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UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA FACULDADE DE ARQUITECTURA A Rua de Sá da Bandeira no Porto Topologia(s) do habitar colectivo Volume I MARIA GISELA ANTUNES LAMEIRA (Licenciada em Arquitectura) DISSERTAÇÃO PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM ESTUDOS DO ESPAÇO E DO HABITAR EM ARQUITECTURA Orientador Científico: Doutora Marieta Dá Mesquita Júri: Presidente: Doutor Amílcar de Gil e Pires Vogais: Doutor Francisco José Barata Fernandes Doutora Marieta Dá Mesquita Lisboa, Junho de 2010
A RUA DE SÁ DA BANDEIRA NO PORTO. TOPOLOGIA(S) DO HABITAR COLECTIVO I Resumo O que evidenciamos nesta investigação, em sentido lato, são os processos de produção/transformação de um espaço urbano específico, a Rua de Sá da Bandeira no Porto, e dos seus edifícios de habitação colectiva de nova implantação e promoção privada. Nesse percurso, as metodologias de análise utilizadas repartem-se entre um reordenamento/releitura da informação disponibilizada em "arquivo" sobre esta rua, e uma "abordagem topológica" aos planos do edificado. Nas duas dimensões de produção urbana referidas e objecto desta dissertação, "rua" e "casa colectiva", Sá da Bandeira constituiu-se como um espaço-laboratório. Enquanto trecho urbano, a sua especificidade em muito se deve a um tempo longo de consolidação, atravessado por fenómenos de metamorfose não só do território, mas também das próprias estratégias de quem intervém na cidade. Pensada inicialmente como uma "rua-canal", contida nos seus limites, acabará por se transformar numa "rua-evento". Ou de "eventos". No que ao habitar colectivo diz respeito, esta rua encerra um "agrupamento", em que são legíveis processos de transformação contínua, por vezes de adaptação, outras vezes de completa ruptura. Neste sistema, existe uma experimentação continuada sobre a topologia dos planos, ou seja sobre a configuração do plano e a posição/distribuição lógica dos seus elementos. Os 12 edifícios identificados em Sá da Bandeira e referenciados como casos de estudo, são objectos de características e tempos de produção diferenciados. Não partilham a mesma matriz conceptual, o que não invalida que existam regras na sua estruturação. Tratam-se de regras tácitas de concepção e construção, do ponto de vista topológico, e que se manifestam na configuração/distribuição dos planos dos edifícios. São lógicas intimamente relacionadas com os processos de transformação do tecido da cidade, e desta rua em concreto, e que reafirmam de maneira inequívoca uma identidade urbana. Palavras-chave: habitação colectiva, topologia/abordagem topológica, regras, transformação, planos
II Abstract The aim of this research is to show the transformations of a specific urban area, the Sá da Bandeira’s Street in Oporto. The study includes all the new collective housing buildings, built by privates. In this way, the analytical methodologies were divided in a second reading of the available information about this street at the "archive" and in a "topological approach" to the building plans. Regarding the two dimensions of urban construction referred – “street” and “collective housing”, Sá da Bandeira’s Street became a "laboratory". While urban part, its specificity is greatly due to a long consolidation period, crossed by territory metamorphosis, as well as the urban strategies of those involved at the city construction. Thought initially as a ‘channel-street’, held by its own boundaries it will turn into an ‘event-street’. Or with many "events". In what concerns to the collective dwelling, this street holds a "group" where we can read different transformation procedures, related to the territory and to the building plans. In this system, there is an ongoing trial on the topology of the plans, meaning, on the configuration of the plan and the position/logical distribution of its elements. The twelve identified buildings, the foundations of the case study, have distinct characteristics as well as distinct production times. They don’t share the same conceptual matrix. However, this doesn’t mean that they don’t follow the same specific rules, in regard to construction processes. We are referring to conception and construction tacit rules, at a topological point of view, that appear at the shape and at the distribution of the plans. These logical principles are closely related with the city’s tissue changes. In particular, they are connected with Sá da Bandeira's transformations. They reaffirm an "urban identity" in an unequivocal way. Keywords: collective housing buildings, topology/topological approach, rules, transformation, building plans
