scieee Open visual document viewer

As Gavetas da Torre do Tombo. Volume 3. Gavetas 13-14.

Rego, António da Silva Rego (coord.)

Full text

A s Gaveta s da TORR E D O TOMB O III (GAV . XIII-XIV ) CENTR O D E ESTUDO S HISTÓRICO S ULTRAMARINO S LISBO A —196 3 A s Gaveta s da TORR E D O TOMB O As Gavetas da TORR E D O TOMB O III (GAV . XIII.XIV ) CENTR O D E ESTUDO S HISTÓRICO S ULTRAMARINO S LISBO A —196 3 Gulbenkian a V I Introduçã o 1 . GULBENKIANA VI A colecção GULBENKIANA, lançada pelo Centr o d e Estu - do s Histórico s Ultramarinos , é agora enriquecida por mais um volume de A s Gaveta s d a Torr e d o Tombo . Contém este volume os documentos existentes nas Gaveta s XII I e XIV . S e o volume anterior pôde abranger a documentação das Gaveta s II I a XII , o presente não vai além de duas Gavetas . Ê que os documentos destas duas Gavetas , apesar de não serem muito numerosos, são realmente bastante extensos. Refere-se particularmente o da Gavet a XIII , 11-6 , presentemente transferido para o Maço 1." de Leis, N.º 197. Duvidou-se se deveria ou não ser incluído nesta colecção, visto já lhe não pertencer na actualidade. Optou-se pela sua inclusão, a fim de facilitar a sua consulta. Adoptou-se igualmente este critério com referência a outros documentos, outrora pertencentes às Gavetas , e hoje delas afastados para outras colecções. Quanto à importância da documentação agora publicada, bastará citar, ao acaso, algumas das matérias nela versadas: questão das Molucas, reconhecimento da dinastia Filipina em várias partes do Ultramar, África do Norte, S . Tomé, Brasil, Moçambique, índia, Inquisição, Cristãos Novos, Negócios de Roma, etc., etc. As relações com Castela encontrarão neste volume bastante documentação relevante. Os documentos foram copiados por leitoras-paleógrafas já conhecidas dos nossos leitores e cujos nomes se indicam por VII extenso, visto após os documentos se apontarem apenas as suas abreviaturas. São elas: A. E. — Alice Estorninho; B. R. — Belarmina Ribeiro; L. P. — Maria Luísa Meireles Pinto; R. S. C. — Rosalina da Silva Cunha. A revisão das provas está confiada à Ex. ma Sr. ª Dr. a D. Maria Luísa Meireles Pinto, a quem agradeço todo o entu- siasmo e canseiras que este volume certamente lhe proporcionou. 2 . FUNDAÇÃO GULBENKIAN Há cerca de um ano que saiu o 2.º volume de A s Gaveta s d a Torr e d o Tombo . Há alguns meses que nos vêm chegando perguntas sobre o data do aparecimento do terceiro, agora lan- çado a público. Chegam-nos igualmente, tanto de Portugal como do estrangeiro, palavras de muito apreço por esta iniciativa do Centr o d e Estudo s Histórico s Ultramarinos . Não nos perten- cem. Endereçámo-las, por isso, à Fundação Calouste Gulben- kian, a cujo Presidente, Doutor Azeredo Perdigão, o nosso Centr o s e manifesta sinceramente reconhecido. Lisboa, 31 de Julho de 1963. A . d a Silv a Reg o VIII GAVET A 2503 . XIII , 1- 1 — Aforament o d o reguengo , e m Samasa , term o d e Refóios , a Pedr o Pire s e su a mulher . 1253 , Julho , 12 . — Pergaminho. Bom estado. 2504 . XIII , 1- 2 — Doaçã o d e doi s casai s e m Ruviães , term o d e Fer - reiros , a D . Froil a Henriques , 1209 , Julho . — Pergaminho. Bom estado. 2505 . XIII , 1- 3 — Transacçã o feit a po r el-re i co m Pedr o Garcia , pel a qua l obtev e a metad e d a pensã o d e um a tenda , e m Lisboa , n a Correaría , freguesi a d a Madalena . 1280 , Agosto , 5 . — Pergaminho. Bom estado. 2506 . XIII , 1- 4 — Sentenç a pel a qua l fo i julgad o pertence r a el-re i a igrej a d a Atalaia . Coimbra , 1306 , Abril , 14 . — Pergaminho. Bom estado. Selo pendente de chumbo. 2507 . XIII, 1- 5 — Compr a feit a po r el-re i d a terç a part e d a vil a d e Vid e e d e Alegrete , co m todo s o s seu s termos , jurisdição , direit o e senho - rio . Lisboa , 1315 , Setembro , 3 . — Pergaminho. Bom estado. 2508 . XIII , 1- 6 — Compr a feit a po r el-re i do s herdamento s qu e tinha m sid o d e Fernã o Gome s d e Alvarenga , e m term o d e Santaré m e Casével . Lisboa , 1307 , Setembro , 2 . — Pergaminho. Bom estado. 2509 . XIII , 1- 7 — Transacçã o feit a po r el-re i co m D . Marinha , pel a qua l obtev e a lezíri a d a Alcoelha , term o d e Santaré m e de u o herdament o d e Couce . Torre s Vedras , 1306 , Maio , 16 . — Pergaminho. Bom estado. 2510 . XIII , 1- 8 — Compr a feit a po r el-re i d a oitav a part e d e um a tenda , e m Lisboa , na s Fanga s Velhas , freguesi a d a Madalena . 1295 , Outu - bro , 11 . — Pergaminho. Bom estado. 2511 . XIII , 1- 9 — Obrigaçã o feit a a el-re i pelo s moradore s d a terr a d e Valadare s d e lh e dare m e m cad a an o trezenta s libras . Lisboa , 1317 , Julho , 1 . — Pergaminho. Bom estado. 2512 . XIII , 1-1 0 — Compr a feit a po r el-re i d e um a tenda , e m Lisboa , n a freguesi a d e Sã o Nicolau . Lisboa , 1302 , Setembro , 20 . — Pergaminho. Bom estado. 2513 . XIII , 1-1 1 — Sentenç a pel a qua l fo i julgad o pertence r a el-re i a nadari a da s besta s do s almocreve s d a vil a d e Alte r d o Chão . Santarém , 1305 , Maio , 14 . — Pergaminho. Bom estado. 2514 . XIII , 1-1 2 — Compr a feit a po r el-re i d e part e d e um a tenda , e m Lisboa . Lisboa , 1295 , Junho , 20 . — Pergaminho. Bom estado. 2515 . XIII , 1-1 3 — Compr a feit a po r el-re i d e um a cas a e m Avaiazer . Lisboa , 1310 , Abril , 29 . — Pergaminho. Bom estado. 2516 . XIII , 1-1 4 — Compr a feit a po r el-re i d e um a tenda , e m Lisboa , na s Fangas , freguesi a d e Sã o Nicolau . 1296 , Junho , 12 . — Pergaminho. Bom estado. 2517 . XIII , 1-1 5 — Compr a feit a po r D . Constanç a Sanche s d e ter - ra s e herdade s n a Arruda . 1240 , Junho . — Pergaminho. Bom estado. 2518 . XIII , 1-1 6 — Instrument o qu e s e fe z d a publicaçã o d e um a cart a d e el-rei , pel a qua l el e derrogav a a s qu e conceder a ao s mestre s e priore s da s Orden s par a qu e ele s pudesse m da r carta s d e segurança . Tavira , 1322 , Junho , 10 . — Pergaminho. Bom estado. 2519 . XIII , 1-1 7 — Sentenç a pel a qua l fo i julgad o pertence r a el-re i a metad e d a pensã o d e doi s moinho s n o term o d e Santarém . Santarém , 1431 , Agosto , 11 . — Pergaminho. Bom estado. Selo pendente de cera. 2520 . XIII , 1-1 8 — Escamb o feit o po r D . Afons o V co m o concelh o d a vil a d e Monforte , pel o qua l el-re i obtev e o s açougue s d a praç a d a mesm a vil a e de u um a terr a par a estalagens . Lisboa , 1440 , Junho , 5 . — Pergaminho. Bom estado. 2521 . XIII , 1-1 9 — Sentenç a contr a Vasc o Fernande s d e Carvalho , pel a qua l s e julgo u pertence r a el-re i a quint a d o Carvalho , term o d e Santarém . Santarém , 1440 , Abril , 28 , Pergaminho. Bom estado. 2522 . XIII , 1-2 0 — Compr a feit a po r el-re i a D . Pedr o d e Castr o d o regueng o d e Campore s co m se u paço , celeir o e direitos , e m term o d e Penela . Coimbra , 1409 , Julho , 13 . — Pergaminho. Bom estado. 2523 . XIII , 1-2 1 — Cadern o d o lançament o d e todo s o s ben s e pro - priedade s qu e Fernã o Martin s Coutlnh o e D . Leono r d e Sousa , su a mulher , tinha m e m Mafra , Ericeira , Abrante s e e m toda s a s terra s d a Estrema - dura . Tem junto o foral antigo da vila de Mafra. 1396 . Pergaminho. 14 folhas. Bom estado. 2524 . XIII , 1-2 2 — Compr a feit a po r el-re i d e todo s o s ben s qu e o Douto r Marti m Dosse m tinh a e m Montemor-o-Novo , n o Azinha l e e m seu s termos . Santarém , 1434 , Março , 25 . — Pergaminho. Bom estado. 2525 . XIII , 1-2 3 — Doaçã o feit a pel o concelh o d a vil a d e Oliveir a d a Torr e a el-re i d a osi a d a igrej a d a mesm a vil a par a acrescentament o d o alcáce r qu e el-re i queri a faze r n o dit o local . 1333 , Janeiro , 24 . — Perga- minho. Mau estado. 2 2526 . XIII , 1-2 4 — Sentenç a contr a a s Dona s d e Aboim , pel a qua l lhe s fo i ordenad o qu e usasse m d a jurisdiçã o d o mordomad o n o cout o d e Bran - dara , poi s tod a a outr a jurisdiçã o pertenci a a el-rei . 1336 , Fevereiro , 5 . — Pergaminho. Mau estado. 2527 . XIII, 1-2 5 — Escamb o feit o po r el-re i co m o concelh o d e Lis - boa , pel o qua l obtev e u m campo , e m Lisboa , e de u a jugad a d e pã o qu e recebi a d e Alqueidão , term o d e Lisboa . 1352 , Novembro , 9.— Pergaminho . Bom estado. 2528 . XIII , 1-2 6 — Transacçã o feit a po r el-re i d e um a tenda , e m Lis - boa , n a freguesi a d a Madalena . Lisboa , 1277 , Dezembro , 10 . — Pergaminho. Bom estado. 2529 . XIII, 1-2 7 — Este documento não se encontra na Colecção. Cart a d e compr a feit a po r el-re i D . Dini s a Marti m Gonçalves , clerigo, d e um a part e d e um a tenda , e m Lisboa , junt o d a Ferraria , freguesi a d a Mada - lena . Lisboa , 1285 , Outubro , 31 . 2530 . XIII , 1-2 8 — Transacçã o feit a po r el-re i a respeit o d e trê s ten - das , e m Lisboa , n a freguesi a d e S . Nicolau . Lisboa , 1276 , Agosto , 25 . — Pergaminho. Bom estado. 2531 . XIII , 1-2 9 — Cart a d e el-re i D . dinis, pel a qua l mandav a a o almoxarif e e alvazi s d a vil a d e Tavir a qu e toda s a s mercadoria s qu e en - trasse m e saísse m pel a fo z d a dit a vil a pagasse m a dizim a e portage m costumada s e m Lisboa . Lisboa , 1286 , Março , 25 . — Pergaminho. Bom estado. 2532 . XIII , 1-3 0 — Transacçã o feit a po r el-re i D . Afons o III a respeit o d e metad e d e um a tenda , e m Lisboa , n a freguesi a d a Madalena . Lisboa , 1276 , Dezembro , 31 . — Pergaminho. Bom estado. 2533 . XIII, 1-3 1 — Transacçã o feit a po r el-re i a respeit o d e um a ten - da , e m Lisboa , n a Ru a d a Ferrari a Velha , freguesi a d a Madalena . Lisboa , 1277 , Dezembro , 16 . — Pergaminho. Bom estado. 2534 . XIII , 1-3 2 — Privilégi o (traslado do) do s besteiros . Évora , 1535 , Maio , 11 . —Papel. 4 folhas. Bom estado. 2535 . XIII , 2- 1 — Apontamento s tirado s a respeit o da s pretensõe s d e certo s lugares , Fronteira , Montemor-o-Velho . S. d. — Papel, 12 folhas. Mau estado. Cópia junta. 2536 . XIII , 2- 2 — Instrument o d a entreg a qu e s e fe z do s sei s cofre s contend o papéi s pertencente s a o govern o português . U m do s cofre s estav a n a Câmar a d e Lisboa , outr o n o cartóri o d a Sé , outr o n o mosteir o d e Sant o Eloi , outr o n a Câmar a d e Évora , outr o n a d e Coimbra , e outr o n a d o Porto . 1579 , Junho , 14 . — Papel. 16 folhas. Bom estado. 2537 . XIII, 2- 3 — Doaçã o feit a e m su a vid a à rainh a D . Beatriz , filh a d e el-re i D . Afonso , re i d e Castela , da s vila s d e Moura , Serpa , Nou - da r e Mourão , co m seu s castelo s e termos . 1283 , Março , 4 . — Pergaminho. Bom estado. 2538 . XIII, 2-4 — Declaraçã o d e el-re i D . Manue l d a maneir a pel a qua l s e devi a governa r Portuga l depoi s qu e o príncip e se u filho , qu e her - dav a Castela , sucedess e naquel e pais . Lisboa , 1499 , Março , 27 . — Perga- minho. Bom estado. Do m Manuel l pe r graç a d e Deu s re y d e Portugua l e do s Algarve s daaquee m e daalee m maa r e m Africa senho r d e Guinee. A quanto s est a noss a cart a vire m fazemo s sabe r qu e comsiramd o no s com o a Noss o Senho r aprouv e qu e o primcep e Do m Migueell l me u sobr e todo s muyt o amad o e preçad o filh o se r herdeir o d e Castell a e d e Lia m e d'Araga m e d e Graad a e doutro s muyto s senhorio s e etc . e ass y com o agor a h e herdeir o daquele s reyno s e deste s nosso s d e Portugal l e do s Algarve s ass y quamd o a Noss o Senho r aprouve r d e o s herda r todo s ser a re y delles todos . E po r iss o h e muit a reza m qu e ass y com o dest a maneir a este s reyno s sera m jumto s qu e s e de e form a com o s e posa m rege r e governa r este s nosso s reyno s com o compr e a serviç o d e Deu s e noss o e d o dit o princip e me u filh o e do s outro s herdeiro s qu e depoi s delles viere m e bee m deste s dito s noso s reino s e o mai s se m escamdall o delles qu e se r podeer . E porqu e a principa l couss a qu e per a yss o h e necesary a h e qu e h o dit o princip e me u filh o e o s qu e depoi s dell e viere m governee m a s cou - sa s deste s reyno s po r oficiaae s naaturaae s delles e qu e todalla s cousa s delles encomendee m a elle s e no m a estramjeiro s qu e na m sabee m o s cos - tume s d a teerr a nee m s e podee m tambee m conforma r co m o s outro s naturaae s delles. Pore m comsiramd o tod o acordamo s d e pe r est a nos a cart a hordena r e decrara r a maneir a qu e s e e m todalla s cousa s deste s reyno s teenh a ass y e m vid a d o dit o primcip e me u filh o com o d e todoUo s outro s herdeiro s e sobcesore s qu e depo s dell e viere m e dell e descemdere m qu e este s regnno s todo s jumtament e erdarem . E quereemo s e no s pra z qu e est a noss a cart a e a detriiminaça m que r pe r ell a fazeemo s co m tod o h o neell a comthiud o tenh a forç a e viguo r d e le y ass y com o s e fos e fect a e m corte s e m maneir a qu e este s dito s nosso s reyno s possa m gou - vi r (i ) d o privilegy o qu e lh e pe r ell a outorguamo s per a seempr e jamae s per a qu e estamd o jumto s co m o s d e Castell a seja m sempr e regido s e gover - nado s e a s coussa s delles amenistrada s n a maneir a seguimte . Itee m primeirament e ordenamo s e mamdamo s e pohemo s po r le y qu e quamd o que r qu e a Nos o Senho r aprouve r d e o dit o princip e me u filh o herda r este s reino s o u quallque r d e seu s herdeiro s qu e depoi s dell e vie - re m qu e todollo s oficio s d a justiç a delles as y o rejedo r d a Cas a d a Sopri - caça m com o o d a Cas a d o Civeel l e chancelie r moo r e chamcele r d a Cas a d o Cive l e desembargadore s d o agrav o e da s petiçõe s e jui z do s nosso s feito s e correjedore s e todollo s outro s desembargadore s damballa s (* ) Riscada a palavr a «gozar» . casa s e correjedore s da s comarqua s e meirinho s as y d e nos a cort e com o quaaesque r outro s estprivãae s d e todollo s dito s officio s e bee m as y d e todollo s outro s oficio s d e justiç a d e quallque r calidad e qu e sej a ass y gratnde s com o pequeno s e meirinho s e stprivãaes e taballiaae s qu e todo s na m s e dee m nee m o s possa m aveer(i ) estramjeiro s e o s tenha m todo s portugueses . Itee m qu e s e neste s reyno s s e ouve r d e pohe r luga r tenemt e o u viss o re y o u governado r o u asisteent e o u adiamtad o or a sej a hu u o u mai s numer o d e quallque r deste s oficio s o u doutro s semelhante s qu e s e na m posa m da r sena m a portuguese s e m maneir a qu e nee m n o reyn o nee m na s comarqua s nee m na s cidade s villa s e lugare s s e na m met a n a gover - nanç a nee m oficio s delles outr a peso a allguu a sena m portugues . Itee m qu e a Cas a d a Sopricaça m nunc a sej a tirad a for a deste s rey - no s ant e sempr e este e resident e nelles . Ite m qu e quamd o que r qu e o dit o primcip e me u filh o o u quallque r d e seu s herdeiro s vie r a este s reyno s qu e logu o qu e nelle s emtra r todollo s oficiaae s d e Casteell a e d'Araga m qu e trouxe r leixe m a s vara s d a justiç a qu e trouxerem e a s tome m o s oficiaae s portuguese s e d y po r diamt e tod a a justiç a d e su a cas a e cort e s e reg a pello s oficiaae s portuguese s e neemhu u outr o officia l estramjeir o tenh a a jurdiça m e m cous a alguu a emquamt o e m Portuga l esteve r salv o qu e o s d e se u Conselh o e oficiaae s d e Castell a e d'Araga m posa m emtemde r no s negocio s e cousa s qu e do s dito s reino s vierem . Itee m qu e neste s reyno s sempr e aj a este s oficio s a sabe r mayor - dom o moo r camareir o moo r almotace e moo r guard a moo r porteir o moo r monteir o moo r apousemtado r moo r e apousentadore s capeia m moo r e esmolle r o s quaae s seja m portuguesses . E quamd o o dict o primcip e me u filh o o u cad a huu d e seu s herdeiro s vie r a este[s ] reyno s emtretamt o qu e nelle s esteve r este s todo s sirva m seu s officio s pe r s y e na m outro s alguuns . Itee m quamd o o dict o primcip e me u filh o o u cad a hu u d e seu s her - deiro s estevere m e m Casteell a o u e m Araga m o u e m quallque r outr a part e do s dito s regnno s e senhorio s delles o u homd e que r qu e sej a for a d e Portuga l sempr e traga m comsigu o chancele r moo r e desembargado - re s d e petiçõe s e stpriva m d a puridad e e stprivãae s d a Camara e alguu veedo r d a Fazemd a e stpriva m della qu e seja m portuguesse s per a qu e po r elle s e co m elle s s e despachee m todollo s negocio s d e Portugal l e m qu e ia s e ouve r d e emtemde r e todollo s despacho s qu e a Portuga l s e emviaree m e todalla s carta s e doaçõoe s e privillegio s e semtemça s e quaaesque r outra s stpritura s o u alvaraae s qu e s e ouvere m d e emvia r o u faze r d e coussa s deste s reyno s tud o s e faç a e m lemguoajee m portugues . Itee m qu e o s veedore s d a Fazeemd a deste s reyno s o u d e Lixbo a e d o Port o s e o s h y ouve r estprivãaes d a Fazeend a e comtado r moo r e com - 0 ) Fo i rasurada a palavra «estprivães» . tadore s da s comarqua s e comtadore s do s comto s d a dit a cidad e d e Lixbo u e almuxarlfe s e recebedore s e jui z d'Allfamdegu a e juize s da s sisa s e stprivãae s d e todo s este s oficio s e quaaesque r outro s oficio s d a Fazeemd a gramde s e pequeno s s e na m dee m nee m o s teenha m sena m portuguese s nee m as y meesm o neemhu u outr o ofici o d o reyn o as y d e capella s e resy - do s e orfãao s e cativo s e obra s com o quaaesque r outro s d e quallque r cali - dad e qu e sejam . Itee m qu e o s oficio s d e comdestabr e almiramt e fromteiro s moore s alfere z moo r marichal l capita m d o maa r capita m do s ginete s e quaaes - que r outra s capitania s d o reyn o na m s e dee m nee m a s posa m avee r sena m portuguesses . Que quamd o que r qu e s e ouvere m d e servi r d'allguu a jeemt e d o reyn o ass y po r maa r com o po r teerr a qu e sempr e o capita m qu e fo r della sej a portugues . Itee m qu e a s capitania s da s parte s daallee m e m Africa d e tod a a comquist a qu e pertemc e a Portugal l as y d o ganhad o com o d o qu e esta a po r ganha r quamd o s e ganha r na m s e dee m sena m a portuguese s e bee m as y todollo s outro s oficio s e cousa s s e rega m naqueella s parte s as y com o po r est a nos a cart a esta a decrarad o qu e s e faç a e m Portugal . Ass y meesm o a s capitania s da s ilha s ass y da s qu e sa m achada s com o da s qu e s e acharee m daqu y adiant e qu e pertença m a Portugal l na m s e dee m sena m a portuguese s e todollo s oficio s e coussa s dellas s e rega m com o po r est a nos a cart a esta a decrarad o qu e s e faç a e m Portugall . Itee m qu e o traut o d e Guinee e a cas a della este e sempr e neste s nosso s reyno s d e Portugal l e delles s e traut e e govern e com o or a fa z e o s feitore s thesoureiro s e stprivãae s della e todo s outro s oficiae s e o capita m e alcaid e moo r e feito r e outro s oficiae s e pesoa s qu e esta m n o casteell o d a cidad e d e Sa m Jorg e d a Min a o u e m quaaesque r outra s fortelleza s qu e naquela s parte s esta m feita s o u s e fezere m e o s capitãae s e stprivãae s e mareamte s qu e fore m e viere m no s navyo s qu e amda m n o dict o traut o e todalla s outra s pesoa s qu e n o dict o traut o amdaree m seja m portuguese s e naveguee m e m navio s d o reyno . Itee m qu e o s oficiaai s da s casa s da s moeda s deste s reyno s seja m toda s portuguese s e tod o n o our o qu e vie r d a Myn a e d e Guinee s e lavr e e m ella s e m cruzados . Itee m quamd o que r qu e s e ouvere m d e faze r corte s sobr e cousa s tocamte s a este s reyno s e senhorio s faça m s e deemtr o neelle s e na m e m outr a allguu a part e e na m s e posa m chama r procuradore s delles per a corte s qu e s e for a do s dito s reino s fezere m nee m s e pos a e m corte s qu e for a do s dicto s reyno s d e Portugal l fore m feita s trauta r propohe r nee m detrymina r couss a qu e ao s dito s reyno s e senhorio s o u pesoa s delles pertemç a o u pertemce r pos a pe r quallque r mod o o u maneir a qu e seja . Quereemo s e mandamo s e estabelecemo s e ordenamo s d e noss o mot o propi o cert a sabedori a absolut o e plenari o podee r sopriimd o quall - que r deffeyt o qu e acerqu a da s dictas cousa s o u cad a huu a dellas d e feit o o u d e direit o s e pos a opone r qu e tod o h o e m cim a comthyud o s e guard e cumpr a e mamtenh a per a tod o seempr e e aj a forç a e viguo r d e le y o u privilegi o o u d e quallque r outr a concesa m e benefici o o u pe r quallque r outr o mod o perque toda s a s sobredita s cousa s e cad a hOu a dellas mai s conpridament e posa m valle r e avee r effeyt o com o dit o he . Mamdamo s e roguamo s e encomemdamo s a o primeip e me u sobr e todo s muyt o amad o e preçad o filh o e a todo s o s qu e dell e descemdere m e o s dito s reyno s d e Portugua l herdaree m qu e cumpra m guardee m e man - tenha m e compry r guarda r e mantee r faça m tod o h o acim a comtyud o se m mimguoa r couss a alguu a e fazeemd o o as y com o dell e e seu s sobce - sore s esperamo s seja m beemto s d a bemça m d e Deu s padr e e filh o e Spirit u Sant o e d a Virjee m Glorioss a Mari a e do s bee m aveemturado s apóstolo s Sa m Pedr o e Sa m Paul o e d e tod a a cort e celestria l e d a minha . E e m testemunh o d e tod o mamdamo s faze r est a noss a cart a assy - nad a pe r no s e asseellad a d o noss o seell o d o chumbo . Dada e m a nos a mu y nobr e e sempr e lea l cidad e d e Lixbo a a vymt e e set e dia s d o me s d e Març o Amtoni o Carneir o a fe z ann o d e Noss o Senho r Jhes u Christ o d e mi l e quatrocemto s e noveemt a e nov e annos . E l Re y A cart a d o privilegi o d o reyn o qu e Voss a Altez a Jh e daa . (R. C.) 2539 . XIII , 2- 5 — Instrument o dad o po r Pedr o d e Sousa , comenda - do r e alcaide-mó r d e Idanha-a-Nova , a Aire s Gome s d e Valadares , a res - peit o d a arrecadaçã o do s direito s d a portage m d a vil a d e Castel o Branco . Castel o Branco , 1495 , Setembro , 22 — Pergaminho. Bom estado. Cópia junta. 2540 . XIII , 2- 6 — Confirmaçã o gera l feit a à rainh a D . Beatri z d e todo s o s privilégios , graças , liberdades , qu e lh e tinha m sid o outorgado s po r el-re i D . Dinis . 1361 , Outubro , 22 . — Pergaminho. Bom. estado. 2541 . XIII , 2- 7 — Mandad o d a rainh a D . Beatri z ao s corregedore s par a qu e na s sua s terra s nã o conhecesse m o s feito s ne m levasse m a. s dízimas , poi s este s pertencia m a seu s juizes . 1361 . — Pergaminho. Bom estado. 2542 . XIII , 3- 1 — Apontamento s enviado s a el-re i pel a vil a d e Mon - temor-o-Novo . 1519 . — Papel. 6 folhas. Mau estadio. 2543 . XIII , 3- 2 — Inquiriçã o feit a à vil a d e Alenquer , pel a qua l s e mostrav a qu e a dad a do s ofício s d e porteir o lh e pertencia . S . d. — Perga- minho. Bom estado. 2544 . XIII , 3- 3 — Compr a feit a po r el-re i d e part e d e um a tenda , e m Lisboa , n a Correarla , freguesi a d a Madalena . 1278 , Fevereiro , 16. — Pergaminho. Bom estado. 2545 . XIII , 3- 4 — Escamb o feit o po r el-re i co m o abad e e convent o d e Alcobaça , pel o qua l obtev e a quint a d e Muge m e de u u m herdament o n o regueng o d e Vaiada . 1305 , Fevereiro , 15 . — Pergaminho. Bom estado. Selo pendente. 2546 . XIII , 3- 5 — Vend a feit a po r Me m Rotur a e su a mulhe r a D . Giã o e su a mulher , d e um a herdade , e m Santaré m e Alpiarça . 1162 , Fevereiro . — Pergaminho. Bom estado. 2547 . XIII , 3- 6 — Sentenç a contr a o concelh o d a vil a d e Loulé , pel a qua l fo i obrigad o a paga r a el-re i d e for o d e um a hort a duzenta s libra s d e moed a antiga . 1465 , Julho , 23 . — Pergaminho. 8 folhas. Bom estado. 2548 . XIII, 3- 7 — Sentenç a contr a o concelh o d a vil a d e Sintra , pel a qua l fo i julgad o qu e toda s a s cadeia s d a dit a vil a pertencia m a o alcaid e d a mesma . Sintra , 1426 , Setembro , 4 . — pergaminho. Bom estado. Selo pen- dente de cera. 2549 . XIII , 3- 8 — Cart a d e inquiriçã o a respeit o d a iligitimidad e do s filho s d e el-re i D . Pedr o e D . Inê s d e Castro . 1385 , Março , 30 . — Pergami- nho. 6 folhas. Bom estado. 2550 . XIII, 3- 9 — Compr a feit a po r D . Justa , criad a d e D . Cons - tanç a Sanches , d e um a cas a n a cidad e d e Coimbra , n a freguesi a d e S . Bar - tolomeu . 1239 , Julho . — Pergaminho. Bom estado. 2551 . XIII , 3-1 0 — Compr a feit a po r D . Constanç a Sanche s d e um a herdade , n a Camota , term o d e Alenquer . 1240 , Maio . — Pergaminho. Bom estado. 2552 . XIII, 3-1 1 — Mandad o d e el-re i D . Duart e par a qu e o s oficiai s d a Cort e e toda s a s justiça s nad a pudesse m faze r na s terra s d a rainh a D. Leonor , su a mulher . 1437 , Fevereiro , 21 . — Pergaminho. Bom estado. 2553 . XIII , 3-1 2 — Doaçã o feit a po r el-re i D . Duart e à rainh a D . Leo - nor , su a mulher , d e terras , foro s devoluto s e padroado s da s igreja s e vila s d e Torre s Vedras , Alenquer , Ovídi o e outras . 1438 , Julho , 16 . — Perga- minho. Bom estado. 2554 . XIII , 3-1 3 — Compr a feit a po r el-re i d a terç a part e d e dua s azenhas , e m term o d e Penarroias . 1286 , Fevereiro , 10 . — Pergaminho. Bom estado. 2555 . XIII, 3-1 4 — Composiçã o feit a po r el-re i a respeit o d e um a tenda , e m Lisboa , na s Fanga s Velhas , freguesi a d a Madalena . 1276 , Agosto , 1 . — Pergaminho. Bom estado. 2556 . XIII, 3-1 5 — Cart a dad a po r el-re i D . Dinl s à cidad e d e Lisboa . 1285 , Agosto , 7 . — Pergaminho. Bom estado. 8 2557 . XIII , 3-1 6 — Composiçã o feit a po r el-re i pel a qua l obtev e um a tenda , e m Lisboa , n a freguesi a d a Madalena . 1278 , Junho , 1 . — Pergami- nho. Bom estado. Belo pendente. 2558 . XIII , 3-1 7 — Sentenç a contr a Joã o d e Melo , capitã o d a Ilh a d e S . Tomé , pel a qua l fo i julgad o pertence r a el-re i a capitani a d a mesm a ilha . Lisboa , 1522 , Dezembro , 19 . — Pergaminho. Bom estado. Selo pen- dente. Do m Joha m pe r graç a d e Deu s re y d e Portugual l e do s Algarve s daque m e dalle m ma r e m Africa governado r d e Guin e e d a conquist a navegaça m e comerci o d e Hetiopi a Arabi a Persy a e d a Imdi a etc . a vo s Douto r Ferna m d'Allvare z d'Allmeid a d o nos o Desembargu o e jui z do s feita s d e Guyn e e Imdia s e a todolo s outro s noso s corregedore s juize s e justiça s d e noso s regno s e senhorio s a qu e est a nos a cart a d e sentenç a fo r mostrad a e conheciment o del o pertence r pe r quallque r guis a e maneir a qu e sej a saude sabed e qu e peramt e no s e m o Juiz o do s feitos d e Guin e e Imdia s s e trato u e fynallment e sentenceo u huu pres o d e feit o e crym e antr e parte s a saber . Ho nos o procurado r do s noso s feito s d e Guin e e india s e m nos o nom e com o auto r d e hu a part e e Joha m d e Mell o fidalgu o d e nos a cas a e capita m d a Ilh a d e Sa m Tom e citad o pe r alvará s po r se r ausent e e na m parece r e m Juiz o com o re o d a outr a e m o qual l feit o o dit o nos o procurado r po r nos a part e e m nos o nom e e outr a h o dit o Yoã o d e Mel o re o vey o n o dit o feit o co m huu lybel o dizemd o qu e her a verdad e qu e avy a certo s ano s qu e dest e regn o fora m degredado s per a tod o senpr e per a a dit a Ilh a d e Sa m Tom e po r seu s delito s e culpa s a sabe r huu Britolame u Fernande z e hu u Gonçal o Pirez e hu u Gomez Lopez e hu u comendado r d a Horde m d e Sa m Yohã o o qual l estav a n a dit a Ilh a d e Sa m Tom e e er a degradad o per a a Ilh a d o Princip e po r mort e d e certo s homen s e e m compriment o da s condenaçõe s do s sobredita s e emxu - queça m da s sentença s contr a ele s dada s fora m levado s a a dit a Ilh a d e Sa m Tom e homd e estava m comprind o se u degredo . E h o dit o comen - dado r hestav a per a o avere m d e leva r a a dit a Ilha d o Princip e e qu e as y her a verdad e qu e send o o dit o Yohã o d e Mell o re o capita m d a dit a ilh a e par a qu e devi a d e trabalha r tod o posyve l quant o nel e fos e po r s e comprire m imtelrament e e dare m a emxuqueça m ho s noso s mandado s h o dit o re o o fezer a muit o pell o contrair o e partind o d a dit a ilh a e m hu u navi o per a est a cidad e pres o so b su a menage m e m huu do s dia s d o me s d ' Abril l d a er a qu e or a serv e d e quinhento s e vynt e hu u ano s el e re o trouxer a comsigu o e e m su a companhi a dentr o n o dit o se u navi o o s dito s degradado s po r prisã o e dadiva s qu e lh e dera m e o s tirar a d a dit a ilh a e o s levar a hond e quiser a se m at e or a s e vy r apresenta r avemd o be m oyt o mese s qu e partir a d a dit a ilh a d e Sa n Tome . E qu e be m as y er a verdad e qu e na m content e o dit o re o d o qu e asynh a feit o aind a po r ade r (sic) d e mal l e m pio r imd o dest a cidad e degredado s per a a dit a Ilh a d e Sa m Tom e Gyl l d e Goes po r mort e d e certo s homen s e hu u Afons o Allvare z se u criad o e m hu u navi o d e qu e her a mestr e e pillot o Vasc o Gil l e m hu u do s dia s d o me s d e May o qu e hor a paso u pouqu o mai s o u meno s o u o temp o qu e vies e e m verdad e s e viera m ambo s acha r nes e ma r daqu y a duzenta s o u trezenta s legoa s e estamd o a falla dizend o o dit o re o qu e queri a spreve r per a a dit a Ilh a d e Sa m Tom e dond e vinh a tant o qu e vi o o dit o Gil l d e Goes e soub e qu e her a degradad o per a a dit a Ilh a d e Sa m Tom e o pldir a a o dit o Vasqu o Gil l qu e lh o dese e po r ell e h o na m quere r faze r lh o tomar a po r forç a e contr a su a vontad e e as y h o dit o Afons o Allvare z se u criad o dizend o qu e no s des e se m qu e el e re o lh e tomar a po r forç a o s dito s preso s e o s meter a demtr o n o dit o se u navi o e o s lançar a hond e quiser a pidind o no s o dit o nos o procurado r qu e po r as y o dit o re o tira r d a dit a Ilh a d e Sa m Tom e o s dito s quatr o degre - dado s e as y n o ma r a o dit o Gil l d e Goee s e se u criad o send o capita m e o s leva r a outra s parte s hond e quiser a e as y quebra r su a menage m e fidalgui a deixamd o d e s e vi r apresenta r per a aviza r o s qu e fos e condenad o e ouves e a s pena s qu e e m ta l cas o pe r justiç a merecese e o condanasemo s na s custa s etc . seguund o qu e tod o est o milho r e mai s compridament e n o lybel o d o dit o nos o procurado r e e m se u pititori o her a conteud o o qual l vist o pe r no s h o recebemo s e julgamo s qu e precedi a e asynamo s term o a o dit o Yohã o d e Mell o qu e h a primeir a audienci a contestas e h o dit o lybel o e vies e co m su a defesa . E po r h o dit o re o na m parece r ne m vy r co m a dit a defes a a o term o qu e lh e pe r no s fo y asynad o no s h o mandamo s apregoa r e po r na m parece r e m Juiz o no s contestamo s po r ell e o dit o lybel o pe r negaça m e h o lançamo s d a dit a defes a e mandamo s a o nos o procurado r qu e des e pen a a se u lybel o e fo y satisfeit o a nos o mandad o e o dit o nos o procurado r de u pen a a o dit o libel o a sabe r pe r dua s imqui - riçõe s devasa s qu e viera m d a dit a Ilh a d e Sa m Tom e e as y outr a imqui - riça m devas a qu e mandamo s tira r sobr e a fogid a d e Gil l d e Goee s qu e fogi o d o navi o e m qu e her a embarquad o e degradad o per a a dit a Ilh a d e Sa m Tom e co m a s quae s imquiriçõe s devasa s o dit o nos o procurado r ouv e su a imquiriça m po r acabad a o qu e vist o po r no s o lançamo s d e mai s pen a e asynamo s term o a o dit o re o qu e a primeir a audienci a vies e dize r s e queri a esta r po r a s dita s imquerições . E po r o dit o re o nã o pare - ce r a o dit o term o h o mandamo s apregoa r e a su a reveli a ouvemo s a s dita s imquereçõe s devasa s po r judiciae s e asynamo s term o a o dit o Yoha m d e Mell o re o qu e a primeir a audienci a vies e co m quaesque r embargo s qu e tyves e a sere m aberta s e procuradas . E po r o dit o re o nee m aparece r ne m vii r co m o s dito s embargo s a o dit o term o h o mandamo s apregoa r e a su a reveli a ouvemo s a s imquireçõe s po r haberta s e provada s e man - damo s qu e a s parte s ouvese m vist a e fo y satisfeit o a nos o mandad o e o dit o nos o procurado r ouv e a vist a d o feit o e imqueriçõe s e arrezoo u po r nos a part e d e se u direit o e asynamo s term o a o re o per a arrezoa r d e su a justiç a at e primeir a audiencia . E po r na m parece r ne m arrazoa r a o dit o term o h o mandamo s apregoa r e a su a reveli a h o lançamo s da s rezõe s e mandamo s qu e o feit o no s fos e levad o co m cens o per a se r des - 10 paehad o finallment e e estamd o feit o neste s termo s o dit o re o no s envio u dize r qu e el e er a cavaleir o d o Abit o d e Nos o Senho r Jeshu u Chrlst o pidind o no s qu e o remetesemo s co m o dit o feit o a o bisp o d o Funcha l qu e her a se u compitemt e jui z po r el e re o se r d o dit o Abit o h o qu e vist o pe r no s mandamo s a ell e re o qu e fizes e cert o com o er a d o dit o Abit o e fo y satisfeit o a nos o mandad o e o dit o re o no s fe z cert o el e se r cavaleir o d o dit o Abit o d e Christ o h o vist o pe r no s h o remetemo s co m o dit o feit o e auto s a o dit o bisp o d o Funchall a o qual l mandamo s pe r nos o espicial l mandad o qu e comvosqu o dit o Douto r Fernã o d'Allmeid a e co m o s Doutore s Antoni o Dia z Chrisptovã o d e Fari a e Alvar o Fernande z Lourenç o Garce s e Yohã o d e Fari a Lui s Teixeir a Lui s e a no s despa - chass e o dit o feit o finalment e com o fos e justiça . E po r o dit o bisp o d o Funcha l se r acupad o e m muito s negocio s d e nos o serviç o comete o o conheciment o d o dit o feit o pe r su a comissa m co m o nos o pas e a vo s dit o Douto r Fernã o d'Alvare z d'Almeid a qu e com o jui z d a Horde m d e Christ o o procesasei s n o dit o Juiz o do s feito s d e Guin e at e esta r e m termo s d e final l despach o per a se r despachad o co m todolo s sobredito s desembargadore s pe r no s ordenado s per a o despach o d o dit o feito . E po r vertud e d a dit a comisa m d o dit o bisp o e d o dit o nos o pas e e m el a post o mandamo s torna r o dit o feit o a o dit o Douto r Ferna m d'Alvare z e peramt e el e mandamo s novament e cita r o dit o Yohã o d e Mell o re o per a o prose - guiment o d o dit o feit o e po r na m parece r houvemo s po r citad o po r todo - lo s termo s e auto s judiciae s e mandamo s a o dit o nos o procurado r qu e vies e co m libell o contr a o dit o Yoha m d e Mel o re o e fo y satisfeit o a nos o mandad o e o dit o nos o procurado r oferece o contr a o dit o re o h o lybel o qu e a n o dit o feit o e auto s perant e no s n o Juiz o do s feito s d e Guin e contr a o dit o re o tinh a dad o e ofericido . Ho qual l vist o pe r no s h o recebemo s e julgamo s qu e precedi a e asynamo s term o a o dit o Yohã o d e Mel o re o qu e h a primeir a audienci a h o contestas e e vies e co m su a defesa . E po r o dit o re o na m parecee r perant e no s e m Juiz o h o lançamo s d a dit a defes a e contestamo s po r el e re o po r negaça m e mandamo s a o nos o procurado r qu e dese pen a a o dit o lybel o e fo y satisfeit o h a nos o mandad o e o dit o nos o procurado r de u e m pen a d o dit o feit o e libel o a s imquiriçõe s devasa s qu e j a tinh a dada s e ofericida s co m a s quae s imquiriçõe s devasa s ouv e su a imquiriça m po r acabad a h o qu e vist o pe r no s h o lançamo s d e mai s pen a e asynamo s term o a o dit o re o qu e a primeir a audienci a vyes e dize r s e queri a esta r pella s dita s imquiriçõe s e autos . E po r o dit o re o na m parece r a o dit o term o h o mandamo s apregoa r e a su a reveli a ouvemo s a s imquiriçõe s po r judiciae s e asynamo s term o a o dit o Johã o d e Mell o re o qu e a primeir a audienci a vies e co m quaesque r embarguo s qu e tives e a sere m aberto s e provado s e po r o dit o re o nunqu a parece r ne m vy r co m o s dito s embargo s a o dit o term o h o mandamo s apregoa r e a su a reveli a ouvemo s a s dita s imquiriçõe s d o dit o nos o procurado r po r aberta s e provada s e mandamo s qu e a s dita s parte s ouvese m a vist a e disese m d e se u direit o e fo y satisfeit o a nos o mandad o e o dit o nos o procurado r de u e oferece o n o dit o feit o a s rezõe s qu e j a po r nos a part e tinh a dada s e ofericida s da s quae s rezõe s mandamo s o dit o re o ouves e a vist a e arrezoas e d e se u direit o at a primeir a audiencia . E po r o dit o re o na m parece r h o mandamo s apregoa r e a su a reveli a h o lançamo s da s rezõe s e mandamo s qu e o feit o no s fos e levad o comcrus o e fo y satis - feit o e m tod o a nos o mandad o e o dit o feit o no s fo y levad o comcrus o o qua l vist o po r no s co m o dit o bisp o d o Funchal l e co m o s outro s Doutore s d o nos o Desembargu o pe r no s hordenado s per a o despach o d o dit o feyt o acordamo s vist o o lybel o d o nos o procurado r contr a Yoha m d e Mell o re o oferecid o e a pen a a ell e dad a as y pe r est e feit o com o pell o feit o d o adullteri o e imqueriçõe s qu e s e a est e ajumtara m qu e juntament e co m est e s e vira m e vist o com o s e mostr a h o dit o re o semd o capita m d a Ilh a d e Sa m Thom e a que m pertenci a defende r qu e o s degradado s qu e n a dit a Ilh a estava m degradado s s e na m viese m della e ell e o s traze r della e n o quaminh o comsenty r qu e Gyl l d e Goes e outr o dagradad o s e lanças e n o se u navi o e o na m quere r emtrega r a Vasqu o Gyl l capita m d o navi o e m qu e hya m qu e lh o muita s veze s requere o d a nos a part e ante s lh o defemde o co m arma s qu e per a is o tomo u enjuriamd o o dit o capita m e levamd o o s dito s degradado s comsigu o leixand'o s i r per a homd e quisera m se m o s mai s quere r emtrega r a justiç a n o qu e s e mostr a herra r e m se u ofici o d e capita m e faze r gramd e maleficio . O qu e tod o vist o co m a s mai s culpa s qu e s e contr a ell e pena m e vist o is o mesm o com o pell o feit o d o adullteri o s e mostr a ell e re o toma r a Jorg e d a Cost a An a Nune z su a molhe r qu e co m ell e primeirament e casar a e po r se r se u namorad o e s e dize r adoece r co m saudad e su a a toma r manhosament e per a dormi r co m ell a com o d e feit o s e prov a dormi r po r a te r la na s ilha s consigu o n a su a camara e a leva r a hua su a fazend a e as y a traze r per a qu a n o navi o e m qu e vey o trazend o a sempr e consigu o d e noyt e e d e di a n a su a camara e tend o a oj e e m di a se m a mai s quere r torna r a o dit o se u marid o qu e senpr e amdo u cramand o e pidimd o contr a ell e justiça . Ho qu e tod o vist o co m h o mai s qu e s e pe r este s e pello s outro s auto s e imqui - rlçõe s mostr a e com o ell e re o na m vey o co m cous a algu a qu e o relev e h o condenamo s qu e perqu a a dit a capitany a per a no s del a podermo s faze r o qu e ouvermo s po r may s nos o serviç o e pe r hua s culpas e pella s outra s h o degradamo s per a sempr e per a a Ilh a d o Princip e po r se r d o Abit o d e Christo s e lh e na m pode r se r dad a mo r pen a e h o condenamo s na s custa s e pore m o qu e mandamo s qu e as y h o cumpre s e guarde s com o aqu y pe r no s h e acordad o e julgad o e semd o h o dit o Joha m d e Mel o re o achad o e m quallque r luga r deste s noso s regno s se m vo s mostra r algu a permisa m nos a e relevament o d o dit o degred o vo s h o prende . E tant o qu e pres o fo r h o faze s embarqua r pres o e a bo m requad o n o primeir o navi o qu e fo r per a a dit a Ilh a d o Princip e e o capita m o u mestr e d o dit o navi o a qu e fo r emtregu e trazer a certida m pupric a d o capita m o u justiç a d a dit a Ilh a d e com o o dit o re o fiqu a e m ell a homd e estar a 12 degradad o per a tod o senpr e segund o s e er a est a nos a sentenç a conte m o qu e as y compr y e ai l na m façades . Dada e m a nos a mu y nobr e e senpr e leal l cidad e d e Llxbo a ao s dezanov e dia s d o me s d e Dezembro . El re y h o mando u pe r o sobredit o Douto r Ferna m d'Allvare z d'Allmeid a d o se u Desembargu o e jui z do s feito s d e Guin e e Imdia s ouvido r do s feito s crime s d e su a cort e e cas a d o cive i a o qual l o dit o senho r pe r se u espicial l mandad o co m comisa m d o bisp o d o Funchal l h o despach o d o dit o feit o comete o e mando u livra r com o jui z d a Horde m d e Christo s e po r h o dit o re o se r d o dit o Abit o e cavaleir o d a dit a Hordem . Andr e Lope z a fe z an o d o nacyment o d e Nos o Senho r Jhes u Christ o d e mil i b c xxi j anos . A qual l nos a sentenç a aqu i decrarad a s e mostr a se r asynad a n o dit o feit o pe r o dit o bisp o d o Funcha l e pe r o chancele r d a cas a d o cive l e pe r o s Doutore s Alvar o Fernande z e Lourenç o Garce s e pe r o Douto r Ferna m d'Alvare z d'Almeid a e pe r o Douto r Chrisptovã o d e Faria . Pago u nichel . Fernandu s Docto r legu m (Selo pendente de cera) (h. P.) 2559 . XIII , 3-1 8 — Composiçã o feit a entr e el-re i e o s moradore s e vizinho s d o concelh o e terr a d e Barroso , pel a qua l s e obrigarã o a dar-lh e po r an o trê s libra s d e for o po r cad a morado r e mai s oitocento s maravedi s velho s e m luga r do s oitocento s moio s d e pã o qu e o concelh o er a obrigad o a pagar . Mont e Alegre , 1341 , Abril , 24 . — Pergaminho. Bom estado. 