Ensino clínico: efeito nas competências empáticas de comunicação adquiridas no segundo ano. Relação com alexitimia e capacidade de reconhecimento da expressão facial de emoções
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2013/2014 Gisela Cristina dos Santos Evaristo Vasconcelos Ensino clínico: efeito nas competências empáticas de comunicação adquiridas no segundo ano. Relação com alexitimia e capacidade de reconhecimento da expressão facial de emoções março, 2014
Mestrado Integrado em Medicina Área: Neurociências clínicas e saúde mental Trabalho efetuado sob a Orientação de: Mestre Ivone Castro-Vale Trabalho organizado de acordo com as normas da revista: Acta Médica Portuguesa Gisela Cristina dos Santos Evaristo Vasconcelos Ensino clínico: efeito nas competências empáticas de comunicação adquiridas no segundo ano. Relação com alexitimia e capacidade de reconhecimento da expressão facial de emoções março, 2014
PORTO ProjetO de Opção do 6° ano - DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE FMUP FACULDADE DE MEDICINA I : UNIVERSIDADE DO PORTO ••-!' ! - CURRICULAR PROJETO DE OPÇÃO Eu, Gisela Cristina dos Santos Evaristo Vasconcelos, abaixo assinado, n° mecanográfico 200802262, estudante do 6o ano do Ciclo de Estudos Integrado em Medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, declaro ter atuado com absoluta integridade na elaboração deste projeto de opção. Neste sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (ato pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual, ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores, foram referenciadas, ou redigidas com novas palavras, tendo colocado, neste caso, a citação da fonte bibliográfica. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, «?0 / 03/ HOiA Assinatura conforme cartão de identificação: C>i£*Q<L QnCsfcm* Su^vàas {vanCs.i* {J/itM^Cjfhs
PORTO Projecto de Opção do 6° ano - DECLARAÇÃO DE REPRODUÇÃO FMUP FACULDADE DE MEDICINA : ! UNIVERSIDADE DO PORTO MHBMMMMMMMMMi UNIDADE CURRICULAR PROJETO DE OPÇÃO NOME Gisela Cristina dos Santos Evaristo Vasconcelos CARTÃO DE CIDADÃO ou PASSAPORTE (se estrangeiro) E-MAIL TELEFONE OU TELEMÓVEL 13715709 [email protected]t 917394342 NUMERO DE ESTUDANTE DATA DE CONCLUSÃO 200802262 20 de Março de 2014 DESIGNAÇÃO DA AREA DO PROJECTO Neurociências clínicas e saúde mental TÍTULO DISSERTAÇÃO/MONOGRAFIA (riscar o que não interessa) Ensino clínico: efeito nas competências empáticas de comunicação adquiridas no segundo ano. Relação com alexitimia e capacidade de reconhecimento da expressão facial de emoções ORIENTADOR Mestre Ivone Castro-Vale COORIENTADOR (se aplicável) É autorizada a reprodução integral desta Dissertação/Monografia (riscar o que não interessa) para efeitos de investigação e de divulgação pedagógica, em programas e projectos coordenados pela FMUP. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ^ojO3/^0lA Assinatura conforme cartão de identificação: CáísJL. 6>.-jffrna, So~rf~aS £v/ancÂ> KÁ&e^fjÊss.
1 Ensino clínico: efeito nas competências empáticas de comunicação adquiridas no segundo ano. Relação com alexitimia e capacidade de reconhecimento da expressão facial de emoções Clinical training: effect on empathic communication skills acquired in the second year. Relationship with alexithymia and emotion recognition ability of facial expression Gisela Vasconcelos1, Bruna Melo1, Luís Ferreira-Pinto2,3, Ivone Castro-Vale1 1 Unidade de Psicologia Médica do Departamento de Neurociências Clínicas e Saúde Mental, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Portugal 2 Center for Health Technology and Services Research – CINTESIS, Portugal 3 Departamento de Ciências da Informação e da Decisão em Saúde – CIDES, Faculdade de Medicina, Universidade do Porto, Porto, Portugal Correspondência: Gisela Vasconcelos Faculdade de Medicina da Universidade do Porto – Unidade de Psicologia Médica do Departamento de Neurociências Clínicas e Saúde Mental Alameda Prof. Hernâni Monteiro, 4200-319 Porto, Portugal E-mail: mimed0[email protected] Título para cabeçalho: Ensino clínico: efeito na empatia e capacidade de reconhecimento de emoções Clinical training: effect on empathy and emotion recognition ability
2 Ensino clínico: efeito nas competências empáticas de comunicação adquiridas no segundo ano. Relação com alexitimia e capacidade de reconhecimento da expressão facial de emoções Resumo Introdução A empatia é fundamental na relação médico-doente, melhorando os resultados clínicos. Como tal, o seu desenvolvimento deve ser um objetivo. Este assunto é vital pois estudos demonstram um declínio da empatia com a educação médica. A capacidade de reconhecimento de emoções e a alexitimia são duas variáveis que influenciam positiva e negativamente a empatia, respetivamente. O nosso principal objetivo foi analisar a influência do ensino clínico na empatia e reconhecimento de emoções de estudantes de medicina. Material e métodos Estudo transversal, com recolha de dados no final do segundo e sexto anos. Os estudantes foram convidados a preencher questionários de auto-preenchimento: o teste Capacidade de Reconhecimento de Emoções (ERA), o Índice de Reatividade Interpessoal (IRI) e a Escala de Alexitimia de Toronto. Resultados Os estudantes do sexto ano pontuaram mais que o segundo em todas as sub-escalas do IRI, com diferenças significativas na Preocupação Empática (p=0,049). Também nesta sub-escala, os resultados foram significativamente superiores nas mulheres, comparativamente aos homens (p=0,036). Relativamente à sub-escala Tomada de Perspetiva, encontramos resultados significativamente superiores nos estudantes não-alexitímicos, comparativamente aos alexitímicos (p=0,004). Quanto ao
