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CAMINHOS DE GEOGRAFIA - e is a online
h p://www.see .u u.b /index.php/caminhosdegeog a ia/
ISSN 1678-6343
Ins i u o de Geog a ia UFU
P og ama de Pós-g aduação em Geog a ia
Caminhos de Geog a ia
Ube lândia
. 18, n. 62
Junho/2017
p. 203–216
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REDE CLIMATOLÓGICA URBANA APLICADA AO ESTUDO DA ILHA DE CALOR EM
ARACAJU-SE
Max Anjos
IGOT - Ins i u o de Geog a ia e O denamen o do Te i ó io/Cen o de Es udos Geog á icos, Uni e sidade
de Lisboa
[email p o ec ed]
An ónio Lopes
IGOT - Ins i u o de Geog a ia e O denamen o do Te i ó io/ Cen o de Es udos Geog á icos, Uni e sidade
de Lisboa
[email p o ec ed]
Elis Dene Lima Al es
Ins i u o Fede al Goiano/Ce es
[email p o ec ed]
And ews José de Lucena
Ins i u o de Ag onomia/Depa amen o de Geociências/Uni e sidade Fede al Ru al do Rio de Janei o
[email p o ec ed]
Recebido em: 17/04/17; Acei o em: 13/06/17
RESUMO
Es e es udo a alia a Ilha de Calo U bana (ICU) em A acaju com base numa Rede
Clima ológica U bana (RCU). Es a ede seguiu p incípios e concei os de inidos pa a
as á eas u banas, pa icula men e no que conce ne às ques ões elacionadas às
escalas climá icas, à exposição dos equipamen os, à mo ologia u bana e aos
me adados. Os p esen es esul ados a ualiza am a in ensidade da ICU de A acaju
con on ando a endência encon ada nos es udos iniciais. Embo a, obse ou-se a
máxima in ensidade da ICU de 5,5°C, em e mos médios a ICU an o diu na como
no u na não oi exp essi a (en o no de 0,5ºC) e le indo um p edomínio de
in ensidades baixas (di e enças é micas de a é 2ºC), cujas equências supe a am
os 85% ao longo do ano. A RCU ajudou comp eende melho o impac o da ICU no
ambien e disponibilizando in o mações climá icas ú eis no planejamen o da cidade.
Pala as-cha e: Rede clima ológica U bana; Ilha de Calo U bana; Clima U bano;
A acaju.
URBANCLIMATOLOGICAL NETWORK APPLIED TO HEAT ISLAND
STUDY IN ARACAJU-SE
ABSTRACT
This s udy e alua ed he U ban Hea Island (UHI) in A acaju based on U ban
Clima ological Ne wo k (UCN). This ne wo k obse ed p inciples and concep s
de ined o u ban a eas, pa icula ly conce ning ma e s ha ela e o clima ic scales,
si ing and exposu e, u ban mo phology and me ada a. The cu en indings upda ed
UHI’s in ensi ies A acaju e u ing he end ound ou in p e ious s udies. Al hough, i
was obse ed maximum in ensi y o UHI up o 5,5 ºC, bo h day ime and nigh ime
UHI was no signi ican in a e age e ms (abou a 0,5ºC) e lec ing he p e alence o
low in ensi ies ( he mal di e ence up o 2ºC) whose equencies exceeded 85%
annually. UCN helped o unde s and be e he UHI’s impac s on en i onmen al
p o iding clima ic in o ma ion use ul o u ban planning.
Keywo ds: U ban Clima ological Ne wo k; U ban Hea Island, U ban Clima e;
A acaju.
