Fenda Lábio Palatina
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2011/2012 José Pedro Azevedo de Sá Malheiro Fenda Lábio Palatina março, 2012
Mestrado Integrado em Medicina Área: Estomatologia Trabalho efetuado sob a Orientação de: Dr João Correia Pinto Trabalho organizado de acordo com as normas da revista: Arquivos de Medicina José Pedro Azevedo de Sá Malheiro Fenda Lábio Palatina março, 2012
DEDICATÓRIA À Cristina e à Maria, pelo apoio e pelo tempo que as privei da minha companhia. Ao meu falecido pai, à minha mãe e aos meus irmãos, pelo apoio e incentivo incondicional ao longo de todo o percurso da minha vida.
1 FENDAS LÁBIO PALATINAS José Pedro Azevedo de Sá Malheiro* *Aluno do 6ºano do Mestrado Integrado em Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Correspondência: José Pedro Azevedo de Sá Malheiro Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Alameda Prof. Hernâni Monteiro 4200-319 Porto Portugal Telefone: +351 936390777 Correio Eletrónico: m[email protected] Agradecimentos: Ao Dr. João Correia Pinto, meu Orientador, pela sua disponibilidade, empenho, dedicação e, sobretudo, pelo seu espírito-crítico ao longo de todo o processo de elaboração do presente trabalho. À Dra. Maria João Leite Fonseca, pela infindável paciência e rigor estatístico com que acompanhou a elaboração desta dissertação. Ao Dr. Jorge Serafim Moreira de Freitas por todo o apoio recebido. Ao meu amigo e colega Hugo Manuel Taveira da Cunha, por estar sempre presente e pronto a ajudar. Um agradecimento muito especial ao Prof Mário Azevedo, pelas sugestões construtivas e pelo interesse e colaboração demonstrado ao longo do trabalho. Contagens de Palavras: Resumo – 242 Abstract – 209 Texto Principal – 1641
2 ÍNDICE RESUMO……………………………………………………………………………………….……3 ABSTRACT…………………………………………………………………………………………4 INTRODUÇÃO………………………………………………...……………………………………5 MÉTODOS…….………………………………………………………………………………….…6 RESULTADOS…………………………….…………………………………………………….….7 DISCUSSÃO…………..………………………………………………………………………….…9 CONCLUSÃO……………………….………………………………………………………….….11 REFERÊNCIAS…………………………………………………………………………………….12 TABELA 1…………………………………………………………………………….……………13 TABELA 2………………………………………………………………………………..………...14 TABELA 3…………………………………………………………………………………..……...15 TABELA 4……………………………………………………………………………………..…...16
3 Resumo Objetivos. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência dos diferentes tipos de fendas lábiopalatinas e a sua associação com variáveis como o género, história familiar, síndromes e outras malformações, numa amostra recrutada na consulta multidisciplinar de fenda lábio-palatina do Hospital de S. João. Método. Para este estudo, a amostra foi constituída por 441 portadores de fenda lábio-palatina que recorreram à consulta multidisciplinar de fenda lábio-palatina do Hospital de S. João, na cidade do Porto, no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2011. Foram consideradas as variáveis tipo de fenda, género, presença ou ausência de síndrome e malformações associadas. Para determinar o tipo de fenda foi usada a classificação proposta por Spina (1973). As proporções foram comparadas usando o teste de qui-quadrado ou teste exato de Fisher quando apropriado. Resultados. A amostra estudada era constituída por 57,8% de indivíduos do género masculino, sendo as fendas transforâmen (40,8%) e as fendas unilaterais esquerdas (61%) as mais frequentes. Verificou-se a existência de história familiar em 25,4% da amostra, uma maior prevalência do género feminino na fenda pós-forâmen (51,5%) e do género masculino na fenda pré-forâmen (66,7%) e na fenda transforâmen (62,2%). A fenda lábio-palatina estava associada em 24,2% dos casos a uma síndrome e em 55,9% a uma malformação (facial, crânio-encefálica, ocular, cardíaca, urogenital, digestiva ou outra). Conclusões. O tipo de fenda lábio-palatina mostrou-se fortemente associado com o género, a história familiar de fenda e a presença de síndrome e malformações associadas. Palavras-chave. Fenda lábio-palatina, fenda pré-forâmen, fenda transforâmen, fenda pósforâmen, prevalência.