3 teste ERA, apenas no género encontramos diferenças significativas, obtendo as mulheres melhores resultados que os homens (p=0,031). Discussão e Conclusão Os resultados sugerem um aumento da empatia com o ensino clínico. Contudo, este parece não influenciar a capacidade de reconhecimento de emoções. As mulheres apresentam simultaneamente maior empatia e capacidade de reconhecimento de emoções que os homens. A presença de alexitimia associa-se a menores níveis de empatia. Palavras-chave: empatia; alexitimia; expressão facial; emoções; educação médica. Abstract Introduction Empathy is a key element in doctor-patient relationship, improving clinical outcomes. Given its importance, improving empathy should be a goal. This subject is vital because most studies show a decline of empathy along medical education. Emotion recognition ability and alexithymia are two variables that influence positive and negatively empathy, respectively. The main objective of this study was to analyze the influence of clinical training in empathy and emotion recognition ability of medical students. Material and methods A cross-sectional study was designed, with data collection being taken at the end of second and sixth year. Students were invited to complete self-administered questionnaires: Emotion Recognition Ability (ERA) test; Interpersonal Reactivity Index (IRI); and Toronto Alexithymia Scale.
4 Results Sixth year students scored higher in all IRI subscales than second year students, with significant differences for Empathic Concern subscale (p=0.049). Also for this subscale, the results were significantly higher in women compared to men (p=0.036). Concerning the Perspective Taking subscale, significantly higher scores were found for non-alexithymic students, when comparing to the ones with alexithymia (p=0.004). As for the ERA test, only for gender we found significant differences, with women achieve better results than men (p=0.031). Discussion and Conclusion The results suggest that empathy increase along clinical training. However, clinical training does not seem to influence emotion recognition ability. Women have both greater empathy and emotion recognition ability. The presence of alexithymia is associated with lower levels of empathy. Keywords: empathy; alexithymia; facial expression; emotions; medical education.
5 Introdução A empatia é um conceito que não tem reunido consenso, sendo várias as definições propostas. De acordo com Davis, envolve caracteristicamente uma componente cognitiva e outra afetiva1. No contexto clínico, está associada a duas palavras-chave: compreensão e comunicação. O processo empático é iniciado pela compreensão das emoções e perspetivas do doente, o que irá permitir ao médico agir da forma mais adequada2. No entanto, só é efetivo quando o doente adquire perceção dessa compreensão, o que estabelece o papel da comunicação no processo2. Em conjunto com os conhecimentos e competências clínicas, a relação médico-doente apresenta-se como um dos fatores determinantes na qualidade dos cuidados de saúde. A empatia é um elemento fundamental no desenvolvimento dessa relação. Uma relação empática proporciona vários benefícios para o doente, como uma maior satisfação e adesão à terapêutica3. Para além disso, eleva o grau de confiança e abertura do doente, que assim partilha mais informações, o que conduz a maior precisão diagnóstica4. Constitui assim uma ferramenta que os clínicos têm ao seu dispor para minimizar a probabilidade de erro. Daqui se conclui que os benefícios não se esgotam na esfera do doente, e que também o médico beneficia, através de uma maior satisfação profissional e menores níveis de stress5. Estudos têm relatado uma relação positiva entre empatia e capacidade de reconhecimento de emoções6, sendo de esperar que se influenciem mutuamente. Por um lado, se um estudante é mais empático, estará mais disponível e atento ao doente, não se focando apenas nos aspetos técnicos, o que permitirá reconhecer mais facilmente o estado emocional do doente. A influência positiva da empatia na capacidade de reconhecimento de emoções reforça a sua importância na prática clínica, pelo facto de a comunicação não-verbal constituir um elemento basilar na partilha de informação. Por outro lado, constituindo o reconhecimento de emoções um dos passos primordiais no processo empático, a empatia encontrar-se-á na sua dependência, sendo de esperar que uma maior capacidade de reconhecimento se associe a maior empatia. Trata-se, contudo, de uma área pouco explorada, sobretudo no âmbito do ensino médico.
