scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

Avaliação do Impacto da Infertilidade sobre a função sexual em casais Portugueses

João Miguel Ferreira Perestrelo

Full text

Mestrado Integrado em Medicina Artigo de Investigação Médica Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses João Miguel Ferreira Perestrelo Porto 2012 João Miguel Ferreira Perestrelo* *Aluno do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar Largo Prof. Abel Salazar, 2, 4099-003 Porto Portugal [email protected] Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses Dissertação de Candidatura ao grau de Mestre submetida ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Orientador – Dr. Nuno Rossano Monteiro Louro Categoria - Assistente Hospitalar de Urologia Filiação - Centro Hospitalar do Porto Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar VI I. Agradecimentos Um agradecimento especial ao Dr. Nuno Louro, pela sugestão do tema e por toda a disponibilidade e paciência para comigo, bem como pelo empenho e dedicação. À Unidade de Procriação Medicamente Assistida do Centro Hospitalar do Porto pela forma carinhosa como me recebeu, possibilitando a realização deste trabalho. Ao Dr. Carlos Afonso pela valiosa ajuda na análise estatística. À minha família e amigos pelo apoio constante. Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses RESUMO Introdução: A infertilidade é considerada um fator de stress psicológico e relacional e muitos estudos citam uma associação entre a infertilidade e a disfunção sexual. A função sexual é um dos componentes mais importantes da saúde e da qualidade de vida em geral. Objetivos: Determinar a prevalência e os fatores de risco da disfunção sexual em casais inférteis. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal não-controlado, numa amostra de conveniência de casais inférteis seguidos na consulta da Unidade de Procriação Medicamente Assistida do Centro Hospitalar do Porto (CHP). Dois questionários, o Female Sexual Function Index (FSFI) e o International Index of Erectile Function (IIEF), foram entregues e preenchidos pelos elementos do casal. Foi ainda realizada uma entrevista conjunta onde foram recolhidos dados sociodemográficos. A análise estatística foi realizada recorrendo ao SPSS® statistics versão 19.0. Resultados: A amostra deste estudo foi de 41 casais. A maior disfuncionalidade verificada nas mulheres relacionou-se com o desejo (73,2%) e com a excitação (58,6%). Relativamente aos homens, existiu maior disfunção na satisfação com a relação sexual (63,4%) e no desejo sexual (61%). Quanto aos fatores de risco na mulher, a idade, o rendimento familiar e a causa da infertilidade apresentaram relação com alguns domínios do FSFI. No homem, a duração da infertilidade teve um efeito negativo no domínio do orgasmo. Conclusões: A prevalência de disfunção sexual feminina nos domínios do desejo e excitação, neste estudo, foi superior à encontrada na população Portuguesa normal. No homem a satisfação com a relação sexual e o desejo sexual mostraram-se disfuncionais, sendo que a prevalência de disfunção erétil (DE) neste estudo foi superior à encontrada na população masculina normal. Embora a idade, o rendimento familiar, a causa e duração da infertilidade e a DE possam constituir fatores de risco para uma maior disfunção sexual, estes dados são apenas exploratórios e mais estudos são necessários neste campo. Palavras-chave: Infertilidade; Fatores de Risco; Disfunção Sexual; Disfunção Erétil; International Index of Erectile Function; Female Sexual Function Index. Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses ABSTRACT Introduction: Infertility is known to be a psychological and relationship stressor and many studies established an association between infertility and sexual dysfunction. Sexual function is one of the most important components of health and life quality in general. Aims: To determine the prevalence and risk factors for sexual dysfunction in infertile couples. Methods: A cross-sectional study, with a convenience sample of infertile couples and without a control group, was performed on the Assisted Reproduction Unit of Oporto Hospital Center (OHC). Two questionnaires, the Female Sexual Function Index (FSFI) and the International Index of Erectile Function (IIEF), were delivered and completed by the couples. An interview was conducted with the purpose to collect socio-demographic data. Statistical