4 Abstract Objectives. The aim of this study was to assess the prevalence of cleft lip and palate and relationships between gender, familiar history, syndromes and other malformations, in a sample recruited in the multidisciplinary consultation of oral clefts in Hospital de S. João. Methods. From January 2011 to December 2012, 441 individual with cleft lip and palate were followed in Hospital de S. João, in Porto. The analyzed variables were type of cleft, gender, presence or absence of syndrome and malformations associated. Cleft types were evaluated according to the Spina classification (1973). The chi-square and Fisher tests were used. Results. In the sample, 57,8% were male, the transincisive foramen clefts (40,8%) and unilateral left clefts (61%) were the most frequent. The familiar history was associated in 25,4% of the sample, syndromes in 24,2%, and malformations in 55,9%. An higher prevalence of post-incisive foramen clefts (51,5%) in females, and pre-incisive foramen (66,7%) and trans –incisive foramen clefts (62,2%). in males were observed. Conclusions. The type of cleft lip with or without cleft palate and cleft palate was closed associated with the gender, familiar history of cleft and the presence of syndromes and associated malformations. Keywords. Cleft lip and palate, pre-incisive foramen cleft, transincisive foramen cleft, postincisive foramen cleft, prevalence.
11 Conclusão Embora o estudo se tenha baseado numa população de portadores de fendas orofaciais submetida a tratamento, os resultados não diferem da maioria dos estudos baseados em nados-vivos, em que as FGII são as mais prevalentes entre todos os tipos, as fendas esquerdas são mais frequentes que as fendas direitas, as FGI e as FGII têm maior proporção do género masculino, enquanto as FGIII do género feminino. Também relativamente à história familiar de fenda, síndrome associada e malformações associadas, os resultados não diferem dos apresentados por outros autores. O tipo de fenda lábio-palatina mostrou-se fortemente associado com o género, a história familiar de fenda e a presença de síndrome e malformações associadas. A fenda lábio-palatina representa uma condição clínica complexa, com uma elevada percentagem de complicações médicas que requerem um tratamento multidisciplinar. A alta incidência de anomalias congénitas associadas a estas fendas exige uma vigilância exaustiva dos nados-vivos atingidos.
12 Referências (1) Tanaka SA, Mahabir RC, Jupiter DC, Menezes JM. Updating the Epidemiology of Cleft Lip with or without Cleft Palate. Plast Reconstr Surg 2012; 129(3):511e-8e. (2) Mossey PA, Little J, Munger RG, Dixon RG, Shaw WC. Cleft lip and palate. Lancet 2009; 374:1773-85. (3) Kirschner RE, LaRossa D. Cleft lip and palate. Otolaryngol Clin North Am 2000; 33(6):1191-215. (4) Habel A, Sell D, Mars M. Management of cleft lip and palate. Arch Dis Child 1996; 74(4):360-6. (5) Spina V. A proposed modification for the classification of cleft lip and cleft palate. Cleft Palate J 1973; 10:251-2. (6) Bernheim N, Georges M, Malevez C, De Mey A, Mansbach A. Embriology and epidemiology of cleft lip and palate. B-ENT 2006; 2 Suppl 4:11-9. (7) Diego F, Wyszynski, editores. Cleft Lip and Palate: From Origin to Treatment. New York: Oxford University Press; 2002. (8) Ciminello FS, Morin RJ, Nguyen TJ, Wolfe SA. Cleft lip and palate: review. Compr Ther 2009; 35(1):37-43. (9) Fraser GR, Calnan JS. Cleft and palate: seasonal incidence, birth weight, birth rank, sex, site, associated malformations and parental age. A statistical survey. Arch Dis Child 1961; 36:420-3. (10) Murray JC. Gene/ environment causes of cleft lip and/ or palate. Clin Genet 2002; 61(4): 248-56. (11) Samanich J. Cleft palate. Pediatr Rev 2009; 30(6):230-2.
