A gripe
Abstract
A gripe é uma doença respiratória infeciosa causada por vírus da família Orthomyxoviri- dae. É uma doença sazonal, mais frequente no outono e no inverno que se caracteriza por: mal-estar e cansaço, febre alta, dores musculares, articulares e de cabeça, tosse seca e inflamação dos olhos1. Ocasionalmente surgem epidemias de gripe devido ao facto de este vírus evoluir rapidamente e de se transmitir facilmente por via aérea através de gotí- culas, tornando a sua prevenção um desafio. O estudo dos surtos ao longo dos anos tem permitido o desenvolvimento de vacinas contra a gripe.
Full text
REVISTA DE CIÊNCIA ELEMENTAR
1Re is a de Ciência Elemen a | doi: 10.24927/ ce2021.032 | junho de 2021
A g ipe
Ri a Ponce*, Te esa Noguei a ɫ
* cE3c/ ESS/ Ins i u o Poli écnico de Se úbal
ɫ INIAV/ cE3c/ Uni e sidade de Lisboa
A g ipe é uma doença espi a ó ia in eciosa causada po í us da amília
O homyxo i i-
dae
. É uma doença sazonal, mais equen e no ou ono e no in e no que se ca ac e iza po :
mal-es a e cansaço, eb e al a, do es muscula es, a icula es e de cabeça, osse seca
e in lamação dos olhos1. Ocasionalmen e su gem epidemias de g ipe de ido ao ac o de
es e í us e olui apidamen e e de se ansmi i acilmen e po ia aé ea a a és de go í-
culas, o nando a sua p e enção um desa io. O es udo dos su os ao longo dos anos em
pe mi ido o desen ol imen o de acinas con a a g ipe.
T ansmissão e in eção
A g ipe é uma in eção espi a ó ia aguda que é causada po í us in luenza, ambém cha-
mados í us da g ipe (FIGURA 1), mais equen e nos meses mais ios1. O e mo po uguês
- g ipe - de i a da pala a ancesa g ippe, aga a com o ça, e le indo a o ma b usca
com que se mani es am os sin omas iniciais da doença. É pois uma doença sazonal e o
nome da doença nos países anglo-saxónicos, in luenza - que é ambém o nome do í us
que causa a g ipe -, e le e es a sazonalidade. In luenza é uma pala a i aliana e a doença
oi assim chamada pois os médicos na idade média ac edi a am que es a se de ia a uma
“in luência” dos as osa.
FIGURA 1. Rep esen ação esquemá ica do í us da g ipe. (Ilus ação: Alexand e Alga io)
Quando um indi íduo in e ado osse ou espi a, milhões de pa ículas i ais são lançadas
no ambien e a a és de ae ossóis que conseguem espalha -se pelo a e deposi a -se em
algumas supe ícies. Os ambien es pouco en ilados p omo em a pe sis ência des as pa -
ículas no a e a sua inalação po ou os indi íduos. A in eção ambém se pode da a a és
do con ac o com supe ícies con aminadas. Des e modo, em ambien es po encialmen e
CITAÇÃO
Ponce, R., Noguei a, T.(2021)
A g ipe
,
Re . Ciência Elem., V9(02):032.
doi.o g/10.24927/ ce2021.032
EDITOR
José Fe ei a Gomes,
Uni e sidade do Po o
EDITOR CONVIDADO
Paulo Ribei o-Cla o
Uni e sidade de A ei o
RECEBIDO EM
30 de no emb o de 2020
ACEITE EM
01 de ma ço de 2021
PUBLICADO EM
15 de junho de 2021
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© Casa das Ciências 2021.
Es e a igo é de acesso li e,
dis ibuído sob licença C ea i e
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o au o e a on e o iginal do a igo.
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con aminados, é de especial ele ância a la agem equen e das mãos, bem como a en-
ilação des es espaços.
