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Sérgio Caetano Martins Marafona DISSERTAÇÃO DE MESTRADO APRESENTADA À FACULDADE DE ARQUITECTURA DA UNIVERSIDADE DO PORTO EM Arquitectura O assentamento Avieiro da Palhota: caracterização do património vernacular
Este documento não segue o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. As referências bibliográficas estão de acordo com a Norma Portuguesa 405, sistema (autor, data). As citações transcritas em português referentes a edições de língua não portuguesa foram sujeitas a uma tradução livre pelo autor. Siglas e acrónimos: ASF-P.: Arquitectos Sem Fronteiras - Portugal IPS.: Instituto Politécnico de Santarém FAUP.: Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
Prova de Dissertação de Mestrado elaborada sob orientação da Professora Doutora Clara Pimenta do Vale 3 |
Agradecimentos A elaboração desta dissertação não teria sido possível sem o contributo de várias pessoas, que, desde logo, foram essenciais pela partilha de informações, conhecimento e experiências pessoais. Gostaria de expressar os meus agradecimentos: À professora orientadora, Prof. Doutora Clara Pimenta do Vale, pela disponibilidade, apoio e instrução durante todo o processo da elaboração da dissertação. Ao Dr. João Serrano, Dra. Maria de Lurdes Véstia e ao Instituto Politécnico de Santarém, pela simpatia, receptividade e auxílio em Santarém. Aos Arquitectos Sem Fronteiras (ASF-P), em especial à Prof. Doutora Lígia Nunes e ao Arquitecto João Palla, pela ajuda e materiais fornecidos que foram essenciais à elaboração deste documento. Aos professores. Ao Sr. Humberto Vasconcelos, à Sra. Isabel Vasconcelos e ao Sr. Pedro Santos, pela criação e apoio da Associação de Defesa Ambiental - “Palhota Viva”. À Arquitecta Vânia Teles Loureiro, Arquitecta Joana Orêncio e Arquitecto Gonçalo Jorge pela ajuda providenciada no arranque deste estudo. À comunidade Avieira (desaparecidos e descendentes), à Dona Ana e ao Sr. João Magalhães, pela receptividade, ajuda e simpatia. Aos meus pais e aos meus irmãos por todo o apoio e compreensão ao longo do meu percurso académico. Aos amigos. À Margarida Ferreira da Mota Freitas, por tudo. Obrigado. 5 |
7 | Resumo O estudo que se propõe é dedicado à arquitectura vernácula, tendo como objecto-base a Cultura Avieira. A análise e interpretação das características, descrição e circunstâncias na qual se insere o objecto em estudo são os principais objectivos deste trabalho. O seu desenvolvimento tem como objecto principal o assentamento Avieiro e palafítico da Palhota, cuja construção se terá iniciado em inícios do século XX. À procura de melhores condições de vida, os Avieiros, vindos da Praia da Vieira, migraram para as margens do rio Tejo. Influenciados por outras construções palafitas, adaptaram-se às condicionantes, construindo como sabiam e com os recursos disponíveis. A escolha deste objecto deve-se à intenção de registo e preservação de uma cultura, nomeadamente construtiva, que se encontra em declínio. Corresponde a um tipo de arquitectura de características regionais, marcada por tempos e particularidades socioeconómicas de um país rural, que hoje em dia faz parte de uma sociedade global que deve atender à preservação deste património cultural. A falta de condições para sobrevivência dos moradores e também de sensibilidade no desenho da gestão do território por parte das autoridades competentes, levou ao despovoamento de muitas aldeias Avieiras, inclusive a aldeia estudada. A preservação passa por um trabalho de registo e caracterização das vinte e quatro construções ainda existentes na aldeia da Palhota, compostas por vários e diferentes elementos construtivos e definidores da sua imagem. A diversidade é uma característica fundamental da aldeia. Este património pertencente a uma cultura marcada pela sua capacidade de conhecimento do meio natural e tem a sua memória inscrita no território. Para a preservar, é fundamental salvaguardar este património através de novos e ajustados programas contemporâneos.
9 | Abstract The following study is devoted to the vernacular architecture of the Avieira culture. The analysis and interpretation of the characteristics, circumstances and surroundings in which the studyobject is placed are the main focus of this investigation. The principle focus of this case study is the palafitic Avieiro settlement, whose construction began in the early twentieth century. Looking for better living conditions, the Avieiros, coming from Praia da Vieira, migrated to the banks of the Tagus river. Influenced by other palafitic constructions, they adapted to the conditions and built with the available resources. The subject’s choice is due to the intention of recording and preserving a culture that is disappearing. It’s a type of architecture with regional characteristics, marked by the time and socio-economic characteristics of a country that used to be mostly rural but today is part of a global world. This country must preserve its cultural heritage. The lack of survivable conditions and a lack of sensitivity in the design of the territory by the competent authorities led to the depopulation of many Avieiro settlements, including the one studied. This work consists of the registration and characterization of twenty-four buildings that still exist in Palhota. These are composed of various and different construction elements that define the overall image of the settlement. Diversity is a key characteristic of this place. This culture is known for its knowledge of the natural environment and its memory has marked this territory. In order to protect it, it is essential to create and add new contemporary adjusted uses to the settlements.
1.2. Preservação e a evolução do objecto vernacular “Art.3º - A conservação e restauro dos monumentos visam salvaguardar tanto a obra de arte como o testemunho histórico.” (CONSELHO DA EUROPA, 1964) A protecção de uma tradição é essencial para a compreensão do passado. Por outro lado, o entendimento de valores outrora válidos e praticados traduz-se em aprendizagem e progressos contemporâneos. Os modelos do passado são as fontes de conhecimento do futuro. “4. O objectivo primário da preservação e da conservação é a manutenção da autenticidade histórica e da integridade do património cultural. Cada intervenção deve, portanto, ser baseada em estudos e avaliações adequados. Os problemas devem ser resolvidos de acordo com condições e necessidades relevantes, com o devido respeito pelos valores estético e histórico, e pela integridade física da estrutura ou do sítio histórico.” (CIAV, 1999b) A boa integridade das construções a preservar é inversamente proporcional ao tempo. A deterioração, abandono e alteração dos objectos arquitectónicos vernaculares é um processo relativamente fugaz. O período no qual deve ocorrer a preservação poderá ser cronologicamente paralelo com a modificação e evolução das construções, o que desvirtua o carácter original do objecto. A autenticidade do carácter da construção nem sempre é compatível com o processo evolutivo do património vernacular, porém, as alterações por parte dos utilizadores são parte da construção actual e por isso são parte integrante do objecto a conservar, pois“(...) Resulta de um processo evolutivo que inclui, necessariamente, alterações e uma adaptação constante em resposta aos constrangimentos sociais e ambientais.” (CIAV, 1999a). Por isso, “(...) a sujeição de todos os elementos de uma edificação a um período histórico único não deve constituir, normalmente, o objectivo das intervenções no património vernáculo.” (CIAV, 1999a). No entanto, apesar das alterações nas construções ao longo dos tempos serem fruto das necessidades dos seus utilizadores, sabe-se que estas alterações para além de retirarem 16 | Vernacular
o carácter primitivo e original das construções por se socorrem do imaginário dos utilizadores [2], também poderão não ser as alterações mais apropriadas para garantir o conforto dos seus habitantes e durabilidade do objecto arquitectónico. “ (…) ter em consideração as várias espécies e qualidades de madeira usadas para as construir; reconhecer a vulnerabilidade das estruturas totalmente, ou parcialmente, construídas em madeira, consequente da degradação própria do material e da degradação por condições ambientais e climáticas variáveis, provocada pelas flutuações da humidade, pela luz, pelos ataques por fungos e por insectos, pelas cargas e pelas acções mecânicas, pelo fogo ou por outros desastres;” (CIAV, 1999b) É importante desenvolver “(...) programas de formação para apoiar as comunidades a preservar os métodos e os materiais tradicionais de construção, bem como as respectivas técnicas e ofícios;” (CIAV, 1999a) para então seguirem um processo evolutivo que não remova totalmente o espírito, imagem e carácter das construções originais [3]. No caso do objecto de estudo, as alterações não ocorreram apenas a nível ligeiro. As habitações que mantiveram o “tipo arquitectónico” foram alvo de alterações como a substituição do tabuado de madeira pelo contraplacado, a remoção da chaminé, e o encerramento do espaço debaixo da habitação. Estas modificações foram resultado da facilidade de colocação dos novos materiais, do esquecimento de antigas técnicas e dos preços relativos dos materiais e mão de obra. As habitações que desvirtuaram completamente o “tipo arquitectónico” original foram as que sofreram alterações mais profundas tais como a perda da elevação da construção para com o solo, a total substituição da madeira por alvenaria e outros materiais, e a mudança radical na distribuição de espaços. A tradição construtiva não acompanhou o desenvolvimento do “tipo arquitectónico” original, dando origem a um novo “tipo”, com características diferentes. “A Tradição admite a mudança, embora esta não seja radical Vernacular | 17 [3a]. Caneiras – A betoneira entre a construção de tijolo de cimento à esquerda, e a casa Avieira (também já distante do seu “tipo” primitivo) sobre pilares à direita; rio Tejo ao fundo. [3b]. Construção em alvenaria revestida a tabuado de madeira, Caneiras. [2]. Construção sobre o solo, Palhota.
porque o espaço físico e intelectual onde é produzida é (de)limitado. Deste modo não é produzida uma cisão evidente com os valores preestabelecidos, mas quando a mudança ocorre (induzida pela necessidade) é incorporada dentro dos valores vigentes, ao invés de os substituir. Não existe a vontade imanente de manter algo estabelecido, apenas um conhecimento que evolui de acordo com o limite físico e intelectual imposto. Assim sendo, Tradição é um adjectivo qualitativo do tipo de relações que se estabelecem entre o saber vigente e o sugerido pela necessidade. Os valores do Tipo que permanecem são aqueles que ainda são pertinentes, no sentido em que a sua utilidade não é posta em causa; os que são substituídos são aqueles que já não correspondem às novas necessidades físicas, mas também sociológicas.” (BARATA, 1999) Em suma, na Palhota existem pelo menos dois “tipos arquitectónicos”. A tradição construtiva manteve-se no “tipo” original preservando-o, e criou também pelo menos um outro novo “tipo”. A tradição admite evolução, no entanto, o “tipo” primitivo é o património com maior interesse neste estudo. 18 | Vernacular
1.3. Despovoamento e exclusão regional “1.º O património arquitectónico europeu é formado não apenas pelos nossos monumentos mais importantes mas também pelos conjuntos que constituem as nossas cidades antigas e as nossas aldeias com tradições no seu ambiente natural ou construído.” (CONSELHO DA EUROPA, 1975) É pertinente realçar a importância dos objectos arquitectónicos, culturas e comunidades que não estão sob os olhares atentos e turísticos nas zonas urbanas. Por desatenção, falta de possibilidades económicas, ou simplesmente por indiferença, a inércia, a falta de apoios e facilidades, fazem com que os habitantes percam o interesse e abandonem as origens na procura de melhores condições de habitabilidade. “6.º Este património está em perigo. Ele está ameaçado pela ignorância, pela vetustez, pela degradação sob todas as suas formas, pelo abandono.” (CONSELHO DA EUROPA, 1975) No caso dos Avieiros, a não consideração das aldeias como “caso especial” nos regulamentos de gestão de território, aliada à decrescente habitabilidade dos edifícios e crescente número de construções devolutas, conduziu este património cultural à desertificação. Os Avieiros migraram outra vez. “(…) as estruturas vernáculas são, em todo mundo, extremamente vulneráveis, porque se confrontam com graves problemas de obsolescência, de equilíbrio interno e de integração.” (CIAV, 1999a) O fenómeno da desertificação rural na aldeia da Palhota foi um processo gradual. Alguns dos filhos, mas sobretudo os netos dos originais Avieiros não quiseram sujeitar-se às condições económicas e limitações sazonais que a arte da pesca xávega lhes oferecia. Segundo José Vicente Lopes, habitante da Palhota, no ínicio do século XX, o número de habitantes poderá ter rondado setenta a cem pessoas (ALVES et al., 2006). A partir dos anos oitenta, a população da Palhota Vernacular | 19
foi proporcional ao desaparecimento dos habitantes mais antigos da aldeia. Em 2001 apenas viviam na Palhota cinco habitantes (CÂMARA MUNICIPAL DO CARTAXO, 2001), e em 2006 já apenas restavam três (ALVES et al., 2006). Os filhos e netos dos Avieiros optaram por imigrar ou dedicar-se quase exclusivamente à agricultura noutros terrenos. Hoje em dia encontramos uma aldeia praticamente deserta, apenas com dois habitantes permanentes. 20 | Vernacular
1.4. A classificação dos Palheiros Os Etnólogos E. Veiga de Oliveira e F. Galhano, na obra de 1964 - “Palheiros do Litoral Central Português”, apontaram homogeneidade nas construções de Palheiros entre Espinho e a Praia de Vieira. O estudo demonstrou particularidades comuns nos Palheiros entre localidades próximas. Desta forma foi estabelecida por eles uma classificação das construções, que relaciona aspectos da composição das Palhotas com a sua localização no país. Distinguiram cinco tipos de Palheiros: 1. “Palheiros do sistema de pau-a-pique, revestidos até ao solo”, designados por “Tipo do Furadouro” [4a]; 2. “Palheiros do sistema de estacaria independente, com grade”, chamados de “Tipo de Mira” [4b]; 3. “Palheiros do Sistema de Pau-a-Pique, de aspecto palafítico ou revestidos até ao solo”, designados de “Tipo de Vieira” [4c]; 4. “Palheiros de aspecto palafítico, sobre estacaria, do sistema de vigas” chamados de “Tipo de Esmoriz” [4d]; 5. “Palheiros sobre muros”. Os Palheiros, para além de servirem de habitação, foram originalmente construídos para apoiar actividades como a agricultura, a pastorícia, a pesca e até o turismo. No caso Avieiro ocorreu uma progressiva evolução desde o abrigo móvel (a batela) para a cabana temporária, e só depois optaram pelo Palheiro permanente. Na Palhota inicialmente os Palheiros seriam do “Tipo de Vieira” mas foram sofrendo alterações adoptando um sistema de vigas em vez do sistema pau-a-pique, aproximando-se assim da solução do “Tipo de Esmoriz”. Vernacular | 21 [4a]. Estrutura de um palheiro do “Tipo do Furadouro”. [4b]. Estrutura de um palheiro do “Tipo de Mira”. [4c]. Estrutura de um palheiro do “Tipo de Vieira”. [4d]. Estrutura de um palheiro do “Tipo de Esmoriz”.
