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FMI 5000: um projecto sobre mudanças ambientais holocénicas

Ramos Pereira, A.,Ramos, C.,Trindade, J.,Araújo-Gomes, J.,Rocha, J.,Granja, H.,Gonçalves, L.,Monge-Soares, A.,Matos Martins, J.

Abstract

Apresenta -se, de forma sumária, o Projecto fMi 5000 – Enviromental Changes: Fluvio -marine interactions over the last 5000 years (Projecto fCt nº: PtDC/Cte -GiX/104035/2008). Os ambientes estuarinos constituem uma das áreas mais sensí-veis, no quadro das alterações climáticas e da subida do nível do mar, porque se situam na interface entre as influências fluviais e marinhas e são o suporte, não só de áreas húmidas de grande biodiversidade, mas também de actividades económicas de importância estraté-gica. estes ambientes registam as mudanças do nível do mar e as modificações operadas nas bacias hidrográficas, quer naturais quer induzidas pela acção humana. Constitui objectivo deste projecto a avaliação do balanço entre as influências marinhas e fluviais, as respostas a eventos climáticos e o impacto das mudanças de uso do solo, numa janela temporal de 5000 anos. Os estuários escolhidos são o do rio neiva, do rio alcabrichel, na costa Ocidental de Portugal continental, e da ribeira de Bensafrim, no Barlavento algarvio.

Full text

See discussions, s a s, and au ho p o iles o his publica ion a : h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/310761931 FMI 5000: Um p ojec o sob e mudanças ambien ais holocénicas A icleinFinis e a · Decembe 2012 DOI: 10.18055/Finis1327 CITATIONS 0 READS 17 1 au ho : Some o he au ho s o his publica ion a e also wo king on hese ela ed p ojec s: Coas al Dynamics and Managemen View p ojec En i onmen al Changes du ing Holocene View p ojec Ana Ramos-Pe ei a Uni e si y o Lisbon 130 PUBLICATIONS376 CITATIONS SEE PROFILE All con en ollowing his page was uploaded by Ana Ramos-Pe ei a on 02 Decembe 2016. The use has eques ed enhancemen o he downloaded ile. Finis e a, XLVi, 91, 2011, pp. 99 ‑106 FMi 5000: UM pRoJECTo soBRE MUDaNÇas aMBiENTais HoLoCÉNiCas AnA Amos ‑Pe ei A1 cA A inA Amos1 Jo Ge indAde1 João A AúJo ‑Gomes1 Jo Ge ochA1 helenA G AnJA2 luís GonçAl es2 An ónio monGe soA es3 José mA os mA ins3 Resumo – ap esen a -se, de o ma sumá ia, o P ojec o Mi 5000 – En i omen al Changes: Flu io -ma ine in e ac ions o e he las 5000 yea s (P ojec o C nº: P DC/ C e -GiX/104035/2008). Os ambien es es ua inos cons i uem uma das á eas mais sensí- eis, no quad o das al e ações climá icas e da subida do ní el do ma , po que se si uam na in e ace en e as in luências lu iais e ma inhas e são o supo e, não só de á eas húmidas de g ande biodi e sidade, mas ambém de ac i idades económicas de impo ância es a é- gica. es es ambien es egis am as mudanças do ní el do ma e as modi icações ope adas nas bacias hid og á icas, que na u ais que induzidas pela acção humana. Cons i ui objec- i o des e p ojec o a a aliação do balanço en e as in luências ma inhas e lu iais, as espos- as a e en os climá icos e o impac o das mudanças de uso do solo, numa janela empo al de 5000 anos. Os es uá ios escolhidos são o do io nei a, do io alcab ichel, na cos a Oci- den al de Po ugal con inen al, e da ibei a de Bensa im, no Ba la en o alga io. Pala as cha e: es uá io, in e acções lu io -ma inhas, al e ações climá icas, mudanças de uso do solo. ecebido: Dezemb o 2010. acei e: e e ei o 2011. 1 Cen o de es udos Geog á icos, ins i u o de Geog a ia e O denamen o do e i ó io. e -mail: [email p o ec ed]; [email p o ec ed]; jo ge d@uni -ab.p ; [email p o ec ed]; [email p o ec ed]. 