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Segmentação automática de lesões de pele usando difusão anisotrópica e crescimento de regiões

Alex F. de Araújo,Aledir Silveira Pereira,Norian Marranghello,João Manuel Ribeiro da Silva Tavares

Abstract

O diagnóstico médico auxiliado por computador tem se tornado cada vez mais frequente, como, por exemplo, no diagnóstico de lesões de pele para o qual a extracção robusta e automática dos contornos das mesmas torna-se crucial. Muitas vezes, algumas lesões passam despercebidas pelo dermatologista porque são muito pequenas, ou às vezes, o médico pode estar com a visão cansada e ter dificuldade para as idêntica. Este trabalho faz um estudo de alguns métodos para segmentação automática de lesões de pele, que podem ser usados para alertar o médico sobre a localização de possíveis lesões, propondo um procedimento que mescla dois métodos promissores, usando as principais características positivas de cada um e, fazendo também uma comparação entre os resultados retornados pelo procedimento proposto e pelos métodos usados como base.

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Segmenta¸c˜ao autom´atica de les˜oes de pele usando difus˜ao anisotr´opica e crescimento de regi˜oes Alex F. de Ara´ujo,Aledir Silveira Pereira,Norian Marranghello, Depto de Ciˆencias de Computa¸c˜ao e Estat´ıstica, IBILCE, UNESP, 15054-000, S˜ao Jos´e do Rio Preto, SP, Brasil E-mail: [email protected], [email protected], [email protected] Jo˜ao Manuel R. S. Tavares Departamento de Engenharia Mecˆanica (DEMec), Fac. de Eng. da Universidade do Porto (FEUP) Instituto de Engenharia Mecˆanica e Gest˜ao Industrial (INEGI) 4200-465, Porto, Portugal E-mail: tav[email protected] Resumo: O diagn´ostico m´edico auxiliado por computador tem se tornado cada vez mais frequente, como, por exemplo, no diagnostico de les˜oes de pele para o qual a extra¸c˜ao robusta e autom´atica dos contornos das mesmas torna-se crucial. Muitas vezes, algumas les˜oes passam despercebidas pelo dermatologista porque s˜ao muito pequenas, ou `as vezes, o m´edico pode estar com a vis˜ao cansada e ter dificuldade para as identificar. Este trabalho faz um estudo de alguns m´etodos para segmenta¸c˜ao autom´atica de les˜oes de pele, que podem ser usados para alertar o m´edico sobre a localiza¸c˜ao de poss´ıveis les˜oes, propondo um procedimento que mescla dois m´etodos promissores, usando as principais caracter´ısticas positivas de cada um e, fazendo tamb´em uma compara¸c˜ao entre os resultados retornados pelo procedimento proposto e pelos m´etodos usados como base. Palavras-chave: Segmenta¸c˜ao, les˜ao de pele, crescimento de regi˜oes, difus˜ao anisotr´opica 1 Introdu¸c˜ao A segmenta¸c˜ao de imagens ´e um dos passos mais importantes do processamento e an´alise computacional de imagens, pois permite, por exemplo, a extra¸c˜ao de regi˜oes de interesse presentes na imagem original, para serem p´os-processadas e caracterizadas, [5]. A segmenta¸c˜ao e caracteriza¸c˜ao s˜ao aplicadas em imagens m´edicas, geogr´aficas, imagens de sat´elite e agr´ıcolas. Este trabalho apresenta um procedimento que usa duas t´ecnicas para segmenta¸c˜ao (extra¸c˜ao) de les˜oes de pele a partir de imagens. Muitas pesquisas vˆem sendo desenvolvidas na ´area da Vis˜ao Computacional para auxiliar os m´edicos no diagn´ostico de les˜oes no corpo humano, concentrando na utiliza¸c˜ao de t´ecnicas de segmenta¸c˜ao para extra¸c˜ao das bordas de les˜ao, de ´org˜aos ou tecidos. Foram analisados dois m´etodos de segmenta¸c˜ao de les˜oes de pele e, a partir de suas principais caracter´ısticas foi proposto um procedimento para extra¸c˜ao de contorno de les˜oes de pele em imagens tendo sido obtidos resultados relevantes. Um dos m´etodos analisados usa uma equa¸c˜ao diferencial parcial baseada no gradiente para fazer a remo¸c˜ao de ru´ıdos presentes na imagem original, e em seguida aplica o detector de bordas de Canny, obtendo o contorno da les˜ao, [11]. O outro m´etodo aplica um filtro de mediana para remo¸c˜ao de ru´ıdo, seguido da aplica¸c˜ao de um m´etodo de segmenta¸c˜ao por crescimento de regi˜oes uniforme e, para finalizar, aplica um m´etodo de uni˜ao (merge) para refinar o resultado obtido na segmenta¸c˜ao, [2]. O m´etodo proposto neste trabalho usa a equa¸c˜ao diferencial parcial [1] para fazer a suaviza¸c˜ao e o crescimento de regi˜oes e o merge para segmentar a imagem. Este artigo est´a organizado da seguinte forma: a se¸c˜ao seguinte descreve alguns trabalhos que mostram t´ecnicas de segmenta¸c˜ao de les˜oes de pele. As se¸c˜oes 3 e 4 descrevem os m´etodos de segmenta¸c˜ao por crescimento de regi˜oes e usando a difus˜ao anisotr´opica, respectivamente. O m´etodo proposto ´e descrito na se¸c˜ao 5. Os testes e a an´alise dos resultados obtidos s˜ao apresentados na se¸c˜ao 6 e a se¸c˜ao 7 apresenta a conclus˜ao do artigo. 2 Trabalhos correlatos O alto ´ındice de les˜oes de pele adquiridas de v´arias formas e as conseq¨uˆencias que estas trazem para o paciente, podendo at´e ser um cˆancer de pele, torna a sua detec¸c˜ao precoce de extrema importˆancia para defini¸c˜ao do tratamento mais adequado. Algumas caracter´ısticas f´ısicas como contorno, textura e cor podem auxiliar no diagn´ostico de tais les˜oes [8]. Uma pesquisa desenvolvida por Morris-Smith [8] revelou que os m´edicos enfatizam muito a irregularidade da borda quando descrevem as les˜oes. Morris-Smith mostrou tamb´em que os m´edicos encontram dificuldades na avalia¸c˜ao visual da irregularidade do contorno das les˜oes e que a altera¸c˜ao na posi¸c˜ao das mesmas (rota¸c˜ao e reflex˜ao), `as vezes pode afetar o diagn´ostico. Com isso, um processo computacional adequado de segmenta¸c˜ao pode auxiliar na detec¸c˜ao e diagn´ostico de les˜oes de pele, exigindo para tal procedimentos de segmenta¸c˜ao eficientes e exatos. Neste diagn´ostico orientado por computador, a extra¸c˜ao autom´atica de bordas ´e muitas vezes fundamental para a precis˜ao dos passos seguintes. A detec¸c˜ao de bordas automatizada ´e uma tarefa dif´ıcil devido ao baixo contraste entre a poss´ıvel les˜ao e a sua vizinhan¸ca, `as bordas confusas e irregulares, reflexos e sombras devido a problemas de ilumina¸c˜ao, interferˆencias provocadas, por exemplo, por bolhas e pˆelos, e varia¸c˜ao da colora¸c˜ao interna da les˜ao [2]. A segmenta¸c˜ao de imagens que contˆem les˜oes cutˆaneas consiste na separa¸c˜ao do tecido doente do saud´avel. Claridge e Orun desenvolveram um m´etodo de segmenta¸c˜ao que determina um contorno inicial para uma les˜ao a