13 Tabela 1 Resultados por Género, História Familiar de Fenda, Síndrome Associada e Malformações Associadas Correlatos n (%) Género Masculino 255 (57,8) Feminino 186 (42,2) História familiar de fenda Sim 112 (25,4) Não 329 (74,6) Síndrome associada Sim 106 (24,2) Não 332 (75,8) Malformações associadas Sim 246 (55,9) Não 194 (44,1) Malformações faciais Sim 100 (22,7) Não 341 (77,3) Malformações cardíacas Sim 71 (16,3) Não 364 (83,7) Malformações urogenitais Sim 63 (14,3) Não 378 (85,7) Malformações oculares Sim 62 (14,1) Não 379 (85,9) Malformações crânio-encefálicas Sim 56 (12,7) Não 385 (87,3) Malformações digestivas Sim 27 (6,1) Não 414 (93,9)
14 Tabela 2 Resultados segundo a Classificação de Spina Tendo em Conta o Tipo e o Subtipo Grupos n Prevalência no grupo (%) Prevalência no total (%) Grupo I – Fenda pré-forâmen Unilateral incompleta 33 36,7 7,5 Unilateral completa 47 52,2 10,7 Bilateral incompleta 3 3,3 0,7 Bilateral completa 7 7,8 1,6 Total 90 100,0 20,4 Grupo II – Fenda transforâmen Unilateral 106 58,9 24 Bilateral 74 41,1 16,8 Total 180 100,0 40,8 Grupo III – Fenda pós-forâmen Completa (Total) 108 63,2 24,5 Incompleta (Parcial) 63 36,8 14,3 Total 171 100,0 38,8
15 Tabela 3 Resultados da Associação entre o Tipo de Fenda, o Género, a História Familiar, a Presença de Síndrome Associada e a Presença de Malformações Associadas. Fenda préforâmen Fenda transforâmen Fenda pósforâmen p Género Masculino 60 (66,7) 112 (62,2) 83 (48,5) Feminino 30 (33,3) 68 (37,8) 88 (51,5) 0,006 História familiar de fenda Sim 19 (21,1) 62 (34,4) 31 (18,3) Não 71 (78,9) 118 (65,6) 138 (81,7) 0,001 Síndrome associada Sim 5 (5,6) 25 (14,0) 76 (45,0) Não 85 (94,4) 154 (86,0) 93 (55,0) <0,001 Malformações associadas Sim 40 (44,4) 89 (49,7) 117 (68,4) Não 50 (55,6) 90 (50,3) 54 (31,6) <0,001 Malformações faciais Sim 11 (12,2) 28 (15,6) 61 (35,7) Não 79 (87,8) 152 (84,4) 110 (64,3) <0,001 Malformações cardíacas Sim 8 (9,0) 20 (11,3) 43 (25,4) Não 81 (91,0) 157 (88,7) 126 (74,6) <0,001 Malformações urogenitais Sim 12 (13,3) 20 (11,1) 31 (18,1) Não 78 (86,7) 160 (88,9) 140 (81,9) 0,164 Malformações oculares Sim 6 (6,7) 19 (10,6) 37 (21,6) Não 84 (93,3) 161 (89,4) 134 (78,4) 0,001 Malformações crânio-encefálicas Sim 5 (5,6) 17 (9,4) 34 (19,9) Não 85 (94,4) 163 (90,6) 137 (80,1) 0,001 Malformações digestivas Sim 3 (3,3) 8 (4,4) 16 (9,4) Não 87 (96,7) 172 (95,6) 155 (90,6) 0,074
16 Tabela 4 Resultados da Associação entre o Subtipo de Fenda dentro de cada Grupo (FGI, FGII e FGIII),o Género, a História Familiar, a Presença de Síndrome Associada e a Presença de Malformações Associadas FGI unilateral incompleta FGI unilateral completa FGI bilateral incompleta FGI bilateral completa p FGII unilateral FGII bilateral p FGIII completa FGIII incompleta p Género Masculino 26 (78,8) 29 (61,7) 2 (66,7) 3 (42,9) 67 (63,2) 45 (60,8) 48 (44,4) 35 (55,6) Feminino 7 (21,2) 18 (38,3) 1 (33,3) 4 (57,1) 0,213 39 (36,8) 29 (39,2) 0,744 60 (55,6) 28 (44,4) 0,161 História familiar de fenda Sim 8 (24,2) 6 (12,8) 2 (66,7) 3 (42,9) 33 (31,1) 29 (39,2) 20 (18,7) 11 (17,7) Não 25 (75,8) 41 (87,2) 1 (33,3) 4 (57,1) 0,048 73 (68,9) 45 (60,8) 0,263 87 (81,3) 51 (82,3) 0,878 Síndrome associada Sim 1 (3,0) 3 (6,4) 0 (0,0) 1 (14,3) 12 (11,3) 13 (17,8) 55 (51,9) 21 (33,3) Não 32 (97,0) 44 (93,6) 3 (100,0) 6 (85,7) 0,647 94 (88,7) 60 (82,2) 0,219 51 (48,1) 42 (66,7) 0,019 Malformações associadas Sim 15 (45,5) 19 (40,4) 3 (100,0) 3 (42,9) 36 (34,0) 26 (35,1) 76 (70,4) 41 (65,1) Não 18 (54,5) 28 (59,6) 0 (0,0) 4 (57,1) 0,253 70 (66,0) 48 (64,9) 0,871 32 (29,6) 22 (34,9) 0,473 Malformações faciais Sim 3 (9,1) 6 (12,8) 0 (0,0) 2 (28,6) 12 (11,3) 16 (21,6) 37 (34,3) 24 (38,1) Não 30 (90,9) 41 (87,2) 3 (100,0) 5 (71,4) 0,480 94 (88,7) 58 (78,4) 0,061 71 (65,7) 39 (61,9) 0,613 Malformações cardíacas Sim 3 (9,1) 3 (6,4) 0 (0,0) 2 (33,3) 7 (6,7) 13 (18,1) 31 (29,2) 12 (19,0) Não 30 (90,9) 