Barreiras ao cumprimento de um plano alimentar: o que mudou
Abstract
Trabalho complementar (Trabalho de Investigação) realizado no âmbito da Unidade Curricular Estágio da Licenciatura em Ciências da Nutrição da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, sob orientação de Dr.ª Sílvia Pinhão (Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e Hospital de São João do Porto)
Full text
Barreiras ao cumprimento de um plano alimentar: o que mudou Barriers to a diet plan compliance: what has changed Sandra Sofia Serra Gonçalves Orientado por: Dr.ª Sílvia Pinhão Tipo de documento: Trabalho de Investigação Ciclo de estudos: 1.º Ciclo em Ciências da Nutrição Instituição académica: Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto Porto, 2012
i Sandra Gonçalves Resumo Introdução: O tratamento da obesidade encontra-se associado a um enorme insucesso, sendo fundamental compreender as razões que tornam difícil a adesão à terapêutica para desenvolver medidas que possam mudar essa tendência. Objetivos: Avaliar a dificuldade no cumprimento de um plano alimentar e respetivo grau; identificar as barreiras que impedem o cumprimento; distinguir o “padrão” de doentes que mais dificuldades poderão ter. População e métodos: Avaliaram-se 113 mulheres com excesso de peso/obesidade, seguidas em consultas de nutrição. Recolheram-se dados sociodemográficos e antropométricos, questionou-se sobre a existência de dificuldade no cumprimento do plano e o respetivo grau e solicitou-se a identificação das barreiras selecionadas numa lista de 34 afirmações. Resultados: A amostra tem uma idade média de 40 anos e em média tem obesidade de Grau I. A maioria das doentes afirma sentir dificuldades, sendo os graus 2 e 3 mais comuns. As barreiras mais escolhidas revelam que fatores psicológicos, seguidos das propriedades sensoriais serão os principais obstáculos e as menos indicadas relacionam-se com falta de informação. Entre quem escolhe ou não uma barreira, verificamos que as mulheres menos escolarizadas e mais velhas indicam mais afirmações relativas às propriedades sensoriais e as com um maior IMC e que desejam perder mais peso escolhem mais frequentemente fatores psicológicos. Discussão: O suporte social, o estado emocional, a motivação e as propriedades sensoriais dos alimentos podem constituir barreiras ao cumprimento de um plano alimentar, parecendo importante tê-las em conta no estabelecimento da terapêutica, para que se consiga atingir o sucesso no tratamento da obesidade.
ii Sandra Gonçalves Palavras-Chave: Obesidade, tratamento dietético, obstáculos.
iii Sandra Gonçalves Abstract Introduction: Obesity treatment is associated with an enormous failure, so it is essential to understand the reasons why therapy compliance is so difficult in order to develop measures that could change this trend. Objectives: To evaluate the difficulty in diet plan compliance and respective degree; to identify the treatment compliance barriers; to distinguish the "standard" patient with most difficulties. Participants and methods: We evaluated 113 women with overweight / obesity, followed in nutrition consultations. We collected demographic and anthropometric data, patients were questioned about their difficulties in fulfilling the plan and its respective degree and they were asked to identify barriers in a selected list of 34 statements. Results: The sample shows an average age of 40 years with an average degree of Grade I obesity. Most patients claim they have difficulties, grade 2 and 3 being the most common. The most often chosen barriers show that psychological factors, followed by sensory properties are the main obstacles. The less chosen barriers relate to a lack of information. Among those who choose or not a barrier, we found that less educated and older women chose more often sensory properties and those with a higher BMI and who wish to lose more weight chose more often psychological factors. Discussion: Social support, emotional state, motivation and sensory properties of foods may constitute barriers to diet plan compliance. It seems important to take them into account when you make therapeutic choices, in order to achieve success in treatment of obesity. Keywords: Obesity, Obesity treatment, Obstacles
iv Sandra Gonçalves Índice Resumo .................................................................................................................... i Palavras-Chave. ...................................................................................................... ii Abstract .................................................................................................................. iii Keywords ................................................................................................................ iii Introdução............................................................................................................... 1 Objetivos................................................................................................................. 3 População e Métodos ............................................................................................. 4 Análise Estatística .................................................................................................. 5 Resultados .............................................................................................................. 6 Discussão ............................................................................................................. 10 Considerações finais ............................................................................................ 15 Agradecimentos .................................................................................................... 16 Referências Bibliográficas .................................................................................... 17 Índice de anexos .................................................................................................. 20