Rede Clima ológica U bana aplicada ao es udo da Ilha de Calo em A acaju-SE
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INTRODUÇÃO
As obse ações me eo ológicas es ão en e as in o mações mais impo an es pa a o
uncionamen o de qualque cidade (GRIMMOND, 2013). Nos úl imos anos, no a-se cla amen e
um c escen e aumen o no moni o amen o clima ológico das cidades (MULLER e al., 2013a;
LOPES e al., 2013; WARREN e al., 2016). P imei o, de ido aos a anços ecnológicos e
cien í icos que disponibilizam equipamen os mais so is icados e com p ecisão conside á el,
bem como um melho en endimen o da a mos e a u bana em e mos de p ocessos ísicos em
escalas de empo e espaço, ago a acessí eis à comunidade de pesquisa e usuá ios
(GRIMMOND, 2006; OKE 2006a). Segundo, de ido à necessidade de se in es iga os impac os
ambien ais p o ocados pela u banização, onde a Ilha de Calo U bana (ICU) é um enômeno
de des aque. Te cei o, po que jus amen e é nas á eas u banas onde coinciden emen e há aca
cobe u a ou mesmo a inexis ência de dados clima ológicos con ínuos nas escalas meso, local
e mic oclimá icas.
De a o, a ICU em cidades b asilei as em sido pouco es udada com base numa ede
clima ológica u bana es u u ada. Vá ios es udos êm-se alido de duas abo dagens
undamen ais que ap esen am an agens e des an agens. A p imei a abo dagem é a a pa i
da compa ação da empe a u a do a en e as es ações me eo ológica (e/ou alguns senso es
ixos) localizadas no espaço u bano (nem semp e na á ea cen al da cidade) com as do espaço
pe iu bano ou u al (∆Tu- ). Essa abo dagem em sido ú il pela ausência de ede de
moni o amen o den o da á ea u bana e pela limi ação de ecu sos, mas a sua esolução
espacial é es i a aos locais de obse ação que não aba cam sa is a o iamen e a
complexidade do uso do solo, ao passo que, quando se u ilizam de senso es ixos
(da alogge s), a análise es inge-se a um pe íodo limi ado, ge almen e a alguns dias, semanas
ou meses. Quando analisam sé ies longas de dados, esse ipo de abo dagem se u iliza de
es ações au omá icas ou con encionais que, oda ia, são ep esen a i as do clima egional e
não local (ALCOFORADO, 2006). Em al e na i a à p imei a, a abo dagem pelo ansec o mó el
em uma an agem compensa ó ia que é a al a esolução espacial das medições, mas é
limi ada ao aspec o empo al, ge almen e e e uado em poucas ho as do dia. Os dias escolhidos
pa a as medições nesse ipo de abo dagem são ge almen e du an e condições an iciclónicas
que, embo a são a o á eis a melho mani es ação da ICU (OKE e MAXWELL, 1975; RIZWAN
e al., 2008), elas podem ep esen a somen e uma limi ada pa e das condições de empo
a uan es na egião (MORRIS e al., 2001).
Há que sinaliza , que não é a e a ácil es a em con o midade com as o ien ações
pad onizadas pela O ganização Mundial Me eo ológica (OMM) quan o à localização dos
equipamen os me eo ológicos na cidade. Segundo Oke, (2006a), a obs ução do luxo de a , a
oca de adiação pela massa de edi ícios e á o es, a cobe u a de supe ícies a i iciais e a
pe da de calo e apo de água causadas po a i idades humanas são algumas ques ões
p á icas que desa iam os es udiosos que p oje am uma ede de moni o amen o na cidade.
Além disso, o ele ado g au de complexidade da cidade exige uma a ualização equen e da
documen ação e e en e à es ação u bana, pois há uma endência maio na mudança de locais
de obse ação e de uso do solo (OKE, 2006a; OKE e STEWART, 2012) que impac am
di e amen e na a e ição e na qualidade dos dados.
S ewa (2011) e i icou que um e ço dos a igos analisados sob e o clima u bano não
o neceu uma desc ição quali a i a ou quan i a i a dos locais selecionados, e que dois e ços
es an es incluiu desc ições apenas quali a i as do local. Po an o, é p eciso egis a odas as
in o mações, desde os locais de ins alação e de equipamen os, passando pelo p ocessamen o
dos dados a é o usuá io inal, são os chamados me adados. Es es são in o mações
es u u adas que desc e em, explicam, localizam ou, de ou o modo, o nam mais ácil de
ecupe a , usa ou ge encia um ecu so de in o mação; são dados sob e os dados ou
in o mações sob e as in o mações (NISO, 2004; BACA, 2008). Os me adados são essenciais
pa a “ga an i que o usuá io inal dos dados não enha qualque dú ida sob e as condições em
que os dados o am g a ados, eunidos e ansmi idos, a im de ex ai conclusões p ecisas a
pa i de sua análise” (AGUILAR e . al., 2003, p. 2).
