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icBench - Indicadores 2009 - Construtores

Jorge Moreira Da Costa

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I NDICADORES 2009 Construtores RELATÓRIO Protocolo Indicadores 2009 - Construtores 1 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] I N D I C A D O R E S 2009 C o n s t r u t o r e s R E L A T Ó R I O Equipa de I&D Professor Associado FEUP, Responsável e Coordenador do Projecto Jorge Moreira da Costa Professora Auxiliar FEUP Henriqueta Nóvoa Engenheira Civil, Doutoranda PRDEIG FEUP Isabel Maria Horta Engenheiro Informático, Mestre EEC MERCATURA/INEGI Miguel Fernandes Engenheiro Informático, Mestre EIC MERCATURA/INEGI Nuno Almeida Autoria Jorge Moreira da Costa Junho.2011 2 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Agradecimentos Ao Dr. António Flores de Andrade e Dr. Fernando Silva, membros do Conselho Directivo do InCI, pela oportunidade que deram à Equipa de I&D para continuar a desenvolver o conceito de benchmarking aplicado à Indústria da Construção e revitalizar a plataforma icBench. Ao Dr. Pedro Ministro, Director da Direcção da Análise de Mercados do InCI, pela permanente disponibilidade para troca de ideias e discussão de abordagens, e ainda por todo o empenho na recolha da informação necessária para o presente trabalho. FEUP – FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO Rua Dr. Roberto Frias 4200-465 Porto - Portugal Tel. +351-22-508-1400 Fax +351-22-508-1440 URL www.fe.up.pt Email feu[email protected] InCI – INSTITUTO DA CONSTRUÇÃO E DO IMOBILIÁRIO, I.P. Av. Júlio Dinis, 11 1069-010 Lisboa - Portugal Tel. +351-21-794-6700 Fax +351-21-794-6799 URL www.inci.pt Email [email protected] Indicadores 2009 - Construtores 3 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] Í NDICE S UMÁRIO E XECUTIVO ............................................................................................. 5 N OTA P RÉVIA ....................................................................................................... 7 1. I NTRODUÇÃO .................................................................................................... 9 2. A NTECEDENTES ................................................................................................13 3. E STRATÉGIA , D ADOS E I NDICADORES U TILIZADOS ................................................17 4. I NDICADOR I1.01 – Í NDICE DE P RODUTIVIDADE .................................................23 5. I NDICADOR I1.02 – R ENTABILIDADE .................................................................31 6. I NDICADOR I1.03 – P OTENCIAL DE A CTIVO C ORRENTE .........................................39 7. I NDICADOR I1.04 – Í NDICE DE C USTOS E P ERDAS O PERACIONAIS .........................45 8. I NDICADOR I1.05 – A UTONOMIA F INANCEIRA ....................................................51 9. I NDICADOR I1.06 – L IQUIDEZ G ERAL ................................................................57 10. C ONCLUSÕES E P ERSPECTIVAS F UTURAS ............................................................63 R EFERÊNCIAS .......................................................................................................67 4 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Indicadores 2009 - Construtores 5 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] S UMÁRIO E XECUTIVO No âmbito de um Projecto de I&D apoiado pelo IMOPPI, organismo antecessor do InCI, e pela AdI, a FEUP desenvolveu entre 2005 e 2007 uma plataforma de análise de benchmarking das empresas da indústria da construção, denominada icBench , a qual passou por uma fase de teste-piloto com a participação de 30 empresas do sector. Em 2010 o InCI deu novo impulso ao projecto, o qual se desenvolve agora com o objectivo principal de realizar análises de benchmarking baseadas na informação que o InCI possui, proveniente dos processos de concessão ou revalidação de alvarás, não necessitando da introdução de informação suplementar por parte das empresas. Foram propostos e analisados 6 indicadores de perfil económico-financeiro, considerados como um benchmarking de primeiro nível, cujos resultados serão enviados por correio electrónico para todas as empresas registadas. Esta análise foi realizada com base nos dados relativos a todas as empresas com alvará InCI, dividida pelas suas diversas classes. Os resultados, mesmo tendo em consideração as limitações da informação disponível, permitiram constatar uma dimensão de oferta de serviços de construção fortemente desajustada da procura existente, traduzida pelos baixos níveis de alguns dos indicadores utilizados. Também se verificou que as empresas das classes intermédias (3-6) apresentam desempenhos bastante mais favoráveis que as restantes na maioria dos indicadores, podendo significar um desenvolvimento das suas capacidades operacionais e de gestão que merece um estudo mais aprofundado. As conclusões avançadas deverão ser sujeitas a confirmação futura, com base na informação relativa ao exercício de 2010 que deverá estar disponível a curto prazo. 6 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Indicadores 2009 - Construtores 7 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] N OTA P RÉVIA Em 2002, o Autor foi convidado para proferir uma palestra na UTAD Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, subordinada à temática da habitação e do imobiliário. Pouco tempo antes tinham sido publicados pelo INE Instituto Nacional de Estatística os resultados do Censos 2001, o que motivou a procura de dados recentes que descrevessem como o país tinha evoluído naquelas duas vertentes na década anterior. Uma das imagens projectadas durante a palestra foi a seguinte: Mesmo reconhecendo algum simplismo na análise, o resultado era evidente: Portugal estava a construir habitação a um ritmo insustentável. Já tinham sido ultrapassados os anos em que era fundamental assegurar habitação condigna para os cidadãos e famílias mais desfavorecidas; a habitação dita “social”, mais tarde redenominada “a custos controlados”, construída com apoio estatal directo ou indirecto, tivera os seus