A RUA DE SÁ DA BANDEIRA NO PORTO. TOPOLOGIA(S) DO HABITAR COLECTIVO V Índice (sintético) VOLUME I Índice de figuras IX! Índice de quadros XIII! Lista de abreviaturas XIV! Outras abreviaturas e sinais XIV! Introdução 1! 1ª Parte 11! 1.!A documentação/informação existente. Fontes. Instrumentos 13! 2ª Parte 29! 2.!Abertura. Prolongamento. Traçado. Configuração 31! 3.!O edificado colectivo de Sá da Bandeira e as suas topologias 79! 4.!Da cidade ao plano. Topologia(s) do habitar colectivo. Conclusões 147! Fontes e bibliografia 162! Fontes 163! Bibliografia 166! Anexos 172! Índice remissivo 198! VOLUME II (fichas de descrição/análise) 1. Nota explicativa 2. Fichas de descrição/análise
A RUA DE SÁ DA BANDEIRA NO PORTO. TOPOLOGIA(S) DO HABITAR COLECTIVO VII Índice VOLUME I Índice de figuras IX! Índice de quadros XIII! Lista de abreviaturas XIV! Outras abreviaturas e sinais XIV! Introdução 1! 1ª Parte 11! 1.!A documentação/informação existente. Fontes. Instrumentos 13! 1.1.!O estado da Arte 14! 1.1.1. A bibliografia existente sobre a rua 14! 1.1.2. A bibliografia existente sobre o edificado de habitação colectiva 16! 1.2.!Os documentos de produção e representação do espaço urbano 22! 1.2.1. Os núcleos documentais e fontes iconográficas 22! 1.2.2. Os processos de Licenças de Obras 27! 2ª Parte 29! 2.!Abertura. Prolongamento. Traçado. Configuração 31! 2.1.!Metodologias de abordagem 31! 2.2.!Do melhoramento ao planeamento. 1857 a 1939 32! 2.2.1. 1839-1919 • Melhoramento. Rectificação. Alargamento 32! 2.2.2. 1924-1935 • Na transição de lógicas 38! 2.2.3. Pós 1935 • Obrigatoriedade de Plano Urbano 42! 2.3.!As intervenções do GEPGU 45! 2.3.1. Experimentação sobre a Unidade Quarteirão – Fernandes Tomás/Firmeza (A) 45! 2.3.2. Experimentação sobre a Unidade Quarteirão – Firmeza/Guedes de Azevedo (B) 46! 2.3.3. Configuração do espaço livre – a Praça D.João I (C) 46! 2.3.4. Regularização de quarteirões/fachadas (D) 47! 2.4.!O tecido da cidade. A imagem da cidade nos anos 40 52! 2.4.1. A rua como representação – a produção de uma imagem 52! 2.4.2. A representação da rua. Fotografias da época. A produção de imagens 55! 2.5.!O processo de abertura e consolidação da Rua de Sá da Bandeira: Quadro Síntese 67! 3.!O edificado colectivo de Sá da Bandeira e as suas topologias 79! 3.1.!Características genéricas. Perspectiva/metodologias de abordagem 79! 3.1.1. Topologia(s). A análise topológica do edificado 79! 3.1.2. Os edifícios/objectos de estudo 82! 3.2.!Inserção. A relação da habitação com o espaço livre que lhe é próprio 86!
VIII 3.2.1. Modelos de cidade. Formas de residência 86! 3.2.2. O espaço livre e formas de residência. A especificidade do espaço (de) logradouro portuense 86! 3.2.3. O caso específico de Sá da Bandeira 90! 3.3.!O edifício e o seu plano. Ocupação da parcela. Figuras elementares 98! 3.3.1. As figuras elementares de referência. O caso francês como ancoragem 98! 3.3.2. A ocupação das parcelas e as configurações dos edifícios em Sá da Bandeira 103! 3.4.!Linguagem. Imagem. A fachada como representação 113! 3.4.1. A fachada urbana: características identitárias 113! 3.4.2. O edifício de habitação colectiva em Sá da Bandeira 115! 3.5.!Célula. Plano. A distribuição topológica das funções e a concepção espacial 127! 3.5.1. A concepção espacial dos “planos antigos” e dos “planos recentes” 127! 3.5.2. A distribuição topológica das funções em Sá da Bandeira 132! 3.5.3. A concepção espacial do plano 135! 4.!Da cidade ao plano. Topologia(s) do habitar colectivo. Conclusões 147! 4.1.!A produção e actualização das estruturas urbanas 148! 4.2.!O edificado de habitação colectiva 151! 4.2.1. As operações de adaptação do cadastro 151! 4.2.2. As operações de adaptação do plano. Da dilatação/deformação à simples justaposição 152! 4.2.3. A distribuição e concepção espacial do plano 154! 4.2.4. A concepção da face visível do edificado. Imagem e linguagem 158! Fontes e bibliografia 162! Fontes 163! Fontes Iconográficas 163! Núcleos Documentais 164! Bibliografia 166! Bibliografia Geral 166! Bibliografia com referências aos processos de traçado da Rua de Sá da Bandeira 170! Bibliografia específica sobre a Rua de Sá da Bandeira 171! Bibliografia com referências ao edificado da Rua de Sá da Bandeira 171! Anexos 172! Anexo 1 – Referências à Rua de Sá da Bandeira constantes na bibliografia 173! Anexo 2 – Cronologia de referência 176! Anexo 3 – Síntese de elementos iconográficos/cartográficos relevantes 178! Anexo 4 – Serviço da Carta da Cidade. Gabinete de Urbanização 180! Anexo 5 – Regulamentos Urbanos Gerais (relevantes no período em estudo) 182! Anexo 6 – Listagem de proprietários/autores do projecto de arquitectura 184! Anexo 7 – Autores. Obras na cidade 185! Índice remissivo 198!