12 beneficie mais das relações interpessoais, em particular o contacto com os doentes, proporcionado pela prática. Aquando da sua passagem pelo 2.º ano, esta amostra de estudantes do 6.º ano beneficiou do mesmo currículo de Psicologia Médica15 que a atual amostra do 2.º ano, pelo que os maiores níveis de empatia podem traduzir uma efetiva aprendizagem de competências clínicas de comunicação durante essa fase, que forneceu as bases para o subsequente percurso académico. Esse percurso é caracterizado por um crescente contacto com os doentes, o que fornece contexto prático para o desenvolvimento das competências empáticas. Assim, a pontuação superior dos estudantes do 6.º ano na empatia, observada no nosso estudo, pode ser o resultado quer do ensino, quer da prática. Neste ponto devemos relembrar que apenas na componente afetiva (Preocupação Empática) da empatia obtivemos resultados estatisticamente significativos. Deste modo, à luz do que referimos anteriormente, o contacto com os doentes terá sido um fator mais determinante para os nossos resultados do que o ensino de competências clínicas de comunicação. Embora a maioria dos estudos se foque no efeito imediato das intervenções, não avaliando a sua durabilidade, há já estudos que demonstram que o efeito perdura no tempo13. Seria portanto interessante avaliar também a efetividade e durabilidade do ensino na FMUP, para melhor analisar a nossa hipótese. Uma das principais explicações proposta para a evolução negativa da empatia tem sido o desenvolvimento de mecanismos de coping e autodefesa rígidos e desajustados, em resposta às situações de sofrimento físico e psicológico com que os estudantes contactam na prática clínica, de modo a diminuir os níveis de ansiedade e a carga emocional que tais situações comportam14. Esta reação pode ser atenuada através de um bom suporte do meio pedagógico. Assim, podemos colocar a hipótese de na FMUP os docentes fornecerem um apoio apropriado, orientando o desenvolvimento de respostas adequadas às situações de carga emocional. Esta hipótese é reforçada pelo facto dos resultados obtidos no Desconforto Pessoal serem quase sobreponíveis nos estudantes dos dois anos e de não terem sido encontradas diferenças entre estes, pois tal sugere que as reações de ansiedade face às experiências negativas vividas pelos doentes não são superiores no 6.º ano. Ainda em relação ao papel dos docentes, embora objetivamente o ensino de competências empáticas decorra formalmente em Psicologia Médica, os docentes das unidades curriculares clínicas estão também cada vez mais atentos e sensibilizados para esta temática, pelo que, para além das competências técnicas, também as
13 competências empáticas têm vindo a ganhar lugar na formação clínica. Acreditamos, contudo, que os resultados poderiam ser melhorados através de intervenções como mindfulness-based stress reduction22, grupos Balint23 e treino de self-awareness24, às quais tem sido reconhecida eficácia na redução do stress e aumento da empatia. Teria interesse que estas estratégias fossem direcionadas quer aos estudantes, quer aos docentes, uma vez que só desenvolvendo as próprias competências empáticas estarão aptos a transmiti-las aos alunos. Dada a relação entre a empatia e o reconhecimento de emoções, seria de esperar que a maior pontuação na empatia no 6.º ano fosse acompanhada por uma maior capacidade de reconhecimento de emoções. A pontuação superior na empatia poderia ser interpretada como causa ou consequência de uma maior capacidade de reconhecimento de emoções. Contudo, embora os estudantes do 6.º ano apresentem valores superiores no reconhecimento de emoções, não encontramos diferenças significativas entre os dois anos, o que pode significar que a capacidade de reconhecimento de emoções não terá sido um fator determinante para a maior pontuação obtida no IRI pelos estudantes do 6.º ano, nem a maior capacidade empática terá condicionado melhores resultados no teste ERA. Tal pode ser atribuído a uma possível falha na promoção da capacidade de reconhecimento de emoções durante a educação clínica. Por outro lado, os nossos resultados poder-se-ão dever a limitações do estudo. Uma dessas limitações poderá estar relacionada com o teste ERA. Este teste baseia-se no JACFEE, composto por fotografias com expressões estáticas, o que condiciona a atenuação das diferenças individuais, uma vez que a maioria das pessoas pode identificar tais expressões com relativa precisão25. O facto de não ter sido estabelecido um limite de tempo para a visualização das fotos pode também ter contribuído para essa atenuação. Esta é uma área que merece exploração adicional, quer no que respeita à influência do ensino clínico na capacidade de reconhecimento de emoções, quer para avaliar a relação de causalidade entre esta e a empatia. Tal investigação reveste-se de importância tendo em consideração que a capacidade de reconhecimento de emoções é susceptível a intervenções educacionais26, o que abre a possibilidade de implementar na educação médica instrumentos de treino de reconhecimento de emoções, paralelamente ao ensino de comunicação clínica, com o objetivo de desenvolver a empatia.
