Atitudes e representações de empregadores face à doença mental
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Atitudes e representações de empregadores face à doença mental Liliana Lopes1, Cristina Queirós1 & António Marques2 1Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade do Porto Porto, Portugal 2Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto Vila Nova de Gaia, Portugal Actualmente defende-se que todo o cidadão tem os mesmos direitos e igualdade de oportunidades. Contudo, as pessoas com doença mental continuam a ser discriminadas nos mais variados contextos, nomeadamente no contexto laboral, o que muito dificulta o seu processo de inclusão social. Diferentes estudos referem a importância e os benefícios do trabalho para as pessoas com doença mental, estando demonstrado que o envolvimento nas actividades laborais e o desempenhar de papéis sociais significativos são uma componente essencial no seu processo de recovery. Os empregadores desempenham um papel fulcral no acesso das pessoas com doença mental ao mundo do trabalho, pois não só tomam decisões que condicionam oportunidades na vida do doente mental, como também, devido às suas posições de poder, as suas atitudes podem influenciar toda a organização e manter estereótipos. Pretende-se conhecer os estereótipos de empregadores representantes de 79 empresas (predominantemente da indústria de têxteis e metalúrgica) utilizando a Escala de Atitudes sobre a Doença Mental (Hahn, 2002; Madeira & Monteiro, 2007), que avalia os factores separação, estereotipização, restrição, paternalismo, ideia pessimista e estigmatização. Os resultados obtidos demonstram desconhecimento e ausência de políticas de integração de pessoas com doença mental, sendo estas preteridas perante pessoas com deficiência física ou mental. As atitudes encontradas coincidem com a literatura, verificando-se que o contacto regular com pessoas com doença mental facilita a sua probabilidade de contratação no futuro. Sugere-se a necessidade de intervenção junto de quem detém a função de contratar, contribuindo para a inclusão social da pessoa com doença mental através do trabalho.