diversos planos em marcha durante a década de 1990, mas sempre com uma representatividade relativamente limitada no panorama global da indústria de construção de habitações. Esta era, à data de 2002, essencialmente uma indústria voltada para o mercado corrente, que estava a aproximar-se da saturação. Os números estavam ali, era só querer ver. Mas foram ignorados e a construção habitacional continuou, impulsionada por uma política fomentadora da sua aquisição com juros baixos, que dava força a uma promoção financiada por verbas disponibilizadas em condições similares, acreditando que existiriam sempre compradores. Mas as casas duram 50 anos, não são um bem de ciclo curto, como um computador que chega ao final da sua vida útil em 4 ou 5 e é necessário um novo. Uma habitação, se ajustada à dimensão familiar e de qualidade adequada é um bem para uma vida; pode renovar-se, refrescar-se, melhorarse, mas não se substitui porque tem uma hipoteca associada, hábitos e rotinas quotidianas, amizades que se criam ao voltar do corredor ou da esquina e que não se descartam sem pensar. A crise do mercado português da habitação não foi provocada pelo colapso do subprime norteamericano. Estaria aí, com ou sem crise internacional, porque, simplesmente, não eram necessárias 14 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Embora se tratasse de um teste-piloto com representatividade limitada, a abordagem teve enorme receptividade, tendo dado origem a uma publicação formal com os resultados obtidos [6]. Na sessão de apresentação desses resultados, realizada em Fevereiro de 2007 na FEUP com a presença das empresas participantes e das associações que apoiaram o projecto, foi unânime o incentivo para a sequência da iniciativa e seu alargamento à generalidade das empresas do sector. 2.3. Infelizmente, já fruto das dificuldades que o país e o sector, em particular, começaram a sentir, essa sequência não teve possibilidade de se concretizar com a brevidade que se esperava. No entanto, em 2010 a ideia voltou a merecer atenção do InCI e pôde catalisar algumas ideias que, entretanto, tinham sido equacionadas pela Equipa de I&D, procurando um modelo que potenciasse o acesso à informação e aos resultados por parte do maior número possível de empresas mas não ignorasse a enorme disparidade de dimensão e de organização empresarial existente. 2.4. Deste modo, a actual abordagem concentra-se exclusivamente no subsector dos construtores com Alvará InCI, deixando para uma futura oportunidade o seu alargamento aos consultores e produtores de materiais. Por outro lado, foi desenhada uma estratégia que utiliza informação já disponível, eliminando – para o nível básico de informação – a necessidade de introdução de dados suplementares pelas empresas. Pensa-se que, assim, será possível divulgar as potencialidades do benchmarking de uma forma mais rápida e mais alargada, além de fornecer ao InCI uma radiografia completa do subsector que regula. As linhas que foram seguidas nesta estratégia e as condicionantes que tiveram de ser tidas em conta são expostas na secção seguinte. 2.5. Como nota final, será adequado recordar o conceito de benchmarking que é utilizado na abordagem definida por estes estudos. O desempenho das empresas é apresentado na forma de gráficos, como o abaixo reproduzido; no eixo vertical encontra-se uma escala de valores correspondente ao indicador em causa, calculado de acordo com a fórmula seguida, enquanto que no eixo horizontal surge a escala de benchmarks, de 0-100%. A curva é obtida ordenando os resultados das empresas por ordem crescente, sendo o benchmark de 0% correspondente à empresa com pior desempenho e 100% à de melhor desempenho. Note-se que, frequentemente, as empresas situadas nas faixas limites 0-10% e 90-100% apresentam valores do indicador muito afastados das gamas mais correntes, pelo que os gráficos, para uma melhor leitura, se concentram na faixa de 10-90%. Indicadores 2009 - Construtores 15 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] Fig. 3 – Exemplo de gráfico de benchmark Deste modo, cada empresa poderá conhecer qual a sua posição em comparação com as empresas suas concorrentes, no presente caso consideradas as da mesma classe de alvará. Exemplificando com base no gráfico acima, uma empresa que tenha atingido um indicador de Rentabilidade igual a 25%, terá um benchmark de 73%; isto é, dentro da sua classe existem 72% de empresas que atingiram um desempenho inferior e 28% que atingiram um desempenho superior neste indicador. Trata-se, assim, de um processo informativo completamente confidencial, em que apenas cada empresa conhece a sua posição relativa em relação às suas concorrentes. 25% 73 % 16 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Indicadores 2009 - Construtores 17 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] 3. E STRATÉGIA , D ADOS E I NDICADORES U TILIZADOS 3.1. Durante a fase de teste-piloto constatou-se que a necessidade de introduzir informação como pressuposto para obter resultados, embora compreensível, levantava algumas dificuldades para a eficiência da metodologia, na medida em que dependia da motivação dos intervenientes e da sua disponibilidade para criar universos com uma representatividade adequada, alargando o lapso temporal entre a submissão dos dados e a obtenção de resultados. Mesmo estando envolvidas empresas com níveis elevados de organização e gestão, compreendendo perfeitamente a relevância do projecto e o interesse que teriam no seu output , foi preciso uma insistência apreciável para que certos dados fossem recolhidos e submetidos na plataforma. 