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Grau de Satisfação de Pacientes Portadores de Prótese Removível

Cristina Areias

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Grau de Satisfação de Pacientes Portadores de Prótese Dentária Removível Cristina Maria Ferreira Guimarães Pereira Areias Porto | 2004 Grau de Satisfação de Pacientes Portadores de Prótese Dentária Removível Cristina Maria Ferreira Guimarães Pereira Areias Porto | 2004 Dissertação de candidatura ao grau de mestre apresentada à Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto Ao Bruno Aos meus pais À minha irmã Isabel A minha avó Lourdes À memória de meus avós A minha família Aos meus amigos A quem me ensinou na vida e na profissão Conselho Científico da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto Prof. Doutor Acácio Eduardo Soares Couto Jorge Professor Doutor Afonso Manuel Pinhão Ferreira Prof. Doutor Américo dos Santos Afonso Professor Doutor António Cabral Campos Felino Prof. Doutor António Manuel Guerra Capelas Prof. Doutor César Fernando Coelho Leal da Silva Prof. Doutor David José Casimiro de Andrade Prof. Doutor Durval Manuel Belo Moreira Professor Doutor Fernando Jorge Morais Branco Prof. Doutor Fernando José Brandão Martins Peres Prof. Doutor Filipe Poças de Almeida Coimbra Prof. Doutor Francisco António Rebelo Morais Caldas Prof. Doutor Germano Neves Pinto Rocha Prof. Doutor Irene Graça Azevedo Pina Vaz Prof. Doutor João Carlos Antunes Sampaio Fernandes Prof. Doutor João Carlos Gonçalves Ferreira de Pinho Professor Doutor João Fernando Costa Carvalho Prof. Doutor Jorge Manuel Carvalho Dias Lopes Prof. Doutor José Albertino da Cruz Lordelo Prof. Doutor José Albino Teixeira Koch Prof. Doutor José António Macedo de Carvalho Capelas Prof. Doutor José Carlos Pina Almeida Rebelo Prof. Doutor Manuel Pedro da Fonseca Paulo Prof. Doutora Maria Adelaide Macedo Carvalho Capelas Prof. Doutor Maria Cristina P. C. Mendonça de Figueiredo Pollmann Prof. Doutora Maria Helena Guimarães Figueiral da Silva Professora Doutora Maria Helena Raposo Fernandes - Vice - Presidente Professora Doutora Maria Purificação Valenzuela Sampaio Tavares Professor Doutor Mário Jorge Rebôlho Fernandes da Silva Prof. Doutor Mário Ramalho de Vasconcelos Prof. Doutor Miguel Fernando Silva Gonçalves Pinto Prof. Doutor Rogério Serapião Aguiar Branco - Presidente Professores Jubilados Professor Doutor Adão Fernando Pereira Prof. Doutor Amílcar Almeida Pereira Professor Doutor José Serra Silva Campos Neves Prof. Doutor Manuel Desport Marques Prof. Doutor Manuel Guedes Figueiredo Prof. Doutor Manuel Machado Capelas f Agradecimentos Para a concretização deste trabalho, pude contar com a colaboração, a compreensão e a simpatia de algumas pessoas. A todas, quero expressar aqui a minha mais profunda gratidão. A Prof-. Doutora Helena Figueiral dirijo o meu maior agradecimento, certa de não dispor de palavras suficientes para exprimir a minha mais profunda gratidão por todo o apoio que me deu. Nela encontrei uma amiga que depositou confiança na minha capacidade, que me orientou com competência, calor e paciência e me incutiu força para prosseguir este trabalho. Sem ela teria sido difícil realizá-lo. Ao Prof. Doutor José Lordelo a quem devo muitos e bons conselhos e pelo muito que me tem ensinado. Aqui lhe afirmo o meu reconhecido agradecimento. A todos os Professores do Mestrado de Reabilitação Oral da FMDUP que sempre me apoiaram e incentivaram. A Prof3. Doutora Hercília Guimarães pela ajuda preciosa que me dispensou na revisão cuidadosa da dissertação, pelo empenho e disponibilidade com que me apoiou. Pelas horas extra de trabalho e pelo muito que me tem ensinado, o meu agradecimento. A Dr.â Patrícia Fonseca a quem agradeço antes de mais a amizade construída durante os dois anos de Mestrado. Nela encontrei uma pessoa sempre disposta a ajudar e a quem devo opiniões e críticas inteligentes. Companheira dedicada, trabalhadora mostrou-se sempre disponível para tudo. Os meus sinceros agradecimentos. Aos Assistentes de Prótese Removível da Faculdade de Medicina Dentária do Porto por terem permitido a observação dos pacientes na clínica durante as aulas. A todos os funcionários da Faculdade de Medicina Dentária do Porto e aos que viram o seu trabalho acrescido para que a presente tese se concretizasse. Uma palavra especial para a D. Idalina e para os Técnicos de prótese que estiveram permanentemente disponíveis. Para os pacientes incluídos neste estudo e que contribuíram para a sua realização, vai também o meu agradecimento. Ao Dr. Armando Saraiva agradeço a ajuda pela revisão cuidadosa do texto. À Dra. Maria João Hàendel de Oliveira agradeço a ajuda na tradução do resumo para Inglês e Francês. índice Indice I - Introdução 3 1. Características biológicas do paciente 4 2. Características psicológicas do paciente 5 3. Relação médico/paciente 5 4. Educação do paciente 7 5. Qualidade da prótese 3 II - Justificação e objectivos 9 III - Material e Métodos 13 1. População 15 1.1. Constituição e caracterização da amostra 15 2. Metodologia 17 2.1 Consentimento informado 17 2.2. Métodos gerais e critérios utilizados na recolha de dados 18 2.2.1. Identificação dos pacientes 18 2.2.2. Aspectos de ordem demográfica e social 18 2.2.3. História clínica 19 2.3. Exame objectivo intra-oral 19 2.3.1. Tipo e classificação de desdentados 19 2.3.2. Pesquisa de patologia oral 20 2.4. Exame da prótese 20 2.4.1. Idade da prótese 20 2.4.2. Tipo de utilização da prótese 20 2.4.3. Localização 20 2.4.4. Tipo e material da prótese antiga 21 Grau de satisfação dos pacientes portadores de prótese dentária removível Introdução podem condicionar a reabilitação e a satisfação do paciente 13'30, dependendo o sucesso do tratamento protético das suas características biológicas 31~34. 2. Características psicológicas do paciente A maioria dos pacientes portadores de prótese removível pertence a uma classe etária relativamente elevada. Por isso é importante ter algum conhecimento da psicologia do paciente idoso para sermos capazes de diferenciar desordens de comportamento associadas com patologias cerebrais e aquelas que não o são. Por exemplo, na demência senil (onde existe uma deterioração irreversível do desenvolvimento das faculdades intelectuais) o paciente é frequentemente hostil e incapaz de se ajustar a qualquer prótese 29. A capacidade mental e os padrões de comportamento dos idosos (a maioria desdentados) são o resultado de uma interacção complexa de experiências passadas, do envelhecimento fisiológico e, por vezes, da condição sócio/económica 35. Os pacientes geriátricos têm demonstrado uma alta incidência de depressão e de sentimentos de insegurança o que provavelmente interfere com a satisfação. Por isso o médico dentista deve fazer uma consulta clínica versátil, promovendo a confiança e a tolerância, de forma a ajudar o idoso a obter resultados prostodônticos satisfatórios 29. Por outro lado, independentemente da idade do paciente, deve-se tentar perceber qual o tipo psicológico do indivíduo que se está a reabilitar para que o tratamento seja concluído da melhor forma, visto que as características psicológicas podem conduzir a uma atitude positiva ou negativa em relação ao uso de prótese 20. Deste modo, House 29 classificou os pacientes de acordo com as atitudes mentais dividindo-os em quatro grupos: Filosófico - está disposto a aceitar a opinião do dentista sem questionar. Aceita a situação oral e sabe que o dentista vai fazer o melhor que pode. Tem uma atitude ideal para o sucesso protético. Indiferente - preocupa-se pouco com a saúde oral. Aprecia pouco os esforços do dentista e muitas vezes procura o tratamento por insistência de amigos e familiares. Desiste facilmente perante alguma dificuldade que surja Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 5 Introdução. com a nova prótese. Necessita de mais tempo para a aprendizagem. A sua atitude pode ser desencorajadora para o dentista que o trata. Crítico - encontra falhas em tudo o que se faz por ele. Nunca está satisfeito com o dentista anterior e normalmente é porque o dentista anterior não seguiu as suas indicações. Pode trazer com ele uma colecção de próteses e consegue dizer o que está errado em cada uma. Uma observação cuidadosa e atenta revela que os maiores erros foram a tentativa de seguir as directrizes do paciente. A não identificação deste paciente durante o diagnóstico vai com certeza acarretar muitos problemas. Não podemos permitir que ele pense que está a direccionar o tratamento Céptico - teve más experiências passadas e agora questiona tudo e duvida que alguém o possa ajudar. Neste paciente o dentista deve "perder mais tempo" que o habitual no exame clínico uma vez que vai ajudar o paciente a recuperar a confiança. Este pode tomar-se um excelente paciente se o soubermos motivar. Apesar de muitas vezes não ser fácil enquadrar os pacientes nos perfis psicológicos descritos, existem de facto diversas referências bibliográficas que, entre outros factores, relacionam o sucesso de uma prótese com a atitude mental do paciente 30"33. O conhecimento da psicologia é um dos elementos essenciais no sucesso dos tratamentos dentários 12'36"40. Segundo alguns autores o optimismo e a satisfação com a vida estão relacionados com a saúde dentária e geral 36,41. A relação do sucesso profético com diversos aspectos da personalidade tem sido um tema explorado na literatura 15'17'42. 3. Relação médico/paciente O médico dentista deve procurar manter uma relação de diálogo e confiança com o seu paciente 437. A explicação cuidada do tratamento é a base 29 para uma boa comunicação com todos os pacientes . 6 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Introdução O sucesso do tratamento protético resulta não só da habilidade do dentista mas também da capacidade deste se relacionar com os pacientes e compreender as suas necessidades 29. Próteses tecnicamente excelentes podem não resultar devido a factores psicológicos. Todavia, próteses com imperfeições técnicas que não ultrapassem a tolerância fisiológica dos tecidos podem ser bem sucedidas na presença de uma boa relação médico/paciente 26,43. O sucesso do tratamento é muitas vezes julgado de forma diferente por dentistas e pacientes. Os médicos dentistas consideram sucesso sempre que as técnicas padrão foram correctamente aplicadas, enquanto que os pacientes o avaliam apenas do ponto de vista de satisfação pessoal 7'11'37. Em prótese, a satisfação do paciente e do dentista depende, pois, da boa comunicação entre ambos 44, sendo importante investir permanentemente na melhoria do relacionamento interpessoal médico/paciente 2844'45. Devemos deixar o paciente falar, expor os seus receios, necessidades e desejos. Devemos ajudá-lo, mantendo uma atitude de atenção, compreensão e interesse, fazendo-lhe algumas perguntas para que este se aperceba da nossa posição e tenha confiança em nós 12. O paciente deve ter oportunidade de dizer o que quer antes que o dentista lhe diga o que necessita 12. 