analyses were carried out using the SPSS® statistics 19.0 version. Results: This study comprised a sample of 41 couples. The biggest dysfunction in women was connected with desire (73,2%) and with arousal sensation (58,6%). When men were analyzed, there was dysfunction in intercourse satisfaction domain (63,4%) and sexual desire (61%). Women risk factors for sexual dysfunction included age, family income and infertility cause, while in men the duration of infertility had a negative correlation with orgasm domain. Conclusions: The prevalence of female sexual dysfunction in desire-domain and arousal-domain was found to be higher than the results reported from Portuguese normal population. In men, satisfaction with sexual intercourse and sexual desire were clearly dysfunctional. The prevalence of erectile dysfunction (ED) in this study was higher than the prevalence reported for normal population. Although age, family income, cause and duration of infertility and ED may represent risk factors for sexual dysfunction, these data are exploratory in nature and more studies in this area are needed. Key Words: Infertility; Risk Factors; Sexual Dysfunction; Erectile Dysfunction; International Index of Erectile Function; Female Sexual Function Index Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses i Índice Índice de Tabelas ii Índice de Figuras iii Lista de Siglas iv I. Introdução 1 II. Métodos 2 III. Resultados 4 IV. Discussão 9 V. Conclusão 12 VI. Referências Bibliográficas 13 Anexos 16 Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses ii Índice de Tabelas Tabela 1 – Características dos pacientes 5 Tabela 2 - Domínios dos questionários FSFI e IEEF e percentagem de pacientes com alta probabilidade de disfunção 6 Tabela 3 - Análise multivariada dos dados demográficos com cada domínio FSFI 7 Tabela 4 - Medianas dos domínios FSFI e relação com as causas da infertilidade 7 Tabela 5 - Análise multivariada dos dados demográficos com cada domínio IIEF 8 Tabela 6 - Medianas dos domínios IIEF e relação com as causas da infertilidade 8 Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses iii Índice de Figuras Figura 1 - Correlação entre o domínio ‘Função Erétil’ e todos os domínios FSFI 7 Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses iv Lista de siglas CHP Centro Hospitalar do Porto DE Disfunção Erétil DP Desvio Padrão DSF Disfunção Sexual Feminina FE Função Erétil FSFI Female Sexual Function Index IIEF International Index of Erectile Function IP Intervalo de Pontuação IV Intervalo de Variação NS Estatisticamente não significativo Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 7 Tabela 3 - Análise multivariada dos dados demográficos com cada domínio FSFI Desejo Excitação Lubrificação Orgasmo Dor Satisfação Total Idade NS NS NS 0,077 NS NS NS (0,042) Duração da infertilidade NS NS NS NS NS NS NS Educação NS NS NS NS NS NS NS Tipo de Infertilidade NS NS NS NS NS NS NS Rendimento familiar NS -0,001 -0,001 -0,001 NS -0,001 -0,004 (0,000) (0,000) (0,000) (0,000) (0,001) α (constante) 4,953 3,477 4,677 3,671 5,779 5,518 27,891 R (%) 43,6 43,4 43,6 53,8 32,2 49,8 44,5 Os erros padrão dos coeficientes β são replicados NS - Estatisticamente não significativo Tabela 4 - Medianas dos domínios FSFI e relação com as causas da infertilidade Domínios FSFI Masculina Feminina Combinada Inexplicável Não Sabe P* Desejo 4 (4-5) 4 (2-) 4 (3-) 4 (3-) 4 (2-) NS Excitação 5 (4-6) 5 (0-) 5 (4-) 5 (5-) 5 (4-) NS Lubrificação 5 (4-6) 5 (0-) 5 (4-) 6 (4-) 6 (5-) NS Orgasmo 5 (4-6) 6 (0-) 5 (5-) 6 (5-) 6 (3-) NS Dor 5 (4-6) 5 (1-) 5 (4-) 6 (5-) 6 (5-) 0,027 Satisfação 5 (5-6) 5 (2-) 6(4-) 6 (6-) 6 (6-) NS Total 29 (25-34) 29 (5-) 31 (29-) 33 (28-) 37 (-28) NS *Diferenças entre as variáveis em linha. Teste Kruskal-Wallis NS - Estatisticamente não significativo Figura 1 – Correlação entre o domínio ‘Função Erétil’ e todos os domínios FSFI Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 8 No grupo masculino, quando os domínios do IIEF foram avaliados através de uma análise por regressão linear múltipla, verificou-se que a duração da infertilidade teve um efeito significativo e negativo (β = -0,412; p=0,031) na explicação do score orgasmo nos homens (Tabela 5). Tabela 5 - Análise multivariada dos dados demográficos com cada domínio IIEF Função Erétil Orgasmo Desejo Satisfação com relação sexual Satisfação geral Idade NS NS NS NS NS Duração da infertilidade