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Alimentos funcionais na prevenção e tratamento de doença cardiovascular: recomendações

Torres, Duarte

Abstract

O conceito de alimento funcional surgiu no Japão no início da década de 80. Na Europa este conceito tem vindo a ser aprofundado desde meados da década de 90 sendo a recente publicação do Regulamento Europeu relativo às alegações nutricionais e de saúde um passo importante para o aumento da confiança dos intervenientes da cadeia agro-alimentar neste tipo de alimentos.Num contexto de prevenção primária e tratamento de doença cardiovascular, várias organizações, com competência nesta matéria, recomendam a incorporação de alimentos fortificados com fitoesteróis ou fitoestanóis, como forma de aumentar o efeito hipocolesterolimiante de uma dieta saudável.

Full text

76 6a^bZcidh[jcX^dcV^h :b&.-)!iZkZ^cX^dcd?Ved!degd_ZXidÆHnhiZbVi^X 6cVanh^h VcY 9ZkZadebZci d[ ;ddY ;jcXi^dcÇ dcYZ [d^ ^cigdYjo^Yd eZaV eg^bZ^gV kZo d XdcXZ^id YZ ÆVa^bZcid [jcX^dcVaÇdjÆ[ddYh[dgheZX^ÒZY]ZVai]jhZÇ;DH=J#& CV:jgdeV!VeZcVhZb&..+!hjg\ZjbVVXdXdcXZgiVYV YV8db^hhd:jgdeZ^V<kdYj_edWb<eeZIY_[dY[_d;khef[ Å<K<EI;!dcYZ[dgVbaVcVYdhdhVa^XZgXZheVgVVX^cX^V fjZ ZckdakZ ]d_Z dh Va^bZcidh [jcX^dcV^h# Cd YZXdggZg YZhiZegd_ZXid[d^YZÒc^YddXdcXZ^idZjgdeZjYZVa^bZcid [jcX^dcVa/ÆjbVa^bZcidedYZhZgXdch^YZgVYd[jcX^dcVa hZ[dghVi^h[Vidg^VbZciZYZbdchigVYdfjZiZbjbZ[Z^id WZcÒXd cjbV dj bV^h [jcZh Òh^da\^XVh Vakd! eVgV VabYdhhZjhZ[Z^idhcjig^X^dcV^hVYZfjVYdh!gZaZkVciZ eVgVegdbdkZgVhVYZZWZb"ZhiVgZ$djgZYjo^gdg^hXdYZ YdZcVÇ#JbVa^bZcid[jcX^dcVaYZkZXdcÒ\jgVg"hZXdbd jbVa^bZcidZdhhZjhZ[Z^idhYZkZbhZgYZbdchigVYdh ZbYdhZhfjZedhhVbhZgcdgbVabZciZZmeZXi{kZ^hcjbV Y^ZiV/cdhdX{ehjaVhcZbXdbeg^b^Ydh!bVhh^beVgiZ YZjbeVYgdVa^bZciVgcdgbVa#' D XdcXZ^id YZ Va^bZcid [jcX^dcVa fjZ ZbZg\^j Yd ;J;DH: eZXV edg hZg YZbVh^VYd VWgVc\ZciZ# 9Z VXdgYd XdbVYZÒc^degdedhiVedYZbdhVÒgbVgfjZZbiZdg^V ÆidYdhdhVa^bZcidhhd[jcX^dcV^hÇ#6dadc\dYZhiZVgi^\d hZg{VYdeiVYVjbVYZÒc^dbV^hXdcXgZiV!hZbZa]VciZ | egdedhiV edg @ViVc Z 9Z Gddh '%%)# Jb Va^bZcid [jcX^dcVaÆjbVa^bZcidXj_VXdbedh^d[d^bdY^ÒXVYVZ fjZ!cdgijad!ZmeaX^iVdj^bea^X^iVbZciZ!VaZ\VbZa]dgVg VhVYZdjdWZbZhiVgYd^cY^kYjdÇ#( Cd hZ\j^bZcid Yd egd_ZXid ZjgdeZj ;J;DH: hjg\Z! Zb'%%&!degd_ZXidZjgdeZjE6HH8A6>BFheY[ii\ehj^[ 7ii[iic[dj e\ IY_[dj_ÓY Ikffehj \eh 9bW_ci ed <eeZi# :hiZ egd_ZXid iZkZ Xdbd eg^cX^eV^h dW_ZXi^kdh & VkVa^Vg dh egdXZY^bZcidh Zm^hiZciZh eVgV V VkVa^Vd YV hjWhiVcX^Vd X^ZciÒXV YVh VaZ\VZh YZ hVYZ0 ' egdYjo^gjb^chigjbZcid\Zcg^XdeVgVVkVa^VgdhjedgiZ X^ZciÒXd YVh VaZ\VZh cjig^X^dcV^h Z YZ hVYZ Ydh Va^bZcidh0 ( ZhiVWZaZXZg Xg^ig^dh eVgV dh bVgXVYdgZh W^da\^XdhfjZedYZbhZgjhVYdheVgVZmeadgVgdZ[Z^idYV Y^ZiVcVhVYZ#) 6h XdcXajhZh X^ZciÒXVh Ydh Yd^h \gVcYZh egd_ZXidh ZjgdeZjhgZ[Zg^Ydh;J;DH:ZE6HH8A6>B[dgVb!XdbXZg" iZoV![ZggVbZciVhiZ^heVgVVgZYVXdZgZXZciZejWa^XVd Yd YdXjbZcid fjZ gZ\jaV Vh VaZ\VZh cjig^X^dcV^h Z YZ hVYZ! [Z^iVh Zb Xdbjc^XVZh XdbZgX^V^h gZaVi^kVh Vdh Va^bZcidh gdijaV\Zb Z ejWa^X^YVYZ#* 6h VaZ\VZh cjig^X^dcV^h Z YZ hVYZ edYZb XdchiVg! VeZcVh! hZ d 9jVgiZIdggZh 6hh^hiZciZ8dck^YVYdYV;VXjaYVYZYZ8^cX^Vh YVCjig^dZ6a^bZciVdYVJc^kZgh^YVYZYdEdgid GZhjbdYdVgi^\d D XdcXZ^id YZ Va^bZcid [jcX^dcVa hjg\^j cd ?Ved cd ^cX^dYV YXVYVYZ -%#CV :jgdeVZhiZXdcXZ^idiZb k^cYd V hZg Vegd[jcYVYd YZhYZ bZVYdh YV YXVYV YZ .