4. Educação do paciente A educação do paciente, um dos mais importantes factores para o sucesso de uma prótese removível, deve começar na primeira consulta e continuar durante todo o tratamento. A primeira visita ao médico dentista é de extrema importância, uma vez que a educação do paciente se inicia com o primeiro contacto 12. Os desejos e expectativas do paciente devem ser avaliados o mais cedo possível, idealmente durante a elaboração do diagnóstico ou em fases precoces do tratamento. É muito mais fácil explicar as limitações e restrições da prótese antes do tratamento do que tentar justificar as suas limitações posteriormente 46'47. A insatisfação tem sido relacionada com expectativas Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 7 Introdução demasiado altas relativamente às possibilidades reais das próteses 15, o que poderia ser evitado pela prévia educação do paciente 11. A educação do paciente não pode terminar com a colocação da prótese, sendo necessário incutir-lhe a necessidade de efectuar consultas de controlo. Uma vez que a educação dos pacientes é crítica para o sucesso das novas próteses muitos dentistas optam por fornecer instruções escritas 29. A investigação clínica mostrou que mesmo o desenho mais cuidadoso, tecnicamente bem delineado e biologicamente orientado, pode falhar, a menos que o paciente tenha um cuidado especial com os tecidos orais e com a prótese 46,47. Reavaliar o paciente nas 24/48 h após colocação da prótese e observá-lo em consultas seriadas de controlo são atitudes importantes para o sucesso do tratamento 48"50. 5. Qualidade da prótese Tem-se vindo a assistir a uma preocupação constante no aperfeiçoamento da competência técnico/profissional dos médicos dentistas, no sentido da obtenção de próteses tecnicamente correctas, com o objectivo de promover um maior grau de satisfação aos pacientes portadores de próteses removíveis 28'44-45. De facto, durante todo o processo de elaboração de uma prótese removível são vários os procedimentos envolvidos, clínicos e laboratoriais, que podem influenciar no resultado final. Além da qualidade técnica do médico dentista e do técnico de prótese, aspectos como os materiais utilizados e o processamento clínico e laboratorial podem ser determinantes na satisfação do paciente 29. 8 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Il - Justificação e objectivos "Chegamos? Não chegamos? Haja ou não haja frutos, pelo Sonho é que vamos. in "O Sonho" de Sebastião da Gama Justificação e objectivos II. Justificação e objectivos Sabendo que estão envolvidos diferentes factores na satisfação com as próteses removíveis, limitamos o nosso estudo à avaliação de parâmetros proféticos e sua relação com a satisfação do paciente. O elevado número de portadores de próteses removíveis existente em Portugal, o desconhecimento do grau de satisfação relativamente ás suas próteses e a ausência de informação sobre a realidade dos utentes da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto portadores de prótese removível, justificaram a opção pelo tema deste trabalho. Os objectivos deste estudo, para a população avaliada, foram os seguintes: 1. Conhecer o grau de satisfação geral referente às próteses e as principais queixas dos pacientes portadores de próteses removíveis; 2. Avaliar o grau de satisfação do paciente com a estética, a retenção e a estabilidade da prótese, a fonética, a mastigação, a alteração do paladar e a dor; 3. Comparar a opinião do paciente relativamente à sua prótese nova em duas consultas espaçadas de 1 semana; 4. Comparar a opinião da investigadora com a do paciente nos parâmetros estudados por ambos. Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 11 Ill - Material e Métodos Nunca conseguiremos encontrar a verdade se nos contentarmos com aquilo que já foi encontrado. Gilbert de Tournai Material e Métodos III. Material e Métodos Este estudo foi realizado na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (FMDUP), entre Janeiro e Junho de 2004. 1. População Foram observados indivíduos portadores de próteses removíveis e que procuraram a FMDUP para a reabilitação protética. A parte clínica desta reabilitação protética foi realizada pelos alunos dos 55 e 6Q anos da faculdade sob supervisão de um docente de prótese removível. 1.1. Constituição e caracterização da amostra Foram incluídos no estudo pacientes adultos (maiores de 18 anos), de ambos os sexos, portadores de próteses removíveis, acrílicas ou esqueléticas, parciais ou totais, provenientes das consultas de Prótese Removível II e III da FMDUP. O recrutamento dos pacientes foi feito por abordagem directa na clínica da faculdade. Dos 58 pacientes avaliados com as características referidas, 7 foram excluídos por não comparência a todas as consultas. Os 51 pacientes que concluíram o estudo foram distribuídos por dois grupos: portadores de prótese dentária removível antiga (n = 23) e portadores de prótese dentária removível nova (n = 36). Oito dos pacientes foram incluídos nos dois grupos uma vez que possuíam prótese antiga e encontravam-se a colocar nova prótese. Do total de pacientes observados (n = 51), 58,8 % (n = 30) eram do sexo feminino e 41,2 % (n = 21) do sexo masculino. As suas idades variavam entre o mínimo de 31 e o máximo de 80 anos, sendo a média de idades de 58,7 anos. Estabeleceram-se classes de idades segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) 51: inferior a 35 anos, entre 35 e 44 anos, entre 45 e 54 anos, entre 55 e 64 anos, entre 65 e 74 anos e com 75 anos ou mais..A distribuição por sexo e escalão etário consta da tabela I. Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 15 Material e Métodos, caninos 54,55. Quando se avaliavam próteses parciais que não incluíam as áreas ou dentés referidos, adoptava-se o mesmo procedimento nas áreas/dentes que se encontravam mais próximo dos indicados. Assim, a retenção foi considerada: Boa - se a prótese permanecia assente aquando da abertura da boca e oferecia máxima resistência à tracção vertical e suficiente resistência às forças laterais. Alguma - sempre que a resistência às forças verticais e laterais era pequena, mas a prótese permanece inserida aquando da abertura da boca. Nenhuma - sempre que na abertura da boca, a prótese não oferecia a mínima resistência às forças verticais ou laterais e se deslocava para oclusal. b) A estabilidade da prótese foi registada do seguinte modo: mantendo um espaço interoclusal de aproximadamente 3 cm, foi aplicada uma pressão ligeira com a polpa dos dedos de ambos os lados da prótese, alternadamente, na região dos pré-molares. A estabilidade foi classificada e registada como 54,55 Boa - se a prótese apresentava pouco ou nenhum movimento nas estruturas de suporte. Alguma - se a prótese apresentava movimento moderado, mas assentava de novo com facilidade. Nenhuma - se a prótese apresentava movimento extremo, o que tornava difícil o seu reassentamento. 2.6. Avaliação feita pelo paciente A Escala Visual Analógica (EVA) 54"57 foi usada na tentativa de quantificar os seguintes parâmetros: estética, fonética, retenção e estabilidade, satisfação e conforto, mastigação, alteração do paladar e dor. A EVA apresenta-se como uma linha horizontal de 10 cm, representando a variação de sintomas entre extremos identificados por palavras que significam situações limites (Anexo II). Cada indivíduo marca na linha o ponto correspondente ao que sente no momento. Foi medida a distância da marca ao limite esquerdo e codificada de acordo com cada parâmetro. 22 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Material e Métodos Para se poder comparar a opinião do clínico com a do paciente codificaram-se alguns dos parâmetros em classes. A codificação foi feita tendo em consideração a escala visual analógica [0,10] e o parâmetro a avaliar. Assim, a estética e a fonética foram classificada como insatisfatória [0,5] e satisfatória [6,10], a retenção e a estabilidade, como nenhuma [0,3], alguma [4,7] e boa [8,10], a satisfação, como nenhuma [0,3], razoável [4,7] e total [8,10], a mastigação, como impossível [0,3], razoável [4,7] e excelente [8,10], a alteração do paladar, em nenhuma [0,3], alguma [4,7] e total [8,10] e a dor, como nenhuma [0,3], alguma [4,7] e insuportável [8,10]. Esta escala serviu para o paciente fazer uma autoavaliação da sua prótese. Dada a sua subjectividade, atendendo à metodologia seguida, os parâmetros (satisfação/conforto, mastigação, alteração do paladar e dor) foram avaliados exclusivamente pelos pacientes. 2.7. Registo das informações recolhidas e análise estatística A codificação das questões foi feita pela investigadora que era, também, responsável pela sua verificação. Após a sua informatização os dados foram analisados no programa de estatística SPSS 11,5. Todos os dados foram tratados em computador pessoal portátil (hp pavilion - zt3000) com software (Windows® xp™ profissional). Os resultados são apresentados em quadros e gráficos. De acordo com os objectivos, foram utilizados os seguintes métodos estatísticos: • Teste qui-quadrado usado para calcular o valor de p. O valor de p foi considerado estatisticamente não significativo se superior ou igual a 0,05. No entanto sempre que existam mais de 20 % de células com números inferiores a 5 não se pode aplicar este teste 58. • Teste de Wilcoxon usado para comparação entre a 2e 3consultas relativamente ao mesmo parâmetro58. • Medida de tendência central, mediana para termos a noção do grau mais frequentemente respondido em cada parâmetro58. Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 23 IV - Resultados O começo de todas as ciências é a surpresa de que as coisas sejam aquilo que são. ■Aristóteles, Metafísica Resultados IV. Resultados 1. Identificação dos pacientes 1.1. Aspectos de ordem demográfica e social Dos 51 pacientes observados, 30 (58,8 %) eram do sexo feminino e 20 (41,2 %) do sexo masculino. As suas idades variavam entre os 31 e os 80 anos, sendo a média de idades de 58,7 anos. Da amostra global das 94 próteses foram avaliadas 37 (39,4 %) próteses antigas e 57 (60,6 %) próteses novas separadamente, o que correspondeu a 23 pacientes portadores de próteses antigas e 36 pacientes com próteses novas. Dos 23 pacientes observados com prótese antiga, 20 (87,0 %) eram do sexo feminino e 3 (13,0 %) do sexo masculino. As suas idades variavam entre 41 e 78 anos, sendo a média de idades de 62 anos. Dos 36 pacientes observados com próteses novas, 16 (44,4 %) eram do sexo feminino e 20 (55,6 %) do sexo masculino. As suas idades variavam entre 31 e 80 anos, sendo a média de idades de 57,3 anos. Residiam na área Metropolitana do Porto 49 (96,1 %) indivíduos e 3 (3,9 %) no distrito de Aveiro. Todos os pacientes eram de raça caucasiana (100 %). Dos 51 pacientes, 32 (62,7 %) frequentaram o ensino no máximo até ao 1-ciclo (Figura 1). ensino ensino secundário superior 1,0/2,0% 2,0/3,9% 2Q e 39 ciclos 16,0/31,4% <5S ano (19 ciclo) 32,0 / 62,7 % Figura 1. Escolaridade Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 27 Resultados 1.2. História clínica Verificou-se que 39 (76,5 %) dos 51 pacientes recorreram à consulta de medicina dentária quando tiveram queixas, enquanto 12 (23,5 %) a frequentavam regularmente (Figura 2). regularmente 12,0/23,5% quando tem queixas 39,0 / 76,5 % Figura 2. Frequência às consultas de medicina dentária dos pacientes do estudo Foi registada a existência de patologia crónica em 32 (62,7 %) pacientes (Figura 3). ausente 19,0/37,3% presente 32,0 / 62,7 % Figura 3. Patologia crónica observada na população