3.2. A paragem no desenvolvimento que se verificou entre 2007 e 2010 permitiu amadurecer algumas ideias e procurar idealizar o modo de contornar estas dificuldades, antecipando que seria ainda mais difícil obter uma resposta adequada por parte das empresas com menor estrutura. Assim, delineou-se uma estratégia que, nos seus pontos fundamentais, consistiu no seguinte:  Utilizar a informação já em posse do InCI, definindo indicadores que a utilizassem sem necessitar da introdução de dados suplementares pelas empresas;  Produzir as análises de benchmarking, para um conjunto de indicadores de primeiro nível, por classe de Alvará, tendo em conta que operam em contextos diversos e que uma comparação transversal a toda a indústria carece de sentido;  Enviar os resultados de cada empresa para o seu endereço de correio electrónico, de forma totalmente confidencial, juntamente com as credenciais de acesso à plataforma icBench ;  Reformular a plataforma de modo a que todas as empresas a ela possam aceder, visualizando os resultados constantes da mensagem recebida, suplementados de resultados para mais indicadores e da possibilidade de filtrar o resultado por distrito de sede;  Contemplar o desenvolvimento de um segundo nível de benchmarking, direccionado para as empresas com estrutura de gestão mais desenvolvida, para o qual alguma informação suplementar será necessária e que deverá ser introduzida pelas empresas interessadas numa análise e diagnóstico mais detalhado. 3.3. Com estas ideias como base, investigou-se qual a informação residente nas bases de dados do InCI e que pudesse ser exportada para posterior tratamento. Os dados mais completos e actualizados correspondiam à informação que todas as empresas têm de submeter, anualmente, para os seus pedidos de concessão, renovação ou requalificação de alvará, especialmente porque aquela é obtida directamente das declarações IES oficiais pela DGITA e comunicadas ao InCI com base num protocolo existente entre estas entidades. No Quadro 2 indica-se a informação específica constante dos ficheiros que foram disponibilizados, relativos ao exercício de 2009. 18 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Quadro 2 – Informação extraída das declarações IES e fornecida pelo InCI – exercício de 2009 (1) VOLUME DE NEGÓCIOS EM OBRA (VNO) Vendas de produtos + Prestações de serviços + Variação da produção (se valor negativo o valor é = 0) + Trabalhos para a própria empresa A0125(1) + A0126(1) + A0127(2) + A0128(2) VOLUME DE NEGÓCIOS (VN) Vendas de mercadorias + Vendas de produtos + Prestações de serviços = A0124(1) + A0125(1) + A0126(1) A0126(2) PRODUÇÃO VN + Variação da produção (se valor negativo o valor é = 0) + Trabalhos para a própria empresa VN + A0127(2) +A0128(2) RENDIMENTOS OPERACIONAIS Produção + Subsídios à exploração + Outros proveitos e ganhos operacionais Produção + A0130(1) + A0131(1) (A) CUSTOS E PERDAS OPERACIONAIS CMVMC + FSE + Custos com o pessoal + Provisões + Outros custos e perdas operacionais = A0102(2) + A0103(2) + A0106(2) + A0109(2) + A0111(2) A0112(2) CUSTOS E PERDAS FINANCEIROS Perdas em empresas do grupo e associadas + Amortizações e ajustamentos de aplicações e investimentos financeiros + Juros e custos similares A0113(2) + A0116(2) (C) CUSTOS E PERDAS OPERACIONAIS + CUSTOS E PERDAS FINANCEIROS (C) (A) Custos e perdas operacionais + Custos e perdas financeiros A0112(2) + A0 113(2) + A0116(2) A0117(2) (B) PROVEITOS E GANHOS OPERACIONAIS Volume de negócios + Variação da produção + Trabalhos para a própria empresa + Proveitos suplementares + Subsídios à exploração + Outros proveitos e ganhos operacionais + Reversões de amortizações e ajustamentos = A0126(2) + A0127(2) + A0128(2) + A0131(2) + A0132(1) A0133(2) PROVEITOS E GANHOS FINANCEIROS Ganhos em empresas do grupo e associadas + Rendimentos de participações de capital + Rendimentos de títulos negociáveis e outras aplicações financeiras + Outros juros e proveitos similares = A0134(1) + A0135(1) + A0136(1) + A0137(1) + A0138(1) + A0139(1) A0139(2) (D) PROVEITOS E GANHOS OPERACIONAIS + PROVEITOS E GANHOS FINANCEIROS A0133(2) + A0139(2) A0140(2) (E) TOTAL DOS CUSTOS (Operacionais, Financeiros, Extraordinários) Custos e perdas operacionais + Custos e perdas financeiros + Custos e perdas extraordinários = A0112(2) + A0113(2) + A0116(2) + A0118(2) A0119(2) (F) TOTAL DOS PROVEITOS (Operacionais, Financeiros, Extraordinários) Proveitos e ganhos operacionais + Proveitos e ganhos financeiros + Proveitos e ganhos extraordinários = A0133(2) + A0139(2) + A0141(2) A0142(2) (G) TOTAL DOS CUSTOS + IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DO EXERCÍCIO Total dos custos + Imposto sobre o rendimento do exercício = A0119(2) + A0120(2) A0121(2) RESULTADOS OPERACIONAIS (B) - (A) (B) Proveitos e ganhos operacionais (A) Custos e perdas operacionais A0133(2) - A0112(2) RESULTADOS OPERACIONAIS (antes de gastos de financiamento e impostos) Resultados operacionais - (Perdas em empresas do grupo e associadas + Amortizações e ajustamentos de aplicações e investimentos financeiros) (A0133(2) - A0112(2)) - (A0113(2) + A0114(1)) Indicadores 2009 - Construtores 19 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] Quadro 2 – Informação extraída das declarações IES e fornecida pelo InCI – exercício de 2009 (2) RESULTADOS FINANCEIROS Juros e rendimentos similares obtidos + Juros e gastos similares suportados (D - B) - (C - A) (D) Proveitos e ganhos operacionais + Proveitos e ganhos financeiros (B) Proveitos e ganhos operacionais (C) Custos e perdas operacionais + Custos e perdas financeiros (A) Custos e perdas operacionais (A0140(2) - A0133(2)) - (A0117(2) - A0112(2)) RESULTADOS CORRENTES (D) - (C) (D) Proveitos e ganhos operacionais + Proveitos e ganhos financeiros (C) Custos e perdas operacionais + Custos e perdas financeiros A0140(2) - A0117(2) RESULTADOS ANTES DE IMPOSTOS (F) - (E) (F) Total dos proveitos (E) Total dos custos (Operacionais, Financeiros, Extraordinários) A0142(2) - A0119(2) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (RLE) (F) - (G) (F) Total dos proveitos (G) Total dos custos + Imposto sobre o rendimento do exercício A0142(2) -A0121(2) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (RLE) A0122(2) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (RLE) A0289(1) MARGEM BRUTA (MB) Rendimentos Operacionais - CMVMC Rendimentos Operacionais + A0102(2) VALOR ACRESCENTADO BRUTO (VAB) MB - Fornecimentos e serviços externos (FSE) - Outros custos e perdas operacionais MB - A0103(2) - A0111(1) EBITDA (EXCEDENTE BRUTO DE EXPLORAÇÃO) VAB - Custos com o pessoal + Reversões de amortizações e ajustamentos - Provisões VAB - A0106(2) + A0132(1) - A0109(1) EBIT (RESULTADOS OPERACIONAIS antes de gastos de financiamento e impostos) Resultados operacionais - (Perdas em empresas do grupo e associadas + Amortizações e ajustamentos de aplicações e investimentos financeiros) Resultados operacionais - (A0113(2) + A0114(1)) EBT (RESULTADOS ANTES DE IMPOSTOS) (F) - (E) (F) Total dos proveitos (E) Total dos custos A0142(2) - A0119(2) ACTIVO NÃO CORRENTE Imobilizações corpóreas A0218(3) ACTIVO CORRENTE Existências + Dívidas de terceiros (médio e longo prazo) + Dívidas de terceiros (curto prazo) + Títulos negociáveis + Depósitos bancários e caixa + Acréscimos e diferimentos A0234(3)+A0246(3) + A0258(3)+A0265(3)+A0268(3) + A0273(3) TOTAL DO ACTIVO = CAPITAIS TOTAIS A0207+A0218+A0227+A0234+A0246+A0258+A0265+A0268 +A0273 A0276(3) CAPITAL PRÓPRIO A0291(1) CAPITAIS PERMANENTES Capital próprio + Dívidas a terceiros (médio e longo prazo) A0291(1) + A0313(1) CAPITAL INVESTIDO Capital próprio + Passivo não corrente + Passivo corrente financeiro A0291(1) + (A0295(1) + A0313(1)) + (A0314(1) + A0315(1) + A0316(1) + A0317(1)) 20 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Quadro 2 – Informação extraída das declarações IES e fornecida pelo InCI – exercício de 2009 (3) PASSIVO NÃO CORRENTE = CAPITAL ALHEIO ESTÁVEL Provisões + Dívidas a terceiros (médio e longo prazo) A0295(1) + A0313(1) PASSIVO CORRENTE = PASSIVO DE CURTO PRAZO Dívidas a terceiros (curto prazo) + Acréscimos e diferimentos A0314(1) a A0330(1) A0331(1) + A0335(1) PASSIVO DE MÉDIO E LONGO PRAZO Dívidas a terceiros (médio e longo prazo) A0296(1) a A0312(1) A0313(1) TOTAL DO PASSIVO = CAPITAIS ALHEIOS A0295+A0313+A0331+A0335 A0336(1) 3.4. Analisando os ficheiros recebidos foi possível verificar que uma parcela apreciável da informação tinha sido fornecida de forma agregada, não sendo possível identificar as parcelas individuais que a compunham. Por outro lado, não estava disponível informação relativa ao pessoal permanente das empresas: na vertente de registos financeiros IES, os mesmos não faziam parte da informação de origem DGITA; no respeitante a dimensão e categorias profissionais do quadro de pessoal, os dados existentes no InCI poderiam não corresponder à realidade presente, uma vez que apenas é exigida a indicação dos técnicos que compõem o quadro mínimo para a classe pretendida. 3.5. Mesmo com estas limitações, e dispondo apenas de dados financeiros, procurou idealizar-se um conjunto de indicadores que utilizassem a informação disponível e permitissem, mesmo que de uma forma menos ideal, radiografar aspectos importantes da actividade das empresas e estabelecer um diagnóstico do seu desempenho. Assim, foram utilizados os seguintes indicadores (Quadro 3), cuja descrição mais detalhada se encontra nas secções seguintes, juntamente com a análise dos resultados obtidos. Quadro 3 – Indicadores-base (nível 1) contemplados na plataforma icBench v.2011 Ref. Designação Dados I1.01 ÍNDICE DE PRODUTIVIDADE VNO Volume de Negócios em Obra, Limite de Classe LC I1.02 RENTABILIDADE EBITDA Excedente Bruto de Exploração, VNO I1.03 POTENCIAL DE ACTIVO CORRENTE AC Activo Corrente, VNO I1.04 ÍNDICE DE CUSTOS E PERDAS OPERACIONAIS CPO Custos e Perdas Operacionais, VNO I1.05 AUTONOMIA FINANCEIRA CP Capital Próprio, AT Activo Total I1.06 LIQUIDEZ GERAL AC Activo Corrente, PCP Passivo de Curto Prazo 3.6. Conforme atrás referido, um dos objectivos a atingir consiste no envio dos resultados de benchmarking para cada empresa, via correio electrónico. Aos registos do InCI, que apresentavam 5118 endereços, foram pesquisados e adicionados mais 951, para um total de 6069 empresas. Mesmo sendo menos de 30% das empresas com alvará, está coberta a quase Indicadores 2009 - Construtores 21 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] totalidade das classes 5 a 9, que se antevê mais informada e motivada para compreender o alcance e contexto da informação que irão receber. 3.7. No momento presente encontra-se preparada a nova formulação da plataforma e delineada a mensagem de correio electrónico que se pretende enviar. Estes dados serão validados pelo InCI e prevê-se que o envio para as empresas seja realizado no início de Setembro. Logo que o InCI receba a informação relativa ao ano de 2010, esta primeira mensagem será seguida por outra, contendo os resultados do ano transacto. 3.8. As empresas que considerem importante utilizar a plataforma para iniciar uma análise de benchmark mais desenvolvida terão acesso a funcionalidades mais diversificadas. Está prevista que estas empresas possam, num primeiro momento, indicar o tipo de indicadores suplementares que consideram mais interessantes e para os quais terão possibilidade de introduzir os dados requeridos (baseados nos indicadores contemplados na v.2006), sendo produzidas as respectivas curvas de benchmarking a partir da ocasião em que exista uma universo suficientemente representativo. 3.9. Tal como no projecto inicial, pretende-se desenvolver esta plataforma com funcionalidades cada vez mais elaboradas e direccionadas para os reais interesses das empresas. Existirá um primeiro nível, essencialmente de perfil financeiro e baseado nas declarações oficiais, destinado a todas as empresas e não requerendo qualquer intervenção por parte destas; o segundo nível, direccionado para as empresas com estruturas organizativas e de gestão mais desenvolvidas, que procurará receber e tratar informação mais detalhada e específica, relevante para as opções estratégicas dessas empresas e possível de utilizar como argumento de diferenciação no mercado nacional e internacional. 3.10. Nas secções seguintes serão apresentados os indicadores contemplados na v.2011 da plataforma icBench , juntamente com os resultados obtidos e análises que estes suscitaram à Equipa de I&D. Os resultados são apresentados em duas formas:  Um quadro inicial, contendo o universo analisado por classe e os valores máximos e mínimos obtidos em cada indicador, considerando a totalidade das empresas e as que se situam na gama de 10-90% de benchmark;  Gráficos para cada classe, contemplando apenas a gama 10-90%, uma vez que se verificou que as empresas situadas nos extremos do universo (0-10% e 90-100%), apresentavam valores totalmente fora de escala, levantando dúvidas sobre o rigor da informação prestada em sede de declaração IES. Conforme se verificou, em todas as classes e para todos os indicadores, o desenvolvimento dos gráficos de benchmark concentrados na faixa 10-90% apresentavam coerência. 