CAPÍTULO 2 - A CULTURA AVIEIRA 2.1. O Território 2.1.1. Assentamentos A cultura Avieira surgiu pela comunidade de pescadores originários da Praia de Vieira de Leiria, os mesmos que, no início do século XX, iniciaram um processo migratório que os transferiu da Praia de Vieira de Leiria para as margens do Tejo, desde Sacavém até Abrantes [5]. “(…) Destes povoados piscatórios ao sul do Vouga se criou uma corrente migratória interna e periódica – os caramelos do Mondego e os Avieiros da Vieira -, que nas épocas mortas da safra vão trabalhar nas valas e arrozais do Sado e na pesca e transportes do Tejo.” (OLIVEIRA e GALHANO, 1994) “Avieiros” foi o nome que lhes foi dado por quem já próximo das margens do rio Tejo morava. “Vinham pressionados pela aspereza do mar no Inverno, que não lhes permitia o exercício da Xávega, ou modo de pesca de cerco e de arrasto para terra. As condições eram tão más que decidiram aproveitar as migrações fluviais do sável, ocorridas nos meses de Novembro a Março, em que por coincidência a pesca oceânica costeira era impraticável. De tal forma, que no Verão praticavam a Xávega na Praia de Vieira e no Inverno a praticavam no Tejo, iniciando assim um vai-e-vem permanente até terem criado condições para a sua fixação definitiva nas margens do rio.” (SERRANO, 2013) Tratase de um povo tendencialmente em mudança, nómada, em busca de algo melhor, com vontade de criar uma morada e à procura de estabilidade. Aliada a esta vontade de sedentarização, a migração - o constante vai-e-vem entre o Tejo e a Praia de Vieira - não seria um processo barato. “As maiores movimentações terão ocorrido entre 1919 e 1939. Durante décadas esta gente dividiu a sua vida entre o verão em Vieira e o inverno no Tejo, entre a arte xávega da sardinha e a arte varina do sável” (IPS, s.d.) À deriva nas suas bateiras [6], em pequenas tendas e toldos, viviam, trabalhavam e habitavam os Avieiros até construírem as suas primeiras habitações à borda-d’água – as barracas de caniços ou lona. “Neste período é a vida no rio. O barco é a casa, ali [6]. Pescadora Avieira a bordo de uma bateira. Nota: “as bateiras pertencem ao reino dos “engenhos de navegar”, à divisão “barcos”, à classe “de esqueleto”, à ordem “fundo chato”, à família “duas proas”, ao género “proa e cadaste curvos”.” (CARVALHO, 2011) 22 | A Cultura Avieira [5b]. Palheiros da Praia da Vieira.
[5a]. Mapa-esquema da deslocação (por terra ou por mar) dos pescadores da Praia da Vieira para as margens do rio Tejo; base: Google Maps. | A Cultura Avieira | 23 Santarém Lisboa Porto Rio Tejo Palhota Praia da Vieira 050km
se dorme, se cozinha, se fazem os filhos. (…)“ (DOMINGOS e FERRÃO, 2010) [7]. Diz-se que existiriam pelo menos doze diferentes tipos de bateiras, “(...) De dimensão algo maior que as embarcações locais, de construção mais resistente e com as extremidades levantadas em bico (...) não ultrapassariam habitualmente, nessa época, os 6,5 metros de comprimento” (GASPAR, 2013) As habitações, que construídas pelos próprios e construídas em terrenos alheios por vezes cedidos pelos proprietários, evoluíram e valeram-se da estrutura palafita “do tipo da de Vieira” (OLIVEIRA e GALHANO, 1964). Recorreram às mestrias já anteriormente postas em prática noutros areais, nos quais construíram os seus lares, os denominados “Palheiros”, casas construídas em madeira e também assentes em estacarias para procurar evitar a formação de dunas sobre a habitação. No caso Avieiro, a estacaria palafita servia para evitar as inundações quando o nível da água do rio Tejo subisse – aqui lhes chamavam palhotas, ou palheiros. A qualidade construtiva destas habitações foi um processo evolutivo – inicialmente as construções eram barracas de lona ou coberturas de “caniço entrelaçado que formava uma estrutura autoportante que assentava sobre um estrado de madeira, por sua vez assente sobre estacas de madeira cravadas no lodo” (PEREIRA et al., 1980 [1961]; OLIVEIRA et al., 1988). Sempre que as suas economias o permitiam, adquiriam madeira, comprando por vezes uma tábua por semana e aos poucos iam edificando a sua habitação, transformando-a no Palheiro. Palhota, a palhota, os Avieiros, povoadores das margens do Tejo, da foz até Abrantes, estabeleceram-se em aldeias – sem grandes preocupações por normas, titulares de propriedades ou regulamentos municipais - próximas de povoados, aproveitando para aí vender o pescado e para se abastecer de alimentos e de roupas. Assim, nas localizações mais favoráveis do rio, surgem as palhotas e erguem-se os vários assentamentos Avieiros, em ambas as margens [8, 9]. Hoje em dia já ninguém vive exclusivamente da pesca e os períodos de maior actividade nas aldeias são entre quinze de Janeiro e quinze de Abril, época da pesca da lampreia, e entre Março e Maio, época da pesca do sável. 24 | A Cultura Avieira [7b]. A bateira como abrigo. [7a]. Duas bateiras com toldo à proa.
A Cultura Avieira | 25 [8]. Plantas de localização dos vários assentamentos Avieiros visitados pelo autor: Porto de Palha, Palhota, Escaroupim, Caneiras, Barreiras da Bica e Patacão; destaca-se o objecto de estudo, a Palhota; escalas aproximadas (de cima para baixo): 1/3000; 1/55000; 1/15000; base: CULT e ASF-P. |
1 2 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 1819 20 21 22 23 24 25 26 32 | A Cultura Avieira [19a]. Imagem de satélite da Palhota; localização de fotografias, limites e principais acessos à aldeia; sem escala; base: Google Maps | 4 5 6 3 1 2 Principais acessos à aldeia (pelo cais; por Reguengo). Limites do território da Palhota. Numeração e localização das fotografias apresentadas em 19b, 19c e 19d; sentido geral da fotografia.
1 2 78 [19b]. Fotografias da Palhota relativas à imagem de localização 19a. A Cultura Avieira | 33 345 6
16 17 9 10 11 12 13 14 15 34 | A Cultura Avieira [19c]. Fotografias da Palhota relativas à imagem de localização 19a.
18 20 19 21 22 23 24 25 26 A Cultura Avieira | 35 [19d]. Fotografias da Palhota relativas à imagem de localização 19a.
[21]. Vista de pássaro do assentamento e cais da Palhota. A relação da aldeia com o rio Tejo. 36 | A Cultura Avieira [20]. Cais da Palhota.
2.3. A Casa Inicialmente o barco era a casa. Era junto à proa, num dos três pequenos espaços de diferentes funções dentro da bateira, que os Avieiros dormiam e se abrigavam. Nesta pequena área coberta era o espaço de dormir, seguindo-se, no centro, o local de preparação de refeições e logo depois, junto à ré, a área de trabalho. Algumas vezes chegavam a possuir dois barcos, um para pescar e outro para viver. Tal como nas habitações, a cor desempenhava um papel importante na composição da bateira. “Inicialmente eram pintadas de breu, devido à importância deste material como isolante contra as infiltrações de água. Com a evolução das condições de vida e o aparecimento de materiais novos, as bateiras começam a surgir pintadas de várias cores. (…) As famílias decidem aplicar cores exteriores a condizer com as cores das suas habitações. Decidem também pintar o interior com cores diferentes, para identificar com clareza os espaços funcionais: - o quarto, a cozinha e a oficina têm todas cores diferentes.” (SERRANO, 2013) A casa Avieira tem origem numa construção feita pelas mãos dos próprios moradores e é o resultado de um processo evolutivo de reconstruções com o objectivo da melhoria das suas condições face às necessidades dos mesmos [22]. “As palhotas são todas iguais. Quatro prumos metidos no chão e varas de madeira a segurar o telhado coberto pelo carroicil das abertas, que é a melhor palha nascida na vegetação da Lezíria. O material das paredes vem da mesma origem. Apodrece depressa, mas depressa se refaz. E como o vento do norte sopra rijo e traz frio, os pescadores põem na parede desse lado latas velhas e pedaços de madeira que acham nos valados ou as enxurradas trazem no Inverno. Não espanta que pareçam vergonhosas de ali estarem; e acaçapam-se.” (REDOL, 1942) Com recurso a materiais baratos, materiais presentes na área e por vezes materiais reciclados, a casa é maioritariamente constituída por madeira. Inicialmente as paredes seriam compostas por canas, palha, bunho e algumas tábuas de madeira (as barracas seriam mais palha e menos madeira), evoluindo depois para edifícios A Cultura Avieira | 37 [22]. Esquema evolutivo do abrigo Avieiro e respectivos intervalos de tempo (aproximados) da sua utilização.