Quando as pa ículas i ais a ingem a mucosa das ias aé eas supe io es, es as en am
pa a o in e io das células dando início ao ciclo de eplicação no qual são p oduzidos mui-
os no os í us descenden es, desencadeando-se o p ocesso de disseminação que le a
a que alguns í us a injam os pulmões2. Os p imei os sin omas da doença su gem nos
p imei os qua o dias após a in eção pelo í us (pe íodo de incubação). A g a idade da
doença, no en an o, pode a ia de pessoa pa a pessoa in e ada, dependendo em pa icula
do seu sis ema imuni á io.
A in eção e in lamação induzidas pelo í us le am à al e ação do uncionamen o do epi-
élio do apa elho espi a ó io, pe mi indo o apa ecimen o de in eções secundá ias opo u-
nis as po encialmen e a ais, ais como pneumonia pulmona bac e iana po
S ep ococcus
pneumoniae, S aphlyococcus au eus e Haemophilus in luenzae.
Somen e nos casos em que exis e in eção bac e iana secundá ia é que a e apia com
an ibió icos se jus i ica. Con udo, segundo o es udo do Eu oba óme o de 2013, qua en a
po cen o dos eu opeus ac edi a am e adamen e que os an ibió icos são e icazes con a
a g ipe e as cons ipações3.
A g ipe é equen emen e con undida com a cons ipação, uma ez que ambas as doen-
ças pa ilham alguns dos seus sin omas mais equen es, ais como a conges ão nasal, os
espi os, a ga gan a in lamada e a osse. No en an o, são duas doenças di e en es, p o o-
cadas po in eções do apa elho espi a ó io po í us di e en es. Os agen es esponsá eis
pela cons ipação podem se á ios, mas os mais comuns são os ino í us e os co ona í us
4, 5
.
A cons ipação é uma in eção das ias aé eas supe io es: naso- ou ino a ingi e que po-
de á e olui pa a uma in eção de ou idos. A g ipe, po ou o lado, ca ac e iza-se pelo início
súbi o de mau es a , eb e al a acompanhada de do es de cabeça e muscula es e osse
seca. É uma doença que pode a e a , an o as ias aé eas supe io es, como in e io es, po-
dendo o igina pneumonia, bem como da o igem a sin omas gas oin es inais.
Epidemias de g ipe no século XX
Sabemos hoje que a g ipe é causada po í us in luenza ( ambém chamados da g ipe) que
pe encem à amília O homyxo i idae. Es a amília inclui á ios géne os dis in os de í us
que podem causa doença em di e en es animais. Há pelo menos ês géne os que possuem
a capacidade de causa doença em humanos, sendo que os que o azem mais equen e-
men e são os géne os Alphain luenza i us (ou í us da g ipe de ipo A) e
Be ain luenza i us
(ou í us da g ipe do ipo B)2, 6. Os í us da g ipe do ipo A são os mais equen es e os que
êm causado impo an es epidemias da g ipe na população humana.
Todos os anos, com a chegada do ou ono e do in e no, começam a su gi su osb de
g ipe (en ende-se como sendo o aumen o ápido de casos de doença numa de e minada
egião geog á ica; o mesmo signi icado que epidemia)7, 8. Embo a haja su os de g ipe odos
os anos, ocasionalmen e su gem su os em que há mais pessoas in e adas e mais casos
g a es. Chega a ha e g andes pandemias mundiais, como a e í el pandemia de 1918
( ambém conhecida po “g ipe espanhola”) que em 1918 ma ou mais jo ens adul os do que
a P imei a Gue a Mundial, a pandemia de 1957-1958 ( ambém chamada “g ipe asiá ica”),
a pandemia de 1968 ( ambém chamada “g ipe de Hong Kong”) e mais ecen emen e a
pandemia de 20098, 9.
