Morfo-tipologias e políticas urbanas: uma investigação em torno da cidade do Porto
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Morfologia Urbana nos Países Lusófonos Actas da Conferência Internacional PNUM 2012 - Portuguese Network of Urban Morphology ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa – Lisboa – 2012
Morfologia Urbana nos Países Lusófonos Actas da Conferência Internacional PNUM 2012 - Portuguese Network of Urban Morphology Mafalda Teixeira de Sampayo Paula André Teresa Marat-Mendes (organização) Susana S. Brito (apoio técnico) Edição ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa Avenida das Forças Armadas 1649-026 Lisboa Tel.: +351 217903000 . Fax: +351 217964710 E-mail: [email protected] . Sítio: http://www.iscte-iul.pt/home.aspx Edição digital ISBN: 978-989-732-023-1 Uri: http://hdl.handle.net/10071/3633 Lisboa, Julho, 2012 ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa – Lisboa – 2012
Morfologia Urbana nos Países Lusófonos Conferência Internacional PNUM 2012-Portuguese Network of Urban Morphology 5-6 Julho 2012 – ISCTE-IUL – Lisboa – Portugal Comissão Cientifica: Vítor Oliveira (Presidente) – CITTA – Universidade do Porto Frederico de Holanda – DIMPU – Universidade de Brasília Jorge Correia – Universidade do Minho Luás Laje – Universidade Eduardo Mondlane (Maputo) Mário Fernandes – CEGOT – Universidade do Porto Paulo Pinho – CITTA – Universidade do Porto Stael Pereira Costa – Universidade de Minas Gerais Teresa Marat-Mendes – DINÂMIA'CET-IUL | ISCTE-IUL Comissão Organizadora: Teresa Marat-Mendes (Coordenadora) – DINÂMIA'CET-IUL | ISCTE-IUL Maria João de Oliveira – Vitruvius FabLab, Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-IUL Mafalda Sampayo – ISCTE-IUL Paula André – DINÂMIA'CET-IUL | ISCTE-IUL Rosália Guerreiro – CIES-IUL | ISCTE-IUL Apoio técnico: Susana S. Brito Parceiros e Apoios:
Índice Resumos 1 Adriana Oliveira; Elane Peixoto; Márcia Mello, Cidade de fronteira: percursos da forma urbana 5 Adriana Vieira; José Aguiar, A matriz urbana de origem portuguesa e a acessibilidade do espaço público 7 Adriana Vieira; José Aguiar, The urban matrix of Portuguese origin and its consequences on the accessibility of public space 9 Alexandra Gago da Câmara; Helena Murteira; Paulo Simões Rodrigues, Virtual Lisbon: a Laboratory in Urban History 11 Alexandra Paio; Benamy Turkienicz, urbanGENE: contributions to a grammar of the Portuguese urban morphogenetic genesis 14 Alexandra Paio; Vasco Moreira Rato; Joaquim Reis; Filipe Santos; Pedro Faria Lopes, Emerg.cities4all: generating a computational tool for sustainable social urban design in Portuguese speaking countries 17 Altamiro Bessa; José Pessoa, Social production of urban forms in contemporary landscapes in Minas Gerais, Brazil 20 Ana Brandão, Metropolitan growth and Tagus’s South Bank – The planned and the unexpected 24 Ana Silva Fernandes; Manuel Fernandes de Sá; Rui Fernandes Póvoas, A bittersweet inheritance: the cocoa islands of São Tomé and Príncipe from colonial hegemony to developing microstate 27 Ana Tarrafa Silva; Ana Pereira Roders; Fernando Gonçalves; Bernard Colenbrander, World Heritage Cities and Portuguese Migration 29 Ana Vaz Milheiro, Building Africa: life and death of modern cities in Guinea Bissau 32 Ana Villanueva Rodrigues, A Fachada da Matriz Nova como Estruturadora da Transformação Urbana da Cidade de Campinas (1807-1883) 34 Ana Villanueva Rodrigues, The Façade of New Headquarter Church as Urban Transformation Structuring of the City of Campinas (1807-1883) 36 André Santos; Rodrigo Mendes, Morphological Evolution of Belem, Para, Brazil: Colony, Empire and Republic 39 Anicoli Romanini, Management of public space urban green areas to front
