Ainda - e fatalmente - a avaliação do desempenho
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Artigo notícias do Dia-a-dia com novo endereço www.apagina.pt/ Dia-a-Dia Edição Impressa Último jornal Nº 184 Dezembro 2008 Nº 184 em Formato PDF PEDIDOS de assinatura do jornal ( Portugal e estran g eiro ) Arquivo ARQUIVO de j ornais anteriores TEXTOS arquivados por autores HOJE: 6.508 textos on-line Pesquisar o arquivo Ou Frase nmlkjinmlkj Pesquisar Dos LEITORES Para submeter artigos, ler regras aqui: PROPOSTAS de publicação INQUÉRITOS em votação A Página da Educação Arquivo - Arti g o Ainda - e fatalmente - a avaliação do desempenho O facto de ter havido um esboço de entendimento entre Ministério e plataforma de negociação dos p rofessores e educadores acerca da questão da avaliação do desempenho – como é do conhecimento público – não significa que a questão da avaliação tenha perdido centralidade quanto à determinação do sentido do trabalho dos p rofessores e educadores e quanto à dignificação da sua carreira profissional. Gostaríamos de poder afirmar, um pouco provocatoriamente, que o que se obteve foi uma espécie de trégua tendente a p ermitir o reequacionamento dos problemas que estão em jogo. O que se teme, porém, é que esses p roblemas talvez nunca cheguem a ser efectivamente equacionados, dado o carácter «inegociável» das suas bases. Quer-se com isto dizer que as questões mais problemáticas, aquelas que, na verdade, condicionam mais profundamente o sentido do trabalho dos professores e educadores estão irremediavelmente inquinadas pela forma como foram definidos os objectivos que regem todo o processo de avaliação, questão que, aparentemente, não terá suscitado, pelo menos de forma explícita e directa, a denúncia da parte representativa dos profissionais da educação. A consensualização das partes sobre a natureza dos objectivos, tal como estão formulados, só pode significar que se vem tornando matéria inquestionável o facto de o sistema de ensino ser encarado como devendo, prioritariamente, comprometer-se com os bons resultados escolares e com o sucesso dos alunos e a confiança das famílias, objectivos sumariamente identificados com «um serviço e um bem público que o Estado deve prestar», como se pode ler no «Boletim do Professor», nº 10, Abril de 2008 (órgão do Ministério da Educação, profusamente distribuído). A forma óbvia, espontânea e quase mecânica como o discurso oficial assimila esses objectivos a serviço p úblico, sem que essa questão do serviço público Autor do Artigo Manuel Matos FPCE, Univ. do Porto [email protected] Inf. sobre o artigo Jornal "a Página" Nº 178 Ano 17 | Maio 2008 Pag. 8 Imprimir este artigo Versão para impressão Abre uma nova janela com este artigo numa versão mais amiga da impressora. LIVRARIA PUBLICIDADE EXTERNA Page 1 of 2 05-03-2009http://www.apa g ina.pt/arquivo/Arti g o.asp?ID=5888
INQUÉRITOS em arquivo CONTACTOS e cartas à redacção seja reinvocada e redefinida noutros termos em mais nenhum outro momento do documento, deixa suposto e, mais do que isso, inculca que o serviço p úblico se reduz ao serviço prestado às famílias e respectivos educandos. Nestes termos, nada deve surpreender que a avaliação dos professores e educadores tenha de reflectir directamente os resultados dos alunos e a própria opinião das famílias. O que está em jogo parece ser matéria da mais ampla relevância a exigir um tratamento cujo teor não deveria limitar-se a ser objecto de sumária referência no enunciado linear dos objectivos. O interesse das famílias pelos bons resultados escolares dos seus educandos não é, com certeza, um objectivo de somenos importância, mas alcandorá-lo à condição de serviço público sem titubeios e, sobretudo, de forma exclusiva, não deve p assar sem questionamento. A defende r -se esse critério, teremos toda a dificuldade em distinguir um estabelecimento de ensino público de um qualquer colégio privado. Subjacente a esta opção política, perfilam-se alterações substantivas na figura dos profissionais, implicando tanto a natureza da relação didáctica e p edagógica, como o próprio estatuto profissional. A valorização expressa dos resultados e a satisfação das famílias como elementos de avaliação p rofissional constituirão fantasmatizações sistemáticas no universo mental dos professores e educadores, especialmente daqueles idiossincraticamente mais frágeis ou p rofissionalmente menos estáveis, o que se traduzirá em factores de agravamento das condições de exercício, o que, obviamente, não beneficiará nem alunos nem famílias e muito menos os p rofessores em causa. Por outro lado, a autonomia p rofissional, as opções ético-políticas enquanto referenciais de formação, de cidadania e de civismo que deveriam prelevar, naturalmente, o plano dos resultados escolares e se inscrevem, inequivocamente, no domínio do serviço público, correm sérios riscos de serem menorizadas ou, até, dispensáveis, quando possam ser objecto de suspeição face aos cálculos estratégicos das famílias, convertidas em clientes preferenciais. N estes termos, o que nos impedirá de concluir que o «serviço público» tende então a identificar-se com a figura da pura «prestação de serviços» orientada p ara os interesses das famílias e respectivos educandos? Educação Infantil A prenda a profissão que mais gosta e candidatese a ofertas de emprego www.ceac.pt Promoção ZON TVCABO Comece já a poupar com o serviço TV+NET+PHONE. Desde € 29,99! www.ZON.pt/Pacotes_ZON3 Pré Amplificador Oeiras Procura sistemas de audio? Encontre aqui a solução ideal! pai.pt/AltaFidelidade Curso de Inglês em Porto A prenda Inglês em Porto. O Método Para que A prenda de Verdade. www.MasterD.pt/Porto Estude na Espanha Passe um Ano no Estrangeiro e Experimente uma Nova Cultura com EF www.ef.com Page 2 of 2 05-03-2009http://www.apa g ina.pt/arquivo/Arti g o.asp?ID=5888