1 Sandra Gonçalves Introdução A obesidade é uma doença crónica que representa um dos problemas atuais de saúde pública mais preocupantes para a população mundial, e devido à sua elevada e crescente prevalência é considerada a pandemia do século XXI(1, 2). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta todas as idades e grupos socioeconómicos, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, tendo vindo a substituir os problemas comuns de saúde pública(1). Atualmente, 65% da população mundial vive em países nos quais a obesidade mata mais pessoas que a fome e a desnutrição(3). À semelhança do que se verifica mundialmente, em Portugal a obesidade também tem aumentado,(4) sendo os números alarmantes pois a esta patologia associamse problemas de saúde que contribuem significativamente para aumentar a morbilidade e mortalidade(5-7). A obesidade resulta de um desequilíbrio energético que origina uma acumulação anormal ou excessiva de gordura corporal,(3, 8-11) que pode resultar em diversas consequências negativas para a saúde(1, 11-13). Para o seu aparecimento, contribuem fatores genéticos, fisiológicos, ambientais, psicológicos, sociais, económicos e até políticos(2, 5, 12), bem como o consumo de certos fármacos(2). O diagnóstico é feito pela determinação do Índice de Massa Corporal (IMC),(2, 3, 11, 12) uma forma simples e prática, fácil de calcular, que não varia com o sexo nem com a idade,(3) e apresenta uma boa associação com a gordura corporal total(2). Devido à enorme prevalência e aos graves riscos de saúde associados a esta doença, é fácil perceber a enorme relevância e urgência do seu tratamento(12, 14). A escolha do método de tratamento que melhor se adequa depende de caraterísticas individuais, como o grau de obesidade, o estado de saúde geral, as
2 Sandra Gonçalves co-morbilidades associadas e a capacidade de perder peso(12). Existem três tipos possíveis de terapêutica: a mudança comportamental, a farmacoterapia e a cirurgia bariátrica(12). A mudança comportamental é a primeira escolha e consiste em ajudar o doente a modificar os hábitos alimentares e de atividade física, com o objetivo de induzir um balanço energético negativo de forma a alcançar a perda de peso, sendo também aquela que exige mais empenho e motivação(12, 15, 16). De acordo com a American Heart Association e a American Diabetes Association, a perda de peso num indivíduo obeso, mesmo que reduzida, diminui todos os fatores de risco,(2) e pode levar a uma melhoria do estado de saúde e da qualidade de vida,(17) estando demonstrado que uma diminuição de 5 a 10% do peso inicial pode reduzir significativamente o risco de desenvolver diabetes e doença coronária em indivíduos com excesso de peso ou obesidade(12, 14, 17-20). O tratamento da obesidade encontra-se associado a um enorme insucesso a longo prazo. Perder peso tem-se demonstrado um desafio, e a manutenção do peso atingido parece ser ainda mais difícil de sustentar, uma vez que na maioria dos casos, o peso perdido é posteriormente recuperado(6, 18, 19, 21, 22). Torna-se fulcral compreender as razões que tornam tão difícil a adesão à terapêutica para se estabelecer medidas que permitam contornar as mesmas, e, consequentemente, melhorar a eficácia do tratamento(19, 21). De acordo com Elfhag and Rossner, a perda de peso e sua manutenção parecem depender de fatores internos e externos ao doente que podem condenar a terapêutica ao fracasso. São determinantes a motivação, o suporte familiar, a capacidade de lidar com stresse, a autonomia e a estabilidade psicológica(21, 22).
3 Sandra Gonçalves Por um lado, a motivação do doente para alterar o seu estilo de vida, fundamental para o sucesso do tratamento, é geralmente escassa, e por outro, o apoio da família e dos amigos condiciona as escolhas alimentares individuais(19, 21). A depressão e outros fatores como a história de variação de peso, desinibição alimentar, binge eating e aumento da ingestão alimentar em resposta ao stresse e sentimentos negativos têm sido descritos como importantes barreiras que parecem colocar em causa o sucesso da terapêutica(21). O nível socioeconómico também parece ter um papel relevante, uma vez que alimentos nutricionalmente pobres e de elevada densidade energética são geralmente mais baratos do que outros mais saudáveis e equilibrados, representando um obstáculo principalmente em famílias de fracos recursos(19, 23). Correia et al, num estudo sobre as barreiras ao cumprimento de um plano alimentar, conclui que as causas mais comummente apresentadas por um grupo de mulheres para o seu não cumprimento eram: “Ansiedade e nervoso fazem com que eu coma mais” e “a dieta obriga a deixar de comer o que gosto”(24). Apesar da reconhecida influência negativa de todos os fatores no sucesso do tratamento, o efeito das barreiras na adesão à terapêutica dietética ainda não se encontra completamente esclarecido(24). A compreensão dessas razões permitiria uma melhor e mais eficaz abordagem por parte do nutricionista enquanto profissional de saúde(24). Objetivos Num grupo de mulheres obesas/excesso de peso, que frequentam uma consulta de nutrição para perda de peso, pretendemos: - Avaliar a dificuldade e respetivo grau de dificuldade ao cumprimento de um plano alimentar;