Po ou o lado, o obje i o especí ico de uma ede de moni o amen o na cidade de e es a
in insecamen e ligado à escala de análise. Oke (2006b) admi e que o econhecimen o das
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di e enças de escala nas cidades é uma cha e undamen al pa a a concepção de es udos de
clima u bano, de labo a ó io ou compu ado e ambém pa a c ia concei uações álidas,
modelos ou in e p e ações de dados. Em 2006, o au o p opôs uma concepção cien í ica de
de inição de escalas climá icas aplicadas em á eas u banas (OKE, 2006a). Mulle e . al.,
(2013b) suge i am a adoção de alguns c i é ios pa a a classi icação de uma ede u bana: a
ex ensão da á ea que cons i ui o mais comum c i é io pa a de ini a ‘escala de ede’ ou
‘ amanho da ede’; a esolução espacial ou densidade da ede, que depende da densidade de
pon os de obse ação e da dis ância en e os senso es; a ep esen a i idade espacial ou
escala de comp imen o das es ações de moni o amen o indi iduais que depende da a ual
localização do ins umen o, in e alo de medida e exposição do senso .
Dian e disso, en ende-se que as abo dagens ∆Tu- e o ansec o mó el, se não bem a aliadas
c i icamen e a limi ação espacial e empo al, pode aumen a as inconsis ências e i icadas no
modelo concei ual ou da na u eza da ICU (STEWART, 2011) ou pode le a a ideia gene alis a
da li e a u a que apenas as di e enças de empe a u a den o da cidade é o su icien e pa a
explica o enômeno (Oke, 2009). A ICU, quando é le ada a um moni o amen o consis en e ao
longo do empo, sinaliza pa a o a o que a di e ença de empe a u a en e o u bano e seus
a edo es pode se mais complexa. Em Melbou ne, Mo is e . al., (2001) e i ica am que a ICU
se desen ol eu em condições de en o o e e céu encobe o (8 oc as). U ilizando uma ede de
mesoescala, Lopes e al., (2013) e Alco o ado e al., (2014) mos a am em Lisboa que as
maio es equências de in ensidades da ICU incluindo as de in ensidades mais o e oco e am
em en os de 2 a 6 ms-1, bem como indica am que a in ensidade da ICU, de um modo ge al,
dec esceu em si uações de en os acos (abaixo de 2 ms-1). Em A acaju, u ilizando-se das
abo dagens acima discu idas, alguns es udos êm indicado pa a um maio aquecimen o nas
á eas cen ais (de a é 7,5ºC) em elação a á ea pe iu bana e aos espaços e des, suge indo
que as in ensidades da ICU são igualmen e exp essi as (ANJOS, 2012, ANJOS e . al.,
2014ab). Po ou o iés, baseando-se numa ede clima ológica de mesoescala em A acaju,
Anjos e Lopes (2015) demos a am que as in ensidades da ICU em A acaju não o am
exp essi as (média de apenas 0.5 ºC) con on ando a endência encon ada nos es udos
an e io es.
A acaju é uma cidade de pequeno po e e em uma mo ologia u bana bem di e si icada,
conside ando a densidade de cons ução, a geome ia u bana, os espaços e des e co pos
d’água os quais “in e agem” com a a mos e a u bana e, como al, são pa e do ambien e onde
as pessoas i em e abalham co idianamen e. Os espaços u banos são p edominan emen e
ocupados po a i idades do ipo esidências, seguido pelo se iço, comé cio e a indús ia. O
pad ão de uso e ocupação do solo da cidade é o iginá io his o icamen e de uma sucessão de
ações socioeconômicas e polí icas den o de uma lógica de p odução e alo ação do espaço
u bano. Como esul ado, a comp eensão dos espaços socioseg egados é impo an e pa a a
a aliação do clima u bano (SANT'ANNA NETO, 2011), pois as esiliências do ambien e en e
aos e ei os climá icos a iam de aco do com a in aes u u a socialmen e c iada.
