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O canto no currículo da Educação Infantil da Região Autónoma da Galiza

Casal de la Fuente, Lucía

Abstract

Até há um par de anos na Região Autónoma da Galiza para ser professor/a do ensino infantil ou básico era preciso estudar o correspondente curso. Com a nova implantação dos Graus em Professor/a, a formação é prolongada um ano. Este facto põe de manifesto que a formação do professorado nestas etapas é crucial (Hernández, 2010a). A realidade que é consequência da nova implantação dos planos de estudo de nível universitário para as/os futuras/os professoras/es faz com que desapareçam as especialidades entendidas como tal nas faculdades de Ciências da Educação. Não obstante, as/os futuras/os professoras/es do ensino básico poderão, segundo as optativas que escolherem, obter o título de Grau em Professor/a do Ensino Básico com uma menção, por exemplo, em Educação Musical. Por sua vez, as políticas educativas em Espanha não deixam de apontar para a relegação das artes no currículo. Entre os três e os seis anos de uma criança é especialmente chave o desenvolvimento das destrezas da fala e do canto (Hernández, 2010b), mas as professoras e professores do nível do ensino básico, ainda conhecendo a importância da música e do canto neste período, carecem de uma formação adequada (Hernández & Martín, 2010). Examinaremos e analisaremos neste texto a presença do canto no currículo de infantil, o qual nos levará a visibilizar o peso que por parte da Administração lhe é dado à atividade de voz cantada em dito currículo, indagando nas possíveis justificações. É surpreendente que o canto, que é um recurso muito rico para tais fins e um meio que serve para aprender, socializar, expressar..., não tenha um destaque no currículo oficial da Galiza. Para concluír, contrastar-se-á este fraco peso com as razões que indicam por quê é importante cantarmos quando crianças, convidando à reflexão de uma possível e necessária mudança deste texto oficial

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XI Colóquio sobre Questões Curriculares VII Colóquio Luso-Brasileiro & I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 1 O CANTO NO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REGIÃO AUTÓNOMA DA GALIZA Casal de la Fuente, L.1 1Universidade de Santiago de Compostela, Galiza Email: [email protected] Resumo Até há um par de anos na Região Autónoma da Galiza para ser professor/a do ensino infantil ou básico era preciso estudar o correspondente curso. Com a nova implantação dos Graus em Professor/a, a formação é prolongada um ano. Este facto põe de manifesto que a formação do professorado nestas etapas é crucial (Hernández, 2010a). A realidade que é consequência da nova implantação dos planos de estudo de nível universitário para as/os futuras/os professoras/es faz com que desapareçam as especialidades entendidas como tal nas faculdades de Ciências da Educação. Não obstante, as/os futuras/os professoras/es do ensino básico poderão, segundo as optativas que escolherem, obter o título de Grau em Professor/a do Ensino Básico com uma menção, por exemplo, em Educação Musical. Por sua vez, as políticas educativas em Espanha não deixam de apontar para a relegação das artes no currículo. Entre os três e os seis anos de uma criança é especialmente chave o desenvolvimento das destrezas da fala e do canto (Hernández, 2010b), mas as professoras e professores do nível do ensino básico, ainda conhecendo a importância da música e do canto neste período, carecem de uma formação adequada (Hernández & Martín, 2010). Examinaremos e analisaremos neste texto a presença do canto no currículo de infantil, o qual nos levará a visibilizar o peso que por parte da Administração lhe é dado à atividade de voz cantada em dito currículo, indagando nas possíveis justificações. É surpreendente que o canto, que é um recurso muito rico para tais fins e um meio que serve para aprender, socializar, expressar..., não tenha um destaque no currículo oficial da Galiza. Para concluír, contrastar-se-á este fraco peso com as razões que indicam por quê é importante cantarmos quando crianças, convidando à reflexão de uma possível e necessária mudança deste texto oficial. Palavras-chave: Educação Infantil; canto; currículo escolar; Galiza. 