10 Sandra Gonçalves É curioso verificar que não se registaram diferenças entre quem escolhe ou não barreiras associadas ao estilo de vida, nomeadamente as afirmações 1 e 4, associadas a um estilo de vida atarefado e horários de trabalho impeditivos. Averiguou-se que 72,6% das doentes tentaram perder peso. Procuramos avaliar os resultados com base nessa variável, mas não se encontraram diferenças com significado estatístico para nenhuma das variáveis. Discussão Um dos grandes desafios no tratamento da obesidade consiste em ultrapassar a dificuldade da maioria dos doentes em aderir a um plano alimentar a longo prazo(28). Por isso, parece importante identificar as potenciais barreiras que dificultam essa adesão, de forma a conseguirmos melhorar os resultados, atualmente desapontantes, associados a este tratamento(18, 19, 29, 30). Variável Áreas correspondentes às barreiras apontadas [nº barreira (sig)] Resultados gerais Idade (anos) Decisão/motivação [28 (p=0,027); 30 (p<0,001)] Falta de informação [13 (p=0,004)] Fatores psicológicos [7 (p=0,042)] Propriedades sensoriais [9 (p=0,032); 12 (p=0,001); 14 (p=0,028); 34 (p=0,003)] A escolha destas barreiras está relacionada com as mulheres mais velhas Escolaridade (anos) Decisão/motivação [28 (p=0,027)] Falta de informação [13 (p<0,001)] Relacionamento social [5 (p=0,013)] Fatores psicológicos [7 (p=0,004); 29 (p=0,006)] Propriedades sensoriais [2 (p=0,038); 9 (p<0,001); 12 (p=<0,001); 14 (p=0,023); 21 (p=0,028)]. A escolha destas barreiras está relacionada com as mulheres menos escolarizadas IMC peso atual (kg/m2) Decisão/motivação [28 (p=0,027); 30 (p=0,002)], Falta de informação [18 (p=0,047)], Relacionamento social [32 (p=0,022)], Fatores psicológicos [19 (p=0,001); 25 (p=0,010); 27 (p=0,019); 29 (p=0,045)] A escolha destas barreiras está relacionada com as mulheres com IMC superior IMC peso desejado (kg/m2) Decisão/motivação [16 (p=0,041)] Fatores psicológicos [19 (p=0,034); 25 (p=0,048)] A escolha destas barreiras está relacionada com as mulheres com IMC desejado superior IMC que desejam perder (kg/m2) Decisão/motivação [30 (p=0,001)], Fatores psicológicos [19 (p=0,010); 29 (p=0,009)] A escolha destas barreiras está relacionada com as mulheres que desejam perder mais peso Tabela 5. Relação entre a escolha de determinada barreira e algumas características das doentes
11 Sandra Gonçalves Neste estudo, verificamos que as mulheres mais velhas e menos escolarizadas são as que apresentam um IMC atual significativamente superior. Resultados semelhantes encontram-se descritos em vários estudos(23, 31), sendo um deles realizado com mulheres portuguesas, que mostra que a maior prevalência da obesidade parece estar significativamente associada com a maior idade e o menor nível de escolaridade,(31) justificado provavelmente pelos fracos recursos económicos que impedem escolhas ditas "mais saudáveis"(19, 23, 32). Mais de metade das doentes da amostra afirmam ter dificuldades no cumprimento do plano alimentar, o que vai de encontro a dados apresentados por Correia et al, em que 54,1% das participantes assumiu sentir dificuldades(24) (Anexo 3). Vários estudos relatam a existência de diversos obstáculos que dificultam a adesão dos doentes ao tratamento e que, consequentemente contribuem para os elevados níveis de insucesso verificados(19, 21). À semelhança do que Correia et al verificou, mesmo as doentes que negaram sentir dificuldade no cumprimento do plano alimentar, indicaram algum grau de dificuldade(24). Isto poderá estar relacionado com o efeito que a desejabilidade social pode exercer sobre um determinado indivíduo, tendo em consideração que a desejabilidade social é a tendência para tentar transmitir uma imagem culturalmente aceitável e de acordo com as normas sociais, com o objetivo de obter aprovação e evitar a crítica(33). Neste caso, parece que perante uma escala com os vários graus de dificuldade, até aqueles que a negaram sentir, foram capazes de selecionar um dos graus, revelando que a resposta à primeira questão pode ter sido influenciada pelo que pensavam ser o culturalmente mais aceitável, e não pelo que sentiam realmente.
12 Sandra Gonçalves Quanto ao grau de dificuldade, a maioria das doentes afirma sentir alguma a bastante dificuldade, tal como o encontrado no estudo de Correia et al(24). No entanto, é interessante verificar que, cerca de 1 em cada 5 das nossas doentes afirma sentir muita dificuldade, enquanto que Correia et al refere que apenas 1 em cada 7 das mulheres sentiram ter muita dificuldade(24) (Anexo 4). Esta diferença pode dever-se ao facto de as doentes incluídas frequentarem a consulta num período de tempo até 6 meses, não correspondendo sempre a avaliação à segunda consulta e por isso poderem estar mais resistentes ao tratamento instituído, pela maior duração do mesmo. Ao analisarmos a relação entre IMC e grau de dificuldade, constatamos que as doentes que apresentam um IMC atual superior continuam a ser as que afirmam sentir maior grau de dificuldade no cumprimento do plano dietético. Isto pode ser justificado por, provavelmente, estas já terem tentado anteriormente, por várias vezes, perder peso e, por essa razão, mais facilmente identificarem as suas dificuldades(24). Também as doentes que desejam perder mais peso, afirmam sentir um grau de dificuldade superior. Possivelmente, o facto de terem percepção que estão mais afastadas do seu peso ideal, faz com que tenham consciência das suas dificuldades para conseguir atingi-lo. Como seria de esperar, as mulheres que afirmam sentir dificuldades identificam um maior número de barreiras. Uma vez que as barreiras usadas foram as de Correia et al, decidimos comparar as nossas frequências de resposta com as desse estudo e verificamos que, no geral, a seleção em termos percentuais de todas as barreiras é superior no nosso estudo (Anexo 5), e mais uma vez consideramos que provavelmente esta diferença é devida ao tempo de tratamento instituído.