Nesse sen ido, uma cobe u a clima ológica su icien emen e densa na cidade o e ece uma
opo unidade pa a comp eende melho a in ensidade da ICU pois o o necimen o de dados
clima ológicos con ínuos nas escalas meso, local e mic oclimá icas, po um empo
su icien emen e longo, pe mi e uma melho ap eciação das in luências climá icas ad indas da
complexidade do uso do solo. Como pa e de um abalho que isa o nece o ien ações
climá icas pa a o planejamen o u bano de A acaju, es a igen e pesquisa em como objec i o
a alia a dinâmica empo al da ICU com um uso de uma ede clima ológica u bana, a im de
iden i ica os e ei os da cobe u a do solo e mo ologia u bana na in ensidade do enómeno.
MATERIAIS E MÉTODOS
ÁREA DE ESTUDO
A acaju es á si uada no li o al do no des e b asilei o com mais de 600 mil habi an es i endo
numa á ea comp eende 181,8 km2, cuja densidade populacional é de 3 mil (hab km2) (IBGE,
2016). A cidade es á delimi ada pelas coo denadas de 10º 51’ 45’’ e 11º 07’ 49’ de la i ude sul e
de 37º 02’ 02’’ e 37º 09’ 04’ de longi ude oes e, posicionando-se comple amen e na zona
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in e opical, a qual lhe a ibui ca ac e ís icas climá icas como e ões quen es e in e nos
sua es (Figu a 1).
Figu a 1. Localização geog á ica da á ea de es udo
As posições la i udinal e cos ei a expõem A acaju a á ios cen os de ação e aos sis emas de
mesoescala que explicam, em g ande pa e, a sua condição climá ica. Os en os alísios de
Les e e Sudes e e o sis ema de b isas ma í imas, po exemplo, pa ecem in luencia as
condições me eo ológicas na cidade (ANJOS, 2012). O clima de A acaju pode se
ca ac e izado como opical e úmido co espondendo ao ipo Am na classi icação climá ica de
Köppen. As médias anuais de empe a u a icam en o no dos 27°C, da plu iosidade acima nos
1.300 mm e da umidade ela i a do a po ol a dos 70% (INMET, 2017). Os al os ní eis de
insolação sola diá ios, que a iam em média 5 kwh/m2dia ao longo do ano, con e em a A acaju
um ambien e é mico na u almen e quen e com ca ac e ís ica “es essan e”.
DESCRIÇÃO DA REDE CLIMATOLÓGICA URBANA
A Rede Clima ológica U bana (RCU) se undamen a nos p incípios e concei os de Oke, (2006a)
que são únicos pa a á eas u banas. Essa ede des ina-se a a alia a ICU da Camada Limi e do
Dossel (CLD), es a i icada abaixo do ní el dos elhados ou opo dos edi icios a é o solo, onde
oco em os p ocessos a mos é icos em mic oescala localizados nas uas, en e as edi icações
(OKE, 2006a; GRIMMOND, 2006). T a a-se da escala mais complexa do clima u bano pa a a
comp eensão dos p ocessos o mado es da ICU. Um enômeno ge ado ou iden i icado na CLD
são os ales u banos (canyons u banos), que é ep esen ado pelas pa edes en e as
edi icações que c iam co edo es (dispe so es ou e en o es de a ) sepa ados po uas. No
canyon é conside ada a elação en e a al u a, a la gu a e o comp imen o das cons uções e as
p op iedades é micas dos ma e iais que as cons i uem. Em seu in e io a adiação so e
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múl iplas e lexões en e as uas e as pa edes dos edi ícios com di e en es abso ções (OKE,
1981; OKE, 1987; GRIMMOND, 2006).