estudada 28 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados Foi registada medicação crónica em 30 (58,8 %) indivíduos, estando ausente nos restantes 21 (41,2 %) (Figura 4). ausente 21,0/41,2% presente 30,0 / 58,8 % Figura 4. Medicação crónica observada na população estudada Perderam os dentes devido à cárie 47 (92,2 %) pacientes, 3 (5,9 %) devido a doenças periodontais e 1 (2,0 %) devido a acidente (Figura 5). acidente 1,0/2,0% carie 47,0 / 92,2 % doença periodontal 3,0 / 5,9 % Figura 5. Motivo da perda de dentes nos pacientes do estudo Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 29 Resultados O motivo principal de substituição de prótese para 24 (47,1 %) pacientes foi melhorar a mastigação e para 13 (25,5 %) foi melhorar a estética. Em 14 (27,5 %) não foi avaliável, uma vez que estes pacientes não substituíram as próteses (Figura 6). não avaliável 14,0/27,5% estética 13,0/25,5% mastigação 24,0/47,1 % Figura 6. Motivo da colocação da prótese nos pacientes estudados 2. Exame objectivo intra-oral 2.1. Tipo e Classificação dos desdentados a) Prótese Antiga No que diz respeito às próteses antigas encontramos a seguinte distribuição: 14 (37,8 %) - Classe I, 11 (29,7 %) - Classe III, 7 (18,9 %) - "Classe 0", 4 (10,8 %) - Classe II e 1 (2,7 %) - Classe IV (Tabela IV). Registamos para o sexo feminino: 11 (29,7 %) - Classe I, 10 (27,0 %) - Classe III, 7 (18,9 %) - "Classe 0", 3 (8,1 %) - Classe II e 1 (2,7 %) - Classe IV. Nos pacientes do sexo masculino observamos 3 (8,1 %) - Classe I, 1 (2,7 %) - Classe II, 1 (2,7 %) - Classe III e 0 (0,0 %) - "Classe 0" e IV (Tabela IV). Relativamente à arcada a reabilitar - No maxilar superior, 5 (13,5 %) próteses estavam presentes nas Classes III, 4 (10,8 %) nas "Classes 0", e igual número nas arcadas Classe I, 2 (5,4 %) nas Classe II e 1 (2,7 %) na Classe IV. No maxilar inferior, 10 (27,0 %) próteses estavam presentes nas Classe I, 6 (16,2 %) nas Classe III, 3 (8,1 %) nas "Classe 0", 2 (5,4 %) nas Classe II e 0 (0,0 %) nas Classe IV (Tabela IV). 30 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados As diferentes Classes de desdentados foram reabilitados da seguinte forma: Classe 1-13 (35,1 %) próteses acrílicas e 1 (2,7 %) prótese esquelética, Classe II - 4 (10,8 %) próteses acrílicas, Classe III - 7 (18,9 %) próteses acrílicas e 4 (10,8 %) próteses esqueléticas, Classe IV - 1 (2,7 %) prótese acrílica. Todas as "Classe 0" foram reabilitadas com prótese completa acrílica (Tabela IV). b) Prótese Nova No que diz respeito às próteses novas encontramos a seguinte distribuição: 18 (31,6 %) - Classe I, 14 (24,6 %) - Classe II, 12 (21,1 %) - Classe III, 11 (19,3 %) - "Classe 0" e 2 (3,5 %) - Classe IV (Tabela IV). Registamos para o sexo feminino: 10 (17,5 %) - Classe I, 6 (10,5 %) - "Classe 0", 5 (8,8 %) - Classe II, 4 (7,0 %) - Classe III e 1 (1,8 %) - Classe IV. Na população masculina observamos 9 (15,8 %) - Classe II, 8 (14,0 %) - Classe I e igual número Classe III, 5 (8,8 %) - "Classe 0" e 1 (1,8%) - Classe IV (Tabela IV). Relativamente à arcada a reabilitar - No maxilar superior 10 (17,5 %) próteses foram colocadas nas Classe III, 6 (10,5 %) nas Classe I, 5 (8,8 %) nas "Classe 0" e nas Classe II e 2 (3,5 %) nas Classe IV. No maxilar inferior 12 (21,1 %) próteses foram colocadas nas Classe I, 9 (15,8 %) nas Classe II, 6 (10,5 %) nas "Classe 0", 2 (3,5 %) nas Classe III e 0 (0,0 %) nas Classe IV (Tabela IV). As diferentes Classes de desdentados foram reabilitados da seguinte forma: Classe I - 11 (19,3 %) próteses acrílicas, 6 (10,5 %) próteses esqueléticas e 1 (1,8 %) prótese completa (sobredentadura), Classe 11-10 (17,5 %) próteses esqueléticas, 4 (7,0 %) próteses acrílicas, Classe 111-10 (17,5 %) próteses esqueléticas, 2 (3,5 %) próteses acrílicas, Classe IV - 2 (3,5 %) próteses acrílicas. Todas as "Classe 0" foram reabilitadas com prótese completa acrílica (Tabela IV). Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 3-] Resultados Tabela IV. Resultados referentes à relação entre Classes de Kennedy nas próteses antigas e novas com sexo, arcada a reabilitar e tipo de prótese Variáveis a analisar "Classe 0" Classe 1 Classe II Classe III Classe IV Total n(%) n(%) n(%) n (%) n (%) n (%) Feminino Sexo Masculino Total 7(18,9) 11(29,7) 3(8,1) 10(27,0) 1(2,7) 32(86,5) 0(0,0) 3(8,1) 1(2,7) 1(2,7) 0(0,0) 5(13,5) 7(18,9) 14(37,8) 4(10,8) 11(29,7) 1(2,7) 37(100,0) Maxilar sup Arcada Maxilar inf Total 4(10,8) 4(10,8) 2(5,4) 5(13,5) 1(2,7) 16(43,2) 3(8,1) 10(27,0) 2(5,4) 6(16,2) 0(0,0) 21(56,8) 7(18,9) 14(37,8) 4(10,8) 11(29,7) 1(2,7) 37(100,0) Acrílica Tipo de Esquelética Prótese Completa Total 0(0,0) 13(35,1) 4(10,8) 7(18,9) 1(2,7) 25(67,6) 0(0,0) 1(2,7) 0(0,0) 4(10,8) 0(0,0) 5(13,5) 7(18,9) 0(0,0) 0(0,0) 0(0,0) 0(0,0) 7(18,9) 7(18,9) 14(37,8) 4(10,8) 11(29,7) 1(2,7) 37(100,0) Feminino Sexo Masculino Total 6(10,5) 10(17,5) 5(8,8) 4(7,0) 1(1,8) 26(45,6) 5(8,8) 8(14,0) 9(15,8) 8(14,0) 1(1,8) 31(54,4) 11(19,3) 18(31,6) 14(24,6) 12(21,1) 2(3,5) 57(100,0) Maxilar sup Arcada Maxilar inf Total 5(8,8) 6(10,5) 5(8.8) 10(17,5) 2(3,5) 28(49,1) 6(10,5) 12(21,1) 9(15,8) 2(3,5) 0(0,0) 29(50,9) 11(19,3) 18(31,6) 14(24,6) 12(21,1) 2(3,5) 57(100,0) Acrílica Tipo de Esquelética ?rótese Completa Total 0(0,0) 11(19,3) 4(7,0) 2(3,5) 2(3,5) 19(33,3) 0(0,0) 6(10,5) 10(17,5) 10(17,5) 0(0,0) 26(45,6) 11(19,3) 1(1,8) 0(0,0) 0(0,0) 0(0,0) 12(21,1) 11(19,3) 18(31,6) 14(24,6) 12(21,1) 2(3,5) 57(100,0) Nas próteses antigas o teste qui-quadrado não é aplicável para as relações entre sexo, arcada e tipo de prótese com Classe de Kennedy. Para as próteses novas o teste qui-quadrado não é aplicável para a relação tipo de prótese com a Classe de Kennedy. Nestas últimas, obtivemos um valor de p estatisticamente sem significado na relação sexo vs Classe de Kennedy (p = 0,668, confirmado pelos testes de valores simétricos) e estatisticamente significativo na relação arcada vs Classe de Kennedy (p = 0,032, também confirmado pelos testes de valores simétricos). Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados Tabela X. Resultados referentes ao tipo de próteses novas e arcada relacionados com a estética Tipo de prótese Arcada Acrílica Esquelética Completa Total Maxilar sup Maxilar inf Total n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Estética Insatisfatória Satisfatória 1 (1,8) 18(31,6) 3 (5,3) 23 (40,4) 0 (0,0) 12(21,1) 4 (7,0) 53 (93,0) 1 (1,8) 27 (47,4) 3 (5,3) 26 (45,6) 4 (7,0) 53 (93,0) Total 19(33,3) 26 (45,6) 12(21,1) 57(100,0) 28(49,1) 29 (50,9) 57 (100,0) Em relação à estética vs o tipo de prótese ei/sa arcada, o teste do quiquadrado não foi aplicável. Comparando a opinião do paciente com a do clínico, foi coincidente em 52 (91,2 %) próteses na 2a e 3â consultas (Tabela XI). Tabela XI. Resultados referentes à opinião do clínico vs paciente na 2e 3consultas sobre as próteses novas Clínico 2a consulta 3a consulta Paciente Insatisfatória n (%) Satisfatória n (%) Total n (%) Insatisfatória n (%) Satisfatória n (%) Total n (%) Insatisfatória 0 (0,0) 4 (7,0) 4 (7,0) 0 (0,0) 4 (7,0) 4 (7,0) Estética Satisfatória 1 (1.8) 52(91,2) 53 (93,0) 1 (1,8) 52(91,2) 53 (93,0) Total 1 (1,8) 56 (98,2) 57(100,0) 1 (1,8) 56 (98,2) 57(100,0) No que diz respeito à opinião do clínico vs paciente, sendo as duas exactamente iguais, não foi possível aplicar o teste do qui-quadrado. De acordo com os valores encontrados na EVA e comparando a opinião do paciente na 2e 3ã consultas verificou-se que em 51 (89,5 %) próteses a opinião manteve-se, em 4 (7,0 %) melhorou e em 2 (3,5 %) piorou. Pelo teste do qui-quadrado obtivemos um valor de p (p = 0,414, confirmado pelos testes de valores simétricos), estatisticamente sem significado (Quadro I). Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 39 Resultados Observamos ainda que a maioria dos pacientes assinalou na EVA o correspondente ao grau 9 (excelente = 10), e que a satisfação (valor mínimo) passou de grau 2 na 2consulta para grau 5 na 3§ (Quadro I). Quadro I. Comparação entre a 2e 3consultas - opinião do paciente sobre a estética n P 2aconsulta 3aconsulta 2a Mediana 9 9 2a consulta x 3aconsulta 4b 0,414 Min 2 5 51° Min 57 Max. 10 10 a 3a consulta/paciente/estética < 2a consulta/paciente/estética b 3ã consulta/paciente/estética > 2consulta/paciente/estética c 3a consulta/paciente/estética = 2consulta/paciente/estética No que diz respeito à opinião do clínico verificou-se não ser estatisticamente significativa no que diz respeito à avaliação da estética das 57 próteses na 2e 3ã consultas (Quadro II). Quadro II. Comparação entre a 2e 3consultas - opinião do clínico sobre a estética n P 2a consulta x 3aconsulta 0" ob 57e 57 1 a 3a consulta/clínico/estética < 2consulta/clínico/estética b 3a consulta/clínico/estética > 2a consulta/clínico/estética c 3consulta/clínico/estética = 2a consulta/clínico/estética 40 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados 2.3.6. Fonética a) Prótese Antiga Toda a população (n = 23, 100 %) que usava próteses antigas (n = 37) estava satisfeita, independentemente do sexo, idade, tipo de prótese e arcada. Ao relacionar a fonética com os parâmetros anteriores não foi possível aplicar o teste do qui-quadrado. Comparando a opinião do paciente com a do clínico verificou-se que era coincidente em 37 (100 %) observações (Tabela XII). O teste do qui-quadrado também não pôde ser aplicado. Tabela XII. Resultados referentes à opinião do paciente vs clínico sobre as próteses antigas ^^^^ Clínico Paciente ^^^^ Insatisfatória Satisfatória Total _; n (%) n (%) n (%) Insatisfatória 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Fonética Satisfatória 0 (0,0) 37 (100,0) 37 (100,0) Total | 0 (0,0) 37 (100,0) 37(100,0) b) Prótese Nova A população estava satisfeita com 52 (91,2 %) das 57 próteses. Registamos que 28 (90,3 %) próteses novas colocadas nos pacientes do sexo masculino e 24 (92,3 %) colocadas nos pacientes do sexo feminino, proporcionaram satisfação. Relativamente à classe de idades, verificamos que 100 % (13/13) da população com menos de 44 anos, 87,5 % (21/24) entre os [45,64] e 90,0 % (18/20) com mais de 65 anos estavam satisfeitos (Tabela XIII). Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 41 Resultados Tabela XIII. Resultados referentes ao sexo e classe de idades relacionados com a fonética nos pacientes com próteses novas Sexo Classe Idades Feminino Masculino Total <44 [45,64] >65 Total n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Insatisfatória 2 (3,5) 3 (5,3) 5 (8,8) 0 (0,0) 3 (5,3) 2 (3,5) 5 (8,8) Fonética Satisfatórja 24(42,1) 28 (49,1) 52 (91,2) 13 (22,8) 21 (36,9) 18(31,5) 53 (93,0) Total 26 (45,6) 31 (54,4) 57 (100,0) 13(22,8) 24 (42,2) 20 (35,1) 57(100,0) Nas relações referidas anteriormente (fonética vs sexo e vs as classes de idades) o teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado. No que diz respeito ao tipo de prótese, 96,1 % (25/26) dos pacientes que colocaram próteses esqueléticas estavam satisfeitos com a fonética. Os pacientes reabilitados com próteses acrílicas completas e parciais apresentavam satisfação em 91,7 % (11/12) e 84,2 % (16/19), respectivamente (Tabela XIV). Verificamos que é indiferente o facto desta ser colocada no maxilar superior ou inferior (n = 28, 89,3 % vs n = 29, 93,0 %) (Tabela XIV). Tabela XIV. Resultados referentes ao tipo de próteses novas e arcada relacionados com a fonética Acrílica Esquelética Completa Total Maxilar sup Maxilar inf Total n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Insatisfatória 3 (5,3) 1 (1,8) 1 (1,8) 5 (8,8) 3 (5,3) 2 (3,5) 5 (8,8) Fonética satisfatória 16(28,1) 25 (43,9) 11 (19,3) 52(91,2) 25 (43,9) 27 (47,4) 52(91,2) Total 19(33,3) 26 (45,6) 12(21,1) 57(100,0) 28(49,1) 29 (50,9) 57 (100,0) Nas relações referidas anteriormente (fonética vs tipo de prótese e vs a arcada) o teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado. 42 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados Comparando a opinião do paciente com a do clínico na 2e 3consultas a opinião foi coincidente em 51 (89,5 %) avaliações de próteses, na 2consulta e 44 (77,2 %) na 3ê consulta (Tabela XV). Tabela XV. Resultados referentes à opinião do clínico vs paciente na 2e 2>- consultas sobre as próteses novas 2a consulta 3' consulta ^^s_ Clínico Insatisfatória Satisfatória Total Insatisfatória Satisfatória Total Paciente""\ . n (%) n(%) n (%) n (%) n (%) n (%) Insatisfatória 0 (0,0) 5 (8,8) 5 (8,8) 5 (8,8) 4 (7,0) 9(15,8) Fonética Satisfatória 1 (1,8) 51 (89,5) 52(91,2) 9(15,8) 39 (68,4) 48 (84,2) Total 21 (35,6) 56 (98,2) 57(100,0) 14(24,6) 43 (75,4) 57 (100,0) Na relação referida anteriormente (opinião do paciente vs clínico) o teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado. Comparando a opinião do paciente na 2e 3ã consultas sobre a fonética verificou-se que em 9 (15,8 %) próteses melhorou, em 5 (8,8 %) piorou e em 43 (75,4 %) manteve-se. Pelo teste de qui-quadrado o valor de p (p = 0,285, confirmado pelos testes de valores simétricos) não é significativo (Quadro III). Observou-se a mediana de 9 e quanto ao valor mínimo e máximo respondido verificou-se que não sofreu alteração da 2para 3consultas (Quadro III). Quadro III. Comparação entre a 2e 3ê consultas - opinião do paciente sobre a fonética n P 2aconsulta 3aconsulta 5a Mediana 9 9 2a consulta x 3aconsulta 9b 43c 0,285 Min. 4 4 57 Max. 10 10 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados a 3a consulta/paciente/fonética < 2consulta/paciente/fonética b 3ã consulta/paciente/fonética > 2consulta/paciente/fonética c 3a consulta/paciente/fonética = 2a consulta/paciente/fonética No que diz respeito à opinião da observadora, na avaliação de 7 (12,3 %) próteses verificou-se melhoria da fonética do paciente da 2para a 3consulta e em 50 (87,7 %) próteses a fonética não sofreu alteração. O valor de p (p=0,008, confirmado pelos testes de valores simétricos) é estatisticamente significativo (Quadro IV). Quadro IV. Comparação entre a 2e 3ã consultas - opinião do clínico sobre a fonética n P 2a consulta x 3aconsulta 0* 7b 50c 57 0,008 a 3a consulta/clínico/fonética < 2~ consulta/clínico/fonética b 3a consulta/clínico/fonética > 2consulta/clínico/fonética c 3ã consulta/clínico/fonética = 2consulta/clínico/fonética 2.3.7. Retenção e estabilidade a) Prótese Antiga Os pacientes referiram boa retenção/estabilidade em 11 (29,7 %) das próteses, alguma retenção/estabilidade em 17 (45,9 %) e nenhuma em 9 (24,3 %) (Tabela XVI). No que diz respeito ao sexo, 23 (71,8 %) das próteses usadas pelos pacientes do sexo feminino proporcionaram satisfação. Já nos pacientes do sexo masculino todos apresentavam alguma ou boa satisfação (Tabela XVI). Verificamos que 11 (84,6 %) das 13 próteses usadas pelos pacientes pertencentes ao grupo etário entre [45,64], 15 (71,4 %) das 21 próteses usadas pelos pacientes com mais de 65 anos e 2 (66,7 %) das 3 próteses usadas 44 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados pelos pacientes com idade inferior a 44 anos, proporcionaram satisfação (Tabela XVI). Tabela XVI. Resultados referentes ao sexo e classe de idades relacionados com a retenção e a estabilidade nos pacientes com próteses antigas Sexo Feminino Masculino n (%) n (%) Nenhuma 9 (24,3) 0 (0,0) Retenção Estabilidade Alguma Boa 14(37,8) 9 (24,3) 3(8,1) 2 (5,4) Total 32 (86,5) 5(13,5) Classe Idades Total <44 [45,64] >65 Total n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) 9 (24,3) 1 (2,7) 2 (5,4) 6(16,2) 9 (24,3) 17(45,9) 2 (5,4) 6(16,2) 9 (24,3) 17 (45,9) 11 (29,7) 0 (0,0) 5 (13,5) 6(16,2) 11 (29,7) 37(100,0) 3(8,1) 13(35,1) 21 (56,7) 37(100,0) Nas relações referidas anteriormente (retenção/estabilidade vs sexo e vs as classes de idades) o teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado. Os pacientes reabilitados com 80 % das 5 próteses esqueléticas, 80 % das 25 próteses acrílicas e 57,1 % das 7 próteses completas referiram satisfação. Das 16 próteses colocadas no maxilar superior 81,3 % (n = 13) proporcionaram satisfação. No maxilar inferior foi referida satisfação com 71,4 % (n = 15) das 21 próteses colocadas (Tabela XVII). Tabela XVII. Resultados referentes ao tipo de próteses antigas e arcadas relacionados com a retenção e a estabilidade Tipo de prótese Arcada Acrílica Esquelética Completa Total Maxilar sup Maxilar inf Total n(%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Nenhuma 5(13,5) 1 (2,7) 3(8,1) 9 (24,3) 3(8,1) 6(16,2) 9 (24,3) Retenção Alguma 12(32,4) 3(8,1) 2 (5,4) 17(45,9) 9 (24,3) 8(21,6) 17 (45,9) Boa 8(21,6) 1 (2,7) 2 (5,4) 11 (29,7) 4(10,8) 7(18,9) 11 (29,7) Total 25 (67,6) 5 (13,5) 7(18,9) 37(100,0) 16(43,2) 21 (56,8) 37(100,0) Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 45 Resultados Nas relações referidas anteriormente, tipo de prótese e arcada com retenção, o teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado. Comparando a opinião do paciente com a do clínico verificou-se que foi idêntica em 25 (67,6 %) avaliações de próteses antigas (Tabela XVIII). Tabela XVIII. Resultados referentes à opinião do clínico vs a do paciente Clínico Paciente ^^^^ Nenhuma Alguma Boa Total Nenhuma 5(13,5) 4(10,8) 0 (0,0) 7(17,9) Retenção Alguma Estabilidade _ Boa 2 (5,4) 0 (0,0) 15(40,5) 6(16,2) 0 (0,0) 5(13,5) 17(45,9) 11 (29,7) Total 7(18,9) 25 (67,6) 5(13,5) 37 (100,0) Na relação referida anteriormente (opinião do paciente vs clínico) o teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado. b) Prótese Nova próteses, alguma retenção/estabilidade em 22 (38,6 %) e nenhuma em 2 (3,5 %) (Tabela XIX). Registamos que todas as próteses novas colocadas nos pacientes do sexo feminino e 93,5 % das 31 próteses colocadas nos do sexo masculino proporcionaram satisfação (Tabela XIX). Apenas 1 (n = 13) prótese colocada num paciente com idade inferior a 44 anos e 1 (n = 24) na faixa etária [45,64] proporcionaram nenhuma retenção. As restantes próteses colocadas apresentavam alguma ou boa retenção/estabilidade (Tabela XIX). 46 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados Tabela XIX. Resultados referentes ao sexo e classe de idades relacionados com a retenção e a estabilidade nos pacientes com próteses novas Classe Idades [45,64] >65 Total n (%) n (%) n (%) 1 (1,8) 0 (0,0) 2 (3,5) 11 (19,3) 8(14,1) 22 (38,6) 12(21,0) 12(21,1) 33 (57,9) 24 (42,2) 20(35,1) 57 (100,0) Nas relações referidas anteriormente (retenção vs sexo e vs as classes de idades) o teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado. Todos os pacientes referiram alguma ou boa retenção/estabilidade com a colocação de próteses esqueléticas, 18 (94,7 %) com a colocação de próteses acrílicas e 11 (91,7 %) com próteses completas (Tabela XX). Relativamente à arcada reabilitada, apenas 2 (3,5 %) das 57 próteses colocadas não tinham retenção, ambas na arcada mandibular (Tabela XX). Tabela XX. Resultados referentes ao tipo de próteses novas e arcada relacionados com a retenção e a estabilidade Tipo de prótese Arcada Acrílica Esquelética Completa Total Maxilar sup Maxilar inf Total n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Nenhuma 1 (1,8) 0 (0,0) 1 d,8) 2 (3,5) 0 (0,0) 2 (3,5) 2 (3,5) Retenção Alguma 5 (8,8) 12(21,1) 5 (8,8) 22 (38,6) 9 (15,8) 13(22,8) 22 (38,6) Boa 13(22,8) 14 (24,6) 6(10,5) 33 (57,9) 19(33,3) 14 (24,6) 33 (57,9) Total 19(33,3) 26 (45,6) 12(21,1) 57(100,0) 28(49,1) 29 (50,9) 57 (100,0) Nas relações referidas anteriormente (retenção vs tipo de prótese e vs arcada) o teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado. bexo Feminino Masculino Total <44 n (%) n (%) n (%) n (%) Nenhuma 0 (0,0) 2 (3,5) 2 (3,5) 1 (1,8) Retenção Alguma Estabilidade Boa 11 (19,3) 15 (26,3) 11 (19,3) 18(31,6) 22 (38,6) 33 (57,9) 3 (5,3) 9(15,8) Total 26 (45,6) 31 (54,4) 57(100,0) 13(22,8) Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 47 Resultados Comparando a opinião do paciente com a do clínico na 2e 3a consultas foi coincidente em 33 (57,9 %) avaliações de próteses na 2consulta e em 28 (49,1 %) na 3ê consulta (Tabela XXI). Tabela XXI. Resultados referentes à opinião do clínico vs paciente 2aconsulta 3aconsulta Paciente Nenhuma Alguma Boa Total Nenhuma Alguma Boa Total Nenhuma 0 (0,0) 5 (8,8) 1(1,8) 6(10,5) 0 (0,0) 3 (5,3) 3 (5,3) 6(10,5) Retenção Alguma 0 (0,0) 9(15,8) 13(22,8) 22 (38,6) 0 (0,0) 5 (8,8) 17(29,8) 22 (38,6) Estabilidade Boa 0 (0,0) 5 (8,8) 19 (33,3) 24(42,1) 29 (50,9) 0 (0,0) 6 (10,5) 23 (40,4) 29 (50,9) Total 0 (0,0) 5 (8,8) 19 (33,3) 38 (66,7) 57(100,0) 0 (0,0) 14(24,6) 43 (75,4) 57 (100,0) Na relação referida anteriormente (opinião do paciente vs clínico) o teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado. Comparando a opinião do paciente na 2e na 3consultas, verificou-se que em 15 próteses melhorou, em 36 manteve-se e em 6 piorou. Neste caso o valor de p = 0,1 não é significativo. Verificamos que a mediana foi de 8 na 2consulta eôe 9 na 3consulta e queWVaíores;m íhTrrio e máximo não sofreram alteração de uma consulta para a outra (Quadro V). Quadro V. Comparação entre a 2e 3consultas - opinião do paciente sobre a retenção/estabilidade n P 2*consulta 3aconsulta 6a Mediana 8 9 2* consulta x 3aconsulta 15" 0,1 Min. 2 2 36c Min. 57 Max. 10 10 a 3a consulta/paciente/retenção < 2a consulta/paciente/retenção b 3a consulta/paciente/retenção > 2a consulta/paciente/retenção c 3a consulta/paciente/retenção = 2a consulta/paciente/retenção 48 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados Tabela XXVII. Resultados referentes à satisfação dos pacientes portadores de próteses novas relacionadas com os vários parâmetros estudados Satisfação Nenhuma Razoável Completa Total n (%) n (%) n (%) n (%) No 1sciclo 4 (7,0) 13 (22,8) 21 (36,8) 38 (66,7) Escolaridade 2e e 3fi ciclo 1 (1,8) 1 (1,8) 15(26,3) 17(29,8) Secundário 0 (0,0) 2 (3,5) 0 (0,0) 2 (3,5) Total 5 (8,8) 16(28,1) 36 (63,2) 57(100,0) Ausente 3 (5,3) 12(21,1) 34 (59,6) 49 (86,0) Patologia Oral Estomatite Úlcera 0 (0,0) 2 (3,5) 2 (3,5) 2 (3,5) 0 (0,0) 2 (3,5) 2 (3,5) 6(10,5) Total 5 (8,8) 16(28,1) 36 (63,2) 57 (100,0) "Cl. 0" 1 (1.8) 7(12,3) 3 (5,3) 11 (19,3) Cl.l 3 (5,3) 5 (8,8) 10(17,5) 18(31,6) CI. Kennedy Cl.ll Cl.Ill 1 (1,3) 0 (0,0) 2 (3,5) 1 (1,8) 11 (19,3) 11 (19,3) 14(24,6) 12(21,1) CI.IV 0 (0,0) 1 (1,8) 1 d,8) 2 (3,5) Total 5 (8,8) 16(28,1) 36 (63,2) 57(100,0) Contínuo 4 (7,0) 7 (12,3) 18(31,5) 29 (50,9) Tipo de utilização Diurno Refeições 0 (0,0) 1 (1,8) 5 (8,8) 3 (5,3) 9 (33,3) 8 (14,0) 14(24,6) 12(21,0) Outro 2 (3,5) 0 (0,0) 0 (0,0) 2 (3,5) Total 7 (12,3) 15 (26,3) 35(61,4) 57 (100,0) O teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado no caso anterior. Comparando a opinião do paciente na 2ã e na 3consultas, verificou-se que em 15 próteses melhorou, em 39, manteve-se e em 3, piorou, (p = 0,016, estatisticamente significativo). O valor correspondente à mediana passou de 7 para 8 da 2ã para a 3à consultas, o valor mínimo manteve-se igual a 1 (Quadro VII). Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 55 Resultados Quadro VII. Comparação entre a 2e 3consultas - opinião do paciente sobre a satisfação n P 2aconsulta 3aconsulta 3a Mediana 7 8 2a consulta x 3aconsulta 15b 39° 0,016 Min. 1 1 57 Max. 10 10 a 3a consulta/paciente/satisfação < 2a consulta/paciente/satisfação b 3a consulta/paciente/satisfação > 2a consulta/paciente/satisfação c 3a consulta/paciente/satisfação = 2a consulta/paciente/satisfação 2.3.9. Mastigação a) Prótese Antiga No que diz respeito às próteses antigas, 15 (40,5 %) proporcionaram ao paciente uma boa mastigação, 17 razoável (45,9 %) e 5 impossível (13,5 %). Das 32 próteses colocadas em pacientes do sexo feminino e das 5 colocadas em pacientes do sexo masculino, respectivamente 43,8 % e 20,0 % levaram a uma mastigação boa (Tabela XXVIII). Relativamente às classes de idades, todos os pertencentes ao grupo com idade inferior a 64 anos possuíam mastigação razoável ou boa. Das 21 próteses presentes em pacientes com mais de 65 anos 76,2 % (16/21) proporcionaram satisfação razoável e boa (Tabela XXVIII). Tabela XXVIII. Resultados referentes ao sexo e classe de idades relacionados com a mastigação nos pacientes com próteses antigas Sexo Feminino Masculino Total n (%) n (%) n (%) Classe Idades <44 [45,64] >6S Total n(%) n(%) n(%) n (%) Impossível Mastigação Ra2oável Boa Total 5(13,5) 0(0,0) 5(13,5) 13(35,1) 4(10,8) 17(45,9) 14 (37,8) 1 (2,7) 15 (40,5) 32(86,5) 5(13,5) 37(100,0) 0(0,0) 0(0,0) 5(13,5) 5(13,5) 1(2,7) 7(18,9) 9(24,3) 17(45,9) 2(5,4) 6(16,2) 7(18,9) 15(40,5) 3(8,1) 13(35,1) 21(56,7) 37(100,0) 56 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados Não foi possível aplicar o teste do qui-quadrado nas relações mastigação com o sexo e com as classes de idades. Verificamos que todos os pacientes que tinham próteses esqueléticas apresentam mastigação razoável ou mesmo boa. Das 25 próteses acrílicas e das 7 completas presentes, 40,0 % (n = 10) e 42,9 % (n = 3), respectivamente, proporcionaram boa mastigação (Tabela XXIX). Quanto às arcadas reabilitadas das 16 próteses presentes no maxilar superior e das 21 próteses presentes no maxilar inferior, 43,8 % (n = 7) e 38,1 % (n = 8), respectivamente, proporcionaram mastigação boa aos pacientes (Tabela XXIX). Tabela XXIX. Resultados referentes ao tipo de próteses antigas e arcadas relacionados com a mastigação Tipo de prótese Arcada Acrílica Esquelética Completa Total Maxilar sup Maxilar inf Total n (%) n (%) n(%) n (%) n (%) n (%) n (%) Impossível 3(8,1) 0 (0,0) 2 (5,4) 5 (13,5) 1 (2,7) 4(10,8) 5(13,5) Mastigação Razoável 12(32,4) 3(8,1) 2 (5,4) 17(45,9) 8(21,6) 9 (24,3) 17 (45,9) Boa 10 (27,0) 2 (5,4) 3 (8,1) 15 (40,5) 7(18,9) 8(21,6) 15 (40,5) Total 25 (67,6) 5(13,5) 7(18,9) 37(100,0) 16(43,2) 21 (56,8) 37 (100,0) O teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado nas relações mastigação com o tipo de prótese e com a arcada. b) Prótese Nova No que diz respeito às próteses novas, 31 (54,4 %) proporcionaram ao paciente uma boa mastigação. Das 26 próteses colocadas em pacientes do sexo feminino e das 31 colocadas em pacientes do sexo masculino respectivamente 46,2 % (n = 12) e 61,3 % (n = 19) levaram a uma boa mastigação (Tabela XXX). Das 13 próteses colocadas em pacientes com idade inferior a 44 anos, das 24 próteses colocadas entre [45,64] e das 20 colocadas em pacientes com idade superior a 65 anos, proporcionaram boa mastigação respectivamente, em 69,2 % (n = 9), 45,8 % (n = 11) e 55,0 % (n = 11) (Tabela XXX). Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 57 Resultados Tabela XXX. Resultados referentes ao sexo e classe de idades relacionados com a mastigação nos pacientes com próteses novas Sexo Classe Idades Feminino Masculino Total <44 [45,64] >65 Total n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Impossível 3 (5,3) 6(10,5) 9(15,8) 1 (1,8) 7(12,3) 1 d,8) 9(15,8) Mastigação Razoável 11 (19,3) 6(10,5) 17(29,8) 3 (5,3) 6 (10,6) 8(14,1) 17(29,8) Boa 12(21,1) 19(33,3) 31 (54,4) 9(15,8) 11 (19,3) 11 (19,3) 31 (54,4) Total 26 (45,6) 31 (54,4) 57(100,0) 13(22,8) 24 (42,2) 20(35,1) 57 (100,0) Nas relações referidas anteriormente (mastigação vs sexo e vs as classes de idades) o teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado. Verificamos que 14 das 26 próteses esqueléticas colocadas proporcionaram aos pacientes boa mastigação (53,8 %). Das 19 próteses acrílicas e das 12 próteses completas colocadas, 68,4 % (n = 13) e 33,3 % (n = 4), respectivamente, proporcionaram boa mastigação (Tabela XXXI). Quanto às arcadas reabilitadas, das 28 próteses colocadas no maxilar superior e das 29 próteses colocadas no maxilar inferior, 67,8 % (n = 19) e 41,4 % (n = 12), respectivamente, proporcionaram boa mastigação aos pacientes (Tabela XXXI). Tabela XXXI. Resultados referentes ao tipo de próteses novas e arcada relacionados com a mastigação Tipo de prótese Arcada Acrílica Esquelética Completa Total Maxilar sup Maxilar inf Total n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Impossível 3 (5,3) 3 (5,3) 3(5,3) 9(15,8) 2 (3,5) 7 (12,3) 9(15,8) Mastigação Razoável 3 (5,3) 9 (15,8) 5 (8,8) 17(29,8) 7(12,3) 10 (17,5) 17 (29,8) Boa 13(22,8) 14(24,6) 4 (7,0) 31 (54,4) 19(33,3) 12(21,1) 31 (54,4) Total 19(33,3) 26 (45,6) 12(21,1) 57(100,0) 28 (49,1) 29 (50,9) 57(100,0) Nas relações referidas anteriormente (mastigação vs tipo de prótese e vs arcada) o teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado. 58 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados Comparando a opinião do paciente na 2e na 3â consultas, verificou-se que em 21 próteses melhorou, em 33 manteve-se e em 3 piorou (p = 0,0001, estatisticamente significativo). O valor da mediana sofreu alteração da 2para a 3consulta, passou de 6 para 8, bem como o valor mínimo que passou de 0 para 1 (Quadro VIII). Quadro VIII. Comparação entre a 2e 3§ consultas - opinião do paciente sobre a mastigação n P 2*consulta 3Bconsulta 3a Mediana 6 8 2a consulta x 3'consulta 21b 33° 0,0001 Min. 0 1 57 Max. 10 10 a 3§ consulta/paciente/mastigação < 2a consulta/paciente/mastigação b 3a consulta/paciente/mastigação > 2B consulta/paciente/mastigação c 3a consulta/paciente/mastigação = 2a consulta/paciente/mastigação 2.3.10. Alteração do paladar a) Prótese Antiga No que diz respeito às próteses antigas, nenhuma provocou alteração total do paladar. Apenas 1 prótese provocou alguma alteração do paladar, num paciente do sexo feminino, entre os [45,65] anos reabilitada com uma prótese acrílica mandibular. b) Prótese Nova No que diz respeito às próteses novas, nenhuma provocou alteração total do paladar (Tabela XXXII). No que diz respeito ao sexo feminino, 23 (40,4 %) próteses e ao sexo masculino, 27 (47,4 %) próteses não provocaram alteração do paladar (Tabela XXXII). Relativamente à classe de idades, nenhum paciente pertencente ao grupo etário a partir dos 65 anos referiu qualquer alteração de paladar. Apenas Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 59 Resultados. 7 (18,9 %) próteses colocadas em idade inferior a 64 anos provocaram alguma alteração do paladar (Tabela XXXII). Tabela XXXII. Resultados referentes ao sexo e classe de idades relacionados com a alteração do paladar nos pacientes com próteses novas Sexo Classe Idades Feminino Masculino Total <44 [45,64] >65 Total n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Nenhuma 23 (40,4) 27 (47,4) 50 (87,7) 11 (19,3) 19(33,3) 20 (35,1) 50 (87,7) Alteração do Alguma 3 (5,3) 4 (7,0) 7(12,3) 2 (3,5) 5 (8,8) 0 (0,0) 7(12,3) Paladar Completa 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Total 26 ( 45,6) 31 (54,4) 57 (100,0) 13(22,8) 24 (42,2) 20(35,1) 57(100,0) O teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado no caso anterior. Verificamos que nenhuma provocou alteração total do paladar. No entanto, 15,8 % (n = 3) das próteses acrílicas, 16,7 % (n = 2) das próteses completas e 7,7 % (n = 2) das próteses esqueléticas provocaram alguma alteração de paladar aos pacientes (Tabela XXXIII). Quanto às arcadas reabilitadas praticamente não existe diferença estatisticamente significativa entre o maxilar superior e inferior (Tabela XXXIII). Tabela XXXIII. Resultados referentes ao tipo de próteses novas e arcada relacionados com a alteração do paladar Tipo de prótese Arcada Acrílica Esquelética Completa Total Maxilar sup Maxilar inf Total n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Nenhuma 16(28,1) 24(42,1) 10(17,5) 50 (87,7) 25 (43,9) 25 (43,9) 50 (87,7) Alteração do Alguma 3 (5,3) 2 (3,5) 2 (3,5) 7 (12,3) 3 (5,3) 4 (7,0) 7 (12,3) Paladar Completa 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Total 19(33,3) 26 (45,6) 12(21,1) 57 (100,0) 28(49,1) 29 (50,9) 57 (100,0) O teste do qui-quadrado mais uma vez não pôde ser aplicado, nas relações entre alteração do paladar com o tipo de prótese e com a arcada. 60 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados Comparando a opinião do paciente na 2e na 3consultas, verificou-se que em 49 próteses manteve-se e em 8 piorou (p = 0,005, estatisticamente significativo). O valor da mediana manteve-se (1) e o máximo passou de 7 para 6 da 2para a 3consulta (Quadro IX). Quadro IX. Comparação entre a 2e 3â consultas - opinião do paciente sobre a alteração do paladar n P 2'consulta 3aconsulta 8a Mediana 1 1 2* consulta x 3*consulta 0b 49° 0,005 Min. 0 0 57 máx. 7 6 a 3* consulta/paciente/alteração paladar < 2a consulta/paciente/alteração paladar b 3a consulta/paciente/alteração paladar > 2a consulta/paciente/alteração paladar c 3a consulta/paciente/alteração paladar = 2a consulta/paciente/alteração paladar 2.3.11. Dor a) Prótese Antiga Da globalidade, só 1 (2,7 %) prótese provocou dor insuportável. Observamos que nenhum paciente do sexo masculino referiu dor. No entanto, das 32 próteses presentes em pacientes do sexo feminino 15,6 % (5/32) provocaram alguma dor ou mesmo dor insuportável. (Tabela XXXIV). No que diz respeito à classe de idades, nenhum paciente com idade inferior a 64 anos referiu dor. Nos pacientes com idade superior a 65 anos 23,8 % (n = 5) das 21 próteses presentes provocaram alguma dor ou mesmo insuportável (Tabela XXXIV). Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 61 Resultados Tabela XXXIV. Resultados referentes ao sexo e classe de idades relacionados com a dor nos pacientes com próteses antigas Sexo Classe Idades Feminino Masculino Total <44 [45,64] >65 Total n (%) n (%) N (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Nenhuma 27 (73,0) 5 (13,5) 32 (86,5) 3(8,1) 13(35,1) 16(43,2) 32 (86,5) Dor Al9uma 4(10,8) 0 (0,0) 4(10,8) 0 (0,0) 0(0,0) 4(10,8) 4(10,8) Insuportável 1 (2,7) 0 (0,0) 1 (2,7) 0 (0,0) 0 (0,0) 1 (2,7) 1 (2,7) Total 32 (86,5) 5(13,5) 37(100,0) 3(8,1) 13(35,1) 21 (56,7) 37(100,0) O teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado nas relações dor com o sexo e com as classes de idades. Verificamos que, das 5 próteses esqueléticas 1 (20 %) provocou dor insuportável, das 25 próteses acrílicas 2 (8,0 %) provocaram alguma dor, das 7 próteses completas 2 (28,6 %) provocaram alguma dor (Tabela XXXV). Quanto às arcadas reabilitadas, no maxilar superior não houve referência de dor por parte dos pacientes. No entanto, 5 das 21 próteses presentes no maxilar inferior provocaram alguma dor ou mesmo insuportável, ou seja 23,8 % (Tabela XXXV). Tabela XXXV. Resultados referentes ao tipo de próteses antigas e arcadas relacionados com a dor Tipo de prótese Arcada Acrílica Esquelética Completa Total Maxilar sup Maxilar inf Total n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Nenhuma 23 (62,2) 4 (10,8) 5(13,5) 32 (86,5) 16(43,2) 16(43,2) 32 (86,5) Dor Alguma 2 (5,4) 0 (0,0) 2 (5,4) 4(10,8) 0 (0,0) 4(10,8) 4(10,8) Dor Insuportável 0 (0,0) 1 (2,7) 0 (0,0) 1 (2,7) 0 (0,0) 1 (2,7) 1 (2,7) Total 25 (67,6) 5 (13,5) 7(18,9) 37 (100,0) 16(43,2) 21 (56,8) 37(100,0) O teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado nas relações dor com o tipo de prótese e com a arcada. 62 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resultados b) Prótese Nova Da globalidade, 50 (87,7 %) próteses não provocaram qualquer dor e nenhuma provocou dor insuportável. Verificamos que 4 (14,8 %) próteses provocaram alguma dor em pacientes do sexo feminino e 3 (8,1 %) em pacientes do sexo masculino (Tabela XXXVI). Relativamente à classe de idades, verificamos que em todos os grupos etários os pacientes referiram alguma dor (Tabela XXXVI). Tabela XXXVI. Resultados referentes ao sexo e classe de idades relacionados com a dor nos pacientes com próteses novas Sexo Classe Idades Feminino Masculino Total <44 [45,64] >65 Total n(%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Nenhuma 22 (38,6) 28(49,1) 50 (87,7) 12(21,0) 20 (35,0) 18(31,6) 50 (87,7) Dor Alguma 4 (7,0) 3 (5,3) 7 (12,3) 1 (1,8) 4 (7,0) 2 (3,6) 7 (12,3) Insuportável 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Total 27 (47,4) 31 (54,4) 57(100,0) 13(22,8) 24 (42,2) 21 (36,8) 57(100,0) O teste do qui-quadrado não pôde ser aplicado nas relações dor com o sexo e as classes de idades. No que diz respeito ao tipo da nova prótese, verificamos que 4 (33,3 %) das 12 próteses completas, 2 (10,5 %) das 19 próteses acrílicas e 1 (3,8 %) das 26 próteses esqueléticas, provocaram dor (Tabela XXXVII). Quanto à arcada reabilitada observamos que 2 das 28 próteses colocadas no maxilar superior e 5 das 29 próteses colocadas no maxilar inferior, respectivamente 7,1 % e 17,2 %, deram origem a alguma dor (Tabela XXXVII). Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 63 Resultados Tabela XXXVII. Resultados referentes ao tipo de próteses novas e arcada relacionados com a dor Tipo de prótese Arcada Acrílica Esquelética Completa Total Maxilar sup Maxilar inf Total n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) n (%) Nenhuma 17(29,8) 25 (43,9) 8(14,0) 50 (87,7) 26 (45,6) 24(42,1) 50 (87,7) Dor A,9uma 2 (3,5) 1 (1,8) 4 (7,0) 7 (12,3) 2 (3,5) 5(8,8) 7(12,3) Insuportável 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) 0 (0,0) Total 19(33,3) 26 (45,6) 12(21,1) 57(100,0) 28(49,1) 29 (50,9) 57(100,0) Comparando a opinião do paciente na 2e na 3consultas, verificou-se que em 2 próteses melhorou, em 37 manteve-se e em 18 piorou (p < 0,0001, estatisticamente significativo). O valor da mediana foi constante (1) na 2e 3ã consultas, no entanto, o valor máximo passou de 10 para 8 (Quadro X). Quadro X. Comparação entre a 2a e 3ã consultas - opinião do paciente sobre a dor n P 2aconsulta 3aconsulta 18a Mediana 1 1 2a consulta x S^consulta 37e < 0,0001 Min. 0 0 57 max. 10 8 a 3a consulta/paciente/dor < 2consulta/paciente/dor b 3a consulta/paciente/dor > 2a consulta/paciente/dor c 3a consulta/paciente/dor = 2a consulta/paciente/dor g4 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Discussão 2.1.6. Motivo de colocação da prótese No nosso estudo o motivo principal de colocação de prótese para 24 (47,1 %) pacientes foi melhorar a mastigação e para 13 (25,5 %) foi melhorar a estética, resultados estes que estão de acordo com Mazurat NM et al. e com Gordon SR et ai. (Figura 5.) 74"76. No entanto, Elias AC et ai. 77, publicaram que, para a grande maioria dos indivíduos, a estética é mais importante que a função. Contudo referiram que factores como a idade, podem alterar o motivo pelo qual os dentes ausentes são substituídos. 3. Exame objectivo intra-oral 3.1. Tipo e Classificação dos desdentados No nosso estudo, nos pacientes com próteses antigas, a Classe I é a mais frequente e a classe IV a menos frequente em ambos os sexos. No maxilar superior existem em maior número a Classe I, III e "Classe 0", enquanto que no maxilar inferior a Classe I é a mais frequente. A menos frequente tanto no maxilar superior como no maxilar inferior é a Classe IV. A maioria da população estudada, que colocou próteses novas, apresenta mais frequentemente Classe I e Classe II, respectivamente nos pacientes do sexo feminino e masculino. Tal como nos indivíduos com próteses antigas, a Classe I é a mais frequente e a classe IV a menos frequente. A Classe III existe na maioria das vezes no maxilar superior, enquanto que a Classe I é mais frequente no maxilar inferior. Também o número de "Classe 0" e Classe II foi maior no maxilar inferior. Em ambas as situações (próteses antigas e novas) a classe I é mais frequente no maxilar inferior e a classe III no maxilar superior. No nosso estudo, todos os pacientes com próteses antigas e novas colocadas em arcadas Classe III e IV apresentam satisfação razoável e/ou completa. Baucic M 71, Tuominem R et ai. 78e Meeuwissen JH et ai. 79 referem que pacientes com menos peças dentárias atribuem menor grau de satisfação da prótese. Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 71 Discussão No entanto, segundo Jeganathan S et al. , a maioria dos pacientes reabilitados com próteses completas estão aparentemente satisfeitos. No nosso trabalho não foi estudada a quantidade de dentes remanescentes, apenas se estudou a população classificando-a segundo as Classes de Kennedy e as suas respectivas subdivisões propostas por Applegate 45,53. Verificamos, uma maior percentagem de insatisfação nos pacientes com extremos livres e com prótese completa, talvez por terem ambas suporte mucoso. No entanto, noutros trabalhos não foram encontradas diferenças significativas quanto à satisfação geral, bem como à retenção, mastigação, estética e conforto, no que diz respeito a próteses com extremos livres ou não 67'80. 3.2. Pesquisa de patologia oral A patologia oral, registada neste estudo incluiu a estomatite profética nos pacientes portadores de próteses antigas e novas e as úlceras nos portadores de próteses novas. Como é conhecido da literatura, as próteses removíveis favorecem o aparecimento de patologia oral, em grande parte devido às dificuldades acrescidas de higiene e ao traumatismo que podem provocar54. Quando associadas ao uso de prótese, as úlceras traumáticas estão relacionadas com bordos proféticos irregulares, ou demasiado extensos, ou com próteses instáveis por motivos oclusais 54. Como factores etiológicos da estomatite protética estão descritos a infecção por fungos, a alteração da fisiologia local pelo uso de prótese, os traumatismos mecânicos, a acumulação de calor, a fermentação e putrefacção de restos alimentares, as agressões químicas, as reacções alérgicas aos materiais da prótese e a diminuição das resistências devida a doenças sistémicas 54, causas que não foram objecto do estudo. 72 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Discussão 3.3. Exame da prótese No que se refere à prótese foram avaliadas as variáveis tipo de utilização da prótese, tipo de prótese, estética, fonética, retenção e estabilidade, satisfação e conforto, mastigação, alteração do paladar e dor. 3.3.1. Tipo de utilização da prótese Onze (29,7 %) próteses antigas usadas continuamente e 7 (18,9 %) de uso diurno proporcionaram satisfação completa, respectivamente em 61,1 % e 38,8 % dos pacientes (n = 18). Dezoito (62,0 %) próteses novas usadas continuamente, 9 (64,2 %) usadas durante o dia e 8 (66,6 %) usada durante o dia com remoção da prótese durante as refeições, proporcionaram satisfação completa respectivamente em 51,4 %, 25,7 % e 22,8 % dos casos (n = 35). Mais de metade dos participantes do estudo realizado por Figueiral MH M usavam as suas próteses continuamente, não fazendo qualquer período de repouso. Valores ainda mais altos foram observados por Bergman e Carlsson TT, num estudo de 32 pacientes, em que o uso contínuo da prótese se observou em 84,0 %. Estes resultados são coincidentes com os do nosso estudo, uma vez que a maioria da nossa população usa também a prótese continuamente. No entanto, no estudo de Zlataric DK et ai. 67, metade dos pacientes usava a prótese apenas durante o dia, facto este não relacionado com a satisfação. 3.3.2. Tipo de prótese Na avaliação das próteses antigas, apenas 1 (7,1 %) das 14 Classe I e 4 (36,4 %) das 11 Classe III tinham sido reabilitadas com prótese esquelética. Na avaliação das próteses novas, 71,4 % das 14 Classe II, 83,3 % das 12 Classe III e 33,3 % das 18 Classe I foram reabilitadas com prótese esquelética. Isto pode significar que os pacientes portadores de próteses antigas possuem próteses acrílicas em maior número, enquanto que os que colocam próteses novas optam na maioria pelas próteses esqueléticas. Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 73 Discussão. Na nossa amostra, os pacientes do sexo feminino colocam mais próteses acrílicas e os do sexo masculino mais próteses esqueléticas. Não foi encontrada diferença significativa na satisfação entre pacientes reabilitados com prótese esquelética e acrílica, no estudo realizado por Van Waas M et ai. 80. Estes resultados não coincidem com os do nosso trabalho, no que diz respeito às próteses antigas e novas, uma vez que em ambas as situações os pacientes apresentam-se mais satisfeitos quando reabilitados com próteses esqueléticas. No que diz respeito às próteses esqueléticas, o seu desenho não tem qualquer influência na satisfação dos pacientes, referem Frank RP et ai. , no estudo que realizaram com 82 pacientes. No nosso estudo não avaliamos o desenho das próteses esqueléticas, pelo que não podemos opinar sobre estes resultados. Os pacientes que colocam prótese pela primeira vez estão menos RR satisfeitos que aqueles que a substituem, segundo Weinstein M et ai. , o que provavelmente se pode explicar pela experiência anterior do uso de prótese. 