1 Introdução O CANTO NO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REGIÃO AUTÓNOMA DA GALIZA Casal de la Fuente, L. 3513 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sobre Questões Curriculares VII Colóquio Luso-Brasileiro & I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 2 O canto é um meio de expressão excepcional que achega numerosos benefícios. “Fisicamente, recorre ao fôlego, à respiração, ao tom corporal e à agudeza auditiva. Contribui para desenvolver o órgão da audição, o ouvido, essencial para a aprendizagem da linguagem” (Vaillancourt, 2009, p. 24). Ao cantarmos, as pessoas convertemo-nos em verdadeiros instrumentos musicais sentindo como vibra o corpo todo. Estas vibrações/oscilações internas (de Fonzo, 2010) ajudam a reduzir as tensões, tanto físicas como mentais, porque o canto exige envolvimento de ambos: corpo e mente à vez. Se somarmos o movimento, faremos ativar o plano motor e o inteletual, fazendo assim trabalhar a memória (Vaillancourt, 2009). E se ao mesmo tempo cantamos em grupo, favorecemos o desenvolvimento motor, a capacidade linguística, o pensamento concetual abstrato, as habilidades sociais e a criatividade (Pascual, 2006). Para grande parte do professorado especialista em música o canto na escola é uma das atividades mais importantes do currículo de música (Wolfe, 2002; em Cámara Izaguirre, 2008). Contudo, muitas/os docentes organizam atividades vocais com o alunado para combater o desinterese deste pelas atividades de canto como um excelente recurso para motivar nas aulas de música da escola e para impulsionar a prática de cantar. A crença de que o canto é um dos alicerces da aula de música reflecte-se na tomada deste tipo de iniciativas. Vistos parte dos benefícios que a prática do canto oferece ao ser humano e a consideração que o professorado atribui a esta, é relevante investigar o valor que se outorga ao canto na Educação Infantil desde a Administração galega através do currículo oficial, dando atenção ao vigente currículo de Educação Infantil na Galiza (Decreto 330/2009; em Xunta de Galicia, 2009); e ao derrogado (Decreto 426/1991). Os objetivos que nos propomos são: Procurar, identificar e agrupar as referências ao canto que constam nestes dois currículos. Analisar o valor que o canto toma nestes textos e estabelecer uma comparação entre ambos, para construir um discurso sobre a importância e necessidade das atividades de canto na Educação Infantil. 2Pergunta de investigação e metodologia De acordo com a parte introdutoria, perguntamo-nos: Qual é a presença direta, e portanto a importância indireta, que se outorga ao canto nos currículos da Educação Infantil na Galiza? Existem diferenças entre o currículo de 1991 e o de 2009? O método de análise documentário e do discurso, próprio da metodologia qualitativa, pareceu-nos o mais apropriado para analisar o conteúdo curricular. A técnica qualitativa indireta utilizada baseou-se nos princípios e técnicas da gramática, da sintaxe e da semântica para a análise textual. 3Referências ao canto na normativa de 1991 e de 2009: comparação Em harmonia com o Decreto 426/1991 (derrogado currículo de Educação Infantil da Galiza), o canto é entendido como: 3514 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sobre Questões Curriculares VII Colóquio Luso-Brasileiro & I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 3 Modo de participação, tentando que o alunado se envolva em atividades de canto em grupo. Canal de interpretação, achegando-se à sua cultura através da interpretação de cantos folclóricos, procedimento a destacar na área de expressão rítmico-musical. Via de comunicação, através da palavra e do canto. Valor educativo e atitudinal, mostrando gosto e interesse pelas atividades partilhadas, como pode ser o canto grupal. Na linha dos textos não normativos1 que acompanham o Decreto 330/2009 (currículo vigente de Educação Infantil na Galiza), o canto é uma/um: Recurso para favorecer o respeito entre as pessoas, já que nas orientações metodológicas para o 2º ciclo da Educação Infantil compreende-se o canto como meio para fazer expressar às crianças os seus traços, interesses e personalidades, de modo que se conheçam entre si e aprendam a respeitar e perceber a diversidade e a singularidade das pessoas. Estratégia para desenvolver o sentido de pertença ao grupo, o qual também ajuda a reforçar as relações interpessoais. Expressão de emoções, sensações ou sentimentos. Neste caso em concreto só se faz uma única referência a isso na área de Religião Católica, como indicador específico de avaliação. Menciona-se deste modo o canto de vilancicos como forma de exprimir a alegria e a emoção pelo Natal. Uma vez compiladas e categorizadas as referências2 ao canto no texto curricular de 1991 e nos documentos que se anexam ao currículo de 2009 (posto que no próprio currículo não se encontraram referências ao canto propriamente ditas), desenhou-se o quadro que se apresenta a seguir, em que se reune a presença do canto com respeito à categorias que resumem as ideias sobre este, e a visão que de ditos textos obtemos dele. Tabela 1: Comparação da normativa de 1991 e