partir da an´alise do histograma [4]. Na tentativa de obter uma borda mais precisa, o contorno inicial ´e refinado com um m´etodo de modelagem de bordas dado por: ρ(r, A, T, s) = A (1 + s(r−T)),(1) onde r´e a distˆancia radial do centro da les˜ao, A´e a amplitude, s´e o fator de agu¸camento e T ´e o centro do contorno. Chung e Sapiro [3] propuseram um m´etodo de segmenta¸c˜ao de les˜oes de pele mais eficiente, baseado nos modelos de contorno ativo. Estes modelos caracterizam-se pelo movimento de uma curva fechada ao longo de uma imagem, na tentativa de encaixar esta curva aos contornos da les˜ao atrav´es da minimiza¸c˜ao local da energia do funcional dado por: ZC g(|∇I|)ds, (2) onde ∇I´e o gradiente da imagem I,ds ´e a curva do arco (|∂C ∂s |)=1,C´e a deforma¸c˜ao da curva, I´e a imagem inicial a ser segmentada e g´e uma fun¸c˜ao de suaviza¸c˜ao, tal que g(r) −→ 0, quando r−→ ∞. A minimiza¸c˜ao do funcional ´e feita pelo c´alculo de um caminho com distˆancia m´ınima (curva geod´esica) com peso g(.) dado por: ∂C ∂t =gkN −(∇g.N)N, (3) onde k´e a curvatura euclidiana e N´e a norma Euclidiana. Para refinar as bordas extra´ıdas de imagens com muito ru´ıdo e eliminar as falsas arestas, Chung e Sapiro alteraram o m´etodo para que capture alguns pontos marcados pelo usu´ario sobre o contorno do objeto, e ent˜ao minimize a energia do funcional (equa¸c˜ao 2) conectando os pontos escolhidos pelo usu´ario. Os resultados deste m´etodo s˜ao satisfat´orios, tanto para imagens com pouco ru´ıdo quanto para imagens muito ruidosas. No entanto n˜ao ´e totalmente autom´atico, pois requer a interven¸c˜ao do usu´ario para escolher um conjunto de pontos iniciais usados pelo algoritmo. Celebi, Aslandogan e Bergstresser [2] propuseram um m´etodo de segmenta¸c˜ao a partir da t´ecnica de crescimento de regi˜oes, enquanto Pires e Barcelos [11] desenvolveram um procedimento baseado em difus˜ao anisotr´opica e no operador de Canny. Estes dois m´etodos formam a base do procedimento proposto neste trabalho, sendo apresentados nas pr´oximas se¸c˜oes. Chamaremos o m´etodo de crescimento de regi˜oes de CAB e o procedimento usando difus˜ao anisotr´opica de PB. 3 Segmenta¸c˜ao de les˜oes de pele por crescimento de regi˜oes e merge O CAB ´e um procedimento para segmenta¸c˜ao de les˜oes de pele usando o m´etodo de crescimento de regi˜oes. O pr´e-processamento neste m´etodo visa facilitar a detec¸c˜ao de bordas das les˜oes a partir da redu¸c˜ao de ru´ıdos e do espa¸co de cores da imagem. Suaviza¸c˜ao: as imagens de les˜oes de pele costumam conter caracter´ısticas que dificultam a detec¸c˜ao das bordas, como bolhas, pˆelos e varia¸c˜ao da colora¸c˜ao interna da les˜ao. Existem v´arios filtros com capacidade de reduzir estes ru´ıdos. O m´etodo CAB usa o filtro da mediana [6] para suavizar a imagem original. Quantiza¸c˜ao de cor: com este passo, os autores pretendem eliminar as cores pouco representativas na diferencia¸c˜ao das regi˜oes vizinhas da imagem. Ap´os a execu¸c˜ao desta etapa, a imagem passa a ser representada por um conjunto de 20 cores, sendo este n´umero determinado por testes feitos pelos autores, verificando que esta quantidade de cores ´e suficiente para uma quantiza¸c˜ao precisa, ou seja, as cores das partes interna e externa da les˜ao