No que diz espei o à escala de ede, a RCU segue o ní el mesoclimá ico (ex ensão da ede)
pa a es uda a in luência climá ica da oda cidade, conside ando as amplas a iedades
(densidade da ede) de climas locais ( ep esen a i idade espacial) in luenciados pela
mo ologia u bana (densidade de cons ução, espaços e des e co pos d’água) que, po sua
ez, em uma espos a mic oclimá ica semelhan e.
Seguidamen e, seleciona am-se os locais de obse ação a a és das Local Clima e Zones
(LCZ). P opos a po S ewa e Oke (2012), as LCZs consis em em 17 pad ões é micos e são
de inidas como as unidades é micas de mesma cobe u a de supe ície, es u u a, ma e iais de
cons ução e a i idade humana que se es endem de cen enas de me os a á ios quilóme os
em escala ho izon al. As LCZs o am pensadas pa a se ep esen a i as da escala de bai o ou
local (> 1km2), onde pa a cada pad ão é mico es ão a ibuídos à mo ologia u bana
homogénea, ao me abolismo u bano e à posição opog á ica.
As LCZs o am elabo adas no âmbi o do p oje o The Wo ld U ban Da abase and Access Po al
Tools (WUDAPT). O p oje o WUDAPT é uma inicia i a in e nacional pa a desen ol e uma
base de dados sob e as ca ac e ís icas ísicas de cidades ao edo do mundo (MILLS e . al.,
2015). De posse do mapa das LCZs, p ocedeu-se à ins alação dos equipamen os
me eo ológicos (chamadas de es ações u banas) nas LCZs que melho ep esen am os
di e en es pad ões é micos na cidade.
A classi icação dos locais de obse ação con ou ambém com o conhecimen o local. Além de
a alia as condições é micas de á ios locais den o da cidade, as es ações u banas o am
es a egicamen e ins aladas em pe is ans e sais pa alelos à cos a, o que pe mi e a alia a
in luência do conjun o de ca ac e ís icas não u banas nos pad ões é micos locais como a
in luência ma í ima e a ci culação local do a . En ende-se que esses aspec os sejam
de e minan es pa a comp eende o desen ol imen o da ICU numa cidade cos ei a e, po an o,
o am le ados em conside ação na a qui e u a da ede. A opog a ia, po se ela i amen e
plana (co as al imé icas a iam a é ap oximadamen e 100 m acima do ní el do ma ), não oi
le ada em conside ação du an e o p ocesso de seleção dos locais de obse ação, pois assim
não desempenha papel ele an e nas di e enças é micas à escala local.
Os senso es usados na RCU o am do ipo Onse ® (EUA) HOBO U23 P o 2
Tempe a u e/Rela i e Humidi y Da a Logge - U23-001 (dois) e HOBO U23 P o 2 Ex e nal
Tempe a u e Da a Logge - U23-00 (cinco). Es es senso es são des inados pa a o uso de
ambien es ex e nos (ou doo ), em que cada senso é acompanhado de um p o e o sola que
p o ege dos e ei os do aquecimen o sola , do en o, da chu a e de ou as in empé ies a im de
assegu a a p ecisa medição. Os senso es do ipo HOBO êm sido usados em ou os es udos
que abo dam os climas locais em Lisboa (LOPES e . al., 2013), Flo ença (PETRALLI e . al.,
2010) e Alaska (HINKEL e NELSON, 2007). Nes e es udo, odos os senso es o am ins alados
a 3,5 me os acima do solo pa a egis a os p ocessos de oca de aquecimen o e
a e ecimen o da CLD.
OPERAÇÃO DA REDE
An es de se em le ados a campo, odos os senso es da RCU o am ajus ados de aco do com
es ação me eo ológica au omá ica do INMET bem como passa am pelo con ole de qualidade a
im de e i ica a coe ência in e na da sé ie analisada (po exemplo, dessinc onização, alo
i eal). A análise igen e usou dados ho á ios (UTC) de empe a u a no pe íodo e e en e a 19
de Julho de 2014 a 10 de Ou ub o de 2016 ( e e enciado do a an e como 2014-2016) pa a
a alia a in ensidade de ICU de A acaju, cuja sé ie consis iu em 19.547 casos analisados.