de 2009 com respeito à consideração/presença do canto CONCEITO CURRÍCULO DE 1991 DOCUMENTOS ANEXOS AO CURRÍCULO DE 2009 Favorece a participação √  Importante para trabalhar a interpretação musical √  Meio de comunicação/expressão de emoções √ √ 1 Foram tidos só em conta as referências ao canto incluídas nos documentos anexos (não normativos) ao currículo de 2009 que figuram na publicação Xunta de Galicia (2009), assim como a “Ordem de 25 de junho de 2009 por que se regula a implantação, o desenvolvimento e a avaliação do segundo ciclo da educação infantil na Comunidade Autónoma da Galiza” (DOG de 10 de julho de 2009, em Xunta de Galicia, 2009), posto que no próprio Currículo da Educação Infantil de Galiza de 2009 a palavra “canto” está ausente. 2 Ver anexo. 3515 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sobre Questões Curriculares VII Colóquio Luso-Brasileiro & I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 4 Valor educativo e atitudinal √ √ Ajuda a desenvolver a aceitação das diferenças entre as pessoas  √ Favorece a coesão grupal √ √ √: ideia recolhida / : ideia não recolhida Fonte: Elaboração própria Apreciamos que o canto está presente como recurso socializador no currículo de 1991, mas ausenta-se por completo no currículo de 2009, mesmo que sim se refiram a ele os documentos não normativos que o acompanham, como arma favorecedora do respeito cara as diferenças individuais entre as pessoas e como estratégia de fortalecemento do sentido de pertença a um grupo. 4 Discussão e conclusões Em resumo, com respeito ao canto, são 6 as ideias em que se podem congregar as referências compiladas dos documentos de 2009 e de 1991: 1. Favorece a participação. 2. É importante para trabalhar a interpretação musical. 3. Meio de comunicação/expressão de emoções. 4. Valor educativo e atitudinal. 5. Ajuda a desenvolver a aceitação das diferenças entre as pessoas. 6. Favorece a coesão grupal. No currículo de 1991 estão recolhidas 5 categorias de um total de 6, figurando nos textos de 2009 uma menos, quer dizer, 4 de 6. Em 1991 a que não se reúne é a quinta; enquanto que em 2009 as que não aparecem são a primeira e a segunda. Tendo em conta que nem no Decreto 330/2009 nem na “Ordem de 25 de junho de 2009 por que se regula a implantação, o desenvolvimento e a avaliação do segundo ciclo da educação infantil na Comunidade Autónoma da Galiza” não há nenhuma referência ao canto, é de esperar que se conclua que ao canto não se dá importância nem como conteúdo nem como critério de avaliação. Mas surpreende que não se faça referência ao canto em grupo, por exemplo, como fator favorecedor da participação, ainda que possa estar ligado ao aspeto que sim se recolhe sobre o sentido de pertença ao grupo. Não obstante, quiséssemos destacar que o facto de que uma criança se sinta parte de um grupo não tem por quê supor que o nível de participação seja alto, mesmo que normalmente sim vá ligado. Começaremos a análise documentária frisando a ideia de que é curioso que no Decreto 330/2009, por que se publica o currículo vigente da Educação Infantil na Galiza, a palavra “canto” esteja ausente. Consequentemente, na “Ordem de 25 de junho de 2009 por que se regula a implantação, o desenvolvimento e a avaliação do segundo ciclo da 3516 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sobre Questões Curriculares VII Colóquio Luso-Brasileiro & I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 5 educação infantil na Comunidade Autónoma da Galiza”, é de esperar que também não se faça referência ao canto de forma particular. Também não achamos esta palavra no documento “Achega da etapa da educação infantil à aquisição de competências básicas”. Estas manifestações não são senão indícios da pouca consideração ou conhecimento do valor do trabalho do canto na infância e tudo o que isso significa. Mas ainda resulta mais estranho que, não figurando na ordem previamente descrita, pela qual se regula, entre outros aspetos, a avaliação, sim se faça referência específica ao canto no documento não normativo “Avaliação: indicadores observáveis específicos”. Perguntamos-nos como pode ser que o canto não seja incluído como conteúdo no próprio currículo se depois pretendemos avaliá-lo. Interpretamos que, no caso concreto da religião católica, por ser uma área não obrigatória no ensino público, pode perceber-se que o canto não seja considerado um conteúdo, como fim em si mesmo, mas sim como recurso com transcendência simbólica, através do qual poderemos perceber se uma criança transmite alegria cantando cantos de Natal (por exemplo), manifestação da qual poderíamos traduzir se com efeito expressa algum valor da religião em questão. Ainda sendo mais antigo, o currículo já derrogado (Decreto 426/1991), sim faz referência explícita ao canto. Resulta espantoso que há 20 anos se tinha dado importância ao canto em aspetos de desenvolvimento pessoal e social, sem vincular à religião, enquanto que em 2009 sim se relaciona o canto à religião. Dá nas vistas por dois motivos: Ainda que bem é certo que as políticas educativas em Espanha apontem para o confinamento das matérias de caráter artístico (veja-se a LOMCE), muitas são as publicações e investigações que chegam do estrangeiro (Tomlinson, 2012; Darrow, 2011; Cheng, Ockelford & Welch, 2009; Tafuri, 2005), e também de caráter nacional (Gillanders, 2010; Cámara, 2008; López de la Calle, 2007; Pascual, 2006), que insistem na importância da Educação Musical na infância, por contribuir para o desenvolvimento de certas capacidades que sem dúvida são necessárias e complementam o sucesso em matérias de caráter mais instrumental ou tradicional, e inclusive a nível de formação da personalidade ou desenvolvimento da emocionalidade, básicas para o crescimento dos indivíduos. Já desde finais do século passado as crianças (ainda que maioritariamente o fazem as famílias por elas) nos centros públicos e em alguns privados e concertados podem escolher estudar religião (católica ou outra que oferecer o centro), ou no seu defeito, uma atividade letiva paralela, como pode ser a já caduca “Alternativa” ou a existente “Atenção educativa”. Também cada vez mais se trabalha transversalmente o respeito às diferentes culturas e tolerância às diversas religiões que num centro educativo de uma mesma comunidade podem conviver, interpretando e vivendo a multiculturalidade como um acréscimo de enriquecimento à convivência escolar. Seguindo esta lógica, perguntamo-nos como é possível que, perante este facto, no documento Xunta de Galicia (2009) só o canto figure como tal ligado à religião católica e não esteja ligado à religião no derrogado currículo da década de 90, quando naqueles anos não havia tantas possibilidades na escola, como por exemplo, a de escolher cursar matérias vinculadas a religiões diferentes à católica ou alternativas à religião. Por outra parte, ainda que “o canto era a melhor forma de expressar os sentimentos religiosos [na Idade Média]” (Pascual, 2006, p. 7), os discursos modernos de crença de hoje em dia falam mais da importância da fé em si mesma que do facto de mostrá-la publicamente, através do canto, da oração, ou de outra via mais expressa. Contudo, em ambos textos de 2009 e de 1991, destaca-se o valor do canto como reforço das relações humanas e potenciador da sociabilidade. Apreciamos particularmente o valor que se acrescenta sobre o canto nas orientações metodológicas para o 2º ciclo (Xunta de Galicia, 2009), como canal de expressão de ideias, interesses e caraterísticas pessoais para fomentar o respeito das diferenças e igualdades que existem entre as pessoas. Tem um caráter transversal que consideramos fundamental e valorizamos especialmente como modo de trabalhar a transigência e a 3517 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sobre Questões Curriculares VII Colóquio Luso-Brasileiro & I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 6 aceitação das diferenças entre os iguais de uma forma atraente, para inculcar valores de tolerância, tão necessários na nossa sociedade. Torna-se uma forma original, que bem modelada na prática, poderia ser um bom alicerce para aprofundar, também, em aspetos da coeducação. Referências Cámara, A. (2008). Actividades de canto en la Escuela Primaria: posicionamiento del alumnado de tercer ciclo y del profesorado de música. Tese de doutoramento, Euskal Herriko Unibertsitatea. Cheng, E.; Ockelford, A.; Welch, G. (2009). Researching and developing music provision in special schools in England for children and young people with complex needs. Australian Journal of Music Education, 2, 27‐48. Darrow, A. (2011). Early childhood special music education. General Music Today, 24 (2), 28‐30. Decreto 426/1991, de 12 de decembro, polo que se establece o currículo da Educación Infantil na Comunidade Autónoma de Galicia (DOG 8/92 de 14 de xaneiro de 1992). Disponível em http://centros.edu.xunta.es/cprdonbosco/files/CURRICULO%20DE%20LA%20EDUCACION%20INFANTIL%20N %20LA%20COMUNIDAD%20AUTONOMA%20DE%20GALICIA.(D.O.G.%208‐92%20DE%2014%20DE%20ENER.d oc de Fonzo, M. (2010). Cantoterapia. Il teorema del canto. Roma: Armando. Gillanders, C.J. (2011). Los medios en la práctica docente del especialista en educación musical en Galicia. Tese de doutoramento, Universidade de Santiago de Compostela. Hernández, M.D.M. (2010a). El canto en las escuelas infantiles de la Comunidad de Madrid: un recurso poco utilizado en la educación integral del niño. Revista Iberoamericana de Educación, 52 (4), 1-12. Hernández, M.D.M. (2010b). Desarrollo del canto en el niño. II Congrès Internacional de Didàctiques, 1-6. Hernández, M.D.M. & Martín, M. (2010). El canto en la Educación Infantil. ¿Cómo escoger un repertorio adaptado a la fisiología del niño y a su desarrollo vocal? II Congrès Internacional de Didàctiques, 1-6. López de la Calle Sampedro, M.