13 Sandra Gonçalves As 5 barreiras mais apontadas pelas doentes neste trabalho, são as mesmas que Correia et al encontrou(24), no entanto, na nossa amostra as percentagens de resposta são superiores e a ordem de relevância mudou (Anexo 6). Considerando as barreiras mais escolhidas (19, 26, 11, 22, 8/34) e agrupando-as categoricamente de acordo com o efetuado por Correia et al, é possível concluir que as nossas doentes também privilegiam as propriedades sensoriais da alimentação, uma vez que quatro dos obstáculos mais apontados como razões para o não cumprimento de um plano alimentar têm a ver com essas características da dieta. A escolha das barreiras “A dieta obriga-me a deixar de comer o que gosto”, “Gosto de comer doces”, “Gosto de comer” e “Sinto-me desconsolada a fazer dieta”, pode estar relacionada com o significado negativo da palavra dieta para a maioria das doentes. De facto, na nossa sociedade a palavra dieta encontra-se associada a uma ideia bastante negativa, sendo encarada como um sinónimo de privação e de falta de prazer em comer(34). Há dados que suportam esta ideia, mostrando que a população geral define dieta como alimentação equilibrada, com cozidos e grelhados e ainda como um regime rigoroso e difícil de cumprir(35). As nossas doentes também indicam “a ansiedade e o nervoso fazem com que eu coma mais” como a barreira mais frequente, o que revela que os fatores psicológicos continuam a desempenhar um papel muito relevante para o sucesso do tratamento. De facto, vários são os estudos que corroboram este resultado e relacionam estados de ansiedade e nervosismo com um aumento da ingestão alimentar(8, 36). Encontra-se descrito que indivíduos obesos perante fortes emoções, situações de stresse ou eventos negativos da vida, aumentam a ingestão alimentar na tentativa de se acalmarem e se sentirem melhor(8, 21, 36-39).
14 Sandra Gonçalves O relacionamento social, representado pela barreira 8, parece ser outro dos fatores que pode contribuir grandemente para o abandono da terapêutica. Vários estudos defendem que um forte sistema de suporte social é essencial para promover a manutenção da perda de peso a longo prazo(19, 21, 36, 40). A maioria das pessoas faz as suas refeições na companhia de outras, por isso é fácil perceber que as relações sociais influenciam quer o processo de mudança dos hábitos alimentares, quer a sua manutenção(41), e sempre que não se sintam apoiados pela sua rede social, tenderão a desistir(19, 42). No geral, as barreiras menos escolhidas não são diferentes das encontradas por Correia et al(24), com exceção da barreira 21 (propriedades sensoriais), que anteriormente não fazia parte desta lista, tendo substituído a barreira 23 (relacionamento social), como uma das menos escolhidas (Anexo 7). Esta diferença pode explicar-se quer pelo aumento da oferta de alimentos ditos “para dieta”, atualmente mais saborosos e disponíveis, quer pelo período de tempo de tratamento, que no nosso estudo vai até 6 meses, revelando de certa forma o impacto das restrições no meio familiar. A afirmação “Eu não quero mudar os meus hábitos alimentares” (17) é mais uma vez concordante com Correia et al, como a barreira menos escolhida(24). Este dado é curioso, uma vez que, sendo o plano alimentar um instrumento que estrutura os hábitos alimentares, alterando-os quase obrigatoriamente, podemos considerar que não é a mudança da forma de comer que constitui um obstáculo, mas sim fatores de resistência associados ao próprio individuo e ao seu ambiente. Das barreiras menos escolhidas pelas participantes, 3 englobam-se na falta de informação (3, 10, 15), principalmente no que diz respeito à confecção e escolha
15 Sandra Gonçalves alimentar. Assim, não é o conhecimento sobre como comer que parece ser o maior impedimento, mas sim a forma como pode ser aplicado(32, 39). As mulheres mais velhas apresentam maior número de barreiras. Por serem mais velhas poderão apresentar hábitos mais enraizados e, por isso, maior relutância a alterações(24). A mesma relação positiva se verifica entre o IMC atual e o número de barreiras, o que pode ser explicado pelo facto de, por apresentarem um IMC superior, necessitarem de perder mais peso para atingirem um peso saudável e, como tal, sentirem mais dificuldades em chegar ao seu objetivo. Considerações finais Com base na escolha de determinadas barreiras e respetiva diferença estatística entre quem as indicou ou não, parece que as mulheres mais velhas e menos escolarizadas consideram mais relevantes as afirmações relativas às propriedades sensoriais dos alimentos. As barreiras relativas a fatores psicológicos, principalmente referentes a ingestão emocional, são mais escolhidas por mulheres que apresentam um maior IMC e desejam perder mais peso. Não se registaram diferenças entre quem escolhe ou não barreiras relativas ao estilo de vida, provavelmente porque estão relacionadas com horários de trabalho e dias atarefados, sendo estas preocupações atuais de todas as idades e estratos sociais devido à enorme prevalência de desemprego. Parece evidente que para conseguirmos travar o grande insucesso associado ao tratamento da obesidade, é importante que se tenham em conta muitas outras características relativas ao doente, que apesar de não estarem diretamente relacionadas com aspetos particulares da alimentação, desempenham um papel tão ou mais relevante que estes.
16 Sandra Gonçalves Agradecimentos Agradeço a todas as pessoas que marcaram e continuarão a marcar a minha vida. À minha família, principalmente aos meus pais, a quem devo tudo o que sou. Ao Diogo, por todo o carinho e paciência. À Professora Doutora Flora Correia por considerar uma excelente profissional tanto no papel de nutricionista como no de professora. À Dr.ª Cristina Arteiro por toda a amabilidade e simplicidade. Ao Mestre Rui Poínhos pela preciosa ajuda, simpatia e paciência. À Francisca, minha companheira de estágio, agradeço pela ajuda, pela simpatia, pelo companheirismo e amizade. Todo o tempo de estágio se tornou muito mais divertido com ela ao meu lado. E por último à minha orientadora, a Dr.ª Sílvia Pinhão, agradeço o privilégio de poder partilhar o seu dia de trabalho, poder aprender com uma grande profissional. Agradeço pelo seu apoio e ajuda ao longo deste período e por todos os momentos que tive o gosto de com ela partilhar.
