Análise Económica da Viabilidade de Produção em Autoconsumo
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Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Análise económica da viabilidade de produção em autoconsumo Gilberto Azevedo Moreira Dissertação realizada no âmbito do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores Major Energia Orientador: Professor Doutor Fernando Pires Maciel Barbosa Setembro de 2015
© Gilberto Azevedo Moreira, 2015
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v Resumo No dia 20 de outubro de 2014 foi publicado o Decreto-Lei n.º 153/2014, que estabelece um novo regime para o autoconsumo, com mini e microprodução. O autoconsumo permite consumir a energia produzida, com ou sem ligação à rede pública, baseada em tecnologias de produção renováveis ou não renováveis. No caso de existir excesso de produção, o consumidor poderá injetar na rede o excesso de energia, sendo remunerado. Na presente dissertação analisa-se a viabilidade de um conjunto de soluções existentes no mercado e que permitem ao consumidor usufruir do novo regime. Essas soluções passam pela instalação do equipamento de autoconsumo de 200 W, 250 W, 500 W, 750 W ou 1500 W na habitação do consumidor. Em primeiro lugar, determinaram-se para o perfil do consumidor analisado, as grandezas de energia anuais bem como os custos relacionados a essas grandezas. Em segundo lugar, elaborou-se uma análise económica para um período de 25 anos, tendo em conta três cenários pré-estabelecidos. Estes cenários consistem em manter constante, aumentar 0,05 % ou 1 %, por ano, o preço da eletricidade. Esta análise foi realizada para cada equipamento de autoconsumo. Palavras-Chave: Autoconsumo, miniprodução e microprodução.
vii Abstract On October 20th, 2014 was published the e-Law No. 153/2014, where a new regime for selfconsumption was established, considering mini and micro production. The self-consumption allows to consume the energy produced, with or without connection to the public network based on renewable or non-renewable technologies. If there is excess production, the consumer can inject it on the net, being paid for it. In this dissertation is analysed the viability of a set of solutions that enables consumers to take advantage of the new regime. These solutions include the installation of self-consumption equipment 200 W, 250 W, 500 W, 750 W and 1500 W in the consumer’s home. The annual energy quantities were determined as well as costs related to these quantities. An economic analysis for a period of 25 years was performed, taking into account three established scenarios. These scenarios consist of fixed, increasing 0.05 % or 1 % per year, the price of electricity. This analysis was performed for each self-consumption equipment. Keywords: Electricity Self-consumption, microproduction and microproduction.
ix Agradecimentos Agradeço ao Professor Doutor Fernando Maciel Barbosa pelo apoio, disponibilidade e sugestões que foram cruciais para o desenvolvimento desta dissertação. Um agradecimento em especial, aos meus Pais pelo apoio, paciência e espírito de sacrifício que demonstraram durante o meu percurso pessoal e académico. Sem Eles a minha formação não teria sido possível. Agradeço ao meu Irmão pelo apoio, animação e, sobretudo, compreensão prestada no decorrer do meu percurso académico. Agradeço aos meus Amigos por me animarem e ajudarem a ultrapassar alguns períodos menos bons e por me proporcionarem momentos verdadeiramente inesquecíveis. A Todos, o meu sincero obrigado.
Figura 5.5 – Grandezas de energia diárias para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 200 W. .................................. 39 Figura 5.6 - Grandezas de energia anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 250 W. .................................. 41 Figura 5.7 - Grandezas de custo anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 250 W. .................................. 41 Figura 5.8 - Grandezas de energia no dia 6 de janeiro de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 250 W. ... 42 Figura 5.9 - Grandezas de energia no dia 7 de julho de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 250 W. ... 42 Figura 5.10 - Grandezas de energia diárias para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 250 W. .............................. 43 Figura 5.11Grandezas de energia anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 500 W. .................................. 44 Figura 5.12 - Grandezas de custo anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 500 W. .................................. 45 Figura 5.13 - Grandezas de energia no dia 6 de janeiro de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 500 W. ... 45 Figura 5.14 - Grandezas de energia no dia 7 de julho de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 500 W. ... 46 Figura 5.15 - Grandezas de energia diárias para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 500 W. .............................. 46 Figura 5.16 - Grandezas de energia anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 750 W. .............................. 48 Figura 5.17 - Grandezas de custo anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 750 W. .................................. 48 Figura 5.18 - Grandezas de energia no dia 6 de janeiro de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 750 W. ... 49 Figura 5.19 - Grandezas de energia no dia 7 de julho de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 750 W. ... 49 Figura 5.20 - Grandezas de energia diárias para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 750 W. .............................. 50 Figura 5.21 - Grandezas de energia anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 1500 W. ............................. 51 Figura 5.22 - Grandezas de custo anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 1500 W. ................................. 52 Figura 5.23 - Grandezas de energia no dia 6 de janeiro de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 1500 W. . 52 Figura 5.24 - Grandezas de energia no dia 7 de julho de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 1500 W. . 53
xvii Figura 5.25 - Grandezas de energia diárias para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 1500 W. ............................. 53
xix Lista de tabelas Tabela 2.1 – Dados de dois consumidores com um sistema net-metering [5]. ...................... 8 Tabela 2.2 - Dados de dois consumidores com um sistema net-billing [5]. ......................... 8 Tabela 2.3 - Percentagem de consumidores domésticos com preços regulados na Europa [8]. ....................................................................................................... 12 Tabela 2.4 - Resumo das medidas de apoio para aplicações fotovoltaicas em alguns países europeus [15]. ......................................................................................... 17 Tabela 3.1 - Preço médio aritmético de Portugal, em €/MWh, nos últimos 5 anos [20]. ....... 22 Tabela 3.2 - Valores associados à variável VCIEG, 2015 em relação ao tipo de fornecimento [21]. ..................................................................................................... 24 Tabela 3.3 - Análise sumária dos principais requisitos exigidos às UPAC conforme a dimensão das mesmas [17]. ......................................................................... 26 Tabela 4.1 - Preços praticados pela empresa FF Solar [24]. ......................................... 31 Tabela 4.2 - Valor médio do OMIE relativamente aos últimos cinco anos e meio. ............... 32 Tabela 5.1 – Principais dados para o equipamento de autoconsumo de 200 W. .................. 40 Tabela 5.2 – Resultados obtidos para os métodos de avaliação económica. ...................... 40 Tabela 5.3 - Principais dados para o equipamento de autoconsumo de 250 W. .................. 43 Tabela 5.4 - Resultados obtidos para os métodos de avaliação económica. ...................... 43 Tabela 5.5 - Principais dados para o equipamento de autoconsumo de 500 W. .................. 47 Tabela 5.6 - Resultados obtidos para os métodos de avaliação económica. ...................... 47 Tabela 5.7 - Principais dados para o equipamento de autoconsumo de 750 W. .................. 50 Tabela 5.8 - Resultados obtidos para os métodos de avaliação económica. ...................... 51 Tabela 5.9 - Principais dados para o equipamento de autoconsumo de 1500 W. ................ 54 Tabela 5.10 - Resultados obtidos para os métodos de avaliação económica...................... 54
xxi Abreviaturas e Símbolos Lista de abreviaturas AC Autoconsumo ACER Agência de Cooperação dos Reguladores da Energia AP Autoprodução BTE Baixa Tensão Especial BTN Baixa Tensão Normal C Consumo CA Corrente Alternada CAE Contrato de Aquisição de Energia CC Corrente Contínua CEER Council of European Energy Regulators CIEG Custo de Interesse Económico Geral CL Consumo Líquido CMEC Custo de Manutenção do Equilíbrio Contratual CUR Comercializador de Último Recurso CV Certificado Verde DE Alemanha DGEG Direção-Geral de Energia e Geologia EEG Energia Renovável da Alemanha EEGO Entidade Emissora de Garantias de Origem ERSE Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos ES Espanha FiP Tarifa feed-in-premium FiT Tarifa feed-in FEUP Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto FR França FV Fotovoltaico GO Garantia de Origem IL Injetada Líquida IT Itália IVA Imposto sobre o Valor Acrescentado LCOE Levelized Cost Of Electricity OMIE Operador do Mercado Ibérico de Energia PRE Produção em Regime Especial
PRI Período de Recuperação do Investimento PVGIS Photovoltaic Geographical Information System RESP Rede Elétrica de Serviço Público RND Rede Nacional de Distribuição SEN Sistema Elétrico Nacional SERUP Sistema Eletrónico de Registo da UPAC TIR Taxa Interna de Rendibilidade UE União Europeia UK Reino Unido UP Unidade de Produção UPAC Unidade de Produção para Autoconsumo UPP Unidade de Pequena Produção VAL Valor Atual Líquido
Capítulo 1 Introdução 1.1 - Enquadramento A Europa enfrenta desafios no domínio da energia que incluem questões como o aumento da dependência das importações, os preços elevados da energia, a crescente procura energética a nível global, as crescentes ameaças decorrentes das alterações climáticas e o progresso lento em matéria de eficiência energética, entre outras. A União Europeia (UE) definiu como objetivos para 2020: a redução em 20 % das emissões de gases com efeito de estufa relativamente aos níveis registados em 1990; a obtenção de 20 % de energia a partir de fontes renováveis e o aumento de 20 % na eficiência energética. Deste modo, os diversos países da UE terão de implementar medidas de forma a conseguirem atingir tais metas. Em Portugal, com a publicação do Decreto-Lei n.º 34/2011, de 8 de março, alterado pelo Decreto-Lei n.º 25/2013, de 19 de fevereiro, procedeu-se à revogação do Decreto-Lei n.º 68/2002, de 25 de março, o qual regulava a atividade de produção de energia elétrica em baixa tensão destinada predominantemente a consumo próprio, sem prejuízo da possibilidade de entrega da produção excedente a terceiros ou à rede pública. Aquando da publicação do Decreto-Lei n.º 34/2011 verificou-se que o regime de autoconsumo não teve a aceitação esperada, encontrando-se poucas unidades com estas características registadas. O principal fator que levou a este resultado consistiu na imaturidade da tecnologia que desincentivava à realização de um elevado investimento. Deste modo, a aposta neste tipo de tecnologias apoiouse numa política de atribuição de uma remuneração bonificada da totalidade da energia produzida, a fim de os promotores recuperarem os montantes investidos. Atualmente, a produção descentralizada através de unidades de mini/microprodução têm demonstrado que a evolução tecnológica possibilita o desenvolvimento de projetos com recurso a um menor investimento. Assim, através do Decreto-Lei nº 153/2015 de 20 de outubro de 2014 é ainda definido outro regime, onde estão definidas as unidades de mini/microprodução intituladas agora como Unidades de Pequena Produção (UPP). Este outro regime de autoconsumo permite consumir diretamente a energia produzida, sendo possível vender o excedente de produção à rede. A energia elétrica produzida em autoconsumo destina-se predominantemente ao consumo na instalação de utilização associada à respetiva unidade produtora, com ou sem ligação à rede
2 Introdução elétrica pública, baseada em tecnologias de produção renováveis ou não renováveis, designadas por “Unidades de Produção para Autoconsumo” (UPAC). A atividade de produção em autoconsumo, como forma de promover um maior conhecimento do respetivo perfil de consumo, induz comportamentos de eficiência energética e contribui para a otimização dos recursos endógenos e criação de benefícios técnicos para a Rede Elétrica de Serviço Público (RESP). 1.2 - Objetivos Neste trabalho pretende-se elaborar uma análise económica da viabilidade de produção em autoconsumo. De uma forma simplificada, pretende-se que o trabalho cumpra os objetivos propostos: Estudo e caracterização do autoconsumo; Estudo da legislação existente a nível nacional relativa ao tema; Definição de um consumidor e as respetivas características; Realização de uma análise económica da viabilidade de produção em autoconsumo para o consumidor escolhido. 1.3 - Ferramentas e Dados Utilizados Para o desenvolvimento do trabalho foi utilizado um conjunto de dados de consumos de um consumidor com uma potência contratada de 3,45 kVA de um total de 65 consumidores. Esta amostra de consumos foi fornecida pelas empresas PH Energia e ISA, sendo as medições efetuadas pelo equipamento cloogy. Para o tratamento de dados de consumos e para a realização da análise económica foi utilizado o Microsoft Excel. Para a obtenção de valores de radiância solar típicos para cada mês recorreu-se ao software PVGIS. 1.4 - Estrutura da Dissertação Esta dissertação apresenta-se organizada em 6 capítulos. No capítulo 1 é realizado uma introdução ao trabalho, no qual se enquadra o tema, a sua importância e se apresenta os objetivos que se pretendem alcançar. Ainda são indicadas as ferramentas utilizadas bem como a origem do conjunto de dados de consumo utilizado. No capítulo 2 é feita uma descrição dos vários tipos de sistemas de autoconsumo e um levantamento dos benefícios e barreiras do autoconsumo. Posteriormente, são apresentadas algumas políticas de autoconsumo implementadas na UE. No capítulo 3 encontram-se os principais aspetos do recente Decreto-Lei n.º 153/2014 relacionado com o autoconsumo. No capítulo 4 são apresentadas as características do consumidor bem como o processo de filtragem aplicado ao conjunto de dados de consumo. É, também, apresentada a forma como se obteve os valores de radiância solar diários típicos para cada mês e, ainda, é descrita a metodologia adotada na análise económica para os diferentes métodos de avaliação. No capítulo 5 é efetuada a análise económica para cada caso de estudo, sendo apresentados os resultados obtidos e feitas diversas comparações entre estes.