44 (93,6) 3 (100,0) 4 (66,7) 0,169 98 (93,3) 59 (81,9) 0,019 75 (70,8) 51 (81,0) 0,141 Malformações urogenitais Sim 4 (12,1) 7 (14,9) 1 (33,3) 0 (0,0) 12 (11,3) 8 (10,8) 21 (19,4) 10 (15,9) Não 29 (87,9) 40 (85,1) 2 (66,7) 7 (100,0) 0,521 94 (88,7) 66 (89,2) 0,915 87 (80,6) 53 (84,1) 0,559 Malformações oculares Sim 1 (3,0) 4 (8,5) 0 (0,0) 1 (14,3) 11 (10,4) 8 (10,8) 23 (21,3) 14 (22,2) Não 32 (97,0) 43 (91,5) 3 (100,0) 6 (85,7) 0,609 95 (89,6) 66 (89,2) 0,926 85 (78,7) 49 (77,8) 0,887 Malformações crânio-encefálicas Sim 0 (0,0) 4 (8,5) 1 (33,3) 0 (0,0) 7 (6,6) 10 (13,5) 25 (23,1) 9 (14,3) Não 33 (100,0) 43 (91,5) 2 (66,7) 7 (100,0) 0,056 99 (93,4) 64 (86,5) 0,119 83 (76,9) 54 (85,7) 0,161 Malformações digestivas Sim 0 (0,0) 2 (4,3) 0 (0,0) 1 (14,3) 6 (5,7) 2 (2,7) 12 (11,1) 4 (6,3) Não 33 (100,0) 45 (95,7) 3 (100,0) 6 (85,7) 0,265 100 (94,3) 72 (97,3) 0,474 96 (88,9) 59 (93,7) 0,302
ANEXOS Normas de Publicação da revista “Arquivos de Medicina” (ver páginas seguintes)
normas de publicação ARQ MED 2010; 4(5):167-70 167 Estas instruções seguem os “Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals” (disponível em URL: www.icmje.org). Os manuscritos são avaliados inicialmente por membros do corpo editorial e a publicação daqueles que forem considerados adequados fica dependente do parecer técnico de pelo menos dois revisores externos. A revisão é feita anonimamente, podendo os revisores propor, por escrito, alterações de conteúdo ou de forma ao(s) autor(es), condicionando a publicação do artigo à sua efectivação. Todos os artigos solicitados serão submetidos a avaliação externa e seguirão o mesmo processo editorial dos artigos de investigação original. Apesar dos editores e dos revisores desenvolverem os esforços necessários para assegurar a qualidade técnica e científica dos manuscritos publicados, a responsabilidade final do conteúdo das publicações é dos autores. Todos os artigos publicados passam a ser propriedade dos ARQUIVOS DE MEDICINA. Uma vez aceites, os manuscritos não podem ser publicados numa forma semelhante noutros locais, em nenhuma língua, sem o consentimento dos ARQUIVOS DE MEDICINA. Apenas serão avaliados manuscritos contendo material original que não estejam ainda publicados, na íntegra ou em parte (incluindo tabelas e figuras), e que não estejam a ser submetidos para publicação noutros locais. Esta restrição não se aplica a notas de imprensa ou a resumos publicados no âmbito de reuniões científicas. Quando existem publicações semelhantes à que é submetida ou quando existirem dúvidas relativamente ao cumprimento dos critérios acima mencionados estas devem ser anexadas ao manuscrito em submissão. Antes de submeter um manuscrito aos ARQUIVOS DE MEDICINA os autores têm que assegurar todas as autorizações necessárias para a publicação do material submetido. De acordo com uma avaliação efectuada sobre o material apresentado à revista os editores dos ARQUIVOS DE MEDICINA prevêm publicar aproximadamente 30% dos manuscritos submetidos, sendo que cerca de 25% serão provavelmente rejeitados pelos editores no primeiro mês após a recepção sem avaliação externa. TIPOLOGIA DOS ARTIGOS PUBLICADOS NOS ARQUIVOS DE MEDICINA Artigos de investigação original Resultados de investigação original, qualitativa ou quantitativa. O texto deve ser limitado a 2000 palavras, excluindo referências e tabelas, e organizado em introdução, métodos, resultados e discussão, com um máximo de 4 tabelas e/ou figuras (total) e até 15 referências. Todos os artigos de investigação original devem apresentar resumos estruturados em português e em inglês, com um máximo de 250 palavras cada. Publicações breves Resultados preliminares ou achados novos podem ser objecto de publicações breves. O texto deve ser limitado a 1000 palavras, excluindo referências e tabelas, e organizado em introdução, métodos, resultados e discussão, com um máximo