22 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Indicadores 2009 - Construtores 23 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] 4. I NDICADOR I1.01 – Í NDICE DE P RODUTIVIDADE Objectivo e Fórmula Avaliar a escala de contratação em obra assumida pela empresa em função do valor médio por contrato que a sua classe define. IP   VNO VMC  [número de vezes] VNO = Volume de Negócios em Obra = Vendas de produtos + Prestações de serviços + Variação da produção (se >0) + Trabalhos para a própria empresa = campos A0125(1) + A0126(1) + A0127(2) + A0128(2) da declaração anual IES VMC = Valor médio por contrato definido para a classe (excepto classe 9, em que se utiliza o limiar inferior), de acordo com a Portaria 1371/2008 de 2 de Dezembro Classe LC (€) VMC (€) 1 166.000 83.000 2 332.000 249.000 3 664.000 498.000 4 1.328.000 996.000 5 2.656.000 1.992.000 6 5.312.000 3.984.000 7 10.624.000 7.968.000 LC = limite por contrato da classe 8 16.600.000 13.612.000 em vigor em 2009 9 > 16.600.000 16.600.000 Exemplo VNO = € 25.000.000 Empresa da Classe 7: LC = € 10.624.000  VMC = € 7.968.000 IP = 25.000.000/ 7.968.000 = 3,14 Universo analisado e valores limite obtidos Classe Total de empresas Empresas na gama 10%-90% número IP min IP max número IP min IP max 1 12.619 0,00 449,01 10.095 0,49 7,97 2 3.164 0,00 186,55 2.531 0,33 4,69 3 2.361 0,00 72,63 1.888 0,29 4,47 4 1.440 0,00 274,64 1.152 0,25 3,92 5 903 0,00 75,07 722 0,35 4,27 6 284 0,00 37,71 227 0,43 4,73 7 119 0,04 13,13 95 0,53 3,83 8 38 0,32 4,77 30 0,96 4,03 9 76 0,11 74,31 60 1,45 14,50 30 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] medida através do seu quadro produtivo e da parcela do VNO que é utilizada para satisfazer compromissos no domínio dos Fornecimentos e Serviços Externos. Com essa investigação mais detalhada será possível identificar de forma mais rigorosa o perfil de empresas cuja manutenção no mercado seja completamente inviável e que deverão reequacionar a muito curto prazo a sua estratégia empresarial, eventualmente através de fusões ou incorporações em outras empresas. Indicadores 2009 - Construtores 31 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] 5. I NDICADOR I1.02 – R ENTABILIDADE Objectivo e Fórmula Determinar os níveis de rentabilidade associada à actividade principal da empresa, antes de impostos, taxas, amortizações e depreciações (EBITDA) como percentagem do volume de negócios em obra. RENT   EBITDA VNO  x  100 [%] EBITDA = Earnings before interest, taxes, amortization and depreciation = Resultados Operacionais antes de gastos de financiamento, impostos, amortizações e depreciações (também designado por Excedente Bruto de Exploração) = VAB Valor Acrescentado Bruto – Custos com pessoal + Reversões de amortizações e ajustamentos – Provisões = VAB – campos A0106(2) + A0132(1) – A0109(1) da declaração anual IES VAB = MB Margem Bruta – Fornecimentos e Serviços Externos – Outros custos e perdas operacionais = MB – campos A0103(2) – A0111(1) da declaração anual IES MB = RO Rendimentos operacionais – CMVMC Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas = RO – campo A0102 da declaração anual IES RO = PROD Produção + Subsídios à exploração + Outros proveitos e ganhos operacionais = PROD + campos A0130(1) + A0131(1) da declaração anual IES PROD = VN Volume de Negócios + Variação da produção (se valor negativo o valor é = 0) + Trabalhos para a própria empresa = VN + A0127(2) + A0128(2) da declaração anual IES VN = Vendas de mercadorias + Vendas de produtos + Prestações de serviços = campos A0124(1) + A0125(1) + A0126(1) da declaração anual IES VNO = Volume de Negócios em Obra = Vendas de produtos + Prestações de serviços + Variação da produção (se >0) + Trabalhos para a própria empresa = campos A0125(1) + A0126(1) + A0127(2) + A0128(2) da declaração anual IES Exemplo EBITDA = € 4.500.000 VNO = € 33.000.000 RENT = 4.500.000/ 33.000.000 * 100 = 13,63% 32 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Universo analisado e valores limite obtidos Classe Total de empresas Empresas na gama 10%-90% número RENT min RENT max número RENT min RENT max 1 12.619 -50.113,4% 42.520,2% 10.095 -5,65% 36,01% 2 3.164 -1.407,3% 486.669,9% 2.531 -1,02% 38,80% 3 2.361 -7.813,8% 15.519,1% 1.888 -2,71% 49,70% 4 1.440 -4.404,4% 137.460,8% 1.152 -0,53% 55,51% 5 903 -86.228,4% 15.468,1% 722 0,00% 53,27% 6 284 -397,3% 87,55% 227 -0,33% 27,58% 7 119 -142,7% 437,6% 95 -0,52% 19,62% 8 38 -24,9% 25,3% 30 1,34% 16,48% 9 76 -54,1% 27,6% 60 -3,06% 14,90% Indicadores 2009 - Construtores 33 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] Resultados por Classes de Alvará 34 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Indicadores 2009 - Construtores 35 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] 36 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Análise dos Resultados 5.1. Entre os indicadores mais utilizados para avaliação da Rentabilidade de empresas contam-se o EBIT e o EBITDA. Tendo em conta os dados disponíveis é possível calcular o EBITDA, o qual corresponde ao resultado da empresa que estará disponível para suportar custos com encargos financeiros (por exemplo, empréstimos bancários) e impostos, e também para investimentos em bens de capital (como equipamentos a utilizar para a produção), criação de reservas e remuneração de accionistas. 