2 associação pa a o Desen ol imen o da aculdade de Ciências (aD C/ C/UP). e -mail: hg[email p o ec ed]; [email p o ec ed] 3 ins i u o ecnológico e nuclea (i n/MC es). e -mail: [email p o ec ed]; jma [email p o ec ed] 100 Ana Ramos-Pe ei a, e al. abs ac – Mi 5000. a P oJec on he en i onmen Al chAnGes du inG he holo‑ cene his pape p esen s he aims, he p oposed me hodology and he cases o be s udied wi hin he Mi 5000 – en i onmen al Changes: lu io -ma ine in e ac ions o e he las 5000 yea s (P ojec C nº: P DC/C e -GiX/104035/2008). he es ua ine en i onmen s a e sensi i e a eas in he clima e change and sea le el ise amewo k, as hey a e in he in e ace be ween lu ial and ma ine dynamics. hey a e also s a egic a eas because o hei g ea biodi e si y and he a ious economic ac i i ies hey suppo . hese en i on- men s eco d he sea le el changes as well as he changes in hei d ainage basin, whe he hey a e na u al o man induced. he goal o he p ojec is o e alua e he balance be ween ma ine and lu ial in luences, he answe s o clima ic e en s and he land use changes impac s, in a 5000 yea s’ ime window. he es ua ies o io nei a, o io alcab ichel and o ibei a de Bensa im we e chosen o de elop his esea ch; he i s wo a e loca ed on he wes e n coas and he hi d one in he alga e sou he n coas . Key wo ds: es ua y, lu io -ma ine in e ac ions, clima ic changes, land use changes. Résumé – mi 5000: un P oJe conce nAn les chAnGemen s en i onnemen Aux de l’holocène. le P oje Mi 5000 – en i omen al Changes: lu io -ma ine in e ac ions o e he las 5000 yea s (P ojec o C nº: P DC/C e -GiX/104035/2008) es p esen é syn hé iquemen . Les en i onnemen s es ua iens cons i uen l’une des zones les plus sen- sibles dans le cad e des al é a ions clima iques e de la mon ée du ni eau de la me , pa ce qu’ils se si uen à l’in e ace en e les in luences lu iales e ma ines, e son le suppo , non seulemen de zones humides de g ande biodi e si é, mais aussi d’ac i i és économi- ques d’impo ance s a égique. Ces en i onnemen s en egis en les changemen s de ni eau de la me e les modi ica ions subies pa les bassins hyd og aphiques, qu’elles soien na u elles ou indui es pa l’ac ion humaine. Les objec i s de ce p oje son l’é alua ion de l’équilib e en e les in luences lu iales e ma ines, ainsi que l’impac des changemen s clima iques e d’occupa ion du sol, dans une enê e empo elle de 5000 ans. Les es uai es choisis son celui du nei a, celui de l’alcab ichel, su la cô e occiden ale du Po ugal, e celui de la i iè e de Bensa im, dans l’es de l’alga e. Mo s clés: es uai e, in e ac ions lu io -ma ines, al é a ions clima iques, change- men s de l’occupa ion du sol. i. in ODUÇÃO O p esen e ex o isa di ulga um p ojec o de in es igação ap esen ado à undação pa a a Ciência e ecnologia ( C ), ap o ado em agos o do ano passado e iniciado em e- e ei o de 2010 (P ojec o C nº: P DC/C e -GiX/104035/2008). não de e espe a -se, po isso, a ap esen ação de conclusões da in es igação já ealizada, ão somen e a di ulga- ção do p ojec o, dos seus objec i os, da me odologia p opos a e a é ago a desen ol ida. a a -se de um p ojec o mul idisciplina que en ol e in es igado es do Cen o de es udos Geog á icos do ins i u o de Geog a ia e O denamen o do e i ó io (iGO ), da Uni e si- dade de Lisboa, do Cen o de Geologia da Uni e sidade do Po o – ex ensão na Uni e si- dade do Minho, e do ins i u o ecnológico nuclea . Con a ainda com a pa icipação de in- es igado es es angei os (i alianos e espanhóis) e consul o es nacionais na á ea da Geologia e da a queologia. FMI 5000: Um p ojec o sob e mudanças ambien ais holocénicas 101 ii. OBJeC iVOs DO P OJeC O O objec i o cen al do P ojec o Mi 5000 é o de a alia o balanço en e as in luências ma inhas e lu iais, as espos as a e en os climá icos e o impac o das mudanças de uso do solo, numa janela empo al de 5000 anos. Os sis emas geomo ológicos escolhidos o am os es ua inos. a azão da escolha inse e -se na p óp ia dinâmica de in e ace que es es sis emas e idenciam. na sequência do úl imo