Binge-eating Disorder and Depression - Which causes which?
Abstract
Introdução: O Transtorno da Compulsão Alimentar é o transtorno alimentar mais prevalente de todos, e é caracterizado por episódios recorrentes de compulsão alimentar, pelo menos uma vez por semana durante três meses. O Transtorno Depressivo, que inclui uma grande variedade de patologias, encontra-se muitas vezes sobreposto ao Transtorno de Compulsão Alimentar, podendo estes estar relacionados. Objectivo: Este trabalho visa delinear evidência científica da relação entre o Transtorno da compulsão alimentar e o Transtorno Depressivo. Outros conceitos teóricos importantes e alguns mediadores também serão mencionados. Métodos: Na pesquisa foram seleccionados artigos escritos em inglês sobre a relação entre Transtorno da compulsão alimentar e Transtorno Depressivo, usando a PubMed como base de dados. Resultados: Por vezes, a relação do transtorno da compulsão alimentar e o transtorno depressivo pode ter mediadores, e factores que influenciam os devidos comportamentos. Os episódios de alimentação compulsiva são vistos como uma estratégia para controlar as emoções negativas, incluindo a depressão, o que suporta o modelo de regulação emocional. Além disso, as funções executivas diminuem com sintomas depressivos, o que mostra que maiores estados de depressão estão associados a uma compulsão alimentar mais grave. Em idades jovens, a alimentação compulsiva pode vir a causar sintomas depressivos mais tarde, tornando o transtorno da compulsão alimentar um dos grandes propulsionadores do transtorno depressivo. Por último, a associação reciproca entre a patologia alimentar e os sintomas depressivos é suportada pelo controlo eficaz, a curto prazo, das emoções negativas pelos episódios de alimentação compulsiva, que, por sua vez, pode provocar sintomas depressivos a longo prazo. Conclusão: O transtorno depressivo é um importante preditor do transtorno de compulsão alimentar, sendo esta relação suportada pelo modelo de regulação emocional. Por outro lado, também é de sublinhar a relação bidireccional entre os dois transtornos, podendo esta tornar-se num ciclo vicioso.