17 Sandra Gonçalves Referências Bibliográficas 1. World Healh Organization. Obesity: Preventing and managing the global epidemic: Report of WHO consultation. Geneva, . 2000 2. Aronne Louis J. NDS, Lillo Joseph L. Obesity as a disease state: a new paradigm for diagnosis and treatment. Clinical cornerstone. 2009; 9(4):9-29. 3. World Health Organization. Obesity and overweight. Fact sheet nº 311. 2012. Disponível em: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/index.html. 4. Direcção-Geral da Saúde. Programa Nacional de Combate à Obesidade. Lisboa: DGS; 2005. 5. Giskes K, van Lenthe F, Avendano-Pabon M, Brug J. A systematic review of environmental factors and obesogenic dietary intakes among adults: are we getting closer to understanding obesogenic environments? [Review]. Obesity reviews : an official journal of the International Association for the Study of Obesity. 2011; 12(5):e95-e106. 6. Ogden CL, Yanovski SZ, Carroll MD, Flegal KM. The epidemiology of obesity [Review]. Gastroenterology. 2007; 132(6):2087-102. 7. Svetkey et al. Comparison of strategies for sustaining weight loss. American Medical Association. 2008; 299(10):1139-48. 8. Davis C. LR, Muglia P., Bewell C. Kennedy J. Decision-making deficits and overeating: a risk model for obesity. Obes Res. 2004; 12(6):929-35. 9. McCrory M. SV, Roberts S. Biobehavioral influences on energy intake and adult weight gain. J Nutr. 2002; 132:3830-34. 10. Jebb S. Dietary determinants of obesity. Obesity Reviews. 2007; 8(1):9397. 11. Center for Disease Control and Prevention. Adult Obesity: Obesity rises among adults. CDC Vital Signs. 2012. Disponível em: http://www.cdc.gov/vitalsigns/AdultObesity/. 12. Health.; NIo. Understanding Adult Obesity. 2008; 06(3680):1-8. 13. Tzotzas T, Evangelou P, Kiortsis DN. Obesity, weight loss and conditional cardiovascular risk factors [Review]. Obesity reviews : an official journal of the International Association for the Study of Obesity. 2011; 12(5):e282-9. 14. Stubbs J, Whybrow S, Teixeira P, Blundell J, Lawton C, Westenhoefer J, et al. Problems in identifying predictors and correlates of weight loss and maintenance: implications for weight control therapies based on behaviour change [Research Support, Non-U.S. Gov't Review]. Obesity reviews : an official journal of the International Association for the Study of Obesity. 2011; 12(9):688-708. 15. Labib M. The investigation and management of obesity. J Clin Pathol. 2003; 56:17-25. 16. Foster G. The behavioral approach to treating obesity [Research Support, Non-U.S. Gov't Review]. American heart journal. 2006; 151(3):625-7. 17. Hill JO, Billington C. J. It's time to start treating obesity. The American Journal of Cardiology. 2002; 89:969-70. 18. Hill JO, Thompson H, Wyatt H. Weight maintenance: what's missing? [Review]. Journal of the American Dietetic Association. 2005; 105(5 Suppl 1):S636. 19. Mauro M, Taylor V, Wharton S, Sharma AM. Barriers to obesity treatment [Review]. European journal of internal medicine. 2008; 19(3):173-80.
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27 Sandra Gonçalves Anexo B Tabela A. Diferenças entre quem escolheu ou não cada uma das barreiras apresentadas em função da idade, escolaridade, IMC atual, IMC desejado e IMC que deseja perder.
