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Exercício Físico na Gravidez

Joana Raquel Neto Marques dos Santos

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2013/2014 Joana Raquel Neto Marques dos Santos Exercício Físico na Gravidez março, 2014 Mestrado Integrado em Medicina Área: Clínica Geral Trabalho efetuado sob a Orientação de: Dr Lídia Maria Amaral de Oliveira Trabalho organizado de acordo com as normas da revista: Revista Portuguesa de Clínica Geral Joana Raquel Neto Marques dos Santos Exercício Físico na Gravidez março, 2014 Projeto de Opção do 6º ano - DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Eu, _________________________________________________________________, abaixo assinado, nº mecanográfico ____________________, estudante do 6º ano do Ciclo de Estudos Integrado em Medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, declaro ter atuado com absoluta integridade na elaboração deste projeto de opção. Neste sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (ato pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual, ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores, foram referenciadas, ou redigidas com novas palavras, tendo colocado, neste caso, a citação da fonte bibliográfica. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ___/___/______ Assinatura conforme cartão de identificação: ________________________________________________ Joana Raquel Neto Marques dos Santos 200802268 18 03 2014 Joana Raquel Neto Marques dos Santos Projecto de Opção do 6º ano – DECLARAÇÃO DE REPRODUÇÃO NOME CARTÃO DE CIDADÃO OU PASSAPORTE (se estrangeiro) E-MAIL TELEFONE OU TELEMÓVEL NÚMERO DE ESTUDANTE DATA DE CONCLUSÃO DESIGNAÇÃO DA ÁREA DO PROJECTO TÍTULO DISSERTAÇÃO/MONOGRAFIA (riscar o que não interessa) ORIENTADOR COORIENTADOR (se aplicável) É autorizada a reprodução integral desta Dissertação/Monografia (riscar o que não interessa) para efeitos de investigação e de divulgação pedagógica, em programas e projectos coordenados pela FMUP. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ___/___/______ Assinatura conforme cartão de identificação: ______________________________________________ Joana Raquel Neto Marques dos Santos 13782363 [email protected] 910028989 200802268 2014 Clínica Geral Exercício Físico na Gravidez Joana Raquel Neto Marques dos Santos Lídia Maria Amaral Oliveira 18 03 2014 1 Exercício Físico na Gravidez Joana Marques dos Santos, Cand.MD. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Porto, Portugal 2 Autor responsável pela correspondência com a revista: Joana Raquel Neto Marques dos Santos [email protected] Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Piso 01) Hospital de São João Alameda Professor Hernâni Monteiro 4200-319 Porto Autor para correspondência sobre o artigo após a sua publicação na revista: Joana Raquel Neto Marques dos Santos [email protected] Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Piso 01) Hospital de São João Alameda Professor Hernâni Monteiro 4200-319 Porto 3 Exercício Físico na Gravidez Physical Exercise in Pregnancy Resumo Objectivos: Reunir a informação disponível sobre as alterações fisiológicas e psicológicas durante a gravidez e os efeitos do exercício físico durante este período na mãe e no feto. Pretende-se esclarecer acerca do tipo de exercício que pode ser praticado, a intensidade, frequência e duração do mesmo e ainda sobre como retomar a prática do exercício no pósparto. Fontes de dados: Pubmed e páginas online do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) e do Royal College of Obstetricians and Gynecologists (RCOG) e página online do manual merck; Métodos de Revisão: Pesquisa das seguintes palavras-chave: “Gravidez”; “Exercício Físico” ou “Actividade Física”. Termos Mesh “pregnancy” e “exercise”. Pesquisa de artigos em português, inglês e espanhol dos últimos 15 anos relacionados. Pesquisa de guidelines nas páginas online do ACOG e RCOG. Resultados: Foram encontrados 1155 artigos, selecionados 16 de acordo com a disponibilidade integral das publicações, a relevância para o objectivo e a especificidade do grupo selecionado. Critérios de exclusão: artigos que não se encontravam directamente relacionados com o efeito do exercício durante a gravidez ou que apenas se relacionavam com os efeitos pré-gravidez. Critérios inclusão: alterações fisiológicas e psicológicas, efeitos do exercício físico na gravidez e no pós-parto, efeitos no feto, programas de treino incluindo o tipo, a intensidade, a frequência e duração do exercício. Conclusões: Mulheres com gravidezes sem complicações devem ser encorajadas a continuar ou iniciar a prática de actividade física. Atletas recreacionais ou de alta competição devem continuar activas modificando o seu programa de treino sempre que for necessário. Todas as mulheres activas devem ser examinadas periodicamente para verificar os efeitos do exercício físico no desenvolvimento do feto. Mulheres com gravidez complicadas por causa médica ou obstétrica devem avaliadas cuidadosamente antes da recomendação da prática de exercício físico. PalavrasChave: gravidez, exercício físico, atividade física, pregnancy, exercise. Tipo de artigo: Revisão 4 Abstract Objectives: Gather the information available on the physiological and psychological changes and the effects of exercise during pregnancy in the mother and fetus. It is intended to clarify about the type of exercise that can be practiced, the intensity, frequency and duration of the same and even about how to resume the practice of exercise postpartum. Data Sources: PubMed, online pages of American College of Obstetricians and Gynecologists ( ACOG ) and the Royal College of Obstetricians and Gynecologists ( RCOG ) and online page of manual merck. Review methods: The key words used in the research were Pregnancy, Physical Exercise and Physical Activity. Mesh terms: Pregnancy, exercise. Were researched articles in Portuguese, English and Spanish, in the last 15 years. Research of guidelines on the online pages of ACOG e RCOG. Results: 1155 articles were found, 16 were selected according to the availability of full publications, the relevance to the purpose and specificity of the selected group. Exclusion criteria: articles that were not directly related to the effect of exercise during pregnancy or the effects were just related to pre-pregnancy. Inclusion criteria: physiological and psychological changes, effects of exercise in pregnancy and postpartum, effects on the fetus, training programs including the type, intensity, frequency and duration of exercise. Conclusions: Women with uncomplicated pregnancies should be encouraged to continue or begin the practice of physical activity. Recreational or high competition athletes should remain active and should change their workout routine if it’s necessary. All active patients should be evaluated periodically to determine the effects of exercise on fetal development. Women with complicated pregnancy because of obstetric or medical condition should be assessed carefully before recommending the practice of physical exercise. Key-words: Pregnancy, Physical Exercise, Physical Activity. Type of article: Review 5 Introdução Cada vez mais o exercício físico faz parte da rotina de muitas mulheres, no entanto, durante a gravidez muitas dúvidas surgem e por vezes, devido à falta de informação ou conhecimento muitas interrompem a sua atividade física durante este período pois pensam ser perigoso continuar a sua prática [4]. O ACOG recomenda que mulheres com gravidezes de baixo risco participem em atividades de intensidade moderada durante a gravidez, no entanto, apenas 15,1% o fazem [4]. Daí se conclui a importância de esclarecer tanto as futuras mães como os médicos que as acompanham durante a gravidez de modo a que as possam aconselhar de forma correcta. O que é pretendido nesta revisão é esclarecer quais os efeitos do exercício físico durante a gravidez tendo em conta as alterações fisiológicas e psicológicas que ocorrem durante a mesma e a partir destes efeitos definir quais os exercícios mais indicados neste período da vida da mulher e quais aqueles que devem ser evitados, esclarecer ainda acerca da intensidade com que devem ser praticados, a duração e a frequência. Sempre não esquecendo que cada programa de treino deve ser adaptado a cada mulher seja ela sedentária, com atividade recreacional ou atleta de alta competição. Para além disto, ainda são mencionados os efeitos do exercício no feto e qual a utilidade do exercício no pós-parto e como a retoma ao mesmo deve ser realizada. 