Heliox no tratamento da bronquiolite aguda
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Denise Daniela Sarabanda de Sousa Heliox no tratamento da bronquiolite aguda 2011/2012 março, 2012
2 Denise Daniela Sarabanda de Sousa Heliox no tratamento da bronquiolite aguda Mestrado Integrado em Medicina Área: Pediatria Trabalho efetuado sob a Orientação de: Professora Doutora Maria Inês Ferreira Águeda de Azevedo Trabalho organizado de acordo com as normas da revista: Acta Pediátrica Portuguesa março, 2012
1 Projeto de Opção do 6º ano - DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Eu, Denise Daniela Sarabanda de Sousa, abaixo assinado, nº mecanográfico 060801218, estudante do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, declaro ter atuado com absoluta integridade na elaboração deste projeto de opção. Neste sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (ato pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual, ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores, foram referenciadas, ou redigidas com novas palavras, tendo colocado, neste caso, a citação da fonte bibliográfica. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ___/___/______ Assinatura: ________________________________________________
2 Projecto de Opção do 6º ano – DECLARAÇÃO DE REPRODUÇÃO Nome: Denise Daniela Sarabanda de Sousa Endereço electrónico: [email protected] Telefone ou Telemóvel: 912509057 Número do Bilhete de Identidade: 13399551 Título da Monografia: Heliox no tratamento da bronquiollite aguda Orientador: Professora Doutora Maria Inês Ferreira Águeda de Azevedo Ano de conclusão: 2012 Designação da área do projecto: Pediatria É autorizada a reprodução integral desta Monografia para efeitos de investigação e de divulgação pedagógica, em programas e projectos coordenados pela FMUP. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ___/___/______ Assinatura: _______________________________________________
1 Heliox no tratamento da bronquiolite aguda Heliox in treatment of acute bronchiolitis Autor: Denise Daniela Sarabanda de Sousa Instituição: Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Agradecimentos: À Professora Doutora Maria Inês Ferreira Águeda de Azevedo pela orientação desta tese. Endereço: Denise Daniela Sarabanda de Sousa Rua Nossa Srª do Livramento, Vereda 11, nº 50 4430-152 Vila Nova de Gaia E-mail: [email protected] Telemóvel: 912509057 Declaração de Conflito de Interesses: Nenhuma a declarar. Contagem de palavras: Resumo: 247 Abstract: 228 Texto principal: 2980
2 RESUMO: A bronquiolite aguda é a infeção do trato respiratório inferior mais comum nas crianças, que constitui a causa mais frequente de admissão hospitalar no primeiro ano de vida. Está associada a obstrução das vias aéreas, fluxo de ar turbulento, aumento da resistência das vias aéreas, diminuição da ventilação e aumento do trabalho respiratório. O seu tratamento é controverso e continua a ser de suporte com hidratação, suplementação de oxigénio e, se necessário, suporte ventilatório. Embora algumas terapêuticas promovam melhoria sintomática curta e modesta, nenhuma demonstrou alterar o curso da doença. Nos últimos anos, surgiram novos tratamentos. O heliox resulta da mistura de oxigénio e hélio, que possui menor densidade que o ar devido às propriedades deste último. Não tem um efeito terapêutico intrínseco, mas funciona como uma ponte terapêutica baseada nessa diferença de densidade, que torna o fluxo de ar mais laminar, diminui a resistência das vias aéreas, melhora o trabalho respiratório e aumenta a eficiência da ventilação. A ausência de qualquer potencial biológico de interação fornece um excelente perfil de segurança para uso clínico. A autora procedeu à revisão bibliográfica do uso de heliox como gás medicinal no tratamento da bronquiolite aguda com referência aos fundamentos teóricos, aspetos práticos e evidência clínica desta terapêutica. Parece existir benefício do heliox no tratamento da bronquiolite aguda, mas são necessários mais estudos e com maior nível de evidência para se tirarem conclusões definitivas acerca desta questão. Palavras-chave: Bronquiolite aguda, Tratamento da bronquiolite aguda, Heliox, Heliox na bronquiolite aguda
3 ABSTRACT: Acute bronchiolitis is the most common lower respiratory tract infection among infants, which is the most frequent cause of hospitalisation in the first year of life. It is associated with obstruction of the airways, turbulent flow, increase of airway resistance, decrease of ventilation and increase of work of breathing. Its treatment is controversial and remains supportive care with fluid administration, supplemental oxygen and, if required, ventilatory support. Despite some treatments improve symptomatology, none change the course of the disease. In the last years, new treatments emerged. Heliox, a mixture of oxygen and helium, has lower density compared to air due to the properties of helium. It has no intrinsic therapeutic effect, but it work as a carrier therapeutic based on the difference of density that increase laminar flow, decrease airway resistance, decrease work of breathing and improve ventilation. Absence of any potential biological interaction provides an excellent safety profile for clinical use. Author proceeds to bibliographical review of the use of heliox as medicinal gas in treatment of acute bronchiolitis with reference to theoretical basis, pratical aspects and clinical evidence of this therapeutic. It seems to exist a benefit of heliox in treatment of acute bronchiolitis, but it is necessary more studies and with higher quality evidence to draw a definitive conclusion about this question. Key-words: Acute bronchiolitis, Treatment of acute bronchiolitis, Heliox, Heliox in acute bronchiolitis