14 Género No que diz respeito à diferença na empatia entre géneros, o nosso estudo é consistente com outros realizados anteriormente, quer na população geral, quer especificamente em estudantes de medicina, com as mulheres a serem mais empáticas1, 9. Contudo, a análise individual das sub-escalas do IRI permite concluir que essa vantagem reside na Preocupação Empática e Fantasia, que refletem a componente afetiva da empatia, enquanto a Tomada de Perspetiva, componente cognitiva, é superior nos homens, embora sem atingir a significância estatística. Uma revisão efetuada por Hoffman sugeriu que a maior capacidade empática das mulheres se deve à maior resposta afetiva face às outras pessoas27, remetendo assim para a componente afetiva da empatia. Na mesma revisão não foram encontradas diferenças significativas entre os dois grupos em relação à Tomada de Perspetiva27, o que é consistente com os nossos resultados. Outros estudos destacaram o papel de fatores sociais e educacionais na génese desta diferença10, 11. Relativamente à capacidade de reconhecimento de emoções, os resultados sugerem que as mulheres possuem uma maior capacidade total do que os homens. Deste modo, o nosso estudo encontrou simultaneamente no sexo feminino maior empatia afetiva e maior capacidade total de reconhecimento de emoções. Estudos anteriores demonstraram que o reconhecimento de emoções se associa sobretudo com a dimensão afetiva da empatia6. A ligação entre a capacidade de reconhecimento de emoções e a empatia afetiva é também suportada por investigação na área das neurociências, que demonstra a ativação das mesmas áreas cerebrais nos dois processos28. Alexitimia A influência da alexitimia na empatia e na capacidade de reconhecimento de emoções tem sido explorada no contexto de diversas patologias, mas pouco neste contexto. A evidência aponta no sentido de uma associação negativa da alexitimia quer com a empatia, quer com a capacidade de reconhecimento de emoções7, 8. No nosso estudo os estudantes não-alexitímicos apresentaram valores superiores na Tomada de Perspectiva, o que é congruente com estudos anteriores7. Contudo, e embora sem atingir a significância estatística, nas restantes sub-escalas do IRI verificamos a tendência oposta, com os
15 estudantes alexitímicos a obterem melhores resultados, o que não seria de esperar. Tal poderá dever-se a algumas limitações do estudo, nomeadamente o tamanho da amostra. No caso da capacidade de reconhecimento de emoções, os resultados sugerem maior capacidade total nos estudantes não-alexitímicos, o que é consistente com estudos anteriores8. Contudo, os nossos resultados não atingiram o nível de significância. Assim, esta é uma área que merece investigação adicional, quer no que respeita à empatia, quer em relação ao reconhecimento de emoções, através de um estudo com uma amostra de maiores dimensões. Preferência de especialização Nem em relação à empatia, nem em relação à capacidade de reconhecimento de emoções encontramos diferenças significativas entre os estudantes com preferência por especialidades médicas e técnicas, o que não é consistente com estudos anteriores que demonstram maiores níveis de empatia nos estudantes com preferência por especialidades médicas9, 11. Os nossos resultados podem dever-se ao facto de a preferência manifestada não refletir ainda a empatia, sobretudo no caso do 2.º ano, uma vez que se encontram numa fase precoce do seu percurso académico, pelo que a preferência manifestada baseia-se no que idealizam de cada especialidade e não na experiência. Por outro lado, deparamo-nos com uma considerável percentagem de estudantes que ainda não têm ideia da especialidade pretendida, o que também poderá ter condicionado os resultados. Limitações do estudo Como já referido, consistiu num estudo transversal, o que não permite estabelecer uma relação de causalidade e anular fatores de confundimento. Não obstante, o currículo manteve-se, o que garante a igualdade entre os grupos no que diz respeito ao método de ensino e ao seu conteúdo. Para além disso, dirigiu-se apenas a alunos da FMUP, o que limita a generalização dos resultados. Teria por isso interesse a realização de um estudo a nível nacional, que englobasse todas as escolas médicas.
16 A taxa de resposta e, consequentemente, o tamanho da amostra, foi relativamente baixa. Tal pode ser explicado pelo facto do período do estudo coincidir com a época de exames, no caso do 2.º ano, e com a apresentação pública das teses de mestrado e a preparação para a Prova Nacional de Seriação para acesso à especialidade, no caso do 6.º ano, o que terá condicionado uma menor disponibilidade e interesse em participar. A diferente proporção de estudantes do 2.º e 6.º ano é justificada por a população do 2.º ano ser maior, devido ao aumento do numerus clausus. Também a diferente proporção de sexos da amostra reflete a proporção da população. Por fim, devem ser feitas algumas considerações em relação à escala de empatia utilizada. Existem vários instrumentos para medir a empatia, refletindo diferentes conceções da mesma, o que acaba por condicionar a comparação dos nossos resultados com outros estudos. Para além disso, o IRI foi desenvolvido para a população geral, não sendo específico para área da saúde como a Jefferson Scale of Physician Empathy29. Ainda assim, foi demonstrada a existência de correlação entre as duas escalas, principalmente nas sub-escalas Preocupação Empática e Tomada de Perspetiva do IRI, que parecem ser as mais relevantes na área da saúde30. Para além disto, o caráter geral do IRI acaba por apresentar a vantagem de permitir uma avaliação abrangente da empatia, avaliando as componentes cognitiva e afetiva, as quais podiam relacionar-se de maneira independente e distinta com as restantes variáveis em estudo. Por outro lado, trata-se de uma escala de autopreenchimento, pelo que poder-se-á questionar em que grau as respostas refletem a realidade ou a imagem que os estudantes têm de si próprios e do que é a empatia3. Seria por isso interessante no futuro aplicar outros métodos de avaliação da empatia, nomeadamente um que tivesse em consideração a perspetiva do doente, pois a empatia apenas é efetiva quando o doente adquire perceção desta2. Outra alternativa seria a avaliação por um observador externo.
