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Reflexo (s) do Porto: Processo para a Produção de um Guia do Azulejo na Cidade

Nisa Pereira Félix da Rocha

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Nisa Pereira Félix da Rocha Materiais realiz ados na Pr odução de Refle xo(s) do Porto: Proces so de Produ ção de um Guia do Azulejo na Cidade (Parte II) Relatório de Estágio realizado no âmbito do Mestrado em História da Arte Portuguesa, orientada pela Pro fe ssor a Doutora Lúcia Maria Cardoso Rosas e coorientada pela Doutora Maria Augusta Marques Pires Martins (BMCM P) Faculdade de Letras da Universidade do Porto Setembro de 2015 Índice 2 Índice Tabelas dos Locais ............................................................................................ 3 Fichas de Inventário dos Conjuntos Az ulejares ................................................ 50 Fichas de Inventário dos Conjuntos Az ulejares – Ruas ................................ . 901 Ficha de Inventário das Fábricas de Cerâmica ............................................ 1463 Artistas ......................................................................................................... 1527 Recolha de Informações .............................................................................. 1533 Onde Comer, Dormir e Comprar ............................................................... 1534 Museus da Cidade .................................................................................... 1540 Contactos .................................................................................................. 1543 Tabelas dos Locai s 3 Tabelas do s Locais Tab elas dos Locais 4  Tabela 1: Registo de Locais, Morada e Freguesia(s) Local Morada Freguesia A Brasileira Rua d e Sá d a Bandeira, nº 71 Santo Ildefonso A Pérola do Bolhão Rua Formosa, nº 279 Santo Ildefonso Academia Contemporânea do Espetáculo Praça do Coronel P acheco, nº 1 Cedofeita Antiga Mercearia António Manuel Gomes Rua de General Silveira, nº34 Cedofeita Antigo Restaurante Commercial Rua do Infante D. He nrique, nº 77- 79 S. Nicolau Avenida da Boavista Cedofeita Massarelos Lordelo do Ouro Ramalde Aldoar Nevogilde Avenida de Camilo Bonfim Avenida de França Cedofeita Avenida de Montevideu Nevogilde Avenida Rodrigues de Freitas Bonfim Avenida do Brasil Nevogilde Avenida dos Combatentes da Grande Guerra Bonfim Paranhos Bazar dos Três Vinténs Rua de Cedofeita, nº 88- 96 Cedofeita Biblioteca Pública Municipal do Porto Av. de Rodrigues de Freitas Bonfim Café Aviz Rua de Avis, nº 27 Vitória Café Bom Gosto 1 Rua de Alexandre Braga Santo Ildefonso Café Convívio Rua do Arq uitecto M arques da Silva, nº 303 Massarelos Café Novo Rua da Lapa, nº 4 Cedofeita Café Santarém Rua de Alexandre Braga Santo Ildefonso Cafetaria Sical Praça de Dona Fili pa de Lencastre, nº 29 Vitória Campo dos Mártires da Pátria Vitória Capela das Almas de Santa Catari na Rua de Santa Catari na, nº 428 Santo Ildefonso Capela de Nossa Senhora da Boa Hora de Fradelos Rua de Guedes de A z evedo, nº 50 Santo Ildefonso Capela de Nossa Senhora da Saúde Rua do Heroísmo Campanhã Capela de Nossa Senhora do Socorro Rua de Antero de Quental Cedofeita Capela de Nossa Senhora dos Anjos Rua dos Bragas, nº 321 Cedofeita Capela de Santa Catarina e Senhora dos Anj os Travessa de Luís Cruz Lordelo do Ouro Capela de S. Crispim e S. Crispiniano Rua de Santos Pousada Bonfim Capela de S. Roque da Lameira Rua de S. Roque da Lameira Campanhã Tab elas dos Locais 5 Capela do Senhor da Boa Nova Rua de D. Manuel II Massarelos Casa da Música Avenida da Boavista, nº 604 - 610 Cedofeita Casa do Despacho da Ordem Terceira de S. Francisco Rua do Infante D. Henriq ue S. Nicolau Casa do Despacho da Veneráv el Ordem Terceira do Carmo Rua do Carmo Vitória Cemitério de Paranhos Rua do Dr. Manuel Pereir a da Silva Paranhos Companhia de Seguros Tranquilidade Rua D. Manuel II, nº 290 Massarelos Companhia União de Crédito Popular Praça de Carlos Alberto Vitória Depósito de Materiais da Fabrica das Devesas Rua de José Falcão Vitória Depósito de Sola e Cabedaes Adriano Vieira da Silva Lima & C.ª Rua do Ateneu Comerci al do Porto, nº 45 Santo Ildefonso Ermida de S. Miguel-o-Anjo Rua do Passeio Alegre Foz do Douro Escola do Comércio do Porto Rua do Rosário, nº 174 Cedofeita Estação de Metro do Bolhão Rua de Fernandes Tomás Santo Ildefonso Estação de S. Bento Avenida de Do m Afonso Henriques Sé Fonte das Oliveir as Largo de Alberto Pimentel Cedofeita Fonte de Villar Rua de Vilar e Beco de S. Macário Massarelos Grande Bazar do Porto Rua de S anta Catarina, nº 198 Santo Ildefonso Hotel Infante Sagres Praça D. Filipa de L encastre, nº 62 Vitória Hotel Peninsular Rua de Sá da Bandeira, nº 21 Santo Ildefonso Igreja da Ordem Terceira do Carmo Rua do Carmo Vitória Igreja da Trindade Rua da Trindade, nº 115 Santo Ildefonso Igreja de Campanhã Rua do Falcão Campanhã Igreja de Nossa Senhora da Areosa Rua da Igreja da Are osa, nº 91 Paranhos Igreja de Nossa Senhora da Conceição Praça do Marquês, nº 111 Bonfim Igreja de Nossa Senhora da Vitória Rua de S. Bento da Vitória Vitória Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorr o Rua do Dr. Alves de Veig a Santo Ildefonso Igreja de Nossa Senhora do Terço e Caridade Rua de Cimo de Vila, nº 19 Sé Igreja de S. João Novo Largo de S. João Novo Miragaia Igreja de S. José das Taipas Travessa das Taipas Vitória Igreja de S. Martinho de Lordelo do Ouro Rua das Condominhas Lordelo do Ouro Igreja de S. Nicolau Rua do Infante D. Henrique, nº 93 S. Nicolau Igreja de S. Pedro de Mirag aia Largo d e S. Pedro de Miragaia Miragaia Igreja de Santo António dos Congregados Praça de Almeida Garrett Sé Igreja de Santo Ildefonso Praça da Batalha Santo Ildefonso Igreja do Corpo Santo de Massarelos Largo do Adro Massarelos Igreja do Mirante Praça do Coronel Pacheco, nº 23 Cedofeita Igreja dos Carmelitas Rua do Carmo Vitória Igreja e Colégio de Nossa Senhora da Esperança Av. de Rodrigues de Freitas Bonfim Tab elas dos Locais 6 Igreja e Colégio de S. Lourenço Largo do Dr. Pedro Vitorino Sé Igreja e Convento de Santa Clara Largo do 1º de D ezembro Sé Igreja e Santa Casa da Misericórdia do Porto Rua das Flores, nº 15 Vitória Igreja Lusitana do Redentor Rua do Visconde de Bóbeda, nº 54 Bonfim Igreja Nova de Ramalde Rua da Igreja de Ramalde Ramalde Igreja Paroquial de Aldoar Rua da Vilarinha Aldoar Igreja Paroquial de Paranhos Rua da Igreja Paranhos Igreja Velha de Ramalde Alameda de Aquilino Ribeiro Ramalde Igreja Velha do Carvalhido Praça do Exército Libertador Cedofeita Jardim Botânico Rua do Campo Alegre, nº 1191 Massarelos Jornal de Notícias Rua de Gonçalo Cristóv ão, nº 195 Santo Ildefonso Largo de Alberto Pimentel Cedofeita Largo dos Lóios Sé Lavabos do Passeio Aleg re Rua do Passeio Alegre Foz do Douro Metalúrgica Landolt Avenida de Camilo Bonfim Museu Nacional de So ares dos Reis Rua de D. Manuel II Massarelos Núcleo Arquitetónico da Sé do Porto Terreiro da Sé Sé Padaria Flor do Paraíso Rua do Paraíso, nº 276 Santo Ildefonso Padaria Independente Rua de Adol fo Casais Monteiro, nº 117- 137 Massarelos Padaria Palmeira Rua de Costa Cabral, nº 757 Paranhos Padaria Ribermel Rua de S. João, nº 66 S. Nicolau Painéis do Largo Alexandre Sá Pinto Largo Alexandre Sá Pinto Cedofeita Painéis do Mercado do Bolhão Rua Formosa Santo Ildefonso Painel à Cidade Túnel da Ribeira S. Nicolau Painel da Oliva Avenida D. Afonso Henriq ues Sé Painel da União Vinícola Abastecedora Largo da Estação Campanhã Painel do Porto Rua de António Carneiro Bonfim Painel dos Albergues Noturnos do Porto Rua dos Mártires da Liberdade, nº 237 Cedofeita Painel O Melhor Café é o da Brasileira Rua do Dr. Ricardo Jorge Cedofeita Palacete dos Viscondes de Balsemão Praça de Carlos Alberto, nº 71 Vitória Palacete Pinto Leite Rua da Maternidade, nº 3-9 Massarelos Palácio Atlântico Praça de Dom João I Santo Ildefonso Palácio de Cristal Rua de D. Manuel II Massarelos Papelaria Araújo e Sobrinho Largo de S. Domingos, nº 50 S. Nicolau Placas Toponímicas Praça de Carlos Alberto Vitória Praça de Liége Foz do Douro Praça do Exército L ibe rtador Foz do Douro Quiosques Zona dos Aliados Santo Ildefonso Residencial do Castelo de Santa Catarina Rua de Santa Catarina, nº 1347 Santo Ildefonso Restaurante Abadia do Porto Rua do Ateneu Comerci al do Porto, nº 22- 24 Santo Ildefonso Ribeira Negra Túnel da Ribeira S. Nicolau Tab elas dos Locais 7 Rua Campo do Rou Massarelos Rua Conde de Vizela Vitória Rua da Alegria Santo Ildefonso Bonfim Paranhos Rua da Assunção Vitória Rua da Conceição Cedofeita Rua da Constituição Bonfim Cedofeita Paranhos Santo Ildefonso Rua da Fábrica Vitória Rua da Firmeza Santo Ildefonso Rua da Flora Massarelos Rua da Galeria de Paris Santo Ildefonso Rua da Prelada Cedofeita Rua da Restauração Massarelos Rua das Flores Sé Rua das Oliveiras Vitória Rua das Taipas Vitória S. Nicolau Miragaia Ruas das Virtudes Miragaia Rua de Adolfo Casais Monteiro Cedofeita Rua de Agramonte Massarelos Rua de Alexandre Braga Santo Ildefonso Rua de Antero de Quental Cedofeita Rua de António Cardoso Lordelo do Ouro Rua de António Carneiro Bonfim Rua de Belomonte Miragaia S. Nicolau Rua de Camões Santo Ildefonso Rua de Cândido dos Reis Vitória Rua de Carlos Malheiro Dias Bonfim Rua de Cedofeita Cedofeita Vitória Rua de Cha v es de Oliv eira Campanhã Rua de Cima do Muro S. Nicolau Rua de Costa Cabral Paranhos Rua de D. João IV Bonfim Rua de D. Manuel II Massarelos Rua de Diu Foz do Douro Rua de Faria de Guimarães Santo Ildefonso Paranhos Rua de Fernandes Tomás Santo Ildefonso Rua de Ferreira Borges S. Nicolau Rua de Gonçalo Cristóvão Santo Ildefonso Rua de Guilherme Braga Massarelos Tab elas dos Locais 8 Rua de Honório Lima Paranhos Rua de José Falcão Vitória Rua de La Couture Bonfim Rua de Miguel Bombarda Cedofeita Rua de Mouzinho da Sil veira Sé S. Nicolau Rua de Nossa Senhora de Fátima Cedofeita Rua de Oliveira Monteiro Cedofeita Rua de Pinto Bessa Campanhã Bonfim Rua de S. Bento da Vitóri a Vitória Rua de S. Miguel Vitória Rua de S. Roque da Lameira Campanhã Rua de Sá da Bandeira Santo Ildefonso Rua de Santa Catarina Santo Ildefonso Rua de Santa Teresa Vitória Rua de Santos Pousada Bonfim Rua de Silva Tapada Paranhos Rua de Sousa Pinto Paranhos Rua de Sousa Viterbo S. Nicolau Rua de Tomás Gonzag a Miragaia Rua do Almada Cedofeita Santo Ildefonso Vitória Rua do Bonfim Bonfim Rua do Bonjardim Santo Ildefonso Rua do Campo dos Mártires da Pátria Miragaia Rua do Campo Lindo Paranhos Rua do Carvalhido Cedofeita Rua do Clube Fluvial Portuense S. Nicolau Rua do Dr. Alves de Veig a Santo Ildefonso Rua do Dr. Barbosa de Castro Vitória Rua do Dr. José de Figueiredo Lordelo do Ouro Rua do Dr. Sousa Rosa Nevogilde Rua do Duque de Saldanha Bonfim Rua do Farol Foz do Douro Rua do Freixo Campanhã Rua do Heroísmo Campanhã Rua do Infante D. Henriq ue S. Nicolau Rua do Morgado de Mateus Bonfim Rua do Passeio Alegre Foz do Douro Rua do Teatro Foz do Douro Rua do Vilar Massarelos Rua do Visconde de Bóbeda Bonfim Rua dos Caldeireiros Vitória Rua dos Clérigos Vitória Rua dos Mártires da Liberdade Cedofeita Tab elas dos Locais 9 Sinagoga do Porto Rua de Guerra Junqueiro, nº 340 Massarelos Travessa de Coronel Pacheco Cedofeita Travessa de Luís Cruz Foz do Douro Union des Assurances de Paris Rua de Santa Catarina Santo Ildefonso Tab elas dos Locais 16  Tabela 3: Horário dos Locais Legenda:  Horário:  Semana: Manhã (M) | Tarde ( T) | Noite (N)  Fim- de -Semana: Manhã (M) | Tarde ( T) | Noite (N)  Feriado: Manhã (M) | Tarde (T) | Noite (N) Tab elas dos Locais 17 Local Horário Semana Fim- de -Semana Feriado M T N M T N M T N A Brasileira          A Pérola do Bolhão          Academia Contemporânea do Espetáculo          Antiga Mercearia A. M. Gomes          Antigo Restaurante Commercial          Avenida da Boavista          Avenida de Camilo          Avenida de França          Avenida de Montevideu          Avenida Rodrig ues de Freitas          Avenida do Brasil          Avenida dos Combatentes da Grande Guerra          Bazar dos Três Vinténs          Biblioteca P ública Municipal do Porto 10:00-18:00 ( Ver., Seg- Sex) 10:00-18: 00 (Inv., Seg) 9:00 -19:3 0 (Inv., Ter -Sex)  10:00-18:00 (V er., Sábado)     Café Aviz 7:30 -24:0 0 (Seg-Qua) 7:30 -1:00 (Q ui) 7:30 -2:00 ( Sex)  7:30 -2:00 ( Sáb) Encerra ao Dom ingo  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Café Bom Gosto 1 7:30 -19:3 0 (Seg-Sex)  7:30 -19:3 0 (Sáb) Encerra ao Dom ingo  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Café Convívio          Café Novo 7:30 -19:3 0 (Seg-Sex)  7:30 -19:3 0 (Sáb) Encerra ao Dom ingo  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Café Santarém 7:30 -19:3 0 (Seg-Sex)  7:30 -19:3 0 (Sáb) Encerra ao Dom ingo  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Cafetaria Sical 7:30 -19:3 0 (Seg-Sex)  8:00 -12:3 0 (Sáb) Encerra ao Dom ingo  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Campo dos Mártires da Pátria       Capela das Al mas de Santa Catarina  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  7:30 -13:0 0/15:30-1 9:00 (Seg, Ter) (I) 7:30 -19:0 0 (Qua-Sex ) (I)  7:30 -13:0 0/15:30-19:0 0 (Sáb) (I) 7:30 -13:0 0/18:00-19:0 0 (Dom) (I)  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Tab elas dos Locais 18 Capela de Nossa Senhora da Boa Hora de Fradelos  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  7:30 -12:0 0/17:00-1 9:30 (Seg-Sex) (I)  9:30 -12:0 0 (Sáb) (I) 10:00-12:00 (Dom ) (I)  10:00-12:00 (Re ligiosos) (I)  Capela de Nossa Senhora da Saúde  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  8:00 -12:3 0/16:30-2 0:00 (Seg-Sex) (I)  8:00 -12:3 0/16:30-20:0 0 (Sáb) (I) 7:45 -12:3 0 (Dom ) (I)  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Capela de Nossa Senhora do Socorro       Capela de Nossa Senhora dos Anjos       Capela d e S anta Catarina e Senhora dos Anjos          Capela de S. Crispim e S. Crispiniano  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  --- --- -- --- --- -- --- --- -- Capela de S. Roque da Lameira 18:30-20: 00 (Seg-Sex)  18:30-20:00 (S áb) 9:30 -10:3 0 (Dom )  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Capela d o Senhor da Boa Nova          Casa da Música 10:00-19: 00 (Seg-Sex)  10:00-19:00 (S áb) 10:00-18:00 (Dom )  10:00-18:00  Casa do Despacho da Ordem Terceira de S. Francisco nov -fev: 09: 00-17:30 m ar- out: 09:00 -19 :00 jul, ago, set: 09: 00-20:00 Casa do Despacho da Venerável Ordem Terceira do Carmo Horário da Igrej a: 8:00 -12:0 0/13:00-1 8:00 (Seg, Qua) 9:00 -18:0 0 (Ter, Q ui) 9:00 -1 7:00 (Sex)  Horário da Igrej a: 9:00 -16:0 0 (Sáb) 9:00 -13:3 0 (Dom )  Horário da Igrej a: Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Cemitério de Paranhos 9h30 -16h 30  8h00 - 17h00  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Companhia de Seguros Tranquilidade          Companhia União de Crédito Popular          Depósito de Materiais da Fabrica das Devesas          Depósito de Sola e Cabedaes A driano Vieira d a Silva Lima & C.ª          Ermida de S. Miguel-o-Anjo        Tab elas dos Locais 19 Escola do Comércio do Porto        Estação de Metro do Bolhão 6:00 -1:00 Estação de S. Bento 5:00 -1:00 Fonte das Oliveir as          Fonte de Villar          Grande Bazar do Porto          Hotel Infante Sagres          Hotel Peninsular          Igreja d a Ordem Terceira do Carmo          Igreja da Trindade          Igreja de Campanhã  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)     8:30/10:30 (M issas de Dom )  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Igreja de Nossa Senhora da Areosa 8:00 (Missa) 19:30 (Missa)  8 :00/19:30 (Missas de Sáb) 8:00/10:00/12:0 0/19:00 (Missas de Dom )  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Igreja de Nossa Senhora da Conceição 8:00/10:00/19:1 5 (Missas)  8:30/10:30/12:0 0/19:00 (Missas)  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Igreja de Nossa Senhora da Vitória  (E)     (E)  9:00 -12:0 0/16:00-1 9:30 (T er-Sex) (I)  9:00 -12:0 0/14:30-17:0 0 (Sáb) (I) 9:00 -11:3 0 (Dom )  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro          Igreja de Nossa Senhora do Terço e Caridade  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  --- --- -- --- --- -- --- --- -- Igreja de S. João Novo 8:00 -11:0 0715:00- 17:00  16:30-18:30 (S áb) 8:00 -10:0 0 (Dom )  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Igreja de S. José das Taipas          Igreja de S. Martinho de Lordelo do Ouro  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  9:00 -11:0 0/17:00-1 9:00 (Seg-Sex) (I)  9:00 -11:0 0/17:00-19:0 0 (Sáb) (I) 9:00 -12:3 0/18:00-20:0 0 (Dom) (I)  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Igreja de S. Nicolau  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)   9:00 -12:0 0/16:00-2 0:00 (Seg, Qua-S ex) (I)  9:00 -12:0 0/16:00-20:0 0 (Sáb) (I) 9:00 -11:0 0 (Dom ) (I)  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana   (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  Tab elas dos Locais 20 Igreja de S. Pedro de Miragaia 15:30-19: 00 (Ter- Sex) Encerra à Segun da  15:30-19:00 (S áb) 10:00-11:30 (Dom )  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Igreja de Santo António dos Congregados          Igreja de Santo Ildefonso          Igreja do Corpo Santo de Massarelos  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  19:00-20: 00 (Ter) (I) Encerrado os res tantes dias  15:00-20:00 (S áb ) (I) Encerra ao Dom ingo     Igreja do Mirante          Igreja dos Carmelitas  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  7:30 -19:0 0 (I)  9:00 -18:4 5 (Sáb-Dom )  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Igreja e Colé gio de Nossa Senhora da Esperança  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  8:00 -1 2:00 (Ter -Sex)  8:00 -12:0 0 (Dom )  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Igreja e Colé gio de S. Lourenço 10:00-19: 00 (Ter- Sex) Encerrado à Segunda  10:00-19:00 (S áb) Encerrado ao Domingo  Encerrado  Igreja e Convento de Santa Clara 9:30 -1 2:00 15:30-18: 00  15:00-18:00 (S áb) 10:00-11:00 (Dom )  Encerrado  Igreja e Santa Casa da Misericórdia do Porto  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  9:00 -12:0 0 (SCM) (T er- Sex) 08:00-12:00/1 4:30-17: 30 (Igreja) (T er- Sex)  9:00 -12:0 0 (SCM) 08.00-12.00/1 4.30-17.30 (Igreja)  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Igreja Lusitana do Redentor          Igreja Nova de Ramalde          Igreja Paroquial de Aldoar          Igreja Paroquial de Paranhos 8:30/19:00 (M issas)  8:30/19:00 (Sáb) 8:30/11:00/19:0 0 (Dom) (Missas)  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Igreja Velha de Ramalde --- --- -- --- --- -- --- --- -- Igreja Velha do Carvalhido  (E)  (E)   (E)  (E)   (E)  (E)  18:00 (Missas)  8:30/10:00/12:0 0/18:00 (Missas)  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Jardim Botânico 9:00 -1 7:00  10:00-18:00  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Jornal de Notícias          Largo d e Alberto Pimentel          Largo dos Lóios          Lavabos do Passeio Alegre --- --- -- --- --- -- --- --- -- Tab elas dos Locais 21 Metalúrgica Landolt          Museu Nacional de Soares dos Re is 14:00-18h00 (T er) 10:00-18: 00 (Qua-Sex) Encerra à Segun da  10:00-18:00 (S áb-Dom )  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Núcleo arquitetónico d a Sé do Porto Igreja – H. de Verão: 9:00 -12:3 0/14:30-1 9:00 Igreja – H. de Inverno: 9:00 -12:3 0/14:30-1 8:00 Claustros – H. de Verão: 9:00 -12:1 5/14:30-1 8:30 Claustros – H. de Inverno: 9:00 -12:1 5/14:30-1 7:30  Igreja – H. de Verão: 9:00 -12:3 0/14:30-19:0 0 Igreja – H. de Inverno: 9:00 -12:3 0/14:30-18:0 0 Claustros – H. de Verão: 9:00 -12:1 5/14:30-18:3 0 Claustros – H. de Inverno: 9:00 -12:1 5/14:30-17:3 0 Encerrados ao D om (manhã)  Igreja – H. de Verão: 9:00 -12:3 0/14:30-19:0 0 Igreja – H. de Inverno: 9:00 -12:3 0/14:30-18:0 0 Claustros – H. de Verão: 14:30-18:30 Claustros – H. de Inverno: 14:30-17:30  Padaria Flor do Paraíso          Padaria Independente          Padaria Palmeira          Padaria Ribermel          Painéis do Largo Alexandre Sá Pinto          Painéis do Mercado d o Bolhão 07:00-17: 00  07:00-13:00 (S áb) Encerra ao Dom ingo  Horários: Semana e Fim - de -Sem ana  Painel à Cidade          Painel da Oliva          Painel da União Vinícola Abastecedora          Painel do Porto          Painel dos Albergues Noturnos do Porto          Painel O Melhor Café é o da Brasileira          Palacete dos Viscondes de Balsemão 9.00 -1 7.30  12:30-14:00/1 5:00-20:00 Encerra ao Dom ingo     Palacete Pinto Leite 9:00 -1 7:30        Palácio Atlântico          Palácio de Cristal abr -set: 8: 00-21:00 out -m ar: 8:00-19:00 Papelaria Araújo e Sobrinho          Placas Toponímicas          Praça de Carlos Alberto          Tab elas dos Locais 22 Praça de Liége          Praça do Exército Libertador          Quiosques          Residencial do Castelo de Santa Catarina 07:00-00:00 (I) Restaurante Abadia do Porto          Rua da Alegria          Rua da Assunção          Rua da Conceição          Rua da Constituição          Rua da Fábrica          Rua da Firmeza          Rua da Flora          Rua da G aleria de Paris          Rua da Prelada          Rua da Restauração          Rua das Flores          Rua das Oliveiras          Rua das Taipas          Ruas das Virtudes          Rua de Adolfo Casais Monteiro          Rua de Agramonte          Rua de A lex andre Braga          Rua de Antero de Quental          Rua de António Cardoso          Rua de António Carneiro          Rua de Belomonte          Rua de Camões          Rua de Cândido dos Reis          Rua de Carlos Malheiro Dias          Rua de Cedofeita          Rua de Chaves de Oliveir a          Rua de Cima do Muro          Tab elas dos Locais 23 Rua de Costa Cabral          Rua de D. João IV          Rua de D. Manuel II          Rua de Diu          Rua de Faria de Guimarães          Rua de Fernandes Tomás          Rua de Ferreira Borges          Rua de Gonçalo Cristóvão          Rua de Gu ilh erme Braga          Rua de Honório Lima          Rua de José Falcão          Rua de La Couture          Rua de Miguel Bombarda          Rua de Mouz inho da Silveira          Rua de Nossa Senhora de Fátima          Rua de Oliveira Monteiro          Rua de Pinto Bessa          Rua de S. Bento da Vitória          Rua de S. Miguel          Rua de S. Roque da Lameira          Rua de Sá da Bandeira          Rua de Santa Catarina          Rua de Santa Teresa          Rua de Santos Pousada          Rua de Silva Tapada          Rua de Sousa Pinto          Rua de So usa Viterbo          Tab elas dos Locais 24 Rua de Tomás Gonzaga          Rua do Almada          Rua do Bonfim          Rua do Bonjardim          Rua do Campo dos Mártires da Pátria          Rua do Campo Lindo          Rua do Carvalhido          Rua do Clube Fluvial Portuense          Rua do Dr. Alves de Veiga          Rua de Santos Pousada          Rua do Dr. Barbosa de Castro          Rua do Dr. José de Figueiredo          Rua do Dr. Sousa Rosa          Rua do Duque de Saldanha          Rua do farol          Rua do Freixo          Rua do Heroísmo          Rua do Infante D. Henrique          Rua do Morgado de Mateus          Rua do Passeio Alegre          Rua do Teatro          Rua do Vilar          Rua do Visconde de Bóbeda          Rua dos Caldeireiros          Rua dos Clérigos          Rua dos Mártires da Liberdade          Sinagoga do Porto 9:30 -12:3 0/14:30-1 7:30  9:30 -12:3 0/14:30-17:3 0 (Dom) Encerra ao Sába do  Feriados J udaicos: Encerrado  Travessa de Coronel Pacheco          Travessa de Luís Cruz          Tab elas dos Locais 25 Union des Assurances de Paris          Tab elas dos Locais 32  Tabela 5: Monumentos/Espaços Culturais, Restauração, Alojamento e Comércio Legenda:  Monumentos/Espaços Culturais:  Abundantes (Até 1km) (A)  Limitados (+ de 1km) (L)  Inexistentes (+ de 2km) (I)  Restauração:  Abundante (Até 1km) (A)  Limitado (+ de 1km) (L)  Inexistente (+ de 2km) (I)  Alojamento:  Abundante (Até 1km) (A)  Limitado (+ de 1km) (L)  Inexistente (+ de 2km) (I)  Comércio:  Abundante (Até 1km) (A)  Limitado (+ de 1km) (L)  Inexistente (+ de 2km) (I) Tab elas dos Locais 33 Local Monumentos/ Espaços Culturais Restauração A lojamento Comércio A L I A L I A L I A L I A Brasileira     A Pérola do Bolhão     Academia Contemporânea do Espetáculo     Antiga Mercearia António Manuel Gomes     Antigo Restaurante Commercial     Avenida da Boavista     Avenida de Camilo     Avenida de França     Avenida Montevideu     Avenida de Rodrigues de Freitas     Avenida do Brasil     Avenida dos Combatentes da Grande Guerra     Bazar dos Três Vinténs     Biblioteca Pública Mun icipal do Porto     Café Aviz     Café Bom Gosto 1     Café Convívio     Café Novo     Café Santarém     Cafetaria Sical     Campo dos Mártires da Pátria     Capela das Almas de Santa Catarina     Capela de Nossa Senhora da Boa Hora de Fradelos     Capela da Senhora da Saúde     Capela d e Nossa Sen hora do Socorro     Capela de Nossa Senhora dos Anjos     Capela de Santa Catarina e Senhora dos Anjos     Capela de S. Crispim e S. Crispiniano     Capela de S. Roque da Lameira     Capela do Senhor da Boa Nova     Casa da Música     Casa do Despac ho da Ordem Terceira de S. Francisco     Casa do Despacho da Venerável Ordem Terceira do Carmo     Tab elas dos Locais 34 Cemitério de Paranhos     Companhia de Seguros Tranquilidade     Companhia União de Crédit o Popular     Depósito de Materiais da Fábrica de Cerâmica das Devesas     Depósito de Sola e Cabedae s Adriano Vieira da Silva Lima e C.ª     Ermida de S. Miguel-o-Anjo     Escola do Comércio do Porto     Estação de Metro do Bolhão     Estação de S. Bento     Fonte das Oliveir as     Fonte de Villar     Grande Bazar do Porto     Hotel Infante Sagres     Hotel Peninsular     Igreja da Ordem Terceira do Carmo     Igreja da Trindade     Igreja da V enerável Irm andade de Nossa Senho ra do Terço e Caridade     Igreja de Campanhã     Igreja de Nossa Senhora da Areosa     Igreja de Nossa Senhora da Conceição     Igreja de Nossa Senhora da Vitória     Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro     Igreja de Nossa Senhora do Terço e Caridade     Igreja de S. João Novo     Igreja de S. José da s Taipas     Igreja de S. Martinho de Lordelo do Ouro     Igreja de S. Nicolau     Igreja de S. Pedro de Miragaia     Igreja de San to António do s Congregados     Igreja de Santo Ildefonso     Igreja do Corpo Santo de Massarelos     Igreja do Mirante     Igreja dos Carmelitas     Tab elas dos Locais 35 Igreja e Colégio de Nossa Senhora da Esperança     Igreja e Colégio de S. Lourenço     Igreja e Convento de Santa Clara     Igreja e Sa nta Casa da Misericórdia do Porto     Igreja Lusitana do Redentor     Igreja Nova de Ramalde     Igreja Paroquial de Aldoar     Igreja Paroquial de Paranhos     Igreja Velha de Ramalde     Igreja Velha do Carvalhido     Jardim Botânico     Jornal de Notícias     Largo de Alberto Pimentel     Largo dos Lóios     Lavabos do Passeio Aleg re     Metalúrgica Landolt     Museu Nacional de Soares dos Reis     Núcleo arquitetónico da Sé do Porto     Padaria Flor do Paraíso     Padaria Independente     Padaria Palmeira     Padaria Ribermel     Painéis do Largo Alexandre Sá Pinto     Painéis do Mercado do Bolhão     Painel à Cidade     Painel da Oliva     Painel da União Vinícola Abastecedora     Painel do Porto     Painel do s Albergues Noturnos do Porto     Painel O Melhor Café é o da Brasileira     Palacete dos Viscondes de Balsemão     Palacete Pinto Leite     Palácio Atlântico     Palácio de Cristal     Papelaria Araújo e Sobrinho     Placas Toponímicas     Praça de Carlos Alberto     Praça de Liége     Praça do Exército Libertador     Quiosques     Tab elas dos Locais 36 Residencial do Castelo d e Santa Catarina     Restaurante Abadia do Porto     Ribeira Negra     Rua Campo do Rou     Rua Conde de Vizela     Rua da Alegria     Rua da Assunção     Rua da Conceição     Rua da Constituição     Rua da Fábrica     Rua da Firmeza     Rua da Flora     Rua da Galeria de Paris     Rua da Prelada     Rua da Restauração     Rua das Flores     Rua das Oliveiras     Rua das Taipas     Ruas das Virtudes     Rua de Adolfo C asais Monteiro     Rua de Agramonte     Rua de Alexandre Braga     Rua de Antero de Quental     Rua de António Cardoso     Rua de António Carneiro     Rua de Belomonte     Rua de Camões     Rua de Cândido dos Reis     Rua de Carlos Malheiro Dias     Rua de Cedofeita     Rua de Chaves de Oliv eira     Rua de Cima do Muro     Rua de Costa Cab ral     Rua de D. João IV     Rua de D. Manuel II     Rua de Diu     Rua de Faria de Guimarães     Rua de Fernandes Tomás     Rua de Ferreira Borges     Rua de Gonçalo Cristóvão     Rua de Guilherme Braga     Rua de Honório Lima     Rua de José Falcão     Rua de La Couture     Rua de Miguel Bombarda     Rua de Mouzinho da Sil veira     Rua de Nossa Senhora de Fátima     Tab elas dos Locais 37 Rua de Oliveira Monteiro     Rua de Pinto Bessa     Rua de S. Bento da Vitóri a     Rua de S. Miguel     Rua de S. R oque da Lameira     Rua de Sá da Bandeira     Rua de Santa Teresa     Rua de Santo s Pousada     Rua de Silva Tapada     Rua de Sousa Pinto     Rua de Sousa Viterbo     Rua de Tomás Gonzag a     Rua do Almada     Rua do Bonfim     Rua do Bonjardim     Rua do Campo dos Mártires da Pátria     Rua do Campo Lindo     Rua do Carvalhido     Rua do Clube Fluvial Portuense     Rua do Dr. Alves de Veig a     Rua do Dr. Barbosa de Castro     Rua do Dr. José de Figueiredo     Rua do Dr. Sousa Rosa     Rua do Duque de Saldanha     Rua do Farol     Rua do Freixo     Rua do Heroísmo     Rua do Infante D. Hen riq ue     Rua do Morgado de Mateus     Rua do Passeio Alegre     Rua do Teatro     Rua do Vilar     Rua do Visconde de Bobeda     Rua dos Calde ireiros     Rua dos Clérigos     Rua dos Mártires da Liberdade     Sinagoga do Porto     Travessa de Coronel Pacheco     Travessa de Luís Cruz     Union des Assurances de Paris     Tab elas dos Locais – Tabela Final 38  Tabela Final 1 1 O Horário tem e m conta o Conjunto Azulejar que se destaca. Se a superf ície azulejada for de m aiores dim ensões no exterior ent ão é es se Conjunto Azulejar que se tem em conta, e vice -versa. Local Localização Acessibilidade Visita / Visibilida de Horário Preçário Monumentos / Esp. Culturais Restauração Alojamento Comércio CH B P A C M A P F/P I D/I S FS F G P A L I A L I A L I A L I € €€ €€€ A Brasileira           )      A Pérola do Bolhão           )      Academia Contemporânea do Espetáculo         )      Antiga Mercearia António Manuel Gomes          )      Antigo Restaurante Commercial            )      Avenida da Boavista               Avenida de Camilo                Avenida de França          )      Avenida Montevideu          )      Avenida de Rodrigues de Freitas          )      Avenida do Brasil              Tab elas dos Locais – Tabela Final 39 Avenida dos Combatentes da Grande Guerra             Bazar dos Três Vinténs                 Biblioteca Pública Municipal do Porto                Café Aviz                Café Bom Gosto 1                Café Convívio                Café Novo               Café Santarém                Cafetaria Sical                Campo dos Mártires da Pátria                Capela das Almas de Santa Catarina                Capela de Nossa Senhora da B oa Hora de Fradelos                 Capela da Senhora da Saúde                 Capela de Nossa Senhora do Socorro               Capela de Nossa Senhora dos Anjos                Capela de Santa Catarina e Senhora dos Anjos              Tab elas dos Locais – Tabela Final 40 Capela de S. Crispim e S. Crispiniano                Capela de S. Roque da Lameira              Capela do Senhor da Boa Nova              Casa da Música               Casa do Despacho da Ordem Terceira de S. Francisco                Casa do Despacho da Venerável Ordem Terceira do Carmo          - - - -     Cemitério de Paranhos              Companhia de Seguros Tranquilidade              Companhia União de Crédito Popular                Depósito de Mate riais da Fábrica de Cerâmica das Devesas                Depósito de S ola e Cabedaes Adriano Vieira da Silv a Lima e C.ª                Ermida de S . Miguel- o-Anjo              Tab elas dos Locais – Tabela Final 41 Escola d o Comércio do Porto              Estação de Metro do Bolhão                Estação de S. Bento                Fonte das Oliveir as              Fonte de Villar              Grande Bazar do Porto               Hotel Infante Sagres                Hotel Peninsular                Igreja da Ordem Terceira do Carmo                Igreja da Trindade                Igreja de Campanhã              Igreja de Nossa Senhora da Areosa              Igreja de Nossa Senhora da Conceição               Igreja de Nossa Senhora da Vitória                Igreja de Nossa Senhora d o Perpétuo Socorro                Igreja de Nossa Senhora do T erço e Caridade                 Igreja de S. Jo ão Novo                Tab elas dos Locais – Tabela Final 48 Rua do Clube Fluvial Portuense                Rua do Dr. Alves d e Veiga               Rua do Dr. Ba rbosa de Castro                Rua do Dr . Jo sé de Figueiredo              Rua do Dr . Sousa Rosa              Rua do Duque de Saldanha               Rua do Farol              Rua do Freixo                Rua do Heroísmo                Rua do Infante D. Henrique                Rua do Morgado de Mateus               Rua do P asseio Alegre              Rua do Teatro              Rua do Vilar              Rua do Visconde de Bobeda               Rua dos Calde ireiros                Rua dos Clérigos                Rua d os Mártires da Liberdade               Sinagoga do Porto              Tab elas dos Locais – Tabela Final 49 Travessa d e Coronel Pacheco              Travessa d e Luís Cruz              Union des Assu rances de Paris                Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 50 Fichas de Inven tário dos Conjun tos A zulejar es Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 51 2 DIAS, Marin a T avares; M ARQUES, Mário Morais – Po rto Des aparecido . Lisboa : Q uim era, 2002. ISBN 972-58 9- 091 -4, pp . 173, 175-1 76. Edifíci o 2 Designação do Edifício: A Brasileira Tipo de Edifício: ( A ntigo) Estabelecimento Comercial Localização do Edifício Freguesia: Santo Ildefonso Lugar/Rua: R ua de Sá da Bandeira, nº 71 Coordenadas GPS: 41°08'59.7"N 8°36'26.2"W Cronologia do Edifício: S éculo XX Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: Quando abriu portas a 4 d e Maio d e 1 903, ‘ A B raz ileira ’ , propôs algo que revolucionou o mercado no Porto. Aqui vendia -se café a p eso, de lotes especiais, diretamente importados do Brasil, oferecendo de forma g ratuita uma c hávena a cada cliente . Melhor forma de publicidade não havia, f acto provado pela grande af luência de apreciadores d e ca fé a o nº 71 da Rua de Sá d a Bandeira. Além desta, eram div ersos os c artazes e p ainéis espalhados pela cidade, restando um na Rua do Dr. Ricardo Jorge onde se po de ler O Melhor Café é o da Bra z ileira . Fundada por Adria no Telles , A Brasileira teve u m jornal próp ri a, mais u m meio de propaganda para q ue o público reconhecesse os produtos d este estabelecimento, e reconhecendo -o como um legí timo sucessor dos cafés tradicionais d o P orto. Este quinzenário tev e uma v ida demais de t rês d écadas, passan do a ac ompanhar os frequentadores da casa. Os se us artigos f alav am sobre os b ene fícios e hábitos do consumo de café, possuía anúncios para f ornecedor es e clientes e ainda u m espaço dedicado à poesia, que tinha como tema este pro duto. Fotografias do Edifício : Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 52 3 CÂMARA MUNICIPAL DO PORT O – Pela Cidade do Porto: Des coberta da cidade atrav és de uma visita aos m urais cerâmicos . Porto: CMP, 2002. I SBN 978 -8022- 23 -9, pp. 29- 30. Conjunto Azulej ar Designação: Painel d’ A Brasileira Localização do Conjunto Azulej ar: Exterior Datação do Conjunto Azulej ar: 1965 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Cecíl ia e Sousa Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: n . 