Estrutura da Dissertação 3 No capítulo 6 são indicadas as principais conclusões retiradas ao longo da dissertação e algumas recomendações com interesse no desenvolvimento de trabalhos futuros.
10 Autoconsumo Figura 2.9 - Investimento em todo o mundo conforme os diferentes tipos de financiamento durante o período 2010-13 (em US$ mil milhões) [1]. Assim, ao permitir que o consumidor possa investir em geração de energia vai abrir e manter uma fonte de financiamento que está menos exposta a riscos e incertezas no mercado financeiro. De facto, quanto mais instáveis forem os fundos de investimentos, mais provável o consumidor final procure formas de diversificar as suas economias e pretenda adicionar outras opções de investimento, como o autoconsumo [1]. 2.5.3 - Melhoria na Estabilidade da Rede A integração de unidades de produção de energia elétrica nas redes de distribuição é um ponto-chave para alcançar os objetivos da UE para 2020. O custo significativo e os longos prazos do projeto estão associados à necessidade de expansão das redes de transmissão, interligação e do reforço das redes de distribuição. Tendo em consideração o crescimento natural das cargas é necessário a realização de investimentos em novos equipamentos e/ou em novas subestações, o que leva a investimentos avultados por parte das concessionárias das Redes Nacionais de Distribuição (RND) [1]. Os resultados preliminares de uma análise conduzida por Consentec e A.T. Kearney indicam que o autoconsumo promove um “jogo” entre a carga e a produção, podendo aumentar significativamente a capacidade das redes existentes e, assim, atenuar esses investimentos. Uma maior proporção de autoconsumo pode trazer benefícios, como a prevenção de perdas na rede e a redução de custos na operação e na manutenção de equipamentos de transmissão [1]. 2.5.4 - Desenvolvimento de Soluções Inovadoras para Exportação A Europa, como um mercado consumidor de aplicações fotovoltaicas, oferece novas oportunidades para as empresas que desenvolvem produtos dessa génese. Assim, dado o seu forte ecossistema industrial e o grande impulso político para a eficiência energética e energias renováveis, a UE encontra-se bem posicionada para exportar soluções 0 50 100 150 200 Capital de risco Pesquisa e desenvolvimento Mercados públicos Financiamento de ativos Pequena capacidade distribuída 2010 2011 2012 2013
Barreiras ao Autoconsumo 11 avançadas para o mercado global. Os benefícios da utilização destes aplicativos seriam, portanto, não só reverter a favor dos consumidores do sistema de autoconsumo, como beneficiar de um ecossistema industrial mais amplo em torno de aplicações avançadas de energia [1]. 2.5.5 - Participação e Aceitação O denominado “triângulo da política energética” – um conceito de equilíbrio que tem por base três pilares fundamentais: custo de energia, segurança do abastecimento e impacto ambiental – tem sido um conceito útil, porém apresenta uma lacuna quando se pretende explicar a dificuldade na implementação de projetos ambiciosos. Este conceito é então substituído por um novo paradigma, o do “quadrado da política energética”, como se pode observar na figura 2.10 [1]. Figura 2.10 - Alteração do triângulo para o quadrado da política energética [1]. A resistência do consumidor relativamente à integração de sistemas desta categoria advém da pouca recetividade da parte do consumidor face a períodos de retorno superiores a 5 anos. Contudo, ao se atingir a paridade com a rede, é expectável que o consumidor assuma um papel mais ativo de maneira a reduzir ou até mesmo anular a compra de energia elétrica à rede. Quanto maior o nível de envolvimento, melhor será o grau de informação, podendo traduzir-se num maior apoio às medidas de política energética. 2.6 - Barreiras ao Autoconsumo Como já foi referido anteriormente, o autoconsumo irá trazer benefícios significativos para os consumidores. A questão prende-se em saber se os países estão preparados para ultrapassar as várias barreiras legais e/ou económicas que podem obstruir os consumidores de aderirem ao autoconsumo. Os principais resultados da análise legal mostram que: As leis existentes, na maioria dos casos, não regem o autoconsumo de forma explícita; Há pouca ou nenhuma jurisprudência que daria indicações de como o autoconsumo seria tratado, uma vez que a redução das barreiras económicas leva ao aparecimento de novos modelos de negócio; As incertezas jurídicas levantam uma barreira para o desenvolvimento futuro de modelos de negócio, por exemplo, no que diz respeito à questão de o consumo por parte de vizinhos ou inquilinos ser considerado autoconsumo [1]. Adicionalmente, além das barreiras legais abordadas, a modificação dos procedimentos administrativos pode fazer com que o autoconsumo seja complicado ou dispendioso.
12 Autoconsumo A longo prazo, as barreiras económicas diminuirão à medida que o LCOE 1 do fotovoltaico diminua e os preços da eletricidade aumentem. No entanto, existe um risco significativo relacionado com as mudanças da atual estrutura de tarifas e os impostos sobre a eletricidade possam atrasar a competitividade ou fazer com que o autoconsumo se torne desinteressante[1]. 2.6.1 - Mercado de Eletricidade Competitivo e Liberalizado No sistema de autoconsumo uma parte crescente do fluxo de receitas é assegurado pelas economias feitas na fatura de eletricidade. Assim sendo, há a necessidade de um mercado de eletricidade competitivo e liberalizado que estipule preços que reflitam nos custos por forma a tornar o autoconsumo numa alternativa viável. De acordo com análise de mercado realizada pela Agência de Cooperação dos Reguladores da Energia (ACER) refere que, em 2012, a percentagem de consumidores domésticos abastecidos a preços regulados foi superior a 50 % [7]. Se os preços forem fixados a um nível que não reflitam nos custos podem impedir a competitividade e, portanto, representam uma barreira de entrada para o autoconsumo. Tabela 2.3 - Percentagem de consumidores domésticos com preços regulados na Europa [8]. Data 2011 2012 Bélgica 7,6 % 8,4 % Bulgária 100 % 100 % Chipre 100 % 100 % Dinamarca 85 % 80 % Estónia 100 % 100 % França 94 % 93 % Grécia 98,7 % 99,9 % Hungria 99,6 % 98,3 % Itália 83,4 % 80 % Letónia 97,4 % 97,3 % Lituânia 100 % 100 % Malta 100 % 100 % Irlanda do Norte 97,4 % 89,8 % Polónia 99,9 % 99,5 % Portugal 94,5 % 90,2 % Roménia 100 % 100 % Eslováquia 100 % 100 % Espanha 74,4 % 59,4 % 1 Em inglês denomina-se por levelized cost of electricity, ou, então, custo de eletricidade nivelado, em português.
Barreiras ao Autoconsumo 13 De referir que a variação dos preços da eletricidade na Europa é devida, principalmente, a três elementos: Impostos – Financiam medidas de política energética e climática, mas também contêm os custos externos da geração e do consumo de energia. Encargos da rede de transmissão e distribuição – Estes fazem parte da fatura de eletricidade e são distribuídos de forma diferente entre os Estados-Membros. Componente de energia – Esta é a que mais contribui para o preço da eletricidade. De notar que, em contraste com os preços retalhistas, os preços grossistas da eletricidade diminuíram entre 35 % e 45 % durante o período 2008-2012 nos principais mercados europeus [8]. A combinação de todos esses elementos levam a uma situação em que os preços da eletricidade a nível retalhista variem significativamente entre os Estados-Membros. Figura 2.11 - Evolução dos preços de eletricidade, em €/kWh, para os consumidores domésticos em 20082014 [9]. Além destes elementos na fatura da energia elétrica para o consumidor final, existem outros elementos que impedem a implantação do autoconsumo em vários países, como, por exemplo, a elevada concentração de mercados retalhistas de eletricidade. 2.6.2 - Falta de Conhecimento sobre a Vantagem de Mudar para Alternativas Existentes Garantir que os consumidores optem pelo sistema fotovoltaico requer um esforço adicional, a fim de compreender os fatores decisivos por detrás das escolhas dos consumidores relativamente aos seus fornecedores de eletricidade. Contudo, os consumidores não mudaram maciçamente de fornecedor, quando já existem ofertas mais competitivas no mercado [8]. Conforme os dados da ACER/CEER verificou-se que o maior aumento na taxa de transferência para consumidores domésticos ocorreu em Portugal, considerando os EstadosMembros da UE e a Noruega (ver figura 2.12). Este aumento em Portugal deveu-se à introdução de mudanças nas tarifas transitórias reguladas. O período de transição está definido até ao final de 2015. Após o fim das tarifas haverá um período máximo de 3 anos, onde serão aplicadas 0 0,025 0,05 0,075 0,1 0,125 0,15 0,175 0,2 0,225 0,25 Bélgica Bulgária Espanha França Itália Portugal 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014
14 Autoconsumo tarifas transitórias que serão superiores ao preço de mercado com o intuito de garantir uma mudança progressiva dos consumidores domésticos para o mercado livre [7]. Figura 2.12 - Taxa de transferência para consumidores domésticos na Europa [7]. Embora a mudança para outro fornecedor não seja um pré-requisito para integrar o autoconsumo, uma melhor compreensão do comportamento do consumidor será importante para posicionar uma “oferta fotovoltaica” no portfólio de soluções existentes. 2.6.3 - Desenvolvimento de Contadores Inteligentes, Sistemas de Armazenamento e Investimento A Comissão Europeia recomendou que os contadores inteligentes sejam equipados com um conjunto de funcionalidades mínimas, tais como: a medição de injeções de potência ativa e reativa, a comunicação entre o contador inteligente e a rede, leituras frequentes, manutenção remota e controlo do contador pelo operador da rede, o fornecimento de atualizações frequentes das leituras ao consumidor, armazenamento e recuperação de dados para o consumidor, e a possibilidade de transferência automática de informações sobre as opções de tarifas avançadas para o consumidor [8]. Em março de 2009 2 , apenas 10 % das casas da UE teve “algum tipo de contador inteligente instalado” [10]. A diretiva 2009/72/CE, que estabelece regras comuns para o mercado interno de eletricidade, obriga os Estados-Membros a equipar com contadores inteligentes pelo menos 80 % das casas até 2020, onde a sua avaliação é positiva numa análise de custo-benefício [11]. Outro facilitador para o desenvolvimento do autoconsumo é o armazenamento. Atualmente, a penetração dos dispositivos de armazenamento no mercado ainda é muito baixa. Tais dispositivos são muito dispendiosos e as políticas destinadas para promover a sua entrada no mercado ainda não existem na Europa [8]. 2 Data em que a recomendação da Comissão Europeia foi emitida. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 Alemanha Espanha França Grã Bretanha Itália Portugal Média 2011 2012 2013
Barreiras ao Autoconsumo 15 Como os consumidores se tornam numa nova fonte de investimento para o desenvolvimento do fotovoltaico, novas estruturas e facilidades de financiamento para o consumidor começam a ser consideradas e desenvolvidas [8]. 2.6.4 - Integração na Rede e Sistema de Otimização Segundo o relatório Connecting the Sun elaborado pela EPIA, novas medidas de integração da rede terão de ser implementadas, visto que existe a possibilidade do excesso de eletricidade não consumida ser injetada no sistema elétrico [12]. Uma questão importante será a forma de garantir uma utilização ótima do autoconsumo, de modo a alcançar um ótimo a nível doméstico, da distribuição e do sistema. Uma vez que o perfil de carga padrão dos consumidores não se encaixa com a geração do sistema fotovoltaico, torna-se necessário tomar medidas técnicas complementares para garantir um melhor equilíbrio entre estes dois fatores. Como referenciado no ponto anterior, o armazenamento pode desempenhar um papel importante [8]. 2.6.5 - Investimento na Distribuição A IEA estimou que o investimento acumulado nas redes de distribuição na Europa entre 2012 e 2035 ascende a 778 mil milhões de dólares. Na maioria dos casos, estes investimentos terão que ser feitos pelos operadores do sistema de distribuição. Estes investimentos são acionados por uma série de evoluções, tais como: a implantação de contadores inteligentes, a atualização ou construção de novas linhas ou componentes da rede (transformadores) ou a integração da geração distribuída. A evolução do papel dos operadores do sistema de distribuição, nomeadamente para integrar corretamente a geração distribuída, vai exigir mais recursos, bem como um aumento da capacidade do plano de investimentos [8]. O nível de tarifário e estrutura existente na grande maioria dos países da UE é decidido pelos reguladores nacionais, de modo alocar os custos da rede para o diferente comportamento dos consumidores. As tarifas com um elevado prazo fixo, baseadas na potência, refletem melhor os custos da rede, mas desencorajam o comportamento de eficiência energética do consumidor. Por outro lado, as tarifas com um elevado prazo variável, baseadas no consumo, colocam em causa as receitas dos operadores do sistema de distribuição quando o consumo é reduzido [8]. Qualquer acordo favorece alguns consumidores e prejudica outros, em termos de contribuição económica para os custos da rede. Contudo, o autoconsumo não pode ser responsabilizado por uma redistribuição dos custos da rede, por si só, uma vez que o autoconsumo apresenta ganhos na eficiência energética [8]. 2.6.6 - Regulamentação e Mercado de Eletricidade O quadro regulatório nacional desempenhará um papel imprescindível no que toca ao favorecimento ou limitação do desenvolvimento do autoconsumo. Um pré-requisito básico passa por garantir que em toda a Europa os consumidores possam consumir a própria eletricidade produzida.