41 Antonio Chalhub, A legislação como pacto socioambiental e preservação do imaginário da Cidade: Vila Velha/ES 1948 a 2008 45 Antonio Chalhub, Legislation as a socioenvironmental pact and preservation of imaginary of the city: Vila-Velha/ES – 1948-2008 46 Carlos Santos, O papel da arquitectura militar no desenvolvimento urbano da Ribeira Grande (Cabo Verde) nos sécs. XVI e XVII 49 Carlos Santos, The role of military architecture in the urban development of Ribeira Grande in Cape Verde, in the XVI and XVII centuries 51 Catarina Almeida Marado, Espaços conventuais e morfologia urbana: um contributo para o estudo da urbanística portuguesa 53 Claudio Monteiro, Propriedade, privacidade e construção urbana no direito medieval muçulmano e cristão 55 Daniel Casas Valle, Fast roads and urbanization, a space for acceleration and standstill 57 David Viana; Juan Luis de las Rivas Sanz; Ana Natálio, Apreendendo com a Morfologia Urbana de Maputo [In]Formal 60 Denio Benfatti, Espaços livres, legislação ambiental e urbanística: em busca de novas ordens hipotéticas 63 Denio Benfatti, Environmental legislation and open urban spaces: new approaches for the contemporary metropolis 66 Diana Soeiro, On Goethe’s morphology and contemporary ghost cities 70 Diogo Ribeiro; Teresa Sá Marques; Paula Guerra, Morfo-tipologias e políticas urbanas: uma investigação em torno da cidade do Porto 73 Diogo Ribeiro; Teresa Sá Marques; Paula Guerra, Morpho-typologies and Urban Policy: research on the City of Porto do Porto 76 Doris Oliveira; Briane Bicca; Mirian Rodrigues, Urban restoration of historic site of Alfândega Square Monumenta Project Porto Alegre 79 Elisa Pinheiro, Políticas, Processos e Dinâmicas de Intervenção em Cabo Verde: O caso da Cidade da Praia 82 Elvis Vieira, Construção de Novos Cenários Urbanos na Cidade Contemporânea: o caso projeto Nova Luz em São Paulo e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro – Brasil
85 Elvis Vieira, Construction of New Urban Scenarios in the Contemporary City: the case of “Nova Luz” Project in São Paulo and the 2016 Olympics in Rio de Janeiro – Brazil 88 Elvis Vieira, Dinâmicas Urbanas que redesenham a Morfologia da Cidade: o bairro de Santa Cecília 91 Elvis Vieira, Dynamic Urban Morphology to redesign the City: the neighborhood of Santa Cecilia 94 Eneida Mendonça, Morfologia urbana a partir de estudo sobre os espaços livres privados da região de Vitória, Espírito Santo, Brasil 96 Eneida Mendonça, Urban morphology from a study on private free spaces in Vitória’s area, Espírito Santo, Brazil 98 Fabiano Homobono Paes de Andrade; Celma de Nazaré Chaves Pont Vidal; Isadora Alves Barroso, Urban forms and buildings interfering with the fluvial – historic look to the edge of the city of Belém do Pará: interventions, the pillory and the Municipal Markets (1753-1904) 101 Fabrício Lira Barbosa, When the collective (won’t) follow the Parti: a comparative case study of design paradigms in housing estates and their transformations 103 Fany Galender; Ana Campos; Sílvio Macedo; Eugenio Queiroga; Vanderli Custódio; Helena Degreas; Rogério Akamine; Fabio Gonçalves; João Meyer; Ricardo Felício, Forma urbana e sistemas de espaços livres: entendimento da construção da paisagem urbana brasileira 107 Fátima Matos; Ana Natálio; Bruno Rocha, A morfologia dos bairros sociais de génese semipública, construídos até aos anos 60 do séc. XX, no Porto 110 Filipa Fiúza; João Cardim, A Recta dos Cabos d’Ávila: um caso de estudo na Área Metropolitana de Lisboa 113 Filipa Serpa, The role of housing neighbourhoods in the city construction: Lisbon’s case study 115 Francisco Serdoura; Helena Almeida, Geographic morphology in informal settlements. Influences on urban liveability and segregation 118 Gerônimo Leitão, From the wood huts to the buildings of seven floors: An analysis of the process of production of houses in the slum of Rocinha, in Rio de Janeiro, Brazil, along fifty years 121 Gislene Pereira; Jussara Silva; Felipe Zarpelon, Do desenho à realidade: a adopção do modelo linear e a linha verde na cidade de Curitiba, Brasil 123 Gislene Pereira; Jussara Silva, Urban Landscape Transformation: the Green Line in Curitiba 125 Glauco Cocozza; Lucas Oliveira, Open spaces and urban form in Uberlândia (MG), Brazil