% hZcYd V gZXZciZ ejWa^XVd Yd GZ\jaVbZcid :jgdeZjgZaVi^kd|hVaZ\VZhcjig^X^dcV^hZYZhVYZ jbeVhhd^bedgiVciZeVgVdVjbZcidYVXdcÒVcVYdh ^ciZgkZc^ZciZhYVXVYZ^VV\gd"Va^bZciVgcZhiZi^edYZ Va^bZcidh# Cjb XdciZmid YZ egZkZcd eg^b{g^V Z igViVbZcid YZ YdZcV XVgY^dkVhXjaVg! k{g^Vh dg\Vc^oVZh! Xdb XdbeZicX^VcZhiVbVig^V!gZXdbZcYVbV^cXdgedgVd YZVa^bZcidh[dgi^ÒXVYdhXdbÒidZhiZg^hdjÒidZhiVc^h! Xdbd[dgbVYZVjbZciVgdZ[Z^id]^edXdaZhiZgda^b^VciZ YZjbVY^ZiVhVjY{kZa# )TQUMV\W[N]VKQWVIQ[ VIXZM^MVtrWM\ZI\IUMV\WLMLWMVtIKIZLQW^I[K]TIZ" ZMKWUMVLItM[ 77 Revista Factores de Risco, Nº9 ABR-JUN 2008 Pág. 76-80 alimento se enquadra em determinado perfil nutricional, a estabelecer pela Comissão Europeia (CE) até ao início de 2009. Novas alegações de saúde podem ser utilizadas após análise e autorização da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) com base em dados científicos fidedignos. As alegações de saúde vagas, do tipo “melhora o seu bem estar” desaparecererão do rótulo dos alimentos. Apesar de não existir um quadro legal dedicado aos alimentos funcionais, a legislação que potencialmente os abrange aborda preferencialmente os aspectos pré- -consumo, enquanto que o acompanhamento e monitorização pós-lançamento ainda não estão regulamentados, sendo essa uma das críticas válidas feitas aos alimentos funcionais.6 Alimentos funcionais e doença cardiovascular A doença cardiovascular (DCV) tem uma etiologia multifactorial sendo por isso difícil associar a alteração de apenas um marcador à redução do risco de DCV. No entanto, estudos conduzidos nas últimas décadas suportam que a redução do colesterol plasmático, concretamente, o colesterol LDL (c-LDL)7 e a redução da pressão sanguínea (PS),8 se traduzem numa redução da morbilidade e mortalidade associada à DCV, sendo aliás alvos terapêuticos preferenciais na prática clínica. Apenas para estes dois marcadores (c-LDL e PS), reconhecidamente modificáveis pela dieta, existe consenso na comunidade científica: a um alimento que altere positivamente estes marcadores poderá, eventualmente, atribuir-se uma alegação de saúde ou de redução de risco de doença cardiovascular.9 Fitoesteróis e fitoestanóis na redução do c-ldl Os esteróis têm, nas plantas, funções celulares análo gas às do colesterol nos animais. Já foram identificados mais de 40 esteróis sendo o sitosterol, o campesterol e o estigmasterol os mais abundantes. Os fitoestanóis resultam da saturação dos fitoesteróis e são muito menos abundantes na natureza que os fitoesteróis (o rácio fitoestanóis/fitoesteróis é ~ 1/10). Estima-se que, numa dieta convencional, sejam consumidas cerca de 0,25g de esteróis podendo atingir-se 0,5g numa dieta preferencialmente vegetariana.10 Vários estudos aleatorizados, prospectivos e controlados (randomized controlled trials – RCTs), realizados nas últimas duas décadas, mostram que alimentos enriquecidos com fitoesteróis ou fitoestanóis reduzem o colesterol total especialmente o c-LDL. Resumindo, o consumo de 2,0-2,5g de fitoesteróis/fitoestanóis por dia promove uma redução média do c-HDL plasmático entre 9-14%, quer em indivíduos normocolesterolémicos quer em indivíduos moderadamente hipercolesterolémicos. Estudos recentes mostram também que o efeito destes compostos adiciona-se aos efeitos de uma dieta hipocolesterolimiante ou do uso de estatinas.11,12 Num dos estudos, de intervenção populacional, observou-se que num grupo de indivíduos o uso de fármacos, por si só, reduziu em cerca de 17% o colesterol total enquanto que, noutro grupo, a combinação de fármacos e de matérias gordas enriquecidas com fitoesteróis/fitoestanóis, reduziu o colesterol total, em média, 29%.13 A menor hidrofobicidade promove a “substituição” do colesterol pelos fitoesteróis ou fitoestanóis nas micelas formadas durante o processo digestivo no lúmen intestinal. Desta forma, a absorção do colesterol é diminuída e aumentada a sua excreção fecal. Este mecanismo sugere que a redução do c-LDL