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Do design espontâneo à geração de emprego: equipamento de baixo custo e programa de formação para amolação de ferramentas

Jaime Sarró Santos

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Manual de Técnica | 1 Técnica Ofício Fiscal Manuais de Utilização Manual de Técnica | 2 Manual de Técnica | 3 6 7 8 9 9 10 11 12 13 15 17 18 19 20 ManUal dO OFíciO p. 21–25 Afiar: Rectificar e Assentar Ângulos de Corte e de Bisel Direcção de Afiar Suporte de Ferramentas Rectificação do Rebolo Medição do Ângulo de Corte Linha de Luz Afiar Facas à Mão Levantada Goivas de Talha Ferramentas em V Machados e Ferramentas de Corte Pesado Tesouras e Tesouras de Poda Outras Ferramentas Ângulos de Corte Habituais ManUal de Técnica p. 5–20 ManUal FiScal p. 27–34 Manual de Técnica | 4 Manual de Técnica | 5 ManUal de Técnica Manual de Técnica | 6 Afiar: Rectificar e Assentar Todas as ferramentas, após de um período de uso, perdem o fio, embotam-se. Em cada operação ao afiar incrementa- -se o ângulo de corte. A operação de afiar consta de duas fases: a rectificação e a fase de assentamento. Após sucessivos processos o ângulo do fio é cada vez maior. Rectificando todo o fio recupera-se o ângulo original. Fio após assentar com maior ângulo de corte. Fio cortante. Fio embotado. Com o uso o fio embota-se outra vez. Manual de Técnica | 7 Ângulos de Corte e de Bisel Ângulo de corte: é o ângulo do fio (bisel). Pode ser frágil e estreito, para cortes suaves, ou amplo e forte para cortes duros. Ângulo de bisel: é o ângulo entre o bisel e o eixo longitudinal da ferramenta. Nas de bisel assimétrico o ângulo de corte ( ) é a soma dos ângulos de bisel ( ). Em ferramentas com um único bisel o ângulo de corte ( ) é igual ao ângulo de bisel ( ). Nas de bisel simétrico o ângulo de corte ( ) é o dobro do ângulo de bisel ( ). Manual de Técnica | 8 Direcção de Afiar Realizando a afiação no sentido do corte obtemos maior precisão e rapidez. No sentido contrário obtém-se uma menor pressão, já que a ferramenta tende a elevar-se. Afiar no sentido do corte. Afiar no sentido oposto ao corte. Ao afiar no sentido do corte aumenta a pressão. Ao afiar no sentido contrário ao corte reduz a pressão. IMPORTANTE: Não confundir o trabalho no sentido do corte ou oposto com o sentido de rotação da pedra, para o utilizador ou para fora dele (contrário). Manual de Técnica | 9 Suporte de Ferramentas Para ajudar nas diferentes operações existe o suporte de ferramentas. Permite uma maior precisão na afiação de ferramentas pequenas. A ferramenta tem tendência a subir em relação ao rebolo. Um bom apoio é importante. Rectificação do Rebolo De tempo a tempo é necessário rectificar o rebolo para aplanar a superfície de trabalho, avivar as arestas e extrair grãos novos e limpos. Esta operação realiza-se com uma outra pedra de duas granulometrias diferentes. Com a vista e o tacto aprecia-se se o rebolo está curvo e sem arestas. Esmerilar com o lado grosso se se quiser um desbaste maior. Manual de Técnica | 16 Até obter uma linha de luz fina e uniforme. Em seguida, rectificar o outro lado da ferramenta. O assentamento termina quando a linha de luz desaparece. Rectificar a quilha, rodando a ferramenta de um lado ao outro. Linha de Luz A ferramenta cortará melhor se arredondamos a quilha. IMPORTANTE: Excepto na rectificação da quilha, não mexer a ferramenta dum lado ao outro. Mantê-la no mesmo ponto do rebolo. Não confundir a rebarba com o fio de luz. Manual de Técnica | 17 Machados e Ferramentas de Corte Pesado Os machados utilizam-se tanto na oficina (machadas) como na tala. Estas ferramentas precisam de uma rectificação importante e ângulos concretos segundo o uso. Rectificar no sentido oposto ao corte. Segurar a ferramenta. Realizar movimentos laterais para uniformizar a rectificação. Finalizar a afiação e assentamento dos biséis segundo a necessidade. Realizar um bisel mais comprido nas machadas de carpinteiro. Nos machados de tala um ângulo de corte maior é mais duradouro. Um acabamento arredondado nos biséis ajuda no corte. Manual de Técnica | 18 Tesouras e Tesouras de Poda