128 Gustavo de Casimiro-Silveirinha, Urban Morphology and Infra-structure 132 Helena Tourinho, Estrutura e forma urbana na Amazônia: Mudanças e permanências em cidades ribeirinhas de pequeno porte 135 Helena Tourinho, Urban structure and urban form in the Amazon: Changes and continuities in small riverside towns 138 Inês Isidoro, Os dois lados da mesma moeda – preservação e desenvolvimento econômico na transformação da malha urbana de Itambi, RJ 140 Inês Lopes Moreira, Metropolitan filaments: The origin of the filamentary urban morphologies along the infrastructural network in Lisbon’s metropolitan territory 143 Israel Guarda, Planning and contingency in urban periphery of Lisbon 146 Izabela Teobaldo, A Morfologia Urbana como Fator Estruturante na Urbanização de Favelas 149 Izabela Teobaldo, Urban Morphology as Structuring Factor in Urbanization of Slum 152 Joana Bastos; Fausto Freire; José Bandeirinha, Urban form potential in sustainable development: a framework for the environmental assessment of urban patterns 155 João C. Ferreira; M. F. Sá; P. L. Neto, Caracterização formal do espaço público construído na cidade do Porto de 1890 a 2010: períodos temporais Paradigmáticos 159 João Rafael Santos, Spaces of infrastructural mediation: interpretation and design in the metropolitan territory of Lisbon 162 João Rodrigo Coelho, Projectar o espaço público na cidade portuguesa contemporânea: 4 exemplos 165 João Véstia; António Ricardo da Costa, Streets’ width in Lisbon downtown: matter of proportion? 168 Joaquim Rodrigues dos Santos, Reshaping urban space through the rehabilitation of ancient fortifications: The (new) green areas surrounding the urban defensive structures in Portugal 171 José Almir Farias, Decalques do labirinto: sobre a legibilidade morfológica dos espaços perimetropolitanos no Brasil 174 José Almir Farias, Labyrinth’s Tracings: morphological legibility in the periphery of brasilian metropolitan areas
177 José Beirão; Nuno Montenegro; Pedro Arrobas, City Information Modelling: parametric urban models including design support data 180 José Pessôa; Guilherme Meirelles, Rio de Janeiro, capital of the portuguese royal court: reflections on the city’s urban morphology and architectural typology 182 Josemary Ferrare, O ideário catequético do Projeto Colonizador Português: um foco de leitura da forma urbana do “Lugar Colonial” Marechal Deodoro-ALBrasil 185 Josemary Ferrare, The catechetical ideology behind the Portuguese Colonizing Project: an urban reading of the “Colonial Settlement” Marechal Deodoro-ALBrazil 187 Jozé Cândido Sampaio de Lacerda; Manuel Sanches, Implantação do Bus Rapid Transit no Rio de Janeiro: Futuras Alterações Na Morfologia da Cidade? 190 Jozé Cândido Sampaio de Lacerda; Manuel Sanches, Implementation of Bus Rapid Transit in Rio de Janeiro: Future Changes in the City’s Morphology? 193 Karin Schwabe Meneguetti; Juliana Alves Pereira, Urban fringe belts in planned new towns in Brazil 196 Karine Lise Schäfer; Lisete Assen de Oliveira Projeto Urbanístico e Morfologia Urbana 199 Leonardo Castriota; Jaqueline Santos, A historic city in a metropolitan area: permanence and transformation in Sabará, Brazil 202 Lineu Castello, Thematic and Focused. Urban morphologies in the age of cloned places 205 Ludmila Fernandes; Valério Medeiros, Quatro praças para um país independente: Um estudo sobre as heranças configuracionais portuguesas na leitura morfológica de novas capitais brasileiras 208 Ludmila Fernandes; Valério Medeiros, Four squares for an independent country: A study about spatial configuration in the new Brazilian capitals civic squares 211 Luís Dias; Sofia Morgado; João Pedro Costa, Connectivity and adaptive capacity as resilience promoters, the Alcântara case study 213 Luís Dias, Assessing urban resilience in the Metropolitan Area of Lisbon, the Cacém case study 216 Luísa Cannas da Silva; Teresa Heitor, University Precincts in Lisbon Metropolitan Area a morphological description 218 Luiz Quinto JR; Luiza Iwakami, O desenho de uma vila ferroviária inglesa e a ocupação dos altos conforme tradição portuguesa