12 A evidência clínica de stress ao nascimento exibida pela presença de mecónio, pelo padrão de frequência cardíaca fetal e pelo score de apgar inferior a sete é menos frequente em mulheres que se exercitam a 50% dos níveis pré-concepção durante a gravidez em comparação com atletas bem condicionados que descontinuam a prática de actividade física antes do fim do primeiro trimestre.8,12 Outros estudos foram realizados sobre os efeitos do exercício físico no peso ao nascimento, no entanto, os resultados são inconsistentes.1-8,11, 12 3 Benefícios do exercício físico na gravidez Os benefícios aparentam ser físicos e psicológicos.5,12,13As queixas mais comuns durante a gravidez como fadiga, varizes e edema das extremidades estão reduzidas nas grávidas que praticam exercício. Verifica-se que as grávidas mais ativas têm menos insónias, menos stress, menos ansiedade e depressão. Existe alguma evidência de que exercícios em que haja suporte do peso corporal, como caminhada e corrida, reduzem a duração do trabalho de parto e o risco de complicações durante o mesmo.5,12,13 Os efeitos de um estilo de vida sedentário durante a gravidez devem ser considerados, tanto pela futura mãe como pelo seu médico assistente.12 Entre os quais perda de massa muscular, aumento excessivo de peso durante a gravidez, aumento do risco de desenvolver diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, desenvolvimento de varizes, aumento das queixas físicas como dispneia e lombalgia resultantes das mudanças físicas que ocorrem durante a gravidez e uma menor adaptação psicológica a este período único na vida da mulher.12 O exercício melhora o controlo glicémico em grávidas com diabetes gestacional e pode ter um papel importante na sua prevenção.2-7,12,13 Evidências sugerem um efeito protector do exercício na doença coronária, osteoporose, hipertensão, redução do risco de cancro do cólon e provavelmente do cancro da mama e redução da percentagem corporal de gordura.12 4 Contra-indicações à prática de exercício físico – Absolutas e relativas Segundo o ACOG as contra-indicações absolutas são:  Doença cardíaca; 13  Doença pulmonar restritiva;  Colo uterino incompetente;  Gestação múltipla com risco de parto pré-termo;  Hemorragia persistente durante o segundo e terceiro trimestre;  Placenta prévia após as 26 semanas de gestação;  Trabalho de parto prematura durante a atual gestação;  Ruptura de membranas;  Hipertensão gestacional.1,12 Segundo o ACOG as contra-indicações relativas são:  Anemia severa (Hg <100g/l);  Arritmia cardíaca materna não avaliada;  Diabetes tipo I mal controlada;  Obesidade mórbida extrema (IMC> 40);  Magreza excessiva (IMC <12);  História de um estilo de vida extremamente sedentário;  Restrição de crescimento intra-uterina na gravidez atual;  Hipertensão/pré-eclâmpsia mal controlada;  Limitações ortopédicas;  Doença convulsiva mal controlada;  Doença tiroideia mal controlada;  Fumadora pesada (> 20cigarros/dia).1,12 5 Sinais de alerta - suspender o exercício físico durante a gravidez Segundo o ACOG os sinais de alerta são:  Hemorragia vaginal;  Dispneia após o esforço;  Tonturas;  Cefaleias;  Dor torácica;  Fraqueza muscular; 14  Dor ou edema dos tornozelos (diagnóstico diferencial de tromboflebite deve ser tido em consideração);  Trabalho de parto prematuro;  Diminuição dos movimentos fetais;  Perda de líquido amniótico.1,12 6 Prescrição de exercício físico Contexto histórico No passado as grávidas foram, em geral, encorajadas a reduzir a atividade física. O exercício físico durante a gravidez foi relacionado com o aumento do risco de abortamento e parto prétermo pela possível estimulação da atividade uterina.4,18As recomendações relativas ao exercício na gravidez sofreram alterações significativas durante as ultimas três décadas: Em 1985 o ACOG publicou recomendações para o exercício durante a gravidez, estabelecendo a frequência cardíaca máxima de 140 batimentos por minuto e a duração do exercício intenso inferior a 15 minutos.18 Em 1994 o ACOG publicou novas recomendações, removendo as limitações anteriores pela falta de evidência científica, mas recomendando que as grávidas devem evitar a exaustão física, sem fazer menção a atletas de alta competição.18 Em 2002 o ACOG recomendou que as grávidas, na ausência de contra-indicações, devem ser encorajadas a realizar 30 minutos ou mais de exercício físico moderado diário ou pelo menos cinco dias na semana. As guidelines do ACOG aplicam-se a mulheres sedentárias ou com prática desportiva, mas são limitativas relativamente a atletas de alta competição.18 Em 2007 o American College of Sports Medicine e a American Heart Association definiram exercício físico moderado e intenso e apresentaram recomendações para o treino de resistência muscular.18 As orientações mais recentes publicadas na Sports Medicine em 2011 fornecem evidência de que os programas de exercício físico de intensidade progressiva fornecem os melhores outcomes maternos e fetais.18 Dadas estas mudanças nas recomendações em relação ao exercício físico na gravidez, deve ser dada especial consideração ao tipo e intensidade do exercício físico bem como à duração e frequência do mesmo de modo a equilibrar os potenciais benefícios e os potenciais efeitos 15 nocivos.1Antes de prescrever um programa de exercícios deve-se procurar saber qual a condição física em que se encontra a grávida, quais as atividades que pratica e quais os seus objectivos em relação ao exercício.12 6.1 Tipo de exercício físico A prescrição de exercício físico deve ter como objectivo melhorar a função cardiorrespiratória e músculo-esquelética, através de exercícios aeróbios e exercícios de resistência respectivamente.1 Exercícios aeróbios consistem em qualquer atividade que solicite o uso de um grande número de músculos de forma continua e ritmada.1 São exemplo deste tipo de atividades a caminhada, o jogging/corrida, a natação, o exercício em bicicleta estacionária, a dança, entre outras. Como no início de um programa de treino é desejável manter a intensidade dentro de limites precisos, as atividades como caminhar e o uso a bicicleta estacionária, são mais úteis por ser mais fácil quantificar a intensidade neste tipo de exercício.1,10 Poucos estudos existem sobre qual o melhor programa de exercícios de resistência mas, em geral, conclui-se que o levantamento de pesos relativamente baixos com múltiplas repetições, entre 12 a 15, é seguro e eficaz.1 No entanto é prudente limitar os exercícios de isometria ou de elevada resistência devido ao aumento da pressão abdominal causada pelos mesmos.1 É importante manter uma respiração normal aquando da realização dos exercícios de resistência e não suster o ar pois pode reduzir o aporte de oxigénio à placenta.17 Existem vários exercícios que representam um risco aumentado de poderem provocar complicações durante a gravidez. O mergulho pode causar doença de descompressão e embolismo gasoso no feto, os exercícios em posição de supino aumentam a pressão na veia cava inferior e impedem o retorno venoso.1,2,4,10,12 Deve-se prestar especial cuidado a atividades que aumentem o risco de quedas ou que possam resultar num esforço excessivo para as articulações.1,4,12 Apesar do aumento de flexibilidade devido aos níveis de relaxina aumentados, exercícios de flexibilidade devem ser realizados com precaução para reduzir o risco de lesões. Devem ser incluídos em todos os programas de treino um período de aquecimento na parte inicial e um período de alongamentos na parte final.12 Em resumo, exemplos