Sendo a ede de ca ác e pe manen e, o es e de homogeneidade e a ecupe ação dos dados
o am incluídos no p oje o da RCU. O es e de homogeneidade é ealizado pa a assegu a que
as lu uações de empo nos dados são apenas de ido aos cap ichos do empo e do clima
(AGUILAR e al., 2003). A homogeneidade empo al de um egis o climá ico é essencial na
in es igação clima ológica, especialmen e quando os dados são usados pa a alida os
modelos climá icos, as es ima i as po sa éli e ou pa a a alia as mudanças climá icas e seus
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impac os ambien ais e socioeconômicos associados (AGUILAR e al., 2003). A ecupe ação
dos dados é pa a aqueles que o am modi icados ou al an es e pos e io men e p eenchidos.
Po exemplo, quando as obse ações são subme idas a algum ipo de alidação, con ole de
qualidade ou es e de homogeneidade, uma quan idade a iá el de alo es é sinalizada como
desapa ecidos, suspei o ou não homogêneo (AGUILAR e al., 2003).
Campanhas de ecolhas de dados e manu enção dos equipamen os me eo ológicos êm sido
ealizadas a cada 3 meses pa a ga an i o es ado de bom uncionamen o da ede. Pa a isso,
algumas écnicas êm sido emp egadas (FIEBRICH e al., 2006; AGUILAR e al., 2003):
pad oniza os p ocedimen os de manu enção em cada local de obse ação; documen a as
ca ac e ís icas do local incluindo o og a ias digi ais; ga an i a manu enção da ege ação
p oac i a (quando necessá io pa a as á eas ep esen a i as de espaço e de e á eas u ais);
limpa e inspeciona os senso es; es a o desempenho de senso es em campo (a cada 2 anos
de uncionamen o); ealiza o ações de senso es (quando necessá io). O p ocedimen o
pad onizado de manu enção é ex emamen e ú il pa a que a ede ope e e icien emen e
o necendo dados con iá eis. Essa a ualização da ede é pa e impo an e dos me adados.
Seguindo as o ien ações e ecomendações de Aguila e al., (2003), Oke (2006a) e Mulle e
al., (2013a), oi desen ol ida uma pla a o ma de me adados pa a a RCU com o obje i o de
melho a a qualidade e aplicabilidade das in o mações cole adas. Os me adados da ede o am
es u u ados basicamen e em qua o pa es. Na p imei a pa e, encon am-se as in o mações
ge ais da ede (pessoal e en idade esponsá el, o ipo da ede se é meso, local ou mic o
climá ica, obje i o); as especi icações dos equipamen os u ilizados. Na segunda pa e, são
o necidas as in o mações especí icas da cada es ação u bana e a classi icação é mica dos
locais den o de um cí culo de in luência é mica. O cí culo de in luência ou he mal sou ce a ea
pa a um local de medição é o o al de á ea de supe ície “ is a” pelo senso a 1.5 ou a 2m
acima do solo, em que o sinal de empe a u a é de i ado dependendo das ca ac e ís icas
geomé icas da supe ície e como se dá o seu p ocesso de anspo e a é o senso , ele
depende ambém da camada limi e u bana e das condições de es abilidade (KLJUN e al.,
2002; OKE, 2006a; ALVES e BIUDES, 2013). Nes e es udo, oi usado o cí culo de in luência de
500 me os a pa i do senso pa a se ep esen a i o da escala local. Nes a escala, a
modi icação da empe a u a do a e do campo de en o es á elacionada com ca ac e ís icas da
supe ície mais p óxima (edi ícios indi iduais, á o es, uas), enquan o na escala local, ais
modi icações são in luenciadas pela mo ologia u bana homogénea (densidades dos edi ícios,
ma e iais mais equen es), me abolismo u bano e posição opog á ica (OKE, 2006a;
ALCOFORADO, 2010).