4 ÍNDICE Introdução ................................................................................................................................ 5 Metodologia .............................................................................................................................. 6 Discussão .................................................................................................................................. 7 I. Definição ........................................................................................................... 7 II. Mecanismo de ação ........................................................................................... 7 III. Modo de utilização ............................................................................................ 7 IV. Efeitos adversos ................................................................................................. 8 V. Indicações clínicas pediátricas .......................................................................... 9 VI. Contraindicações clínicas pediátricas ................................................................ 9 VII. Desvantagens ..................................................................................................... 9 VIII. Evidência clínica ............................................................................................. 10 Conclusão ............................................................................................................................... 13 Referências ............................................................................................................................. 14 Legenda .................................................................................................................................. 18 Ilustrações .............................................................................................................................. 19 Quadro I ....................................................................................................................... 19 Quadro II ..................................................................................................................... 20 Quadro III .................................................................................................................... 21 Figura 1 ........................................................................................................................ 23
5 INTRODUÇÃO A bronquiolite aguda (BA) é a infeção do trato respiratório inferior mais comum nas crianças, que surge como o primeiro episódio viral de dificuldade respiratória (1, 2, 3). Constitui a causa mais frequente de admissão hospitalar no primeiro ano de vida (4, 5, 6). É caracteristicamente uma doença sazonal com um pico entre dezembro e março (7). A maioria tem etiologia viral com mais de 75% dos casos por vírus sincicial respiratório (VSR), caracterizado por um elevado risco de contágio através de secreções infetadas da mucosa nasal ou conjuntiva (1, 5, 8, 9). Na criança inicia-se por sintomas inespecíficos de doença respiratória superior, incluindo febre, rinorreia e congestão nasal, com um período de incubação entre dois a oito dias após exposição vírica (4, 7). Segue-se envolvimento respiratório inferior com taquipneia, aumento do trabalho respiratório, tosse, crepitações e/ou sibilância (4). O exame patológico dos pulmões revela inflamação mononuclear, descamação do epitélio respiratório, edema e rolhões de muco nas vias aéreas (VA) (4). Estas alterações são mais marcadas nas VA de pequeno calibre e induzem obstrução, fluxo de ar turbulento e aumento da resistência das VA (10, 11). Para o seu colapso contribui ainda a broncoconstrição (12). Neste contexto, há diminuição da ventilação e consequente desproporção entre ventilação/perfusão (11). Para garantir uma ventilação alveolar adequada, há aumento do trabalho respiratório, que é menos tolerado em crianças prematuras pela imaturidade dos músculos respiratórios (13, 14). Se o aumento do trabalho respiratório exceder a capacidade dos músculos respiratórios, pode surgir fadiga muscular e insuficiência respiratória (14). A gravidade da BA é variável (1,7). A maioria das crianças tem uma doença autolimitada que responde a hidratação no domicílio, sem necessidade de suplementação de oxigénio (7, 15). Menos de cinco porcento dos casos necessita de admissão hospitalar, cuja decisão é baseada na idade, fase da doença, presença de fatores de risco, gravidade da dificuldade respiratória, capacidade de ingestão oral de fluidos e condições sociais (5). O risco é maior em crianças prematuras, com menos de seis meses, doenças pulmonares crónicas ou doenças cardíacas congénitas (16). Cerca de dez a dezasseis porcento das crianças internadas com menos de dois anos são admitidas numa Unidade de Cuidados Intensivos Pediátrica (UCIP) por desenvolvimento de dificuldade respiratória grave, com cerca de oito porcento de risco de mortalidade (17, 18, 19). O tratamento da BA é controverso (5, 6, 20, 21). Embora algumas terapêuticas promovam melhoria sintomática curta e modesta, nenhuma demonstrou alterar o curso da
12 Em 2010, Mayordomo-Colunga e seus colaboradores realizaram um estudo descritivo em oito crianças com BA para avaliar a eficácia do CPAP-He (27). Foram obtidas melhorias da FC e FR e resultados variáveis na SatO2 transcutânea, pelo que os autores propõem o CPAP-He no tratamento de crianças com BA (27). Ventilação Invasiva Em 2000, Gross e seus colaboradores realizaram um ensaio clínico em dez crianças com BA e VM admitidas numa UCIP com o objetivo de avaliar o impacto da variação da concentração de heliox na ventilação e oxigenação (52). Não foram obtidas diferenças estatisticamente significativas nos valores de PaCO2, razão pressão arterial de oxigénio sobre fração inspiratória de oxigénio (PaO2 /FiO2) ou razão pressão arterial de oxigénio sobre pressão alveolar de oxigénio (PaO2/PAO2) entre os grupos com diferentes concentrações (52). Os autores concluíram que o uso de heliox em diferentes concentrações não melhora a ventilação ou oxigenação em crianças com BA ventiladas mecanicamente (52). Em 2009, Kneyber e seus colaboradores realizaram um ensaio clínico em treze crianças com BA e VM admitidas numa UCIP com o objetivo de determinar o efeito da VM com heliox vs gás convencional na resistência do sistema respiratório, air-trapping e eliminação de CO2 (53). Foi demonstrada que a VM diminui a resistência do sistema respiratório (53). Não foi obtida melhoria da eliminação de CO2 e oxigenação nem diminuição do pico da taxa de fluxo expiratório e volume tele-expiratório (53). Os autores concluíram que a VM com heliox reduz significativamente a resistências do sistema respiratório (53).