17 Conclusões O nosso estudo, através da demonstração de diferenças entre os anos académicos, sugere uma evolução positiva da empatia com o ensino clínico. Assim, vem contribuir para a hipótese de que é possível desenvolver as competências empáticas ao longo do ensino clínico. O estudo da empatia sob o ponto de vista do género tem sido alvo de atenção por diversas investigações, em vários contextos, incluindo na área da medicina. O nosso estudo replica os resultados encontrados anteriormente, reforçando a evidência de que o sexo feminino tem maior capacidade empática. Por seu lado, a alexitimia tem sido pouco explorada nesta área. Os nossos resultados demonstram que os estudantes não-alexitímicos obtêm melhores resultados na componente cognitiva da empatia que os estudantes alexitímicos. Este estudo explorou para além da empatia, a capacidade de reconhecimento de emoções, algo relativamente pouco estudado nesta área. O ano académico parece não influenciar a capacidade de reconhecimento de emoções, contrariamente ao género, com o sexo feminino a apresentar melhores resultados. Assim, o nosso estudo demonstrou que as mulheres têm simultaneamente maior empatia afetiva e maior capacidade total de reconhecimento de emoções, o que contribui para a evidência de uma possível associação entre estas duas variáveis.
18 Agradecimentos Os autores gostariam de agradecer ao Professor Doutor Mota Cardoso, por permitir o desenvolvimento deste estudo, e ao Professor Doutor Ramiro Verissimo, pela cedência da versão portuguesa do TAS-20 e análise dos seus dados. Gostaríamos também de agradecer a Sara Rocha pela colaboração prestada. Conflito de interesses Os autores declaram não ter nenhum conflito de interesses relativamente ao presente artigo. Fontes de financiamento Não existiram fontes externas de financiamento para a realização deste artigo.
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Anexo 2
Anexo 3
Revista Cientí fica da Ordem dos Médicos www.act amedi caportugues a.com 1 Normas de Publicação da Acta Médica Portuguesa Acta Médica Portuguesa’s Publishing Guidelines Conselho Editorial ACtA MédiCA PORtuguEsA Acta Med Port 2013, 5 de Novembro de 2013 NORMAS PUBLICAÇÃO 1. MISSÃO Publicar trabalhos científicos originais e de revisão na área biomédica da mais elevada qualidade, abrangendo várias áreas do conhecimento médico, e ajudar os médicos a tomar melhores decisões. Para atingir estes objectivos a Acta Médica Portuguesa publica artigos originais, artigos de revisão, casos clínicos, editoriais, entre outros, comentando sobre os factores clínicos, científicos, sociais, políticos e económicos que afectam a saúde. A Acta Médica Portuguesa pode considerar artigos para publicação de autores de qualquer país. 2. VALOReS Promover a qualidade científica. Promover o conhecimento e actualidade científica. independência e imparcialidade editorial. ética e respeito pela dignidade humana. Responsabilidade social. 3. VISÃO ser reconhecida como uma revista médica portuguesa de grande impacto internacional. Promover a publicação científica da mais elevada qualidade privilegiando o trabalho original de investigação (clínico, epidemiológico, multicêntrico, ciência básica). Constituir o fórum de publicação de normas de orientação. Ampliar a divulgação internacional. Lema: “Primum non nocere, primeiro a Acta Médica Portuguesa” 4. INfORMAÇÃO GeRAL A Acta Médica Portuguesa é a revista científica com revisão pelos pares (peer-review) da Ordem dos Médicos. é publicada continuamente desde 1979, estando indexada na PubMed / Medline desde o primeiro número. desde 2010 tem Factor de impacto atribuído pelo Journal Citation Reports - thomson Reuters. A Acta Médica Portuguesa segue a política do livre acesso. todos os seus artigos estão disponíveis de forma integral, aberta e gratuita desde 1999 no seu site www.actamedicaportuguesa.com e através da Medline com interface PubMed. A taxa de aceitação da Acta Médica Portuguesa é aproximadamente de 55% dos mais de 300 manuscritos recebidos anualmente. Os manuscritos devem ser submetidos online via “submissões Online” http://www.atamedicaportuguesa.com /revista/index.php/amp/about/submissions#online submissions. A Acta Médica Portuguesa rege-se de acordo com as boas normas de edição biomédica do international Committee of Medical Journal Editors (iCMJE), do Committee on Publication Ethics (COPE), e do EQuAtOR Network Resource Centre guidance on good Research Report (desenho de estudos). A política editorial da Revista incorpora no processo de revisão e publicação as Recomendações de Política Editorial (Editorial Policy Statements) emitidas pelo Conselho de Editores Científicos (Council of science Editors), disponíveis em http://www.councilscienceeditors.org/i4a/pages/ index.cfm?pageid=3331, que cobre responsabilidades e direitos dos editores das revistas com arbitragem científica. Os artigos propostos não podem ter sido objecto de qualquer outro tipo de publicação. As opiniões expressas são da inteira responsabilidade dos autores. Os artigos publicados ficarão propriedade conjunta da Acta Médica Portuguesa e dos autores. A Acta Médica Portuguesa reserva-se o direito de comercialização do artigo enquanto parte integrante da revista (na elaboração de separatas, por exemplo). O autor deverá acompanhar a carta de submissão com a declaração de cedência de direitos de autor para fins comerciais. Relativamente à utilização por terceiros a Acta Médica Portuguesa rege-se pelos termos da licença Creative Commons ‘Atribuição – uso Não-Comercial – Proibição de Realização de Obras derivadas (by-nc-nd)’. Após publicação na Acta Médica Portuguesa, os autores ficam autorizados a disponibilizar os seus artigos em repositórios das suas instituições de origem, desde que mencionem sempre onde foram publicados. 5. CRItéRIO de AUtORIA A revista segue os critérios de autoria do “international Commitee of Medical Journal Editors” (iCMJE). todos designados como autores devem ter participado significativamente no trabalho para tomar responsabilidade