verificar-se-á, se a ingestão de esteróis/estanóis e a ingestão de colesterol, forem simultâneas. No entanto, a observação de que a ingestão de estanóis numa toma única diária é igualmente eficaz na redução do c-LDL, sugere que o mecanismo atrás proposto não será o único a considerar.14 Baseados na evidência actual, foram publicados vários documentos contendo recomendações onde é proposto a “Um alimento funcional é “um alimento cuja composição foi modificada e que, no rótulo, explícita ou implicitamente, alega melhorar a saúde ou o bem estar do indivíduo” 78 Alimentos funcionais na prevenção e tratamento de doença cardiovascular: recomendações incorporação na dieta diária de ~ 2 g de esteróis e/ou estanóis vegetais, como forma de maximizar a redução de c-LDL. O relatório do National Cholesterol Education Program (NCEP) Adult Treatment Panel III (ATPIII),15 as recomendações Australianas, a Sociedade Médica Finlandesa16 e, mais recentemente, a Associação Dietética Americana,12 são consensuais nesta recomendação. Não é indiferente optar por um alimento contendo fitoesteróis ou outro contendo fitoestanóis.17 Num estudo de longa duração, verificou-se que, o uso de produtos enriquecidos com esteróis vegetais (e não estanóis) elevam a concentração plasmática de esteróis em humanos. Este é um efeito indesejado devido aos ainda controversos efeitos na saúde dos esteróis vegetais.18 Importa, sobre este aspecto, referir que o consumo de alimentos contendo esteróis vegetais foi legalmente proibido no Canadá, por questões de segurança.19 Estudos de monitorização pós-lançamento (1998-2003) avaliaram a exposição da população holandesa a alimentos contendo fitoesteróis e fitoestanóis, assim como, a eficácia destes produtos na redução do colesterol plasmático. Verificou-se que o consumo livre de matérias gordas para barrar enriquecidas com fitoesteróis ou fitoestanóis pode baixar modestamente o colesterol plasmático total de uma comunidade (-4%), enquanto que o colesterol de indivíduos não consumidores aumenta em média 2%.13 Conclusões semelhantes foram obtidas no estudo de coorte “Doetinchem cohort study’’.20 Péptidos na redução da PS A redução da pressão sanguínea, sistólica (PSS) e diastólica (PSD), devido ao consumo de alimentos contendo pequenas doses de sequências peptídicas específicas, já foi demonstrada em RCTs de pequena dimensão (n<40), de curta ou média duração.21,22 Observaram-se reduções médias entre 4,6 e 14,1mm Hg na pressão sistólica e entre 3,6 e 9,4mm Hg na pressão diastólica (Quadro I). O efeito anti-hipertensor destes péptidos atribui-se ao efeito inibidor da enzima conversora da angiotensina (IECA) verificado in vitro. No entanto, são necessários mais estudos para uma melhor compreensão deste mecanismo. Outros mecanismos, paralelos ou complementares foram já propostos (ex: acção vasodilatadora como agonistas de receptores opióides).23 O tratamento das proteínas alimentares com enzimas proteolíticas, ou com espécies microbianas possuidoras de considerável actividade proteolítica, conduz à libertação de péptidos, de tamanho e sequência dependente da especificadade da(s) protease(s) envolvida(s) no processo (tabela 1). Comercialmente, estes péptidos podem encontrar-se em hidrolisados proteicos, principalmente, de proteínas lácteas, ou em leites fermentados enriquecidos. Quadro I Estudo em humanos onde se avaliou o efeito da ingestão de preparações alimentares contendo péptidos com efeito IECA (adaptado de 21,22). Matéria-prima Processo Sequência PSS (mmHg) PSD (mmHg) Caseína Tripsina ↓ 4,6 (p<0,01) ↓ 6.6 (p<0.01) Soro de leite Proteases