A e cei a pa e se des ina à ep esen ação do ambien e ísico en ol en e a a és de imagens
de sa éli e, o og a ias digi ais (localização, aé ea, SVF, pano âmica e ca dial) e ídeos. A
qua a e apa comp eende o egis o his ó ico da es ação pa a e i ica se hou e, suspensão ou
deslocamen o da es ação u bana de ido à mudança no uso do solo ou a os de andalismo.
Nessa pa e, são documen ados ambém e os iden i icá eis du an e o egis o e pe íodo de
cole a de dados ou quaisque e en ualidades que possam in e e i na acessibilidade e na
qualidade dos dados.
DEFINIÇÃO DA INTENSIDADE DA ICU
A a qui e u a da RCU pe mi iu a alia obje i amen e a in ensidade da ICU em A acaju. Com
base no algo i mo Classi icação Hie á quica (Clus e Analysis), as empe a u as ho á ias o am
ag upadas na medida em que as suas simila idades aumen a am. Desse modo, pe mi iu
encon a g upos de simila idades é micas en e as es ações u banas, le ando em con a além
da p esença de espaços e des, o enquad amen o u bano (densidades), a in luência de co pos
d’água e a ci culação local do a . Tais conside ações o ien a am, pese embo a a subje i idade,
a di isão das es ações u banas em 3 g upos a é ao ní el 4 (linkage dis ance) do dend og ama.
Fo ma am-se assim, o g upo 1 com edi icações mais compac as na á ea cen al da cidade
ep esen ado pelas es ações u banas Ja dins, Cen o da Cidade e Siquei a Campos, o g upo 2
com edi ícios baixos e mais espaçados nas á eas pe iu banas da cidade ep esen ado pelas
es ações u banas Zona de Expansão, San a Ma ia e P aia José Sa ney e, po im, o g upo 3,
endo a es ação u bana Pa que da Cidade como ep esen a i a do espaço e de (Figu a 2).
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Figu a 2. G upos de simila idade de empe a u a en e as es ações u banas da RCU en e o pe íodo de
2014-2016.
Fon e: Adap ado de Anjos e Lopes (2015).
Em posse dos g upos de simila idade é mica acima e e idos, p ocedeu-se ao cálculo da
in ensidade da ICU (IICU), cujo c i é io oi a oco ência, no dado momen o especí ico, de
empe a u as da á ea cen al da cidade supe io es às empe a u as das á eas pe iu banas.
Desse modo, a IICU oi calculada con o me a seguin e equação (LOPES e al., 2013;
ALCOFORADO e al., 2014):
IICU = Tu (Tmax) – Tp (Tmin)
onde, Tu co esponde a máxima ho á ia de empe a u a nos ês pon os da á ea cen al da
cidade (g upo 1) e Tp a mínima ho á ia de empe a u a nos ês pon os da á ea pe iu bana
(g upo 2). As médias é micas o am usadas em conjun o pa a e i a que a in luência
mic oclimá ica de cada es ação u bana p edomine sob e a escala local (ANDRADE, 2003;
LOPES e al., 2013; ALCOFORADO e al., 2014).
Pa a examina o e ei o sazonal e diá io da IICU, os dados ho á ios o am di ididos em es ações
do ano e em pe íodo diu no e no u no. A di isão em pe íodo diu no e no u no oi usada pa a
e i a anomalias é micas mic oclimá icas causadas pelo somb eamen o dos edi ícios e á o es
p óximas ao senso (LOPES e al., 2013, p.5). O so wa e SOLWEIG (LINDBERG e
GRIMMOND, 2010) oi usado pa a de e mina as ho as co esponden es ao pe íodo diu no
(10:00 as 20:00h UCT) e no u no (22:00 as 07:00h UTC), sendo excluídas as ho as de
ansição en e o nasce do sol e o pô -do-sol. Além disso, op ou-se po analisa os dados em
es ação quen e e es ação esca (LIN, 2009). A “es ação quen e” comp eende o pe íodo en e
Agos o e Ma ço quando a maio pa e das empe a u as anuais são ele adas (média de 27ºC,
segundo a no mal clima ológica de 1961-1990 INMET) e os es an es meses (Ab il a Julho)
de ini am-se como “es ação esca” quando concen a as baixas empe a u as anuais (média
de 25ºC).
