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As máscaras e o rosto. Os processos inquisitoriais de Simeão de Oliveira e Sousa

António Manuel dos Santos Barros

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BARROS, António Manuel dos Santos – As máscaras e o rosto. Os processos inquisitoriais de Simeão de Oliveira e Sousa. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2012. Resumo Esta dissertação teve como ponto de partida o processo de denúncia feita por Simeão de Oliveira e Sousa, na Inquisição de Lisboa, contra Pedro de Rates Henequim. O denunciante viria a revelar-se uma personagem riquíssima e multifacetada. Desde os dezoito anos, percorreu os quatro continentes, conheceu o cativeiro e, nas Índias de Espanha, entrava e saía de ordens religiosas. Não sendo religioso professo, dizia missas e confessava, até que foi preso pelo vigário-geral da cidade de Beja. Depois de passar pelos cárceres da penitência da Inquisição de Évora, foi enviado para a de Lisboa, onde foi processado e condenado a dez anos de degredo para Goa. Aqui se apresentaria na Mesa do Santo Ofício negando tudo o que confessara em Lisboa, reafirmando-se religioso, mas logo voltaria a revogar tudo o que confessara. Enviado para Lisboa, aqui seria novamente processado. Só em 1725, quinze anos após ter sido preso em Beja, sairia em liberdade. Em 1738 teria sido médico em Lisboa e publicaria livros devotos. Palavras-chave: Inquisição, processo inquisitorial, Simeão de Oliveira, Henequim.