Relatório de Estágio - Rádio nova: uma rádio para o Porto - contributos para a história do lançamento
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Mariana da Silva Carvalho Relatório de estágio Rádio Nova: uma nova rádio para o Porto - contributos para a história do lançamento Dissertação realizada no âmbito do Mestrado em Ciências da Comunicação, variante de Comunicação Política, orientada pela Professora Doutora Ana Isabel Reis Faculdade de Letras da Universidade do Porto Outubro de 2015
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3 Relatório de estágio Rádio Nova: uma nova rádio para o Porto - contributos para a história do lançamento Mariana da Silva Carvalho Dissertação realizada no âmbito do Mestrado em Ciências da Comunicação, variante de Comunicação Política, orientada pela Professora Doutora Ana Isabel Reis Membros do Júri Professora Doutora Ana Isabel Reis Faculdade de Letras da Universidade do Porto Professora Doutora Helena Lima Faculdade de Letras da Universidade do Porto Licenciado Manuel Costa Leal Faculdade de Letras da Universidade do Porto Classificação obtida: …. valores
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5 Sumário Agradecimentos ............................................................................................................. 6 Resumo .......................................................................................................................... 7 Abstract .......................................................................................................................... 8 Introdução ...................................................................................................................... 9 Capítulo I – O Estágio na Rádio Nova......................................................................... 10 1. Organização e funcionamento da Rádio Nova ..................................................... 10 2. Tarefas e objetivos do estágio .............................................................................. 11 3. O Órgão de Comunicação Social ......................................................................... 11 4.Trabalho Efetuado ................................................................................................. 13 Reflexão ....................................................................................................................... 29 Capítulo II - O nascimento da Rádio Nova .................................................................. 30 1. Metodologia ............................................................................................................. 31 2. História da rádio até à década de 80 ........................................................................ 33 O boom das piratas ................................................................................................... 35 3. Das piratas até ao processo de legalização .............................................................. 38 4. O concurso e as Rádios Locais: o acompanhamento mediático .............................. 41 “Começou a batalha pelo domínio do ar” ................................................................ 44 5. A ideia: criação de uma rádio para o Porto .............................................................. 46 Contexto político, económico e social ..................................................................... 48 Um projeto vencedor ................................................................................................ 49 “Conceito de antena aberta” ..................................................................................... 51 “O sexo dos anjos” ................................................................................................... 52 Cadeia nacional de informação ................................................................................ 54 A escolha do local e a antena de transmissão........................................................... 55 “Hoje cantam eles, amanhã falamos nós” ................................................................ 55 O 4 de setembro ........................................................................................................... 56 O Pós 4 de setembro .................................................................................................... 58 Conclusões finais ......................................................................................................... 62 Referências bibliográficas ............................................................................................ 65 Anexos ......................................................................................................................... 68 Trabalhos realizados no estágio ............................................................................... 68
6 Agradecimentos Primeiramente, aos meus super pais por me possibilitarem a continuação da minha formação. Pela compreensão e carinho demonstrados ao longo desta etapa. Sem eles não era possível. São os melhores pais do mundo e de quem me orgulho muito, aliás, mais do que tudo. À minha querida avó Maria, por me ensinar a ver o lado bom, quando tudo parece um castelo de areia frágil e, prestes a desmoronar-se. Aos meus amigos, poucos, mas bons pela calma, compreensão e amizade em todos os momentos. À Ágata Rodrigues por me fazer acreditar em mim. Um grande agradecimento à doutora Carla Cardoso, pelo acompanhamento maravilhoso ao longo da licenciatura. Por tudo o que me ensinou. Devo-lhe grande parte do meu sucesso no mestrado. À grande jornalista, Rute Marinho por me obrigar a fazer melhor todos os dias. Ao meu orientador de estágio na Rádio Nova, Manuel Costa Leal pelo acompanhamento diário e pela simpatia ao longo de todo o estágio. A toda a equipa da Rádio Nova e que equipa! Grandes vozes, grandes profissionais! À minha orientadora, Ana Isabel Reis por toda a ajuda e disponibilidade. Pelas sugestões fundamentais durante a realização do relatório de estágio. Por último, mas não menos importante, um agradecimento especial ao Pedro Festas pela paciência e compreensão diária. Pelas tardes passadas na Biblioteca Municipal do Porto, pela ajuda fantástica e imprescindível. Por acreditar em mim mais do que eu. Por me fazer acreditar que sou sempre capaz. Por todas as vezes que disse convictamente: “tu vais chegar longe. Tenho muito orgulho em ti”.
7 Resumo O presente relatório tem por objetivo sistematizar o trabalho realizado durante o período de estágio efetuado no âmbito do Mestrado em Ciências da Comunicação. O estágio ocorreu no ano em que a Rádio Nova comemorou 25 anos, por essa razão, considerou-se pertinente efetuar um estudo exploratório sobre o nascimento da Nova. Assim, a primeira parte deste relatório aborda o estágio propriamente dito e a segunda parte tem por objetivo analisar a génese da Rádio Nova. Para tal, foi realizado um breve enquadramento teórico, que faz alusão ao início do século XX, época em que nasceram as rádios piratas, acompanhando todo o percurso até ao seu fim, já perto da década de 90. O concurso de atribuição de alvarás às rádios locais, em 1989, marcou o início de uma nova era na radiofusão em Portugal. A Rádio Nova ganha o concurso com a maior potência no Porto e, insurge-se como uma rádio totalmente inovadora. Uma rádio local com propensão a rádio nacional. A análise efetuada permite-me concluir que a Rádio Nova caracterizou-se por uma rádio totalmente revolucionária e ousada, capaz de se diferenciar de todas as rádios locais no Grande Porto e até mesmo das emissoras nacionais. Uma rádio que foi capaz de mudar o panorama dos media no Porto, na época. Palavras-Chave: rádio nova, rádios locais, rádios piratas, jornalismo
8 Abstract This report aims to systematize the work done during the probationary period made under the Masters Degree in Communication Sciences. The internship took place in the year that Rádio Nova celebrated 25 years, for this reason, it was considered necessary to make an exploratory study on the birth of the Nova. So the first part of this report addresses the internship and the second part aims to analyze the genesis of Rádio Nova. Therefore it was conducted a brief theoretical framework which alludes to the early twentieth century, when pirates radios were born following all the way until its ending near the decade of 90’s. The local radio contest for the permits assignment, in 1989 hared in a new era in broadcasting in Portugal. Rádio Nova wins the contest with the greatest power in Oporto and emerges as an innovative radio. A local radio that more resembled a national radio. The analysis performed showed that the Rádio Nova characterized by an revolutionary and daring radio, able to differentiate from all the local radio stations in Oporto and even national broadcasters. A radio that was able to change the landscape of the media in Porto, at that time. Keywords: radio nova, locals radios, pirates radios, journalism
9 Introdução O presente relatório de estágio tem por base os três meses de estágio curricular, entre 1 de outubro e 30 de dezembro de 2014, na Rádio Nova, no Porto. No âmbito do mestrado em ciências da comunicação, na vertente de comunicação política, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a orientanda, Mariana da Silva Carvalho candidatou-se ao estágio curricular na Rádio Nova, o qual foi aprovado. Antes de iniciar o estágio houve uma reunião com os respetivos orientadores, a Isabel Reis e o Manuel Costa Leal, coordenador de informação na Rádio Nova. Assim, ficou decidido que o respetivo estágio iria ocorrer entre as nove da manhã e as quatro da tarde, horário em que o orientador, Manuel Leal podia acompanhar a estagiária. Neste relatório, está presente a organização e método de funcionamento da Rádio Nova, bem como um enquadramento e caracterização deste órgão de comunicação. Poderá ver-se, igualmente, uma parte quantitativa, onde consta o tema das notícias e o género de peças realizadas. Mais à frente é possível ler o trabalho efetuado pela estagiária durante os três meses que esteve na Rádio Nova. Estão descritas em pormenor todas as atividades realizadas no último trimestre do ano 2014. No final, a estagiária faz uma reflexão sobre as dificuldades, superações e aprendizagens obtidas no estágio, explicando, ainda, o motivo pelo qual a sua escolha de estágio recaiu sobre a rádio. O estágio foi realizado no ano da comemoração dos 25 anos da Rádio Nova. Por este motivo, considerou-se pertinente realizar uma análise ao nascimento da Rádio Nova. Com 25 anos de existência, a RN fez parte de um período histórico da rádio em Portugal. O início das rádios piratas na década de 80, bem como o seu fim perto dos anos 90. A Rádio Nova participou na corrida pelo espetro radiofónico, aquando do concurso público para a atribuição de alvarás às rádios locais, em 1989. Tudo isto não tinha sido, até ao momento, alvo de estudo. Por isso, esta investigação pretende ser um primeiro contributo para a história da Rádio Nova.
16 não se torne uma notícia aborrecida ou fatigante. A jornalista Rute Marinho disse que quando entrevistamos um encenador, é preciso “entrar no mundo deles”, fazer perguntas como se nós próprios fizéssemos parte da peça de teatro. Entre entrevistas, realização de peças jornalísticas e edição das mesmas, já havia passado duas semanas desde o início do estágio. A 16 de outubro, assinala-se o dia mundial da coluna. E, por esta razão, a estagiária foi incumbida de contactar o médico neurorradiologista, Pedro Nunnes do hospital da Lapa no Porto. Pedro Nunnes acabara de lançar uma técnica pioneira em Portugal, que dispensava a cirurgia convencional e não recorria a anestesia geral. Desta forma, a Rádio Nova pôde informar os seus ouvintes dos resultados e benefícios deste novo tratamento a hérnias no disco da coluna. Uma notícia animadora, sobretudo, para quem sofre desta maleita. Ainda nesta semana de outono, a nova colaboradora da RN teve a oportunidade de tapear durante a sua primeira reportagem. A Rota das Tapas estava de volta ao Porto para uma segunda edição de convívio e petiscos, em cerca de 20 estabelecimentos, na ribeira e na baixa do Porto. Durante a reportagem passou por três dos estabelecimentos aderentes e provou algumas tapas, acompanhadas de uma cerveja Estrella Damm, a principal patrocinadora da Rota das Tapas. Em jeito de convívio fez uma entrevista à representante da Estrella Damm em Portugal, que contou todas as novidades sobre esta segunda edição da Rota das Tapas. Trabalho feito. Depois de fazer as entradas e editar a peça, estava pronta para passar no GPS! No dia seguinte, o Manuel Costa Leal congratulou a estagiária pelo trabalho realizado e disse que a entrevistada havia enviado um email a dizer que ouviu a peça e que tinha gostado muito. Neste primeiro mês de estágio na Rádio Nova também estiveram presentes o cinema e a moda. A colaboradora fez uma entrevista ao diretor da Associação Portuguesa de Turismologia, Hugo Marcos sobre o Festival Internacional de Filmes de Turismo, que iria acontecer entre 23 e 25 de outubro no auditório 3D da empresa Douro Azul, e que já alcançara cerca de 75 países. Na área da moda, realizou uma peça sobre uma nova plataforma online, denominada por Porto Fashion Makers e, cujo objetivo é promover os talentos e tendências da cidade do Porto, bem como elevá-los ao nível internacional. Ainda no mesmo tema, a estagiária fez uma peça sobre um dos maiores ícones da moda em Portugal e no Porto. A 35º edição do Portugal Fashion decorreu de 23 a 25 de outubro em vários espaços da cidade, como a Alfândega, Palácio dos Correios, Conservatório de Música e no Mosteiro de São
17 Bento. A grande novidade desta edição foi, precisamente, a descentralização dos desfiles, como explicou o entrevistado, Rafael Rocha, diretor de comunicação da Associação Nacional de Jovens Empresários. Na terceira semana do estágio, o orientador sugeriu à estagiária que fosse até ao Palácio da Bolsa para fazer uma reportagem. A Associação Comercial do Porto e a Confederação Empresarial da CPLP preparavam-se para celebrar um protocolo de parceria. Em entrevista a Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto, percebeu-se que o objetivo desta parceria é o estreitamento das relações comerciais entre a comunidade de países lusófonos. É por estas pequenas reportagens que a Rádio Nova faz a diferença. A RN informa os seus ouvintes das várias ações e eventos que decorrem no Grande Porto e em várias regiões do norte. Ainda na mesma semana, a estagiária realizou uma peça para a rubrica Infoterapia. Um estudo do Instituto Superior de Engenharia do Porto comprovou que a metrologia ou a ciência das medições é fundamental na medição da temperatura corporal. O trabalho da estagiária foi entrevistar a autora da investigação, Sandra Castro, de forma a tentar perceber qual a importância dos procedimentos de medição metrológica para a segurança e qualidade de vida dos doentes. No seguimento deste tema tão importante, como é a saúde, realizou ainda uma entrevista a Artur Fernandes, responsável da Liga Portuguesa Contra o Cancro. O objetivo desta peça foi dar a conhecer às pessoas a campanha “contra o cancro todos contam”. O entrevistado explicou à Rádio Nova que é necessário alertar as pessoas para o apoio aos doentes oncológicos. E por isso, a Liga Portuguesa Contra o Cancro organizou um peditório nacional e cerca de 30.000 voluntários saíram à rua para contribuir nesta ação. A última semana do primeiro mês de estágio havia chegado. No dia 29 de outubro, dois dos membros da banda “Arte & Ofício” foram à Manhã Nova, o programa do César Nóbrega e do Sérgio Sousa. A mítica banda dos anos 70 preparava-se para inaugurar o seu regresso no dia 30 de outubro, na Casa da música. Finda a entrevista, o Manuel Costa Leal pediu à estagiária para levar os dois elementos da banda, António Garcez e Sérgio Castro, até à cabina para gravar um som em jeito de convite para o seu concerto. Foi uma experiência diferente e muito engraçada pois ambos os elementos têm um grande sentido de humor. Ainda no final deste primeiro mês de estágio, a colaboradora fez uma reportagem no Teatro Municipal Campo Alegre, no Porto. “Teatro em campo aberto”,
18 assim se chama a estratégia do Teatro Municipal Campo Alegre, que abriu portas a oito estruturas da cidade e as vai acolher durante o ano de 2015. A estagiária assistiu à apresentação de cada um dos representantes das estruturas, entre elas, o teatro, a dança, o cinema e o circo. Depois, foi a vez de Paulo Cunha e Silva, vereador da cultura explicar à Rádio Nova como iria funcionar o espaço do teatro em regime de condomínio aberto. E assim terminava o primeiro mês de estágio na RN. Entre entrevistas diárias, realização e edição de peças e ainda três reportagens, a estagiária estava preparada para iniciar um novo mês de estágio. E foi assim mesmo. E há sempre algo a melhorar. O ser humano pode ser repleto de sabedoria, mas nunca um ser com total conhecimento, porque esse é infinito, como um poço sem fundo. A colaboradora da RN iniciou este segundo mês de estágio com uma entrevista a Vítor Neves, Presidente da Europacolon Portugal. A associação de luta contra o cancro do intestino teve a necessidade de alargar a sua missão para as doenças do foro digestivo. Ao falar com Vítor Neves, foi possível perceber que os doentes com patologias do foro digestivo não eram representados por uma associação nacional onde pudessem recorrer e pedir apoio. Daí ser necessário desenvolver esta ação e auxiliar os pacientes e familiares que vivem com esta doença. Esta foi uma das peças que a estagiária mais gostou de realizar. Depois de falar com o presidente da Europacolon Portugal, percebeu-se que era extremamente importante informar as pessoas desta nova missão da associação de luta contra o cancro do intestino. A estagiária sentiu-se feliz por o puder fazer. Ainda na primeira semana de novembro, a colaboradora teve a oportunidade de realizar uma entrevista presencial na cabina de gravação da Rádio Nova. O entrevistado foi Luís Fernandes, diretor do Get Set Festival. A 4º edição do festival voltou, após três anos de paragem. Segundo Luís Fernandes, o Get Set Festival é um festival multidisciplinar de jovens criadores, onde acontecem várias conferências e workshops sobre intervenção urbana, música e artes plásticas da cidade do Porto. No mesmo dia, o Manuel Costa Leal pediu à estagiária para fazer uma outra entrevista presencial. O presidente da Câmara Municipal da Ponte da Barca estaria a chegar às instalações da rádio para falar sobre o Festival Gastronómico que acontece, todos os anos, naquela região. Foi uma manhã e tanto. A mais recente colaboradora da RN recebeu os entrevistados, apresentou-lhes a cabina de gravação, onde a entrevista decorrera, e tentou pô-los à vontade para que tudo corresse bem. E assim foi.