máximo glaciá io (UMG), em que o ní el do ma se si uou a ap oximadamen e -120m, há 18 000 anos, os cu sos de água ica am suspensos ou ap o un- da am mui o o seu lei o. es es inham a sua oz mui o longe da ac ual linha de cos a, a dis âncias da o dem das duas ou ês dezenas de quilóme os, dependen es da mo ologia, em especial do decli e, da pla a o ma con inen al. Ge ou-se en ão uma mo ologia lu ial pa icula , com en alhes p o undos, hoje subme sos, mas que po ezes ainda é possí el econhece na ba ime ia da pla a o ma con inen al ( amos-Pe ei a, 1992). a pos e io subida do ní el do ma aduziu -se na in asão desses ales pela água do ma , que en ão se o nou o p incipal agen e de modelação des es en alhes. Po seu lado, os cu sos de água, ao acompanha em a subida do ní el do ma , o am ca eando pa a os seus oços es ibula es g ande quan idade de sedimen os, de o ma a ele a a sua oz e a ingi um no o equilíb io. Os á ios es udos ealizados po di e sos in es igado es em Po ugal apon am pa a que a es abilização do ní el do ma enha oco ido há ap oximadamen e 3000 anos ( amos- -Pe ei a e al., 1994, alday e al., 2006), embo a es a da a não seja consensual. impo a, con udo, salien a que oi a pa i de en ão, com a es abilização do ní el do ma , que a di- nâmica li o al, nomeadamen e a dinâmica sedimen a ma inha e a dinâmica lu ial, ende- am pa a o equilíb io com as condições p e alecen es. Os enchimen os sedimen a es dos ac uais es uá ios e idenciam es a dualidade de ali- men ação, ma inha e lu ial. no li o al po uguês, a a iação do ní el do ma desde o UMG é apenas conhecida na sua globalidade (Dias e al., 2000), não exis indo uma po meno ização pa a o Holocénico. Cons i ui ambém objec i o des e p ojec o o nece elemen os pa a uma no a cu a de a iação do ní el do ma no Holocénico, não esquecendo e en uais indícios de neo ec ó- nica (Oli ei a, 1986; G anja, 1999; G anja e al., 2010). sabe -se ambém que as condições climá icas holocénicas não o am homogéneas e se aduzi am em a iações é micas b uscas e cu as (nomeadamen e os e en os de Bond; Bond e al., 1997) ou episódios húmidos, já egis ados na Península ibé ica (swindles e al., 2007, Ma ín -Pue as e al., in p ess). es as lu uações i e am epe cussões no e i ó- io eme so ao ní el da ege ação e, consequen emen e, na p o ecção que es a exe ce à e osão híd ica nas e en es. es as modi icações aduzem -se, nos ambien es lu iais es u- a inos, po sedimen os de ca ac e ís icas di e sas. Cons i ui ambém objec i o des e p ojec o a de ecção des as pequenas lu uações cli- má icas, seus impac es no e i ó io e na dinâmica lu ial. a in e enção humana no e i ó io, em especial a pa i da idade do B onze (ca. 35000 anos) é e e ida po á ios in es igado es e es á imp essa no enchimen o das planí- cies alu iais es ua inas, já econhecida nos sedimen os da planície alu ial do ejo ( amos e al., 2007, aze êdo e al., 2007). 102 Ana Ramos-Pe ei a, e al. iii. es UÁ iOs eM es UDO Pa a a ingi o objec i o do p ojec o, o am seleccionados es uá ios, si uados em di e- en es condições ambien ais, com bacias hid og á icas de média dimensão, uma ez que, pela sua homogeneidade climá ica e geomo ológica, pe mi em de ini , com maio p ecisão, os e en os hid oclimá icos que con ibuem pa a o enchimen o das planícies es ua inas. a análi- se das p op iedades ex u ais dos sedimen os, já econhecidas nos es uá ios dos ios ejo e Guadiana e nos dos pequenos es uá ios do li o al me idional espanhol (Dab io e al., 2000; aze êdo e al., 2007;Vis e al., 2008, Boski e al, 2008), da mic o auna, dos pólens e dos elemen os palinomó icos não polínicos ( e ei a e al., 2006; aze êdo e al., 2007) pe mi- em de ini , com p ecisão, as mudanças ambien ais na in e ace lu io -ma inha. a equipa de in es igação seleccionou ês es uá ios com planície alu ial, em egime