2 Revista Científica da Ordem dos Médicos www.actamedicaportuguesa.com Normas de Publicação da Acta Médica Portuguesa, 2013 pública sobre o conteúdo e o crédito da autoria. Autores são todos que: 1. têm uma contribuição intelectual substancial, directa, no desenho e elaboração do artigo 2. Participam na análise e interpretação dos dados 3. Participam na escrita do manuscrito, revendo os rascunhos; ou na revisão crítica do conteúdo; ou na aprovação da versão final As condições 1, 2 e 3 têm de ser reunidas. Autoria requer uma contribuição substancial para o manuscrito, sendo pois necessário especificar em carta de apresentação o contributo de cada autor para o trabalho. ser listado como autor, quando não cumpre os critérios de elegibilidade, é considerado fraude. todos os que contribuíram para o artigo, mas que não encaixam nos critérios de autoria, devem ser listados nos agradecimentos. todos os autores, (isto é, o autor correspondente e cada um dos autores) terão de preencher e assinar o “Formulário de Autoria” com a responsabilidade da autoria, critérios e contribuições; conflitos de interesse e financiamento e transferência de direitos autorais / copyright. O autor Correspondente deve ser o intermediário em nome de todos os co-autores em todos os contactos com a Acta Médica Portuguesa, durante todo o processo de submissão e de revisão. O autor correspondente é responsável por garantir que todos os potenciais conflitos de interesse mencionados são correctos. O autor correspondente deve atestar, ainda, em nome de todos os co-autores, a originalidade do trabalho e obter a permissão escrita de cada pessoa mencionada na secção “Agradecimentos”. 6. CoPyriGht / dIReItOS AUtORAIS Quando o artigo é aceite para publicação é mandatório o envio via e-mail de documento digitalizado, assinado por todos os Autores, com a partilha dos direitos de autor entre autores e a Acta Médica Portuguesa. O(s) Autor(es) deve(m) assinar uma cópia de partilha dos direitos de autor entre autores e a Acta Médica Portuguesa quando submetem o manuscrito, conforme minuta publicada em anexo: Nota: Este documento assinado só deverá ser enviado quando o manuscrito for aceite para publicação. Editor da Acta Médica Portuguesa O(s) Autor(es) certifica(m) que o manuscrito intitulado: __ __________________________________________ (ref. AMP________) é original, que todas as afirmações apresentadas como factos são baseados na investigação do(s) Autor(es), que o manuscrito, quer em parte quer no todo, não infringe nenhum copyright e não viola nenhum direito da privacidade, que não foi publicado em parte ou no todo e que não foi submetido para publicação, no todo ou em parte, noutra revista, e que os Autores têm o direito ao copyright. todos os Autores declaram ainda que participaram no trabalho, se responsabilizam por ele e que não existe, da parte de qualquer dos Autores conflito de interesses nas afirmações proferidas no trabalho. Os Autores, ao submeterem o trabalho para publicação, partilham com a Acta Médica Portuguesa todos os direitos a interesses do copyright do artigo. todos os Autores devem assinar data:__________________________________________ Nome (maiúsculas):______________________________ Assinatura:_____________________________________ 7. CONfLItOS de INteReSSe O rigor e a exactidão dos conteúdos, assim como as opiniões expressas são da exclusiva responsabilidade dos Autores. Os Autores devem declarar potenciais conflitos de interesse. Os autores são obrigados a divulgar todas as relações financeiras e pessoais que possam enviesar o trabalho. Para prevenir ambiguidade, os autores têm que explicitamente mencionar se existe ou não conflitos de interesse. Essa informação não influenciará a decisão editorial mas antes da submissão do manuscrito, os autores têm que assegurar todas as autorizações necessárias para a publicação do material submetido. se os autores têm dúvidas sobre o que constitui um relevante interesse financeiro ou pessoal, devem contactar o editor. 8. CONSeNtIMeNtO INfORMAdO e APROVAÇÃO étICA todos os doentes (ou seus representantes legais) que possam ser identificados nas descrições escritas, fotografias e vídeos deverão assinar um formulário de consentimento informado para descrição de doentes, fotografia e vídeos. Estes formulários devem ser submetidos com o manuscrito. A Acta Médica Portuguesa considera aceitável a omissão de dados ou a apresentação de dados menos específicos para identificação dos doentes. Contudo, não aceitaremos a alteração de quaisquer dados. Os autores devem informar se o trabalho foi aprovado pela Comissão de ética da instituição de acordo com a declaração de Helsínquia. 9. LíNGUA Os artigos devem ser redigidos em português ou em inglês. Os títulos e os resumos têm de ser sempre em português e em inglês. 10. PROCeSSO edItORIAL O autor correspondente receberá notificação da recepção do manuscrito e decisões editoriais por email. todos os manuscritos submetidos são inicialmente revistos pelo editor da Acta Médica Portuguesa. Os manuscritos são avaliados de acordo com os seguintes critérios: originalidade, actualidade, clareza de escrita, método de estudo apropriado, dados válidos, conclusões adequadas e apoiadas pelos dados, importância, com significância e NORMAS PUBLICAÇÃO