19 Nos dias imediatamente a seguir, inaugurou no Porto, o Café Memória, uma iniciativa da Associação alzheimer Portugal e da Sonae Sierra. A entrevistada foi a responsável pelo projeto, Catarina Alvarez, que explicou que o grande objetivo do café memória é proporcionar aos doentes com alzheimer e aos seus familiares um encontro, onde possam partilhar experiências, informação e ainda obter apoio emocional. Uma ação solidária, que mais uma vez, a Rádio Nova e a nova estagiária, teve o prazer de o fazer e partilhar com os seus ouvintes. Na segunda semana deste segundo mês de estágio, a dia 10 de novembro, o Forte de São João Batista, no Porto, preparava-se para receber a décima terceira semana de Pernambuco. O objetivo deste evento é mostrar a cultura pernambucana em Portugal e o tema central é a literatura de cordel. Desta forma, o entrevistado foi Davi Teixeira, o cordelista convidado para estar na XIII semana de Pernambuco. Davi Teixeira sentiu-se muito lisonjeado pela entrevista e agradeceu de uma forma bastante criativa. Através de um cordel, o entrevistado, engradeceu a Rádio Nova. Foi muito gratificante ver o nosso trabalho ser reconhecido. “Já pode dar uma voltinha no carrossel solidário do Mar Shopping”, assim se iniciou a entrada para esta pequena peça, que já dava as boas vindas à época natalícia. Em parceria com a Make a Wish Portugal, esta ação solidária pretende realizar desejos a crianças e jovens entre os 3 e os 18 anos com doenças graves. E por isso, a Rádio Nova, falou com a diretora do Mar Shopping para perceber como iria funcionar a iniciativa. Além desta ação, Sandra Monteiro afirmou que até ao dia 6 de janeiro, o Mar Shopping iria receber workshops de natal para as crianças e ainda um espetáculo no gelo, “A Branca de Neve no Gelo”. Todos os anos, o Mar Shopping é palco de diversas iniciativas e, como referiu a diretora da instituição, é sempre uma mais-valia, poder contar com o apoio da RN. A 11 de novembro, a estagiária preparava-se para, mais uma vez, sair em reportagem. Desta vez, para assistir à apresentação da primeira edição do Festival Internacional de documentário e cinema real, no Teatro Municipal Rivoli. O entrevistado, Dario Oliveira, diretor do festival, contou que a sua missão é fazer chegar o cinema criativo a mais pessoas. De 4 a 13 de dezembro estiveram presentes mais de 50 filmes, a maioria em estreia nacional e que podiam ter sido vistos em três sítios distintos da baixa: no Teatro Municipal Rivoli, no Passos Manuel e nos Maus Hábitos. A estagiária lembra que, nesta apresentação à comunicação social, foram vários os órgãos de comunicação que marcaram presença, como o Porto Canal, Lusa,
20 Público, Diário de Notícias, Jornal de Notícias, entre outros. Este género de eventos são também, uma forma de dar a conhecer a cidade do Porto e, igualmente por isso, são do interesse da Rádio Nova. “Serpa Pinto, o mistério do sexto império”, assim se chama o mais recente livro do jornalista Pedro Pinto, que se preparava para o apresentar na FNAC do Norte Shopping, no Porto. Uma oportunidade para o entrevistar e para sugerir a sua obra na rubrica Livro Aberto. A jornalista Rute Marinho, recomendou à estagiária que assistisse à apresentação do livro de Pedro Pinto e o entrevistasse. A estagiária chegou mais cedo do que a hora prevista e sentou-se a observar quem ia chegando. Pouco depois, mesmo ao seu lado, estava uma jornalista e um repórter de imagem do Porto Canal, prontos para entrar em ação, assim que o protagonista chegasse. Eis que Pedro Pinto entra no pequeno auditório da FNAC, cumprimenta todos os presentes e quando se preparava para sentar-se e começar a apresentação, o colega de profissão e diretor do Porto Canal, Júlio Magalhães, pede-lhe para dar uma entrevista à estação. Atenta a toda a situação, assim que terminou a entrevista, a estagiária dirigiu-se até lá, apresentou-se e perguntou ao jornalista se era possível responder a algumas questões. A resposta foi, de imediato, afirmativa. “Quem foi Serpa Pinto?”, assim iniciou a entrevista. “Serpa Pinto é um homem extraordinário, que faz uma viagem de costa a contra costa e, que oferece ao império português e ao rei português um outro império, muito maior do que aquele que já existia, procurando ligar Angola a Moçambique”, afirmou. Uma viagem até ao continente africano que conta o romance entre um biógrafo e uma historiadora e, que por isso, mistura ficção com realidade. “Serpa Pinto, o mistério do sexto império” demorou cerca de dois anos a escrever, devido à necessidade de investigação. A entrevista foi curta, porque, infelizmente, não houve tempo para mais, mas a estagiária tinha a certeza de que teria material suficiente para montar a peça e, isso era o mais importante. Depois de chegar à Rádio Nova, fez a edição do áudio, retirou as informações que lhe pareceram mais pertinentes e realizou as entradas. Finalizada a edição da peça no Adobe Audition, estava pronta para colocar em sistema e ir para o ar, assim que fosse necessário. Já na penúltima semana deste segundo mês de estágio, a colaboradora começou por dar a conhecer aos ouvintes da Rádio Nova, a abertura de uma nova escola: Helen Doron English, na rua Marechal Saldanha, no centro do Porto. Com 10 anos de existência em Portugal, a instituição diferencia-se pelo método inovador e ensina inglês a crianças, a partir dos 3 meses. Assim que o Manuel Costa Leal atribuiu
21 esta peça, a estagiária ficou muito curiosa por saber como se consegue ensinar uma segunda língua a crianças que ainda não falam, sequer, a sua língua materna. A grande questão era, precisamente, qual o segredo da metodologia Helen Doron. A responsável pelo novo centro, no Porto, Mariana Torres, explicou que nas escolas Helen Doron, o ensino do inglês começa aos três meses quando as crianças ainda não verbalizam e, criam, assim, uma predisposição auditiva para que “quando comecem a falar, possam falar naturalmente as duas línguas”. Através de um “método pouco académico”, como referiu Mariana Torres, as crianças sentam-se no chão, cantam, dançam e realizam várias atividades. E é através do reforço e repetição destas atividades, que é possível fazer com que as crianças falem inglês de forma natural. Em novembro, a Liga Portuguesa Contra o Cancro, comemorou os seus 50 anos. Desta forma, foi organizado o segundo congresso nacional de prevenção oncológica e dos direitos dos doentes. Vítor veloso, presidente do Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro explicou à Rádio Nova que o objetivo das conferências é promover o debate e sensibilizar a classe política e a comunidade em geral, relativamente à prevenção do cancro dos doentes oncológicos e aos seus direitos. Segundo Vítor Veloso, existe uma grande desigualdade de tratamento dos doentes oncológicos, dentro dos próprios hospitais, e por isso, o núcleo regional do norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro pretende proteger os direitos destes doentes e das suas famílias. E mais uma vez, a Rádio Nova participa, mesmo que de forma indireta, no apoio aos doentes oncológicos e aos seus familiares, que com certeza, depois de terem ouvido a edição das 13h, sentiram interesse em participar, através de uma inscrição gratuita, neste segundo congresso nacional de prevenção oncológica e dos direitos dos doentes. “Vamos dar música ao governo” foi o mote escolhido pelos estudantes da Universidade do Porto e do Instituto Politécnico para se manifestarem contra o Orçamento de Estado 2015. O entrevistado, Válter Cabral, da direção da Associação de estudantes da Faculdade de Belas Artes, explicou à Rádio Nova que é necessário haver uma alteração no regulamento das bolsas, que já havia sido prometido pelo governo, mas que ainda não fora cumprido. Além disto, existem ainda outros problemas relacionados com as condições de habitação nas residências universitárias. Segundo afirmou Válter Cabral, “há estudantes que passam grandes dificuldades”. As residências não têm fogão, os frigoríficos são muito pequenos para tantos estudantes e os quartos são igualmente pequenos. A manifestação aconteceu no dia 20 de
22 novembro e foi desde o metro do Bolhão até à Trindade. Foi muito importante para estes estudantes terem o apoio da RN nesta manifestação. Ainda nesta terceira semana de novembro, o pediatra Mário Cordeiro esteve em destaque na rubrica Livro Aberto. “Educar com amor” é o título da sua nova obra. Depois de preparar uma série de questões, a estagiária contactou o entrevistado e a conversa fluiu naturalmente. Mário Cordeiro mostrou-se bastante disponível para responder a todas as perguntas e ainda para abordar outros assuntos, que lhe parecessem pertinentes. A colaboradora da RN gostou bastante de fazer esta peça para o Livro Aberto. A 28 de novembro, o orientador pediu à estagiária para sair novamente em reportagem. Desta vez, para assistir ao ensaio de uma peça de teatro, no Teatro do Bolhão. “Ajax”, a mais antiga tragédia de Sófocles estaria em cena até ao dia 13 de dezembro. O objetivo era entrevistar o encenador da peça, Nuno Cardoso e, explicar aos ouvintes em que consistia esta tragédia. Como já havia sido referido, é necessário ter em atenção as perguntas realizadas a um encenador e, sobretudo, durante a entrevista, envolver-se neste meio artístico. E chegara o derradeiro mês de dezembro. Dia 1, segunda-feira, às nove da manhã, a estagiária acabava de chegar à Rádio Nova. O Manuel Costa Leal diz “Mariana, queres ligar para o José Cid?”. Aquela pergunta suscitara curiosidade e a resposta foi de imediato, afirmativa. José Cid e a banda aCIDjazz Project iriam subir ao palco da Casa da Música, no Porto para um concerto solidário. A entrada teria um custo de 18 euros e todo o valor da receita de bilheteira iria reverter a favor da associação Bagos D’Ouro, que dá apoio a jovens e crianças carenciadas da região do Douro. O propósito desta peça era perceber como surgira a ideia para realizar um concerto solidário. O músico explicou que este seria um concerto de jazz. Um projeto que já andava a desenvolver há cerca de três anos e que partira do convite de um músico do Porto, António Ferro. Segundo José Cid, este seria um concerto mais “cultural e intimista”, mas principalmente uma ação de solidariedade para com os jovens e crianças da associação Bagos D’ouro. No dia seguinte, orientador propôs à estagiária fazer uma outra peça para a rubrica Infoterapia. O tema recaía sobre a importância dos hidratos de carbono para uma alimentação saudável. O entrevistado, Nuno Borges, diretor da Associação Portuguesa de Nutricionistas, explicou à Rádio Nova que, ao contrário do que se
23 pensa, os hidratos de carbono são a mais importante fonte de energia para o organismo e essenciais para uma dieta variada e equilibrada. De acordo com Nuno Borges, os hidratos de carbono são importantes para uma alimentação saudável, desde que ingeridos com moderação. E, por isso mesmo, o entrevistado aconselhou a que as pessoas acedessem ao site www.apn.org.pt e consultassem o e-book, que debate a importância das massas alimentícias na roda dos alimentos. Uma peça que, com certeza, é do interesse dos ouvintes da RN e, sobretudo, daqueles que são ouvintes fiéis desta rubrica. Ainda nesta primeira semana de dezembro, a colaboradora realizou uma peça na área da educação. Ao abrigo do Programa de Rescisões por mútuo acordo, mais de 3000 professores solicitaram a rescisão contratual, mas apenas 1900 viram o pedido ser aceite. Como consequência desta situação, um grupo de 61 professores impugnou a decisão de recusa da rescisão praticada pelos Ministérios da Educação e das Finanças. E como tal, a Rádio Nova foi falar com Nuno Cerejeira, advogado dos docentes, para tentar perceber qual a razão que levou o governo a negar-lhes os pedidos de rescisão contratual. Nuno Cerejeira começou por explicar que em 2013, o governo lançou um programa de incentivos a que os docentes rescindissem os vínculos laborais com o estado, pagando uma indeminização. Segundo o advogado, o governo não colocou limites à atribuição das rescisões contratuais, ou seja não referiu um número limite de professores que poderiam beneficiar ou estar nestas circunstâncias. Nuno Cerejeira confessou à RN que, “nesta primeira fase judicial, pretendemos saber o porquê de nós termos sido afastados”. Uma situação difícil para todos aqueles a quem os pedidos de rescisão contratual foram negados, pelo facto de terem alterado a sua vida em função deste programa de incentivos do governo. E uma vez mais, a Rádio Nova pôde participar na divulgação de um caso do interesse público. “Os 10 erros da troika em Portugal”, assim se chama a mais recente obra de Rui Peres Jorge. Esta seria a sugestão do Livro Aberto para a semana seguinte, dia 11 de dezembro. A jornalista, Rute Marinho disponibilizou à estagiária o contacto do escritor para que o entrevistasse e realizasse a peça. Foi fácil. Assim que o contactou, o autor do livro disse que estava disponível para responder ao que fosse necessário. O jornalista de economia, Rui Peres Jorge acompanhou a troika, desde a chegada em 2011 até ao final do programa de ajustamento económico. Resultado desta