1937 Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações s obre o Autor: Cecília de Sousa na sceu em Lisboa em 1937 e f r eq uento u, a p artir de 1950, o curso de Cerâmica na Escola António Arroio. Trabalhou n o atelier de Manuel Cargaleiro, na Fábrica de Cerâmica Viúva La mego, e colaborou com artistas como Eduardo Leite. A sua projeção deu -se com a V Exposição d e Cerâmica Moderna, em 1957, onde obteve o Prémio Manu el da Cost a Brioso. A partir d e 1958 começou a d esenv olver a tividades com de coradores de interiores e, simultaneamente, ia expondo individualmente. Em 1968 vai para Angola ensinar Desenho, permanecendo em África até 1974 e, n o regresso a Portugal, para em Itália, Franç a e Inglaterra, países onde acabou por ex por 3 . Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Cerâmica Figurativa Cores do Conjunto Azulejar: Policromo [Destaca -se o: Verde | Azul | Branco] Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: A temática deste painel relaciona -se com o café, estando de acordo com o seu destinatário, A Brasileira , um e stabelecimento de v enda de ste produto. São visív eis m áscaras tribais, assumindo u ma relação com os p aíses de pr odução e extração do caf é. Além diss o, estão representados grãos de café em diversos tamanhos e elementos decorativos geométricos que permitem a separação destes dois elementos principais. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 53 Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 1: Lo calização do Painel Figurativo d’ A Brasileira. Figura 2: Painel Figurativo d’ A Brasileira. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 54 4 S IPA – Teatro de Sá da Bande ira [em linha]. Forte de Sacavém: SIPA. [Consu lt. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=10736 >. PORT O X XI – Teatro de Sá d a Bandeira [ em linha]. Porto: Turism o do Porto. [Co nsult. 7 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.p ortoxxi.com /cultura/ver_edificio. php?id=116 >. Ponto de Interesse 4 Designação do Ponto de Interesse: Teatro de Sá da Bandeira Tipologia do Ponto de Interesse: Teatro | Sala de Espetáculo Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: R ua de Sá da Bandeira, nº8 Coordenadas GPS: 41°08 '49.7"N 8° 36'31.9"W Breve descrição do Ponto de Interesse: O Teatro de Sá da Bandeira é repleto de história. Em 1855 é inaugurado como Tea tro Circo, sendo um a construção em madeira, mandado construir por D. José T oudon Ferrer Catalon para a sua co mpanhia equestre. Em 1867 foi construído o edifício que chegou até aos nossos d i as e que até 1 910 era ch am ado de T eatro do Príncipe Real. Foi aqui a primeira apresentação, na cidade do Animatógrafo e também, em 1896, a ap res entação dos primeiros f ilmes realizados por um po rtug uês, Aurélio da Paz dos Reis (1 862 -1931). Em Outubro de 1 910 é troca do o nome de Teatro do Príncipe Real pelo de Teatro de Sá da Bandeira . Foi um dos prime iros, se não o primeiro, teatro do Po rto a usa r ilum inação elétrica em vez da iluminação a gás. Informações úteis: ----- Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 55 5 SIPA – A Péro la do Bolh ão [em linha]. Forte de Sacavém: SIPA. [C onsult. 24 Abr. 2 015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=20170 >. Edifíci o 5 Designação do Edifício: A Pérola do Bolhão Tipo de Edifício: Estabelecimento Comercial Localização do Edifício Freguesia: Santo Ildefonso Lugar/Rua: R ua Formosa, nº 279 Coordenadas GPS: 41°08'54.2"N 8°36'24.1"W Cronologia do Edifício: S éculo XX Classificação do E dif ício: ----- Breve descrição do Edifício: Construído no início do século X X, é um ed i fício de planta longitudinal e retangular. Tem uma volumetria de caráter vertical e f achada principal voltada a Norte. O primeiro piso, que corresponde à loja A P érola do Bolhão , fundada p or António Rodrig ues Reis em 1917, além da decoração em az ulejo, ap r esenta a sua frontaria em ferro fundido. Fotografias do Edifício : Figura 3: A Pérola do Bolhão. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 56 Conjunto Azulej ar 6 Designação: Revestimento Ex terior d’ A Pérola do Bolh ão Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Principal Datação do Conjunto Azulej ar: 1917 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: P aulino Gonçalves [?] Nome da Oficina/Fábrica: Fábri ca do Carvalhinho Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: 1840[?]- 1970’s Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: Situada na Quinta da Fraga, no P orto, a Fábrica do Carvalhinho f oi fu ndada, em 1840[?] , por Tomá s Nunes da Cunha e An tónio Monteiro Cantarino. Foi das primeiras fábricas a produzir azulejo em grande escala de sti nado a o revestimento de superfícies parietais, aprese ntando motivos de padrão e de figura avulsa. Utilizav a uma policromia v ariada e produziu, d este a d écada de 40 do século XIX, azulejos de estamp ilha. Só a partir de 1906, sob a direção d e A. N. Dias de Freitas e Filhos, é que os seus produtos começaram a ser m arcados. Em 1923 passa para as margens de Vila Nova de Gaia e e ncerra a s su a s instalações em 1974 depois de um período de agreg ação com a Fá brica de Sacavém. Dos seus artistas destacam -se Carlos Bran c o e Paulino Gonçalves 7 . Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: Com a s ua riquez a iconográfica e o c olorido da composição, a Pé rola do Bolhão tornou-s e um ex-libris comercial da cidade d o Porto. Tod a a sua e strutura de madeira é pintada em tom pérola e assenta num embasamento de mármore rosa, destacando-se o vão central da po rta ladeado por do is p ainéis de azulejo onde estão rep resentadas duas figuras femininas ornamentadas à m oda oriental. A da esquerda segura um ramo de f lor de chá e a d a direita um ramo com bagas de ca fé . Estas lembram as f iguras de convite setecentistas e cumprem igual dever, ou seja, convidam à e ntrada no esta beleci mento e à compra dos produtos anunciados. Os três frontões curv ilíneo s que r ematam a estrutura foram também preenchidos com azulejo. O espaço central foi utiliz ado para a colocação da designaçã o do estabelecimento, A Pérola do Bolhão , sendo os dos extremos uti lizados para a Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 57 divulg ação dos do is produtos da especialidade, Chá e Café . Para terminar, chama -se a atenção para o nome da fábrica e a data d e execução deste conjunto, que se enco ntra na zona inferior do painel da direita. Aqui po demos visualizar a designação F. ca do Carvalhinho -P orto e o ano de 1917 . Mesmo não contendo a assinatu ra de um autor, podemos apontar o nome de P aulino G onçalves co mo o executa nte do conjunto, isto devido ao tipo de cercaduras e arra njos florais que são apresentados 8 . Fotografias do Conjunto A zulejar: 6 MARTINS, F austo Sanches – Azulejaria Portuense . Lisboa: I napa, 2001, p. 171. 7 INSTIT UTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO P ROFISSIONA L – As Idades do Az ul – formas e memórias da a zulejaria por tuguesa . L isboa: IEFP, 1998. IS BN 972-7 32-453-0, p. 108. 8 MARTINS, F austo Sanches – Azulejaria Portuense , p. 171. Figura 4: Pormenor do Reve stimento d’ A Pérola d o Bolhão. Figura 5: Pormenor do Reve stimento d’ A Pérola do Bolhão. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 64 Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 17 : Pai nel Figurativo da Academia Contemporânea do Espetáculo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 65 12 SI PA – Fonte dos Leões [em linha]. Fort e de Sac avém: SIPA. [Consult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=3969 >. Ponto de Interesse 12 Designação do Ponto de Interesse: F onte dos Leões Tipologia do Ponto de Interesse: Fonte Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Praça Gomes Teixeira Coordenadas GPS: 41°08 '49.2"N 8° 36'56.5"W Breve descrição do Ponto de Interesse: A construção da Fonte dos Leões iniciou-se em sete mbro de 1885. No ano seguinte, em dezembro, já jorrava água. A sua c onstrução deve -se à empresa parisiense Compagnie Générale des Eaux pour l'Etranger . É uma f onte que assenta e m quatro leõ es, co m asa s, sentados em cada extremo e int ercalados por colunas. A encimar es te grupo escultóric o encontram-se d uas taças, em bron z e pintado, so brepostas e escalonadas. O tanque é em granito e octogonal, com bordos arredondados e paredes ondula das. A ta ça inferior, de onde jorra a água, é percorrida por um friso em alto -relevo e com elementos vegetalistas, interrompido apenas pelas cornetas que permitem a circulação da ág ua. Informações úteis: ----- Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 66 Edifíci o Designação do Edifício: Antiga Mercearia António Manuel Gomes Tipo de Edifício: Edifício | Antigo Estabelecimento Comercial Localização do Edifício Freguesia: C edofeita Lugar/Rua: R ua de General Silv eira, nº34 Coordenadas GPS: 41°09'03.0"N 8°36'52.6"W Cronologia do Edifício: S éculo XX [?] Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: Edifício de trê s pisos sendo o do rés - do -chão d estinado ao e stab elecimento comercial, neste caso, uma mercearia. Fotografias do Edifício : Figura 18 : Vista Geral da Antiga M erceari a António Manuel Go mes. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 67 Conjunto Azulej ar Designação: Revestimento Exterior da Anti ga Mercearia António M anuel Gomes Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Principal [Rés- do -Chão] Datação do Conjunto Azulej ar: Século XX [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar:  Pintura Semi-Industrial | Azulejo Figurativo  Pintura Semi-Industrial | Azulejo de Padrão Cores do Conjunto Azulej ar: Policromo [Destacam-se o: Azul | Amarelo | Branco | Verde | Ocre | Vermelho | Rosa] Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: Sobre os vãos foi aplicado um friso composto p or az ulejos de padrão. O pad rão é composto por um módulo de quatro azulejos em que a forma do elemento c entral, fo r mada por dois motivos, se aprox ima à de u m c oração. Ao c entro deste, e em p osição invertida, fo i pintado um outro motivo que relem bra um leque. Nos dois azulejos infe rior es foi ainda pintado um semicírculo, elemento de união entre todos os exemplares que con stituem este friso. Deste friso pe nde m, em ca da um dos extremos da fachada, um medalhão com um motivo floral ao cen tr o e emoldur ado po r ornatos de inspiração rococó. Dele suspendem arranjos florais composto por div ersos tipos d e flores que se distinguem pelas cores utiliz adas. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 19 : Revestimento do Edifício. Figura 20 : Pormenor do Revestimento do Edifício. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 68 Figura 21 : Pormenor do Revestimento do Edifício. Figura 22 : Pormenor do Revestimento do Edifício. Figura 23 : Pormenor do Revestimento do Edifício. Figura 24 : Pormenor do Revestimento do Edifício. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 69 Figura 25 : Pormenor do Revestimento do Edifício. Figura 26 : Pormenor do Revestimento do Edifício. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 70 13 CAFÉ PROGRE SSO – Café Progresso . [em linha]. Porto: Caf é Progress o. [C onsult. 23 Mar. 2015]. Disponíve l na Internet <URL http://www.cafepro gresso.net/ >. Ponto de Interesse 13 Designação do Ponto de Interesse: C afé Progresso Tipologia do Ponto de Interesse: Café Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Rua do Actor João Guedes, nº5 Coordenadas GPS: 41°08 '52.7"N 8° 36'55.1"W Breve descrição do Ponto de Interesse: Situado na Rua Actor João Guedes, o Ca fé Progresso é, a s eguir ao Piolho , aquele que se mantém em f uncionamento há mais tempo. Em tempos antigos era conhecido como o Café dos Professores , enquanto o Piolho era o dos estudantes. Conseguiu manter o aspeto dos velhos botequins, escapando às renovações que outros caf és sofreram durante a década de 1930. Foi na última década do século XIX, precisamente a 24 de Setembro de 1899, que o Café Progresso abriu portas. E ncontra-se desde 1919 no atual edifício, e à é poca era conhecido como Bote quim Progresso , e foi apenas em 1963 que recebeu a classi ficação de café [1- 07 -1963]. D urante os anos 2003 -2005 foi profundamente remodel ado para se adaptar a novas necessidades, c omemorando e m 2014 o 115º aniversário. Informações úteis: Horário: 7:00 -1 9:00 Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 71 14 SIPA – Edifício na Rua d o I nfante D. Henrique, nº 77 a 79 [em linh a]. Forte de Sacavém : SIP A. [Consult. 24 Abr. 201 5]. Disp onível na I nternet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5568 >. Edifíci o 14 Designação do Edifício: Antigo Restaurante Comm ercial Tipo de Edifício: Estabelecimento Comercial Localização do Edifício Freguesia: S. Nicolau Lugar/Rua: R ua do Infante D. Henrique, nº 7 7 - 79 Coordenadas GPS: 41°08'27.2"N 8°36'53.4"W Cronologia do Edifício: S éculo XX Classificação do Edifício: Imóvel de Interesse Público Breve descrição do Edifício: Fundado em 1894, o Restaurante Commercia l fo i uma iniciativa do mestre de c ozinha espanhol Manuel Recarey Antelo e pretendia servir com requinte e boa mesa os homens de n egócio d a cidade. Na d écada de 60 do sécu lo XX p ertence à soci edade Mira, esta gerida p or Fernando Maia, industrial e f ina nceiro que transforma e ste estabelecimento numa pastelaria e casa de chá, introduzindo ainda um pub na cave. Segundo o testemunho de alguns portugueses por aqui passaram várias personalidades do m undo da política, das letras e das artes. Tendo como e specialidade, enquanto restaurante, o “bife à inglesa”, acabaria por encerrar no s anos 7 0 d o século XX. Em 1982 o arquiteto António Men éres elaborou um projeto para a sua remodelação e h oje encontra -se ab erto como P izz e ria Mamm a Nost ra . Arquitetura civil que conjuga o estilo n eoclássico e Arte Nova, quer a nível arquitetónico, quer decorativo. O espaço que co rresp onde ao estabelecimento, tanto o antigo, como o novo, inse re-se no rés- do -chão de um edifício d e seis pisos. A f achada principal, voltada a norte, apresenta uma devanture em fe rro fundido, estrutura que é ladeada po r painéis de azulejo f igurativ o o nde se destacam os e lementos f lorais de inspiração Arte Nova. Fotografias do Edifício : Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 72 Conjunto Azulej ar Designação: Revestimento Exterior do Anti go Restaurante Commercial Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Principal Datação do Conjunto Azulej ar: Século XX [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: Desconhecido Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: Desconhecida Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conj unto A zule jar: Policromo [Destacam-se o: Verde | Rosa | Vermelho | Castanho] Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: O conjunto en v olve a fach ada do rés - do -chão do prédio o nde esteve sediado o An tigo Restaurante Commercial . Os motivos, ao gosto A rte Nov a, estão localizados nos seu s extremos e apresentam motiv os florais onde se destacam os cravos, em várias fases de crescimento, e uma grande diversi dade d e folhas. Os m otivos começam a desenvolver -se a partir de um element o estiliz ado, composto por m a rosa e uma folha, e sã o sobrepostos por uma espécie de sanefa o nde esta f lor se repe te três vezes. Este elemento aparece suspenso numa pequena barra com os e x tremos cúbicos e o s elementos pendentes assemelham-se a folhas que são envolvidas por fitas. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 27 : Localização do Rev estimento d o Antigo Restaurante Commercial. Figura 28 : Po rmenor do Revestimento do Antigo Restaurante Commercial. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 73 Figura 29 : Pormenor do Rev e stimento do Antigo Restaurante Commercial. Figura 30 : Pormenor do Rev e stimento do Antigo Restaurante Commercial. Figura 31 : Pormenor do Rev e stimento do Antigo Restaurante Commercial. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 80 por arcaria em granito onde, cada arco de volta per feito, é enquadrado por pilares de granito. A sua fa cha da principal, voltada a Oeste, desenvolv e -se em d ois pisos e mezanino, sendo o telhado também aproveitado. No p rimeiro registo é rasgada por dezasseis janelas d e guilhotina e pe lo portal principal, envolvido p or uma mo ldura d e granito. No segundo r egisto o s v ãos f oram reduzidos a m etade e são de sacada, com portas de d uas f olhas e b andeira, além de s erem encimados po r u ma cornija e protegidas por guarda em ferro forjado. Sobre e st as, correspondendo ao mezanino, foram rasgadas mais oito pe que nas janelas de d uas f olhas e, já no telhado e em mansarda, sete o utro s vãos. Qu anto ao seu int erior, é composto por salas distintas, onde se distribuem os serviços d a atual B ibli oteca Pública Municipal, e às quais se acedem através de escadarias de granito. Fotografias do Edifício : Figura 34 : Interior da BMPM . Figura 35 : Interior da BMPM . Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 81 Conjunto Azulej ar 1 Designação: Painéis do Mosteiro de S. Bento de Av é -Maria Localização do Conjunto A zule jar: Claustro e Átrio da Biblioteca Pública Municipal do Porto Datação do Conjunto Azulej ar: Séculos XVII-XVIII A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: Desconhecido Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: Desconhecida Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ------ Técnica do Conjunto A z ule jar:  Pintura Manual | Azulejo Fig urativo  Pintura Manual | Azulejo de Figura Avulsa Cores do Conjunto Azulejar:  Azulejo Figurativ o: Azul | B ranco  Azulejo de Figura Avulsa: Azul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar:  Primeiro e Segundo Paine l: Nes tes dois p ainéis f oram represent adas duas da mas vestidas com tra jes da época, ou seja, dos séculos XVII-XVIII, e o nde se destaca m as compridas mangas dos v estidos. En contra m -se enquadradas por duas colunas e em cima de um pedestal. Ambas seguram nu ma das mãos um pequeno arranjo floral.  Terceiro P ainel : À semelhança dos dois pa inéis ant eriores, est e te rceiro painel ostenta um rapaz enquadrado por duas colunas e sobre um pedestal. Esta f igura apresenta -se seminua apenas com um tecido, idêntico ao dos vestidos d as mulheres, que lhe cobre apenas a zona das ancas. Segura uma cornucópia recheada de peras e com uma ramada sinuosa que lhe enquadra a cabeça. Neste painel foram também p intadas duas flores de cada lado da pe rso nagem, da ndo a ideia de que caem de uma zona superior.  Quarto e Quinto Painel: Numa linguagem muito semelhante aos anterior es, estes dois painéis têm representadas albarrad as. Deste s vasos, sobre pedestais, sa em diversos tipos de f lores que preenchem todo o painel. Também sobre o pedesta l, e ladeando o vaso, foram pintados dois pássaros, estes colocados c omo sendo Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 82 espelho u m do outro. E m ambos os painé is foi aplicado um friso, ex ibindo motivos f lorais, quer na zona superior, quer na inferior.  Sexto Pa inel : Ostenta apenas motivos florais, e nquadrando -se no movimento da «tulipomania» ho landesa, isto porque as tulipas represe ntam 50% dos elementos representados.  Sétimo Painel: Este painel é igual ao s Quarto e Quinto, tendo sido co locad o no Átrio da BPMP, ao invés do Claustro. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 36 : Painel Figurativo. Figura 37 : Pormenor do Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 83 Figura 38 : Painel Figurativo. Figura 40 : Painel Figurativo. Figura 39 : Pormenor do Painel Figurativo. Figura 41 : Pormenor do Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 84 Figura 42 : Painel Figurativo. Figura 44 : Painel Figurativo. Figura 43 : Pormenor do Painel Figurativo. Figura 45 : Pormenor do Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 85 Figura 46 : Painel de Figura A vulsa. Figura 48 : Painel Figurativo. Figura 47 : Pormenor de Figura Avulsa. Figura 49 : Pormenor do Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 86 Conjunto Azulej ar 2 Designação: Painel do Convento de Grijó Localização do Conjunto Azulej ar: Claustro da Biblioteca Pública Municipal do Porto Datação do Conjunto Azulej ar: Século XVII A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: Desconhecido Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: Desconhecida Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ------ Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo de Padrão Cores do Conjunto Azulejar: Ama r elo | Azul | Verde | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: Este pa in el é fo rmado po r pa drão geométrico, destacando -se as forma s circulares e o s elementos polilobados. Estes s ão enquadrados p or dois f risos, o su perior com motivos entrançados, o inferior com motivos em estilo ferronnerie . Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 50 : Padrão Painel. Figura 51 : Friso do Painel. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 87 19 MARTINS, Faus to Sanche s – Azulejaria Portuense . Lis boa: Inapa, 2001, pp. 67 -69. Conjunto Azulej ar 3 19 Designação: Painéis do Mosteiro de S. Bento da Vitória Localização do Conjunto A zulejar: Átrio da Biblioteca Pública Municipal do Porto Datação do Conjunto Azulej ar: Século XVIII A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: Desconhecido Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: Desconhecida Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ------ Técnica do Conjunto A z ule jar:  Pintura Manual | Azulejo de Figura Avulsa  Pintura Manual | Azulejo Fig urativo Cores do Conjunto Azulejar:  Azulejo de Figura Avulsa: Azul | Branco  Pintura Ma nual | Azulej o Figurativ o: Polícromo [Destac a -se o Azul | Roxo Manganês | Verde | Amarelo] Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar:  Primeiro P ainel : Este painel é constituído por d iv ersas cab eças huma nas representadas de perfil, muitas delas representadas com uma flor n a boca.  Segundo, Terceiro e Quarto Painel: É atrav és do s relato res do triénio de 1662 - 1665 que te mos a confirmação de que o refeitório do Moste iro d e S. Bento d a V it ória era azulejado. Em m eados do século XVIII este mesmo refeitório foi substituído por um novo. O E stado de 1758 -176 1 avança com a af irmação prepararãose e se aparelharão as paredes do mesm o refeytorio para se assentar nella s o novo az ulejo que se esta faz endo. O que resta deste revestimento são três painéis que se encontram hoje no á trio de entrada da Biblioteca Pública Municipal. No que resp eita ao rev estimento da coz inha, sabe -s e que est a fo i azulejada no triéni o d e 1777 -1780, sendo abade Frei Manuel José do Rosário. Seguindo a tra dição, os pa inéis do refeitório de São Bento da Vit ória representam a v ida d e S. Bento, reforçando o amb iente espiritual. No primeiro painel a cena representada, é a do Corvo e do Pão Envenenado , episódio emblemático da hagiografia deste santo. Esta cena segue os modelos de g ravuras da época Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 88 apresentando a penas algumas di ferenças, por exemplo n a posição da mesa, habitualmente em forma de U. A qui, os m onges se nta m -se em redor de uma mesa retangular e diante de um prato de peixe, ú nica ca rne consentida. Ao mesmo t empo, u m corvo, junto a S . Bento , assinalado po r um resplendor na cabeça, saltita diante de um p ão com o bico aberto e as asa s soltas, ta l c omo descreve o texto de Gregório Magno. Observa - se aqui outra disparidade no facto do a rtista não ter representado a cena num ambiente interior mas si m numa paisagem. Este mo tiv o central é envolvido p or uma mold ura dupl a que se desen v olve a partir do concheado da ba se e terminando e m v olutas que abrigam um querub i m. A p rim eira moldu ra, em tom amarelo, é acomp anha da por outra exterior em roxo de manganês, co m o motivo de «as as d e m orcego». A ladear esta estrutura central surgem dois ramos de f lores com um laço à v olta dos toros, remetendo para i magem de duas cornucópias, e ainda, rematando a c omposição, folhas d e parra que ressalt am sobr e um f undo marmoread o. Por todas a s su as qualidades, co mo o rigor do desenho e composição e o intens o cromatismo, este painel é atribuído a um mestre do período rococó. No segundo painel a cena represent ada passa-se numa paisagem povoada por árv ores. Aqui S . Bento e ncon tra -se sentado junto a uma gruta, e junto dele quatro outras personagens, em pé, levam-lhe cestas de pão. A julgar pelas su as vestes, p ensámos que sejam pastores. Assim sendo, só p oderá ser a representação de uma d as idas dos habitantes d as aldeias que se e ncontravam perto d o ermitério de S . Bento es perando q ue, em troca d e alimento f ísico, o santo lhes desse a limento espiritual. A mo l duro é igual à anterior mostrando que estes dois painéis faziam parte do mesmo conjunto. No terceiro painel foi r epresentada uma espécie de albarrada em qu e o vaso é constituído por concheados de linguagem rocaille . Estes concheados são em tud o semelhantes às molduras dos painéis anterior, quer na fo r ma, quer nas cores u tiliz adas. L ade ando o pedestal on de se encontra o arranjo f l oral, estendendo -se atra vés das suas forma s sinuosas a té aos ex tremos do painel, encontram -se dois querubins. E stes, representados em espelho, seguram uma ramada de pe reir a onde estão ainda quatro peras, e fo r am pintados a azul e branco, excetuando as asas, pintadas a dourado. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 89 Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 52 : Painel de Figura A vulsa. Figura 53 : Padrão do Painel de Figura Avulsa. Figura 54 : Po rmenor do Padrão do Painel de Figura Avulsa. Figura 55 : Painel Figurativo. Figura 56 : Pormenor do Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 96 Figura 73 : Painel Figurativo. Figura 74 : Padrão do Painel Figurativo. Figura 75 : Friso do Painel Figurativo. Figura 77 : Friso do Painel Figurativo. Figura 76 : Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 97 Figura 78 : Painel Figurativo. Figura 79 : Padrão do Painel Figurativo. Figura 80 : Friso do Painel Figurativo. Figura 81 : Painel Figurativo. Figura 82 : Padrão do Painel Figurativo. Figura 83 : Friso do Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 98 Figura 84 : Painel Figurativo. Figura 85 : Padrão do Painel Figurativo. Figura 86 : Friso do Painel Figurativo. Figura 87 : Painel Figurativo. Figura 88 : Padrão do Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 99 Figura 91 : Friso do Painel Figurativo. Figura 90 : Padrão do Painel Figurativo. Figura 89 : Painel Figurativo. Figura 94 : Friso do Painel Figurativo. Figura 93 : Padrão do Painel Figurativo. Figura 92 : Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 100 Figura 97 : Friso do Painel Figurativo. Figura 96 : Padrão do Painel Figurativo. Figura 95 : Painel Figurativo. Figura 100: Friso do Painel Figurativo. Figura 99 : Padrão do Painel Figurativo. Figura 98 : Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 101 Conjunto Azulej ar 6 Designação: Painéis do Convento de Santa Cl ara de Vila do Conde Localização do Conj unto Azulejar: Claustro da Biblioteca Pública Municipal do Porto Datação do Conjunto Azulej ar: Século XVII A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: Desconhecido Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: Desconhecida Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ------ Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo de Padrão Cores do Conjunto Azulejar:  Azul | Amarelo | Ocre | Branco  Azul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: O conjunto é formado por q uatro painéis, dois deles apresentando a s cores Azul, Amarelo, Ocre e Branco, e os outros dois apenas Azul e Bran co. Um dos painéis policromo s , aproximando-se aos ante riores, tem um f ri so superior com motiv os en trançados e um inferior que se adeq ua ao padrão. Um segund o painel apresent a o padrão ig ual a o anterior mas o f riso inferior é c omposto por cabeças de anjos enquadradas por as as. Dos painéis a azul e branco só um deles tem f riso, este i nferior e seguindo ta mbém a linguagem do padrão. Ambos s ão compostos p or motivos vegetalistas que se aproximam ao desenho d e flores. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 102 Fot ografias do Conjunto Azulejar: Figura 103: Friso do Painel Figurativo. Figura 102: Padrão do Painel Figurativo. Figura 101: Painel Figurativo. Figura 104: Painel Figurativo. Figura 106: Friso do Painel Figurativo. Figura 105: Padrão do Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 103 Figura 107: Painel Figurativo. Figura 108: Padrão do Painel Figurativo. Figura 111: Friso do Painel Figurativo. Figura 110: Padrão do Painel Figurativo. Figura 109: Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 104 22 INST ITUTO DO EMPREG O E F ORMAÇÃO PROFIS SIONAL – As Idades do A zul – formas e memórias da azulej aria portuguesa , p. 97. INST ITUTO PORTUG UÊS DE MUSEUS – Normas de Inv entário: Cerâmica, Cerâm ica de Rev estimento , pp. 44-45. Figura 10 disponível em INSTIT UTO PORTUG UÊS DE MUS EUS – Museu Nac ional do Azulejo. Rot eiro , p. 59. Conjunto Azulej ar 7 Designação: Painel de Azulejo Enxaquetado Localização do Conjunto Azulej ar: Átrio de Acesso à Escadaria às Salas da BPMP Datação do Conjunto Azulej ar: Séculos XVI-XVII [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: Desconhecido Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: Desconhecida Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ------ Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Técnica de Enxaquetado Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: O E nxaq uetado resulta do agrupamento de azulejos com duas cores em alternância, com dimensões e formas geométricas variáv eis, sep arados po r faixas reta ngulares, a s ta rjas , que são pintadas em cores lisas. Foi utiliz ado desde o século X VI até meados do XVII para revestir superfícies par ietais. Do Enxaquetado deriva o Enxaquetad o Co mpósito, onde o s azulejos brancos interiores são substituídos por azulejos decora dos 22 . Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 112: Pormenor do Pa inel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 105 Conjunto Azulej ar 8 Designação: Revestimento Az ulejar da Escadaria de Acesso às Salas da BPMP Localização do Conjunto Azulej ar: Escadaria de Acesso às Salas da BPMP Datação do Conjunto Azulej ar: Século XIX [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: Desconhecido Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: Desconhecida Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ------ Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Semi-Indu strial | Az ulejo de Padrão Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Amarelo | Preto | Roxo | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: Azulejo de padrão q ue se aprox ima à linguagem dos motivos pombalinos. Destacam -se os motivos florais e as ferronnerie s. É percorrido por um friso que apresenta os m esmos elementos e cores do padrão. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 113: Pormenor da Reves timento d a Es c a d a ri a . Figura 114: Padrão do Revestimento. Figura 115: Friso do Revestimento. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 112 25 CAFÉ RESTAURANT E GUAR ANY – Gu arany Caf é Restaurante . [em l inha]. Porto: Guaran y Café Restaura nte. [Consult. 23 Mar. 201 5]. Disponível na I nternet < URL http://www.caf eguaran y .com / >. Ponto de Interesse 25 Designação do Ponto de Interesse: C afé Guarany Tipologia do Ponto de Interesse: Café Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Avenida dos Aliados Coordenadas GPS: 41°08 '52.2"N 8° 36'41.0"W Breve descrição do Ponto de Interesse: É na década de 1 920 que ab re m os p rimeiros caf és na Avenida dos Aliados. De to dos, incluindo o Café Aveni da , o Café Spo rt e o Monum ental Café , a penas o Café Guarany se m antém abe rt o n os no ssos dias. É a 29 de Janeiro d e 19 33 que abre portas, segundo o projeto d e Rogério de Azevedo e com relevos em má r more do escu ltor Henrique Moreira. À época um d os cafés mais modernos do pa ís, possuindo sist emas de ventilação e refrigeração nunca antes vistos em Portugal. Mesmo n ão po ss uindo bilhares, que na altura era moda, tinha uma orquestra que atuava à tarde e à noite. O se u interior tropical invoca o Brasil do sécul o XX, e o seu papel como primeiro p rodut or mundial de café. Aqui pode ver -se o famoso alto-relevo d e Henrique Moreira, representando um ín dio, relembrando os seus congéneres da América Meridional. Situado na Avenida dos Aliados, o Guarany desde cedo definiu o seu g énero de frequência, uma clientela de intelectuais e ho mens de negócio. Em 2003, após o ê x ito da rec uperação d o Café Majestic , a mes ma gerência d ecidiu abraçar o Café Guarany e proceder da mesma fo rma, d evolv endo -lhe a sua primitiva essência. Assim, neste projeto foram pondera das a tradição e a q ualidade, restaurando - se m esas e cadeiras, candeeiros, os m ármores e a nda o s ornamentos de aço e cobre, respeitando ao máximo o o rig inal. De fo rma a providenciar ao espaço uma dinâmica m ais cultural, f oram incorporados d ois painéis d a p intora Graça Morais, designados Os Senhoras da A m azónia , seguindo a t emática do l ocal. Nestas obras, em acrí lico e p astel sobre tela, foi represen tada a Tribo Guarany , as suas ativ idades diárias, os instrumentos que utilizam e ainda os seus desejos. Informações úteis: Horário: 9:00 -0 0:00 Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 113 Edifíci o Designação do Edifício: Café Bom Gosto 1 Tipo de Edifício: Estabelecimento Comercial Localização do Edifício Freguesia: Santo Ildefonso Lugar/Rua: R ua de Alexandre Braga Coordenadas GPS: 41°08'55.9"N 8°36'25.1"W Cronologia do Edifício: S éculo XX [?] Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: ----- Fotografias do Edifício : Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 114 Conjunto Azulej ar Designação: Painel do Mercado do Bolhão no Café Bom Gosto 1 Localização do Conjunto Azulej ar: Interior Datação do Conjunto Azulej ar: Século XX [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Fran cisco Cunha Nome da Oficina/Fábrica: R2 W Cronologia do Aut or: S éculo XX Cronologia da Oficina/Fábrica: Século XX Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: A R2W está sediada na cidade do Porto e localiz a-se na Rua d e Fernandes Tomás, nº 63. Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: Neste painel foi representado o Mercado do Bolhão no ano de 1923, m ostrando como se organizavam então os diferentes estabelecimentos. Além da arquitetura, retrata tamb ém diferentes personagen s que povoavam diariamente est e espaç o. Num primeiro plan o veem-se duas crianças e, ao longo do painel, d istribuem -se sobr etudo diferentes figuras femininas, ostentando m uitas delas adereços que utilizav am para car regar o s produtos que aqui compravam. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 126: Painel Figurativo do Café Bom Gosto 1. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 115 26 SIPA – Teatr o Rivoli [em linha]. Forte de Sacavém : SIPA. [Consult. 24 Abr. 2015]. Disponí vel na Internet <URL http:// www.monum entos.pt/Site/APP_PagesUs er/SIPA.aspx? id=10745 >. Ponto de Interesse 26 Designação do Ponto de Interesse: Teatro Riv oli Tipologia do Ponto de Interesse: Teatro | Sala de Espetáculo Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Praça de D. João I e Rua do Doutor Magalhães Lemos Coordenadas GPS: 41°08 '51.6"N 8° 36'34.5"W Breve descrição do Ponto de Interesse: Inaugurado e m 1 913 c om a designação d e Teatro Nacio nal, só em 19 32 se pa ss aria a chamar de Teatro Rivoli. Obra de Júlio Brito e Pedro Ramalho passou por diversas remodelações, que lhe limitaram as di mensões. Tem o seu a pogeu d urante a d écada de 1960 e, durante as décadas seguintes, a sua program ação, de fraca qualidade, leva a que o edi fício ca ia num estado de cad ente. É comprado pela Câmara Municipal do Port o e em 1994 inicia -se a sua requali ficaçã o, sofrendo uma profunda remodelação. É inaugurado a 16 d e Outubro de 1997, assistindo -se à sua revitalização atra v és de modernas infraestruturas e novos espaços. Informações úteis: ----- Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 116 Edifíci o Designação do Edifício: Café Convív io Tipo de Edifício: Estabelecimento Comercial Localização do Edifício Freguesia: M assarelos Lugar/Rua: R ua do Arquitecto Marques da Silv a, nº 303 Coordenadas GPS: 41°09'16.0"N 8°37'51.2"W Cronologia do Edifício: S éculo XX Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: ----- Fotografias do Edifício : Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 117 Conjunto Azulej ar Designação: Painel do Café Convívio Localização do Conjunto Azulej ar: Exterior Datação do Conjunto Azulej ar: 1990 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: R. Ca mpos Nome da Oficina/Fábrica: Arte Portuguesa – Fernando Manuel Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulej ar: Po licro mo [Destaca-se o: Amarelo | Verde | Laranja | Branco] Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: Na parte superior dest e painel fo i rep resentado um cozinheiro com o respe tivo traje, ou seja, com um grande barrete branco e avental. À sua f rente uma panela e diversos alimentos, desde legumes, aos peixes e lagosta. Na parte inferior, e funcionando como uma espécie de silhar, uma paisagem campestre onde dominam os g irassóis. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 127 : Painel Fi gurativo d o Caf é Convívio. Figura 128: Pormenor do Painel Figurativo Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 118 27 SIPA – M onument o aos Her óis da G uerra Peninsu lar [em linha]. Forte de S acavém : SIPA. [Consult. 2 4 Abr. 2015]. Disp onível na I nternet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5466 >. Ponto de Interesse 27 Designação do Ponto de Interesse: M onumento aos Heróis da Guerra Peninsular Tipologia do Ponto de Interesse: Monumento Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Praça Mouzinho de Albuquerque Coordenadas GPS: 41°09 '29.4"N 8° 37'45.0"W Breve descrição do Ponto de Interesse: O Mon umento aos Heróis da Gue rra P eninsu lar co ntou com a colaboração do arquiteto José M arques da S ilv a e do e scultor Alves de Sousa, send o executado pela Co operativa dos Pedreiros e pela Fundição do B olhão . Inaugurado em 195 1 alude à Guerra Peninsular, travada entre 1 807 e 1814, unindo -se os portugueses aos e s panhóis e ingleses contra os f ran ceses. Na b ase a ss enta um grupo escultórico onde estão representadas cenas d e guerra envolvendo civis. A E ste f oi representada uma mulher a segurar a bandeira nacional na mão direita e a empunhar uma espada na e squerda, e a Oeste uma mulher com uma criança. Deste conjunt o ergue-se u ma coluna de granito sobrepost a por u m l eão sobre uma águia, simbolizando a v itória nacion al sobre o Império d e Napoleão. Na coluna encontram-se também soldados e cenas das g uerras napoleónicas em relevo. Informações úteis: ----- Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 119 Edifíci o Designação do Edifício: Café Novo Tipo de Edifício: Estabelecimento Comercial Localização do Edifício Freguesia: C edofeita Lugar/Rua: R ua da Lapa, nº 4 Coordenadas GPS: 41°09'19.5"N 8°36'48.6"W Cronologia do Edifício: S éculo XX [?] Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: ----- Fotografias do Edifício : Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 120 Conjunto Azulej ar Designação: Painéis sobre o Porto no Café Nov o Localização do Conjunto Azulej ar: Interior Datação do Conjunto Azulej ar:  Painel 1: 1999  Painel 2: 2000 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: R. Ca mpos Nome da Oficina/Fábrica: Arte Portuguesa – Fernando Manuel Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar:  Painel 1: O primeiro painel apresenta maiores dimensões que o o utro e situa - se do lado esquerdo da porta de entrada. Nele está representada uma vista da cidade d o Porto do sé c ulo XIX, visto ainda existir a Ponte Pênsil, única traves sia até então entre a s duas margens- Veem-se ainda, a lém do casario, desta c a-se a Torre dos Clérigos e o conjunto da Sé, assim como div ersos barcos rebelos.  Painel 2: Este segundo painel, mais recente e de menores dimensões, apresenta uma vista da margem d e Vila Nova de Ga i a e retrata os afazeres do quotidiano, como o de sc arregar das pipas do Vinho do Porto dos barcos rebelos. S ão diversas as p ersonagens que povoam o p rimeiro plano, estando num segundo representados os ditos barcos e, em toda a extensão do plano de fundo, a cidade do Porto. Fichas de Inventári o dos Con juntos Azulejare s 121 Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 129: Painel Figurativo do Café Novo. Figura 130: Pormenor do Painel Figurativo. Figura 131: Pormenor do Painel Figurativo. Figura 132: Painel Figurativo. Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 128 31 MART INS, F austo S anches – Azulejaria Portue nse , p. 182. INSTIT UTO POR TUG UÊS DOS MUSEUS – Jú lio Resende: Obra Cerâmica . Lisb oa: IPM, 1998. IS BN 972- 8137974, pp . 28, 77. 32 INST ITUTO DO EMPREG O E FORMAÇÃO PROF ISSIONA L – As Idades do Az ul – f ormas e memórias da a zulejaria por tuguesa , p. 78. Conjunto Azulej ar 31 Designação: Painéis da Cafetaria Sical Localização do Conjunto Azulej ar: Interior Datação do Conjunto Azulej ar: 1963-1964 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Jú lio Resende Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: 1 917-2011 Cronologia da Oficina/Fábrica: Oficina da Tijomel Informações s obre o A utor: Júlio Resende nasceu no Po rto, a 23 de Outubro de 1 917, desenvolv endo na cidade a sua atividade a rtí stica e de docente na E sc ola Superior de Belas Artes. Apesar d e sempre se ter considerado pintor e desenhador, des de 1958 qu e re aliz ou trab alhos em cer âmica, obras r epresentativ as da cerâmica parietal naciona l do séc ulo XX . Com obra de Norte a Sul d e Portugal, são a quelas situadas na cidade do P orto que se evidenciam, sendo prova disso o extenso painel d a Ribeira Neg ra e o da Est ação de Metro d o Bolhão. Salientando a sua importância, o Museu N acional do Azulejo realizou, em 1998, uma e x posição retrospetiva da sua obra cerâmica. Faleceu a 21 de Setembro de 2011 32 . Informações sobre a Oficina/Fábrica: A Fábrica de Cerâmic a Tijomel sediou -se nas Cax arias, em Ourém. Técnica do Conjunto A z ule jar: Tijolo Vidrado | Cerâmica Figurativa Cores do Conjunto Azulejar: Po licromos [Destacam-se o: Azul | Am arelo | Verde | Castanho] Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: Os dois painéis rev estem as p aredes laterais e represent am a história do c afé, indo desd e a sua plantação, à sua colheita, distribuição e consumo, este já trans fo rmad o em bebida. Integram letterings publicitários da empresa, de s enrolando -se a na rrativa d esde os locais longínquos de onde é extraí do o caf é, co m fauna e flora próprias, até à intimidade do Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 129 33 Im agens disponíve is em INSTIT UTO PORTUGUÊS DOS MUS EUS – Jú lio R esende: Obra Cerâmica , p. 28. balcão, surgindo assim dentro e fora do paine l . Fotografias do Conjunto A zulejar 33 : Figura 137: Painel Figurativo da Cafetaria Sical. Figura 138: Painel Figurativo da Cafetaria Sical. Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 130 34 SI PA – Avenida dos A liados [em linha]. Forte de S acavém: SIPA. [Consult . 2 4 Abr. 2 015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=20305 >. Ponto de Interesse 34 Designação do Ponto de Interesse: Avenida dos Aliados Tipologia do Ponto de Interesse: Avenida | Praça Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Avenida dos Aliados Coordenadas GPS: 41°08 '54.3"N 8° 36'40.3"W Breve descrição do Ponto de Interesse: Em 1889 houve uma proposta de Carlos Pezarat para a criação de uma ligação entre a Praça da Trindade e a Praça de D. P edro. Fican do este p rojeto sem efeito, em 1913 Barry Parker (1867 -1 947), arq uiteto e urbanista inglês, foi convidado pa ra elaborar uma outra proposta de lig ação entre as duas praça s. O p lano é ap rovad o, pela Câma ra Mun icipal, em 1915 e sofre a lgu mas alte rações p or parte do arquiteto Marq ues da Silva (1869 - 19 47), responsável pelas obras. No ano seg uinte começa as obras de abertura da avenida, começando pela demolição dos antigos Paços do Concelho, do Bairro do s Laranjais e de ruas como a do Laranjal e a de D. Pe dro IV . Recebe o nome de Avenida das Nações Aliad as, em homenagem à vitória aliada da 1ª Guerra Mun dial. Em 2005, com o processo de abertura do me tro, a av enida f icar parcialmente destruída, sendo recuperada pelos arquitetos Siz a Vieira e Souto de Mou ra . Informações úteis: ----- Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 131 35 SIPA – Capela das Almas de S anta Catarina [em linha]. Forte de S acavém : SIPA. [C onsult. 24 Abr. 2015]. Disponível na I nternet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5472 >. Edifíci o 35 Designação do Edifício: Capela das Almas de Santa Catarina Tipo de Edifício: C apela Localização do Edifício Freguesia: Santo Ildefonso | Bonfim Lugar/Rua: R ua de Santa Catarina, nº 426- 428 Coordenadas GPS: 41°08'59.9"N 8°36'19.6"W Cronologia do Edifício: S éculo XVIII Classificação d o Edifíc io: Imóvel de Interesse Público Breve descrição do Edifício: É durante o p onti fício de Pio VI, precisamente no ano de 1795, que se faz referência à Irmandade d as A l mas. Arquitetura n eoclássica e de planta retangular, é org anizada em nave única e capela-mor. As fa chadas são circunscritas por cantaria de granito e tot almente revestidas a azulejo histo riado, a presentando episódios da vida de São Francisco de Assis e Santa Catarina. A fachada principa l é rematada por um frontão triangular onde, no tímpano, se encontram as arm as d e São Fr ancisco e San ta Cat arina. A porta principal, com frontão interrompido, é encimada po r um janelão rematado com um frontão curv o e com um vitral representando as A lmas. A to rre sine ira, a do ssada à f achada principal, é robusta, rematada por b al austrada e coberta por co ruc héu. É composta por d ois registos, o prime iro com a porta de acesso ao interior, e o segundo marcado pelas sineiras. Interiormente a Capela das Almas de Santa Catarina é também azulejada. Aqui foram colocados painéis alusiv os à s Alm as, a S. Francisco e a Santa Catarina, a ssim como um rodapé em azulejo de p adrão azul e branco. Tanto a nave como a capela - m or têm a bóbad a de luneta com rele v os e stucados, e todos o s altares f oram executados em linguage m neoclássica. O órgão é datável do século XIX e atribuído a J osé Joaquim Fonseca . Esta capela sofreu alg umas interv enções ao lon go do tempo, salien tando em 1801 a su a remodelação e ampliação, modificando o estilo orig inal, em 1 815 a pintura do painel do retábulo-mor p or Joaquim Rafael e, em 1929 o rev estimento das fach adas com a z ulejo s executados na Fábrica Viúva Lamego pelo pintor Eduardo Leite . Conjunto azulejar: Em 1982 os azulejos da fachada sul f oram restaurados. Em 2 000 todo o conjunto azulejar, quer o exterior, quer o interior, f oi alvo de tratame nto. Desta f orma , procedeu-se à limpez a superficial d e vidrados e contornos, à remoçã o de alguns exemplares Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 132 e de arg amassas fendilhadas, à limpeza de arg amassa s velhas, à aplicação de pesticidas, como à dessalinização, co nsolidações pontuais e preenchimento dos esp aços das juntas com argamassas tradicionais 36 . Fotografias do Edifício: 36 SI PA – Cap ela das Almas de Sant a Cat arina [em l inha]. Forte de Sacavém: SIPA. [C onsult. 24 Abr. 2015]. Disponível na I nternet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA. aspx?id=5 472 >. Figura 139: Capela das Almas de Santa Catarina. Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 133 37 MARTINS, F austo Sanches – Azulejaria Portuense , pp. 118-12 5. 38 CÂMARA MUNICIPAL DO PORT O – Pela Cidad e do Porto: Descoberta da cidad e através de uma visita aos m urais cerâmicos . Porto: CMP, 2002. I SBN 978 -8022- 23 -9, p. 30. 39 INST ITUTO DO EMPREG O E FORMAÇÃO PROF ISSIONA L – As Idades do Az ul – f ormas e memórias da azulejaria portuguesa , p. 109. C ÂMARA MUNICI PAL DE LISBO A – Fábr ica de Cerâmica Viúva Lamego [ em linha]. Lisboa: CML. [Consult. 29 Jun. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.cm -lisboa.pt/eq uipam entos/equipamento/info/f abrica - de -cer amica -viuv a- lamego >. IN STIT U TO DO EMPREGO E FO RMAÇÃO PRO FISSIONAL – As Idades do Azul – formas e me mórias da a zulejaria portuguesa , p. 1 09. Conjunto Azulej ar 1 37 Designação: Revestimento Ex terior da Capela das Almas de Santa Catarina Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Principal e Fachada Lateral Sul Datação do Conjunto Azulej ar: 1929 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: E duardo Leite Nome da Oficina/Fábrica: Viúva Lameg o Cronologia do Aut or: 1 902- [?] Cronologia da Oficina/Fábrica: 1849 Informações sobre o Autor: Eduardo Leite na sceu em Sintra a 27 de Outub ro de 19 02. Formou -se na Escola de Belas Art es de Lisb oa, t endo sido aqui que estudou a s técnicas da pintura em azulejo, e nsinadas p or Alves de Sá. Na década de 2 0 viaja até Paris, cidade onde co nsolidou os seus estudos. No regresso é incumbido de gerir a Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego, sendo o r esponsável pela sua reputação e l evada no seio dos centros de produção do país 38 . Informações sobr e a Oficina/Fábrica: A F ábrica d e C erâmica Viúva Lamego foi fundada, em 1849, p or An tónio da Costa Lamego, c omeçando a produção de a z ulejos a partir da década de 60 do século XIX, e riv alizando assim com a Fabrica de Sacavém. Os nome s que se e v idenciam são o d e Eduardo Leite, ex ecutando aqui o rev estimento da Ca pela das Al mas do Porto, Pereira Cão, Jorge Barradas, Manuel Cargaleiro e Querubim L apa. O edif í cio da sua sede é hoje um Imóv el de Interesse Público e a su a f rontaria é totalmente rev estida a azulejo figurativo da autoria de Ferreira das Tabuletas 39 . Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 134 Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: Revestimento em linguagem reviv alista neobarroca que resultou do consenso entre o a rtista e a irmandade. A composição foi articulada de fo r ma a conceber u m conjunto unitário ent re as cenas representadas nas d uas facha da s. Assim, a pa rtir dos vãos o artista dividiu longitudinalmente e em planos sobrepostos toda a superfície: um rodapé, dois registos principais e um ático, adaptando -se as representações aos elementos a rquitetónicos , principalmente aos vãos correspondentes às janelas. No rodapé, fu ncionando si multaneamente de e stereóbato, apoia -se toda a composição arquitetónica f ictícia, assim como inclu i diversos m edalhões e cartelas que p ossue m elementos si mbólicos relacionados com os desenv olvidos nas c enas. Os r egistos pri ncipais merecem destaque pelo seu tratamento e emolduramentos, nos quais se percebe a influência do m estre Alves de Sá . Eduard o Le it e criou a qui p ri morosos exemplares d e arquitetura fingida e ri cos elementos decorativos, onde p redomina m grinaldas, folhas de acanto, enrolamentos de volutas e outros, p reenchendo até as áreas n eu tras com cartelas e med alhões legendados. Aliando à sua quali dade de b om de s enhador, Eduardo L eite j unta a sua a ptidã o de a g uarelista no tratamento d as nuvens dos rom pimentos e glória, conseguindo criar vários planos. Centrando-nos ag ora na análise individu al das cenas, esta torna -se compreensível visto a maioria e star legendada. A iconografia d esta capela gira e m torno d os interv eniente s e no seu processo histórico:  Santa Catarina: Referê ncia à primitiva capela em madeira;  São Francisco de Assis e Almas: E v ocação à Irm andade das Almas e Chagas de São Francisco, transferida do Mosteiro de Santa Clara para a Capela d e Santa Catarina;  Eucaristia: Lembrança d a conc essão do Lausperene que o Papa Pio VII fez em 1804; Pretende-se c om esta escolha realçar a s uperintendência da Irmandade da s Almas e Chagas de São Francisco.  Fachada Principal:  Registo Superior Esquerdo:  Legenda ALMAS E CHAGAS DE S. FRANCISCO , do is elementos que lhe estão associados, o primeiro no co ntext o te mático do Purgatório, sendo um dos santos qu e acompanhava a Virgem quando procedeu ao derramar do leite s obre a s Almas para lhes aliviar o sofrim ento, o segundo, d evido às chagas que recebeu. O artista Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 135 representa assi m estes dois elementos inserindo - os n o mesmo registo onde se distinguem, num apont amento superior, um momento alusivo à Estig matização, e um episódio re ferente às Alma s d o Purgatório, na pa rte inferior, e o nde são acentuadas as labaredas.  Registo Superior Dir eito:  Legenda S. CATA RIN A e é rep resent ada uma Custódia sustentada por dois anjos ajoelhados. Esta pe ç a representa o sa cramen to da Eucaristia e é circundada por raios e pela legenda BENDITO E LOUVADO SEJA O SA NTÍSSIMO SACRAMENTO DA EUCARISTIA , m otivo inspirado no painel do coro al to do Mosteiro de Santa Clara, datado do século XVII.  Registo Inferior Esquerdo:  Estigmatiz ação de S. F rancisco , onde S. Fr ancisco é rep resentado no monte A lv erne, no momento em qu e tem uma v isão com Cristo crucificado elevado no céu. Das chagas d e Cristo sa em cinco raios luminosos que vão marcar a impressão das chagas de Cristo no corpo do santo, procedendo -se assi m à prime ira estigmatização da História. No ú lti mo plano surge o peque no convento de Alverne, onde S. Francisco orava e se penitenciava.  Regi sto Infe rior Dir eito:  Coroação de S anta Catarina . Nota-se o conheci mento d o a rtista no q ue refere às diversas f ontes literárias e visuais que abor dam esta temática, apresentando Sa nta Catarina a ser coroada pela Virg em e pelo Menino, ao mesmo temp o que um coro de anjos d errama uma c huva de f lores. Dada a importância da santa, fo ram ainda incorporados os seus atributos: a c oroa d as v irgens, a espada, a r oda d as nav alhas e a palma do martírio, repetidos em outras cen as como símbolos identificativos.  Fachada Lateral:  A Vitória de Santa Catarina É -lhe anunciada por um Anjo : Nesta cena Santa Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 136 Catarina a ss ume um plano central estando em pé, a o contrário d as outras personagens que a rodeiam que, de v ido à situação se afastam. Os anjos rodeiam a santa e um dele s anun cia-lhe assim a sua vitória.  A Discussão de Santa Catarina : Sant a Catari na é representada numa a titude firme e serena, com o livro aberto e consciente de que detém a verdade, contrastando com a atitude do imperador e dos seus doutores e filósofos. Nesta imagem, a habitual pomba simbolizando o Espirito Santo fo i s ubstituída por Cristo, fo nte de força e inspiração da santa, e o pintor abre janelas que p ermitem d ar con t inuidade à cena, imitando os mestres renascentistas e flamengos.  Santa Cat arina suplici ada : Aqui o artista optou por não incluir o motivo mais f reque nte neste episódio, a roda de n avalhas , escolhe ndo o momento que antecede a decapitação da santa. Deu p apel de destaque ao imperador que, em v ez de um dos algozes, avança e aponta o f io da espada ao pescoço de Santa Catarina , a qual permanece de mãos postas à espe ra do desenlace . Reali zada a decapitação, o corpo da santa é levado e sepultado por d ois anjos no monte S i nai, visíveis n a zona celeste. Num medalhão sobre a cena foi representada Santa Catarina.  S. Fran cisco de Assis /Cr isto d esde da Cruz para abra çar S. Francisco : Sob a legenda foi representada uma cena em que S. Francisco é a braçado por Cristo que se desprende da cruz . Pode dizer -se que segue a composição da Deposição da Cruz pois as personagens habituais estão p resent es, Maria Madalena, a Virgem, S. João Evangelista e Nicodemo, sendo Jos é de Arim ateia aqui substituído por S. Francisco.  S. Francisco prega em presen ça de Honório III : Nesta cena, pa ra a sua representação, Ed uardo Leite recorreu ao s f rescos pintados por Giotto n a Basílica Superior de Assis, e co pia assim a figura do Papa, alterando o contexto local, e completando a cena com um rompimento de céu de f or ma a int roduz ir Cristo redentor e a Virgem, aqui coroada com dozes estrelas. Este painel foi escolhido por Eduardo Leite para receber a s ua a ssinatura, visív el n um pedaço de papel caído no chão jun to ao canto inferior direito.  O jacto milagroso de um a fo nte : Este é um tema narrado na Vida Se gunda , de Tomás de Celano, e que narra a ida de S. Francisco a um a fonte que a m isericórdia de Cristo fe z brotar auxiliando um camponês desfalecido. Eduardo Leite limit ou -se a Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 137 copiar, mais uma v ez, uma das criações de Giotto. Nu m m edalhão sobre a cena fo i representado S. Francisco.  Morte de S. Francisco d e Assis : Último g rande episódio d este co njunto e que tin ha obrigatoriamente de fazer parte de qualquer ciclo f ra nciscano. Nas exéquias de S. Francisco, o pintor recorre mais uma vez à s criações de Giotto, de sta vez à quelas que se encontram na Capela Bardi da Igreja de Santa Croce, em Flore nça. Num medalhão sobre a cena foi representada a subida ao céu de São Francisco.  S. Fr ancisco de Assis L evado pelos A njos : Após ter f alecido, S. Fr ancisco é lev ado por diversos anjos. E ncimando esta cena encontra -se uma outra onde S . Francisco está perante Cristo, m ostrando que chegou a o céu e que se prostrou aos p és do Salvador. Resumindo 40 : Episódios da V ida de Santa Catarina : Coroação de Santa Catarina; A Discussão de S ant a Catarina [com os sábios d e Alexandria]; A Vitória de Santa Catarina É-lhe anunciada por um Anjo; Santa Catarina supliciada ; Episódios da Vid a de S. Francisco : Estigmatiz ação de S. Francisco; Cristo solta-se da Cru z para abraçar S. Francisco; S. Fran cisco prega em p resença de Honório III; O jacto milagroso de uma fonte; A morte de S. Francisco; S. Francisco levado pelos Anjos; Todos estes episódios têm uma du pla missão, perpetuar a histó ria do edifício, ao mesmo tempo que divulg a os polos d evocionais d a irmandade. A m ensagem transmitida prende -se com a história da salvação, quando são destacadas a s Chagas de S ão Francisco, com a lembrança aos v ivos das sua s ob rig ações perante os que já partiram, p ercetív el na cen a das Laba redas do Pu rgatório , e ainda com o convite p ara a participação n o banquete eucarístico e a consequente adoração de Cristo. Curiosidade : Santa Catarina, Santa Margarida e Santa Bárbara formavam a tríade das Virgens Cap itais. Esta san ta é a protetora de to das as profissões que incluem uma roda, atributo do seu m artíri o, como é o caso dos moleiros, costureiras, navegantes e f iandeira s, atraindo assim um grande número de devotos 41 . 40 BRO CHADO, Alexa ndrino – Capela das Almas: Um a jói a da Azulejaria Portug uesa . Porto: Livraria Telos , 1985, pp. 32, 37. 41 Ibidem , p. 24. Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 144 Figura 164: Símbolos de S. Francisco. Figura 163: Pormenor d a Coroação d e Santa Catarina . Figura 162: Coroação de Santa Catarina . Figura 165: Símbolos de Sant a Catarina. Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 145 Figura 166 : Legenda A Vitória de Santa Catarina é- lhe anunciada por um An jo . Figura 167 : A Vitória de Santa C atarina é-lhe anunciada por um Anjo . Figura 168 : Pormenor de A Vitória d e S anta Catarina é-lhe anunciada por um A njo . Figura 169: A discussão de Santa Catarina . Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 146 Figura 170 : Pormenor de A discussão d e San ta Catarina . Figura 171 : Legenda A discussão de S anta Catarina . Figura 172 : Pormenor de A discussão d e San ta Catarina . Figura 173 : Pormenor de A discussão de Santa Catarina . Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 147 Figura 174: Santa Ca tarin a é supliciada . Figura 175 : Pormenor de Santa Catarina é supliciada . Figura 176: Legenda Santa Catarina é supliciada . Figura 177 : Pormenor de Santa Catarina é supliciada . Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 148 Figura 178: Legenda S. Franc isco D’ Assis . Figura 179 : Cristo desce da Cru z para abra çar S. Francisco . Figura 180 : Pormenor de Cris to desce da Cruz p ara abraçar S. Francisco . Figura 181 : S. Francisco prega em presença de Honório III . Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 149 Figura 182: Po rmenor de S. Fra ncisco pr ega em presença de Ho nório III . Figura 183 : Legenda de S. Francisco prega em presença de Honório III . Figura 184: O jacto milagroso de uma fonte . Figura 185: Po rmenor de O jacto milagroso d e um a fonte . Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 150 Figura 186: Legenda de O jacto milagroso de uma fonte . Figura 187 : Pormenor de O jacto milagroso de uma fonte . Figura 188: M orte de S. Francisco . Figura 189: Pormenor da Morte de S. Franci sco . Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 151 Figura 190: Legenda M orte de S. Francisco . Figura 191: Pormenor da Morte de S. Franci sco . Figura 192: S. Francisco perante Cristo . Figura 193: Pormenor de S. Francisco perante Cristo . Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 152 Figura 194: S. Francisco levado pelos anjos . Figura 195: Pormenor de S. Francisco levado pelos anjos . Figura 196 : Lege nda d e S. Francisco levado pelo s anjos . Figura 197 : Pormenor do Revestimento da Fachada Lateral. Fichas de Inventári o dos Conju ntos Azulejares 153 Figura 198: Pormenor do Revestimento da Fachada Lateral. Figura 199: Pormenor do Revestimento da Fachada Lateral. Figura 200: Pormenor do Revestimento da Fachada Lateral. Figura 201: Pormenor do Revestimento da Fachada Lateral. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 256 91 AMORI M, Sandra Ar aújo – Contributos para o Estudo do Azulejo Publicitário. Revista da Faculdade de Letras . Porto : FLUP, 2003. I Série, vol.2 , p. 792. Figura 386: Porm enor do Painel da Companhia União de Crédito Popular. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 257 92 SI PA – Fonte dos Leões [em linha]. Fort e de Sac avém: SIPA. [Consult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=3969 >. Ponto de Interesse 92 Designação do Ponto de Interesse: F onte dos Leões Tipologia do Ponto de Interesse: Fonte Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Praça Gomes Teixeira Coordenadas GPS: 41°08 '49.2"N 8° 36'56.5"W Breve descrição do Ponto de Interesse: A construção da Fonte dos Leões iniciou-se em sete mbro de 1885. No ano seguinte, em dezembro, já jorrava água. A sua c onstrução deve -se à empresa parisiense Compagnie Générale des Eaux pour l'Etranger . É uma f onte que assenta e m quatro leõ es, co m asa s, sentados em cada extremo e int ercalados por colunas. A encimar es te grupo escultóric o encontram-se d uas taças, em bron z e pintado, so brepostas e escalonadas. O tanque é em granito e octogonal, com bordos arredondados e paredes ondula das. A ta ça inferior, de onde jorra a água, é percorrida por um friso em alto -relevo e com elementos vegetalistas, interrompido apenas pelas cornetas que permitem a circulação da ág ua. Informações úteis: ----- Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 258 93 SI PA – Depósito de Materiais da F ábrica d as Deves as [em l inha]. Forte de Sac avém: S IPA. [Consult. 2 4 Abr. 2015]. Disp onível na I nternet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=55 18 >. Edifíci o 93 Designação do Edifício : Depósito de Materiais da Fábrica das Devesas e Palacete Neo - Mourisco de A. A. da Costa Tipo de Edifício: Edifício | Palacete Localização do Edifício Freguesia: Vitória Lugar/Rua: Rua da Conce ição nº 65-67 | Rua de José Falcão, nº 199 Coordenadas GPS: 41°08'58.9"N 8°36'51.0"W Cronologia do Edifício: S éculo XX Classificação do Edifício: Monumento de Interesse Público Breve descrição do Edifício: A constru ção do Depósito de Materiais da Fábrica d as Devesas iniciou -se quase quatro décadas depois da f undação da Fábrica de Cerâ mica das Devesa s por António Almeida da Costa. Assim, de pois de pedida a licença para a sua ed i ficação, come çou a ser contruído e m 1901 e, n os anos 6 0, é adquir ido p ela Firma UNITECA. Este edi fício, da da a importância da fábri ca de cerâmica, e sendo o Po rto um centro de comércio, respondia à necessidade de armazenamento do s mat eriais, funcionando simultaneamente como mostruário, possibilitando a comercialização, e habita ç ão. Devido a os e lementos decorativos que integram a fachada, aos quais foi implementada g rande riqueza e rig or, muitos autores atribuem-na a José Joaquim Teixeira Lopes. O edifício apresenta planta em L e as dependências distribuem -se por dois corpos, de dois pisos e águas furtadas, un i dos por um pátio . Uma d as fachadas volta-se para Rua d e José Falcão enqu anto a outra para a Rua da Conceição. A pri meira apresenta, ao ní vel do 1º piso, quatro janelas em arco de volta perfeita e , no p iso superior, d uplas janelas d e sacada e com arco de ferradura. Além do s vãos de iluminação, a porta d a entrada, igualmente em arco de volta perfeita e, sobre e sta u ma janela com varanda que conjug a um arco em ogiva com ou tro em fe rrad ura. Para rematar e sta fachada foi aplicada um a platibanda com merlões d enteados e onde, no centro e n os cunhais, f oram colocados vasos também em cerâmica. O s eu revestimento é f eito através de azulejos lisos, de p adrão e de grande s placas cerâmicas relevadas e que adaptam a o recorte dos vãos. A fachada da Rua da Conceição é, a nív el estrutural, muito sem elhante à anteri or. Ao Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 259 centro foi rasgada uma porta com bandeira, d o lado direito outra s duas portas, de perfil mais reduzido, e do la do esquerdo um portão. No pis o superior qu atro vãos de ilu minação ladeiam o central. São janelas de peitoril e em arc o de volta perfeita que ladeiam, a pa r, a de sa c ada. É, tal como a outra frontaria, revestida a azulejo. Aqui são lisos e f igurativos em tons de azul, branco e amarelo destacand o -se a imitação de elementos arq uitetónicos como o s ba l aústres sob as jan elas de p eitoril. Esta é também rematada por uma platibanda composta por merlões q uadran gulares v azados. No interior do corpo d a Rua de J osé Falcão destaca -se um c orredor central com uma s ala de cada lado. No piso supe rior um grande salão desenvolv e -se ao longo da fachada e sustenta-se a través de quatro colunas metálicas, além das suas paredes revestidas a estantes envidraçadas. Esta divisão corresponde ao antigo S alão de Exposições das Devesas e por e ssa me s ma razão fo i d ecorado c om estuques e painéis de a z ulej o figurativo com referência à fábrica. Em todo o edifício foram aplicado s materiais produz idos na d ita fábrica, exemplo disso são o rev estimento dos pavimentos, lambris e das escadarias. O d a Rua da Conceição tem a estrutura de uma h abitação tradicional co m corredor central, hall e escadaria rev estidos a azulejo. No piso térr eo tem um extenso espaço su s tentado por colunas d e ferro fundido e o pátio, que interliga os dois e difícios, é contornado por uma varanda que permite a criação de uma galeria de exposiç ão. Fotografias do Edifício: Figura 387 : Vista Geral do D epósito de M ateriais da Fábrica das Devesas. Figura 388 : Vista Geral do Palacete Neo -Mourisco de A. A. Costa. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 260 Conjunto Azulej ar 1 Designação: Revestimento Exterior do Depósito de Materiais da Fábrica das Devesas e Palacete Neo-Mourisco de A. A. da Costa Localização do Conjunto A zule jar: Exterior do Depósito de Ma teriais da Fá brica das Devesas Datação do Conjunto Azulej ar: Século XX A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: T eixeira Lopes, Pai [?] Nome da Oficina/Fábrica: Fábri ca das Devesas Cronologia do Aut or: 1 837-1918 Cronologia da Oficina/Fábrica: 1865-1920 Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: A F ábrica Cerâ mica e de Fu ndação das Devesas f oi f undada, em 1865, por Antóni o Almeida da Cost a. A sua p rodução centrou -se em materiais de construção e e lementos decorativos em cerâmica pa ra interiores e exteriores, muitas das peças da au tori a de José Teixeira Lopes, diretor da f ábrica desde 1909. Além dos azulejos artísticos destinados a encomendas particulares destacam -se, competindo com os da Fábrica de Massarelos, os azulejos de relevo. A Fábrica das Devesas en cerrou em 1 920, sendo à altura da da maior importânci a aos materiais de construção. Hoje é ainda possível ver di versos painéis de azulejos colocados n o muro da antig a fábrica, assim co mo diversas dependências pertencentes ao bairro dos operários 94 . Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: O rev estimento azuleja r do Depósito de M ater iais da Fábrica das Dev esas é co mposto p or vários elem entos decorativ os. Superiormente é percorrido p or um f riso que apre s enta motivos florais e, sob este, rasgam-se cinco janelas enquadradas p or molduras bastan te recordas e com elementos concheados. No seu centro, e encimando os vãos, foram representados bustos, um deles p ertencendo a Luís de Camões, tendo na cabeça a t í pic a coroa de louros e estando acompanhado de liv ros, e ou tro a Marte, deus das Artes e representado com p incéis e uma pa leta. Sob as jan elas foi aplicada uma platibanda em trompe l’ oeil , f ingindo assim os elementos ar quitetónicos. No rés-do chão cinco painéis Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 261 ladeiam os portões e a s portas. Neles f igura diversas p ersonagens mitológicas, tendo sido representadas sereias e faunos, este últi mo pintando uma tela, clara ilusão à Pintura. Fotografias do Conjunto A zulejar: 94 INST ITUTO DO EMPREG O E FORMAÇÃO PROF ISSIONA L – As Idades do Az ul – f ormas e memórias da a zulejaria por tuguesa , p. 109. Figura 390 : Pai néis Figurativos do Depósito de M ateriai s da Fábrica das Deve sas. Figura 389: Vista Geral do Depós ito de M ateriais da Fábrica das Devesas. Figura 391 : Pormenor d os Painéis Figurativos D epósito de M a teriais da Fábrica das Devesas. Figura 3 92: Pormenor dos Pai néis Figurativos Depósito de Materiais da Fábrica das Deve sas. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 262 Fi gu ra: Po rm e n o r d o P a i n e l F i g u ra ti v o d a Ca s a n º Figura 393: Porme nor dos Painéis F igurativos do Depósito de Materiais da Fábrica das Devesas. Figura 394: Porm enor dos Painé is Figurativos do Depósito de Materiais da Fábrica das Deve sas. Figura 395: Porme nor dos Painéis F igurativos do Depósito de Materiais da Fábrica das Devesas. Figura 396: Porm enor dos Painé is Figurativos do Depósito de Materiais da Fábrica das Deve sas. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 263 Figura 399: Pa inel Figurativo do Depósito d e Materiais da Fábrica das Dev e s a s . Figura 397: Porme nor dos Painéis F igurativos do Depósito de Materiais da Fábrica das Deve sas. Figura 398: Porme nor dos Painéis F igurativos do Depósito de Materiais da Fábrica das Devesas. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 264 Figura 400: Pa inel Figurativo do Depósito d e Materiais da Fábrica das Dev e s a s . Figura 401: Pa inel Figurativo do Depósito d e Materiais da Fábrica das Dev e s a s . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 265 Figura 402: Pa inel Figurativo do Depósito d e Materiais da Fábrica das Dev e s a s . Figura 403: Pa inel Figurativo do Depósito d e Materiais da Fábrica das Dev e s a s . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 272 97 AMORI M, Sandra Ar aújo – Contributos para o Estudo do Azulejo Publicitário. Revista da Faculdade de Letras . Porto : FLUP, 2003. I Série, vol.2 , p. 791. Figura 414 : Pormenor do Painel d o Depósito d e So la e Cabedaes. Figura 415 : Pormenor do Painel d o Depósito d e So la e Cabedaes. Figura 416 : Pormenor do Painel d o Depósito d e So la e Cabedaes. Figura 417 : Pormenor do Painel d o Depósito d e So la e Cabedaes. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 273 98 DIAS, Mar ina Tavares; MARQUE S, Mário Morais – Porto Des aparecido. Lisbo a: Qu imera, 2002. ISBN 972- 589 -0 91-4, p. 169. Ponto de Interesse 98 Designação do Ponto de Interesse: C afé Imperial Tipologia do Ponto de Interesse: Café Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Praça da Liberdade Coordenadas GPS: 41°08 '47.9"N 8° 36'39.3"W Breve descrição do Ponto de Interesse: O último café a abrir na Avenida do s Aliados fo i o Café Imperial . Inaugurado a 27 de Maio de 1936, é projeto dos a rquitetos Ernesto Korrodi (1889 -1944) e do seu filho Ernesto Camilo (1905-1985). No seu interior, e como acontece na maioria destes estabelecimentos, existe um vitral que fa z alusão ao cultiv o, transporte, transformação e consumo do café. À data de abertura, o interior p ossuía um a banca para venda de jornais, outra para a venda d e ca fé a p eso e ainda, a o fu ndo, um bar c om teto de cristal, lugar utilizado para as tert úlias. O essencial do seu interior e e x ter ior mantém -se até á atualidade. Contudo, hoje em dia o Café Im perial é m ais conhecido como sendo o McDonald’s dos Aliados, instalado neste edi fício desde 1995. Informações úteis: ---- Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 274 99 Ermida d e São Miguel-o- Anjo [ em linha]. Forte de Sacavém : SIPA. [C onsult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=3862 >. Edifíci o 99 Designação do Edifício: Ermida de S. Miguel-o-Anjo Tipo de Edifício: Ermida Localização do Edifício Freguesia: F oz do Douro Lugar/Rua: R ua do Passeio Alegre Coordenadas GPS : 41°08'54.6"N 8°40'15.3" W Cronologia do Edifício: S éculos XV-X IX Classificação do Edifício: Monumento Nacional Breve descrição do Edifício: Em 1528 o Bispo de Viseu, D. Mig uel da Sil va, edi fica a capel a d e S. Miguel-o-Anjo, assim como colocar um fa rol na respetiv a to rre do temp l o, funcionando como avisador lum i noso à naveg ação. A constr ução da capela termina e m 1538, man tendo -se com a s suas fun ções primitivas até aos inícios do século XIX, data em que passa a funcion ar como sala de conferências dos pilotos da Barra do Douro. Em 1841 é construído um edifício anexo à ermida, dotado também de t orre, p ara que aí se instale a Guarda Fiscal. Durante o século XX a Ermida d e S. Miguel-o-Anjo passa a sala de reuniões do agrupamento da Foz do Douro do Corpo Nacio nal de E scutas. Com planta interior octogonal é um e x emplar único no p aís e dos mais antigos da Europa. Na parede exterior voltada ao rio encontra -s e a seguinte inscrição : Miguel da Silva, B is po El e ito de Viseu, fês esta torre pa ra governo da entrada dos navios e deu e consignou ca m pos comprados com o seu dinheiro pa ra que, do res petivo rendimento, se acendessem da torre fogos p erpetuam ente. Ano M. D. XXVIII . Fotografias do Edifício : Figura 418 : Ermida de S. Miguel -o- An j o . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 275 Conjunto Azulej ar Designação: Revestimento Exterior da Ermida de S. Miguel -o-Anjo Localização do Conjunto Azulej ar: Torre Datação do Conjunto Azulej ar: Século XIX [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do A utor: Desconhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Semi-Indu strial | Az ulejo de Padrão Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: Azulejos de padrão composto por elementos geométricos. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 420: Padrão do Revestimento da Ermida de S. Miguel-o -A njo. Figura 4 19: Revestim ento Ex terior da Ermida de S. Miguel-o-Anjo. Figura 421: Friso do Revestimento da Ermida de S. Miguel-o-Anjo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 276 100 SIP A – Forte d e São Joã o Baptista [ em linha]. Fort e de Sacavém : SIPA . [C onsult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5543 >. Ponto de Interesse 100 Designação do Ponto de Interesse: F orte de S. João Baptista Tipologia do Ponto de Interesse: Fortaleza Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Esplanada do Castelo Coordenadas GPS: 4 1°08'56.2"N 8°40'26.8"W Breve descrição do Ponto de Interesse: No século IX foi constr uída uma peque na ermida n o local onde f oi edi ficada a Fortaleza de S. João B aptista, tendo sido encontrados vestígios sob a sua estrutura. A ermida foi doada, em 1145, a D. Afo nso Henriques e D . Mafalda e , em 1176, ao Mosteiro de Santo Tirso. E ntre 1527 e 1546 a er mida medieval é demolida, mas assumindo à altura a função d e igreja paroquial da f regu esia d e S . João da Foz. Cede lugar à construção renascentista levada a cabo por D. Miguel d a Silva , e com traça d e Francesco de Cremona, e que era composta p or igreja e outro ed i fício ao qual se adicionou um palácio abacial. Em 1571 Fra ncisco Sá de Menez es, único Con de de Mato sinhos, é nomeado capitão da fortaleza, sofrendo estas obras até 1578. Em 164 2 é enviado a o Po rt o o engenheiro-mo r Cha rl es Lassart, com o intuito de fazer o levantamento das obras necessárias à defesa da b arra do Douro, reali zando para ta l um pro jeto de ampliação e reforço da dita forti ficação. Estas obras f icam a carg o de Fr ei Joã o Turriano e i niciam -se entre 1646 e 16 53 levando à destruição d e grande p arte do templo e da s outras dependências religiosas. Assim, a nave passou a ser o p átio de armas, o nártex transforma-se em prisão e cav alariças e a torre norte dá lugar a uma latrin a. A igreja é totalmente demolida e m 1 648 abandonando os relig iosos o espaço f ortificado. Entre 1790 e 1804 houve uma tentativ a de r eestruturação do forte, segund o planos d e Reinaldo Oudinot, mas devido à falta de recur sos ec onómicos não av ançou. Em 1796 o mesmo Oudinot projeta um portal neoclássico com ponte levad iça, substituindo a primitiva porta, mas o trabalho ficou incompleto. No f inal d o s éculo X IX sofre algumas obras e, em 1941, é ocupado pelo Serviço de T ransmissões M ilitares, posto q ue abandona o ed i fício em 1961. Em 1987 iniciam -se as obras de recupe r ação d o monumento e realizam-se trabalhos arqueológicos n o interior do Forte de S. João Baptista. Informações úteis: ----- Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 277 Edifíci o Designação do Edifício: Escola de Comércio do Porto Tipo de Edifício: Escola Localização do Edifício Freguesia: C edofeita Lugar/Rua: Rua do Rosário, nº 174 Coordenadas GPS: 41°09'01.0"N 8°37'15.1"W Cronologia do Edifício: S éculo XX [?] Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: ----- Fotografias do Edifício : Figura 422 : Vista Geral da Escola de Comércio do Porto. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 278 Conjunto Azulej ar Designação: Revestimento Exterior da Escola de Comércio do Porto Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Principal Datação do Conjunto Azulej ar: 1994 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: F. G onçalves Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: Este conjun t o azulejar é f ormado por uma diversidade de elementos decorativ os. Este s, estendendo-se po r toda a extensão da f achada n um claro horror ao vaz io, são f estões, concheados e a rranj os f lorais p endentes e suspensos por laços que en quadram e sobrepõem todos o s vãos do edifício. Compõe ainda este conjunto um friso in fe rior. É constituído por elementos vegetalistas e volutas. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 423 : Vista Geral da Escola de Comércio do Porto. Figura 424: Po rmenor do Painel Figurativo da Escola de Comérc io do Po rto . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 279 Figura 425: Pormenor do Paine l Figurativo da Escola de Comércio do Porto. Figura 426: Pormenor do Painel Figurativo da Escola de Comércio do Porto. Figura 427: Pormenor do Painel Figurativo da Escola de Comérc io do Porto. Figura 428: Pormenor do Painel Figurativo da Escola de Comércio do Porto. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 280 Figura 429: Pormenor do Painel Figura tiv o da Escola de Comércio do Porto. Figura 430: Pormenor do Painel Figura tiv o da Escola de Comércio do Porto. Figura 431: Pormenor do Painel Figura tiv o da Escola de Comércio do Porto. Figura 432: Pormenor do Painel Figura tiv o da Escola de Comércio do Porto. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 281 101 SIPA – Hospital de Santo A ntónio [em linha]. Forte de S acavém: SIPA. [Consult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5417 >. Ponto de Interesse 101 Designação do Ponto de Interesse: H ospital de Santo António Tipologia do Ponto de Interesse: Edifício | Hospital Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Ru a do Profe ssor José Vicente de Carvalho Coordenadas GPS: 4 1°08'50.0"N 8°37'05.0" W Breve descrição do Ponto de Interesse: Entre 1 766 e 1767 a San ta Casa da Misericórdia do Porto decidiu construir um novo edifício para o seu hospital, encomendando o projeto ao arquiteto i nglês John Carr. A primeira pedra é lançada em 1770, sendo o corpo sul o primeiro a ser c oncluído e a receber doentes em 1799 . As Invasões Francesas fazem com que as obras estagnem, estando o hospital pr onto apenas em 1824. Nas décadas d e 70 do s éculo XX é construído um novo corpo a sul do edifício já e xistente, correspondendo a um nov o bloco hospitalar. O edifício apresenta planta em U e a fa c hada principal é dividida em cinco corpos. O central é mais saliente que os restantes e tem ao centro um pórtico f ormado por seis colunas dóricas que suportam o entablamento e o tímpano. Superiormente é rematado por uma b alaustrada e nos cantos su rg em torr eões. As janelas do andar nobre d i ferem da d os outros pois são decoradas com colunas e pilastras rematas por um arco de v olta inteira. Nos corpos laterais, simétricos, têm no andar nobre um recuo que co rrespon de às trê s janelas centrais. A fren te desse recu o é fo rmada por um pórtico e quatro colunas análogas à do corpo ce ntral. Estes sustentam entablamentos com balaustrada e, ao centro, foram c olocadas, d o lado esquerdo, a imagem de Galeno e, do lado direito , a de Esculápio. As restantes fachadas são de co mposição mais simples comparada c om a monumentalidade da pri ncipal. Informações úteis: ----- Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 288  Alçado Este:  Episódios de teor etno gráfico, religioso e paisagí stico do Minh o e do Douro 112 :  Procissão de Nossa Senhora dos Remédios [Lame go]  A Promessa  A Fonte Milagrosa  A Vindima de Enforcado  Trasfega no Rio Douro  A Ceifa  Az enhas d o Rio Douro  Romaria de S. Torcato [Guimarães]  As Assadeiras de Castanhas  A Feira do Gado  Alçado Oeste:  Episódios de teor alegórico 113 :  Quatro Estações: Primavera Verão, Outono e In verno [Portas Centr ais]  Comércio, Belas-Artes, Literatura [Portas do Lado Sul]  Música, Agricultura, Indústria [Portas do Lado Norte] Circundando todo o vestíbulo f oi aplicado um friso com a Ev olução do s Transportes Terrestres . Aqui estão representados cronolog icamente 114 :  Alçado Este:  Carruca, Pilentum e Quadriga da Época Rom ana  Transportes da Época Visigótica  Transportes das Inc ursões Bárbaras  Transportes Árabes  Alçado Norte:  Transportes do Perí odo da Fundação da Nacionalidade à Restauração 112 MARTINS, F austo Sanches – Azulejaria Portuense , p. 102. 113 Idem . 114 Idem . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 289  Alçado Oeste:  Carruagens do Século XIII  Liteira com gelosia  Coches, Berlindas, Seges, Carroçõe s e Malaposta do Renasciment o a o Século XIX  Primeiro comboio a fazer a ligação entre Porto e Braga no Século XIX . Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 434: Torneio de Arcos de Valdevez da Esta ção de S. Bento. Figura 435: Pormenor do Painel Fig urativo. Figura 436: Pormenor do Painel Fig urativo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 290 Figura 438: Pormenor do Painel Fig urativo. Figura 437 : Egas Mon iz a presentando -se c om mulher e f ilhos ao Rei de Leão da Esta ção de S. Bento. Figura 439: Pormenor do Painel Fig urativo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 291 Figura 440: Entrada de D. Jo ão I e D. Filipa de Lencastre na cidade do Porto da Estação de S. Bento. Figura 441: Pormenor do Painel Fig urativo. Figura 442: Pormenor do Painel Fig urativo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 29 2 Figura 443: Tomada de Ceuta da E stação de S. Bento. Figura 444: Pormenor do Painel Fig urativo. Figura 446: Procissã o de Nos sa Senhora dos Remédios [Lamego]. Figura 445: Pormenor do Painel Fig urativo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 293 Figura 447: Pormenor do Painel Fig urativo. Figura 448: A Promessa . Figura 449: Pormenor do Painel Fig urativo. Figura 450: A Fonte Milagrosa . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 294 Figura 451: Pormenor do Painel Figu rativo. Figura 452: A Vindima do Enforcado . Figura 453: Pormenor do Painel Fi gurativo. Figura 454: Trasfega no Rio Douro . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 295 Figura 455: Pormenor do Painel Figu rativo. Figura 456: A Ceifa . Figura 457: Pormenor do Painel Fig urativo. Figura 458: Az enhas d o Rio Douro . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 296 Figura 459: Pormenor do Painel Fig urativo. Figura 460: Romaria de S. Tor cato [Guimarães]. Figura 462: As As sadeiras de Castanhas . Figura 461: Pormenor do Painel Fig urativo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 297 Figura 463: Pormenor do Painel Fig urativo. Figura 464: A Feira de Gado . Figura 465: Pormenor do Painel Fig urativo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 304 Figura 490 : Po rmenor do Painel Figurativo d a Evolução dos Transportes Terrestres . Figura 491 Pormenor do Pa inel Fi gurativo da Evolução dos Transportes Terrestres . Figura 493 : Pormenor do Painel Figurativo da Evolução dos Transportes Terrestres . Figura 492 : Pormenor do Painel Figurativo da Evolução dos Transportes Terrestres . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 305 Figura 494 : Pormenor do Painel Figurativo da Evolução dos Transportes Terrestres . Figura 495 : Pormenor do Painel Figurativo da Evolução dos Transportes Terrestres . Figura 496 : Pormenor do Painel Figurativo da Evolução dos Transportes Terrestres . Figura 47 : Porm enor do Paine l Fig urativo da Evolução dos Transportes Terrestres . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 306 Figura 498 : Pormenor do Painel Figurativo da Evolução dos Transportes Terrestres . Figura 499: Pormen or do Padrão utilizado no Painel Figurativo da Evolução dos Transportes Terrestres . Figura 500: Porm enor do Revestimento Interior da Estação de S. Bento. Figura 5 01: Porm enor do Revestimento Interior da Estação de S. Bento. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 307 115 COUT O, Júl io – O Porto em 7 Dias: u ma visita guiada à cidade . Porto: Edições U topia, 1989, p. 28. SIPA – Fonte de São Miguel o Anjo [em l inha]. Forte de Sacavém : SIPA. [Consult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=215 >. Ponto de Interesse 115 Designação do Ponto de Interesse: F onte de S. Miguel Tipologia do Ponto de Interesse: Fonte Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Terreiro da Sé Coordenadas GPS: 41°08 '33.3"N 8° 36'42.3"W Breve descrição do Ponto de Interesse: Junto à Sé e à Rua de D. Hugo e rg ue -se a Fonte de S. Miguel o Anjo, construída durante a 2ª metade do s éculo X VIII, junto ao local do demolido Arco da Vandoma, tendo sido depois transferida pa ra o loc al atual. Crê -se q ue terá sid o u ma e ncomenda dos cónegos da S é por n ele estar pr esente S. M iguel, ma rc a de p osse d o C abido. Nest a f onte p ode m ver-se um ba ix o-relevo , em pedra de Ançã, e rep resentando S. Miguel segurando a espada e um escudo e nquanto calca o demónio, e também, no topo da coluna, uma imagem do mesmo santo. Ap onta-se como a utor deste conjunto Nicolau Nasoni. Informações úteis: ----- Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 308 Edifíci o Designação do Edifício: Estação de Metro do Bolhão Tipo de Edifício: Estação de Metro Localização do Edifício Freguesia: Sa nto Ildefonso Lugar/Rua: R ua de Fernandes Tomás Coordenadas GPS: 41°08'59.8"N 8°36'18.9"W Cronologia do Edifício: S éculo XX Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: ----- Fotografias do Edifício : Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 309 116 INS TIT UTO DO EMPREGO E FOR MAÇÃO PROFISSIONAL – As Idades do Azul – formas e memórias da a zulejaria por tuguesa , p. 78. Conjunto Azulej ar Designação: Painel do Mercado do Bolhão na Estação de Metro d o Bolhão Localização do Conjunto Azulej ar: Interior Datação do Conjunto Azulej ar: 2006 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Jú lio Resende Nome da Oficina/Fábrica: ---- Cronologia do A utor: 1917-2011 Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações s obre o A u tor: Júlio Resende nasce u no P orto, a 23 de Outubro de 19 17, desenvolv endo na cida de a sua atividade artística e de d ocent e na Escola Superior de Belas Artes. Apesar d e s empre se ter considerado pint or e desenhador, de s de 1958 que realizou trabalhos em ce r âmica, obras representativ as d a cerâmica pa riet al nacional do sécul o XX . Com ob ra de Norte a Sul de Portugal, são a quelas situadas na cidade do Porto que se evidenci am, sendo prova disso o extenso painel da Ribeira Negra e o da Estação de Metro do Bolhão. S alientando a sua importância, o Museu Nacional do Azulejo rea liz ou, em 1998, uma expos ição retrospetiva da sua obra cerâmica. Faleceu a 21 de Setembr o de 2011 116 . Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Amarelo | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: O pai nel de J úlio Res ende sobre o Mercado do Bo lhão, na Estaçã o d e Metro hom ónima, retrata a d iv ersidade de negócios que se congregam naquele espaço de comércio. Assim foram re presentadas f ig uras femininas v en dendo os seus pro dutos, como legu mes, peixes ou f lor es co locad os nas respetivas bancas, alg o que o artista ta mbém captou. O painel está assinado e datado. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 310 Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 5 02: Painel Figurativo da Estação de Metro do Bolhão. Figura 5 03: Paine l Figurativo d a Estação de M etro do Bolhão. Figura 504 : Pormenor do Pain el Figurativo da Estação de Metro do Bolhão. Figura 505 : Pormenor do Pain el Figurativo da Estação de Metro do Bolhão. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 311 Figura 506 : Pormenor do Pain el Figurativo da Estação de Metro do Bolhão. Figura 507 : Pormenor do Pain el Figurativo da Estação de Metro do Bolhão. Figura 508 : Pormenor do Pain el Figurativo da Estação de Metro do Bolhão. Figura 509 : Pormenor do Painel Figurativo da Estação de Metro do Bolhão. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 312 117 T URISMO DE PORT UGAL [Dir.] – Roteiros Turístic os do Patrim ónio Mundial no Norte de Portugal: Porto . Lisboa: Im prensa Nacional -Casa da Moeda, 2012. ISBN 978 -97 2- 27 -2134-9, p. 99. SIPA – Câmara Municipal do Porto [em linha]. Forte de Sacavém : SIPA. [Cons ult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=19997 >. Ponto de Interesse 117 Designação do Ponto de Interesse: C âmara Municipal do Porto Tipologia do Ponto de Interesse: Edifício Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Praça General Humberto Delgado Coordenadas GPS: 4 1°09'00.4"N 8°36'38 .8 "W Breve descrição do Ponto de Interesse: Situados no eixo su perior da Avenida dos Aliados, os Paço s do Conc elho são um projeto da au tori a do arq uiteto Antó nio Correia da Silva, arquiteto cama rári o desde 19 11, mas também de Carlos Ra mos (1897-1969), responsá v el p or algumas alteraçõ es. Começada a construir em 1920, a Câmara Municipal do Porto só em 1957 foi concluída e inaugurada. O seu edifício asse melha -se em m uito a os pa lácios co munais do Norte de França e da Flandres dev ido à sua robustez granítica e a centuado ecletismo. No exterior destaca-se o torreão com 70m de altura e no i nterior o s frescos e x pressionistas do pintor Dórdio Gomes (1890-1976). Informações úteis: ----- Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 313 118 SIPA – F onte das Ol iveiras [em linha]. Forte de Sacavém : SIPA. [ Consult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5547 >. Edifíci o 118 Designação do Edifício: Fonte das Oliveiras Tipo de Edifício: F onte Localização do Edifício Freguesia: C edofeita Lugar/Rua: Largo de Alberto Pimentel Coordenadas GPS: 41°09'01.6"N 8°36'52.7"W Cronologia do Edifício: Classificação do Edifício: Imóvel de Interesse Municipal Breve descrição do Edifício: A primitiv a Fonte das Oliv eiras foi construída no lado este da Rua das Oliveiras, em 1718, possuindo apena s uma bica. Em 1866 a fonte é tra nsferida p ara o loca l atual, estando o edifício onde se e ncon tra já construído. Esta de cisão f oi tomada pela Câmara Municipa l do Porto por necessidade de desafogar o trânsito no local anterior. Com a nova localização são-lhe a diciona das mais dua s bicas e continua a receber água p rov eniente de Paranho s e Salgueiros. A Fo nte das Oliveiras era a res ponsável pe lo abaste ci mento do Hospital da Venerável Ordem Terceira do Carmo e foi alvo de restauro em 1941 . O edifício onde a Fonte das Oliveiras se encontra in serida apresen ta planta trapezoidal e volumetria simples de caráter vertical. A f achada sul volta -se para o largo de Alberto Pimentel e é rev estida a azulejo industri al de padrão az ul e branc o. Apresenta três pa nos, o centra l enquadrado por pilastras e os laterais por cunhais apilastrados. O central apresenta ainda quatr o registos, enquanto os laterais apenas três , def inindo -se todos eles através de friso em cantaria. Nos panos lat erais foram rasg adas alt as portas ao nível do primeiro registo e, nos restan tes registos, abertos g randes vão de iluminação, sendo os do terceiro protegido p or guardas d e ferro. O imóv el é rematado por um cornija encimada por platibanda de granit o e vaz ada por balaustrad a. É no primeiro registo d o corpo central q ue se encontra adossada a f onte. Esta apresenta aparelho regular e espalda r delim it ado por pilastras d e pedra f endida e rematado po r cornija. No centro desta c a -se uma larg a p ilastra onde, na p arte superi or, se encontra uma almofada saliente com a inscrição Fonte das Oliveiras e, inferiormente, uma ou tra que diz Restaurada em 1941 . Na p arte inferior da pilastra foi ad icionada uma bica formada por u m golfinho dentro de u ma concha. As duas outras bicas, t ambém em cobr e, são e m forma de flores e sit uam -se nas z onas laterais do espaldar, ao qual foi adossado um tanque semicircular. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 320 Fotografias do Conjunto A zulejar: Fi gu ra: Cap e l a Figura 515: Fonte de Viilar. Figura 518: Padrão do Revestimento da Fon te de Villar. Figura 516 : Po rmenor do Revestimento da Fonte de Viilar. Figura 517: Pormenor do Revestimento da Fonte de Viilar. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 321 122 SIPA – Qu inta da Macieiri nha [em linha]. Fort e de S acavém: SI PA. [Consu lt. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5501 >. Ponto de Interesse 122 Designação do Ponto de Interesse: Quinta da Macieirinha Tipologia do Ponto de Interesse: Museu Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: R ua de Entrequintas, nº 220 Coordenadas GPS: 4 1°08'52.0"N 8°37'41.9" W Breve descrição do Ponto de Interesse: A construção da Quint a da Macieirinha da ta do século XVIII, perte ncendo, a partir de 1849, a An tónio Ferrei ra Pinto B asto. Esta personagem, recebeu nesta s ins talações o exilado Rei da Sarden ha e Príncipe de Piemonte, Carlos Albe rt o, avô d a Rainha D. Maria Pia. Este monarca viveu aqui após abdicar d o trono a favor de Vítor M anuel II, seu f ilho. Em 1972 deixa de ter função residencial e tra nsforma -se no Museu Romântico. Informações úteis: ----- Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 322 Edifíci o Designação do Edifício: Grande Bazar do Porto Tipo de Edifício: Estabelecimento Comercial Localização do Edifício Freguesia: Santo Ildefonso Lugar/Rua: R ua de Santa Catarina, nº 198 Coordenadas GPS: 41°08'52.5"N 8°36'23.0"W Cronologia do Edifício: S éculo XX [?] Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: Edifício de quatro pisos sendo o do rés - do -chão destin ado ao esta belecimento comercial, neste caso, uma loja de brinquedos. Fotografias do Edifício : Figura 519 : Vista Geral do Grande Bazar do Porto. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 323 123 M ARTINS, Fa usto Sanches – Azulejaria Portuense , p p. 171-1 74. A MORIM, Sandra Araújo – Contributos para o Estu do do Azulejo Publicitário. Rev ista da Faculdade de Letras . Porto: F LUP, 2003. I Série, vol.2, pp. 794 - 795. 124 INS TIT UTO DO EMPREGO E FOR MAÇÃO PROFISSIONAL – As Idades do Azul – formas e memórias da a zulejaria por tuguesa , p. 108. Conjunto Azulej ar 123 Designação: Revestimento Exterior do Grande Baz a r do Porto Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Principal Datação do Conjunto Azulej ar: 1918 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: Fábrica do Carv alhinho Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: 1840- 1970’s Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Ofic ina/Fábrica: Situ ada na Qu inta da Fraga, n o Porto, a Fábrica do Carvalhinho foi f undada, entre os anos 20 e 40 do s éculo X IX, por Tomás Nunes da Cunha e António Monteiro Cantarino. Foi da s primeiras fábricas a produzir azulejo em gran de e scala destinado ao revestimento de super fícies parietais, ap resent ando motivos de p adrão e de figura avulsa. Utilizava uma policromia variada e p roduz iu, deste a década de 40 do século XIX , azulejos de estampilha. Só a p artir de 1906, sob a direção d e A. N. Dias de Freitas e Filhos, é que os seus prod utos começaram a ser marcados. Em 1923 passa para as margens de Vila Nova de Gaia e encerra as suas instalações em 1974 depois de um período de agregação com a Fábri ca de Sacav ém. Dos seus artistas destac am -se Carlos Branco e Paulino Gonçal v es 124 . Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto A zule jar: Policromo [Predomina o: Azul | Ocre | Amarelo | Rosa | Verde | Castanho | Branco] Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: Como consequê ncia do predomínio dos vãos de peitoril neste edi fício, a publicidade par a este estabe leci mento teve de ocu par o único p ano intercalar que o imóvel possuía. A composição assente sobre azulejos bran cos, foi executada, tal co m o nos indica a assinatura no ca nto inferior esquerdo, pela Fábrica do Carv alhinho. É realçado o nome do proprietário L uiz So ares , em letras capitais e desenhadas em negativo so bre um fundo Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 324 rosa bem ao centro do paine l, e a ladeá -lo foram representad as crianças. Do lado esquerdo duas crianças b rincam alegres sobre um carri nho e são acompanhadas pe la leg enda Casa de Novidades , enquanto no lad o direito u ma crianç a brinca se ntada co m dados encastelados que fo r mam o nome da loja Grande B az ar do Porto . Es tes elemen tos figurativos, que pretendiam atrair ao ba zar as crianças, sã o completados com uma espécie de cercadura que e nvolv e o nome de Luiz Soares , esta guarnecida com motivos flora is e cabeças de crianças com laços azuis. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 5 20: Vista Geral do Grande Bazar do Porto. Figura 521 : Painel Figurativo do Grande Bazar do Porto. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 325 Figura 523 : Pormenor do Pa inel Figurativo do Grande Bazar do Porto. Figura 522 : Pormenor do Pa inel Figurativo do Grande Bazar do Porto. Figura 524 : Pormenor do Pa inel Figurativo do Grande Bazar do Porto. Figura 525 : Pormenor do Pa inel Figurativo do Grande Bazar do Porto. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 326 Figura 526 : Pormenor do Pa inel Figurativo do Grande Bazar do Porto. Figura 527 : Pormenor do Pa inel Figurativo do Grande Bazar do Porto. Figura 528 : Pormenor do Pa inel Figurativo do Grande Bazar do Porto. Figura 529 : Pormenor do Pa inel Figurativo do Grande Bazar do Porto. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 327 125 MAJE STIC CAFÉ – Majestic Café . [em linha]. Port o: Majestic Café. [Consu lt. 23 Mar. 2015]. Disponível na I nternet <URL http://www.c afem ajestic.com / >. Ponto de Interesse 125 Designação do Ponto de Interesse: C afé Majestic Tipologia do Ponto de Interesse: Café Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: R ua Santa Catarina, nº 112 Coordenadas GPS: 41°08 '50.0"N 8° 36'23.7"W Breve descrição do Ponto de Interesse: O Café Majestic f oi inaugurado a 17 de Dez embro de 1921. Conhecido como Elite à altura, a sua decoração luxuriante d e tendência Arte Nova valeu -lhe à atualidade o 6º lugar no To p 1 0 dos M ais Belos Cafés do Mu ndo . E mbora a sua abertura t enha sid o um sucesso, o seu nome dava -lhe uma aura monárquica, não condizendo com o ambient e republicano e burguês da época. Assim, fo ra m o glamour e a elite cultural parisienses, principais referências para a cultura portuense de e ntão, que determinaram o novo nome – Majestic . Nos anos 60, devido à diminuiçã o das m anifestações c ultural em P ortugal , entra num declínio len to e contínuo. Em 1 992 a sua nova gerência decide restaurá -lo, adaptando -o às exig ên cias modernas. Reabre a 15 de julho de 1994. O e di fício da a utoria de João Queiroz, com in fluência da obra de Marques da Silva, é um dos mais belos exemplos da Art e Nov a n o Po rto. A sua f achada de mármore é marcada por elegantes portadas por um f rontão que coroa a composição co m as iniciais d o estabelecimento. Este é ladeado pela figura de duas crianças que con v idam à entrada. No int erior os pormenores d ecorativos, como grand es espelho s e esculturas em e st uque, e a simetria curvilínea das m olduras de ma deira que ca ptam o olhar e con ferem ao espaço um gosto o nd ulante e sensual. Com todos este s pormenores o Café Maj estic emana um a atm osfera de luxo, requinte e bem- estar . Para co mprovar a sua ex celência, além dos div ersos prém ios que acumu la, recebeu também p ersonalidades que marcaram a histó ria do país, destacando -se o aviador e alm irante Gago Cou tinho, a atriz Beatriz Costa, o escritor José Régio e ainda Júlio Rese nde. Informações úteis: Horário: Segunda a Sábado: 9:30-24:00 Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 328 126 SIP A – Hotel Infante Sagr es [em linha]. F orte d e S acavém : SIPA. [Consult . 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=23944 >. Edifíci o 126 Designação do Edifício: Hotel Infante Sagres Tipo de Edifício: H otel Localização do Edifício Freguesia: Vitória Lugar/Rua: Praça D. Filipa de Lencastre, nº 62 Coordenadas GPS: 41°08'52.5"N 8°36'45.3"W Cronologia do Edifício: 1945 Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: O projeto do Hotel Infante Sagres data de 1945, sendo seu autor o arquiteto Rogério de Azev edo. A sua co nstrução iniciou -se em 1951, iniciativa do comendador Delfim Ferreira. É um hotel de luxo que combina a tendência neobarroca com o estilo contemporâneo . Fotografias do Edifício : Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 329 127 MARTINS, Faus to Sanches – Azulejar ia Portuense , 2 001, p. 182. INST ITUTO PORT UGUÊS DOS MUS EUS – Júlio Res ende: Obra C erâmica , pp. 42, 82. 128 INS TIT UTO DO EMPREGO E FOR MAÇÃO PROFISSIONAL – As Idades do Azul – formas e memórias da a zulejaria por tuguesa , p. 78. Conjunto Azulej ar 127 Designação: Painel Grande Árvore Localização do Conjunto Azulej ar: Interior Datação do Conjunto Azulej ar: 1973 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Jú lio Resende Nome da Oficina/Fábrica: Oficina do A utor Cronologia do Aut or: 1 917-2011 Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações s obr e o A utor: Júlio Rese nde nasceu no Porto, a 23 de Outubro de 1917, d esenv olvendo n a cidade a sua atividade a rtí stica e de docente na Escola S uperior de Belas Artes. Apesar d e sempre se ter considerado pintor e desenhador, desde 1958 qu e rea lizou trabalhos em c erâmica, obras r epresentativ as da cerâmica parietal naciona l do s éculo XX . Com obra de Norte a Sul de Portugal, são aquelas situadas na cidade do Porto que se evidenciam, se ndo p rov a disso o extenso painel d a Ribeira Neg ra e o da Estaçã o de Metro do Bolhão. Salientando a sua importância, o Museu Nacional do Azulejo realizou, em 1998, uma e x posição retrospetiva da sua obra cerâmica. Faleceu a 21 de Setembr o de 2011 128 . Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Faiança Figurativa Cores do Conjunto Azulejar: Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: O painel d’ A Grande Árvore foi o primeiro a ser produzido na o ficina de Júlio Res ende. É uma obra onde o autor explora a matéria e a t écnica e uma das poucas onde o autor não representa f iguras humanas recorrendo, no e ntrando, ao motivo maior – a terra. O pa i nel é marcado por ritmo s abstratos repetidos e interrompidos apenas po r pequenos frisos ou linhas que sugerem form as vegetais. Devido a diversas obras no edifício o painel foi remetido para uma zona mais interior que nã o permite uma visualização que o favoreça. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 336 Figura 537: Pormenor dos Painéis Figurativos. Figura 536: Pormenor do Painel Figurativo. Figura 538: Pormenor dos Painéis Figurativos. Figura 539: Pormenor dos Painéis Figurativos. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 337 Figura 540: Pormenor d os Pa inéis Figurativos. Figura 541: Pormenor dos Painéis Figurativos. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 338 Conjunto Azulej ar 2 Designação: Revestimento Exterior do Hotel Peninsular Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Principal Datação do Conjunto Azulej ar: Século XX [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual [?] | Azulejo Figurativ o Cores do Conjunto Azulejar: Verde | Ocre | Castanho | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: No exterior do edi fico do Hotel Peninsular foram ap licados cinco painéis azulejares que tê representados festões com mo tiv os florais. Estes fazem a separação e ntre a s janelas do segundo e terceiro piso e adaptam -se ao seu recorte. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 542: Vista Geral do Hote l Peninsular. Figura 543: Pa inel Figurativo do Revestimento Exterior do Hot el Peninsular. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 339 Figura 544 : Painel Figurativo do Revestimento Exterior do Hotel Peninsular. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 340 134 SIPA – Igreja e Torr e dos Clér igos [ em linha]. Forte de Saca vém: SIPA. [C onsult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5522 >. Ponto de Interesse 134 Designação do Ponto de Interesse: Igreja e Torre dos Clérigos Tipologia do Ponto de Interesse: Igreja | Torre Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: R ua dos Clérig os Coordenadas GPS: 4 1°08'44.4"N 8°36'52 .7 "W Breve descrição do Ponto de Interesse: A Irm andade dos Clérigos Pobres de Nossa Senhora da Misericórdia f oi criada p ela junção de religiosos das confrarias de S. Filipe de Nery e de S. Paulo. Em 1731 é decido construir um edifício para o culto, sendo aprovada a planta ap res entada po r Nicola u Nasoni. Os trabalhos têm início em 1732, com a cerimónia da colocação da primeira pedra a 2 de junho. A Irmandade v ai introduzindo alterações à planta p rimitiv a, decidindo em 1 746 a construção de uma ún ica torre. Dois an os depois é celebrada a prime ira missa. Em 1750 a Irma ndade t oma a decisão de construir um edifício pa ra se instalar, iniciando -se a sua edificação e a da torre da igreja em 1753, obras que terminam em 1758. A igreja é co mposta por na v e única e elíptica, capela -mor reta ngular, sacristia, ca sa do despacho e torre quadrada. A torr e é em cantaria aparelhada e os alçados laterais sã o rebocados e ritmados por pilastras. O f rontispício é div idido em dois registos separados por cornija e em três corpos separados por pilastras. A Casa do Despacho tem três pisos e mezanino superior co m fenestração regul ar. A Torre tem 75 metro s de altu ra e é dividida em se is registos divididos por cornijas. O interior é rit mado por pilastras coríntias, co m quatro cap elas colaterais com retábulos e sanefas de talha dourada, acompanhadas de quatro p ortas encimadas po r tribu nas com varandas trabalhadas e dois púlpitos. O a rco t riunfal é encimado po r sanefa e m talha dour ada e a ca pela -mor tem um cadeiral em amb os os lados e encimados por órgãos, cobertura e m abóbada de cruzaria e retábulo com t rono de mármore. Informações úteis: Horário: Todos os dias: 9:00 -19 :00 Preçário: 3€ (Bilhete Torre) Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 341 135 SIPA – Igre ja do Carmo [em linha]. Forte d e Sacavém : SIPA. [Consult. 24 Abr. 20 15]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5521 >. Edifíci o 135 Designação do Edifício: Igreja da Ordem Terceira do Carmo Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Vitória Lugar/Rua: R ua do Carmo Coordenadas GPS: 41°08'50.8"N 8°36'58.9"W Cronologia do Edifício: 1756 -1907 Classificação d o Edifíc io: Monumento Nacional Breve descrição do Edifício: A primeira pedra da Ig reja do Carmo foi l ançada em 1756 por D. João Ferreir a da Silva, governador a postólico da Diocese d o Porto. Entre 1764 e 1765 são executadas, pa ra a fachada principal, as esculturas dos Evangelistas, e o templo ab re ao culto em 1768, embora estivesse ainda por concluir. Em 1769 che gam de Itália as imagens d e jasp e destinadas à Sala das Sessões e, em 1771, são executadas as esculturas e altares das capelas laterais. Em 1773 Fra ncisco Pereira Campanhã rea liz a o desenho para o retábulo - mor. Só em 1788 são mandadas edificar a Sacristia e Casa do Despacho. O órgão atual, situado no coro -alto, foi executa do por Peter Conache & C. em 1880. No início do século XX , em 191 2, a f achada lateral é revestida a azulejo figurativo, con junto executado por Carlos Branco segundo desenho de Silvestre Silvestri. O te mplo, desenvolvido em planta lon gitudinal, tem na v e e cape l a -mor retangulares, assim como sacristia e casa do despacho. A fachada principal, voltada a sul, é em cantaria e divide-se em três registos a través de cornijas decoradas. No primeiro e ncontra-se o porta l central, de v erga reta, ladeado por nichos d e frontão ondulado e albergando as imagens de Santo Elias e Santo Eliseu. A encimá -lo foi colocada a inscrição SANCTAE ANNAE PRIMIS A JOANNE SILVIO FERRERIO / TANGETINO EPISCOPO JACTIS FUNDAMENTIS / CARMELI TERTARIORUM COETUS DICAVIT / A N.MDCCLV / GLORIA LIBANI ET DECOR C ARMELI . No centro do segundo registo abre -se um nicho entre pilastras caneladas e sob re balaustrada ondulada, sendo envidraçando e contendo a imagem d e Santa Ana. So bre este um óculo redondo e e m frontão tria ngular que interrompe a cornija. O terceiro reg isto assume -se como coroamento da fa chada e é compost o por frontão com tímpano ritmado por pilastras decoradas com festões, Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 342 ostentando no seu centro as armas dos Carmelitas Descalços. Rematando este conjunto encontram-se as i magens dos Evangelistas e uma cruz. A fachada lateral apresenta embasamento em ca nt aria, é coroada p or platibanda e ritmada po r pilastras. Aqui rasgam - se dois portais e diversas janelas de vergas decoradas, conjugan do - se com o revestimento azulejar. O interior é também ritmado por pilastras de ordem compósita e as suas se is capelas laterais têm retábulos em ta lha e são encimados por tribunas com ba laustrada. Dois púlpitos entre elas são igualmente em talh a dourada e sobrepostos por sanefa. O arco triunfal é enquadrado por duplas pilastras que suportam um f ront ão interr ompido co m o brasão da ordem. O teto é em abóbada de berço e sobre c ornija saliente. Já a capela -mor é coberta por abóbada de berço com pintu ras decorativas e ladeada por ca deir as encimados por tribunas com balaustrada e sanefa de talha, além do retábulo - mor, estrutura também em talha dourada. Fotografias do Edifício: Figura 545: Igreja da Ordem Terceira do Carmo . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 343 136 MARTINS, F austo Sanches – Azulejaria Portuense , pp. 90-93. 137 CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO – Pe la Cidade do Porto: Descoberta da ci dade através de uma visita aos m urais cerâmicos , p. 36. Conjunto Azulej ar 1 136 Designação: Revestimento Exterior da Igreja da Ordem Terceira do Carmo Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Oriental Datação do Conjunto Azulej ar: 1910-1912 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: S ilv estre S ilv estri Nome do Executante: Carlos Branco Nome da Oficina/Fábrica: Fábricas do Senhor d’Além e da Torrinha Cronologia do Aut or: S éculos XIX- XX Cronologia do Executante: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica/Executante: Informações sobre o A u tor: Silvestre Silvestri e ra um pintor italiano que viv eu entre os sé culos XIX e XX. Fez a sua formação junto dos mestres Domen ic o Bruschi e Do menico Morelli. Vem para Portug al para realizar a maioria da sua produção na cidade do Porto , cidade em que p articipou em diversas exposições. Das suas intervenções destacam -se as decorativas em arquiteturas religiosas, ao nível da pint ur a mural e da azulejaria, sendo a sua obra maior na Igreja do Carmo 137 . Informações sobre o Executante: ---- - Informações sobre a Oficina/Fábrica:  Fábrica do Senhor d’Além: Instalada em Vi la Nova de Gaia, nas ruínas do Hospí cio d os Carmelitas d o Senhor d’Além, junto ao Douro e em frente à zona da Corticeira, a Fábrica do Senhor d’Além terá surgido a nte s de 1861, por iniciat iv a de Antóni o e Manuel Rodrigues dos Santos. Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: Na realização deste conjunto azulejar participaram vários intervenientes, desde logo, o Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 344 autor dos c artões para a sua execução, o italiano Silv estre Silv estri, do qual se desconhec e o desenho original para o revestimento em questão. Há também o nome de Carlos Branco, artista que executou o s referidos azulejos na Fábrica do Senhor d ’Além, mas que não respeitou totalmente o risco do mestre italiano. Este conjunto assenta num soco de granito e é rematado por um enta blament o e ático o culado. O a lçado é articulado atr avés de pilastras de ordem to sc ana e e nquadra o s vãos que iluminam a na v e, capela -mor e sacristia. A grande profusão de janelas, de vários tamanhos e configurações, de v erá ter estado na origem da d i ficuldade da composição. Dessa forma, nos entrepanos, de taman ho reduzido, os motivos red uzem-se a gri naldas e fe s tões que serv em de enquadra mento a el ementos heráldicos e cartelas, numa linguagem que se aproxima à utilizada nos e lementos de granito da fachada principal. Já o registo principal dispõe-se em três registos horizontais:  Registo Inf erior: Rodap é constituído por grinaldas, concheados e anjos qu e circundam escudos heráldicos e cartelas;  Registo Cen tral: Numa planície, onde se d istingue uma á rv ore frondosa, observa -se uma concentração numerosa de figuras;  Registo Su perior: É de finido o p erfil de uma montanha e o m ovimento descendente de f ig uras o rienta-se em direção a um persona ge m que parece sair do int erior do templo, assinalado por uma escalinata elevada. Esta c ena é intercetada por um vão, o que o rig ina um hiato e como não temos co nhecimento do desenho original d e Silvestri, desco nhece-se a o rig inal distribuição da composição , sendo inconclusivo determinar se se r á uma lacuna. A utores com o Fausto San ches Mar tins, apontam ao trabalho de Carlos Branco o defeit o no desenho, a imperfeição da mode l ação e a distorção no tratamento das anatomias. Centramo-nos agora na leitura iconográfica do registo principal. Iniciando a descrição pela ação que ocorre n a parte sup erior, o Episódio da Aparição da Virgem Maria a São Simão Stock . Este acontecimento oco rreu a 16 de Julho de 1 251, e ao 1 6º prior -geral da Ordem dos Car melitas fo ram dirigidas pela Virgem as seg uintes palavras: « Rece be, m eu filho, este escapulário, que será o distintivo da tua Ordem e, a lém disso, será par a ti e para os teus irmãos uma salvaguarda nos perigos, um sinal de predestinação e um penho r de paz Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 345 e d e eterna aliança entre mim e vós. Qu em mo rrer com este háb ito será p reservado do fogo eterno ». Numa cartela no canto inferior esquerdo aparece esta f rase transcrita em latim: IN QUO QUIS MORIENS AETERNUM NON PATIE TUR INCENDIUM . Esta cena é ainda acompanhada p or duas legenda s: CARMELO , remetendo para a colina sagrada que, segundo a tradição, s erv iu d e refú gio a Elias e Eliseu, seu discípu lo. Na segunda legen da lê -se: MEAE CONFRATERNITATIS SIGNUM afirmando que o escapulário será d istintiv o da nova fam í lia carmelitana. Ainda aqui, perpendicular à figura de São Simão St ock, se visualiza o escudo heráldico do Papa João XX II, identificado pela legenda JOANNES XXII . A justificação para esta utiliz ação prende -se com a aparição d a Virgem a João XXII, sessenta anos de pois d e aparecer a São Sim ão Stock, e reco mendando -lhe a Ord em dos Carmelitas e prom etendo que livraria do Purgató rio as almas d os fiéis que ti verem usado o seu esc apulário. Perto do ce ntro surgem trê s frades car melitas q ue i mpõem o esc apulário a grande número de seguidores, d iv ulgando assim a Conf raria do Escapulário que depressa se p opulariz ou, s endo recebido po r reis, papas, bis pos, nobres e pl ebeu s, t odos eles representados neste painel. A mensagem iconográfica é completada por um conjunto de brasõe s associados, direta ou indiretamente, à Ordem Carmelita:  Brasão do Pa pa Pio X, com o leão de São Marcos, ala do e n imbado a ouro, segurando com as pa tas o livro a berto com a inscrição: Pax Tibi Marce Evange list a meus (Que a Pa z este contigo Marcos, meu Evangelista) a sua utilização deve-se sobretudo ao facto de este ser o pontífice reinante no período da e x ecução do revestimento;  Brasão de D. António José de Sousa Barros o, Bispo do Porto em 1910, e onde se visualiza as insígnias episcopais da mitra: báculo e cordões com doz e borlas. São ainda representados um pelicano com os filh otes e cinco leões rompantes, símbolos da profunda caridade do prelado; Sobre o frontão da porta e no re mate dos panos, fo ram representados trê s escudos da Ordem dos Carmelitas em cujo centro de contempla uma cruz patente ladeada p or duas estrelas, e na sua base, formando um monte, uma terceira estrela. No m uro da sacristia foram pintadas as armas nacionais e da cidade, incluindo -se no remate duas cartelas que Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 352 Figura 566 : Pormenor do Revestimento Ex terior da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Figura 568 : Pormenor do Revestimento Ex terior da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Figura 567 : Pormenor do Rev estimento Ex terior da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Figura 569 : Pormenor do Rev estimento Ex terior da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 353 Figura 570 : Pormenor do Revestimento Ex terior da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Figura 571 : Pormenor do Rev estimento Ex terior da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Figura 572 : Pormenor do Revestimento Ex terior da Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 354 138 MARTINS, Fausto Sanch es – Azulejaria Portuense , p p. 81- 85. Não nos f oi possíve l, dura nte a elaboraç ão deste r elatór io, ter acesso a es te co njunto, m uito em b ora tenham os tentado fotograf á-lo. Conjunto Azulej ar 2 138 Designação: Revestimento Interior d a Casa do Des pacho da V eneráv el Ordem Terceira do Carmo Localização do Conjunt o A zulejar: Igreja da Ordem T erceira do Carmo (Cas a do Despacho) Datação do Conjunto Azulej ar: Século XIX A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do A utor: Desconhecido Nome da Oficina/Fábrica: Desconhecido Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/ Fábrica: Desconhecida Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Amarelo | Verde | Roxo Manganês | Rosa Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: Um silhar de azulejos neoclássicos percorre toda a superfície da sa la, abrangendo quer os panos das p aredes, quer as reentrâncias dos vãos. Três grandes painéis envolvem o retábulo dedicado a Nossa Senhora do Carmo, e que co rres pondem a os seus panos laterais e f ronteiros, formando conjunto com ou tros dezassete de pequena s dimensões, convertendo-se num dos núcleos mais significativ os d e azulejaria neoclássica em Portugal. O silhar a presenta um roda pé p intado a roxo-ma nganês conform e a técnica de esponjado. O m otivo cen tral é rodeado por u ma cercadura a marela, emo ldurad a p or sua v ez por u m friso de «sombrinhas» fechadas, constituindo este motivo decorativ o um a n ovidade em relação à restante az ulejaria neoclássica . S egue contudo os ide ais da gramática neoclássica no que diz respeito à utiliz ação d e f iguras geométricas, neste caso o cone, motivo frequente em grav uras da é poca. O elemento central marca o ritmo da composi ção. É composto por dois ren ques de folhas de acanto, que brotam d o seu centro, e de onde parte m f inas ramagens e dois caulículos que se rv em de u nião, à d ireita e à esquerd a, atrav és de arab escos. No seu centro encontra - se um pássaro de p er fil, com as asas apanhadas, se gura ndo no bico uma grinalda de flores. Do ce ntro da cercadura pen de um d ossel de plumas policromadas, rem etendo par a o motivo das ditas «sombrinhas». Num outro painel, um motivo filiforme env olve o centro e serve de suporte a dois Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 355 pássaros, colocados também em perfil, como era comum na épo c a neoclássica, realçando o aspeto linear d as figuras. Do bico destes pássaros pendem colares d e contas, outro motivo muito presente n a azul ejaria e faian ça d este período. Nos painéis das janelas a decoração é idêntica, predo minando o amarelo e o v erde, em diferentes tonali dades, combinados com tons de rosa, roxo-manganês e azul. Não é atribu ída nenhuma a utoria a estes p ainéis, contudo, d evido à acentuada implantação da corr ente neoclássica n esta cidade , em finais do século X VIII, levou muito s estudiosos da área a cr er que ex istiam muitos ou tros. Estes , como inúmeros ou tros conjuntos d os séculos XVII e XVIII existentes nos mosteiros e conventos, tiveram igual destino: a condenação ao perjúrio com a Extinção das Ordens. Fotografias do Conj unto A zulejar 139 : 139 Im agens retirada de MAR TINS, Fausto Sanch es – Azulejaria Port uense , pp . 83- 85. Figura 574: Po rmenor do Revestimento Interior da Casa do Despacho da Venerável Ordem Terceira do Carmo. Figura 573 : Porm eno r d o Revestimento In terior da Casa do Despacho d a Venerável Ordem Terceira do Carmo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 356 140 SIPA – Reitoria da U niversidade do P orto [em linha]. F orte de Sacavém: SIPA. [Consult. 2 4 Abr. 2015]. Disponível na I nternet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=20015 >. Ponto de Interesse 140 Designação do Ponto de Interesse: R eitoria e Museu Universitário Tipologia do Ponto de Interesse: Edifício | Museu Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: P r aça de Gomes Teixeir a Coordenadas GPS: 4 1°08'47.7"N 8°36'58.5" W Breve descrição do Ponto de Interesse: A história do edi fício o nde h oje est á instala da a Reitoria d a Universidade do Porto e o Museu Universitário começa em 1620 com o p ortuens e Baltazar Gu edes, mostrando intenções para a criação de uma instituição ligada á educação infantil. Su rg e então a Roda dos Expostos e posteriormente o Colé gio dos Órfãos e nele foram lecionadas a Aula de Náutica e de Desenho e Debuxo. Já no século XIX é instalada no edifício a Academia Po litécnica e, posteriormente a Faculdade de Ci ências. Desd e 2006 que agrupa os serviços da Univ ersidade do Porto e o Museu de História Natural. A n ív el arquitetónico é u m edifício d e planta retangular e d e disposição horiz ontal. Tem três pisos e mezanino, e co mpondo o alçad o p rincipal e posterior o s vestí bulos e dois pátios inte riores . A fachada principal é composta por três pa nos, onde o central é ma is destacado. Acede-se ao interior através dos pó rticos tendo -se acesso a um imponente átrio donde parte a escadaria que dá acesso ao resto do edifício. Informações úteis: Horário: Segunda a Sexta: 10:00-12 :00 | 14:00-16:30 Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 357 141 SI PA – Igreja da Trind ade [em linh a]. F orte de Sacavém : SIPA. [Consu lt. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5483 >. Edifíci o 141 Designação do Edifício: Igreja da Trindade Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Santo Ildefonso Lugar/Rua: Largo da Trindade Coordenadas GPS: 41°09'03.7"N 8°36'37.0"W Cronologia do Edifício: S éculo XIX Classificação do Edifício: Imóvel de Interesse Público Breve descrição do Edifício: A Orde m terceira da Santíssima Trin dade foi fundada e m 1755 pela Bula do papa B ento XIV e na sequência da extinção da Ordem de S. Domingos. A sua primitiva inst alação foi na Capela de S. Crispi m passando, em 1781, p ara a Capela de Nossa Senhora da Batalha e, em 1786 para a Igr eja do Senhor do Calvário. Só em 1802 são adquiridos os terrenos para a construção da igreja atua l, cuja primeira pedra f oi coloc ada em 1803. No ano seguinte foi edi ficada um a capela provisória junto à igreja em co nstrução, templo que f oi benzido nesse m esmo an o. A Igreja da Trindade tem p rojeto d a autoria do a rquiteto Carlos Luís Ferreira da Cruz Ama ra nte. Em 1815 inicia -se a con strução do Hospital e, em 1818, João Francisco Guimarães é nomeado a rquiteto, quer do templo, quer do hosp it a l, e também o m estre pedr eiro João d a Silv a Sardinha. Em 1840 procede -se ao tapamento do arco cruz eiro p ara se proceder à celebração do culto na nave, e tam bém à construção da abóbada da nave em tijolo, ob ra do me stre Thomé Alv es Rodrigues de Oliveira. Em 1841 a igreja é aberta ao culto após a b ênção d a nav e, dando -se a transl adação do Santíssimo Sacramento que se encontrava na capela provisória. No ano seguinte era of erecido o altar - mor e o s acrário por D. Rita Carolina Braga da Costa Lima e, entre 1846 e 1848, assiste - se á conclusão da fachada e da to rre, e à bênção dos sinos pelo Bispo do Porto D. Jerónimo da Costa Rebelo. Em 1850 dá -se a encomenda das imagens dos padroeiros da ordem ao escultor João A lb ertino de Azevedo, esculturas que foram colocadas n esse mesmo ano no f r ontispício. Só em 1852 se começa a edificação da capela -mor e é inaugurado o hospital. Em 1884 é decidido construir a lanterna do cruz eiro, obra que juntou os en ge nheiros José de Macedo Araújo Júnior e Luciano S. Carvalho e mestre pedre iro José Geral do d a Sil va Sardinha, e que f icou concluída em 1887. F inalmente, em 1892 é terminada e benzida a capela - mor, recebendo em 1899 os cadeirais prov enientes do Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 358 Mosteiro de S. Bento de Avé-Maria, Na década d e 60 do século XX fo i colocado um no vo altar-mor, com projeto do Padre Américo Francisco Alv es e do arquiteto Luís Cunha. A Igreja da Trindade desenvolv e -se em planta longitudina l, com nárte x, n ave ú nica, capela - mor pro funda, cúpula so bre o cruzeiro e transepto p r olongado n o lado do Evangelh o por uma capela o c togonal. A fachada principa l é em cantaria de g ranito e desenvolv e -se em dois andares, separados por entablamento com tríglifos, e em três panos divididos por pilastras toscanas no piso té rreo e jón icas no segundo, sendo o pano central p rol o ngado pela torre sineira. O andar inferior é composto por três portais de arco pleno, com portão de duas folhas e bandeira em f erro forjado, permitindo o a ceso ao nártex. Na bandeira do portal central fo i gravada a inscri ção SOLI DEO HONOR ET GLORIA em letras douradas e en ci mada pela insígnia da Santíssima T rin dade. Sobre este portal está a inda, inserido numa ca rtel a oval, o brasão da o rd em. O segundo piso é composto por três v ão de iluminação, tendo ao centro uma janela de sa cada com balaustrada jón ica e f ront ão triangular, e lateralmente duas janelas em ar co p leno, pa ra peito saliente e encimadas por frontão curvo. So bre e ste registo u m frontão curvo e acrotério rec uado com b al austres e estátuas de S. João de Matha e São Félix de Valois. A torre sineira desenvolv e-se no alinhamento deste frontão e apresenta planta quadrangular. Num primeiro regista apresenta relógio circular com nu meração romana e, num registo superior, remate e m entablamento com óvulos e uma ventana de arco p len o em cada fa c hada. Esta torre é rematada em pirâmide com uma esfera e cruz em me tal, e ainda decorada com volutas na base. As f achadas laterais são reboca das e rasga das p or quatro janelas no corpo da nave e três no da c apela-m or. O nárte x que ante c ede a entrada principal tem o teto tripartido em abóbadas e uma porta axial em arco de volta perfeita. Esta é ladeada por duas janelas n o frontispício e o utras duas nas paredes laterais, todas em arco de volta perfeita e com vitrais geométricos no interi or. O interior é coberto por a bób ada de berço, cúpula sobre o cruzeiro e abóbada octogonal, prolon gad a por lanternim circular e rematado por cúpula sobre a capela do transepto. As paredes da nave e do transepto são pintadas a branco enquanto as da capela-mor são revestidas a m ármore r osa . O coro-alto é em laje plana e com guarda em talha dourada, albergando um nicho central de volta per feita o ó rgão de tubos com caixa em ta lha d ourada. As paredes da nave são divididas em d ois registos, através de um Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 359 friso, apresentando o registo superior uma ja nela de s acada em c ada tra mo, v arandim e guardas em talha d ou rada. São diversos os altares presentes neste templo. Do lado da Epístola s ão dedicados ao Sagrado Coração de Maria, a Nossa Se nhora das Dores e Nossa Sen hora da C onceição, e do la do do E v angelho a Santa Teresinha, S. J osé e Sagrado Coração de Jesus. Entre o s pares d e pilastras, do lado d a Ep ístola, encontram - se mísulas com as imagens d e Nossa Senh ora dos Remédios, Santo António e Menino Jesus de Praga e, do lado do Ev angelho, de S. Judas Tadeu, S. Fr ancisco Xavier e Sa nta Rita. Ao lado da capel a -mor, també m em mísulas, encontram -se a s imagens de S. Félix de Valois e de S. João de Matha. Também as paredes do transepto são divididas em dois andares por f riso. No inferior foram rasgadas portas de omb reira e, n o su perior, jane las de s acada seme lhant es às d a nave. O teto é em ab óbada de berço com janela de penetra ç ão em arco abatido. No lado da Epístola o s nichos inferiores são ocupados pelas imagens de Santa Inês e Santa Catarina, e os n ichos su periores por S. Mateus e S. Lucas Evangelistas. Ao centro um retábulo em talha dourada e com invocação a Nossa Senhora de Fátima. No lado do Evangelho os nichos inferiores são dedicados a S. João e S . Pedro, e os superiore s a S. João e S. Marcos Ev angeli stas. O braço d o tran s epto é prolongado por uma capela de planta octogonal. Coberta por uma abóbada octogonal tem la nterna circular dividida em quatro panos por pilastras compósitas. Os dois pa nos maiore s da capela têm um arco cego de volta p erfeit a com porta de ombreiras sobreposta po r janel a de sacada e respetiva varanda. O retábulo em talha dourada é dedicado à Santíssima Trindade. Na capela-mor fo ra m co locados dois cadeirais, de duas bancadas e sem espalda r, uma mesa de altar com frontal onde num alto-relevo foi representado Cristo e ntroniz ado e ladeado pelos Apó s tolos. A ladear o altar -mor uma porta de ombreiras é encimada por duas janelas de sa c ada sob repost as. O retábulo -mor tem u m sotobanco em mármore rosa e com duas po rt as em talha dourada. As c olunas são compósitas, com a b ase do fuste percorrida por folhas de acant o e estriado. O nicho é e m arco de vol ta per feita e decorad o com enrolamentos vegetalistas e cabeças aladas nos capitéis e no fecho do arco, tendo a tela que o ocupa representado o Batismo de Cristo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 360 Fotografias do Edifício: Figura 575: Igreja da Trindade. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 361 Conjunto Azulej ar Designação: Revestimento Exterior da Igreja da Trindade Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Principal Datação do Conjunto Azulej ar: Século XIX [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Semi-Indu strial | Az ulejo de Padrão Cores do Conjunto Azulejar: Az ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: O revestimento da fachada principal d a Igreja da Trindade é composto por e lemento s azulejares f or mados por p equenos losangos com um m otiv o f loral cen tral. As cores dos losangos intercalam -s e, tal como a forma dos motivos f lorais. En volvendo as janelas foi ainda aplicado um friso com azulejos re tang ulares e relevados. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 576 : Revestimento Exterior da Ig r eja da Trindade. Figura 577: Padrão do Revestimento da Igreja da Trindade. Figura 578: Friso do Revestimento da Igreja da Trind ade. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 368 Figura 590: Padrão do Revestimento da I greja de Campan hã. Figura 588 : Porm enor do Revestimento Exterior da Igreja de Campanhã. Figura 589 : Pormenor do Revestimento Ex terior da Igreja de Campanhã. Figura 591 : Friso do Revestim ento da Igreja de Campanhã. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 369 146 BROCHADO, Alexandrino – O Porto e as suas Igrejas azulejadas , pp. 80 - 82. Conjunto Azulej ar 2 146 Designação: Revestimento Interior da Igreja de Campanhã Localização do Conjunto Azulej ar: Nave Datação do Conjunto Azulej ar: 1714 [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual [?] | Azulejo de Padrão Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: Segundo Alexandrino Broch ado os azulejos que se encontram no interior da Igreja de Campanhã datam de 1714, datando a ssi m da sua fundação. A nós pa rece -nos mais um exemplar do século XIX e produ z ido já na técn ica semi-industrial. Os a z ulejos apresentam motivos g eométricos e f lorais e, o f ri so que os enquadra, elementos que se assemelham a pergaminhos. Fotografias do Conjunto A zulejar: Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 370 Ponto de Interesse Designação do Ponto de Interesse: ----- Tipologia do Ponto de Interesse: Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Coordenadas GPS: Breve descrição do Ponto de Interesse: Informações úteis: Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 371 147 NOSSA SENHOR A DA AREOS A – Paróquia Nª. S ra . Da Areosa [em linha]. Porto: Paróquia da Areosa. [Con sult. 2 4 Abr. 20 15]. D isponível na I nternet <UR L http://paro quia- areosa.weeb ly .c om/igreja.htm l >. Edifíci o 147 Designação do Edifício: Igreja de Nossa Senhora da Areosa Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Paranhos Lugar/Rua: R ua da Igreja da Areosa, nº91 Coordenadas GPS: 41°10'32.8"N 8°35'15.8"W Cronologia do Edifício: 1981 -1985 Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: A Igreja da Areosa apresenta a fo rma de uma tenda, solução arquitetónica que pe rmite expressar a ideia do Povo Peregrino e Itinerante. Fotografias do Edifício : Figura 592: Igreja de Nossa Senhora da Areosa. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 372 Conjunto Azulej ar Designação: Painel Exterior da Igreja de Nossa Senhora da Areosa Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Principal Datação do Conjunto Azulej ar: Década de 80 do Século XX [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: ----- Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: Inserido na fachada e num espaço de forma trian gular, no painel da Igreja da Areosa foi representada Nossa Senhora e Cr isto, ainda em cria nça, rodeados por dois a nj os que lhes prestam adoração. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 593: Igreja de Nossa Senhora da Areosa. Figura 594 : Painel Exterior da Ig reja de Nossa Senhora da Areosa. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 373 Figura 595: Po rmenor do Painel Exterior da Igreja de Nossa Senhora da Are o s a . Figura 596: Po rmenor do Painel Exterior da Igreja de Nossa Senhora da Are o s a . Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 374 Ponto de Interesse Designação do Ponto de Interesse: ----- Tipologia do Ponto de Interesse: ----- Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: ----- Coordenadas GPS: ----- Breve descrição do Ponto de Interesse: ----- Informações úteis: ----- Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 375 148 SIPA – Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceiç ão [ em linha]. Forte de Sac avém: SIPA. [Consult. 2 4 Abr. 2015]. Disp onível na I nternet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5574 >. Edifíci o 148 Designação do Edifício: Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Marq uês) Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Bonfim Lugar/Rua: Praça do Marquês, nº 111 Coordenadas GPS: 41°09'40.1"N 8°36'17.7"W Cronologia do Edifício: 1947 Classificação d o Edifíc io: Imóvel de Interesse Público Breve descrição do Edifício: Em 1 927 é criada a Paróquia da S enhora da Conceição, po r provisão do e D. Antóni o Barbosa Leão. Passada se nsiv elmente uma década, em 1938, f oi be nzida a primeira p edra da Igreja de Nossa Senhora d a Conceição, consagrada em 1947 a 8 de dezembro. No atual ad ro do templo existia a Capela de S. Joaquim, demolida em 1 951 para criar o amplo espaço que precede a igreja. Só em 1998 é que o órgão de tubos foi ina ugurado. O autor do p roj eto inicial foi o monge beneditino Paulo Bellot, contribuindo para a construção do edifício, além do seu projetista, figuras como Rogério de Azev edo e Carlos Neves. A igre ja apresenta planta retan gular alongada, se ndo composta por três naves e, na sua fa chada, por duas torres. A fachada principal é orientada a Este, em cantaria lavrada e com empena triangular. É enquadrada por duas torr es, a mais alta com 56 metros, a mais baixa com 31. As torres, uma de formato octo go nal, outra quadrangular, têm ambas co bertura de granito e de f orma piramidal. Na prime ira, com mostradores de relógio, t êm aberturas parcialmente fechadas de forma a pr oteger os sinos e pro pagar o seu so m. De cada vértice do octógon o despontam pináculos e arcos botantes, sendo encimada po r uma cruz. A outra torre é rematada por um corpo o ctogonal e apresenta varandim . A f ro ntaria é ainda co mposta por três portas de a c esso ao int erior, ladeadas por co ntrafortes, e quatro im agens de Santo António, S. João de Deus, Beato Nuno Álvares Pereira e S. João de Brito, cada u ma com 2,5 metros de altura. Quanto às portas, de co ntorno cu rvo, são encimadas por postigos com vidros h ialinos pelo exterior e ama relos no interior. Sobrepondo -se à empena um alto- relevo com a re presen tação d a Imaculada C onceição, ladeada p or dois anjos e m a titude de adoração. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 376 O int erior é precedido de nártex, divisão que p ermite o a cesso às naves, às torres si neiras, coro-alto, oratóri o de S anta Rita e b atistério. As n aves enc ontram -se se paradas entre si por colunas d e se cção octogonal e que orig inam a rcos alon gados e v azados. Os tetos d esta s são abobadados e separados por vig as c om recortes circulares côn cavos. Nas n aves laterais desenvolvem -se dez capelas com a pa rede central decotada com azulejo com episódios de devoção à Virgem Mari a, estes ladeados por vitrais também f igurativos. Elevadas sobre um deg rau têm pav imento em m ármore preto e, na parte superior dos seus arcos, foram colocados pa inéis referentes as p assag ens da Via S acra. Logo à entrada, do lado esqu erdo, en c ontra-se também a c apela batismal, com p lanta octogonal, e que ostenta nas suas pareces frescos e vitrais alusivos ao batismo. O cruzeiro p or sua vez acolhe uma pintura a fresco com a Coroação d a Virgem como Rainha dos Céus. O arco triunfal, entre a a bside e as naves, é pro fusamente decorado. No interior, dentro d e quadros, foram pint ados motivo s que se relacional com a Paixão de Cristo. Aqui construíram-se também, num só b loco de pedra de Ançã, dois púlpitos, existindo po r trás de cada um deles uma porta que dá acesso ao deambu latório. Ao c entro fo i colocado u m trono com cinco degraus em mármo res e com adornos em b ronz e, conjunto que é ladeado por duas portas que dão acesso à sacristia. No coro alto, sobre o ná rtex , f oi aplicado um órgão de tubos. Fotografias do Edifício: Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 377 149 BROCHADO, Alexandrino – O Porto e as suas Igrejas azulejadas , pp. 73- 75. 