2560 . XIII , 3-1 9 — Poss e d a Vil a d o Cond e dad a ao s procuradore s d o infant e D . Duarte . Vil a d o Conde , 1530 , Outubro , 2 . — Papel. 2 folhas. Mau estado. Cópia junta. 2561 . XIII , 4- 1 — Convençã o feit a entr e el-re i D . Dini s e o concelh o e moradore s d e Braganç a a respeit o d e sua s coima s e dízimas . 1305 , Maio , 19 . — Pergaminho. Bom estado. 2562 . XIII , 4- 2 — Sentenç a pel a qua l fo i julgad o pertencere m a el-re i doi s casai s n o luga r d e M o e Pedrosa , n a comarc a d a Beira . 1306 , Agosto , 1 1 — Pergaminho. Bom estado. 2563 . XIII, 4- 3 — Doaçã o feit a à rainh a D . Beatri z pel o prio r e con - vent o d o mosteir o d e S . Vicent e d e For a d e su a quint a d e Melide , term o d e Sintra . 1350 , Dezembro , 22 . — Pergaminho. Mau estado. 2564 . XIII , 4- 4 — Poss e dad a à rainh a D . Beatri z d a vil a d e Torre s Nova s e m virtud e d a doaçã o d e el-re i D . Pedro , se u filho . 1357 , Julho , 7 . — Pergaminho. Bom estado. Cópia junta. 13 2565 . XIII, 4-5 — Doaçã o feit a po r el-re i D . Sanch o d o mosteir o d a vil a d e Vila r d e Sand e co m todo s o s seu s couto s e pertença s à infant a D . Mafalda , su a filha . 1196 , Maio , 2 . — Pergaminho. Bom estado. 2566 . XIII, 4- 6 — Compr a feit a pel a infant a D . Sanch a a Pedr o Rodrigue s e su a mulher , d a terç a part e d a vil a d e Aveiro . 1222 . — Per- gaminho. Bom estado . 2567 . XIII, 4- 7 — Sentenç a pel a qua l fo i julgad o pertencere m a el-re i a s vila s d e Idanha-a-Velha , Salvaterra , qu e o s Templário s possuíam . 1310 , Janeiro , 1 9 — Pergaminho. Bom estado. 2568 . XIII , 4- 8 —Doaçã o feit a po r D . Constança , mulhe r d e Gon - çal o Pire s Ribeiro , à rainh a D . Beatriz , d e um a quint a e m term o d e Alen - quer . 1341 , Abril , 30 . — Pergaminho. Bom estado. 2569 . XIII , 4- 9 — Certidã o da s justiça s d a cidad e d e Burgo s enviad a a el-re i d e Portugal , pel a qua l atestava m qu e Afons o Pere s er a notári o públic o n o bispad o d a mesm a cidad e e qu e el e fizer a um a cart a d e compr a do s lugare s d e Birviesta , d e Pancorv o e d e Salinas . 1343 , Fevereiro , 19 . — Pergaminho. Mau estado. Cópia junta. Sepa n quanto s est a cart a vire m com o no s e l Consej o e lo s alcalle s e e l meiryn o d e l a nobl e cibda t d e Burgo s cabeç a d e Castiell a e Camara d e nuestr o seño r e l re y conoscemo s e otorgamo s qu e paresci o ant e no s Ru y Dia s d e Rossale s procurado r de l mu y alt o y mu y nobl e nuestr o seño r Do n Alffons o po r l a graç a d e Dio s re y d e Castiell a d e Toled o d e Leon d e Gallysi a d e Sevyll a d e Cordov a d e Murci a d e Jahe n de l Algarv e e seño r d e Molin a etc . Dixonos e mostrono s po r un a cart a public a escrit a e n pargamyn o e sellad a co n e l sell o de l dich o seño r re y d e cer a colgad a e signad a d e escrivan o public o e n l a qual s e contie n qu e e l dich o seño r re y l e di o pode r e mandad o espescia l a l dich o Ru y Dia s par a qu e e n nombr e de l dich o seño r re y pudiess e vende r y vendiess e a Doñ a Blanc a fij a de l inffant e Do n Pedr o d e Castiell a qu e Dio s perdon e e a Ru y Guterre s Quexad a curado r d e l a dich a Doñ a Blanc a e n nombr e d e l a dich a Doñ a Blanc a per a ell a la s villa s d e Birviest a e d e Pancorv o e d e Salina s d e Anãn ã si n la s salina s qu e so n e n l a dich a vill a d e Salina s d e Anãn ã qu e e l dich o seño r re y tov o po r bie n d e retene r par a s y e qu e le s vendiess e la s dicha s villa s co n e l señorio e co n l a justici a e co n l a juri - dicio n e co n todo s su s terminos e co n toda s su s pertenencia s e co n toda s la s renta s e pecho s e derecho s e fuoro s segun qu e e l dich o seño r re y l o avy a e l e pertenesci a salv o la s dicha s salina s d e l a dich a vill a d e Salina s d e Anãn ã e n qua l fisiess e vendid a dest o sobredich o po r quanti a d e do s cuento s e dozienta s veze s mill maravedi s dest a moned a qu e corr e e m Castiell a qu e faze m die s dinero s e l maravedis . Otrossy mostronos po r cart a public a fech a e signad a po r man o d e Alffons o Pere s escrivan o public o mayo r po r nuestr o seño r e l re y e n l a cibda t e e n e l obispad o d e Burgo s d e e n com o e l dich o Ru y Dia s e n nombr e de l dich o seño r re y e po r e l pode r e mandad o espiscia l qu e de l a vendi o a l a dich a Doñ a 14 Blanc a e a l dich o Ru y Guterre s s u curado r e n nombr e della e per a ell a la s dichas villa s d e Birviest a e d e Pancorv o e d e Salina s d e Anãnã salv o la s dicha s salina s d e l a dich a vill a d e Salina s d e Anãnã qu e gla s vendi o co n e l señorio e co n l a justici a e co n la juridicio n e co n todo s su s terminos e pertenencia s e co n toda s la s renta s e pecho s e derecho s e fuero s bie n e cumplidament e ass y com o e l dich o seño r re y l e á e l o dev e ave r si n la s dicha s salina s d e la dich a vill a d e Salina s d e Anãnã po r lo s dicho s do s cuento s e docienta s vese s mill maravedis d e l a dich a moned a lo s quale s maravedis e l dich o Ru y Guterres e n nombr e d e la dich a Doñ a Blanc a s e oblig o d e da r a l dich o seño r re y o a que n e l mandar e d e lo s biene s qu e l a dich a Don a Blanc a h a e n Portoga l a plas o ciert o s o ciert a pen a d e maravedis cad a di a s i lo s no n pagare . Et dix o e l dich o Ru y Dia s qu e e l dich o Alffons o Pere s escrivan o fisier a la s carta s d e l a dich a vendid a e d e l a dich a obligascio n e fisier a e avi a d e fase r la s escriptura s e contract o e entrega s d e la s dicha s villa s e toda s la s otra s cossa s qu e pertenesciere n e pertenesce n a est e fech o e dix o qu e porquant o tod o est o avy a d e se r mostrad o e fech o f e dell o a l re y d e Portoga l porqu e e l dich o re y d e Portoga l se a end e ciert o e mand e faser l a pag a a nuestr o seño r e l re y o a quie n e n enbiar e desi r d e la dich a quanti a d e lo s dicho s do s cuento s e dosienta s vese s mill maravedis po r qu e s e vendiero n la s dicha s villa s a la dich a Don a Blanca . E porqu e recelav a qu e e l dich o re y d e Portoga l porm e dubd a qu e e l dich o Alffons o Pere s escrivan o no n er a escrivan o e notari o public o mayo r dest a cibda t d e Burgo s e d e tod o s u obispad o pediono s qu e l e diessemo s nuestr a cart a sellad a co n nuestr o sell o signad a d e escrivan o public o e n qu e diessemo s f e e testi - mony o verdader o d e com o e l dich o Alffons o Pere s e s notari o e escrivan o public o mayo r po r nuestr o seño r e l re y e n l a cibda t e e n e l obispad o d e Burgos . E no s e l dich o Concej o e lo s alcalle s e e l meiryn o d e l a dich a cibda t d e Burgo s porqu e est o e s notori o e maniffiest o e n tod o e l reyn o d e Castiell a po r est a nuestr a cart a conoscemo s e otorgamo s e damo s f e e testimony o verdader o e n qu e e l dich o Alffons o Pere s e s notari o escri - van o public o mayo r po r nuestr o seño r e l re y e n est a dich a cibda t d e Burgo s e e n tod o s u obispad o grand e tiemp o a e pedimo s po r merce d a l dich o seño r re y d e Portoga l qu e l o ay a est o ass i po r ciert o e po r firm e e qu e no n demanend e dubda . E porqu e e s verda t e no n veng a e n dubd a mandamo s da r a l dich o Ru y Dia s est a cart a escript a e n pargamin o e sellad a co n e l nuestr o sell o mayo r e mandamo s a Johan Martin s escrivan o public o d e la dich a cibda t qu e la signass e co n s u sin o e po r mayo r firm e d'unbr e no s lo s dicho s alcalle s escrevimo s e n est a cart a nuestro s nombres . Esta cart a fu e fech a e n la mu y nobl e cibda t d e Burgo s a dezenuev e dia s d e febrero , er a d e mill e tresento s e ochent a e hu n annos . Testigos qu e estava n presente s e rogado s per a est o sancti sanctis alcalld e Avil a po r nuestr o seño r e l re y e Joh n Gonçal o escriva n e Joh n Gonçal o otross i escriva n public o d e l a dich a cibdat . E y o (? ) Joh n 15 Martin s escriva n public o po r nuestr o senho r e l re y e n l a cibda t d e Burgo s qu e fu y present e a l o sobredich o co n lo s dicho s testigo s e pe r mandad o de l dich o Concej o e alcalle s e meiryn o d e l a dich a cibda t d e Burgo s fi s escrive r est a cart a e fi s e n ell a est e my o sign o e n testimoni o d e verdat . (Sinal público) Testesmunha s Pedr o Gonçalve s (? ) Alffons o Sanches(? ) (i ) (Lugar do selo pendente) (L. P.) 2570 . XIII , 4-1 0 — Padrã o pel o qua l el-re i D . Manue l de u à rainh a D . Leono r mi l duzento s e sessent a reai s e m satisfaçã o do s direito s qu e el a deixar a e m Lisboa . 1496 , Maio , 11 . — Pergaminho. Bom estado. 2571 . XIII , 4-1 1 — Sentenç a contr a Manue l d e Magalhães , senho r d a terr a d e Nóbrega . 1556 , Agosto , 31 . — Pergaminho. 5 folhas. Bom estado. 2572 . XIII, 4-1 2 — Compr a feit a po r el-re i a Mari a Anes , mulhe r d e Gonçal o Pires , d a quint a d e Belas , n o term o d e Lisboa . 1412 , Junho , 29 . — Pergaminho. Bom estado. 2573 . XIII , 4-1 3 — Sentenç a contr a Pedr o Anes , filh o d e Domingo s Anes , pel a qua l fo i julgad o qu e um a quinta , co m seu s direito s e perten - ças , qu e estav a dentr o d o regueng o junt o d o Feijoal , n o term o d e Santa - rém , pertenci a a o mesm o regueng o e teriam , po r isso , d e paga r a el-re i com o a s outra s terra s d o mesm o reguengo . Lisboa , 1404 , Março , 12. — Pergaminho. Bom estado. 2574 . XIII , 4-1 4 — Sentenç a contr a o Mestr e d e Avis , pel a qua l fo i julgad o pertencere m a el-re i o s dízimo s d o Ri o d e Benavente , ficand o ape - na s reservad o a o dit o Mestr e o direit o d o dízim o d a igrej a d a mesm a vila . 1420 , Março , 22 . — Pergaminho. Bom estado. Selo pendente. 2575 . XIII , 4-1 5 — Sentenç a (traslado da) dad a à s freira s d o mos - teir o d e Sant a Clar a d e Vil a d o Conde , a respeit o d a jurisdiçã o d a mesm a vila . Tirad a d a Torr e d o Tomb o po r orde m d e D . Duarte , duqu e d e Gui - marães . 1480 , Dezembro , 12 . 1558 , Setembro , 12 . — Pergaminho. 3 folhas. Bom estado. 2576 . XIII , 5- 1 — Este documento não se encontra nesta Colecção, foi transferido para o Maço 6 de Cortes, N.º 1. Aut o d e jurament o do s trê s Estados , e m presenç a d e el-rei . 1579 . (> ) Esta transcrição foi feita recorrendo à cópia que se encontra junta ao documento, em virtude do mau estado do original. 16 2577 . XIII , 5- 2 — Este documento não se encontra nesta Colecção, joi transferido para o Maço S de Cortes, N.° 1. Aut o d e obediênci a d e Portu - ga l a D . Joã o II . Évora , 1481 , Novembro , 12 . 2578 . XIII , 5- 3 — Compr a feit a po r D . Constanç a d e um a herdad e n a Carnota , term o d a vil a d e Alenquer . 1241 , Agosto.— Pergaminho . Bom estado. 2579 . XIII , 5- 4 — Transacçã o feit a po r el-re i co m o bisp o e cabid o d a cidad e d o Porto , pel a qua l el e obtev e a jurisdiçã o d a mesm a cidade , e de u mi l quinhenta s libra s d a moed a d e Portuga l e outra s coisas . 1361 , Junho , 17 . — Pergaminho. Bom estado. Dois selos pendentes, um de cera, outro de chumbo. 2580 . XIII, 5- 5 — Doaçã o feit a à rainh a D . Beatri z d e Vian a d o Alen - tejo . 1357 , Junho , 8 . — Pergaminho. Bom estado. Selo pendente de chumbo. 2581 . XIII , 5- 6 — Composiçã o feit a po r el-re i pel a qua l obtev e part e d e quatr o tendas , e m Lisboa , n a freguesi a d e S . Nicolau . Lisboa , 1276 , Agosto , 3 . — Pergaminho. Bom estado. 2582 . XIII, 5- 7 — Compr a feit a po r el-re i d e um a tenda , e m Lisboa , n a freguesi a d a Madalena . Lisboa , 1282 , Agosto , 6 . — Pergaminho. Bom estado. 2583 . XIII , 5- 8 — Composiçã o feit a po r el-re i pel a qua l el e obtev e dua s tendas , e m Lisboa , n a freguesi a d e S . Nicolau . 1276 , Setembro , 1 . — Pergaminho. Bom estado. 2584 . XIII, 5- 9 — Doaçã o feit a à rainh a D . Beatri z po r el-re i D . Afons o d e Castela , se u pai , da s vila s d e Moura , Serpa , Noudar , Mourão , e seu s castelos . Sevilha , 1295 , Julho , 7 . — Pergaminho. Mau estado. 2585 . XIII , 5-1 0 — Poss e tomad a e m nom e d e el-re i d e part e d a lezí - ri a do s Cavalos , term o d e Alenquer , depoi s d a demand a qu e tiver a co m a mesm a vila . 1305 , Maio , 18 . — Pergaminho. Bom estado. 2586 . XIII , 5-1 1 — Doaçã o feit a a D . Branc a Lourenç o d a vil a d e Mirandel a co m todo s o s seu s termo s velho s e novos . 1301 , Junho , 28 . — Pergaminho. Bom estado. 2587 . XIII , 5-1 2 — Mandad o d e el-re i pel o qua l fora m ao s julgado s d e Roças , d e Cabeceira s d e Basto , e a outro s e fizera m paga r o s foro s e direito s qu e segund o inquiriçã o pertencia m a el-rei . 1304 , Janeiro , 23 . — Pergaminho. Mau estado. 2588 . XIII, 5-1 3 — Doaçã o feit a à rainh a D . Beatri z po r el-re i D . Afonso , se u marido , d a vil a d e Sintr a co m todo s seu s termos , reguengos , padroado s d e igrejas , e m troc a d e outro s lugares . 1334 . — Pergaminho . Bom estado. Selo pendente de chumbo. 2589 . XIII , 6- 1 — Inquiriçã o qu e s e tirou , po r orde m d e el-rei , a res - peit o d a tomad a d e Malac a e descobriment o d e Maluco . 1523 . — Papel. 2 9 folhas. Bom estado. n Disse qu e h e verdad e qu e Amtoni o d'Abre u her a o qu e hi a po r capita m moo r do s navio s qu e foro m per a Maluc o e s e perdera m e o se u so o navi o ve o carregad o e qu e est o er a o qu e ell e testemunh a te m sabid o e ouvid o n a india . Ite m pergumtad o s e sab e qu e navio s (i ) de l re y fose m pe r mandad o d o capita m d e Malac a a trata r e carega r a Maluc o diss e o qu e j a dit o tem . Ite m perguntad o s e sab e qu e fo y a Maluc o Do m Trista m dis e qu e j a dis e o qu e sabi a dest e apontament o e qu e o qu e ell e testemunh a sou - ber a n a india qu e o propri o re y d e Maluc o hi a algua s veze s e m barqo s d e remo s a ve r o dit o Do m Trista m e er a obedecid o e lh e obedecia m com o a vasall o de l re y d e Purtugall . Ite m pergumtad o s e sab e qu e e l re y qu e Deu s aj a defendi a a seu s naturaee s o trat o d e Maluc o e as y ao s mouro s diss e qu e h e verdad e qu e e l re y defendi a qu e nhu a pesso a ne m natural l ne m d a terr a tratass e e m Maluc o ne m comprass e nhua s droga s ate e su a carg a no m se r fe[i]t a e despoi s d e fe[l]t a dav a luga r qu e podese m compra r e traze r carga . Ite m pergumtad o s e sabi a qu e e l re y qu e Deu s aj a mandar a com o cous a su a faze r fortelez a e m Maluc o pe r Jorg e d e Brit o dis e qu e sab e qu e h e verdad e porqu e ell e testemunh a despachar a a Jorg e d e Brit o co m o s navio s e (1 v.) gemt e qu e levar a po r Diog o Lope z d e Sequeir a capi - ta m moo r enta m no m se r n a india e ell e testemunh a te r se u cargo . E qu e o dit o Jorg e d e Brit o morre o n a ylh a d e Çamatr a e fico u e m se u carg o pell o regiment o de l re y e ell e fo y a faze r a dit a fortelez a co m h a ordenanç a qu e o dit o Jorg e d e Brit o levava . Ite m perguntad o s e sab e qu e quand o Ferna m d e Magalhãee s fo y a descobri r j á estav a Maluc o e toda s a s ylha s derredo r a obedienci a e serviç o de l re y qu e Deu s aj a diss e qu e h e verdad e e est a notori o se r as y qu e j a tod o estav a a obedienci a de l re y d e muyto s anno s ante s e o re y d e Maluc o e senhore s desa s ylha s comarca s mandava m j a dante s muyt o trat o d a yd a d e Ferna m d e Magalhãee s seu s embajadore s com o que m est a j a e m obedienci a a e l re y qu e Deu s aja . Ite m pergumtad o s e o s mouro s qu e naquella s parte s sohia m a nave - ga r o leixara m d e faze r po r ades a de l re y qu e Deu s aj a dis e qu e er a verdad e d a maneir a qu e dit o tem . Ite m pergumtad o s e sab e qu e e l re y d e Maluc o mando u pe r algua s veze s dize r a o capita m d e Malac a com o er a vasall o de l re y d e Purtugal l diss e qu e s y porqu e o vi o e sab e com o dit o tem . Ite m perguntad o s e sab e qu e e m todalla s parte s d a (S) india h e notori o se r Maluc o de l re y d e Purtugal l e esta r a su a obedienci a diss e qu e er a verdad e e as y h e notori o e sabid o e m toda s a s parte s d a india e po r de l re y d e Purtugal l s e te m tod a a terr a d e Malaca . <• ) Riscado: «navio s d e terra» . 18 E po r tod o as y se r verdad e asino u aqu i co m o corregedor . E perguntad o pell o custum e dis e qu e h e vasall o de l re y noss o senho r e co m tod o di z verdad e e d o mai s nhum . Gomez Eanne s o screpvy . Do m Aleix o d e Menese s Alvaros . Ite m Diog o Lope z d e Sequeir a d o Comselh o de l re y noss o senho r e capita m moo r qu e or a ve o d a Indi a testemunh a jurad o ao s Santo s Avan - gelho s e pergumtad o pell o primeir o apontament o dis e qu e qu e (sic) h e verdad e qu e despoi s d'Afons o d'Alboquerqu e capita m moo r toma r Malac a mando u log o no m sab e ell e testemunh a s e naquell e ann o s e n o outr o Antoni o d'Abre u filh o d e Garci a d'Abre u a descobri r Maluc o e m navio s d e Purtugal l pe r mandad o de l re y e asenta r amizade s e paze s e trat o co m e l re y d e Maluco . Ite m perguntad o pell o segund o diss e qu e h e verdad e e sab e qu e Amtoni o d'Abre u fo y a Maluc o com o dit o te m e qu e (2 v.) despoi s hia m la jumco s d e Malac a co m gent e d e Purtugal l e trazia m su a carg a e mercadori a d o qu e avi a e m Maluco . Ite m pergumtad o pell o terceir o apontament o diss e qu e h e verdad e qu e d e Malac a fo y Franscisc o Serr a e m hu a na o d e Purtugal l a Maluc o e la jumt o d e hua s ylha s s e perde o e e l re y d e Maluc o mando u po r ell e e pell a gent e qu e co m ell e estav a e o tev e consig o e lh e fe z muyt a honr a e despoi s foro m te r navio s d e Purtugal l e carregara m e trouxera m su a carg a e despoi s hia m e vinha m a Maluc o e a sua s ylha s a car[r]ega r estand o a tod a obedienci a de l re y d e Purtugall . Ite m perguntad o pell o quart o apontament o diss e qu e h e verdad e qu e Antoni o d'Abre u fo y a Maluc o com o dit o te m e car[r]ego u d e crav o e maça s e torno u a Malac a e dall y a Indi a dond e ve o caminh o d e Pur - tugal l e a s ylha s do s Açore s mor[r]eo . Ite m perguntad o pell o quint o apontament o dis e qu e h e verdad e qu e o sab e com o dit o tem . Ite m perguntad o pell o seist o diss e qu e h e verdad e qu e Do m Trista m fo y hu a ve z a Maluc o e ve o car[r]egad o e porqu e lh e l a fico u hu m navi o torno u la outr a ve z e torno u car[r]egad o e leixo u la hu m homem . Ite m perguntad o pell o seitim o apontament o diss e qu e s e defend e pello s capitaee s more s d a Indi a qu e nhu m no m trat e e m Maluc o seno m pe r su a hordenanç a e d o capita m moo r d e Malac a po r as y se r mai s serviç o de l rey . (S) Ite m perguntad o pell o oytav o apontament o dis e qu e h e verdad e qu e estand o ell e testemunh a po r capita m moo r n a india pe r mandad o 19 e regiment o de l re y qu e Deu s aj a despacho u Jorg e d e Brit o co m navio s e gent e e oficiae s per a hi r faze r hu a fortelez a e m Maluc o e himd o per a l a mor[r]e o po r o matarem . E po r n o regiment o hir qu e mor[r]end o Jorg e d e Brit o qu e sobcedes e se u irmãao Antoni o d e Brit o po r is o sobce - de o n o dit o carg o e her a la h a Maluc o co m tod a a orde m e regiment o qu e levav a o dit o Jorg e d e Brit o per a faze r a dit a fortelez a e l a he. Ite m perguntad o poll o non o apontament o diss e qu e h e verdad e qu e cand o Maluc o fo y descubert o aind a Ferna m d e Magalhaee s estav a e m Purtugal l e estever a despoe s d e descubert o mai s d e dou s annos . Ite m perguntad o pell o decim o apontament o dis e qu e no m navegav a ninguem per a Maluc o seno m pe r ordenanç a d o capita m moo r e do s capi - taee s d e Malaca . Ite m perguntad o pell o xj º apontament o dis e qu e h e verdad e qu e e l re y d e Maluc o estpreve o a e l re y qu e Deu s aj a mandand o s e lh e oferece r com o se u vasall o e mandand o pedi r a Su a Altez a po r feito r a Francisc o Ser[r]ão . Ite m perguntad o pell o xij ° apontament o dis e qu e h e verdad e e est a notori o e m toda s a s parte s d a india qu e Maluc o est a po r e l re y d e Pur - tugal l pacific o e hire m e vire m co m seu s trato s e obedienci a (3 v.) com o navegara m de l re y d e Purtugall . E al i no m dise . Gomez Eane s o sprev y e d o custum e nihil . Dyog o Lopez d e Sequeyra . Alvaro s item Ferna m Perez d'Andrad e fidalg o d a cas a de l re y nos o senho r testemunh a jurad o ao s Santo s Avangelho s e pergumtad o pell o primeir o apontament o dis e qu e h e verdad e qu e a o temp o qu e Afons o d'Albo - querqu e capita m moo r tomo u Malac a ell e testemunh a er a present e e vi o Afons o d'Alboquerqu e poo r log o e m obra s a manda r descobri r Maluc o e Banda . E fo y Antoni o d'Abre u e Francisc o Serrã o cad a hu m e m su a naa o e hu a caravel a co m elle s e as y levava m hu m junc o co m mercadari a e partira m n o me s d e Dezembr o qu e h e o temp o d e su a monçam . E n o caminh o co m augu a qu e fazi a a na o e m qu e hi a Francisc o Serrã o s e fo y a o fumd o e Antoni o d'Abre u recolhe o h a gent e e o qu e pod e n a naa o e n a caravell a o qua l Antoni o d'Abre u fo y a vist a d e Maluc o e porqu e o s piloto s qu e levav a sere m jao s e roiin s lh e no m quisera m mostra r Maluc o e for a te r a Band a ylh a da s maça s hond e vender a su a mercadari a (k) e caregar a a s nao s e quand o soub e qu e o s pilotos lh e fezera m escorre r Maluc o lhe s der a trat o e a s lanço u o mar . E pell a naa o e caravel a faze r 8 0 augo a e lh e fazere m cre r qu e avi a d e goarda r tanto s mese s per a venta r o vent o co m qu e avi a d e hi r a Maluc o s e partio caminh o d e Malaca . E Franscisc o Ser[r]ã o vinh a co m algun s purtuguese s e qu e hu m junc o pequen o qu e vinh a caregad o d e crav o e maça s e n o caminh o co m h o temp o qu e ouvera m s e apartar a o junc o d e Francisc o Ser[r]ã o d a naa o e navi o e for a da r e m hua ylh a hond e s e perder a e dall y for a te r a Maluc o e qu e ell e testemunh a cri a qu e e l re y d e Maluc o sabend o qu e elle s all y estava m mandar a po r elle s e fezer a a o dit o Francisc o Ser[r]ã o e purtuguese s muyt a homr a e gasalhad o fazemd o lh e log o estpreve r carta s per a o capita m d e Malac a qu e mandas e all y h a Maluc o naao s e navio s e mer - cadaria s porqu e ell e no m desejav a al i seno m trata r co m e l re y d e Pur - tugal l e er a se u servido r e amig o e qu e a terr a tod a her a su a e qu e dall y po r diant e o s capitãe s d e Malac a pe r hordenanç a do s capitaee s more s d a india e d o capita m d e Malac a mandava m naao s e navio s e merca - daria s e vinha m delle e o navegava m com o trat o e navegaça m d e Pur - tugall . (k v.) Ite m perguntad o pell o segund o terceir o quart o quint o aponta - mento s dis e qu e o sab e com o dit o tem . Ite m perguntad o pell o seist o apontament o diss e qu e sabi a qu e e l re y d e Maluc o mandar a carta s h a e l re y qu e Deu s aj a e n qu e lh e man - dav a dize r cant o se u amig o her a e quant o folgav a do s purtuguesse s la tratare m e pedind o lh e qu e mandas e la faze r hu a fortelez a e qu e mandas e l a Franscisc o Serrã o qu e po r feito r ficas e la po r aind a la estar . El rey qu e Deu s aj a mandar a carta s d a repost a a e l re y d e Maluc o e as y dadi - va s e qu e co m esta s carta s e peça s qu e e l re y qu e Deu s aj a mandav a a e l re y d e Maluc o partir a Do m Trista m d e Malac a co m esta s carta s e peça s e fo i e m hu m navy o qu e ell e testemunh a trouxer a d a Chin a e as y for a e m su a companh a hu m junc o co m mercadarias . E Do m Aleix o despachar a d e Malac a o dit o Do m Trista m o qua l Do m Trista m fo y a Maluc o e fo y mu y be m recebid o po r e l re y d e Maluc o e caregar a mu y be m e vier a h a Malac a domd e tornar a outr a vez . E des - t a segumd a ve z qu e d e la vier a caregad o falecer a e m Malac a ficand o e l re y d e Maluc o a tod a obedienci a de l re y d e Purtugall . Ite m perguntad o pell o seitim o apontament o dis e qu e sab e qu e n a Indi a h a multa s pramatica s de l re y (5) na s quaee s defend e ao s purtu - guese s e gemt e d a indi a o trat o d e tod a especeari a e qu e ho s purtu - guese s qu e a Maluc o vãa o po r ell a vãa o pe r mandad o d o capita m moo r d a india e d o capita m d e Malac a e po r su a hordenança . E qu e as y aver a be m de z anno s qu e e l re y d e Purtugal l h e senho r ysentament e d e Maluc o e Band a e Jav a Ginalac a e toda s outra s terra s qu e s e d e Malac a navega m e esta m sometida s a se u trato . Ite m pergumtad o pell o oytav o apontament o dis e qu e camd o ell e testemunh a ve o per a Purtugal l Jorg e d e Brit o hi a po r hordenanç a del 21 re y qu e Deu s aj a per a aund e hii r faze r hu a fortelez a a Maluco . E ell e testemunh a ouvi o dize r qu e Diog o Lopez d e Sequeir a capita m moo r d a Indi a o despachar a log o e lh e der a tod o aviament o qu e er a necesari o per a ave r d e hii r faze r a dit a fortelez a e qu e hind o o matara m n o cami - nh o e sobceder a a capitani a Antoni o d e Brit o se u irmãa o segund o regi - ment o de l re y qu e Deu s aj a e ell e testemunh a ouv e dize r ao s qu e ve m d a Indi a qu e h e e m Maluco . Ite m pergumtad o pell o noven o apontament o dis e qu e quand o Fer - niin i d e Magalhãee s partir a d e Castell a qu e er a n a her a n a her a (sic) d e XI X o u X X j a avi a set e o u oyt o anno s qu e Maluc o e Band a e a s outra s terra s e ylha s e seu s trato s estava m a obedienci a de l re y d e Purtuga l e Francisc o Ser[r]ã o e outro s purtuguese s emposado s d e Maluc o com o dit o tem . (5 v.) Ite m pergumtad o pell o x º apontament o dis e qu e o s mouro s e mercadore s d e Malac a e doutro s lugare s qu e esta m po r e l re y d e Pur - tugal l no m navega m seno m co m cartaze s e lecenç a do s capitaees . Ite m perguntad o pell o xj ° apontament o dis e qu e o sab e com o dit o tem . Ite m pergumtad o pell o xij ° apontament o dis e nihil . Gome z Arme s o sprevy . Fernand o Pere z d'Andrade . Alvaru s Ao s xx j dia s d o me s d e Agost o b°xxii j e m Toma r o corregedo r Alvar o Fernande z comig o spriva m tornamo s a pergumta r a s testemunha s se - guintes : Ite m Raphae l Catanh o fidalg o d a cas a de l re y noss o senho r teste - munh a jurad o ao s Santo s Avangelho s e pergumtad o pell o primeir o aponta - ment o dis e qu e h e verdad e qu e a o temp o qu e fo y tomad o Malac a ell e testemunh a no m her a n a india pore m qu e despoi s qu e fo y a india fo y te r e esta r e m Malac a e h i soub e d e cert a sabedori a po r o s naturaee s d a terr a po r esta r muyt o notori o e crar o qu e tant o qu e fo y tomad o Malac a log o Afons o d'Alboquerqu e mando u h a Maluc o e o re y d e Maluc o e Band a mando u a Malac a co m sua s droga s qu e n a terr a avia . (6) Ite m pergumtad o pell o segund o apontament o dis e qu e h e ver - dad e qu e tant o qu e Afons o d'Alboquerqu e mando u navio s de l re y d e Pur - tugal l log o nes a er a foro m de l re y d e Maluc o e d a gent e d e sua s terra s 22 e ylha s mu y be m tratado s e recebido s se m hi i ave r nhu a destrenç a pe r qu e pareces e qu e o dit o re y obedeci a ne m queri a hamjzad e ne m contra - taça m co m e l re y d e Purtugal l e seu s capitaee s e feitore s amte s o a capa - tae s e feitore s mandava m e fazia m la toda s a s cousa s com o s e foro m natu - raee s e as y hera m recebido s e haviado s e be m tratado s o s d e Maluc o quand o vinha m te r co m o s capitaee s feitore s de l re y nos o senhor . Ite m perguntad o pell o terceir o apontament o dis e qu e h e verdad e e fst a mu y notorio e sabid o er a toda s a s parte s d a Indi a qu e o capita m d e Malac a mando u Francisc o Ser[r]ã o a Maluc o e a Band a a trata r e ell e fo y e estev e la muyto s anno s e mandav a a terr a e er a muyt o quist o d o re y e muyt o se u privad o e estev e la muyto[s ] anno s e mandav a sem - pre a Malac a d e tod a a especiari a e droga s qu e la avi a e est e continuar a sempr e hate e qu e mor[r]era . Ite m perguntad o pell o iiij - apontament o dis e qu e no m sab e dest e nada . Ite m perguntad o pell o b ° apontament o dis e qu e h e verdad e qu e o capi - ta m d e Ma l [a ] c a mandav a todo s o s anno s navio s e mercadaria s a trata r co m o s d e Maluc o e hia m e vinha m (6 v.) carregado s e achava m tod a obediemci a com o cous a d e se u trat o e navegaçam . Ite m pergumtad o pel o bj ° artig o dis e qu e h e verdad e qu e ell e testemu - nh a s e acho u j a e m Malac a quand o Do m Trista m ve o d e Maluc o ond e er a co m seu s navio s carregado s e e m tod o o temp o qu e e m Maluc o amdo u oferece o presente s e dadiva s e m nom e de l re y qu e Deu s aj a e a s rece - be o de l re y d e Maluc o vemd o muyt o content e e satisfeit o de l re y d e Maluc o e d e quant o estav a a serviç o de l re y nos o senho r e vinh a co m determina - ça m d e torna r l a e chegand o a Malac a morre o vind o a s naao s co m tod a su a carrega . Ite m pergumtad o pell o bij ° a[pon]tament o dis e qu e h e verdad e qu e a defes a de l re y qu e Deu s aj a s e goard a oj e e m di a e m Malac a qu e nhuun s naturaee s ne m mouro s d a terr a vaa m trata r co m o s d e Maluc o salv o s e h e pe r mandad o espicial l d o capita m d e Malac a e cand o ve m o s navio s do s mouro s o capita m d e Malac a po r h a defes a de l re y met e capita m e m cad a navi o e feito r e espriva m afor a homen s d'arma s ao s quaee s navio s d e mouro s chama m juncos . Ite m perguntad o pell o biij º apontament o dis e qu e h e verdad e qu e Jorg e d e Brit o fo y pe r mandad o de l re y qu e Deu s aj a n o ann o d e b°x x a faze r hu a fortelez a e m Maluc o e levav a pe r is o tod a hordenanç a co m gent e o u oyt o naao s e oficiae s (7) e tod o o qu e er a necessari o per a a dit a fortalez a s e faze r e hind o per a l a s e perde o n a ylh a d e Çamatra . E ell e mort o se u irmãa o Antoni o d e Brit o sobcede o n o dit o carg o pe r mandad o d o dit o senho r e fo y su a gent e caminh o d e Malac a e h e la e parec e a ell e testemunh a qu e a fortelez a dev e se r fect a e m Maluc o segund o o temp o e n qu e partio per a la . 23 Ite m perguntad o pell o ix » apontament o dis e qu e notori o est a as y na s parte s d a Indi a com o neste s regno s qu e a o temp o qu e Ferna m d e Magalhãee s partio d e Castell a j a avi a muyto s anno s qu e e l re y noss o senho r estav a e m poss e e trari a pe r seu s naturaee s e capitaee s e m Maluc o e pe r e l re y d e Maluc o her a obedecid o e servid o e as y est a muyt o crar o e se m nhu a duvida . Ite m pergumtad o pell o x ° apontament o dis e qu e h e verdad e qu e pe r defes a de l re y qu e Deu s aj a o s mouro s qu e soya m a navega r e trata r co m Maluc o leixara m d e faze r com o dit o te m se m la hire m seno m pe r mandad o d o capita m d e Malac a com o j a dise . Ite m pergumtad o pell o xj ° apontament o dis e qu e sab e cert o porqu e o vi o qu e e l re y d e Maluc o estav a tant o a serviç o de l re y qu e Deu s aj a e de l re y noss o senho r e er a tant o se u vasall o qu e mando u h o embaixado r a Malac a principa l home m d e su a cas a e e m Malac a fo y muyt o altament e recebid o e fecta a muyta s festa s (1 v.) e lh e dera m muyto s presente s e o embaxado r requere o d a part e de l re y d e Maluc o a o capita m qu e lh e mandas e faze r fortelez a e feitori a dentr o e m Maluc o porqu e queri a esta r a tod a obedienci a de l re y d e Purtugal l amostrand o muyt o amoo r e boo a vontad e per a a s cousa s de l re y nos o senho r e as y fo y o dit o embaxado r tornad o a emvia r co m muyt a honr a e dadiva s per a e l re y d e Maluco . item pergumtad o pell o xij ° apontament o dis e qu e h e notori o e m tod a a Indi a e parte s d o mund o qu e Maluc o est a pacific o e se r descu - bert o pe r e l re y nos o senho r e pe r seu s capitaee s e tratare m e nave - gare m co m o s capitaee s e feitore s de l re y qu e Deu s aj a e de l re y noss o senhor . E ai l no m diss e e d o custum e nihil . Gomez Eanne s o spreveu . Raffae l Catanho . Alvaru s Ao s xxi j dia s d o me s d e Agost o d e b r xxli j e m Toma r o corregedo r Alvar o Fernande z comig o stpriva m pe r jurament o do s Santo s Avange - lho s a Jorg e Botelh o cavaleir o d a cas a de l re y noss o senho r n a maneir a seguinte : (8) Ite m Jorg e Botelh o cavaleir o d a cas a de l re y nos o senho r teste - munh a jurad o ao s Santo s Avangelho s e pergumtad o pell o primeir o apon - tament o diss e qu e h e verdad e qu e ell e testemunh a amdo u n a india deza - set e anno s e me o e qu e n a er a d e b c x j fo i co m Afons o d'Alboquerqu e capi - ta m moo r d a Indi a a toma r Malac a a qual l tomo u n o me s d'Agost o d a dit a hera . E log o armo u h o junc o de l re y qu e sant a glori a aj a e mando u nell e hu m home m homrad o natural l d e Malac a vasall o de l re y noss o senho r qu e avi a nom e Nahod a Sesmae l o qua l junc o hia carregad o d e fazend a de l re y o qual l mando u co m a dit a carg a e carta s sua s a a e l re y d e Maluc o o qua l junc o l a fo y te r e fo y pe r e l re y d e Maluc o muyt o be m recebid o e fe z se u trat o e mercadaria s muyt o a su a vontad e per a proveit o de l re y qu e Deu s aja . E torno u a Malac a e e m su a companhi a hu m junc o de l re y d e Maluc o co m recado s per a o capita m moor . E tant o qu e o dit o jumc o partio per a Maluc o co m o dit o Nahod a Sesmae l Afons o d'AJboquerqu e capita m moo r log o apos ell e mando u parti r per a Maluc o Antoni o d'Abre u co m dua s naao s e hua caravell a a descobri r o dit o Maluc o e Band a a qual l armad a partio log o n o me s d e Dezembr o d a dit a er a d e b'x j e amte s (8 v.) d e chega r a ylh a d e Band a s e perde o hu a da s naao s d e qu e her a capita m Francisc o Serrã o e a gent e della s e salvo u na s outra s naao s a s quaee s foro m te r a ylh a d e Band a e d'Amboyn o e h i fezera m sua s carga s e no m pasara m dh y po r a s naao s fazere m muyt a augoa . E caregada s a s naao s partira m per a Malac a e levara m e m su a companhi a hu m junc o d a terr a carregad o d e droga s n o qual l junc o hii a Francisc o Serrã o co m xiii j home s todo s purtugueses . E sahind o d e Band a co m hu a carraça m o junc o s e perde o po r da r e m hu a ylh a e o dit o Francisc o Serrã o co m o s home s todo s s e salvo u e m terr a e tomara m hu m para o pequen o e s e foro m vi a d e Maluc o e che - gado s a Maluc o dera m cont a a e l re y d e Maluc o com o hind o e m hu a armad a per a descobri r Maluc o e asenta r trat o co m ell e po r hua naa o s e perde r e a outra s fazere m augo a s e tornara m e ell e s e perder a co m acuelle s homen s e m hu m junc o e o hi a busca r per a lh e da r cont a d e tod o e com o o capita m moo r desejav a d e te r dell e concert o e asenta r trat o e m nom e de l re y qu e sant a glori a aja . E e l re y d e Maluc o 0 9 recebe o co m muyt o gasalhad o e boo a vontad e e dis e a Francisc o Serrã o qu e ficass e log o hi i e qu e mandass e log o recad o a o capita m moo r qu e ell e lh'emtre - gari a tod a a terr a e qu e mandass e faze r (9) fortelez a e feitori a porqu e com o vassall o de l re y d e Purtugal l lh'entregav a tud o e dav a tod a obe - diencia . E o dit o re y d e Maluc o armo u log o hu m junc o e n qu e mando u hu m embaxado r e co m ell e hu m purtugue s do s qu e foro m co m Francisc o Serrã o co m carta s e presente s per a e l re y qu e Deu s aj a e per a o capita m moo r e m qu e lh e mandav a tod a obedienci a e qu e mandas e l a faze r for - talez a e feitori a e qu e lh e mostras e della Francisc o Serrã o porqu e sabi a seu s trato s e custumes . E est e recad o e embaxado r ve o a Malac a n a her a d e b'xii j e dall y po r diant e s e armava m pell o capita m e feito r qu e e l re y qu e Deu s aj a tinh a e m Malac a junco s co m sua s mercadaria s e Francisc o Serrã o o s tornav a h a manda r d e Maluc o co m su a carga . E o dit o re y d e 2 5 Maluc o mandav a seu s junco s e mercadaria s a Malac a no s quaee s vinh a sempr e embaxadore s e recado s e dadiva s e presente s per a e l re y e seu s capitaees . E a s naao s qu e hia m d e Malac a chegava m a Band a e Amboyn o e no m pasava m po r Ohy o per a l a servire m outro s tempo s e Francisc o Serrã o no s junco s de l re y d e Maluc o lh e trazi a all y a carg a po r a s naao s no m esperare m tant o temp o all y e tornare m e m meno s (9 v.) temp o a Malaca . E n a her a d e jb c xi x partio Do m Trista m d e Menese s d e Malac a co m hu m navi o e dou s junco s co m recado s de l re y qu e Deu s aj a per a e l re y d e Maluc o hond e o re y d e Maluc o o recebe o co m muyt a honr a e praze r e lh'entrego u a terr a per a e l re y qu e Deu s aj a e lh e de u carg a e Junco s e tod o o qu e lh e fo y necesario . E querend o s e vii r Do m Trista m d e Menese s co m ell e s e vinh a Fran - cisc o Serrã o pe r mandad o de l re y d e Maluc o co m recado s a e l re y qu e Deu s aj a per a qu e mandas e poe r cobr o e m a terr a d e Maluc o e sua s ylha s porqu e er a su a e tant o temp o avi a qu e esperav a qu e ell e mandass e l a faze r fortelez a e feitori a qu e Su a Altez a mandas e prover aquell a terr a com o cous a sua . E querend o embarca r falecer a Francisc o Serrã o d e qu e e l re y d e Maluc o e o s d a terr a tevera m grand e nojo . E tant o qu e partio Do m Trista m e l re y d e Maluc o mando u log o embaixado r a Malac a mandand o aperta r co m o capita m qu e mandas e poe r cobr o n a terr a porqu e ell e er a vasal o de l re y d e Purtugal l e avi a tod a a terr a po r sua . E qu e Francisc o Serrã o er a falecid o e qu e no m ficav a la nhu m purtugue s e qu e a hilha d e Tldor e qu e her a su a s e alevantar a hu m parent e se u co m ell a e lh e no m queri a obedece r qu e sobr e tud o mandas e prover . E log o n o ann o d e b°xxi j (10) torno u a manda r e l re y d e Maluc o hu m se u sobrinh o pesso a muyt o principa n po r embaxado r a o capita m d o Malac a fazend o lh e sabe r qu e dua s naao s foro m te r a o se u port o d e Maluc o e parecend o lh e qu e era m naao s de l re y d e Purtugal l a s mandar a ve r e quand o achar a qu e no m hera m sua s a s no m quiser a recebe r e m se u port o e lh e mandar a dize r qu e s e sahise m d e se u port o porqu e nell e no m havi a d'esta r seno m naao s de l re y d e Purtugal l cuj o vasall o ell e her a e a que m tinh a dad a obediencia . E qu e a s naao s s e alevantara m e s e fora m a dit a ylh a d e Tudor e (sic) qu e her a su a e s e alevantar a co m ell e e qu e n a dit a ylh a lh e dera m mercadaria s po r lha s pagare m ta m sobe - jament e qu e guanhava m mai s vende n [do ] lhe s all y a s mercadaria s qu e lev a la s h a Malac a e porqu e a s dua s naao s lhe s dava m grande s dadiva s a todo s e m gerall . Em h a qual l ylh a estav a hu m purtugue s qu e h i fico u d e hu m junc o qu e o ann o trespasad o h i for a te r d e Malac a o qua l purtu - gue s for a e m hua desta s naao s levad o pe r forç a e qu e tirar a testemunho s d e com o o levava m pe r força . E despoi s d e Francisc o Serrã o se r e m Maluc o nunc a mai s navegara m (10 v.) mercadore s ne m mouro s per a Maluc o se m licenç a d o capita m d e 26 Malaca . E qu e e l re y qu e Deu s aj a mandar a pe r se u espicial l mandad o e defender a qu e no m tratase m nhua s pessoa s e m Maluc o seno m a s sua s naao s e o capita m d e Malac a po r o no m ave r po r se u serviç o a largo u ao s mercadore s d a terr a qu e podese m trata r per a Maluc o a su a licenç a delle . E qu e ell e testemunh a vi o hii r co m hua armad a Jorg e d e Brit o per a Maluc o co m regimento s de l re y qu e Deu s aj a per a faze r fortelez a e faze r a cas a d a feitori a porqu e o trat o j a estav a asentad o pe r Francisc o Serrã o co m e l re y d e Maluco . E hind o per a l a more o e e m se u log o (sic) fo y Amtoni o d e Brit o se u irmãa o po r as y hii r hordenad o pe r e l re y qu e Deu s aj a o qual l Antoni o d e Brit o h e la . E diss e ell e testemunh a qu e Francisc o Serrã o for a te r h a Maluc o e asentar a o trat o n o arm o d e b r xi j e qu e dall y po r diant e O ) senpr e estev e po r trat o e navegaça m de l re y nos o senho r e est o h e notori o pe r todalla s parte s d a India . E qu e a primeir a cous a qu e fe z Afons o d'Alboquerqu e com o tomo u Malac a tomo u junco s e navio s e o s mando u a Maluc o leixand o regiment o e m Malac a qu e cad a [a]nn o armase m per a Maluco . E do s apontamento s mai s no m di z e d o custum e nihil . Gomez Anne s h o sprev y Alvaru s Jorg e Botelh o (11) Ao s xx b dia s d'Agost o b'xxii j e m Toma r o corregedo r Alvar o Fernande z comig o stpriva m perguntamo s a s testemunha s seguintes : Ite m Garcia d e Sa a fidalg o d a cas a de l re y nos o senho r teste - munh a jurad o ao s Santo s Avangelho s e perguntad o pell o primeir o apontament o dis e qu e a o temp o qu e s e tomo u Malac a ell e testemunh a no m her a l a pore m qu e despoe s d a su a tomad a ell a testemunh a fo y pe r mandad o de l re y qu e Deu s aj a po r capita m a Malac a e estev e la dou a o u tre s anno s e h i torno u emformaça m da s cousa s pasadas . E acho u qu e tant o qu e Afons o d'Alboquerqu e tomo u Malac a ao s mouro s log o mando u a descobri r Maluc o pe r Amtoni o d'Abre u co m dou s navio s e hu m junc o e Francisc o Serrã o hi a co m ell e e s e perde o o se u navi o e m hua hilha . E Antoni o d'Abre u chego u a Maluc o omd e e l re y d e Maluc o e e l re y d e Tarnat e qu e h e o principa n re y d a terr a lhe s obedecia m e dera m tod a obedienci a conprind o o s mandado s d'Afons o d'Alboquerqu e governado r d a Indi a e ve o carregad o da s mercadaria s d a terr a e depoi s fo y te r Fran - cisc o Serrã o a Maluc o co m o s homen s qu e s e co m ell e perdera m hond e (' ) Riscado: ate e oj e e m dia . 