5.2. Não existem valores de referência para o EBITDA, uma vez que a área de negócio influencia decisivamente os parâmetros que o permitem calcular, além que a existência de dívidas de clientes ou necessidade de suportar os encargos acima referidos recomenda que se olhem para outros indicadores económicos e financeiros para avaliar a sustentabilidade económica da empresa. No entanto, o EBITDA é uma medida adequada para avaliar a eficiência da actividade nuclear da empresa, uma vez que avalia o seu resultado, depois de liquidados todos os custos que compõem a sua actividade operacional. Valores comparativamente baixos do EBITDA demonstram um esgotamento dos recursos da empresa na sua actividade corrente – deixando pouca margem para outros encargos (além de impostos, se existirem) ou para crescimento; valores mais elevados devem ser olhados em paralelo com a dimensão dos encargos a que é necessário fazer face, bem como ao perfil das dívidas de clientes e sua efectiva cobrança dentro dos prazos previstos. 5.3. Concentrando-nos na faixa de benchmarking de 10-90%, verifica-se que o valor mínimo de RENT está próximo de 0%, enquanto que os valores máximos se estabelecem na casa dos 35-50% para as classes mais baixas (1-5), reduzindo-se nas classes mais altas, até cerca de 15% para a Classe 9. 5.4. Esta situação é curiosa, uma vez que revela que as empresas de menor dimensão e, em particular, as de dimensão intermédia (classes 3-5) parecem ter uma maior capacidade de criar sistemas produtivos com maior rentabilidade. À medida que a escala de contratação aumenta, o nível de rentabilidade reduz-se consideravelmente. 5.5. Fará sentido, assim, investigar a relação deste indicador com outros indicadores, nomeadamente o I1.04 Índice de Custos e Perdas Operacionais , de modo a procurar perceber melhor as razões de empresas tradicionalmente com estruturas produtivas e de gestão menos desenvolvidas apresentarem resultados mais interessantes. 5.6. É também de salientar o perfil de evolução da Rentabilidade nas diversas classes. Nas classes 3-5, a partir do benchmark de 50% - que se estabelece na ordem de RENT= 10-15% - assiste-se a um crescimento pronunciado do indicador, sendo o valor máximo aproximadamente 5 vezes o valor relativo ao ponto médio. Ou seja, sendo o EBITDA Indicadores 2009 - Construtores 37 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] constituído por diversas parcelas, seria importante perceber se existe um padrão que identifique a qual ou quais daquelas são decisivas para o melhor desempenho das empresas. Neste sentido, e tal como para vários dos restantes indicadores, ter disponíveis as diversas parcelas que compõem os resultados agregados pode ser um auxiliar precioso para radiografar de forma mais rigorosa a actividade das empresas e identificar as opções de gestão que se revelem com resultados potencialmente mais interessantes. 38 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Indicadores 2009 - Construtores 39 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] 6. I NDICADOR I1.03 – P OTENCIAL DE A CTIVO C ORRENTE Objectivo e Fórmula Avaliar o impacto do Volume de Negócios em Obra, como potencial de criação de Activo Corrente. PAC   AC VNO x  100 [%] AC = Activo Corrente = Existências + Dívidas de terceiros (médio e longo prazo) + Dívidas de terceiros (curto prazo) + Títulos negociáveis + Depósitos bancários e caixa + Acréscimos e diferimentos = campos A0234(3) + A0246(3) + A0258(3) + A0265(3) + A0268(3) + A0273(3) da declaração anual IES VNO = Volume de Negócios em Obra = Vendas de produtos + Prestações de serviços + Variação da produção (se >0) + Trabalhos para a própria empresa = campos A0125(1) + A0126(1) + A0127(2) + A0128(2) da declaração anual IES Exemplo AC = € 10.100.000 VNO = € 13.200.000 PAC = 10.100.000/ 13.200.000 * 100 = 76,51% Universo analisado e valores limite obtidos Classe Total de empresas Empresas na gama 10%-90% número PAC min PAC max número PAC min PAC max 1 12.619 -102,7% 481.511,4% 10.095 30,55% 317,62% 2 3.164 0,0% 5.405.205,0% 2.531 36,31% 310,04% 3 2.361 0,0% 221.475,2% 1.888 43,47% 491,30% 4 1.440 0,0% 372.310,0% 1.152 48,65% 620,18% 5 903 0,0% 2.242.397,0% 722 49,34% 566,23% 6 284 0,0% 13.399,8% 227 48,54% 256,75% 7 119 34,1% 1.102,6% 95 51,99% 185,61% 8 38 43,7% 288,5% 30 50,85% 130,24% 9 76 51,4% 1.096,4% 60 58,51% 138,28% Nota: os gráficos seguintes apresentam duas escalas diferentes para o eixo vertical, uma vez que a gama de valores obtidos assim o recomendam para maior legibilidade: • AC de 0-700% para as classes 1 a 5; • AC de 0-300% para as classes 6 a 9. 46 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Resultados por Classes de Alvará Indicadores 2009 - Construtores 47 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] 48 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Indicadores 2009 - Construtores 49 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] Análise dos Resultados 7.1. Os Custos e Perdas Operacionais podem ser identificados, de forma sintética, como o conjunto de despesas que uma empresa tem de suportar na linha de produção, para realizar a sua actividade. Este indicador pretende avaliar a eficiência da actividade produtiva através da determinação do incremento percentual do valor destas despesas na realização de Volume de Negócios em Obra. No exemplo apresentado mais atrás, poderá dizer-se que por cada €1,00 gasto na frente de produção foi possível gerar, aproximadamente, €1,20 de VNO. 7.2. Empresas com frentes de produção mais eficientes e com menos desperdícios poderão apresentar valores deste índice mais elevados. Por outro lado, a sua confrontação com os resultados efectivos da empresa (por exemplo, através do EBITDA utilizado no indicador I1.02) poderá auxiliar a identificar situações em que os restantes custos desgastam uma actividade operacional bem organizada e eficaz (I1.04 elevado contra I1.02 baixo), chamando a atenção para a necessidade de esforço nas restantes frentes da actividade da empresa (nomeadamente área administrativa ou de gestão de estaleiros centrais) ou reequacionamento da forma de enfrentar compromissos a que se obrigou (por exemplo, empréstimos bancários). 7.3. Mais uma vez, as empresas médias apresentam resultados mais interessantes, conseguindo um efeito multiplicador dos seus custos operacionais da ordem dos 30-60% (classes 3-5), contrastando com as classes mais baixas e mais altas, que apenas conseguem atingir valores da ordem de 25% no caso das classes 1-2 e nem 10% no caso das classes 8-9. 