também compostos por tábuas de madeira. “No Tejo, o termo palhota, com que se designavam em alguns locais as habitações dos Avieiros, derivava do facto de se utilizar palha, ou colmo, para as coberturas, material abundante nos terrenos agrícolas da Borda d´Água tagana.” (VÉSTIA, 2014) Depois apareceu o contraplacado para substituir as tábuas nas paredes, este, talvez por ser de mais cómoda e fácil aplicação, mais barato e pela “(…) perda das competências e de conhecimentos sobre o projecto e sobre a tecnologia de construção tradicionais;” (CIAV, 1999b), está agora presente em praticamente todas as superfícies da habitação Avieira que não tenha progredido para uma construção de alvenaria. Esta alteração para além de não ser apropriada, desvirtua a imagem original da casa Avieira. “9. (...) Os novos membros, ou as novas partes, devem ser feitos com as mesmas espécies de madeira, com a mesma ou, se for apropriado, com ainda melhor qualidade do que os membros que estão a ser substituídos. Sempre que possível, isto também deve abranger características naturais semelhantes. O teor em humidade e as outras características físicas da madeira de substituição devem ser compatíveis com a estrutura existente. (...)” (CIAV, 1999b). A maioria destas habitações elevadas do solo, devolutas, já se encontra em avançado estado de degradação com várias patologias presentes nas várias componentes da casa. De pequenas dimensões, as habitações elevadas do chão, assentam em pilares de cimento, de tijolos com reboco, e até de betão armado. Originalmente as palafitas estavam apoiadas em troncos de árvores e/ou estacaria de madeira, no entanto, estes apoios já não fazem parte da composição da actual casa da Palhota. Ainda se podem encontrar alguns vestígios dos troncos de árvores. A actual imagem de uma casa Avieira é de uma construção com um telhado de duas águas, formado por telha marselha, que cobre o espaço entre pelo menos quatro paredes coloridas. Apesar do código de cores ter-se desvirtuado ao longo dos tempos, a cor é uma característica importante na actual composição da imagem de uma casa e aldeia Avieira. “ (…) as casas foram inicialmente pintadas no exterior com um líquido apropriado para evitar a rápida corrosão da madeira devido à humidade do rio, o que lhes conferia um tom acastanhado, 38 | A Cultura Avieira
igual para todas. Ao longo do tempo e com a melhoria das condições de vida, começaram a pintar as suas casas de cores vivas. Com este procedimento, ainda hoje corrente, as famílias diferenciaram-se uma das outras, de tal forma que não há duas pinturas exteriores iguais, identificando-se cada agregado pela cor própria da sua habitação. (…) Há um significado para a existência de uma paleta tão diversificada? Começam hoje a aparecer os resultados das investigações no terreno, sendo tidas em conta razões diferenciadas como as da melhoria das condições de vida, a afirmação da singularidade familiar, o estatuto no seio da comunidade, o amor-próprio, e até a vaidade, dentre outras. Tais constatações preliminares concordam com Raquel Soeiro de Brito (De Brito, [1960] 2009), quando estudou os Palheiros de Mira na década de 50 do século XX. De acordo com a investigadora, a cor «bordeux» de alguns palheiros denunciava o elevado estatuto social dos seus proprietários no seio da comunidade piscatória de Mira.” (SERRANO, 2013) A imagem exterior da casa é ainda caracterizada pelos seus vãos e varanda. Na Palhota não parecem existir regras aparentes ou rígidas quanto o número ou posicionamento das janelas. Entre duas a quatro janelas, as suas dimensões variam até 80cm de altura e não menos de 30cm de largura, e são compostas por um a dois vidros em caixilho de madeira (com a excepção daquelas que já progrediram para o alumínio). O espaço de higiene é normalmente iluminado pela menor janela da construção, e a fachada principal tem sempre pelo menos uma janela próxima da porta. Esta porta, confinante à varanda, é o acesso principal à habitação. No lado aposto a esta fachada existe, regra geral, uma outra porta que serviria para ter acesso imediato à bateira em caso de cheias. Este acesso, devido à cota elevada em que se encontra, apenas está disponível durante as enchentes. O acesso principal à habitação faz-se por escadas exteriores, originalmente de madeira, normalmente com sete a dez degraus, que se ligam às varandas. Apenas uma habitação da Palhota mantém as escadas em madeira. As varandas, originalmente compostas por uma estrutura de madeira, são elementos que, actualmente, diferem entre si. Na A Cultura Avieira | 39
aldeia encontram-se varandas de vários tamanhos e construídas com diferentes materiais. Na varanda, encontra-se o acesso à casa de banho que não fazia parte do esquema original da casa Avieira. Estes são espaços pequenos e apresentam apenas o essencial da louça sanitária. “Entra-se nelas de cabeça baixa como na vida. Na parede do fundo, no lado do poente, coloca-se a tarimba onde todos dormem. Ao cutelo se são muitos. Onde os pais amam e os filhos aprendem; onde os doentes se queixam, gemendo, e onde os sãos se queixam, calando. Bastam dois tijolos para se arranjar cozinha; chega o chão varrido para se ter assento e mesa. Aos cantos ou penduradas das varas que seguram o tecto, as artes da pesca: as nassas, os botirões e as tarrafas.” (REDOL, 1942) O interior da habitação [23], independentemente do número de habitantes, tem três a quatro espaços. A habitação normalmente possui entre 35m2 a 40m2, sendo que o seu espaço maior que tende entre 20m2 a 25m2, tem como principais funções ser um espaço de estar e até de trabalho. Esta área seria ainda um espaço para parte dos moradores dormirem quando os únicos dois quartos da casa não são suficientes para toda a família. Os quartos, que tendem entre 3,5m2 e 4m2, são divididos por paredes entre 1,83m a 1,90m de altura que não igualam ao pé direito do resto da habitação para assim criar um espaço de sótão onde se guardam mais utensílios de pesca. No espaço maior, normalmente encontra-se uma mesa, uma lareira ao centro ou ao canto feita de tijolos ou pedra, e compridos bancos e um ou mais armários. Apesar de este ser um espaço onde se poderiam realizar refeições, não é aqui que, por norma, estas seriam preparadas. O espaço de preparação de alimentos é um anexo também construído originalmente em madeira, exterior e adjacente à habitação. Este anexo geralmente tem entre 12m2 e 19m2, tem nenhuma ou até duas janelas, não possui chaminé e é coberto por telha marselha, placas onduladas de fibrocimento, ou telha de cimento. 40 | A Cultura Avieira [23a]. Interior de uma habitação Avieira na Palhota (1964); [23b]. Interior de uma habitação na Palhota (2014);
2.4. Cronologia 1919 1939 Ocorrem as maiores movimentações de Avieiros entre a Praia da Vieira e o rio Tejo. Surgem as implantações primitivas das várias aldeias Avieiras (incluindo a Palhota). 1950 As construções nas várias aldeias seriam de caniço ou lona. Viviam na Palhota entre setenta a cem pessoas. Para além das construções em caniço ou lona, aparecem as construções palafitas. 1964 1964: Publicação de “Palheiros do Litoral Central Português” de E. Veigas de Oliveira e F. Galhano. 1966: Inauguração da ponte sobre o Tejo (Ponte 25 de Abril), com o nome de Ponte Salazar. 1967: Grandes cheias na Região de Lisboa. 1979: Maior nível de água das cheias na Palhota (1,74m). 1982: Publicação do documentário “Amanhã, talvez” de António Joaquim Gomes. Aparecem o cimento, as construções em alvenaria, e o contraplacado nas várias construções da aldeia da Palhota. 1982 A diminuição da população da Palhota foi proporcional ao desaparecimento dos habitantes mais antigos. 1985: Publicação de “Os Avieiros” de Maria Adelaide Neto Salvado. 1987: Surge o projecto “Palhota Viva”, associação de defesa do Ambiente. 1998: É inaugurada a Ponte Vasco da Gama. 1998 2001: Habitavam na Palhota cinco pessoas. 2006: Habitavam na Palhota três pessoas. 2014: Habitam na Palhota duas pessoas. 2014 A Cultura Avieira | 41
Sobrados: Tipo 1estrutura em vigas de madeira; Paredes exteriores - estrutura: Tipo 1estrutura em troncos de madeira; Tipo 2estrutura em tijolo; Tipo 3estrutura em tubos metálicos e madeira; Paredes exteriores - revestimento interior: Tipo 1revestimento interior é o revestimento exterior em contraplacado; Tipo 2revestimento interior é o revestimento exterior em tabuado de madeira; Tipo 3revestimento interior em contraplacado sobre estrutura; Tipo 4revestimento interior em reboco pintado; Paredes exteriores - revestimento exterior: Tipo 1revestimento exterior em tabuado de madeira; Tipo 2revestimento exterior em contraplacado; Tipo 2.1revestimento exterior em contraplacado revestido com reboco e pintura; Tipo 3revestimento exterior em reboco pintado sobre tijolo; Tipo 3.1revestimento exterior, contraplacado sobre tipo 3; Tipo 4revestimento exterior em chapa metálica e sobre contraplacado Cobertura - estrutura: Tipo 1estrutura em madeira; Cobertura - revestimento: Tipo 1revestimento exterior em telha marselha; Tipo 2revestimento exterior em fibrocimento ondulado; Tipo 3revestimento exterior em telha de cimento; Cobertura - beiral: Tipo - beiral com tábua de fecho e sem tábua de barbate; Tipo 2beiral sem tábua de fecho; Tipo 3beiral - telha de cimento e parede de alvenaria; Tipo 3.1placas de cimento e estrutura metálica; Tipo 4com tábua de barbate; Tipo 5placas de cimento com fecho decorativo; Paredes interiores: Tipo 1paredes em folhas e tabuado de madeira; Pavimento interior: Tipo 1pavimento em tabuado de madeira; Tipo 2pavimento em tijoleira; Tipo 3pavimento em cimento; 48 | Registo e caracterização estrutura Paredes Sobrados revestimento interior revestimento exterior estrutura revestimento beiral Cobertura Paredes i. Pavimento i. Estrutura do pavimento Estrutura dos apoios da cobertura anteparos Revestimento da cobertura Fundações Caixilhos portas janelas Varandas
Varanda - estrutura do pavimento: Tipo 1estrutura do pavimento: vigas secundárias em madeira sobre principais vigotas “T” pré-esforçadas; Tipo 2estrutura do pavimento: vigas secundárias e principais em madeira; Tipo 3estrutura do pavimento: abobadilha apoiada sobre vigotas préesforçadas; Tipo 4estrutura do pavimento: abobadilhas de cimento apoiadas sobre vigotas pré-esforçadas; Varanda - estrutura dos apoios da cobertura: Tipo 1estrutura dos apoios da cobertura em madeira; Tipo 2estrutura dos apoios da cobertura em alvenaria; Tipo 3estrutura dos apoios da cobertura com tubos metálicos; Varanda - anteparo: Tipo 1anteparo em madeira; Tipo 2anteparo em alvenaria; Tipo 3anteparo de tubos metálicos; Tipo 4anteparo em chapa metálica ondulada; Varanda - revestimento da cobertura: Tipo 1cobertura da varanda em telha marselha; Tipo 2cobertura da varanda em placas onduladas de fibra de vidro; Tipo 3cobertura da varanda em placas onduladas de fibrocimento; Tipo 4cobertura da varanda em placas onduladas de chapa metálica; Fundações: Tipo 1pilares de tijolo e pedra; Tipo 2pilares de betão armado; Tipo 3.1pilares cúbicos de betão armado; Tipo 4pilares em tubo metálico preenchido com cimento; Caixilhos exteriores - portas: Tipo 1porta em folha (com ou sem relevo decorativo); Tipo 2porta em tabuado; Tipo 3porta em madeira com abertura; Tipo 4porta em alumínio; Tipo 5porta em moldura de madeira com duas aberturas; Tipo 6porta de batente; Caixilhos exteriores - janelas: Tipo 1janela de correr; Tipo 2janela de batente; Registo e caracterização | 49 estrutura Paredes Sobrados revestimento interior revestimento exterior estrutura revestimento beiral Cobertura Paredes i. Pavimento i. Estrutura do pavimento Estrutura dos apoios da cobertura anteparos Revestimento da cobertura Fundações Caixilhos portas janelas Varandas
3.1.1. Quadro síntese das construções da aldeia 50 | Registo e caracterização DEVOLUTO 1 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." RAZOÁVEL SOBRADOS PAREDES EXTERIORES - ESTRUTURA TIPO 1 TIPO 1 PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO INTERIOR PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - ESTRUTURA COBERTURA - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - BEIRAL POSSUI CHAMINÉ? PAVIMENTO INTERIOR - REVESTIMENTO VARANDA - ESTRUTURA DO PAVIMENTO FUNDAÇÕES CAIXILHOS EXTERIORES - PORTAS CAIXILHOS EXTERIORES - JANELAS VARANDA - APOIOS DA COBERTURA TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso TIPO 1 TIPO 2 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 2 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. É, neste momento, a unica habitação que conserva a chaminé." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2.1 TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 ESTADO DE CONSERVAÇÃO DESCRIÇÃO pelos ASFP (Caracterização das construções em 2009; fonte das descrições ASFP*; fonte das fotografias**) HABITABILIDADE MANTÉM ALGUMA CARATERÍSTICA ORIGINAL? CONSTRUÇÃO SOBRE MUROS DE ALVENARIA? PAREDES INTERIORES TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1TIPO 2 NÃO SIM REVESTIMENTO DA COBERTURA DA VARANDA VARANDINS ACTUALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO (2014) A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. As paredes exteriores com estrutura em madeira estão agora parcialmente revestidas com chapa metálica pregada aos prumos e travessanhos. A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. O alçado Oeste tem agora reboco e pintura aplicados sobre o contraplacado. ALÇADOS (figurativos, sem escala) TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 2, 4 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 4 (se verde, mantém; se vermelho , não mantém) (*) (Numeração conforme a planta da página 46 e a imagem [26]; se verde, mantém características da casa Avieira primitiva; se vermelho, está descaracterizada) (Figurativos, sem escala) (Caracterização das construções em 2009) (2014) DEVOLUTO 1 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." RAZOÁVEL SOBRADOS PAREDES EXTERIORES - ESTRUTURA TIPO 1 TIPO 1 PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO INTERIOR PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - ESTRUTURA COBERTURA - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - BEIRAL POSSUI CHAMINÉ? PAVIMENTO INTERIOR - REVESTIMENTO VARANDA - ESTRUTURA DO PAVIMENTO FUNDAÇÕES CAIXILHOS EXTERIORES - PORTAS CAIXILHOS EXTERIORES - JANELAS VARANDA - APOIOS DA COBERTURA TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso TIPO 1 TIPO 2 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 2 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. É, neste momento, a unica habitação que conserva a chaminé." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2.1 TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 "Construção com caracteristicas semelhantes às de uso tipo de "cozinha". Mantem as caracteristicas originais. " DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 1 NÃO BATENTE ESTADO DE CONSERVAÇÃO DESCRIÇÃO pelos ASFP (Caracterização das construções em 2009; fonte das descrições ASFP*; fonte das fotografias**) HABITABILIDADE MANTÉM ALGUMA CARATERÍSTICA ORIGINAL? CONSTRUÇÃO SOBRE MUROS DE ALVENARIA? PAREDES INTERIORES TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1TIPO 2 NÃO SIM REVESTIMENTO DA COBERTURA DA VARANDA VARANDINS ACTUALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO (2014) A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. As paredes exteriores com estrutura em madeira estão agora parcialmente revestidas com chapa metálica pregada aos prumos e travessanhos. A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. O alçado Oeste tem agora reboco e pintura aplicados sobre o contraplacado. ALÇADOS (figurativos, sem escala) TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 1 não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 2 não de aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 2, 4 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 4 TIPO 2 (se verde, mantém; se vermelho , não mantém) DEVOLUTO 1 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." RAZOÁVEL SOBRADOS PAREDES EXTERIORES - ESTRUTURA TIPO 1 TIPO 1 PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO INTERIOR PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - ESTRUTURA COBERTURA - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - BEIRAL POSSUI CHAMINÉ? PAVIMENTO INTERIOR - REVESTIMENTO VARANDA - ESTRUTURA DO PAVIMENTO FUNDAÇÕES CAIXILHOS EXTERIORES - PORTAS CAIXILHOS EXTERIORES - JANELAS VARANDA - APOIOS DA COBERTURA TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso TIPO 1 TIPO 2 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 2 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. É, neste momento, a unica habitação que conserva a chaminé." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2.1 TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 ESTADO DE CONSERVAÇÃO DESCRIÇÃO pelos ASFP (Caracterização das construções em 2009; fonte das descrições ASFP*; fonte das fotografias**) HABITABILIDADE MANTÉM ALGUMA CARATERÍSTICA ORIGINAL? CONSTRUÇÃO SOBRE MUROS DE ALVENARIA? PAREDES INTERIORES TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1TIPO 2 NÃO SIM REVESTIMENTO DA COBERTURA DA VARANDA VARANDINS ACTUALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO (2014) A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. As paredes exteriores com estrutura em madeira estão agora parcialmente revestidas com chapa metálica pregada aos prumos e travessanhos. A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. O alçado Oeste tem agora reboco e pintura aplicados sobre o contraplacado. ALÇADOS (figurativos, sem escala) TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 2, 4 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 4 (se verde, mantém; se vermelho , não mantém) USO ´ ´ ANTEPAROS