práticos de atividades recomendadas e não recomendadas durante a gravidez: 16 Atividade física recomendada  Alongamentos (pode optar pela yoga);  Caminhada (evitar subidas e descidas muito íngremes);  Ciclismo (ergométrica);  Natação;  Localizada (o trabalho é feito apenas para manutenção do equilíbrio de força corporal);  Hidroginástica (pela liberdade de execução do exercício pela baixa gravidade e melhor desenvoltura em exercícios aeróbicos sem a hipertermia; permite ainda um maior conforto e acomodação do bebé no útero e baixo impacto nas articulações da grávida, devido as forças contrárias gravidade (para baixo) e flutuação (para cima).18 Atividade física não recomendada  Exercício com movimentos repentinos ou de saltos, que podem levar a lesão articular;  Flexão ou extensão profunda devem ser evitadas;  Exercícios exaustivos e/ou que necessitam de equilíbrio principalmente no terceiro trimestre;  Basquetebol e qualquer outro tipo de jogo com bolas que possam causar trauma abdominal ou qualquer desporto de contacto como hockey, boxe, wrestling ou futebol;  Prática de mergulho (condições hiperbáricas levam a risco de embolia fetal quando ocorre a descompressão;  Qualquer tipo de ginástica aeróbica, corrida ou atividades em elevada altitude são contraindicadas ou, excecionalmente aceites com limitações, dependendo das condições físicas de cada grávida;  Desportos de alto risco como equitação, skate, ski aumentam o risco de quedas e trauma para o feto.18 17 6.2 Intensidade do exercício físico A intensidade física do exercício vai depender do nível de actividade física que a mulher apresentava previamente à gravidez. Podemos estar perante uma mulher sedentária, uma mulher que pratica exercício de forma recreacional ou ainda uma atleta de alta competição.1,4,12 A frequência cardíaca pode ser utilizada para monitorizar a intensidade de um exercício. A maioria das guidelines refere uma frequência cardíaca máxima entre 60-70% para mulheres sedentárias previamente à gravidez e um limite superior entre 60-90% para mulheres que pretendem manter a sua condição física e já praticavam atividade física antes da gravidez.1,4,12 Outras medidas podem ser usadas para medir a intensidade do exercício físico como o “teste da conversa” e uma classificação visual do esforço percebido. Quando usado o “teste da conversa” o exercício decorre a uma intensidade confortável permitindo que a mulher seja capaz de falar. O método da classificação visual do esforço percebido é feito usando a escala de Borg, uma escala de 6 a 20 em que 6 representa um exercício “muito, muito leve” e em que 20 representa um exercício “muito, muito difícil”. O objectivo é manter a intensidade moderada pelo que o esforço percebido se deve situar entre 12 e 14 que representa na escala “algo difícil”.1,4,12 Apesar de não estar estabelecido um limite superior seguro de intensidade no exercício, praticantes regulares devem ser capazes de se envolver em programas de exercício físico de alta intensidade, como a corrida, sem efeitos adversos para a mãe e para o feto.1,12 Mulheres com elevada condição física previamente à gravidez devem realizar com precaução exercícios com intensidade muito elevada durante a gravidez. Devem ainda esperar que durante a gravidez haja um declínio da quantidade de exercício físico praticado bem como da aptidão física.1,12 6.3 Frequência e duração do exercício físico Como referido anteriormente as mulheres que já praticavam exercício regularmente devem continuar a sua prática, evitando as actividades que possam ser mais nefastas quer para a mãe quer para o feto. Prolongando a prática por mais de 45 minutos é necessário manter uma hidratação adequada e encontrar um equilíbrio através da alimentação entre a energia ingerida e a despendida de modo a não prejudicar a mãe ou o feto.1,4 18 Mulheres sedentárias previamente à gravidez devem começar por se exercitar 15 minutos por sessão três vezes por semana aumentando gradualmente até 30 minutos por sessão quatro vezes por semana e posteriormente diariamente. 7 Abordagem por trimestres De acordo com os sintomas mais comuns a cada trimestre da gravidez poderá ser necessário adaptar a rotina de exercícios. À medida que a gestação progride, as mudanças na coordenação, no equilíbrio (devido à mudança do centro gravitacional) e o aumento da massa corporal materna afetam negativamente a prática do exercício. Como referido anteriormente há alterações múltiplas na fisiologia normal e isso exige modificações na prescrição de exercício, que deve enfatizar o conhecimento acerca da dissipação de calor, da ingestão adequada de calorias e da intensidade do exercício. Deve-se reforçar a importância de uma alimentação equilibrada e fracionada bem como uma boa hidratação (principalmente no 1ºtrimestre) na grávida que se exercita com frequência. Além disso, seja qual for a atividade, deve-se sempre enfatizar que os períodos de aquecimento iniciais e de relaxamento pós-exercício devem ser obrigatórios. 1º Trimestre Uma grávida durante o primeiro trimestre está mais susceptível a sentir cefaleias, náuseas e fadiga levando a que sinta menos vontade de praticar exercício físico.19 No entanto até uma caminhada leve é suficiente para garantir o crescimento de uma placenta saudável e aumentar o aporte de oxigénio e nutrientes ao feto.18 Pode praticar diversas actividades como jogging, caminhada, natação, exercícios de resistência e pilates sem descurar a intensidade que pode ser avaliada pelos métodos anteriormente referidos.18 É uma boa altura para começar exercícios de fortalecimento do pavimento pélvico, úteis para diminuir o risco de incontinência urinária.18 2º Trimestre No segundo trimestre, normalmente, há um bem-estar geral, a grávida tem mais energia e com isso mais disposição para a prática de exercício.19 Pode continuar a praticar atividades aeróbias, evitando exercícios instáveis, com saltos ou movimentos repentinos, quer pelo risco de queda quer devido ao aumento dos níveis de relaxina que pode aumentar o risco de lesões 19 articulares e ligamentares, evitar desportos de contato como luta e desportos de equipa em que há maior risco de queda ou de ser atingida no abdomén.18 Se praticar exercícios com step evitar que este esteja a mais de 10 cm do chão e evitar exercícios em posição de supino ou que exijam longos períodos em posição ortostática.19 Exercícios de reforço abdominal são importantes para diminuírem lombalgias. No entanto, os exercícios de abdominais tradicionais no chão devem ser trocados por exercícios numa bola Suíça – a grávida senta-se numa bola Suíça como se fosse uma cadeira e deixa a bola rolar para a frente um pouco enquanto se inclina para trás num ângulo de 45 graus, faz uma pausa e volta à posição inicial.18 Apesar do aumento da flexibilidade da grávida, os exercícios de flexibilidade devem ser efetuados com precaução pois os ligamentos e articulações estão mais instáveis.18 Não descurar os exercícios de resistência para treinar os membros superiores e inferiores, sempre com pesos reduzidos.18 Evitar usar pesos elevados aquando do trabalho de quadricípites pois há um aumento da tensão dos ligamentos pélvicos causando desconforto.18 3º Trimestre No terceiro trimestre devido ao aumento do tamanho do feto e da barriga a prática de atividade física torna-se mais difícil pois há maior dificuldade em manter o equilíbrio e maior sensação de fadiga por parte da mãe.18 Por este motivo nesta fase deve-se diminuir a intensidade e a duração das sessões de exercício, no entanto, deve continuar os exercícios de reforço pélvico. 