24 investigação são “Os 10 erros da troika em Portugal”. E por isto mesmo, a primeira questão foi: “quais foram os 10 erros da troika em Portugal?”. Rui Peres Jorge começou por apontar, o que para ele terá sido um dos mais graves, que foi, a restruturação do sistema bancário. Segundo o jornalista, o sistema bancário esteve no centro da crise. “Foi necessário resgatar várias instituições e a intervenção da troika não deu lugar a uma assistência mais forte, por parte das autoridades públicas, junto dos bancos, para que mais depressa pudessem recuperar”, afirmou. O caso BES foi o grande exemplo oferecido por Rui Peres Jorge, que considera que uma parte dos problemas, resulta da compreensão excessiva, por parte das autoridades públicas e da condescendência da troika perante a situação. Embora, na opinião do jornalista, “o supervisor da situação, fosse o Banco de Portugal e, que por isso, a troika foi apanhada fora de pé”. Uma análise detalhada, que retrata o país sob o domínio da troika em “Os 10 erros da troika em Portugal”. No final da entrevista, a estagiária aproveitou para dizer a Rui Peres Jorge, que tinha sido aluna da Helena Garrido, diretora do Jornal de Negócios e colega de trabalho do jornalista. Foi muito gratificante. A 5 de dezembro, foi a vez de realizar uma peça sobre música. Nos dias subsequentes, realizava-se a quinta edição do Festival Porta Jazz, no Passos Manuel, na cidade invicta. Porta Jazz é uma associação de músicos de jazz do Porto. O entrevistado, João Pedro Brandão, um dos responsáveis da organização, falou sobre o programa do Festival e, explicou que a plateia iria poder assistir a dez projetos originais de músicos do Porto e, ainda, cerca de 50 músicos, nacionais e internacionais. Como já foi possível perceber em várias peças jornalísticas, aqui descritas, a dinamização cultural da cidade do Porto é uma das prioridades da Rádio Nova. E, precisamente, na continuação deste incentivo cultural da invicta, a Comunidade intermunicipal Viseu Dão Lafões organizou ações de rua para promover a região, nos dias 13 e 14 de dezembro. Nuno Martinho, secretário executivo da comunidade intermunicipal, explicou que o objetivo desta iniciativa é dinamizar a gastronomia, o enoturismo, o termalismo e, fundamentalmente, “dar a conhecer o que o território tem de bom”, assegurou Nuno Martinho. “Vamos ajudar”, assim se chamou a campanha realizada pelo Hospital Santa Maria, no Porto. A iniciativa promoveu uma venda de natal e uma recolha de bens essenciais, que se destinou ao Projeto Porta Solidária, uma associação de apoio a
25 famílias carenciadas, pessoas doentes, idosos e sem-abrigo. Lurdes Serra Campos, diretora do Hospital Santa Maria, explica que, todos os anos, apoia este projeto e que os bens mais necessários são alimentos, medicamentos, roupa, entre outros. Até ao final do mês de dezembro, foi possível ajudar o Projeto Porta Solidária. Na continuação, destas ações solidárias, a Rádio Nova divulgou uma outra iniciativa. O Mama Help, centro de apoio a doentes com cancro da mama, organizou um concerto de natal, cujo todo o valor da receita da bilheteira iria reverter a favor da associação. Maria João Cardoso, presidente do Mama Help, explicou que a associação presta apoio não médico aos doentes com cancro da mama, como fisioterapia, psicologia e todas as áreas da medicina complementar, tais como a acupunctura e a naturopatia. O objetivo era vender cerca de 1000 bilhetes para o concerto de natal, que se realizaria a 27 de dezembro. Ainda em meados deste segundo mês de estágio, a estagiária realizou uma peça sobre a inauguração da renovada igreja dos Clérigos, no Porto. Após várias tentativas para falar com o presidente da Irmandade dos Clérigos, o padre Américo Aguiar, não foi possível realizar a entrevista. Ainda assim, era necessário fazer uma peça relativa ao assunto para passar na edição das 14 horas. Através do take, disponibilizado pela Lusa, a estagiária retirou as informações mais relevantes e escreveu uma peça. “Está marcada para hoje a inauguração da renovada igreja dos Clérigos. Em obras há cerca de um ano, o monumento, considerado um marco histórico da cidade tem agora uma nova entrada de acesso a pessoas com mobilidade reduzida e ainda um elevador”. E assim se iniciou a notícia. Entretanto, no dia 11 de dezembro, a estagiária foi destacada para assistir à apresentação da programação para 2015 da Fundação de Serralves. Chegou 15 minutos antes das 11 horas, hora marcada para o início da conferência de imprensa. Estavam presentes diversos órgãos de comunicação como a Lusa, Público, RTP, entre outros que não conseguiu identificar. Cerca das onze e meia, abriam-se as portas da sala de conferências. A diretora do museu de Serralves, Suzanne Cotter, iniciou a apresentação e destacou alguns eventos, tais como, a exposição “Forma Aberta”, a primeira apresentação em Portugal do arquiteto polaco, Oskar Hansen. Bem como, as obras escultóricas da artista polaca Monika Sosnowska, a inaugurar em Fevereiro e, ainda, a mais completa retrospetiva da artista portuguesa, Helena Almeida, programada para outubro. De seguida, foi João Almeida, diretor do parque de Serralves a tomar a palavra. No final da apresentação, a estagiária pediu alguns
32 diretor de projetos audiovisuais na Sonae, e por isso, era ele quem fazia a gestão da RN nessa área. Ao entrevistar Paulo Azevedo, percebeu-se melhor a razão pela qual se decidiu criar uma rádio. No departamento comercial, foi realizada uma entrevista pessoal com Mário Jorge Maia, atual diretor comercial da RN. Na época, fazia igualmente parte do departamento comercial. Daí ter sido fundamental perceber como funcionou a RN em termos de captação de receita, publicidade e audiências, informações que só alguém diretamente ligado ao sector comercial, podia disponibilizar. Relativamente á área administrativa, elaborou-se uma entrevista a José Marquitos, um dos administradores da Rádio Nova, na altura. O atual diretor geral da Newshold deu uma perspetiva do trabalho realizado pela RN, desde os vários géneros de eventos que cobria às ligações estabelecidas em vários pontos do mundo. Na direção, só há um nome possível e fundamental: Francisco José Oliveira. Não podia escrever-se sobre o nascimento da Rádio Nova sem se falar com o primeiro diretor da estação. Não era a sua primeira experiência em rádio. Francisco Oliveira tinha já trabalhado na rádio em Angola e foi, por isso, capaz de trazer uma visão diferente da rádio, em comparação àquela que existia em Portugal. O primeiro diretor da Rádio Nova foi responsável pelo recrutamento de vários jornalistas, ao mesmo tempo, que trouxe o conceito de antena aberta para uma rádio local no Porto, um conceito inovador, que obrigava a dar uma notícia a qualquer hora, sem ser preciso esperar pela hora do noticiário. Uma entrevista imprescindível nesta investigação. Também o nome Elísio Oliveira, teria obrigatoriamente de estar presente. Elísio Oliveira foi o grande ideólogo do projeto Rádio Nova, a pessoa que propôs a criação de uma rádio à Sonae e que, em conjunto com Francisco José Oliveira, escolheu os primeiros jornalistas da RN. João Paulo Meneses e Aurélio Gomes fazem parte desses profissionais e chegaram à RN ainda antes da candidatura ao concurso das rádios locais. João Paulo Meneses foi o primeiro chefe de redação da Rádio Nova e Aurélio Gomes conduziu o programa com mais sucesso da RN: “O sexo dos anjos”. Por estas razões, não podiam deixar de fazer parte da história da Rádio Nova. Por último, mas não menos importante, o jornalista Carlos Rico, que está, atualmente, na SIC. Carlos Rico entrou para a Rádio Nova, já numa fase posterior ao concurso das rádios locais, mas ainda antes da inauguração da Nova, a 4 de setembro. Durante algumas entrevistas, o nome Carlos Rico foi referido várias vezes e além disso, o facto de este profissional ter sido o único entrevistado que não fez parte da fase de candidatura da
33 Nova ao concurso das rádios locais, possibilitou uma visão mais abrangente da história da Rádio Nova. A pré-seleção dos entrevistados e os contributos que foram prestando vão de encontro ao objetivo das entrevistas abertas enquanto metodologia utilizada nas ciências sociais, conforme referem Quivy & Campenhoudt, (2008:192). “Instaura-se, assim, em princípio, uma verdadeira troca, durante a qual o interlocutor e o investigador exprime as suas percepções de um acontecimento ou de uma situação, as suas interpretações ou as suas experiencias, ao passo que, através das suas perguntas abertas e das suas reações, o investigador facilita essa expressão, evita que ela se afaste dos objetivos da investigação e permite que o interlocutor aceda a um grau máximo de autenticidade e de profundidade”. A seleção deste grupo de entrevistados proporcionou uma análise detalhada da Rádio Nova, desde a sua ideologia até á concretização do projeto. 2. História da rádio até à década de 80 As primeiras ‘rádios’ em Portugal surgiram ainda no início do século XX, por profissionais em telegrafia sem fios. “A rádio era um passatempo partilhado por um número muito pequeno de amadores, os chamados senfilistas, que se debruçavam sobre os problemas técnicos de receção, na escolha de antenas e na experimentação de equipamentos e válvulas electrónicas” (Santos, 2005:12). Em 1914, Fernando Medeiros fundou a primeira estação portuguesa, a Rádio Hertz. 5 Contudo, só em meados dos anos 20 é que ocorrem as primeiras emissões radiofónicas regulares. Em 1924/25, surge a primeira experiencia a sério com a estação CT1AA, de Abílio Nunes dos Santos Júnior, “proprietário dos Grandes Armazéns do Chiado, em Lisboa” (Santos, 2005:12). Em 1930, assiste-se à criação da Direção Geral dos Serviços Radioeléctricos e, por isso, a uma profissionalização do sector, “marcado pelo nascimento das três grandes emissoras: o Rádio Clube Português (RCP), a Emissora Nacional (EN), e a Rádio Renascença (RR)” (Reis, 2014:9). A década de 30 transformou a rádio num 5 Gabinete para os meios de comunicação social in http://www.gmcs.pt/pt/breve-retrospetivahistorica-20130314-115310. (consultado em 4 de abril de 2015)
34 meio de comunicação de massas, que prendia os ouvintes em casa para ouvirem os programas e os noticiários, ao mesmo tempo que se formava a opinião pública. (Santos, 2005:13). A Emissora Nacional foi umas das grandes impulsionadoras na formação da opinião pública, através da sua propaganda. Em 1936, a Rádio Clube Português noticiava a Guerra Civil Espanhola e constituía-se como “uma emissora de apoio às tropas franquistas” (Santos, 2005:13). No ano do fim da Guerra Civil Espanhola e do início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, as principais estações, Emissora Nacional, Rádio Clube Português e Rádio Renascença estavam em funcionamento pleno, em termos de “organização e programação”. Já as emissoras mais pequenas, designadas por Emissores Associados de Lisboa e Emissores Norte Reunidos, no Porto, agrupavam-se para emitir numa só frequência. (Santos, 2005:12) Na década de 40 e com o aumento do entusiasmo à volta da rádio, “encontravam-se a emitir cerca de duas dezenas de rádios privadas com implantação regional, no Continente, Açores e Madeira” (Queirós, 2011:18). Rogério Santos (2014:18), na sua obra “A Rádio em Portugal” chama, ao período ainda antes do final da Segunda Grande Guerra, entre 1941 e 1951, o período de “recomposição”. “A tomada de posse de António Ferro para a direção da Emissora Nacional (1941), a autorização de publicidade nas pequenas estações locais de Lisboa e Porto (finais de 1948), a atribuição de novas frequências (1950), a preparação de estruturas organizativas mais modernas” (Santos, 2014:18) e ainda a saída de António Ferro da EM, em 1949, são as principais características desta etapa. “A primeira modernidade”, entre 1952 e 1960, caracteriza-se pela “reorganização das estações dos pontos de vista técnico, comercial e de recrutamento de profissionais (entre 1951 e 1953) e pela constituição da sociedade de televisão RTP (1955)” (Santos, 2014:18). O ano de 1959 ficou marcado pela estreia de três programas, que concorriam entre si, dois deles á noite, um horário pouco usual na altura. “Meia-Noite, no Rádio Clube Português, e 23 Hora, na Rádio Renascença” (Santos, 2014:18). “O Diário do Ar” era um programa sobre reportagem, género raro na época, emitido pela Emissora Nacional. A “segunda modernidade”, entre 1961 e 1968, marca a última etapa da rádio nacional, com a transferência da sede do Rádio Clube Português de Cascais para Lisboa, em 1961. Segundo Santos (2014), os anos 60 caraterizaram-se pelas novas formas de promover artistas, com “empresas dedicadas à realização de espetáculos de música ligeira, descoberta de uma nova geração de artistas, com discos publicados por editoras nascidas ao longo da década”. Esta etapa articula-se, ainda, por uma geração