mesoma eal e com bacias de d enagem de dimensão média, mas com di e en es con ex os geológicos (e neo ec ónicos) e geomo ológicos e condições climá icas e de clima de agi a- ção ma inha dis in as. O es uá io do io nei a, mais se en ional, ilus a o ambien e de clima empe ado chu oso e de clima de agi ação ma í ima a lân ico de mais al a ene gia, cuja bacia hid o- g á ica se desen ol e nas ochas g aní icas e me amó icas paleozóicas e com densa ocu- pação humana desde a idade do B onze. O es uá io do io alcab ichel, a nW de Lisboa, com ocupação humana desde o Paleo- lí ico, em condições in e médias no que espei a ao clima e ao clima de agi ação ma í ima, e a sua bacia hid og á ica co a a eni os, ma gas e calcá ios do Mesozóico ( indade, 2001). O es uá io da ibei a de Bensa im si ua -se na cos a alga ia, ao ab igo da in luência a lân ica ociden al, em um ambien e medi e ânico, e a sua bacia en alha u bidi os paleo- zóicos e a eni os mesozóicos e cenozóicos e, mais a amen e, calcá ios (Gomes, 2010). na sua bacia hid og á ica são conhecidas impo an es es ações a queológicas (a uda e al., 2008), com ocupação desde o Paleolí ico, bem como uma impo an e cidade omana e di e - sas illas. Os ês es uá ios em es udo são con íguos a p aias e campos duna es. iV. Me ODOLOGia P OPOs a Pa a alcança os objec i os p opos os, a equipa o ganizou a in es igação em ês g andes á eas emá icas, sin e izadas em seguida, e que se o ganizam em se e g andes a e as ( ig. 1). 1. a e olução milena na u al Pa a a alia es a e olução, a equipa es á a ealiza di e sas sondagens (com ada de Pene ação no solo) nos enchimen os sedimen a es das planícies alu iais es ua inas. a selecção dos locais a sonda , em cada um dos es uá ios, es á a se ealizada de o ma a ob e as a iações la e ais e longi udinais dos sedimen os. as planícies, bem como os locais das sondagens, são le an ados e geo e e enciados com equipamen o de p ecisão (GPs e/ es ação o al), pe mi indo o seu enquad amen o geomo ológico e a localização p ecisa dos ní eis sedimen a es encon ados, nomeadamen e no que espei a à al ime ia. FMI 5000: Um p ojec o sob e mudanças ambien ais holocénicas 103 ig. 1 – esquema ização das á ias a e as do p ojec o e sua elação com os objec i os desc i os. Fig. 1 – Tasks o ganiza ion and i s objec i es, desc ibes along he ex . 104 Ana Ramos-Pe ei a, e al. O a amen o sedimen ológico das amos as ob idas po sondagem isa a ca ac e ização e a aliação da a iação de ácies e ex u a, bem como a ob enção de á ios pa âme os es a- ís icos, com o p opósi o de de ec a as mudanças ene gé icas no ambien e de deposição, as- sim como os episódios lu iais e ma inhos. a mo oscopia e exoscopia pode ão i a e ela - -se uma ajuda impo an e na de inição dos agen es de anspo e (ma inhos ou lu iais), assim como o co ejo dos mine ais pesados no econhecimen o das on es alu iona es. Pa a comple a a in es igação des a emá ica, se ão de e minadas as componen es em isó opos ambien ais (δ13C δ15n) dos sedimen os a gilosos, com o objec i o de iden i ica as on es da ma é ia o gânica seja ma inha ou e es e (Bu dlo e al., 2008). Com a in o mação ob ida e endo em is a econs i ui a c ip o -a qui ec u a das sequên- cias sedimen a es, se á u ilizado um ada de pene ação no solo (GP – G ound Pene a ing ada ), segundo as me odologias p opos as po Backe e Jol (2007) e Jol (2009), u ilizando o equipamen o e de inições de aquisição de dados e e idos po Gonçal es e al. (2008), cujos esul ados se ão localizados com p ecisão a a és de GPs e c uzados com os dados ob idos das sondagens. es a in es igação se á comple ada com a análise da mic o auna, no- meadamen e de o aminí e os e dia omáceas, com o objec i o de de ec a as incu sões ma i- nhas. a iden i icação dos pólens e dos palinomó icos não polínicos (npp) nos sedimen os