220 Luiz Quinto JR; Luiza Iwakami, The design of an English village railway and the occupation of senior Portuguese tradition 222 Madalena Matos, Perfurar alinhamentos: Edifícios sobre ruas em Lisboa e no Porto 224 Mafalda Teixeira de Sampayo; Teresa Marat-Mendes, The plan permanence law in downtown Lisbon maps between 1756 and 1786 227 Magda Barbosa; Vítor Oliveira; Paulo Pinho, A produção de espaço público nos processos de loteamento 229 Magna Milfont, A morfologia urbana da cidade do Recife, Pernambuco, Brasil através dos percursos festivos dos séculos XVIII-XX 231 Manuela Juncal; Alberto Simões; Óscar Lopes; Regina da Quadrada; Susana Madureira, Morfologias urbanas na Paisagem de Vila Nova de Gaia – o lugar das ideias 234 Maria Lobo, Morfologia atual das Roças de S. Tomé e Principe (resumo) 238 Maria Lobo, Morfologia atual das Roças de S. Tomé e Principe (abstract) 242 Mário G. Fernandes; Rui Mendes, ‘Dicotomias’ urbanas em Moçambique: cidades de cimento e de caniço (resumo) 244 Mário G. Fernandes; Rui Mendes, ‘Dicotomias’ urbanas em Moçambique: cidades de cimento e de caniço (abstract) 246 Martha Campos; Marcos Lamego, Porto: um referente morfológico e paisagístico na cidade (Vitória/ES/BR) 248 Martha Campos; Marcos Lamego, Port: a morphological and related landscaping in the city (Vitória / ES / BR) 250 Martha Campos;Tamara Guanaes, Notas sobre a dimensão urbana da arquitectura 253 Martha Campos;Tamara Guanaes, Notes on the urban dimension of architecture 256 Massilla Dias, Goiânia: mobilidades (im)possíveis para a cidade planejada 259 Maurício Souza; Valério Medeiros, A praça 15 de Novembro e o núcleo cívico colonial do Rio de Janeiro: uma interpretação morfológica 261 Michael Marriott; Mirko Guaralda, Homogeneity, Heterogeneity and Complexity in Urban Form: A comparison of slum and sprawl
1150 Josemary Ferrare, O ideário catequético do Projeto Colonizador Português como foco da Cidade e “Lugar Colonial”, Marechal Deodoro – Alagoas – Brasil 1180 Jozé Candido Sampaio de Lacerda; Manuel Sanches, Implantação do Bus Rapid Transit no Rio de Janeiro: Futuras Alterações na Morfologia da Cidade? 1196 Karin Schwabe Meneguetti; Juliana Alves Pereira, Franjas urbanas em cidades novas planejadas no Brasil 1212 Leonardo Castriota; Jaqueline Santos, A historic city in a metropolitan area: permanence and transformation in Sabará, Brazil 1240 Lineu Castello, Temáticos e Focados. Morfologia Urbana em tempos de lugares clonados 1251 Ludmila Fernandes; Valério Medeiros, Quatro praças para um país independente: um estudo sobre a configuração espacial em praças cívicas de novas capitais brasileiras 1270 Luís Dias; Sofia Morgado; João Pedro Costa, Connectivity and adaptive capacity as resilience promoters, the Alcântara case study 1284 Luísa Cannas da Silva; Teresa Heitor, University precints in Lisbon metropolitan área: a morphological description 1297 Luiz Quinto JR; Luiza Iwakami, O desenho de uma vila ferroviária inglesa e a ocupação dos altos conforme tradição portuguesa 1307 Mafalda Teixeira de Sampayo; Teresa Marat-Mendes, A lei da permanência do plano na cartografia da parte baixa de Lisboa de 1756 a 1786 1324 Magna Milfont, A morfologia urbana da cidade do Recife, Pernambuco, Brasil através dos percursos festivos dos séculos XVIII-XX 1342 Maria Lobo, São Tomé e Principe plantations actual morphology 1362 Mário G. Fernandes; Rui Mendes, ‘Dicotomias’ urbanas em Moçambique: cidades de cimento e de caniço 1380 Martha Campos; Marcos Lamego, Porto: um referente morfológico e paisagístico na cidade (Vitória/ES/BR) 1396 Martha Campos; Tamara Guanaes, Notas sobre a dimensão urbana da arquitectura 1412 Massilla Dias, Goiânia: mobilidades (im)possíveis para a cidade planejada