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29 Sandra Gonçalves Tabela A. Diferenças entre quem escolheu ou não cada uma das barreiras apresentadas em função da idade, escolaridade, IMC atual, IMC desejado e IMC que deseja perder. Barreira Idade Escolaridade* IMC atual IMC desejado IMC que deseja perder Média (dp) Mediana (P25; P75) Média (dp) Média (dp) Média (dp) Dificuldade 1 N S N 39,9 (11,1) 40,5 (10,8) 4,00 (1,75; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 34,2 (4,6) 35,2 (5,6) 25,4 (2,3) 26,4 (2,8) 8,8 (4,4) 8,8 (5,5) p=0,808 p=0,095 p=0,330 p=0,066 p=0,965 Dificuldade 2 S N 42,3 (13,3) 40,1 (10,6) 1,00 (1,00; 3,75) 3,00 (2,00; 4,00) 37,3 (6,8) 34,6 (5,1) 25,7 (2,2) 26,1 (2,8) 11,6 (7,3) 8,5 (4,8) p=0,494 p=0,038 p=0,094 p=0,646 p=0,051 Dificuldade 3 S N 36,9 (16,3) 40,6 (10,3) 2,00 (1,00; 4,50) 3,00 (2,00; 4,00) 36,1 (4,6) 34,7 (5,4) 25,7 (2,6) 26,1 (2,7) 10,4 (5,2) 8,7 (5,2) p=0,522 p=0,786 p=0,467 p=0,706 p=0,348 Dificuldade 4 S N 40,6 (10,7) 40,1 (11,0) 4,00 (1,75; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 34,6 (4,7) 35,1 (5,6) 26,2 (3,0) 26,0 (2,5) 8,3 (4,6) 9,1 (5,5) p=0,849 p=0,273 p=0,601 p=0,625 p=0,430 Dificuldade 5 S N 43,1 (9,0) 39,6 (11,2) 2,00 (1,00; 3,00) 3,00 (2,00; 4,00) 33,5 (5,6) 35,2 (5,2) 25,6 (2,6) 26,1 (2,7) 7,9 (5,5) 9,1 (5,1) p=0,168 p=0,013 p=0,168 p=0,415 p=0,327 Dificuldade 6 S N 40,3 (11,9) 40,3 (10,7) 3,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 36,6 (6,8) 34,6 (4,9) 26,1 (2,8) 26,1 (2,7) 10,5 (7,0) 8,5 (4,7) p=0,990 p=0,832 p=0,132 p=0,949 p=0,255 Dificuldade 7 S N 43,7 (10,6) 39,1 (10,8) 2,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 36,0 (5,0) 34,5 (5,4) 26,3 (2,5) 26,0 (2,8) 9,7 (5,0) 8,5 (5,3) P p=0,042 p=0,004 p=0,168 p=0,494 p=0,294 Dificuldade 8 S N 40,6 (11,5) 40,0 (10,4) 3,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 35,2 (5,6) 34,6 (5,1) 25,9 (2,5) 26,2 (2,9) 9,3 (5,7) 8,5 (4,7) p=0,785 p=0,168 p=0,582 p=0,663 p=0,430 Dificuldade 9 S N 43,0 (10,7) 38,5 (10,7) 2,00 (1,00; 3,50) 4,00 (2,25; 4,00) 35,6 (5,8) 34,4 (4,9) 25,9 (2,7) 26,2 (2,7) 9,7 (6,2) 8,2 (4,3) p=0,032 p=0,000 p=0,249 p=0,548 p=0,166 Dificuldade 10 S N 44,2 (12,6) 40,1 (10,8) 1,50 (1,00; 2,50) 3,00 (2,00; 4,00) 33,3 (4,5) 35,0 (5,3) 26,3 (2,0) 26,0 (2,7) 7,0 (3,8) 8,9 (5,2) p=0,372 p=0,056 p=0,437 p=0,832 p=0,365 Dificuldade 11 S N 41,7 (10,2) 38,2 (11,6) 3,00 (1,00; 4,00) 3,50 (2,00; 4,00) 35,0 (5,8) 34,7 (4,5) 26,3 (2,9) 25,7 (2,3) 8,7 (5,6) 9,0 (4,5) p=0,093 p=0,051 p=0,714 p=0,205 p=0,778 Dificuldade 12 S N 44,9 (11,5) 37,8 (9,7) 1,50 (1,00; 3,00) 4,00 (3,00; 4,00) 36,0 (6,1) 34,2 (4,8) 26,2 (2,7) 26,0 (2,7) 9,8 (6,2) 8,3 (4,5) p=0,001 p=0,000 p=0,103 p=0,610 p=0,162
30 Sandra Gonçalves Dificuldade 13 S N 46,6 (9,6) 38,9 (10,7) 1,00 (1,00; 3,00) 3,00 (2,00; 4,00) 35,7 (4,7) 34,7 (5,4) 26,0 (2,0) 26,1 (2,8) 9,7 (5,2) 8,7 (5,2) p=0,004 p=0,000 p=0,448 p=0,942 p=0,421 Dificuldade 14 S N 44,2 (10,2) 39,0 (10,8) 2,50 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 36,1 (5,7) 34,5 (5,1) 26,5 (2,8) 25,9 (2,7) 9,6 (5,4) 8,6 (5,1) p=0,028 p=0,023 p=0,159 p=0,313 p=0,362 Dificuldade 15 S N 42,2 (8,2) 40,1 (11,1) 4,00 (1,00; 4,25) 3,00 (2,00; 4,00) 36,9 (6,3) 34,7 (5,2) 24,7 (2,8) 26,2 (2,7) 12,1 (7,7) 8,5 (4,8) p=0,563 p=0,736 p=0,221 p=0,106 p=0,179 Dificuldade 16 S N 43,6 (11,0) 39,2 (10,7) 3,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 36,4 (5,4) 34,4 (5,2) 26,9 (2,4) 25,8 (2,7) 9,5 (5,0) 8,6 (5,2) p=0,058 p=0,448 p=0,067 p=0,041 p=0,421 Dificuldade 17 S N 47,0 (12,1) 40,1 (10,8) 3,00 (1,00; .) 