35 de jovens locutores, a maioria vinda da Rádio Universidade. A verdade é que estes jovens vieram contrapor alguns dos ideais do regime, vigente na época. A forma como trabalhavam e aquilo que publicavam colocava em causa linha política da ditadura de Oliveira Salazar, “o que levou à proibição de programas ou edições de programas” (Santos, 2014:20). Nos anos 70 e, ainda antes, da revolução dos cravos, a 25 de abril de 1974, a rádio pautava-se como o meio de comunicação predominante em Portugal. “Face à indiferença do poder político e dos próprios grupos e empresas de média, as rádios livres nasceram espontaneamente, a partir do final dos anos 70” (Carvalho, 2014: 29). E embora, o MFA (Movimento das forças Armadas) tivesse abolido a censura e o exame prévio, manteve o controlo dos órgãos de comunicação social. Ainda assim, após a revolução, o programa do MFA assegurava a promulgação de uma “nova Lei de Imprensa, Rádio, Televisão, Teatro e Cinema”, facto que só veio a concretizar-se em 1988 com a publicação da Lei da Rádio (Reis, 2014:10). Em 1975, o Governo procede à nacionalização das estações de rádio, à exceção da Rádio Renascença e de outras duas de pequena dimensão. 6 Entretanto, no ano seguinte a Emissora Nacional e as restantes rádios nacionalizadas passam a designar-se por Empresa Pública de Radiofusão. Até 1980, “a atividade de radiofusão portuguesa caracteriza-se essencialmente por um duopólio , constituído pelas emissoras do Estado, agrupadas na RDP, e pela Rádio Renascença, da Igreja Católica” (Silva e Oliveira, 2013:27). Num período sem legislação, prometida pelo Movimento das Forças Armadas, o licenciamento das rádios locais fica sem qualquer efeito. Durante este tempo, a RDP e a Renascença aproveitam para se expandirem no país. “A rádio do Estado acrescenta à sua rede a Rádio Clube Português, Emissores Associados de Lisboa, Emissores do Norte Reunidos e a Rádio Ribatejo, ao mesmo tempo que a emissora da Igreja Católica consegue novas frequências em onda média e curta, depois de já lhe ter sido atribuída a rede de FM” (Silva e Oliveira, 2013:27). O boom das piratas A década de 80 marcou a história da rádio em Portugal. “Dá-se o boom das rádios livres ou rádios piratas, que emergem num quadro de ausência de qualquer 6 Gabinete para os meios de comunicação social in http://www.gmcs.pt/ficheiros/pt/decretolei-n-674-c75-de-2-de-dezembro.pdf. (consultado em 4 de abril de 2015)
36 disciplina legal”. 7 Nesta época, as rádios piratas ‘atropelavam-se’ para fazer chegar a sua voz aos ouvintes locais. Desprovidas de quaisquer legalidades, as rádios piratas, também conhecidas por rádios livres, eram conduzidas por jovens, na sua maioria, amadores, que “recolhiam discos de vinil e transformavam uma simples caixa de bolachas metálica e meia dúzia de componentes eléctricos num emissor FM”. 8 Segundo Ana Isabel Reis (2014:14), no e-book “Das Piratas à internet – 25 anos de rádios locais”, as rádios livres surgem num contexto político e económico conturbado em Portugal. “As eleições sucessivas; as consequentes medidas de austeridade; a entrada na então CEE; a consequente vaga de financiamentos comunitários a projetos, também na área dos média ou da formação profissional e a formação de uma nova geração de profissionais da rádio”. É também nesta época que saem os primeiros licenciados dos cursos superiores de jornalismo de Lisboa e do Porto. Das antigas colónias, tinham chegado a Portugal alguns nomes, que “trouxeram uma visão diferente de fazer rádio: menos formal, mais criativa, mais próxima do ouvinte” (Reis, 2014:14), como é o caso de Francisco José Oliveira e de Elísio Oliveira, que vieram a liderar alguns projetos em Portugal, como a Rádio Nova, da qual foram fundadores. O contexto mediático dos anos 80 foi igualmente vantajoso para a difusão das rádios piratas. “O surgimento de novas publicações; a descentralização das redações de jornais e rádios; a preparação para o arranque da televisão privada, e o anúncio da privatização de alguns jornais detidos pelo Estado e da Rádio Comercial” (Reis, 2014: 14) contribuem para o reforço da informação local. Por esta altura, a Rádio Difusão Portuguesa (RDP), a Renascença (RR) e a Comercial (RC), que emitiam a partir de Lisboa, asseguravam-se como as únicas rádios legalizadas em Portugal. A primeira rádio pirata da qual se tem conhecimento em Portugal, data de 1977, é a Rádio Juventude, que emitia para a Grande Lisboa (Bonixe, 2012:317). Mas, a grande explosão dá-se já no decorrer dos anos 80. Alguns projetos surgem com emissões mais regulares em 81/84. “A facilidade com que se colocava no ar uma emissão de rádio ajudou à proliferação de pequenas estações locais, normalmente com pequena potência e que funcionavam, em muitos casos, na residência dos seus 7 Gabinete para os meios de comunicação social in http://www.gmcs.pt/pt/breve-retrospetivahistorica-20130314-115310. (consultado a 5 de abril de 2015) 8 Site do Público in http://www.publico.pt/destaque/jornal/breve-historia-das-radios-piratas121147 (consultado em 6 de abril de 2015)
37 criadores” (2012:317). É o caso das rádios Caos e Delírio, no Porto e da Imprevisto, em Lisboa. Estas e outras emissoras livres foram insistindo na proliferação da radiofusão portuguesa, chegando a convencer dois deputados do PS e do PSD, que em 1983, realizaram um projeto-lei. Silva e Oliveira (2013:27) citam um artigo de Luís Humberto Marcos datado de 1989, onde afirmam que “os serviços locais de radiodifusão sonora constituirão uma resposta às necessidades de camadas do público ouvinte insatisfeitas com a programação das rádios convencionais de âmbito nacional”. No entanto, os primeiros anos da década de 80 ficaram marcadas pela abertura e encerramento de várias estações radiofónicas. Segundo Elsa Costa e Silva e Madalena Oliveira, o movimento das rádios piratas tornou-se imparável, a partir de 1985, altura em que as ações de fiscalização acabam por diminuir, mesmo sem enquadramento legal. (2013:27). A legitimação do fenómeno, deve-se, de acordo com as autoras, “ao envolvimento de vários quadrantes da sociedade portuguesa” (2013:28). A 17 de junho de 1984, a Rádio Livre, em Lisboa convidou cerca de 60 personalidades, ligadas à área da política, da cultura, das artes e do jornalismo para darem o seu contributo a favor das rádios livres. No ano seguinte, a Rádio Universidade de Coimbra é inaugurada pelo próprio reitor, Rui Alarcão. Em fevereiro de 1986, é também lançada, no Porto, pela Associação de estudantes da Faculdade de Ciências e pelo reitor, Alberto Amaral, a Rádio Universidade. Elsa Costa e Silva e Madalena Oliveira (2013) asseguram que, os apoios às rádios piratas, não parte somente das universidades, mas também dos autarcas, que se associavam a ações de pressão, de forma a verem a situação legalizada. Nunca se soube ao certo um número exato de rádios piratas que existiram em Portugal (Reis, 2015:17). Face à existência de 400 a 800 estações de rádio ilegais, o Governo de Cavaco Silva vê-se obrigado a intervir. Em 1988, foi publicada a Lei da Rádio e “foi aberto um concurso para a atribuição de frequências para as rádios locais que tiveram de encerrar as emissões até à meia-noite do dia 24 de dezembro de 1988, sob pena de serem excluídas do processo de licenciamento” (Reis, 2014:24). O concurso foi aberto 88, mas os resultados só começaram a ser divulgados em 1989. No final dos anos 80, a idade dos profissionais das rádios locais portuguesas estava entre os 17 e os 20 anos de idade. “A simples curiosidade ou o desejo de tornar pública uma voz alternativa ao discurso produzido pelos média nacionais, a par de alguns conhecimentos ao nível técnico (necessários para a montagem do emissor)
38 eram fatores, por si só, suficientes para criar uma estação de rádio local” (Bonixe, 2012:316). 3. Das piratas até ao processo de legalização O fenómeno das rádios livres em Portugal seguiu influências de movimentos idênticos, um pouco por toda a Europa. A Grã –Bretanha, a França, a Itália e a Espanha são alguns dos exemplos, onde as rádios piratas foram percursoras. (Carvalho, 2014:30). Isabel Reis (2014:11) cita um artigo de Badenoch (2013), onde escreve que a “era das piratas” começa em 1958, “com a dinamarquesa Radio Mercur a emitir a partir de um navio entre Copenhaga e Malmö”. No ano seguinte já existiam outros “navios-rádios-piratas”, originários dos países nórdicos, Alemanha, França e Reino Unido. Embora, a sua maioria tenha encerrado funções e atracado em terra, em meados da década de 60, houve uma rádio “Caroline”, “que desde 1964, navegava em águas fora do alcance das autoridades britânicas” (Reis, 2014:12). A emissora profissional teve grande impacto, sobretudo nas populações mais jovens. Em Portugal, e com o fim do regime ditatorial, as populações sentiram a necessidade de se expressar, vendo na democracia uma oportunidade para se fazer ouvir. Nessa altura, pequenos grupos de cidadãos criaram emissoras, que sem qualquer quadro legal, ficaram conhecidas como rádios piratas (Bonixe, 2012:314). Segundo Ana Isabel Reis (2014:12) “estas emissoras funcionavam sem objetivos comerciais e procuravam servir nichos étnicos, grupos de interesses, populações de áreas geográficas pequenas ou comunidades com problemas de inserção social”. A ideia de rádios livres “remete-nos em qualquer situação para a criação de um modelo alternativo de comunicação. Alternativo no sentido em que pretende romper com os sistemas monopolizados e centralizados na figura do Estado” (Bonixe, 2010:2). As pessoas sentiam que os problemas locais não faziam parte da grelha de informação das emissoras nacionais. “Por isso, o fenómeno das rádios locais está intimamente ligado ao desejo das comunidades em aceder ao espaço público
39 mediatizado que, de alguma forma, lhes era negado naquela época” (Bonixe, 2012:315). Existem dois grandes fatores que caracterizam o evento das rádios piratas em Portugal. Em primeiro lugar, o forte apoio dos autarcas, que viram nas rádios livres uma oportunidade para “participarem em ações com o objetivo de pressionar o poder central para legislar no sentido de legalizar as emissoras locais”. (Bonixe, 2012:315). A outra característica prende-se com o facto de os seus colaboradores serem muito jovens e sem experiência. Os responsáveis pelas rádios piratas percebem que a informação local é fundamental para a representação do território. Era possível informar os cidadãos dos problemas locais, da política local, situação que as emissoras nacionais dificilmente conseguiriam cobrir. O desporto local foi um dos sectores de informação que mais se distinguiu. De acordo com Bonixe, “os relatos de futebol tornaram-se célebres e preencheram claramente uma lacuna sentida pelos ouvintes, que era o acompanhamento permanente e em direto do clube local” (2012:320). Além disto, as rádios livres deram a oportunidade a muitos jovens, para ingressarem no jornalismo, não sendo, por isso, obrigados a deslocarem-se para as grandes áreas metropolitanas, como Lisboa e Porto. Segundo Madalena Oliveira no seu artigo “Ecos e sotaques do local: o insustentável sonho da realidade da radiofusão de proximidade”, “o declínio do conceito de comunicação social de massas acontece mais ou menos em simultâneo com a consolidação da radiofusão de proximidade” (2014:79). Um conceito que contraria a ideia de disseminação da informação e que incentiva as iniciativas locais de emissão radiofónica, ao mesmo tempo, que promove “o conceito de comunidade, equivalente ao que hoje se encontra no espírito das redes sociais” (Oliveira, 2014:79). Contudo, as rádios piratas debatiam-se com a falta de recursos humanos e de meios técnicos, cerca de 20 emissoras não possuíam uma redação e em cerca de 59, não existiam jornalistas profissionais. “Poucas rádios recorriam a algo mais que ao press-release das câmaras municipais ou das empresas da região” (Bonixe, 2012:321). Sendo, por isto, as fontes de informação mais usuais, as forças políticas locais, que viram uma oportunidade de passar mensagens, pouco prováveis de chegarem às emissoras nacionais. A atualização das notícias representava um problema, tendo em conta que a maioria das informações chegavam às redações via correio. A solução era recorrer aos correspondentes locais ou a colaboradores
40 ocasionais. O apoio de jornais locais e regionais era, na época, imprescindível, visto que podiam recorrer a estes e utilizá-los como fonte de informação. Algumas rádios piratas com maior dimensão tinham na redação terminais de agências de notícias (Bonixe, 2012:321). Bonixe (2012) escreve que, existem dois momentos na história das rádios piratas portuguesas. O primeiro situa-se entre 1977 e 1984, “altura em que o fenómeno se caracterizou pelo aparecimento de pequenas emissoras em vãos de escada, impulsionadas pela carolice e amadorismo dos seus criadores” (2012:318). Mais importante do que ter uma redação organizada, com tecnologia adequada e profissionais na área do jornalismo, era despertar a opinião pública. Um segundo momento é entre 1985 e 1988, antes do concurso de atribuição de alvarás às rádios locais, período em que surgiram projetos de rádio consolidados, “de alguma dimensão e, que visavam, já não apenas a afirmação de uma ideia, mas a legalização da radiodifusão local em Portugal” (2012:318). Em 1987 e com apoio maioritário dos partidos da esquerda parlamentar, é aprovada a primeira lei que regulamentava a atividade de radiofusão em Portugal. “A lei nº 8/87, de 11 de março, previa que as licenças para as rádios locais fossem atribuídas por despacho dos membros do governo responsáveis pelas áreas da comunicação social e das comunicações” (Carvalho, 2014:30). Esta primeira lei teve vida curta. Logo no ano seguinte, o governo de Cavaco Silva, com maioria absoluta no Parlamento, decretava uma nova legislação que viria a modificar vários aspetos na radiofusão: “um Conselho Consultivo substituiria o Conselho da Rádio, que aliás nunca chegara sequer a ser designado; o parecer deste novo órgão não tinha natureza vinculativa; as rádios deveriam ter serviços noticiosos regulares elaborados por jornalistas ou por detentores de um cartão de jornalista de imprensa regional; no processo de licenciamento dos operadores locais deveriam ter preferência as candidaturas apresentadas por empresas detentoras de publicações periódicas regionais e por profissionais do setor” (Carvalho, 2014:31). Em 88, havia espaço “no mapa de frequências para 402 rádios”. É então, finalmente, aberto um concurso público de atribuição de alvarás às rádios locais, cujos resultados só seriam conhecidos em 1989.