2 ? hind o perdid o e destroçad o fo y agasalhad o e tratad o de l re y d e Maluc o com o cous a de l re y d e Purtugal l se u senho r hond e e m Maluc o abaix o de l re y no m avi a outr o (11 v.) seno m Francisc o Serrão . E qu e amte s d e su a mort e o dict o Francisc o Serrã o estari a e m Maluc o set e o u oyt o anno s e ell e e e l re y tinha m asentad o o trat o d e sua s mer - cadaria s e m maneir a qu e s e asentarl a e fari a tod o as y com o e l re y qu e sant a glori a aj a e o governado r d a Indi a ouvese m po r bem . B qu e estand o ell e testemunh a po r capita m e m Ma l [a ] c a e l re y d e Maluc o mando u hu m se u filh o a ell a testemunh a embaxado r com o a pesso a de l re y d e Purtugal l e m qu e mandav a a e l re y tod a obedienci a larga - ment e com o s e ver a pe r a dict a cart a qu e e m su a mãa o testemunh a est a e o trelad o s e segue . E qu e cor n est a obedienci a vinh a o dict o filh o de l re y d e Maluc o e trazi a consig o cemt o e cimquent a (i ) o u duzento s homen s d e guerr a e e m todalla s guer[r]a s e necesidade s d e Malac a serviriã o com o vasallo s de l re y d e Purtugall . Em sei s mese s qu e h y estevera m e qu e ell e testemunh a vend o a cart a e obedienci a de l re y d e Maluc o a presta r su a amizad e e obedienci a e com o a vassall o de l re y noss o senho r lh e mandar a artelhari a e tud o o qu e lh e mandav a pedi r recebend o e fazend o grand e honr a a se u filh o e ao s qu e co m ell e vinha m po r se r as y serviç o de l re y nos © senhor . E diss e ell e testemunh a qu e cand o ell e testemunh a chego u a Malac a er a e m Maluc o Do m Trista m dond e ve o muyt o (12) be m recebid o de l re y d e Maluc o leixand o asentad o o trat o e toda s a s cousa s com o conpri a a serviç o de l re y nos o senho r e troux e dou s junco s caregado s d e mercada - ria s e n qu e averi a d e carg a quatr o mill quintae s d e cravo . E dis e ell e testemunh a qu e cant o a navegaça m e trat o d e Maluc o e Band a e Timo r s e fa z segund o a hordenanç a de l re y nos o senho r qu e ond e est a navi o se u o s purtuguese s absolutament e manda m o qu e h e serviç o de l re y nos o senho r e lh e obedecem . E qu e nesta s parte s d e Maluc o com o sa m presente s navio s o u junco s de l re y o u d e seu s feitore s a carg a su a s e fa z primeir o e o qu e remanec e s e d a aquelle s mercadore s e pessoa s qu e sa m mai s a serviç o de l re y nos o senhor . E dis e ell e testemunh a qu e h e verdad e qu e Jorg e d e Brit o pe r man - dad o de l re y qu e Deu s aj a co m navio s e gent e hi a a Maluc o a faze r hu a fortelez a e ell e testemunh a h o vi o e lhe s de u e m Malac a o s manti - mento s per a quinhento s homen s qu e comsig o levav a e m cimqu o navio s co m muyt o aparelh o per a s e a dicta fortelez a faze r e co m muyt o boo a artelhari a e Jorg e d e Brit o n o caminh o morre o e Antoni o d e Brit o se u irmãa o fo y pe r ordenanç a de l re y qu e Deu s aj a e h e l a e ter a fect a a dicta forteleza . (' ) Riscado: huu . 8 8 E dis e ell e testemunh a qu e n e (12v.) verdad e e sab e d e cert a sabe - dori a qu e a o temp o qu e Ferna m d e Magalhãe s fo y a descobri r avi a a o meno s nov e anno s qu e Maluc o her a descubert o pe r mandad o de l re y qu e Deu s aj a e s e nell e obedeci a e m tod o e pe r tod o a seu a mandado s e qu e a o temp o qu e Ferna m d e Magalhãe s fo y te r h a Tarnat e e l re y d e Tarnat e qu e h e o principal l re y d a terr a o no m quis consenti r dizend o ao s cas - telhano s qu e era m ladrõe s e qu e no m hera m purtuguesse s e qu e ell e er a vasall o de l re y d e Purtugal l e qu e o s espedir a e no m o s quiser a comsenti r n a terr a e qu e enta m s e fora m a ylh a d e Tudor e (sic) qu e tinh a guerr a co m o dict o re y d e Tarnat e e po r hire m escamdelizado s de l re y d e Tarnat e s e favorecera m co m elle . E qu e e m toda s a s parte s d a Indi a h e notori o qu e a terr a d e Maluc o e ylha s ajaceente s esta m a obedienci a de l re y noss o senho r e o s rey s comarcaao s a Malac a mandava m a ell e testemunh a send o capita m e m Malac a pedi r segur o e licenç a pe r junco s seu s hire m carega r a Maluc o e Band a e se m est a licenç a d o capita m d e Malac a no m ousava m dhiir . E ao s mai s apontamento s no m sab e mai s e ao s custume s nihil . Gomez Anne s o sprevy . Alvaru s Garci a d e Sa a (IS) Ite m Bertolame u Gonçalve z criad o d e Garci a d e Sa a fidalg o d a cas a de l re y nos o senho r testemunh a jurad o ao s Samto s Avangelho s e pergumtad o pell o primeir o apontament o dis e qu e ell e testemunh a no m [hera ] aind a n a Indi a cand o Afons o d'Alboquerqu e governado r e capita m moo r d a india tomo u Malac a pore m qu e despoi s qu e Garci a d e Sa a fo y n a india e po r capita m moo r a Malac a e ell e testemunh a co m ell e s e afirmo u e est a be m notori o qu e tant o qu e Afons o d'Alboquerqu e tomo u Malac a log o mando u descobri r Maluc o e a s ylha s jacente s a ell e e mando u la Antoni o d'Abre u co m dou s navio s e hu m junc o e co m ell e Francisc o Serão . E hind o per a la Francisc o Serã o s e perde o e despoi s fo y te r h a Maluc o hond e e l re y d e Tarnat e qu e h e o principal l re y e o re y d e Maluc o lhe s obedecera m conprind o o s mandado s d o capita m moor . E Antoni o d'Abre u vier a caregad o d e mercadari a e caregar a e m Band a e despoi s for a te r o dict o Francisc o Serã o a Maluc o co m homen s qu e s e co m ell e perdera m hond e hind o perdid o e destroçad o fo y agasa - lhad o e tratad o ell e e o s outro s com o vasallo s de l re y d e Purtugal l hond e abaix o de l re y no m avi a h i outr a pesso a mai s principal l qu e Francisc o Serrã o o qual l estari a l a ate e o temp o d e su a morte be m set e o u oyt o annos . E Francisc o Serã o e e l re y d e Maluc o asentara m o trat o (IS v.) dizend o e l re y d e Maluc o a Francisc o Serã o qu e s e fari a tod o com o e l re y d e Purtugal l e se u capita m e governado r mandase . E qu e estand o ell e testemunh a co m se u senho r e m Malac a e estand o se u senho r po r cap[itam ] e m Malac a e l re y d e Maluc o mando u po r embaixado r hu m se u filh o com o emviad o a pesso a de l re y d e Purtugal l e mandand o tod a obedienci a largament e com o ell e testemunh a vir a pe r nu a cart a qu e e l re y d e Maluc o sobr e a dict a obedienci a e embaxad a estprevi a a qua l oj e e m di a te m o dict o Garci a d e Sa a se u senhor . E qu e ell e testemunh a vi o chega r o dict o embaxado r co m be m dozento s homen s d e guer[r] a per a serviç o de l re y nos o senho r e e m todalla s afronta s e necesidade s d e Malac a elle s servira m com o vasallo s de l re y nos o senho r estand o h i muyto s mese s qu e lh e parec e qu e seria m cimqu o o u sei s mese s e o dict o Garci a d e Sa a acepto u a embaixad a [e ] obedienci a e recebe o grandemente e co m muyt a homr a o dict o embaixado r e pe r ell e mando u a a e l re y d e Maluc o com o a vassall o de l re y nos o senho r artelhari a e tod o o qu e lh e mandav a pedir . E dis e ell e testemunh a qu e sab e est o e o vi o porqu e cand o fo y Do m Trista m d e Menese s a Maluc o pe r mandad o d e Do m Aleix o qu e a o tal l temp o her a capita m (llf) e m Malac a ell e testemunh a fo y pe r mandad o d e se u senho r Garci a d e Sa a qu e despoi s sobcede o a capitani a d e Malac a a Maluc o e levo u hu m navi o e hu m junco . E o dict o Do m Trista m fo y viage m d e Maluc o e fo y a ylh a d e Tar - nat e qu e h e o principa n re y e ylh a da s jacente s a Maluc o e o dict o re y d e Tarnat e folgo u muyt o co m su a yd a e o recebe o co m muyt a boo a vontad e e co m tod a obedienci a folgand o d e te r o trat o e amizad e co m e l re y nos o senhor . E dall y fo y Do m Trista m te r a Band a hond e esta m capitaee s de l re y d e Tarnat e e obedece m a e l re y d e Tarnat e e dall y fo y Do m Trista m e Francisc o Serã o qu e Do m Trista n acho u co m e l re y d e Tarnat e vi a d e Maluc o hond e Do m Trista m fo y recebid o co m muyt a homr a e gasalhad o pe r e l re y d e Maluc o e lh e de u tod a obedienci a no m dizend o al i a Do m Trista m seno m qu e dises e a e l re y d e Purtugal l qu e mandas e poe r cobr o naquell a terr a porqu e her a su a e nell a mandas e faze r fortelez a porqu e per a tod o o qu e compris e a se u serviç o estav a preste s dand o grande s dadiva s a Do m Tristam . E estpreve o hu a cart a per a e l re y qu e sant a glori a aj a e outr a per a Afons o d'Alboquerqu e e outr a per a o dict o Garci a d e Sa a capita m d e (lJf v.) Malaca . E tinh a tamanh o acatament o e l re y d e Maluc o a e l re y nos o senho r € folgav a tant o co m Francisc o Serã o qu e absolutament e tinh a pode r Francisc o Serã o per a faze r tud o o qu e queria . E com o s e alevantava m lugare s d a obedienci a de l re y d e Maluc o ell e mandav a l a armad a e Fran - cisc o Serã o hi a po r capita m moo r e lh e fazi a todo s d e pa z e tornav a todo s o s reve s a su a obedienci a e ao s qu e no m queria m obedece r o dict o Fran - cisc o Sera o o s destruy a er a maneir a qu e e l re y d e Maluc o her a mu y content e e satisfeit o d a obedienc[i] a qu e tinh a dad a a e l re y d e Pur - tugal l e no m s e nomeav a e l re y d e Maluc o seno m po r se u vasall o e qu e tod a a terr a er a su a e hond e e l re y d e Purtugal l quises e faze r fortelez a qu e hi h a mandari a fazer . E cand o Do m Trista m chego u avant e d o port o mando u ve r qu e gent e er a h a hu m mandari m home m prlncipal l d e su a cas a e com o lh e dis e qu e er a Do m Trista m capita m de l re y d e Purtugal l fo y log o e l re y d e Maluc o a o navi o e s e vi o co m Do m Trista m mandamd o lh e l[evar ] mu y to s mantimento s e mercadaria . E Do m Trista m tomar a o s mantimento s e no m quiser a toma r (15) a s mercadaria s e e l re y d e Maluc o mando u log o faze r e m terr a hua s casa s e mando u e m pesso a vara r o navi o e m terr a e o alimpa r e concerta r amdamd o a tod o e m pesso a co m tod a deligenci a dizend o a Do m Trista m qu e lh e perdoas e porqu e no m servi a a e l re y d e Purtugal l ta m imteirament e com o ell e mereci a e no m queri a qu e o s purtuguese s trabalhase m seno m o s seu s naturaee s amostramd o e m tod o verdadeir a obedienci a e e m tod o e pe r tod o vasall o de l re y d e Purtugal l pedimd o a Do m Trista m qu e quises e parti r co m ell e d a artelhari a e [Dom ] Trista m lh e dis e qu e lh a no m podi a da r se m mandad o de l re y se u senhor . Que estpreves e ell e a Su a Altez a o u a se u capita m moo r d a india e capita m d e Malac a e qu e lh a mandari a e e l re y d e Maluc o folgo u muyt o e dis e qu e as y o faria . E enta m mando u se u filh o po r embaxado r a Malac a e estpreve o a « 1 re y nos o senho r e a o capita m moo r e a o capita m d e Malac a e qu e Do m Trista m estari a e m Maluc o e [fa]ri a hua viage m a Band a temp o qu e pasaria m tre s anno s dand o lh e carg a e tratamd o co m ell e e dizend o qu e póses e e l re y d e Purtugal l [os ] preço s (15 v) da s mercadaria s e o s pesso s com o Su a Altez a ouves e po r se u serviç o e pareces e be m a seu s capitaee s e feitore s porqu e e m tod o lh e avi a d e te r tod a obediencia . E qu e h o junc o co m oyt o purtuguese s for a te r a hua ylh a d a obedienci a de l re y d e Maluc o e m qu e est a hu m re y se u vasall o qu e s e cham a e l re y d e Pacha m e m a qual l ylh a matara m aquelle s purtuguese s e Do m Trista m po r elle s sere m d a obedienci a de l re y d e Maluc o lhe s no m qui s faze r nhu m noj o seno m mando u recad o a e l re y d e Maluc o e tomo u dis o muyt o noj o e mando u log o ajumta r todo s o s grande s d e se u Com - selh o e a Francisc o Serã o e po s e m Comselh o qu e fari a a e l re y d e Pacha m e d o Conselh o say o qu e fos e hu a armad a e gent e sobr e ell e e Francisc o Serã o po r capita m e o destruis e e tod a a terra . E fazend o s e armad a preste s hua filh a de l re y d e Pacha m qu e estav a e m cas a de l re y Maluc o mando u avis o a e l re y se u pa y d e com o s e fazi a armad a e hii a Francisc o Serã o po r capita m per a o destrui r e tod a a terra . E o dict o re y d e Pacha m mando u recad o a filh a qu e des e log o pe- çonh a a e l re y d e Maluc o e a Francisc o Serã o a qual l lh e de u logo . E tant o qu e s e senti o d e peçonh a e l re y d e Maluc o e soub e qu e lh a der a a dicta filh a de l re y (16) d e Pacha m e s e vi a morre r e as y vi a morre r Francisc o Serã o porqu e ambo s morera m e m hu m di a ante s d e su a morte mando u chama r seu s filho s e dis e qu e no m matase m a filh a de l re y d e Pacha m qu e per a qu e er a mort a hu a molhe r pore m qu e com o vies e Do m Trista m qu e a o princip e se u filh o mai s velh o qu e fizes e co m Do m Trista m qu e o levantas e po r re y a guis a d e Purtugal l e qu e dese tod a a obedienci a SI a e l re y d e Purtugal l as y com o lh a ell e tinh a dad o encomendand o lh e muyt o o s purtuguese s e qu e sempr e co m elle s teves e trat o e paz . E as y lh o promete o o filh o e o s outro s filho s e grande s senhores . E log o tant o qu e ell e more o se u filh o mando u toma r a filh a de l re y d e Pacha m e a mando u leva r a praç a e despi r nu a e co m hua espad a a corto u pell o me o e mato u e ordenara m d e manda r armad a sobr e e l re y d e Pacha m e mandara m log o recad o a Do m Trista m qu e no m avia m d'ergue r po r re y o filh o de l re y ate e ell e l a no m torna r porqu e e m tod o avia m d'esta r a obedienci a de l re y d e Purtugal l e d o qu e se u pa y mandara . E Do m Trista m no m puder a ha r (16 v.J riba r e for a te r a Band a e s e fizer a caminh o d e Malac a co m tod a su a carg a e m qu e averi a quatr o mill quintae s d e crav o e qu e o filh o e embaxado r de l re y d e Maluc o estari a e m Malac a sei s mese s e camd o s e fo y levo u artelhari a per a el l re y d e Maluc o e outra s cousa s com o a vasall o de l re y nos o senho r dand o lh e Garci a d e Sa a capita m d e Malac a grande s dadiva s e fazend o lh e grande s homra s huid o muyt o satisfeit o d e ve r a s cousa s do s capitaee s de l re y nos o senho r com o hera m grande s e d e grande s serviços . E dis e ell e testemunh a qu e h e verdad e qu e Jorg e d e Brit o co m hu a armad a gros a hi a pe r mandad o de l re y qu e Deu s aj a a faze r fortelez a e m Maluc o vend o lh e ell e testemunh a da r o s mantimento s e tod a orde m e m Malac a e nind o per a l a more o Jorg e d e Brit o e fico u po r capita m pe r ordenanç a de l re y qu e Deu s aj a Antoni o d e Brit o se u irmãa o e qu e levari a be m quinhento s homen s e cimqu o navio s co m muyto s aparelho s per a s e a fortelez a faze r e co m muyt o boo a artelhari a e qu e segund o Antoni o d e Brit o hii a d e gent e e artelhari a e aparelho s ter a feit a a fortaleza . (17) E diss e ell e testemunh a qu e cand o Ferna m d e Magalhaee s fo y a descobri r j a avi a mai s d e nov e o u de z anno s qu e Maluc o e toda s a s ylha s a ell e jacente s estava m a o trat o e obedienci a de l re y qu e Deu s aj a e de l re y nos o senho r e est o sab e ell e testemunh a porqu e amdo u e m Maluc o co m Francisc o Serã o e Do m Trista m e vi o tod o pasa r po r anda r e m Maluc o e na s sua s ylha s tre s anno s avend o j a muyto s anno s qu e Francisc o Serã o l a estava . E qu e cand o fora m a s naao s d e Ferna m d e Magalhaee s te r a Tarnat e qu e e l re y d e Tarnat e n a fall a conhece o qu e era m castelhano s o s no m quis consentir dizend o qu e no m hera m purtu - guese s lançand'o s for a d e se u regn o dizend o qu e er a vasall o de l re y d e Purtugal l e tinh a seu s trato s co m ell e e co m seu s capitaee s e o s fe z log o alevanta r e hi r hind o dua s naao s e send o j a mort o h o Ferna m d e Magalhaees . E enta m s e foro m a s naao s a ylh a d e Tudor e (sic) qu e esta - va m alevantado s e tinha m guer a co m e l re y d e Tarnat e e Maluc o e po r hire m escandelizado s de l re y d e Tarnat e e achare m costa s n a ylh a d e Tudor e (sic) qu e tinha m guerr a co m ell e s e favorecera m n a dict a ylh a d e Tudor e (sic). (17 v.) E qu e h e verdad e qu e pe r defes a de l re y qu e Deu s aj a ne m se u vasallo s ne m o s naturaee s d a terr a no m trata m ne m navega m per a Maluc o seno m pe r licenç a do s capitaee s d a Indi a e d e Malaca . E dis e ell e testemunh a qu e h e be m crar o e sabid o e notori o e m toda s a s parte s da s india s e ell e testemunh a o afirm a porqu e h o vi o qu e Maluc o e toda s a s ylha s a ell e jacente s esta m a obedienci a de l re y nos o senho r e e l re y nos o senho r e m pos e do s rei s comarcao s h a Malac a no m mandare m a Maluc o ne m a Band a ne m a s ylha s a ell e jacente s se m primeir o mandare m pedi r licenç a a o capita m d e Malac a e vemd o qu e er a serviç o de l re y nos o senho r e necesari o per a se u trat o lhe s dav a quarte s e licenç a e se m ell a no m ousava m d e hi r la. E d o conteud o no s mai s apontamento s ell e testemunh a no m sab e mai s e d o custum e dis e nihil . Gome z Anne s h o sprevy . (Sinal da testemunha) (18) Ite m perguntad o Diog o Lope z d e Sequeir a capita m mor e s e sab e qu e e l re y d e Maluc o mando u hu m se u filh o a Malac a co m su a obedienci a a o capita m d a dicta cidad e dis e qu e n o temp o qu e ell e teste - munh a governo u a Indi a fo y certeficad o qu e e l re y d e Maluc o emviar a hu m se u filh o po r embaxado r a Garci a d e Sa a capita m d e Malac a co m su a obedienci a e m nom e de l re y nos o senho r e qu e lh e stprever a hu a cart a e m qu e lh e fazi a a sabe r qu e Maluc o estav a debaix o d a mãa o de l re y qu e Deu s te m e qu e ell e ne m su a gent e no m qu e na m outr o senho r seno m a e l re y d e Purtugal l e qu e as y estav a notori o e cert o qu e o dict o filh o de l re y d e Maluc o embaxado r estev e muyt o temp o e m Malac a e o dict o Garci a d e Sa a o despachar a com o filh o d e vasall o de l re y nos o senho r mandand o pe r ell e a e l re y d e Maluc o artelhari a e outra s dadiva s qu e lh e mandar a pedi r e m su a cart a portant o cert o se r a serviç o de l re y nos o senho r e te r se u trat o asentad o co m ell e pe r mãa o d e Francisc o Serã o qu e avi a muyto s anno s qu e la e m Maluc o estav a mandand o pedi r po r feito r po r sabe r a s cousa s d a terr a com o ell e tes - temunh a j a dict o tem . E al l no m dise . Gome z Anne s h o sprevy . Dyog o Lope z d e Syqueir a (18 v.) Ite m Ferna m Perez d'Andrad e perguntad o s e sab e qu e e l re y d e Maluc o mando u po r embaxado r hu m se u filh o a Garci a d e Sa a capita m d e Malac a com o a pesso a de l re y d e Purtugal l dis e qu e h e verdad e e h e notori o e as y s e afirmav a n a india hond e ell e teste - munh a ando u e pratico u de z o u doz e anno s qu e e l re y d e Maluc o man - 33 dar a hu m se u filh o po r embaxado r a o capita m d e Malac a com o a pesso a de l re y qu e Deu s te m e m qu e lh e mandav a tod a obedienci a e a lh e faze r a sabe r com o Maluc o estav a debaix o d a mãa o de l re y qu e Deu s te m e qu e no m queria m outr o senho r seno m Su a Altez a e qu e o dit o embajtado r estev e muyt o temp o e m Malac a e fo y despachad o pell o dict o capita m co m artelhari a e outra s cousa s qu e mandav a pedi r po r se r vasall o de l re y nos o senho r e qu e est o est a be m notori o porqu e Francisc o Serã o estev e muyto s anno s e m Maluc o e e m nom e de l re y qu e Deu s te m asenta r o trat o co m e l re y d e Maluc o e ell e o mandav a pedi r po r feito r po r sabe r a s cousa s d a terr a com o j a ell e testemunh a dict o tem . E all no m dise . Gomez Anne s h o sprevy . Fernand o Perre z d'Andrad e (19) Ite m Ru y d e Brit o Patali m fidalg o d a cas a de l re y nos o senho r testemunh a jurad o ao s Santo s Avangelho s e perguntad o devasa - ment e pella s cousa s seguintes. Ite m pergumtad o s e sab e qu e cand o Afons o d'Alboquerqu e tomo u Malac a s e log o mando u descobri r Maluc o dis e qu e h e verdad e qu e a o temp o qu e Afons o d'Alboquerqu e tomo u Malac a ell e testemunh a her a present e n a dicta tomad a e log o Afons o d'Alboquerqu e est e ann o qu e fo y n o ann o d e b'x j ordeno u d e manda r tre s naao s a descobri r Maluc o e qu e a tomad a d a dicta cidad e Malac a fo y duas veze s hua pe r di a d e Santiag o e po r a no m podere m soste r a largara m e log o di a d e Nos a Senhor a d'Agost o a tornara m h a toma r per a nunc a mai s se r leixad a f, enta m mando u a s dictas naao s a descobri r Maluc o e Banda . Ite m pergumtad o s e log o fo y obedecid o po r o le y (i ) d e Maluc o com o la foro m o s navio s dis e ell e testemunh a qu e da s dictas naao s no m foro m seno m dua s porqu e hua s e perde o n o caminh o co m Francisc o Serã o e a s duas foro m te r a Band a po r no m servi r o temp o per a Maluc o hond e lhe s obedecera m inteirament e e lh e derã o carg a e m abastanç a per a [a ] s dictas duas naao s d e tud o o qu e n a ter a avi a e sobejo u tant a mercadari a qu e Francisc o Serã o qu e perde u su a naa o tomo u hu m junc o e o carego u co m set e o u oyt o pessoa s e s e mete o nelle . E vind o per a Malac a de u o temp o nell e e fo y te r a s ylha s d e Maluc o hond e po r o re y d a terr a qu e s e cham a Tarnat e fo y mu y be m recebid o e no m qui s mai s leixa r vi r mai s po r s e favorece r co m ell e e o te r po r su a ajud a e mai s po r te r o s christão s per a su a ajud a e favo r cand o lh e compriss e com o d e feit o fe z guer a a seu s imigo s co m o dict o Francisc o Serã o e co m o s qu e [com ] ell[e ] eram . (* ) Deve ler-se: rei . (19 v.) Ite m perguntad o s e sab e qu e Antoni o d'Abre u fo y po r capi - ta m a Maluc o pe r mandad o d'Afons o d'Alboquerqu e qu e dis e qu e ell e fo y po r capita m da s dicta s naao s e o dict o Francisc o Serã o d e hu a dellas a sabe r d a qu e s e perde o e troux e su a carg a com o dict o tem . Ite m pergumtad o s e pe r mandad o d o capita m d e Malac a foro m navio s a t i ata r e carega r a Maluc o dis e ell e testemunh a qu e despoi s d a tomad a d e Malac a ell e testemunh a fico u po r capita m e m Malac a e estev e nell a tre s anno s e me o e qu e e m tod o est e temp o ell e testemunh a mandar a a Maluc o e Amtoni o d e Mirand a co m tre s navio s o s quaee s foro m te r a Band a e dall y foro m a Maluc o ond e achara m Francisc o Serã o co m todo s o s homen s qu e co m ell e hia m e tinha m muyt o crav o per a lhe s carrega r a s naao s e qu e disera m a o dict o Francisc o Serã o d a part e dell e teste - munh a qu e s e vies e e qu e ell e diser a qu e no m avi a d e vi r se m licenç a de l re y d e Maluc o porqu e o senti a as y po r serviç o de l re y nos o senhor . E o dict o re y d e Maluc o cand o vi o a s naao s dis e a Francisc o Serã o qu e queri a manda r embaxado r a ell e testemunh a porqu e desejav a e estav a a serviç o de l re y nos o senho r o qual l leg o s e poser a e m Conselh o e ordenar a d e manda r embaxado r hu m do a christão s qu e l a estav a per a milho r decrara r a boo a vontad e qu e e l re y d e Maluc o tinh a o qual l vier a na s dictas naao s e trouxer a a ell e testemunh a hu a cart a de l re y d e Maluc o muyt o be m estprit a e m qu e dizi a qu e lh e fazi a muyt a merce e e m lh e da r a conhece r e l re y nos o senho r e su a gente . E mandar a (20) d e present e a e l re y nos o senho r hu m terçad o ric o co m qu e e l re y d e Maluc o dizi a qu e vencer a muyta s batalha s e muyto s rei s e po r is o o mandav a a Su a Altez a e as y mandar a per a ell e testemunh a outr o ter - çad o ric o e doutr a feiça m nov a e mandand o pedi r a ell e testemunh a qu e po r serviç o de l re y nos o senho r mandas e l a ( 1 ) muyta s naao s porqu e lha s caregari a d e tod o o qu e ouves e n a terr a porquant o estimav a muyt o te r co m e l re y nos o senho r e seu s capitaee s trat o e amizad e e Francisc o Serã o tanbe m estpreve o a e l re y nos o senho r a ell e testemunh a qu e as y o fizese m po r muyt o amoo r e obedienci a qu e achav a e m e l re y d e Maluco . E a s dictas naao s d e Antoni o d e Mirand a e carg a ve o a salvament o a Malaca . Ite m perguntad o s e sab e qu e e l re y qu e Deu s aj a defende o o trat o d e Maluc o a sei s naturae s e ao s mouro s dis e ell e testemunh a qu e quand o ell e testemunh a ve o d e Malac a per a este s regno s Su a Altez a lh e tomar a cont a d e toda s a s cousa s d e Malac a e d e Maluc o e ell e testemunh a lh e diser a qu e devi a d e defende r o dict o trat o e o toma r tod o per a sy . E pe r conselh o dell e testemunh a Su a Altez a o determino u e mando u defemde r com o s e conte m n o apontament o e dall y po r diant e s e goardo u sempr e e goarda . Ite m perguntad o s e sab e qu e mandav a e l re y qu e Deu s aj a faze r 0 ) Riscado: faze r su a forteleza . 35 fortalez a e m Maluc o pe r Jorg e d e Brit o dis e ell e testemunh a qu e h e verdad e qu e o dict o senho r a mandav a faze r contr a conselh o dell e tes - temunh a po r dize r a Su a Altez a qu e e m Maluc o no m her a necesari o (20 v.) fortelez a porcant o a principa n cabeç a d o trat o d e Maluc o e ylha s jacente s a ell e er a comarc a e trat o d e Malac a e qu e a fortelez a abastav a e m Malac a porcant o toda s a s outra s ylha s e terra s d e Maluc o e d e Ja o era m sogeita s a Malac a e se m Malac a no m s e podia m navega r e Su a Altez a se m embarg o dis o mandar a faze r su a fortelez a e m Maluc o e po r n o caminh o more r Jorg e d e Brit o for a se u irmãa o e er a la. Ite m pergumtad o s e cand o Ferna m d e Magalhaee s fo y a descobri r s e a es e temp o her a j a Maluc o descubert o e a obedienci a de l re y nos o senho r dis e qu e cand o ell e testemunh a ve o d e Ma l [a ] c a qu e leixav a tud o asentad o e obedecid o com o dict o tem . Elle testemunh a acho u aind a Ferna m d e Magalhaee s n a cort e e nest e regn o pacific o e be m for a d e s e h [ir ] dell e e qu e estari a despoi s d a vind a dell e testemunh a aind a hu m ann o o u pouc o meno s ficand o j a o trat o [de ] Maluc o asentad o e pacific o com o dict o he . Ite m perguntad o ell e testemunh a s e o s mouro s daquella s parte s lei - xara m d e navega r per a Maluc o pell a defes a qu e h i avi a dis e ell e teste - munh a qu e estand o po r capita m e m Malac a po r se r serviç o de l re y ell e testemunh a o defender a log o ao s dicto s mouro s e o no m consentir a emcant o la estev e e no m navegara m mai s per a l a e Su a Altez a confir - mar a e ordenar a as y e as y s e compria . Ite m perguntad o s[e ] est a notori o a navegaça m e trat o d e Maluc o esta r po r e l re y nos o senho r dis e ell e testemunh a qu e n a india e nesa s parte s toda s te m qu e Maluc o est a a obedienci a d e Su a Altez a e tud o o crav o qu e s e gast a h e o qu e della ve m na s naao s de l rey . (Si) Ite m pergumtad o s e ve o hu m filh o de l re y d e Maluc o po r em - baixado r a Garci a d e Sa a dis e qu e o no m sab e porqu e no m her a n a Indi a e o qu e di z vi o pasa r po r se r e m o temp o qu e ell e testemunh a la estava . E all no m dis e e da s causa s d o custum e dis e nihil . Gome z Anne s co m o s riscado s o sprevy . Ru y d e Bryt o Alvarus . Ite m Diog o Branda m cavaleir o d a cas a de l re y nos o senho r testemunh a jurad o ao s Santo s Avangelho s e perguntad o n a maneir a seguinte . Ite m pergumtad o s e sab e qu e Afons o d'Alboquerqu e tomo u Malac a mando u log o toma r Maluc o dis e qu e h e verdad e qu e ell e Afons o d'Albo - querqu e com o tomo u Malac a po r acha r qu e h i no m avi a drogari a mando u pell o regiment o qu e levav a de l re y qu e Deu s aj a log o descobri r Maluc o 36 pe r tre s navio s a sabe r Antoni o d'Abre u po r capita m moo r e Fran - cisc o Serã o po r capita m doutr a naa o e hu m cavaleir o a qu e no m lem - br a o nom e e m hu a caravelle . E send o e m viage m este s tre s navio s n a parage m d e Jaa o s e perde o a na o e m qu e hi a Francisc o Serã o e ell e co m o s homen s qu e levav a s e pasara m a na o d'Antoni o d'Abre u e send o e m Band a no m a podera m toma r qu e a escorrera m po r no m servi r o temp o e foro m emverna r a hu m port o xx b legoa s d e Band a qu e s e cham a Gullygully . E servind o lh e o temp o pasad o tre s mese s s e foro m a Band a hond e o s mouro s d a terr a lh e fezera m muyt a honr a e mandara m po r ell e obedienci a a o capita m d e Malac a e a o governado r d a india. E po r esta s naao s sere m velha s e no m podere m sofre r augo a detreminara m d e s e torna r a Malaca r (i ) porcant o a s naao s no m estava m e m desposiça m per a hire m a Maluc o e tornand o esta s (22 v.) dua s naao s per a Malac a vinh a Francisc o Serã o e m hu m jumc o co m algun s home s e s e perde o n o ma r vint e e cimqu o legoa s d e Band a e m hu a ylh a qu e s e cham a Lucepinh o ylh a desert a se m gemt e e h i estev e o dict o Francisc o Serã o co m o s purtuguese s e negro s qu e hia m co m ell e dou s o u tre s mese s e nest e temp o ouv e hu m para o com o bate l e s e metera m todo s nell e per a hire m caminh o d e Maluco . E send o n a ylh a d e Boyn o ahi i o s detevera m a gent e d a terr a e send o e l re y d e Tarnat e qu e h e o principa n re y da s ylha s d e Maluc o sabedo r e m com o aquelle s purtuguese s all y estava m e qu e hia m per a Maluc o man - do u po r elle s e lhe s fe z muyt a honr a e m se u regn o e logu o mando u hu m Pero Fernande z qu e hi a e m companhi a d o dict o Francisc o Serã o co m obedienci a e carta s per a e l re y qu e Deu s aj a e qu e estav a com o se u vasallo . E o dict o Francisc o Serã o fico u l a co m o s dicto s purtuguese s hond e recebera m muyt a honr a e asento u o trat o e a terr a po r de l re y e o s preço s da s mercadarias . E log o o outr o ann o Ru y d e Brit o Patali m qu e her a capita m d e Malac a mando u tre s navio s a Band a a buscar dro - garia s e Antoni o d e Mirand a po r capita m delles e Domingo s Gonçalve s po r capita m d'hu m e Francisc o d e Mell o po r capita m doutr o o s quaee s foro m te r a Bamd a e viera m carregado s d e drogas . (2S) E logu o o ann o seguint e qu e fo y o ann o terceir o despoi s d e descubert o Maluc o mando u Jorg e d'Alboquerqu e qu e enta m er a capita m d e Malac a o dict o Antoni o d e Mirand a outr a ve z e m hu a naa o a Band a o qua l carrego u e troux e consig o junco s carregado s h a Malaca . E n o quart o ann o mando u Jorg e d e Brit o qu e enta m er a capita m hu m jumc o a Maluc o e m qu e hi a Alvar o d o Coch o po r capita m e dou s a Band a do s quaee s d e hu m delles er a capita m Francisc o Pereir a e d o outr o Jorg e d e Lancoee s o s quaee s carregara m ambo s e m Band a muyt o bem . E tornand o per a Malac a s e perdera m n o ma r co m tod a a gent e tirand o Francisc o Pereir a qu e hi a po r capita m qu e escapo u e o junc o (> ) Deve ler-se: Malaca . 3 7 qu e fo y a Maluc o e m qu e hia Alvar o d o Cocho fo y a Tarnat e e carrego u muyt o be m co m outr o jumc o d e purtuguese s qu e hia m cor n ell e e m o s quaee s junco s vee o recad o d o dict o Francisc o Serã o e de l re y d e Maluc o e com o tod a a terr a d e Maluc o estav a a obedienci a e serviç o de l re y e o trat o asentad o o s quaee s jumco s viera m a salvament o a Malaca . E log o n o quinqu o (sic) arm o mando u o dict o Jorg e d e Brit o capi - ta m d e Malac a Manue l Palca m e m hu a caravell a a Band a cor n hu m junc o d a terr a o s quaee s carregara m e m (2S v.) Band a e viera m co m sua s drogaria s a salvament o e leixara m a terr a e trat o asentad o po r e l rey . E n o seist o ann o mando u Nun o Vaa z Pereir a send o capita m d e Malac a a Band a hu m junc o e n qu e hi a po r capita m Sima m Vaa z o qua l jumc o carrego u po r muyt o boon s preços . E n o seltem o ann o mando u Do m Aleix o capita m moo r qu e enta m estav a e m Malac a hu a caravell a e hu m junc o a Maluc o e hi a po r capita m Do m Trista m d e Menese s o qua l fo y a Maluc o e levo u a repost a de l re y qu e Deu s aj a a s carta s e obedienci a qu e e l re y d e Maluc o man - do u pe r Per o Fernande z co m algua s dadivas . E a dict a caravell a e junco s caregara m e m Maluc o co m muyt a pa z e asesegu o e viera m a Malac a co m su a mercadori a a salvament o e e n companhi a dest a caravell a ve o hu m junc o de l re y d e Maluc o e m qu e vinh a hu m se u filh o po r capita m e embaxado r per a o capita m d e Malac a e trazi a consig o C L o u duzento s homen s e vinh a da r obedienci a a o dict o capita m d e Malac a e per a servi r e l re y e m tod o o qu e o dict o capita m mandas e trazend o carta s per a e l re y nos o senho r e per a o dict o capita m d e Malac a e estev e hi i e m Malac a clnqu o o u sei s mese s servind o e l re y nos o senho r e m toda s a s cousa s e necesidade s d e (%k) Malac a e torno u s e a hii r co m muyt a omr a e dadiva s e co m tod o o qu e e l re y d e Maluc o mandav a pedi r e m sua s cartas . E n o oytav o ann o mando u Garci a d e Sa a qu e enta m estav a po r capita m e m Malac a a ell e testemunh a co m certo s junco s e m su a com - panhi a a Maluc o e chegand o a Band a ve o hi i te r co m ell e testemunh a Do m Trista m qu e vinh a d e Maluc o e po r e m Band a nest e temp o ave r muyt a drogari a ell e testemunh a carregar a e m Band a e no m for a a Maluc o po r sere m hi i vimdo s o s mercadore s d e Maluc o e ell e testemunh a s e vier a caregad o co m seu s junco s s e vier a caregad o co m seu s junco s a Malac a a salvament o e Do m Trista m s e tornar a dall y d e Band a a Maluco . E despoi s vier a d e Maluc o Do m Trista m a salvament o co m tod a a mercadari a qu e della trazi a ficand o o dict o Francisc o Serã o e pur - tuguese s qu e co m ell e estava m e m Maluc o co m o trat o asentado . E dis e ell e testemunh a qu e estand o carregand o co m seu s junco s e m Band a o dict o re y d e Maluc o e e l re y d e Tudor e (sic) sabend o qu e ell e testemunh a er a chegad o a Band a lh e mandara m obedienci a co m dou s ñore s d e presente . 