de 2 tabelas e/ou figuras (total) e até 10 referências. As publicações breves devem apresentar resumos estruturados em português e em inglês, com um máximo de 250 palavras cada. Artigos de revisão Artigos de revisão sobre temas das diferentes áreas da medicina e dirigidos aos profissionais de saúde, particularmente com impacto na sua prática. Os ARQUIVOS DE MEDICINA publicam essencialmente artigos de revisão solicitados pelos editores. Contudo, também serão avaliados artigos de revisão submetidos sem solicitação prévia, preferencialmente revisões quantitativas (Meta-análise). O texto deve ser limitado a 5000 palavras, excluindo referências e tabelas, e apresentar um máximo de 5 tabelas e/ou figuras (total). As revisões quantitativas devem ser organizadas em introdução, métodos, resultados e discussão. As revisões devem apresentar resumos não estruturados em português e em inglês, com um máximo de 250 palavras cada, devendo ser estruturados no caso das revisões quantitativas. Comentários Comentários, ensaios, análises críticas ou declarações de posição acerca de tópicos de interesse na área da saúde, designadamente políticas de saúde e educação médica. O texto deve ser limitado a 900 palavras, excluindo referências e tabelas, e incluir no máximo uma tabela ou figura e até 5 referências. Os comentários não devem apresentar resumos. Casos clínicos Os ARQUIVOS DE MEDICINA transcrevem casos publicamente apresentados trimestralmente pelos médicos do Hospital de S. João numa selecção acordada com o corpo editorial da revista. No entanto é bem vinda a descrição de casos clínicos verdadeiramente exemplares, profundamente estudados e discutidos. O texto deve ser limitado a 1200 palavras, excluindo referências e tabelas, com um máximo de 2 tabelas e/ou figuras (total) e até 10 referências. Os casos clínicos devem apresentar resumos não estruturados em português e em inglês, com um máximo de 120 palavras cada. Séries de casos Descrições de séries de casos, tanto numa perspectiva de tratamento estatístico como de reflexão sobre uma experiência particular de diagnóstico, tratamento ou prognóstico. O texto deve ser limitado a 1200 palavras, excluindo referências e tabelas, organizado em introdução, métodos, resultados e discussão, com um máximo de 2 tabelas e/ou figuras (total) e até 10 referências. As séries de casos devem apresentar resumos estruturados em português e em inglês, com um máximo de 250 palavras cada. Cartas ao editor Comentários sucintos a artigos publicados nos ARQUIVOS DE MEDICINA ou relatando de forma muito objectiva os resultados de observação clínica ou investigação original que não justifiquem um tratamento mais elaborado. O texto deve ser limitado a 400 palavras, excluindo referências e tabelas, e incluir no máximo uma tabela ou figura e até 5 referências. As cartas ao editor não devem apresentar resumos. Revisões de livros ou software Revisões críticas de livros, software ou sítios da internet. O texto deve ser limitado a 600 palavras, sem tabelas nem figuras, com um máximo de 3 referências, incluindo a do objecto da revisão. As revisões de livros ou software não devem apresentar resumos. FORMATAÇÃO DOS MANUSCRITOS A formatação dos artigos submetidos para publicação nos ARQUIVOS DE MEDICINA deve seguir os “Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals”. Todo o manuscrito, incluindo referências, tabelas e legendas de figuras, deve ser redigido a dois espaços, com letra a 11 pontos, e justificado à esquerda. Aconselha-se a utilização das letras Times, Times New Roman, Courier, Helvetica, Arial, e Symbol para caracteres especiais. Devem ser numeradas todas as páginas, incluindo a página do título. Instruções aos Autores Os ARQUIVOS DE MEDICINA publicam investigação original nas diferentes áreas da medicina, favorecendo investigação de qualidade, particularmente a que descreva a realidade nacional.