3.3.3. Estética No que diz respeito à estética, a maioria das próteses antigas e novas proporcionaram satisfação aos pacientes. Nos portadores de próteses antigas a satisfação é encontrada mais frequentemente nos pacientes do grupo etário com idade inferior a 44 anos, provavelmente devido à melhor qualidade de vida física e emocional destes indivíduos. Por outro lado, nos pacientes que colocaram próteses novas houve satisfação completa em praticamente todos os pacientes (93,0 %). A prova estética é feita antes da acrilização definitiva, para podermos ajustar da melhor forma possível a prótese à face do paciente. As opiniões sobre a relação classe de idade vs satisfação são controversas. Estes resultados não coincidem com os apresentados por Newsome et ai. 63 e Wakabayashi N et ai. 28. Estes autores referem que os pacientes mais jovens apresentam menor satisfação do que os mais velhos. Por outro lado, há estudos que demonstram o contrário, explicando que os mais novos têm melhores condições de saúde oral que os mais idosos . Os 74 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Discussão resultados do nosso trabalho coincidem em parte com os do último trabalho referido. No nosso estudo, verificamos que o grau de satisfação dos pacientes é elevado, observando-se a mediana de 9 com valor mínimo de 2 e de 5, respectivamente, na 2e 3ê consultas, o que significa que se assistiu a uma melhoria, apesar de não significativa, da satisfação dos paciente. Dos parâmetros analisados por Weinstein M et ai.66, os graus atribuídos à estética foram também os mais altos. No que diz respeito à opinião do clínico, não houve variações de opinião sobre a estética da 2para a 3â consulta, pois não se introduziu nenhuma alteração. Comparando a opinião do paciente com a do clínico foi coincidente na maioria das vezes. Zalataric DK et ai. 82, num estudo englobando 165 pacientes, verificaram que para os pacientes que atribuíram o pior grau de satisfação relativamente à estética das próteses, este grau foi inferior ao atribuído pelo clínico, enquanto que os pacientes satisfeitos atribuíram melhor grau que o clínico. Na realidade, quando as pessoas comentam sobre a aparência estética dentária, é porque o dentista falhou em conseguir um resultado natural. Os amigos não podem saber como eles se sentem com as próteses, não podem julgar a eficiência na mastigação e na fonética nem as dificuldades que o dentista teve em construir uma prótese aceitável, ou seja não podem atender unicamente ao aspecto estético 83. 3.3.4. Fonética As dificuldades no discurso são transitórias uma vez que a língua tem adaptabilidade considerável 46. Seifert E et ai.M, referem que a colocação de uma prótese interfere com a fonética pois há alterações de volume, bem como muitas vezes da dimensão vertical e horizontal de oclusão. Toda a população que usava próteses antigas, quer fossem acrílicas ou esqueléticas, quer presentes na arcada superior ou inferior, encontrava-se satisfeita, no que diz respeito à fonética. Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 75 Discussão. Relativamente às próteses novas há uma diminuição da satisfação, ainda que ligeira (93,0 % estão satisfeitos), o que provavelmente é explicado pela falta de adaptação à prótese nova. A satisfação com as próteses novas tem a seguinte distribuição: - 90,3 % das próteses novas colocadas em pacientes do sexo masculino, 92,3 % das colocadas em pacientes do sexo feminino, 96,1 % das próteses esqueléticas, 84,2 % das próteses acrílicas e 91,7 % das próteses completas. Determinaram insatisfação 11,4 % das 44 próteses colocadas em pacientes com idade superior a 45 anos, talvez devido à menor capacidade de adaptação deste grupo de pacientes. No que diz respeito às arcadas é indiferente o facto de ser colocado no maxilar superior ou no maxilar inferior. Os nossos resultados são coincidentes com os de Zlataric DK et ai. 67. No nosso estudo, verificamos que o grau de satisfação dos pacientes é elevado, observando-se a mediana de 9 com valor mínimo de 4 na 2e 3consultas, tendo-se assistido a uma melhoria da satisfação dos pacientes. No que diz respeito à opinião do clínico, não houve variações de opinião sobre a fonética da 2para a 3consulta. Comparando a opinião do paciente com a do clínico, no que se refere às próteses antigas, verifica-se que há concordância em 100 % das próteses. Comparando a opinião do paciente com a do clínico referente às próteses novas, foi concordante na maioria das vezes. 3.3.5. Retenção e estabilidade Os resultados referentes à retenção e estabilidade das próteses são muito variáveis de acordo com os diferentes autores, possivelmente porque os — 54 critérios de avaliação nao sao os mesmos . No nosso estudo, os pacientes referem boa retenção em 29,7 % das próteses antigas e 57,9 % das novas, alguma retenção em 45,9 % nas próteses antigas e 38,6 % nas novas, e nenhuma retenção em 24,3 % nas antigas e 3,5 % nas novas, o que se pode explicar pela provável melhor adaptação das próteses novas. 76 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Discussão Peltola et ai., num estudo com 42 indivíduos, consideraram as próteses com boa retenção em 59 % dos casos, moderada em 34 % e má em 7 %. Brunello e Mandikos encontraram 88 pacientes com problemas de retenção nas próteses em 94 casos estudados 2465'85. A comparação destes com os nossos resultados é difícil, dado que nós nos referimos a próteses e não a pacientes, podendo um paciente ser avaliado mais do que uma vez. A maioria da população estudada que colocou próteses antigas e novas diz estar satisfeita com a retenção, resultado este coincidente com o de outro autor55. No que diz respeito às próteses antigas, os pacientes que se encontram mais satisfeitos pertencem à faixa etária [45,64]. Quanto às próteses novas, os que se encontram mais satisfeitos têm idade superior a 65 anos, o que se pode justificar pelo menor grau de exigência destes pacientes. A maioria dos pacientes com próteses antigas e todos os pacientes com próteses novas, referem alguma e boa retenção com as próteses esqueléticas maxilares. Para Bergman e Carlsson 76, 50 % dos 32 pacientes apresentavam a prótese superior com muito boa retenção e 44 % com bastante boa retenção, resultados aproximados aos que verificamos nos pacientes que colocaram próteses novas. Comparando a opinião dos pacientes entre a 2e a 3consulta verificase uma melhoria. A mediana é 8 na 2consulta e 9 na 3a, os pacientes responderam na escala de 2 a 10 na 2â e 3consultas, o que demonstra que a retenção melhorou. Zalataric DK et ai. 82, num estudo englobando 165 pacientes, verificaram que, para os pacientes que atribuíram o pior grau de satisfação relativamente à retenção das próteses, este grau foi inferior ao atribuído pelo clínico, enquanto que os pacientes satisfeitos atribuíram melhor grau que o clínico. No nosso estudo, comparando a opinião do paciente com a do clínico, verifica-se que foi coincidente na maior parte das vezes. Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 77 Discussão. 3.3.6. Satisfação e conforto A maioria das próteses proporcionou satisfação completa aos pacientes. Relativamente às próteses antigas a maior percentagem de satisfação para cada parâmetro estudado foi encontrado nas classes que se seguem: - pacientes com 2e 3Q ciclo, pacientes sem patologia oral, próteses presentes em arcadas Classe II, III e IV de Kennedy, próteses usadas continuamente, usadas há mais de 10 anos, presentes no maxilar superior, próteses esqueléticas, colocadas em pacientes do sexo feminino e presentes em pacientes com idade inferior a 44 anos. Apesar da ausência de significado estatístico, dada a limitação casuística do nosso estudo, estes resultados estão de acordo com os de Figueiral MH 54. As próteses novas colocadas em pacientes com 2e e 38 ciclo, as colocadas em pacientes sem patologia oral, as próteses colocadas em arcadas Classe III e IV de Kennedy, as próteses usadas continuamente e durante o dia, as próteses maxilares, as esqueléticas, as colocadas em pacientes do sexo masculino e as próteses colocadas em pacientes com idade inferior a 44 anos proporcionam satisfação em maior percentagem. Encontramos maior satisfação com as próteses novas o que seria de esperar. Os pacientes do sexo feminino apresentam menor satisfação global do que os do sexo masculino, segundo um estudo realizado por Wakabayashi N et ai 63, cujos resultados são concordantes com os do nosso trabalho. Este aspecto pode ser explicado pelo facto dos pacientes do sexo masculino apresentarem mais Classe III e serem reabilitados com prótese esquelética em maior percentagem. O nosso estudo não permite tirar conclusões acerca da satisfação dos pacientes portadores de próteses parciais e completas, uma vez que os pacientes que possuem próteses completas são em número muito diminuto. Segundo Õelebic A et ai 86, não existe diferença significativa entre ambas no que diz respeito à satisfação geral (estética e conforto). No entanto, segundo este autor os portadores de prótese completa maxilar encontram-se mais satisfeitos com a mastigação, a fonética e a retenção (p < 0,05), enquanto que os pacientes portadores de prótese parcial mandibular, com a retenção e o conforto (p < 0,05). 78 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Discussão Para Brunello DL et ai. , o sucesso do tratamento depende da idade, do sexo, do estado médico e psicológico do paciente. Segundo Yoshida M et ai.87, e Ylòstalo PV et ai.88, os pacientes que se encontram satisfeitos com a vida, estão também satisfeitos com as suas próteses (p < 0,05), o que justifica a influência que o factor psicológico tem nos pacientes portadores de próteses. Berkey et ai. 76, referem que os pacientes com grande auto-estima apercebem-se de poucos problemas dentários. Apesar de, no nosso estudo, não termos avaliado a influência dos factores psicológicos na satisfação dos pacientes portadores de próteses, acreditamos que estes possam determinar uma maior ou menor satisfação dos pacientes. Deste modo, pode-se prever uma maior ou menor capacidade do paciente para usar prótese 87,89. No entanto, esta opinião não é partilhada por outros autores 76. Os resultados obtidos por Davis EL et ai. 45, demonstram que a expectativa criada pelos pacientes antes do tratamento é elevada e a informação dada pelos autores sobre próteses removíveis, na tentativa de diminuir as expectativas, não foi conseguida. Segundo os autores, este facto deve-se provavelmente à necessidade que os pacientes tiveram de justificar as despesas do tratamento protético. Não parece haver consenso entre satisfação e qualidade das próteses. 76,81,90 No entant0; para Wo)ff A et aí 47 essa re|açao exjSte Hakestam U et ai. 91, também concluíram que a qualidade técnica do tratamento protético está associada com a satisfação dos pacientes. No nosso trabalho não foi avaliada a qualidade da prótese, apenas alguns parâmetros relacionados, nomeadamente a retenção. Seria de esperar que os pacientes cujas próteses tivessem maior retenção estivessem mais satisfeitos. No entanto Wakabayashi N et ai. 63, não encontraram relação entre ambos. Peroz I et ai., referiram que existe relação entre a satisfação e a oclusão balanceada e a oclusão com guia canina. Assim, demonstraram que os pacientes reabilitados com o segundo esquema oclusal encontram-se mais satisfeitos com a estética, retenção mandibular e mastigação. Na opinião dos pacientes a fonética e a retenção maxilar não está relacionada com a oclusão. No entanto, o clínico refere que as próteses maxilares perdem retenção nos movimentos excêntricos, sendo mais favorável a oclusão balanceada 92. O Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 79 Discussão. nosso estudo não contempla o tipo de oclusão com que os pacientes foram reabilitados, não podendo portanto estabelecer comparações. Comparando a opinião dos pacientes entre a 2e a 3§ consulta, relativamente à satisfação com o uso da prótese, verifica-se que não existe diferença significativa. Os pacientes responderam na escala de 1 a 10 que a mediana é 7 na 2consulta e 8 na 3-, o que demonstra que a satisfação melhorou. 