Registo e caracterização | 51 DEVOLUTO 2 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. É, neste momento, a unica habitação que conserva a chaminé." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2.1 TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 3 "Construção com caracteristicas semelhantes às de uso tipo de "cozinha". Mantem as caracteristicas originais. " DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 1 NÃO BATENTE DEVOLUTO 4 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 1 NÃO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 5 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 1 NÃO, foi eliminada TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 2 Edificio construido em estrutura de madeira, revestido exteriormente por tabuado de madeira maciça com pintura. A cobertura é em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em alvenaria e reboco com pintura." BOM COZINHA TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2 SIM A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. O alçado Oeste tem agora reboco e pintura aplicados sobre o contraplacado. A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. Encontra-se significativamente mais degradada do que em 2009. A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. Confirma-se que a chaminé foi eliminada. Encontra-se significativamente mais degradada do que em 2009. A descrição acima continua válida, no entanto, o alçado Este sofreu alterações pois foram adicionadas duas pequenas janelas. O elemento branco e ondulado do beiral do alçado Este também já não se encontra presente. TIPO 2 TIPO 1 TIPO 1 não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 2 não de aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 TIPO 1, 2 TIPO 2 NÃO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1, 2 TIPO 1 (alçado Norte), 2 (alçado Sul) NÃO TIPO 1 TIPO 2 TIPO 2 TIPO 3 [26a]. Planta de coberturas das várias construções; legenda conforme imagem 25; sem escala; base: levantamento ASF-P. | (*) Estados de conservação: “BOM” significa que a construção tem manutenção e que os materiais que a compõem ainda desempenham a sua função; “RAZOÁVEL” significa que a construção já não dispõe de manutenção e apresenta várias patologias leves; “DEGRADADO” significa que a construção tem materiais que já não desempenham a sua função e/ou estão precários; “RUÍNA” significa que o que resta da construção está em risco de colapsar e os materiais estão podres, desaparecidos ou partidos. ´ ´´
52 | Registo e caracterização DEVOLUTO 1 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." RAZOÁVEL SOBRADOS PAREDES EXTERIORES - ESTRUTURA TIPO 1 TIPO 1 PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO INTERIOR PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - ESTRUTURA COBERTURA - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - BEIRAL POSSUI CHAMINÉ? PAVIMENTO INTERIOR - REVESTIMENTO VARANDA - ESTRUTURA DO PAVIMENTO FUNDAÇÕES CAIXILHOS EXTERIORES - PORTAS CAIXILHOS EXTERIORES - JANELAS VARANDA - APOIOS DA COBERTURA TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso TIPO 1 TIPO 2 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 2 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. É, neste momento, a unica habitação que conserva a chaminé." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2.1 TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 ESTADO DE CONSERVAÇÃO DESCRIÇÃO pelos ASFP (Caracterização das construções em 2009; fonte das descrições ASFP*; fonte das fotografias**) HABITABILIDADE MANTÉM ALGUMA CARATERÍSTICA ORIGINAL? CONSTRUÇÃO SOBRE MUROS DE ALVENARIA? PAREDES INTERIORES TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1TIPO 2 NÃO SIM REVESTIMENTO DA COBERTURA DA VARANDA VARANDINS ACTUALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO (2014) A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. As paredes exteriores com estrutura em madeira estão agora parcialmente revestidas com chapa metálica pregada aos prumos e travessanhos. A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. O alçado Oeste tem agora reboco e pintura aplicados sobre o contraplacado. ALÇADOS (figurativos, sem escala) TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 2, 4 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 4 (se verde, mantém; se vermelho , não mantém) (Figurativos, sem escala) (Caracterização das construções em 2009) (2014) DEVOLUTO 5 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 1 NÃO, foi eliminada TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 2 EM USO 6 Edificio construido em estrutura de madeira, revestido exteriormente por tabuado de madeira maciça com pintura. A cobertura é em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em alvenaria e reboco com pintura." BOM TIPO 1 TIPO 1 TIPO 3 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 7 "Construção com uso inicial de "cozinha". Actualmente não tem uso definido,servindo em alguns casos como apoio à actividade agricola das hortas anexas. Neste caso particular, foram anexadas diversas construções ao longo do tempo, desvirtuando o caráter original da construção." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1, 2 TIPO 1, 2 TIPO 1 TIPO 1 NÃO BATENTE e CORRER DEVOLUTO 8 "Construção com uso inicial de "cozinha". Actualmente não tem uso definido,servindo em alguns casos como apoio à actividade agricola das hortas anexas. Apresenta estrutura original, embora degradada.." RUÍNA TIPO 1 TIPO 1, 2 TIPO 1, 2 TIPO 1 TIPO 1 NÃO COZINHA COZINHA A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. Confirma-se que a chaminé foi eliminada. Encontra-se significativamente mais degradada do que em 2009. A descrição acima continua válida, no entanto, o alçado Este sofreu alterações pois foram adicionadas duas pequenas janelas. O elemento branco e ondulado do beiral do alçado Este também já não se encontra presente. A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. Encontra-se significativamente mais degradada do que em 2009. A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. Em 2009, esta construção tinha uso. Neste momento, está em ruína por falta de manutenção e uso. "Casa pertencente á organização “Palhota Viva”. Foi construída segundo as indicações dos habitantes mais antigos da aldeia." TIPO 1 TIPO 1, 2 TIPO 1 (alçado Norte), 2 (alçado Sul) NÃO TIPO 1 TIPO 2 TIPO 2 TIPO 1, 2 TIPO 2 Parcialmente TIPO 3 TIPO 1 não se aplica TIPO 1, 2 TIPO 1 não se aplica sem acesso não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 não se aplica TIPO 3TIPO 4 TIPO 3 DEVOLUTO 1 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." RAZOÁVEL SOBRADOS PAREDES EXTERIORES - ESTRUTURA TIPO 1 TIPO 1 PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO INTERIOR PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - ESTRUTURA COBERTURA - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - BEIRAL POSSUI CHAMINÉ? PAVIMENTO INTERIOR - REVESTIMENTO VARANDA - ESTRUTURA DO PAVIMENTO FUNDAÇÕES CAIXILHOS EXTERIORES - PORTAS CAIXILHOS EXTERIORES - JANELAS VARANDA - APOIOS DA COBERTURA TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso TIPO 1 TIPO 2 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 2 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. É, neste momento, a unica habitação que conserva a chaminé." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2.1 TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 ESTADO DE CONSERVAÇÃO DESCRIÇÃO pelos ASFP (Caracterização das construções em 2009; fonte das descrições ASFP*; fonte das fotografias**) HABITABILIDADE MANTÉM ALGUMA CARATERÍSTICA ORIGINAL? CONSTRUÇÃO SOBRE MUROS DE ALVENARIA? PAREDES INTERIORES TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1TIPO 2 NÃO SIM REVESTIMENTO DA COBERTURA DA VARANDA VARANDINS ACTUALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO (2014) A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. As paredes exteriores com estrutura em madeira estão agora parcialmente revestidas com chapa metálica pregada aos prumos e travessanhos. A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. O alçado Oeste tem agora reboco e pintura aplicados sobre o contraplacado. ALÇADOS (figurativos, sem escala) TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 2, 4 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 4 (se verde, mantém; se vermelho , não mantém) (Numeração conforme a planta da página 46 e a imagem [26]; se verde, mantém características da casa Avieira primitiva; se vermelho, está descaracterizada) USO ANTEPAROS
Registo e caracterização | 53 DEVOLUTO 7 "Construção com uso inicial de "cozinha". Actualmente não tem uso definido,servindo em alguns casos como apoio à actividade agricola das hortas anexas. Neste caso particular, foram anexadas diversas construções ao longo do tempo, desvirtuando o caráter original da construção." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1, 2 TIPO 1, 2 TIPO 1 TIPO 1 NÃO BATENTE e CORRER DEVOLUTO 8 "Construção com uso inicial de "cozinha". Actualmente não tem uso definido,servindo em alguns casos como apoio à actividade agricola das hortas anexas. Apresenta estrutura original, embora degradada.." RUÍNA TIPO 1 TIPO 1, 2 TIPO 1, 2 TIPO 1 TIPO 1 NÃO DEVOLUTO 9 "Construção descaracterizada, construida em alvenaria com pintura, em razoável estado de conservação. Actualmente não tem uso definido,servindo em alguns casos como apoio à actividade agricola das hortas anexas" RAZOÁVEL TIPO 2 TIPO 4 TIPO 3 TIPO 1 NÃO BATENTE EM USO 10 "Construção utilizada pela Associação "Palhota Viva". Construida de acordo com os modelos padrão das casas avieiras, também nos materiais utlizados, apresentando razoável estado de conservação. " BOM TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 NÃO COZINHA COZINHA COZINHA ANEXO 11 "Esta habitação não se insere na estrutura tipo das construções avieiras, embora utilizando os mesmos materias na sua construção. De piso térreo, apresenta dimensões e caracteristicas diferentes do modelo tipo." BOM NÃO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE EM USO A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. Encontra-se significativamente mais degradada do que em 2009. A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. Em 2009, esta construção tinha uso. Neste momento, está em ruína por falta de manutenção e uso. A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. Foram adicionados vários elementos decorativos nos vários alçados. não se aplica TIPO 1, 2 TIPO 1 não se aplica sem acesso não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 não se aplica TIPO 2 não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 não se aplica TIPO 1 sem acesso TIPO 3 TIPO 3 TIPO 3 TIPO 2 TIPO 3 TIPO 4 BATENTE TIPO 3.1 TIPO 4 sem acesso não se aplica TIPO 3 não se aplica [26b]. Planta de coberturas das várias construções; legenda conforme imagem 25; sem escala; base: levantamento ASF-P. |
54 | Registo e caracterização DEVOLUTO 1 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." RAZOÁVEL SOBRADOS PAREDES EXTERIORES - ESTRUTURA TIPO 1 TIPO 1 PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO INTERIOR PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - ESTRUTURA COBERTURA - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - BEIRAL POSSUI CHAMINÉ? PAVIMENTO INTERIOR - REVESTIMENTO VARANDA - ESTRUTURA DO PAVIMENTO FUNDAÇÕES CAIXILHOS EXTERIORES - PORTAS CAIXILHOS EXTERIORES - JANELAS VARANDA - APOIOS DA COBERTURA TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso TIPO 1 TIPO 2 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 2 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. É, neste momento, a unica habitação que conserva a chaminé." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2.1 TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 ESTADO DE CONSERVAÇÃO DESCRIÇÃO pelos ASFP (Caracterização das construções em 2009; fonte das descrições ASFP*; fonte das fotografias**) HABITABILIDADE MANTÉM ALGUMA CARATERÍSTICA ORIGINAL? CONSTRUÇÃO SOBRE MUROS DE ALVENARIA? PAREDES INTERIORES TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1TIPO 2 NÃO SIM REVESTIMENTO DA COBERTURA DA VARANDA VARANDINS ACTUALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO (2014) A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. As paredes exteriores com estrutura em madeira estão agora parcialmente revestidas com chapa metálica pregada aos prumos e travessanhos. A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. O alçado Oeste tem agora reboco e pintura aplicados sobre o contraplacado. ALÇADOS (figurativos, sem escala) TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 2, 4 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 4 (se verde, mantém; se vermelho , não mantém) (Figurativos, sem escala) (Caracterização das construções em 2009) (2014) EM USO 10 "Construção utilizada pela Associação "Palhota Viva". Construida de acordo com os modelos padrão das casas avieiras, também nos materiais utlizados, apresentando razoável estado de conservação. " BOM TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 NÃO ANEXO 11 12 13 14 COZINHA "Esta habitação não se insere na estrutura tipo das construções avieiras. De piso térreo, apresenta dimensões e utiliza alguns materiais de revestimento diferentes do modelo tipo." "Esta habitação não se insere na estrutura tipo das construções avieiras, embora utilizando os mesmos materias na sua construção. De piso térreo, apresenta dimensões e caracteristicas diferentes do modelo tipo." "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." "Construção com provável uso inicial de "cozinha". Mantem as caracteristicas originais." BOM BOM BOM BOM NÃO SIM NÃO NÃO TIPO 1 TIPO 1TIPO 2TIPO 1TIPO 1 TIPO 1TIPO 3TIPO 1TIPO 1 TIPO 2TIPO 3TIPO 2TIPO 2 TIPO 1TIPO 1TIPO 1TIPO 1 TIPO 1TIPO 2TIPO 1TIPO 1 BATENTE BATENTE BATENTE BATENTEBATENTE TIPO 3 EM USO DEVOLUTO DEVOLUTO DEVOLUTO A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. A descrição acima continua válida. A construção não sofreu alterações na composição dos alçados. Foram adicionados vários elementos decorativos nos vários alçados. A descrição acima continua válida, no entanto, a cor dos alçados da construção foi alterada. Em 2009 a habitação estava pintada de azul-claro. Neste momento encontra-se pintada de azul-escuro e branco. A descrição acima continua válida, no entanto, a cor dos alçados da construção foi alterada. Em 2009 a habitação estava pintada de azul-claro. Neste momento encontra-se pintada de azul-escuro e foi aplicada tijoleira na parte inferior dos alçados. A descrição acima continua válida, no entanto, a cor dos alçados da construção foi alterada. Em 2009 a habitação estava pintada de vermelho, verde, beje e branco. Neste momento encontra-se pintada de azul-escuro e branco. Foram também aplicados paineis de azulejos decorativos nas fachadas. não se aplica não se aplica TIPO 1 não se aplica TIPO 2 não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 não se aplica TIPO 1 não se aplica não se aplica sem acesso sem acesso não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 2 não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 2 não se aplica não se aplica TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 3 TIPO 2 TIPO 4 BATENTE TIPO 3.1 TIPO 4 sem acesso não se aplica TIPO 3 não se aplica TIPO 5 TIPO 3 TIPO 2 não se aplica TIPO 3 DEVOLUTO 1 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." RAZOÁVEL SOBRADOS PAREDES EXTERIORES - ESTRUTURA TIPO 1 TIPO 1 PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO INTERIOR PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - ESTRUTURA COBERTURA - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - BEIRAL POSSUI CHAMINÉ? PAVIMENTO INTERIOR - REVESTIMENTO VARANDA - ESTRUTURA DO PAVIMENTO FUNDAÇÕES CAIXILHOS EXTERIORES - PORTAS CAIXILHOS EXTERIORES - JANELAS VARANDA - APOIOS DA COBERTURA TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso TIPO 1 TIPO 2 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 2 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. É, neste momento, a unica habitação que conserva a chaminé." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2.1 TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 ESTADO DE CONSERVAÇÃO DESCRIÇÃO pelos ASFP (Caracterização das construções em 2009; fonte das descrições ASFP*; fonte das fotografias**) HABITABILIDADE MANTÉM ALGUMA CARATERÍSTICA ORIGINAL? CONSTRUÇÃO SOBRE MUROS DE ALVENARIA? PAREDES INTERIORES TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1TIPO 2 NÃO SIM REVESTIMENTO DA COBERTURA DA VARANDA VARANDINS ACTUALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO (2014) A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. As paredes exteriores com estrutura em madeira estão agora parcialmente revestidas com chapa metálica pregada aos prumos e travessanhos. A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. O alçado Oeste tem agora reboco e pintura aplicados sobre o contraplacado. ALÇADOS (figurativos, sem escala) TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 2, 4 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 4 (se verde, mantém; se vermelho , não mantém) (Numeração conforme a planta da página 46 e a imagem [26]; se verde, mantém características da casa Avieira primitiva; se vermelho, está descaracterizada) USO ANTEPAROS
Registo e caracterização | 55 12 13 14 15 SEM ACESSO COZINHA "Esta habitação não se insere na estrutura tipo das construções avieiras. De piso térreo, apresenta dimensões e utiliza alguns materiais de revestimento diferentes do modelo tipo." "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." "Construções anexas ao edificio 16. Apesar de utlilizar materiais semelhantes, não é representativa do conceito padrão utilizado nesta aldeia." "Construção com provável uso inicial de "cozinha". Mantem as caracteristicas originais." BOM BOM BOM SEM ACESSO SIM NÃO NÃO SIM TIPO 1 TIPO 2TIPO 1TIPO 1 TIPO 3TIPO 1TIPO 1 TIPO 3TIPO 2TIPO 2 TIPO 1TIPO 1TIPO 1 TIPO 2TIPO 1TIPO 1 BATENTE BATENTE BATENTEBATENTE TIPO 3 DEVOLUTO DEVOLUTO DEVOLUTO EM USO "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." A descrição acima continua válida, no entanto, a cor dos alçados da construção foi alterada. Em 2009 a habitação estava pintada de azul-claro. Neste momento encontra-se pintada de azul-escuro e branco. A descrição acima continua válida, no entanto, a cor dos alçados da construção foi alterada. Em 2009 a habitação estava pintada de azul-claro. Neste momento encontra-se pintada de azul-escuro e foi aplicada tijoleira na parte inferior dos alçados. A descrição acima continua válida, no entanto, a cor dos alçados da construção foi alterada. Em 2009 a habitação estava pintada de vermelho, verde, beje e branco. Neste momento encontra-se pintada de azul-escuro e branco. Foram também aplicados paineis de azulejos decorativos nas fachadas. A descrição acima continua válida. não se aplica não se aplica sem acesso não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 2 não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 2 não se aplica não se aplica TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 3 TIPO 2 não se aplica sem acesso sem acesso sem acesso sem acesso sem acesso sem acesso não se aplica não se aplica sem acesso CORRER não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1, 2 sem acesso TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso sem acesso TIPO 3 sem acesso CORRER TIPO 2 TIPO 3 SIM TIPO 3 TIPO 2 TIPO 5 TIPO 3 TIPO 2 não se aplica TIPO 3 TIPO 3.1 TIPO 3 12 13 14 15 SEM ACESSO COZINHA "Esta habitação não se insere na estrutura tipo das construções avieiras. De piso térreo, apresenta dimensões e utiliza alguns materiais de revestimento diferentes do modelo tipo." "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." "Construções anexas ao edificio 16. Apesar de utlilizar materiais semelhantes, não é representativa do conceito padrão utilizado nesta aldeia." "Construção com provável uso inicial de "cozinha". Mantem as caracteristicas originais." BOM BOM BOM SEM ACESSO SIM NÃO NÃO SIM TIPO 1 TIPO 2TIPO 1TIPO 1 TIPO 3TIPO 1TIPO 1 TIPO 3TIPO 2TIPO 2 TIPO 1TIPO 1TIPO 1 TIPO 2TIPO 1TIPO 1 BATENTE BATENTE BATENTEBATENTE TIPO 3 DEVOLUTO DEVOLUTO DEVOLUTO EM USO "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." A descrição acima continua válida, no entanto, a cor dos alçados da construção foi alterada. Em 2009 a habitação estava pintada de azul-claro. Neste momento encontra-se pintada de azul-escuro e branco. A descrição acima continua válida, no entanto, a cor dos alçados da construção foi alterada. Em 2009 a habitação estava pintada de azul-claro. Neste momento encontra-se pintada de azul-escuro e foi aplicada tijoleira na parte inferior dos alçados. A descrição acima continua válida, no entanto, a cor dos alçados da construção foi alterada. Em 2009 a habitação estava pintada de vermelho, verde, beje e branco. Neste momento encontra-se pintada de azul-escuro e branco. Foram também aplicados paineis de azulejos decorativos nas fachadas. A descrição acima continua válida. não se aplica não se aplica sem acesso não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 2 não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 2 não se aplica não se aplica TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 3 TIPO 2 não se aplica sem acesso sem acesso sem acesso sem acesso sem acesso sem acesso não se aplica não se aplica sem acesso CORRER não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1, 2 sem acesso TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso sem acesso TIPO 3 sem acesso CORRER TIPO 2 TIPO 3 SIM TIPO 3 TIPO 2 TIPO 5 TIPO 3 TIPO 2 não se aplica TIPO 3 TIPO 3.1 TIPO 3 [26c]. Planta de coberturas das várias construções; legenda conforme imagem 25; sem escala; base: levantamento ASF-P. | ´
56 | Registo e caracterização DEVOLUTO 1 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." RAZOÁVEL SOBRADOS PAREDES EXTERIORES - ESTRUTURA TIPO 1 TIPO 1 PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO INTERIOR PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - ESTRUTURA COBERTURA - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - BEIRAL POSSUI CHAMINÉ? PAVIMENTO INTERIOR - REVESTIMENTO VARANDA - ESTRUTURA DO PAVIMENTO FUNDAÇÕES CAIXILHOS EXTERIORES - PORTAS CAIXILHOS EXTERIORES - JANELAS VARANDA - APOIOS DA COBERTURA TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso TIPO 1 TIPO 2 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 2 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. É, neste momento, a unica habitação que conserva a chaminé." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2.1 TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 ESTADO DE CONSERVAÇÃO DESCRIÇÃO pelos ASFP (Caracterização das construções em 2009; fonte das descrições ASFP*; fonte das fotografias**) HABITABILIDADE MANTÉM ALGUMA CARATERÍSTICA ORIGINAL? CONSTRUÇÃO SOBRE MUROS DE ALVENARIA? PAREDES INTERIORES TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1TIPO 2 NÃO SIM REVESTIMENTO DA COBERTURA DA VARANDA VARANDINS ACTUALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO (2014) A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. As paredes exteriores com estrutura em madeira estão agora parcialmente revestidas com chapa metálica pregada aos prumos e travessanhos. A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. O alçado Oeste tem agora reboco e pintura aplicados sobre o contraplacado. ALÇADOS (figurativos, sem escala) TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 2, 4 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 4 (se verde, mantém; se vermelho , não mantém) (Figurativos, sem escala) (Caracterização das construções em 2009) (2014) 17 DEMOLIDO ENTRE 2012-10/05/2013 "Esta habitação não se insere na estrutura tipo das construções avieiras, nem utiliza os mesmos materias na sua construção. De piso térreo, apresenta dimensões e caracteristicas diferentes do modelo tipo. Esta construção está ligada ao edificio nº1 por uma passagem semicoberta. A este edificio ainda está associado um outro com caracteristicas de armazém, ao qual não tivémos acesso." "Construções anexas ao edificio 16. Apesar de utlilizar materiais semelhantes, não é representativa do conceito padrão utilizado nesta aldeia." SEM ACESSO RAZOÁVEL SIM NÃO sem acesso TIPO 2 sem acesso TIPO 3 sem acesso TIPO 1 CORRER TIPO 3 16 DEVOLUTO COZINHA "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." "Construção com uso inicial de "cozinha". Mantem as caracteristicas originais. Actualmente não tem uso definido,servindo em alguns casos como apoio à actividade agricola das hortas anexas." A descrição acima continua válida. não se aplica sem acesso sem acesso sem acesso sem acesso sem acesso sem acesso não se aplica não se aplica sem acesso CORRER não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1, 2 sem acesso TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso sem acesso TIPO 3 sem acesso CORRER TIPO 2 TIPO 3 SIM TIPO 3 TIPO 2 sem acesso sem acesso sem acesso SIM TIPO 2 TIPO 3.1 TIPO 3 TIPO 1 TIPO 4 TIPO 4 TIPO 3 DEVOLUTO 1 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestida exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. No entanto algumas das paredes foram posteriormente revestidas com reboco e pintura. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. Algumas paredes foram executadas a reboco e pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. A tardoz foram construidos um conjunto de anexos, com ligação entre eles, para usos diversos. Estas construções são dissonantes do conceito padrão." RAZOÁVEL SOBRADOS PAREDES EXTERIORES - ESTRUTURA TIPO 1 TIPO 1 PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO INTERIOR PAREDES EXTERIORES - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - ESTRUTURA COBERTURA - REVESTIMENTO EXTERIOR COBERTURA - BEIRAL POSSUI CHAMINÉ? PAVIMENTO INTERIOR - REVESTIMENTO VARANDA - ESTRUTURA DO PAVIMENTO FUNDAÇÕES CAIXILHOS EXTERIORES - PORTAS CAIXILHOS EXTERIORES - JANELAS VARANDA - APOIOS DA COBERTURA TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 NÃO sem acesso TIPO 1 TIPO 2 BATENTE TIPO 1 DEVOLUTO 2 "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em tabuado de madeira com pintura. É, neste momento, a unica habitação que conserva a chaminé." DEGRADADO TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 2.1 TIPO 1 TIPO 1 SIM TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1 BATENTE TIPO 1 ESTADO DE CONSERVAÇÃO DESCRIÇÃO pelos ASFP (Caracterização das construções em 2009; fonte das descrições ASFP*; fonte das fotografias**) HABITABILIDADE MANTÉM ALGUMA CARATERÍSTICA ORIGINAL? CONSTRUÇÃO SOBRE MUROS DE ALVENARIA? PAREDES INTERIORES TIPO 1 TIPO 1 TIPO 1TIPO 2 NÃO SIM REVESTIMENTO DA COBERTURA DA VARANDA VARANDINS ACTUALIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO (2014) A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. As paredes exteriores com estrutura em madeira estão agora parcialmente revestidas com chapa metálica pregada aos prumos e travessanhos. A descrição acima continua válida excepto na descrição do revestimento exterior das paredes exteriores. O alçado Oeste tem agora reboco e pintura aplicados sobre o contraplacado. ALÇADOS (figurativos, sem escala) TIPO 1 TIPO 2 TIPO 1 TIPO 2, 4 TIPO 1 TIPO 1 TIPO 4 (se verde, mantém; se vermelho , não mantém) (Numeração conforme a planta da página 46 e a imagem [26]; se verde, mantém características da casa Avieira primitiva; se vermelho, está descaracterizada) USO ´ ANTEPAROS
Registo e caracterização | 57 18 19 20 "Este edifício resulta do somatório de um conjunto de construções, de épocas diferentes, anexas ao edifício base que desvirtuaram completamente o conceito. Actualmente não se consegue identificar nem separar a estrutura original do seu conjunto." "Edificio com alteração profunda do conceito padrão. Em bom estado de conservação, é actualmente dos raros edifícios com uso permanente." "Esta habitação não se insere na estrutura tipo das construções avieiras, nem utiliza os mesmos materias na sua construção. De piso térreo, apresenta dimensões e caracteristicas diferentes do modelo tipo. Esta construção está ligada ao edificio nº1 por uma passagem semicoberta. A este edificio ainda está associado um outro com caracteristicas de armazém, ao qual não tivémos acesso." "Esta habitação mantem no geral a estrutura base destes edificios, em madeira, revestido exteriormente por contraplacado com pintura, e cobertura em telha marselha. O espaço designado por "adega" foi construido posteriormente em alvenaria com pintura. A chaminé foi eliminada ou, eventualmente, nunca foi construida. Foi acrescentada uma garagem, construida em alvenaria, anexa ao edifício principal." RAZOÁVEL BOM RAZOÁVEL NÃO SIM SIM sem acesso sem acesso TIPO 2TIPO 2sem acesso sem acesso sem acesso TIPO 3TIPO 3TIPO 2, 3 sem acesso TIPO 1TIPO 1 TIPO 1TIPO 1TIPO 1 CORRER CORRER TIPO 3 EM USO HABITADO EM USO A descrição acima continua válida. O cor do alçado foi alterada de azul-claro para branco. A descrição acima continua válida. Pequenas alterações na cor dos muros e beirais. A descrição acima continua válida. sem acesso sem acesso sem acesso SIM TIPO 2 sem acesso sem acesso TIPO 1 SIM sem acesso sem acesso sem acesso não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica SIM sem acesso sem acesso sem acesso não se aplica não se aplica não se aplica não se aplica TIPO 1 TIPO 4 TIPO 4 TIPO 3 TIPO 5 TIPO 2 BATENTE TIPO 6 [26d]. Planta de coberturas das várias construções; legenda conforme imagem 25; sem escala; base: levantamento ASF-P. |
[28c]. Habitação 2 - porta secundária. 64 | Registo e caracterização 7,738 0,677 0,484 0,363 0,348 0,401 0,505 7,929 1,650 1,705 5,212 3,952 2,286 1,377 [28a]. Habitação devoluta 2 - empena com chaminé de tijolo. [28b]. Habitação 2 - varanda. [28d]. Habitação 2 - alçados Poente (em cima) e Norte (em baixo); escala 1/100.