ARQ MED 2010; 24(5):167-70 normas de publicação 168 Devem ser apresentadas margens com 2,5 cm em todo o manuscrito. Devem ser inseridas quebras de página entre cada secção. Não devem ser inseridos cabeçalhos nem rodapés. Deve ser evitada a utilização não técnica de termos estatísticos como aleatório, normal, significativo, correlação e amostra. Apenas será efectuada a reprodução de citações, tabelas ou ilustrações de fontes sujeitas a direitos de autor com citação completa da fonte e com autorizações do detentor dos direitos de autor. Unidades de medida Devem ser utilizadas as unidades de medida do Sistema Internacional (SI), mas os editores podem solicitar a apresentação de outras unidades não pertencentes ao SI. Abreviaturas Devem ser evitados acrónimos e abreviaturas, especialmente no título e nos resumos. Quando for necessária a sua utilização devem ser definidos na primeira vez que são mencionados no texto e também nos resumos e em cada tabela e figura, excepto no caso das unidades de medida. Nomes de medicamentos Deve ser utilizada a Designação Comum Internacional (DCI) de fármacos em vez de nomes comerciais de medicamentos. Quando forem utilizadas marcas registadas na investigação, pode ser mencionado o nome do medicamento e o nome do laboratório entre parêntesis. Página do título Na primeira página do manuscrito deve constar: 1) o título (conciso e descritivo); 2) um título abreviado (com um máximo de 40 caracteres, incluindo espaços); 3) os nomes dos autores, incluindo o primeiro nome (não incluir graus académicos ou títulos honoríficos); 4) a filiação institucional de cada autor no momento em que o trabalho foi realizado; 5) o nome e contactos do autor que deverá receber a correspondência, incluindo endereço, telefone, fax e e-mail; 6) os agradecimentos, incluindo fontes de financiamento, bolsas de estudo e colaboradores que não cumpram critérios para autoria; 7) contagens de palavras separadamente para cada um dos resumos e para o texto principal (não incluindo referências, tabelas ou figuras). Autoria Como referido nos “Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals”, a autoria requer uma contribuição substancial para: 1) concepção e desenho do estudo, ou obtenção dos dados, ou análise e interpretação dos dados; 2) redacção do manuscrito ou revisão crítica do seu conteúdo intelectual; 3) aprovação final da versão submetida para publicação. A obtenção de financiamento, a recolha de dados ou a supervisão geral do grupo de trabalho, por si só, não justificam autoria. É necessário especificar na carta de apresentação o contributo de cada autor para o trabalho. Esta informação será publicada. Exemplo: José Silva concebeu o estudo e supervisionou todos os aspectos da sua implementação. António Silva colaborou na concepção do estudo e efectuou a análise dos dados. Manuel Silva efectuou a recolha de dados e colaborou na sua análise. Todos os autores contribuiram para a interpretação dos resultados e revisão dos rascunhos do manuscrito. Nos manuscritos assinados por mais de 6 autores (3 autores no caso das cartas ao editor), tem que ser explicitada a razão de uma autoria tão alargada. É necessária a aprovação de todos os autores, por escrito, de quaisquer modificações da autoria do artigo após a sua submissão. Agradecimentos Devem ser mencionados na secção de agradecimentos os colaboradores que contribuiram substancialmente para o trabalho mas que não cumpram os critérios para autoria, especificando o seu contributo, bem como as fontes de financiamento, incluindo bolsas de estudo. Resumos Os resumos de artigos de investigação original, publicações breves, revisões quantitativas e séries de casos devem ser estruturados (introdução, métodos, resultados e conclusões) e apresentar conteúdo semelhante ao do manuscrito. Os resumos de manuscritos não estruturados (revisões não quantitativas e casos clínicos) também não devem ser estruturados. Nos resumos não devem ser utilizadas referências e as abreviaturas devem ser limitadas ao mínimo. Palavras-chave Devem ser indicadas até seis palavras-chave, em portugês e em inglês, nas páginas dos resumos, preferencialmente em concordância com o Medical Subject Headings (MeSH) utilizado no Index Medicus. Nos manuscritos que não apresentam resumos as palavras-chave devem ser apresentadas no final do manuscrito. Introdução Deve mencionar os objectivos do trabalho e a justificação para a sua realização. Nesta secção apenas devem ser efectuadas as referências indispensáveis para justificar os