Revista Cientí fica da Ordem dos Médicos www.act amedi caportugues a.com 3 Normas de Publicação da Acta Médica Portuguesa, 2013 NORMAS PUBLICAÇÃO contribuição científica para o conhecimento da área, e não tenham sido publicados, na íntegra ou em parte, nem submetidos para publicação noutros locais. A Acta Médica Portuguesa segue um rigoroso processo cego (single-blind) de revisão por pares (peer-review, externos à revista). Os manuscritos recebidos serão enviados a peritos das diversas áreas, os quais deverão fazer os seus comentários, incluindo a sugestão de aceitação, aceitação condicionada a pequenas ou grandes modificações ou rejeição. Na avaliação, os artigos poderão ser: a) aceites sem alterações; b) aceites após modificações propostas pelos consultores científicos; c) recusados. Estipula-se para esse processo o seguinte plano temporal: •Após a recepção do artigo, o Editor-Chefe, ou um dos Editores Associados, enviará o manuscrito a, no mínimo, dois revisores, caso esteja de acordo com as normas de publicação e se enquadre na política editorial. Poderá ser recusado nesta fase, sem envio a revisores. •Quando receberem a comunicação de aceitação, os Autores devem remeter de imediato, por correio electrónico, o formulário de partilha de direitos que se encontra no site da Acta Médica Portuguesa, devidamente preenchido e assinado por todos os Autores. • No prazo máximo de quatro semanas, o revisor deverá responder ao editor indicando os seus comentários relativos ao manuscrito sujeito a revisão, e a sua sugestão de quanto à aceitação ou rejeição do trabalho. O Conselho Editorial tomará, num prazo de 15 dias, uma primeira decisão que poderá incluir a aceitação do artigo sem modificações, o envio dos comentários dos revisores para que os Autores procedam de acordo com o indicado, ou a rejeição do artigo. Os Autores dispõem de 20 dias para submeter a nova versão revista do manuscrito, contemplando as modificações recomendadas pelos peritos e pelo Conselho Editorial. Quando são propostas alterações, o autor deverá enviar, no prazo máximo de vinte dias, um e-mail ao editor respondendo a todas as questões colocadas e anexando uma versão revista do artigo com as alterações inseridas destacadas com cor diferente. •O Editor-Chefe dispõe de 15 dias para tomar a decisão sobre a nova versão: rejeitar ou aceitar o artigo na nova versão, ou submetê-lo a um ou mais revisores externos cujo parecer poderá, ou não, coincidir com os resultantes da primeira revisão. •Caso o manuscrito seja reenviado para revisão externa, os peritos dispõem de quatro semanas para o envio dos seus comentários e da sua sugestão quanto à aceitação ou recusa para publicação do mesmo. •Atendendo às sugestões dos revisores, o Editor-Chefe poderá aceitar o artigo nesta nova versão, rejeitá-lo ou voltar a solicitar modificações. Neste último caso, os Autores dispõem de um mês para submeter uma versão revista, a qual poderá, caso o Editor-Chefe assim o determine, voltar a passar por um processo de revisão por peritos externos. •No caso da aceitação, em qualquer das fases anteriores, a mesma será comunicada ao Autor principal. Num prazo inferior a um mês, o Conselho Editorial enviará o artigo para revisão dos Autores já com a formatação final, mas sem a numeração definitiva. Os Autores dispõem de cinco dias para a revisão do texto e comunicação de quaisquer erros tipográficos. Nesta fase, os Autores não podem fazer qualquer modificação de fundo ao artigo, para além das correcções de erros tipográficos e/ou ortográficos de pequenos erros. Não são permitidas, nomeadamente, alterações a dados de tabelas ou gráficos, alterações de fundo do texto, etc. •Após a resposta dos Autores, ou na ausência de resposta, após o decurso dos cinco dias, o artigo considera-se concluído. •Na fase de revisão de provas tipográficas, alterações de fundo aos artigos não serão aceites e poderão implicar a sua rejeição posterior por decisão do Editor-Chefe. Chama-se a atenção que a transcrição de imagens, quadros ou gráficos de outras publicações deverá ter a prévia autorização dos respectivos autores para dar cumprimentos às normas que regem os direitos de autor. 11. PUBLICAÇÃO FAst-trACk A Acta Médica Portuguesa dispõe do sistema de publicação Fast-Track para manuscritos urgentes e importantes desde que cumpram os requisitos da Acta Médica Portuguesa para o Fast-Track. a) Os autores para requererem a publicação fast-track devem submeter o seu manuscrito em http://www.actamedicaportuguesa.com/ “submeter artigo” indicando claramente porque consideram que o manuscrito é adequado para a publicação rápida. O Conselho Editorial tomará a decisão sobre se o manuscrito é adequado para uma via rápida (fast-track) ou para submissão regular; b) Verifique se o manuscrito cumpre as normas aos autores da Acta Médica Portuguesa e que contém as informações necessárias em todos os manuscritos da Acta Médica Portuguesa. c) O gabinete Editorial irá comunicar, dentro de 48 horas, se o manuscrito é apropriado para avaliação fast-track. se o Editor-Chefe decidir não aceitar a avaliação fast-track, o manuscrito pode ser considerado para o processo de revisão normal. Os autores também terão a oportunidade de retirar a sua submissão. d) Para manuscritos que são aceites para avaliação fast-track, a decisão Editorial será feita no prazo de 5 dias úteis. e) se o manuscrito for aceite para publicação, o objectivo será publicá-lo, online, no prazo máximo de 3 semanas após a aceitação. 12. ReGRAS de OURO ACtA MédICA PORtUGUeSA a) O editor é responsável por garantir a qualidade da revista e que o que publica é ético, actual e relevante para os leitores.