1429 Miguel Lima, Urban Morphologies in the Pearl River Delta, China Macau, the Portuguese speaking world and translations in emerging Hengqin 1440 Nuno Ferreira, A cidade satélite de Luanda. Projectos para um urbanismo moderno 1456 Paula André, A tríade regularidade, simetria e programa e o modus operandi de intervir no territorium do urbanismo português 1469 Paulo Tormenta Pinto, The influence of the Six-year National Development Plans in the Territory of the Cape Verde Archipelago (1953-1974) 1488 Rachel Ferreira, Urban management of the morphological elements of the Historical Center of Belém 1503 Rafael Pereira; Frederico Holanda; Valério Medeiros; Ana Paula Barros, O uso da Sintaxe Espacial na análise do desempenho do transporte urbano: limites e potencialidades 1529 Rafaela Cavalcanti; Luiz Amorim, A lógica espacial das operações SAAL no Porto: Uma avaliação dos bairros da Lapa, Massarelos e Bouça 1544 Renato Leão Rego, A morfologia urbana como peça de evidência histórica. O urbanismo das cidades novas planejadas do norte do Paraná, Brasil 1559 Rita Ochoa, Articulação com a frente de água na cidade de Lisboa. Estrutura em pente 1577 Rodrigo Nascimento, Forma da estrutura viária x turismo: a evolução da Avenida Eng. Roberto Freire (Natal/Brasil) 1608 Rodrigo Queiroz, Forma moderna e cidade: os projetos urbanos de Le Corbusier para Buenos Aires, Montevidéu, São Paulo e Rio de Janeiro 1616 Rômulo Ribeiro; Frederico de Holanda, The Evolution of Urban Sprawl of the Brazilian Metropolitan Areas, among of 2000-2010 1641 Rozana Araujo; Maria Alice Lahorgue, The correlations between the concentration of the main economic activity and the urban changes 1660 Sara Eloy, A methodology for housing rehabilitation applied to the “rabo-de-bacalhau” building type 1676 Sofia Barroco, Bairro(s) de Alvalade – O paradigma do urbanismo português 1692 Sofia Fernandes, A integração dos colégios na malha urbana de Lisboa (1900-1960)
1704 Staël Pereira Costa; Marieta Maciel; Maria Cristina Teixeira; Karina Simão, Morphological concepts used in the Landscape Laboratory of EAUFMG as instrument of open spaces analysis 1716 Teresa Madeira da Silva, As Cidades de São Tomé e de Santo António no Quadro das Cidades Insulares Atlânticas de Origem Portuguesa 1735 Teresa Madeira da Silva; Marianna Monte, A Informalidade como Agente Dinamizador da Morfologia Urbana: Lisboa, Rio de Janeiro 1750 Teresa Marat-Mendes; Maria Amélia Cabrita, Morfologia Urbana em Portugal: percurso e visibilidade 1782 Teresa Marat-Mendes; Maria João de Oliveira, A Morfologia Urbana no Projecto Urbano Contributos de uma prática metodológica e pedagógica no ISCTEIUL 1811 Thais Zenkner, “Uma Cidade Portuguesa”: forma urbana e o legado renascentista de São Luis do Maranhão no século XVII 1825 Thais Zenkner, “A Portuguese City”: a urban form and the legacy of Renaissance São Luís of Maranhão in the seventeenth century 1838 Trícia Santana; Ana Flávia Castro; Mariana Queiroz, Forma urbana, percepção ambiental e uso nos espaços livres públicos: o caso da Praça Varela Barca, Natal/RN-Brasil 1855 Vania Cavalcanti; Marília Farias, Permanências Urbanas na Boa Vista, no Recife, Pernambuco – Brasil 1875 Vera Bins Ely; Maristela Almeida; Khiusha Uaila; Lis Cavalcante, Influências da colonização portuguesa na morfologia urbana de Florianópolis e Maputo 1899 Vera R. Tângari; Domitla G. Almenteiro; Natalia Parahyba, Espaços livres e a forma urbana: análise morfológica no Rio de Janeiro 1913 Wim Wambecq; Ana Beja da Costa, Dynamic Maputo: where formal and informal meet Conferencistas convidados 1936 Frederico de Holanda, Brasília – cidade moderna, cidade eterna 1977 Jeremy W. R. Whitehand, Issues in urban morphology 1994 Manuel C. Teixeira, Continuidades e descontinuidade da cultura urbana portuguesa , séculos XVIII-XX