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A pandemia de 1918 oi das pandemias mais mo í e as de que há egis o - es ima-se
que en e a p ima e a de 1918 e o in e no de 1919 enha in e ado 500 milhões de pessoas
(1/3 da população mundial na época) e causado a mo e a pelo menos 50 milhõesc (a po-
pulação de Po ugal em 2019 e a de 10,28 milhões). Deco ia a P imei a Gue a Mundial
e Espanha, que man e e a sua neu alidade na gue a, e a o único país onde os co es-
ponden es no icia am a doença, azão pela qual a epidemia passou a se conhecida como
“g ipe espanhola” embo a não enha su gido em Espanha. Na e dade, ainda não se sabe
ao ce o onde se o iginou a pandemia: pode e sido no no e da Eu opa, em F ança, na
China ou nos EUA, locais onde inham oco ido su os um pouco an es. A g ipe espanhola
e e uma pa icula idade: enquan o que habi ualmen e os g upos mais ulne á eis são as
c ianças pequenas e os idosos, nes e caso a mo alidade a ingiu sob e udo os jo ens adul-
os en e os 20 e os 40 anos. Sabe-se hoje que se a ou de uma es i pe (ou a ian e) H1N1
do í us da g ipe A e ainda hoje deco em abalhos de in es igação pa a descob i po que
é que es a es i pe oi ão mo í e a.
A pandemia 1957-1958 oi egis ada pela p imei a ez em 1957 no es e asiá ico e causou
en e um e dois milhões de mo es em odo o mundo. Es a epidemia oi causada po uma
es i pe i al - A H2N2 - que su giu po edis ibuição de segmen os do genoma de es i pes
humanas e a iá ias8.
A pandemia de 1968 su giu em Hong Kong e oi causada po a uma no a a ian e i al - A
H3N2 - que al como na pandemia an e io , ambém su giu po ea anjo de segmen os do
genoma do í us. Es ima-se que enha causado um milhão de mo es8.
Recen emen e, em 2009, su giu uma ou a pandemia, des a ez causada po uma no a
a ian e - A H1N1 - con endo ma e ial gené ico de es i pes de í us de g ipe de humanos,
a iá ias e suínas, embo a não sendo ão mo í e a como a g ipe espanhola, e a al amen e
con agiosa.
Exis em a ian es de í us da g ipe que in e am ou as espécies, ais como a es e ou os
mamí e os, endo ca a e ís icas que as o nam especí icas pa a es es o ganismos, embo a
possam, ao longo do empo, so e al e ações que lhes pe mi em in e a no as espécies
hospedei as10.
O í us da g ipe so e al e ações - e olui - com apidez. Es as al e ações podem oco e po
acumulação de al e ações pon uais no ma e ial gené ico ou po ea anjos en e o ma e ial
gené ico de di e en es es i pes, de ido a enómenos de edis ibuição, uma ez que o genoma
des es í us é segmen ado. Is o conduz às di e en es es i pes em ci culação e, po ezes, as
no as a ian es que su gem po ea anjos de genomas podem o igina epidemias de g ipe.
A ualmen e in es iga-se a o igem e a explicação pa a os e ei os mais ne as os de algu-
mas a ian es mais ag essi as, p ocu ando-se espos as, en e ou os campos da ciência,
na e olução dos genomas des es í us.
Epidemiologia e desen ol imen o da acina
Nas egiões empe adas do globo, os su os de g ipe oco em p incipalmen e no in e no.
Em Po ugal os “picos” da época da g ipe cos umam oco e em janei o/ e e ei o. Os í us
conseguem man e -se iá eis em condições de humidade (de ido à necessidade de o in-
óluc o i al de o igem lipídica se man e in ac o pa a que haja in eção), po isso as condi-
ções clima é icas de in e no, com maio humidade e empe a u as mais baixas a o ecem
a p opagação do í us. Além disso, os nossos compo amen os du an e o in e no a o e-
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cem o con ágio, ao passa mos mais empo em ambien es echados, com mais pessoas. Os
dados cien í icos indicam que a ansmissão do í us da g ipe oco e p incipalmen e po
con ac o p óximo, a a és de go ículas espi a ó ias emi idas pelo indi íduo in e ado ao
ossi , espi a , ou ala 11.