16 Autoconsumo A um nível mais macroeconómico, os mercados de retalho e os grossistas vão precisar de encontrar um ponto de equilíbrio. Grandes quantidades de eletricidade fotovoltaica autoconsumida e com um elevado nível de penetração poderia modificar o perfil de carga e, assim, aumentar a competitividade no mercado. Ao mesmo tempo, existe uma necessidade de garantir no mercado grossista que os benefícios gerados por fontes de energia renováveis sejam devidamente transmitidos aos consumidores finais. Finalmente, e se a remuneração da geração fotovoltaica dependa menos dos preços grossistas, a questão permanece sobre como valorizar o excesso de eletricidade que precisa de ser injetada na rede [8]. 2.7 - Políticas na Europa Sabendo que as aplicações fotovoltaicas são maioritariamente dependentes de programas de incentivo, o direito do consumidor torna-se num problema relevante. Na figura 2.13 pretende-se mostrar que a competitividade do fotovoltaico já atingiu alguns países que marcam mais o setor fotovoltaico na Europa. De acordo com a definição de dynamic grid parity (paridade da rede, em português) estimase que o fotovoltaico será uma escolha competitiva para os consumidores finais que comparam o custo de produção fotovoltaica com o custo da eletricidade convencional. Primeiramente, a paridade da rede é alcançada em Itália para o setor comercial, em 2013. Posteriormente, esta chega atingir alguns consumidores em França e Espanha, em 2014, será difundido por 2016/2017 e completa em 2019. Entre 2014 e 2020 mais de 129 milhões de casas podem alcançar a paridade da rede em 5 países diferentes [1]. As políticas para implementação do autoconsumo têm vindo a ser promovidas na Europa, como noutros continentes. Todavia, estas políticas podem ser diferentes conforme o país em questão. Os sistemas de apoio direto baseiam-se na redução de despesas de capital no início do projeto, como é o caso de subsídios e redução de impostos, ou na compra direta de eletricidade, como as tarifas feed-in (FiT), as tarifas feed-in-premium (FiP) e os certificados verdes (CV). Alguns países já reajustaram os seus regimes, implementando novos modelos, como o net-metering, net-billing e o autoconsumo, demonstrando que, para utilizadores com sistemas fotovoltaicos de menores dimensão, tornou-se numa mais-valia. Na Alemanha, o incentivo ao autoconsumo teve início em 2011 com as tarifas FiP para a energia autoconsumida. A remuneração era maior se a taxa de autoconsumo fosse superior a 30 %, incentivando os consumidores/produtores a aumentar essa mesma taxa. Contudo, devido Figura 2.13 - Paridade da rede a nível europeu [1].
Conclusões 17 ao preço de retalho da eletricidade ser superior ao custo de geração de um sistema fotovoltaico, o autoconsumo tornou-se mais aliciante do que o sistema de tarifas FiT. Além disso, em 2012, foi formalizada a revisão da lei de Energia Renovável da Alemanha (EEG) que introduziu um fator restritivo relativo à injeção na RESP, favorecendo, desta forma, o consumo instantâneo [13, 14]. Na Itália foi introduzido em agosto de 2012, através do V Conto Energia, um esquema de autoconsumo premium bastante semelhante ao concebido na Alemanha em 2011. O esquema Scambio Sul, que é uma alternativa ao V Conto Energia, consiste em remunerar monetariamente a quantidade de energia injetada na rede e a autoconsumida. Esta tentativa consiste em favorecer o autoconsumo instantâneo com uma mistura de esquemas de netmetering (especialmente para custos de rede) e de autoconsumo (para custos de eletricidade) [13, 14]. Na Espanha, o autoconsumo foi regulado em 2011 através do Real Decreto 1699/2011. Este decreto é aplicável a consumidores que tenham uma potência contratada inferior a 100 kW e que utilizem uma tecnologia de produção de eletricidade baseada em energias renováveis. A produção excedente pode ser injetada na RESP, mas não é remunerada. Este excedente é descontado à energia consumida líquida quando o consumo é superior à autoprodução [13, 14]. A tabela 2.4 apresenta os vários esquemas regulados em alguns países europeus. Tabela 2.4 - Resumo das medidas de apoio para aplicações fotovoltaicas em alguns países europeus [15]. Países FiT FiP CV IF Net-Metering Net-Billing Autoconsumo Alemanha X X X X Bélgica X X X X Bulgária X França X Itália X X Holanda X X Portugal X X X Espanha X Reino Unido X X X X 2.8 - Conclusões O autoconsumo consiste na produção de energia elétrica para consumo próprio normalmente a partir de um sistema fotovoltaico. Existem vários tipos de sistemas de autoconsumo, tais como: sistemas de autoconsumo isolados, sistemas de autoconsumo ligados à RESP, sistemas net-metering e sistemas net-billing. O modelo de autoconsumo proporciona vários benefícios significativos. A eficiência energética é um deles, visto que uma consciencialização dos consumos de energia por parte dos consumidores leva a uma racionalização do seu uso. Além disso, este modelo contribui para a redução de perdas na rede e para a redução dos custos de operação. Existem, contudo, algumas barreiras ao autoconsumo, nomeadamente a falta de conhecimento dos consumidores sobre as suas vantagens. A dificuldade dos países em lidarem
18 Autoconsumo com algumas barreiras legais e/ou económicas também pode contribuir para a não adesão ao modelo de autoconsumo.
Capítulo 3 Legislação Nacional O Decreto-Lei n.º 153/2014, de 20 de outubro, determina o regime jurídico para a produção de eletricidade destinada ao autoconsumo na instalação de utilização, com ou sem ligação à RESP, denominadas por “Unidades de Produção para Autoconsumo” (UPAC). Estas podem ser baseadas em tecnologias de produção renováveis ou não renováveis. O referido Decreto-Lei também determina o regime jurídico para a produção de eletricidade por intermédio de “Unidades de Pequena Produção” (UPP), recorrendo a recursos renováveis, e que consiste em vender, na sua totalidade, a eletricidade produzida. No entanto, tendo em consideração o tema da dissertação, as UPP não serão alvo de uma abordagem mais detalhada. Denomina-se por “Unidade de Produção” (UP) quando a UPAC e a UPP são referidas em conjunto. 3.1 - Entidades Instaladoras da UP O processo de instalação da UP é obrigatoriamente executada por entidade instaladora de instalações elétricas de serviço particular ou técnicos responsáveis pela execução de instalações elétricas. A entidade reguladora deve assegurar que os equipamentos estão certificados e que a UP se encontra devidamente registada nos termos do referido diploma [16]. 3.2 - Direção-Geral de Energia e Geologia A Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) é a entidade da Administração Pública Portuguesa responsável pela avaliação, coordenação e acompanhamento das políticas de cariz energético, nomeadamente a atividade de produção de eletricidade [16].
26 Legislação Nacional Tabela 3.3 - Análise sumária dos principais requisitos exigidos às UPAC conforme a dimensão das mesmas [17]. Com ligação à RESP Sem ligação à RESP ≤ 200 W 200 a 1500 W 1,5 kW a 1 MW > 1 MW Isolado Comunicação prévia - - - - Sim Registo prévio - Sim Sim - - Certificado de exploração - Sim Sim - - Licença de produção - - - Sim - Licença de exploração - - - Sim - Taxas - Isento Sim Sim Isento Contagem - - Telecontagem Telecontagem - Remuneração - Sim Sim Sim Compensação Isento Isento Sim Sim - Seguro - - Sim Sim - 3.17 - Conclusões Com o atual Decreto-Lei n.º 153/2014, os edifícios comerciais e industriais são os que mais beneficiarão desta regulamentação por apresentarem consumos nas horas de produção de energia fotovoltaica (diurnos), ao longo do ano. Por outro lado, o setor residencial terá um potencial reduzido, visto que os picos de consumo elétrico das famílias são de manha e à noite, enquanto a produção de energia solar se faz durante o dia. De salientar alguns pontos negativos presentes no atual Decreto-Lei, tais como os valores pagos pela energia exportada para a rede elétrica acrescidos de uma penalização de 10 %, em virtude dos custos com a injeção na rede e, para as UPAC com potência superior a 1,5 kW ligadas à rede, o pagamento de uma compensação, de forma a recuperar parte dos CIEG na tarifa de uso global do sistema, caso as UPAC excedam 1 % do total da potência instalada no SEN (190 MW, tendo em conta a potência total instalada em 2011). Contudo, há que referir alguns pontos positivos como a inexistência de um limite na potência instalada das UPAC e a facilidade do processo de atribuição e registo. A legislação poderá ter fortes impactos na dinamização do setor fotovoltaico, uma vez que o autoconsumo não estará dependente de tarifas reguladas, contribuindo para uma maior estabilidade no setor. Além disso, este setor poderá passar a ser visto como uma solução economicamente viável e como uma ferramenta de eficiência energética.
Capítulo 4 Características do Consumidor e Metodologia Neste capítulo foi apresentado as características do consumidor, nomeadamente o seu consumo elétrico no decorrer de 2014, e o processo de filtragem inicializado por forma a colmatar os erros de leitura de consumo que foram cometidos. Posteriormente, foi abordado o software PVGIS que possibilita a obtenção de valores de radiância solar diários típicos para cada mês e, por conseguinte, permite o cálculo das grandezas de energia consideradas. Por último, apresentou-se os diferentes tipos de custos estabelecidos bem como o valor do OMIE (imprescindível na remuneração a ser paga pela comercializadora) estipulado para o período de vida do projeto e a metodologia considerada para o estudo económico efetuado no capítulo 5. 4.1 - Dados de Consumo Os dados de consumo elétrico utilizados foram disponibilizados pelas empresas PH Energia e ISA, e resultam de uma campanha de medição de consumos elétricos domésticos iniciada em 2012 e terminou em 2014. Estes dados correspondem a 65 consumidores e a informação disponível relativa a cada um deles é a seguinte: Potência contratada; Leituras da energia consumida a cada 15 minutos; Data em que as leituras foram registadas. Todos os consumidores estão incluídos na categoria de Baixa Tensão Normal (BTN) e possuem diferentes potências contratadas. Dos 65 consumidores foi considerado apenas um consumidor com uma potência contratada de 3,45 kVA, de modo a verificar se é ou não viável a instalação de uma UPAC. No entanto, o conjunto de dados utilizado contém erros de leitura. Assim, torna-se necessário que se proceda ao tratamento de toda esta informação, de maneira a obter um conjunto de dados fiável.
28 Características do Consumidor e Metodologia 4.1.1 - Filtragem de Dados Por vezes os dados reais obtidos e armazenados automaticamente são afetados pela ocorrência de falhas. A filtragem de dados torna-se, assim, imprescindível para evitar que as fases posteriores do processo de caracterização de diagramas de cargas sejam afetadas. Este procedimento foi implementado nas folhas de cálculo do Microsoft Excel e baseou-se em detetar os valores anómalos existentes nas leituras efetuadas. Este processo consiste na procura de vários valores de consumo incompatíveis com a respetiva potência contratada (existência de consumos superiores ao que seria possível) e de valores de consumo iguais a zero. A figura 4.1 apresenta os consumos ao longo de 2014 do consumidor em estudo sem o processo de filtragem. Figura 4.1 - Leituras dos consumos efetuadas ao longo de 2014. Como se observa, existem, pelo menos, sete picos que não correspondem à realidade. Após a deteção de tais valores, estes são substituídos por outros que são obtidos através da média aritmética entre os consumos que antecedem e procedem os valores anómalos. Deste modo obtém-se um consumo anual elétrico sem qualquer tipo de anomalia e que se encontra representado na figura 4.2. Figura 4.2 - Consumos após a substituição dos valores anómalos. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 0730 1460 2190 2920 3650 4380 5110 5840 6570 7300 8030 8760 Consumo elétrico (kWh) Horas (h) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 0730 1460 2190 2920 3650 4380 5110 5840 6570 7300 8030 8760 Consumo elétrico (kWh) Horas (h)
Dados de Radiância Solar Diária 29 4.2 - Dados de Radiância Solar Diária Os dados de radiância solar diária foram obtidos pelo software PVGIS. Conforme a inclinação e a orientação do painel fotovoltaico, o PVGIS indica os valores de radiância médios, com uma cadência de 15 minutos, para um dia típico do mês selecionado. De referir que apenas foi considerada a empresa FF Solar como entidade fornecedora de equipamentos de autoconsumo para Portugal. Segundo as instruções dadas pela própria empresa, a inclinação será de 30º, e a orientação será para sul, o que corresponde a colocar 0º no espaço indicado do PVGIS. Figura 4.3 – Obtenção do valor médio da radiância solar diária para cada mês [22]. Posteriormente localizou-se a habitação em causa no mapa, obtendo-se as seguintes curvas de radiância solar diária típicas para cada mês. Estas estão representadas na figura 4.4. Os meses de dezembro, janeiro e novembro apresentam valores de radiância solar mais baixos. Estes valores são atingidos mais tarde (a partir das 7h45min) e deixam de existir mais cedo (a partir das 16h30min) comparativamente com os outros meses. Os meses junho, julho e agosto apresentam valores de radiância solar mais elevados. Estes valores são atingidos mais cedo (a partir das 5h00min) e deixam de existir mais tarde (a partir das 19h30min). Os valores máximos de radiância solar verificam-se entre as 11h45min e as 12h30min em qualquer mês.