13 CONCLUSÃO O heliox é um gás medicinal com base terapêutica na sua baixa densidade. Atua como um transportador de gás e teoricamente potencia o fluxo de ar laminar, reduz a resistência das VA, aumenta a eficiência da oxigenação e ventilação e diminui o trabalho respiratório. Estes fundamentos teóricos parecem ser promissores no tratamento dos casos graves de BA. A eficácia desta terapêutica revela-se controversa. A evidência atual demonstra melhorias dos scores clínicos, dificuldade respiratória, eliminação de CO2, trabalho respiratório, FC e FR, embora não tenha sido demonstrada melhoria das alterações de SatO2 e prevenção da necessidade de oxigénio e ventilação mecânica. Parte da controvérsia pode resultar do facto da obstrução das VA na BA ser secundária a broncoconstrição, edema da mucosa e rolhões de muco que afetam o fluxo de ar de forma independente das alterações de densidade. Os estudos realizados comprovam o excelente perfil de segurança para uso clínico. Existem mais estudos que avaliam a eficácia do CPAP-He com resultados positivos, pelo que esta a associação de heliox a VNI pode ser indicada com maior segurança. Os resultados parecem ser melhores em crianças mais pequenas e com maior compromisso respiratório, o que reforça a importância desta terapêutica nos casos de BA nesta população. Contudo, existem ainda poucos estudos, com baixa evidência clínica e reduzido número de participantes, para se poderem tirar conclusões definitivas acerca da eficácia do heliox no tratamento da BA, nomeadamente como fonte de nebulização de outros fármacos e na prevenção da necessidade de ventilação mecânica. São necessários mais estudos com maior qualidade de evidência para o esclarecimento desta questão.
14 REFERÊNCIAS 1) McMillan JA, DeAngelis CD, Feigin RD, Warshaw JB. Oski´s Pediatrics. 3rd ed. Lippincott Williams & Wilkins; 1999 2) Donlan M, Fontela PS, Puligandla PS. Use of continuous positive airway pressure (CPAP) in acute viral bronchiolitis: a systematic review. Pediatric Pulmonol 2011; 46: 736-746 3) Gardner PS. Virus infections and respiratory disease of childhood. Arch Dis Child 1968; 43:629–645. 4) Welliver RC. Review of epidemiology and clinical risk factors for severe respiratory syncytial virus (RSV) infection. Journal of Pediatrics 2003; 143: 112-7. 5) Wainwright C. Acute viral bronchiolitis in children – a very common condition with few therapeutic options. Paediatric Respiratory Reviews 2010; 11: 39-45 6) Petruzella F, Gorelick M. Current therapies in bronchiolitis. Pediatric Emergency Care 2010; 26: 302-311 7) Wright M, Mullett C, Piedimonte G. Pharmacological management of acute bronchiolitis. Therapeutics and clinical risk management 2008; 4: 895 – 903 8) Leung AK, Kellner JD, Daves HD. Respiratory syncytial virus bronchiolitis. J Natl Med Assoc. 2005; 97: 1708-13 9) Hall CB, Douglas RG Jr, Schnabel KC, et al. 1981. Infectivity of respiratory viral by various routes of inoculation. Infect Immun. 33: 779-83 10) Fernández CI, Fernández BH, Navarro CM, Soler MG, López PV, Prdillo RM. Heliox como fuente de nebulizacion del tratamiento broncodilatador en lactentes com bronquiolitis. Anales Pediatria 2009; 70: 40-44 11) Liet JM, Ducruet T, Gupta V, Cambonie G. Heliox inhalation therapy for bronchiolitis in infants. Cochrane Database Syst Rev 2010 Apr 14; (4) CD006915 12) Wohl ME, Chernick V. State of the art: bronchiolitis. Am Rev Respir Dis 1978; 118: 759-781 13) Cambonie G, Milési C, Fournier-Favre S, Counil F, Jaber S, Picaud JC, Matecki S. Clinical effects of heliox administration for acute bronchiolitis in young infants. Chest 2006 Mar; 129 (3): 676-682 14) Keens TG, Bryan AC, Levison H, et al. Developmental pattern of muscles fiber types in human ventilatory muscles. J Appl Physiol 1978; 44:909-913