41 4. O concurso e as Rádios Locais: o acompanhamento mediático A 1 de março de 1989, o governo confirma o parecer da Comissão Consultiva, para atribuição das frequências de rádio através de um despacho que seria publicado em Diário da república, a 6 de março. 9 “Rádios locais podem emitir a partir de segunda-feira”, noticiava o Primeiro de Janeiro a 2 de março de 89, acrescentando ainda que, à Rádio Correio da Manhã, em Lisboa e à Rádio Nova (grupo Sonae), no Porto, haviam sido atribuídas as maiores potências – 5 KWS. Em Lisboa, foram ainda licenciadas, a TSF Rádio Jornal (3 KWS), a Rádio-Rádio, da Sociedade Portuguesa de Comunicação, Canal 3, da Emaudio, Coopmedia e Radiogeste, todas com 1 KWS. Já no Porto, e para além da Rádio Nova, foram atribuídas frequências à Radiopress (2 KWS), Rádio Activa, Rádio Festival do Norte e Rádio Placard, com 1 KWS. Entre as publicações investigadas, apenas o Jornal de Notícias e o Primeiro de Janeiro publicaram a lista das rádios licenciadas com a respetiva frequência. E assim se assinalou o fim das Rádios Piratas em Portugal e o início de uma nova era na Radiofusão nacional. Contudo e ainda antes de darem as primeiras notícias, as rádios locais eram, elas próprias, alvo de acompanhamento mediático. “Autêntico escândalo ainda vai fazer muitas ondas. Concessão de frequências da rádio – Jornalistas foram preteridos!”, noticiava o Jornal de Notícias a 18 de fevereiro de 1989. A concessão das frequências de rádio fez correr muita tinta. Segundo o que se podia ler no JN, fonte da Comissão Consultiva da Rádio, “que durante dois dias esteve reunida no Palácio da Foz, afirmaria que o grande escândalo residiu na circunstância de, à última hora, o plenário ter decidido contra o relatório do juiz”, condição que deu à Rádio Correio da Manhã, o 1º lugar em Lisboa, “ocupando um lugar que ainda na véspera era da TSF”. A emissora Telefonia sem fios acabou por ficar com a potência de 3 KWS, em vez da de 5 KWS, facto que foi contestado pela própria, em comunicado. “Os resultados a que chegou a Comissão são afinal os únicos compatíveis com a sua composição. Em boa verdade, uma Comissão de composição tendenciosa e parcial só poderia conduzir um resultado tendencioso e parcial”, assim se podia ler no Se7e, na 9 Meneses, s/d in http://formatosdaradio.no.sapo.pt/311.htm#_ftn1 (consultado em 1 de maio de 2015)
48 oportunidade legal na área da comunicação, tendo em conta que nessa altura, a maioria das rádios eram piratas. “A Rádio Nova nasceu porque foi a primeira maneira legal de estar em rádio”, afirma o CEO da SONAE, acrescenta que não sabia se, naquela altura, era possível ganhar um concurso público em Portugal, sem influência política. “A nossa experiência dizia o contrário, mas se queríamos vingar nessa área, a única maneira de o fazer, seria realizar um projeto o mais profissional e incontestável possível”. Em termos de projeto técnico, análise de mercado, estudo económico, investigação e conhecimento, Paulo Azevedo considera que “o projeto Rádio Nova era bastante mais completo do que os outros”. Foi a primeira vez que a SONAE ganhou um concurso público. Contexto político, económico e social A 17 de dezembro de 1989 20 , as populações deslocavam-se até às urnas para votar num dos candidatos disponíveis à governação da autarquia. No Porto, a vitória foi de Fernando Gomes, do partido socialista, com 42,32% 21 dos votos. Ao contrário do que acontecera nas autárquicas antecedentes, a 15 de dezembro de 1985, em que o candidato Fernando Cabral, do Partido Social Democrata ganha com 35,44% 22 dos votos. Nas eleições autárquicas de 1989, o partido socialista sagra-se o grande vencedor na maioria dos concelhos. Em comparação à década de 80 e início dos anos 90, Helena Lima (2012:157), escreve que, na opinião da maioria dos jornalistas da cidade do Porto, a região perdeu “a voz e a influência”. Nos anos 80, o Porto acolhia a sede de quatro bancos: o Borges & Irmão, a União de Bancos, o BPA e o início do BPI. Helena Lima (2012:158) cita o jornalista Rogério Gomes, ex-diretor do semanário “Grande Porto”, e fala da importância da banca portuguesa, do facto da sede de alguns dos mais importantes bancos do país se situarem no Porto, “havia na cidade poder económico”. 20 Comissão Nacional de Eleições in http://www.cne.pt/content/eleicoes-autarquicas-1989 (consultado em 30 de maio de 2015) 21 Comissão Nacional de Eleições in http://eleicoes.cne.pt/raster/index.cfm?dia=15&mes=12&ano=1985&eleicao=cm (consultado em 30 de maio de 2015) 22 Comissão Nacional de Eleições in http://eleicoes.cne.pt/raster/index.cfm?dia=15&mes=12&ano=1985&eleicao=cm (consultado em 30 de maio de 2015)
49 Além disto, a autora conta ainda que “na altura havia na cidade a Secretaria das Obras públicas, da Habitação Social, havia poder político na cidade. As Direções Regionais funcionavam, não havia nenhuma empresa nacional que não tivesse no Porto qualquer forma de representação. A cidade era, de facto, uma sede de poder, de acontecimentos e de figuras” (2012:158). Da mesma opinião é o jornalista Neto da Silva, também citado por Helena Lima, que escreve que o Porto produzia muitas notícias, a própria Câmara dava muitas notícias e os fundos comunitários fizeram com que a cidade do Porto se desenvolvesse (2012:158). Claro que, tudo isto, ajudou no reconhecimento da Rádio Nova, do Porto para o resto do país. A RN tinha, entre os seus colaboradores, nos painéis de crónicas e programas de debate, vozes fortes do norte no meio político, económico e cultural. A Rádio Nova era uma marca forte e reconhecida na cidade. Mas tendo a cidade um peso importante e relevante a nível nacional, tornou-se mais fácil expandir e desenvolver a rádio. As décadas de 80 e 90 determinaram um período de mudança nos media portugueses. “Depois dos processos de privatização surgiram transformações drásticas a nível da propriedade, do investimento tecnológico, do tecido social, dos novos desafios editoriais e da concorrência” (2012:135). Além disto, o público também tinha outras preferências e, como consequência, a atividade social e institucional no Porto e na região Norte foram delimitadas: “aquelas que tendiam a ser as temáticas preferenciais perderam acutilância em virtude do esvaziamento dos pólos de influência...as fontes tradicionais de agenda deram lugar a um novo modelo das hierarquias editoriais, em que a informação nacional mais generalista assumiu preponderância” (2012:135). A iniciativa privada de jornais no Porto, como o Jornal de Notícias e o Comércio do Porto, o fim das piratas e a legalização de várias rádios locais no Grande Porto, marcaram a história dos media na região, no final dos anos 80. Um projeto vencedor Em meados de fevereiro de 1989, o primeiro diretor da estação, Francisco José Oliveira, recebe uma chamada. “Cerca das 10 horas da manhã, estava eu no Luxemburgo e recebo um telefonema do engenheiro Belmiro de Azevedo a dizer que
50 tínhamos ganho! E agora? Perguntei. A resposta dele foi imediata e disse que precisaria de mim no Porto, o mais rápido possível para assumir os comandos”. Francisco Oliveira tinha a certeza de que tinham um projeto vencedor, só não tinha a certeza de que se queria mudar de Lisboa para o Porto de “malas e bagagens”. No entanto, uma semana depois, lá estava, pronto para começar a recrutar e criar a primeira equipa da Rádio Nova, em conjunto com Elísio Oliveira e João Paulo Menezes, o primeiro chefe de redação da estação, que tinha casado há uma semana. “Não houve tempo para lua de mel. Começamos logo a recrutar pessoas”, contou. Francisco Oliveira assegura que começou a ler todos os jornais possíveis “para perceber quem escrevia bem e, a ouvir todas as rádios do Porto e arredores”, assegurando que teve a preocupação de selecionar pessoas que tivessem determinadas características. Era necessário que escrevessem bem, que comunicassem muito bem, que tivessem uma boa voz, característica não muito usual para quem vinha da imprensa escrita, que não tivessem vícios e, ainda, que não ultrapassassem a faixa etária dos 25 anos. Só depois se passava às entrevistas individuais. Elísio Oliveira afirmou que “tentou fazer-se um mix de bons e jovens jornalistas e radialistas, que estavam a despontar no Porto”. A primeira equipa da Rádio Nova contou com cerca de 22 colaboradores, entre eles, jornalistas e animadores. Para Francisco José Oliveira, todos tinham de ser dotados das duas competências, depois se veria qual a melhor função para cada um. “Curioso é que alguns jornalistas de raiz envergaram pela vertente da animação e outros que vinham da animação seguiram a vertente jornalística”. Por esta razão temos hoje no panorama audiovisual português “algumas verdadeiras estrelas, alguns grandes nomes que se formaram na Rádio Nova”, assegurou. Embora, Paulo Azevedo também tivesse colaborado no recrutamento de jornalistas para a RN, o mesmo tinha uma grande confiança no trabalho de recrutamento, feito pelo Francisco Oliveira e pelo Elísio Oliveira. “Eram personagens muito entrosadas no meio da rádio e, por isso, facilmente tinham contactos e pistas de onde estava o jovem talento”. Segundo o mesmo, e apesar de a equipa inicial ser, maioritariamente, muito jovem, havia uma grande preocupação em contratar pessoas com talento e potencial, bem como “contratar bons professores, não podia só miúdos a ensinarem uns aos outros”.
51 “Conceito de antena aberta” Entre informação e programação, os conteúdos dividiram-se em ambas as áreas, embora, o espaço informativo ocupasse cerca de 90% do tempo de emissão. Para Francisco José Oliveira, a Rádio Nova teria de seguir um “conceito de antena aberta”, quer isto dizer que era obrigatório dar uma notícia no momento, sem ser necessário esperar pela hora do noticiário. “Qualquer ouvinte que estivesse a ouvir a Rádio Nova, podia ser confrontado com uma notícia. Tínhamos de acabar com aquele vício de esperar 50 minutos no caldeirão de uma redação para transmitir uma notícia”. E até chegar à hora do noticiário, era possível trabalhar a notícia ou as notícias, e acrescentar-lhes valor ao recorrer à opinião de comentadores e especialistas. “Nós tínhamos de estar em tudo o que acontecia de importante em Portugal e no mundo”. O primeiro diretor da Rádio Nova assegura que, durante os quatro anos em que lá esteve, tudo o que de importante aconteceu foi transmitido na frequência 98.9. Da mesma opinião é José Marquitos 23 , ex-administrador da Rádio Nova: “Nós tínhamos ligações permanentes a vários pontos do mundo, cobríamos vários eventos desportivos, desde o futebol a corridas de fórmula 1, bem como todos os eventos culturais que aconteciam na cidade do Porto”. Segundo o atual diretor geral da Newshold, detentora do jornal Sol, a Rádio Nova fazia transmissões integrais de concertos em direto, desde o Coliseu ao Rivoli, além de cobrir todos os eventos da Fundação de Serralves. A maioria das vezes, a Nova era a promotora desses eventos. “Era a rádio com quem todos gostavam de fazer parceria”, confessa José Marquitos. “Os conteúdos foram pensados, tendo em consideração aquilo que era oferecido aos ouvintes. E através do nosso trajeto e da nossa experiência na área da comunicação, tentamos encontrar conteúdos alternativos, que fossem aliciantes e, que se identificassem com a região e com as pessoas do Porto”, assegurou Elísio Oliveira. Contrariamente ao que acontece hoje, os noticiários ocupavam muito espaço. “Havia uma componente informativa muito grande, não estamos a falar de noticiários de três a cinco minutos, como é evidente. O bloco noticioso chegava aos 15 minutos”, conta João Paulo Menezes. “A Rádio Nova tinha um projeto muito para à frente, em relação àquilo a que estávamos habituados”, afirmou Carlos Rico 24 , atual jornalista da SIC, 23 Entrevista realizada por telefone em 25 de março de 2015 24 Entrevista realizada por telefone em 7 de maio de 2015
52 acrescentando ainda que, na época, além das emissoras nacionais, como é o caso da Antena 1, da Renascença ou da Comercial, ainda houve o boom das rádios piratas. Ao contrário dos restantes profissionais entrevistados, Carlos Rico entrou para a Rádio Nova já numa fase posterior ao concurso das rádios locais, mas ainda antes da inauguração da RN, permitindo, assim, dar uma visão mais ampla do que foi o início da Rádio Nova. Na opinião do jornalista, a Rádio Nova tinha um projeto muito forte e, embora, fosse uma rádio local, uma rádio do Porto, tinha uma perspetiva muito abrangente. Mário Jorge 25 , atual diretor comercial da Rádio Nova, já, na época, fazia parte do departamento comercial, afirma que tem guardadas todas as bandeiras dos vários países onde estiveram os correspondentes internacionais da Nova. “Conseguimos uma entrevista com o Savimbi [líder histórico da Unita], que estava dado como morto”. A Rádio Nova foi o único órgão de comunicação a conseguir este feito, chegando mesmo a ceder o áudio para as televisões. “Fizemos a cobertura da queda do muro de Berlim e mais tarde da guerra do Iraque, em direto, com repórteres no Iraque e em Israel. Na verdade, demos uma grande ‘abada’ às rádios nacionais que ainda trabalhavam muito numa dinâmica de: meus queridos ouvintes”, assegurou Mário Jorge. “O sexo dos anjos” A programação contínua da Rádio Nova deambulava entre notícias e música. Sendo o público-alvo da Nova, quadros médios e superiores, a música adequava-se a esse tipo de público. Para além disso, havia ainda rúbricas temáticas, entre os três e os cinco minutos, vocacionadas para os mais diversos temas, como educação, saúde e cultura. Mas, não houve programa com mais êxito, do que “O sexo dos anjos”, conduzido por Aurélio Gomes, sonorizado por José Gabriel e apresentado pelo psiquiatra Júlio Machado Vaz. “Lembro-me perfeitamente. Ainda não tínhamos começado a emitir e o Júlio Machado Vaz esparramou-se pela minha secretária e disse: Olhe, eu tenho uma proposta para fazer. Quero transmitir um programa sobre a psicologia da sexualidade. Confesso que deitei as mãos à cabeça e não queria 25 Entrevista pessoal realizada em 29 de maio de 2015
53 acreditar que ele estava a fazer uma proposta daquela natureza a uma rádio da Sonae”, afirmou Francisco José Oliveira. Acrescentando ainda que a Rádio Nova não dizia que não a nada e tinha a capacidade de experimentar, por isso, deu ordens para avançar com o programa. O Sexo dos Anjos era transmitido à meia noite, de sábado para domingo. Entendia-se que, pelo género de programa, devia ser programado para a noite, até que um dia se fez um inquérito de opinião para saber quais as preferências do público, relativamente ao horário do programa. O resultado foi inesperado. A esmagadora maioria queria que o programa fosse transmitido ao domingo, por volta da uma da tarde. O Sexo dos Anjos continuou a ser transmitido ao sábado à mesma hora, mas com retransmissão ao domingo à hora do almoço de família. Na época, a Rádio Nova tinha um acordo com a TSF e, por isso, o Sexo dos Anjos passou a ser também ouvido em Lisboa. Mais tarde, esse acordo foi quebrado e a Nova entrou em negociações com o Correio da Manhã Rádio para que o Sexo dos Anjos passasse então a ser transmitido pela emissora regional. Resultado disto foi o sucesso do programa e o reconhecimento, a nível nacional, de Júlio Machado Vaz. “Curiosamente, nunca o consegui vender, comercialmente. As marcas adoravam o tema, mas não queriam que a sua imagem estivesse associada, havia algum preconceito com o conteúdo do programa”, revelou Mário Jorge. “A parte técnica foi incrível. Diferenciou a Rádio Nova de todas as outras rádios”. Em jeito de homenagem, Francisco José Oliveira fez questão de assegurar que o nome, José Gabriel, faria parte da história da Rádio Nova. Ainda a Nova se encontrava em fase de testes, quando o sonorizador José Gabriel faz uma chamada a Francisco Oliveira e diz que está muito chateado, por este estar a fazer uma rádio de que toda a gente lhe fala, e não o ter o convidado para integrar a equipa. “Tu és top e a Sonae, não tem dinheiro para te pagar”, disse Francisco Oliveira. E aí, José Gabriel responde que não quer muito dinheiro, mas sim uma oportunidade de demonstrar à Sonae que ainda vai ser obrigada a pagar-lhe muito. “Era um sonorizador de topo, não havia muitos como ele”. O primeiro diretor da Nova conta que ele, o José Marquitos, e o próprio Belmiro de Azevedo ficavam até de madrugada a ver o José Gabriel a montar os programas. “Era um artista da rádio. Tenho muitas saudades dele”, confessa. Para José Marquitos, “ele era uma daquelas formiguinhas altamente competentes na Rádio Nova”. O Sucesso do programa foi tão grande que, mais tarde,