30 Características do Consumidor e Metodologia Figura 4.4 - Valores médios da radiância solar diária para cada mês. Para efeitos de cálculo considerou-se que os valores de radiância solar médios obtidos para cada mês serão os respetivos valores para cada dia desse mês. 4.3 - Grandezas de Energia No capítulo 4 pretende-se, também, analisar cinco grandezas de energia: a energia de consumo, de autoprodução, de autoconsumo, de consumo líquido e a de injetada líquida. A energia de consumo corresponde ao consumo total anual que o consumidor necessita para cobrir as suas necessidades elétricas. A energia de autoprodução é o valor que uma UPAC produz durante um ano. Quanto maior for a potência da UPAC, maior será a sua produção anual. O valor da energia autoproduzida é igual à soma da energia injetada líquida com a da autoconsumida. A energia de autoprodução foi calculada a partir da seguinte expressão: 𝐴𝑃 (𝑘𝑊ℎ)=∑𝑅𝑎𝑑 ×𝐴×0,25 1000 ×𝐸𝑓 8760 𝑖=0 , (4.1) onde AP é a energia de autoprodução, em kWh, a uma cadência de 15 minutos (ou seja, 0,25 horas como apresentado na equação), i corresponde ao instante de tempo, em horas, Rad representa a radiância solar naquele instante, em W/m2, A é a área do módulo que é obtida tendo em conta o número de células e a dimensão das mesmas, em m2, Ef representa a eficiência do painel fotovoltaico (assumiu-se o valor de 14,91 % conforme as fichas técnicas dos painéis fotovoltaicos disponíveis nos Anexos G e H). A energia de autoconsumo é a energia consumida localmente proveniente da UPAC e representa a fração de energia que deixa de ser fornecida pela RESP. Matematicamente esta energia foi determinada segundo as seguintes condições: { 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 >𝐴𝑢𝑡𝑜𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜,𝑒𝑛𝑡ã𝑜 𝐴𝑢𝑡𝑜𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 =𝐴𝑢𝑡𝑜𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 ≤ 𝐴𝑢𝑡𝑜𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜,𝑒𝑛𝑡ã𝑜 𝐴𝑢𝑡𝑜𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 =𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Radiância solar diária (W/m2) Horas (h) Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.
Custos 31 A energia de consumo líquido corresponde à energia que o consumidor precisa de retirar da RESP quando a produção da UPAC é insuficiente para cobrir o consumo. O somatório desta energia com a da autoconsumida equivale à energia de consumo. Assim, esta energia foi determinada conforme as seguintes condições: { 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 > 𝐴𝑢𝑡𝑜𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜,𝑒𝑛𝑡ã𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 =𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜−𝐴𝑢𝑡𝑜𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 ≤𝐴𝑢𝑡𝑜𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜,𝑒𝑛𝑡ã𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 =0 A energia injetada líquida representa a energia que o consumidor liberta para a RESP quando há excesso de produção e não existe forma de armazena-la. Esta energia foi obtida de acordo com as seguintes condições: { 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 <𝐴𝑢𝑡𝑜𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜,𝑒𝑛𝑡ã𝑜 𝐼𝑛𝑗𝑒𝑡𝑎𝑑𝑎 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 =𝐴𝑢𝑡𝑜𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜−𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 ≥ 𝐴𝑢𝑡𝑜𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜,𝑒𝑛𝑡ã𝑜 𝐼𝑛𝑗𝑒𝑡𝑎𝑑𝑎 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 =0 4.4 - Custos Os custos podem ser divididos em quatro categorias: faturação, investimento, instalação e LCOE. Na faturação tem-se a fatura sem e com UPAC. A fatura sem UPAC representa o custo, com IVA, do consumo real anual sem o sistema fotovoltaico. Por outro lado, a fatura com UPAC corresponde ao custo, com IVA, do consumo líquido anual com o sistema fotovoltaico. Por se tratar de um consumidor com uma potência contratada de 3,45 kVA, estes custos são determinados tendo em conta o preço a pagar pela tarifa simples inferior ou igual a 6,9 kVA, em 2014, o que equivale a 0,1528 €/kWh [23]. Ao valor indicado acresce o valor do IVA à taxa legal em vigor. Estes custos recaem apenas sobre os consumos verificados. Não englobam, portanto, a taxa de exploração DGEG, o imposto especial de consumo de eletricidade e a contribuição audiovisual. No investimento considerou-se os preços aplicados nos equipamentos de autoconsumo pela empresa FF Solar. A estes valores acresce o valor do IVA atualmente praticado. O material constituinte de cada um encontra-se no Anexo A. Tabela 4.1 - Preços praticados pela empresa FF Solar [24]. Capacidade do Equipamento Preço [€] 200 W 650 250 W 662 500 W 1115 750 W 1567,8 1500 W 2274 Na instalação estipulou-se que o valor a pagar equivale a 20 % do preço do equipamento escolhido. O LCOE, ou custo nivelado de energia elétrica, é um conceito de custo a longo prazo responsável por todos os recursos e bens físicos necessários para produzir eletricidade. É como se o consumidor decidisse comprar toda a energia dos próximos 25 anos sob a forma de investimento inicial. O LCOE depende da relação entre o custo total do projeto e da energia
32 Características do Consumidor e Metodologia produzida ao longo do tempo de vida do projeto. Assumiu-se que o projeto terá um tempo de vida útil de 25 anos. 𝐿𝐶𝑂𝐸 (€/𝑘𝑊ℎ)=𝐼𝑛𝑣 + 𝐼𝑛𝑠𝑡 − 𝑅𝑒𝑠 𝐸𝑛𝑒𝑟 , (4.2) onde Inv representa o investimento no equipamento, Inst é a instalação do equipamento, Res corresponde ao valor residual no final do tempo de vida do projeto (assumiu-se 5 % do investimento) e o Ener é a energia produzida ao longo do tempo de vida do projeto. Não se considerou os custos de manutenção, uma vez que este tipo de sistemas apenas necessita de uma simples limpeza com água para retirar os excessos de sujidade [25]. 4.5 - Remunerações Como foi referido na Secção 3.10, há uma variação nos preços de fecho do OMIE, não havendo uma base que nos ajude a definir os preços médios aritméticos para os próximos meses. Devido a essa dificuldade considerou-se que o valor do OMIE para cada mês corresponde ao valor médio do OMIE dos últimos cinco anos e meio. Desta forma, sempre que haja energia injetada líquida num determinado mês, o consumidor, nesse mês, será ressarcido em 90 % 4 do valor assumido na tabela 4.2. Tabela 4.2 - Valor médio do OMIE relativamente aos últimos cinco anos e meio. Mês OMIE Médio [€/MWh] Janeiro 42,12 Fevereiro 38,78 Março 34,80 Abril 34,15 Maio 43,60 Junho 47,57 Julho 49,03 Agosto 49,08 Setembro 53,01 Outubro 51,30 Novembro 44,41 Dezembro 49,70 4 De acordo com a equação (3.1), ao valor do OMIE assumido é-lhe retirado 10%.
Métodos para Avaliação Económica 33 4.6 - Métodos para Avaliação Económica Geralmente os estudos económicos de racionalização energética podem simplificar-se conceptualmente num modelo onde se investe e se obtém ganhos na forma de poupanças distribuídas ao longo do tempo. Os fatores principais a ter em consideração são: Os investimentos a realizar; As poupanças geradas; O valor residual dos equipamentos; Os custos de manutenção; O custo de oportunidade [26]. O custo de oportunidade surge quando o caso em análise não fixa uma taxa de juro a incluir nos cálculos posteriores. Suponha-se que um consumidor pretende investir 1000 € num equipamento que lhe permite uma poupança energética de 500 € durante 10 anos. Qual a taxa de juro que se deve considerar de maneira a verificar a viabilidade do projeto? A resposta passa pela utilização de uma taxa correspondente à segunda alternativa mais interessante disponível para a remuneração do capital. Esse juro alternativo é chamado “custo de oportunidade”. Na falta de uma indicação assumiu-se um custo de oportunidade de 5 %. Com estes dados, é possível aplicar alguns métodos para avaliação económica da viabilidade dos investimentos em racionalização energética. Esses métodos serão descritos nas secções seguintes. 4.6.1 - Valor Atual Líquido (VAL) Neste método entram todos os investimentos, todas as rendas componentes de exploração pagas ou recebidas e ainda a componente de desinvestimento (valor residual). A expressão será: 𝑉𝐴𝐿 (€)=∑−𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑘 (1+𝑖)𝑘 𝑛 𝑘=0 +∑𝐹𝐶𝑘 (1+𝑖)𝑘 𝑛 𝑘=1 +𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑢𝑎𝑙 (1+𝑖)𝑛 , (4.3) em que n é o tempo de vida útil do projeto, k representa o ano em causa, i corresponde à taxa do custo de oportunidade e FCk é o fluxo de caixa no ano k [26]. Tendo em conta que todos os fluxos são considerados, o VAL pode assumir valores positivos, negativos ou nulos. Se o valor for positivo, o projeto é economicamente viável, porque permite cobrir o investimento, gerar a remuneração exigida pelo investidor (custo de oportunidade) e, ainda, gerar excedentes financeiros. Se o valor for negativo, o projeto é economicamente inviável. Se o valor for nulo, o projeto ainda é economicamente viável, mas não gera os excedentes financeiros [26]. 4.6.2 - Taxa Interna de Rendibilidade (TIR) Este método calcula uma taxa de juro à remuneração do capital obtido. Para se determinar a TIR, é necessário resolver a equação seguinte em ordem a i [26]: 0=∑−𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑘 (1+𝑖)𝑘 𝑛 𝑘=0 +∑𝐹𝐶𝑘 (1+𝑖)𝑘 𝑛 𝑘=1 +𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑑𝑢𝑎𝑙 (1+𝑖)𝑛 (4.4)
34 Características do Consumidor e Metodologia Para se resolver esta equação pode-se aplicar um algoritmo iterativo que permite experimentar diferentes valores de i e ajustar esses valores para que o resultado final seja 0. Neste trabalho a resolução desta equação consistiu na utilização da função TIR disponível no Microsoft Excel. A distância entre a TIR e o custo de oportunidade é um indicador de segurança face ao risco associado. 4.6.3 - Período de Recuperação do Investimento (PRI) Neste método o que se procura saber é: a partir de que ano o projeto começa a dar lucro para além da remuneração do custo de oportunidade. Uma forma de calcular o PRI passa por reduzir os fluxos de caixa a uma renda equivalente e, posteriormente, verificar qual o n que conduz a que a renda equilibre o investimento. Ou seja, torna-se necessário determinar: 𝑉𝐶𝑃 (€)=𝑃𝐴×(1+𝑖)𝑛−1 𝑖×(1+𝑖)𝑛 , (4.5) 𝑉𝑅𝐴 (€)=𝑉𝑅 (1+𝑖)𝑛 , (4.6) onde VCP é o valor capitalizado da poupança, PA corresponde à poupança anual, i representa a taxa do custo de oportunidade, n é a duração dos painéis fotovoltaicos, VRA representa o valor residual atualizado e VR corresponde ao valor residual definido [26]. Assim sendo é possível calcular a renda, R, de acordo com a seguinte expressão [26]: 𝑅 (€)=(𝑉𝐶𝑃+𝑉𝑅𝐴)×𝑖×(1+𝑖)𝑛 (1+𝑖)𝑛−1 (4.7) E, depois, o número de anos, n, para a recuperação do capital será calculado partindo da equação: 𝐶 (€)=𝑅×(1+𝑖)𝑛−1 𝑖×(1+𝑖)𝑛 , (4.8) em que C é o capital inicial [26]. Formulando a equação anterior em ordem de n, tem-se [26]: 𝑃𝑅𝐼=𝑛 (𝑎𝑛𝑜𝑠)=𝑙𝑜𝑔( −𝑅 𝐶×𝑖−𝑅) 𝑙𝑜𝑔(1+𝑖) (4.9) Como critério de risco, os projetos que recuperam o capital mais rapidamente são em princípio os mais aliciantes.
Conclusões 35 4.7 - Conclusões Ao longo deste capítulo assumiram-se várias hipóteses que foram tidas em conta na análise económica desenvolvida no capítulo 5. Considerou-se um período de 25 anos, iniciado em 2014. Admitiu-se que os dados de consumo de 2014 serão iguais para os próximos 25 anos. Os custos apresentados recaem apenas sobre os consumos obtidos, excluindo, assim, a taxa de exploração DGEG, o imposto especial de consumo de eletricidade e a contribuição audiovisual. Os dados de radiância solar típicos de cada mês serão os considerados para cada dia desse mês. Em relação aos preços dos equipamentos de autoconsumo utilizaram-se os praticados pela empresa FF Solar, e assumiu-se que os painéis fotovoltaicos têm uma eficiência de 14,91 %. A instalação do equipamento e o seu valor residual corresponde a 20 % e 5 % do valor investido, respetivamente. A remuneração paga por parte do comercializador ao consumidor terá como base o OMIE médio calculado a partir dos valores de OMIE dos últimos 5,5 anos.