Um es udo nos Es ados Unidos da Amé ica mos ou que a du ação das epidemias nas
cidades pa ece depende ambém das ca ac e ís icas da p óp ia cidade. Em cidades maio-
es, com maio densidade populacional, a o que acili a a ansmissão, as épocas da g ipe
são ge almen e mais longas e menos dependen es das condições climá icas, enquan o
em cidades mais pequenas os su os são mais cu os e mais dependen es das condições
climá icas12.
As epidemias são moni o izadas em odo mundo, sendo a aliadas as es i pes em ci cu-
lação e os seus e ei os na população, o que pe mi e desencadea ale as e desen ol e
acinas ap op iadas em cada ano. Es a moni o ização deco e ao longo de odo ao ano,
uma ez que a época da g ipe du an e o in e no do hemis é io sul oco e quando no he-
mis é io no e ainda é e ão. Es a igilância é ei a em Po ugal a a és do P og ama de
Vigilância In eg ada, Clínica e Labo a o ial, da Sínd ome G ipal, um p og ama que exis e
desde 199013.
Todos os anos, no ou ono, a Di eção-Ge al da Saúde (DGS), a au o idade de saúde em
Po ugal, indica uma época de acinação da g ipe e aconselha a acinação dos g upos
conside ados mais ulne á eis. Como o “pico” da época da g ipe cos uma se em janei o/
e e ei o, é aconselhado que a acinação seja ei a an es. A acina, po ém, começa a se
p epa ada bem mais cedo.
A acina con a a g ipe, al como ou as acinas, é uma p epa ação de subs âncias de-
i adas de um agen e in ecioso de e minado ou quimicamen e semelhan e a essed. Ao se
adminis ada, a acina ai induzi uma espos a imuni á ia especí ica pa a es e agen e in-
ecioso, como se o indi íduo es i esse in e ado po es e (é “imunogénica”), mas sem p o o-
ca a doença, pois não possui agen e in ecioso com capacidade de se ep oduzi e causa a
doença. Assim, es a espos a imuni á ia é p o e o a con a a doença. No caso do indi íduo
acinado i a se ealmen e in e ado, o sis ema imuni á io pode á esponde ápida e e i-
cazmen e.
Há doenças que se as con ai mos uma ez icamos p o egidos pa a o es o da ida. No
caso da g ipe, po ém, se a con ai mos num de e minado ano não impede que ol emos
a e g ipe no ano seguin e. Is o po que o í us so e al e ações gené icas (mu ações, e
ocasionalmen e ea anjos) e as a ian es em ci culação a iam de um ano pa a ou o. Po
es a azão, a acina con a a g ipe em uma composição di e en e odos os anos e es á
p epa ada pa a nos p o ege no ano em que a omamos.
As acinas adminis adas em Po ugal seguem as ecomendações da O ganização Mun-
dial de Saúde (OMS) pa a a época ou ono-in e no pa a o hemis é io no ee: odos os anos,
em e e ei o, a OMS emi e in o mações sob e as a ian es p o á eis do í us da g ipe que
se p e ê que ci cula ão no hemis é io no e no in e no seguin e, e os ab ican es iniciam a
p odução da acina. Como o p ocesso de ab ico, egis o e licenciamen o demo a 6-7 me-
ses, a acina ica disponí el em se emb o-ou ub o. As ecomendações são baseadas nas
es i pes em ci culação e no conhecimen o ge ado pela in es igação sob e a dinâmica das
populações dos í us da g ipe. Po exemplo, a acina i alen e pa a o hemis é io no e no
ano de 202014 con ém í us a enuados ou an igénios de supe ície das es i pes , g:
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• Uma es i pe i al A (H1N1)pdm09 idên ica à es i pe A/ A/Guangdong-Maonan/
SWL1536/2019;
• Uma es i pe i al A (H3N2) idên ica à es i pe A/Hong Kong/2671/2019;
• Uma es i pe i al B (linhagem B/Vic o ia) idên ica à es i pe B/Washing on/02/2019
P odução da acina da g ipe
Consoan e a acina em causa, há di e enças no modo de p odução. No caso da acina con-
a a g ipe, exis em á ios mé odos ap o ados pa a sua p odução15, mas o mé odo mais
comum é o mé odo dos o os, que implica a u ilização de o os emb ionados e consis e em
p oli e a os í us em o os e ilizados de galinha e sua pos e io pu i icação e ina i ação.