8 Atletas de alta competição e gravidez As atletas de alta competição que continuam a treinar durante a gravidez requerem supervisão por um médico obstetra com o conhecimento do impacto do exercício extenuante sobre a mãe e o feto.12 Todas as atletas grávidas devem prestar atenção à manutenção de uma hidratação adequada, às necessidades nutricionais adicionais da gravidez juntamente com o exercício físico e aos perigos do calor.12 A avaliação obstétrica de rotina deve ser fortemente recomendada e se clinicamente indicado, deve ser feita uma avaliação adicional para avaliar o crescimento e bem-estar fetal. O médico 20 obstetra que segue a atleta deve entrar em contato com o médico do corpo diretivo da atleta durante toda a gravidez e pós-parto.12 As atletas de alta competição devem ser aconselhadas a respeitar as regras das entidades responsáveis pela supervisão dos eventos.12 Embora os riscos sejam mínimos com moderação, mesmo mulheres activas saudáveis devem ser examinadas periodicamente para avaliar os efeitos das suas rotinas de exercício no desenvolvimento do feto e estas devem ser ajustadas ou suspendidas se necessário. As atletas de alta competição devem esperar uma redução no seu desempenho durante a gravidez.1,2,12 9 Exercício no pós-parto Os benefícios do exercício no pós-parto incluem melhoria da condição cardiovascular, facilidade na perda de peso, bem-estar psicológico, redução da ansiedade e da depressão e um aumento da energia.1,2,12 As mulheres no período pós-parto são capazes de participar em actividades de intensidade moderada sem comprometer o aleitamento materno. Fortalecendo os músculos do pavimento pélvico há uma redução do risco de desenvolver incontinência urinária de esforço.12 Recomendações atuais sugerem que, se a gravidez e o parto decorreram sem complicações, um programa de intensidade moderada consistindo de uma caminhada, fortalecimento do pavimento pélvico e alongamentos deve ser iniciado imediatamente.12 No entanto se o parto foi complicado ou se foi um parto por cesariana o médico obstetra deve ser consultado antes da retoma ao exercício físico, normalmente depois da primeira consulta pós – parto entre a sexta e oitava semanas.12 As mulheres devem retomar de forma gradual a sua atividade física pré-gravidez.12 21 Conclusão A gravidez é um período da vida reprodutiva da mulher em que ocorrem marcadas alterações fisiológicas, no entanto estas não são razão para parar a prática de exercício físico mas sim para adapta-lo de forma a contribuir para uma gravidez mais saudável. Os benefícios da prática de exercício físico são múltiplos desde os físicos, como diminuição da probabilidade de desenvolver diabetes gestacional, diminuição do risco de pré-eclâmpsia e evitar um aumento excessivo de peso, aos psicológicos, como menor risco de depressão e menos insónias. No entanto, apesar de todos os benefícios deve-se ter em atenção as contraindicações absolutas e relativas para a prática de exercício físico bem como os sinais de alarme para os quais deve ser interrompida qualquer actividade. Os efeitos do exercício sobre o feto merecem ainda mais estudos, no entanto, a prática de exercício parece trazer vários benefícios como uma diminuição do risco de stress ao nascimento. Aquando da prescrição de um programa de exercício deve-se informar a grávida sobre quais os tipos de exercícios mais indicados e menos indicados (por exemplo, uma grávida não deve fazer exercícios em posição de supino a partir da 16ª semana de gestação), qual a intensidade a que deve praticar o exercício sendo que para isso pode ser utilizado o controlo da frequência cardíaca, a escala de esforço percebido, escala de Borg e também o “teste da conversa”. A frequência e duração do exercício para mulheres sedentárias deve começar por 15 minutos de exercício durante três vezes por semana aumentando até 30 minutos todos os dias. Todas as mulheres ativas durante a gravidez devem ser avaliadas periodicamente para verificar os efeitos do seu programa de exercícios no desenvolvimento do feto e fazer ajustamentos do mesmo caso seja necessário. O retorno ao exercício físico após o parto deve ser feito de forma gradual. Portanto, apesar de todas as mudanças que ocorrem durante a gravidez, no corpo da mulher, o exercício físico deve ser incorporado e incentivado pelos profissionais de saúde nas suas rotinas pois para a maioria das mulheres apresenta riscos mínimos e elevados benefícios. Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 325 normas POLÍTICA EDITORIAL Autoria A produção de um trabalho científico resulta dos contributos dados por diversas pessoas e entidades. Porém, nem todas as contribuições conferem a atribuição de autoria do trabalho. Todos aqueles que são nomeados como autores têm que cumprir os três requisitos do Comité Internacional de Editores de Revistas Médicas para definição de autoria e todos os que cumpram estes requisitos devem ser nomeados como autores: • Contribuir substancialmente para a concepção e delineamento, recolha de dados ou análise e interpretação dos dados; • Participar na redacção ou revisão crítica do artigo no que respeita a conteúdo intelectualmente importante; • Rever a versão final do manuscrito e aprovar a sua publicação. Outras pessoas que possam ter contribuído para o trabalho, mas não preencham os critérios de autoria, devem ser mencionadas nos agradecimentos. Não se incluem aqui pessoas ou entidades que tenham contribuído exclusivamente com o financiamento do trabalho. Conflito de interesses Existe um conflito de interesses quando um autor (ou a sua instituição) tem relações pessoais ou financeiras que podem influenciar as suas decisões, trabalho ou manuscrito. Nem todas estas relações representam verdadeiros conflitos de interesses. Por outro lado, o potencial para conflito de interesses pode existir independentemente do autor acreditar ou não que esta relação afecta o seu julgamento científico. O potencial para conflito de interesses pode residir nos autores, revisores ou editores. Desta forma, para manter a transparência no processo de publicação, todos os envolvidos na publicação de artigos (autores, revisores e editores) são convidados a declarar potenciais conflitos de interesses. Porém, a existência dos mesmos não constitui fundamento para a rejeição dos manuscritos pela RPCG. Caso os trabalhos tenham sido financiados total ou parcialmente por uma ou mais pessoas ou entidades, essa informação terá de ser publicada juntamente com Conselho Editorial da Revista Portuguesa de Clínica Geral Normas para apresentação de artigos à Revista Portuguesa de Clínica Geral A Re vis ta Por tu gue sa de Clí ni ca Ge ral (RPCG) acei ta para pu bli ca ção ar ti gos de in ves ti ga ção fun da men tal, epi de mio ló gi ca, clí - ni ca, so bre ad mi nis tra ção de ser vi ços de saú de ou so bre edu ca ção, bem como ar ti gos de re vi são, ar ti gos so bre a prá ti ca clí ni ca, re la tos de ca sos clí ni cos, ar ti gos de opi nião e ou tros que pos sam con tri bu ir para o de sen vol vi men to da es pe cia li da de de me di - ci na ge ral e fa mi liar ou para a me lho ria dos cui da dos de saú de pri má rios. Os ar ti gos po de rão ser re di gi dos em por tu guês, in glês ou cas te lha no. Este do cu men to ex põe a úl ti ma ver são das nor mas de apre sen ta ção de ar ti gos à RPCG (do ra van te de sig na das por Nor mas), que con sis tem numa re vi são e ac tu a li za ção das nor mas pu bli ca das em 2009.1As ci ta ções des ta ver são das nor mas de vem ser fei tas pela se guin te re fe rên cia: Con se lho Edi to ri al da RPCG. Nor mas para apre sen ta ção de ar ti gos à Re vis ta Por tu gue sa de Clí - ni ca Ge ral. Rev Port Clin Ge ral 2010; 26: 325-40. Este do cu men to não está pro te gi do por di rei tos de au tor, po den do ser co pia - do, reim pres so ou dis tri bu í do elec tro ni ca men te sem au to ri za ção. Re co men da-se aos au to res que uti li zem a ver são elec tró ni ca dos ane xos e for mu lá rios cons tan tes nes tas nor mas, dis po ní - veis no sí tio da in ter net da RPCG, quan do pre ten de rem sub me ter um ma nus cri to. Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 normas 326 o artigo. A existência de financiamento externo não é critério de aceitação ou rejeição de manuscritos. Conduta Ética Para que um trabalho de investigação em seres humanos possa ser considerado válido, os autores têm de seguir uma Conduta Ética que cumpra os preceitos definidos na Declaração de Helsínquia. O protocolo de investigação deverá ser submetido a uma comissão de ética independente para que se pronuncie, aprovando ou não o mesmo. O parecer favorável desta comissão deverá ser englobado nos documentos a entregar na submissão do artigo (em conjunto com o Anexo IV). Na ausência de submissão a comissão de ética, deve o autor responsável pela correspondência com a RPCG redigir uma Declaração de Conduta Ética, indicando porque motivo não foi feita essa submissão e assumindo o cumprimento dos princípios éticos relativos a estes estudos. A ausência de qualquer um destes documentos condiciona a não aceitação do manuscrito para avaliação pelo Corpo Editorial. ORGANIZAÇÃO CIENTÍFICA DOS ARTIGOS Qualquer artigo submetido para publicação na RPCG deverá ser preparado de acordo com os Requisitos Uniformes para Manuscritos Submetidos a Revistas Médicas, redigidos pela Comissão Internacional de Editores de Revistas Médicas2,3 e os documentos incluídos na rede EQUATOR (Enhancing the Quality and Transparency of Health Research).4 A revista publica artigos da iniciativa dos autores e dos editores. Os artigos da iniciativa dos autores são: os artigos de investigação original, as revisões, os relatos de caso, os artigos de prática, os artigos de opinião e debate, os artigos breves e as cartas aos editores. Os editoriais, os documentos, os artigos do Dossier, os POEMs, os textos do Clube de Leitura e os textos do Websaúde são da iniciativa dos editores, embora possam ser aceites submissões da iniciativa dos autores, desde que contactem previamente os editores da RPCG. Tanto os artigos da iniciativa dos autores como os artigos solicitados pelos editores são sujeitos a um processo de revisão por pares. Nesta secção apresentam-se os elementos que são comuns a todas as tipologias de artigo e uma descrição dessas diferentes tipologias. Elementos comuns às diferentes tipologias de artigo Todos os artigos apresentados à RPCG deverão ter um Título, a descrição dos Autores, um corpo de texto e Referências Bibliográficas. Na maioria das tipologias será necessário um Resumo. No caso de existirem pessoas que tenham feito contributos importantes para o artigo mas que não cumpram os critérios de autoria, poderá ser incluída uma secção denominada Agradecimentos que será colocada entre o corpo de texto e as referências bibliográficas. Em determinadas tipologias de artigos poderão ser incluídas ilustrações no corpo de texto. A informação relativa aos conflitos de interesses e financiamento do trabalho deve ser colocada após as referências bibliográficas. O artigo terá que ter um Títuloe um Resumoem português e em inglês. Quando o idioma de publicação é o português, o primeiro resumo será em português e o segundo em inglês. Se o idioma de publicação for o inglês, a ordem será inversa. No caso do idioma de publicação ser o castelhano, o primeiro resumo (Resumen) será nesse idioma, havendo então um resumo em português e outro em inglês no final do artigo. Os resumos não deverão exceder as 300 palavras e deverão ser seguidos de duas a seis palavras-chave. Estas palavras-chave deverão ser termos da lista de descritores médicos MeSH,5dos descritores em ciências da saúde (DeCS) da BIREME6ou dos descritores da PORBASE (Índice de Assuntos).7A estrutura do resumo para cada uma das tipologias de artigo será explicitada na secção correspondente. São permitidos dois tipos de ilustrações: figuras e quadros. As figuras devem ser numeradas com algarismos árabes e os quadros com numeração romana, pela ordem da sua primeira citação no texto. O texto não deve repetir dados incluídos em ilustrações, limitandose nesse caso a realçar ou resumir os seus aspectos mais importantes. O número de ilustrações permitidos para cada uma das tipologias será explicitado na secção correspondente. As Referências Bibliográficas devem seguir o formato indicado nas normas internacionais (estilo de Vancouver).8 Investigação original Conteúdo: Consistem em artigos de investigação no Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 327 normas âmbito da medicina geral e familiar ou dos cuidados de saúde primários. Deverão seguir as normas internacionalmente aceites para este tipo de artigos.2,3 Os autores são encorajados a seguir as normas STROBE9para estudos observacionais, CONSORT10 para ensaios clínicos, as normas STARD11 para estudos de acuidade diagnóstica, as normas COREQ12 para estudos qualitativos, as normas SQUIRE13 para estudos de garantia e melhoria da qualidade. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 8.000 palavras, sendo admitido o número máximo de 10 ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Deve incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). O corpo do artigo deve ser subdividido em: Introdução, Métodos, Resultados e Discussão. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Corpo do artigo: A Introdução deverá ser sintética. Deve apresentar claramente o problema em questão, resumir o estado actual do conhecimento sobre o tema e referir os motivos que levaram à execução do estudo. Os objectivos e/ou hipóteses formuladas devem ser indicados no final da introdução. Os Métodos deverão referir a configuração, local e tempo de duração de estudo, a população estudada, os métodos de amostragem, as unidades de observação e as variáveis medidas, os métodos de recolha de dados, bem como critérios, instrumentos, técnicas e aparelhos utilizados. Deve ser indicada a metodologia estatística. Os Resultados deverão ser apresentados de forma clara usando texto e ilustrações (figuras ou quadros). A Discussão deverá salientar aspectos novos ou importantes do estudo e apresentar apenas as conclusões justificadas pelos resultados. Deverão ser feitas comparações com estudos idênticos realizados por outros autores e ser comentadas as limitações ou os viéses importantes do estudo. Podem ser sugeridas novas hipóteses de trabalho. Não devem ser feitas afirmações não baseadas no estudo efectuado, nem alusões a trabalhos incompletos ou não publicados. As conclusões do estudo devem ser apresentadas nos últimos parágrafos da discussão. Resumo: O Resumo deve expor os objectivos do trabalho, a metodologia básica, os resultados e conclusões principais e realçar aspectos novos e importantes do estudo ou das observações. É obrigatoriamente estruturado, dividido nos seguintes subtítulos: Objectivos, Tipo de estudo, Local, População, Métodos, Resultados e Conclusões. Encorajamos os investigadores a registar prospectivamente os ensaios clínicos num registo público de ensaios. Os ensaios clínicos deverão ter o número de registo no final do resumo. Relato de Caso Conteúdo: Consistem em textos descritivos de casos clínicos que sirvam para melhorar a tomada de decisão da investigação diagnóstica ou terapêutica, de aspectos relacionados com a educação ou com as politicas de saúde. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 6.000 palavras, sendo admitido o número máximo de oito ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). O corpo de texto é subdividido em: Introdução, Descrição do caso e Comentário. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Corpo do artigo: A Introdução deve apresentar os motivos que levaram à apresentação do caso clínico de forma sintética e sem fazer uma revisão teórica do problema em questão. A Descrição do caso deve ser constituída por uma apresentação do caso clínico propriamente dito, feita de forma estruturada e com recurso a subtítulos, se necessário. O Comentário deverá chamar a atenção para os aspectos práticos relevantes, problemas encontrados na prática clínica ou lições a tirar do relato de caso. Resumo: É obrigatoriamente estruturado, dividido nos seguintes subtítulos: Introdução, Descrição do caso e Comentário. Revisão Conteúdo: Consistem em estudos de revisão bibliográfica, trabalhos de síntese ou actualização clínica que possam constituir instrumentos auxiliares de actualização e de aperfeiçoamento da prática clínica. Os autores são encorajados a seguir as normas PRISMA para revisões sistemáticas,14 MOOSE para meta-análises de estudos observacionais15 e as recomendações de Riley et al para meta-análises de dados individuais de doentes.16 Os autores de artigos de revisão baseada na evi- Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 normas 328 dência podem considerar úteis as recomendações publicadas na revista American Family Physician.17 Dimensão: Os estudos de revisão não deverão ultrapassar as 8.000 palavras, sendo admitido o número máximo de 10 ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). O corpo de texto é subdividido em: Introdução, Métodos, Resultados e Conclusões. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Corpo do artigo: A Introdução deverá ser sintética. Deve apresentar claramente o problema em questão, referir os motivos que levaram à execução do estudo e discutir a sua oportunidade. A pergunta e o objectivo específico da revisão deverão aparecer claramente formulados no final da introdução. Os Métodos deverão descrever a metodologia usada para efectuar o processo de revisão. Devem, nomeadamente, ser indicados o tópico em revisão, definições várias (por exemplo, critérios de diagnóstico), processo utilizado para a pesquisa bibliográfica (período a que diz respeito a revisão, bases de dados electrónicas ou documentais consultadas, descritores utilizados para a pesquisa, pesquisa manual de bibliografias, contacto com peritos na área para identificação de artigos relevantes) e processos e critérios de selecção dos artigos. Os Resultados devem ser apresentados de forma estruturada e sistematizada e com recurso a subtítulos, se necessário. Devem incluir os resultados da pesquisa e elementos de argumentação crítica (avaliação de qualidade dos dados, síntese de dados, perspectivas em confronto, identificação de problemas não resolvidos). As Conclusões devem fornecer um resumo crítico dos dados relevantes, enfatizar os aspectos práticos, equacionar os problemas que subsistem e propor perspectivas futuras. Resumo: O Resumo deve expor os objectivos do trabalho, a metodologia básica, os resultados e conclusões principais, e realçar aspectos novos e importantes da revisão. É obrigatoriamente estruturado, dividido nos seguintes subtítulos: Objectivos, Fontes de dados, Métodos de revisão, Resultados e Conclusões. No resumo dos resultados pretende-se a indicação do número e características dos estudos incluídos e excluídos. Podem ser incluídos os achados qualitativos e quantitativos mais relevantes. Prática Conteúdo: Consistem em relatórios de avaliação de qualidade ou trabalhos descritivos de experiências ou projectos considerados relevantes para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados aos doentes em cuidados de saúde primários. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 5.000 palavras, sendo admitido o número máximo de quatro ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). Não existe estrutura obrigatória do corpo de texto. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Resumo: Não existe estrutura obrigatória. Formação Conteúdo: Consistem em relatos de projectos ou experiências considerados importantes no campo da educação médica pré e pós-graduada no contexto dos cuidados de saúde primários. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 5.000 palavras sendo admitido o número máximo de seis ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). Não existe estrutura obrigatória do corpo de texto. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Resumo: Não existe estrutura obrigatória. Opinião e Debate Conteúdo: Consistem em textos de opinião livre susceptíveis de fomentar a reflexão e a discussão sobre temas de interesse para a medicina geral e familiar. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 4.000 palavras sendo admitido o número máximo de seis ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). Não existe estrutura obrigatória do corpo de texto. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 329 normas Resumo: Não existe estrutura obrigatória. Artigo Breve Conteúdo: Consistem em textos de pequena dimensão como, por exemplo, estudos originais curtos ou de divulgação de resultados preliminares, apontamentos sobre casos clínicos ou pequenos estudos de séries. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 3.000 palavras, sendo admitido o número máximo de quatro ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). Não existe estrutura obrigatória do corpo de texto. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Resumo: Não existe estrutura obrigatória. Carta ao Director Conteúdo: Consistem em comentários a artigos publicados previamente na revista ou notas breves sobre experiências relevantes na prática diária. As cartas referentes a artigos só serão aceites até três meses após a publicação do artigo original. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 750 palavras, sendo admitida até uma ilustração (quadro ou figura) e até 5 referências bibliográficas. Estrutura: Não existe estrutura obrigatória. O artigo pode incluir Referências Bibliográficas. Resumo: Não há resumo. Editorial Da iniciativa do Conselho Editorial. Não deverão ultrapassar 1.200 palavras nem mais do que 15 referências. Serão admitidas até 2 ilustrações (quadros ou figuras). Documentos Conteúdo: Consistem em declarações, recomendações ou outros documentos de âmbito nacional ou internacional que sejam relevantes para a medicina geral e familiar. Dossier Conteúdo: O Dossier reúne artigos referentes a um tema comum. O objectivo do dossier é a divulgação de trabalhos de actualização científica e de temas de revisão elaborados por peritos. Os artigos do dossier serão solicitados pelos Editores da RPCG ou por um perito designado pelo Conselho Editorial como elemento coordenador. Dimensão: Os artigos do dossier não deverão ultrapassar as 6.000 palavras, sendo admitido o número máximo de 8 ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). Não existe estrutura obrigatória do corpo de texto. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Resumo: Não existe estrutura obrigatória. POEM Conteúdo: Nesta secção comentam-se POEMs (Patient-Oriented Evidence that Matters), aos quais é atribuído um nível de evidência de acordo com o Oxford Centre for Evidence Based Medicine.18 Os conceitos relacionados com os POEMs já foram extensamente revistos.19,20 Dimensão: Os comentários não deverão ultrapassar as 1.000 palavras. Não haverá lugar a ilustrações. Estrutura: Os artigos devem incluir um Título apelativo em estilo jornalístico, a Referência Bibliográfica, a Questão Clínica, o Resumo do Estudo e o Comentário. O título nas restantes línguas necessárias (ver acima) será publicado apenas na edição online da RPCG. Clube de Leitura Conteúdo: O objectivo da secção é proporcionar uma leitura comentada de artigos, livros ou outros textos procedentes de outras publicações científicas. O artigo ou publicação escolhida deve ser actual (editado nos últimos 3 meses) e relevante para a prática clínica da medicina geral e familiar. Dimensão: Não deverá ultrapassar as 1.300 palavras. Não haverá lugar a ilustrações. Estrutura: Os textos devem incluir um Título apelativo em estilo jornalístico, a(s) Citação(ões) do(s) artigo(s) que deram origem ao texto, o resumo do estudo (que manterá a estrutura do artigo original), o Comentário e as Referências Bibliográficas. No comentário, o autor deverá expor a sua opinião sobre a importân- Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 normas 330 internet referido até a um máximo de 3 ilustrações por texto. Estrutura: Deve incluir um Título e a Referência Bibliográfica ao sítio na internet. O corpo de texto deverá incluir informação relativa aos recursos disponíveis no sítio da internet, nomear a entidade responsável pelos conteúdos e deverá incluir uma descrição de como o autor utiliza o sítio na sua prática de médico de família. O título nas restantes línguas necessárias (ver acima) será publicado apenas na edição online da RPCG. ORGANIZAÇÃO FORMAL DOS ARTIGOS Formatação dos ficheiros electrónicos submetidos Os artigos devem ser dactilografados em qualquer