NS -0,412 NS NS NS (0,183) Educação NS NS NS NS NS Tipo de Infertilidade NS NS NS NS NS Rendimento NS NS NS NS NS α (constante) 31,026 8,843 8,237 10,398 7,780 R (%) 30,3 50,8 34,8 36,9 27,4 Os erros padrão dos coeficientes β são replicados NS - Estatisticamente não significativo Quanto à influência da causa da infertilidade sobre os domínios IIEF, as diferenças entre os grupos não foram estatisticamente significativas (Tabela 6). No entanto, verificou-se um score de desejo inferior quando a causa de infertilidade era combinada. Tabela 6 - Medianas dos domínios IIEF e relação com as causas da infertilidade Domínios IIEF Masculina Feminina Combinada Inexplicável Não Sabe P* Função Erétil 28 (20-30) 28 (23-) 28 (22-) 28 (25-) 29 (15-) NS Orgasmo 8 (5-10) 10 (8-) 10 (2-) 10 (10-10) 10 (10-10) NS Desejo 8 (6-9) 9 (8-) 8 (5-) 9 (6-) 9 (7-) NS Satisfação com relação sexual 11 (10-14) 13 (9-) 11 (10-) 11 (10-) 12 (7-) NS Satisfação Geral 10 (8-10) 10 (7-) 9 (8-) 9 (8-) 10 (2-) NS *Diferenças entre as variáveis em linha. Teste Kruskal-Wallis NS - Estatisticamente não significativo Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 9 IV. Discussão O presente estudo teve como objetivo avaliar a prevalência da disfunção sexual nos homens e mulheres com diagnóstico de infertilidade, bem como identificar que fatores de risco poderiam contribuir para a disfunção sexual nestes casais. Estudos sobre a incidência da disfunção sexual masculina e feminina são importantes pois proporcionam uma perspetiva mais alargada do problema e dos seus fatores de risco, os quais podem ser alvo de prevenção. Disfunção sexual na mulher infértil Uma investigação recente realizada em Portugal revelou que a percentagem de disfunção sexual na população feminina ronda os 18,6%23. Este valor é próximo do obtido neste trabalho quando se analisa o valor total do FSFI (17%). Contudo, este valor não é elucidativo quanto aos domínios da função sexual mais afetados. Os estudos existentes sobre a prevalência da disfunção sexual nas mulheres inférteis têm sido caracterizados por resultados contraditórios. Em território Português assinalam-se dois estudos que não encontraram diferenças entre os casais férteis e os inférteis no âmbito da satisfação conjugal e sexual24,25. Neste trabalho, os domínios desejo sexual e excitação foram os que apresentaram maior DSF, estando estes achados em conformidade com outros estudos26,27. As percentagens obtidas revelaram uma maior prevalência de disfunção sexual quando comparadas com as encontradas na população portuguesa feminina normal, onde 35% das mulheres reportou problemas na área do desejo; 34,1% na área da dor; e 31,6% nas áreas excitação e orgasmo, sendo que 43,7% das mulheres não apresentou qualquer tipo de disfunção sexual23. Os valores superiores encontrados neste trabalho podem dever-se ao facto dos cut-offs utilizados serem demasiado sensíveis, ou então revelar que a infertilidade influencia negativamente o desejo e a excitação sexual da mulher, uma vez que a perda de espontaneidade sexual associada aos tratamentos para este problema constitui um fator de stress negativo para o casal28. Num estudo realizado, 71% das mulheres inférteis referiram que a infertilidade diminuiu o prazer sexual e tornou a atividade sexual demasiado mecânica e propositada29. Podemos, desta forma, formular a hipótese de que a infertilidade possa ter mais impacto nos domínios do desejo sexual e excitação do que nos restantes domínios da função sexual. Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 10 Disfunção sexual no homem infértil De acordo com o estudo EPISEX-PT/Masculino30, a prevalência da disfunção sexual masculina na população portuguesa ronda os 5,8%. Quanto aos domínios afetados, os homens portugueses apresentaram uma prevalência de disfuncionalidade no desejo sexual de cerca de 15,5%. Em relação à disfunção erétil e à insatisfação sexual, os valores foram de 12,9% e de 8,5%, respetivamente, sendo que 76% dos homens não relatou qualquer tipo de disfunção. Estes valores são diferentes dos obtidos neste trabalho, onde foram detetados altos níveis de disfuncionalidade no domínio do desejo sexual e na satisfação com a relação sexual. Uma vez mais, a par de outros estudos6,31, este trabalho está em conformidade em demonstrar que a satisfação sexual e o desejo sexual masculino são os domínios mais afetados no homem infértil. Os valores mais elevados, aqui