54 em 1993, Júlio Machado Vaz lança o livro “O Sexo dos Anjos”, com a colaboração de José Gabriel e Aurélio Gomes. “É aí que o Júlio Machado Vaz se torna o grande sexólogo deste país”, diz José Marquitos, entre risos. Cadeia nacional de informação Com uma frequência de 5 KWS, potência máxima atribuída pela Comissão da Rádio, a Rádio Nova tinha uma área de cobertura muito abrangente, que ia desde Viana do Castelo, passando por Braga, Guimarães e ia até ao sul de Aveiro. Mário Jorge Maia, atual diretor comercial da Rádio Nova, faz parte do projeto desde o seu nascimento e, afirma que “a cadeia nacional de informação foi uma coisa inovadora”. Naquela época havia uma cadeia com cerca de 40 rádios locais e aquelas que conseguissem receber sinal direto, tinham autorização para introduzir, na sua emissão, os noticiários da Nova. Como já havia referido, ainda em 89, a Rádio Nova e a TSF, em Lisboa, com uma potência de 3KWS, estabeleceram um protocolo de parceria. “Tinham redações twin, ligadas por linha telefónica, e às horas certas, a emissão era ativada em direto”. Mário Jorge, que na altura, trabalhava como comercial, diz que “como rádios comerciais, para viver precisávamos de angariar publicidade”, por isso aceitaram vender informação às rádios locais e em troca, “estas eram obrigadas a passar, nas suas antenas, os nossos conteúdos publicitários”, assegurou. A abrangência da potência atribuída está diretamente ligada à geografia da área em questão. Por exemplo, a cidade de Lisboa é muito mais plana do que a cidade do Porto, logo, embora à TSF tenha sido atribuída menos potência do que á Rádio Nova, esta tinha uma extensão muito maior, explica Mário Jorge, acrescentando que “o noticiário da TSF arrancava com um id 26 longo e monocórdico, para que, quando as pessoas o ouvissem, ligassem a sua antena, porque logo a seguir dava o noticiário”. Na opinião de Mário Jorge, o acordo com a TSF, no advento das rádios locais, era completamente inovador, sobretudo, porque as únicas rádios nacionais que existiam era a Rádio Comercial, estação pública pertencente à RDP (Radiofusão Portuguesa), e a Renascença, que pertencia à Igreja. 26 Uma música específica que sinalizava o momento em que todas as rádios entravam em cadeia nacional
55 A escolha do local e a antena de transmissão A escolha do local em que se iria instalar a Rádio Nova não foi feita em vão. Paulo Azevedo explica que o edifício semiconstruído, situado nos Pinhais da Foz foi, na época, uma ótima opção. E porquê? “Porque havia um outro projeto audiovisual que precisava de um estúdio e aquele edifício tinha espaço para ter esse estúdio, além de que queríamos tudo no mesmo sítio”. O CEO da SONAE conta que, na altura, já havia comprado uma produtora em Lisboa (Douro), mas que esta não tinha estúdios e, por isso, precisava de investir num “sítio com estúdio”. Elísio Oliveira diz que esta escolha tem que ver com a “disponibilidade do local e rendas ajustadas, de forma a não se gastar muito dinheiro”. Além disto, admite ainda que o edifício reunia as condições necessárias para se ter uma estação de rádio. Um outro ponto importante na escolha do local prende-se com o facto de este “ser um local privilegiado com linha de vista para o sítio onde se tinha colocado a antena”, diz Francisco José Oliveira. E, relativamente ao emissor houve, na altura, uma certa polémica, pelo facto deste se situar fora do concelho de abrangência da Rádio Nova, mais precisamente no Monte da Virgem, em Vila Nova de Gaia. “Contrariamente ao que se dizia em Portugal, na altura, já se tinha percebido que o melhor sítio para ter uma antena de transmissão, não era no próprio concelho”. Paulo Azevedo explica que existe um efeito, designado o efeito “guarda-chuva”, que faz com que o sinal mesmo por baixo da antena, seja bastante mau” e, por isso, esta deve estar longe e o mais alta possível. Segundo Paulo Azevedo, isto já acontecia em muitas cidades da Europa, mesmo com as antenas de estações de televisão, por exemplo: “uma televisão local em Munique, tinha o seu transmissor numa montanha a quilómetros da cidade”. Portanto, o sítio ideal para se ter a antena, seria no monte da virgem, ou mesmo na serra de Valongo, por serem pontos altos e por terem “uma boa capacidade de irradiar a cidade”, permitindo uma maior cobertura da região. “Hoje cantam eles, amanhã falamos nós” As 24 horas antecedentes à primeira emissão da Rádio Nova foram marcadas por uma voz que dizia “hoje cantam eles, amanhã falamos nós”, enquanto se ouvia o som de uns passarinhos como ruído de fundo. A voz pertencia a Elísio Oliveira e a
56 sonorização era da autoria de José Gabriel. “Era uma frequência vazia, naturalmente, e de repente apanhavam uma voz a dizer o slogan”. Para Elísio Oliveira, o objetivo era que as pessoas se habituassem a sintonizar na frequência 98.9. Embora, Francisco José Oliveira tivesse ido mais longe e dissesse que o pequeno slogan foi feito “para criar um certo suspense entre os ouvintes”. Contudo e, ainda antes de se ter pensado no som dos passarinhos, existiu um mês em OFF, que antecipou a inauguração da rádio. O mês de agosto pautou-se pela realização de testes aos emissores e às antenas. “Foi como estar à espera de um filho que está para nascer”, confidenciou Carlos Rico. Houve várias reuniões para se saber o que devia ou não ser feito. Mas, o atual jornalista da SIC destacou uma reunião em que toda a equipa foi chamada, para que cada um desse uma ideia para um programa, “que de alguma forma fosse o bilhete de identidade da rádio, a carta de apresentação aos ouvintes da Rádio Nova”. Foram vários os jornalistas a ir para a rua com os seus gravadores e microfones em punho à procura de histórias. Houve uma grande preocupação com a linguagem a ser utilizada, com a forma como se iria dizer as horas. Portanto, “aquela primeira identidade de uma rádio, que não nasce de geração espontânea”. Ainda que com uma natural liberdade criativa, havia muita coisa que tinha de ser pensada para que as pessoas quando ouvissem a emissora 98.9, percebessem, de imediato, “esta é a Rádio Nova”, contou Carlos Rico. Elísio Oliveira destacou as várias simulações dos noticiários, da construção das notícias, da forma de ler, “toda uma formação intensiva dos profissionais que estavam envolvidos”. O mesmo afirmou o primeiro chefe de redação da Rádio Nova, João Paulo Meneses, que se recorda das ‘emissões de despiste’, dos testes e dos ensaios que foram realizados antes da primeira grande emissão. Já Aurélio Gomes diz não se lembrar em pormenor do que foi feito durante esse mês, mas confessa que foi um período de muitas emoções. O 4 de setembro “Normalmente, tudo começa a uma hora tipo, a uma hora estabelecida, às oito, às nove”, mas Francisco José Oliveira queria quebrar com os padrões modelo e tornar-se autêntico. “Ora, quando é que um dia nasce? Quando o sol nasce. E nesse
57 dia, o sol nascia às 5h32. Então, a Rádio Nova nasceria às 5h32 em ponto”, afirmou. Em conjunto com toda a equipa, Francisco propôs essa hora. Às 5h32 minutos foram para o ar os primeiros acordes da Rádio Nova. No entanto, houve alguns problemas com a escolha da hora, porque muitas pessoas queriam estar na inauguração e assim não seria possível. Mas há uma situação muito caricata e, ao mesmo tempo, importante. A Rádio Nova foi a única rádio em Portugal a ser inaugurada por um Presidente da República, na altura, o Mário Soares. Isto aconteceu, porque o Francisco José Oliveira, enviou uma carta, endereçada ao Presidente da República, onde explicava todo o projeto e o convidava a estar presente na inauguração. “Nunca acreditei que ele aceitasse. O Belmiro de Azevedo chamoume maluco. Mas, a verdade é que ele aceitou”. Em resposta, Mário Soares disse que queria estar na inauguração daquilo que ele considerava realmente um projeto único, ímpar, uma coisa que ele não imaginava que pudesse acontecer em Portugal em termos de comunicação. Claro que, se colocava o entrave de a inauguração ser às 5h32. Mas depois de se falar com o assessor de imprensa do Mário Soares, ficou acordado que ele apareceria quando lhe fosse mais oportuno. Assim que soube, Belmiro de Azevedo fez questão de estar presente para receber o Presidente da República. “É importante salvaguardar o facto de que o Mário Soares veio ao Porto, de propósito, para inaugurar a Rádio Nova e não para fazer outra coisa qualquer!”, afirmou o primeiro diretor da Nova. Eram 5h32 minutos, aquando dos primeiros acordes na frequência 98.9. “Arrancamos sem dizer uma única palavra e ao som da música Porto Sentido, do Rui Veloso. Estávamos no estúdio e, ao mesmo tempo, tínhamos um rádio ao lado para ver se aquilo estava a dar”, confessou José Marquitos. Nem tudo correu bem. A animadora que estava de serviço no dia da inauguração, atrapalhou-se e chegou mesmo a ser substituída. Segundo o relato de Francisco José Oliveira, “a carga de nervos era muito grande e ela tropeçou para lá numas palavras. Houve mesmo quem a quisesse mandar embora, mas opus-me rigorosamente a isso. Mais tarde e, depois de um processo de recuperação, as coisas melhoraram bastante”. Mas, não ficamos por aqui, ainda no dia da primeira emissão, João Paulo Menezes relembrou que a Rádio Nova havia enviado um jornalista em reportagem para a Bélgica, por causa de um jogo contra o Futebol Clube do Porto. Acontece que o jornalista enviado teve um problema técnico e não conseguiu ligar os fios. “Logo no
64 Ainda hoje e, apesar de ser uma rádio única e exclusivamente para o Grande Porto, a Rádio Nova continua a ter um grande reconhecimento. Embora, este seja o primeiro contributo na história da Rádio Nova, ainda há muito a fazer. Este relatório apenas se incidiu no período do nascimento da Rádio Nova, sendo, por isso, importante indicar algumas linhas de investigações futuras. Por referir que além de ouvir os que estiveram envolvidos na génese da Rádio Nova, seria também interessante entrevistar os agentes políticos, económicos, culturais e sociais da época para melhor se perceber o verdadeiro impacto da RN no Porto e na área metropolitana do Porto. Em segundo lugar, seria importante continuar o estudo da Nova a partir de 92/93, altura em que o primeiro diretor da Rádio Nova deixa a estação. Neste início da década de 90 houve grandes mudanças, desde o pessoal ao equipamento utilizado. Perceber qual a influência ou o que mudou na Rádio Nova na viragem da década. Vários profissionais da RN deixaram a estação para integrar a equipa inicial da SIC e da TVI, e para integrar também a redação da TSF, que entretanto abriu no Porto. Realizar um estudo sobre o aparecimento e caracterização da Rede Nova de Rádio 33 e Rede Nova On Store 34 e perceber qual a sua importância na geração de receita para a RN e para o grupo dos media, no qual se insere. Este estudo deve caracterizar-se como um primeiro contributo para a história desta importante rádio local portuense. 33 Área de captação de receita que vende publicidade para as rádios locais 34 Área de captação de receita que vende música ambiente para espaços comerciais
65 Referências bibliográficas Lima, Helena (2012) “A Imprensa Portuense e os Desafios da Modernização”. Livros Horizonte, Lisboa Queiroz, Sousa, J (2011) “20 Anos ao Serviço das Rádios Locais - ARIC 1991-2011, Contributos para a história” ARIC Quivy, Raymond & Campenhoudt, Luc Van (2008) “Manual de Investigação em Ciências Sociais”, Gradiva, Lisboa Santos Silva, Augusto & Madureira Pinto, José (orgs.) (1986) “Metodologia das Ciências Sociais”, Edições Afrontamento, Porto Santos, Rogério (2005) “As Vozes da Rádio 1924-1939”, Caminho, Lisboa Santos, Rogério (2014) “A rádio em Portugal – Sempre no ar, sempre consigo 19411968”, Edições Colibri, Lisboa Bibliografia Web Bonixe, Luís (2010) “A migração das rádios locais portuguesas para o digital – desafios e potencialidades” in http://comum.rcaap.pt/handle/123456789/2057 (consultado em 15 de maio de 2015) Bonixe, Luis (2012) “As rádios locais em Portugal – da génese do movimento à legalização” in https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/article/view/26350. (consultado em 15 de maio de 2015) Carvalho, Alberto Arons (2014) ”Uma visão da evolução da radiofusão local pelo prisma das políticas públicas” in Reis, Ana Isabel, Ribeiro, Fábio, Portela, Pedro (org.) “Das piratas à internet: 25 anos de rádios locais” in http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/165 (consultado em 15 de maio de 2015)
66 Oliveira, Madalena (2014) “Ecos e sotaques do local: o insustentável sonho da radiofusão de proximidade” in Reis, Ana Isabel, Ribeiro, Fábio, Portela, Pedro (org.) in “Das piratas à internet: 25 anos de rádios locais” in http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/165 (consultado em 14 de maio de 2015) Reis, Ana Isabel (2014) “As rádios piratas em Portugal – contributos para um percurso” in Reis, Ana Isabel, Ribeiro, Fábio, Portela, Pedro (org.) in “Das piratas à internet: 25 anos de rádios locais” in http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/165 (consultado em 14 de maio de 2015) Santos, Hernani (s/data) “Manual de jornalismo de rádio” in http://opac.iefp.pt:8080/images/winlibimg.aspx?skey=&doc=73221&img=452 (consultado em 5 de janeiro de 2015) Silva, Elsa & Oliveira, Madalena (2014) “A linguagem do local e as rádios piratas – memória do episódio Marcianos em Braga” in http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/29996 (consultado em 16 de maio de 2015) Entrevista a João Paulo Menezes in Reis, Ana Isabel, Ribeiro, Fábio, Portela, Pedro (org.) “Das piratas à internet: 25 anos de rádios locais” in http://www.lasics.uminho.pt/ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/view/165 (consultado em 15 de fevereiro de 2015) Jornais consultados Comércio do Porto (fevereiro a setembro de 1989) Jornal de Notícias (fevereiro a setembro de 1989)
67 Primeiro de Janeiro (fevereiro a setembro de 1989) Semanário Se7e (fevereiro a setembro de 1989)
68 Anexos Trabalhos realizados no estágio 13 de outubro É já no próximo dia 17 Outubro que se inicia a formação em Humor, no Porto. A iniciativa partiu da escola Palavras Ditas. Susana Romana, formadora do curso, contanos em que consiste esta formação em humor. 13OUT_Humor_Objetivo curso (56’s) No final do curso, o objectivo é mudar a forma como as pessoas vêm os programas de humor… 13OUT_Humor_Apredizagens (41’s) A Formação em Humor acontece já no próximo fim-de-semana, na Rua da Boavista, no Porto. As informações sobre o curso estão disponíveis no site da escola palavras ditas, em palavras ditas.pt. 16 de outubro Celebra-se hoje o Dia Mundial da Coluna. Estima-se que cerca de 85% da população mundial apresente problemas relacionados com a coluna, pelo menos uma vez na vida. Pedro Nunes, médico neurorradiologista no Hospital da Lapa, no Porto desenvolveu uma técnica pioneira em Portugal. 16OUT_Novo tratamento (32’) A idade, a genética, os esforços físicos e os maus hábitos são algumas das causas para a criação de hérnias no disco da coluna. No entanto, Pedro Nunes, médico neurorradiologista, fala-nos dos benefícios que a nova técnica traz aos pacientes… 16OUT_Benefícios (31’) O novo procedimento minimamente invasivo tem uma taxa de sucesso de 80%. Pedro Nunes, médico neurorradiologista no Hospital da Lapa, no Porto, afirma que os pacientes têm uma rápida recuperação, relativamente à cirurgia convencional.