sondados complemen a á a in o mação espei an e às condições climá icas e ambien ais, na u ais e induzidas pela acção humana. a sequência dos acon ecimen os e a iações ambien ais de ec adas se ão balizadas po da ações de adioca bono (soa es, 2005, soa es e Dias, 2006, soa es e Ma ins, 2010), pe - mi indo econs i ui a sequência c onológica e es abelece compa ações com dados ob idos nou os sis emas mo ogené icos. es e conjun o de a e as comp eende ainda a econs ução e modelação em ambien e siG da paleogeomo ologia dos es uá ios em es udo, nos úl imos 5000 anos. 2. a e olução na u al e induzida pela acção humana a e olução milena compo a não só uma e olução na u al, mas ambém as mudanças de uso do e i ó io. Com e ei o, em Po ugal, é a pa i da idade do B onze que a in e - enção humana é mais ma cada, endo sido econhecida em di e sos ipos de sedimen os, nomeadamen e em consequência da des lo es ação. a o ganização da sociedade e dos g upos humanos, desde essa al u a, em indo a ape eiçoa os ins umen os de in e enção no e i ó io, ac uando de o ma cada ez mais complexa sob e a paisagem. a abo dagem à P é -his ó ia das ês bacias de d enagem baseia -se nos dados a queoló- gicos já disponí eis, que es ão a se o ganizados numa base de dados, que inclui in o mações complemen a es dos á ios sí ios a queológicos, nomeadamen e posição, mac o auna, pólens e da as de adioca bono. a pesquisa sob e os documen os his ó icos egionais oca -se -á na de ecção de episó- dios chu osos ou de cheias e secas e ambém sob e mudanças de uso do e i ó io (nomea- damen e des lo es ação, secagem de pân anos e pauis). no que se e e e à e olução climá ica no úl imo século, se ão usados dados adiomé- icos adequados a es a escala empo al (210Pb), os quais se ão depois compa ados com os dados da ede me eo ológica nacional. as modi icações mais ecen es ( ocha e al., 2007) se ão a aliadas com base na ca og a ia nacional do cobe o ege al, do P ojec o Co ine e de o o o omapas. FMI 5000: Um p ojec o sob e mudanças ambien ais holocénicas 105 3. a in eg ação dos e en os de ec ados no quad o das mudanças ambien ais ao longo do P ojec o se á e ec uada a e isão, compa ação e co elação com bases de dados de paleoclima ologia (e.g. nOaa), de o ma a a alia em que medida as mudanças globais e egionais se e lec em ao longo do li o al ociden al da ibé ia nos úl imos 5 000 anos. a in eg ação das da ações po adioca bono, dos dados ob idos a a és dos isó opos es á eis, dos o aminí e os, dos pólens e dos polimó icos não polínicos e dos dados a queo- lógicos com os esul ados das análises sedimen ológicas pe mi i á econs i ui as mudanças ambien ais du an e o Holocénico médio e supe io , ao longo do li o al po uguês. es a a e a não ica ia comple a se os dados ob idos pela in es igação desen ol ida não ossem compa- ados com os já exis en es nou os es uá ios e lagunas cos ei as. Conclui -se com a elabo ação de uma base de geodados, usando o mesmo mé odo de calib ação do adioca bono. V. COnsiDe aÇÕes inais É p opósi o da equipa Mi 5000 con ibui pa a um conhecimen o mais po meno i- zado e p eciso da e olução das duas complexas achadas li o ais de Po ugal con inen al, no c uzamen o das in luências a lân icas e medi e âneas Os esul ados ob idos, assim espe amos, con ibui ão pa a uma melho comp eensão da ac ual endência e olu i a do li o al e dos possí eis impac es u u os, num cená io de mudança global. BiBLiOG a ia alday M, Cea e a a, Cachão M, ei as M C, an- d ade C, Gama C (2006) Mic opalaeon ologi- cal eco d o Holocene es ua ine and ma ine s ages in he Co go do Po o i ule (Mi a i e , sW Po ugal). Es ua ine, Coas al and Shel Science, 66: 532 -543. a aújo-Gomes J (2010) Es uá io da Ribei a de Bensa im – Lei u a geo -a queossismológica. 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