várias ↓ 11,0 ↓ 7.0 Leite L. helveticus; S. cerevisiae ile-pro-pro; val-pro-pro ↓ 14.1 (p<0,01) ↓ 6,6 (p< 0,05) Leite L. Helveticus ile-pro-pro; val-pro-pro ↓ 10,1 (p<0,05) ↓ 9.4 (p<0,05) Leite L. Helveticus ile-pro-pro; val-pro-pro ↓ 6,7 (p=0,03) ↓ 3.6 (p<0,06) Músculo de sardinha B. lichenformis val-tyr ↓ 9.3 (p<0,001) ↓ 5.2 (p<0,001) Apesar da relevância dos estudos apontados, ainda não existe consenso sobre a eficácia deste tipo de alimentos contendo péptidos anti-hipertensores. Serão necessários, no futuro, estudos mais abrangentes, de maior duração e, desejavelmente, de monitorização pós-lançamento. Conclusões A introdução de alimentos funcionais no mercado levanta vários problemas de de índole social: a medicalização do consumo alimentar, a segurança e eficácia, e “Num dos estudos, de intervenção populacional, observou-se que num grupo de indivíduos o uso de fármacos, por si só, reduziu em cerca de 17% o colesterol total enquanto que, noutro grupo, a combinação de fármacos e de matérias gordas enriquecidas com fitoesteróis/fitoestanóis, reduziu o colesterol total, em média, 29%.” 79 Revista Factores de Risco, Nº9 ABR-JUN 2008 Pág. 76-80 o marketing e publicidade agressiva destes alimentos de alto valor acrescentado.6 Sabe-se ainda pouco acerca da exposição e segurança dos alimentos funcionais e da forma como podem interferir com fármacos desenvolvidos para a mesma função- -alvo. A “auto-alicamentação” (consumo desregrado de alimentos funcionais também denominados alicaments) também pode levantar questões de segurança. Num estudo onde se efectuou a simulação do potencial cosumo diário de fitoesteróis e fitoestanóis, num cenário de fortificação libe ral, concluiu-se que a ingestão destes compostos pode exceder, em muito, os níveis recomendados.24 No entanto, num contexto de prevenção primária e tratamento de doença cardiovascular, várias organizações, com competência nesta matéria, recomendam a incorporação de alimentos fortificados com fitoesteróis ou fitoestanóis, como forma de aumentar o efeito hipocolesterolimiante de uma dieta saudável, incluindo os pacientes que estão medicados com estatinas. Sabe-se que alterações na dieta modificam positivamente os marcadores de risco de doença cardiovascular.12 Estudos comparativos deverão ser desenvolvidos no futuro, no sentido de avaliar eficácia da adição de alimentos funcionais à dieta convencional em relação à eficácia da adopção de recomendações alimentares consideradas saudáveis, num contexto de doença cardiovascular.6 Duarte Torres Bibliografia 1. 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Mayo Clinic Proceedings 2003;78:965-978. “…num contexto de prevenção primária e tratamento de doença cardiovascular, várias organizações, com competência nesta matéria, recomendam a incorporação de alimentos fortificados com fitoesteróis ou fitoestanóis, como forma de aumentar o efeito hipocolesterolimiante de uma dieta saudável, incluindo os pacientes que estão medicados com estatinas.” 80 Alimentos funcionais na prevenção e tratamento de doença cardiovascular: recomendações 12. Van Horn L, McCoin M, Kris-Etherton PM, Burke F, Carson JAS, Champagne CM, Karmally W, Sikand G. The Evidence for Dietary Prevention and Treatment of Cardiovascular Disease. Journal of the American Dietetic Association 2008;108:287-331. 13. de Jong N, Zuur A, Wolfs MCJ, Wendel-Vos GCW, Van Raaij JMA, Schuit AJ. Exposure and effectiveness of phytosterol/- stanol-enriched margarines. European Journal of Clinical Nutrition 2007;61:1407-1415. 14. Plat J, Mensink RP. 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