objectivos do estudo. Métodos Nesta secção devem descrever-se: 1) a amostra em estudo; 2) a localização do estudo no tempo e no espaço; 3) os métodos de recolha de dados; 4) análise dos dados. As considerações éticas devem ser efectuadas no final desta secção. Análise dos dados Os métodos estatísticos devem ser descritos com o detalhe suficiente para que possa ser possível reproduzir os resultados apresentados. Sempre que possível deve ser quantificada a imprecisão das estimativas apresentadas, designadamente através da apresentação de intervalos de confiança. Deve evitar-se uma utilização excessiva de testes de hipóteses, com o uso de valores de p, que não fornecem informação quantitativa importante. Deve ser mencionado o software utilizado na análise dos dados. Considerações éticas e consentimento informado Os autores devem assegurar que todas as investigações envolvendo seres humanos foram aprovadas por comissões de ética das instituições em que a investigação tenha sido desenvolvida, de acordo com a Declaração de Helsínquia da Associação Médica Mundial (www.wma.net). Na secção de métodos do manuscrito deve ser mencionada esta aprovação e a obtenção de consentimento informado, quando aplicável. Resultados Os resultados devem ser apresentados, no texto, tabelas e figuras, seguindo uma sequência lógica. Não deve ser fornecida informação em duplicado no texto e nas tabelas ou figuras, bastando descrever as principais observações referidas nas tabelas ou figuras. Independentemente da limitação do número de figuras propostos para cada tipo de artigo, só devem ser apresentados gráficos quando da sua utilização resultarem claros benefícios para a compreensão dos resultados. Apresentação de dados númericos A precisão numérica utilizada na apresentação dos resultados não deve ser superior à permitida pelos instrumentos de avaliação. Para variáveis quantitativas as medidas apresentadas não deverão ter mais do que uma casa decimal do que os dados brutos. As proporções devem ser apresentadas com apenas uma casa decimal e no caso de amostras pequenas não devem ser apresentadas casas decimais. Os valores de estatísticas teste, como t ou χ2, e os coeficientes de correlação devem ser apresentados com um máximo de duas casas decimais. Os valores de p devem ser apresentados com um ou dois algarismos significativos e nunca na forma de p=NS, p<0,05 ou p>0,05, na medida em a informação contida no valor de P pode ser importante. Nos casos em
normas de publicação ARQ MED 2010; 4(5):167-70 169 que o valor de p é muito pequeno (inferior a 0,0001), pode apresentar- -se como p<0,0001. Tabelas e figuras As tabelas devem surgir após as referências. As figuras devem surgir após as tabelas. Devem ser mencionadas no texto todas as tabelas e figuras, numeradas (numeração árabe separadamente para tabelas e figuras) de acordo com a ordem em que são discutidas no texto. Cada tabela ou figura deve ser acompanhada de um título e notas explicativas (ex. definições de abreviaturas) de modo a serem compreendidas e interpretadas sem recurso ao texto do manuscrito. Para as notas explicativas das tabelas ou figuras devem ser utilizados os seguintes símbolos, nesta mesma sequência: *, †, ‡, §, ||, ¶, **, ††, ‡‡. Cada tabela ou figura deve ser apresentada em páginas separadas, juntamente com o título e as notas explicativas. Nas tabelas devem ser utilizadas apenas linhas horizontais. As figuras, incluindo gráficos, mapas, ilustrações, fotografias ou outros materiais devem ser criadas em computador ou produzidas profissionalmente. As figuras devem incluir legendas. Os símbolos, setas ou letras devem contrastar com o fundo de fotografias ou ilustrações. A dimensão das figuras é habitualmente reduzida à largura de uma coluna, pelo que as figuras e o texto que as acompanha devem ser facilmente legíveis após redução. Na primeira submissão do manuscrito não devem ser enviados originais de fotografias, ilustrações ou outros materiais como películas de raios-X. As figuras, criadas em computador ou convertidas em formato electrónico após digitalização devem ser inseridas no ficheiro do manuscrito. Uma vez que a impressão final será a preto e branco ou em tons de cinzento, os gráficos não deverão ter cores. Gráficos a três dimensões apenas serão aceites em situações excepcionais. A resolução de imagens a preto e branco deve ser de pelo menos 1200 dpi e a de imagens com tons de cinzento ou a cores deve ser de pelo menos 300 dpi. As legendas, símbolos, setas ou letras devem ser inseridas no