42 Análise Económica – Casos de Estudo Figura 5.8 - Grandezas de energia no dia 6 de janeiro de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 250 W. Na figura 5.10 verifica-se um aumento de energia de autoprodução na ordem dos 121,28 %, o que contribui para uma maior diferença entre a energia de consumo e a de consumo líquido ilustrada na figura 5.9, passando para 1,4307 kWh, e uma maior injeção de energia na rede equivalente a 0,0979 kWh. Ao comparar com o equipamento de autoconsumo de 200 W, conclui-se que a energia de consumo líquido diminuiu 9,09 %, enquanto que a energia de autoconsumo e a injetada líquida aumentaram 21,06 % e 137,62 %, respetivamente. Figura 5.9 - Grandezas de energia no dia 7 de julho de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 250 W. 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 00:00 01:15 02:30 03:45 05:00 06:15 07:30 08:45 10:00 11:15 12:30 13:45 15:00 16:15 17:30 18:45 20:00 21:15 22:30 23:45 Energia elétrica (kWh) Horas (h) Consumo Autoprodução Autoconsumo Consumo Líquido Injetada Líquida 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 00:00 01:15 02:30 03:45 05:00 06:15 07:30 08:45 10:00 11:15 12:30 13:45 15:00 16:15 17:30 18:45 20:00 21:15 22:30 23:45 Energia elétrica (kWh) Horas (h) Consumo Autoprodução Autoconsumo Consumo Líquido Injetada Líquida
Equipamento de Autoconsumo de 250 W 43 Figura 5.10 - Grandezas de energia diárias para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 250 W. O preço do equipamento de autoconsumo em causa rondará os 814,26 €, com IVA incluído, ao passo que o custo da sua instalação será de 162,85 €. Trata-se de um aumento de 1,85 % relativamente ao equipamento de 200 W. Por conseguinte, o valor residual, sem custo de oportunidade, será de 40,71 €. Neste caso, obteve-se um LCOE de 0,0869 €/kWh, o que reflete uma redução de 22,78 % face ao LCOE anterior. O fluxo de caixa aumentou 19,53 %, 15,71 % e 12,99 % comparativamente com os cenários anteriormente traçados, respetivamente. Tabela 5.3 - Principais dados para o equipamento de autoconsumo de 250 W. Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Custo de Oportunidade 5,0 % 5,0 % 5,0 % Investimento -977,11 € -977,11 € -977,11 € Fluxo de Caixa 989,65 € 1190,80 € 1406,23 € Valor Residual 12,02 € 12,02 € 12,02 € O projeto é economicamente viável para qualquer cenário escolhido, uma vez que se obtiveram VAL positivos. Neste caso, e em todos os cenários considerados, obtiveram-se VAL mais elevados ao invés do caso anterior. Deste modo, pode-se afirmar que, tendo em conta os consumos do consumidor em causa, será mais vantajosa a instalação deste equipamento em detrimento do anterior. Tabela 5.4 - Resultados obtidos para os métodos de avaliação económica. Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 VAL 24,56 € 225,71 € 441,14 € TIR 5,245 % 6,993 % 8,501 % PRI (anos) 23,835 17,416 13,621 5,0853 0,6908 0,6799 4,4053 0,0108 4,1685 1,5286 1,4306 2,7378 0,0979 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 5,5 Consumo Autoprodução Autoconsumo Consumo Líquido Injetada Líquida Energia elétrica (kWh) 6 de janeiro de 2014 7 de julho de 2014
44 Análise Económica – Casos de Estudo 5.3 - Equipamento de Autoconsumo de 500 W Neste caso a energia de autoprodução anual corresponde a 861,73 kWh, aumentando 100 % relativamente à situação anterior. Desta energia, cerca de 59,89 % é energia de autoconsumo, sendo 40,11 % injetada na rede. Em relação ao equipamento anterior, a energia de autoconsumo e a de injetada líquida tiveram um aumento anual na ordem dos 44,33 % e 371,68 %, respetivamente. Por outro lado, a energia de consumo líquido sofreu uma diminuição na ordem dos 15,47 %. Na figura 5.11 verifica-se que, com este tipo de equipamento, a curva de energia de autoprodução já ultrapassa, nos meses onde a radiância solar é mais intensa (desde abril até setembro), a curva de energia de consumo líquido. Também se observa que a curva de energia de autoprodução apresenta uma diferença bem notória relativamente à curva de energia de autoconsumo. De salientar que, pela primeira vez, nos meses de agosto e de setembro, a energia injetada líquida é superior à energia de autoconsumo. Deste modo pode-se considerar que, com um equipamento desta gama, ou superior, instalado na habitação deste consumidor, está-se perante um caso de sobredimensionamento. Figura 5.11Grandezas de energia anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 500 W. Em relação às grandezas de custo associadas a este tipo de equipamento estão representadas na figura 5.12. Na presença de uma UPAC, o custo de consumo total anual é de 192,61 €, correspondendo a uma redução 15,47 % face ao caso anterior. O consumidor terá de receber cerca de 14,12 €, por ano, da comercializadora, devido à injeção de energia na rede pública. Assim, a poupança anual corresponde a 111,12 € ao invés dos 70,22 € obtidos com o equipamento de 250 W. 0 20 40 60 80 100 120 140 160 12345678910 11 12 Energia elétrica (kWh) Meses Consumo Autoprodução Consumo Líquido Injetada Líquida Autoconsumo
Equipamento de Autoconsumo de 500 W 45 Figura 5.12 - Grandezas de custo anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 500 W. Para o dia 6 de janeiro de 2014 o desfasamento entre a curva de energia de consumo e a de consumo líquido é mais evidente. Do mesmo modo, também se verifica uma diferença notória entre a curva de energia de autoprodução e a de autoconsumo, devido a um maior número de períodos de tempo (17 em detrimento dos 3 da situação anterior) em que há energia injetada líquida. Devido ao aumento da energia de autoprodução em 100 %, a energia injetada líquida sofreu um aumento de 2061,11 %. Este resultado reforça a tal ideia do sobredimensionamento. Figura 5.13 - Grandezas de energia no dia 6 de janeiro de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 500 W. Na figura 5.14 observa-se que, durante grande parte do intervalo de tempo em que há radiância solar, a energia de autoprodução é superior à energia de consumo, contribuindo significativamente para oscilação da curva de energia injetada líquida. 0 € 2 € 4 € 6 € 8 € 10 € 12 € 14 € 16 € 18 € 20 € 22 € 24 € 26 € 28 € 30 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses Fatura sem UPAC Fatura com UPAC Fatura da injetada líquida Poupança 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 00:00 01:15 02:30 03:45 05:00 06:15 07:30 08:45 10:00 11:15 12:30 13:45 15:00 16:15 17:30 18:45 20:00 21:15 22:30 23:45 Energia elétrica (kWh) Horas (h) Consumo Autoprodução Autoconsumo Consumo Líquido Injetada Líquida
46 Análise Económica – Casos de Estudo Figura 5.14 - Grandezas de energia no dia 7 de julho de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 500 W. Na figura 5.15 verifica-se um aumento de energia de autoprodução equivalente a 121,28 % e uma maior injeção de energia na rede equivalente a 1,0759 kWh. Se se comparar este equipamento com o anterior, deduz-se que, no dia 7 de julho de 2014, a energia de consumo líquido diminui 25,17 %, ao passo que a energia de autoconsumo e a injetada líquida aumentaram 38,49 % e 998,98 %, respetivamente. Figura 5.15 - Grandezas de energia diárias para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 500 W. Para este equipamento o seu preço rondará os 1371,45 €, com IVA incluído, e o custo da sua instalação será 274,29 €. Trata-se de um aumento de 68,43 % pelo dobro da capacidade do painel. Por sua vez, o valor residual, sem custo de oportunidade, será de 68,57 €. Neste caso, obteve-se um LCOE de 0,0732 €/kWh, o que traduz numa redução de 18,72 % face ao LCOE anteriormente calculado. Para este equipamento verificou-se que o fluxo de caixa aumentou respetivamente 58,25 %, 48,41 % e 40,99 % em relação aos cenários anteriores. 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 00:00 01:15 02:30 03:45 05:00 06:15 07:30 08:45 10:00 11:15 12:30 13:45 15:00 16:15 17:30 18:45 20:00 21:15 22:30 23:45 Energia elétrica (kWh) Horas (h) Consumo Autoprodução Autoconsumo Consumo Líquido Injetada Líquida 5,0853 1,3816 1,1482 3,9371 0,2334 4,1685 3,0572 1,9813 2,1872 1,0759 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 5,5 Consumo Autoprodução Autoconsumo Consumo Líquido Injetada Líquida Energia elétrica (kWh) 6 de janeiro de 2014 7 de julho de 2014
Equipamento de Autoconsumo de 750 W 47 Tabela 5.5 - Principais dados para o equipamento de autoconsumo de 500 W. Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Custo de Oportunidade 5,0 % 5,0 % 5,0 % Investimento -1 645,74 € -1 645,74 € -1 645,74 € Fluxo de Caixa 1 566,08 € 1 767,24 € 1 982,67 € Valor Residual 20,25 € 20,25 € 20,25 € O projeto será economicamente viável para os cenários 2 e 3. Neste caso, e em todos os cenários considerados, obtiveram-se valores de VAL inferiores aos obtidos no caso anterior. Assim sendo, a instalação deste equipamento não será a solução mais vantajosa. Contudo, trata-se da melhor alternativa, uma vez que o equipamento de autoconsumo de 200 W apresenta valores de VAL inferiores. Tabela 5.6 - Resultados obtidos para os métodos de avaliação económica. Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 VAL -59,41 € 141,75 € 357,18 € TIR 4,643 % 5,786 % 6,838 % PRI (anos) 26,919 21,448 17,733 5.4 - Equipamento de Autoconsumo de 750 W Neste caso a energia de autoprodução anual corresponde a 1292,59 kWh. Desta energia, cerca de 45,51 % é para a energia de autoconsumo, sendo 54,49 % injetada na rede. Em relação ao caso anterior, a energia de autoconsumo e a injetada líquida tiveram um aumento anual na ordem dos 13,97 % e 103,82 %, respetivamente. Em contrapartida, a energia de consumo líquido desceu 7,57 %. A figura 5.16 vem no seguimento do que foi referido para o equipamento de autoconsumo de 500 W. A curva de energia de autoprodução já ultrapassa, nos meses de fevereiro a outubro, a curva de energia de consumo líquido. Como foi dito anteriormente, trata-se, portanto, de outro caso de sobredimensionamento.