Á. (2007). La música en centros de educación infantil 3‐6 años de Galicia e Inglaterra, un estudio de su presencia y de las prácticas educativas. Tese de doutoramento, Universidade de Santiago de Compostela. Pascual, P. (2006). Didáctica de la música. Madrid: Pearson Educación. Tafuri, J. (2005). Lo sviluppo musicale nel bambino. Quaderni acp, 12 (3), 96‐98. Tomlinson, M. (2012). Transformative music invention: interpretive redesign through music dialogue in classroom practices. Australian Journal of Music Education, 1, 42‐56. Vaillacourt, G. (2009). Música y musicoterapia: su importancia en el desarrollo infantil. Madrid: Narcea. Xunta de Galicia (2009). Lexislación da Educación Infantil en Galicia. Galicia: Consellería da Educación e Ordenación Universitaria, Tórculo Edicións. Anexos 3518 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sobre Questões Curriculares VII Colóquio Luso-Brasileiro & I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 7 A seguir mostramos as referências3 ao canto que figuram na normativa sobre Educação Infantil na Galiza, objeto da nossa análise. Tabela 2: Referências ao canto no derrogado Currículo de Educação Infantil (Decreto 426/1991) EPÍGRAFE REFERÊNCIA Anexo. O currículo de educação infantil 3. Área de Comunicação e representação 3.2. Blocos de conteúdos 3.2.5. EXPRESSÃO RÍTMICO-MUSICAL Factos e conceitos A voz como meio de comunicação (palavra/canto) (p. 40). Procedimentos Interpretação de rimas e cantos de folclore popular. Participação do canto em grupo (pp. 40-41). Atitudes, valores e normas Gosto pela comunicação grupal em atividades partilhadas de canto, baile ou movimentos e sons a partir do estabelecimento de um tempo comum para todas as crianças (p. 41). Fonte: Elaboração própria Tabela 3: Referências ao canto no documento não normativo “Avaliação: indicadores observáveis específicos” (Xunta de Galicia, 2009) EPÍGRAFE REFERÊNCIA Avaliação: indicadores observáveis específicos das diferentes áreas Ensino de religião Religião católica Critério de avaliação: Saber observar os referentes religiosos do seu arredor. Indicador específico: Participa no canto de vilancicos para expressar a alegria e a emoção do Natal (p. 151). Fonte: Elaboração própria Tabela 4: Referências ao canto no documento não normativo “Orientações metodológicas para o segundo ciclo da Educação Infantil” (Xunta de Galicia, 2009) EPÍGRAFE REFERÊNCIA Área de conhecimento de si mesmo e autonomia pessoal Para favorecer que as crianças descubram e respeitem tanto as suas caraterísticas e interesses pessoais como as caraterísticas e interesses das demais pessoas, é necessário que expressem, em situações variadas e através de diferentes formas de comunicação e linguagens, o conhecimento que vão adquirindo das suas caraterísticas físicas, gostos, temas que lhes interessam e das pessoas que lhes são significativas. Para favorecer esta expressão, empregar-se-ão jogos, mímicas, cantos e representações o mais ricas possíveis (p. 161). Área de conhecimento da envolvência A organização de projetos, consensuados, negociados e levados a cabo coletivamente pelo grupo, a realização de assembleias para comentar acontecimentos -o nascimento de uma criatura humana ou animal, as primeiras flores, a entrada na turma de uma nova ou novo aluno, sobretudo quando este pertence a outra cultura diferente, etc.- ou discutir e decidir determinados aspetos da atividade diária, divisão de tarefas, planeamento de uma saída…, as reuniões em 3 Se dentro da cela “epígrafe” não figuram todas as epígrafes superiores da hierarquia do texto, perceber-se-á que serão os mesmos que os da cela imediatamente superior, evidenciando só as epígrafes inferiores em que difiram. 3519 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS XI Colóquio sobre Questões Curriculares VII Colóquio Luso-Brasileiro & I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS 8 grupo para contar um conto ou cantar uma canção, etc. constituem valiosas estratégias que a pessoa docente utilizará porque são altamente motivadoras e favorecem o desenvolvimento das relações interpessoais, o estabelecimento de vínculos afetivos, assim como que a criança se sinta membro do grupo participando ativamente nele (p. 167). Fonte: Elaboração própria 3520 TEMA 14 CURRÍCULO, CONHECIMENTO E DISCIPLINAS ESCOLARES ÍNDICE DE TEMAS E ARTIGOS