encontrados, podem dever-se ao impacto que o diagnóstico de infertilidade tem sobre a função sexual masculina. Num estudo comparativo, a prevalência de DE e sintomas de andropausa foram significativamente superiores na população de homens inférteis quando comparados com os homens sem problemas de fertilidade (28% vs. 11%, p<0,01)32. Quando confrontados com o impacto das disfunções sexuais masculinas na vida de um casal, 80,6% dos homens afirmaram que era sobretudo a DE que prejudicava a qualidade de vida do casal30. A prevalência de disfunção erétil neste estudo foi superior à reportada pela população Portuguesa normal. Baseado nestes achados, é possível que o stress induzido pela infertilidade tenha um impacto proeminente nos homens portugueses, na satisfação com a relação sexual, bem como no desejo sexual. No campo da DE, é provável que apenas as formas moderada a ligeira e ligeira sejam influenciadas. Fatores de risco para disfunção sexual em casais inférteis Um dos objetivos deste trabalho era determinar que fatores de risco poderiam contribuir para a disfunção sexual em casais inférteis. De entre os mais comuns, associados com o problema, pode-se salientar o estado geral de saúde, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, doenças geniturinárias, doenças psiquiátricas, outras doenças crónicas e a condição sociodemográfica, sendo que a DE do parceiro é outro fator de risco para DSF33,34. O declínio da atividade sexual ao longo da vida tem sido associado à idade e à duração da relação conjugal22. Neste trabalho, o aumento da idade da mulher correlacionou-se positivamente com o score orgasmo, o que significa que para idades mais jovens, as mulheres tendem a reportar maior disfunção neste domínio. Este Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 11 assunto é contraditório em vários outros estudos, onde se demonstrou uma diminuição da frequência do orgasmo com a idade ou, até, inexistência de correlação com a idade35. Presumivelmente, o tamanho da amostra não é suficiente para inferirmos sobre a relação da idade com este domínio, contudo os dados podem ajudar a formular a hipótese de que o aumento da idade poderá estar associado a um melhor autoconhecimento da mulher em relação às suas necessidades sexuais, tornando-se mais fácil atingir o orgasmo. Embora os resultados demonstrem que o rendimento familiar possa constituir um fator de risco para DSF, a correlação aqui encontrada é fraca. A literatura não é unânime quanto à associação entre o nível socioeconómico e a disfunção sexual36. Quanto à causa e duração da infertilidade, é sabido que constituem fatores de risco para disfunção sexual22. De acordo com Connolly et al.37, a infertilidade masculina, mais do que a feminina, combinada ou idiopática, está ligada à intensificação dos problemas emocionais no casal, contudo, as mulheres inférteis geralmente sentem maior responsabilidade e culpa pelos problemas de fertilidade e, por isso, são mais propensas a distúrbios emocionais e perda de autoestima. Neste trabalho, as causas “inexplicável” ou “não sabe” estavam relacionadas a uma maior disfunção feminina no domínio da dor, enquanto no homem, embora sem relação estatística significativa, a causa “combinada” relacionou-se com o domínio do desejo. Estes dados revelam que a causa da infertilidade é, de facto, um fator de risco, embora não se tenha observado que as causas masculinas ou femininas, isoladamente, influenciassem os domínios da função sexual. Quanto à duração da infertilidade, esta demonstrou ser um fator de risco correlacionando-se negativamente com o domínio orgasmo nos homens. Este achado está de acordo com vários estudos que consideraram a duração da infertilidade como um fator determinante para a disfunção sexual38,39. Se a relação entre a duração do problema e a disfunção sexual é direta ou se depende de outras variáveis como tratamentos ou outros fatores, necessita de mais estudos. Segundo o trabalho de Shindel et al., a infertilidade está associada, com uma incidência superior ao esperado, a disfunção erétil, sintomas depressivos e relação conjugal disfuncional no homem, sendo que a incidência destes problemas é maior nos homens cujas parceiras também sofrem de disfunção sexual8. No presente estudo, os dados demonstraram que a função erétil correlacionou-se positivamente com os domínios desejo, excitação, lubrificação, dor e total de FSFI. Assim sendo, quanto maior for a DE (menor pontuação), maior a disfuncionalidade nesses domínios. Contudo, esta correlação não é estatisticamente significativa, sendo necessários outros estudos com amostras superiores para averiguar esta relação. Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 12 A função e atividade sexuais são de extrema importância para a qualidade de vida individual e do casal. Para 65,8% das mulheres Portuguesas23, o sexo é muito importante ou mesmo fundamental, enquanto no homem este valor sobe para 85,6%30. Estes valores realçam a importância do médico estar atento às disfunções sexuais do casal, em especial no âmbito da infertilidade, algo que parece não acontecer com frequência no nosso País já que apenas 27,5% dos homens declarou já ter sido questionado pelo médico sobre a vida sexual30. Embora os resultados demonstrem o impacto do diagnóstico de infertilidade nos casais Portugueses, bem como alguns fatores de risco importantes, é preciso alguma cautela na extrapolação destes resultados para a população Portuguesa. De referir o fato de não se tratar de um estudo longitudinal e de estarmos perante uma amostra que pode não ser representativa da população geral. Ainda neste campo, é de mencionar que os cut-offs utilizados nos domínios FSFI e IIEF (excluindo o domínio FE) não se encontram validados para a população Portuguesa e, deste modo, os resultados revestem-se de natureza exploratória, podendo não corresponder à verdadeira realidade nacional. Outros estudos, utilizando grupos de controlo de casais férteis e incidindo sobre outro tipo de variáveis sociodemográficas (duração da relação, duração e tipo de tratamentos efetuados, entre outros), utilizando outras escalas ou avaliando o impacto na qualidade de vida, necessitam ser efetuados para corroborar os dados aqui expostos ou demonstrar outras associações importantes. No entanto, espera-se que o presente estudo possa constituir uma ferramenta útil na análise do impacto da infertilidade na vida sexual e na identificação de eventuais fatores de risco para disfunção sexual em casais inférteis. V. Conclusa o Os dados deste estudo sugerem que a infertilidade possa ter mais impacto sobre os domínios do desejo e excitação na mulher e nos domínios do desejo e satisfação com a relação sexual no homem. A idade, o rendimento familiar, a causa e duração da infertilidade e a DE do parceiro podem constituir eventuais fatores de risco para uma maior disfunção sexual no casal. Contudo, estes dados são apenas exploratórios e mais estudos são necessários neste campo. Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 13 VI . Refere ncias Bibliog ra ficas 1. World Health Organization: Recent Advances in Medically Assisted Conception.World Health Organization Publ 1992;vol 820. 2. World Health Organization: Progress Report in Reproductive Health Research.World Health Organization Publ 2003;vol 23. 3. SILVA-CARVALHO JL, SANTOS A: Estudo AFRODITE. Caracterização da Infertilidade em Portugal. Estudo na Comunidade. [s.n.] 2009;9-73. 4. ESHRE: The European IVF-monitoring programme (EIM) for the European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE). Assisted reproductive technology in Europe 2000. 5. SCHMID J, KIRCHENGAST S, VYTISKA-BINSTORFER E, HUBER J: Infertility caused by PCOS—Health related quality of life among Austrian and Moslem immigrant women in Austria. Hum Reprod 2004;19:2251–7. 6. MONGA M, ALEXANDRESCU B, KATZ SE, STEIN M, GANIATS T: Impact of infertility on quality of life, marital adjustment, and sexual function. Urology 2004;63:126–30. 7. LENZI A, LOMBARDO F, SALACONE P, GANDINI L AND JANNINI EA: Stress, sexual dysfunctions, and male infertility. J Endocrinol Invest 2003;26:72. 8. SHINDEL AW, NELSON CJ, NAUGHTON CK, OHEBSHALOM M,MULHALL JP: Sexual Function and quality of life in the male partner of infertile couples: Prevalence and correlates of dysfunction. J Urol 2008;179:1056–9. 9. ANDREWS FM, ABBEY A, AND HALMAN LJ: Is fertility problem stress different? The dynamics of stress in fertile and infertile couples. Fertil Steril 1992;57:1247–1253. 10. HARDY E, MAKUCH MY: Gender, infertility and ART. In E. Vayena, P. J. Rowe & P. D. Griffin (Eds.), Current practices and controversies in Assisted Reproduction. Geneva: World Health Organization 2002;272-80. 11. QUIRK FH, HEIMAN JR, ROSEN RC, LAAN E, SMITH MD, BOOLELL M: Development of a sexual function questionnaire for clinical trials of female sexual dysfunction. JWomens Health Gend Based Med 2002;11:277–89. 