88 E log o n o non o ann o mando u o dict o Garcia d e Sa a capita m d e Malac a certo s junco s per a Band a e Maluc o e hi a po r capitaee s Anto - ni o (2it v.) d e Pina e Gonçal o Corre a o s quaee s viria m co m sua s drogaria s pello s preço s e m qu e o trat o estav a co m o s feitore s de l re y nos o senho r asentado . E n o decim o ann o e l re y qu e Deu s aj a mando u dest e regn o a Jorg e d e Brit o po r capita m d e sei s naao s co m feitore s e oficiaee s e ornamento s d e ygrej a per a faze r fortelez a e m Maluc o e hi a co m ell e se u irmãa o Antoni o d e Brit o e po r se u irmãa o more r n o caminh o ell e sobcede o a capitani a pe r regiment o de l re y e h e la e m Maluc o a faze r o qu e e l re y pe r se u regiment o mandav a a regiment o de l re y d e Maluco . E dis e ell e testemunh a qu e esta s cous a (sic) sab e porqu e tod o o qu e di z vi o pasa r e fo y presente . Ite m pergumtad o s e sab e qu e fo y defes o o trat o d e Maluc o ao s purtuguese s e as y ao s mouro s d a terr a dis e qu e e l re y qu e Deu s aj a o defende o qu e no m pódes e nyngue m hii r a Maluc o seno m o s moradore s d e Malac a e este s co m licenç a d o capita m d e Malac a e outro s nhu m na m hia m la. Ite m pergumtad o s e a o temp o qu e Ferna m d e Magalhaee s fo y des - cobri r er a j a o trat o d e Maluc o descubert o e asentad o po r e l re y nos o senho r dis e qu e h e verdad e qu e n o ann o d e b°x j fo y descubert o Maluc o e o trat o asentad o e continuad o pe r a maneir a qu e ell e testemunh a dict o te m (25) e Ferna m d e Magalhaee s va y e m quatr o anno s qu e fo y a descobrir . Ite m pergumtad o s e n a india e todalla s outra s parte s est a notory o Maluc o se r descubert o e se r de l re y nos o senho r dis e qu e na s parte s d a Indi a est a notori o a todo s qu e Maluc o hest a a hobedienci a de l re y nos o senho r e pe r seu s capitaee s e feitore s navegad o e do s aponta - mento s dis e qu e mai s no m sabia . Ite m pergumtad o pella s cousa s d o custum e dis e qu e h e criad o del re y d e Purtugal l e comtod o dis e a verdad e d o qu e vi o e pasou . E da s mai s cousa s dis e nihil . Gome z Anr.e s h o sprevy . Diog o Bramda m Alvarus . (R. C.) 2590 . XIII , 6- 2 — Ro l do s herdamentos , casais , soutos , vinhas , foro s e todo s o s direito s qu e pertencia m a el-re i e m terr a d e Lameg o e lh e andava m sonegados . 1210 . — Pergaminho. Bom estado. 2591 . XIII, 6- 3 — Ro l d o númer o d e tabeliãe s da s cidades , vila s e lugare s d e Portuga l e d a pensã o qu e pagava m a el-rei . 1210 . — Perga- minho. Bom estado. S9 2592 . XIII , 6- 4 — Contrat o feit o po r el-re i D . Afons o Ve o princip e se u filh o co m o arcebisp o e cabid o d a cidad e d e Braga , pel o qua l a jurisdi - çã o dest a cidad e passo u a o dit o arcebisp o e uma s casa s d a Ru a Nov a fica - ra m a el-rei . 1474.— Pergaminho . 10 folhas. Bom estado. 2593 . XIII, 6- 5 — Este documento encontra-se nesta Colecção, Ga - veta 14, Maço 1, N.° 20. 2594 . XIII , 6- 6 — Compr a feit a po r el-re i d e trê s tendas , e m Lisboa , n a freguesi a d a Madalena . 1273 , Fevereiro , 15 . — Pergaminho. Bom estado. 2595 . XIII, 6- 7 — Ro l d a pensã o qu e o s tabeliãe s d e Portuga l devia m paga r a el-rei . 1290 . — Pergaminho. Bom estado. 2596 . XIII, 6- 8 — Compr a d e um a tenda , e m Lisboa , n a freguesi a d a Madalena . 1289 , Março , 15 . — Pergaminho. Bom estado. 2597 . XIII, 6- 9 — Declaraçã o feit a a el-re i D . Afons o II I pelo s almo - xarif e e escrivã o d a vil a d e Alenquer , da s terra s e reguengo s qu e el e tinh a n a mesm a vil a e se u termo . — Pergaminho. Bom estado. 2598 . XIII , 6-1 0 — Compr a feit a po r el-re i d e herdament o e m Çafara , Varneza , Dardina , term o d a vil a d e Moura , co m todo s o s seu s direitos . 1296 , Julho , 13 . — Pergaminho. Bom estado. 2599 . XIII, 6-1 1 — Declaraçã o d e com o o convent o d e S . Francisc o d e ïivor a tinh a dad o a el-re i toda s a s casa s qu e pertencia m a o mosteir o par a s e faze r o paç o e m troc a d e el-re i manda r faze r o corp o d o mesm o mosteiro . 1493 , Novembro , 2 . — Papel. 4 folhas. Bom estado. 2600 . XIII , 6-1 2 — Sentenç a pel a qua l fo i determinad o qu e a dad a d o ofíci o d e escrivã o do s órfãos , d e Loulé , pertenci a a el-rei . 1587 , Março , 13 . — Papel. 14 folhas. Bom estado. 2601 . XIII , 7- 1 — Parece r (cópia do) d e Castel a a respeit o d a remis - sã o do s delinquente s entr e Portuga l e Castela . S. d. — Papel . 2 folhas. Mau estado. Aviendos e vist o e l memoria l qu e e l embaxado r de l serenissimo Re y d e Portuga l h a dad o e n respuest a de l qu e aqu i s e l e di o d e part e d e S u Magesta d cerc a d e lo s caso s e n qu e pareci a s e devia m remiti r lo s delin - quente s qu e d e u n reyn o a otr o s e acojese n y aviendos e aca platicad o s [obr e lo ] s junto s contenido s e n e l dich o memoria l h a parecid o adverti r d e l o qu e aqu i s e dir a par a qu e est o s e asient e y orden e com o ma s con - venye r a l servici o desto s principe s y a l benefici o public o d e ambo s reynos . Enquant o a lo s qu e cometiere n e l crime n lese magestatis n o embar - gant e qu e com o s e diz e e n e l dich o memoria l est o es[t] e declarad o e n l a capitulacio n antigu a parec e qu e s e dev e d e [re]nova r y asenta r d e nuev o pue s segun l o qu e s e a vist o po r experienci a e n caso s y exemplo s sucedido s despues d e l a dich a ca[pitu]lac[ion ] n o s e h a aquell o platicad o y punt o ta n in[portante ] com o e[ste ] e s n o dev e d e depende r d e capi - ko tulacio n ta n antigu a y [n o usada] , y demas dest o e s necesari o declarars e l o qu e e n [u]n a clausul a d e l a capitulacio n antigu a s e dezi a qu e est a remisio n s e hizies e constand o de l cas o y delict o po r [e]vi[dencia ] de l hech o o po r otr a probanç a qual e n e l cas o bastas e [qu]est o [se ] entiend a qu e h a d e consta r e n e l [reyno ] y par[te s y ] ant e lo s jueze s dond e s e cometi o e l delit o y dond e s e pid e l a [re]misio n inbiand o e n l a requesi - tori a com o s e acostumbr a l a informacio n qu e par a est o baste . Y qu e n o h a d e se r necesari o haze r juyzi o n i probanç a e n e l reyn o dond e s e acogier e n i ant e lo s jueze s de l par a qu e s e hag a l a dich a remisio n porqu e s i est o n o s e entendies e as i y s e ubies e d e haze r all i proces o y probanç a par a est e efect o seri a inpracticabl e y si n [fru]t o tod o l o qu e s e ordenas e l o qua l s e dev e as i declara r [en ] todo s lo s demas caso s e n qu e s e h a d e haze r l a remisio n po r l a mism a razon . (1 v.) Enquant o a lo s qu e mata n o hiere n a ministro s d e justici a est o s e propus o aca ma s genera l y distint a [mente ] po r l o much o qu e import a a l servici o y auto r [i ] da d d e lo s principe s y a l a obedienci a d e lo s vasallo s y a l a qui[etu] d public a qu e lo s ministro s d e justici a sea n seguro s e inviolables , y as i [parece ] qu e convendr a qu e l o qu e e n e l dich o memoria l s e diz e e n lo s oficiale s y ministro s d e cort e fues e ma s genera l y s e estendies e a todo s especialment e qu e e n est e reyn o fuer a d e cort e a y e n la s provincia s tribunale s supremo s lo s jueze s d e lo s quale s tiene n e l mism o previlegi o hono r y autorida d y as i e n ello s concurr e l a mism a razon . Y demas dest o l o qu e s e añad e e n lo s ministro s d e jus - tici a fuer a d e cort e siend o po r razo n d e su s oficio s [aun]qu e se a juri - dic o y co n fundament o s e dar a occasio n a [defrau]da r l o qu e e n est o s e ordenar e y siempr e s e allegara n [ot]ra s causa s par a e l hech o y a l meno s parec e qu e e n est o s e d e [fee ] a l a [rejquisitori a d e lo s jueze s qu e pide n l a remision . [E n l o qu e toc a a ] lo s qu e quebranta n carcele s y saca n dellas preso s est a [bien ] l o qu e s e diz e e n un o d e lo s capitulo s de l dich o memoria l y co n declaracio n e n e l contenid o e n qu e n o [vy ] ma s qu e advertir . Enqu[anto ] a lo s qu e lleba n mugere s forçada s d e u n reyn o a otr o parec e qu e n o [solo ] avi a d e se r l a remisio n quand o llebase n mugere s casada s [como ] e n e l [dicho ] memoria l s e contien e per o ans i mism o e n qual[eq]uier a otra s y pue s lo s qu e lleva n cosa s agena s y s e pasa n d e u n reyn o a otr o ha n d e se r remitido s co n ello s conform e a l a capi - tulacio n antigu a y a l o qu e e n e l dich o memoria l s e contien e co n much a ma s razo n l o debria n [ser ] lo s qu e saca n y lleva n po r fuerç a la s hija s d e cas a d e su s padre s o d e otra s personas e n cuy o pode r estan . Enquant o a lo s oficiale s [de ] lo s reye s qu e si n da r cuen[ta ] n i paga r e l alcan[ce ] s e pasa n d e [s]o n r[e]yn o a otr o [pa]rec e qu e est a mu y bie n l o contenid o e n e l dich o memoria l y respuest a co n lo s adita - mento s y decl a [ra]cio n [es ] qu e e n e l s e dize . X (%) E n l o qu e toc a as i l o qu e agor a s e asient a y capitul a s e est[endera ] a lo s caso s [pendientes] . Est o s e propus o e n conformida d d e l o conftenido ] e n la [concor]di a an[tigua ] y parec e qu e dand o u n termin o com o d e do s o tre s [meses ] a lo s qu e d e present e y ante s [de ] la publicacio n d e l a capitulacio n [se ] hallase n e n e l u n reyn o o e n e l otr o par a q[ue ] s e pudiese n y r y v[a]lers e dond e le s parecies e pue s s e acogiere n co n buen a fe e qu e s e podria justificadament e estende r a lo s caso s presente s pue s dandoles e l dich o termin o seri a poc o e l agravi o [y ] ello s ternia n tiemp o par a s u remedio . Enquant o a lo s qu e mandare n comete r lo s dicho s delito s y lo s demas contenido s e n l a co n [cor ] di a y capitulacio n antigu a qu e e n ello s s e entiend a l o mism o qu e e n lo s principale s delinquente s est a bie n y as i parec e s e dev e asentar . Enquant o a l o qu e parec e s e dev e quita r d e l a concordi a y [capi] - tulacio n aquell a [palabra ] clausul a d e caso s semejantes . Lo mism o parec e aca atent o qu e aquell a clausul a h a sid o y e s d e poc o efect o y della nasc e ocasio n d e duda s y diferencia s y bastara n lo s caso s qu e [parti ] cula r y especialment e s e declaran . Enquant o a la form a d e la remisio n qu e e n e l dich o memoria l s e dize , s e guard e la declarad a e n l a capitulacio n antigu a e n e l crime n lese magestatis. Est a bie n co n qu e e n l o qu e toc a a l a probanç a s e entiend a com o arrib a est a dich o e n e l mism o capitulo . Est o e s l o qu e aca h a parecid o adverti r entendiend o com o est a dich o qu e as i convien e a l servici o d e ambo s principe s y a l benefici o public o d e ambo s reynos . Y sin o enbar[gando ] l o qu e est a advertido s e insistier e e n qu e s e hag a [conforme ] a l a dich a respuest a y memoria l si n estenderl o ma s e l [negocio ] e s ygua l y cart a partid a par a toda s la s parte s y haze r s e h a as i y venid a la respuest a qu e quant o ma s breve - ment e (i, v.) vinier e ser a mejo r [se ] daran aca po r S u Magesta d la s carta s y provisione s qu e seran nece[s]aria s [compre¡hendiend o e n ella s lo s caso s antiguo s y e s [tos ] qu e d e n[uevo ] s e añade n cuy a copi a autentic a y firmad a s e [imbiara ] all a y otr o tant o s e podr a haze r d e part e de l serenisim o re y y par a mayo r ahondamient o s e dar a comisio n a lo s em[bax]adore s d e un a part e y d e l a otr a par a qu e [a]s i l o capitule n y asiente n (i) . Copiad o qu e parece o e m Castell a acerc a d a remiçã o do s delin - quente s d e hu m reyn o a outro . (R. C.) (' ) Completado com a ajuda da transcrição da Reforma das Gavetas, Liv. 21, fls. HM-U6. 1,2 2602 . XIII , 7-2 — Este documento encontrase no Maço 1 de Leis, N. 96. — Ordenaçã o d e D . Afons o IV , pel a qua l proibi a qu e n a su a Cort e nã o houvess e advogados , ne m procuradores . Estremoz , 1327 , Fevereiro , 25 . 2603 . XIII , 7- 3 — Cart a dad a a o infant e D . Afons o po r el-rei D . Duarte , pel a qua l estabelecia , po r seu s tutore s o s infante s D . Pedr o e D. Henrique . 1433 , Novembro , 11 . — Pergaminho. Bom estado. Selo pen- dente de chumbo. 2604 . XIII , 7- 4 — Ordenaçã o d e el-re i d e Castela , pel a qua l proibi a qu e s e pudess e faze r moeda s co m o cunh o do s rei s d e Portugal . 1564 , Maio , 31 . — Impresso. 4 folhas. Bom estado. Mandamient o y defens a d e l a magesta d de l rey , po r l a qua l s o grave s pena s defiende , qu e ningun a person a pued a haze r n i contrahaze r e n esta s tierras , ningun a suert e d e moneda s semejante s a l a stamp a o cun o d e la s de l serenissimo re y d e Portugal . (Brasão del-rei) E n Anvere s e n cas a d e Aegidi o Diest . 1564 . Po r e l re y A l nostr o mayr e d e Lovayna , ama n d e Brussellas , escoltete s d e Enveres , y Bolduque , y à qualesquie r otro s nuestro s e d e nuestro s vasallos , o barones , justicias , y governadores , y su s lugartenientes , salud . Com o po r part e d e Ru y Mendez agent e y fato r d e nuestr o mu y car o y mu y amad o herman o e l re y d e Portugal , residient e e n nuestr a vill a d e Enveres , no s fu e remostrad o y dad o à entender , d e com o po r e l me s d e Novienbr e proxim o passado , sobr e l o qu e entonce s no s di o à entender , com o diversa s persona s residiente s e n esta s nuestra s tierra s d e aca, o vezinos , hiziero n enbia r e n e l reyn o d e Portuga l alguno s pequeño s tonele s d e clavo s mesclado s co n pieça s d e cobr e d e l a stamp a y cunh o d e l a magesta d de l dich o seño r rey , distribuiendola s e n e l dich o reyn o d e Por - tuga l po r buen a y lea l moneda , y com o s i fuese n d e l a propri a stamp a de l dich o seño r rey , rempliend o as y e l dich o reyn o (e n e l qual s e us a d e l a moned a d e cobre ) co n moneda s falsas . Le acordamo s y hezimo s despacha r nuestra s letra s patente s e n form a d e placeart e par a evita r tale s (1 v.) inconvenientes , y halla r e descubri r lo s falsarios . y com o despues s e hall o y descubrio much a cantida d d e la s dicha s pieça s d e cobr e d e l a stamp a e cunh o d e l a magesta d de l dich o seño r rey , com o s i fuesse n forjadas , o stampada s e n s u proprio reyn o y otros y qu e alguna s persona s determinaro n d e forja r y stampa r y contrahaze r 43 e n la s dicha s nuestra s tierra s d e aca pieça s d e or o semejante s a la s d e die z ducado s d e Portugal , la s quale s e n bonda d y valo r vale n much o meno s qu e la s verdadera s de l dich o reyn o d e Portuga l d e maner a qu e siend o cas o qu e e n est o n o se a proveydo , s e hallara n e n esta s nuestra s tierra s malo s espirito s y Ingenios , lo s quales ha n d e distribui r y sembra r falsa s moneda s e n todo s otro s reynos , tierra s y señorios, y especialment e e n e l dich o reyn o d e Portuga l l o tod o e n mu y grand e perjuizi o y dañ o as y d e la magesta d de l dich o seño r rey , y d e su s sujecto s com o d e lo s nuestro s d e aca, po r l o muchedumbr e d e lo s stampadore s y casa s d e moneda s qu e a y po r aca paresciendole s se r cos a licit a y permetida , qu e pueda n stampa r y forja r tod o l o qu e quisiere n com o tambien paresc e qu e s e quiere n excusa r aquello s qu e s e entremetiero n d e l a stamp a d e la s dicha s pieças d e cobr e semejante s à aquella s d e la stamp a de l dich o seño r re y d e Portugal . Por l a qua l caus a e l dich o suplicant e e n nombr e d e la (2) magesta d de l dich o seño r re y s u amo , no s h a requerid o y pedido , qu e fuesemos servido s e n est o proveerl e d e remedi o conveniente . Po r la qua l causa , y e n consideracio n d e l o qu e dich o es , queriend o provee r qu e semejante s falsedade s n o s e haga n ma s e n perjuizi o d e la magesta t de l dich o seño r re y d e Portuga l nuestr o mu y car o y bie n amad o herman o especialment e e n respect o d e la mu y estrech a amista d y afinida d qu e tenemo s entr e nosotros , y aviend o e l bie n d e su s negocio s po r favorescido s y encomendados , com o nuestro s negocio s proprios , com o lo s averno s tenid o d e tod o tiempo . Porende o s mandamo s y encomendamo s po r vertu d dest a carta , qu e lueg o y si n ningun a dilacio n hagai s pre - gona r y publica r cad a un o e n s u juredicon , y e n lugare s adond e s e acostunbra n haze r pregone s y publicaciones , y d e nuestr a part e mu y espresament e mandeis : Que ningun o d e qualquie r estado , qualidad , n i condicio n qu e fueren , n o presuman , n i determine n po r ningun a maner a d e stampa r n i forjar , o haze r forja r n i stampa r e n esta s parte s ninguna s pieças , o dinero s d e cobre , n i d e plata , n i d e oro , d e l a stamp a n i semejante s à la s moneda s d e l a magesta d de l dich o seño r re y d e Portugal , n i d e la s aver , n i tener , n i (8 v.) guarda r e n s i antes , qu e qualesquie r qu e tuviere n a l present e alguna s dellas e n grande , o e n pequeñ a quantidad , la s aya n d e entrega r e n mano s d e nuestro s cambiadores , o otro s nuestro s deputado s y come - tido s par a l o qu e dich o es , par a qu e sea n fondida s y quebradas , com o falsa s y valuada s po r ma s d e s u just o preci o y valor . Y est o dentr o d e quinz e dia s despue s d e la publicacio n dest a carta , s o pen a d e se r tenidos , y reputados , y castigado s com o hazedore s d e falsa s monedas , y com o su s conpañero s y participante s co n ellos . Queriendo y ordenand o adema s desto , qu e la s pieça s d e cobr e qu e a l present e s e descubrierom , sea n po r vo s le s dicho s nuestro s deputado s publicament e deshecha s y quebradas , as y à exempl o d e qualesquie r otros , 44 com o tanbie n par a qu e cad a un o pued a conosce r l a falseda d y prohibicio n d e tale s y semejante s pieças falsas . Y porqu e dest a cart a s e podr a ave r necesida d e n mucho s lugares , queremo s qu e a l treslad o dell a co n sell o autenticado , firmado , y concer - tad o po r un o d e lo s nuestro s secretarios , se a dad o fe e y credit o com o à est e present e origina l porqu e as y no s plaze . Dada e n nuestr a vill a d e Brussela s debax o d e nuestr o contrasell o aqu i abaxo imprimid o e n placearte , à e l postrer o di a de l me s d e mayo , d e M.D.LXIIII . años . Fue d e sus o escrito , po r e l re y y firmad o po r (S) s u secretari o I . d e Facuwez. En la s espalda s fu e escrito : O y xxi . dia s de l me s d e juni o d e M.D.LiXIIII . año s fu e lleyd o y publicad o delant e d e l a bretec a d e l a cas a dest a vill a d e Enveres , po r m i Herma n d e Hemmome z escrivan o de l seño r escotet e y malgrab e d e Enveres , e l contenid o e n e l blanc o dest a otr a part e escrito . Y despues d e averi o hecho , s e hiz o publicament e e n e l dich o di a l a execucio n e n e l mercad o d e lo s dinero s qu e s e hallaro n falsos , conform e à l o contenid o e n e l dich o placcart e e n presenci a de l seño r Jua n va n Ymersel e cavallero , seño r d e Bauldrys , com o malgrav e y escoltet e d e l a dich a villa , estand o y o all i presente . Fu e firmado , Herma n va n Hammome z 0 ) <B. C.) 2605 . XIII , 7- 5 — Este documento encontrase no Maço 4 de Leis, N.° 9 . Le i d e el-re i D . Sebastiã o a respeit o da s apelaçõe s qu e s e tinha m tirad o d a Cas a d o Cíve l e qu e devia m volta r a corre r po r ela . Lisboa , 1559 , Fevereiro , 15 . 2606 . XIII , 7- 6 — Este documento encontrase no Maço 3 de Leis, N.° 50. Le i d e D . Filip e III , pel a qua l s e proibi a mata r ave s a tir o e des - mancha r ninho s d e perdizes . Lisboa , 1624 , Fevereiro , 23 . 2607 . XIII, 7- 7 — Este documento encontrase no Maço 3 de Leis, N.° 52 . Le i d e el-re i D . Filip e III , a respeito d o us o da s espingardas . Lis - boa , 1626 , Julho , 24 . 2608 . XIII, 7- 8 — Este documento encontra-se no Maço 1 de Leis, N.º 10. Le i d e el-re i D . Manue l a respeit o do s lutos . Lisboa , 1504 , Junho , 27 . ( J ) Texto impresso. Há mais 4 exemplares: 2 em francê s e 2 em alemão. Os brasões dos exemplares alemães diferem um pouco dos outros exemplares; no verso da ft. 3 está o retrato de D. Filipe I. 2609 . XIII , 7- 9 — Este documento encontrase no Maço 1 de Leis, N.' 188. Le i d e el-re i D . Joã o II , pel a qua l proibi a qu e s e usasse m sedas . Santarém , 1487 , Março , 11 . 2610 . XIII, 7-1 0 — Este documento encontra-se no Maço 1 de Leis, N.' 11. Alvar á d e le i d e el-re i D . Manue l a respeit o d a pen a do s qu e apre - sentasse m carta s apostolicas , pela s quai s fosse m dado s juize s e m causa s for a d e Portugal . Sintra , 1504 , Setembro , 4 . 2611 . XIII , 7-1 1 — Este documento encontra-se no Maço 3 de Leis, N.° 4 Alvar á d e declaraçã o d a le i da s cortesia s a respeit o da s pessoa s a que m s e devi a da r senhoria . Lisboa , 1602 , Agosto , 7 . 2612 . XIII , 7-1 2 — Este documento encontra-se no Maço 1 de Leis, N .º 89. Ordenaçã o d e el-re i D . Dini s pel a qua l era m dispensado s d e paga r portage m o s lugare s qu e tinha m o respectiv o privilégio . Santarém , 1324 , Dezembro , 12 . 2613 . XIII , 7-1 3 — Este documento encontra-se no Maço 5 de Cortes, N.° 6 . Aut o d a aclamaçã o d e Filip e I com o re i d e Portuga l n a Ilh a d e S . Migue l e jurament o d e D . Diogo , se u filho , com o príncipe . 1581 , Junho , 4 . Aut o d e com o o muit o alt o e muit o poderos o re i Do m Felipp e noss o senho r fo i alevantad o po r re y e senho r deste s reino s e senhorio s d e Portuga l n a cidad e d a Pont a Delgad a e Vil a d o Nordest e d a ilh a d e Sanc t Migue l e n a mesm a cidad e e vil a jurad o po r re i o dit o senho r e o serenissimo principp e Do m Diogu o se u primogénit o filh o po r principp e e subcesso r do s dito s reino s e senhorios . Ann o d o nasciment o d e Noss o Senho r Jhes u Christ o d e mi l e qui - nhento s e oitent a e hu u anno s e m Domingu o coatr o dia s d o me s d e Junh o n a cidad e d a Pont a Delgad a d a ilh a d e Sa n Migue l n a Camara del a junto s o s officiai s del a o licenciad o Cristovã o Soare s d'Albergari a jui z d e for a e corregedo r d a ilh a d e Sanct a Mari a o licenciad o Manoe l d'Oliveir a Diogu o Ferreir a vereadore s o licenciad o Diogu o Dia s Sueir o procurado r d a cidad e e o s procuradore s do s mestere s e be m ass i o s homeen s nobre s d a guovernanss a e mai s povo s e o s capitai s da s Companhia s co m sua s bandeira s send o outros i junto s juize s vereadore s e mai s officiai s da s Camaras da s vila s d e Vil a Franca , Ribeir a Grande , Aguo a d o Pao , Ala - guoa , pe r mandad o d o muit o ilustr e senho r Ambrosi o d'Aguia r Coutinh o d o Conselh o del re i noss o senho r e se u capitã o moo r e governado r desta s ilha s do s Açores . A dit a Camara vierã o o dit o senho r guovernado r e o muit o ilustr e senho r Do m Pedr o d e Castilh o bisp o d'Angr a e o douto r Diogu o d e Barro s d o desembargu o d o dit o senho r e se u desembargado r e m su a cort e e Cas a d a Suplicaçao m e m o quoa l luga r pel o dit o senho r governa - do r fo i dit o qu e erao m junto s per a co m a s solennidade s acostumada s a 46 levantare m e jurare m po r re i a e l re i Do m Felipp e noss o senho r a que m pertenci a direitament e a sobcessao m deste s reino s pe r mort e de l re y Do m Anrriqu e qu e esta a e m glori a e jurare m a o principp e Do m Diogu o se u primogénit o filh o po r princip e deles . E logu o s e alevanto u o licenciad o Cristovã o Soare s jui z d e for a e diss e e m nom e d a cidad e e da s mai s Camaras dest a ilh a qu e elle s sempr e entenderã o e estavã o n o conheciment o d a grand e merc e qu e o senho r Deo s lhe s fizer a e m da r a sobcessao m deste s reino s a e l re i Do m Felipp e noss o senho r e qu e co m anim o mu i pront o e deliberad o estavã o preste s per a o jurare m po r re i e a o serenissim o principp e Do m Diogu o se u pri - mogénit o filh o po r principp e subcesso r d a coro a deste s reino s d e Portuga l e a morre r pel o serviç o d e Su a Magestad e co m a obrigaçao m qu e o s leai s vasalo s deve m a se u re y e natura l senhor . E logu o Duart e d e Mendoç a fidalgu o d a cas a d o dit o senho r alfere s d a dit a cidad e tomo u a bandeir a d a cidad e n a mao m e diss e e m vo z alt a tre s veze s rea l rea l rea l pel o muit o alt o e muit o poderos o senho r re i Do m Felipp e pe r graç a d e Deo s re i do s reino s e senhorio s d e Portugal . E todo s juntament e co m muit o aplaus o d o pov o que , tod o responde o rea l rea l forao m acompanhand o a dit a bandeir a t e a Igrej a Matri x d o marti r Sa n Sebastiao m ond e e m presens a d o dit o senho r guovernado r e na s mãao s d o dit o senho r bisp o o s dito s officiai s da s Camaras d a dit a cidad e e da s mai s vila s pond o a s mão s sobr e nu m missal , jurarã o ao s Sancto s Evangelho s e prometerao m a Deo s Noss o Senho r d e sua s livre s vontade s d e tere m a o dit o senho r re i Do m Felip e po r se u re i e senho r e a o principp e Do m Diogu o po r principp e e sobcesso r d a coro a do s dito s reino s dand o lh e a obedienci a e vasalage m com o at e guor a costumarao m da r ao s rei s deste s reino s seu s predecessore s com o leai s vasalos . E feit o o dit o jurament o pel o senho r guovernado r fo i dit o qu e e m nom e d e Su a Magestad e concedi a todo s o s previlegio s forai s graça s e merces qu e est a cidad e e vila s tivesse m do s rei s passado s deste s reino s at e o temp o del re i Do m Anrriqu e qu e esta a e m glori a e lh e nã o seriao m quebrada s ante s acresentada s com o Su a Magestad e costumav a faze r a seu s vasalo s qu e o s officiai s aceitarao m e m nom e do s povos . O qu e feit o todo s juntament e s e levantarao m e forao m acompanhand o a bandeir a pela s rua s pubrica s d a dit a cidad e dizend o o dit o alfere s rea l rea l rea l pel o muit o alt o e muit o poderos o senho r re y Do m Felipp e pe r graç a d e Deo s re i do s reino s e senhorio s d e Portugal . A qu e o pov o e o s menino s responderao m rea l rea l e forã o at e a fortalez a aond e alvorarao m a dit a bandeir a e dah i a torno u o dit o alfere s a Camara ond e costumav a estar . A qu e e u escrivao m fu i present e d e qu e s e fe z est e aut o qu e assinarao m todo s co m testemunha s qu e forao m presente s Francisc o d'Arrud a d a Cost a o licenciad o Bertolame u d e Frias . Bertolame u Nog[u]eira . Antoni o Botelh o escrivã o d a Camara o fiz . O guovernado r Ambrosi o d'Aguia r Coutinho . Do m Pedr o d e Cas - tilh o bisp o d'Angra . Diogu o d e Barros . Cristovã o Soare s d'Albergaria . Manoe l d'Oliveira . Diogu o Ferreira . O licenciad o Diogu o Dia s Sueiro . An - toni o Lope s d e Farta . Fernã o Guomez . Afons o d'Oliveira . Gaspa r Lopes . Belchio r Mendez. Ru i Coelho . Per o Rodriguez. Salvado r Daniel . Manue l Alvarez . Gaspa r Afons o Fagundez . Manoe l d a Mota . Luca s Afonso . Bel - chio r Pemintel . Migue l Dias . Antoni o Pachequo . Gaspa r d e Braga . Bal - tasa r Tavares . Belchio r d'Amaral . Nun o Barbos a d a Silva . Custodi o Calvo . Francisc o d'Arruda . Bertolame u d e Frias . Bertolame u Nogueira . Anno d o nasciment o d e Noss o Senho r Jhes u Christ o d e mi l e qui - nhento s e oitent a e nu m anno s ao s coatr o dia s d o me s d e Julh o n a vil a d o Nordest e d a ilh a d e Sa n Migue l n a cas a d a Camara estand o ah i Bal - tasa r Manoe l e Pedr o Carvalh o juize s ordinario s e Francisc o Afons o d a Praç a Aire s d'Oliveir a vereadore s e Manoe l Vaa z procurado r d a vil a send o junto s pe r mandad o d o muit o ilustr e senho r Ambrosi o d'Aguia r Coutinh o d o Concelh o del re i noss o senho r capitao m mo r e guovernado r d e toda s a s ilha s do s Açore s per a co m a s solenidade s acostumada s ale - vantare m e jurare m po r re i a o muit o alt o e mult o poderos o re i Do m Felipp e noss o senho r e ass i a o serenissim o princip e Do m Diogu o se u primogenit o filh o po r principp e e sobcesso r d a coro a deste s reino s e senhorio s d e Portuga l a que m pertenci a dereitament e a sobcessã o dele s pe r mort e del re i Do m Anrriqu e qu e Deo s tem . Porquoanto pel a distanci a d o luga r po r o caminh o se r trabalhos o e comprid o parece o be m a o dit o senho r guovernado r qu e o dit o aut o s e fizes e n a dit a vil a d o Nordest e e excusa r o trabalh o d e hi r a cidad e e m compriment o d o quoa l send o junto s o s sobredito s juize s vereadore s procuradore s d a vil a e mestere s gent e d a guovernanç a e pov o s e po z e m pratic a po r o jui z Baltasa r Manoe l o efeit o per a qu e erao m juntos . Os quoai s co m muit o contenta - ment o e pe r comu m consentiment o e gera l alegri a d e todo s disserao m qu e erao m mu i contente s d e alevantare m e jurare m a o dit o senho r po r re i e a o principp e Do m Diogu o po r princip e e lh e dare m a menage m qu e deve m o s leai s vasalo s a se u re y e senhor . E logu o Manoe l Vaa z procurado r d a vil a tomo u a bandeir a d a Camara dizend o tre s veze s rea l rea l rea l po r o mult o alt o e muit o poderos o re i Do m Felipp e noss o senho r re i deste s reino s e senhorio s d e Portugal . Respondendo tod o o pov o co m grand e aplaus o a s mesma s palavra s qu e pe r muita s veze s s e repetirã o ind o a Igrej a Matri x d a invocaçã o d e Sa n Jorg e parrochi a d a dit a vil a acompanhand o a dit a bandeir a ond e na s mãao s d o vigalr o Diogu o Fernande s o s juize s vereadores procura - do r puserao m a s mãaos e m hu m missa l e jurarao m ao s Santo s Evan - gelho s e prometerao m a Deo s Noss o Senho r d e sua s livre s vontade s tere m a o dit o senho r re i Do m Felipp e po r se u re i e senho r e a o princip e Do m Diogu o po r principp e e sobcesso r d a coro a do s dito s reino s ass i com o at e guor a tiverao m ao s rei s seu s predecessore s dand o lh e obe - dienci a e vasalage m com o leai s vassalos . 48 E logu o o dit o Manoe l Vaa z acabad o o jurament o e m alt a vo z torno u a dize r rea l rea l rea l po r o muit o alt o e muit o poderos o re i Do m Felipp e noss o senho r re i deste s reino s d e Portugal . A qu e o pov o tod o respondi a a s mesma s palavra s dizend o rea l rea l rea l co m muit o guost o e alvoroç o andand o pela s rua s d a dit a vil a e dah i s e tornarã o a Camara co m a dit a bandeira . Ao qu e tod o e u Francisc o Lob o tabaliã o pubric o e d o judicia l n a cidad e d a Pont a Delgad a fu i present e pe r mandad o d o senho r guover - nado r e fi z est e aut o qu e assinarao m co m testemunha s Antoni o d'Arauj o escrivao m d a Camara e Jorg e Lourenç o e Amado r d o Mont e moradore s n a dit a vila . Francisc o Lob o o escrevi . Diogu o Fernandez . Baltasa r Manoel . Aire s d'Oliveira . Francisc o Afonso . Per o Carvalho . Manoe l Vaaz . Amado r d o Monte . Antoni o d'Araujo . Jorg e Lourenço . Co m o teho r do s coai s auto s propio s qu e fiquao m n a Camar a d a cidad e d a Pont a Delgad a d a ilh a d e Sa n Migue l e u Francisc o Lob o taba - liao m pubric o e d o judicia l po r e l re i nos o senho r n a dit a cidad e pe r mandad o d o ilustr e senho r guovernado r passe i est e instrument o e tres - lad o e m pubric o concertad o co m o s propio s e tabaliao m abaix o assinado . E o assine i d e me u sina l pubric o e m out o dia s d e Julh o ann o d e mi l e quinhento s e oitent a e hu u annos . (sinal público) Concertad o Manue l d a Fonsec a rie . CJ 2614 . XIII , 7-1 4 — Este documento encontra-se no Maço 3 de Leis, N.° 38. Alvar á d e le i d e el-re i D . Filip e I , a respeit o d a pen a post a a todo s o s qu e levava m recado s d e desafio . Lisboa , 1590 , Agosto , 11 . 2615 . XIII , 7-1 5 — Este documento encontra-se no Maço 8 de Leis, N.° 37 . Alvar á d e le i d e el-re i D . Filip e I a respeit o d a aplicaçã o d a Esmo - laria . Lisboa , 1586 , Junho , 25 . 2616 . XIII , 7-1 6 — Doaçã o e rectificaçã o qu e el-re i d o Ceilã o fe z a D . Filip e I , re i d e Portugal . 1583 , Novembro , 4 . — Papel. 7 folhas. Bom estado. Copia junta. Ánn o d o nasiment o d e Nos o Senho r Jhes u Christ o d e mi l e qui - nhento s e oitent a e tre s ano s ao s coatr o dia s d o me z d e Novembr o d o dit o an o nest a cidad e d e Columb o d a ilh a d e Seylã o n o apouzent o do s paço s d o muit o allt o primcyp e re y e senho r Do m Joa m pe T gras a d e Déo s Pire a Pamda r re y d e Seyla m estand o ell e ah y d e prezemt e e m presenç a d e Joa m Corre a d e Brit o capita m po r e l re i nos o senho r e m el a e be m as y d e Manue l d e Souz a Coutinh o capita m qu e fo y e d o padr e guoardia m d o moesteir o d a Orde m d e Sã o Francisc o dest a dit a cidad e fre i Duart e Chanoqu a e Do m Estevã o camareir o moo r e se u regedo r e Lui z Corre a d a Silv a se u goard a moo r e Lourenç o Fernande z se u secretari o po r el e dit o re i fo y dit o dig o mandad o chama r po r Do m Fernando se u limguo a a seu s vasalos . E hind o todo s junto s e m prezens a dele s e m pubric o po r ell e dit o re y e m voze s alita s qu e be m fo y ouvid o e entemdid o e declarad o pel o dit o limgu a fo y dit o qu e ell e declarav a a o senho r Do m Filip e re y d e Portugua l po r se u erdeir o e soseso r dest e rein o d e Seyla m e a todo s seu s socesore s po r mort e dell e dit o rey . E logu o e m pubric o prezemt e todo s lhe s tomo u a omenaje m e jura - mento s solene s qu e fizerã o no s cristão s e m hu m livr o misal l (1 v.) e o s jemtio s e m sua s manilhas e pagode s com o te m d e custum e d e dare m obedienci a e vasallaje m ho s dito s seu s vasalo s e d e obedesere m e conhe - sere m po r re y e senho r a o dit o re y d e Portugua l e seu s sosesore s po r mort e dell e dit o re y d e Seila m Do m Joa m com o ele s pormeterã o e disera m qu e sy m d e qu e s e fe z est e aut o pubric o e m qu e h o dit o re i asino u co m h o dit o capita m e Manoe l d e Souz a Coutinh o e po r camareir o moo r goard a moo r secretari o del i re i e limgo a qu e declaro u h o qu e diss e comyg o sobredit o Antoni o Ribeir o tabelia m qu e h o esprev i e note i e m minh a not a qu e e m me u pode r fiqu a omd e o dit o re i d e Seilã o e mai s pessoa s n o dit o aut o declarado s fyquã o asynado s e della aqu i o treslade y be m e fielment e e o comserte y co m h o propry o e m e asyne i aqu i dest e me u pubric o synal l qu e tal l h e com o s e segue . (sinal público) (2) Aamtã o Jacom e moç o d a camara d e Su a Magestad e e se u ouvido r co m allçad o nest a cidad e d e Collumb o d a ilh a d e Ceyllã o etc . A quoamto s est a minh a certidã o d e justifiquaçã o vire m e o conhe - ciment o della co m direit o pertemse r faç o sabe r com o a letr a d o aut o pubryqu o atra s e o sinal l pubryqu o qu e esta a a o pe e dell e h e d'Amtoni o Ribeir o taballiã o pubryqu o nest a dit a cidad e o coal l a o temp o qu e fe s o dit o aut o servi a o dit o se u carguo com o imd a oj e e m di a serv e e ao s papei s po r elle s feito s e asinado s com o o dit o aut o esta a h e lhe s da a imteir a fe e e credit o e m tod a a part e qu e sã o apresemtados . B o requiryment o d e Joã o Corre a d e Bryt o capitã o nest a fortallez a d e Cullumb o lh e mamde i paça r a presemt e n a verdad e po r mi m asynad a e cellad a co m o cell o da s arma s reai s d a Coro a d e Purtugal l qu e no s juize s dest a cidad e serve . Ao s omz e dia s d o me s d e Novembro . 