procia do artigo e apresentar alguns dados da sua experiência ou de outros estudos que apoiem ou não as conclusões do artigo comentado. O título nas restantes línguas necessárias (ver acima) será publicado apenas na edição online da RPCG. Websaúde Conteúdo: Tem como objectivo a divulgação de sítios da Internet relevantes para a medicina geral e familiar. Existem recursos disponíveis para ajudar na avaliação crítica da informação de saúde disponibilizada na internet.21 Dimensão: O texto não deverá ultrapassar as 350 palavras. Haverá lugar a uma ilustração por cada sítio na Tipo de artigo Estrutura resumo Estrutura corpo de texto Dimensão Ilustrações Investigação Objectivos, tipo de estudo, Título,* Resumo,* Palavras-chave,* Introdução, 8.000 ≤10 original local, população, métodos, Métodos, Resultados, Discussão, resultados e conclusões [Agradecimentos] e Referências Bibliográficas Relato de caso Introdução, Descrição do Título,* Resumo,* Palavras-chave,* Introdução, 6.000 ≤8 caso e Comentário Descrição de caso, Comentário, [Agradecimentos] e Referências Bibliográficas Revisão Objectivos, Fontes de Título,* Resumo,* Palavras-chave,* Introdução, 8.000 ≤10 dados, Métodos de revisão Métodos, Resultados, Conclusões, e Conclusões [Agradecimentos] e Referências Bibliográficas Prática Não existe estrutura Título,* Resumo,* Palavras-chave,* [corpo de texto], 5.000 ≤4 obrigatória [Agradecimentos] e Referências Bibliográficas Formação Não existe estrutura Título,* Resumo,* Palavras-chave,* [corpo de texto], 5.000 ≤6 obrigatória [Agradecimentos] e Referências Bibliográficas Opinião e Não existe estrutura Título,* Resumo,* Palavras-chave,* [corpo de texto], 4.000 ≤4 debate obrigatória [Agradecimentos] e Referências Bibliográficas Artigo breve Não existe estrutura Título,* Resumo,* Palavras-chave,* [corpo de texto], 3.000 ≤4 obrigatória [Agradecimentos] e Referências Bibliográficas Carta ao director Sem resumo [corpo de texto] 750 1 Editorial Sem resumo [corpo de texto] 1.200 ≤2 Dossier Não existe estrutura Título,* Resumo,* Palavras-chave,* [corpo de texto], 6.000 8 obrigatória [Agradecimentos] e Referências Bibliográficas POEM Sem resumo Título,* Referência bibliográfica, Questão Clínica, 1.000 0 Resumo do Estudo, Comentário Clube de Leitura Sem resumo Título,* Citação [corpo do texto de acordo 1.300 0 com a estrutura do artigo original], Comentário, Referências Bibliográficas WebSaúde Sem resumo Título,* Referência Bibliográfica, 350 3 [corpo do texto], Comentário *Nas línguas necessárias (ver secção «Elementos comuns às diferentes tipologias de artigo»). Síntese Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 331 normas cessador de texto e gravados num dos seguintes formatos: Microsoft Word, RTF ou Open Office. As páginas devem ser numeradas. Primeira página Deverá incluir apenas: 1. O título do artigo, que deverá ser conciso. 2. O nome do autor ou autores (devem usar-se apenas dois ou três nomes por autor). 3. O grau, título ou títulos profissionais e/ou académicos do autor ou autores. 4. O serviço, departamento ou instituição onde trabalha(m). Segunda página Deverá incluir apenas: 1. O nome, telefone/fax, endereço de correio electrónico e endereço postal do autor responsável pela correspondência com a revista acerca do manuscrito. 2. O nome, endereço de correio electrónico e endereço postal do autor a quem deve ser dirigida a correspondência sobre o artigo após a sua publicação na revista. Terceira página Deverá incluir apenas: 1. Título do artigo nas línguas necessárias. 2. Resumo do artigo nas línguas necessárias. O resumo deve respeitar as normas indicadas para o tipo de artigo em questão e tornar possível a compreensão do artigo sem que haja necessidade de o ler. 3. De duas a seis palavras-chave nas línguas necessárias usando, sempre que existirem, termos da lista de descritores médicos MeSH,5dos descritores em ciências da saúde (DeCS) da BIREME6ou dos descritores da PORBASE (Índice de Assuntos).7 4. Indicação da tipologia do artigo (a que secção da revista se destina). Páginas seguintes As páginas seguintes incluirão o texto do artigo, devendo cada uma das secções em que este se subdivida começar no início de uma página. Primeira página a seguir ao texto do artigo Deverá incluir o capítulo Agradecimentos, quando este exista. Primeira página a seguir aos Agradecimentos Deverá conter o início do capítulo Referências Bibliográficas. Primeira página a seguir a Referências bibliográficas Deverá conter a informação relativa aos conflitos de interesses dos autores e ao financiamento do estudo (de acordo com a informação prestada nos anexos I e II). Páginas seguintes Deverão incluir as ilustrações. Estas devem ser enviadas cada uma em sua folha com indicação do respectivo número (algarismo árabe ou numeração romana) e legenda. Os quadros, com numeração romana, deverão sempre incluir um título curto. Poderão incluir em rodapé notas explicativas consideradas necessárias e assinaladas utilizando os símbolos indicados nas normas de Vancouver.2,3 Gráficos, diagramas, gravuras e fotografias (figuras) deverão ser apresentados com qualidade que permita a sua reprodução directa e numerados com algarismos árabes. Não devem ser utilizados gráficos tridimensionais. As figuras em formato digital devem ser enviadas como ficheiros separados e não dentro do documento de texto. São aceites os formatos JPEG, TIF e EPS, preferencialmente com uma resolução de 300 pontos por polegada (dpi) ou superior. As figuras em suporte de papel ou filme (diapositivos) deverão ter boa qualidade e ser devidamente identificadas (algarismos árabes) com etiqueta autocolante no verso ou na margem. Dá-se preferência a imagens em formato digital, desde que essa opção não comprometa a qualidade das mesmas. No caso de se tratar de fotografias de pessoas ou de fotografias já publicadas, proceder de acordo com as normas de Vancouver.2,3 Normas de estilo O uso de abreviaturas e símbolos, bem como as unidades de medida, devem estar de acordo com as normas internacionalmente aceites.2,3 1. Devem-se usar maiúsculas apenas nas seguintes situações: a) no título e nas principais secções do trabalho; b) no início do subtítulo (caso exista); c) na primeira palavra de todos os períodos; d) nas palavras principais de capítulos, subcapítulos, secções e subsecções; Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 normas 338 No caso de se tra tar de um estu do ori gi nal, o seu manus cri to deve ser acom pa nha do por este docu men to. Sem ele o arti go não será acei te para apre cia ção. Em caso de dúvi da, con sul te as nor mas para apre sen ta ção de arti gos à Revista Portuguesa de Clínica Geral (Rev Port Clin Geral 2010; 26:325-40). Este for mu lá rio neces si ta ape nas de ser preen chi do pelo autor res pon sá vel pela cor res pon dên cia com a revis ta. O for mu lá rio deve ser envi a do por cor reio pos tal para: Director da Revista Portuguesa de Clínica Geral Av. da República, 97-1º 1050-190 Lisboa IDEN TI FI CA ÇÃO Nome do au tor: ____________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ Tí tu lo do ma nus cri to: ___________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ DE CLA RA ÇÃO DE CON DU TA ÉTI CA De cla ro que: ■Este es tu do de cor reu de acor do com os prin cí pios es ta - be le ci dos na De cla ra ção de Hel sín quia. ■O pro to co lo do pre sen te es tu do foi sub me ti do à apre - cia ção da Co mis são de Éti ca ________________________ ____________________________, que deu pa re cer fa vo - rá vel à sua re a li za ção e de que ane xo(amos) fo to có pia. Se o pro to co lo do es tu do não ti ver sido sub me ti do à apre - cia ção de uma co mis são de éti ca in de pen den te, jus ti fi que cir cun stan ci a da men te as ra zões que im pe di ram a con cre - ti za ção des se pro ce di men to, ela bo re uma de cla ra ção de ga - ran tia de cum pri men to das nor mas éti cas re la ti vas à in - ves ti ga ção e, nos ca sos em que tal se apli ca, jun te có pia da fo lha de in for ma ção ao doen te e do for mu lá rio de con sen - ti men