3,00 (2,00; 4,00) 31,1 (3,9) 35,0 (5,3) 26,4 (2,0) 26,1 (2,7) 4,6 (3,4) 8,9 (5,2) p=0,280 p=0,956 p=0,206 p=0,817 p=0,157 Dificuldade 18 S N 41,3 (11,9) 39,6 (10,1) 3,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 36,1 (6,0) 34,1 (4,6) 26,3 (2,7) 25,9 (2,7) 9,8 (6,3) 8,2 (4,2) p=0,409 p=0,284 p=0,047 p=0,396 p=0,140 Dificuldade 19 S N 41,0 (10,9) 37,4 (10,4) 3,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 35,6 (5,5) 32,2 (3,5) 26,3 (2,9) 25,2 (1,7) 9,3 (5,5) 7,0 (3,2) p=0,159 p=0,415 p=0,001 p=0,034 p=0,010 Dificuldade 20 S N 39,6 (11,4) 40,5 (10,8) 4,00 (2,00; 4,00) 3,00 (1,50; 4,00) 36,0 (6,7) 34,5 (4,7) 25,8 (2,6) 26,1 (2,7) 10,2 (6,5) 8,4 (4,6) p=0,688 p=0,320 p=0,303 p=0,584 p=0,196 Dificuldade 21 S N 44,1 (12,5) 39,9 (10,7) 1,00 (1,00; 3,00) 3,00 (2,00; 4,00) 35,0 (5,5) 34,9 (5,3) 27,1 (2,5) 26,0 (2,7) 7,9 (3,6) 8,9 (5,3) p=0,248 p=0,028 p=0,933 p=0,190 p=0,553 Dificuldade 22 S N 39,5 (11,4) 41,3 (10,2) 3,00 (2,00; 4,00) 3,00 (1,00; 4,00) 34,9 (5,6) 34,9 (5,0) 26,0 (2,5) 26,1 (2,9) 8,9 (5,7) 8,8 (4,6) p=0,389 p=0,522 p=0,958 p=0,933 p=0,923 Dificuldade 23 S N 44,8 (11,7) 39,6 (10,6) 1,50 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 36,7 (4,8) 34,6 (5,3) 26,0 (2,3) 26,1 (2,8) 10,7 (5,6) 8,5 (5,1) p=0,076 p=0,065 p=0,136 p=0,931 p=0,117 Dificuldade 24 S N 41,8 (10,8) 39,9 (10,9) 3,00 (1,25; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 34,3 (4,3) 35,0 (5,6) 26,0 (2,3) 26,1 (2,8) 8,3 (4,1) 9,0 (5,4) p=0,461 p=0,818 p=0,554 p=0,897 p=0,592 Dificuldade 25 S N 41,5 (11,8) 39,7 (10,3) 3,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 36,6 (5,7) 33,9 (4,8) 26,7 (2,6) 25,7 (2,7) 9,9 (5,7) 8,3 (4,8) p=0,404 p=0,250 p=0,010 p=0,048 p=0,111 Dificuldade 26 S N 40,8 (11,4) 39,2 (9,8) 3,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 35,3 (5,6) 34,1 (4,6) 26,1 (2,7) 25,9 (2,7) 9,1 (5,5) 8,2 (4,5) p=0,465 p=0,633 p=0,289 p=0,755 p=0,357 Dificuldade 27 S N 39,9 (11,9) 40,4 (10,7) 4,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 37,7 (5,7) 34,4 (5,1) 26,6 (3,2) 26,0 (2,6) 11,1 (6,4) 8,4 (4,9) p=0,886 p=0,811 p=0,019 p=0,377 p=0,055 Dificuldade 28 S N 44,2 (10,9) 39,0 (10,6) 2,50 (1,00; 3,75) 3,00 (2,00; 4,00) 36,8 (5,7) 34,3 (5,0) 26,7 (2,7) 25,8 (2,7) 10,1 (6,0) 8,4 (4,9)
31 Sandra Gonçalves p=0,027 p=0,027 p=0,027 p=0,144 p=0,137 Dificuldade 29 S N 41,4 (11,3) 40,0 (10,8) 2,00 (1,00; 3,75) 3,00 (2,00; 4,00) 36,8 (6,0) 34,4 (5,0) 25,6 (2,3) 26,2 (2,8) 11,3 (5,7) 8,2 (4,9) p=0,570 p=0,006 p=0,045 p=0,308 p=0,009 Dificuldade 30 S N 47,6 (10,7) 38,2 (10,0) 2,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 37,7 (5,3) 34,1 (5,0) 25,8 (2,5) 26,1 (2,8) 11,9 (5,9) 8,0 (4,7) p=0,000 p=0,104 p=0,002 p=0,598 p=0,001 Dificuldade 31 S N 37,3 (11,1) 40,9 (10,8) 3,00 (2,00; 4,00) 3,00 (1,50; 4,00) 36,0 (5,0) 34,7 (5,4) 26,0 (2,6) 26,1 (2,7) 10,0 (5,2) 8,6 (5,2) p=0,176 p=0,960 p=0,322 p=0,905 p=0,283 Dificuldade 32 S N 41,5 (9,3) 39,9 (11,4) 2,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 36,8 (5,6) 34,2 (5,0) 26,3 (2,8) 26,0 (2,7) 10,5 (6,9) 8,2 (4,3) p=0,492 p=0,053 p=0,022 0,572 0,103 Dificuldade 33 S N 43,2 (12,2) 39,9 (10,7) 1,50 (1,00; 4,25) 3,00 (2,00; 4,00) 35,2 (3,2) 34,9 (5,5) 26,5 (1,7) 26,0 (2,8) 8,7 (3,4) 8,9 (5,4) p=0,284 p=0,394 p=0,733 p=0,385 p=0,906 Dificuldade 34 S N 43,5 (10,4) 37,5 (10,6) 3,00 (1,00; 4,00) 3,00 (2,00; 4,00) 35,8 (5,9) 34,1 (4,6) 26,0 (2,9) 26,1 (2,5) 9,8 (6,2) 8,0 (4,0) p=0,003 p=0,111 p=0,096 p=0,836 p=0,081 * Escolaridade: 0 – Analfabeto, 1 – 4 anos, 2 – 6 anos, 3 – 9 anos, 4 – 12 anos, 5 – Licenciatura, 6 – Mestrado, 7 – Doutoramento
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33 Sandra Gonçalves Anexo C Tabela B. Dificuldades sentidas no cumprimento de um plano alimentar.