ficheiro da imagem das fotografias ou ilustrações. Os custos da publicação das figuras a cores serão suportados pelos autores. Em caso de aceitação do manuscrito, serão solicitadas as figuras nos formatos mais adequados para a produção da revista. Discussão Na discussão não deve ser repetida detalhadamente a informação fornecida na secção dos resultados, mas devem ser discutidas as limitações do estudo, a relação dos resultados obtidos com o observado noutras investigações e devem ser evidenciados os aspectos inovadores do estudo e as conclusões que deles resultam. É importante que as conclusões estejam de acordo com os objectivos do estudo, mas devem ser evitadas afirmações e conclusões que não sejam completamente apoiadas pelos resultados da investigação em causa. Referências As referências devem ser listadas após o texto principal, numeradas consecutivamente de acordo com a ordem da sua citação. Os números das referências devem ser apresentados entre parentesis. Não deve ser utilizado software para numeração automática das referências. Pode ser encontrada nos “Uniform Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Journals” uma descrição pormenorizada do formato dos diferentes tipos de referências, de que se acrescentam alguns exemplos: 1. Artigo • Vega KJ, Pina I, Krevsky B. Heart transplantation is associated with an increase risk for pancreatobiliary disease. Ann Intern Med 1996;124:980-3. 2. Artigo com Organização como Autor • The Cardiac Society of Australia and New Zealand. Clinical exercise stress testing.safety and performance guidelines. Med J Aust 1996; 64:282-4. 3. Artigo publicado em Volume com Suplemento • Shen HM, Zhang QF. Risk assessment of nickel carcinogenicity and occupational lung cancer. Environ Health Perspect 1994; 102 Suppl 1:275-82. 4. Artigo publicado em Número com Suplemento payne DK, Sullivan MD, Massie MJ. Women's psychological reactions to breast cancer. Semin Oncol 1996;23 (1 Suppl 2):89-97. 5. Livro Ringsven MK, Bond D. Gerontology and leadership skills for nurses. 2nd ed. Albany (NY): Delmar Publishers;1996. 6. Livro (Editor(s) como Autor(es)) Norman IJ, Redfern SJ, editores. Mental health care for elderly people. New York: Churchill Livingstone;1996. 7. Livro (Organização como Autor e Editor) Institute of Medicine (US). Looking at the future of the Medicaid program. Washington: The Institute;1992. 8. Capítulo de Livro Phillips SJ, Whisnant JP. Hypertension and stroke. In: Laragh JH, Brenner BM, editors. Hypertension: pathophysiology, diagnosis, and management. 2nd ed. New York: Raven Press;1995. p. 465-78. 9. Artigo em Formato Electrónico Morse SS. Factors in the emergence of infectious diseases. Emerg Infect Dis [serial online] 1995 Jan-Mar [cited 1996 Jun 5]; 1 (1): [24 screens]. Disponível em: URL: http://www.cdc.gov/ncidod/ EID/eid.htm Devem ser utilizados os nomes abreviados das publicações, de acordo com o adoptado pelo Index Medicus. Uma lista de publicações pode ser obtida em http://www.nlm.nih.gov. Deve ser evitada a citação de resumos e comunicações pessoais. Os autores devem verificar se todas as referências estão de acordo com os documentos originais. Anexos Material muito extenso para a publicação com o manuscrito, designadamente tabelas muito extensas ou instrumentos de recolha de dados, poderá ser solicitado aos autores para que seja fornecido a pedido dos interessados. Conflitos de interesse Os autores de qualquer manuscrito submetido devem revelar no momento da submissão a existência de conflitos de interesse ou declarar a sua inexistência. Essa informação será mantida confidencial durante a revisão do manuscrito pelos avaliadores externos e não influenciará a decisão editorial mas será publicada se o artigo for aceite. Autorizações Antes de submeter um manuscrito aos ARQUIVOS DE MEDICINA os autores devem ter em sua posse os seguintes documentos que poderão ser solicitados pelo corpo editorial: - consentimento informado de cada participante; - consentimento informado de cada indivíduo presente em fotografias, mesmo quando forem efectuadas tentativas de ocultar a respectiva identidade; - transferência de direitos de autor de imagens ou ilustrações; - autorizações para utilização de material previamente publicado; - autorizações dos colaboradores mencionados na secção de agradecimentos. SUBMISSÃO DE MANUSCRITOS Os manuscritos submetidos aos ARQUIVOS DE MEDICINA devem ser preparados de acordo com as recomendações acima indicadas e devem ser acompanhados de uma carta de apresentação.