5 0 Cosm o d e Crast o escrivã o d a Ouvidori a po r Su a Magestad e a fe s escreve r e h o escreve o po r lysemç a qu e per a ell o tem . An o d o nasiment o d e Nos o Senho r Jhes u Christ o d e mill e quynhemto s e oitent a e tre s anos . Pago u nychel l e d'asyna r o mesmo . Antã o Jacom e (S v.) pago u d o cell o x reais . Antã o Jacom e Reteficaçã o del re i d e Jhoã o d e Ceilã o a Su a Magestade . (3) Jhesu s Mari a E m nom e d e Déo s amen . Saibam quoamto s est e pubric o estroment o d e doasa m e retefiquasã o vi r qu e n o an o d o naciment o d e Nos o Senho r Jhes u Christ o d e mi l e quinhento s e oitent a e tre s anno s ao s coatr o dia s d o me z d e Novembr o d o dit o an o nest a cidad e d e Columb o d a ilh a d e Seylã o n o apousemt o do s paço s d o muit o alt o primcep e re y e senho r Do m Joa m pe r graç a d e Deu s Fere a Pamda r re y d e Seyla m estand o ell e ah y d e presemt e e Do m Fernand o limguo a d o dit o re y e m prezems a d e Joa m Corre a d e Brit o capita m pe r e l re i nos o senho r e m el a e be m as y d e Manue l d e Souz- a Coutinh o capita m qu e fo y nest a dit a cidad e e o padr e fre y Duart e Cha - noqu a guordia m d o moesteir o d e Samt o Antoni o d a Orde m d e Sã o Fran - cisc o e d e Do m Esteva m camareir o moo r e regedo r d o dit o re y e d e Lui s Corre a d a Silv a se u guoard a mo r e d e Lourenç o Fernande z secre - tari o del e dit o re i e da s mai s testemunha s a o diamt e nomeada s fo i dit o d e mandad o dell e dit o re i a my m Antoni o Ribeir o tabelia m pubric o da s nota s nest a dit a cidad e pel o dit o senho r qu e ah y fu y vimd o a chamad o dell e dit o re y qu e avi a or a tre s anno s pouqu o mai s o u meno s qu e e u dit o tabalia m d e se u mandad o fizer a nu m estorment o pubric o d e doasa m pel o coal l ell e dit o re y d e se u proprio moot o bo a e lyvr e vomtad e po r muito s respeito s e obriguaçõi s (S v.) qu e a is o h o moveria m fizer a doa - sa m dest e se u rein o d e Seyla m a o senho r Do m Emrriqu e qu e socede o po r re y no s reino s e senhorio s d e Portugal l po r mort e e falesiment o de l re y Do m Sebastia m e seu s socesore s n o dit o reyno . Por fallesyment o dell e dit o re y d e Seyla m po r na m te r erdeyro s qu e po r direit o nel e lh e pudese m socede r qu e lh e o Raju u Pamda r se u imygu o capital l te m tomad o po r fors a nã o lh e pertemsemd o d e qu e ell e estav a dezaposad o e o soceder a pel o dit o estroment o a o dit o senho r re y e depoi s dell e a seu s socesore s no s dito s reino s e sempr e dell e e do s rei a catoliquo s d e Portugal l ell e dit o re y h e ajudad o e socorrid o na s guerra s e serquo s d o Raju u pel o qu e lhe s estav a e m muyt a obrygasa m pell o 51 coal l ell e fizer a a dit a doasa m asynad a po r ell e dit o re y e testemunha s e m el a nomeada s aseytad a pel o dit o Manue l d e Souz a Coutinh o capyta m qu e fo y nest a dit a cidad e e fortalez a e po r my m dit o tabalia m e m nom e d o dit o senho r re y e seu s sosesores . Feita ao s doz e dia s d o me z d'Aguost o d o an o d e mi l e quinhento s e oytemt a annos . Coino ist o e outra s couza s d a dit a escriptur a d e doasa m largament e s e poder a ver . Ha coal l er a enviad a a o rein o d o qu e tud o e u dit o taba - lia m do u mynh a fe e h e qu e or a ell e dit o senho r re y d e Seyla m per a moo r firmez a e seguurams a dis e qu e (k) retefiquav a h a dit a doasa m e pelo s dito s respeyto s e obrygasõi s dav a est e dit o se u rein o e dell e fazi a doasa m a o senho r Do m Felype e re y e soceso r do s reino s e senhoryo s d e Portugal l e a seu s sosesore s n o dit o rein o asy m com o damte s tinh a feit o a o dit o senho r re y Do m Emrriqu e e ist o po r mort e e falesyment o dell e dit o re y d e Seylam . E qu e tod o h o direit o senhori o e ausa m qu e ell e te m e a o diant e esper a d e te r nest e dit o rein o e lh e pertenc e po r mort e d e Boneguabag o avo o del e dit o re y senho r e re y qu e dell e fo y qu e o dit o rein o nell e po s e trespaso u co m licenç a do s rei s pasado s d e Portugal l espesialment e d o senho r re y Do m Joa m qu e est a e m gllori a e pel a pos e e m qu e estev e dest e rein o com o senho r e re y qu e h e dell e digu o qu e dell e h e qu e lh e h o dit o Raju u te m tomad o o h o ced e ell e dit o re y po r su a mort e n o dit o senho r re y Do m Filip e e seu s socesore s no s dito s reino s e senhorio s d e Portugal l e per a qu e h o erd e e aja a pesu a e senhore e com o couz a su a qu e h e po r vertud e dest e pubric o estroment o d e doasã o e retefiquasa m po r morte dell e dit o re y porcoant o nã o te m erdeiro s qu e lh e soceda m co m declarasa m qu e semd o caz o qu e allgun s paremte s dell e dit o re y pertemda m direyt o n a sosesa m dest e rein o ell e pel a prezent e doasa m d e retefiquasa m o s daclar a (k v.) e nomea a po r imdino s d a dit a sosesa m e direit o qu e nel a pode m te r com o imygo s capitai s e alevamtado s com - tr a su a coro a e po r tomare m arma s comtr a ell e dit o re y e o pertem - dere m e temtare m mata r co m toda s a s mai s declarasõi s e clauzula s qu e fore m nesesaria s qu e ell e dit o re y aaqu i h a porposta s e com o tai s per - dere m o s ben s e a socesa m e direit o ho s qu e semelhamte s maldade s cometere m pertemde m ave r e ter . E po r verdad e qu e ell e dit o re y ah y o dis e e outorguo u mando u e retifiquo u a primeir a escriptur a e a prezemt e mando u dis o se r feit o est e estroment o d e doasa m qu e asyno u nest a not a co m declarasa m qu e dis e h o dit o re y d e Seyla m qu e send o caz o qu e aja a filho s o u filha s erdeiro s qu e lh e erde m nã o sej a a doasa m nhu a e coand o nã o s e cumpr a e m tod o com o dit o tem . Testemunhas qu e ale m do s nomeado s forã o presemte s Gaspa r Sal - gad o e Nicula o Gonçallve z d e Sot o vereadores qu e or a sã o nest a dit a cidad e e Estevã o Guome z jui z ordinari o e m el a e m ela (aie) e Antoni o 52 Lourenç o e Francisc o d a Silv a espriva m d a feitori a todo s aqu i cazado s e moradore s qu e asynarã o co m no s mai s e co m h o dit o limgo a e capita m qu e est a dit a escriptur a d e doasa m e m nom e d o dit o senho r re y e seu s socesore s aseitou . E e u sobredit o Antoni o Ribeir o tabelia m o mesm o com o (5) pesso a pubric a estepulamt e e aseytamt e qu e h o esprev i e note y e m minh a not a qu e e m me u pode r fiqu a omd e o dit o senho r re y co m ho s mai s decla - rado s e testemunha s fiquã o asynado s e della aqu y o treslade y be m e fielment e e o comcerte y co m h o propry o e m e asyne i aqu y dest e me u pubric o synal l qu e tal l h e com o s e segue . (sinal público) Aamtã o Jacom e moç o d a camara d e Su a Magestad e e se u ouvydo r co m aligad a nest a cidad e d e Culumb o d a ilh a d e Ceylã o etc . A quoamto s est a minh a certidã o d e justifiquaçã o vire m e o conhe - ciment o della co m direit o pertemse r faç o sabe r com o a letr a d o estro - memt o d e doaçã o e reteffiquaçã o atra z e o sinal l pubric o qu e esta a a o pe e della h e d'Amtoni o Ribeir o taballiã o pubric o da s nota s e m est a dit a cidad e o coal l a o temp o qu e fe z o dit o estroment o servy a o dit o se u carguo com o imd a oj e e m (5 v.) dy a serv e e ao s papei s po r ell e feito s e asinado s com o o dit o estroment o d e doaçã o e retefiquaçà o esta a s e lhe s da a imteir a fe e e credit o e m tod a a part e qu e sã o aprezemtados . E a requeriment o d e Joa m Corre a d e Bryt o capitã o nest a fortallez a d e Cullumb o lh e mande i paça r a prezemt e n a verdad e pe r mi m asynad a e cellad a co m o cell o da s arma s reai s d a Coro a d e Portugal l qu e no s juizo s dest a dit a cidad e serve . Ao s omz e dia s d o me s d e Novembro . Cosm o d e Crast o escryvã o d a Ouvydori a po r Su a Magestad e a fe s escreve r e soescreve o po r lysemç a qu e par a ell o tem . Ano d o nasiment o d e Nos o Senho r Jhes u Christ o d e mill e quy - nhemto s e oitemt a e tre s anos . Pagou nychel l e d'asina r o mesmo . Antã o Jacom e (6) Pago u d o cell o x reaes . Antã o Jacom e (7) Senho r Os tre s estromento s qu e co m est a serã o d a retificaçã o qu e fe z el l re y d e Ceilã o a el l re y nos o senho r d o dit o reyn o pe r hu a doaçã o qu e s e deito u nes a Tor e d o Tomb o m e mando u Su a Altez a qu e s e emtre - 5 5 gase m a Vos a Merc e per a s e ajumtare m co m a dit a doação . E pel o temp o e negoceo s m e nã o dare m luga r o a na o lev o po r mim . Noso Senho r a muit o ilustr e peso a d e Voss a Merc e guard e e a vid a acrecemt e com o pode . Oje 6 d e Fevereir o d e 85 . Bej o a s mão s a Voss a Merce . Diog o (1 ) (R. O.) 2617 . XIII , 7-1 7 — Aut o (traslado do) d a obedienci a qu e o capitã o d a ilha d e S . Tom é fe z a el-re i D . Filip e I . 1581 , Junho , 11 . — Papel. 4 folhas. Bom estado. Ann o d o naciment o d e Nos o Senho r Jhes u Christ o d e mi l e qui - nhento s e outent a e hu u anno s ao s onz e dia s d o mes d e Junh o nest a cidad e ilh a d e Sa n Tom e n a fortalez a de l re y nos o sennho r aposent o d e seu s capitai s e ond e pouz a o licenciad o Antoni o Monteir o Macie l d o Desembarg o del re i nos o sennho r d a Cas a d a Soppllicaçã o capitã o co n aligad a nest a dit a ilh a d o Cab o da s Palma s th e o d e Bo a Esperanç a send o prezente s o s juize s e vereadores e procurado r d o Concelh o Symã o d'Arauj o e Per o Va z juize s ordinario s cidadoi s moradore s dest a cidad e Estevã o Castanh o vereado r e jui z do s orfão s e Andre Pereir a d o Avella r e Agostinh o Aranha s outross y vereadores e Andre Lope z Biscainh o pro - curado r d o Comcelh o e a s pesoa s d a governanç a abaix o asinada s estante s e mai s pov o chamado s a est a dit a fortalez a po r mandad o dell e capitão . Dise send o todo s junto s qu e onte m de z dest e me s era o d o rein o chegado s navio s qu e davã o po r nov a sert a e ell e capitã o tinh a po r carta s d e pesoa s d e autoridad e qu e e l re y Do m Anriqu e er a fallecid o d a vid a prezent e e qu e po r re y d e Portuga l lh e soceder a legitimament e Su a Magestad e de l re y Do m Felip e se u sobrinh o e qu e estav a d e poss e d o dit o reyn o e o regi a e governav a com o verdadeir o erdeir o e legitim o suceso r qu e dell e er a e qu e portant o convinh a a el e dit o capitã o e o s dito s juize s e vereadore s e procurado r d o Concelh o e n nom e d o pov o pesoa s d a gover - nans a e mai s pov o qu e prezent e estav a da r e dare m obedienci a a o dit o senho r re y Do n Felip e e lh e oferecere n est a (1 v.) ilh a e todo s seu s lemite s com o a senho r legitim o e verdadeir o soceso r della e d e todo s o s qu e nell a veviã o e habitavã o po r sere m seu s subdito s e vasallo s e o allevantare m po r re y e senho r e po r ta l h o conhocerem . E logu o pello s dito s juize s e vereadores e procurado r d o Concelh o po r sua s pesoa s e e m nom e d e tod o o pov o e pella s pesoa s d a governans a (' ) N o Reforma das Gavetos , lit; , il, foi lido *BicU», porém a abreviatura parece ser: <Mho» . 5 4 e pelo s estante s e mai s pov o qu e prezent e her a fo i dit o e respondid o a el e capitã o qu e Deu s lh e fizer a muyt a merc e e m lhe s da r po r re y e senho r deste s reyno s d e Portuga l a o muyt o catholiqu o senho r re y Do m Felip e e qu e elle s s e davã o e constituiã o po r seu s subdito s e vassallo s e a ell e conhosiã o po r re y e senho r e lh e ofereclã o est a su a ilh a e m qu e habitavã o e moravã o e sua s pesoa s co n todo s seu s lemite s as y e d a maneir a qu e a pesuirã o o s seu s antoseçore s rey s do s dito s reyno s d e Portuga l e qu e po r el e alevantavã o bandeir a rea l pubriquament e pela s rua s e lugare s pubriqo s desta , ilh a aclamand o se u rea l nom e a tod o pov o e qu e espe - ravã o qu e o dit o senho r conform e a su a custumad a grandez a teri a lem - brans a dest a ylh a e d e lh e faze r merces e d e lh e conserva r seu s previ - legio s e faze r merces d e outro s necessario s a est a Ilh a e a o be m e pro l comu m della. E el e capitã o e m nom e d o dit o senho r re y Do m Felip e aseito u a dit a obedienci a e vassalage m e e m nom e d o dit o senho r dis e qu e tomav a com o d e feit o tomo u a poss e d a dit a ilh a e seu s lemite s po r h o dit o senho r re y Do m Felip e e com o se u capitã o juro u perant e todo s e n hu u livr o missa l qu e d a dit a fortalez a s e hobrigav a a conserva r a menage m pell o mod o e maneir a qu e a de u e der a a e l re y Do n Sebastiã o se u sobrinh o qu e est a e m glori a qoand o a est a ilh a o mandou . E e n nom e d o dit o senho r re y Do m Felip e a defende r e goarda r e morre r po r el a e a na m entrega r senã o a que m Su a Magestad e mandase . E po r todo s fo i acordad o e asentad o qu e ass i h o fizese m e qu e co m bandeir a alevantad a a o di a seguint e doz e dest e me s sayse m todo s ves - tido s d e fest a pella s rua s e lugare s pubriqo s dest a cidad e dizend o rea l rea l pel o muyt o catoliqu o (2) re y Do m Felip e re y d e Portuga l dizend o mai s ell e capitã o qu e mandari a sua s carta s per a qu e s e fizess e o mesm o n a ilh a d o Princep e e rein o d e Cong o e Angol a e qu e conform e ao s regi - mento s e provizõe s d e su a allçad a e m nom e d o dit o senho r admenistrari a justiç a e governari a est a ilh a e a s dita s parte s e d o dit o acord o e asei - taçã o mando u ell e capitã o faze r est e aut o qu e todo s asinarão . Andre Gome z Moreir a escrivã o h o escrev i po r auzenci a d o escrivã o d a Camara. Antonius . Simã o dAraujo , Gaspa r d'Araujo . Per o Vaz . Estevã o Castanho . Andre Pereir a d o Avellar . Agostinh o Aranha . Manoe l Botelh o Pereira . Andre Lope s Biscainho . Bra s Pereira . Domingo s d a Costa . Mateu s Vaz . Simã o Cabea . Antoni o Soares . Gaspa r Rodrigue z Frois . Francisq o Cabra l d a Veyga . Manoe l Serrão . Matia s Jorge . Sebastiã o Ferreira . Domingo s Varela . Antoni o d e Matos . João Fernande z d'Aveiro . Alleix o Lopes . Joã o d e Pina . Adã o Rodrigue z d e Moraes . João Bezerra . Manoe l Antunes . Bastiã o Saraiva . Ru y Fernandez . Jorg e Carllos . Ber - nard o Vieira . Diog o Fidalgo . Gravie l Afonço . Francisc o Dia s Collaço . Antoni o Leyte . Marti m Vaaz . Per o d e Menza . Gome z Vaz . Gome z d e Medeiros . Antoni o Lopes . Diog o d e Moraes . Per o Nunes . Andre Fernan - 5 5 dez . Alvar o Gomez. Antoni o Gomez. Joã o Fernandez . Lazar o d'Ag[u]lar . Francisc o Rodriguez. Gaspa r Soares . Diogo Mendez. Francisc o Lopez Pinto . Bartolame u Carvalho . Simão Luis . Vasqu o Estevei s d'Alvarenga . Francisc o Labanha . Gaspa r Fernande z d e Lixboa . Fernã o d'Allvares . Diog o Duarte . Diog o Fernande z Pereira . Diog o Gomez. Fernã o d'Allvares . Guoncalç o Fernandez . Salvado r Lopez. Antoni o Vaz . João Lopez Deveza . Manoe l Varela . Manoe l Soares . Antã o Gonçalve z d e Farão . Manoe l d'Araujo . Belchio r Dias . Jorg e Pouzado . Diog o Mendez. Francisc o d e Morais . Manoe l Lopez . Gonçall o Vieira . Jorg e Dia s Cotas . E do u fe e e u Amdr e Gome z Moreir a moç o d a camar a de l re y nos o senho r qu e hor a (2 v.) sirv o d e escrivã o d a Camara qu e oj e doz e dest e me s d e Junh o pell a manha a o capitã o Antoni o Monteir o Macie l juize s e vereadore s e a s pesoa s d a guovernanç a e pov o a cavall o vestido s d e fest a co m muit a alegri a estand o a s rua s dest a cidad e junqada s e a s porta s entramada s e janella s paramentada s e a s fortaleza s embandei - rada s co m estendarte s e bandeira s sairã o co m a bandeir a d a cidad e pella s rua s dizend o o alfere s qu e a dit a bandeir a levav a e m alt a vo s rea l rea l pell o muyt o alt o e poderos o Do m Felip e re y d e Portuga l e todo s responderã o e respondiã o rea l rea l o qu e s e fe z po r tod a est a cidad e e a s fortaleza s jugarã o tod a a artelhari a qu e tinhã o fazend o muit a festa . E e m fe e d e tud o fi z est a certidã o oj e dia s me s e an o asima . Andre Gome z Moreir a asine y Andre Gome z Moreira . O quoa l trelad o e u o dit o Amdr e Gome z Moreir a taballiã o d o pubriqu o judicia l nest a cidad e ilh a d e Sa n Tom e po r e l re i nos o senho r nest a cidad e trelade l d o propi o be m e fielment e e o conserte i co m ell e e co n h o escrivã o abaix o asinad o n o dit o di a asima . O sobredit o o escrevi . Concertad o co m h o propi o E commigu o escriva m Andre Gome z Moreir a Bertollame u Velh o (R. C.) 2618 . XIII , 7-1 8 — Jurament o feit o pel a cidad e d a Baí a a el-re i D . Filip e I . 1582 , Maio , 19 . — Papel. 2 folhas. Bom estado. Ann o d o naciment o d e Noss o Senho r Jhes u Christ o d e mi l e qui - nhento s oitemt a e dou s anno s e m o s dezanov e dia s d o me s d e Mai o d o dit o ann o e m est a cidad e d o Salivado r d a Bay a d e Todolo s Santos . Nas casa s d a Camara del a estamd o e m vreaçã o Francisqu o Fer - nande z Pantoj a jui z ordinari o Antoni o d a Cost a Ferna m Va z Gabriel l Soare z d e Sous a vreadore s e Joa m Ribeir o procurado r d a cidad e po r Joa m Pereir a escrivã o d a Camara fo i dad o ao s dito s oficiae s hua cart a 5 6 d e Su a Magestad e feit a a dezasei s d e Novembr o d e mi l e quinhemto s e oitemt a e hu m a qual l vei o e m companhi a doutra s qu e vierã o a o ouvi - do r geral l a qual l cart a fo i vist a e m mes a po r elle s oficiae s e m a qual l antr e outra s cousa s qu e s e nell a conte m mand a Su a Magestad e a elle s oficiae s qu e s e n o se u alevantament o e jurament o falltav a allgu a sole - nidad e po r faze r qu e s e lh e fizese . E porqu e a o temp o qu e nest a cidad e fo i obedecid o e alevantad o Su a Magestad e po r re y e senho r nã o fo i jurad o asentara m log o d e solenement e s e faze r o tal l jurament o per a o qu e log o escreverã o a o bisp o e a o allcaid e mo r h e a outra s pesoa s d a governamç a qu e estavã o auzemte s qu e s e ajuntase m n a dit a cas a d a Camara di a d'Asemçã o per a s e achare m a solenidad e d o dit o jurament o o qu e mandarã o tambe m faze r a sabe r a o ouvido r geral l e provedo r mo r e a s mai s pesoa s nobre s qu e n a cidad e s e acharã o per a qu e n o tal l di a s e achase m presemte s a o jurament o d e Su a Magestad e per a o qu e mandarã o elle s oficiae s a o procurado r d a cidad e qu e per a o tal l dia mandas e aparelha r h a cas a com o per a tal l solenidad e convinh a e d e tod o h o conteudo mandarã o a my m escrivã o fizes e est e aut o e m qu e todo s asinarão . Joa m Pereir a escrivã o d a Camara o escreveo . Gabrie l Soare s d e Sousa . Ferna m Vaz . Antoni o d a Costa . Francisc o Fernande z Pantoja . Joa m Ribeiro . O qua l trelad o e u João Pereir a escrivã o ( 1 v.) d a Camara fi z trellada r d o propi o be m e fielment e se m cous a qu e duvyd a faç a e h o comserte y co m Francisc o Fernande z Pantoj a jui z ordinari o e m est a cydad e d o Salivado r ao s dezoyt o dia s d o me s d e Junh o d e myl l e quinhento s oytent a e dou s anos . Consertad o comigu o escrivã o e comigu o jui z Joã o Pereir a Francisc o Pantoj a (R. C.) 2619 . XIII , 7-1 9 — Aut o (traslado do) d e jurament o mandad o faze r pel o capitã o d a cidad e d e Sant a Cru z d e Cochi m a el-re i D . Filip e I . 1581 , Novembro , 25 . — Papel. 26 folhas. Bom estado. 1.º documento Certefiquamo s no s João d e Siqueir a d'Abre u e Per o d a Cost a escri - vãe s d a feitori a d e Cochi m e m com o n o 3. ° Livr o do s Registo s d a dit a feitori a fiquã o registado s o s papei s abaix o decrarado s qu e o senho r governado r Fernã o Tele s d e Menese s mando u a est a cidad e per a po r vertud e dele s s e ave r d e jura r po r re y e senho r natura l o muit o catolic o e muit o poderos o re y Do n Felip e noss o senho r e pe r fi m do s dia s d e Su a Magestad e a se u primogenit o filh o Do m Diog o e todo s seu s socesso - re s a saber . Hum alvar a e decret o qu e o s governadore s e defenssore s do s reino s d p Portugua l passarã o pe r qu e decrararã o Su a Magestad e po r re y e senho r natura l d e todo s o s reino s e senhorio s d e Portugual . E o treslad o asinad o po r su a senhori a d e hum a provisã o do s dito s governadore s e defenssore s d e Portugua l pe r qu e hã o po r be m e mandã o qu e a s provisõe s qu e pasarã o post o qu e sejã o asinada s po r tre s soment e s e cumprã o e goarde m ynteirament e com o s e fosse m asinada s po r todo s cimquo . E o treslad o d e hu a cart a d e Su a Magestad e asinad a po r su a senhori a pe r qu e mandav a a o dit o senho r governado r o jurass e po r re y e senho r deste s estados . E o treslad o asinad o po r su a senhori a d a precuraçã o bastant e d e Su a Magestad e pel a quoa l fazi a a su a senhori a se u procurado r co m pode r d e sobestabalece r per a e m se u nom e toma r jurament o d e fidilidad e ao s capitãe s e cidade s dest e estado . E liu a cart a d e Su a Magestad e per a o capitã o e oficiai s d a Camara dest a cidad e pe r qu e emcomend a lh e facã o omenage m e jurament o d e fidilidad e e lealdad e as y com o o te n recebid o e jurad o pe r verdadeir o re y e senho r natura l geralment e e m toda s a s cidade s vila s e luguare s d o rein o d e Portugual . E o treslad o asinad o po r su a senhori a d e hu a cart a d a cidad e e Camara d e Lixbo a per a o senho r governado r pe r qu e afirmav a se r o dit o senho r recebid o e jurad o e m tod o o reyno . E hu a cart a d a cidad e d e Lixbo a asinad a pelo s officiai s e Camara del a per a est a cidad e pel a quoa l const a esta r Su a Magestad e jurad o e obedecid o d a dit a cidad e e reyno . E o treslad o asinad o po r su a senhori a d e hu m memoria l da s graça s previlegio s qu e Su a Magestad e concede o ao s reyno s e senhorio s d e Por - tugua l e seu s estados . E hu m regiment o asinad o po r su a senhori a per a o capitã o dest a cidad e jura r e faze r jura r Su a Magestad e po r noss o re y e senhor . E hu a certidã o d o secretari o d o Estad o Manoe l Botelh o Cabra l pel a qua l certefiquav a se r Su a Magestad e alevantad o n a cidad e d e Go a po r noss o re y e senho r natura l e se r festejad o co m grand e aplaus o d o pov o po r su a senhori a co m o s fidalgo s e cavaleiro s d a dit a cidade . E hu a provisã o d e su a senhori a pe r qu e mando u a o capitã o dest a cidad e Do m Jorg e d e Menese s Baroch e so b pen a d o cas o mayo r com o sobestabalecid o po r su a senhori a po r vertud e d a precuraçã o d e Su a 58 Magestad e po r su a senhori a nã o pode r se r present e nest a cidad e per a na s sua s mão s se r tomad o o juramento . Jur e e faç a jura r a o bisp o del a e a tod o estad o eclesiastico e a est a cidad e e pessoa s po r noss o re y e senho r natura l a Su a Magestad e pel a orde m d o regiment o qu e mandou . E hur a regiment o assinad o po r su a senhori a per a o capitã o dest a dit a cidad e d a orde m qu e avi a d e te r n o toma r d o juramento . E o sobestabaleciment o qu e su a senhori a fe z a o bisp o del a per a e m se u nom e toma r o jurament o a o dit o capitão . E hu m aut o qu e o dit o capitã o mando u faze r do s juramento s qu e s e tomarã o n a S ê e da s festa s qu e nest a cidad e s e celebrarã o o s quoai s papei s s e registarã o po r mandad o d e Afomss o Delgad o d e Canpo s ouvido r nest a dit a cidad e qu e tanbe m serv e d e vedo r d a Fazenda . E po r no s manda r passa r a present e certidã o a passamos . Certeficam o lo ass y e m Cochi m a o derradeir o d e Setembr o d e 581 . João d e Siqueir a d'Abreu . Per o d a Costa . Afomss o Delgad o d e Campo s ouvido r co m alçad a po r e l re y noss o senho r nest a cidad e Sant a Cru z d e Cochi m qu e or a sirv o d e vedo r d a Fazend a nest a dit a cidad e etc . Faç o sabe r ao s qu e est a minh a certidã o d e justificaçã o vire m e o conheciment o del a co m dereit o pertence r e m com o o s sinae s qu e est a (sic) a o p ê dest a certidã o atra s sã o feito s po r Joã o d e Siqueyr a d'Abre u e Pero d a Cost a escrivãe s anbo s (1 v.) d a feitori a dest a dit a cidad e qu e oj e e m di a fiquã o anbo s servind o seu s cargo s e m sua s posse s pacifica s pel o qu e e y a dit a certidã o po r justificad a pel o qu e mande y passa r a present e po r my m asinad a e asselad a co m o sel o da s reai s arma s d o dit o senho r qu e amt e my m serve . Oje dou s dia s d o me s d e Outubr o Francisc o Fernamde z escrivã o dant e my m o fe s an o d e mi l quinhento s e oitent a e hu m anos . Pago u nad a e d'assina r o mesmo . Afomss o Delgad o d e Campos . A o sel o nada . Afomss o Delgad o d e Canpos . E u Joã o d e Fari a secretari o dest e Estad o o fi z treslada r d o proprio treslad o qu e fic a registad o n o Livr o do s Registo s d'Estad o e o conserte i e m Go a vint e e sinc o dia s d o me s d e Novembr o d e 158 1 annos . Joã o d e Fari a O ) (> ) O segundo documento é um traslado deste com variantes ortográficas. 5. 9 S. ' documento Ann o d o naciment o d e Noss o Senho r Jhes u Christ o d e mi l e quynhen - to s oytent a e hu m anno s ao s dezanov e dya s d o me s d e Setembr o d o dyt o ann o nest a cydad e Sant a Cru z d e Cochym . Dentro n a fortalez a del a n o aposent o d e Do m Jorg e d e Menese s Baroch e d o Conselh o d e Su a Magestad e e se u capitã o e m a dyt a cydad e estand o ell e ah y d e present e e Afons o Delgad o d e Campo s ouvydo r co m aligad a pel o dyt o senho r qu e or a tãobe m serv e d e se u vedo r d a Fazend a e m a dyt a cydad e pel o dyt o capitã o fo y mandad o a my m scripvã o qu e fizes e hu m aut o d e com o ao s doz e dya s d o dyt o me s d e Setembr o chegar a a est a cydad e Ballteza r Jorg e Barat a e m hu m catu r ligeir o qu e mandar a o senho r governado r dest e Estad o d a india Pernã o Tele z d e Meneze s o quoal l entregar a a el e dyt o capitã o o s papey s seguynte s a saber , A sentenç a e decret o do s governadore s e defensore s do s reino s e senhoryo s d e Portugal . E hua provysã o sobr e o mesm o decret o do s dyto s governadores . E hua cart a d o mu y allt o e muyt o poderos o re y catoliqu o Do m Felip e re y d e Portuga l nos o senho r qu e spreve o a o senho r governador . E hua procuraçã o qu e Su a Magestad e mando u a o senho r governador . E hu m sobestallecyment o qu e o senho r governado r fe z a o bisp o dest a cydad e Do m Matheus . E nu a certydã o d o secretari o d a india Manue l Botelh o Cabral l d e com o Su a Magestad e er a obedycyd o e jurad o re y e m Goa . E hua cart a d a Camara e cydad e d e Lixbo a qu e spreve o a o senho r governado r e outr a cart a d e Su a Magestad e per a el e dyt o capitã o e juize s e vreadore s e procurado r e mai s pov o dest a cydade . E hu m memoryal l da s graça s e merces qu e Su a Magestad e concede o ao s reino s e senhoryo s d e Portuga l e seu s Estados . E hu m allvar a do s governadore s e defensore s pe r qu e declarã o qu e a s provyzoi s qu e pasare m asynada s po r tre s valhã o com o qu e s e fose m asynada s po r todo s cynquo . E hu m regyment o da s diligencya s e jurament o qu e ell e dyt o capitã o avy a d e jura r e faze r jura r a o muit o allt o e muit o poderos o catoliqu o re y Do m Felip e po r nos o re y e senhor . E n o cab o d o dyt o regyment o hu m sobestaballecyment o d e procura - çã o d e su a senhory a per a Do m Matheu s bisp o dest a cydad e per a e m nom e d e su a senhori a toma r jurament o a el e dyt o capitão . E as y hua cart a d e Su a Magestad e per a e l re y d e Cochym . O s quai s papey s vynhã o todo s metydo s e m hu m mas o serrad o e mutrad o cor n a s mutra s d e su a senhoria . E log o a o domyng o seguint e dezaset e dya s d o me s d e Setembr o pel a menh ã n a Ce e dest a cydad e send o present e ell e dyt o capitã o e o bisp o 60 e o cabyd o d a dyt a Ce e co m toda s a s dynydade s del a e prelado s da s quatr o relegyõe s dest a dyt a cydad e Domynyco s e Francisco s e Paulo s e Agostinho s e o pryncip e d e Cochy m qu e h e jurad o po r re y pe r nom e Miramacuu l e se u regedo r moor . Item, Canachamen a e o lyngo a Yteno n e o se u secretari o Bent o Fer - reir a e ouvydo r qu e tãobe m serv e d e vedo r d a Fazenda . E o allcayd e mo r e feito r d e Su a Magestad e e o s vreadore s e juize s e procurado r e scripvã o d a Camara. E o s procuradore s do s mestere s e todo s o s fydallgo s e cavaleiro s cydadõe s mai s pov o d a dyt a cydad e estand o armad a hu a mez a n o cruzeir o d a Ce e d a dyt a cydad e solenement e con - certad a co m hu m crusyfyci o e nu m mysal l abert o e s e dys e n o allta r moo r hu a mys a rezad a e m pontefyca l pel o adayã o d a dyt a Cee . E depoi s d a mys a dyt a forã o lydo s a centens a e decret o e a cart a d e Su a Magestad e e todo s o s mãe s (S v.j papey s qu e forã o dado s a el e dyt o capitã o declarado s n o dyt o regyment o n o pulpit o d a dyt a Ce e e estand o armad o d e pontefyca l e m voo z allt a pel o padr e Gi l Eane s Pereir a coneg o d a dyt a Ce e e o vigair o d a freguezi a d » Anunciad a todo s d o verbo a verbum. E depoi s d e sere m lido s el e dyt o capitã o e m presenç a do s sobredyto s tomo u a bandeir a real l na s mão s e s e achego u a mes a entrego u a dyt a bandeir a a o allcayd e moo r per a a te r enquant o jurav a post o d e gyolho s el e dyt o capitã o co m a s mão s posta s sobr e h o mysa l faland o co m h o bisp o estand o e m pe e e junt o consyg o dizendo . Muito reverend o Do m Mateu s bisp o dest a cydade . Eu Do m Jorg e d e Menese s Baroch e d e Conselh o d a Su a Magestad e p . se u capitã o dest a cydad e jur o neste s Santo s Evangelho s e m mão s d e Voss a Senhori a com o procurado r sobestaballecyd o qu e h e d o senho r governador Fernã o Tele z d e Menese s capitã o geral l deste s Estado s pro - curado r abastant e d o catoliqu o re y Do m Felip e qu e e u receb o po r nos o verdadeir o re y e senho r natural l a o muit o allt o e muit o poderos o re y catoliqu o Do m Felip e nos o senho r e po r fy m do s dya s d e Su a Magestad e a se u prymogenyt o filh o Do m Dyog o e a todo s seu s sucesores . E acabad o d e the r feit o o dyt o jurament o tome y a bandeir a real l na s mão s e m e pu s co m el a e m pe e a hua ylharg a d o dyt o allta r enquant o tome y jurament o a o eclesyastiqu o e pov o d a dit a cydad e com o procura - do r sobestaballecyd o d e su a senhori a conform e a procuraçã o d e Su a Magestad e e de y jurament o a o bisp o n a maneir a seguinte . Pondo a s mão s n o mysa l post o d e juelho s dyzendo . Muy ylustr e senho r Do m Jorg e d e Menese s Baroch e d o Conselh o d e Su a Magestad e e se u capitã o dest a cydade . Eu Do m Matheu s bisp o d a dit a cydad e d e Cochy m com o cabes a d o eclesiastiqu o del a e m me u nom e e d e tod o o estad o eclesyastiqu o jur o 6J neste s Santo s Evangelho s e m mão s d e Vos a Merc e com o procurado r sobestaballecyd o qu e h e d o senho r governado r Fernã o Tele z d e Menese s capitã o geral l deste s Estado s procurado r bastant e d o catoliqu o re y Do m Felip e qu e no s recebemo s po r nos o verdadeir o re y e senho r natura l o muit o alt o e muit o poderos o re y catoliqu o Do m Felip e nos o senho r e po r fy m do s dya s d e Su a Magestad e a se u prymogenyt o filh o Do m Dyog o e todo s seu s sucesores . E feit o o dyt o jurament o vierã o o cabyd o e mayore s da s Orden s e mai s cleresy a qu e forã o presentes . Jurarão todo s pond o cad a hu m po r s y a mã o n o mysa l dizend o cad a hu m po r sy . Eu as y o juro . E send o dad o as y o dyt o jurament o de y jurament o a o pryncip e d o dyt o Cochym . Alevantando s e e m pe e afastad o hu m pouqu o d o allta r n a su a espad a e lynh a segund o se u custum e d o jurament o qu e faze m o s rey s d e Cochy m quand o o s jurã o po r re y dizendo . Muito ylustr e Do m Jorg e d e Menese s Baroch e d o Comselh o d e Su a Magestad e e se u capitã o dest a cydade . Eu Moorcuu l pryncip e e jurad o po r re y d e Cochy m jur o po r my m e e m nom e de l re y Miramacuu l me u ty o po r esta r ausent e e m nom e d e tod o o me u pov o sobr e est a espad a e lynh a conform e a mynh a le y pond o a s mão s nela s na s mão s del e dyt o capitã o com o procurado r sobestaballe - cyd o qu e so u d o senho r governado r Fernã o Tele z d e Menese s capitã o gera l deste s Estado s procurado r abastant e d o catoliqu o re y Do m Felip e qu e el e receber a po r se u verdadeir o re y e senho r e irmã o a o muit o allt o e muit o poderos o re y catoliqu o Do m Felip e e po r fy m do s dya s d e Su a Magestad e a se u prymogenyt o filh o Do m Dyog o e todo s seu s sucesore s o qua l jurament o lh e fo y tod o declarad o pel o lyngo a qu e estav a presente . Pela mesm a maneir a o juro u o regedo r moo r e Ticanachamena . E send o dad o as y o dyt o jurament o s e achegarã o a o allta r Thom e d e Mel o d e Castr o e Dyny s d e Torre s e Jorg e Dia z vereadore s e Manue l d o Val e e Ru y Gonçalve z Ribeir o juize s e Gaspa r d'Amduj a procurado r d a cydad e e Gaspa r Alexandr e sprivã o d a Camara e Domingo s Francisc o e Alvar o Fernande z procuradore s do s mestere s e o s mai s ofycyal s d a dyt a cydade . Postos todo s d e juelho s co m a s mão s posta s n o mysa l jura - rã o na s mão s del e dyt o capitã o n a maneir a seguinte . Muy ylustr e senho r Do m Jorg e d e Menese s Baroch e d o Conselh o d e Su a Magestad e e se u capitã o dest a cydad e d e Cochym . Noos o s vereadore s procuradore s juize s e procuradore s do s mystere s del a juramo s neste s Santo s Evangelho s (}) e m mão s d e Vos a Merc e com o procurado r sobestaballecyd o qu e h e d o senho r governado r Fernã o Tele s d e Menese s capitã o geral l deste s Estado s procurado r bastant e d o catoliqu o re y Do m Felip e qu e no s recebemo s po r nos o verdadeir o re y e senho r natu - 62 ra l a o muit o allt o e muit o poderos o re y catoliqu o Do m Felip e nos o senho r e po r fy m do s dya s d e Su a Magestad e a se u prymogenyt o filh o Do m Dyog o e todo s seu s sucesores . E depoi s d e tere m j a jurad o o s dito s vereadore s e mai s ofycyai s juro u Afons o Delgad o d e Campo s ouvydo r qu e or a tãobe m serv e d e vedo r d a Fazend a e Amtony o d e Morai s allcayd e moo r e feito r d e Su a Magestad e e Bent o Ferreir a secretari o de l re y d e Cochy m e o s fydallgo s cavaleiro s cydadõi s e mai s pov o qu e s e acharã o presente s pond o cad a hu m dele s a mã o e m o mysa l d e juelho s dizend o cad a hu m pe r sy . E u as y o juro . E acabado s o s dyto s juramento s el e dyt o capitã o co m a bandeir a rea l na s mão s dis e e m voo z allt a rea l rea l rea l pel o muit o allt o e muit o pode - ros o re y catoliqu o Do m Felip e re y d e Portuga l nos o senhor . E s e tocarã o todo s o s ynstromento s d e fest a qu e ouv e n a terr a tronbeta s charamela s frauta s e orguão s e s e repicarã o o s syno s todo s d a dyt a Se e e d e toda s a s igreja s e convento s e s e disparo u tod a a artelhary a e muit a espyn - gardary a qu e estavã o e m muita s embarcaçõe s embamdeyrada s co m mui - ta s envençõe s d e allegry a n o ry o defront e d a dyt a Ce e e fortalez a co m muita s folya s dansa s e pela s e outra s muita s cousa s d e fest a e allegry a co m outro s muitos tangere s tronbetynha s e ataballynho s e espyngar - dary a co m qu e a gent e d o pryncip e d e Cochy m ajudarã o a festeja r o dyt o juramento . B feit a a dyt a fest a e allegry a e el e dyt o capitã o dys e a o pov o e m voo z allt a qu e el e com o sobestabalecyd o d e su a senhori a e e m se u nom e com o procurado r abastant e d e Su a Magestad e avy a po r outorgada s a est a cydad e a s graça s prevylegyo s liberdade s qu e Su a Magestad e concede o ao s reino s e senhoryo s d e Portuga l contheuda s e m o treslad o d o regy - ment o dela s qu e forã o lida s n o pulpet o pel o dyt o padr e Gi l Eane s Pereira . E depoi s d e acabad o tud o o asim a dyt o po r se r j a tard e e o temp o se r chuyvos o log o n o mesm o dy a a tard e a s dua s ora s el e dyt o capitã o sahy o d a dyt a Se e co m a bandeir a rea l na s mão s acompanhad o d o pryn - cip e d e Cochy m co m muit a gent e su a e a cydad e co m o s ofycyae s del a co m a s vara s na s mão s e fydalgo s cavaleiro s cydadõi s e homen s nobre s d o pov o todo s a caval o vestydo s d e muyta s envençõi s d e fest a e alegrya s co m o s cavalo s mu y riquament e ageasado s d e tod a a sed a our o e prat a e el e dyt o capitã o fo y pela s rua s publyca s e estand o tod a a cydad e enrramad a e enbandeyrad a co m muito s portai s e arco s e envençõi s d e fest a e alegry a e no s luguare s pryncipai s dys e e m voo s allt a co m a ban - deir a na s mão s rea l rea l rea l pel o muit o allt o e muit o poderos o re y catoliqu o Do m Felip e re y d e Portuga l nos o senhor . E corryda s as y a s pryncypai s rua s d a dyt a cydad e e el e dyt o capitã o torno u a bandeir a rea l a a Se e e a poo s a ylharg a d o allta r mayo r e fizerã o todo s oraçõi s a Nos o Senho r d e juelho s pedynd o lh e qu e acresent e a vyd a e prosper e o s Estado s d e Su a Magestade . 63 E log o o dy a seguint e a segund a feir a ell e dyt o capitã o s e fo y a Ce e cor n a cydad e e ofycyae s e pov o del a e o ouvydo r qu e or a tãobe m eerv e d e vedo r d a Fazend a e muito s fydallgo s cavalleiro s cydadõe s e pov o e s e dys e mys a cantad a e m pontefyca l n o allta r moo r pel o tesoureyr o moo r send o present e o bisp o e o cabyd o co m tod a a cleresy a del a e convento s e ouv e pregação estand o armad o h o pulpet o e m pontefyca l co m muito s ynstrumento s d e alegrya . E depoi s d a mys a dyt a forã o todo s e m prosysã o pela s rua s acus - tumada s e s e recolherã o a a See . E log o n o dyt o dy a a tard e s e fe z hu a grand e recenh a co m tod a a espyngardary a e arcabusary a qu e er a muit a e m qu e fo y a cydad e e ofycyae s del a e todo s o s fydallgo s cavaleiro s cydadõe s e mãe s pov o del a co m tod a a gent e crystã a d a terr a muit o lustroso s d e fest a e alegry a co m todo s o s menyno s da s escola s co m capela s na s cabesa s e ramo s verde s na s mão s dyant e d e seu s mestre s dizend o rea l rea l rea l po r Su a Magestad e re y d e Portuga l nos o senhor . E po r pasa r tud o n a verdad e el e dyt o capitã o mando u del o faze r est e aut o n a maneir a sobredyt a e m qu e s e asyno u co m o pryncip e regedo r e lyngo a e secretari o e bisp o cabid o d a Se e e dynydade s del a e o s mayore s do s quatr o convento s e vereadores e procurado r d a cydad e e juize s e pro - curadore s do s mestere s e mai s ofycyae s del a e o ouvydo r qu e or a tãobe m serv e (k v.) d e vedo r d a Fazend a e o feito r e alcayd e moo r e fydallgo s e cavaleiro s e cydadõe s e pov o abaix o asynados . E e u Dyni s Soare s sprivã o d a Ouvydory a dest a cydad e qu e est o sprev y e nel e m e asyne y co m Symã o Fernande z e Antoni o Cardos o e Jeronym o Garcee s outros y sprivã o d a dyt a Ouvydory a Gaspa r Alexandr e sprivã o d a Camara d a dyt a cydad e e m qu e damo s nosa s fee s pasa r n a verdad e o conteudo nest e auto . Dom Jorg e d e Menese s Baroche . O bisp o d e Cochym . Asyno u o re y velh o po r s y e pel o pryncip e Ynir a Macul . Iticanachamen a regedo r moor . Ytynora . Bent o Ferreira . O adayã o provysor . H o chamtr e e Gi l Eane s Pereira . Christovã o Lopez. Per o Fernande z d a Nobrega . Vicent e Velh o d'Araujo . Sebastiã o Allvarez . Fre y Marco s d a Graça . Fre y Ambrosy o d e Mondragão . Fre y Manue l d e Sã o Marsal . Fre y Domingo s d e Jesu . Fre y Gaspa r d a Crus . Dyog o d o Soveral . Gaspa r Jorge . Thom e d e Mel o d e Castro . Dyny s d e Tores . Jorg e Diaz . Manue l d o Vale . Ru y Gonçalve z Ribeiro . Alvar o Fernandez . Domingo s Francisco . Gaspa r d'Amduja . Gas - pa r Alexandre . Afons o Delgad o d e Canpos . Amtoni o d e Moraes . Do m Jeronym o Mascarenhas . Do m Aleyxo s d e Menese s Baroche . Do m Duart e de Sá . Lyone l d e Bryt o Coutinho . Manue l d e Lacerd a Pereira . Ru y Dia s Pereira . Francisc o d e Mel o Soares . Antoni o Corre a d e Sousa . Gabrie l d e Sousa . Trystã o d a Barbuda . Gaspa r d o Amaral . Afons o d'Olivelra . Dyog o Rodriguez Calldeira . Antoni o Fernandez . Symã o Fernandez . Anto- ni o Cardoso . Jeronym o Garcees . Dyny s Soares . 