE 7 VG 1,00 60,87 € 15% 70,00 € 1.A.5.4 REX 4 m2 18,82 82,69 € 30% 107,50 € 1.A.5.5 REX 5 m2 11,17 76,15 € 30% 99,00 € 1.A.12.2 SO 2 m25,41 25,00 € 35% 33,75 € 1.A.12.3 SO 3 m25,39 39,58 € 8% 42,75 € 1.A.14.6 CA 6 m66,50 42,90 € 6% 45,47 € 1.A.14.7 CA 7 m4,15 50,90 € 7% 54,46 € 1.A.14.8 CA 8 m25,41 34,12 € 6% 36,17 € 1.A.14.9 CA 9 m25,39 40,31 € 10% 44,34 € 1.A.14.10 CA 10 m52,21 40,68 € 9% 44,34 € 1.A.14.11 CA 11 m109,79 25,04 € 15% 28,80 € 1.A.14.12 CA 12 m2,85 37,00 € 20% 44,40 € 1.A.14.13 CA 13 m2,27 38,89 € 20% 46,67 € 1.A.14.14 CA 14 m31,40 19,13 € 15% 22,00 € 1.A.14.15 CA 15 m23,00 14,81 € 35% 20,00 € 1.A.14.16 CA 16 m7,80 10,59 € 35% 14,29 € 1.A.15.5 IS 5 m 56,36 3,13 € 20% 3,75 1.A.15.6 IS 6 m 35,12 5,94 € 22% 7,25 € 1.A.16.7 AE 7 unid 8,00 28,46 € 23% 35,00 € 1.A.16.8 AE 8 m10,00 13,04 € 15% 15,00 € 1.A.17.14 AEX 14 VG 0,50 617,04 € 35% 833,00 € 1.A.18.3 DI 3 VG 1,00 314,81 € 35% 425,00 € 1.A.18.4 DI 4 VG 1,00 266,67 € 20% 320,00 € 1.A.18.5 DI 5 m2 34,24 11,44 € 18% 13,50 € 1.A.18.6 DI 6 m3 14,00 8,00 € 25% 10,00 € 1.A.18.7 DI 7 m3 6,00 84,62 € 30% 110,00 € 1.A.18.8 DI 8 m3 1,50 116,00 € 25% 145,00 € 1.A.18.9 DI 9 unid 1,00 42,31 € 30% 55,00 € Preço de venda Unitario Preço de Unitário Unid. Margem de Lucro % WBS Código Quantidade 127 AIV.2 Custos Reais de Execução das Tarefas a Mais e Alteradas 128 ANEXO V PLANTAS AV.1 Piso 0 AV.2 Piso 1 129 130 AV.1 Piso 0 131 132 AV.2 Piso 1 133