n˜ao se misturam. As novas cores da imagem, rotuladas pelo algoritmo de quantiza¸c˜ao, formam um conjunto de classes denominado mapa de classes que pode ser visto como uma composi¸c˜ao de textura. A distˆancia entre as diferentes classes s˜ao chamadas de valores locais. No m´etodo CAB, a imagem ´e percorrida usando os valores locais e agrupando-se os pixels em regi˜oes de acordo com janelas locais definidas por uma escala. Quanto maior a escala, maior ´e a janela local. A primeira itera¸c˜ao do m´etodo de crescimento de regi˜oes ´e feita com a maior escala. Neste caso, partes do tecido saud´avel da pele ainda misturam-se com a les˜ao. Para refinar o resultado, o m´etodo ´e repetido com escalas menores, sempre usando a imagem segmentada com a escala imediatamente superior. A imagem segmentada ´e formada por v´arias regi˜oes, sendo que algumas envolvem tecido saud´avel e outras limitam partes da les˜ao. Para unir as regi˜oes doentes, Celebi e colaboradores em [2] executam um m´etodo de agrupamento (merge). Para fazer esta uni˜ao, define-se a intensidade da cor do tecido saud´avel da pele por meio de um quadrado de 100 pixels em cada canto da imagem e calcula-se a m´edia de cor do espa¸co Luv 1dos pixels destes quadrados. Esta m´edia ´e considerada de tecido saud´avel, pois geralmente a les˜ao fica focada no centro da imagem de entrada. As regi˜oes cuja diferen¸ca entre a m´edia de sua cor e a m´edia de cor do tecido saud´avel for menor que um certo limiar, s˜ao consideradas externas `a les˜ao e descartadas. Assim, as regi˜oes doentes s˜ao unidas em uma regi˜ao maior, que ´e a les˜ao procurada. 1No modelo de cor Luv, o Lest´a relacionado `a luminˆancia e uevreferem-se `a crominˆancia. Este modelo de cor ´e independente do dispositivo em que est´a sendo exibido. 4 Segmenta¸c˜ao de les˜oes de pele usando difus˜ao anisotr´opica O m´etodo PB extrai bordas em imagens de les˜oes de pele usando a difus˜ao anisotr´opica para fazer a suaviza¸c˜ao da imagem e aplicando o operador de Canny para extrair o contorno das les˜oes. A difus˜ao anisotr´opica suaviza a imagem, retardando o efeito desta suaviza¸c˜ao nas arestas. Na difus˜ao anisotr´opica, o controle da intensidade da difus˜ao ´e feito por uma fun¸c˜ao de parada na aresta, de acordo com o gradiente do ponto que deve sofrer a difus˜ao. Esta fun¸c˜ao de parada usa um parˆametro de escala σque indica a intensidade da difus˜ao. O espa¸co de escala n˜ao-linear anisotr´opica definido por Perona e Malik [10] ´e dada pela equa¸c˜ao 4, sendo k∇Ft(x, y)ka magnitude do gradiente de Ft,ga fun¸c˜ao de parada na aresta e div o divergente: ∂Ft(x,y) ∂t =div[g(k∇Ft(x, y)k)∇Ft(x, y)] F0(x, y) = f(x, y)(4) A discretiza¸c˜ao espacial e temporal da equa¸c˜ao 4 feita por Perona e Malik em [10] ´e: I(s, t + 1) = I(s, t) + λ |ηs|Xg(|∇Is,p(t)|)∇Is,p(t),(5) onde, •I(s, t) ´e a imagem discretizada; •s´e a posi¸c˜ao do pixel em uma grade discreta bidimensional; •t´e o n´umero de itera¸c˜oes; •λ´e uma constante que define a velocidade de difus˜ao; •ηs´e o conjunto de vizinhos espaciais de s. Normalmente s˜ao considerados os vizinhos leste, oeste, norte e sul; • ∇Is,p(t) ´e a magnitude do gradiente de I, no ponto se na dire¸c˜ao (s, p). Com o tempo surgiram v´arios m´etodos de segmenta¸c˜ao que