64 O qua l aut o s e treslado u aqu y d o propi o be m e fyelment e se m acre - senta r ne m demenoi r cous a algu a qu e duvyd a faç a qu e log o na o va a resalvado . E va y sprit o e m tre s mea s folha s d e pape l co m est a e m qu e s e acaba . E va y consertad o co m o s ofycyae s abaix o asynado s a o consert o a o qua l s e lh e pod e da r ynteir a fe e e credyt o com o a o propi o origyna l s e apresentad o fose . E per a firmez a dél o va y asynad o po r my m e pel o ouvydo r qu e tãobe m serv e d e vedo r d a Fazend a e aselad o co m o sel o da s arma s reae s d e Su a Magestad e qu e serv e n o Juiz o d a Ouvydory a dest a cydade . Em, Cochy m ao s tre s dya s d o me s d'Outubro . Dyny s Soare s sprivã o dest a Ouvydory a o fe z spreve r e sobescreve o po r licenç a qu e per a el o tem . Anno d o nacyment o d e Nos o Senho r Jes u Christ o d e mi l e quynhento s e oytent a e hu m annos . Paga nada . Do m Jorg e d e Menese s Baroche . Afons o Delgad o d e Campos . Concertado s po r noo s offycyae s aqu y asynados . Dyny s Soares . Jero - nym o Garcees . Symã o Fernandez . Francisc o Fernandez . Antony o Cardoso . Ao sel o nada . Afons o Delgad o d e Campos . E u Joã o d e Fari a secretari o dest e Stad o o fi z treslada r d o proprio treslad o qu e fic a registad o n o Livr o do s Registo s d o Stad o e o consertei . Em Go a vint e e sinc o dia s d o me s d e Novembr o d e 158 1 annos . Joã o d e Fari a 4.° documento Treslad o d o aut o qu e mando u faze r o capitã o dest a cidad e Do m Jeorg e d e Menese s Baroch e d o Comselh o d e Su a Magestad e O ) 5. º documento Treslad o d o aut o qu e mando u faze r o capitã o dest a cidad e Do m Jeorg e d e Menese s Baroch e d o Conselh o d e Su a Magestade , estand o present e o ouvido r Afons o Dellguad o d e Campo s qu e també m serv e d e veado r d a Fazend a (2 ) (» ) Este documento é um traslado do anterior com diferenças apenas orto- gráficas. (» ) Este documento é um traslado do terceiro com variações ortográficas e a parte final diferente a partir de: t O qua l aut o s e tresladou» , de que se segue a transcrição. 65 Ho qua l aut o tod o e u esprivã o aqu y tresalade y somente s d o propi o qu e fiqu a e m pode r d e my m espriva o e tod o va y esprit o e m oit o mea s folha s d e papel l co m est a e m qu e s e acaba . E tod o va y asynad o pell o dit o capitã o e ouvidor . E tod o va y comser - tad o co m h o propi o co m hoffyciae s aqu y asynad o pell o qua l tod o o nest e aut o encorporad o s e lh e dev e d e da r tant a fe e e credit o com o a o propi o s e apresentad o fose . E tod o va y asellad o e comsertad o co m hofficyal l aqu y asynad o qu e po s h o comsert o pell o qu e s e lh e dev e d e da r fe e e credit o com o a o propi o oryginal l s e apresentad o fose . Dado e m est a cidad e Sant a Cru z d e Cochi m sobr e me u synal l e sell o da s arma s reae s d o dit o senho r qu e nest e Juiz o serve . Aos dezanov e dia s d o me s d e Janeiro . dinis Soare s espriva m d a Ouvydorl a dest a cidad e o fe z arm o d o nacyment o d e Nos o Senho r Jhes u Christ o d e mi l e quynhento s e oitent a e dou s annos . Pago u nada . Jorg e d e Menese s Baroch e Afons o Dellgad o d e Campo s Consertad o po r my m espriva o co m hofficyal l aqu y asynado . Francisc o Fernande z Deni s Soare s Verso: A o sell o nad a Va i se m sell o excaussa Afons o Dellgad o 6.' documento Tresllado d o aut o qu e mando u faze r o capitã o dest a cidad e Do m Jorg e d e Menese s Baroch e d o Comselh o d e Su a Magestad e estamd o presemt e o ouvydo r Affons o Dellguad o d e Campo s qu e tambem serv e d e veado r d a Fazend a (i ) Sendo tod o asy m treslladad o d o propi o aut o be m e fyelment e se m acresenta r ne m demenoi r cous a algua qu e duvyd a faç a qu e log o nã o va a resalvado . E tod o va y sprit o e m oit o mea s folha s d e papel l co m est a e m qu e s e acab a e po r mi m e pell o ouvydo r va y asynado . E tod o va y comsertad o (' ) Este documento é outro traslado do terceiro com variações apenas ortográ- ficas e a parte final diferente a partir de: « O qua l aut o s e tresladou» , cuja trans - criçã o se segue. 66 co m h o propi o co m hofficyae s aqu y asynad o e portant o a o present e s e lh e dev e d e da r tant a fe e e credit o com o a o propi o orygyna l s e apresen - tad o fose . Dado e m est a cidad e Sant a Cru z d e Cochi m sobr e me u synal l e sell o da s arma s reae s d o dit o senho r qu e nest a Ouvydori a serve . Aos oit o dia s d o me s d e Janeiro . Dini s Soare s espriva m d a Ouvydori a dest a cidad e o fe z ann o d o nacyment o d e Nos o Senho r Jhes u Christ o d e mill e quynhen - to s e oitemt a e dou s annos . Pagou nad a Jorg e d e Menese s Baroch e Consertad o po r my m esprivã o co m hofficyae s aqu y asynado . Jeronym o Garce z Deni s Soare s A o sell o nad a Va y se m sell o po r fallt a d e ser a Afons o Dellgad o (R. 8. C.) 2620 . XIII , 7-2 0 — Aut o (traslado do) d e jurament o d e fidelidad e d e Coulã o d o Estad o d a Indi a a el-re i D . Filip e I . 1581 , Novembro , 25. — Papel. 4 folhas. Bom estado. Bra s Pint o capitã o qu e hor a sã o e m est a fortalez a Sa n Tom é d e Coulã o pe r e l re y noss o senho r etc . Faço sabe r a toda s a s justiça s d o dit o senho r a qu e est e estroment o dad o e m cart a testemunhave l co m h o teo r d e hua provizã o d o senho r guovernado r Fernã o Tele s d e Meneze s fo r aprezentad a e h o conheciment o della co m direit o pertence r e m com o po r o senho r guovernado r Fernã o Tele s d e Meneze s m e fo i emviad o hua provizã o pe r escrit o mandand o m e nell a qu e nest a dit a fortalez a s e fizess e certa s deligencia s sobr e s e jura r e aceita r po r noss o re y e senho r a o mu i alt o e mult o poderos o re i catholic o Do m Felip e re i d e Purtugua l noss o senho r e po r fi m d e su a vid a a se u primogenit o filh o Do m Dieg o e todo s seu s socessore s pel a qua l vist o po r mi m e lid a logu o fo i satisfeit o com o s e n a dit a provisã o comte m d e qu e o terlad o d e tud o d e verb o a verb o h e o seguinte . Ann o d o naciment o d e Noss o Senho r Jes u Christ o d e mi l e quinhen - to s e oitent a e hu m annos . Aos dezoit o dia s d o me s d e Setembr o d o dit o ann o nest a fortalez a Sa n Tom e d e Coulã o n a Igrej a Matrii s d o apostol o Sa n Tom e dest a dit a fortalez a pell o senho r Bra s Pint o capitã o della send o prezent e o s reve - rendo s padre s viguair o e o s d a Companhi a d e Jesu s e o s d e Sã o Fran - 6 7 cisc o e tod o o pov o Junt o e m ell a mando u o dit o capitã o a mi m Ambrozi o d e Fari a tabaliã o pubric o e escrivã o d o judicia l po r e l re y noss o senho r qu e e m alt a vo s e diant e d e todo s lec e e pubricass e hu a provizã o d o senho r governado r Fernã o Tele s d e Meneze s d o qu e o teo r h e o seguinte . Fernão Tele s capitã o gera l e guovernado r d a Indi a etc . Faço sabe r a vo s Bra s Pint o capitã o d a fortalez a d e Coulã o qu e a ml m m e forã o emviada s huas provizõi s po r e l re i catolic o Do m Filip e emtr e a s quai s er a hu a sentenç a e decret o do s guovernadore s e defensore s do s reino s e senhorio s d e Purtugua l pell a qua l decraravã o Su a Mages - tad e po r verdadeyr o re i e senho r do s reino s d e Purtugal . E po r hu a cart a d a cidad e d e Lisbo a asinad a pelo s officiai s d a Camara della fu i certeficad o esta r o dit o senho r re i cathollc o Do m Felip e aceitad o e jurad o po r noss o re y e senho r natura l d e toda s a s cidade s d o rein o pel o qu e Su a Magestad e m e mando u po r su a provizã o acelad a da s arma s reai s d o rein o d e Purtuga l qu e h o jurac e e (1 v.) fizec e jura r neste s Estado s po r noss o re i e senho r e po r fi m do s dia s d e su a vid a a se u primogenit o filh o Do m Dieg o e todo s seu s socessores . Pela qua l provizã o d e Su a Magestad e conform e a o decret o do s dito s guovernadore s fo i po r mi m e pelo s tre s estado s d o eclesiastico d a nobrez a e d a Camara dest a cidad e e m nom e d o pov o e jurad o po r re i e senho r natura l a que m tome i o dit o jurament o d e fidelidad e com o precurado r qu e so u bastant e d e Su a Magestad e po r vertud e d e hu a provizã o su a pe r qu e m e orden a e constitu e se u bastant e precurado r co m pode r d e sobestabalece r per a e m se u nom e toma r o jurament o d a fidelidad e e a s fortaleza s e cidad e dest e Estado . Pelo qu e e y po r be m e vo s mand o qu e tant o qu e est a vo s fo r apre - zentad a façai s ajunta r ao s officiai s cavaleiro s e soldado s dess a fortalez a e e m prezenç a d e todo s n a igrej a e m hu a mez a concertad a co m hu m crucifix o e hu m missa l jurei s nu m Sancto s Avangelho s e m qu e porei s vossa s mão s perant e o escrivã o qu e diss o fara a aut o e passar a certidã o per a m e se r enviad a com o vo s pell o dit o jurament o aceitai s e jurai s po r voss o re i e senho r a o muit o alt o e muit o poderos o re i catholic o Do m Felip e re y d e Purtugua l noss o senho r e po r fi m do s dia s d a su a vid a a se u primogenit o filh o Do m Dieg o e todo s seu s socessores . E acabad o vo s d e jura r tomarei s a bandeir a rea l na s mão s e vo s porei s e m p e jumt o d o alta r ond e farei s jura r toda s a s sobredita s peçoa s qu e comvosc o s e achare m n a form a assim a declarada . E acabad o d e jura r co m a bandeir a rea l n a mã o direi s rea l rea l rea l pell o muit o alt o e muit o poderos o re i catholic o Do m Felip e re i d e Pur - tugua l noss o senhor . E farei s festeja r co m a artelhari a e mai s estro - mento s qu e ouve r ness a fortalez a andand o pello s lugare s pubrico s della dizend o rea l rea l rea l pell o muit o alt o e muit o poderos o re i catholic o Do m Felip e re i d e Purtuga l noss o senho r celebrand o h o dit o aut o co m muit a alegri a e contentament o d o pov o per a qu e a todo s sej a notori o 68 o contentament o e gost o co m qu e est e Estad o aceit a po r se u re i e senho r hu m tã o alt o e tã o poderos o principe . E d e tud o mandarei s faze r aut o n o livr o dess a feitori a e m qu e vo s assinarei s co m a s dita s peçoa s e m e mandarei s o treslad o d o dit o aut o e juramento s be m concertad o e m mod o qu e faç a fe e per a m e certefica r d o mod o qu e nist o tivestes . E est a minh a provizã o s e rigistara a n o dit o livr o h e po r ell a vo s mand o qu e s o pen a d o caz o maio r co m muit a (2) brevidad e cumprai s o qu e po r mi m vo s h e mandad o e aceitei s e jurei s a o dit o re i catholic o Do m Felip e po r noss o re i e senho r natura l e nã o recebai s ness a fortalez a ne m deixei s nell a desembarca r peço a algua qu e d o rein o venh a se m vo s aprezenta r licenç a minh a per a o pode r recolhe r e aguazalha r h o qu e ass i cumprirei s so b a s dita s pena s se m duvid a ne m embarg o algum . E est a valer a com o cart a celad a e passad a e m nom e de l re y noss o senho r post o qu e nã o pass e pel a Chanselari a se m embarg o d a ordenaçã o e m contrair e Antoni o d a Cunh a a fe z e m Go a a sinc o d e Setembr o d e mi l e quinhento s e oitent a e hum . O guovernado r Fernã o Teles . Pera voss a senhori a ver . Botelho. Registado. Botelho. Registado n o segund o livr o folha s duzen - ta s e sesenta . Antoni o Barbosa . Po r vertud e d a qua l log o n a dit a igrey a o dit o Bra s Pint o diant e d e todo s o s padre s e pov o dix e e m alt a vo s qu e ell e po r vertud e d a dit a provizã o com o capitã o dest a dit a fortalez a conheci a e obedeci a po r se u re i e senho r natura l a o muit o alt o e muit o poderos o re i catholic o Do m Felip e re i d e Purtuga l noss o senho r e a o princip e Do m Dieg o se u filh o e o s mai s socessores . E com o est e lh e fazi a menage m dest a su a fortalez a San e Tom e d e Coulã o e qu e per a firmez a del o ass i o jurav a e m hu m livr o misa l e m qu e po s a s mão s diant e d e hu m crucifix o qu e e m hu a mez a s e pos . E log o depoi s d e dita s a s dita s palavra s e feit o o dit o jurament o tomo u a bandeir a rea l na s mão s e junt o d o alta r mo r de u jurament o ao s reverendo s padre s convem a saber . A o padr e vigair o Damiã o Delgad o e a o padr e Jeronim o Vaa z reito r d a Companhi a dest a dit a fortalez a e co m o s mai s padre s d a dit a Orde m e be m ass i a o padr e fre i Joã o d o Salvado r guardiã o d o mosteir o do s frade s d e Sã o Francisc o e o jui z ordinari o Per o Tavare s e todo s o s mai s cavaleiro s e fidalgo s e casado s e soldado s qu e n o dit o aut o s e acharã o prezentes . E todo s e cad a hu m po r s i de u o dit o capitã o jurament o qu e d'oy e po r diant e conhecess e e obedecess e po r se u re i e senho r natura l a o muit o alt o e muit o poderos o catholic o Do m Felip e re i noss o senho r e po r princip e se u erdeir o socesso r se u filh o primogenit o Do m Dieg o e seu s decendente s ass i e d a maneir a qu e n a dit a provizã o hatra s tres - 69 ladad a s e contem . O qu e todo s ass i jurarã o e prometerã o d e ass i com - pri r e obedecer . E log o ist o ass i feit o e satisfeit o o dit o capitã o (2 v.) tomo u a ban - deir a rea l na s mão s e co m tod o o pov o e padre s sairã o d a dit a igrey a h e corre o tod a a vil a e m rod a pelo s lugare s acustumados . Em alt a vo s dix e pe r palavra s rea l rea l rea l pel o muit o alt o e muit o poderos o re i catholic o Do m Felip e re i d e Purtuga l noss o senhor . E co m tod a solenni - dad e d e artelhari a c toda s a s mai s festa s qu e forã o possive l co m anim o d e muit o contentament o d e todo s s e recolherã o a dit a fortalez a ond e alvorarã o a bandeir a rea l e m nom e d e Su a Magestade . E per a firmez a d o qu e ass i s e fe z mando u o dit o capitã o a mi m Ambrosi o d e Fari a tabaliã o public o e escrivã o d o judicia l po r e l re i noss o senho r e m est a dit a fortalez a qu e est e aut o fizess e aond e o dit o senho r capitã o e o s mai s padre s e jui z e o mai s pov o todo s s e assinarão . Ambrosi o d e Fari a escrivã o qu e o escrevi . Bra s Pinto . O padr e Damiã o Delgado . Geronim o Vaz . Per o Fernandes . Fre i Joã o d o Salvador . Per o Tavares . Ambrosi o d e Faria . Guaspa r d e Mel o d a Cunha . Manoe l Rodriguez. Francisc o Net o d a Silva . Francisc o d e Saa . João Coelho . Lui z Rodriguez. Guome s Pais . Manoe l Vaz . Jacom e d'Abreu . Joã o d'Oliveira . Salvado r Fernandes . Antoni o Vieira . Roqu e Gonçalvez . Diog o Lopez . Marti m Alvarez . Antoni o Pinto . Salvado r Tristão . Antoni o Neto . Andre d e Brito . Guaspa r Barbosa . Simã o Moreira . Antoni o Correa . Lui s Car - valho . Alvar o Pinto . Pai o d'Avelar . Diog o Fernandez . Joã o d e Pina . Georg e Ferreir a d e Sousa . Per o Caldeira . Manoe l d'Oliveira . Antoni o Murie s Guato . Per o Guomes . Manue l d e Brito . Manue l Fernande z Alfaiate . Thom e Gonçalvez . Guaspa r Lopes . Tom e Cardoso . Per o Fernandez . Bel - chio r Monteiro . Agostinh o d e Sala . Antoni o Fernandez . Per o Guago . Francisc o Lopez . Antoni o Fernandez . Ambrosi o Pirez . Migue l Gonçalvez . Tom e Rabelo . Lourenç o d e Sexas . Alvar o Lopez . Cristovã o Fernandez . Lop o d e Brito . Guaspa r Guodinh o d e Misquita . Fernã o Jacome . Antoni o Diaz . Tristã o Gonçalvez . Palo s Vieira . Lop o Vaz . Vasc o d e Pina . E send o ass i tod o tresladad o d o propi o be m e fielment e se m acre - centa r ne m deminui r couz a algu a qu e duvid a faç a qu e log o nã o v a resalvado . E e u mande y passa r a prezent e d o propi o origina l qu e escrit o fiqu a n o Livr o do s Registo s dest a feitori a e va y escrit o e m tre s mea s folha s d e pape l d e Purtuga l e e m sinc o lauda s chea s co m est a e co m o mai s adiant e e m qu e s e acab a o enserrament o po r ond e lh e nã o ponhã o duvid a ne m embarg o algu m e lh e de m tant a e inteir a fe e com o o propi o s e aprezentad o fosse . B va i consertad o co m o officia i n a volt a dest a (S) assinad a a o con - cert o dad a so b me u sina l e chap a da s arma s d a esper a qu e nest a dit a fortalez a serve . Aos dezanov e dia s d o me s d e Setembr o Ambrosi o d e Fari a escrivã o d o pubric o e judicia l etc . 7 0 E l re i noss o senho r o fe z escreve r e h o escrev i po r licenç a qu e per a ell e tenho . Anno d o naciment o d e Noss o Senho r Jes u Christ o d e mi l e quinhento s e oitent a e hu m anos . Pagou nada . Bra s Pinto . Concertad o po r no s escrival s aqu i asinado s a o concerto . Simã o Mo - reir a escrivã o dest a feitori a e fortalez a Sã o Tom e d e Coulão . Ambrosi o d e Faria . Simã o Moreira . Bra s Pinto . E u Joã o d e Pari a secretari o dest e Stad o o fi z treslada r d o proprio treslad o qu e fic a registad o n o Livr o do s Registo s d o Stad o e o consertei . E m Go a vint e e sinc o d o me s d e Novembr o d e 158 1 annos . Joã o d e Fari a (R. 8. C.) 2621 . XIII , 7-2 1 — Aut o (copia do) d e jurament o d e fidelidad e qu e o re i d e Crangano r fe z a el-re i D . Filip e I . 1581 , Novembro , 25 . — Papel. 5 folhas. Bom estado. Este «auto» é formado por duas copias, dos 2.º e 1.º documentos, respectivamente, transcritos a págs. 92-97 deste volume, com o n.° 2625 . XIII, 7-25. Estas copias apresentam certas alterações que vêm anotadas no n.° 262 5 e algumas variantes ortográficas além de, no fim, depois do nome Marco s d o Casal , terem mais o seguinte: E u Joã o d e Fari a O ) o fi z treslada r d o proprio treslad o qu e fic a registad o n o Livr o do s Registo s d o Estad o e o conserte i e m Go a vint p e sinc o d e Novembr o d e 158 1 anos . Joã o d e Fari a 2622 . XIII, 7-2 2 — Jurament o (traslado do) d e obediênci a qu e a for - talez a d e S . Tom é d e Coulã o fe z a el-re i D . Filip e I . 1581 , Novembro , 25 . — Papel. 4 folhas. Mau estado. Copia junta. Este documento tem o mesmo teor do documento transcrito a págs. 67-71 deste volume, n.° 2620 . XIII, 7-20, apresentando variantes ape- nas ortográficas. 2623 . XIII, 7-2 3 — Aut o (traslado do) d e jurament o d e fidelidad e qu e a fortalez a e cidad e d e Damã o fe z a el-re i D . Filip e I . 1581 , Novembro , 25 . — Papel. 20 folhas. Bom estado. Aut o qu e s e fe s d a pos e e jurament o d e fedelidad e a Mateu s Pire s sobestabalecid o pel o muit o ilustr e senho r Fernã o Tele s d e Meneze s governado r dest e Estad o d a india procurado r d o catolic o re i Do m Felip e nos o senho r O ) No t.° documento vem: E u Joã o d e Fari a secretari o dest e Estad o o fi z trasladar.. . 7 2 Arm o d o naciment o d e Nos o Senho r Jes u Christ o d e mi l e quinhento s e oitent a e hu m anno s ao s dezoit o dia s d o me s d e Setenbr o na s casa s d o senho r Martini Afons o d e Mel o capitã o e governado r dest a fortalez a e cidad e d e Damã o e sua s terra s send o presente s pe r se u mandad o o padr e fre i Vicent e vigair o d o moesteir o d e Sã o Domingo s dest a cidad e pel o arcebisp o Do m Anrriqu e d e Tavor a e fre i Antoni o d a dit a Orde m e o padr e Lourenç o Pere s d a Conpanhi a d e Jesu s reito r d o Colegi o dest a cidad e e o padr e Gaspa r d o Sour o d a dit a Conpanhi a e o padr e fre i Damiã o d a Orde m d a Capuch a visitado r del a nesta s fortaleza s d o Nort e e o padr e fre i Alvar o guardiã o d o dit o moesteir o d e Sã o Francisc o d a dit a Orde m e Fernã o d e Mirand a d'Azevedo . Simã o d e Sousa . Per o Tava - res . Per o d e Sousa . Dom Rodrigu o d e Castro . Ru i Gomez d'Abre u d e Lima . Ru i Gonçalve z d e Siqueira . João Pereir a fidalgos . E Ru i Mende s e Antoni o Taveir a vreadore s dest a cidad e e outro s muito s cidadõe s e povo . Loguo pel o dit o Mateu s Pire z fo i dad o a o senho r capitã o hu a cart a d o senho r governado r e outr a d e Su a Senhori a per a o s vreadore s e apos is o o s papei s abaix o e adiant e terladado s d e qu e o s terlado s sã o o s seguintes : Precuraçã o e podere s del re i nos o senho r per a o senho r governador . Do m Felip e pe r graç a d e Deu s re i d e Purtuga l e do s Algarve s daque m e dalé m maa r e[m ] Afriqu a senho r d e Guin e e d a conquist a navegaçã o comerci o d e Etiopi a Arabi a Pérsi a e d a india etc . Faço sabe r ao s qu e est a minh a cart a d e bastant e pode r vire m qu e pel a muit a e mu i just a confianç a qu e tenh o d e Do m Lui s d'Ataid e cond e d'Atougi a d o me u Conselh o d o Estad o e vis o re i na s parte s d a Indi a e confiand o outros i qu e o s capitãe s more s governadores vreadore s e ofi - ciae s da s Camaras fidalgo s (1 v.) cavaleiro s soldado s e mai s pov o da s cidade s e fortaleza s da s dita s parte s sabend o com o deve m te r sabid o qu e po r faleciment o d o senho r re i Do n Enrriqu e me u ti o qu e Deu s te m m e pertence o just a e ligitimament e a subceçã o e senhori o do s dito s reino s e senhori o dest a coro a d e Purtuga l com o tambem lhe s constar a pel o alvar a e decret o do s governadore s do s dito s reino s sobr e is o pasarã o comprind o co m aquil o qu e tã o justament e estã o obrigado s lenbrand o s e d a su a e d a antig a lealdad e d e seu s antepasado s m e receberã o e jurarã o pasificament e po r se u verdadeir o re i e senho r natura l d e todo s o s dito s reino s e senhorio s com o Deu s fo i servid o qu e h o sej a e o serenissimo princip e Do m Diog o me u mu i car o e me u mu i amad o filh o primogenit o po r re i e me u subceso r dele s pe r fi m do s meu s dia s e a todo s o s mai s meu s descendente s e subcesores . Dou pode r a o dit o cond e vis o re i e faç o me u bastant e precurado r co m pode r d e sobstabalece r e co m todo s o s podere s e m direit o acustu - mado a e necesario s per a qu e el e e cad a hu m do s seu s sobstabalecido s e m me u nom e o s pos a recebe r po r meu s bon s e leae s vasalo s e d o dit o 7 2 serenissimo princip e me u filh o pe r fi m d e meu s dia s e todo s o s niai t meu s descendente s e subceçore s com o dit o h e recebe r dele s oomenaje m o u jurament o d e fidelidad e e lealdad e e faze r todo s o s mai s auto s qu e e n ta l cas o s e requer e e custumã o faze r co m toda s sua s incidencia s e dependencia s post o qu e sejã o tae s e d e ta l calidad e qu e requeirã o mai s expres a declaraçã o e especialment e per a pode r promete r a s dita s cidade s e fortaleza s capitãe s e oficiai s d a governanç a fidalgo s cavaleiro s sol - dado s e mai s gent e del a so b minh a fe e e palavr a rea l qu e lhe s guardare i e mandare i guarda r todo s quaesque r privilegio s qu e tivere m do s senhore s rei s meu s predeceçore s d a glorios a memori a e seu s custume s as i e tã o inteirament e com o po r ele s lh e forã o concedido s e guardado s qu e s e lh e cumprirã o respeitivament e n o qu e a cad a hu m toca r toda s a s graça s merces e liberdade s e franqueza s qu e na s corte s d e Almeiri m pe r minh a part e propo s e oferece o o duqu e d e Usun a me u prim o per a todo s o s naturae s do s dito s reino s e senhorio s d e qu e co m est a s e lh e enviar a o treslad o sobescrit o h e asinad o po r Nun'Alvare z Pereir a me u secretari o do s dito s Estado s d a india (g) e selad o co m o sel o da s minha s arma s reae s d a dit a coro a d e Purtugal . E pormet o d e ave r po r be m firm e e valios o dest e di a per a tod o senpr e e m me u nom e e d o dit o serenissimo princip e me u filh o e d e todo s o s meu s subceçore s del a tud o pel o dit o cond e vis o re i cad a hu m do s seu s sobstabalecido s feit o e concedid o pel a maneir a qu e dit o h e e m virtud e dest e pode r e per a firmes a d e tud o lh e mande i passa r est a cart a po r mi m asinad a e aselad a co m o dit o selo . Dada n a cidad e d e Badajo z a set e d e Novembr o d e mi l e quinhento s e oitent a annos . E l rey . E e u Nun'Alvare z Pereir a secretari o d e Su a Magestad e catolic a a fi s escreve r pe r se u mandado . Pereira. Foi consertad o est e treslad o po r mi m Manoe l Botelh o Cabra l secre - tari o dest e Estad o co m o propi o qu e fico u e m pode r d e su a ilustrissima senhoria . E n Go a a quatr o d e Setenbr o d e quinhento s oitent a e hu m annos . O governado r Fernã o Tele s (i) . Manue l Botelh o Cabral . Alvar a d e sobstabaleciment o Fernão Tele s d e Meneze s capitã o gera l e governador d a india pel o muit o alt o e muit o poderos o re i catolic o Do m Felip e nos o senho r etc . A todo s o s capitãe s cidade s fortaleza s lugare s povo s fidalgo s cava - leiro s a qu e est e regiment o fo r mostrad o e o conheciment o del e pertence r P ) Riscado: d e Meneses . 7 3 faç o sabe r qu e e u com o precurado r d e Su a Magestad e co m pode r d e sobs - tabalece r constetuid o e ordenad o per a e m se u nom e toma r jurament o d e fidelidad e a s cidade s d a india po r est e present e alvar a e regiment o e i po r sostabalecid o a Mateu s Pire z secretari o qu e fo i dest e Estad o e o sobstabaleç o precurado r d e Su a Magestad e per a po r mi m e m nom e d o dit o senho r toma r o dit o jurament o ao s capitãe s da s fortaleza s e cidade s da s parte s d o Norte . E mand o a s sobredita s pesoa s qu e lh e façã o o dit o jurament o so b pen a d o cas o maio r e cumprã o seu s mandado s e m tud o o qu e s e cunpri r per a be m e efeit o d o dit o juramento . E mand o a o dit o Mateu s Pire z qu e avend o algum a peso a qu e a is o ponh a duvid a o u contradição o faç a prende r e po r a bo m recad o fazend o auto s pe r qu e s e pos a procede r com o fo r justiça . E mand o ao s capitãe s ouvidore s juize s justiça s qu e pe r seu s mandado s prendã o e facã o prende r (2 v.) toda s e quaesque r pesoa s nela s conteuda s so b a s dita s pena s e lh e cumprã o e guarde m est e regiment o e alvar a com o s e nel e comte m se m duvid a ne m enbarg o algu m post o qu e nã o pas e pol a Chancelari a se m enbarg o d a ordenaçã o e n contrario . Antoni o Barbos a o fe s e m Go a a quatr o d e Setembr o d e mi l e qui - nhento s oitent a e hum . O governado r Fernã o Teles . Botelho. Registad o a s folha s 25 3 d o 2. ° livro . Pero d a Cunha . Sentenç a e decret o do s governadore s e defençore s do s reino s e senhorio s d e Purtugal . O s governadore s e defensore s deste s reino s e senhorio s d e Purtuga l fazemo s sabe r ao s qu e est e alvar a vire m qu e e l re i Do m Enrriqu e nos o senho r qu e Deu s te m pouco s dia s depoi s qu e socede o n a coro a do s dito s reino s vend o s e muit o enferm o e se m erdeiro s descendente s po r nã o esta r sert o a que m pertenci a pe r se u faleciment o a subceçã o dele s no s elege o po r governadore s per a qu e falecend o el e ante s d e ave r princip e ligitimament e e jurad o govemasemo s o s dito s reino s emquant o as i nã o ouvese . E porqu e nã o ouves e depoi s do s seu s dia s que m puzes e duvid a a no s da r a obedienci a no s declaro u e m su a vid a po r governadores d a cidad e d e Lixbo a per a usarmo s d o dit o carreg o depoi s d e se u faleci - ment o com o dit o he . E porqu e o dit o senho r vive o algun s meze s depoi s e senpr e precede o n o conheciment o d e caus a d e subceçã o per a verigua r a que m pertenci a e hu m do s pertendente s er a Do m Antoni o filh o nã o ligitim o d o infant e Do m Lui s qu e Deu s te m disend o qu e o dit o senho r for a casad o co m su a mã y e qu e er a ligitim o e com o ta l avi a d e precede r a todo s o s pertendente s e depoi s d e se r ouvid o sobr e o cas o ordinariament e c su a prov a recebid a fo i pel o dit o senho r e l re i Do m Anrriqu e co m muitos juize s eclesiasticos e seculare s po r sentenç a declarad o po r nã o ligitim o e 74 forã o algua s da s sua s testemunha s presa s po r falsa s e induzidoura s d e outra s testemunha s per a o mesm o efeito . E pel o qu e nest e cas o fe s e pe r outra s desobediencia s qu e comete o contr a o dit o senho r re i fo i pe r sentenç a desnaturad o d o rein o e condenad o qu e nunqu a mai s nel e entras e so b pen a d o cas o maior . E fo i lh e su a fazend a qu e tinh a d a coro a confiscad a e qu e todo s o s naturai s d o rein o qu e h o servise m o acompanhase m o u lh e dese m favo r o u ajud a direit a o u indireitament e e n qualque r part e qu e estives e encorrese m na s mesma s penas . (S) E depoi s d e detriminado o dit o incident e procedend o o dit o senho r n a caus a principa l d a subceçã o e entendend o a justiç a qu e e l re i catolic o Do m Felip e se u sobrinh o tinh a aserqu a d a subceçã o d a coro a deste s reino s pel o muit o amo r qu e senpr e tev e a senhor a Don a Caterin a su a sobrinh a hu m do s pertendente s mando u dize r a dit a senhor a porqu e entendi a aserqu a d a dit a suceçã o declarand o lh e com o ante s d e da r sentenç a queri a trata r d e conserto s entr e el a e Su a Magestad e e as i ave r algua s merces e onrra s per a a dit a senhor a Don a Caterina . E tratand o tanbe m do s concerto s d o pov o lh e precurari a liberdade s merces e privilegios . E send o a s corte s junta s qu e per a is o mando u comvoca r mando u dize r e m Junta s publica s ao s tre s estado s d o rein o pel o bisp o d e Leri a Do m Antoni o Pinheir o qu e estav a muit o pert o d e da r sentenç a pel o dit o senho r re i catolic o se u sobrinh o e qu e ante s dist o seri a bo m qu e s e acomodase m co m meio s justo s e honestos . E tend o consentid o nls o e beijand o lh e po r is o a mã o o s estado s eclesiastico e d a nobres a e tend o lh e remetid o a el e o asent o do s dito s meio s e condiçoen s vend o o dit o Do m Antoni o qu e o dit o senho r re i estav a tã o chegad o a fi m d e seu s dia s qu e pe r su a inflrmidad e s e espe - rari a po r ora s se u faleciment o e a fi m d e s e alevanta r co m o rein o com o depoi s fe s pe r s i e pe r seu s secase s induzi o algun s do s precuradore s do s povo s per a qu e movese m com o moverã o duvida s e requerimento s inpertinente s per a dilata r a resuluçã o com o d e feit o dilatarã o algun s dia s no s quoae s Nos o Senho r fo i servid o d e leva r a o dit o senho r re i per a s i ficand o no s n o dit o govern o pel a maneir a qu e estav a asentad o e obedecid o do s bon s e leae s purtugueze s segind o o estil o e exenpl o d e seu s antepasado s e m tod a a paa z e tranquilidade . Porem o dit o Do m Antoni o estand o condenad o e desnaturad o com o dit o h e se m nos a licenç a e autoridad e s e vei o mete r n a vil a d e Santaré m acompanhad o d e muit a gent e sedicios a e rebeld e induzind o o s procura - dore s da s corte s a rebiliõe s e desobediencia s encaminhada s toda s a o alevantare m po r re i pel o qu e no s fo i necesari o per a quietaçã o d a Patri a despidi r a s corte s se m resuluçã o algua d o qu e tant o inportav a porquant o tanbe m pe r direit o ficavã o quebrada s e desuluta s co m o faleciment o d o dit o senho r re i qu e a s mando u ajuntar . E post o qu e no s constav a d a tençã o d o dit o senho r re i Do m Enrriqu e aserqu a dest a subceçã o e pel o dit o senho r re i Do m Felip e no s fo i muita s 7 5 veze s mandad o requere r conform e a el a e a notoriedad e d e su a justiç a o jurasemo s po r re i natura l deste s reino s e senhorio s oferend o no s po r su a rea l clemenci a e benenidad e (S v.) privilegio s onrra s e merces e m grand e pro l e hutulidad e d e tod a a Republic a Portugue s com o entendi a qu e o dit o senho r re i se u ti o desejav a se m enbarg o d e tudo . Nos arreceand o ave r tumulto s e grande s desorden s pe r part e d o dit o Do m Antoni o e do s rebelde s e desleae s qu e o s seguiã o o nã o fizemo s e send o no s co m grand e instanci a pe r muita s veze s protestad o po r part e d e Su a Magestad e qu e o fizesemo s com o eramo s obrigado s senã o qu e entrari a co m exercit o a toma r pos e do s dito s reino s com o d e direit o divin o e human o entendi a qu e o podi a fazer . Querendo no s procede r nis o co m a quietaçã o qu e comvinh a ao s dito s reino s e a tod a a Christandad e mandamo s outr a ve s ajunta r corte s ao s quoae s o dit o Do m Antoni o novament e começo u d e perturba r indu - zind o e solecitand o algun s do s precuradore s dela s o segui r su a parceali - dad e e o alevantare m pe r rei . E send o no s pe r caus a da s infirmidade s d a vil a d e Almeiri m e po r outro s respeito s mudado s a vil a d e Setuve l per a nel a fazermo s a s dita s corte s e darmo s orde m e quietaçã o pubric a co m declara r o dit o senho r re i catolic o po r legitim o subceço r d a coro a do s dito s reino s co m honesto s e proveitoso s d e consert o per a o be m comu m segind o nis o a tençã o d o dit o senho r re i Do m Enrriqu e tend o o dit o Do m Antoni o entendid o est a nos a detriminaçã o e qu e s e tinh a pe r mu i sert o qu e todo s o s estado s consentiriã o nel a com o j a e m vid a d o dit o senho r re i tinhã o comsentid o o s dito s dou s estado s eclesiastico e d a nobres a e muit a part e d o estad o d o pov o n a vil a d e Samtare m ao s deza - nov e dia s d o me s d e Junh o pasad o co m algua jent e cedios a e rebeld e convocand o e alvorotand o grand e part e d a jent e popula r co m grande s tumulto s quebrand o a s porta s d a Camara d a dit a vil a e tiro u a bandeir a rea l qu e nel a estav a e pela s rua s s e fe s apelida r po r re i contr a vontad e d o alcaid e mo r qu e nã o pod e faze r a resistenci a qu e comvinh a pel o toma r desapercebid o e contr a vontad e do s oficiae s d a Camara qu e emtendend o aquel a injust a rebiliã o e alevantament o s e ausentarã o po r s e nã o achare m presente s a ela . E dah i s e fo i a Lixbo a e achand o a despejad a d a jent e nobr e po r caus a d a pest e fe s alevanta r algua jent e d o pov o proclama r s e re i metend o s e n a cas a rea l co m grande s tumulto s e exterçõe s contr a vontad e e co m grand e perturbaçã o d e todo s o s oficiae s d a Camara d e qu e o s mai s s e ausentarã o e vierã o fugind o a no s a dit a vil a d e Setuve l e d e todo s o s mai s bon s e leae s qu e na m ousarã o d e lh e contradize r ne m d e resesti r a furt a do s cedicioso s e rebelde s qu e o s segiã o contr a o jurament o qu e tinhã o feit o d e obedienci a e lealdad e a o Govern o (k) e regiment o dele . E send o lh e notori o nã o pertence r a o dit o Do m Antoni o a subceçã o do s dito s reino s e nã o se r ligitim o e se r condenad o e desnaturad o po r deslea l e rebeld e a se u re i e senho r com o dit o h e e segind o todo s seu s sequase s su a comtumaci a deslealdad e e rebeliã o e m tant o desserviç o d e Deu s e 7 6 perturbaçã o e desenquietaçã o d o rein o e d e tod a a republic a christã a vierã o sobr e no s n a dit a vil a d e Setuve l ond e estavamo s as i per a no s matare m com o outra s muita s pesoa s ilustre s d o Concelh o d o Estad o e outra s qu e pretendiã o a paa z e quietaçã o pubric a d o quoa l insult o e traiçã o escapamo s co m muit o perigo . E or a post o e m nosa s liberdade s declaramo s o dit o Do m Antoni o po r imig o d a Patri a deslea l e rebeld e contr a se u re i e senho r natura l e a todo s o s qu e o segue m o u tomã o o u tomare m su a vo z e o s averno s po r condena - do s e condenamo s e m toda s a s pena s estabalecida s pe r direit o e pela s lei s ordenaçœn s e custume s deste s reino s e senhorio s d e Purtuga l e m qu e encorre m o s tae s rebelde s e desleae s e mandamo s qu e s e execut e nele s co m tod o rigo r d e justiç a e qu e s e cunpr a as i mesm o e execut e e m sua s pessoa s e fazenda s a sentenç a qu e o dit o senho r re i Do m Enrriqu e per - nuncio u contr a el e dit o Do m Antoni o e seu s sequase s e damo s autoridad e ao a vasalo s d e quaesque r pesoa s qu e or a sege m e a o diant e segire m qu e posã o po r s i toma r a vo z del re i e fica r realengo s e isento s do s seu s senhorio s e jurisdiçons . E comformand o no s outros i co m a tençã o qu e o dit o senho r Do m Enrriqu e tinh a aserc a d a subceçã o e co m o recad o qu e mando u a Junta s da s Corte s pel o bisp o d e Liri a e po r as i o entendermo s po r letrado s co m qu e comonicamo s est a materi a d a subceçã o declaramo s o dit o senho r re i catolic o Do m Felip e pe r nos o re i e senho r natura l avend o outros i respeit o a s muita s graça s e merces privilegio s e liberdade s e franqueza s qu e Su a Magestad e h a concedid o a este s reino s e notificamo s a todo s o s duque s marqueze s conde s perlado s regedo r d a justiç a d a Cas a d a Supricaçã o e governado r d a Cas a d o Civi l e desembargadore s da s dita s casa s alcaide s more s corregedore s juize s vreadore s precuradore s mestre s alcaide s do s castelo s e fortaleza s fidalgo s cavaleiro s escudeiro s oficiae s homen s bon s d e qualque r calidad e e condiçã o qu e sej a d e toda s a s cidade s vila s e lugare s d e todo s o s dito s reino s e senhorio s e mandamo s a todo s e n gera l e a cad a hu m e m especia l so b carreg o d e jurament o d e fidelidad e qu e receberã o e so b pen a d e cas o maio r qu e ajã o o dit o senho r re i Do m Felip e po r re i e senho r natura l nos o d e todo s o s dito s reino s e senhorio s d a coro a d e Purtuga l com o d e direit o o h e e lh e pertenc e e po r ta l o obedeçã o e lh e entregue m toda s a s fortaleza s (4v.) e castelo s d e toda s a s cidade s vila s e lugare s obedecend o a el e e a seu s mandado s n o alt o e n o baix o com o d e se u verdadeir o re i e senho r natura l qu e h e e o jure m po r ta l fazend o lh e jurament o e omenaje m divid o segund o custum e do s dito s reino s e averno s e declaramo s po r treedore s e desleae s todo s o s qu e o contrari o fizere m de s o di a qu e a su a notici a vie r est a nos a declaraçã o e n qu e encorrerã o e n toda s a s pena s estabalecida s pe r direit o e m qu e o s tae s emcorrem . E per a est e efeit o alevantamo s e averno s po r alevantado s quaesque r juramento s e omenajen s qu e pel o dit o senho r Afons o (? ) Do m Enrriqu e o u po r no s o u po r nos o mandad o sejã o tomado s e recebido s d e quaisque r 7 7 pesoa s e o s transferimo s e traspasamo s e m favo r d e Su a Magestad e catolic a com o s e pe r el e e pe r se u mandad o lh e forã o tomados . E po r certes a d e tud o mandamo s pasa r est e alvar a pe r no s asinado s qu e valer a com o cart a e nã o pasar a pel a Chancelari a se m enbarg o da s ordenaçoen s d o 2.