12. ROSEN RC, RILEY A, WAGNER G, OSTERLOH IH, KIRKPATRICK J, MISHRA A: The International Index of Erectile Function (IIEF): A multidimensional scale for assessment of erectile dysfunction. Urology 1997;49:822–30. Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 14 13. HENTSHCEL H, ALBERTON D, CAPP E, GOLDIM J, PASSOS E. Validação do Female Sexual Function Index (FSFI) para o uso em Língua Portuguesa. Rev. HCPA 2007;27:10-14. 14. QUINTA GOMES AL, NOBRE PJ: The International Index of Erectile Function (IIEF-15): Psychometric Properties of the Portuguese Version. J Sex Med 2012;9:180-7. 15. ROSEN R, BROWN C, HEIMAN J, LEIBLUM S, MESTON C, SHABSIGH R, FERGUSON D, D’AGOSTINO R Jr: The Female Sexual Function Index (FSFI): A multidimensional self-report instrument for the assessment of female sexual function. J Sex Marital Ther 2000; 26:191-208. 16. ter KUILE MM, BRAUER M, LAAN E: The Female Sexual Function Index (FSFI) and the Female Sexual Distress Scale (FSDS): Psychometric properties within a Dutch population. J Sex Marital Ther 2006; 32:289-304. 17. SHINDEL AW, FERGUSON GG, NELSON CJ, BRANDES SB: The sexual lives of medical students: a single institution survey. J Sex Med 2008; 5:796-803. 18. JIANN BP, SU CC, YU CC, WU TT, HUANG JK (2009): Risk factors for individual domains of female sexual function. J Sex Med 2009; 6:3364-75. 19. WIEGEL M, MESTON C, ROSEN R: The Female Sexual Function Index (FSFI): Cross-validation and Development of Clinical Cutoff Scores. J Sex Marital Ther 2005; 31:1-20. 20. MESTON CM: Validation of the Female Sexual Function Index (FSFI) in Women with Female Orgasmic Disorder and in Women with Hypoactive Sexual Desire Disorder. J Sex Marital Ther 2003; 29:39-46. 21. SINGH JC, THARYAN P, KEKRE NS, SINGH G, GOPALAKRISHNAN G: Prevalence and risk factors for female sexual dysfunction in women attending a medical clinic in south India. J Postgrad Med 2009 ; 55:113-20. 22. KHADEMI A, ALLEYASSIN A, AMINI M, GHAEMI M: Evaluation of sexual dysfunction prevalence in infertile couples. J Sex Med 2007; 5:1402–10. 23. VENDEIRA P, PEREIRA NM, SERRANO F, CARVALHEIRA AA: Episex-PT: Epidemiologia das disfunções sexuais femininas em Portugal. Isex Cadernos de Sexologia 2011; 4:07-14. 24. FILIPE J, PINHEIRO M: Um estudo sobre a relação conjugal e a satisfação sexual em casais inférteis: Que relação com o factor causal da infertilidade e a fase do processo de tratamento?. Actas do 5º Congresso Nacional de Psicologia da Saúde 2004; Lisboa: Edições ISPA. 25. VARÃO AC, BAPTISTA A: Satisfação sexual e conjugal em casais inférteis. Isex Cadernos de Sexologia 2011; 4:35-44. Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 15 26. MILLHEISER LS, HELMER AE, QUINTERO RB, WESTPHAL LM, MILKI AA, LATHI RB: Is infertility a risk factor for female sexual dysfunction? A casecontrol study. Fertil Steril 2010; 94:2022-5. 27. HENTSCHEL H, ALBERTON DL, SAWDY RJ, CAPP E, GOLDIM JR, PASSOS EP: Sexual function in women from infertile couples and in women seeking surgical sterilization. J Sex Marital Ther 2008; 34:107-14. 28. SIEBEL MM, TAYMOR ML: Emotional aspects of infertility. Fertil Steril 1982; 37: 137-145. 29. DENNERSTEIN L, MORSE C: Psychological issues in IVF. Clin Obstet Gynecol 1985; 12:835-846. 30. VENDEIRA P, PEREIRA N, TOMADA N, CARVALHO J: Episex-PT: Epidemiologia das disfunções sexuais masculinas em Portugal. Isex Cadernos De Sexologia 2011; 4:15-22. 31. RAMEZANZADEH F, AGHSSA MM, ZAYERI F: Alterations of sexual desire and satisfaction in male partners of infertile couples. Fertil Steril 2006;85:13943. 32. O'BRIEN JH, LAZAROU S, DEANE L, JARVI K, ZINI A: Erectile dysfunction and andropause symptoms in infertile men. J Urol 2005;174:1932-4. 33. LEWIS RW, FUGL-MEYER KS, BOSCH R, FUGL-MEYER AR, LAUMANN EO, LIZZA E, MARTIN-MORALES A: Epidemiologic/risk factors of sexual dysfunction. J Sex Med 2004; 1:35-9. 34. SHINDEL AW, NELSON CJ, NAUGHTON CK, OHEBSHALOM M, MULHALL JP: Sexual function and quality of life in the male partner of infertile couples: prevalence and correlates of dysfunction. J Urol 2008;179:1056-9. 35. HAYES R, DENNERSTEIN L: The impact of aging on sexual function and sexual dysfunction in women: a review of population-based studies. J Sex Med 2005; 2:317-30. 36. PRADO DS, MOTA V, LIMA T: Prevalência de disfunção sexual em dois grupos de mulheres de diferentes níveis socioeconômicos. Rev Bras Ginecol Obste 2010; 32:139-143. 