3.3.7. Mastigação A maior ou menor facilidade de aprender a mastigar quando se coloca uma prótese removível depende do número de dentes a substituir, da idade, do controlo neuromuscular, do tipo e localização da prótese, de considerações estéticas e por fim da preserverança e determinação do paciente. Deve ser feita uma alimentação correcta para facilitar a aprendizagem. Bolachas e tostas devem ser substituídas por pão mole. O paciente deve ser encorajado a cortar pequenos pedaços, mastigar devagar e prolongar o tempo necessário de cada refeição 46,93. A função mastigatória dos pacientes portadores de prótese é pobre quando comparada com a dentição natural94. Os pacientes portadores de próteses antigas referem ter uma mastigação razoável em maior percentagem, facto que pode ser explicado pela habituação à prótese. Por outro lado, os pacientes portadores de próteses novas referem mastigação impossível e boa em maior percentagem, o que pode ser explicado no primeiro caso pela falta de habituação e no segundo caso por uma melhor adaptação à prótese. Os pacientes do sexo masculino portadores de próteses esqueléticas antigas e novas colocadas no maxilar superior estavam satisfeitos maioritariamente com a mastigação. Este aspecto poderá ser atribuído ao facto de os pacientes do sexo masculino terem sido reabilitados em maior percentagem com próteses esqueléticas novas. Baucic M 71 verificou que os pacientes de sexo feminino estavam mais satisfeitos que os de sexo masculino, no que se refere à mastigação, quando reabilitados com próteses mandibulares. Estes resultados não são concordantes com os do nosso estudo no que diz respeito às próteses antigas 80 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Bibliografia 1. 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Todavia, próteses com imperfeições técnicas que não ultrapassem a tolerância fisiológica dos tecidos podem ser bem sucedidas na presença de uma boa relação dentista/paciente. Assim, a satisfação dos pacientes reabilitados com prótese removível é um factor importante no tratamento protético. Este estudo teve como objectivos: 1) Conhecer o grau de satisfação geral referente às próteses e as principais queixas dos pacientes portadores de próteses removíveis; 2) Avaliar o grau de satisfação do paciente com a estética, a fonética, a retenção e a estabilidade, a mastigação, a alteração do paladar, e a dor; 3) Comparar a opinião do paciente relativamente à sua prótese nova em duas consultas espaçadas de 1 semana; 4) Comparar a opinião da investigadora com a do paciente nos parâmetros estudados por ambos. Os pacientes foram observados nas instalações da FMDUP e foi preenchida a respectiva ficha clínica (Anexo II). Dos 58 pacientes avaliados com as características referidas, 7 foram excluídos por não comparência às consultas. Os 51 pacientes que concluíram o estudo foram distribuídos por dois grupos: portadores de prótese dentária removível antiga (n = 23) e portadores de prótese dentária removível nova (n = 36). Oito dos pacientes foram incluídos nos dois grupos uma vez que possuíam prótese antiga e encontravam-se a colocar nova prótese. Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 99 Resumo De l'échantillon global des 94 prothèses, 37 prothèses anciennes et 57 nouvelles ont été évaluées séparément. Relativement à notre étude, les résultats suivants, ayant une signification statistique, ont été enregistrés: S Relation Arcade vs Classe Kennedy pour les prothèses neuves : ■ Placement de prothèses en plus grand nombre dans les classes III et I pour la mâchoire supérieure et dans les classes II et I pour la mâchoire inférieure. y Esthétique : ■ Prothèse ancienne - Opinion du patient vs praticien, coïncident dans 67,6 % des cas. S Phonétique : ■ Prothèse neuve - L'opinion de l'observatrice s'est maintenue constante pour 50 prothèses et s'est améliorée pour 7 d'entre elles. V Satisfaction et confort : ■ Prothèse neuve - l'opinion du patient, dans les 2eme et 3?™* consultations, s'est maintenue dans 39 cas, s'est améliorée dans 15 cas et s'est empirée dans 3 cas. ■S Mastication : ■ Prothèse neuve - l'opinion du patient, dans les 2eme et 3eme consultations, s'est maintenue dans 33 cas, s'est améliorée dans 21 cas et s'est empirée dans 3 cas. •S Altération du goût : ■ Prothèse neuve - l'opinion du patient, dans les 2eme et 3eme consultations, s'est maintenue dans 49 cas et s'est empirée dans 8 cas. S Douleur : ■ Prothèse neuve - l'opinion du patient, dans les 2eme et 3eme consultations, s'est maintenue dans 37 cas, s'est améliorée dans 2 cas et s'est empirée dans 18 cas. 108 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Resumo Notre étude évalue le degré de satisfaction de patients porteurs de prothèses dentaires amovibles. Pour la population étudiée nous pouvons conclure que : > Les patients porteurs de prothèses dentaires amovibles réhabilités dans la consultation de médecine dentaire de la FMDUP sont, en majorité, satisfaits; > Le principal motif référé par les patients pour le placement d'une prothèse est l'amélioration de la qualité de mastication; > Aucune association entre la satisfaction des patients et les variables étudiées n'a été trouvée ; > Dans tous les paramètres, une amélioration de la 2ème à la 3ème consultation a été notée ; > L'opinion de l'investigatrice a été en accord avec celle du patient une majorité de fois dans les paramètres évalués. Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 109 Anexos Anexos Anexo I. Declaração de consentimento informado De acordo com as recomendações "Declaração de Helsínquia" da Associação Médica Mundial (Helsínquia 1964; Tóquio 1975; Veneza 1983; Sommerset West 1996; Edimburgo 2000; Washington 2002). Designação do estudo: " Avaliação do grau de satisfação dos portadores de prótese removível" Eu, abaixo assinado (a), , compreendi a explicação que me foi fornecida acerca do estudo em que irei participar, tendo-me sido dada a oportunidade de fazer as perguntas que julguei necessárias. Tomei também conhecimento de que, de acordo com as recomendações da declaração de Helsínquia, a informação ou explicação que me foi prestada versou os objectivos, os métodos, os benefícios previstos e a ausência de riscos. Por isso, consinto em participar nos estudos, respondendo a todas as questões propostas, permitindo o exame intra-oral necessário. Porto, de de 2004 Assinatura: Pela investigadora responsável Assinatura: Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 113 Anexos Anexo II. Ficha clínica Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto Mestrado de Reabilitação Oral Avaliação do grau de satisfação de pacientes portadores de prótese removível 1a Parte I. Identificação 1. N9 do paciente:. 2. N9 do processo da FMDUP: 3. Data: / / 4.Nome: 5. Data de nascimento / / 6. Idade: anos 7. Sexo: o Q F IQM 8. Raça: 1 [ ] Caucasiana 2 Q Negra 3I | Outra_ 9. Escolaridade: (anos completos de escolaridade) 10. Residência: . 11. Telefone: /_ 11. Condição clínica Estado de saúde geral 12. Doenças relevantes passadas: o Q Não 1 \_J Sim 12.1 Qual? -1 -14 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Anexos 13. Doenças relevantes actuais: o [ ] Não 1 [ ] Sim 13.1 Qual? 14. Medicação actual: o [ ] Não 1 [ ] Sim 14.1 Qual? Saúde Oral 15. Vai ao dentista: 1 \_J Quando tem queixas 2 [ J Regularmente 16. Causa da perda dos dentes: o Q Acidente 1 [ ] Doença Periodontal 2 L J Cárie 3 [~] Outra 16.1 Qual? 18. Tipo de desdentação: 19. Motivo de colocação de prótese: o| | Mastigação 11 | Estética 2 Q Fonética 3I |Outra 19.1 Qual? História da prótese 20. Já usava prótese? o {_} Não 1 [~] Sim 22. Tipo de prótese: 22.1 Maxilar: o [_J Total 1Q Parcial i LJ Esquelética ii Qj Acrílica c/ ganchos \\\[_ J Acrílica s/ ganchos 22.2 Mandibular: o Q Total 1Q Parcial i [[J Esquelética n £ ] Acrílica c/ ganchos IIILJ Acrílica s/ ganchos 17. Hábitos parafuncionais: oQ]Não i[Z]Sim 17_ 17.1 Quais? 17.1 18a1 18a Maxilar: 1 o LJ Total i[J Parcial 2 Classificação de Kennedy/Appelegate: i8a2 18b Mandibulars o | | Total i[] Parcial ]8b1 2 Classificação de Kennedy/Appelegate: 18b2 19_ 19.1 20 20.1 Há quanto tempo? (a última prótese) 20.1. 21. Tipo de utilização: o □ Contínuo 1 □ Diurno 2Q Refeições 3 □ 21. Outro 21.1 21.1 Qual? 22.1 22.2 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível •) -| 5 Anexos 23. Motivo de substituição: o[_~\ Retenção/Estabilidade i[ ] Mastigação 2 [ ] Estética 3Q ] Fonética 4 []] Outra 24. Opinião subjectiva do(a) paciente vs opinião objectiva do clínico em relação a: 24. a) Estética I. Maxila 1. insatisfatória satisfatória 2. o[_ insatisfatória ^[_ | satisfatória II. Mandíbula 1 . insatisfatória satisfatória 2. o[_ insatisfatória i[ ; satisfatória 24. b) Fonética 1. má boa 2. o[] insatisfatória i| | satisfatória 24. c) Retenção/Estabilidade I. Maxila 1. nenhuma 2. oQj Nenhuma i| | Alguma 2Q Boa II. Mandíbula 1. nenhuma ______ 2. o[] i Nenhuma i| | Alguma 2^] Boa 24. d) Satisfação/Conforto I. Maxila 1. nenhuma boa boa completa II. Mandíbula 1. nenhuma 24. e) Mastigação I. Maxila 1. impossível completa boa II. Mandíbula 1. impossível boa 24.al1 24.al2 24.all1 24.all2 24.b1_ 24.D2 24.CI1 24.CI2 24.cll1_ 24.cll2_ 24.dl1_ 24.dll1_ 24.el1 24.ell1_ 116 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Anexos 24. f) Alteração do paladar 1. nenhuma total 24 f1 24. g) Dor I. Maxila " i! 1. nenhuma _^___^ insuportável II. Mandíbula 24-9'n. 1. nenhuma insuportável 25. Tipo da nova prótese: 25.1 Maxilar: o [J Total 1 [ ] Parcial 25.1. i (__] Esquelética 111 | Acrílica c/ ganchos m LJ Acrílica s/ ganchos 25.2 Mandibular: o [__ Total 1 [__] Parcial 25.2 i [J Esquelética H Q Acrílica c/ ganchos m __j Acrílica s/ ganchos 26. Presença de patologia oral? o__] Não 1Q Sim 26.1 11 | Estomatite 111 | Úlcera traumática cu m __] Outro 26.2 Tipo de Estomatite 1 [ ] Tipo I 11 [jj Tipo II m [_] Tipo 26.2 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 117 Anexos 2a Parte Data / / 27. NQ de dias de utilização da prótese 28. Tipo de utilização: o D Contínuo 1 □ Diurno 2□ Refeições 3 D Outro 28.1 Qual? 29. Presença de patologia oral? oQ Não 1 \_j Sim 29.1 11 | Estomatite n |_ ] Úlcera traumática m [_J Outro 29.2 Tipo de Estomatite i Q Tipo I 11Q Tipo II mQ Tipo III 30. Opinião subjectiva do(a) paciente vs opinião objectiva do clínico em relação a: 30. a) Estética I. Maxila 1. insatisfatória satisfatória 2. oQ ! insatisfatória iQ satisfatória II. Mandíbula 1. insatisfatória satisfatória 2. o[V insatisfatória i[ j satisfatória 30. b) Fonética 1. má boa 2. oQ insatisfatória i| | satisfatória 30. c) Retenção/Estabilidade I. Maxila 1. nenhuma ____ 2. oQj Nenhuma i[ | Alguma a| | Boa II. Mandíbula 1. nenhuma * 2. o[_ | Nenhuma i[ | Alguma 2I | Boa boa boa 27 28 28.1_ 29._ 29.1_ 29.2_ 30 30.al1_ 30.al2_ 30.all1_ 30.all2_ 30.b1_ 30.b2_ 30.cl1_ 30.cl2_ 30.cll1_ 30.cll2_ 118 Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível Anexos completa completa boa boa total insuportável insuportável 30. d) Satisfação/Conforto I. Maxila 1. nenhuma II. Mandíbula 1. nenhuma 30. e) Mastigação I. Maxila 1. impossível II. Mandíbula 1. impossível 30. f) Alteração do paladar 1. nenhuma 30. g) Dor I. Maxila 1. nenhuma II. Mandíbula 1. nenhuma Grau de satisfação de pacientes portadores de prótese dentária removível 119