69 16 de outubro Abra a porta de casa e deixe entrar o cheirinho das Receitas da Mafalda. Com pratos simples, saudáveis e deliciosos, Mafalda Pinto Leite apresenta o mais recente cozinhado. MPL_Livro saudável E passando da preparação ao forno… MPL_Sugestão receitas Os filhos serviram júri nesta colectânea de cozinhados saudáveis… MPL_inspiração filhos As receitas da Mafalda fazem, como o próprio indica, parte do dia-a-dia da escritora… MPL_tempo recolha Mafalda Pinto Leite está neste momento a frequentar o curso de nutrição e, por isso, admitiu à Rádio Nova que num próximo livro poderá dar dicas sobre como prevenir ou curar doenças através da alimentação. 16 de outubro Dia 16 de Outubro comemora-se o Dia Mundial da Coluna - Dores nas costas e hérnias discais O que muita gente desconhece é que existem procedimentos minimamente invasivos, "não cirúrgicos" de hérnias do disco na coluna. São tratamentos alternativos à cirurgia convencional, mais simples, sem anestesia geral e de rápida recuperação. Têm uma taxa de sucesso de mais de 80% e não implica a remoção do disco. O médico neurorradiologista Pedro Nunnes do Hospital da Lapa no Porto poderá falar sobre as soluções e tratamento disponíveis no nosso país. Este médico está a lançar uma técnica pioneira em Portugal. 1Pode falar-nos sobre o tratamento alternativo à cirurgia convencional de hérnias no disco da coluna?
70 2Os pacientes obtêm melhores resultados? 3Quais são benefícios? 1 de outubro O Dia Internacional do idoso assinala-se hoje, dia em que o Instituto da Segurança Social revela, que mais de 78 mil idosos estão a viver em lares e mais de 76 mil estão a usufruir de apoio domiciliário. Relativamente às respostas sociais, o instituto adianta que 40 mil pessoas usam os Centros de Dia, enquanto cerca de duzentas usufruem dos centros de noite. Já no que se refere ao acolhimento familiar, 730 idosos foram abrangidos por esta resposta social, que passa por integrar as pessoas em famílias capazes de lhes oferecer um ambiente estável e seguro. De acordo com a Segurança Social, tem-se registado um aumento claro e significativo do número de vagas das diferentes respostas sociais e, ainda, da comparticipação financeira, que ronda agora os 360 euros. O instituto destaca que no ano passado houve um investimento de 500 milhões e 200 mil euros na área dos idosos. 2 de outubro O Mercado do Livro decorrerá no Palácio de Cristal entre os dias 3 e 26 de Outubro, das 10 às 20 horas 1É a primeira vez que o mercado do livro está a acontecer no Palácio de Cristal? Quais são as expectativas, sobretudo depois da Feira do livro ter lá estado há cerca de duas semanas?
71 2Quantos expositores vai ser possível visitar neste mercado do livro? 3Este ano têm também uma exposição de fotografia “os mercados do livro”, o que é que as pessoas vão poder ver nesta exposição? 4É possível que esta exposição chame mais pessoas ao mercado do livro do que nos anos anteriores? 5Este ano, O tema são os mercados tradicionais do Porto, li no comunicado de imprensa que Os livros estarão dispostos em caixas de fruta, cestos e todos os outros materiais que caracterizem e envaideçam os vários mercados da cidade… 6Porquê a escolha deste tema? 2 de outubro Mercado do Livro OFF: O Mercado do Livro regressa hoje e pode ser visitado no Palácio de Cristal. A iniciativa conta com 500 mil livros e mais de 100 editoras nacionais e internacionais, como nos conta Francisco Madruga, responsável pelo evento: - voz (Francisco Madruga) OFF: Este ano, o Mercado do Livro conta com uma exposição de fotografia, onde são retratados os antigos mercados do Porto, tema escolhido para o evento. - voz (Francisco Madruga) OFF: Os antigos mercados do Porto são o tema da nova edição do Mercado do Livro. Esta iniciativa não passa só pela venda de livros, mas também por exposições e ateliers, que podem ser visitados até dia 26 das 10 às oito da noite, no Palácio de Cristal.
72 3 de Outubro Revista de Imprensa Vacina da tuberculose tem o stock esgotado…é o destaque do Jornal de Notícias. Desde de Julho que a vacina não chega ao norte do país e em Lisboa só há para dez dias. No Público…o Novo Banco está impedido de vender os imóveis. Em causa, está a ausência de registo nas Finanças da transferência dos ativos do BES para o Novo Banco. O Diário de Notícias escreve: Paula Teixeira da Cruz, ministra da justiça, chama especialista do governo do PS para salvar Citius. Bruno Sá, antigo responsável pela plataforma, está desde ontem a tentar resolver o problema do Citius, que paralisou os tribunais ao perder o rasto a 3,5 milhões de processos. Duplo de Hollywood morre em Lisboa é o destaque fotográfico do Correio da Manhã. Carlos Lopez, de 25 anos, amante do parkour, tentou saltar da varanda do 4º andar no hostel onde estava na baixa de Lisboa, e acabou por morrer numa queda de 16 metros. Na imprensa dedicada à economia... O Diário Económico escreve: as novas regras europeias obrigam o Estado a um agravamento das despesas com o pessoal na ordem dos 3,4 milhões de euros. O Estado é agora obrigado a incluir 268 empresas e entidades públicas no défice. O jornal de Negócios traz uma entrevista com Pedro Marques Lopes. O comentador diz que “O liberalismo deste PSD é de badana” Nos desportivos... “Meia equipa remodelada nas mãos de Marcos Silva”, escreve o Record. Slimani, João Mário e Jonathan são a principal mudança do onze do treinador dos leões. A bola entrevistou André Gomes. O médio critica a falta de aposta em jogadores portugueses. No jogo… “Tello marca posição” o espanhol lidera o ranking de assistências do Futebol Clube do Porto.
73 3 de outubro – Entrevista: Mafalda Pinto Leite 1Em relação aos livros anteriores, o que é que este tem de mais saudável? 2A sua família, em particular, os seus filhos, voltaram a servir de inspiração? 3O que é que este livro tem de diferente dos outros? 4Pode destacar uma receita deste livro ou mesmo outra que repita mais no seu diaa –dia? 5Quanto tempo demorou a reunir todas as receitas? 6E então, agora vai deixar este livro no forno durante algum tempo ou já está a cozinhar um novo? 7É possível que, mais tarde, vejamos a Mafalda Pinto Leite a escrever um romance ou um outro género de livro? 3 de outubro Peça Liga Portuguesa de Futebol Vitória de Guimarães e Boavista inauguram, hoje, a 7ºjornada da Liga Portuguesa de Futebol. Para Domingo está agendado o FCP – Sporting de Braga e o BenficaArouca. O Sporting joga amanhã. Mariana Carvalho Os leões defrontam o Penafiel, após a derrota com o Chelsea para a Liga dos Campeões. A equipa de Alvalade está a seis pontos da liderança e conta com mais empates do que vitórias. Quanto ao Benfica, depois da derrota contra o Bayern Leverkusen, na segunda ronda da Champions, regressa à Liga nacional, já no domingo, para defrontar o Arouca. A equipa encarnada procura conquistar a quarta vitória consecutiva no campeonato. No entanto, na época passada, a equipa nortenha impôs um empate na luz a dois golos.
80 O lançamento do site oficial do Porto Fashion Makers acontece, amanhã, a partir das 15h, no espaço OPO’Lab, no centro do Porto. 21 de outubro O Festival Internacional de Filmes de Turismo estreia-se amanhã no Porto, no Auditório 3D da empresa Douro Azul. Hugo Marcos, diretor da Associação Portuguesa de turismologia, conta-nos em que consiste o Festival Internacional de Filmes de Turismo, que já alcançou 75 países… SOM: Festival Internacional de filmes de turismo A sétima edição do Festival Internacional de Filmes de Turismo terá lugar no Auditório 3D da empresa Douro Azul de 23 a 35 de Outubro. 21 de outubro – Reportagem A Associação Comercial do Porto e a Confederação Empresarial da CPLP celebraram ontem um protocolo de parceria, que visa o estreitamento das relações comerciais entre a comunidade de países lusófonos. Nuno Botelho, Presidente da associação comercial do Porto explicou à Rádio Nova, quais os objectivos desta parceria… Protocolo de parceria – CCPI E CPLP 1 O presidente da Associação Comercial do Porto considera que a assinatura deste protocolo, com a confederação empresarial da CPLP traz benefícios para todos os países da comunidade de língua portuguesa. 23 de outubro A 35º edição do Portugal Fashion arranca hoje no Porto. Este ano, a grande novidade é a descentralização dos locais dos desfiles, como nos explica Rafael Rocha, director de comunicação da Associação Nacional de Jovens Empresários… Som: Portugal Fashion
81 Sprinkle é o tema desta edição de verão do Portugal Fashion. Os desfiles podem ser vistos na Alfândega, no Palácio dos Correios, no Conservatório de Música do Porto e no Mosteiro de São Bento, até ao dia 25 de Outubro. 23 de outubro Um estudo do ISEP comprova que a metrologia ou a ciência das medições é fundamental na medição da temperatura corporal e pode ter impacto na qualidade de vida dos doentes. Sandra Castro, autora da investigação, disse à Rádio Nova que os equipamentos hospitalares necessitam de um controlo metrológico… SOM: termómetro 1 Através de uma amostra de 300 aparelhos, Sandra Castro conseguiu comprovar a importância dos procedimentos de medição metrológica para a segurança e qualidade de vida dos doentes. A investigadora confessa à Rádio Nova qual o objectivo deste projecto… SOM: termómetro 2 Sandra Castro, investigadora do projecto, explica que através da calibração dos equipamentos clínicos, é possível garantir que os valores dos termómetros timpânicos correspondem à temperatura real do doente. 28 de outubro A Liga Portuguesa Contra o Cancro volta a apelar à solidariedade dos portugueses. A campanha “Contra o cancro todos contam” pretende alertar as pessoas para o apoio aos doentes oncológicos, como nos explica Artur Fernandes, responsável da Liga Portuguesa contra o cancro… SOM: Liga Portuguesa contra o cancro_objetivo (35’) Há vários locais onde as pessoas podem contribuir para a campanha da Liga Portuguesa Contra o Cancro… SOM: Liga Portuguesa contra o cancro_locais (24’)
82 O valor angariado no Peditório nacional vai permitir à Liga Portuguesa Contra o Cancro dar apoio aos doentes oncológicos e às famílias. No próximo fim-de-semana cerca de 30.000 voluntários saem à rua para contribuírem nesta acção da Liga Portuguesa contra o cancro. 30 de outubro A influência da cultura e da criatividade na competitividade das cidades é o tema do debate que a Estratégia Urbana promove, hoje, em Matosinhos. Nuno Sampaio, Presidente deste laboratório de inovação, explica-nos o tema deste encontro… SOM: 30OUT_estratégia urbana Competitividade, cultura e criatividade é o tema do debate, promovido pela Estratégia Urbana, hoje, às 10 da noite, na Rua Alfredo Cunha em Matosinhos. A entrada é livre. Entre os convidados estão oradores ligados à arquitectura, cultura e jornalismo. 30 de outubro Os Arte & Ofício estão de volta, hoje, na casa da música! A mítica banda dos anos 70 foi um fenómeno de popularidade no género rock e jazz rock… SOM: arte e ofício Os Arte & ofício inauguram o seu regresso, no dia 30, às 22h, na Casa da Música! 30 de outubro “Som Daqui”, assim se chama a orquestra, formada por António Serginho e Pedro Cardoso, que junta vários artistas de diferentes géneros musicais. O concerto acontece este fim-de-semana, no Museu Municipal de Penafiel, e Pedro Cardoso, um dos responsáveis pela criação dos “Som Daqui”, explica-nos como se iniciou este projecto… SOM: Som Daqui (33’)
83 Os Som Daqui, formados por cerca de 60 músicos, atuam este fim-de-semana no Museu Municipal de Penafiel. Nota: Só tenho a indicação da hora do concerto para sábado, pelas 21h. No domingo, ainda não se sabe se será pelas 18h30. 30 de outubro - Reportagem “Teatro em campo aberto”, assim se chama a nova estratégia do Teatro Municipal no Campo Alegre, que abre portas a oito estruturas da cidade, durante o ano de 2015. Paulo Cunha e Silva, Vereador da cultura explica-nos como vai funcionar este espaço em regime de condomínio aberto… SOM: Teatro em Campo Aberto O Teatro Campo Alegre deixou de ter uma companhia residente, como era o caso da Seiva Trupe, para acolher oito estruturas da cidade. A dança, o teatro, o cinema e o circo vão partilhar o espaço do Teatro em Campo Aberto, pelo menos durante o ano de 2015. 4 de novembro A Europacolon Portugal, associação de luta contra o cancro do intestino, teve a necessidade de alargar a missão para as doenças do foro digestivo. A associação vai apoiar os pacientes e familiares que vivem com esta patologia, como nos explica Vítor Neves, Presidente da Europacolon… SOM: Europacolon 1 Até ao momento, os doentes com patologias do foro digestivo não eram representados por uma associação nacional onde pudessem recorrer e pedir apoio. Vítor Neves, Presidente da Europacolon, contou à Rádio Nova quais as necessidades que levaram a desenvolver esta acção… SOM: Europacolon 2
84 A Europacolon Portugal é pioneira, a nível europeu, na alteração dos estatutos. Esta associação, responsável pelo rastreio de doentes com cancro no intestino, tem agora uma nova missão, a de dar apoio aos doentes com patologias do foro digestivo. 6 de novembro O Get Set Festival está de regresso e começa amanhã no OPO Lab, no Porto. Luís Fernandes, director do festival, conta-nos como vai funcionar a 4ºedição do evento… SOM: Get Set Festival A partir de amanhã e até sábado, pode participar no Get Set Festival, no OPO Lab, no Porto. Os bilhetes podem ser adquiridos através do site do festival, em www.getsetfestival.net 8 de novembro Inaugura, amanhã, no Porto o Café Memória, uma iniciativa da associação de alzheimer Portugal e da Sonae Sierra. Catarina Alvarez, responsável pelo projecto, explicou à Rádio Nova qual o objectivo do Café Memória… SOM: Café Memória Café Memória abre amanhã ,no Porto no espaço Atmosfera M da fundação Montepio. 8 de novembro O Cineclube do Porto convida o público para assistir a uma assembleia geral, no dia 8 de Novembro, na Casa das artes, no Porto. José António, director da entidade, explicou à Rádio Nova, qual o objectivo desta reunião extraordinária… SOM: Cineclube A assembleia geral, convocada pelo Cineclube do Porto, acontece no dia 8 de Novembro, pelas 21h, na Casa das artes, no Porto.