48 Análise Económica – Casos de Estudo Figura 5.16 - Grandezas de energia anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 750 W. Com a instalação da UPAC, o custo de consumo total anual é de 179,06 €, o que equivale a uma redução 7,57 % relativamente ao caso anterior. O consumidor terá de ser ressarcido em cerca de 28,66 €, por ano, por parte da comercializadora. Assim, a poupança anual passa para 139,21 € ao invés dos 111,12 € obtidos com o equipamento anterior. De referir que, nos meses de abril a agosto, a poupança mensal ultrapassa a fatura mensal com UPAC. Nestes meses o consumidor injetada mais energia na rede do que aquela que recebe da mesma. Figura 5.17 - Grandezas de custo anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 750 W. A figura 5.18 ilustra o sobredimensionamento que foi verificado para o equipamento de autoconsumo de 500 W e que será mais evidente à medida que se aumenta a capacidade de produção do equipamento. Comparativamente ao caso anterior houve um aumento da energia de autoprodução em 50 % e a energia injetada líquida aumentou cerca de 153,21 %. Este aumento não foi tão brusco ao verificado quando se considerou a instalação do equipamento de 500 W em detrimento do de 250 W onde se obteve 2061,11 %. 0 20 40 60 80 100 120 140 160 12345678910 11 12 Energia elétrica (kWh) Meses Consumo Autoprodução Consumo Líquido Injetada Líquida Autoconsumo 0 € 2 € 4 € 6 € 8 € 10 € 12 € 14 € 16 € 18 € 20 € 22 € 24 € 26 € 28 € 30 € 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses Fatura sem UPAC Fatura com UPAC Fatura da injetada líquida Poupança
Equipamento de Autoconsumo de 750 W 49 Figura 5.18 - Grandezas de energia no dia 6 de janeiro de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 750 W. Na figura 5.19 observa-se a tendência constatada para o equipamento de autoconsumo de 500 W. Figura 5.19 - Grandezas de energia no dia 7 de julho de 2014 para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 750 W. De acordo com a figura 5.20 conclui-se que houve um aumento de energia de autoprodução correspondente a 2,51 kWh e um aumento da energia injetada líquida na ordem dos 1,84 kWh. Comparando este equipamento com o anterior, conclui-se que a energia de consumo líquido diminui 8,14 %, ao passo que a energia de autoconsumo e a injetada líquida aumentaram 8,31 % e 126,77 %, respetivamente. 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 00:00 01:15 02:30 03:45 05:00 06:15 07:30 08:45 10:00 11:15 12:30 13:45 15:00 16:15 17:30 18:45 20:00 21:15 22:30 23:45 Energia elétrica (kWh) Horas (h) Consumo Autoprodução Autoconsumo Consumo Líquido Injetada Líquida 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 00:00 01:15 02:30 03:45 05:00 06:15 07:30 08:45 10:00 11:15 12:30 13:45 15:00 16:15 17:30 18:45 20:00 21:15 22:30 23:45 Energia elétrica (kWh) Horas (h) Consumo Autoprodução Autoconsumo Consumo Líquido Injetada Líquida
50 Análise Económica – Casos de Estudo Figura 5.20 - Grandezas de energia diárias para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 750 W. Este equipamento terá um preço a rondar os 1928,39 €, com IVA incluído, e o custo da sua instalação será 385,68 €. Trata-se de um aumento de 40,61 % comparativamente ao equipamento de 500 W. O seu valor residual será de 96,42 €, sem considerar o custo de oportunidade. O LCOE obtido ronda os 0,0686 €/kWh, o que significa uma diminuição de 6,71 % relativamente ao LCOE anterior. O fluxo de caixa aumentou 25,29 %, 22,41 % e 19,97 % em relação aos cenários anteriores, respetivamente. A partir destes valores não se perspetivam bons resultados, visto que o aumento no fluxo de caixa não contrabalança com o aumento significativo no investimento. Tabela 5.7 - Principais dados para o equipamento de autoconsumo de 750 W. Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 Custo de Oportunidade 5,0 % 5,0 % 5,0 % Investimento -2 314,07 € -2 314,07 € -2 314,07 € Fluxo de Caixa 1 962,08 € 2 163,23 € 2 378,66 € Valor Residual 28,47 € 28,47 € 28,47 € O projeto apenas é economicamente viável no cenário 3. No entanto, a instalação deste equipamento, tendo em conta o perfil do consumidor, não compensa. Estamos perante outro caso de sobredimensionamento da instalação. Com este tipo de instalação injeta-se na RESP grandes quantidades de energia injetada líquida que é paga pela comercializadora a um valor bem inferior ao preço da eletricidade adquirida. Deste modo, não interessa, de forma alguma, a injeção na rede pública. 5,0853 2,0724 1,4814 3,6039 0,5910 4,1685 4,5858 2,146 2,0225 2,4398 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 5,5 Consumo Autoprodução Autoconsumo Consumo Líquido Injetada Líquida Energia elétrica (kWh) 6 de janeiro de 2014 7 de julho de 2014
Equipamento de Autoconsumo de 1500 W 51 Tabela 5.8 - Resultados obtidos para os métodos de avaliação económica. Cenário 1 Cenário 2 Cenário 3 VAL -323,52 € -122,37 € 93,06 € TIR 3,582 % 4,497 % 5,360 % PRI (anos) 35,059 27,931 23,191 5.5 - Equipamento de Autoconsumo de 1500 W Neste caso a energia de autoprodução anual corresponde a 2585,18 kWh. Desta energia, cerca de 26,37 % é para a energia de autoconsumo, sendo a restante injetada na RESP. Comparando com o equipamento de 750 W, a energia de autoconsumo e a injetada líquida tiveram um aumento anual na ordem dos 15,90 % e 170,22 %, respetivamente, ao passo que a energia de consumo líquido sofreu uma diminuição de 10,89 %. Pela análise da figura 5.21 verifica-se que a energia de autoprodução assume valores superiores aos da energia de consumo, excetuando o mês de dezembro. Figura 5.21 - Grandezas de energia anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 1500 W. Na presença da UPAC, o custo de consumo total anual é de 161,48 €, o que equivale a uma redução 10,89 % comparativamente com o equipamento de 750 W. O consumidor terá de receber, aproximadamente, 77,22 €, por ano, da comercializadora. Deste modo, a poupança anual passa para 205,35 € em detrimento dos 139,21 € obtidos com o equipamento anterior. De salientar que, ao contrário do verificado para o equipamento de 750 W, a poupança mensal ultrapassa a fatura mensal sem UPAC no mês de agosto. Além disso, a poupança mensal assume valores mais elevados aos da fatura mensal com UPAC num maior número de meses que vai desde fevereiro a outubro. 0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Energia elétrica (kWh) Meses Consumo Autoprodução Consumo Líquido Injetada Líquida Autoconsumo
58 Referências http://ec.europa.eu/dgs/energy/newsletter/dg/2012/0322newsletter.html#ancre6. Acesso em: março de 2015. 11. Diretiva 2009/72/CE - Regras Comuns para o Mercado Interno da Electricidade e Revogação da Diretiva 2003/54/CE, P.E.e.d. Conselho, Editor. 2009. Disponível em: http://eurlex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2009:211:0055:0093:PT:PDF. Acesso em: março de 2015. 12. EPIA. Connecting the Sun - Solar Photovoltaics on the Road to Large-Scale Grid Integration. 2012. 13. Critical Kinetics. Autoconsumo no Mundo. Disponível em: http://criticalkinetics.pt/Autoconsumo/autoconsumo-no-mundo.html. Acesso em: março de 2015. 14. EPIA. Net-Metering and Self-Consumption Schemes in Europe. 2013. 15. EPIA. European PV Support Schemes Overview - Short Public Version. 2014. 16. Decreto-Lei n.º 153/2014 de 20 de outubro do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia. 2014. Disponível em: http://www.apisolar.pt/images/stories/Legislacao/Decreto-Lei_153-2014_20Out.pdf. Acesso em: março de 2015. 17. Enquadramento do novo regime de Produção Distribuída. 2014, Governo de Portugal. Disponível em: http://www.lusosol.com/pdf/EnquadProdDistri.pdf. Acesso em: março de 2015. 18. Decreto-Lei n.º 141/2010 de 31 de dezembro do Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento. 2010. Disponível em: http://www.lneg.pt/download/1218. Acesso em: março de 2015. 19. Decreto-Lei n.º 39/2013 de 18 de março do Ministério da Economia e Emprego. 2013. Disponível em: http://www.mercado.ren.pt/PT/Electr/ActServ/GarantiasOrigem/Documentacao/EE GODoc/DL_39_2013.pdf. Acesso em: março de 2015. 20. Eurostat. Mínimo, medio y máximo preço da cassação do mercado diário. 2010-2014. Disponível em: http://www.omie.es/reports/index.php?report_id=311&lang=pt#. Acesso em: março de 2015. 21. ERSE. Tarifas e preços para a energia elétrica e outros serviços em 2015 e parâmetros para o período de regulação 2015-2017. 2014. Disponível em: http://www.erse.pt/pt/electricidade/tarifaseprecos/2015/Documents/PaginaPrincip al/Diretiva%20ERSE%2015-2014%20(Tarifas%20e%20Pre%C3%A7os%20EE%202015).pdf. Acesso em: abril de 2015. 22. Huld, T. and E.D. Dunlop, Photovoltaic Geographical Information System - Interactive Maps. 2015. Disponível em: http://re.jrc.ec.europa.eu/pvgis/apps4/pvest.php. Acesso em: abril de 2015. 23. ERSE. Tarifas e Preços para a Energia Elétrica e Outros Serviços em 2014. 2013. Disponível em: http://www.erse.pt/pt/electricidade/tarifaseprecos/2014/Documents/Tarifas%20SE %202014.pdf. Acesso em: abril de 2015.
Referências 59 24. FF Solar. Kits de Autoconsumo de 200W até 1500W. 2015. Disponível em: http://www.ffsolar.com/index.php?lang=PT&page=produtos&content=model&field=1 &category=45&family=203. Acesso em: junho de 2015. 25. Kit Autoconsumo. Vantagens dos Kit Autoconsumo. Disponível em: http://kitautoconsumo.pt/kit-autoconsumo/. Acesso em: junho de 2015. 26. Miranda, V. Tópicos de Matemática Financeira - Para Aplicação em Gestão de Energia. FEUP, 2006.
Anexo A – Material Constituinte para Cada Equipamento de Autoconsumo Tabela A.1 - Material constituinte e o respetivo preço de cada equipamento de autoconsumo. Material 200 W 250 W 500 W 750 W 1500 W Painel Fotovoltaico SolarWorld 200 1 0 0 0 0 Painel Fotovoltaico SolarWorld 250 0 1 2 3 6 Inversor SMA SB 1.5 0 0 0 0 1 Micro-Inversor SMA SB 240 1 1 2 3 0 Interface SMA Multigate 1 1 1 1 0 Estrutura de suporte em alumínio 1 1 1 1 1 Interligação Painel – Micro-Inversor 1 1 2 3 0 Interligação entre Micro-Inversores 0 0 1 2 0 Preço (sem IVA) 650,00 € 662,00 € 1115,00 € 1567,80 € 2274,00 €