Registo e caracterização | 65 7,768 0,229 0,527 0,542 0,207 3,420 2,312 0,542 0,820 2,286 1,737 0,223 0,277 0,277 0,282 [29a]. Habitação devoluta 4 - perspectiva geral. [29b]. Habitação 4 - pormenor da empena. [29c]. Habitação 4 -pormenor da varanda e pilares. [29d]. Habitação 4 - alçados Sul (em cima) e Norte (em baixo); escala 1/100.
66 | Registo e caracterização 0,289 0,199 0,202 6,927 1,921 0,859 0,756 5,854 1,001 0,419 0,419 0,426 0,399 0,393 0,327 7,312 0,640 2,223 1,850 0,289 0,199 0,202 6,927 1,921 0,859 0,756 5,854 1,001 0,419 0,419 0,426 0,399 0,393 0,327 7,312 0,640 2,223 1,850 [30c]. Habitação 5 - pormenor do acesso aos arrumos. [30a]. Habitação devoluta 5 - perspectiva geral. [30b]. Habitação 5 - espaço interior polivalente. [30d]. Habitação 5 - alçados Sul (em cima) e Norte (em baixo); escala 1/100.
Registo e caracterização | 67 6,450 0,582 6,608 0,526 0,501 2,063 4,375 0,401 0,363 0,451 4,038 4,956 6,450 0,582 6,608 0,526 0,501 2,063 4,375 0,401 0,363 0,451 4,038 4,956 [31a]. Habitação devoluta 6 - perspectiva geral. [31b]. Habitação 6 - espaço interior polivalente. [31c]. Habitação 6 - à esquerda a porta secundária; em frente os dois acessos aos dois espaços de dormir. [31d]. Habitação 6 - alçados Nascente (em cima) e Norte (em baixo); escala 1/100.
3.2. Os detalhes construtivos “tipo” e sua distribuição quantitativa Serve este capítulo de apoio e complemento ao quadro em 3.1.1., estando dividido em oito subcapítulos que correspondem aos vários “pormenores -tipo” presentes e recolhidos na aldeia da Palhota. Cada subcapítulo está por sua vez desmultiplicado em vários pormenores. Cada “pormenor-tipo” é acompanhado por um ou mais desenhos e fotografias demonstrativas do pormenor apresentado. As fotografias estão identificadas com a habitação segundo a numeração do quadro síntese. Todos os desenhos estão legendados, sendo por vezes realçadas medidas ou características de componentes construtivos. Para uma melhor leitura e também para demonstrar a síntese dos dados recolhidos, foram contabilizados os “pormenorestipo” correspondentes a cada habitação do quadro em 3.1.1. Nos gráficos adjacentes aos textos estão representados cada subcapítulo de 3.2., sendo que cada gráfico corresponde a uma alínea do quadro síntese. Cada cor dos gráficos apresentados corresponde a um diferente “tipo”, a “mais do que um tipo”, ou, em alguns casos, a “não se aplica/não existe/sem acesso”. Esta última condição apenas foi introduzida nos gráficos relativos aos sobrados, à estrutura da cobertura, à pergunta “possuí chaminé?”, e às paredes interiores, em prol de uma melhor leitura e comparação dos resultados (realçando o existente e/ou acedido). Assim, o total da soma dos campos dos gráficos, nem sempre corresponde ao número total de construções da aldeia. Cada gráfico está ainda ilustrado com o(s) desenho(s) do(s) pormenor(es) em maior número no total das habitações. A condição “mais do que um tipo”, para além de melhorar a leitura dos resultados, pretende também demonstrar o peso da variedade de tipos por construção, o que afecta directamente a imagem da aldeia. 68 | Registo e caracterização
3.2.1. Sobrados Tipo 1, estrutura em vigas de madeira [32c]. Pormenor da vigas sobre os pilares; esta fotografia corresponde à construção 5 no quadro em 3.1.1. [32a]. Estrutura em vigas de madeira; podem ocorrer variações de bitola ou sentido. [32b]. Vigas de madeira sobre pilares. Registo e caracterização | 69 [32d]. O recurso a mais vigas para reforçar a estrutura e/ou nivelar o pavimento interior é comum na aldeia; esta fotografia corresponde à construção 22 no quadro em 3.1.1. [32e]. Pormenor do reforço sobre o sobrado; esta fotografia corresponde à construção 5 no quadro em 3.1.1. viga secundária (~15cm x 15cm) viga principal (~15cm x 15cm) pilar (~1,2m x 40cm) pilar (~1,2m x 40cm) viga principal (~15cm x 15cm) viga secundária (~15cm x 15cm)
70 | Registo e caracterização 3.2.2. Paredes exteriores - estrutura Tipo 1, estrutura em troncos de madeira [34b]. Estrutura da construção 6 antes das alterações feitas pela associação “Palhota Viva”. [34a]. Estrutura das paredes exteriores; podem ocorrer variações de bitola e número de frechais (quantos mais prumos, menor número de frechais). frechal superior frechal intermédio prumo frechal inferior No caso do gráfico dos sobrados [33], da estrutura da cobertura, e das paredes interiores, apenas foi recolhido um pormenor “tipo”. Isto poderá explica-se pelo facto de se tratar de componentes principais da construção, pelo que, o espaço para a inovação pelas próprias mãos está mais reduzido devido ao risco que acarreta. É também espelho do conhecimento vernacular herdado, e, no caso das paredes interiores, trata-se de uma solução que vai de encontro à organização interior da casa Avieira. Os sobrados [33] da habitação Avieira consistem essencialmente na sobreposição de duas vigas, que por sua vez, se apoiam sobre pilares. Apenas ocorrem pequenas variações nos tamanhos das vigas, na bitola entre vigas secundárias, e alguns remendos feitos posteriormente. [33]. Sobrados: - “Tipo 1”; - “Demolidos, sem acesso, e/ou não se aplica”. onze dezassete
Registo e caracterização | 71 [34d]. Pormenor do prumo central, pau de fileira e lareira. [34c]. Os frechais são fixos nos prumos por entalhe. A espessura dos prumos é variável. frechal superior frechal intermédio prumo frechal inferior viga principal Tipo 2, estrutura em tijolo [35]. Parede de tijolo contrafiado. tijolo cerâmico furado posteriormente rebocado (30cm x 20cm x 15cm ou 30cm x 20 cm x 09cm)
72 | Registo e caracterização Tipo 3, estrutura em tubos metálicos e madeira [36a]. Os tubos seguram a parede leve de chapa e ripas de madeira; a chapa está pregada às ripas. tubo metálico ripa de madeira tubo metálico chapa metálica [36b]. Fotografia demonstrativa da estrutura; corresponde à construção 25 no quadro em 3.1.1. No caso da estrutura das paredes exteriores [37], os troncos de madeira tosca ou cortados fazem parte de catorze das habitações da aldeia. Este tipo de estrutura está associado às habitações com revestimento exterior em materiais de madeira. O segundo “tipo” mais comum, presente em quatro construções, trata-se da estrutura em tijolo, pelo que, se afasta da construção primitiva Avieira. Neste caso das estruturas das paredes exteriores, a diversidade de tipos não é muita, isto dever-se-á ao facto da maioria das habitações terem sido construídas ou reabilitadas pelos moradores, segundo padrões Avieiros, num espaço temporal semelhante, e com materiais baratos que não obrigassem a uma total reformulação da construção. [37]. Paredes exteriores (estrutura): - “Tipo 1”; - “Tipo 2”; - “Tipo 3”; - “mais do que um tipo”. catorze quatro um um
travessanho prumo frechal intermédio tabuado vertical exterior Tipo 2, revestimento interior é o revestimento exterior em tabuado de madeira (parede de uma única folha) Tipo 1, revestimento interior é o revestimento exterior em contraplacado (parede de uma única folha) [38b]. Pormenor do prumo central sobre frechal e contraplacado; construção 5. [39b]. Quarto Norte da construção 6. Registo e caracterização | 73 [38a]. O número e posição das superfícies de contraplacado varia. [39a]. As tábuas são pregadas aos travessanhos e frechais. contraplacado prumo frechal intermédio travessanho 3.2.2.1. Paredes exteriores - revestimento interior
80 | Registo e caracterização [50f]. Varas sobre o frechal embutido na parede exterior; construção 6. [50g]. Estrutura da cobertura da construção 5. [50e]. Axonometria-esquema do sistema de cobertura. pau de fileira linha vara A estrutura da cobertura [51] faz parte dos componentes recolhidos sem variedade anteriormente referidos. Do total das vinte e oito habitações do quadro, dezanove têm este tipo de solução e nove estão incluídas na categoria “não existe/sem acesso”. As pequenas variações que existem, como por exemplo, diferentes espaçamentos entre varas ou diferentes quantidades de madres, não constituem por si só um novo “tipo”. Tal como a estrutura, o revestimento exterior [52] das coberturas das habitações da aldeia, está maioritariamente caracterizado por uma só solução, neste caso, pela telha marselha. A telha marselha, após os Avieiros terem abandonado as barracas de caniço ou lona, terá sido o revestimento mais comum entre as palafitas. Podem-se associar as habitações com este “tipo” de revestimento às habitações mais antigas da aldeia, e os revestimentos como o fibrocimento ou a telha de cimento às construções ou modificações mais recentes. [51]. Cobertura (estrutura): - “Tipo 1”; - “Demolidos, sem acesso, e/ou não se aplica”. dezanove nove [52]. Cobertura (revestimento exterior): - “Tipo 1”; - “Tipo 2”; - “Tipo 3”. dezanove três dois
Registo e caracterização | 81 Tipo 1, revestimento exterior em telha marselha Tipo 2, revestimento exterior em fibrocimento ondulado [53b]. As telhas do anexo 13. [54b]. As placas de fibrocimento da habitação 12. [54a]. Relação das placas com o remate e viga. [53a]. Corte da estrutura da cobertura com o encaixe das telhas. telha marselha pau de fileira placa de fibrocimento telha de remate 3.2.3.1. Cobertura - revestimento Tipo 3, revestimento exterior em telha de cimento [55b]. As telhas de cimento do anexo 9. [55a]. Revestimento em telha de cimento. ripa telha de cimento vara
82 | Registo e caracterização Tipo 2, beiral sem tábua de fecho e sem tábua de barbate Tipo 1, beiral com tábua de fecho [56c]. Pormenor do beiral da construção 2. [56d]. Pormenor do beiral da construção 5. [57b]. Pormenor do beiral da construção 7. [57a]. Corte-desenho do beiral [56b]. Tábuas de fecho: simples (em cima) e ondulado (em baixo). [56a]. Corte-desenho do beiral telha marselha (encaixe) linha tábua de fecho vara contraplacado tábuas de forro telha marselha tabuado vertical prumo vara ripa linha 3.2.3.2. Cobertura - beiral
Registo e caracterização | 83 Tipo 3, beiral - telha de cimento e parede de alvenaria Tipo 4, beiral - com tábua de barbate Tipo 3.1, beiral - placas de cimento e estrutura metálica [58b]. Pormenor do anexo 9. [59c]. Pormenor da habitação 25. [60b]. Pormenor do beiral do anexo 10. [60c]. Pormenor da habitação 11. [60a]. Corte-desenho do beiral [59a]. Corte-desenho do beiral. [58a]. Corte-desenho do beiral parede de alvenaria telha ripa vara linha placa de fibrocimento ripa: tubo metálico estrutura de parede: tubo metálico vara: tubo metálico telha marselha tábua de barbate
84 | Registo e caracterização Tipo 5, beiral - placas de cimento com fecho decorativo [61b]. Pormenor do beiral da construção 12. placa de fibrocimento tábua de fecho vara batente da porta Foram encontrados cinco “tipos” de beirais [62] na Palhota, sendo o beiral de “tipo 1” o mais comum com onze exemplares. O segundo “tipo” mais comum é o “tipo 2”, presente em cinco habitações. A diferença entre o “tipo 1” e “tipo 2” corresponde ao elemento de fecho e decorativo do beiral. Este elemento do “tipo 1” poderá encontrar-se em forma de tábua simples ou ondulada, não constituindo este diferente corte um novo “tipo”. Os beirais estão directamente associados aos tipos de materiais usados para constituição das paredes e cobertura. [62]. Cobertura (beiral): - “Tipo 1”; - “Tipo 2”; - “Tipo 3”; - “Tipo 4”; - “Tipo 5”; - “mais do que um tipo”. onze cinco três dois um um [61a]. Corte-desenho do beiral
Registo e caracterização | 85 3.2.4. Paredes interiores Tipo 1, paredes em folhas e tabuado de madeira [63a]. Desenho geral das paredes interiores de uma construção. ripa da moldura da porta prumo tabuado vertical [63b]. Fotografia do interior da construção 5. [63c]. Fotografia do quarto Norte da construção 5. As paredes interiores [64] das casas visitadas reflectem a tradição na organização do espaço da casa pelo Avieiros. As paredes interiores dividem os vários espaços (espaço comum, espaços de dormir e espaço de arrumos), e são constituídas por tábuas de madeira. Tratam-se de paredes finas e leves, que serviriam apenas para organizar o espaço. Os anexos e cozinhas são constituídos por apenas um espaço único, sem divisões. [64]. Paredes interiores: - “Tipo 1”; - “Demolidos, sem acesso, e/ou não se aplica”. cinco vinte e três
86 | Registo e caracterização 3.2.5. Pavimento interior Tipo 1, pavimento em tabuado de madeira [65b]. Elementos de madeira (inclusive o pavimento) da construção 6. [65c]. Pormenor do encaixe da parede exterior com o pilar; construção 6. ripa mata-juntas viga secundária viga principal travessanho tabuado interior pilar tabuado de madeira [65a]. Desenho do encaixe da parede exterior e do pavimento.