º livr o titul o 2 0 qu e n o contrari o dispõe . E e m cas o qu e per a tud o o sobredit o ave r conprid o e feit o s e requeirã o quaesque r outra s clausula s o u solenidade s d o direit o o u d e feit o a s averno s aqu i po r expresas e declarado s e mandamo s qu e tud o s e cunpr a e guard e com o s e nest e conthe m se m enbarg o d e quaesque r lei s e ordenaçoen s o u custume s qu e e m contrari o aj a porqu e toda s a s averno s po r derro - gada s vist a a calidad e d o cas o d o tempo . E se m enbarg o d a ordenaçã o d o 2. º livr o titul o 4 9 qu e di s qu e s e nã o entend a derrogad a ordenaçã o algu a s e del e e d a substanci a del a s e nã o fize r expres a menção . E u Christovã o Velh o escrivã o d a Camara dest a vil a d e Castr o Mari m sobescrev i h o alvar a asim a escrit o po r mandad o do s senhore s governado - re s e m sua s presença s oj e desaset e d e Julh o d e mi l e quinhento s oitent a annos . Do m Joã o Masquarenhas . Francisco d e Saa . Diogo Lope z d e Sousa . Christovã o Velho . Foi concertad o est e treslad o po r mi m Manue l Botelh o Cabra l secre - tari o dest e Estad o co m o propi o qu e fico u e m pode r d e su a illustrissim a senhoria . En Go a a quatr o d e Setembr o d e quinhento s oitent a e num . O governador Fernã o Teles . Manue l Botelh o Cabral . Cart a del re i nos o senho r per a o senho r governado r Cond e vis o re i amig o E u e l re i vo s emvi o muit o saudar . Bem devei s d e te r entendid o com o po r faleciment o d o senho r Do m Enrriqu e me u ti o qu e Deu s tem ' m e pertence o just a e ligitimament e a subceçã o do s reino s e senhorio s dest a coro a d e Purtuga l com o se u parent e barã o mai s velh o e mai s chegad o e se m embarg o d a notoriedad e (S) d a minh a justiç a e d o qu e o dit o senho r re i sobr e is o tinh a declarad o qu e verei s pel o decret o do s governadores d o rein o qu e co m est a vai . Dom Antoni o filh o nã o ligitim o d o senho r infant e me u ti o qu e Deu s te m solicito u e induzi o algun s precuradore s do s povo s qu e perturbarã o a s dita s corte s co m algua s impertinencia s qu e moverã o as i e a s dilata r d e maneir a qu e o dit o senho r re i falece o ante s d e s e acabare m d e detri - mina r a s duvida s qu e as i tinhã o movida s e segund o o s governadore s d o rein o qu e ficarã o pe r se u faleciment o junto s e m Setuve l co m o s precura - dore s da s corte s qu e tinhã o comvocado s per a da r fi m a o dit o negoci o o dit o Do m Antoni o n a vil a d e Santare m co m algun s pouco s sedicioso s rebelde s qu e o segiã o e co m algu a jent e d o pov o peitad a e induzid a co m promesa s e rezõe s falça s contr a vontad e da s justiça s regedore s e nobre s 7 8 d a terr a s e levanto u co m nom e d e re i e dah i s e fo i mete r e m Lixbo a h e achand o a despejad a po r caus a d a pest e fe s tanbe m o mesm o contr a von - tad e d a Camara e d a gent e e d o Govern o del a o s quae s todo s s e forã o fogind o per a o s dito s governadore s a vil a d e Setuve l com o tud o mai s lar - gament e verei s pel o dit o decreto . E as i vist a su a rebeliã o fo i forçad o manda r e u o duqu e d'Alv a me u prim o d o me u Concelh o d o Estad o e me u capitã o gera l co m exercit o toma r pos e d o rein o e lança r o dit o Do m Antoni o d a Lixbo a e do s mai s lugare s qu e forços a e tiranicament e tinh a usurpad o e oppremid o o qu e o dit o duqu e fe s co m muit a facelidad e pel a lealdad e e bo m exenpl o co m qu e o s perlado s e estad o do s nobre s e tod o o pov o nis o procedeo . Estando or a tod o o rein o post o e m minh a obedienci a voluntariament e com o tan - be m entenderei s da s carta s do s dito s governadore s e d a Camara d e Lixbo a asente i d e vo s avisa r d e tud o per a qu e o entendai s e comprind o co m a obrigaçã o d o vos o sang e e d a antig a lealdad e vos o e d e voso s antepasado s m e jurei s e façai s jura r nese s estado s po r verdadeir o re i e senho r natura l d e todo s o s reino s e senhorio s dest a coro a e m e dei s e façai s da r a divid a obedienci a e e m me u nom e tomei s a pos e e recebai s o jurament o omenaje m da s dita s cidade s vila s e fortaleza s dele s e do s capitãe s dela s segund o custume . E d a mesm a maneir a façai s jura r o serenissimo princip e Do m Diogu o me u mu i clar o e me u mu i amad o filh o primogenit o po r verdadeir o re i e senho r e pe r fi m d e meu s dia s d e todo s o s dito s Estado s po r virtud e d o me u pode r qu e vo s per a is o mand o tend o po r sert o vo s e ele s qu e ale m d e fazerde s aquil o a qu e tã o justament e estai s obrigado s ser á part e per a senpr e folga r d e vo s onrra r e favorece r e faze r merces na s occasiõe s qu e s e (5 v) oferecere m e poderei s segura r sobr e minh a fe e e palavr a rea l a toda s a s cidade s vila s e fortaleza s fidalgo s cavaleiro s soldado s e mai s gent e dela s qu e ale m d e lhe s conpri r e manda r conpri r a s i e a ele s e com o ao s qu e a o diant e nela s residire m seu s privilegio s uso s e custume s e tud o o mai s qu e o duqu e d e Usun a me u prim o d e minh a part e propo z na s corte s d e Almeiri m com o n o dit o pode r declarad o tere i co m ese s Estado s pel o muit o qu e o s estim e muit o particula r cont a per a senpr e lhe s precura r tod o o acresentament o posive l e m benefeci o dele s e da s pesoa s qu e nel e m e servire m aind a qu e sej a muit o a cust a d e minh a fazend a pel o muit o qu e dev o confia r d e vo s e d a jent e tã o nobr e lea l cavaleiros a com o se i qu e nesa s parte s residem . E scus o d e vo s encomenda r mai s o qu e nist o devei s faze r senã o qu e esper o qu e pola s nao s d e viage m e po r terr a e co m navio s d e avis o po r toda s a s via s qu e milho r pude r se r m e emviei s recad o d e com o nest e negoci o m e tendes servid o e conform e a confianç a qu e m e dis o fiqu a e co m muita s larga s lembrança s d o qu e entenderde s qu e conve m prove r per a pro l e augment o dese s Estados . Escrita e m Badajo z a set e d e Novenbr o d e mi l e quinhento s e oitenta . Rey . 7 5 Po r mandad o d e Su a Mageïtad e Nun'Alvare z Pereira . A o cond e vis o rei . Foi consertad o est e treslad o po r mi m Manue l Botelh o Cabra l secretari o dest e Estad o co m o propi o qu e fico u e m pode r d e su a ilu strissima senhoria . En Go a a quatr o d e Setenbr o d e mi l e quinhento s oitent a e hum . O governado r Fernã o Teles . Manuel Botelh o Cabral . Cart a d a cidad e e Camara d e Lixbo a per a o senho r governado r Senho r Dev e voss a senhori a te r sabid o particularment e o descurs o d o subceç o d o estad o dest e rein o desd' a infelic e jornad a d e Africa [d]e l re i Do m Se - bastiã o at e o faleciment o del re i Do m Enrriqu e qu e aj a glori a pe r ond e escusamo s tud o o qu e nest a materi a puderamo s dize r a qua l s e no s agor a oferec e e qu e pe r morte d o dit o re i Do m Enrriqu e socede o ligitimament e n a Coro a deste s reino s o muit o catolic o e muit o poderos o re i Do m Felip e nos o senho r com o parent e barã o ligitim o e d e maio r idad e d e quanto s tinh a o qua l est a jurad o e obedecid o dest a cidad e e rein o co m grand e satisfaçã o d e todo s as i po r conprire m co m sua s obrigaçoen s com o po r sua s rarissima s e singulare s virtudes . Por muitos respeito s no s parece o divid o fazermo s sabe r a vos a senho - ri a (6) o estad o dest e rein o per a qu e nã o tã o soment e faç a jura r e obe - dece r nese s Estado s po r re i natura l e d e todo s este s reino s Do m Felip e nos o senho r com o sã o obrigado s ma s aind a dee m muita s graça s e louvore s a Deu s po r no s da r hu m ta l princip e po r re i e senho r d e cuj a bondad e e grand e pode r s e no s poderã o consegui r grandissima s utilidade s e qu e milho r qu e seu s antesesore s poderã o acodi r a comservaçã o e augment o dele s anpleand o a sanct a fe e catolic a e dand o lh e materi a d e muit o acre - sentament o e prosperidade . E porqu e confiamo s d a muit a prudenci a d e voss a senhori a qu e e m tud o s e conformar a co m est a cidad e morment e e m cas o qu e Nos o Senho r tant o qui s mostra r su a vontad e nã o temo s mai s qu e dize r senã o qu e el e a ilustrissima peso a d e vos a senhori a guard e vid a e estad o acresent e com o pode . De Lixbo a a desaset e d e Outubr o d e mi l e quinhento s e oitenta . Francisco d e Saa . Manoel Tele s Barreto . Damião d'Aguiar . Francisco Rodriguez. Lui s Franco . Bastiã o d'Oliveir a (?) . Gaspar Rodriguez. Foi consertad o est e treslad o po r mi m Manoe l Botelh o Cabra l secre - tari o dest e Estad o co m o propi o qu e fic a e m pode r d e su a ilustrissim a senhoria . En Go a a quatr o d e Setenbr o d e quinhento s e oitent a e hum . O governado r Fernã o Tele s Manoel Botelh o Cabral . 8 0 Certidã o d o secretari o d e com o h e alevantad o po r re i e l re i Do m Fe - lip e nos o senho r Manoe l Botelh o Cabra l secretari o dest e Estad o ao s qu e est a minh a certidã o vire m faç o sabe r qu e e m me u pode r h e hu m aut o d e jurament o e omenaje m qu e o senho r governado r Fernã o Tele s fe s co m o s tre s estado s d o eclesiastico d a nobrez a e d o pov o dest a cidad e d e Go a pel o qua l const a qu e doming o a tard e tre s dia s dest e me s d e Setenbr o n a Se e d a dit a cidad e send o su a senhori a present e co m todo s o s fidalgo s cabid o e maiore s da s religiõe s e oficiae s d a Camara del a e muit o ajumtament o d o pov o po r virtud e d e hu a sentenç a e decret o qu e o s governadore s e defensore s do s reino s d e Purtuga l derã o e m favo r del re i catolic o Do m Felip e pe r qu e declaravã o Su a Magestad e po r re i e senho r natura l d e todo s o s reino s e senhorio s d e Purtuga l e conform e a hu a cart a d a cidad e d e Lixbo a astnad a pelo s oficiae s d a Camara del a qu e afirmavã o se r o dit o senho r recebid o e jurad o e m tod o o reino . E e m conpriment o d e hua cart a d e Su a Mages - tad e pe r qu e mandav a a o dit o senho r governado r juras e po r re i (6 v.) e senho r dese s Estado s o s quoae s papei s vã o tresladado s o dit o aut o qu e est a escrit o e m hu m livr o do s juramento s dest a calidad e jura r su a ilus - trissim a senhori a po r re i e senho r natura l a o muit o alt o e muit o poderos o re i catolic o Do m Felip e nos o senho r e po r fi m do s seu s dia s d e Su a Mages - tad e a se u primogenit o filh o Dom . Diog o e todo s seu s subceçores . E feit o o dit o jurament o su a senhori a apresento u hu a precuraçã o bastant e d e Su a Magestad e pel a qua l o fazi a se u precurado r co m pode r d e sobstabalece r per a e m se u nom e toma r jurament o d e fidelidad e ao s capitãe s e cidade s dest e Estad o po r virtud e d a qua l precuraçã o log o juro u na s mão s d e su a senhori a o padr e daiã o Bra s Dia s e m nom e d o estad o eclesiastico h e depo s el e juro u o cabid o e o s maiore s da s religiões . E log o juro u o capitã o e m nom e d a nobres a e depo s el e jurarã o o s fidalgo s e desenbargadore s dest a cort e e n o ultim o luga r juro u a cidad e vreadore s e mai s oficiae s d a Camara e m nom e d e tod o o povo . E acabad o o dit o jurament o fo i alevantad o po r re i o senho r natura l e l re i catolic o Do m Felip e pi o capitã o n a Se e e no s lugare s pubrico s dest a cidad e dizend o rea l rea l rea l pel o muit o alt o e muit o poderos o re i catolic o Do m Felip e re i d e Purtuga l nos o senho r qu e fo i festejad o co m grand e aplauç o d o pov o po r su a senhori a co m o s mai s fidalgo s e cavaleiro s dest a cidade . E po r m e dis o se r pidid a a present e certidã o a pase i d e me u oficio . Antoni o Barbos a o fe s e m Go a a quatr o d e Setembr o d e mi l e qui - nhento s oitent a e hum . Manoe l Botelh o Cabral . Graça s e merces qu e e l re i nos o senho r conced e ao s reino s e senhorio s do s reino s d e Purtuga l Memoria l d e las gracia s y mercede s qu e e l re i m i seño r concede r a esto s reno s quand o fuer e jurad o po r re i y seño r dello s qu e s e incluie m qu e 81 l e concedi o e l serenissimo re i Do m Manoe l ann o d e novent a y nuev e e otra s d e grande s importancia s par a e l bie n universa l y particula r dellos . 1 . Primerament e qu e S u Magesta d hara jurament o e n form a d e guarda r todo s lo s fuero s uso s y costunbre s privilegio s y liberdade s con - cedido s a esto s reno s y po r lo s rei s dellos . (7) 2 . Qu e quand o s e huvier e d e s e faze r corte s tocante s a esto s reno s se a d e dentr o d e Portuga l y qu e e n otro s qualesquie r qu e huvier e fuer a dello s n o s e pued a propone r trata r n i determina r cos a algun a qu e qu e toc e (sic) a lo s dicho s renos . 3 . Que avendos e d e pone r e n esto s reno s vis o re i o person a o per - sona s qu e debax o d e qualquier a otr o nonbr e lo s aiã o d e governa r sea n portuguese s y qu e l o mism o s e entiend a aviendos e d e enbia r a ello s visitado r o alçad a co n qu e per o l o qu e toc a a l autorida d d e lo s dicho s reno s y per a hazerle s S u Magesta d maio r merce d pueda n e l y su s subce - çore s enbia r po r vis o re i y governador a ello s person a rea l qu e se a hij o o herman a o ti o o sobrin o suio . 4 . Que todo s lo s cargo s superiore s e inferiore s as i d e l a justici a com o d e l a haziend a de l goviern o d e lo s lugare s s e provea n a portu - gese s i n o a estrangero . 5 . Que e n esto s reno s ajã o sienpr e todo s lo s oficio s qu e e n vid a d e lo s rei s huv o as i d e l a cas a rea l com o de l ren o y qu e sea n proveido s e n ello s portugese s lo s quales sirvã o lo s mismo s oficio s quand o S u Mages - ta d y su s subceçore s vinier e esto s renos . 6 . Que l o mism o s e entiend a e n todo s lo s otro s cargo s grande s y pequeno s d e qualquier a calida d y maner a qu e sea n as i d e ma r com o d e tierr a qu e agor a h a h i y s e huvier e d e servi r e n esto s reino s y señorios délo s o s e criare n d e nuev o y qu e la s guarnecione s d e soldado s qu e huvier e d e esta r e n la s fortaleza s dellas sea n portuguezes . 7 . Que lo s trato s d e l a Indi a y d e Gine a y d e otra s parte s pertene - ciente s a esto s reno s as i descubierta s com o po r descobri r n o s e quite n délo s n i hara mudanç a d e l o qu e a l present e s e us a y qu e lo s oficiale s quand o viere n a lo s dicho s trato s y navio s delo s sea n portugueze s y navege n e n navio s portugeses . 8 . Que e l or o y plat a qu e s e labrare n e n moned a e n esto s reno s y señorios dello s qu e ser a tod o l o qu e venier e a lo s reno s perteneciente s a su s señorio s s e labrara n co n lo s cuño s d e arma s d e Portuga l si n otr a mistura . 9 . Que todo s lo s prelado s abadia s beneficio s y pensione s s e daran a portugese s y l o mism o s e entiend a e n e l carg o d e inquisido r y e n la s encomienda s pensione s dela s y oficio s d e la s Ordine s Militare s i e n e l priorat o de l Catr o y finalment e (7 v.) e m toda s la s cosa s eclesiasticas as i com o atra s la dich a e n la s seclares . 8 « 10 . Qu e n o avr a tercio s e n lo s byene s d e la s iglesia s desto s reno s n i subcidio s n i ecencado s y qu e par a ningun a desta s cosa s s e inpc - trara n bulas . 11 . Que n o s e dar a ciuda d vil a luga r n i jurisdicio n n i derecho s reale s a person a qu e n o se a portugues a y qu e vacand o alguno s biene s d e l a coron a qu e S u Magesta d n i su s subceçore s lo s tomara n per a s i ante s l o darã o a pariente s daqueuo s po r quie n vacare n o otro s beneme - rito s siend o as i mism o portugeze s aunqu e desta s cosa s n o hã o d e se r excluido s lo s castejano s y estrangero s qu e agor a vive n e n esto s reno s y huvier a sid o criad o d e lo s rei s delos. 12 . Qu e e n la s Ordine s Melitare s n o s e ynovar a nad a de l estad o e m qu e a l a l present e estan . 13 . Qu e lo s hidalgo s venga n su s moradia s e n conpliend o doz e anño s qu e S u Magesta d y su s subceçore s tomarã o cad a ann o dozento s criado s portugueze s qu e ans i mism o vencera n moradi a 1 lo s qu e n o tuvier e fuer o d e hidalgo s servira n e n la s armada s de l reno . 14 . Qu e quand o S u Magesta d y su s subceçore s viere n a esto s reno s n o s e tomara n casa s e aposento s d e l a maner a qu e s e us a e n Castel a sin o guardand o l a costunbr e d e Portugal . 15 . item qu e estand o S u Magesta d o su s subcçore s fuer a d e Por - tuga l e n qualquier a part e s e atrahera n sienpr e consig o u n eclesiastico e u n veedo r d e l a Haziend a e u n secretari o e u n chancere l maio r i do s desembargadore s d e palaci o lo s quale s s e llamarã o Consej o d e Por - tuga l par a qu e pe r ello s y co n ello s s e despache n todo s lo s negocio s de l mism o ren o y tanbie n darã o e n l a cort e do s escrivane s d e Haziend a y do s d e Camara par a l o qu e fuer e necesari o e n su s oficio s y tod o ser a ech o e n lingoage n portuge s y la s dicha s persona s seran portugeze s y quand o S u Magesta d o lo s dicho s su s subceçore s vinier e a Portuga l vendr a co n elo s e l mism o Consej o i ofeciale s i sirvira n demas d e lo s otro s d e lo s mismo s oficio s (8) qu e a d e ave r e n e l rein o par a s u govier[n]o . 16 . Que todo s lo s corregedore s i lo s demas cargo s d e justici a seme - jante s a esto s e inferiore s delos s e provera n po r absenci a d e S u Magesta d e n e l ren o e n l a maner a qu e agor a s e provee m e qu e l a mism a s e enten - dr a e n lo s cargo s d e provedore s y contadore s d e lo s qulento s y otro s dest a calida d qu e pertenes e a l a Hazienda . 17 . Que toda s la s causa s y hecho s qu e tocare n a justici a y haziend a d e qualquie r calida d y conti a s e detriminarã o finalment e i s e executarã o e n esto s reno s as i com o agor a s e haze . 18 . Que Su a Magesta d y su s susesore s tendrã o capel a e n la form a y maner a qu e l a hã o tenid o lo s rei s dest o ren o l a qua l residir a e n Lixbo a par a qu e lo s oficiale s dig o lo s oficio s divino s s e celebre n continuada - ment e serviendos e com o e s costunbr e s i n o fuer e estand o la person a rea l o po r absenci a sui a e l vis o re i o governadore s dest o ren o dond e quiera n tene r la dich a capela . 83 19 . Que admitir a S u Magesta d lo s portugueze s a lo s oficio s d e s u cas a conform e a l us o d e Borgon a indeferentement e qu e a lo s castejano s y a lo s demas vasalo s suio s d e otr a [s ] naciones . 20 . Que la rein a m i señor a tendr a as i mism o d e ordinari o e n s u servici o señora s principale s portugueza s y dama s a a la s quale s favore - cer a y har a merce d h o casandola s e n s u tierr a i e n s u Castila . 21 . Que e n benefici o de l puebl o y universa l desto s reno s i porqu e s e augment e e l comerci o y buen a correspondenci a co n lo s d e Castil a tendr a S u Magesta d po r bie n d e manda r abri r lo s puerto s seco s d e anba s parte s par a qu e la mercadori a pas e librement e com o s e acostu - mava n ante s qu e s e inpusisse n lo s derecho s qu e agor a s e levan . 22 . Que as i mism o mandar a qu e s e ag a tod a la graci a posibl e e n l a entrad a de l pa n d e Castill a par a l a provisio n dest o reino . 23 . Que mandar a da r trezento s mi l ducado s par a la s cosa s seguin - te s a sabe r cent o e vint e mi l par a resgat e d e cativo s a disposisio n d e l a Misericordi a (8 v.) d e Lixbo a co n qu e s e enplee n po r meta d e n saca r hidalgo s pobre s y persona s comune s qu e todo s sea n portuguezes . Cient o e sincoent a mi l par a institui r y acressenta r posito s e n lo s lugare s necesitado s com o l o ordenar e l a Camara d e Lixbo a y lo s trint a mi l restante s a complimient o d e l a dich a cantida d par a remedia r a l a enfer - meda d qu e a l present e cor e destribiend o pe r orde n de l arçobisp o i Camara d e Lixboa . 24 . Que e n l a provisio n d e la s armada s d e l a Indi a y d e la s demas par a l a defens a de l ren o y castig o d e lo s cosairo s y conservacio n d e la s frontera s d e Africa S u Magesta d mandar a toma r co n est o ren o e l asient o qu e parecier e conveni r aunqu e se a co n ajud a d e lo s otro s su s Estado s y much a ma s cost a d e s u Rea l Hazienda . 25 . Que po r corresponde r a l amo r qu e lo s naturale s desto s reno s tien e a su s principe s quisier a much o a l re i m i seño r pode r le s promete r d e resedi r ordinariament e e n ello s per o qu e s i bie n e l goviern o d e lo s otro s reno s y Estado s qu e Dio s l e h a emcomendad o inpid e e l efect o dest a s u volunta d todavi a le s ofresc e qu e procurar a esta r e n est o ren o e l ma s tienp o qu e pudier e y n o aviend o occasio n qu e n o estorv e dexar a aqu i a l princip e m i seño r par a qu e creandos e entr e portugueze s lo s conoç a i estim e e am e com o S u Magesta d l o aze . Fecha e n Almeri n a vint e d e març o d e mi l quinhento s e oitenta . Dom Pedr o Giro n duqu e y cond e d e Viena . E u Nun'Alvare z Pereir a secretari o de l re i nos o senho r fi s treslada r o s vint e e sinc o capitolo s asim a e atra s escrito s e m dua s meia s folha s d o proprio origina l qu e est a e m me u pode r e co m el e concerte i est e treslad o be m e fielment e per a o emvia r ao s Estado s d a india po r mandad o d e Su a Magestade . Em Badajo s a set e dia s d o me s d e Novembr o d o present e aun o d e mi l e quinhento s e oitenta . E o asele i co m o sel o da s arma s reae s d a coro a d e Purtuga l e o asine i d e me u nome . Nun'Alvare z Pereira . Fo t concertad o est e treslad o po r mi m Manoe l Botelh o Cabra l secre - tari o dest e Estad o co m o propi o qu e fico u e m pode r d e su a ilustrisim a senhoria . En Go a a quatr o d e Setembr o d e quinhento s oitent a e hum . O governado r Fernã o Teles . Manue l Botelh o Cabral . (9) Per virtud e d a qua l precuraçã o alvar a d e sobstabaleciment o e decret o e sentenç a do s governadore s e mai s papei s atra s tresladado s qu e tud o fo i lid o e m alt a vo z perant e todos . Logo n o dit o di a a tard e o senho r capitã o co m o estad o eclesiastico fidalgo s vreadore s cidadoen s e pov o s e fo i a igrej a d e Sã o Francisc o dest a cidad e da r graça s a Nos o Senho r pel a merc e qu e no s fe s e m hua prosiçã o corrend o a igrej a e crasta s del a e dah i s e sai o a caval o co m tod a a gent e d e caval o qu e n a dit a cidad e estav a e forã o pela s rua s dela s corrend o carreira s e festejand o est a nov a co m trombeta s e che - ramela s e tod o o mai s regogiz o qu e pod e ser . E log o n o di a segint e qu e forã o desanov e d o dit o me s s e fo i o senho r capitã o a dit a igrej a d e Sã o Francisc o po r se r a mai s comodad a par a o jurament o qu e s e avi a d e faze r da s qu e h a n a dit a cidad e e n a capel a mo r del a e m nu a mes a e m qu e estav a hua cru s e a o pel e (sic) del a hu m misa l juro u o vigari o e post o d e giolho s co m a s mão s n o dit o misa i dise . Jurament o d o Estad o Eclesiastic o Magnific o senho r Mateu s Pires . E u fre i Vicent e d e Guadalup e vigari o dest a cidad e pel o arcebisp o Do m Enrriqu e d e Tavor a com o cabeç a d o Eclesiastic o del a jur o neste s Sancto s Evangelho s e m mão s d e voss a merc e com o procurado r sobsta - balecid o qu e h e d o ilustrissim o senho r Fernã o Tele s d e Meneze s capitã o gera l e governado r dest e Estad o e procurado r d o catolic o re i Do m Felip e qu e e u receb o po r nos o verdadeir o re i e senho r natura l a o muit o alt o e muit o poderos o re i catolic o Do m Felip e nos o senho r e pe r fi m do s dia s d e Su a Magestad e a se u primogenit o filh o Do m Diog o e todo s seu s subceçores . E depoi s d e feit o o dit o jurament o jurarã o todo s o s clerigos e perlado s do s moesteiro s qu e h a n a dit a cidad e dizend o cad a hu m po r s i e e u as i o juro . E log o apos ele s juro u Marti m Afonç o d e Mel o capitã o dest a cidad e post o d e giolho s co m a s mão s n o dit o misa i dise . 8 5 Jurament o d o capitã o Magnific o senho r Mateu s Pirez. E u Marti m Afonç o d e Mel o capitã o dest a fortalez a e cidad e d e Damã o jur o neste s Sancto s Evangelho s na s mão s d e voss a merc e com o procurado r sobstabalecid o qu e h e d o ilustrissimo senho r Fernã o Tele s capitã o gera l e governado r dest e Estad o procurado r d o catolic o re i Do m Felip e qu e e u receb o po r nos o verdadeir o re i e senho r natura l o muit o alt o e muit o poderos o re i catolic o Do m Felip e nos o senho r e po r fi m do s dia s d e Su a Magestad e a se u primogenit o filh o Do m Diog o e todo s seu s subceçores . (9 v.) E acabad o d e faze r o dit o jurament o s e po s o dit o capitã o a hua ilharg a d a dit a mes a e n pe e co m a bandeir a rea l na s mãos . E o s fidalgo s qu e presente s s e acharã o fizerã o o dit o juramento . Cada nu m pe r s i dis e e e u as i o juro . E log o o s vereadores e oficiae s d a Camara dest a cidad e s e puzerã o d e giolho s co m a s mão s n o dit o misa l fizerã o o dit o jurament o dizendo . Jurament o d a Cidad e e m nom e d o pov o Magnific o senho r Mateu s Pirez . No s o s vreadore s procurado r d a cidad e juize s procuradore s do s mis - tere s dest a cidad e d e Damã o juramo s neste s Sancto s Evangelho s e m mão s d e voss a merc e com o procurado r sobstabalecid o qu e h e d o ilus - trissim o senho r Fernã o Tele s capitã o gera l e governado r dest e Estad o procurado r bastant e d o catolic o re i Do m Felip e qu e no s recebemo s po r nos o verdadeir o re i e senho r natura l a o muit o alt o e muit o poderos o re y catolic o Do m Felip e nos o senho r e pe r fi m do s dia s d e Su a Magestad e a se u primogenit o filh o Do m Diog o e todo s seu s subceçores . E depoi s d e feit o o dit o jurament o o fizerã o todo s o s cidadão s cava - leiro s e pov o d a dit a cidad e dizend o cad a hu m pe r s i e e u as i o juro . E depoi s d e feit o o dit o jurament o po r todo s o s asim a e atra s decrarado s o capitã o co m a bandeir a n a mã o com o estav a dis e e m alt a vo z rea l rea l rea l pel o muit o alt o e muit o poderos o re i catolic o Do m Felip e re i d e Purtugal . E log o s e tocarã o a s charamela s e tronbeta s e sino s e m sina l d a fest a e alegri a qu e todo s nist o receberão . E depoi s d o dit o regogis o ouv e cilenci o e o dit o Mateu s Pire z dis e e m alt a vo z com o sobstabalecid o e m nom e d o ilustrissim o senho r Fernã o Tele s governado r com o procurado r bastant e qu e h e d e Su a Magestad e qu e avi a po r outorgado s a dit a cidad e e fortalez a toda s a s graça s merces privilegio s favore s e onrra s liberdade s qu e Su a Magestad e concede o ao s reino s e senhorio s d e Purtuga l conteuda s n o treslad o dela s qu e fo i lid o a todos . E depoi s d e feita s a s dita s solenidade s o capitã o co m a bandeir a n a mã o s e sahi o for a d a igrej a co m o s vreadore s fidalgo s cavaleiro s e S6 muit o pov o dest a cidad e e a caval o forã o corrend o a s rua s dela s e no s lugare s publico s estad o (sic) todo s quedo s dis e o dit o capitã o e m alt a vo z rea l rea l rea l pel o mult o alt o e muit o poderos o re i catolic o Do m Felip e re i d e Purtuga l tocand o s e a s charamela s e tronbeta s e m cad a hu m do s dito s lugare s e po r toda s a s rua s com o dit o he . E depoi s d e s e dare m (10) este s pregõe s po r tod a a cidad e s e torno u o dit o capitã o vreadore s e mai s gent e a dit a igrej a d e Sã o Francisc o ond e s e po s a dit a bandeir a a ilharg a d o alta r mo r dela . E s e fizerã o muita s oraçõe s dand o graça s a Nos o Senho r pel o qu e as l ordeno u per a Se u serviço . E log o tomo u o dit o capitã o vreadore s fidalgo s cavaleiro s a cavalga r a caval o corrend o muita s carreira s festejand o a caval o est a alegri a co m todo s vestido s d e fest a e ponp a com o fo i posive l faze r s e e m ta l auto . E porqu e e u Simã o Velh o escrivã o d a Camara dest a cidad e a tud o fu i present e co m o dit o Mateu s Pire z sobstabalecid o fi s est e aut o e n qu e asino u o capitã o h e estad o eclesiastico fidalgo s vreadore s oficiae s d a Camara cavaleiro s e mai s cidadon s d a dit a cidad e per a e m tod o temp o s e sabe r o conteudo nel e e dest e livr o pase i a o dit o Mateu s Pire z o s treslado s qu e m e pidi o per a pe r via s s e mandare m a Su a Magestade . E e u Simã o Velh o escrivã o d a dit a Camara qu e tod o escrev i n o dit o di a atra s o s quoae s papei s aqu i tresladado s forã o concertado s co m o s propio s qu e s e tornarã o a o senho r Mateu s Pire z po r mi m Simã o Velh o escrivã o d a Camara. E co m Domingo s Gome z tabaliã o pubric o dest a cidad e qu e comig o asino u o conserto . Simã o Velho . Domingo s Gomes . Marti m Afomç o d e Melo . Mateu s Pirez . Frei Vicent e d a Gadelupe . Lou - renç o Peres . Frei Antoni o d o Salvador . Frei Francisc o Bosque . Frei Anto - ni o d a Conceição . Gaspar d o Souro . Fre i Damiã o d e Guimarães . Fre i Alvar o d o Rosairo . Frei Pedr o d e Sanct o Andre. Frei Alvar o d o Loreto . Frei Tom e d'Asumpçao . Fernão d e Mirand a d'Azevedo . Pedro Tavares . Dom Rodrig o d e Castro . Simã o d e Sous a Pereira . Pedr o d e Sous a Pereira . Dom Francisc o d a Gama . Antoni o d e Sous a Freire . Ru i Gonçalve s d e Siqueira . Ru i Gome s d'Abre u d e Melo . Joã o Gome s d'Abre u d e Lima . Ru i Mendes . Antoni o Taveira . Joã o Ferrão . Joã o Carreto . Rodrig o Serrão . Lourenç o Machado . Joã o Pereira . Pedr o Lope s d o Quintal . Francisc o d o Soveral . Antã o Pachec o Aljofarlnho . Jhoã o Coelho . Gonçal o d o Couto . Belchio r d'Arauj o Pacheco . Paulo s d e Sousa . Anrriqu e d e Lemos . Antoni o d a Costa . Gaspa r d a Fonsequa . Gonçal o d e Barros . Antoni o Veloso . Simã o Ferreira . João Dia s Botelho . Nã o faç a duvid a o risquad o qu e diz : Menese s porqu e s e fe z pe r faze r verdade . E a s amtrelinhas : ment e outr a n a outr a no s outr a disnaturad o outr a h e ( ? ) (10 v.) outr a o jurament o outr a todo s outr a e officiae s outr a qu e toque . O qua l aut o e u Symã o Velh o esprivã o d a Camara mande y trellada r d o propi o as y com o est a escrit o n o Livr o d a Camara d a dit a cidad e e m qu e estã o asinado s o capitã o e estad o eclesiastico e o s d a nobrez a 8 7 vereadore s e cidadão s e o comcerte i co m Domynguo s Gome z taballiã o pubrico . E nest e trellad o tornara m asina r o capitã o vereadores comigu o esprivã o per a autoridad e delle . E va y asellad o co m o sell o da s arma s reae s qu e nest a cidad e serve . Em Damã o oj e vimt e e oit o d e Setembr o d e mill quinhento s oitemt a e hum . E o sobresprev i po r lembrança . Marti m Afons o d e Mell o Ru y Mende s Antoni o Taveir a Johã o Carret o Rodrig o Sarrã o João Ferrão . O qua l trellad o concerte i co m h o propi o co m o officia i qu e aqu i asino u comiguo . Domingo s Gome s Simã o Velho . (11) (vestigios do selo) Diog o Madeir a Nota. — O segundo documento é um traslado do anterior com varian- tes apenas ortográficas e, no final, mais o seguinte: E u João d e Pari a secretari o dest e Estad o o fi z treslada r d o proprio treslad o qu e fic a registad o n o Livr o do s Registo s d o Estad o e o consertei . E m Go a vint e e sinc o d e Novembr o d e 158 1 annos . Joã o d e Fari a (R. S. C.) 2624 . XIII, 7-2 4 — Aut o (traslado do) d e jurament o d e fidelidad e qu e a fortalez a e cidad e d e Di o fizera m a el-re i D . Filip e I . 1581 , Novembro , 25 . — Papel. 10 folhas. Bom estado. Treslad o d o aut o qu e s e fe z d o jurament o d a fydy - lydad e qu e Mateu s Pyre z secretari o qu e fo y dest e Estad o d a Yndy a sobestabalecyd o pol o senho r Fer - nã o Tele s governado r tomo u na s fortaleza s d o Nort e comform e a com o s e fe z no s reino s d e Portuga l Ann o d o nacyment o d e Nos o Senho r Jes u Christ o d e my l quinhemto s oytemt a e hu m annos . 88 Aos vymt a cync o dya s d o me s d e Setembr o d o dit o an o nest a forta - lez a e cydad e d e Dy o chego u a est a dyt a fortalez a Mateu s Pyre z secre - tary o qu e fo y d o Estad o d a Indy a e na s casa s d o aposemt o d o senho r Do m Pedr o d e Menese s capitã o e governado r d a dit a fortalez a send o pe r se u mandad o jumto s o licenciad o Nycola o Pay s vyguayr o d a S e dest a dyt a cydad e e be m as y fre y Pedr o Uzadema r vygari o d a Cas a d e Sã o Domingo s co m o s mai s padre s d a dit a Cas a e S e e be m as y Lourenç o Dya s d e Moray s vedo r d a Fazend a d o Nort e e Symã o d e Bryt o fidallg o e Francisc o Ferrã o d a Cunh a capitã o moo r dest a cost a d e Di o e Diog o d'Orbin a juy z da s Allfandega s dest a dyt a cydad e e Bastyã o Freir e e Manoe l d a Pomt e escryvãy s da s dita s Allfandega s e Jorg e Guarce s ouvydo r nest a dit a cydad e e provedo r d a Cas a d a Sant a Mysericordi a e João Lourenç o e Antony o Fernandi z e Luy s d e Mendos a e Gonçal o Fernande z e Bertolame u Moreir a e Antony o Cardos o escryvã o d a dit a Cas a e Francisc o Pyre z e Joã o Pyre z e Joã o Nune z e Baltaza r Fernande z e Matya s Chemen o todo s irmão s d a Cas a d a Sant a Mysericordi a qu e estã o tydo s nest a cydad e d e Dy o com o vreadore s e regente s del a por - quant o nã o h a Camara. E be m as y Symã o d'Abre u feito r d e Su a Altez a e Vycent e Goterre s Mot a e Luy s d'Allmeyd a escryvãy s d a feitory a d e Su a Alltez a e Balltaza r d e Syqueyr a feito r qu e fo y e outros . Loguo pol o dyt o Mateu s Pyre z fo y apresentad o hua procuraçã o d o mu y allt o e poderos o catolyc o re i Do n Felyp e nos o senho r feit a a o vys o re y d a Indy a per a toma r pos e del a e da r jurament o d e fydylydad e a todo s o s capytay s da s fortaleza s d o dit o Estad o e pov o dela s e nu m soestabalecyment o d o dit o governado r feit o a o dit o Mateu s Pyre z per a nesta s fortaleza s d o Nort e toma r o dit o jurament o e hu m decret o e sentenç a do s governadore s do s reyno s e senhoryo s d e Portugua l pe r qu e ouverã o o dyt o catolyc o re y Do n Felyp e po r nos o re y e senho r carta s e outro s papei s d e qu e o treslad o d e verb o a verb o h e o seguynte . Nota. — Seguem-se os traslados dos textos transcritos atrás, no n.° 2623 . XIII, 7-25 , págs. 71-88 deste volume, que apresentam diferenças apeo- nas ortográficas e cujos títulos são os seguintes: (1) Treslad o d a precuração . (1 v.) Treslad o d o allvara a d e soestabalecymento . (2) Treslad o d o decret o e sentenç a do s governadore s do s reyno s e senhoryo s d e Portugal . (4) Treslad o d a cart a d a cydad e e Camara d e Lisbo a per a o senho r governador . Treslad o d a cart a de l re y noss o senho r per a o governador . (4 v.) Treslad o d a certydã o d o secretari o d e com o h e levantad o po r re y Do m Felyp e nos o senhor . (5) Treslad o da s graça s e merces qu e e l re y nos o senho r concede o ao s reino s e senhoryo s do s reyno s d e Portugal . 8 S Nota — O final deste traslado é o seguinte: ("•) O s quay s papey s todo s forã o lido s e m alt a vo z perant e o dit o capitã o e pessoa s atra s escryta s pe r my m Palo s Coelh o escryvã o d o judycya l dest a cydad e d e Dyo . E logu o pel o capitã o e a s dita s pesoa s fo y ordenad o yre m a S e dest a dit a fortalez a da r graça s a Nos o Senho r pel a merc e resebyd a d e no s da r po r re y o muyt o allt o e poderos o catolyc o re y Do m Felyp e nos o senhor . E o dy a seguynt e qu e forã o vynt a sey s dya s d o me s d e Setembr o s e tornarã o todo s a junta r n a dit a S e e depoy s d e ouvyd o mys a jurarã o co m a s mão s e m hu m mysa l abert o post o a o p e d e hua cru z e m hu a mez a qu e estav a n o mey o d a dit a ygrej a com o avyã o pel o dit o jura - ment o prometid o te r po r re y e senho r a o catolyc o re y Do m Felyp e nos o senhor . E log o juro u o licenciad o Nycola o Pay s vygari o dest a dit a cydad e e m nom e d o estad o eclesyastyc o post o d e gyolho s co m a s mão s posta s n o dit o mysa l dyse . (t) Jurament o d o estad o eclesyastic o Magnific o Senho r Mateu s Pyrez . Eu o licenciad o Nycola o Pay z vygari o dest a igrej a e cydad e com o cabes a d o eclesyastyc o del a jur o neste s Santo s Avangelho s e m mão s d e vos a merc e com o precurado r sobestabalecyd o qu e h e d o ylustrysym o senho r Fernã o Tele z capitã o geral l e governado r dest e Estad o e procura - do r d o catolyc o re y Do m Felyp e qu e e u receb o po r nos o verdadeir o re y e senho r natura l a o muyt o allt o e muit o poderos o re y catolyc o Do m Felyp e nos o senho r e pe r fy n do s dya s d e Su a Magestad e a se u prymogenyt o filh o Do n Dyog o e todo s seu s socesores . E apos o dit o vygari o jurarã o o s may s benefycyado s d a dyt a ygrej a e o pryo r d o moesteir o d e Sã o Domingo s dest a cydad e e may s padre s d a dit a Orde m dyzend o cad a hu m pe r s y e e u as y o juro . E depoy s d o estad o eclesyastyc o te r jurad o com o dit o h e juro u Do m Pedr o d e Menese s capitã o dest a fortalez a e d e gyolho s co m a s mão s posta s n o dit o mysa l dyse . Jurament o d o capitã o Magnyfiqu o senho r Mateu s Pyrez . Eu Do m Pedr o d e Menese s capitã o dest a fortalez a jur o neste s Santo s Avangelho s na s mão s d e vos a merc e com o procurado r sobestabalecyd o qu e h e d o ilustrysym o senho r Fernã o Tele s capitã o geral l e governado r dest e Estad o procurado r d o catolyc o re y Do m Felyp e qu e e u reseb o po r 9 0 nos o verdadeir o re y e senho r natura l a o muyt o allt o e muyt o poderos o re y catolyc o Do m Felyp e nos o senho r e pe r fy m do s dya s d e Su a Mages - tad e a se u prymogenyt o filh o Do m Dyog o e todo s seu s sosesores . E depoy s d e te r jurad o o dit o capitã o s e po s e m p e a ylharg a d a dit a mez a co m a bandeir a rea l na s dita s mão s e apo s el e jurarã o o s fidalguo s e gent e nobr e qu e present e s e acho u dyzend o cad a (7 v.) nu m pe r s y e u as y o juro . E logu o juro u Jorg e Guarce s ouvydo r dest a cydad e e provedo r d a Cas a d a Mysericordi a del a e m nom e d o pov o co m o s allmotace s d o regiment o del a po r nã o ave r Camara nest a fortaleza . E dys e d e gyolho s co m a s mão s n o dit o mysal . Jurament o d o pov o Magnyfic o senho r Mateu s Pyre z E u Jorg e Guarce s provedo r d a Mysericordi a e m nom e do s ofycyay s e pov o dest a cydad e jur o neste s Santo s Evangelho s e m mão s d e vos a merc e com o procurado r sobestabalecyd o qu e h e d o ylustrycym o senho r Fernã o Tele z capitã o geral l e governado r dest e Estad o procurado r bas - tant e d o catolyc o re y Do m Felyp e qu e no s recebemo s po r nos o verdadeir o re y e senho r natura l a o muit o allt o e muyt o poderos o re y catolyc o Do m Felypp e nos o senho r e po r fy m do s dia s d e Su a Magestad e a se u prymo - genyt o fylh o Do m Diog o e todo s seu s sosesores . E apos o dit o Jorg e Guarce s jurarã o o s allmotace s e ofycyay s e allgua s pesoa s d o pov o dyzend o cad a h u pe r s y e e u as y o juro . E acabad o d e faze r o dit o jurament o todo s e o capitã o dys e co m a bandeir a rea l qu e tynh a na s mão s e m vo s allt a rea l rea l rea l pol o muyt o allt o e muyt o poderos o re y catolyc o Do m Felyp e re y d e Portugual . E log o s e repycarã o o s syno s e tocarã o charamela s e tronbeta s co m grand e reguzyj o e mostra s d e contentament o e s e sayrã o for a d a dyt a ygrej a acompanhand o todo s o dit o capitã o qu e levav a a bandeir a rea l na s mão s pola s rua s d a dit a fortalez a e cydad e e na s praça s e luguare s publico s dys e nele s rea l rea l rea l pol o muyt o allt o e muyt o poderos o re y catolyc o Do m Felyp e re y d e Portugua l tocand o s e n o fy m d e cad a preguã o deste s charamela s e tronbeta s co m tod a a may s fest a qu e n a dit a fortalez a e cydad e s e pod e faze r disparand o tod a a artelhary a del a e muit a espymgardary a qu e o s soldado s levavã o e m companhy a d o dit o capitão . E depoy s d e corryd a a dit a fortalez a e cydad e s e fo y recolhend o o dyt o capitã o co m a gent e qu e o acompanho u a dit a ygrej a ond e deyxo u a bandeir a rea l e s e fyzerã o oraçõy s dand o muyta s graça s a Nos o Senho r Deu s pol a merc e resebyda . E o dit o Mateu s Pyre z sobestabalecyd o send o as y junto s o dit o capitã o e o s tre s Estado s dys e e m allt a vo z qu e avy a po r otorguado s h a dit a cydad e e fortalez a toda s a s graça s e merces prevylegeo s favore s e onrra s e lyberdade s qu e Su a Magestad e coneede o ao s reyno s d e Portugua l con - teudo s n o ro i qu e atra s fyc a tresladad o e ist o com o sobestabalecyd o d o senho r Fernã o Tele s capitã o geral l e governado r dest e Estad o procurado r bastant e d e Su a Magestade . E po r tud o as y pasa r n a verdad e e e u Paull o Coelh o escryvã o dest a Ouvydory a d e Dy o se r present e fy z est e aut o em > qu e asyno u o senho r capitã o estad o eclesyastyc o e o d a nobrez a e o pov o o dit o Mateu s Pyre z n o dyt o dya . E conserte y este s treslado s co m o s propyo s qu e o dit o Mateu s Pyre z levo u co m Amado r Carreir o outros y escryvã o dest a Ouvy - dory a e dest e livr o pase y o treslad o dest e aut o a o dit o Mateu s Pyre z pe r quatr o vya s per a o senho r governado r a s manda r a o rein o per a pe r el e s e sabe r com o atra s s e declara . Do m Pedr o d e Menezes . Nycola o Pays . Fre y Pedr o Uzademar . O Padr e Gonçall o Martynz , O Padr e Tom e Fernandez . Jorg e Guarces . Fran - cisc o Ferrã o d a Cunha . Symã o d e Bryto . Symã o d'Abre u (8). Vicent e Goterre s Mota . Luy s d'Allmeyda . Antoni o Cardoso . Joã o Lourenço . Os quay s papey s atra s e acym a escryto s e u Palo s Coelh o escryvã o dest a feytory a dyg o Ouvydory a d e Dy o a (sic) fy s escreve r e sobescrev y po r licens a qu e per a el o tenh o e o conserte y co m o s propyo s co m outr o ofycya l d a dit a Ouvydory a o s quay s vã o tresladado s be m e fyelment e se m acre - senta r ne m demenuy r cous a allgu a e va y escryt o e m onz e meya s folha s d e pape l co m est a e m qu e va y o enserrament o d o conserto . E per a sertez a d e tod o o qu e dit o h e va y asynad o pel o senho r Do m Pedr o d e Menese s capitã o dest a fortalez a e cydad e d e Dy o e po r Jorg e Guarce s ouvydo r del a e aselad a co m o sel o da s arma s reay s del i re y nos o senho r qu e n o Juyz o d a Ouvydory a dest a cydad e d e Dy o serve . Dado ao s vynt e e oyt o dya s d o me s d e Setembr o Paio s Coelh o escry - vã o dest a Ovydory a a fe z an o d o nacyment o d e Nos o Senho r Jhes u Christ o d e my l e quynhento s e oytent a e hu m anos . Do m Pedr o d e Meneses . Jorg e Guarces . Consertado pe r no s ofycyay s aqu y asynados . Amado r Carreyro . Paio s Coelho . D o sel o nada . Jorg e Guarces . E u Joã o d e Fari a secretari o destte ] Estad o o fi z treslada r d o proprio treslad o qu e fic a registad o n o Livr o do s Registo s d o Estad o e o conserte i e m Go a vint e e sinc o dia s d o me s d e Novembr o d e 158 1 annos . Joã o d e Faria . (R. B. C.) 2625 . XIII . 