4 Revista Científica da Ordem dos Médicos www.actamedicaportuguesa.com Normas de Publicação da Acta Médica Portuguesa, 2013 NORMAS PUBLICAÇÃO b) A gestão de reclamações passa obrigatoriamente pelo editor-chefe e não pelo bastonário. c) O peer review deve envolver a avaliação de revisores externos. d) A submissão do manuscrito e todos os detalhes associados são mantidos confidenciais pelo corpo editorial e por todas as pessoas envolvidas no processo de peer-review. e) A identidade dos revisores é confidencial. f) Os revisores aconselham e fazem recomendações; o editor toma decisões. g) O editor-chefe tem total independência editorial. h) A Ordem dos Médicos não interfere directamente na avaliação, selecção e edição de artigos específicos, nem directamente nem por influência indirecta nas decisões editoriais. i) As decisões editoriais são baseadas no mérito de trabalho submetido e adequação à revista. j) As decisões do editor-chefe não são influenciadas pela origem do manuscrito nem determinadas por agentes exteriores. k) As razões para rejeição imediata sem peer review externo são: falta de originalidade; interesse limitado para os leitores da Acta Médica Portuguesa; conter graves falhas científicas ou metodológicas; o tópico não é coberto com a profundidade necessária; é preliminar de mais e/ou especulativo; informação desactualizada. l) todos os elementos envolvidos no processo de peer review devem actuar de acordo com os mais elevados padrões éticos. m) todas as partes envolvidas no processo de peer review devem declarar qualquer potencial conflito de interesses e solicitar escusa de rever manuscritos que sintam que não conseguirão rever objectivamente. 13. NORMAS GeRAIS eStILO todos os manuscritos devem ser preparados de acordo com o “AMA Manual of style”, 10th ed. e/ou “uniform Requirements for Manuscripts submitted to Biomedical Journals”. Escreva num estilo claro, directo e activo. geralmente, escreva usando a primeira pessoa, voz activa, por exemplo, “Analisámos dados”, e não “Os dados foram analisados”. Os agradecimentos são as excepções a essa directriz, e deve ser escrito na terceira pessoa, voz activa; “Os autores gostariam de agradecer”. Palavras em latim ou noutra língua que não seja a do texto deverão ser colocadas em itálico. Os componentes do manuscrito são: Página de título, Resumo, texto, Referências, e se apropriado, legendas de figuras. inicie cada uma dessas secções em uma nova página, numeradas consecutivamente, começando com a página de título. Os formatos de arquivo dos manuscritos autorizados incluem o Word e o WordPerfect. Não submeta o manuscrito em formato PdF. SUBMISSÃO Os manuscritos devem ser submetidos online, via “submissão Online” da Acta Médica Portuguesa http://www. actamedicaportuguesa.com/revista/index.php/amp/about/ submissions#onlinesubmissions. todos os campos solicitados no sistema de submissão online terão de ser respondidos. Após submissão do manuscrito o autor receberá a confirmação de recepção e um número para o manuscrito. Na primeira página/ página de título: a) título em português e inglês, conciso e descritivo b) Na linha da autoria, liste o Nome de todos os Autores (primeiro e último nome) com os títulos académicos e/ou profissionais e respectiva afiliação (departamento, instituição, cidade, país) c) subsídio(s) ou bolsa(s) que contribuíram para a realização do trabalho d) Morada e e-mail do Autor responsável pela correspondência relativa ao manuscrito e) título breve para cabeçalho Na segunda página a) título (sem autores) b) Resumo em português e inglês. Nenhuma informação que não conste no manuscrito pode ser mencionada no resumo. Os resumos não podem remeter para o texto, não podendo conter citações nem referencias a figuras. c) Palavras-chave (Keywords). um máximo de 5 Keywords em inglês utilizando a terminologia que consta no Medical subject Headings (MesH), http://www.nlm.nih. gov/mesh/MBrowser.html, devem seguir-se ao resumo. Na terceira página e seguintes: editoriais: Os Editoriais serão apenas submetidos por convite do Editor. serão comentários sobre tópicos actuais. Não devem exceder as 1.200 palavras nem conter tabelas/figuras e terão um máximo de 5 referências bibliográficas. Não precisam de resumo. Perspectiva: Artigos elaborados apenas por convite do Conselho Editorial. Podem cobrir grande diversidade de temas com interesse nos cuidados de saúde: problemas actuais ou emergentes, gestão e política de saúde, história da medicina, ligação à sociedade, epidemiologia, etc. um Autor que deseje propor um artigo desta categoria deverá remeter previamente ao Editor-Chefe o respectivo resumo, indicação dos autores e título do artigo para avaliação. deve conter no máximo 1200 palavras (excluindo as referências e as legendas) e até 10 referências bibliográficas. só pode conter uma tabela ou uma figura. Não precisa de resumo.