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18 LEGENDA BA – Bronquiolite aguda VSR – Vírus sincicial respiratório VA – Vias aéreas UCIP – Unidade de Cuidados Intensivos Pediátrica VM – Ventilação mecânica VNI – Ventilação não invasiva VI – Ventilação invasiva VPP – Ventilação com pressão positiva CPAP – Pressão positiva contínua nas vias aéreas CPAP-He – Pressão positiva contínua nas vias aéreas em combinação com heliox SatO2 – Saturação arterial de oxigénio PaO2 – Pressão arterial de oxigénio PAO2 – Pressão alveolar de oxigénio PaCO2 – Pressão arterial de dióxido de carbono tcPCO2 – Pressão transcutânea de dióxido de carbono tcPO2 – Pressão transcutânea de oxigénio FiO2 – Fração inspiratória de oxigénio FR – Frequência respiratória FC – Frequência cardíaca PA – Pressão arterial PIP – Pressão inspiratória positiva Ptraq – Pressão intratraqueal PEEP – Pressão tele-expiratória positiva PAM – Pressão média das vias aéreas Vc – Volume corrente
19 ILUSTRAÇÕES Quadro I – Principais indicações clínicas pediátricas do heliox Obstrução principalmente da VA superior Etiologia infeciosa Laringite Epiglotite Traqueíte Etiologia inflamatória Edema subglótico pós-extubação Edema pós-radioterapia Angioedema Edema por agressão inalada Etiologia mecânica Corpo estranho Paralisia da corda vocal Estenose subglótica Laringotraqueomalácia Etiologia neoplásica Crescimento laríngeo ou traqueal Compressão extrínseca da laringe, traqueia ou brônquios Obstrução principalmente das VA inferiores Agudização de asma Bronquiolite Hiperreactividade brônquica Síndrome de dificuldade respiratória neonatal Displasia broncopulmonar Nebulização de fármacos Broncoscopia de fibra ótica e/ou manipulação instrumental das VA Outras indicações Hiperamonémia Pneumotórax Autorizado por Martinón-Torres (26).
20 Quadro II – Principais indicações clínicas pediátricas do heliox em combinação com VNI Crianças já com heliox com oxigenação inadequada Necessidade de oxigenação desconhecida Necessidade de FiO2 >0.40 ou a aumentar Crianças já com VNI com ventilação inadequada Nível de ventilação atingido inadequado de acordo com pH/PCO2 Melhoria insuficiente (ou agravamento) da dispneia Melhoria insuficiente (ou agravamento) do score clínico respiratório Crianças com VNI cuja patologia subjacente requer estratégia ventilatória de proteção Menor possibilidade pressão / volume para atingir nível pH/CO2 alvo Autorizado por Martinón-Torres (26).
21 Quadro III – Ensaios clínicos que avaliam eficácia do heliox na BA Artigo / Ano n Critérios de selecção Estudo Intervenção Parâmetros avaliados Respiração espontânea Holmann 1998 18 Crianças admitidas numa UCIP com BA Estudo prospectivo, randomizado, controlado, duplamente cego e crossover Administração de heliox ou ar-O2 Score clínico, FR, FC e SatO2 Fernández 2009 96 Recém-nascidos <15M admitidos no SU com 1º episódio de BA moderada a grave Estudo prospectivo, observacional com intervenção, controlado e aleatório Administração de O2 (100%) e heliox (70% hélio e 30% oxigénio) como fonte de nebulização de salbutamol ou adrenalida FR, FC e SatO2 Ventilação Não Invasiva MartinonTorres 2005 15 Crianças 1M-1A com BA admitidas numa UCIP Estudo prospectivo, intervencional, single-center e não-controlado Administração de CPAP-He Score clínico, FR, PaCO2 e SatO2 Liet 2005 39 Crianças <9M com 1º episódio de BA grave admitidas numa UCIP Estudo multicêntrico, randomizado, duplamente cego e controlado Inalação de heliox ou nitrogénioO2 Necessidade de VPP Cambonie 2006 20 Crianças < 3M com BA moderada a grave admitidas Estudo prospectivo, randomizado e Inalação de heliox ou ar-O2 Score clínico, FR, FC, PA,
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