to. En vie es tes do cu men tos em ane xo ao pre sen te for mu lá rio. Lo cal: ______________________________ Data: __/__/____ As si na tu ra: ________________________________________ ANEXO IV FORMULÁRIO DE DECLARAÇÃO DE CONDUTA ÉTICA No caso de se tratar de um relato de caso ou havendo fotografia(s) de doente(s), o seu manuscrito deve ser acompanhado por este documento. Sem ele o artigo não será aceite para apreciação. Em caso de dúvida, consulte as normas para apresentação de artigos à Revista Portuguesa de Clínica Geral (Rev Port Clin Geral 2010; 26:325-40). Este formulário necessita apenas de ser preenchido pelo autor responsável pela correspondência com a revista. O for mu lá rio deve ser envi a do por cor reio pos tal para: Director da Revista Portuguesa de Clínica Geral Av. da República, 97-1º 1050-190 Lisboa IDEN TI FI CA ÇÃO Nome do autor correspondente: ______________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ Nome da pes soa des cri ta no ar ti go ou mos tra da na fo to - gra fia: ____________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ ANEXO V DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO INFORMADO Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 339 normas Assunto da fotografia ou do artigo: __________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO INFORMADO Eu, ________________________________________________ _______________ [co lo que o nome com ple to] dou o meu con - sen ti men to para que es tas in for ma ções so bre A MI NHA PES SOA/MEU(MI NHA) FI LHO(A) OU TU TE LA DO/PA REN - TE [mar que a des cri ção cor rec ta], re la ti vas ao as sun to su - pra ci ta do apa re çam na Re vis ta Por tu gue sa de Clí ni ca Ge - ral (RPCG), uma pu bli ca ção da As so cia ção Por tu gue sa de Mé di cos de Clí ni ca Ge ral (APMCG). Vi e li o ma te ri al a ser sub me ti do à Re vis ta. Com pre en do o se guin te: (1) As in for ma ções se rão pu bli ca das sem o meu nome ane - xa do e, quer a RPCG, quer a AMPCG fa rão o me lhor pos - sí vel para as se gu rar o meu ano ni ma to. Com pre en do, no en tan to, que o ano ni ma to com ple to não pode ser ga - ran ti do. É pos sí vel que al guém em al gum lu gar pos sa me iden ti fi car (tal vez, por exem plo, al guém que cu i dou de mim se fi quei in ter na do no hos pi tal ou al gum de meus fa mi lia res). (2) O tex to do ar ti go será re vis to com re la ção ao es ti lo de re dac ção, gra má ti ca, co e rên cia e ex ten são. (3) As in for ma ções po dem ser pu bli ca das na RPCG, que é dis tri bu í da prin ci pal men te a mé di cos, mas tam bém pode ser vis ta por pes soas lei gas. (4) As in for ma ções tam bém se rão co lo ca das no sí tio da in - ter net da RPCG. (5) As in for ma ções tam bém po dem ser usa das por com - ple to ou em par te em ou tras pu bli ca ções e pro du tos pu bli ca dos pela As so cia ção Por tu gue sa de Clí ni ca Ge - ral (APMCG), ou por ou tras edi to ras para as quais a APMCG li cen cie o seu con te ú do. Isto in clui pu bli ca ções im pres sas, em for ma tos elec tró ni cos ou quais quer ou - tros for ma tos que pos sam ser usa dos pela APMCG ou seus li cen cia dos, ago ra ou no fu tu ro. Em es pe ci al, as in - for ma ções po dem apa re cer em edi ções lo ca is da RPCG ou em ou tros pe ri ó di cos ou pu bli ca ções es tran gei ras. (6) A APMCG não per mi ti rá o uso das in for ma ções em pro - pa gan das ou em ba la gens, ou que es tas se jam usa das fora de con tex to. (7) Po de rei re vo gar o meu con sen ti men to a qual quer mo - men to an tes da pu bli ca ção, mas uma vez que as in for - ma ções te nham sido com pro me ti das para a pu bli ca ção, não será mais pos sí vel re vo gar o con sen ti men to. Lo cal: ______________________________ Data: __/__/____ As si na tu ra: ________________________________________ PRI MEI RA PÁ GI NA ■O tí tu lo é con ci so, bre ve e su fi cien te men te in for ma tivo. ■Os no mes dos au to res es tão cor rec tos e são os 2/3 no - mes usa dos ha bi tual men te na clí ni ca ou nas ac ti vi da - des ci en tí fi cas. ■To dos os au to res cum prem os cri té rios de au to ria. ■Es tão in di ca dos os graus ou tí tu los dos au to res. ■Es tão in di ca dos os lo ca is, ins ti tu i ções ou ser vi ços aos quais os au to res es tão li ga dos. SE GUN DA PÁ GI NA ■Está in di ca do o nome, te le fo ne/fax, en de re ço de cor reio elec tró ni co e en de re ço pos tal do au tor res pon sá vel pela cor res pon dên cia com a re vis ta acer ca do ma nus cri to. ■Está in di ca do o nome, en de re ço de cor reio elec tró ni co e en de re ço pos tal do au tor a quem deve ser di ri gi da a cor res pon dên cia so bre o ar ti go após a sua pu bli ca ção na re vis ta. TER CEI RA PÁ GI NA ■Está indicado o título do artigo nas línguas necessárias ■O Resumo segue as normas da revista para o tipo de artigo em questão e existe nas línguas necessárias. ■Estão indicadas duas a seis palavras-chave adequadas ANEXO VI LISTA DE VERIFICAÇÃO PARA SUBMETER PARA PUBLICAÇÃO NA REVISTA PORTUGUESA DE CLÍNICA GERAL Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 normas 340 nas línguas necessárias. ■Está in di ca da a ti po lo gia do ar ti go (a que sec ção da re - vis ta se des ti na) PÁ GI NAS SE GUIN TES ■O tex to do ar ti go se gue as nor mas da re vis ta e não ex - ce de os li mi tes pre vis tos. ■Cada uma das sec ções do ar ti go co me ça no iní cio de uma pá gi na. ■As re fe rên cias bi bli o grá fi cas es tão cor rec ta men te as si - na la das e nu me ra das ao lon go do tex to. ■As ilus tra ções es tão de vi da men te as si na la das no tex to e nu me ra das pela or dem por que são men ci o na das. ■As fi gu ras es tão nu me ra das com al ga ris mos ára bes e os qua dros com nu me ra ção ro ma na. PRIMEIRA PÁGINA A SEGUIR AO TEXTO (AGRADECIMENTOS QUANDO EXISTEM) ■Respeitam rigorosamente as normas internacionalmente aceites, existindo nomeadamente as autorizações para citar os nomes de pessoas a quem se agradecem os contributos. PRIMEIRA PÁGINA A SEGUIR AOS AGRADECIMENTOS (RE FERÊNCIAS BI BLI O GRÁ FI CAS) ■As re fe rên cias bi bli o grá fi cas es tão de vi da men te as si na - la das no tex to. ■Os do cu men tos re fe ren ci a dos fo ram cui da do sa men te ve ri fi ca dos e es tão lis ta dos de acor do com as nor mas de Van cou ver. PÁ GI NAS SE GUIN TES (ILUS TRA ÇÕES) ■To dos os qua dros es tão nu me ra dos e têm tí tu lo ade - quado. ■To das as res tan tes ilus tra ções es tão nu me ra das e iden - ti fi ca das. ■O nome dos fi chei ros elec tró ni cos con ten do ima gens per mi te iden ti fi car fa cil men te a ilus tra ção a que se re - fe rem (por exem plo, Fi gu ra_1.jpg) ■To das as ilus tra ções têm qua li da de que per mi ta a sua re pro du ção di rec ta. ■Cada ilus tra ção está de vi da men te as si na la da no tex to e é apre sen ta da em se pa ra do. ■Fo to gra fi as ou di a po si ti vos es tão de vi da men te iden ti - fi ca dos (al ga ris mos ára bes) com eti que ta au to co lan te no ver so ou na mar gem. ■Os au to res de têm to dos os di rei tos so bre as ima gens. ■Exis te con sen ti men to in for ma do dos doen tes fo to gra - fa dos para re pro du ção da sua ima gem na RPCG de acor - do com o mo de lo ane xo. PE DI DO DE PU BLI CA ÇÃO ■É en vi a do o ori gi nal do tex to (in clu in do ilus tra ções) por cor reio elec tró ni co, nos for ma tos Mi cro soft Word, RTF ou Open Of fi ce (tex to, ta be las e di a gra mas) e JPEG, TIF ou EPS (ilus tra ções) ■É en vi a do por cor reio pos tal o for mu lá rio para os au to - res de vi da men te pre en chi do e as si na do por to dos os auto res ■Tra tan do-se de um es tu do ori gi nal, có pia do pa re cer da co mis são de éti ca que apre ciou o tra ba lho. ■Tra tan do-se de um re la to de caso, de cla ra ção de con - sen ti men to in for ma do as si na da pelo doen te que mo ti - vou o re la to de caso. ■Ha ven do fo to gra fia de doen te(s), de cla ra ção de con sen - ti men to in for ma do as si na da pelo doen te fo to gra fa do. ■Está pre en chi da e é en via da por cor reio elec tró ni co esta lis ta de ve ri fi ca ção.