Morfo-tipologias e políticas urbanas: uma investigação em torno da cidade do Porto Diogo Ribeiro, Teresa Sá Marques, Paula Guerra CEGOT, Faculdade de Letras, Universidade do Porto [email protected]; [email protected]; [email protected] Analisar as morfologias urbanas e as suas interações com as morfologias sociais contribui para uma melhor compreensão da complexidade urbana e para o reconhecimento de morfo-tipologias urbanas, cruciais para sustentar políticas de regeneração urbana. Como refere François Ascher (2010), as cidades contemporâneas são “profundamente heterogéneas, refletindo uma sociedade complexa e de indivíduos com aspirações e com práticas múltiplas. Colocam problemas de urbanismo muito diferentes que necessitam de soluções adaptadas a contextos variados.” (Ascher, 2010:105). Assim, esta pesquisa parte do pressuposto que a clarificação de morfotipologias urbanas pode contribuir para uma melhor compreensão da fragmentação territorial e fundamentar o desenvolvimento de estratégias de intervenção urbana. Para descrevermos a organização espacial temos de atender às formas urbanas. A forma referese aos padrões ou texturas espaciais, relativas aos edifícios (morfologia do edificado) e aos indivíduos (texturas sociais). A fragmentação física inerente ao edificado pode ser também de natureza social. Os mosaicos sociais podem refletir morfologias associadas à habitação social, aos grandes loteamentos de habitação da classe média-alta, ou a texturas onde imperam estruturas sociais diversificadas. Desta forma, este estudo aborda também a inscrição dos processos sociais no espaço urbano. Esta pesquisa desenvolve-se na cidade do Porto e sustenta-se em torno de duas dimensões analíticas: as características sociais dos indivíduos e das famílias; e as características dos edifícios e dos alojamentos. O sistema de informação criado permitiu o desenvolvimento de uma análise espacial à escala intra-urbana. Em primeiro lugar, sistematizamos as morfo-tipologias sociais (mapa 1). O sistema de informação criado sustentou uma análise espacial à escala intra-urbana, que nos permitiu concluir que a cidade do Porto tem um tecido social heterogéneo que se expressa territorialmente. Assim, no sector oriental da cidade e na franja entre a Via de Cintura Interna (VCI) e a Circunvalação surgem conjuntos de quarteirões que mostram uma maior vulnerabilidade social. No sector ocidental da cidade e a norte da denominada “Baixa” evidenciam-se estruturas sociais com características 70
sociais mais favoráveis. A “Baixa” tem um perfil intermédio e o Centro Histórico apresenta alguns quarteirões muito vulneráveis socialmente. Mapa 1Morfo-tipologias Sociais No domínio das morfo-tipologias inerentes ao edificado (mapa 2), o Centro Histórico e o setor oriental da cidade evidenciam claramente problemas habitacionais (degradação física, sobrelotação, problemas infraestruturais, má qualidade habitacional). A “Baixa”, com os quarteirões envolventes, e de certa forma a “Foz” mostram um perfil claramente intermédio. O edificado recente, em quarteirões bem infra-estruturados e sem problemas de sobrelotação, manifesta-se de uma forma dispersa pela cidade. Mapa 2Morfo-tipologias do edificado 71
Numa tentativa de síntese (mapa 3), das duas dimensões, podemos afirmar que as fracas condições habitacionais associam-se a um contexto social de fragilidade e precariedade no Centro Histórico, em alguns quarteirões da ACCRU e dominantemente no sector oriental da cidade. A habitação de cariz social também aparece incluída nessa classe. O edificado com boas condições habitacionais associa-se a uma população escolarizada e empregada no sector ocidental da cidade (área da Boavista e da Foz), e nomeadamente na área das Antas. Mapa 3 – Síntese Morfo-tipologias urbanas Concluindo, a cidade do Porto evidencia morfo-tipologias urbanas passíveis de sustentar uma política de regeneração urbana. A pesquisa desenvolvida mostrou-se eficaz para os desafios propostos e pode ser aplicada noutros contextos urbanos. Palavras-chave: morfo-tipologias sociais; morfo-tipologias do edificado; regeneração urbana Referências: Ascher, François (2010) Novos Princípios do Urbanismo seguido de Novos Compromissos Urbanos, um léxico, (trad. Margarida Sousa Lobo), Livros Horizonte, Lisboa 72
