Melhoria do perfil lipídico em obesos mórbidos após gastrobandoplastia
Abstract
[Resumo]
Full text
14º Congresso Português de Obesidade 233 S3.4 Importância do polimorfismo Pro/Arg p53 na obesidade e no envelhecimento Manuel Diamantino Pires Bicho, Joana T Ferreira, Pilar QLevy, Andreia I Matos, Antonio J Guerra, Alda P Silva, Claudia H Marinho Centro de Metabolismo e Endocrinologia, Laboratório de Genética FML; Departamento de Pediatria - Hospital de São João, Porto [email protected] Introdução: O p53 é um importante factor de transcrição, regulando um elevado número de genes (> 100) que controlam uma série de funções chave responsáveis pela supressão tumoral, como a reparação do DNA, senescência e apoptose. Tem sido indicado como factor de resposta a alterações metabólicas, nomeadamente na obesidade, pela sua relação com o metabolismo da glucose. O gene que codifica o p53, localizado no braço curto do cromossoma 17 região 17p13, apresenta um polimorfismo genético Pro/Arg funcional, que resulta na substituição da prolina por arginina no codão 72. Métodos: O polimorfismo Arg/Pro do p53 foi avaliado por PCR, numa população de 405 indivíduos: 122 controlos, dos quais 99 adultos (IMC?25Kg/m2) e 23 crianças (Zscore <1,9); 282 indivíduos obesos sendo 201 adultos, 39 adolescentes e 42 crianças (Zscore > 1,9), utilizando dois pares de primers. Um par (p53+/Arg-) amplifica o alelo Arg dando origem a um produto de 141 bp, e o par Pro+/p53amplifica um segmento com 177 bp correspondente ao alelo da Pro. Resultados: Na população estudada, os obesos apresentam menor frequência do alelo Pro/Pro que o controlo (4.3% vs 9.8%; p=0,037), não se encontrando diferenças significativas relativamente às frequências alélicas. Verificou-se, igualmente, na população em geral um aumento da frequência do genótipo Arg/Arg com o envelhecimento (grupos etários <20: 9,2%; 20-50: 39,8%; >50: 31,5%, p=0,000) que é acompanhado pela diminuição do genótipo Pro/Arg. Parece haver uma tendência para um aumento da frequência do genótipo Pro/Arg no sexo masculino (74.4%vs 58,7%, p=0.033). Conclusões: O genótipo Pro/Pro parece poder ser protector na obesidade. A forma Arg/Arg da proteína supressora tumoral p53 está associada a um aumento do stress oxidativo, como acontece na obesidade e no envelhecimento. O alelo Arg está associado a um aumento da proliferação celular, e portanto, muitas vezes associado a uma maior susceptibilidade para o cancro. Palavras-Chave: obesidade envelhecimento sobrecarga oxidante genética p53. S3.5 Melhoria do perfil lipídico em obesos mórbidos após gastrobandoplastia Pedro Rodrigues, Joana Mesquita, Maria João Matos, Sandra Belo, Cláudia Nogueira, César Esteves, Paula Freitas, Ana Varela, Joana Queirós, Flora Correia, Bruno Oliveira, Joaquim Oliveira-Alves, Davide Carvalho Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Hospital de São João/FMUP; Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto; Serviço de Cirurgia do Hospital de São João [email protected] Introdução: Indivíduos com obesidade mórbida (OM) têm frequentemente outros factores de risco cardiovascular, nomeadamente a dislipidemia. A cirurgia bariátrica, além de se associar a perda significativa de peso, pode melhorar o perfil lipídico. Objectivos: Avaliar ao longo de um ano alterações dos parâmetros antropométricos e do perfil lipídico num grupo de doentes com OM submetidos a gastrobandoplastia (BG). Métodos: Foram incluídos 61 doentes: 9 homens e 52 mulheres. Determinaram-se as variáveis antropométricas e os valores de perfil lipídico antes, 6 meses e 12 meses após BG. A análise estatística foi efectuada com o modelo linear generalizado. Resultados: Apresentam-se os resultados em média (desvio-padrão). Antes da cirurgia os doentes apresentavam: índice de massa corporal (IMC) 45,67 (6,07) Kg/m2, perímetro da cintura (Pc) 124,16 (13,57) cm, colesterol total 185,37 (60,62) mg/dl, colesterol HDL 43,07 (14,98) mg/dl, colesterol LDL 116,03 (45,03) mg/dl e triglicerídeos 143,35 (76,55) mg/dl. Aos 6 meses de seguimento observou-se redução estatisticamente significativa do IMC 37,55 (5,61) Kg/m2, do Pc 107,48 (11,12) cm, do colesterol total 176,98 (62,18) mg/dl e dos triglicerídeos 101,45 (45,29) mg/dl. Aos 12 meses de seguimento observou-se redução do IMC 35,48 (6,64) Kg/m2, do Pc 105,44 (12,77) cm e dos triglicerídeos 95,11 (44,85) mg/dl e aumento do colesterol HDL 48,82 (16,50) mg/dl com significado estatístico. Dos 6 para os 12 meses observou-se redução e aumento estatisticamente significativos do IMC e do colesterol HDL respectivamente. A redução do colesterol LDL não foi estatisticamente significativa aos 6 meses, aos 12 meses nem dos 6 para os 12 meses de seguimento. Conclusões: A perda de peso alcançada ao longo de um ano em doentes com OM submetidos a BG acompanhou-se de melhoria do perfil lipídico para o colesterol total, colesterol HDL e triglicerídeos mas não para o colesterol LDL. Palavras-Chave: obesidade mórbida gastrobandoplastia perfil lipídico.