Anexo B – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 200 W Tabela B.1 - Grandezas de energia anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 200 W. Mês C [kWh] AP [kWh] AC [kWh] CL [kWh] IL [kWh] Janeiro 128,49 17,13 16,23 112,26 0,90 Fevereiro 116,72 21,94 19,88 96,84 2,06 Março 126,52 31,41 27,04 99,49 4,38 Abril 122,27 32,36 29,22 93,05 3,14 Maio 135,41 35,96 32,19 103,22 3,77 Junho 131,87 36,11 32,19 99,67 3,92 Julho 133,32 37,91 33,26 100,07 4,65 Agosto 96,45 37,61 29,17 67,28 8,44 Setembro 109,06 33,15 26,98 82,09 6,17 Outubro 143,94 26,38 24,50 119,44 1,88 Novembro 138,54 18,70 17,72 120,82 0,98 Dezembro 158,35 16,02 15,19 143,16 0,83 Anual 1540,95 344,69 303,56 1237,39 41,13 Tabela B.2 - Grandezas de custo anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 200 W. Mês Fat. s/ UPAC [€] Fat. c/ UPAC [€] Fat. IL [€] Poupança [€] Janeiro 24,15 21,10 0,03 3,08 Fevereiro 21,94 18,20 0,07 3,81 Março 23,78 18,70 0,14 5,22 Abril 22,98 17,49 0,10 5,59 Maio 25,45 19,40 0,15 6,20 Junho 24,78 18,73 0,17 6,22 Julho 25,06 18,81 0,21 6,46 Agosto 18,13 12,64 0,37 5,86 Setembro 20,50 15,43 0,29 5,36 Outubro 27,05 22,45 0,09 4,69 Novembro 26,04 22,71 0,04 3,37 Dezembro 29,76 26,91 0,04 2,89 Anual 289,61 232,56 1,69 58,74
62 Anexo B – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 200 W Tabela B.3 – Resultados obtidos para o cenário 1 com o equipamento de autoconsumo de 200 W durante o período de 25 anos. Ano Fat. s/ UPAC Fat. c/ UPAC Poupança G0 Valor Final 0 - - - - -959,40 € 1 289,61 € 232,56 € 58,74 € 55,95 € -903,45 € 2 289,61 € 232,56 € 58,74 € 53,28 € -850,17 € 3 289,61 € 232,56 € 58,74 € 50,75 € -799,43 € 4 289,61 € 232,56 € 58,74 € 48,33 € -751,10 € 5 289,61 € 232,56 € 58,74 € 46,03 € -705,07 € 6 289,61 € 232,56 € 58,74 € 43,84 € -661,23 € 7 289,61 € 232,56 € 58,74 € 41,75 € -619,48 € 8 289,61 € 232,56 € 58,74 € 39,76 € -579,72 € 9 289,61 € 232,56 € 58,74 € 37,87 € -541,86 € 10 289,61 € 232,56 € 58,74 € 36,06 € -505,79 € 11 289,61 € 232,56 € 58,74 € 34,35 € -471,45 € 12 289,61 € 232,56 € 58,74 € 32,71 € -438,74 € 13 289,61 € 232,56 € 58,74 € 31,15 € -407,58 € 14 289,61 € 232,56 € 58,74 € 29,67 € -377,91 € 15 289,61 € 232,56 € 58,74 € 28,26 € -349,66 € 16 289,61 € 232,56 € 58,74 € 26,91 € -322,74 € 17 289,61 € 232,56 € 58,74 € 25,63 € -297,11 € 18 289,61 € 232,56 € 58,74 € 24,41 € -272,70 € 19 289,61 € 232,56 € 58,74 € 23,25 € -249,46 € 20 289,61 € 232,56 € 58,74 € 22,14 € -227,32 € 21 289,61 € 232,56 € 58,74 € 21,09 € -206,23 € 22 289,61 € 232,56 € 58,74 € 20,08 € -186,15 € 23 289,61 € 232,56 € 58,74 € 19,13 € -167,02 € 24 289,61 € 232,56 € 58,74 € 18,21 € -148,81 € 25 289,61 € 232,56 € 58,74 € 17,35 € -119,66 € Total 7240,32 € 5814,00 € 1468,60 € 827,94 €
Anexo B – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 200 W 63 Tabela B.4 - Resultados obtidos para o cenário 2 com o equipamento de autoconsumo de 200 W durante o período de 25 anos. Ano Fat. s/UPAC Fat. c/ UPAC Poupança G0 Valor Final 0 - - - - -959,40 € 1 289,61 € 232,56 € 58,74 € 55,95 € -903,45 € 2 291,06 € 232,56 € 60,19 € 54,60 € -848,86 € 3 292,52 € 232,56 € 61,65 € 53,25 € -795,60 € 4 293,98 € 232,56 € 63,11 € 51,92 € -743,68 € 5 295,45 € 232,56 € 64,58 € 50,60 € -693,08 € 6 296,93 € 232,56 € 66,06 € 49,29 € -643,79 € 7 298,41 € 232,56 € 67,54 € 48,00 € -595,79 € 8 299,90 € 232,56 € 69,03 € 46,72 € -549,06 € 9 301,40 € 232,56 € 70,53 € 45,47 € -503,60 € 10 302,91 € 232,56 € 72,04 € 44,23 € -459,37 € 11 304,42 € 232,56 € 73,56 € 43,01 € -416,36 € 12 305,95 € 232,56 € 75,08 € 41,81 € -374,56 € 13 307,48 € 232,56 € 76,61 € 40,63 € -333,93 € 14 309,01 € 232,56 € 78,14 € 39,47 € -294,46 € 15 310,56 € 232,56 € 79,69 € 38,33 € -256,13 € 16 312,11 € 232,56 € 81,24 € 37,22 € -218,91 € 17 313,67 € 232,56 € 82,80 € 36,13 € -182,79 € 18 315,24 € 232,56 € 84,37 € 35,06 € -147,73 € 19 316,82 € 232,56 € 85,95 € 34,01 € -113,72 € 20 318,40 € 232,56 € 87,53 € 32,99 € -80,73 € 21 319,99 € 232,56 € 89,12 € 31,99 € -48,74 € 22 321,59 € 232,56 € 90,72 € 31,01 € -17,72 € 23 323,20 € 232,56 € 92,33 € 30,06 € 12,34 € 24 324,82 € 232,56 € 93,95 € 29,13 € 41,47 € 25 326,44 € 232,56 € 95,57 € 28,22 € 81,49 € Total 7 691,86 € 5 814,00 € 1 920,14 € 1 029,09 €
64 Anexo B – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 200 W Tabela B.5 - Resultados obtidos para o cenário 3 com o equipamento de autoconsumo de 200 W durante o período de 25 anos. Ano Fat. s/ UPAC Fat. c/ UPAC Poupança G0 Valor Final 0 - - - - -959,40 € 1 289,61 € 232,56 € 58,74 € 55,95 € -903,45 € 2 292,51 € 232,56 € 61,64 € 55,91 € -847,54 € 3 295,43 € 232,56 € 64,57 € 55,77 € -791,77 € 4 298,39 € 232,56 € 67,52 € 55,55 € -736,22 € 5 301,37 € 232,56 € 70,50 € 55,24 € -680,98 € 6 304,39 € 232,56 € 73,52 € 54,86 € -626,12 € 7 307,43 € 232,56 € 76,56 € 54,41 € -571,71 € 8 310,50 € 232,56 € 79,64 € 53,90 € -517,81 € 9 313,61 € 232,56 € 82,74 € 53,34 € -464,47 € 10 316,75 € 232,56 € 85,88 € 52,72 € -411,75 € 11 319,91 € 232,56 € 89,04 € 52,06 € -359,69 € 12 323,11 € 232,56 € 92,24 € 51,36 € -308,33 € 13 326,34 € 232,56 € 95,47 € 50,63 € -257,69 € 14 329,61 € 232,56 € 98,74 € 49,87 € -207,82 € 15 332,90 € 232,56 € 102,03 € 49,08 € -158,74 € 16 336,23 € 232,56 € 105,36 € 48,27 € -110,48 € 17 339,59 € 232,56 € 108,73 € 47,44 € -63,04 € 18 342,99 € 232,56 € 112,12 € 46,59 € -16,45 € 19 346,42 € 232,56 € 115,55 € 45,73 € 29,28 € 20 349,88 € 232,56 € 119,02 € 44,86 € 74,13 € 21 353,38 € 232,56 € 122,51 € 43,98 € 118,11 € 22 356,92 € 232,56 € 126,05 € 43,09 € 161,20 € 23 360,49 € 232,56 € 129,62 € 42,20 € 203,40 € 24 364,09 € 232,56 € 133,22 € 41,31 € 244,70 € 25 367,73 € 232,56 € 136,86 € 40,42 € 296,92 € Total 8 179,59 € 5 814,00 € 2 407,88 € 1 244,52 €
Anexo C – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 250 W Tabela C.1 - Grandezas de energia anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 250 W. C [kWh] AP [kWh] AC [kWh] CL [kWh] IL [kWh] Janeiro 128,49 21,41 19,33 109,16 2,08 Fevereiro 116,72 27,43 23,82 92,90 3,61 Março 126,52 39,27 31,53 94,99 7,73 Abril 122,27 40,45 34,95 87,33 5,50 Maio 135,41 44,95 38,08 97,32 6,86 Junho 131,87 45,14 37,99 93,87 7,15 Julho 133,32 47,39 38,97 94,36 8,42 Agosto 96,45 47,02 32,88 63,56 14,14 Setembro 109,06 41,44 30,90 78,17 10,54 Outubro 143,94 32,98 29,53 114,41 3,45 Novembro 138,54 23,37 21,41 117,13 1,96 Dezembro 158,35 20,03 18,21 140,14 1,82 Anual 1540,95 430,86 357,60 1183,35 73,27 Tabela C.2 - Grandezas de custo anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 250 W. Mês Fat. s/ UPA [€] Fat. c/ UPAC [€] Fat. IL [€] Poupança [€] Janeiro 24,15 20,52 0,08 3,71 Fevereiro 21,94 17,46 0,13 4,60 Março 23,78 17,85 0,24 6,17 Abril 22,98 16,41 0,17 6,74 Maio 25,45 18,29 0,27 7,43 Junho 24,78 17,64 0,31 7,45 Julho 25,06 17,73 0,37 7,70 Agosto 18,13 11,95 0,62 6,80 Setembro 20,50 14,69 0,50 6,31 Outubro 27,05 21,50 0,16 5,71 Novembro 26,04 22,01 0,08 4,10 Dezembro 29,76 26,34 0,08 3,50 Anual 289,61 222,40 3,01 70,22
66 Anexo C – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 250 W Tabela C.3 - Resultados obtidos para o cenário 1 com o equipamento de autoconsumo de 250 W durante o período de 25 anos. Ano Fat. s/ UPAC Fat. c/ UPAC Poupança G0 Valor Final 0 - - - - -977,11 € 1 289,61 € 222,40 € 70,22 € 66,87 € -910,24 € 2 289,61 € 222,40 € 70,22 € 63,69 € -846,55 € 3 289,61 € 222,40 € 70,22 € 60,66 € -785,89 € 4 289,61 € 222,40 € 70,22 € 57,77 € -728,12 € 5 289,61 € 222,40 € 70,22 € 55,02 € -673,11 € 6 289,61 € 222,40 € 70,22 € 52,40 € -620,71 € 7 289,61 € 222,40 € 70,22 € 49,90 € -570,81 € 8 289,61 € 222,40 € 70,22 € 47,53 € -523,28 € 9 289,61 € 222,40 € 70,22 € 45,26 € -478,02 € 10 289,61 € 222,40 € 70,22 € 43,11 € -434,91 € 11 289,61 € 222,40 € 70,22 € 41,05 € -393,85 € 12 289,61 € 222,40 € 70,22 € 39,10 € -354,75 € 13 289,61 € 222,40 € 70,22 € 37,24 € -317,52 € 14 289,61 € 222,40 € 70,22 € 35,46 € -282,05 € 15 289,61 € 222,40 € 70,22 € 33,78 € -248,28 € 16 289,61 € 222,40 € 70,22 € 32,17 € -216,11 € 17 289,61 € 222,40 € 70,22 € 30,64 € -185,47 € 18 289,61 € 222,40 € 70,22 € 29,18 € -156,30 € 19 289,61 € 222,40 € 70,22 € 27,79 € -128,51 € 20 289,61 € 222,40 € 70,22 € 26,46 € -102,04 € 21 289,61 € 222,40 € 70,22 € 25,20 € -76,84 € 22 289,61 € 222,40 € 70,22 € 24,00 € -52,84 € 23 289,61 € 222,40 € 70,22 € 22,86 € -29,97 € 24 289,61 € 222,40 € 70,22 € 21,77 € -8,20 € 25 289,61 € 222,40 € 70,22 € 20,74 € 24,56 € Total 7240,32 € 5 560,11 € 1 755,44 € 989,65 €
Anexo C – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 250 W 67 Tabela C.4 - Resultados obtidos para o cenário 2 com o equipamento de autoconsumo de 250 W durante o período de 25 anos. Ano Fat. s/ UPAC Fat. c/ UPAC Poupança G0 Valor Final 0 - - - - -977,11 € 1 289,61 € 222,40 € 70,22 € 66,87 € -910,24 € 2 291,06 € 222,40 € 71,67 € 65,00 € -845,23 € 3 292,52 € 222,40 € 73,12 € 63,16 € -782,07 € 4 293,98 € 222,40 € 74,58 € 61,36 € -720,71 € 5 295,45 € 222,40 € 76,05 € 59,59 € -661,12 € 6 296,93 € 222,40 € 77,53 € 57,85 € -603,27 € 7 298,41 € 222,40 € 79,02 € 56,15 € -547,11 € 8 299,90 € 222,40 € 80,51 € 54,49 € -492,62 € 9 301,40 € 222,40 € 82,01 € 52,86 € -439,76 € 10 302,91 € 222,40 € 83,51 € 51,27 € -388,49 € 11 304,42 € 222,40 € 85,03 € 49,71 € -338,77 € 12 305,95 € 222,40 € 86,55 € 48,19 € -290,58 € 13 307,48 € 222,40 € 88,08 € 46,71 € -243,87 € 14 309,01 € 222,40 € 89,62 € 45,26 € -198,60 € 15 310,56 € 222,40 € 91,16 € 43,85 € -154,75 € 16 312,11 € 222,40 € 92,72 € 42,47 € -112,28 € 17 313,67 € 222,40 € 94,28 € 41,13 € -71,15 € 18 315,24 € 222,40 € 95,84 € 39,83 € -31,32 € 19 316,82 € 222,40 € 97,42 € 38,55 € 7,23 € 20 318,40 € 222,40 € 99,00 € 37,31 € 44,55 € 21 319,99 € 222,40 € 100,60 € 36,11 € 80,65 € 22 321,59 € 222,40 € 102,20 € 34,94 € 115,59 € 23 323,20 € 222,40 € 103,80 € 33,80 € 149,39 € 24 324,82 € 222,40 € 105,42 € 32,69 € 182,07 € 25 326,44 € 222,40 € 107,04 € 31,61 € 225,71 € Total 7 691,86 € 5 560,11 € 2 206,98 € 1 190,80 €