Registo e caracterização | 87 Tipo 2, pavimento em tijoleira (sobre terreno natural) Tipo 3, pavimento em cimento (sobre terreno natural) [67a]. Desenho do pavimento. [66a]. Desenho do pavimento. tijoleira cascalho camada de cimento de uniformização cascalho camada de cimento de uniformização [66b]. Fotografia do pavimento do anexo 3. [67b]. Fotografia do pavimento do anexo 8.
88 | Registo e caracterização [68]. Pavimento interior (revestimento): - “Tipo 1”; - “Tipo 2”; - “Tipo 3”. sete três um O revestimento do pavimento interior [68] está directamente relacionado com a cota à qual o pavimento da construção se encontra. O tabuado em madeira é o pavimento mais comum, é o único pavimento usado nas habitações sobre pilares, e assenta directamente sobre os sobrados. Este “tipo” de pavimento não é usado em anexos ou cozinhas, pelo que, nestas construções, prevalece o uso da tijoleira ou do cimento. Em algumas habitações foram colados autocolantes com padrões decorativos por cima do tabuado mas, para efeitos de desenho e “tipo”, não foram tidos em conta. 3.2.6. Varanda - estrutura do pavimento Tipo 1, estrutura do pavimento: vigas secundárias em madeira sobre principais vigotas “T” pré-esforçadas [69b]. Pormenor do encaixe da viga no muro. [69a]. Desenho da varanda; a viga pode encaixar no muro ou no pilar. viga principal “T” pré-esforçada pilar viga secundária em madeira
Registo e caracterização | 89 Tipo 2, estrutura do pavimento: vigas secundárias e principais em madeira [70b]. Pormenor do encaixe da viga no pilar. [70a]. Desenho da varanda. pilar apoio da cobertura da varanda pavimento em tabuado viga principal viga secundária Tipo 3, estrutura do pavimento: abobadilha apoiada sobre vigotas pré-esforçadas [71a]. Desenho da estrutura do pavimento da varanda. vigota principal préesforçada “T” abobadilha de cerâmica pilar camada de cimento tijoleira vigota secundária pré-esforçada “T” [71b]. Pormenor do pavimento da varanda da construção 21. [71c].Pormenor do pavimento da varanda da construção 5.
96 | Registo e caracterização Tipo 2, cobertura da varanda em placas onduladas de fibra de vidro [84b]. Construção 2. [84a]. Fibra de vidro fixada à estrutura da cobertura. As placas sobrepõem-se nas juntas. viga principal placas viga secundária grampo de fixação Tipo 3, cobertura da varanda em placas onduladas de fibrocimento [85b]. Construção 21. [85a]. Placas onduladas fixadas à estrutura da cobertura. viga principal placas de fibrocimento [86b]. Pormenor da cobertura da varanda; construção 1. [86a]. Chapa fixada à estrutura de cobertura. As vigas podem encaixar por entalhe. chapa metálica apoio da cobertura viga principal viga secundária tábua de remate tábua decorativa viga secundária ripa Tipo 4, cobertura da varanda em placas onduladas de chapa metálica
Registo e caracterização | 97 [87]. Varanda (revestimento da cobertura): - “Tipo 1”; - “Tipo 2”; - “Tipo 3”; - “Tipo 4”. cinco um quatro dois Os revestimentos das coberturas das varandas [87] nem sempre correspondem aos revestimentos das coberturas da habitações. O “tipo 1” é o mais comum, contando com cinco habitações, seguindo-se do “tipo 3” presente em quatro habitações. O revestimento mais comum e as placas de fibrocimento constituem a regra do revestimento nas varandas da aldeia. [88a]. Segundo a “Palhota Viva” algumas destas fundações poderão ter mesmo sido construídas em redor dos troncos de árvores que suportariam as construções. pilar (~1,2m x 50cm x 50cm) solo soalho travessanho prumo contraplacado viga secundária viga principal reforço tijolo bloco de cimento ou pedra reboco irregular e pintura 3.2.7. Fundações Tipo 1, pilares de tijolo e pedra [88b]. Pormenor do tijolo cerâmico que compõe o pilar.
98 | Registo e caracterização Tipo 2, pilares de betão armado [89a]. Corte-tipo de uma construção com pilares de betão armado. betão armado viga principal contraplacado solo [89b]. Pilar da construção 4. Tipo 3, pilares cúbicos de betão armado [90a]. Corte-tipo de uma construção com pilares cúbicos de betão armado. betão armado tabuado vertical exterior viga principal solo [90b]. Anexo 10.
Registo e caracterização | 99 Tipo 4, pilares em tubo metálico preenchido com cimento [91b]. Pormenor da construção 25 sobre muros. [91c]. Pormenor da construção 25 sobre pilares. [91a]. Corte-tipo de uma construção com pilares metálicos preenchidos. viga principal pintura tubo metálico preenchido solo ripa tubo metálico As fundações [92] mais comuns entre as habitações da aldeia são de betão armado, ou tijolo e pedra. Para efeitos de contagem considerou-se o “mais do que um tipo” como o “tipo” caracterizador das fundações das construções da Palhota. A evolução dos elementos construtivos com a passagem do tempo é, mais uma vez, notória no aparecimento dos diferentes materiais. Os pilares de tijolo, pedra e revestidos com reboco pintado substituem as fundações em troncos de madeira, e apenas depois são introduzidos e adicionados os pilares em betão armado. A variedade nas fundações das habitações da aldeia está presente nos dois “tipos” de pilar usados na mesma habitação, nas diferentes medidas por pilar, nas variadas formas, e nos diferentes espaçamentos entre eles. Estas variáveis não constituem diferentes “tipos” mas reflectem-se na imagem de variedade da aldeia. [92]. Fundações: - “Tipo 1”; - “Tipo 3”; - “Tipo 4”; - “mais do que um tipo”. Nota: Não foram encontradas construções que recorressem unicamente ao “tipo 2”. quatro um um cinco
100 | Registo e caracterização Caso excepcional, tábua de madeira apoiada num tronco de árvore [93b]. Pormenor do tronco de árvore que seria usado para suportar a construção; habitação 5. [93a]. Estaca de madeira sobre tronco de árvore; ainda tem alguma função estrutural. estaca de madeira (10cm x 2cm) tronco de árvore reforços em madeira [93c]. Pormenor do tronco de árvore entre dois pilares. viga principal
Registo e caracterização | 101 3.2.8. Caixilhos - portas [94b]. Porta da construção 5. [94c]. Porta da construção 1. [94a]. Porta simples em folha. folha maçaneta alizare ou guarnição fechadura dobradiça Tipo 1, porta em folha de madeira (com ou sem relevo decorativo)
102 | Registo e caracterização Tipo 2, porta em tabuado Tipo 3, porta em madeira com abertura [95b]. Porta secundária da construção 5. [96b]. Porta do anexo 9. [96a]. Porta de madeira com encaixes. [95a]. Porta em tabuado pregado sem mata-juntas. travessa intermédia tabuado vertical travessa inferior dobradiça prumo alizare dobradiça couceira de charneira travessa travessa inferior almofada travessa intermédia vidro couceira de charneira
Registo e caracterização | 103 Tipo 4, porta em alumínio Tipo 5, porta em moldura de madeira com duas aberturas [97b]. Porta da varanda da construção 18. [98b]. Porta da construção 19. [98a]. Porta-moldura, provavelmente montada pelo proprietário e/ou morador. [97a]. Porta simples de alumínio. travessa intermédia travessa inferior vidro dobradiça almofada couceira de charneira alizare interior travessa vidro ou rede vidro travessa intermédia
104 | Registo e caracterização [100]. Caixilhos (portas): - “Tipo 1”; - “Tipo 2”; - “Tipo 3”; - “Tipo 4”; - “Tipo 5”; - “Tipo 6”; - “mais do que um tipo”. sete oito três um um um um Os caixilhos têm um papel pertinente na imagem da aldeia da Palhota. Embora desempenhem uma função semelhante e se encontrem relativamente posicionados de forma parecida, existem algumas variáveis de construção, cor e encaixe que foram analisadas. Existem dois tipos de Portas [100] mais presentes na Palhota, sendo eles, o “tipo 1” e “tipo 2”. O “tipo 1”, a porta em folha, é utilizada em sete habitações, e o “tipo 2”, a porta em tabuado, é encontrada em oito habitações. Existem ainda mais quatro “tipos” e uma habitação com pelo menos “mais do que um tipo” de porta. Tipo 6, porta de batente [99b]. Porta do café “Zé Broa”; construção 20. [99a]. Porta em ferro e chapa. vidro almofada em chapa travessa do caixilho couceira de charneira
Registo e caracterização | 105 [101b]. Janela da construção 7. Tipo 1, janela de correr em alumínio [101a]. Janela simples de alumínio. prumo vidro caixilho de correr, fechadura contraplacado 3.2.8.1. Caixilhos - janelas Tipo 2, janela de batente [102b]. Janela batente simples. [102a]. Janela de batente simples com portada interior. Pode ter até quatro vidros. prumo vidro portada interior fecho intermédio contraplacado travessa inferior couceira de charneira guarnição exterior peitoril
3.4. Composição de alçados Com tanta ou maior importância que as texturas, e para além das diferentes estruturas das varandas e das diferentes fundações que são importantes na caracterização da construção, os vários componentes do alçado de entrada principal da construção Avieira são essenciais para determinar a imagem da habitação Avieira, e consequentemente, a do conjunto. Existem sete diferentes cores de porta [108], sendo que, a cor mais comum é a azul presente em dez portas, seguindo-se as portas castanhas que contam com seis exemplares. Para efeitos de contagem não foram tidos em conta os vários tons de cor, apenas se contou uma porta por habitação, contando a cor presente em maior número de portas, e em caso de empate, foi contabilizada a cor da porta de entrada principal. Não é aparente que existiam regras para os puxadores das portas. As molduras das portas [109] estão directamente relacionadas com as construções que mantêm as características originais Avieiras. As construções que não têm estas características não possuem moldura. Para além das construções “sem acesso/demolidas”, contabilizou-se doze habitações com moldura na porta, e doze habitações sem moldura. As molduras apenas são aplicadas em habitações com as paredes em madeira, pelo que, e devido à evolução das construções para paredes de alvenaria, percebe-se pelo empate que a tendência será para o desaparecimento deste tipo de detalhes nas novas construções. Para efeitos de contagem foram tidas em conta as directrizes mencionadas na categoria das cores das portas. As molduras dividem-se em três cores [110]: branco, castanho e verde. A cor mais comum é o branco, presente em nove molduras, seguindo-se o castanho e por fim o verde. Quanto às janelas, existem quinze construções com molduras [111a] e nove sem moldura. Mesmo com a presença de um maior número de janelas com moldura do que portas com moldura, a tendência é semelhante à tendência de evolução demonstrada nas portas. Estas molduras apresentam maioritariamente molduras de cor [111b] branca, seguindo-se as molduras azuis que contam com apenas três exemplares. Aplicam-se as mesmas directrizes usadas na [109]. Porta (moldura): - “Sim”; - “Não”; - “Demolidos, sem acesso, e/ou não se aplica”. [110]. Moldura da porta (cor): A (nove)- molduras brancas; B (duas)- molduras castanhas; C (uma)- moldura verde; D (quatro)- “Demolidos, sem acesso, e/ou não se aplica”. A B C D HE F G doze doze quatro A D B C 112 | Registo e caracterização [108]. Porta (cor): A (dez)- portas azuis; B (seis)- portas castanhas; C (três)- portas verdes; D (duas)- portas brancas; E (uma)- porta amarela; F (uma)- porta azul e branca; G (uma)- porta prateada; H (quatro)- “Demolidos, sem acesso, e/ ou não se aplica”.