85 8 de novembro Nos dias 8 e 9 de Novembro, a companhia de teatro e dança, Napalm, promove um workshop de teatro e televisão com o ator Almeno Gonçalves. Jaime Soares, director artístico da companhia, explicou à rádio Nova, quais os objectivos da formação… SOM: Napalm WS (36’) O Workshop de teatro e televisão com o ator Almeno Gonçalves acontece nos dias 8 e 9 de Novembro, nas instalações da companhia de teatro, Napalm, na rua do Bonjardim, no Porto. As inscrições podem ser feitas no site da instituição, em www.napalm.pt 9 de novembro Este fim – de-semana propomos uma visita a Ponte da Barca, que acolhe, no domingo, o Festival Gastronómico. António Vassalo Abreu, Presidente da CM da Ponte da Barca contou à Rádio Nova quais as actividades presentes neste domingo gastronómico… SOM: Festival gastronómico (36’) O magusto de Ponte da Barca, celebrado com Sarrabulho e prova de vinhos, acontece este fim-de-semana no Centro de Exposição e Venda de Produtos Regionais. 10 de novembro Começa hoje a décima terceira semana de Pernambuco, no Forte de São João Batista, no Porto. O objectivo deste evento é mostrar a cultura pernambucana em Portugal e o tema central é a literatura de cordel. Em jeito de agradecimento, Davi Teixeira, cordelista convidado para estar na XIII semana de Pernambuco, preparou um cordel dedicado à Rádio Nova… Som: Semana de Pernambuco A partir de hoje e até dia 15 de Novembro, estará presente, no Forte de São João Batista, no Porto, a XIII semana de Pernambuco.
86 11 de novembro Já pode dar uma voltinha no carrossel solidário do Mar shopping. Em parceria com a Make a Wish Portugal, esta acção solidária pretende realizar desejos a crianças e jovens entre os 3 e os 18 anos com doenças graves. Sandra Monteiro, diretora do Marshopping, conta à Rádio Nova como funciona esta iniciativa… SOM: Carrossel solidário O carrossel solidário estará no Mar shopping até ao dia 6 de Janeiro de 2015. Além desta acção, haverá workshops de natal para as crianças e ainda um espectáculo no gelo. 11 de novembro - Reportagem A 1º edição do Festival internacional de documentário e cinema real, acontece no Porto, de 4 a 13 de Dezembro e conta com mais de 50 filmes, a maioria em estreia nacional. Dário Oliveira, director do festival, explicou à Rádio Nova qual a missão deste evento do cinema… SOM: Festival Internacional de documentário e cinema do real O Festival Internacional de documentário e cinema do real acontece de 4 a 13 de Dezembro em três sítios distintos da Baixa do Porto: no Teatro Municipal Rivoli, no Passos Manuel e nos Maus Hábitos. 14 de novembro Realiza-se hoje um magusto, organizado pelo Orfeão Universitário do Porto e pela associação dos antigos orfeonistas, que contará com mais de 50 pessoas dos 18 aos 88 anos. João Rocha, um dos organizadores, convida todos os antigos e atuais elementos do orfeão a participar neste convívio… SOM: magusto orfeão
87 O magusto organizado pelo Orfeão universitário do Porto acontece hoje pelas 20h, nas instalações da associação dos antigos orfeonistas da Universidade do Porto, na rua dos Bragas. 18 de novembro As escolas Helen Doron English abriram um novo centro, desta vez no Porto. Com 10 anos de existência em Portugal, a instituição diferencia-se pelo método inovador e ensina crianças desde os 3 meses. Mariana Torres, responsável pela escola do Porto, conta à Rádio Nova qual o segredo da metodologia Helen Doron… SOM: Helen Doron English A escola Helen Doron English ensina crianças a partir dos 3 meses de uma forma inovadora. Agora, situada no Porto, na Rua Marechal Saldanha. 19 de novembro O projeto “Refood Cedofeita” é apresentado, hoje, na Faculdade de Direito da Universidade do Porto. A iniciativa pretende angariar voluntários para a recolha e distribuição de alimentos por famílias carenciadas. Pedro Teixeira, um dos pioneiros, falou acerca deste projeto… SOM: Refood Cedofeita Refood Cedofeita, assim se chama o projeto que irá ser, hoje, apresentado na Faculdade de Direito da Universidade do Porto, às 19h. Pedro Teixeira, um dos responsáveis pela iniciativa, convida todas as pessoas interessadas a participarem nesta ação de voluntariado. 20 de novembro Começa hoje o II Congresso nacional de prevenção oncológica e dos direitos dos doentes. Vítor veloso, Presidente do núcleo regional do norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro, explica à Rádio Nova, qual o objectivo das conferências…
88 SOM: Liga Portuguesa contra o cancro Hoje e amanhã, pode assistir-se às conferências em comemoração dos 50 anos da Liga Portuguesa contra o cancro, na Fundação Cupertino de Miranda, no Porto. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do contacto do núcleo regional do norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro. 20 de novembro Vamos dar Música ao governo, assim se chama a manifestação, que se realiza hoje, desde o metro do bolhão até à Trindade. Os estudantes da universidade do Porto e do Instituto Politécnico juntam-se para votar contra o Orçamento de Estado 2015. Válter Cabral, da direcção da associação de estudantes da Faculdade de Belas Artes, explicou à Rádio Nova, quais os motivos que levaram à manifestação… SOM: Manifestação concerto (42’) Os estudantes da universidade do Porto e do Instituto Politécnico juntam-se, hoje, para dar música ao governo, assim se chama a manifestação, a partir das 17h30, desde o metro do bolhão até à Trindade. 25 de novembro Iniciativa para a economia cívica, assim se chama a plataforma, que pretende promover uma economia local, capaz de dar respostas aos problemas da sociedade. Maria do Carmo Pinto, uma das responsáveis, explica em que consiste este projecto… SOM: economia cívica Iniciativa para economia cívica é uma plataforma que reúne entidades públicas e privadas e que tem o objectivo de financiar projectos de inovação social em todo o país. Vila Real, Gondomar, Gouveia e Fundão, são alguns dos municípios que já se juntaram a esta iniciativa.
89 28 de novembro A investigação médica e clínica vai ter um programa de apoio, anunciou a secretária de estado da ciência, Leonor Parreira. O futuro da ciência no séc. XXI, assim se chama a iniciativa avançada pela Academia Europeia das ciências, que acontece, hoje, na Casa do Infante, no Porto. Rui Nunes, Presidente da Associação Portuguesa de Bioética, deixa alguns dos temas que estão em destaque nesta sessão de conferências… SOM: Futuro da ciência O Porto acolhe, hoje, uma sessão de conferências sobre o futuro da ciência no séc. XXI, que conta com investigadores e cientistas internacionais. A iniciativa foi avançada pela academia Europeia das ciências e tem lugar na Casa do Infante, no Porto. 28 de novembro - Reportagem Estreia hoje a peça Ajax, a mais antiga tragédia de Sófocles, no Teatro do Bolhão. Nuno Cardoso, encenador da peça, explicou à Rádio Nova em que consiste esta tragédia… SOM: Sófocles A partir de hoje e até ao dia 13 de dezembro, está em cena Ajax, a mais antiga tragédia de Sófocles, no Teatro do Bolhão. 1 de dezembro José Cid e a banda aCIDjazz Project sobem hoje ao palco da casa da música para um concerto solidário. A entrada tem um custo de 18 euros e todo o valor da receita de bilheteira reverte a favor da Associação Bagos D’Ouro, que dá apoio a jovens e crianças carenciadas da região do Douro. José Cid contou à Rádio Nova como surgiu esta ideia de um concerto solidário…
96 época do natal, o grupo organiza concertos de entrada livre, mas, Diana Gomes, responsável pelo coro clássico do Orfeão Universitário do Porto, conta que este ano há algo de novo… SOM: Orfeão UP É hoje o concerto do coro clássico do orfeão Universitário do Porto. Acontece na capela de Nossa Senhora dos Anjos Franciscanos e é de entrada livre. Também no próximo domingo, o coro clássico do Orfeão Universitário do Porto vai atuar na estação de São Bento, pelas 18h20. O coro clássico do Orfeão Universitário do Porto atua, hoje, na estação de São Bento. Já é comum, a organização de concertos nesta época de natal, mas este ano há algo de novo, como explica Diana Gomes, responsável pelo coro clássico do Orfeão Universitário do Porto… SOM: Orfeão UP O concerto do coro clássico do Orfeão Universitário do Porto acontece, hoje, na estação de São Bento, pelas 18h20m e tem entrada livre. 18 de dezembro O Teatro Nacional São João anunciou hoje que, a partir de Janeiro, vai reduzir o preço dos bilhetes no Teatro Carlos Alberto e no Mosteiro de São Bento da Vitória. Francisca Carneiro Fernandes, presidente do Conselho de Administração do Teatro Nacional São João revelou outras novidades para o primeiro trimestre de 2015… SOM: Francisca Carneiro_TNSJ A programação do primeiro trimestre do Teatro Nacional São João foi, hoje, apresentada em conferência de imprensa. “O fim das possibilidades”, de Jean-Pierre Sarrazac e "O que é que o pai não te contou da guerra?", de Fernando Giestas são os principais destaques para o próximo ano. Nuno Carinhas, director artístico do Teatro Nacional São João adianta outras novidades… SOM: Nuno Carinhas_TNSJ
97 A partir de Janeiro, o preço dos bilhetes no Teatro Carlos Alberto e no Mosteiro de São Bento da Vitória vai ficar mais barato. Além de várias estreias para 2015 e da legendagem dos espectáculos, o Teatro Nacional São João vai contar ainda com iluminação nocturna, já a partir dos próximos dias. 23 de dezembro A escola de surf Onda Pura, em Matosinhos proporcionou uma manhã diferente a cerca de 25 crianças apoiadas por três instituições de solidariedade social do Porto. Marcelo Martins, dono da escola de surf, conta como funciona esta acção solidária… SOM: Onda Pura Cerca de 25 crianças e adolescentes entre os 8 e os 16 anos tiveram hoje a oportunidade de fazer uma aula de surf gratuita. A escola Onda Pura, em Matosinhos decidiu presentear as crianças da Associação de Protecção à Infância Bispo D. António Barroso, a Obra do Frei Gil e a Instituição Centro Juvenil de Campanhã. 23 de dezembro “Dar força aos doentes com Esclerose Múltipla”, assim se chama o estudo desenvolvido pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa em parceria com a sociedade portuguesa de esclerose múltipla. Um dos resultados da investigação revela que 60% dos doentes tem apenas duas consultas por ano. Sofia Oliveira Martins, responsável pelo estudo, conta à Rádio Nova quais as conclusões mais preocupantes… SOM: RESULTADOS De acordo com o estudo, cerca de 24% dos cuidadores foram obrigados a deixar os empregos devido à esclerose múltipla… e por isso, Sofia Oliveira Martins, docente na faculdade de farmácia da Universidade de Lisboa, explica quais são as mudanças mais urgentes… SOM: MUDANÇAS
98 “Dar força aos doentes com esclerose múltipla” é o primeiro estudo em Portugal a fazer uma avaliação da qualidade de vida e do impacto social que a esclerose múltipla traz à vida dos dentes e dos cuidadores. 23 de dezembro - Reportagem A Câmara do Porto convida a uma viagem de locomotiva pelo centro histórico da cidade. Através da Porto Lazer e em parceria com a Refer, o projecto locomotiva tem como ponto de partida a Estação de São Bento. Rui Moreira, Presidente da autarquia do Porto, explica à Rádio Nova, qual o objectivo desta iniciativa… SOM: Locomotiva_Rui Moreira A requalificação do espaço envolvente à Estação de São Bento vai ter uma nova frente, no lado norte com a transformação do parque de estacionamento sob a Rua da Madeira numa nova praça. A obra vai estar concluída até ao início de Março, a tempo de acolher o conjunto de acções e eventos do projecto Locomotiva. 26 de dezembro A 21º Edição Liberty Seguros São Silvestre realiza-se já este domingo. As inscrições para a corrida dos 10 km estão esgotadas, mas ainda é possível participar na Mini corrida e caminhada com 5 km de extensão. A Run Porto, organizadora do evento, transformou ainda esta edição numa corrida solidária ao celebrar um protocolo com a Legião da Boa vontade. Jorge Teixeira, diretor da Run Porto, fala-nos sobre a 21º edição da São Silvestre… SOM_São Silvestre A partir de hoje e até domingo, é possível ir até à Alfandega e contribuir com alimentos, que se destinam a ajudar pessoas carenciadas…A 21ºedição Liberty Seguros São Silvestre acontece no próximo domingo, às 18h, com início na Avenida dos Aliados, no Porto.
99 26 de dezembro Os Clã e os Expensive Soul vão animar a passagem de ano no Porto. A Câmara Municipal do Porto e a Porto Lazer vão proporcionar aos portuenses e aos turistas um concerto gratuito na avenida dos aliados. Hugo Neto da Porto Lazer falou à Rádio Nova desta iniciativa e deixou em aberto algumas surpresas… SOM: PDA_concerto Os Clã abrem a pista às 22h30. Já em 2015, são os Expensive Soul que aquecem a primeira noite do ano, num concerto gratuito, na baixa portuense.