A avaliação do desempenho dos profissionais da educação: qual a questão de fundo?
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Artigo notícias do Dia-a-dia com novo endereço www.apagina.pt/ Dia-a-Dia Edição Impressa Último jornal Nº 184 Dezembro 2008 Nº 184 em Formato PDF PEDIDOS de assinatura do jornal ( Portugal e estran g eiro ) Arquivo ARQUIVO de j ornais anteriores TEXTOS arquivados por autores HOJE: 6.508 textos on-line Pesquisar o arquivo Ou Frase nmlkjinmlkj Pesquisar Dos LEITORES Para submeter artigos, ler regras aqui: PROPOSTAS de publicação INQUÉRITOS em votação A Página da Educação Arquivo - Arti g o A avaliação do desempenho dos profissionais da educação: qual a questão de fundo? A avaliação do desempenho vem constituindo um verdadeiro braço de ferro entre o Ministério da Educação e os professores. As razões deste confronto são conhecidas, embora nem sempre nesse confronto sejam devidamente ponderados os múltiplos aspectos de que se revestem. Crê-se ser indispensável para a formulação de um juízo ético, minimamente exigente, distinguir o essencial do acidental. Enquanto serviço público, pago pelas contribuições dos cidadãos, é da mais elementar justiça cívica que o trabalho dos profissionais da educação possa ser objecto dum juízo crítico (positivo ou negativo) por p arte de quem representa legitimamente o interesse p úblico, neste caso o próprio Ministério da Educação. Trata-se, no fundo, de reconhecer e aceitar o princípio da contratualidade política como a base da democracia moderna. Admite-se assim – e os profissionais da educação não o têm contestado - que os efeitos derivados da qualidade da avaliação se repercutam na qualidade da carreira dos docentes de modo a verificar-se uma correspondência essencial entre o valor do trabalho subjectivamente produzido e o valor do seu significado pedagógico e social, traduzido num determinado momento da carreira profissional a que se pode ter acesso. Para que seja possível operacionalizar este p rincípio, tem-se como indispensável a existência de duas condições: a primeira é que a natureza da carreira seja formalmente a mesma e a segunda, que todos os profissionais possam aceder a ela, desde que satisfaçam no plano profissional, isto é, do p onto de vista da qualidade do trabalho produzido, as condições exigidas para a respectiva progressão. Ora, o que parece estar em causa no confronto a que vimos assistindo é, justamente, a alteração destas condições. Na verdade, a finalidade máxima da avaliação j á não tem como primeira preocupação Autor do Artigo Manuel Matos FPCE, Univ. do Porto [email protected] Inf. sobre o artigo Jornal "a Página" Nº 176 Ano 17 | Março 2008 Pag. 8 Imprimir este artigo Versão para impressão Abre uma nova janela com este artigo numa versão mais amiga da impressora. LIVRARIA PUBLICIDADE EXTERNA Page 1 of 2 05-03-2009http://www.apa g ina.pt/arquivo/Arti g o.asp?ID=6008
INQUÉRITOS em arquivo CONTACTOS e cartas à redacção assegurar a correspondência entre a qualidade do trabalho produzido e a qualidade da carreira, mas, antes, controlar administrativamente o acesso a determinados patamares profissionais, tendo em vista a obediência a critérios económicos e financeiros. Subsidiariamente, associa-se a esse controlo administrativo uma alteração do perfil p rofissional dos docentes contemplados, uma vez que passam a caber-lhes funções eminentemente técnico-administrativas. E porque não políticas? Como se sabe, a imposição de quotas aos p rofessores titulares não foi minimamente j ustificada em termos pedagógicos, nem em boa verdade poderia sê-lo, sendo por isso que os critérios de avaliação dominantes, a adoptar em breve, repousam sobre comportamentos p rofissionais que têm, aparentemente, a vantagem de ser "observáveis" pelos futuros "responsáveis" e que, por isso mesmo, mais se prestam à mistificação e ao equívoco profissional por parte dos "observados". Em função desta alteração das condições de desenvolvimento da carreira, há lugar para reconhecer que a vida profissional dos docentes corre sérios riscos de ficar exposta, num futuro p róximo, a processos de degradação psicológica e p edagógica acentuada por força de uma nova cultura profissional que será pautada, p rioritariamente, por lógicas defensivas cada vez mais estratégicas. No novo contexto profissional em construção, será a competição a ditar os critérios das novas competências, o que fará de cada p rofessor mais um adversário a evitar, que um colega a consultar e a apoiar. Nesta perspectiva, tornar-se-á rotina o que dizia uma colega há tempos, premonitoriamente: - "Não me apetece falar desta escola. Já conheci outra, onde me sentia feliz porque tinha prazer no que fazia. Discutíamos, ouvíamos... Hoje não se discute, mandam-se bocas. E assim não sei brincar. Apetece-me desistir e investir só nas quatro paredes da sala de aula. (...) Provavelmente serei má professora. Digo muitas vezes não sei, mas a escola que temos não permite que digamos não tenho a certeza, ajuda-me!..." Esse será o tempo do grau zero da pedagogia. Poderemos, ainda, con j urá-lo? Trabalho Mais fácil encontrar emprego com formação da CEAC. Aposte no futuro. www.ceac.pt Emagrecer Em Uma Semana A substância que faz perder imenso peso foi finalmente descoberta. www.Trimgel.com.pt Cursos de Chinês no Porto Método Estudo Pangea System: Formador,Conversador e A ula Virtual www.MasterD.pt/Porto Six Sigma Black Belt Conheça a nossa PósGraduação 6 Sigma Black Belt. Inscreva-se já! www.profitability.pt Software Gestao Escolar Microsoft Dynamics Nav (Navision) Lider Mercado Educação em Portugal www.conhecermaisti.com Page 2 of 2 05-03-2009http://www.apa g ina.pt/arquivo/Arti g o.asp?ID=6008