150 INS TIT UTO DO EMPREGO E FOR MAÇÃO PROFISSIONAL – As Idades do Azul – formas e memórias da a zulejaria por tuguesa , p. 108. Conjunto Azulej ar 149 Designação: Rev estimento In terior da Igreja de Nossa Senhora d a Con ceição (Marquês) Localização do Conjunto Azulej ar: Capelas das Naves Laterais Datação do Conjunto Azulej ar: 1947 Nome do Pintor: D uarte Menez es Nome da Oficina/Fábrica: Fábri ca do Carvalhinho Cronologia do Pintor: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: 1840[?]- 1970’s Informações sobre o Pintor: ----- Informações s obr e a Oficina/Fábrica: Situada na Quinta da Fraga, no Porto, a Fábrica do Carvalhinho f oi fundada, em 1840[?], por Tomás Nunes da Cunha e António Monteiro Cantarino. Foi das primeiras fá bricas a produz ir azulejo em grande escala destinado a o revestimento de super fícies parietais, apresentand o motivos de padrão e de f igura avulsa. Utilizav a u ma policromia variada e produziu, deste a d écad a de 40 do sé cul o XIX, azulejos de e stampilha. S ó a partir de 1906, sob a dir eção de A. N. Dias de Freitas e Filhos, é que os seus p rodutos começaram a s er ma rca dos. Em 1923 passa para as margens de Vila Nova d e Ga ia e e ncerra a s suas instalações em 1 974 d epois de u m perí odo de agregação c om a Fábrica de Sacavém. Dos seus a rtist as destacam -se Carlos Branco e Paulino Gonçalv es 150 . Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: São dez os painéis que se enc ontram no interior da Igreja de Nossa Senhor a da Conceição, número ig ual ao das capelas que lhes servem de enquadramento. Nestes painéis encontram -se expostos diversos f ragmentos de histórias e episódios que se relacionam com a devoção nacional à Virgem Maria. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 384 Figura 612: Pormenor do Oitavo Painel. Figura 611: Oitavo Painel. Figura 613: Nono Painel. Figura 614: Pormenor do Nono Painel. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 385 Figura 615: Décimo Painel. Figura 616 : Porm enor do Décimo Painel. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 386 Ponto de Interesse Designação do Ponto de Interesse: ----- Tipologia do Ponto de Interesse: ----- Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: ----- Coordenadas GPS: ----- Breve descrição do Ponto de Interesse: ----- Informações úteis: ----- Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 387 152 SIPA – Igreja de Nos sa Se nhora da Vitória [em linha]. Forte de Saca vém: SIPA. [Consult. 24 Abr. 2015]. Disponí vel na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5484 >. Edifíci o 152 Designação do Edifício: Igreja de Nossa Senhora da Vitória Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Vitória Lugar/Rua: R ua de S. Bento da Vitória Coordenadas GPS: 41°08'34.9"N 8°37'03.1"W Cronologia do Edifício: 1756/1766 -1769 Classificação do Edifício: Imóvel de Interesse Público Breve descrição do Edifício: A paróquia Senhora da Vitória foi criada em 1583 no pontificado de D. Frei Marcos de Lisboa. A atual igreja foi man dada construir p elo Bispo D. Frei António de Sousa entre 1756 e 1766, acabando as suas obras em 1769. Durante o Cerco do Porto, entre os anos de 1832 e 1833, o te mplo sofre diversos danos, o que leva à transfer ência da paróquia para a Igreja de S. Bento da Vitória. Em 1852 a igreja é reco nstruída, sofren do um incêndio em 18 71 que destruiu o Retábulo de Nossa Senhora da Vitória mas que não afetou a estrutura arquitetónica. De planta longitudinal, a Igreja de Noss a Senhora da V it ória é con s tituí da po r nave -única, capela-mor e torre sineira a dossada a e sta ú ltima, e aind a dois corpos retangulares nos lados sul e norte. A fachada principal está orientada a Oeste, é em cantaria, e enquadrada por pilastras duplas tosca nas. Este conjunto é rematado por um f rontão triangular com tímpano onde, no centro, foi aplicado o símbolo do Sol. O portal é ladeado por colunas coríntias e encimado p or frontão curvo interrompido pela pedra de armas dos Souza e Arronches. S obre es te co njunto um j a nelão re tangular lade ado por dois nichos e nci mados por f rontões interrompidos com volutas e forma concheada no centro. A torre é quadrangular, com par edes de cant aria aparente, desenvolv endo em v ários reg istos, com cobertura d e granito em a bóbad a de aresta e encimada por piná cu lo piram idal. Sobre as sineiras um entablamento decorado com cí rculos e que serve de suporte a fo garéus nas esquinas. No interior as paredes da nave e capela -mor são em ca ntaria. Na primeira f oram aplicados dois púlpitos, um de cada lado, com guarda em talha dourada e assentes em m ísulas de granito. Cada um deles é ladeado por dois alta res em talha rococó e rematados por sanefas neoclássicas, elemento que se repet e nos vãos das super fícies murárias. O teto Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 388 é em abóbada d e canhão e estucado. O arco cruzeiro é de volta perfeita e assenta em pilastras coríntias, s obrepondo -se a estas uma sanefa barroca em talha d ourada. O teto da capela-mor é igualmente estucado e decorado com grinaldas. É iluminado po r dois vãos curvos e as paredes apresentam duas porta s rematadas por frontões triangulares. Entre as portas foi colocado um cadeiral. O retábulo -mor, obra d e Francisco P ereira Campanhã é, como os restantes, em talha dourada e enq uadra uma tela alusiva a Nossa Senhora da Vitória pintada por João Glama Stoberle. No coro -baixo, do lado do Evangelho, insere -se o batistério revestido a azulejo de padrão a zul e branco. Aqui, a pi a batismal é encimada por uma tela pintada e que alude ao batismo. O coro -alto assenta num arco abatido e t em balaustrada em ferro, a lém do órg ão pintado co m re mates e t alha dourada. A Sacristia é ampla e tem um lamb r im de azulejos de padrão a z ul, branco e amarelo. O te to é també m estucado e al berga u m retábulo e m talha dourada que se julg a te r pertencido à primi tiv a Capela de Nossa Senhora da Vitória. Fotografias do Edifício: Figura 617: Interior da Igreja de Nos sa Senhora da Vitoria. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 389 Conjunto Azulej ar 1 Designação: Revestimento Interior da Igreja de Nossa Senhora d a Vitória Localização do Conjunto Azulej ar: Capela Batismal Datação do Conjunto Azulej ar: Século XX [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Semi-Indu strial | Az ulejo de Padrão Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: O revestimento é formado por a z ulejos de p adrão e enquadrado por um friso co m motivos florais. Ambos são em azul e branco e uma v ariante muito comum e utilizada na ci d ade d o Porto. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 618 : Revestimento Interior da Igreja de Nossa Senhora da Vitória. Figura 619 : Revestimento Interior da Igreja de Nossa Senhora da Vitória. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 390 Figura 620: Padrão do Revestimento Interior d a Igreja de Nossa Senhora da Vitória. Figura 621: Fris o do Revestim ento Interior da Igreja de Nossa Senhora da Vitória. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 391 Conjunto Azulej ar 2 Designação: Revestimento Exterior da Igreja de Nossa Senhora da Vitória Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Lateral Datação do Conjunto A zulejar: Século XX [?] A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Semi-Indu strial | Az ulejo de Padrão Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: O revestimento é formado por azulejos de padrão a z ul e branco. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 622: Reves timento Exterior da Ig reja de Nossa Senhora da Vitória. Figura 623: Padrão do Revestimento Ex terior da Igreja de Nossa Senhora da Vitória. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 392 153 S IPA – Tribunal da Relação e Cade ia do P orto [em linha]. Forte de Sacavém : SIPA. [Consu lt. 24 Abr. 2015]. D isponível na Intern et <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5460 >. Ponto de Interesse 153 Designação do Ponto de Interesse: C adeia da Relação | CPF Tipologia do Ponto de Interesse: Museu | Imóvel Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: C ampo dos Mártires da Pátria Coordenadas GPS: 4 1°08'41.4"N 8°36'58.0" W Breve descrição do Ponto de Interesse: A Relação do Porto foi cri ada durante o reinado de D. Filipe II e ntre 1583 e 1 603. Neste último ano manda c onstruir um edi fício de forma a instalá -la, escolhendo o Campo d o Olival. Concluído em 1608, t erá sido ati ngid o por um fogo em 1 630, sendo reconstruído na 2 ª metade do século XVII. Desta reedi ficação result aria o ed i fício do Tribunal da Relação e Cadeia. Em 1 750 crê -se que f oi alvo de remodelações segundo uma p lant a de Nasoni, algo que não está comprovado, pois, em 17 65 seria iniciada a construção de um novo Tribunal da Relação e Cadeia. Este ed i fício, com planta de Eu génio dos Santos Carvalhos, esta v a concluído em 1796. A Cadeia do Tribunal da Relação funcionou como tal desde o sé culo XVII a té 1974, ano em que as suas funções foram transferidas para a Cad eia de C ustóias. Em 1989 é entregue ao a rquiteto Humberto Vieira um proje to com o objetivo de recuperar e remodelar este e difí cio, cujas obras se iniciaram em 1991. Em 1997 começa a transferência do Centro Po rtug u ês de Fotografia, instalação que term i na em 2001. Informações úteis: Horário (CPF): Terça a Sexta: 10:00-13:00 Sábados, Domingos e Feriados: 16:00 -19:00 Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 393 154 Inf orm ações retirados d e BALCÃO VIRTUAL – Patri mónio Na Fre gues ia de Santo I ldefonso [em l inha]. P orto: C MP. [Consult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://balcaovirtual .cm - porto.pt/PT/c ultura/patrim oniocultural/patrim onioarquit etonico/atividades projetos/jornad as%20e uropeias%20do% 20patrim onio/Docum ents/Folheto_S anto%20Ildefonso.pdf >. Edifíci o 154 Designação do Edifício: Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Santo Ildefonso Lugar/Rua: R ua do Dr. Alv es de Veiga Coordenadas GPS: 41°08'58.1"N 8°36'11.5"W Cronologia do Edifício: 1951 -1953 Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: A Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro pertence aos miss ionários redentoristas que, por sua vez, fazem parte da Cong regação do Santíssimo Redentor. Esta fo i fundada por Santo Afonso Maria de Ligório em 1732 na cidade de Nápoles. São assim dev otos de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e chegam a Portugal em 1903, estando no Porto desde meados do século XX . O templo é da autoria de Fernando Tudela e apresenta u m fresco de Dório Gomes no arco cruzeiro. No ex terior fora colocados azulejos de re levo, da autoria de Fernando Fernandes, e outros de Rui Matos. Fotografias do Edifício : Figura 624: Igreja de Nossa Senh ora do Perpétuo Socorro. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 400 um espaldar com grin alda de f lores e rematado por um fron tão contracurvado. Na to rre , num plano mais recuado, foi construída a porta que permite o acesso ao coro e sinos , apresentando um trat amento i dêntico ao do porta l principal. Robert Smith atribu i e sta fachada da igreja a Nicolau Nasoni pela estrutura e linguagem dec orativa utilizadas. A fachada posterior apresenta uma construção com a l pendre e adossada à capela - mor, enquanto as laterais estão vol tadas pa ra as d iv isões do hospital. No interior o subcoro é revestido a azulejo relevado amarelo e bran co e, no coro alto, três janelões com painéis de vitral coloridos da auto ria do mestre Antunes. Também n a nave foi aplicado a z ulejo igual ao do subcoro, estendendo-se até à cor nija de apoio do t eto. De cada um d os seus lados fo ram colocados do is retábulos em talha e um púlpito. O teto é a bobadado e estucado tendo três tramos separados por arcos to rais de secção elíptica. No arco cruzeiro foi aplicada uma sanefa em ta lha dourada de estilo rococó, na capela -mor u m lambrim de azulejo b ranco e tribunas de madeira, e ainda um grande m edalhão estucado. O retábulo-mor é rococó e nas traseiras d a capela -mor encontra-se a sacristia, dependência com o teto em madeira pintado e revestida a azulejo azul e branco. Fotografias do Edifício: Figura 637 : Igreja de Nossa Se nhora do Terço e Caridade. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 401 157 BROCHADO, Alexandrino – O Porto e as suas Igrejas azulejadas , p. 33. Conjunto Azulej ar 1 157 Designação: Rev estimento Exterior da Igreja e do Hospital de Nos sa Senhora do Terço e Caridade Localização do Conjunto Azulej ar: Fachada Principal Datação do Conjunto Azulej ar: Século XIX | Século XX A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do A utor: Desconhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Semi-Indu strial | Az ulejo de Padrão Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: O e x terior da Igreja de Nossa Senhora do Terço e Carida de e do Ho spital, estão rev estidos a azulejo de padrão azul e branco de motiv o floral. Fotografias do Conjunto A zulejar: Figura 638: Igre ja de Nossa Se nhora do Terço e Caridade. Figura 639 : Pormenor da Igreja de N ossa Senhora do Terço e Caridade. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 402 Figura 640: Porme nor da I greja de Nossa Senhora do Terço e Caridade. Figura 641: Padrão do Revestimento da Igreja e do Hospital de Nossa Senhora d o Terço e Caridade. Figura 642: Padrão do Revestimento da I greja de Nos sa S enhora do Terço e Caridade. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 403 158 BROCHADO, Alexandrino – O Porto e as suas Igrejas azulejadas , p. 33. Conjunto Azulej ar 2 158 Designação: Revestimento Interior da Igreja de Nossa Senhora d o Terço e Caridade Localização do Conjunto Azulej ar: Nave da Igreja Datação do Conjunto Azulej ar: Século XIX | Século XX A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: Desco nhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desco nhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A u tor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Semi-Indu strial | Az ulejo de Padrão e Relev ado Cores do Conjunto Azulejar: Ama r elo | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: Toda a nave da Igreja de Nossa Senhora do Terço e Carida de está revestida a azulejo relevado amarelo e branco . Estes az ulejos, com o motiv o branco em fundo amar elo, s ão iguais aos utiliz ados na Ca pela -Mor da Igreja da Misericórdia, das Igrejas d e Noss a Senhora da Esperança e de S. Nicolau, assim como e m inúmeros prédios novecentistas da cidade. Fotografias do Conjunto A zulejar: Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 404 159 T URISMO DE PORT UGAL [Dir.] – Roteiros Turístic os do Patrim ónio Mundial no Norte de Portugal: Porto . Lisboa: Im prensa Nacional -Casa da Moeda, 2012. ISBN 978 -97 2- 27 -2134-9, p. 48. CO UTO, Júlio – O Porto em 7 Dias: uma visita guiada à cid ade . P orto: E dições Utopi a, 1989, pp. 18-19. SI PA – Teatro Nacional de Sã o J oão [em linha]. Forte de Sacavém : SIPA. [ Co nsult. 24 Abr. 2015]. D isponível na Intern et <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5524 >. Ponto de Interesse 159 Designação do Ponto de Interesse: Teatro Nacional de S. João Tipologia do Ponto de Interesse: Teatro | Sala de Espetáculo Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Praça d a Batalha e Rua Augusto Rosa Coordenadas GPS: 4 1°08'42.0"N 8°36'26.7" W Breve descrição do Ponto de Interesse: Entre 1796 e 1798, no local onde hoje de encontra o Teatro Nacional de Sã o João, foi edificado um outro, projetado pe l o ita liano Vicente Mazzoneschi, com a desig nação de Teatro d o Prí ncipe, em homenage m a D. João VI, à altura Príncipe Reg ente. Em Abril de 1908 o teatro sof re um grande incêndio ma s, d esde logo, é promovida uma nova edificação. E m 1918 o e difício está concluído segundo o projet o d o a rq uiteto Marques da Silva (186 9-1947) , send o inaugurado em 1920 com a repres entação d’ A i da de Giuseppe Verdi. A sua fa chada apresenta quatro esculturas representando a Bondade, a Dor, o Ódio e o Amor e, no seu interior, predomina o e stilo da arquitetura parisiense da época. Neste edi fício reú nem -se obras de grandes a rtistas nacionais como os estuques de António Ba ganha (Pa i), as esculturas de Diogo de Macedo Sousa Caldas, Henrique Moreira e Joaquim Gonçalves da S ilv a e aind a, as pinturas de Acá cio Lino e José de Brito. Informações úteis: ----- Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 405 160 SIPA – Igreja e Convent o de Sã o J oão N ovo [em linha]. Forte de Saca vém: SIPA. [Cons ult. 24 Abr. 2015]. D isponível na Intern et <URL http://www.m onum entos.pt/Site/APP_Pag esUser/SIPA.aspx ?id=5560 >. PATRIMÓNIO CULTURAL – Igr e ja e Mos teiro de São J oão N ovo [ em linha]. L isboa: DG PC. [Consult. 2 4 Abr. 2015]. Di sponí vel na Internet <URL http:// www.patrim oniocultural.pt/pt/patrim onio/patrimonio - imovel/pesqu isa- do -pa trimonio/classif icado- ou - em -vias - de -classif icacao/geral/view/5556634/ >. Edifíci o 160 Designação do Edifício: Igreja de S. João Novo Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Mirag aia Lugar/Rua: Largo de S. João Novo Coordenadas GPS: 41°08'31.6"N 8°37'03.9"W Cronologia do Edifício: S éculos XVI-XVIII Classificação d o Edifíc io: Imóvel de Interesse Pú blico Breve descrição do Edifício: Em 15 83 o B ispo D. F rei Marcos d e Lisboa i n stitui a f reguesia de S . João de Belomonte, tendo esta sede na ermida de S. Joã o Baptista. Este templo é cedido a os eremitas de Santo Agostinho q ue o reformam. A igreja f oi considerada pouco a propriada para as f unçõe s conventuais e então, entre 1672 e 1681 desenvolv em -se as obras da capela - mor e da nave , sendo os trabalhos dirigidos por Frei Manuel da Trindade. É também e l aborada, entre 1678 e 1 681, a talha do trono d o Santís simo , assim como diversas po rtas e j anelas, e o revestimento azulejar. E m 1683 as coberturas até a o cruzeiro estã o termin adas mas , apenas em 17 26 se a lcança a fa chada, de s enhada entre 1700 e 1703 por autor desconhecido. Apenas em 1779 s ão acabadas as torre s, dando-se os trabalhos por terminados. De 17 41 da tam os azulejos aplicados n a Capela de Santa Rita d e Cássis, assinados po r Bartolomeu Antunes, enquanto o retábulo -mor foi executado em 1775 por encomenda do Bispo D. António de Sousa, sendo o seu painel c entral, alusivo à Visão de Santo Agostinho, pintado por João Glama. Após a extinção d as Ordens, o convento fica devoluto mas, em 1863, é aí instalado o Tribunal Criminal e Correcional do Porto. Evocando S. João de Sahagun o u S. João Fa c undo, o núcleo de S . João Nov o é constituído por igreja, d e n ave única, transepto inscrito e capela -mor, por áreas co nventuais e pelo claustro quadrang ular. A f achada principal do te mplo está o rientada a Norte e divide -se em três níveis. No prime iro, o portal em v erga reta e f ront ão trian gula r é lade ado por duplas colunas dóricas. A encimar este conjunto um f rontão, ta mbém triangular, int errompido e com um coração a travessado por setas, símbolo da Ordem, no seu centro. A ladea r o portal foram rasgado s dois jane lões gradeados e encimad os por f rontões cu rv os. No segundo registo cinco aberturas entre cada piastra, sendo as das extremidades encimadas por Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 406 frontões tri angulares e a do centro apresenta u ma águia bifronte, atributo de Santo Agostinho. A l adear o jane lão central, duas janelas encima por dois falsos óculos decorados por volutas e conchas. No último ní vel, nas extremidades laterais, erguem -se as torres sineiras, elementos que enquadram num nív el superior três f ro ntões curv os e interrompidos. Destes, o central e ma is alto, tem uma cruz, enquanto os laterai s apresentam pináculos. O interi or é ma rcado p elo coro-alto, co m balaustrada de madeira e c adeiral de uma só f ila, além d o órgão de tubos do lado do Ev angelho. A nave, seguindo plano maneirista, é ladeada por quatro capelas intercomunica ntes, duas e m cada um dos seus lados , abobadadas em caix otões d e granito e enci madas po r sanefas de talha e tribunas. Na transição da na ve pa r a o transepto f oram colocados dois púlpito s co baldaquino em talha dourada e e ncimados por nicho com imagem. Já no tran s epto, nos seus topos e paredes laterais f oram colocados retábulos. O arco triunfal tem en tabla mento em granito e u ma frontaleira em talha dourada. Ta nto a nav e como o tra nsepto sã o percorridos por um entablamento com m odilhões e ambos têm cobertura em abóbada de caix otões de granito . A cape l a-mor, igualmente com abóbada em ca ix otões, ostenta um retábulo em talha dourada de estilo joanino. Tem , lateralmente, quatro p ort ais, do is com frontões semicirculares e os outros interrompidos, dando ace sso à sa crist ia e para a s salas da Confraria. Exibem legendas e el ementos rel acionados com a Virgem, Santo António e S. Patrício. Relativamente ao conv ento, ap res enta claustro em três pisos, o s dois p rimeiros co m arcadas, de arcos plenos e a batidos respe ti vamente. O terceiro é f echado e apresent a janelas de guilhotina de moldu ra ca nelada e almofada interior. No centro do claustro foi aplicada uma fonte com tanque octogonal e com bicas e m f orma d e g olfinhos. As alas dos dois primeiros p isos sã o percorridas por lambrim de azulejo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 407 Fotografias do Edifício: Figura 643: Igreja de S. João Novo. Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 408 161 MARTINS, Fausto San che s – Azulejar ia Portuense , pp. 60-64. BROCHADO , A lexandrino – O Porto e as suas I grejas azu lejadas , p. 3 0. Conjunto Azulej ar 161 Designação: Revestimento da Capela de Santa Rita da Igreja de S. João Novo Localização do Conjunto Azulej ar: Capela de Santa Rita [Nave] Datação do Conjunto Azulej ar: 1741 A utor(es)/Fábri ca(s) Nome do Aut or: B artolomeu Antunes Nome da Oficina/Fábrica: Oficina de Bartol omeu Antunes Cronologia do Aut or: 1 688-1753 Cronologia da Oficina/Fábrica: Séculos XVI-XVII Informações sobre o Autor: Bartolomeu Antunes nasceu em 1688, na freguesia dos Anjos e faleceu em 17 53. Informações sobre a Oficina/Fábrica: A Oficina de Bartolomeu Antunes situava -se na Calçada do Monte, no Bairro das Olarias (Lisboa). Técnica do Conjunto A z ule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A z ul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zulejar: A Capela de Santa Rita, que o cupa o primeiro vão do lado Evangelho da Igreja de S. João Novo, possui do s pain éis azulejares ded icad os a esta santa O primeiro, situado no lado esquerdo, representa o Êxtase de S anta Rita , momento em que recebe um espinho n a testa e , do lado direito a En trada de Santa Rita p ara o Convento . Sobre a Beata Rita de Cássia, sabe-se que foi beatificada a 22 de Julho de 1 628 e canoniz ada apenas a 2 4 de Maio de 1900. O co njunto azulejar ocupa o s dois muros laterais da capela e eviden cia-se pelo facto de estar datado, assinado e indicar o loca l onde foi fa bricado. A a ssinat ura é d e Bartolomeu Antunes, nascido em 1688, mestre azulejador que possuía of ici na própria na Calçada do Monte, no Bair ro das Olari as. O primeiro de sa fio com que se deparou Bartolomeu Antunes foi com a e x iguidade do espaço disponív el para a composição. O a rtist a resolveu o problema procedendo à articulação das composições em dois nív eis:  Na zona inferior paralela às portas: estrutura elevada até à altu ra das verg as e sanefas;  Na z ona su peri or, sobre a s verg as e sanefas: dois motivos historiad os; Fichas de Inv entár io dos Con juntos A zulejares 409 Estas sã o envolvidas p or um e nquadramento arquitetónico, em trompe l ’ oe il , o nde se visualizam enrolamentos de volutas, decora dos com grinaldas e anjos, e ainda, na parte superior, por um entablamento que acompa nha o mo v imento do entablamento granítico onde a ss enta a a bóbada da capela. Na p arte cen tral destes enquadramentos arqu itetónicos existem cartelas d ecoradas c om m áscaras, c oncheados e volutas. No painel d a esquerd a pode ler-se na cartela: B meu Antunes A fes en Lx a nas Olarias no ano de 1741 No lado direito encontra-se o painel intitulado por Fa usto Martins co mo E ntrada da Bem- Aventurada Rita no Con vento do s Agosti nhos d e Cássia, acom panha da de São João Baptista, Santo Agostinho e São Nicolau Tole ntino . Após ter f icado v iúva, Rita, nascida perto de Cássia, decidiu ingressar no Conv ento de Sa nta Maria Madalena de Cássia, d a Ordem Agostiniana, sendo-lhe recusada a entrada, por três vezes, devido à sua co ndição. Não desistindo intensificou as sua s orações até ao dia em que v iu o seu Ba uttista y advertindo que por acenos a convidava a seguirlhe os passos, deixou a casa, y te rr a , resignad a nas direcções da Providen cia divina […] v endo -s e assistida dos tres Santo s seus advogados, porque nosso modo, achou -se de ntro do seu convento 162 . A imagem d e S. João Novo representa este excerto do texto de F rei Jo sé de S. António, biógrafo de Rita. E ste frei diz-nos também que Rita tomou o h ábito e professou a Regra de Santo Agostinho, entregando -se à vida de penitência e to rnando - se devota da Paixão de Cristo, d evoção que ex plica a cena do lado esquerdo. Esta cena decorre no interior de um coro conventual, onde se de s taca a grade através da qu al as religiosas assistiam às cerimónias da igreja. O espaço é articulado por uma a rquitet ura cláss ica onde se concentra, na zona central e elev ado sobre um e strado, um grupo de f reiras em atitude d e oraçã o. O episódio in titulado, nov amente pelo a utor supracitado, como Momento em q ue a Irmã Rita recebeu o espinho da Coroa de Espinhos d e Cristo . A sua devoção p ela P aix ão de Cristo deve-se ao s tormentos suportados ao longo da vida, e a o sofrimento que lhe cau saram, tornando-se no tema dominante na sua r epresentação iconográfica. Para a r e presentação desta cena o artista inspirou-se mais uma vez nos escritos de Frei José de 162 MARTINS, F austo Sanches – Azulejaria Portuense , p. 63. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulej ares 501 interior um nártex ao qual se acede por uma arcada composta por três arcos d e volta perfeita. Sobre estes abrem-se três nichos onde f oram col ocadas as imagens de S. Jos é e Santa Teresa a ladear a de Nossa Senhora do Carmo. No registo su perior e no alinhamento das imagens foram rasgados tr ês vãos, o central retangular e os outros encurvados. No interior a nave te m cobertura abobadada com ele me ntos d ecorativos em ta l ha dourada. É ladeada po r três capelas de cada lado, ca da uma delas com respetiv o retábulo em talha dourada. De cada um dos lados a presenta também um p úlpito quad rado, igualmente em talha doura da e, nos br aços do transepto, capelas ta mbém com ret ábulos de grandes dimensões. No cruzeiro a cú pul a é decorada com motiv os de talha, assim como a sanefa que en cima o arco triunfal. A capela -mor é decorada, nas paredes laterais , com pinturas seiscentistas e pelo retábulo - mo r. O coro-alto tem um órg ão no lado da epístola, enqua nto a Sa cristia t em co bertu r a em teto de c aixotões com pinturas, a lém daquelas com motivos florais que foram executadas nos muros. Fotografias do Edifício : Figura 794: Vista Geral da Igreja dos Carmelitas e da Ordem Terceira do Carmo. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 502 Conjunto Azulej ar 1 Designação: Painéis e Relógios da Igreja dos Carmelitas Localização do Conjunt o A zulejar: Interior [Capela de Nossa Se nhora das Dores | Coro- Alto] | Exterior [Galilé] Datação do Conjunto Azulej ar: Sé culo XX [?] A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: ----- Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar:  Painéis: Pintura Semi-ind ustrial | Az ulejo d e Padrão  Relógios: Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar:  Painéis: Azul | Laranja | Verde | Castanho | B r anco  Relógios: Azul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: Na Cap ela d e Nossa Senhora d as Dore s foram a plicados dois pa inéis retangulares de azulejo d e padrão. Estes encontram -se nas pa redes late rais e são compostos por um motivo f loral, uma cesta f ormada por f lores. Um painel igual a estes foi aplicado também na Galilé, do lado esquerdo de quem pretende entrar no edifício, ser vido de pano de fundo ao nicho devocional que aí se instalou. Também no interior, e no Coro -Alto, foram aplicados, na parede oposta ao órgão, dois relógios circulares e com as respetivas hora s em numeração roman a. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 503 Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 797 : Padr ão dos Painéis da Igreja dos Carmelitas. Figura 795 : Painel do Interior d a Igreja dos Carmelitas. Figura 7 96: Painel do Ex t erior da Igreja dos Carmelitas. Figura 798: Relógios da Igreja dos Carmelitas. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 504 Conjunto Azulej ar 2 Designação: Revestimento Exterior da Igreja dos Carmelitas Localização do Conjunto Azulej ar: To rre Datação do Conjunto A zulejar: Sé culo XIX [?] A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: ----- Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Semi-Industrial | Azulejo de Padrã o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: Toda a torre da Igreja d os Carm elitas foi revestida a a zulejo. O padrão que se estende do registo inferior ao coruchéu é formado por pe quenos rosetões. Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 799: Revestimento Ex terior d a Igreja dos Carmelitas. Figura 800 : Pormenor do Revestimento Exterior da Igreja dos Carm e l i ta s . Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 505 Figura 802: Padrão do Revestimento da Igreja dos Carmelitas. Figura 801: Po rmenor do Revestimento Ex terio r d a Igreja dos Carmelitas. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 506 206 SI PA – Edi fício das Q uatro Estações [ em li nha]. Fort e de Sacavém : SIPA. [C onsult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/AP P_PagesUser/SI PA.aspx?id=3144 2>. FUNDAÇÃO MARQUES DA SILV A – Edifício das 4 Estaçõ es [em linha]. Porto: FMS. [Consult. 25 Abr. 201 5]. Disponível na I nternet <UR L htt p://fim s.up.pt/index.php?cat=2&su bcat=8&proj= 11 >. Ponto de Interesse 206 Designação do Ponto de Interesse: Edifício da s Quatro Estações Tipologia do Ponto de Interesse: Edifício Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: R ua das Carmelitas, nº 100 Coordenadas GPS: 4 1°08 '47.7"N 8°36'52. 2"W Breve descrição do Ponto de Interesse: Com a fachada princip al voltada pa r a a Praça de Lisboa, o Edifício das Qu atro Estações é uma arquitetura residencial e co mercial. Contruído no início do século XX, e co m projeto do arquiteto Marques da Silva, apresen ta uma linguagem beaux-arts e alçado de cinco pisos. A sua estrutura é em granito, a s montras em vidro, as portas de m adeira e ferro e a cob ertura em telha. O se u nome deriv a dos quatro relevos q ue encimam as pilastras que caraterizam o seu alçado . Informações úteis: ----- Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 507 207 SIPA – Igre ja e Co légio de Nossa S enhora da Esp erança [em linha]. Forte de Sacavém : SIPA . [Consult. 24 Abr. 2015]. D isponível na Inter net <URL http://www.m onum entos.pt/Site/AP P_PagesUser/SI PA.aspx?id=5562 >. Edifíci o 207 Designação do Edifício: Igreja e Colégio de Nossa Senhora da Esperança Tipo de Edifício: Igreja | Colégio Localização do Edifício Freguesia: Bo nfim Lugar/Rua: Avenida de Rodrigues de Freita s, nº 349 Coordenadas GPS: 41°08'44.3"N 8°36'09.3"W Cronologia do Edifício: 1724 -1763 Classificação d o Edifício: Imóvel de Int eresse Público Breve descrição do Edifício: O Recolhimento d as Meninas Órfãs foi fundado em 1722 pelo padre Manuel de Passos Castro, não tendo à é poca instalações própri as. Em 1724 dá -se i nício à construção do edifício, o bras f inanci ada s pelas verbas deixadas em testamento p elo seu fundador, o tesoureiro d a Colegiada de Cedofeita. Em 1731 entram para o recolhimento as primeiras meninas que, a lém de a prenderem a ler e es crever, tin ham disciplinas que as ensi navam os lavores, musica, de senho e religião. A igre ja só foi projetada em 1746 e inaugurada em 1763. Encontra-se no local onde outrora existira um templo para ser ventia dos doentes do Hospital de S. Lázaro. Em 1838 é mostrado inte resse para ampliar a s alas este e oeste, trabalho que se deve ter p rolongado pois, só e m 1918 é pedida licen ça para a co locaç ão de soalho nas salas. Em 1954 a cor do edifício passa a ser bra nco, tendo sido até aí ocre. Na d écada de 90 do século XX a Univ ersidade Portucalense é instalada do edifício este, mantendo-se aí até 2000. O projeto é atribuído ao italiano Nicolau Nas oni. O edifício tem p lanta retangular a igreja é enquadrada por dois corpos, quadrangulares, assim como o pátio interior. O alçado principal, orientado a Norte, volta -se para o Jardi m de S . L ázaro. É rebocado e percorrido po r um e mbasamento e com c ornija em gra nito. Nas duas alas late rais é rasgada por div ersos vãos de v erga reta e moldura e m granito. A fachada da igreja, ao centro do conjunto, é ligeiramente avan çada e profusamente decorada. É delimitada por cun hais apilastrados e rasgada por u m portal emoldura por cantaria de g ranito e e ncimado p or u m frontão curvo interrompido e nicho o nde se ins ere a imagem de Nossa Senhora da Esperança. O portal é ain da ladeado por do is janel ões Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 508 envolvidos por molduras de cantari a lavrada. No entablamento d estaca -se um óculo e sobre este um f rontão cu rv o q ue re mata a f ro ntaria do templo. No tímpano ressalta a Pe dra de A r ma s da Casa Real que a instituição, pertencendo á administração da Misericórdia, podia usar. O interior é coberto p or ab óbada de tijolo, te ndo na nav e três tra mos e dois na c apela -mor, decorados p or florõe s e stucados. Além d a nave pe rcorrida por um la mb rim d e azulejos azuis e b rancos, também a capela -mor e o co r o -alto a presentam e ste tip o de revestimento. Na nave f oram aplicados dois pú lpitos, com guarda s de talha e porta com f rontão interrompido, e retábulos e m talha dourada nas cape las laterais. A capela -mor é profunda e com portas c olaterais encimadas por janelas. O ret ábulo -mor é ta mbém em talha dourada, com tro no central, e la deado por colunas salomón icas. Ao cen tro tem o sacrário enquadrado po r um baldaquino. Do lado direito e ncontra -se ainda uma janela baixa e gradeada em ferro fundido que servia d e confe ssionário para as educandas. O coro -alt o assenta sobre um arco abatido, recortado e la ureado, e é guarnecid o po r um v arandim de grade em madeira interrompido ao centro por um nicho onde foi colocada a imagem de S. Miguel. Fotografias do Edifício : Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 509 208 BROCHADO, Alexandrin o – O Port o e as suas Igre jas a zulejadas , p. 37. Conjunto Azulej ar 1 208 Designação: Revestimento Interior da Igreja de Nossa Senhora d a Esperança Localização do Conjunto Azulej ar: Cap ela- Mor (CM) | Nave (N) | Coro -Alto (CA) Datação do Conjunto Azulej ar: Sé culo XIX-XX [?] A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: Desconhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desconhecido Cronologia da Oficina/Fábrica: Desconhecida Informações sobre o A utor: ----- Informações s obre a Oficina/Fábrica: A fábrica que produziu os azulejos da Capela-Mor poderá ser a de Massarelos, v isto a sua fama relativamente aos azulejos relevados. Técnica do Conjunto A zule jar:  CM: Pintura Semi-Industrial | Azulejo de Pa drão | Azulejo de Relevo  N: Pintura Semi-Industrial | Azulejo de Padrão  CA: Pintura Semi-Industrial | Azulejo de Padrão Cores do Conjunto Azulejar:  CM: Amarelo | B ranco  N: Azul | Branco  CA: Azul | Branco Iconografia do Conjunto A zulejar: A Capela-Mor da Igreja de Nossa Se nhora da Esperança é revestida a azulejos de fundo amarelo e r elevo bra nco, tipologia já re ferida e m outros e difícios, co mo a Igreja da Misericórdia. Est e tipo de azulejo, larga mente utiliz ado em fa chadas de edi fícios urba nos, foi sobretudo produzido pela Fábrica de Mas sarelos. Na Nave encontram-se azulejos o rnamenta dos com rosetões e d esenhos geométricos azuis sob re fundo b ranco, sendo en quadrados por frisos com elementos flora is. No Coro - Alto os azulejos são tamb ém a zuis e brancos e os seus elemen tos deco rativos de carát er vegetalista e geométrico. Possui também um friso, e m azul e branco, e com motivos f lorais. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 516 Conjunto Azulej ar 3 Designação: Revestimento da Sala do Cabido Localização do Conjunto Azulej ar: S ala do Cabido Datação do Conjunto Azulej ar: 19 37 A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: Francisco de Ma ced o Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativ o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Iconografia do Conj unto Azulejar: Numa reminiscência aos azulejos b arrocos, o artista criou um lambrim de a zulejos com molduras co ncheadas criand o, ao centro, espaço para o mo tivo principal. Nos painéis centrais, e de maiores dimensões, f oram representados grandes jarrõ es de f lores. Estes são lad eados por pássaros e por uma p rofusão de g rinaldas e f lores. Nos painéis que enquadram o central foram também pintados p ássaros, mas aqui de m enores di men sões e elementos decorativos iguais aos anteriores. O conjunto assenta num silhar criado no próprio desenho d o azulejo e o s diversos painéis são e nquadrados por elementos arquitetónicos profusamente decorados. Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 823: Revestimento da Sala do Cabido. Figura 824 : Porm enor do Revestimento da Sala do Cabido. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 517 Figura 825 : Porm enor do Revestimento da Sala do Cabido. Figura 826 : Porm enor do Revestimento da Sala do Cabido. Figura 827 : Porm enor do Revestimento da Sala do Cabido. Figura 828 : Porm enor do Revestimento da Sala do Cabido. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 518 Figura 829 : Porm enor do Revestimento da Sala do Cabido. Figura 830: Pormenor do Revestimento da Sala do Cabido. Figura 831 : Pormenor do R evestimento da Sala d o Cabido. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 519 209 INS T ITUT O DO E MPREG O E FOR MAÇÃO PROFISSIONA L – As Idades do Azul – for mas e memórias da a zulejaria por tuguesa , p. 108. Conjunto Azulej ar 4 Designação: Brasão da Igreja e Colégio de Nossa Senhora da Es perança Localização do Conjunto Azulej ar: Fa chada Exterior do Colégio Datação do Conjunto Azulej ar: Ap ós 1923 A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: D.M. Nome da Oficina/Fábrica: Fábrica do Carv alhinho Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: 1840[?]- 1970’s Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: Situada na Quinta da Fraga, no Porto, a Fábrica d o Carvalhinho foi fundada, em 1840[?], por T omás Nune s d a Cunha e António Monteiro Cantarino. Foi das p r imeiras fáb ricas a pr oduzir azulejo em grande escala destinado ao revestimento de superfícies parietais, apresentando m otiv os de pad rão e de figura avulsa. Utilizav a uma policromia v ariada e produziu, deste a d écada de 40 do s éculo XIX, azulejos de estampilha. Só a partir de 1906, sob a direção d e A. N. Dias de Freitas e Filhos, é que o s seus produtos começaram a ser m arcados. E m 1923 passa para as margens d e Vila Nova de Gaia e encerra as su as instalações em 1974 depois de u m período de agregação com a Fábri ca d e Sacavém. Dos seus a rtistas de stacam-se Carlos B ranco e Paulino Gonçalves 209 . Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativ o Cores do Conjunto Azulej ar: Policromo [Destaca-se o: Azul | A marelo | L aranja | Bra nco] Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: Como o Colégio de No ssa Senhora da Esper ança pertence à Santa Casa da Misericórdia, o seu brasão tem, na parte superior, dois brasões que identificam es sa instituição, através da representação da Virgem da Misericórdia, e das armas de Portugal. Sob este br asão e como elemento pri ncipal foi escrita a legenda CO LÉGIO DE Nª. Sª D A ESPERANÇA/SANTA CADA DA MISERICÓRDIA DDO PORTO/ALUNAS IN TERNAS, SEMI-INTERNAS E EX TE RNAS. Sob a legenda foi ainda pintada uma janela com Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 520 grades, símbolo da reclusão e d o recolhimento. O conjunto é envolvido por uma moldur a recortada e por motivos florais. Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 832: Brasão. Figura 833: Pormenor do Brasão. Figura 834: Pormenor do Brasão. Figura 835: Pormenor do Brasão. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 521 Figura 836: Pormenor do Brasão Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 522 210 SIPA – Jardim de Sã o Lázaro [em linha]. Forte de Sac avém: SIPA. [Consu lt. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/AP P_PagesUser/SI PA.aspx?id=5523 >. Ponto de Interesse 210 Designação do Ponto de Interesse: Jardim de S. Lázaro Tipologia do Ponto de Interesse: Jardim Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Avenida de Rodrigues de Freitas Coordenadas GPS: 4 1°08 '45.4"N 8°36'09.2"W Breve descrição do Ponto de Interesse: No Terreiro de S. Lá zaro fo ram, por iniciativa municipal, plantados cho upos e outras árvores em 17 57. Em 1830, e também por iniciativa da edilidad e, foi de cidida a criação de um jardim num dos esp aços públicos da cidade. Assim, iniciaram -se as ob ras de construção dirigidas por João Batista Ribeiro e baseadas no projeto de João José Gomes, prime iro jardineiro municipal. Os m uros exteriores s ão concluídos em 1832 e o jardim é inaugurado em 1834. Em 1838 é transferida para este espaço a fon te que outrora pertencera à s acristia d o C onvento de S. Do mingos. O jardim só é concluído e m 1841 ma s, e m 1 870, é remodelado por Emílio David e transfo rmado em Passeio Público. E 1929 é aí co locada a escultura de João Marques de Oliveir a, encontrando -se voltada para a Biblioteca Pública Municipal do Porto. O jardim a presenta planta trapezoidal e é vedado por grade amento inte rcalado por pilares de granito. Nas esquinas e ncontram-se quatro portões e ao centro um lago com repuxo. A envolv ê -lo fo ram colocadas ma gnólias e bancos de madeira e, a Este, fo i ainda colocado um coreto em ferro. Informações úteis: ----- Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 523 211 SIPA – Igrej a e Colégi o de São Lourenço [em linha]. Forte de Sacavém : SIPA. [Consult. 24 Abr. 2015]. Disponí vel na I nternet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/AP P_PagesUser/SI PA.aspx?id=5476 >. Edifíci o 211 Designação do Edifício: Igreja e Colégio de S. Lourenço Tipo de Edifício: Igreja | Colégio Localização do Edifício Freguesia: Sé Lugar/Rua: Largo do Dr. Pedro Vitorino Coordenadas GPS: 41°08'31.9"N 8°36'45.6"W Cronologia do Edifício: 1561/1563 -Meados do Século XVIII Classificação do Edifício: Monumento Nacional Breve descrição do Edifício: A primeira notícia sobre a Companhia de Jesus no Porto data de 1546. A primeir a comunidade de jesuí tas na cidade foi fu ndad a em 1560 e era f ormada p or oito padres. F oi improvisada u ma ca pela onde se colocou o Santíssimo Sacramento, situada no designado Colégio Velho, obra loc alizada na Rua da L ada. Segundo a Faz enda do Colégio foi fu ndado o prime iro Colégio da Companhia de Jesus no Porto, ob r a datada de 1561. Se gu ndo alguns autores foi em 1563 q ue se iniciou a construção do colégio jun to à S é mas, só em 1568, foi aprovada na Congreg ação Prov incial de Almeirim a edificação de um novo colégio. E m 1571 é p edido a o a rquiteto jesuíta S ilv estre Jorg e o traço do novo e difício, ap rovado no ano seguinte pelo Cabido. Assim, em 1573 é lançada a primeira pe dra, iniciando -se a construção dos alicerc es em 1574. Em 1577 é iniciada a igreja, cujas o bras são dirigidas por Baltazar Álvares, figura que alterou o risco pertencente a Afonso Álvares. Nesse ano os jesuítas transferem -se para o novo ed ifício e dá -se a transladação da Eucaristia para uma igreja improvisada. Em 1579, a pós um a p aragem, retomam -se a s obras dos dormitórios e da varanda alpendrada. Após uma ou tra paragem, as obras são iniciada s já no século XVII, registando um grande avanço com a construção da ala do corredor form ada por oito cu bículos. Em 1602 é contratado o mestre pedreiro António João para construir parte do n ovo dormitório. O a no de 1614 é apontado para o início da construção da igreja e data em que Frei L uís Álvares de T ávora, Cavaleiro da Ordem de Malta, se ofe rece para o lugar de fundador do colégio. Com a doação desta figura são increme ntadas no vas obras e levada a cabo a e dificação do p átio principa l e da atual igreja, assim com o a constru ção do túmulo do f undador, situado na capela-mor. Em 1618, a mando d e João Álvares Caramujo, fo i edificada a Capela de Nossa Senhora de Conceição, dependência co m função sepulcral. Só em Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 524 1622, m esmo e stand o inacabada, é sagrada a igreja, colocando -se o Santíssimo Sacramento apenas em 1625 numa cerimónia onde se canonizou Santo Inácio de Lo yola . Em 1642 é contratado o entalhador Manuel Nune s para a fe itura d o primitivo retábulo - mor. Nos anos seguinte s procedeu-se à decoração da sacristia e, em 1645, morre o fundador do colégio. Em 1664 José Pereira da Costa procede a o d ouramento e pintura de painéis do retábulo-mor. Em 1 690 a atual fachada principal é iniciada, construindo -se o portal principal e o coro-alto no ano seguindo, e também á colocação do pavimento. Já no século XVIII, entre 1 714 e 1720 a Biblioteca é d otada de e sta ntes e oratório e são aplicados um retábulo de t alha barroca e os azulejos n a capela d o colégio, seguindo, no segundo quartel, o rev estim ento a zulejar da sacristia. Em 1729 é e xecutado o atual Retábulo de Nossa S enhora da Purificação e em 1737 é edificado um o utro para a Capela de Nossa Senhora da Conceição. Em 1759 é expulsa de Portugal a Companhia d e Jesus, passando o colégio pa ra a p oss e da Universidade de Coimbra em 17 74. Entre 1779 e 1 780 o s Erem itas Descalços de Santo Agostinho, conhecidos como frades gr ilos, adquirem as instalações, assim como todos o s seus bens. Foi durante o período da sua po sse que o retábulo -mor f oi executado, iniciando -se a s ua fe itu ra em 1 794 por contrat o com o entalhad or Manuel Moreira da S ilv a e com risco de Frei Pedro d e S ão Silvestre. No f inal do sécu l o XVIII toda a capela - mo r é reformulada subsistindo apenas o túmulo do fundador. São ainda executad os os órgãos, por Manuel Benito, e os estuques. Na passagem do século XVII pa ra o XIX são construídos os novos retábulos, neoclássic os, assim como a C ape la d o Santíssimo Sacramento. O Cerco do P orto faz com q ue os f rades grilos abandonem o edifício entre 1 832 e 1833. Aqui se instala o Batalhão Académico, fazendo parte dele Alm eida Garrett. O colégio fica arruinado, sendo o temp lo a dependência mais poupada. No ano seguinte, e por ordem de D. pedro IV, o núcleo é cedido ao Seminário Diocesano do Porto, insta lando-se este em 1862. A partir daí a igreja sofreu alg uma s remodelações, bem como o colégio. Já em pleno século XX, e m 1 958, é inaugurado o Museu de Arte Sacra e Arqueologia, por incitativa de D. Domingos de Pinho Brandão. Em 1986 e stav am a qui instalado s o dito museu, o Seminário Maior e a Bi blioteca d o paço Episcopal. O e difício que se encontrava em mau estado de conservação sofreu obras de recuperação. Depois d e pe ríodos de interrupção nas obras, a igreja v olta a abrir ao culto em 1997, e o mu seu em 1998 . Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 525 De planta irregular, é formado pela igreja e pelas dependências d o sem inário. A igreja é de p lant a lo ngitudinal, com nave ún ica de quatro tra mos, onde se a brem capelas intercomunicantes, três de cada lado, transepto inscrito e ca pela -mor mais estreita . A fachada p rincipal do templo é simétrica, desenvolv ida em dois registos separados p or entablamento sup ortado por pilastras c olossais co m capitéis jónicos. No primeiro abre -s e o portal central sobreposto p or um f r ontão cu rvo sustentado por um e nt ablamento decorado com losangos e óvulos e por colun as de capitéis corí ntios. O f rontão é interrompido p or u ma c artela com o símbolo je suíta IHS e é coroada p or um outro frontão, desta v ez tri angular. No mesmo alinhamento e já n o registo superior um janelã o é encimado po r um f rontão trian gular e este, por sua vez, en cimado p ela pedra de a rmas do fu ndador Luís Álvares de Tá vora. A s torres sineiras são também fo rmadas p or dois registos, o primeiro com janela retangular e o segundo com quatro ventanas de volta perfeita. O interior tem cobertura em abóbada de berço, em granito e com caix otões, que a ssenta em cornija. No cruzeiro a abóbada é de ares tas e tem no seu ce ntro um medalhão c om o símbolo IHS. O co ro alto é sustentado por três a rcos o central abatido e o s laterais em volta pe rfeita. Na parede fundeira f oi coloc ado o cadeiral com espaldar retangular e decorado com motivos fitomórficos e festões. O subcoro tem superfícies em granito aparente e cobertura em caixotões de madeira, sendo ladeado por du as p ias d e água benta em mármo r e branco e rosa. Já a nav e é ritmada por p ilastras rasg ada s po r nichos que contêm imaginária. As capelas laterais, às quais se acessa por arcos d e volta pe r feita, são pa vimentas por lajes de granito e cobertas p or abóbada de b erço em caix otõe s. Albergam retábulos de talha com invocação a Santa Rita d e Cássia, Senhora das Dores e Nossa Senhora da Conceição e, do lado da Ep ístola, a S anta A na, San ta Quitéria e São José. Sobe os arcos destas capelas foi aplicado estu que com motivos f itomó rficos. Nos últimos pilares os púlpitos assentam em mísulas e possuem guardas em talha pintada a branco e dourada. O transepto tem portas de ac esso às sa cristias e são enci madas por tribunas com guarda de madeira. No topo do lado do Evangelho o retá bulo é dedicad o à Nossa Senhora da Purificação sendo que, no to po oposto se encontra a Capela d o Santíssimo Sacramento, com e ntablamento e f rontão semicircular e ncimado po r dois anjos e d uas figuras femininas deitadas. No seu interior a decoração é através de pai néis de es tuque polícromo, com fundo v erde e e lementos a br anco , além Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 532 214 MARTINS, F austo Sanche s – A zulejaria Port uense , p p. 75-77. Conjunto Azulej ar 2 214 Designação: Revestimento Azulejar da Sacri stia do Co légio de S. Lourenço Localização do Conjunto Azulej ar: S acristia Datação do Conjunto Azulej ar: Sé culo XVII I A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: Desconhecido Nome da Fábrica: Desconhecido Cronologia do A utor: Desconhecida Cronologia da Fábrica: Desconhecida Informações sobre o A utor: Informações sobre a Fábrica: Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativ o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: À data da sua fu ndação, a Igreja do Colégio de São Lourenço era composta por duas sacristias, uma em cada ilharga da capela -mor. Do lado do Evangelho existia a sacristia da Confraria da Nossa Se nho ra da Purifi cação e, do lado da Epístola, a sacrista comum, que apoiava todos os serv iços religiosos. Depois da morte de Frei L uís Á lvares de Távora, a sacristia foi enriquecida com talha e pintura, sendo em época p osterior co locado o silhar de doze azulejos de altura, e que enquadravam um lavabo na superfície parietal poente, estendendo-se à paredes lateral que dá acesso às tribunas. Ainda segundo J. M. d os Santos Simões, os dois painéis maiores de vem pe rtencer à criação de um artista mas, a su a execução, a oficinas diferentes. É confirmada a c ena da Batalha do Cabo Matapan (1717) no canto inferior direit o, episódio passado n o Mediterrâneo durante o reinado de D. João V. Daqui destaca -se a escolha pelo tema aquático q ue l adeia o l avabo e também a associação da batalha nav al onde interv ieram a s naus d a Ordem de Malta, com o f undador d o Colégio de São Lourenço, Frei Lu ís Álvares de Távora. Curiosidade: Após u ma invasão turca, o P apa Clemente XI p ediu auxíli o ao s reinos de Espanha e P ortugal, que, em colaboração co m a Ord em de Malta e uma f ragata veneziana, alcançaram a vitória no dia 29 de Julho de 1 717. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 533 Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 850: Painel Figurativo da Sacristia. Figura 851: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Figura 852: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Figura 853: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 534 Figura 854: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Figura 855: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Figura 866: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Figura 867: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 535 Figura 868: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Figura 869: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Figura 870: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Figura 871: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 536 Figura 874: Pormenor do Pai nel Figurativo da Sacristia. Figura 875 : Pormenor do Painel Figurativo da Sacristia. Figura 872: Pormenor do Pai nel Figurativo da Sacristia. Figura 873: Pormenor do Painel Figura tivo da Sacristia. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 537 Figura 876 : Pormenor do Painel Figurativo da Sacristia. Figura 877 : Pormenor do Painel Figurativo da Sacristia. Figura 878 : Pormenor do Painel Figurativo da Sacristia. Figura 879 : Pormenor do Painel Figurativo da Sacristia. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 538 Figura 880 : Pormenor do Painel Figurativo da Sacristia. Figura 881 : Pormenor do Painel Figurativo da Sacristia. Figura 882 : Pormenor do Painel Figurativo da Sacristia. Figura 883 : Pormenor do Painel Figurativo da Sacristia. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 539 Figura 884 : Pormenor do Painel Figurativo d a Sacristia. Figura 885 : Pormenor do Painel Figurativo da Sacristia. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 540 215 T URISMO DE PORT UGAL [Dir.] – Rot eiros Turís ticos do Patrim ónio Mundial no Norte de Portugal: Porto . L isboa: Im prensa Naciona l-Casa da Moeda, 2012. ISBN 97 8 -972- 27 - 2134-9, p. 46. TURISMO DO PORT O – Casa dos 2 4 [em li nha]. Porto: Turism o do Porto. [ Consult. 7 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://visitporto.tra vel/Visita r/Paginas/Desc obrir/Detalh esPoi.aspx?POI= 1862 >. SIPA – Casa do s 24 [em linha]. Forte de S acavém : SIPA. [Co nsult. 24 Abr. 2015]. D isponí vel na Internet <U RL http://www.m onum entos.pt/Site/AP P_PagesUser/SI PA.aspx?id=1560 1 >. Ponto de Interesse 215 Designação do Ponto de Interesse: Casa dos 24 Tipologia do Ponto de Interesse: Edifício Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: R ua de S. Sebastião Coordenadas GPS: 4 1°08 '34.7"N 8°36'40.1"W Breve descrição do Ponto de Interesse: Iniciada em 1 443, situa -se no loca l da prime ira sede do p oder m unicipal, onde s e reuniam os re presentantes dos v ários me steres da cidade. Em 1875 sofre um inc êndio que acabou por condená -la a o abandono, situação que se m anteve até 2000, ano de início d a atua l torre com p rojeto do a rquiteto Ferna ndo T ávora. A berta ao público em 2005, revestida a granito e com d uas fa ces en vidraçadas pretende através de uma linguagem moderna evocar o edi f ício que se perdeu. Informações úteis: ----- Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 541 216 T URISMO DE PORT UGAL [Dir.] – Rot eiros Turís ticos do Patrim ónio Mundial no Norte de Portugal: Porto . L isboa: Im prensa Nac ional -Casa da Moeda, 2012. ISBN 978 -972- 27 - 2134-9, p. 51. SIP A – Convent o de Santa Clara [em linha]. Fort e d e Saca vém: SIPA. [Co nsult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/A PP_Pages User/SIPA.aspx ?id=5563 >. Edifíci o 216 Designação do Edifício: Convento e Igreja de Santa Clara Tipo de Edifício: Con vento | Igreja Localização do Edifício Freguesia: Sé Lugar/Rua: Largo 1º de Dezembro Coordenadas GPS: Cronologia do Edifício: 1416 -Século XVIII Classificação do Edifício: Imóvel de Interesse Público Breve descrição do Edifício: A primeira pedra da Igreja de Santa Clara foi be nzida em 1416 pelo B ispo D. Fernando Guerra, acompanhado do rei D. João I, infantes e corte. É um exemplar a rquitetónico de transição entre o Gótico Manuelino e a Renascença Clássica, e grande parte da sua construção foi custeada pe lo m onarca. Passados onze anos do início da sua construção as clarissas puderam instalar-se no edi fício, ficando a igreja total mente pronta só cerca de 1457. Ao longo dos séculos seguintes foi recebendo acrescentos, como a construçã o de novos do rmitórios entre 1707 e 1715. Com a Extinção das Orden s Religiosas, em 1834, e com a morte da última f reira, o conjunto fo i, já em f inais do século XIX, m utilado pela abertura da Av enida da Ponte. Em 1900 o Estado toma posse d os bens d o convent o e em 1901 a ssiste-se à remodelação do corpo norte para aí ser insta lado o dispensário da Rainha D. Am élia. Desde 1 960 até ao s dias correntes, a PS P do P orto en contra -s e alojada nas instalações deste conjunto conventual. Tal como a contece nos comp lexos c on vent uais, a s de pendências do Convento de Santa Clara, neste caso igreja, casa paroquial e as respetivas alas conventuais, desenvolvem -se em redor do claustro. Em planta retangular irreg ular, os diversos vo lumes articulam -se e interligam-se, e nquanto o claustro apresenta os pisos s uperiores fe chados, fachadas compartimentadas e acentuado v erticalismo. As f achadas são rasgadas po r vãos de verga reta , com molduras simples, sendo a p rincipal rematada po r uma platibanda d escontínua e f rontão triangular ao cen t ro. Esta f achada desenvolv e-se em três registo e cinco panos assimétricos, enquant o as f achadas oeste e sul apresentam aberturas de forma irreg ular, con sequência de suce ssivas épocas Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 54 8 Figura 902: Padrão do Revestimento da Sacristia da Igreja de Santa Clara. Figura 903: Friso do Revestimento da Sacristia da Igreja de Santa Clara. Figura 900: Pormen or do Rev estimento da Sacristia da Igreja de Santa Clara. Figura 901 : Po rmenor d o Revestimento d a Sacristia da Igreja de Santa Clara. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 549 218 BROCHADO, Alex andrino – O Port o e as suas Igre jas a zulejadas , pp. 13- 14. Conjunto Azulej ar 3 218 Designação: Revestimento Azulejar Interior do Convento de Santa Clara Localização do Conjunto Azulej ar: Cartó rio | Nave Datação do Conjunto Azulej ar: Sé culo XVII I A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: Desconhecido Nome da Oficina/Fábrica: Desconhecido Cronologia do Aut or: Desconhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: Desconhecida Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Enx aquetado Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: Os azulejos do Cartório do Convento de S anta Cl ara são em azul e branco e na técnica d e enxaquetado. Estão d atados do século XVIII e de les ma is nada se sa be. A quando da nossa visi ta os retábu los laterais da nave da Igreja d e Santa Clara e stav am desmontados e pudemos verificar que, por baixo das estruturas, existe revestimento azulejar também na técnica de en xaquetado. Não conseg uimos saber se são da mesma altura que os do Cartório, mas isso é o q ue f ará mais sentido. Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 904 : Por meno r do Rev estimento do C artório e da Nave da Igreja de Santa Clara. Figura 905 : Pormenor do Rev estimento do Cartório e da Nave da Igreja de Santa Clara. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 550 219 SIPA – Muralha Fernand ina [ em linha]. Forte de Sac avém: SI PA. [Consult. 24 A br. 2015 ]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/AP P_PagesUser/SI PA.aspx?id=5461 >. Ponto de Interesse 219 Designação do Ponto de Interesse: M uralha Fernandina Tipologia do Ponto de Interesse: Muralha Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Largo do Actor Dias Coordenadas GPS: 4 1°08 '32.8"N 8°36'31.6"W Breve descrição do Ponto de Interesse: A construção da Muralha Fernandina inici ou - se em 1336 sob o reinado de D. A fon so IV, estando con cluí da em 1376, já no rein ado de D. Fernando. Possuiu vários Po stig os e Portas, e ntre eles o Postigo d o Carvão, o Postig o dos Carros, o Postig o da Praia, a Porta Nova dos Carros, a P orta d e Santo E lói e a Po rto do Olival. A partir do século XVIII começam a ser demolidas as primeiras portas, como a P orta da Ribeira em 1774, a Porta d o Olival e ntre 1 789 e 1794 e ainda, em 1792, a Porta de Nossa S enhora da Batalha. No século XIX a muralha é to talmente alterada com d iversas demolições e modificações, consequência do avanç o citadino. A Muralha Fernandina unia as cumeadas da Batalha e do Monte da Vitó ria. T inha um perímetro que atingia quase os 2500 metros e tinha 1 0 metros de alt ura. Era guarnecid a por parapeitos exteriores e interiores e por grossos merlões e to rres quadradas. Hoje o troço que melhor se conserva é o da esca r pa do s G uindais a té junto do Mosteiro de Santa Clara, sendo o Postigo do Carv ão o único que se conserv a até hoje. Informações úteis: ---- Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 551 220 SI PA – Igreja da Misericór dia [em linha]. Forte de Sacavém : SIP A. [Co nsult. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/AP P_PagesUser/SI PA.aspx?id=5553 >. Edifíci o 220 Designação do Edifício: Igreja e Santa Casa da Misericórdia Tipo de Edifício: Igreja | Edifício | Museu Localização do Edifício Freguesia: Vitória Lugar/Rua: Rua das Flores, nº 15 Coordenadas GPS: 41°08'36.7"N 8°36'52.3"W Cronologia do Edifício: c. 1555-1590 Classificação do Edifício: Imóvel de Interesse Público Breve descrição do Edifício: É co m D. Manuel I que o f enómeno das Misericórdias se instala em Po rtug al. Assim, em 1499 este monarca expõe à Câmara Municipal do Porto a vontade de criar uma Confraria de Nossa Senhora da Misericórdia na cidade. Em 1502 a d ita con fraria é instalada na Capela de Santiago, localiz ada n o claustro da Sé, e em 15 50 é transferida definitivamente para a Rua das Flores , arruamento aberto e m 15 21. Em 1 559 a obra ap resenta já alicerces e é b enz ida p elo bispo D. Rod rigo Pinh eiro. Em 1564 a ab óbada da na ve recebe a sua cobertura em telha e em 1567 assiste -se à colocação dos p rimeiros alta res. Em 1 583 é decidida a execução d o ca deiral para a ig reja e, no ano seguinte, co m o leg ado de D. L opo de Almeida, é possív el a concretiz ação da capela -mor, cuja pedra f oi retirada do Monte de Mijav elha s e sen do o v edor das obr as o padre Gonçalo Vieira. A s ua co nstrução esten deu - se até 1587, ano em que a a bóbada é rev estida p or telhas de colmo. Em 15 90 a obra é dada como concluída e Manuel Luís recebe o seu úl timo pagamento. Neste mesmo ano é executado o s acrário e o retábulo -mor, estrutura que segue desenh o de M anel da Ponte, e também a tal ha dos seus p ainéis, trabalho entregue a Pêro de Figueiredo. Em 1 591 c abe a Diogo de T eixeira a p intura desses mesmos pa in éis e a Sebasti ão Moreira o doura mento do sacrário. A pa rtir de 1597 é executado o órgão, por Salv ador Rebelo, e a sua caixa, da autoria de B ento Ferreira. O órgão já se encontrava bastante dani ficad o e 1602 e por iss o, o seu e xecutor, f oi obrigado a conse rtá-lo e a transferi-lo para junto da porta do coro. Gonçalo Rodrigues é contratado para a f eitura da s esculturas dos Evangelistas, d estinadas à capela-mor. Em 1667 é edificada uma nova sacristia, projeto dos pedreiros Pantalião Vieira, João da Rocha e António Vieira. O carpinteiro responsável foi Belchior Francisco e coube a João Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 552 Nunes a de coração do te to com f lorões, dourado s por Francisco de Araú jo. Outro n ome importante é o de Luís Pereira Costa, responsável por algumas obras de ta lha na igreja a partir de 1 724. Em 1732 é executado um novo órgão, da autoria de Frei Manuel de São Bento, de f orma a substitu ir o antigo em acentuado mau e stado . E m 174 a Mesa da Misericórdia estabelece contato com Nicolau Nasoni e outros arquitetos com o intuito de os consu ltar sobre a c onstrução da ig reja. As sim, e m 1750 é concluída a fachada pri ncipal e, entre 1754 e 1779 é reformulada a nave, alteração p rojetada por Nason i. Em 1866 as paredes da capela -mo r são revestidas a azulejo da Fábrica do Carv alhinho, enquanto as da n ave, em 1880, recebem azulejos da Fábrica de Santo A ntónio do Vale d a Piedade. Ainda no século XIX se assiste à execução de novas esculturas dos Evangelistas, agora em mad eira e pintadas a imitar mármore, e à construção de um novo órgão por António José dos Santos. A ig reja é em planta long itudina l e formada por nave única, precedida de galilé, e c apela - mor curva no interior. Interiormente a n ave é rev estida a azulejo, de padrão e co m temas eucarísticos, enquanto a cobertura é fe ita a través de uma abóbada de tijolo decora da co m motivos de estuques. O coro -alto assenta num arco abatido, com perfil recortado e guarda - vento em talha. O a r co triunf al, sobre o qual se sobressai uma sanefa em talha, é enquadrado po r co l unas caneladas que formam painéis de c orados co m estu que e, sobr e o seu en tablamento, encontra -se um f rontão circular interrompido e p rofusamen te decorado. Na capela-mor, entre colunas estriadas, f oram rasgados n ichos onde se encontram as im agens dos Ev angelistas, co mpartimentos que são encim ados p or janelas, e é forrada por azulejos de rele vo, em tons de amarelo e branco, e encerra um altar em talha branca e amarela. A cobertura é em a bóbada, conjugando uma parte cilíndrica e outra esférica e ainda caixotões almofadados e c antaria. A fachada principal f oi executada em cantaria e de senvolv e -se em d ois registos se p arados por frisos e três corpo s circunscritos por pilastras. No primeiro fo ram rasgados três arcos plenos, sendo os laterais encimados por conchas e o central, mais largo, por u ma car tela com legenda bíbli ca e a data de 1750. No seg undo registo foram rasgadas três ja nelas de recorte ondulado e com balaústres em f orma de urna e f rontões. Esta f achada é ainda rematada por um enorme f rontão, que apresenta as armas reais, decorado com f oga réus e cruz central. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 553 Além da igreja, o restante complex o é composto por claustro, onde se encontra a lápide comemorativa do Hospital de D. Lopo de Almeida, a Sala de Despacho e a Sala das Sessões, com teto a painelado e m m asseira e com emolduras em ta lha do urada. Nesta última sala e ncontra -se a afamada obra da escola flamenga Fons Vitae , pintura datada de 1520 e que terá sido encomendada para a pr imitiva capela da confraria na Sé do Porto. Fotografias do Edifício: Figura 906: Igreja da Misericórdia do Po rto. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 554 221 BROCHADO, Alexandrino – O Port o e as suas Igre jas a zulejadas , p. 11. 222 SOEIRO, T eresa [ et. al.] – A cerâmic a portue nse: Evolução empresar ial e Estrut uras edificadas , p. 2 34, 237-238. MUSEU N ACIONAL DE SOARES DOS R EIS – It inerário da Faiança do Porto e Gaia , p. 107- 11 0. SOUSA, Laura Cristin a Peixoto de – A Fábrica de Louça de Sant o António de Vale de Piedade , em Gaia: arqu itetura, espaços e prod ução semi -i ndustrial oitocentista , p p. 44- 62. Conjunto Azulej ar 1 221 Designação: Revestimento da Nave da Igreja da Misericórdia Localização do Conjunto Azulej ar: Nave Datação do Conjunto Azulej ar: c. 1 880 A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: Desconhecido Nome da Oficina/Fábrica: Santo Antóni o do Vale da Piedade Cronologia do Aut or: Desconhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: 1783/1785- 1930’s Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: A Fábrica de Santo António do V ale de Piedade surge du rante o perí odo pombalino e estabelece -se entre 1783 e 17 85 em Vila Nov a de Gaia, aí se mantendo até às prim eiras d écadas do séc ulo XX. Su rgiu da iniciativa de Jerónimo Rossi e ultrapassou as d iversas conjunturas que a tingiram a cidade do Porto. T eve no entanto diversos proprietá rios e sócios, entre os quais João de Araújo Lima, João do Rio Jún ior e A ntónio José da Silva, personalidades que marcaram a sua produção. Desta f orma consegue a tingir um grande d esenvolv imento e competir com as suas rivais, ao n ív el de lou ça de pó - de -p edra, de Miragaia e Cavaquinho. O edi fício onde se instalou é ainda h oje visív el, tal como o estado de ruína em que se encontra 222 . Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Semi-Industrial | Azulejo de Padrã o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: Depois da reforma de Manue l Álvares Martins e Nicolau Nasoni, en tre 1749 -1 750, a nave ficou sem o seu revestimento azulejar. As suas paredes laterais foram posteriormente revestidas, em toda a sua altura, por a zulejo. Estes, provenientes da Fábrica d e Sant o António do Vale da Pied ade, são de estampilha e neles se veem rep resentados cálices, cruzes, folhas de videira e o monograma da Miseri córdia a letra ‘M’, Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 555 Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 9 07: Porm enor do Reves timento Interior Igreja da Misericórdia do Porto. Figura 908: Po rmenor do Revestimento Interior Igreja da Misericórdia do Porto. Figura 910: Po rmenor do Revestimento Interior Igreja da Misericórdia do Porto. Figura 9 09: Porm enor do Reves timento Interior Igreja da Misericórdia do Porto. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 556 Figura 911 : Po rmenor do Padrão do Revestimento Interior d a Igreja da M isericórdia do Porto. Figura 914: Pormenor Fri so do Revestimento Interior da Igreja da M i s e ri c ó rd i a d o Po rto . Figura 912 : Po rmenor do Padrão do Revestimento Interior da Igreja da M isericórdia do Porto. Figura 913 : Pormenor do Padrão do Revestimento Interior da Igreja da M isericórdia do Porto. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 557 223 BROCHADO, Alexandrino – O Port o e as suas Igre jas azulejadas , p. 11. 