Morpho-typologies and Urban Policy: research on the City of Porto do Porto Diogo Ribeiro, Teresa Sá Marques, Paula Guerra CEGOT, Faculdade de Letras, Universidade do Porto [email protected]; [email protected]; [email protected] The analysis of urban morphologies and their interactions with social morphologies contributes to a broader understanding of urban complexity and to the recognition of urban morphological typologies, or morpho-typologies, which are crucial to sustaining urban regeneration policies. As mentioned by François Ascher (2010), contemporary cities are “profoundly heterogeneous, reflecting a complex society made up of individuals with aspirations and multiple practices. They raise very different urbanism problems which require solutions that are adapted to various contexts.” (Ashcer, 2010:105). Hence, this research is based on the assumption that a broader understanding of urban morpho-typologies can shed light on spatial fragmentation and ground the development of urban intervention policies. In order to describe spatial organisation, we have to consider the urban forms. Form has to do with spatial patterns or textures, related to buildings (edified morphology) and individuals (social textures). The physical fragmentation which marks the edified fabric can also be of a social nature. The social mosaics can reflect morphologies associated to social housing, to large middle-highclass housing allotments, or to textures where a diversity of social structures coexists. Thus, this study also focuses on the way social processes are inscribed in the urban space. The research has been developed in the city of Porto and follows two analytical dimensions: the social characteristics of individuals and families; and the characteristics of buildings and housing. The information system created has enabled us to develop a spatial analysis at the intra-urban scale. In the first place, we systematically analysed the social morpho-typologies (Map 1). The information system created sustained a spatial analysis at the intra-urban scale, which allowed us to conclude that Porto has a heterogeneous social fabric which is expressed spatially. Thus, the eastern sector of the city and the fringe between the Via de Cintura Interna (VCI) highway and the Circunvalação road reveal a higher degree of vulnerability. The western sector and to the north of the ‘Baixa’ (the downtown area) reveal social structures with more favourable social features. The ‘Baixa’ has an intermediate profile and the Historical Centre is home to a number of very socially vulnerable blocks. 73
Map 1Social Morpho-typologies In terms of built morpho-typologies (Map 2), the Historical Centre and the eastern sector of the city clearly reveal housing problems (physical decay, overcrowding, infrastructure problems, poor housing quality). The ‘Baixa’ (downtown area), with its surrounding blocks, and to some extent, the ‘Foz’ (area at the Douro River mouth) present a clearly intermediate profile. The more recent buildings, arranged into blocks with good infrastructure and no problems of overcrowding, are dispersed throughout the city. Map 2Built Morpho-typologies 74
In an attempt to provide an overview (Map 3) of these two dimensions, we can say that poor housing conditions are associated with a social context of vulnerability and precariousness in the Historical Centre, in some blocks of the ACCRU and predominately in the city’s eastern sector. Social housing is also included in this class. The built areas with good housing conditions is associated with an educated population which is employed in the city’s western sector (Boavista and Foz), and most particularly in the Antas area. Map 3 – Overview of the Urban Morpho-typologies To conclude, the city of Porto reveals urban morpho-typologies which can sustain a policy of urban regeneration. The research developed proved to be efficient to face the challenges raised and can be applied to other urban contexts. Keywords: social morpho-typologies; built morpho-typologies; urban regeneration References: Ascher, François (2010) Novos Princípios do Urbanismo seguido de Novos Compromissos Urbanos, um léxico, (trans. Margarida Sousa Lobo), Livros Horizonte, Lisboa 75