74 Anexo E – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 750 W Tabela E.3 - Resultados obtidos para o cenário 1 com o equipamento de autoconsumo de 750 W durante o período de 25 anos. Ano Fat. s/ UPAC Fat. c/ UPAC Poupança G0 Valor Final 0 - - - - -2 314,07 € 1 289,61 € 179,06 € 139,21 € 132,58 € -2 181,49 € 2 289,61 € 179,06 € 139,21 € 126,27 € -2 055,22 € 3 289,61 € 179,06 € 139,21 € 120,26 € -1 934,96 € 4 289,61 € 179,06 € 139,21 € 114,53 € -1 820,43 € 5 289,61 € 179,06 € 139,21 € 109,08 € -1 711,35 € 6 289,61 € 179,06 € 139,21 € 103,88 € -1 607,47 € 7 289,61 € 179,06 € 139,21 € 98,94 € -1 508,53 € 8 289,61 € 179,06 € 139,21 € 94,23 € -1 414,30 € 9 289,61 € 179,06 € 139,21 € 89,74 € -1 324,56 € 10 289,61 € 179,06 € 139,21 € 85,47 € -1 239,10 € 11 289,61 € 179,06 € 139,21 € 81,40 € -1 157,70 € 12 289,61 € 179,06 € 139,21 € 77,52 € -1 080,18 € 13 289,61 € 179,06 € 139,21 € 73,83 € -1 006,36 € 14 289,61 € 179,06 € 139,21 € 70,31 € -936,04 € 15 289,61 € 179,06 € 139,21 € 66,96 € -869,08 € 16 289,61 € 179,06 € 139,21 € 63,78 € -805,30 € 17 289,61 € 179,06 € 139,21 € 60,74 € -744,56 € 18 289,61 € 179,06 € 139,21 € 57,85 € -686,72 € 19 289,61 € 179,06 € 139,21 € 55,09 € -631,63 € 20 289,61 € 179,06 € 139,21 € 52,47 € -579,16 € 21 289,61 € 179,06 € 139,21 € 49,97 € -529,19 € 22 289,61 € 179,06 € 139,21 € 47,59 € -481,60 € 23 289,61 € 179,06 € 139,21 € 45,32 € -436,27 € 24 289,61 € 179,06 € 139,21 € 43,17 € -393,11 € 25 289,61 € 179,06 € 139,21 € 41,11 € -323,52 € Total 7 240,32 € 4 476,58 € 3 480,35 € 1 962,08 €
Anexo E – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 750 W 75 Tabela E.4 - Resultados obtidos para o cenário 2 com o equipamento de autoconsumo de 750 W durante o período de 25 anos. Ano Fat. s/ UPAC Fat. c/ UPAC Poupança G0 Valor Final 0 - - - - -2 314,07 € 1 289,61 € 179,06 € 139,21 € 132,58 € -2 181,49 € 2 291,06 € 179,06 € 140,66 € 127,58 € -2 053,90 € 3 292,52 € 179,06 € 142,12 € 122,77 € -1 931,14 € 4 293,98 € 179,06 € 143,58 € 118,12 € -1 813,01 € 5 295,45 € 179,06 € 145,05 € 113,65 € -1 699,36 € 6 296,93 € 179,06 € 146,53 € 109,34 € -1 590,02 € 7 298,41 € 179,06 € 148,01 € 105,19 € -1 484,83 € 8 299,90 € 179,06 € 149,50 € 101,19 € -1 383,64 € 9 301,40 € 179,06 € 151,00 € 97,34 € -1 286,30 € 10 302,91 € 179,06 € 152,51 € 93,63 € -1 192,68 € 11 304,42 € 179,06 € 154,02 € 90,06 € -1 102,62 € 12 305,95 € 179,06 € 155,55 € 86,61 € -1 016,01 € 13 307,48 € 179,06 € 157,08 € 83,30 € -932,71 € 14 309,01 € 179,06 € 158,61 € 80,11 € -852,59 € 15 310,56 € 179,06 € 160,16 € 77,04 € -775,56 € 16 312,11 € 179,06 € 161,71 € 74,08 € -701,47 € 17 313,67 € 179,06 € 163,27 € 71,24 € -630,24 € 18 315,24 € 179,06 € 164,84 € 68,49 € -561,74 € 19 316,82 € 179,06 € 166,42 € 65,86 € -495,89 € 20 318,40 € 179,06 € 168,00 € 63,32 € -432,57 € 21 319,99 € 179,06 € 169,59 € 60,87 € -371,69 € 22 321,59 € 179,06 € 171,19 € 58,52 € -313,17 € 23 323,20 € 179,06 € 172,80 € 56,26 € -256,91 € 24 324,82 € 179,06 € 174,42 € 54,08 € -202,83 € 25 326,44 € 179,06 € 176,04 € 51,99 € -122,37 € Total 7 691,86 € 4 476,58 € 3 931,89 € 2 163,23 €
76 Anexo E – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 750 W Tabela E.5 - Resultados obtidos para o cenário 3 com o equipamento de autoconsumo de 750 W durante o período de 25 anos. Ano Fat. s/ UPAC Fat. c/ UPAC Poupança G0 Valor Final 0 - - - - -2 314,07 € 1 289,61 € 179,06 € 139,21 € 132,58 € -2 181,49 € 2 292,51 € 179,06 € 142,11 € 128,90 € -2 052,59 € 3 295,43 € 179,06 € 145,04 € 125,29 € -1 927,30 € 4 298,39 € 179,06 € 147,99 € 121,75 € -1 805,55 € 5 301,37 € 179,06 € 150,97 € 118,29 € -1 687,26 € 6 304,39 € 179,06 € 153,99 € 114,91 € -1 572,35 € 7 307,43 € 179,06 € 157,03 € 111,60 € -1 460,75 € 8 310,50 € 179,06 € 160,11 € 108,37 € -1 352,39 € 9 313,61 € 179,06 € 163,21 € 105,21 € -1 247,18 € 10 316,75 € 179,06 € 166,35 € 102,12 € -1 145,06 € 11 319,91 € 179,06 € 169,51 € 99,11 € -1 045,95 € 12 323,11 € 179,06 € 172,71 € 96,17 € -949,77 € 13 326,34 € 179,06 € 175,94 € 93,31 € -856,47 € 14 329,61 € 179,06 € 179,21 € 90,51 € -765,95 € 15 332,90 € 179,06 € 182,50 € 87,79 € -678,17 € 16 336,23 € 179,06 € 185,83 € 85,13 € -593,04 € 17 339,59 € 179,06 € 189,20 € 82,55 € -510,49 € 18 342,99 € 179,06 € 192,59 € 80,03 € -430,46 € 19 346,42 € 179,06 € 196,02 € 77,57 € -352,89 € 20 349,88 € 179,06 € 199,49 € 75,18 € -277,71 € 21 353,38 € 179,06 € 202,98 € 72,86 € -204,85 € 22 356,92 € 179,06 € 206,52 € 70,60 € -134,25 € 23 360,49 € 179,06 € 210,09 € 68,40 € -65,85 € 24 364,09 € 179,06 € 213,69 € 66,26 € 0,41 € 25 367,73 € 179,06 € 217,33 € 64,18 € 93,06 € Total 8 179,59 € 4 476,58 € 4 419,62 € 2 378,66 €
Anexo F – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 1500 W Tabela F.1 - Grandezas de energia anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 1500 W. C [kWh] AP [kWh] AC [kWh] CL [kWh] IL [kWh] Janeiro 128,49 128,49 44,33 84,16 84,16 Fevereiro 116,72 164,55 50,09 66,63 114,46 Março 126,52 235,59 57,54 68,99 178,06 Abril 122,27 242,71 66,62 55,65 176,09 Maio 135,41 269,69 70,57 64,84 199,12 Junho 131,87 270,85 70,25 61,61 200,59 Julho 133,32 284,32 69,87 63,45 214,45 Agosto 96,45 282,10 47,12 49,32 234,98 Setembro 109,06 248,63 48,61 60,45 200,02 Outubro 143,94 197,85 61,22 82,72 136,64 Novembro 138,54 140,23 51,20 87,35 89,04 Dezembro 158,35 120,17 44,32 114,02 75,84 Anual 1540,95 2585,18 681,75 859,20 1903,43 Tabela F.2 - Grandezas de custo anuais para uma instalação de consumo BTN simples de 3,45 kVA com um equipamento de autoconsumo de 1500 W. Mês Fat. s/ UPAC (€) Fat. c/ UPAC (€) Fat. IL (€) Poupança (€) Janeiro 24,15 15,82 3,19 11,52 Fevereiro 21,94 12,52 3,99 13,41 Março 23,78 12,97 5,58 16,39 Abril 22,98 10,46 5,41 17,93 Maio 25,45 12,19 7,81 21,08 Junho 24,78 11,58 8,59 21,79 Julho 25,06 11,93 9,46 22,60 Agosto 18,13 9,27 10,38 19,24 Setembro 20,50 11,36 9,54 18,68 Outubro 27,05 15,55 6,31 17,81 Novembro 26,04 16,42 3,56 13,18 Dezembro 29,76 21,43 3,39 11,72 Anual 289,61 161,48 77,22 205,35
78 Anexo F – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 1500 W Tabela F.3 - Resultados obtidos para o cenário 1 com o equipamento de autoconsumo de 1500 W durante o período de 25 anos. Ano Fat. s/ UPAC Fat. c/ UPAC Poupança G0 Valor Final 0 - - - - -3 356,42 € 1 289,61 € 161,48 € 205,35 € 195,57 € -3 160,85 € 2 289,61 € 161,48 € 205,35 € 186,26 € -2 974,59 € 3 289,61 € 161,48 € 205,35 € 177,39 € -2 797,20 € 4 289,61 € 161,48 € 205,35 € 168,94 € -2 628,26 € 5 289,61 € 161,48 € 205,35 € 160,90 € -2 467,36 € 6 289,61 € 161,48 € 205,35 € 153,24 € -2 314,13 € 7 289,61 € 161,48 € 205,35 € 145,94 € -2 168,19 € 8 289,61 € 161,48 € 205,35 € 138,99 € -2 029,20 € 9 289,61 € 161,48 € 205,35 € 132,37 € -1 896,83 € 10 289,61 € 161,48 € 205,35 € 126,07 € -1 770,76 € 11 289,61 € 161,48 € 205,35 € 120,06 € -1 650,69 € 12 289,61 € 161,48 € 205,35 € 114,35 € -1 536,35 € 13 289,61 € 161,48 € 205,35 € 108,90 € -1 427,44 € 14 289,61 € 161,48 € 205,35 € 103,72 € -1 323,73 € 15 289,61 € 161,48 € 205,35 € 98,78 € -1 224,95 € 16 289,61 € 161,48 € 205,35 € 94,07 € -1 130,88 € 17 289,61 € 161,48 € 205,35 € 89,59 € -1 041,28 € 18 289,61 € 161,48 € 205,35 € 85,33 € -955,96 € 19 289,61 € 161,48 € 205,35 € 81,26 € -874,69 € 20 289,61 € 161,48 € 205,35 € 77,39 € -797,30 € 21 289,61 € 161,48 € 205,35 € 73,71 € -723,59 € 22 289,61 € 161,48 € 205,35 € 70,20 € -653,39 € 23 289,61 € 161,48 € 205,35 € 66,86 € -586,53 € 24 289,61 € 161,48 € 205,35 € 63,67 € -522,86 € 25 289,61 € 161,48 € 205,35 € 60,64 € -420,92 € Total 7 240,32 € 4 037,05 € 5 133,77 € 2 894,20 €
Anexo F – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 1500 W 79 Tabela F.4 - Resultados obtidos para o cenário 2 com o equipamento de autoconsumo de 1500 W durante o período de 25 anos. Ano Fat. s/ UPAC Fat. c/ UPAC Poupança G0 Valor Final 0 - - - - -3 356,42 € 1 289,61 € 161,48 € 205,35 € 195,57 € -3 160,85 € 2 291,06 € 161,48 € 206,80 € 187,57 € -2 973,28 € 3 292,52 € 161,48 € 208,25 € 179,90 € -2 793,38 € 4 293,98 € 161,48 € 209,72 € 172,53 € -2 620,85 € 5 295,45 € 161,48 € 211,19 € 165,47 € -2 455,38 € 6 296,93 € 161,48 € 212,66 € 158,69 € -2 296,68 € 7 298,41 € 161,48 € 214,15 € 152,19 € -2 144,49 € 8 299,90 € 161,48 € 215,64 € 145,95 € -1 998,54 € 9 301,40 € 161,48 € 217,14 € 139,97 € -1 858,57 € 10 302,91 € 161,48 € 218,65 € 134,23 € -1 724,34 € 11 304,42 € 161,48 € 220,16 € 128,72 € -1 595,61 € 12 305,95 € 161,48 € 221,68 € 123,44 € -1 472,17 € 13 307,48 € 161,48 € 223,21 € 118,37 € -1 353,80 € 14 309,01 € 161,48 € 224,75 € 113,51 € -1 240,28 € 15 310,56 € 161,48 € 226,30 € 108,85 € -1 131,43 € 16 312,11 € 161,48 € 227,85 € 104,38 € -1 027,05 € 17 313,67 € 161,48 € 229,41 € 100,09 € -926,96 € 18 315,24 € 161,48 € 230,98 € 95,98 € -830,98 € 19 316,82 € 161,48 € 232,55 € 92,03 € -738,95 € 20 318,40 € 161,48 € 234,14 € 88,24 € -650,71 € 21 319,99 € 161,48 € 235,73 € 84,61 € -566,09 € 22 321,59 € 161,48 € 237,33 € 81,13 € -484,96 € 23 323,20 € 161,48 € 238,94 € 77,79 € -407,17 € 24 324,82 € 161,48 € 240,55 € 74,59 € -332,58 € 25 326,44 € 161,48 € 242,18 € 71,52 € -219,77 € Total 7 691,86 € 4 037,05 € 5 585,31 € 3 095,36 €
80 Anexo F – Resultados para o Equipamento de Autoconsumo de 1500 W Tabela F.5 - Resultados obtidos para o cenário 3 com o equipamento de autoconsumo de 1500 W durante o período de 25 anos. Ano Fat. s/ UPAC Fat. c/ UPAC Poupança G0 Valor Final 0 - - - - -3 356,42 € 1 289,61 € 161,48 € 205,35 € 195,57 € -3 160,85 € 2 292,51 € 161,48 € 208,25 € 188,89 € -2 971,97 € 3 295,43 € 161,48 € 211,17 € 182,42 € -2 789,55 € 4 298,39 € 161,48 € 214,13 € 176,16 € -2 613,38 € 5 301,37 € 161,48 € 217,11 € 170,11 € -2 443,27 € 6 304,39 € 161,48 € 220,12 € 164,26 € -2 279,01 € 7 307,43 € 161,48 € 223,17 € 158,60 € -2 120,41 € 8 310,50 € 161,48 € 226,24 € 153,13 € -1 967,28 € 9 313,61 € 161,48 € 229,35 € 147,84 € -1 819,44 € 10 316,75 € 161,48 € 232,48 € 142,72 € -1 676,72 € 11 319,91 € 161,48 € 235,65 € 137,78 € -1 538,94 € 12 323,11 € 161,48 € 238,85 € 133,00 € -1 405,94 € 13 326,34 € 161,48 € 242,08 € 128,38 € -1 277,56 € 14 329,61 € 161,48 € 245,34 € 123,92 € -1 153,64 € 15 332,90 € 161,48 € 248,64 € 119,60 € -1 034,04 € 16 336,23 € 161,48 € 251,97 € 115,43 € -918,61 € 17 339,59 € 161,48 € 255,33 € 111,40 € -807,21 € 18 342,99 € 161,48 € 258,73 € 107,51 € -699,70 € 19 346,42 € 161,48 € 262,16 € 103,74 € -595,96 € 20 349,88 € 161,48 € 265,62 € 100,11 € -495,85 € 21 353,38 € 161,48 € 269,12 € 96,60 € -399,25 € 22 356,92 € 161,48 € 272,65 € 93,21 € -306,04 € 23 360,49 € 161,48 € 276,22 € 89,93 € -216,11 € 24 364,09 € 161,48 € 279,83 € 86,77 € -129,35 € 25 367,73 € 161,48 € 283,47 € 83,71 € -4,34 € Total 8 179,59 € 4 037,05 € 6 073,05 € 3 310,79 €
Anexo G – Ficha Técnica do Painel Fotovoltaico de Potência de 200 W
Anexo H – Ficha Técnica do Painel Fotovoltaico de Potência de 250 W