[111a]. Janela (moldura): - “Sim”; - “Não”; - “Demolidos, sem acesso, e/ou não se aplica”. [112]. Paredes exteriores (cor de fundo/cor das ripas): A (sete)- azul/branco; B (sete)- azul/azul; C (duas)- branco/branco; D (duas) -verde/branco E (uma)- verde/verde; F (nove)- “Demolidos, sem acesso, e/ou não se aplica”. [113]. Degrau: - “Sim”; - “Não”; - “Demolidos, sem acesso, e/ou não se aplica”. contabilização do número de portas. A composição do alçado é ainda fortemente caracterizada pelas linhas verticais das ripas mata-juntas de madeira que fixam as tábuas ou placas de contraplacado das paredes exteriores. Para além destas, a cor de fundo dos alçados, como demonstrado no mapa de texturas, tem um papel determinante na imagem da construção Avieira. Então, a combinação destas duas variáveis [112] torna-se pertinente na composição geral dos alçados. Foram recolhidas as seguintes combinações de fundo/ripas: azul/branco, verde/verde, azul/azul, branco/branco, e verde/branco. As combinações de cores mais comuns e que vai de encontro ao já mencionado no mapa de texturas, são a combinação azul/branco com sete construções, e a combinação azul/azul também presente em sete construções. Podese ainda afirmar que quando o fundo do alçado é azul, a porta também é azul. Para efeitos de contagem, e no caso de existirem paredes exteriores com diferentes cores na mesma construção, foram priorizadas as paredes dos alçados com a porta de entrada principal. Um outro elemento presente no desenho do alçado é o degrau de entrada [113] na porta principal de acesso à construção. O degrau está presente em catorze construções, independentemente se estas se encontram ao nível do solo ou elevadas por pilares. No caso das habitações elevadas por pilares, o degrau existe pois o pavimento da varanda está a uma cota inferior à cota da porta de entrada principal. As janelas, que variam entre 0,30m2 a 0,80m2, as portas, que variam entre 1m2 a 1,2m2, e o alçado com 2,5m a 3m de comprimento e 2m a 2,5m de altura, aliados à variedade de elementos presentes nas varandas e à forma convexa das paredes da posterior casa de banho, constituem os elementos principais do desenho do alçado e traduzem-se na complexa imagem da aldeia da Palhota. quinze nove quatro A D E B C F B A E C D catorze dez quatro [111b]. Moldura da janela (cor): A (onze)- molduras brancas, B (três)- molduras azuis; C (uma)- moldura castanha; D (nove)- “Sem moldura”; E (quatro)- “Demolidos, sem acesso, e/ ou não se aplica”. Registo e caracterização | 113
CAPÍTULO 4 - MODELO CONSTRUTIVO 4.1. Desenhar a partir das premissas estudadas “Um edifício construído com técnicas e materiais anteriores ao cimento e ao aço é como uma «caixa do tempo», cheia (...) de «capital de conhecimento», para o qual contribuem os valores histórico, simbólico, tecnológico e cultural. Na verdade, para além de seus materiais, um edifício antigo incorpora a aplicação de uma determinada forma de viver, de uma determinada cultura. As formas da orientação, da implantação no terreno, da distribuição interior, da composição de volumes e de fachadas, da utilização dos espaços e dos materiais de um edifício antigo são expressões de uma determinada forma de vida, de uma determinada cultura, que sabia, em sua maioria, como respeitar o meio ambiente e comportar-se de forma durável.” (MATEUS, 2012) Depois de compreendida a importância vernacular e os elementos que compõem a casa Avieira da aldeia da Palhota, foi elaborada uma compilação ponderada destes elementos, um modelo com intuito em comunicar resumidamente esta construção, defendendo também uma possível solução construtiva. Salvaguardase o facto de que, apesar da compilação de características nos desenhos, a diversidade é uma característica fundamental que define a aldeia. Os resultados correspondentes ao somatório das várias alíneas do quadro em 3.1.1., os elementos comuns em alçado, as texturas presentes na aldeia, e as directrizes das cartas de reabilitação do património vernacular, influenciam as opções tomadas. Para efeitos demonstrativos, são aqui apresentados os quatro alçados, a planta ao nível do chão da habitação, dois cortes e a constituição da parede [114, 115, 116, 117]. As casas Avieiras não partilham dimensões exactas, por isso, optou-se por valores ponderados entre as casas estudadas. Neste caso, a casa possuí sete metros de comprimento por quatro de largura, excluindo a varanda, que acrescenta um metro e meio de largura ao plano horizontal da casa. O ponto mais alto da habitação encontra-se a cinco metros do solo, sendo que, um metro e dez centímetros deste valor é resultado do comprimento dos pilares que elevam a construção. As paredes exteriores têm dois metros de altura e são compostas por tabuado de madeira pintado com cor azul pelo 114 | Modelo construtivo
Modelo construtivo | 115 [114]. Planta à cota +1,5m (em cima) e alçado Sul (em baixo); escalas 1/50. | BB’ AA’ - Rua - Rio Tejo 7,000 4,000 5,000 7,000 1,500 7,000 4,000 5,000 7,000 1,500
exterior, isolamento em cortiça, e tabuado de madeira pelo interior. É sugerido o isolamento em cortiça devido à sua durabilidade praticamente ilimitada, porque mantém todas as suas características ao longo da sua vida útil, e por se tratar de um material natural e totalmente reciclável. O caniço também seria uma opção viável para o isolamento da cobertura. O tipo de material e a espessura a utilizar foram escolhidos de maneira a não retirar demasiado espaço útil à construção, e não em função das exigências de isolamento térmico, e consequentemente não está de acordo com o Decreto-Lei nº 80/2006. Para efeitos de apresentação dos desenhos, a cor escolhida do revestimento das paredes exteriores foi a azul pois esta é a mais presente na aldeia, no entanto, salienta-se que a variedade de cores e texturas são importantes características que a definem. Note-se também que a cor é uma característica de rápida e fácil mutação. Quanto às paredes interiores e pilares que sustentam o telhado, destaca-se o facto de os pilares em madeira estarem aparentes no espaço maior da habitação e fechados entre tábuas de madeira nos dois espaços menores. Estes pilares são circulares e distam metro e meio uns dos outros. As paredes nestes dois espaços mantêm a altura das paredes exteriores, não se prologando até ao tecto. No interior opta-se pela cor natural da madeira e/ou a cor branca, tal como no pavimento interior. Quanto à estrutura, é simples e baseada numa construção com um telhado de duas águas em telha marselha. O pau de fileira apoia-se nos prumos centrais, as pernas apoiam-se nos frechais e estes também nos prumos, que por sua vez, apoiam-se no sobrado de vigas cruzadas e estas nas fundações sobre o solo. A lareira no canto, é também um elemento de apoio e segue o desenho da lareira da Casa Avieira na Palhota. Os caixilhos espelham as referências encontradas na aldeia. Trata-se de portas em tabuado pintado, que possuem quase a altura total da parede exterior e têm uma moldura circunscrita sobre si. As cores apresentadas são o reflexo das mais presentes na aldeia, no entanto, salvaguarda-se o facto de a diversidade ser a característica dominante. Apesar de não se verificar uma regra de alinhamentos rigorosos nas construções existentes, optou-se por alinhar as janelas, de batente, pela altura das portas. 116 | Modelo construtivo [116a]. Alçado Nascente; escala 1/100. [115]. Constituição da parede; escala 1/20. 1,710 0,600 4,00 telha marselha ripa vara forro frechal superior (8cm x 10cm) isolamento: aglomerado de cortiça natural (5cm) tábua de fecho tabuado vertical (2cm) Fixador do isolamento isolamento: aglomerado de cortiça natural (5cm) prumo viga secundária viga principal pilar soalho tabuado vertical (2cm) isolamento 4,00
Modelo construtivo | 117 [116b]. Corte AA’ (em cima) e alçado Poente (em baixo); escalas 1/50. 5,0 1,300 1,7 2,0 0,600 1,3 0,6 1,3 1,3
A varanda é um elemento essencial para a caracterização da imagem da casa Avieira, no entanto, e porque não é um elemento de origem, as várias varandas presentes são apenas semelhantes, pelo que, optou-se por uma estrutura maioritariamente de madeira e com os apoios do pavimento independentes do resto da construção. Pretende-se com este desenho - baseado num olhar crítico sobre a variedade de elementos presentes nas varandas das construções existentes-, que as escadas exteriores de acesso a esta varanda, os anteparos e a tábua de fecho dos beirais, juntamente com as linhas verticais do tabuado das paredes exteriores, e a mancha massuda das fundações, sejam os elementos com destaque na composição dos alçados. Os três espaços desenhados, embora tivessem as funções definidas na tradicional casa Avieira, não apresentam nestes desenhos, a sua definição de uso nem mobiliário. Isto deve-se ao facto de não haver intenção em desenhar especificamente uma habitação, mas de abrir a possibilidade da construção ter outros usos, como por exemplo, direccionados para o turismo ou centro de estudos relacionados com o ambiente. 118 | Modelo construtivo
Modelo construtivo | 119 [117]. Alçado Norte (em cima) e corte BB’ (em baixo); escalas 1/50. 1,820 1,1 1,870 0,796 4,0 2,000 1,870 2,000 1,8
Considerações finais Numa altura de síntese do trabalho desenvolvido é importante salientar que, tal como havia sido anunciado nos objectivos, o caso de estudo escolhido – a Aldeia Avieira da Palhota – não pretende ser uma análise concluída e encerrada mas mais uma contribuição de um estudo sobre a Cultura Avieira para os Avieiros. É um trabalho de análise e registo deste património vernacular que adquire maior importância por se tratar de um estudo que, registando de forma documentada os dados recolhidos, contribui para a preservação da memória de uma identidade cultural importância acrescida quando se debate e organiza a candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional Imaterial e da UNESCO. É possível afirmar que, mais do que o estudo de uma aldeia específica, foi feito o estudo de como uma comunidade sobreviveu e construiu uma identidade cultural própria, isto no contexto de transição de um país que era rural e que hoje em dia é urbano e suburbano. A compreensão da lógica compositiva identificada no caso de estudo apenas é conseguida com uma recolha e registo sistemático de todas as componentes, ponderadamente escolhidas no universo das construções existentes e das que ainda é possível encontrar registos fidedignos. Este estudo permitiu identificar, na aldeia da Palhota, características de uma época de gestão da escassez, que pela sua história, corresponde à herança que resta à Humanidade do conhecimento mais profundo que pode ter para a sua sobrevivência. A análise de aproximação da história à construção permitiu compreender o conjunto de relações que existem entre os vários elementos que configuram a casa, o barco e a aldeia, mesmo que essas relações possam não ser totalmente perceptíveis numa primeira abordagem. A vida Avieira, por se desenvolver num contexto isolado das comunidades vizinhas, e por derivar de um sistema de migrações pendulares sazonais, adquiriu essa característica holística de integridade que faz com que viver no barco, na casa, ou na aldeia sejam apenas variações de um mesmo tipo de existência. E essa característica é perceptível nas suas construções, nas técnicas e materiais que passam do Barco para a Casa e da Casa para o Barco, no código de cores que mais do que identificarem a casa ou Considerações finais | 121
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