A es a i icação das in ensidades da ICU se baseou nas classes de Ga cía (1996), sendo
classi icadas des a o ma: baixa in ensidade, quando as di e encias é micas são de a é 2ºC;
média in ensidade, quando se si uam en e 2 a 4ºC e o e in ensidade, quando são supe io es
a 4ºC.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
APRESENTAÇÃO DAS LCZS
A maio pa e da á ea (cen al e No e) de A acaju oi classi icada p edominan emen e pela
LCZ3 (Ocupação compac a e edi icações baixas), seguida pela LCZ4 (Ocupação abe a e
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edi icações ele adas), LCZ5 (Ocupação abe a e edi icações médias) e LZC7 (Ocupação
deso denada e edi icações baixas). Isso indica que as á eas cen ais podem se in e p e adas
com o possí el aquecimen o é mico quando compa ada com a á ea pe iu bana, onde oi
classi icada seguidamen e pelas LCZ9 (Assen amen o espaçado), LCZ6 (Ocupação abe a e
edi icações baixas), LCZA (Vege ação densa) e LCZB (Vege ação espaçada) (Figu a 3).
Figu a 3.Mapa das LCZs de A acaju.
APRESENTAÇÃO DA RCU
Com base na espacialização das LCZs, oi ap esen ada a RCU em que as es ações u banas
selecionadas e le em os pad ões de empe a u a in a-u bana em A acaju, pe mi indo a alia a
in ensidade da ICU a pa i dos g upos de simila idade é mica en e os locais de obse ação. A
RCU ambém oi acompanhada de uma pa e dos me adados da ede com exemplos de duas
es ações u banas ep esen a i as da á ea cen al e pe iu bana (Figu a 4).
Figu a 4.RCU de A acaju.
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Tabela 1. Ca ac e ização das es ações u banas e as co esponden es LCZs.
Es ação
U bana
Tipo de ZCL
ESCALA LOCAL (> 1km2)1
FVC2
(0 a 1)
Taxa de
edi icação
(%)
Taxa de
supe ície
impe meá el
(%)
Taxa
ege a
ção
(%)
Taxa
co pos
d’água
(%)
Fo o
Ae ial
Siquei a
Campos
Ocupação
compac a e
edi icações baixas
(LCZ 3)
0,808
76,6
95,8
3,4
0
Cen o da
Cidade
Ocupação
compac a e
edi icações baixas
(LCZ 3)
0,708
69,3
92,9
2,2
0
Ja dins
Ocupação abe a e
edi icações
ele adas
(LCZ 4)
0.768
46.5
50.7
12.4
6.4
Pa que da
Cidade
Vege ação densa
(LCZ A)
0.948
5,6
7,5
53,0
0
San a
Ma ia
Ocupação
deso denada e
edi icações baixas
(LCZ 7)
0,953
24,8
49,32
9,4
0
P aia José
Sa ney
Ocupação abe a e
edi icações baixas
(LCZ 6)
0,965
12,5
23,7
6,0
50,0
Zona de
Expansão
Assen amen o
espaçado (LCZ 9)
0,981
91,3
73,4
24,1
0
1A medição den o de um cí culo de 500 me os, cen ado a pa i do senso .
2Cálculo a pa i do so wa e SVF mapping ool (Gál e Unge , 2014).
INTENSIDADE DA ICU DE ARACAJU
De aco do com o núme o o al de obse ações em que as in ensidades o am iguais ou
maio es que 2ºC (IICU >=2ºC), obse ou-se que a ICU em A acaju oco eu em 435 casos de
um o al de 19.547 casos analisados e, se dis ibuídos em cada ho a do dia, os casos da ICU
não ul apassam os 40, e i icando-se um pequeno aumen o no núme o de obse ações da
ICU no pe íodo en e as 9h as 18h, que, somados, con udo, não chega am a 200 dos casos. A