7.4. Será de destacar o perfil praticamente constante dos gráficos das classes 7-9 e ajustado ao eixo horizontal, o que significa que a quase totalidade do seu VNO é esgotado nos custos de produção. 50 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Indicadores 2009 - Construtores 51 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] 8. I NDICADOR I1.05 – A UTONOMIA F INANCEIRA Objectivo e Fórmula Avaliar o grau de cobertura assegurado pelos capitais próprios para o investimento global realizado pela empresa. AF   CP AT  x  100 [%] CP = Capital Próprio = campo A0291(1) da declaração anual IES AT = Activo Total = Imobilizações incorpóreas + Imobilizações corpóreas + Investimentos financeiros + Existências + Dívidas de terceiros médio e longo prazo + Dívidas de terceiros curto prazo + Títulos negociáveis + Títulos bancários e caixa + Acréscimos e diferimentos = campos A0207(3) + A0218(3) + A0227(3) + A0234(3) + A0246(3) + A0258(3) + A0265(3) + A0268(3) + A0273(3) da declaração anual IES Exemplo CP = € 11.600.000 AT = € 23.300.000 AF = 11.600.000/23.300.000 * 100 = 49,78% Universo analisado e valores limite obtidos Classe Total de empresas Empresas na gama 10%-90% número AF min AF max número AF min AF max 1 12.619 -9.183,3% 5.675,4% 10.095 4,05% 81,55% 2 3.164 -3.454,5% 100,0% 2.531 10,96% 72,93% 3 2.361 -435,3% 100,0% 1.888 12,04% 67,59% 4 1.440 -121,5% 100,0% 1.152 13,17% 67,57% 5 903 -57,0% 96,8% 722 13,29% 62,10% 6 284 -209,6% 92,9% 227 14,45% 63,47% 7 119 -30,1% 88,3% 95 13,97% 49,14% 8 38 11,0% 50,3% 30 13,12% 42,13% 9 76 -20,5% 77,4% 60 15,03% 43,54% 52 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Resultados por Classes de Alvará Indicadores 2009 - Construtores 53 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] 54 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Indicadores 2009 - Construtores 55 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] Análise dos Resultados 8.1. O Capital Próprio corresponde ao valor do património líquido de uma empresa, constituído, nomeadamente, pelo seu capital social, reservas e resultados transitados. O Activo Total corresponde ao valor monetário de todos os bens e direitos detidos por uma empresa (tangíveis ou concretos como, por exemplo equipamentos, instalações ou dívidas de clientes; intangíveis ou sem existência física, como patentes, direitos de utilização de marca, programas de computador). O Activo mede, de forma simplificada, os meios económicos que a empresa possui para exercer a sua actividade. Uma vez que parte do Activo corresponde a parcelas cuja materialização em valor monetário pode não ser imediata (caso das dívidas de clientes), este indicador avalia a capacidade da empresa se poder socorrer de meios mobilizáveis de forma mais imediata para fazer face a compromissos ou investimentos. 8.2. Valores baixos de AF correspondem a situações com elevada dependência da empresa em relação a terceiros, uma vez que o seu financiamento fica dependente da concretização de pagamentos, conversão de títulos ou alienação de património. Recorde-se que o critério de Capacidade Económica e Financeira seguida pelo InCI para manutenção da classe corresponde a uma avaliação mais restrita desta vertente: valor mínimo de Capital Próprio igual a 10% do valor limite da classe, ou 20% do valor limite da classe 8 no que respeita à classe 9. 8.3. Será interessante analisar de que modo este critério se distribui no universo analisado: Classe Total de empresas Número abaixo do critério InCI de CEF % 1 12.619 2855 (741 com CP<0) 22,6% (5,8%) 2 3.164 294 9,2% 3 2.361 173 7,3% 4 1.440 72 5,0% 5 903 47 5,2% 6 284 13 4,5% 7 119 4 3,3% 8 38 0 0,0% 9 76 2 2,6% 8.4. Verifica-se que cerca de ¼ das empresas da Classe 1 não atingem este critério de Capacidade Económica e Financeira (embora para esta classe apenas seja exigido que o seu CP não seja negativo), existindo entre 10% e 3%, aproximadamente, de empresas na mesma situação para as restantes classes. O que, no caso da Classe 1, confirma a conclusão já avançada a partir da análise do indicador I1.01 Índice de Produtividade , relativa à existência de cerca de 25% de excesso de oferta no mercado. 62 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Indicadores 2009 - Construtores 63 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] 10. C ONCLUSÕES E P ERSPECTIVAS F UTURAS 10.1. A análise que foi apresentada neste documento baseou-se unicamente em informação financeira disponibilizada pelo InCI e reunida no contexto dos processos de concessão ou revalidação de Alvarás. Os dados utilizados são originários das declarações IES de cada empresa, disponibilizados pela DGITA, sendo na sua maioria dados agregados, ou seja, sem a possibilidade de identificar com facilidade as diversas componentes que contribuem para um dado parâmetro financeiro. 10.2. Esta limitação obrigou a algum engenho na definição dos indicadores. Era um dos principais objectivos deste estudo utilizar a informação disponível, sem necessidade de solicitar às empresas dados suplementares, e pensa-se que esse objectivo foi atingido. No entanto, e facilmente constatado pelas parcelas que compõem vários dos parâmetros, será possível atingir um nível de análise mais profundo e de determinação de situações causa-efeito se, no futuro, for possível dispor de dados mais discriminados. 10.3. Um dos exemplos correspondeu à impossibilidade de determinar o impacto das Dívidas de Clientes ou dos Fornecimentos e Serviços Externos. Estes dados encontravam-se agregados no VAB Valor Acrescentado Bruto e no AC Activo Corrente, respectivamente, pelo que a análise dos indicadores que os utilizaram ficou aquém do que seria possível com a informação subdividida. 10.4. Mesmo assim, limitados a uma visão mais “macro” que a ideal, pensamos que foi possível obter resultados interessantes; alguns que confirmaram ideias que já tínhamos, outros que surpreenderam pelo perfil empresarial que pode estar subjacente e, eventualmente, ser uma via com potencial para o futuro do subsector dos construtores da IC portuguesa. 