O p ocesso inicia-se com a escolha das es i pes al o que se deseja inclui na acina. Os
o os e ilizados de galinha são inoculados com duas es i pes i ais - uma es i pe al o
e uma es i pe adap ada a células de galinha e que é ino ensi a pa a humanos. Os í us
i ão eplica den o dos o os e i á oco e ea anjo en e os segmen os do genoma i-
al das duas es i pes. Selecionam-se í us que con enham os segmen os de H e de N da
es i pe al o e com es an e genoma ( es an es seis segmen os) da es i pe que se eplica
e icazmen e em células de galinha. Es a no a es i pe i á se p oduzida em massa em o os
e ilizados de galinha e pos e io men e selecionada e ina i ada. Seguem-se mais ases
de pu i icação e es es. Es e mé odo é iá el, mas é len o, pelo que não é adequado em
casos de g ande p ocu a ou de pandemia. Na composição inal da acina exis em ou os
componen es, como es abilizan es pa a ga an i a es abilidade da solução e adju an es -
compos os que po enciam a espos a imuni á ia.
A capacidade da acina pa a p o ege da g ipe depende da coincidência das es i pes
incluídas na acina, p e is as meses an es, com as es i pes em ci culação na comunidade
e as p óp ias ca ac e ís icas da pessoa acinada como po exemplo a sua idade e es ado
ge al de saúde.
A ualmen e in es iga-se a possibilidade de usa mé odos mais ápidos de p odução de
acinas pa a a g ipe e ambém o desen ol imen o de acinas “uni e sais”16, que possam
con e i p o eção con a odas as es i pes de g ipe.
As acinas con a a g ipe são e icazes e segu as, e a acinação anual é a o ma mais
e icien e de eduzi os e ei os da g ipe.
No as
a O e mo po uguês — g ipe — de i a da pala a ancesa g ippe, aga a com o ça, e le indo a o ma b usca com que
se mani es am os sin omas iniciais da doença.
b Su o: aumen o ápido de casos de doença numa de e minada egião geog á ica; o mesmo signi icado que epidemia.
c A população de Po ugal em 2019 e a de 10,28 milhões.
d De aco do com a acina em causa, há di e enças nos an igénios u ilizados e no modo de p odução.
e As ecomendações da OMS pa a o hemis é io no e e hemis é io sul oco em sepa adamen e e de aco do com calen-
dá io p óp io.
A nomencla u a das es i pes do í us da g ipe segue con enções in e nacionais, que indicam o ipo de an igénio (A, B, ou
C), hospedei o de o igem caso não seja humano, o igem geog á ica, núme o da es i pe e ano em que oi isolada. No caso
dos í us A indica ambém a desc ição da hemaglu inina e neu amidase (p.e. H1N1)
g As ecomendações anuais podem se consul adas nos si es www.who.in , www.dgs.p , ou no olhe o in o ma i o que
acompanha a acina con a a g ipe.
Ag adecimen os
As au o as ag adecem ao Dou o João Piedade (P o esso Auxilia de Vi ologia Médica do
Ins i u o de Higiene e Medicina T opical) a e isão cien í ica des e a igo.
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