7-2 5 — Aut o d e jurament o d e fidelidad e qu e a fortalez a d e S . Tom é d e Crangano r fe z a el-re i D . Filip e I . 1581 . — Papel. 6 folhas. Bom. estado. 9 2 i. º documento Crangano r Bertolame u Gonçalve z jui z ordinari o qu e or a sã o nest a fortalez a Sa m Thom e d e Crangano r etc . Faço sabe r a quamto s est a minh a cart a testemunhave l (i ) vire m e m com o onte m qu e forã o quimz e dia s d o me s d e Setembr o d e mi l e quinhem - to s e oitemt a e nu m amtr e a s quatr o ora s d a tard e pe r Manoe l Simõi s fo y dad o a Do m Diog o Roll m capitã o d a dit a fortalez a hu a cart a e hu a pro - visã o d o muit o illustrissim o senho r Fernã o Tele s capitã o gera l e gover - nado r d a Yndi a a qua l cart a e provisã o vinhã o nu m maç o mutrad o a qua l provisã o s e treslado u aqu y d e verbo aã verbum cuy o treslad o h e o seguinte . Fernão Tele s (- ) capitã o gera l e governado r d a Yndi a etc . Faço sabe r a vo s Do m Diog o Roli m capitã o d a fortalez a d e Cramgua - no r qu e a mi m m e forã o emviada s hua s provisõi s po r e l re y catholic o Do m Filip e amtr e o s (sic) quai s er a hu a semtemç a e decret o do s governadore s e defemssore s d o reinn o (" ) e senhorio s d e Purtugua l pel a qua l declar a ( 4 ) Su a Magestad e po r verdadeyr o re y e senho r do s reinno s d e Purtugual . E pe r hu a cart a d a cidad e d e Lixbo a assinad a pelo s officiai s d a Camara della fu y certificad o esta r o dit o senho r re y ( 5 ) Do m Filip e acei - tad o e jurad o po r nos o re y e senho r natura l d e toda s a s cidade s d o reinn o pel o qu e Su a Magestad e m e mando u pe r su a provisã o asselad o da s arma s reai s d o reinn o d e Purtugua l qu e o yurass e (« ) e fizess e yura r neste s Estado s po r noss o re y e senho r e po r fi m do s dia s d e su a vid a a se u primogenit o filh o Do m Dieg o e todo s o s seu s suscessores . Pela qua l provisã o d e Su a Magestad e coniform e a o decret o do s dito s governadore s fo y po r mi m e pelo s tre s estado s d o eclesiastico d a nobrez a e d a Camara dest a cidad e e m nom e d o pov o yurad o po r re y e senho r natura l a que m tome y o dit o yurament o d e fidilidad e com o procurado r qu e so u bastant e d e Su a Magestad e po r vertud e d e hua provisã o su a pe r qu e m e orden a e constitu e se u bastant e procurado r co m pode r d e sobes - tabalece r per a e m se u nom e toma r o jurament o d e fidelidad e a s fortaleza s e cidade s dest e Estado . Pello qu e e y po r be m e vo s mamd o qu e tamt o qu e vo s est a fo r apre - zentad a façai s ayunta r o s officiai s cavaleiro s e soldado s dess a fortalez a e m presemç a d e todo s n a ygrey a e m hu a mes a consertad a co m hu m crucifici o e hu m missa l yurarei s no s Santo s Evamgelho s e m qu e porei s (' ) No documento n.° 2621: est a minh a cart a vire m (* ) N.° 2621: Tele s d e Menese s (' ) N.« S621: do s reinno s (*) N.° 2621: decraravão . ( 5 ) N.° 2621: re y catholic o (« ) N.° £621: reinn o d e Purtugua l e e u o juras e 93 vossa s mão s perant e o escrivã o qu e diss o fara a auct o e passara a certidã o per a m e se r emviad a com o vo s pel o dit o (1 v.) jurament o aseitai s e jurai s po r noss o re y e senho r a o muit o alt o e muit o poderos o re y catholic o Do m Filip e re y d e Purtugua l noss o senho r e po r fi m (' ) do s dia s d e su a vid a a se u primogenit o filh o Do m Diog o e todo s seu s suscesores . E acabad o vo s d e yura r tomarei s a bamdeir a rea l na s mão s e vo s porei s e m pe e yumt o d o alta r mo r omd e farei s yura r toda s a s sobredita s pessoa s qu e comvosc o s e achare m n a form a acim a declarada . E acabad o d e yura r co m a bamdeir a rea l na s mão s direi s rea l rea l rea l pel o muit o alt o e muit o poderos o re y catholic o Do m Filip e re y d e Purtuga l noss o senhor . E farei s festeja r co m artelhari a e mai s instro - memto s qu e ouve r ness a fortalez a amdamd o pelo s luguare s pubrico s della dizend o rea l rea l rea l pel o muit o alt o e muit o poderos o re y catolic o Do m Filip e re y d e Purtugua l noss o senho r celebramd o o dit o auct o co m muit a alegri a e contemtament o d o pov o per a qu e a todo s sey a notori o o contemtament o e gost o co m qu e est e Estad o aceit a po r se u re y e senho r nu m tã o alt o e tã o poderos o primcipe . E d e tud o mamdarei s faze r aut o n o livr o dess a fortalez a (s ) e m qu e vo s asinarei s co m a s dita s pessoa s e m e mamdarei s o treslad o d o dit o auct o e juramento s be m comsertad o e m mod o qu e faç a fe e per a m e serti - fica r d o mod o qu e nist o tivestes . E est a minh a provisã o s e registara a n o dit o livr o e po r ell a vo s mamd o so b penn a d o cas o maio r co m muit a brevidad e cumprai s o qu e po r mi m vo s h e mamdad o e aceitei s e jurei s a o dit o re y catholic o Do m Filip e po r noss o re y e senho r natura l e nã o recebai s ness a fortalez a ne m deixei s nel a desembarca r pessoa algua qu e d o reinn o venh a se m vo s apre - semta r licemç a minh a per a o poderde s recolhe r e aguasalha r o qu e ass y cumprirei s so b a s dita s penna s se m duvid a ne m embarg o algum . E ist o vallera a com o cart a sellad a e passad a e m nom e ( 9 ) de l re y nos o senho r post o qu e nã o pas e pell a Chancelari a se m embarg o d a orde - naçã o e m contrario . Amtoni o d a Cunh a o fe z e m Go a a cimc o d e Setembr o d e jb'lxxxj . O governado r Fernã o Teles . Registad o Botelho . Registad o n o 2. º livr o folh a 260 . Amtoni o Barbos a per a voss a senhori a ver . Botelho . E e m damd o est a dit a provisã o a o capitã o Do m Diogu o Roli m mam - do u co m gramd e fest a repica r a fortalez a (2) e tira r a artilhari a e man - do u a mi m dit o jui z qu e foss e po r todo s o s cavalleiro s e primcipai s ( 10 ) dest a fortalez a notifica r lh e qu e o s melhore s vestido s qu e tivesse m s e viesse m a igrey a outr o (« ) di a log o per a jurarmo s e alevamtarmo s pe r (' ) N.« S6tl: re y d e Purtugua l e po r fi m (» ) N.° BStl: feitori a (• ) N.° tetl: sellad a e m nom e (» ) # o tegi: cavalleiro s primcipai s (" ) N.' 2621: viese m a igrej a a outr o di a noss o re y e senho r a o muit o alt o e muit o poderos o catholic o re y Do m Filip e e po r fi m do s dia s d e su a vid a a se u primogenit o filh o Do m Dieg o e a todo s seu s suscesore s e qu e mamdass e lamça r hu m preguã o d e su a part e qu e tod o o pov o s e jumtass e n a Ygrej a Matri s d e Sa m Thom e e todo s amanhecese m co m a s rua s e porta s emrramadas . E oj e sabad o desasei s d o me s d e Setembr o d a dit a er a o padr e viguair o Gaspa r d a Trindad e amanhece o co m a ygrej a muit o emrramad a e diss e hua miss a cantad a muit o solenn e omd e s e acho u o dit o capitã o co m o s cavaleiro s e nobre s e mai s pov o dest a fortalez a co m camtidad e dp . christão s d e Sa m Thome . E acabad a a miss a nu a mes a qu e estav a comsertad a co m hua alcatiff a ( 12 ) d o dia s e hu m erucifici o co m missa l í 1 ' ) abert o s e chego u o dit o capitã o Do m Diog o Roli m co m o s giolho s posto s n o chã o co m ambala s mão s posta s n o livr o missa l yuro u e m vo z alt a po r esta s palavra s jur o neste s Sancto s Evamgelho s e m qu e ponh o a s mão s qu e e u aceit o e jur o pe r nos o re y e senho r a o muit o alt o e muit o poderos o re y catholic o Do m Filip e re y d e Purtugua l noss o senho r e po r fi m do s dia s d e su a vid a a o se u primogenit o filh o Do m Dieg o e a todo s seu s suscessores . E acabad o d e faze r est e jurament o o dit o capitã o s e alevamto u e m p e e tomo u a bamdeir a rea l na s mão s e s e fo y per a jumt o d o alta r mo r e log o o viguair o Gaspa r d a Trimdad e juro u pel a maneir a qu e o dit o capitã o tinh a jurad o e vierã o jura r todo s o s officiai s cavallei - ro s e nobre s e pov o dest a fortalez a pell a orde m co m qu e o dit o capitã o tinh a jurad o e mai s oit o o u de z christão s d e Sa m Thom e muit o primcipai s e m nom e d e todo s o s do s limites ( 14 ) dest a fortalez a fizerã o o mesm o yurament o e acabado s todo s d e jurare m O 5 ) o dit o capitã o co m a bam - deir a rea l n a mã o diss e ( 16 ) tre s veze s e m vo s alt a rea l rea l rea l pel o muyt o alt o e muit o poderos o re y catholic o Do m Filip e re y d e Purtugua l noss o senhor . E log o a fortalez a respomde o co m muito s repique s d e fest a e muito s tiro s d'artelharia . (S v.) Sai o s e log o o dit o capitã o Do m Diog o Roli m acompanhad o d o dit o padr e viguair o Gaspa r d a Trimdad e e d e todo s o s cavaleiro s e nobre s e moradore s dest a fortalez a pelo s luguare s pubrico s e alevamto u a e l re y noss o senho r e m vo z alt a co m a s mesma s palavra s rea l rea l rea l pel o muit o alt o e muit o poderos o re y catholic o Do m Filip e re y d e Purtugua l noss o senho r tornamd o a fortalez a d e nov o a festeja r co m muito s tiro s d'artilhari a e muitos arrepique s at e s e o dit o capitã o torna r a recolhe r a fortalez a sempr e co m a bamdeir a rea l n a mã o acompanhad o d o dit o viguair o e pov o acim a dit o aond e emtramd o n a igrej a mamdo u log o vi r o livr o d a feitori a e mando u a o escrivã o d a dit a feitori a qu e fizes e hu m aut o d e tod o o proses o n o livr o d a feitori a omd e s e registass e a provisã o ( n ) N.° 2SH: co m alcatif a ( 1S ) N.° tStl: co m hu m misa l (« ) j/. o 2681 : todo s e do s lemite s (« ) N.° t6tl: acabado s d e todo s jurare m (is ) j y o ¡eu: co m a bamdeir a rea l diss e 95 d o Ilustrissim o senho r Fernã o Tele s capitã o gera l e governado r d a Imdi a e qu e d o dit o regist o pasas e hu m treslad o e m cart a testemunhave l qu e faç a fe e per a s e mamda r a su a senhori a ilustrissima . O qua l treslad o e u passas e po r dua s via s e m qu e o s nobre s e cavallei - ro s (1 7 ) dest a fortalez a vã o asinados . Eu Fernã o d a Silv a escrivã o d o judicia l e d a feitori a dest a dit a fortalez a m e ache y present e a tud o e do u minh a fe e pasa r tud o n a verdad e pel o qu e m e asine i co m (is ) o dit o jui z e capitã o e o padr e viguair o e cavalleiro s e nobre s e pov o e e u Fernã o d a Silv a sobredit o escrivã o o fi z escreve r e sobescrev i pe r licenç a qu e per o ell o tenho . Atino d o naciment o d e Nos o Senho r Jes u Christ o d e mi l e quinhemto s e oitemt a e hu m annos . Fernã o d a Silva . Do m Diog o Rolim . Gaspa r a Trinita . Amtoni o d e Faria . Amrriqu e Lope s d a Camara. Amado r Luis . Per o Gil . Bartolome u Gonçalvez . Manoe l Gonçalvez . Manoe l Brochado . Francisc o Alvarez . Thom e Vaz . Lourenç o Eannes . Amtoni o Fernandez . Domimgo s Lopez . Christovã o Teles . Lui s Simõis . Francisc o Dia z d e Car - valho . Francisc o d a Costa . João d'Abreu . Daqu y abaix o s e asinarã o o s christão s d e Sa m Thom e po r s i e pelo s moradore s do s lemite s dest a fortalez a e e u Fernã o d a Silv a escrivã o d o judicia l e d a feitori a dest a fortalez a d e Cramguano r qu e o escrevi . Dom Diog o Rolim . Mateu s Vaz . Iticuriol e Mapole . Lona . Filip e Jumpo . Thom e Vaz . Migue l Vaz . (3) Certific o e u Fernã o d a Silv a escrivã o d o judicia l e feitori a dest a fortalez a d e Cramguano r e m com o e u estiv e prezemt e d e qu e do u minh a fe e Do m Diog o Roli m jura r pe r nos o re y e senho r a o muit o alt o e muit o poderos o catholic o re y Do m Filip e noss o senho r e pe r fi m do s dia s d e su a vid a a se u primogenit o filh o Do m Diog o e a todo s seu s socesore s e ass y o viguair o dest a fortalez a co m todo s o s mai s qu e n a igrey a s e acho u e co m a bamdeir a rea l n a mã o jumt o d o alta r mo r dize r tre s veze s rea l rea l rea l pel o muit o alt o e muit o poderos o re y catholic o Do m Filip e re y d e Purtugua l noss o senho r e d a mesm a maneir a pelo s luguare s pubrico s dest a fortalez a com o mai s larguamemt e s e vera a pell o aut o qu e dist o s e fe z n o livr o d a feitori a dest a fortalez a d e qu e o jui z pe r mamdad o d o dit o capitã o passo u o treslad o asim a e m cart a testemunhavel . E ass y sertific o fica r a dit a provisã o ( lf> ) d e su a senhori a ilustris - sim a registad a n o livr o d a feitori a dest a fortaleza . Em Cramguano r ao s dezassei s dia s d o me s d e Setembr o d e mi l e quinhemto s e oitemt a e hu m annos . Fernã o d a Silva . (" ) N.° 26tl: nobre s cavalleiro s (is ) ¿y # o segl: asine i aqu i co m (" ) N.« S6il: fica r a provisã o E u Joã o d e Fari a secretari o dest e Estad o o fi z treslada r d o proprio treslad o qu e fic a registad o n o Livr o do s Registo s d o Estad o e o consertei . E m Go a vint e e sinc o dia s d o me s d e Novembr o d e 158 1 annos . Joã o d e Parl a 2.º documento (5) Oj e vimt a cimqu o dia s d o me s d e Setembr o d e mi l e quinhemto s e oitemt a e hu m anos . Nesta fortallez a d e Cramgano r vei o e l re i d e Cramgano r a est a dit a fortallez a quo s seu s regedore s e co m festa s d e ataballe s dizemd o a mi m Do m Diog o Roli m capitã o d a dit a fortallez a qu e ell e s e vinh a emtregua r po r vasall o d o muit o alt o e muit o poderos o re i catoliqu o Do m Fhelip e re i d e Purtuga l noss o senho r e o vinh a jura r po r se u re i e senho r e d e tod o se u rein o com o log o juro u demtr o n a dit a fortallez a a port a d a igreij a d e Sa m Tome . E Juro u comform e ao s custume s do s rei s malavare s n a su a espad a sobr e hua mez a alcatifad a e juro u po r esta s palavras . Que jurav a po r aquell a su a espad a qu e ell e aceitav a po r se u re i e senho r e d e tod o se u rein o a o muit o alt o e muit o poderos o re y catholiqu o Do m Phelip e noss o senho r re i d e Purtuga l e po r fi m do s dia s d e su a vid a a se u primogenit o filh o Do m Dieg o e todo s seu s sucessores . E poll o asi m dize r dix e a o dit o capitã o qu e d e tud o mandas e faze r hu m aut o e escreve r no s livro s d a feitori a per a fiqua r po r memoria . E pell o asi m dize r s e aslno u aqu i co m o dit o capitã o Do m Diog o Roli m e co m o padr e vigair o Gaspa r d a Trimdad e e co m o s mãe s cava - leiro s e nobre s qu e prezemte s s e acharão . Eu Fernã o d a Silv a escriva m d o Judicia l e tabalia m pubrlco po r el l re i nos o senho r n a dit a fortalez a o fi s aqu i escreve r e sobescrev i po r lisems a qu e per a el o tenh o e do u minh a fe e pasa r tud o n a verdade . Ano d o nacymemt o d e Nos o Senho r Jhes u Christ o d e mi l e quinhem - to s e oytemt a e hu m anos . De l re y d e Crangano r Diog o Roli m Gaspa r à Trinitat e Fernã o d a Silv a Amtoni o d e Araujo Framcisqu o Alvare z Bertolame u Gonçallvez . 158 1 Baltaza r Gonçalve s Amrriqu e Lopez d a Camara Lui s Symõi s Francisc o d a Serr a Joã o Carrilh o Do m Francisc o Roli m Antoni o Fernande z Per o Va z Marco s d e Casa l 1581 . (R. 8. CJ 9 7 2626 . XIII , 7-2 6 — Aut o (traslado do) d e jurament o d e fidelidad e qu e a fortalez a d a cidad e d e Di o fe z a el-re i D . Filip e I . 1581 , Novembro , 25 . — Papel. 8 folhas. Bom estado. Nota — Este «auto> é um duplicado, corn variantes ortográficas, do transcrito a págs. 88-9 2 deste volume, n.' 2624 . XIII, 7-24 . 2627 . XIII, 7-2 7 — Jurament o d e fidelidad e e obediênci a qu e a cidad e d e Chau l fe z a el-re i D . Filip e I . 1581 , Novembro , 25 . — Papel. 22 folhas, bom estado. Aut o qu e s e fe z d o yurament o e alevantament o d o muyt o alt o e muit o poderos o e catholic o re y Do m Filip e re y d e Purtugua l noss o senho r po r hu a procuraçã o e podere s d e Su a Majestad e per a o senho r governado r e hu m alvara a d e sobestabaleciment o a o muit o magnific o Matheu s Pire z 0 hu m decret o do s governadore s e defemssore s do s reinno s e senhorio s d o Purtugua l e hu a cart a de l re y noss o senho r per a o senho r governado r e hu a cart a d a cidad e e Camara d e Lixbo a e hu a sertida o d o secretair o d a Imdi a d e com o h e alevamtad o e m Go a po r re y e l re y Do m Flip e noss o senhor . Aun o d o naciment o d e Noss o Senho r Yes u Christ o d e mi l e quinhento s e oitemt a e hu m annos . Nesta cidad e d e Chau l n a S e Matri z della ao s trez e dia s d o me s d e Setembr o d o dit o ann o apresemto u o muit o magnific o Mateu s Pire z secretair o qu e fo y d o Estad o d a Imdi a e veado r d a Fazemd a e comtado r mo r dest e Kstad o a o capitã o d a dit a cidad e e fortalez a Do m Fernamd o d e Crast o e a Lui s Tramqos o e Bertolame u Rebell o e Joã o Machad o vreadore s e João Ferreir a d e Bragu a e Christovã o Afomç o Ravasc o juize s e Estevã o Afomç o procurado r d a cidad e e Framcisc o Fernamde z e Joã o Dia z mistere s o s papei s abaix o e a o diamt e tresladado s semd o presemte s o s fidalgo s qu e or a estavã o n a dit a ygrey a dig o cidad e e viguair o d a dit a Se e e mai s cleresi a della e o s perlado s da s Orden s d e Sa m Domimgo s e Sã o Framcisc o e Sã o Paul o e tod o o mai s pov o d a dit a cidad e peramt e o s quai s ass i juntament e com o estavã o forã o lido s pe r mi m Ayre s d'Abre u escrivã o d a (1 v.) Camara d a dit a cidad e e m vo z alt a o s quai s sã o o s seguimtes . Nota — Seguem-se copias, com variantes ortográficas, dos documen- tos transcritos a págs. 71-88 deste volume, com. o n.° 2623 . XIII, 7-23, cujos títulos «ñ u o s seguintes: Procuraçã o e podere s de l re y noss o senho r per a o senho r governador . (S v.) Alvara a d e sobestabalecimento . (S) Decret o e sentenç a do s governadore s e defemssore s do s reino s e senhorio s d e Portugua l 98 (S v.) Cart a de l re y noss o senhor . (6v.) Cart a d a cidad e e Camara d e Lixboa . (7) Certidã o d e Manoe l Botelh o Cabra l secretair o d a Imdia . (8) Memoria l d e la s gracia s y mercede s qu e e l re y m i seño r com - cedier a a esto s reino s quamd o fuer e yurad o po r re y e seño r dello s e m qu e s e inclue n la s qu e le s concedi o e l serenissim o re y Do m Manue l aññ o d e novient a y nuev e y outra s d e grand e importanci a per a e l bie n uni - versa l e particula r dellos . Nota — A parte final deste documento é a seguinte: (10) Po r vertud e d a qua l procuraçã o e alvar a d e sobestabaleci - ment o decret o semtenç a e mai s papei s asim a e atra s tresladado s log o n o dit o di a n a dit a igrey a o dit o capitã o juro u po r re y e senho r noss o a o muit o catholic o e muit o poderos o re y Do m Felip e noss o senho r posta s a s mão s e m hu m misa l qu e estav a abert o sobr e hua mes a a o p é d e hu m crucifici o demtr o n a capell a mo r d a dit a igrej a semd o presemt e o muit o magnific o Mateu s Pire z n o qua l jurament o diss e o seguimte . Jurament o d o capitão . Depois do juramento do capitão vem o seguinte: (10 vj E log o apo s o dit o capitã o juro u o viguair o d a dit a Se e e cidad e e m nom e d o eclesiastico e co m ell e jurarã o o s beneficiado s d a dit a Se e e o s perlado s da s Orden s residemte s n a dit a cidad e n a qua l jurament o decrararã o o seguimte . Jurament o d o estad o eclesiastico. Magnific o senho r Mateu s Pirez . Eu Manoe l Roi z viguair o dest a igrej a e cidad e d e Chau l com o cabeç a d o eclesiastico della jur o neste s Samto s Avamgelho s e m mão s d e voss a merc e com o procurado r sobestabalecid o qu e h e d o ilustris - sim o senho r Fernã o Tele s capitã o gera l e governado r dest e Estad o e pro - curado r d o catholic o re y Do m Felip e qu e e u receb o po r noss o verdadeir o re y e senho r natura l a o muit o alt o e muit o poderos o re y catholic o Do m Felip e nos o senho r e pe r fi m do s dia s d e Su a Magestad e a se u primogenit o filh o Do m Diog o e a todo s seu s sucesores . E log o jurarã o o s vreadore s juize s procurado r e mestere s d a dit a cidad e e m nom e d e tod o o pov o o seguimte . Juramemt o d a cidad e e m nom e d o pov o Magnific o senho r Matheu s Pirez . Nos o s vreadore s procuradore s d a cidad e juize s e procuradore s do s mestere s dest a nos a cidad e juramo s neste s Samto s Avamgelho s e m mão s 9. 9 d e voss a merc e com o procurado r sobestabalecid o qu e h e d o ilustrissim o senho r Fernã o Tele s capitã o gera l e governado r dest e Estad o procurado r abastamt e d o catholic o re y Do m Filip e qu e no s recebemo s pe r noss o verdadeir o re y e senho r natura l a o mu y alt o e muit o poderos o re y catho - lic o (11) Do m Filip e noss o senho r e po r fi m do s dia s d e Su a Magestad e a se u primogenit o filh o Do m Diog o e a todo s seu s sucesores . E feit o o dit o jurament o pello s dito s tre s estado s nobrez a eclesiastico e pov o o dit o sapitã o tomo u a bamdeir a rea l n a mã o e n a dit a igrey a a ilhargu a d o alta r domd e a mes a estav a dis e e m alt a vo s rea l rea l rea l pel o muit o alt o e muit o poderos o e catholic o re y Do m Filip e re y d e Purtugual . E dah i s e sai o d a dit a iyrey a co m a bamdeir a n a mã o co m o s vreadore s e mai s pov o d a dit a cidad e corremd o pella s rua s pubrica s della e no s luguare s per a iss o acommodado s fo y fazemd o o s dito s pregols . Recolhemdo s e a dit a igrey a omd e deixo u a dit a bandeir a s e fe z oraçã o a Nos o Senho r Deo s damd o lh e graça s e louvore s pe r no s da r hu m tã o catholic o e poderos o re y per a lh e fazermo s muit o serviço . E depoi s d e tud o o asim a feit o s e fizerã o festa s e modo s pe r qu e s e mostro u muit o comtemtamemt o d e qu e Nos o Senho r Deu s ordenou . E porqu e tud o ist o e u Aire s d'Abre u escrivã o d a Camara fu i pre - semte fi z est e aut o d e juramemt o d e lealdad e e fidelidad e qu e fic a registad o n o Livr o do s Registo s d a dit a cidad e do u minh a fe e passa r tud o n a verdad e e m qu e s e asino u o dit o capitã o Do m Fernamd o d e Castr o co m o viguair o e mai s perlado s da s Orden s aqu i residemte s e o s vrea - dore s procurado r juize s e mestere s comig o Aire s d'Abre u escrivã o d a Camara o s quai s papei s a sabe r procuraçã o e podere s de l re y noss o senho r alvara a d e sobestabaleeimemt o decret o semtemç a do s governadores e defemsore s do s reinno s e senhorio s d e Purtugua l cart a de l re y noss o senho r cart a d a cidad e e Camara d e Lixbo a sertidã o d e Manoe l Bote - lh o Cabra l secretari o d o Estad o d a Imdi a memoria l da s graça s e merce i qu e e l re y noss o senho r comsede o a o reinn o d e Purtugua l tamt o qu e fos e jurad o forã o todo s pe r mi m dit o escrivã o d a Camara aqu i tresla - dado s n a verdad e be m e fielmemt e se m acresemta r ne m diminui r cous a algu a se m borrã o ne m amtrelinh a ne m riscad o ne m cous a (11 v.) qu e duvid a faç a e portamt o s e lh e pod e da r tã o imteir a fe e e credit o com o s e dari a a o propi o domd e forã o tresladados . E o s fidalgo s qu e presemte s fora m Do m Manoe l d'Almada . Do m Jeronim o d e Menese s e Duart e d a Silveir a e outros . E diserã o qu e aviã o po r feit o o dit o jurament o ass y e d a maneir a qu e o fe z o senho r capitã o e e m se u nom e e d a nobrez a e asinarã o aqu i n o dit o dia . Eu Aire s d'Abre u escrivã o d a Camara qu e dist o do u minh a fe e o escrev i e m e asine i n o dit o di a me s e era . Aire s d'Abreu . Per o Jorg e Velido . Do m Fernamd o d e Castro . Manoe l Rodriguez viguair o d a Se . Francisc o Jorg e Vellid o viguair o d e Sa m Sebastião . Fre y Paul o d o Amara l prio r d e Sã o Domimgos . Fre y Gregori o guardiã o d e Sã o Fran - 100 cisco . Fre y Amtoni o d e Nazaree . Francisc o d e Verguar a reito r d a Com - panhia d e Sã o Paulo . Lui s Tramcoso . Bertolame u Rebello . Joã o Machad o vreadores . Joã o Ferreir a d e Bragua . Christovã o Afomç o Racunad o dig o Ravasc o juizes . Estevã o Afomç o procurador . Francisc o Fernande z mister . Do m Manoe l d'Almada . Do m Jeronim o d e Meneses . Duart e d a Silveira . Ru i Memde z d e Figueiredo . Foi comsertad o tod o o acim a e atra s escrit o pe r mi m dit o Aire s d'Abre u escrivã o d a Camara co m Per o Jorg e Vellid o escrivã o d a Ouvi - dori a ao s de z dia s d'Outubr o d e mi l e quinhento s e oitent a e oitemt a (sic) e num . Aire s d'Abre u Per o Jorg e Vellido . E log o o dit o Mateu a Pire z procurado r sobestabalecid o d o senho r Fernã o Tele s d e Menese s governado r e m nom e d e Su a Magestad e com - sede o a est a cidad e a s merces previlegio s liberdade s homrra s framqueza s comtheuda s no s apomtamemto s ass y e d a maneir a qu e o duqu e d e Husun a comsede o a Purtugua l e m nom e d e Su a Magestad e e d e com o ass y outorguo u tud o asino u aqu i n o dit o di a me s e era . Mateu s Pirez . Foi comsertad o apostilh a acim a com o propi a qu e n o cartori o dest a Camara d e Chau l fic a pe r mi m Aire s d'Abre u escrivã o della e co m Per o Jorg e escrivã o d a Ouvidori a ao s x j dia s d o mê s d'Outubr o d e jb^lxxxj . Aire s d'Abreu . Do m Fernand o d e Castro . Bertolame u Rebello . Lui s Tramquos o (IS). Joã o Ferreir a d e Bragua . Christovã o Afoms o Ravasco . Amtoni o d e Queiro s Eotelho . Joã o Machado . Francisc o Fer - nandez . Pagou nada . Per o Ribeiro . E u Joã o d e Fari a secretari o dest e Estad o o fi z treslada r d o proprio treslad o qu e fic a registad o n o Livr o do s Registo s d o Estad o e o consertei . Em Go a vint e e sinc o d o me s d e Novembr o d e 158 1 anno s O) . Joã o d e Fari a (R. S. C.) 2628 . XIII , 7-2 8 — Aut o (traslado do) d e jurament o d e fidelidad e qu e a fortalez a d e S . Sebastiã o d e Mangalo r fe z a el-re i D . Filip e I . 1581 , Novembro , 25 . — Papel, 4 folhas. Bom estado. Treslad o d o aut o qu e h o senho r Per o Vaa z d a Veygu a capitã o dest a fortalez a d e Mangualo r mando u faze r d o jurament o qu e s e nest a dyt a fortalez a tomo u as y a el e com o ao s moradore s del a pel o muyt o allt o e muyt o poderos o re y Do n Felyp e re y d e Portugua l Ann o d o nacyment o d e Nos o Senho r Jhes u Christ o d e my l quynhen - to s e oytent a e hu m anos . (' ) Eegue-se um traslado, com variações ortográficas, deste mesmo auto. 101 Aos dozaset e dya s d o me s d e Setenbr o d o dyt o an o nest a fortalez a Sa n Sabastya o d e Mangualo r d a ygrej a d o be m aventurad o Sa n Sabas - tya o estand o present e o senho r Per o Va z d a Veygu a capitã o d a dyt a fortalez a po r e l re y nos o senho r e Francisc o Carvalh o feito r del a e Luy s Francisc o escryvã o d a feytory a e jumto s todo s o s moradore s dest a dyt a fortalez a pel o dyt o senho r capitã o fo y presentad o hu a provysã o d o senho r Fernã o Tele z d e Menese s governado r dest e Estad o d a Yndy a pel a qua l lh e mandav a alevantas e e juras e nest a dyt a fortalez a e fyzes e jura r ao s moradore s del a po r re y e senho r do s reyno s d e Portuga l a o muyt o allt o e muyt o catolyc o e poderos o re y Do n Felyp e e po r fy m do s dya s d e su a vyd a a se u prymogenyt o fylh o Do n Dyog o po r se r as y ja a declarad o e aceytad o po r erdeyr o do s dyto s reyno s d e Portugua l n o mesm o reyn o e o dyt o governado r o te r po r provysã o d o dyt o re y nos o senho r po r vy a d'Ormu z pel o qu e o tynh a ja a jurad o e feit o jura r n a cydad e d e Go a e tynh a mandad o jura r e m toda s a s cydade s e forta - leza s dest e Estad o o qu e tud o may s larguament e s e contynh a d a dit a provysã o a qua l o dit o capytã o de u a my m Luy s Francisc o escryvã o d a feytory a per a a 1e r e denuncya r a o pov o presemte . E po r my m fo y lyd a tod a de verbo a verbo e m vo s allt a qu e d e todo s fo y be m ouvydo . E estand o o dyt o capitã o e m p e e todo s o s moradore s e lyd a as y a dit a provysã o o dit o capitã o s e asento u d e gyolho s amt e hu a mes a qu e estav a post a n o mey o d a igrej a co m hu m crusyfficy o e hu m mysa l e posta s anba s a s mão s sobr e o mysa l juro u dyzendo . Eu Per o Va z d a Veygu a fidallg o d a cas a del l re y nos o senho r po r este s Santo s Avamgelho s e m qu e ponh o mynha s mão s aceyt o e jur o po r nos o re y e senho r a o muyt o allt o e muit o poderos o re y catolyc o Do n Felyp e re y d e Portugua l nos o senho r e pe r fy m do s dya s d e su a vyd a a se u prymogenyt o filh o Do n Dyog o e todo s seu s sosesores . E ale - vantad o o dit o capitã o s e asento u o dit o Francisc o Carvalh o feito r pond o a s mão s n o dyt o mysa l dyzend o e u as y o juro . E logu o e u dyt o escryvã o d a mesm a maneir a e pel o conseguynt e fizerã o todo s o s moradore s qu e erã o presemte s dyzend o cad a hu m pe r s y e u tambem as y o juro . E log o o dit o capitã o tomo u hu a bandeir a d e Christ o n a mã o e post o jumt o d o allta r mo r d a dyt a igrej a dys e e m vo s allt a rea l rea l rea l pel o muyt o allt o e muit o poderos o re y catolyc o Do n Felyp e re y d e Portugua l nos o senho r pe r fy n d o qua l co m mu.yt a (1 v.) alegry a s e disparo u tod a a espynguardary a e artelhary a d a fortalez a e o dit o capitã o fo y co m tod a a jent e co m a bandeir a n a mã o e n o mey o d a povoasã o a port a d a ygrej a d a Sant a Mysericordi a dys e estand o qued o desbarretad o e m vo s allt a a s mesma s palavra s rea l rea l rea l pel o muyt o allt o e muit o poderos o re y catolyc o Do n Felyp e re y d e Portuga l nos o senhor . E n a mesm a orde m s e fo y ath e o cab o d a povoaçã o e post o a o p e d e hu a cru z d a mesm a maneir a dys e a s dita s palavra s e m vo s allt a e dal y s e recolhe o per a a fortalez a disparand o sempr e bod a a espynguardary a e dand o nuiyta s graça s a Nos o Senho r e roguand o pol a vid a e aument o d e tã o poderos o rey . Do qu e tud o o dit o capitã o mando u a my m Luy a Francisc o fizea e egt e aut o e m qu e s e asyno u e o dit o feito r e Antony o Bocarr o e Per o d e Sous a e Bastyã o d a Costa . Gregory o Xemenes . Francisc o Vaaz . Chrlstova o Gcme z e e u dyt o Luy s Francisc o escryvã o u a feytory a qu e est o escrevy . Em Mangualo r oj e dozaset e d e Setembr o d e jb°LKxxj . Lui s Francisco . Bu João d e Fari a secretarl o dest e Estad o o fi z treslada r d o proprio treslad o qu e fic a registad o n o Livr o do s Registo s d o Estad o e o conserte i e m Go a vint e e sinc o d e Novembr o d e 158 1 anno s (i) . João d e Fari a (R. B. C.J 2629 . XIII , 7-2 9 — Aut o (traslado do) d e jurament o qu e a fortalez a d e Ormu z e se u re i fizera m a el-re i D . Filip e I . 1581 , Novembro , 15 . — Pa- pel 2 folhas. Bom estado. Treslad o d o aut o d a omenage m qu e o capitã o Do m Gonçal o d e Menese s de u a Su a Chatolic a Magestad e dest a fortalez a d'Ormu s e Farracoxa a re y d o dit o rein o An o d o naciment o d e Noss o Senho r Jhes u Christ o d e mi l quinhento s oytent a e hu m ano s nest a cidad e e fortelez a d'Ormu s send o capitã o e governado r e m ell a Do m Gonçal o d e Menese s e send o n o dit o rein o re y o muit o poderos o Pach a Farracox a e be m ass y se u regedo r e o guaazi l Rei x Xaraf o todo s posto s d a mã o e obedienci a dell re y Do m Anrriqu e o primeir o dest e nom e d e Portugual l se u senhor . Cheguarão a dit a cidad e nova s com o Noss o Senho r for a servid o leva r per a s y o dit o re y nã o ficand o del e filh o erdeir o qu e erdas e o dit o rein o pol o qu e ante s d e se u faleciment o conform e a o conselh o qu e sobr e is o tomo u ordeno u cimqu o pessoa s primcipae s d o dit o rein o po r guovernadore s defemsore a del e e juise s per a qu e entreguase m e obedecese m po r re y e senho r natural l a que m pertemces e po r esta r a sucesã o d o dit o rein o duvidos a a o tenp o d e se u faleciment o ao s quoae s polos estado s eclesiastico nobrez a e pov o fo y dad o omenage m d e estare m a o qu e pe r s eu decret o detreminare m e tere m e obedecere m pe r re y a que m ele s dito s gover - nadore s pe r su a semtenç a declarasem . Os quoae s Do m Joã o Masquarenha s Francisc o d e Sa a d e Menese s e Diogu o Lope s d e Sous a tre s do s dito s governadore s electo s pernunciarã o po r aut o pubric o asinad o po r ele s n a Vil a d e Crast o Mary m sobscrit c po r Christovã o Velh o escrivã o d a Camara d a dit a vil a ao s dezaset e de (' ) 8egue-ae um duplicado deste documento. IOS Julh o d e mi l e quinhento s e oytent a ano s com o a verdadeir a sucesã o do s reino s e senhorio s d e Portugual l pertenci a a o mu i alt o muit o poderos o re i chatolic o Do m Felip e filh o d o imventlslm o Sesa r Do m Carlo s empe - rado r d'Alemanh a e d a mu y alt a e muit o excelent e emperatri s Don a Isabe l su a legitim a molhe r filh a de l re y Do m Manue l d e Portugual l e yrmã a d o dit o re y Do m Amrriqu e po r vertud e d a qual l semtenç a fo y obedecid o e tid o po r re y e senho r natura l o dit o chatolic o re y Do m Felip e e per a ta l jurad o polo s estado s d o dit o rein o a qual l e mai s papei s qu e a calidad e d o cas o requer e envio u po r terr a a o cond e Do n Lui s d'Atald e vis o re y nesta s parte s d a Indi a per a o jura r e faze r jura r e obedece r nela s po r re y e senho r natural l e pe r fi m d e seu s dia s a o serenisim o princip e Do m Diogu o se u primogenito filh o e a seu s sucesores . O qual l po r se r falecid o sucede o n a dit a guovernaça m Fernã o Tele s d e Menese s qu e or a guovern a qu e conform e a o dit o decret o e sentenç a ouv e po r re y e senho r natura l a o dit o re i Do m Felip e e po r ta l o juro u n a cidad e d e Go a e fe z jura r ao s estado s della e po r se r procurado r geral l rias dita s parte s d e Su a Chatolic a Magestad e sobstabalece o po r nã o pode r se r present e pesoa s d e confianç a per a qu e fose m a s cidade s e fortaleza s desta s parte s faze r jura r ao s capitãe s e estado s dellas po r re y e senho r natura l a o dit o senho r re y Do m Felip e pasand o lhe s per a ell o provisõe s e m nom e d o dit o senho r e m qu e lh e havi a a cad a hu u (1 v.) delles po r alevantad a a omenage m qu e ao s dito s governadores aviã o dad a com o consto u pe r hua dela s qu e o dit o governado r envio u a est a fortalez a treslad o autentic o d o dit o decret o e mai s papei s justificado s pel o secre - tari o dest e 'stad o d a Indi a Manue l Botelh o Cabra l e asinado s pel o dit o governado r e m cuj o pode r declar a o dit o secretari o o s propio s ficare m per a certez a d a verdadeir a sucesã o do s reino s e senhorio s d e Portugual l pertemce r a o dit o senho r re y Do m Felip e com o mai s larguament e o dit o decret o declara . Registad o co m o s dito s papei s nest e mesm o Livr o 7. * do s Registo s a s folha s 7 0 qu e publicament e forã o lido s pe r mi m Sebas - tiã o d a Fonsec a escrivã o d a Fazend a nest a fortalez a send o present e o dit o capitã o co m o s tre s estado s del a a qu e Simã o d a Cost a vedo r d a Fazend a procurado r sobstabalecid o pel o dit o governado r po r vertud e d a procuraçã o d e Su a Magestad e tomo u omenage m e jurament o sobr e hu m misa l e m qu e o dit o capitã o Do m Gonçal o d e Menese s tinh a posta s a s mão s d e te r e ave r po r re i e senho r natural l a o dit o senho r re y Do m Felip e e pe r fi m d e seu s dia s a o serenisim o primcip e Do m Diogu o se u primogenito filh o e a seu s sucesores . E feit o o dit o jurament o remete o o dit o capitã o a hu a bandeir a d e damasc o branco co m a devis a d a cru z d e Christ o qu e estav a e m pode r d o alcaid e mo r Gaspa r Viva s Barba s e arvorand o a e m sua s mão s s e po s a hu a ilhargu a d o alta r omd e tomo u outros y jurament o ao s tre s estado s eclesiastico nobrez a e pov o del a d e tere m avere m po r re y e senho r natural l a Su a Chatolic a Magestad e e obedecere m a seu s mandado s e pe r fi m d e seu s dia s a o serenisim o primcip e se u primogenito filh o Do m [Document text truncated for crawler view.]