10.5. Começando pela radiografia geral do subsector, julgamos que é evidente o seu enorme sobredimensionamento em relação à actual procura e à procura expectável no médio prazo. A partir dos resultados do indicador I1.01 Índice de Produtividade conclui-se que cerca de 1/3 das empresas com alvará InCI não conseguem atingir um VNO anual pelo menos igual ao que a sua classe define como limite por contrato. 10.6. Esta situação parece confirmar-se através do indicador I1.02 Rentabilidade , onde mais de metade das empresas não atinge um EBITDA de 10% do seu VNO. Mas este indicador começa a revelar uma das surpresas a que atrás se aludiu: as empresas das classes intermédias (3 a 6) demonstram um desempenho bastante melhor que as restantes; no caso particular do EBITDA, não só descolam do limiar dos 10% mais cedo, como as empresas com melhor benchmark atingem rentabilidades muito superiores às suas congéneres de maior dimensão (classes 7-9), que têm, nesta faceta, um desempenho praticamente constante e sem exceder os 15%. 64 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] 10.7. O indicador I1.03 Potencial de Activo Corrente pretendeu fornecer alguma visão, mesmo que restrita, sobre o modo como a actividade produtiva se reflecte na geração de riqueza mobilizável para a manutenção da actividade. Estes resultados deverão ser encarados com algum cuidado uma vez que os parâmetros utilizados contemplam, de forma agregada, a parcela das Dívidas de Clientes, a qual pode condicionar fortemente a sustentabilidade de uma empresa, mesmo apresentando um AC interessante. Na v.2006 da plataforma existia um indicador, designado por Facturação Pendente , que procurava investigar este problema. No futuro, em que seja possível obter os dados relativos às dívidas de clientes de forma autónoma, será de encarar a junção desta vertente, de modo a poder diagnosticar de forma mais detalhada a relação entre o AC e a produção em obra. 10.8. O indicador I1.04 Índice de Custos e Perdas Operacionais foi o único que apresentou uma relação coerente com o indicador I1.02 Rentabilidade . No gráfico seguinte apresenta-se a distribuição relativa dos benchmarks dos dois indicadores para as empresas da Classe 6, existindo uma relação muito semelhante para todas as restantes classes, mas sempre mais evidente nas classes intermédias. 10.9. Esta relação confirma o interesse em investigar o peso que os Fornecimentos e Serviços Externos possuem no resultado da actividade das empresas. As empresas com melhor desempenho, já identificadas como pertencendo às classes intermédias, são também – pelo que pensamos saber – as que menos recorrem à subcontratação (embora tenham uma parcela importante do seu VNO realizado como subcontratadas). O que recomenda, novamente, que esta dimensão empresarial seja investigada com mais profundidade, pois podem existir boas práticas operacionais e de gestão que sejam importantes de difundir no sector. Indicadores 2009 - Construtores 65 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] 10.10. Os restantes indicadores, I1.05 Autonomia Financeira e I1.06 Liquidez Geral , foram determinados uma vez que fazem parte das métricas mais correntes de avaliação do desempenho empresarial e dos critérios utilizados pelo InCI na sua acção de regulação e qualificação das empresas. Os resultados continuam a identificar as empresas das classes intermédias como as que apresentam um desempenho mais interessante e a confirmar a existência de uma parcela com alguma expressão que poderá estar na iminência de uma redução de classe. 10.11. O trabalho efectuado será, provavelmente, pioneiro na análise da totalidade das empresas de uma indústria. Embora a profundidade do estudo tenha sido limitado pelas condicionantes da informação disponível, acreditamos que as reflexões apresentadas são válidas e que a sequência deste projecto, em que seja possível ter acesso a informação com mais detalhe, permitirá efectuar uma radiografia completa ao subsector dos construtores e identificar as empresas cuja actividade produtiva, gestão e estratégia empresarial, podem servir de exemplo a seguir. Conforme referido no início deste documento, existe muita informação disponível a aguardar tratamento e análise. Com base na plataforma icBench e nas metodologias desenvolvidas será possível tratar essa informação e remetê-la para as empresas em tempo útil, permitindo decisões oportunas e antecipando problemas – empresariais, sociais – cujos sinais já despontam, e que muitos empresários e gestores ocupados nas suas tarefas diárias direccionadas para a produção, frequentemente não têm tempo para deles se aperceber. Como se disse no início, a indústria da construção portuguesa tem história, em Portugal e no mundo. Deixámos cultura nos 5 continentes, quase sempre pontuada pelas construções que ainda hoje resistem e são acarinhadas como suas pelos povos com quem contactámos. Parte da nossa IC terá o seu futuro, certamente, no estrangeiro; parte tê-la-á dentro das fronteiras. Mas qualquer que seja o local, uma indústria nunca poderá ser moderna e competitiva se não se esforçar por se auto-analisar e procurar identificar e replicar as melhores práticas no seu seio. O projecto de I&D que criou o icBench , agora com novo fôlego, pretende contribuir para ultrapassar os desafios que se colocam ao país, em particular numa indústria com o impacto social e económico que a construção tem. 66 Indicadores 2009 - Construtores Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 email: jmfco[email protected] Indicadores 2009 - Construtores 67 Rua Dr. Roberto Frias – 4200-465 PORTO – PORTUGAL – Tel. +351–22–508 2118/1940 VOIP +351-22-041 3522 Fax: +351-22-508 1940 e-mail: [email protected] R EFERÊNCIAS [1] www.inci.pt (acedido em 2011.06.27) [2] www.statistics.gov.uk (acedido em 2011.06.27) [3] www.pordata.pt (acedido em 2011.06.27) [4] www.ine.pt (acedido em 2011.06.27) [5] Ferreira, Nuno. Avaliação da Qualidade Habitacional – comparação entre apartamentos de vários países europeus. Dissertação de Mestrado. Mestrado Integrado em Engenharia Civil, FEUP, Porto, 2011. [6] Moreira da Costa, J. e Isabel Horta. Projecto IDP - Indicadores de Desempenho e Produtividade - Resultados 2005. ISBN 978-972-752-088-6. Edição FEUP/IMOPPI. Fevereiro.2007.