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35 Sandra Gonçalves Tabela B. Comparação dos resultados atuais e os encontrados por Correia et al(24) relativamente às dificuldades sentidas no cumprimento de um plano alimentar. Trabalho atual (%) Dificuldades de cumprimento Correia et al (%) 64,6 Sim 54,1 35,4 Não 45,9
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43 Sandra Gonçalves Tabela D. Frequências de resposta de cada barreira ao cumprimento de um plano alimentar, comparação entre os resultados atuais e os encontrados por Correia et al.(24) Afirmações Atual (%) Correia et al (%) 1. Não consigo fazer dieta porque os horários de trabalho não permitem. 30,1 16,1 2. A dieta é comida que não apetece comer. 10,6 11,4 3. Não sou capaz de cozinhar dieta. 8,0 9,3 4. Sinto dificuldade em cumprir porque tenho um estilo de vida muito atarefado. 37,2 16,9 5. Sinto que quando estou a cumprir dieta sou diferente de quem está à minha volta. 20,4 15,3 6. Onde como não se fazem dietas. 16,8 12,2 7. Sinto-me fraca quando faço dieta, com falta de forças. 26,5 25,4 8. A minha família e amigos gostam de outro tipo de comida. 46,0 32,9 9. Fazer dieta é uma grande mudança na minha alimentação habitual. 39,8 28,8 10. Tenho dificuldade em encontrar os alimentos de dieta. 5,3 9,8 11. A dieta obriga-me a deixar de comer o que gosto. 59,3 56,1 12. A dieta é comida diferente da que estou habituada. 35,4 28,6 13. A comida de dieta é mais cara. 17,7 17,5 14. A dieta não é comida suficiente, fico com fome. 24,8 28,8 15. Para preparar a dieta é mais perco muito tempo, pois exige uma preparação demorada. 8,8 5,6 16. Não tenho força de vontade para fazer dieta. 25,7 20,1 17. Eu não quero mudar os meus hábitos alimentares. 2,7 3,2 18. O aumento de peso é de família. 41,6 28,3 19. Ansiedade e nervoso fazem com que eu coma mais. 79,6 57,0 20. Quando tenho comida à frente não resisto. 24,8 18,0 21. A comida de dieta não é saborosa. 8,8 10,3 22. Gosto de comer doces. 54,0 31,2 23. As dietas interferem com a vida familiar. 14,2 8,7 24. Saber que vou ter que fazer dieta sempre. 21,2 17,5 25. Comer diminui-me o nervoso. 35,4 19,0 26. Gosto de comer. 68,1 36,5 27. Não consigo paras de comer depois de começar. 15,0 12,4 28. Penso sempre que amanhã vou iniciar a dieta. 24,8 19,8 29. Sinto-me insatisfeita a fazer dieta. 21,2 12,7 30. Não consigo levar uma dieta a sério. 22,1 25,4 31. Sinto-me desanimada quando faço dieta. 17,7 13,5 32. A dieta obriga a cozinhar à parte. 26,5 28,1 33. A dieta não me dá prazer. 12,4 10,3 34. Sinto-me desconsolada a fazer dieta. 46,0 28,3 35. Outras 3,6 1,6
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45 Sandra Gonçalves Anexo F Tabela E. Ordenação das barreiras mais indicadas.
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47 Sandra Gonçalves Tabela E. Ordenação das barreiras mais indicada, comparação entre os resultados atuais e os encontrados por Correia et al.(24) . % Atual Correia et al % 79,6 Ansiedade e nervoso fazem com que eu coma mais. (19) 1ª Ansiedade e nervoso fazem com que eu coma mais. (19) 57,0 68,1 Gosto de comer. (26) 2ª A dieta obriga-me a deixar de comer o que gosto. (11) 56,1 59,3 A dieta obriga-me a deixar de comer o que gosto. (11) 3ª Gosto de comer. (26) 36,5 54,0 Gosto de comer doces. (22) 4ª A minha família e amigos gostam de outro tipo de comida. (8) 32,9 46,0 A minha família e amigos gostam de outro tipo de comida. (8) 5ª Gosto de comer doces. (22) 31,2 46,0 Sinto-me desconsolado a fazer dieta. (34) 5ª
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49 Sandra Gonçalves Anexo G Tabela F. Ordenação das barreiras menos indicadas.
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51 Sandra Gonçalves Tabela F. Ordenação das barreiras menos indicadas, comparação entre os resultados atuais e os encontrados por Correia et al(24). % Atual Correia et al % 2,7 Eu não quero mudar os meus hábitos alimentares. (17) 1ª Eu não quero mudar os meus hábitos alimentares. (17) 3,2 5,3 Tenho dificuldade em encontrar os alimentos da dieta. (10) 2ª Para preparar a dieta perco muito tempo, pois exige uma preparação demorada. (15) 5,6 8,0 Não sou capaz de cozinhar dieta. (3) 3ª As dietas interferem com a vida familiar. (23) 8,7 8,8 Para preparar a dieta perco muito tempo, pois exige uma preparação demorada. (15) 4ª Não sou capaz de cozinhar dieta. (3) 9,3 8,8 A comida de dieta não é saborosa. (21) 5ª Tenho dificuldade em encontrar os alimentos da dieta. (10) 9,8