Para afiar tesouras não é preciso assentar a aresta depois da rectificação. Um fio mais tosco consegue que a ferramenta trabalhe melhor. O ângulo de corte costuma ser de 60º. Rectificar sem assentar um dos lados no sentido do corte. Rectificar sem assentar o outro lado no sentido do corte. Em algumas é preciso desmontar as duas partes. Retirar a rebarba final com um naco de madeira. Manual de Técnica | 19 Outras Ferramentas Existem muitas outras ferramentas de corte diferentes e até ferramentas que não são de corte mas que podem precisar de rectificação. Lâminas de plainas. Metade da lâmina deve estar sempre em contacto com o rebolo. Ferramentas de torno para corte. Alisar todos os laterais para recuperar a agudeza. Chaves de fendas e cinzéis. Nestas ferramentas só se rectifica a forma. Não cortam. Manual de Técnica | 20 Ângulos de Corte Habituais As ferramentas mais comuns costumam apresentar ângulos de corte consoante a sua classe. Este é um guia básico dos ângulos mais correntes. Facas e ferramentas de talha: 15º Cinzeis, lâminas de plainas e goivas: 20º 25º 30º Cinzeis e goivas para trabalhos pesados: 35º Machados e lâminas de rotação: 45º Goivas de torneiro: 50º Tesouras: 55º 60º Cinzeis de torneiro: 70º Manual do Ofício | 21 ManUal dO OFíciO Manual do Ofício | 22 A Flauta Tradicionalmente a flauta é utilizada em Portugal, Espanha e América Latina como meio para comunicar a presença do amolador. Serve para que, entre deslocações entre clientes fixos, outros possíveis clientes se apercebam da proximidade do amolador. Denominam-se flautas de pã e podem-se encontrar algumas muito económicas nas lojas de artigos para festas e brinquedos. Clima Consoante a altura do ano o clima pode variar muito. Tentar ir bem equipado para o frio e a chuva no inverno e trabalhar à sombra no verão. Seja inverno ou verão, trabalhar sempre num lugar bem iluminado. Manual do Ofício | 23 Clientes Restaurantes e cafés são boas hipóteses de arranjar trabalho. Perto de mercados e em feiras também são boas opções. As oficinas que não tenham as suas próprias máquinas para amolar podem também precisar de rectificar ferramentas. O trato amável e as credenciais sempre visíveis ajudam a uma melhor recepção por parte dos clientes. Estas são algumas dicas para um bom contacto com os clientes: – Reconhecer a presença da pessoa a ser atendida e dirigir-se a ela cumprimentando-a. – Caso exista demora no atendimento pedir desculpas e informar do previsível tempo de espera. – Demonstrar interesse pelas necessidades e expectativas do cliente. – Não falar rápido nem com linguagem tecnicista. Ser breve não é ser rápido. – Evitar interromper o cliente enquanto apresenta o assunto. – Manter o posto de trabalho e limpo na medida do possível. – Apresentar um ar cordial e afável. – Olhar para o interlocutor directamente nos olhos. – Prestar atenção. – Estar atento a comunicação não verbal do cliente, a fim de melhor poder actuar. Manual do Ofício | 24 Equipamento de Protecção Não só se deve ter cuidado na manipulação das ferramentas, como também é recomendável trabalhar com protecção para os olhos e as vias respiratórias. O pó gerado pelo desgaste da pedra, das ferramentas enferrujadas, as limalhas do metal que saltam das tesouras, etc, pode entrar nos pulmões ou nos olhos. Óculos de protecção e máscaras anti-pó são fáceis de arranjar e relativamente baratas. Outras Ferramentas Para que sejam bem afiadas, algumas ferramentas precisam de ser desmontadas. Outras podem estar desviadas ou deformadas e precisar de ser corrigidas. Um martelo, chave de fendas, alicate e uma chave-inglesa podem ser muito úteis. Modelos pequenos e leves facilitam o transporte. Manual do Ofício | 25 Guarda-Chuvas Tradicionalmente o amolador também realiza arranjos de guarda–chuvas. Nem sempre é possível recuperá-los, as peças plásticas partidas não têm arranjo. Outros com um bocado de arame e peças metálicas de substituição podem arranjar-se. Estas peças podem ser adquiridas em estabelecimentos especializados. Manual Fiscal | 32 se deixa aqui um pequeno resumo: Anexo B da Declaração Modelo 3 de IRS: - Colocar a cruz no quadrado