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Sarcopenia em ambiente hospitalar: custo económico

Antunes. A.,Veríssimo, M.T.,Amaral, Teresa

Abstract

[resumo]

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revista APNEP | Volume VIII - n.º 1 - abril 2014 | pag | 104 APNEP Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica POSTERS | A P.05 Sarcopenia em ambiente hospitalar – custo económico Antunes, AI1, Veríssimo, MT2, Amaral, TF3 1 - Centro Hospitalar da Póvoa e Vila do Conde | Nutrição 2 - Faculdade de Medicina | Univ. Coimbra 3 - Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação | Univ. Porto Correspondência: anacer[email protected] INTRODUÇÃO: Embora o tema da sarcopenia seja alvo de intensa investigação, pouco se sabe sobre a associação entre sarcopenia e os seus custos em doentes hospitalizados. O objetivo do presente estudo foi avaliar a frequência de EPFOUFTDPNTBSDPQFOJBFRVBOUJmDBSBBTTPDJBÎÍPFOUSFB sarcopenia e os custos hospitalares MÉTODOS: Foi realizado um estudo longitudinal a 201 BEVMUPTDPNJEBEFTöBOPTIPTQJUBMJ[BEPTOVNIPTQJUBM geral. O estado nutricional foi avaliado pelo Mini Nutritional Assessment – Short Form, a capacidade cognitiva por Abbreviated Mental State e desempenho físico pelo teste Timed Get Up and Go Test. Os idosos sarcopénicos foram JEFOUJmDBEPTEFBDPSEPDPNPTDSJUÏSJPTFTUBCFMFDJEPTQFMP Grupo de Trabalho Europeu para a Sarcopenia. A força muscular foi avaliada através força da preensão da mão. Para a análise multivariada, usou-se regressão logística. RESULTADOS: Encontrou-se uma proporção de 10,4% de EPFOUFTTBSDPQÏOJDPT7FSJmDPVTFRVFEPTEPFOUFT estão em risco nutricional e que 14,9% estão desnutridos. &YJTUFVNBBTTPDJBÎÍPTJHOJmDBUJWBQkFOUSF B CBJYB força muscular (OR=2,41; IC a 95% 1,12-5,17) e os custos hospitalares assim como entre a sarcopenia e os custos hospitalares (OR=5,41; IC a 95% 1,48-19,74), independente do sexo, idade e do peso relativo do Grupo de Diagnóstico Homogéneo. CONCLUSÃO: Neste estudo 10,4% dos doentes são sarcopénicos e a maioria está desnutrida ou em risco nutricional. A baixa força muscular e a sarcopenia são preditores independentes de custos hospitalares mais elevados. P.06 Caracterização do estado nutricional de doentes oncológicos Pereira R1, Alexandre D1,2, Mendes L1 1 - Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa | Licenciatura em Dietética e Nutrição 2 - Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE | Unidade de Nutrição e Dietética Correspondência: [email protected] INTRODUÇÃO: O Estado Nutricional (EN) em oncologia está relacionado com a qualidade de vida (QoL) e a resposta aos tratamentos. A desnutrição é um fator de risco para complicações pós-operatórias, morbilidade, aumento do tempo de internamento e custo hospitalar. Ao excesso de peso tem sido associado um pior prognóstico na doença oncológica. OBJETIVOS: Caracterizar o EN de doentes oncológicos internados nos serviços de Gastroenterologia, Oncologia Médica, Neurologia e Hematologia. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo analítico transversal, realizado nos serviços de Hematologia, Gastroenterologia, Oncologia Médica e Neurologia do Instituto Português de Oncologia de Lisboa, entre 11 de novembro e 21 de dezembro de 2013. Incluíram-se doentes oncológicos eletivos, agrupados por diagnóstico – Trato Gastrointestinal Superior (TGS), Trato Gastrointestinal Inferior (TGI), Cabeça-pescoço e Otorrinolaringologia (CPO), Neurologia, Hematologia e Outros. Para avaliação do EN foi aplicado o questionário Patient Generated Subjetive Global Assessment (PG-SGA). RESULTADOS / DISCUSSÃO: Foram avaliados 73 doentes, sendo 74% do género masculino. As patologias mais representativas foram as hematológicas (n=21, 28,8%) e as da CPO (n=21, 28,8%). Pelo Índice de Massa Corporal (IMC) o grupo TGI apresentou maior prevalência de desnutrição (n=3, 33,3%) e o grupo Neurologia maior prevalência de excesso de peso (n=5, 50%). Pelo PG-SGA, 39 doentes (53,4%) encontravam-se bem nutridos (classe A), com maior prevalência no grupo Hematologia (n=17; 81,0%). 22 destes 39 doentes apresentavam excesso de peso (56,4%). Desnutrição moderada (classe B) foi registada em 30 doentes (41,1%), 12 dos quais do grupo CPO (57,1%). Casos de desnutrição grave (classe C) foram observados em 4 doentes (5,6%), com maior prevalência no grupo CPO (n=2, 22,2%). Perdas ponderais graves observaram-se em 27 doentes (37%), tendo-se registado 11 casos no grupo CPO (52,4%). 39 participantes (53,4%) não registaram QFSEBQPOEFSBMTJHOJmDBUJWBPVHSBWFPCTFSWBOEPTFNBJPS manutenção do peso no grupo Hematologia (n=16; 76,2%). CONCLUSÃO: Estados de desnutrição e de perda ponderal grave foram observados maioritariamente nos grupos TGS e CPO. Doentes com neoplasias hematológicas, neurológicas e outras, apresentaram maior prevalência de excesso de peso. "NBMOVUSJÎÍPQPSEÏmDFPVFYDFTTPÏVNGBUPSSFMFWBOUF no prognóstico, tratamento e QoL, sendo fundamental a intervenção nutricional atempada no tratamento global do doente oncológico.