37. CONNOLLY KJ, EDELMANN RJ, COOKE ID, ROBSON J: The impact of infertility on psychological functioning. J Psychosom Res 1992;36:459–68. 38. BERG BJ, WILSON JF: Psychological functioning cross stages of treatment in infertility. J Behav Med 1991;14:11–26. 39. DROSDZOL A, SKRZYPULEC V: Evaluation of marital and sexual interactions of Polish infertile couples. J Sex Med 2009;6:3335-46. Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 16 ANEXOS Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 23 7. Nas últimas 4 semanas, com que frequência ficou lubrificada (“molhada”) durante a atividade sexual ou a relação sexual? 8. Nas últimas 4 semanas, qual a dificuldade que teve em ficar lubrificada (“molhada”) durante a atividade sexual ou a relação sexual? 9. Nas últimas 4 semanas, com que frequência manteve a sua lubrificação (“estar molhada”) até ao fim da atividade sexual ou a relação sexual? Não tive atividade sexual Quase sempre ou sempre A maior parte das vezes (mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca Não tive atividade sexual Extremamente difícil ou impossível Muito difícil Difícil Ligeiramente difícil Nenhuma dificuldade Não tive atividade sexual Quase sempre ou sempre A maior parte das vezes (mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 24 10. Nas últimas 4 semanas, qual a dificuldade que teve em manter a sua lubrificação (“estar molhada”) até ao fim da atividade sexual ou a relação sexual? 11. Nas últimas 4 semanas, quando teve estimulação sexual ou a relação sexual, com que frequência atingiu o orgasmo (clímax)? 12. Nas últimas 4 semanas, quando teve estimulação sexual ou a relação sexual, qual a dificuldade que teve em atingir o orgasmo (clímax)? Não tive atividade sexual Extremamente difícil ou impossível Muito difícil Difícil Ligeiramente difícil Nenhuma dificuldade Não tive atividade sexual Quase sempre ou sempre A maior parte das vezes (mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca Não tive atividade sexual Extremamente difícil ou impossível Muito difícil Difícil Ligeiramente difícil Nenhuma dificuldade Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 25 13. Nas últimas 4 semanas, qual foi o seu nível de satisfação com a sua capacidade de atingir o orgasmo (clímax) durante a atividade sexual ou a relação sexual? 14. Nas últimas 4 semanas, qual foi o seu nível de satisfação com o grau de proximidade emocional entre si e o seu parceiro durante a atividade sexual? 15. Nas últimas 4 semanas, qual o seu nível de satisfação com o relacionamento sexual que mantém com o seu parceiro? Não tive atividade sexual Muito satisfeita Moderadamente satisfeita Igualmente satisfeita e insatisfeita Moderadamente insatisfeita Muito insatisfeita Não tive atividade sexual Muito satisfeita Moderadamente satisfeita Igualmente satisfeita e insatisfeita Moderadamente insatisfeita Muito insatisfeita Muito satisfeita Moderadamente satisfeita Igualmente satisfeita e insatisfeita Moderadamente insatisfeita Muito insatisfeita Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 26 16. Nas últimas 4 semanas, qual o seu nível de satisfação com a sua vida sexual em geral? 17. Nas últimas 4 semanas, com que frequência sentiu desconforto ou dor durante a penetração vaginal? 18. Nas últimas 4 semanas, com que frequência sentiu desconforto ou dor após a penetração vaginal? Muito satisfeita Moderadamente satisfeita Igualmente satisfeita e insatisfeita Moderadamente insatisfeita Muito insatisfeita Não tentei ter relações sexuais Quase sempre ou sempre A maior parte das vezes (mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca Não tentei ter relações sexuais Quase sempre ou sempre A maior parte das vezes (mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 27 19. Nas últimas 4 semanas, como classificaria o seu nível (grau) de desconforto ou dor durante ou após a penetração vaginal? Pontuação: Quadro B.1 – Pontuação do questionário FSFI Domínios Questões Intervalo de valores Fator Score mínimo Score máximo Desejo 1,2 1-5 0,6 1,2 6 Excitação 3,4,5,6 0-5 0,3 0 6 Lubrificação 7,8,9,10 0-5 0,3 0 6 Orgasmo 11,12,13 0-5 0,4 0 6 Satisfação 14,15,16 0 (ou 1)-5 0,4 0,8 6 Dor 17,18,19 0-5 0,4 0 6 Fonte: ROSEN et al., 2000 Não tentei ter relações sexuais Muito elevado Elevado Moderado Baixo Muito baixo ou nenhum Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 28 IIEF (Rosen et al., 