REGIME SIMPLIFICADO DE TRIBUTAÇÃO e no PROFISSIONAL, COMERCIAL E INDUSTRIAL No quadro 3: - NÃO, quando a ser à herança indivisa; - No campo 11: 95290, que é o CAE da actividade; - No campo 13 ou 14: declarar que está num estabelecimento ou não. No quadro 4: - Declarar o valor anual da facturação no campo 403; - Responder “Não” nos quadros C e D; No quadro 11: - No campo 1102 repetir o valor declarado no campo 403 do quadro 4 - Nos campos 1104 e 1106 escrever os valores desses anos ou ZEROS, no primeiro ano em que exercer a actividade. - Nos campos 1101,1103 e 1105 deve escrever ZEROS. No quadro 12: - Deverá indicar se cessou a actividade ou não. 8. Seguro de Acidentes de Trabalhador Independente Todos os prestadores de serviços que exerçam a actividade por conta própria, como é o caso, estão obrigados a efectuar um seguro de acidentes de trabalho, cujo valor anual é muito baixo (100 €). 9. Acumulação com Subsídio de Desemprego/Subsídio Social de Desemprego e Rendimento Social de Inserção De acordo com esta notícia e dado que cada caso é um caso, deverão, junto de um balcão da segurança social, CONFIMAR a vossa situação, tendo em consideração o que a seguinte notícia: O secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa, garantiu hoje, no Porto, que é possível acumular trabalho independente, a tempo inteiro, com subsídio de desemprego. À margem de uma visita à sede nacional da Rede Europeia Anti-Pobreza, localizada na cidade do Porto, Marco António Costa explicou que os serviços da Segurança Social fazem uma majoração de cálculo do subsídio de desemprego em35%. Ou seja, a diferença entre “1.350 euros”, que é o valor do subsídio de desemprego com mais 35%, e os “mil euros que o trabalhador recebe de rendimento de trabalho Manual Fiscal | 33 independente” vai permitir ao trabalhador arrecadar 350 euros de subsídio de desemprego (…)” Ler mais: http://expresso.sapo.pt/recibos-verdes-podem-acumular-subsidio-dedesemprego=f746151#ixzz24Z20WpTr No caso do Rendimento Social de Inserção, deverão, igualmente, obter informações das alterações a que ficam sujeitos com a possibilidade de acumulação. 10. Modelos em Anexo a) Redução de Contribuições Ao Director Geral da Direcção-Geral da Segurança Social Assunto: Redução da base de incidência Contributiva (nº 3 do art.º 164º da lei 110/2009 de 16/9) Data: DD/MM/AA Nome do solicitante…, residente na Rua.... , com o NISS nº....., e com o NIF nº....., não tendo atingido um rendimento relevante calculado nos termos do nº 1 do art.º 162º (70% do Valor total das prestações de serviços), ou (20% dos rendimentos associados à produção de e venda de bens, incluindo a hotelaria e restauração), conforme comprova o rendimento de ......€, declarado na modelo 3 do IRS, cuja cópia se anexa, vem por este meio requer a redução da base de incidência contributiva, prevista no nº 3 do art.º 164º da lei 110/2009 de 16/9. Mais declara que este é o 1º ano (ou 2º/3º) conforme o nº 4 do citado artigo. Pede deferimento, Nome e assinatura do solicitante. b) Nova Situação Criada pela Alteração ao Orçamento 2012 Ao Director Geral da Direcção-Geral da Segurança Social Assunto: Reavaliação da base de incidência Contributiva (nº 6 do art.º 163º da lei 110/2009 de 16/9) Data: DD/MM/AA Nome do solicitante…, residente na Rua.... , com o NISS nº....., e com o NIF nº....., tendo Manual Fiscal | 34 constatado que nos últimos 3 meses sofreu uma redução significativa do seu rendimento relevante calculado nos termos do nº 1 do art.º 162º (70% do Valor total das prestações de serviços), ou (20% dos rendimentos associados à produção de e venda de bens, incluindo a hotelaria e restauração), conforme comprova a declaração da Administração Fiscal e Aduaneira, para o rendimento de ......€, cuja cópia se anexa, vem por este meio requer a reavaliação da base de incidência contributiva, prevista no nº6 do art.º 163º da lei 110/2009 de 16/9. Pede deferimento, Nome e assinatura do solicitante. Manual Fiscal | 35 A iniciativa Reboloção! muito agradece a todas as pessoas que colaboraram na realização deste manual. Manual Fiscal | 36 Técnica Ofício Fiscal Manuais de Utilização