224 INS T ITUT O DO E MPREG O E FOR MAÇÃO PROFISSIONA L – As Idades do Azul – for mas e memórias da a zulejaria por tuguesa , p. 108. Conjunto Azulej ar 2 223 Designação: Revestimento da Capela -Mor da Igreja da Misericórd ia Localização do Conjunto Azulej ar: E scada de acesso a o Trono (ET) | Capela -Mor (CM) Datação do Conjunto Azulej ar:  ET: 1628 -1630  CM: c. 1866-1867 A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or:  ET: Desconhecido  CM: Desconhecido Nome da Oficina/Fábrica:  ET: Desconhecido  CM: Fábrica do Carvalhinho Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica:  ET: -----  1840[?] - 1970’s Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Ofic ina/Fábrica: S ituada na Qu inta da Fraga, no Porto, a Fábrica d o Carvalhinho foi fundada, em 1840[?], por T omás Nune s d a Cunha e António Monteiro Cantarino. Foi das p r imeiras fáb ricas a pr oduzir azulejo em grande escala d estinado ao revestiment o de supe r f ícies parietais, apresentando m otiv os de pad rão e de figura avulsa. Utilizav a uma policromia v ariada e produziu, deste a d écada de 40 do s éculo XIX, azulejos de estampilha. Só a partir de 1906, sob a direção d e A. N. Dias de Freitas e Filhos, é que os se us produtos começaram a ser m arcados. E m 1923 passa para as margens d e Vila Nova de Gaia e encerra as su as instalações em 1974 depois de u m período de agregação com a Fábri ca d e Sacavém. Dos seus a rtistas de stacam-se Carlos B ranco e Paulino Gonçalves 224 . Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 564 Figura 932: Padrão do Revestimento da Sacristia. Figura 933 Pa drão do Revestimento da Sacristia. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 565 Conjunto Azulej ar 5 Designação: Revestimento da Galilé da Igreja da Misericórdia Localização do Conjunto Azulej ar: Ga lilé Datação do Conjunto Azulej ar: Sé culo XX [?] A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: ----- Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Semi-Industrial | Azulejo de Padrã o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: O padrão, em azul e branco, apresenta motiv os flora is assim como o friso que o delimita. Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Semi-Industrial | Azulejo de Padrã o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 934: Revestimento da Galilé. Figura 935: Pormenor do Revestimento da Galilé. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 566 Figura 937: Fris o do Revestimento d a Galilé. Figura 936: Padrão do Revestimento da Galilé. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 567 226 INS T ITUT O DO E MPREG O E FOR MAÇÃO PROFISSION A L – As Idades do Azul – formas e memórias da a zulejaria por tuguesa , p. 108. Conjunto Azulej ar 6 Designação: Brasão da Santa Casa da Misericórdia Localização do Conjunto Azulej ar: Fa chada Principal da Sa nta Casa da Misericórdia Datação do Conjunto Azulej ar: 19 82 A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: F. Gonça lves Nome da Oficina/Fábrica: Fábrica do Carv alhinho [?] Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: 1840[?]- 1970’s Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: S ituada na Qu inta da Fraga, no Port o, a F ábrica do Carv alhinho foi fundada, entre os anos 20 e 40 do sé culo XIX, p or Tomás Nunes da Cunha e António Mont eiro Cantarino. Foi das primeiras fábricas a produzir azulejo em grande e scala destinado a o revestiment o de superfícies parietai s, ap resentan do motivos de padrão e d e figura a vulsa. Utilizava uma policromia variada e produziu, deste a década de 40 do século XIX, azulejos d e estamp ilha. Só a partir d e 1906, sob a direção de A. N. Dias de Freitas e Filhos, é que os seus produ tos começaram a ser marcados. Em 1923 passa pa ra a s margens de Vila Nova de Gaia e encerra as suas instalações em 1974 depois de um período de agregação com a Fá brica de Sacavém. Dos seus artistas destacam -se Carlos Br anco e Paulino Gonçalves 226 . Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativ o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: O conjun to é f ormado pelos símbolos que identificam a Santa Casa d a Misericórdia. Ao centro veem-se assim dois brasões, o da esquerda com a Virgem da Misericórdia, na sua figuração de protetora, a brigando d iversas persona gens sob re o seu ma nto e, à direita o brasão nacional. Estes dois sã o sobrepostos por uma co roa e rodeados de elementos decorativos e p or um s uporte que permitiu a inscrição Misericórdia do Porto . Enquadrando este elemento c entral foi aplicada uma filactera com as palavras MATER - MISERICORDIA - ET SPES NOSTRA . Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 568 Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 939: Porme nor do Brasão d a Santa Casa da M ise ricórdia. Figura 938: Brasão da Santa Casa da Misericórdia. Figura 940: Pormen or do Brasão da Santa Casa da M ise ricórdia. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 569 227 T URISMO DE PORT UGAL [Dir.] – Rot eiros Turís ticos do Patrim ónio Mundial no Norte de Portugal: Porto . Lisboa: Im prensa Nacional -Casa da Moeda, 2 012. ISBN 9 78-97 2- 27 -2134-9, pp. 57 -58, 6 7. COUTO, Júli o – O Port o em 7 Dias: uma visita guiada à cidad e . Porto: E dições Uto pia, 1989, pp. 35- 43. Ponto de Interesse 227 Designação do Ponto de Interesse: Praça e Chafariz da Ribeira Tipologia do Ponto de Interesse: Imóvel de Interesse Público Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Praça da Ribeira Coordenadas GPS: 41°08'2 7.3"N 8°36'46.8"W Breve descrição do Ponto de Interesse: Desde cedo que a Ribeira se tornou o loca l do porto e do me rcad o, nela convergiam inúmeras ruas, ruelas e becos. Será a partir daqui que se afirmará a cidade mercantil e burguesa, projetando -se no contex to do comércio marítimo e dos Descob ri mentos. Espaço criado a partir da vontade de João de A lmada e Melo, a Praça da Ribeira possuía como pano de fundo uma fonte, o nde se pode ainda ver as armas r eais de D. João V e um nicho onde era s uposto colocar uma imagem de São João. Neste nic ho encontra -s e hoje uma e scultura da autoria de João Cutileiro e, se guindo o já p retendido, representa o santo patrono da cidade, São Jo ão, a quem as festa s aqui realizadas prestam homenagem. Nesta praça encontra -se ainda uma ou tra fo nte, do arquiteto José Rodrigues, esta constituída por um cubo e quilibrado num vértice e com se te pomb as pousadas nas suas faces. Informações úteis: ----- Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 570 228 IGREJ A LU SITANA – Par óquia do R edentor- Porto [ em linha]. [s/l]: Igrej a Lusit ana Católica Apostólica Evangé lica. [Co nsult. 24 Abr. 2015]. Dispo nível n a Inter net <URL http:// www.igreja- lusitana.org/ index.php/paroqui as/paroquia - do - redent or >. Edifíci o 228 Designação do Edifício: Igreja Lusitana do Redentor Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Bonfim Lugar/Rua: Rua do V isconde de Bóbe da, nº 54 Coordenadas GPS: 41°08'47.3"N 8°36'01.4"W Cronologia do Edifício: S éculo XIX Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: A Paróquia do Redent or foi edificada por inic iativa do reverendo Diogo Cassels em f inais do Século XIX. O temp lo fo i consagrado a 11 de março de 1884 pelo reverendo Lord Plunket. Fotografias do Edifício : Figura 941 : Igreja Lusitana do Redentor. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 571 Conjunto Azulej ar Designação: Revestimento Exterior da Igreja Lusitana do Redentor Localização do Conjunto Azulej ar: Fa chada Principal Datação do Conjunto Azulej ar: Sé culo XIX [?] A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: Desconhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desconhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar:  Pintura Semi-Industrial [?] | Az ulejo L iso  Pintura Manual | Azulejo Figurativo Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: A fachada principal de ste templo é revestida a azulejo liso azul. Sobre o portal princip al foi aplicado um painel onde f oi inscrita a designação da igreja – Ig reja Lusitana do Redentor/Católica Apo stólica Evangélica . Esta inscrição, em azul, foi aplicada s obre fundo branco. Os extremos do painel são rematados por do is e lementos compostos por volutas e motivos vegetalistas. Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 942 : Revestimento Ex teri or da Igr eja Lusitana do Redentor. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 572 229 SIPA – Facul dade de Belas Artes da Un iversidade do Porto [em linha]. Fort e de Saca vém: SIPA. [Consu lt. 24 Abr. 2015]. Disponív el na Inte rnet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/A PP_PagesUs er/SIPA.aspx?id =5413 >. FBAUP – Fac uldade de Belas Artes d a U niversida de do Porto [em l inha]. Porto: FB AUP. [Con su lt. 24 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL https://sigarra.up.pt /fbaup/p t/web_base.gera _pagina? p_pagina= 1183 >. Ponto de Interesse 229 Designação do Ponto de Interesse: Facul dade de Belas Artes d a Universidade do Porto Tipologia do Ponto de Interesse: Edifício | (Antigo) Palacete | Fac uldade Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Avenida de Rod rigues de Freit as, n.º 265 - 269 Coordenadas GPS: 41°08 '44.5"N 8°36'0 3.2"W Breve descrição do Ponto de Interesse: O edifício onde hoje se encontra instalada a Faculdade de Belas Art es da Universidade do Porto foi concluído em 1873. En tre 1947 e 1 949 o i móvel pertence ao Ministério da Educação Nacional, funcion ando aí a Escola Superior de Belas Artes do Porto. De form a a equipar e sta nova instituição procedeu -se à constru ção, nos jardins do palacete, de um pavilhão d edicado a aulas de Pintura e Escultura. Em 1954 são inaug urados mais dois pa vil hõe s, o de Arquitetura e o d as Exposições. No edifí cio p rimitivo f oram instaladas, além da A ula Magna, a S ecretaria e os Arquiv os, bem como a Biblioteca, as Salas de Conselho Escolar e o Museu Escolar. Nesta transformação estiv eram en volv idos os arquitetos Fernandes de Sá, Carlos Ramos e Florent Claes, a n ív el paisagístico, e os escultores Barata Feyo, José Rodrig ues e La goa Henriques. Informações úteis: ----- Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 573 Edifíci o Designação do Edifício: Igreja Nova de Ramalde Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Ramalde Lugar/Rua: Rua da I greja de Ramalde Coordenadas GPS: 41°10'07.9"N 8°38'51.9"W Cronologia do Edifício: S éculo XX [?] Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: ----- Fotografias do Edifício : Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 580 232 SIPA – Igreja Paroquial de Paranhos [em linha]. Forte de Sacavém: SIPA. [Cons ult. 2 4 Abr. 2015]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/AP P_PagesUser/SI PA.aspx?id=5564 >. Edifíci o 232 Designação do Edifício: Igreja Paroquial de Paranhos Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Para nho s Lugar/Rua: Rua da I greja Coordenadas GPS: 41°10'26.4"N 8°36'21.0"W Cronologia do Edifício: 1878 Classificação do Edifício: Imóvel de Interesse Público Breve descrição do Edifício: A igreja primitiva d e Paranhos fo i construída entre os sécu los XI e XII. Um a das referências que temos em relação a este te mpo é o registo do pároco João C arneiro da Silva e que integra as Memórias P aroquia is de 1 758. Aqui afirma que existem cinco altares, do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora do Rosário, de Santo António, do Santíssim o Nome de Jesus e de Nossa Senhora da Conceição. Em 1845 são e xecutadas algumas obras de reparação na to rre e f rontispíci o e, e m 1878, a igreja é recon struída, momen to que é assinalado por uma placa co locada na fa chada lateral direita. Aind a durante este século são construídas as dependên cias a nexas, colocado o estuque nos te tos e executado o órgão por A. J. dos Santos. De plan ta poligonal, a I greja de Paranhos é composta por nave e capela -mor retangulares. Duas torres sineiras, com cobertura em p irâmide, enquadram o pano central da fachada principal, onde s e abre a porta principal com padieira lavrada e a inscrição DIVO VER ISSIMO DICATA . So bre ela f oi rasgado um vão circular, circundado por co rnija na zona superior e, e ncimando -o, um nicho de abóbada em concha, ladeado por elementos vegetalistas e volutas, albergando o patrono na ig reja, S. Veríssimo. O frontão que coroa este pano é tru ncado e te rmina em cruz , esta l adeada por dua s escu lturas de louça b ranca vidrada. No interior, a n ave e capela -mor são separadas por um arco cruze iro de volta pe rfeita e decorado com uma sanefa em talha dourada. É rebocada e pe rcorr ida e a qui o t eto é em abóbada de berço e e stucado, apresent ando cartelas, motivos v egetalistas e euc arísticos. A capela-mor apresenta cobertura pintada com motivos bíblicos. No coro, com balastrada de madeira, encontra-se o órgão, e o púlpito, com base pétrea e g uar da de talha, está Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 581 localizado no lado do Ev angelho. Fotografias do Edifício: Figura 951: Igreja Paroquial de Paranhos. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 582 Conjunto Azulej ar Designação: Revestimento Interior da Igreja Paroquial de Pa ranhos Localização do Conjunto Azulej ar: Corredor do Edi f ício Datação do Conjunto Azulej ar: Sé culo XIX [?] A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: Desconhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desconhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Semi-Industrial | Azulejo de Padrã o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: Silhar de azulejos compostos por rosetões centra is. O pad rão é percorrido por um friso superior que apresenta elementos entrançad os inte rcalados por um motivo flora l. Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 952 : Revestimento Interior da Igreja Paroquial de Paranhos. Figura 953: Padrão do Revestimento da Igreja Paroquial de Paranhos. Figura 954: Friso do Revestimento da Igreja Paroquial de Paranhos. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 583 Ponto de Interesse Designação do Ponto de Interesse: ----- Tipologia do Ponto de Interesse: ----- Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: ----- Coordenadas GPS: ----- Breve descrição do Ponto de Interesse: ----- Informações úteis: ----- Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 584 Edifíci o Designação do Edifício: Igreja Velha de Ramalde Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Lugar/Rua: Coordenadas GPS: Cronologia do Edifício: S éculo XVIII [? ] Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do E difício: ----- Fotografias do Edifício : Figura 955: Igreja Velha de Ramalde. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 585 Conjunto Azulej ar Designação: Revestimento Interior da Igreja Velha de Ramalde Localização do Conjunto Azulej ar: Nave | Nárte x Datação do Conjunto Azulej ar: Sé culo XIX [?] A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: Desconhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desconhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Semi-Industrial | Azulejo de Padrã o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: A Nave e o Nárt ex da I greja Velha d e Ra malde são pe rcorridos por um silhar de azulejo d e padrão. É fo rmado por motivos f lorais e percorrido por um f riso co m motivos que se assemelham a fe rronn eries . Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 956: Revestimento Interior da Igreja Velha de Ramalde. Figura 957: Padrão do Revestimento da Igreja Velha de Ramalde. Figura 958: Fri so do Revestimento da Igreja Velha de Ramalde. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 586 233 SI PA – Casa de Ram ald e [em linha]. F orte de Sa cavém: SIPA. [C onsult. 24 Abr. 201 5]. Disponível na Internet <URL http://www.m onum entos.pt/Site/AP P_PagesUser/SI PA.aspx?id=1090 >. Ponto de Interesse 233 Designação do Ponto de Interesse: Casa de Ramalde Tipologia do Ponto de Interesse: Edifício Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: R ua da Igreja de Ramalde Coordenadas GPS: 4 1°10 '06.2"N 8°38'47. 8"W Breve descrição do Ponto de Interesse: Em 1746 D. Florência Leite Pereira d e Melo e os f ilhos tomam a decisão de remodelação do solar e a capela, encomendando -a a Nicolau Nasoni. O arquiteto int egra na construção setecentista a to rre da primitiva edificação e transfere a capela d e mod o a liga-la a o edifício habitacional. Em 1809 durante a s inv asões f rancesas a s tropas de Soult a teiam fogo à casa e capela de Ramalde f icando ambas destruídas. Em 1870 foram realiz adas as obras n ecessárias p ara recuperar a mbos os edifícios. Em 1 968, pertencendo à fa mília T ávora, descendente dos Leites Pereira, deix a d e te r f unção habitacional. É adquirida pelo Estado, jun tamente com a q uinta, de forma a inst alar aí o Museu Nacional de Lit eratura. Este encerra as suas atividades em 1988 de vido a uma má gestão, sendo substituído pelos serviços do IPPAR e da DRCN. Informações úteis: ----- Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 587 Edifíci o Designação do Edifício: Igreja Velha do Carvalhido Tipo de Edifício: Igreja Localização do Edifício Freguesia: Cedofeita Lugar/Rua: Praça do Exército Libertador Coordenadas GPS: 41°10'00.9"N 8°37'31.2"W Cronologia do Edifício: S éculo XX [?] Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: Fotografias do Edifício : Figura 959 : Igreja Velha d o Carvalhido. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 588 234 BROCHADO, Alexandrino – O Porto e as suas Igreja s azulejadas , pp . 69- 70 . Conjunto Azulej ar 1 234 Designação: Revestimento Az ulejar E xterior da Igreja Velha do C arvalhido Localização do Conjunto Azulej ar: Fa chada Principal Datação do Conjunto Azulej ar: 19 44 A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: ----- Nome da Oficina/Fábrica: Fábrica de Águe da [Outeiro?] Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativ o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: O conjunto azulejar da fachada da Igreja V elha do Carv alhido, colocado em 1944, é ob r a produzida na Fá brica de Águeda que, segundo A lexandrino Brochado, se limitou a imitar gravuras. Nos painé is desta fachada estão rep resentados episódios da Vida da Virge m, como a Anunciação e a Assunção, a Imaculada Conceição e ainda, envolvidas p or cercadu ras, duas composições alegóricas do Coração de Jesus, patrono da paróquia, e de Maria. Ao lado desta f achada, uma varanda curva f oi também revestida a azulejo, em d ata que se desconhece mas que se a ponta como anterior à da fachada. Aqui a ornamenta ção cinge - se a elementos como festões e urnas floridas . Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 589 Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 960 : Igreja Vel ha do Carvalhido. Figura 961: Pormenor do Revestimento Exterior. Figura 962: Pormenor do Revestimento Exterior. Figura 963: Pormenor do Revestimento Exterior. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 596 Figura 988: Pormenor do Revestimento Exterior. Figura 989: Pormenor do Revestimento Exterior. Figura 990: Pormenor do Revestimento Exterior. Figura 991: Pormenor do Revestimento Exterior. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 597 Figura 992: Pormenor do Revestimento Exterior. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 598 235 BROCHADO, Alexandrino – O Porto e as suas Igreja s azulejadas , pp . 69- 71 . Conjunto Azulej ar 2 235 Designação: Revestimento Az ulejar In terior da Igreja Velha do Ca rvalhido Localização do Conjunt o A zulejar: Capela-Mor ( CM) | Nave (N) Datação do Conjunto Azulej ar: 19 49 A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: F. L. Pereira Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativ o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: Segundo Alexandrino Brochado, o conjunto de painéis do interior da Ig reja V elha do Carvalhido foi aí colocado em 1949, s endo o se u autor F. L. P ereira. Tanta a Nav e como a Capela-Mor sã o revestidas a azulejo, não tendo n ós conseguido a pu rar se o se u auto r ser á o mesmo e qual a fábrica onde foram produz idos. Na Capela -Mor foram colocados dois grandes painéis:  Lado do Evangelho :  Instituição do Santíssimo Sacramento: Neste painel f oi representado Cristo ao centro de uma m esa e rodeado pelos seus Apósto l os. S obre a mesa encontram-se dois pratos rec heados com pão e , no meio de stes, um cálice. Cristo procede então à bê nção do p ão e do vinho, c ena que é acompanhadas pela legenda – INSTITUIÇÃO DO SS. MO SACRAMENTO/EU SOU O PÃO VIVO QUEM COMER DESTE PÃO VIVERÁ ETERNA MENTE ;  Lado da Epístola:  Comunhão da Virgem: Nest e paine l foi representada a Virgem recebendo o pão e o vinho q ue personi ficam o Santíssimo S acramento. E sta cena, ten do como elemento central a m esa onde a a ção de corre, tendo novamente um cálice com o vinho no seu centro, é enquadr ada por um coro de oito anjos, todos de feições diferenciadas. É ac om panhado pel a legenda – COMUNHÃO DA SS. MA VIRGEM/A SAGRADA EUCARISTIA ERA PARA Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 599 NOSSA SENHORA A ETERNA TERRA; Ainda na Capela -Mor foram colocados quatro outro s painéis azulejares que têm co ntinuação na Nave. É aqui que se inicia a narração dos Passos da Via Sacra co m a 1 ª e 2ª Estações tendo depois continuidade pelo lado do Evangelho e te rminando no lado d a Epísto la da Capela-Mor. Este co njunto é f ormado por painéis que ap resentam num registo superior a representação do e pisódio corresponde, seg uindo num registo intermédio a legenda que o identifica e, na p arte infe rior, encontram -se elemen tos decorativo s, exceto na s 6ª e 9ª Estações, onde fo ram rep resentados outros episódios que analisaremos posteriorment e. Foram assim representadas:  Lado do Evangelho da Capela -Mor:  1ª Estação: Jesus condenado à morte;  2ª Estação: Jesus com a cruz às costas;  Lado do Evangelho da Nave:  3ª Estação: Jesus cai pela primeira vez ;  4ª Estação: Jesus encontra sua mãe;  5ª Estação : Jesus ajudado por Cireneu;  6ª Estação: A Verónica limpa o rosto de Jes us;  7ª Estação: Jesus cai segunda vez;  Lado da Epístola da Nave:  8ª Estação: Jesus consola a s mulheres de J erusalém;  9ª Estação: Jesus cai terceira vez ;  10 ª Estação : Jesus de spido e recebendo fel;  11 ª Estação: Jesus preg ado na cru z;  12 ª Estação: Jesus morr e na cru z;  Lado da Epístola da Cape la-Mor:  13ª Estação: Jes us nos braços de sua mãe;  14ª Estação: Jesus no sepu lcro; Na Nave foram ainda aplicado s mais 12 painéis. Dois deles, já referidos, e colocados sob as 6ª e 9ª Estações são:  Lado do Evangelho : Coroação de Nossa Se nhora de Fátima , cena ac ompanha da Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 600 da legenda – AOS XIII DIAS DE MAIO DE MCMXLVI, NA COVA DA IRIA, PIO XII CORÔA A IMAGEM DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA ;  Lado da Ep ístola : Eleição da Virgem co mo P adroeira de Portugal , sendo a cena acompanhada pel a leg enda – AOS XXV DIAS DE MARÇO DE MDCXLVI, EM VILA VIÇOSA, EL -REI DOM JOÃ O IV E LEGEU PADROEIRA DE P ORTUGAL A SANTISSIMA VIRGEM MARIA, SENHORA DA CONCEIÇÃO ; Os restantes dez p ainéis são a representação de diversos santos que se relacionam com o templo e a sua invocaçã o, sendo estes representados com os resp etivos atributos o u num episódio que tenha sido marcante na sua v ida. Assim, f oram representados:  Lado do Evangelho.  Beato Nuno Álv ares;  S. João de Brito;  Senhor dos A f litos;  Santa Isabel;  Santo António;  Lado da Epístola:  Santa Luz ia;  Santa Te resa;  Nossa Senhora de Fátima;  Santa Rita;  Santa Filomena; Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 601 Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 993: Instituição do Santíssimo Sacramento. Figura 994: Pormenor d o Painel Figurativo. Figura 995: Pormenor d o Painel Figurativo. Figura 996: Comunhão da Santíssima Virgem. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 602 Figura 999 : Pormenor d o Revestimento das Estações. Figura 997: Pormenor d o Painel Figurativo. Figura 998: Pormenor d o Painel Figurativo. Figura 1000 : Porm enor do Revestimento das Estações. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 603 Figura 1001: Porm enor do Revestimento das Estações. Figura 1002: Pormenor do Revestimento das Estações. Figura 1 004: Porm enor do Revestimento das Estações. Figura 1003: Porm enor do Revestimento das Estações. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 604 Figura 1006 : Porm enor do Revestimento das Estações. Figura 1007: Porm enor do Revestimento das Estações. Figura 1005: Pormenor do Revestimento das Estações. Figura 1008: Pormenor do Revestimento das Estações. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 605 Figura 1009: Porm enor do Revestimento das Estações. Figura 1010 : Porm enor do Revestimento das Estações. Figura 1011: Pormenor do Revestimento das Estações. Figura 1012 : Porm enor do Revestimento das Estações. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 612 Figura 1037: Porm enor do Revestimento das Estações. Figura 1038: Pormenor do Revestimento das Estações. Figura 1039: Porm enor do Revestimento das Estações. Figura 1040 : Porm enor do Revestimento d as Estações. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 613 Figura 10 41: Coroação de Nossa Senhora de Fátima. Figura 1042 : Pormenor do Painel Figurativo. Figura 1043: Pormenor do Painel Figurativo. Figura 1044: Eleição da Virgem como Padroeira de Portugal. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 614 Figura 1046 : Pormenor do Painel Figurativo. Figura 1048 : Pormenor do Painel Figurativo. Figura 1045: Pormenor do Painel Figurativo. Figura 1047: Beato Nuno Álvares. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 615 Figura 1051: Senhor dos Aflitos. Figura 1049: S. João de Brito. Figura 1050 : Pormenor do Painel Figurativo. Figura 1052 : Pormenor do Painel Figurativo. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 616 Figura 1053: Santa Isabel. Figura 1054 : Pormenor do Painel Figurativo. Figura 1055: Santo António. Figura 1056 : Pormenor do Painel Figurativo. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 617 Figura 1057: Santa Luzia. Figura 1058 : Pormenor do Painel Figurativo. Figura 1060 : Pormenor do Painel Figurativo. Figura 1059: Santa Teresa. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 618 Figura 1062 : Pormenor do Painel Figurativo. Figura 1064 : Pormenor do Painel Figurativo. Figura 1061: Nossa Senhora de Fátima. Figura 1063: Santa Rita. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 619 Figura 1 067: Pad rão do Revestimento da Igreja Velha do Carvalhido. Figura 1068: Fri so do Revestimento da Igreja Velha do Carvalhido. Figura 1065: Santa Filomena. Figura 1066 : Pormenor do Painel Figurativo. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 620 Figura 1069: Pormen or do Revestimento da Nave. Figura 1070: Pormenor do Revestimento da Nave. Figura 1071 : Pormenor do Revestimento da Nave. Figura 1072 : Pormenor do Revestimento da Nave. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 621 Conjunto Azulej ar 4 Designação: Revestimento Azulejar Inte rior da Igreja Velha do Ca rvalhido Localização do Conjunto Azulej ar: Cap ela Batis mal Datação do Conjunto Azulej ar: 19 49 A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: ----- Nome da Oficina/Fábrica: Fábrica do Outeiro Cronologia do Aut or: ----- Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A utor: ------ Informações sobre a Oficina/Fábrica: A Fábrica do Outeiro estava sediada em Águeda. Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativ o Cores do Conjunto Azulejar: A zul | Branco Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: Na Capela Batismal da Igreja Velha do Carv alhido f oi colocado um pequeno painel de azulejo com a repres entação do Batismo de Cristo. Nele est á r epresentado o mome nto e m que S. João Batista batiz a Cristo, encontrando -se e ste apoiado nas m argens do rio Jordão . Sobre eles encontra-se o Espírito Santo, personificado po r uma p omba, atingindo a sua luz as personagens. Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 1073: Painel Figurativo da Capela Batismal. Figura 1074: Pormenor do Painel Figurativo da Capela Batismal. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 628 Edifíci o Designação do Edifício: Jornal de Notícias Tipo de Edifício: Edifício Localização do Edifício Freguesia: Santo Ildefonso Lugar/Rua: Rua de Gonça lo Cri stóvão, nº 195 Coordenadas GPS: 41º10’17.8’’N 8º39’52.9’’ W Cronologia do Edifício: S éculo XX Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: ----- Fotografias do Edifício : Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 629 239 CÂMARA MUNICIPAL DO P OR TO – Pela Cidad e do Porto: Descoberta da cidade através de uma visita aos m urais cerâ micos . Porto: CM P, 2002. ISBN 978- 8022- 23 -9, p. 7. 240 Ibidem , p. 29. Conjunto Azulej ar 239 Designação: Painel do Jorna l de N otícias Localização do Conjunto Azulej ar: E xterior Datação do Conjunto A zulejar: 1 970 A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: Charters de Almeida Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: n. 1935 Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o Autor: Jo ão Charters d e Almeida e Silva n asceu em Lisboa em 1935. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes do P orto e ganhou o Pré mio Teix eira Lopes de Esc ultura, no Po rto, em 1961. Em 1 962 , ano em q ue termina o Curso Sup erior de Escultura, é convidado par a Professor Assistente da ESBAP. Em 1971 concor reu para o cargo de Professora na mesma inst ituição, tendo sido a ceite mas oc upando-o durante pouco tempo, tomando a decisão d e se dedicar ao trabalho de atelier. Detentor d e inúmeras medalhas e de obra v asta, já desenvolv eu trabalhos escultóricos p or toda a Europa e Estados U nidos d a América 240 . Informações sobre a Oficina/Fábrica: ----- Técnica do Conjunto A zule jar: Pintura Manual | Azulejo Figurativ o Cores do Conjunto Azulejar: Policromo [Destaca -se o: Preto | Vermelho | Branco] Informações/Iconografia do Conjunt o A zu lejar: Este pa inel desenvolve-se na zona de entrada e ao longo de um mu ro que abran ge toda a altura do edi fício. Tem um forte carater organicista, que se a rticula com a obra escultórica do artista, e é expressão da m odernidade dos revestimentos azulejares do século XX. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 630 Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 10 81: Pai nel do Jornal de Notícias. Figura 1 082: Porm enor do Pa inel do Jornal de Notícias. Figura 1083: Pormenor do Painel do Jornal de Notícias. Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 631 241 T URISMO DE PORTUGAL [Dir.] – Roteiros Turísticos do Património Mund ial no Norte de Portugal: Porto . Lisboa: Imprensa Naci onal- Casa da Moeda, 201 2. ISBN 9 78 - 972 - 27 -2134-9, p. 99. SIP A – Câmara Municipa l do Porto [ em li nha]. For te de Sacavém : SIP A. [Cons ult. 24 Abr. 2015]. Dispon ível n a I nternet <URL http:// www.monumento s.pt/Site/APP_ PagesUser/SIP A.aspx?id=199 97 >. Ponto de Interesse 241 Designação do Ponto de Interesse: Câmara Municipal do Porto Tipologia do Ponto de Interesse: Edifício Localização do Ponto de Interesse Lugar/Rua: Praça General Humberto Delgado e Largo da Trindade Coordenadas GPS: 4 1°09 '00.4"N 8°36'38.8"W Breve descrição do Ponto de Interesse: Situados no eixo superior da Avenida dos Aliados, os Paços do Concelho são um proje to da autoria do a rquiteto Antón io Correia da Silva, arquiteto camarário desde 1911, mas também de Carlos Ramos (1897 -1969), responsável po r algumas alterações. Começada a construir em 1920, a C âmara Municipal do Porto só em 1957 fo i concluída e inaugurada. O se u edifício assemelha -se e m m uito aos palácios c omunais do N orte de França e da Flandres devido à sua robustez granítica e acentuado ecletismo. No exterior destaca-se o torreão com 7 0m de altu ra e no interior os frescos expressionistas do pintor Dórdio Gomes (1890-1976). Informações úteis: Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 632 Edifíci o Designação do Edifício: Lavabos do Passeio Alegre Tipo de Edifício: Edifício Localização do Edifício Freguesia: Lugar/Rua: Coordenadas GPS: Cronologia do Edifício: In ício do Século XX Classificação do Edifício: ----- Breve descrição do Edifício: Fotografias do Edifício : Figura 1084 : Vis ta Geral dos Lavabos do Pa sseio Al e g re . Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 633 242 CÂM ARA MUNICIP AL D E AVEIRO – A Arte N ova n os Azulejos em Portug al: Colecção de Feliciano David e Gr aciete Rodrigues , p. 109. Conjunto Azulej ar Designação: Revestimento Exterior e Interior d os Lavabos do Pas seio Alegre Localização do Conjunto Azulej ar: E xterior | Interior Datação do Conjunto Azulej ar: In ício do Século XX A utor(es )/Fábrica(s) Nome do Aut or: Desconhecido Nome da Oficina/Fábrica: ----- Cronologia do Aut or: Desconhecida Cronologia da Oficina/Fábrica: ----- Informações sobre o A utor: ----- Informações sobre a Ofic ina/Fábrica: Os azulejos que revestem o int erior dos Lavabos do Passeio Alegre são identificados como sendo d e produção inglesa. Contudo, o s azulejos exteriores tê m um padrão que f oi produzido pela Fábrica das Devesas 242 . Técnica do Conjunto A zule jar:  Azulejos do Exterior: Pintura Semi -Industrial | Azulejo de Padrão  Azulejos do Interi or: Pintura Semi -Industrial [?] | Azulejo de Pa drão | Azulej o Relevado Cores do Conjunto Azulejar:  Azulejos do Exterior: C asta nho | Branco  Azulejos do Interior: Azul | Verde | Castanho | Ocre | Branco Informações/Iconografia do Conjunto Azulejar: Não conseguimos obter informa ção sobre a fábrica que produz iu este s azulejos. No entanto, fo i-nos dito que são identificados como produtos de origem inglesa. Tendo em quanto que, a té ao momento o único edifício que identif icamos com o tendo recebido revestimento azulejar prod uzido em Inglaterra f oi o Palacete Pinto L eite, poderá ter sentido a identificação da Fábrica Minto n, Hollins & Co como sendo a responsáv el pe lo fa brico destes elementos. No exterior os azulejos estão prese ntes e m pequenos f risos sobre as jane las e nas laterais dos corpos principais. O se u m otivo principal é flora l, aproximando -se este das f lores dente- de -leão. Nos frisos maiores as f lores parte m de um elemen to ce ntral geom étrico irradia ndo diagonalmente sobre o az ulejo. No interior os azulejos espelham claramente a linguagem Arte Nova da épo ca em que Fichas de Inv entário d os Conjun tos A zulejares 634 foram produzido. Aqui fo i aplicado um silhar até ½ da superfície parietal. E ste apresenta uma b arra composta por motivos florais, o nde se pode visualiz ar c onjuntos de pequenas flores agrupadas e outras que sugerem o p erfil de jarros. Sob a barra o padrão principal , geométrico, é criado por pequenos los angos verdes com um rosetã o em relevo. Na part e inferior f oi a inda a plicado um f riso onde se repetem os arranjos f lorais da barra. Este conjunto assenta sobre uma base também em azulejo e form ada por do is f risos d e azulejos lisos, um branco e outro verde. Fotografias do Conjunto A zule jar: Figura 1086 : Pormenor do Re vestimento Ex terior. Figura 1085 : Vis ta Geral dos Lavabos do Pa sseio Al e g re . Figura 1087: Pormenor do Revestimento Exterior. Figura 1088 : Pormenor do Re vestimento Exterior. [Document text truncated for crawler view.]