1997, traduzido e adaptado por P. Nobre, 2001) Estas perguntas são acerca do efeito que os seus problemas de ereção provocaram na sua vida sexual nas últimas 4 semanas. Responda às questões da forma mais clara e sincera possível. Responda a cada questão, assinalando apenas uma das opções com uma cruz [X]. Se não tiver a certeza sobre como responder, escolha a resposta que lhe parecer mais próxima da sua realidade. Na resposta a estas questões recorde as seguintes definições aplicáveis: * Relação sexual É definida como a penetração vaginal (entrada) na companheira. ** Atividade sexual Inclui relações sexuais, carícias, preliminares e masturbação. *** Ejaculação É definida como a expulsão de sémen do pénis (ou sensação de expulsão). **** Estimulação sexual Inclui situações como um jogo amoroso com a companheira, ver imagens eróticas, etc. Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 29 1. Nas últimas 4 semanas, quantas vezes conseguiu ter uma ereção durante a atividade sexual**? Assinale apenas uma opção. 2. Nas últimas 4 semanas, quando teve ereções com a ajuda de estimulação sexual****, quantas vezes é que essas ereções foram suficientemente rígidas para permitir a penetração? Assinale apenas uma opção. Não tive atividade sexual Quase sempre ou sempre A maior parte das vezes (muito mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (muito menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca Não tive atividade sexual Quase sempre ou sempre A maior parte das vezes (muito mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (muito menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 30 As 3 perguntas que se seguem são acerca das ereções que poderá ter tido durante a relação sexual*. 3. Nas últimas 4 semanas, quando tentou ter relações sexuais*, quantas vezes conseguiu penetrar (entrar) a sua companheira? Assinale apenas uma opção. 4. Nas últimas 4 semanas, durante as relações sexuais* quantas vezes conseguiu manter a sua ereção depois de ter penetrado (entrado) a sua companheira? Assinale apenas uma opção. 5. Nas últimas 4 semanas, durante as relações sexuais* que dificuldade teve em manter a ereção até ao fim da relação sexual? Assinale apenas uma opção. Não tentei ter relações sexuais Sempre ou quase sempre A maior parte das vezes (muito mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (muito menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca Não tentei ter relações sexuais Sempre ou quase sempre A maior parte das vezes (muito mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (muito menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca Não tentei ter relações sexuais Tive imensa dificuldade Tive muita dificuldade Tive dificuldade Tive alguma dificuldade Não tive dificuldade Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 31 6. Nas últimas 4 semanas, quantas vezes tentou ter relações sexuais*? Assinale apenas uma opção. 7. Nas últimas 4 semanas, quando tentou ter relações sexuais*, quantas vezes é que foi satisfatório para si? Assinale apenas uma opção. 8. Nas últimas 4 semanas, quanto prazer é que obteve nas suas relações sexuais*? Assinale apenas uma opção. Não fiz nenhuma tentativa 1-2 tentativas 3-4 tentativas 5-6 tentativas 7-10 tentativas 11+ tentativas Não tentei ter relações sexuais Sempre ou quase sempre A maior parte das vezes (muito mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (muito menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca Não tive relações sexuais Muitíssimo prazer Muito prazer Bastante prazer Pouco prazer Não tive qualquer prazer Avaliação do Impacto da Infertilidade Sobre a Função Sexual em Casais Portugueses 32 9. Nas últimas 4 semanas, quando teve estimulações sexuais**** ou relações sexuais*, quantas vezes teve ejaculação***? Assinale apenas uma opção. 10. Nas últimas 4 semanas, quando teve estimulações sexuais**** ou relações sexuais*, com que frequência sentiu um orgasmo com ou sem ejaculação***? Assinale apenas uma opção. Não tive estimulações ou relações sexuais Sempre ou quase sempre A maior parte das vezes (muito mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (muito menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca Não tive estimulações ou relações sexuais Sempre ou quase sempre A maior parte das vezes (muito mais de metade das vezes) Algumas vezes (cerca de metade das vezes) Poucas vezes (muito menos de metade das vezes) Quase nunca ou nunca