modificaram e adaptaram a equa¸c˜ao de Perona e Malik, sendo que um dos principais foi proposto por Pires e Barcelos [11]. Para fazer uma suaviza¸c˜ao seletiva da imagem este m´etodo utiliza-se de equa¸c˜oes diferenciais parciais, removendo os elementos de menor interesse, como aqueles de baixo contraste e os ru´ıdos. A equa¸c˜ao 6, definida por Barcelos, Boaventura e Silva Jr. [1], ´e aplicada a cada ponto da imagem, eliminando os ru´ıdos e real¸cando as arestas das les˜oes: u=g|∇u|div(∇u |∇u|)−λ(1 −g)(u−I).(6) Os novos termos da equa¸c˜ao 6 em rela¸c˜ao `a equa¸c˜ao proposta por Perona e Malik dada pela equa¸c˜ao 5 s˜ao: •u=Ft(x, y); •I´e a imagem original; •λ´e um parˆametro que define a velocidade da difus˜ao; •( u - I) ´e o termo for¸cante definido por Nordstr¨om [9] para reduzir os efeitos degenerativos da difus˜ao; •(1 - g) ´e o seletor moderado do processo de difus˜ao, for¸cando a imagem suavizada a continuar com a posi¸c˜ao das arestas intactas. O seletor moderado faz com que a difus˜ao seja feita de forma balanceada, permitindo a identifica¸c˜ao das diferentes regi˜oes da imagem e conseq¨uentemente possibilitando maior suaviza¸c˜ao nas regi˜oes homogˆeneas do que nos contornos. Esta ´e uma caracter´ıstica importante da equa¸c˜ao e que torna atraente sua utiliza¸c˜ao em m´etodos de pr´e-processamento para extra¸c˜ao de bordas em imagens ruidosas. 5 Adapta¸c˜ao proposta Na tentativa de obter bordas mais precisas propomos uma adapta¸c˜ao nos m´etodos CAB e PB. O procedimento para suaviza¸c˜ao do m´etodo PB ´e mais eficiente do que o filtro da mediana usado pelo CAB, ao passo que a o crescimento de regi˜oes e merge mostrou-se mais eficiente para a extra¸c˜ao de contornos em les˜oes de pele do que o detector de Canny. A proposta deste trabalho ´e unir os pontos positivos dos dois m´etodos. Na figura 1 temos o esquema do procedimento proposto. Figura 1: Esquema do m´etodo proposto. A parte (a) do esquema da figura 1 faz o pr´e-processamento da imagem, suavizando-a atrav´es da difus˜ao anisotr´opica usada pelo m´etodo PB. A parte (b) faz a segmenta¸c˜ao espacial usando o crescimento de regi˜oes e o procedimento de merge usados pelo m´etodo CAB. 6 Testes e resultados A adapta¸c˜ao proposta neste trabalho demonstra-se promissora, obtendo bordas mais precisas em rela¸c˜ao aos dois m´etodos de base. A t´ıtulo de exemplo, na figura 2 podemos ver os resultados dos m´etodos de segmenta¸c˜ao PB, CAB e do procedimento proposto, aplicados nas mesmas les˜oes de pele. Os contornos extra´ıdos pelos m´etodos est˜ao na cor branca, sobreposto `as les˜oes originais, que encontram-se na primeira coluna da figura. Os testes foram feitos sobre um conjunto de imagens tiradas do Skin Cancer Guide que ´e uma fonte online com informa¸c˜oes sobre tratamento de cˆancer de pele [7]. Na figura 2 apresenta-se por linha, na primeira coluna a imagem original, na segunda coluna o resultado do m´etodo PB, onde percebe-se a presen¸ca de algumas arestas duplas na parte superior da les˜ao, bem como uma descontinuidade na parte inferior e uma por¸c˜ao da les˜ao n˜ao detectada `a direita. Na terceira coluna, onde foi usado o m´etodo CAB o resultado foi um pouco melhor, mas ainda deixou uma fatia n˜ao detectada `a direita. Na quarta coluna (com o procedimento proposto) obteve-se o melhor resultado, ocorrendo apenas uma suaviza¸c˜ao excessiva na parte inferior da les˜ao. Na segunda linha, os resultados dos m´etodos foram muito parecidos, com uma pequena vantagem para o m´etodo PB e o proposto neste trabalho. O pr´e-processamento feito usando a difus˜ao anisotr´opica na segunda e quarta colunas proporcionou a extra¸c˜ao de uma borda mais precisa, ao passo que a aplica¸c˜ao do m´etodo CAB na terceira coluna, retornou uma borda menos precisa deixando de capturar uma pequena parte `a esquerda da les˜ao. Figura 2: Exemplo de resultados obtidos usando os m´etodos CAB, PB e o procedimento com a adapta¸c˜ao proposta. Na terceira linha e segunda coluna da figura 2, o m´etodo PB retornou algumas descontinuidades no contorno, principalmente na parte esquerda da imagem. Na terceira coluna com o m´etodo CAB, detectou-se uma pequena mancha no canto superior direito da imagem que tem tonalidade semelhante a algumas partes da les˜ao e obteve o contorno mais preciso do que o PB. Com o procedimento proposto (quarta coluna), a pequena mancha tamb´em foi detectada e a borda encontrada foi mais precisa do que os outros m´etodos, envolvendo quase toda a les˜ao. O m´etodo CAB n˜ao consegue extrair bordas precisas de imagens de pele com muito ru´ıdo e pˆelos, pois o filtro da mediana aplicado no pr´e-processamento para suaviz´a-las deve ter uma m´ascara de maiores dimens˜oes, provocando uma deforma¸c˜ao nos detalhes finos da borda. Com a substitui¸c˜ao do filtro da mediana pela suaviza¸c˜ao por difus˜ao anisotr´opica proposta por Barcelos e colaboradores [1] os resultados foram melhores, como visto na quarta coluna da figura 2. 7 Conclus˜oes A adapta¸c˜ao proposta por este trabalho para segmenta¸c˜ao de les˜oes de pele mostrou-se promissora, retornando bordas que envolvem toda a les˜ao e mantˆem a irregularidade presente na maioria dos casos. Em algumas situa¸c˜oes, como na imagem da primeira linha da 2, a suaviza¸c˜ao excessiva provoca a perda de irregularidade em partes da borda. No entanto, os resultados obtidos foram animadores e mostram que este procedimento pode contribuir para auxiliar os m´edicos no diagn´ostico de les˜oes de pele. Agradecimentos N´os agradecemos ao suporte financeiro da CAPES e da FAPESP. Referˆencias [1] C. A. Z. Barcelos, M. Boaventura, and E. C. Silva. A well-balanced flow equation for noise removal and edge detection. In IEEE Transactions on Image Processing, volume 12, pages 751–763, 2003. [2] M. E. Celebi, Y. A. Aslandogan, and P. R. Bergstresser. Unsupervised border detection of skin lesion images. In ITCC ’05: Proceedings of the International Conference on Information Technology: Coding and Computing (ITCC’05) - Volume II, pages 123–128, Washington, DC, USA, 2005. IEEE Computer Society. [3] D. H. Chung and G. Sapiro. Segmenting skin lesions with partial-differential-equationsbased image processing algorithms. In IEEE Transactions on Medical Imaging, volume 19, pages 763–767, 2000. [4] E. Claridge and A. Orun. Modelling of edge profiles in pigmented skin lesions. In Proceedings of Medical Image Understanding and Analysis 2002, pages 53–56, Houston, USA, 2002. Zwiggelaar R(Eds.). [5] R. 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